Segunda, 20 Março 2023 09:09

CLIPPING AHPACEG 18 A 20/03/23

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Mesmo com decisão da Justiça, paciente não consegue aplicações de remédios que custam mais de R$ 60 mil cada para tratamento contra câncer de fígado

AGO aprova contas, relatório de gestão e distribuição de sobras da Unimed Federação Centro Brasileira

Conselho Federativo da Unimed Federação Centro Brasileira aprova ingresso de nova cooperativa

Uso de testosterona na mulher acende alerta sobre saúde e qualidade de vida

Com novo nome e maior abrangência, Lula relança Mais Médicos na segunda (20)

Justiça manda Libbs Farmacêutica pagar 1,2 milhão de reais aos filhos de Ricardo Boechat

'Vamos investir numa política que não isole o paciente'

Os planos de saúde contra as fraudes

O que é a tecnologia cell-free, que pode acelerar o desenvolvimento de vacinas sob demanda

Goiânia ganhará 12 novas unidades de saúde até o fim do ano, garante secretário

PORTAL G1

Mesmo com decisão da Justiça, paciente não consegue aplicações de remédios que custam mais de R$ 60 mil cada para tratamento contra câncer de fígado

Lidiane Aparecida Sartin, de 41 anos, conta que precisou vender a própria casa para começar o tratamento. Determinação de juiz já passa de um mês.

Por Jamyle Amoury, g1 Goiás

Mesmo com uma decisão liminar na Justiça e uma prescrição médica em mãos, uma paciente não consegue a liberação por parte de um plano de saúde de medicamentos que custam mais de R$ 60 mil para o tratamento de câncer de fígado. Lidiane Aparecida Sartin de Oliveira tem 41 anos, mora em Anápolis, a 55km de Goiânia, e conta que precisou vender a própria casa para começar o tratamento.

g1 entrou em contato com o plano de saúde Hapvida, por mensagens enviadas na sexta-feira (17), mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Lidiane é médica veterinária e foi diagnosticada após sentir dores em dezembro de 2022. Depois de passar por cinco médicos, quatro deles fora do plano de saúde receitaram a ela o Atezolizumabe e Bevacizumabe, usados em procedimento de quimioterapia.

Porém, a equipe médica da operadora de saúde receitou Levantinibe à Lidiane, que, segundo ela e os médicos que a examinaram, não é tão eficaz quantos os receitados posteriormente. Por isso, para tentar uma maneira mais forte de combater a doença, ela entrou na Justiça para conseguir o tratamento.

“Consegui a liminar para ter o tratamento com os medicamentos adequados, mas o plano não acata a liminar. Nesse meio tempo, eu consegui vender a minha casa, e com o dinheiro, consegui fazer duas aplicações, cada uma custando R$ 64,4 mil”, explica Lidiane .

Decisão

A decisão judicial de emergência foi dada pelo juiz Sebastião José de Assis Neto, no dia 6 de fevereiro, e, mais de um mês depois, a determinação não foi cumprida pelo plano, precisando que a advogada de Lidiane entrasse com um novo pedido de urgência e de bloqueio de bens contra a prestadora de serviços.

“Quando comecei a sentir as dores, o médico achava que era cálculo renal, eu olhei os exames e sabia que era câncer. Eu estava fraca, não conseguia levantar da cama, acabei indo para Goiânia”, conta Lidiane.

Após ter conseguido a liminar, Lidiane conta que o plano deu uma negativa, que ela recebeu por telegrama, dizendo que: “Em função da discordância entre os profissionais, será necessária a realização de uma junta (médica) para decidir sobre seu caso”, descreve o documento.

Lidiane finaliza dizendo que precisa das aplicações de 21 em 21 dias, até que a doença vá desacelerando, porém, não há data determinada para que ela pare de tomar a medicação.

“O médico disse que sem previsão porque o câncer está muito avançado. Existem algumas metástases no fígado, linfonodos regionais e no rim, o que me tira da fila do transplante".

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AGÊNCIA UNIMED

AGO aprova contas, relatório de gestão e distribuição de sobras da Unimed Federação Centro Brasileira

Com um aumento de quase 200% em relação ao apurado em 2021, as sobras de 2022 da Unimed Federação Centro Brasileira serão rateadas da seguinte forma: 50% vão integrar a cota capital das Unimeds federadas e o restante será destinado aos projetos da Federação para 2023.

Essa destinação das sobras após a dedução das parcelas dos fundos obrigatórios foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Federação, realizada em 10 de março. Também por unanimidade, a AGO aprovou as contas, o relatório de gestão e os planos de trabalho deste ano.

O plano inclui projetos voltados para a prestação de serviços às Singulares, o que tem sido de fundamental importância para redução de custos e a otimização dos resultados das cooperativas.

Conselho Fiscal

A AGO ainda elegeu os membros do Conselho Fiscal para a gestão 2023/2024. A comissão eleitoral foi composta pelos médicos Adriano Auad (Unimed Goiânia), Petterson França (Unimed Catalão) e Tânia Crepaldi (Unimed Rio Verde).

O novo conselho tem os seguintes membros:

Efetivos: Alano Ribeiro de Queiroz Filho (Unimed Goiânia), Raquel Lopes Rocha (Unimed Regional Sul Goiás) e Adenauer Amaral Andrade (Unimed Jataí)

Suplentes: Hélio Kazuo Kanda (Unimed Vale do São Patrício), Brenner Brandão Silva (Unimed Gurupi) e Clayrton Leão Filho (Unimed Oeste Goiano)

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Conselho Federativo da Unimed Federação Centro Brasileira aprova ingresso de nova cooperativa

Realizada no formato híbrido com a participação de presidentes e representantes de todas as Unimed federadas, a primeira reunião de 2023 do Conselho Federativo da Unimed Federação Centro Brasileira aprovou o ingresso de uma nova cooperativa no grupo: a Cooperativa de Trabalho Médico do Distrito Federal - Cooperativa de Saúde. Fundada no final de 2022, com total apoio da Federação, ela teve seu ingresso na Federação aprovado por unanimidade na reunião de 10 de março.

O presidente Paulo José Tonello Mendes Ferreira e o vice-presidente Jefferson Volnei de Mattos Júnior agradeceram o apoio da Federação e da Unimed Nacional para a organização dos médicos do DF, a criação e o início dos trabalhos da nova cooperativa, que atuará como prestadora.

A pauta da primeira reunião do Conselho Federativo incluiu ainda a apresentação da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) de 2022, coordenada pelo vice-presidente Sérgio Baiocchi; um raio-X das ações da Federação nos últimos meses e o anúncio da economia proporcionada às Unimeds federadas com a prestação de serviços, que ultrapassou a casa dos R$ 8 milhões ao longo do ano passado.

Premiação

O resultado do Prêmio Integra CB 2022 também foi conhecido na reunião, assim como as regras para 2023 deste projeto que visa fortalecer o engajamento e a adesão das federadas aos serviços oferecidos pela Federação. O pódio de 2021 foi repetido: a Unimed Anápolis ficou em primeiro lugar e a Unimed Morrinhos, em segundo.

Presidente da bicampeã Unimed Anápolis, Fabio Henrique Souza Almeida, ressaltou que o Integra CB demonstra os investimentos da Federação na cooperação e na intercooperação e benefícios para todas as federadas. “Agradeço a chance de poder participar da Federação e de economizar cerca de R$ 1,5 milhão em 2022 na Unimed Anápolis”, disse.

LGPD

O projeto LGPG, que assessora as federadas na implementação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – inclusive com um forte trabalho educativo, que conta com uma série de vídeos didáticos e outras ferramentas -, foi outro tema em pauta.

“As federadas precisam estar ainda mais atentas agora com a regulamentação de dosimetria e aplicação das multas”, alertou o diretor-superintendente da Federação, Martúlio Nunes Gomes. O cronograma de 2023 da Federação, de acordo com a DPO e gerente de Qualidade, Projetos e Privacidade de Dados, Christianne Pimenta, prevê uma auditoria nas federadas para auxiliá-las mais.

“Esse é um tema delicado, importante, que envolve pesadas multas em casos de infração”, enfatizou o presidente da Federação, Danúbio Antonio de Oliveira, ao solicitar o engajamento dos presidentes das Singulares nas ações que envolvem a LGPD.

Exemplo

A nova ferramenta desenvolvida pela Federação e que vai possibilitar às Singulares o acompanhamento das transações do intercâmbio em tempo real. o programa para a melhoria da qualidade dos dados das Singulares no TISS, o uso da inteligência artificial nas auditorias, a atuação e o regimento interno do Comitê Regional de Negociação de OPME, telemedicina e prontuário eletrônico foram outros pontos da pauta.

A reunião contou também com a presença do vice-presidente da federada Unimed Morrinhos e diretor Comercial e Marketing na Unimed Nacional, Walter Cherubim Bueno, que apresentou um estudo de mercado da saúde no DF, Goiás, Tocantins e área da Unimed Planalto. Ele ressaltou que a Federação é hoje um exemplo para todo o Sistema Unimed em representatividade institucional e prestação de serviços e enfatizou a importância da intercooperação para a sustentabilidade das cooperativas.

Redes assistenciais

O diretor de Integração Cooperativista e Desenvolvimento Institucional da Federação, Éder Cássio Rocha Ribeiro, convidou as federadas a participarem do Projeto Redes Assistenciais, um programa de aperfeiçoamento das redes das federadas com foco em resultados. Dividido em cinco módulos, o projeto terá aulas online.

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A REDAÇÃO

Uso de testosterona na mulher acende alerta sobre saúde e qualidade de vida

Fórmulas do rejuvenescimento e da beleza são buscas constantes de muitas pessoas na sociedade atual. Não é à toa, portanto, que esse mercado cresce tão rápido e, cada vez mais, surgem novas alternativas relacionadas a fins estéticos. Entre elas, está o uso de hormônios, como os “chips da beleza”, uma prática bastante controversa e cheia de riscos.

Apesar de ser um tema em evidência nos últimos anos, a procura por uso de medicamentos e reposições hormonais que auxiliam a boa performance e o ganho de massa muscular é antiga. Dentre os hormônios comumente utilizados para fins estéticos está a testosterona, que apesar de ser encontrada em mulheres, possui maiores dosagens naturais nos homens. Além disso, está relacionada à libido e também à agressividade. 

De acordo com o médico e presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Fernando Pacéli, após os 50 anos de idade ocorre um declínio constante na produção desse hormônio, o que ocasiona normalmente uma diminuição na libido, mudanças comportamentais, diminuição da massa muscular, aumento da gordura, depressão, insônia, osteoporose, entre outros sintomas. “Esse quadro é chamado de andropausa, entretanto, uma denominação mais adequada é insuficiência androgênica parcial do homem idoso”, explica em entrevista ao jornal A Redação. 

A preocupação em relação à reposição hormonal de testosterona é sobretudo em relação às mulheres, que naturalmente possuem taxas baixas deste hormônio no organismo. Conforme o Cremego, a solicitação de exames em relação à dosagem deste hormônio para a mulher deve ser feita somente quando há suspeitas de elevação da substância no corpo feminino. Porém, nos últimos anos, com a justificativa de prescrição, tem se percebido aumento de solicitação de análises. 

Ao AR, o presidente do Conselho ainda destaca que, embora a procura seja alta, a prescrição de testosterona para mulheres tem indicações restritas e específicas,

"O Cremego recomendada que seja feita por um médico especialista, portador de Registro de Qualificação de Especialidade (RQE). Os hormônios femininos são os estrogênios e,  não, a testosterona”, esclarece. 



Mundialmente, o uso de formulações masculinas para mulheres não é recomendado. O uso de testosterona por mulheres, sem indicação e com medicamentos inadequados, pode levar a efeitos colaterais a curto e a longo prazo. Fernando pontua que o uso para fins estéticos ou aumento de libido na mulher exige doses elevadas, semelhantes aos níveis masculinos. Com isso, dentre os sintomas mais comuns estão a irregularidade menstrual, o aumento do clitóris, a infertilidade, malformação fetal, mudanças irreversíveis no timbre de voz, queda de cabelo, hepatopatias e lesões cardiológicas, além de acne, atrofia das mamas, bem como irritabilidade e agressividade.

“No âmbito da legislação da ética médica, não existe ‘chip da beleza’.
Não existe Medicina Integrativa.
Não há especialidade de longevidade saudável.
São burlas semânticas”.

(Médico e presidente do Cremego, Fernando Pacéli)

Outras alternativas para atingir resultados com saúde
 

“Sabemos que o uso de terapia hormonal tem sido uma ferramenta importante no auxílio da melhora estética, melhorando a performance e retardando o envelhecimento. No entanto, se usada sem acompanhamento, é capaz de provocar inúmeros riscos à saúde”. A afirmação é do médico Gustavo Prudente.

Para ele, o uso de hormônios se tornou mais acessível e popularizado, mas sempre houve procura pela utilização de procedimentos com o uso dessas substâncias.



“Assim como qualquer hormônio, o excesso e o uso indevido de testosterona pode trazer inúmeros riscos à saúde, tanto para homens quanto para mulheres. Há alternativas simples para o aumento natural no organismo, como a alimentação focada em nutrientes precursores deste hormônio, uma boa noite de sono associada a uma atividade física diária”, afirma em entrevista ao jornal A Redação.

Além disso, o profissional avalia que os procedimentos realizados atualmente têm passado por uma evolução, seja na qualidade e também na durabilidade. Conforme ele analisa, a tendência é que a eficácia seja cada vez maior, porém, a  manutenção e o acompanhamento médico são extremamente necessários para melhores resultados a longo prazo.

“Os resultados estéticos são melhores alcançados com bons hábitos de vida.
Pode parecer clichê, mas uma boa alimentação e uma boa noite de sono
proporcionarão resultados incríveis para a saúde física e mental”. 

(Médico Gustavo Prudente, ao AR)

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AGÊNCIA BRASIL

Com novo nome e maior abrangência, Lula relança Mais Médicos na segunda (20)

Programa vai trabalhar para melhorar o SUS | 18.03.23 - 16:24

Com a promessa de dar prioridade para brasileiros e com atuação de outros profissionais da área de saúde como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais nas equipes, o Ministério da Saúde vai retomar o antigo programa Mais Médicos. Rebatizado de Mais Saúde para o Brasil, o programa será lançado na próxima segunda-feira (20/3, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Além de ampliar o número de profissionais na saúde, [o programa] vai trabalhar para melhorar o SUS com investimentos para construção e reformas de Unidades Básicas, ampliando o atendimento no Brasil”, comemorou pelo Twitter o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, neste sábado (18/3).

Na mesma publicação, Pimenta lembrou que o programa, criado pela então presidente Dilma Rousseff, “chegou a ser responsável por 100% da atenção primária em 1.039 municípios, contratou mais de 18 mil profissionais e beneficiou 63 milhões de brasileiros. “O desmonte do programa, nos últimos anos, mostra o descaso que sofreu o SUS”, acrescentou. No novo formato, a expectativa é que sejam anunciados incentivos de permanência dos profissionais nos municípios.

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JORNAL OPÇÃO

Justiça manda Libbs Farmacêutica pagar 1,2 milhão de reais aos filhos de Ricardo Boechat

O juiz Dimitrios Zarvos Varellis considerou que a empresa não ofereceu transporte seguro ao jornalista da Band, que morreu num acidente de helicóptero

O apresentador da Band Ricardo Eugênio Boechat morreu em 2019, num acidente de helicóptero, aos 66 anos. Agora, em 2023, há desdobramentos da história, a partir de uma decisão judicial. (Uma curiosidade: o jornalista nasceu em Buenos Aires.)

Convidado a dar uma palestra pela indústria farmacêutica Libbs Farmacêutica, no Hotel Royal Palm Plaza, na cidade de Campinas, Ricardo Boechat voltava para São Paulo quando o helicóptero caiu em cima de uma carreta, na Rodovia Anhanguera. O jornalista e o piloto Ronaldo Quattrucci morreram.

Os filhos de Ricardo Boechat — Paula e Rafael Boechat — acionaram judicialmente a Libbs Farmacêutica, alegando que a empresa não cumpriu “a obrigação contratual de garantir transporte seguro do jornalista” (o trecho entre aspas é do Portal dos Jornalistas).

A ação deixa evidente que a empresa responsável pelo helicóptero “não tinha autorização da Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] para realizar transporte de passageiros”.

Os advogados da família Boechat sustentam que “a queda do helicóptero foi causada por uma combinação de fatores: contratação de empresa e aeronave não autorizadas ao transporte de passageiros; falhas de manutenção do helicóptero; erros de avaliação por parte do condutor. Todos esses fatos somados foram causas determinantes da morte de Ricardo Boechat”.

No lugar de assumir sua responsabilidade, ao menos alguma responsabilidade, a Libbs Farmacêutica contestou a tese dos advogados dos filhos de Ricardo Boechat. A empresa alega que não teve a ver com o transporte do jornalista e que nem mesmo contratou a operadora do helicóptero. Na sua versão, a organização do evento foi de responsabilidade exclusiva da empresa Zum Brasil.

Numa percepção precisa do que ocorreu, o juiz Dimitrios Zarvos Varellis rejeitou a argumentação da Libbs Farmacêutica. O magistrado sublinhou que, “a partir do momento em que assumiu a responsabilidade pelo transporte do jornalista, a empresa tinha a obrigação de se certificar de melhor escolha possível da transportadora, o que não ocorreu” (o trecho entre aspas é do Portal dos Jornalistas). Em sua decisão, o juiz assinalou: “A empresa é uma gigante da área farmacêutica nacional, e, portanto, tinha totais condições de acompanhar mais de perto o processo de contratação da transportadora”.

Se a Libbs Farmacêutica não tivesse solicitado a palestra de Ricardo Boechat, o acidente não teria acontecido e o jornalista estaria vivo. Então, não há como excluir a responsabilidade da fabricante de medicamentos (a oitava maior do país).

A Libbs Farmacêutica pode, se quiser, recorrer da decisão judicial que exige que pague 1,2 milhão de reais aos dois filhos de Ricardo Boechat. De acordo com a Wikipédia, a empresa (conceituada no mercado) faturou — em 2018 — 1,5 bilhão de reais. Ela é presidida por Alcebíades Athayde Junior.

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O GLOBO

'Vamos investir numa política que não isole o paciente'

Sônia Barros / enfermeira

Nova chefe do inédito Departamento de Saúde Mental do governo promete 'cavalo de pau' e 'revogaço' de portarias que tenham como base a internação psiquiátrica, realocando recursos e mudando o foco para a Rede de Atenção Psicossocial

Nomeada no início do mês para chefiar o inédito Departamento de Saúde Mental do Ministério da Saúde, a enfermeira Sônia Barros tem como um dos seus principais objetivos no cargo dar um cavalo de pau na política federal sobre o tema.

Em sua primeira entrevista após assumir, ela disse que já prepara um "revogaço" de portarias que direcionavam recursos para hospitais psiquiátricos e voltará a investir na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), sucateada ao longo da gestão anterior.

- Iremos investir em uma política que não isole o paciente e em perspectiva de redução de danos - afirmou ela ao GLOBO.

Barros é a primeira enfermeira a assumir um cargo de alto escalão na pasta, sendo escolhida pelos trabalhos sobre políticas de saúde mental e exclusão social de pessoas com doenças mentais. Ela carrega no currículo ter trabalhado ativamente na reforma psiquiátrica, lei de 2001 fundamentada no tratamento humanizado dos pacientes com doença mental.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

0 que significa assumir o primeiro departamento voltado ao tema no atual cenário pós-pandemia?

A saúde mental do brasileiro é precária há muito tempo, por muitos motivos - e não podemos esquecer que para além dos diagnósticos, as questões socioeconômicas podem ser um agravante. O Departamento de Saúde Mental nasce de uma leitura atenta do novo governo a essa pauta. Tivemos muito retrocesso na

saúde mental nos últimos anos, com cortes financeiros e redução de equipes, serviços e políticas.

Qual é o orçamento do departamento? A senhora o considera suficiente para as ações desejadas?

O orçamento está sendo delimitado agora, mas de modo geral, é e sempre foi aquém das necessidades. A saúde mental costuma representar apenas 2% dos recursos do ministério (cerca de R$ 2,9 bilhões). Sabemos que os orçamentos para este governo, dadas as condições econômicas, estão baixos.

"A saúde mental do brasileiro é precária há muito tempo, por muitos motivos, e as questões

socioeconômicas podem ser um agravante "

"Vamos mapear as instituições e fechar hospitais que não tenham condições de permanecer abertos "

Há uma defasagem grande, mas a expectativa é que não amplie (o orçamento) enquanto não for necessário.

E como será possível expandir a Rede de Atenção Psicossocial, uma das prioridades do governo?

A ideia central é essa, mas a primeira coisa que precisamos fazer é recompor os recursos defasados para sustentar melhor essa rede - digamos que essa é a perspectiva a curto prazo. A médio prazo, iremos expandir a rede com a criação de mais Centros de Atenção Psicossocial: pa-

ra adultos, infanto-juvenil, de álcool e drogas. Em quais estados será prioridade e disponibilidade dos governos estaduais são tarefas para depois da recomposição dos recursos.

A nova gestão também expressou o desejo de reduzir hospitais psiquiátricos. São quase 200 funcionando no país. Já há alguma medida em planejamento para essa diminuição?

Estamos revendo portarias que trazem como base internação psiquiátrica e ampliação de leitos psiquiátricos. Esses decretos se-

rão revogados para impedir o crescimento da rede, e usaremos os recursos destinados a hospitais psiquiátricos na Rede de Atenção Psicossocial. Também iremos retomar a supervisão dos hospitais psiquiátricos com o PNASH, um programa de fiscalização desses ambientes que já foi muito utilizado no primeiro governo Lula. A partir desse monitoramento, poderemos mapear as instituições e fechar hospitais que não tenham condições de permanecer abertos.

A gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro investiu na expansão de comunidades terapêuticas. Qual será a política do departamento de saúde mental acerca dessas instituições?

As comunidades terapêuticas estão sob o Ministério da Cidadania (atual Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social). Nós, da Saúde, iremos investir em uma política que não isole o paciente e em perspectiva de redução de danos. Com ampliação da oferta, damos opção para o cidadão e familiar procurarem outros cuidados.

Qual é a importância de ser a primeira titular do novo Departamento de Saúde Mental, sobretudo sendo uma mulher preta?

Primeiro, inédito é ter um departamento para essa área. E uma estrutura que significa ampliar as possibilidades de intervenção na realidade de saúde mental. Outro fato novo é um profissional enfermeiro assumir essa posição. Eu creio que, além, claro, do meu percurso profissional e minha experiência, ter um governo com um discurso de diversidade define também ser possível uma enfermeira, mulher e preta assumir essa posição. Eu me sinto muito honrada por ter essa possibilidade e por fazer parte da reconstrução do país.

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O ESTADO DE S.PAULO

Os planos de saúde contra as fraudes

No dia quinze passado, a Fenasaude (Federação Nacional de Saúde Suplementar) lançou a campanha "Saúde sem Fraude". É uma ação importante, porque a fraude tem lugar de destaque nos custos das operadoras de planos de saúde privados, aumentando o preço dos planos.

O Brasil é um país curioso. Nossa percepção sobre fraude, corrupção e outros delitos é diretamente impactada pelo valor. Valor grande é crime, valor pequeno é "jeitinho" e isso faz toda a diferença. O brasileiro entende que o "jeitinho" é tolerável, faz parte da nossa cultura, então pode ser "dado" porque é uma forma de se conseguir mais facilmente uma solução interessante para quem dá o "jeitinho", tanto faz se é errado. Então, fica o dito pelo não dito.

Roubar os dados de alguém, invadir sua conta corrente e sacar todo o dinheiro é crime, mas usar a carteirinha do plano de saúde do irmão para ir a uma consulta médica não é. Ou pelo menos é assim que muita gente vê o ato, que, de verdade, é crime, sim. Com previsão no Código Penal e tudo.

Se uma única pessoa fizesse isso já seria absolutamente inaceitável, mas milhares de participantes de planos de saúde privados não veem nada errado em "emprestar" suas carteirinhas para um conhecido consultar um médico ou fazer exames. O resultado é que essas ações absolutamente ilegais custam bilhões de reais por ano para as operadoras, que, "lamentavelmente", têm uma única forma de recomporem suas margens: o aumento do preço da mensalidade, onerando indevidamente o bom segurado que usa seu plano de acordo com o previsto no contrato.

Além do "empréstimo da carteirinha", são comuns outras ações que causam prejuízo para os planos de saúde privados. Entre elas, merecem ser citadas a realização de procedimentos não cobertos mascarados por outros, como procedimentos estéticos e alguns inclusive criminosos, como a realização de abortos clandestinos, além da adulteração dos dados pessoais na hora da contratação do plano.

Estima-se que as fraudes e os desperdícios custem mais de vinte e oito bilhões de reais por ano para as operadoras de planos de saúde privados. Daí a relevância da campanha "Saúde sem Fraude". Seu objetivo é, evidentemente, melhorar o resultado do setor que, neste momento, atravessa uma grave crise, com prejuízo de onze bilhões de reais nos três primeiros trimestres de 2022.

Mas se a campanha visa a melhorar o resultado das operadoras de saúde privados, ela tem como consequência direta a redução dos custos dos planos para os quase cinquenta milhões de brasileiros atendidos por eles.

A campanha, iniciada com uma live no dia 15 passado, pretende colocar no ar um hotsite contendo informações sobre o tema, distribuir cartilhas, vídeos e outras informações relevantes, para o consumidor de plano de saúde privado entender e se sensibilizar diante de uma realidade que onera o sistema, sendo que o mais prejudicado é justamente o bom segurado, que paga mais pela fraude praticada por gente "esperta", sem a menor noção de solidariedade.

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ÉPOCA

O que é a tecnologia cell-free, que pode acelerar o desenvolvimento de vacinas sob demanda

O "renascimento" da técnica cell-free pode trazer novas abordagens para o design de modelos sintéticos - Foto:

As plataformas utilizadas no desenvolvimento de vacinas evoluem conforme a tecnologia avança - e, agora, um novo olhar dos cientistas para a chamada abordagem "cell-free" tem potencial de impulsionar a inovação no setor. A aposta é que, com essa técnica, no futuro os imunizantes possam ser produzidos sob demanda.

Em janeiro deste ano, a FDA (Food and Drug Administration, agência regulatória dos Estados Unidos que se assemelha à Anvisa), concedeu status de "breakthrough" - espécie de selo de terapia inovadora - para a VAX-24, uma vacina que induz reposta imunológica contra as bactérias causadoras da pneumonia. A novidade é que o imunizante usa técnicas sintéticas em sua produção, incluindo química avançada e uma plataforma de síntese de proteínas sem células.

"A estratégia cell-free poderia modificar o mercado de imunizantes. Não vai substituir tudo que é feito hoje a partir de células, mas traz algumas novidades interessantes, por exemplo, na capacidade de armazenamento, que elimina a necessidade de câmaras frias", observa o professor do curso de Biotecnologia da PUC-PR, Humberto Madeira, que tem experiência em Biologia Molecular e é Ph.D. em Animal Science pela Universidade de Nebrasca.

O professor lembra que a técnica, em si, não é nova. Trata-se da ativação de processos biológicos sem o uso de células vivas intactas, e tem sido usada na ciência há mais de 50 anos como uma ferramenta de pesquisa, em laboratórios. "Agora, os cientistas estão revisitando a técnica para essa finalidade específica voltada para vacinas", explica. "Ainda é uma tecnologia muito cara, quando comparado ao custo de cultivar uma bactéria viva, por exemplo", analisa.

Marcos Freire, assessor científico de Bio-Manguinhos/Fiocruz, pondera que existem diferentes interpretações do que seria "cell-free". "Olhando apenas para os ingredientes farmacêuticos ativos (IFA) das vacinas, algumas poderiam ser consideradas livres de células. Uma vacina que tem como princípio ativo um polissacarídeo [açúcar] carregado por uma proteína pode ser considerada 'cell-free'. Na minha opinião, sim, mas este açúcar teria que ser produzido por processo síntese", explica.

"Eu olharia não apenas para o IFA, mas também para o processo de produção. As vacinas, em sua maioria, ainda são produzidas por processos biotecnológicos, mas as vacinas de mRNA trouxeram inovações nos processos de produção e hoje temos vacinas que poderiam ser consideradas sintéticas. Ou seja, vacinas produzidas por síntese", acrescenta.

Renascimento técnico

Esse "renascimento técnico" do cell-free na aplicação de vacinas pode trazer novas abordagens para o design de modelos sintéticos, além de biofabricação sob demanda. A estratégia cell-free funcionaria principalmente para vacinas bacterianas. "A vantagem principal de um sistema desse tipo é que o armazenamento e distribuição não precisa de uma rede fria, o que possibilita com que as vacinas sejam feitas sob demanda e colocadas em produção de forma muito mais rápida do que um sistema que depende de células", explica Humberto Madeira.

No entanto, existem desafios. Um deles, por exemplo, é garantir que essa proteína sintetizada esteja "dobrada corretamente" (a dobra ou enovelamento é o que permite às proteínas se combinarem para realizarem suas funções biológicas). No sistema cell-free isso é mais complexo do que num sistema com células "reais"- afinal, estas já são programadas para dobrar as proteínas de forma correta.

Marcos Freire faz um paralelo com as vacinas de mRNA, que também tiveram seu percurso de evolução na escada tecnológica. "Quando surgiram as primeiras patentes de uso de RNA como antígeno vacinal, as barreiras erram muito maiores: como produzir o RNA? Como estabilizar? Estas barreiras foram superadas e hoje temos uma prova de conceito clínico que demonstrou a segurança e eficácia desta abordagem. Só o tempo e o uso ampliados vão nos mostrar a duração da imunidade das vacinas cell-free, assim como a presença de eventos adversos raros", compara Marcos Freire.

Segurança e eficácia - os dois nortes da tecnologia

A tecnologia de mRNA (ou RNA mensageiro) deve aparecer com ainda mais destaque na elaboração de novos imunizantes nos próximos anos. A técnica se tornou mais amplamente conhecida pela população com a pandemia de covid-19, e tem a vantagem de ser flexível porque a sequência de RNA pode ser alterada rapidamente para poder agir contra novas variantes.

"As vacinas de RNA mensageiro demonstraram até mesmo um custo mais baixo, eu não consigo ver desvantagens. Uma vez dominada a tecnologia, potencialmente são as melhores vacinas, tanto pela eficácia quanto pela segurança que apresentam", avalia Humberto Madeira.

Marcos Freire reforça esse ponto: "Vacinas serão sempre guiadas por duas perspectivas básicas: segurança e eficácia", afirma. "As vacinas de mRNA estão, sem dúvida, na fronteira do conhecimento, eu diria que era uma tendência há alguns anos, mas este futuro chegou. No entanto, o mRNA não resolverá todos os problemas, ou seja, não é uma tecnologia que será usada para vacinas de forma universal. Com certeza, vacinas de mRNA para outros alvos surgirão em um futuro próximo", conclui.

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JORNAL OPÇÃO

Goiânia ganhará 12 novas unidades de saúde até o fim do ano, garante secretário

Obras serão custeadas com recursos próprios da Prefeitura; devem ser investidos R$ 144 milhões dos cofres públicos

Até o fim do ano, a expectativa é que sejam entregues 12 novas instalações de unidades de saúde em Goiânia. A promessa foi feita pelo secretário municipal de Saúde, Durval Pedroso. “Nunca se propôs um programa com tamanho investimento como agora”, comentou. As obras serão custeadas com recursos próprios da Prefeitura, um montante de R$ 144 milhões aos cofres públicos.

Somando todas as obras da área da saúde previstas dentro do Programa Goiânia Adiante, serão 22 espaços que passarão por construção, reconstrução, reforma ou que terão as obras retomadas depois de interrompidas em gestões anteriores.

Com unidades modulares, por contrato, as obras devem durar 120 dias contados após a publicação da ordem de serviço. “É uma frente de serviço grandiosa. Três já estão em execução: Lorena Park, Santa Fé e Vale dos Sonhos”, garantiu Durval, que antecipou ainda que a quarta deve ser publicada em breve. “Serão estruturas modernas, com atendimento odontológico, que vão permitir a ampliação da abrangência das equipes”, prometeu o secretário.

Até o fim do ano, segundo a Prefeitura, a população poderá usufruir das novas construções, além das já citadas pelo secretário, nas unidades de saúde dos seguintes bairros: Condomínio das Esmeraldas, Mirabel, Eldorado Oeste, Jardim das Aroeiras, Santo Hilário, Jardim Novo Mundo, Brisas da Mata, Jardim Curitiba e Residencial Caravelas.

Após análise técnica, o Centro de Saúde Leste Universitário e o Cais Goiá terão de ser totalmente reconstruídos. Além disso, serão retomadas as obras da UPA Guanabara e do Centro de Especialidades Municipal Setor Pedro Ludovico. Outras seis unidades passarão por reforma: Zoonoses, Cais Campinas, Cais Amendoeiras, Ciams Novo Horizonte, Cais Vila Nova e Cais Finsocial.

O Centro de Zoonoses, segundo o secretário, “por quase uma década foi utilizado como depósito de carcaças de automóveis”. “Oitenta e oito carcaças foram retiradas de lá. O projeto de reestruturação será nos moldes que o Ministério [da Saúde] exige para que seja realizado o acolhimento animal. O capital humano do Centro de Zoonoses é poderoso, mas não contava com a infraestrutura que vai surgir com essa obra”, avaliou.

Quem também já está de mudança para um novo prédio é o Samu que, segundo o secretário, nunca teve sede própria. “Já funcionou em prédio alugado, depois em estrutura adaptada”, afirmou Durval. Parte do serviço, inclusive, já migrou pra uma estrutura no Jardim Novo Mundo e o local está em obras para levar o restante da estrutura para o novo espaço. “Pela primeira vez, o Samu terá sede própria.”

Segundo o secretário Durval, quando o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) assumiu a gestão, mais de 800 ordens de serviços destinadas à saúde estavam paradas. “Há mais de uma década, as unidades de saúde não passavam por nenhum tipo de manutenção. Tinha até unidades com teto caindo”, lembrou.

Mas Durval garantiu que o problema foi solucionado. “Criamos um plano e contratamos uma empresa que faz a manutenção adequada, corretiva e preventiva, de forma urgente para que não chegue ao estágio que encontramos”, explicou.

De novembro pra cá, segundo a Prefeitura, a empresa contratada, via concorrência pública, para realizar esse serviço, já atendeu mais de 200 solicitações de ordens de serviço (OS). “É uma proposta inovadora, com plantão permanente de serralheiro, pedreiro, eletricistas, especialista em hidráulica”, detalhou Durval.

Além do investimento em infraestrutura, de acordo com o secretário o prefeito autorizou o chamamento do cadastro de reserva do último concurso público. Isso permitiu o ingresso de mais de 300 agentes de combate a endemias, que são os profissionais que fazem o acompanhamento na atenção primária a saúde.

O secretário também garantiu que falta de medicamentos não será problema. “A gente enfrentou um problema nacional com a falta de remédios como anestésicos e analgésicos no mercado por conta do alto consumo na pandemia e a fragilidade da indústria farmacêutica de produção e falta de insumos. Hoje, temos um estoque robusto pra garantir distribuição adequada de medicamentos”, afirmou Durval.

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Assessoria de Comunicação

Tendo na presidência Rubens Fileti, a nova diretoria da Associação Comercial, Industrial e de Serviço do Estado de Goiás (Acieg) tomou posse no dia 16 de março, em solenidade no Palácio da Música, no Centro Cultural Oscar Niemeyer.


O presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, integra a diretoria que estará á frente da Acieg até 2026.
O governador Ronaldo Caiado e o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, estiveram na solenidade, assim como os senadores Wilder Morais e Vanderlan Cardoso, deputados, vereadores, promotores, desembargador e outras autoridades.

Rubens Fileti destacou os sete eixos de sua nova gestão: discussão da reforma tributária, atração de investimentos, criação de uma agência de desenvolvimento, inovação nas áreas de tecnologia, um grupo de trabalho interno na Acieg, programa para zerar as mensalidades com o lançamento de um clube de benefícios para associados e a construção de uma sede nova.

17 03 23 esclarecimento

 

Nos últimos dias, o nome da Ahpaceg foi indevidamente envolvido em comentários negativos sobre a eleição do Conselho Fiscal 2023/2024 da Unimed Goiânia, agendada para 21 de março.

Em respeito a nossos associados, parceiros e a toda a sociedade, esclarecemos que:

_A Ahpaceg não participa nem apoia qualquer chapa em disputa desta eleição, assim como nossos associados.

_Reconhecemos a importância do Conselho Fiscal e esperamos que sejam eleitos conselheiros independentes, com autonomia, prontos para fiscalizar as contas da Unimed Goiânia e comprometidos exclusivamente com o melhor para a cooperativa, cooperados e prestadores.

_Rechaçamos a divulgação de qualquer material apócrifo envolvendo o nome da Ahpaceg.

Nossos 20 anos de trabalho em defesa dos associados e da saúde em Goiás exigem e merecem respeito!

Goiânia, 17 de março de 2023

Ahpaceg

Sexta, 17 Março 2023 07:10

CLIPPING AHPACEG 17/03/23

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Com Rubens Fileti na presidência, diretoria da Acieg toma posse em Goiânia

Iquego fecha parceria para fabricar produtos a base de cannabis medicinal

DPE-GO vai averiguar suspensão de serviços de redesignação sexual pelo SUS

Caiado destina R$ 18 milhões para investimentos no HGG

Comunidade terapêutica clandestina é fechada após manter pacientes presos dentro de celas, diz delegado

Síndrome do sono insuficiente pode levar a ansiedade e depressão

A REDAÇÃO

Com Rubens Fileti na presidência, diretoria da Acieg toma posse em Goiânia

A cerimônia de posse da nova diretoria da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg) ocupou o Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, na noite desta quinta-feira (16/3). Rubens Fileti foi reconduzido ao cargo de presidente para o próximo triênio (2023-2026) e com ele, 122 outras pessoas - entre vice-presidentes, diretores secretários, diretores tesoureiros, conselheiros fiscais e conselheiros consultivos - também iniciaram (ou reiniciaram) o trabalho em prol dos empresários goianos. 

A eleição foi realizada dia 22 de dezembro de 2022, quando Fileti recebeu 100% dos votos dos associados. Durante a cerimônia de hoje, que contou com as presenças do governador Ronaldo Caiado e do prefeito Rogério Cruz,  ele ressaltou que no novo mandato pretende seguir atuando para, entre outras coisas, atrair mais empresas para Goiás e seguir na interlocução com os governos, deixando o setor produtivo cada vez mais leves para desempenharem seu papel de geração de emprego e renda. 

Ele ainda afirmou que pretende resgatar empresas com problemas para ajudá-las na retomada para que voltem a crescer, seguir gerando emprego e renda para nosso Estado. 

Fileti reforçou também que a permanência no cargo permitirá seguir com foco de apoio à inovação nas empresas, além de buscar expansão no comércio exterior. 

Para ele, este mandato será a consagração de um trabalho que se iniciou em 2020 quando foi eleito pela primeira vez e passou por várias situações, algumas delas bem difíceis, como a pandemia da Covid-19. 

História

A história empresarial de Goiás é a própria história de lutas e conquistas da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg), iniciada em 1937. Com 86 anos de uma trajetória gloriosa, a Entidade está voltada para o presente e o futuro do nosso Estado. 

O pilar de atuação da Acieg é a defesa incondicional do empresariado e dos princípios de organização e união para vencer os desafios do setor produtivo. Entre suas principais atividades, está a luta pela queda dos juros, por mais segurança, contra a informalidade, por uma carga tributária justa e por leis que favoreçam o setor produtivo. 

Confira quem compõe a nova diretoria da Acieg:
 

PRESIDENTE

Rubens Jose Fileti

VICE PRESIDENTE (10)

Alberto Borges de Souza

Alberto Pereira Nunes Neto

Allan Máximo de Holanda

Antônio Fernando de Oliveira Maia

Cesar Helou

José Alves Filho

Leandro Ferreira Resende

Marisa Elena de Melo Moura Carneiro

Otavio Lage de Siqueira Filho

Thiago de Souza Peixoto Falbo

DIRETOR SECRETARIO (03)

Leonardo Fernandes Mundim

Regina Guimarães de Moraes e Silva Falbo

Nicolas Magalhães de Oliveira Sousa

DIRETOR TESOUREIRO (03)

Celso Secundino de Queiroz

Imad Esper Esper

Denerson Dias Rosa

CONSELHEIRO FISCAL TITULAR (03)

Alexandre Veiga Caixeta

Ivan Carlos de Lima

Renaldo Limiro da Silva

CONSELHEIRO FISCAL SUPLENTE (03)

Igor Santarine de Mendonça

Rands Alves Costa Junior

Thiago Vinicius Vieira Miranda

DIRETORIA (50)

Agenor Braga e Silva Filho

Akira Ninomiya Junior

Alessandro Cunha Brito 

André Luiz Baptista Lins Rocha

Anselmo Pereira da Silva Sobrinho

Antônio Carlos da Costa

Carlos Eduardo Basques Reis 

Carlos Eduardo Trindade

Carlos Luciano Martins Ribeiro

Cesmar Moura de Oliveira 

Danielle Fernandes Limiro Hanum

Danilo Barros Naves Campos Monteiro

Dario Valentino Coutinho Tavares

Dilze do Nascimento Percílio

Divino José Dias

Domingos Pereira de Ávila Júnior

Fábio Christino

Flavio de Oliveira Rodovalho

Flávio Leandro Palmerston Abrantes

Geraldo Lúcio da Silvia Girundi

Guilherme Pinheiro de Lima

Haikal Yaspers Helou

Helena Barbosa Machado Ribeiro

Joaquim Rosa Fonseca

José Breno Lettiere Dornelas

José Eustáquio Barbosa

José Guilherme Schwan

Júlio César da Serra Campos

Leandro Reis Bernardes

Leonardo Souza Moreira

Liz Marilia Guedes Vecci Mendonça

Luís Filipe Fernandes De Souza

Luiz Antônio de Siqueira

Luiz Hohl

Luiz Sérgio de Oliveira Maia

Marília Ferreira Guedes Vecci

Marinho Pereira Braga

Miguel Mendes de Medeiros

Mihran Merzian

Newton Emerson Pereira

Paulo Roberto da Costa

Pedro Alves Rosa Lima

Pedro Renan Ferreira de Santana

Rafael Fernandes Maciel

Reginaldo Abdala

Renan Santos Martins

Ricardo Alves Vieira

Ronaldo Borges Ferrante

Shirley Luiza Oliveira Leal 

Yuri Augustus dos Santos Netto

CONSELHEIRO CONSULTIVO (50)

Agostinho Sebastião Pedrosa

Ailton Flávio Moreira Júnior

Andrei Martins Baeta 

Antônio Camargo Júnior

Ary Alencastro Veiga Filho

Carolina Alves Luiz Pereira

Cláudio Henrique de Ávila

Cledistônio Salvador de Moura Junior

Dalton Egídio Batista de Carvalho

Danilo Siqueira Brito

Enil Henrique de Souza Neto

Fabiana Vargas Gadia Accioly

Fernanda Miranda de Oliveira

Fernando Rassi Nader

Filipe Denki Belém Pacheco

Getúlio Silva Ferreira de Faria 

Ginamar Stella Facuri de Souza Bittar

Gustavo Augusto Hanum Sardinha

Henrikson de Souza Lima

Hésio Inumaru

José Rafael de Medeiros

José Reginaldo Garcia 

Kaio Ramos Leite

Kelson Ribeiro Costa

Larissa Junqueira Reis Bareato

Leandro Coutinho Rodrigues

Leonardo Soares Sobrinho

Lourival de Carvalho Lira Júnior

Luciola Vieira de Oliveira 

Luiz Antônio Ribeiro de Sousa

Marcelo Alberto Vilanova

Marcelo de Paula Cunha

Márcia Pereira Carvalho

Márcio Rosa e Silva

Margareth Maia Sarmento

Marilene de Araújo Martins Queiroz 

Maximiliano Matos Schaefer

Murilo Résio de Castro

Noslin Pascoal e Souza

Paulo Afonso Rodrigues da Silva Lustosa

Priscila Maura de Carvalho Rezende

Ricardo Cantaclaro Marques Rosa

Rodrigo Alves de Deus

Rondinely Leal da Silva

Sérgio Endrigo Sousa Santos

Silvana de Oliveira Custódio Morais

Talita Pimenta Félix

Thiago Braga Fujioka 

Uilson Alcantara Manzan Júnior

Vanessa Pires Morales

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Iquego fecha parceria para fabricar produtos a base de cannabis medicinal

A Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego) fechou parceria empresarial, com transferência de tecnologia, para produção e comercialização de produtos à base de cannabis medicinal. A ação foi publicada no Diário Oficial do Estado na terça-feira (14/3). A previsão é de que a produção seja iniciada em junho, pois depende de questões sanitárias e de importação. 

Em Goiás, tramita um projeto de lei que institui a política estadual de fornecimento gratuito de medicamentos, fitofármacos e fitoterápicos prescritos a base da planta inteira ou isolada, que contenham na composição, fitocanabinóides, como Canabidiol (CBD) Cannabigerol (CBG), Tetrahidrocanabinol (THC), nas unidades de saúde pública estaduais e privadas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). A nova normativa prevê o acesso universal ao tratamento de saúde com os derivados da planta, além da pesquisa sobre propriedades medicinais. Em Goiânia, já é realidade, a capital possui uma legislação própria aprovada.


De acordo com o presidente do Iquego, José Carlos dos Santos. devido a obrigatoriedade de fornecimento através do poder público, de medicamentos gratuitos, nacionais e importados a base de cannabis para fins terapêuticos e medicinais, a Indústria Química contribuiria com o projeto "em razão de função social, uma vez que foram finalizadas as tratativas de parceria empresarial para fornecimento de produtos que envolve a transferência de tecnologia com a GC Health Export LLC (Golden CBD Plus) e Golden CBD + Nanotech LTDA. 
 

“O movimento das famílias, dos pacientes, das associações, inclusive das empresas que pretendem atuar nesse ramo, já está a todo vapor. E, a meu ver, não vai retrair. Entendemos que pode ser um caminho sem volta para a medicina, um avanço, pois vários resultados demonstram a eficácia do tratamento para uso medicinal. A Iquego está saindo na frente, pioneira como laboratório público no Brasil, se tornando o primeiro a firmar uma parceria nesse sentido. Nossa intenção é fazer com que as pessoas de todo Brasil tenham acesso a essa medicação de forma mais acessível.” afirma.

Por se tratar de uma estatal que possui como principal acionista o Governo de Goiás, a Iquego tem como finalidade produzir e comercializar medicamentos e produtos para a saúde atendendo demandas do Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde estaduais e municipais.

"A Iquego vai cumprir o seu papel, regulando o mercado e o acesso aos produtos via Sistema Único de Saúde (SUS), além de ofertar por valores mais competitivos e acessíveis. Inicialmente, serão disponibilizados de imediato para comercialização os seguintes produtos: Full Spectrum Canabidiol 100mg/ml (3000mg/30ml) – Solução Oral e Full Spectrum Canabidiol 200mg/ml (6000mg/30ml) – Solução Oral. É uma grande vitória, principalmente para as famílias com pessoas que precisam da Cannabis medicinal", conclui. 
 

Sobre a cannabis medicinal
O canabidiol é um medicamento derivado da Cannabis, a planta da maconha, que é capaz de atuar no tratamento de doenças que atingem o Sistema Nervoso Central do ser humano. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mais de 100 mil pacientes realizam algum tipo de tratamento que necessita do uso do canabidiol, também conhecido como CBD. No ano de 2021, mais de 66 mil medicamentos à base de Cannabis foram importados para o Brasil e o uso medicinal e industrial do canabidiol já é regulamentado em aproximadamente 50 países.
 

Apesar de existir a possibilidade de autorização para a importação, o processo ainda é considerado muito burocrático no Brasil. Além disso, o custo dificulta o acesso de grande parte daqueles que precisam. 

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DPE-GO vai averiguar suspensão de serviços de redesignação sexual pelo SUS

A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) disse que vai averiguar a suspensão de serviços de redesignação sexual pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão veio após a paralização do Projeto Transexualizador e o processo, um Procedimento Preparatório para Propositura de Ação Civil Pública (Propac) que foi instaurado na quarta-feira (15/3), está sob responsabilidade do Núcleo Especializado de Direitos Humanos (NUDH) da entidade. Os serviços do SUS são no âmbito hormonal, ambulatorial, clínico e psicológico para homens e mulheres transexuais e travestis em Goiás. 

Representantes da comunidade LGBTQIA+ se reuniram com o coordenador do NUDH/DPE-GO, Tairo Batista Esperança, na Unidade Sul, quando relataram que o cadastramento e a realização da cirurgia de redesignação sexual, feitos no Hospital das Clínicas (HC) e no Hospital Alberto Rassi (HGG), serão, daqui em diante, feitos apenas neste último. Com a mudança, porém, o tempo da fila de espera teria se estendido.
 

Além disso, a ameaça de descredenciamento do Hospital das Clínicas, coloca em risco a saúde de 22 mulheres e homens trans que fazem acompanhamento através do Projeto Transexualizador do SUS na unidade. “Isso traz prejuízos irreparáveis à vida dessas pessoas, uma vez que o acesso ao tratamento adequado está sendo negligenciado”, destacou Tairo Batista.

Ele destaca, no entanto, que o Propac visa justamente acompanhar a situação e manter diálogo com o Executivo com base na escuta dos movimentos sociais. “Trata-se de um retrocesso na política pública, fazendo com que deixe de existir uma porta de entrada para essas pessoas realizarem esse procedimento”, analisou.
 

Participaram da reunião na terça-feira, o superintendente LGBTQIAP+ da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas (SMDHPA), John Maia Gomes; a presidente da Associação Goiana de Pessoas Trans (UniTransGO), Cristiany Beatriz; o gerente de Promoção Social, Cultural e de Saúde da SMDPHA, Raphael Pereira Vaz; o secretário Executivo de Direitos Humanos de Goiânia (SMDHPA), Eduardo de Oliveira Silva, Lívia Araújo Costa, integrante do UniTrans Goiás e a estagiária do NUDH Rayanne Eduarda Brito.

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O HOJE

Caiado destina R$ 18 milhões para investimentos no HGG

Governador assina ordem de serviço para ampliar o hospital em 1.300 metros quadrados

O governador Ronaldo Caiado (UB) autorizou, nesta quinta-feira (16/3), as obras de ampliação do Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG), em Goiânia, que terá mais 1.300 metros quadrados de área. Durante sua fala, Caiado afirmou que seu mandato prioriza medicina de excelência. “No nosso governo, fazemos medicina de excelência. Hoje, o paciente SUS entra numa policlínica ou num hospital estadual e vê que realmente o padrão mudou, pela maneira humanizada e competente como é tratado”

Na ocasião, Caiado também entregou melhorias na estrutura e equipamentos. O investimento total do Governo de Goiás na unidade é superior a R$ 18 milhões.

Durante a solenidade, o governador destacou que o HGG é um dos hospitais mais bem avaliados do Brasil. “Conheço o hospital há mais de 40 anos e digo que hoje eles chegaram num nível difícil de ser acompanhado por outro hospital”, frisou.

O evento, que também contou com a presença do vice-governador Daniel Vilela, marcou a entrega dos novos aparelhos de hemodinâmica, tomógrafo, bisturi eletrônico, microscópio cirúrgico, entre outros equipamentos adquiridos para a modernização do parque tecnológico, cujo investimento supera a casa dos R$ 11 milhões. “Como se trata de um hospital de alta complexidade, precisamos mais do que nunca de tê-lo aqui apropriado para receber os casos mais graves e que exigem um tratamento diferenciado”, reforçou o Caiado.

Em relação às obras na unidade de saúde, foram assinadas ordens de serviço para a construção da sede própria do Centro Estadual de Apoio a Diabetes (Cead), ampliação do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) e construção da nova recepção central. As obras representam um investimento superior a R$ 5,2 milhões.

Foram entregues ainda o Laboratório de Análises Clínicas, que conta com estrutura moderna e novos mobiliários, com aporte de R$ 628 mil, e a Subestação de Energia Elétrica, avaliada em mais de R$ 1,4 milhão. “Tudo isso faz com que o paciente tenha atendimento mais célere, efetivo, o que contribui para que ele volte para casa antes e melhor”, pontuou a secretária-adjunta de Estado da Saúde, Anamaria de Sousa Arruda.

“O hospital está preparado para qualquer situação, com absoluto sucesso nos resultados. Nossos números foram muito semelhantes aos melhores do país. Com a modernidade do nosso parque vamos conseguir atender mais pacientes”, salientou o coordenador de Gestão em Saúde do HGG, Marcelo Rabahi.

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PORTAL G1

Comunidade terapêutica clandestina é fechada após manter pacientes presos dentro de celas, diz delegado

Pacientes eram sequestrados de vias públicas e das próprias casas para serem internados no local, de acordo com o delegado. Comunidade também usava medicamentos vencidos há quase um ano.

Por Pedro Moura, g1 Goiás

Uma comunidade terapêutica ilegal, destinada a recuperação de dependentes quimicos, foi fechada e três pessoas presas suspeitas de sequestrar e manter 49 internos em carcere privado, em Goianápolis, no centro de Goiás. Segundo o delegado Rodrigo Arana, o espaço era administrado pelo dono do local e outros dois internos que já haviam se recuperado do vício.

Como o nome dos suspeitos não foram divulgados, o g1 não conseguiu localizar as defesas deles para que se posicionassem até a última atualização desta matéria.

Os internos recém-chegados eram encaminhados para uma ala específica, onde ficavam isolados dos demais pacientes, de acordo com o delegado. Os dormitórios do espaço onde os novos pacientes ficavam, conforme Arana, contavam com grades fixadas nas janelas, como se fosse uma casa de detenção.

Uma segunda ala abrigava idosos e um terceiro dormitório era destinada a pacientes já estabilizados de suas crises de abstinência. O local, que fica na zona rural de Goianápolis, não tinha alvará de funcionamento do órgão sanitário estadual e nem municipal. Ele foi fechado na segunda-feira (13).

“Todos os pacientes foram identificados e ouvidos. Grande parte falou que foi levado ao local contra a vontade. Eles eram sequestrados de vias públicas ou de suas próprias casas e levados para a cumunidade. Os pacientes mais críticos, que tinham uma dependência mais forte, ficavam presos das 20h às 8h até que as portas dos dormitórios eram abertas”, explicou.

Medicamentos vencidos

O delegado afirma que também foram identificadas irregularidades na ala da enfermaria, como medicamentos fracionados e sem procedência, medicamentos vencidos e de uso proibido (lidocaína), além de equipamentos sem condições de higiene.

Durante o resgate, alguns idosos que estavam no local devido a dependência de álcool, chegaram a chorar quando foram informados que iriam voltar para casa, conforme Arana.

“Vamos investigar a participação de outras pessoas, bem como a participação de familiares das vítimas, que internaram os pacientes contra a sua vontade. A internação teria sido pautada em um laudo psiquiátrico, mas esse laudo não permite a internação involuntária em uma comunidade, mas em uma clínica”, afirmou.

O dono do estabelecimento foi atuado em flagrante por contravenção penal de exercício ilegal da profissão, cárcere privado e adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Já os internos que ajudam a administrar o local foram presos por sequestro e cárcere privado.

Eles foram encaminhados a Unidade Prisional de Goianápolis, onde estão à disposição do Poder Judiciário da cidade.

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AGÊNCIA BRASIL

Síndrome do sono insuficiente pode levar a ansiedade e depressão

O Dia Mundial do Sono, celebrado em 2023 nesta sexta-feira (17), tem como tema "O sono é essencial para saúde". A primeira comemoração da data ocorreu em 2008 a fim de chamar a atenção para a conscientização e promoção da saúde do sono.

Neste ano, o apelo global organizado pela Sociedade Mundial do Sono tem o objetivo de diminuir o peso que os problemas do sono provocam na sociedade, por meio da prevenção e do tratamento.

Neste dia, profissionais de diversas especialidades médicas de 70 países se organizaram para realizar atividades locais e nacionais que demonstrem que o sono é considerado pilar fundamental da saúde humana, tanto do corpo quanto da mente.

No Brasil, de 13 a 19 de março, profissionais de saúde estão participando de palestras, cursos e divulgação dentro de universidades. Já o público em geral tem à disposição informações online sobre a importância de dormir bem.

A Associação Brasileira do Sono (Absono), Associação Brasileira da Medicina do Sono (ABMS) e Associação Brasileira de Odontologia do Sono (Abros) lançaram, em conjunto, a Cartilha da Semana do Sono - 2023 com explicações e dicas à sociedade.

A publicação mostra que é durante o sono que ocorrem as principais funções restauradoras, como reposição energética, hormonal, reconstituição de tecidos e sínteses de proteínas.

Distúrbios do sono

Existem mais de 100 distúrbios do sono. As três associações brasileiras associadas ao sono (Absono, ABMS e ABOS) afirmam que ter uma boa noite de sono vai contribuir para melhorar a qualidade de vida e pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares (arritmias e hipertensão arterial) e diabetes; manter o peso corporal saudável, evitando a obesidade; fortalecer o sistema imunológico; liberar hormônios; consolidar a memória, concentração e aprendizado; regular o humor, diminuir o risco de depressão e ansiedade; reduzir o estresse; diminuir o número de acidentes, como os de trabalho e de trânsito.

A fadiga causada pela privação do sono ou pelo sono de baixa qualidade pode sobrecarregar física, mental e emocionalmente, com alterações do humor. A psicóloga clínica comportamental e mestre em Medicina do Sono, Mônica Müller, explica a evolução dos quadros de má qualidade do sono, com quatro sintomas principais. "Na insônia inicial, a pessoa tem dificuldade para conciliar o sono. O segundo sintoma é a dificuldade de manutenção. O terceiro é a insônia terminal, com despertar precoce - o indivíduo acorda antes do horário desejado/programado e não consegue voltar a dormir. Por fim, o quarto sintoma é o sono não reparador, com queixas de fadiga, cansaço extremo, o que dificulta à pessoa funcionar [bem] durante o dia".

Transtornos cognitivos

O sono de baixa qualidade pode dificultar a atenção, concentração, memória, o aprendizado, planejamento, a tomada de decisão, o raciocínio lógico, a imaginação, criatividade e capacidade de reter novas informações.

Com 23 anos de experiência no assunto, Mônica Müller tem percebido pacientes impactados pelo hábito nocivo da privação intencional do sono, provocado pelo acúmulo de tarefas. "São pessoas que trabalham até mais tarde, que utilizam a noite para fazer outras tarefas, que, muitas vezes, não conseguem se organizar durante o dia. Elas acabam se privando de sono, porque no dia seguinte precisam acordar cedo. Elas têm outros compromissos. Então, é preciso considerar que fadiga gera essa sobrecarga. E o sono de má qualidade, se é mantido durante muito tempo assim, vai repercutir negativamente no funcionamento tanto mental, quanto físico".

Mônica detalha algumas consequências negativas dessa chamada síndrome do sono insuficiente. "São alterações do humor, em especial para pessoas que apresentam pré-disposição ou já têm transtornos psiquiátricos, sendo os carros- chefe a ansiedade e a depressão. Ela cita ainda o transtorno do humor bipolar, onde a privação de sono é extremamente danosa e pode desencadear episódios de mania. A fadiga e o cansaço extremo precisam ser evitados a todo custo."

Transtornos respiratórios - ronco e apneia

Mônica também fez uma associação direta de prejuízos cognitivos aos transtornos respiratórios, principalmente a apneia do sono, que é a interrupção da respiração por dez segundos ou mais durante a noite. O distúrbio é considerado grave e perigoso, pelo risco de óbito. "Nessa parada respiratória, a pessoa não tem uma boa oxigenação do sangue. Como consequência da dessaturação do oxigênio, acaba sendo levado gás carbônico ao cérebro. O prejuízo na circulação nessa área mata, literalmente, as células nervosas".

Nesta semana, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) divulgou levantamento, realizado em fevereiro deste ano, que mostra que a baixa qualidade do sono representa 25% das queixas nos consultórios de otorrinolaringologia no Brasil. O mapeamento, feito com 430 médicos de todo o país, considerou os atendimentos realizados por esses especialistas entre 2020 e 2023.

Quase 94% das queixas recebidas pelos otorrinolaringologistas estão relacionadas a roncos e à apneia obstrutiva do sono. O coordenador do Departamento de Medicina do Sono da ABORL-CCF, Danilo Sguillar, considera o percentual bastante expressivo. "Mais de 930 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem da apneia obstrutiva do sono". O médico enumera os efeitos nocivos da interrupção da respiração. "Além da parada respiratória, os sinais mais comuns desse problema são o ronco alto, a sonolência diurna e as alterações cardiovasculares e metabólicas como pressão arterial elevada, arritmia e diabetes." Por isso, o ronco deve ser considerado sinal de existência de apneia.

A pesquisa da ABORL-CCF destaca que a faixa etária dos pacientes predominante está entre 40 e 65 anos de idade e há um predomínio (85,2%) do gênero masculino. As queixas em menor número aos otorrinolaringologistas são de insônia, bruxismo, sonolência excessiva e comportamentos como sonambulismo, terror noturno e pernas inquietas. Por isso, a categoria defende a boa respiração pelo nariz.

Durante a pandemia, o estudo revelou que a insônia ganhou destaque nos consultórios. Representou 47,7% das queixas, percentual maior que o das reclamações de ronco e apneia. O médico projeta um quadro de melhora. "Agora, as informações mais sólidas, a vacinação que vem ganhando cada vez mais projeção, com a quarta e quinta doses, fazem com que a gente crie mais confiança, uma relação de mais estabilidade e, obviamente, isso se reflete no nosso sono. Então, seguramente, os próximos meses, os próximos anos vão fazer com que essas queixas relacionadas a insônia, aos pesadelos vão perder destaque".

Para quem já tem apneia, a otorrino especialista em Medicina do Sono em Brasília, Aliciane Mota, aconselha: "de forma geral, o paciente pode dormir de lado. A maioria se beneficia com o decúbito lateral, porque existe a apneia com um componente posicional. E quando você se coloca de barriga para cima, tende a ter mais apneia. Vale também levantar a cabeceira, não com travesseiro comum. Sugiro aqueles em formato triangular".

Qualidade do sono

Os especialistas explicam que a necessidade e o limite de horas de sono podem ser diferentes de pessoa para pessoa e são variáveis em cada fase da vida, conforme as alterações hormonais. Um recém-nascido, por exemplo, passa de 14 a 18 horas por dia dormindo, consideradas essenciais ao desenvolvimento, sobretudo, neurológico. Nas crianças, o sono contribui na liberação do hormônio do crescimento. Já a adolescência é caracterizada por uma situação passageira de mudança de padrão do sono. Nessa faixa etária, os adolescentes precisam dormir mais horas (de 8 a 10), com a tendência de dormir e acordar mais tarde. Em tese, os adultos necessitam, em média, de 8 horas de sono por dia. E com o avanço da idade, podem acordar mais vezes à noite e há maior propensão para dormir e acordar mais cedo. Durante o dia, os cochilos podem ser mais frequentes neste momento da vida.

O sono é dividido em duas fases: o sono não REM (Rapid Eyes Movement) e o sono REM. Os estágios do sono se alternam durante a noite. No sono não REM são quatro estágios:

1: Sono de transição: marcado pelo adormecimento. Nesta transição entre estar acordado e dormindo, há relaxamento dos músculos e pode ser caracterizado por cochilos;

2: Sono leve, com a diminuição dos ritmos cardíacos e respiratório e da temperatura corporal;

3: Sono intermediário: a atividade cerebral começa a diminuir e o corpo começa a entrar em um sono profundo;

4: Sono profundo: fundamental para o descanso do corpo, com a liberação de hormônios e recuperação de células e órgãos.

Após o quarto estágio, o corpo caminha para o sono REM, com atividade cerebral intensa. É a fase dos sonhos, fixação da memória e o descanso profundo, essencial para a recuperação e o acordar disposto.

Recomendações

Para dormir bem à noite, os médicos recomendam hábitos saudáveis de higiene do sono:

· ir para o quarto somente quando estiver sonolento (a), para não 'fritar' na cama;

· manter uma rotina regular de horários para deitar e se levantar;

· reduzir ruídos e manter o ambiente escuro à noite;

· se necessitar levantar no período noturno, usar lâmpadas adequadas nos ambientes, evitando a luz branca;

· manter a temperatura agradável no quarto;

· evitar o uso de medicamentos para o sono sempre prescrição médica;

· manter fora do quarto animais de estimação que podem atrapalhar o sono;

· cerca de duas horas antes de ir para a cama, evitar o uso de telas (TV, celular e computador);

· evitar alimentação pesada próximo ao horário de dormir;

· evitar o uso de bebidas alcóolicas e com cafeína, como café, chás preto, branco e mate, chocolate, guaraná e outros termogênicos;

· evitar alimentos com glicose

· praticar exercícios físicos regularmente, mas, evitá-los três a quatro horário de deitar;

· perder o excesso de peso corporal;

· não dormir em excesso durante o dia para acumular cansaço físico e mental para a noite

· não fumar;

Para quem já apresenta dificuldades para pegar no sono ou se manter dormindo:

· não permanecer muito tempo na cama acordado;

· ao acordar no meio da noite, evitar conferir o horário

· se tiver os pés frios, usar meias para dormir;

· não pensar em preocupações diárias ao se deitar;

· evitar discussões e polêmicas, no início da noite.

Ajuda profissional especializada

A otorrino Aliciane Mota aponta que diante dos transtornos do sono, em especial a apneia, é fundamental procurar com urgência a ajuda de um profissional com atuação em Medicina do Sono. "Procure um médico. Para o tratamento, ele vai precisar de outros colegas da área de saúde. Pode ser um fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo do sono, dentista. Então, há vários braços na área da saúde colaborando."

A psicóloga Mônica Müller defende a análise individual de cada paciente. "Não significa que todas as pessoas vão receber as mesmas orientações. Cada um tem um ritmo próprio, uma necessidade de sono própria. O profissional específico do sono vai entender, durante o tratamento, quantas horas de sono aquela pessoa de fato precisa".

E finaliza explicando o que é um tratamento exitoso: o paciente consegue ir para a cama com bastante sonolência, bastante cansaço para que durma rapidamente e mantenha o sono durante a noite toda. Ele vai se sentir, principalmente, reparado durante o dia. Ter disposição para fazer atividades é um termômetro bastante importante".

Hábitos

Uma pesquisa global sobre hábitos e condições de sono em mais de dez países, feita pela ResMed em janeiro de 2023, com mais de 20 mil indivíduos, mostra que 49% dos brasileiros mantêm o hábito de usar telas para tentar adormecer, seguido pela prática da leitura (34 %) e do costume de passar tempo com um familiar ou animal de estimação (20%), antes de dormir.

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Assessoria de Comunicação

 

convite palestra suply 22 03 23

A Ahpaceg convida os compradores e farmacêuticos das instituições associadas para a palestra “Evolução do Supply Chain na Saúde: a aproximação da logística e fabricantes”, que acontecerá no dia 22 de março, quarta-feira, às 14 horas, na Associação – Rua 94, número 220, quadra F-13, lote 28, Setor Sul.

O assunto será abordado pelo administrador, especialista em Logística e Projetos, com mais de 25 anos de experiência no segmento da saúde, Omar Oliveira.

Gestor de Supply Chain para hospitais e clínicas, Omar Oliveira foi executivo na Rededor e Kora Saúde e como consultor realizou projetos importantes para o Einstein, Unimeds, Le Forte, Rede Meridional e para Operadores Logísticos.

Interessados em participar devem confirmar presença até 20|03 – (62) 3088 5800

Quinta, 16 Março 2023 07:33

CLIPPING AHPACEG 16/03/23

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Cirurgia com robôs engatinha, mas já faz parte do futuro da medicina

Goiás tem 14 cooperativas bilionárias

Governo de Goiás apresenta planejamento para controle da dengue, zika e chikungunya

Edgar Tollini é cotado para assumir Secretaria de Saúde da Prefeitura de Goiânia

Hapvida do céu ao inferno: os sete erros que fizeram as ações HAPV3 despencarem quase 50% em 15 dias

Falta inseticida para combater o mosquito da dengue, zika e chikungunya

TERRA

Cirurgia com robôs engatinha, mas já faz parte do futuro da medicina

A cirurgia está prestes a começar, mas o cirurgião não está com o bisturi na mão. Em vez disso, mexe dois controles para manipular braços mecânicos, que por sua vez realizarão os devidos procedimentos. Filme de terror? Não, é o presente e o futuro da medicina acontecendo, com à frente do processo.

A descrição acima já não é mais cena de filme. O sistema Da Vinci, usado no exterior consiste em um console do cirurgião que normalmente fica na mesma sala e um carrinho do lado do paciente com três a quatro braços robóticos interativos, dependendo do modelo.

Em setembro do ano passado, isso aconteceu no Brasil. O Hospital São Luiz da da Rede D’or, em São Paulo, foi cenário de um transplante renal entre duas pessoas vivas (pai e filha), executado parcialmente por uma máquina. O médico Rodrigo Vianna, da Universidade de Miami, responsável pela cirurgia, veio ao país para o processo.

A ideia por trás é garantir que as pinças dos aparelhos funcionem como "braços" médicos. Isso garante um procedimento menos invasivo, mais preciso e permite uma recuperação melhor para o paciente. Mas se você pensa que o robô está substituindo humanos, não é bem assim.

Cirurgias com robôs

Carlos Eduardo Domene, cirurgião do aparelho digestivo e coordenador do Programa de Cirurgia Robótica da Rede D’or, explicou a Byte que em uma cirurgia com robôs há menos agressão no campo operatório, coisas que não costuma ver normalmente quando está operando sem a máquina.

"Os robôs são os braços mecânicos controlados a distância, em procedimentos que os médicos ficam a poucos metros da máquina. A cirurgia ganha mais precisão, destreza e menor risco de tremor", disse.

O supracitado robô cirurgião Da Vinci, da empresa americana Intuitive Surgical, é um dos queridinhos dos médicos, grande referência para especialistas. Ele despertou interesse para que outros países desenvolvessem novos protótipos que estão chegando ao mercado no Brasil. Entre eles, o Versius e o Hugo RAS System, criados pelas empresas britânicas CMR Surgical e Medtronic.

Os membros robóticos do sistema podem segurar objetos que atuam como bisturis, tesouras ou pinças. O braço final , o que dá ao cirurgião uma visão usa os controles do console para manobrar os braços robóticos do carrinho do lado do paciente.

Como explicou o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia Torácica e Cardiovascular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Paulo Manuel Pêgo Fernandes, o sistema requer um operador humano que esteja a "poucos metros da cirurgia".

Eles não precisam estar ligados a uma rede como wi-fi ou 5G, por exemplo. "O robô funciona normalmente conectado por cabos a um console onde o médico controla. Não precisa de rede wi-fi para fazer essa conexão", apontou Domene.

Existe cirurgia autônoma?

Apesar de parecer tentador a ideia de a avançar tanto que possa realizar uma cirurgia autônoma, sem a necessidade de médicos, isso ainda está longe de ser real, segundo Pêgo Fernandes.

"A ideia do robô foi para a Guerra do Iraque para que cirurgiões americanos pudessem operar soldados no Iraque, estando nos EUA. Isso não foi para frente porque a internet não era tão desenvolvida". disse.

Mesmo com as tecnologias recentes, como a , que podem facilitar operações a longas distâncias, ainda há atraso de sinal.

"Na tese, a cirurgia por satélite ela é viável em um caso ou outro. Na prática, não é usado porque custa caro, e com 5G vai melhorar em termos de sinal, mas com 4G não dava para fazer. Existe uma perspectiva de mostrar que é viável, mas no dia a dia, isso é distinta", afirmou.

Em 2019, por exemplo, as empresas Huawei, China Unicom Fujian Branch e Suzhou Kangduo e o hospital hepatobiliar Mengchao da Universidade de Fujian implementaram o primeiro experimento animal cirúrgico 5G do mundo no Instituto de Pesquisa do Sudeste de Fujian China Unicom.

O final da operação ocorreu no instituto, e o sinal da cirurgia foi transmitido em tempo real por meio da tecnologia 5G para realizar a lobectomia hepática remota para os animais experimentais do Mengchao Hepatobiliary Hospital, a 50 quilômetros de distância. Todo o procedimento foi realizado em cerca de 60 minutos e o atraso do sinal da cirurgia foi extremamente baixo.

Domene defende que automatizar processos automáticos e repetitivos da cirurgia pode ser um caminho para os procedimentos.

"[Nesses processos] é provável que um robô substituta as pessoas. Já estao sendo desenvolvidas tecnologias para automatização. Não vejo tão cedo que haja, mas vai acontecer", disse Domene, da Rede D'or.

Foto: Canaltech Tipos de transplantes

O Brasil é o segundo país do mundo que mais realiza transplantes, ficando atrás dos Estados Unidos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2021, foram realizados aproximadamente 23,5 mil transplantes, sendo 4,8 mil de rim, 2 mil de fígado, 334 de coração e 84 de pulmão.

Apesar de os robôs já estarem sendo usados para transplantes de rim e de pulmão, as demais cirurgias com máquinas ainda estão caminhando em passos lentos.

"O uso de robô em não tem sido muito utilizado. Na prática, ter que tirar um coração e colocar outro, por exemplo, é uma incisão grande", disse Pêgo Fernandes.

Mas não são totalmente descartáveis. Equipamentos robóticos têm sido usados para vários tratamentos relacionados ao coração, incluindo cirurgia de válvula, bypass da artéria coronária, ablação de tecido cardíaco, reparo de defeitos cardíacos ou remoção de tumores.

No transplante cardíaco, no entanto, é necessário que haja um grande corte para trocar o órgão. Segundo o cirurgião, seria totalmente contrário à proposta do robô, que o real benefício é ser menos invasivo.

Regulamentação

Considerada como de alta complexidade no Brasil, a cirurgia robótica foi regulamentada no Brasil em março de 2022 com a publicação no Diário Oficial da União. Na resolução CFM no 2.311/2022, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu critérios para a realização desse tipo de procedimento, como a capacitação de profissionais.

O CFM, no entanto, não restringiu quem poderia ensinar os médicos, mas estabeleceu critérios. Por exemplo, o médico deve passar por treinamento em cirurgia robótica, podendo ser por meio de hospitais ou com mentoria de outro profissional especializado que tenha ter feito pelo menos 50 procedimentos.

Como explicou Pêgo Fernandes, é preciso um preparo e vários testes antes de acontecer de fato. "Assim como pilotos de avião fazem provas teóricas, provas práticas, na mesma linha as plataformas robóticas precisam um treinamento -- alguns mais complexos que outros -- para quando for utilizar em pacientes, não haja uma curva de aprendizado", afirmou.

O que esperar para o futuro

Os especialistas ouvidos nesta reportagem disseram que o futuro da cirurgia robótica é promissor e que em alguns anos, o mundo poderá ver máquinas operando pacientes sozinhos.

"Juntando as tecnologias de hoje, é como pensar um automóvel totalmente autônomo há 20 anos -- parecia loucura. Então, é provável que no futuro, um robô substituta as pessoas", disse Domene.

Já Pêgo Fernandes se mostra cauteloso com relação ao tempo. "Mesmo a aviação estando onde está [com direção autônoma], ela não dispensa nem o piloto e nem o copiloto. Um dia será possível, mas ainda estamos longe de chegar", afirma.

Outras tecnologia juntam infinitas possibilidades para melhorar a . Como explicou o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia Torácica e Cardiovascular da FMUSP, existe uma possibilidade de se usar integração de imagens como tomografias e ressonâncias magnéticas.

"Isso permitirá um planejamento, como um planejamento de voo no piloto automático, mas ainda não é uma realidade", disse Pêgo Fernandes.

Domene aponta que novos softwares e inteligências artificiais, para identificarem o que está acontecendo em tempo real no corpo do paciente, permitirão que o médico tome a melhor decisão com robôs.

"Não há limite. Estamos em relação ao robô como estávamos em relação ao celular -- que só fazia ligação e agora faz tudo. É exatamente isso que a cirurgia robótica pode fazer", disse.

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A REDAÇÃO

Goiás tem 14 cooperativas bilionárias

Após recente divulgação do Sistema OCB/GO sobre a existência de 13 cooperativas goianas que ultrapassam a marca de R$ 1 bilhão, seja em faturamento ou ativos totais, a Cooperativa Mista Agropecuária do Vale do Araguaia (Comiva) passou a integrar o seleto grupo das cooperativas bilionárias no Estado. Em apenas um ano, a cooperativa teve o seu faturamento ampliado de R$ 645 milhões (2021) para R$ 1,36 bilhão (2022), crescimento de 112,4% no período.

Segundo Cássio Teodoro Carrijo, presidente da Comiva, esse desempenho foi obtido com trabalho e dedicação da diretoria, da equipe de colaboradores e dos cooperados. "Investimos em treinamentos, preparamos a equipe para fazer um bom atendimento e criar valor para o nosso cooperado. Do colaborador do balcão de loja, que atende clientes e ajuda a trazer novos cooperados para a Comiva, ao técnico que vai a campo levar a assistência ao produtor", diz.

Cássio Teodoro afirma que a maior aproximação com o Sistema OCB/GO ao longo de 2022 propiciou à cooperativa multiplicar por seis o número de treinamentos oferecidos aos colaboradores, gestores e  cooperados. Frisa que esse salto foi determinante para que a cooperativa ganhasse a força que tem hoje. "De mãos dadas, vamos crescer muito mais, porque é isso que os nossos cooperados e a cooperativa precisam", diz.

A Cooperativa Mista dos Produtores de Leite de Morrinhos (Complem) também faz parte dessa lista. A meta, que estava prevista para 2028, foi alcançada pela cooperativa com seis anos de antecedência. O presidente Sérgio Penido diz que o cumprimento antecipado  é justificado pela adoção de planejamento, eficiência nos processos e transparência nos negócios. “Para todos nós é uma excelente notícia e que reforça o nosso modelo de governança. Temos investido em nossos colaboradores por meio de conhecimento e treinamento e, com isso, nosso trabalho tem sido mais assertivo. O resultado é consequência desse trabalho”, afirma.

Além da Comiva e da Complem, no ramo agro, a cooperativa Comigo, com sede em Rio Verde, obteve crescimento significativo, de 52,3% em 2022, alcançando faturamento bruto de R$ 15,6 bilhões no ano. Os números de algumas das cooperativas, relativos ao ano de 2022, serão consolidados brevemente em suas respectivas assembleias gerais ordinárias.

Ramo crédito

Mas não é apenas no ramo agro que as cooperativas goianas têm cifras bilionárias. No ramo crédito, dez coops já bateram e até superaram a casa do bilhão de reais em ativos totais. São elas: a Central Sicredi Brasil Central (R$ 1,5 bilhão) e suas duas filiadas Sicredi Planalto Central (R$ 2,5 bilhões) e Sicredi Cerrado GO (R$ 1,5 bilhão); o Sicoob Nova Central (R$  3,3 bilhões) e suas filiadas Sicoob Credi-Rural (R$ 4,2 bilhões) e o Sicoob Secovicred (R$ 1,26 bilhão); a Central Sicoob Uni (R$ 6,4 bilhões) e as filiadas Sicoob Unicentro Br (R$ 6,3 bilhões), Sicoob Engecred (R$ 2,8 bilhões) e a Sicoob UniCentro Norte Brasileiro (R$ 2 bilhões).

Presidente da Central Sicredi Brasil Central, Celso Figueira afirma que as cooperativas de crédito em Goiás experimentam crescimento acima do mercado convencional, tanto em ativos, como em número de associados. “As pessoas e as comunidades estão procurando formas diferentes da tradicional para fazerem a administração dos seus recursos. Esses recursos voltam para eles em benefícios e contribuem ainda mais para o fortalecimento da própria cooperativa”, diz. “Essas cooperativas e outras que ainda não atingiram o patamar de um bilhão de ativos, crescem, impulsionam a economia do nosso Estado. E, com certeza absoluta, fazem um trabalho social importante”, frisa.

O presidente do Sicoob Nova Central, Miguel de Oliveira, acredita que os bons resultados aumentam a confiança do setor e estimulam os associados a continuarem priorizando as operações nas cooperativas. “O cooperativismo de crédito cresce continuamente. A previsão é que as nossas cooperativas alcancem números cada vez mais expressivos, juntamente com seus cooperados”, pontua. “Esse resultado veio graças ao empenho de cada colaborador das cooperativas e, principalmente, à confiança e participação efetiva dos cooperados”, ressalta.

Saúde

Do ramo saúde, a Unimed Goiânia se destaca como uma força econômica importante no Estado de Goiás, indutora do crescimento e geradora de milhares de empregos indiretos na economia goiana. A cooperativa oferece planos de saúde individuais ou familiares, para pessoas físicas, e planos empresariais e coletivos, por adesão, para pessoas jurídicas, com cobertura de acordo com a lista de Procedimentos e Eventos em Saúde, determinada pela Agência Nacional de Saúde. Em 2022, atingiu R$ 1,9 bilhão em contraprestações líquidas.

De acordo o presidente da cooperativa, Sergio Baiocchi Carneiro, a Unimed Goiânia está entre as maiores de Goiás, não só pelos expressivos números que apresenta, mas principalmente pelos seus sólidos valores. “Prestamos um trabalho de assistência, auxílio e amparo aos nossos beneficiários, colaboradores e cooperados, com o desejo de contribuir e colaborar para a satisfação de todos. Entendemos que cuidar do próximo é oferecer experiências que tragam conforto para cada pessoa e sua família com agilidade, e assim buscamos proporcionar atendimento humanizado e empático. Isso é solidariedade”, diz.

Meta

Mais cooperativas goianas devem alcançar a casa dos bilhões nos próximos anos. Com essa perspectiva, o Sistema OCB/GO apresentou uma meta ambiciosa, mas factível: a de aumentarem, juntas, o faturamento anual para R$ 50 bilhões até 2027. “A ideia é que cada cooperativa em Goiás, tomando como base o faturamento obtido em 2021, trabalhe para multiplicar esses resultados por dois ou por três, para alcançarmos essa meta. Com isso, vamos ajudar o Sistema OCB a alcançar o objetivo em nível nacional, de R$ 1 trilhão", afirma o presidente Luís Alberto Pereira.

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JORNAL OPÇÃO

Governo de Goiás apresenta planejamento para controle da dengue, zika e chikungunya

As doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypty estão no alvo de um planejamento para os próximos dois anos, divulgado pelo Governo de Goiás. O objetivo é diminuir a ocorrência de dengue, zika e chikungunya, evitando casos graves e mortes.

Plano de Contingência para Arboviroses norteia as ações da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) e orienta os municípios. Dados da pasta apontam ainda que Goiás reúne 176 municípios em situação de baixo risco, 49 em médio risco e 21 em alto risco. No total, são 12.234 casos notificados em 2023.

O plano orienta os órgãos de saúde para atuação em três momentos, de acordo com o cenário epidemiológico: fase inicial, de alerta e de emergência. Para todas essas, estão previstas ações como visitas domiciliares, monitoramento de casos, distribuição de inseticidas e fiscalização sanitária. Já a frequência varia conforme a necessidade de cada região e o nível de risco dos municípios.

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Edgar Tollini é cotado para assumir Secretaria de Saúde da Prefeitura de Goiânia

O médico, formado pela UFG, já secretário de Saúde do governo do Tocantins. Estaria sendo bancado pela cúpula do Republicanos

O médico Edgar Tollini, ex-secretario da Saúde do governo do Tocantins, é cotado para assumir a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Goiânia.

Uma fonte sugere que a direção nacional e a direção estadual do Republicanos tendem a indicar Edgar Tollini, nos próximos dias, ao prefeito Rogério Cruz. A este cabe aceitar ou não a indicação.

Edgar Tollini é formado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás e é apontado como tendo experiência na gestão da saúde pública.

O atual secretário de Saúde é Durval Ferreira Fonseca Pedroso.

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SEU DINHEIRO

Hapvida do céu ao inferno: os sete erros que fizeram as ações HAPV3 despencarem quase 50% em 15 dias

No dia 1º de março, a B3 viu uma cena que se repetiu poucas vezes em sua história: uma ação derretendo mais de 30%, em meio a um balanço apenas marginalmente pior que o esperado. A protagonista do tombo homérico foi a Hapvida (HAPV3) - que, desde então, acumula uma queda de quase 50%.Â

Apesar de o episódio ser um marco na história da operadora de saúde, o pesadelo não teve início naquele momento. Num passado não muito distante, a ação era a menina dos olhos de grande parte do mercado; agora, o papel já acumula baixa de mais de 70% nos últimos 12 meses.Â

Para quem acompanhou a excitação e o burburinho que a fusão entre Hapvida e NotreDame Intermédica causou ao ser anunciada em 2021, fica difícil imaginar as razões para tamanho pessimismo do mercado neste momento.Â

Na teoria, o casamento do século seria imbatível: complementaridades geográficas, operações eficientes e um objetivo comum. Na prática, a convivência dentro do mesmo teto tem se mostrado complicada e uma verdadeira dor de cabeça - e é aí que mora uma das grandes desilusões dos investidores.Â

A conclusão da fusão dos negócios só veio em fevereiro de 2022, depois de meses de discussão e aprovação dos órgãos regulatórios. No dia 14 do mesmo mês, as ações GNDI3 deixaram de ser negociadas na bolsa.Â

Esperava-se o nascimento de uma gigante na bolsa, mas, de lá pra cá, o valor de mercado da Hapvida foi pulverizado. Logo após a conclusão da fusão, a companhia era avaliada em cerca de R$ 87 bilhões; no fechamento do pregão da última quarta (15), a cifra era de meros R$ 17,7 bi.

O valor de mercado atual equivale a menos da metade do market cap da Hapvida ou da NotreDame Intermédica quando consideradas isoladamente, antes da operação ser completada.Â

À primeira vista, pode até parecer que os problemas da companhia se resumem ao balanço do quarto trimestre, mas a verdade é que, ao longo do último ano, uma série de erros foram cometidos - e os investidores parecem ter perdido a confiança e paciência com a gestão.

A decepção não se restringiu apenas ao desempenho da empresa no quarto trimestre. Ainda houve um agravante: poucos dias após a divulgação do balanço, a Hapvida informou que estuda a venda de ativos não estratégicos e até mesmo a possibilidade de se realizar um aumento de capital por meio de uma nova emissão de ações (follow on).Â

Olhado pelo lado positivo, a clareza da Hapvida sobre os planos que estão na mesa mostram que alternativas estão sendo consideradas, mas, no geral, prevaleceu a leitura negativa do cenário. Ou seja: os problemas podem ser bem maiores do que os imaginados.Â

Jogo dos sete erros

A fórmula para o sucesso parecia simples: unir as duas maiores operadoras de saúde verticalizadas, com ampla estrutura de hospitais, clínicas e laboratórios para atendimento próprio, criando uma gigante capaz de nadar de braçada por um setor ainda muito fragmentado e cheio de potencial futuro.Â

Os números da operação não eram nada modestos: na largada, a nova empresa já contaria com mais de 13 milhões de usuários dos planos de saúde e odontológicos, uma receita líquida combinada de quase R$ 5 bilhões e uma expectativa de sinergias de até R$ 1,38 bilhão a serem capturadas em três anos.Â

Não faltaram bancos de investimento e casas de análise para exaltar a operação e falar sobre uma revolução no setor de saúde. Mas, um ano após a consumação da combinação dos negócios, os números não são tão animadores assim para o mercado.

A companhia viu a sua receita líquida subir para R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre de 2022, com mais de 16 milhões de beneficiários, mas a sinistralidade do caixa subiu a 67,2%Â - o que indica uma média per capita de utilização acima da casa dos R$ 170.

A alavancagem também deu um salto nos três últimos meses do ano passado, com a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado alcançado a casa de 2,45 vezes; o endividamento líquido atingiu a marca de R$ 7 bilhões.

É bem verdade que os fortes números reportados pela Hapvida em 2021 estavam sendo comparados com uma base reprimida - a utilização das operadoras de saúde caiu drasticamente durante a pandemia - , mas é inegável a decepção dos investidores com os frutos colhidos desse casamento até agora.Â

Para um gestor de uma asset em São Paulo, o setor como um todo está sofrendo com os "efeitos secundários" da pandemia - como a maior demanda por consultas e exames, o aumento do uso das redes credenciadas e a redução dos preços das apólices em 2022, considerando o baixo uso no ano anterior. E, no caso da Hapvida, isso precisa ser vivido em paralelo com uma integração que se mostrou mais complicada do que o esperado.Â

Ainda que seja inegável o cenário mais complicado para todas as empresas de saúde, analistas e gestores ouvidos pelo Seu Dinheiro são categóricos ao afirmar que foram cometidos erros cruciais que levaram a Hapvida do céu ao inferno na bolsa.Â

Os sete erros da Hapvida (HAPV3) - e também do mercado

Grandes expectativas, grandes frustrações

Para muitos analistas ouvidos pela reportagem, o primeiro erro foi a ausência de maiores questionamentos sobre as potenciais sinergias na combinação dos negócios entre Hapvida e Intermédica.Â

Os planos apresentados pela gestão da nova empresa foram vistos como executáveis e concretos, mas o caminho se mostrou cheio de desafios para que a cifra de R$ 1,3 bilhão em ganhos sinérgicos seja alcançada.Â

Segundo os cálculos da Hapvida, a integração deve trazer cerca de R$ 800 milhões a mais em Ebitda, na expectativa de um aumento na venda dos planos.

Os demais R$ 580 milhões virão da economia com a renegociação de contratos e integração das áreas das empresas - e, na leitura do mercado, é aqui que está uma das maiores pedras no sapato.Â

Isso porque integrar duas companhias de larga escala - e com atuação regional distinta - não permite tantas centralizações e cortes administrativos quanto o inicialmente esperado.Â

"Acabou sendo um pouco mais difícil do que era no papel. Na planilha do Excel estava tudo ok, mas na vida real, não. Duas empresas daquele tamanho... acho que foi mais confuso e difícil do que eles estavam esperando", aponta Henrique Abras, da Inter Invest.Â

Apesar de hoje os números parecerem ousados e difíceis, é bom lembrar que, na época do anúncio, muitos bancos de investimentos se decepcionaram com a cifra apresentada - o Morgan Stanley, por exemplo, trabalhava com uma estimativa "conservadora" de R$ 1,67 bilhão em ganhos com sinergias.Â

Confira o cronograma inicial para a captura das sinergias apresentado pela Hapvida:Â

2) O setor de saúde saiu abalado da pandemia

A crise deixada pelo coronavírus vai muito além da alta dos juros e outras implicações macroeconômicas. Os especialistas apontam para tendências irreversíveis - incluindo dentro do setor de saúde.Â

Em um primeiro momento, operadoras acabaram se beneficiando do baixo nível de utilização de seus serviços no auge da pandemia, mas, uma vez passado o pior, a população parece ter voltado aos hospitais e laboratórios, fazendo a sinistralidade das companhias dispararem.Â

O que se imagina ser um evento momentâneo, no entanto, já dura mais trimestres do que o desejado pelos analistas e o mercado em geral - e existem duas razões para isso.Â

Como os reajustes regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) utilizando dados de uma base reprimida para a elaboração dos índices de revisão de preços, as companhias não conseguem repassar para os consumidores o aumento de seus custos.Â

O represamento do repasse ainda coincide com um outro movimento: uma aparente mudança no padrão de utilização de planos de saúde no pós-pandemia, com a população muito mais preocupada com a prevenção de doenças - o que pode significar que o equilíbrio da sinistralidade caixa das operadoras pode passar a ser mais alto do que a média histórica.Â

3) A herança maldita de Hapvida e Intermédica

Antes de anunciarem ao mundo a intenção de fundir suas empresas, a Hapvida e a Intermédica vinham em ritmo acelerado de aquisições.Â

Embora em regiões distintas do território brasileiro - a Hapvida no Norte e Nordeste, enquanto a NotreDame Intermédica focava no Sul e Sudeste - , os alvos escolhidos pelas duas gigantes eram muito parecidos: empresas verticalizadas ineficientes ou com uma carteira de vidas e infraestrutura atrativa para avançar em novos mercados.Â

Era difícil que uma semana se passasse sem que um novo anúncio de compra fosse anunciado por um dos dois grupos. E, apesar dessas operações serem bem recebidas à época, alguns elementos podem estar pressionando o operacional da Hapvida ainda em 2023.Â

Alguns analistas apontam que muitas das empresas adquiridas, principalmente pela Hapvida, tinham um perfil muito ineficiente - com a sinistralidade muitas vezes ultrapassando a casa dos 100%.Â

Se na época da aquisição esses elementos surgiram como uma oportunidade de compra por um preço mais módico, a integração ao ecossistema Hapvida Intermédica em um momento mais complicado no cenário macroeconômico e uma cobrança maior por resultados traz um peso de "herança maldita" para parte desses ativos.Â

4) Endividamento da Hapvida preocupa em tempos de juros altos

Como uma empresa em crescimento e com grande necessidade de financiamento, o aumento da taxa Selic teve forte impacto no balanço da Hapvida.Â

Com os juros saindo de 2% ao ano em 2021 para 13,75% em 2023, a dívida da Hapvida também acelerou. A companhia saiu de um múltiplo dívida líquida/Ebitda de -0,80x no fim de 2021 para 2,45x em dezembro de 2022 - o que indica um endividamento líquido e dívidas oriundas de empresas adquiridas de cerca de R$ 7 bilhões.

5) Um adeus inesperado (e traumático)

Um dos principais destaques do plano de fusão era o compromisso de que as duas companhias seriam tocadas em pé de igualdade, sem que a cultura corporativa de cada uma delas fosse eliminada ou substituída em nome da nova empresa que surgiu.Â

Assim, surgiu um modelo de gestão em que a companhia seria dirigida por dois Co-CEOs - Irlau Machado Filho, da Intermédica, e Jorge Pinheiro, da Hapvida.Â

Mas apenas 10 meses após a consumação da fusão, Machado entregou sua carta de renúncia - citando propósitos e objetivos pessoais - , deixando a estrutura da companhia concentrada nas mãos do CEO da Hapvida.Â

A notícia não foi bem recebida pelo mercado na época e continua sendo citada por gestores e analistas como uma "quebra de confiança" com relação à empresa, uma vez que se esperava que Irlau fosse um dos condutores do projeto de integração.Â

O ex-CEO é um dos nomes mais respeitados do setor de saúde brasileiro e comandou a Intermédica por oito anos antes de sua renúncia.Â

Aos olhos do mercado, a saída de Machado dificultou o processo de integração entre as companhias - e vai contra a promessa de isonomia entre as duas partes apresentada no plano inicial da fusão.Â

6) Faltou clareza

A saída de Irlau Machado foi um duro golpe para o mercado no momento da renúncia e posteriormente. Isso porque, de acordo com gestores consultados, faltou clareza na forma como os executivos da Hapvida vêm guiando o mercado sobre o futuro da companhia.Â

Ou seja: até agora, pouco se sabe sobre uma adaptação do plano inicial de sinergias ou até mesmo sobre como será a configuração administrativa das duas gigantes.Â

Um analista aponta que essa é uma crítica que precede a fusão, uma herança do "DNA Hapvida" para o novo negócio, uma vez que a companhia ainda hoje preserva características de uma empresa familiar.Â

7) E o futuro da Hapvida?

Embora os especialistas consigam apontar onde a maior parte dos erros estão, é difícil dizer o que será do futuro da companhia.Â

Por ora, o que se sabe é que o cenário macroeconômico segue complicado para as empresas do setor de saúde - com o desemprego afetando o fechamento de novos contratos coletivos, dificuldade no repasse de custos acima da inflação devido ao estrangulamento da renda das famílias e os juros altos que afetam negativamente o endividamento.Â

Como a Hapvida fará para driblar esses desafios? Essa é a resposta que os investidores tanto procuram antes de voltar a apostar na tese da companhia.Â

Ao admitir estudar uma nova emissão de ações em um momento de forte queda dos papéis, a companhia passou uma imagem de "desespero por uma saída", segundo um dos analistas consultados, indicando uma urgência de captação de recursos para honrar compromissos.Â

"Ficou claro que o cenário de curto/médio prazo é pior do que o mercado em geral esperava. Para nós, o 4T22 serviu para entendermos que as expectativas para crescimento e rentabilidade que tínhamos para 2023 devem ficar para 2024 em diante", explica Breno de Paula, do Inter Invest.Â

Ainda vale a pena comprar Hapvida?

Com base no que aconteceu até o momento e a forte queda dos papéis, boa parte dos bancos de investimentos e casas de análise colocaram a tese de investimento de Hapvida sob revisão, mas alguns já divulgaram os seus novos números.Â

O Credit Suisse rebaixou os papéis para o patamar neutro e cortou o preço-alvo de R$ 6,50 para R$ 4,40. A Genial manteve sua recomendação neutra, mas também reduziu sua expectativa para as cotações - de R$ 8,50 para R$ 5,00. O Itaú BBA manteve a sua recomendação de compra, mas cortou o preço-alvo para R$ 4,40.Â

O consenso parece ser o de que as ações, de fato, estão em patamares muito baixos, mas o futuro da empresa se tornou um grande mar de incerteza - e, nesses casos, é melhor esperar a maré baixar antes de tomar uma decisão.Â

Um gestor que possuía uma "posição pequena" em HAPV3 logo após a publicação do balanço do quarto trimestre de 2022 afirmou que, por mais que as ações da Hapvida tenham desabado mais de 30% na sessão posterior aos resultados, a casa optou por não mexer nessa fatia imediatamente; a ideia, segundo ele, é entender melhor a situação da empresa "antes de tomarmos qualquer decisão".

Apesar do mau humor pós-balanço e das revisões cada vez mais pessimistas, é importante destacar que, no longo prazo, alguns analistas ainda acreditam no potencial da fusão - o desfecho só parece ter sido adiado por alguns longos anos de inverno.Â

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O ESTADO DE S.PAULO

Falta inseticida para combater o mosquito da dengue, zika e chikungunya

Por falta de estoque, o Ministério da Saúde tem atrasado o envio de inseticidas contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da zika - o produto é utilizado na nebulização espacial (conhecida popularmente como fumacê). Há escassez do insumo e atraso no repasse a Estados desde o ano passado e a alta de casos em vários pontos do País preocupa.

Ao Estadão, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério, Ethel Maciel, disse que a atual gestão assumiu "sem nenhum estoque". "Já refizemos os contratos, mas, como são compras internacionais, que chegam de navio, a previsão de entrega é demorada. Um dos (itens) que precisávamos foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no fim de fevereiro." Segundo ela, a situação de quatro Estados, onde há condições climáticas mais favoráveis à reprodução do mosquito, preocupa mais: Espírito Santo, Minas, Tocantins e Santa Catarina.

Até o fim de fevereiro, segundo o ministério, o Brasil teve alta de 46% nos casos de dengue e de 142% nas infecções por chikungunya na comparação com o mesmo período do ano passado. Em nota técnica da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses de 3 de março, o ministério informou aos municípios e Estados que o processo de aquisição de um dos fumacês, o Cielo-UVL (Praletina+Imidacloprida), estava na fase final de contratação, com expectativa de recebimento do insumo nos próximos 45 dias.

Queixa

O atraso nos cronogramas, enfrentado desde 2022, é reflexo de dificuldade global de aquisição do produto. A nota explica ainda que, diante dos percalços, optou-se por incluir um novo adulticida para uso em UBV (equipamento que nebuliza o inseticida), o Fludora Co-Max (Flupiradifurone + Transflutrina), para evitar a dependência de um fornecedor único.

Conforme a nota, "se aprovada a excepcionalidade pela Anvisa, por se tratar de aquisição internacional, o produto não estará disponível para distribuição nos próximos 60 dias". Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), houve problemas nos processos de compras no ano passado. "A atual gestão teve de reiniciar as compras, o que está levando ao atraso para o recebimento do Cielo."

"Outro adulticida estava em processo de compra, mas estava aguardando uma liberação da Anvisa, que só saiu recentemente, para que pudesse concluir a compra e iniciar o processo de importação", acrescentou o órgão de secretários. Ainda segundo o conselho, os Estados precisarão ser capacitados para usar o novo produto, o Fludora.

O Conass diz que a aquisição é de responsabilidade do ministério, pois não há produção nacional e o processo de compra "geralmente é longo". A reportagem entrou em contato com Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde, para comentar o assunto, mas não obteve resposta.

Conscientização

A preocupação agora começa até em outros países. Por enquanto, o Paraná não registra mais casos que o normal, mas segundo César Neves, secretário estadual da Saúde, o Paraguai já tem mais de 20 mil casos confirmados e mais de 20 óbitos. "Isso fez com que tomássemos a medida, há mais ou menos um mês, de bloqueio na região da tríplice fronteira", e há três semanas o Estado pediu ao ministério kits para diagnóstico de chikungunya, além de receber litros do adulticida Cielo.

O uso do inseticida Cielo só é recomendado em situações de emergência, como surtos e epidemias, pois tem como alvo apenas os mosquitos adultos, diz nota técnica da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses do ministério, de 2020. Segundo Neves, embora a estratégia de nebulização seja importante, ela só resolve "30% do problema". O restante, afirma, são medidas de conscientização. "O principal, em termos epidemiológicos, é matá-lo (o mosquito) no estado larvário." Para isso, é preciso evitar deixar água parada, em vasos e cisternas sem cobertura, por exemplo.

SP compra produto por conta própria

Diante da escassez nacional, São Paulo se mobiliza para comprar, por conta própria, insumos para lidar com a escalada de casos. No Diário Oficial de anteontem, despacho da Secretaria da Saúde autoriza a compra, em caráter emergencial, do inseticida adulticida Cielo, em quantidade suficiente para "pronto abastecimento" de todo Estado, por R$ 3,528 milhões.

Segundo o despacho, há "aumento expressivo" de dengue e chikungunya no Estado, situação "semelhante ao mesmo período de 2022, em que o Estado de São Paulo foi classificado com alto risco, a partir da avaliação da matriz de prioridades, construída com indicadores do Diagrama de Controle para Dengue, casos graves e óbitos confirmados e/ou em investigação". Segundo a secretaria, até agora foram relatados 35,6 mil casos de dengue e 25 óbitos em todo o Estado, o que representa uma redução de 13% nas infecções em relação ao mesmo período do ano passado.

Ao Estadão, a Secretaria de Estado da Saúde diz que não recebe entrega do ministério desde dezembro e, por isso, abriu processo para adquirir 15 mil litros. A remessa, afirma, é para suprir a demanda de março, abril e maio, fase de maior incidência das doenças ligadas ao mosquito.

A Prefeitura também importou, por conta própria, 15 mil litros do Cielo. A compra direta, sem intermédio federal, passou a ser estudada em agosto. Ao todo, 10 mil litros já chegaram e permitiram que a política de nebulização não fosse descontinuada.

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Assessoria de Comunicação

Quarta, 15 Março 2023 07:35

CLIPPING AHPACEG 15/03/23

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Clínica afasta médico responsável por exame que não detectou que feto não tinha cérebro

Após recomendação, exigência de exame ginecológico de candidatas é excluída

Conselho Regional de Odontologia repudia proposta que cria EAD para o curso

Governo de Goiás vai imunizar grupos de riscos com vacina contra Mpox

Hospital Unimed (Sergipe) é referência em atendimento humanizado baseado na hotelaria hospital

Médico deve respeitar sigilo e não pode denunciar paciente por aborto, decide STF

Descarte de vacinas contra Covid vencidas causa prejuízo de R$ 2 bi aos cofres públicos

Casos de chikungunya crescem 110% no país em relação a 2022

Risco maior de hipertensão mesmo com o peso normal

PORTAL G1

Clínica afasta médico responsável por exame que não detectou que feto não tinha cérebro

Anencefalia foi detectada apenas no 7º mês de gestação de Mariana Oliveira. O pequeno Júlio César nasceu no domingo após uma indução do parto e morreu horas depois.

Por Gabriela Macêdo, g1 Goiás

O médico responsável pelo ultrassom morfológico realizado em Mariana Oliveira e que não detectou a anencefalia do filho dela foi afastado pela clínica onde o exame foi feito, em Goiânia. A malformação só foi diagnosticada no 7º mês de gestação da mulher, fazendo com que ela precisasse induzir o parto e interromper a gravidez.

"Eles afastaram o médico que errou meu diagnóstico. Espero que isso faça o médico ter mais atenção com as próximas grávidas. Atenção que ele não teve comigo", disse Mariana.

O exame feito pelo médico afastado foi realizado no dia 2 de fevereiro, no 5º mês de gravidez de Mariana. No exame, foi concluído que o feto estaria em condições normais. Como o nome do profissional não foi divulgado, o g1 não conseguiu localizá-lo para um posicionamento sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

A anencefalia de Júlio César só foi diagnosticada no último dia 7 de março, quando a mulher já estava no 7º mês de gestação.

Mariana precisou interromper a gestação, induzindo o parto, após os médicos explicarem que a anencefalia faria com que seu bebê não tivesse chaces de sobreviver após o nascimento. Além disso, ela contou ter sido orientada que continuar com a gravidez até o final também colocaria a vida dela em risco.

O pequeno Júlio César nasceu no domingo (12) às 20h40 e faleceu às 23h50 do mesmo dia. Ele foi enterrado na tarde de segunda-feira (13), no Cemitério Parque Memorial, também na capital.

Ao g1, a clínica afirmou que abriu um procedimento interno de verificação do ocorrido e que, além de ter afastado o médico responsável pelo exame, entraram em contato com a paciente, a fim de oferecer o apoio possível (veja a nota completa ao final da reportagem).

Sonho de ser mãe e diagnóstico de anencefalia

Apesar de não ter sido uma gestação inicialmente planejada, Mariana Oliveira explicou que sonhava em ser mãe e que os preparativos já estavam avançados para receber o pequeno Júlio César.

"A gente já tinha roupinha, eu já tinha feito chá revelação, já tinha nome. O neném ia chamar Júlio César. Já tinha quartinho, tudo", detalhou a mulher.

Mariana descobriu a má formção de seu filho ao realizar um exame de rotina.

"Eu estava na ultrassom e a médica me perguntou se eu sabia que meu neném tinha um problema. Eu gelei, disse que não sabia, eu perguntei se era algo sério e ela disse que sim, que ele não iria sobreviver", complementou.

"Eu comecei a chorar. Como nesse dia eu tinha ido fazer o exame sozinha, liguei para o meu marido, no telefone ele começou a chorar e foi correndo para lá", acrescentou.

Ela explicou que, antes dessa ultrassom, já havia feito outras ultrassonografias, mas que até então nenhum exame havia detectado que seu filho tivesse algum problema ou que apontasse que ele não era saudável.

Veja a nota da clínica que afastou o médico na íntegra:

"Em resposta à solicitação do portal de notícias G1 Goiás, afirmamos que, diante dos fatos apresentados pela imprensa, abrimos um procedimento interno de verificação do ocorrido e que providências já foram tomadas.

Estamos em contato com a paciente M.S.O, a fim de oferecer o apoio possível, bem como afastamos o médico responsável pelo exame.

Em tempo, reiteramos que, em 6 anos de mercado, com mais de 200 mil atendimentos por ano, jamais tivemos registros dessa natureza, buscando sempre qualidade nos procedimentos e na conduta dos médicos parceiros."

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GAZETA DO ESTADO

Após recomendação, exigência de exame ginecológico de candidatas é excluída

Acatando recomendação do Ministério Público de Goiás, a Secretaria Municipal de Administração de Goiânia e o Centro de Seleção da Universidade Federal de Goiás excluíram o exame de citologia oncótica parasitária, também conhecido como Papanicolau (exame de colo do útero), da relação de exames complementares obrigatórios a serem apresentados por candidatas aprovadas em concurso público para o provimento de vagas em 15 cargos do quadro de pessoal da Prefeitura.

De acordo como destacado pelo promotor de Justiça Umberto Machado de Oliveira na recomendação, a exigência do exame configura medida desproporcional e desnecessária para avaliar a aptidão das candidatas ao cargo, além de ser ilegal e ferir o princípio constitucional da isonomia e da vedação das práticas discriminatórias. 

Foi destacado que, embora o exame visa detectar a presença do HPV, ou mesmo câncer no colo do útero, o poder público deve efetivar a prevenção por meio de políticas públicas específicas, e não como condição para admissão nos quadros de pessoal da administração pública. Além disso, a presença de alguma moléstia não implicaria necessariamente a inaptidão de mulheres para o exercício dos cargos.

Com isso, o MPGO recomendou a exclusão da exigência do exame e que todas as candidatas que já foram convocadas no concurso público sejam efetivamente comunicadas por meio hábil, o que foi acatado pelas partes. A exclusão consta, inclusive, de forma destacada na página do concurso no site da Semad. 

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JORNAL OPÇÃO

Conselho Regional de Odontologia repudia proposta que cria EAD para o curso

Medida foi publicada pelo Ministério da Educação no Diário Oficial, na semana passada. Além de Odontologia, também são afetados cursos de Direito, Enfermagem e Psicologia

O Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) veio a público repudiar decisão do Governo Federal que propõe criar cursos de odontologia em modalides Ensino a Distância. Em nota, o Conselho declarou que a decisão mostra que o Ministérioda Educação (MEC) está em “desacordo com os princípios defendidos pelas entidades representativas da Odontologia”.

Para o CRO-GO, a prática da odontologia requer “contato direto entre cirurgião-dentista e paciente, sendo a experiência clínica fundamental para a formação dos alunos de graduação”. O Conselho defende que a prática presencial é fundamental para garantir o futuro profissional e garantir a “real capacidade de realizar diagnósticos e tratamentos”.

Além disso, a nota defende que o EAD pode prejudicar no treinamento para lidar corretamente com eventuais intercorrências que possam surgir durante os procedimentos realizados pelo profissional de odontologia.

Proposta

No último dia 9 de março, o Ministério da Educação publicou, no Diário Oficial da União (DOU), Portaria nº 398, que prevê a instituição de Grupo de Trabalho (GT) para estudos que subsidiem a oferta de cursos na modalidade EAD para algumas graduações. Além de Odontologia, foram incluídos os cursos de Direito, Enfermagem e Psicologia.

“O CROGO considera que a decisão do MEC desrespeita e desvaloriza a Odontologia, além de colocar em risco a saúde e a vida da população”, aponta a nota.

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A REDAÇÃO

Governo de Goiás vai imunizar grupos de riscos com vacina contra Mpox

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) vai iniciar a vacinação de pessoas consideradas de risco para a monkeypox – renomeada como Mpox em novembro de 2022 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) –, a partir desta semana. Para tanto, a SES-GO recebeu nesta terça-feira (14/3), uma remessa de 528 doses da vacina contra doença, enviada pelo Ministério da Saúde (MS), responsável pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). Ao todo, 46 mil doses serão distribuídas aos Estados brasileiros. 

São três os grupos definidos pelo MS como público-alvo para a vacinação pré-exposição e pós-exposição. São eles o de pessoas vivendo com HIV/aids (homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais), com 18 anos de idade ou mais, com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos TCD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. 

O segundo grupo é formado por profissionais de laboratório que trabalham diretamente com orthopoxvírus (o vírus da Mpox) em laboratórios com nível de biossegurança 3, com idade entre 18 a 49 anos. O esquema de vacinação tem a indicação de duas doses para cada pessoa. 

E, por fim, as pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para Mpox, cuja exposição seja classificada como alto ou médio risco, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O objetivo é o imunizar pessoas com maior risco de evolução para as formas graves da Mpox. Com a vacinação, será possível evitar internações e até óbitos pela doença", afirma Joice Dorneles, Gerente de Imunização da SES-GO.

Casos confirmados

Em Goiás, a SES-GO confirmou 563 casos da doença. Todos os infectados se recuperaram. A Mpox é uma doença de zoonoses, transmitida para humanos por meio do contato com animal, humano infectado ou material corporal humano contendo o vírus. Em 23 de julho de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a doença como emergência de saúde pública global.

São considerados suspeitos da doença pessoas de qualquer idade que apresentem início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva de Mpox, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital/perianal, oral) e/ou proctite (por exemplo, dor anorretal, sangramento), e/ou edema peniano, podendo estar associada a outros sinais e sintomas, como febre, dor nas costas, dor de cabeça. 

Caso apareçam os sintomas, é recomendável procurar assistência médica. O diagnóstico é realizado por meio da análise de material vesicular ou crosta da lesão.

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ESPAÇO LIVRE NOTÍCIAS

Hospital Unimed (Sergipe) é referência em atendimento humanizado baseado na hotelaria hospital

Com uma estrutura que oferece segurança, conforto, qualidade e acolhimento, o Hospital Unimed se destaca como referência em atendimento humanizado. Seguindo o conceito de hotelaria hospitalar, a instituição proporciona aos pacientes uma experiência diferenciada durante o período de internação.

A hotelaria hospitalar é uma abordagem que busca aplicar conceitos e práticas de hotelaria no ambiente hospitalar. Isso significa que as necessidades dos pacientes vão além das questões médicas. São considerados também aspectos como conforto, bem-estar e satisfação.

A estrutura física do hospital oferece aos nossos clientes uma experiência de segurança, conforto, qualidade e acolhimento. As acomodações são amplas, iluminadas e higienizadas, com mobiliário e equipamentos adequados para atender às necessidades clínicas de cada paciente. Durante o período de internação, buscamos atender às necessidades funcionais cotidianas do paciente, seus familiares e acompanhantes para promover sua satisfação, detalha Suzel Almeida, coordenadora de atendimento e hotelaria do Hospital Unimed.

A abordagem da hotelaria hospitalar não se limita apenas aos aspectos físicos e materiais. É uma cultura que se estende a todos os profissionais envolvidos no atendimento ao paciente. Trabalhamos para melhoria contínua e para o desenvolvimento de conhecimento técnico compartilhado. Os gestores das áreas seguem atentos aos saberes individuais e aos sentimentos que permeiam as atividades de cada colaborador, em sua prática diária, nas relações com os clientes internos e externos, destaca a coordenadora.

Cultura humanizada

Essa cultura de humanização é uma das características mais marcantes do Hospital Unimed, que vem investindo na implantação da hotelaria hospitalar desde 2007. A ideia é consolidar os serviços de apoio, alinhados às práticas administrativas e assistenciais, para atender de forma dinâmica as demandas dos pacientes e dos profissionais envolvidos.

Promovemos saúde e cuidado humanizado, quando olhamos e ouvimos o paciente, seu familiar ou acompanhante considerando suas expectativas, limitações, dores, medos, necessidade de locomoção, repouso e conforto. Quando colocamos adequadamente a serviço da assistência, os recursos médicos e hospitalares, quando incentivamos a capacitação profissional, espírito de equipe e ambiente de trabalho favorável para todos. Essa é a importância desse movimento e dessa cultura de humanização, pontua Suzel.

Com essa abordagem, o Hospital Unimed se destaca como um ambiente acolhedor e confortável para o paciente e seus acompanhantes, além de ser um local onde a qualidade do atendimento é prioridade. A instituição tem como objetivo principal oferecer um atendimento humanizado e eficiente, o que tem sido reconhecido pelos pacientes e pela comunidade em geral.

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ISTOÉ

Médico deve respeitar sigilo e não pode denunciar paciente por aborto, decide STF

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira, 14, que médicos não podem denunciar pacientes por abortos clandestinos.

No Brasil, o aborto legal é permitido apenas em casos exepcionais, como de violência sexual e se a gestação oferecer risco à vida da mãe, até a 20.ª semana de gestação.

Os ministros da Sexta Turma concluíram que os médicos precisam respeitar o sigilo profissional.

Relator do caso, o ministro Sebastião Reis Júnior disse que o médico é 'confidente necessário' e, por isso, está 'proibido de revelar segredo de que tem conhecimento em razão da profissão intelectual, bem como de depor sobre o fato'.

A decisão inédita foi tomada na análise de um processo de Minas Gerais.

O caso aconteceu em 2014. A mulher estava grávida de 16 semanas e teria tomado um remédio abortivo. Ela precisou ser internada e o médico responsável denunciou o caso à Polícia. Ele compartilhou o prontuário da paciente, para comprovar as acusações, e serviu como testemunha no processo.

O STJ trancou a ação penal contra a mulher por considerar que as provas reunidas no processo são ilícitas.

"A instauração do inquérito policial decorreu de provocação da autoridade policial por parte do próprio médico, que, além de ter sido indevidamente arrolado como testemunha, encaminhou o prontuário médico da paciente para a comprovação das afirmações; encontra-se contaminada a ação penal pelos elementos de informação coletados de forma ilícita, sendo, portanto, nulos", escreveu o relator.

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O GLOBO

Descarte de vacinas contra Covid vencidas causa prejuízo de R$ 2 bi aos cofres públicos

Somente nos primeiros dois meses deste ano, já são mais de 27 milhões de doses desperdiçadas.

A quantidade de vacinas contra a Covid descartadas por falta de uso representou um prejuízo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos desde o início da pandemia.

As vacinas vencidas são retiradas da refrigeração, acomodadas em tonéis e levadas para uma empresa que faz o descarte. O destino final destes imunizantes é o aterro sanitário.

Só no Rio Grande do Sul 500 mil doses nem chegaram a ser distribuídas aos municípios. Um prejuízo de R$ 500 mil.

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"Isso com certeza poderia abastecer uma cidade de pequeno porte. E campanhas foram feitas, carro de som na rua, redes sociais, vereadores, a sociedade, mas mesmo assim as pessoas não vieram se vacinar. Muitas não queriam, não acreditavam", conta o prefeito de Sapucaia do Sul, Volmir Rodrigues.

Uma combinação de fatores provocou o descarte no estado.

"A gente recebeu um quantitativo maior do Ministério da Saúde e devido a esse quantitativo também tem uma data de validade muito próxima, pouco mais de 30 dias. E a falta de adesão da população com relação à vacinação levou consequentemente a possibilidade da gente ter que descartar um grande quantitativo de doses", diz a diretora do Centro de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, Tani Ranieri.

Em todo o Brasil, o número dos descartes vem aumentando a cada ano. Segundo o Ministério da Saúde, em 2021, primeiro ano da vacinação contra a Covid, foram quase 2 milhões de doses. Em 2022, quase 10 milhões. E só nos primeiros dois meses de 2023, já são mais de 27 milhões de doses desperdiçadas.

A atual gestão do Ministério da Saúde diz que quando assumiu a pasta, no início do ano, encontrou 27 milhões de doses sem tempo hábil para distribuição e uso. Nos próximos seis meses, mais 20 milhões de doses irão vencer. Por isso, a pasta vem discutindo com secretários estaduais e municipais de saúde em busca de estratégias para evitar novos desperdícios.

"Todas as ações de vacinação para terem sucesso, elas precisam de uma pactuação com estados e municípios, que é efetivamente onde a vacinação ocorre. Nosso movimento nacional pela vacinação vai ocorrer pelo ano todo. A gente vai ações na escola, vamos ter ações também em pontos de concentração de pessoas, pra que a gente facilite o acesso à vacina e pra que a gente evite o desperdício disso", diz a secretária de Vigilância em Saúde do MS, Ethel Maciel.

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Casos de chikungunya crescem 110% no país em relação a 2022

Até fevereiro, foram 35 mil registros da doença; Sudeste é região mais afetada

O número de casos de chikungunya no Brasil aumentou cerca de 110% até meados de fevereiro, segundo dados do Ministério da Saúde. O número, portanto, representa mais do que o dobro de casos em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 16.971 para 35.569 registros. Os maiores percentuais de crescimento foram observados na região Sudeste, com destaque para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Tocantins, Bahia, Mato Grosso do Sul e Sergipe também apresentaram altas.

Assim como a dengue e a zika, a chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Entre os principais sintomas da doença estão a febre alta de início repentino e dores intensas nas articulações - diferença principal entre ela e a dengue. Na primeira, a dor é mais intensa e afeta principalmente pés e mãos, geralmente nos tornozelos e pulsos.

Além delas, o paciente ainda pode apresentar dores nas costas, pelo corpo, erupções avermelhadas na pele, dores de cabeça, dor de garganta, calafrios, náuseas, vômitos e diarréias (manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes em crianças).

O ministério ainda divide a doença em três fases evolutivas. A primeira, chamada de febril ou aguda, tem duração de cinco a 14 dias. A segunda, chamada de pós-aguda, tem um curso de até três meses, e a terceira, que é a mais grave, apelidada de crônica, é quando os sintomas persistem por mais de três meses após o início da doença. Em mais de 50% dos casos, a artralgia, ou seja, as dores nas articulações, tornam-se crônicas, podendo persistir por anos.

A participação da população para evitar os focos do mosquito é de extrema importância na prevenção. O ministério afirma que as mesmas dicas que valem para evitar a dengue servem para a chikungunya.

Entre elas, o ministério recomenda que as pessoas se certifiquem que caixas d agua e outros reservatórios estejam devidamente tampados; retirem folhas ou outros detritos que podem gerar acúmulo de água nas calhas; guardem pneus em locais cobertos; armazenem garrafas com a boca virada para baixo; realizem limpeza periódica em ralos, canaletas e outros tipos de escoamentos.

Outras recomendações incluem denunciar para as secretaria municipais de Saúde imóveis fechados ou abandonados que abriguem piscinas ou criadouros de mosquitos. E importante também deixar o agente de saúde visitar o imóvel.

Até o momento, não há tratamento antiviral específico para a doença. Hidratação e repouso são medidas essenciais para a recuperação. Os sintomas, em geral, desaparecem após a fase aguda da doença, Porém, caso as dores nas articulações persistam, o paciente deve voltar à unidade de saúde para avaliação médica e evitar a automedicação.

O diagnóstico da chikungunya é clínico, feito por um médico. Todos os exames estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

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CORREIO BRAZILIENSE

Risco maior de hipertensão mesmo com o peso normal

Crianças e adolescentes com IMC próximo ao sobrepeso têm probabilidade 26% superior de desenvolver pressão alta, mostra estudo dos EUA

CHAJDEER MAHVUDDIN

Trabalho indica que cada aumento de unidade do índice de massa corporal por ano eleva o risco de hipertensão em 4%

PALOMA OLIVETO

A obesidade é um dos fatores de risco para hipertensão arterial, mas não é preciso estar muito acima do peso para desenvolver o problema. Um estudo com 800 mil crianças e jovens entre 3 e 17 anos descobriu que, mesmo os que estavam alguns quilos acima do considerado saudável, tinham 26% maior risco de ter pressão alta. No Brasil, a prevalência dessa condição em menores de 18 anos varia de 3% a 15%, segundo um artigo da Sociedade Brasileira de Pediatria. As consequências de um quadro não tratado são doenças cardiovasculares e renais, entre outras.

A pesquisa, divulgada ontem na revista Jama NetWork Open, utilizou dados da Kaiser Permanente, o maior plano de saúde sem fins lucrativos dos Estados Unidos. Os cientistas, do Departamento de Pesquisa e Avaliação da instituição, avaliaram registros eletrônicos de crianças e adolescentes atendidos no sul da Califórnia entre 2008 e 2015. Então, dividiram a amostra em 100 partes (percentil) e compararam o índice de massa corporal (IMC) e a pressão arterial dos participantes ao longo de cinco anos. O IMC é a divisão da altura pelo peso ao quadrado.

As crianças e os jovens foram categorizados, no início, como abaixo do peso, peso normal, normal médio, alto normal, sobrepeso, moderadamente obeso e gravemente obeso. Mesmo entre os dos grupos abaixo da obesidade, ao longo de cinco anos, cada unidade de IMC ganha por ano elevou o risco de hipertensão em 4%.

Aqueles com IMC dentro da normalidade. porém acima da média dessa faixa (alto normal), apresentaram risco 26% maior de desenvolver hipertensão no período de avaliação, comparados aos com os pesos mais baixos. Isso mesmo sem sequer estarem com sobrepeso, destacam os pesquisadores. "Nosso estudo sugere que um peso normal abaixo do limite para sobrepeso está associado ao aumento do risco de hipertensão em jovens e ressalta a necessidade de os pediatras reavaliarem como educamos sobre a questão dos riscos à saúde independentemente da faixa de peso", acredita Poornima Kunani, principal autora do artigo.

"O peso pode ser o fator de risco mais importante para hipertensão durante a infância", destaca Kunani. "Os pais devem conversar com os pediatras para ver se seu filho pode estar em risco de hipertensão e outras condições médicas crônicas evitáveis relacionadas ao ganho de peso. Eles podem ajudá-los com estratégias para desenvolver hábitos para manter o filho saudável até a idade adulta."

Segundo Givoannide Simone, pesquisador da Universidade de Nápoles Federico II, na Itália, nove em cada 10 casos de hipertensão em crianças e adolescentes estão associados a excesso de peso, sedentarismo e dietas ricas em açúcar e sal. Assim como os colegas norte-americanos, Simone, que não participou do estudo publicado ontem, ressalta a importância de os pais estarem atentos a esses fatores de risco. "Eles são os agentes significativos de mudança na promoção dos comportamentos de saúde das crianças. Muitas vezes, hipertensão e/ ou obesidade coexistem na mesma família. Mas mesmo quando não é o caso, é desejável que as alterações no estilo de vida envolvam todos."

O pesquisador e membro da Sociedade Européia de Cardiologia diz que excesso de peso na infância e hipertensão são como "irmãos insidiosos" que, gradualmente, evoluem para um sério risco à saúde. De acordo com Simone, especialmente a obesidade abdominal pode alterar a pressão arterial. "Estima-se que menos de 2% das crianças com peso normal sejam hipertensas, em comparação com 5% das crianças com sobrepeso e 15% das crianças obesas. O aumento da hipertensão na infância é uma grande preocupação, pois está associado à persistência da condição e de outros problemas cardiovasculares durante a vida adulta."

Sono

O risco de hipertensão em crianças e jovens acima do peso é maior entre aqueles com padrões de sono inadequados, destaca Julio Fernandez-Mendonza, professor do Penn State College of Medicine. Ele é autor de um estudo recente divulgado pelo jornal da Associação Norte-Americana do Coração que relacionou o aumento da pressão arterial e repouso noturno em 303 adolescentes com idade média de 16 anos.

A equipe de Fernandez-Mendonza avaliou a duração e a regularidade do sono, gordura visceral e pressão arterial dos participantes. Entre aqueles que adormeceram mais tarde durante a semana, cada unidade de aumento na gordura abdominal visceral foi associada a um aumento de 5mm Ug na pressão arterial sistólica e de 2mm Hg na pressão diastóiica. Para aqueles que foram dormir mais cedo, não houve essa relação.

Nos adolescentes que se descreveram como "pessoas noturnas", cada unidade de aumento na gordura abdominal visceral foi associada a uma pressão arterial diastóiica cerca de 3mm Hg mais alta. Porém, entre as "pessoas matutinas", esse impacto não foi verificado. "Esses resultados sugerem que manter um padrão regular de sono pode proteger os adolescentes das consequências cardiovasculares da obesidade", afirma o pesquisador.

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Assessoria de Comunicação

O CEO do associado CRD Medicina Diagnóstica, Renato Daher, é um dos entrevistados em matéria do Jornal Opção, que aborda a Reforma Tributária. Confira:

 

Renato Daher
O CEO do CRD Medicina Diagnóstica, o médico radiologista Renato Daher, avalia também que “o modelo tributário atual é extremamente complexo e oneroso”. “Apesar de, num primeiro momento, não reduzir a carga tributária, que é fundamental para o incentivo da economia nacional, ela simplifica e vai estimular a cadeia produtiva do país”. Mas o médico empreendedor reforça que a redução da carga tributária é fundamental para o crescimento do país.

 

https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/saiba-o-que-10-empresarios-goianos-pensam-sobre-a-reforma-tributaria-472829/



 

*Na Mídia - Saiba o que 10 empresários goianos pensam sobre a Reforma Tributária*

 

_O CEO do associado CRD Medicina Diagnóstica, Renato Daher, é um dos entrevistados em matéria do Jornal Opção, que aborda a Reforma Tributária. Confira_:

 

Renato Daher
O CEO do CRD Medicina Diagnóstica, o médico radiologista Renato Daher, avalia também que “o modelo tributário atual é extremamente complexo e oneroso”. “Apesar de, num primeiro momento, não reduzir a carga tributária, que é fundamental para o incentivo da economia nacional, ela simplifica e vai estimular a cadeia produtiva do país”. Mas o médico empreendedor reforça que a redução da carga tributária é fundamental para o crescimento do país.

 

https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/saiba-o-que-10-empresarios-goianos-pensam-sobre-a-reforma-tributaria-472829/

CONVITE1

CONVITE2

 

O CBC Capítulo de GO está promovendo mais um evento com o objetivo de oferecer uma educação continuada para profissionais da saúde.

O Projeto ACERTO (Aceleração da Recuperação Total Pós-Operatória) é um programa que visa acelerar a recuperação pós-operatória de pacientes submetidos a operações abdominais.

Os resultados iniciais desse protocolo foram bastante apreciáveis em um hospital universitário, diminuindo o tempo de internação em dois dias.

Venha saber mais sobre o projeto. Participe do Curso de Educação Continuada - PROJETO ACERTO: Uma nova era na segurança e recuperação do paciente cirúrgico.

 

24/03 de 17 às 22h30

25/03 de 9 às 12h30

Cremego – Rua T-27, 148, Setor Bueno

Mais informações e inscrições, clique aqui.

Terça, 14 Março 2023 08:55

CLIPPING AHPACEG 14/03/23

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Planos de saúde seguem no topo de queixas registradas no Idec

Artigo - Perspectivas do mercado de saúde e benefícios em 2023

Artigo - Evolução do setor de saúde é legado da pandemia

População deve ficar atenta quando for realizar procedimento estético

Brasil passa longe da meta de vacinação contra o HPV

Vacina recém-aprovada contra a dengue deveria ser incluída no SUS

Jornalista transforma sofrimento com violência obstétrica em documentário

Dormir pouco pode reduzir efeito de vacinas

Mês da Mulher: Supremo decidiu que grávidas não podem ter funções insalubres

Número de títulos em residência médica cresce mais de 80% em uma década no Brasil

Estados e municípios acumulam bilhões parados em fundos de saúde

AGÊNCIA BRASIL

Planos de saúde seguem no topo de queixas registradas no Idec

Pela segunda vez consecutiva, os planos de saúde seguem liderando o ranking de reclamações e de atendimentos registrados no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Segundo dados divulgados hoje (13), 27,9% das reclamações, no ano passado, se referem a empresas de planos de saúde.

Trata-se da nona vez, nos últimos dez anos, em que os planos de saúde lideram o ranking. Os planos de saúde só deixaram de figurar no topo da lista em 2020, durante o primeiro ano da pandemia do novo coronavírus, quando os serviços financeiros passaram a figurar em primeiro lugar entre as reclamações.

Notícias relacionadas: ANS suspende a comercialização de 19 planos de saúde.

A principal queixa aos planos de saúde em 2022 foram dúvidas e reclamações a respeito de contratos (27,4%), seguido por falta de informação (18,1%) e reajustes (13,7%).

Em segundo lugar no ranking estão os serviços financeiros, responsáveis por 21,2% dos registros. A maior parte das reclamações diz respeito a segurança das transações bancárias e golpes (20,1%), seguida por reclamações referentes a cláusulas contratuais (11,4%).

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MEDICINA S/A

Artigo - Perspectivas do mercado de saúde e benefícios em 2023

Por Cláudio Pepeleascov

Resiliência e criatividade têm sido duas características críticas para as organizações nestes últimos três anos. As equipes de Recursos Humanos tiveram que aprender a orientar os funcionários quanto às novas formas de trabalho e fornecer suporte contínuo para mantê-los seguros e saudáveis, tudo isso enquanto lidavam com as incertezas financeiras.

O tema pandemia já ganhou uma distância significativa da nossa vida cotidiana e das discussões corporativas. Agora há uma nova priorização que é o cenário macroeconômico. As questões políticas atuais afetam as perspectivas dos empresários e, consequentemente, influenciam nas estratégias com foco nos empregados.

Neste ano de 2023, os líderes enfrentarão o desafio de sobreviver ao ambiente incerto e, ao mesmo tempo, fazer com que a experiência de empregados e clientes seja algo cada vez mais benéfico. Soma-se a isso a necessidade de atrelar o tema de custos, que volta a ser uma preocupação prioritária quando falamos de um aspecto primordial nas empresas: saúde e benefícios.

Há uma perspectiva importante sobre a severidade nos custos e os impactos da inflação médica. As discussões entre rol taxativo e rol exemplificativo pressionam ainda mais as questões sobre custos, perenidade e estabilidade financeira. Operadoras, empresas e consultorias estão se desafiando para criar caminhos inteligentes e seguros frente às incertezas que impactam o dia a dia dos segurados. A missão é encontrar o equilíbrio financeiro e a melhor experiência do empregado e, com base nisso, a WTW vem desenvolvendo uma série de pesquisas e estudos para ajudar as organizações a entender e se adaptar a cada ambiente e nos diversos cenários de negócio.

O ESG (environmental, social and governance) ganhou força no Brasil e está embarcado como estratégia de negócio, aportando novas perspectivas sobre soluções, serviços e dinâmica de produtos, convergindo em uma agenda prioritária e vital aos negócios.

À luz de ESG, o papel social dos benefícios se fortaleceu muito nestes últimos três anos. O seguro de vida, por exemplo, antes era visto como uma commoditie por ter um baixo custo quando comparado ao seguro saúde. Agora, esse produto se tornou de alto valor na perspectiva social ao garantir cobertura de morte por invalidez, auxílio funeral e doenças graves.

Ainda na visão de bem-estar social, a diversidade se tornou uma questão cada vez mais importante na atração de talentos. Diante disso, as seguradoras passaram a viabilizar produtos mais coerentes com essa diversidade. Há demandas para transição de gênero e congelamento de óvulo, por exemplo.

A saída tem sido criar soluções mais integradas de proteção e que levem em conta o perfil dos públicos. Esse trabalho tem sido feito em conjunto e envolve as consultorias, que estão muito bem-posicionadas e entendem essas variáveis novas, as seguradoras e as empresas que perceberam que precisam se diferenciar oferecendo uma experiência do empregado mais eficaz. Há um engajamento cada vez maior da alta diretoria nas questões relativas à saúde e benefícios e isso tem facilitado em tomadas de decisão muito mais assertivas.

As abordagens de saúde e benefícios mais eficazes são incorporadas à governança e cultura corporativas. Para isso é preciso uma boa estratégia com revisões e melhorias contínuas. Isso vale para qualquer momento, mas é ainda mais necessário no cenário de incertezas que vivemos atualmente. Nestes tempos sem precedentes, as empresas precisam do máximo possível de dados e insights de alta qualidade para tomar decisões informadas e garantir que sua força de trabalho se sinta segura, saudável, apoiada e produtiva.

*Cláudio Pepeleascov é líder da área de Saúde e Benefícios da WTW Brasil.

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Artigo - Evolução do setor de saúde é legado da pandemia

Por Fernando Silveira Filho

No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou estado de pandemia em relação à Covid-19. São três anos de combate a um vírus que vitimou cerca de 6,8 milhões de pessoas ao redor do mundo e que precisou do melhor que a humanidade tem a oferecer em termos de inovação e cooperação para ser controlado. Segundo a OMS, no período de 23 de janeiro a 19 de fevereiro deste ano, houve uma diminuição de 89% no número de casos e de 62% no número de mortes em relação aos 28 dias anteriores.

Enquanto o fim oficial da pandemia não é decretado, já é possível celebrar os avanços na área da saúde conquistados nesses últimos três anos. Em primeiro lugar, a produção em tempo recorde de vacinas, com diferentes tipos de tecnologia empregadas para a sua confecção RNA, vetor viral ou vírus inativado. Já estamos na fase de atualização desses imunizantes para lidar com as variantes que surgiram, levando menos da metade do tempo em que as vacinas pré-pandemia eram fabricadas e disponibilizadas para a população.

Outro avanço relevante foi a incorporação da telessaúde à rotina dos pacientes. Particularmente no Brasil, em termos legais, a Lei 13.989/2020, que regularizava a utilização da telessaúde durante o período pandêmico, foi revogada e substituída pela Lei 14.510/2022, que normatiza de maneira definitiva a prestação remota de serviços relacionados a todas as profissões da área de saúde.

Embora ainda seja mais utilizada no setor privado, a telemedicina já é empregada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e por boa parte dos médicos. De acordo com o estudo Os múltiplos usos da telemedicina durante a pandemia: as evidências de uma pesquisa transversal com médicos no Brasil (em tradução livre), conduzido pela Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Queen Mary University of London (Reino Unido), cerca de um terço dos médicos declarou ter praticado teleconsulta ao longo da pandemia. A telemedicina ainda foi utilizada para a discussão de quadros clínicos (55%), reuniões de serviço (48%) e na capacitação e atualização de conhecimentos (40%).

É preciso falar ainda dos dispositivos de aferição e controle, que já vinham ganhando popularidade com os wearable gadgets, conhecidos aqui como dispositivos vestíveis, e tiveram um boom com a pandemia. Vários estudos mostram que o mercado global de dispositivos vestíveis voltados à saúde deve chegar a US$ 30,1 bilhões até 2026.

Além dos conhecidos relógios e pulseiras com biomonitoramento, a tecnologia vem sendo integrada ao ambiente domiciliar. Hoje existem sensores integrados a colchões para o monitoramento do sono, banheiros com tecnologias para medir glicose no sangue e níveis de ureia na urina, entre tantas outras possibilidades. E há ainda o desenvolvimento de uma tecnologia vestível que consiga medir os principais mecanismos cerebrais através da pele, podendo monitorar a saúde mental do usuário.

Principal legado da pandemia, essas inovações, e outras que virão com os avanços tecnológicos, no entanto, sempre devem ter como objetivo principal a democratização do acesso da população à saúde de qualidade e o bem-estar dos pacientes.

*Fernando Silveira Filho é presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (Abimed).

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TV SERRA DOURADA

População deve ficar atenta quando for realizar procedimento estético

https://www.youtube.com/watch?v=-YbHW2Y_oqo

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FOLHA DE S.PAULO

Brasil passa longe da meta de vacinação contra o HPV

Cobertura da segunda dose é de 57% entre as meninas e de 37% entre os meninos

A vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) no Brasil terminou o ano passado com uma cobertura abaixo da meta de 80%.

Entre as meninas, a primeira e a segunda dose tiveram, respectivamente, 75,91% e 57,44% de adesão, de acordo com balanço divulgado neste ano pelo Ministério da Saúde. Entre os meninos, os números são ainda menores: 52,26% na primeira aplicação e 36,59% na segunda.

A vacina foi introduzida pelo ministério em 2014 e, atualmente, é oferecida em duas doses para garotas e garotos de 9 a 14 anos.

Profissional de saúde aplica vacina contra HPV; cobertura entre as garotas é de 57,44% na segunda dose - Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

O imunizante também é ofertado a pessoas de 9 a 45 anos vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos, grupo com maior risco de desenvolver complicações relacionadas ao papilomavírus.

As baixas taxas preocupam a pasta e profissionais da saúde pela associação do HPV ao câncer de colo do útero, de pênis, vulva, canal anal e orofaringe, além das verrugas genitais.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o vírus é responsável por mais de 95% dos casos de câncer de colo uterino, doença que mata cerca de 340 mil mulheres a cada ano.

No Brasil, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 17.010 novos casos em 2023, o que posiciona o câncer cervical como o terceiro mais incidente na população feminina. Aqui, a neoplasia é a causa de mais de 6.620 mortes por ano.

A despeito disso, o levantamento do Ministério da Saúde mostra que em diversos estados a cobertura está longe dos 80%.

Dos 5.570 municípios brasileiros, 1.001 (18%) apresentaram cobertura inferior a 50% na segunda dose feminina e 3.251 (58%), na segunda aplicação masculina.

Cobertura vacinal contra o HPV em 2022 (%) UF Meninas Meninos Dose 1 Dose 2 Dose 1 Dose 2 AC 37,22 26,35 14,65 10,44 AL 72,16 49,98 42,60 26,94 AM 81,52 61,94 56,83 40,00 AP 61,24 43,16 30,55 19,70 BA 68,14 50,99 44,45 30,24 CE 80,04 60,23 48,47 33,55 DF 78,47 58,89 56,68 37,26 ES 83,31 66,74 71,12 52,01 GO 71,65 52,03 50,09 31,38 MA 67,67 50,21 39,71 27,35 MG 85,33 69,24 62,79 47,99 MS 76,13 55,87 53,83 34,72 MT 78,67 58,94 46,07 38,79 PA 62,86 45,43 35,74 23,38 PB 80,65 59,23 50,56 34,32 PE 71,01 52,95 45,96 30,97 PI 74,90 56,99 54,25 36,96 PR 94,64 78,56 77,08 62,42 RJ 62,59 42,89 38,81 24,42 RN 67,25 47,16 45,55 28,95 RO 70,30 51,24 50,33 31,72 RR 88,21 54,24 58,58 30,66 RS 78,18 57,90 59,23 38,66 SC 91,27 71,38 75,56 53,54 SE 72,43 53,96 34,62 32,84 SP 78,31 59,75 55,48 38,43 TO 78,87 61,57 59,11 40,23

"Pesquiso HPV desde o fim dos anos 1990. Achava que em 2023 já teríamos toda uma geração protegida e ainda não temos", lamenta a ginecologista Cecilia Maria Roteli Martins, presidente da comissão de vacinas da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Entre os fatores que contribuem para as taxas reduzidas, destacam-se as dúvidas de pais e adolescentes, aspectos religiosos, a dificuldade de comparecimento a postos de saúde e as fake news.

"Muitos pais ainda têm dificuldades para indicar a vacinação para os filhos e dizem: 'Mas a minha filha ou meu filho não é sexualmente ativo ainda. Não tem necessidade'", conta Martins.

O fato de as doenças que o HPV provoca não serem visíveis e a interrupção da vacinação nas escolas também impactam os números.

"No começo, tivemos uma adesão muito grande porque fizemos a vacinação baseada na escola. No posto, há a dificuldade de horário, ninguém quer sair das tarefas para levar o filho ou a filha, o adolescente não quer interromper as atividades que tem nas horas de folga para ir tomar uma vacina", diz a ginecologista.

Outro aspecto é a confusão entre reações psicogênicas e reações adversas. Episódios registrados em 2014, com 11 garotas em Bertioga (SP), e entre 2014 e 2017, com 74 meninas e meninos no Acre, causaram polêmica e levaram a uma associação da vacina a desmaios, dor generalizada, dificuldade de locomoção e convulsões.

A análise dos casos por especialistas, porém, demonstrou que não havia nenhuma causa biológica ligada ao imunizante. Foram reações psicogênicas, fenômeno definido pela OMS como conjunto de sintomas que se desenvolvem em resposta ao estresse (medo, ansiedade) associado à vacinação e que decorrem da combinação de fatores biológicos, sociais e psicológicos.

"Os eventos adversos que são observados com mais frequência nos diferentes países em que essa vacina é aplicada são dor no local da aplicação, inflamação, febre, algum mal-estar gástrico e diarreia. Não há nenhum registro de morte", esclarece Martins.

Como forma de mudar o quadro, o relatório do ministério aponta estratégias como intensificar campanhas; monitorar as notícias falsas e apresentar conteúdo com linguagem clara; capacitar os trabalhadores da saúde e oferecer horários alternativos nas salas de vacinação.

"Temos uma vacina excelente e oferecida de graça. Não temos desculpa para continuar vendo casos de câncer de colo uterino nas próximas gerações", frisa a pesquisadora.

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O GLOBO

Vacina recém-aprovada contra a dengue deveria ser incluída no SUS

Brasil registrou em 2022 recorde de mortes pela doença. Combatê-la exige atenção das autoridades

A aprovação, pela Anvisa, de uma nova vacina contra a dengue é um passo fundamental para o Brasil combater a doença, que há décadas fustiga a população e desafia autoridades sanitárias. Aplicada em duas doses, a Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda, protege contra os quatro tipos de dengue e, de acordo com a fabricante, tem eficácia de 80% para prevenir casos leves e de até 95% contra hospitalizações e mortes. O uso, recomendado para a faixa de 4 a 60 anos, já havia sido aprovado na União Européia.

No ano passado o Brasil registrou 1.016 mortes por dengue, 316% acima de 2021 e o recorde desde o ressurgimento da doença nos anos 1980. Os casos em 2022 passaram de 1,4 milhão. A alta é explicada pela temperatura elevada, combinada às chuvas; pela pandemia, que prejudicou o combate a focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti; e pela sazonalidade. Nada indica que neste ano a situação melhorará. De acordo com os números mais recentes, em janeiro e fevereiro houve aumento de 46% nos casos, em relação ao mesmo período de 2022.

Antes da Qdenga, a Anvisa já licenciara outra vacina, a Dengvaxia, do laboratório Sanofi. Mas ela não é usada em larga escala. Aplicada em três doses, é recomendada apenas para quem já foi infectado e esteja na faixa de 9 a 45 anos. Não está disponível no SUS, apenas em clínicas particulares. O Instituto Butantan, em São Paulo, também desenvolve sua vacina de dose única contra a dengue. Os estudos estão na fase 3, e a expectativa é que os resultados sejam submetidos à Anvisa até o ano que vem.

O importante agora é incorporar a nova vacina já aprovada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), para que possa ser oferecida gratuitamente no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, antes ela terá de passar pelo crivo da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Espera-se que a burocracia não atrase sua chegada a quem precisa.

Um dos principais desafios no combate à dengue é que ele depende não só do Ministério da Saúde, de estados e de prefeituras, mas também da população. Em geral os focos do mosquito se concentram em residências ou áreas próximas e exigem ação constante. Nisso os três níveis de governo têm falhado. Por reduzir a circulação do vírus, a vacina ajudará a lidar com o desafio.

Convencer os brasileiros a tomar mais uma vacina é sempre difícil. Para isso existem campanhas de publicidade e outras estratégias. Nem todos precisarão tomá-la. De posse dos dados disponíveis sobre incidência, casos e mortes, as autoridades sanitárias definirão as prioridades. O essencial é dar aos brasileiros a chance de não morrer por uma doença para a qual existe vacina testada e aprovada.

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PORTAL G1

Jornalista transforma sofrimento com violência obstétrica em documentário

"A dor do parto que eu não tive" intitula o documentário da jornalista Denise Soares que revela diversos relatos de mulheres que passaram por violência obstétrica, além de entrevistar profissionais da área da saúde e do Direito. O documentário ainda propõe uma reflexão sobre assistência humanizada, que garanta acesso seguro, digno e de qualidade na gestação, parto e puerpério.

"Se um dia nossos filhos nos perguntarem 'como foi quando eu nasci, mamãe?', que história nós vamos contar para eles? Percebe o impacto que tem o nascimento?"

A frase da jornalista está na divulgação da obra, que conta com equipe voluntária na produção, e foi esse pensamento que a motivou a realizar o documentário.

"É difícil expor uma dor como essa. É delicado tocar em um assunto polêmico. Mas fizemos esse documentário porque a informação correta educa, e é capaz de evitar outras vítimas, de punir os responsáveis pela violência obstétrica, e de provocar mudanças significativas no sistema".

O documentário será exibido em duas sessões no Shopping Bosque Grão Pará, na sexta-feira (17) às 19h30, e no sábado (18), às 20h30. É necessário realizar inscrição antecipada por conta do número de lugares. Clique aqui e saiba mais.

A história que dá força para a luta

Denise optou por ter parto normal e se informou durante todo o período gestacional porque tinha medo de passar por violência obstétrica ou qualquer situação abusiva. Ela tinha plano de saúde, o qual não cobria obstetrícia, então ela optou pelo parto através do SUS.

"Há três anos, como ainda é hoje, infelizmente, era muito loteria. Você vai com uma equipe de plantão, não sabe quem vai encontrar e se as pessoas ali vão te acolher e te dar a melhor assistência. E aí comecei a pesquisar onde poderia ter um parto respeitoso, onde eu tivesse autonomia e onde eu fosse a protagonista do meu parto. E de todos os hospitais que atendiam SUS, vi que corria risco de sofrer violência obstétrica em Belém", lembra.

Denise decidiu ir para a Casa de Parto, em Castanhal, cidade distante cerca de 70 km da capital, Belém. A Casa é o único centro de parto normal na região.

Isto ocorreu em junho de 2020. Belém estava no segundo lockdown devido à pandemia de covid-19, e todos os estabelecimentos passavam por restrições, inclusive hospitais e a Casa de Parto também.

"Antes de ir para lá, fui fazer minha avaliação em Belém, pois estávamos em período de pandemia e já deveria chegar na Casa de Parto em trabalho de parto. Em uma maternidade na capital, não permitiram que o acompanhante entrasse comigo, o médico rompeu a minha bolsa com 2 cm de dilatação, sem falar nada, e disse que eu deveria pagar pelo atendimento".

Denise lembra que o médico que a atendeu fez um toque extremamente violento, com o qual ela se sentiu abusada.

Ao perguntar se a água no chão era a bolsa dela que tinha rompido, ele respondeu friamente que era.

"Ele começou a preencher minha ficha e eu disse que não ficaria ali, que eu só tinha ido fazer uma avaliação, e então ele disse que eu teria que pagar [pela consulta]. Pagar? O senhor não está vendo minha ficha? Eu vim pelo SUS, não vou pagar nada, meu atendimento é de graça. Aí ele colocou minha ficha dentro de uma pasta e disse 'boa sorte' e arquivou em um armário".

Chegada na Casa de Parto e a esperança de parir com dignidade

Chegando em Castanhal, Denise e marido foram recebidos na Casa de Parto e lá sentiram que conseguiriam protagonizar aquele momento único e inesquecível.

"Consegui até esquecer do tratamento inicial em Belém. Estava transcorrendo tudo bem, apesar de muita dor. As contrações eram muito próximas por conta dele ter rompido minha bolsa e não conseguia relaxar. Mas lentamente estava evoluindo", conta Denise.

Mas ao chegar em 9 cm de dilatação o trabalho de parto parou de evoluir. As horas avançaram e pelo protocolo do espaço, era necessário transferir a gestante para o hospital.

"Todo o sonho, toda a preparação, tudo o que estudei não valeu de nada. Fui maltratada da porta do hospital até Eva nascer, inclusive na assistência pós-parto".

"Eu lembro de ter pedido para uma enfermeira que se minha filha nascesse bem, que eu queria que ela viesse para o meu colo. Eu tinha sonhado com a 'hora de ouro', eu sabia da importância daquele contato pele a pele, que não tinha necessidade de limpar o bebê, de fazer vários procedimentos com o bebê desnecessários, que podia pesar, medir, fazer isso depois. Pedi chorando e elas olharam uma para a outra, riram e começaram a debochar", conta a jornalista.

Denise conta que sentiu que desde que foi transferida da Casa de Parto para o hospital de Castanhal, que a situação não sairia como ela esperava.

"Meu Deus, o que estou fazendo aqui?", pensei.

Violência fora e dentro do centro cirúrgico

Enquanto Denise aguardava em uma cadeira de rodas, passou por dois procedimentos de toque sem ser comunicada devidamente e sem qualquer informação sobre a situação da criança e se ainda tentaria a via normal ou se seria submetida à cesariana.

Uma enfermeira informou que o marido de Denise não poderia entrar por conta da restrição pandêmica e eles discutiram sobre a Lei do Acompanhante e pediram para falar com o médico.

"O médico saiu do centro cirúrgico já impaciente e meu marido pediu para que acompanhasse a cirurgia e o médico disse que não podia, que era uma regra do hospital, que estavam em pandemia. Meu marido falou para ele 'mas em Belém estão obedecendo a Lei do Acompanhante', e o médico respondeu 'então vá para Belém' e entrou no centro cirúrgico e bateu a porta na nossa cara".

Denise começou a chorar e disse que sentiu diversos sentimentos ao mesmo tempo, inclusive medo de entrar sozinha no centro cirúrgico.

Ela conta ainda que lembra de uma técnica de enfermagem, que a ajudou a trocar de roupa e tentou acalmá-la.

Quando o anestesista chegou, Denise tentou perguntar algo, mas ele pegou seus ombros com força, baixou-os e disse "vou aplicar a anestesia" . Ela deitou e a amarram.

"Amarrada, sozinha, sofrendo tudo aquilo, o que eu poderia fazer? Ainda consegui falar que mulher nenhuma merecia passar pelo que eu estava passando ali'.

Eva veio ao mundo e a técnica de enfermagem que tentou acalmá-la pegou a bebê e falou "olha, ela é parecida com você". Denise pediu para que não dessem banho na bebê, e a profissional disse que só iria levar a criança para os procedimentos, mas que não daria banho.

Denise apagou e já acordou com Eva no meio de suas pernas para ser levada para o quarto.

Compartilhar para mudar

"A revolta continua. Ela não vai nascer de novo, mas precisava fazer alguma coisa, e o documentário veio a partir desse entendimento de que o que eu passei não foi em vão". Foi esse pensamento que deu forças para Denise compartilhar a difícil experiência.

Quando compartilhou em uma rede social, mais ou menos um mês após o nascimento da filha, muitas mulheres também relataram ter sofrido violência obstétrica. Naquele momento, Denise guardou os contatos das mulheres porque sabia que poderia servir futuramente.

"Saber que essa sementinha está sendo plantada e o fato de pessoas de todas as áreas poderem ter acesso a esse tipo de informação, saber o que é violência obstétrica, reconhecer, denunciar, isso me motivou a trabalhar no documentário dando meu relato, ouvindo outras mulheres e profissionais que trabalham em prol da humanização dos nascimentos e mostrar que um parto humanizado é um parto respeitoso, que respeita o protagonismo da mulher, dá voz aquela mulher, que ela tem direito de falar e ser ouvida".

"Uma vez eu ouvi que esse é um assunto de interesse social porque todas as pessoas nascem e a imensa maioria das mulheres vai querer ter filho".

O que é violência obstétrica?

A violência obstétrica se caracteriza por qualquer atitude que fere a dignidade e autonomia da mulher no processo gestacional.

Exemplos de violências:

Violência obstétrica é crime?

O termo em si, não, porque não está expresso no Código Penal Brasileiro, mas condutas consideradas como violência obstétrica podem ser enquadradas em algum crime.

Omitir socorro, violência sexual, lesão corporal, por exemplo, são condutas criminosas

Como denunciar

A denúncia de violência obstétrica pode ser feita de forma administrativa e judicial.

A via judicial é utilizada para fins de indenização. Neste caso, é necessário que a violência tenha ocorrido há, no máximo, três anos, pois esse é o prazo máximo para dar entrada na ação judicial cível. Dependendo do tipo de violência, também pode ser aberto um processo criminal.

Procure um advogado especialista ou a Defensoria Pública para dar entrada na ação de indenização ou no processo criminal.

O processo judicial é importante para a responsabilização dos envolvidos e para ajudar a dar visibilidade à quantidade de casos de violência obstétrica no Brasil.

Solicite por escrito seu prontuário no hospital. Você tem direito a ele por lei e é lá que constam todas as informações sobre seu atendimento. Escreva seu relato de parto com a maior riqueza de detalhes possível, descrevendo todas as violências que sofreu e quem as cometeu (lembre-se que os nomes da equipe estão no prontuário), e sem ofensas pessoais ou palavras de baixo calão.Caso o parto/cirurgia/aborto seja recente, você pode ir a uma delegacia e fazer um boletim de ocorrência relatando a violência sofrida, mas não é obrigatório.

Administrativamente, é possível fazer a denúncia em todos os órgãos abaixo ou somente em alguns deles:

Protocolo do relato de parto e do prontuário no protocolo geral/ouvidoria do hospital, no conselho de classe referente ao profissional que praticou a violência, na Ouvidoria do SUS ou da ANS, caso você tenha plano de saúde, e no Ministério Público.

Lembre-se de entregar cópias e, na sua, pedir que eles carimbem ou deem um "recebido" com a data. Diga que quer que seja gerado um processo administrativo e o número dele para acompanhamento.

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CORREIO BRAZILIENSE

Dormir pouco pode reduzir efeito de vacinas

Imunização em pessoas que descansam menos de seis horas por dia gera uma resposta de anticorpos menor do que o esperado

A má qualidade do sono já foi associada a doenças cardiovasculares, metabólicas e neurológicas. Agora, ao revisar dados de estudos anteriores, uma equipe da Universidade de Chicago e do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm) descobriu que donnir pouco reduz a eficácia de vacinas. O artigo, publicado na revista Currenl Biolog)', mostrou que pessoas que tiveram menos de seis horas de repouso por noite nos dias que antecederam a imunização apresentaram uma resposta reduzida de anticorpos.

O trabalho tem como base um estudo de 2002 realizado por integrantes da equipe. Eles mostraram que restringir o sono nos participantes diminui a contagem de anticorpos contra influenza pela metade, comparado ao grupo de controle, 10 dias após a inoculação. O interesse pela pesquisa foi reavivado durante os bloqueios da pandemia de covid-19, quando os cientistas passaram a se conectar com outros pesquisadores que estudaram a questão. Assim, começaram a reunir dados para a meta-análise.

Em sete estudos que examinaram o impacto da duração do sono na vacinação contra doenças virais, como influenza e hepatite, os pesquisadores descobriram que o descanso noturno insuficientedefinido como menos de seis horas - nos dias que antecedem a vacinação resulta em uma diminuição da resposta de anticorpos. "O sono insuficiente é um fator comportamental que pode ser corrigido antes da vacinação e não apenas fortalecer, mas também estender a resposta à vacina", disse Eve Van Cauter, professora emérita de medicina na UChicago e autora sênior da meta-análise.

A cientista enfatiza que é sabido que as pessoas respondem de maneira diferente a imunizações conforme a idade, o sexo, as condições médicas existentes e outros fatores de difícil modificação. "Ter um comportamento facilmente modificável que se pode ajustar na hora da consulta oferece algo que você pode

Estudo considerou o sono insuficiente dias antes da imunização: em média, dois meses a menos de células de defesa depois da inoculação

controlar e que, provavelmente, melhorará a resposta do seu corpo", afirma Cauter.

A associação foi observada apenas em estudos que avaliaram objetivamente a duração do sono usando rastreadores de atividade vestíveis ou estudos em laboratório. A duração do repouso autorreferida não foi um preditor de resposta à vacina, o que pode indicar falhas no relato dos participantes, ponderam os autores.

Os pesquisadores também observaram que, embora a associação fosse forte para os homens, era mais fraca e não estatisticamente significativa para as mulheres. Eles argumentam que isso, provavelmente, se deve ao fato de que nenhum dos estudos em participantes do sexo

0 sono insuficiente é um fator comportamental que pode ser corrigido antes da vacinação e não apenas fortalecer, mas também estender a resposta à vacina"

Eve Van Cauter, professora emérita da Universidade de Chicago e autora sênior do artigo

feminino considerou as variações nos níveis de hormônios sexuais por ciclo menstruai, o uso de contraceptivos e o estado da menopausa.

"A ligação entre o sono e a eficácia da vacina pode ser uma grande preocupação para pessoas com horários de trabalho irregulares, especialmente para trabalhadores em turnos que normalmente têm duração reduzida do sono", disse Van Cauter. "Isso é algo que as pessoas devem considerar planejar para garantir que estejam dormindo o suficiente na semana anterior e posterior às vacinas."

Covid-19

Usando os resultados da meta-análise e comparando com dados conhecidos sobre a resposta de anticorpos à vacina Pfizer-BioNTech para a covid-19, os pesquisadores estimaram que os efeitos do sono insuficiente na resposta ao imunizante seriam equivalentes a dois meses de diminuição dos anticorpos após a inoculação. "Curiosamente, vimos os mesmos resultados tanto na gripe, que é um vírus respiratório, quanto na hepatite, que afeta o fígado, sugerindo que esse efeito pode se estender a todos os tipos de vírus, incluindo os coronavírus, como o Sars-CoV-2", disse Karine Spiegel, primeiro autor do estudo e pesquisador da Inserm.

Os pesquisadores esperam que o estudo inspire mais pesquisas sobre o fenômeno para esclarecer os efeitos em homens e mulheres, bem como para entender melhor como diferentes vacinas podem ser afetadas pela duração do sono e como o repouso pode ser otimizado para promover uma melhor resposta à imunização. "Precisamos de estudos muito maiores que controlem o ambiente de hormônios sexuais em mulheres, em particular", indicou. "Precisamos também de uma melhor definição de quantos dias de sono curto afetam a resposta de anticorpos e se é pouco antes da vacina ou também durante e depois. Estudos em larga escala que consideram características comportamentais, demográficas e hormonais devem fornecer novas percepções que se traduzirão em impactos mensuráveis na eficácia da vacina."

Van Cauter lembra, ainda, que o sistema imunológico não é o único modulado pelas noites mal dormidas. "O sono insuficiente está ligado a outros problemas de saúde, como um risco aumentado de desenvolver obesidade, diabetes ou hipertensão. As vacinas são uma ferramenta importante para prevenir e reduzir os impactos de doenças infecciosas, e acreditamos que você pode implementar uma simples mudança de comportamento - dormir o suficiente- para obter um benefício imediato. É barato e não há efeito adverso."

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FOLHA DO ESTADO ONLINE

Mês da Mulher: Supremo decidiu que grávidas não podem ter funções insalubres

Em maio de 2019, o Supremo Tribunal Federal invalidou dispositivo da Reforma Trabalhista que condicionava o afastamento de gestantes ou lactantes do exercício de atividades insalubres à apresentação de atestado médico. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.938, ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos.

A norma declarada inconstitucional havia sido inserida na CLT pela Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) e admitia que gestantes exercessem atividades consideradas insalubres em grau médio ou mínimo e que lactantes desempenhassem atividades insalubres em qualquer grau, exceto quando apresentassem atestado de saúde, emitido por médico de sua confiança, recomendando o afastamento.

O ministro Alexandre de Moraes (relator), em decisão individual, já havia deferido liminar para suspender a aplicação da regra. Na análise do mérito, o Plenário confirmou a cautelar e julgou procedente o pedido, vencido o ministro Marco Aurélio (aposentado).

Em seu voto, o relator destacou que a proteção à maternidade e à criança são direitos irrenunciáveis e não podem ser afastados pelo desconhecimento, pela impossibilidade ou pela própria negligência da gestante ou da lactante em apresentar atestado médico, sob pena de prejudicá-la e prejudicar o recém-nascido.

O ministro destacou a dificuldade das mulheres que não têm acesso à saúde básica para obterem um atestado para essa finalidade. Segundo ele, a Constituição Federal garante uma série de direitos sociais, como a proteção à maternidade, a licença-maternidade e a estabilidade no emprego durante a gravidez, além de normas de saúde, higiene e segurança.

Na sua avaliação, mesmo em situações de manifesto prejuízo à saúde da trabalhadora, a mudança na lei passou a atribuir a ela o ônus de demonstrar essa circunstância, o que desfavorece a plena proteção dos interesses constitucionalmente protegidos.

Também no seu entendimento, a norma, ao prever o afastamento automático da gestante somente no caso de insalubridade em grau máximo contraria a jurisprudência da Corte que tutela os direitos da empregada gestante e lactante, do nascituro e do recém-nascido lactente, em quaisquer situações de risco à sua saúde e ao seu bem-estar.

Retrocesso social

Para a ministra Rosa Weber, a alteração promovida pela Reforma Trabalhista foi um "inegável retrocesso social", pois revogou a norma anterior que vedava o trabalho insalubre da gestante ou lactante, além de menosprezar direito fundamental à saúde da mãe trabalhadora.

Ela lembrou que o valor social do trabalho e o princípio da dignidade da pessoa humana permeiam todo o texto constitucional e, por isso, alterações legais não podem comprometer os valores construídos na sociedade brasileira e os direitos fundamentais nas relações de trabalho.

Segundo o ministro Luís Roberto Barroso, a nova redação afrontou o direito social à proteção da maternidade, o princípio do melhor interesse da criança (artigo 227 da Constituição Federal) e o chamado princípio da precaução, pelo qual, sempre que houver risco ou incerteza, deve-se favorecer a posição mais conservadora e protetiva.

Amarras

Em seu voto, o ministro Luiz Fux ressaltou que a trabalhadora, na busca de manter seu emprego no médio prazo, poderia preferir se submeter a fatores de risco e não apresentar atestado médico. Essa atitude poria em risco a sua saúde, decorrente de um eventual aborto espontâneo, e também do bebê, vulnerável na lactação e, mais ainda, na fase gestacional.

Além disso, a seu ver, a regra, ao atribuir à trabalhadora o ônus de apresentar o atestado, reforça amarras socialmente construídas, que recaem desproporcionalmente sobre a mulher. Já a ministra Cármen Lúcia disse que a gestação não é uma vulnerabilidade, mas uma bênção, e que acaba sendo retaliada "por uma sociedade na qual qualquer possibilidade de afastamento do empregado opera em seu desfavor".

O ministro Celso de Mello (aposentado) também ressaltou que a regra legal, caso fosse validada, provocaria "inadmissível efeito perverso resultante do desrespeito e da ofensa ao princípio que veda o retrocesso social".

Divergência

Único a divergir, o ministro Marco Aurélio (aposentado) votou pela improcedência do pedido. Para ele, a norma não conflita com a Constituição Federal e é razoável ao exigir pronunciamento médico sobre a conveniência do afastamento do ambiente insalubre em grau médio.

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REVISTA HOSPITAIS DO BRASIL

Número de títulos em residência médica cresce mais de 80% em uma década no Brasil

Demografia Médico Brasileira aponta que o número de registros de médicos titulados no país em 2022 foi de 495.716, um aumento de 84% nos últimos dez anos

A residência médica está em alta no Brasil. A modalidade de pós-graduação é o desejo de muitos médicos para dar continuidade aos estudos e se especializar em determinada área profissional. No país, o número de títulos de residência aumentou consideravelmente nos últimos anos. A edição da Demografia Médica Brasileira (DMB) 2023, lançada pela Associação Médica Brasileira (AMB), em parceria com Faculdade de Medicina da USP, divulgou que o número de registros de médicos titulados em 2022 no país foi de 495.716, 84% a mais em relação à 2012.

Para iniciar e concluir uma residência médica vários desafios são exigidos dos participantes, como passar por um difícil processo seletivo e vivenciar a rotina no hospital. Também é o momento de reafirmar a escolha profissional na prática, com a ajuda de supervisores, ou mudar a trajetória.

A Fundação São Franciso Xavier tem uma longa trajetória na oferta de programas de residência. Os programas de residência médica foram iniciados no Hospital Márcio Cunha, há mais de duas décadas. Hoje, são quase 100 residentes em 14 especialidades médicas. "O programa de residência dos hospitais da FSFX tem como objetivo fundamental o aperfeiçoamento progressivo do padrão profissional e científico do médico e a melhoria da assistência à comunidade, além de formar profissionais capacitados para atender nas mais diversas áreas da medicina", explica Milton Henriques Guimarães Junior, coordenador de Ensino e Pesquisa da FSFX.

O médico de família da Usisaúde, operadora de planos de saúde da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Eike Lúcio Vieira Viana, que atua no Hospital Márcio Cunha (HMC) em Ipatinga - instituição de alta complexidade e referência para todo o leste de Minas Gerais - credita seu sucesso profissional à residência médica. "A residência agregou muito valor à minha vida, tanto para a satisfação profissional como pessoal. Ela me permitiu adquirir mais conhecimento e com certeza abriu portas", conta.

Natural de Ipatinga, Eike se formou em 2016 na faculdade de medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS). Nos últimos anos do curso, ele se interessou pela medicina de família e comunidade, uma especialidade que atende aos problemas mais comuns de saúde da população. "Eu me encantei com a possibilidade de ser um especialista nessa área de atuação, que tem como foco o atendimento humanizado a pacientes de todas as idades e a assistência integral", lembra.

Em 2018, Eike voltou para sua terra natal e iniciou a residência médica no Hospital Márcio Cunha. "Eu nasci neste hospital, minha família tem grande relação com ele. É uma instituição que eu conheço bem e de grande credibilidade. Por isso, decidi fazer a residência médica no HMC. Foi um período de intenso aprendizado. Me identifiquei logo de cara com a área escolhida e tive a certeza de que era isso que queria. A experiência foi muito interessante, temos contato diário com especialistas, tanto da medicina de família como de outras áreas que são referências", completa.

Quando terminou a residência, em março de 2020, Eike foi convidado a fazer parte da equipe de colaboradores do HMC e assumiu a função de preceptor de residência, ou seja, ele recebe outros residentes e os auxilia no dia a dia do hospital. "É uma responsabilidade muito grande. Estou formando outros médicos especialistas. É uma troca, a gente ensina e aprende o tempo todo", ressalta.

Mudança de trajetória

A residência médica também é um importante período para confirmar o caminho a ser seguido. A pediatra Iara Gail Lopes tem uma história de autoconhecimento e dedicação com a residência médica. Formada pela Universidade do Vale do Aço (Univaço), a médica fez dois meses de ginecologia e obstetrícia no Hospital Márcio Cunha e depois resolveu mudar a trajetória. "Eu compreendi que a ginecologia não era a área que queria seguir. Sempre quis pediatria e, então, voltei a estudar novamente e consegui novamente uma vaga no Hospital Márcio Cunha", conta.

Para ela, a mudança foi essencial para sua carreira. "Nem sempre a gente tem a certeza no início do curso. E a residência é essencial para confirmar nossas escolhas. Com a rotina do dia a dia, você consegue ter o entendimento da sua área. Mudar o caminho é prova de amadurecimento e autoconhecimento", frisa.

A pediatra exalta o conhecimento adquirido na residência. "A residência médica capacita, auxilia, treina e refina o conhecimento. É o momento de tirar dúvidas, de aprender na prática, de abrir os horizontes. Ela é dinâmica, você aprende trabalhando, com a discussão de casos, com o apoio dos supervisores", comenta. Assim como Eike, Iara também foi contratada depois da residência e hoje é preceptora de residentes.

Consultório espelhado

Uma ferramenta especial que vem sendo utilizada para garantir o bem-estar do paciente e contribuir para o aprendizado é o consultório espelhado. É um consultório que tem um vidro especial que dá visibilidade a quem está do lado de fora e é equipado por uma câmera e um microfone. O preceptor pode avaliar o atendimento do residente do outro lado do espelho sem interromper a consulta.

Pioneiro no Vale do Aço, o Hospital Márcio Cunha possui dois consultórios espelhados, um na área de enfermagem e outro na residência de medicina de família. Segundo o Dr. Eike Lúcio Vieira Viana, o consultório tem como objetivo auxiliar o atendimento do paciente e avaliar a conduta do residente. "O paciente sempre é informado que estamos monitorando, e o residente tem conhecimento que pode ser monitorado a qualquer hora, ele é avisado no início da residência. Do lado de fora, podemos monitorar a atuação do médico, como ele interage com o paciente e discutir esse atendimento", explica.

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FOLHA.COM

Estados e municípios acumulam bilhões parados em fundos de saúde

Gestores e especialistas apontam pouco monitoramento; ministério diz que gestão dos recursos é de responsabilidade de quem recebe a verba

Brasília

Estados e municípios acumulam saldos de mais de R$ 25 bilhões em repasses feitos pelo governo federal ao SUS (Sistema Único de Saúde). Esse valor disparou com verbas destinadas ao combate à pandemia de Covid-19 e emendas parlamentares.

Gestores da saúde e pesquisadores consideram que a cifra acumulada reflete diversos gargalos, como a dificuldade de gestão e execução da verba e até mesmo a ingerência política para manter os recursos em caixa e fechar o ano com resultado positivo.

Os recursos provêm do FNS (Fundo Nacional de Saúde), cuja função é irrigar os cofres dos entes da Federação para custeio, investimento e financiamento de ações da rede pública. Do saldo total, R$ 10,3 bilhões estão em contas estaduais. E o restante, com os municípios.

Autores de estudos sobre os saldos, Blenda Pereira e Daniel Faleiros dizem que falta monitoramento por áreas especializadas, como de atenção básica ou vigilância sanitária, do Ministério da Saúde sobre o destino da verba.

"O ministério faz parte da gestão do SUS, não pode só repassar o recurso", disse Pereira, que é doutoranda em saúde pública na USP.

Por outro lado, eles afirmam que é preciso olhar os valores dos saldos com cautela. "Não considero que o volume seja alto. Equivale a cerca de três meses de repasses [do FNS]", afirmou a pesquisadora.

Para o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), "um monitoramento efetivo por parte do Ministério da Saúde para orientação aos entes subnacionais é fundamental".

"Ajudaria a comprovar ou não os fatores apontados acima e daria um suporte técnico aos entes subnacionais, contribuindo assim para uma maior celeridade aos respectivos processos", disse a entidade em nota.

O Ministério da Saúde afirma que a responsabilidade do montante é dos entes da Federação. "Uma vez que os recursos são transferidos, pelo Fundo Nacional de Saúde, aos estados e municípios, sua gestão cabe aos mesmos", disse.

A pasta também ofereceu uma outra hipótese para os saldos: os recursos podem já estar comprometidos, aguardando comprovação de uma obra, por exemplo, para serem executados.

Entretanto, há casos em que um local poderia ficar meses sem receber novos repasses e continuaria com recursos. Não há nenhuma regra determinada pelos legisladores ou gestores para repasses nas situações em que as contas já tenham saldo mais do que 100% superior ao recurso destinado pelo ministério.

É o que ocorre em Goiás. O estado, governado pelo médico Ronaldo Caiado (União Brasil), tem R$ 440 milhões em saldos do FNS. No ano passado, recebeu cerca de R$ 390 milhões e executou R$ 410 milhões. Ou seja, um valor menor do que há em saldo.

"Estes valores [R$ 440 milhões] são provenientes de várias portarias do Ministério da Saúde, que transferiram recursos para a SES-GO [Secretaria da Saúde], e cada um desses instrumentos possui regramento específico de utilização, com objetos definidos", disse a secretaria em nota.

Desse montante, continuou a pasta, cerca de R$ 150 milhões são de recursos destinados à pandemia da Covid-19 e aguardam a finalização de licitações, "cujo trâmite não permite a utilização imediata do recurso".

Goiás teve 28 mil mortes pelo vírus. No auge da pandemia, o sistema de saúde de Goiânia colapsou.

Doutor em economia da saúde pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Daniel Faleiros afirma que há uma cultura do Ministério da Saúde de enviar recursos carimbados para "pequenos planos", o que trava a execução da verba.

A Saúde chegou a repassar R$ 600 milhões na pandemia que só poderiam ser usados na compra de medicamentos de saúde mental, quando o gasto poderia ter servido para compra de respiradores ou outras ações

"A Saúde chegou a repassar R$ 600 milhões na pandemia que só poderiam ser usados na compra de medicamentos de saúde mental, quando o gasto poderia ter servido para compra de respiradores ou outras ações", disse ele.

Outro estado com saldo muito superior aos repasses é Mato Grosso. Há R$ 571 milhões no caixa. No ano passado, o estado recebeu repasses de R$ 385 milhões.

No mês de melhor execução, Mato Grosso gastou R$ 33,14 milhões do fundo. Nesse ritmo, o saldo duraria por mais de um ano, sem precisar de um novo aporte do ministério.

Parte dos repasses do FNS é obrigatório. Outros recursos são destinados por emendas parlamentares ou para ações definidas durante o ano.

As chamadas emendas do relator, que foram consideradas inconstitucionais pelo STF (Supremo Tribunal Federal), ampliaram distorções no financiamento do SUS.

São Gonçalo, no Rio de Janeiro, tem um dos maiores saldos entre os municípios, de R$ 146 milhões. Essa reserva era de R$ 60 milhões em maio de 2022. O valor mais do que dobrou após a chegada das emendas em junho, meses antes das eleições.

Em nota, a prefeitura disse que há recursos de emendas feitas há mais de cinco anos e que só agora, com regulação pelo Ministério da Saúde, poderão ser utilizados. O valor exato, contudo, não foi compartilhado.

O município diz ainda haver uma crescente demanda por serviços públicos de saúde; por isso, os repasses.

"A atual gestão vem trabalhando com planejamento e otimização dos recursos, a fim de aplicá-los de forma assertiva, para garantir a efetiva melhora na prestação de serviços", afirmou.

O FNS é regido por lei e portarias do ministério. Os recursos que chegam aos entes são carimbados, ou seja, têm destinação específica. Uma regra estabeleceu ainda que, a partir de 2018, só teriam dois objetivos: investimento e custeio.

A portaria que versa sobre o fundo veda a utilização dos recursos para pagamento de servidores, ativos ou inativos, e gratificações. O texto também proíbe o uso do dinheiro para pagar assessorias ou consultorias.

Para investimento, os gestores podem utilizar os recursos na compra de equipamentos, obras de reformas ou construções novas. Esse tipo de gasto costuma ser mais trabalhoso, por exigir licitações e depender de empresas.

São Paulo, por exemplo, tem o maior saldo em contas, com R$ 2,1 bilhões. Mas o estado tem patamares altos de execução, o que mantém o saldo relativamente estável.

Sergipe, por sua vez, é o estado com o menor saldo de recursos do FNS, R$ 43 milhões.

O critério do rateio do FNS está definido em lei e tem como objetivo reduzir desigualdades regionais. Para pesquisadores, as emendas parlamentares ferem esse princípio.

Médico sanitarista e professor da FGV, Adriano Massuda afirma que o SUS deve encontrar caminhos para melhorar a execução dos recursos e atender demandas regionais. Ele cita como uma saída a criação de arranjos de contratação de obras e equipamentos,

O professor diz ainda que verbas de ações prioritárias foram cortadas para acomodar as emendas. "Problema não é o volume do recurso [em saldos], mas a alocação. O SUS é subfinanciado. Esse dinheiro deveria estar alocado em outros lugares."

REPASSES FEDERAIS DO SUS

Estados e municípios recebem verbas federais

Verba distribuída em 2022: R$ 101 bilhões

R$ 101 bilhões Saldo atual de estados e municípios: R$ 25,8 bilhões em dezembro de 2022

R$ 25,8 bilhões em dezembro de 2022 Saldo antes da pandemia: R$ 17,2 bilhões em janeiro de 2020

R$ 17,2 bilhões em janeiro de 2020 Maior repasse em 2022: R$ 19,14 bilhões, em junho, sob influência de emendas

R$ 19,14 bilhões, em junho, sob influência de emendas Melhor execução em 2022: R$ 9,98 bilhões, em dezembro

R$ 9,98 bilhões, em dezembro Execução dos fundos no ano: cerca de 74,6% em 2022

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Assessoria de Comunicação