
Imprensa (2420)
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Conselho Nacional de Educação e associação divergem sobre diretrizes curriculares de Medicina
Planos de saúde individuais devem subir no máximo 6,5% neste ano, calculam analistas
SindHosp e FeSaude alertam para os riscos da redução de jornada de trabalho no setor de saúde
Amil e Dasa finalizam acordo para formar 2º maior grupo hospitalar
O crescimento dos processos contra médicos ameaça a saúde?
https://universodoseguro.com.br/o-crescimento-dos-processos-contra-medicos-ameaca-a-saude/
Mabel pretende fazer aporte financeiro no Imas e quer negociar pessoalmente com hospitais que tem dívidas a receber
Estado registra aumento de 240% em processos ligados à saúde
https://ohoje.com/2025/04/01/estado-registra-aumento-de-240-em-processos-ligados-a-saude/
BAHIA NOTÍCIAS
Conselho Nacional de Educação e associação divergem sobre diretrizes curriculares de Medicina
Por Paulo Dourado
O Conselho Nacional de Educação (CNE), no dia 14 de fevereiro, abriu consulta pública para uma proposta de novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos Cursos de Graduação em Medicina. O conteúdo apresentado, no entanto, tem sido bastante criticado por diversas instituições e médicos, sob argumento de superficialidade e erros conceituais.
Uma das instituições a reagir foi a Associação Brasileira de Educação Médica (Abem). O conselho diretor manifestou surpresa em relação ao que foi proposto pela CNE. Segundo o órgão, a associação esteve presente em uma construção de um novo texto, proposto e debatido em congressos brasileiros de educação médica, conhecido como Cobem, e entregue formalmente ao Conselho Nacional, em outubro de 2024. A associação declara que o proposto a consulta pública "apresenta uma construção de forma, conceitos e conteúdos bastante distante do proposto pela instituição (Abem)."
As primeiras Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos Cursos de Graduação em Medicina foram publicadas em 2001. À época, o documento foi tratado como algo revolucionário na educação, que, de acordo com especialistas, deixou de ser algo majoritariamente conteudista e passou a desenvolver a humanização da medicina, trazendo o pensamento critico e reflexivo nos estudos médicos. Esta primeira publicação foi feita de modo participativo com a inclusão de diversas entidades médicas, como a Associação Baiana de Educação Médica (BEM), Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina (CFM) e uma comissão interinstitucional de avaliação do ensino médico nacional (Sinaens), que hoje não existe mais.
Após isso, um movimento de revisão contínua dessas DCNs foi imposto para trazer atualizações no ensino e na formação médica, considerando as transformações na sociedade, tanto nos âmbitos tecnológicos, científicos e sanitários.
No ano de 2014, houve outra publicação das DCNs para o estudo da medicina, a resolução CNE/CES n.º 3/2014, que trazia novamente os pontos já impostos na publicação mais antiga e agora foca no ensino-serviço-comunidade e da abordagem e valorização do Sistema Único de Saúde (SUS).
DIFERENÇAS
Segundo Humberto Castro Lima, diretor regional Nordeste da Abem e coordenador do curso de medicina da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), o texto apresentado pelo Conselho Nacional de Educação acaba por ser menos desenvolvido do que o primeiro publicado, em 2001, além de apresentar diversos erros.
"O texto era muito ruim. Muito ruim, porque ele é um retrocesso em relação, inclusive, a 2001. Tanto do ponto de vista organizacional, assim como o texto está organizado, como do ponto de vista conceitual, confunde coisas como competência e conteúdo, então, do ponto de vista pedagógico, ele tem várias falhas pedagógicas", iniciou ele.
"Um aspecto que eu acho que é interessante, bem objetivo, por exemplo, a atenção primária à saúde, que é o que acontece nas unidades de saúde básica, nas unidades de saúde da família, enfim, que é a base de todo o sistema de saúde, perde importância nesse texto atual. Antes a gente precisava ter pelo menos, no mínimo, 15% do internato dedicado a isso, agora ele reduz essa carga horária para 10%. É um texto que favorece a especialização, em contrapartida, desfavorece a formação generalista", disse.
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O GLOBO
SindHosp e FeSaude alertam para os riscos da redução de jornada de trabalho no setor de saúde
O Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo também lançou um boletim de dados da saúde do setor diagnóstico com 4 bilhões de registros
A FESAÚDE e o SindHosp - Federação e Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo alertam sobre as consequências negativas da PEC 08/2025, que propõe a redução da jornada laboral dos trabalhadores brasileiros de 44 horas para 36 horas semanais. A nota técnica entregue ao deputado federal Zacharias Calil (União Brasil - GO), presidente da Frente Parlamentar Mista de Saúde em Defesa dos Serviços de Saúde, pelo médico Francisco Balestrin, presidente das duas instituições, questiona a inconstitucionalidade da medida visto a inexistência de previa dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes inclusive com impactos negativos no SUS.
"A PEC 08/2025, que a princípio pode parecer beneficiar os trabalhadores brasileiros, se aprovada, trará consequências nefastas especialmente para o setor de saúde, prejudicando a qualidade do atendimento à população e gerando custos imprevisíveis ao governo e à iniciativa privada. Precisamos avaliar tecnicamente a proposta, livre de ranços ideológicos ou interesses políticos", avalia Balestrin, em comunicado.
O documento foi entregue em reunião na sede da FESAÚDE-SP em São Paulo. Participaram grandes grupos da saúde entre eles Rede D'or, Dasa, Grupo Fleury e Hapvida entre outros.
A nota técnica pontua que a PEC apresenta contradição em seus próprios termos ao estipular, de um lado, limite de jornada diária de 8 horas e, de outro, jornada semanal de 36 horas em até 4 dias na semana. Isso porque o labor de 36 horas na semana, distribuídos em 4 dias, resultaria em 9 horas diárias, superando o limite de 8 horas estipulado na própria PEC. De acordo com a FESAÚDE e o SindHosp, a PEC trará consequências econômicas e sociais negativas ao mercado da saúde, cujas especificidades devem ser levadas em consideração.
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as despesas com saúde movimentaram recursos equivalentes a 9% do PIB brasileiro em 2023, o equivalente a R$ 977,26 bilhões. Desse total, 40,85%foram recursos públicos e 59,15%, recursos privados. Mas dentro dos recursos privados, boa parte do montante foi pago por empresas ou família para custear planos de saúde.
Ainda no setor privado, as instituições ressaltam que as despesas com mão de obra respondem por cerca de 50% das despesas dos hospitais, sendo os itens de maior participação na despesa total.
Consequências Se a PEC for aprovada, os serviços de saúde precisarão reorganizar as escalas de trabalho para que seja garantida a cobertura contínua dos serviços, que é especialmente necessária no setor da saúde. A readequação da escala de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem para a observância dos 3 dias de repouso exigiria a contratação de mais profissionais para a manutenção do atendimento e de sua qualidade, aumentando os custos e a complexidade da gestão de pessoal.
Outro possível risco, em especial para hospitais de menor porte e reduzida capacidade financeira, seria o de aumento de atendimentos por turno, potencialmente agravando a sobrecarga dos profissionais e em prejuízo da qualidade dos serviços prestados.
"Soma-se ao rol de consequências que, na maioria das relações de trabalho no setor da saúde, verifica-se a manutenção de vínculo empregatício com duas ou mais entidades hospitalares. Diminuindo a jornada, a PEC poderia fomentar ainda mais a busca por mais uma fonte de renda ou oportunidade de trabalho, o que levaria à sobrecarga de jornadas e comprometimento do bem-estar do trabalhador", dizem as instituições, em comunicado.
Boletim de dados inédito O SindHosp acaba de lançar o BIS SADT - Boletim Infográfico da Saúde do setor de serviços de apoio e diagnóstico terapêutico - que avaliou e compilou 19 bases de dados com mais de 4 bilhões de registros e 41indicadores. Segundo Balestrin, o objetivo é oferecer inteligência e inovação para o setor da saúde.
"Esta ferramenta pode auxiliar gestores à tomada de decisão. O formato interativo do painel será disponibilizado para associados contribuintes e parceiros estratégicos", destaca em comunicado.
Trata-se de um amplo estudo que consolida e dispõe dados extraídos de bases públicas, incluindo informações estruturais, empregos, produção de serviços auxiliares de diagnóstico e terapias e indicadores do mercado de saúde suplementar como número de beneficiários, taxas de cobertura e sinistralidade.
O Brasil possui 31.747 estabelecimentos que prestam serviços de diagnóstico o que equivale a 15,63 estabelecimentos para cada 100 mil habitantes. Destes, 8.689 possuem convênio com o SUS. Em São Paulo, são 5.564 estabelecimentos, sendo a maioria privada, no total de 5. 316 serviços dos quais 937 possuem contrato com o SUS. Totalizam 11,97 estabelecimentos para cada 100 mil habitantes.
Também no quesito número de equipamentos diagnósticos no país temos 59.392 equipamentos (dados do CNES/ 2025) sendo que a maioria dos equipamentos, ou seja, 57 mil encontram-se em estabelecimentos privados.
O serviço de medicina suplementar, que inclui planos e seguros de saúde privados, atende a 52 milhões de pessoas no Brasil, dando cobertura a 25,7% da população. Enquanto o estado de São Paulo soma quase metade desse montante, com cerca de 18 milhões de usuários de planos de saúde.
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Planos de saúde individuais devem subir no máximo 6,5% neste ano, calculam analistas
Percentual de aumento deve ser maior que a inflação de 2024, mas abaixo do teto de 6,91% da ANS e o menor desde 2008
Planos de saúde individuais ou familiares devem ter reajuste de até 6,5% este ano, segundo cálculos de analistas que acompanham o setor de saúde suplementar. O percentual é maior que a inflação de 2024, quando o IBGE calculou o IPCA em 4,83%, mas abaixo do teto de 6,91% definido no ano passado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O índice pode ser o menor desde 2008.
Apesar de os usuários de planos individuais somarem menos de 17% dos 52 milhões na saúde suplementar, o reajuste desses contratos é um balizador para o aumento dos planos coletivos - tanto os empresariais quanto aqueles por adesão (vinculados a uma entidade de classe ou administradora de benefícios) - , que não têm a correção de preço regulada pela ANS.
Nesse caso, os contratos são negociados entre as operadoras e as administradoras ou empresas contratantes, e os índices muitas vezes ficam na casa dos dois dígitos. No ano passado, a média de reajuste dos contratos coletivos foi de 13,80%, mas há registros de correções ainda mais altas.
Índice sai até maio O percentual máximo de reajuste dos contratos individuais é definido anualmente pela ANS, que vai divulgar o índice oficial até maio. O modelo de cálculo reflete a variação de custos médico-hospitalares em 12 meses, entre 31 de dezembro último e igual data do ano anterior, e também a inflação geral do país, excluindo o grupo saúde.
Depois de definido, o índice é enviado ao Ministério da Fazenda, que tem 15 dias para analisar o dado e dar um retorno à agência. Somente após esse processo de aprovação o aumento passa a ser aplicado aos contratos, vigorando entre 1º de maio de 2025 a 30 de abril de 2026, com aplicação sempre na data de aniversário de cada contrato.
Com a divulgação pela ANS, no último dia 19, dos dados econômico-financeiros do setor em 2024 - quando as operadoras de planos médico-hospitalares e odontológico registraram lucro líquido de R$ 11,1 bilhões, salto de 271% em relação a 2023 - , analistas que acompanham o segmento começaram a calcular qual deve ser o teto de reajuste.
Samuel Alves e Yan Cesquim, do BTG, estimam o percentual em 6%, próximo da inflação prevista pelo banco para 2025. "Os dados sugerem que os ajustes de preços devem se aproximar do cenário-base da equipe macroeconômica do BTG para a inflação do IPCA em 2025 (5,7%)", afirmam.
A Milliman, consultoria global especializada em seguros e saúde privada, calcula que o índice máximo deve ser de 6,20%. Os analistas Larissa Martins e João Longo observam que a sinistralidade - fatia da receita da operadora que é usada para custear a assistência médica dos usuários - fechou 2024 em 82,60%, inferior aos 86,3% registrados no ano anterior.
Além disso, destacam a melhora no resultado operacional das operadoras entre 2023 e 2024, "passando de R$ 4,4 bilhões negativos para R$ 6,1 bilhões positivos".
"No entanto, ainda cerca de 40% destas operadoras apresentaram resultado operacional negativo, percentual próximo ao observado em 2023, demonstrando que o aumento observado não pode ser caracterizado como uma melhora geral do setor, nem que todas estão em uma situação confortável", pondera o estudo da Milliman.
Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que representa os planos, afirmou ontem que o índice de reajuste dos planos individuais e familiares, "possivelmente o menor reajuste dos últimos 17 anos", reflete esforços de gestão como controle de despesas, aperfeiçoamento de contratos, redução de desperdícios e combate a fraudes.
Fenasaúde cita despesas A FenaSaúde afirma, no entanto, que em muitas operadoras "o reajuste da ANS fica aquém da variação efetiva das despesas assistenciais, ou seja, não cobre a variação dos custos".
Leandro Bastos e Renan Prata, do Citi, preveem reajuste de 6,5%. Os analistas consideram que o patamar, "embora já esperado", é "relativamente modesto" frente aos custos do setor, com destaque para o "aumento contínuo das despesas judiciais". Como mostrou O GLOBO, o volume de ações contra operadoras encerrou 2024 com quase 300 mil novos casos, o maior patamar registrado desde o início do monitoramento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2020.
"Na verdade, destacamos a importância do limite de preços individuais, não apenas como um fator para os aumentos de preços nos planos individuais regulados, mas também como 'âncora' para as negociações de planos não regulados", afirma o relatório do Citi.
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PODER 360
Amil e Dasa finalizam acordo para formar 2º maior grupo hospitalar
A Dasa (Diagnósticos da América S.A.) anunciou na última 3ª feira (1º.abr.2025) a conclusão do acordo de associação com a Amil Assistência Médica Internacional. Com o fechamento do negócio, a Ímpar Serviços Hospitalares, unidade de hospitais e oncologia da Dasa, passa a ser uma joint venture, com controle compartilhado entre as duas empresas e participação igualitária de 50% no capital votante, segundo documento divulgado pela Dasa (íntegra - PDF - 65 kB).
Como parte do acordo de associação entre as empresas, a Amil realizou um aumento de capital na Ímpar, transferindo suas participações na Esho (Empresa de Serviços Hospitalares S.A.) e no Hospital Alvorada Taguatinga. Essas unidades administram hospitais e clínicas oncológicas da Rede Américas, com exceção do Hospital Promater e do Hospital Monte Klinikum, no Nordeste, além do Hospital Maternidade Santa Lúcia.
A Ímpar, por sua vez, manteve suas operações, incluindo os hospitais e clínicas recebidos da Amil, mas sem o Hospital São Domingos, o Hospital da Bahia e a AMO, também na região Nordeste. Além disso, imóveis que abrigam o Hospital do Paraná e o Hospital Cristóvão da Gama Diadema foram desmembrados da Ímpar e passaram a ser controlados diretamente pela Dasa.
A fusão entre a Dasa e a Amil foi aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em dezembro do ano passado. Com a fusão, a empresa torna-se o 2º maior grupo hospitalar do Brasil, com 25 hospitais, 6 clínicas oncológicas e 6 clínicas médicas sobre a gestão compartilhada, totalizando 4.400 leitos.
A receita líquida combinada das operações envolvidas na associação entre Dasa e Amil alcançou R$ 10,6 bilhões em 2024. Com a conclusão do acordo, as empresas iniciam a integração da Rede Américas, com foco em otimizar a operação conjunta, aumentar a eficiência e criar ganhos de escala.
Com a conclusão da associação, a Ímpar assume um endividamento líquido estimado em R$ 3,2 bilhões, resultado de uma dívida bruta de R$ 3,7 bilhões, incluindo aquisições a pagar e impostos parcelados, e um caixa de R$ 500 milhões. Os valores ainda passarão por verificação nas demonstrações financeiras de fechamento.
Para a Dasa, a operação resultou em uma redução estimada de R$ 3,5 bilhões em sua dívida líquida total, reflexo dos recursos recebidos da Ímpar e da exclusão de aquisições a pagar, impostos parcelados e caixa que permaneceram na empresa hospitalar. Além disso, a Dasa utilizará R$ 2,3 bilhões desses recursos para antecipar o pagamento da 18ª e 20ª emissões de debêntures, reduzindo sua dívida bruta.
Como parte da conclusão da associação entre Dasa e Amil, foram assinados novos contratos para garantir a transição e a continuidade das operações. Entre os principais acordos estão:
compartilhamento temporário de despesas: contratos firmados entre Ímpar e Dasa, e Ímpar e Amil, para custear atividades que ainda não foram totalmente separadas das empresas durante o período de transição;
despesas administrativas: acordo entre Dasa e Ímpar para cobrir custos operacionais relacionados ao Hospital São Domingos, Hospital da Bahia e AMO, que permanecem sob controle da Dasa;
locação de imóveis: contratos para o uso de hospitais e clínicas operados pela Ímpar, incluindo unidades incorporadas pela Amil na associação, com Dasa, Amil e acionistas do grupo de controle da Dasa atuando como locadores.
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UNIVERSO SEGUROS
O crescimento dos processos contra médicos ameaça a saúde?
Artigo de Ana Falcão Gierlich, advogada e especialista em Direito Médico e Odontológico
A medicina sempre foi guiada pela confiança entre médico e paciente. No entanto, essa relação tem sido profundamente abalada pelo crescimento da judicialização da medicina. Com o aumento das ações judiciais contra profissionais da área, muitos médicos têm adotado uma abordagem conhecida como medicina defensiva - uma estratégia que prioriza a autoproteção em detrimento da real necessidade do paciente. O receio de figurar como réu em um processo leva médicos a solicitarem exames excessivos, recomendarem internações desnecessárias e evitarem condutas mais assertivas, o que impacta diretamente a qualidade do atendimento e onera todo o sistema de saúde.
Uma consequência mais visível dessa prática é o desperdício de recursos. No SUS, onde o orçamento já é limitado, exames que poderiam ser evitados acabam sobrecarregando a rede pública e ocupando vagas de exames e consultas que poderiam atender casos prioritários. No setor privado, o impacto também é preocupante: o aumento dos custos operacionais leva ao encarecimento dos planos de saúde, tornando-os inacessíveis para uma parcela crescente da população. Na prática, a medicina defensiva empurra o sistema para um colapso financeiro, prejudicando pacientes que realmente necessitam de exames e tratamentos essenciais.
O impacto financeiro, no entanto, é apenas uma parte do problema. A relação médico-paciente também sofre com essa insegurança jurídica. Quando um profissional teme ser processado, ele passa a tratar cada consulta como um possível litígio futuro, tornando a comunicação impessoal e excessivamente técnica. Isso gera um distanciamento, que, por sua vez, faz com que o paciente também desconfie mais das decisões médicas, questionando diagnósticos e exigindo ainda mais exames. De acordo com o artigo "Medicina defensiva: uma prática em defesa de quem?", a pesquisadora Homaile Mascarin do Vale, juntamente com outros colaboradores, desenvolveu um estudo na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) sobre a prática da medicina defensiva. A pesquisa analisou 104 médicos de 28 especialidades e observou que muitos profissionais alteram sua conduta clínica ao tomarem conhecimento de processos contra colegas, evidenciando o efeito cascata da judicialização sobre toda a classe médica.
Esse comportamento gera um paradoxo preocupante: médicos, que deveriam atuar com base no conhecimento e na experiência clínica, passam a confiar mais nos exames complementares do que em suas próprias habilidades diagnósticas. Exames laboratoriais e de imagem, que deveriam ser ferramentas auxiliares, tornam-se protagonistas das decisões médicas. Esse excesso de precaução não apenas atrasa diagnósticos, como também expõe pacientes a riscos desnecessários, como a radiação de exames de imagem ou procedimentos invasivos sem real indicação.
O caminho para romper esse ciclo vicioso não está em intensificar a defensiva, mas sim em fortalecer o direito médico preventivo. Ao contrário da medicina defensiva, que age pelo medo, o direito médico preventivo oferece segurança jurídica sem comprometer a qualidade da assistência. Isso envolve a capacitação dos profissionais sobre boas práticas e normativas éticas, a adequação da documentação médica - incluindo prontuários detalhados com termos de consentimento bem estruturados - e a assessoria jurídica especializada para orientar decisões e minimizar riscos legais.
Quando um médico atua com respaldo jurídico adequado, ele se sente mais confiante para exercer sua profissão sem a necessidade de excessos. Ele documenta suas condutas de forma clara, explica as opções terapêuticas com transparência e estabelece uma comunicação mais próxima com o paciente. Já na medicina defensiva, o profissional vê o paciente como uma ameaça potencial, tornando o atendimento menos humanizado e mais burocrático. A longo prazo, essa distorção prejudica tanto a saúde dos pacientes quanto o bem-estar dos próprios médicos, que vivem sob constante tensão.
A medicina não pode ser pautada pelo medo. Para garantir um atendimento mais eficiente, acessível e humano, é fundamental abandonar a defensiva e investir em uma abordagem baseada no conhecimento, na ética e na confiança. O direito médico preventivo não apenas protege os profissionais, mas também fortalece o próprio sistema de saúde, garantindo que os recursos sejam utilizados de forma mais justa e eficaz. Afinal, um médico que trabalha com segurança jurídica trabalha melhor - e um sistema de saúde mais eficiente beneficia a todos.
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JORNAL OPÇÃO
Mabel pretende fazer aporte financeiro no Imas e quer negociar pessoalmente com hospitais que tem dívidas a receber
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, se reuniu na manhã desta terça-feira, 1, com o presidente do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas) Paulo Henrique da Farmácia. Em meio a uma grave crise financeira que atinge a autarquia desde a gestão passada, o prefeito pediu um planejamento detalhado para a quitação de dívidas para definir o valor do aporte financeiro necessário.
Paulo Henrique afirmou que a dívida consolidada do Imas está em torno de R$ 197 milhões, mas ainda é necessário contabilizar outros valores. Segundo ele, para quitar esses débitos será necessário a realização de aporte financeiro para a quitação das dívidas e também para reestruturação do instituto. “Hoje a gente faz um esforço para pagarmos tudo em dia, mas para esta dívida será necessário uma intervenção do Prefeito. Por isso ele veio aqui para que a gente pudesse alinhar as demandas e entregar para ele um planejamento para reestruturação do Imas”, afirmou.
O prefeito solicitou um planejamento detalhado com o total das dívidas contabilizadas, para que ele negociasse pessoalmente com os prestadores de serviços que têm valores a receber. O valor do aporte ainda não foi definido e só será feito após a análise dos dados enviados pelo Imas
O Jornal Opção mostrou no início de dezembro, que o relatório do Imas para a Comissão de Transição da Prefeitura apontou uma dívida com prestadores de serviços no valor de R$ 227,1 milhões. O relatório apontava que as despesas foram maiores que as receitas informadas, evidenciando déficit orçamentário constante, que contribuiu com o endividamento do Imas.
O Imas tem 33.415 titulares, que são servidores da ativa, aposentados, pensionistas e servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Dependentes somam 36.568 pessoas que incluem cônjuges e filhos menores de 21 anos; já os agregados são 8.636 que são filhos maiores de 24 anos, pais, irmãos, netos de servidores efetivos. Ao todo são 78.619 beneficiários.
Reestruturação
Após a entrega do planejamento, o Imas vai elaborar um projeto de lei para reestruturar o instituto. Segundo o presidente deve ser feito um planejamento para concurso, uma vez que o Imas não tem pessoal efetivo no seu quadro. “Esse projeto que vamos enviar para a Câmara vai mudar tudo, até o nome do instituto nós queremos mudar para tirar esse estigma de plano de saúde ruim que o Imas carrega no mercado. Nós vamos remodelar o Imas e trazer o melhor de serviços de saúde para o servidor da Prefeitura”, afirmou Paulo Henrique.
Ainda não há prazo para elaboração do projeto de lei, porque tudo vai depender da decisão tomada pelo prefeito após a análise do planejamento que está sendo elaborado.
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O HOJE
Estado registra aumento de 240% em processos ligados à saúde
Crescimento expressivo reflete desafios do setor público e privado
O número de processos judiciais relacionados à saúde aumentou de forma alarmante em Goiás, com um crescimento superior a 240% entre 2020 e 2024, conforme dados do Painel de Estatísticas Processuais de Direito à Saúde do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em 2020, foram registrados 5.455 novos casos. Já em 2024, esse volume disparou para 18.606, representando um aumento exponencial nas demandas judiciais em busca de garantia de tratamentos e serviços médicos.
Esse levantamento, realizado pelo CNJ, contabiliza os processos em tramitação tanto na Justiça Estadual quanto na Federal, desde que estes tenham conexão com o estado de Goiás.
O crescimento das ações judiciais foi constante ao longo dos últimos anos, com 7.373 casos registrados em 2021, 8.506 em 2022 e 11.876 em 2023. Só nos dois primeiros meses de 2025, já foram ajuizados 2.668 novos processos, o que demonstra a continuidade da tendência crescente.
Até a última atualização do painel, em 28 de fevereiro deste ano, havia um total de 13.433 processos pendentes relacionados à saúde na Justiça de Goiás. O tempo médio de tramitação de um processo pendente é de 326 dias, e o tempo de espera pelo primeiro julgamento gira em torno de 183 dias.
Em termos de atendimento da demanda, a Justiça goiana tem conseguido resolver 92,7% dos processos de saúde em trâmite, um índice significativo, mas ainda insuficiente diante do volume crescente de ações.
Fatores que impulsionam o aumento dos processos judiciais
Para o advogado especializado em direito da saúde, Rafael Fontenele, os principais fatores que contribuem para esse aumento são a precarização do sistema público de saúde e as práticas abusivas adotadas pelos planos de saúde privados.
No setor público estadual, a principal razão para o aumento de processos está relacionada à longa espera para realização de procedimentos médicos, tratamentos e fornecimento de medicamentos. Quando não conseguem acesso ao atendimento de que necessitam, muitos pacientes recorrem à Justiça para garantir a execução de seus direitos. No setor privado, as queixas mais recorrentes envolvem a quebra de contratos, negativa indevida de procedimentos e outras práticas abusivas praticadas pelas operadoras de planos de saúde.
O impacto da pandemia da Covid-19 na judicialização da saúde
A pandemia da Covid-19 teve um papel determinante no aumento da judicialização no setor da saúde. A escassez de leitos hospitalares e de insumos, aliada a uma elevada taxa de mortalidade, fez com que muitos pacientes buscassem a proteção do Judiciário para garantir internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ou outros tratamentos essenciais.
Além disso, a ampla divulgação dos direitos do paciente pela mídia contribuiu para o aumento da conscientização sobre o acesso à saúde, incentivando a população a procurar a Justiça sempre que necessário.
A atuação do Governo Federal e o crescimento das ações relacionadas aos planos de saúde
A escalada de processos judiciais também gerou uma reação por parte dos órgãos reguladores. O Governo Federal tem intensificado a fiscalização sobre os planos de saúde, com o intuito de coibir as práticas abusivas e melhorar a qualidade do serviço prestado. Isso é fundamental, pois o aumento no número de ações envolvendo planos de saúde reflete diretamente na insegurança que os beneficiários enfrentam em relação aos serviços prestados pelas operadoras.
Desde 2020, já foram proferidas 47.026 decisões judiciais relacionadas à saúde no estado de Goiás. Em 2024, o número de casos julgados alcançou 16.076, e apenas nos dois primeiros meses de 2025, o Judiciário goiano já havia julgado cerca de 2.600 processos.
Esse grande volume de decisões judiciais envolvendo a saúde coloca em evidência a sobrecarga do sistema judiciário e a necessidade urgente de reformulação nas políticas públicas e privadas de saúde para evitar que mais casos cheguem aos tribunais.
Mais da metade das ações judiciais em Goiás estão relacionadas à saúde pública. Atualmente, o estado possui 9.727 processos pendentes relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto os processos envolvendo planos de saúde totalizam 3.949 casos aguardando julgamento. Esses números revelam a magnitude da judicialização, tanto no setor público quanto no privado, e os desafios enfrentados pela Justiça na busca por soluções adequadas.
Consequências para o sistema de saúde e a judicialização excessiva
As consequências da judicialização da saúde são de longo alcance, afetando tanto o sistema judiciário quanto o sistema de saúde. O impacto financeiro imediato é expressivo, pois muitas decisões judiciais resultam em indenizações por danos morais e materiais, além de determinar a oferta de tratamentos e serviços médicos de urgência.
A médio e longo prazo, espera-se que as decisões judiciais impulsionem a melhoria do sistema de saúde, com a expansão de leitos, o aumento da capacitação de profissionais de saúde e a otimização da logística de atendimento. A judicialização tem forçado os gestores públicos e privados a buscarem soluções mais rápidas e eficazes para atender às necessidades da população, visando evitar o ingresso de novos processos no futuro.
Falhas no sistema de saúde brasileiro
Em paralelo ao aumento das ações judiciais, o Brasil também tem enfrentado um número alarmante de falhas na assistência à saúde. Entre agosto de 2023 e julho de 2024, foram registradas 295.355 falhas, de acordo com levantamento realizado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base em dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essas falhas refletem uma série de problemas no sistema de saúde, que afetam diretamente a segurança do paciente.
As falhas mais graves incluem a administração inadequada de medicamentos, seja por erro na dosagem ou no tipo prescrito, além da realização de cirurgias em locais incorretos no corpo dos pacientes.
Também foram registrados casos de lesão por pressão, que podem ser causadas por contusão, entorse ou luxação, sendo esta última a mais grave. Em Goiás, foram contabilizadas 12.227 falhas, com destaque para os erros no atendimento médico (3.731), problemas relacionados ao uso de cateter venoso (1.543) e lesões por pressão (1.318).
Para evitar a judicialização excessiva, é fundamental que o sistema de saúde se reestruture, promovendo a qualidade do atendimento, reduzindo o tempo de espera para procedimentos e garantindo que os pacientes recebam os tratamentos de forma adequada e eficiente.
Além disso, é necessário que os profissionais da saúde, bem como as operadoras de planos de saúde, sejam mais transparentes e responsáveis em suas práticas, assegurando que os direitos dos pacientes sejam respeitados e evitando que o caminho da Justiça seja a única alternativa para quem busca o atendimento médico adequado.
O papel do Poder Judiciário, enquanto garantidor dos direitos dos cidadãos, continuará sendo fundamental, mas é imprescindível que haja uma mudança significativa na gestão dos sistemas de saúde para que a judicialização não seja vista como a única forma de acesso à saúde de qualidade.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Decisão que permitia farmacêuticos de prescreverem remédios é suspensa pela Justiça do DF
Servidores sofrem para conseguir atendimento médico para os filhos pelo IMAS
Juiz suspende norma que autoriza farmacêuticos a prescreverem remédios
UTI Top Performer 2025: dos 13 hospitais privados goianos citados, 10 são associados da Ahpaceg
https://www.foconacional.com.br/2025/03/uti-top-performer-2025-dos-13-hospitais.html
Um olhar de cuidado: Instituto Panamericano da Visão encerra Mês da Mulher com ação social
https://www.issoegoias.com.br/2025/03/um-olhar-de-cuidado-instituto.html
Sesi fará perícias médicas dos servidores da Prefeitura de Goiânia
Quase 12 mil falhas são registradas em 1 ano na assistência à saúde em Goiás
84% dos pacientes preferem marcar consultas via canais digitais
ANS: rastreio do câncer de mama deve ser feito a partir dos 40 anos
https://medicinasa.com.br/rastreio-cancer-mama/
Casos de câncer colorretal devem aumentar 21% no Brasil até 2040
https://medicinasa.com.br/cancer-colorretal-2040/
Como a IA pode aprimorar diagnósticos por imagem
https://medicinasa.com.br/ia-diagnosticos-imagem/
TV ANHANGUERA
Decisão que permitia farmacêuticos de prescreverem remédios é suspensa pela Justiça do DF
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Servidores sofrem para conseguir atendimento médico para os filhos pelo IMAS
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AGÊNCIA BRASIL
Juiz suspende norma que autoriza farmacêuticos a prescreverem remédios
Decisão foi motivada por ação do CFM
A Justiça Federal em Brasília decidiu nesta segunda-feira (31/3) suspender a resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) que autorizou farmacêuticos a prescreverem medicamentos. A decisão foi motivada por uma ação movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Na decisão, o juiz federal Alaôr Piacini afirmou que a resolução do CFF que autorizou a medida invade as atividades privativas dos médicos. "O balcão de farmácia não é local para se firmar um diagnóstico nosológico de uma doença, porque o farmacêutico não tem competência técnica, profissional e legal para tal procedimento", afirmou o magistrado.
O juiz também acrescentou que somente os médicos têm competência legal e técnica para fazer diagnósticos e receitar tratamento terapêutico.
Para fundamentar a decisão, o magistrado citou a Lei 12.842, de 2013, conhecida como Lei do Ato Médico. "Verifica-se da referida lei que somente o médico tem competência legal e formação profissional para diagnosticar e, na sequência, indicar o tratamento terapêutico para a doença, após a realização do diagnóstico nosológico, processo pelo qual se determina a natureza de uma doença, mediante o estudo de sua origem, evolução, sinais e sintomas manifestos", afirmou.
Alaôr Piacini também ressaltou casos de diagnóstico inadequado divulgados pela imprensa. "É fato incontroverso que a imprensa noticia, quase diariamente, mortes e deformações estéticas, com repercussão para a vida toda da pessoa, em tratamentos realizados por profissionais da área da saúde que não são médicos e passam a realizar procedimentos sem a formação técnica adequada", completou.
De acordo com a Resolução 5/2025 do CFF, o farmacêutico está autorizado a prescrever medicamentos, incluindo os de venda sob prescrição, renovar prescrições e prescrever medicamentos em atendimento à pessoa sob risco de morte iminente.
Para o Conselho Federal de Medicina, os farmacêuticos não têm atribuição legal e preparação técnica para definir tratamentos.
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FOCO NACIONAL
UTI Top Performer 2025: dos 13 hospitais privados goianos citados, 10 são associados da Ahpaceg
A AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) e a Epimed Solutions divulgaram os resultados da edição 2025 do Registro UTIs Brasileiras, que reconhece e certifica as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de melhor desempenho no País.
Dos 13 hospitais privados goianos citados na restrita lista de UTI Top Performer 2025, 10 são associados da Ahpaceg (Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás)
O projeto, criado há mais de dez anos, avalia o perfil epidemiológico das UTIs brasileiras e reconhece e premia as que demonstraram excelência em desempenho e qualidade no atendimento a pacientes críticos.
Confira a lista dos associados da Ahpaceg que se destacaram nesta jornada de excelência!
Hospital de Acidentados
Hospital do Coração Anis Rassi (também Top UTI Cardiológica Eficiente)
Hospital do Rim de Goiânia
Hospital e Maternidade Santa Bárbara
Hospital Mater Dei
Hospital São Francisco de Assis
Instituto de Neurologia de Goiânia
Hospital Santa Mônica (Aparecida de Goiânia)
Hospital Evangélico Goiano (Anápolis)
Hospital Santa Terezinha (Rio Verde)
“Parabéns aos associados e parabéns à AMIB e Epimed pela iniciativa que traz transparência para o sistema, informa o paciente sobre o que é seguro, através de parâmetros confiáveis, e ainda estimula uma "competição" saudável entre os prestadores da mesma região”, diz o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou.
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ISSO É GOIÁS
Um olhar de cuidado: Instituto Panamericano da Visão encerra Mês da Mulher com ação social
O Instituto Panamericano da Visão encerrou as celebrações do Mês das Mulheres com um gesto que vai além da homenagem: um compromisso com a saúde e o bem-estar feminino. Na manhã da última sexta-feira, 28, um grupo de médicas da instituição ofereceu atendimento oftalmológico voluntário a 10 mulheres em situação de vulnerabilidade, assistidas pelo Centro de Valorização da Mulher (Cevam).
Para algumas das pacientes, essa foi a primeira consulta oftalmológica da vida. É o caso de Ana (nome fictício), que aos 50 anos de idade, teve a chance de passar por sua primeira consulta com um oftalmologista. Mais do que exames e diagnósticos, a ação social simbolizou cuidado e acolhimento, proporcionando às pacientes a possibilidade de um olhar novo para o futuro.
Elas chegaram ao Instituto acompanhadas pela presidente do Cevam, Carla Monteiro, e foram recebidas pelo diretor Clausmir Jacomini, que deu as boas-vindas ao grupo. Após passarem pelas consultas, aquelas que necessitarem de acompanhamento terão seus encaminhamentos organizados pelo Instituto.
Fundado há 21 anos e uma referência em oftalmologia em todo o Centro-Oeste, o Instituto Panamericano da Visão conta com 27 médicas em seu corpo clínico e a ação foi uma forma encontrada para levar saúde a mulheres que necessitam deste atendimento oftalmológico. “Em um mês dedicado à valorização da mulher, esse gesto reafirma um compromisso que deve ser de todos e se estender durante todo o ano: garantir que cada mulher, independentemente da sua história, tenha acesso à saúde e a um cuidado digno”, afirma o superintendente do hospital, Nilson Melo.
A presidente do Cevam destacou a importância da ação. “Ainda estou em estado de graça com essa ação realizada na sexta-feira. O Instituto ofereceu não só consultas, como exames das que precisaram, e entregaram os colírios necessários. Considero isso uma bênção e não é todo dia que alguém recebe essa bênção. Estou muito grata em nome de todas as mulheres atendidas”, disse.
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A REDAÇÃO
Sesi fará perícias médicas dos servidores da Prefeitura de Goiânia
Contrato será assinado nesta terça (1º/4)
Na intenção de dar vasão a um montante de mais de 8 mil pedidos de afastamento que estão na Gerência da Junta Médica e Saúde da Prefeitura de Goiânia aguardando processo pericial, a atual gestão municipal vai contratar o Serviço Social da Indústria (Sesi) para assumir a análise técnica dos documentos. O prefeito Sandro Mabel e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, assinam o contrato nesta terça-feira (1º/4).
Segundo Mabel, o novo modelo de perícia médica deve trazer também economia para administração e coibir o uso de atestados médicos falsificados. A Secretaria de Administração de Goiânia já havia autorizado a contratação, que está na casa dos R$ 9 milhões, mesmo sem licitação, pelo prazo de um ano.
O despacho da decisão foi assinado pelo secretário Celso Dellalíbera e publicado no Diário Oficial do Município. No texto fica claro que o processo ocorrerá sem licitação - o que é permitido por lei, já que o Sesi é uma entidade sem fins lucrativos.
Dellalibera informou ainda que, somente em março, mais de mil e 200 servidores foram afastados do trabalho no serviço público municipal e, segundo ele, o custo disso ultrapassa os R$ 6 milhões.
Em janeiro, a Prefeitura de Goiânia já havia informado que estava em fase final de contratação de uma auditoria privada para investigar um suposto esquema de atestados. Isso porque o alto número de pedidos de afastamento chamou a atenção da gestão municipal. Dos servidores afastados no ano passado, cerca de 4 mil seriam da Educação, conforme a representação enviada pelo Paço ao Ministério Público de Goiás (MPGO), que investiga o caso.
A ideia é que a nova auditoria "reduza a demora na análise dos processos de afastamento dos servidores e trazer mais transparência ao sistema de concessão de afastamentos médicos". "A auditoria irá verificar o número exato de servidores afastados, incluindo os da Educação, e mapear o perfil das licenças médicas, considerando fatores como tempo de afastamento, diagnósticos (CID), entre outros", informa o documento.
Além disso, a Junta Médica terceirizada fará o cruzamento de informações, considerando o registro dos médicos que emitiram os atestados. A pasta não soube informar se será verificada uma suposta venda de atestados.
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Quase 12 mil falhas são registradas em 1 ano na assistência à saúde em Goiás
Dado é da Organização Nacional de Acreditação
Entre agosto de 2023 e julho de 2024, o Brasil contabilizou 295.355 mil falhas na assistência à saúde. Em Goiás, o número ultrapassou 12 mil, com 87 mortes. Os dados foram levantados pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base em informações fornecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dizem respeito à realidade em hospitais públicos e privados.
Entre as ocorrências mais graves estão a administração incorreta de medicamentos, seja por dosagem ou tipo errados, e a realização de cirurgias em locais equivocados no corpo dos pacientes. Além disso, destacam-se casos de lesão por pressão, divididos em três tipos: contusão (lesão dos tecidos moles causada por trauma), entorse (alongamento dos ligamentos) e luxação, considerada a mais grave, em que há deslocamento do osso da articulação. Esses dados refletem a seriedade das falhas no sistema de saúde brasileiro e o impacto que podem ter na segurança do paciente.
Existem, no entanto, diversas medidas que podem ser implementadas para reduzir estes erros e até evitar óbitos. Uma delas é a implementação de processos de acreditação, que permitem às instituições adotar protocolos de segurança mais rigorosos para proteger os pacientes.
Recentemente, a ONA conduziu uma pesquisa com aproximadamente 100 instituições de saúde, para avaliar a redução de falhas após a implementação de medidas de segurança. “Mais de 30% dos entrevistados relataram que as falhas na administração de medicamentos diminuíram em 51%; os erros na identificação de pacientes caíram 52%; as infecções hospitalares reduziram 42%; as falhas na prescrição de medicamentos baixaram 35%; enquanto os problemas de comunicação diminuíram 37%. Houve ainda uma redução de 33% nas quedas de pacientes nos leitos e de 45% tanto nas falhas na esterilização de materiais quanto na manutenção preventiva dos equipamentos”, evidencia a gerente de Operações da ONA, Gilvane Lolato.
“A obtenção da acreditação é um processo desafiador que exige comprometimento, disciplina e uma profunda mudança cultural dentro das organizações. Além de aumentar a segurança no atendimento médico e na realização de exames e diagnósticos, também traz maior precisão e confiança tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde. O processo contribui ainda para minimizar riscos e reduzir falhas operacionais”, acrescenta Gilvane.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que ocorram anualmente cerca de 134 milhões de eventos adversos em hospitais de países de baixa e média renda, levando a aproximadamente 2,6 milhões de mortes.
O cenário de acreditação no Brasil
Atualmente, das mais de 380 mil organizações de saúde registradas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), apenas 1.932 estão acreditadas. Deste total, a ONA é responsável por 72,1% das certificações, o que corresponde a mais de 1.500 instituições, sendo 422 hospitais. No entanto, apenas 0,45% das instituições de saúde no Brasil possuem certificação. Dentre as acreditadas, 68,4% são de gestão privada, 22,2% de gestão pública, 8,3% filantrópica e 0,1% são de gestão militar.
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REVISTA COBERTURA
84% dos pacientes preferem marcar consultas via canais digitais
Relatório da ABComm (2023) indica que 89% das empresas de e-commerce usam estratégias digitais
As clínicas de diagnósticos estão cada vez mais inseridas no universo do marketing digital, utilizando a tecnologia para facilitar o agendamento de consultas e exames. A digitalização dos processos não só melhora a eficiência operacional, mas também aprimora a experiência do paciente, tornando-a mais ágil e personalizada.
De acordo com a 6ª edição do Perfil do Paciente Digital, divulgada pela Doctoralia em 2024, 84% dos agendamentos de consultas médicas no Brasil são realizados por meio de dispositivos móveis, como celulares e tablets. Além disso, o estudo revelou que 43% dos brasileiros utilizaram a telemedicina durante a pandemia, indicando uma crescente aceitação dos serviços de saúde online no país.
No Brasil, 94% das empresas já adotam o marketing digital como estratégia de crescimento, segundo a pesquisa "Maturidade do Marketing Digital e Vendas no Brasil", realizada por Resultados Digitais, Mundo do Marketing, Rock Content e Vendas B2B. No setor de saúde, esse movimento se traduz em iniciativas como a implementação de sistemas de agendamento online, que permitem aos pacientes marcar consultas a qualquer hora do dia, sem precisar ligar para a clínica. Além da praticidade, essa automação reduz a sobrecarga das recepções, minimiza erros e aumenta a taxa de comparecimento, já que os sistemas enviam lembretes automáticos.
Victor Okuma
A presença digital também é estratégica para atrair e fidelizar pacientes. Para Victor Okuma, Country Manager da Indigitall, empresa especializada em comunicação omnichannel, a combinação de um site otimizado para SEO (uso de palavras-chave e conteúdos bem estruturados), redes sociais ativas, marketing de conteúdo e campanhas ativas de canais como Whatsapp é essencial. "Clínicas que investem nessas frentes conseguem não apenas atrair novos clientes, mas também criar um relacionamento de longo prazo com os pacientes. O marketing de conteúdo, por exemplo, estabelece a clínica como referência em saúde, enquanto campanhas pagas aumentam a visibilidade entre o público-alvo local", explica.
O uso de chatbots e tecnologias automatizadas tem sido outra aposta das clínicas. No Brasil, há cerca de 164 mil chatbots em operação, segundo o Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots, da Mobile Time. Essas ferramentas auxiliam no atendimento inicial, respondem dúvidas frequentes e facilitam o agendamento, tornando a comunicação mais ágil e eficiente.
As redes sociais também desempenham um papel importante na humanização da marca. "Elas permitem que as clínicas se conectem emocionalmente com os pacientes, compartilhando conteúdos informativos e interagindo diretamente com o público", diz Okuma.
Mas não basta estar presente no digital - é preciso medir resultados. Ferramentas como Google Analytics, HubSpot e Facebook Insights ajudam as clínicas a monitorar métricas como leads gerados, taxa de conversão, ROI (Retorno Sobre Investimento) e CAC (Custo de Aquisição por Cliente). "Além dessas métricas, é fundamental analisar o feedback dos pacientes sobre o processo de agendamento e o atendimento recebido. A melhoria contínua garante um serviço mais alinhado às expectativas do público e, consequentemente, um aumento na taxa de agendamentos", complementa Okuma.
Com estratégias bem planejadas e monitoramento constante, as clínicas de diagnósticos seguem o caminho da inovação, garantindo eficiência nos serviços e uma experiência mais satisfatória para os pacientes.
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MEDICINA S/A
ANS: rastreio do câncer de mama deve ser feito a partir dos 40 anos
A pedido de entidades médicas, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) modificou os requisitos de mamografia do Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica.
Para receber a certificação, os planos de saúde terão que garantir a mamografia para pessoas a partir dos 40 e até os 74 anos. A cada dois anos, o planos terão ainda de convocar todas as suas usuárias, na faixa etária dos 50 aos 69 anos, para a realização do exame.
A decisão da agência, tomada em conjunto com entidades como o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), encerra uma disputa que começou em dezembro do ano passado, quando a ANS lançou consulta pública sobre o programa de certificação.
As regras se referem ao exame de rastreamento, aquele que deve ser feito por todas as pessoas a partir de uma certa idade, mesmo sem sintomas, para detectar tumores em fase inicial. Já a mamografia indicada pelo médico por suspeita de câncer não tem restrição de idade.
A ANS ressaltou também que os requisitos se referem apenas ao programa de certificação e não tem relação com o chamado rol obrigatório, que é a relação de todos os procedimentos que os planos de saúde são obrigados a custear. O rol atual prevê cobertura obrigatória de mamografia bilateral sempre que houver necessidade e mamografia digital de rastreio para todas as mulheres de 40 a 69 anos.
Disputa
Inicialmente, nos critérios relativos ao câncer de mama, a ANS seguia as recomendações do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que preconizam mamografia de rastreio a cada dois anos, dos 50 aos 69 anos.
As entidades protestaram, argumentando que boa parte dos casos de câncer atingem mulheres com menos de 50 anos, e que essa proporção vem crescendo.
Já o Inca afirma que o rastreamento populacional em mulheres mais jovens é menos eficiente, principalmente por causa da alta densidade das mamas, o que pode gerar falsos positivos, que precisarão ser descartados em outros procedimentos. Como as evidências científicas não apontam aumento de sobrevida com a extensão da faixa etária, o instituto mantém a sua recomendação atual.
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Casos de câncer colorretal devem aumentar 21% no Brasil até 2040
Um estudo inédito da Fundação do Câncer projeta um aumento expressivo de casos de câncer colorretal no Brasil para os próximos anos. Segundo o levantamento, o número de novos casos deve ter um crescimento estimado de 21% entre 2030 e 2040.
De acordo com a fundação, o aumento pode ser atribuído ao envelhecimento da população brasileira, à baixa adesão a hábitos saudáveis e, sobretudo, à falta de programas de rastreamento eficazes.
Também chamado de câncer de cólon e reto ou câncer de intestino grosso, o câncer colorretal figura entre os cinco principais tipos de câncer que acometem homens e mulheres em todo o mundo.
A fundação alerta que, atualmente, não existe um protocolo específico no Brasil para rastreamento do câncer colorretal. Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, a indicação é que o exame de colonoscopia seja feito a cada dez anos, a partir dos 50 anos de idade, para pacientes assintomáticos.
De acordo com o estudo, a maioria dos casos de câncer colorretal no país será observada entre pessoas com mais de 50 anos, grupo considerado de maior risco. A estimativa é que mais de 88% dos casos em 2040 estarão concentrados nessa faixa etária.
Entenda
O levantamento mostra uma projeção da evolução da doença entre homens e mulheres para 2030-2035-2040, feita com base nos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP), nos números de óbitos registrados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e nas projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para os anos de 2030, 2035 e 2040.
As estimativas de casos novos no Brasil indicam um aumento de cerca de 21% entre 2030 e 2040 (de 58.830 para 71.050 casos, respectivamente). As regiões Centro-Oeste (32,7%) e Norte (31,13%) devem registrar os maiores incrementos da doença e o Sudeste, o menor (18%).
Apesar do menor percentual de crescimento em relação à média brasileira, o Sudeste apresenta números absolutos maiores que outras regiões. A projeção é de um crescimento de 32.410 casos em 2030 para 38.210 em 2040.
A incidência da doença, segundo o estudo, é equivalente entre os sexos feminino e masculino, com exceção das regiões Centro-Oeste e Sul, onde os homens apresentam valores levemente superiores aos das mulheres.
Para que essas tendências não se concretizem, a fundação reforça a importância de adaptar estratégias de prevenção e de diagnóstico às realidades locais do país, por meio de ações regionalizadas, permitindo a ampliação de programas de rastreamento, fundamentais para a detecção precoce e, consequentemente, redução da mortalidade.
De acordo com a entidade, a detecção precoce por meio de exames como colonoscopia e pesquisa de sangue oculto nas fezes é fundamental para reduzir a mortalidade causada pela doença.
“No entanto, o rastreamento populacional organizado ainda é um desafio no Brasil, especialmente considerando as dificuldades enfrentadas por países de baixa e média renda”, avaliou a fundação, citando pontos como infraestrutura inadequada dos sistemas de saúde, dificuldade de acesso aos exames e adesão reduzida da população devido à falta de conscientização e ao medo do diagnóstico.
Além da regionalização de políticas públicas e da alocação de recursos de acordo com as necessidades específicas de cada região, a entidade considera fundamental reduzir desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer colorretal.
Outra estratégia consiste em ações que impactam nos fatores sociais de prevenção à doença, como mudanças no estilo de vida, por meio de práticas saudáveis na alimentação, na atividade física e na redução de fatores de risco, incluindo tabagismo e consumo de carne processada.
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Como a IA pode aprimorar diagnósticos por imagem
Por Augusto Oliveira
A Inteligência Artificial (IA) está transformando diversas áreas da saúde, e a radiologia se destaca como um dos campos mais impactados por essa revolução tecnológica. Com a capacidade de analisar imagens médicas com rapidez e precisão, a IA otimiza diagnósticos e amplia as possibilidades de personalização e eficiência nos tratamentos.
Nos últimos anos, algoritmos de aprendizado profundo passaram a ser utilizados para identificar padrões em exames como tomografias, ressonâncias magnéticas e raios-X. Esses sistemas conseguem detectar anomalias com precisão comparável – e, em alguns casos, superior – à dos próprios especialistas, permitindo diagnósticos precoces e reduzindo o risco de erros médicos. Estudos indicam que a IA pode auxiliar na identificação de doenças como câncer, pneumonia e fraturas ósseas com alta acurácia.
Além da análise de imagens, a IA tem potencial para melhorar fluxos de trabalho nos hospitais e clínicas, reduzindo a sobrecarga dos profissionais de saúde. Sistemas inteligentes podem classificar exames de acordo com a urgência, otimizando a priorização de casos graves. Outro avanço que pode ser mencionado está na automação de relatórios, que acelera a entrega de laudos e libera mais tempo para que radiologistas se concentrem na tomada de decisões clínicas.
Apesar dos avanços, desafios ainda precisam ser superados. A integração da IA nos sistemas de saúde exige investimentos em infraestrutura, treinamento profissional e regulamentação. Questões éticas, como a responsabilidade por eventuais erros algorítmicos e a necessidade de transparência nos diagnósticos automatizados, também são aspectos fundamentais para a adoção segura dessa tecnologia.
O futuro da radiologia não está na substituição dos especialistas, mas na colaboração entre humanos e máquinas. A IA surge como uma ferramenta para potencializar a expertise dos radiologistas, garantindo diagnósticos mais rápidos, precisos e acessíveis. À medida que essa tecnologia evolui, cabe ao setor médico adotá-la de forma estratégica, assegurando que os benefícios cheguem a todos os pacientes de maneira ética e segura.
*Augusto Oliveira é CEO da Alko do Brasil.
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Assessoria de Comunicação
UTI Top Performer 2025: dos 13 hospitais privados goianos citados, 10 são associados da Ahpaceg
Escrito por AdministradorA AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) e a Epimed Solutions divulgaram os resultados da edição 2025 do Registro UTIs Brasileiras, que reconhece e certifica as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de melhor desempenho no País.
Dos 13 hospitais privados goianos citados na restrita lista de UTI Top Performer 2025, 10 são associados da Ahpaceg (Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás)
O projeto, criado há mais de dez anos, avalia o perfil epidemiológico das UTIs brasileiras e reconhece e premia as que demonstraram excelência em desempenho e qualidade no atendimento a pacientes críticos.
Confira a lista dos associados da Ahpaceg que se destacaram nesta jornada de excelência!
Hospital de Acidentados
Hospital do Coração Anis Rassi (também Top UTI Cardiológica Eficiente)
Hospital do Rim de Goiânia
Hospital e Maternidade Santa Bárbara
Hospital Mater Dei
Hospital São Francisco de Assis
Instituto de Neurologia de Goiânia
Hospital Santa Mônica (Aparecida de Goiânia)
Hospital Evangélico Goiano (Anápolis)
Hospital Santa Terezinha (Rio Verde)
“Parabéns aos associados e parabéns à AMIB e Epimed pela iniciativa que traz transparência para o sistema, informa o paciente sobre o que é seguro, através de parâmetros confiáveis, e ainda estimula uma "competição" saudável entre os prestadores da mesma região”, diz o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou.
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Escrito por Administrador
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O setor de saúde está em constante crescimento, e os profissionais envolvidos para atuar na gestão hospitalar, administração de clínicas e laboratórios são cada vez mais valorizados.
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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Teto para reajuste de medicamentos será divulgado nesta segunda
Ministro Padilha busca guinada na Saúde, investe em vacinação e enfrenta mesmos obstáculos de Nísia
Brasileiros gastaram mais de R$ 215 bilhões com medicamentos em 2024
https://medicinasa.com.br/reajuste-medicamentos/
Relatório do IESS analisa empregabilidade na cadeia produtiva da saúde
https://medicinasa.com.br/economia-mercado-trabalho/
Einstein e Anvisa formam parceria para acelerar regulação de inovações na saúde
AGÊNCIA BRASIL
Teto para reajuste de medicamentos será divulgado nesta segunda
Limite de reajuste máximo visa proteger consumidores
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) divulga, nesta segunda-feira (31), a lista com o novo teto de preços dos remédios vendidos em farmácias e drogarias. A Lei nº 10.742, de 2003, que trata da regulação do setor farmacêutico, prevê o reajuste anual dos medicamentos.
Isso não significa, entretanto, que haverá aumento automático dos preços praticados, mas uma definição de teto permitido de reajuste. Cabe aos fornecedores – farmacêuticas, distribuidores e lojistas - fixarem o preço de cada produto colocado à venda, respeitados o teto legal estabelecido e suas estratégias diante da concorrência.
Para definição dos novos valores, o conselho de ministros da CMED leva em consideração fatores como a inflação dos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a produtividade das indústrias de medicamentos e custos não captados pela inflação, como o câmbio e tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado.
Em 2024, por exemplo, o reajuste anual do preço de medicamentos foi de 4,5%, equivalente ao índice de inflação do período anterior. A lista com os preços máximos que podem ser cobrados pelos produtos fica disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a Anvisa, a lei prevê um reajuste anual do teto de preços com o objetivo de proteger os consumidores de aumentos abusivos, garantir o acesso aos medicamentos e preservar o poder aquisitivo da população. Ao mesmo tempo, o cálculo estabelecido na lei busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos.
Caso o consumidor encontre irregularidades, é possível acionar os órgãos de defesa do consumidor, como os Procons e a plataforma consumidor.gov.br. Também é possível encaminhar denúncia diretamente à CMED, por meio de formulário disponível na página da Anvisa.
A CMED é composta pelos ministérios da Saúde, Casa Civil, da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária exerce a função de secretaria executiva, fornecendo o suporte técnico às decisões.
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O GLOBO
Ministro Padilha busca guinada na Saúde, investe em vacinação e enfrenta mesmos obstáculos de Nísia
Alice Cravo
Avaliação é que Nísia Trindade fez um bom trabalho, mas pecou nas estratégias de comunicação, foco de Padilha agora.
Cobrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dar uma guinada na pasta diante da crise de popularidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deu a largada na gestão aumentando a divulgação das campanhas de vacinação e buscando novas estratégias para o combate à dengue. A ordem do Palácio do Planalto é centrar as forças no que foi considerado um "gargalo" da gestão de Nísia Trindade. A lista inclui a diminuição das filas para consultas e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS), problema histórico e visto dentro do governo como o mais difícil de ser resolvido a curto prazo.
Padilha completa hoje três semanas no cargo. Nos últimos dias, levou o Zé Gotinha para um culto na Assembleia de Deus, em São Paulo, e para a final do Campeonato Paulista entre Corinthians e Palmeiras. Ao tomar posse, o ministro anunciou que viajaria o país ao lado do personagem com o intuito de fazer com que "o Brasil volte a ter o maior e mais diverso programa de vacinação do sistema público do mundo".
O ministro também determinou mudanças nas estratégias de comunicação sobre vacinação, com campanhas específicas para as redes sociais e o retorno das peças para a televisão. A pasta disse, em nota, que "o reforço das ações de comunicação contemplam, principalmente, ações de mobilização e parcerias orgânicas, além dos recursos do Ministerio da Saúde já disponíveis para campanhas de interesse público na ordem de R$ 250 milhões por ano".
- Vamos fazer uma campanha forte. Eu vou procurar as igrejas, sobretudo nas regiões mais vulneráveis. Vou procurar artistas, influenciadores nas redes sociais, torcidas uniformizadas, times de futebol. Queremos um movimento amplo para superar o número de doses aplicadas no ano passado - disse Padilha na semana passada, durante entrega de doses contra a Influenza.
Ao longo do mês, Padilha também lançou mudanças na estratégia de vacinação contra a influenza, que teve 55% do público alvo prioritário imunizado em 2024. Ao todo, são 81 milhões de pessoas nesse recorte, que abraça a população idosa, gestantes, puérperas, profissionais de saúde, professores, agentes de segurança pública, população carcerária, deficientes, pessoas com doença crônica, indígenas e outros.
Agora, o Ministério da Saúde afirmou que a vacina ficará disponível durante todo o ano nos postos de saúde, na tentativa de se aproximar na meta de 90% do público prioritário vacinado. O ministério também estrutura já para o próximo mês campanhas de vacinação dentro das escolas. Padilha também tem reforçado com Lula e o vice Geraldo Alckmin o pedido pela presença ativa dos dois nas campanhas.
A campanha de vacinação em igrejas é vista como um ponto importante por especialistas, pela possibilidade de alcançar um público que pode enfrentar resistências à imunização. Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai destaca que ação precisa alcançar também a televisão para alcançar parte significativa da população e entrar no terreno de combate à desinformação.
- Não podemos achar que todo mundo se informa pelas redes sociais. Mas é importante ocupar esse espaço também, porque estudos mostram que é por ali que se informam as pessoas que não se vacinam ou têm dúvidas sobre a vacinação - afirmou a médica, ressaltando ainda que a atuação precisa ser segmentada. - A estratégia para uma cidade grande não é igual para uma aldeia indígena. O ministério tem que entender qual é a preocupação da região sobre a vacinação. Por que as pessoas daquela localidade não vão nos postos de saúde. É o calor? O horário de funcionamento? Violência?
Em sua passagem de dois anos no ministério, Nísia enfrentou dificuldades para atingir as metas de vacinação, um dos pontos usados nos bastidores do governo para justificar a sua saída do comando da pasta. A avaliação é que ela fez um bom trabalho para recuperar os níveis de vacinação do país diante do cenário herdado da gestão de Jair Bolsonaro, mas pecou nas estratégias de comunicação, foco de Padilha agora.
Também está na lista do ministro melhorar o acesso a consultas e cirurgias no SUS, outro ponto que provocou insatisfação de Lula com Nísia. Padilha pretende avançar com o Programa Mais Acesso a Especialistas, que prevê medidas para tornar mais rápido o acesso da população ao atendimento em cinco áreas com mais demanda (oncologia, oftalmologia, cardiologia, ortopedia e otorrinolaringologia). Lula tem apostado no programa como uma marca para seu terceiro mandato e tem cobrado insistentemente resultados, o que ainda não ocorreu. Procurada, Nísia não respondeu.
Como o GLOBO mostrou, dados obtidos junto ao Ministério da Saúde via Lei de Acesso à Informação mostram que pacientes precisam aguardar, em média, 52 dias para realizar uma cirurgia pelo SUS. Além disso, o levantamento também mostra que lacunas de atendimento especializado no país, com pacientes que precisam viajar longas distâncias para se consultar com especialistas pelo SUS.
Logo na primeira semana à frente da pasta, Padilha anunciou a expansão do programa Mais Médicos, tentando usá-lo para reduzir o gargalo de especialistas. Dentro dessa ideia, minimizar as demandas da atenção primária teria impacto na redução da necessidade de atendimentos especializados e, consequentemente, amenizaria o problema das filas.
O senador Hiran Gonçalves (PP-RR), médico e presidente da Frente Parlamentar de Medicina, afirma que o governo "vai na direção errada" ao seguir investindo em atenção primária. A explicação dada pelo parlamentar é que hoje faltam vagas para formar médicos em áreas como cardiologia, neurologia e ortopedia, gargalos de atendimento no SUS, enquanto há formação suficiente de médicos para a atenção primária.
- Mas isso é complexo de resolver. Sobra vaga em medicina da família, mas cardiologia, ortopedia, oftalmologia, neurologia, não têm vagas, justamente onde mais precisa de especialista no SUS. Tem que fazer trabalho junto com o Ministério da Educação para a residência médica conseguir preparar mais especialistas - disse Hiran.
Dengue preocupa Nas primeiras semanas, Padilha também se reuniu com membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Ele ouviu dos secretários um pedido por mais recursos, em especial para cirurgias eletivas, habilitações de serviços e melhorias da rede assistencial nos estados.
O ministro ouviu ainda um grupo de especialistas em dengue, ponto de preocupação do ministério diante da ameaça do tipo 3 do vírus, que pode causar nova explosão de casos. Há, ainda, o desafio de aumentar o índice de vacinação. A necessidade de mudanças na estratégia empenhada até aqui já foi identificada pela equipe.
Na ocasião, Padilha abordou a situação da dengue, com atenção especial para São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O ponto principal discutido foi o manejo clínico dos pacientes e o diagnóstico, que pode evitar o agravamento dos quadros. Houve, ainda, encaminhamentos sobre a possibilidade do aumento de internações por dengue.
- Já estamos com o pico acontecendo em algumas regiões. Não dá para esperar. O grande ponto agora é a circulação dos três sorotipos e algumas regiões com maior conversão de casos graves. Existe a necessidade de se preparar para um maior número de internações daqui para frente - afirmou presidente do Conass Fábio Baccheretti.
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MEDICINA S/A
Brasileiros gastaram mais de R$ 215 bilhões com medicamentos em 2024
Dados da Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo, mostram que, no ano passado, as famílias brasileiras desembolsaram cerca de R$ 215,8 bilhões com medicamentos — um acréscimo de 9,5% em relação a 2023. Com o reajuste previsto para vigorar a partir de amanhã, dia 1, a tendência é que tais valores sejam ainda maiores ao longo deste ano.
Segundo o levantamento, o estado de São Paulo lidera o ranking nacional, tendo respondido por quase R$ 61,3 bilhões dos gastos, porém foi o Distrito Federal que, na comparação de 2023 para 2024, contabilizou a maior alta — de 25,9% — nas despesas com remédios, resultando em mais de R$ 3,8 bilhões repassados pelas famílias.
Também em crescimento, embora mais lento, está a quantidade de farmácias no Brasil. Nos últimos dois anos, cerca de 4.227 unidades (3,5%) foram abertas, totalizando 123.565 estabelecimentos no ano passado.
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Relatório do IESS analisa empregabilidade na cadeia produtiva da saúde
Enquanto a economia brasileira enfrentou uma queda no número de empregos formais no final de 2024, o setor da saúde teve comportamento distinto, apresentando uma leve alta. A constatação é do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), relatada na nova edição do Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS).
O documento mostra que a empregabilidade na cadeia produtiva da saúde oscilou 0,1% entre setembro e dezembro, enquanto o mercado de trabalho brasileiro, de forma geral, diminuiu 0,6%. Assim, na comparação de dezembro ante setembro, a saúde teve um saldo positivo de 8 mil novos postos de trabalho, enquanto o Brasil registrou, na mesma base comparativa, a perda de 535,5 mil ocupações formais. A saúde representa 10,9% do total de empregos no Brasil. Encerrou 2024 com 5,1 milhões de trabalhadores formais, sendo 4,1 milhões da área privada e aproximadamente 1 milhão no sistema público. O segmento da saúde suplementar teve o acréscimo de 181 mil empregos em 12 meses, impulsionando o setor como todo.
“Os números mostram a força e a resiliência da saúde e confirmam o papel estratégico desempenhado pelo setor na economia brasileira. Enquanto outros setores sofrem com demissões, a saúde continua gerando empregos”, analisa José Cechin, superintendente executivo do IESS.
Principais destaques do Relatório:
Saúde x Economia Geral: Enquanto o mercado de trabalho brasileiro recuou 0,6%, e a economia sem considerar o setor da saúde caiu 0,7%; a cadeia produtiva da saúde apresentou leve alta de 0,1%;
Panorama do Emprego no Brasil: O saldo de empregos formais foi negativo em 535,5 mil postos, com as respectivas quedas nos setores de Serviços (-257,7 mil), Indústria (116,4 mil), Construção (-89,6 mil), Agropecuária (-46,6 mil) e Comércio (-25 mil);
Setor Privado em Expansão: A área privada da saúde registrou alta de 0,1%, enquanto o setor público diminuiu 0,4%;
Desempenho Regional: O setor de saúde cresceu no Nordeste (alta de 0,5%), Centro-Oeste (alta de 0,4%), Sul (alta de 0,4%) e Sudeste (alta de 0,2%), mas teve retração no Norte, ficando negativo em 1,5%.
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ESTADÃO
Einstein e Anvisa formam parceria para acelerar regulação de inovações na saúde
A análise feita pela agência varia de acordo com cada produto, levando, em média, de 6 a 18 meses
O Hospital Israelita Albert Einstein e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária firmaram uma parceria em busca de acelerar a regulação de novas tecnologias de saúde . O objetivo é reduzir o tempo para que a população tenha acesso a novos métodos de diagnóstico, terapias, tratamentos, equipamentos médicos e insumos.
A análise feita pela Anvisa varia de acordo com cada produto, levando, em média, de 6 a 18 meses. Pacientes, principalmente aqueles com doenças como o câncer, pressionam por liberações mais rápidas. Em agosto do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a cobrar mais celeridade da agência.
"Nós vivemos em um mundo altamente tecnológico, que requer a incorporação de um número cada vez maior de produtos e serviços para o cidadão. Nosso desafio é acompanhar essa velocidade", explica o gerente-geral de Conhecimento, Inovação e Pesquisa da Anvisa, Artur Iuri Alves de Sousa. Ele ressalta que, embora o processo de regulação possa parecer "uma trava", é por meio desse procedimento que se garante a segurança das inovações médicas para seu uso pela população. Sousa também destaca que um dos principais empecilhos enfrentados pela agência é a falta de servidores.
A primeira etapa do projeto com o Einstein, realizado por meio do Proadi-SUS , foca em diagnosticar os desafios que prolongam a análise da Anvisa. Já a segunda fase vai buscar soluções adotadas por agências de outros países para tornar a regulação mais rápida. Depois, a ideia é adaptar e incorporar essas soluções ao cenário brasileiro.
"O componente regulatório é importante no processo de inovação na área da saúde. Ter uma agência que entenda isso é um ativo para o país atrair novas tecnologias", explica Rodrigo Demarch, diretor de Inovação do Einstein.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
'Doutora Helena' robô ajuda médicos nas cirurgias
Danúbio Antonio de Oliveira, presidente da Unimed Federação Centro Brasileira, é eleito diretor da Unimed do Brasil
https://www.congressonews.com.br/2025/03/danubio-antonio-de-oliveira-presidente.html
Medicamentos terão aumento de até 5,06% a partir de segunda-feira (31/3)
Clínicas denunciam atraso em repasses para atendimento a pacientes renais
Chega a 16 o número de mortes por dengue em Goiás este ano
Após relatos de reações adversas, Anvisa interdita creme dental da Colgate
Integração e proteção de dados são essenciais para a saúde
https://medicinasa.com.br/protecao-dados/
Oncoclínicas e Hapvida anunciam colaboração na área de oncologia
https://medicinasa.com.br/oncoclinicas-hapvida/
Saúde não pode esperar o Open Health alcançar o Open Finance
https://medicinasa.com.br/ia-open-health/
TV ANHANGUERA
'Doutora Helena' robô ajuda médicos nas cirurgias
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CONGRESSO NEWS
Danúbio Antonio de Oliveira, presidente da Unimed Federação Centro Brasileira, é eleito diretor da Unimed do Brasil
Em Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada na última quarta-feira, 26 de março, o presidente da Unimed Federação Centro Brasileira, Danúbio Antonio de Oliveira, foi eleito diretor de Administração e Finanças da Unimed do Brasil para o período de 2025 a 2029. A eleição aconteceu durante a reunião, que contou com a presença de dirigentes das Federações Unimeds e das Intrafederativas de todo o país.
A chapa única que concorreu à eleição foi liderada pelo presidente reeleito Omar Abujamra Junior, que assumirá mais um mandato à frente da Unimed do Brasil. A participação de Danúbio Antonio de Oliveira na nova Diretoria Executiva da Unimed do Brasil é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido na Federação e à força do Sistema Unimed em Goiás e no Tocantins.
Confira a composição da nova Diretoria Executiva:
Omar Abujamra Júnior – presidente
Paulo Roberto Fernandes Faria – vice-presidente
Danúbio Antonio de Oliveira – diretor de Administração e Finanças
Gualter Lisboa Ramalho – diretor de Desenvolvimento de Mercado
Marcos de Almeida Cunha – diretor de Gestão de Saúde
Claudio Laudares Moreira – diretor de Intercâmbio
Márcio Pizzato – diretor de Regulação, Monitoramento e Serviços
No discurso de posse, o presidente Omar Abujamra Junior destacou a importância da cooperação e do cooperativismo no fortalecimento do Sistema Unimed, ressaltando que a união das vocações da medicina e do propósito comum têm sido a chave para o sucesso e a construção de um futuro melhor para a saúde no Brasil. Ele agradeceu aos membros da gestão anterior e saudou os novos integrantes da Diretoria Executiva.
Quem é Danúbio Antônio de Oliveira
Médico especialista em Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva, é cooperado do Sistema Unimed há 35 anos. Está à frente da Unimed Federação Centro Brasileira desde 2018 e já foi presidente da Unimed Anápolis (GO) por vários mandatos e diretor Administrativo e Financeiro da Unimed Cerrado de 2010 a 2018. Especialista em Gestão de Cooperativas de Saúde pela Universidade Católica de Goiás e em Gestão Estratégica em Marketing pela Universidade Estadual de Goiás, é conselheiro de Administração da Cooperativa de Crédito Sicoob UniCentro Norte Brasileiro, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Evangélica de Goiás e diretor médico da APAE Anápolis. No período de 2008 a 2011, foi presidente da Associação Médica de Anápolis. Pela Unimed do Brasil, já atuou como presidente da Câmara Arbitral do Fórum Unimed (gestão 2021-2025).
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A REDAÇÃO
Medicamentos terão aumento de até 5,06% a partir de segunda-feira (31/3)
A partir da próxima segunda-feira (31/3), os preços dos medicamentos em todo o Brasil ficarão mais caros. Estimativa baseada na fórmula de cálculo elaborada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) indica reajuste de até 5,06%. O percentual, que serve como teto para as farmacêuticas, corresponde à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro.
O reajuste médio, porém, deverá ser menor, ficando em 3,48%, o menor patamar desde 2018. Os números de 2025 serão divulgados pela Cmed, que é o órgão responsável pela regulamentação de preços.
Cálculo
O percentual de reajuste anual é calculado com base na inflação, da qual é descontada a produtividade da indústria farmacêutica e à qual são somados os custos de produção não captados pelo IPCA, como variação cambial, tarifas de energia elétrica e variação de preços de insumos. O cálculo considera ainda três faixas de ajuste, de acordo com os níveis de concentração de mercado - do mais competitivo à menor concorrência.
Embora o novo reajuste passe a valer a partir de 31 de março, não significa que todos os medicamentos terão aumento imediato. O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) afirma que a grande concorrência entre as empresas do setor farmacêutico regula e segura os preços dos medicamentos.
Segundo o sindicato, os fabricantes e farmácias podem optar por repassar os aumentos de forma gradual ou absorver parte dos custos. Além disso, medicamentos com o mesmo princípio ativo e para o mesmo tipo de tratamento são vendidos por diferentes empresas e em milhares de pontos de venda, o que favorece a concorrência e pode segurar os preços.
A saída é pesquisar
Para quem depende de medicamentos de uso contínuo, a recomendação é pesquisar preços e aproveitar promoções para minimizar o impacto do reajuste. Além disso, programas de desconto oferecidos por laboratórios e farmácias podem ajudar a minimizar o impacto no bolso.
Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma, afirma que, dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais, aumentos podem demorar meses ou até nem acontecer. Ele lembra que o setor farmacêutico é o único segmento de bens de consumo da economia brasileira submetido ao controle de preços. As indústrias farmacêuticas estão autorizadas a reajustar os preços de seus produtos somente uma vez por ano.
Em nota, o Sindusfarma diz que, no marco do atual modelo de controle de preços de medicamentos, "as empresas do setor têm notórias dificuldades para equilibrar suas contas. Na série histórica, o reajuste acumulado de preços de medicamentos está abaixo da inflação geral (IPCA)".
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Clínicas denunciam atraso em repasses para atendimento a pacientes renais
A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) denuncia atraso no repasse de verbas federais destinadas ao custeio de sessões de hemodiálise em Goiânia. Segundo a entidade, o atraso no pagamento coloca em risco o tratamento de cerca de 1,8 mil pacientes renais crônicos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme a ABCDT, o repasse, referente aos serviços prestados em outubro de 2024, foi feito pelo Ministério da Saúde ao município em 27 de novembro do mesmo ano e pela legislação, os valores deveriam ter sido transferidos às clínicas conveniadas até 2 de dezembro, mas, até o momento, o pagamento ainda não foi realizado.
Procurada pelo jornal A Redação, a Secretaria Municipal de Saúde informou que "na atual gestão, os pagamentos a todos os prestadores de serviços de saúde estão sendo feitos em dia, assim que a prefeitura recebe os recursos do Ministério da Saúde". Por meio de nota, a prefeitura também comunicou que apenas uma clínica está sem receber, devido a problemas burocráticos da empresa.
De acordo com a ABCDT, mesmo sem receber os recursos, as clínicas de diálise conveniadas em Goiânia seguem atendendo os pacientes, mas alertam para o risco iminente de interrupção dos serviços. “As clínicas seguem prestando atendimento sem saber até quando conseguirão continuar''.
“É inadmissível que serviços essenciais para a sobrevivência de pacientes renais sejam prejudicados por atrasos no pagamento. A falta de penalizações para os gestores que descumprem os prazos só piora a situação”, declara o presidente da ABCDT, Dr. Yussif Ali Mere Júnior.
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Chega a 16 o número de mortes por dengue em Goiás este ano
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) divulgou nesta quarta-feira (26/3) dados atualizados sobre o monitoramento de dengue em Goiás. Segundo a pasta, o número de mortes causadas por complicações da doença, em 2025, subiu para 16. Outros 40 casos, que resultaram em óbito, seguem em investigação.
No estado, ainda de acordo com dados da SES-GO, foram confirmados 26.421 casos de dengue em 2025. No total, 50.021 casos da doença foram notificados.
Goiânia
Neste ano, Goiânia registrou 291 casos de dengue com sinais de alarme e 22 casos de dengue na forma mais grave da doença, que anteriormente era chamada de dengue hemorrágica. Apesar da alta no número, o cenário epidemiológico em Goiânia é menos crítico do que o registrado em 2024. O município já havia registrado 7.710 casos de dengue no mesmo período do ano passado e dois óbitos causados pela doença confirmados.
Cuidados
Para evitar a situação crítica ocorrida em 2024, é importante manter limpas e trocar a água das vasilhas dos animais de estimação, cobrir piscinas quando não estão em uso, usar repelentes e sempre que possível utilizar telas de proteção em janelas e ralos.
“Quando falamos em água parada, é preciso que a população tenha atenção a objetos que podem estar espalhados pelo quintal, como pneus, garrafas, baldes, lixeiras e a água acumulada embaixo dos vasos de plantas, além do cuidado com calhas e telhas, que podem acumular água na laje ou na parte superior da residência”, ressalta o superintendente de Vigilância Epidemiológica, Flávio Toledo.
Vacina
A vacina contra a dengue em Goiânia é ofertada nas seguintes unidades de saúde: CS Vila Boa, CIAMS Urias Magalhães, CSF São Judas Tadeu, CSF Guanabara I, CS Cândida de Morais, CSF Jardim Curitiba I, CSF Jardim Primavera, CSF São Carlos, CS Chácara do Governador, CS Jardim Novo Mundo, CSF Riviera, CSF Parque Ateneu, CSF Recanto das Minas Gerais, CSF Ville de France, CS Goiá, CSF Eldorado Oeste, CSF Jardim Cerrado IV, CSF São Francisco, CSF Vera Cruz II, CS Cidade Jardim, CS Esplanada dos Anicuns, CSF Vila Santa Helena, Faculdade de Nutrição – UFG.
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PORTAL TERRA
Após relatos de reações adversas, Anvisa interdita creme dental da Colgate
A venda da linha Clean Mint , da marca Colgate, foi suspensa em todo o País por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (27) e tem caráter preventivo. Segundo o órgão, o produto será investigado após múltiplos relatos de lesões bucais associados ao uso.
A Anvisa informou que a decisão foi motivada por um número significativo de relatos de eventos adversos associados ao uso do produto . A pasta poderá determinar a suspensão definitiva da fabricação e comercialização, caso os riscos à saúde sejam confirmados.
As reclamações se intensificaram após uma reformulação promovida pela Colgate no fim de 2024. Os produtos das linhas Total 12 e Clean Mint passaram a se chamar Prevenção Ativa , com a promessa de proteção mais eficaz contra doenças bucais.
No entanto, usuários relataram reações alérgicas e inflamatórias, como inchaço na boca, ardência nas gengivas, feridas e aumento de sensibilidade. As queixas passaram de mil na plataforma ReclameAqui, desde o lançamento da nova versão em novembro do ano passado.
Segundo a Anvisa, os casos foram classificados como eventos adversos relacionados ao uso de cremes dentais da marca Colgate que, recentemente, passaram por mudanças em sua formulação .
A principal alteração foi a substituição do fluoreto de sódio pelo fluoreto de estanho - composto químico com ação antimicrobiana. Apesar de aprovado por agências regulatórias internacionais, o ingrediente pode causar reações em pessoas sensíveis.
A marca sustentou, à época do lançamento, que havia desenvolvido a melhor fórmula da história para prevenção de doenças bucais . Em vídeo publicitário, declarou: A fórmula superior de Colgate Total, como nenhuma outra, destroi as bactérias e cria uma poderosa barreira de proteção por até 24 horas, e previne que elas voltem .
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MEDICINA S/A
Integração e proteção de dados são essenciais para a saúde
Por Karlyse Claudino Belli
A gestão e a qualidade dos dados são desafios contínuos no setor de saúde, onde informações precisas e acessíveis são essenciais para tomadas de decisão eficazes. A integridade dos dados afeta diretamente a segurança do paciente, a eficiência dos tratamentos e o cumprimento de regulamentações.
É essencial que, com o rápido avanço da tecnologia, a gestão de informações sensíveis seja feita de forma responsável e segura para prevenir o vazamento de dados. A fim de garantir que os dados dos pacientes sejam gerenciados de forma legal e ética com processos rigorosos de controle, monitoramento e auditoria, além da implementação de medidas de segurança robustas.
A qualidade dos dados no setor de saúde é muitas vezes comprometida por múltiplos fatores, como a dispersão das informações entre diferentes sistemas, a falta de padronização e a entrada manual de dados, que podem gerar erros. Além disso, o crescimento exponencial de dados não estruturados, como as notas clínicas e os resultados de exames, torna a gestão ainda mais complexa. Com isso, a presença de informações inconsistentes pode prejudicar a tomada de decisões clínicas e operacionais, afetando a segurança dos pacientes.
Assim, investimentos em ferramentas de integração de dados são essenciais para conectar diferentes sistemas e melhorar a interoperabilidade. Sistemas de saúde frequentemente operam em silos, com informações distribuídas entre hospitais, clínicas e laboratórios, o que pode dificultar a visão completa da jornada do paciente. A integração de dados entre plataformas clínicas, administrativas e financeiras, utilizando tecnologias como APIs e interfaces de interoperabilidade, permite uma gestão mais eficiente e a garantia de dados de alta qualidade.
A integração também facilita a padronização das informações, o que é fundamental para assegurar a consistência e confiabilidade dos dados. AS soluções de integração de dados oferecem uma forma automatizada e precisa de consolidar as informações, reduzindo o risco de erros humanos e melhorando a qualidade dos dados disponíveis para os profissionais de saúde.
Além da integração, a cibersegurança desempenha um papel fundamental na proteção dos dados dos pacientes. O aumento de ataques cibernéticos direcionados ao setor de saúde exige que as organizações adotem medidas de segurança rigorosas. Investir em criptografia de dados, autenticação multifatorial e sistemas de monitoramento contínuo são passos essenciais para garantir a proteção contra acessos não autorizados e garantir a privacidade das informações sensíveis.
Além disso, a criação de uma cultura organizacional que valorize a segurança da informação é fundamental. Treinamentos regulares para os colaboradores, como médicos, enfermeiros e pessoal administrativo, sobre boas práticas de segurança cibernética podem reduzir o risco de violações e aumentar a conscientização sobre a importância de proteger os dados dos pacientes.
A gestão e qualidade dos dados no setor de saúde apresentam desafios complexos, mas com a adoção de ferramentas adequadas de integração, cibersegurança e procedimentos de controle, é possível garantir a integridade e proteção dos dados dos pacientes. As organizações de saúde devem investir de forma contínua em tecnologias e processos que melhorem a qualidade dos dados, assegurando um cuidado de saúde mais seguro, eficiente e em conformidade com as regulamentações.
*Karlyse Claudino Belli é Head de dados na iHealth & DoctorAssistant.ai group
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Oncoclínicas e Hapvida anunciam colaboração na área de oncologia
A Oncoclínicas&Co, grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina, e a Hapvida NotreDame, empresa de saúde integrada do Brasil, anunciam colaboração para oferecer atendimento ambulatorial em oncologia. A iniciativa beneficiará mais de 600 mil vidas na região metropolitana de São Paulo e tem potencial de expansão para o interior do estado paulista, além de outras regiões como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná nos próximos meses. O serviço de radioterapia, hoje já contemplado para alguns produtos da Hapvida, também poderá ser ampliado.
Essa é a primeira iniciativa desse porte da Hapvida, companhia de saúde que se destaca entre as maiores do Brasil, junto a um prestador especializado em oncologia. O objetivo das instituições é proporcionar soluções de excelência e custo-efetivas para pacientes, beneficiários e para a sociedade como um todo.
De acordo com a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), da Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência global de câncer deverá aumentar significativamente nos próximos anos, com estimativas que apontam para mais de 35 milhões de novos casos anuais até 2050. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta cerca de 704 mil novos casos anuais no triênio 2023-2025, com tendência de crescimento contínuo. Até 2050, a IARC prevê que o país poderá registrar 1,15 milhão de novos casos anuais, um aumento de 83,5% em relação aos números atuais.
O projeto começou a ser desenhado em outubro de 2024, quando o fundador e CEO da Oncoclínicas, Bruno Ferrari, e a diretoria da Hapvida se reuniram para discutir soluções para os desafios da oncologia suplementar. A partir desse encontro, foi concebido um modelo voltado à excelência na assistência oncológica, com processos mais ágeis e uma integração mais eficiente do cuidado.
A Oncoclínicas é referência em oncologia por meio de uma plataforma que acompanha toda a jornada do paciente, desde o diagnóstico até o tratamento. Seu modelo é reconhecido pelo padrão assistencial humanizado, pela infraestrutura que integra clínicas ambulatoriais e Cancer Centers, e por um Corpo Clínico de excelência. Além disso, a companhia investe continuamente em inteligência de dados, genômica e pesquisa clínica, impulsionando avanços no diagnóstico e tratamento oncológico.
Já a Hapvida conta com mais de 69 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários por meio de um ecossistema integrado. Sua rede própria conecta 88 hospitais, 77 prontos-atendimentos, 341 clínicas médicas e 291 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Com presença estratégica em todas as regiões do Brasil, a empresa combina qualidade assistencial e escala, consolidando-se como protagonista na democratização do acesso à saúde de excelência no país.
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Saúde não pode esperar o Open Health alcançar o Open Finance
Por Erika Fuga
Recentemente a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) emitiu um comunicado comemorando os resultados alcançados pelo projeto de Open Finance que está completando quatro anos de funcionamento. O documento cita, em tom eufórico, que o modelo adotado pelo sistema financeiro brasileiro para o conceito já é o maior do mundo, tanto em escopo de dados, como em volume de chamadas. Realmente os números impressionam.
De acordo com a entidade, houve uma evolução de 43 milhões no número de consentimentos registrados em janeiro de 2024, para 62 milhões em janeiro de 2025. O montante representa um crescimento de 44% no período, o que tem proporcionado um volume superior a 2,3 bilhões de comunicações bem-sucedidas todas as semanas. Toda esta movimentação tem permitido tanto o surgimento de novos produtos, como a portabilidade de crédito, só para citar um caso, quanto a formação de uma base consolidada de dados capaz de impulsionar as mais diferentes formas de aplicação da inteligência artificial no setor.
E tudo isso parece ser apenas o começo já que este ano estão previstas evoluções no modelo, como a estreia da nova governança que tem como novidade prática o início das atividades da Associação Open Finance criada em dezembro de 2024 exclusivamente para operar o sistema.
A comparação de todo este cenário com o estágio de evolução do Open Health poderia até causar uma certa angústia no ecossistema da saúde considerando a distância existente na prática entre um e outro projeto. Mas o que ameniza bastante este sentimento é saber que, na prática, independentemente do Open Health, a Inteligência Artificial já está sendo aplicada no ambiente da saúde e pode ser um grande viabilizador de mudanças importantes e necessárias. Não parece haver dúvidas de que Open Health é uma ferramenta potente e promissora. Afinal, compartilhar dados é uma atividade fundamental para se chegar à excelência de atendimento à saúde que se almeja no futuro, mas mesmo que todas as peças da engrenagem se encaixassem milagrosamente de uma hora para outra hoje, não seria razoável e nem necessário esperar alguns anos para começar a obter resultados semelhantes aos que o Open Finance está agora comemorando.
Felizmente a indústria da saúde entende isso e está com as mãos na massa produzindo avanços substanciais suportados pela IA. Na área da assistência médica, por exemplo, existe uma efervescência de aplicações de IA com objetivo de tornar as decisões médicas mais precisas, mais ágeis e mais rápidas. Nas questões relacionadas à radiologia e à patologia, por exemplo, a IA já é uma realidade. Nas especialidades que envolvem a análises de imagens com algum tipo de padrão e que podem ser comparadas ao histórico registrado em momentos passados a IA já tem feito e oferecido soluções muito precisas para apoiar médicos a chegarem às suas conclusões com maior acurácia.
Outras áreas onde o avanço da IA é nítido são, por exemplo, a área de pesquisa, a cirurgia robótica e a genômica, com a capacidade de processamento das máquinas viabilizando mapeamentos complexos com extrema agilidade .
Já na área da Gestão de Sistemas de Saúde a IA também já começa a trazer resultados, principalmente nas aplicações relacionadas à mitigação dos riscos de fraudes e abusos. Neste caso, a capacidade de processar e modelar muitos dados, consegue trazer informações de comportamentos que vão direcionar gestores para uma análise mais completa e profunda em diversas jornadas. Como exemplo, a comparação entre imagens de documentos médicos e de documentos fiscais viabiliza a identificação de fraudes e abusos em casos como reembolsos indevidos e pagamentos de procedimentos não realizados ou desnecessários, por exemplo.
Neste momento o setor de Saúde está em franco amadurecimento sobre a importância do uso da IA. As operadoras e as empresas de saúde como um todo, lidam com volumes de análises muito grandes com limites óbvios de suas despesas administrativas .São números estratosféricos de autorização para conceder, de faturas para analisar, muitos prestadores para pagar e isso tudo isso atrelado à uma limitação natural de capacity. A IA surge neste sentido como uma oportunidade de estabilizar, reduzir custos e ainda trazer uma jornada mais fluida para o beneficiário. Para tornar isso claro, basta imaginar uma situação na qual a operadora consiga automatizar análises simples e ganhar agilidade em seu tempo de análise.
E isso não se restringe ao uso de chatbots. Temos ferramentas de autorização que conseguem analisar o pedido do médico através de LLM (Large Language Model) e confrontá-lo e com um documento ou uma diretriz técnica e emitindo parecer para o time médico da operadora, apoiando em sua decisão , garantindo a pertinência médica correta e reduzindo erros e desperdícios. Desta forma, a mensagem que fica é que não é preciso e nem recomendável esperar o avanço do Open Health para começar a utilizar o potencial de IA e trazer ganhos significativos para a indústria da saúde. As soluções já estão disponíveis, são facilmente testáveis, possuem simplicidade de integração com sistemas e modelos já e sobretudo tem demonstrado retornos positivos tanto em resultados financeiros como em benefício ao usuário final.
Mãos à obra.
*Erika Fuga é Head de Saúde da Neurotech.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Unimed Goiânia aposta em humanização e lança rede de cuidados paliativos
Judicialização da Saúde no Brasil: Desafios e Soluções
https://ajn1.com.br/type_blogs/judicializacao-da-saude-no-brasil-desafios-e-solucoes/
Mulheres a partir dos 40 anos terão rastreamento do câncer de mama nos planos de saúde, decide ANS
7 tendências digitais da saúde
https://medicinasa.com.br/doctoralia-tendencias-digitais/
Os impactos e desafios das Organizações Sociais de Saúde
https://medicinasa.com.br/impactos-desafios-oss/
Do comércio à saúde: o futuro está em entender antes de vender
https://medicinasa.com.br/comercio-saude/
A REDAÇÃO
Unimed Goiânia aposta em humanização e lança rede de cuidados paliativos
Goiânia - A Unimed Goiânia lançou, nesta quarta-feira (26/3), a Rede de Cuidados Continuados, um projeto voltado à estruturação do cuidado integral e paliativo. Para além de abordar um tema ainda cercado de preconceitos, a iniciativa chama atenção por outro motivo: no país, até o ano passado, havia somente 177 equipes atuando na área — o que coloca o sistema de cooperativas de saúde na dianteira quando o assunto é o acesso a terapias do tipo, que, no contexto de doenças graves e progressivas, surgem como uma abordagem essencial para garantir suporte físico e emocional em momentos em que a cura não é mais possível.
O cenário se intensifica diante de outro dado da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP): mais da metade dessas 177 equipes está no Sudeste. Talvez por isso, a iniciativa da Unimed Goiânia, cujo público-alvo é formado por pacientes com doenças crônicas, graves e progressivas, tenha despertado grande interesse junto aos médicos. Nesta quarta-feira (26/3), na apresentação do projeto, oncologistas, neurologistas e geriatras lotaram o salão da apresentação.
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AGÊNCIA JORNAL DE NOTÍCIAS ONLINE
Judicialização da Saúde no Brasil: Desafios e Soluções
A judicialização da saúde no Brasil é um fenômeno crescente que tem gerado debates intensos sobre a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e a garantia do direito à saúde. Este processo ocorre quando cidadãos recorrem ao Poder Judiciário para obter tratamentos, medicamentos ou procedimentos médicos que não são disponibilizados pelo SUS. Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o direito à saúde como um direito fundamental, a judicialização levanta questões complexas sobre a alocação de recursos e a gestão do sistema de saúde.
A judicialização da saúde apresenta diversos desafios. Primeiramente, há a sobrecarga do sistema judiciário, que precisa lidar com um número crescente de ações relacionadas à saúde. Além disso, a concessão de pedidos judiciais pode ter um impacto significativo no orçamento público, desviando recursos que poderiam ser utilizados para outras áreas prioritárias do SUS.
Outro desafio é a desigualdade no acesso à saúde. Decisões judiciais podem beneficiar indivíduos que têm acesso a advogados e conhecimento sobre seus direitos, enquanto outros, menos informados ou com menos recursos, podem não conseguir o mesmo nível de acesso. Isso pode gerar uma disparidade no tratamento dos cidadãos, contrariando o princípio de equidade do SUS.
Um dos principais focos da judicialização são os medicamentos de alto custo. O SUS possui uma lista de medicamentos essenciais, conhecida como RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais), que é atualizada periodicamente. No entanto, muitos medicamentos de alto custo, especialmente aqueles para doenças raras ou crônicas, não estão incluídos nesta lista, levando os pacientes a buscar a via judicial para obtê-los.
Entre os medicamentos de alto custo fornecidos pelo SUS, destacam-se aqueles para o tratamento de doenças como esclerose múltipla, hepatite viral, AIDS, e câncer. A inclusão desses medicamentos na lista do SUS é um processo complexo que envolve avaliações de custo-efetividade e impacto orçamentário.
Para enfrentar os desafios da judicialização da saúde, é necessário um esforço conjunto entre o Poder Judiciário, o Executivo e a sociedade civil. Uma das soluções propostas é o fortalecimento do SUS, com investimentos em infraestrutura e capacitação de profissionais, além da ampliação do acesso a serviços de saúde de qualidade.
Outra medida importante é a adoção de critérios transparentes e baseados em evidências para a inclusão de novos medicamentos na RENAME. Isso pode ajudar a reduzir a necessidade de judicialização, garantindo que os pacientes tenham acesso aos tratamentos necessários de forma equitativa e eficiente.
Em suma, a judicialização da saúde no Brasil é um fenômeno que reflete tanto as limitações do sistema de saúde quanto a busca legítima dos cidadãos por seus direitos. Enfrentar esse desafio requer uma abordagem integrada e colaborativa, visando a promoção de um sistema de saúde mais justo e sustentável para todos.
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GLOBO
Mulheres a partir dos 40 anos terão rastreamento do câncer de mama nos planos de saúde, decide ANS
Operadoras já eram obrigadas a cobrir o exame de mamografia quando solicitado pelo médico, mas agora devem estruturar um rastreamento mais amplo para obter certificação de boas práticas
A Agência Nacional de Saúde Suplementar ( ANS ) acatou a recomendação de entidades médicas e incluiu, na segunda-feira, que exames de mamografia sejam recomendados para mulheres a partir dos 40 anos, e não mais apenas a partir dos 50.
A medida visa ampliar o diagnóstico precoce da doença, que afeta milhares de brasileiras. Cerca de 44% dos casos e 22% das mortes decorrentes do câncer de mama afetam mulheres abaixo dos 50 anos, segundo dados da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à saúde da Mama (Femama).
Embora as operadoras de planos de saúde já fossem obrigadas a cobrir a mamografia mediante solicitação médica, muitas pacientes enfrentavam o risco de ter seus pedidos negados e não autorizados pelos planos de saúde. Agora, as prestadoras de serviços de saúde terão que ampliar o rastreio para obter certificação de boas práticas.
A mudança segue uma tendência global de antecipar o rastreamento da doença. Estudos científicos mostram que iniciar acompanhamento aos 40 anos e realizar exames a cada um ou dois anos pode reduzir significativamente as mortes por câncer de mama. No ano passado, o US Preventive Services Task Force, dos Estados Unidos, também atualizou suas diretrizes para recomendar mamografias dentro dessa faixa etária.
A ANS incluiu no chamado Manual de Boas Práticas , do programa de certificação em atenção oncológica (Oncorede), a exigência de que operadoras realizem o rastreamento individualizado do câncer de mama para mulheres de 40 a 74 anos, conforme orientação médica e decisão compartilhada, com consentimento livre e esclarecido. Com isso, os prestadores de serviços que quiserem obter um selo de qualidade no atendimento oncológico terão que atender à regra.
Também ficou definido que mulheres entre 50 e 69 anos também passem a ser contatadas, por meio de busca ativa, a cada dois anos, para realizar a mamografia. Já para aquelas acima de 74 anos, o rastreamento deve ser individualizado, conforme a expectativa de vida da população feminina.
Outra recomendação prevista pela ANS que mulheres com risco aumentado para o câncer de mama, independentemente da idade, também poderão ser incluídas no rastreamento individualizado oferecido pelos planos de saúde.
Os informes foram realizados em reunião na segunda-feira com sociedades e entidades médicas, como CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia), SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), AMB (Associação Médica Brasileira) e CFM (Conselho Federal de Medicina).
A classe médica e celebridades que já enfrentaram o câncer de mama - como a apresentadora Ana Furtado, que veiculou publicações em prol de mobilização nas suas redes sociais -, vinham pressionando para mudanças sobre o tema desde que foi realizada a consulta pública pela ANS, entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano.
Entidades médicas veem o rastreamento da mamografia anual para todas as mulheres assintomáticas a partir dos 40 anos como padrão ouro no rastreamento do câncer de mama. Isso porque se alinha às diretrizes internacionais mais modernas e adequadas à realidade epidemiológica brasileira.
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MEDICINA S/A
7 tendências digitais da saúde
Foco total no paciente, maior uso da IA, conectividade, proteção de dados e medicina personalizada e preventiva estão entre as apostas do setor
O futuro da saúde está sendo moldado por inovações digitais que priorizam a experiência do paciente, a eficiência dos processos e a personalização do cuidado. As tendências para 2025 indicam um setor mais conectado, eficiente e seguro, com ferramentas que ajudam médicos e pacientes a se relacionarem de forma mais humana e eficaz.
“Essas mudanças não são apenas uma resposta aos desafios atuais do setor, como a sobrecarga de profissionais e a falta de acesso a cuidados médicos. Elas representam uma revolução na forma como entendemos e praticamos a medicina, com a tecnologia desempenhando um papel fundamental na construção de um sistema de saúde mais acessível e de alta qualidade para todos”, afirma Felipe Locatelli, Gerente de Projetos Estratégicos de IA na Doctoralia, maior plataforma de saúde do mundo e líder em agendamento online de consultas no Brasil.
Segundo o Panorama das Clínicas e Hospitais, colocar o paciente no centro de todo o ecossistema de saúde é a principal aposta do setor para esse ano. Em segundo lugar vem o uso da Inteligência Artificial como um facilitador dos processos médicos mais objetivos e burocráticos. A pesquisa é organizada pela Doctoralia e pela Feegow, healthtech focada em desenvolver soluções inovadoras em gestão para administradores e profissionais de saúde.
A saúde digital, com todos os seus avanços, vem redefinindo a medicina e tornando o paciente o centro do cuidado. De tecnologias de inteligência artificial a plataformas de automação, as tendências para 2025 buscam oferecer soluções mais eficientes, personalizadas e seguras, garantindo uma experiência inovadora e humanizada para o paciente. Confira os sete principais pontos:
Inteligência Artificial (IA): o assistente infalível no consultório médico
A IA já é uma realidade na área da saúde e, em 2025, deve ser intensificada para facilitar a atividade médica e desburocratrizar o atendimento aos pacientes.
No Brasil, os médicos já têm à disposição o Noa, assistente virtual com IA desenvolvido pela Doctoralia. Com o recurso Noa Notes, é possível ter um resumo detalhado das consultas sem que o especialista precise fazer qualquer anotação. A ferramenta permite que os médicos prestem atenção exclusivamente no paciente e, ao mesmo tempo, otimizem o tempo de cada consulta em até 30%.
“O segredo da medicina é o detalhe. E, com a IA, o detalhe não passa despercebido. Na contramão do que muitos profissionais e pacientes temem, a IA não substitui os médicos, mas, sim, potencializa suas habilidades, identificando padrões que podem passar despercebidos. A automação de tarefas, como a anotação de prontuários e o gerenciamento de agendas, libera os profissionais de atividades administrativas para que se concentrem no atendimento direto ao paciente”, comenta Ricardo Alves, pneumologista (CRM-PR 15447), disponível na plataforma Doctoralia.
Automação: combate à sobrecarga das tarefas burocráticas
Com o aumento da demanda por serviços médicos, a automação se destaca como uma solução para tornar os sistemas de atendimentos de saúde mais eficientes. Ferramentas automatizadas já realizam tarefas repetitivas, como agendamento de consultas, envio de lembretes e confirmação de presença, economizando horas preciosas.
“Em um cenário global no qual a sobrecarga dos profissionais de saúde é uma realidade crescente, a automação contribui para otimizar a agenda, reduzir faltas de pacientes e melhorar a produtividade das equipes médicas”, explica Felipe Locatelli. Com a tecnologia, clínicas e hospitais podem atender mais pessoas – e com mais qualidade e foco na experiência da jornada em saúde.
Comunicação omnichannel: fidelização por meio da conectividade
Em um mundo cada vez mais digital, a comunicação com os pacientes precisa ser integrada, acessível e eficaz. Especialmente se considerarmos que 80% das pessoas escolhem um médico com base em avaliações online e, só no Brasil, em 2024, mais de 1,13 milhão de avaliações foram publicadas, segundo dados da Doctoralia.
Nesse sentido, a estratégia omnichannel surge como uma tendência para 2025, oferecendo uma experiência contínua e conectada em todos os pontos de contato. “Hoje, respeitando integralmente a LGPD, médicos devem se comunicar com seus clientes por diversos canais – desde e-mails e WhatsApp até redes sociais e aplicativos de agendamento online. Essa abordagem multicanal não só aumenta a conveniência, como também fortalece a imagem do médico, que passa a ser percebido como acessível e comprometido. Além disso, a comunicação eficiente eleva a fidelização dos pacientes, que tendem a retornar e recomendar os serviços”, afirma José Maurício Orsolini, COO da Doctoralia.
Proteção de dados: garantia de confiança no cuidado médico
À medida que mais dados dos pacientes são digitalizados, a segurança se torna uma prioridade inegociável. A proteção de dados será um dos principais focos da saúde digital em 2025.
Ferramentas avançadas de criptografia, controle de acesso e sistemas de monitoramento contribuem para a garantia de que informações sensíveis permaneçam seguras. “A implementação de soluções robustas de segurança são cruciais para manter a confiança entre médico e paciente”, alerta Locatelli.
Medicina personalizada: tratamentos sob medida
A medicina personalizada está revolucionando a forma como tratamos as doenças. Com base em dados genéticos, históricos clínicos e fatores ambientais, ela oferece tratamentos adaptados às necessidades específicas de cada paciente. Em 2025, espera-se que essa abordagem seja ainda mais comum, com o uso de softwares de interação personalizada e campanhas digitais direcionadas à saúde.
A personalização não só melhora os resultados dos tratamentos, mas também fortalece o vínculo entre médicos e pacientes, que se sentem mais valorizados e engajados no processo de cuidado. A medicina personalizada pode até mesmo prevenir doenças, identificando riscos antes que eles se tornem condições graves.
Medicina preventiva: prevenção com o apoio da tecnologia
Ferramentas digitais, como plataformas de monitoramento da saúde e consultas por telemedicina, tornam o acompanhamento contínuo e a prevenção mais acessíveis e eficazes. Esses recursos são cada vez mais usados pela medicina preventiva, outra grande aposta para este ano, especialmente porque, no Brasil, estudos mostram que mais de 50% da população só vai ao médico quando enfrenta condições severas.
Com o uso da tecnologia, médicos podem detectar precocemente doenças, monitorar condições crônicas e fornecer orientação contínua, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e reduzindo custos com tratamentos de emergência, tornando o sistema de saúde mais eficiente, acessível e sustentável.
Digitalização da saúde: facilitando o acesso e o cuidado continuado
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que três em cada 10 pessoas no mundo não têm condições de buscar atendimento médico adequado. E com apenas 0,24 centavos de dólar por paciente ao ano, é possível salvar 2 milhões de vidas. Nesse cenário, as tendências por atendimentos que aproveitam todo o potencial que a tecnologia pode entregar para a saúde podem fazer a diferença.
A digitalização da saúde, por meio de telemedicina, agendamentos online e terapias digitais, está tornando o cuidado mais acessível e conveniente. Em 2025, espera-se que as consultas virtuais sejam ainda mais comuns, especialmente em áreas remotas ou em situações emergenciais, como as causadas, por exemplo, por desastres naturais.
A digitalização não só melhora o acesso à saúde, mas também aumenta a segurança e o conforto dos pacientes, que podem ser atendidos de forma rápida e segura, sem precisar se deslocar. Além disso, sistemas de agendamento online e farmácias digitais garantem que o atendimento seja organizado e sem falhas.
O futuro da saúde está na transformação digital
Profissionais de saúde que adotarem essas tendências estarão não apenas acompanhando o mercado, mas liderando a transformação, moldando o futuro e garantindo uma experiência de cuidado que realmente transforma vidas.
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Os impactos e desafios das Organizações Sociais de Saúde
A saúde está passando por uma transformação profunda. O envelhecimento populacional, o aumento da incidência de doenças crônicas e os avanços tecnológicos estão redefinindo as necessidades e exigências do setor. Ao mesmo tempo, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta desafios estruturais, como restrições orçamentárias, aumento da demanda e a necessidade de tornar a gestão mais eficiente. Diante desse cenário, o modelo de Organizações Sociais de Saúde (OSS) tem se mostrado uma alternativa viável e eficiente para a sustentabilidade do sistema público.
As evidências confirmam que as OSS são capazes de ampliar o acesso, aumentar a eficiência e otimizar o uso de recursos públicos sem comprometer a qualidade do atendimento. Um estudo recente sobre o modelo no Brasil revelou que hospitais administrados por OSS registraram um aumento médio de 39% no número de internações, além de um crescimento de 23% na rotatividade de leitos e 14% na taxa de ocupação. O tempo médio de permanência dos pacientes caiu 9%, demonstrando uma gestão hospitalar mais ágil e eficaz.
O diferencial do modelo está na flexibilidade de gestão, que permite adaptação rápida às novas demandas assistenciais, contratação eficiente de profissionais e implementação de novas tecnologias. Enquanto a administração direta enfrenta dificuldades com burocracia e rigidez contratual, as OSS conseguem modernizar processos e alinhar suas operações às melhores práticas do setor com rapidez. Esse dinamismo será essencial nos próximos anos, à medida que a digitalização da saúde, o uso de inteligência artificial e a medicina personalizada exigirem novas formas de organização dos serviços.
Apesar dos resultados positivos, o modelo enfrenta desafios que precisam ser superados para garantir sua continuidade e aprimoramento. Um dos principais pontos de atenção é a variação na qualidade da gestão entre diferentes organizações. O estudo apontou que hospitais administrados por OSS mais experientes tiveram um aumento médio de 54% no número de internações, enquanto aqueles sob gestão de OSS menos experientes cresceram apenas 21%. Isso reforça a necessidade de critérios rigorosos na seleção das entidades gestoras, priorizando aquelas com experiência comprovada e capacidade de adaptação a cenários complexos.
Outra questão fundamental é o aperfeiçoamento dos contratos. Hoje, as metas são focadas principalmente no volume de produção, e os incentivos financeiros para qualidade ainda são limitados. O desafio é estabelecer formatos que equilibrem produtividade e excelência assistencial, garantindo que os ganhos de eficiência não comprometam os resultados clínicos e a segurança do paciente.
Além disso, as OSS’s ainda lidam com resistências institucionais e ideológicas que dificultam sua implementação e expansão. Embora o modelo seja reconhecido internacionalmente como uma alternativa eficaz para a gestão de serviços públicos de saúde, ainda há setores que insistem em tratá-lo como uma forma de privatização. Essa narrativa ignora o fato de que os serviços administrados pelas OSS’s continuam sendo 100% SUS, sem cobrança de pacientes e sob fiscalização permanente dos órgãos públicos. O que muda é a gestão, que sai das amarras da burocracia para funcionar com mais eficiência.
A saúde pública precisa de soluções que combinem gestão eficiente, inovação e compromisso social. O modelo OSS se encaixa perfeitamente nesse contexto. Por isso, é preciso aprimorar e expandir essa parceria entre público e privado para que mais brasileiros tenham acesso a uma assistência de qualidade, resolutiva e sustentável.
*Anis Ghattás Mitri Filho é presidente do Grupo Chavantes.
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Do comércio à saúde: o futuro está em entender antes de vender
A maneira como compramos mudou drasticamente nos últimos anos. Mais do que vender produtos, o comércio moderno está aprendendo a compreender o consumidor, criando conexões genuínas e experiências personalizadas. Um dos maiores exemplos dessa transformação é o live commerce na China. Durante esta semana, estou vivendo uma imersão no país e, hoje, tive a oportunidade de conhecer a Kwai e compreender de perto como essa revolução está acontecendo.
O live commerce já movimenta mais de US$ 500 bilhões por ano, representando 20% de todas as compras on-line do país. Com mais de 700 milhões de chineses já tendo adquirido produtos por transmissões ao vivo, plataformas como a Kwai estão convertendo vídeos curtos e interações em um ecossistema de e-commerce dinâmico e altamente eficiente.
No Brasil, esse modelo ainda está dando seus primeiros passos, mas o potencial é imenso. O consumidor brasileiro já demonstra grande engajamento com conteúdos digitais, e o live commerce pode transformar de uma forma nunca vista, o varejo. No entanto, a chave do sucesso não está apenas na tecnologia, mas na maneira como ela é usada para criar conexões reais e atender necessidades específicas, transformando cada compra em uma experiência interativa e confiável.
Mas e se esse modelo não se limitasse ao comércio? E se a saúde também pudesse ser transformada pelo mesmo princípio? Hoje, clínicas acessíveis não vendem apenas consultas. Elas oferecem acesso à saúde, promovem qualidade de vida e incentivam a prevenção. Assim como o e-commerce moderno entende o consumidor antes de oferecer um produto, o setor da saúde precisa compreender o paciente antes mesmo que ele precise de um tratamento. Isso significa investir em tecnologia, informação e prevenção, para que mais pessoas possam cuidar da saúde de maneira acessível e eficaz.
A digitalização na saúde já começou. Ferramentas como inteligência artificial para diagnósticos, telemedicina e monitoramento remoto estão tornando os cuidados médicos mais eficientes e personalizados. Da mesma forma que o live commerce trouxe uma nova forma de interagir com produtos e serviços, a inovação na saúde pode conectar pacientes e profissionais de maneira mais humana e proativa, evitando doenças em vez de apenas tratá-las.
O futuro do comércio e da saúde não é sobre vender, e sim, sobre entender. Empresas que apenas oferecem produtos ou serviços sem criar um relacionamento real com seus clientes ficarão para trás. Já aquelas que investem em compreender, personalizar e antecipar necessidades, estão moldando o futuro. Afinal, o que realmente importa não é o que se vende, mas o impacto que se gera na vida das pessoas.
*Rafael Teixeira é CEO da Clínica da Cidade.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Pacientes relatam que faltam remédios, insumos básicos e produtos de limpeza
Mulher busca morfina para o marido que estava infartando em UPA de Goiânia
Cultura organizacional na saúde: engajar equipes multidisciplinares para felicidade, entrega e excelência operacional
Fraudes consomem mais de 10% das receitas das operadoras de saúde
https://medicinasa.com.br/fraudes-receitas/
Hospitais inteligentes: quais os avanços da IA no Brasil?
https://medicinasa.com.br/hospitais-inteligentes-ia/
Atendimento integrado: estrutura faz diferença no tratamento
https://medicinasa.com.br/atendimento-integrado/
TV ANHANGUERA
Pacientes relatam que faltam remédios, insumos básicos e produtos de limpeza
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Mulher busca morfina para o marido que estava infartando em UPA de Goiânia
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SAÚDE BUSINESS
Cultura organizacional na saúde: engajar equipes multidisciplinares para felicidade, entrega e excelência operacional
Engajar equipes multidisciplinares na área da saúde é um desafio que envolve a construção de uma cultura organizacional sólida e inclusiva. A complexidade do cuidado exige um trabalho conjunto de diversos profissionais, de diferentes especialidades, que precisam atuar de maneira integrada. E, no meio hospitalar, um ambiente colaborativo e bem estruturado pode ser a diferença entre um atendimento eficiente, com pertinência, segurança, humanização e desfecho clínico, e um processo fragmentado.
De acordo com o 2021 Mental Health at Work Report, publicado pela Mind Share Partners, uma cultura organizacional forte é a pedra angular para alinhar o comportamento dos funcionários com os objetivos estratégicos, fomentar a inovação e garantir uma vantagem competitiva de longo prazo 1. E, para mim, essa jornada começa com a definição clara da visão e dos valores institucionais. Quando todos compreendem e compartilham esses princípios, há maior coesão e alinhamento nas ações diárias. E essa cadência e integração não só pode – como deve – estar bem afinada.
Mais do que apenas estabelecer diretrizes, é essencial que a liderança seja a principal promotora dessa cultura, servindo como exemplo e referência. No meu dia a dia, estou presente na rotina da equipe, tendo como prioridade visita a hospitais. Além disso, faço questão de participar de todas as premiações, programas e projetos que incentivam o desenvolvimento dos colaboradores.
Acredito, inclusive, que programas de reconhecimento e valorização desempenham um papel fundamental neste engajamento. O ambiente hospitalar pode ser altamente desafiador e, por isso, é essencial reconhecer os esforços. Celebrar conquistas individuais e coletivas, seja por meio de feedbacks positivos seja com premiações formais, motiva os times a manterem um desempenho elevado e a se sentirem parte essencial da organização.
Paralelamente, investir na educação continuada reforça esse compromisso. Programas de qualificação e especialização médica, treinamentos interdisciplinares e simulações realísticas preparam as equipes para atuar de forma mais integrada e segura.
A comunicação transparente é outro fator essencial. A confiança entre as equipes se fortalece quando há abertura para diálogo. Ferramentas digitais e rounds multidisciplinares regulares são estratégias eficazes para integrar diferentes especialidades e garantir que a tomada de decisão seja colaborativa e baseada em evidências. Hospitais que adotam protocolos estruturados de comunicação assistencial minimizam erros e otimizam os fluxos de atendimento, garantindo mais eficiência e segurança.
A cultura organizacional na saúde não é apenas um conceito abstrato, mas um fator determinante para a excelência operacional. Na saúde, a estratégia aponta o caminho, mas é a cultura que assegura que ele seja trilhado com propósito. Uma liderança forte harmoniza ambos os aspectos, transformando desafios em avanços e promovendo o cuidado com excelência.
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MEDICINA S/A
Fraudes consomem mais de 10% das receitas das operadoras de saúde
O impacto das fraudes no sistema de saúde brasileiro consome mais de 10% das receitas das operadoras de saúde suplementar. Os dados estão no estudo “Fraude no sistema de saúde brasileiro”, da PwC Brasil, que também indica, ainda, seis ações que as empresas podem adotar no processo de prevenção de fraudes.
Nos últimos cinco anos, houve mais de 4 mil notificações de crimes e ações cíveis registradas contra fraudadores de planos médicos e odontológicos, de acordo com dados da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). Apenas em 2023, foram registrados 2.042 casos, 66% mais do que no ano anterior. Só em São Paulo, Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Saúde Suplementar (Abramge), os desvios no setor podem ter causado um prejuízo estimado em R$ 33 bilhões no último ano.
Entre as recomendações apresentadas pelo estudo da PwC está o gerenciamento de riscos de terceiros, especialmente fornecedores de insumos e serviços médicos, já que 42% das empresas globais não têm programas eficazes nesse sentido. Os dados estão na Pesquisa Global de Crimes Econômicos e Fraudes 2024, também da PwC.
O documento também aponta como a tecnologia pode ser uma aliada essencial com o uso de inteligência artificial (IA) para identificar padrões irregulares e fraudes. A colaboração entre operadoras, hospitais e órgãos reguladores age como uma ferramenta capaz de acelerar a detecção de irregularidades e promover uma gestão mais eficiente e ética.
“Adotar uma abordagem proativa e colaborativa, que combine inteligência artificial e educação contínua, é essencial para combater as fraudes. Esse esforço integrado não apenas reduz custos como promove um sistema de saúde mais transparente, eficiente e acessível para todos”, explica Bruno Porto, sócio e líder da indústria de Saúde da PwC Brasil.
Outro destaque do estudo é a necessidade de regulamentações específicas para facilitar o compartilhamento de informações sobre fraudes, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O modelo adotado pelo sistema financeiro do Banco Central do Brasil, por exemplo, é citado como um caso de sucesso que pode inspirar o setor de saúde.
“A fraude é um problema complexo, mas podemos combatê-la com inteligência, tecnologia e, principalmente, colaboração. Precisamos transformar o ciclo de desconfiança em um ciclo de integridade”, afirma Bruno Porto.
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Hospitais inteligentes: quais os avanços da IA no Brasil?
Por Paulo Laurentys
A China já está operando hospitais em grande parte digitalizados, nos quais a Inteligência Artificial e a automação substituem, ou minimamente complementam, grande parte das tarefas humanas. Em Pequim, por exemplo, o conceito de “Agentic Hospital” (Hospitais Agentes, em tradução livre) já está em operação e existem outros casos que combinam IA com sensores, robótica e hiperautomação que realizam diagnósticos, triagens e até mesmo suporte cirúrgico de maneira eficiente e segura.
O cenário é muito aderente à condição da China, uma vez que é o segundo país do mundo em termos de maturidade no uso da IA, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que reúne as Big Techs.
No Brasil, as operações ainda estão alguns passos atrás na adoção de tecnologias emergentes com o nível de avanço citado acima. De modo geral, poucas são as instituições que já utilizam IA de maneira avançada e com grande alcance, mas o mercado já tem inúmeras iniciativas que podem apoiar a revolução tecnológica na saúde.
Começando pelo administrativo, uma dor comum das instituições de saúde é a glosa no ciclo de receita, ou seja, quando o plano de saúde não paga a conta das despesas hospitalares do paciente. Somente sob este aspecto, numa análise feita em 2023 pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), as empresas do setor deixaram de faturar entre 10% e 12% neste período em função deste descontrole.
Para sanar este problema, é possível usar agentes de Inteligência Artificial e aplicar um processo de governança para coletar, analisar e decidir sobre informações sensíveis dos contratos hospitalares utilizando dados que permeiam esses processos complexos, reduzindo, assim, um dos problemas mais críticos das redes hospitalares, além de buscar mais previsibilidade financeira e eficiência na gestão. Ou seja, um sonho que é totalmente possível.
Quando pensamos em redução de custos operacionais, é possível gerar uma diminuição de até 20%, segundo a Federação Brasileira de Hospitais (FBH). Além do aumento da eficiência administrativa, que envolve também evitar falhas operacionais, a melhoria na experiência do paciente e a otimização do tempo dos profissionais de saúde também são frentes que podem obter excelentes resultados com o avanço da IA.
Entre os processos que podem ser otimizados por meio dessa tecnologia estão análise de prontuários eletrônicos para diagnóstico e tratamento, triagem e agendamento de consultas (incluindo telemedicina), atendimento automatizado via chatbots, monitoramento de anomalias administrativas e assistência a cirurgias com fornecimento de dados em tempo real aos médicos.
No quesito automação, que traz uma discussão sobre o uso excessivo da tecnologia num ambiente de cuidado humano, a chave está em dosar as fortalezas do uso da IA versus as fortalezas humanas. É importante considerar que a automação na saúde está longe de representar um risco de ‘desumanização’ no atendimento. Pelo contrário, trata-se de um recurso poderoso para fortalecer a relação entre médico e paciente.
Ninguém quer ficar numa fila esperando dentro de um hospital, e o médico quer e precisa atender mais pacientes com mais qualidade. Abordagens com fila virtual digital ou mesmo o assistente médico são exemplos de iniciativas de digitalização que já apresentam resultados extraordinários após a adoção da IA.
Indo além, na medicina diagnóstica, o uso dessa tecnologia pode ajudar o médico a tomar melhores decisões ao identificar uma doença em uma imagem, aumentando a capacidade humana e, no final das contas, quem vai ganhar, principalmente, é o paciente. O segredo, portanto, é equilibrar o uso das máquinas com a empatia e o olhar humano que só os profissionais de saúde podem oferecer.
Se ainda não chegamos ao avanço chinês, cabe às instituições olharem de perto as inúmeras possibilidades de adoção da IA para transformar a saúde, pois temos no Brasil milhões de potenciais usuários que poderiam ser beneficiados com essa tecnologia. Há muitos projetos com resultados de sucesso que podem ser replicados para avançarmos nessa pauta.
Cabe ao setor hospitalar e às lideranças empresariais abraçar essa revolução para construir um futuro mais promissor e acessível, que não apenas trará ganhos de eficiência operacional e receitas para os hospitais, mas, principalmente, permitirá salvar mais vidas.
*Paulo Laurentys é COO da A3Data.
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Atendimento integrado: estrutura faz diferença no tratamento
O modelo de atendimento em saúde tem passado por mudanças significativas nos últimos anos. Com a descentralização de serviços, muitos tratamentos que antes eram realizados em hospitais migraram para clínicas e centros especializados. Embora essa tendência tenha vantagens em alguns contextos, há uma questão essencial a ser debatida: a importância de um atendimento integrado, com toda a estrutura necessária reunida em um único local.
A fragmentação do cuidado pode trazer desafios para pacientes e profissionais. Quando diferentes etapas do tratamento ocorrem em locais distintos, há um maior risco de descontinuidade assistencial, dificuldades na comunicação entre equipes médicas e até impactos na segurança do paciente. Além disso, a necessidade de deslocamento entre unidades pode representar um obstáculo, especialmente para quem está lidando com condições de alta complexidade.
A importância da integração entre especialidades
Uma estrutura hospitalar que oferece todos os níveis de assistência em um só local — desde o pronto atendimento até a reabilitação — proporciona ganhos expressivos em eficiência e qualidade. Isso se torna ainda mais relevante em especialidades como cardiologia e oncologia, onde o tempo de resposta e a coordenação entre diferentes áreas impactam diretamente os resultados clínicos.
Na cardiologia, por exemplo, um paciente com suspeita de infarto precisa de acesso imediato a diagnóstico, exames, equipe especializada e eventuais procedimentos de emergência, como uma angioplastia primária. Se cada uma dessas etapas ocorre em locais distintos, há um risco maior de atrasos que podem comprometer a evolução do quadro.
No tratamento oncológico, a abordagem integrada também faz diferença. Um centro que reúne consultas, exames, cirurgia, internação, quimioterapia e cuidados paliativos em um mesmo espaço não apenas otimiza a jornada do paciente, mas também favorece o trabalho multidisciplinar. A troca constante de informações entre oncologistas, cirurgiões, radiologistas, hematologistas e equipes de suporte aumenta as chances de personalização do tratamento e melhora os desfechos terapêuticos.
Tecnologia e infraestrutura como pilares da segurança
Além da integração de especialidades, a infraestrutura hospitalar tem papel fundamental na qualidade do atendimento. Hospitais equipados com UTIs especializadas, centros cirúrgicos modernos e laboratórios de última geração garantem maior precisão nos diagnósticos e segurança nos procedimentos.
Na área da cardiologia, por exemplo, a presença de um laboratório de eletrofisiologia de alta complexidade permite intervenções minimamente invasivas para o tratamento de arritmias, reduzindo riscos e tempo de recuperação. Da mesma forma, uma UTI neurológica estruturada com protocolos alinhados a padrões internacionais é essencial para pacientes em recuperação de AVCs e outras condições neurológicas graves.
A incorporação de novas tecnologias também reforça essa tendência. A cirurgia robótica, que tem sido cada vez mais adotada em hospitais de referência, representa um avanço importante ao proporcionar procedimentos mais precisos, com menor tempo de internação e recuperação mais rápida.
Uma estratégia para o futuro da saúde
Diante da crescente complexidade do setor da saúde, o modelo de atendimento integrado se apresenta como uma solução eficiente para garantir qualidade, reduzir riscos e otimizar recursos. À medida que a medicina avança, a necessidade de coordenação entre equipes, especialidades e tecnologias se torna ainda mais evidente.
No Brasil, hospitais que investem nesse formato têm demonstrado que é possível equilibrar inovação, eficiência e segurança, promovendo melhores resultados para os pacientes. Mais do que um diferencial competitivo, a integração do atendimento deve ser vista como um pilar essencial para a sustentabilidade e evolução da assistência médica no país.
*Luiz Gonzaga Coelho é CEO do SOS Cárdio.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Denúncias contra donas de clínicas de estética se multiplicam
https://www.youtube.com/watch?v=cLz1uQmjEWo&list=PL6HeYSHGvEdW_UCDlslR5V-FfNE3e_j2X&index=4
Com nova resolução, farmacêuticos poderão receitar remédios
https://www.youtube.com/watch?v=optebk8beWs
Unimed Federação Centro Brasileira debate soluções sustentáveis para assistência ao TEA
https://www.foconacional.com.br/2025/03/unimed-federacao-centro-brasileira.html
Mulher de 46 anos morre após fazer lipoaspiração e colocar silicone, em Goiânia
https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/03/25/mulher-de-46-anos-morre-apos-fazer-lipoaspiracao-e-colocar-silicone-em-goiania.ghtml
Famílias de bebês que nasceram com doenças graves lutam para ter atendimento
Instituto Pedro Ruiz triplica o faturamento com IA e automação
https://medicinasa.com.br/cloudia-edicao29/
Cirurgia robótica: por que os médicos precisam se especializar
https://medicinasa.com.br/cirurgia-robotica/
Inteligência Artificial e a Segurança do Paciente: benefícios e desafios
https://medicinasa.com.br/ia-seguranca-paciente/
Ambiguidades do sistema de saúde suplementar
https://medicinasa.com.br/ambiguidades-operadoras/
TV SERRA DOURADA
Denúncias contra donas de clínicas de estética se multiplicam
https://www.youtube.com/watch?v=cLz1uQmjEWo&list=PL6HeYSHGvEdW_UCDlslR5V-FfNE3e_j2X&index=4
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TV RECORD
Com nova resolução, farmacêuticos poderão receitar remédios
https://www.youtube.com/watch?v=optebk8beWs
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TV ANHANGUERA
Famílias de bebês que nasceram com doenças graves lutam para ter atendimento
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FOCO NACIONAL
Unimed Federação Centro Brasileira debate soluções sustentáveis para assistência ao TEA
Representantes das Singulares federadas conheceram dados sobre os atendimentos e discutiram possíveis ações para amenizar os impactos financeiros nas operadoras
Dirigentes e técnicos das Singulares federadas reuniram-se na Unimed Federação Centro Brasileira, na manhã de 14 de março, para um workshop sobre os desafios e soluções para as Terapias Especiais, principalmente as destinadas aos pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O presidente Danúbio Antonio de Oliveira, o diretor-superintendente, Martúlio Nunes Gomes, e o diretor de Integração Cooperativista e Desenvolvimento Institucional, Éder Cássio Rocha Ribeiro, também participaram do evento.
O presidente Danúbio Antonio de Oliveira citou a preocupação com o alto custo dos atendimentos solicitados. Ele mencionou que os valores envolvidos com o TEA superaram os de oncologia e OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais).
“Os gastos estão aumentando cada vez mais. Por isso, é um assunto que precisamos discutir e encontrar soluções”, alertou ele, destacando também as situações de cobranças ou solicitações irregulares.
No entanto, para encontrar tais soluções, é preciso conhecer profundamente o cenário vivenciado. Assim, a Federação solicitou às Singulares os dados sobre a assistência oferecida.
A gerente de Gestão em Saúde da entidade, Roberta Castro, citou que em 2024, no âmbito do intercâmbio das regiões atendidas pelas Unimeds federadas, foram 660 beneficiários, com mais de 24,6 mil sessões de diferentes terapias, sendo que cada uma com o custo médio de R$169,22. O intercâmbio, em si, tem o valor de R$ 120,00.
Compreender tais números é essencial para definir ações assertivas, de acordo com ela. “Para curto prazo, precisamos fazer com que as Unimeds entendam que, a partir de março de 2024, com a implementação da Norma Derivada nº 18, da Unimed do Brasil, passou a ser obrigação da operadora executora essa garantia de rede para o intercâmbio nacional de todos os procedimentos que estão cobertos dentro do rol, incluindo as terapias para o TEA”, esclareceu Roberta.
Na Unimed Rio Verde, um dos contratempos é a pouca disponibilidade de alguns terapeutas, especialmente de musicoterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos que atuem na metodologia ABA, como contou a responsável pela Gestão de Rede da instituição, Aliandra Francisco de Jesus.
“Também lidamos com valores elevados das terapias, tanto nós, na operadora, quanto os prestadores de serviços. O nosso projeto é estruturar recursos próprios para conseguir ter esses profissionais”, descreveu ela.
Roberta acrescentou que as Unimeds também precisam organizar os prestadores e procurar trazê-los para a rede credenciada, a fim de oferecer o intercâmbio. “Porém, a realidade que vemos hoje é uma pulverização de negociações diretas entre a Unimed de origem e os prestadores daquela área de ação”.
Durante o debate, os participantes propuseram contratar especialistas próprios, montar centros de atendimento, atualizar a tabela do intercâmbio e promover mecanismos de prevenção de fraude, entre outras medidas.
Segundo o presidente da Federação, a discussão regional é de grande importância para também impactar o sistema nacionalmente. “Se dermos o primeiro passo, definindo as regras do intercâmbio regional, já iremos avançar muito. A Federação está aqui para auxiliar vocês em cada ação que decidirem colocar em prática”, afirmou Danúbio.
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PORTA G1
Mulher de 46 anos morre após fazer lipoaspiração e colocar silicone, em Goiânia
Polícia Civil aguarda o resultado do laudo para confirmar a causa da morte. Segundo uma amiga, Cristina Rocha da Silva recebeu alta médica e passou a sentir muitas dores no abdomên e falta de ar.
Por Yanca Cristina, g1 Goiás
A chefe de serviços gerais Cristina Rocha da Silva, de 46 anos, morreu dias após realizar uma lipoaspiração e colocar silicone nos seios, no Setor Alto da Glória, em Goiânia, segundo a Polícia Civil. De acordo com uma amiga da vítima, após receber alta médica e ir para casa, ela passou a sentir muitas dores no abdômen e falta de ar.
A vítima realizou a cirurgia plástica no sábado (22), em um hospital localizado no Setor Universitário, em Goiânia. Conforme informado pela amiga e vizinha, Brenda Alves, ela recebeu alta no dia seguinte, no domingo (23). Cristina morreu na madrugada de segunda-feira (24).
Em entrevista ao g1, o delegado responsável pelo caso, Anderson Pimentel, contou que a filha de Cristina foi quem a encontrou. Os familiares acionaram o socorro, mas a mulher teve a morte confirmada no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O Corpo de Bombeiros também foi acionado. Inicialmente, os militares identificaram que ela sofreu uma parada cardiorrespiratória. No entanto, somente o laudo irá confirmar a causa da morte, de acordo com a polícia. O documento ainda não foi concluído.
"Em casos como esse também são realizados exames complementares com material biológico, sangue, secreções, tecidos de órgãos internos, para que se verifique se a causa da morte ela foi efetivamente a parada cardiorrespiratória, se foi por outro fator endógeno, pré-existente, ou se foi causado por uma causa exógena, ou seja, externa e não inerente à vontade da vítima", explicou o delegado.
Segundo Anderson Pimentel, a polícia irá saber se a morte tem relação com a cirurgia somente após a finalização de todo o processo junto ao Instituto Médico Legal (IML) e a perícia. De acordo com o delegado, o prazo para que o laudo cadavérico fique pronto, conforme o Código de Processo Penal, é de 10 dias.
Investigação
Ao g1, a defesa do médico que fez a cirurgia disse que ainda não pode prestar mais informações sobre o caso devido ao sigilo médico.
O delegado destacou que o médico e o hospital, onde Cristiana foi submetida à cirurgia plástica, ainda não emitiram um posicionamento oficial, mas a polícia trabalha, inicialmente, com a presunção de inocência.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), informou que a situação do médico é regular, e que o órgão não tem conhecimento da morte da paciente.
"Todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos recebidas pelo Cremego ou das quais tomamos conhecimento são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico", pontuou o Cremego.
Além disso, a polícia também irá solicitar a documentação do pré-operatório para o hospital. "A gente estima que eles tenham feito exames pré-operatórios, analisado toda a condição física dela, para que ela pudesse ser submetida a um procedimento dessa envergadura", detalhou.
A partir da semana que vem, as autoridades devem começar a ouvir a família da vítima e outras testemunhas para dar continuidade a investigação, informou o delegado.
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MEDICINA S/A
Instituto Pedro Ruiz triplica o faturamento com IA e automação
Solução da Cloudia permitiu a centralização dos canais de comunicação e a automação de 70% das interações com os pacientes
Nos últimos anos, a digitalização do setor de saúde avançou rapidamente, impulsionada pelo aumento do uso de smartphones e aplicativos de mensagens como o WhatsApp. A pesquisa TIC Saúde 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelou que o agendamento de consultas online cresceu de 13% para 34% entre 2022 e 2023.
Segundo estudos do International Data Corporation (IDC), 88% dos consumidores preferem o WhatsApp como meio de comunicação com empresas. Essa preferência torna o aplicativo uma ferramenta poderosa para agendamentos e atendimento automatizado.
Apesar dos avanços, muitas clínicas ainda enfrentam dificuldades com canais de comunicação descentralizados e falta de personalização no atendimento, resultando em custos elevados e dificuldades para medir a satisfação do paciente. O Instituto Pedro Ruiz, referência em cirurgia plástica ocular e estética facial em São Paulo, enfrentava esses desafios.
O problema
Os canais de comunicação com os pacientes eram descentralizados, os pacientes reclamavam do atendimento demorado no WhatsApp, eles não possuíam um método para medir o NPS (Net Promoter Score) pós-consultas e faltavam métricas e relatórios para acompanhar a jornada do paciente.
Toda essa dispersão, tornava difícil a qualificação dos leads e o acompanhamento da jornada dos pacientes. Por não ter atendimento fora do horário comercial, era comum ver os pacientes reclamando no Google Perfil da Empresa e nas redes sociais sobre a demora ou falta de atendimento.
A ausência de um sistema eficaz para medir o NPS pós-consultas e de relatórios consistentes dificultava a identificação de áreas que precisavam de melhorias. Tudo isso prejudicava a eficiência no pós-venda, e eles sofriam com o desafio de recuperar pacientes faltantes sem uma ferramenta automatizada.
Todos esses problemas estavam custando caro e o time se via sobrecarregado e sem métricas claras para otimizar o atendimento. Foi aí que a Cloudia entrou em cena, revolucionando a forma como o time de atendimento da clínica operava.
A transformação
A situação começou a mudar quando o Instituto Pedro Ruiz implementou a Cloudia, uma plataforma de atendimento omnichannel com inteligência artificial. Essa solução permitiu a centralização dos canais de comunicação e a automação de 70% das interações com os pacientes.
Agora, a equipe de atendimento pode interagir com os pacientes em plataformas como WhatsApp, Facebook Messenger, Instagram Direct e Site sem perder a visão da jornada do paciente.
A automação das interações, utilizando a inteligência artificial do ChatGPT, garante que a clínica ofereça um atendimento humanizado 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Além disso, a Cloudia permite a automatização do envio de pesquisas de satisfação (NPS) após as consultas, garantindo que a clínica possa medir a satisfação do paciente de maneira sistemática.
Os resultados
A transformação foi notável. Um dos principais indicadores de sucesso foi a eliminação das reclamações sobre demora no atendimento. O faturamento da clínica saltou de R$ 1,3 milhão para R$ 3,8 milhões em apenas 6 meses. Esse aumento veio da melhoria na eficiência do atendimento e na qualificação dos leads.
Além disso, a clínica economizou cerca de R$ 700 mil por ano com a eliminação de várias ferramentas de comunicação e CRM, concentrando todos os recursos em uma única plataforma.
Com o envio automático da pesquisa de satisfação após a consulta, agora eles conseguem metrificar os pacientes promotores e detratores por intervalo de datas específicas, por profissional e por procedimentos (triagem, avaliação, primeira consulta, retornos, cirurgias ou pós operatório), entendendo quais melhorias realmente precisam ser implementadas.
Desde o início do uso da plataforma, o Instituto Pedro Ruiz obteve uma taxa de respostas de 48,6% nas pesquisas de satisfação, com 88% dos pacientes dando a nota máxima de 10. Isso resultou em um aumento de 530,15% nas avaliações no Google Perfil da Empresa, melhorando sua autoridade online e seu posicionamento nas buscas orgânicas.
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Cirurgia robótica: por que os médicos precisam se especializar
Por Carmen Alonso
Considerada uma das doenças mais incapacitantes da atualidade, em virtude de seu alto potencial de redução da mobilidade, autonomia e qualidade de vida, a artrose – também conhecida como osteoartrose – tem acometido cada vez mais pessoas em todo o mundo, em uma faixa etária cada vez mais jovem. Os casos dessa enfermidade devem ser registrados em 1 bilhão de pessoas até 2050, de acordo com um estudo do Instituto para Métricas e Avaliação em Saúde (IHME), dos Estados Unidos. Atualmente, cerca de 15% da população mundial a partir dos 30 anos já começa a apresentar os primeiros sintomas desse quadro, conforme este mesmo levantamento.
Enquadrada no rol das doenças degenerativas, a artrose afeta cartilagens como as do joelho e do quadril, provocando seu desgaste e consequentes dores crônicas, estalos e enrijecimento da articulação. E se antigamente o fator “envelhecimento” era sua principal causa, hoje, os hábitos de vida têm contribuído em grande parte para os diagnósticos precoces – obesidade, sedentarismo, tabagismo e prática de exercícios físico de alto impacto e sem orientação profissional são alguns deles.
Diante deste cenário, torna-se imprescindível que os médicos – sobretudo os especialistas em ortopedia – estejam preparados para lidar com os avanços desses casos e possam oferecer os melhores e mais tecnológicos tratamentos a esses pacientes. Quando a artrose atinge níveis avançados e acomete cartilagens como as do joelho e do quadril, a única saída efetiva é a substituição da articulação por uma prótese ortopédica. E nesse sentido, a cirurgia robótica sai à frente em termos de precisão, desde o planejamento cirúrgico até o posicionamento das próteses, possibilita a realização de procedimentos personalizados, além de permitir que os cirurgiões se mantenham atualizados com o que há de mais inovador no universo das artroplastias.
Aumento da precisão
A precisão fornecida pelas plataformas robóticas, que atuam de maneira centrada no cirurgião, é um dos motivos mais relevantes para que esses profissionais se capacitem para operá-las. Compostos por uma tecnologia que integra um braço robótico a softwares avançados, que realizam o planejamento pré-operatório em 3D e fornecem dados intraoperatórios, em tempo real, sobre tecidos moles e anatomia óssea do paciente, esses robôs indicam exatamente, com precisão submilimétrica, onde devem ser feitas as incisões e ajudam a definir o posicionamento ideal da prótese.
Cirurgias personalizadas
Vivemos a era da personalização e poder oferecer esse diferencial aos pacientes pode contribuir para um sucesso ainda maior das artroplastias, ao levar em conta suas necessidades anatômicas. Direcionado por dados pré e intraoperatórios, o apoio robótico permite que haja menor agressão tecidual, com segurança e respeito aos tecidos que revestem as articulações. Com a robótica, garante-se o melhor resultado ao paciente sem que o médico perca sua autonomia durante os procedimentos.
Resultados mais seguros e duradouros
Embora seja considerada uma questão relativa, que possa variar de caso para caso, a cirurgia robótica, devido à sua precisão e personalização, permite que os procedimentos sejam menos invasivos, o que impacta diretamente no tempo de pós-operatório e recuperação dos pacientes. Com incisões menores, mais precisas e o encaixe ideal da prótese, os pacientes podem ter menos dor, se sentirem aptos para realizar suas atividades de rotina de maneira mais rápida, reduzir o risco de complicações e da necessidade de cirurgias de revisão.
Sem dúvida, ajudar um paciente a recuperar o quanto antes sua saúde e sua qualidade de vida é o principal propósito de um médico. E nessa jornada, caminhar lado a lado com a tecnologia permite que esses profissionais se mantenham na vanguarda de sua especialidade, ampliando suas habilidades, dizendo sim às inovações e, sobretudo, protagonizando um legado de longevidade às vidas humanas. As cirurgias robóticas são o futuro da artroplastia e estar pronto para elas é mais do que uma escolha inteligente, é assumir um compromisso com a excelência na medicina ortopédica.
*Carmen Alonso é Diretora de Marketing da Zimmer Biomet na América Latina.
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Inteligência Artificial e a Segurança do Paciente: benefícios e desafios
Por José Branco
A evolução da inteligência artificial (IA) na saúde tem permitido avanços significativos na segurança do paciente. Algoritmos de aprendizado de máquina, redes neurais e sistemas de apoio à decisão clínica estão revolucionando a forma como diagnósticos são feitos, tratamentos são conduzidos e erros são prevenidos. No entanto, como qualquer tecnologia emergente, a IA também apresenta desafios que precisam ser abordados para garantir sua segurança e eficiência na prática clínica.
Benefícios da IA na Segurança do Paciente
Redução de Erros Diagnósticos: A IA pode auxiliar na detecção precoce de doenças, reduzindo erros diagnósticos por meio da análise de grandes volumes de dados clínicos. Sistemas como IBM Watson e algoritmos de deep learning já demonstraram capacidade de identificar padrões que passariam despercebidos pelo olho humano.
Melhoria na Tomada de Decisão Clínica: Sistemas de apoio à decisão baseados em IA auxiliam médicos ao fornecer recomendações baseadas em evidências, minimizando o risco de prescrições inadequadas e interações medicamentosas perigosas.
Monitoramento Contínuo e Prevenção de Eventos Adversos: Sensores conectados e algoritmos preditivos permitem o monitoramento contínuo de pacientes internados, identificando sinais precoces de deterioração e prevenindo eventos adversos como sepse e parada cardiorrespiratória.
Automatização de Processos e Redução de Carga Administrativa: A IA pode otimizar fluxos de trabalho, liberando tempo dos profissionais de saúde para a atenção ao paciente, além de reduzir erros administrativos relacionados a registros médicos e agendamentos.
Desafios e Riscos
Interpretação e Transparência dos Algoritmos: Muitos modelos de IA funcionam como “caixas-pretas”, tornando difícil entender como chegam a determinadas conclusões. Isso pode gerar desconfiança por parte dos profissionais de saúde e dificultar a adoção generalizada da tecnologia.
Segurança de Dados e Privacidade: A dependência de grandes volumes de dados sensíveis levanta questões sobre privacidade e segurança. O vazamento de informações de saúde pode ter consequências graves, exigindo protocolos rigorosos de proteção e conformidade com regulações como a LGPD.
Dependência Tecnológica e Falhas de Sistema: Sistemas baseados em IA podem apresentar falhas técnicas, resultando em diagnósticos equivocados ou falhas na detecção de condições críticas. A confiabilidade da tecnologia deve ser constantemente avaliada para mitigar riscos.
Ética e Responsabilidade Médica: A integração da IA na saúde levanta questões éticas, como a responsabilização em caso de erros. É essencial definir diretrizes claras sobre o papel da IA e a autonomia do profissional de saúde na tomada de decisão final.
A inteligência artificial representa um grande avanço para a segurança do paciente, com potencial para reduzir erros, otimizar processos e melhorar o cuidado em saúde. No entanto, seu uso deve ser pautado pela transparência, segurança e ética, garantindo que a tecnologia seja um suporte confiável e não um substituto para a avaliação médica. O futuro da saúde está na colaboração entre humanos e máquinas, sempre com foco na qualidade e segurança do paciente.
*José Branco é Presidente na Sociedade Médica de Oxigenoterapia Hiperbárica, faz parte da Direção Executiva do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente, atua como Diretor Técnico do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e é Diretor Médico da CLOUDSAÚDE.
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Ambiguidades do sistema de saúde suplementar
Por Sérgio Rocha
O lucro das operadoras de saúde, em 2024, divulgado esta semana pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nos faz questionar, mais uma vez, as incoerências do sistema de saúde brasileiro. Os planos de saúde faturaram cinco vezes mais do que no ano anterior. O lucro foi de R$ 10,2 bilhões, enquanto em 2023 havia sido de 1,9 bilhão. Este foi o melhor desempenho desde 2020, primeiro ano da pandemia da covid-19.
É animador ver a melhora do desempenho econômico-financeiro das operadoras de planos de saúde, um ponto positivo para o sistema, mas essa mesma realidade não se aplica aos fornecedores de dispositivos médicos, primeiro elo da cadeia de valor em saúde, que exerce papel fundamental na entrega de valor ao sistema, contudo tem lutado contra dificuldades financeiras.
A dualidade se impõe: operadoras de planos de saúde em ascensão financeira, fornecedores de dispositivos médicos em queda livre na espiral da morte. Infelizmente, nesse sistema contraditório e repleto de externalidades negativas, o ótimo de uma parte não representa o ponto ótimo global; é uma relação de sinais trocados, de grandes contradições entre cenários e resultados.
O resultado, em tese, teria potencial para influenciar positivamente as relações com fornecedores, reduzindo distorções nessa interação. Contudo, no dia a dia, as empresas do setor lidam com prazos extremamente dilatados de autorização para emissão de notas fiscais de vendas, constrangendo-as a enfrentarem problemas de ordem fiscal e tributária; quando conseguem a autorização são submetidas a prazos extensos para recebimento ou até mesmo a pedidos de descontos indecorosos, que agridem as boas práticas de negociação, a relação comercial saudável e o fluxo de caixa das empresas.
No ano passado, por exemplo, os fornecedores deixaram de receber R$ 3,8 bilhões, montante relacionado à somatória da tríade (retenção de faturamento; glosas injustificadas e inadimplência). Desse total, R$ 2,3 bilhões estão relacionados à retenção de faturamento, fenômeno relacionado à não autorização do faturamento de produtos que já foram utilizados e aprovados previamente.
Os números ilustram um problema sistêmico causado por um desequilíbrio nas relações, onde os fornecedores são obrigados a aceitar as condições unilaterais impostas ou são excluídos do mercado. Práticas deletérias que se avolumam a cada ano e que, em efeito cascata, prejudicam toda a cadeia de saúde.
É preciso atenção especial ao tema. É preciso uma reforma estrutural da saúde, ou a relação comercial entre os envolvidos se tornará insustentável. Um novo pacto para a saúde precisa ser firmado com urgência, para que a população siga sendo atendida com insumos que são essenciais para a vida.
*Sérgio Rocha é Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI).
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Moradores de Irisville denunciam que UBS do bairro está fechada por falta de médicos
Bebê de 1 mês sofre a espera de vaga em leito de UTI após diagnóstico de doença grave
Conselho Federal de Farmácias declara que farmacêuticos podem prescrever medicamentos
SUS passa a oferecer tratamento inovador de atrofia muscular espinhal
Inteligência Artificial e a Segurança do Paciente: benefícios e desafios
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Médica denuncia precariedade e demissões após suspensão de atendimento ginecológico no Dona Íris
TV ANHANGUERA
Moradores de Irisville denunciam que UBS do bairro está fechada por falta de médicos
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Bebê de 1 mês sofre a espera de vaga em leito de UTI após diagnóstico de doença grave
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Conselho Federal de Farmácias declara que farmacêuticos podem prescrever medicamentos
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AGÊNCIA BRASIL
SUS passa a oferecer tratamento inovador de atrofia muscular espinhal
Doença é rara
Crianças que precisam de tratamento da atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1, doença rara que afeta os movimentos do corpo e também a respiração, terão, a partir desta segunda-feira (24), acesso a um tratamento inovador e gratuito pelo Sistema Único de Saúde. O SUS passará a realizar a terapia genética com o medicamento Zolgensma, que na rede particular custa em média R$ 7 milhões.
“É a primeira terapia gênica que está sendo introduzida no Sistema Único de Saúde. O SUS passa a fazer parte de um pequeno clube de cinco sistemas públicos nacionais no mundo a oferecerem esse medicamento para a sua população”, comemorou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A indicação desse tipo de terapia é para pacientes de até 6 meses de idade que não estejam com a ventilação mecânica invasiva acima de 16 horas por dia. De acordo com o Ministério da Saúde, com a incorporação do Zolgensma, o SUS passará a ofertar para AME tipo 1 todas as terapias modificadoras desta doença.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os 2,8 milhões de brasileiros nascidos vivos em 2023, cerca de 287 foram diagnosticadas coma a doença. Na prática, o tratamento faz uso do medicamento em substituição à função de um gene ausente ou que não está funcionando corretamente.
A incorporação do tratamento foi viabilizada por meio de um acordo firmado com a indústria internacional, que condiciona o pagamento ao resultado da terapia no paciente.
“Vai seguir de forma permanente a avaliação do desempenho do medicamento, da melhoria da vida dessa criança e da vida da família, com marcadores clínicos de avaliação, ao longo do tratamento”, explica o ministro.
Protocolo
Para iniciar o tratamento, a família do paciente deve procurar um dos 28 serviços de referência para terapia gênica de AME, presentes nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
O paciente será acolhido e passará por uma triagem orientada pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atrofia Muscular Espinhal 5q Tipos 1 e 2, estabelecido pelo Ministério da Saúde. Nas próximas semanas, também será instalado um comitê para acompanhamento permanente dos pacientes que farão o uso do medicamento de dose única.
Antes do acordo, o Zolgensma já era ofertado pelo Ministério da Saúde em cumprimento a 161 ações judiciais.
Entenda
A AME é uma doença rara que interfere na capacidade de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover. A doença é considerada rara, por atingir menos de 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos.
Na rede pública, os pacientes de AME tipos 1 e 2, em outras faixas etárias, são tratados com os medicamentos de uso contínuo nusinersena e risdiplam. Segundo o Ministério da Saúde, em 2024, esses medicamentos tiveram mais 800 prescrições emitidas para tratamento.
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MEDICINA S/A
Inteligência Artificial e a Segurança do Paciente: benefícios e desafios
Por José Branco
A evolução da inteligência artificial (IA) na saúde tem permitido avanços significativos na segurança do paciente. Algoritmos de aprendizado de máquina, redes neurais e sistemas de apoio à decisão clínica estão revolucionando a forma como diagnósticos são feitos, tratamentos são conduzidos e erros são prevenidos. No entanto, como qualquer tecnologia emergente, a IA também apresenta desafios que precisam ser abordados para garantir sua segurança e eficiência na prática clínica.
Benefícios da IA na Segurança do Paciente
Redução de Erros Diagnósticos: A IA pode auxiliar na detecção precoce de doenças, reduzindo erros diagnósticos por meio da análise de grandes volumes de dados clínicos. Sistemas como IBM Watson e algoritmos de deep learning já demonstraram capacidade de identificar padrões que passariam despercebidos pelo olho humano.
Melhoria na Tomada de Decisão Clínica: Sistemas de apoio à decisão baseados em IA auxiliam médicos ao fornecer recomendações baseadas em evidências, minimizando o risco de prescrições inadequadas e interações medicamentosas perigosas.
Monitoramento Contínuo e Prevenção de Eventos Adversos: Sensores conectados e algoritmos preditivos permitem o monitoramento contínuo de pacientes internados, identificando sinais precoces de deterioração e prevenindo eventos adversos como sepse e parada cardiorrespiratória.
Automatização de Processos e Redução de Carga Administrativa: A IA pode otimizar fluxos de trabalho, liberando tempo dos profissionais de saúde para a atenção ao paciente, além de reduzir erros administrativos relacionados a registros médicos e agendamentos.
Desafios e Riscos
Interpretação e Transparência dos Algoritmos: Muitos modelos de IA funcionam como “caixas-pretas”, tornando difícil entender como chegam a determinadas conclusões. Isso pode gerar desconfiança por parte dos profissionais de saúde e dificultar a adoção generalizada da tecnologia.
Segurança de Dados e Privacidade: A dependência de grandes volumes de dados sensíveis levanta questões sobre privacidade e segurança. O vazamento de informações de saúde pode ter consequências graves, exigindo protocolos rigorosos de proteção e conformidade com regulações como a LGPD.
Dependência Tecnológica e Falhas de Sistema: Sistemas baseados em IA podem apresentar falhas técnicas, resultando em diagnósticos equivocados ou falhas na detecção de condições críticas. A confiabilidade da tecnologia deve ser constantemente avaliada para mitigar riscos.
Ética e Responsabilidade Médica: A integração da IA na saúde levanta questões éticas, como a responsabilização em caso de erros. É essencial definir diretrizes claras sobre o papel da IA e a autonomia do profissional de saúde na tomada de decisão final.
A inteligência artificial representa um grande avanço para a segurança do paciente, com potencial para reduzir erros, otimizar processos e melhorar o cuidado em saúde. No entanto, seu uso deve ser pautado pela transparência, segurança e ética, garantindo que a tecnologia seja um suporte confiável e não um substituto para a avaliação médica. O futuro da saúde está na colaboração entre humanos e máquinas, sempre com foco na qualidade e segurança do paciente.
*José Branco é Presidente na Sociedade Médica de Oxigenoterapia Hiperbárica, faz parte da Direção Executiva do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente, atua como Diretor Técnico do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e é Diretor Médico da CLOUDSAÚDE.
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MAIS GOIÁS
Médica denuncia precariedade e demissões após suspensão de atendimento ginecológico no Dona Íris
Entre os serviços descontinuados estão cirurgias ginecológicas, patologia cervical, mastologia, planejamento familiar e inserção de DIU
O Hospital e Maternidade Dona Íris não oferece atendimento ginecológico desde agosto de 2024. A instituição, que enfrenta uma grave crise desde o ano passado, quando serviços essenciais foram suspensos devido à falta de repasses financeiros , conta atualmente apenas com o setor de obstetrícia em funcionamento. Uma médica residente do hospital revelou que, enquanto o serviço não é reestabelecido, especialistas estão sendo demitidos ou realocados para outras funções.
Mulheres que necessitam de procedimentos como histerectomias, tratamento de sangramento uterino, laqueadura fora do período do parto e diagnóstico precoce de câncer de colo de útero estão sendo diretamente afetadas.
Profissionais da saúde e representantes do Conselho Regional de Medicina tentaram marcar uma reunião com o secretário municipal de Saúde para discutir soluções, mas o gestor não compareceu. "As informações que temos são pela metade, nada oficial. Marcamos reuniões, mas não houve interesse em dialogar", relata uma médica que atua no Hospital Dona Íris, mas prefere não se identificar por medo de retaliação. Segundo ela, um grupo de 23 residentes está sendo afetado pela decisão.
Entre os serviços descontinuados estão cirurgias ginecológicas, patologia cervical, mastologia, planejamento familiar e inserção de DIU. "Com isso (a suspensão do serviço) somente no Dona Íris, temos 726 fichas paradas de cirurgia ginecologica que ja haviam sido aprovadas", destacou a médica.
A FUNDAHC (Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da UFG), responsável pelo atendimento das maternidades de Goiânia, informou que os serviços estão sendo revisados, mas não há previsão para a retomada das atividades.
Nota Secretária Municipal de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que os procedimentos suspensos desde agosto de 2024 nas maternidades são atualmente realizados no Hospital Santa Lúcia, Hospital Santa Catarina e Hospital das Clínicas.
A SMS ressalta que, entre os meses de janeiro e março deste ano, já foram repassados mais de R$ 50 milhões à Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc). Na atual gestão, os pagamentos à fundação e a todos os demais prestadores de serviços de saúde são realizados em dia.
A SMS esclarece que os novos planos de trabalho das maternidades ainda estão em avaliação e que a reestruturação dos serviços busca assegurar atendimento digno, de qualidade e de forma sustentável a todos os pacientes da rede.
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Assessoria de Comunicação