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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Ministra da Saúde quer diálogo com a sociedade e políticas com embasamento científico
A reunião no Ministério da Saúde que garantiu repasse bilionário ao SUS
Covid-19: Goiás confirma 2.039 casos e 5 mortes em 24 horas
Aborto e direitos reprodutivos devem ser encarados em forma ampla no Brasil
Janeiro Roxo: saúde quer força-tarefa para diagnóstico e tratamento da hanseníase
Goiás registra redução de 35% na detecção de Hanseníase
Laudo sobre caso de psicóloga que morreu após exame é inconclusivo; novos testes serão realizados
FOLHA PRESS
Ministra da Saúde quer diálogo com a sociedade e políticas com embasamento científico
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No dia em que completou 65 anos, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforçou que a gestão da saúde será pautada pelo diálogo com a sociedade na busca de soluções para as questões mais prementes, principalmente aos mais carentes, sempre com embasamento científico na construção da política pública de saúde. A ministra falou sobre as prioridades e ações emergenciais em entrevista a Roberto D'Avila, na GloboNews, na segunda-feira (17). Contou que o convite do presidente Lula para comandar a pasta seguiu a proposta do governo para renovação dos ministérios privilegiando as mulheres. Sensibilidade e preocupação com os mais pobres foram os requisitos citados por Lula para a escolha, segundo Nísia. Em pouco mais de duas semanas à frente do Ministério da Saúde, o que mais tem preocupado a ministra é a desestruturação das relações com a sociedade e a falta de informações sobre a situação operacional, como estoques de vacinas, medicamentos, as ferramentas necessárias para o trabalho imediato.
"Há um vácuo no Ministério da Saúde e também em outras áreas. Há muita desestruturação de programas, como o Mais Médicos, de vacinação, na área da saúde mental. Nós sabemos que existe um grande número de vacinas com vencimento próximo, risco de desabastecimento de medicamentos. Vamos avançar à medida que tivermos acesso a esses dados". A ministra destacou que está elaborando um plano nacional de saúde, que terá as metas detalhadas na próxima semana, incluindo o Programa Nacional de Imunização reestruturado, com enfoque na atualização da vacinação tanto para as crianças como para a população adulta. "Estamos reestruturando o Programa Nacional de Vacinação com apoio de um Comitê Técnico Assessor. A discussão científica é fundamental para termos as melhores evidências disponíveis", disse a ministra. As filas no SUS (Sistema Único de Saúde) estão no foco de um plano emergencial para acelerar a realização de cirurgias eletivas utilizando a estrutura da rede, mas também com apoio do setor privado e instituições filantrópicas.
O objetivo é intensificar os procedimentos em todo o país, com ações diferenciadas conforme as necessidades de cada região, explicou Nísia. PPPs e comunidade acadêmica As PPPs (parcerias público-privadas) e o conhecimento desenvolvido nas universidades também serão estimulados para aperfeiçoar a capacidade produtiva no âmbito da saúde e reduzir a dependência tecnológica internacional no desenvolvimento de vacinas e fármacos. A ministra frisou que em todas as áreas, em especial à saúde da mulher, atenção integral à saúde da população negra, dos povos indígenas, haverá um trabalho conjunto com outros ministérios para identificar os principais agravos desses grupos e atuar no foco dos problemas. Nísia Trindade também falou da necessidade de olhar para as experiências em curso em outros países e avançar na realidade da saúde brasileira. Um dos exemplos citados é o uso da Cannabis medicinal -já adotado em vários países - para tratamentos de epilepsia, Alzheimer e síndromes congênitas em crianças, que melhoram a qualidade de vida com impacto especialmente para as mães.
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VEJA
A reunião no Ministério da Saúde que garantiu repasse bilionário ao SUS
Compromisso desde a transição, a verba foi destinada às Santas Casas, hospitais e entidades filantrópicas
O Ministério da Saúde e a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas garantiram uma Lei Complementar que vai repassar 2 bilhões de reais a entidades sem fins lucrativos que prestam serviços essenciais ao SUS. Trata-se de um compromisso firmado durante o Governo de Transição.
A ministra Nísia Trindade, o secretário de Atenção Especializada, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, e o presidente da CMB, Mirocles Campos Veras Neto, se reuniram em 11 de janeiro para viabilizar o repasse. O presidente da Frente Parlamentar das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Antônio Brito e representantes estaduais também participaram das negociações.
Agora, falta definir os critérios técnicos dos repasses. A proposta deve partir do Ministério da Saúde, Conass, Conasems e CMB e será discutida em nova reunião, no dia 26 de janeiro. Se o conselho que gere o SUS aprovar as diretrizes, a portaria com a regulamentação da lei será publicada.
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A REDAÇÃO
Covid-19: Goiás confirma 2.039 casos e 5 mortes em 24 horas
Ludymila Siqueira
Goiânia - O território goiano registrou 2.039 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas. Além disso, 5 mortes pela doença foram confirmadas no mesmo período. Os dados constam no boletim da Saúde de Goiás (SES-GO) publicado nesta terça-feira (17/1).
Com as atualizações, o Estado já soma 1.857.548 infecções pelo novo coronavírus e 27.864 óbitos pela doença. Além disso, Goiás investiga 905.536 casos e 60 mortes para saber se há alguma ligação com a covid-19. A taxa de letalidade do vírus é de 1,5%.
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JORNAL OPÇÃO
Aborto e direitos reprodutivos devem ser encarados em forma ampla no Brasil
Nesta semana, portaria do governo Lula revogou medida de Bolsonaro que exigia que médicos comuniquem abortos por estupro às autoridades policiais
O polêmico assunto “aborto” acabou voltando à pauta nesta semana em razão da revogação de portaria da gestão Bolsonaro, que exigia dos médicos a comunicação de abortos por estupro às autoridades policiais, dificultando o caminho do aborto legal. “Serão revogados, nos próximos dias, as portarias e notas técnicas que ofendem a ciência, os direitos humanos, os direitos sexuais reprodutivos”, disse a ministra Nísia Trindade.
Vale lembrar que no Brasil o aborto é legalizado em três casos distintos: quando a gravidez é decorrente de um estupro; quando há risco de morte para a gestante; e quando existe anencefalia do feto. O procedimento nesses casos deve ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não é preciso uma decisão judicial. A portaria fala apenas sobre os casos já previstos na lei, mas acredito que isso pode ser uma oportunidade para refletirmos de forma ampla o direito de escolha e sobre o próprio corpo.
Há oito anos, com o nascimento do meu filho pude vivenciar uma das experiências mais intensas da minha vida. Cada maternar é diferente e com certeza cada mãe sabe a dor e a delícia de ser o que se é, lembrando Caetano. Por ser uma experiência avassaladora acredito que só pode ser plenamente vivenciada se for desejada. Só o desejo é capaz de legitimar as experiências da vida.
O problema do desejo de maternar é que essa não é a realidade para muitas mulheres. Dados sobre o aborto mostram que uma em cada cinco brasileiras já o realizou ao longo da vida. E, mais que a maioria (60%), o realizou no ápice da vida reprodutiva entre os 18 e 29 anos. Para falar que isso é papo de quem não tem Deus, os dados mostram o contrário: dois terços das mulheres que abortaram são católicas e um quarto, protestantes ou evangélicas.
É importante enxergar os direitos reprodutivos de forma ampla. Deve-se verificar o bem-estar das crianças que já têm em casa e que não merecem sofrer a tragédia da morte de suas mães. Observar a vida dos que nascem e precisam ser acolhidos e amparados, mas tantas vezes são excluídos e condenados pela imensa desigualdade e pela miséria. E entender o futuro de uma sociedade que não pode evoluir enquanto os direitos das mulheres são gravemente violados.
Sou mãe, e nem por isso é justo usar a maternidade desejada como pretexto para criticar outras mulheres, minhas irmãs, e tampouco defender um modelo perverso que criminaliza o aborto e não consegue coibir sua prática, e que só resulta em sofrimento, dor e morte.
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Janeiro Roxo: saúde quer força-tarefa para diagnóstico e tratamento da hanseníase
Estado busca apoio dos municípios para intensificar campanhas de diagnóstico precoce da doença. Objetivo é reduzir impacto negativo da pandemia de Covid-19 nos programas de combate à hanseníase
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES), intensifica, neste mês, ações conjuntas com municípios para diagnóstico e tratamento da hanseníase. O trabalho faz parte da campanha de conscientização Janeiro Roxo e busca reduzir os impactos da pandemia de Covid-19 sobre os programas de saúde voltados à doença. O acompanhamento é ofertado de forma integral na rede pública, nas unidades da atenção básica localizadas em todos os municípios goianos.
A gerente de Vigilância Epidemiológica da Superintendência de Vigilância em Saúde da SES-GO, Ana Cristina Gonçalves de Oliveira, destaca que a pandemia trouxe consequências como o desabastecimento de medicamentos por parte da indústria farmacêutica e limitou o monitoramento das disfunções neurais, em decorrência da necessidade de isolamento da população. Na avaliação da gestora, o distanciamento social e a priorização da assistência à Covid-19 também causou prejuízo no seguimento e adesão aos tratamentos.
Em 2020 e 2021, houve redução de 35,47% nos números de casos registrados em Goiás (916 casos em 2020 e 933 em 2021). Ainda assim, a taxa de detecção foi de 12,8 por 100 mil habitantes em 2020 e 12,9 por 100 mil habitantes em 2021, número bastante elevado se comparado ao ideal para controle da doença, que seria de 2 casos a cada 100 mil habitantes. “Ainda existem muitos desafios a serem superados. Diagnosticar precocemente todos os casos, tratar, curar e devolver os pacientes sem deformidades à sociedade é uma das melhores medidas para combater o preconceito contra essa doença estigmatizante”, enfatiza a gerente.
Capacitações
Em 2020, a Gerência de Vigilância Epidemiológica da Suvisa ministrou, em parceria com a Universidade Federal de Goiás e as Secretarias Municipais de Saúde, treinamentos virtuais para profissionais de 137 municípios. Já entre 2021 e 2022, as capacitações ocorreram de forma presencial, reunindo teoria e prática em serviço, contemplando 720 profissionais, entre médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. O objetivo é preparar os serviços municipais para o adequado manejo clínico.
Doença
Estudos científicos indicam que 95% da população têm resistência natural ao bacilo de Hansen, causador da doença e que a vacina BCG, contra a tuberculose, aplicada logo após o nascimento, confere proteção de até 80% contra as formas mais graves de hanseníase. Entre os principais sinais e sintomas, estão a sensação de formigamento ou fisgadas, que podem ocorrer em qualquer lugar da pele, principalmente nas mãos e nos pés; diminuição ou ausência de sensibilidade na face, nas mãos ou nos pés; e surgimento de manchas claras ou avermelhadas, localizadas ou disseminadas; e nódulos.
O tratamento é realizado pela administração de um conjunto de antibióticos, denominado poliquimioerapia (PQT), distribuído gratuitamente pelo SUS. Segundo a médica dermatologista Ana Lúcia Osório Maroccolo de Sousa, da Coordenação de Doenças Negligenciadas da Gerência de Vigilância Epidemiológica esse acompanhamento tem a duração de 6 meses a 1 ano, dependendo da quantidade de lesões apresentadas pela pessoa que tem a doença e deve ser seguido à risca.
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O HOJE
Goiás registra redução de 35% na detecção de Hanseníase
Brasil tem o segundo maior número de novos casos da doença no mundo
Brasil tem o segundo maior número de novos casos da doença no mundo. | Foto: Reprodução
A hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade, com relatos de casos desde 600 A.C. Apesar de antiga, ela ainda é um grave problema de saúde pública, especialmente no Brasil, que concentra o segundo maior número de novos casos do mundo, atrás apenas da Índia.
A doença, que já foi chamada de lepra, foi renomeada devido ao estigma associado ao termo. Desde 1995, por definição da Lei nº 9.010, o termo lepra e seus derivados não podem mais ser utilizados na linguagem adotada nos documentos oficiais da União, dos estados e municípios.
No Brasil, foram 312 mil novos casos registrados nos últimos dez anos, o que coloca nosso país na segunda posição no ranking mundial da doença, atrás da Índia. Aqui, a média é de 30 mil novos casos por ano. “O número vem se mantendo com uma discreta queda, mas ela ainda não é considerada significativa para se dizer que a doença está em declínio”, destacou o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Heitor Gonçalves.
Manchas brancas ou avermelhadas pelo corpo, sensação de dormência e não sentir calor ou frio são alguns dos sintomas desta doença que tem cura, mas ainda é estigmatizada e negligenciada por muitos brasileiros. “Esses casos de mancha, dormência ou insensibilidade são suspeitos e necessitam formalmente de uma assistência para diagnóstico médico clínico”, observou.
O maior número de casos novos identificados na última década está na Região Nordeste (43% do total, ou o equivalente a 132,7 mil pacientes). Em seguida, vêm o Centro-Oeste, com 20% dos casos; o Norte (19%); e o Sudeste (15%). Apenas 4% dos novos pacientes registrados nos últimos dez anos apareceram na Região Sul do país.
Redução dos casos em Goiás
Em Goiás, entre 2020 e 2021, houve redução de 35,47% nos números de casos registrados no estado (916 casos em 2020 e 933 em 2021). Ainda assim, a taxa de detecção foi de 12,8 por 100 mil habitantes em 2020 e 12,9 por 100 mil habitantes em 2021, número bastante elevado se comparado ao ideal para controle da doença, que seria de 2 casos a cada 100 mil habitantes.
A gerente de Vigilância Epidemiológica da Superintendência de Vigilância em Saúde da SES-GO, Ana Cristina Gonçalves de Oliveira, destaca que a pandemia trouxe consequências como o desabastecimento de medicamentos. Além disso, o distanciamento social e a priorização da assistência à Covid-19 também causou prejuízo no seguimento e adesão aos tratamentos.
“Ainda existem muitos desafios a serem superados. Diagnosticar precocemente todos os casos, tratar, curar e devolver os pacientes sem deformidades à sociedade é uma das melhores medidas para combater o preconceito contra essa doença estigmatizante”, enfatiza a gerente.
Em 2020, a Gerência de Vigilância Epidemiológica da Suvisa ministrou, em parceria com a Universidade Federal de Goiás e as Secretarias Municipais de Saúde, treinamentos virtuais para profissionais de 137 municípios. Já entre 2021 e 2022, as capacitações ocorreram de forma presencial, reunindo teoria e prática em serviço, contemplando 720 profissionais, entre médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. O objetivo é preparar os serviços municipais para o adequado manejo clínico.
Preconceito
O vice-presidente da SBD esclareceu que menos da metade dos pacientes com hanseníase transmite a doença, mesmo sem tratamento, porque mais de 50% têm imunidade razoável contra o micróbio. A transmissão também não é tão fácil como muitos pensam.
“Esse bacilo não salta de dentro da pele do doente para fora. Isso significa que tocar a mão de uma pessoa doente não transmite hanseníase. É preciso que o doente tenha um ferimento na pele, bem como a outra pessoa, e que esses ferimentos se encontrem para que o bacilo passe de um para o outro. Por isso, o dermatologista afirmou que é difícil a transmissão pela pele. O principal fator de transmissão é a tosse”, reiterou.
De acordo com o MS, a hanseníase acomete mais os homens do que as mulheres. Nos dez anos compreendidos entre 2010 e 2019, foram detectados 172.659 casos novos entre pessoas do sexo masculino e 139.405 em mulheres. “Os homens não têm costume de ir ao médico, como as mulheres. Esse talvez seja o motivo”, destacou o dermatologista
Manifestação e Tratamento
Estudos científicos indicam que 95% da população têm resistência natural ao bacilo de Hansen, causador da doença e que a vacina BCG, contra a tuberculose, aplicada logo após o nascimento, confere proteção de até 80% contra as formas mais graves de hanseníase.
Entre os principais sinais e sintomas, estão a sensação de formigamento ou fisgadas, que podem ocorrer em qualquer lugar da pele, principalmente nas mãos e nos pés; diminuição ou ausência de sensibilidade na face, nas mãos ou nos pés; e surgimento de manchas claras ou avermelhadas, localizadas ou disseminadas; e nódulos.
O tratamento é realizado pela administração de um conjunto de antibióticos, denominado poliquimioterapia (PQT), distribuído gratuitamente pelo SUS. Segundo a médica dermatologista Ana Lúcia Osório Maroccolo de Sousa, da Coordenação de Doenças Negligenciadas, da Gerência de Vigilância Epidemiológica, esse acompanhamento tem a duração de seis meses a um ano, dependendo da quantidade de lesões apresentadas pela pessoa que tem a doença e deve ser seguido à risca.
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PORTAL G1
Laudo sobre caso de psicóloga que morreu após exame é inconclusivo; novos testes serão realizados
Documento diz que causa da morte ainda precisa ser definida. Família de Bruna Nunes explica angústia contínua por ainda não saber o que de fato aconteceu com a jovem.
Por Gabriela Macêdo, g1 Goiás
Um laudo emitido após a morte da psicóloga Bruna Nunes de Faria, que morreu após passar mal durante um exame de ressonância magnética em uma clínica de Goiânia, teve resultado inconclusivo. O documento explica que a causa da morte ainda está “a esclarecer” e novos testes foram solicitados. Ao g1, a mãe da jovem de 27 anos, Jane Alves de Souza, lamentou a angústia da espera para saber o que aconteceu de fato com Bruna.
“Estamos vivendo uma angústia enorme, porque o mínimo que podemos ter agora é saber toda a verdade”, disse Jane.
O documento foi emitido no dia 4 de janeiro. Até o momento, a família não obteve o resultado dos novos exames e explicou que a estimativa que recebeu para um novo laudo é de um prazo de 15 a 90 dias. Os testes complementares que devem ser realizados buscam definir a causa da morte da psicóloga.
Em nota, a Polícia Científica disse que foram solicitados exames laboratoriais complementares com o objetivo de contribuir com a completa elucidação do caso, que devem ser finalizados em até 30 dias. Informou ainda que laudos médicos e laboratoriais não podem ser interpretados de forma isolada, sem a relação deles com outras provas (nota na íntegra ao fim do texto).
Os exames que foram realizados até o dia 4 de janeiro buscavam responder as seguintes questões:
Se houve morte?
Qual a causa da morte?
Qual o instrumento ou meio que produziu a morte?
Se foi produzido com o emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidiloso ou cruel?
No entanto, apenas o questionamento 'se houve morte' foi devidamente respondido com um "sim". A causa da morte ainda deve ser esclarecida por exames, não foram obtidos elementos que determinassem o instrumento que causou a morte e a quarta questão foi respondida com a palavra "prejudicado", uma vez que os demais itens também foram inconclusivos.
O caso é investigado no 8º Distrito Policial de Goiânia. Bruna morreu no dia 21 de dezembro. Ela fazia exames para tentar identificar as causas de dois AVCs cerca de 50 dias antes. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para obter atualizações sobre o andamento da investigação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Bruna fez o exame no Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) Unidade II, que fica na Avenida Portugal, no Setor Marista. O g1 procurou a defesa do CDI nesta terça-feira (17), que explicou que aguarda o resultado dos laudos para se manifestar. No último dia 23 de dezembro, a defesa explicou, por meio de nota, que atualmente há dois grupos distintos operando sob o nome CDI.
Um sob responsabilidade dos médicos Luiz Rassi Júnior e Colandy Nunes Dourado e outro sob a gerência dos médicos Ary Monteiro Daher e Adriana Maria Monteiro, sendo que o procedimento que a jovem realizou faz parte dos serviços prestados pela equipe chefiada por Ary e Adriana. Os grupos estão em fase final de separação judicial, que deve ser finalizada em janeiro, quando os prédios também devem ser separados de acordo com a administração (veja a explicação ao fim do texto).
Bruna Faria nasceu em Bonfinópolis, onde foi velada e enterrada na quinta-feira (22). A jovem trabalhava como psicóloga da Prefeitura de Silvânia e fazia parte da Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (Emad) da Secretaria Municipal de Saúde.
Relatório da morte
O relatório médico sobre a morte de Bruna relata que ela passou mal entre 9h30 e 9h40 e a morte foi constatada às 10h09. A psicóloga começou a sentir os problemas cerca de 30 segundos depois da aplicação do contraste.
O exame foi interrompido a paciente foi para a sala de recuperação. Ela, então, teve uma “piora clínica súbita”. Os médicos chamaram uma ambulância e tentaram manobras de reanimação, mas ela não resistiu.
“Na hora que aplicou o contraste, ela falou assim: ‘Estou passando mal’, e começou a tossir. Eles a tiraram rápido, no colo. Eu fui junto para esse quartinho com ela e falei ‘pelo amor de Deus, o que está acontecendo com a minha filha?’. E já veio uma moça e aplicou uma injeção nela e ela [Bruna] falou: ‘Estou sem ar’. Foi a última palavra que ela falou”, desabafou a mãe.
Nota do CDI gerido pelo médico Ary Monteiro
"Aguardaremos o resultado do laudo que vai determinar a causa da fatalidade, mas, desde já, nos solidarizamos com os familiares e amigos da paciente e seguimos à disposição para prestar toda a assistência necessária. Reforçamos que em nossos exames são adotados elevados padrões de segurança, com acreditação em grau máximo e procedimentos certificados pelas autoridades do setor, sempre buscando garantir o bem-estar e a saúde de nossos pacientes, valores que sempre fizeram parte da história da clínica", diz a nota enviada pelo advogado do médico Ary Monteiro.
Nota do CDI gerido pelo médico Luiz Rassi Júnior
"As Clínicas CDI sob a coordenação do Dr. Luiz Rassi e Dra. Colandy Nunes Dourado, vêm a público esclarecer:
É com muita tristeza que recebemos a notícia da morte da jovem Bruna Nunes de Faria, paciente que realizava exame de ressonância magnética. Tal fato nos leva ao dever e obrigação de prestar esclarecimentos aos nossos clientes, corpo clínico, colaboradores, médicos e sociedade em geral.
Há dois grupos distintos operando sob o nome CDI. Um, o nosso – Dr. Luiz Rassi e Dra. Colandy Nunes Dourado -, com as Clínicas CDI Diagnósticos em Cardiologia; CDI Diagnósticos Angiotomográficos e Nuclear CDI. E, outro, sob a responsabilidade do Dr. Ary Monteiro Daher do Espírito Santo e Sra. Adriana Maria de Oliveira Guimarães Monteiro. Os grupos estão em fase final de separação judicial.
O processo judicial iniciado há mais de 02 anos, se deu em virtude de divergências de valores e princípios éticos no exercício da Medicina. As clínicas sempre funcionaram de forma separada, apesar de estarem localizadas no mesmo endereço, realizando exames distintos, com equipamentos distintos, médicos e colaboradores também distintos.
O exame da paciente Bruna Nunes de Faria, com fatídico e lamentável desfecho, foi realizado pela Clínica cujo responsável técnico é o Dr. Ary Monteiro Daher do Espírito Santo, que se chama Centro de Diagnóstico por Imagem PORTUGAL, o qual tem se identificado como CDI Radiologia.
Informamos também que o processo de separação dos imóveis está em curso, a fim de que a população em geral possa diferenciar ainda mais as Clínicas, ao buscar e escolher livremente atendimento para diagnósticos médicos.
Por fim, nos solidarizamos com a família e amigos de Bruna Nunes de Faria, lamentamos profundamente sua morte e esperamos que a causa do óbito seja esclarecida de forma rápida e efetiva, com apuração pelos órgãos competentes."
Nota da Polícia Científica
Foram solicitados exames laboratoriais complementares com o objetivo de contribuir com a completa elucidação do caso. Exames esses que estão sendo realizados nos laboratórios da própria Polícia Científica, em Goiânia, e que devem ser finalizados em aproximadamente 30 dias.
A Polícia Científica reforça que Laudos Médicos e Laudos Laboratoriais não podem ser interpretados isoladamente; sendo necessária a correlação dos mesmos com os demais elementos de provas, obtidos no âmbito da Delegacia de Polícia, o que é possível tão somente quando da conclusão do Inquérito Policial por parte da Autoridade Policial.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Governo de Goiás investe R$ 4,1 bilhões na saúde em 2022
Goiás recebe mais de 22 mil doses de vacina contra Covid para crianças
Égua leva alegria e ajuda na recuperação de pessoas internadas em hospital de Aparecida de Goiânia
Quem é a bilionária chinesa que investe para curar o câncer
Ministério da Saúde revoga portaria sobre aborto
ANS modifica Manual de Boas Práticas na Linha de Cuidado Materna e Neonatal
Helvécio Magalhães diz que governo quer diminuir filas de cirurgias eletivas
Maternidades fazem até simulação de partos para reduzir cesáreas
GAZETA DO ESTADO
Governo de Goiás investe R$ 4,1 bilhões na saúde em 2022
Valores envolvem pagamento de pessoal, custeio e investimentos, com foco na regionalização da saúde, e somam 13,26% da receita do Estado aplicado acima do percentual constitucional de 12%
O Governo de Goiás destinou R$ 4,1 bilhões para investimentos, pagamento de pessoal e custeio na área da saúde em 2022. Esse valor representou 13,26% da receita do Estado e ultrapassou o percentual de 12% que Goiás deveria, obrigatoriamente, investir em saúde, de acordo com a vinculação determinada pela Constituição Federal. Os recursos possibilitaram o avanço da regionalização, com a construção e aquisição de equipamentos para hospitais e policlínicas.
Para o titular da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Sérgio Vencio, os investimentos garantem aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), em Goiás, o acesso a serviços de qualidade, além de promover eficiência operacional e financeira aos cofres públicos do Estado. “O governo está garantindo o direito dos goianos à saúde de qualidade, nas diversas regiões do Estado”, avalia Vencio.
De janeiro a dezembro de 2022, foram realizadas 36.076 cirurgias eletivas na rede estadual de saúde, de acordo com o Sistema Estadual de Regulação de Cirurgias Eletivas (Regnet). Também foram realizadas 247.636 consultas e 154.139 exames.
Equipamentos
Do total de recursos, R$ 230.281.719,37 foram investidos na aquisição de equipamentos, obras e demais bens que se incorporaram ao patrimônio das 30 unidades distribuídas em todo o Estado.
Com os investimentos, três hospitais do Governo de Goiás – Crer, Hugol e HGG – receberam prêmio concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) por eficiência e qualidade no atendimento. Os hospitais foram encolhidos entre as 6,6 mil unidades financiadas pelo SUS durante premiação em parceria com o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), a Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Instituto Ética Saúde (IES).
Já para o custeio, que inclui manutenção, aquisição de bens de consumo ou contratação de serviços, foram destinados R$ 3.326.243.078,40. E para o pagamento de profissionais, R$ 701.328.256,75.
Regionalização
Em 2018, a rede assistencial própria do Estado contava com cerca de 20 unidades, localizadas de forma centralizada, em especial na região Metropolitana de Goiânia. A atual gestão regionalizou a saúde, com a abertura de novos hospitais. A rede própria agora conta com 30 unidades, levando assistência para mais perto do cidadão goiano.
Foram estadualizados cinco hospitais, em Jataí, Formosa, São Luís de Montes Belos, Luziânia e Itumbiara. O Governo de Goiás inaugurou o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, e retomou as obras do Hospital Estadual de Águas Lindas de Goiás. Entre as novas unidades estão ainda o Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) e o Hospital Estadual da Mulher (Hemu), ambos na capital.
Policlínicas
O Governo de Goiás garantiu o funcionamento das policlínicas estaduais nos municípios de Posse, Goianésia, Quirinópolis, São Luís de Montes Belos, Formosa e Goiás. Tais unidades se destinam à realização de consultas em mais de 20 especialidades e exames de alta complexidade, como mamografia, tomografia computadorizada, radiografias e oftalmológicos. As policlínicas também oferecem trabalhos que podem ser desenvolvidos em parceria com a comunidade, nas áreas de psicologia, nutrição, fisioterapia e terapia ocupacional.
Nas unidades de Posse, Goianésia, Quirinópolis e Formosa, o serviço de hemodiálise já foi instalado, o que deve ocorrer também na cidade de Goiás e São Luís de Montes Belos. E todas contam com uma base descentralizada da Central Estadual de Medicamentos de Alto Custo Juarez Barbosa para atender pessoas que moram nesses municípios com a dispensação de remédios de alto custo.
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PORTAL G1
Goiás recebe mais de 22 mil doses de vacina contra Covid para crianças
Foi reabastecido o estoque de Coronavac para completar, preferencialmente, o esquema vacinal de crianças a partir de 3 anos. Ainda há falta de doses de vacina para bebês.
A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES) recebeu 22.950 doses de vacina contra a Covid-19 para crianças, enviadas pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (16). Foi reabastecido o estoque de Coronavac. A SES explicou que essas doses serão usadas, preferencialmente, para completar o esquema vacinal de crianças de 3 a 11 anos de idade.
A superintendente em Vigilância Sanitária da SES, Flúvia Amorim, confirmou que ainda há falta de doses de vacina para bebês a partir de 6 meses, que tomam as doses da Pfizer Baby.
Apesar da orientação da SES para usar as doses nas aplicações de reforço - 2ª e 3ª doses -, Flúvia Amorim disse que os municípios podem utilizar o estoque na aplicação da 1ª dose. A distribuição das doses começa nesta semana.
"Temos orientado os municípios para utilizar as doses recebidas, cada frasco tem 10 doses. Então que eles utilizem de forma responsável para não ter desperdício. É preferencialmente para 2ª dose, mas chegou ao final da tarde e tem dose sobrando e crianças chegando para tomar a 1ª dose, que seja feita a vacinação", esclareceu Flúvia Amorim.
De acordo com a SES, o estado aplicou 15.296.207 doses de vacinas contra a Covid na população em geral. Até esta terça-feira (17), o painel da vacinação mostrava que 38.166 crianças de 3 a 4 anos receberam uma dose da vacina.
Entre crianças de 5 a 11 anos, 423.455 receberam uma dose da vacina contra a Covid. Mais de 539 mil adolescentes, de 12 a 17 anos, receberam pelo menos a 1ª dose da vacina.
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Égua leva alegria e ajuda na recuperação de pessoas internadas em hospital de Aparecida de Goiânia
Animal passeia pelas alas e recebe alimento e carinho dos pacientes. Médicos dizem que, após visitas, pessoas ficam mais dispostas a continuar os tratamentos.
Por Vitor Santana e Fábio Castro, g1 Goiás e TV Anhanguera
Uma égua esta sendo usada para distrair, levar alegria e ajudar na recuperação de pessoas internadas no Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Luziânia, como é chamado o animal, passeia pelos corredores e entra nos quartos e enfermarias. Os pacientes, de pronto, reagem com sorrisos, a acariciando e alimentando.
O projeto teve início em novembro de 2022. As visitas despertam a atenção de muitas pessoas, sejam pacientes, acompanhantes ou funcionários. Luziânia é uma égua aposentada da Polícia Militar que já participam de trabalho de ecoterapia e, portanto, estão acostumados com o contato.
O aposentado Ildebrando Araújo de Lima lembrou dos tempos que morava na fazenda. “É a coisa mais linda que existe. Cavalo, burro, animal que a gente andava direto quando a gente morava lá para o interior”, disse.
A visita acontece em áreas autorizadas pelas equipes médicas. Antes de a égua entrar, é feito todo um processo de higienização e preparação no animal.
A presença de um animal desse porte ajuda a despertar a curiosidade e até sorrisos. E isso é importante para quem está se recuperando de um problema de saúde.
Até mesmo os policiais que participam do projeto ficam emocionados com a reação das pessoas ao ver a égua.
“A gente que trabalha com prevenção de criminalidade, uma área totalmente diferente, podemos ajudar pessoas a descontrair, tirar um pouco do estresse de estar em um quarto por muito tempo. A gente sentiu a surpresa das pessoas em ver o cavalo, algo inesperado. Pelo sorriso das pessoas, acredito que vai ajudar muito na recuperação delas”, disse o sargento Mozart Rocha, que trabalha no regimento da cavalaria da Polícia Militar.
Todo o projeto é formado por uma equipe multiprofissional, formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
Os médicos se basearam em um estudo que mostra o poder dos cavalos. A experiência no hospital goiano também será avaliada. Porém, o poder dos cavalos já mostra resultados.
“Aumenta o bem-estar do pacientes, contribui para uma melhoria das taxas, um envolvimento maior do paciente no tratamento, ele volta para o leito com uma vontade maior de retomar a atividade”, contou Fernanda Lambach, coordenadora do projeto.
“Qualquer coisa que a gente possa fazer para tirar essa impressão, esse sentimento de local de sofrimento para um lugar onde as pessoas podem ter felicidade, onde elas podem ser bem cuidadas, onde as coisas podem acontecer com carinho, são bem-vindas”, disse o Tadeu Renattini, médico coordenador da pediatria.
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FORBES BRASIL
Quem é a bilionária chinesa que investe para curar o câncer
Com um recipiente que lembra uma caneca de café, Nisa Leung não injetou sua injeção de reforço contra a Covid-19 - ela inalou. A investidora chinesa se tornou uma das primeiras pacientes da primeira vacina gasosa contra Covid-19 do mundo, lançada em setembro passado pela CanSino Biologics, com sede em Xangai, uma das empresas de seu portfólio.
"Quem sabe se haverá ou não outros tipos de Covid surgindo?" diz Leung, sócia-gerente da Qiming Venture Partners. Ela apoiou a CanSino em 2015, logo depois que a empresa biofarmacêutica construiu sua primeira fábrica de vacinas. O que a atraiu foi o desenvolvimento de vacinas contra meningite meningocócica para crianças, que na época não estavam disponíveis na China. Desde então, a CanSino tornou-se uma das maiores empresas de biotecnologia do país, com uma capitalização de mercado de US$ 3,8 bilhões (R$ 19,58 bilhões).
Sua visão para a inovação na área é uma das razões de seu sucesso. Presente na lista Forbes 50 Over 50 deste ano, Leung, 52, é um regular na Forbes Midas, lista dos melhores investidores do mundo. Em 2022, ela foi classificada como a segunda maior investidora na China, depois de Anna Fang, sócia e CEO da ZhenFund. Além da CanSino, seu portfólio inclui a maior fabricante de insulina da China, Gan and Lee, co-fundada pelo bilionário Zhongru Gan .
Fundada em 2006 e sediada em Pequim, a Qiming Venture Partners foi uma das primeiras apoiadoras de gigantes da tecnologia, como a Meituan, do bilionário Wang Xing, e a Xiaomi, do bilionário Lei Jun. A empresa de investimentos levantou um total de US$ 9,4 bilhões (R$ 48,44 bilhões) em capital em 11 fundos, com foco particular nos setores de tecnologia de consumo e saúde; desde 2020, as 480 empresas do portfólio da Qiming realizaram 34 IPOs, 25 das quais na
Em dezembro passado, as autoridades chinesas anunciaram o relaxamento das medidas restritivas de controle do Covid-19 nas cidades da China, estimulando as altas do mercado, enquanto os investidores apostavam que a segunda maior economia do mundo finalmente reabriria suas portas. A negociação na China despencou 45% em 2020, o nível mais baixo desde 2008, segundo dados da Refinitiv.
"Acho que a China tem uma posição única para desempenhar na cadeia de valor global", diz Nisa Leung. Ela continua "muito otimista" no futuro de curto e médio prazo do investimento em saúde na China, embora diga que o setor estava com excesso de inscrições devido à pandemia de Covid-19.
Sua confiança é inspirada pela resiliência dos fundadores com quem ela trabalhou. Durante o bloqueio em Xangai em 2020, várias das empresas da Qiming ficaram presas nos escritórios por até três meses. Proibidos de sair do prédio, eles seguiram trabalhando. Sem chuveiros, eles estabeleceram escalas para se limpar nos banheiros. "É essa perseverança que eu acho importante", diz ela.
A adaptação às severas "dificuldades" do bloqueio exigiu que as equipes tivessem uma fé tremenda, aceitando salários baixos ou inexistentes até que pudessem retomar seus horários normais. "É por isso que eu sempre digo: não aposte contra os empreendedores chineses porque eles trabalham muito duro mesmo."
Criada em Hong Kong, Nisa Leung formou-se na Cornell University com bacharelado em administração e na Stanford Graduate School of Business com MBA. A batalha de um tio contra o câncer de fígado a inspirou a investir em saúde. Enquanto sua família procurava tratamento para o tio em Guangzhou, Leung percebeu as deficiências da terapêutica chinesa.
"Sempre que vejo pacientes com câncer de fígado implorando publicamente por um fígado nas redes sociais, sinto pena", escreveu Leung em um post de blog de 2019 para Qiming. "Se a ressecção [de um tumor hepático] puder ser realizada precocemente, a taxa de sobrevida dos pacientes é bastante alta; no entanto, o câncer de fígado ainda é a terceira causa de morte por câncel em Hong Kong."
Desde então, Leung tem supervisionado investimentos no setor de saúde da China, introduzindo empresas sediadas nos Estados Unidos no mercado doméstico e desenvolvendo talentos locais. Ela aproveitou campos em expansão, como a descoberta de medicamentos com tecnologia de IA, que usa algoritmos avançados para prever o movimento de moléculas e encontrar aquelas que funcionam para doenças específicas. Um de seus investimentos notáveis na Qiming é a Schrödinger, que desenvolve um software de simulação de IA que ajuda os cientistas a descobrir compostos eficazes.
"Praticamente todo o comitê de investimentos foi contra", diz Leung. "Mas eu disse: acho que esta é a direção certa para investir. Se o investimento for bem, a Qiming ganha dinheiro. Se não, eu pago do meu bolso." Sua aposta valeu a pena. No ano seguinte, a Schrödinger estreou na Nasdaq com uma oferta pública de US$ 220 milhões (R$ 1,13 bilhão), superando seu preço inicial.
Outro investimento é o Zai Lab, um gigante biofarmacêutico com uma capitalização de mercado de US$ 4,1 bilhões (R$ 21,13 bilhões). "Ninguém estava realmente prestando atenção" à descoberta de drogas em 2014 e, no caso da pequena equipe de três mulheres do Zai Lab, havia dúvidas sobre a viabilidade futura da operação. Para Nisa Leung, avaliar equipes pequenas se resumia a "muita intuição" e cálculos para preencher lacunas. A Zai Lab estreou na Nasdaq em 2017 e concluiu uma listagem secundária na bolsa de valores de Hong Kong em 2020.
>Leia também: Cofundador do Google doou mais de US$ 1 bilhão para pesquisa de Parkinson
Agora, entrando em seu 17º ano na Qiming, Leung se destaca como uma das principais investidoras na China. Além disso, aproximadamente 37% do portfólio de saúde da Qiming tem fundadoras ou executivas. "Não tentamos identificar especificamente mulheres empresárias", diz ela. As oportunidades da China para as mulheres no setor de saúde são mais amplas, diz ela. "Passei bastante tempo no Vale do Silício e não teria ido tão longe se tivesse ficado lá."
Doenças femininas têm sido cronicamente negligenciadas, diz Leung, o que estimula as pesquisas. Poucas empresas visam doenças como miomas (tumores benignos no útero) e endometriose (doença em que o crescimento do tecido afeta o sistema reprodutivo feminino). A falta de tratamento desmente o escopo das doenças: os miomas afetam 77% das mulheres em idade reprodutiva e a endometriose aflige 10%, de acordo com estudos da Fundação Bill e Melinda Gates.
"Queremos ser capazes de encontrar soluções em muitas áreas diferentes para as quais não temos cura", diz Leung. Em 2021, a Qiming liderou uma rodada de financiamento série B de US$ 56 milhões (R$ 288,6 milhões) da HopeMed, uma empresa de biotecnologia que trata da endometriose e outros distúrbios causados por receptores hormonais defeituosos, incluindo calvície em homens e mulheres. E também apoiou o desenvolvimento de medicamentos da Insilico Medicine, plataforma de IA de Hong Kong, que anunciou resultados positivos para um medicamento indicado para doenças pulmonares.
Outras condições idiopáticas ou sem causa conhecida são as próximas. Nisa Leung prevê que as startups de saúde adotarão "novas modalidades", examinando doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer. Por sua vez, as ferramentas disponíveis para os pesquisadores irão evoluir. Por exemplo, os avanços na técnica de biópsia líquida, uma forma de detectar tumores cancerígenos sem operações, poderiam tornar o câncer uma doença crônica em vez de uma doença mortal.
"Se pudermos ajudar um pouco estendendo a idade média do mundo em cinco anos, isso seria ótimo", diz ela. "Ainda há muito que podemos fazer, porque há muitas doenças que precisam ser curadas."
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JORNAL FLORIPA ONLINE
Ministério da Saúde revoga portaria sobre aborto
A portaria, do governo Jair Bolsonaro, obrigava o médico a comunicar o aborto à autoridade policial e destacava que era preciso preservar evidências materiais do crime de estupro. O Ministério da Saúde revogou seis portarias do governo anterior. Uma delas, sobre a autorização para o aborto legal - a interrupção da gravidez nos casos previstos em lei. A portaria obrigava o médico a comunicar o aborto à autoridade policial e destacava que era preciso preservar evidências materiais do crime de estupro.
O governo também revogou a obrigatoriedade de apresentação de prescrição médica eletrônica para retirar medicamentos do programa farmácia popular.
Ministério da Saúde revoga portaria sobre aborto e outras medidas contrárias às diretrizes do SUS
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ANS modifica Manual de Boas Práticas na Linha de Cuidado Materna e Neonatal
Os diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foram favoráveis às alterações do Manual Boas Práticas na Linha de Cuidado Materna e Neonatal (CBP Parto Adequado). As mudanças incluem propostas apresentadas em uma consulta pública por entidades parceiras, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), e também pelos usuários dos planos. O documento é utilizado no Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde de Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde (PCPB).
As modificações foram apresentadas pela área técnica da ANS na tarde desta segunda-feira (16/1), durante 583ª Reunião da Diretoria Colegiada (DICOL). Entre as alterações do manual está a ampliação de 3 para 11 nos indicadores a serem seguidos pelas operadoras interessadas em obter a certificação. A alteração também prevê a ampliação do número de profissionais nas equipes, além da possibilidade de visitas técnicas e remotas as clínicas.
As novas determinações do manual são fruto de consultas a especialistas e de revisões bibliográficas, com recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Uma consulta pública foi feita e 73% das sugestões foram acatadas.
O objetivo da mudança é melhorar o atendimento. "Esse é um projeto de suma importância para saúde suplementar, devido principalmente à quantidade de partos cesarianas (81,76% em 2021), grande parte deles feitos sem indicação clínica", disse o diretor Maurício Nunes da Silva.
O PCPB é um processo voluntário de avaliação da adequação a critérios técnicos pré-estabelecidos para uma Rede de Atenção à Saúde específica ou para uma Linha de Cuidado específica de uma operadora, realizado por Entidades Acreditadoras em Saúde, com aptidão reconhecida pela ANS. Entre as linhas de cuidado com certificação está a CBP Parto Adequado, que inclui uma série de requisitos que devem ser seguidos pelas operadoras que desejam obter o título.
O novo manual será divulgado pela ANS em seu site nos próximos dias.
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O TEMPO
Helvécio Magalhães diz que governo quer diminuir filas de cirurgias eletivas
Nomeado na última semana como secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, o ex-secretário de Planejamento e Gestão no governo Pimentel, Helvécio Magalhães, garante que a Saúde vai trabalhar em duas principais vertentes nos próximos anos. A primeira é retomar a cultura da vacinação no país e a segunda é diminuir a fila de consultas e cirurgias eletivas.
Para isso, a próxima equipe da pasta pretende realizar mutirões de exames, intensificar o uso da tecnologia no atendimento do SUS, com o aprimoramento dos prontuários eletrônicos, além de disponibilizar Whatsapp e e-mail para agendamentos de consultas.
Segundo Helvécio, a ministra Nísia Trindade estuda também a possibilidade de reativar leitos e blocos cirúrgicos desativados em hospitais estaduais e federais para ampliar a capacidade de atendimento, que pode, inclusive, funcionar em horários alternativos, como à noite e aos sábados.
"Temos uma fila enorme de pessoas aguardando consulta com especialistas, exames, diagnósticos, raio-x, e cirurgias eletivas. Vamos ver qual é a capacidade ociosa dos hospitais filantrópicos também para dar mais agilidade a esse processo. Primeiro, estamos trabalhando para levantar qual o tamanho dessa fila, mas não vamos esperar meses e aguardar um grande programa para colocar em prática. Vamos ver qual é o recurso disponível no orçamento de imediato para estabelecer modalidades de pagamento e já começar e com o tempo ir aperfeiçoando", explicou o médico, que garantiu que as intervenções para diminuir as filas serão permanentes para evitar que o número de pessoas aguardando atendimento continue aumentando.
"Esses são uns dos desafios imediatos e as encomendas feitas pelo presidente Lula. O Ministério da Saúde foi devastado não só durante a pandemia, mas também pela má gestão e desorganização. O Brasil que já foi referência mundial de vacinação perdeu isso em quatro anos. Vimos políticas implantadas há décadas sendo interrompidas, a situação da saúde brasileira é dramática, é preciso refazer e retomar muita coisa", pontuou o secretário.
Segundo ele, o governo Lula não fará distinção entre Estados e governantes, negando qualquer possível atrito com o governo de Minas e o governador Romeu Zema (Novo). "Essas metas não são prioridades do Ministério da Saúde, mas desse governo como um todo. Por isso, não terá nenhuma relevância para nós posicionamento político. A orientação é clara, o SUS é suprapartidário e federativo", argumentou.
Outra novidade na nova gestão do Ministério da Saúde, segundo Helvécio, será a implementação de convênios com universidades para o aprimoramento do atendimento na saúde primária. A ideia do secretário é repetir a experiência executada pela Prefeitura de Belo Horizonte, em 2003, quando ele foi Secretário de Saúde do município.
"A partir da experiência em BH com a UFMG, queremos implementar progressivamente o contato de especialistas nas unidades básicas. Ao invés do médico encaminhar um paciente por não ter o diagnóstico, ele pode tirar a dúvida com algum colega especialista", pontuou Helvécio que acrescentou que essa comunicação poderá ser online ou off-line.
De acordo com o secretário, a medida será trabalhada em parceria com a recém criada Secretaria de Saúde Digital, comandada por Ana Estela Haddad. O projeto, segundo ele, tem como objetivo melhorar o atendimento e evitar encaminhamentos.
"Essa consulta de informação pode acontecer através de uma fotografia, que pode ser encaminhada para um especialista, pela análise de uma biópsia ou até mesmo contato telefônico. Essa é uma prática comum no setor privado em que se poupa tempo e custos. É um projeto que não tem mistério, são cooperações. Fizemos em BH e podemos trazer para o Brasil todo", afirmou.
"É mais uma ferramenta para se dar agilidade para o diagnóstico. A pandemia trouxe a evidenciou a importância da tecnologia para a saúde com a tele consulta", completou o médico que foi cedido pela Prefeitura de Belo Horizonte ao cargo de Secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde até o dia 31 de dezembro deste ano.
Desde 2019, o ex-secretário nacional de Atenção à Saúde Básica da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) estava cedido ao Instituto René Rachou, unidade da Fiocruz em Minas Gerais. Lá estava desde quando deixou o governo Fernando Pimentel (PT), quando foi secretário de Estado de Planejamento e Gestão. Além de secretário de Estado, o médico foi conselheiro da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e da Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge).
Antes de integrar o governo Dilma, o novo secretário de Atenção Especializada à Saúde foi secretário de Saúde de Belo Horizonte entre 2003 e 2008, justamente quando o prefeito era Pimentel. Além disso, na década de 1990, Helvécio foi o primeiro coordenador de Epidemiologia da Prefeitura de Belo Horizonte.
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ISTOÉ ONLINE
Maternidades fazem até simulação de partos para reduzir cesáreas
Para enfrentar o alto índice de cesáreas desnecessárias no País, grandes redes de hospitais e maternidades privadas têm desenvolvido ações para reestruturar suas instalações, capacitar profissionais e conscientizar gestantes sobre os benefícios do parto normal e os riscos da realização de uma cesariana sem indicação clínica.
Cursos para gestantes com simulações realísticas do parto, salas especiais e formação de equipes multiprofissionais com foco na humanização são algumas das ações adotadas pelos estabelecimentos de saúde para tentar vencer a resistência de alguns médicos e pacientes ao parto vaginal.
No Brasil, 57% dos nascimentos em 2021 ocorreram via cesariana e o índice segue tendência de alta. Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, o ano de 2020 teve taxa recorde desse tipo de parto. Na rede particular, o porcentual passa de 80%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera adequada uma taxa de 10% a 15%.
Dor
Para reduzir esse índice em suas unidades, o Grupo Santa Joana, que administra as maternidades Santa Joana, Pro Matre e Santa Maria, focou na análise de dados e adotou, entre outras medidas, um curso em que profissionais usam manequins que reproduzem o corpo humano para demonstrar o trabalho de parto para os casais e apresentar técnicas para o alívio da dor.
"O centro de simulação realística era voltado para profissionais, mas passamos a usá-lo também para a educação de pacientes", diz Monica Siaulys, diretora médica do Santa Joana.
"Quero ter o parto normal, mas sempre tive muito medo. A gente ouve falar que a mulher sente muita dor, e, no curso, nos apresentaram as possibilidades de anestesia", diz a gerente comercial Petruska Canet, grávida de 37 semanas.
A diretora médica cita ainda a abertura de novas suítes de parto normal, algumas até com cama de casal king size.
O Hospital Israelita Albert Einstein também vem desenvolvendo ações, como a melhoria da infraestrutura para o parto normal, com a criação, em 2017, das chamadas salas PPP (pré-parto, parto e pós-parto), a conscientização das gestantes, além de um trabalho com os médicos.
"A gente chamou aqueles com alto volume de cesáreas, perguntamos o que podíamos fazer para ajudar a ter um número mais adequado de partos vaginais. Até oferecemos o acompanhamento de nossas enfermeiras especializadas porque sabemos que uma das justificativas é que acaba sendo oneroso porque o médico também tem suas funções no consultório", diz Rômulo Negrini, coordenador médico da maternidade do Einstein.
Além de cursos e salas adaptadas, a Rede Mater Dei, que administra dez hospitais, oferece residência em ginecologia e obstetrícia com ênfase na humanização do parto.
Para a empresária Fabiane Fernandes Alves, o apoio de uma equipe com foco na humanização foi fundamental para que optasse pelo parto normal, após viver uma experiência traumática na primeira gravidez.
"É um momento em que estamos com muita força, mas, ao mesmo tempo, muito frágeis. Se não tem pessoas para nos incentivar, não flui", diz ela, que teve Vicente, hoje com 1 ano e 4 meses, por parto normal.
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Assessoria de Comunicação
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DESTAQUES
Planos de saúde individuais podem ter reajuste de somente 10% em 2023, diz Citi
Falta de vacina da Covid-19 para crianças preocupa mães goianas
Período chuvoso acende alerta para cuidado com escorpiões em Goiás
Como funciona a vacina inalável contra Covid em análise pela Anvisa
Por que a pandemia de covid está longe de terminar
Janeiro Branco: importância de promover a saúde mental no ambiente corporativo
PL disciplina transparência das atividades dos conselhos de medicina
VALOR ONLINE
Planos de saúde individuais podem ter reajuste de somente 10% em 2023, diz Citi
Segundo os analistas, o número é pequeno, indicando crescimento anual composto de 5,2% nos últimos três anos, com a sinistralidade ainda elevada do setor
Planos de saúde individuais podem ter um teto de reajuste nos preços de 10%, calcula o Citi, levando em conta números da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nos nove primeiros meses de 2022 e o IPCA de 5,79% no ano passado.
Os analistas Leandro Bastos e Renan Prata escrevem que o número é pequeno, indicando crescimento anual composto de 5,2% nos últimos três anos, com a sinistralidade ainda elevada do setor.
"Em nossa visão, a progressão no tíquete médio deve permanecer como o principal fator para aumentar margens no setor e destacamos a importância do teto não só para planos individuais mas como âncora para reajustes nos outros planos", comentam.
Entre empresas com capital aberto, Hapvida é uma empresa bastante exposta a planos individuais, afirma o banco, com cerca de 17% da sua base de clientes e 21% das receitas neste nicho. Já SulAmérica, recentemente incorporada pela Rede D'Or, tem só 4% de clientes nesses planos.
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O HOJE
Falta de vacina da Covid-19 para crianças preocupa mães goianas
Com os postos desabastecidos, muitas crianças estão com o calendário vacinal atrasado
Por: Alexandre Paes
Desde novembro de 2022, quando houve a ampliação da vacinação com a Pfizer Baby para crianças de seis meses a 2 anos, 11 meses e 29 dias de idade, sem comorbidades, os pais e responsáveis estão tendo dificuldades para encontrar o imunizante na capital. Em falta desde dezembro, no Estado, a nova remessa disponibilizada pelo Ministério da Saúde deve chegar em Goiás ainda em janeiro.
Segundo informações da gerente de imunização da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), Alessandra Santana, a primeira e última remessa com lote de 35 mil doses, recebida em novembro do ano passado, foi distribuída aos 246 municípios do Estado e já está em falta em muitas cidades, incluindo Goiânia.
A gerente confirmou que a previsão, informada pelo Ministério da Saúde na semana passada, é de que a nova remessa dos imunizantes Pfizer Baby e Coronavac cheguem à Goiás ainda na segunda quinzena de janeiro de 2023. “Muitos municípios não têm mais doses, já usaram todo o seu estoque e não conseguiram vacinar toda a população, porque o Ministério da Saúde mandou somente uma remessa e a previsão é que seja na segunda quinzena de janeiro. Mas até então, não há nenhum ofício divulgado”, destaca a Alessandra Santana.
Mães se preocupam com crianças expostas
Com os postos desabastecidos, muitas crianças estão com o calendário vacinal atrasado. Na porta do Centro Municipal de Vacinação e Orientação ao Viajante (CMV), pelo menos cinco mães estavam voltando para casa com os filhos sem receber o imunizante.
Esse foi o caso de Theodoro, de 3 anos, vacinado com a primeira dose em outubro. Quando chegou a hora de receber a segunda, sua mãe, Elizabeth Batista Bastos Costa, 38, descobriu que o insumo estava em falta. “É desagradável. Queríamos que ele já estivesse imunizado. Ele já está em convívio com outras pessoas, e deve começar a ir para escola neste mês”, reclama.
Elizabeth demonstra preocupação com a falta de previsão para reposição do estoque de vacina, especialmente porque a sala de aula é um local de aglomeração. “É muito difícil controlar transmissão com criança pequena. A máscara para eles é mais difícil de usar, colocam a mão na boca o tempo todo. É o perfil que mais está exposto, e por isso me preocupa demais ficar com essa pendência no esquema vacinal”.
Juliana Siqueira Nunes, 40, que trabalha com relações públicas, passou por três postos de saúde só nesta semana em busca da segunda dose da Pfizer Baby para a filha Bruna, de 3 anos. E sempre recebem a mesma resposta das atendentes. “No posto próximo a minha casa me informaram que aqui teria a vacina. Cheguei e foi mais uma decepção. Estou há uma semana nessa corrida”.
Preocupada, ela se diz de mãos atadas com a situação, já que a família está de mudança para outro estado. “Vamos mudar sem ela ter tomado a segunda dose e não sei o que vou fazer. Amanhã já fica complicado resolver isso, porque já mudamos na semana que vem”, relata. Sem ânimo para peregrinar pelos postos de saúde, Juliana disse que vai tentar ligar nas unidades para saber a disponibilidade da vacina. “Creio que devo conseguir”.
Campanha infantil
Na última terça-feira (10/01) a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou que a pasta vai iniciar uma campanha de vacinação infantil em fevereiro e que irá propor pontos de vacinação nas escolas. Nísia disse que a ideia é recuperar a alta cobertura de vacinação infantil.
Segundo a ministra, o abastecimento de vacinas para crianças e bebês contra a covid-19, que estão em falta no país, deve ser normalizado. Ela explicou que o Instituto Butantan se comprometeu a adiantar a entrega de 2 milhões e 715 mil doses nos próximos dias.
A vacina infantil contra a Covid-19, inicialmente, foi liberada somente para crianças com comorbidades. No entanto, a campanha passou a abranger crianças de 6 meses a menores de 3 anos, sem comorbidades, a partir do final de novembro, ampliando a procura.
Alessandra elucida que o esquema vacinal dos bebês é diferente da vacinação dos adultos e das crianças maiores, com dosagem desenvolvida especialmente para eles. Os bebês de 6 meses a menores de 3 anos recebem a Pfizer Baby. Já as crianças de 4 a 11 anos recebem a Pfizer Infantil e Coronavac, com duas doses, mais a dose de reforço. A partir de 12 anos, já podem receber a mesma vacina destinada aos adultos.
Até os 4 anos de idade, as crianças devem completar 3 doses no esquema vacinal contra Covid. “A vacina para a criança está recomendada a partir de seis meses até quatro anos, onze meses e vinte e nove dias. São três doses. Da primeira para a segunda dose, o intervalo é de quatro semanas e, da segunda para a terceira dose, oito semanas”, explica a gerente de imunização da SES-GO.
Importância da 2ª dose
O Ministério da Saúde orienta para que os pais e responsáveis levem suas crianças para completar o esquema vacinal, tomando a segunda e a terceira dose. A primeira dose protege contra formas graves da doença, mas a proteção é transitória e precisa ser reforçada com o passar dos meses, como explica o pediatra, Lucas Alvarenga.
“A primeira dose de vacina confere uma proteção relativamente boa, porém é transitória. Então, nós recomendamos fazer a segunda dose. A dose de reforço é, justamente, para manter os níveis de anticorpos contra esses agentes, para que tenha uma boa defesa”.
O pediatra destaca que nos primeiros anos de vida é ainda mais importante que as crianças criem defesas contra vírus e micro-organismos. “Principalmente no primeiro ano de vida, porque é justamente a fase em que o sistema imunológico da criança ainda não está 100% para evitar o contato com esses micro-organismos. Então é ainda mais importante que se vacinem as crianças nessa faixa etária precoce, para que evite formas graves da doença”, finaliza Lucas.
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Período chuvoso acende alerta para cuidado com escorpiões em Goiás
No Estado foram registrados 921 acidentes por picada de escorpiões somente no ano passado
Por: Rodrigo Melo
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) alerta a população sobre a importância de redobrar os cuidados para evitar escorpiões e outros animais peçonhentos no período chuvoso. Neste tempo quente e úmido de verão, os escorpiões saem à procura de abrigo em lugares secos. De forma geral, esses animais não atacam, mas usam o veneno como mecanismo de defesa quando se sentem ameaçados.
No ano passado, em Goiás, foram registrados 921 acidentes por picada de escorpiões. Com 82 notificações, Goiânia foi o município que mais teve ocorrências desse tipo, seguido por Rio Verde e Formosa, ambos com 73 ocorrências. De acordo com o Painel Scorpion, da SES-GO, a maioria das pessoas apresentou sintomas leves após a picada. A faixa etária com mais ocorrências é de 20 a 29 anos. Em todo o Brasil, segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde, foram registrados mais de 154 mil acidentes por picada de escorpião.
Para auxiliar profissionais da área da saúde, bem como a população em geral, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Goiás (Ciatox) presta atendimento, em caráter de emergência, quando há qualquer situação de envenenamento ou intoxicação e também acidentes com animais peçonhentos. Por meio dos telefones 0800 646 4350, 0800 722 6001 ou (62) 3241-2723, qualquer pessoa pode acionar os médicos do Ciatox em caso de necessidade.
Orientações
Cuidados básicos devem ser tomados para evitar possíveis agravos com escorpiões ou qualquer outro animal peçonhento. “Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem; ter cuidado ao calçar sapatos fechados, balançar roupas, sapatos, toalhas e outros, antes do uso; afastar camas das paredes; não deixar acumular entulho no quintal e manter a grama sempre aparada são ações que evitam esse tipo de acidente”, pontua a enfermeira.
Em situação de interação com um animal peçonhento, basta acionar os profissionais do Ciatox para saber como proceder. “Em um primeiro momento, retire tudo que possa apertar a região da picada, como anéis, pulseiras ou cintos; lave o local com água limpa e sabão e procure uma unidade de saúde mais próxima. Deixe a região afetada elevada em relação ao resto do corpo; evite correr e não dirija sozinho. Também é importante fotografar o animal, para auxiliar o médico no diagnóstico e tratamento do agravo”, orienta Juliana.
A picada de escorpião causa dor imediata e ainda pode ocasionar formigamento, vermelhidão e suor no local da ferida. Crianças, que são mais vulneráveis, podem sentir tremores, náuseas, vômitos, agitação incomum, excesso de saliva e hipertensão por alguns minutos ou horas. Vale destacar que todos os escorpiões são venenosos e que a gravidade aumenta devido à espécie e à quantidade de veneno injetada.
Existem quatro principais espécies. O escorpião-amarelo, encontrado em todas as regiões, é o que mais preocupa por ser o mais venenoso. O escorpião-marrom é encontrado na Bahia e em alguns locais do Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O escorpião-amarelo-do-nordeste é mais comum no Nordeste, mas há registros em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina. Já o escorpião-preto-da-amazônia, principal causador de acidentes e mortes, é comum em Estados da Região Norte e no estado do Mato Grosso, no Centro-Oeste.
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ÉPOCA
Como funciona a vacina inalável contra Covid em análise pela Anvisa
No fim do ano passado, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu o pedido de análise de uma nova vacina contra a Covid-19. Chamado de Convidecia Air, o fármaco traz uma diferença bastante importante em comparação aos demais disponíveis hoje no mercado: em vez de injetável, ele é inalável e indolor.
Embora seja uma novidade no país, o produto já está sendo usado na China como dose de reforço nos cidadãos vacinados com outros imunizantes. Em vídeo publicado na internet, o governo chinês exemplifica a aplicação do produto, que é colocado em um copo de plástico com bico e deve ser aspirado pelo paciente. Toda ingestão leva menos de 30 segundos.
O imunizante foi desenvolvido pela chinesa CanSinoBIO, mas no Brasil está sob a responsabilidade da biofarmacêutica nacional Biomm. Em entrevista exclusiva a Época NEGÓCIOS, o presidente da companhia, Heraldo Marchezini, destaca que a possibilidade de uma vacina aplicada pelas vias orais já era discutida desde o início da pandemia, mas, em razão da emergência global, as injetáveis, que eram amplamentes conhecidas, foram as mais utilizadas.
"Essa é uma vacina que combina o adenovírus [mesma tecnologia usada em AstraZeneca e Janssen], que já tem a sua segurança comprovada e está em utilização na sua forma intramuscular, com uma tecnologia de aerossol de uma máquina já presente no mercado brasileiro. Essa combinação faz com que sua apresentação seja na versão inalável", diz Marchezini.
Assim como as outras disponíveis no país, a Convidecia Air se destina a reduzir o risco de uma forma grave da doença, e não a evitar a contaminação pelo vírus. A diferença é que ela age no mesmo caminho onde o vírus penetra, pela mucosa nasal ou oral, então funciona como uma primeira linha de defesa do corpo humano para que a infecção perca força logo no início. A tecnologia é muito parecida com a usada no produto em gota, como o de poliomielite.
"As vacinas de mucosa têm uma vantagem, que é defender o organismo da penetração de vírus respiratórios, agindo com os anticorpos de mucosa, que evitam a invasão", explica Isabella Ballalai, médica pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). "Esse tipo conduz a resposta imunológica de mucosa e anticorpos no sangue, com o objetivo de evitar tanto a infecção quanto a transmissão da doença", define.
Segundo a Biomm, a documentação da vacina inalável foi submetida à Anvisa em novembro do ano passado, complementando um dossiê com dados da Convidecia na versão injetável entregue em maio. Em decisão publicada na última segunda-feira (9), sem explicar os motivos, o órgão de saúde indeferiu a solicitação de registro definitivo da versão injetável, mas ainda deve decidir sobre a versão inalável, que traz a mesma composição medicamentosa.
A Biomm afirmou que vai recorrer da decisão por meio de um recurso administrativo, visto que o imunizante já foi aprovado por agências reguladoras de outros países. A empresa informa ainda que, caso consiga o aval definitivo do órgão, inicialmente as vacinas serão importadas e, depois, fabricadas na planta biofarmacêutica própria, localizada em Nova Lima (MG).
A reportagem entrou em contato com a agência federal para saber o status de aprovação da Convidecia Air, mas, por questões legais de confiabilidades, a Anvisa disse não se manifestar sobre os medicamentos em análise.
Por que ainda é importante criar vacinas contra a Covid -19
Se aprovada pela Anvisa, a Convidecia Air chega em um momento em que - pelo menos no Brasil - a maioria da população já está imunizada contra a Covid-19. No entanto, conforme relatam os cientistas, a tendência é que a aplicação de vacinas contra o vírus entre para o calendário anual, como ocorre com a da gripe, por exemplo, que tem de ser aplicada sazonalmente.
"A ciência está evoluindo, e estamos vendo o que seria uma segunda onda de vacinas, criadas a partir de plataformas diferentes e que podem levar a resultados melhores", explica Ballalai. "As que temos hoje impedem a complicação dos casos, mas não evitam a infecção pelo vírus".
Nesse contexto, a vacina inalável surge como mais uma opção para a população, com uma eficácia comprovada por diversos cientistas. Em uma publicação na revista The Lancet, uma das principais revistas científicas do mundo, um grupo de pesquisadores avaliou o fármaco e atestou sua segurança e imunogenicidade, especialmente para aplicação como terceira dose e em reforço à CoronaVac, medicação mais aplicada no Brasil.
"Em conclusão, os nossos resultados mostraram que uma imunização de impulso heterólogo com um Ad5-nCoV aerossolizado em adultos previamente vacinados é segura e altamente imunogênica, e provocou concentrações de NAbs significativamente mais elevadas do que uma terceira dose homóloga de CoronaVac", relatou o grupo.
Marchezini, da BioMM, pontua que esta versão é ainda mais significativa, porque usa apenas um quinto do material necessário para produzir uma vacina intramuscular. "É uma questão econômica importante, porque você reduz a dose. Todos os indícios mostram que ela conduz a ótimos resultados, inclusive contra a variante ômicron", afirma.
A médica afirma, ainda, que o imunizante pode ser mantido em geladeira comum, entre 2º C e 8º C, o que dá maior facilidade para o transporte e o armazenamento nas regiões remotas do país. "De uma forma já conhecida e adotada dentro da nossa estrutura, nós temos como transportar e armazenar essa vacina, sem que ela perca nenhuma das suas características, nem sua potência, que é o grande problema quando não está na temperatura ideal", diz.
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UOL
Por que a pandemia de covid está longe de terminar
O coronavírus praticamente desapareceu do debate público - mas ainda está causando mortes.
No final de outubro de 2022, epidemiologistas e especialistas em doenças infecciosas de todo o mundo começaram a observar uma tendência preocupante.
Segundo o epidemiologista britânico Adam Kucharski, estava em andamento uma nova onda de covid-19, que vinha passando quase despercebida.
Os picos alarmantes de mortes e hospitalizações por covid-19, que todos nós observamos durante os dias sombrios de 2020 e 2021, foram substituídos por uma implacável sucessão de mortes diárias.
Vamos tomar um exemplo. No dia 21 de dezembro de 2022, houve 133 mortes relacionadas à covid-19 na Inglaterra, segundo o governo britânico. Este número pode ser considerado pouco significativo em comparação com 2020, quando as pessoas morriam aos milhares devido ao vírus.
Na mesma semana, 2.919 pessoas morreram de covid-19 nos Estados Unidos. Mas, como salientou Kucharski, mesmo os baixos índices de mortes podem acumular-se ao longo do tempo, até atingirem um número surpreendente, às vezes assustador.
O mesmo banco de dados indica que, em todo o ano de 2022, 46.099 pessoas morreram de covid-19 na Inglaterra. O número está abaixo das 75.240 mortes ocorridas em 2020 ou das 74.558 mortes de 2021, mas ainda é mais do que a maioria de nós poderia esperar.
Em termos de comparação, durante uma temporada de influenza particularmente forte, cerca de 30 mil pessoas podem morrer de gripe e pneumonia em todo o Reino Unido.
É muito difícil comparar os dados de diferentes países ao longo dos anos em nível global. Os meios e critérios de determinação do que conta como morte por covid vêm variando muito.
Mas a OMS reúne os números de mortes por covid informados por cada país, individualmente. Estes dados podem dar uma ideia da escala da pandemia.
Em 2022, pouco mais de 1,215 milhão de mortes de covid foram relatadas em todo o mundo. É muito menos que os 3,505 milhões registrados no ano anterior, mas ainda é um número de mortes enorme e com boas possibilidades de ser significativamente subestimado com relação ao índice real.
Ainda assim, em muitos corredores do poder - e até em redações jornalísticas - de todo o mundo, essas mortes contínuas raramente são mencionadas em comparação com as inúmeras outras crises que estão acontecendo, como as guerras pelo mundo, o custo de vida e as contas de energia. Mas, em todo o planeta, a covid-19 permanece presente.
'Fadiga do coronavírus'Os cientistas admitem que provavelmente seria necessário acontecer algo drástico, como o impacto de uma nova supervariante, para que isso viesse a mudar.
Ou, como diz Kucharski, ficamos tão concentrados no pico da curva das mortes relativas à covid que acabamos menosprezando o lento crescimento do número de mortes e como ele ainda pode acumular-se até somar um índice muito significativo.
"Vimos isso com a variante delta em 2021", afirma Kucharski. "Não foi um pico muito forte, mas foi muito mais longo. Com isso, o número total de hospitalizações ficou muito próximo de 2020. Elas apenas foram distribuídas por um período de tempo muito mais longo, já que o vírus não estava contagiando a população da mesma forma."
A mesma tendência foi observada nos Estados Unidos. Cerca de 2 mil a 3 mil americanos ainda morrem de covid-19 todas as semanas.
O epidemiologista William Hanage, da Universidade Harvard (EUA), afirma que escreveu aos repórteres de um grande órgão de imprensa em julho de 2022, informando que, se o número semanal de mortes daquela época fosse extrapolado para um ano inteiro, seria equivalente a três temporadas de gripe particularmente devastadoras. Mas este tipo de notícia não chega mais às manchetes com a mesma rapidez.
"Os números realmente são muito altos", afirma Hanage. "Mas uma das coisas que acontecem com os seres humanos é que aquilo que é constante acaba se tornando parte do dia a dia."
"Nós realmente prestamos atenção quando existem picos muito altos", afirma Denis Nash, epidemiologista da Universidade da Cidade de Nova York, nos Estados Unidos. "Com isso, criou-se uma situação em que as pessoas agora prestam menos atenção ao que está acontecendo, a não ser que exista algo grande refletido nos dados. Mas, quando você começa a olhar ao longo do tempo, realmente é assustador ver quantas mortes ainda estão acontecendo hoje."
Para Nash e outros pesquisadores, uma das frustrações é saber que muitas das mortes poderiam ter sido facilmente evitadas.
Hesitação sobre vacinas e reforçosPor trás dos inúmeros gráficos e ilustrações nos websites dos governos, é surpreendentemente difícil penetrar nos números para entender completamente quem ainda está morrendo de covid-19.
A única forma de realmente definir a narrativa dessas mortes é conversar com os médicos na linha de frente dos hospitais. Segundo William Schaffner, professor de doenças infecciosas do Centro Médico da Universidade Vanderbilt, em Nashville, no Tennessee (Estados Unidos), as mortes ainda tendem a concentrar-se no mesmo grupo mais vulnerável desde os primeiros dias da pandemia.
"As pessoas que estamos vendo hospitalizadas normalmente são idosos ou pessoas mais jovens que são imunocomprometidas, devido a alguma doença ou remédio que suprime o seu sistema imunológico", afirma Schaffner. "São muitos grupos de alto risco."
O consultor do Hospital Geral do Norte de Manchester, no Reino Unido, Andrew Ustianowski, apresenta um quadro similar.
"As mortes de que me lembro de ter acompanhado recentemente foram de pessoas com forte imunossupressão ou muito frágeis, o que causou maior impacto da covid", afirma ele. "Isso nem sempre significa que elas morreram de covid. Elas podem ter contraído covid no hospital, mas, na verdade, foi sua doença subjacente que as matou."
Muitos médicos acreditam que um dos problemas atuais, que torna esses indivíduos ainda mais vulneráveis, é a lenta administração das vacinas de reforço, mesmo nos grupos de alto risco.
As últimas estatísticas demonstram que, ao todo, 26 milhões de indivíduos no Reino Unido podem tomar o reforço, mas apenas a metade deles já recebeu suas vacinas.
Nos Estados Unidos, a demora para tomar o reforço é ainda mais preocupante. Apenas 29,6% dos norte-americanos com mais de 65 anos de idade receberam a última dose.
Existem muitas razões que levam a esta tendência, desde problemas no acesso às vacinas até a hesitação alimentada pelas tensões políticas e desinformação. E existe também a "apatia da covid", que deixa os políticos e o público em geral ansiosos para deixar a pandemia para trás.
Em setembro de 2022, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou a declarar que "a pandemia acabou", enquanto as mensagens de saúde pública foram ofuscadas por outras questões emergentes, como a varíola dos macacos, a poliomielite e a tensão sobre os hospitais, causada pelo acúmulo de dois anos de postergação de cirurgias.
Mas, embora perder um reforço possa ter pouco impacto sobre os indivíduos relativamente saudáveis que acumularam imunidade híbrida de infecções passadas e vacinações, as evidências vêm demonstrando repetidamente que a proteção induzida pela vacina desaparece com rapidez entre as pessoas mais vulneráveis.
Em março de 2022, um estudo demonstrou que a imunidade cai dramaticamente entre os idosos residentes em casas de repouso depois de apenas três meses.
Os cientistas acreditam que governos e autoridades de saúde pública precisam fazer mais para garantir que as pessoas em maior risco estejam totalmente conscientes da importância da continuidade das vacinas.
"Meu argumento é que o custo contínuo da covid deveria ser menor do que estamos tolerando", afirma Hanage. "Podemos certamente reduzi-lo nos Estados Unidos, vacinando melhor as pessoas."
"A combinação de falta de atenção política e da fadiga pandêmica fez com que a sociedade tropeçasse na situação atual. Conheço pessoas que morreram sem saber que tinham direito a reforços de vacina que provavelmente teriam salvado suas vidas", segundo ele.
Proteger os vulneráveisComo o impacto atual da covid-19 afeta, ainda mais desproporcionalmente, os mais vulneráveis, vem se questionando se a sociedade como um todo deveria fazer mais para protegê-los e encontrar formas de reduzir o número de mortes atual.
Se fossem oferecidos reforços de vacina a todas as faixas etárias e não apenas aos mais vulneráveis, poderia haver diferença na interrupção da transmissão. Já a distribuição de antivirais como Paxlovid, que se acredita ter reduzido a mortalidade, poderia ser mais fácil, mais bem dirigida e disseminada em todo o mundo.
Existe também o temor de que os anticorpos monoclonais - proteínas cultivadas em laboratório que suplementam o sistema imunológico do corpo -, como o Regen-Cov da Regeneron e o coquetel de anticorpos Evusheld da AstraZeneca, estejam perdendo rapidamente a eficácia contra as variantes mais novas. Acredita-se que esses anticorpos tenham salvado a vida de muitas pessoas com sistemas imunológicos comprometidos.
Como resultado, Hanage afirma que as variantes emergentes, como a BQ 1.1 (subvariante da ômicron), embora possam ter pouco impacto em nível populacional, provavelmente contribuirão para a estabilidade do número atual de mortes entre os mais vulneráveis.
"Parece muito claro que as terapias com anticorpos monoclonais para as pessoas que delas necessitam serão menos eficazes", afirma ele. "Isso significa que algumas das pessoas mais vulneráveis poderão ter mais dificuldades para enfrentar infecções pelos vírus que iremos encontrar neste inverno. Mas, como elas são uma minoria, acho que, infelizmente, nossa tendência é de menosprezá-las."
Até que ponto a variante XBB.1.5 é preocupante?Em outubro de 2022, cientistas descobriram uma nova variante da covid-19 em circulação em Nova York, nos Estados Unidos. Ela recebeu o nome de XBB.1.5 e vem sendo descrita em alguns lugares como a "bisneta da ômicron".
Acredita-se que o vírus tenha se formado quando duas sublinhagens da ômicron infectaram a mesma pessoa e trocaram alguns dos seus genes, de forma a produzir versões ainda mais infecciosas.
Desde a sua identificação pela primeira vez, o avanço da XBB.1.5 foi rápido. No início de janeiro de 2023, ela já havia se espalhado para 28 países. Nos Estados Unidos, ela superou dezenas de outras variantes, até tornar-se uma das mais dominantes, representando cerca de 28% dos casos.
Até o momento, a nova variante não parece ser mais letal do que suas concorrentes, mas os cientistas receiam que ela possa continuar a se espalhar em todo o mundo.
Acompanhamento contínuoAs desigualdades originais da pandemia, de muitas formas, só cresceram ao longo da sua progressão. Cientistas afirmam que existem medidas que podemos tentar para estancar as traiçoeiras mortes atuais pelo vírus.
Mas todas essas medidas precisam de um grau de disposição da sociedade a fazer sacrifícios, que vão desde usar máscaras no transporte público para romper cadeias de transmissão até aumentar a ventilação dos edifícios.
Os epidemiologistas alertam que, se formos complacentes demais para continuar a compreender quem está morrendo pelo vírus e por quê, provavelmente estaremos despreparados se a tendência atual se alterar.
"A cada poucos meses, estamos vendo os esforços e o dinheiro sendo aplicados neste tipo de coleta de dados diminuírem", afirma a epidemiologista Emma Hodcroft, do Instituto de Medicina Preventiva e Social da Universidade de Berna, na Suíça. "Para mim, a questão sempre é como ter certeza de que temos dados suficientes para que, se houver uma mudança, possamos realmente observá-la. E fazer recomendações, advertências ou o que quer que precise ser feito."
Ao mesmo tempo, os médicos afirmam que, embora todas as mortes sejam trágicas, é preciso ter um grau de pragmatismo quando o assunto é o impacto da covid-19.
Ustianowski destaca que muitos sistemas de assistência médica em todo o mundo possuem recursos limitados.
E, embora todas as mortes atuais pelo vírus pudessem ter sido completamente evitadas se vacinas ou antivirais houvessem sido administrados a tempo, o mesmo também vale para muitas mortes por doenças cardíacas, meningite ou outras doenças crônicas.
"Temos intervenções que podem evitar que a saúde das pessoas se deteriore", afirma ele. "Estamos atingindo todas as pessoas que precisamos? Não, nem de longe. Existe ainda espaço para melhorar com as intervenções? Sim. Mas você nunca terá uma situação perfeita e este é o panorama em todas as áreas do sistema de saúde."
"Se pudéssemos intervir nas pessoas que fumam com 30 anos de idade, teríamos menos câncer do pulmão e menos doenças cardíacas mais tarde. Por isso, é preciso também ter um pouco de realismo nesta questão", conclui Ustianowski.
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JOVEM PAN
Janeiro Branco: importância de promover a saúde mental no ambiente corporativo
Neste mês é celebrado o 'janeiro branco', uma campanha dedicada à conscientização e com o objetivo de promover ações para combater e prevenir doenças mentais. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 720 milhões de pessoas vivem com doenças mentais no mundo. Apesar de o assunto, por muitos anos, ter sido um tabu social, os debates sobre o problema têm ganhado espaço nas rodas de conversas e redes sociais. Isso porque a população tem reconhecido cada vez mais a necessidade de cuidar da saúde mental.
"Antes se falava menos sobre o tema, então as pessoas tinham mais dificuldade em reconhecer os sinais de alerta. Hoje as pessoas já enxergam isso de outro lugar, o cansaço extremo, a insônia, a alteração de apetite e as dores de cabeça, por exemplo, já são percebidas como alerta para a saúde mental e não apenas física", esclarece Hugo Couto, psicólogo líder da Amparo Saúde, empresa do Grupo Sabin.
Prejuízos das doenças mentais
Como na saúde física, esses transtornos têm múltiplas causas e uma grande variedade de sintomas, manifestando-se de maneira diferente em cada indivíduo. Mas uma coisa é clara, em desequilíbrio, a saúde mental afeta todas as áreas da vida e compromete até mesmo a saúde física com o desenvolvimento inclusive de doenças crônicas.
Função da atenção primária à saúde no ambiente corporativo
Se o tema tem ganhado cada vez mais relevância na sociedade, nas empresas ele chega como uma necessidade frente aos impactos desses transtornos no ambiente de trabalho, que afetam o clima organizacional, a satisfação e consequentemente a produtividade e a eficiência.
O modelo de atenção primária à saúde, aliado a gestão de grupos populacionais, tem se mostrado uma estratégia efetiva nas empresas para este desafio, na medida em que enxerga o indivíduo como um todo, e não apenas a sua doença, propondo o engajamento das pessoas no protagonismo da própria saúde.
Dessa forma, promovendo estilos de vida mais saudáveis, atuando assim na prevenção das doenças, identificando riscos e oferecendo recursos multidisciplinares para que cada um possa cuidar da sua saúde física e mental de maneira completa e, com isso, ter uma vida mais plena e feliz.
Benefícios da saúde preventiva no trabalho
Segundo Silvia Vilas Boas, gestora da Amparo Saúde, promover a saúde mental no ambiente corporativo é essencial para o contentamento dos colaboradores e desempenho da empresa. "Oferecer recursos para a saúde preventiva nos ambientes organizacionais, promove bem-estar, impacta na satisfação e favorece o clima. Acreditamos que empresas saudáveis são feitas por profissionais saudáveis e, por isso, trabalhamos essa visão nos programas que oferecemos aos nossos parceiros", destaca.
"As empresas, onde as pessoas passam em média um terço do seu dia, são um espaço importante de sentido, experiências e por que não de promoção a saúde física e mental? Abrir espaços para discutir temas sensíveis e oferecer acesso a saúde preventiva e integral é mais que necessário, é urgente", alerta Hugo Couto.
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MEDICINA S/A
PL disciplina transparência das atividades dos conselhos de medicina
O Projeto de Lei 2777/22 obriga o conselho federal e os conselhos regionais de Medicina (CFM e CRMs) a divulgar na internet, independentemente de solicitação de cidadão, as informações relacionadas às atividades de fiscalização e disciplina executadas. O texto tramita na Câmara dos Deputados. Entre as informações que devem ser publicadas, desde que resguardados os dados pessoais dos pacientes, estão: os relatórios de fiscalizações, as interdições cautelares realizadas, os autos e as decisões das sindicâncias e dos processos ético-disciplinares, e os nomes e as penas dos médicos sancionados por violação ao Código de Ética Médica.
A proposta é das deputadas Tabata Amaral (PSB-SP) e Adriana Ventura (Novo-SP), e altera a Lei 3.268/57, que disciplina os conselhos de medicinas.
Jurisprudência
As deputadas afirmam que o Supremo Tribunal Federal (STF) já consolidou entendimento de que os conselhos de medicina são autarquias de regime especial. Com isso estão, em regra, submetidos às normas constitucionais de transparência e publicidade dos atos governamentais.
No entanto, na visão delas, os conselhos profissionais, incluindo os de Medicina, ainda não apresentam níveis satisfatórios de divulgação das informações. "A falta de transparência das atividades de fiscalização e disciplina contribui para uma percepção pública de que o sistema ético-profissional é corporativista e ineficaz", afirmam as deputadas na justificativa do projeto.
"São recorrentes, aliás, os casos de abusos médicos noticiados pela imprensa, contendo relatos de que os profissionais em questão já eram sujeitos a diversos processos ético-disciplinares, mas continuavam no exercício da medicina sem qualquer restrição."
Relatórios anuais
O projeto, elaborado em parceria com a organização Fiquem Sabendo, também obriga os conselhos de medicina a divulgar na internet os relatórios anuais consolidados das atividades de fiscalização e disciplina realizadas. O CFM regulamentará o formato dos relatórios.
Os sites deverão atender a uma série de requisitos exigidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI), como acessibilidade para pessoas com deficiência, gravação de relatórios em diversos formatos eletrônicos e ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o acesso à informação de forma objetiva.
A proposta revoga ainda os dispositivos da Lei 3.268/57 que permitem penas disciplinares de advertência ou censura confidencial aos médicos.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
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Assessoria de Comunicação
Ipasgo desburocratiza credenciamento de hospitais, clínicas e laboratórios
Escrito por Administrador
Instituto lança primeiro edital de chamamento público de prestadores de serviço depois de simplificar processos e diminuir riscos. Pessoas jurídicas interessadas em atender servidores do Ipasgo podem se inscrever a partir do dia 25
Hospitais, clínicas, laboratórios e bancos de sangue interessados em atender os quase 600 mil usuários do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo) podem, a partir do dia 25 de janeiro, se inscrever no novo edital lançado nesta quinta-feira, 12. O credenciamento é o primeiro dentro do novo modelo adotado pela autarquia do Governo de Goiás, cujo foco é a redução de burocracias e o aumento da segurança nas operações e contratualizações. Com a modernização do processo, os editais 04/2021 e 05/2021 foram revogados.
De acordo com a Gerente de Credenciamento do Ipasgo, Caroline Resende, as principais mudanças envolvem a simplificação da documentação de habilitação, reduzindo os entraves burocráticos para fazer parte da rede credenciada. Essas alterações refletem o diagnóstico de desempenho dos editais anteriores. Afetados pela rigidez burocrática, já na primeira etapa houve inabilitação de 83% dos inscritos. Das 1.418 inscrições, apenas 241 foram consideradas aptas. “Era um edital complexo, extenso, com vários aditivos e diversas etapas. Tanto, que a previsão de conclusão era para agosto deste ano, ou seja, quase dois anos após a publicação inicial dos editais que, agora, foram revogados”, explica Caroline.
Diante do resultado dos chamamentos 04 e 05/2021, o Ipasgo investiu em mecanismos de controle, aperfeiçoamento de processos, compliance e diminuição de riscos, que nortearam o desenvolvimento do modelo aplicado ao edital agora vigente.
“O Ipasgo tem empreendido todos os esforços possíveis, dentro do que preconiza a lei, para eliminar gargalos, para desburocratizar processos e melhorar a dinâmica interna, reduzindo custos operacionais. O novo modelo de credenciamento vai favorecer a recomposição da rede de prestadores credenciados, o que é um anseio do Instituto, mas principalmente dos nossos usuários”, avalia o presidente do Ipasgo, Vinícius Luz.
Para se inscrever no novo edital de pessoas jurídicas, hospitais, clínicas, laboratórios e bancos de sangue devem se cadastrar no Sistema de Credenciamento no site www.ipasgo.go.gov.br. Para novos usuários é preciso selecionar a opção “Primeiro Acesso”.
Podem participar do processo de credenciamento as pessoas jurídicas legalmente constituídas, com capacidade técnica comprovada, idoneidade, regularidade trabalhista, jurídica e fiscal, que satisfaçam as condições de habilitação fixadas no edital e que aceitem as exigências estabelecidas pelas normas internas do Instituto.
Após a finalização de cada inscrição, o Ipasgo terá o prazo de até 90 dias úteis para publicar o resultado final referente à habilitação ou não do interessado. O chamamento completo encontra-se disponível no site do instituto, na aba Editais.
(Fonte: Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo)
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DESTAQUES
Nova regra da ANS afeta cooperativas
Após recorde de mortes por dengue, Brasil tem 218 cidades com alto risco de infestação de Aedes
Covid longa de casos leves dura menos de um ano
Artigo - IA e machine learning: quando a Saúde se tornará digital?
Zacharias Calil afirma que o estado grave das siamesas separadas é natural
Bagunça faz mal à saúde e prejudica o raciocínio
Ipasgo lança novo modelo de edital para credenciamento de hospitais, clínicas e laboratórios
PORTAL SEGS
Nova regra da ANS afeta cooperativas
Os Corretores de Seguros que atuam no ramo saúde devem ficar atentos às mudanças na legislação do segmento, publicadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no dia 22 de dezembro, e que começaram a vigorar no começo desta semana. A autarquia alterou as regras de exigência de capital regulatório, ou seja, o patrimônio líquido mínimo que uma operadora deve ter. Entrevistada pelo Valor Econômico, a nova presidente do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), Raquel Marimon, alertou que essas alterações afetam especialmente as cooperativas médicas. "O segmento das Unimeds é o mais impactado pelo novo modelo porque elas têm muitas transações entre si", explicou.
Segundo a executiva, a partir de agora, o capital regulatório que, até dezembro, era calculado sobre um percentual da receita ou despesas médicas das operadoras, agora passa a considerar a regra de Capital Baseado em Risco (CBR).
Raquel Marimon explicou que a regra de CBR é composta por cinco tipos de risco: operacional, legal, crédito, subscrição e de mercado.
O risco de mercado, que considera flutuações de juros, câmbio entre outros indicadores, fez com que o montante exigido para capital regulatório viesse acima das expectativas no ano passado. "A projeção era que o capital regulatório pela nova regra equivalesse a 51% do modelo anterior, mas representa 74%", assinalou a presidente do IBA.
Com isso, o impacto é provável por que quando uma cooperativa tem problemas financeiros há reflexos nas outras.
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FOLHA DE S.PAULO
Após recorde de mortes por dengue, Brasil tem 218 cidades com alto risco de infestação de Aedes
O Brasil registrou em 2022 o maior número de mortes por dengue de sua história. Foram 1.016 óbitos pela doença, segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Outros 109 casos estão em investigação.
Entre os estados, São Paulo foi o que registrou o maior número de vítimas: 282. Aparecem em seguida Goiás (162), Paraná (109), Santa Catarina (88) e Rio Grande do Sul (66). Ao todo, foram 1.450.270 casos prováveis, sendo 1.473 graves e 18.145 com sinais de alarme.
O recorde já era previsto por infectologistas, conforme mostrou a Folha.
Criação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, em programa que busca reduzir casos de dengue; no ano passado, doença foi responsável por 1.016 óbitos no país - Divulgação/World Mosquito Program
O médico Antonio Carlos Bandeira, membro da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), explica que 2022 reuniu diferentes fatores que contribuíram para a alta de casos.
Além da sazonalidade da doença (há picos de casos em intervalos de três a cinco anos), ocorreram períodos com fortes chuvas e temperaturas altas, gerando um ambiente propício para a proliferação dos mosquitos.
A pandemia também afetou as ações de prevenção, que, segundo Bandeira, foram deixadas em segundo plano. "Houve atraso na entrega de larvicidas e de material para o fumacê."
A região Centro-Oeste teve a maior taxa de incidência da doença, com 2.086,9 casos a cada 100 mil habitantes, seguida pelo Sul (1.050,5 casos/100 mil hab.), Sudeste (536,6 casos/100 mil hab.), Nordeste (431,5 casos/100 mil hab.) e Norte (277,2 casos/100 mil hab.).
O quadro regional, afirma o médico, coincide com uma rota semelhante à da febre amarela. "Por razões que ainda desconhecemos, observamos taxas muito altas no Centro-Oeste, com os casos agora descendo para a parte mais a oeste do Sudeste e do Sul", diz.
O estado de São Paulo fechou 2022 com 355.479 casos, o equivalente a 762 registros a cada 100 mil habitantes. Minas Gerais contabilizou 93.412 ocorrências (436,3/100 mil hab.) e Rio de Janeiro, 11.476 (65,7/100 mil hab.).
Os municípios com mais casos prováveis de dengue ao longo do ano foram: Brasília (70.672), Goiânia (56.503), Aparecida de Goiânia (27.810), Joinville (21.353), Araraquara (21.070), São José do Rio Preto (20.386), Fortaleza (19.094), Anápolis (17.452), Teresina (17.169) e Natal (16.268).
Criação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, em programa que busca reduzir casos de dengue; no ano passado, doença foi responsável por 1.016 óbitos no país - Divulgação/World Mosquito Program
O boletim mais recente do Ministério da Saúde também traz dados preocupantes para 2023. O 4º LIRAa/LIA (Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti/Levantamento de Índices Amostral) de 2022, realizado entre outubro e novembro, aponta 218 cidades com alto risco no IIP (Índice de Infestação Predial).
Isso quer dizer que, nesses municípios, a cada 100 imóveis visitados pelos agentes de saúde, 4 ou mais continham larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor não só da dengue como do zika, chikungunya e febre amarela.
Em cidades como Itapuí (SP), Barra do Quaraí (RS) e Alvorada D'Oeste (RO), o índice passa de 20, indicando que mais de um quinto dos imóveis têm criadouros, conforme dados do Ministério da Saúde repassados a reportagem.
Dos 5.086 municípios que realizaram o levantamento, 3.130 (62%) obtiveram IIP menor do que 1, taxa considerada satisfatória. Outros 1.738 (34%) ficaram com o índice entre 1 e 3,9, indicando uma situação de alerta em relação à infestação do mosquito.
"O índice mais alto diz que há condições sanitárias ruins. Se somarmos a isso a questão climática, temos um terreno pronto para a proliferação do mosquito", afirma Renato Grinbaum, membro da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e professor do curso de medicina da Unicid.
Entre os possíveis criadouros mais frequentes, o LIRAa indica a prevalência dos depósitos de água (caixas d'água, tambores, cisternas) em estados do Nordeste e de depósitos domiciliares (como vasos e frascos, bebedouros, piscinas não tratadas e bromélias) no Sudeste.
Em estados como Amapá, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina, pneus, latas, garrafas PET, sucata e entulho são os depósitos mais recorrentes.
Os infectologistas afirmam que o LIRAa foi criado para servir como subsídio à ação e, quando os dados são usados dessa forma, o maior IPP não resulta em surto. "Em teoria, o risco é maior, mas nem sempre a relação é linear porque depende das ações do município", aponta Bandeira.
Os dados permitem às secretarias municipais de saúde se antecipar, aplicar larvicidas em regiões críticas, realizar o fumacê nos bairros com alto grau de infestação e reforçar o trabalho de conscientização. A ideia, ressalta Bandeira, não é esperar que vire uma epidemia.
"Dessas 218 cidades, aquelas que adotarem todas as medidas de enfrentamento terão impacto menor do que cidades em alerta ou com nível satisfatório", adianta.
E, independentemente do nível no levantamento, os dois reforçam a importância dos cuidados. "Com as chuvas, imaginamos um mês de janeiro com muita água parada, o que vai aumentar a proliferação do mosquito e os casos de dengue. No final deste mês, creio que já começaremos a perceber de forma mais clara esse aumento", sinaliza Grinbaum.
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O GLOBO
Covid longa de casos leves dura menos de um ano
Estudo apontou que síndrome da persistência dos sintomas é mais branda em pacientes que não foram hospitalizados ou que receberam imunizantes contra o Sars-CoV-2. Falta de ar é a queixa mais frequente
Na maioria dos pacientes que tiveram quadros leves de Covid. sintomas persistentes como perda de cabelo e dor muscular cessam em seis meses quadro chamado de Covid longa - a persistência dos sintomas relacionados ao novo coronavírus por ao menos três meses após a infecção, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) - se revolve em menos de um ano para a maioria dos pacientes que tiveram casos leves da doença. É o que afirma um novo estudo conduzido por pesquisadores israelenses e publicado na revista The BMJ.
Além disso, aqueles que foram vacinados tiveram um risco menor de desenvolver dificuldades respiratórias, como falta de ar, a longo prazo, sequela mais comum identificada pelos responsáveis do trabalho.
O estudo se junta a um extenso corpo de evidências que busca desvendar a síndrome da Covid longa e entender os diferentes impactos a depender da gravidade da infecção, do status de vacinação, entre outros fatores.
O interesse dos cientistas é alto uma vez que diversos trabalhos feitos pelo mundo apontam uma alta prevalência das queixas persistentes. Um deles, conduzido pela Fiocruz, por exemplo, chegou a estimar que 50,2% de cerca de 650 pacientes ainda tinham sequelas após 14 meses da contaminação.
O trabalho, no entanto, é um dos que apontam estimativas mais altas e tem diferenças, como ter sido realizado majoritariamente no período pré-vacinas e com pacientes que passaram por unidades hospitalares devido à doença, ou seja, tiveram quadros mais graves.
Agora, novos trabalhos têm reforçado que os riscos associados à Covid longa, embora existentes, são menores para aqueles com quadros mais leves e que receberam doses de imunizantes.
É o caso do novo estudo israelense, que analisou dados de aproximadamente dois milhões de pessoas disponíveis por meio de uma organização de saúde pública do país. Foram incluídos na avaliação indivíduos fizeram testes para a Covid-19 no período entre março de 2020, quando começou a crise sanitária, e outubro de 2021, em meio à predominância da variante Delta, antes da Omicron.
Eles selecionaram cerca de 70 condições associadas à Covid longa, como fadiga, falta de ar, dores musculares, névoa mental, perda de memória, tosse persistente, entre outras, e compararam os registros entre pessoas infectadas e não infectadas. Em seguida, analisaram os números a partir do status de vacinação. Pacientes que tivessem sido admitidos em hospitais foram excluídos para limitar o estudo a casos leves.
Os cientistas corrigiram ainda durante a análise possíveis fatores que poderíam afetar os resultados, como ingestão de álcool, tabagismo, diferentes níveis socioeconômicos e doenças crônicas pré-existentes.
Os pesquisadores separaram a análise em dois períodos pós-infecção: o inicial, considerado de um a seis meses após a contaminação, e o tardio, de seis a 12 meses depois. Os dados mostraram que uma infecção da Covid-19 foi de fato associada a um aumento de uma série de condições de saúde.
Perda de olfato e paladar, comprometimento da concentração e da memória, dificuldades respiratórias, fadiga, palpitações, amigdalite estreptocócica (bacteriana) e tontura foram sintomas identificados até o período tardio, ou seja, durante todo o tempo do estudo.
SINTOMAS PASSAGEIROS
Porém, os resultados mostraram que muitos outros, como perda de cabelo, dor no peito, tosse, dores musculares e distúrbios pulmonares foram registrados apenas nos primeiros seis meses. Além disso, que a incidência dos sintomas observados durante toda a análise caiu na segunda etapa, indicando que muitas queixas se resolveram no prazo de um ano.
A perda de olfato e paladar, por exemplo, foi 4,5 vezes maior nos primeiros seis meses após a infecção em comparação a indivíduos que não foram contaminados. Mas, no período subsequente, as queixas caíram, e o risco passou a ser menor de três vezes.
Em relação à vacinação, foi constatada uma redução significativa no risco para os vacinados em relação às dificuldades respiratórias, sintoma mais comum ao lado da fadiga. Para as demais queixas, o status de imunização não influenciou na incidência.
"Nosso estudo sugere que pacientes leves com Covid-19 correm risco de um pequeno número de problemas de saúde (a longo prazo) e a maioria deles é resolvida dentro de um ano após o diagnóstico", escreveram os pesquisadores.
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PORTAL TERRA
Artigo - IA e machine learning: quando a Saúde se tornará digital?
Para um setor que clama por transformação, a Saúde tem demorado demais a assumir o protagonismo em tecnologia
Lá se vão mais de duas décadas desde que o setor de Saúde começou a clamar por uma transformação que garanta a sustentabilidade do negócio no futuro. Sei disso porque acompanho de perto essas discussões por um novo modelo de gestão, que seja autossustentável e garanta maior abrangência, chegando a um maior número de pessoas. Tudo, claro, com mais eficiência, segurança e com o menor custo possível. E hoje sei que a aplicação da inteligência artificial, do machine learning e da automação é, sem dúvida, o caminho para isso. Pena que a gestão em Saúde ainda é uma das áreas mais atrasadas em tecnologia.
E por que isso acontece? Talvez a forte resistência cultural das estruturas atuais seja o empecilho mais importante. Apesar do modelo de negócios estar praticamente falido, ainda é grande o número de instituições que lucram a partir dele. E não há motivo mais importante para resistir a uma transformação do que o financeiro, como todos sabemos.
Dito isso, a transformação digital que tanto ovacionamos nos últimos tempos precisa ser mais discutida por todos para que sua implantação seja de fato a solução que o setor tanto busca. Já vimos isso acontecer em algumas áreas, como a financeira, enquanto outras como a educação e o direito também fazem sua lição de casa. Mas, repito, a Saúde permanece atrasada em (re)agir.
A resistência ainda é o principal motivo para o modelo de negócios atual continuar vigente. Mas, além dele, a Saúde digital esbarra em um enorme paredão, que é o capital intelectual.
Objetivamente, a barreira de capacitação profissional é um dos desafios mais importantes: a Saúde tem uma carência de profissionais qualificados de TI e de ciência de dados com conhecimento específico sobre o setor, capazes de promover as transformações necessárias.
Portanto, se a Saúde quiser recuperar o tempo perdido e rumar para o digital, precisa assumir um compromisso de formação profissional, ou seja, de desenvolver capital humano que potencialize tudo o que a tecnologia tem a entregar. E isso ainda acontece pouco.
Você pode me lembrar que as startups e healthtechs já se adiantaram e estão formando profissionais com tais expertises. Mas, eu digo, ainda é pouco para o que precisamos: além de não terem recursos para desenvolver tanta gente, elas ainda são pequenas diante dos conglomerados de Saúde - que devem sim encabeçar a iniciativa.
Só com mais pessoas capacitadas em tecnologia e com bom entendimento de Saúde a transformação vai acontecer.
Enquanto isso, empresas de tecnologia se aventuram cada vez mais na Saúde. A Apple, por exemplo, acaba de reunir os dados de sete anos de uso do Apple Watch para lançar um seguro saúde personalizado.
Quer outro exemplo? Há pouco tempo, a Amazon,por meio de uma fusão, lançou um plano de saúde próprio. As bigtechs já perceberam que a Saúde precisa se transformar e - mais importante - que ele ainda está parado.
Por isso, pergunto a você: o que ainda falta para que os principais players de Saúde assumam o protagonismo esperado na mudança digital que precisa vir?
Durante 2022, acompanhamos, quase que diariamente, notícias sobre demissões em grandes empresas de tecnologia: a Meta (que controla o Facebook) mandou embora 13% de seus funcionários em novembro. Já o Twitter, com toda essa novela do Elon Musk, viu seu quadro reduzir para metade do que era no início do ano. E mesmo startups estão demitindo a rodo: este site que monitora os cortes do setor em tempo real já contabiliza mais de 147 mil desempregados em 2022 - e segue somando.
A pergunta que eu faço é para onde estão indo todos esses profissionais altamente capacitados que as empresas de tecnologia estão jogando no mercado? Será que não está na hora de trazê-los para perto da Saúde?
(*) Rodrigo Guerra é especialista em finanças e inovação. As duas áreas não costumam ser associadas, mas quando estão lado a lado, elas conseguem transformar projetos inovadores em prática diária nas empresas. No Projeto Unbox, do qual é fundador, realiza uma curadoria de conteúdos fundamentais para impulsionar as mudanças urgentes e necessárias de pessoas, negócios e da sociedade.
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A REDAÇÃO
Zacharias Calil afirma que o estado grave das siamesas separadas é natural
"Sem pioras no período, ainda em processo de recuperação cirúrgica e em dieta zero devido gravidade do quadro". O boletim das gêmeas siamesas Heloá e Valentina, separadas na quarta-feira (12/1) pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, veio acompanhado por um alerta do médico: "é natural e esperado que as irmãs estejam em estado grave no pós-operatório, devido ao tamanho da intervenção nos corpos delas". A informação, atualizada nesta quinta-feira (12/1) é do Hospital Estadual da Criança e Adolescente (Hecad), onde as menidas seguem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica "em uso de medicação para sedação e alívio de dor, respirando por aparelhos em com ajuda para manter a pressão arterial."
“Foi uma cirurgia de grande porte, envolvendo várias especialidades. Uma intervenção de tal monta se torna uma verdadeira catástrofe em todo o organismo delas”, reforça o médico", explica Calil. Ele lembra que houve intervenções severas no fígado, bacia, intestinos grosso e delgado, bexigas, ureteres e outros.
A cirurgia foi a primeira deste perfil no Hecad, que teve reuniões periódicas por 10 meses para planejar o procedimento. “É uma cirurgia muito complexa, com o corte da comunicação de sangue, pele e intestino, entre outros órgãos. Sempre podem acontecer intercorrências, contudo ocorreu tudo muito bem”, completou Calil, destacando que confia muito na recuperação das irmãs diante do corpo clínico, estrutura e tecnologia do Hecad. "Aqui temos o que poucos hospitais têm no Brasil, incluindo a rede particular."
Ele explica que um dos pontos mais positivos durante as 15 horas de cirurgia foi a regularidade dos corações e pulmões das meninas, fator que se mantém passadas quase 24 horas no pós-cirúrgico. “O monitoramento é feito por profissionais de alto nível técnico e aparelhos em quantidade e eficácia que poucas instituições têm no Brasil”, afirma o cirurgião.
Em cerca de três semanas após a separação, Valentina e Heloá passarão por um procedimento para complementar o fechamento da área aberta no abdômen de ambas. A intervenção consiste em retirar retalhos de pele da parte interna das coxas e implantar em suas barrigas. O médico explica que, apesar de todo o esforço realizado com a colocação de expansores, o ganho de pele não foi suficiente para cobrir as áreas abertas, já que a siamesas compartilhavam o abdômen.
Sobrenome: experiência
Essa foi a vigésima segunda cirurgia de separação de siameses do profissional, que considerou o caso desafiador devido à complexa união dos dois intestinos. O médico destacou que, apesar de altamente complexa, a separação foi totalmente realizada pelo SUS. “Nos EUA, um procedimento como esse custa mais de um milhão de dólares. Aqui, se calcularmos os honorários médicos, estrutura hospitalar, medicamentos, materiais, equipamentos, entre outros gastos, não sairia por menos de R$ 1 milhão”.
No Hecad, inaugurado em janeiro de 2022, esta foi a primeira de muitas cirurgias de separação. “Todas as equipes, assistenciais e de apoio, estavam empenhadas na previsão e provisão de insumos e equipamentos necessários para a cirurgia. A integração de todos os setores nesse processo foi fundamental para o êxito”, reforçou o diretor.
Alta complexidade
As meninas nasceram em Guararema (SP), mas a família se mudou para Morrinhos, no sul de Goiás, para ficar mais próxima da unidade de saúde, uma das poucas no país que realiza o procedimento de separação, considerado de alta complexidade. Elas estavam ligadas pela bacia, configurando um caso de gêmeas isquiópagas, classificado como um dos mais complexos da cirurgia pediátrica.
Desde 2021, Valentina e Eloá passaram por diversos atendimentos, sendo que todo o processo de separação tem três etapas. A primeira foi a colocação dos expansores - espécie de tecido que tem a função de estimular o crescimento da pele -, que aconteceu no ano passado. O segundo passo foi a própria cirurgia, e o último é o pós-operatório, momento muito importante para a recuperação das pacientes.
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JORNAL OPÇÃO
Bagunça faz mal à saúde e prejudica o raciocínio
Falta de organização traz prejuízo até para as relações pessoais, segundo especialistas
Os preguiçosos que perdoem, mas a arrumação é fundamental. Isso é o que dizem os especialistas, que afirmam que a bagunça prejudica a saúde, as relações e até o raciocínio. Isso porque a falta de organização pode desencadear estresse e crise de ansiedade e, o que é ainda mais grave, pode piorar doenças preexistentes, como hipertensão, fibromialgia, alergias e gastrite. Isso porque a desarrumação leva a problemas de sono, perda de energia, dores de cabeça, nas costas e musculares e problemas digestivos.
O psicólogo Sófocles Herácliton, acredita que a bagunça anestesia, causando uma espécie de esquecimento de si e isso vai comprometendo vários setores da vida da pessoa. “Quando você está dentro de um espaço físico organizado, o que se tem é a clareza de onde as coisas estão e se tem uma objetividade melhor para resolver problemas”, completou Sófocles.
Mas vale lembrar que existem dois tipos de bagunceiros: os momentâneos – esses até conseguem se orientar no meio de uma bagunça – e os que fazem do caos um estilo de vida que só gera prejuízos. Esse segundo tipo costuma não cumprir prazos, encontra dificuldade em encontrar o que precisa, perde muito tempo para achar algo ou se organizar e não tem compromisso, chegando a afetar o emprego e as relações sociais. Isso tudo gera sofrimento. Primeiro psíquico/emocional, mas que se tornando físico.
Outra questão que vale destacar é que conflitos doenças como a depressão e a ansiedade acabam sendo refletidas no exterior. Os adeptos do Feng Shui chinês, inclusive, acreditam que a casa é o espelho da alma. Assim, ambientes em harmonia ajudariam a ter equilíbrio e superar dificuldades.
Para o psicólogo, a bagunça e a desorganização trazem um comprometimento da percepção do que está acontecendo. “A partir do momento em que se vive em um ambiente desorganizado, você vai se adaptando a esse estado de desorganização e a pessoa passa a ver apenas aquilo que é mais conveniente. A desorganização nos distancia do sentimento daquilo que é bom”, explicou.
Agora, se bagunça afeta a saúde física e mental, a organização, de forma contrária, contribui para se evitar problemas respiratórios (relacionados ao acúmulo de poeira, ácaros e fungos, por exemplo) e por trazer a sensação de paz e de dever cumprido. Isso ajuda a evitar preocupações, angústias e, por consequência, frequência cardíaca elevada, respiração rápida, sudorese, desmotivação, vícios. Por consequência, a organização ajuda na dieta, no uso moderado do álcool e a prevenir o tabagismo, o sedentarismo e ainda pode melhorar doenças crônicas
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Ipasgo lança novo modelo de edital para credenciamento de hospitais, clínicas e laboratórios
Modernização do processo visa redução de burocracias e aumento da segurança nas operações e contratualizações. Com as mudanças, editais 04/2021 e 05/2021 foram revogados. Inscrições devem ser realizadas a partir do dia 25 de janeiro
O Governo de Goiás lançou nesta quinta-feira, 12, novo modelo edital para credenciamento de hospitais, clínicas, laboratórios e bancos de sangue interessados em atender os quase 600 mil usuários do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo). O objetivo da iniciativa é reduzir burocracias e aumentar a segurança nas operações e contratualizações. Com a modernização do processo, os editais 04/2021 e 05/2021 foram revogados. As inscrições devem ser realizadas a partir do dia 25 de janeiro.
“O Ipasgo empreende todos os esforços possíveis, dentro do que preconiza a lei, para eliminar gargalos, desburocratizar processos e melhorar a dinâmica interna, reduzindo custos operacionais. O novo modelo de credenciamento vai favorecer a recomposição da rede de prestadores credenciados, o que é um anseio do Instituto, mas principalmente dos nossos usuários”, avalia o presidente do Ipasgo, Vinícius Luz.
As principais mudanças envolvem a simplificação da documentação de habilitação, o que irá reduzir os entraves burocráticos para fazer parte da rede credenciada. Essas alterações refletem o diagnóstico de desempenho dos editais anteriores. Afetados pela rigidez burocrática, já na primeira etapa houve inabilitação de 83% dos inscritos. Das 1.418 inscrições, apenas 241 foram consideradas aptas.
“Era um edital complexo, extenso, com vários aditivos e diversas etapas. Tanto, que a previsão de conclusão era para agosto deste ano, ou seja, quase dois anos após a publicação inicial dos editais que, agora, foram revogados”, explica a gerente de Credenciamento do Ipasgo, Caroline Resende.
Inscrições
Para se inscrever no novo edital, os hospitais, clínicas, laboratórios e bancos de sangue interessados devem se cadastrar no Sistema de Credenciamento no site www.ipasgo.go.gov.br. Para novos usuários é preciso selecionar a opção “Primeiro Acesso”.
Podem participar do processo de credenciamento as pessoas jurídicas legalmente constituídas, com capacidade técnica comprovada, idoneidade, regularidade trabalhista, jurídica e fiscal, que satisfaçam as condições de habilitação fixadas no edital e que aceitem as exigências estabelecidas pelas normas internas do Instituto.
Após a finalização de cada inscrição, o Ipasgo terá o prazo de até 90 dias úteis para publicar o resultado final referente à habilitação ou não do interessado. O chamamento completo encontra-se disponível no site do instituto, na aba Editais.
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Assessoria de Comunicação
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DESTAQUES
Reclamações na Unimed vão de cobrança indevida a falta de atendimento
Referência em Goiás, Hospital de Doenças Tropicais completa 46 anos
Covid-19: Goiás confirma 4,7 mil casos e 7 mortes em 24 horas
Câncer no intestino que afeta Preta Gil é cada vez mais comum antes dos 50 anos; entenda
Influencer relata cegueira temporária causada por pomada de cabelo
Após cirurgia com duração de mais de 10 horas, siamesas Valentina e Heloá são separadas em Goiânia
ONU lamenta morte "intolerável" de cinco milhões de crianças em 2021
Sobreviventes de Covid grave têm mais estresse pós-traumático e dificuldade de voltar ao trabalho
Governo Lula veta nomeação de especialista em vacinação por postagem pró-Lava Jato
Número de cesáreas volta a subir no Brasil e bate recorde durante a pandemia
Artigo - Novo olhar sobre o prontuário eletrônico do paciente
O HOJE
Reclamações na Unimed vão de cobrança indevida a falta de atendimento
Jornal O Hoje ouviu relatos a respeito de seguradora de saúde em Goiás
Por: Yago Sales
Embora o Procon – tanto de Goiânia quanto estadual – se intensifique para garantir que o plano de saúde da Unimed garanta atendimento de qualidade aos usuários, as reclamações continuam entre ano e sai ano. Levantamento do jornal O Hoje mostra que, apenas em 2022, o Procon Estadual registrou 63 reclamações e o Procon Municipal, 11, ou seja, 74.
Por outro lado, as reclamações se intensificam no Reclame Aqui, site que concentra centenas de reclamam de descaso com a necessidade das pessoas que buscam ajuda.
Presidida por Sérgio Baiocchi, a Unimed também tem reclamação na sede da operadora do plano no pomposo prédio erguido na Praça Gilson Alves de Souza, no Setor Bueno, um dos pontos altos de bairros nobres de Goiânia.
A cooperativa que, em tese e na prática, deveria aglutinar serviços de saúde tem feito o caminho na direção incorreta: atrapalhado quem precisa de atendimento, exames.
É o caso de uma mulher que procurei o plano para fazer um exame e acabou ficando duas horas em uma fila. “Quando ficaram sabendo que tipo de exame eu tinha que fazer pediram para eu falar com um diretor. Ou seja, sem nenhum protocolo. Uma pessoa específica analisaria meu caso e, individualmente, me confirmaria, ou não, se eu teria autorização para fazer o exame”, reclama ela, que acabou procurando uma clínica e pagando do próprio bolso.
O proprietário de uma clínica que prefere não ser identificado afirma que tem havido uma dificuldade de o segurado chegar à sua empresa. E faz uma denúncia grave: “A Unimed está privilegiando o próprio sistema de exames que ela tem. Um cartel? Eu aposto que sim”.
No levantamento obtido pela reportagem com o Procon Estadual, havia reclamações de falta de cobertura, negativa, cobrança indevida – inclusive sobre o valor de multa não constante no contrato -, recusa e até mau atendimento.
A pedido da reportagem do jornal O Hoje, o presidente do Procon Goiânia, Júnior Café, comentou a situação. Inicialmente, ele diz reconhece que há muito mais reclamantes do que de fato está registrado no órgão municipal. “Falta informação do segurado que às vezes prefere pagar do próprio bolso ou até procurar o Ministério Público”, explica.
“Em muitas situações o segurado não sabe que o plano cobre. A gente busca atender a questão contratual, ouvindo a pessoa e tentando intermediar junto ao plano para resolver a situação”, emenda.
Ainda segundo Júnior Café, muitos planos restringem o acesso do segurado a exames e a alguns tipos de cirurgia. “Geralmente exames mais simples são liberados mais rápidos, os menos complexos, como exame de sangue. Alguns casos mais complexos demora até 180 dias.”
Como a reportagem encontrou no site Reclame aqui, Júnior Café lembra que tantas vezes o segurado esbarra na carência. Sobre a atuação junto à Unimed, o presidente esclarece que o plano normalmente responde com rapidez. “Se não o faz, a gente manda fiscalização que pode gerar multas que chegam a R$6 milhões”.
Para ele, é bom esclarecer aos consumidores que fiquem atentos às cláusulas contratuais. “Caso perceba que não está sendo cumprindo, é preciso buscar ajuda no Procon até para gerar dados”.
A reportagem procurou a Unimed Goiânia por meio da assessoria de imprensa via e-mail, mas até o fechamento da reportagem não havia recebido nenhuma resposta.
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A REDAÇÃO
Referência em Goiás, Hospital de Doenças Tropicais completa 46 anos
Com qualidade certificada pelos selos de qualidade 1 e 2 da Organização Nacional de Acreditação (ONA), o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) já tem muito o que celebrar no dia a dia da unidade de saúde especializada em doenças infecciosas. Mas nesta quarta-feira (11/1), a comemoração foi pelos 46 anos do lugar. O evento, realizado no auditório da instituição, destacou as conquistas da equipe que realiza mais de dez mil atendimentos por mês.
A unidade conta com 121 leitos em operação e é referência no Estado de Goiás em atendimentos de média e alta complexidade, com prioridade para doenças infecciosas, infectocontagiosas e dermatológicas. Com uma visão humanizada, realiza, mensalmente, 3.870 atendimentos médicos emergenciais e ambulatoriais, 8 mil atendimentos multidisciplinares e 270 internações.
O titular da Secretaria de Estado da Saúde, Sérgio Vencio, reforçou a importância do HDT para os goianos e pontuou o nível de excelência dos serviços prestados em infectologia e dermatologia sanitária. “Temos aqui uma unidade que realiza atendimentos eletivos e de emergência em média e alta complexidade para doenças infecciosas e dermatológicas, atendendo os goianos dos 246 municípios com qualidade, nas suas mais diversas necessidades de saúde”.
Na cerimônia, colaboradores do HDT acompanharam a apresentação do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de Goiás, sob regência do subtenente, Daniel das Neves. A tradicional banda da PM-GO executou, com a maestria de sempre, clássicos da música brasileira e internacional. Logo após, houve momento solene com falas da diretoria e distribuição de bolos individualizados aos mais de cem colaboradores presentes.
Conquistas e atendimentos
O HDT registra ainda o reconhecimento de conquistas como o concurso cultural Somos Parte do SUS que Dá Certo, do Ministério da Saúde (MS), com menção honrosa da pasta na Semana Nacional de Humanização. A unidade também foi reconhecida pelo MS por seu trabalho no documentário Humanização-SUS-HDT Humanização Contagiante, que foi divulgado em todo o País. A unidade é também o primeiro e único hospital de doenças infecciosas do Brasil com certificação ONA, Nível 1 – recebido em setembro de 2014, e nível 2, em 2018.
A diretora clínica da unidade, Camila Freire, reforçou a relevância do HDT para a saúde da população goiana. “O HDT é hoje a mais importante unidade especializada em doenças infecciosas do Centro-Oeste. Nas últimas décadas, desenvolveu expertise para o enfrentamento de vários surtos epidêmicos de doenças graves e, atualmente, é uma das referências em casos contra a Covid-19. Celebrar os 46 anos de história é uma forma de valorizar o nome desse gigante da saúde goiana que há tanto tempo presta uma assistência qualificada, eficiente e humanizada”, disse.
Diretora executiva interina, Camila Costa falou da alegria de poder celebrar a data: “Nós, colaboradores, que dia a dia nos doamos e nos entregamos para promover uma assistência cada vez mais eficiente, estamos emocionados com a ação ocorrida aqui hoje. Nossa missão de cuidar e salvar vidas segue pujante como sempre”, pontuou a diretora interina.
História
A fundação do HDT, em 10 de janeiro de 1977, é reflexo de uma epidemia de doenças meningocócicas ocorrida em Goiás no período de 1972 a 1976. Na época, os antigos hospitais Osvaldo Cruz e Pênfigo não dispunham de estrutura para atender a sobrecarga da demanda. Dessa forma, surgiu a necessidade da criação de um hospital que atendesse pacientes portadores de doenças infecciosas e dermatológicas. Assim, nasceu o HDT, uma conjunção entre os dois antigos hospitais.
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Covid-19: Goiás confirma 4,7 mil casos e 7 mortes em 24 horas
Caroline Louise
Goiânia - Goiás confirmou 4.733 casos e 7 mortes pela covid-19 em 24 horas. As informações constam no boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) nesta quarta-feira (11/1). A taxa de letalidade do vírus no Estado é de 1,51%.
De acordo com a SES-GO, já são 1.848.482 casos e 27.838 óbitos de coronavírus desde o início da pandemia. 62 mortes ainda estão em investigação para saber se há relação com a doença.
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JORNAL OPÇÃO
Câncer no intestino que afeta Preta Gil é cada vez mais comum antes dos 50 anos; entenda
O estilo de vida, como alimentação e sedentarismo contribuem para o aparecimento da doença
A cantora Preta Gil publicou em seu perfil no Instagram na última terça-feira, 10, que foi diagnosticada com um câncer no intestino, Preta tem 48 anos. A cantora Simony, com 46 anos, também foi diagnostica com a doença no mesmo local. Infelizmente, esse tipo de câncer tem aparecido cada vez mais antes dos 50 anos.
No ano passado um estudo divulgado pela Universidade Harvard (EUA), e publicado na revista científica Nature Reviews Clinical Oncology, apontou que esse tipo de câncer eram diagnosticados em pessoas mais velhas. Porém, ele tem aparecido com mais frequência entre pessoas com menos de 50 anos. As informações são endossadas por outro estudo, o britânico, publicado na British Journal of Cancer.
Os cientistas de Harvard analisaram 44 países e identificaram que a incidência precoce está crescendo rapidamente em países de renda média a alta, o que aponta não se tratar de falta de recursos ou informações preventivas.
Um dos motivos apontados pela pesquisa é o estilo de vida, que mudou muito nos últimos anos. O sedentarismo, consumo de álcool, consumo de alimentos ultraprocessados, insônia e poluição ambiental estão entre os hábitos que favorecem o surgimento da doença – e são mais comuns hoje que há 50 anos.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Influencer relata cegueira temporária causada por pomada de cabelo
"Eu sigo no tratamento, ainda não posso ficar com os olhos abertos e não posso ficar tão exposta à luz porque meus olhos estão com sensibilidade", disse a cario
A influenciadora carioca Bielle Elizabeth, de 29 anos, viralizou nas redes sociais ao relatar ter perdido temporariamente a visão após usar uma pomada no cabelo. "Meu olho não conseguia mais abrir direito", disse a jovem.
Com 361 mil seguidores no Instagram e mais de 125 mil no TikTok, a influencer contou que passou a pomada para fazer a técnica baby hair, deixa os fios próximos da testa arrumadinhos, para ir a um evento. No entanto, o produto, que não teve a marca revelada, escorreu para os olhos depois dela acabar se molhando com a chuva.
Em seguida, ela começou a ter reação e a perda imediata da visão. "Lembro de estar com a minha amiga Mirela, falei pra ela: 'Amiga, eu não estou enxergando nada, meu olho tá doendo, pode ter sido a maquiagem'. Fomos ao banheiro, lavei os olhos em abundância, a visão não voltou, mas a dor voltou", relatou ela em vídeos publicados em seu perfil no Instagram.
Bielle Elizabeth contou que, com medo, foi imediatamente até um pronto-atendimento para entender o que estava acontecendo. "Meu olho não conseguia mais abrir direito. É uma sensação de como se tivesse entrado um montante de areia, quando venta e estava arranhando muito. E eu não conseguia nem mexer a pálpebra dos olhos".
"Haviam de 143 a 150 casos que somente ela [médica] teria atendido, em plena segunda-feira, que foi quando choveu. E que em um dos casos, a menina ficou completamente cega e não conseguiu recuperar a visão depois de usar a pomada modeladora", continuou.
A carioca ainda segue em tratamento médico para que a visão retorne. "Já consigo começar a ver as coisas com um pouquinho mais de nitidez. Eu sigo no tratamento, ainda não posso ficar com os olhos abertos e não posso ficar tão exposta à luz porque meus olhos estão com sensibilidade. Muito obrigada a todos e continuem mandando energias positivas", disse.
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PORTAL G1
Após cirurgia com duração de mais de 10 horas, siamesas Valentina e Heloá são separadas em Goiânia
Valentina e Heloá Prado, de 3 anos, passam por tratamento há cerca de dois anos. Elas estavam unidas por parte do tórax, abdômen, bacia, fígado, genitálias, intestinos delgado e grosso.
Por Thauany Melo, g1 Goiás
Após mais de 10 horas de cirurgia, as siamesas Valentina e Heloá Prado, de 3 anos, foram separadas, no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia. Veja o vídeo de quando elas saem do centro cirúrgico (assista acima).
A cirurgia aconteceu na quarta-feira (12). Segundo o médico responsável pelo procedimento, Zacharias Calil, as crianças estavam unidas por parte do tórax, abdômen, bacia, fígado, genitálias, intestinos delgado e grosso. Ao g1, ele explicou que a separação foi um caso complexo, mas que ele está com o sentimento de “missão cumprida”.
“É uma cirurgia muito complexa, com longo tempo de anestesia e cirurgia.", disse Zacharias Calil.
O corpo das gêmeas foram separados por volta das 20h. Valentina deixou o centro cirúrgico por volta das 23h e Heloá foi liberada em seguida, por volta da meia noite. A separação das duas contou com cerca de 50 profissionais. Segundo Zacharias Calil, elas devem retornar ao centro cirúrgico em três semanas.
Tivemos que dividir o fígado, o intestino delgado e o intestino grosso. Tivemos que modificar o sistema urinário delas porque elas apresentavam alterações que não tinham sido diagnosticadas. No mais, separamos o osso, a bacia”, explicou Zacharias Calil.
Valentina e Heloá são naturais de Guararema, cidade do interior de São Paulo e estão em tratamento em Goiânia há cerca de dois anos. Após o início do acompanhamento médico, os pais das crianças decidiram se mudar para Morrinhos, no interior de Goiás.
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O GLOBO
ONU lamenta morte "intolerável" de cinco milhões de crianças em 2021
MUNDO ONU lamenta morte "intolerável" de cinco milhões de crianças em 2021 Maioria dos casos pode ser evitado com melhores cuidados de saúde, vacinação e nutrição, acena organização
Estima-se que cinco milhões de crianças menores de cinco anos morreram em 2021, disseram as Nações Unidas nesta terça-feira (10), pedindo investimentos em saúde em comunidades carentes em todo o mundo para evitar essa "imensa, intolerável e principalmente evitável perda de vida".
"Todos os dias, muitos pais enfrentam o trauma de perder seus filhos, às vezes antes mesmo de sua primeira respiração", disse Vidhya Ganesh, especialista da agência infantil da ONU, UNICEF. "Essa tragédia generalizada e evitável nunca deve ser aceita como inevitável. O progresso é possível com uma vontade política mais forte e investimento direcionado no acesso equitativo aos cuidados primários de saúde para todas as mulheres e crianças."
Cerca de 2,3 milhões de mortes em 2021 ocorreram no primeiro mês de vida das crianças, a maioria por prematuridade ou por complicações relacionadas ao parto. Após o primeiro mês de vida de uma criança, as doenças infecciosas, como pneumonia, diarreia e malária, tornam-se as maiores ameaças.
A maioria das mortes, no entanto, pode ser evitada com melhores cuidados de saúde, vacinação, nutrição, bem como programas de água e saneamento, disse o relatório.
Segundo a entidade, porém, há também sinais de otimismo. A taxa global de mortalidade de menores de cinco anos caiu 50% desde 2000, enquanto as taxas de mortalidade em crianças mais velhas e jovens caíram 36% e a taxa de natimortos diminuiu 35%. O relatório destacou imensas desigualdades em todo o mundo.
As crianças na África subsaariana enfrentam o maior risco de morrer antes do quinto aniversário, com 56% das mortes de menores de cinco anos em 2021 ocorrendo nessa região.
"Por trás desses números, estão milhões de crianças e famílias que não têm direito básico à saúde", disse Juan Pablo Uribe, Diretor Global de Saúde, Nutrição e População do Banco Mundial. "Precisamos de vontade política e liderança para o financiamento sustentado da atenção primária à saúde, que é um dos melhores investimentos que os países e parceiros de desenvolvimento podem fazer."
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FOLHA DE S.PAULO
Sobreviventes de Covid grave têm mais estresse pós-traumático e dificuldade de voltar ao trabalho
São Paulo
Um ano depois da alta hospitalar, sobreviventes da forma grave da Covid-19, que precisaram de ventilação mecânica, têm o dobro de prevalência de sintomas de estresse pós-traumático, mais dificuldades para retornar ao trabalho e outras incapacidades do que aqueles que tiveram formas menos graves da doença.
Os resultados são de um estudo publicado na semana passada em uma revista científica de medicina intensiva, realizado entre março de 2020 e março de 2022 em 84 hospitais ligados à Coalizão Covid-19, uma aliança para a condução de pesquisas que envolve várias instituições de ponta como Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa (em São Paulo) e Moinhos de Vento (em Porto Alegre).
Os pacientes foram comparados de acordo com a gravidade da doença: desde aqueles internados que não precisaram de oxigênio até os que necessitaram de intubação (ventilação mecânica).
Entre os 1.508 inscritos no estudo, 36 morreram antes de completar um ano de acompanhamento. A taxa de mortalidade por todas as causas entre os que foram intubados foi de 7,9%. A de pessoas que tiveram a forma menos grave de Covid foi de 1,2%.
O estudo mostrou que 1 em cada 4 pessoas intubadas precisou ser internada novamente ao longo dos 12 meses subsequentes (24% contra 19,6%). O índice de eventos cardiovasculares, como o infarto, também foi mais do que o dobro em relação àquelas não precisaram de ventilação mecânica (5,6% contra 2,3%).
"Os resultados servem de alerta não só para os pacientes que tiveram Covid grave e seus familiares como também para os gestores de saúde. [O uso de ventilação mecânica] pode ser um marcador de fácil reconhecimento para a identificação de pacientes com maior risco e para ajudar a traçar metas de reabilitação", diz o médico intensivista Regis Goulart Rosa, pesquisador do Hospital Moinhos de Vento e autor principal do estudo.
Segundo a pesquisa, é alto o percentual de pacientes que relataram novas incapacidades, como dificuldade de se locomover, um ano após a internação (40,4% contra 23,5%). Eles também têm menor taxa de retorno ao trabalho (88,1% contra 97,5%) e aos estudos (88,9% contra 96,9%).
"O acompanhamento e os cuidados mais personalizados desses pacientes também podem significar uma boa relação de custo e efetividade para os sistemas de saúde. Se a pessoa reinterna menos, consegue retornar mais rapidamente à sociedade, ao seu trabalho, aos estudos, todos ganham com isso."
O estudo revela ainda que pacientes que passaram por intubação sofrem grande impacto na saúde mental. A prevalência do transtorno do estresse pós-traumático entre eles foi o dobro em relação ao grupo com menos gravidade (14% contra 7%). Um em cada quatro apresentou sintomas de ansiedade (24,7% contra 17,5%).
A idade média dos participantes do estudo foi de 53 anos; 60,8% eram homens. Hipertensão (45%), obesidade (30%) e diabetes (24%) estão entre as comorbidades mais prevalentes. A duração média da ventilação mecânica durante a internação foi de dez dias.
Outros estudos já apontaram que pacientes com Covid-19 que precisaram de ventilação mecânica têm maior probabilidade de apresentar marcadores inflamatórios elevados, envolvimento pulmonar mais extenso, disfunção de múltiplos órgãos e maior mortalidade hospitalar. "A ventilação mecânica é um tratamento muito eficaz, salva vidas, mas não é isento de efeitos adversos", afirma Regis Rosa.
A literatura científica mostra que fatores como sedação profunda, medicamentos (agentes bloqueadores neuromusculares e corticosteroides), imobilização e pneumonia estão associados a piores resultados a longo prazo, com fraqueza adquirida na UTI, estresse pós-traumático, mortalidade pós-alta e qualidade de vida reduzida.
Os autores do estudo apontam ainda que a superlotação das UTIs causada pela pandemia de Covid-19 também pode ter sido associada a uma menor adesão a intervenções destinadas a prevenir incapacidades de longo prazo entre pacientes ventilados mecanicamente. Entre elas estão minimizar a sedação e o uso de agentes bloqueadores neuromusculares, controle da dor, mobilização precoce e presença da família.
O Brasil já registrou, desde o início da pandemia, mais de 36 milhões de casos de Covid e cerca de 695 mil mortes. "Temos milhares de pessoas sofrendo de algum grau de acometimento da Covid. E já sabemos por outros estudos que não são apenas os casos graves os afetados [pela Covid longa]. Precisamos de mais pesquisa para entender essa nova condição, os fatores de risco, além de reconhecer e oferecer reabilitação a esses pacientes", afirma Regis Rosa.
Na opinião da médica intensivista Suzana Lobo, que esteve à frente da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) no período crítico da pandemia, o impacto a longo prazo dos casos mais graves de Covid já era uma tragédia anunciada.
"Por inúmeras vezes, nós, das sociedades científicas e cientistas, alertamos para os riscos de complicações de longo prazo e o impacto na qualidade de vida. Conhecemos isso muito bem há décadas por causa da sepse bacteriana com a qual convivemos diariamente nas nossas UTIs. E a Covid-19 nada mais é que uma sepse viral", explica.
Lobo lembra que em uma reunião em abril de 2021 com o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, a Amib alertou sobre a necessidade de preparo e de investimentos em reabilitação para os próximos cinco anos, em que haveria milhares de sequelados da Covid-19.
A pesquisa também alerta para a necessidade de rastreamento dos pacientes pós-alta, pois muitos morrem em decorrência de complicações da doença, mas constam nos levantamentos como recuperados. Outra medida importante é preparar os profissionais para atuarem precocemente na reabilitação.
A relação entre a gravidade da Covid-19 e a maior ocorrência de eventos cardiovasculares é um outro achado que preocupa os pesquisadores. "Essa associação não é nova e existe em outros quadros, como de sepse grave, que causam disfunção orgânica. Há um risco maior de acometimento do [músculo] miocárdio, de arritmias. É grande a preocupação com o aumento da incidência desses eventos nesses anos seguintes à pandemia", diz Rosa.
O estudo tem algumas limitações, como o fato de que a Covid-19 pode ter efeitos diferentes nos resultados de longo prazo em contextos distintos, por exemplo, pacientes com acesso precoce a serviços de reabilitação no pós-alta.
Também não foram avaliadas variáveis que poderiam, em tese, modificar a associação entre a gravidade aguda da Covid-19 e desfechos de longo prazo, como vacinação, infecção por diferentes variantes de Sars-CoV-2 e tratamentos específicos.
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O ESTADO DE S.PAULO
Governo Lula veta nomeação de especialista em vacinação por postagem pró-Lava Jato
Casa Civil barra pediatra no comando do Departamento de Imunizações por 'restrição partidária'; profissionais criticam
JULIA AFFONSO
Uma das maiores referências em vacinação do País, a pediatra Ana Goretti Kalume Maranhão foi barrada pelo Palácio do Planalto para chefiar o recémcriado Departamento de Imunizações do Ministério da Saúde. O veto foi feito pela Casa Civil, pasta que dá a última palavra sobre escolhas para cargos comissionados. O ministério alegou que ela fez postagens com críticas ao PT e em defesa da Operação Lava Jato.
Isso configuraria uma "restrição partidária".
O Estadão ouviu profissionais da área de imunização que classificaram o veto como grave.
A bióloga Natalia Pasternak, doutora em Microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), disse que soube do fato por meio de colegas. Segundo ela, a sensação é "de grande surpresa", pois a nomeação havia sido "muito celebrada".
Pasternak lembrou que as antigas rixas do PT com os hoje ministros Geraldo Alckmin, Simone Tebet e Marina Silva foram resolvidas. "É só no primeiro escalão? Na parte técnica vai ter picuinha política? Não pode ser", declarou. "Espero realmente que eles reconsiderem.
O PNI (Programa Nacional de Imunizações) precisa de uma pessoa forte, comprometida e que conhece bem a estrutura. Essa pessoa é a Ana, a gente não tem dúvidas." Quando adversários, Alckmin chegou a chamar Lula de "chefe da quadrilha".
Durante a transição, Pasternak se reuniu com a equipe do governo Luiz Inácio Lula da Silva e foi uma das defensoras da criação de um Departamento de Imunizações no Ministério da Saúde. A presidente do IQC afirmou que o veto "não tem absolutamente cabimento dentro do governo que o presidente Lula se propôs a fazer, com tantos aliados que no passado criticaram fortemente o PT".
'IDIOTA'. A médica compartilhou, em 2016, uma notícia a respeito do bloqueio que o então juiz Sérgio Moro havia determinado sobre a aposentadoria de Lula. Em outra postagem que citava o então presidente do PT, Rui Falcão, a médica disse: "Perfeito idiota".
Ana Goretti está no Ministério da Saúde desde 1985, segundo o Portal da Transparência, e já foi coordenadora-geral substituta do PNI.
O nome da pediatra Ana Goretti para ocupar o novo cargo tinha o apoio de profissionais do setor de saúde, incluindo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Anteontem, a entidade afirmou que se tratava de "uma das profissionais mais engajadas na luta pela vacinação no Brasil".
"A SBIm construiu ao longo de muitos anos laços de amizade, parceria e admiração pelo trabalho de Ana Goretti Kalume Maranhão, consolidados com a participação em inúmeros eventos da sociedade. Desejamos sucesso e reiteramos que estamos à disposição, como sempre, para colaborar com o que for possível na nova empreitada", afirmou a sociedade de imunizações.
Em uma rede social, a infectologista Luana Araújo disse que a nomeação de Ana Goretti era "um gol de placa" do governo.
Luana trabalhou no combate à covid e foi demitida por Jair Bolsonaro. Ela ganhou notoriedade na CPI que apurou a atuação do governo na pandemia da covid.
O Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, também havia comemorado a nomeação de Ana Goretti.
Em nota, a entidade manifestou "alegria" e afirmou que a pediatra trabalharia para "ampliar as coberturas vacinais em todo o País".
'QUESTÃO POLÍTICA'. Procurada, Ana Goretti não se manifestou.
Após o veto, o escolhido foi Eder Gatti, infectologista do Emílio Ribas.
A assessoria da ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse ao Estadão que todos os nomes do terceiro escalão estão sendo reavaliados e vão passar "por um olhar mais apurado".
"A ideia é que os cargos sejam preenchidos por pessoas competentes, técnicas, mas também é uma questão política", admitiu Nísia.
A Casa Civil, comandada por Rui Costa, disse que "não realiza avaliação política de nomeações para cargos no Executivo", uma atribuição da Secretaria de Relações Institucionais, de Alexandre Padilha. Os dois ministros são filiados ao PT.
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Número de cesáreas volta a subir no Brasil e bate recorde durante a pandemia
Por Fabiana Cambricoli Taxa de nascimentos via cesariana ultrapassa pela primeira vez os 57% no País; porcentual considerado adequado pela OMS é de até 15% Por Fabiana Cambricoli
Após curto período em queda, o índice de cesáreas voltou a crescer no País e bateu recorde em 2020, quando 57,2% dos nascimentos ocorreram por esse tipo de parto - a maior taxa da história, segundo análise feita pelo Estadão com base nos dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde. O recorde anterior havia sido registrado em 2014, quando a taxa foi de 57%.
No ano seguinte, com o crescente movimento pelo parto humanizado, o País apresentou pela primeira vez em décadas um aumento do índice de partos normais. Com isso, o porcentual de cesáreas caiu para 55,5% em 2015. Em 2016, manteve-se o cenário de queda, mas, em 2017, a tendência mudou novamente e o índice de cesáreas voltou a crescer ano após ano, culminando no recorde de 2020 e na manutenção da taxa na casa dos 57% em 2021, último dado disponível (veja gráfico). Os dados preliminares de 2022, atualizados em outubro, mostram taxa de 57,6%, o que pode levar a novo recorde se o índice se confirmar.
Embora a cesariana seja uma técnica importante para salvar a gestante e o feto em algumas circunstâncias, seu uso indiscriminado e sem indicação clínica é considerado um problema de saúde pública por aumentar os riscos de complicações para a mulher e o bebê. "Há maior risco de hemorragia e infecção, além de complicações relacionadas à placenta", diz a obstetra Adriana Gomes Luz, secretária da Comissão Nacional Especializada em Assistência Pré-Natal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e professora assistente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As cesáreas feitas sem indicação também aumentam o risco de o bebê nascer antes de completar seu desenvolvimento dentro do útero da mãe.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a taxa adequada de nascimentos via cesariana seja de 10% a 15%. De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), o Brasil é um dos cinco países do mundo nos quais o índice de cesarianas supera o de partos vaginais - estão nessa situação também Egito, Chipre, Turquia e República Dominicana. Com a taxa recorde registrada em 2020, o Brasil se aproxima dos 58,1% alcançados pelo país caribenho, o líder mundial de cesáreas. Pandemia impactou assistência à gestante, dizem especialistas
Para os especialistas, os reflexos da pandemia em todo o sistema de saúde justificam, em partes, o índice recorde de cesarianas no Brasil, mas a falta de ações e de campanhas mais incisivas também ajudou a frear o avanço que começava a ser observado em 2015 na valorização do parto vaginal. "Durante a pandemia, muitas maternidades restringiram o acesso de acompanhantes, que são importantes no momento do trabalho de parto. Isso gerou uma insegurança entre as gestantes, elas queriam sair daquele ambiente o mais rápido possível. A gente viu aumentar o número de pedidos por cesárea", diz Adriana.
Ela afirma que a própria situação de emergência sanitária, com direcionamento de esforços para o atendimento de pacientes com coronavírus, também impactou os serviços de saúde materno-infantis. "Houve uma desorganização do sistema de saúde como um todo porque era preciso desviar o foco para a covid-19. Algumas salas de parto normal foram transformadas em áreas covid", afirma ela.
Para Rômulo Negrini, coordenador médico da maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, o impacto da pandemia foi sentido desde o pré-natal, o que também pesa na escolha do parto. "Muitas mulheres perderam consultas de pré-natal por causa da pandemia. E é nessa caminhada que o parto vai sendo discutido entre a equipe e a gestante", afirma. Ele diz ainda que, como algumas gestantes foram infectadas pelo coronavírus e tiveram complicações, pode ter havido um aumento da necessidade de cesarianas.
Alguns projetos específicos para a valorização e capacitação do parto normal também tiveram que ser suspensos por causa da covid-19. "No projeto Parto Adequado (iniciativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar em parceria com o Einstein para dar orientação para hospitais e operadoras do País sobre parto), havia sessões presenciais de aprendizado para profissionais de saúde e elas tiveram que ser suspensas. Pessoas que trabalhavam ativamente em ações do parto normal foram deslocadas para ajudar no combate à pandemia", diz Negrini.
Além dos impactos da pandemia, Adriana acredita que o tema precisa ser alvo de mais políticas e campanhas para que a redução de cesáreas desnecessárias seja consistente. "Quando a gente coloca esse assunto para discussão e consegue, de forma adequada, mostrar os prós e contras de uma cesariana, com pessoas famosas e influenciadores abraçando a causa, a população olha e reflete", diz a obstetra.
Para ela, uma das ações mais importantes é o letramento da paciente sobre os tipos de parto e seus direitos. "Temos que empoderar a mulher para ela não aceitar passivamente a cesárea quando não há uma indicação clara. E também desfazer mitos, como a questão da dor no parto normal. Hoje temos técnicas farmacológicas e não farmacológicas para aliviar o desconforto", diz a médica.
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SAÚDE BUSINESS
Artigo - Novo olhar sobre o prontuário eletrônico do paciente
Foi em 27 de dezembro de 2018, há apenas quatro anos, que foi regulamentado o prontuário eletrônico do paciente (PEP), por meio da lei que ficou conhecida como Lei do Prontuário Digital (nº 13.787/2018). No entanto, vale salientar que os esforços para estabelecer este, que podemos considerar como o cerne da saúde digital, foram morosos - e me atrevo a dizer - tanto quanto o é a própria digitalização da saúde.
Devemos lembrar que foi graças ao empenho em modernizar o trabalho das unidades de saúde e facilitar o acesso às informações de pacientes que surgiu o conceito de prontuário eletrônico, cujo modelo de documento foi delimitado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2002 - veja, há exatos 20 anos. Não quero, de forma alguma, desmerecer todo o trabalho que foi feito até agora - aliás, longe disso. Minha relação com a MV começou há cinco bons anos, mas o meu relacionamento com hospitais e com o cuidado com o paciente teve início em 1977. Tenho, portanto, propriedade em dizer que, do ponto de vista de prontuário do paciente, evoluímos enormemente. Assim, antes de podermos discutir o futuro do PEP em território nacional, queria relembrar alguns eventos importantes desta linha do tempo, que eu costumo dividir em quatro fases. A primeira delas, claro, tem a ver com a adoção do PEP por instituições Brasil afora.
Tive a oportunidade e o privilégio de acompanhar o surgimento desta tecnologia, em substituição ao que antes era feito de maneira completamente manual - da prescrição às questões processuais, como movimentações na farmácia e demais áreas que acompanham o paciente desde o momento da entrada no hospital até a alta.
O ponto fundamental que o PEP endereçou com louvor neste contexto foi o fator "risco". Com todos os processos manuais, dá para imaginar a insegurança que isso refletia no cuidado assistencial: da ilegibilidade de registros e perda de informações, ao risco de exames serem feitos com atrasos, de medicação aplicada fora da exatidão necessária em tempo para o cuidado com o paciente e, até mesmo, o risco especialmente crítico de uma prescrição inadequada de medicamentos que eventualmente pode levar a óbito.
Estes últimos pontos, aliás, são desafios críticos no dia a dia da assistência médica e que persistem ainda hoje, como aponta um recente estudo liderado pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), publicado em agosto deste ano no periódico PLOS ONE. De acordo com o levantamento, em média, 10% dos pacientes internados em hospitais sofrem com eventos adversos relacionados a erros de medicação.
Além do impacto econômico global causado por erros de medicação que chega a consideráveis US$ 42 bilhões anuais (ou 0,7% do gasto total mundial em saúde), o ponto mais importante da análise é: metade desses erros são evitáveis.
Dos hospitais da América Latina pesquisados, um montante entre 2,5% e 18,4% das internações hospitalares estavam associadas a eventos adversos; destas, 84% eram evitáveis e outros 30% resultaram em óbito - número elevado e inadmissível, sobretudo se considerarmos que tais ecossistemas poderia facilmente ser controlados por meio do uso do PEP.
Mais adiante, a prescrição eletrônica ganha espaço e maturidade - um marco para a segurança assistencial e que crava a segunda fase da implementação do prontuário eletrônico. Hoje, ninguém faz faturamento sem prescrição eletrônica e ela passou a ser vista como base fundamental em termos de segurança e qualidade assistencial.
Do ponto de vista administrativo, consigo estabelecer uma série de controles e sub controles que passam a adentrar esse novo mundo e permitir a mensuração de importantes indicadores como: horário do medicamento, verificação de informações com relação aos pedidos médicos, ou seja, se tudo o que foi solicitado foi de fato executado, etc. Tenho, hoje, em minhas mãos informações precisas sobre questões assistenciais - e isso é de uma riqueza ímpar no apoio médico, no suporte à saúde e à segurança do paciente. Apesar disso, ainda não ultrapassamos esta segunda fase por completo, apesar de já iniciada a terceira fase, que envolve duas questões nevrálgicas: escalabilidade e interoperabilidade. Avançamos muito, mas ainda não de forma satisfatória em nenhuma das duas frentes.
Essa terceira etapa envolve, principalmente, lideranças da área da saúde - em especial uma atuação mais afiada do Ministério da Saúde. Já deveríamos ter o PEP estabelecido no Brasil há tempos e uma das minhas crenças pessoais é de que isso não aconteceu por questões técnicas: sempre que alguém assume a pasta, acontece algo que a impede de avançar.
Não ultrapassar essa fase significa, na prática, onerar enormemente o sistema de saúde, encarecendo, inclusive, o contexto privado, que passa a seguir os mesmos passos lentos e insuficientes do setor público.
A liderança aqui, no caso representada pelo Ministério, é fundamental e precisa agir com determinação, institucionalizando obrigatoriedades que abrangem a todos, entre elas posso citar que todo cidadão brasileiro deve ter o prontuário eletrônico, e todo sistema de saúde deve ser desenvolvido já considerando a interoperabilidade.
Podemos, enfim, falar sobre a quarta e última fase, que é adicionar mais inteligência e tecnologia aos processos, tornando-os ainda mais automatizados de forma a auxiliar médicos e profissionais da saúde em eficiência e assertividade. Por exemplo: já existe hoje uma tecnologia que permite ao usuário falar com um assistente virtual e este, por sua vez, realiza uma tarefa. Mas essa mesma tecnologia não pode ser usada pelo médico para prescrever medicamentos sob o risco de prescrição incorreta.
A tecnologia de voz poderia ir além e ser usada em cirurgias, por exemplo, onde o cirurgião poderia narrar o andamento de todo o processo por completo, para que ele seja prontamente adicionado ao PEP do paciente. Assim, quando finalizado o procedimento, depois de horas de cirurgia, o médico responsável não precisaria, então, perder outros tantos minutos preciosos de seu tempo fazendo o relatório cirúrgico, citando justamente tudo o que acabou de realizar, porque tal documento já estaria pronto.
Bastaria apenas assinar e está feito. Não seria maravilhoso? Eu digo que sim e duvido que alguém discordaria disso. As possibilidades são vastas, mas o fato é: todos falam das maravilhas da tecnologia, mas esquecem de que não temos o básico bem-feito, sem fragmentação, sem entraves.
Corrigir isso é importantíssimo para estabelecermos uma base sólida e continuarmos a caminhada. A quarta fase sequer iniciamos e está longe de ser concretizada. Fora a liderança engajada, também é preciso ter um propósito que abrace o coletivo e dê direcionamento. A meu ver, hospitais e demais instituições e players que compõem esse ecossistema devem abraçar essas questões primordiais que citei acima e ainda precisam ser alimentadas. Iniciativas como o Projeto de Lei 3814/20, em discussão no Congresso Nacional e cujo objetivo é levar a uma integração de dados na saúde e ao prontuário eletrônico único, é apenas uma das ferramentas que podemos considerar quando se trata de elaborar caminhos para o PEP ganhar ainda mais robustez e escala.
Parabenizo os envolvidos, que de toda e qualquer forma, participaram das primeiras fases desta transformação digital. Agora, acredito que o foco deva ser em olhar para o futuro, fomentando as próximas duas décadas em prol de articulações que possam, enfim, fazer jus à revolução que o PEP trouxe e ainda pode fazer pela saúde como um todo.
*Alceu Alves é vice-presidente da MV.
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Assessoria de Comunicação
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AGÊNCIA ESTADO
Mais Médicos será retomado com incentivo a profissionais do Brasil, diz ministra
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou, nesta terça-feira (10/1), que é "prioridade" dos primeiros cem dias do novo governo retomar o programa Mais Médicos. A gestão, no entanto, pretende oferecer incentivos para participação maior de profissionais brasileiros. "Vamos seguir legislação já definida em relação a prioridade para médicos brasileiros", disse.
A ministra afirmou ainda que o programa continuará contratando médicos de outros países, caso seja preciso preencher vagas faltantes. Lançado no governo Dilma Rousseff (PT), o programa causou polêmica em parte da comunidade médica brasileira pela alta contratação de profissionais cubanos.
A iniciativa, no entanto, foi desmontada pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que acusava o PT de dar dinheiro a Cuba, classificada por ele de ditadura comunista. Na gestão anterior, o programa deu lugar ao Médicos pelo Brasil.
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Imunização contra covid entrará no calendário regular de vacinação, diz ministra
Medida integra campanha de reforço vacinal
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou nesta terça-feira (10/1), que a imunização contra covid-19 vai entrar no calendário regular de vacinações do Brasil, algo que não ocorre atualmente. A medida faz parte de um plano do governo federal que pretende iniciar, em fevereiro, uma campanha nacional de reforço da imunização contra diversas doenças, principalmente de crianças.
"Já adquirimos vacinas do Instituto Butantan, estamos trabalhando com a Pfizer, garantindo que haja vacina. Além da vacina, tem que ter toda estratégia da vacinação, como a comunicação. Estamos falando não só de vacinação contra covid. Temos tarefa de recuperar altas coberturas vacinais no Brasil", disse a ministra em entrevista coletiva.
Ainda segundo Nísia, o governo fará um plano emergencial para reduzir filas de cirurgias e consultas em todo o País, além de trabalhar na recuperação do programa Farmácia Popular.
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EBC
Governo prepara plano emergencial para realizar exames e cirurgias
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (10), em Brasília, para discutir as ações prioritárias da pasta nos primeiros 100 dias de governo. Após o encontro, ela conversou com jornalistas, no Palácio do Planalto, e informou sobre algumas das medidas em andamento, como a definição de um plano para realização de cirurgias e exames.
"Estamos trabalhando na elaboração de um plano emergencial para a realização de diagnósticos, para cirurgias, como um dos pontos centrais de atuação. O Ministério da Saúde trabalha em uma lógica interfederativa, então vamos discutir com o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde [Conass] e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde [Conasems] agora, no dia 26 de janeiro, para a definição conjunta desse plano", explicou. Nísia disse que uma das prioridades é justamente recuperar a "boa relação interfederativa" com estados e municípios na formulação das políticas de saúde.
Farmácia Popular
A ministra também falou sobre a retomada do Farmácia Popular. No ano passado, o governo Bolsonaro anunciou corte de 59% da verba do programa para o Orçamento de 2023. A retomada do programa virou uma das principais promessas de campanha de Lula, durante a campanha eleitoral.
Ela disse ainda que o rol de medicamentos ofertados pelo Farmácia Popular deverá ser ampliado, mas não deu detalhes sobre essa ampliação.
Nísia Trindade voltou a dizer que, nas próximas semanas, deverá revogar medidas da pasta tomadas "sem base científica, que não tenham amparo legal ou que contrariam princípios do Sistema Único de Saúde", mas sem entrar em detalhes sobre quais atos normativos serão revistos. Além disso, por ordem da nova gestão, a pasta está revisando todos os contrato em vigor.
Vacinas
A ministra da Saúde também afirmou que está normalizando o abastecimento de vacinas pediátricas contra a covid-19, que estão em falta no país. Segundo Nísia Trindade, foi negociado um adiantamento das entregas com o Instituto Butantan com a chegada, nos próximos dias, de 715 mil doses e, mais adiante, outras 2 milhões de doses. Também estão em curso tratativas para a entrega adiantada de doses de vacina da fabricante Pfizer.
"Teremos o abastecimento dessas vacinas e aí nos restará trabalhar para que a sociedade vacine suas crianças", afirmou.
Mais Médicos
Perguntada sobre a retomada do programa Mais Médicos, que visa levar profissionais para as localidades mais remotas e periféricas do país, Nísia Trindade disse que a fragilização do programa, nos últimos anos, deixou um vazio de assistência de saúde, e que agora pretende criar melhores incentivos para os médicos participarem da política.
"O que nós estamos trabalhando é uma visão de incentivo para que os médicos brasileiros possam ter uma participação maior nesse programa", disse. Ela falou que não pretende fazer alterações legais nas atuais regras do Mais Médicos, que foram estabelecidas no governo anterior, que chegou a rebatizar a iniciativa de Médicos pelo Brasil.
Na entrevista, Nísia Trindade também criticou a "desestruturação de muitos programas" da pasta, como o Rede Cegonha, voltado para a saúde da mulher grávida. "O Brasil aumentou seus índices de mortalidade materna, e eu considero isso inaceitável", comentou. Ela se comprometeu a recuperar essa e outras iniciativas, especialmente na área de saúde sexual e reprodutiva, que foram afetadas por visões ideológicas no governo anterior, segundo a ministra.
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PORTAL G1
Mulher denuncia que teve parte da perna e dedos amputados após fazer lipoaspiração e ter infecção generalizada
Servidora púbica disse que foi internada três dias depois da lipo, já em parada cardíaca e entrou em coma. Médico responsável pela cirurgia nega que tenha existido falhas durante o procedimento.
Por Rafael Oliveira, g1 Goiás
A servidora pública Indialma Antunes de Oliveira, de 43 anos, denunciou à Polícia Civil que teve parte da perna e dedos da mão e do pé amputados causada de uma lipoaspiração feita nas costas e no abdome, que teria desencadeado uma infecção generalizada.
"Fiquei com marcas e cicatrizes pelo meu corpo inteiro, além de furos no bumbum. Hoje, não posso mais fazer coisas que eu gostava, como trilhas, atividades físicas, viajar de moto, até dirigir um carro, que agora só se for adaptado", desabafou Indialma.
Nesta terça-feira (10), Indialma prestou depoimento contra o médico à Polícia Civil para dar andamento na investigação por lesão corporal.
A advogada que defende o cirurgião plástico responsável pelo procedimento disse que não houve erro durante a cirurgia nem intercorrências. A amputação dos membros, segundo a defesa, se deu por causa de uma trombose que Indialma teve na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular onde ficou internada após a lipoaspiração (leia a nota na íntegra ao final).
O g1 tentou contatar o hospital por telefone na noite desta terça-feira (10) para um posicionamento, mas não obteve retorno.
O advogado Fabrício Póvoa, que defende Indialma no processo judicial e na investigação policial, explicou que a servidora também está com um processo em andamento na Justiça do Tocantis, onde pede reparação de danos morais.
O procedimento foi realizado em julho de 2021, em Goiânia, e mais de um ano depois, a servidora diz que não voltou a trabalhar por causa da recuperação e teve que reaprender a viver com as novas limitações.
Cirurgia
A servidora pública é natural do Tocantins, mas decidiu fazer a lipoescultura em Goiânia. Ela entrou no centro cirúrgico em 10 de julho de 2021. No dia seguinte, ela começou a passar mal e precisou de atendimento médico.
Após ser atendida e medicada, Indialma voltou para casa de familiares, onde se recuperava do pós-operatório. No entanto, dois dias depois o quadro se agravou e ela contou que precisou voltar ao hospital.
Desta vez, ela disse que chegou ao hospital com o corpo infecionado e teve uma parada cardíaca. Foi transferida direto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde entrou em coma. No hospital, ela ficou cerca de 40 dias internada.
"Quando acordei do coma, só movimentava a cabeça e estava com três amputações e sem saber quando voltaria a ter movimentos e se voltaria, pois os médicos me diziam que não poderiam me dar essa certeza", relatou Indialma.
Logo após deixar o hospital e voltar para casa, a servidora precisou se recuperar das cicatrizações das amputações para começar o processo de protetização da perna e poder reaprender a andar. Hoje, Indialma usa uma prótese na perna que foi amputada.
"Devido a isso tudo, entrei em um processo de revolta e depressão muito grande. Não tinha condições alguma de pensar em processo judicial ou policial naquele momento", detalhou.
Nota de defesa do médico
Em relação a informação sobre a cirurgia de lipoaspiração, informamos que a cirurgia foi bem sucedida, não ocorrendo nenhuma intercorrência durante o ato cirúrgico pela cirurgia plástica. Os exames pré operatório da paciente foram solicitados e estavam normais!
A paciente recebeu alta hospitalar e no dia seguinte, queixou de dor no peito, em casa, sendo encaminhada pelo cirurgião, e então atendida em hospital de referência de Goiânia onde não foi detectado nenhum alteração grave recebendo alta para casa no mesmo atendimento.
Mesmo com a orientação do Hospital de referência em Goiânia, com o acompanhamento clínico da equipe e do Cirurgiao Plástico, orientou-se a reinternação para melhor investigação clínica do quadro.
Paciente foi atendida por médico intensivista que iniciou os cuidados no hospital para prosseguir com toda investigação clínica, acompanhada do Cirurgião plástico.
Durante a evolução da paciente na UTI, paciente evoluiu com trombose arterial, relacionada a procedimento relacionado a passagem de cateter no membro inferior, que evoluiu com complicações que levaram a amputação do membro inferior, fato este não relacionado a cirurgia e sim ao procedimento específico realizado na passagem do cateter pela equipe da UTI.
O quadro de trombose arterial e de infecção relatados foram desenvolvidos durante a internação na unidade de cuidados intensivos e não tem relação com a cirurgia de lipoaspiração.
As intercorrências médicas ocorridas com a paciente são inerentes ao exercícios da profissão, não é sinônimo de “ erro médico” e sim de consequência inevitável da evolução clinica, mesmo com a adoção de todos os protocolos adotados e acompanhamento integral do cirurgião.
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TV ANHANGUERA
Golpistas aplicam golpes em pacientes de hospital em Jataí
https://globoplay.globo.com/v/11266465/
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MEDICINA S/A
Bradesco Saúde alcança a nota máxima no IDSS 2022, da ANS
A Bradesco Saúde alcançou, mais uma vez, a pontuação máxima (1,0) no Índice de Desempenho de Saúde Suplementar (IDSS) 2022 (ano-base 2021), levantamento sobre a performance das operadoras e a satisfação dos usuários. Há cinco anos consecutivos entre as seguradoras classificadas na melhor faixa avaliativa do índice, a empresa obteve pontuação máxima em três edições no período (2019, 2021 e 2022). O índice conta com uma pesquisa de satisfação dos beneficiários que confere pontuação bônus. Na avaliação dos beneficiários sobre o plano Bradesco Saúde na edição mais recente do IDSS, 85% classificaram como muito bom e bom e mais de 90% dos beneficiários recomendariam a seguradora.
Instrumento de análise do setor monitorado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o IDSS tem como objetivo garantir a qualidade dos serviços prestados pelos planos de saúde e prestadores de serviço da área.
Este reconhecimento chancelado pela ANS é um importante referencial para a atuação da Bradesco Saúde e fortalece o nosso compromisso com a excelência no atendimento e qualidade dos produtos que levamos ao mercado. Temos uma grande responsabilidade em manter um processo contínuo de melhoria dos serviços prestados em todo o país, afirma Flávio Bitter, diretor-gerente da Bradesco Saúde.
A nota média do setor, que considera a média do desempenho das operadoras ponderada pelo número de beneficiários, foi de 0,8128, a melhor marca desde 2013, tanto no segmento médico-hospitalar quanto no odontológico. Houve, ainda, aumento do número de operadoras classificadas na melhor faixa avaliativa (notas acima de 0,8) e a manutenção da trajetória de crescimento do número de beneficiários em operadoras com notas entre 0,6 e 1,0.
Das 902 operadoras ativas e avaliadas em 2021, 844 atenderam aos requisitos para divulgação dos resultados. A metodologia do programa leva em consideração as seguintes dimensões: qualidade em atenção à saúde, garantia de acesso, sustentabilidade no mercado, além de gestão de processos e regulação.
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O GLOBO
Saúde precisa regularizar logo estoque de vacinas contra Covid para crianças
Compreende-se que a nova equipe do Ministério da Saúde acabou de assumir, mas é fundamental que regularize logo os estoques de vacina contra a Covid-19 para crianças de até 12 anos. Desde o início do mês, pais que levam seus filhos aos postos de saúde de grandes cidades como Rio, São Paulo e Belo Horizonte têm relatado falta do imunizante para as crianças menores, que demandam doses específicas. Para maiores de 12 anos, a não ser por problemas pontuais de logística, os estoques estão em dia.
A situação se torna mais incompreensível porque na semana passada o Ministério da Saúde autorizou a aplicação de uma dose de reforço contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro do ano passado, ela aumenta em até seis vezes o nível de anticorpos. Até então, o reforço era recomendado para maiores de 12 anos. A decisão é bem-vinda para aumentar a proteção do público infantil, mas de nada adianta se não houver doses suficientes nos postos.
Covid-19:
A secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, admitiu a falta do imunizante pediátrico e disse que o governo está negociando com a Pfizer a antecipação da entrega de 3,2 milhões de doses para crianças de 6 meses a 4 anos e de 4,5 milhões para as de 5 a 11. No último sábado, o Ministério da Saúde afirmou ter comprado do Instituto Butantan 750 mil doses da CoronaVac para crianças de 3 a 11 anos. Um novo aditivo no contrato deverá garantir um total de 2,6 milhões de doses. São decisões acertadas, mas o vírus não espera.
Novo coronavírus:
Embora não integrem o grupo mais vulnerável para o novo coronavírus, as crianças acima de 6 meses precisam ser vacinadas, porque também estão expostas às formas graves da doença. Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que, nos dois primeiros anos da pandemia, a Covid-19 matou 1.539 crianças de até 5 anos no Brasil, sendo 599 em 2020 e 840 em 2021. Isso significa duas por dia, uma tragédia. Em 2022, com o avanço da vacinação e o declínio da pandemia, essa média caiu para uma por dia (314 vidas perdidas entre 1º de janeiro e 11 de outubro). Continua sendo um número alarmante, considerando que a vacina protege contra hospitalizações e mortes.
A regularização dos estoques e a solução dos problemas de logística são apenas algumas das muitas ações que o Ministério da Saúde precisa fazer para aumentar os níveis de cobertura. Ainda que haja doses suficientes, o governo terá de realizar campanhas para convencer pais e responsáveis a levarem seus filhos aos postos, o que não é tarefa fácil. Por questões ideológicas, o governo anterior não incentivou a imunização infantil. Sabe-se que ela é mais sensível às campanhas de desinformação que contaminam as redes sociais. Mesmo pais vacinados por vezes relutam em fazer o mesmo com seus filhos. Mas é preciso persistência. Com vacinas eficazes e seguras, já aprovadas pela Anvisa, é inaceitável que crianças morram em consequência da Covid-19.
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FOLHA DE S.PAULO
Doentes com Covid na China agora também têm de lidar com gastos hospitalares abusivos
Xangai e Pequim | Financial Times
Pacientes chineses com Covid-19 enfrentam contas médicas crescentes desde que os convênios médicos pagos pelo Estado reduziram ou eliminaram a cobertura da doença de seus planos, em resposta a uma onda sem precedentes de casos que se alastra pelo país.
Segundo informações de governos locais, desde o mês passado - quando Pequim reverteu abruptamente sua política de zero Covid- , pelo menos 14 cidades e províncias chinesas deixaram de oferecer tratamento gratuito para o coronavírus. Durante três anos os pacientes chineses tiveram tratamento subsidiado contra o vírus.
Hospitais em Xangai e Guangzhou estão cobrando de pacientes com casos graves de Covid até 20 mil yuans (R$ 15 mil) por dia de tratamento intensivo. O valor equivale a cinco meses de renda de um morador urbano médio.
Médica atende paciente na emergência de um hospital em Xangai em meio à alta de casos no país - 5.jan.2023/Reuters
O medo de acumular uma dívida de saúde soma-se ao risco de infecção, já que indústria de seguros procura evitar arcar com os custos de reembolsos. Antes, esse mercado vendeu dezenas de milhões de planos médicos de baixo custo, mas agora as seguradoras relutam em aprovar pedidos de reembolso de despesas ligadas à doença.
A política de saúde chinesa dificulta aos pacientes apresentar provas de infecção pelo vírus. As autoridades de saúde restringiram a definição de mortes e casos de Covid e, na semana passada, foram criticadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) por subnotificar a gravidade da pandemia.
Um funcionário da seguradora Taikang, em Pequim, que recebeu dezenas de queixas depois de negar cobertura, disse que sua empresa é "muito rigorosa" quando se trata de aprovar pedidos. "É preciso apresentar comprovante da doença emitido por hospitais, que raramente emitem o documento", disse.
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O cenário cria dificuldades consideráveis para pacientes de baixa renda e expõe desigualdades no sistema de saúde chinês, que não conta com verbas suficientes, segundo analistas. Hospitais e clínicas recebem uma enxurrada de pacientes idosos.
"A China nunca deixou seu sistema de saúde acessível a todos", diz Yanzhong Huang, membro do think tank Council on Foreign Relations. "O surto mais recente de Covid está agravando o problema."
Até mudar de postura repentinamente, no mês passado, Pequim havia alardeado o tratamento gratuito da Covid como símbolo de seu sucesso no combate à pandemia.
Na semana passada a província do leste do país Anhui, que tem 64 milhões de habitantes, começou a exigir que as pessoas paguem 30% de suas despesas médicas ligadas à pandemia. A cidade de Sanhe, próxima a Pequim, foi mais longe e anunciou no mês passado que pacientes com Covid teriam que arcar com até metade de seus custos hospitalares.
Isso vem gerando uma carga financeira elevada para muitos pacientes. O agricultor de 53 anos Gao Shengli, da província central de Henan, sofreu um AVC na semana passada após receber o diagnóstico de Covid. Dois dias depois de ser internado num hospital local, recebeu uma conta de 150 mil yuans (R$ 115 mil), mais que o dobro de sua renda familiar anual.
Contas adicionais que variam entre 5.000 e 10 mil yuans continuam a chegar diariamente, levando sua família ao desespero.
"Meu pai não tem convênio médico", conta o filho de Gao, que se negou a dar seu nome. "O hospital está nos perseguindo diariamente para cobrar a dívida e nós não temos como pagar."
A situação da classe média urbana chinesa não é muito melhor: os pacientes têm dificuldade em pedir reembolso aos seus seguros médicos. Muitos hospitais se recusam a dar provas de infecção a pacientes que receberam diagnósticos a não ser que eles também informem estar com uma infecção pulmonar e passem por uma revisão das autoridades de saúde locais.
Um médico no Hospital Nº 10 de Xangai afirmou, sob condição de anonimato, que a comissão de saúde da cidade instruiu a instituição a restringir os diagnósticos de Covid. Segundo o profissional, a equipe foi orientada a classificar a maioria dos casos como infecção respiratória.
Um assessor da Comissão Nacional de Saúde, em Pequim, disse que o surto aconteceu tão rapidamente que as autoridades não tiveram tempo de traçar um plano de ação. O regime não tem meios de oferecer tratamento gratuito a todos, segundo a pasta.
A Administração Nacional de Segurança da Saúde disse no sábado que vai cobrir plenamente as hospitalizações de pacientes com Covid, mas continuou a excluir as complicações. E os hospitais estão sob pressão para reduzir os custos médicos desde que o fundo nacional de seguro se viu sobrecarregado pelos custos crescentes do programa Covid zero.
Na cidade oriental de Hangzhou, o gerente de marketing Frank Wang, que adquiriu um plano de seguro contra Covid no início do ano passado, desenvolveu infecções dos pulmões e rins depois de ser infectado com o vírus e não conseguiu receber um comprovante de ter tido Covid.
"O hospital deixou claro que não é fácil obter um comprovante, já que o diagnóstico foi politizado", diz Wang, que pagou mais de 20 mil yuans (R$ 15 mil) pelo tratamento. "Pacientes como eu viraram vítimas."
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ISTOÉ
Covid-19: Brasil registra 28 mil casos e 211 mortes em 24 horas
O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 694.192 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (3) pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 36.390.423.
Em 24 horas, foram registrados 28.057 novos casos. No mesmo período, foram confirmadas 211 mortes de vítimas do vírus.
Ainda segundo o boletim, 35.145.500 pessoas se recuperaram da doença e 694.192 casos estão em acompanhamento. O boletim de hoje não traz os dados atualizados de Tocantins.
Estados
De acordo com os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos de covid-19, com 6,32 milhões, seguido por Minas Gerais (4 milhões) e Rio Grande do Sul (2,9 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (158,9 mil). Em seguida, aparece Roraima (181,3 mil) e Amapá (182,6 mil).
Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (177.487), seguido de Rio de Janeiro (76.526) e Minas Gerais (64.487). O menor número de mortes está no Acre (2.040), Amapá (2.166) e Roraima (2.180).
Vacinação
Até hoje, foram aplicadas 498,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 181,4 milhões como primeira dose e 163,9 milhões como segunda dose. A dose única foi aplicada em 5 milhões de pessoas. Outras 102,5 milhões já receberam a primeira dose de reforço e 40,2 milhões já foram vacinadas com a segunda dose de reforço.
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CORREIO BRAZILIENSE
Exame pode acusar Alzheimer 10 anos antes
Equipe sueca identifica que mudanças na proteína GFAP indicam maior vulnerabilidade para a doença neurodegenerativa uma década depois. A descoberta poderá ajudar no desenvolvimento de abordagens de diagnóstico precoce
Gabriela Chabalgoity
A ocorrência de sintomas característicos do Alzheimer, como falta de memória e agressividade, geralmente indica que o paciente não está mais em uma fase inicial da doença. Criar abordagens que ajudem a descobrir precocemente esse processo neurodegenerativo é, na avaliação de cientistas e de outros profissionais da área, essencial para desenvolver mecanismos capazes de freá-lo. Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, apostam que um exame de sangue poderá fornecer essa informação estratégica.
Em um artigo publicado na revista Brain, eles mostram como biomarcadores no sangue indicam a ocorrência de alterações patológicas precoces em uma forma hereditária da doença. Os pesquisadores perceberam mudanças na proteína glial fibrilar ácida (GFAP) aproximadamente 10 anos antes do surgimento dos primeiros sintomas de Alzheimer.
"Elas foram seguidas por concentrações aumentadas de P-tau181 (proteína tau) e, posteriormente, NfL (proteína leve de neurofilamento), que, já sabemos, estão diretamente associadas à extensão do dano neuronal no cérebro de Alzheimer", detalha Caroline Graff, uma das autoras do estudo e professora do Departamento de Neurobiologia, Ciências e Sociedade do Cuidado do instituto sueco.
Para chegar ao resultado, o grupo analisou 164 amostras de plasma sanguíneo de 33 pessoas com uma mutação que aumenta a vulnerabilidade ao Alzheimer e 42 parentes sem a predisposição patogênica herdada. Os dados foram coletados entre 1994 e 2018, e a análise indicou "mudanças claras" de várias concentrações de proteínas sanguíneas nos portadores da mutação uma década antes do surgimento dos sintomas.
Na avaliação da equipe, os resultados são promissores para o desenvolvimento de novas abordagens contra a doença. "No futuro, os resultados do estudo poderão ser usados como um biomarcador não invasivo para a ativação precoce de células imunes, como astrócitos no sistema nervoso central, o que poderá ser valioso para o desenvolvimento de novos medicamentos e para o diagnóstico de doenças cognitivas", indica Charlotte Johansson, integrante do grupo de pesquisadores.
Silencioso
O Alzheimer é o tipo mais comum de demência -- dados da Fundação Sueca do Cérebro mostram que corresponde de 60% a 70% dos casos -- e começa se desenvolvendo de forma silenciosa. De acordo com os autores do artigo, as mudanças biológicas no cérebro começam de 20 a 25 anos antes que a perda de memória e outros sintomas cognitivos se tornem evidentes.
As células nervosas da região degeneram como resultado do acúmulo anormal das proteínas beta-amiloide e tau. À medida que mais neurônios cerebrais são danificados, isso se manifesta na disfunção das funções cognitivas, como memória e fala, explicam os cientistas. Quanto mais cedo a complicação for descoberta, maiores a chances de enfrentá-la. "Essa é uma das muitas razões pelas quais são necessárias mais pesquisas sobre métodos precisos e fáceis de diagnóstico precoce", ressaltam, em nota.
Cura
Especialista em neurologia cognitiva e do comportamento, Carlos Enrique Uribe afirma que a estratégia de procurar marcadores e sinais que antecipam os riscos de uma pessoa ter Alzheimer mobiliza cientistas há muitos anos. No caso do trabalho sueco divulgado na última edição da Brain, o ineditismo está em a investigação ter "afetado" diretamente a doença.
Para Uribe, esse pode ser um caminho para estratégias que curem a doença. "Ao tentar encontrar a origem do problema, é possível mudar a história natural dele. Essa estratégia funciona para se chegar a um procedimento que seja de cura, mudando o mecanismo fisiopatológico da doença. Na medicina, chamamos isso de tratamentos modificadores da doença, e isso ainda não existia no Alzheimer", diz.
Uribe faz ressalvas. Ele lembra que o estudo analisou pacientes com Alzheimer ligado a fatores genéticos. "Como não é o caso mais comum, esses resultados têm que ser avaliados com cuidado, porque a doença geneticamente determinada está sendo um modelo para o estudo da doença esporádica (sem fatores hereditários). Às vezes, as coisas não funcionam com essa relação direta", explica.
Análise ampliada
O especialista em neurologia cognitiva e síndromes demenciais Arthur Jatobá conta que alguns biomarcadores para o diagnóstico precoce do Alzheimer estão disponíveis, mas não para a população geral. "O diagnóstico hoje, para a maioria dos pacientes, é feito por avaliação clínica, neuropsicológica e realização de exames de imagem cerebral (ressonância magnética de crânio)", diz.
A expectativa do médico é de que, no futuro, esse tipo de análise seja mais acessível e abranja diversos indicadores biológicos de risco aumentado. "Acredito que, nos próximos anos, poderemos ter um exame de sangue com um painel de vários biomarcadores para a doença de Alzheimer, como a proteína beta amiloide, a tau, a GFAP e a NfL. Isso vai nos ajudar no diagnóstico precoce da doença", diz.
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Assessoria de Comunicação
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DESTAQUES
Impacto da pandemia na oncologia persistirá por mais dois ou três anos
Edgar Lopez fala sobre papel da música nas salas de cirurgia
Especialista destaca a importância de cuidar da saúde mental
Governo de Goiás assume regulação de vagas em 30 unidades de saúde
Deputado diz ser difícil aprovação de projeto que prevê o fim de diplomas profissionais
Artigo - Inovação: como a inteligência de dados impacta na saúde
Metaverso já é uma realidade no ensino em saúde
MEDICINA S/A
Impacto da pandemia na oncologia persistirá por mais dois ou três anos
De acordo com o levantamento "Impactos da Pandemia de Covid-19 na Atenção Oncológica", realizado pelo movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), a pandemia sobrecarregou tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) quanto a saúde suplementar, e as doenças crônicas não transmissíveis, em especial o câncer, também impactaram os sistemas de saúde. Segundo o estudo, os pacientes oncológicos apresentaram os piores resultados de evolução clínica da Covid-19 durante os anos de 2020 e 2021, e análises relatam formas viáveis adotadas para reduzir os danos causados pela pandemia nessa população.
Entre elas, foram adotadas mudanças de terapias intravenosas para orais, aplicação de quimioterapia domiciliar e, quando possível, a troca do tratamento por ciclos mais curtos e espaçados de quimioterapia e radioterapia. Além disso, a realização de consultas de acompanhamento por meio de telemedicina se mostrou um caminho eficiente para auxiliar no atendimento desses pacientes durante os últimos dois anos.
Entre os resultados de uma pesquisa virtual realizada com profissionais da saúde suplementar de cinco regiões brasileiras pelo TJCC:
75% dos profissionais relataram que o centro de tratamento onde trabalhavam no período da pandemia adotou protocolo de vias livres de Covid-19; 92% relataram que a pandemia provocou impacto no tratamento oncológico; 78% afirmaram que os pacientes deixaram de frequentar a clínica por medo de contaminação pela covid-19.
Ainda segundo os dados levantados:
73% dos centros ofereceram atendimento por telemedicina; 92% dos profissionais notaram o aumento de pacientes diagnosticados em estadiamentos mais avançados da doença; 100% dos médicos ouvidos acreditam que a pandemia contribuiu para o aumento de diagnósticos tardios.
Segundo Vivian Coski, médica oncologista do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e da Oncocenter, em São Paulo, "embora tenhamos essa percepção de normalidade, os casos que chegam ao consultório estão em estágios mais avançados da doença, uma vez que os pacientes abandonaram ou espaçaram seus tratamentos durante a pandemia", explica.
A especialista também aponta que os pacientes deixaram de fazer exames como colonoscopia e endoscopia pelo medo da contaminação pela Covid-19 nos hospitais e, mesmo com sintomas, não procuraram atendimento médico nos últimos dois anos. Já neste ano, aqueles que retornaram às consultas médicas estão com um atraso real no diagnóstico e com cânceres avançados, em decorrência desse medo. "Cabe destacar que a vacina trouxe mais segurança para todos e, em especial, para os pacientes com câncer e para os profissionais da saúde. Adotamos protocolos nos hospitais e nos consultórios, e pacientes com sintomas gripais ou qualquer outro sintoma são testados para entrar nos centros de infusão de medicamentos quimioterápicos."
A pesquisa realizada pelo TJCC também apontou que 71% dos profissionais da saúde consideram que a pandemia ainda produzirá um impacto significativo na população e 27% ainda assinalam mais algum tipo de impacto nos brasileiros. Em relação aos profissionais da saúde, 88% se sentiram sobrecarregados durante a pandemia, 95% expressaram exaustão, principalmente aqueles que trabalharam nos centros de infusão, e 11% relataram exaustão física e emocional.
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PORTAL TERRA
Edgar Lopez fala sobre papel da música nas salas de cirurgia
O papel da música durante a cirurgia plástica tem sido cada vez mais importante, tanto por seu efeito durante a operação quanto na recuperação de um paciente. Pelo procedimento, a pessoa pode até não reconhecer com clareza o que está tocando, mas já é um fato comprovado de que suas mentes conseguem descansar muito mais com uma melodia ao fundo durante o tratamento estético. O Dr. Edgar Lopez, especialista em lipo HD e mamoplastia, comenta mais sobre o assunto.
"Tendemos a pensar na sala de cirurgia como um ambiente tranquilo, mas ela é tudo menos silenciosa. O ambiente é cheio de ruído ocupacional: a equipe falando, máquinas zumbindo, instrumentos de metal tinindo, monitores e alarmes apitando e o som da música", comenta o médico, que possui 1,3 milhões de seguidores no Instagram.Segundo Edgar Lopez, a música e as artes de cura já andaram de mãos dadas. "Na Grécia antiga, a música era usada para aliviar o estresse, promover o sono e aliviar a dor. Nativos americanos e africanos usam cânticos e cânticos como parte de seus rituais de cura", diz.
Além disso, o profissional garante os efeitos calmantes em pacientes cirúrgicos. "A música na sala de cirurgia tem efeitos imensuráveis. Ela pode evitar a distração, minimizar o aborrecimento, aumento da tolerância, ajuda na precisão do cirurgião operacional reduzir o estresse e diminuir a ansiedade dos pacientes e da equipe", acrescenta profissional, que já transformou corpos de famosas, como a influenciadora Vivi Wanderley.
Desse modo, é possível dizer que a magia do som, quando aplicada cientificamente, tem demonstrado contribuir em maior medida para o alívio do sofrimento humano: "A música pode ser empregada como auxiliar na obtenção do bem-estar físico, emocional e espiritual do ser humano, tornando a sala de cirurgia um ambiente de trabalho mais agradável", finaliza Edgar Lopez.
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GAZETA DA SEMANA
Especialista destaca a importância de cuidar da saúde mental
As pessoas adoecidas dão sinais de que não estão bem e ouvi-las, sem julgamento, pode ser uma das alternativas para ajudar a salvar sua vida
Em janeiro é celebrado o mês de prevenção à saúde mental e chama a atenção para os transtornos mentais. Em 2019, de acordo com a Organização Pan-americana de Saúde (PAHO), quase um bilhão de pessoas viviam com um transtorno mental. Já o suicídio foi responsável por mais de uma em cada 100 mortes e 58% das pessoas que tiraram a própria vida tinham menos de 50 anos de idade.
Esses dados foram divulgados em relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), em junho de 2022, que ainda traz detalhes alarmantes sobre a piora dos transtornos mentais em todo o mundo, com aumento superior a 25% dos novos casos de depressão e ansiedade. Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que, entre 2010 e 2019 foram registradas mais de 112 mil mortes por autoextermínio, o que significa aumento de 43% no número anual de óbitos se compararmos 2019 com 2010.
De acordo com o psiquiatra e cooperado da Unimed-BH, Alexandre Araújo Pereira, falar sobre suicídio é muito importante pois é necessário conscientizar a população sobre como lidar com as emoções e, ao mesmo tempo, acolher, sem julgamento, os amigos ou entes queridos que estão com transtornos mentais. Ele acredita que o tema deve ser revalorizado e há a necessidade de pensar a saúde mental quanto uma estratégia de prevenção.
"É importante desmistificar os transtornos mentais ou psiquiátricos para que todos nós possamos ajudar de forma preventiva quem necessita. As pessoas adoecidas dão sinais diretos e indiretos de que não estão bem. Para saber se ela tem intenção de acabar com a própria vida, temos que nos aproximar, conversar, sem julgamento", destaca o especialista, que argumenta ainda que a escuta é, portanto, uma grande aliada nesse processo.
Ele acredita que ao falar, a pessoa pode entender o que a faz se sentir acuada ou impossibilitada de resolver algum desafio na vida. "Geralmente, quando ela fala, não executa a ação. Isso porque, durante a sua fala, tem a perspectiva de pensar, refletir, rever as suas ideias e, quem sabe, estar disponível a uma ajuda", salienta.
Mas como identificar quem está com algum transtorno?
Há uma relação grande entre o transtorno mental e o suicídio. A maioria das pessoas que se matam tem algum transtorno mental que, muitas vezes não é identificado antecipadamente. Dr. Alexandre orienta que a observação em relação ao outro também seja predominante. Ele destaca alguns fatores que podem levar ao suicido: depressão; transtorno bipolar; problemas relacionados ao álcool e drogas; doenças mentais mais severas como a esquizofrenia. "Os indivíduos com personalidades e características de impulsividade e aquelas com limiar mais baixo de tolerância à frustração também podem estar mais propensos a se matar", exemplifica.
Há a necessidade também de se fazer uma avaliação mais detalhada de cada caso. Como exemplo, o médico destaca a ansiedade, que tem sido um dos transtornos mais comuns nos dias de hoje. Ele conta que o sentimento é considerado normal ao ser humano já que nos deixa mais alertas e mais focados perante os desafios. Porém, quando fica muito intenso e gera sofrimento de longo prazo, a ansiedade deve ser abordada e tratada. A mesma coisa ocorre com a tristeza, falta de energia e sensação de desprazer com a vida. Quando a tristeza é fugaz, principalmente motivada por algum evento externo, ela pode ser passageira, algo normal na vida de todos. Mas quando passa a gerar sofrimento contínuo, levando a um prejuízo importante do nosso dia a dia, provavelmente trata-se de depressão, que deve ser identificada e também tratada.
Pereira ressalta que existem várias condutas a serem tomadas em pacientes ansiosos e depressivos, partindo desde a tentativa em equilibrar o ritmo de vida entre trabalho, lazer, vida social e relação interpessoal; que pode ser buscada pela psicoterapia, atividade física e algumas práticas como meditação, Yoga por exemplo. Em casos mais graves, o paciente pode se beneficiar muito da utilização de medicamentos, que devem ser prescritos apenas por médicos.
Saúde mental x pandemia
Apenas no primeiro ano da pandemia da Covid-19, 53 milhões de pessoas desenvolveram depressão, outros 76 milhões tiveram ansiedade - totalizando 129 milhões e altas de 28% e 26% da incidência, respectivamente. O isolamento social trouxe uma mudança drástica na rotina. Excesso de notícias ruins, home-office, aulas on-line e outros fatores fizeram com que a população adoecesse. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconheceu esse fenômeno generalizado de cansaço decorrente da pandemia e apelidou o sintoma de "fadiga pandêmica".
Para o especialista que manteve o atendimento clínico durante a pandemia, foram observados no período alguns problemas relacionados à ansiedade, conciliação do sono, aumento de consumo do álcool e fumo e, ainda, um certo cansaço, fadiga e a dificuldade das pessoas se manterem em estado de isolamento e perderem contatos pessoais.
Segundo ele, os idosos e crianças tiveram muita dificuldade de adaptação. Os idosos necessitam de momentos de socialização e manter hábitos importantes como a atividade física. As crianças, por sua vez, além da socialização tiveram que se adaptar ao ensino à distância, o que gerou estresse, cansaço, dificuldade de adaptação e problemas psicológicos. Vale destacar que os jogos e as telas também foram fatores que influenciaram na saúde mental de crianças e adolescentes.
As mulheres também foram as que mais sofreram já que tiveram sobrecarga de trabalho entre os afazeres da casa e do home-office.
Hora de quebrar barreiras
É importante tentar acabar com a resistência por parte das pessoas sobre a saúde mental para que o sofrimento psíquico possa ser abordado como qualquer outra doença. "Muitas pessoas acham que só gente que perde totalmente a razão, pessoas que comumente chamamos de loucas procuram o psiquiatra, mas há muito tempo isso já tem mudado. Hoje a psiquiatria tem que lidar com muitas outras demandas. Além dos transtornos mentais mais graves, somos procurados por pessoas que querem se conhecer melhor, se aprimorar na relação consigo próprias e com o mundo, que está em rápida transformação. Importante lembrar que sem saúde mental fica difícil construir uma vida saudável. Cada um de nós está nessa busca, de correr atrás da nossa saúde mental possível, já que um ideal de perfeição e total falta de sofrimento é algo que a nossa humanidade não permite".
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A REDAÇÃO
Governo de Goiás assume regulação de vagas em 30 unidades de saúde
Regular vagas de média e alta complexidade em 30 unidades de saúde do Estado, entre hospitais e policlínicas, diminuindo o tempo de espera por atendimento. Com esse objetivo, o Governo de Goiás assumiu, nesta segunda-feira (9/1) a gestão do Complexo Regulador de forma integral e direta.
A medida foi anunciada durante solenidade com o titular da Secretaria de Estado da Saúde (pasta responsável, na prática, pela distribuição de vagas) Sérgio Vencio, e o superintendente da Regulação, Luciano de Moura. A mudança na gestão da regulação se dá no âmbito estadual da média e alta complexidade. Os municípios seguem independentes e lidando com a regulação das atenções primárias e secundárias de saúde.
De acordo com Vencio, neste primeiro momento o que muda são aspectos administrativos, uma vez que os servidores do complexo Regulação passam a ser contratados da SES e não mais de uma Organização Social em Saúde. O próximo passo é colocar em prática todas as etapas do planejamento estratégico criado para a administração direta da regulação em saúde.
“Desde que assumimos a gestão, conversamos com os envolvidos nesse processo crucial do acesso do paciente aos serviços de saúde, para entender o melhor caminho a ser tomado. E tivemos o aval do governador Ronaldo Caiado para a secretaria assumir todo o processo regulatório estadual, o que foi feito em tempo recorde”, disse Vencio.
Com a mudança, o sistema de gestão da regulação será reavaliado, a fim de dar agilidade no processo de admissão de pacientes tanto para consultas como para cirurgias. O trabalho da regulação consiste, além da transferência de pacientes, em cruzar informações estratégicas para entregar qualidade no serviço.
O superintendente da Regulação, Luciano de Moura, completou: “Evoluímos com essa meta prioritária e hoje estamos gerenciando 100% dos serviços da rede estadual. Esse é um dos preceitos do SUS e estamos cumprindo o nosso papel”.
Mais agilidade
Para otimizar a regulação dos atendimentos em saúde, Sérgio Vencio pontua que existe um serviço de inteligência necessário e o desdobramento de etapas, como investir num software resolutivo e que integre os municípios. “Queremos o paciente correto, no local certo e no momento adequado. Isso significa entender quem é o paciente e suas necessidades, além de ter uma boa radiografia dos leitos existentes, a fim de munir a secretaria de saúde com informações devidamente relevantes”, detalhou o secretário.
A longo prazo, a partir dos dados que serão levantados, o Complexo Regulador vai identificar e sanar possíveis problemas. A avaliação feita pela própria secretaria vai permitir que lacunas sejam preenchidas, por exemplo, com a realocação de médicos e abertura de leitos conforme necessidade. Também para o longo prazo, a SES terá condições de caminhar para uma integração de sistema com os municípios, permitindo uma regulação macroregionalizada.
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JORNAL OPÇÃO
Deputado diz ser difícil aprovação de projeto que prevê o fim de diplomas profissionais
Proposta lista cerca de 105 profissões que poderiam ser desregulamentadas no Brasil; confira a lista prévia completa
O Projeto de Lei (PL 3081/22) que desregulamente mais de 105 profissões no Brasil pode ter dificuldade de aprovação na Câmara dos Deputados. O deputado federal professor Alcides (PL) acredita ser impossível que a proposta passe pelo plenário. “As pessoas precisam ser respeitadas em todos os sentidos, principalmente em relação as suas profissões e categorias”, afirma.
O projeto foi apresentado ‘no apagar das luzes do final de 2022’ e é de autoria do deputado federal Tiago Mitraud (Novo-MG). Ele quer que seja revogada todas as leis e decretos permitindo a atuação, por exemplo, de conselhos de classes.
Para especialistas, isso seria o fim da exigência de diplomas e, automaticamente, da formação acadêmica. Embora o texto cita atividades que “não oferece risco à segurança, à saúde, à ordem púbica, à incolumidade individual e patrimonial”, profissões como biologia, engenharia, nutrição, medicina veterinária, psicologia, fisioterapeuta, química, arquitetura, técnico em radiologia e fonoaudiologias estariam em risco.
O advogado trabalhista Eduardo Costa disse haver inúmeros equívocos e contrações na proposta, o que deve dificultar a própria tramitação no Congresso Nacional. “Todo projeto de lei ainda tem que ter uma justificativa plausível para nos convencer sua existência, e a justificativa do PL 3081/22 é apenas que, em tese, a regulamentação pelo Estado impõe ‘inúmeras barreiras de entrada’ de novos profissionais, o que não é verdade, pois senão não existiria ninguém atuando nas cerca de 35 profissões abrangidas”, pontua.
Costa analisa a contradição da fundamentação do projeto sob a ótica liberal do economista francês Frédéric Bastiat. O intelectual pontuava que o protecionismo e o intervencionismo estatal são forças de perversão da lei. “Mas, no caso em questão, a própria desregulação das profissões em si atacam a propriedade intelectual do povo, que é importante tanto quanto à liberdade ao trabalho, de expressão ou da propriedade privada em si!”, ressaltar.
Ele acrescenta que o grau de técnica e seriedade com que todos estes profissionais necessitam para desenvolver suas profissões é mediante a habilitação comprovada. “Neste sentido, a desregulação me parece mais uma intervenção estatal que promove a desordem e risco à saúde e vida, do que meramente a inteligência de um diploma de faculdade ou curso técnico”, afirma.
Veja a prévia de profissões que podem ser atingidas pela proposta:
Leiloeiro
Aeronauta
Engenheiro
Arquiteto
Agrimensor
Atuário
Contador
Guarda-livros
Fisioterapeuta
Terapeuta ocupacional
Jornalista
Economista
Químico
Vendedores
Viajantes ou Pracistas
Músico
Massagista
Leiloeiro Rural
Geólogo
Bibliotecário
Psicólogo
Corretor de seguros
Diretor de teatro
Cenógrafo
Professor de Arte Dramática
Ator
Contra-regra
Cenotécnico
Sonoplasta
Engenheiro florestal
Publicitário
Agenciador de Propaganda
Estatístico
Técnico de Administração
Representantes comerciais autônomos
Engenheiro-Agrônomo
Profissional de Relações Públicas
Veterinário
Técnico Industrial de nível médio
Orientador educacional
Propagandista
Vendedor de Produtos Farmacêuticos
Guardador e lavador autônomo de veículos automotores
Corretor de imóveis
Artista
Técnico em Espectáculo de Diversões
Arquivista
Técnico de Arquivo
Radialista
Geógrafo
Técnico em Prótese Dentária
Meteorologista
Sociólogo
Fonoaudiólogo
Museólogo
Secretário
Economista Doméstico
Técnico em Radiologia
Especialização de engenheiros e Arquitetos em Engenharia de segurança do trabalho
Profissão de técnico de Segurança do trabalho
Mãe social
Conselho regional de Economistas Domésticos
Nutricionista
Guia de Turismo
Treinador de Futebol
Assistente Social
Profissional de Educação Física
Peão de Rodeio
Enólogo e técnico em Enologia
Garimpeiro
Oceanógrafo
Técnico em Saúde bucal
Bombeiro Civil
Atividades pesqueiras
Mototaxista
Motoboy
Repentista
Instrutor de trânsito
Tradutor e intérprete da língua Brasileiras de Sinais
Sommelier
Taxistas
Turismólogo
Cabeleileiro
Barbeiro
Esteticista
Manicure
Pedicure
Depilador
Maquiador
Motorista
Comerciário
Árbitro de futebol
Vaqueiro
Artesão
Designer de interiores e ambientes
Detetive particular
Aeronauta
Técnico em Bibioteconomia
Esteticista
Cosmetólogo
Arqueólogo
Físico
Corretor de moda
Psicomotorista
Biólogo
Desobriga que seja um vigilante o contratado para os serviços de vigilância e de transporte de valores
Desobriga aprovação no exame da ordem para ser Advogado
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SAUDE BUSINESS
Artigo - Inovação: como a inteligência de dados impacta na saúde
A velocidade de experimentação e adoção de novas tecnologias por parte dos indivíduos cria grandes dificuldades para empresas e governos, uma vez que a referência dos usuários está a frente daquilo que lhes é oferecido por ambos. Do ponto de vista do negócio, é fundamental termos em mente que parte da sociedade é sempre a primeira a ter contato - em escala - com novas tecnologias. Quando se trata da área da saúde (que é um dos mais sensíveis segmentos), a utilização de soluções tecnológicas aliadas à transformação digital são essenciais para facilitar a gestão, impulsionar a inovação e trazer agilidade e segurança para o paciente, tanto do ponto de vista da burocracia, como na necessidade de uma intervenção cirúrgica mais atual.
Diferente da máxima em inovação que buscamos solucionar o problema de alguém, na saúde a prevenção é a palavra de ordem. Mas, segundo pesquisa da Anahp/PoderData “O que pensam os brasileiros sobre a saúde no Brasil?”, os cidadãos atendidos pelo SUS consideram a saúde como umas de suas prioridades, porém 71% não fazem atividades voltadas à prevenção e promoção de cuidados. E entre os usuários de plano de saúde o índice é ainda mais alto: 82% não participam das iniciativas de prevenção oferecidas pelas operadoras. Os dados demonstram que não há uma cultura de prevenção no Brasil, mesmo sabendo que um diagnóstico precoce pode poupar a saúde física e econômica dos pacientes, além de promover redução de custos para os hospitais e planos de saúde.
Na saúde o futuro passa pelo big data
O big data é um processo que consiste na extração de informações relevantes a partir de um volume elevado de dados, ajudando muitas empresas em suas tomadas de decisão nos negócios. Para a saúde, os dados podem ajudar os pacientes a terem um papel ativo em sua própria condição física, não apenas tratando e gerenciando seu estado atual, mas também prevenindo futuras complicações. As pessoas podem ser capacitadas por meio de escolhas de estilo de vida – como dieta, exercícios e adesão à medicação – para assumir o controle de sua saúde.
A integração adequada e a aplicação de ferramentas de big data podem promover cuidados baseados em evidências que são personalizados para cada paciente. Idealmente, todos os prestadores de cuidados podem ter as mesmas informações sobre um determinado paciente e estarão trabalhando em direção a um objetivo semelhante. Os dados podem melhorar os resultados, reduzindo os erros médicos.
O big data será usado para garantir a relação custo-benefício dos cuidados de saúde por meio de diferentes métodos, como reembolso do resultado do paciente e eliminação de fraudes, desperdícios e abusos no sistema. Os dados podem nos ajudar a combinar melhor o conjunto de habilidades do provedor com as necessidades do paciente e permitir a avaliação de provedores específicos e seus resultados comprovados para que os pacientes recebam os melhores cuidados médicos.
Também serão usados para melhorar a inovação não apenas por meio de terapias e cuidados específicos, mas também aumentando a eficiência e a eficácia dos próprios “motores de inovação”. Utilizando dados de ensaios anteriores, bem como analisando tendências de informações atuais, os inovadores poderão abordar todos os aspectos da inovação terapêutica – descoberta, desenvolvimento e segurança.
Mas, ainda precisamos fazer o básico no Brasil
Segundo a Agência Senado, o orçamento previsto para a área da saúde em 2023 é o mais baixo desde 2014. As despesas primárias no setor, que alcançaram R$ 203,8 bilhões no auge da pandemia de coronavírus em 2021, devem cair para R$ 146,4 bilhões em valores reais corrigidos pela inflação.
O Conselho Nacional de Saúde (CNS), encaminhou em outubro de 2022, uma carta para a Relatoria da Saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciando a retirada de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para 2023. O valor do orçamento do Ministério da Saúde está fixado em R$ 149,9 bilhões, o que representa uma redução de R$ 22,7 bilhões, quando comparado a 2022. As perdas podem chegar a R$ 60 bilhões se considerarmos o Teto de Gastos, que tem congelado recursos desde 2018.
Como ser agente de transformação dessa realidade?
Tudo começa na mentalidade! Inovação é cultura e não ferramenta. Estruturas rígidas e isoladas não sobreviverão a esse mundo. A inovação deve fazer parte da cultura organizacional para que uma empresa se mantenha sempre à frente, por isso é necessário entender o que os clientes - internos e externos - realmente precisam. A pandemia da Covid 19, por exemplo, trouxe desafios e aprendizados para todos que estão envolvidos na área da saúde de modo geral. E o que ficou é que práticas inovadoras, podem ampliar o acesso, além de dar mais eficiência aos processos.
Precisamos aprender que a inovação não está restrita a uma área da empresa ou limitada a poucos profissionais específicos. Cada pessoa que compõe o time de uma companhia pode trazer ideias inovadoras para os negócios, afinal inovar não é um projeto pontual, mas sim uma prática contínua que precisa fazer parte da cultura organizacional das empresas. Busque inspirações com outras pessoas, com outras áreas. Não tenha medo de errar e principalmente, escute seu cliente, saiba qual sua verdadeira dor e, assim, coloque suas ideias em prática.
Divulgação |
Camilla Gurgel é diretora executiva & partner na 16 01, consultoria de inovação responsável por projetos entregues para Bayer, SICREDI, Unilever, Ambev, Nestlé, Google, Cubo Itaú, Uber e Gerando Falcões.
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Metaverso já é uma realidade no ensino em saúde
De acordo com um estudo do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), uma das principais organizações técnico-profissionais do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade, o metaverso foi apontado como uma das principais tendências para 2023. E diferente de muitos setores que ainda buscam os caminhos para aplicar a novidade, a área de educação em saúde avança para a etapa de aperfeiçoamento e evolução de soluções que já são uma realidade para os estudantes nos primeiros anos de universidade.
Para Vinícius Gusmão, CEO da MedRoom - edtech pioneira na criação de soluções com ambientes virtuais para o ensino em saúde - a tecnologia permite ao aluno chegar o mais perto possível da realidade vivenciada na profissão. Ele lembra que, de acordo com dados da PwC, pessoas treinadas com a utilização da Realidade Virtual (VR) podem ficar até 275% mais confiantes para agir com o que aprenderam a partir do uso da ferramenta, que pode trazer uma melhora de 40% no aprendizado.
“Os estudantes hoje têm a oportunidade de serem colocados frente a frente a casos clínicos virtuais customizados ambientados no metaverso. Isto é, por meio de simulações reais para ações do dia a dia de docentes e discentes de Medicina, a nova tecnologia oferece situações que permitem a prática e a experiência mais próxima da realidade para potencializar o conhecimento dos professores e um melhor aprendizado dos alunos”, explica Gusmão.
Mas, afinal, como funciona esse Metaverso no ensino em saúde?
Entre as principais funcionalidades do metaverso, que já é uma realidade nas salas de aulas das escolas de medicina de todo o Brasil, estão o laboratório de anatomia humana em realidade virtual e a simulação de consultas virtuais. A MedRoom possui um dos mais completos modelos do corpo humano em 3D do mundo e usa a realidade virtual para possibilitar uma experiência mais profunda e interativa do aprendizado.
O ambiente metaverso da edtech permite a simulação de experiências destinadas a treinamentos na área da saúde, como diagnóstico em pacientes virtuais gerenciados por meio da Inteligência Artificial (IA). Com isso, os alunos já aprendem a fazer diagnósticos logo nos primeiros anos de estudo.
Para viabilizar este tipo de imersão no metaverso, a edtech traça um perfil socioeconômico do paciente virtual, em que consta informações como profissão, estado civil, características físicas e de saúde. O atendimento virtual no consultório ocorre por meio da narração de uma ocorrência de mal-estar vivenciada pelo personagem, o que o leva a buscar por atendimento médico. Na consulta, que é realizada pelo aluno imerso no ambiente com óculos de realidade virtual, é feita a anamnese. Ou seja, uma entrevista é realizada pelo profissional de saúde para entender os sintomas narrados pelo paciente, bem como a realização de exames para chegar a um diagnóstico assertivo.
A ferramenta não só ajuda a diminuir a curva de aprendizado em diversas Instituições de Ensino em Saúde, como permite que os estudantes treinem e apliquem na prática seus conhecimentos. E com isso, desenvolvem atributos que são essenciais para os profissionais de saúde, como a análise, o conhecimento e a empatia com a pessoa que está à sua frente.
“As vantagens que eu vejo hoje com relação ao modelo em 3D é que, nas aulas, por mais que tenhamos o corpo real, não conseguimos, às vezes, fazer com que o aluno entenda essa tridimensionalidade das peças. isso é uma grande vantagem da ferramenta”, aponta o professor e médico anatomista, Paulo Gonzales.
Além disso, no laboratório de anatomia humana em realidade virtual, o Atrium, os alunos podem estudar livremente o corpo humano, explorar cada estrutura, isolar órgãos e sistemas de uma maneira nunca antes vista. Desse modo, o metaverso permite aos acadêmicos chegarem o mais perto possível da realidade vivenciada na profissão e, consequentemente, reduzir possíveis erros médicos no futuro.
“Nós fomos nos adaptando às mudanças tecnológicas e inovações impostas no cenário que estamos vivendo. Com todas as novidades, o caminho para o metaverso começou a ficar mais claro e tangível. Agora não trabalhamos só com VR, mas também com a web e o aplicativo de celular. Como todo esse universo que criamos é interligado e funciona para momentos diferentes do aprendizado”, aponta Vinícius Gusmão, CEO da MedRoom.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUE
Casos de vírus sincicial respiratório pressionam hospitais de MG, PR e SP
Covid-19: Goiás confirma 1,5 mil casos em 24 horas
Técnica em enfermagem que teve bumbum necrosado após lipoescultura não consegue dormir por causa de dores
Pesquisador da UFG ganha prêmio internacional de R$ 60 mil ao desenvolver chip que simula órgãos humanos
USP Ribeirão Preto, SP, busca voluntários para pesquisa sobre saúde cardiovascular pós-Covid
Casos de herpes crescem 35% no Brasil
FOLHA DE S.PAULO
Casos de vírus sincicial respiratório pressionam hospitais de MG, PR e SP
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A alta fora de época de casos de VSR (vírus sincicial respiratório) tem provocado aumento na procura por atendimento e até mesmo a lotação de hospitais pediátricos.
O vírus está associado a até 75% dos casos de bronquiolite, inflamação que dificulta a chegada do oxigênio aos pulmões, e a até 40% dos registros de pneumonia em crianças menores de dois anos, segundo a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Os quadros mais graves acontecem principalmente em bebês menores de seis meses e alguns pacientes não resistem e morrem.
Tradicionalmente, o período de maior circulação do VSR coincide com o outono e o inverno. Ele vai de fevereiro a junho na região Norte; março a julho no Nordeste, no Centro-Oeste e no Sudeste; e abril a agosto no Sul. Mas não foi o que ocorreu em 2022 e não é o que se observa em 2023.
De acordo com a Fiocruz, houve aumento da prevalência do VSR entre os dias 25 e 31 de dezembro, com predomínio de casos em crianças de até quatro anos em São Paulo, Distrito Federal e nos três estados da região Sul, além de maior presença do vírus no Espírito Santo, Minas Gerais e Roraima.
"Os vírus não estão respeitando as sazonalidades. Após a pandemia, estamos tendo picos de influenza, adenovírus e VSR fora da época", afirma Victor Horácio, vice-diretor técnico do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.
Na unidade, foram registrados dez casos em setembro, 21 em outubro e 38 em novembro. Em dezembro, o número saltou para 53 e, em 2023, já há 11 confirmados.
Em São Paulo, os hospitais Darcy Vargas e Cândido Fontoura, referências estaduais para atendimento pediátrico, registraram aumento de cerca de 20% nos casos de VSR, afirma a Secretaria de Estado da Saúde.
No Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, na região central da capital paulista, o número de casos de bronquiolite das últimas quatro semanas de 2022 foi cerca de 30% maior em relação à média histórica. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, em dezembro, foram atendidos 56 pacientes com a inflamação, dos quais 37 acabaram internados. No mesmo período de 2021, foram 102 atendimentos e 61 internações; em 2020, dez e quatro e, em 2019, 58 e 12.
No Hospital Infantil Sabará, também na capital paulista, quem procurava o pronto-socorro na última quinta-feira (5) era orientado a assinar um termo autorizando a transferência de unidade caso houvesse necessidade de internação. "Estamos com 100% de ocupação", diz Francisco de Oliveira Júnior, gerente médico da unidade.
Os casos de VSR começaram a crescer no Sabará em outubro. Oliveira afirma que, no fim de dezembro e início de janeiro, com a cidade mais vazia, os atendimentos costumam diminuir. Desta vez, porém, o hospital está recebendo casos mais graves, que requerem internação e elevam a ocupação.
O médico explica que não é realizado o painel viral (exame para identificar a presença de diferentes vírus respiratórios) de todos os pacientes, então não é possível estabelecer a quantidade de casos provocados pelo VSR, mas dá pistas: na última semana, aproximadamente metade dos exames realizados indicava a presença do vírus. Nesta, cerca de um terço.
Em Belo Horizonte, o Hospital Mater Dei Contorno decidiu ampliar a quantidade de leitos na UTI pediátrica. Eram 16 em novembro, quando os casos de bronquiolite começaram a subir. Agora são 22 e, como a expectativa é de piora do cenário, a previsão é chegar a 30 até março.
"Na última semana de dezembro, estávamos com metade dos leitos da UTI com pacientes com bronquiolite, algo que só acontece quando chega março, abril", afirma o coordenador da UTI pediátrica, Luís Fernando Andrade de Carvalho.
O médico diz que é muito comum irmãos que frequentam a escola passarem a doença para os caçulas que estão em casa, por isso a expectativa era de redução de casos com o início das férias. Os números, porém, continuam aumentando.
Cuidados Não há uma vacina para VSR. O que existe é uma forma de prevenção com o anticorpo monoclonal polivizumabe, mas essa opção é restrita a crianças altamente vulneráveis, como bebês prematuros e cardiopatas. Além disso, a aplicação é realizada seguindo a sazonalidade típica da doença.
Entre as medidas de prevenção, além de manter a carteirinha de vacinação atualizada, a SBP destaca a higiene frequente das mãos, uso de máscaras, limpeza das superfícies expostas à secreção e o isolamento de pacientes com diagnóstico confirmado.
Em relação aos sinais e sintomas, os especialistas citam tosse, febre, congestão nasal, dor de ouvido e dor de garganta.
Oliveira menciona também o desconforto respiratório, que pode ser identificado pela maior abertura das narinas ao inspirar, mostrando que a criança está tentando puxar mais ar; aumento na frequência da respiração e retração da musculatura ao lado do pescoço e entre as costelas, indicando esforço para respirar.
O Ministério da Saúde lista ainda dor de cabeça, chiado no peito e lábios e unhas arroxeados como indicativos de alerta.
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A REDAÇÃO
Covid-19: Goiás confirma 1,5 mil casos em 24 horas
Caroline Louise
Goiânia - Goiás confirmou 1.502 casos de covid-19 em 24 horas. Nenhuma morte pela doença foi registrada no período. As informações constam no boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) nesta segunda-feira (9/1).
De acordo com a SES-GO, o Estado soma 1.843.749 casos e 27.831 mortes pelo coronavírus desde o início da pandemia. 62 óbitos ainda estão em investigação para saber se há relação com a doença. A taxa de letalidade da covid-19 no Estado é de 1,51%.
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PORTAL G1
Técnica em enfermagem que teve bumbum necrosado após lipoescultura não consegue dormir por causa de dores
Fase de se recuperar da infecção que abriu buracos nas nádegas deve durar 4 meses. Médica que fez a operação teve o CRM interditado, mas o registro foi reativado depois.
Por Rafael Oliveira, g1 Goiás
A técnica em enfermagem que teve parte do bumbum necrosado após uma cirurgia plástica feita em Goiânia contou nesta segunda-feira (9) que não consegue dormir por causa de fortes dores que sente no corpo, principalmente nas pernas e costas.
"Eu não consigo dormir de tanta dor. Acordo a noite inteira chorando porque o corpo dói. Se eu me viro de lado, minhas pernas doem e preciso voltar a ficar de bruços. Tomo antibióticos, antiinflamatórios e analgésicos fortes. Consigo cochilar por alguns minutos, desabafou a técnica.
Joana Montel, de 30 anos, explicou que fez uma lipoescultura no bumbum com a médica Lorena Duarte Rosique, que evoluiu para uma infecção. Ela registrou boletim de ocorrência na polícia pedindo investigação por lesão corporal.
A cirurgiã teve o registro de médica (CRM) interditado pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), em fevereiro do ano passado, após denúncias de pacientes que também tiveram cirurgias malsucedidas, mas o registro foi reativado um mês depois pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e ela voltou a operar (leia íntegra da nota do Cremego ao final da reportagem).
A técnica está sem poder andar até por médias distâncias por causa das dores. Ela fica o dia inteiro deitada de bruços na cama e só levanta para tomar banho. Essa fase faz parte do tratamento para curar a infecção que abriu buracos no bumbum dela e deve perdurar por 4 meses.
"Eu não me imaginava assim. Dói, incomoda. Tenho uma filha de 3 anos, que me pede colo e não posso dar. Destruiu meus sonhos", desabafou a técnica.
A defesa da médica Lorena Rosique disse em nota que Joana estava sujeita a intercorrências ao fazer o procedimento, como em qualquer caso de intervenção cirúrgica. "Os riscos são devidamente aceitos pela paciente em assinatura de contrato", diz trecho da nota (leia a íntegra ao final).
No site do Tribunal de Justiça de Goiás há pelo menos 18 processos tramitando contra a médica, a maioria sob sigilo.
Dias antes de o CRM da médica ser interditado, o g1 mostrou a denúncia da vendedora Kelly Cristina Gomes da Costa, de 29 anos. Ela também registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil contra Lorena Rosique após fazer procedimento para levantar os seios, eliminar gordura e aumentar o bumbum, mas teve queimaduras na pele e diversas complicações.
Outras pacientes da médica que operou a mulher relataram ter ficado com deformidades pelo corpo após plásticas.
Cirurgia
A Joana Montel fez uma lipoescultura no dia 13 de dezembro do ano passado. A cirurgiã plástica Lorena Duarte Rosique retirou uma parte da gordura das pernas e colocou no bumbum.
Em seguida ao procedimento, Joana disse que sentiu muitas dores e febre alta. Assim, foi parar no hospital, onde ficou internada entre os dias 25 e 30 de dezembro. Na unidade médica, ela passou por uma drenagem de emergência para retirar o pus que estava no bumbum.
Além da Joana, mais três pacientes submetidas a cirurgias estéticas pela mesma médica relataram intercorrências durante o pós-operatório e que ficaram com deformidades pelo corpo.
As cirurgias plásticas da técnica em enfermagem começaram, no entanto, em 2021. Ela colocou próteses nos seios e fez lipoaspiração na barriga com Lorena Rosique. Na época, ela teve complicações e procurou a médica por diversas vezes para reparar os procedimentos.
As cirurgias reparadoras, chamadas de refinamento, foram feitas, mas não corrigiram as deformidades, segundo Joana. Ela perdeu parte das aréolas dos seios e ficou cicatrizes grandes na barriga.
Vendedora teve para cardíaca
Outra paciente de Lorena Rosique, a vendedora Karita Rabelo de Andrade, de 34 anos, fez lipoaspiração e colocou próteses nos seios em 4 de dezembro de 2021. Um dia depois da cirurgia, ela relata que passou mal e precisou se internar. No hospital, ela descobriu que teve o intestino perfurado. Durante a internação, Karita teve paradas cardíacas, ficou em coma e foi até intubada.
"No início, ela [médica] me disse que era anemia. Minha barriga ficou toda vermelha e ela dizendo que era alergia aos medicamentos. A infecção da barriga desceu para as pernas e eu já não andava mais. Fiz várias cirurgias", contou Karita.
De 2021 para hoje, a vendedora lamenta ter que viver entre consultas médicas e exames em hospitais.
"Minha vida não voltou ao normal. Busco formas de amenizar o que aconteceu, porque não é só o físico, o emocional também fica abalado", desabafou.
Nota do Cremego
Em 17 de fevereiro de 2022, Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) interditou cautelarmente a cirurgiã geral e cirurgiã plástica Lorena Duarte Rosique (CRM/GO 15.293), após tomar conhecimento de denúncias de pacientes contra a médica.
A interdição cautelar é um procedimento administrativo adotado pelos Conselhos Regionais de Medicina para restringir o exercício da profissão por médicos cuja ação ou omissão, decorrentes de sua profissão, esteja prejudicando gravemente a população, ou na iminência de fazê-lo.
No mesmo período, o Cremego iniciou os procedimentos para a apuração da conduta profissional da especialista. O processo está em tramitação e, cumprindo o artigo 1º do Código de Processo Ético-Profissional Médico, essa apuração tramita em sigilo.
A interdição cautelar tinha validade de seis meses e poderia ter sido prorrogada por mais seis ou revogada a qualquer momento pelo Cremego. Mas, em 25 de março de 2022, o Conselho Federal de Medicina (CFM) revogou a interdição feita pelo Cremego e a médica pôde voltar a atuar.
Nota da defesa da médica Lorena Rosique
Com relação à paciente Joana Darque Montel, fazemos os seguintes esclarecimentos:
A paciente fez procedimento e está sujeita a intercorrências como em qualquer caso de intervenção cirúrgica. Os riscos são devidamente aceitos pela paciente em assinatura de contrato. A paciente obteve a devida prescrição de antibiótico pela equipe médica e procurou serviço público de emergência no feriado de natal, onde foi atendida. A equipe manteve contato com a paciente, mesmo fora do horário comercial, e, ao ser oferecida transferência para o hospital que a Dra. Lorena é conveniada, não aceitou e quis continuar no HUGO.
A médica possui mensagens da paciente que comprovam a satisfação, agradecimento dela pela cirurgia, além de imediata e integral assistência médica. Serão avaliadas eventuais acusações e divulgações inverídicas para posterior responsabilização.
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Pesquisador da UFG ganha prêmio internacional de R$ 60 mil ao desenvolver chip que simula órgãos humanos
Estudante trouxe tecnologias dos EUA e da Alemanha, mas aproveitou a estrutura da universidade. O trabalho é público e está disponível para empresas do mundo inteiro.
Por Rafael Oliveira e Adriano Reges, g1 Goiás e TV Anhanguera
O pesquisador Artur Christian Garcia, da Universidade Federal de Goiás (UFG), ganhou um prêmio internacional por desenvolver um chip que simula o funcionamento de órgãos do corpo humano. Além de contribuir com tratamentos de doenças, o dispositivo pode substituir o uso de animais em pesquisas. O prêmio é de 10 mil libras, que chega a R$ 60 mil, e foi concedido no fim de dezembro passado.
O goiano, que é de Trindade, desenvolveu o dispositivo que cabe na palma da mão. Os pequenos círculos são chips que podem funcionar como diferentes órgãos do corpo, como coração, pulmão, entre outros.
A partir desses chips, o pesquisador atingiu dois grandes feitos: primeiro, está poupando animais que seriam usados em testes de produtos cosméticos.
“Com este sistema, a gente consegue responder muitas perguntas complexas que muitas vezes não temos a tecnologia adequada e o modelo animal também não é mais adequado. Então, temos um mini-organismo no laboratório que a gente pode testar", comentou o pesquisador.
Segundo, ao simular o funcionamento de um pulmão humano, o Artur descobriu que trabalhadores de determinadas áreas da indústria podem desenvolver asma alérgica caso não usem a proteção necessária.
“Simular condições do funcionamento do organismo humano, como pressão arterial, batimentos cardíacos. A ideia é usar essa plataforma para poder colocar um mini pulmão e simular os aspectos da asma induzida por substâncias químicas”, explicou Artur Garcia.
Pesquisa
Na pesquisa de doutorado, que começou há 5 anos, o pesquisador trouxe tecnologias dos Estados Unidos e da Alemanha, mas aproveitou toda a estrutura do laboratório da UFG.
Desde 2004, o laboratório foi indicado 5 vezes para receber prêmio de uma fundação europeia que recompensa trabalhos para acabar ou substituir testes em animais. Ao todo, o laboratório ganhou três prêmios.
O trabalho vem sendo colocado em prática. Segundo o Artur, os resultados são positivos. A tecnologia é pública e está disponível para empresas do mundo inteiro e em momento oportuno, no ano passado, o congresso aprovou lei que proíbe o uso de animais em pesquisas e testes.
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USP Ribeirão Preto, SP, busca voluntários para pesquisa sobre saúde cardiovascular pós-Covid
Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP) da USP buscam voluntários para uma pesquisa inédita sobre sequelas da Covid-19 na saúde cardiovascular.
Segundo a coordenadora do projeto, Ana Catarine Veiga, o objetivo do estudo é mostrar se existem consequências tardias da doença no coração de homens saudáveis e hipertensos.
"Nós precisamos entender que quem teve Covid, leve ou moderada, se existem efeitos a longo prazo na saúde cardiovascular que nós precisamos ficar atentos. E pegar logo no início e abordar da melhor maneira possível", explica a pesquisadora.
Para ser voluntário é preciso ser homem saudável ou hipertenso de 35 a 55 anos, ter se recuperado da Covid entre seis a 24 meses atrás, ser sedentário, não fumar, não ter doenças crônicas, como diabetes ou pressão alta.
"São três dias de avaliação. É uma avaliação bem completa que vai envolver teste de esteira, teste de equilíbrio, teste de força muscular e também exames laboratoriais", conta Ana Catarine.
Como se inscrever?
Os interessados devem fazer uma pré-inscrição pelos contatos de telefone (16) 3315-0742, de Whatsapp (16) 98139-2868 ou dos e-mails O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. Depois, uma avaliação será marcada.
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A TRIBUNA ONLINE
Casos de herpes crescem 35% no Brasil
Infecção viral que atinge principalmente pessoas com alterações emocionais e imunidade baixa, a herpes-zóster vem fazendo novas vítimas no País.
Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) apontou um aumento de 35% nos casos da doença durante os dois primeiros anos da pandemia de covid-19. E ainda hoje, após a fase crítica, o número de casos continua chamando atenção tanto na rede pública quanto particular.
Professor e infectologista do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Paulo Peçanha revela que qualquer doença que altere o equilíbrio do sistema imune pode reativar ou levar às pessoas a desenvolverem herpes-zóster.
"Percebi um aumento de pacientes com herpes-zóster em meu consultório durante a pandemia. O isolamento pelo qual as pessoas passaram durante a pandemia também podem ter interferido no sistema imune e reativado a doença", ressalta.
Peçanha lembra que todas as pessoas que tiveram catapora na infância são candidatas a ter herpes-zóster no futuro.
A dermatologista Hannah Cade afirma que o principal sintoma da doença é o aparecimento de bolhas vermelhas acompanhadas de ardência no local. "As bolhas estouram formando uma casquinha que lesiona a pele".
Ao notar os sintomas, o paciente deve comparecer a uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico da doença, que é contagiosa.
A dermatologista Karina Mazzini acrescenta que o vírus pode ser transmitido através da secreção que sai das pequenas bolhas. "Em alguns casos raros, ela ocorre através das secreções respiratórias. É importante ter cuidado para não contaminar outras pessoas".
Porém, a melhor forma de evitar a doença é através da vacina que é aplicada em dose única e só está disponível na rede particular. Ela é indicada para pessoas com mais de 50 anos mesmo que já tenham tido a doença.
A orientação é aguardar um ano após ter tido o quadro agudo. A vacina evita o retorno da doença por até três anos. Pessoas com alergia grave a algum componente da vacina, imunodeprimidas, gestantes, ou com tuberculose não tratada, não devem tomar a vacina.
Maioria tem mais de 50 anos
O que é
Herpes, ou cobreiro, é uma doença causada pelo Vírus Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo que causa também a catapora. Esse vírus permanece em latência durante toda a vida da pessoa. A reativação ocorre na idade adulta ou em pessoas com comprometimento imunológico, como os portadores de doenças crônicas (hipertensão, diabetes), câncer, Aids, transplantados e outras.
Sintomas
Na maior parte dos casos, antecedem às lesões cutâneas (na pele) os seguintes sintomas: dores nevrálgicas (nos nervos), parestesias (formigamento, agulhadas, adormecimento, pressão, etc), ardor e coceira locais, febre, dor de cabeça e mal-estar.
Prevenção
As principais medidas de prevenção e controle contra a disseminação do Vírus Varicela-Zóster são:
Vacinação;
Lavar as mãos após tocar nas lesões;
Isolamento: crianças com varicela não complicada só devem retornar à escola após todas as lesões terem evoluído para crostas. Crianças imunodeprimidas ou que apresentam curso clínico prolongado só deverão retornar às atividades após o término da erupção vesicular;
Pacientes internados: isolamento de contato e respiratório até a fase de crosta;
(*) A doença pode atingir pacientes de todas as idades, como aconteceu com o cantor Justin Bieber, mas afeta principalmente quem tem mais de 50 anos.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUE
Planos de saúde têm 1,6 milhão novos de usuários em um ano
Cais Vila Nova volta a funcionar
Conselho proíbe médicos de atenderem no Cais Vila Nova devido à falta de estrutura, em Goiânia
Injeção para obesidade pode não beneficiar à todos
Carta aberta a Nísia Trindade, ministra da Saúde
METRÓPOLES
Planos de saúde têm 1,6 milhão novos de usuários em um ano
Os planos de saúde registraram um crescimento de 1.638.397 de usuários em um ano, na comparação entre novembro de 2022 e o mesmo mês de 2021. O número equivale à população de uma capital brasileira como o Recife.
Em relação a outubro de 2022, o acréscimo foi 126.604 pessoas. No caso dos planos odontológicos, o salto anual foi de 2.239.090 (ou uma Manaus) e 259.739 entre novembro e outubro de 2022.Com isso, os planos médico-hospitalares totalizaram 50.285.627 de usuários em novembro, quase um quarto da população brasileira. Já os serviços exclusivamente odontológicos têm 30.869.354 de beneficiários. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (5/1), pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
No contraste entre novembro de 2022 com o mesmo mês de 2021, o setor registrou aumento de usuários de planos de assistência médica em 24 estados. São Paulo, Minas Gerais e Paraná tiveram a maior evolução em números absolutos. Entre os odontológicos, as 27 unidades federativas registraram crescimento. O maior avanço ocorreu em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Para a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que reúne as empresas do segmento, o resultado reflete, em grande medida, a redução das taxas de desemprego nos últimos meses no país. No terceiro trimestre de 2022, o indicador caiu de 12,1% para 8,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2021. Foi a menor taxa para o período desde 2014 (6,7%). Isso segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada em novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).A FenaSaúde acrescenta que a crescente adesão aos planos "foi um movimento catalisado pela pandemia" e se manteve posteriormente. Uma pesquisa encomendada pela entidade, no fim de 2021, ao Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), aponta que o plano de saúde está entre os três principais principais itens de desejo do brasileiro. Só fica atrás da compra da casa própria e da realização de investimentos financeiros.Mesmo com 25% da população brasileira coberta por serviços médico-hospitalares, a FenaSaúde acredita que há espaço para o setor crescer no Brasil. Ainda assim, nos últimos meses, o segmento registrou déficits constantes. O prejuízo anotado no terceiro trimestre de 2022 foi de R$ 5,5 bilhões.
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JORNAL OPÇÃO
Cais Vila Nova volta a funcionar
05 janeiro 2023 às 20h31
Os médicos estavam proibidos de atender devido falta de infraestrutura na unidade
Em reunião realizada no início da noite desta quinta-feira, 5, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) suspendeu a interdição ética do Cais Deputado João Natal, Cais Vila Nova.
A unidade tinha sido interditada, à zero hora desta quinta-feira, por falhas no funcionamento que comprometiam a qualidade e a segurança do exercício da medicina no local, e a liberação do trabalho dos médicos no Cais deu-se após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo secretário Municipal de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso.
No TAC, o secretário, que também participou da reunião, compromete-se a sanar as deficiências apontadas pela fiscalização do Cremego. As correções acontecerão de forma escalonada, sendo algumas imediatas, ao longo dos próximos 15 dias, e outras em até 30 dias.
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TV ANHANGUERA
Cais Vila Nova é interditado em Goiânia
globoplay.globo.com/v/11255730/
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PORTAL G1
Conselho proíbe médicos de atenderem no Cais Vila Nova devido à falta de estrutura, em Goiânia
Interdição ética determinada pelo Cremego tem validade de 60 dias. Pacientes são orientados a procurar os Cais Novo Mundo ou Campinas, que são os mais próximos.
Por Ton Paulo e Rafael Oliveira, O Popular e g1 Goiás
05/01/2023 14h45 Atualizado há 13 horas
Cais Vila Nova é interditado em Goiânia
O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) determinou, nesta quinta-feira (5), a interdição ética do Centro de Atenção Integral em Saúde Deputado João Natal, o Cais Vila Nova, em Goiânia. Com a interdição, que começou às 0h desta quinta-feira (5) e vale por 60 dias, os médicos ficam proibidos de trabalhar na unidade até que os problemas na estrutura, informados à Prefeitura de Goiânia, sejam resolvidos (veja a lista abaixo).
De acordo com o Cremego, a liberação do trabalho médico no Cais Vila Nova depende, agora, da correção das deficiências encontradas pelo órgão durante uma fiscalização. A vistoria na unidade foi feita em setembro do ano passado e a decisão foi tomada em 15 de dezembro.
No entanto, o órgão ressalta que o prazo de 60 dias pode ser prorrogado “caso as deficiências encontradas pelo Conselho não sejam sanadas neste prazo.”
Pacientes que chegam à unidade são orientados a procurar os Cais Novo Mundo ou Campinas, que são os mais próximos.
O Conselho destacou que “há tempos vinha alertando” a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) sobre os problemas. “O Ministério Público Estadual e a Vigilância Sanitária também já tinham sido alertados sobre as falhas que comprometem a segurança e a qualidade do exercício da medicina na unidade”, disse.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
O POPULAR também entrou em contato com o Ministério Público de Goiás sobre o caso, que declarou que "recebeu ofício do Cremego (via e-mail), na manhã desta quinta-feira (5/1), relatando os fatos citados. O documento foi encaminhado à Área de Saúde, que providenciará a distribuição do procedimento a uma das Promotorias de Justiça da capital com atribuição na área."
Veja abaixo os problemas detectados pelo Cremego:
Falta de cadastro da unidade no Cremego;
Falta de diretor-técnico;
Escala de médicos incompleta;
Inadequação da estrutura física;
Falta de medicamentos e materiais básicos;
Ausência de diversos equipamentos indispensáveis à prestação de serviços médicos;
Falta de Comissão de Controle de Infecção em Serviços de Saúde;
Não possui Núcleo de Segurança do Paciente;
Na área de repouso médico, faltam roupas de cama, chuveiro, pia e sanitário;
Em consultórios, faltam cadeiras para médicos e pacientes;
Faltam lençóis nas macas.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Injeção para obesidade pode não beneficiar à todos
Doutora cobra também políticas públicas para que pacientes obesos tenham melhor assistência médica
HÉLIO LEMES
Uma das principais doenças observadas na atualidade é a obesidade e Isso não é uma característica apenas do Brasil, mas sim do mundo inteiro. Mas se trouxermos para nossa realidade, a perspectiva para a doença não é muito animadora. Afinal os dados da Federação Mundial de Obesidade mostram que cerca de 30% da população brasileira, estará obesa no ano de 2030. Embora a previsão para o Brasil não seja das melhores, a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso da semaglutida 2,4 mg, conhecida também pelo nome Wegovy, é um alento para quem está acima do peso ou em tratamento da obesidade. Embora a medicação chegue no Brasil, o que deve ocorrer apenas no segundo semestre deste ano, as questões que precisamos responder são: como fica o cenário no Brasil a partir de agora? O número de cirurgias bariátricas vai cair? E a principal delas, todos terão acesso ao medicamento?
A Doutora, Pesquisadora e Investigadora da Universidade Federal de Goiás (UFG) em Endocrinologia, Daniela Espíndola Antunes lembra que a obesidade é hoje um problema de saúde pública, e que o número de pessoas diagnosticadas com a doença cresceu. Daniela comenta que os dados do Vigetel, mostra que houve um aumento de 72% de pessoas com obesidade nos últimos 13 anos, e que os números registrados em 2019 mostra que o número de pessoas obesas em nosso país, teve um aumento de 20%
Em relação ao medicamento aprovado pela Anvisa, a investigadora afirma que os resultados divulgados são animadores, não apenas pela questão da redução que pode chegar a 17%, mas também pela melhora de comorbidades associadas à doença. No entanto, Daniela pontua que a injeção não será acessível para toda população pelo seu auto custo.
Os resultados dessa pesquisa são animadores, com a média de perda de peso de 17%, e melhora de comorbidades associadas, melhora da glicose, da glicemia, a diminuição da circunferência abdominal, da pressão arterial, dos triglicerídeos, que são fatores de risco para doença cardiovascular. Contudo é uma medicação de alto custo, eu acredito que uma pequena parcela da população vá ter acesso. Dessa forma não deve haver uma grande mudança no panorama da obesidade no Brasil, porquê possivelmente uma pequena parcela da população terá acesso a medicação.Daniela Espíndola, Doutora, pesquisadora e Investigadora
De acordo com a pesquisadora, o remédio aprovado pela Anvisa será o mais potente disponível no Brasil para o tratamento da doença. Entretanto, ela cita que já existem medicamentos mais potentes aprovados em outros países para o tratamento da obesidade, e que os resultados podem chegar a uma perda de 20% do peso. Daniela cita a Tizerpartida vendido com o nome Mounjaro, é vendido nos Estados Unidos. Para a doutora nós caminhamos neste momento para uma redução de cirurgias bariátricas, mas que não acredita que esse seja o cenário para os próximos anos nos país.
Outro ponto que Daniela ressalta é que a obesidade está relacionada aos fatores econômicos, e que se for observado os dados, a maioria da população obesa é quem possuí uma escolaridade e um poder aquisitivo menor. O que de acordo com a profissional, fará com que esses pacientes não tenham acesso a um medicamento como esse.
Então os pacientes com menor poder aquisitivo não terão acesso aos medicamentos mais modernos que promovem uma grande perda de peso. É necessário uma mudança nas políticas pública do país, para que esses pacientes tenham acesso a tratamentos de ponta. É necessário que haja equipes interdisciplinares, para atender esses pacientes, e que esses profissionais também sejam capacitados. Há muita desinformação nessa área e tratamentos equivocados da obesidade.Daniela Espíndola, Doutora, pesquisadora e Investigadora
Sem mudança de estilo de vida, medicação não permitirá alcançar os 17%
A pesquisadora pontua que a obesidade é provocada por multifatores como ambiente, genéticos e a questão de responder bem ou mau ao tratamento indicado ou receitado pelos médicos.
Os resultados obtidos pelo Wegovy, ocorreram a partir de uma mudança de estilo de vida dos pacientes. De acordo com Daniela, caso o paciente não mude o seu estilo de vida, passe a praticar atividades físicas, tenha uma alimentação readequada, não será possível chegar nesse topo dos 17% da perda de peso.
Outro ponto que a profissional lembra é que existem aqueles que respondem bem ao tratamento e aqueles em que a resposta não é a adequada. O paciente que não tem uma boa resposta é perceptivo com apenas três meses em que não haja uma perda de 5% do peso. Daniela salienta que os resultados vistos em quem respondeu bem ao tratamento, possibilitou que um a cada três pacientes, perdesse pelo menos 20%
Medicação contém altas doses
A maioria dos brasileiros, para não dizer todos, tem uma mania de se automedicar, o que é desaconselhado. Após a matéria ser publicada pelo DM, sobre a medicação, foi notório em nossas redes sociais, o número de pessoas que já procuraram saber onde adquirir o mesmo. A investigadora pontua que o Wegovy tem doses muita elevadas, e que é improvável que o paciente consiga progredir nas doses sem o auxílio de um médico, principalmente no caso de ocorrer efeitos adversos.
Outro ponto importante que precisa ser lembrado é que por se tratar de uma doença crônica, é necessário uma equipe interdisciplinar, formada geralmente por um Endocrinologista, um Nutricionista e um Psicólogo, pois assim é possível obter melhores resultados no tratamento até mesmo em doenças associadas a obesidade. A pesquisadora frisa também que para conseguir isso, é preciso que se tenha uma mudança de políticas públicas, uma vez que nem sempre temos essa equipe multidisciplinar ou ambulatórios para o atendimento deste paciente.
A obesidade é uma doença crônica, o tratamento deve ser a longo prazo, e isso requer uma equipe interdisciplinar. Além do Endocrinologista, é essencial um nutricionista, psicólogo. Se tivermos uma equipe interdisciplinar, os resultados de perda de peso, de tratamento das doenças associadas a obesidade são muito melhores. Precisamos ter políticas públicas com ambulatórios para tratamento dessa população, tem poucos locais em Goiânia que oferece esse tipo de tratamento. Quando esse tipo de tratamento é oferecido, ele contempla uma pequena parcela da população. E quando o mesmo é inexistente uma grande parte dela fica desassistida por não ter acesso, e não ter vagas para esses pacientes".Daniela Espíndola, Doutora, pesquisadora e Investigadora
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PORTAL UOL
Carta aberta a Nísia Trindade, ministra da Saúde
Cara Ministra Nísia Trindade,
Depois de quatro anos desastrosos de um governo que deixou a saúde dos brasileiros à deriva em meio a uma pandemia, a sua posse como a primeira mulher a assumir comando do Ministério da Saúde é um grande alívio. Ainda mais ao ouvir a declaração de que sua gestão "será pautada pela ciência e pelo diálogo com a comunidade científica".
Também comemoro que em seu primeiro discurso, você tenha deixado explícito que atuará em defesa dos direitos sexuais e reprodutivo. Como uma mulher de 64 anos, entendo que você também tenha, até por experiência pessoal, o entendimento sobre a importância de atuar frente a uma outra fase em que as brasileiras são totalmente abandonadas: o climatério.
Estamos falando de uma parcela gigante da população. De acordo com estimativas publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, calcula-se que o Brasil tem hoje aproximadamente 29 milhões de mulheres entre climatério e menopausa, o que totaliza quase 30% da população feminina brasileira. Considerando que a expectativa de vida da mulher no Brasil é de 80 anos, segundo o IBGE, é esperado que essa etapa corresponda a um terço da vida.
Como mulher branca, privilegiada, moradora de um grande centro do País e que possui plano de saúde, posso dizer que enfrentar esse período da vida tem sido um dos maiores desafios que já encarei. Com acesso a tratamento médico com reposição hormonal, orientação sobre alimentação, atividade física e suporte psicológico, tenho conseguido recolocar minha vida nos trilhos. Mas imensa maioria das mulheres entre 45 e 55 anos, período em que a menopausa costuma acontecer, não tem a mesma sorte. Não recebem informação, atenção e muito menos tratamento para enfrentar sintomas na rede pública de saúde.
De cada quatro mulheres, pelo menos três experimentam sintomas da menopausa que podem durar vários anos. A queda da produção hormonal dessa fase pode trazer quadros depressivos, insônia, ondas de calor, confusão mental, atrofia vaginal, incontinência urinária, ansiedade, dores articulares, palpitação. Esses sintomas podem passar de 30 e afetar as mulheres em diferentes intensidades, de maneira devastadora em muitos casos.
Há um projeto de Lei (5602/19), que visa garantir atendimento público especializado para mulheres durante a menopausa no Sistema Único de Saúde (SUS) em análise na Câmara dos Deputados desde 2019. Isso não basta, precisamos de ação.
As mulheres brasileiras na menopausa precisam de informações, inclusive com campanhas de conscientização sobre o tema para entenderem o que estão passando. Precisam de incentivo para procurar por auxílio e tratamento para os sintomas. Precisam de ambulatório de ginecologia especializado em climatério e menopausa nas Unidades Básicas de Saúde. Precisam de atenção de especialistas e prescrição do tratamento adequado para seus sintomas, como terapia de reposição hormonal quando necessário, bem como recomendações de mudanças no estilo de vida e fitoterápicos ou tratamentos não-hormonais que possam ajuda-las.
Como mulher madura, acredito que você terá a sensibilidade para entender essa causa urgente, entre tantas outras que sabemos que você terá que endereçar. Contamos com você.
Obrigada, muita saúde e saudações
Silvia Ruiz
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Assessoria de Comunicação