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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Doenças raras afetam cerca de 13 milhões de brasileiros
TCE-GO determina desqualificação de OS que administrava o Hugo
Operação fecha clínica de estética de Valparaíso por usar produtos vencidos
Direito À Saúde: Plano de saúde deve custear tratamento multidisciplinar de criança autista
Infecção por covid dá imunidade similar à vacina, afirma estudo
O HOJE
Doenças raras afetam cerca de 13 milhões de brasileiros
Cada patologia envolve características e tratamentos muito peculiares, de modo que uma equipe multidisciplinar deve acompanhar essas pessoas
Cada patologia envolve características e tratamentos muito peculiares, de modo que uma equipe multidisciplinar deve acompanhar essas pessoas. | Foto: Reprodução
Por não serem visíveis a olho nu, e estando escondidas em alguma parte do corpo, as doenças raras são causadas por alterações genéticas hereditárias, e uma pequena parcela da população brasileira possui alguma delas, mas não sabe. Esse é o caso da Márcia Vieira Silva, 54, que é cirurgiã plástica e só foi diagnosticada com Ehlers-Danlos a pouco mais de 4 anos.
A médica conta que sua doença é hereditária, e acaba afetando o seu tecido conjuntivo, o que provoca flexibilidade incomum das articulações, pele muito elástica e tecidos frágeis, como por exemplo, pessoas que conseguem praticar contorcionismo. “O diagnóstico da síndrome só chegou quando completei os 50 anos. Minhas articulações são mais frágeis, podem sair do lugar, os órgãos são mais frágeis, os vasos sanguíneos se rompem com facilidade”, conta Márcia.
Essa síndrome é causada por um defeito em um dos genes que controla a produção de tecido conjuntivo. O que chama atenção na síndrome é aquilo de articulações tronchas, ou as peles soltas que puxam, elásticas. Mas não é só isso, já que tem muita coisa em órgão interno e outros sintomas.
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“Pequenos derrames sinoviais, luxações e deslocamentos podem ocorrer com frequência. A cifoescoliose espinhal ocorre em 25% dos pacientes (especialmente naqueles com o tipo ocular-cifoescoliótico), deformidades torácicas em 20% e pés equinovaros 5%. Outros problemas são as hérnias gastrointestinais e divertículos são comuns. Raramente há sangramentos e perfurações espontâneas em partes do trato gastrintestinal, dissecção de aneurisma da aorta e rupturas espontâneas de grandes artérias”, explica a médica neurocirurgiã, Ana Maria Moura.
8 mil tipos de doenças raras
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), define como doença rara aquela que afeta até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes, ou seja, 1,3 pessoas para cada duas mil nascidas, um número pequeno, mas ao mesmo tempo expressivo, devido à complexidade dos casos. Apesar dos esforços da OMS não existe um número exato de doenças raras conhecidas, mas estima-se que existam cerca de 8 mil tipos diferentes em todo o mundo.
No Brasil, há cerca de 13 milhões de pessoas com doenças raras e cada patologia envolve características e tratamentos muito peculiares, de modo que uma equipe multidisciplinar deve acompanhar essas pessoas de forma integrada e integralmente. Um desses profissionais é fonoaudiólogo, cujo papel é essencial para manter atividades vitais como respiração e alimentação.
Para os casos da Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma condição degenerativa que interfere na capacidade de produção de uma proteína que afeta o desenvolvimento dos neurônios motores. “Esses neurônios são responsáveis por movimentos como respirar, engolir e se locomover, o grau de comprometimento é acompanhado pelo fonoaudiólogo que vai desenvolver terapias específicas que vão manter a capacidade de alimentação do indivíduo. Ou seja, é essencial para ele” explica a fonoaudióloga Talita Todeschini.
Outro exemplo, de doença rara, é a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) que também afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e progressiva e provoca paralisia motora irreversível. As pessoas com ELA perdem a capacidade de falar, movimentar, engolir e até mesmo de respirar. “Ainda não se sabe as causas e origens de todas as doenças raras. Mas o que todos devem saber é que é extremamente importante conhecer o diagnóstico e as terapias multidisciplinares que contribuem para a melhora do bem-estar global do paciente”, pontua a Ana Maria Moura.
Manifestação e principais sintomas
Cerca de 75% das doenças raras afetam crianças, manifestam-se no início da vida e acometem pacientes de até cinco anos de idade. Muitas delas são crônicas, progressivas, degenerativas e podem levar à morte. A Triagem Neonatal é capaz de detectar algumas dessas doenças antes que se manifestem. Em torno de 20% das doenças raras advêm de causas ambientais, infecciosas e imunológicas e 80% são decorrentes de fatores genéticos.
Por serem raras, o acesso ao diagnóstico e à terapia adequada ainda são dificuldades enfrentadas pelos pacientes. O diagnóstico de uma doença rara pode demorar anos. Elas possuem uma grande variação de sinais e sintomas, o que gera confusão com outras doenças mais frequentes e leva à uma grande peregrinação dos pacientes.
As doenças raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição. Os principais sinais, sintomas e características das doenças raras são:
As doenças raras geralmente são crônicas, progressivas, degenerativas e muitas vezes com risco de morte;
Não existe uma cura eficaz existente, mas há medicamentos para tratar os sintomas;
Alteram a qualidade de vida da pessoa e, muitas vezes, o paciente perde autonomia para andar, comer, sentar-se, respirar.
Cerca de 30% dos pacientes acometidos pelas doenças raras morrem antes dos cinco anos de idade, uma vez que 75% delas afetam crianças, o que não impede que adultos também possam adquiri-las. Dessa forma, as principais causas das doenças raras são:
Fatores genéticos/hereditários;
infecções bacterianas ou virais;
Infecções alérgicas e ambientais.
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A REDAÇÃO
TCE-GO determina desqualificação de OS que administrava o Hugo
Tomada de contas especial deve apurar a extensão dos danos causados ao Estado
O Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), à frente da gestão do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) até 2021, deverá passar por um processo de desqualificação como organização social. A determinação foi dada pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), em processo julgado na sessão plenária da última quarta-feira, 15, com base numa série de irregularidades cometidas no comando da unidade.
A decisão também determina que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) instauração imediatamente tomada de contas especial para apurar os fatos, identificar responsáveis e quantificar danos causados ao Estado em decorrência dos repasses decorrentes do contrato de gestão celebrado em 2019.
A partir da definição, as secretarias da Saúde e Casa Civil têm 30 dias para comprovar, junto ao TCE, a abertura do procedimento de desqualificação.
Segundo o relator, conselheiro Kennedy Trindade, foram detectadas diversas irregularidades que delineiam um grave contexto, evidenciado pela “ausência de prestação de serviço médico e diversas irregularidades no atendimento assistencial, com falhas em praticamente todos os setores visitados. Dessa maneira, o tribunal concluiu que o INTS não possui capacidade técnica para estar à frente de um hospital de grande porte e alta complexidade como o Hospital de Urgências de Goiânia”.
Além das medidas já mencionadas, a decisão determina aos responsáveis que cientifiquem a PGE e o MPE a respeito do que foi constatado pelos fiscais do TCE-GO e da própria SES, para adoção de providências cabíveis.
Entenda o caso
Em 2019, uma denúncia sobre irregularidades no processo de chamamento feito pela SES para selecionar uma OS para gerir o Hugo foi apresentada ao TCE-GO, que deu início à fiscalização. No mesmo ano, foi aprovado um acórdão do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) que apontava novas irregularidades na prestação de contas da referida OS. Em 2021, um outro acordão do TCE-GO determinou à pasta da Saúde que, na condição de órgão responsável pela fiscalização do contrato com o INTS, avaliasse se não seriam os mesmos motivos que ensejaram a decisão do tribunal capixaba.
Ao monitorar o cumprimento de tal determinação, a unidade técnica do TCE-GO sugeriu ao conselheiro relator e ao Tribunal Pleno as medidas agora adotadas, bem como a indisponibilidade dos bens adquiridos pela OS com os recursos públicos recebidos, além da cientificação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e do Ministério Público Estadual (MPE) acerca das irregularidades apontadas na fiscalização. O contrato com o INTS foi rescindido em 2021.
Dentre as anotações constantes dos relatórios dos fiscais estão a não realização de procedimentos assistenciais por falta de medicamentos e insumos, apontando precariedade na assistência da unidade; crescentes denúncias relacionadas à falta de materiais de órtese e prótese para cirurgias de pacientes da ortopedia, aumentando assim o tempo de permanência destes nos leitos; demora na avaliação do médico especialista na entrada do paciente no hospital.
Consta do relatório emitido pela SES que, após reiteradas oportunidades para regularização da documentação exigida, o INTS não atendeu à solicitação, especialmente no que se refere ao chamado rateio de despesas administrativas. O INTS apresentou, fora do prazo, 60 mil documentos que, examinados parcialmente, não guardam pertinência com sua gestão junto ao Hugo.
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A REDAÇÃO
Operação fecha clínica de estética de Valparaíso por usar produtos vencidos
A 1ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP) de Valparaíso de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (15/2) a Operação Afrodite. A investigação teve início para apurar a suposta prática do crime de venda de matéria-prima ou mercadoria inapropriada para o consumo.
O delito seria praticado em uma clínica de estética, enquanto os produtos vencidos e reutilizados eram armazenados em uma clínica médica. O fato chegou ao conhecimento da unidade policial através do depoimento prestado por uma ex-funcionária da empresa que sustentou presenciar o ato, apresentando, inclusive, fotografias de produtos vencidos em uma lixeira da clínica.
A clínica objeto da investigação trabalha com aplicação de enzimas “lipo sem corte”, botox, tratamento de pilling químico, entre outros, mas estava utilizando um freezer comum para finalidades diversas, de uma outra empresa, para conservar as enzimas utilizadas para realizar o procedimento, bem como usava ampolas de enzimas vencidas há mais de um ano. Tal medida tinha por finalidade dificultar a fiscalização, pois o outro estabelecimento era utilizado apenas para serviços de saúde e imagem.
Nos pontos comerciais os policiais verificaram inúmeras irregularidades, dentre elas a total ausência de alvará para funcionamento, ocasionando a interdição do ambiente pela vigilância sanitária.
Com o apoio da Polícia Técnico-Científica, os policiais constataram que vários produtos que apresentavam uso recente (ampolas quebradas e sem conteúdo, dentre seringas descartadas) estavam vencidos desde 2021 ou não possuíam data de validade. Já na clínica médica, existia ampola de botox vencida e em uso, dentro de um frigobar.
Também foram encontrados vários vasilhames de cremes para fins estéticos vencidos, devidamente guardados e ainda lacrados. Ampolas encontradas no lixo estavam aguardando o recolhimento por uma empresa específica por quase três anos. No momento das buscas, não foram localizados pacientes fazendo uso dos produtos, contudo, tais bens foram apreendidos para fins de perícia. As clínicas foram interditadas e os envolvidos, conduzidos para a delegacia.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Direito À Saúde: Plano de saúde deve custear tratamento multidisciplinar de criança autista
O adiamento de qualquer tratamento prescrito para o transtorno de espectro autista pode comprometer de forma irremediável o desenvolvimento de seu portador.
Com base nesse entendimento, a 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve determinação para que uma operadora de plano de saúde custeie o tratamento multidisciplinar pelo método ABA de uma criança com transtorno do espectro autista.
O tratamento inclui fonoaudiologia, psicologia comportamental e cognitiva, terapia ocupacional, psicoterapia, nutricionista e avaliação com geneticista. O juízo de origem também havia autorizado musicoterapia e equoterapia, o que levou o plano de saúde a recorrer ao TJ-SP.
Por unanimidade, a turma julgadora manteve a musicoterapia no tratamento multidisciplinar, excluindo apenas a equoterapia, que consiste em um método terapêutico com cavalos. A relatoria do caso foi do desembargador Ademir Modesto de Souza.
Ele lembrou que a saúde é um direito social, de natureza universal e igualitária, cabendo ao Poder Público regulamentar, fiscalizar e controlar as ações e serviços correlatos, inclusive nas hipóteses de execução por terceiros, o que compreende a iniciativa privada, de forma autônoma ou complementar ao sistema único.
Segundo Souza, a liberdade contratual é limitada por lei e por normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Ele disse que a adequação da cobertura é um processo dinâmico, fruto do constante desenvolvimento da ciência, “daí a importância de a agência reguladora estabelecer cobertura capaz de manter a sinalagma sem permitir que restrições contratuais desnaturem o objeto do contrato em prejuízo do consumidor”.
Neste cenário, o relator destacou que a norma editada pela agência reguladora para atualizar o rol de procedimentos e que estabelece a cobertura assistencial obrigatória a ser garantida nos planos privados de assistência à saúde, contratados a partir de 1/1/1999 e nos adaptados na forma do artigo 35, da Lei 9.656/98, é a Resolução Normativa 465/21.
A norma diz que o procedimento indicado deve estar previsto no rol ou amoldar-se a alguma das hipóteses de mitigação, “caso em que, apenas se constatada a hipótese de cobertura, passa a operadora a ser obrigada a fornecer o tratamento”. A equoterapia, ressaltou Souza, não consta do rol de procedimentos obrigatórios, conforme parecer técnico da ANS.
“Não existe estudo demonstrando sua eficácia prevalente em relação ao tratamento convencional para o transtorno de espectro autista (TEA), tanto mais porque inexiste unificação de métodos, conquanto nada impeça que essa terapia seja eficaz para o tratamento de outras patologias, sendo certo que a ANS já se pronunciou sobre a ausência de cobertura”, apontou o relator.
Assm, considerando que, conforme entendimento do STJ no EREsp 1.886.929, o rol de procedimentos da ANS é taxativo, admitida sua mitigação em circunstâncias específicas, e que a superveniência da Lei 14.454/22 não alterou a necessidade de conjugação de requisitos mínimos para justificar a escolha por um procedimento não coberto pelo plano, Souza negou o custeio da equoterapia.
“Não existe qualquer estudo demonstrando a ineficácia dos tratamentos tradicionais indicados ao TEA, e a ausência de estudos conclusivos apontando eficácia da equoterapia para tratamento do TEA, conforme sucessivas notas técnicas editadas pelo Natjus, é forçoso concluir que não há fundamento que justifique a imposição de cobertura para a terapia de equoterapia às operadoras de planos de saúde e seguros-saúde, salvo disposição contratual em sentido oposto”, completou.
Por outro lado, o relator manteve a musicoterapia no tratamento da criança, citando notas técnicas que apontam benefícios aos pacientes autistas, “embora ressaltem que faltam estudos maiores que permitam sua generalização e avaliação se seus efeitos são duradouros, não mostrando a literatura científica superioridade dessa terapia sobre outros métodos”.
“Imperioso concluir a plausibilidade do direito da agravada quanto à obrigatoriedade de cobertura para o transtorno que a acomete pelo método multidisciplinar ABA, pois, apesar de a agravante sustentar a inexistência de cobertura para o método multidisciplinar ABA, restringiu sua irresignação fundamentada à musicoterapia e à equoterapia, assistindo-lhe razão, no entanto, apenas quanto à equoterapia”, concluiu.
Processo 2278535-56.2022.8.26.0000
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ZERO HORA
Infecção por covid dá imunidade similar à vacina, afirma estudo
Uma pessoa está tão protegida contra a covid-19 após um contágio com o coronavírus como quando foi vacinada contra a doença, afirma um estudo publicado nesta sexta-feira (17), um dos mais extensos sobre o tema.
"Embora uma infecção proporcione uma proteção que diminui com o tempo, o nível desta (...) parece tão duradouro, ou até maior, que o conferido pela vacinação", afirma o trabalho publicado na revista The Lancet.
A comparação é baseada nas vacinas de RNA mensageiro da Pfizer/BioNTech e da Moderna, que estão entre as mais eficazes contra a covid-19 e que são as principais das campanhas de vacinação de muitos países ocidentais.
O tema não é novo e muitos estudos já tentaram comparar os riscos de reinfecção, dependendo se a pessoa está vacinada ou já foi infectada.
Mas o trabalho publicado pela revista The Lancet tem uma dimensão sem precedentes. Compila quase 60 estudos pré-existentes, que remontam a vários anos e levam em consideração o surgimento, no final de 2021, da variante ômicron.
Esta última é muito mais contagiosa que as antecessoras e capaz de infectar muitas pessoas vacinadas, sem que estas corram um risco elevado de sofrer uma forma grave da doença.
O estudo conclui que o mesmo acontece em caso de infecção anterior por coronavírus. A proteção é bem mais fraca contra a reinfecção com a variante ômicron, mas considerada sólida contra uma forma grave de covid.
Os resultados não significam que é indiferente ser vacinado ou infectado para adquirir uma primeira imunidade. É muito mais arriscado sofrer a doença, em particular no caso de pessoas idosas.
O estudo, no entanto, oferece uma visão mais precisa do que é possível esperar do desenvolvimento de uma imunidade "híbrida" na população, pois cada vez mais pessoas estão vacinadas e contraíram o vírus pelo menos uma vez.
Os resultados sugerem que as futuras ondas de covid resultarão em níveis reduzidos de hospitalização, conclui o estudo.
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Assessoria de Comunicação
Farmacêuticos de instituições associadas reúnem-se na Ahpaceg
Escrito por Administrador
Ana Valéria Miranda, da Central de Compras da Ahpaceg, reuniu-se ontem, 15, com representantes do setor de farmácia das instituições associadas.
A pauta do encontro, realizado na sede da Ahpaceg, incluiu o debate de temas, como a obrigatoriedade da presença do farmacêutico 24 horas por dia nos hospitais, a troca de experiências e sugestões e a implantação das visitas técnicas compartilhadas.
O grupo também analisou contratos vigentes com fornecedores e normas para a sua renovação. Um destaque especial foi dado ao contrato de soluções parenterais firmado com a B.Braun.
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Homem é anestesiado durante tatuagem e morre, no PR
Guiné Equatorial tem surto do vírus de Marburg
Na tribuna, Kitão aponta problemas do Centros de Saúde de Goiânia
Hospital de urgências prevê aumento de 25% no número de pacientes durante Carnaval
Planos odontológicos atingem níveis recordes de contratações no Brasil em 2022
Athena Saúde freia aquisições no ES e fará investimento de R$ 20 milhões
Centro de diagnósticos é inaugurado no Hospital Estadual do Centro-Norte
Enfermeiros cobram pagamento do piso suspenso pelo STF News Brasil
Mãe doa rim ao filho de 20 anos no primeiro transplante renal intervivos de 2023 no HGG
Representantes de entidades médicas goianas reúnem-se na Ahpaceg para o alinhamento de ações conjuntas
CORREIO BRAZILIENSE
Casos de covid-19 devem subir
PANDEMIA
Especialistas ouvidos pelo Correio apontam expectativa de aumento de infectados e menor de hospitalizados e óbitos
PABLO GIOVANNI
O período de Carnaval no Distrito Federal ocorre em uma situação da pandemia de covid-19 mais confortável para os foliões e para o próprio governo local, principalmente comparado com os últimos três anos. Especialistas ouvidos pelo Correio atestam que existe a possibilidade de um aumento no número de casos da doença, mas que essa alta deve ficar restrita apenas a diagnósticos positivos, sendo mais improváveis óbitos e internações.
Para o infectologista Hemerson Luiz, não só o Distrito Federal, mas o país está em momento de estabilização da doença, com taxas de transmissão controladas e sem o registro de mortes. O especialista lembrou que, no domingo (12/2), o Brasil, pela primeira vez desde o início da pandemia, não registrou morte por covid-19 em 24 horas. "Além disso, o público que vai participar dos blocos, se caracteriza por ser mais jovem e, estaticamente, também já estão vacinados. Pelo menos grande parte da população tem duas doses da vacina", acredita.
"Alguns cuidados são recomendados, como manter o esquema vacinal completo, incluindo a dose de reforço. É necessário evitar contato com pessoas com sintomas gripais e caso ela tenha esses sintomas, como tosse, coriza, espirro ou febre, ela não deve participar dos blocos", disse.
"Considerando o momento epidemiológico que vivemos, a covid-19 não deve ser uma fonte de preocupação tão grande para as autoridades, desde que a vacinação continue avançando, além das pessoas serem orientadas a manter o esquema completo", completou o infectologista.
Segundo monitoramento do Correio, o DF está há 53 dias sem óbitos por covid-19. Após todo o mês de novembro e dezembro com a taxa de transmissão acima de 1, a capital federal conseguiu entrar em 2023 com a transmissão considerada ideal pela Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar de um crescente aumento nos últimos dias - a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) não divulga os dados desde segunda-feira (13/2) por problemas técnicos.
Para a infectologista Joana D'arc Gonçalves, o carnaval chega com um sentimento especial, mas que para uma folia responsável, é necessário estar com a carteira de vacinação em dia. "Muita gente ávida por uma festa ou um retiro espiritual com os amigos, e, para isso, reforçamos a necessidade da vacina contra a covid-19. Lembre-se que estamos celebrando a ausência de óbitos por causa da eficácia das vacinas", comemorou.
Assim como Luiz, a especialista acredita que, possivelmente, haverá um aumento de casos de doenças de transmissão respiratória, mas crê que o número de hospitalizações e mortes seja bem menor. "Após períodos de festividades há sempre um aumento. Também é esperado que o número de casos de covid e, por isso, para continuarmos celebrando o ano inteiro, precisamos fazer a nossa parte", detalhou.
Quarta dose
Estagnada desde julho de 2022, a quarta dose para pessoas com menos de 40 anos é algo visto com muita distância pela SES-DF. Existe uma nota técnica do Ministério da Saúde que orienta que não haja a redução dessa faixa etária. Mesmo que haja o desejo da pasta em reduzir, a intenção é seguir o que é orientado pelo ministério. No CB.Poder - parceria do Correio com a TV Brasília - de 7 de fevereiro, a secretária da pasta, Lucilene Florêncio, destacou que a recomendação trava qualquer desejo de avançar com a vacinação.
"O ministério, na ocasião, preconiza que nós completemos o calendário de todas as faixas etárias que fizemos o começo da vacinação. Mas não há uma recomendação, ainda, do ministério para que seja reduzida a menos dos 40 anos", contou.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Homem é anestesiado durante tatuagem e morre, no PR
Caso ocorreu em 2021, mas veio à tona agora, quando a polícia anunciou o conteúdo das apurações
Um homem morreu após ser submetido a uma anestesia durante um processo de tatuagem em Curitiba. David Luiz Porto Santos, de 33 anos, estava no processo há oito horas quando recebeu o anestésico no braço esquerdo.
O caso ocorreu em abril de 2021 e só veio a público quando a esposa dele prestou depoimento na última quinta-feira, 8, no qual detalhou o caso e a polícia anunciou o conteúdo das apurações.
Segundo a mulher, David questionou o tatuador sobre o que ele havia passado no braço, e quando falou que estava com a pressão baixa, o profissional afirmou que "isso era normal".
"O meu marido estava bem na finalização da tatuagem, até que o tatuador passou um anestésico nele, na hora que estava limpando o excesso. Ele passou no braço todo. O meu marido questionou o que tinha passado, ele respondeu que era um anestésico. Meu marido disse que a pressão dele estava baixando e o tatuador disse que era normal", afirmou a viúva.
No depoimento, ela alegou que disse ao tatuador que o marido não estava bem, pois seu coração estava muito acelerado e pediu para chamarem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
"Deitaram o meu marido na maca, ergueram as pernas dele, a pupila dilatou e ele convulsionou. Chegou no hospital já sem vida", contou.
Na época, o caso foi encaminhado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para o 6º Distrito Policial, devido a autoria desconhecida e falta de indícios de crime, foi atestado que o houve má conduta do tatuador.
Segundo o delegado Wallace de Brito, o tatuador afirmou que tinha o hábito de passar anestésico e confessou ter obtido o remédio com uma receita médica, e que conforme as investigações, tratava-se de uma receita de uma médica veterinária.
"Ouvimos ela e a mesma relatou que não forneceu o receituário e que não tinha nada a ver com o caso. Mesmo assim nós vamos apurar a conduta dela nesse inquérito", disse o delegado.
O tatuador deve prestar depoimento nesta quinta-feira, 16. O delegado afirmou que, apesar do etapas legais do caso perante à confissão informal e a apresentação de provas. o inquérito deve ser finalizado com indiciamento por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
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AGÊNCIA ESTADO
Guiné Equatorial tem surto do vírus de Marburg
Nove mortes foram confirmadas e outros 16 casos são investigados
A Guiné Equatorial, na África Central, confirmou seu primeiro surto do vírus de Marburg, da mesma família do Ebola. A regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) na África informou na segunda-feira que nove mortes foram confirmadas e 16 casos são investigados como suspeitos.
A doença de Marburg causa febre hemorrágica, com taxa de letalidade de até 88%, de acordo com a OMS, o que faz dele um dos vírus mais mortais do mundo. O quadro começa abruptamente, com febre alta, dor de cabeça e mal-estar intensos. Muitos pacientes desenvolvem sintomas hemorrágicos graves dentro de sete dias.
O vírus é transmitido aos humanos por morcegos frugívoros e se espalha por contato direto com os fluidos corporais de pessoas, superfícies e materiais infectados. Por ora, não há vacinas ou tratamentos antivirais. Contudo, segundo a OMS, cuidados de suporte (reidratação com fluidos orais ou intravenosos) e tratamento de sintomas específicos melhoram a sobrevida do paciente.
Alexandre Naime Barbosa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explica que a gravidade do quadro é explicada pelo "órgão-alvo" do vírus. "Ele afeta principalmente as células do sistema circulatório endotelial. Acaba prejudicando a permeabilidade dos vasos das células que revestem o sistema circulatório. Isso faz com que haja hemorragia."
Barbosa diz que a confirmação do surto no país africano não é uma "surpresa", uma vez que, na região, há reservatório animal do vírus. "Alguns animais silvestres principalmente morcegos, são hospedeiros naturais dessa família de filovírus. Portanto, eventualmente você vai ter morcegos contaminando seres humanos, e aí acontece a transmissão inter-humanos, que é o que está acontecendo agora."
Desde 1967, quando a doença foi detectada pela primeira vez, com surtos simultâneos nas cidades alemãs de Marburg e Frankfurt, e em Belgrado, na Sérvia, ela já causou surtos em vários momentos. Embora tenham causado muitas mortes, em geral, não "furaram" fronteiras nacionais. Em 2004, um surto do vírus na Angola matou 90% dos 252 infectados. No ano passado, houve duas mortes relatadas pelo Marburg, em Gana.
Frente aos nove óbitos confirmados, a OMS anunciou reunião de emergência do consórcio Marvac, que promove a colaboração internacional para o desenvolvimento de vacinas contra o vírus de Marburg. O consórcio é coordenado pela OMS e inclui representantes da indústria farmacêutica, organizações sem fins lucrativos, autoridades e academia. Os integrantes se reuniram discutir a doença e possíveis tratamentos e vacinas.
Violência da doença deve deter exportação de casos
A diretora regional da OMS na África, Matshidiso Moeti, informou que o vírus é considerado "altamente infeccioso". Segundo ela, a ação rápida e decisiva das autoridades da Guiné Equatorial na confirmação da doença pode ajudar a deter o vírus mais rápido.
Com o mundo mergulhado há cerca de três anos na pandemia da covid-19, a confirmação do surto de um novo vírus tão grave pode assustar. No entanto, especialistas ouvidos pelo Estadão destacam que, com o conhecimento que se tem até hoje sobre o Marburg, a "exportação" de casos para outros países até pode ocorrer, mas uma disseminação semelhante, por exemplo, é pouco provável.
A letalidade elevada ajuda a explicar isso. "Se a gente pegar um indivíduo, por exemplo, infectado na África e que rompesse essa barreira epidemiológica que já foi instalada, e viesse ao Brasil ou para outro país, a manifestação do sintoma é tão rápida que provavelmente esse indivíduo evoluiria para um quadro grave e de óbito antes de chegar ao território. Então a gente trabalha com uma característica viral muito diferente do vírus causador da covid-19", afirma Joziana Barçante, professora de Medicina da Universidade Federal de Lavras (UFLA). (Com Agências Internacionais)
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O HOJE
Na tribuna, Kitão aponta problemas do Centros de Saúde de Goiânia
O vereador Lucas Kitão (PSD) usou a tribuna da Câmara Municipal de Goiânia para mostrar a situação do Centro de Saúde (CS) do setor Norte Ferroviário
O vereador Lucas Kitão (PSD) usou a tribuna da Câmara Municipal de Goiânia para mostrar a situação do Centro de Saúde (CS) do setor Norte Ferroviário. | Foto: Câmara de Goiânia
O vereador Lucas Kitão (PSD) voltou a usar a tribuna da Câmara Municipal de Goiânia, nesta terça-feira (14). O vereador utilizou o espaço para falar sobre a fiscalização que tem feito em visitas aos Centros de Saúde (CS), aos Centros de Atenção Integrada à Saúde (Cais) da capital, casos que considera em situação de calamidade, com unidades que estariam em condições insalubres.
Kitão esteve na última segunda-feira (13) no CS do Norte Ferroviário e mostrou a situação da unidade de saúde que tem um prédio com a estrutura comprometida e mal cuidada, como tem apontado em outras situações, como no setor Negrão de Lima e no Cais Amendoeiras. “Com vidros quebrados, mofo e situação insalubre”, pontua.
Em todas as unidades em que o vereador esteve, ele diz que constatou as más condições. O “descaso” com a saúde na gestão da Saúde que estariam em péssimas condições, mesmo com o superávit que a Prefeitura de Goiânia tem demonstrado nas prestações de contas e com os recursos que chegam do Fundo Nacional de Saúde (FNS) que são destinados anualmente para a atenção primária, especializada, farmacêutica e do Sistema Único de Saúde (SUS).
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“Goiânia recebe muito recurso do Ministério da Saúde (MS), tem caixa e está demonstrando ter recursos em todos os balancetes financeiros. Não é problema de não ter recursos, é problema de planejamento, é problema de eficiência, porque a saúde está em péssimas condições”, explica.
Discurso em plenário
Esta foi a terceira vez que o parlamentar usou a tribuna da Casa para denunciar a situação das unidades de saúde. Todas as vezes munido de um vídeo mostrado na Câmara que, também, é publicado em suas redes sociais.
Um dos vídeos publicados pelo vereador foi denunciado e sua conta foi bloqueada no último final de semana. O bloqueio, segundo ele, aconteceu após a publicação de um vídeo cujo tema são os apontamentos levantados por Kitão na Unidade de Saúde do Setor Negrão de Lima.
“O trabalho que dá para derrubar uma postagem deveria ser usado para resolver os problemas das unidades de saúde. Tem caixa, tem empresa contratada, por que não executar o trabalho”, questiona.
A vereadora Aava Santiago (PSDB) se solidarizou com a situação do pessedista e avalia que a tentativa de intimidação é “vexatória” e que não deveriam prosseguir e que a Casa precisa tomar uma providência para evitar esse problema vivenciado por parlamentares da oposição.
Resposta
O O Hoje entrou em contato com a Prefeitura de Goiânia sobre as acusações feitas pelo vereador mas até o fechamento da reportagem não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
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O HOJE
Hospital de urgências prevê aumento de 25% no número de pacientes durante Carnaval
Orientação é para que pessoas com quadros leves e crônicos busquem primeiro unidades básicas de saúde
Orientação é para que pessoas com quadros leves e crônicos busquem primeiro unidades básicas de saúde | Foto: Secom
O Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol) avalia um aumento em torno de 25% na demanda de pacientes durante o Carnaval. As principais causas de atendimento de alta complexidade são de traumas, cardiologia.
A unidade que fica na região Noroeste de Goiânia faz essa previsão considerando a movimentação de pessoas em torno do feriado prolongado e das festas, que tem reflexo no aumento dos acidentes de trânsito e das intercorrências em pacientes críticos.
Possíveis picos de sobrecarga na unidade se devem a outro fator: a quantidade de pessoas com quadros leves ou moderados, em geral crônicos, que chegam ao hospital. Nesses casos, a recomendação é para que os pacientes procurem o primeiro atendimento em unidades básicas de saúde como Cais ou Upas. Ao passar pela classificação de risco no Hugol, os casos menos graves terão que esperar mais pelo atendimento.
“Não recusamos esse paciente, porém é necessário frisar que ele terá uma espera maior, até ser avaliado, fazer os exames, esperar o resultado e ser liberado para alta ou regulado”, explica o médico e gerente de Governança Clínica do Hugol, Fabrício Cardoso Leão.
Segundo a supervisora do Pronto Socorro Izabel Aparecida Ferreira, os principais atendimentos no Hugol, além das vítimas de acidentes de trânsito, principalmente devido ao uso abusivo de álcool, incluem também agressão física causada por arma branca e arma de fogo.
“Além disso, há muitos registros de afogamentos, principalmente de crianças”, afirma a supervisora. Outros casos recorrentes são o traumatismo raquimedular, decorrente de mergulhos em águas rasas, lesões em tornozelos e joelhos por conta de acidentes em trilhas e outros esportes e ainda traumas de face.
Banco de Sangue
O aumento no volume de atendimentos durante feriados prolongados resulta em maior demanda por bolsas de sangue. Por isso, o Hugol mantém o banco de sangue da unidade aberto para receber doações de segunda à sexta-feira, das 7h às 18h30, e aos sábados, das 7h às 12h. Durante o feriado prolongado de Carnaval, o banco funcionará normalmente no sábado (18/02) e na segunda-feira (20/02), e estará fechado apenas na terça-feira (21/02).
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ECONOMIC NEWS
Planos odontológicos atingem níveis recordes de contratações no Brasil em 2022
De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o mercado de planos odontológicos no Brasil bateu um recorde histórico em 2022, com 30 milhões de apólices contratadas. Entre fevereiro e dezembro do ano passado, o setor de odontologia superou o recorde de beneficiários por 11 vezes, adicionando 2.057.899 novos planos em comparação com 2021.
A região Sudeste é a que mais contratou planos odontológicos, com São Paulo liderando com 36% do mercado, que corresponde a cerca de 11 milhões de benefícios em circulação. No entanto, os estados do Acre e Roraima, juntos, aparecem com apenas 73.918 apólices. Fábio Nogi, líder de inovação da Unimed Odonto, observa que é importante avaliar a taxa de cobertura odontológica em cada região para entender os desafios de ampliar o acesso ao serviço. Segundo ele, a renda per capita, o acesso à informação e a proporção de pessoas com vínculo de trabalho formal são fatores que afetam a distribuição dos planos odontológicos.
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A maioria dos beneficiários de planos odontológicos no Brasil está na faixa etária de 30 a 40 anos, e mais de 72% das apólices são de planos coletivos empresariais. São Paulo apresenta uma taxa de cobertura odontológica de 23,7%, enquanto a região Norte tem apenas 8,5%, de acordo com Nogi.
Uma pesquisa da Vox Populi de 2021 mostrou que 42% das pessoas contratam um plano odontológico para evitar depender do sistema público de saúde e ter segurança em caso de atendimento médico de urgência. Além disso, os recém-nascidos foram o público que mais demandou planos em 2022, resultando em 4.130 novas apólices.
O setor de seguros de saúde em geral apresentou perspectivas de crescimento em 2022. A ANS registrou a maior quantidade de planos de saúde ativos desde 2014, totalizando cerca de 50 milhões de beneficiários. Nogi destaca que a consistência do crescimento do setor está ligada à resiliência demonstrada nos últimos anos, com os planos odontológicos mantendo um valor mensal acessível mesmo em períodos de crises econômicas e altas taxas de desemprego.
A Unimed Odonto lançou, em parceria com institutos de pesquisa e a empresa de tecnologia Infinitti, uma consultora virtual assistida por inteligência artificial, chamada Tina. A ferramenta avalia o risco de desenvolvimento de doenças bucais e está inserida na inovação tecnológica, que é um dos pilares estratégicos da empresa. O uso de chatbots no atendimento aos beneficiários e prestadores, a aplicação de inteligência artificial em processos de auditoria e análise de tratamentos odontológicos, bem como o uso da biometria facial, estão cada vez mais disponíveis para as operadoras odontológicas em todo o país, segundo Nogi.
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A GAZETA ONLINE
Athena Saúde freia aquisições no ES e fará investimento de R$ 20 milhões
Avaliação do grupo, que é dono da Samp, do Vitória Apart e do São Bernardo Saúde, é de que o momento é de trabalhar internamente e focar no crescimento orgânico
O Grupo Athena Saúde, criado pelo Pátria Investimentos, chegou ao Espírito Santo no final da década passada mexendo forte com o mercado local de saúde. Em 2018, adquiriu o Vitória Apart Hospital. No ano seguinte comprou um dos maiores e mais tradicionais planos de saúde do Estado, a Samp. Em 2021, foi a vez do Grupo São Bernardo Saúde ser adquirido. Depois deste forte movimento, a avaliação dentro do grupo, muito embora siga atento ao mercado, é de que o momento é de trabalhar internamente e focar no crescimento orgânico.
Em 2023, o grupo vai investir R$ 20 milhões na modernização e na ampliação de suas estruturas no Estado. Um Pronto Atendimento 24h, com 1,4 mil m², será inaugurado até abril no Centro de Linhares. Também serão feitos aportes no Vitória Apart Hospital, no São Bernardo Apart Hospital (em Colatina) e nas clínicas Samp e São Bernardo espalhadas pelo Estado.
"Estamos sempre atentos ao mercado, mas nosso foco de momento é interno. Linhares, por exemplo, vem crescendo muito e só tínhamos, de rede própria, uma clínica de atendimento ambulatorial por lá. Até abril vamos inaugurar um Pronto Atendimento 24h capacitado para atender emergências pediátricas, ortopedia e clínica geral. Faremos também aportes na estrutura já existente do Vitória Apart, do São Bernardo Apart e em algumas de nossas clínicas", explicou Diego Fernandes, diretor da Athena Saúde Sudeste.
A pandemia do coronavírus bagunçou o mercado de saúde em todo o país. Analistas esperam que o consolidado de 2022 (os números do ano passado ainda não foram divulgados) revele um prejuízo bilionário do setor (superior a R$ 5 bi) pelo segundo ano consecutivo. Segundo Fernandes, a Athena Saúde Sudeste (a operação é exclusiva no Espírito Santo), está na contramão do mercado.
"Compramos operações relevantes entre 2018 e 2021, de lá para cá fizemos um intenso trabalho de sinergia e o ganho de eficiência foi enorme. Em paralelo, intensificamos o trabalho de comercialização de planos junto às empresas. Fechamos janeiro com 361.557 mil vidas no plano de saúde convencional e 174.744 no odontológico. Em 2022, nosso ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 2,5 vezes. No momento, além dos efeitos da pandemia, os juros estão muito altos, pede cautela. Estamos de olho no mercado, mas o nosso foco de momento é o crescimento orgânico", assinalou o executivo.
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A REDAÇÃO
Centro de diagnósticos é inaugurado no Hospital Estadual do Centro-Norte
Goiânia - "É com dignidade que as pessoas serão tratadas aqui", garantiu o governador Ronaldo Caiado, na manhã desta quarta-feira (15/02), ao inaugurar o novo Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico (SADT) do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. Ao longo de dois meses, o espaço foi reformado e ampliado para atender à população. Para aumentar a capacidade de realização de exames, o Governo de Goiás também comprou equipamentos para a unidade. O SADT passa a contar com salas para atendimentos de raio-x digital; ultrassom; eletrocardiograma; endoscopia; ressonância magnética; tomografia; cicloergometria e holter/mapa. Alguns equipamentos, considerados de tecnologia de ponta, foram importados de Israel e da Holanda, como a máquina de ressonância magnética. "Não se faz mais cirurgia sem saber aonde vai. Esse aparelho tem uma capacidade de resolução que poucos têm no Brasil", explicou Caiado. O investimento no HCN é de R$ 11 milhões de reais. A nova estrutura possui ainda ambiente humanizado. "A humanização do cuidado é nossa prioridade sempre", disse a superintendente de Atenção Integral à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Paula Pereira, que representou o secretário Sérgio Vêncio na ocasião. Além de Valmir Pedro, de Uruaçu, participaram também prefeitos de diversas cidades atendidas pelo hospital, como Porangatu, Estrela do Norte, Rialma, Amaralina e Campinorte. Novo titular da Secretaria de Estado do Governo (Segov), Lucas Vergílio colocou a pasta à disposição dos gestores para atender às demandas da região. "Enquanto deputado federal, eu trouxe um volume recorde de recursos para Uruaçu. Como secretário, vou continuar fazendo esse trabalho de relacionamento com o município e também com outros prefeitos do Norte Goiano. Essa é uma área muito sensível", afirmou. A deputada federal Marussa Boldrin e o deputado estadual Talles Barreto completaram a lista de autoridades presentes. Estrutura Com 300 leitos, o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano tem perfil de hospital geral de média e alta complexidade. O HCN possui maternidade de alto risco e ala de oncologia, a primeira da rede estadual. Antes mesmo da inauguração do novo SADT, a unidade já havia realizado 2.245 exames de tomografia, 96 ressonâncias magnéticas e 3.437 raios-x. "Acho o hospital muito bom, organizado, limpinho e com pessoas muito amorosas com os pacientes" elogiou a paciente Márcia Rodrigues, de 43 anos.
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PLENO NEWS
Enfermeiros cobram pagamento do piso suspenso pelo STF News Brasil
Nos últimos dias, enfermeiros de diversas cidades do Brasil iniciaram uma campanha de manifestação em defesa do reajuste salarial. Há registros de atos em Salvador, Natal, Recife, Belo Horizonte, Rio Branco e outras localidades.
Os profissionais desejam pressionar as autoridades para que o piso sancionado pelo ex-presidente, Jair Bolsonaro, seja pago. A lei estabelecia o piso entre R$ 2.375 e R$ 4.750.
No ano passado, o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu o pagamento do piso salarial da enfermagem e o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a decisão.
Como o primeiro voto foi de Barroso, os enfermeiros protestam contra o ministro, com cartazes e palavras de ordem que falam sobre o magistrado.
O ministro Barroso se tornou alvo das manifestações, pois partiu dele a decisão de suspender a lei sancionada por Jair Bolsonaro
- A enfermagem está na rua; Barroso, a culpa é sua - gritavam os enfermeiros em ato na capital mineira.
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JORNAL OPÇÃO
Mãe doa rim ao filho de 20 anos no primeiro transplante renal intervivos de 2023 no HGG
Jovem com doença renal crônica e sua doadora se recuperam na cirurgia no hospital
Uma mãe doou seu rim ao filho nesta quarta-feira, 15, no primeiro transplante renal intervivos realizado em 2023 pelo Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG). Ambos se recuperam na unidade de saúde e, segundo os médicos, passam bem.
Quem recebeu o órgão foi Rodrigo Filho, de 20 anos, e a doadora foi a mãe Beatriz Soares Barbosa, de 45 anos. “É maravilhoso dar uma vida melhor para ele”, disse Beatriz, esperançosa, ao lado do filho, antes de entrarem para o centro cirúrgico. “Como ele tem outros problemas de saúde, era preciso organizar para fazer o transplante. É como dar a vida de novo para o filho”, comemorou a mãe.
O transplante intervivos acontece quando o doador é parente do receptor, maior de idade e possui compatibilidade para a doação. O HGG é referência no serviço de transplante renal, implantado no ano de 2017.
Só na unidade de saúde onde foi realizada a cirurgia desta quarta-feira, já foram realizados 776 procedimentos, dos quais 725 deles envolvendo doador falecido e 51 intervivos. “Atualmente, Goiás conta com 314 pessoas aguardando um transplante renal”, informou a gerente de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Katiúscia Freitas.
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AHPACEG
Representantes de entidades médicas goianas reúnem-se na Ahpaceg para o alinhamento de ações conjuntas
O cenário atual da saúde em Goiânia, em Goiás e no Brasil e as perspectivas e desafios dos setores público e privado foram alguns dos temas da reunião realizada hoje, 15, na sede da Ahpaceg.
O encontro colocou lado a lado o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Fernando Pacéli Neves de Siqueira, o 1º secretário do Conselho e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, Waldemar Naves do Amaral, o presidente da Associação Médica de Goiás (AMG), Washington Luiz Ferreira Rios, os diretores da Ahpaceg, Haikal Helou (presidente) e Valney Luiz da Rocha (diretor de Contratos e Convênios) e os associados Luiz Rassi Júnior (CDI), Pedro Frota e Hugo Frota Filho (Hospital São Francisco de Assis).
O presidente da Ahpaceg destacou a importância da reunião, enfatizando ser um momento histórico, que marca a integração das entidades médicas, hospitalar e de ensino em prol da saúde e da medicina em Goiás.
“Foi uma conversa ampla de alinhamento e parceria, uma conversa muito boa e que inicia uma rotina que manteremos daqui para frente”, disse Haikal Helou. O próximo encontro já está marcado e acontecerá na sede da AMG.
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Assessoria de Comunicação
Representantes de entidades médicas goianas reúnem-se na Ahpaceg para o alinhamento de ações conjuntas
Representantes de entidades médicas goianas reúnem-se na Ahpaceg para o alinhamento de ações conjuntas
Escrito por AdministradorO cenário atual da saúde em Goiânia, em Goiás e no Brasil e as perspectivas e desafios dos setores público e privado foram alguns dos temas da reunião realizada hoje, 15, na sede da Ahpaceg.
O encontro colocou lado a lado o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Fernando Pacéli Neves de Siqueira, o 1º secretário do Conselho e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, Waldemar Naves do Amaral, o presidente da Associação Médica de Goiás (AMG), Washington Luiz Ferreira Rios, os diretores da Ahpaceg, Haikal Helou (presidente) e Valney Luiz da Rocha (diretor de Contratos e Convênios) e os associados Luiz Rassi Júnior (CDI), Pedro Frota e Hugo Frota Filho (Hospital São Francisco de Assis).
O presidente da Ahpaceg destacou a importância da reunião, enfatizando ser um momento histórico, que marca a integração das entidades médicas, hospitalar e de ensino em prol da saúde e da medicina em Goiás.
“Foi uma conversa ampla de alinhamento e parceria, uma conversa muito boa e que inicia uma rotina que manteremos daqui para frente”, disse Haikal Helou. O próximo encontro já está marcado e acontecerá na sede da AMG.
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Marca aposta no acesso facilitado à saúde para ganhar mercado em Goiânia
Presidente Lula garante compromisso do Governo Federal com o Piso Salarial da Enfermagem
Esquema para furar fila no SUS vendia combo de cirurgias plásticas por R$ 5 mil, diz delegado
Mamografia: informações sobre o exame que toda mulher precisa saber
Saúde digital: como os smartphones têm revolucionado a vida das pessoas?
Resolução amplia possibilidades para atendimento psicológico online
Lula quer fixar piso da enfermagem, mas precisa "harmonizar"
PORTAL SALA DE NOTÍCIAS
Marca aposta no acesso facilitado à saúde para ganhar mercado em Goiânia
Uma das pioneiras em conectar pacientes a médicos e laboratórios no Brasil, a Medprev está reforçando a atuação na capital do estado de Goiás com ampliação do quadro de especialistas. https://medprev.online/unidade/goiania-setor-aeroporto/
Fotos divulgação.Com o orçamento cada vez mais apertado, muitos brasileiros deixaram de contar com planos particulares na área de saúde e encontram dificuldades para realizar consultas e exames na rede pública. E, um novo modelo tem ganhado cada vez mais a adesão de usuários, que é um sistema integrado a clínicas, médicos e laboratórios, que oferece uma ampla rede credenciada de especialistas com custos mais acessíveis do que o particular. A Medprev, marca paranaense e uma das pioneiras neste segmento, conta com mais de 8 milhões de usuários em todo o país e está fortalecendo a sua presença na cidade de Goiânia com a ampliação no quadro de especialistas. A capital goiana já conta com mais de 190 mil usuários cadastrados.
Este sistema da Medprev tem beneficiado muitas pessoas que precisam cuidar da sua saúde, sem ter que comprometer o orçamento. Para utilizar a rede credenciada, os usuários não precisam pagar taxas e nem mensalidades, e ainda contam com valores acessíveis, arcando somente com o custo do especialista ou do laboratório agendado.
Com ampliação contínua em sua rede de parceiros, entre eles médicos, clínicas, laboratórios e outros profissionais, em diversas especialidades, a Medprev beneficia o usuário para que encontre um profissional com facilidade no dia e hora que precisa realizar uma consulta ou exame. Isso, somado aos valores reduzidos, se comparado com o atendimento particular, segundo Divino Bastos Abreu, diretor na unidade Medprev de Goiânia ? Setor Aeroporto. ?Os agendamentos médicos não tem burocracia, cadastrou já pode utilizar. Por exemplo, as nossas consultas em especialidades como cardiologia, ginecologia, psiquiatria ou oftalmologista, são em média R $105,00, enquanto que no particular ficaria em torno de R$ 200,00?.
Cadastro gratuito e sem mensalidade
Para realizar o cadastro gratuito, os moradores da região, poderão se dirigir até a unidade Medprev de Goiânia - Setor Aeroporto. ?Para começar a utilizar os serviços disponíveis, basta a pessoa vir aqui na unidade e fazer o seu cadastro. Na hora, é imprime a carteira e passa a usufruir os benefícios da rede de parceiros, de modo prático para cuidar melhor da sua saúde. Uma família inteira pode fazer o cadastro e só vai ter custo quando utilizar o procedimento escolhido, pois são isentos de mensalidade?.
Segundo o diretor, a unidade vai completar 13 anos em março, e é a mais antiga da cidade. Ele comenta ainda que a procura do público também está em crescimento e as expectativas são boas para este ano. ?Já alcançamos mais de 190 mil usuários cadastrados e neste ano queremos chegar aos 200 mil.?
A Medprev de Goiânia ? Setor Aeroporto conta com um amplo e confortável espaço, além de estacionamento. O atendimento para agendamentos e orçamentos pode ser realizado pelo whatsapp, o que facilita para o usuário.
Sobre a Medprev
A Medprev é uma das pioneiras no Brasil em desburocratizar o processo de agendamento de consultas e exames, conectando pacientes a médicos e laboratórios. Com mais de 100 unidades físicas no Brasil e 8 milhões de usuários, ela vem ampliando a sua participação no mercado para beneficiar a população que precisa cuidar da saúde.
A missão da marca é valorizar os profissionais parceiros e ampliar o seu alcance em favor da saúde, tornando-a mais acessível para toda a população brasileira.
SERVIÇO:
A Medprev Goiânia - Setor Aeroporto
Endereço: Rua 9 A, 198, Setor Aeroporto, Goiânia ? GO.
Funcionamento: Segunda a Sexta das 07h às 17h ·
Telefone: (62) 3213-0081
Para mais informações, acesse:https://medprev.online/unidade/goiania-setor-aeroporto/
saladanoticia.com.br
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COFEN
Presidente Lula garante compromisso do Governo Federal com o Piso Salarial da Enfermagem
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou em pronunciamento nesta terça-feira (14/2) que o Governo Federal está empenhado em solucionar o impasse envolvendo o Piso Salarial Nacional da Enfermagem. Neste momento, para que os novos salários da categoria sejam efetivados, é necessária a publicação de uma Medida Provisória (MP), elaborada por Grupo de Trabalho do Ministério da Saúde, para normatizar a Lei 14.434/21 e remanejar recursos dos fundos públicos federais e colocar os valores no contracheque da categoria.
"Vocês podem ter a tranquilidade de que vamos resolver o problema", disse Lula referindo-se ao piso. Nós estamos apenas tentando harmonizar o salário das enfermeiras com a questão das pequenas cidades e das Santa Casa", acrescentou.
Em outro momento, Lula garantiu: "Mas pode ficar certo que eu terei o maior prazer de convidar as enfermeiras e os enfermeiros no Brasil e dizer: 'tá resolvido o problema de vocês, o governo vai selar o piso da categoria'", complementou.
O reiterado apoio ao piso pelo alto escalão do Governo Federal, especialmente por parte da ministra da Saúde, Nísia Trindade, tem permitido o andamento dos trabalhos com o objetivo de solucionar o impasse causado pela suspensão da lei do Piso Salarial. Com a elaboração da minuta da Medida Provisória, a expectativa é de que o documento seja publicado até o final de fevereiro ou o início de março.
A presidente do Cofen, Betânia Santos, comemorou o apoio dado à luta histórica da categoria. "O comprometimento reiterado de representantes do governo com o piso é de fundamental relevância, especialmente neste momento decisivo em que a MP está perto de ser publicada. Seguimos lutando com a diligência necessária, buscando solucionar o impasse para que enfermeiros, técnicos, auxiliares e obstetrizes sejam efetivamente reconhecidos e possam alcançar a tão sonhada valorização salarial", declarou.
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PORTAL G1
Esquema para furar fila no SUS vendia combo de cirurgias plásticas por R$ 5 mil, diz delegado
Pacote incluía três cirurgias estéticas: rinoplastia, mamoplastia e abdominoplastia. Cinco suspeitos foram presos, entre eles, políticos.
Por Rafael Oliveira, g1 Goiás
O esquema montado para furar fila no Sistema Único de Saúde (SUS) vendia combo de cirurgias plásticas por R$ 5 mil, conforme apurou o delegado Danilo Victor Nunes. O valor é pelo menos sete vezes menor do que o praticado por cirurgiões particulares, que cobram a partir de R$ 35 mil pelos procedimentos estéticos, segundo o investigador. Cinco suspeitos foram presos, entre eles, políticos.
O g1 não conseguiu contato com as defesas dos suspeitos para se manifestarem sobre a investigação até a última atualização dessa reportagem.
O pacote incluía três cirurgias estéticas:
A rinoplastia, indicada para a correção de imperfeições estéticas e para tratamento de desvios funcionais, ajudando os pacientes a respirar melhor;
A mamoplastia, cirurgia para aumentar, reduzir ou remodelar as mamas;
E a abdominoplastia, procedimento para remover gordura e pele em excesso do abdômen, geralmente por causas estéticas.
Outros procedimentos mais simples custavam a partir de R$ 3 mil.
O delegado contou que apenas um dos presos inseriu 1.902 pessoas na fila de espera por cirurgia plástica na rede pública de Goiás, que pode ter levantado R$ 5 milhões. Na casa desse suspeito, a polícia apreendeu fichas de pacientes e máquinas de cobrança para cartões.
"Uma pessoa para fazer mamoplastia pelo SUS tem que ter justificativa médica, mas muitos pacientes tinham essa justificativa fraudada e faziam remodelagens dos seios e abdomem só por estética. Se quisesse fazer o 'combo estético', com a mamoplastia, a abdomiplastia e a rinoplastia, pagava R$ 5 mil, que no mercado custa R$ 35 mil", esclareceu o delegado.
Contratos
O delegado Danilo Victor Nunes encontrou contratos nas casas de suspeitos que serviriam para criar um vínculo entre a pessoa que inseria o paciente no sistema regulador e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
"A gente verificou que alguns municípios, seja por meio de prefeituras ou SMS, eles estavam formalizando contratos com intermediários para poderem trabalhar em marcação de consulta e cadastro de pacientes. Vamos analisar essa documentação se tem legalidade", declarou.
A investigação descobriu que alguns suspeitos estavam acessando diretamente o sistema próprio da regulação.
"O que causa estranheza, porque é um sistema interno, que em tese só poderia ser acessado por pessoas que estivessem nos quadros das SMS. Analisamos alguns contratos e nenhum deles autoriza acessar o sistema de regulação. Queremos saber como passaram a ter acesso a esse sistema", questiona o investigador.
Os investigados respondem por por corrupção passiva, inserção de dados falos em sistema de informação e associação criminosa.
Operação
A Polícia Civil fez operação em 5 de fevereiro deste ano para prender os suspeitos de integrar o grupo. Procedimentos que não eram considerados urgentes e que demorariam até dois anos, por exemplo, foram autorizados e feitos em poucos meses.
A polícia informou que as fraudes aconteciam pelo menos desde 2020. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, mais de 15 mil pessoas aguardam por uma cirurgia eletiva.
Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e afastamento de funções públicas nas cidades de Goiânia, Goianira, Anápolis, Damolândia, São Miguel do Araguaia e Teresina de Goiás.
Os servidores afastados são pessoas do Complexo Regulador Estadual ou exerciam funções públicas nas unidades de saúde dos municípios.
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O HOJE
Mamografia: informações sobre o exame que toda mulher precisa saber
O exame possibilita o diagnóstico precoce de lesões em estágios iniciais, além de auxiliar no combate ao câncer de mama
O exame possibilita o diagnóstico precoce de lesões em estágios iniciais, além de auxiliar no combate ao câncer de mama | Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde/GDF
No último domingo (5/2) foi celebrado o Dia Nacional da Mamografia, data criada com o objetivo de alertar a população brasileira sobre a importância do exame. A mamografia possibilita o diagnóstico precoce de lesões em estágios iniciais, além de auxiliar no combate ao câncer de mama.
Estudos mostram que mulheres que fazem o mapeamento mamográfico periodicamente têm menor risco de mortalidade em caso de identificação de câncer de mama. A redução na taxa de mortalidade varia de 25% a 40%. “Quando a doença é descoberta cedo, os tratamentos podem ser menos agressivos, além de terem uma maior chance de sucesso. A boa notícia é que 95% dos diagnósticos precoces têm chances de cura”, comenta Daniel Gimenes, oncologista da Oncoclínicas São Paulo.
Mas, afinal, como o exame é feito?
Em um mamógrafo, a mulher fica de pé em frente ao aparelho e duas placas pressionam as mamas tanto na vertical, como na horizontal. Para ter uma melhor imagem, o técnico pedirá para a paciente prender a respiração por alguns segundos. “Em média, o exame pode durar cerca de 20 minutos no máximo”, explica o oncologista.
Quem deve fazer a mamografia
Acima dos 40 anos, o exame de mamografia pode ser realizado anualmente para a detecção precoce do câncer de mama, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Já entre os 50 e 69 anos, de acordo com o Ministério da Saúde, a mamografia de rotina pode ser realizada a cada dois anos, desde que a mulher não tenha sinais ou sintomas da doença.
Quando o procedimento é realizado fora da faixa etária, ou seja, em mulheres com menos de 40 anos, ele pode ser indicado para complementar o diagnóstico de nódulos na região. Porém, vale lembrar que apenas o médico poderá recomendar a necessidade ou não da mamografia em situações como essa.
Por que o exame de mamografia não é recomendado antes dos 40 anos?
Segundo Daniel Gimenes, o exame pode trazer alguns riscos quando feito antes dos 40 anos. Além disso, o diagnóstico de câncer de mama em mulheres abaixo da faixa etária é raro – representando apenas cerca de 10% dos casos.
“Por causa de uma maior densidade da mama, o exame pode trazer falsos negativos. Além disso, realizar a mamografia antes dos 40 anos expõe a mulher a uma radiação que não é necessária naquele momento”, comenta.
Dói fazer mamografia?
O exame pode causar desconforto, mas a compressão no aparelho é rápida, fazendo com que a dor seja passageira. “Uma dica para evitar que o incômodo seja maior é realizar a mamografia fora do período menstrual, pois a mama está mais sensível neste momento”, recomenda o especialista da Oncoclínicas São Paulo.
Quem tem silicone pode fazer mamografia?
Sim, pode. A prótese não irá atrapalhar o exame de mamografia, mas é necessário que a paciente avise sobre o silicone. “O mamógrafo não irá furar a prótese. A diferença é que podem ser necessárias mais imagens durante o exame, assim como a manobra de Eklund – que consiste em afastar o silicone para que não haja distorção dos resultados”, comenta Daniel.
A radiação da mamografia pode fazer mal?
O exame é contraindicado na gravidez, mas pode ser realizado normalmente em outras situações. A radiação emitida no procedimento é baixa e não causa complicações.
Existe preparo para fazer a mamografia?
O exame em si não necessita de muitos preparos, mas é recomendado que a mulher faça o agendamento da mamografia alguns dias após a menstruação. “Isso ajuda a evitar o desconforto e oferece mais tranquilidade para a paciente durante o exame”, explica Daniel.
Além disso, é necessário evitar o uso de hidratantes, desodorantes e outras substâncias nas mamas e axilas, pois podem interferir no resultado do exame.
A vacina contra a covid-19 pode causar erros de interpretação na mamografia?
Sim, pode. Por causa do aumento de linfonodos no braço em que a paciente recebeu a vacina, a situação pode ser interpretada erroneamente como um sinal de câncer de mama – uma vez que a doença também apresenta esse desdobramento. O INCA recomenda que a mamografia de rastreamento seja feita entre quatro a seis semanas após a vacinação contra a covid-19.
Mulheres que estão amamentando podem fazer mamografia?
Não, o exame não é recomendado caso a mulher esteja amamentando ou grávida. Em situações como essa, o médico poderá solicitar outros exames de rastreamento que não sejam prejudiciais para a mãe e para o bebê, como o ultrassom.
O autoexame substitui a mamografia?
Não! No caso do autoexame, ele auxilia na detecção de nódulos palpáveis, mas não substitui a realização da mamografia. “Por isso, caso note sintomas como: alterações de formato, da pele ou tamanho das mamas, procure um médico o quanto antes para avaliação e diagnóstico correto”, finaliza Daniel Gimenes.
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CHUMBO GROSSO
Saúde digital: como os smartphones têm revolucionado a vida das pessoas?
Quem ainda se lembra da época em que os celulares eram utilizados apenas para fazer ligações, enviar mensagens de texto esporadicamente e, claro, espairecer um pouco com o aclamado jogo da cobrinha (Millennials e fãs dos antigos celulares da Nokia entenderão)? Com dispositivos cada vez mais potentes e avanços tecnológicos que não param de nos surpreender, resta apenas a nostalgia de um tempo que corria um pouco mais devagar.
Hoje, a história é completamente outra. Praticamente tudo em nossas vidas pode ser viabilizado e, por que não, facilitado pelos smartphones. Além disso, nas últimas décadas, a revolução digital trouxe inovações para todos os mercados e frentes de atuação. Obviamente, a área da saúde não ficou para trás nesse sentido; pelo contrário, ela também vem se destacando entre os aplicativos mil.
Considerando ainda os últimos anos que foram assombrados pela pandemia de covid-19, a preocupação em ter uma vida mais longa e saudável leva a avanços contínuos no setor. Durante o período das restrições mais rígidas da quarentena, o mundo passou a olhar com mais cautela para o próprio bem-estar.
Um levantamento da consultoria internacional App Annie revela que, no Brasil, o total de downloads de aplicativos voltados à saúde apresentou aumento de 45% em 2020, comparado a 2019. Ainda segundo esse estudo, os principais downloads ficaram a cargo de ferramentas para exercícios físicos, práticas de yoga e meditação, além de programas que oferecem informações sobre a covid-19.
A criação do próprio Conecte SUS, diga-se de passagem, é mais um exemplo da facilidade da saúde na palma das mãos. O app mostra as informações gerais do cidadão, como Carteira Nacional de Vacinação, Certificado Nacional de covid-19, Cartão Nacional de Saúde, resultados de exames laboratoriais de covid-19, medicamentos dispensados pelo programa Farmácia Popular, além de registros de doações de sangue, acompanhamento da posição na lista de transplantes etc.
Outra tecnologia a favor da saúde que conquistou o mercado e o punho de muita gente diz respeito aos smartwatches. Esses pequenos notáveis vêm tornando o processo da medicina preventiva muito mais fácil e dinâmico nos últimos anos. Atualmente, podem ajudar a alcançar um sono mais prazeroso e monitorar o estado do seu coração. Um smartwatch com monitoramento cardíaco também pode detectar sintomas da covid-19 antes mesmo de eles aparecerem no corpo. Além disso, os melhores modelos podem identificar quedas acidentais ou infartos repentinos, chamar a emergência e enviar mensagens para a família das vítimas, facilitando o atendimento médico.
Para se ter uma ideia ainda melhor da revolução dos smartphones atualmente, o novo serviço "Emergency SOS", da Apple, que permite que os usuários de iPhone fora da rede peçam ajuda via satélite, levou a uma de suas primeiras operações de resgate bem-sucedidas, após um carro cair de um penhasco ao norte de Los Angeles. Duas pessoas feridas e sem cobertura celular (elas estavam a cerca de 30 quilômetros floresta adentro) recorreram à funcionalidade em questão lançada no iPhone 14 e no iPhone 14 Pro.
Como se vê, os smartphones e apps formam uma dupla de peso que está transformando o mundo e, como não poderia deixar de ser, o cuidado com a saúde. O impacto disso tudo é reverberado nos sistemas de saúde públicos e privados, otimizando gastos e aumentando a efetividade no atendimento. Além do mais, os aplicativos evidenciam o quanto a tecnologia tornou os cuidados com o bem-estar físico e mental mais acessíveis e práticos.
, startup do segmento de Phone as A Service, que permite que mais brasileiros tenham acesso a smartphones poderosos por meio de assinatura de aparelhos novos e como novos.
Sobre a Leapfone
Criada em 2021, a startup Leapfone é pioneira no conceito de Phone as a Service e na oferta de smartphones como novos por assinatura. Por meio de um pagamento mensal recorrente, o usuário tem acesso a aparelhos poderosos com direito à troca anual, seguro e assistência técnica. Dessa forma, o objetivo da empresa é democratizar e facilitar o acesso dos brasileiros a smartphones de ponta, transformando a realidade do mercado de telefonia no país. Mais informações em: https://leapfone.com.br ou @leapfone.
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AGÊNCIA BRASIL
Resolução amplia possibilidades para atendimento psicológico online
Com a nova resolução, cada profissional precisará se cadastrar no site do CFP, preenchendo um formulário que pede dados pessoais e profissionais, detalhes do serviço que será prestado, indicação das plataformas que serão utilizadas, entre outras informações. Os cuidados que serão tomados em relação ao sigilo do paciente também precisam ser descritos.
O atendimento online é vedado em algumas situações, como quando o paciente estiver em situação de violência ou de violação de direitos. Também não pode ser prestado a vítimas de desastres. Diante da vulnerabilidade desses pacientes, o apoio psicológico deve ser presencial. Além disso, crianças e adolescentes só podem ser atendidos por plataformas online se houver concordância dos pais. Há outras situações em que o serviço é permitido apenas de forma complementar, sendo obrigatório o contato presencial.
"É mais uma maneira de ajudar as pessoas. Mais uma maneira de possibilitar, por exemplo, o atendimento de quem mora longe, quem mora no interior, quem está viajando e quer continuar um atendimento, quem tem dificuldade de locomoção. Há casos também em que a pessoa se sente desconfortável em falar presencialmente, se sentindo mais a vontade no computador", avalia a conselheira Rosane Lorena Granzotto.
Ela lembra que a demanda por atendimento psicológico é cada vez maior. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de depressão. Em agosto, reportagens da Agência Brasil mostraram a preocupação das universidades com o aumento significativo de casos de suicídio, depressão, ansiedade e outros quadros relacionados à saúde mental que tem afetado a população jovem.
Aprovada em 11 de maio, a Resolução 11/2018 entrou em vigor nesta semana após a conclusão do prazo estipulado de 180 dias. Segundo Rosane, a iniciativa surgiu tanto a partir da demanda de parte da categoria, como também da necessidade de se adequar à realidade. "Nós estávamos até um pouco atrasados. Agora nos atualizamos. Nossa resolução é similar à de outros países", diz a conselheira, citando Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Portugal e Espanha.
Discussão antiga
Rosana explica que o uso da tecnologia na profissão é uma discussão que vem sendo feita desde a década de 1990 e a resolução que vigorava até então, de 2012, já previa atendimentos online, mas com muitas restrições. Eram permitidas orientações psicológicas de diversos tipos até o limite de 20 sessões por ano para cada paciente. A psicoterapia era vedada, exceto quando realizadas em caráter experimental para fins de pesquisa. O psicólogo ou psicóloga deveria ainda ter um site exclusivo para a oferta dos serviços online, registrado em domínio nacional e cadastrado no CFP.
"De 2012 para cá, parece que não é tanto tempo. Mas com a rapidez do desenvolvimento tecnológico, nós tivemos muitas mudanças. Nesse período, surgiu o Whatsapp e outras plataformas. Também foi aumentando muito o número de profissionais que estava realizando atendimento online e nós não tínhamos como controlar que tipo de serviço estava sendo oferecido", diz Rosane.
A partir de agora, não haverá mais limite para o número de sessões por ano e a psicoterapia está liberada. A exigência do site também não existe mais. "Será responsabilidade do psicólogo avaliar as questões técnicas e metodológicas. Caberá a ele avaliar se aquilo que o paciente está buscando é compatível com esse tipo de atendimento. Porque há situações que demandam o atendimento presencial", afirma a conselheira.
Desde o último sábado (10), o profissional já pode realizar o cadastro no site do Conselho Federal de Psicologia. Segundo Rosane, apenas nos três primeiros dias, foram preenchidos mais de mil formulários. Ela explica que, se o profissional cometer alguma falha ética e for denunciado, ele poderá ser localizado e processado. O CFP também pode aplicar sanções e até cassar o registro profissional. O cadastro é público e fica disponível para a consulta da população. "Sabemos que podem ocorrer violações éticas, mas que também acontecem nas consultas presenciais", avalia a conselheira. Ela afirma que a resolução busca dar transparência ao serviço, facilitando assim a apuração de desvios de conduta e as denúncias.
A psicóloga Laura Quadros, chefe do Serviço de Psicologia Aplicada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), reconhece que alguns colegas não são favoráveis ao atendimento online. Em sua visão, porém, trata-se um algo inevitável e desafiante. "Já vivemos na era virtual e temos uma geração que está muito atravessada pela tecnologia. Portanto, um serviço como esse pode ser até um facilitador. Há pessoas que vão se sentir melhor usando essas ferramentas. Isso nos faz rever o modelo tradicional. Quando trabalhamos com pessoas é importante estar aberto ao novo", avalia. Segundo ela, a resolução abrange os cuidados necessários em relação às situações mais agudas e aos menores de idade.
Experiência individual
Criado há três anos, o Fala Freud é hoje a maior plataforma em operação que oferece atendimento psicológico online, no país. De acordo com o empresário Yuri Faber, um dos fundadores, a ideia surgiu de uma experiência individual. "Eu já estava morando nos Estados Unidos, prestes a me casar, mas com alguns atritos de relacionamento que são comuns na vida de casal. E aí eu procurei minha antiga psicóloga no Brasil e começamos a nos falar por Whatsapp. Comecei a perceber que muitas pessoas poderiam ter interesse em falar com um psicólogo por uma plataforma online", conta.
De acordo com Yuri, as normas no Brasil estavam ultrapassadas e colocavam limites que já não existem há anos nos Estados Unidos e na Europa. Segundo ele, houve atritos com o CFP até que o conselho sinalizou enfim a elaboração de uma nova resolução e pediu sugestões ao Fala Freud. Yuri Faber aprovou as mudanças.
"Tem muita gente que não quer ir a um consultório, que mora fora do país, que mudou de cidade e não quer perder o vínculo com seu psicólogo. A resolução anterior limitava isso. Uma pessoa que mora no exterior só poderia fazer 20 sessões ao ano, o que corresponde a quatro ou cinco meses. Depois teria que abandonar a terapia", explica.
Uma das usuárias do Fala Freud é Beatriz Tonon, de 23 anos. Ela sentiu necessidade de recorrer à ajuda profissional depois que se mudou a trabalho de Campinas para São Paulo. São dois anos na capital paulista. Há seis meses, ela recorreu à plataforma e aprovou o resultado. "Desde que vim para cá, minha vida mudou completamente. Meu dia a dia é muito corrido, o ritmo é muito frenético. Eu tenho muita ansiedade. Fico muito preocupada com o que vai acontecer mais à frente", conta.
Tempo e dinheiro
Beatriz revela que a escolha pelo Fala Freud se deu com base em dois fatores: tempo e dinheiro. Ela chegou a pesquisar valores do atendimento presencial e achou o serviço online mais barato. Ao mesmo tempo, considerou que não teria tempo para o deslocamento até um consultório.
Ela conta que respondeu um questionário apresentando suas necessidades e escolheu uma psicóloga a partir de uma lista de profissionais apresentada pela plataforma, que trazia informações sobre cada um deles. Beatriz diz ter acesso à profissional diariamente e que ela é bastante atenciosa. Os contatos se dão por mensagens de texto e áudios e, uma vez por semana, há uma sessão em vídeo. "Eu consigo contar para ela quando acontece alguma coisa no calor do momento. E ela consegue me ajudar. Não preciso esperar até o dia da próxima consulta".
Segundo o Fala Freud, desde sua fundação, já passaram pela plataforma mais de 650 mil pessoas. Os psicólogos estão disponíveis 24 horas dia. Alguns moram no exterior. A plataforma afirma que só trabalha com profissionais que têm no mínimo 10 anos de experiência. Também garante que observam a legislação brasileira sobre tráfego de informações e que as mensagens, como no Whatsapp, são criptografadas de ponta a ponta, sendo acessíveis apenas ao psicólogo e ao paciente. A próxima novidade que será anunciada é o atendimento através de planos de saúde. "Em breve, vamos divulgar quais deles já toparam", diz Yuri.
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ISTOÉ
Lula quer fixar piso da enfermagem, mas precisa "harmonizar"
Por Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que terá "o maior prazer" de fixar o chamado piso da enfermagem, mas que ainda precisa ajustar alguns pontos envolvendo pequenas cidades e santas casas.
Em evento de relançamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, Lula disse ainda que a "roda desse país vai começar a girar" e prometeu viajar o país com ministros para retomar obras paradas.
"Vocês podem ter tranquilidade que nós vamos resolver o problema de vocês", disse o presidente ao citar os profissionais da enfermagem.
"Nós estamos apenas tentando harmonizar o salário das enfermeiras com a questão das pequenas cidades e com as santas casas. Mas pode ficar certo que eu terei o maior prazer de convidar as enfermeiras e os enfermeiros do Brasil e dizer 'está resolvido o problema da vocês, o governo vai selar o piso da categoria'", acrescentou.
No fim do ano passado, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu informações ao Congresso Nacional sobre a tramitação do projeto de lei que regulamenta Emenda Constitucional que trata do piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras.
A emenda prevê que uma lei federal regulamente o tema para detalhar a assistência financeira a entes da federação e entidades filantrópicas.
A decisão do ministro foi tomada em ação apresentada pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços.
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Assessoria de Comunicação
Projeto pedagógico do curso técnico em enfermagem da Ahpaceg foi apresentado a enfermeiros da rede associada
Escrito por Administrador
A coordenadora de Educação Continuada da Ahpaceg, Madalena Del Duqui, reuniu-se hoje, 14 de fevereiro, com enfermeiros da rede Ahpaceg e representantes da FacUnicamps.
O objetivo do encontro, realizado no teatro da faculdade e que contou também com a participação da coordenadora da Central de Compras da Ahpaceg, Ana Valéria Miranda, foi apresentar à equipe de enfermagem das instituições associadas o projeto pedagógico elaborado pela Ahpaceg para o curso técnico em enfermagem.
O novo curso será ministrado na FacUnicamps e os enfermeiros puderam conhecer as instalações da faculdade.
Também foi debatido o alinhamento das demandas dos estágios da faculdade nos cursos da saúde, em especial o de enfermagem. A expectativa é que esses estágios sejam realizados em instituições da rede Ahpaceg.
Mais informações sobre o lançamento do curso técnico em enfermagem e os estágios serão divulgadas em breve.
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Entidades de saúde se manifestam contra emenda que ameaça autonomia de agências
Setor de planos de saúde prevê alta de preço com remédio de R$ 6 milhões
Conheça a síndrome de Tourette diagnosticada no BBB Antonio ‘Cara de Sapato’
Marco Henrique Chaul toma posse como presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO)
Infarto tem atingido público jovem; Especialista explica porque o infarto precoce
Resistência masculina em buscar ajuda de especialistas prejudica a saúde do homem
Representante de farmacêuticas omitiu da comissão de ética ser irmão de diretor da Anvisa
Plano de saúde é obrigado a cobrir tratamento domiciliar
OMS confirma surto do vírus de Marburg, um dos mais letais do mundo
ZERO HORA
Entidades de saúde se manifestam contra emenda que ameaça autonomia de agências
Mais de 30 entidades dos setores de saúde e farmacêutico assinaram um Manifesto em Defesa das Agências Reguladoras pedindo a rejeição da Emenda 54, que prevê transferir a competência das agências reguladoras para conselhos externos vinculados aos ministérios de cada área. A emenda foi apresentada no âmbito da Medida Provisória 1.154/2023, que reorganiza os órgãos e ministérios do governo federal.
Para as entidades, a medida em discussão no Congresso Nacional fere a ordem jurídica e constitucional, além da independência decisória e política dessas autarquias, e representaria o "desmonte do arcabouço regulatório brasileiro", prejudicando a previsibilidade de ações e investimentos no País.
"Enfraquecer a autonomia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é desconsiderar todo um conjunto de esforços já efetuados pelo Estado brasileiro para garantir um controle sanitário eficiente e um mercado sustentável, com resultados comprovados e coerentes com as nossas necessidades", diz o documento, que lembra ainda a atuação da Anvisa e da ANS durante a pandemia de covid-19.
"Para o setor de saúde, a Anvisa e a ANS são responsáveis por todo arcabouço técnico-regulatório, que garante a segurança e a eficácia dos produtos e serviços disponibilizados para população brasileira. Suas decisões são tomadas com base em evidências, à revelia de pressões externas, o que aumenta sua credibilidade e sua confiança perante a sociedade, em defesa da saúde, a exemplo do vivenciado na pandemia", destaca o manifesto
As entidades argumentam ainda que a legislação vigente já prevê mecanismos de controle e participação social, tais como tomada de subsídios e consultas públicas, que garantem a legitimidade das decisões das agências reguladoras.
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YAHOO
Setor de planos de saúde prevê alta de preço com remédio de R$ 6 milhões
Entidades que representam as operadoras de plano de saúde afirmam que o preço do serviço pode disparar depois que a ANS (agência reguladora do setor) aprovou a incorporação do Zolgensma, da Novartis, no rol de medicamentos com cobertura.
O preço máximo do remédio definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos supera R$ 6 milhões. O produto é usado no tratamento de crianças com até seis meses diagnosticadas com AME (Atrofia Muscular Espinhal) tipo 1.
"Em um mercado em que existem quase 700 operadoras, 21% delas não faturam esse valor no ano [somados os impostos]. Se uma criança tiver essa doença, vai quebrar a operadora. A saúde suplementar funciona no modelo do mutualismo: todos pagam para quem precisar usar. As pessoas não vão conseguir pagar mensalidades compatíveis para dar acesso a produtos tão caros", diz Vera Valente, diretora-executiva da Fenasaúde (que reúne empresas como Amil, Bradesco Saúde, Golden Cross e SulAmérica).
Valente diz que não se opõe ao custeio da droga pelos planos de saúde, mas defende discussão de alternativas para a sustentabilidade das empresas, como o compartilhamento de risco, em que o pagamento pela oferta do remédio na rede é condicionado à melhora do paciente.
A ANS incorporou o medicamento Zolgensma no rol com cobertura | Foto: Freepik
Procurada pela reportagem., a ANS disse que o compartilhamento de risco é um acordo feito entre o comprador e a indústria farmacêutica e que não cabe à agência negociar preços.
Alessandro Acayaba de Toledo, presidente da Anab (associação de administradoras de benefícios), também diz que a incorporação do Zolgensma pode levar à instabilidade financeira de algumas operadoras.
"Se pega uma operadora pequena que tenha uma aplicação de um medicamento desse sem ter uma sustentação financeira muito boa, compromete a estabilidade da operadora e, por consequência, esse valor acaba sendo repassado no reajuste para os consumidores de planos de saúde. A nossa preocupação é que situações como essa comecem a vir numa escalada muito grande", afirma.
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JORNAL OPÇÃO
Conheça a síndrome de Tourette diagnosticada no BBB Antonio ‘Cara de Sapato’
Repetição de palavras e gestos obscenos e atear fogo nas coisas podem ter relação com a doença, que não tem cura, mas tratamento
Tiques motores ou vocais ocorrendo com frequência e intensidade podem ser casos da síndrome de Tourette. A doença foi descoberta pelo médico francês Georges Gilles de la Tourette. De acordo com a ciência, trata-se de um distúrbio neuropsiquiátrico, que geralmente se inicia na infância.
Recentemente, o participante do reality show Big Brother Brasil (BBB), Antonio, conhecido como ‘Cara de Sapato’, revelou que foi diagnosticado com a síndrome. Nele, as manifestações são sutis, e se manifesta com exposição à situação de estresse.
No entanto, a neurocirurgiã Ana Maria Moura, diretora de Relações Interinstitucionais da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, explica que há casos muito graves da doença. Com pessoas que não conseguem se controlar para falar e repetir palavras e gestos obscenos involuntários. Ou terem compulsões por mania de limpeza, passando o dia inteiro lavando a casa, por exemplo.
A médica recorda de uma criança de 9 anos que precisou ser operada. “Ela tinha tanto tiques, que colocava tanta forçar no pescoço, que um disco entre uma vértebra e outra saiu, provocando uma hérnia de disco, ao comprimir a médula espinhal”, cita, emendando que a paciente perdeu os movimentos das pernas e não conseguia mais andar.
Em outros pacientes, a neurocirurgiã ressalta que a patologia pode ser menos agressiva. “A síndrome de Tourette pode ficar um período menos intensa”, ressalta. “Então, na pessoa a doença pode se desenvolver com seis ou sete anos, por isso, a gente não opera tão cedo, porque se espera que as medicações e fisioterapias farão efeitos, com a pessoa aprendendo a lidar com a doença”, acrescenta Ana Maria.
“Ela [paciente] tinha tanto tiques, que colocava tanta forçar no pescoço, que um disco entre uma vertebra e outra saiu
Ana Maria Moura, neurocirurgiã
Tratamento mais severo
Sem respostas aos tratamentos com medicamentos, Ana Maria destaca que a alternativa é a cirurgia. O procedimento consiste em um implante de eletrodos em estruturas intracerebrais, chamados na medicina de núcleos da base do cérebro. Esse sistema é conectado a um marcapasso, que estimula as estruturas cerebrais.
O tratamento é conhecido como de estimulação cerebral profunda ou DBS (“deep brain stimulation”). Isto é, pode trazer alívio para casos selecionados mais graves, pois a condição neurológica não tem cura.
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DIÁRIO DE GOIÁS
Marco Henrique Chaul toma posse como presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO)
No último dia 10 de fevereiro, o médico dermatologista Marco Henrique Chaul foi oficialmente empossado para a presidência da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO), para a gestão 2023 e 2024.
A solenidade também marcou a comemoração do dia do Dia do Dermatologista, celebrado em 5 de fevereiro.
Marco Henrique Chaul foi eleito em agosto de 2022 e traz projetos para a valorização da especialidade e mais aproximação entre a SBD-GO, os médicos dermatologistas e a sociedade goiana.
Durante a posse, o presidente agradeceu a confiança dos colegas que o elegeram como presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO) e o apoio dos que integram a nova diretoria e falou sobre as expectativas em relação à revisão pelo Conselho Federal de Medicina da resolução sobre publicidade médica.
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BDC NOTÍCIAS
Resistência masculina em buscar ajuda de especialistas prejudica a saúde do homem
A procura de homens por médicos, exames e atendimentos ligados à saúde e prevenção de doenças é baixa quando comparado com as mulheres. Um estudo da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revela que a expectativa de vida da mulher brasileira é de 7 a 8 anos a mais do que a dos homens e um dos motivos é esse comportamento. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) confirmam que 1,2 milhão de mulheres no país buscaram por atendimento ginecológico no primeiro semestre de 2022 enquanto a busca por urologistas foi de apenas 200 mil.
O Ministério da Saúde traz dados ainda mais alarmantes: 70% dos óbitos por doenças cardiovasculares e 88% dos óbitos por doenças do aparelho digestivo ocorrem em homens. Outras doenças como hipertensão, diabetes e obesidade são as mais comuns para ambos os sexos. Contudo, as mulheres conseguem administrar melhor e tratar essas doenças com mais efetividade por buscarem ajuda especializada com mais frequência.
Quando se trata de saúde e bem-estar, a maioria dos homens ainda é bastante negligente. Em Curitiba, uma pesquisa recente mostrou que apenas 1 em cada 5 atendimentos médicos realizados na cidade é para atender homens. O médico cooperado da Unimed Curitiba especialista em urologia André Matos de Oliveira percebe uma mudança de comportamento no autocuidado masculino, mas ainda tímida. "Com algumas exceções, os homens ainda resistem em procurar ajuda médica como prevenção e vão aos consultórios quando a situação está praticamente insuportável", reconhece.
O especialista usa uma analogia entre saúde masculina e o cuidado que muitos têm com automóveis para alertar os homens sobre a importância da manutenção da saúde. "Sabemos que uma vez por ano a máquina deve passar por uma revisão geral, mesmo sem ter apresentado nenhuma falha. Os homens deveriam olhar para o corpo da mesma forma e seguir esse mesmo raciocínio com a saúde", compara.
Prevenção ao câncer de próstata
Apesar do acesso facilitado à informação, o exame da próstata ainda é muito estigmatizado e assusta alguns homens. O urologista esclarece que a próstata é uma glândula que pode crescer em alguns casos e eventualmente tornar-se um câncer. "Mas muitos casos de câncer são curáveis se detectados em estágios iniciais", afirma o médico cooperado. "Para isso, é necessário que o homem realize consultas e exames de forma preventiva", completa.
De acordo com o especialista, a média mundial de homens diagnosticados com câncer de próstata é de 66 anos, mas a recomendação é cuidar e analisar a saúde da próstata a partir dos 50 anos. O exame de sangue PSA aliado ao exame do toque detecta melhor esse tipo de câncer, mas em algumas situações, o PSA não é conclusivo e o toque, então, é sempre necessário. Homens com histórico familiar de câncer devem iniciar acompanhamento preventivo mais cedo, aos 45 anos, de acordo com a recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia.
Manutenção periódica
A prevenção e a identificação precoce de doenças aumentam as chances de um tratamento eficaz porque o corpo nem sempre dá sinais claros de enfermidades. O urologista chama atenção para identificação de infecções sexualmente ativas, alerta sobre as vacinas necessárias e também para o câncer de testículo que vem acometendo homens jovens com menos de 40 anos de idade.
Exames preventivos por faixa etária
De acordo com o especialista, os homens devem estar atentos a alguns exames preventivos ao longo de sua vida e não apenas procurar ajuda quando já está sentindo algo.
"Não existe uma tabela de exames comuns para todos, já que cada indivíduo é único e conta com particularidades de metabolismo, genética e hábitos. De modo abrangente, pode-se dizer que aos 20 anos a preocupação ainda é pequena, mas a partir dos 30 anos de idade é recomendado fazer alguns exames preventivos. A maioria deles deve ser feita com periodicidade anual, como glicemia, colesterol, triglicérides, por exemplo. A partir dos 40 anos, os exames preventivos se intensificam. Os cuidados com a saúde cardiovascular, principalmente para prevenção do infarto, devem ser redobrados. O risco de câncer de próstata também começa a aumentar, o que demanda mais atenção. Com a aproximação da terceira idade, a partir dos 55 anos, torna-se ainda mais importante manter os exames de rotina em dia. Homens com histórico familiar de doença grave devem iniciar acompanhamento preventivo mais cedo", explica.
Hábitos para uma vida melhor
Não tem segredo. Além de ter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, ter sono de qualidade e adotar hábitos saudáveis para garantir bem-estar, o médico explica que cultivar relacionamentos familiares e de amizade, ter uma rede de apoio e conseguir conversar abertamente com alguém sobre seus problemas ajuda o homem a manter a saúde física e mental equilibrada. "Os homens que conseguem colocar isso em prática certamente terão uma saúde melhor, com mais longevidade e qualidade de vida", finaliza.
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ESPAÇO LIVRE NOTÍCIAS
Infarto tem atingido público jovem; Especialista explica porque o infarto precoce
Em setembro de 2019, o filho mais velho do ex-jogador Cafu, morreu após um infarto fulminante aos 30 anos de idade. O incidente trágico chocou toda a família e as pessoas que acompanharam o fato. A questão é que não são raros os casos de infartos em jovens que tem desfecho fatal.
Nos últimos anos tem crescido o número de jovens que têm sido vítimas de infarto agudo do miocárdio (IAM), esse número tem assustado a população e especialistas já que o mais provável é que o IAM só aconteça em pessoas mais velhas e que estejam com o organismo mais debilitado. No entanto, atualmente o ritmo de vida cada vez mais acelerado, a falta de cuidado com a alimentação e os maus hábitos têm aumentado drasticamente os números.
Ainda segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa doença é a maior causa de mortes no mundo, chegando a 17 milhões de vítimas no ano. Os dados do Ministério da Saúde apontam que no primeiro semestre de 2013 foram internadas 427 pessoas entre 15 e 29 anos com problemas cardíacos.
As causas são diversas para o infarto no público jovem, ainda podem estar atreladas ao consumo desenfreado de fast-foods, de bebidas alcoólicas, fumo, sedentarismo, uso de anabolizantes, energéticos e histórico familiar com doenças cardíacas. Outro fator apontado pelos pesquisadores é o aumento da competitividade no mercado de trabalho que tem levado a uma baixa qualidade de vida.
O cardiologista da Hapvida Saúde, Pedro Pereira, ressalta para a importância de estarmos em alerta para os sintomas, segundo ele os sinais são as dores no peito, em repouso, que pode ir para o braço esquerdo, pescoço ou costas, que piora quando caminha, e pode vir associado a náuseas ou vômitos e sudorese. Pode ocorrer dor epigástrica - no estômago principalmente em mulheres e idosas.
"É importante manter hábitos saudáveis, podemos evitar praticando atividade física, diminuindo a ingestão de sal, gorduras, alimentos de fast food, refrigerantes, doces e evitando sempre o sobrepeso e a obesidade", ressalta o cardiologista.
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FOLHA DE S.PAULO
Representante de farmacêuticas omitiu da comissão de ética ser irmão de diretor da Anvisa
Brasília
O servidor público Thiago Meirelles deixou de informar à CEP (Comissão de Ética Pública) da Presidência da República que é irmão de Daniel Meirelles, diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no processo em que conseguiu o aval para assumir o comando da ProGenéricos.
O parentesco não foi citado no voto aprovado por unanimidade pelos conselheiros, segundo documentos da comissão obtidos via Lei de Acesso à Informação. Antes de ir para a iniciativa privada, Thiago ocupava o cargo de subchefe de Articulação e Monitoramento dentro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL).
A associação representa algumas das principais empresas farmacêuticas instaladas no país, que têm a atividade regulada e fiscalizada pela Anvisa.
Thiago Meirelles, presidente da Prógenéricos - Divulgação
Procurados, ProGenéricos e Daniel não se manifestaram. A Anvisa disse apenas que os documentos que integram discussões da CEP são sigilosos.
No fim de janeiro, Daniel disse que não havia ilegalidade e que iria adotar medidas necessárias para evitar qualquer conflito de interesse. Afirmou ainda que decidiu se afastar "de forma preventiva" de alguns debates, enquanto não há resposta da comissão de ética.
Em novembro de 2022, a comissão considerou que não havia potencial conflito de interesse e permitiu que Thiago se tornasse presidente da ProGenéricos sem a necessidade de passar por quarentena ou restringir sua atuação dentro da Anvisa em processos de interesse.
A confirmação da ida de Thiago para a associação constrangeu a cúpula da Anvisa e mudou a rotina do órgão.
Integrantes da agência reguladora aguardam decisão da comissão em novo processo, agora sobre possível conflito envolvendo a atuação do diretor Daniel. A nova discussão da CEP está na pauta da reunião desta terça (14), a primeira feita no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que trocou três dos conselheiros indicados por seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL).
Para a advogada Suzana de Camargo Gomes, que integrou a comissão de 2012 a 2018, Thiago deveria ter revelado à CEP o parentesco com o diretor da Anvisa.
Ela afirma que a Lei de Conflito de Interesses, que completa uma década neste ano, apresenta um conceito amplo de situações que podem ser consideradas irregulares, mas é impossível fazer uma "descrição exaustiva" de todas elas.
O ideal é que casos que possam levantar questionamentos sejam sempre submetidos à comissão, diz a advogada. Para ela, a comissão teria poder, por exemplo, de limitar a atuação de Thiago em processos de interesse da ProGenéricos na Anvisa.
Já o ex-conselheiro Erick Bill Vidigal avalia que Thiago não precisava ter informado sobre o parentesco. Mesmo assim, ele afirma que o diretor da Anvisa deve se afastar de processos que envolvam as associadas da ProGenéricos.
"Do ponto de vista ético, a mim parece que o referido diretor não deveria participar de qualquer julgamento envolvendo tanto a associação quanto empresas associadas, independentemente do assunto, pois o decoro inerente aos cargos públicos impõe conduta que não se esgota no ato de ser ético", disse Vidigal.
"Como bem indica o Código de Conduta da Alta Administração Federal, é necessário parecer ético, em sinal de respeito à sociedade", afirmou ainda.
Procurada, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência disse que Thiago Meirelles não informou o parentesco à CEP e que "o risco de conflito de interesses decorrente de vínculos de parentesco ocorre em relação a agentes públicos durante o exercício do cargo". "O que não é o caso do referido consulente, que protocolou consulta de conflito após deixar o cargo."
No começo de janeiro, quando foi confirmada a troca de comando na ProGenéricos, o próprio diretor Daniel fez uma consulta à comissão para saber se teria de deixar de participar de processos que envolvem a entidade presidida pelo irmão.
Dias mais tardes, os outro quatro diretores da Anvisa enviaram questionamentos ao mesmo órgão, em documento que Daniel decidiu não assinar.
A cúpula da Anvisa avalia que Daniel deveria se abster de todos os processos envolvendo associadas da ProGenéricos.
Já Daniel, na consulta enviada à comissão, afirma que a associação "não defende interesse e nem pode falar em nome" das empresas.
O diretor ainda diz, no mesmo documento, que a consulta se deve à "posse de parente consanguíneo colateral, até terceiro grau" na presidência da associação. Ele não cita que Thiago é seu irmão no documento.
Uma decisão mais dura da CEP, afastando o diretor de processos das associadas da ProGenéricos, teria como efeito o impedir de participar de praticamente todo o debate que envolve o mercado farmacêutico. Isso porque a associação diz representar cerca de 90% das vendas de genéricos no Brasil.
Integrantes da Anvisa ainda avaliam que a redistribuição de processos sobre medicamentos vai sobrecarregar a equipe dos outros diretores.
Na consulta feita em novembro de 2022 à comissão, Thiago afirmou que considerava "inexistir situação potencialmente configuradora de conflito de interesse" ao assumir a associação, segundo a documentação obtida pela Folha.
A comissão apenas decidiu que Thiago não poderia atuar por seis meses em discussões da Casa Civil da Presidência, onde ocupou cargos durante o governo Bolsonaro.
Em 2020, quando era diretor-adjunto na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Daniel participou do processo de contratação para a agência de uma filha de Braga Netto. O irmão, Thiago, trabalhava com o general, o que levantou questionamentos sobre nepotismo cruzado.
Após repercussão negativa, o processo de contratação da filha de Braga Netto foi interrompido.
A Univisa (Associação dos Servidores da Anvisa) divulgou nota nesta segunda (13) cobrando reação de órgãos competentes para garantir "uma atuação republicana e isenta" da agência no caso do parentesco. Os servidores ainda dizem que toda decisão da Anvisa sobre medicamentos vai passar a ser vista com desconfiança.
"A situação tomou proporções tais que, mesmo com a eventual substituição do presidente-executivo da ProGenéricos, os atos de seu irmão na Diretoria da Anvisa merecerão o exame quanto a possível conflito de interesse em se tratando de medicamentos", disse a Univisa.
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PORTAL TERRA
Plano de saúde é obrigado a cobrir tratamento domiciliar
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que o plano de saúde é obrigado a cobrir o tratamento prescrito pelo médico em ambiente domiciliar, também chamado de home care. Em julgamento recente, a ministra Nancy Andrighi explicou que o home care pode ocorrer em duas modalidades: assistência e internação.
Na jurisprudência do STJ, isto é, no conjunto de decisões sobre o tratamento em casa, ficou definido que a assistência é composta por atividades de caráter ambulatorial, programadas e continuadas, desenvolvidas em domicílio. Já a internação é constituída por atividades prestadas no domicílio, caracterizadas pela atenção em tempo integral ao paciente com quadro clínico mais complexo e com necessidade de tecnologia especializada.
De acordo com o professor universitário e advogado Fabricio Posocco, do escritório Posocco & Advogados Associados, as pessoas que mais precisam de home care são idosos, portadores de doenças crônicas, pacientes pós-cirúrgicos e em cuidados paliativos.
"Para conseguir o tratamento multiprofissional, em regime domiciliar, é preciso que o médico justifique a necessidade e os benefícios que o home care vai trazer para o paciente, através de um relatório detalhado, com laudos e exames", orienta Posocco.
Havendo a negativa do plano ou do seguro de saúde, o advogado explica que o paciente pode procurar o Poder Judiciário. "Para ingressar com ação judicial é preciso ter documentos que comprovem a recusa do convênio, como protocolos de ligações, troca de e-mails, cartas, entre outros. Deve, ainda, apresentar os três últimos comprovantes de pagamento da mensalidade, a cópia do contrato e da carteirinha do plano de saúde, bem como dos documentos pessoais, como RG e CPF."
Cláusula que veda home care é abusiva
O advogado Fabricio Posocco alerta que existem planos de saúde que colocam, em contrato, cláusulas que vedam a assistência e internação na residência do beneficiário.
O STJ já julgou que essa condição é abusiva e pode ser considerada nula, conforme aponta o artigo 51, inciso IV, do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990). "Qualquer cláusula contratual ou ato da operadora de plano de saúde que importe em absoluta vedação da internação domiciliar como alternativa de substituição à internação hospitalar será abusivo, visto que se revela incompatível com a equidade e a boa-fé, colocando o usuário (consumidor) em situação de desvantagem exagerada", argumentou o ministro Villas Bôas Cueva, ao garantir o tratamento domiciliar para uma paciente com Alzheimer, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crônica.
Posocco conta que nos tribunais estaduais esse assunto também está pacificado. "A Súmula 90, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), resume que havendo expressa indicação médica para a utilização dos serviços de home care, revela-se abusiva a cláusula de exclusão."
Plano é responsável por medicação em home care
Quando determinado pelo médico, o tratamento domiciliar deve ser custeado pelo plano de saúde, mesmo que não haja previsão contratual. O STJ informa que isso inclui a medicação e os produtos listados como de fornecimento obrigatório pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Segundo o advogado Fabricio Posocco, o home care é um regime análogo ao da internação hospitalar. Por isso, deve ser acompanhado dos cuidados de enfermagem, medicação, alimentação e demais materiais necessários ao tratamento específico de cada caso.
"Cabe à operadora do seguro de saúde ou do plano de saúde fornecer todos os insumos e os equipamentos necessários, que, em regra, são ministrados pelos hospitais, para o restabelecimento ou a manutenção da saúde do paciente", reforça o especialista.
SUS tem o Melhor em Casa
No Sistema Único de Saúde (SUS), o home care é identificado como Serviço de Atenção Domiciliar (SAD). O serviço foi regulamentado pela Portaria 825/2016, do Ministério da Saúde. Ele é solicitado pelo médico através do programa Melhor em Casa.
Podem participar do programa de atendimento domiciliar pacientes que possuem problemas de saúde que necessitam de maior frequência de cuidado e acompanhamento contínuo. Também é indicado para pacientes com dificuldade ou impossibilidade física de se locomoverem até uma Unidade Básica de Saúde e para os que precisam de equipamentos e outros recursos de assistência médica.
Durante a V Jornada de Direito da Saúde, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2022, o Ministério da Saúde revelou que o Melhor em Casa atende 42% da população brasileira, em 827 municípios.
"O acesso para o Melhor em Casa é a prescrição médica. O profissional da saúde é que vai avaliar a situação do paciente. Uma vez solicitado, deve ser cumprido pelo Poder Público, sob risco de judicialização para garantir esse direito", finaliza o advogado Fabricio Posocco, do escritório Posocco & Advogados Associados.
Para saber mais, basta acessar o site: https://posocco.com.br
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OMS confirma surto do vírus de Marburg, um dos mais letais do mundo
Nove mortes e 16 casos suspeitos foram reportados na Guiné Equatorial. Vírus é da mesma família do ebola, e taxa de mortalidade média é de 50%.A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou nesta terça-feira (14/02) uma reunião de urgência para tratar do surto do vírus de Marburg na Guiné Equatorial, que já provocou a morte de nove pessoas e obrigou o país africano a declarar estado de alerta sanitário.
O vírus de Marburg causa febre hemorrágica Foto: DW / Deutsche Welle
Da mesma família do ebola, o vírus é um dos mais perigosos do mundo. A taxa de mortalidade dos infectados é de, em média, 50%, mas pode chegar a 88% dependendo da variante do vírus e dos cuidados de saúde prestados ao doente.
Em um comunicado enviado à agência de notícias Lusa, o Ministério da Saúde da Guiné Equatorial diz ter detectado uma "situação epidemiológica atípica" em distritos de Nsok Nsomo, depois da morte de pessoas com sintomas de febre, fraqueza, vômitos e diarreia com sangue. O vírus foi confirmado por meio de amostras enviadas para análise no Senegal.
Até ao momento, as autoridades já relataram nove mortos e 16 casos suspeitos, dos quais 14 são assintomáticos e dois têm sintomas leves. Além disso, 21 pessoas estão em isolamento e sob vigilância por terem tido contato com os mortos, e outras 4.325 estão em quarentena em suas casas.
As mortes ocorreram entre 7 de janeiro e 7 de fevereiro, segundo o ministro da Saúde da Guiné Equatorial, Ondo'o Ayekaba. Uma morte suspeita em 10 de fevereiro está sendo investigada.
A Guiné Equatorial fica na África Central e é um dos nove Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da qual o Brasil também faz parte.
A área afetada pelo surto localizava-se numa região rural de floresta densa, perto das fronteiras com Gabão e Camarões.
Ajuda da OMS
A OMS disse que enviará profissionais para a Guiné Equatorial para ajudar no combate à doença. Também serão fornecidos equipamentos de proteção para a equipe médica.
"O virus de Marburg é altamente contagioso. Graças à ação rápida e decisiva das autoridades da Guiné Equatorial na confirmação da doença, a resposta de emergência pode chegar rapidamente para salvar vidas e parar o vírus o mais rapidamente possível", disse Matshidiso Moeti, diretora regional da OMS para África.
O vírus de Marburg
O vírus de Marburg causa febre hemorrágica e é transmitido por morcegos a primatas e seres humanos. Entre humanos, o contágio ocorre por meio de fluidos corporais de pessoas infectadas ou por superfícies e materiais, como roupas de cama.
O vírus leva o nome de uma pequena cidade alemã às margens do rio Lahn, onde o vírus foi documentado pela primeira vez, em 1967. Na época, ele causou surtos simultâneos da doença em laboratórios em Marburg, na Alemanha, e em Belgrado, na então Iuguslávia (hoje Sérvia). Sete pessoas morreram expostas ao vírus enquanto realizavam pesquisas com macacos.
Desde então já houve surtos e casos esporádicos em países como Angola, Gana, Guiné-Conacri, República Democrática do Congo, Quênia, África do Sul e Uganda.
Em um surto de 2004 em Angola, 90% das 252 pessoas infectadas morreram. Em 2022, duas mortes pelo vírus de Marburg foram relatadas em Gana.
Até hoje não há vacinas ou medicamentos autorizados para a doença, mas o tratamento de reidratação para aliviar os sintomas pode aumentar as chances de sobrevivência.
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Assessoria de Comunicação
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DESTAQUES
Goiânia tem seis vezes mais médicos que o interior
Salário mínimo deve ter novo reajuste no dia 1º maio
Leucemia deve ser diagnosticada em 11 mil brasileiros de 2023 a 2025
Processo seletivo: Ipasgo abre 75 vagas com salários de R$4,8 mil
Caiado lança obras do Complexo Oncológico de Goiás nesta segunda-feira (13)
Vídeo de médico fumando vape durante procedimento cirúrgico viraliza; veja
Impacto do piso de enfermagem pode representar até 16% do orçamento previsto para saúde em 2023
Vacinação contra Covid-19 em crianças com até 4 anos enfrenta obstáculos
Publicação de deputado Cairo Salim gera polêmica dizer que obesidade mata mais que feminicídio
A saúde do governo Caiado ganhou as páginas policiais
DAQUI
Goiânia tem seis vezes mais médicos que o interior
Presidente do Cosems, Verônica Savatim acredita que implantação de estruturas regionais favorece médicos
Deivid Souza
Goiânia tem, proporcionalmente, seis vezes mais médicos que o interior de Goiás. Enquanto aqui há 6,78 médicos por mil habitantes, os demais municípios têm apenas 1,1 profissional para cada mil habitantes. A realidade faz com que 62,9% dos médicos estejam na capital, onde residem pouco mais de 20% da população estadual.
Do total de 16.782 médicos em Goiás, 10.553 estão em Goiânia. O interior soma 6.229. Os dados são da plataforma Demografia Médica no Brasil 2023, lançada nesta semana.
A disparidade na distribuição faz com que os moradores de municípios menores tenham o acesso à saúde dificultado. Os trabalhadores, por outro lado, atribuem a situação às condições desfavoráveis de estrutura para trabalho e de renda.
O principal ponto é realmente a má distribuição. Goiás tem ao todo 16.782 médicos. O número total faz com que o estado tenha 2,32 médicos por mil habitantes, a décima unidade da federação neste quesito. O Brasil tem média de 2,64 médicos por mil habitantes.
Presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Fernando Pacéli Neves de Siqueira atribui a alta concentração dos profissionais na capital às condições estruturais de trabalho e de remuneração piores no interior, na comparação com a capital.
"Os contratos que existem hoje dos médicos com o governo, seja municipal ou estadual, são, em sua maioria de pessoa jurídica (PJ), são precários, sem direito a férias, 13º e todos os benefícios que a carteira assinada traz. O médico busca, de alguma forma, ficar em um lugar melhor", explica o presidente. Pacéli pontua que as condições de trabalho oferecidas na maioria dos municípios do interior não são atrativas para os médicos. "É toda uma questão estrutural, desde alvenaria à falta de recursos muito simples como ultrassom ou cardiotocografia, um exame que a mulher precisa fazer no fim da gestação para ver a vitalidade fetal. Você não vai encontrar isto nas maternidades do interior", pontua.
As finanças são uma barreira. Mas a presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Goiás (Cosems-GO), e ex secretária municipal de Saúde de Chapadão do Céu, Verônica Savatim, entende que mesmo oferecendo uma boa remuneração ao profissional, outras questões desestimulam a interiorização, como a ausência de possibilidade de segunda renda, por em algumas localidades não haver rede privada. "A distância de um grande centro onde haja uma escola de línguas, uma faculdade para ele continuar os estudos, local de lazer, shopping, emprego para o companheiro. Isto acaba desestimulando", elenca.
A presidente do Cosems acredita que o fato de implantar estruturas regionais ajuda a reverter o cenário de concentração de médicos na capital. "De Chapadão do Céu para Goiânia são pelo menos seis horas de viagem. No interior, há ausência de outros profissionais de referência, como na pediatria, por exemplo. Ele pode precisar estabilizar um paciente, para isto são necessários equipamentos específicos e profissionais de referência para operá-los. Quando tem uma estrutura regional próxima, ele já se sente mais seguro", explica.
Verônica acrescenta também que quando leva-se uma estrutura de média e alta complexidade para uma região, abre-se a possibilidade de o médico atuar no município menor e na unidade regional, ou seja, é a chance de segunda renda. Desta forma, acredita ela, diretamente e indiretamente o estado contribui com a fixação dos profissionais longe dos grandes centros.
Condições contratuais prejudicam interesse
A presidente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás, (Simego), Franscine Leão, afirma que a questão remuneratória é um fator negativo e muito importante como contribuição para que os profissionais prefiram a capital. Ela pontua também que contratação como pessoa jurídica, algo comum, desestimula e ainda há atrasos na remuneração e até o não pagamento de salários é uma realidade. "No interior o ganho é menor. Como o profissional, em alguns casos tem uma demanda menor, há um entendimento do município que ele poderia ter um salário menor."
A presidente diz ainda que os médicos que atuam no interior, não raro, se defrontam com situações em que são coagidos. "Às vezes há solicitações por parte de vereadores e do próprio prefeito para emissão de receitas e atestados", exemplifica.
Franscine considera que por causa destes fatores recorrentes, as prefeituras têm, de maneira geral, menos credibilidade perante os médicos.
A falta de estrutura nos municípios é outro ponto citado por Franscine que afasta os médicos do interior de Goiás. A falta de um suporte para casos graves e equipamentos para exames incorporam esta lista.
Como muitas vezes os municípios do interior de Goiás são pequenos, são poucos profissionais de saúde, o que dificulta que eles possam se mobilizar em prol de melhores condições de trabalho e remuneração. "Logo o profissional é trocado."
A rotatividade impacta diretamente na qualidade do serviço para o cidadão. "Neste mês a pessoa é atendida por um médico, no outro por outro e depois por um terceiro."
A proximidade com os "bolsões" de saúde são uma questão que na visão da presidente do Simego ameniza as dificuldades nos municípios menores. Ela cita que estas localidades são, por exemplo, Catalão, Ceres, Santa Helena, Rio Verde e Itumbiara.
Regionalização O governo estadual tem 5.980 médicos que estão sob a gestão dele. No entanto, apenas a minoria em exercício é concursada: 672. Uma quantidade importante dos médicos está em funções administrativas. São 134, ou seja, um em cada cinco dos servidores efetivos.
Superintendente de Atenção Integral à Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), Paula dos Santos Pereira reconhece que também há a concentração por parte do estado, mas enfatiza que o maior volume está na atenção básica, de competência dos municípios. "No caso do estado, ele administra diretamente média e alta complexidade. Então, quando você trabalha com média e alta complexidade, você traz questões que são de grandes hospitais, e na capital nós temos os maiores, onde se encontra parte desses profissionais que são mais especializados", explica.
Paula considera que o grande desafio para a saúde estadual é a descentralização. "Nós temos diferentes regiões com diferentes quantidades de profissionais, não só médicos. Dependendo da especialidade médica, é ainda mais complicado".
A superintendente acrescenta que a regionalização da saúde é uma questão que "melhorou muito nos últimos anos". Ela afirma que a implantação pela SES-GO de unidades regionais em Uruaçu, Formosa, Luziânia e São Luis de Montes Belos, por exemplo, caminha no rumo da necessidade estadual de contribuir para reduzir a concentração existente.
Média de idade dos profissionais de Goiás é inferior à nacional
A demografia em Goiás revela um profissional de média idade, com equilíbrio entre os sexos masculino e feminino e formado há menos tempo que a média nacional (veja quadro). A pirâmide etária ilustra que entre os médicos mais jovens, as mulheres predominam. À medida que a idade avança, esta diferença se equilibra, na casa dos 35-39 anos. A partir daí, os homens predominam, chegando a ser 5,9 vezes mais numerosos que elas entre os com 70 anos ou mais de vida.
O presidente do Cremego, Fernando Pacéli Neves de Siqueira, atribui a maior proporção de mulheres entre os médicos mais jovens ao fato das conquistas delas ao longo das últimas décadas. "Em qualquer profissão, se você fizer um histórico, sempre houve mais acadêmicos do sexo masculino, mas com a força da mulher, ela vem mostrando seu potencial. Ela conseguiu suplantar tudo isto", considera.
Sobre o fato de os profissionais de Goiás serem mais jovens, Pacéli considera que isto é porque surgiram muitas faculdades de Medicina nos últimos anos. Entre os cursos presenciais, esta formação é a quarta na rede federal, com 41,3 mil matrículas, conforme o Censo do Ensino Superior. Nas instituições privadas, esta graduação ocupa a quinta posição com 158 mil alunos.
A taxa de médicos por mil habitantes aumentou com mais profissionais. O indicador de Goiás que hoje é de 2,32 já foi de 1,65 em 2011. Àquela época, o estado era o nono neste quesito, posição praticamente estável hoje.
Mas não foi só o estado que aumentou esta razão. O País, por exemplo, passou de 1,95 para 2,64. O Brasil somava em 2011, 371,8 mil médicos para uma população estimada de 190,7 milhões.
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AGÊNCIA BRASIL
Salário mínimo deve ter novo reajuste no dia 1º maio
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o salário mínimo, atualmente no valor de R$ 1.302, deve passar por aumento ainda este ano. O último reajuste do piso nacional passou a valer no dia 1º de janeiro. “Nós estamos discutindo a busca de espaço fiscal para mudar o valor do salário mínimo ainda este ano. Se houver espaço fiscal, nós haveremos de anunciar uma mudança para 1º de maio”, afirmou o ministro em entrevista ao programa Brasil em Pauta, que vai ao ar neste domingo (12/2), na TV Brasil.
Além do novo reajuste, a retomada da Política de Valorização do Salário Mínimo também é uma das prioridades da pasta. De acordo com o ministro, a política mostrou bons resultados nos governos anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando Marinho foi ministro do Trabalho, entre 2005 e 2007.
“Nós conseguimos mostrar que era possível controlar a inflação, gerar empregos e crescer a renda, crescer a massa salarial dos trabalhadores do Brasil inteiro, impulsionado pela Política de Valorização do Salário Mínimo, que consistia em, além da inflação, garantir o crescimento real da economia para dar sustentabilidade, para dar previsibilidade, para dar credibilidade acima de tudo para todos os agentes. É importante que os agentes econômicos, o empresariado, os prefeitos, os governadores, saibam qual é a previsibilidade da base salarial do Brasil, e o salário mínimo é a grande base salarial do Brasil”, explicou.
“Veja, se esta política não tivesse sido interrompida a partir do golpe contra a presidenta Dilma e o governo tenebroso do Temer e do Bolsonaro, o salário mínimo hoje estaria valendo R$1.396. Veja só: de R$1.302 para R$1.396 é o que estaria valendo o salário mínimo hoje. Portanto, foi uma política que deu muito certo”, destacou Marinho.
“Emprego na veia”
Durante a entrevista, o ministro do Trabalho falou das expectativas da pasta para esta nova gestão e destacou a reparação das relações trabalhistas como uma das prioridades. “Passamos por um governo que trabalhou um processo de desmonte das relações de trabalho. Então o contrato coletivo, negociações trabalhistas, tudo isso foi atacado de forma feroz, a legislação trabalhista, a proteção ao trabalho, tudo isso foi atacado. Nós precisamos enfrentar esse dilema, rever o que foi prejudicado nesse processo de relações de trabalho, para que nós possamos de novo retomar o processo de negociação, de valorizar o valor do trabalho em si, a massa salarial, geração de emprego e renda. Nossa expectativa é de trabalhar esse processo”, afirmou.
Ainda sobre as expectativas da nova gestão, Marinho destacou a retomada das obras públicas como um impulso para o crescimento da economia e das oportunidades de emprego. “Nós temos a ordem de 14 mil obras paradas no Brasil, isso cria uma nova expectativa, expectativa de gerar emprego. Obra é emprego na veia”, destacou. “Essas obras são retomadas praticamente de forma simultânea no Brasil, eu tenho certeza que isso vai dar um grande impacto na retomada do crescimento da economia”, completou.
Novas formas de trabalho
O Brasil vive mudanças aceleradas no mercado de trabalho ocasionadas pelos avanços tecnológicos. Na entrevista, o ministro do Trabalho falou, ainda, sobre essas novas modalidades de serviço, como o trabalho por aplicativos. “Seguramente é uma tendência que vem com muita força. É preciso que seja introduzido nas negociações coletivas, se não nós podemos ter muita gente desprotegida no mercado de trabalho”, afirmou.
“E tem neste [cenário] a história dos trabalhadores por aplicativos, que muita gente pensa que é só entregador de pizza, ou que é só o motorista do Uber, das várias plataformas de transporte de pessoas, mas não é, está presente na saúde, na educação, na intermediação até do trabalho doméstico. Portanto, é preciso que a gente compreenda totalmente esse novo momento”, explicou Luiz Marinho.
Ainda sobre o assunto, o ministro abordou a precariedade do mercado de trabalho observada nos últimos anos. “Ocorreu em escala gigantesca e é exatamente o ponto que nós estamos [nos] referindo. É um amadurecimento que nós vamos ter que passar. A minha preocupação é com os trabalhadores e trabalhadoras, são eles que nós queremos proteger, porque as empresas estão é explorando demais essa mão de obra”, concluiu o ministro. “O que não é possível é a desproteção. Hoje existem milhares e milhões de trabalhadores, no mundo inteiro, não só na realidade do Brasil, trabalhando absolutamente sem nenhuma proteção social”, acrescentou.
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A REDAÇÃO
Leucemia deve ser diagnosticada em 11 mil brasileiros de 2023 a 2025
A Leucemia é uma neoplasia ou câncer que atinge os glóbulos brancos do sangue. De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) no período entre 2023 e 2025 mais de 11 mil casos da doença serão diagnosticados no Brasil. Ainda conforme o Inca, só no ano de 2020, foram registrados 6,7 mil óbitos no país em decorrência do problema.
O mês de fevereiro, ou Fevereiro Laranja, é designado pelas autoridades de saúde para realização de ações de conscientização sobre o combate a esse tipo de câncer que aumenta sua incidência com a idade, sendo mais frequentes em idosos. Mas até os vinte anos de idade é o câncer mais comum.
A doença é classificada em 12 tipos, mas os mais conhecidos e com maior incidência são quatro: leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL). Dependendo do tempo de evolução, a leucemia pode ser classificada como crônica ou aguda. “As agudas são as que mais assustam, e consequentemente, necessitam de um tratamento rápido. Há também um risco maior no tratamento quimioterápico, que é mais agressivo nesses casos, porém com mais chances de cura”, explica a hematologista e oncogeneticista, Maria Cunha Ribeiro Amorelli, que atende no Órion Complex em Goiânia.
Sintomas e causas
Segundo especialistas, ainda se sabe pouco sobre as reais causas dessa neoplasia que atinge as células do sangue, mas estudos já demonstram alguns importantes fatores de risco para seu desenvolvimento, como exposição a alguns tipos de radiação, elementos químicos e anomalias genéticas, como a Síndrome de Down, e o histórico da doença na família.
Assim como suas causas, os sintomas indicativos da leucemia também nem sempre são claros. Mas alguns sinais como sangramento nas gengivas e no nariz, inchaço no pescoço, cansaço, dores nos ossos e nas articulações, febres que podem vir acompanhadas de suores noturnos, perda de peso, aparecimento de manchas roxas são sinais de alerta que precisam ser investigados.
Segundo a médica Maria Cunha Amorelli, a leucemia tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, onde a doença tem origem, que substituem as células sanguíneas normais. “Na leucemia, uma célula sanguínea que ainda não atingiu a maturidade sofre uma mutação genética que a transforma numa célula cancerosa. As células leucêmicas, da medula, substituem as células normais, circulam pelo sangue e podem infiltrar órgãos como gânglios linfáticos, o baço, o fígado, o sistema nervoso central, os testículos e outros órgãos.”
De acordo com a hematologista e oncogeneticista, à medida que o número de células leucêmicas aumenta, aparecem inchaços ou infecções e quanto maior a idade maior os riscos para o paciente. “Exceto a leucemia linfoide aguda, que é mais comum em crianças com sintomas de cansaço, palidez e pontos vermelhos no corpo, que não somem, quando pressionadas”. Esclarece a hematologista.
Diagnóstico e tratamento
Diante da suspeita de um quadro de leucemia, um dos principais exames para diagnosticar a doença é a realização de um hemograma completo, exame de sangue que traz várias informações importantes sobre o comportamento das células sanguíneas. “É um exame muito simples que pode ser feito a qualquer momento. Com isso, se consegue uma pista sobre a presença de uma leucemia e posteriormente serão feitos exames de alta complexidade, sendo possível definir se um paciente é portador de uma leucemia e seu tipo específico”.
O tratamento das leucemias agudas é feito com altas doses de quimioterapia, o que acarreta em efeitos colaterais bastante agressivos. “Nesse momento o paciente fica bastante fragilizado e precisa receber diversas transfusões de sangue. Outro tratamento bastante usado nos últimos anos é o transplante de medula óssea, que pode ser feito após a quimioterapia”, esclarece a especialista.
Já as leucemias crônicas, como têm um desenvolvimento mais lento, podem ser tratadas até mesmo com fármacos, ou por meio da associação com outros tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia, o que irá depender do tipo da leucemia e seu estágio de evolução.
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Processo seletivo: Ipasgo abre 75 vagas com salários de R$4,8 mil
O Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo) abriu neste sábado (11/2) as inscrições para processo seletivo simplificado que visa a contratação de 75 auditores, sendo 61 médicos e 14 enfermeiros. A remuneração é de R$ 4.814,24 e a jornada de trabalho, de 30 e 40 horas semanais respectivamente. Os interessados devem se inscrever no site do Ipasgo, por meio de preenchimento de formulário, até o dia 20. Não há cobrança de taxas.
Para participar da seleção é necessário ter graduação em Medicina/Enfermagem e especialização na área de interesse, além de registro no órgão fiscalizador. Também é preciso ter experiência profissional e cumprir os requisitos legais previstos no edital. O processo de classificação dos inscritos envolverá análise curricular e entrevista. Ambas etapas têm caráter classificatório e eliminatório. O resultado final do certame será divulgado no dia 4 de abril.
Especialidades
O quadro de vagas prevê o ingresso de cardiologistas, psiquiatras, geriatras, ginecologistas e obstetras, neurologistas, reumatologista, hematologistas, oncologistas, clínico geral, ortopedistas, neurocirurgiões, oftalmologistas, intensivistas, cirurgiões geral, plásticos, oncológicos e vasculares; nefrologistas, urologistas, mastologistas, dermatologistas, endocrinologistas, pneumologistas e infectologistas na equipe do Ipasgo. Ao todo, são 71 vagas em ampla concorrência e quatro para pessoas com deficiência. Em todos os casos os contratos terão validade de até três anos, podendo ser prorrogados por mais dois anos.
O edital completo está disponível no site do Ipasgo. No endereço eletrônico também é possível ter acesso ao cronograma completo do processo seletivos, lista de documentos e declarações a serem preenchidas.
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Caiado lança obras do Complexo Oncológico de Goiás nesta segunda-feira (13)
O governador Ronaldo Caiado lança, nesta segunda-feira (13/2), as obras do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA). Com investimento de R$ 427,7 milhões de recursos do Tesouro Estadual, o novo hospital terá área total construída 44,7 mil metros quadrados e será erguido próximo à Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa) e à BR-153, em Goiânia.
A unidade terá 148 leitos destinados à internação de pacientes adultos e pediátricos. O CORA possuirá recepção, ambulatório, laboratório, setor de exames por imagem, centro de infusão quimioterápico, enfermaria, UTI adulto e pediátrico, centro cirúrgico, centro de material e esterilização, enfermaria, gerador de energia, farmácia, almoxarifado e serviços de apoio.
Na primeira etapa de funcionamento, o Governo de Goiás ofertará tratamento oncológico especializado às crianças e adolescentes. Na segunda fase, ampliará o tratamento especializado a adultos, além de oferecer serviços e exames de prevenção para identificar, monitorar e tratar precocemente a ocorrência da doença.
O nome do hospital, em homenagem à sensibilidade e humanismo da poetisa goiana Cora Coralina se soma à proposta de oferecer tratamento humanizado, moderno e de ponta aos pacientes.
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JORNAL OPÇÃO
Vídeo de médico fumando vape durante procedimento cirúrgico viraliza; veja
O dono da clínica afirma que o vídeo é de dois anos há atrás e que na época as medidas foram tomadas
Um vídeo viralizou nos últimos dias na redes sociais mostram imagens de um médico fumando vape, o popular cigarro eletrônico, durante um procedimento de transplante capilar. A publicação já tem mais de 5 milhões de visualizações na plataforma.
No vídeo é possível ver o médico com a máscara abaixada e conversando com outros profissionais enquanto fumava. Uma outra funcionária continua a realizar o procedimento no paciente.
A conta responsável pela publicação alega que o caso aconetceu na clínica Dr. Marcio Ravagnani, do médico de mesmo nome, localizada em Alphaville, bairro nobre da cidade de Santana de Parnaíba, em São Paulo.
Em nota, os advogados do médico responsável pela clínica afirmam que o vídeo foi gravado há dois anos e que, na época, as publicações “tiveram as medidas jurídicas necessárias tomadas”.
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NO MERCADO
Impacto do piso de enfermagem pode representar até 16% do orçamento previsto para saúde em 2023
A Federação Brasileira de Hospitais alerta que o piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem vai tornar insustentável a operação de centenas de estabelecimentos de pequeno e médio porte privados. São mais de 1,2 milhões de profissionais de enfermagem no país, sendo que 887,5 mil deles recebem abaixo do piso aprovado. Estudo solicitado pela FBH aponta que o impacto do piso no setor de saúde pode variar de R$ 16,3 bilhões a R$ 23,8 bilhões por ano, o que representa uma fatia de 11% até 16% do orçamento do Ministério da Saúde (R$ 146,4 bilhões) previsto para 2023.
O presidente da FBH, Adelvânio Francisco Morato, explica que a variação apontada pelo estudo ocorre por ainda não haver um entendimento sobre como o piso será aplicado em relação às horas trabalhadas em comparação com jornada tradicional da CLT de 44 horas. Não há uma definição, por exemplo, se o piso para um enfermeiro com carga de 36 horas semanais é de 82% do valor de R$ 4.750 por mês ou se receberia o valor integral, independentemente da quantidade de horas.
Seja qual for o entendimento, Morato afirma que uma coisa é certa: muitos hospitais vão fechar as portas, pois as unidades de menor porte não tem recursos para cobrir esse reajuste. Ainda segundo o estudo solicitado pela FBH, 62% dos profissionais de enfermagem estão no setor privado, com 27% deles nos estabelecimentos com fins lucrativos. "Há muito debate na Câmara sobre fontes de custeio para os hospitais públicos e filantrópicos, mas quase não se fala sobre a situação da rede privada", ressalta.
Apesar de São Paulo, Minas e Rio responderem por 48% do total de vínculos em profissionais de enfermagem, será o Nordeste que mais será impactado. A região com mais estados no país terá que lidar com um aumento de 40% de custos, pois 84% dos profissionais da categoria recebem abaixo do piso estipulado. Estados como Maranhão e Pernambuco chegam a ter 90% dos vínculos abaixo do piso estipulado. O peso menor será no Sudeste, onde 37% dos profissionais recebem de acordo com os valores determinados pelo PL 2564/20. "O piso de enfermagem aprovado não considerou as discrepâncias regionais que há no Brasil. E o estudo mostra justamente que os estados com menor PIB per capita são os mais afetados pelo reajuste", observa Morato.
O presidente da FBH ainda relata que a redução do quadro de funcionários é a alternativa para que os hospitais não fechem as portas. A estimativa é de que haja redução de 30% do quadro de enfermagem nos hospitais com até 100 leitos. "É preciso que o novo Governo apresente soluções para minimizar o impacto do piso, com sério risco de colocar em risco o acesso da população brasileira aos serviços de saúde, bem como a qualidade do atendimento", ressalta Morato.
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O GLOBO
Vacinação contra Covid-19 em crianças com até 4 anos enfrenta obstáculos
Levantamento feito pelo GLOBO com secretarias municipais da Saúde mostra que a maioria das capitais brasileiras relata ter recebido novas remessas de imunizantes após desabastecimento, mas seguem em ritmo lento da vacinação Depois da falta de vacinas pediátricas contra a Covid em vários postos de saúde país afora, o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde nas últimas semanas pode permitir o avanço da imunização de crianças de 6 meses a 4 anos. Mas ainda há outros obstáculos a vencer. A hesitação que levou à baixa adesão da vacinação em maiores de 5 anos também afeta os mais novos, que só foram incluídos na campanha vacinal no segundo semestre do ano passado.
Levantamento feito pelo GLOBO com secretarias municipais da Saúde mostra que a maioria das capitais brasileiras relata ter recebido novas remessas, mas o ritmo da vacinação ainda é lento. E isso preocupa porque, apesar dos indicadores nacionais de Covid em queda, crianças pequenas são suscetíveis a desenvolver casos graves, e a proximidade da temporada de outros vírus respiratórios reforça o alerta.
- Menores de 4 anos, sobretudo os com menos de 1 ano, têm mais risco de internação e morte por Covid. Essa faixa foi justamente a que não registrou a mesma queda de casos vista em outros grupos desde o fim de 2022. Vacinar é essencial - afirma a pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai.
Como de praxe ao longo da pandemia, algumas secretarias de Saúde não informaram dados completos e atualizados sobre a imunização. Mas afirmaram que a falta no estoque impactou o avanço da vacinação.
Teresina, por exemplo, começou a imunizar os pequenos contra a Covid em agosto do ano passado. A faixa etária com mais vacinados é a de 3 e 4 anos, mas apenas 8% receberam duas aplicações, índice que cai para 2% na faixa entre 6 meses e 2 anos. A capital piauiense relata problemas de estoque.
O mesmo ocorreu em Recife, que suspendeu a vacinação de crianças diversas vezes desde novembro. A cobertura com duas doses é de 2,4% dos bebês de até 2 anos, 8,9% das crianças de 3 anos e 14% das de 4 anos. São Paulo, por sua vez, diz que mais de 110 mil crianças de até 4 anos receberam duas doses. A maioria (89%) é de crianças de 3 e 4 anos. No caso dos bebês, ainda foi preciso enfrentar escassez de doses em janeiro, agora debelada.
Em Manaus, outro problema: somente um terço das 15 mil crianças de 3 e 4 anos com a primeira dose foram tomar a segunda. No Rio de Janeiro, a cobertura vacinal com duas doses atinge somente 8% das crianças até 4 anos com comorbidades. Segundo a secretaria Municipal da Saúde, "novos calendários de vacinação serão divulgados oportunamente", no caso dos pequenos sem comorbidades.
Em Curitiba, a prefeitura informa que só 3% das crianças com até 3 anos de idade receberam alguma dose de vacina. Outras capitais, como Goiânia, São Luís e Vitória, dizem que os problemas de estoque foram resolvidos, mas a cobertura vacinal também é baixa.
- Não dá para contar apenas com a imunidade de quem teve a doença. Hoje sabemos que a melhor resposta imune é a chamada proteção híbrida: doença natural mais vacina. E as crianças praticamente não foram vacinadas - afirma a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo.
Hesitação e segurança
O esquema de vacinação de crianças de 6 meses a 4 anos, lembra ela, é diferente do de adultos, com uma quantidade bem menor de antígeno, responsável por reagir com os anticorpos e ajudar na resposta do nosso sistema imune.
- O imunizante da Pfizer para adultos tem 30 microgramas de antígeno por dose. A Pfizer baby tem 3. É uma vacina segura, aplicada em três doses - explica a infectologista.
Em entrevista recente ao GLOBO, o novo diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis do Ministério da Saúde, o infectologista Éder Gatti, garantiu que há doses suficientes, e que agora é preciso estimular a população a se vacinar. Atual gestor do Programa Nacional de Imunização (PNI), ele não soube dizer qual o quantitativo de doses necessário para encerrar de vez o gargalo na vacinação dos pequenos. Isso depende, explica, do ritmo de vacinação de cada lugar, para evitar desperdício de aplicações.
Para além do entrave logístico, há que se vencer a hesitação dos pais, ressalta Marco Aurélio Sáfadi, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo:
- Houve um prejuízo, nos últimos anos, em relação à credibilidade das vacinas. Será algo difícil de recuperar. Tudo isso baseado em notícias mentirosas ou mal interpretadas. As pessoas replicaram dados sem o refinamento necessário para entendê-los. Agora, os pais estão hesitantes, mesmo que não sejam apoiadores políticos de quem descredibilizava a vacina. No consultório eles trazem dúvidas, inseguranças.
O desafio não é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos - onde proliferam grupos antivacina - a imunização também caminha a passos lentos, e não por falta de doses. Um levantamento da The Henry J. Kaiser Family Foundation mostrou que 43% dos pais definitivamente não vão vacinar seus filhos com menos de 5 anos. A total aceitação da vacina atingia 17% dos respondentes. Outros 27% diziam que devem esperar para ver se iriam vacinar ou não, e 13% só ofereceriam as injeções se fossem demandados pela escola ou creche. O dado foi colhido em junho de 2022, mas dá o tom da imunização claudicante do país até aqui.
Números como esses expõem a perigosa combinação entre baixa percepção de risco da doença e medo de eventos adversos da vacina. Mas a Covid não deve ser menosprezada, reforça a infectologista Rosana Richtmann:
- Pode somar meningite, pneumonia, diarreia. Nenhuma doença matou mais crianças no Brasil nos últimos dois anos do que a Covid.
A circulação de outros vírus respiratórios, como influenza e sincicial, amplia o alarme.
- Quanto mais vírus respiratórios circulando, maior é a dificuldade para o diagnóstico e o risco de gravidade para essas crianças - diz a pediatra Isabella Ballalai.
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CBN GOIÂNIA
Publicação de deputado Cairo Salim gera polêmica dizer que obesidade mata mais que feminicídio
O deputado estadual Cairo Salim (PSD) fez uma publicação em rede social dizendo que "a chance de que uma mulher no Brasil morrer de doenças relacionadas à obesidade é centena de vezes maior do que a chance de morrer assassinada (por ser mulher)". Ele argumenta que a obesidade mata em média 107 mil mulheres por ano. Enquanto o número de feminicídio, em 2021, foi de 1.310 no país. O parlamentar ainda diz que "o maior inimigo das mulheres brasileiras não é a violência de gênero ou o sexismo, mas a obesidade, que hoje tem sido glamourizada por influencers e artistas e tratada como um mero estilo de vida".
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GOIÁS 24 HORAS
A saúde do governo Caiado ganhou as páginas policiais
Saúde em Goiás virou sinônimo de corrupção no governo Caiado. Escândalos recentes foram manchetes nas páginas policiais.
Há duas semanas a Policia Civil deflagrou uma operação para combater fraudes na saúde. Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, três de prisão temporária, bloqueios e sequestros de bens. Entre os presos, estava o irmão do ex-secretário de saúde de Caiado, Ismael Alexandrino, o médico Daniel Alexandrino. Segundo a denúncia, uma empresa ligada a Daniel tinha contratos irregulares de R$ 9 milhões com uma organização social (OS) para prestar serviço em duas policlínicas e hospitais públicos estaduais.
O último escândalo revelou um esquema de venda de vaga na fila de cirurgias na rede pública de Goiás. O ex-prefeito de Teresina, Odete Teixeira Magalhães, e o vereador de São Miguel do Araguaia, Joubert Tolentino Meira estão entre os cinco presos, que por R$ 5 mil reais furavam a fila. Procedimentos que demorariam até dois anos para serem feitos eram autorizados em poucos meses. A quadrilha conseguiu realizar mais de 1900 furos nos últimos 6 meses, tendo inclusive contratos com prefeituras do interior de Goiás. O esquema funcionava em parceira com servidores do governo. Pergunta: Onde estava o secretário de saúde, Sérgio Vencio?
Sergio Vencio também foi denunciado por improbidade nas páginas policias do Goiás24hoas. A reportagem investigativa revelou que o secretário ?fantasma? de Caiado passa o dia trabalhando em seu consultório particular. A consulta custa R$ 600 reais por pessoa. Enquanto isso, a esposa dele, Adriana Caiado, sobrinha do governador, ?toca o terror?, conforme servidores da SES, nos corredores da Secretaria. Essa denúncia deve ser analisada com cuidado e profundidade pelo Ministério Público, pois os problemas de corrupção na Saúde começam pela prevaricação de seu gestor ausente. Este é o governo Caiado.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Unimed Federação Centro Brasileira realiza o primeiro módulo do Programa Nacional de Desenvolvimento de Mercado
Unimed Nacional investe em inovação e prepara seu CVC
Políticos são presos em operação que investiga fraudes em filas de cirurgias e exames
PF faz operação contra falsificação de diplomas de medicina
“Não admitimos utilização indevida da estrutura de governo”, diz Caiado ao citar operação contra corrupção na saúde
Piso salarial da enfermagem 2023: município de São Paulo anuncia o pagamento do reajuste da categoria
AGÊNCIA UNIMED
Unimed Federação Centro Brasileira realiza o primeiro módulo do Programa Nacional de Desenvolvimento de Mercado
Com a participação expressiva de representantes das Unimeds federadas, a Unimed Federação Centro Brasileira realizou, nos dias 3 e 4 de fevereiro, o primeiro módulo do Programa Nacional de Desenvolvimento de Mercado (PNDM). Trata-se de um programa de educação continuada formatado pela Federação Paraná, disseminado nacionalmente pela Unimed do Brasil e oferecido às Singulares pela Federação.
Ministrado pelos instrutores Evandro Lucas de Barros e Paulo Henrique Lima de Carvalho, da Federação Paraná, o programa terá quatro módulos, com aulas presenciais em fevereiro, março, abril e maio, sempre na sede da Federação, em Goiânia. Em pauta, a gestão de vendas, gestão de mercado, relacionamento de mercado e reajuste de contratos e inteligência de mercado.
Evandro Lucas explicou que o objetivo é reunir pessoas para o debate e a busca de soluções para melhor orientar as cooperativas sobre o mercado. “A proposta é já sairmos do primeiro módulo com ideais para serem aplicadas nas cooperativas”, disse. Marli Valentim, analista de Experiência da Unimed do Brasil, também acompanhou a aula inaugural.
Vice-presidente da Unimed Federação Centro Brasileira, Sérgio Baiocchi Carneiro, destacou a importância do programa. “A Federação, como líder institucional das 20 cooperativas Singulares de Goiás e do Tocantins, tem o papel de oferecer ferramentas em todas as áreas para o desenvolvimento destas cooperativas, independentemente se têm 5 mil beneficiários ou 380 mil beneficiários”, afirmou.
Segundo ele, com esse curso de desenvolvimento de mercado, a Federação busca colocar todas as Singulares na mesma página. “Queremos mostrar a todas as Unimeds federadas que temos ferramentas e um produto fantástico e só nós o temos, então devemos trabalhar as peculiaridades deste produto e oferecê-lo à população”, declarou.
Emmanuelly do Nascimento Tavares, gerente de Mercado da federada Unimed Rio Verde, uma das participantes do programa, observou que o curso deve acrescentar muito à Unimed, pois o alinhamento com as melhores práticas de gestão é fundamental para que o desempenho da área de mercado impacte cada vez mais positivamente para o sucesso dos clientes, da cooperativa e dos cooperados.
Diretor de Mercado da federada Unimed Araguaína, Leonardo Medeiros Cintra, também tem grandes expectativas em relação ao programa. “Já tive a oportunidade de participação em um módulo online, que foi de grande valia para a minha iniciação na área de mercado e, agora, presencial, poderemos compartilhar experiências e a expectativa é grande de aprendizado para que possamos dar andamento ao projeto de crescimento e amadurecimento do nosso mercado na Unimed Araguaína”, afirmou.
Desafios
Sobre os atuais desafios do mercado de planos de saúde, Sérgio Baiocchi apontou que o maior deles é a imprevisibilidade que impera na regulação. “Num dia, temos um rol de procedimentos taxativo. No outro, um rol exemplificativo. Hoje, temos uma cobertura X, amanhã temos uma Y. Hoje, pode isso. Amanhã, não pode. Isso nos tira o poder de previsibilidade que é o básico para que se possa oferecer algo ligado à saúde. Enfim, o que mais nos impacta é a imprevisibilidade”, afirmou.
Para Emmanuelly Tavares, o cenário da área passa por vários desafios. “Os impactos do mercado, as exigências da ANS e a satisfação da experiência dos clientes exigem produtos atrativos e que sejam sustentáveis, o que depende muito de um mercado alinhado e com todas as estratégias bem definidas”, disse.
Leonardo Cintra observou que, de maneira geral, o setor suplementar tem enfrentado uma certa insegurança econômica. “Na Unimed Araguaína, temos buscado desenvolver projetos para aumentarmos a nossa carteira e fidelizarmos, principalmente, a parte pessoa jurídica, que já é uma carteira madura, e o desenvolvimento de projetos pessoas físicas, pois ainda temos uma grande parte da população da região pouco coberta”, declarou, enfatizando que ainda há um grande mercado a ser trabalhado, pois a taxa de cobertura regional está bem abaixo da nacional. “Temos um belo desafio e um belo substrato para podermos crescer”.
O Programa Nacional de Desenvolvimento de Mercado visa melhor preparar as Unimeds federadas para enfrentar e superar esses desafios.
Confira o calendário das próximas aulas:
Gestão de Vendas: 24 e 25/02
Gestão de Contratos: 17 e 18/03 – 31/03 e 01/04
Relacionamento de Mercado e Reajuste de Contratos: 05 e 06/05
Inteligência de Mercado: 26 e 27/05
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PORTAL TERRA
Unimed Nacional investe em inovação e prepara seu CVC
Operadora está dobrando sua aposta para se aproximar (e competir) com healthtechs O mercado de healthtechs se firmou nos últimos anos como um dos mais badalados no país, fomentando a discussão sobre como as startups poderiam ameaçar a posição das grandes operadoras de saúde nacionais. No caso da Unimed Nacional, essa "ameaça" colocou a empresa para se movimentar, intensificando seus esforços de inovação aberta e inclusive preparando seus primeiros investimentos com um fundo próprio de Corporate Venture Capital (CVC).
Atualmente uma das maiores operadoras de saúde do país, a Unimed "virou a chave" na sua estratégia de inovação há cerca de 2 anos, com a criação de uma área dedicada ao assunto de inovação. Nessa mudança, a empresa trouxe Dante Lopes para ocupar a cadeira de Head de Inovação.
"Esse plano se intensificou ainda mais a partir de 2021 com a nova gestão, e hoje a área de inovação responde diretamente ao presidente da companhia, Luiz Paulo Tostes Coimbra", explica Dante, em entrevista ao Startups. A mudança também se refletiu em um trabalho cultural dentro da empresa, que completa 25 anos em 2023, colocando o C-Level para se familiarizar com a nova postura, através de benchmarkings e visitas a empresas inovadoras do segmento de saúde.
Antes uma empresa que tocava seus projetos de inovação praticamente dentro de casa, a Unimed começou a olhar para o mercado para endereçar seus desafios de negócio. "Passamos a analisar os processos de cada área, identificando e priorizando dores que precisam de resolução. Depois disso, passamos a ir para o mercado e fazer hunting de startups mesmo", afirma Dante.
Em pouco mais de 2 anos da nova estratégia, a operadora já se conectou com cerca de 180 startups (de soluções de saúde e outras áreas), realizando projetos internos, POCs e desafios de inovação aberta para resolver demandas internas de gestão e inovações em saúde 5.0.
"Também abrimos nossas portas para a cocriação com players conhecidos de tecnologia para saúde. Estamos inclusive fechando uma parceria nova para a área de cuidados personalizados para usuários", revela o executivo.
Mais do que uma operadora
Em sua jornada para se tornar mais inovadora, a Unimed Nacional aposta no conceito de plataforma de saúde e bem-estar, algo além de seu core business como uma operadora de plano de saúde. Na visão de Dante, o plano é desenvolver um ecossistema para democratizar o acesso da população a serviços de saúde, mesmo para quem não tem as condições de se associar a um plano.
Estamos falando de um pitch que diversas outras startups vendem - o de acessar os mais de 170 milhões de brasileiros que não são beneficiários de nenhum serviço de saúde suplementar. "Existem várias possibilidades a serem exploradas, como serviços preventivos, envelhecimento saudável, serviços financeiros, academia, etc", avalia Dante.
O executivo não chegou a dar detalhes sobre em qual destas direções a empresa pretende atirar, pelo menos a curto prazo. Entretanto, ele diz que a empresa está com todas as cartas na mesa, e está colocando as engrenagens em rotação para fazer seus primeiros movimentos.
CVC e M&As
Por falar em movimentações em meio ao ecossistema de inovação e startups, a Unimed Nacional está engatilhando as suas. A empresa pretende anunciar nas próximas semanas o seu primeiro M&A com uma healthtech. "E o primeiro M&A que fazemos com uma startup de base tecnológica", dispara.
No ano passado a empresa anunciou uma joint-venture com a Oncoclínicas para estender sua cobertura para pacientes oncológicos no país. Entretanto, segundo Dante, foi uma união mais voltada à cobertura no país do um investimento tecnológica.
Além dos esforços em M&As, a Unimed Nacional está fazendo os ajustes finais para colocar seu fundo de CVC na rua. "Foi um projeto viabilizado já no ano passado, que está em fase final de estruturação e será inicialmente feito com recursos próprios", afirma Dante.
O executivo não revelou detalhes sobre o montante que a operadora pretende colocar no fundo, mas segundo ele, deve chegar na casa dos três dígitos de milhões. "Pensamos em rodadas seed e série A, com cheques de R$ 2 milhões a R$ 6 milhões, com possibilidades de follow-ons. Inicialmente, o fundo será exclusivo da Unimed Nacional, mas pensamos em convidar as Unimeds regionais para entrar posteriormente como cotistas", explica Dante.
Que venha a concorrência
Indagado sobre a concorrência trazida pela efervescente cena "healthtecher" no país, Dante reconhece a ameaça, mas acredita nos pontos fortes que uma gigante como a Unimed Nacional tem a seu favor. Atualmente uma rede com mais de 2 milhões de benefíciários (cerca de 11% do market share no país), a empresa confia na sua presença e capilaridade para manter a posição, sem esquecer de se atualizar frente às entrantes e suas inovações.
"Essa concorrência provoca um movimento positivo. Quanto mais nos incomodam, mais a gente corre e tem a oportunidade de evoluir", pontua Dante.
Diferentemente das incumbentes do setor, as healthechs não tiveram um grande 2022 em termos de crescimento. Mesmo em um ano em que o segmento de saúde suplementar bateu recorde de aumento, startups como Alice e Sami tiveram dificuldades em bater suas metas agressivas de crescimento.
Por exemplo, a Alice não conseguiu dobrar sua base de segurados, pulando de 7 mil vidas para 11 mil. Aliás, a startup chegou a fazer duas ondas de demissões, mesmo tendo recebido uma rodada série C no final de 2021, em que captou US$ 127 milhões. Por sua vez, a Sami conseguiu saltar de 7 mil vidas para 15 mil, mas ficou abaixo do plano, que era o de triplicar a base.
Ao analisar este mercado, o executivo da Unimed Nacional pontua que as operadoras ainda usufruem de uma posição privilegiada, tanto em estrutura quanto em confiança dos usuários. "Muitas startups não vão ter o folego pra escalar, e ter uma presença estabelecida e capilaridade pesa bastante", afirma.
Nessa todada toda, Dante acredita que, à medida que mais gigantes começarem as suas guinadas no caminho da inovação, é possível que comece um movimento de consolidação, e a Unimed Nacional não pretende assistir à tudo isso da arquibancada. "O importante para nós é fazer parte deste momento de transformação. Eventualmente vamos comprar alguém ou criar algo para competir em algo novo que elas (healthtechs) possam trazer", finaliza.
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O HOJE
Políticos são presos em operação que investiga fraudes em filas de cirurgias e exames
Ainda há um mandado de prisão aberto
Um ex-prefeito de Teresina de Goiás e um vereador de São Miguel do Araguaia estão entre os presos na Operação Hipócrates, deflagrada pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR), que investiga fraudes em filas de cirurgias eletivas, consultas e exames pagos pelo serviço de saúde pública, mediante pagamento. Ainda há um mandado de prisão em aberto.
Segundo a investigação, pessoas pagavam a operadores do sistema de regulação até R$ 5 mil para que fossem incluídas indevidamente na fila de regulação médica e “pulassem” posições de prioridade. As fraudes causaram a sobrecarga nas vagas das unidades hospitalares, em prejuízo daqueles que de fato necessitam realizar os procedimentos médicos. A maioria dos casos se refere a procedimentos cirúrgicos para fins meramente estéticos.
Informações apontam que tanto o ex-prefeito quanto o vereador atuavam como intermediários entre pacientes e operadores de sistema de regulação médica.
As autoridades suspeitam que, só nos últimos 6 meses, um único operador tenha feito mais de 1.900 inserções fraudulentas no sistema de regulação médica de Goiás, considerando que alguns operadores sequer são vinculados a Unidades de Saúde do Estado ou dos municípios.
Os mandados foram cumpridos em Goiânia, Goianira, Anápolis, Damolândia, São Miguel do Araguaia e Teresina de Goiás. São investigados crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa.
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AGÊNCIA BRASIL
PF faz operação contra falsificação de diplomas de medicina
Os crimes investigados são de falsificação de documento público e uso de documento falso
Policiais federais cumpriram na manhã de hoje (9) 11 mandados de busca e apreensão para desarticular um esquema de falsificação de diplomas do curso de medicina. Na ação, realizada nas cidades do Rio de Janeiro, de Belford Roxo e Teresópolis, no estado do Rio, além de Montes Claros, em Minas Gerais, foram apreendidos aparelhos celulares, jalecos, carimbos, documentos de identificação e documentos com indícios de falsificação.
Cerca de 60 policiais participaram da Operação Catarse, iniciada depois de denúncia feita pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj). Segundo informações repassadas pelo representante da classe médica à Polícia Federal (PF), foram constatados requerimentos de registro profissional a partir de documentos falsificados de graduação em medicina.
Em abril de 2022, duas pessoas já tinham sido presas na sede do próprio Cremerj, quando tentavam obter os registros. As investigações chegaram a outros suspeitos e a empresas envolvidas, entre elas duas clínicas médicas.
Os crimes investigados são de falsificação de documento público e uso de documento falso.
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GAZETA DO ESTADO
“Não admitimos utilização indevida da estrutura de governo”, diz Caiado ao citar operação contra corrupção na saúde
Investigação desmontou, nesta quinta-feira (09/02), esquema que burlava fila de espera para atendimentos na saúde estadual. Governador determinou rigor dos órgãos de investigação para combater corrupção em todas as instâncias
“Estamos numa operação forte para moralizar e não admitimos utilização indevida da estrutura de governo”, afirmou o governador Ronaldo Caiado. A declaração foi dada no início da manhã desta quinta-feira e se refere à Operação Hipócrates, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás também na manhã de hoje.
Categórico na defesa da moralidade e legalidade no serviço público, Caiado vê a repreensão de crimes dentro da administração estadual como uma meta de governo. “Nós não admitimos que nada venha, amanhã, alterar aquilo que é a forma honesta e transparente de se governar”, reforçou. Dessa vez, a Delegacia Estadual de Combate à Corrupção cumpriu 22 mandados de prisão temporária, de busca e apreensão e de afastamento cautelar das funções públicas, em decorrência da suspeita de fraudes e corrupção no sistema de regulação médica estadual.
Segundo os órgãos de investigação, o suposto esquema desmontado favorecia pessoas que pagavam para que fossem indevidamente incluídas na fila da regulação médica, burlando as prioridades. De acordo com os investigadores, operadores do sistema de regulação recebiam até R$ 5.000,00 para realizarem essas inserções fraudulentas na fila de espera por cirurgias eletivas, consultas médica, exames e até internações, gerando prejuízo aos usuários do sistema de saúde e sistema médico-hospitalar. “Onde se tem sinais da corrupção ou da criminalidade, podem saber que nós estaremos presentes para sanear aquilo e dar confiança à população de Goiás”, declarou Caiado.
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JORNAL DO COMMERCIO
Piso salarial da enfermagem 2023: município de São Paulo anuncia o pagamento do reajuste da categoria
Prefeitura da cidade informou que vai honrar a medida com seus próprios recursos Piso salarial nacional da Enfermagem será creditado na Paraíba, primeiro Estado a cumprir determinação
Apesar de estar suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), algumas localidades do Brasil já anunciaram o pagamento do piso salarial da enfermagem.
A cidade de Flora Rica, no estado de São Paulo, vai começar a pagar o novo reajuste a categoria. De acordo com a publicação nas redes sociais, a prefeitura informou que vai honrar a medida com seus próprios recursos.
"No primeiro momento, os recursos para pagamento serão obtidos com fundos próprios da Prefeitura, enquanto se busca uma fonte definitiva de custeio. O projeto será enviado para a Câmara Municipal para votação dos vereadores".
Além disso,o anúncio reforça que o pagamento do piso salarial enfermagem "é uma forma de reconhecer o esforço e dedicação da equipe de enfermagem."
Municípios como Fortaleza, no Ceará, e Alto Taquari, no Mato Grosso do Sul, devem iniciar o pagamento do novo piso salarial enfermagem já no começo deste ano.
Em outras cidades como São Miguel do Iguaçu, no estado do Paraná, o piso salarial da categoria está sendo pago desde novembro de 2022.
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Assessoria de Comunicação
Presidente da Ahpaceg participa do lançamento do aplicativo do Cremego
Escrito por Administrador