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Ahpaceg na Mídia - Presidente Haikal Helou fala à Rádio CBN Goiânia sobre a falta de medicamentos no mercado
Ahpaceg na Mídia - Presidente Haikal Helou falou à Rádio CBN Goiânia, no dia 9 de abril de 2022, sobre a falta de medicamentos no mercado. Confira:
Após reajuste de mais de 10%, começa a faltar alguns medicamentos nas farmácias
CLIPPING AHPACEG 09 A 11/04/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Brasil tem 38 mortes por Covid em 24h; média móvel é de 158 óbitos/dia
Sem direito à licença-maternidade, prefeita de Palmas improvisa quarto para o filho na prefeitura
'É preciso despolemizar o tema do fim da pandemia', diz novo presidente do Conass
Paralisação das Santas Casas do Brasil está marcada para o próximo dia19
Artigo - Atenção Primária em Saúde: financiamento é prioridade global e urgência nacional
Piso salarial para enfermagem ainda não é o ideal, segundo entidade goiana
Rogério Cruz decreta ponto facultativo na véspera do feriado
Antes do teste de farmácia, mulheres colocavam urina em sapos e rãs para saber se estavam grávidas
Metanfetamina: substância apresenta aumento de usuários e internações em clínicas particulares no Brasil
Famosas por defender cloroquina, médicas miram o Congresso
Covid-19: Goiás registra 34 novos casos e nenhuma morte nas últimas 24 horas
PORTAL IG
Brasil tem 38 mortes por Covid em 24h; média móvel é de 158 óbitos/dia
Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde neste domingo (10) indicam 38 mortes em decorrência da Covid-19 nas últimas 24h. Com isso, o Brasil registra a menor média móvel desde 17 de janeiro - hoje em 158,7 - e seu 45º dia com quedas percentuais superiores a 15% no comparativo do índice com as duas semanas anteriores - padrão determinado por infectologistas, que fixam a variação de 15% como ponto de inflexão para que se mude a tendência da pandemia para alta ou queda. Esse número também representa uma queda de 33% em relação ao verificado há 14 dias.
Ainda neste domingo, a curva de contágio completa 20 dias em queda. Depois de um longo período com frequentes altas no primeiro trimestre do ano - com picos de 189 mil casos diários na média móvel -, o índice apresentado hoje - 21.852,1 - é 27,8% menor do que há 14 dias.
O cálculo de médias móveis consiste em somar todos os registros dos últimos sete dias e dividir o total por sete. Assim, é possível ter uma visão ampla do atual momento da pandemia.
Nas últimas 24h, o Brasil registrou 7.210 novos diagnósticos positivos e 38 novos óbitos por Covid-19. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Não foram levantados números de Acre, Mato Grosso, Amapá, Rio de Janeiro, Roraima, Tocantins e do Distrito Federal, pois as plataformas de informações dos estados apresentaram problemas e algumas unidades da federação não computam óbitos durante o final de semana.
No total, o Brasil já perdeu 661.258 vidas para a doença e computou 30.152.402 casos de contaminação.
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PORTAL G1
Sem direito à licença-maternidade, prefeita de Palmas improvisa quarto para o filho na prefeitura
Cinthia Ribeiro (PSDB) foi a única mulher eleita como prefeita em uma capital brasileira na última eleição municipal. A cidade do Tocantins, no entanto, não prevê a licença para a função de chefe do Executivo.
Uma situação inusitada tem chamado a atenção na capital do Tocantins. Um bebê tem passado os dias na prefeitura de Palmas, com a mãe. É que a prefeita, Cinthia Ribeiro (PSDB), engravidou durante o mandato e, quando o filho nasceu, descobriu que não teria direito à licença-maternidade. Veja a reportagem completa no vídeo acima.
Cinthia tem um filho mais velho, de 14 anos. Ela foi a única mulher eleita como prefeita em uma capital brasileira na última eleição municipal, em 2020. Em todo o Brasil, apenas 12% das cidades são administradas por mulheres.
A prefeita de Palmas trabalhou até o dia do parto, 15 de novembro. O seu resguardo durou menos de duas semanas.
“Dez dias depois, de eu ter dado à luz o Vittorio, eu estava numa solenidade. É claro que o corpo da gente precisa desse descanso”, conta a prefeita.
O município de Palmas não prevê licença-maternidade para a função de chefe do Executivo. Então, para continuar administrando a cidade e cuidando do filho, a solução encontrada foi improvisar um quarto na prefeitura.
Apesar de a Constituição Federal assegurar o direito a licença-maternidade para todas as mulheres brasileiras, no caso de quem exerce cargo eletivo no país, falta clareza.
“No nosso entendimento, e na jurisprudência, já existe esse direito, seria garantido à prefeita. Só que, quando o município não coloca este direito líquido e certo na sua lei orgânica, fica esse temor de sair e um suplente assumir o mandato”, explica a deputada Celina Leão (PP), coordenadora da bancada feminina na Câmara dos Deputados.
Já existe uma proposta de emenda constitucional para mudar essa realidade. Quando era vereadora em Rio Branco, a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva passou por um drama 16 dias depois de dar à luz sua terceira filha, Moara. Ela foi chamada às pressas à Câmara porque poderia ter o mandato cassado por faltas injustificadas.
Marina saiu correndo de casa, para se defender. O caso, em 1990, gerou comoção, e a Câmara de Rio Branco regulamentou o direito de licença-maternidade para cargos eletivos. Três décadas depois, o país ainda tem muito a avançar.
Em Palmas, após o nascimento de Vittorio, a Câmara de Vereadores decidiu revisar a legislação municipal. No entanto, ainda não há data para votação dessa revisão.
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O GLOBO
'É preciso despolemizar o tema do fim da pandemia', diz novo presidente do Conass
BRASÍLIA Recém-empossado como presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Nésio Fernandes de Medeiros Junior assumiu o cargo há pouco mais de duas semanas com a missão de negociar o fim do estado de emergência em saúde no país, tratado como "fim da pandemia" pelo presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação de Fernandes, é possível chegar a um acordo nos próximos meses se os indicadores de casos, de internações e de mortes pela doença permanecerem em queda, além de se criar uma estratégia permanente de vacinação.
Melhora no cenário epidemiológico:
É preciso despolemizar o tema. O fim da pandemia, do ponto de vista administrativo, segundo regulamento sanitário internacional, é uma definição que deve ser adotada pelo diretor-geral da OMS (Tedros Adhanom), subsidiado pelo comitê de crise, que vai dizer quando a pandemia acabou . No entanto, precisamos trabalhar com o tratamento do estado de emergência, que, de fato, pode ser levantado ao longo deste ano, porque já não serão mais necessárias as prerrogativas de autoridade pública ampliadas.
Em entrevista exclusiva ao GLOBO, o secretário de Saúde do Espírito Santo analisa que após um período marcado por discordâncias em relação à condução da pandemia, o Ministério da Saúde, estados e municípios hoje têm uma relação de harmonia.
A grande parte das medidas necessárias adotadas por governadores e prefeitos foram combatidas por forças políticas em todos os estados e grande parte delas mobilizadas por importantes autoridades públicas nacionais do país. Então, nós não vivemos ao longo da pandemia um contexto onde o ambiente institucional, político, ideológico, espiritual da nação estava coeso em torno de medidas eficazes contra o vírus afirmou.
Tristeza boa:
A seguir, leia os principais trechos da entrevista:
Qual a tendência da pandemia para os próximos meses no Brasil?
Se não surgir uma nova variante de preocupação e nós conseguirmos manter o ritmo de vacinação num patamar melhor do que temos hoje, nós caminhamos para ter um ano com controle do comportamento da pandemia em termos de novas internações por semana, novos óbitos e novos casos. Nós sabemos que, após cinco, seis meses da última vacina, a proteção das vacinas cai de maneira muito significativa, principalmente para casos leves, ainda mais no contexto da circulação da Ômicron. Precisamos que as estratégias de vacinação sejam permanentes, anuais e que esse dilema de quem vai se vacinar todo ano ou não deve ser definido neste ano. Existe uma programação com a indústria para as aquisições das vacinas para poder garantir que a principal estratégia de prevenção contra uma doença infectocontagiosa não tenha um esquema que torne a população brasileira vulnerável à circulação do vírus. A gente precisa entender que a ampla cobertura vacinal permite, sim, uma agenda de retomada plena das atividades econômicas e sociais.
É possível falar em fim da pandemia?
É preciso despolemizar o tema, porque o fim da pandemia, do ponto de vista administrativo, segundo regulamento sanitário internacional, é uma definição que deve ser adotada pelo diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom), subsidiado pelo comitê de crise, que vai dizer quando acabou ou não. No entanto, nós precisamos trabalhar com o tratamento do estado de emergência, que, de fato, pode ser levantado ao longo deste ano. Nós temos tratado com o Ministério da Saúde que é necessário preparar o país para o fim do estado de emergência, porque, sem dúvida, será alcançado caso não ocorra o surgimento de novas variantes de preocupação com escape vacinal.
Alerta:
Como o fim do estado de emergêncua pode impactar os estados?
Nós temos um conjunto de prerrogativas ampliadas no contexto do estado de emergência. Elas são fundamentais para a gente conseguir fazer uma gestão adequada da pandemia tanto no que diz respeito àquilo que a gente pode recomendar, como o uso de máscara obrigatório, fazer compras emergenciais, contratações excepcionais... Quando surge uma nova onda, nós temos que decidir rapidamente, por exemplo, a mudança do perfil de hospitais do dia para noite. Nós temos que, sem o tempo necessário para poder fazer uma devida motivação administrativa, o recálculo do preço do contrato com uma organização social, com hospitais filantrópicos, privados... A gente precisa, num contexto fora da emergência, fazer diversos tipos de cotações. Uma instrução processual e uma fundamentação administrativa que exigem um tempo que nós não temos na resposta à emergência. De fato, o estado de emergência garante que a gente consiga fazer com que o sistema de saúde responda de maneira mais rápida e oportuna dentro desse contexto.
Como os estados têm se preparado para esse cenário?
Nós temos uma proposta de aguardar pelo menos 60, 90 dias de plena estabilidade, sem surgimento de novas variantes, avançando na vacinação enquanto todos os estados e municípios, a Anvisa, os órgãos da medicina do trabalho, o Ministério Público do Trabalho, as instituições que se prepararam para este contexto de emergência se organizem para o levantamento dele. Então, isso é possível desde que tenha uma condução clara e uma comunicação por parte do ministério a sociedade.
A maioria dos estados já flexibilizou o uso de máscaras e o Ministério da Saúde lançou diretriz no ambiente de trabalho. O Conass planeja alguma orientação unificada nesse sentido?
Não foi possível a coesão e a homogeneidade das medidas sanitárias, principalmente as não farmacológicas, em todos os estados. Então, não será agora que isso será possível. A carência de uma coordenação nacional e as vicissitudes que existem no contexto das disputas políticas em cada estado são muito complexas para que uma pactuação interfederativa dê conta de responder todas as questões que se vinculam às particularidades de cada estado. Nós não temos expectativa de que, neste momento, a gente teria uma pactuação nacional que homogeneizasse a desobrigação do uso de máscaras em todos os estados. Esse tipo de medida só consegue ser tomada quando existe uma coordenação nacional que dê coesão a todos os atores e que pacifique todos os campos políticos. A grande parte das medidas necessárias adotadas por governadores e prefeitos foram combatidas por forças políticas em todos os estados e grande parte delas mobilizadas por importantes autoridades públicas nacionais do país.
A que o senhor se refere quando fala em falta de coesão nacional e diretriz unificada aos estados?
Houve, por parte do presidente da República, uma decisão de não coordenar a pandemia. O STF nunca retirou do governo federal as prerrogativas de ser o articulador da federação, o coordenador das políticas nacionais. A Presidência deslegitimou as medidas necessárias adotadas por prefeitos e governadores, combateu e mobilizou bases políticas e sociais para poder politizar e polarizar essas medidas de modo que a gente não conseguiu ter a coesão de toda a população naquilo que poderia preservá-la dos riscos de infecção, de internação e de óbito. Não era possível você pegar e colocar num estádio as pessoas que seguiam o presidente e, em outro, que seguiam. Elas estão vivas na sociedade e grande parte dela se organizam em polos de poder político. O país não teve essa coordenação nacional. Quando você tem como presidente da República que insiste em questionar a eficácia das vacinas e criar teses conspiratórias sobre a origem do vírus, sobre os interesses de governadores e prefeitos em torno da pandemia... Nós, de fato, temos um cenário extremamente complexo para a gestão dela.
Nesse cenário de arrefecimento da pandemia, o que a população deve entender sobre a Covid-19?
Deve entender que o vírus continua sendo transmitido da mesma maneira, pelas vias respiratórias, que o vírus ainda implica em risco de vida para pessoas, principalmente não vacinadas. No entanto, a gente precisa que a população celebre junto com todos nós o fato de que estamos conquistando a principal medida esperada com a vacinação, que é a redução dos óbitos, das internações e das sequelas. Sem dúvida, foi uma grande conquista do Sistema Único de Saúde.
Como os estados devem lidar com a demanda represada na pandemia por outras doenças?
Os estados estão se programando para uma retomada ampla, geral de procedimentos eletivos. No entanto, existe uma complexidade que são os tetos fiscais e a capacidade de financiamento desta retomada. Nós não temos, dentro de um plano de retomada dessas atividades, uma proposta concreta do Ministério da Saúde para o financiamento pleno tanto das linhas de cuidado do pós-Covid como também das outras condições (como cirurgias e procedimentos oncológicos) que se tornaram represadas ao longo desses dois últimos anos.
Quais seriam as possíveis soluções para isso?
O financiamento mais ousado e robusto da estrutura hospitalar que não foi habilitada. Nós temos, ainda, muitos leitos que não conseguiram ser habilitados e que correm risco de serem fechados compondo uma redução da capacidade de resposta dos estados. Nós temos um financiamento da média complexidade ambulatorial, especialmente vinculados à reabilitação física e fonoaudiológica. Se os estados e municípios quiserem garantir acesso a essas especialidades, vão precisar fazer, basicamente, com recursos próprios, porque não está colocada uma agenda para a organização desse serviço de saúde dentro do estado.
O senhor tomou posse no Conass em 23 de março. Quais os planos para a gestão?
Nós temos um ano que tem três momentos muito bem definidos: o da gestão da pandemia, com a etapa de reabilitação, quando vamos precisar superar o estado de emergência. Temos a convicção no Conass de que a gente precisa construir uma carta de compromisso a todos os presidenciáveis de todos os campos políticos em que nós pretendemos apresentar uma série de diretrizes e compromissos, inclusive com uma agenda para a primeira CIT (Comissão Intergestores Tripartite) de 2023. O ano precisa começar em janeiro com uma agenda clara para a saúde pública do país e que ela consiga ter o apoio não somente do campo político do presidente eleito, mas de qualquer espectro entre a direita e a esquerda de que essa agenda possa ter o apoio de todos os campos políticos.
Como está o diálogo dos estados com o ministério?
Nós temos um diálogo muito republicano e uma unidade administrativa que sempre é tratada com muito zelo. Nós tratamos de evitar polêmicas e desgastes na condução administrativa do sistema de saúde. De fato, fazer com que Conass e Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) se manifestem numa posição de polarização, de beligerância, de conflito com o ministério, é necessário muito esforço político por parte do Ministério da Saúde para que esses momentos aconteçam. Infelizmente, aconteceram ao longo da pandemia. Nós entendemos que, neste momento, há um ambiente de retomada das pontes de diálogo, dos canais de comunicação com o ministério.
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Paralisação das Santas Casas do Brasil está marcada para o próximo dia19
No dia 19 de abril, as Santas Casas e hospitais filantrópicos de todo o Brasil vão fazer uma paralisação simbólica, em protesto ao subfinanciamento do SUS que culminou, nos últimos seis anos, no fechamento de 315 hospitais. Os estabelecimentos vão reagendar procedimentos eletivos que estiverem agendados na data, atendimentos de urgência não serão prejudicados.
O presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), Mirocles Véras, explica que a mobilização é necessária, "pois há descaso do governo federal com um cenário que se agravou com a pandemia". Ele garante que houve uma promessa de aporte de R$ 2 bilhões emergenciais, em maio de 2021, que nunca saiu do papel. O setor também aguarda que o governo apresente os recursos para que hospitais filantrópicos possam absorver o piso nacional da enfermagem que está para ser votado na Câmara e deve impor um custo de R$ 6,3 bilhões ao setor.
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PORTAL JOTA
Artigo - Atenção Primária em Saúde: financiamento é prioridade global e urgência nacional
Na semana que celebra o Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril, a revista Lancet Global Health publicou uma pesquisa que analisou modelos de financiamento da Atenção Primária em Saúde (APS) em sistemas de saúde no mundo.
Realizado em meio à pandemia da Covid-19, o estudo reuniu 22 especialistas de 15 países para investigar como arranjos de financiamento podem fortalecer a APS em países de baixa e média renda. A exitosa experiência brasileira de financiamento da Estratégia Saúde da Família (ESF), que atualmente encontra-se numa encruzilhada, fez parte do estudo.
Em 1978, a Assembleia Mundial de Saúde realizada na cidade de Alma-Ata, no Cazaquistão, definiu a Atenção Primária em Saúde como a melhor estratégia para levar “Saúde para Todos” no mundo até o ano 2000. A partir de uma abordagem centrada na comunidade, as equipes que atuam na APS buscam atender ao conjunto das necessidades de saúde apresentadas pelas pessoas ao longo de sua vida, incluindo o bem-estar físico, mental e social.
Diversos estudos demostram que países com sistemas de saúde organizados com base na Atenção Primária em Saúde têm populações com melhor situação de saúde, há mais equidade nos resultados em saúde e estão em melhor posição para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável traçados pela ONU.
Porém, na maioria dos países de baixa e média renda, a APS ainda é subdesenvolvida, sub-financiada e encontra dificuldade para dispor de força de trabalho qualificada. Como resultado, metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde e encontra-se em situação de maior vulnerabilidade frente a emergências sanitárias.
Para reverter esse quadro, estudo da Lancet afirma que é crucial aportar maior volume de recursos públicos para Atenção Primária e aprimorar os mecanismos de financiamento da APS nos sistemas de saúde para trazer as pessoas para o centro da atenção.
Apesar das desigualdades socioeconômicas e dos problemas estruturais do SUS – entre os quais o baixo financiamento público, a frágil governança regional e a ineficiência na alocação de recursos disponíveis –, construímos no Brasil um modelo de APS que é reconhecido internacionalmente pelo caráter inovador e pelos resultados alcançados.
A APS brasileira foi desenvolvida para ser a base do Sistema Único de Saúde, o SUS, alicerçada nos princípios da universalidade, integralidade, descentralização e participação da comunidade. Em contraste com a maioria dos países de baixa e média renda, que tem programas focais e seletivos de APS – dirigidos para um grupo específico de doenças nas populações mais pobres – e de países de alta renda, que tem modelos centrados no trabalho médico, a Estratégia Saúde da Família inovou ao estabelecer equipes multiprofissionais que oferecem uma ampla gama de ações clínicas e de saúde coletiva para a população residente em área geográfica definida.
Diversos estudos mostraram que a presença das equipes de ESF nas comunidades está associada a melhorias nos resultados e na equidade em saúde. Implementado a partir de 1998, o Piso de Atenção Básica (PAB) foi o pilar de sustentação da expansão dessa estratégia.
O PAB foi primeira fonte de financiamento federal a contemplar todos os municípios com recursos específicos para Atenção Primária. Composto por dois componentes – um fixo, de base populacional, canalizado mensalmente para as prefeituras com a finalidade exclusiva de subsidiar a prestação de serviços de APS, e outro variável, destinado a estimular os municípios a adotarem programas prioritários para APS –, o Piso de Atenção Básica possibilitou a manutenção do gasto regular pelos municípios na APS. Isso garantiu a resiliência da Atenção Primária mesmo diante de oscilações nas políticas locais.
Ao contemplar cidades menores e nas regiões mais pobres, que antes não tinham infraestrutura de saúde para prestar serviços e receber financiamento federal, o PAB fixo contribuiu para redução das inequidades em saúde no país. O componente variável, por sua vez, teve papel decisivo para induzir a adoção da ESF com financiamento atrelado ao número de equipes implantadas.
Entretanto, apesar dos resultados positivos alcançados pela Estratégia Saúde da Família, a APS brasileira apresenta importantes desafios que derivam de problemas estruturais do SUS, que vêm se agravando diante da crise política e econômica vivida no Brasil.
Embora as transferências federais tenham sido decisivas para expansão da ESF, foram os municípios que assumiram a maior carga do financiamento da APS. Como o financiamento municipal está associado às suas próprias receitas, as prefeituras passaram a arcar com despesas para manter os serviços de APS em condições bastante desiguais – como na contratação de profissionais médicos –, perpetuando inequidades na alocação de recursos.
Em resposta à recessão econômica, em 2016 o Congresso Nacional aprovou o congelamento de gastos federais – reajustado apenas pela inflação – por 20 anos. Estudos projetaram que essas medidas iriam enfraquecer o SUS e a APS, com maior deterioração dos resultados em saúde sobre municípios menores e mais dependentes de transferências federais, exacerbando as desigualdades em saúde no país.
As evidências de enfraquecimento da Atenção Primária em Saúde no Brasil são preocupantes. Apesar da cobertura de ESF seguir estável (63,3% em 2021), a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019) mostrou uma queda abrupta no percentual da população que refere ter o posto ou centro de saúde como serviço de uso regular: de 53,7% para 35,9% entre 2013 e 2019.
Essa tendência é confirmada pela redução do número de procedimentos realizados em Unidades Básicas de Saúde, que tem início no ano de 2016, se acentua a partir de 2018 e piora ainda mais durante a pandemia. A perigosa redução da cobertura vacinal é resultado direto disso.
No contexto de austeridade fiscal, em 2019 o governo federal lançou uma nova política de financiamento para a Atenção Primária no SUS. Chamada de Previne Brasil, a política substituiu o mecanismo do Piso de Atenção Básica por uma combinação de captação ponderada, pagamento por desempenho e incentivos a ações prioritárias como base cálculo de recursos federais para municípios. Devido à Covid-19, sua implementação foi iniciada apenas em 2022.
O estudo da Lancet afirma que a captação deve ser a pedra angular da remuneração de equipes de APS por vincular as pessoas às equipes e que o pagamento por desempenho deve ser utilizado para incentivar as equipes melhorar os resultados na saúde da população sob sua responsabilidade. No Previne Brasil, entretanto, esses instrumentos não estão sendo utilizados para remunerar equipes, mas para calcular o volume de transferências que o governo federal repassa para os municípios.
Desse modo, esses instrumentos podem exacerbar desigualdades ao penalizar municípios com menor capacidade gerencial, infraestrutura, recursos humanos e tecnológicos. Ao considerar apenas pessoas cadastradas e não população total – num país com 25% da população com planos privados –, o instrumento limita a universalidade e aumenta a fragmentação da APS. Ao considerar um grupo limitado de indicadores, o pagamento por desempenho estabelecido pelo Previne Brasil induz a seletividade da Atenção Primária. Efeitos opostos aos produzidos pelo PAB.
O aumento do financiamento federal para APS é decisivo para fortalecer a Estratégia Saúde da Família no país. Os instrumentos estabelecidos pelo Previne Brasil poderiam ser valiosos para aprimorar a eficiência do gasto na Atenção Primária se fossem adicionados ao esquema bem-sucedido do PAB e dirigidos diretamente ao aumento da remuneração das equipes prestadoras de serviços de APS, a exemplo de como é feito em países da OCDE.
O complexo cenário sanitário sob impacto da Covid-19 requer esforços coordenados entre as três esferas de governo para fortalecer a APS no SUS. O primeiro passo deve ser resgatar a concepção de uma Atenção Primária em Saúde universal, integral e base estruturante do SUS. Os arranjos de financiamento devem ser aprimorados para tornar os serviços de APS cada vez mais acessíveis, resolutivos e integrados aos demais níveis de um sistema de saúde resiliente.
ADRIANO MASSUDA – Professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (EAESP-FGV) e membro do FGV Saúde. Graduado em medicina pela UFPR, na Unicamp fez residências em Medicina Preventiva e Social e em Administração em Saúde, mestrado e doutorado em Saúde Coletiva na área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde. Foi médico em Unidade Básica de Saúde em Campinas e no Hospital de Clínicas da Unicamp. Foi secretário municipal de Saúde (2013-2015) em Curitiba. No Ministério da Saúde, foi secretário-executivo substituto (2011-2012) e secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (2015)
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JORNAL OPÇÃO
Piso salarial para enfermagem ainda não é o ideal, segundo entidade goiana
Por Nielton Soares dos Santos
Enfermeiros deverão receber mensalmente R$ 4.750,00, técnicos de enfermagem R$ 3.325,00 e auxiliares de enfermagem e parteiras R$ 2.375,00, em todo o país
Em tramitação avançada no Congresso Nacional, projeto do Governo Federal para um piso nacional para profissionais da enfermagem, como ocorreu com professores, já foi aprovado no Senado Federal. Agora, a proposta será apreciada pela Câmara dos Deputados. Caso seja aprovada, os enfermeiros deverão receber mensalmente R$ 4.750,00, técnicos de enfermagem R$ 3.325,00 e auxiliares de enfermagem e parteiras R$ 2.375,00, em todo o país.
A expectativa no Congresso é do projeto de lei (nº 2.564/2020) seja pautado na Câmara dos Deputados ainda neste mês, uma vez que a Casa aprovou por 458 votos a 10, o requerimento de urgência para a apreciação do texto. Porém, os deputados envolvidos na articulação do projeto defendem que seja debatido junto a governadores e prefeitos o impacto orçamentário, previsão é de R$ 24,9 bilhões em 2024, ao se pagar um teto de piso para a categoria. O intuito é evitar desgastes políticos como ocorrido para o pagamento do piso de profissionais da área de Educação.
A presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Goiás (Cofen-GO), Edna de Souza Batista, denunciou ao Jornal Opção que há profissionais que recebem R$ 800,00 por mês. Ela lembra que durante a pandemia, os profissionais foram um dos poucos que não tiveram como trabalhar remotamente, mas seguirem na linha de frente tratando de pacientes com Covid-19. “Esse piso não é o ideal, é o início. Esse piso salarial é um piso ético, que provavelmente, vai ser melhorado, ajustado com valor digno da nossa categoria de enfermagem”, cobra.
“Esse projeto é um sonho que a enfermagem de Goiás e a enfermagem brasileira que precisam viver esse sonho. Nós aqui do Conselho Regional de Enfermagem, juntamente com todos os regionais do nosso país, juntamente com a nossa presidente Maria Betânia, estamos lutando de forma árdua, pedindo apoio para todos os senadores e deputados, que de fato aprovem o piso salarial da enfermagem”, pontou.
Além do Confen-GO, Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás (SIEG), Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) e outros instituições classistas defendem e lutam pela aprovação imediata do projeto. Ao Jornal Opção, a presidente do Sieg e diretora da FNE, Roberta Rios, afirmou que atualmente são mais de 60 mil profissionais de enfermagem no Estado de Goiás, desses a maioria precisa complementar o salário com jornadas múltiplas de trabalho.
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Rogério Cruz decreta ponto facultativo na véspera do feriado
Apenas serviços essenciais, como saúde e limpeza pública, funcionarão em regime de plantão
O prefeito Rogério Cruz (Republicanos) assinou nessa sexta-feira, 8, decreto determinando ponto facultativo para a próxima quinta-feira, 14, em órgãos públicos municipal da administração direto e indireta. A data é véspera do feriado religioso de Sexta-feira da Paixão, comemorado no dia 15.
De acordo com o documento, apenas os serviços essenciais, dentre os quais saúde e limpeza pública, funcionarão em regime de plantão. “Será um momento para reflexão ou descanso, dependendo da religião de cada servidor, mas seguiremos com os serviços essenciais. Inclusive os goianienses que quiserem podem aproveitar para se vacinar contra gripe ou com as doses de reforço contra Covid-19”, pontou Cruz. Os locais de vacinações podem ser pesquisados no Aplicativo Prefeitura 24h, site ou redes sociais.
O decreto foi publicado como suplemento do Diário Oficial do Município (DOM) dessa sexta-feira e estabelece que seja enviada ao gabinete do prefeito pelos titulares de órgãos e entidades da prefeitura relação com os nomes dos servidores plantonistas.
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O HOJE
Antes do teste de farmácia, mulheres colocavam urina em sapos e rãs para saber se estavam grávidas
Você imagina como as mulheres descobriam – ou o que faziam para saber – quando estavam grávidas antes da chegada ao mercado dos testes rápidos de gravidez? O Museu de Ciências de Londres, na Inglaterra, que se dedica ao tratamentos e novidades que ajudaram a combater e a evitar doenças, tem espaço dedicado à gestação humana.
E é de lá que saem histórias como a do sapo ou da rã. Antes de 1970, quando a mulher passou a poder comprar o teste de gravidez na farmácia e ver se está mesmo grávida em casa, o método mais utilizado era pegar a urina da mulher e colocar dentro de um sapo ou uma rã. E o resultado vinha da seguinte maneira: se o anfíbio soltasse ovos depois de injetado o líquido, a pessoa sabia que teria um filho.
Parece estranho, conto da carochinha, conversa para boi dormir ou sem efeito, mas colocar urina em um sapo ou uma rã para saber se a mulher estava grávida foi o método mais usado por muito tempo no século XX. Mas nada de compara ao mecanismo utilizado no Egito Antigo, por volta de 1.350 antes de Cristo (a.C.).
Grãos de trigo e cevada
Um endocrinologista chamado Glenn Braunstein, do Centro Médico Cedars-Sinai, dos Estados Unidos, revelou em um artigo de 2014 que o exame de gravidez mais comum, podemos chamar assim, usado no Egito Antigo era pegar a urina da mulher e misturar a grãos de trigo e cevada. A resposta estava se eles brotariam ou não por algum tempo. Se germinasse, a resposta para a gravidez era positiva.
E tem mais. Se só a cevada desse algum broto, o bebê seria do sexo masculino. No caso de apenas o trigo brotar, aí era uma menina, na crença dos antigos egípcios. Se para saber sobre a gravidez pode não passar de uma antiga tradição sem efeito, a urina da grávida pode sim fazer com que a planta comece a se desenvolver.
Método testado
O método do Egito Antigo foi testado por um grupo de cientistas em 1963 nos Estados Unidos. O experimento verificou que 70% das tentativas observadas constataram um crescimento das sementes se desenvolvia em contato com a urina da grávida. Já o líquido de mulheres que não esperavam filho não surtiu o mesmo efeito sobre o grão do trigo ou da cevada.
Na Idade Média surgiram os “profetas do xixi”. Eles eram assim chamados porque acreditavam que os fluídos do corpo humano deveriam ser usados para avaliar a saúde de uma pessoa. E a urina era analisada pela cor, cheiro, textura e outros aspectos, já que não existia nada parecido, por exemplo, com um microscópio.
De acordo com relatos de 1552, a urina de uma mulher é descrita como “cor clara de limão pálido, inclinada para o esbranquiçado, com aspecto nebuloso na superfície”.
Vinho na urina
Parte dos tais “profetas do xixi” jogavam vinho na urina para saber se uma mulher estava grávida. Estudos mais recentes mostra que o contato do álcool com a urina pode causar a reação com proteínas, o que daria condições de acertar mesmo, mesmo que com taxa moderada de sucesso, se a gestação havia começado.
A forma mais confiável para se saber se a mulher estava grávida era mesmo observar as mudanças no corpo, como vômitos, enjoos e o crescimento da barriga. Só a partir do século XVIII que o funcionamento do corpo humano começou a avançar nos conhecimentos científicos. Foi o fisiologista Ernest Starling, da Inglaterra, que passou a usar a palavras “hormônio” para definir “mensageiros químicos” do corpo.
Primeiros testes de gravidez
Em 1927, os cientistas alemães Selmar Aschheim e Bernhard Zondek começaram a observar os resultados de colocar a urina da mulher grávida em uma rata ou camundonga sem chegar à maturidade sexual. Os dois perceberam que a técnica estimulava que o ovário se desenvolvesse e começasse a liberar óvulos nas fêmeas roedoras. Assim como no trigo ou na cevada, o xixi de uma mulher não grávida não tinha o mesmo efeito nesses animais.
A suspeita dos cientistas estava na presença do hormônio hCG, que só aparece quando a mulher chega a nove meses de gravidez. Foi quando surgiu o teste A-Z, que leva as inicias dos sobrenomes dos alemães. Só que demorava para sair o resultado, já que era preciso injetar a urina da mulher em cinco ratas e esperar uma semana para saber se tratava-se ou não de uma gravidez.
Coelha
Depois o animal usado foi uma coelha. Mas tinha um problema: era preciso matar o animal no teste para ter o resultado. Foi aqui que começaram a usar os sapos e rãs, porque a liberação dos ovos ao entrar em contato com a urina da mulher não exigia sacrificar o bicho para disseca-lo. E é justamente o hormônio hCG que estimulava que ovos saíssem ao entrar em contato com o xixi de alguém em gestação.
De 1940 a 1960, o comércio internacional de anfíbios para realização de testes de gravidez causou impactos ao meio ambiente. A espécie Xenopus laevis começou a ser importada da África para os Estados Unidos, o que levou junto um fungo que causa doenças graves e colocou em risco de extinção outros anfíbios nativos da América do Norte.
Sapos machos no Brasil
A técnica com sapos e rãs foi utilizada no Brasil. Mas era diferente. O modelo do argentino Carlos Galli Mainini usava machos. O que se observara era se, ao injetar a urina da mulher, o sapo colocaria para fora espermatozoides em um intervalo de três horas. Os animais usados eram capturados em Guarapiranga, em São Paulo, e era transportado no bonde até o laboratório. (Com informações da BBC)
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Metanfetamina: substância apresenta aumento de usuários e internações em clínicas particulares no Brasil
A metanfetamina é uma das drogas mais conhecidas da cultura pop. Na série premiada série de televisão Breaking Bad, a criação de metanfetamina é um dos principais tópicos abordados na trama, ressaltando em diversos episódios a complicada condição que os usuários da droga sofrem no decorrer da série.
Apesar de não ser uma das drogas mais populares do Brasil, o número de internações relacionadas ao uso de metanfetamina sofreu um aumento de internações em clínicas particulares recentemente. Conhecida como Tina, a droga sintética começou a fazer sucesso no Brasil após se mostrar uma substância que libera a produção de dopamina, noradrenalina e serotonina, deixando o usuário em um estado de energia e euforia.
A metanfetamina também é bastante utilizada durante relações sexuais, o chamado chemsex, sexo com substâncias qúmicas. Usuários da droga relatam que após utilizar o químico durante as relações, não conseguiam mais se relacionar sem o uso da droga, gerando uma dependência.
A substância no Brasil é bastante consumida em grandes centros urbanos, principalmente entre pessoas com maior poder aquisitivo, já que uma grama de metanfetamina pode custar entre R $400 a R $550. Em entrevista ao jornal Extra, o psiquiatra Jorge Jaber comenta que o aumento do consumo da substância química está relacionado a diminuição da concentração da cocaína.
Os prejuízos causados pelo consumo de metanfetamina são um dos maiores na vida do usuário, causando grandes chances de dependência, explica o psiquiatra Bruno Branquinho em entrevista ao jornal Extra.
Dentre os diversos efeitos colaterais do uso de metanfetamina, estão: danos em vasos cerebrais, que podem levar o usuário a ter um acidente vascular cerebral, aumento da pressão arterial e frequência cardíaca, alta na temperatura corporal, convulsão, desidratação e comportamento agressivo, com episódios de paranoia e ansiedade.
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CARTA CAPITAL
Famosas por defender cloroquina, médicas miram o Congresso
Mayra, Nise, Raissa, Roberta e Maria Emília. Cinco médicas conhecidas pela defesa de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19 são pré-candidatas a vagas no Senado e na Câmara dos Deputados. Elas têm em comum o fato de terem ficado conhecidas durante a pandemia por conta da predileção pela cloroquina. Os anúncios das pré-candidaturas foram divulgadas pelas médicas por meio de redes sociais.
Mayra Pinheiro (PL-CE) ficou conhecida como Capitã Cloroquina, após participar do desenvolvimento de aplicativo do governo federal que recomendava o medicamento. A CPI da Covid pediu o indiciamento de Mayra por crime de epidemia com resultado de morte, prevaricação e crime contra a humanidade. Nas eleições deste ano, a cearense disputará vaga na Câmara. Ao anunciar a pré-candidatura em seu perfil oficial no Instagram, ela afirmou:
"Que em 2022 o Brasil possa ter no Congresso Nacional a mais corajosa representação feminina da sua história". Em janeiro, a médica se manifestou a favor da decisão de Roraima de instituir os medicamentos hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina e ivermectina como protocolo.
Também com pedido de indiciamento pela CPI, na qual alegou que o "tratamento precoce" reduziu hospitalizações e mortes da doença, Nise Yamaguchi (PROS-SP) anunciou, ainda em dezembro, sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo. Na ocasião, disse que se tratava de uma "batalha entre o bem e o mal" e que estava "disposta a enfrentar os desafios pós-Covid com ética, conhecimento científico e com a intenção verdadeira de salvar vidas". A oncologista e imunologista tem 158 mil seguidores nas redes.
Pré-candidata ao Senado, Raíssa Soares (PL-BA) foi secretaria de Saúde de Porto Seguro (BA). Ela ganhou visibilidade após gravar vídeo em que pedia ao governo federal que enviasse o kit Covid a Salvador. Hoje, ela soma 160 mil seguidores no Instagram. Nas redes sociais, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) postou vídeo de apoio à candidatura.
"Ela que começou a ganhar notoriedade durante a pandemia e provou ser uma pessoa corajosa e destemida e agora tem aflorado também nas pautas conservadoras", disse.
A infectologista Roberta Lacerda (PL-RN) ficou conhecida ao se posicionar contra a vacinação. Ela, que mira no Senado, chegou a citar supostos casos de câncer provocados pelo imunizante da Covid e teve a conta suspensa nas redes sociais. Já Maria Emília Gadelha (PRTB-SP) também criticou a vacinação, agradando a bolsonaristas. Em seu perfil nas redes sociais, promoveu lives com temas como "Vacina para Covid-19 e os riscos para a saúde" e divulgou ações contra o passaporte sanitário. Ela quer ser deputada federal.
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A REDAÇÃO
Covid-19: Goiás registra 34 novos casos e nenhuma morte nas últimas 24 horas
Ludymila Siqueira
Goiânia - Goiás notificou 34 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas. O Estado não registrou mortes provocadas pela doença no mesmo período. É o que afirma o boletim divulgado neste domingo (10/4) pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás. Com as atualizações, o território goiano já acumula 1.305.672infecções e 26.348 óbitos pelo novo coronavírus.
Segundo a Saúde de Goiás, ainda são investigados 769.931 casos e 321 mortes para saber se há alguma relação com a doença. A taxa de letalidade do vírus no Estado é de 2,02%.
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Assessoria de Comunicação
Palestra exclusiva para a Ahpaceg aborda o cenário da saúde e a segurança do paciente
Exclusiva para associados da Ahpaceg, a palestra “Mercado de Saúde: A Relação entre Hospitais e Operadoras (Fusões e Aquisições no Brasil)” foi promovida pelo Ipog no dia 30 de março. Realizado no formato virtual, o evento teve como palestrantes a professora Gilvane Lolato e o enfermeiro e gestor de qualidade Erik Mikael Lemes.
Com um vasto currículo na área da saúde, incluindo mais de dez anos de atuação em Gestão da Qualidade em Saúde, Gilvane Lolato apresentou um panorama da saúde no Brasil em relação à quantidade de hospitais públicos e privados desde 2017 e mostrou que há uma tendência à redução do número de estabelecimentos e de leitos por mil habitantes. Ela observou ainda que a variação da quantidade de leitos é bem desigual de região para região.
Erik Lemes, enfermeiro e gestor de Qualidade, atualmente no Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente da Seguros Unimed, falou sobre a relação entre hospitais e os planos de saúde e movimentações no mercado, como as recentes aquisições de operadoras, o volume de recursos movimentados e a expansão de carteiras.
Ele também observou que os custos na saúde suplementar têm aumentado devido a fatores, como a incorporação de novas tecnologias sem tanta superioridade em eficiência e a remuneração baseada em fee for service. A otimização de oportunidades foi outro ponto abordado por Érik Lemes, que afirmou que o setor sempre vai procurar se adequar ao mercado.
Segurança do paciente
Mas, além do cenário do mercado de saúde, os palestrantes abordaram um dos principais pilares do trabalho da Ahpaceg: a segurança do paciente. Segundo Gilvane Lolato, as instituições precisam focar na melhoria contínua dos processos e aperfeiçoamento da qualidade e segurança da assistência.
A implementação desta cultura da segurança, de acordo com os palestrantes, passa pelo conhecimento e aplicação da legislação e regulamentação dos serviços de saúde e pelo envolvimento de profissionais e gestores de todos os setores da instituição.
Todos devem estar cientes e comprometidos com a segurança, participando de forma ativa deste processo. “Os profissionais precisam entender, compreender e se comprometer com a qualidade e segurança do trabalho dele e do colega”, afirmaram. As operadoras e os pacientes também precisam estar envolvidos neste processo.
A divulgação de dados em saúde, citou Erik Lemes, ainda é um tabu para todos, mas faz parte da cultura de segurança que consigam compartilhá-los buscando a melhoria contínua. “A operadora fideliza o hospital se ele mostrar que é mais resolutivo, mesmo que seja mais caro”, afirmou.
Ahpaceg alerta sobre falta de medicamentos no mercado
Uma semana após o reajuste de até 10,89% nos preços dos medicamentos, medida que entrou em vigor em 1º de abril, os consumidores enfrentam um problema: a falta de vários itens nas farmácias.
Médicos de hospitais associados da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) têm recebido queixas de pacientes que não conseguem aviar as receitas.
São oferecidas opções de medicação, mas, mesmo assim, os pacientes precisam pesquisar no mercado, pois nem sempre o remédio receitado é encontrado.
O problema, iniciado em 2021, se agravou de fevereiro para cá e atinge medicamentos, como os indicados para tratamento de febre e dor, antibióticos, anti-inflamatório e anti-histamínicos.
Esse problema de abastecimento atinge também a rede hospitalar. A dipirona injetável – usada no tratamento contra dor e febre -, por exemplo, está em falta e os hospitais trabalham com estoques que já estão acabando.
A Ahpaceg vem atuando juntos aos fornecedores para tentar sanar o problema entre os associados, mas a escassez de alguns medicamentos e falta de outros é mundial.
Confira também
Ahpaceg na Mídia - Presidente Haikal Helou falou à Rádio CBN Goiânia, no dia 9 de abril de 2022, sobre a falta de medicamentos no mercado. Confira:
Após reajuste de mais de 10%, começa a faltar alguns medicamentos nas farmácias
CLIPPING AHPACEG 08/04/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Confirmado primeiro caso de subvariante da Ômicron no Brasil
Prefeitura oferecerá 20 serviços de saúde na 'Caravana do Bem' em Goiânia
Em evento de cooperativismo, presidente do CFM defende qualificação da assistência e valorização dos médicos
Paciente de 75 anos é assassinada no Hospital de Urgências de Goiânia
AGÊNCIA BRASIL
Confirmado primeiro caso de subvariante da Ômicron no Brasil
Foi identificado o caso de mais uma variante do novo coronavírus no Brasil. O Instituto Butantan informou que encontrou uma pessoa infectada com a subvariante denominada XE, que mistura duas modalidades da Ômicron.
O caso foi confirmado pelo Ministério da Saúde, que divulgou nota anunciando que recebeu a notificação do Instituto Butantan. A pasta acrescentou que “mantém o constante monitoramento do cenário epidemiológico da covid-19”.
A variante XE é uma combinação de duas cepas diferentes da Ômicron: BA.1 e BA.2. O primeiro caso foi mapeado na cidade de Londres, em janeiro deste ano. Segundo o Instituto Butantan, a taxa de crescimento da XE é 10% superior à da cepa BA.2.
Contudo, o Instituto informa que ainda não há evidências suficientes acerca de mudanças, vantagens e desvantagens da circulação a nova variante em aspectos como gravidade, transmissão e eficácia de vacinas já existentes.
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A REDAÇÃO
Prefeitura oferecerá 20 serviços de saúde na 'Caravana do Bem' em Goiânia
A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, levará ao 4º Mutirão do Governo de Goiás mais uma edição da Caravana do Bem, com mais de 20 serviços na área da saúde. Ação ocorrerá na Região Leste da capital, entre sexta-feira (8/4) a domingo (10/04). No primeiro dia da ação, o atendimento será das 12h às 16h, no sábado, das 07h às 16h, e no domingo, das 07h às 12h.
O prefeito Rogério Cruz destaca importância de mais uma parceria com o governo estadual. “Quem ganha com essa união entre estado e município, é a população. Unidos, podemos reforçar os serviços de qualidade já prestados aos moradores, principalmente na área da saúde. Portanto, convido todos os moradores da região para que compareçam ao Mutirão”, conclama.
Atendimento na tenda
O atendimento na tenda montada na Praça Tarsila do Amaral, na Avenida Firenze, no Jardim Abaporu, é destinado à população em geral. No local, serão ofertados serviços como rastreamento de câncer de boca, distribuição de kit de higiene bucal; realização de exames de pessoas que aguardam na fila da regulação, como ultrassonografia e eletrocardiograma, todos já contactados; solicitação de mamografia; auriculoterapia, vacinas contra Influenza e covid-19, além de testagem de antígeno para o novo coronavírus e atividades educativas. Também será ofertada vacina antirrábica.
Atendimento na USF Recanto das Minas Gerais
O atendimento na Unidade de Saúde da Família (USF) do Recanto das Minas Gerais será voltado para os pacientes da própria unidade, que poderão fazer exame de prevenção ao câncer de útero (Papanicolau), eletrocardiograma, e ainda passar por consulta médica com clínico geral.
Outras ações
Estão em reforma as Unidades de Saúde da Família (USF) Recanto das Minas Gerais e Dom Fernando, e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes Comunitários de Endemias (ACE) já intensificaram as visitas domiciliares na região. Os ACS visitam as residências para verificação e orientações quanto às condições de saúde das famílias. Já os ACE verificam os imóveis quanto à possível existência de focos do mosquito Aedes aegypti.
“A Caravana do Bem, criada na administração do prefeito Rogério Cruz, é um complemento ao serviço já prestado pelo município. A caravana nos possibilita avançar no atendimento à população”, diz o secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso.
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RÁDIO WEB COOPNEWS
Em evento de cooperativismo, presidente do CFM defende qualificação da assistência e valorização dos médicos
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, defendeu no Fórum Unimed em Brasília uma série de propostas para fortalecer o cooperativismo médico no País. Ele foi um dos palestrantes da mesa redonda "Agenda Estratégica para o Trabalho Médico e o Cooperativismo de Saúde", que debateu os desafios para o setor.
Entre as propostas defendidas para o fortalecimento desse sistema, ele defendeu a alternância das lideranças nos cargos de comando, a construção de um marco regulatório que traga mais equilíbrio ao setor, a valorização dos honorários médicos e a revisão dos custos assistenciais.
Durante sua participação, o presidente do CFM também afirmou que as cooperativas médicas devem buscar a adequada regulação entre os profissionais, o fortalecimento dos códigos de conduta e a sensibilização do Poder Judiciário às demandas de cobertura. "O cooperado tem que se sentir valorizado para que todo o sistema cresça", defendeu.
Comissão - José Hiran Gallo também aproveitou o encontro com as lideranças para anunciar que a conselheira Yaskara Lages (PI) como a nova coordenadora da Comissão de Cooperativismo do CFM. Segundo ele, o grupo será reativado na perspectiva de incrementar debates e subsidiar proposições sobre o tema.
Cooperado da Unimed Rondônia, Gallo já foi coordenador por muitos anos da Comissão de Cooperativismo Médico do CFM. "Tenho muito orgulho de fazer parte da família Unimed", afirmou. O encontro aconteceu em 5 de abril (terça-feira).
A mesa redonda foi coordenada pelo presidente da Central Nacional Unimed, Luiz Paulo Tostes. Também fizeram exposições: o diretor de Assuntos Parlamentares da AMB, Luciano Gonçalves, e o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Freitas.
Todos defenderam o fortalecimento da bancada parlamentar em defesa da causa médica e do cooperativismo. Após a realização do Fórum, foi inaugurado o Espaço Unimed, em Brasília, que será um ambiente dedicado ao diálogo com os poderes constituídos, as entidades setoriais e a sociedade.
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PORTAL G1
Paciente de 75 anos é assassinada no Hospital de Urgências de Goiânia
Suspeito foi preso e teria contado a testemunha que teve a intenção de ajudar a vítima limpando a boca e região de traqueostomia dela, segundo registro policial. Polícia Civil investiga o caso.
Uma paciente de 75 anos foi morta dentro do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Segundo informações da Polícia Civil, um suspeito do crime, que tem 47 anos, foi preso em flagrante no local e o caso deve ser investigado pela corporação.
O g1 entrou em contato com a unidade de saúde, por mensagem, às 9h26 desta sexta-feira (8), e a assessoria do hospital informou que deve divulgar uma nota sobre o caso em breve.
De acordo com informações da Polícia Civil, o crime aconteceu por volta de 17h30 de quinta-feira (7).
O registro do caso descreve que a paciente estava respirando por meio de tubo na traquéia. Segundo relato da Polícia Militar, relato de uma testemunha indica que o autor entrou na enfermaria e teria ido limpar a boca e a região da traqueostomia da vítima, mas fechou a entrada de ar e a matou asfixiada.
Também segundo o relato policial, o autor disse à testemunha que a intenção era ajudar a paciente.
O delegado Rhaniel Almeida Pires deve assumir a investigação para apurar o que aconteceu e o que motivou o crime.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 07/04/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Brasil tem menor percentual de síndrome respiratória por covid-19 desde 2020
Santa Casa de Goiânia precisa de doadores de sangue
Artigo - A degeneração do cooperativismo
Célio Studart cobra inclusão do piso da enfermagem na pauta da Câmara Federal
Profissionais de saúde negros usam carreira para cuidar da população negra
Ginecologista é condenado a 35 anos de prisão por estuprar pacientes em Abadiânia
A poluição do ar é um dos maiores inimigos da humanidade
Chá de ervas emagrecedor pode oferecer riscos à saúde; entenda
Artigo - Hospital é responsável por golpe aplicado em familiares de pacientes
A transformação digital na saúde vai muito além da adoção de novas tecnologias
Há várias vacinas que adultos devem tomar; veja quais e a importância delas
Artigo - Dia mundial da saúde e o acompanhamento do paciente
AGÊNCIA BRASIL
Brasil tem menor percentual de síndrome respiratória por covid-19 desde 2020
O percentual de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pela covid-19 chegou ao menor patamar desde o início da pandemia, divulgou nesta quarta-feira (6) a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Boletim InfoGripe. Nos momentos mais críticos da emergência sanitária, em 2021, 96% dos casos virais de SRAG eram causados pela covid-19, enquanto, nas últimas quatro semanas, esse percentual caiu para 50,7%. A queda da participação da covid-19 nos casos de SRAG cede espaço ao vírus sincicial respiratório (VSR), que atingiu 29,7% do total de casos nesse período.
Apesar da redução da participação da covid-19 entre os casos de SRAG viral, a doença ainda responde por 91,3% dos óbitos quando são contabilizados os casos da síndrome com testes laboratoriais positivos para vírus respiratórios nas últimas quatro semanas.
Se for considerado todo o ano de 2022, 56,7% dos 107 mil casos de SRAG registrados tiveram resultado laboratorial que confirmava a presença de algum vírus respiratório. Entre esses casos, 5,5% foram por Influenza A, 0,1% por Influenza B, 3,9% por VSR e 86,7% pelo Sars-CoV-2 (vírus causador da covid-19) .
A incidência da SRAG em crianças manteve a tendência de alta, com sinal de ascensão significativa em diversos estados desde o mês de fevereiro. O boletim explica que dados laboratoriais relacionam a alta ao VSR na faixa etária de até 4 anos. Já na população de 5 a 11 anos, houve interrupção de queda nos casos associados ao Sars-CoV-2 e aumento de casos associados a outros vírus respiratórios.
A Fiocruz mostra o aumento da incidência da SRAG infantil é a razão para que 11 das 27 unidades federativas apresentem sinal de crescimento da incidência da síndrome nas últimas seis semanas: Acre, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Paraiba, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins. Já Rio Grande do Sul e São Paulo apresentam essa tendência apenas na análise das últimas três semanas.
Para a curva nacional de casos de SRAG, a avaliação é de que ela mantém sinal de queda na análise das últimas seis semanas, mas apresenta sinal de estabilidade nas últimas três, o que indica uma estabilização no patamar de 2,2 casos semanais por 100 mil habitantes.
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A REDAÇÃO
Santa Casa de Goiânia precisa de doadores de sangue
A Santa Casa de Misericórdia de Goiânia precisa com urgência de todos os tipos de sangue, principalmente O+ e O-, para abastecer os bancos da unidade. Para doar, é preciso agendar das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira.
As doações podem ser feitas de segunda a quinta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 16h. Na sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 15h.
Confira alguns requisitos para a doação:
Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis);
Estar em boas condições de saúde;
Pesar mais de 50 kg;
Não estar grávida ou amamentando;
Não ter feito tatuagem ou pigmentação na pele nos últimos 12 meses;
Não ter sido infectado (a) por hepatite, HIV, doença de Chagas e malária;
Ter dormido bem na noite anterior;
Não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação;
Para agendar a doação, ligue (62) 3254-4283, das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira.
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Artigo - A degeneração do cooperativismo
A evolução cooperativa gera um grande desafio: evitar a perda da participação dos associados e a fragilização da democracia institucional. Degeneração, não tem um caráter pejorativo mas estritamente técnico, significa perda ou alteração dos princípios cooperativistas, mudança para um estado pior ou seu declínio. Esse processo pode acarretar o desaparecimento da cooperativa, sua absorção por outro grupo ou sua transformação jurídica. A tese da degeneração basicamente estabelece que as cooperativas tenderão inevitavelmente a adotar o mesmo modelo organizacional das empresas tradicionais para sobreviver, desenvolvendo gradualmente uma elite dirigente que desestimula a democracia. Devido à necessidade de incrementar a eficiência e em função disso o crescimento, as cooperativas precisam desenvolver novas estruturas e divisão do trabalho. Os trabalhadores não associados podem se tornar numerosos e os objetivos muito semelhantes aos das empresas tradicionais. Essa tese tem origem no marxismo e na crítica socialista de que operando em um sistema capitalista as cooperativas são experiências limitadas e acabam refletindo esse sistema.
Existem duas críticas principais à tese da degeneração: primeiro, a de que é extremamente determinística, negando a possibilidade de que os que cooperam têm alguma autonomia em relação à sua forma de organização; segundo, desenvolve uma visão idealizada da democracia que seria inviável, exceto em organizações pequenas. Além disso, cada cooperativa tem um contexto econômico, tecnológico, social e político específico que não pode ser ignorado. O processo de degeneração cooperativista tem suas incongruências ao assumir a democracia direta como um modelo padrão e julgando qualquer forma de representação ou delegação um sinal de oligarquia.
Inequivocadamente a partir de determinado tamanho qualquer organização necessita de algum tipo de delegação ou forma de representação. Na degeneração das cooperativas, afirma-se que os cooperados gestores, devido à posição que ocupam, passam necessariamente a pertencer a um mundo diferente dos outros associados “comuns” ou “liderados”, perdendo contato com os membros e seus interesses coletivos. Essa realidade, poderia aproximar perigosamente, mas não obrigatoriamente, as cooperativas do modus operandi dos sindicatos e partidos políticos.
Com base em argumentos como esses, desenvolveu-se uma linha que contrapõe a tese da inevitável degeneração, defendendo que processos de regeneração também ocorrem em diferentes fases do ciclo de vida cooperativo, devido a um reconhecimento de que houve um afastamento entre a realidade e a retórica democrática. Em sua evolução as cooperativas defrontam-se com um desafio talvez mais difícil do que as empresas tradicionais, o equilíbrio entre crescimento quantitativo e desenvolvimento qualitativo, que envolve a conservação de sua identidade. Numa adaptação do ciclo de vida organizacional à realidade das cooperativas e o que temos são três fases.
A fase do “ser cooperativa”, que se caracteriza pelo pequeno número de associados e volume reduzido de operações, o que permite que os sistemas sejam mais informais e que haja uma aversão às práticas empresariais; desde o início são determinados os mecanismos de participação. Essa fase talvez seja a mais difícil de se superar, pela falta de experiência e recursos. A fase do “fazer a cooperativa” onde verifica-se o aumento do número de associados e necessidade de contratação de gestores remunerados, bem como fomentar o equilíbrio entre a racionalização das atividades e a identidade cooperativa. São fundamentais nessa fase da vida da cooperativa: a vigilância do funcionamento interno frente aos desafios do crescimento, a consolidação das formas de participação, a preocupação com a qualificação e perfil dos empregados, os mecanismos de inserção de novos associados e a formação de gestores. E, finalmente a fase da “empresa cooperativa” onde a participação é ameaçada pelo crescimento da burocracia e tecnocracia. Nessa fase, o grupo de associados fundadores normalmente já foi ou está sendo completamente substituído. É preciso desenvolver ferramentas que estimulem a renovação da confiança, participação e descentralização. O crescimento interno por vias de participação chega ao seu limite, o desenvolvimento passa a ocorrer por relações externas. Experimenta-se maior risco de degeneração mas se verificam também processos de regeneração.
A autogestão é permeada por contradições por isso deve ser vista como um processo dinâmico e em constante evolução. Mudanças estratégicas, ou mesmo gerenciais, devem ser precedidas de um exame das possíveis falhas e êxitos, pois a diferença fundamental entre as cooperativas e as empresas tradicionais são os tipos de problemas encontrados e as soluções para enfrentá-los. Os princípios cooperativistas oferecem uma orientação sistêmica proporcionando um redesenho constante do projeto organizacional, para lidar com os desafios das mudanças e da estabilidade organizacional, baseando-se primordialmente nos cooperados e nas interações geradas por eles.
Através dessas interações, os associados constroem a organização compartilhando visões e ações. Ao longo do tempo, a maneira pela qual a cooperativa responde as interações determinará a composição dos associados, o que influencia o tipo de indivíduo que ela irá atrair e reter. A partir daí muitos caminhos podem ser tomados e a degeneração é apenas um deles. Além das influências ambientais às quais as cooperativas também estão suscetíveis, sua degeneração pode ser o resultado combinado da má administração dessas interações, que em determinadas circunstâncias teriam efeito corretivo, e a deterioração da população cooperada restante, bem como de novos membros.
A regeneração do cooperativismo
Para não degenerar, cooperativas deveriam atuar em duas grandes frentes. A primeira se dá na perspectiva da reprodução de membros ativos, através de sua seleção e socialização adequada. Isso pode parecer estranho, pois em si é uma adaptação do princípio de livre adesão dos membros a um contexto em que um elemento importante para o cooperativismo é mais difícil de ser encontrado e realizado: a afinidade entre membros e interesse em participar. Práticas que estimulam o desenvolvimento de significados comuns e comprometimento, como processos formativos, discussão construtiva e rotatividade de tarefas, mostraram-se cruciais em casos de cooperativas que conseguiram manter a democracia interna. Isso é particularmente importante com o crescimento, quando o contato entre os membros se torna mais difícil ou formal, e na medida em que a motivação para participar é maior quando membros são capazes de desenvolver atividades variadas e importantes.
A segunda frente de atuação está relacionada à divisão do trabalho e gestão da estrutura. Esses dois aspectos estão relacionados à necessidade de incrementar a eficiência e a divisão horizontal do trabalho. Porém, uma maior especialização e diferenciação interna não necessariamente geram o desenvolvimento de uma elite ou enfraquecem a democracia. A experiência mostra casos em que se observou justamente o contrário: membros mais atentos ao que estava acontecendo, exercitando a participação e controle de informações por meio de políticas fortemente comprometidas com a rotatividade de tarefas e compartilhamento de conhecimentos, informações e tecnologias adequadas; ou, em alguns casos, por meio de equipes de apoio rotativas responsáveis por manter essa dinâmica. Porém, essas medidas apenas não garantem que se evite a formação de elites dentro do grupo, é importante que haja uma predisposição por parte daqueles que ocupam posições-chave. A partir de determinado tamanho o envolvimento democrático pode ser garantido através do desenvolvimento de uma estrutura democrática mais complexa que combina formas representativas e de participação direta, que reforçam uma à outra.
Desde uma perspectiva ambiental, desenvolveu um estudo do processo de isomorfismo adaptado à realidade cooperativa, concluindo que esta sofre um isomorfismo congruente e um não congruente. O primeiro exerce uma força no sentido de homogeneização em relação ao próprio modelo cooperativo por meio de legislações cooperativistas, de um quadro institucional cooperativo (instituições promotoras nacionais, federações regionais e nacionais) e da intercooperação ou organizações de mesma base social. O segundo exerce uma força no sentido de homogeneização em relação a outras formas organizacionais por meio da legislação das empresas e do mercado, do campo organizacional do setor em que há atuação de empresas tradicionais capitalistas de fins lucrativos, da competição com outros tipos de organizações, da cooperação com outros tipos de organizações e de empregados ou gerentes que não têm perfil cooperativo e organizações profissionais.
Portanto, estimar um equilíbrio entre essas duas formas de isomorfismo seria uma questão fundamental para o estudo do processo de transformação. O predomínio de isomorfismo não congruente estimula o processo de transformação, sendo o seu extremo a degeneração. Contudo, essa estimativa é desafiadora e exige uma análise histórica do processo de mudança. Os contextos são muitos, o que ajuda a compor processos isomórficos variados. Além disso, assim como nos outros tipos de organizações, não só o isomorfismo influencia o processo de mudança, mas também as ações gerenciais e, no caso das cooperativas, a perspectiva de reprodução interna dos associados.
Portanto, cooperativas precisam rever a sua performance econômica e social permanentemente para evitar a degeneração, em um ciclo de constante vigilância e aperfeiçoamento, reinventando-se a cada dia. Assim como as circunstâncias mudam, novos procedimentos e estruturas precisam ser revistos pelos próprios associados, o que demanda uma capacidade de intercâmbio interno contínuo. A cooperativa é uma organização dual, semiaberta, que combina ao mesmo tempo dois tipos de trocas: trocas internas desenvolvidas pelo grupamento de pessoas que constituem a organização e trocas com o mercado. A existência das trocas internas é o primeiro fator que deve ser considerado e conservado na dinâmica cooperativa, já que constitui uma vantagem indiscutível com relação à empresa tradicional.
As trocas internas são o cerne da empresa democrática, estão intrinsecamente ligadas a ela e se desenvolvem sem quaisquer custos diretos implicados, pois sua base se encontra na cooperação, principal vantagem comparativa desse tipo de organização e, ao mesmo tempo, o que torna sua sobrevivência mais difícil numa lógica concorrencial. Paradoxalmente, é essa característica que a empresa tradicional nos dias de hoje vem tentando reproduzir, diante da necessidade de produção e a oferta de serviços cada vez mais personalizados e criativos. A empresa tradicional busca desenvolver essa característica de maneira extremamente custosa, normalmente através da contratação de pessoal altamente qualificado, salários diferenciados e programas constantes de formação e incentivos, de forma a conseguir informações e competências diferenciáveis no mercado competitivo.
*Paulo Adriano é médico
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AGÊNCIA ESTADO
Célio Studart cobra inclusão do piso da enfermagem na pauta da Câmara Federal
O deputado federal cearense Célio Studart (PSD) protocolou, na pauta do plenário da Câmara dos Deputados, um requerimento para a inclusão do projeto de lei que cria o piso salarial para os profissionais de Enfermagem (PL 2564/2020). "Falta aprovação do mérito, sem emendas, para que siga diretamente à sanção presidencial", destaca o parlamentar.
A Câmara aprovou urgência para o piso da enfermagem no último mês e a expectativa é que o mérito da proposta seja apreciado ainda em abril. "Urgente é dar dignidade à maior categoria de saúde do País. Urgente é dizer que o Brasil e que esta casa respeita o direito da Enfermagem e de todos que compõem essa importante classe", disse, ainda.
A casa legislativa vem atuando, nesse tema, por meio da Frente Parlamentar em Defesa da Enfermagem, a qual o cearense integra. O colegiado se reuniu para avaliar o impacto da proposta do piso nas contas públicas - o relatório final foi aprovado no final de fevereiro e estimou um custo anual de R$ 16,3 bilhões.
O grupo também identificou a existência de 1,3 milhão de profissionais de enfermagem ativos em todo o país. O número é consideravelmente inferior aos 2,6 milhões cadastrados pelos conselhos regionais.
O texto original apresentado no Senado Federal trazia para os enfermeiros um piso salarial de R$ 7.315,00, 70% para os técnicos de enfermagem e 50% para os auxiliares de enfermagem e para as parteiras, além de uma jornada de trabalho de 30 horas semanais. Após extensas negociações, o substitutivo aprovado em novembro fixou o teto em R$ 4.750, mantendo a proporcionalidade para os demais profissionais.
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Profissionais de saúde negros usam carreira para cuidar da população negra
Minoria nas faculdades, médicos, dentistas e psicólogos negros se voltam a resolver problemas que emergem da questão racial; distribuição de profissionais nos setores privado e público é desigual
Segundo um levantamento do site Quero Bolsa feito a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas negras no ensino superior cresceu 400% entre 2010 e 2019. Apesar de terem passado a representar 38,15% do total de matriculados, porém, os negros não atingem mais de 30% das vagas em alguns cursos, como psicologia e medicina.
Nesse contexto, as políticas de ação afirmativa têm um papel importante, como a Lei de Cotas, que completa 10 anos neste ano. No caso da medicina, por exemplo, 37,8% dos alunos negros ingressaram por meio de políticas de inclusão ou cotas, de acordo com o estudo ProvMed30, feito em parceria entre o Ministério da Saúde, a USP e a Organização Pan-Americana da Saúde.
Um outro recorte do estudo ligado à população negra, maioria entre os brasileiros (56%), mostra que, ao mesmo tempo em que nunca foram registrados tantos médicos no Brasil - a previsão é chegar a mais de 815 mil até 2030 -, a população não se beneficia igualmente desse crescimento porque a distribuição dos profissionais entre a saúde pública e a privada é desproporcional. Em 2019, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE revelou que 71,5% dos brasileiros usam exclusivamente o SUS, mas somente 21,5% dos médicos atuam integralmente no sistema. Trocando em miúdos, há muito mais médicos concentrados no setor privado, que atende a menor parte da população.
Ciente do problema, a médica Rayssa Okoro, formada pela Universidade Federal do Maranhão e atual moradora de São Paulo, não escolheu a profissão para se especializar em cirurgias complexas ou áreas muito específicas. Nascida em uma família negra de classe média, ela atua no SUS como médica generalista, focada na atenção básica da população em situação de vulnerabilidade.
“Desde que entrei na faculdade, só via sentido em cuidar da população brasileira, que é majoritariamente negra, pobre e usuária do SUS”, diz. “Quero estar nos espaços em que essa população está para garantir que os meus iguais sejam bem cuidados, por uma igual. E quero que as pessoas me vejam de jaleco e turbante e entendam que é possível uma mulher negra ser médica no Brasil.”
Casos como o de Rayssa estão começando a se multiplicar no País: pessoas negras que miram diplomas da área de saúde e direcionam a carreira às necessidades da população negra. Os desafios para que elas se formem e consigam atuar no mercado, no entanto, são maiores. Segundo a médica, faltam políticas públicas que facilitem a permanência dos estudantes negros e de classe baixa no curso de medicina, por exemplo.
“São seis anos de uma faculdade extremamente extenuante e adoecedora, nos sentidos físico e psicológico. Se já é difícil para quem tem todos os privilégios, imagine para quem enfrentou tantas dificuldades para entrar”, defende.
Ela fala que o racismo estrutural é outro fator que dificulta a jornada. “O fato de ser uma pessoa negra tornou a minha experiência na faculdade muito traumática e fez com que eu quisesse desistir em vários momentos, mesmo sendo de classe média. Eu não tinha dificuldades financeiras, mas o ambiente era extremamente nocivo e saí com prejuízos psicológicos marcantes”, revela. “Não adianta ter política de cotas se a gente não está garantindo e incentivando que as pessoas tenham condições financeiras e emocionais de permanecer na universidade.”
Rayssa afirma ainda que a formação em medicina no Brasil é deficitária no cuidado humanizado e que há uma certa mercantilização da profissão. A médica também sublinha a importância de haver profissionais que olhem especialmente para a saúde das pessoas negras, cujo adoecimento muitas vezes pode ser consequência do racismo estrutural - condições precárias de moradia, pouco ou nenhum acesso a alimentação adequada e a acompanhamento médico de qualidade, entre outros fatores.
“Não dá para ignorar que não se cuida bem de qualquer pessoa em qualquer condição só com os conhecimentos da medicina ocidental tradicional”, fala. “Uma pessoa é um sujeito complexo, que tem todas as nuances raciais, políticas e contextuais que vão interferir no processo de vida e de adoecimento dela.”
Representatividade no divã
Especializada na teoria cognitivo-comportamental, a psicóloga Amanda Bachiega conta que era a única aluna negra da sala quando cursou a faculdade, de 2013 a 2017. “De lá para cá, vejo que há um aumento no ingresso de pessoas negras no ambiente acadêmico, aumento de profissionais e também construções de redes de apoio, mas ainda falta muito para chegarmos em patamares igualitários”, afirma.
Ela destaca a importância de a população negra ter acesso ao acompanhamento psicológico com profissionais também negros. “Faz total diferença para a população preta. Por vivermos num mundo tão cheio de preconceito e violência, as lacunas no emocional das pessoas que estão fora do padrão imposto são muito grandes e é difícil para um profissional que não conhece essas particularidades lidar com essas múltiplas questões.”
Como exemplo, ela menciona a transição capilar, que consiste em deixar o cabelo crescer naturalmente depois de um período de alisamento contínuo. A questão, que afeta a psique e a autoestima da mulher negra, é uma vivência que psicólogas brancas não têm. “É um ponto chave no empoderamento e no autoconhecimento”, observa. “Alisar o cabelo é a primeira coisa que fazemos quando queremos entrar no padrão eurocêntrico. E assumir o cacho é a primeira coisa que fazemos quando dizemos não a esse padrão.”
Segundo a psicóloga, porém, somente a formação acadêmica não dá conta de acolher a tantas demandas e camadas que aparecem, principalmente nas questões raciais. Para seus processos terapêuticos, ela passou a ler mais autores negros, aprofundar-se em saúde mental da população negra, entrar em grupos de discussão sobre questões raciais e construir uma rede de apoio com outras profissionais negras. “Representatividade importa muito e é fundamental para a saúde mental”, conclui.
Empoderamento das crianças e adolescentes
O carioca Victor Hugo de Paula conta que quis ser dentista desde criança, quando entrou pela primeira vez em um consultório odontológico do SUS e achou tudo mágico. Aluno de escola pública, ele mergulhou nos estudos e conseguiu se formar em odontologia em 2014. Desde então trabalhou em clínicas de terceiros e relata que o racismo era uma constante.
A gota d’água foi uma situação grave de racismo da qual foi vítima no ano passado. Após um atendimento, ele acompanhou a paciente até a recepção para agendar o retorno. Uma mulher que estava no local olhou para ele e disse: “Se um negão (sic) desses me chama, saio correndo. Nem parece dentista, achei que fosse um funcionário lá de trás”.
Victor Hugo fala que, naquele momento, viu-se dividido entre a ética profissional e sua ancestralidade. “E não consegui falar nada. Me senti desumanizado”, diz. “De fato, somos muito poucos na faculdade e no mercado. Eu tive mais de 50 professores, nenhum deles negro”, aponta o dentista. E foi aí que ele teve a ideia de criar a Ayo Saúde, um espaço para profissionais como ele e que atende às necessidades da população negra.
Segundo o dentista, tanto na medicina quanto na odontologia os estudos são eurocêntricos, pensados para brancos. Isso faz com que questões que acometem mais a população negra não sejam olhadas. “A dermatologia não estuda a pele negra; a cardiologia não olha para a estatística de que, infelizmente, os negros têm mais problemas de coração por causa das piores condições de vida”, observa.
Desacreditado das políticas públicas, ele fala da importância do empoderamento para que haja mais profissionais negros na saúde. “Porque uma pessoa preta com roupa branca pode ser o que quiser e não necessariamente manicure, babá ou cabeleireiro. Temos que acreditar nos nossos sonhos e focar nos estudos, para que isso venha também em forma de profissionalismo.”
Conscientização nas redes sociais
No caso da baiana Daiane Bispo, o grande motivador para se tornar técnica de enfermagem foi o fato de ela mesma ser portadora da anemia falciforme - doença hereditária predominante em pessoas negras em que a estrutura dos glóbulos vermelhos é alterada, fazendo com que o organismo tenha dificuldade no transporte de oxigênio entre as células. A condição, que atinge 8% dos negros brasileiros, segundo o Ministério da Saúde, provoca obstrução nos vasos sanguíneos, anemia e sintomas que vão de crises de dor agudas nos ossos e nas articulações a infecções e até atraso no desenvolvimento.
Apesar de hoje o problema ser diagnosticado no nascimento da criança com o teste do pezinho ou através de exames em outras fases da vida, a técnica fala que há pessoas que convivem por anos com a doença sem saber que são portadoras.
“Foi o caso da minha avó, diagnosticada muito tarde. Ela passou a vida toda com anemia falciforme e os médicos diziam que era todo tipo de doença, menos essa”, relata. “Ela só teve o diagnóstico aos 50 anos e veio a óbito aos 55. Por que essa demora toda e a dificuldade de investigar? A gente se pergunta se é porque é uma doença predominante na raça negra.”
Quando fez o curso técnico de enfermagem, ela e outra colega, também portadora da doença, começaram a dar palestras na escola sobre o tema. Surgiu então a ideia de criar um perfil no Instagram, o “Meia lua com muito amor”, em referência ao formato de meia lua das hemoglobinas falciformes. “Vieram centenas de pessoas pedindo ajuda e orientação e foi aí que eu vi que a maioria não tem nem noção de que possui inclusive direitos por ter anemia falciforme”, conta. “Algumas mães que tiveram seus filhos diagnosticados me procuram desesperadas porque os próprios médicos não sabem orientá-las sobre o tratamento.”
Apesar de não poder exercer a profissão no dia a dia, justamente por sua condição de saúde, Daiane segue conscientizando o público nas redes sociais e até hoje dá palestras sobre anemia falciforme em escolas e cursos da área de saúde.
“Porque é na área de saúde que a gente sofre o maior preconceito e passa os maiores perrengues, tanto pela falta de conhecimento quanto pelo racismo mesmo”, enfatiza. “Muitas pessoas estudam diabetes, hipertensão e outras doenças, mas ninguém sabe sobre a falciforme.”
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PORTAL G1
Ginecologista é condenado a 35 anos de prisão por estuprar pacientes em Abadiânia
Decisão é referente a quatro abusos de três mulheres, mas Nicodemos Júnior também foi denunciado por crimes sexuais contra outras 37. Defesa sempre negou os crimes; cabe recurso.
Por Vanessa Martins, g1 Goiás
O médico ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais foi condenado a 35 anos de prisão por abusar sexualmente de pacientes. A decisão foi emitida em Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, e assinada pelo juiz Marcos Boechat nesta quarta-feira (6). O documento se refere a quatro casos de estupro de vulnerável cometidos contra três mulheres.
Segundo informações do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), Nicodemos está preso. Na decisão, o magistrado negou ao médico a possibilidade de responder ao processo em liberdade. Cabe recurso da decisão.
O g1 entrou em contato com o advogado do ginecologisa, por mensagem às 16h32 desta quarta-feira, e aguarda retorno com uma posição sobre a condenação.
O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou o ginecologista pelo crime de estupro contra 39 mulheres e por violação sexual contra outras três. Segundo as investigações, as vítimas são de Abadiânia e Anápolis, a 55 km de Goiânia, onde o médico atuava.
Segundo o TJ-GO, como o caso corre em segredo de Justiça, não é possível informar quais são os casos que levaram a essa condenação do ginecologista.
Investigação
Nicodemos se tornou alvo de investigação depois que mulheres procuraram a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Anápolis para denunciar que foram vítimas de crimes sexuais dentro do consultório. No início foram três, mas o caso ganhou repercussão e outras vítimas se sentiram seguras para registrar os crimes.
O médico foi preso pela primeira vez prisão dele foi em 29 de setembro de 2021, após as três priemeiras pacientes relatarem os abusos à Polícia Civil.
Apesar do número de denúncias, o médico foi solto em 4 de outubro por decisão da Justiça, passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. No entanto, mais vítimas de Abadiânia registraram ocorrências e ele foi preso novamente em 8 de outubro do mesmo ano.
Relatos de pacientes
As vítimas relatam diversos tipos de comportamento e comentários com conotações sexuais por parte do ginecologista.
Uma das mulheres disse que, durante uma consulta, o médico elogiou os olhos e o órgão genital dela. Em seguida, perguntou sobre sua relação sexual com o marido.
"Eu fiquei congelada e ele fazendo manipulações, isso tudo com os dois dedos introduzidos na minha vagina. Eu não consegui nem respirar no momento. É uma situação que a gente nunca espera que vai acontecer", contou.
Outra paciente disse que foi abusada pelo ginecologista durante o atendimento. Ela decidiu falar sobre o caso após a prisão do médico.
"Ele teve conversas inadequadas, me mostrou sites obscenos, brinquedos eróticos e tocou em mim não da forma que um ginecologista deveria tocar. Quando ele colocou minha mão na parte íntima dele, sabe?”, descreveu.
Entre as denúncias, também está a da aromaterapeuta Kethlen Carneiro, de 20 anos, que procurou a Polícia Civil para relatar que foi abusada por ele quando tinha 12 anos. Durante o atendimento, segunda ela, o médico sugeriu a leitura de material pornográfico.
"Ele veio me falar que eu podia começar a me masturbar. Me mostrou histórias em quadrinho pornô e vídeos. Me mandando os links e quais eu podia assistir. Depois levantou, pegou minha mão e colocou nele, na parte íntima dele", disse.
Em conversa por uma rede social, outra paciente pede informações ao ginecologista sobre o uso do anel vaginal, um método contraceptivo. Em um momento, ela pergunta se ele não atrapalha a relação sexual e se o parceiro não o sentiria. O médico, então, responde:
“Bom, minha namorada já usou e eu não percebi diferença alguma. Posso testar kkk. Brincadeira”.
Defesa
Nicodemos Júnior negou todos os assédios. Ele disse que comentários em aplicativos de mensagens eram "brincadeira" e admitiu que isso foi um erro.
"É muito complexo. Eu brinco com algumas coisas. Às vezes, nisso, eu pequei, realmente. [...] Mas, nunca, em nenhum momento, eu toquei em uma paciente com objetivo de ter prazer sexual ou de fazê-la ter um prazer sexual, porque o objetivo ali é o exame físico", disse.
Nos relatos das pacientes consta que o médico fazia muitas insinuações de cunho sexual, entre elas: "transar fortalece amizade" ou "faz o bronzeamento e me mostra".
"Muitas vezes, elas falam, 'olha, doutor, eu fiz alguma coisa assim, será que vai acontecer alguma coisa?'. Um erro meu, concordo, brinco no WhatsApp, comento alguma coisa de uma forma inadequada. Concordo que eu fiz isso, nisso eu estou errado", admitiu.
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O GLOBO
A poluição do ar é um dos maiores inimigos da humanidade
SÃO PAULO - A poluição do ar é responsável por 7 milhões de mortes prematuras anuais, segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Alguns estudos, estimam um número maior ainda de vítimas fatais como resultado da má qualidade do ar. No Brasil, quase 51.000 mortes por ano são causadas pela poluição do ar. Até algumas décadas atrás, o principal male associado à baixa qualidade do ar eram as doenças respiratórias. Entretanto, ao longo dos últimos anos, um crescente corpo de evidências mostrou que os danos da poluição vão muito além dos pulmões e do trato respiratório. Ela afeta o sistema cardiovascular, reprodutor, neurológico, endócrino, renal, entre outros. Durante a pandemia, por exemplo, ficou constatado que pessoas que cidades mais poluídas apresentavam maior índice de mortes pela Covid-19.
- Uma série de estudos epidemiológicos mostrou que a poluição do ar não afeta só o pulmão. Ela contribui para infarto, AVC, baixo peso ao nascer, câncer etc - diz o patologista Paulo Saldiva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e um dos maiores especialistas sobre o assunto no país.
Estudo realizado por Saldiva mostrou que o dano pulmonar causado pela poluição equivale a fumar de dois a três cigarros por dia. Outro trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos, e da Universidade Normal de Pequim, na China, concluiu que três anos de exposição aos poluentes atmosféricos equivalem à perda de cerca de um ano de escolaridade.
A péssima qualidade do ar também é responsável pelo aumento no risco de demência em quatro a cada dez pessoas com vulnerabilidade genética à doença. A exposição de longo prazo a uma atmosfera poluída ainda está associada ao desenvolvimento de doença renal crônica, aumento do risco de obesidade, diabetes, doenças neurodegenerativas e câncer de bexiga.
A poluição atravessa a placenta e está associada com baixo peso ao nascer, prematuridade e mortes fetais. Crianças que respiram ar poluído crescem menos, correm maior risco de comprometimento das funções pulmonares, aumento de infecções respiratórias e agravamento da asma.
O ar atmosférico é composto de nitrogênio, oxigênio, hidrogênio, gás carbônico e vapor de água. Ele é considerado poluído quando passa a conter substâncias químicas. Há centenas de compostos provenientes das mais diversas fontes, incluindo da queima de carvão em usinas de energia, de combustíveis fósseis em veículos, da indústria e de incêndios florestais.
Entre eles, o material particulado é considerado o mais prejudicial à saúde. Elas se referem às partículas com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro (PM 2,5) e às partículas de menos de 10 micrômetros (PM 10). Quanto menor o tamanho, maior o dano. As partículas com até 2,5 micrômetros, por exemplo, são 1/30 vezes mais finas que um fio de cabelo. Além de penetrar nos pulmões, elas conseguem entrar na corrente sanguínea e afetar praticamente todos os sistemas do corpo. Elas seriam capazes até mesmo de penetrar a barreira hematoencefálica, que protege o cérebro. Para efeito de comparação, nove em cada dez medicamentos em desenvolvimento pela medicina não conseguem ultrapassá-la.
- A poluição do ar, o material particulado, causa o que a gente chama de stress oxidativo e altera a função das células - diz a endocrinologista Elaine Frade, presidente da Comissão de Endocrinologia Ambiental da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Frade participou do primeiro estudo no mundo que comprovou o efeito deletério da poluição na fertilidade masculina. A equipe comparou a produção de espermatozoides em roedores expostos ao ar poluído e ao ar limpo. Os resultados mostraram uma desorganização na formação do espermatozoide nos camundongos machos que respiraram ar extremamente poluído. Isso, segundo Frade, pode levar à infertilidade.
Em 2019, 99% da população mundial estava vivendo em lugares com ar insalubre. O problema continua até hoje, na mesma dimensão, de acordo com estudo publicado pela OMS no início da semana. A poluição ainda tem efeitos indiretos, à medida que é responsável pelo efeito estufa e pelo aquecimento global, o que, por sua vez, também afetam negativamente a saúde humana.
Para reduzir o risco de doenças e morte associadas à poluição atmosférica, não tem segredo, nem milagre. É preciso buscar soluções para o aumento da eficiência dos motores, encontrar novas alternativas de mobilidade e combustível e mudar a matriz energética.
Em setembro do ano passado, a OMS lançou novas diretrizes de qualidade do ar. Foi a primeira atualização das recomendações em 15 anos. De forma geral, houve redução das referências para todos os poluentes clássicos: PM 2,5, PM 10, ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e monóxido de carbono.
Para o material particulado de até 2,5 micrômetros, o índice tolerado caiu pela metade, saindo de até 10 microgramas por metro cúbico, para 5. Para as partículas maiores, de até 10 micrômetros, o limite anual passa de 20 para 15 microgramas por metro cúbico. A entidade espera que o novo padrão possa evitar cerca de 80% das mortes atribuídas à exposição às PM 2,5.
Entretanto, Saldiva, que participou da elaboração dos documentos da OMS em 2005 e em 2021, acredita que a mudança virá a partir do mercado e de novos hábitos culturais e não de políticas públicas governamentais.
- É um movimento lento, mas que já está acontecendo. As novas gerações estão mais propensas a abandonar o carro. Empresas que adotam tecnologias menos poluentes começam a ser valorizadas no mercado - afirma o pesquisador.
A nível individual, existem formas de diminuir os efeitos prejudiciais do ar poluído no organismo, mesmo que você more em uma grande cidade, como São Paulo. As ações incluem: usar máscara n95, optar por trabalhar de casa alguns dias da semana - ficar no trânsito aumenta consideravelmente o nível de poluentes inalados -, evitar se exercitar no horário de pico, realizar atividades físicas em parques ou locais mais arborizados e manter uma dieta rica em antioxidantes, como verduras e frutas.
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Chá de ervas emagrecedor pode oferecer riscos à saúde; entenda
RIO - O caso da enfermeira Mara Abreu, de São Paulo, que morreu em fevereiro após consumir por vários dias um "chá emagrecedor" proibido no Brasil acendeu um alerta para os riscos de ingerir produtos ditos naturais sem orientação médica. A ingestão das cápsulas - que continham uma mistura de 50 ervas diferentes - provocou na profissional de saúde uma hepatite fulminante. Ela necessitou de um transplante de fígado, mas não reagiu bem à operação e morreu por complicações da cirurgia.
Histórias como a da enfermeira paulista se tornam cada vez mais comuns no Brasil. Na busca por soluções "mágicas" para problemas complexos, como a perda de peso e o tratamento de doenças crônicas, muitas pessoas se arriscam consumindo produtos que se passam por fitoterápicos e prometem resultados satisfatórios em pouco tempo. A facilidade de compra via internet e os depoimentos de quem "provou e aprovou" incentivam aqueles que já estão suscetíveis.
- As pessoas têm uma percepção errada de que tudo que é natural não traz nenhum prejuízo. Pensam que se bem não fizer, mal não faz. Também acreditam que esses chás vão trazer algum resultado para o emagrecimento. No entanto, não há nenhum estudo científico comprovando a eficácia de chás naturais para emagrecer - afirma Maria Edna Melo, presidente do departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
O consumo de plantas medicinais de forma exagerada ou sem prescrição médica pode causar a chamada lesão hepática induzida por ervas, responsável por 34% dos casos de insuficiência aguda do fígado diagnosticados no país, segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia. O efeito colateral de plantas no órgão é chamado de hepatotoxicidade.
Responsável por filtrar o sangue para captar as toxinas e eliminá-las do corpo, o fígado é um dos órgãos que mais sofrem com o uso indiscriminado de ervas. Diante de várias substâncias tóxicas, ele fica sobrecarregado e acaba lesionado.
Lesões variadas
Produtos ditos naturais podem causar os mesmos problemas que remédios tradicionais. Dentre os mais comuns estão as alterações das enzimas hepáticas, hepatites (agudas e crônicas), falência do fígado e até cirrose. As lesões podem surgir tanto pelo uso prolongado das substâncias como logo após a ingestão. Os sintomas mais comuns desse tipo de intoxicação são dores de cabeça frequentes sem causa definida, cor amarelada nos olhos e na pele, enjoos e tonturas e dor na região superior direita do abdômen. Cólicas e diarreias também podem ser um sinal de que há algo de errado.
Algumas plantas, como crotalária, erva cavalinha, kava-kava, cáscara sagrada e chaparral são potencialmente prejudiciais ao fígado. No entanto, o chá verde merece atenção especial, pois possui uma substância chamada catequina que, em grandes concentrações, causa a morte de células do fígado. Em forma de chá, a erva dificilmente fará mal para o órgão. O perigo está quando a erva aparece como ingrediente de cápsulas, já que não há como saber a quantidade da substância tóxica nem a forma como ela foi manipulada.
- Qualquer substância, seja natural ou sintética, pode trazer problemas para a saúde caso seja usada sem orientação profissional . Quando se fala de chás, além de conhecer a substância de que eles são feitos, é preciso ter certeza que se trata da espécie correta, porque infelizmente pode haver adulterações - alerta Maria Angélica Fiut, nutricionista e presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT).
A melhor maneira de não correr o risco de se intoxicar com esses produtos é não fazendo uso sem orientação de um profissional de saúde especializado. Chás naturais - como de camomila - podem ser comprados em mercados. Já os produtos fitoterápicos devem ser adquiridos em farmácias. Se for pela internet, apenas em sites de redes de drogarias conhecidas, orienta Hortência Tierling, conselheira federal de Farmácia pelo estado de Santa Catarina. A especialista explica que estes estabelecimentos contam com farmacêuticos responsáveis pelos produtos que são disponibilizados ali, o que garante que têm boa procedência.
- Mesmo que um produto seja adquirido como um alimento, como é o caso dos chás naturais, ele não está isento de contraindicações, reações adversas e até interações com medicamentos. Por isso, é importante ter a orientação de um profissional de saúde especializado - orienta Tierling.
Segundo a Anvisa, são considerados remédios fitoterápicos aqueles "obtidos com emprego exclusivo de matérias-primas ativas vegetais cuja segurança e eficácia sejam baseadas em evidências clínicas e que sejam caracterizados pela constância de sua qualidade". Os produtos devem ser registrados no órgão e seguir regras de rotulagem como os medicamentos, como ter bula, nome do farmacêutico responsável, número de inscrição no Conselho Regional de Farmácia (CRF), além do registro no Ministério da Saúde com treze números, que deve estar ao lado da sigla "MS".
Regras para chás
Já os chás, que são enquadrados na categoria alimentos e não na de medicamentos, não podem ser vendidos em cápsulas. Em seus rótulos não podem aparecer informações que indiquem prevenção, tratamento e/ou cura de nenhuma doença.
- Alguns rótulos de chás, mesmo sendo enquadrados como alimentos, precisam ter algumas informações específicas. Na embalagem do boldo, por exemplo, a norma da Anvisa exige que venham advertências para portadores de enfermidades hepáticas ou renais - alerta a farmacêutica.
A Anvisa regulamenta também os "produtos tradicionais fitoterápicos", que são aqueles "obtidos com emprego exclusivo de matérias-primas ativas vegetais", mas que a segurança e a eficácia "sejam baseadas em dados de uso seguro e efetivo publicados na literatura técnico-científica". Outra categoria existente é a dos "chás medicinais" que também precisam ser aprovados pela Anvisa.
- É preciso estar atento ao produto que se está comprando. Observe se a embalagem está de acordo com as exigências da Anvisa. Se tiver dúvidas, busque no próprio site da agência para ver se o produto está ou não liberado para consumo no Brasil - finaliza Tierling.
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PORTAL SEGS
artigo - Hospital é responsável por golpe aplicado em familiares de pacientes
Fraudadores normalmente aproveitam momento de fraquezas de suas vítimas e a situação vem chegando ao extremo de tirarem proveito da dor das famílias de pessoas hospitalizadas para aplicar golpes financeiros. Por isso, mesmo nesses momentos é preciso ficar atento e, caso caia em uma situação relacionada, que se busque o ressarcimento.
Atualmente, alguns hospitais estão sendo condenados a ressarcir os pacientes vítimas de fraudes praticados por terceiros utilizando o nome da instituição. Um exemplo recente foi o que ocorreu recentemente com o Hospital Brasília, que foi condenado a pagar uma indenização a família de um paciente vítima de golpe, já que ficou evidente a responsabilidade do hospital, uma vez que é o detentor de informações privilegiadas dos pacientes e falhou na guarda dos dados inseridos no prontuário do paciente.
Esse caso é um exemplo de como podem ocorrer esses golpes, sendo que o filho do paciente recebeu um telefonema de um suposto médico dizendo que o pai, internado na UTI e recém-operado, precisava se submeter a uma tomografia de urgência. Para isso, informou o número da conta na qual deveria ser creditado o valor do exame. Ainda foi solicitada outra quantia a título de pagamento de anestesista, no que foi novamente atendido.
Ao procurar mais informações na secretaria do hospital, sobre o exame solicitado, o filho paciente internado descobriu que era golpe. Nesse caso a vítima foi atrás de seus direitos, lembrando que as responsabilidades dos hospitais são amplas, precisando informar sobre possíveis golpe que possam ser aplicados, mas, também tratar de forma responsável as informações.
Hoje temos uma Lei Geral de Proteção de dados, que obriga a que todas as pessoas jurídicas que tenham dados de terceiros, a que mantenha sigilo, que sejam arquivados pelo período necessário com segurança e com acesso restrito a poucos funcionários, para evitar vazamento de dados, principalmente em hospitais, ondem são fornecidos dados sensíveis, como diagnostico e outros.
Infelizmente, esses golpes aumentaram muito com a pandemia, quando parentes de internados com Covid-19 são procurados por fraudadores solicitando dinheiro para procedimentos, remédios ou tratamentos urgentes, além disso, muitos inquéritos estão sendo abertos para investigar os casos de fraudes de falsos médicos.
Veja algumas dicas para evitar os golpes por telefone nos parentes de pacientes internados em hospitais.
1 -- Suspeite de qualquer contato que solicite dinheiro ou benefício similar, mesmo em momentos de dificuldade é importante manter a cabeça fria.
2 - Não efetue transações financeiras sem estar presencialmente com o seu médico e confirmar a necessidade e o valor do procedimento.
3 - Nunca forneça contatos pessoais para pessoas que não sejam de confiança, mesmo que trabalhem no hospital.
4- Desconfiem de mensagens por SMS, WhatsApp. Confie em telefones oficiais e ou confirme pessoalmente na secretaria do hospital sobre as autorizações de procedimentos e a parte financeira, somente esse departamento é que informa e cobrar valores de procedimentos.
5- Em ocorrendo alguma situação suspeita que envolva solicitações de pagamentos por telefone, WhatsApp, procure a central de segurança, normalmente todos os hospitais têm essa unidade.
6 -- Caso caia em golpes, procure por seus direitos por meio da justiça, o quanto antes tomar uma ação, maior a chance de reverter.
*Afonso Morais - Advogado sócio diretor da Morais Advogados, especializada em direito bancário e recuperação de crédito, com atuação na área de Recuperação de Crédito Amigável e Judicial para Instituições Financeiras, Companhias Seguradoras, Consórcios e Empresas de todos os portes.*
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A transformação digital na saúde vai muito além da adoção de novas tecnologias
Reconhecidamente mais tradicional do que setores como indústria e comércio, a saúde experimentou mudanças importantes de 2020 para cá: adoção da telemedicina, discussões sobre a regulamentação definitiva da telessaúde no Brasil e, mais recentemente, os impactos do 5G no dia a dia de hospitais, clínicas e operadoras. Porém, com grandes possibilidades de mudanças, as instituições precisam se organizar para definir o que deve ser feito primeiro e, assim, definir estratégias, criar iniciativas e promover uma cultura digital.
Nesse sentido, a simples adoção de tecnologias não é suficiente. Isso não quer dizer que elas não sejam importantes, mas, para que sejam implementadas adequadamente, outros fatores precisam ser levados em consideração. Essa análise se torna ainda mais necessária se considerarmos que, apesar dos avanços dos últimos anos, gestores ainda têm dúvidas em relação a elementos básicos da transformação digital - de acordo com o relatório Philips Future Health Index 2021, 44% das lideranças da área citaram dificuldades com a gestão de dados - primordial para o início da digitalização de qualquer organização.
Um dos aspectos que a transformação digital na saúde reforça é a melhoria da eficiência operacional para simplificar tarefas, mudando a mentalidade das empresas com o objetivo de acompanhar não só as novidades tecnológicas, mas também as novas demandas e necessidades dos pacientes.
Por exemplo: talvez, em algum momento da vida, você tenha usado os serviços de alguma clínica ou hospital e não tenha percebido que a transformação digital já estava presente ali. Isso porque seu atendimento foi tão prático, eficiente, e tudo ocorreu tão bem que você nem notou os diversos processos que estavam envolvidos na ocasião. Focar apenas em um compilado de tecnologias sem ter um objetivo traçado ou levar em conta aspectos essenciais para a segurança do paciente é um dos principais erros cometidos por instituições de saúde.
Pilares da transformação digital na saúde
Gestores precisam estar atentos a diferentes aspectos da transformação digital para conseguir promover um pensamento voltado a esse conceito. Primeiramente, é preciso compreender como as equipes serão impactadas pelas mudanças - e quais benefícios elas trarão para o dia a dia. Afinal, do time assistencial ao jurídico, todos serão afetados.
Outro ponto é a adoção de uma abordagem menos conservadora em relação às inovações, prezando por uma equipe que reconheça a melhoria de processos como algo essencial no cuidado ao paciente. Pensando nisso, avançamos para o pilar seguinte: a experiência desses pacientes deve ser colocada em primeiro lugar. Antes de aplicar qualquer solução, é essencial refletir sobre como isso irá impactá-los e se estarão satisfeitos com os serviços oferecidos.
Há também o pilar interoperabilidade - ou seja, operações feitas de forma conjunta que permitem a conexão entre diferentes tecnologias, implementando regras padronizadas para que o processo seja seguido. Na saúde, a interoperabilidade permite a troca de dados entre ferramentas utilizadas para melhorar o cuidado ao paciente.
Finalmente, outra máxima adotada deve ser: se um processo pode ser automatizado, então ele deve ser automatizado. Tudo que pode ser feito mecanicamente não depende de uma ação humana estratégica, o que significa que o tempo dos profissionais pode ser revertido em outra demanda. Além disso, os indicadores gerados nos processos automatizados podem melhorar o trabalho da gestão e do atendimento nessas instituições.
O uso inteligente de tecnologia aplicada à saúde é capaz de resolver inúmeros problemas enfrentados no cotidiano, desde aqueles relacionados à gestão, até os que envolvem o atendimento ao público. Porém, sem a compreensão de como essas tecnologias devem ser utilizadas e quais impactos elas trarão para a instituição, gestores correm o risco de adotar soluções ineficazes para suas demandas - e, com isso, julgar que elas não se aplicam ao ambiente de saúde. Por isso, o olhar estratégico para mudanças é essencial. Mais do que abraçar a transformação digital, chegou a hora de encará-la de forma mais especializada.
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portal uol
Há várias vacinas que adultos devem tomar; veja quais e a importância delas
Antes da pandemia, muitas pessoas costumavam associar a vacinação a algo importante somente para a saúde das crianças - afinal, eram os pequenos que tinham que fazer visitas rotineiras ao posto para receber imunizações.
Mas engana-se quem pensa que a rotina de vacinação faz parte da vida só de bebês ou de crianças. Na verdade, há doses que devem ser reaplicadas durante a vida adulta e em situações específicas, como durante a gestação. Outras ainda são indicadas para determinados públicos, como pessoas com comorbidades e transplantadas, justamente para reduzir o risco de desenvolverem formas graves de doenças infecciosas.
"Os imunizantes são boas ferramentas de promoção de saúde e esses públicos têm calendários específicos para reforçar sua proteção, embora, infelizmente, ainda seja uma informação pouco conhecida no geral", afirma Renato Kfouri, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).
Segundo ele, a combinação de falta de informação e iniciativas públicas tímidas para estimular a continuidade da imunização ao longo da vida acaba prejudicando a cobertura vacinal do país. "É uma subutilização dessa ferramenta de prevenção que temos e que é tão eficiente", lamenta.
Nos calendários estão vacinas que previnem desde doenças relativamente simples, como a gripe (causada pelo vírus influenza), até algumas mais sérias que podem evoluir para um câncer, como é o caso da que protege contra o vírus HPV.
E, embora algumas patologias não estejam circulando com tanta intensidade ou os surtos sejam menos frequentes, elas ainda podem dar o ar da graça se encontrarem algum organismo desprotegido. "São doenças que podem ser evitadas. Por que, então, não evitar?", questiona Kfouri.
Carteirinha em dia: por que é importante?Logo de cara, é importante avisar: todas as vacinas disponíveis hoje no SUS e na rede particular são eficazes e protegem contra as doenças para as quais foram desenvolvidas. Ou seja, a razão pela qual é importante manter as doses em dia ao longo da vida não tem relação com a eficácia ou não delas, mas sim com a forma como foram desenvolvidas, as doenças que previnem ou até mesmo por característica do nosso sistema imune..
"As vacinas contra vírus, por exemplo, costumam ter uma proteção menor por conta da mutação desses micro-organismos", afirma a técnica de enfermagem Veruska Ramos Torres, do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN/Ebserh) e coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Natal (RN).
Em outras, a resposta imunológica induzida não é suficiente para durar o resto da vida, o que requer reforços constantes para garantir que o corpo esteja sempre a postos em um eventual embate contra o patógeno.
"É o caso da vacina contra difteria e tétano, que deve ser reaplicada ao longo da vida a cada dez anos, em média", explica Eduardo Jorge da Fonseca Lima, representante da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) em Pernambuco.
Mas, de acordo com ele, as razões para tornar a vacinação um hábito de vida não são apenas essas. Há ainda a questão do envelhecimento natural do corpo, que vai, aos poucos, tornando as nossas defesas mais lentas e suscetíveis a infecções.
Chamado de imunossenescência, essa queda natural das células do sistema imune começa a se acelerar após a puberdade, por volta dos 20 anos, e vai progressivamente seguir assim até a velhice.
Não é à toa, por exemplo, que é justamente o público acima de 60 anos um dos grupos que tem um calendário próprio de vacinas, para reduzir o risco de infecções que podem gerar complicações graves após essa idade, como pneumonias e herpes-zóster.
Doenças associadasAlém do calendário adulto e idoso, indivíduos com doenças associadas, como diabetes e hipertensão, devem estar atentos ao calendário de vacinação e pedir orientação médica sobre quais imunizantes devem ser aplicados.
Isso porque essas doenças, na maioria consideradas crônicas, estão associadas a um aumento no risco de desenvolver complicações e de mortalidade uma vez que o indivíduo desenvolva a infecção.
É o caso, por exemplo, dos pacientes com asma e que convivem com DPOC (Doença pulmonar obstrutiva crônica), que têm a recomendação de se vacinar contra doenças respiratórias como gripe e coqueluche.
"Esses pacientes têm uma resistência menor e, no caso da DPOC, cada crise provocada por uma infecção respiratória compromete a capacidade dos pulmões, que não volta aos 100% mesmo após a recuperação", afirma Elie Fiss, professor de pneumologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) e médico do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Por isso, o especialista diz que indica a vacinação para todos os indivíduos. "O calendário precisa estar atualizado para que a saúde global desse paciente esteja mais protegida", avalia.
Como saber qual vacina tomar?Dentro do PNI (Programa Nacional de Imunização) do Ministério da Saúde, existem vacinas que são indicadas para adultos, idosos, gestantes e públicos específicos, como portadores de HIV e imunossuprimidos, entre outros públicos específicos.
No caso dos adultos saudáveis, a recomendação do ministério da Saúde é que os indivíduos recebam as seguintes vacinas:
Hepatite BDupla bacteriana adulto (dT, contra difteria e tétano) Febre amarelaTríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)Influenza (gripe) e pneumocócicas (pneumonia bacteriana).Já a SBIm recomenda, além dessas, a aplicação da hepatite A, as meningocócicas ACWY/C (contra meningites bacterianas) e a dose contra herpes-zóster; no caso da dupla bacteriana, a recomendação é trocar para a tríplice bacteriana do tipo adulto acelular (a dTPa, que previne difteria, tétano e coqueluche).
A maioria das vacinas está disponível no SUS, com exceção das meningocócicas [indicada em dose única e para condições de risco] e da herpes-zóster [recomendada em uma dose após os 60 anos].
Mas qualquer adulto pode procurar um posto de saúde com a carteirinha de vacinação (se possuir) e checar se existe alguma vacina não aplicada ou dose em atraso. "Mesmo quem eventualmente não tomou quando criança pode se imunizar agora, na vida adulta", afirma Veruska Ramos Torres.
Segundo ela, as coberturas mais baixas em adultos atualmente são a da hepatite B e da febre amarela - esta última foi incluída há pouco tempo no calendário infantil e, por isso, ainda associada com a necessidade de tomar apenas para viagens a locais onde a doença é endêmica, o que não é mais o caso.
"São vacinas de qualidade, eficazes e gratuitas, importantes para evitar doenças que, mesmo sem grandes complicações na maioria dos adultos saudáveis, podem ser evitadas. Ninguém precisa ficar doente", afirma a coordenadora.
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medicina s/a
artigo - Dia mundial da saúde e o acompanhamento do paciente
Por Rafael De Simone Matioli
Celebramos, desde 1950, o Dia Mundial da Saúde, que homenageia a criação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e reforça a importância do tema para toda a sociedade.
Claro que existiram grandes transformações e evoluções, a respeito das vacinas, por exemplo, sendo uma das principais formas de prevenir diversas doenças e suas complicações, além de ampliar o cuidado e a saúde de nossos familiares, amigos e entes queridos. Mas ainda há diversos desafios que precisamos superar, e as inovações fazem parte deste novo trajeto.
O acompanhamento do paciente (Direct to Patient) é um grande exemplo e se torna, portanto, um ponto essencial quando pensamos em ampliar e transformar o acesso à saúde. Segundo a OMS, é estimado que mais de 42 bilhões de dólares anuais sejam associados a erros de medicação. Em contraponto, um estudo do Hospital and Community Pharmacists, aponta que um acompanhamento correto reduz em 36% os casos de reinternação.
O erro na administração de medicamentos contínuos é muito comum, que pode ocasionar uma brutal ruptura do tratamento, levando a uma nova onda de hospitalização e outros problemas que poderiam ser tratados. Seguir uma recomendação médica exige mais do que atenção, é preciso disciplina e, muitas vezes, a pessoa por si só não consegue realizar sozinha. Quando há esse acompanhamento direto com o paciente durante e após o tratamento, as chances de finalizá-lo aumentam consideravelmente. Dados da Far.me demonstram que houve um aumento de mais de 20% no padrão de não esquecimento da medicação e mais de 14% de adesão ao tratamento quando há um acompanhamento adequado. Outro impacto positivo é no próprio sistema de saúde como um todo. Um programa eficiente de suporte ao paciente, pode contribuir na redução dos custos assistenciais, evita erros em processos de liberação, logística e consumo desses medicamentos e amplia a resolução de dúvidas e questionamentos, que muitas vezes, acarretam mais custos para o sistema, planos de saúde e o próprio usuário.
Com a pandemia, ficou mais claro o quanto é preciso desburocratizar o acesso à saúde, a exemplo da telemedicina, que permitiu que consultas fossem realizadas dos mais diversos lugares, resultando positivamente que hospitais e prontos-socorros se dedicassem aos pacientes com casos mais graves. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital, mais de 75 mil vidas foram salvas a partir de mais de 7,5 milhões de atendimentos. Com isso, foram evitadas mais de 6,5 milhões de idas desnecessárias ao pronto-socorro, com um índice de resolutividade de 91% por atendimento.
E a sociedade quer fazer parte deste novo momento de evolução e soluções na saúde. Uma pesquisa realizada em março de 2021, pela Ipsos em parceria com o Global Institute for Womens Leadership, aponta que mais de 57% dos brasileiros cogitam realizar ações para melhorar a saúde e o bem-estar, acima da média global de 48%.
Saúde, no seu mais singelo significado, é um estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e seu ambiente. E como um todo, precisamos refletir práticas que contribuam para um desenvolvimento mais ágil do setor da saúde e reforçar o mais importante, o cuidado com cada vida.
*Rafael De Simone Matioli é Head da unidade Conexão com Paciente da Viveo.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 06/04/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Fevereiro registra 78,2 milhões de usuários de planos de saúde
Plano de saúde em alta
Amil não poderá vender usuários individuais
Plano individual pode ter novo modelo de reajuste em 2023
Pessoas de 60 anos ou mais já podem tomar 4ª dose contra covid-19 em Goiânia
Uso de máscaras divide instituições privadas de ensino em Goiânia
Médica denuncia que foi agredida a chutes por filha de paciente em hospital de Monte Alegre de Goiás
Criança e adolescente: projeto obriga unidades de saúde a comunicarem casos de embriaguez, consumo de drogas e tentativa de suicídio
PRIMEIRA HORA
Fevereiro registra 78,2 milhões de usuários de planos de saúde
Os planos de saúde registraram a adesão de 78,2 milhões de beneficiários em fevereiro, sendo 49,04 milhões em planos de assistência médica e 29,2 milhões em planos exclusivamente odontológicos. A informação foi divulgada hoje (5) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Em relação a fevereiro do ano passado, o número de beneficiários nos planos médico-hospitalares evoluiu 3,06%, ou o correspondente a mais 1,4 milhão de beneficiários. Na comparação com janeiro de 2022, o crescimento foi de 71,9 mil usuários, com 19.587 planos ativos. Já nos planos exclusivamente odontológicos, houve expansão em um ano de 2,3 milhões de beneficiários, o que representa aumento de 8,60% no período. Comparativamente ao mês anterior, o total de usuários foi acrescido de 104.065 novos beneficiários, com 4.598 planos ativos.
Por tipo de contratação, os planos coletivos superaram os planos individual ou familiar nas duas modalidades de usuários, com 40,094 milhões de beneficiários de assistência médica e 24,1 milhões de usuários de planos exclusivamente odontológicos.
Estados
Nos estados, no comparativo com fevereiro de 2021, o setor registrou evolução de beneficiários em planos de assistência médica em 26 unidades federativas, sendo São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina os que tiveram o maior ganho em números absolutos. Entre os odontológicos, 25 estados registraram crescimento no comparativo anual, com São Paulo, Minas Gerais e Paraná mostrando maior aumento.
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O GLOBO
Plano de saúde em alta
MAIS PRESSÃO NO ORÇAMENTO
Analistas e setor preveem aumento entre 15% e 18,2%, o maior da história
POLLYANNA BRÊTAS E LETÍCIA LOPES
Depois do reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos, os consumidores devem se preparar para o aumento do plano de saúde, que deverá ser anunciado este mês. De acordo com especialistas e estudos que medem os custos do setor, a correção deste ano deve ficar entre 15% e 18,2%, superando o recorde de 13,57% de 2016. Se confirmado, será o maior reajuste já determinado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), desde que passou a regular o setor em 2000.
No ano passado, os planos individuais tiveram uma redução de 8,19%, devido à diminuição no uso dos serviços médicos em 2020, como efeito da pandemia. O aumento começa a valer em maio e é aplicado no aniversário de contrato do cliente.
Em relatório, o banco BTG Pactuai estimou em 15% a correção. Já o Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), que considera a variação dos custos médico-hospitalares para um conjunto de 704,9 mil beneficiários de planos individuais, calcula a alta em 18,2%. A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) estima um reajuste de 16,3%.
- O setor registra um aumento de custos no período. Observamos um novo padrão de utilização dos serviços após a pandemia. A alta nos preços dos medicamentos, em dois anos, chega a quase 24%, o que é signifícativo para as operadoras - afirma Marcos Novais, superintendente executivo da Abramge, acrescentando que os custos de material descartável e equipamentos importados também têm impacto significativo para os planos de saúde.
PROCEDIMENTOS ELETIVOS
Segundo o IESS, até fevereiro de 2021, a variação de custos estava negativa em 1,7%, "refletindo a opção dos beneficiários em adiarem procedimentos e consultas devido à pandemia". No segundo trimestre de 2021, houve aumento da despesa per capita para serviços ambulatoriais (23,3%), exames (20,8%) e internação (20,0%).
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) diz que, além da alta da inflação, aumento das ocorrências e forte retomada dos procedimentos eletivos, são esperados ainda os impactos de tratamentos da Covid longa, que, segundo a OMS, atinge 10% a 20% dos que contraíram a doença, o que corresponde até seis milhões de pessoas no Brasil.
Para a coordenadora do programa de Saúde do Instituto de Defesa do Consumidor (Idee), Ana Carolina Navarrete, as projeções do mercado não refletem dados de utilização dos planos de saúde pelos usuários, a chamada sinistralidade (percentual que representa o custo de prestação de assistência sobre o total arrecadado), medida pela própria ANS. Em junho de 2021, a agência publicou um estudo que mostrou que a sinistralidade do primeiro trimestre de 2021 permaneceu inferior ao observado no mesmo período de 2019, de 75% a 77%. O índice aumentou no segundo trimestre, chegando a 82%, mas ainda em patamar similar ao período pré-pandemia, também de 82%.
- Os percentuais projetados não fazem sentido, não condizem com a realidade e contradizem as informações divulgadas pela própria ANS. A variação de despesas médicas aumentou, mas não atingiu patamares anteriores à pandemia. O reajuste deste ano não pode servir para recuperar a redução que houve no ano passado. É preciso analisar o comportamento dos custos e fazer a projeção afirma Ana Carolina, do Idee.
A ANS informou que o percentual máximo de reajuste se baseia principalmente na variação das despesas assistenciais nos dois anos anteriores à divulgação do índice. Os dados são enviados à ANS pelas próprias operadoras. Segundo a agência, "não há uma data definida para divulgação do índice".
MAIS CLIENTES
Em um ano, houve crescimento de 1,459 milhão no número de beneficiários dos planos de saúde - 3,06% maior que em fevereiro de 2021. Hoje, são 49 milhões de usuários. Mas somente 8,9 milhões são de planos individuais, menos de 20%; o restante são empresariais, os mais numerosos (40 milhões), ou por adesão.
Nos empresariais e coletivos por adesão, o reajuste é negociado livremente, sem obedecer o teto fixado pela ANS. Novais, da Abramge, diz que o reajuste desses contratos deve ser maior este ano:
- Os reajustes de planos coletivos foram, em média, entre 4% e 5% no ano passado. Agora, a média dos planos coletivos, com base em dados de novembro de 2021, está em 7%, segundo cálculo feito pela Abramge.
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De volta à Amil.mas inseguros
> A ANS determinou que a Amil reassuma a carteira de quase 340 mil planos individuais e familiares, transferida para a operadora APS em janeiro deste ano. Usuários comemoram, mas reclamam que a rede credenciada foi reduzida antes mesmo da transferência de carteira e estão receosos de que permaneça assim.
> A psicóloga Maria Cristina Carmona, de 67 anos. diz que perdeu a confiança no plano, após a transferência:
> - Dessa vez. eu perdi toda a minha segurança. É uma operadora que ninguém conhece.
> Segundo Rafael Robba, especializado em Direito à Saúde no escritório Vilhena Silva, a Amil precisa retomara rede credenciada. Se o consumidor tiver o atendimento negado, deve reclamar na ANS e nos órgãos de defesa do consumidor.
> A dificuldade está em provar o prejuízo, diz o administrador Victor Shirazi:
> -O encolhimento da rede credenciada é algo difícil de provar. Mas no site da Amil há poucas opções agora. Eu sinto que foi uma correría para se livrar da gente. Mas não colou, ainda bem.
> Procurada, a Amil negou qualquer "ajuste atípico da rede credenciada por causa da transferência da carteira". Sobre reassumir os contratos, a empresa disse que espera ser comunicada pela agência oficialmente para se pronunciar.
> Para advogados especialistas no tema. é difícil que a ANS mude a decisão tomada na segunda-feira.
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Plano individual pode ter novo modelo de reajuste em 2023
Objetivo é atrair operadoras, que deixaram segmento de lado. Para analistas, risco é aumentar ainda mais valor de contratos
LUCIANACASEMIRO
Os planos de saúde individuais estão prestes a sofrer um reajuste de dois dígitos em maio. Mas a partir de 2023, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pode rever o modelo de cálculo destes contratos. A ideia é tornar o segmento novamente atraente para as operadoras. Ele representa cerca de 20% do mercado, mas foi deixado de lado pelas empresas nos últimos anos. Entre fevereiro do ano passado e fevereiro deste ano, o número de usuários em planos coletivos aumentou em 1,54 milhão. No mesmo período, os individuais tiveram queda de 117 mil pessoas.
As operadoras afirmam que rever a metodologia de cálculo do reajuste é fundamental para voltar a oferecer o produto. A reclamação das empresas é que o percentual autorizado pela ANS não reflete a variação real de custos do segmento. Para especialistas em defesa do consumidor, o risco é que os reajustes fiquem ainda mais altos, encarecendo o valor da mensalidade. De outro lado, quem deixa de contar com um plano coletivo praticamente não encontra ofertas de contratos individuais no mercado hoje.
O presidente da ANS, Paulo Roberto Rebello Filho, pretende colocar o tema como prioritário na agenda regulatória da agência para o próximo ano. Mas o debate de fato já começou. A FenaSaúde, que representa as maiores operadoras do setor, já disse que está preparando um material para apresentar à agência para subsidiar a discussão.
- Se flexibilizar o reajuste, a agência promoverá maior competitividade e premiará quem faz uma boa gestão avalia Vera Valente, diretora executiva da federação.
As discussões ainda estão no estágio inicial, mas, segundo fontes, até agora já surgiram três propostas. Uma delas é a revisão técnica do contrato - algo que já está previsto na legislação. Neste caso, de tempos em tempos, a operadora faria reajustes adicionais, caso fique comprovado que o percentual aplicado não foi suficiente para garantir o equilíbrio econômico-financeiro da carteira e colocaria em risco a qualidade da assistência prestada.
REGIONALIZAÇÃO É OPÇÃO
Outra hipótese em debate seria adotar aumentos regionais, de acordo com as características de cada localidade. E se discute ainda a possibilidade de definir uma banda de reajuste, que funcionaria como uma margem, qualquer reajuste acima do percentual exigiría prestação de contas à AN S.
Renato Casarotti, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), diz que a fórmula do reajuste podería continuar sendo determinada pela ANS, mas que nesse novo formato cada empresa deveria apresentar o resultado da sua conta à agência.
- Hoje, a oferta de planos individuais se concentra basicamente em operadoras que têm rede verticalizada (própria). Uma operadora que oferece ao consumidor livre escolha em sua rede credenciada pode ter necessidade de um reajuste mais alto. E o consumidor precisa entender essa mecânica. Se a regra abre essa possibilidade, volta a oferta e isso terá um efeito na concorrência, pois o consumidor terá de fato para onde fazer a sua portabilidade de contrato pondera Casarotti.
O presidente da ANS se apressa em dizer que não se trata de uma desregulamentação do reajuste dos planos individuais:
- Não estou dizendo que o aumento será livre. Mas se esse é um ponto que trava a oferta no mercado, a ANS tem que estar aberta à discussão - ressalta Rebello.
Ele aguarda a recomposição da diretoria da agência para formalizar o tema na agenda regulatório do triênio 2023-2025.
Para Ana Carolina Navarrete, coordenadora do programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idee ), a mudança segue uma lógica equivocada:
- O plano individual se mostrou o melhor na proteção do consumidor e em refletir as variações de uso e de custo. Se a ideia é criar condições similares para que o mercado volte a vender esses contratos, o ideal era criar regras para os coletivos e não mudar aquilo que funciona bem.
MAIS TRANSPARÊNCIA
Mario Scheffer, coordenador do Observatório da Judicialização da Saúde Suplementar da Faculdade de Medicina da USP, concorda:
- Defendemos a regulamentação de reajuste dos 80% restantes do mercado, que são desregulados. Entre eles, há parte extremamente vulnerável: os falsos coletivos com aumentos abusivos anuais.
Regular reajustes dos coletivos, de fato, não está na agenda da ANS. Mas Rebello diz que está nas suas prioridades a implementação de um sistema que garanta maior transparência em relação aos aumentos dos contratos coletivos:
- Esse é um processo que tem que acontecer em conjunto. É preciso sistematizar as informações sobre os reajustes dos planos coletivos, dando maior transparência a esses dados. É importante que o consumidor saiba qual foi reajuste aplicado por uma operadora a um plano similar ao seu. Isso empodera o consumidor e aumenta a competição.
Na avaliação de Casarotti, da Abramge, a proposta de aumento de transparência é desafiadora, mas bastante positiva para as empresas:
- O grande desafio é que cada empresa adota uma metodologia diferente de cálculo. Mas o consumidor precisa saber qual a variação do custo médico naquela carteira, que indicador econômico entra naquele cálculo. Esse é um debate muito saudável.
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"Hoje, a oferta de planos individuais se concentra basicamente em operadoras que têm rede verticalizada (própria). Uma operadora que oferece ao consumidor livre escolha em sua rede credenciada pode ter necessidade de um reajuste mais alto "
Renato Casarotti, presidente da Abramge
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OUTRAS PALAVRAS
Amil não poderá vender usuários individuais
ANS interrompe transação em que a operadora venderia 338 mil carteiras a uma nanica do ramo. Percebeu que nova detentora não teria capacidade financeira para poder manter novos clientes, além de falta de transparência e cooperação com a agência
A operação em que a Amil pretendia se desfazer de seus clientes com plano de saúde individual não deve mais ir à frente. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou, na segunda-feira (4/1), que a empresa reassuma os planos que estavam sendo transferidos à pequena operadora Assistência Personalizada à Saúde (APS). As autoridades reguladoras constataram que a nova empresa não terá capacidade financeira de manter as 338 mil carteiras que estava assumindo.
A crise teve início quando usuários da Amil começaram a relatar dificuldades em agendar exames, descredenciamento de hospitais sem aviso prévio e falta de orientação da empresa. As reclamações à ANS deram um salto a partir do momento em que a Amil decidiu "vender" 337 mil clientes de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná às empresas APS (Assistência Personalizada à Saúde) e Fiord Capital, em dezembro de 2021.
A ideia parece ser a de não atender mais os usuários de planos individuais, que são mais bem regulados que os corporativos. A gana de livrar-se deles é grande, pois a Amil pagaria R$ 3 bilhões pelo negócio. Pesquisadores veem a venda também como um sinal da retirada da norte-americana United Health, detentora da Amil, do Brasil.
A transferência de usuários foi interrompida pela ANS, em 8 de fevereiro. Pedia-se explicações sobre a tramitação, e alertava-se que a Amil estava sendo pouco transparente numa suposta "junção" com a APS - primeiro passo da empreitada. Foi exigido um plano de ação detalhado sobre como ficaria o atendimento aos usuários se a operação de venda for autorizada - mas a operadora não estava facilitando e omitiu fatos da agência.
Foi divulgada, então, a decisão da ANS em que exige que a Amil traga de volta os usuários inicialmente transferidos. Segundo notícia da Agência Brasil, a empresa "informou que garantiria qualquer necessidade de aporte financeiro necessária para manter o equilíbrio econômico-financeiro da APS 'enquanto Amil e APS integrarem o mesmo grupo econômico'". Mas e depois disso? Para não colocar os usuários em risco de ficarem desassistidos, a transferência foi bloqueada. As empresas têm dez dias para manifestar-se.
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A REDAÇÃO
Pessoas de 60 anos ou mais já podem tomar 4ª dose contra covid-19 em Goiânia
Pessoas a partir de 60 anos já podem tomar a quarta dose da vacina contra a covid-19 em Goiânia. A aplicação começa nesta quarta-feira (6/4), nos 73 locais de vacinação da capital.
O Ministério da Saúde orienta que essa dose deve ser administrada após quatro meses de aplicação da primeira dose de reforço, e pode ser administrada com as vacinas Comirnaty/Pfizer, Janssen ou AstraZeneca.
Goiânia já aplicou 2.829.911 doses contra Covid-19, sendo que 84,4% da população acima de 5 anos já recebeu a primeira dose, e 77,8% da população acima de 05 anos a segunda ou dose única . “Já aplicamos também 510.103 doses de reforço e, até o momento, aplicamos 4.764 doses referentes à segunda dose de reforço”, afirma o secretário municipal de Saúde, Durval Pedroso.
Influenza
Outra novidade no calendário de vacinação na capital é que gestantes e puérperas estão liberadas para tomar a vacina contra a Influenza. “Lembramos que as vacinas estão disponíveis em 73 pontos de vacinação na capital, sendo 71 unidades de saúde, o Clube da Caixa, localizado no setor Bueno, e o drive-thru, no estacionamento do Estádio Serra Dourada, no Jardim Goiás”, pontua Durval.
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Uso de máscaras divide instituições privadas de ensino em Goiânia
As instituições privadas de ensino em Goiânia estão divididas quanto ao uso de máscara facial, mesmo com o decreto da Prefeitura de Goiânia que desobriga o uso da proteção em ambientes abertos e fechados. Algumas unidades resolveram desobrigar o uso do acessório após a publicação do decreto, como é o caso do Colégio Agostiniano. Outras, a exemplo da PUC Goiás, preferiram manter a obrigatoriedade por mais um tempo.
O decreto municipal, publicado na última sexta-feira (1º/04), torna o uso da máscara facultativo, mas recomenda que a proteção seja utilizada “em locais que possuam maior risco de transmissão, como espaços com aglomerações” e “por pessoas com sintomas gripais ou que tiveram contato com pessoas sintomáticas”, bem como “pessoas de grupo de risco, como imunossuprimidos, com comorbidades, idosos – principalmente acima de 70 (setenta) anos – e gestantes”.
É neste ponto de recomendações que cada instituição diverge. Devido à grande circulação de pessoas, a PUC Goiás, através de nota, “recomenda a toda a comunidade acadêmica (estudantes, professores, funcionários) e aos prestadores de serviços e visitantes, que continuem utilizando regularmente a máscara de proteção facial em todos os ambientes da Universidade”.
Já o Colégio Agostiniano, por exemplo, enviou circular às famílias aderindo ao uso facultativo da máscara. “Seguiremos respeitando a decisão das famílias que optarem pela continuidade do uso da máscara em todo e qualquer lugar da escola”, diz o texto.
Segundo o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia (Sepe-Goiânia), Flávio Castro, apesar destas divergências, as instituições podem apenas encaminhar recomendações. Como o decreto municipal efetivamente tornou o uso da máscara facultativo, uma instituição pode recomendar que o uso continue, mas não pode obrigar que um estudante use a proteção e nem o barrar.
“O que as escolas estão fazendo, seguindo um diálogo que houve com o sindicato, é encaminhar comunicado fazendo esclarecimentos. Recomenda-se que se use a máscara conforme os casos apontados pela nota técnica da prefeitura, como no de apresentar sintomas de gripe. Mas não temos o poder de proibir a entrada de um estudante que está sem máscara”, explica Castro. “Seguimos à risca a nota técnica da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) e o decreto municipal”.
Castro ressalta que, embora a escola não tenha autonomia para obrigar o uso da máscara, caso seja verificada uma questão de risco sanitário, ela pode fazer a mediação. “Mas isso é um caso específico. No caso geral, para todos os segmentos, foi posto que não há obrigatoriedade do uso de máscara, mas que se recomenda em caso de aglomeração. Pra escola, não é diferente”, completa Castro.
Já o Sindicato dos Professores do Estado de Goiás (Sinpro), em circular assinada pelo presidente da entidade, Railton Nascimento, recomenda que o uso das máscaras continue obrigatório nas escolas. “Para que não se corra o risco de se abrir largos para a transformação do ambiente escolar, em sentido lato e estrito, em local propício à transmissão e à disseminação do vírus da covid-19, com danos incalculáveis, faz-se imperioso que se mantenha, de forma intransigente, o uso do destacado instrumento de proteção: máscara facial até que a covid-19 deixe de ser considerada como pandemia ou mesmo endemia”, diz o texto.
Em nota técnica divulgada nesta segunda (04/04), a Secretaria Municipal de Ensino (SME) informou que as instituições de ensino devem incentivar o uso do item de proteção para estudantes e servidores diagnosticados com doenças respiratórias, como asma e bronquite, e que apresentem sintomas gripais.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Médica denuncia que foi agredida a chutes por filha de paciente em hospital de Monte Alegre de Goiás
Eny Godinho contou que está com a perna cheia de hematomas e feridas
A médica Eny Cristina da Cunha Godinho Aires, de 51 anos, disse que foi agredida com chutes pela filha de um paciente durante o plantão de domingo, 3, no Hospital Municipal de Monte Alegre de Goiás. A profissional contou que vai representar criminalmente contra a suspeita por lesão corporal.
“Fui pedir para ela [acompanhante] parar de gritar para que eu pudesse examinar o pai dela, e ela já partiu pra cima. Ela ainda me chutou quando estava algemada pela polícia”, relatou a médica.
A Polícia Civil informou nesta terça-feira, 5, que foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por lesão corporal dolosa. O Secretario Municipal de Saúde, Walmir Júnior, relatou que a suspeita também agrediu uma enfermeira durante o mesmo plantão.
A médica Eny Godinho explicou que a enfermeira de plantão estava na mesma sala de emergência retirando pontos de uma cirurgia. “Ela foi me defender, pedir para ela sair da sala, para que nós pudéssemos atender o pai da agressora, foi onde ela levou a mão no rosto da enfermeira. Todo o meu tempo de formada, sempre trabalhei em emergência e nunca me ocorreu tamanha crueldade”, detalhou Eny Godinho.
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CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA
Criança e adolescente: projeto obriga unidades de saúde a comunicarem casos de embriaguez, consumo de drogas e tentativa de suicídio
O vereador Leandro Sena (Republicanos) demonstra preocupação com o consumo excessivo de álcool, de forma precoce. Por meio do projeto de lei nº 119/22, apresentado nesta terça-feira (5), na Câmara, ele quer que hospitais, postos de saúde e clínicas que integram as redes pública e privada do município sejam obrigados a comunicar, imediatamente, ao Conselho Tutelar, aos pais ou responsáveis legais, o atendimento, em suas dependências, de crianças ou adolescentes recebidos em casos envolvendo embriaguez, consumo de drogas ou tentativa de suicídio.
“O consumo excessivo de álcool é causa de preocupações, angústia e sofrimento para muitas famílias. Quando um de seus membros bebe em excesso, isso pode atrapalhar o convívio e a harmonia familiar. É natural ter muitos sentimentos contraditórios nesses casos, sobretudo em se tratando de adolescentes”, afirma o parlamentar, ao justificar a proposta. De acordo com o texto da matéria apresentada, ao Conselho Tutelar caberá, após ser comunicado por unidades de saúde acerca das ocorrências mencionadas, tomar a providência cabível, em cada caso, nos termos previstos na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA).
Estudo
Na justificativa do projeto, Leandro Sena destaca estudo realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa Regular, e que teve participação de 5.226 alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e dos três anos do Ensino Médio, em 37 escolas. O levantamento concluiu que, de todas as drogas pesquisadas, o álcool se mostrou, de longe, a mais usada: 40% dos estudantes tinham bebido no mês anterior à pesquisa, enquanto 10% relataram uso de tabaco – a segunda droga mais prevalente. Conforme o estudo, o álcool também é a droga que começa a ser consumida mais cedo, com média de idade de 12,5 anos. A primeira vez ocorreu em casa, para a maioria dos entrevistados.
“O estudo revelou ainda padrões de consumo que merecem atenção entre os estudantes da rede particular, em especial com relação ao álcool: um terço dos alunos do Ensino Médio relatou prática de binge drinking** no mês anterior à pesquisa, o que é uma porcentagem extremamente elevada”, argumenta o vereador. “Esse comportamento traz alto risco, pois o adolescente embriagado fica em situação de vulnerabilidade em vários aspectos da vida, favorecendo brigas, acidentes de trânsito e sexo desprotegido”, acrescenta.
O projeto de lei segue para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, antes de ir à votação, em Plenário.
** Em inglês, a palavra binge está informalmente associada à definição de algo que é feito em excesso. Sendo assim, binge drinking pode ser definido como o ato de beber grande quantidade de álcool de uma só vez. Segundo especialistas, esse padrão se caracteriza pelo consumo de, pelo menos, quatro doses em uma única ocasião para mulheres; e de cinco doses, para homens, o que leva a uma concentração de etanol no sangue de 0,08% ou mais.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 05/04/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Amil terá de ficar com planos de saúde que pretendia repassar a outra empresa, diz ANS
Pacientes reclamam de demora em atendimento no Hugol, em Goiânia
Hugol cheio: pacientes aguardam em macas no corredor
Receita prorroga prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2022
Goiás registra 2.156 novos casos de covid-19 e 13 mortes em 24 horas
Mães de autistas relatam dificuldades de inclusão e custo alto do tratamento
Ministério da Saúde espera vacinar 100 mi de pessoas contra gripe e sarampo
AGÊNCIA ESTADO
Amil terá de ficar com planos de saúde que pretendia repassar a outra empresa, diz ANS
Carteira de 337 mil planos individuais era deficitária; clientes seriam assumidos por empresa recém-formada, liderada pelo fundo de investimentos Fiord; partes envolvidas têm dez dias para se manifestar junto ao órgão regulador A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu nesta segunda-feira, 4, que a operadora Amil terá de reassumir a carteira de 337 mil planos individuais que seria repassada a um grupo liderado pelo fundo Fiord. A autarquia também determinou que está suspenso qualquer movimento de venda das participações do capital social da Assistência Personalizada à Saúde (APS), operadora de planos de saúde da própria Amil que abrigou os milhares de consumidores. O objetivo era repassar o negócio ao grupo após eventual aval da ANS.
Segundo o comunicado da ANS, a transferência dos planos individuais para a APS foi aprovada no fim do ano passado porque a Amil garantiu que faria os aportes necessários para manter o equilíbrio econômico-financeiro da APS. No entanto, a autarquia afirmou que, após análise dos documentos, ?a Amil já tinha definido a venda das quotas da APS, o que faria com que a Amil e APS deixassem de fazer parte do mesmo grupo econômico ? esvaziando, assim, a garantia oferecida pela Amil em favor da APS.?
As empresas envolvidas terão prazo de dez dias para apresentar manifestações à ANS, data em que a autarquia tomará a sua decisão final a respeito da transferência de carteira.
Entenda o caso Após meses de negociação e com grande dificuldade de encontrar interessados no negócio, apesar de se dispor a fazer um aporte bilionário para isso, a Amil decidiu repassar a deficitária carteira a um grupo recém-formado por três sócios: a Fiord, que se autodenomina uma empresa de investimentos, com fatia de 45%; o grupo Seferin & Coelho, de gestão de hospitais, com 45%; e o executivo Henning von Koss, ex-Hapvida, Amil e Medial Saúde, com os 5% restantes.
Antes disso, a Amil já havia feito aporte de R$ 2,3 bilhões na APS para que o negócio parasse de pé. Porém, o dinheiro só seria acessado pelos compradores após o aval da ANS.
Em fevereiro, o grupo de investidores havia afirmado que o negócio tinha viabilidade financeira e condições de se sustentar no longo prazo. Na época, em nota, a empresa garantiu que a transferência não traria prejuízos aos beneficiários.
Procurada nesta segunda-feira, a Amil afirmou que irá se manifestar ?tão logo seja comunicada oficialmente pela ANS e tenha acesso à avaliação realizada pelo órgão?. A Fiord não respondeu até o momento.
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TV ANHANGUERA
Pacientes reclamam de demora em atendimento no Hugol, em Goiânia
https://globoplay.globo.com/v/10450304/
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TV RECORD
Hugol cheio: pacientes aguardam em macas no corredor
https://www.youtube.com/watch?v=71R9T3RcedA
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A REDAÇÃO
Receita prorroga prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2022
Especialista explica mudanças do ano vigente
Brasília - A Receita Federal prorrogou o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2022 para 31 de maio. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (5/4). Antes, a data final para transmissão do documento era 29 de abril.
Além disso, o limite de entrega para quem pretende quitar imposto a pagar por meio de débito automático a partir da primeira parcela também foi adiado, para 10 de maio - anteriormente, o estabelecido era 10 de abril.
A opção de pagamento agendado ficará disponível a partir da segunda parcela para quem apresentar a prestação de contas ao Fisco a partir de 11 de maio - e até 31 de maio.
Este é o terceiro ano consecutivo que a Receita adia a data limite para entrega da declaração de IR. Em 2022 há uma série de mudanças nas regras. O jornal A Redação entrevistou o especialista Marley Pedroso para explicar as novidades. Clique aqui e confira.
Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda?
- O primeiro item a ser observado é: indivíduos que tenham obtido rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 28.559,70. Neste caso, podem ser utilizados como exemplo salário, pró-labore, rendimento de MEI - desde que não seja lucro -, pensão, entre outros.
- Pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, com soma foi superior a R$ 40 mil. Como exemplo, podem entrar aqui lucros e dividendos, lucro imobiliário, FGTS, poupança, doações e heranças.
- Se obteve, em qualquer mês do ano-calendário, ganho de capital na venda de bens ou direitos. Neste caso, haverá incidência de imposto. Se obteve ganho de capital em venda de imóvel residencial, mas comprou outro de mesmo valor ou superior, em um prazo de 180 dias após a venda, haverá isenção do pagamento do Imposto, mas não da declaração.
- Pessoas que tiveram, em 31 de dezembro do ano-base, patrimônio com valor acima de R$ 300 mil.
- Se passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano-calendário e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro; Aqui, podem entrar um estrangeiro que veio morar no País ou um brasileiro que havia feito saída definitiva, mas que voltou em 2021.
- Relativos à atividade rural: Se obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 ou caso pretenda compensar, no ano-calendário de 2021 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2021.
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Goiás registra 2.156 novos casos de covid-19 e 13 mortes em 24 horas
Goiás registrou 2.156 novos casos da covid-19 e 13 mortes provocadas pela doença nas últimas 24 horas, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) divulgados na tarde desta segunda-feira (4/4). Com as atualizações, o Estado chega a 1.286.311 casos e 26.294 óbitos relacionados à covid-19 desde o início da pandemia.
Ainda de acordo com a SES-GO, Goiás soma 771.094 casos suspeitos em investigação para saber se há ligação com o novo coronavírus. Outros 318.324 casos já foram descartados.
Além dos 26.294 óbitos confirmados de covid-19 em Goiás até o momento, o que significa uma taxa de letalidade de 2,05%, há 326 óbitos suspeitos que estão em investigação.
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O HOJE
Mães de autistas relatam dificuldades de inclusão e custo alto do tratamento
Falta de políticas públicas e custo elevado para o tratamento prejudicam a inclusão de pessoa autistas
No mês de conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA), pais e mães de autistas relatam dificuldades no que diz respeito à inclusão e diagnóstico precoce das crianças. Embora o transtorno seja um problema de saúde pública, ainda não existem políticas públicas que olhem com atenção para esta parcela da sociedade, além de profissionais suficientes para atender toda a demanda. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil, há cerca de 2 milhões de pessoas com TEA.
O Ministério da Saúde (MS) define o transtorno como um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.
A professora Sandra Paro, mãe de Valentina Paro, que é autista, relata que a principal dificuldade quando fala de inclusão é encontrada na sociedade, de um modo geral, por falta de informações e treinamento para atender. "As escolas que se atualizam em formação e estão abertas para receber são poucas. Os estabelecimentos, como supermercados e aeroportos, também deveriam treinar seu pessoal para entender as necessidades desse público e prevenir constrangimentos para eles mesmos", afirma.
Valentina foi diagnosticada com o TEA aos dois anos, já que a fala dela não era adequada para a idade. Após a avaliação da fonoaudióloga, ela foi encaminhada ao neuropediatra, que deu o diagnóstico clínico já na consulta. A partir daí, a criança começou a ter atendimento no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER) durante dois anos.
Atualmente, tem acompanhamento em clínicas especializadas de Goiânia. "O tratamento é oneroso, mas vale pelos resultados. Seria um sonho se esse tipo de tratamento fosse popularizado e acessível para todos. Sobre o diagnóstico dizemos o mesmo: muitas famílias deveriam ter esse tipo de atendimento no SUS, mas esse seria o mundo perfeito, não é?", questiona Sandra.
Condição
O pequeno João Lucas Lacerda, 9 anos, também teve o diagnóstico mais cedo, aos dois anos. A mãe dele, a jornalista Carla Lacerda, lembra que, à época, a pediatra estava atenta aos sinais do desenvolvimento da criança. "Ele ainda não falava e quando eu chamava o nome não se atentava, era como se fosse uma audição seletiva. Se eu chamasse não respondia, não batia palma", pontua. A pediatra, então, fez o encaminhamento para um neurologista infantil e foi dado o diagnóstico que ele estava dentro do transtorno.
Carla explica que o diagnóstico precisa ser feito por um médico e não existem exames de imagens ou laboratório que consigam comprovar o TEA. "É uma condição neurológica que afeta a comunicação social e comportamento. O autismo é um problema de saúde pública muito sério. O Sistema Único de Saúde (SUS) não dá conta da demanda e não consegue oferecer as terapias na quantidade que são preconizadas para que a criança tenha qualidade de vida e mude o quadro", alerta.
Falta de investimento
Mesmo que todas as famílias consigam arcar com os custos privados, que são elevados, não existiriam profissionais no país suficientes para atender a demanda, informa a mãe do João Lucas. "É um problema que requer investimento e planejamento. Os autistas aprendem muito com horas intensivas de terapia, o método mais utilizado é a Análise do Comportamento Aplicada (ABA). O recomendado seriam 40 horas por semana e normalmente uma sessão custa cerca de R$ 200", aponta Carla Lacerda.
João Lucas só conseguiu as terapias após a mãe entrar na Justiça exigindo que o plano de saúde arcasse com o atendimento. "De forma geral, o diagnóstico e atendimento são insuficientes quando se compara com outros países. O atendimento em Goiânia é ótimo, mas não é ideal para o desenvolvimento", alerta.
Ela também aponta que os principais problemas estão relacionados à falta de informação, o que gera preconceito. "A inclusão ainda é algo de discurso teórico do que prático, principalmente no ambiente escolar. "Muitos professores não sabem lidar com os comportamentos das crianças autistas, não têm cursos, não passaram por capacitações".
Além do ambiente escolar, as pessoas autistas encontram dificuldades para serem inseridas em espaços de lazer, locais turísticos e aeroportos. "Não estão completamente preparados. Conheço mães que tiveram problemas em hotéis por falta de preparo dos profissionais", enumera. Hoje, o pequeno João tem terapia de segunda a sexta. São 11 horas de sessão de ABA, além de três sessões de fonoaudiologia e duas de terapia ocupacional.
Origem genética
A presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil seção Goiás (OAB-GO), a professora Tatiana Takeda, ressalta que o transtorno sempre existiu e é importante que a sociedade saiba que a pessoa já nasce com ele.
"Cerca de 97% das causas são de origem genética. O exame para detectar é clínico. Não existe um autista igual ao outro. Antes, tínhamos dificuldade de fazer o diagnóstico, o que hoje não acontece. Já é possível fazer com bebê de seis meses", explica. Por isso, quanto mais cedo os pais descobrirem, é melhor para começar a intervenção precoce.
A professora também alerta para a dificuldade que o próprio poder público tem para entender o papel de um profissional especializado nas escolas. "Ele tem que apoiar na alimentação, higiene, locomoção, mas não apenas. Estamos falando de questões pedagógicas, então esse profissional tem que ter qualificações mínimas", ressalta.
Centro de referência
O coordenador do Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB), em Valparaíso de Goiás, Marcelo Sorriso, afirma que falta conscientização, políticas públicas e atenção do poder público para a causa. "O que eu vejo é que falta exemplo dos órgãos públicos porque até entrar na minha casa eu não conhecia. Não culpo as pessoas por não terem o discernimento", pontua.
Marcelo Sorriso, que também tem um filho autista, aponta que os governantes precisam estar preparados, tanto no âmbito escolar como na rede de saúde. Marcelo sugere a criação de um Centro de Referência para receber os autistas e responsáveis. "É muito comum os pais abandonarem os lares porque não conseguem conviver com os filhos. Seria necessário primeiro acolher e orientar os pais através de terapia para verem a importância deles diante da sociedade", finaliza.
Planos de saúde que não atendem autistas serão penalizados
O superintendente do Procon Goiás, Levy Rafael Cornélio, recebeu no último mês, as advogadas Letícia Amaral e Maíra Tomo, que representam um grupo de mães e pais de crianças com TEA, o "Mães em Movimento pelo Autismo". Elas relatam dificuldades para receber o tratamento terapêutico adequado para os seus filhos, por parte dos planos de saúde Unimed e Hapvida.
Conforme relatos das mães, há mais de 600 crianças em todo o Estado na lista de espera pela autorização do início do tratamento e essa mesma espera já se arrasta por mais de cinco meses, em alguns casos.
"Um dos principais problemas é a falta de acesso ao atendimento prescrito pelo médico assistente de uma criança autista. Então, os pais ao receberem o diagnóstico, são direcionados pelos planos de saúde às clínicas da rede credenciada, acreditando que vão receber o tratamento adequado de forma intensiva nas horas prescritas de terapias que constam no laudo médico e chegando ali têm uma negativa", comenta Letícia.
Segundo a advogada Maíra Tomo, o Procon Goiás é um órgão que pode constatar a violação dos direitos das crianças autistas, visto que elas estão sendo negligenciadas. "A criança tem direito à intervenção precoce e intensiva. Não pode ficar em uma fila de espera aguardando o dia em que o plano vai prestar esse serviço. Precisamos de uma fiscalização da entrega imediata, do efetivo serviço que está sendo prestado, que deve ser uma terapia especializada aplicada a essas crianças com evidências científicas", diz.
Diante disso, o superintendente assumiu o compromisso com as mães de tomar uma medida efetiva no que diz respeito à fiscalização do cumprimento da Resolução Normativa nº 469 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que impede o limite de cobertura dos planos de saúde (limitação do número de sessões) para o tratamento com uma equipe multidisciplinar, e penalizar os planos de saúde que vêm desrespeitando a legislação. O não atendimento às crianças configura má prestação de serviço.
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CORREIO BRAZILIENSE
Ministério da Saúde espera vacinar 100 mi de pessoas contra gripe e sarampo
O governo federal lançou, na segunda-feira (4/4), a campanha de vacinação simultânea contra a gripe e o sarampo. O Ministério da Saúde pretende atingir um público de quase 100 milhões de pessoas, a partir do próximo dia 30.
Pelos cálculos do ministério, a vacinação contra a gripe deve alcançar aproximadamente 78 milhões de pessoas, enquanto a distribuição de doses contra o sarampo tem como alvo cerca de 19 milhões de cidadãos. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o país tem os três princípios fundamentais para o sucesso de qualquer campanha de imunização em massa.
"Temos vacinas e capacidade sem precedentes de aplicar essas vacinas. Outro ponto é a conscientização da nossa população, que busca as salas de imunização porque nós já pagamos um preço muito alto no passado. Pessoas morreram por doenças que eram absolutamente evitáveis se fossem feitas campanhas de vacinação eficientes", disse.
Esta é a 24ª campanha de imunização contra a gripe e a 8ª contra o sarampo. Mas, pelo tom dado por Queiroga no lançamento da campanha simultânea, a imunização contra as duas doenças servirá também para alavancar a campanha de Jair Bolsonaro à reeleição.
"O governo do presidente é um dos que mais investiram na saúde pública. A campanha de vacinação é um dever do Estado e direito de cada um dos brasileiros, que podem acessar essa política pública livremente", afirmou.
Queiroga indicou, ainda, que acredita que a cobertura vacinal das doenças pode ser maior este ano do que no ano passado, diante da melhora do cenário da pandemia de covid-19. Em 2021, o país vivia números crescentes de infecção pela covid e, por causa disso, se vivia o receio de abandonar o necessário isolamento social, além do temor de incompatibilidade entre as vacinas.
"Há uma queda da cobertura vacinal no mundo todo. Isso não é um fenômeno só do Brasil. É até uma questão paradoxal; quando se consegue controlar com mais eficiência uma doença, a população se esquece dela e deixa de buscar as vacinas que estão aí disponíveis", explicou Queiroga, justificando a queda das coberturas vacinais no mundo inteiro.
Pandemia
O ministro reforçou que o esforço para a vacinação de brasileiros não deve vir só do ministério, mas, também, de estados e dos municípios. "O Brasil mostrou a sua capacidade de vacinação. Basta ter que nós conseguimos distribuir e aplicar", enfatizou.
Sobre as pressões para que suspenda o status de pandemia e declare que o país vive, atualmente, uma endemia -- tal como pretende Bolsonaro --, Queiroga observou que "o fim da emergência sanitária de importância nacional não quer dizer que a covid acabou".
E acrescentou: "Queremos que (a pandemia) acabe, vamos trabalhar para isso. Mas é uma doença, causada por um vírus. Não vai acabar de uma hora para outra, mas a emergência sanitária, sim. O presidente Bolsonaro me pediu prudência nessas ações", salientou.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 02 A 04/04/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Preços de convênios de saúde empresariais aumentam até 133%
Nova variante da covid-19, oriunda da Ômicron, é descoberta na China
Goiás inicia campanha de vacinação contra Influenza
Goiás passa 24h sem registrar novos casos e óbitos por covid-19
Prima mostra foto tirada minutos antes de médico morrer em lago de fazenda de ecoturismo: 'Estava feliz'
Uso de máscaras em locais fechados agora é facultativo em Goiânia
Com aumento de 10,89%, consumidor deverá fazer mais cotação de preços dos medicamentos
Índice de cobertura vacinal infantil tem caído nos anos de pandemia; entenda os motivos
Conscientização: saiba os sinais que podem ajudar a identificar se uma criança tem Autismo
FOLHA DE S.PAULO
Preços de convênios de saúde empresariais aumentam até 133%
Altas atingem planos empresariais e coletivos por adesão, cujos reajustes não são regulados pela ANS
Daniele Madureira
São Paulo Paulo Antônio de Araújo Barbosa, 75 anos, lembra com saudade do plano de saúde que tinha quando era responsável pelo departamento de produção da antiga CEG (Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro), hoje Naturgy.
"Pagava um valor simbólico por um plano maravilhoso, que atendia a mim, minha mulher, meus três filhos, meu pai e minha mãe", diz o engenheiro químico, que deixou a CEG em 2000, aos 53 anos, depois de obter aposentadoria especial por insalubridade e periculosidade.
Agora ele está desolado: é a segunda vez, em dois anos, em que se vê obrigado a mudar de plano de saúde pelos altos reajustes. "Tinha o Unimed Rio, categoria Delta, oferecido pela Aprogas [Associação dos Profissionais da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro], mas eles apresentaram um aumento absurdo, de mais de 70%", diz. "O valor da mensalidade para mim e para a minha mulher saltaria de R$ 3.000 para R$5.200", diz.
Tentando fugir da "facada", decidiu aderir, no começo do ano passado, a outro plano coletivo por adesão, também da Unimed Rio, mas agora na categoria Alfa, inferior.
No último dia 7 de março, porém, o susto foi grande: recebeu carta da administradora de planos de saúde QV Benefícios dizendo que o seu plano seria reajustado em 133,45%.
"De R$ 3.080, o valor do plano para nós dois saltaria para R$ 7.200", diz. "Eu entrei em pânico! Nossa renda bruta está na faixa de R$ 9.000. Se eu pagar o plano, mal sobra para comer", diz Barbosa, que agora vai aderir ao plano familiar MedSênior, voltado à terceira idade, na tentativa de manter o gasto de R$ 3.000 ao mês para ele e a mulher, de 73 anos.
"Eu não tenho alternativa", diz. "R$ 3.000 já está muito apertado", afirma o aposentado carioca, que foi maratonista antes de ter diagnosticado um câncer no intestino, há cinco anos. "Mas estou curado desde 2019, faço apenas exames de rotina. Não dá para colocar o antigo câncer nessa conta da sinistralidade".
O caso de Barbosa ilustra o que ocorre nos planos de saúde empresariais e coletivos por adesão, cujos reajustes não são regulados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Na maioria dos casos, as operadoras praticam aumentos muito acima da inflação. A agência governamental regula o preço apenas dos planos de saúde individuais e familiares.
A carta da QV Benefícios, recebida por Barbosa, à qual a Folha teve acesso, diz que o contrato com o plano Unimed Rio "é reajustado anualmente, no mês de abril, de acordo com a sinistralidade contratual, apurada e calculada com base na relação entre receitas e custos assistenciais da sua apólice".
O documento diz ainda que, "considerando o índice de sinistralidade apurado na sua apólice, o percentual de reajuste será de 133,45%, mínimo para adequar o equilíbrio financeiro do contrato coletivo por adesão".
Para o advogado especializo na área de saúde Rafaelzado na área de saúde Rafael Robba, sódo do Vilhena Silva Advogados, essa relação entre receitas e despesas não é transparente.
"Se você tentar obter essa informação de forma detalhada da operadora, de qual foi a receita e qual foi a despesa que justifique uma alta deste porte, dificilmente você vai conseguir. Às vezes nem mesmo na Justiça", diz ele, cujo escritório atende empresas que estão tendo que lidar com aumentos de 26% a 45% neste último ano. Entre os casos, estão SulAmérica (que acaba de ser compra da pela RedeDbr) e Bradesco Saúde.
Quando o beneficiário entra com uma ação para questionar o reajuste, a Justiça costuma exigir que o plano demonstre, de forma clara, quais os dados e critérios usados para chegar a este índice", afirma Robba.
"Mas na maioria dos casos, as operadoras não demonstram. Nem mesmo quando o juiz determina a realização de perícia", diz o especialista. "Por conta disso, a Justiça entende que o reajuste é abusivo e revisa o valor", afirma.
Lenira Santos, diretora administrativa da Alphageos, especializada em serviços de engenharia, está indignada. Tem há cinco anos um contrato com a SulAmérica, que atende os cerca de 300 funcionários da companhia e seus dependentes.
" Todo ano, eles tentam nos impor reajustes muito altos, da ordem de sou, mas conseguimos renegociar para alto em torno de 15%, 17%, desde que o contrato esteja vinculado a uma permanência de dois anos no plano", diz ela.
No último reajuste, de outubro, um novo aumento muito acima da inflação: 26%. "Por orientação dos advogados, decidimos não mais renovar e questionar o aumento na Justiça", diz ela, que reclama da falta de acesso às informações que justifiquem o aumento da sinistralidade.
"Se eu pago o seguro do carro e acontece um sinistro, posso acionar o seguro sem problemas", diz Lenira. "Por que eu não posso fazer o mesmo com o seguro saúde? Por que eu preciso ser penalizada pelo que eu pague i para usar?" questiona.
Rafael Robba explica que existem dois reajustes para os planos de saúde: o reajuste anual, aplicado todo ano no mês de aniversário do contrato e igual para todos os beneficiários, e o reajuste por faixa etária, aplicado conforme a mudança de idade do usuário.
"Hoje, o último reajuste permitido por faixa etária é aos 59 anos", diz. "Depois dos 60 anos, só o reajuste anual", afirma. Neste caso, o reajuste precisa, obrigatoriamente, estar previsto em contrato: em quais mudanças de faixa etária o pia no sofrerá aumento e em qual percentual.
"Teoricamente, a empresa pode mudar de prestador mas se a companhia tem entre os dependentes idosos ou doentes é mais difícil de fechar com um novo plano", diz Robba, que critica a ANS por não exercer fiscalização sobre os reajustes por sinistralidade. "A operadora acaba ficando livre ara aplicar o índice que em entende".
A Unimed Rio, que indicou o aumento de 133,45% a Paulo Antônio de Araújo Barbosa, afirmou em nota que "o percentual definido visa equilibrar a defasagem entre receita e despesa ao longo dos últimos doze meses de utilização".
Procuradas, a Bradesco Saúde e a SulAmérica decidiram responder por meio da FenaSaude, associação que representa 15 grupos de operadoras e seguros privados. A Folha questionou o porquê de o reajuste de planos empresariais e coletivos por adesão ser acima da inflação (em 2021, o IPCA foi de 10,06%) e da falta de transparência envolvendo as informações sobre sinistralidade.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a FenaSaúde destacou a pressão de custos provocada pela "maior inflação geral em cinco anos", a retomada dos procedimentos eletivos e a alta taxa de sinistralidade do primeiro trimestre deste ano, de 82%segundo a associação, a taxa mede o grau de comprometimento das receitas com o pagamento de despesas.
E disse que aumentos de 133% são exceção, não a regra. "Segundo dados da ANS, em 2021 os planos coletivos tiveram reajuste médio de 5,55%" informou. De acordo com a associação, 0 consumidor pode acionar os canais de atendimento da operadora em busca de esclarecimentos sobre os índices de reajuste.
A ANS, também por meio de sua assessoria de imprensa, disse que "regula tanto os planos individuais/ familiares quanto os coletivos (empresariais e por adesão)". Nestes últimos, o reajuste é definido em contrato "e estabelecido a partir da relação comercial entre a empresa contratante e a operadora, em que há espaço para negociação entre as partes."
Segundo a ANS, as operadoras são obrigadas a oferecer "à pessoa jurídica contratante da memória de cálculo do reajuste e metodologia utilizada com o mínimo de 30 dias de antecedência da data prevista para a aplicação do reajuste".
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AGÊNCIA ESTADO
Nova variante da covid-19, oriunda da Ômicron, é descoberta na China
São Paulo - Uma nova variante oriunda da Ômicron foi descoberta pelo sequenciamento do gene do coronavírus de um caso leve confirmado na cidade chinesa de Suzhou, informou o Global Times.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da cidade, a maioria dos casos é importada de outras províncias e cidades.
O órgão disse que a cidade de Suzhou realizou imediatamente investigações epidemiológicas e sequenciamento genético para cada caso.
Grã-Bretanha
Calcula-se que uma em cada 13 pessoas está infectada pelo coronavírus na última semana na Grã-Bretanha, após os dados mais recentes do British Office of Statistics.
Estima-se que cerca de 4,9 milhões de pessoas contraíram Covid-19 na semana que terminou em 26 de março, acima dos 4,3 milhões da semana anterior, informou o Escritório Nacional de Estatística na sexta-feira.
O último pico, segundo noticiou a Associated Press, é alimentado pela BA.2, uma ramificação da variante Ômicron. As taxas de hospitalização e mortalidade voltaram a subir, embora o número de mortes causadas pelo coronavírus seja relativamente baixo em comparação com os dados do início do ano.
No entanto, os números mais recentes indicam que o aumento significativo de infecções que começou no final de fevereiro - quando o primeiro-ministro Boris Johnson suspendeu todas as restrições na Inglaterra - continuou em março também.
Alemanha
Na Alemanha, uma fraude foi descoberta. Um homem de 60 anos parece ter sido vacinado várias vezes contra a Covid-19 para obter registros de vacinação e vendê-los a pessoas que se recusaram a ser vacinadas, disseram as autoridades em notícia veiculada pela Associated Press.
A polícia alemã realizou recentemente inúmeras operações contra a falsificação de registros de vacinação. Os casos diários na Alemanha vêm aumentando há várias semanas, mas muitas restrições foram suspensas na sexta-feira.
Especialistas dizem que a última onda de infecções na Alemanha se deve à subvariante da Ômicron BA.2 e que já parece ter atingido seu pico.
No domingo, a agência de controle de doenças da Alemanha registrou 74.053 novos casos. Menos de uma semana atrás, a alta era de 11.224 novos casos por dia.
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A REDAÇÃO
Goiás inicia campanha de vacinação contra Influenza
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realiza em Goiás, entre os dias 4 de abril e 3 de junho, a 24ª Campanha de Vacinação contra Influenza, contemplando os grupos prioritários conforme definição do Ministério da Saúde (MS). São 965 postos de vacinação fixos nos municípios e 1.860 profissionais envolvidos.
“A vacinação contra a Influenza tem particular relevância pois protege populações vulneráveis em risco de desenvolver formas graves da doença, reduzindo assim, o impacto das complicações respiratórias atribuídas a esses vírus, aliviando a sobrecarga no sistema de saúde”, explica Flúvia Amorim, Superintendente de Vigilância em Saúde da SES.
Para facilitar a imunização, a campanha será realizada em duas etapas: na 1ª etapa, de 04 de abril a 02 de maio, serão vacinados os idosos com 60 anos e os trabalhadores da Saúde, que somam 1.079.533 pessoas em Goiás.
No Dia “D”, em 30 de abril, e na segunda etapa, de 03 de maio a 03 de junho, serão vacinados gestantes, puérperas, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, professores, população indígena, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, funcionários do sistema de privação de liberdade e população privada de liberdade. Essa população vacinável soma 1.292.475 pessoas.
O Ministério da Saúde enviou ao Estado de Goiás para o início da 1ª etapa de vacinação, 217 mil doses as quais já foram distribuídas aos 246 municípios.
Proteção
Segundo a gerente de Imunização da SES, Clarice Carvalho, a vacina trivalente é segura e protege contra os vírus da Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B. A detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses. A meta é vacinar no mínimo, 90% dos grupos elegíveis.
“Os objetivos da campanha são reduzir as internações e mortes decorrentes das infecções pelo vírus da influenza, na população alvo, tendo em vista o início da temporada de influenza em 2022, e a possibilidade da circulação dos vírus influenza e do SARS-CoV-2 (Covid-19)”, esclarece.
Recomenda-se o adiamento da vacinação contra a influenza nas pessoas com quadro sugestivo de infecção pela covid-19 em atividade para evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. A vacinação deve ser adiada até melhora clínica do quadro agudo e ausência de febre.
A SES informa que vacinas de covid-19 e Influenza poderão ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo na população a partir de 12 anos de idade. No entanto, para crianças de 5 a 11 anos de idade deve ser respeitado um intervalo mínimo de 15 dias entre os imunizantes.
Documentos
É obrigatória a apresentação de documento pessoal para todos os grupos prioritários. Deve-se levar também o cartão de vacinação. As puérperas deverão mostrar documento pessoal e documento que comprove a gestação (certidão de nascimento do filho ou cartão de gestante). Para pessoas com doenças crônicas, mantém-se a necessidade de prescrição médica ou relatório médico que deverá ser apresentado no dia da vacinação.
Professores, trabalhadores da Saúde, profissionais das forças de segurança e salvamento, trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário de Passageiro Urbano e de Longo Curso, caminhoneiros, trabalhadores portuários devem portar documento pessoal e documento que comprove vínculo ou categoria profissional (contracheque, crachá, etc).
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Goiás passa 24h sem registrar novos casos e óbitos por covid-19
Não houve aumento no número de novos casos nem de mortes por covid-19 no Estado de Goiás nas últimas 24h. As informações foram divulgadas pelo boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO) na tarde deste domingo (3/4).
Com essa atualização, o Estado permanece com 1.284.155 infecções e 26.281 óbitos relacionados à covid-19 desde o início da pandemia.
Ainda de acordo com a SES-GO, Goiás soma 770.346 casos suspeitos em investigação para saber se há ligação com o novo coronavírus. Outros 318.286 casos já foram descartados.
Além dos 26.281 óbitos confirmados de covid-19 em Goiás até o momento, o que significa uma taxa de letalidade de 2,05%, há 328 mortes suspeitas que estão em investigação.
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PORTAL G1
Prima mostra foto tirada minutos antes de médico morrer em lago de fazenda de ecoturismo: 'Estava feliz'
Os dois parentes visitavam o local pela primeira vez, em Terezópolis de Goiás. Wilker Sabino tinha 32 anos, foi socorrido por salva-vidas e levado a hospital da cidade, onde teve morte confirmada.
A pedagoga Anna Maria Campos Corado esteve com o primo, o médico Wilker Sabino Campos da Silva, nos últimos momentos antes de ele morrer em um lago da fazenda de ecoturismo Park Santa Branca. Eles tiraram uma foto minutos antes de o primo, de 32 anos, entrar na água para nadar .
“Tomamos café da manhã às 9h, depois fomos nas cachoeiras, ele estava feliz”, contou ao g1.
O caso aconteceu na sexta-feira (1º), em Terezópolis de Goiás, no centro do estado. O Park Santa Branca disse que o visitante foi socorrido imediatamente e levado a um hospital da cidade, onde teve a morte constatada. O corpo do médico foi velado e enterrado no dia seguinte, em Goiânia, onde morava.
Anna disse que era a primeira vez dos dois no local, que eles estavam encantados com o espaço e curtindo o dia.
Depois de visitar alguns espaços, eles decidiram ir para o lago da tirolesa. Antes de subirem para fazer a atividade, Wilker disse que iria nadar um pouco porque estava com calor. Enquanto isso, Anna ficou sentada na prainha editando umas fotos no celular, de frente para o lago.
“Vi ele entrando, nadando, falando que estava ótima a água, me chamando. Passou uma meia hora vi que não estava mais aparecendo na água. Achei que tinha ele tinha ido ao banheiro ou algo assim. [Passado mais algum tempo], eu avisei o salva-vidas, que já tirou a roupa, entrou no lago e em poucos minutos disse que o Wilker estava lá no fundo”, contou.
A prima acredita que Wilker teve algum mal súbito enquanto estava na água.
“Ele não se debateu, não gritou, não fez nenhum barulho, nada. Eu teria ouvido, estava de frente para ele”, disse.
Ainda sem acreditar no que aconteceu, Anna contou que os dois eram próximos e se gostavam como irmãos.
“A gente demorava a se encontrar, mas quando se via era só risada, coisa boa. Ele dava o melhor de si em tudo”, lembrou-se.
Investigação
A Polícia Técnico-Científica informou que buscou o corpo de Wilker do hospital e que, inicialmente, não recebeu pedido para periciar o lago onde ele teria morrido. O corpo foi periciado em Anápolis, a 55 km de Goiânia.
O g1 havia solicitado informações da Polícia Civil às 13h41 de sábado (2) sobre o caso e aguarda retorno para saber se há investigação em andamento.
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JORNAL OPÇÃO
Uso de máscaras em locais fechados agora é facultativo em Goiânia
Por Nielton Soares dos Santos
Prefeito Rogério Cruz anunciou mais uma flexibilização da utilização do equipamento
O prefeito Rogério Cruz (Republicanos) assinou na tarde desta sexta-feria, 1º, decreto que flexibiliza o uso de máscaras em Goiânia. Logo mais, o uso do equipamento será facultativo também para locais abertos. Anteriormente, a utilização das máscaras na Capital foi flexibilizada para locais abertos e sem aglomeração.
“Mas tarde poderemos tirar a nossa máscara em locais abertos e fechados. Estamos controlando muito bem a nossa saúde municipal”, destacou Cruz. O decreto será publicado no Diário Oficial do Município (DOM) ainda nesta sexta-feira. “Já pode colocar um sorriso bonito no rosto que a notícia tão esperada chegou! O uso de máscara em ambientes fechados agora é facultativo. Com muita responsabilidade e após uma análise minuciosa do cenário epidemiológico, assino esta medida tão aguardada pelos goianienses”, salientou.
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O HOJE
Com aumento de 10,89%, consumidor deverá fazer mais cotação de preços dos medicamentos
Por Daniell Alves e Sabrina Vilela
Novo reajuste em medicações vai deixar os preços 10,89% mais caros. O governo federal autorizou o aumento que começou a valer na última sexta-feira, dia 1° de abril, e pessoas com doenças crônicas e idosos são os que mais vão sofrer com a alta dos preços, visto que grande parte desse público gasta grande parte da renda com medicamentos mensalmente. Esse aumento é maior que a inflação, que atualmente é de 10,54%, e superior ao aumento dos preços de 2021, de 10,08%.
A dona de casa Lizete Barbosa de Souza,56, além de ter fibromialgia – síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo –, cuida dos pais doentes que também precisam de remédios diariamente. A mãe de Lizete tem fibromialgia, artrose e osteoporose. “A situação está difícil, esse mês gastamos mais de R$600 em remédios”, relata. Já o pai da dona de casa tem câncer e precisa de alguns medicamentos também, mas grande parte é fornecido pelo governo, como algumas injeções e remédios específicos.
A analista de controle de qualidade Ângela Silva,42, também gasta muito com medicamentos, pois sofre de diabetes, tendinite, insônia e fibromialgia. “Por conta desses males, tenho uma mini farmácia em casa”, brinca. Ela gasta em média 15% do seu salário apenas com remédios. Ângela encontra dificuldades para comprar as medicações. “Estou com problemas no fígado e os remédios são caros, então não comprei”, lamenta.
Agora, com o novo reajuste no preço dos medicamentos, Ângela Silva teme não conseguir fazer o tratamento da forma adequada. “Hoje em dia está tudo muito caro. Por causa do problema que estou no fígado, deveria me alimentar de forma mais saudável. Porém, com o aumento de tudo acaba que o que usaria para comer melhor precisaria gastar com os medicamentos. E isso acaba virando uma bola de neve. Fica tudo mais difícil dinheiro não está dando para nada”, declara.
A aposentada Iris Aparecida da Silva, 61, tem uma doença autoimune rara chamada crioglobulinemia e hipertensão. Ela consegue alguns medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas nem todos os meses são assim e agora com o aumento dos remédios a situação irá ficar mais complicada. “Vai impactar muito visto que uso o salário para pagar o aluguel, alimentação e transporte, devido às várias consultas mensais que preciso fazer”, conta.
A dona de casa Maria Creonice Pereira, 56 anos, vê com preocupação mais um aumento. O filho dela é uma pessoa com deficiência e depende do uso de remédios controlados para o bem-estar. “Acaba que é mais um aumento, não tem como correr. Tudo está aumentando e isso preocupa bastante. Não só por causa do meu filho, mas todos nós dependemos de remédios praticamente todos os dias”, pontua.
Pesquisa de preço
Com o aumento de 10,89% no preço dos medicamentos, a orientação é para que os consumidores façam a cotação em farmácias para economizar. Isto porque nem todas as unidades irão repassar o reajuste de forma imediata aos clientes. Assim explica o presidente executivo do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), Marçal Henrique Soares, em entrevista ao O Hoje.
“Nós temos uma Lei Federal que regula os preços dos medicamentos. Sobre o repasse de valores, há de se considerar que existem farmácias e distribuidoras com estoques antigos. No caso da indústria, somos obrigados a cumprir os contratos de venda que vão até até abril ou maio. Eu acredito que tenham farmácias que vão reajustar os preços imediatamente”, informa.
Por isso, os consumidores precisam encontrar formas de reduzir os gastos. Segundo o presidente do Sindifargo, a melhor maneira de economizar é fazendo cotação nas farmácias. “Deixar de comprar naquela unidade que sempre comprou, se ela reajustou. Mesmo após os reajustes ainda teremos descontos. O consumidor precisa pesquisar, entrar nos sites, ligar e ir às farmácias”, explica.
O reajuste no valor dos medicamentos ocorre anualmente, segundo esclarece o presidente executivo do Sindifargo. “O coeficiente é calculado de acordo com uma fórmula que considera diversos fatores, estabelecendo níveis de preço. Para os medicamentos que possuem muitos concorrentes no mercado, a exemplo da dipirona e paracetamol, o reajuste é aplicado integralmente”.
Já para os remédios com poucos fabricantes será dado um desconto de 50% da produtividade. “No último ano, devido à pandemia da Covid-19 e outros problemas, nós não tivemos produtividade positiva. Então, o preço será linear para todos os tipos de medicamentos. Note também que para alimentos, combustíveis e materiais os reajustes são diários”, avalia Marçal.
Já de acordo com o Sindicato dos Produtos da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma), o aumento dos preços deve atingir cerca de 13 mil apresentações de remédios disponíveis no varejo brasileiro.
Repasse
Em algumas drogarias de Goiânia, o reajuste já está sendo repassado para os clientes, conforme explica o farmacêutico Matheus Xavier. “Estamos fazendo publicação no whatsapp da loja e telemarketing informando aos clientes sobre esse reajuste”, explica.
O farmacêutico revela que a procura também cresceu nos últimos dias. “Estamos tendo aumento na procura, principalmente em alguns medicamentos de uso contínuo. Os clientes estão comprando mais caixas e o fluxo de pessoas também aumentou”, avalia Matheus Xavier.
Confira cinco dicas para economizar na compra de medicamentos:
Pesquisar preços: Procure em diferentes redes de farmácias e drogarias, que podem acabar cobrindo os preços da concorrência. Depois de escolher um estabelecimento da sua preferência, faça o cadastro de fidelidade, pois costumam oferecer descontos. Outra opção é usar comparadores online de preços de remédios.
Dê preferência aos genéricos: Peça para seu médico fazer a prescrição pelo nome do princípio ativo, e não pelo nome comercial, para que você opte pelo genérico, sempre mais barato. Vale a pena ainda comparar os valores do mesmo genérico em diferentes laboratórios.
Cadastre-se no programa Farmácia Popular: Se você tem hipertensão, diabetes ou asma, pode adquirir medicamentos gratuitos pela Farmácia Popular, acessível a todos os brasileiros. O programa ainda oferece outros remédios com preços até 90% mais baixos. Basta ir a uma farmácia credenciada, apresentar a receita, que não necessita ser de um médico do Sistema Único de Saúde (SUS), e a identidade.
Utilize programas de fidelidade: Cadastre-se nos programas dos laboratórios aceitos em muitas farmácias, os descontos podem chegar a 70%. Se você é vinculado a um sindicato ou associação de classe profissional, veja se ele não tem parceria com alguma rede, o que também pode reduzir os preços dos medicamentos. Muitos estabelecimentos ainda dão descontos a usuários de alguns planos de saúde.
Remédios gratuitos pelo SUS: O Ministério da Saúde disponibiliza remédios gratuitos para diversas doenças nas Unidades Básicas de Saúde. Só é preciso levar a receita, que não precisa ser de um médico do SUS, e a identidade para retirá-los. Caso necessite de fármacos específicos para doenças crônicas e raras, é possível se cadastrar no Programa de Medicamentos Excepcionais e obtê-los gratuitamente.
Fonte: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste)
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Índice de cobertura vacinal infantil tem caído nos anos de pandemia; entenda os motivos
Nesses dois últimos anos, devido a pandemia da Covid-19, tem ocorrido uma queda na procura pelas vacinas obrigatórias, deixando a população, em especial o público infantil, vulnerável a doenças que já estavam erradicadas no País, como sarampo e poliomielite, que pode causar sequelas ou até mesmo a morte. Os dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revelam que em Goiás houve queda na vacinação infantil.
Considerando que o ideal é que o índice de cobertura vacinal seja acima de 90%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), Goiás não obteve resultados satisfatórios. O Estado contou nos dois anos de pandemia, 2020 e 2021, com taxas de cobertura vacinal inferiores ao recomendado. Os dados apontam queda nas cinco principais vacinas da caderneta de vacinação infantil.
No caso da vacina contra o Rotavírus Humano, o índice de vacinação foi de 80,09% em 2020 e 74,98% em 2020. A cobertura da Pneumocócica ficou em 84,26% em 2020 e 78,02% em 2021. Já a Tríplice Viral atingiu os seguintes índices de cobertura: 75,36% em 2020 e 75,26% em 2021. A vacinação contra a Poliomielite atingiu 77,79% em 2020 e 70,48% em 2021. A cobertura vacinal da Penta atingiu os índices de 76,11% em 2020 e 70,46% em 2021.
A tríplice viral – que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola – é um dos principais imunizantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), de acordo com a gerente de imunização Secretaria do Estado de Saúde de (SES), Clarice Carvalho, que observa que a taxa de cobertura está em queda desde 2019. Ela alerta que “a queda nas coberturas vacinais ao longo dos anos tem ocorrido para todas as vacinas previstas no calendário vacinal das crianças”.
Segundo a gerente, infelizmente, os pais têm deixado de levar seus filhos aos postos de vacinação para atualizar a caderneta vacinal e essa conduta pode estar relacionada a vários fatores como, a circulação de informações falsas a respeito da segurança das vacinas.
Ela ainda cita também um fato contraditório para justificar a queda na procura pela vacinação. “O sucesso do Programa Nacional de Imunizações na eliminação e erradicação de determinadas doenças, o que contribui para a falsa sensação de segurança, levando a alguns pais acreditarem que não há mais a necessidade de vacinar”.
O movimento antivacina, que ganhou força durante a pandemia da Covid-19 em várias partes do mundo, também agrava a situação. “Os movimentos antivacina têm contribuído também com a queda das coberturas vacinais. As consequências são graves, pois as baixas coberturas vacinais podem contribuir para o aumento de doenças imunopreviníveis, bem como o retorno de doenças já eliminadas e ou erradicadas”, ressalta Carvalho.
Cumprir o calendário
Vacinar é a forma mais efetiva de prevenir as doenças virais e as consequências dos baixos índices não podem ser ignoradas, destaca o infectologista e professor do Centro Universitário São Camilo Robert Fabian Crespo Rosas. Ele afirma que com a redução dos índices de vacinação fica impossível controlar a disseminação dos vírus.
O médico alerta que o cenário pandêmico contemporâneo, o isolamento social e outros fatores que marcaram a pandemia contribuíram para a baixa procura pelas vacinas. “Na verdade, o que tem acontecido é a soma de fatores, como o problema da pandemia, o lockdown e tudo que a gente tem sofrido, que acaba gerando um ambiente de perigo aos pais, não somente em relação a eles próprios e sim aos filhos”.
As notícias falsas sobre a vacinação são outro fator que agrava a cobertura vacinal. “A disseminação de fake news também contribui para que os pais duvidem da eficácia tanto das vacinas obrigatórias, quanto da vacina da covid-19”, destaca o médico infectologista.
Rosas destaca que no momento é necessário reforçar a importância da vacinação, para despertar a consciência das pessoas sobre esse ato. “A vacina é o meio mais eficaz não só de proteger as crianças, mas de mantê-las em um estado saudável e erradicar algumas doenças, seguindo o esquema vacinal de forma correta, existente no calendário vacinal.
Sucesso da imunização depende do cumprimento correto do calendário de vacinação
Para garantir a eficiência da cobertura vacinal é necessário cumprir o calendário de vacinação seguindo as datas indicadas. “A eficácia da vacina é no período certo. Não adianta chegar ao fim do ano e vacinar de uma vez todas as doses em atraso. “Pois as vacinas só mantêm a eficácia das duas ou três doses, dentro do esquema vacinal e do prazo adequado”, explica o médico.
A imunização, de acordo com o infectologista Robert Fabian Crespo Rosas, é a única forma de efetivar a prevenção e evitar que doenças erradicadas não voltem. Mas, para que haja eficácia, o calendário vacinal precisa ser seguido de forma coerente e correta. “Se os pais não vacinam seus filhos e a fiscalização não segue em cima, ficamos com portas abertas para receber os vírus”, pontua.
Cartão em dia
Vários fatores contribuíram nestes dois últimos anos para a queda nos índices de vacinação, conforme apontado pelos especialistas, que destacaram ainda que vacinar é o ato mais eficaz para imunizar a população contra diversas doenças e evitar pandemias, como essa da Covid-19.
Apesar da desconfiança sobre a eficácia das vacinas, as fake news, o isolamento social e as condições que levaram à queda da cobertura vacinal, existem os defensores das vacinas e que cumprem à risca o calendário de vacinação dos filhos. Esse é o caso da auxiliar de serviços Hosana Gomes. Ela ressalta a importância de manter atualizado o cartão de vacina de sua filha. “Vacinar é importante, é um meio de prevenir as doenças. Eu me sinto segura quando as vacinas de minha filha estão em dia”.
Estratégias para aumentar a vacinação
O Programa Nacional de Imunização destaca sobre as estratégias as serem utilizadas para conscientizar os pais sobre a importância da imunização de suas crianças. Segundo a gerente de imunização da SES-GO, Clarice Carvalho, diversas estratégias estão sendo utilizadas para aumentar a adesão à vacinação de crianças como, esclarecimentos por especialistas em canais de rádio, televisão e redes sociais da pasta.
“É informada a importância da vacinação na prevenção de doenças, bem como a Campanha Nacional de Multivacinação que ocorre todos os anos, além do apoio desta secretaria junto aos municípios goianos no planejamento de ações para busca da população não vacinada”, segundo Carvalho.
Índice de cobertura
Os dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) apontam que nos últimos dois anos vem ocorrendo uma queda no índice de cobertura vacinal de diversas vacinas. Os dados apontam queda nas cinco principais vacinas da caderneta de vacinação infantil. Confira como ficou o índice de cobertura vacinal das seguintes vacinas: Rotavírus Humano, Peneumocócica, Tríplice Viral, Poliomielite, Penta Viral.
Vacina | 2019 | 2020 | 2021 |
Rotavírus Humano | 83,98% | 80,08% | 74,98% |
Pneumocócica | 86,99% | 84,26% | 78,02% |
Tríplice Viral | 88,39% | 75,36% | 75,26% |
Poliomielite | 81,52% | 77,79% | 70,48% |
Penta | 64% | 76,11% | 70,46% |
Fonte: SES-GO |
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Conscientização: saiba os sinais que podem ajudar a identificar se uma criança tem Autismo
A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu, em 2007, o dia 02 de abril como o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. Existem mais de 70 milhões de pessoas em todo o mundo com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, por isso, é importante ter informações corretas sobre ela para evitar a discriminação e o preconceito. Especialista explica os sintomas, que podem ajudar a identificar em crianças.
A doutora e coordenadora do curso de psicologia da Estácio, Larissa de Oliveira e Ferreira, explica que o TEA é um distúrbio caracterizado por um desenvolvimento neurológico atípico, que existem vários graus de autismo e que o diagnóstico é classificado em três níveis. Segundo ela, os sinais nem sempre são percebidos nos primeiros meses de vida, o diagnóstico costuma ser estabelecido entre 2 e 3 anos.
“O espectro é muito amplo, mas em geral, os principais sintomas são, déficits persistentes na comunicação e interação social, assim como padrões restritos e repetitivos de comportamentos. Sobre os níveis, eles são estabelecidos de acordo com intensidade dos sintomas e da necessidade de suporte”, afirma.
Ela diz que pessoas com autismo nível 1 (leve) requerem um suporte mínimo em suas atividades cotidianas, podem ser capazes de se comunicar verbalmente e de manter relacionamentos, sendo, porém, difícil para elas entreter uma conversa mais longa. “Embora diversas atividades do cotidiano possam ficar comprometidas por uma tendência ao isolamento e a dificuldade de flexibilidade com ordens e regras, os portadores de TEA nível 1 tendem a alcançar a independência facilmente e não precisam de um ambiente adaptado”, afirma.
Já o autista nível 2 (moderado) costuma ter mais dificuldade com as habilidades e situações sociais e comunicação verbal mais restrita, conseguindo estabelecer apenas diálogos curtos focados em temas específicos, o que resulta em alterações comportamentais. “Exemplo disso são situações de agressividade, seja consigo ou com os outros, devido ao estresse causado por não conseguirem um diálogo efetivo com as pessoas ao redor”, explica.
Já as pessoas com autismo nível 3 (severo), apresentam dificuldade significativa na comunicação e nas habilidades sociais, além de comportamentos restritivos e repetitivos que atrapalham seu funcionamento independente nas atividades cotidianas. Neste caso, é completamente dependente de um adulto para realizar as atividades da vida diária. Nesse caso se trata de alguém que não tem autonomia para comer ou ir ao banheiro e outros hábitos de higiene”, revela.
Entretanto, Larissa reforça a necessidade de um acompanhamento profissional para identificação do Transtorno do Espectro Autista e, principalmente, o respeito aos comportamentos e limites dessas pessoas. Ela destaca que é fundamental desconstruir falsas informações sobre o TEA, como por exemplo, que essas pessoas não podem ter amigos, se casar, trabalhar, ir ao parque, ao shopping, fazer compras e ter convívio social.
“Se você percebe que uma pessoa se intimida ao conversar com você, tem dificuldade em olhar em seus olhos, não gosta de toque, não avance o sinal, compreenda. Mesmo que você seja uma pessoa ‘touch screen’, que gosta de tocar nas outras enquanto conversa, entenda que isso, para um autista, pode ser extremamente invasivo. Respeite também a dificuldade que os autistas têm com barulhos altos, muita iluminação e os excessos de forma geral. Para finalizar, o conhecimento e o respeito são sempre as melhores ferramentas para se conviver com pessoas sejam elas típicas ou atípicas”, indica a psicóloga.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 01/04/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
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AGÊNCIA BRASIL
SRAG aumenta 309% em crianças de 5 a 11 anos de fevereiro a março
Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em crianças continuam em alta, e o aumento da incidência chega a 309% na faixa etária de 5 a 11 anos, se a quarta semana de março for comparada com a primeira de fevereiro. A análise foi divulgada hoje (31) no Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Os dados mais recentes avaliados pelos pesquisadores são do período de 20 a 26 de março e também mostram um crescimento de 110% na média móvel de casos de SRAG entre as crianças de 0 a 4 anos, em relação à primeira semana de fevereiro. Na população adulta, a tendência é de queda em todas as faixas etárias.
O aumento de casos da síndrome entre crianças de 0 a 4 anos pode estar relacionado ao vírus sincicial respiratório (VSR), segundo o boletim. Já na faixa etária de 5 a 11 anos pode ter havido uma interrupção da queda de infecções pelo SARS-CoV-2 em fevereiro, e um aumento da detecção de outros vírus respiratórios em março.
Crianças de 5 a 11 anos podem ser vacinadas contra a covid-19 desde janeiro, o que reduz o risco de uma infecção evoluir para uma síndrome respiratória grave.
O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, acrescenta que o aumento nas duas faixas etárias infantis coincide com o início do ano letivo. Nas faixas etárias adultas, ele avalia que, apesar de o patamar atual de casos de SRAG ser o menor da pandemia, ainda são registrados mais de dois casos por 100 mil habitantes no país.
A Fiocruz informa ainda que sete das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) de casos de SRAG: Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Roraima e Sergipe. Esse cenário é registrado em 12 capitais: Aracaju (SE), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Recife (PE), São Paulo (SP) e Vitória (ES).
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O HOJE
Goiânia lidera ranking das cidades brasileiras com mais casos de dengue
A capital de Goiás é a cidade brasileira que mais registrou casos de dengue em 2022, segundo dados do Boletim Epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde. Em Goiânia foram três óbitos e 24.660 casos confirmados. Goiás é o segundo Estado do Brasil com mais mortes por dengue em 2022. Durante o primeiro trimestre do ano – até o dia 26 de março – foram, ao todo, oito óbitos. Apenas a Bahia está na frente.
Além disso, os goianos lideram uma lista com mais casos confirmados da doença no país, chegando a 33.548 contaminados e mais 76.639 casos notificados. Esses dados colocam Goiânia e Goiás em evidência no mapa da dengue no Brasil.
Goiás registra aumento de 53% nos casos notificados e confirmados de dengue nas 12 primeiras semanas de 2022, em relação ao mesmo período de 2021. A décima segunda semana vai de 20 a 26 de março. Neste ano, foram 76.639 notificações e 33.548 ocorrências confirmadas. Em 2021, foram 12.420 e 19.559 respectivamente, no mesmo período.
O coordenador de Dengue, Zika e Chikungunya da Secretaria de Saúde de Goiás, Murilo do Carmo afirmou que existem alguns fatores que contribuem para os resultados negativos no Estado. Um deles é a circulação de dois tipos de vírus, a dengue tipos 1 e 2.
“Temos um intenso período chuvoso no Estado de Goiás. Isso fez com que aumentasse a oferta de água nos criadouros e aumentasse a quantidade de Aedes aegypti. Somado a isso, a baixa adesão da sociedade em ajudar o poder público a conter o avanço dessa doença”, analisou.
Sobre o grande número de doentes e recorde de casos fatais, o coordenador argumenta que o estado tem feito ações de ajuda no combate ao mosquito, como a aquisição de carros fumacês, inseticidas e medicamentos.
Em Goiânia
Diante do crescimento dos casos de dengue em Goiânia neste ano, 24.660 confirmados somente no primeiro trimestre, contra 11.482 em todo o ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) afirma que tem intensificado as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. De janeiro até agora, os Agentes Comunitários de Endemias (ACEs) já realizaram 554.294 visitas a residências no município, e eliminaram 21.404 focos.
Além de identificar, eliminar ou tratar criadouros e focos do mosquito transmissor da dengue, as visitas têm mais objetivos. “Nossos agentes também conversam com os moradores, orientam sobre como devem ser suas condutas para evitar a proliferação do mosquito, e esclarecem sobre a doença”, enfatiza o gerente de Controle de Vetores da Diretoria de Vigilância em Zoonoses, Izaías de Araújo Ferreira.
O bloqueio com uso de inseticida também tem sido bastante usado em Goiânia, no combate à dengue. Já foram 7.367 casos com bloqueio de janeiro pra cá. O trabalho de campo é realizado com o uso de bombas costais que pulverizam os locais de maior circulação do mosquito com Inseticida de Ultra Baixo Volume (UBV), que não agride o meio ambiente.
“Muitas pessoas questionam o motivo de não ter mais o ‘fumacê’. É preciso que saibam que esse era um programa do Ministério da Saúde (MS), e que foi extinto há alguns anos porque causa desequilíbrio ao meio ambiente, até mesmo com morte de algumas abelhas”, explica o secretário municipal de Saúde Durval Pedroso.
Ações do Estado
A Secretária Estadual de Saúde (SES-GO) informa em nota que “desenvolve ações sistemáticas voltadas à diminuição dos níveis de infestação do Aedes aegypti e prevenção dos casos de dengue, chikungunya e zika. É rotina intensificar essas ações logo antes do início do período chuvoso, que em Goiás começou ano passado, quando foi observado o aumento expressivo de casos de dengue e chikungunya, especialmente nos municípios da Região Metropolitana de Goiânia”.
A pasta ressalta que ajuda na divulgação de orientações à população e sociedade civil organizada e está concluindo os preparativos para a realização de uma ampla campanha para a conscientização da população quanto à necessidade de eliminação de criadouros do Aedes aegypti nas residências.
A Secretaria destaca que “procura dotar os municípios de insumos, materiais e equipamentos, capacitação e, ainda, incentivar os gestores e capacitar os profissionais de saúde para o combate ao Aedes aegypti e realizar ações de promoção de combate ao vetor envolvendo suas populações”.
Entre os procedimentos adotados pela SES-GO, desde o final do ano passado, estão a distribuição de 720 unidades de bombas costais motorizadas de uso individual pelo Agente de Saúde, com manutenção de outras 211 já existentes, todas em pleno funcionamento, informa a pasta.
Cuidados
O infectologista Marcelo Daher alerta que aos primeiros sinais de sintomas a pessoa deve procurar o médico imediatamente porque em alguns casos pode evoluir de forma grave. E embora os sintomas sejam parecidos com outras doenças como gripe e Covid-19 têm como diferenciar por meio da dor no corpo que é fora do comum.
“A dengue também é chamada de quebra-ossos e uma dor de cabeça atrás dos olhos”, informa. As manchas na pele só começam a aparecer a partir do sexto dia. E a partir do momento que a pessoa contrai a doença é necessário um acompanhamento. “Monitora com hemograma para avaliar queda de plaquetas, hemoconcentração (para saber se a pessoa está com hidratação suficiente ou não)”, explica.
Vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan deve ficar pronta em 2024
A vacina do Butantan contra a dengue ainda está em fase final com previsão de finalização do estudo em 2024. Os resultados da fase três da pesquisa foram encaminhados para o comitê de pesquisadores brasileiros e do exterior. Se aprovado os dados, o pedido será encaminhado para a Anvisa. A DengVaxia, da Snofi, foi registrada ao final de 2015, mas com aplicações limitadas.
Já existe uma vacina disponível contra a dengue, licenciada no Brasil. Mas, tem restrições com relação a vacina. “Só pode ser tomada por quem já teve dengue pelo menos uma vez, dengue confirmada, a partir de nove anos de idade e limite de 65 anos. São três doses no intervalo de seis meses”, esclarece o infectologista Marcelo Daher.
Ela serve para reduzir a chance de dengue grave de pessoas que já tiveram dengue. De acordo com o infectologista. ‘’Existem outras duas vacinas em vias de liberação, uma delas do laboratório Takeda que já foi submetida a Anvisa que será solicita a liberação para pessoas a partir de quatro anos de idade até os 60 anos. Existe outra vacina do Instituto Butantan, que é uma vacina bastante promissora feita em dose única com chance maior de proteção, mas ela ainda está em fase de teste da Anvisa”, relata.
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ARATU ONLINE
Morte de Paulinha Abelha não teve relação com medicamentos para emagrecer, revela parecer médico
Detalhes sobre a causa da morte de Paulinha Abelha foram revelado nesta quinta-feira (31/3), após um parecer médico ser divulgado pelo colunista Leo Dias, do Metrópoles. Segundo o documento, a causa da morte da cantora foi por "processo infeccioso no Sistema Nervoso Central", sem relação com os rémedios que a artista estaria tomando.
Desde o óbito, foi relacionada a hipótese de medicamentos para emagrecer terem causado as lesões. Porém, o médico perito Nelson Bruni Cabral, que assina o parecer médico, não encontrou evidências disso no corpo. "De acordo com a documentação analisada, as lesões renais apresentadas pela paciente não possuem relação com uso de medicamentos", escreveu.
Morte de Paulinha Abelha: após vidente falar em trabalho espiritual, laudo aponta pelo menos quatro doenças
O especialista também acrescenta que a morte da cantora não foi ocasionada por medicamentos prescritos pela Clínica Cavallaro nem pelos médicos que a atenderam nos hospitais onde esteve internada, reforçando que não houve erro médico. "O tratamento instituído pelos citados Hospitais seguiu o protocolo específico e bibliografia médica atual, porém, houve uma rápida evolução para o óbito", explicou.
"Exames realizados (Liquor) evidenciam uma infecção em Sistema Nervoso Central, com a celularidade demonstrando a hipótese diagnóstica de uma Meningite", caracteriza.
LEIA O PARECER MÉDICO
"INTERESSADO: CLEVERTON VENÂNCIO DA CONCEIÇÃO SANTOS
REFERÊNCIA: REQUERIMENTO DE PARECER MÉDICO
ASSUNTO: ELABORAÇÃO DE PARECER MÉDICO
PACIENTE: PAULA DE MENEZES NASCIMENTO LECA VIANA
O presente parecer médico teve como objetivo apurar qual a patologia que motivou a internação e culminou com o evento morte da paciente Paula de Menezes Nascimento Leca Viana.
De acordo com a documentação analisada, as lesões renais apresentadas pela paciente não possuem relação com uso de medicamentos.
Baseado nos documentos médicos analisados, a lesão hepática não possui nexo causal com os medicamentos prescritos pela Clínica Cavallaro e durante a internação Hospitalar (Hospitais UNIMED e Primavera).
Exames realizados (Liquor) evidenciam uma infecção em Sistema Nervoso Central, com a celularidade demonstrando a hipótese diagnóstica de uma Meningite.
Não foi evidenciado a presença de conduta médica inadequada durante sua internação Hospitalar (Hospitais UNIMED ou Primavera). O tratamento instituído pelos citados Hospitais seguiu o protocolo específico e bibliografia médica atual, porém, houve uma rápida evolução para o óbito.
Os medicamentos prescritos pela Clínica Cavallaro e durante a internação Hospitalar (Hospitais UNIMED e Primavera), não causaram lesões e/ou intoxicação na paciente, ou seja, não existe nexo causal entre os medicamentos prescritos e o evento óbito.
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O GLOBO
Hapvida e NotreDame fazem 1º lançamento após fusão
Produto dirigido ao público corporativo vai ter abrangência nacional, ponto importante para atrair a clientela empresarial
Hapvida e Grupo NotreDame Intermédica fizeram seu primeiro lançamento conjunto de "solução" para saúde corporativa desde a fusão entre as duas empresas, concluída em fevereiro.
O lançamento - que não chega a ser propriamente um plano de saúde, pela classificação do órgão regulador, daí o nome "solução" - terá abrangência nacional, apoiando-se na complementaridade geográfica das redes que vieram de cada uma das duas companhias.
Uma das dificuldades que operadoras de saúde encontram ao vender planos corporativos é justamente a falta de cobertura nacional critério muito mais sensível para companhias do que para pessoas físicas.
"Vamos ofertar um modelo para atender às necessidades específicas de cada cliente, não importando a região onde ele esteja", afirma Lício Cintra, vice-presidente Comercial e de Relacionamento da Hapvida, em nota.
Antes da fusão, a Hapvida tinha mais de 60% dos seus beneficiários nas regiões Norte e Nordeste, enquanto a Notre Dame tinha praticamente toda sua base de clientes nas regiões Sul e Sudeste. A Hapvida sempre apostou no modelo "verticalizado", atendendo seus pacientes em hospitais próprios.
A fusão entre as duas foi iniciada em janeiro de 2021 e finalizada no mês passado, quando os papéis do Grupo NotreDame Intermédica na Bolsa deixaram de existir e a companhia passou a ser negociada como Hapvida.
A união das companhias criou uma empresa com valor de mercado estimado entre R$ 110 bilhões de R$ 120 bilhões.
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PORTAL IG
No país, 53% dos médicos sofrem pressão de planos para dar alta
Uma pesquisa realizada pela Associação Médica Brasileira (AMB) em conjunto com a Associação Paulista de Medicina (APM), divulgada nesta quinta-feira, revelou que 53% dos médicos do Brasil já tiveram interferências ou tentativas no tratamento de pacientes por parte dos planos de saúde. Além disso, 88,3% já tiveram pacientes que precisaram largar algum procedimento médico devido aos reajustes nas mensalidades das operadoras.
Os dados foram coletados a partir de um questionário com a participação de 3.043 médicos brasileiros entre 25 de fevereiro e 9 de março. Destes, cerca de 70% atendiam planos de saúde. Os relatos mostram um cenário de dificuldades em tratamentos impostas pelas operadoras, além de consequências graves pelos preços elevados.
“Esse cenário precisa ser trazido à tona. A relação entre os planos de saúde, os médicos e os pacientes precisa se tornar mais harmônica. Isso impacta no tipo de tratamento, na forma como ele é feito. A partir dos relatos, de forma direta ou indireta, é possível ver que essa interferência acaba impactando na qualidade da assistência, no êxito do tratamento”, defende o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Fernandes.
A pesquisa mostra ainda que 51,8% dos profissionais já tiveram dificuldades para internar pacientes, e 53,1% já passaram por situações em que os planos de saúde fizeram pressão para antecipar a alta. Em relação à realização de exames, 80,6% contaram ter restrições para os procedimentos por parte das empresas.
Além disso, 92,4% dos médicos acreditam que os planos de saúde não investem em campanhas de prevenção da forma que deveriam, e 85,8% já sofreram com glosas – não recebimento por serviços devido a inconsistências – ou atrasos no pagamento.
Para o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), José Luiz Amaral, as pressões e tentativas de interferência por parte das operadoras de saúde são algo grave e que pode comprometer o resultado de um tratamento médico.
“Impacta brutalmente. Por exemplo, se eu não recebo uma autorização para internar alguém que precisa, um determinado tratamento pode ser procrastinado ou nem realizado, agravando a situação clínica do paciente. Ou se o paciente precisa estender a internação, e o plano não autoriza. Como um médico pode oferecer um tratamento integral nessas condições?”, questiona Amaral.
Ambos reforçam que hoje os médicos têm uma alta dependência dos planos de saúde e, por isso, as práticas relatadas no dia a dia por parte das operadoras atrapalham a autonomia do profissional
“Escolher outros tratamentos, eventualmente dar uma alta mais cedo, precisam ser escolhas do médico sem precisar pensar pelo lado financeiro”, diz Fernandes.
“Existe uma clara interferência dos planos de saúde sobre a prática profissional, representada de diversas formas de pressão por redução de gastos, até de evitar internação, acelerar uma alta, o que é gravíssimo”, complementa Amaral.
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O GLOBO
Aborto legal: apenas 3,6% das cidades têm o serviço no Brasil
RIO - Dos mais de 5.500 municípios brasileiros, apenas 200, ou 3,6%, oferecem o serviço de aborto legal nas suas redes de saúde, deixando mais de 37,5 milhões de mulheres em idade fértil sem acesso ao serviço no local onde moram.
É o que mostra um novo estudo realizado pelas pesquisadoras Marina Jacobs e Alexandra Boing, doutorandas do programa de pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que fez um panorama da oferta e da realização do aborto nos casos previstos em lei no país.
O aborto é criminalizado no Brasil, exceto quando a interrupção da gravidez é a única forma de salvar a vida da gestante, quando a gravidez é decorrente de estupro ou em caso de anencefalia fetal. Os primeiros permissivos legais estão vigentes desde 1940, pelo Código Penal, e o último desde 2012, após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos casos em que é permitido, o aborto deve ser oferecido no sistema público de saúde, em qualquer estabelecimento que tenha a equipe necessária. Porém, na prática, o serviço acaba ficando restrito a poucos hospitais.
De acordo com o estudo de Jacobs e Boing, somente 290 estabelecimentos de saúde ofertavam o serviço de interrupção legal da gravidez, dos quais 251 realizaram ao menos um aborto em 2019. A oferta se deu majoritariamente em hospitais (98%), em municípios da região Sudeste (40,5%), com mais de 100 mil habitantes (59,5%) e de IDH-M alto ou muito alto (77,5%).
A partir dos dados, as pesquisadoras estimaram que aproximadamente 4 a cada 5 mulheres que precisaram de um aborto previsto em lei e viviam em municípios que não o ofertavam deixaram de acessar o serviço. Ou seja, naquele ano, de acordo com o estudo, 1.570 interrupções legais de gestação podem ter deixado de ser realizadas em municípios que não ofertavam o procedimento.
- Isso equivaleria a 46,2% da necessidade total do país não sendo atendida por escassez de oferta - afirma Marina Jacobs.
A pesquisadora revela, no entanto, que apesar da oferta ser insuficiente, o número de estabelecimentos com serviço de interrupção da gravidez identificados no estudo foi maior do que as autoras previam.
- Não imaginávamos que tantos estabelecimentos fizessem abortos. Em 2017, se falava em 67 hospitais oferecendo o serviço. Nós encontramos 290, mas a maior parte não está cadastrada como serviço de referência. Muitos optam por não se cadastrar por temer retaliações. Mas isso, na prática, faz com que os serviços fiquem invisibilizados - afirma.
Ela explica que o estudo considerou dois tipos de estabelecimentos: aqueles registrados como Serviços de Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual ou Serviços de Referência para Interrupção da Gravidez nos Casos Previstos em Lei (SRIGCPL) no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e aqueles com registros de aborto por razões médicas nos sistemas de informações do SUS.
Dos 251 estabelecimentos que fizeram algum aborto por razões médicas e legais em 2019, 189 não estavam cadastrados como serviço de referência. E daqueles que estavam cadastrados, 39 não realizaram nenhum aborto em 2019.
- Outro problema é que uma grande parte dos hospitais cadastrados como referência nao fazem aborto. Isso dificulta ainda mais o acesso ao serviço - completa a pesquisadora.
Em março de 2022, 111 estabelecimentos constavam como serviços de atenção a pessoas em situação de violência sexual e de atenção a interrupção da gravidez no CNES. A reportagem solicitou ao Ministério da Saúde a lista completa dos serviços de referência ativos (com nome, endereço e contato), mas a pasta informou que eles são definidos "por escolhas e critérios dos estados e municípios", de acordo com a "necessidade de cada região". "Portanto, são eles que sabem quais os estabelecimentos que realizam os procedimentos", disse o órgão.
Sem acesso à informação
O mapeamento e a divulgação de informações sobre os serviços de aborto acaba dependendo de iniciativas da sociedade civil - como o Mapa do Aborto Legal, plataforma mantida pela organização Artigo 19.
Para a ginecologista Helena Paro, coordenadora do Núcleo de Atenção Integral a Vítimas de Agressão Sexual do Hospital das Clínicas de Uberlândia (Nuavidas/UFU), a falta de acesso à informação explica porque os números de abortos previstos em lei no Brasil são tão baixos, especialmente se comparados aos números de estupros.
Em 2019, foram notificados nos sistemas do SUS 1.982 abortos por razões médicas, sendo apenas 75 realizados por meninas e adolescentes de até 14 anos. O sitema não permite diferenciar quais dos permissivos legais os abortos se enquadravam, o que dificulta o monitoramento.
Paro afirma que numa estimativa considerada conservadora, que calcula um risco 5% de gravidez em casos de estupro, o Brasil teria, também em 2019, 2.810 meninas e mulheres em situação de violência sexual grávidas, levando em conta a quantidade de estupros denunciados à polícia.
- Sabemos que a subnotificação é grande e que o número de estupros notificados representa, no máximo, 15% do número real de estupros ocorridos. Fazendo essa correção, isso significa que, no mínimo, 18.734 de gravidezes em decorrência de estupro tenham ocorrido no Brasil em 2019. Ao mesmo tempo, tivemos, no mesmo ano, 19.140 partos de meninas de até 14 anos e 1.704 mortes decorrentes de gravidez, parto ou puerpério nesta faixa etária - afirma a ginecologista.
Ela ressalta que, no caso desta faixa etária, o direito a interrupção legal da gravidez está garantido uma vez que qualquer relação sexual com menor de 14 anos é legalmente considerada estupro de vulnerável.
- Quando a gestante tem menos de 14 anos, categoricamente podemos afirmar que se trata de uma gravidez decorrente de violência sexual. Os profissionais de saúde, quando se depararam com essa gravidez, além de informar que ela tem o direito de interrompê-la de forma segura, tem de orientá-la quanto aos riscos de seguir com a gestação. Ela tem cinco vezes mais chances de morrer do que uma mulher grávida na faixa dos 20 a 24 anos e pode desenvolver pré-eclâmpsia, diabetes, anemia e outros problemas que podem repercutir na sua saúde ao longo da vida - explica a ginecologista.
Ela pondera, no entanto, que nas mais de 5.000 cidades identificadas no estudo onde não há o serviço de referência ou oferta do aborto legal, como o Nuavidas, o acesso a informação acaba sendo ainda mais restrito.
- Não temos dados de quantas meninas e mulheres são informadas deste direito, mas podemos presumir que, em uma cidade que não tem um serviço de referência, o profissional de saúde não vai informá-la, porque ele próprio não sabe - avalia.
Subnotificação
O medo, a vergonha a e falta de informações sobre os seus direitos fazem com que oito em cada dez meninas e mulheres vítimas de estupro não procurem a polícia ou um serviço após sofrerem a violência sexual. É o que revela uma pesquisa inédita lançada pelo Instituto Patrícia Galvão e pelo Instituto Locomotiva nesta sexta-feira (25).
O levantamento entrevistou 2.000 pessoas entre os dias 27 de janeiro e 4 de fevereiro para fazer um panorama das percepções da população brasileira sobre estupro e o aborto previsto em lei no país.
Entre os entrevistados, 87% são a favor de que vítimas de estupro que engravidam possam escolhar se querem ou não interromper a gravidez de forma legal e segura num hospital público. Porém, só 46% sabem que não é preciso registrar boletim de ocorrência para ter esse direito garantido. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Seis em cada 10 pessoas entrevistadas declararam conhecer, em algum grau, uma menina ou mulher que foi vítima de estupro. A partir deste dado, a pesquisa estima que 122 milhões de brasileiros conhecem alguém que sofreu um estupro.
Entre as mulheres entrevistadas, 16% revelaram já ter sofrido um estupro, mas 81% declararam não ter procurado nem a polícia nem o serviço de saúde quando o crime aconteceu. Aos 27 anos, Paula (nome fictício) se viu nesta situação ao descobrir que estava grávida após ter sido estuprada por um ex-namorado. Ela queria interromper a gestão, mas não sabia que tinha o direito. Sentia vergonha e medo.
- Eu não tinha ideia que tinha esse direito. Pesquisei maneiras de fazer o aborto, mas encontrei formas clandestinas, era tudo muito caro e eu estava com muito medo - conta.
Foi através do projeto Milhas pela Vida das Mulheres, que desde 2019 busca fornecer informações e ajudar mulheres que desejam abortar a viajar para países na América Latina onde o procedimento é legal, que ela soube que, por ter sofrido um estupro, poderia realizar o aborto com segurança aqui mesmo, no Brasil. Ela foi encaminhada ao Nuavidas, em Uberlândia, onde foi atendida pela ginecologista Helena Paro.
- Fui acolhida e ouvida. Foi doloroso, mas muito menos doloroso do que fazer da maneira que eu ia fazer, de forma insegura, colocando minha vida em risco - diz.
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Reajuste de 10,89% dos medicamentos começa a valer nesta sexta
RIO - Mais de 13 mil medicamentos podem ficar mais caros a partir desta sexta-feira. Começa a valer a autorização de reajuste dos remédios pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão interministerial que define o preço máximo ao consumidor em cada estado. A Câmara deve publicar o reajuste máximo hoje no Diário Oficial.
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De acordo com o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), o reajuste será de 10,89%. O índice é calculado levando conta a variação Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ganhos de produtividade, variação dos custos dos insumos e características de mercado.
Apesar do reajuste, o aumento ao consumidor não é imediato. Há estoques nas farmácias e muita concorrência, diz o Sindusfarma. Mas o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) alerta que o reajuste será sobre o preço máximo estabelecido, e as farmácias costumam dar descontos em relação ao valor máximo.
- O reajuste que a CMED vai anunciar não é o aumento que o consumidor vai sentir na farmácia. A CMED faz o reajuste nos valores de teto dos medicamentos, mas o que a gente percebe é que o preço real praticado pelas farmácias é muito diferente: os valores são, geralmente, abaixo do teto, e com o reajuste, podem subir mais que os 10,89% autorizados, pois têm margem - afirma a advogada Ana Carolina Navarrete, coordenadora do programa de Saúde do Idec.
Meios de economizar
Uma pesquisa feita no ano passado pelo Idec mostrou, por exemplo, que o antibiótico amoxilina era vendido com preço 52% menor que o máximo permitido. O remédio para controlar pressão candesartan era vendido por menos 47%.
Mas os preços variam muito de farmácia, portanto, a pesquisa é fundamental para pagar menos pelos remédios.
Há medicamentos de uso contínuo como os anti-hipertensivos, os para asma e para diabetes que são distribuídos pela farmácia popular, programa do governo que subsidia essas drogas. As farmácias exibem cartazes quando fazem parte do programa. Basta ter receita e documento.
Os laboratórios e drogarias também mantêm programas de fidelidade que reduzem o preço dos remédios.
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REVISTA DA APM
80,6% dos médicos sofrem restrições por parte de planos de saúde
Também são cerca de 8 em cada 10 os que condenam o Projeto de Lei 7.419/2006, em tramitação no Congresso, que visa mudar a Lei 9.656/1998. Mais de 88% relatam que já presenciaram pacientes abandonarem tratamentos por conta de reajustes no valor das mensalidades das operadoras; e 92,4% consideram que operadoras não investem adequadamente em prevenção, revela pesquisa da APM e da AMB
CONFIRA O LEVANTAMENTO NESTE LINK
A pesquisa "Os médicos brasileiros e os planos de saúde", realizada pela Associação Paulista de Medicina (APM) e Associação Médica Brasileira (AMB), traz dados inéditos e preocupantes sobre a intervenção das operadoras no dia a dia da assistência suplementar. Os números evidenciam que as empresas impõem uma série de entraves à autonomia profissional, com prejuízos à qualidade da Medicina e, consequentemente, ao atendimento em saúde de pacientes/usuários.
Participaram do levantamento 3.043 médicos de todo o País. Eles responderam a questionário por meio da ferramenta SurveyMonkey, entre os dias 25 de fevereiro e 9 de março, possibilitando um retrato muito fiel das relações da rede complementar. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Em um parâmetro geral, a pesquisa mostra que, dos mais de 3 mil entrevistados, 70,1% atendem planos de saúde, sendo que destes, 55,3% mantêm essa relação há mais de 20 anos. A maioria (51,7%) trabalha com 5 planos ou mais, enquanto 21,7% atuam com apenas um.
Por intermédio do levantamento, vem à tona um dado estarrecedor: 88,3% dos médicos relatam que já presenciaram pacientes abandonarem tratamentos por conta de reajustes no valor das mensalidades das operadoras.
São altíssimas igualmente as estatísticas que denotam abusos por certos planos de saúde. Para se ter uma ideia da gravidade, basta registrar que 80,6% dos pesquisados dizem sofrer ou já ter sofrido pressão e restrição a pedidos e autorizações para exames. Além disso, 53% relatam tentativas ou interferências nos tratamentos propostos às vezes ou com frequência.
No mesmo sentido, 51,8% dos médicos afirmam que operadoras criam dificuldades para a internação de pacientes.
Mudança na lei dos planos de saúde: o que pensam os médicos?
A pesquisa também traz a percepção dos médicos sobre o Projeto de Lei 7.419/2006, em tramitação no Congresso, que visa mudar a Lei 9.656/1998 - a chamada Lei dos Planos de Saúde.
Cerca de 8 a cada 10 participantes do levantamento (mais especificamente, 77,1%) consideram a propositura negativa, em diferentes níveis.
Ainda sobre o PL, 79,9% afirmam prever consequências negativas para a saúde dos pacientes, caso sejam aprovadas propostas de segmentar planos de saúde por tipos de procedimentos e outras diferenciações.
Quando indagados sobre alterações cujo intuito é restringir a lista de procedimentos de cobertura obrigatória da Agência Nacional de Saúde Suplementar, 83,4% são contrários.
Por fim, 86,5% preveem prejuízos aos pacientes com eventual estabelecimento de limite de cobertura, o que possibilitaria a negativa de procedimentos prescritos fora dessa lista-base, mesmo que respaldados em evidência científica.
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PORTAL JOTA INFO
Artigo - Rol da ANS e o entendimento do Judiciário: Pelo direito de acessar a justiça
Rol taxativo ampliaria ainda mais o desequilíbrio entre o setor público e o setor privado
A 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) está discutindo um tema que pode alterar uma interpretação consolidada há mais de 20 de anos pelo Poder Judiciário e que afeta diretamente milhões de pessoas que têm planos de saúde, repercutindo também no sistema público de saúde. Trata-se de estabelecer a nova e perigosa interpretação de que o rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é taxativo e não exemplificativo, como compreende hoje a maior parte da jurisprudência.
O Judiciário, há mais de 20 anos, tem sido um importante socorro aos usuários de planos de saúde, sobretudo em casos de negativa de cobertura, que, infelizmente, são comuns no setor de saúde suplementar. Como se observa em vários outros países no mundo, de forma bem documentada, há uma tendência de seguradoras de saúde negarem coberturas, que para elas implicam em gastos.
O rol, conforme consta na Lei 9.961/98, que criou a ANS, é uma referência básica para contratos de planos de saúde, com tratamentos que as operadoras devem cobrir. A jurisprudência majoritária compreende que sua natureza é exemplificativa, isto é, que as obrigações de cobertura das operadoras de planos de saúde vão para além de seu conteúdo, incluindo eventualmente outros procedimentos.
Antecipe as movimentações dos Três Poderes que impactam o mercado de saúde com o JOTA PRO Saúde
A disputa recente no STJ, introduzida a partir dos Embargos de Divergência 1886929/SP e 1889704/SP, no entanto, busca alterar essa perspectiva, fundamentando-se em argumentos econômicos. Diversas associações de pacientes e até mesmo personalidades famosas ligadas a causas de pessoas com deficiências ou patologias já indicaram nas últimas semanas como a mudança impactaria negativamente em seus direitos associados aos contratos. Convém também abordar o lado econômico. Uma análise um pouco mais detida mostra que os fundamentos para o rol da ANS taxativo não prosperam.
A primeira tese é a de que a interpretação pelo rol exemplificativo quebraria o mercado. Quem a defende parece não ter vivido no país nos últimos dez anos, em que mesmo com essa interpretação vigente e consolidada nos tribunais, o mercado de saúde suplementar apenas cresceu, apresentando lucros astronômicos.
Segundo dados da própria ANS, a última década foi de crescimento das receitas e das despesas, com alargamento da diferença entre estas (arrecada-se mais do que se gasta). De 2010 a 2020, as receitas arrecadadas por meio de mensalidades saltaram de R$ 72,6 bilhões para R$ 217,5 bilhões. As despesas também cresceram, mas sempre abaixo das receitas totais, com aumento da diferença em favor das empresas[1].
Além disso, como bem lembrou a ministra Nancy Andrighi ao apresentar seu voto durante a continuidade do julgamento dos dois recursos sobre o tema, na Nota Técnica nº 97, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) chama a atenção para o fato de que entre os anos de 2014 e 2018, mesmo com a diminuição de consumidores vinculados a contratos de planos de saúde, o lucro líquido per capita no mercado de planos de saúde mais que dobrou, considerada atualização para valores constantes de 2018, passando de R$ 75,70 em 2014 para R$ 185,80 em 2018[2].
Vale ressaltar, ainda, que a saúde suplementar é um dos poucos setores que elevou seus ganhos durante a pandemia. Em documento enviado ao Idec pela ANS, após pedido de informação, constata-se que o resultado líquido trimestral da saúde suplementar praticamente triplicou no segundo trimestre de 2020[3].
Ou seja, durante o período de 2010 a 2020, em que os dados econômicos e financeiros foram os acima indicados, perdurou pacificamente o entendimento do Judiciário acerca do caráter exemplificativo do rol da ANS. Os argumentos de riscos para a sustentabilidade apontados em diversos veículos de imprensa e em pareceres não são sustentados empiricamente pelos dados da própria agência reguladora.
Em outra linha argumentativa, alguns artigos de opinião recentemente publicados apontam que o rol com caráter taxativo seria também uma segurança para o consumidor, evitando que as negociações de cobertura retrocedessem apenas ao que estivesse no contrato, tal como a situação era antes da Lei 9.656/98.
Este ponto de vista desconsidera a massiva realidade dos tribunais[4] hoje, que interpretam o rol como uma referência mínima de cobertura ou seja, ponto de partida para os contratos em saúde suplementar. Por isso também é falso dizer que a interpretação exemplificativa acabaria com a segurança do consumidor. Por essa razão, inclusive, o rol é importante e quanto mais se aproximar da realidade, mais conseguirá contribuir para a transparência e previsibilidade que o setor tanto almeja.
Coberturas para além do rol são essenciais quando há devida fundamentação técnica, especialmente quando se verifica que a lista está desatualizada, insuficiente ou que não atende à necessidade do usuário. O próprio relator do caso, o ministro Luis Felipe Salomão, reconhece que há situações em que se deve autorizar procedimentos para além do rol. Assim, a mudança para a interpretação taxativa seria um retrocesso, que apenas prejudicaria quem precisa de tratamentos, pois tornaria extremamente simples para as operadoras negar procedimentos.
Não apenas para os usuários, o rol taxativo seria uma novidade amarga para o sistema público. Os procedimentos com prescrição médica fora do rol negados pelas operadoras, geralmente de média e alta complexidade, seriam inevitavelmente cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando ainda mais o desequilíbrio entre o setor público e o setor privado.
Vale destacar que o sistema de saúde brasileiro possui uma configuração bastante particular. Raros são os países que confiam em seguradoras de saúde em livre concorrência para assegurar o acesso à sua população. Apenas Suíça, Holanda e EUA, entre os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dois primeiros com regulação muito mais intensa que a brasileira, inclusive de preço, e o terceiro com um dos piores desempenhos em saúde no grupo de países da organização. Por essa razão, inclusive, é difícil recorrer a exemplos de direito comparado para o debate sobre a natureza do rol da ANS.
Por aqui, a estratégia nacional de saúde, o SUS, perde com a saúde suplementar. Operadoras competem com o SUS por recursos, por insumos e por força de trabalho e a existência de um sistema universal muitas vezes alivia os gastos das operadoras, já que seus consumidores também buscam assistência pública. Tornar o rol taxativo aprofundaria ainda mais essa relação de desequilíbrio. Não à toa o controle social do SUS já se posicionou pela necessidade de reconhecer o caráter exemplificativo da lista de coberturas.
Operadoras de planos de saúde estão entre as empresas mais reclamadas pelos consumidores no ranking de atendimentos do Idec, permaneceram no topo das reclamações por oito anos consecutivos[5], voltando ao topo das reclamações em 2021[6]. Sua insistência em negar coberturas contrasta com seus ganhos crescentes. Para além do drama vivido por consumidores sem acesso a tratamentos, a negativa prejudica a economia como um todo.
O Judiciário foi, até o momento, um dos redutos resistentes contra a agenda constante de descumprimento de contratos pelas operadoras. Tornar o rol da ANS taxativo é derrubar a lógica de um contrato de plano de saúde e ampliar, ainda mais, as já vantajosas condições das operadoras no Brasil.
[1] Informações extraídas da própria base de dados da ANS, DIOPS/ANS/MS 25/08/2021
[2] https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=38541&catid=10&Itemid=9#:~:text=As%20empresas%20de%20planos%20de,%2C2%20milh%C3%B5es%2C%20em%202018.
[3] Nota Técnica 4/2020/DIRAD-DIOPE/DIPE. Da página 8, extrai-se: Por fim, uma importante comparação para contextualizar o atual número do segundo trimestre é comparar tal montante com o calculado para o segundo trimestre de 2019. O valor deste ano é R$ 12 bilhões contra R$ 1 bilhão no ano anterior para o resultado operacional, e de R$ 9 bilhões contra R$ 3 bilhões no resultado líquido trimestral. Já para os valores acumulados, o valor deste ano é R$ 17 bilhões contra R$ 5 bilhões no ano anterior para o resultado operacional e R$ 11 bilhões contra R$ 7 bilhões no resultado líquido.
Ana Carolina Navarrete
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TV ANHANGUERA
Médicos do INSS entram em greve pedindo reajuste salarial
https://globoplay.globo.com/v/10443649/
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Profissionais de saúde denunciam falta de remédios em UPAs de Goiânia
https://globoplay.globo.com/v/10439264/
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Assessoria de Comunicação