Administrador

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Quarta, 18 Maio 2022 16:09

CLIPPING AHPACEG 18/05/22

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Ato põe 1,8 mil cruzes na Esplanada dos Ministérios, para pedir auxílio a santas casas e hospitais filantrópicos

Com grande número de casos, saúde descarta possibilidade de falta de testes para dengueapvida aprova recompra de até 400 mi de ações

Hapvida: queda de 16% ontem, hoje com alta de 8%; o que está acontecendo?

Falta de remédio é principal problema para 25% dos hospitais privados de SP

"Na saúde, o que funciona parece não dar voto", diz Antônio Britto

BP, Fleury e Bradesco anunciam nova empresa de oncologia

Estudo aponta que pegar Covid eleva risco de doença cardíaca em 63%

Covid-19: Goiás registra 1,7 mil casos e 18 mortes em 24 horas 

Falsa biomédica presa atraía clientes para procedimentos estéticos por meio das redes sociais

PORTAL G1

Ato põe 1,8 mil cruzes na Esplanada dos Ministérios, para pedir auxílio a santas casas e hospitais filantrópicos

1 de 2 Grupo põe 1,8 mil cruzes na Esplanada dos Ministérios, para pedir auxílio a santas casas e hospitais filantrópicos - Foto: TV Globo/Reprodução

Grupo põe 1,8 mil cruzes na Esplanada dos Ministérios, para pedir auxílio a santas casas e hospitais filantrópicos - Foto: TV Globo/Reprodução

A Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil (CMB) fez uma manifestação, na manhã desta quarta-feira (18), em Brasília. A entidade colocou 1,8 mil cruzes no gramado central da Esplanada dos Ministérios, para chamar atenção sobre as dificuldades financeiras vividas pelas instituições.

A CMB afirma que as santas casas e os hospitais filantrópicos estão passando por um "colapso financeiro" nos últimos anos. Segundo a entidade, Segundo a CMB, 60% das operações desses hospitais são remuneradas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No entanto, alegam que os valores repassados pelo governo não são suficientes para cobrir os gastos. O g1 questionou o Ministério da Saúde sobre a situação mas, até a última atualização desta reportagem, não tinha recebido resposta.

2 de 2 Grupo põe 1,8 mil cruzes na Esplanada dos Ministérios, para pedir auxílio a santas casas e hospitais filantrópicos - Foto: TV Globo/Reprodução

Grupo põe 1,8 mil cruzes na Esplanada dos Ministérios, para pedir auxílio a santas casas e hospitais filantrópicos - Foto: TV Globo/Reprodução

Segundo a CMB, que representa 1.824 hospitais, desde o início do Plano Real, a tabela e os incentivos pagos às entidades foram reajustados em 93,77%. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 636,07%; o salário mínimo, 1.597,79%; e o gás de cozinha, 2.415,94%.

O diretor-geral da confederação, Mário César Homsi Bernardes, diz que há um "descompasso" na remuneração da prestação de serviços ao SUS. Segundo o gestor, a medida gera um desequilíbrio econômico e financeiro de R$ 10,9 bilhões ao ano, e leva os hospitais filantrópicos a endividamento.

"Isso vem provocando o sucateamento das estruturas físicas e tecnológicas, e riscos na assistência ao paciente. Sem contar com a falta de recursos para cobrir os custos da mão-de-obra hospitalar e de materiais e medicamentos, em especial neste momento durante e pós-pandemia", afirma.

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O HOJE

Com grande número de casos, saúde descarta possibilidade de falta de testes para dengue

Em Goiás foram notificados 73.652 casos da doença. Pelo menos 7 estados e o Distrito Federal relatam falta de exames para detecção da doença

Por Ítallo Antkiewicz e Sabrina Vilela

Apesar do aumento dos casos de Dengue em Goiás, não há riscos de faltar testes para detecção da doença em hospitais e postos de saúde, como ocorreu em outros estados. O Brasil registrou mais de 654,8 mil casos notificados da doença. Já o Estado apontou 73.652 casos da doença. Entre os municípios que mais tiveram casos estão Goiânia, que apresenta maior incidência, com 37.913 ocorrências, seguido por Aparecida de Goiânia com 10.885, Anápolis com 6.116, e Rio Verde com 5.680.

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que o Laboratório de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO) dispõe de 225 testes PCR fornecidos pelo Ministério da Saúde (MS), que estão sendo utilizados nesta semana, com outros adquiridos pelo Estado, e está prevista a chegada de nova remessa de testes moleculares também esta semana.

Ao mesmo tempo, o Lacen-GO tem em aberto compra de insumos próprios, até mesmo para tipificar a dengue (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4). De acordo com a SES-GO, os kits de testes moleculares têm sido enviados pelo Ministério da Saúde com periodicidade mensal ou semanal (em casos de pedidos urgentes).

"Esse fornecimento é vinculado às solicitações da unidade. Em maio, o Lacen-GO recebeu importante quantitativo de testes sorológicos para dengue e, atualmente, tem em estoque mais de 6 mil testes. Dessa forma, não há risco de falta em curto prazo, para sorologia. A demanda de amostras está se estabilizando e dando sinais de diminuição, o que indica que os estoques de sorologia para dengue no Lacen podem durar até julho", pontua a pasta.

Rede particular

No pronto-atendimento do plano de saúde privado Unimed Goiás, a procura diária por testagem para a doença cresceu sete vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

Em nota, a rede afirmou que o abastecimento dos insumos laboratoriais específicos para o teste NS1 é constante e generalizado em função da alta demanda dos casos de Dengue na região nos últimos dias e que não houve atraso na entrega dos fornecedores deste insumo para todos os laboratórios.

"Os pacientes com sintomas de Dengue estão sendo submetidos aos testes capazes de confirmar o diagnóstico e de orientar os tratamentos, tais como hemograma e testes de anticorpos, que seriam suficientes para orientar a conduta clínica, sendo o exame NS1 de natureza apenas complementar (confirmação diagnóstica)", afirma trecho da nota.

Importância do teste

O teste rápido para Dengue auxilia no rastreamento, em caso de suspeita da doença, para pessoas com sintomas sugestivos ou sob risco. É um exame de detecção qualitativa e simultânea de anticorpos IgG, IgM e/ou do antígeno do vírus da Dengue NS1 dos quatro sorotipos.

O infectologista Robert Fabian Crespo Rosas, e professor de Medicina, explica que o teste é fundamental para diferenciar doenças que têm sintomas semelhantes à dengue. "O teste está facilitando a conduta médica nos casos duvidosos. Principalmente quando o resultado é positivo, pois permite iniciar o tratamento com segurança. Após o diagnóstico, o tratamento deve ser logo iniciado, mas o ideal mesmo é evitar ao máximo a doença por meio de prevenção (uso de repelentes, evitar acúmulo de água parada, colocar areia em vasos de plantas e tela nas janelas, etc).", afirma.

Segundo o infectologista, os testes sorológicos ou de pesquisa de antígenos do vírus da Dengue não permitem detectar novas variantes. "Para realizar a detecção de variantes ou sorotipos da Dengue são utilizados os testes de biologia molecular (PCR)", pontua.

Rosa ressalta que a Dengue se manifesta por tipos e intensidades diferentes, então, ao contraí-la, a pessoa pode lidar tanto com a sua forma mais branda quanto com a mais perigosa. "Um dos problemas da doença é que a fase leve pode evoluir para a mais complicada, caso não seja tratada o quanto antes. Por isso, uma simples suspeita já deve ser o suficiente para que o paciente procure um médico", explica.

"Todo paciente com suspeita de dengue, precisa ser avaliado por um médico via exame físico. Neste exame, será possível determinar a gravidade do caso do paciente (isto é, se este apresenta sinais de alarme ou choque). Por meio dessa avaliação, ele terá uma classificação de risco de A a D, baseada em seus sinais e sintomas, considerando A o menor risco e D o maior risco", afirma o infectologista.

Ele explica ainda que os testes sorológicos têm como objetivo identificar anticorpos em sangue de indivíduos doentes."Para tal efeito são realizados estudos in vitro com cultura de células infectadas pelos diferentes subtipos do vírus da Dengue (den-1; den-2; den-3; den-4). O próximo passo é expor essa cultura celular com o soro de pacientes suspeitos de Dengue", detalha o especialista.

Segundo ele, se o soro desses pacientes conter anticorpos contra a dengue, esses anticorpos se ligam às partículas virais presentes. Sendo assim, resultado positivo para infecção pelo vírus da Dengue.

Goiás registra mais mortes por Dengue neste ano do que em 2021

A quantidade de mortes por Dengue em Goiás neste ano já supera o quantitativo total registrado ao longo de 2021. Após pouco mais de cinco meses de 2022, o Estado notificou 36 óbitos pela doença, enquanto foram confirmados 33 em todo o ano passado. Há ainda 127 mortes suspeitas de ter alguma relação com a dengue, todas registradas entre janeiro e maio, segundo os dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).

De acordo com os números contabilizados pela pasta, a quantidade de casos de dengue triplicou se compararmos as semanas 1 e 18 do último ano e do ano atual. Em 2021, no respectivo período, foram notificadas 36.462 infecções, enquanto neste ano, já são mais de 145 mil infectados pela doença no Estado. Mais de 110 municípios goianos possuem grau de risco considerado alto, de acordo com o Mapa de Incidência da dengue disponibilizado pela SES-GO.

De acordo com a superintendente em Vigilância de Saúde, Flúvia Amorim, até maio deste ano foram no total 36 mortes confirmadas. "O número de óbitos é bem maior que o do ano passado. Estamos nesse exato momento com 36 óbitos confirmados no 127 em investigação. No ano passado inteiro nós tivemos 33 óbitos confirmados", afirma.

O último boletim da dengue da SES-GO mostra os dados obtidos entre 2 de janeiro e 7 de maio deste ano. O levantamento indica que Goiás teve aumento de 300,09% de casos confirmados e notificados em comparação com o mesmo período do ano passado.

Neste período em Goiás, foram 73.645 confirmados e 145.879 notificados, conforme o boletim. Veja abaixo as cidades com mais casos notificados de dengue, conforme boletim da SES.

A superintendente informou que em maio do ano passado a secretaria emitiu um alerta para as cidades goianas sobre uma possível epidemia. "Emitimos um alerta para todos os gestores municipais para que eles se atentassem a uma possível ocorrência de epidemia e de surtos de dengue e chikungunya e, infelizmente, estamos vendo que isso se concretizou em 2022", afirma.

Conforme boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), Goiás tem cerca de cinco vezes mais casos de dengue por 100 mil habitantes que a média nacional. A informação é do boletim divulgado no dia 6 de maio deste ano, com dados levantados até a semana 17 de junho de 2022.

Segundo o levantamento, a cada 100 mil moradores de Goiás, 1.556,7 mil têm ou tiveram dengue este ano, segundo O órgão indica que essa incidência é de cerca de cinco vezes maior do que a média em todo o Brasil, que é de 307 diagnósticos para cada grupo do mesmo número de pessoas.

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ISTOÉ

Hapvida aprova recompra de até 400 mi de ações

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) - O conselho de administração do grupo de saúde Hapvida aprovou um novo programa de recompra de até 400 milhões de ações em até 18 meses, disse a empresa em fato relevante nesta quarta-feira.

A medida tem como objetivo atender ao futuro exercício dos planos de remuneração baseado em ações a executivos da companhia e maximizar a geração de valor a acionistas, disse a Hapvida.

O novo programa substitui e dá continuidade a um anterior aprovado pela Hapvida "de modo a refletir o incremento do seu número de ações em circulação após a incorporação da Notre Dame Intermédica".

Assim, as até 400 milhões de ações já incluem os papéis comprados no âmbito do programa anterior, que envolvia a recompra de até 100 milhões de ações.

O anúncio ocorre após as ações da Hapvida despencarem 16,8% na terça-feira, a maior queda do papel desde sua estreia na bolsa em 2018, diante de reação negativa do mercado à divulgação de prejuízo líquido no primeiro trimestre pela empresa.

A Hapvida acrescentou no comunicado que o novo programa prevê a possibilidade de contratação de instrumentos derivativos com liquidação financeira referenciados em ações, que poderá envolver operações de 'equity swap' tendo como contraparte instituições financeiras.

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UOL

Hapvida: queda de 16% ontem, hoje com alta de 8%; o que está acontecendo?

Depois de fechar o pregão de ontem (17) com baixa de 16,84% -- a maior desde sua estreia na Bolsa, em 2018 --, as ações da operadora de serviços de saúde Hapvida (HAPV3) estão entre as maiores altas desta quarta-feira (18). Por volta das 13h50 (horário de Brasília), elas subiam 8,59%, chegando a R$ 7,08.

O motivo da inversão é que a operadora anunciou um novo programa de recompra de ações, que substitui e dá continuidade ao programa aprovado na assembleia geral extraordinária de 15 de outubro de 2022.

O que é recompra de ações? E diante dessa oscilação no preço da ação, vale a pena investir na Hapvida? Confira o que dizem os especialistas consultados pelo UOL abaixo.

Vale lembrar que recompra de ações é quando a empresa decide investir em si mesma -- o que costuma ser visto com bons olhos pelo mercado.

O número de ações em circulação após a incorporação da Notre Dame Intermédica aumentou substancialmente a base acionária da Hapvida.

Então, a quantidade de ações que poderão ser adquiridas agora passa de 100 milhões para 400 milhões. O novo programa terá duração de até 18 meses a partir de então.

Vale a pena comprar ações da Hapvida?

Para o Goldman Sachs a recomendação é neutra: quem tem deve ficar com a ação, e quem não tem, não compra.

O banco ressalta que, no primeiro trimestre deste ano, a empresa teve maiores despesas e custos não operacionais que levaram a um prejuízo antes dos impostos de R$ 204 milhões.

"Além disso, a margem do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização caiu 9 pontos percentuais o comparativo trimestral para 5,9% - seu nível mais baixo de todos os tempos", declarou o Goldman Sachs, relatório.

Mas o BTG recomenda a compra, acreditando em um preço-alvo de R$ 12 por ação. A XP também, esperando que a fusão com o Grupo Notre Dame crie sinergias e redução de custos.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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Falta de remédio é principal problema para 25% dos hospitais privados de SP

Um em cada quatro (25%) hospitais privados do Estado de São Paulo diz que a falta ou dificuldade para compra de remédios é o principal problema enfrentado hoje, segundo pesquisa do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (SindHosp), feita de 29 de abril a 12 de maio.

Farmácias e centros médicos, públicos e particulares, relatam a escassez de medicamentos. Entre os motivos apontados, estão os sucessivos "lockdowns" na China e a guerra na Ucrânia, que afetaram a cadeia de fornecimento. A crise prejudica o trabalho dos profissionais de saúde e o atendimento de pacientes e leva até ao adiamento de cirurgias eletivas (não urgentes).

Outros 30% dos hospitais ouvidos pelo SindHosp relataram a alta de preços como principal problema. No total, foram ouvidos 76 unidades particulares - responsáveis por 1.518 leitos de UTI e 5.725 leitos clínicos - entrevistadas pela entidade. Conforme a pesquisa, só 14% dos hospitais não enfrentam problemas com estoque ou a aquisição de medicamentos.

Os itens em falta ou com estoque abaixo do nível de segurança mais citados são Dipirona (em 25% dos hospitais), Dramin B6 (18%) e Neostgmina (17%).

Veja a lista completa de medicamentos em falta mais citados pelos hospitais ouvidos pelo SindHosp (entre aqueles centros médicos que relataram problemas para compra):

- Dipirona (24,5%).

- Dramin (18,4%).

- Neostagmina (16,7%).

- Soro (9,5%).

- Imunoglobina (4,5%).

- Aminoglicosídeos (3,3%).

- Anestésicos em geral (3,3%).

- Ocitocina (3,3%).

- Celestone soluspan (0,6%).

- Meetronisadol (0,6%).

- Purisole (0,6%).

- Soro fisiológico (0,6%).

Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, diz que a falta de medicamentos, materiais e equipamentos de saúde ficou evidenciada desde o início da pandemia de covid-19 e defende a importância de definir a área da saúde como prioridade. Segundo ele, é preciso reduzir a dependência de matéria-prima externa para produção de fármacos.

Gestores do SUS falam em piora do cenário

A falta de medicamentos afeta também os hospitais municipais geridos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O problema acontece desde o fim do ano passado, mas se agravou nas últimas semanas, segundo o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado (Consems-SP).

O órgão afirma que a situação já exigiu o adiamento de cirurgias e procedimentos. Levantamento do Cosems paulista apontou como causas a desorganização do sistema de produção depois da pandemia, falta de insumos, matéria-prima e embalagens, e aumento da demanda.

A região do ABC paulista é uma das que mais sofrem com o desabastecimento e a lista de remédios faltantes nos hospitais já ultrapassa 43 itens. Entre eles está o soro fisiológico, medicamento básico em hospitais. Secretária de Guararema, na Grande São Paulo, Adriana Martins aponta o cenário crítico diante da falta de soro de 500 ml.

O mesmo problema é relatado pela diretora do Hospital das Clínicas de Mauá, Adlin de Nazaré Santana Savino Veduato. "Além disso, não conseguimos adquirir outros medicamentos básicos. E quando encontramos, os valores são altos. Estamos restringindo bastante o uso de medicamentos e, se a falta de abastecimento permanecer, teremos problemas com procedimentos cirúrgicos", afirma.

Peregrinação em farmácias

Peregrinação por farmácias e postos de saúde e gastos fora dos planos, com remédios alternativos, entraram na rotina de pacientes de doenças crônicas, como Parkinson e lúpus, segundo mostrou o Estadão no início do mês. Vítimas do desabastecimento no setor farmacêutico, eles relatam dores e dificuldades para se locomover.

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PODER 360

BP, Fleury e Bradesco anunciam nova empresa de oncologia

Os grupos Fleury, Bradesco Seguros e a BP (Beneficência Portuguesa de São Paulo) divulgaram na 3ª feira (17.mai.2022) a criação de uma empresa especializada em tratamento de câncer. O investimento previsto é de R$ 678 milhões nos próximos 5 anos.

A BP tem um Centro de Oncologia e Hematologia e a operação permitirá expandir o atendimento para diversas cidades brasileiras. Segundo o anúncio, a quantia será aplicada em clínicas oncológicas e centros de tratamento de alta complexidade.publicidade

A CEO da BP, Denise Soares, afirma que o acordo "ratifica a estratégia da instituição de expandir os negócios e ter presença geográfica em âmbito nacional".

O Bradesco também controla 30% da Fleury. Diretor geral da Atlântica Hospitais e Participações, responsável pela gestão e investimentos do Bradesco Seguros, Carlos Marinelli diz que o grupo está "entusiasmado" com a parceria.

"Estamos muito entusiasmados com essa iniciativa, que visa à oferta de valor, ao cuidado coordenado, à atuação em abrangência nacional e a uma jornada integrada e digital sob a ótica das necessidades do paciente oncológico. A união de grandes nomes do setor proporciona o acesso a serviços de referência em saúde para uma parcela cada vez maior da sociedade", declarou no LinkedIn.

O acordo só será concretizado depois de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e BC (Banco Central).

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"Na saúde, o que funciona parece não dar voto", diz Antônio Britto

Pouco mais de 2 anos se passaram desde o início da pandemia da covid-19, um período que, diante de tragédias, colapsos e perda de mais de 660 mil vidas no país, aguçou a percepção do brasileiro sobre a área da saúde. As fases críticas das ondas de contágio não só abriram o olhar da população para as urgências e demandas, como também exigiram e ainda exigem um apurado senso de escuta por partes dos gestores para identificar as necessidades dos usuários.

O diagnóstico é da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), que realizou a pesquisa "O que pensam os brasileiros sobre a saúde no Brasil?", iniciativa integrante da campanha "2022: o ano de ouvir a saúde", também lançada pela entidade em 2022. Na avaliação do diretor-executivo da Anahp, Antônio Britto, a atual conjuntura e os resultados do estudo, feito em parceria com o PoderData -empresa de pesquisa do Poder360-, evidenciam ser premissa básica unir esforços para a prestação de uma assistência mais qualificada, tanto na saúde pública quanto na saúde suplementar, integrando as 2 frentes a fim de evitar chagas tão ou mais profundas em cenários futuros. Leia a revista com os principais dados da pesquisa (baixe aqui).publicidade

"A Anahp reafirma que é um enorme equívoco alguém pensar que no Brasil poderá haver sistema de saúde sem o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde). De outra parte, parece também extremamente equivocado alguém pensar que o país poderá oferecer saúde apenas com o sistema público. O nosso sistema é, na teoria e na prática, um sistema que precisa entrosar e integrar o público e o privado", destacou Antônio Britto.

Esse aprendizado, acrescenta Britto, pode preparar as estruturas sanitárias para as próximas pandemias, com empenhos que precisam ser articulados em todos os níveis de governo. "Em 2022, o ano que marca a saída da pandemia e ao mesmo tempo a realização de uma eleição ampla no Brasil, é essencial que se discuta mais e melhor sobre saúde. A pesquisa oferece dados, elementos e opiniões que ajudam políticos e candidatos de 2022 a discutirem com mais profundidade o que acontece na saúde no Brasil e, especialmente, o que a pandemia mostrou de forma muito clara".

Nessa perspectiva, é imperativo quebrar paradigmas e repreender posturas meramente eleitoreiras, defende: "Grande parte do que é necessário em saúde não precisa de tijolo. O que realmente funciona em saúde parece que não dá voto, e o que dá voto parece que não dá saúde".

O estudo da Anahp/PoderData aponta, entre outros números, que 4 entre 10 (43%) brasileiros reprovam a saúde no país. Outros 45% consideram os serviços regulares e apenas 9% sinalizam aprovação, classificando-os como bons ou ótimos; 3% não souberam responder. Ainda de acordo com a pesquisa, divulgada nesta 4ª feira (18.mai.22) na Feira Hospitalar, em São Paulo, metade da população quer que o próximo governo priorize os "investimentos em tecnologia e inovação" e a distribuição de "mais medicamentos gratuitos". Os 2 itens foram mencionados, respectivamente, por 28% e 22% dos 3.056 entrevistados, usuários da saúde pública e da saúde suplementar nas 27 unidades da Federação, ouvidos entre 1º e 8 de abril.

Leia a entrevista:

Poder360 - A Anahp lançou a campanha "2022: o ano de ouvir a saúde". Por que é urgente para o Brasil pensar a saúde a partir de uma visão de presente e de futuro, que foi o foco da pesquisa integrante dessa mobilização?

Antônio Britto - Estamos saindo da pior crise sanitária da história do Brasil e da humanidade. Para nós, da Anahp, não parece sensato que se saia da crise sem aprender com ela, nem que o ano termine sem que haja uma solução sobre o que aprendemos. Tomar boas iniciativas é honrar as quase 700 mil pessoas mortas durante a pandemia.

Esse aprendizado pode nos preparar para as próximas pandemias. Em 2022, o ano que marca a saída da pandemia de covid-19 e, ao mesmo tempo, a realização de uma eleição ampla no Brasil, é essencial que se discuta mais e melhor sobre saúde.

Com base nessa premissa, a Anahp lançou uma campanha defendendo que 2022 precisa ser o ano de ouvir a saúde. E a pesquisa (realizada pela Anahp em parceria com o Poder360) é parte dessa campanha, para oferecer dados, elementos e opiniões que ajudem políticos e candidatos de 2022 a discutirem com mais profundidade o que acontece na saúde no Brasil e, especialmente, o que a pandemia mostrou de forma muito clara.

A Anahp, embora seja uma representante dos hospitais privados, tem se posicionado publicamente também em defesa da valorização do SUS. Quais as mudanças mais urgentes percebidas pela entidade em relação à gestão do Sistema? De que forma é possível convergir esforços para fortalecer a saúde pública?

A Anahp fica muito à vontade, por ser uma entidade representante dos hospitais privados, para reafirmar que é um enorme equívoco alguém pensar que no Brasil poderá haver sistema de saúde sem o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. O SUS é essencial para garantir acesso e dignidade assistencial no Brasil.

De outra parte, parece também extremamente equivocado alguém pensar que o país poderá oferecer saúde apenas com o sistema público. O nosso sistema é, na teoria e na prática, um sistema que precisa entrosar, integrar os aspectos público e privado.

Veja o que aconteceu na pandemia. Na hora do sufoco, durante o trabalho nos hospitais de campanha, por exemplo, ninguém ficou perguntando se o profissional ou o equipamento eram do público ou do privado.

Precisamos transferir aquilo que se fez no sufoco para uma política. Se em determinado lugar existe uma facilidade privada que pode oferecer determinado serviço, não faz sentido colocar o público para competir com o privado. E a recíproca também é verdadeira.

Na pesquisa da Anahp/PoderData, os usuários da saúde pública e suplementar mostraram seus descontentamentos e anseios e sinalizaram também os benefícios nos atendimentos. O cenário de pandemia aguçou a percepção da população sobre esses serviços? Ou os dados levantados seriam semelhantes se tivessem sido apurados em um período pré-pandêmico?

A pandemia fortaleceu a valorização do SUS. Ela alterou 2 aspectos importantes. O 1º deles é que, obviamente, aumentou em milhares de vezes a preocupação da população com o sistema de saúde. O brasileiro sai da pandemia com mais conhecimento sobre o sistema de saúde, sobre as partes boas e as partes ruins. Ele hoje se sente mais participante das discussões sobre saúde. Até porque questões como equipamentos, presença de médicos e importância da vacinação foram sofridamente assuntos principais em todos os lugares 24 horas por dia durante os últimos 2 anos.

E a 2ª consequência é a valorização do sistema de saúde. Quem sempre teve o plano de saúde valoriza a importância do sistema privado, dos hospitais privados. Agora, a valorização do SUS se tornou um dos fatos importantes também.

Portanto, entendo que, se esta pesquisa tivesse sido feita antes da pandemia, provavelmente a valorização do SUS seria menor, assim como também seria menor o nível de conhecimento por parte das pessoas sobre as peculiaridades do Sistema.

Os últimos 2 anos foram marcados por uma intensa revolução em diversos setores. A saúde foi uma das áreas mais desafiadas diante dos aumentos de casos de covid-19. O Brasil conseguiu conciliar avanços positivos nesse período, mesmo com políticas de inovação deficientes?

A pandemia não mostrou problemas que não eram conhecidos no sistema de saúde. O que ela fez foi aflorar esses problemas de uma forma muito mais intensa, mais sentida, mais divulgada. A questão da inovação é um excelente exemplo disso. Somos um país que desperdiça talentos e não produz inovação na medida do que poderia e do que precisa.

Isso ficou muito claro durante a pandemia. Ficamos muito dependentes de outros países para acessar descobertas feitas, principalmente, em relação às vacinas. Políticas mais estáveis e mais inteligentes em matéria de inovação poderiam ter permitido inclusive que saísse do Brasil a descoberta do processo de uma nova vacina.

A capacidade dos nossos cientistas, que é reconhecida mundialmente, e a nossa capacidade de fabricação, em exemplos como Fiocruz e Butantan, infelizmente não são apropriadas de políticas públicas e de interesse privado que ampliem o nível de inovação. Por consequência, dependemos sempre dos chamados grandes insumos: as vacinas, os principais medicamentos, a maioria dos equipamentos.

Um dos desafios do país na saúde é definir uma política de inovação. O Brasil não vai ser o 1º país do mundo autossuficiente. Ninguém vai produzir tudo o que precisa. Mas o país precisa selecionar alguns itens e aplicar de forma constante e segura.

Ainda falando sobre a inovação, quais os itens mais urgentes para a realidade brasileira na área da saúde?

Equipamentos. Existe uma indústria nacional que já tem uma determinada capacidade instalada e que pode avançar mais na produção de boa parte dos equipamentos. Precisamos chamar as grandes empresas mundiais para desenvolver planos a fim de que elas não só ampliem a presença no Brasil, mas também transfiram tecnologia. Ou seja, a pandemia ressaltou algo que já tínhamos conhecimento: atrasamos muito em matéria de inovação.

Há 2 lugares hoje para o Brasil. Há um lugar para quem inova em alguns inventos e há um para se posicionar como dependente e comprador. O Brasil tem de escolher se quer ficar no 1º ou no 2º lugar.

Quando se trata de acesso ao sistema privado, a renda média dos trabalhadores retira a possibilidade de muitos aderirem ao plano de saúde. Como esse problema socioeconômico também impacta o financiamento das atividades privadas? O que o Brasil precisa fazer para estimular a sustentabilidade do setor privado e, consequentemente, aliviar a demanda do SUS?

O futuro do setor de saúde suplementar vai depender do futuro do Brasil. Não há como ampliar o sistema de saúde suplementar se não ampliarmos o emprego e a renda. 70% dos planos de saúde existentes no Brasil são contratados por empresas que os oferecem aos funcionários. Se a economia brasileira e o volume de empregos, de salários e de renda não crescerem, de onde as pessoas e as empresas vão retirar os recursos para ampliar o número de assistidos pelo plano de saúde?

A saúde suplementar está com o seu futuro rigorosamente amarrado ao futuro do Brasil, em termos de economia, emprego e renda. O que pode acontecer de melhor para aumentar a saúde suplementar? Um número maior de pessoas com emprego e renda. O que pode acontecer de pior? É o que acontece durante as crises econômicas, em que, diminuindo emprego e renda, há redução imediata de pessoas com plano de saúde.

Claro que este é um caminho difícil, e existem outras coisas a serem resolvidas, como a questão da tributação e a necessidade de aumentar a multiplicidade de produtos, elevando a competitividade no setor. Hoje, apesar de tudo, o número ainda é reduzido.

Há outro ponto muito importante para nós, da Anahp: não adianta elevar o número de produtos de planos de saúde contratados pelos brasileiros se não houver preocupação em assistência digna e qualificada.

A gestão da saúde envolve também medicina preventiva, atendimento primário e acompanhamento de pacientes crônicos. Esse é um caminho para reduzir custos de atendimentos de emergência ou ocorrência de casos mais graves? Por que o Brasil tem avançado tão pouco nesses aspectos em relação a outros países?

Estes são alguns dos dados mais tristes e mais preocupantes desta pesquisa, 85% dos usuários da saúde suplementar não participam de iniciativas preventivas por meio dos planos de saúde, e 71% dos usuários do SUS não fazem atividade de prevenção, segundo estudo realizado pela Anahp em parceria com o PoderData.

Se não começarmos muito rapidamente a investir e a dar importância para a prevenção, a corrida para oferecer saúde de qualidade vai ser perdida neste que é um país onde aumenta assustadoramente o número de pessoas com doenças crônicas e onde felizmente cresce a longevidade da população.

Não há país no mundo que consiga conviver com um altíssimo número de idosos e de pessoas com doenças crônicas. Os países estão tentando reduzir o problema na base, na origem, diminuindo o número de pessoas doentes.

A pesquisa mostra: não é que o brasileiro seja simplesmente preguiçoso e não queira fazer ginástica, combater a obesidade É que não são ofertados sistemas de prevenção. O Brasil, num determinado período, enfrentou e derrotou a questão do tabagismo. Hoje não existem políticas públicas para enfrentar a pressão alta, a obesidade, o uso demasiado de sal e de açúcar e o sedentarismo.

Outro ponto é que os sistemas de saúde não têm estímulos para fazer sistemas de prevenção. Ao contrário. Como existe a portabilidade, os planos raciocinam muito pensando no curto prazo. Não se interessam em fazer um programa para melhorar a saúde do usuário se este pode a qualquer momento migrar para outro plano.

Estamos sem políticas públicas e estímulos para que sejam oferecidos programas consistentes e continuados na prevenção e na promoção da saúde, o que é lamentável.

Quais os países que são referência na frente da medicina preventiva?

Há esforços preventivos bem-sucedidos em alguns países da Europa, sobretudo nos nórdicos. Temos especialmente, em termos de prevenção e promoção à saúde, coisas interessantíssimas acontecendo, unindo saúde digital e prevenção. É o caso de Israel.

Da mesma forma que hoje se acompanha a situação em cada rua e os carros no trânsito, há equipamentos digitais que vão permitindo acompanhar a saúde das pessoas, com inteligência artificial, de forma preditiva, passando a prever o que vai acontecer. O Brasil está muito atrasado em relação a isso.

A pesquisa, realizada pela Anahp em parceria com o PoderData, mostra que a qualidade dos médicos é o fator mais decisivo para os usuários da saúde suplementar na hora de escolher um hospital (43% apontaram esse item). O processo de formação profissional está alinhado à realidade brasileira ou mostra-se deficitário?

Estamos caminhando para 620 mil médicos neste ano. Desse total, em torno de 220 mil têm especialização. São enormes e crescentes as dúvidas sobre a qualidade e a atualização dos médicos que estão saindo das faculdades.

Vamos nos perguntar: quantas faculdades de Medicina estão preparando o médico para a nova realidade, para a inteligência artificial, para a robótica, para o monitoramento a distância, para a telessaúde? O mundo está fazendo telessaúde. Na Ucrânia, os soldados feridos são atendidos pela telemedicina. O profissional deve ser preparado para essa nova realidade.

Então, a resposta para a pergunta é não. A maioria das faculdades brasileiras não está preparando o profissional, salvo as honrosas exceções de sempre. Do ponto de vista da qualificação, o esforço bem intencionado de abrir escolas não vem acompanhado da qualificação dessas instituições.

O Brasil precisa repensar a questão da formação do médico. Vejo com muita alegria o esforço do CFM (Conselho Federal de Medicina), e o que a AMB (Associação Médica Brasileira) vem fazendo nessa discussão, com participações muito interessantes.

Não se resolverá a distribuição de médicos somente aumentando o número desses profissionais. O que impede um médico de ir para uma pequena cidade do interior é o fato de as condições de vida, o exercício da medicina e as condições salariais, muitas vezes, não valerem a pena no local. O Brasil forma cada vez mais médicos, mas eles se concentram nas grandes cidades, e o problema continua. A formação e a distribuição dos médicos me parecem um capítulo mal escrito da nossa história no sistema de saúde.

Quais os principais erros do gestor público ao lidar com a área da saúde? Quais paradigmas devem ser quebrados para garantirmos acesso de qualidade para a população?

Nós estamos sofrendo no Brasil as consequências ruins da falta de políticas de médio e longo prazo. Qualquer pessoa que assuma um cargo público na área da saúde e diga que vai fazer, em 1 ou 2 anos, mudanças profundas ou está enganada ou está querendo enganar os outros. Não existe o que pode dar certo em saúde se não for um esforço repetido ao longo do tempo de forma persistente e continuada.

Não se muda o hábito de tabagismo, não se cria uma rede bem resolutiva de serviços assistenciais em 1 ou 2 anos, ao sabor da próxima eleição. Há um problema: o que interessa como moeda política é a inauguração do posto. Parece que tem de ter tijolo para dar voto. Mas a verdade é que grande parte do que se precisa em saúde não precisa de tijolo.

O que realmente funciona em saúde parece que não dá voto, e o que dá voto parece que não dá saúde.

Se uma nova pandemia, de outra doença, se instalasse no país, estaríamos prontos para combatê-la com mais eficácia em razão do know-how adquirido com as ondas de contágio do novo coronavírus ou retrocederíamos nesse embate, pois as marcas da última crise ainda não foram atenuadas a contento?

Se olharmos para os profissionais de saúde, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, se olharmos para os hospitais públicos e privados, eu posso lhe garantir que eles estão hoje muito mais bem qualificados e muito mais bem preparados do que antes. Se olharmos para os gestores públicos, eu espero que eles tenham aprendido lições durante esse festival de horrores a que o país assistiu.

Eu espero, então, que o setor que detenha a liderança dos processos, nos governos federal, estaduais e municipais, tenha também aprendido lições com a pandemia. Por isso, é muito importante que esta eleição ponha a saúde no topo das discussões.

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O ESTADO DE S.PAULO

Artigo - O SUS precisa ser financiado e emagrecer o País

O fato de o Sistema Único de Saúde (SUS) ser subfinanciado desde sua criação não culpabiliza sumariamente governos de outrora ou o atual. A equação é rude e os componentes são complexos. Contudo, maltrata-nos sua agonia orçamentária de arrimos frágeis e flerte contínuo com o caos, sem qualquer pauta vigente e significante de discussão.

Aceitemos, porém, que, a despeito da míngua financeira, o SUS e suas vertentes carecem de mecanismos auditáveis de eficácia, que servirão para validá-lo perante as necessárias solicitações de recursos, além do que cederão elementos mensuráveis e impedientes de contestações.

Em outra observação de maiúscula importância está a necessidade de corrigir grave erro estratégico, condicionado por paradigma sem sustentação científica, que serviu e serve para prospectar o mercado futuro de medicamentos e materiais hospitalares, sem nos proteger de inquietantes padecimentos.

Desdenhada por quase um século e até há pouco compreendida como resultante de deslizes pessoais, a obesidade foi apresentada pela maioria dos profissionais de saúde ? e por alguns, infelizmente, ainda o é ? como opção revogável de conduta.

Plurifatorial em suas origens, uma vez estabelecido o ganho ponderal, nossos sistemas gestores cerebrais são readequados para novos padrões de ingestas calóricas, num moto-contínuo eventualmente interrompido, mas raramente revertido.

O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 20112022, do Ministério da Saúde, tem a intenção de minimizar o derretimento de verbas e melhorar significativamente os índices de saúde do País. Mas, em seu mais recente balanço, ao tempo de sua apresentação prospectada para o período 2021-2030, embora com meta pouco audaciosa, o quesito obesidade expressou o equívoco colossal ao qual me refiro, perpetuado a cada colegiado.

Pretendia-se apenas manter o porcentual de 15,1% de obesos na população adulta, mas em 2019 alcançávamos 20,3%, enquanto dados mais recentes fornecidos pelo IBGE apontam a obesidade com prevalência de ao menos 26,8% nesta imensa fração populacional.

Embora sejam corretas as orientações que estimulam a prática de exercícios físicos e a escolha de alimentos saudáveis, contemplá-las como condutas únicas para emagrecimento é inocente, para não dizer inútil, pois são ditames imprescindíveis para impedir a obesidade, talvez sua progressão, e não para tratá-la.

Em sua derivação mais apoteótica está o diabetes tipo 2, patologia na qual 80% de seus portadores são obesos. A potencial reversão da evolução diabética obtida com a perda ponderal precoce demonstra a inegável relação criador e criatura.

Observássemos somente os gastos contemplando algumas complicações vasculares com forte patrocínio do diabetes, veríamos escoando pelo ralo gigantescos montantes no tratamento de coronariopatias, acidentes vasculares cerebrais, insuficiências renais, cegueira e inúmeros outros distúrbios.

Mas a aptidão para a geração de negócios da obesidade é interminável, avançando para a deflagração de cânceres exigentes de quimioterapias milionárias, doenças articulares que suplicam próteses de preços exorbitantes e disfunções respiratórias solucionadas por aparelhos de assistência ventilatória cuja aquisição demanda vultosas cifras.

Em apontamento providencial, anoto que alguns municípios adequam seus setores de captação e atendimento de emergência para solucionarem, com drogas trombolíticas, casos de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico em curso, embora com preços estratosféricos; além de vidas, têm o propósito de salvar musculaturas cardíacas e tecidos cerebrais.

Não incomoda o custo brutal destes programas nem tão pouco as enormes despesas ambulatoriais e hospitalares na condução de todas as complicações, já estabelecidas, decorrentes da obesidade. Causa espanto, porém, que para os 40 milhões de brasileiros obesos reste apenas aguardar pelas desastrosas consequências e torcer para que tenham soluções pagáveis, por eles ou pelo poder público.

É evidente que o embate deve ser principiado pelo combate às causas deflagradoras, no que serão especialmente protegidos crianças e adolescentes, contudo, diante desta doença estabelecida, seu enfrentamento deve ser contundente, sobretudo médico, com tratamento farmacológico quando possível e cirúrgico quando necessário, sem que sejam dispensadas as mudanças comportamentais e dietéticas, naquilo que seja executável.

Embora eu refaça essa súplica reiteradamente, o faço de vários observatórios, no que pretendo alertar que o SUS implora justo, urgente e robusto financiamento, mas esta honrosa instituição, que nos orgulha em seus predicados, tem mostrado imperdoável inoperância diante da pandêmica obesidade.

Esta inoperante estratégia compromete o SUS em suas causas, mas a inobservância contábil faz pior, arrisca sua existência!

Antônio Carlos do Nascimento

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O ATUAL

Estudo aponta que pegar Covid eleva risco de doença cardíaca em 63%

Mesmo que o fim da pandemia pareça cada vez mais próximo, a Covid-19 deixa para o sistema de saúde brasileiro uma herança indesejada: o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, causado pela contaminação do vírus.

Em consultórios e hospitais, os médicos se deparam com um número alto de casos - que atribuem tanto a efeitos diretos (sequelas da infecção) quanto a indiretos (mais sedentarismo e mudanças de hábitos) da pandemia.

Com a situação incomum, grupos bolsonaristas aproveitam os relatos para questionar complicações das vacinas, mas médicos dizem que não há nenhuma relação demonstrada neste caso.

Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de Washington publicado na revista científica Nature em fevereiro, demonstrou que pacientes que foram infectados pelo coronavírus têm mais chances de apresentar infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia do pulmão, trombose, disritmias, doenças isquêmicas e outros males relacionados ao coração.

No geral, o risco é de 63%. Mas cada doença específica tem uma porcentagem de aumento:

Miocardia: 438%

Embolismo pulmonar: 193%

Parada cardíaca: 145%

Pericardite: 85%

Falha cardíaca: 72%

Disritmias cardíacas: 69%

Infarto: 63%

Qualquer mal cardiovascular: 63% (até aqueles que tiveram covid leve);

AVC: 52%

O estudo fez uma comparação entre os dados de 153 mil pessoas infectadas pela doença com milhões de outros pacientes que não haviam contraído covid-19. Depois de 12 meses, aqueles que tiveram coronavírus apresentaram mais complicações cardíacas, independentemente de idade, doenças prévias ou outras variáveis - como o nível de 'intensidade' da contaminação pelo vírus da covid.

Em entrevista ao Jornal Poder360, Viviane Cordeiro Veiga, pesquisadora e coordenadora de UTI do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Ela diz que a covid-19 não é só uma doença respiratória.

"Tem de tirar da cabeça que afeta só o pulmão. É uma doença dos vasos, de uma inflamação sistêmica", afirma.

No Brasil, as doenças cardíacas já lideravam a lista de causas de morte, mesmo antes da pandemia. Isso ocorre porque o envelhecimento da população, que aumenta a quantidade de pessoas portadoras de fatores de risco, levou esse tipo de doença a estar no topo das causas de morte.

De acordo com um cálculo do Ministério da Saúde, houve o aumento de 4% das mortes por doenças cardiovasculares durante a pandemia, em comparação à série histórica. O número considera as causas básicas e associadas ao óbito.

Carlos Pastore, diretor da Eletrocardiografia do Incor (Instituto do Coração da USP) e professor da Universidade de São Paulo, afirma que as sequelas cardíacas foram vistas principalmente em pacientes com covid-19 que ficaram muito tempo internados.

Como a Covid influencia o surgimento de doenças cardiovasculares?

Primeiro, o vírus ataca e danifica células do sistema cardiovascular. O próprio músculo do coração pode ficar inflamado e comprometido.

Depois, quando o vírus causa acúmulo de fluido atrapalhando os pulmões, a corrente sanguínea recebe menos oxigênio. Com isso, o coração acelera, o que pode provocar danos no tecido cardíaco e morte de células cardíacas.

Em seguida, as superfícies internas de veias e artérias podem ser afetadas pela infecção do coronavírus. Inflamação de pequenos vasos podem causar obstrução e prejudicar o fluxo de sangue para outras partes do corpo.

Há também a questão da mudança de hábito: pessoas que se tornaram mais sedentárias durante a pandemia aumentam a predisposição a sofrer males cardíacos. Falta de exercícios e de mobilidade durante as fases de maior restrição, piora na alimentação e aumento do tabagismo são fatores de risco para essas doenças.

De uma maneira geral, durante os momentos de sobrecarga do sistema de saúde público brasileiro, doentes e pessoas com fatores de risco deixaram de fazer acompanhamento periódico. Muitas vezes, isso se deu para evitar exposição a ambientes com aglomeração.

Por fim, por conta da sobrecarga do sistema de saúde, com o foco na covid-19, havia menos profissionais de saúde e estrutura para atendimento disponível para as outras doenças. Houve redução dos cuidados na atenção primária à saúde. Cirurgias foram adiadas.

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A REDAÇÃO

Covid-19: Goiás registra 1,7 mil casos e 18 mortes em 24 horas 

Ludymila Siqueira

Goiânia - Goiás registrou 1.799 novos casos da covid-19 e 18 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. É o que aponta o boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) na tarde desta terça-feira (17/5). Com as atualizações, o Estado soma 1.350.352 infecções e 26.581 óbitos provocados pela covid-19.

Ainda de acordo com a pasta, outros 768.425 casos e 290 mortes estão em investigação para saber se há alguma ligação com o novo coronavírus. Taxa de letalidade do vírus no território goiano é de 1,97%.

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O HOJE

Falsa biomédica presa atraía clientes para procedimentos estéticos por meio das redes sociais

A falsa Biomédica Hozana Carneiro Ximenes, foi presa em Manaus nesta quinta-feira (10/3), acusada de deformar pacientes em procedimentos estéticos clandestinos. A mulher exercia o papel de biomédica mesmo sem a formação e atraía clientes cobrando um valor muito abaixo do mercado. Hozana teria deformado várias pessoas com os procedimentos mal-sucedidos, e até o momento 10 pessoas denunciaram a profissional clandestina. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, ela na verdade é formada em matemática.

Hozana não possui nenhum curso ou registro profissional que a permita realizar procedimentos estéticos. Mesmo assim, Hozana atuou com estética em várias clínicas de Manaus. Ainda de acordo com investigação da polícia, a falsa esteticista cobrava muito abaixo do preço de mercado. Procedimentos que custariam R$ 15 mil seriam oferecidos por cerca de R$ 3 mil por Hozana.

A prisão ocorreu no bairro Novo Israel, na Zona Norte de Manaus. Agora, a suspeita responderá pelos crimes de estelionato, lesão corporal grave e falsificação de documento público. Ela será encaminhada à Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde ficará à disposição do Poder Judiciário.

O delegado Gesson Aguiar, que está respondendo interinamente pelo 10º DIP, reforçou que a falsa biomédica já havia sido demitida várias vezes e a investigação começou após 10 boletins de ocorrência de clientes deformadas. A mulher já havia trabalhado em várias clínicas da cidade, “pois sempre que dava algum problema ela era demitida, mas já buscava outra clínica para trabalhar”, contou. 

A autoridade policial relatou que as vítimas apresentaram as documentações das clínicas dos procedimentos estéticos para comprovar a veracidade da denúncia, bem como os documentos dos hospitais em que elas foram internadas devido aos resultados do tratamento ilegal.

“Como a infratora alegou que era formada em Biomedicina e que tinha estudado em uma faculdade particular da capital, nós entramos em contato com a instituição de ensino superior e fomos informados que Hozana nunca tinha passado por lá”, esclareceu Aguiar.

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Assessoria de Comunicação

Terça, 17 Maio 2022 07:44

CLIPPING AHPACEG 17/05/22

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

‘Pretendo sancionar’, diz Bolsonaro sobre piso da enfermagem

Hapvida tem prejuízo líquido de R$ 182 mi no 1º trimestre

ANS inclui opções de quimioterapia oral em seu rol de procedimentos

Receita dobra, mas custos da fusão pesam e Hapvida (HAPV3) tem prejuízo no 1º trimestre

Dengue dispara no país, e reagente de testes se esgota

Goiás já registra mais mortes por dengue em 2022 do que em todo ano passado

Covid-19: Goiás registra 1,8 mil novos casos e 6 mortes em 24 horas

Morte de bebê de oito meses após injeção acende alerta para procedimentos em crianças; médicos explicam condutas

Mesmo com pandemia, SUS fica estagnado

Após regulamentação, telessaúde busca avanços em implantação

O TEMPO

‘Pretendo sancionar’, diz Bolsonaro sobre piso da enfermagem

Projeto já foi aprovado pelo Congresso, mas parlamentares ainda não definiram uma fonte de custeio

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (15) que deve sancionar o piso salarial nacional da enfermagem, aprovado pelo Congresso Nacional no início de maio e pronto para a sanção.

“Pretendo sancionar. Estou no aguardo da definição sobre qual será a fonte de recursos”, disse.

Porém, ainda não há previsão de que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), envie o texto para o Poder Executivo. Ele aguarda que seja resolvido o impasse sobre o custeio para a implementação do piso

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ISTOÉ

Hapvida tem prejuízo líquido de R$ 182 mi no 1º trimestre

A Hapvida, operadora de planos de saúde, registrou prejuízo líquido de R$ 182 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo lucro líquido de um ano antes, quando alcançou R$ 151,8 milhões. Já o lucro líquido ajustado acumulou R$ 78,1 milhões de janeiro a março, queda de 69,9% sobre um ano antes.

Segundo a companhia, em release divulgado junto aos resultados, os números já trazem o consolidado da combinação de negócios com Notre Dame Intermédica (GNDI), contabilizando fevereiro e março da companhia junto aos dados trimestrais da Hapvida.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 284,4 milhões, recuo de 39,1% na comparação com o mesmo intervalo de 2021. Já o Ebitda ajustado (ou Ebitda Ex-ILP/SOP) teve queda de 11,3%, saindo de R$ 466,8 milhões no primeiro trimestre de 2021 para R$ 414 milhões no mesmo período de 2022.

Por outro lado, a receita líquida da Hapvida atingiu R$ 4,8 bilhões no intervalo entre janeiro e março, alta anual de 108,4%. A sinistralidade caixa consolidada do trimestre foi de 72,9%.

Ao excluir custos relacionados à Covid-19, despesas médico-hospitalares das operadoras recém-adquiridas com patamares mais elevados de sinistralidade e impacto do reajuste dos planos individuais, a sinistralidade caixa teria sido de 67,1%, "em linha com o histórico da companhia".

"Permanecemos eficientes na adequada gestão das despesas com vendas atingindo um índice de 6,8% e das despesas administrativas com índice de 9,7% no trimestre", diz a Hapvida. O que, segundo a empresa, justifica o Ebitda ajustado do período.

No trimestre consolidado com as duas companhias, foram adicionados de forma líquida 111 mil beneficiários de saúde e perdidos 37 mil beneficiários de odonto.

O resultado financeiro líquido no primeiro trimestre totalizou uma despesa líquida de R$ 171,5 milhões em comparação a uma despesa líquida de R$ 29,8 milhões um ano antes.

Ao fim do trimestre, a companhia apresentou saldo de empréstimos, financiamentos e debêntures de R$ 10,8 bilhões, incluindo o saldo de outras contas a pagar de empresas adquiridas, ativos indenizatórios e os saldos de instrumentos financeiros derivativos. A dívida bruta totalizou R$ 11,8 bilhões. Já o índice de Dívida financeira líquida/Ebitda no foi de 2,8x enquanto no quarto trimestre de 2021, o índice ficou em -0,8x.

"O aumento desse indicador em relação aos trimestres anteriores refere-se ao pagamento da parcela caixa para acionista GNDI no valor de R$ 3,2 bilhões, dividendo extraordinário do GNDI no valor de R$ 1 bilhão, dívida proveniente do balanço de abertura do GNDI e Ebitda LTM ainda penalizado pela pandemia", explica a companhia em release.

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ANS inclui opções de quimioterapia oral em seu rol de procedimentos

Opções de tratamento trazem benefícios de sobrevida aos pacientes

A inclusão de três opções de quimioterapia oral no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) traz benefícios em termos de sobrevida aos pacientes e permite a prescrição, pelo médico, para aqueles pacientes que têm seguro saúde, avaliou hoje (16) a oncologista Andreia Melo, do Grupo Oncoclínicas, também chefe da Divisão de Pesquisa Clínica do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Publicada no último dia 6, no Diário Oficial da União, a decisão contemplou as substâncias trifluridina + cloridrato de tipiracila, para câncer colorretal e gástrico metastático; Brigatinibe, para câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático, positivo para quinase de linfoma anaplásico (ALK); e Venetoclax, combinado com obinutuzumabe, para pacientes adultos com leucemia linfocítica crônica (LLC) em primeira linha de tratamento.

Segundo o Inca, a estimativa é que em cada ano do triênio 2020-2022, o Brasil tenha em torno de 41 mil novos casos de câncer colorretal, 21 mil casos de câncer gástrico e 30 mil de câncer de pulmão, além de 11 mil casos novos de leucemia, dos quais a leucemia linfoide crônica responderá por cerca de um quarto. No total, o Inca estima o aparecimento de 650 mil casos novos de câncer no país a cada ano do triênio.

Por isso, na avaliação da oncologista, é grande o significado que as incorporações de tratamento podem trazer aos pacientes.

"Elas trazem novas opções terapêuticas. São novas linhas de tratamento para pacientes com essas neoplasias (colorretal e gástrico) no cenário metastático. No caso do câncer de pulmão, você tem a seleção por um biomarcador e tem uma resposta objetiva muito boa com o uso do tratamento e ganho de sobrevida".

A cobertura obrigatória dessas três novas opções de quimioterapia oral pelos planos de saúde é fundamental para que o oncologista faça, na sua prática clínica, o que há de melhor na literatura, em termos de padrão de tratamento.

"Priorizar essas opções de tratamento oral na cobertura dos pacientes com essas neoplasias é fundamental. É isso que acontece com o Rol da ANS", indicou a oncologista.

Cânceres

Câncer colorretal é o nome dado ao tipo de tumor que atinge a região do intestino grosso (cólon), reto (final do intestino, antes do ânus) e o ânus. Apenas em 2019, a doença provocou mais de 20 mil mortes no país. Esse é, segundo o Inca, o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil, com um risco estimado de cerca de 19 casos novos a cada 100 mil pessoas. O câncer colorretal metastático é o estágio avançado da doença. O tratamento deve ser contínuo, visando prolongar a sobrevida, diminuir sintomas relacionados ao tumor, postergar a progressão da doença e manter a qualidade de vida. Mesmo considerando que a doença esteja em um estágio mais avançado, os pacientes ainda podem receber tratamento.

O Inca adverte que quase 30% de todos os cânceres colorretais poderiam ser evitados mediante uma dieta saudável, prática de atividades físicas e redução do consumo de bebidas alcoólicas. O instituto, vinculado ao Ministério da Saúde, estima que, em 2030, a despesa do Sistema Único de Saúde (SUS) com pacientes que desenvolverão esse tipo de câncer, em função da exposição a fatores de risco evitáveis, vai ser 88% maior do que o valor gasto registrado em 2018, que alcançou R$ 545 milhões.

Andreia Melo advertiu que o custo da assistência em oncologia tem subido a cada ano, não só pelo aumento do número de casos. "É uma doença que tem ficado mais incidente e tem aumentado a sua mortalidade também. É claro que, junto disso, você caminha com o desenvolvimento de novas opções terapêuticas, novas tecnologias, novas intervenções que, habitualmente, apresentam alto custo".

Já o câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, é o terceiro tipo mais frequente entre homens e o quinto entre mulheres, com um risco estimado de 12,81 casos a cada 100 mil homens e 7,34 para cada 100 mil mulheres. No mundo, foram estimados 684 mil casos novos em homens, sendo o quarto mais frequente entre todos os cânceres. O tipo mais frequente é o adenocarcinoma, responsável por 95% dos casos, sendo a infecção pela bactéria Helicobacter Pylori o principal fator de risco.

Já a leucemia linfocítica crônica (LLC) se caracteriza por um aumento do número de linfócitos, que são um dos principais tipos celulares dos leucócitos, ou glóbulos brancos. Trata-se de uma doença que se desenvolve de forma lenta e afeta, em sua maioria, pessoas com mais de 55 anos. A idade média no momento do diagnóstico é em torno de 70 anos. Extremamente rara em crianças, o risco de uma pessoa desenvolver LLC é de 0,57%, sendo um pouco maior em homens do que em mulheres.

De acordo com o Inca, o câncer de pulmão é o segundo mais comum no Brasil e o primeiro em todo o mundo, tanto em incidência quanto em mortalidade. É responsável por cerca de 13% de todos os novos casos de câncer, com incidência mundial de 1,8 milhão de casos novos. Esse tipo de câncer é considerado hoje uma das principais causas de morte evitáveis, porque, em cerca de 85% dos casos, seu aparecimento está diretamente ligado ao consumo de derivados do tabaco. O cigarro constitui o mais importante fator de risco.

Na mesma decisão, a ANS aprovou a incorporação no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da substância Risanquizumabe, para tratamento da psoríase moderada a grave.

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TRADEMAP

Receita dobra, mas custos da fusão pesam e Hapvida (HAPV3) tem prejuízo no 1º trimestre

A Hapvida (HAPV3) registrou prejuízo líquido de R$ 182 milhões no primeiro trimestre de 2022, revertendo o lucro de R$ 151,8 anotado no mesmo período do ano passado.

No resultado ajustado, que exclui efeitos do incentivo de longo prazo e amortização da combinação de negócios, o lucro líquido caiu 69,9% no período na base anual, para R$ 78,1 milhões.

Segundo a companhia, o principal fator por trás da queda no resultado foi a amortização do valor justo proveniente da combinação de negócios com a NotreDame Intermédica, além de gastos com incentivos de longo prazo e remuneração baseada em ações (SOP).

A receita líquida alcançou R$ 4,841 bilhões no trimestre, 108,4% maior que o visto no mesmo período do ano anterior, impulsionada pela combinação de negócios com a GNDI, além de um aumento orgânico no número de beneficiários, da receita proveniente de empresas adquiridas e do crescimento na receita de prestação de serviços para terceiros.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por outro lado, teve queda de 39,1% no período, para R$ 284,4 milhões na base anual. Com ajuste, excluindo os efeitos do incentivo de longo prazo e a amortização da combinação de negócios, o lucro operacional somou R$ 414 milhões no trimestre, uma queda de 11,3% ante o mesmo intervalo de 2021.

A redução no Ebitda, segundo a Hapvida, é explicada principalmente pelos impactos da pandemia, uma vez que os custos assistenciais relativos à Covid-19 somaram R$ 121,2 milhões no trimestre.

A carteira de beneficiários de saúde e odonto era de 15,272 milhões ao final do primeiro trimestre, uma alta de 122,9% ante igual intervalo de 2021. Do total, 8,774 milhões representavam plano saúde e 6,498 milhões, odonto, uma alta de 133,3% e 110,3%, respectivamente.

O ticket médio caiu 4,2% no período na base anual e totalizou R$ 217,91. A queda, de acordo com a companhia, deve-se principalmente ao reajuste negativo de 9,19% divulgado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em 2021.

O custo assistencial total foi de R$ 3,72 bilhões no primeiro trimestre do ano, uma elevação de 144,5% ante o mesmo intervalo do ano anterior.

A sinistralidade total da companhia alcançou 76,9% ao final do primeiro trimestre, uma alta de 11,3 pontos percentuais (pp) na comparação anual.

A rede própria de atendimento da Hapvida era de 749 unidades entre hospitais, clínicas, diagnóstico e prontos atendimentos, aumento de 63,9% em comparação ao mesmo trimestre de 2021.

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FOLHA DE S.PAULO

Dengue dispara no país, e reagente de testes se esgota.

Entrega de novos kits para o diagnóstico da doença está prevista para junho

Danielle Castro

ribeirão preto O número de casos de dengue disparou no Brasil, e o reagente usado para fazer o exame que confirma a doença está esgotado na rede pública e privada.

Ao todo, em quatro meses, o Brasil superou os 544 mil casos de dengue registrados em todo o ano passado. De janeiro a abril, houve 654,8 mil notificações da doença.

O Ministério da Saúde não especificou a situação de cada região, mas confirmou que a reposição nacional só deve ser restabelecida em junho e que, no momento, está sem a entrega de novos kits moleculares para 0 diagnóstico da dengue, chikungunya e zika.

De acordo com o Ministério da Saúde, os insumos para tratamento têm sido enviados.

Segundo o último boletim epidemiológico federal (semana 18, publicado na última sexta-feira), as notificações prováveis triplicaram em relação ao mesmo período do ano passado (alta de 146,5%, passando de 307.133 para 757.068 casos).

Os casos notificados à União pelos municípios e estados subiram 56,7% (de 542.970 para 850.657 pacientes) e os confirmados aumentaram 65,7% (de 254.836 para 422.342).

A recomendação da Saúde é que os casos de dengue sejam "confirmados por critério laboratorial ou por critério clínico-epidemiológico".

Para locais onde não for possível fazer exames laboratoriais, "a recomendação é seguir os protocolos de diagnóstico por critério clínico, notificando o caso suspeito com o diagnóstico por critério clínico epidemiológico".

A nota diz que na "impossibilidade de realização de confirmação laboratorial específica ou para casos com resultados laboratoriais inconclusivos, deve-se considerar a confirmação por vínculo epidemiológico com um caso confirmado laboratorialmente".

São Paulo está sem reagente. Piauí e Paraná estão com estoques baixos e têm orientado as equipes de saúde a priorizar o uso da testagem com os kits remanescentes em pacientes graves e grávidas.

Bahia e Mato Grosso do Sul estão sem reagentes e abriram processos emergenciais para compra pelos próprios estados. Segundo a TV Globo, há carência do material em Minas Gerais e Santa Catarina.

Em São Paulo, o número de confirmações de dengue manteve-se estável, mas os óbitos subiram de 41 para 77 (aumento de 87,8%). O estado registrou em 2022, até 2 de maio, 1074 mil casos de dengue contra 104 mil casos no mesmo período do ano anterior.

A Secretaria de Estado da Saúde paulista disse que "en caminhou ofícios para o órgão federal para envio de novos testes, mas não houve sinalização de nova entrega" e que a "aquisição e distribuição dos testes para detecção da dengue são de responsabilidade do Ministério da Saúde", cabendo ao governo estadual "apenas redistribui o item".

É essencial para o sistema de vigilância epidemiológica confirmar os casos [...] para ter certeza do tipo de vírus que está circulando

Amaury Lelis Dal Fabbro, médico

Ainda segundo o órgão, a falta do exame não impede o diagnóstico dínico nem o tratamento do paciente pelos municípios e que a "suspensão de coleta de sorologia para os casos não graves já é prevista nas diretrizes para prevenção e controle das arboviroses urbanas no estado".

O CVE (Centro de Vigilân cia Epidemiológica) do estado põe em ranking as cidades com casos acima do esperado para seu histórico sazonal.

Essa lista é usada para definir onde a coleta de amostras para confirmação do diagnostico por sorologia será suspensa, mesmo quando há o reagente disponível.

O ranking não é divulgado, segundo o estado, por ser um quadro de atualizações muito dinâmico - é preciso estar há quatro semanas consecutivas com alta de casos acima do esperado, e a entrada e saída de cidades é constante.

É o caso Barretos, município no interior, a 233 km da capital paulista, que nesta semana foi declarado com epidemia de dengue pelo estado.

Com a alta de de casos suspeitos, os testes deixaram de ser realizados na cidade. O secretário municipal da Saúde da cidade, Kleber Rosa, disse que agora os pacientes que procurarem a rede pública de saúde apresentando três sintomas ou mais da doença receberão o tratamento direto.

"Mesmo sem o teste específico para dengue iremos continuar fazendo os hemogramas para o controle das plaquetas dos pacientes", afirmou Rosa.

Em Ribeirão Preto, que manteve índices baixos nos últimos dois anos, o total de pacientes com sintomas de dengue também disparou.

No pronto atendimento do plano de saúde privado Unimed Ribeirão, a procura diária por testagem para a doença cresceu sete vezes em relação ao mesmo período do ano passado e pelo menos desde segunda a rede está sem reagentes.

Em nota, a rede disse que "o não abastecimento dos insumos laboratoriais específicos para o teste NSi é momentâneo", "generalizado em função da alta demanda dos casos de dengue na região nos últimos dias" e que houve "atraso na entrega dos fornecedores deste insumo para todos os laboratórios".

Os pacientes com sintomas de dengue estão sendo sub metidos aos testes capazes de confirmar o diagnóstico e de orientar os tratamentos, tais como hemograma e testes de anticorpos, que seriam "suficientes para orientar a conduta clínica, sendo o exame NSi de natureza apenas complementar (confirmação diagnostica)."

Para o médico Amaury Lelis Dal Fabbro, professor do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Pau Io (USP), ainda que seja possível o diagnóstico, a falta de reagentes pode afetar o sistema de vigilância epidemiológica da dengue.

Segundo ele, exames virológicos e sorológicos de dengue ajudam a lidar com uma sintomatologia "razoavelmente inespecífica", que pode eventualmente ser confundida com outras viroses.

"É essencial para o sistema de vigilância epidemiológica confirmar os casos, ou pelo menos um certo número de casos, para ter certeza do tipo de vírus que está circulando na população", disse Fabbro.

Os dois tipos básicos de exames de sangue específicos são o sorológico, que identifica os anticorpos contra a dengue e confirma o diagnóstico, e o virológico, que mostra qual vírus da dengue infectou o paciente e está circulando naquele momento - é este que está em falta no país.

"Esta informação [de sorologia] é fundamental para virologia, porque cada sorotipo tem comportamento diferente na população e é fundamental que haja disponibilidade de exames", afirmou o médico.

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A REDAÇÃO

Goiás já registra mais mortes por dengue em 2022 do que em todo ano passado

Goiânia - A quantidade de mortes por dengue em Goiás neste ano  já supera o quantitativo total registrado ao longo de 2021. Após pouco mais de cinco meses de 2022, o Estado notificou 36 óbitos pela doença, enquanto foram confirmados 33 em todo o ano passado. Há ainda 127 mortes suspeitas de ter alguma relação com a dengue, todas registradas entre janeiro e maio. Os dados constam na plataforma de monitoramento disponibilizada pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) e foram checados nesta segunda-feira (16/5).

De acordo com os números contabilizados pela pasta, a quantidade de casos de dengue triplicou se compararmos as semanas 1 e 18 do último ano e do ano atual. Em 2021, no respectivo período, foram notificadas 36.462 infecções; enquanto neste ano, já são mais de 145 mil infectados pela doença no Estado. Mais de 110 municípios goianos possuem grau de risco considerado alto, de acordo com o Mapa de Incidência da dengue disponibilizado pela SES-GO.

Desde o início do ano, como tem mostrado A Redação, o Estado de Goiás lidera ou ocupa as primeiras posições do País em transmissão e mortes por dengue. O último boletim de monitoramento dos casos de arboviroses até a semana 18, divulgado nesta segunda-feira (16/5) pelo Ministério da Saúde, aponta Goiânia como a cidade com maior registro de casos da doença por 100 mil habitantes e Aparecida de Goiânia na quinta posição.

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Covid-19: Goiás registra 1,8 mil novos casos e 6 mortes em 24 horas

Goiânia - Goiás registrou 1.835 novos casos da covid-19 e seis mortes provocadas pela doença nas últimas 24 horas, segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO)  divulgado na tarde desta segunda-feira (16/5). Com as atualizações, o Estado chega a 1.348.553 casos e 26.563 óbitos ligados à covid-19 desde o início da pandemia. 

Ainda de acordo com a SES-GO, outros 769.571 casos e 319 óbitos são investigados para saber se há ligação com o novo coronavírus. A taxa de letalidade do vírus no Estado é de 1,97%.

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PORTAL G1

Morte de bebê de oito meses após injeção acende alerta para procedimentos em crianças; médicos explicam condutas

A morte de um bebê de oito meses minutos após receber uma injeção em um centro clínico em Guarujá, no litoral de São Paulo, acende um alerta: quais procedimentos médicos devem ser adotados em crianças? O g1 ouviu dois pediatras para explicar e orientar sobre o tema.

Os profissionais não avaliaram o caso do menino Valentim Viegas Mazagão dos Santos, a vítima citada acima. No entanto, apontaram como reagiriam em situação semelhante.

O intensivista pediátrico Lourival Ferreira de Assis, que atende em Santos, disse que é raro haver necessidade de aplicar injeção em crianças, salvo as vacinas. Entretanto, aponta que a droga injetável pode ser opção quando é preciso ter uma resposta rápida ao medicamento, como para baixar a temperatura: "não é o protocolo [a aplicação]", disse o médico.

Uma pediatra que conversou com a reportagem e preferiu não se identificar concorda com o colega que injeções podem ser uma saída, a depender da urgência do caso.

Ao citar novamente o caso de Valentim que, segundo a família, recebeu uma injeção de corticoide antes de realizar o exame de raios X solicitado, o intensivista pediátrico diz que aguardaria o resultado do procedimento. "Não é a conduta normal fazer a medicação injetável sem ter um diagnóstico de certeza", ressaltou Lourival, que contou apenas como procederia em caso semelhante.

Sobre o tipo de medicamento aplicado, ele disse que "o corticoide baixa a imunidade da criança, e pode complicar". "Se for uma infecção, uma broncopneumonia, por exemplo, você vai agravar violentamente o quadro. Outra coisa, às vezes a criança está com uma miocardite [processo inflamatório no coração] e, se fizer uma medicação injetável na veia, pode sobrecarregar mais ainda o coração e a criança ter uma parada cardíaca por isso", argumenta.

Em contrapartida, a pediatra comenta que, em alguns cenários, é necessário medicar os pequenos sem antes fazer exames específicos. "Se ela [criança] chega em urgência, você tem que fazer a medicação para depois fazer a imagem", afirma.

Intolerância à corticoide é baixa

Lourival comenta, no entanto, que a probabilidade de o paciente ter apresentado algum tipo de intolerância ao medicamento [corticoide] é baixa, já que "ele é o antialérgico mais potente que existe". Para o médico, portanto, caso o bebê tivesse alguma manifestação contrária ao medicamento, a família dele provavelmente também teria, e saberia da condição.

A pediatra ouvida pelo g1 defende o mesmo ponto. Segundo ela, a chance da causa da morte ter sido por alguma reação ao corticoide é baixa.

Relembre o caso

O pequeno Valentim Viegas Mazagão dos Santos, de oito meses, morreu na sexta-feira (13) após receber uma injeção em Centro Clínico particular em Guarujá. A família o levou para a unidade de saúde por volta das 15h porque ele apresentava sintomas de gripe. Lá ele foi medicado na veia e, quando a família se preparava para ir embora, ele desmaiou. A equipe médica do Centro Clínico Frei Galvão da Notredame Intermédica tentou reanimá-lo, mas não conseguiu. O bebê morreu perto das 17h.

A família afirma que a médica pediatra que atendeu o bebê solicitou um exame de raios X e indicou a medicação com corticoide. Ao mesmo tempo, a família foi informada de que a unidade de Guarujá não dispõe de equipamento de raios X, apenas o centro clínico em Santos, cidade vizinha.

Segundo a família, a médica insistiu para que a medicação fosse aplicada em Guarujá e que o exame fosse realizado posteriormente. Após a morte do pequeno Valentim, a médica pediatra teria informado à família que a morte de Valentim aconteceu porque ele broncoaspirou catarro.

"Isso não pode ficar impune. Sei que não trará o neném de volta, mas não podemos permitir que outras famílias passem por essa dor", desabafou Madalena Mazagão, tia do bebê. O caso foi registrado como morte suspeita, súbita e sem causa determinante aparente na Delegacia de Polícia (DP) Sede de Guarujá.

Estiveram no DP para prestar depoimento a família de Valentim e os profissionais da saúde envolvidos no atendimento. A médica pediatra que atendeu o paciente, prescreveu a medicação e auxiliou no processo de reanimação dele esteve presente na elaboração do documento, mas preferiu não comentar o caso antes de se consultar com um advogado.

Notredame Intermédica responde. Confira a íntegra:

"Paciente entrou na unidade com sintomas gripais, e com desconforto respiratório, para tratamento foi aplicado hidrocortisona, após medicação paciente saiu do local para realizar RX [exame de raios X]. A família retornou após 15 minutos com a criança com rebaixamento de consciência. Nesse momento a criança foi levada a sala de emergência, outra médica foi acionada para suporte, todos os procedimentos e protocolos necessários foram feitos, sem sucesso."

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O ESTADO DE S.PAULO

Mesmo com pandemia, SUS fica estagnado

Apesar de aporte bilionário, dados mostram que rede básica mantém estrutura pré-covid

A covid-19 expôs como nunca a dependência do brasileiro ao Sistema Único de Saúde. Aproximadamente 75% da população, ou 150 milhões de pessoas, é atendida, hoje, exclusivamente pelo SUS. Em 2020, a aprovação no Congresso do "orçamento de guerra" possibilitou incremento inédito de R$ 38 bilhões ao sistema, acompanhado de um esforço financeiro de Estados e municípios. Mas, passados mais de dois anos desse gasto recorde, o SUS permanece praticamente do mesmo tamanho. Os desafios e as demandas, porém, só crescem.

Com a redução do número de mortos e infectados pelo coronavírus, a pressão sobre a rede pública não tem sido observada mais na porta de hospitais, mas na atenção primária, cuja estrutura, com raras exceções, ficou estagnada nos últimos dois anos. Resultado, segundo analistas, da opção de se investir em uma rede provisória, como observado nos hospitais de campanha e na compra de leitos privados, conjugada com a falta de coordenação federal no repasse de verbas.

As filas para consultas com especialistas, exames de prevenção e marcação de cirurgias eletivas, que já representavam um dos gargalos do sistema, se somam agora às novas exigências de tratamento relacionadas à chamada covid longa, como a demanda por serviços de saúde mental. E também nesta área houve estagnação ? o número de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) até cresceu entre 2019 e 2021, mas apenas 4,8%, segundo o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES).

As estatísticas da rede municipal de saúde de São Paulo mostram o tamanho do desafio e da desigualdade no atendimento. Na média, enquanto moradores do Limão, bairro na zona norte da capital, ou de Perdizes, na zona oeste, aguardam de sete a 14 dias para conseguir consulta com um psiquiatra, os cidadãos que vivem nos extremos levam quase um ano. É o caso, por exemplo, de quem vive em São Domingos, na região noroeste. No distrito localizado entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes, a espera é de até 343 dias, segundo o Mapa da Desigualdade publicado todos os anos pela Rede Nossa São Paulo.

Responsável por tabular os dados relativos ao tamanho do SUS, a professora Ligia Bahia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que também postos de saúde, laboratórios e serviços de telemedicina mantiveram a estrutura pré-pandemia. E o quadro se agrava porque o Programa Saúde da Família (PSF), que cobre 63% da população, foi reduzido em um movimento já anterior à crise sanitária, com mudanças nas regras de pagamento das equipes.

"O que se percebe é que a pandemia no Brasil não funcionou como um vetor capaz de alterar o ritmo de expansão do sistema público, como ocorreu em outros países. O SUS já era muito esquálido, insuficiente para as necessidades de saúde, e perdeu-se a chance de aumentá-lo", afirmou Ligia, em referência a resultados obtidos, por exemplo, no Chile, na Colômbia, no Reino Unido, em Portugal e na Alemanha.

LEGADO.

Segundo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil foi um dos países onde a covid não deixa como legado um incremento dos serviços públicos de saúde, especialmente na rede básica, em que planejamento e prevenção fazem a diferença. "E isso com um aporte de recursos substancial, que nunca tinha acontecido antes. O que é triste é que houve dinheiro, mas ele não foi canalizado para expandir a rede estruturante necessária para atender melhor a população", disse Ligia.

Para a professora da UFRJ, o quadro comprova a falta de coordenação do Ministério da Saúde na crise sanitária. "O que o governo federal fez foi repassar recursos para Estados e municípios, que, por sua vez, repassaram para terceiros. O dinheiro foi escoado.

Não estou dizendo que foi pelo ralo, porque temos algum resultado positivo, mas certamente não era o esperado."

PLANEJAMENTO.

Presidente do Instituto Todos pela Saúde, Jorge Kalil destacou que, para cumprir seu papel, o SUS precisa não só atender, mas planejar os atendimentos. "Assim como o zika, a pandemia nos deixará casos crônicos. Sabemos que há muitas questões neuropsiquiátricas que vão trazer sequelas a longo prazo. Outras dizem respeito a complicações respiratórias e ainda cardiológicas, como aumento de enfartes", disse o imunologista, em referência à covid longa.

Essas novas demandas se juntam a outras que ficaram suspensas durante a pandemia em muitas cidades cujas redes de saúde não foram suficientes para atender a urgência da covid-19 e, ao mesmo tempo, as necessidade de procedimentos eletivos, como cirurgias não emergenciais ou consultas com médicos especialistas.

Em São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde afirmou que "em nenhum momento, mesmo durante a pandemia", as cirurgias eletivas foram suspensas. Em 2020, foram realizadas 10.810 e, em 2021, 19.170 cirurgias, além de procedimentos cirúrgicos de pequeno porte. O total de procedimentos, no entanto, não conseguiu fazer a fila cair substancialmente. Em janeiro de 2019 havia 153 mil pacientes à espera. Hoje, são pelo menos 112 mil.

"Desde o início da pandemia, o sistema de saúde passou por diversas ampliações para o atendimento à população, o que fortaleceu a rede de forma permanente. De lá para cá, dez novos hospitais municipais foram entregues ? com 1.649 leitos ?, mais de 31,1 milhões de vacinas, aplicadas e a implementação da telemedicina na rede pública de saúde", ressaltou a pasta, em nota.

LEITOS.

A análise dos dados estruturais do SUS entre 2019 e 2021 mostra que o principal resultado proporcionado por causa da pandemia se deu na rede de leitos de UTI. Ao fim do ano passado, o total de leitos públicos de terapia intensiva era cerca de duas vezes maior do que o registrado em 2019.

"Tal aumento repercutiu sobre a composição público-privada que, em 2019, estava configurada pela participação pública de 37% do total e, em 2021, passou para 44%. Em Estados como São Paulo e Rio, nos quais predominavam os leitos privados, a parcela pública cresceu de 30% para 37% e de 40% para 46%, respectivamente, no intervalo de dois anos. Aumentamos, é fato, mas não demos a virada necessária", afirmou Ligia.

O desafio, agora, é manter os leitos abertos, com equipamentos e equipes suficientes para administrá-los. "Sem dúvida que quando fazemos as coisas de afogadilho, sem nenhum tipo de planejamento, e simplesmente gerenciamos a crise, não temos a qualidade de gestão esperada. Agora, não tenha dúvida de que esse aumento nos deixou com outra capacidade de atendimento em UTIs", disse Kalil.

A ampliação de leitos de tratamento intensivo não foi acompanhada, no entanto, de uma alta no número de profissionais capazes de operá-los.

O levantamento da UFRJ aponta que caiu a proporção de médicos intensivistas no SUS durante a pandemia. Em 2019, 54,61% atuavam em hospitais públicos. Hoje, essa fatia diminuiu para 51,8%. A disputa entre o público e o privado atingiu ainda especialidades como infectologistas (61,72% atuavam no SUS antes de pandemia; agora, são 57,65%) e pneumologistas (taxa caiu de 40,94% para 36,79%).

Para o pesquisador na área de políticas e sistemas de saúde Mário Scheffer, os dados ilustram a desigualdade de acesso aos serviços. "Os brasileiros não têm chances iguais de adoecer e receber tratamento. O SUS dá certo onde ele é mais abrangente e universal.

Para atingirmos isso, o caminho tem de ser o da universalidade. É preciso desfragmentar o sistema, reduzindo os gastos com saúde privada", afirmou Scheffer, que é professor da Faculdade de Medicina da USP.

No Brasil, diferentemente de países onde os governos financiam a maioria dos gastos em saúde, a pirâmide é inversa: o setor público assume cerca de 44%, enquanto a saúde suplementar e particular, os outros 56%. No Reino Unido, por exemplo, que tem uma espécie de SUS em menor escala, essa relação é de 75% (público) e 25% (privado).

O Ministério da Saúde não respondeu aos contatos para comentar os dados.

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"O SUS dá certo onde ele é mais abrangente e universal. É preciso desfragmentar o sistema, reduzindo os gastos com saúde privada."

Mário Scheffer

Professor da Faculdade de Medicina da USP

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"A pandemia no Brasil não funcionou como um vetor capaz de alterar o ritmo de expansão do sistema público (...) Perdeu-se a chance de aumentá-lo."

Ligia Bahia

Professora da UFRJ

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Cenário

Com o arrefecimento da crise sanitária, pressão sobre a rede pública de saúde migrou dos hospitais para a atenção primária.

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MEDICINA S/A

Após regulamentação, telessaúde busca avanços em implantação

Na última quinta-feira (12), uma edição especial do Anahp Ao Vivo reuniu especialistas para discutir as consequências da aprovação do PL 1998/2020, pela Câmara dos Deputados, e da Resolução nº 2.314/2022, do CFM, que definiram e regulamentaram a telemedicina no Brasil. Com a presença do relator da norma no órgão, o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Donizetti Giamberardino, os convidados classificaram os documentos como um salto de 20 anos.

Para Chao Lung Wen, professor associado e chefe da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), agora o Brasil tem uma regulamentação compatível com os melhores exemplos internacionais. Antônio Carlos Endrigo, presidente da Comissão de Saúde Digital da Associação Médica Brasileira (AMB), relatou o nível de satisfação elevado na entidade e suas regionais. E Antônio Britto, diretor-executivo da Anahp, reconheceu a façanha política do relator por chegar a um resultado que agradou a todos.

Do seu lado, Giamberardino considerou a resolução como um entendimento possível no momento, favorecido pela mudança de percepção dos médicos em relação à telemedicina nos últimos dois anos. E acrescentou que o documento realmente foi bem-sucedido no seu objetivo principal de agregar segurança ao ato médico e ao paciente, mas que ainda é um trabalho em evolução e que vai demandar ajustes e incrementos com o tempo.

Agora, temos que avançar na implantação, afirmou Carlos Pedrotti, coordenador do GT de Saúde Digital da Anahp e gerente médico do Centro de Telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein, destacando que a regulamentação vai oferecer segurança jurídica para investimentos fundamentais na área. Com isso, aumenta a prática, dissemina a qualidade, estimula o aprendizado e multiplica o acesso, explicou.

Wen sugeriu já tornar a telemedicina uma disciplina obrigatória na graduação. Os alunos precisam compreender que a ferramenta faz parte dos métodos à disposição do médico, dominar a ética digital e a propedêutica na teleconsulta, detalhou. Nesse sentido, Endrigo questionou Temos professores suficientes para isso?. Felipe Cabral, coordenador do GT de Tecnologia e Inovação da Anahp e gerente médico de Saúde Digital do Hospital Moinhos de Vento, acrescentou que a educação vai além da universidade. Temos que capacitar os médicos que se formaram antes da telemedicina, lembrou.

De acordo com Chao, as sociedades médicas têm que desenvolver manuais de boas práticas e detalhar os procedimentos, porque eles são diferentes em cada especialidade, para orientar os profissionais e as residências. E Cabral completou que também chegou a hora de construir jornadas híbridas para o paciente com a segurança oferecida pela regulamentação, principalmente para o SUS.

Outro ponto de destaque foi a responsabilidade pela segurança das informações, atribuída ao médico na nova norma. Giamberardino confirmou que não se espera que o profissional garanta inviolabilidade total dos dados no ambiente digital, mas que fique claro que ele se empenhou para utilizar o método mais seguro possível. O vice-presidente do CFM acrescentou que também é necessário desenvolver uma linha de compliance nesse sentido.

Endrigo destacou a importância de a regulamentação esclarecer que a telemedicina é um ato complementar, que nunca vai substituir a assistência presencial. E Giamberardino disse que um dos objetivos principais foi evitar a conclusão de que agora tudo pode ser feito à distância, sem a necessidade de contratar médicos, sobretudo nas cidades pequenas.

Por fim, o diretor-executivo da Anahp afirmou que somos todos vencedores dessa etapa que estamos encerrando. Agora vamos para as novas experiências, que vão trazer novos desafios.

Confira alguns dos destaques da nova Resolução da Telemedicina:

Consulta presencial: o médico tem autonomia para decidir se a primeira consulta poderá ser, ou não, presencial. Reitera-se que o padrão ouro de referência para as consultas médicas é o encontro em pessoa, sendo a telemedicina um ato complementar. Os serviços médicos à distância não poderão, jamais, substituir o compromisso constitucional de garantir assistência presencial segundo os princípios do SUS de integralidade, equidade, universalidade a todos os pacientes.

Acompanhamento clínico: no atendimento de doenças crônicas ou doenças que requeiram assistência por longo tempo, deve ser realizada consulta presencial, com o médico assistente do paciente, em intervalos não superiores a 180 dias.

Segurança e sigilo: os dados e imagens dos pacientes, constantes no registro do prontuário devem ser preservados, obedecendo as normas legais e do CFM pertinentes à guarda, ao manuseio, à integridade, à veracidade, à confidencialidade, à privacidade, à irrefutabilidade e à garantia do sigilo profissional das informações.

Termo de consentimento: o paciente ou seu representante legal deve autorizar expressamente o atendimento por telemedicina e a transmissão das suas imagens e dados.

Honorários médicos: a prestação de serviço de telemedicina, como um método assistencial médico, em qualquer modalidade, deverá seguir os padrões normativos e éticos usuais do atendimento presencial, inclusive em relação à contraprestação financeira pelo serviço prestado.

Territorialidade: as empresas prestadoras de serviços em telemedicina, plataformas de comunicação e arquivamento de dados deverão ter sede estabelecida em território brasileiro e estarem inscritas no CRM do estado onde estão sediadas, com a respectiva responsabilidade técnica de médico regularmente inscrito no mesmo Conselho.

Fiscalização: os CRMs manterão vigilância, fiscalização e avaliação das atividades de telemedicina, em seus territórios, no que concerne à qualidade da atenção, relação médico-paciente e preservação do sigilo profissional.

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 16 Maio 2022 13:59

CLIPPING AHPACEG 14 A 16/05/22

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

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PORTAL R7

Profissionais de saúde devem notificar casos de Covid, define Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde definiu que profissionais de saúde serão obrigados a notificar casos de Covid-19. A medida foi definida após o Sars-CoV-2 ser incluído no item da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), associada ao coronavírus. A portaria com a consolidação foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16).

A inclusão da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), associada à Covid-19, também foi definida na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças. O ministério decidiu ainda pela inclusão da Síndrome Inflamatória Multissistêmica em Adultos (SIM-A), também associada ao vírus, no catálogo de agravos e eventos de saúde pública, nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional.

A notificação compulsória é feita quando a norma legal obriga profissionais de saúde e pessoas da comunidade a informar à autoridade sanitária a ocorrência de doenças ou agravos que estão sob vigilância epidemiológica.

Há alguns dias, o governador Ibaneis Rocha revogou o decreto de calamidade pública que estava em vigor no Distrito Federal em razão da pandemia. Foi perdida a validade o documento editado em junho de 2020, que permitia o remanejamento de recursos para o enfrentamento à crise sanitária.

Em 18 de abril, logo após o Ministério da Saúde declarar o fim da emergência em saúde, Ibaneis revogou outro decreto de calamidade pública, referente apenas à área da saúde, publicado em março de 2021, que previa a adoção de estratégias como o toque de recolher.

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JOTA INFO

ANS vai discutir novos critérios para rede credenciada

Agência quer debater política para acompanhar o descredenciamento e a substituição de rede oferecida pelos planos

Ganha força na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a discussão sobre uma nova política para acompanhar o descredenciamento e a substituição de centros de atendimento oferecidos pelos planos de saúde.

A regra atual determina que, quando um prestador é retirado da lista de serviços credenciados, empresas são obrigadas a substitui-lo por outro de nível equivalente.

Na prática, no entanto, nem sempre isso acontece. O diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello, considera subjetivos os critérios usados para a substituição. E é isso que a ANS quer mudar. O ideal é ter parâmetros para nortear essa avaliação.

Ao JOTA, Rebello citou o projeto de monitoramento desenvolvido pela ANS em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, por meio do programa Proadi-SUS, para avaliação da qualidade dos hospitais e comparação entre eles. Algumas das conclusões do programa podem ajudar na construção da proposta.

Precisamos desses indicadores para avaliar resultados, eficiência do atendimento e satisfação dos usuários, afirmou o presidente da ANS.

A criação do modelo, porém, precisa levar em conta outros fatores, diz Rebello

Entre eles, as características do mercado. Em locais onde há grande oferta de prestadores e poucas operadoras de planos de saúde competitivos, o poder de negociação fica comprometido e com grande tendência de que empresas de planos paguem pouco pelos serviços. A lógica inversa também se aplica. Nos locais onde há poucos serviços, a tendência é a de que os preços cobrados de planos sejam maiores.

Para trazer maior equilíbrio, Rebello sugere uma análise dos critérios da abrangência. Numa metrópole, é necessária uma distribuição equivalente nas regiões? Será que se houver serviços concentrados numa área geográfica específica, mas capazes de atender toda carteira não seria suficiente?

O episódio recente da transferência da carteira de planos individuais da Amil para APS deixou clara a necessidade dessa revisão. Antes mesmo da operação, houve um movimento de mudança na rede credenciada. E isso já nos chamou a atenção.

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BLOG DIRETO DA FONTE

Médica dos famosos, Ludhmila Hajjar encara a avalanche da 'covid do coração'

A médica Ludhmila Hajjar está na linha de frente do combate à avalanche de casos de doenças surgidos no coração em decorrência da covid-19. "Os casos cardiovasculares aumentaram 100% no Brasil. Estou vivendo isso no dia a dia. Meu consultório está lotado", iniciou a conversa, por videoconferência, com a repórter Paula Bonelli.Recuperando o fôlego, após atender um paciente que estava enfartando, a professora de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP, de 44 anos, falou sobre sua atividade que abrange diversas especialidades, inclusive sobre o papel de médica de famosos e autoridades.Seu consultório fica ao lado do Hospital Vila Nova Star, na Vila Nova Conceição, em São Paulo, onde recentemente atendeu o senador Davi Alcolumbre durante sua internação. Em março de 2021, ela recusou o convite de Jair Bolsonaro para ser ministra da Saúde, no lugar de Eduardo Pazuello.

Para Ludhmila, a mulher médica está preparada para encarar a dura rotina das UTIs, mais do que os homens. "A mulher hoje é um ser destemido," disse. Apesar de ter personalidade forte, ela não ficou à vontade em fazer cliques segurando o café, como proposto para ilustrar este papo, "sou tímida", confessou.

O médico deve ter pretensões políticas?

Acho que depende, tem cidadãos que têm talento para política, predisposição. Não é o meu caso. A saúde é tão importante e a gente tem sofrido tanto nas políticas públicas de saúde.

Por que aceitou ir conversar com Jair Bolsonaro sobre ministério?

Fui mais pensando na pandemia e em todas as coisas ruins que estavam acontecendo com o Brasil. Hoje pensando friamente acho que posso ajudar muito mais sendo médica.

Por que recusou o convite?

A gente não se entendeu. Fiquei surpresa de ter ido lá porque já conhecia a linha. Mas, pelo meu sentimento mesmo de tentar ajudar as pessoas, acreditei que pudesse ser diferente. As conversas mostraram que temos linhas diferentes.

Cinco dias de isolamento para quem testar positivo para a Covid são suficientes na sua visão?

Não, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos acabou liberando essas recomendações e depois o Ministério da Saúde referendou porque a Ômicron veio como uma nova onda grande. Para não destruir a força econômica da sociedade, que está tentando se reerguer. E aí ficou sete dias de isolamento. Com cinco dias faz o teste de antígeno. Só sair de casa se der negativo. A gente sabe, porém, que na maioria das vezes o paciente ainda elimina vírus em média por dez dias.

O que os candidatos à presidência deveriam propor para a saúde?É preciso revisar e propor um plano de financiamento para o SUS à luz da saúde atual. Faltam medicamentos, diagnósticos, celeridade. É possível melhorar muito o SUS com parceria público-privada, em um ambiente sem corrupção.

Quais são os problemas da saúde privada no Brasil?

Ela também precisa ser revisada. Hoje existe uma heterogeneidade muito grande do tipo de serviço, muitas operadoras, planos, hospitais excelentes, outros muito ruins, tratamentos muito diferentes. Por exemplo, você prescreve um tratamento com evidência científica que muda a vida da pessoa e o plano não aprova, nem procedimentos mais complexos e caros.

E o programa que você vai liderar na Qualicorp?

É um atendimento focado em prevenção da saúde. A lógica dos brasileiros é ir procurar tratamento, quando é feito um diagnóstico. A nossa medicina é muito terapêutica e pouco preventiva, a ideia é fazer uma medicina focada em promoção da saúde.

Como foi se tornando médica de famosos?

Acho que é uma coisa natural. A propaganda da gente quem faz são os nossos próprios pacientes. Nunca falei de paciente meu em reportagem. Um indica para o outro, aí você começa a entrar nesse mundo que tem os artistas, os políticos, o pessoal do Judiciário.

Ainda dá plantões?

Sim, dou plantões direto. Viro noite, trabalho nas madrugadas, mas não dou plantões específicos com horários fixos. Por isso que tenho essas olheiras.

A mulher médica encara melhor uma UTI que o homem?

Acho que mulher encara melhor qualquer desafio, não é só UTI. A mulher hoje é um ser destemido, já ultrapassou vários desafios, está mais corajosa. A gente está pronta para a guerra.

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O ESTADO DE S.PAULO

Artigo - Reajuste dos planos de saúde

O funcionamento de um plano de saúde é semelhante ao funcionamento de um seguro de automóveis. Na base dos dois, está o mutualismo, um fundo comum, constituído pelas contribuições proporcionais de cada segurado, com o objetivo de arcar com os custos decorrentes de eventos cobertos, previstos no contrato.

É do mútuo que a seguradora e a operadora de planos de saúde retiram os recursos para pagar sua operação. O maior peso, como não poderia deixar de ser, é o pagamento das despesas decorrentes dos eventos cobertos. Elas representam na maioria das vezes mais de 50% do faturamento, enquanto os custos comerciais giram ao redor de 20% e os custos administrativos, entre 10% e 15%. Como ainda temos os custos tributários, fica claro que a margem industrial de uma seguradora ou de uma operadora de planos de saúde privados é exígua, e exige uma administração meticulosa para evitar resultados negativos.

É verdade, estas empresas têm mais uma fonte de receita importante. Como faturam muito com a venda de seus produtos e são obrigadas a constituírem reservas para fazer frente às necessidades da operação, elas são grandes investidoras financeiras, o que gera recursos significativos que, somados ao resultado industrial, geram um resultado operacional melhor. Muitas vezes, inclusive, o resultado financeiro é o que garante o azul na última linha do balanço.

O negócio de uma operadora de planos de saúde está sujeito a variáveis muitas vezes incontroláveis, como é o caso da pandemia da covid-19. Mas não são apenas situações negativas que interferem no resultado da operação. Em 2020, em função da pandemia, as operadoras tiveram um resultado médio bastante positivo, gerado pelo represamento de milhões de procedimentos, que deixaram de ser realizados em função do coronavírus, do isolamento social e da lotação dos hospitais pelos portadores da covid-19.

Isso gerou uma ação demagógica das autoridades do setor, que forçaram reajustes de preços baixos, mesmo sabendo que, em algum momento, os procedimentos represados seriam realizados, concomitantemente com os procedimentos normais na rotina dos planos, e que isso pressionaria as despesas.

Como não podia deixar de ser, isso aconteceu, e os planos de saúde privados enfrentaram uma situação mais complicada em 2021, justamente quando a disparada da pandemia, somada aos reajustes baixos, gerou o aumento das despesas e a queda do faturamento.

Agora, as operadoras estão anunciando aumentos elevados para recompor sua capacidade de atuação, reequilibrando o mútuo afetado pelos resultados de 2021. É uma medida antipática, mas necessária. Em 2021, as operadoras de planos de saúde pagaram R$ 200 bilhões para fazer frente a mais de um bilhão de procedimentos. É mais do que o orçamento do SUS e é quanto o sistema efetivamente custa.

O tema é sério. As operadoras não podem ter lucros indecentes, mas, se a remuneração não for suficiente, elas não terão caixa para atender os segurados.

Antonio Penteado Mendonça

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PORTAL G1

Goiás já registrou mais mortes por dengue neste ano do que ao longo de 2021

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) divulgou que o estado já registrou mais mortes por dengue neste ano, do que ao longo de 2021. De acordo com a superintendente em Vigilância de Saúde, Flúvia Amorim, até maio de 2022 foram 36 mortes confirmadas (veja abaixo a lista de óbitos por cidade).

"O número de óbitos é bem maior que o do ano passado. Estamos nesse exato momento com 36 óbitos confirmados no 127 em investigação. No ano passado inteiro nós tivemos 33 óbitos confirmados", explicou Flúvia.

O último boletim da dengue da SES-GO mostra os dados obtidos entre 2 de janeiro e 7 de maio deste ano. O levantamento indica que Goiás teve aumento 300,09% de casos confirmados e notificados em comparação com o mesmo período do ano passado.

Neste período em Goiás, foram 73.645 confirmados e 145.879 notificados, conforme o boletim. Veja abaixo cidades com mais casos notificados de dengue, conforme boletim da SES.

Flúvia informou que em maio do ano passado a secretaria emitiu um alerta para as cidades goianas sobre uma possível epidemia.

"Emitimos um alerta para todos os gestores municipais para que eles se atentassem a uma possível ocorrência de epidemia e de surtos de dengue e chikungunya e, infelizmente, estamos vendo que isso se concretizou em 2022", narrou Flúvia.

Conforme boletim epidemiológico do Ministério da Sáude (MS), Goiás tem cerca de cinco vezes mais casos de dengue por 100 mil habitantes que a média nacional. A informação é do boletim divulgado no dia 6 de maio deste ano, com dados levantados até a semana 17 de 2022.

Segundo o levantamento, a cada 100 mil moradores de Goiás, 1.556,7 mil têm ou tiveram dengue este ano, segundo O órgão indica que essa incidência é de cerca de cinco vezes maior do que a média em todo o Brasil, que é de 307 diagnósticos para cada grupo do mesmo número de pessoas.

Municípios com óbitos confirmados

Período entre 2 de janeiro e 7 de maio deste ano

Cidades com mais casos de dengue notificados

Período entre 2 de janeiro e 7 de maio deste ano

Goiânia: 37.913Aparecida De Goiânia: 10.885Anápolis: 6.116Rio Verde: 5.680Jataí: 5.371Senador Canedo: 4.155Luziânia: 3.581Itumbiara: 2.930Catalão: 2.928Inhumas: 2.783Trindade: 1.914Aguas Lindas De Goiás: 1.896Caldas Novas: 1.490Silvania: 1.337Jaraguá: 1.323

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PARANASHOP

Primeiro kit portátil para exames físicos remotos do Brasil é apresentado na Hospitalar 2022

Equipamento tem sido utilizado na guerra da Ucrânia, onde a população sitiada é assistida por médicos, em Israel, a mais de 2 mil quilômetros de distância. A utilização do kit em atendimentos de rotina evita em 93% a visita presencial ao centro médico

Precisão e rapidez no diagnóstico de problemas respiratórios, cardíacos, dermatológicos e outros, durante uma consulta virtual. Tudo isso é possível por meio do TytoCare, uma solução tecnológica que conecta médico e pacientes para realizar exames físicos remotos e auxiliar no diagnóstico de possível infecção da garganta e ouvido; auscultar o pulmão, coração e abdômen; medir a temperatura; e fazer imagens de lesões na pele com alta resolução e acurácia. O equipamento foi desenvolvido em Israel e será apresentado na Hospitalar 2022.

Só em 2021, foram realizados mais de 1 milhão de exames por meio do equipamento, em todo o mundo. "A procura pelo kit está cada vez maior e cresce na medida em que a telemedicina ganha mais adeptos. O TytoCare é 100% intuitivo e o paciente pode realizar os exames sozinho (atendimentos assíncronos) ou contar com o auxílio do médico que, conectado na outra ponta, orienta em tempo real a condução dos exames (atendimentos síncronos)", explica a diretora da Tuinda Care, startup distribuidora exclusiva da tecnologia no Brasil, Ana Carolina Lucchese. O médico tem acesso aos resultados, em tempo real, para realizar o diagnóstico e prescrever o tratamento à distância. Ou ainda pode atender de forma assíncrona, acessando os exames feitos pelo paciente, que ficam arquivados na plataforma digital.

"Estudos comprovam que a utilização do kit em atendimentos de rotina pode evitar em 93% a visita presencial ao centro médico. Já nos casos de emergência, a redução de idas ao pronto socorro é de 40,5%, com redução de gastos de 37%", afirma Ana Carolina. O aparelho é indicado no atendimento de crianças e adultos, nas especialidades de pediatria, clínica geral, otorrinolaringologia, pneumologia, cardiologia e dermatologia, entre outras. É ideal para planos de saúde, hospitais, clínicas, secretarias de saúde, escolas, casas de repouso e enfermarias de empresas.

Pacientes com doenças crônicas ou mais complexas, que necessitam de acompanhamento frequente, também podem ser beneficiados, inclusive para identificação precoce de possíveis complicações de sua doença ou tratamento. "Neste caso, a redução de visitas presenciais ao médico é de 96%", complementa.

Nos últimos meses, o TytoCare tem sido utilizado até na guerra da Ucrânia, onde a população sitiada é assistida por médicos, em Israel, a mais de 2 mil quilômetros de distância. Aqui no Brasil, equipa diversos hospitais ? entre eles os infantis Pequeno Príncipe (PR) e Sabará (SP) ?, planos de saúde, clínicas e universidades de medicina, desde 2020.

O TytoCare é autorizado pela Anvisa, Comunidade Europeia (CE), Agência Federal do Departamento de Saúde dos Estados Unidos (FDA) e Health Canada. Atualmente, o kit é usado em 23 países de todos os continentes.

Sobre a Tuinda Care

A Tuinda Care é uma startup que tem o objetivo de expandir o acesso a cuidados em saúde de qualidade no Brasil por meio da telemedicina. É distribuidora exclusiva da tecnologia TytoCare no território nacional, com o propósito de conectar o médico ao seu paciente, sem limite de distância, garantindo excelência médica a cada atendimento. Conta com o apoio dos hospitais Pequeno Príncipe (PR) e Sabará (SP) como aceleradores.

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JORNAL OPÇÃO

Telemedicina leva saúde ao Brasil profundo

Por Italo Wolff

Com progresso na área, empresas já se especializam em colocar pacientes isolados em contato com os médicos dos centros urbanos

Desde o início da pandemia, o atendimento médico à distância já é uma realidade. O medo do contágio por Covid-19, o fechamento dos transportes e a necessidade de alcançar rapidamente populações isoladas obrigou os médicos a examinarem seus pacientes por meios digitais. Ainda em março de 2020, o Ministério da Saúde emitiu uma portaria que autorizava médicos a emitir atestados e receitas médicas em meio eletrônico enquanto durasse o estado de calamidade pública. Nos últimos três meses, com lei aprovada pela Câmara dos Deputados, portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), a telemedicina foi permanentemente regulamentada no país.

Anteriormente, em 2001, o CFM havia expressado concordância com a Associação Médica Mundial e Associação Médica Brasileira sobre a telemedicina. Mas esse entendimento não especificava o que ou de que forma as consultas à distância deveriam ser feitas e, além disso, deixava sob responsabilidade do médico todo o processo. Desta forma, médicos cadastrados no Conselho Regional de Medicina (CRM) podiam atuar restritos em seus estados e, com o dever de proteger os dados dos pacientes, muitos profissionais evitavam a prática. Agora, a responsabilidade ficou dividida entre os profissionais da saúde e as empresas de tecnologia que armazenam e processam os prontuários, exames e procedimentos dos pacientes.

O resultado, explicam especialistas, foi a abertura de uma área nova e promissora. Marcelo Pacheco de Brito Júnior, advogado atuante na área do direito médico, afirma que a regulamentação da prática pelo CFM publicada no dia 05 de maio é um marco. “Não se sabia como fazer o tratamento dos dados e quais eram os limites da atuação. Esse limbo em que estávamos oferecia um risco aos médicos na área. Agora, veremos avanços para os pacientes e médicos.” O advogado ressalta que também foi positivo o destaque de que o padrão-ouro para as consultas médicas é o encontro em pessoa, sendo a telemedicina um ato complementar. 

Como avança a medicina

Marcelo Pacheco, advogado atuante no direito médico, afirma que o maior benefício da regulamentação vem para o paciente, que pode ser atendido de forma rápida em qualquer lugar do país. 

Um exemplo ilustrativo é o caso da jornalista Jordana Ayres que, ainda no dia 05 de maio, realizou uma consulta em casa pois não conseguia se dirigir a um hospital. Ela conta que uma infecção alimentar a deixou debilitada e, sozinha em casa, não tinha ajuda para ir até uma unidade de saúde. Jordana Ayres utilizou a plataforma para atendimento imediato de seu plano de saúde, Hapvida, e foi logo atendida por um clínico geral. O médico verificou seus sintomas e lhe deu instruções sobre o que fazer, além de fornecer receitas e atestado médico. 

Jordana Ayres afirma que não se trata de uma ferramenta para substituir o atendimento presencial, mas que a telemedicina é um método complementar essencial. “É claro que o contato pessoal com o médico faz falta, e não há como fazer os exames de casa, mas se o paciente estiver passando mal e precisar de atendimento imediato, é fundamental”, comenta a jornalista. “Achei muito válido, porque não esperei em filas e fui logo diagnosticada antes que minha situação se agravasse.”

Entretanto, conforme novas empresas exploram a área que se abriu, surgem soluções para os problemas da falta de equipamento para exames. O médico Marcus Vinicius Lobo criou a empresa Medicou.net, que é capaz de transformar qualquer consultório simples em uma policlínica. O empreendedor fornece equipamentos para exames básicos a seus clientes (principalmente empresas e prefeituras), que conseguem criar polos de saúde em qualquer lugar. Assim, mesmo os pacientes na zona rural e em vilarejos passam a ter acesso aos médicos de ponta que atendem nos centros urbanos.

“Morei no interior de Goiás e vi de perto a dificuldade de encontrar médicos”, conta Marcus Vinícius Lobo. “O Brasil tem 5,5 mil municípios e apenas 1.400 geriatras. Os pacientes idosos nas cidadezinhas ficam negligenciados. Cerca de 70% das cidades têm menos de 20 mil habitantes – simplesmente não existem especialistas suficientes. Agora, os pacientes podem ter atendimento de qualidade sem precisar viajar centenas de quilômetros, dormir fora por dias, enfrentar filas, como fazem atualmente.”

Não se trata apenas de um “kit” para exames. A Medicou.net tem uma plataforma adequada às exigências do CFM e LGPD, com médicos cadastrados e na qual pacientes interessados podem se cadastrar e agendar consultas. Marcus Vinícius Lobo comenta que seus principais clientes são órgãos de saúde com dificuldades de contratar profissionais para regiões remotas, mesmo oferecendo altos salários. São entidades como sindicatos rurais, empresas como usinas de açúcar e etanol, cujos trabalhadores frequentemente precisam de assistência médica mas se encontram distantes de qualquer hospital. 

“Usando os equipamentos que fornecemos, um cardiologista na cidade consegue escutar o coração de uma pessoa na zona rural”, diz o médico e empreendedor. “O pediatra vê a garganta do menino no vilarejo em tempo real. Esses pacientes são auxiliados por enfermeiros e técnicos, não é necessário saber mexer no computador e nem operar equipamentos.”

Marcus Vinícius Lobo conta que, durante a pandemia, os atendimentos via telemedicina em geral aconteceram por chamadas de WhatsApp, Zoom, Google Meets. Entretanto, esses não são as plataformas adequadas para guardar e transmitir informações sensíveis do paciente. “A Anvisa fala sobre plataformas específicas: software as a medical device, com critérios de compliance e cibersegurança.” Apesar de parecer uma restrição para os médicos, o empreendedor comenta que a norma é positiva, pois o médico em geral não tem formação em segurança de dados, e agora, dividindo responsabilidade com as plataformas, pode contar com equipes de especialistas para operacionalizar a parte de tecnologia da informação. 

“Eu também sou médico e entendo a barreira cultural que estamos enfrentando”, comenta Marcus Vinícius Lobo. “É muito complexo dar um diagnóstico para um paciente sem poder aferir sua pressão ou ouvir seus batimentos cardíacos. A telemedicina totalmente online ajuda, mas precisa ser enriquecida com o estudo dos sinais vitais do paciente e exames básicos. Nossa proposta é vencer essa barreira, pois na nossa plataforma o paciente sai de casa, é tocado por um ser humano que faz a intermediação na vídeo chamada, envia seus exames e recebe um diagnóstico mais preciso.”

Principais pontos da Resolução do CFM

Discernimento de ambas partes: O médico tem autonomia para decidir se a primeira consulta poderá ser, ou não, presencial. Médico e paciente podem escolher interromper o atendimento para solicitação de exames e consulta presencial, caso prefiram. 

Acompanhamento clínico: No atendimento de doenças crônicas ou doenças que requeiram assistência por longo tempo, deve ser realizada consulta presencial, com o médico assistente do paciente, em intervalos não superiores a 180 dias.

Segurança e sigilo: dados e imagens dos pacientes devem ser preservados, obedecendo as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do CFM.

Termo de consentimento: agora o paciente deve autorizar expressamente o atendimento por telemedicina e a transmissão das suas imagens e dados. Isso é feito com a assinatura de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – um documento em que estão claros todas as particularidades da telemedicina.

Honorários: a prestação de serviço de telemedicina, como um método assistencial médico, em qualquer modalidade, deverá seguir os padrões normativos e éticos usuais do atendimento presencial.

Territorialidade: as empresas prestadoras de serviços em telemedicina, plataformas de comunicação e arquivamento de dados deverão ter sede estabelecida no Brasil e estarem inscritas no CRM do estado onde estão sediadas. Agora, médicos podem atender pacientes em todo o país.

Fiscalização: os CRMs manterão vigilância, fiscalização e avaliação das atividades de telemedicina.

Além disso, não há obrigação de se gravar o atendimento já que, em geral, o atendimento presencial também não é gravado. Podem ser emitidos atestados médicos, laudos, receitos para medicamentos, e todos os outros procedimentos padrões da consulta tradicional. 

Seis modalidades 

De acordo com a nova Resolução, o atendimento à distância se divide em diferentes modalidades. 

Teleconsulta: consulta médica não presencial, mediada por plataformas de comunicação digital entre médico e paciente localizados em diferentes espaços.

Teleinterconsulta: É a troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente, para auxílio diagnóstico ou terapêutico, clínico ou cirúrgico. É muito comum, por exemplo, quando um médico de Família e Comunidade precisa ouvir a opinião de outro especialista sobre determinado problema do paciente.

Telediagnóstico: A emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.

Telecirurgia: É quando a cirurgia é feita por um robô, manipulado por um médico que está em outro local. 

Televigilância ou Telemonitoramento: É a avaliação clínica ou aquisição direta de imagens, sinais vitais e dados de equipamentos ou dispositivos agregados ou implantáveis nos pacientes.

Teletriagem: Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, à distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.

Como a medicina avança

basicamente agilizando e chegando mais longe. Procedimentos e análises que devam ser presencial ainda serão feitos sem perda. alguns tratamentos utilizam como triagem para economizar tempo do paciente, solicita exame para no presencial já ter um atendimento completo,. existe também em outras formas, telediagnóstico, telecirurgia, médicos em outros estados, consulta com outro médico de região Necessária concordância expressa com o TCLE. Anuência expressa

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A REDAÇÃO

Goiás registra 37 novos casos da covid-19 em um dia


Adriana Marinelli

Goiânia - Goiás registrou 37 novos casos da covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) na tarde deste domingo (15/5). Não foram registradas mortes em decorrência da doença no período, também segundo o boletim da pasta.

Com as atualizações, o Estado soma 1.346.718 casos e 26.557 óbitos ligados à covid-19 desde o início da pandemia. Ainda de acordo com a SES-GO, 769.413 casos e 319 óbitos são investigados para saber se há relação com o novo coronavírus. A taxa de letalidade do vírus no Estado é de 1,97%.

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TV ANHANGUERA

Dois médicos do Samu de Itumbiara são denunciados por improbidade administrativa

globoplay.globo.com/v/10576083/

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Família recorre à Justiça para conseguir cirurgia urgente, em Goiânia

https://globoplay.globo.com/v/10576015/?s=0s

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O HOJE

Com aproximação do inverno, vírus de doenças respiratórias podem voltar a circular

Com a frente fria aproximando-se de Goiás, as doenças respiratórias estão mais propensas a se proliferar, gerando uma superlotação nos Centros de Saúde. De acordo com a Cimehgo, Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás, em Goiânia, a temperatura pode chegar até 5 graus Celsius, ficando abaixo de zero, em municípios localizados no Sul do Estado.

Flúvia Amorim, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretária de Estado da Saúde de Goiás (SES), enfatiza que a imunização contra a influenza e principalmente o reforço da segunda dose da Covid-19, é necessário para a proteção do sistema imunológico, diante a queda das temperaturas. “A população tem a vacina ao alcance de suas mãos. É imprescindível que os cidadãos que estão em situação de vulnerabilidade, tanto idosos quanto imunossuprimidos, procurem os centros de saúde para imunizarem. A vacina salva vidas.”, ressaltou.

O alerta da vacinação é justamente em razão dos baixos números de cobertura vacinal contra a Influenza, indo de idosos a crianças. A Secretária de Estado de Goiás aponta que 37% dos idosos vacinaram e já crianças de 6 meses a 5 anos, apresentaram 16% e gestantes apresentaram 13%. Diante desses dados, a meta de vacinação contra gripe imposta pelo Ministério da Saúde, permanece abaixo do esperado, sendo 95%.

A segunda dose de reforço contra Covid-19 (DR2) também está em baixa adesão. A redução das medidas sanitárias fez com que algumas pessoas esquecessem da existência do vírus, porém, não é bem assim. A pandemia ainda está ocorrendo, não como antes, mas qualquer um pode ser infectado. Com os impactos da vacina, o risco de agravamento da doença é diminuído e por isso, o ciclo vacinal completo é essencial. Ela garante uma proteção maior contra o coronavírus. Essa dose é destinada principalmente ao grupo de risco, ou seja, pessoas com 60 anos ou mais e os imunossuprimidos. Até agora, 2.678.917 pessoas estão em atraso com a aplicação da primeira dose e a DR2 foi aplicada em 152.694 pessoas.

Em todos os Munícios do Estado, o Governo de Goiás em conjunto com a SES, disponibiliza vacinas contra Influenza e contra a Covid-19. A campanha de vacinação iniciou em 4 de abril e irá até o dia 3 de junho, imunizando todas as pessoas que compõem o grupo prioritário. “Buscar um posto de vacinação é fundamental neste momento. Quem tem direito à vacina deve se imunizar”, completa Flúvia.

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Assessoria de Comunicação

Sexta, 13 Maio 2022 06:11

CLIPPING AHPACEG 12 E 13/05/22

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Covid-19: Brasil tem 30,24 milhões de casos e 111 mortes

Anvisa prorroga regra sobre uso emergencial de CoronaVac e medicamentos

Goiânia é a segunda capital com mais casos de dengue no país

Pacientes do Crer recebem visita de cães terapeutas da UFG, em Goiânia

Rede D'or (RDOR3) Tem Lucro Líquido de R$ 225,2 Mi no 1T22

Governo autoriza suspender teto de preços para medicamentos em falta

ANS divulga o 1º Relatório Trimestral da Ouvidoria em 2022

Lei que cria bula digital e muda regras de rastreabilidade de medicamento entra em vigor

Goiás já realizou 30 transplantes de órgãos e 118 de córneas neste ano

Laboratório que guardava amostras humanas em potes de doces já recebeu mais de R$ 3 milhões do Governo de Tocantins

AGÊNCIA BRASIL

Covid-19: Brasil tem 30,24 milhões de casos e 111 mortes

O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 30.247.302 casos de covid-19 e 661.907 mortes pela doença, segundo o boletim epidemiológico divulgado na noite desta sexta-feira (15) pelo Ministério da Saúde. Em 24 horas, foram registrados 13.278 casos e 111 óbitos.

Segundo o ministério, 29.199.903 pessoas se recuperaram da covid-19, o que representa 96,5% dos infectados. Há ainda 385.482 casos em acompanhamento.

O boletim não registrou os dados de óbitos do Distrito Federal, do Mato Grosso, do Rio de Janeiro, do Tocantins, de Roraima e do Mato Grosso do Sul.

Estados

O estado de São Paulo é a unidade da Federação que regista o maior número de casos (5.336.957) e de mortes (167.846) por covid-19. Em relação ao número de casos, o estado da região Sudeste é seguido por Minas Gerais (3.349.414) e Paraná (2.433.939). Os estados com menor número de infectados são Acre (124.354), Roraima (155.366) e Amapá (160.369).

Em relação ao número de mortes, São Paulo é seguido por Rio de Janeiro (73.128) e Minas Gerais (61.108). O menor número de óbitos está nos estados do Acre (1.996), Amapá (2.128) e Roraima (2.147).

Vacinação

Segundo a última atualização do Ministério da Saúde, foram aplicadas 408.982.327 de doses de vacina contra a covid. Deste total, 174.206.451 são de primeira dose e 153.274.348 são de segunda dose e 4.823.187 de dose única. Também foram aplicadas 72.801.461 doses de reforço e 770.609 segundas doses.

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CORREIO BRAZILIENSE

Anvisa prorroga regra sobre uso emergencial de CoronaVac e medicamentos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou hoje que aprovou a prorrogação prorrogar por mais um ano a regra que permite o uso emergencial de vacinas e medicamentos para covid-19. Entre os imunizantes usados no país, a CoronaVac é o único com aprovação apenas para uso emergencial.

"O principal objetivo da medida é de não impactar o fornecimento de vacinas e medicamentos contra a Covid-19 à população brasileira. A revisão foi necessária já que, em decorrência do fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), declarada pelo Ministério da Saúde, pela Portaria 913/2022, as AUEs perderiam automaticamente a sua validade", informou a agência.

A diretora relatora da matéria, diretora Meiruze Freitas, destacou que apesar do anúncio do fim da Espin, há real necessidade das ferramentas regulatórias estratégicas que permitam manter e ampliar o acesso de medicamentos e vacinas utilizados no enfrentamento da covid-19.

"É certo que ainda há a necessidade do estrito acompanhamento regulatório e da regular disponibilidade de produtos e serviços de interesse sanitário utilizados nas ações de combate da Covid-19, com destaque para o desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas."

Em abril, a Anvisa anunciou que revisaria todos os atos sanitários editados em resposta à pandemia, incluindo resoluções que tratam do uso emergencial de vacinas e de medicamentos específicos para a doença. A medida afetaria a exportação, fabricação nacional, distribuição e aplicação da CoronaVac no país.

Segundo resolução publicada em dezembro de 2020, a autorização de uso emergencial e temporário do imunizante chinês será válida até o reconhecimento pelo Ministério da Saúde de que não há mais situação de emergência em saúde pública.

Segundo o Instituto Butantan, os estudos sobre o imunizante continuam.

"A questão do registro definitivo está em curso com o fornecimento de documentos. Existe pendência em relação a alguns testes que são feitos na China e aqui no Brasil também em relação à variante ômicron", disse o diretor do Butantan, Dimas Covas.

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TV ANHANGUERA

Goiânia é a segunda capital com mais casos de dengue no país

globoplay.globo.com/v/10571367/

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A REDAÇÃO

Pacientes do Crer recebem visita de cães terapeutas da UFG, em Goiânia

Os pacientes em atendimento ambulatorial no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) receberam uma visita para lá de especial no último dia 29 de abril. Em clima de alegria e interação, os cachorros Romeu, Schott, Teodoro e Iena passearam pelos corredores do hospital arrancando suspiros e sorrisos. 

A visita teve o objetivo de proporcionar um momento de bem-estar físico e emocional aos pacientes. “Muitos deles têm uma ligação muito forte com os animais de estimação em casa, o que provoca emoção e motivação extra para seguir em frente com o tratamento. No caso das crianças, este momento lúdico de interação com os cães propicia estímulos diversos que contribuem diretamente com o tratamento e seus resultados imediatos”, explicou o supervisor de Reabilitação do Crer, João Francisco Martins.

Os cães terapeutas passaram pelos Ginásios de Reabilitação e pela Hidroterapia da instituição. Durante a visita, os animais foram acompanhados por seus tutores, de um médico veterinário e de profissionais do Crer.

Os animais integram o projeto Terapia Assistida por Animais (TAA) da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Goiás (UFG) e já estiveram no Crer em outras duas ocasiões. “Estudos já realizados comprovam que a terapia com animais proporciona inúmeros benefícios mentais, físicos e psicológicos aos pacientes, tais como melhora da ansiedade e dos sintomas da depressão e o aumento do sentimento de autoestima”, explicou a coordenadora do TAA, professora Kellen de Sousa Oliveira.

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O ESTADÃO

Rede D'or (RDOR3) Tem Lucro Líquido de R$ 225,2 Mi no 1T22

A Rede D'Or reportou lucro líquido de R$ 225,2 milhões no 1T22, queda de 44,1% diante do resultado de R$ 402,4 milhões no 1T21. A Rede D'or São Luiz (RDOR3) reportou lucro líquido de R$ 225,2 milhões no primeiro trimestre de 2022, queda de 44,1% diante do resultado de R$ 402,4 milhões no mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado foi impactado pelos efeitos da elevação de juros.

De janeiro a março, a Rede D'Or registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,141 bilhão, com avanço de 0,6% na comparação anual.

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A margem Ebitda atingiu 21,2%, uma redução de 2,8 p.p..

"O resultado foi pressionado sobretudo pela queda de 1,4 p.p. na taxa de ocupação de leitos, que resultou em desalavancagem operacional, assim como pela alteração no perfil médio de tratamentos em virtude do elevado volume de casos brandos observados no primeiro trimestre de 2022, em decorrência da disseminação da nova variante da Covid-19", explica a empresa, no release que acompanha os resultados.

A receita líquida do grupo atingiu R$ 5,373 bilhões no período, aumento de 13,8% ante o primeiro trimestre de 2021.

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No trimestre, a Rede D'Or anunciou o acordo de associação com a SulAmerica, visando a combinação de negócios entre as duas companhias, com a unificação de suas bases acionárias. No período, a companhia concluiu também as aquisições do Hospital Santa Marina (MS), Hospital Arthur Ramos (AL), Hospital Santa Isabel (SP) e Hospital Aeroporto (BA).

O resultado financeiro foi negativo em R$ 559,1 milhões no primeiro trimestre, apresentando um aumento de 42,8% ante um ano antes.

Ao final do período, o saldo de dívida líquida da Rede D'Or era de R$ 14,198 bilhões, alta de 12,1% na comparação com o quarto trimestre do ano passado, com alavancagem medida pela dívida líquida/Ebitda em 2,9x, saindo de 2,6x ao fim de 2021.

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FOLHA PRESS

Governo autoriza suspender teto de preços para medicamentos em falta

O governo Jair Bolsonaro (PL) decidiu autorizar a suspensão do preço máximo pago pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ou pelo setor privado na aquisição de medicamentos que hoje estão em falta no mercado.

A medida é uma tentativa de evitar o desabastecimento de itens como dipirona injetável e a imunoglobulina humana, no momento em que a indústria afirma que a alta dos custos de produção impulsionou os preços de comercialização a um patamar acima do teto estipulado pelo governo.

A suspensão seria temporária, até o fim de 2022. A decisão foi aprovada em reunião do conselho de ministros da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) na última segunda-feira (9).

O governo ainda deve divulgar a lista de medicamentos que ficarão temporariamente livres do valor máximo de tabela. Neste momento, pelo menos a dipirona injetável e a imunoglobulina humana devem ficar sem este controle.

A decisão foi patrocinada por técnicos do Ministério da Economia, sob o argumento de que as empresas fornecedoras não conseguem comercializar produtos com registro no Brasil por causa do preço teto, que estaria desatualizado.

O diagnóstico feito no governo é de que alguns produtos sofreram forte variação no custo de produção por causa das crises causadas pela pandemia da Covid-19 e pela guerra na Ucrânia.

Com a mudança aprovada, o governo pode autorizar que até o fim do ano medicamentos em falta no mercado entrem na lista de produtos sem controle de preços.

A autorização em si não suspende automaticamente o controle sobre os produtos. O CTE (Comitê Técnico Executivo) da CMED realizará as avaliações e, ao identificar risco de desabastecimento de uma substância, poderá retirá-la do tabelamento temporariamente.

A ideia é avaliar periodicamente se novos remédios devem entrar ou sair deste rol e se há abuso das empresas com o novo formato.

O governo deve ainda cobrar das farmacêuticas e distribuidoras relatórios de comercialização, além das justificativas para declarar que o produto está em falta.

O Ministério da Saúde tem recebido alertas de baixo estoque de dipirona injetável em municípios e unidades hospitalares, como mostrou a Folha. O medicamento é indicado como analgésico e antitérmico.

Já a imunoglobulina, fármaco feito à base de sangue, tem sido comprada pela Saúde de forma excepcional, com marcas não registradas pela Anvisa. O produto é utilizado no tratamento de diversas doenças, entre elas o HIV e imunodeficiências.

Desde 2018 o governo acumula compras frustradas e disputas na Justiça e no TCU (Tribunal de Contas da União) por causa deste medicamento.

Em nota técnica de abril deste ano, usada na discussão sobre o preço do medicamento, a Saúde afirma que o Brasil atravessa uma situação de escassez generalizada [da imunoglobulina] inclusive no setor privado.

Newsletter Brasília hoje Receba no seu email o que de mais importante acontece na capital federal; exclusiva para assinantes. * O governo ainda esperava receber em março o primeiro lote deste produto da Hemobrás, estatal criada em 2004 para gerir a fabricação de produtos à base de sangue. Segundo a nota técnica da Saúde, a entrega está atrasada.

Feito com o sangue de doações colhidas no Brasil, o produto da Hemobrás é fracionado na Europa.

Nesse cenário, frisa-se que o momento é delicado e que o Ministério da Saúde tem lançado mão das alternativas legais, mesmo assim, suas competências não alcançam a resolução de um problema tão grave e que vai além do mercado nacional, diz a nota técnica.

Advogada e coordenadora do programa de Saúde do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Ana Carolina Navarrete afirma que liberar preços não resolve o problema do desabastecimento.

Não há sentido em apagar incêndio com medidas pontuais. O que deveria ser feito é uma discussão madura para modernizar a regulação dos preços, disse Navarrete. Ela defende mais transparência nos valores de produção e desenvolvimento dos produtos na análise do valor de tabela dos remédios.

De forma geral, a CMED define preços máximos de medicamentos e anualmente fixa percentuais de reajustes, definidos a partir da inflação e produtividade da indústria, entre outros fatores.

Há algumas exceções. Medicamentos isentos de prescrição, como antigripais, relaxantes musculares, analgésicos, entre outros produtos vendidos em farmácias, não têm controle de valor teto.

O conselho de ministros é a última instância da CMED e define diretrizes sobre o controle dos valores dos fármacos. Este colegiado é composto pelos chefes da Saúde, Economia, Justiça e da Casa Civil.

Além da medida emergencial, o colegiado tem discutido outras propostas para alterar a forma de precificação de medicamentos. Em uma das frentes, os ministérios avaliam permitir subir ou baixar os preços máximos de medicamentos a qualquer momento, de forma excepcional, em vez de apenas aplicar reajustes anuais.

Outra ideia que ganhou força, segundo integrantes do governo, é retirar o preço teto de classes de medicamento em que há baixa concentração de mercado.

Para Navarrete, é temerário e abre precedente perigoso flexibilizar as regras sobre o controle dos valores de medicamentos.

Coloca na mão das empresas a precificação dos medicamentos e retira delas o ônus político de justificar os valores praticados, em um cenário que já há falta de transparência, disse a coordenadora do Idec.

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REVSITA COBERTURA

ANS divulga o 1º Relatório Trimestral da Ouvidoria em 2022

O levantamento é referente ao período de janeiro a março deste ano

Já está disponível para consulta, no portal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o relatório da Ouvidoria da ANS relativo ao 1º trimestre de 2022. O estudo apresenta detalhes sobre as manifestações recebidas e sobre outras atividades desempenhadas pela equipe da Ouvidoria da ANS entre os meses de janeiro e março. A publicação foi reformulada com o intuito de atender à estrutura proposta pela Portaria nº 581/2021, da Controladoria-Geral da União (CGU) e de ampliar a transparência deste instrumento de controle social.

Clique e confira o Relatório Trimestral da Ouvidoria - janeiro a março/2022

No período analisado, 278 manifestações recepcionadas pela unidade tratavam de competências de outros órgãos ou entidades e foram enviadas a estes por meio do Fala.BR. Sobre as competências da ANS, foram recebidas 1.933 demandas, dentre as quais, 1.042 foram acolhidas pelo Disque ANS. Do total de 1.933 manifestações, 1.286 abordavam questões de competência da Ouvidoria e foram respondidas conclusivamente em prazo médio de 7 dias, enquanto as 647 que tratavam de atribuições de outras unidades da Agência tiveram resposta final enviada em até 2 dias, em média. O assunto mais abordado pelos usuários foi "Demora na resposta da demanda/processo" e o tipo de demanda mais frequente foi a "reclamação".

Outras atividades também ganharam destaque nos três primeiros meses de 2022: reuniões semanais, elaboração do Plano de Trabalho da Ouvidoria 2022 e do Relatório de Gestão da Ouvidoria 2021, o recebimento dos formulários do REA-Ouvidorias 2022 e o desenvolvimento das campanhas de comunicação interna e externa sobre a Ouvidoria.

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O HOJE

Lei que cria bula digital e muda regras de rastreabilidade de medicamento entra em vigor

O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou o projeto de lei da Câmara dos Deputados que permite aos laboratórios farmacêuticos inserirem QR Code nas embalagens de medicamentos para acesso a uma bula digital. O formato deve facilitar a leitura e a compreensão e permitir a conversão do texto em áudio ou vídeo.

A bula impressa continua sendo exigida e não poderá ser dispensada, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderá definir quais medicamentos terão apenas um formato de bula.

A sanção foi publicada na edição desta quinta-feira (12/05) do Diário Oficial da União. A lei tem origem em proposta do deputado André Fufuca (PP-MA), aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Conforme a nova lei, as bulas digitais deverão ser hospedadas em links autorizados pela Anvisa, e o laboratório poderá inserir outras informações, além do conteúdo completo e atualizado, idêntico ao da bula impressa.

Controle

A nova lei também altera regras de rastreabilidade de medicamentos. O texto revoga um dispositivo que previa um Sistema Nacional de Controle de Medicamentos, centralizado na Anvisa, para armazenamento das movimentações dos medicamentos.

O objetivo do sistema era acompanhar todas as etapas da cadeia de produção de medicamentos em circulação no País.

Com a nova redação, a rastreabilidade passa a ser responsabilidade dos laboratórios, que deverão possuir sistema próprio que permita a elaboração de mapa de distribuição de medicamentos, identificando os quantitativos de comercialização e distribuição para cada lote, e os destinatários das remessas.

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JORNAL OPÇÃO

Goiás já realizou 30 transplantes de órgãos e 118 de córneas neste ano

Por Ysabella Portela

Estado realiza transplantes de rins, fígado, córneas, medula óssea e músculo esquelético

A família de Wictor Fonseca Rodrigues, de apenas 20 anos, que faleceu nesta terça-feira, 10, após dois dias internado vítima de um acidente na Avenida T-9, em Goiânia, decidiu pela doação de órgãos do estudante após constatação da morte encefálica. A atitude irá beneficiar outras cinco pessoas no estado, que aguardam na fila de transplantes.

Atualmente, a fila de espera por transplantes de órgãos em Goiás conta com 1.552 pessoas. Em nível nacional, a estimativa é de 50 mil. De acordo com a gerente de transplantes da Secretaria Estadual de Saúde, Katiúscia Freitas, o maior desafio da Central Estadual de Transplantes é a recusa familiar da pessoa falecida pela decisão da doação.

A pandemia da Covid-19 gerou prejuízos em relação aos procedimentos, sendo o impacto maior em 2021. Em 2019, quando o Brasil ainda não estava com casos de Covid-19, o transplante de órgãos ou tecidos alcançou a marca de 842 em Goiás. Já em 2020, o total ficou em 571, representando uma queda de 32%. Em 2021, com uma pequena recuperação, tem-se 642 transplantes. No ano passado, foram realizados 120 transplantes renais, 12 hepáticos, 33 de medula e 477 de córneas. Já em 2020, foram 199 transplantes renais, 10 hepáticos, 35 de medula e 327 de córneas. O baixo número no transplantes de córneas se deu pelo fato de que essas cirurgias ficaram suspensas por seis meses por não serem consideradas de urgência.

A doação de órgãos só pode ser feita mediante a morte encefálica, que é a definição legal de morte, sendo a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro, dessa forma, após a notificação, a equipe médica e a família precisa seguir algumas etapas, sendo possível o acompanhamento de um médico de confiança da família e com a permanente fiscalização da Central de Transplantes, sob uma legislação rigorosa. “É um processo muito seguro e sério. Após a notificação, é realizado exames para constatar a morte encefálica. Depois disso, o pessoal da doação de órgãos entra junto com a equipe médica para fazer uma abordagem dessa família, sabendo, claro, o melhor momento para falar, visto que é uma situação triste”, afirma Katiúscia.

A gerente conta que a recusa familiar chegou em 62% dos casos em 2021 e um dos principais motivos para a negativa é a desinformação. “As pessoas desconhecem o processo e isso foi impactado pela pandemia, com a redução de palestras sobre o assunto e treinamentos presenciais para as equipes hospitalares”. A gerente conta que o trabalho de capacitação multidisciplinar está voltando agora e é feita uma preparação para todas as etapas necessárias, como o acolhimento da família, como pode ser explicada a morte encefálica – já que é algo complexo – e também uma sensibilização para a comunidade acadêmica e à população em geral para que se tirem dúvidas em relação a doação.

A enfermeira destaca que a doação só pode ser efetivada mediante autorização da família. “Não importa se a pessoa possui documentos que conste a informação ou até mesmo tatuagem no corpo sobre a decisão. Se a família não autoriza, não podemos doar os órgãos”, afirma. Katiúscia acrescenta que por isso é necessário a conversa desse tema em casa. “A pessoa precisa manifestar essa vontade em vida, para que a família esteja ciente e disposta a fazer a doação”.

Katiúscia destaca ainda que o processo de doação é sigiloso. “A família doadora não pode saber quem será o receptor. Podemos dizer só para qual localização vai o órgão”. Mesmo que os transplantes sejam feitos pela rede particular de saúde, todos os transplantados precisam seguir a fila do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Laboratório que guardava amostras humanas em potes de doces já recebeu mais de R$ 3 milhões do Governo de Tocantins

Por Marcos Aurélio Silva

Operação batizada de Nablus encontrou centenas de amostras espalhadas nos cômodos da casa que funcionava como laboratório

Mais um escândalo no Governo de Tocantins ganha projeções nacionais. Na última na quarta-feira, 09, a Operação batizada de Nablus, deflagrada pela Polícia Civil (PC), teve como alvo a empresa Sicar Laboratórios, que possuía contrato de prestação de serviços com o governo do Estado. A ação policial surpreendeu, pois, foi constato as condições precárias e insalubres do laboratório, que segundo as investigações, reaproveitava materiais de exames.

As imagens divulgadas pela PC feitas nos fundos do laboratório mostram que membros humanos eram armazenados de forma improvisada, como em potes de doces e manteiga. Segundo relatos da polícia, alguns potes com os órgãos foram encontrados no chão e ao lado de um bebedouro e talheres usados pelos funcionários. Coletas biológicas e até órgãos, como úteros, eram guardados em latas de achocolatado, manteiga e de doces. Além da situação insalubre, investigações apontam que lâminas e outros materiais utilizados nas análises eram usados mais de uma vez, e não descartados imediatamente.

Durante a operação, três pessoas foram presas em flagrante pelos crimes contra a saúde pública dentre outros. Conforme o Portal da Transparência, o valor de R$ 3 milhões foram repassados do Estado para a empresa, referente a pagamentos por serviços prestados ao governo entre os anos de 2017 e 2020.

Conforme divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) o Conselho Regional de Medicina (CRM) informou que o laboratório não tem regularidade no CRM, o Conselho também fez a interdição ética do local e nenhum médico poderá atuar no local. A Vigilância Sanitária Municipal de Palmas também interditou o local que não possui licença municipal e estadual.

Após a operação policial o governo do Tocantins cancelou o contrato com a empresa Sicar Laboratórios. A rescisão com a empresa foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 11.

O que diz a Secretaria de Saúde do TO

O Governo do Tocantins publicou no Diário Oficial do Estado (DOE), desta quarta-feira, 11, Termo de Rescisão Contratual com a empresa Sicar Laboratórios Eirele. A decisão unilateral baseia-se nos Artigos 78 e 79 da Lei n° 8.666/93, após constatação de que a contratada não prestava os serviços previstos no contrato firmado entre as partes.

A empresa foi contratada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), via processo licitatório, seguindo a legislação vigente, para análises de exames de anatomia patológica e imunohistoquímica destinados às unidades hospitalares geridas pelo Executivo Estadual.

“A Gestão Estadual não compactua com ações prejudiciais à população ou que cause dano ao erário público, por isso, mediante tudo que acompanhamos nesta quarta-feira, tomamos esta medida” afirmou o titular da SES-TO, Afonso Piva.

O gestor destacou ainda, que “nossas equipes farão um trabalho minuncioso para um levantamento preciso dos pacientes que aguardam resultados de exames e as amostras encontradas na operação policial serão avaliadas quanto ao seu aproveitamento, para que outra empresa faça as análises o mais rápido possível. A determinação do Governador Wanderlei Barbosa é que nenhum paciente seja prejudicado”.

O contrato com a empresa Sicar já havia sendo acompanhado e monitorado por fiscais que identificaram inconformidades e atrasos nos serviços prestados. Tal fiscalização corroborou para denúncia na Vigilância Sanitária Municipal já realizada pelo Estado, em fevereiro deste ano.

O Termo de Rescisão, publicado pontua que os resquícios financeiros do contrato serão avaliados em tempo oportuno. “Vamos avaliar a questão financeira, mas de antemão destacamos que os pagamentos à empresa foram feitos mediantes a comprovação da prestação do serviço que era feita com a emissão dos laudos. Em 2022 todos os repasses que deveriam ser realizados à Sicar, foram feitos, por determinação judicial, diretamente à Justiça do Trabalho”, finalizou Afonso Piva.

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Assessoria de Comunicação

CARD 1

 

As inscrições para o evento, que tem o apoio da Ahpaceg, são gratuitas e já estão abertas

 

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) traz a Goiânia o maior evento sobre o mercado da saúde do Brasil: o “Health Meeting 2022”, que será realizado no Centro Cultural Oscar Niemeyer no dia 3 de junho, das 10 às 20 horas.

 

Voltado para profissionais, acadêmicos e gestores da área da saúde, o “Health Meeting 2022” terá como palestrantes grandes nomes, como Adriano Londres, André Médici, César Abicalaffe, Chao Lung Wen, Clemente Nóbrega, Fabrício Amaral, Frederico Pena e Marcelo Minutti.

 

A partir dos tópicos Saúde Fragmentada, Saúde Conectada e Saúde e Sustentabilidade, eles vão abordar temas de extrema relevância para a compreensão do cenário atual e análise das perspectivas do setor, como observatório da saúde e novo paradigma na relação operadora x prestador; revolução digital na saúde, uma nova era e entrega de valor em saúde; e turismo e saúde, o novo mercado da saúde, a saúde, economia e o Brasil na atualidade - para onde vamos?

 

Pré-Meeting

 

Antes da programação do período vespertino, acontecerá o Pré-Meeting, com início às 10 horas.

 

Em pauta, temas, como a importância da "gestão" na formação do médico do século XXI; empresa júnior na área médica: oportunidades e dificuldades; 5 Forças de Porter e sua aplicação na prática médica e o novo gestor: médico gestor, enfermeiro empresário e novos modelos de gestão

 

A experiência do paciente também estará em pauta no pré-meeting com a abordagem dos temas “A experiência na íntegra é possível?”, “Atenção integral em saúde: alta, pós alta e readmissão” e “Experiência em cardiologia”.

 

O presidente do Sindhoesg, Valney Luiz da Rocha, conta com a presença de todos neste evento inédito e inovador, que muito deve contribuir para avanços e melhorias na saúde em Goiás.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site https://www.healthmeeting.net/, onde também pode ser conferida a programação completa.

Quarta, 11 Maio 2022 07:17

CLIPPING AHPACEG 11/05/22

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Covid-19: Goiás registra 1.182 novos casos e 21 mortes em um dia

Senilidade: entenda o que é a doença que afetava o pai do cantor Bruno, da dupla com Marrone

Goiás acende alerta após 16 casos suspeitos de 'hepatite misteriosa'

Peixoto propõe que animais domésticos possam ser levados em visitas a pacientes nos hospitais

Qualicorp tem lucro líquido de R$ 74,1 milhões no 1º trimestre; queda de 35,3%

Transformar clínica em day hospital pode garantir redução da carga tributária

O que falta para o piso salarial da Enfermagem entrar em vigor?

Pesquisadores da Fiocruz encontram nova linhagem do vírus da dengue no Brasil

A REDAÇÃO

Covid-19: Goiás registra 1.182 novos casos e 21 mortes em um dia

Adriana Marinelli

Goiânia - Goiás registrou 1.182 novos casos da covid-19 e 21 mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, segundo divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) na tarde desta terça-feira (10/5). Com as atualizações, o Estado chega a 1.339.389 casos e 26.546 óbitos ligados ao novo coronavírus desde o início da pandemia. 

Ainda de acordo com a SES-GO, Goiás soma 768.812 casos suspeitos em investigação para saber se são, de fato, covid-19. Outros 322.324 já foram descartados. 
 

Além dos 26.546 óbitos confirmados de covid-19 em Goiás até o momento, o que significa uma taxa de letalidade de 1,98%, há 317 óbitos suspeitos que estão em investigação.

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O HOJE

Senilidade: entenda o que é a doença que afetava o pai do cantor Bruno, da dupla com Marrone

Por: Ana Bárbara Quêtto

Deusdedites Felix de Miranda, pai do cantor Bruno, que faleceu aos 88 anos, nesta terça-feira (10/5), sofria de senilidade e hipertensão arterial. A doença é pouco conhecida e o que causa dúvidas sobre seus sintomas e efeitos.

A senilidade é definida como uma condição que envolve processos degenerativos cerebrais decorrentes do envelhecimento associado a doenças crônicas, como por exemplo, hipertensão ou diabetes. Comumente referido como demência, a senilidade atinge diferentes áreas do cérebro do idoso que controlam diferentes habilidades como, memória, linguagem, julgamento e humor.

A doença degenerativa, pode ser causada por inúmeros fatores como, ansiedade, depressão, alcoolismo, nutrição pobre, esclerose múltipla, sedentarismo, quedas, traumas e tumores cerebrais.

Geralmente, os sintomas podem ser percebidos por amigos e familiares, ou até mesmo pela própria pessoa. Devido a perda de memória, a senilidade tem um diagnóstico complicado, uma vez que é preciso saber o histórico do paciente, além da necessidade de acompanhamento médico neurológico ou geriatra.

A senilidade não tem cura, mas, existem tratamentos que retardam os sintomas e visam a melhoria na qualidade de vida do idoso. O tratamento depende da sua causa inicial, os recursos podem ser utilizados para estimular a memória do paciente com troca de informações.

Além de medicações, os tratamentos associados à técnicas psicoterapeutas ou comportamentais, podem ajudar no quadro clínico do paciente. Em alguns casos, antipsicóticos e antidepressivos podem causar efeitos colaterais e, por isso, sempre dependem da autorização médica.

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TV ANHANGUERA

Goiás acende alerta após 16 casos suspeitos de 'hepatite misteriosa'

https://globoplay.globo.com/v/10563809/

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Peixoto propõe que animais domésticos possam ser levados em visitas a pacientes nos hospitais

O deputado Bruno Peixoto (UB) apresentou à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) propositura protocolada com o nº 1998/22, cujo objetivo é autorizar a entrada de animais domésticos em hospitais públicos e privados no estado de Goiás.

Segundo o parlamentar, o objetivo é auxiliar no tratamento de pacientes a partir da visita e do contato com os animais de estimação, que, segundo estudos, proporciona nos doentes a liberação de neurotransmissores hormonais, como a dopamina e endorfina, responsáveis pela sensação de bem-estar e felicidade, o que iduz a melhora no quadro clínico.

Para efeito, a propositura compreende por animais domésticos aqueles que podem entrar em contato com as pessoas sem proporcionar perigo, ou ainda, os animais utilizados em terapias assistidas, como gatos, pássaros, tartarugas e hamsters. Além disso, é necessário seguir alguns critérios para conseguir a autorização, como agendar a visitação junto à administração do hospital, apresentar autorização escrita do médico do paciente que receberá a visitação, bem como apresentar a carteira de vacinação atualizada do animal. O texto também determina que o trânsito do animal deverá ocorrer somente com coleiras ou guias. Nos casos envolvendo animais de grande porte, a visitação poderá ocorrer em jardins ou áreas livres – desde que o hospital disponha do espaço físico adequado.

Para justificar a iniciativa, o deputado reitera que a terapia assistida por animais pode ajudar consideravelmente na melhora de pacientes e pontua que alguns animais são tidos por seus donos como membros da família. Peixoto ressalta, ainda, que visitação seguirá as regras de saúde pública e aponta que em outros estados já existem legislações que autorizam a visitas de animais domésticos em hospitais.

A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde foi apensada ao processo 2022001819, de teor assemelhado.

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AGÊNCIA ESTADO

Qualicorp tem lucro líquido de R$ 74,1 milhões no 1º trimestre; queda de 35,3%

A Qualicorp reportou lucro líquido de R$ 74,1 milhões no primeiro trimestre de 2022, queda de 35,3% ante o mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 252,8 milhões, recuo de 9,2% na mesma base de comparação.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 502,2 milhões no intervalo de janeiro a março, queda de 4% na comparação com igual intervalo de 2021.

Já a dívida líquida, por sua vez, caiu 7,7% para R$ 1,407 bilhão no período em comparação com o trimestre anterior. A alavancagem medida pela dívida líquida/Ebitda passou de 1,45 vez no quarto trimestre de 2021 para 1,37 vez no primeiro período deste ano.

O Retorno Sobre o Capital Investido (ROIC) teve uma variação negativa de 17,3 pontos porcentuais, para 30,8% no primeiro trimestre, na base anual. Já o portfólio de adesão médico-hospitalar caiu 3,4% em relação ao primeiro trimestre de 2021, com um total de 1,15 milhão de vidas no fim do período.

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MEDICINA S/A

Transformar clínica em day hospital pode garantir redução da carga tributária

Esta é a sentença que caracteriza um conjunto de dificuldades estruturais, tributárias e econômicas que influenciam negativamente o ambiente de negócios, atrapalham investimentos, entravam o desenvolvimento do país, encarecem os preços dos produtos, serviços e custos de logística, e contribuem para uma volumosa carga tributária. Um estudo do Ministério da Economia, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), revelou que esse custo retira, todos os anos, em média, R$ 1,5 trilhão por ano das empresas instaladas no país, representando 20,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

No segmento médico esse cenário não é diferente e, muitas vezes, devido ao desconhecimento dos profissionais da área, ou até mesmo da manutenção de estratégias sólidas para otimizar tempo, recursos humanos e gastos, o impacto pode ser até maior, como explica Júlia Lázaro, sócia da Mitfokus, especializada em soluções tecnológicas e financeiras para o campo médico: Com peculiaridades bem distintas, a tributação para este segmento requer cuidados especiais, caso contrário o profissional pagará mais impostos do que deveria.

Portanto, em sua avaliação, desenvolver um plano de economia para clínicas médicas não é uma opção, e sim uma necessidade de primeira mão para a sobrevivência e crescimento do negócio: Afinal, são as ações de planejamento que podem reduzir desperdícios e aumentar os lucros, o que tem tudo a ver com o equilíbrio e a saúde financeira do estabelecimento.

Neste sentido, uma das principais dúvidas que chega na Mitfokus diz respeito à equiparação das clínicas médicas a hospitais. Quando isso acontece, o profissional pode ter uma redução na alíquota de alguns tributos, como a do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) - de 32% para 8% - e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), cuja taxa de 32% cai para 12%.

As atividades que podem se nivelar as dos hospitais são: cirurgias, exames e procedimentos, tais como clínicas e laboratórios que fazem exames laboratoriais e de imagem; empresas de home care - o ato de prestar serviços de saúde na casa do paciente -; prestação de atendimento eletivo de promoção e assistência à saúde em regime ambulatorial e de hospital-dia; e atendimento de assistência à saúde em regime de internação. Nessas hipóteses, com a devida permissão do Fisco na equiparação de empresas a hospitais, conforme a Lei n.º 9.249/1995, existe uma significativa redução tributária, observa Júlia.

Entretanto, como o caminho das pedras para conquistar esse benefício não é nada fácil, visto que é necessário solicitar aos órgãos competentes, dentre eles a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal, Junta comercial para alteração no CNPJ, Júlia recomenda contar com o auxílio de profissionais especializados para a análise da tributação, e que auxiliarão o negócio a gerar receitas que superem os gastos, resultando em lucro.

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COFEN

O que falta para o piso salarial da Enfermagem entrar em vigor?

Após a aprovação do PL 2564/2020 [1], que estabelece um piso salarial para os profissionais da Enfermagem, na Câmara dos Deputados, a categoria se pergunta qual o próximo passo para que ele se efetive? E a resposta é a sanção presidencial, que tem 15 dias úteis para ser estabelecida, após o envio do documento pela Câmara.

No entanto, ainda no dia da votação, o líder do Governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP/PR), disse que a sanção estaria condicionada a encontrar a fonte de recursos para subsidiar o piso, em todas as esferas governamentais. O presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que só envia o projeto após essas definições. O Palácio do Planalto argumenta que não há condições fiscais para bancar reajustes salariais na rede pública de saúde. São necessários, pelo menos, R$ 16 bilhões para custear o reajuste. Os técnicos chamam de "dotação orçamentária", ou seja, ao criarem uma despesa, os congressistas precisam dizer de onde o dinheiro vai ser tirado.

A necessidade da observância as desigualdades regionais existentes no país, além da necessidade de enfrentar o tema do financiamento do Sistema de Saúde e das fontes de receita, são os principais entraves à viabilização do projeto.

Os deputados e senadores já estão trabalhando em soluções. Uma delas é um Projeto de Lei Complementar (PLP), de iniciativa dos deputados, a fim de criar um fundo de financiamento na ordem de R$ 16 bilhões para financiar o Piso Salarial da Enfermagem. Os senadores, por outro lado, iniciam a tramitação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 11/22, que dará mais robustez jurídica ao projeto e deve ser votada ainda essa semana. A expectativa é que essas duas medidas já iniciem seu processo de tramitação em breve.

Representante do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) no Fórum Nacional da Enfermagem, o conselheiro federal Daniel Menezes destacou que Senado e Câmara estão trabalhando em um acordo. "Defendemos que os recursos financeiros existem, porém está faltando uma redistribuição para as áreas prioritárias. Quando se tem vontade política, o Congresso resolve rápido. Se os acordos e projeções forem se confirmando, a ideia é concluir até final do mês", projeta Daniel.

Para o conselheiro, o Piso Salarial é uma luta histórica que pode corrigir disparidades na remuneração. Dados apresentados pelo conselheiro destacam que mais de 1,3 milhão de profissionais serão diretamente beneficiados com a medida, pois recebem menos do que os valores estabelecidos no PL 2564/2020, sendo 80% trabalhadores de nível médio, a grande maioria técnicos de Enfermagem.

Sobre o Piso - O PL 2564/2020 foi proposto pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e aprovado nos termos da emenda da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), fixando em R$ 4.750 o valor para enfermeiros e pisos proporcionais de 70% do valor para os técnicos e 50% auxiliares e parteiras, corrigidos pelo INPC (Índice de Preços ao Consumidor). O PL conseguiu aprovação na Câmara dos Deputados por 449 votos a 12 no último dia 4.

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O SUL

Pesquisadores da Fiocruz encontram nova linhagem do vírus da dengue no Brasil

Vigilância genômica do vírus causador da dengue tem como objetivo servir de apoio em ações de combate à doença

Linhagem do vírus da dengue foi sequenciada pela primeira vez no Brasil

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Lacen-GO (Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás) sequenciaram, pela primeira vez, um genótipo cosmopolita (linhagem) do sorotipo 2 do vírus da dengue no Brasil.

O achado aconteceu em fevereiro, em amostra vinda de Aparecida de Goiânia (GO) e as descobertas foram publicadas na plataforma de pré-print medRxiv, que permite a divulgação rápida de resultados, antes do processo de revisão por pares.

Segundo a Fiocruz, esse é o segundo registro feito nas Américas após um surto no Peru, em 2019. A linhagem é presente na Ásia, Pacífico, Oriente Médio e África.

A identificação foi comunicada às secretarias estaduais e municipais de saúde e ao Ministério da Saúde.

Vírus da dengue

O vírus causador da dengue pertence à família dos flavivírus e é classificado no meio científico como um arbovírus.

Ele possui quatro sorotipos, nomeados como 1, 2, 3 e 4, e cada sorotipo pode ser subdividido em diferentes genótipos ou linhagens - classificadas pelas variações genéticas. A linhagem cosmopolita é uma das seis do sorotipo 2 do agente causador.

Para que o vírus infecte os humanos, a fêmea do Aedes aegypti, mosquito vetor da dengue e está amplamente distribuído por todo o território Americano, precisa picar as pessoas.

Nas Américas, apenas o Canadá e o Chile continental estão livres da dengue e do vetor. O Uruguai não tem casos de dengue, mas tem o Ae. aegypti, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde.

Chegada do genótipo ao Brasil

Os pesquisadores ainda não sabem como será a proliferação do genótipo cosmopolita no Brasil. Existe a possibilidade de a linhagem se disseminar de forma mais eficiente do que a linhagem asiático-americana, também conhecida como genótipo 3 do sorotipo 2, que atualmente circula no país.

Segundo a Fiocruz, as análises iniciais realizadas pelos cientistas mostram que o patógeno detectado no Brasil é semelhante a dois microrganismos isolados durante o surto registrado na província de Madre de Dios, no Peru, em 2019.

A origem do vírus no país ainda é desconhecida. O coordenador da pesquisa, Luiz Carlos Júnior Alcantara, pesquisador do Laboratório de Flavivírus do IOC/Fiocruz, disse em comunicado que para compreender a dinâmica da dispersão no continente americano é preciso ter mais amostras sequenciadas.

Os pesquisadores também não sabem como o genótipo cosmopolita 2 irá se comportar no Brasil.

"Mundialmente, ele é muito mais distribuído e causa mais casos do que o genótipo asiático-americano, que circula no Brasil há anos. O quadro global indica que a linhagem cosmopolita tem capacidade de se espalhar facilmente", disse Júnior Alcantara.

O pesquisador ressalta a importância da vigilância genômica do vírus e destaca que o objetivo é que esses dados [coletados] possam servir de apoio para políticas públicas de saúde no combate à dengue.

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Assessoria de Comunicação

Terça, 10 Maio 2022 07:02

CLIPPING AHPACEG 10/05/22

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Médico Áureo Ludovico de Paula é absolvido pelo STF

Coletivo

Hospital de Santa Helena é 1º lugar em transparência em unidades estaduais

Com um mês de campanha, apenas 14% das crianças já se vacinaram contra Sarampo e Influenza

Entenda a nova cepa da dengue mais disseminada no mundo que contaminou morador de Aparecida de Goiânia

SP investiga casos suspeitos de hepatite; 2 crianças estão internadas

JORNAL OPÇÃO

Médico Áureo Ludovico de Paula é absolvido pelo STF

Por Rafaela Ferreira

Com processo desde 2010, médico prometia curar a diabetes com cirurgias de redução de estômago

O médico goiano Áureo Ludovico de Paula foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal. Com a promessa de curar a diabetes, chegando a realizar cirurgias de redução de estômago com um técnica criada por ele e intitulado “interposição ileal”. O processo se arrasta desde 2010, quando Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) protocolou ação civil pública em desfavor do cirurgião, afirmando que o procedimento era experimental e não poderia ser aplicado aos pacientes.

Sendo um procedimento considerado experimental pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), o STF baseou-se em exames técnicos que declaram a não experimentalidade da cirurgia. Isto porque, em 2009, o procedimento havia sido realizado com sucesso pelo apresentador Faustão em 2009; pelo ex-jogador Romário em 2017 e também pelo ex-senador Démostenes Torres.

Desta forma, contra o profissional foi proposta ação civil publica, para discutir a regularidade do uso da técnica “gastrectomia vertical associada à interposição ileal para o tratamento de diabetes tipo 2”. Para as entidades, a cirurgia ainda não teria aprovação que permitisse a realização com segurança. A técnica do médico trouxe 100% de controle glicêmico, e 75% dos pacientes que fizeram tiveram remissão total da diabetes tipo 2, dispensando medicação.

Em 2018, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) havia inocentado o cirurgião Áureo Ludovico de Paula. A absolvição foi em primeiro e segundo graus, porém, recursos levaram o caso ao STF. O relator da ação foi o ministro Luís Roberto Barroso. Para ele, o exame técnico produzido nos autos, os peritos, membros da Câmara Técnica sobre Cirurgia Bariátrica e Síndrome Metabólica do CFM, concluíram que o procedimento é seguro e eficiente tanto para o tratamento de obesidade mórbida, quanto de diabetes tipo 2.

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O POPULAR

Coletivo - Pré-candidato a deputado federal, o ginecologista Rui Gilberto Ferreira (PDT) quer mandato compartilhado. Acertou o que tomará as decisões da área da saúde em conjunto com entidades como o CRM.

A REDAÇÃO

Hospital de Santa Helena é 1º lugar em transparência em unidades estaduais

O Hospital Estadual de Santa Helena de Goiás Dr. Albanir Faleiros Machado (Herso) conquistou, por meio do site do Instituto de Planejamento e Gestão de Serviços Especializados (IPGSE), a melhor posição entre os hospitais estaduais no Ranking de Transparência dos Contratos de Gestão do Estado, elaborado pela Controladoria Geral do Estado e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
 
Essa foi a primeira avaliação do ano de 2022. Nela, o Herso registrou 79,5% da média de conformidade e transparência alcançadas na análise da página de acesso à informação da organização social. No ranking geral das instituições contratadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Herso aparece ao lado da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e do Centro Estadual de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeq).
 
Para alcançar esse resultado, o diretor-presidente do IPGSE, Eduardo Ribeiro, explica que a divulgação constante de dados e documentos relacionados à gestão do hospital é prioridade. “Publicamos os relatórios mensais elaborados em conformidade com a lei. Tudo para atender à publicidade, princípio constitucional que rege os contratos do Poder Público”, afirmou.
 
A avaliação feita pelo TCE e pela CGE leva em consideração as páginas de acesso à informação do órgão supervisor (contratante) e da organização social. Considerando a pontuação obtida pela Secretaria, que foi de 65,22 pontos, e a obtida pelo IPGSE, com 88,5 pontos, a média final ficou em 79,5 pontos.

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O HOJE

Com um mês de campanha, apenas 14% das crianças já se vacinaram contra Sarampo e Influenza

Com apenas 14,02% das crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade vacinadas contra a Sarampo e 11,7% contra Influenza, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) alerta pais ou responsáveis sobre a importância da imunização.

A pasta reforça que a Campanha de Vacinação está aberta há mais de um mês e segue até o dia 6 de junho em postos de saúde de todos os municípios do Estado. “Vacina é proteção, é segurança. Vacina salva vidas”, destaca o secretário de saúde, Sandro Rodrigues.

Ele aproveita para reforçar que os imunizantes “já foram estudados, avaliados e validados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)” e que eles previnem a ocorrência de casos graves das doenças.

A meta da Campanha Nacional de Vacinação é imunizar 425.748 crianças em todo o país, porém, até a última sexta-feira (06), somente 62.834 delas receberam as doses contra a Sarampo e 52.546 para a Influenza.

“Quando há elevados índices de vacinação, o vírus encontra dificuldade de circular e, aos poucos, vai desaparecendo”, incentiva a Diretora do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), a médica infectologista Mônica Ribeiro Costa.

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PORTAL G1

Entenda a nova cepa da dengue mais disseminada no mundo que contaminou morador de Aparecida de Goiânia

Ela não está ligada à grande quantidade de casos registrados em Goiás. Linhagem pode causar sintomas mais graves da doença.

O tipo de vírus da dengue identificado pela primeira vez no Brasil faz parte de uma das linhagens existentes de um dos sorotipos da doença. Ela é mais transmissível e pode causar sintomas mais graves.

O vírus da dengue possuiu quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4. Cada um deles pode ser dividido em vários genótipos, ou linhagens. O genótipo cosmopolita é uma das seis linhagens do sorotipo 2. Ele foi identificado em um morador de 57 anos de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

A cosmopolita já foi registrada em países da Ásia, Pacífico, Oriente Médio e África. Na América do Sul, houve apenas um registro até então: no Peru em 2020.

"O sorotipo 2 tem um potencial maior de causar formas graves da dengue. Ela pode fazer com que o organismo da pessoa tenha uma doença mais exacerbada, principalmente com diminuição de plaquetas. A pessoa pode ter derrame pleural no pulmão de uma forma mais exacerbada. São sintomas que já são conhecidos da dengue, mas potencializados”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim.

A identificação do caso foi realizada em fevereiro em uma amostra referente a um caso ocorrido no final de novembro. O registro foi em um estudo entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás (Lacen-GO).

Apesar da nova linhagem, as autoridades em Saúde afirmaram que a nova linhagem não tem relação com o grande número de casos de dengue registrados no Estado.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, a possibilidade de associação entre a linhagem cosmopolita e o aumento de casos no estado goiano é descartada, até o momento, com base no sequenciamento genético de amostras feito em Goiás.

Dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), divulgado no último dia 29, mostram que a incidência da dengue em Goiás é cinco vezes maior do que a média em todo o Brasil, que é de 254 diagnósticos para cada grupo do mesmo número de pessoas.

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AGÊNCIA ESTADO

SP investiga casos suspeitos de hepatite; 2 crianças estão internadas

Os registros em apuração foram na capital paulista e nos municípios de São José dos Campos e Fernandópolis. Autoridades dizem que a Vigilância está em alerta

JOÃO KER

ÍTALO COSME

O Ministério da Saúde monitora pelo menos 16 casos suspeitos de hepatite infantil misteriosa no Brasil, segundo informou o governo ontem. Conforme a pasta, os pacientes são monitorados nos Estados de São Paulo (6), Rio (5), Paraná (2), Espírito Santo (1), Santa Catarina (1) e Pernambuco (1).

A Secretaria da Saúde paulista reporta um caso suspeito a mais: sete. O mesmo ocorre no Espírito Santo, com dois casos.

Há confirmação da doença, cuja origem ainda é desconhecida, em mais de 20 países. Esse tipo específico da hepatite infantil, em 10% dos doentes, pode exigir transplante de fígado e até matar. Em São Paulo, os registros foram na capital paulista e nos municípios de São José dos Campos e Fernandópolis.

Todos são crianças, dois estão internados, e os demais "evoluem bem", de acordo com o órgão estadual.

O Rio de Janeiro, segundo Estado com mais ocorrências, investigava ontem seis pacientes suspeitos que variam dos 2 meses aos 8 anos de idade. A contagem do órgão estadual considera um paciente a mais do que a do Ministério da Saúde.

A maior concentração dos casos está na capital (três casos), enquanto os outros foram registrados em Araruama, Niterói e Maricá, onde um bebê de 8 meses morreu e tem caso em análise pelas autoridades, que ainda tentam estabelecer a causa do óbito.

"Estamos acompanhando a evolução da doença no mundo e monitorando com as Vigilâncias municipais os registros de casos suspeitos no Estado. O alerta é justamente para que esses pacientes possam ser acompanhados e monitorados de forma correta", afirmou o Alexandre Chieppe, secretário estadual de Saúde, que também pediu atenção de pais e responsáveis aos sintomas.

"Se houver qualquer suspeita, as crianças devem ser imediatamente levadas a um serviço de saúde para que possam ser diagnosticadas e tratadas." No Paraná, três casos suspeitos da doença foram acompanhados nos últimos dias pelas autoridades de saúde e pela Vigilância, sendo um já descartado.

Os outros dois pacientes são meninos entre 8 e 12 anos, em observação. A Secretaria da Saúde do Paraná, afirmou, em nota que tem "organizado o fluxo de vigilância e o apoio laboratorial", assim como "capacitado os serviços de saúde sobre a doença". A pasta também emitiu nota técnica sobre os sintomas e orientou a rede de vigilância epidemiológica.

Em Itajaí, no interior de Santa Catarina, uma criança de 7 anos está em observação desde que deu entrada no Hospital Pequeno Anjo. Ela apresentou quadro de hepatite aguda (inflamação do fígado), icterícia (pele e olhos amarelados), náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, além de aumento das transaminases (enzimas hepáticas). Após o atendimento, recebeu alta hospitalar e segue em acompanhamento ambulatorial.

Ainda não há caso confirmado da nova hepatite aguda e "misteriosa" no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença já foi registrada em mais de 300 pessoas no mundo.

ESTUDOS. Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade Brasileira Pediatria, Marco Aurélio Sáfadi lamenta o cenário de incertezas.

Porém, o especialista cita algumas convicções a partir de estudos e escritos britânicos.

Conforme as anotações dos ingleses, diz Sáfadi, de 5% a 10% dos casos já reportados evoluíram para hepatite fulminante, quando o recurso terapêutico necessário é o transplante de fígado. Além disso, 75% dos doentes têm idade inferior aos 5 anos. E, assim, descartase a possibilidade de relação com a vacina contra a covid19, uma vez que não há vacina para esta faixa etária. Parte dos 25% também não estava vacinada contra a covid. "Os casos não têm relação um com o outro, não ocorrem surtos dentro de uma escola ou família, e ocorreram em diversos países", destaca.

Sáfadi diz que é preciso ter cautela. "É tudo muito preliminar, não há dados se eram crianças infectadas pela covid."

Saiba mais

Cuidados

Os sintomas dessa hepatite aguda são em sua maioria gastrointestinais e incluem dor abdominal, diarreia, vômitos e aumento dos níveis de enzimas hepáticas, além de icterícia (pele e/ou olhos com cor amarelada) e ausência de febre. Como a origem da doença ainda é desconhecida, o tratamento por enquanto se restringe a aliviar os sintomas, manejar e estabilizar o paciente, se o caso for grave.

Embora a síndrome atinja pacientes de até 16 anos de idade, a maioria dos casos está na faixa de 2 a 5 anos, conforme os primeiros relatos. O quadro das crianças europeias é de infecção aguda e a maior parte delas não havia se vacinado contra o coronavírus, o que descarta a princípio algum tipo de relação entre a doença e a imunização.

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 09 Maio 2022 15:55

CLIPPING AHPACEG 07 A 09/05/22

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Advogada grávida de gêmeas morre com suspeita de dengue; bebês também morrem

HDT abre processo seletivo com salários de até R$ 4.190 em Goiânia

Brasil tem média de 89 mortes diárias por covid-19

Farmácia que vendia medicamentos roubados é alvo de operação

PORTAL G1

Advogada grávida de gêmeas morre com suspeita de dengue; bebês também morrem

Nathany Sanches Batista, de 33 anos, foi levada a hospital em Goiânia, mas não resistiu. Nas redes sociais, ela e o marido já haviam divulgado que as nenéns se chamariam Isabela e Gabriela.

Por Vanessa Martins, g1 Goiás

A advogada Nathany Sanches Batista, de 33 anos, e as gêmeas que ela estava gestando, Isabela e Gabriela, morreram após uma internação em hospital de Goiânia. Moradora de Silvânia, no sudeste de Goiás, ela era presidente da Comissão da Mulher Advogada na subseção da cidade da Ordem dos Adgvogados do Brasil (OAB).

Nathany morreu na sexta-feira (6). Segundo as primeiras informações, ela estava com suspeita de dengue e teve que ser internada às pressas. De acordo com informações da OAB em Silvânia, também há suspeita de um quadro de infecção.

O g1 entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Silvânia por mensagem às 9h42 desta segunda-feira (9), por e-mail às 10h08 e aguarda retorno sobre o caso. A reportagem também fez ligações neste intervaço de tempo, mas nenhuma delas foi atendida.

A OAB-GO publicou uma mensagem de luto pela morte da advogada. A nota manifestou “condolências pela morte da colega e estimada advogada, rogando a Deus que possa prover o conforto à família e amigos neste momento tão difícil”.

Nas redes sociais, o marido de Nathany, Anderson Gonçalves Teixeira, publicou imagens e mensagens expressando a dor pela perda da esposa e das filhas.

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A REDAÇÃO

HDT abre processo seletivo com salários de até R$ 4.190 em Goiânia

Começa nesta segunda-feira (9/5) o período de inscrições para o processo seletivo do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), em Goiânia. São sete áreas diferentes contempladas, com os salários que variam entre R$ 1.454 e R$ 4.190. As inscrições podem ser feitas até esta quarta-feira (11/5). 

Os cargos são para Analista da Qualidade, Analista de Desenvolvimento, Analista de Gestão de Pessoas, Auxiliar de Gestão de Pessoas, Farmacêutico, Nutricionista e Técnico de Tecnologia da Informação. Todas as áreas têm chances de convocação imediata. 

Não há custo para as inscrições, que devem ser realizadas de forma presencial, das 8h às 14h, no HDT, localizado na Alameda do Contorno, Jardim Bela Vista. 

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AGÊNCIA ESTADO

Brasil tem média de 89 mortes diárias por covid-19

O Brasil está com uma média de 89 mortes diárias por covid-19. Chamada de "média móvel", a taxa é calculada a partir dos dados dos últimos sete dias para evitar distorções nos fins de semana e feriados, quando ocorre redução na avaliação dos testes. Ao todo, o País chegou a 664.189 mortes e 30.559.799 casos positivos do coronavírus, segundo dados divulgados no domingo (8/5).

Em 24 horas, foram registrados 10 óbitos e 6.062 casos da doença, porém apenas 18 das 27 unidades federativas enviaram dados atualizados. A média móvel é de 15.723 novos testes positivos por dia. Os dados das últimas 24 horas não incluem Acre, Distrito Federal, Amapá, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima, Rondônia e Tocantins. 

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DIÁRIO DA MANHÃ

Farmácia que vendia medicamentos roubados é alvo de operação

Os medicamentos apreendidos estão avaliados em aproximadamente R$3 milhões

Policiais Civis da Delegacia de Valentim Gentil/SP com o apoio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas de Goiás (DECAR/GO) deflagrou na última sexta-feira, 06, a Operação Fármaco para cumprir mandado de busca e apreensão em uma farmácia de Aparecida de Goiânia.

Conforme as investigações, o estabelecimento vendia medicamentos que foram roubados nos Estados de São Paulo e Paraná. No local, os policiais localizaram parte da carga que havia sido roubada e obtiveram informações de que haviam mais medicamentos roubados em outras farmácias da mesma rede. A equipe foi até os estabelecimentos e encontraram mais uma parte dos medicamentos roubados.

“As cargas de medicamentos foram roubadas durante o trajeto para o destino final, sendo que tais roubos ocorreram um no mês de dezembro de 2021, na rodovia estadual próxima à cidade de São Carlos e o outro roubo no mês de março de 2022 na rodovia federal de Campina Grande do Sul/PR, ambas avaliadas em aproximadamente R$3 milhões de reais, afirma a polícia.

De acordo com a corporação, os medicamentos encontrados foram apreendidos e dois proprietários da rede de farmácias foram autuados em flagrante por receptação qualificada. Eles foram encaminhados à carceragem da Central de Polícia Judiciária à disposição da justiça.

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Assessoria de Comunicação

HOSPITAL ACIDENTADOS

Dos dias 12 a 20 de maio, os associados Hospital de Acidentados e CRD - Medicina Diagnóstica vão promover seu 1º Workshop de Enfermagem. O evento, que faz parte das comemorações da Semana da Enfermagem, visa a atualização de conhecimento dos profissionais da área e a programação inclui movimentações recreativas e palestras sobre esse universo que compõe as técnicas assistenciais e de humanização do atendimento.

No dia 12 de maio, o workshop será aberto também ao público externo. Nesta data, será realizada uma palestra online, com transmissão pelo Youtube. As palestrantes serão Danielle Perdigão e Giseli Carvalho. No dia 19, também terá uma webconferência transmitida pelo Youtube com Gisele Alves e Christiano Quinan.

Para conferir, basta acessar o QR Code e não se esquecer de se inscrever no canal do Hospital de Acidentados e ativar o sininho para as atualizações de notificação.


Sexta, 06 Maio 2022 07:48

CLIPPING AHPACEG 06/05/22

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Saúde de Aparecida autoriza gastos milionários sem contratos

Goiás tem o primeiro registro da cepa da dengue mais disseminada no mundo

Por que os planos de saúde sobem como nunca?

Planos de saúde: Com tecnologia e estratégia regional, operadoras voltam a vender contratos individuais

Hospital Unimed Poços destaca-se em Segurança do Paciente e é convidado a aderir a movimento internacional

Senado vai destruir com marreta e furadeira HD da CPI da Covid

Médico acusado de deformar rostos tem registro suspenso

Goiás tem cinco vezes mais casos de dengue por 100 mil habitantes que a média nacional

Ministério lança programa sobre segurança no trabalho

Mortes por Covid podem ser três vezes maior que o número oficial

Prefeitura de Goiânia libera agendamento de consultas pelo WhatsApp

Covid-19: Goiás registra 1,4 mil novos casos e 25 mortes em um dia

Após não renovar contrato por aumento de 30% no preço, prefeitura normaliza fornecimento de insulina

Bruno Peixoto defende proteção da tireoide contra radiação durante realização de exames

DIÁRIO DA MANHÃ

Saúde de Aparecida autoriza gastos milionários sem contratos

Secretário expediu ofício para a Sociedade Israelita Brasileira autorizando contratação de diversos serviços sem ter assinado contrato formal com a administração pública. TCM foi oficiado do ato

A Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia autorizou a Sociedade Israelita Brasileira, entidade mantenedora do Hospital Albert Einstein, a “adotar providências para contratação dos bens e serviços” visando assumir a gestão do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP). A autorização para os gastos é baseada em um “Termo de Colaboração”.

Em ofício endereçado ao presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira, Sidney Klajner, o secretário da Saúde de Aparecida de Goiânia, Alessandro Magalhães frisou que com base no “Termo de Colaboração”, a entidade ficava autorizada a fazer contratações de serviços como consultoria de recrutamento e seleção, admissões digitais, atestado de saúde ocupacional, colaboradores e lideranças, confecção de crachás, treinamento de Normas Técnicas, compra de materiais e insumos para treinamento, equipamentos de laboratórios e outros gastos.

A autorização foi denunciada no Tribunal de Contas dos Municípios porque ainda não há contrato de gestão assinado com a Sociedade Israelita. “O curioso é que o ofício do secretário lembra que devem ser observados critérios de legalidade, mesmo não havendo um instrumento legal de contrato de gestão entre a administração pública e a entidade privada”, observou um técnico do TCM.

Um procedimento aberto no TCM tendo como relator o conselheiro Sérgio Cardoso requereu informações da SMS de Aparecida de Goiânia por suspeitas de direcionamento para a Sociedade Israelita Brasileira no chamamento para gestão do HMAP. “Ainda não há contrato assinado e essa autorização pode ser apresentada como afronta ao Tribunal de Contas e um absurdo exemplo de improbidade administrativa por parte da administração pública. É igualmente preocupante a desídia da entidade mantenedora do Albert Einstein em se prestar a efetuar gastos sem a garantia de um contrato público”, frisou outro técnico do TCM.

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PORTAL 6 ANÁPOLIS

Goiás tem o primeiro registro da cepa da dengue mais disseminada no mundo

Para Fiocruz, chegada dessa cepa ao Brasil preocupa porque existe a possibilidade de ela se espalhar de forma mais eficiente do que a linhagem que atualmente circula no país Pesquisadores detectaram, pela primeira vez, o genótipo cosmopolita do sorotipo 2 do vírus da dengue no Brasil. A linhagem, que é a mais disseminada no mundo e está presente na Ásia, no Oriente Médio e na África, nunca havia sido encontrada no território brasileiro. O genótipo foi identificado em Aparecida de Goiânia.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (05) no portal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A detecção do genótipo da dengue foi liderada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás (Lacen-GO) e ocorreu em fevereiro a partir de uma amostra de um caso de dengue do final de novembro do ano passado.

De acordo com a Fiocruz, para os pesquisadores, a chegada dessa cepa ao Brasil preocupa, porque existe a possibilidade de ela se disseminar de forma mais eficiente do que a linhagem asiático-americana, também conhecida como genótipo 3 do sorotipo 2, que atualmente circula no país.

A linhagem, no entanto, de acordo com a equipe, não é a responsável pelo surto de dengue em Goiás e tudo indica que ela foi identificada rapidamente, o que pode ajudar no controle dessa cepa.

Origem

O achado representa o segundo registro oficial desse genótipo nas Américas, após um surto no Peru, em 2019. As análises feitas no Brasil mostram que a linhagem encontrada é semelhante a dois microrganismos isolados durante o surto registrado na província de Madre de Dios, no Peru.

Porém, ainda não é possível dizer que o genótipo cosmopolita foi introduzido no Brasil a partir do país vizinho. A suspeita é que tenha chegado a partir da Ásia, por meio de viagens intercontinentais.

Segundo a Fiocruz, as secretarias municipal e estadual de Saúde e o Ministério da Saúde foram comunicados. Os pesquisadores publicaram um artigo na plataforma de pré-print medRxiv.

Os pesquisadores ressaltam que entre as principais ações para conter a disseminação da dengue está a eliminação de depósitos de água parada, que podem se tornar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Além das ações de combate à dengue, os pesquisadores enfatizam a importância de intensificar a vigilância genômica do agravo para mapear a possível circulação da linhagem cosmopolita e compreender melhor as rotas de introdução do vírus no país.

Vigilância

A identificação do genótipo cosmopolita do vírus da dengue foi realizada a partir de um projeto de vigilância genômica de arbovírus em tempo real, liderado pelo Laboratório de Flavivírus do IOC/Fiocruz.

Na iniciativa, os pesquisadores se deslocam para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública dos estados (Lacens) e realizam a decodificação de genomas com equipamentos portáteis para sequenciamento genético.

Desde 2020, o trabalho contempla também a vigilância genômica do Sars-CoV-2, causador da covid-19, recebendo o nome de VigECoV-2.

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O GLOBO

Por que os planos de saúde sobem como nunca?

Praticamente nenhum setor escapa dos aumentos que se refletem na inflação. De acordo com o IBGE, oito de cada 10 itens pesquisados para a formação do índice oficial apresentaram aumento em abril. Só que partir desse mês um poderoso componente começa a entrar nessa conta. Os novos valores dos preços dos planos de saúde empresariais estão sendo anunciados. E sobem como nunca. A Associação Brasileira de Planos de Saúde e da Federação Nacional de Saúde Suplementar calculam em cerca de 16% o reajuste médio. Se a previsão se confirmar, será o maior aumento da história. Isso ocorre após um grande alívio nas despesas das operadoras durante a pandemia. Os planos individuais e familiares, os únicos que tem os valores regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e que representam a menor fatia do mercado, chegaram a ter um reajuste negativo. Agora, também devem subir às alturas, seguindo a mesma tendência dos planos coletivos. E daí, em qualquer segmento, sobram poucas opções para os contratantes. Uma é a portabilidade. A outra é buscar orientação e, se for o caso, entrar na Justiça. No Ao Ponto desta sexta-feira a editora da seção Defesa do Consumidor do GLOBO, Luciana Casemiro, e o advogado Rafael Robba, especialista em direto à saúde do escritório Vilhena Silva explicam quais são os reajustes esperados nos diferentes planos de saúde e até que ponto há margem para negociação. Eles também avaliam quando a portabilidade ou as ações judiciais passam a ser boas alternativas para fugir de reajustes abusivos.

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Planos de saúde: Com tecnologia e estratégia regional, operadoras voltam a vender contratos individuais

RIO - Os planos de saúde individuais estão voltando às prateleiras das operadoras. Esse tipo de contrato, cuja oferta vinha minguando há mais de uma década, deixando consumidores sem opções sobretudo nos grandes centros, surge agora com nova roupagem, oferecido tanto por empresas recém-chegadas ao mercado que usam a tecnologia para baixar custos, como por operadoras tradicionais que oferecem sua rede regional para a assistência a planos individuais.

Em 2021, havia 3.988 planos individuais à venda, o maior número em cinco anos, 125 contratos a mais que no ano anterior, que tinha sido de tímida expansão. Hoje, mais de 80% dos planos de saúde são empresariais ou coletivos.

O UnitedHealth Group avalia retomar a venda de planos individuais por operadoras do grupo, como a Ana Costa, em Santos, e a Santa Helena, em São Paulo. Ambas têm operação baseada em hospitais próprios. É o mesmo modelo da Sobam, da UnitedHealth, sediada em Jundiaí, que oferece plano individual na região.

O UnitedHealth é dono da Amil e tentou vender a carteira de 340 mil planos individuais e familiares da operadora a um grupo de investidores, em operação vetada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A oferta de contratos individuais por operadoras regionais do grupo seria, segundo fontes, um ensaio para retomar a venda de planos pela Amil, que é sua marca líder.

Gestão da saúde

Outras grandes empresas, dizem fontes, estão estruturando a oferta de planos individuais. Entre elas, estaria a NotreDame Intermédica. Procurada, a empresa afirma que já vende planos individuais em alguns locais estratégicos, sem dizer quais são, mas admite que o estudo da venda desses produtos em outras cidades faz parte do plano constante de expansão, sem citar prazos nem regiões prioritárias.

Marcos Novais, superintendente da Abramge, associação que reúne operadoras de medicina de grupo, diz que o crescimento na oferta de planos individuais tem sido impulsionado por novas empresas, com uso intensivo de tecnologia. São operações que, segundo ele, têm como característica o "acompanhamento 360 graus" dos usuários:

- São empresas que trabalham de forma integrada com a rede, com dados e protocolos. Ou então têm um modelo verticalizado, de rede própria (quando a operadora do plano de saúde é também dona dos hospitais e clínicas). A principal característica é a gestão de saúde, que traz bons resultados para o consumidor e para as contas da empresa, reduzindo eventos graves, como internação, que são os mais caros.

A gestão de saúde envolve medicina preventiva, atendimento primário e acompanhamento mais próximo de pacientes crônicos, reduzindo custos de atendimentos de emergência ou ocorrência de casos mais graves. Novais vê essa mudança no setor refletida no número de operadoras associadas à entidade, com 40 novos participantes desde o início da pandemia.

Outra característica dos planos individuais nas prateleiras é a regionalização. Esse é o modelo adotado pela operadora Alice, que começou a funcionar há cerca de dois anos e tem dez mil beneficiários, todos paulistanos, dois centros de atendimento primário, com consultas e pequenos procedimentos, uma rede com 12 hospitais, 200 laboratórios, mais de 150 especialistas conveniados e 700 funcionários.

A perspectiva é de crescimento, com foco nos 12,3 milhões de moradores da cidade de São Paulo, onde ela identifica baixa oferta de planos individuais.

- Nossa meta é crescer na cidade, ampliar a oferta de tipos de produtos e a cobertura dentro de São Paulo, para atender a quem mora em diferentes regiões. Hoje, 84% dos eventos de saúde da Alice são atendidos na operação de rede própria, e a maior parte é feita virtualmente. A rede enxuta de parceiros permite integração profunda, com a possibilidade de desenvolver uma saúde baseada em valor e a integração de dados - diz Guilherme Azevedo, co-fundador e chief Health Officer da Alice.

Chat e monitoramento

Tecnologia de informação e teleatendimento estão entre os pilares da nova geração de planos individuais. A Alice, por exemplo, nasceu da parceria de Azevedo, que vinha de uma década no Dr. Consulta, com André Florance e Matheus Moraes, egressos da 99. A empresa que captou US$ 175 milhões em três rodadas de investimento, desenvolveu em casa chat, protocolos de atendimento e de gerenciamento das tarefas da equipe de monitoramento do usuário.

É uma empresa de "tecnologia raiz", diz Azevedo. Segundo ele, isso permitiu que, em 20 meses, o preço de entrada dos planos ao público-alvo médio (profissionais liberais na faixa etária dos 30 anos) caísse de R$ 900 para R$ 580.

Preço de entrada é mais alto

O paulista Ricardo Queiroz, de 30 anos, diretor geral da Campus Party, já tinha tido plano de saúde individual e coletivo por adesão e estava sem cobertura em 2020, auge da pandemia, quando decidiu voltar à saúde suplementar.

- Tinha claro que queria um plano individual, quando achei um plano com o perfil digital fez sentido pra mim. O custo foi mais alto do que pagava no coletivo, mas ter um time de saúde que me acompanha fez muita diferença, principalmente quando tive Covid e fiquei internado em dezembro de 2020. A facilidade de falar com os profissionais, por um clique no celular, por exemplo, me levou a parar com automedicação e consultar para eventos que antes eu deixaria para lá. Além disso, ao contratar um plano individual, acabei com o risco de percentuais de reajustes abusivos - conta Queiroz, que é cliente da operadora Alice.

Tradicionalmente, os preços de entrada dos planos individuais são mais altos dos que os dos contratos de adesão e empresariais. No entanto, os reajustes anuais são limitados pela ANS, o que pode significar em alguns casos que, ao longo do tempo, os valores dos contratos coletivos possam até superar a mensalidade dos individuais.

Na média, uma pessoa com 59 anos ou mais, paga por um plano individual R$ 1.702. No plano por adesão, o valor médio é de R$ 1.473. Num contrato empresarial, de R$ 1.510.

- Plano individual esbarra estruturalmente no problema do pool (não há um grupo de consumidores por trás compartilhando um risco coletivo). Mas é um mercado regulado, com reajuste limitado, significa que seus preços e lucros são regulados, o que leva as empresas a imporem valor de entrada mais alto - explica o economista Carlos Ocké-Reis, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Para o professor Walter Cintra Ferreira Junior, da FGV EAESP, a tecnologia racionaliza o uso e pode conter custos:

- A telemedicina é determinante. Só não podemos aceitar, a pretexto da volta dos planos individuais, o aumento da segmentação (cobertura mais restrita, excluindo procedimentos de complexidade, como quimio e cirurgias), o que é arapuca, pois significa que, quando o consumidor mais precisa, terá de ir ao SUS.

Coordenadora do programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete, diz que há uma demanda reprimida do consumidor brasileiro por planos individuais:

- Apesar de o número não ser grande, mostra reversão de tendência. Os dados são suficientes para que o regulador olhe o mercado e comprove que não há problema com o modelo do plano individual, mas com a forma que ele é gerido.

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JORNAL MANTIQUEIRA

Hospital Unimed Poços destaca-se em Segurança do Paciente e é convidado a aderir a movimento internacional

Poços de Caldas, MG - Os esforços do Hospital Unimed Poços na implantação da cultura de segurança do paciente têm apresentado excelentes resultados e projetado a instituição internacionalmente. Durante o Simpósio de Segurança e Experiência do Paciente, realizado no dia 28 de abril, o Hospital foi convidado a integrar a Patient Safety Movement Foundation - PSMF (Fundação do Movimento pela Segurança do Paciente). O convite foi feito pelo CEO do movimento, o médico americano Michael Ramsay, presidente Emérito do Departamento de Anestesiologia e Tratamento da Dor do Baylor University Medical Center em Dallas, Texas. O PSMF reúne organizações do mundo inteiro que se comprometem a trabalhar para atingir "Zero" eventos adversos evitáveis em instituições de saúde até 2030.

"Ao aceitar este convite, o Hospital Unimed Poços mostrará ao mundo a importância que dá à qualidade e segurança dos seus pacientes e como seu time está comprometido com esses valores", destacou o médico Salvador Gullo, CEO da plataforma Safety4Me, que trouxe o convite. "Hoje, no Brasil, apenas o Hospital Ernesto Dornelles, de Porto Alegre (RS) integra o movimento. No mundo são 56 hospitais, além de uma ampla rede de instituições parceiras e apoiadoras".

Para o médico Odilon Trefiglio Neto, presidente da Unimed Poços, a indicação tem um enorme significado. "É um reconhecimento à equipe da Unimed Poços e a certeza de que estamos no caminho certo para oferecer cada vez mais atendimento de excelência - humano, com qualidade e segurança - aos nossos pacientes".

Sobre a Patient Safety Movement Foundation

A Patient Safety Movement Foundation (PSMF) é uma organização global sem fins lucrativos, fundada em 2012, nos Estados Unidos. O movimento une pacientes, advogados, provedores de saúde, empresas de tecnologia médica, governo, empregadores e pagadores privados em apoio à causa, e tem mais de 30 sedes regionais em todo o mundo e parcerias com organizações globais como a World Federation of Societies of Anaesthesiologists (WFSA), European Society of Anaesthesiology (ESA), Global Sepsis Alliance (GSA), o Taiwan Patient Safety Culture Club, Sistema Español de Notificación en Seguridad en Anestesia y Reanimación (SENSAR), Edna Adan University Hospital e o AC Camargo Cancer Center.

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O ESTADO DE S.PAULO

Senado vai destruir com marreta e furadeira HD da CPI da Covid

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mandou servidores destruírem com marretas e furadeiras um HD externo que armazena documentos sigilosos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Ele acatou uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Não há registros recentes de descartes de acervos de investigações do Congresso.

Entre abril e outubro do ano passado, a CPI apurou as ações e omissões do Palácio do Planalto e do Ministério da Saúde, pasta então comandada pelo general Eduardo Pazuello, na pandemia que matou 664 mil brasileiros. "Estou aqui há 11 anos e (a destruição ) é inédita", afirmou Leandro Cunha Bueno, coordenador de Comissões Especiais Temporárias e Parlamentares de Inquérito da Casa.

A destruição do HD está prevista para a tarde de hoje em uma sala fechada do Senado. Os dados e as informações que serão destruídos envolvem a empresa OPT Incorporadora Imobiliária e Administração de Bens Próprios Ltda. e o site Brasil Paralelo, apoiador do governo Bolsonaro. Nenhuma das duas empresas foi citada no relatório final da CPI da Covid e seus representantes podem participar do ato.

Por ser uma prática que nunca ocorreu, ao menos na última década no Senado, os servidores precisaram "desenhar um método" para garantir a destruição do material, relatou Cunha Bueno. A Polícia Federal e a Secretaria de Tecnologia da Informação do Senado (Prodasen) foram consultados. "Todo o ato de destruição será filmado para evitar questionamento futuro", afirmou. "As imagens serão mantidas sob sigilo."

Tanto o Senado quanto a Câmara guardam acervos das CPIs instaladas no Congresso desde os anos 1950, quando a

capital era no Rio. Leigos e pesquisadores sempre tiveram acesso irrestrito a relatórios e papéis acumulados nas investigações de parlamentares.

Os documentos que Pacheco irá destruir estão guardados em um HD na sala-cofre do Senado. Com a extinção da CPI, segundo a Casa Legislativa, a decisão sobre documentos passa a ser de competência do presidente do Senado. "Oficie-se à Presidência do Senado Federal para que proceda à imediata destruição dos documentos, dados e informações", determinou Gilmar Mendes, em duas decisões no dia 17 de fevereiro, às quais o Estadão teve acesso.

FUNDAMENTO. Em ambas, o ministro se baseou em uma lei de 1996 que regulou um trecho da Constituição. Segundo a legislação, "a gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada".

A decisão do ministro foi tomada em dois mandados de segurança do site Brasil Paralelo e da OPT. O portal e a empresa tiveram as quebras de sigilo telefônico, fiscal, bancário e telemático aprovadas pela CPI da Covid. Na ocasião, os senadores Renan Calheiros (MDBAL), relator da CPI, e Humberto Costa (PT-PE), afirmaram que o Brasil Paralelo era suspeito disseminar fake news sobre saúde pública. Já a OPT, segundo Calheiros, tinha "grande correlação" com a Precisa Medicamentos, intermediadora da vacina Covaxin junto ao governo e investigada pela comissão.

O Estadão procurou as duas empresas, mas não obteve resposta. Ambas argumentaram ao STF que os dados são sigilosos e deveriam ser destruídos após o fim da CPI.

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JORNAL DE BRASÍLIA

Médico acusado de deformar rostos tem registro suspenso

A decisão foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) desta quinta-feira

Wesley Murakami, ou apenas "Dr. Murakami", é um médico que ficou conhecido por acusações de deformar o rosto de diversos pacientes, em Goiânia e no Distrito Federal, em 2018. Pelas denúncias, o Tribunal Superior de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina (CFM), decidiu, nesta quinta-feira, 05, suspender o registro profissional de Murkami por 30 dias.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) desta quinta-feira:

Depois de anos, Alexandre Garzon, 35 anos, conseguiu se olhar no espelho. Apesar de as marcas ainda estarem em seu rosto, elas não lhe causam mais dor, culpa ou raiva. Assim como ele, mais de 40 pacientes denunciam erros de um médico que atua em Brasília e em Goiânia (GO). Murakami promete mudar e melhorar a estética. Mas o que entrega são rostos tidos pelos pacientes como deformados e, em quase todos os casos, com inflamações e danos irreversíveis à aparência.

Passados seis anos, o empresário Alexandre consegue relatar como conheceu o trabalho do médico. Tudo começou em 2012, quando comprou dez sessões de carboxiterapia capilar - tratamento para crescer os fios - em um site de promoções. Ao chegar à clínica de Murakami, localizada no Taguatinga Shopping, outros procedimentos foram oferecidos a ele pelo médico. "Ele começou a ver problema na minha pele, no meu queixo, em todo meu rosto", conta Alexandre.

Envolvido na conversa do profissional, o homem confiou nos diagnósticos e resolveu fazer a bioplastia facial. "Eu sempre tive muita marca de espinha. Fiz laser, peeling, tudo para tratar. Mas mexer no meu rosto não era uma ideia que tinha passado pela minha cabeça. Ele era bom de lábia e pegou no meu ponto fraco. Disse que eu ia ficar muito bonito e ainda ia tirar as marcas de espinha", lembra.

Bioplastia

A promessa caiu como luva para Alexandre. Seduzido pelo possível resultado, o empresário não pesquisou como era feito o procedimento. Caso tivesse buscado mais informações, saberia que a bioplastia é caracterizada como um preenchimento com o PMMA - polimetil- metacrilato. Por ser um plástico, seus efeitos são irreversíveis e definitivos. Apenas dermatologistas ou cirurgiões plásticos podem prescrevê-lo. A recomendação é de que seja utilizado em casos específicos.

No dia seguinte à consulta, 11 de abril de 2014, Alexandre voltou ao consultório e fez a bioplastia. "Em nenhum momento ele me explicou que era irreversível. Pensei que era como um botox, que vai saindo com o tempo", argumenta.

Segundo o paciente, na mesma hora o rosto inchou e ficou deformado. Para ir embora, precisou de máscara para tapar a face. "Durante dois meses fui toda semana fazer consulta. Reclamava, questionava o meu rosto inchado, mas ele falava que ia diminuir, que estava inchado por conta do próprio procedimento. Quando percebi que não ia diminuir, procurei ajuda em outro médico", afirma.

Após os seis anos e tratamentos com corticoide para reparar o erro, o empresário reconhece que seu rosto nunca mais será o mesmo. O queixo e a mandíbula, que antes eram finos, agora seguem o padrão retangular. Para minimizar o efeito, Alexandre prefere deixar a barba crescer. Na pele, quando apertada, é possível sentir as bolas de plástico formadas pelo PMMA.

Justiça

Nesse tempo, além de pagar por procedimentos reparadores, o empresário entrou com uma ação na Justiça por danos morais e estéticos. Ele ganhou a causa, mas até hoje nunca recebeu os valores devidos por Murakami. "Na verdade, o dinheiro é muito pouco diante de tudo que passei. O que eu queria não era isso. Por muito tempo me fechei em casa, não saía, não queria mais viver. Eu não me aceitava e não reconhecia a minha identidade", desabafa.

"Conto tudo isso porque agora não me dói mais. Mas, na época, não conseguia tocar no assunto. Minha filha chegou a me perguntar o por que estava com o rosto grande. Foi muito difícil suportar os olhares. Tive que buscar um psicólogo, porque eu queria me matar. Wesley mudou a minha vida para pior", sentencia.

Gastos para reparação

Bruna (nome fictício), 25 anos, é atriz e trabalha com a sua imagem. Por isso, sempre teve a preocupação de estar bonita. Até bioplastia já havia feito. "Fiz com um dermatologista e tinha ficado ótimo, com um inchaço mínimo", avalia. No fim de 2016, ela conheceu Wesley Murakami. "Fui ao consultório dele para fazer outro tipo de tratamento, mas ele começou a fazer minha cabeça, apontando defeitos no meu rosto e o que podia melhorar", conta.

Curiosa com o tratamento, Bruna pesquisou sobre o médico e encontrou boas referências na internet, como as fotos em que ele divulga nas redes sociais. "Como já tinha feito o procedimento, achava que seria tranquilo. Fui confiante", relembra. "Durante a bioplastia, comecei a achar estranho. Ele estava aplicando muitas seringas. Acho que colocou umas 12, enquanto o outro médico usou só uma. Tentei ficar tranquila. Pensei que estava usando o PMMA em baixa concentração", completa.

Durante o procedimento, Bruna passou mal e foi "medicada" com água com açúcar. Ao final, a atriz estava curiosa em saber como estava o rosto. "Pedi para olhar no espelho. Quando vi, estava um monstro. Tive que sair de máscara, mas nem isso tampou o tamanho da minha mandíbula", relata.

Por já ter feito a bioplastia antes, logo nos dias seguintes ela percebeu que havia algo anormal e procurou a ajuda de outro médico. "O PMMA não sai, mas o outro médico me disse que era para ter calma, que tinha um tratamento com corticoide que diminuía. Também fui a Blumenau (SC) fazer uma cirurgia com um especialista. Gastei, ao todo, mais de R$ 30 mil para fazer raspagem no osso da mandíbula e diminuir o volume", contabiliza.

Bruna enfatiza que sua crítica não é em relação à bioplastia, mas a Wesley Murakami. "O procedimento pode ser bem feito. Acontece que ele é mau-caráter. Se importa apenas com o dinheiro e coloca muito produto. Não é normal ele ver que tem esse tanto de pessoas insatisfeitas e continuar fazendo. Só quero que ele pare", dispara a atriz.

Aceitar a nova identidade

Outra paciente, Camila (nome fictício), 37 anos, optou por não fazer mais nenhum procedimento estético desde que saiu com um novo rosto do escritório de Murakami em Goiânia. "Não tenho coragem de mexer em nada. Com o tempo melhorou um pouco, porque não está mais inflamado, mas ainda dói. Quando vou cumprimentar alguém e os rostos encostam, a maçã da minha bochecha dói a ponto de escorrer uma lágrima", descreve.

Após o trauma, ela encontrou coragem na religião e no apoio de familiares e de psicológicos. "Eu não estava me aceitando, não saía de casa. Quase cometi suicídio porque estava muito depressiva", revela. "Tem três meses que voltei com a minha rotina. Estou me aceitando mais com o novo rosto. Entendi que minha vida não podia parar, porque tenho dois filhos e tenho que estar presente na vida deles. Venci com apoio das pessoas que estão a minha volta", acrescenta.

"Eu estava horrorosa"

O sofrimento de Camila começou no início de 2017. Ela conheceu o trabalho de Murakami após uma colega de indicá-lo. "Marquei consulta e ele me disse que cobrava R$ 35 mil para a bioplastia de todo o rosto. O preço era muito alto e eu não conseguia pagar. Fui embora, mas no outro dia ele me mandou mensagem perguntando quanto eu conseguia pagar. Eu disse que tinha cerca de R$ 20 mil e ele falou que faria por esse preço", lembra.

No mesmo dia, ela voltou ao consultório para negociar os valores, mas foi atraída para fazer o procedimento logo. "Ele me deitou na maca, começou a aplicar anestesia e a injetar o PMMA. Comecei a sentir um incômodo, como se meu olho fosse sair. Mas ele disse que era normal. Comecei a tremer e me trouxeram um cobertor. Desmaiei duas vezes. Quando acordei, a assistente estava me trazendo água com açúcar. Ele insistia que era normal", recorda.

Ao final, Muramaki deu-lhe um espelho e mostrou o resultado. "Fiquei aterrorizada. Estava horrorosa", exclama. Camila retornou para casa e passou a trocar mensagens com o médico. Ela voltou ao consultório por mais duas vezes e teve de ouvir que o resultado não estava bom porque ela estava gorda. Quando se deu conta do problema que havia entrado, deixou de frequentar e falar com o médico. "Deixei de lado porque fui cuidar da minha saúde. A única coisa que quero é que ele pare, que não faça isso com mais ninguém. Ele já destruiu muitas vidas", desabafa.

Versão Oficial

A reportagem tentou, por diversas vezes, falar com Wesley Murakami. Apenas o advogado de defesa dele, André Bueno, atendeu às ligações. Segundo o advogado, existe uma única denúncia contra o médico em Goiânia. Bueno desconhece qualquer denúncia em Brasília. "Estive nesta semana com o delegado da 4ª Delegacia de Polícia de Goiânia. Fui buscar informações e me inteirar das acusações. Lá, existe apenas um boletim de ocorrência feito em julho, por uma paciente que se diz insatisfeita com o resultado da bioplastia", comenta. Segundo Bueno, o delegado ainda abriria um inquérito. "Levei registro médico, comprovante de endereço. Estou à disposição do delegado para que possamos solicitar fotografias e exames", assegura. Questionado se o cliente seria capacitado para realizar os procedimentos estéticos, o advogado alegou que a bioplastia e outros tratamentos oferecidos por Murakami não requerem especialização. "Doutor Wesley não é cirurgião. Ele é médico e para esses procedimentos não é necessário ter especialização. O importante é verificar que ele é capacitado como médico e que usa produtos permitidos por lei", conclui.

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PORTAL G1

Goiás tem cinco vezes mais casos de dengue por 100 mil habitantes que a média nacional

Os dados do MS foram divulgados na última sexta-feira (29). O mesmo estudo mostra que, entre janeiro e abril deste ano, Goiás registrou 98,4 mil casos de dengue.

A cada 100 mil moradores de Goiás, 1,3 mil têm ou tiveram dengue este ano, segundo boletim epidemiológico do Ministério da Sáude (MS). O órgão indica que essa incidência é cinco vezes maior do que a média em todo o Brasil, que é de 254 diagnósticos para cada grupo do mesmo número de pessoas. Anápolis, a 55 km de Goiânia, foi uma das cidades que identificou aumento expressivo da doença e deixou duas unidades de saúde exclusivamente para tratar pacientes com dengue.

Os dados do MS foram divulgados na última sexta-feira (29). O mesmo estudo mostra que, entre janeiro e abril deste ano, Goiás registrou 98,4 mil casos de dengue.

A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) informou que trabalha junto aos municípios - enviando produtos e orientações - para combater a doença.

Com base na situação mostrada pelo boletim epidemiológico do MS, o infectologista Marcelo Daher comentou que a melhor forma de lidar com maior número de pessoas com a doençaé diagnosticar rapidamente os casos e pensar em soluções para atender prontamente essas pessoas.

"Talvez tendas de hidratação, laboratórios de prontidão para fazer exames [ ] e atender esse paciente mais rapidamente com hemogramas, principalmente, e a sorologia", disse.

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ISTOÉ

Ministério lança programa sobre segurança no trabalho

O Ministério do Trabalho e Previdência lançou hoje (5) o Programa Trabalho Sustentável. Trata-se de um conjunto de orientações a trabalhadores e empregadores sobre a importância de cumprir as normas de proteção ao trabalho, especialmente as de saúde e segurança. A ideia do programa é promover a conduta empresarial responsável, o respeito aos direitos dos trabalhadores.

"É um processo de mudança cultural que se moderniza a cada dia, que não somente bate na porta das empresas para fazer a fiscalização, mas também se consolida como uma unidade de inteligência. Conseguiremos identificar setores problemáticos, chamar a sociedade civil e os representantes dos trabalhadores", afirmou o secretário-executivo do ministério, Bruno Dalcolmo, no lançamento do programa, em encontro online.

Para Dalcomo, as empresas precisam estar regularizadas e "ter a sensibilidade da importância de estarem alinhadas com o Marco Regulatório, de respeitarem sem ressalvas os direitos dos trabalhadores".

O programa traz quatro eixos de iniciativa: ações de diálogo setorial, capacitações, campanhas e soluções tecnológicas. Os participantes também conheceram os primeiros produtos do Programa Trabalho Sustentável voltados a empregadores, trabalhadores, bem como para toda a sociedade.

Os auditores-fiscais do Trabalho demonstraram a Ferramenta de Avaliação de Risco para o Programa de Gerenciamento de Risco no Trabalho Rural (PGRTR) (), o Sistema Ipê Trabalho Infantil e o Autodiagnóstico Trabalhista para a Conduta Empresarial Responsável, desenvolvidos em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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MEDICINA S/A

Mortes por Covid podem ser três vezes maior que o número oficial

Na situação global da pandemia da Covid-19, incluindo a variante Ômicron, existem 6,2 milhões de óbitos relatados, com 511 milhões de casos acumulados. Mas, de acordo com a diretora técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Covid-19, Maria Van Kerkhove, o número de mortes pela doença deve ser três vezes maior, devido à ausência de testes.

Segundo a epidemiologista, cada país está enfrentando uma situação diferente com a covid-19. Existem vários fatores para que isso aconteça. "Tem a ver com a estratégia passada e a atual, a epidemiologia atual e a circulação do vírus, os dados demográficos da população, os níveis de imunidade da população com vacinação, se há prevalência alta da imunização, entendendo a complexidade da imunidade, se ainda precisa muita pesquisa, o acesso a ferramentas que salvam vidas e a capacidade de se ajustar", enumerou Maria Van Kerkhove.

Segundo a diretora da OMS, um dos grandes problemas percebidos na pandemia foi a falta de confiança da ciência e do público. Outro entrave é a falta de vacinação completa nas populações acima de 60 anos de idade, percebida em muitos países, ou que ainda não tiveram nenhuma dose.

Na África do Sul, por exemplo, ela disse que a cada onda nova da covid-19, houve cobertura vacinal muito baixa. Já na Coreia do Sul, identificou-se alto nível de cobertura vacinal, seguindo uma estratégia de covid zero, que resultou na modernização do sistema de saúde pública e investimentos em recursos humanos.

Otimização

A epidemiologista criticou o fato de alguns países terem aberto mão das máscaras contra a covid-19, principalmente em locais fechados. Segundo Maria Van Kerkhove, há muita desinformação e politização, que diminuíram a eficácia dessas medidas. "Eu nunca tinha visto isso antes", disse, referindo-se a todas as suas experiências em surtos.

Ela mencionou também as políticas de desinformação em alguns países, que provocaram muitas mortes pela doença. Maria Van Kerkhove disse que a pandemia não acabou e o que é preciso fazer é otimizar as estratégias global e nacional, alguns objetivos principais: prevenir o diagnóstico, tratar a doença e reduzir a morbidade e a mortalidade, além de diminuir também a transmissão, o que inclui a proteção à exposição, principalmente dos mais vulneráveis, daqueles que não foram vacinados. É preciso, ainda, segundo a epidemiologista, reduzir o risco da emergência de variantes. "Focar em apenas uma (variante) gera um sentido de falsa segurança, porque não sabemos qual será o custo das variantes".

A expectativa da OMS é que o vírus vai continuar evoluindo. "Esperamos com uma severidade baixa, porque temos ferramentas e vacinação, imunização populacional aumentando", disse. Ela aposta que veremos surtos menores entre aqueles que não estão protegidos. "Teremos uma sazonalidade, porque é um patógeno respiratório", disse.

O pior cenário prevê uma variante mais transmissível e letal, em que será necessário fazer uma revisão grave das vacinas e impulsionar a vacinação nas populações mais vulneráveis, alerta. Há também um bom cenário, no qual as variantes são menos severas e apenas mantemos as proteções já existentes.

Maria Van Kerkhove disse que a OMS está se preparando ainda para um quarto cenário, que seria o surgimento de um vírus tão diferente que toda a população global estaria suscetível a ele. "A gestão do pós-covid será essencial nesse cenário".

Muitos estudos já estão relatando as consequências da covid-19, incluindo condições graves cerebrais, cardíacas e nos pulmões, disse.

Testagem

Maria Van Kerkhove citou entre as principais áreas foco da OMS a vigilância e as estratégias de testagem, que caíram drasticamente. "Isso é importante para prever o vírus. Nós precisamos garantir que isso seja mantido".

Em termos de vacinação, a meta da OMS é atingir 70% das populações de todos os países imunizados. E, dentro desses 70%, atingir 100% dos profissionais de saúde e indivíduos com comorbidades. "A cobertura vacinal está bem menor do que deveria ser em alguns países, principalmente na África", alertou.

A epidemiologista disse que com os avanços das vacinas contra a covid-19 que já temos, e o desenvolvimento das futuras vacinas para a doença, tem sido um triunfo científico. Uma das coisas boas que ela viu nessa pandemia foi a solidariedade global entre cientistas.

Segundo a diretora da OMS, foram distribuídas globalmente 11,7 bilhões de doses de vacinas, com 41 milhões de doses sendo administradas diariamente, mas só 59% das pessoas completaram a vacinação principal e só 13% nos países de baixa renda. "Trata-se de acesso, não de caridade", disse.

Maria Van Kerkhove disse que há muito trabalho a ser feito. E que é preciso criar sistemas para o futuro, com investimentos sustentáveis, porque ninguém está seguro até que todos estejam seguros. "E esses sistemas têm que ser eficientes localmente, para depois ganhar âmbito maior. A preparação para a pandemia não vai parar. E a testagem é o caminho para o futuro".

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A REDAÇÃO

Covid-19: Goiás registra 1,4 mil novos casos e 25 mortes em um dia

Goiás registrou 1.451 novos casos da covid-19 e 25 mortes em razão da doença nas últimas 24 horas, segundo dados da  Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) divulgados na tarde desta quinta-feira (5/5). Com as atualizações, o Estado chega a 1.335.636 casos e 26.501 óbitos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia.

Também segundo a SES-GO, Goiás soma 767.386 casos suspeitos em investigação para saber se há ligação com o novo coronavírus. Outros 321.551 já foram descartados.

Além dos 26.526 óbitos confirmados de covid-19 em Goiás até o momento, o que significa uma taxa de letalidade de 1,99%, há 321 óbitos suspeitos que estão em investigação.

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Prefeitura de Goiânia libera agendamento de consultas pelo WhatsApp

A Prefeitura de Goiânia ampliou o serviço de marcação de consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, moradores da capital podem fazer agendamento via WhatsApp. Os atendimentos são para clínico geral, ginecologista/obstetra e pediatra, além de especialidades que integram a chamada atenção primária à saúde. O serviço já está em funcionamento pelo número de WhatsApp (62) 3524-6305, das 7h às 19h. 

Se o morador precisar de encaminhamento a outras especialidades, será encaminhado após consulta na rede primária. "A oferta deste serviço tem como objetivo ampliar o acesso da população a consultas especializadas. WhatsApp é uma ferramenta utilizada pela grande maioria das pessoas. Ao disponibilizarmos consultas nesse formato, facilitamos o acesso à saúde pelo goianiense”, afirma o prefeito Rogério Cruz.

O secretário municipal de Saúde, Durval Pedroso, explica que pelo aplicativo, além de agendar consultas, também é possível obter informações sobre covid-19, como sintomas, pontos de vacinação e de testagem disponíveis diariamente pelos sete distritos sanitários de Goiânia. “Vale lembrar que o Teleconsulta, pelo número 0800-646-1560, continua em funcionamento, e oferece os mesmos serviços do WhatsApp", ressalta.

O horário de atendimento via WhatsApp é das 07h às 19h, todos os dias da semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados, e o agendamento pode ser feito para todos os Centros de Saúde (CS), Unidades de Saúde da Família (USFs) e Centros Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) de Goiânia, que contam diariamente com profissionais nas áreas de clínica geral, ginecologia/obstetrícia e pediatria.

O atendimento é autoexplicativo, e assim que o cidadão inicia a conversa, recebe uma mensagem com os detalhes do serviço e como proceder para agendar a consulta.

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JORNAL OPÇÃO

Após não renovar contrato por aumento de 30% no preço, prefeitura normaliza fornecimento de insulina

Por PH Mota

Percentual de reajuste está acima da inflação oficial do país e não há previsão legal, segundo a Secretaria Municipal de Saúde

A Prefeitura de Goiânia vai normalizar até o final da próxima semana o fornecimento de insumos para tratamento do diabetes nas unidades de saúde da Capital. A falta foi provocada pela não renovação do contrato com a empresa fornecedora em decorrência de um aumento de 30% no valor dos itens, percentual acima da inflação oficial do país e sem previsão legal, segundo o diretor financeiro da Secretaria Municipal de Saúde, Bruno Vianna. Para resolver o problema, um processo para fornecimento emergencial dos insumos tramita com prioridade na secretaria.

A previsão, de acordo com o diretor, é que o empenho e o pagamento ocorram na próxima semana. Isso permitirá que a empresa contratada forneça os medicamentos às unidades de saúde. O contrato emergencial terá duração de seis meses. O prazo, segundo Bruno, será suficiente para conclusão de um novo processo licitatório. O assunto foi tratado em reunião extraordinária da Comissão de Saúde e Assistência Social da Câmara Municipal de Goiânia.

A agenda foi convocada pelo presidente comissão, o vereador Mauro Rubem (PT) a pedido do vice-presidente da Associação Metropolitana de Apoio ao Diabético (Amad), André Fabrício Cardoso. De acordo com a entidade, o fornecimento de insumos está irregular desde o dia 02 de maio. O secretário municipal de Saúde, Durval Ferreira Fonseca Pedroso, não compareceu à reunião porque estava viagem, mas indicou Bruno como representante.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Bruno Peixoto defende proteção da tireoide contra radiação durante realização de exames

O deputado Bruno Peixoto (União Brasil) é autor do processo nº 1710/22, que torna obrigatório a disponibilização, pelos hospitais, laboratórios, clínicas médicas e odontológicas da rede estadual de saúde pública e privada, do colar de proteção para pacientes como prevenção de radiação na tireoide durante a realização de exames. A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação para análise do deputado Amilton Filho (MDB), relator do projeto. 

Bruno Peixoto afirma que os exames de imagem são importantes aliados em diferentes tipos de investigações diagnósticas, viabilizando que a equipe médica identifique mais rapidamente os problemas de saúde e indique o tratamento adequado. Peixoto ressalta, ainda, que a segurança é fundamental para problemas futuros e diz que a exposição radiológica é um risco que pode ser evitado tomando os cuidados protetivos.

“Uma das principais soluções para aumentar a segurança dos radiologistas e pacientes é o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPls), como aventais de chumbo, protetores de tireóide e óculos, sendo que o uso desses equipamentos proporciona uma proteção de 90% quando comparado ao não uso deles. É comum na realização de exames com emissão de radiação colocarem no paciente só o avental, não preocupando com o colar em torno do pescoço”, afirma, destacando que devido a importância e sensibilidade da glândula tireóide à radiacão, é fundamental que os radiologistas usem o equipamento específico.

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Assessoria de Comunicação