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CLIPPING AHPACEG 01/07/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
ANS avalia incorporar 18 serviços de saúde no rol dos planos
CGU afirma que Saúde desperdiçou 1,1 milhão de testes
Goiás tem apenas 4 leitos de UTI para casos de covid nos hospitais estaduais
Goiás tem quatro casos notificados de varíola dos macacos, sendo um fora da capital
Plano de saúde goiano fornece cirurgia de emergência a criança com hidrocefalia após negar procedimento
Após manifestação, empresa promete pagar salários atrasados de colaboradores do HMAP
FOLHA DE DOURADOS
ANS avalia incorporar 18 serviços de saúde no rol dos planos
Decisão do STJ que considerou rol taxativo dificultou o acesso a tratamentos não incluídos na lista
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) avalia a autorização para 18 pedidos de itens como exames, tratamentos e medicamentos que ainda não constam na lista coberta pelos planos de saúde.
A análise se dá após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), neste mês de junho, que considerou o rol taxativo. Ou seja, obriga o custeio apenas dos itens que constam nele e consolida uma nova jurisprudência sobre o tema. Desde então, entidades se movimentam para pedir a ampliação da lista de procedimentos cobertos pelos planos.
Após a decisão do STJ, a Diretoria da ANS já aprovou a inclusão de tratamentos para transtornos globais do desenvolvimento, como o autismo, Asperger e Síndrome de Rett, de medicamentos para doenças degenerativas e aplicação de contraceptivo injetável, por exemplo. Atualmente, o rol conta com mais de 3.360 itens.
Na avaliação da conselheira nacional de Saúde e coordenadora adjunta da Comissão Intersetorial de Saúde Suplementar (Ciss) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Shirley Morales, a inclusão dos itens após a decisão do STJ deve ser avaliada de forma ampla.
"A gente sabia que teriam movimentos nesse sentido. Mas isso pode prejudicar a compreensão da sociedade como um todo sobre a gravidade da decisão do STJ. Essa restrição impossibilita tratamentos para doenças novas que podem surgir, como foi com a Covid-19, que você precisava de exame para diagnóstico, por exemplo.", pontua.
"Por mais que tenha essa ampliação, que é muito importante para esses grupos que estão se mobilizando, temos pessoas com doenças raras que não conseguem se mobilizar da mesma forma".
Um dos grupos que mostra preocupação com o rol taxativo é a Aliança Nacional LGBTI+. À CNN, a entidade afirmou que a decisão do STJ tem "potencial de lesar pessoas trans que precisam de procedimentos que a cada dia estão mais complexos e modernos". Em nota, a instituição destacou que se preocupa com a demora da ANS para incluir essas técnicas.
A Aliança também ressaltou que cirurgias para pessoas trans não devem ser encaradas como estéticas e que esperam que a abrangência do rol seja revertida pelo STF ou por lei aprovada no Congresso. Atualmente, cirurgias como a neovagina, neofaloplastia, histerectomia, mastectomia, já estão previstas no rol.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a resolução que prevê o rol de procedimentos de planos de saúde como taxativo. Ele também participa de outras ações como parte interessada ou amigo da corte, mas que ainda precisam ir a julgamento.
O Idec recomenda que um paciente com indicação médica, que tenha um tratamento negado, deve buscar o direito ao atendimento na Justiça. Além disso, recomenda que seja averiguado se o caso atende a alguma das condições colocadas pelo STF como:
- Inclusão do serviço no rol não tenha sido negada expressamente pela ANS; - Tratamento/medicamento seja eficaz e tenha resultados comprovados; - Seja recomendado por órgãos técnicos de renome nacionais, como CONITEC e NATJUS, ou estrangeiros; - Judiciário busque, quando possível, informações junto a órgãos técnicos, sem que isso represente a mudança do andamento do processo para a Justiça Federal.
A CNN buscou a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) para pedir um posicionamento sobre como vê a movimentação contra o rol taxativo e a possibilidade de clientes se sentirem lesados pela negativa de tratamentos. Nossa reportagem aguarda um retorno.
Desde a decisão do STJ, a ANS aprovou a incorporação dos seguintes itens no rol:
- Cobertura de qualquer método ou técnica indicado pelo médico assistente para o tratamento do paciente que tenha um dos transtornos globais de desenvolvimento, como autismo e síndrome de Asperger.
- Medicamento alfacerliponase, para tratamento de pacientes com lipofuscinose ceroide neuronal (grupo de doenças neurodegenerativas) tipo 2.
- Procedimento para implante do dispositivo necessário para a administração do medicamento alfacerliponase (implante intracerebroventricular de bomba de infusão de fármacos).
- Aplicação de contraceptivo hormonal injetável (acetato de medroxiprogesterona + cipionato de estradiol e algestrona acetofenida + enantato de estradiol), para mulheres em idade fértil.
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O GLOBO
CGU afirma que Saúde desperdiçou 1,1 milhão de testes
Relatório aponta que pasta encaminhou exames RT-PCR perto da data de vencimento ao Instituto de Medicina Tropical da USP
Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a gestão do Ministério da Saúde indicou que a pasta deixou vencer cerca de 1,1 milhão de testes RT-PCR para detecção de Covid-19 e da infecção pelo vírus Influenza. A CGU afirma que o ministério "não geriu adequadamente" seus estoques, gerando a perda de R$ 37,3 milhões para os cofres públicos.
O caso foi revelado pelo jornal "Folha de S. Paulo" e confirmado pelo O GLOBO. De acordo com o documento, quando a data de validade dos testes estava próxima, o Ministério da Saúde encaminhou os insumos ao Instituto de Medicina Tropical de São Paulo da Universidade de São Paulo (USP) "em prazos extremamente exíguos".
Os exames perdidos já faziam parte de cerca de 2,1 milhões insumos doados ao ministério após a perda de 1,8 milhão de testes. Ainda assim, a pasta repetiu o erro.
O órgão de controle ressalta que, embora o Ministério da Saúde tenha recebido os exames com até 157 dias de validade, os insumos chegaram ao instituto quando estavam a apenas 8 a 17 dias de sua expiração. A CGU sustenta que a ocorrência evidencia a existência de problemas na logística da pasta, já que a "distribuição se deu às vésperas da perda de sua validade".
À CGU, o Instituto da USP afirmou que os testes foram destinados a pesquisas e que, por conta disso, puderam ser utilizados após a data de validade. Apesar da explicação, os técnicos da Controladoria destacaram que o caso gerou dano à política pública na área de saúde e mau uso do dinheiro público.
"O encaminhamento dos produtos à USP, com validades próximas ao vencimento e a sua utilização em finalidade distinta da originariamente prevista quando da sua aquisição, ratifica o desperdício de recursos públicos e o desvio de finalidade na aquisição realizada. Em apertada síntese, pode-se concluir que a doação de testes para fins de pesquisa, em vez de testagem da população, indica somente ter sido realizada para que a validade de tais produtos não viesse a expirar, de fato, sob propriedade do Ministério da Saúde", diz o documento.
RESPOSTA DA PASTA
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que "avalia com atenção" os apontamentos feitos pela CGU. Segundo a pasta, caso sejam constatadas inconformidades, elas serão corrigidas. O ministério disse ainda que as informações pedidas pela CGU serão repassadas ao órgão.
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A REDAÇÃO
Goiás tem apenas 4 leitos de UTI para casos de covid nos hospitais estaduais
Adriana Marinelli
Goiânia - Goiás conta com apenas quatro leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) nos hospitais estaduais para atender adultos com covid-19. A informação consta na plataforma atualizada em tempo real pela Saúde do Estado. Na tarde desta quinta-feira (30/6), por volta das 17h, a taxa de ocupação de UTIs para pacientes com covid chegava a 95%.
A rede estadual de saúde soma 86 UTIs para atender pacientes com complicações provocadas pelo novo coronavírus. Desse total, 73 estão ocupadas e outras nove estão bloqueadas, o que significa que já estão reservados para pacientes em atendimento. Dos quatro leitos disponíveis, três são no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano, em Uruaçu, e um no Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia.
Casos em alta
O número de novos casos da covid-19 está em alta em Goiás. Só nas últimas 48 horas, segundo boletim da Saúde estadual, foram mais de 17 mil novas confirmações da doença. No mesmo período, também de acordo com o boletim, foram registradas 35 mortes em consequência da doença no Estado.
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O HOJE
Goiás tem quatro casos notificados de varíola dos macacos, sendo um fora da capital
A Secretaria de Saúde do Estado de Goiás (SES-GO) informou, nesta quinta-feira (30), que há quatro casos notificados de varíola dos macacos (Monkeypox) no estado. Trata-se de uma mulher de 43 anos, moradora de Goiânia, que teve contato com uma pessoa de outro município do interior de Goiás, que apresentava sinais semelhantes. As outras duas notificações são de contatos próximos da mulher investigada em Goiânia, monitorados pela Vigilância Epidemiológica Municipal.
De acordo com a pasta, as amostras foram coletadas e enviadas para análise no Laboratório de Saúde Pública (Lacen). A paciente e outras duas pessoas que moram na mesma casa, mas que não apresentam sinais e sintomas, estão isoladas e sendo monitoradas diariamente. Será feito o diagnóstico diferencial para outras doenças exantemáticas, e após a confirmação laboratorial, serão tomadas as medidas necessárias.
Enquanto o outro caso suspeito no interior do estado, a vigilância municipal repassou para o orgão de saúde local.
Como é considerado um caso suspeito?
A SES-GO explicou que são considerados os seguintes critérios para definição de caso suspeito da varíola dos macacos:
Indivíduo de qualquer idade que, a partir de 15 de março de 2022, apresente início súbito de erupção cutânea aguda (lesões na pele como feridas, caroços e bolhas), única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital), associada ou não a adenomegalia (inchaço nos linfonodos do pescoço) ou relato de febre.
Histórico de viagem a país endêmico ou com casos confirmados nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas, ou vínculo epidemiológico com pessoas com histórico de viagem a país endêmico, ou país com casos confirmados de Monkeypox, desde 15 de março de 2022, nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas.
Histórico de contato íntimo com desconhecido/a (s) e/ou parceiro/a(s) casual(is), nos últimos 21 dias que antecederam o início dos sinais e sintomas.
Os casos que apresentam os critérios de definição são caracterizados como suspeitos. A partir de então, é desencadeado o processo de investigação por meio de exames laboratoriais para confirmar ou descartar a doença. O processo de investigação também contempla a busca ativa de contatos e o isolamento do paciente.
Casos confirmados no Brasil
O número de casos de varíola dos macacos (monkeypox) no Brasil chega a 37, segundo informações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro. A secretaria confirmou ontem o sexto caso no estado. Agora, são cinco ocorrências na capital e uma na cidade de Maricá, no Grande Rio.
Já Minas Gerais confirmou o seu primeiro caso, um homem com 33 anos, que esteve na Europa no período entre 11 e 26 deste mês. Segundo a Secretaria de Saúde mineira, trata-se de um caso importado.
Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo tem 28 casos confirmados. Somando-se os dois registros do Rio Grande do Sul e os do Rio e de Minas, o Brasil chega a 37 casos.
Preparo das equipes de saúde
A SES-GO aponta ainda que tem realizado capacitações rotineiras com médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde voltados à identificação, conduta a ser adotada, diagnóstico, tratamento e outros protocolos.
Uma dessas capacitações foi realizada nesta quarta-feira (29), com participação de especialistas da área de epidemiologia e vigilância laboratorial.
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Plano de saúde goiano fornece cirurgia de emergência a criança com hidrocefalia após negar procedimento
O plano de saúde Unimed Goiânia Cooperativa de Trabalho Médico irá efetuar uma neurocirurgia de emergência em uma criança de cinco anos, após ter negado o procedimento. A liminar foi feita pela 2ª Defensoria Pública Especializada de Atendimento Inicial em Saúde da Capital e deferida nesta terça-feira (28/6).
Emanuele Ovanoith, de apenas cinco anos, foi diagnosticada com hidrocefalia logo após o nascimento. A menina já passou por outros procedimentos cirúrgicos enquanto era recém-nascida, com um ano de idade, e também aos quatro.
Entretanto, recentemente, Emanuele apresentou novos sintomas ao se consultar. Nos exames de emergência, foi constatado siringomielia em progressão, ou seja, o desenvolvimento de um cisto com conteúdo fluido dentro da medula espinal.
Assim como a existência de dilatação ventricular, que corresponde a uma dilatação das cavidades de líquor dentro do crânio, e um cateter proximal em posição inadequada.
Com isso, o médico recomendou uma neurocirurgia de urgência. O profissional de saúde também informou que a demora do procedimento pode levar à piora progressiva da criança, o que pode causar sequelas irreversíveis.
Após o pedido ser encaminhado para o plano de saúde, ele foi recusado. A agência alegou uma carência contratual, mesmo a cirurgia sendo categorizada como de urgência.
Plano de saúde
Segundo a defensoria pública, a terapia indicada pelo médico está inserida no rol de procedimentos mínimos e obrigatórios elencados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Além disso, a criança tem chances de eficácia do tratamento reduzidas, podendo chegar ao óbito pela demora no procedimento.
De acordo com a mãe da menina, Michele Ovanovith, apesar de sempre pagar o plano de saúde, a cirurgia ainda foi negada. “O pedido nem chegou para a auditoria, eles negaram quase imediatamente após o pedido. E quando eu procurei a auditoria da Unimed para poder falar do caso, eles apenas falaram que estavam amparados pela lei”, conta.
A médica que acompanha o caso relata que, essa não foi a primeira vez que a Unimed se recusou a realizar os exames pedidos em caráter de urgência. “Eu tive que gastar mais de R$ 3 mil para poder fazer a ressonância magnética e a tomografia da Emanuele de forma particular, porque era urgente e eles falaram que ainda estava na carência”, relatou Michele que saiu recentemente do emprego para poder acompanhar a filha nos novos procedimentos.
Liminar
Na decisão do juízo, foi considerado o entendimento jurisprudencial de que os serviços prestados pelo plano de saúde devem assegurar a cobertura de casos de emergência ou urgência.
“Negar a autorização de tratamento do qual necessita a autora é conduta abusiva, ilegal e atentatória aos mais comezinhos princípios que regem a relação consumerista”, afirma a defensora pública Michelle Bitta, titular da 2ª Defensoria Pública Especializada de Atendimento Inicial em Saúde da Capital.
No deferimento da liminar, foi determinado que o plano de saúde forneça o tratamento integral de Emanuele, em especial a neurocirurgia de urgência, no prazo máximo de 72 horas, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da Unimed Goiânia na tarde desta quinta-feira (30/6), mas não obtivemos retorno. O espaço para posicionamento segue em aberto.
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MAIS GOIÁS
Após manifestação, empresa promete pagar salários atrasados de colaboradores do HMAP
Em reunião com os servidores, terceirizada prometeu pagar todos os débitos até segunda-feira, dia 4 de julho
Colaboradores do Hospital Municipal de Aparecida Iris Rezende Machado (HMAP) realizaram uma manifestação pacífica para cobrar o pagamento de salários atrasados há dois meses. Em resposta, a CSMed (Carvalho Serviços Médicos), que é uma empresa terceirizada pela Organização Social (OS) Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), realizou, nesta quarta-feira (29), uma reunião com os servidores e prometeu pagar todos os débitos até segunda-feira, dia 4 de julho.
Ao Mais Goiás, profissionais relataram ter sido despedidos do HMAP sem aviso prévio, horas antes de gestão do hospital ser passada do IBGH para o Hospital Albert Einstein, no dia 1° de junho. Com isso, salários referentes a abril e maio estão atrasados até hoje e ainda não foram pagos os direitos trabalhistas pelo tempo de serviço prestado.
Uma das servidoras, que optou por não se identificar, explicou que cerca de 30 pessoas participaram da manifestação. Muitas outras não tiveram dinheiro nem para ir até o local. “São pessoas de cargos diferentes, técnicos em enfermagem, psicológicos, assistente social, fisioterapeutas, fonoaudiólogos”, afirma. Estima-se que 180 colaboradores foram afetados.
Ainda segundo a servidora, ela está passando dificuldades com os quatro filhos que tem, por não receber os salários. “Estou a procura de outro emprego, mas preciso do meu salário e do acerto trabalhista”, afirma.
Terceirizada promete pagar salários atrasados
Em nota, a CSMed disse que não recebeu os repasses do IBGH e que também foram pegos de supresa no dia 1° de junho por também terem seus contrados encerrados ‘de forma abrupta e sem aviso prévio’. Em razão disso, a empresa atualmente está com ‘dificuldades financeiras’ para pagar os salários dos trabalhadores e as rescisões trabalhistas.
“Estamos tentando todas as formas possíveis receber pelos serviços prestados. Três notificações extrajudiciais já foram protocoladas no IBGH, na tentativa de recebermos e cumprir com nossas responsabilidades. Mas, diante da falta de resposta do IBGH, estamos buscando recursos financeiros no mercado, para cumprir com esses pagamentos. Todos serão pagos. Em reunião com nossos colaboradores, pedimos um prazo até segunda-feira dia 04/07/22 para que todos os débitos sejam pagos”, prometeu a CSMed.
O que diz o IBGH?
Em reportagem publicada dia 18 de junho, o IBGH disse ao Mais Goiás que a empresa “não está mais no HMAP”. Quando questionados sobre o não pagamento de salário ser referente ao período em que a OS ainda geria o hospital, não houve resposta.
Segundo a Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia “o contrato com o IBGH para gerenciamento do Hospital Municipal de Aparecida vigorou até 31 de maio, com todos os repasses da pasta realizados pontualmente”. Diz, ainda, que não realizou qualquer acordo com a tercerizada.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 30/06/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Fleury (FLRY3) e Hermes Pardini (PARD3) acertam fusão
Três casos suspeitos de varíola dos macacos são monitorados em Goiás
Caiado garante doação de terreno para construção de Hospital do Câncer
Goiás tem mais de 10,1 mil casos conhecidos de Covid nas últimas 24 horas
Polícia investiga morte de médica em banheiro de hospital em Pirenópolis
Medicina personalizada: futuro da saúde exige tecnologia e ampliação do acesso
EXAME
Fleury (FLRY3) e Hermes Pardini (PARD3) acertam fusão
A combinação de negócios entre as duas empresas do setor de saúde criará um grupo com 16% de participação do mercado
A rede de laboratórios Fleury (FLRY3) e Hermes Pardini (PARD3) acertaram nesta quinta-feira, 30, a combinação dos negócios.
A fusão era um negócio ventilado há anos por sócios das empresas e analistas do setor. A fusão entre Fleury e Hermes Pardini criará um grupo que representaria 16% do mercado.
Segundo a Fleury, a fusão elevará o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) anual em até R$ 190 milhões.
Segundo a rede de laboratórios, essa combinação de negócios "aumentará a competitividade e a presença nacional".
A Fleury pagará R$ 2,1541 por ação ordinária da Hermes Pardini para realizar a operação ou uma troca de ações de 1:1,2135.
A Hermes Pardini continuará usando sua marca após a fusão.
Série de fusões e aquisições da Fleury (FLRY3)
A rede de laboratórios está realizando uma série de fusões e aquisições desde o começo de 2021.
A operação com a Hermes Pardini seria a oitava dos últimos meses para a Fleury.
Em entrevista ao EXAME In em maio, a presidente da Fleury, Jeane Tsutsui, tinha declarado que "nossas últimas transações são todas no sentido de desenvolver um ecossistema para expandir em diversas áreas, na jornada de cuidado do indivíduo".
No primeiro trimestre de 2022, o faturamento da Fleury aumentou 22%, para R$ 1,09 bilhão. O Ebitda recorrente cresceu 14,4% e somou R$ 326,6 milhões. A margem Ebitda encolheu um pouco, passando de 32% para 30%. O número de clientes atendidos no primeiro trimestre cresceu 20,3%.
Em 2021, a receita da Fleury cresceu 30,1%, chegando em um recorde de R$ 4,172 bilhões.
Essa expansão acelerada foi possível graças ao crescimento orgânico e as aquisições realizadas ao longo do ano.
No ano passado o lucro líquido ajustado da Fleury cresceu 37,3% na base anual, para R$ 374,7 milhões.
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A REDAÇÃO
Três casos suspeitos de varíola dos macacos são monitorados em Goiás
Adriana Marinelli
Goiânia - Há três casos suspeitos de varíola dos macacos em Goiás, sendo todos na capital, segundo informações repassadas ao jornal A Redação pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) nesta quarta-feira (29/6).
O primeiro caso passou a ser monitorado no início da semana. Trata-se de uma mulher de 43 anos. Os outros dois casos são de pessoas que tiveram contato com ela, também de acordo com a SES-GO. Todos os pacientes estão em isolamento domiciliar e os casos são acompanhados por autoridades de saúde.
A SES-GO informou que alguns dos critérios para suspeitar de varíola dos macacos são: apresentar lesões características da doença, ter histórico de contato com casos suspeitos ou confirmados, ou ter se deslocado para locais onde há uma transmissão sustentada do vírus.
O Ministério da Saúde divulgou, nesta quarta-feira (29), que o Brasil tem 21 casos confirmados de varíola dos macacos. Outros 23 casos estão sendo investigados.
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JORNAL OPÇÃO
Caiado garante doação de terreno para construção de Hospital do Câncer
Por Redação
Terreno com área de 17 hectares, localizado em Goiânia, pertencia ao governo federal
Eduardo Marques e Giselle Vanessa Carvalho
O governador Ronaldo Caiado (UB) viabilizou de forma definitiva a doação de um terreno da União para construção do Complexo Hospitalar Oncológico, em Goiânia. Tendo como referência o Hospital do Câncer de Barretos, em São Paulo, a unidade deve contar com alas de internação, ambulatório, recuperação, quimioterapia, radioterapia, cirurgia, tecnologia em robótica, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e um amplo setor para abrigar familiares de pacientes oncológicos que estiverem em tratamento e cujas residências sejam nos municípios do interior de Goiás. Os acertos finais ocorreram junto ao presidente Jair Bolsonaro (PL) durante agenda nesta quarta-feira, 29, no Palácio do Planalto, em Brasília.
Na ocasião, foi assinado ato de doação da propriedade onde será construído o complexo. O local inicialmente pertencia à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Depois, a área esteve sob domínio da Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Economia. Agora, pertence efetivamente ao Governo de Goiás. As tratativas sobre a cessão do terreno e para sanar entraves burocráticos que dificultavam a execução do projeto foram iniciadas neste mês de junho junto ao Ministério da Economia. No início do mês o governador esteve com o Secretário Adjunto de Coordenação e Governança do Patrimônio da União, Mauro Benedito de Santana Filho, em Brasília. Na ocasião, o próprio presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizou positivamente à doação da área de 17 hectares. “Não existe coisa mais nobre do que essa. Como a gente vai negar? Está decidido”, afirmou.
A unidade, que será referência em tratamento oncológico no Estado, será construída na BR-153, no Residencial Barravento, em Goiânia, próxima à Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO), na área de 136,4 mil metros quadrados doada pelo Governo Federal. Além do apoio da União, a viabilização do complexo contou com parceria com a Prefeitura de Goiânia e com a Câmara Municipal da Capital goiana. O legislativo aprovou em regime de urgência, no início deste mês, projeto do Executivo que isentou o poder público estadual do pagamento da Taxa de Aprovação de Desmembramento da área destinada à construção do Complexo Hospitalar Oncológico. O tributo estava fixado em R$ 269 mil.
O governador reconheceu o trabalho dos vereadores de Goiânia para avanço no projeto, com isenção das taxas. “A Câmara Municipal de Goiânia exerceu um papel importante para acelerarmos essa etapa burocrática, demonstrando sensibilidade com a saúde do povo goiano”, avalia Caiado. “É um hospital que sempre foi o meu sonho”, diz . “Trata-se de algo inédito que vai garantir atendimento e tratamento médico-hospitalar de qualidade para crianças, mulheres, idosos e pacientes em geral, que poderão contar com um espaço humanizado e adequado com os melhores padrões internacionais na área da saúde”, acrescenta o governador.
Segundo ele, o complexo vai consolidar a rede estadual de tratamento oncológico, iniciada com a implantação de uma ala no Hospital Estadual do Centro-Norte (HCN), em Uruaçu. “Goiás não tinha atendimento em oncologia na rede pública estadual e vamos corrigir isso”, garante o governador. A construção do complexo faz parte de uma ampla reformulação da assistência em Saúde em Goiás, iniciada com a regionalização da rede estadual, com abertura de policlínicas e hospitais regionais. “Vai ser algo que vai mudar o perfil da Saúde no Estado de Goiás”, sublinha o líder do Executivo.
Conforme dados da Secretaria de Saúde, o HCN conta com 36 leitos de internação, capacidade para realização de cirurgias e 22 poltronas para a realização de até 750 sessões de quimioterapia mensalmente. A unidade recebe demanda clínica e cirúrgica, com estrutura de centro cirúrgico e UTI’s. O atendimento prevê clínica e cirurgia oncológica do aparelho digestivo, urologia, proctologia, dermatologia, pneumologia e ainda, serviço de quimioterapia. A regulação é de responsabilidade do Complexo Regulador Estadual (CRE).
Também está em fase de implantação a unidade de transplantes do Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG), que contará com estrutura moderna em uma área de 644 m², e terá um total de 32 leitos, sendo seis exclusivos para transplante de medula óssea. Após a inauguração, e credenciamento do novo serviço pelo Ministério da Saúde, o Serviço de Transplante de Medula Óssea do HGG terá a capacidade de realizar no mínimo seis transplantes por mês (transplante autólogo), além do atendimento ambulatorial de 45 pacientes por mês.
A ação também foi destacada pelo secretário de Saúde, Sandro Rodrigues, que considera fundamental a ampliação do atendimento em oncologia no Estado. “Organizamos o HCN para atender 91 internações e 65 cirurgias oncológicas por mês, com possibilidade de realizar até 700 sessões de quimioterapia mensalmente. Tudo será instalado para atender a demanda clínica e cirúrgica, com estrutura de centro cirúrgico e UTIs ”, explica o secretário.
Agora, o governador espera contar agora com apoio de deputados e senadores para agilizar o projeto, por meio da destinação de emendas. “Que destinem verba para que a gente possa, o mais rápido possível, tratar crianças de Goiás e todo Brasil, que venham a ser acometidas por esse mal”, pede. “É uma luta de longa data pela busca de um local que pudesse receber uma estrutura capaz de atender pacientes de oncologia infantil. Espero que essa obra se inicie rapidamente”, projeta.
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PORTAL G1
Goiás tem mais de 10,1 mil casos conhecidos de Covid nas últimas 24 horas
Boletim também indica 22 mortes pela doença neste período. Ao todo, já foram registrados quase 1,5 milhão de casos de coronavírus no estado.
Por Gabriela Macêdo, g1 Goiás
Goiás tem 10.153 casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, conforme boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), nesta quarta-feira (29). Os dados ainda mostram que foram registradas 22 mortes pela doença neste período.
Ao g1, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO) ressaltou, no entanto, que apesar de terem sido registrados no sistema nesta quarta, os casos não necessariamente foram diagnosticados hoje.
Segundo a pasta, nesta quarta, a taxa de ocupação dos leitos estaduais de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para o tratamento da doença é de 93%, com 6 leitos disponíveis e 65 ocupados. Em relação à enfermaria, 55% estão sendo usadas e 27, das 60, estão disponíveis.
Ao todo, Goiás já registrou 1.496.413 casos e 26.869 mortes pela a doença desde o início da pandemia da Covid-19.
Já em relação à vacinação, o levantamento realizado pela SES-GO mostra que, referente à primeira dose, foram aplicadas 5.791.407 doses das vacinas contra a Covid-19 em todo o estado.
Em relação à segunda dose e a dose única, foram imunizadas 5.180.202 pessoas. Já quanto a aplicação da dose de reforço, cerca de 2.402.321 pessoas foram vacinadas.
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Polícia investiga morte de médica em banheiro de hospital em Pirenópolis
Jayda Bento, de 26 anos, foi encontrada sem vida por colegas de trabalho. Delegado apura circunstâncias do ocorrido e informou que perícia deve apontar causa da morte.
Por Vanessa Martins, g1 Goiás
A médica Jayda Bento de Souza, de 26 anos, foi encontrada morta em um banheiro do Hospital Estadual Ernestina Lopes Jaime (Heelj) em Pirenópolis, no Entorno do Distrito Federal. A Polícia Civil investiga qual foi a causa da morte e se alguém deve ser responsabilizado.
A Fundação Universitária Evangélica, responsável pelo Hospital Estadual Ernestina Lopes Jaime, lamentou a morte da profissional e disse que “todas as informações foram repassadas às autoridades competentes pela investigação do caso”.
Segundo o delegado Tibério Martins, a vítima foi encontrada pelos colegas de trabalho no sábado (25), próximo ao horário em que deveria assumir o plantão na unidade.
"O pessoal abriu a porta do quarto [em que ela estaria] e ouviu a torneira ligada no banheiro. Bateram na porta, ela não respondia, então arrombaram e encontraram o corpo dela lá", descreveu.
Tibério disse que, ao lado de Jayda, havia um frasco de remédio e uma seringa. De acordo com ele, deve ser apurado o regime de trabalho da jovem no local, se há envolvimento de outra pessoa e se ela morreu em decorrência de um choque anafilático - uma reação alérgica grave que pode ser fatal.
O delegado contou que estava indicado no frasco um tipo de anestésico, que "é usado para regulagem do sono", mas que a confirmação de qual substância pode ter sido usada pela médica e com qual intuito são objetos da investigação e dependem de resultados de perícia.
Questionado se há suspeita de que a médica estaria com sobrecarga de trabalho, o delegado disse que a questão também será apurada.
"Sobre o horário de plantão, circulou essa informação [de que a médica estaria trabalhando há 60 horas direto] pelas redes sociais, mas o hospital já desmentiu esta carga horária. Em todo caso, será apurado o regime de trabalho dela no ambiente hospitalar. [...] Nós não descartamos nada nesse sentido, se com o andamento das investigações for informado que esse medicamento era de uso frequente dos médicos, aí teremos mais essa linha para apurar", explicou.
A fundação que administra o hospital disse que a médica estava no seu segundo plantão desde que foi contratada como plantonista e que não procede a informação de que ela estaria sob carga excessiva de trabalho na unidade.
As investigações devem contar com trabalho da Polícia Técnico-Científica para esclarecer o que realmente levou à morte da médica.
Homenagens
Nas redes sociais, Jayda recebeu várias mensagens de carinho e despedida de amigos e familiares. Várias publicações lembraram a médica como uma pessoa “divertida”, “companheira”, “leal”, “rica de alma”, “intensa” e amada. Uma das pessoas escreveu:
“É triste que sua passagem neste mundo tenha sido tão breve, mas tenho certeza que você viveu intensamente, aproveitou cada minuto, foi uma pessoa incrível e amada".
Outra amiga se declarou lembrando da importância da amizade e presença de Jayda.
"Tenho muita gratidão a Deus por ter me permitido falar no seu último dia aqui na Terra aquilo que devíamos falar diariamente pra quem é especial pra nós: que eu te amava. E tive a honra de receber sua resposta a tempo. [...] Ainda não consigo acreditar que toda essa energia contagiante não vai estar mais perto de mim. Você deixou pra mim um imenso legado de sua enorme resiliência. Obrigada por tudo! Lembrarei de você sempre com um sorriso no rosto e do seu abraço casa".
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SAÚDE BUSINESS
Medicina personalizada: futuro da saúde exige tecnologia e ampliação do acesso
Em entrevista exclusiva para o Portal Saúde Business, Marcelo Oliveira - Head de Medicina Personalizada da Roche Farma Brasil - discute presente e futuro da personalização na saúde.
“Não consigo enxergar uma medicina no futuro sem uma abordagem personalizada”. Foi com essa frase que Marcelo Oliveira, Head de Medicina Personalizada na Roche Farma Brasil, abriu a conversa em uma entrevista exclusiva ao Saúde Business. Com a missão de liderar o desenvolvimento da área no País, Marcelo defende que a medicina personalizada pode oferecer soluções inovadoras que vão muito além do diagnóstico de precisão, mas que também contemplam testagem genômica, Big Data, estudos de vida real e apoio à decisão clínica, gerenciando custos do sistema e gerando insights para o desenvolvimento de medicamentos e novas abordagens terapêuticas.
Esse é um tema considerado estratégico: no Brasil, a empresa investiu no último ano cerca de R$9 milhões em medicina personalizada. Dois movimentos recentes, em 2018, foram importantes para posicionar a Roche como um player central nessa área. O primeiro deles foi a compra da Foundation Medicine, referência global na realização de testes genômicos em tumores, focada em municiar médicos com informações mais precisas sobre os biomarcadores e ajudar na decisão clínica sobre a abordagem terapêutica. O segundo movimento tem a ver com dados: a Roche adquiriu no mesmo ano a healthtech FlatIron Health, dedicada ao mapeamento das informações de jornada do paciente oncológico em prontuários eletrônicos de hospitais americanos, realizando a extração, a curadoria e a publicação de dados reais.
“Acredito que um ponto importante da forma como escolhemos trabalhar é que a Roche, globalmente, é uma empresa disponível para parcerias com qualquer instituição de saúde que nos ajude a ter uma visão mais ampla sobre os sistemas, inclusive os nossos competidores”, comenta Oliveira. No Brasil, um exemplo dessa abordagem é a parceria da empresa com a Clínica AMO, em um projeto que identifica ineficiências na jornada do paciente com câncer de pulmão. “A partir dos dados obtidos nessa parceria, estamos desenvolvendo em conjunto uma solução automatizada que ajuda na tomada de decisão clínica. Ou seja, usamos testes genéticos sim, mas também a captura de dados, para identificar custos desnecessários e ineficiências de forma geral. Isso é medicina personalizada também”, defende.
De acordo com Oliveira, existe uma tendência a pensar a medicina personalizada apenas sob a ótica do tratamento oncológico ou de doenças raras. “Essa não é uma percepção errada, mas é limitada. Existem múltiplas outras aplicações de medicina personalizada em áreas terapêuticas diversas, ligadas à jornada como um todo. Na medicina personalizada, diagnóstico e tratamento caminham juntos, Falando do paciente oncológico, por exemplo, podemos aplicar soluções personalizadas em diferentes estágios de sua doença. Eventualmente, no futuro, será possível agir inclusive antes do diagnóstico, antecipando abordagens terapêuticas e monitorando com testes genéticos a evolução da doença”, vislumbra.
Uma tecnologia destacada por Oliveira é o NAVIFY Tumor Board, um software que reúne e concentra o fluxo de informações e dados clínicos, de imagem e genéticos sobre os pacientes de determinada instituição, permitindo que os médicos responsáveis pela oncologia daquela instituição possam olhar para os dados completos desse paciente e a partir deles tomar as melhores decisões clínicas, tendo por base a jornada personalizada desse paciente.
Jornada do paciente, dados compartilhados e o desafio do acesso
Para que a medicina personalizada prospere de fato, a intercambialidade dos dados é fundamental. Diante de pressões externas, como as regulamentações previstas na LGPD e na GDPR, a responsabilidade com os dados é ainda mais sensível. “É importante que as instituições compreendam e comuniquem os benefícios que a análise de dados dos pacientes pode gerar, para que a população também se sinta segura em compartilhar seus dados com as instituições. Essa é uma responsabilidade compartilhada por todos os atores do sistema de saúde”, complementou.
“Se as instituições não estiverem dispostas a compartilhar as informações, será ainda mais difícil identificar e criar soluções que corrijam dificuldades na jornada do paciente”, acredita Oliveira. “É impossível tornar a medicina personalizada uma realidade sem uma ação conjunta. Não podemos fazer isso sozinhos. Sem a intercambialidade dos dados, não vamos conseguir tomar decisões amplas e que de fato transformem o setor”, defendeu.
A transformação defendida pela Roche exigiu, inclusive, mudanças internas. Nos últimos 5 anos, a empresa investiu em mudanças, por exemplo, no perfil de profissionais do trabalho de campo. No lugar do tradicional representante farmacêutico, a Roche hoje trabalha com profissionais focados na jornada, os “Patient Journey Partners”, responsáveis por atuar dentro das instituições e entender todos os aspectos da jornada dos pacientes, propondo projetos de melhoria. “Saímos de um modelo focado em vendas para, em campo, colocar nossos profissionais à disposição das instituições para entender como podemos ajudar. Entendemos que melhorar uma instituição ajuda a melhorar os resultados de toda a jornada, em uma reação em cascata”, conta Oliveira.
Embora a integração entre os sistemas seja um dos grandes desafios para o setor, outra questão surge como prioridade para a empresa: o acesso. “A medicina personalizada só vai se tornar uma realidade quando ela for acessível. Hoje no Brasil já existe tecnologia para que um paciente com Câncer de Pulmão, por exemplo, realize testes genômicos e tenha acesso a um tratamento personalizado completo. Mas essa realidade não está disponível para todos”, explica. “Sabemos que o SUS tem desafios muito sérios com a saúde. Por isso, fazemos questão de incluir o Governo nessa conversa, compartilhando os resultados e propostas, para buscarmos em conjunto opções que viabilizem o acesso a essas soluções”, conta.
Nos próximos 10 anos, a Roche quer trazer de 3 a 5 vezes mais inovação, se possível com metade do custo para a sociedade. “Não falamos apenas de redução de preço da tecnologia, mas também na ampliação do acesso, fazendo com que essas soluções estejam disponíveis para o paciente certo, no momento certo, e da maneira correta. Tratar o paciente de forma personalizada torna todo o sistema mais eficiente”, defende Oliveira. “Nossa matriz aqui no Brasil trabalha com a inspiração de não deixar nenhum paciente para trás. Esse é um cenário idealizado, mas com isso queremos dizer que estamos, do diagnóstico ao tratamento, fazendo parte das jornadas de pacientes com doenças difíceis, como cânceres, esclerose múltipla, hemofilia, doenças raras… Nossa intenção, com a medicina personalizada, é tornar a jornada desses pacientes o mais eficiente e fluida possível, com abordagens personalizadas e direcionadas. E se, ao longo do tratamento, ele foi capaz de manter sua qualidade de vida e se manter ativo, vivendo em sociedade, esse é o nosso legado - e por si só, é uma contribuição para a sociedade em si”, finaliza.
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Assessoria de Comunicação
Em menos de 2 anos, Central de Compras da Ahpaceg proporciona economia de cerca de R$ 23,5 milhões aos associados
O mais recente histórico de negociações da Central de Compras da Ahpaceg, apresentado aos associados pela farmacêutica Ana Valéria Miranda, revelou o grande sucesso deste serviço criado pela Associação há quase dez anos.
Responsável pela negociação de compras coletivas de medicamentos, demais produtos e serviços na área da saúde, a Central de Compras proporcionou aos usuários uma economia de cerca de R$ 11,5 milhões em contratos firmados entre 2020 e 2022.
Apenas na compra de 12 itens soluções parenterais, os associados economizaram mais de R$ 15 milhões nos primeiros cinco meses de 2022. Em outro contrato, a economia entre julho de 2020 e dezembro de 2021 foi de mais de R$ 3,9 milhões. Em um terceiro contrato, a economia também foi de mais de R$ 3,9 milhões em 2021.
O restante economizado foi observado em contratos nas áreas de engenharia clínica, gestão de resíduos de serviços de saúde, softwares, medicamentos e outros.
Negociações
Além dessa redução de gastos proporcionada pelas compras coletivas, a Central de Compras tem tido uma atuação expressiva também em negociações para garantir o abastecimento das instituições associadas durante esse período de crise no mercado brasileiro e internacional.
Foi o que aconteceu, por exemplo, durante o primeiro ano da pandemia, quando a Central de Compras negociou a importação de medicamentos em falta no mercado nacional.
A Central de Compras está disponível a todos os associados da Ahpaceg e seu trabalho visa a aquisição de produtos e serviços com menor preço e maior qualidade.
CLIPPING AHPACEG 29/06/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Mortes por data real da covid voltam a subir, mas seguem baixas
Mulher morre após lipoaspiração e família denuncia médico no DF
Fila de espera por transplante no País cresce 30,4% e chega a 50 mil pessoas
Goiás registrou 40 abortos legalizados de vítimas de estupro na rede pública estadual desde 2021, diz hospital
CCJ da Câmara aprova piso salarial para enfermagem
Anahp lança publicação para estimular a qualidade hospitalar
Goiás monitora primeiro caso suspeito de varíola dos macacos
Goiana ganha decisão judicial que obriga plano de saúde a pagar por retirada do útero
Profissionais de saúde temem a aplicação do remédio mais caro do mundo; entenda
Duas crianças morrem por dia devido a Covid-19 no Brasil
PODER 360
Mortes por data real da covid voltam a subir, mas seguem baixas
Depois de abril de 2022 ter o menor número de mortes por covid desde março de 2020, os óbitos tiveram leve alta em maio e em junho. É o que mostram os dados de mortes por data real ( sobre a estatística abaixo).
As mortes estavam em queda desde o final de janeiro de 2022, quando o Brasil enfrentou o pico da ômicron, variante mais transmissível do coronavírus. E voltaram a subir com o aumento atual de casos por causa das baixas temperaturas.
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Os números da covid-19 divulgados diariamente (óbitos por data de notificação) se referem à quantidade de vítimas informada às autoridades em 24 horas -não à data em que essas pessoas morreram. Só a estatística de mortes por data real mostra quantas pessoas de fato morreram em cada dia.
O dado, no entanto, demora para ser computado. Dessa forma, os números das últimas semanas ainda vão aumentar. Isso porque 3% dos óbitos ainda não tiveram sua data de ocorrência definida.
Os números foram divulgados no último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Eis a íntegra (9 MB) do documento, publicado na 2ª feira (27.jun).
O gráfico abaixo mostra que o número de mortes (por data de registro ou data real de ocorrência) caiu brutalmente nas últimas semanas, sinalizando o arrefecimento da covid-19.
Abril de 2022 foi o mês com menos mortes por covid-19 no Brasil desde março de 2020, quando foi registrada a 1ª vítima da doença no país. Até agora, 1.209 óbitos foram contabilizados naquele mês. Maio já tem 1.423 mortes computadas -alta de 18% frente a abril. Junho, com dados até dia 20, soma 1.520 (26% de aumento ante abril).
Os números, no entanto, continuam muito abaixo do auge da pandemia: em março de 2021, foram 81.622 mortes por causa da covid-19.
O recorde de óbitos neste ano foi em 27 de janeiro, quando 961 pessoas morreram pela covid-19. O dia com mais mortes durante toda a pandemia foi em 29 de março de 2021, com 3.492 vítimas da doença. É quase o quádruplo dos óbitos de 27 de janeiro.
MORTE DE COVID POR DATA REAL
Há duas estatísticas de mortes por covid-19. A mais conhecida é a das notificações: esse número é divulgado diariamente no Poder360.
O outro dado, mais preciso, é a data real da ocorrência do óbito. Mostra o dia em que as pessoas de fato morreram. Esse registro permite verificar de maneira mais precisa o estágio em que a pandemia se encontra.
Os gráficos desta reportagem mostram a diferença das duas estatísticas. Em laranja, está a quantidade de vítimas confirmadas em 24h pelo Ministério da Saúde -cada um desses óbitos pode ter ocorrido em diferentes datas. Já em azul está a quantidade de pessoas que de fato morreram naquele dia.
OÂ Poder360Â é o único veículo brasileiro que publica com frequência as estatísticas de mortes pelas datas em que realmente se deram. Saiba aqui como e de onde o jornal digital obtém dados sobre a pandemia.
O último boletim do Ministério da Saúde traz dados até meio-dia de 20 de maio. Das 669.390 mortes confirmadas até esse dia, 651.791 têm a data real conhecida. Ou seja, ainda não se sabe exatamente em que dia aconteceram 3% das mortes registradas até a última atualização dos dados.
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O ESTADO DE S.PAULO
Fila de espera por transplante no País cresce 30,4% e chega a 50 mil pessoas
Pelo menos nove pacientes morreram por dia à espera de transplante no primeiro trimestre deste ano, segundo relatório da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (Abto). Enquanto isso, a lista ativa de pacientes adultos e pediátricos em espera ultrapassou os 50 mil. Foi um crescimento de 30,45% desde o início da pandemia de covid-19.
A crise sanitária causou aumento nas contraindicações médicas de doação e represamento de procedimentos, além de ampliar as mortes de pacientes em lista de espera. Mesmo com o aparente arrefecimento da pandemia, os dados do primeiro trimestre não são animadores, na visão de especialistas.
Presidente da Abto, Gustavo Ferreira destaca que a pandemia desestruturou o programa de transplante no Brasil, ao provocar impacto negativo no número de procedimentos e de doações, que vinham em alta. A queda se deu, explica Ferreira, por dois motivos principais: insegurança de movimentar um paciente debilitado e expô-lo ao vírus e por causa da pressão no sistema de saúde, que paralisou alguns centros de transplante e reduziu a ação de outros.
Em 2020, o Ministério da Saúde recomendou "contraindicação absoluta" para doação de órgãos e tecidos em caso de doador com teste positivo, por exemplo. A taxa de contraindicação passou de 15% em 2019, para 23% em 2021, reduzindo a efetivação das doações.
A mortalidade em fila também progrediu. Foram mais de 4,2 mil mortes em 2021, número que foi de 2,5 mil em 2019. Isso tem forte ligação com a contaminação por covid. "São pacientes mais vulneráveis", destaca Ferreira. Mais de 71% eram pacientes à espera de transplante renal, que precisam fazer hemodiálise ao menos três vezes na semana.
O ano passado foi um dos piores para a atividade, especialmente o primeiro trimestre. Em números absolutos, os três meses iniciais de 2022 foram um pouco melhores. Na projeção anual, porém, "não foi bom", destaca Valter Duro Garcia, responsável pelos transplantes renais na Santa Casa de Porto Alegre e editor do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) da Abto. No editorial trimestral, escrito por ele, a associação projeta queda nas taxas de transplantes de rim (-13,8%), fígado (-11,5%) e coração (-12,5%).
A taxa de efetivação de doação passou de 26,2% no fim de 2021 para 24,3% no primeiro trimestre deste ano. A queda foi acompanhada pelo crescimento da não autorização familiar para doação, que chegou a 46% - era 42% em 2021.
A contraindicação médica caiu, ficando em 21%, mas segue alta levando em consideração os níveis pré-pandemia. Em março, o governo flexibilizou as regras de doação em relação à covid para retomar os índices de antes da doença.
O QUE FAZER
Para atingir os níveis de 2019, Garcia destaca que é preciso "crescimento substancial" até o fim do ano. Ele aponta ser necessário aumentar a efetivação da doação e melhorar o aproveitamento de órgãos. E, principalmente, aprimorar o acolhimento a famílias de potenciais doadores. É preciso encarar também a desigualdade regional. "Os maiores centros de transplante estão localizados nas Regiões Sudeste e Sul. Enquanto Norte e Nordeste têm menor número dessa atividade", diz Gustavo Ferreira, presidente da Abto.
O Ministério da Saúde afirmou ter lançado o Programa de Qualidade no Processo de Doação e Transplantes (Qualidot), com investimento de R$ 26 milhões, para qualificar estabelecimentos que atuam nesses procedimentos. O governo ainda destacou que atua na formação de profissionais para que façam o acolhimento das famílias.
ENQUANTO ESPERAM
Na fila, pacientes relatam piora do quadro, medo de pegar covid e perda de autonomia. Veneranda Gama da Silva, de 40 anos, ficou cerca de um ano e meio na fila de transplante hepático. Conseguiu fazer o procedimento em julho do ano passado, quando já estava bastante debilitada. "Eu estava com 40 quilos. Fraquinha, fraquinha. Só couro e osso." Isso prejudicou sua recuperação.
A espera poderia ter sido menor. Para fazer o transplante, ela deixou Rio Branco, no Acre, e veio para a capital paulista. A viagem, que estava marcada para março de 2021, só pode ocorrer um mês depois. "O governado do Acre suspendeu todos os voos." Aquele mês foi um dos piores para ela. "Eu passava dois dias em casa e o resto no hospital." Além da dor, os dias na fila foram marcados pelo medo de deixar os quatro filhos desamparados - a mais nova tem 2 anos.
Necessitando de transplante duplo, de rim e pâncreas, desde 2020, Marla Patrícia Ramos, de 41 anos, temia ser infectada pelo coronavírus. "Quando peguei, chorei quase três dias seguidos achando que ia morrer", conta. Hoje, ela aguarda por um transplante de pâncreas. O de rim foi feito há três meses.
Conseguir vencer a fila significará uma oportunidade de, finalmente, voltar para casa. Cerca de quatro anos atrás, conta, os rins "pararam de funcionar" em decorrência da diabete. Para fazer hemodiálise, precisou se mudar de Iturama, em Minas Gerais, para Votuporanga, em São Paulo. "Estou com saudade da minha casa, da minha avó, da minha mãe", diz. "Tem três meses já que não vejo meus filhos."
Antonio Carlos Rodrigues de Sousa, de 44 anos, disse não ter tido medo de se infectar. "Até porque eu não saía. Era de casa para a hemodiálise." Essa foi sua rotina durante seis anos na fila de espera por transplantes de pâncreas e rim.
Morador de Vitória da Conquista, na Bahia, ele realizou em abril os transplantes em São Paulo. Dois meses após o procedimento, Antonio sonha em comer uma buchada e abrir uma loja. "Considero já ter uma vida normal. Agora é manter os cuidados e tocar o barco para frente."
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PORTAL G1
Goiás registrou 40 abortos legalizados de vítimas de estupro na rede pública estadual desde 2021, diz hospital
Goiás registrou 40 abortos legalizados realizados por vítimas de estupro na rede pública estadual desde 2021, de acordo com dados divulgados pelo Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), o hospital é único da rede pública a fazer o procedimento legalizado no estado.
Segundo o Hemu, ao todo, contando com os casos decorrentes de violência sexual, foram realizados 48 procedimentos na rede estadual desde o início de 2021. Destes, 18 ocorreram este ano em pacientes com idades entre 11 e 39 anos. No entanto, a maior parte tinha de 20 e 35 anos.
No hospital, o procedimento é oferecido desde 2005. O g1 solicitou os dados dos procedimentos realizados anteriormente, mas a instituição não divulgou.
De acordo com a instituição, na rede pública, o aborto legalizado é feito seguindo as instruções da portaria nº 2.561, do Ministério da Saúde, que foi publicada em 23 de setembro de 2020.
O aborto legal é oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é permitido em três casos, de acordo com a legislação brasileira:
No Hemu, a médica especialista em medicina do adolescente e coordenadora do ambulatório de apoio à vitima de violência sexual, Marce Divina de Paula, explica que as mulheres chegam até o hospital em busca do procedimento por "livre demanda" OU por encaminhamento.
"Pelo Código Penal Brasileiro, se exige apenas a vontade da mulher. Não se diz que precisa se ordem judicial e nem que precisa de um defensor. O código exige que se respeite a vontade da pessoa", diz Marce.
Atendimento
De acordo com a médica Marce Divina, quando uma mulher dá entrada no Ambulatório de Apoio à Vítima de Violência Sexual para a realização do procedimento, ela é atendida por uma equipe multiprofissional, que conta com médicos, psicólogos e assistentes sociais.
"Ela é recebida por uma enfermeira, consulta com um médico e expressa o que ela deseja fazer. A assistência é integral, já que a violência não causa dano apenas ao corpo", explica a coordenadora do ambulatório.
O próximo passo após a triagem é preencher o protocolo previsto na portaria do Ministério da Saúde, que deve ser assinado e aprovado por pelo menos três profissionais e pela diretoria técnica do hospital.
Marce explica que a aprovação do procedimento é comunicada à paciente durante uma etapa de entrevista, onde ela assina um termo de consentimento de riscos. Logo depois, são iniciados os protocolos para internação.
O que é necessário?
No único hospital da rede pública de Goiás que realiza o aborto legal são definidos os seguintes critérios para a realização do procedimento, conforme o que diz a legislação brasileira:
Como ele é feito?
De acordo com a norma técnica do Ministério da Saúde que regulamenta o aborto, sempre que possível deve ser oferecida à mulher a opção de escolha da técnica a ser empregada para a interrupção da gestação:
No Hemu, as três técnicas são oferecidas.
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METRÓPOLES
Mulher morre após lipoaspiração e família denuncia médico no DF
O marido de uma paciente que morreu após uma lipoaspiração no Distrito Federal abriu um boletim de ocorrência contra o médico cirurgião e denuncia que a família aguarda desde 18 de junho pelo prontuário do Hospital Daher, no Lago Sul, onde foi realizada a operação.
A advogada Elieni Prado Vieira, 56 anos, foi submetida a procedimento estético de hérnia umbilical, lipoaspiração do abdômen e abdominoplastia no dia 19 de maio. O cirurgião plástico trabalha em uma clínica privada, mas realizou a operação na paciente no Daher.De acordo com o policial militar Filipe Vieira Cedro, 27, filho de Elieni, ela teve alta no dia seguinte. No entanto, já no dia 21 de maio, a mulher começou a vomitar sangue, ficar pálida e apresentar falta de ar."No terceiro dia, eu liguei para a secretária do médico e falei que ela estava bem mal. Levamos minha mãe na clínica dele, na Asa Sul, e ele tranquilizou a gente, falou que era normal da cirurgia. Nós ficamos tranquilos naquele momento, mas, enquanto isso, ela já estava com hemorragia interna", comenta Filipe.
O filho da paciente, então, questionou uma amiga que já tinha feito lipoaspiração se ela passara por situação parecida. "Perguntei por quanto tempo ela sentiu esses sintomas e ela disse que não teve isso. Foi aí que fiquei preocupadíssimo."
"Se minha mãe tivesse feito exame de sangue logo quando começaram os sintomas, teria descoberto e poderia estar aqui ainda. Mas o médico cirurgião não pediu, eu que procurei a secretária dele para solicitar o pedido do exame", desabafa o filho."A gente conseguiu encaixe em outra clínica e ela fez exame de sangue. Na hora, o médico dessa outra clínica disse para ela correr para o pronto-socorro", conta.Ainda segundo Filipe, a mãe fez uma endoscopia em 29 de março deste ano e teve resultados normais. "Aí, depois dessa cirurgia, faltam que ela adquiriu uma úlcera", diz.
Prontuário
No dia 30 de maio, a mulher deu entrada na Unidade de Terapia de Intensiva (UTI) por 15 dias de um outro hospital privado. Em 14 de junho, Elieni não resistiu e veio a óbito.Conforme Filipe, a família fez a solicitação do prontuário médico ao Hospital Daher no dia 18 de junho, mas ainda não recebeu o documento. "Se for preciso exumar para fazer algum exame, por exemplo, essa demora deles pode comprometer demais", reclama o filho.De acordo com o marido da paciente, um homem de 50 anos que pediu para não ser identificado, a denúncia de erro foi registrada na 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul). Para a família, além de uma suposta falta de apoio correta do médico no pós-operatório, causa sofrimento a demora na obtenção do prontuário.
"Nós estamos em busca de saber se houve algum procedimento no Daher que desencadeou tudo isso. Só quero saber o que houve, porque agora ficamos eu e os meus três filhos e nós estamos sem chão", lamenta o esposo de Elieni.O que dizem os envolvidosO Metrópoles procurou o Daher e o médico denunciado, mas nenhum dos envolvidos respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações futuras.
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DIÁRIO DO GRANDE ABC
CCJ da Câmara aprova piso salarial para enfermagem
A CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou o texto da Proposta de Emenda à Constituição 11/2022, que dá segurança jurídica ao piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras. Agora, o texto segue para a comissão especial, que deverá discutir a PEC antes de sua apreciação em plenário.
A votação, ocorrida de maneira simbólica, só não foi unânime porque o partido Novo foi divergente. Já o deputado Bilac Pinto (União Brasil-MG) afirmou que a comissão especial deve definir qual será a fonte de custeio desse piso salarial. ?Nós somos a favor, mas não podemos botar essa conta somente para as prefeituras e para os hospitais?, disse.
A matéria foi proposta após senadores e deputados aprovarem o PL 2.564/2020, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), que prevê piso mínimo inicial para enfermeiros no valor de R$ 4.750. Pela proposta, esta será a remuneração mínima a ser paga nacionalmente por serviços de saúde públicos e privados. No caso dos demais profissionais, o texto fixa 70% do piso nacional dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras.
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ABC DA COMUNICAÇAO
Anahp lança publicação para estimular a qualidade hospitalar
Segundo a associação, a promoção estruturada da qualidade é condição para o sistema ser sustentável diante dos novos desafios na saúde
A Associação Nacional de Hospitais Privados - Anahp lançou nesta terça-feira (28) a publicação Desafios de Qualidade em Saúde no Brasil, que relaciona as transformações do setor de saúde ao debate sobre entrega de qualidade para o atendimento da população. Dentre os temas abordados no material estão: a importância da acreditação, indicadores de qualidade hospitalar, o engajamento dos players do setor e o interesse do paciente em buscar por informações sobre as instituições de saúde que frequentam.
De acordo com o diretor-executivo da Anahp, Antônio Britto, o objetivo da publicação é traçar um panorama do atual cenário em que a qualidade hospitalar está inserida, as relações com o paciente, operadoras de planos de saúde, empresas contratantes e as acreditadoras que atuam no Brasil. "Hoje, a disponibilidade de dados que demonstram a qualidade dos serviços de saúde são raros. Outro dado que reflete esse cenário é que apenas 7% dos hospitais brasileiros possuem algum tipo de acreditação", disse o executivo.
Nesse sentido, continua, "a acreditação é uma ferramenta que pode orientar a busca por qualidade de maneira consistente e uniforme, inclusive com soluções que permitam a integração mais produtiva entre os segmentos público e privado". Além disso, ajuda a minimizar um dos principais obstáculos para a qualidade nos sistemas de saúde, que é a dificuldade para evoluir de forma homogênea e sustentável.
Outro tópico destacado na publicação é a forma como o setor dialoga com a população sobre qualidade em saúde. "Em pesquisa encomendada pela Anahp, observamos que parte das pessoas relacionam a estrutura física do hospital com qualidade, somente a minoria cita o conhecimento sobre indicadores de qualidade. E isso é responsabilidade do setor, de trabalhar nessa educação", finaliza Britto.
O material Desafios de Qualidade em Saúde no Brasil tem o intuito de estimular uma cultura de informações transparentes, objetivas e relevantes para que a sociedade tenha em mãos os elementos fundamentais para medir a qualidade das instituições de saúde, sendo um ponto de início para a jornada pela busca da assistência qualificada e sustentável.
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A REDAÇÃO
Goiás monitora primeiro caso suspeito de varíola dos macacos
Mônica Parreira
Goiânia - Goiás monitora um caso suspeito de varíola dos macacos, informou nesta terça-feira (28/6) a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). A paciente é uma mulher de 43 anos e que mora em Goiânia. Ela está em isolamento domiciliar e a situação é acompanhada pelas autoridades de saúde.
A pasta confirmou que chegou a registrar dois casos suspeitos. No entanto, um deles não se encaixava nos critérios da doença e foi descartado. Sobre a mulher que está com os sintomas, já houve a coleta de material para análise laboratorial.
A SES-GO informou que alguns dos critérios para suspeitar de varíola dos macacos são: apresentar lesões características da doença, ter histórico de contato com casos suspeitos ou confirmados, ou ter se deslocado para locais onde há uma transmissão sustentada do vírus.
Até o momento, o Ministério da Saúde notificou pelo menos 80 casos suspeitos da doença no Brasil, sendo 20 confirmados e 14 suspeitos.
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O HOJE
Goiana ganha decisão judicial que obriga plano de saúde a pagar por retirada do útero
Por: Ana Bárbara Quêtto
Kênia Fabiana da Silva, de 46 anos, foi diagnosticada com trombose endovenosa crônica – formação de coágulo no interior das veias profundas – além de uma grave doença no útero. A supervisora de call center procurou o plano de saúde da Hapvida, mas teve o procedimento negado por “não atender os critérios para a cobertura”.
Na última sexta-feira (24/6), a mulher ganhou uma decisão judicial, com assistência da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), que obriga a operadora a cobrir os custos do procedimento. A paciente também possui uma miomatose uterina (tumores benignos), que causam um constante sangramento volumoso, sem contar uma forte anemia.
Por isso, Kênia é obrigada a utilizar fraldas adultas e receber diversas transfusões. O caso se agravou na última quinta-feira (23/6), que foi levada ás pressas ao hospital credenciado e internada para a estabilização do seu quadro clínico geral.
Devido a trombose, e também da trombofilia – predisposição para a formação de coágulos de sangue – recém diagnosticada, a mulher ainda não pode fazer a cirurgia que geralmente é indicada nesses casos, a histerectomia (retirada do útero). O risco de óbito é extremamente alto.
“Solicitei à Hapvida a autorização para a embolização da artéria uterina e foi negado duas vezes”, explica Kênia. A defensora pública Michelle Bitta, titular da 2ª Defensoria Pública Especializada de Atendimento Inicial em Saúde da Capital fala que o plano de saúde agiu de forma abusiva ao negar o procedimento.
“O plano de saúde informou que a paciente não atende os critérios para a cobertura, pois todos os miomas seriam submucosos, o que não são. Além de que, essa exigência não consta no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS). O procedimento está no rol da ANS”, frisou a defensora pública.
Kênia Fabiana agora aguarda que o procedimento seja feito para que ela possa voltar a ter uma vida normal. “Nenhuma palavra consegue descrever a sensação que eu senti na hora que eu descobri que a justiça tinha me concedido isso. Hoje eu sei que eu tenho direito a viver”, disse.
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Profissionais de saúde temem a aplicação do remédio mais caro do mundo; entenda
Por: Ana Bárbara Quêtto
Os profissionais de saúde de um hospital de Curitiba, no Paraná, temem aplicar o remédio Zolgensma, que custa R$ 6,5 milhões. A maioria tem medo desperdiçar o conteúdo da droga. “E se eu deixar cair? E se eu perder uma gota?”, relatam.
A droga, que chegou a ser transportada em carro forte, é armazenada em local sigiloso até que finalmente possa ser aplicada em crianças com AME (Atrofia Muscular Espinhal). Uma doença genética rara que paralisa os músculos de recém-nascidos, levando a maioria à morte.
O remédio é tão caro que pode inviabilizar o orçamento de grandes cidades. Ele chega ao hospital com um esquema avançado de segurança. Esse esquema é um ritual no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, referência nacional em atendimento pediátrico e o segundo do país a administrar o Zolgensma em um paciente, em setembro de 2020.
A responsável pela aplicação foi a neuropediatra Adriana Banzato, que já vinha acompanhando o tratamento com Zolgensma em outras 30 crianças, na capital do Paraná. Em entrevista ao UOL, a médica fala sobre o custo de uma vida.
“Pensando só no dinheiro, quanto esse paciente vai custar à sociedade? Uma criança [com AME] deverá ter tratamento em tempo integral por toda vida. O custo disso para sociedade e para família é muito maior que o do remédio”, relata.
Para Benzato, o poder público deve custear o tratamento com Zolgensma por operadoras de planos de saúde, a quem necessitar. Segundo a pediatra, o remédio traz melhorias à qualidade de vida de crianças com AME. Ainda garante que todos os pacientes tratados melhoraram após a medicação.
Inclusive, Novartis, laboratório que desenvolveu a droga, convidou a doutora a expor sua experiência com o manuseio do remédio, no evento de lançamento no mercado brasileiro. A conferencia ocorreu em Brasília, no final de maio.
O preço
A novidade do remédio é que ele é um tratamento genético. O Zolgensma insere um pedaço de um gene em células do paciente com AME para que produzam uma proteína essencial para a sobrevivência de neurônios. Um dos motivos pelo preço do líquido.
Crianças com AME não têm o gene produtor dessa proteína, os neurônios começam a morrer. Logo, o paciente perde os movimentos motores e, em seguida, vem a atrofia.
Para inserir o gene produtor da proteína no organismo das crianças doentes, o Zolgensma utiliza um vírus, chamado AAV9, presente no ar e inofensivo a humanos. Em laboratório, o “conteúdo” do vírus é modificado. Entao, o gene produtor da proteína que falta no organismo de quem tem AME é inserido nesse invólucro.
Dessa forma, ao entrar no organismo humano, ele procura células para “infectar”. Ao encontrá-las, ele se fixa a elas, bem perto dos genes originais do paciente doente. Assim, o organismo produz anticorpos para combater o vírus, liberando o conteúdo.
Por fim, o gene se posiciona ao lado do DNA que passa a funcionar como se fosse do próprio organismo para sempre, e a proteína começa a ser produzida. Em alguns casos, essa abordagem não funciona. Por isso é importante fazer o teste da existência de anticorpos contra o AVV9.
Sobre o transporte do remédio
Banzato explica que o Zolgensma é um líquido que vem em pequenos frascos, de 5,5 ml ou 8,3 ml cada, enviados diretamente do laboratório para o hospital no qual o paciente receberá o tratamento. Cada paciente recebe uma dose de 40 ml a 80 ml, dependendo de tamanho e peso.
Com os dados do paciente, o laboratório calcula quantos frascos são necessários para compor essa quantidade de remédio e os envia acondicionados numa caixa. De acordo com a médica, carros fortes já foram utilizados para transportar o Zolgensma, mas acabaram sendo abandonados por chamar muita atenção.
Por segurança, o Hospital Pequeno Príncipe não informa o local onde o medicamento é armazenado até que ele seja aplicado no paciente. Ele chega ao hospital congelado a 60º C negativos. Leva 24 horas para o conteúdo se transformar em líquido.
Depois de um dia, os frascos podem ser abertos e aplicados nos pacientes. Benzato conta ao UOL que os farmacêuticos relataram apreensão durante o transporte. “Mas eles estão acostumados com esse trabalho. Passam por um treinamento e têm certificação para lidar com isso”, disse.
Aplicação do Zolgensma
O líquido é inserido no corpo das crianças através de um cateter na veia, similar ao usado na aplicação de soros. Para receber o Zolgensma, é preciso estar internado em um leito hospitalar.
Alguns hospitais só aplicam o Zolgensma em pacientes que foram internados um dia antes, e a alta só ocorre um dia depois do procedimento. Outros centros hospitalares exigem apenas uma hora de internação prévia e a liberação acontece no mesmo dia.
Segundo Benzato, o tempo de internação varia conforme o protocolo de cada hospital e a evolução de cada paciente. O custo para a aplicação do remédio, que não está incluso no valor do medicamento – muda de acordo com esses indicadores.
No entanto, o gasto extra dificilmente supera 1% do custo do remédio —o que pode chegar a mais de R$ 100 mil. Ainda assim, isso dificilmente sai do bolso dos pacientes, já que decisões judiciais obrigando o Estado a fornecer o Zolgensma para quem tem AME determinam que o internamento e a aplicação também sejam custeados.
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Duas crianças morrem por dia devido a Covid-19 no Brasil
Por: Alexandre Paes
Cerca de duas crianças menores de cinco anos morrem por dia no Brasil, desde o início da pandemia. Ao todo, 1.439 crianças nessa faixa etária morreram em decorrência da Covid-19 nos dois primeiros anos da pandemia no país. Os dados são de um levantamento feito pelo Observa Infância em parceria com a Fiocruz, com base em dados coletados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.
Em 2020, foram registradas 599 mortes de crianças com até cinco anos em consequência da doença. Já em 2021, quando a letalidade da doença aumentou em toda a população, o número de vítimas infantis saltou para 840.
Metade dos óbitos registrados está concentrada na região Nordeste do país. Dados preliminares divulgados pelo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde indicam que a média de duas mortes diárias se mantém este ano. Entre janeiro e 13 de junho de 2022, o Brasil registrou um total de 291 óbitos entre crianças menores de 5 anos.
A análise destes dois primeiros anos da pandemia no Brasil mostra que crianças de 29 dias a 1 ano de vida são as mais vulneráveis. Os dados de 2020 e 2021, analisados pelos coordenadores do Observa Infância, Cristiano Boccolini e Patricia Boccolini, passaram por revisão do Ministério da Saúde e das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
A professora e epidemiologista Patricia Boccolini, alerta para a urgência na aprovação da vacina para essa faixa etária. “Bebês nessa faixa etária respondem por quase metade dos óbitos registrados entre crianças menores de 5 anos. É preciso celeridade para levar a proteção das vacinas a bebês e crianças, especialmente de 6 meses a 3 anos. A cada dia que passamos sem vacina contra Covid-19 para menores de 5 anos, o Brasil perde 2 crianças”, aponta Patrícia.
A farmacêutica Pfizer informou que já prepara a documentação para solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o aval para liberação da vacina contra a Covid-19 para bebês acima de 6 meses até crianças de 5 anos.
Na semana passada, os Estados Unidos começaram a imunizar crianças com menos de cinco anos contra o coronavírus. A agência de saúde norte-americana expandiu autorizações de uso emergencial das vacinas da Moderna e da Pfizer para incluir crianças dessa faixa etária.
O pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Cristiano Boccoli explica que os dados se referem a óbitos infantis em que a Covid-19 foi registrada como causa básica e àqueles em que a doença é uma das causas da morte, ou seja, a infecção agravou alguma condição de risco preexistente ou esteve associada à causa principal de óbito.
“Na análise do Observa Infância consideramos também as mortes em que a Covid-19 agravou um quadro preexistente. Quer dizer, embora nem todas essas crianças tenham morrido de Covid-19, todas morreram com Covid-19”, esclarece o pesquisador.
Boccolini atribui o número alto de mortes comparado a outros países ao descontrole da pandemia e à desigualdade de acesso aos serviços de saúde entre as regiões do país, como a oferta de leitos de terapia intensiva, por exemplo.
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Assessoria de Comunicação
Associados da Ahpaceg participam de eventos comemorativos do Dia D da Desospitalização Hospitalar
Estudos comprovam que 80% dos pacientes desnutridos sem acompanhamento nutricional domiciliar são readmitidos na unidade hospitalar em menos de 30 dias após a alta médica. Para alertar os profissionais de saúde sobre a importância deste acompanhamento pós-alta, a Danone Nutricia – parceira da Ahpaceg – está promovendo a semana o Dia D da Desospitalização Hospitalar.
Em conjunto com o distribuidor Ubermédica, a Danone Nutricia está visitando alguns hospitais associados da Ahpaceg e promovendo a degustação de suplementos nutricionais e a demonstração dos tipos de dietas usadas no ambiente hospitalar e domiciliar. O objetivo é orientar e envolver todos os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas e outros) na intervenção nutricional e no combate à desnutrição hospitalar e pós-alta.
Os associados Hospital do Rim, Hospital Premium, Hospital Santa Mônica e Hospital de Acidentados já participaram desta ação. Os representantes da Danone Nutricia também estiveram na sede da Ahpaceg apresentando os produtos à farmacêutica da Central de Compras da Associação, Ana Valéria Miranda.
Parceiro da Ahpaceg, Ipog oferece condições especiais para associados em matrícula no MBA Executivo Gestão em Saúde
O Ipog está oferecendo condições especiais a associados da Ahpaceg interessados em participar do MBA Executivo Gestão em Saúde.
O curso tem o compromisso de instrumentalizar profissionais e gestores, compartilhando saberes e práticas para que possam atuar com eficiência e efetividade, impactando, assim, o resultado das organizações de saúde, contribuindo para um melhor desempenho individual e organizacional, com racionalização e otimização de tempo, de esforços e de recursos.
Para mais informações e inscrições, fale com o consultor Paulo Oliveira
Associados da Ahpaceg têm desconto em pós-graduação em Gestão de Negócios em Saúde da Fundação Dom Cabral
Os associados da Ahpaceg contam com 15% de desconto no curso de pós-graduação em Gestão de Negócios em Saúde, que será realizado em Goiânia pela Fundação Dom Cabral a partir de 9 de setembro.
Organizado em cinco módulos sequenciais, que preveem um entendimento e fortalecimento lógico do raciocínio dos participantes em relação à gestão na área da saúde, desenvolvendo competências para que possam encaminhar suas instituições para outro nível de atenção aos pacientes, o curso é aberto a médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, demais profissionais de saúde, além de administradores e outros que atuem na gestão de empresas em hospitais, clínicas, laboratórios, operadoras de saúde.
O objetivo é prepará-los para superar os desafios desse novo cenário que se delimita na área da saúde.
Acesse e inscreva-se. As vagas são limitadas: https://bit.ly/whats-FDC
CLIPPING AHPACEG 28/06/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
ANS suspende a venda de 70 planos de saúde de 8 operadoras
Plano de saúde: operadoras cobram na Justiça de usuários despesas com medicamentos sem registro na Anvisa. Entenda
Santa Casa de BH confirma duas mortes de pacientes após incêndio; causas dos óbitos serão investigadas
Goiás tem primeiro caso suspeito de varíola dos macacos, diz Ministério da Saúde
Funcionário de clínica morre após ser esfaqueado por paciente que resistiu à internação em Jaraguá, diz polícia
Ciência luta contra superbactéria causadora de tuberculose resistente a antibióticos
Setor público de saúde atende mais e gasta muito menos do que o privado
Brasil registra 147 mortes pela covid e quase 60 mil novos casos em 24h
CNN
ANS suspende a venda de 70 planos de saúde de 8 operadoras
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu suspender temporariamente a venda de 70 planos de saúde de oito operadoras diante das reclamações efetuadas no 1º trimestre. A proibição vale a partir de 30 de junho.
Segundo a ANS, 1,45 milhão de beneficiários desses planos ficam protegidos com a medida, já que esses planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento.
Para decidir pela suspensão, o órgão regulador levou em consideração mais de 37 mil reclamações que foram registradas desde 1º de janeiro deste ano até 31 de março.
Entre as operadoras com planos suspensos estão a Amil, Santo André, Esmale, Saúde Brasil, Biovida, Unimed Norte/Nordeste e Unimed-Rio.
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EXTRA ONLINE
Plano de saúde: operadoras cobram na Justiça de usuários despesas com medicamentos sem registro na Anvisa. Entenda
Operadoras de planos de saúde estão recorrendo à Justiça para cobrar despesas de medicamentos de alto custo de usuários. Elas estão amparadas na Tese 990 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que em 2018 mudou o entendimento da maioria dos tribunais do país sobre a obrigação das operadoras em cobrir medicamentos que não estavam registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que estavam sendo prescritos pelos médicos a alguns pacientes, especialmente para tratamento contra o câncer.
Além de questionar a cobertura dos remédios, as operadoras passaram a ingressar pedindo a devolução dos custos no período em que o medicamento estava sem registro. O STJ, então, passou a determinar o ressarcimento dos planos de saúde, mesmo os consumidores estando amparados em decisões judiciais na época da concessão da cobertura.
Fora do mercado:
Este foi o caso do economista Cláudio Salm, ex-diretor do IBGE, revelado pelo colunista de O Globo Elio Gaspari, no último domingo (dia 26). Usuário da operadora de saúde Unimed durante 20 anos, Salm foi diagnosticado com um câncer de pulmão, e recorreu a um medicamento importado. Como o fármaco não estava na lista da Anvisa, ele foi à Justiça e obteve uma liminar que lhe assegurava o reembolso da operadora.
Meses depois, o remédio entrou na lista da agência. Em agosto de 2019, Cláudio Salm morreu. A Unimed ingressou na Justiça, cobrando R$ 176 mil. O processo de Salm transitou em julgado em 2020, após uma decisão monocrática do ministro Marco Buzzi, da Quarta Turma do STJ, e agora a operadora está fazendo a cobrança ao espólio do falecido. A defesa da família do economista não se pronunciou sobre o caso.
Medicamento de alto custo
Já a Unimed-Rio informou que deu início à cobrança após entendimento do STJ sobre a legalidade de recusa da cooperativa em fornecer medicamento sem registro na Anvisa. A operadora diz ainda que é entende que é "legal o direito ao ressarcimento dos valores despendidos com o tratamento pelo período no qual a medicação não tinha autorização do órgão sanitário para ser utilizada no Brasil".
Para o advogado Rafael Robba, especialista em direito à saúde do escritório Vilhena e Silva, a mudança no entendimento do STJ causou grande insegurança jurídica no mercado já que havia uma decisão judicial para cada um dos paciente assegurando o pagamento do medicamento pelas operadoras.
- A decisão colocou os consumidores em uma arapuca. Esses consumidores quando buscavam a Justiça se apoiavam no entendimento que a maioria dos tinha de que, mesmo sem registro na Anvisa, as operadoras poderiam custear. Depois que houve a mudança, o STJ não fez nenhum tipo de modulação sobre o tema, o que abriu espaço para essa cobrança das operadoras, colocando o consumidor em situação de extrema vulnerabilidade porque são medicamentos de alto custo - explica ele.
Embora outros casos estejam chegando ao STJ, com pedidos de ressarcimento das operadoras contra os clientes, alguns processos também estão com recursos apresentados no Supremos Tribunal Federal (STF) que tem um entendimento diferente.
Em maio, o ministro Ricardo Lewandowki foi relator do caso de um paciente em tratamento de um mieloma - um tipo de câncer que afeta glóbulos brancos - que também havia obtido na Justiça o direito de cobertura de um medicamento não registrado pela Anvisa que agora estava sendo cobrado pela operadora do plano de saúde.
Segundo ele, a usuário do plano de saúde não deve ser obrigada a custear o tratamento realizado com o medicamento Revlimid no período que antecedeu o registro do fármaco na Anvisa. O ministro cita na decisão o direito constitucional à vida e à saúde, mas também a segurança jurídica já que o entendimento era de que o plano deveria arcar com a despesa.
- Nem todos os casos chegam ao STF. Esperamos que o Supremo em algum momento mude esse entendimento. Com base nessa tese, as operadoras começaram a recorrer para o STJ, caso a caso, em cada processo, e eles passaram a julgar que elas poderiam cobrar dos consumidores principalmente aqueles que receberam doses antes do registro na Anvisa, o que cria muita insegurança jurídica - avalia o advogado Rafael Robba.
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PORTAL G1
Santa Casa de BH confirma duas mortes de pacientes após incêndio; causas dos óbitos serão investigadas
Segundo a assessoria de imprensa da instituição, as duas pessoas não tiveram queimaduras.
A assessoria de imprensa da Santa Casa de Belo Horizonte confirmou, no fim da noite dessa segunda-feira (27), as mortes de dois pacientes após incêndio que atingiu o 10º andar da unidade de saúde.
A instituição afirma que as pessoas, que não tiveram nomes e idades divulgados, não sofreram queimaduras. Os corpos serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para que as causas dos óbitos sejam investigadas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo se alastrou depois que uma saída de oxigênio apresentou problemas em um dos quartos do décimo andar.
Foram mais de 950 pessoas evacuadas e 15 transferidas para outros hospitais.
O hospital informou que tinham 931 pacientes e que todos foram retirados, receberam atendimento médico e depois autorizados a retornar para a Santa Casa.
Após vistoria, a corporação afirmou que não houve dano estrutural no prédio.
Por meio de nota, a Defesa Civil de Belo Horizonte também informou que não foram registrados danos estruturais no prédio da Santa Casa. Ainda conforme o órgão, foram verificados danos no revestimento, mobilhas e parte elétrica. Área preventiva foi isolada.
Enquanto os militares debelavam o incêndio, pacientes, acompanhantes e funcionários tiveram que ficar nas ruas do entorno da Santa Casa.
Só no início da madrugada desta terça-feira (28) foi possível o retorno para as dependências do hospital.
"Esse incêndio se iniciou no 10º andar, onde funciona a UTI desse hospital e teria sido provocado, a princípio, devido a um vazamento de O2 (oxigênio) combinado com a pane, um colapso de um determinado equipamento. Imediatamente, as equipes do Corpo de Bombeiros realizaram o combate ao incêndio e evacuaram todo o hospital, especialmente aquelas pessoas que poderiam ser evacuadas naquele momento. O incêndio já foi debelado, não existe risco e não existe o registro de vítimas", detalhou o tenente Pedro Aihara , porta-voz do Corpo de Bombeiros.
Cerca de um hora antes, o Corpo de Bombeiros já havia informado que não foram registradas mortes por queimaduras.
"Não houve nenhum tipo de óbito em decorrência direta do incêndio. Nenhuma pessoa que, por uma questão de queimadura, por inalação de fumaça ou por outro produto da combustão, ela tenha se transformado em óbito. O que ocorre é que, durante o momento de transferência, houve alguns óbitos já confirmados de vítimas que, pelo fato do 10º andar ser de Centro de Terapia Intensiva existiam várias vítimas graves, e algumas dessas vítimas vieram a óbito nesse momento da transferência. O que a direção do hospital realiza neste momento é a investigação, esses corpos vão ser conduzidos ao IML para que possa ser verificado se o óbito foi em decorrência da transferência ou do próprio quadro de saúde que esses pacientes apresentavam", afirmou o tenente Pedro Aihara , porta-voz do Corpo de Bombeiros.
O que diz a Santa Casa
Leia a íntegra da nota:
"Acerca do incêndio ocorrido na ala C do 10º andar da Santa Casa BH, a instituição informa que os pacientes foram remanejados e submetidos a uma avaliação pelo corpo assistencial. A área onde ocorreu o incêndio encontra-se interditada pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil e as demais áreas voltaram ao seu funcionamento regular.
No momento do início do incêndio, haviam 931 pacientes internados. Os que se encontravam no 10º e 9º andares foram removidos, mas já estão retornando e recebendo a devida assistência. Foram registrados dois óbitos de pacientes que apresentavam quadro clínico grave. Os corpos estão sendo encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML).
A Santa Casa BH agradece o trabalho realizado pela Polícia Militar de Minas Gerais, Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Ressalta, ainda, o trabalho e a disposição dos funcionários e brigadistas da instituição".
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Goiás tem primeiro caso suspeito de varíola dos macacos, diz Ministério da Saúde
De acordo com a pasta, foram notificados dois casos no estado, mas um foi descartado e o outro permanece suspeito. Resultados dos exames laboratoriais ainda são aguardados.
Por Gabriela Macêdo, g1 Goiás
Goiás tem o primeiro caso suspeito de varíola dos macacos, segundo informe do Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, foram notificados dois casos no estado. No entanto, um foi descartado e o outro permanece suspeito.
Ao todo, até o momento, no Brasil, foram notificados 80 casos de varíola dos macacos. Destes, 20 casos foram confirmados e 14 casos, incluindo o de Goiás, permanecem suspeitos.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a investigação dos casos suspeitos está em andamento e as coletas para análise laboratorial já foram realizadas.
"Os resultados são aguardados", diz a pasta em informe sobre o cenário epidemiológico nacional.
Segundo o ministério, é considerado caso suspeito o indivíduo que, a partir do dia 15 de março de 2022, tenha apresentado erupções cutâneas pelo corpo. Entre os sintomas, também estão a febre e o inchaço dos gânglios (linfonodos).
A pasta ainda ressalta, em caso de suspeita da doença, deve ser feito o isolamento imediato da pessoa e coletadas as amostras clínicas.
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Funcionário de clínica morre após ser esfaqueado por paciente que resistiu à internação em Jaraguá, diz polícia
Suspeito do homicídio foi preso pela PM horas após o crime. Delegado disse que vai investigar o caso.
Por Vanessa Martins, g1 Goiás
Funcionário de uma clínica, Matheus Lopes dos Santos, foi morto ao tentar levar um paciente para internação, em Jaraguá, no centro de Goiás. Segundo a Polícia Civil, a vítima e dois colegas faziam esse resgate quando ela foi esfaqueada. Horas após o crime, o rapaz que seria internado de forma compulsória foi preso suspeito do crime.
A situação aconteceu na noite de domingo (26). De acordo com os registros da Polícia Militar, Matheus foi socorrido pelos dois colegas, levado ao Hospital Estadual de Jaraguá (Heja), mas morreu no local.
O delegado Glênio Alves, que está responsável pelo caso, disse que o suspeito do crime foi preso pela PM na manhã desta segunda-feira (27) e, ao ser chamado para prestar depoimento, preferiu ficar em silêncio.
Sem o nome do investigado, o g1 não consegui descobrir quem representa a defesa do preso para pedir uma posição sobre o caso.
Conforme Glênio, a instituição para a qual a vítima trabalhava é de outra cidade. O nome do local não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu descobrir qual o perfil da clínica e qual a posição da organização sobre o caso.
De acordo com o delegado, a mãe do suspeito disse que o filho tem diagnóstico de esquizofrenia, já havia sido internado na clínica onde a vítima trabalhava, chegou a receber alta do local, mas que ela pediu a intervenção dos profissionais do local novamente.
"Como já tinha sido internado nesse local uma vez, ele reconheceu na rua essas pessoas que iam fazer resgate, correu para sua residência, onde se escondeu. Quando as pessoas entraram, ele, com uma faca, esfaqueou uma dessas pessoas", explicou Glênio.
Ainda segundo o delegado, deve ser investigado o crime de homicídio e também a conduta dos funcionários da clínica que foram resgatar o paciente.
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JORNAL OPÇÃO
Ciência luta contra superbactéria causadora de tuberculose resistente a antibióticos
Por Italo Wolff
Interrupção do tratamento da tuberculose seleciona bacilos resistentes à drogas – estado de Goiás e Rondônia apresentam as maiores proporções de abandono do tratamento
A tuberculose (TB) é uma doença altamente prevalente no Brasil: o país ocupa a 19ª posição entre os países com mais casos no mundo, com 75 mil novas infecções e 5 mil mortes por ano. A doença causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, ou bacilo de Koch, preocupa porque é altamente contagiosa e tem tempo de tratamento longo. Com a queda da cobertura da BCG, vacina que previne a tuberculose, cientistas e médicos se preocupam com o avanço da doença.
Em 2021, o Brasil registrou 68.271 casos novos de TB. Em 2020, foram notificados cerca de 4,5 mil óbitos pela doença. Com a chegada da pandemia, a eliminação da TB como problema de saúde pública mundial ficou ainda mais distante, em função da redução de 25% no diagnóstico e do aumento de 26% da mortalidade pela doença no mundo. Durante a pandemia, houve redução de 40% no número de testes diagnósticos aplicados no país.
O pneumologista Matheus Ferrari considera a falta de conscientização sobre a doença o maior desafio a ser superado: “Pacientes chegam tarde ao diagnóstico e não têm informação sobre os riscos de transmissão. Não sabem também que qualquer pessoa que tenha tosse persistente deve procurar ajuda médica”. Segundo o médico, alguns pacientes apresentam sintomas simples que são ignorados por meses, até que o quadro se agrava.
“A tosse seca se transforma em tosse com pus ou sangue”, diz Matheus Ferrari. “Então começa o cansaço, febre, perda de apetite e peso, prostração. O acúmulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão) pode provocar colapso do pulmão. A transmissão é como a da Covid-19, e a infecção é particularmente preocupante para os pacientes imunossuprimidos.”
O tratamento com antibióticos é eficaz, mas por levar pelo menos seis meses, tem alta taxa de abandono. “É comum que o paciente sinta melhora após começar o tratamento e pense que já está bom, que pode parar de tomar os antibióticos. Assim, esse paciente mata apenas as variações vulneráveis do bacilo de Koch e seleciona a variação mais resistente ao medicamento. Desta forma, o paciente não está prejudicando apenas a si mesmo, mas colocando em risco a todos nós. Ele está favorecendo o desenvolvimento da tuberculose resistente ao tratamento, chamada de Tuberculose Drogarresistente (TBDR)”.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 465 mil pessoas foram recentemente diagnosticadas com TB resistente aos medicamentos em 2019. A Fiocruz traçou panorama do problema no Brasil durante a pandemia no Boletim Epidemiológico de TBDR, e encontrou que o estado de Goiás e Rondônia apresentaram as maiores proporções de abandono do tratamento para TB. Em todo o Brasil, entre 2019 e 2021, foram notificados 3.848 casos de TBDR.
Prevenção
A principal maneira de prevenir a tuberculose é com a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), disponível gratuitamente no SUS. Essa vacina deve ser dada às crianças ao nascer, ou, no máximo, até 04 anos, 11 meses e 29 dias de idade e protege contra as formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a meníngea.
Entretanto, dados do sistema de informação SI-PNI/DataSUS revelam que a faixa etária que mais tem falhado na prevenção de doenças infecciosas é justamente a das crianças. Imunizantes aplicados nos recém-nascidos, como a BCG, que protege contra tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, foi a vacina que sofreu maior queda em pontos percentuais: em 2014 foi aplicada em 107% do público alvo; em 2021, em apenas 68%.
Cerca de 11% dos brasileiros diagnosticados com tuberculose em 2019 abandonaram o tratamento da doença, segundo estimativa do Ministério da Saúde – taxa considerada alta diante dos 5% de abandono de tratamento estimados pela OMS. Um aplicativo de celular, criado para monitorar e auxiliar na adesão ao tratamento da doença, pode ajudar a diminuir essa taxa. A ferramenta, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), é descrita em artigo publicado na sexta (25) na “Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical”.
O aplicativo é o primeiro de uma série de tecnologias desenvolvidas pela equipe de pesquisa da epidemiologista Ethel Maciel, da Ufes, para facilitar a administração e supervisão do uso do medicamento para tuberculose. Com ele, as equipes de saúde podem monitorar a administração de medicamentos e eventos adversos relacionados à tuberculose latente, que é a fase assintomática da doença. O paciente também pode se comunicar, via aplicativo, com a unidade de saúde sem sair de casa. A expectativa é que a ferramenta possa ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) e ajude na redução das taxas de abandono do tratamento da doença.
Estima-se que um quarto da população mundial tenha o quadro assintomático de tuberculose. A forma não contagiosa da doença pode progredir para a forma ativa a partir de alterações no sistema imunológico, o que gera preocupação das entidades de saúde. No Brasil, 67 mil novos casos da doença foram notificados em 2020, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), um total de 31 casos por 100 mil habitantes. O tratamento, fornecido pelo SUS, dura entre 6 e 9 meses e reduz significativamente o risco de desenvolver a forma ativa da doença, responsável pela morte de quase 1,4 milhão de pessoas no mundo em 2019.
O monitoramento via aplicativo também tem o potencial de facilitar o acesso à saúde. “Há benefícios como a diminuição de custos com deslocamento e a possibilidade de poder monitorar muito mais pessoas, porque se um agente comunitário de saúde vai à casa de alguém para monitorar o tratamento, gasta muito tempo para ir a vários locais. Monitorando pelo app, a gente consegue ver a pessoa tomando o medicamento e fazer essa supervisão de forma virtual”, explica a epidemiologista.
O conteúdo do aplicativo segue o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil e o Protocolo de Vigilância da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis no Brasil, documentos do Ministério da Saúde, aperfeiçoados a partir de avaliação de pacientes e de profissionais da enfermagem e da medicina. Os próximos passos do estudo vão avaliar o uso do aplicativo na prática, por meio do acompanhamento de 184 pacientes, do início ao fim do tratamento da doença.
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SAÚDE BUSINESS
Setor público de saúde atende mais e gasta muito menos do que o privado
Segundo levantamento realizado pela IN3 Inteligência para a Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED), o setor público é responsável pela maioria absoluta dos procedimentos médico-hospitalares. Foram cerca de 973 milhões de procedimentos em 2020, durante o auge da pandemia, e 1,13 bilhões em 2021. Enquanto o setor privado foi responsável por 387 milhões de procedimentos em 2020 (não há dados consolidados para o setor privado em 2021).
Em relação aos valores, em 2020, o setor público movimentou US$ 1,73 bilhão (R$ 8,29 bilhões) e o privado, US$ 4,02 bilhões (R$ 20,73 bilhões). Os valores, no entanto, não apresentam correlação direta com o volume de procedimentos realizados em ambos os setores.
“Essa diferença ocorre, em parte, pelos tipos de procedimentos buscados no setor privado e no público. O privado acaba absorvendo a demanda de média e alta complexidade quando se trata de procedimentos. Então, o valor agregado da iniciativa privada acaba sendo maior”, explica Fernando Silveira Filho, presidente da ABIMED.
O levantamento foi realizado com base na Pesquisa Industrial Anual (PIA) e na mensal (PIM), além de dados reportados pelo Governo Federal, DataSUS, SISCORI e ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar). A tabulação das informações permitiu traçar um panorama atual do mercado de procedimentos médico-hospitalares. A ABIMED representa 65% do mercado de dispositivos e equipamentos para o setor da saúde.
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EXAME
Brasil registra 147 mortes pela covid e quase 60 mil novos casos em 24h
O registrou 59.944 novos casos da nesta segunda-feira, 27. A média móvel de testes positivos, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 54 4 mil, o que representa um aumento de 36% em relação à de duas semanas atrás. A última vez que o índice esteve nesse patamar foi no início de março, quando o País começava a se recuperar da alta circulação da variante Ômicron.
O País também notificou 147 novas mortes pelo coronavírus nesta segunda, enquanto a média móvel de óbitos ficou em 198, a maior desde 1º de abril, quando chegou a 207. No total, o tem 670.606 vítimas e 32.136.916 casos da doença.
São Paulo notificou sete mortes e pouco mais de 2 mil novos casos do coronavírus nas últimas 24 horas. O maior total para o período veio de Minas Gerais, que informou 49 óbitos e mais de 17 mil novos testes positivos nesta segunda-feira.
Os dados diários do são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 30,6 milhões de pessoas se recuperaram da doença desde o início da pandemia.
O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.
O Ministério da Saúde informou que foram registrados 51,6 mil novos casos e mais 127 mortes pela nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 32.130.316 testes positivos para a doença e 670.532 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.
O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a no chegou nesta segunda-feira, 27, a 179.037.699 o equivalente a 83,34% da população total. Nas últimas 24 horas 12,6 mil brasileiros receberam a primeira aplicação do imunizante, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.
Entre os mais de 179 milhões de vacinados, 167,4 milhões completaram o esquema vacinal primário (duas doses ou vacina da Janssen), o que representa 77,92% da população total.
Nas últimas 24 horas, o País administrou 73,6 mil segundas doses e outras 2,6 vacinas de dose única.
A dose de reforço foi aplicada em 101.158.309 brasileiros, ou 47 09% da população total. Até o momento, 6,7 milhões receberam o reforço extra da quarta dose.
Somando todas as vacinas aplicadas, o administrou quase 883 mil doses nesta segunda-feira.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 25 A 27/06/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Em seis meses, Brasil já registra 130% mais mortes por dengue
Brasil registra mais de 18 mil casos de covid em 24h e média cresce pelo 7º dia
Goiânia amplia vacinação contra a influenza para toda população
Goiás confirma 2.747 novos casos de covid-19 em 24 horas
Cofen e Coren-SP vão apurar vazamento de dados sigilosos de Klara Castanho
Lei coloca religiosidade como política pública no tratamento de dependentes químicos
Fãs de Joelma e Virgínia Fonseca procuram entender o que ocasionou inchaço nas famosas
Maioria dos brasileiros têm a percepção que saúde piorou devido a Covid-19
Taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 dobrou nos últimos meses
Menos de 50% dos bebês receberam sete das nove vacinas de rotina em Goiás, diz secretaria
AGÊNCIA ESTADO
Em seis meses, Brasil já registra 130% mais mortes por dengue
Em menos de seis meses, o Brasil já registrou bem mais que o dobro de mortes por dengue do que em todo o ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados na sexta-feira (24/6). Foram 585 óbitos de janeiro a 20 de junho de 2022, ante 246 nos 12 meses de 2021, aumento superior a 130%. O número já é maior também do que em todo o ano de 2020, quando a dengue matou 574 pessoas. Em 2019, houve 840 mortes.
O número de casos este ano aumentou 196% em relação a igual período do ano passado, chegando a 1.143.041 em todo o País. A incidência é de 550 casos por 100 mil habitantes. A doença é transmitida pela picada do Aedes aegypti.
O Estado de São Paulo lidera em número de mortes, com 200 óbitos, segundo o ministério - a Secretaria de Saúde do Estado aponta 198. O número é quatro vezes maior que os 52 óbitos registrados no mesmo período do ano passado e quase o triplo do total de mortes em 2021, quando houve 71. São Paulo já teve 225 mil casos de dengue este ano. No mesmo período do ano passado, houve 130 mil, segundo a pasta estadual. Já o ministério aponta 297 mil casos em território paulista, incidência de 550 relatos por 100 mil habitantes. A pasta federal considera os casos prováveis de dengue, enquanto a paulista divulga aqueles já confirmados.
Segundo Estado em número de mortes, Santa Catarina teve 66 registros. Por região, o Centro-Oeste tem a maior incidência, com 1.585,2 casos por 100 mil habitantes, seguido pela Região Sul, com 968,4 casos por 100 mil pessoas. O Estado de São Paulo tem o município com maior incidência de dengue no Brasil: Araraquara, com 13.765 casos, taxa de 5.722 casos por 100 mil habitantes. Com 240 mil habitantes, Araraquara já registrou 17 mortes por dengue este ano.
De acordo com o InfoDengue, sistema de monitoramento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a cidade está em alerta vermelho. A alta incidência levou a prefeitura a criar um centro de atendimento exclusivo para essa doença no Hospital de Campanha, que funciona diariamente, incluindo fins de semana e feriados, das 7 às 19 horas. Também foi criada uma sala de situação para acompanhar diariamente a evolução dos casos e traçar ações de combate ao mosquito transmissor.
Em média, os agentes de combate a endemias visitam 30 mil casas por mês, em busca de criadouros. Também são feitos fumacês, nebulizações, além de mutirões para a retirada de entulhos e material inservível. Equipes de educação do Controle de Vetores e da Vigilância em Saúde realizam ações educativas em escolas públicas e privadas, com palestras e exposições sobre a dengue. Todas as unidades de saúde estão focadas na identificação e tratamento dos casos, segundo a prefeitura.
Prevenção
Ainda segundo a pasta, o enfrentamento ao mosquito é uma tarefa contínua e coletiva. As principais medidas de prevenção são: deixar a caixa d'água bem fechada e realizar a limpeza regularmente; retirar dos quintais objetos que acumulam água; cuidar do lixo, mantendo materiais para reciclagem em saco fechado e em local coberto; eliminar pratos de vaso de planta ou usar um pratinho que seja mais bem ajustado ao vaso; descartar pneus usados em postos de coleta da Prefeitura.
Conforme diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS), o trabalho de campo para combate ao mosquito transmissor de dengue compete primordialmente aos municípios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Brasil registra mais de 18 mil casos de covid em 24h e média cresce pelo 7º dia
O Brasil registrou 18.074 novos casos de covid-19 neste domingo (26/6), conforme dados do consórcio de veículos de imprensa. A média móvel de testes positivos, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 53.798. Acima de 50 mil há três dias, o número cresce pelo sétimo dia consecutivo.
Em duas semanas, houve aumento de 18%. Desde meados de maio, o País vive nova alta de casos puxada pelas subvariantes BA.4 e BA.5 da Ômicron. O País também notificou 41 novas mortes pelo coronavírus neste domingo, enquanto a média móvel de óbitos ficou em 193. Em duas semanas, houve aumento de 20,6%. No total, o Brasil acumula 670.459 vítimas e 32.076.972 casos da doença.
Na sexta-feira, o Ministério da Saúde informou que foram registrados 60.384 novos casos e mais 334 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 32.023.166 pessoas infectadas e 670.229 óbitos. A pasta não atualizou os dados no final de semana. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.
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A REDAÇÃO
Goiânia amplia vacinação contra a influenza para toda população
Goiânia - A Prefeitura de Goiânia amplia, a partir desta segunda-feira (27/6), a vacinação contra a influenza para toda a população a partir dos seis meses de idade. A iniciativa ocorre das 8h às 17h, nas 71 salas de rotina e também na Van da VacinAção.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), a campanha vai continuar enquanto houver vacinas disponíveis. O número de doses ainda está sendo levantado pela pasta.
A ampliação do público-alvo é uma recomendação do Ministério da Saúde, já que a cobertura durante a campanha aos grupos prioritários atingiu 53,5%, ou seja, pouco mais da metade da população brasileira vacinável.
Em Aparecida de Goiânia, a ampliação do público-alvo também começa nesta nesta segunda-feira (27/6).
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Goiás confirma 2.747 novos casos de covid-19 em 24 horas
Goiânia - Goiás registrou 2.747 novos casos de covid-19 e uma morte provocada pela doença nas últimas 24 horas, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) divulgados na tarde deste domingo (26/6). Com as atualizações, o Estado chega a 1.475.179 infecções e 26.824 óbitos ligados ao novo coronavírus desde o início da pandemia.
Ainda de acordo com a SES-GO, são apurados em Goiás 824.310 casos e 274 óbitos para saber se há relação com a covid-19. A taxa de letalidade do vírus no Estado é de 1,82%.
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JORNAL OPÇÃO
Cofen e Coren-SP vão apurar vazamento de dados sigilosos de Klara Castanho
Por Eduardo Marques
Na noite de sábado, 25, a atriz fez carta aberta falando ter sido alvo de ameaça de uma enfermeira depois de engravidar por estupro
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) anunciaram neste domingo, 26, que vão apurar a denúncia da atriz Klara Castanho de que uma enfermeira teria a abordada e ameaçado divulgar para a imprensa informações sobre a entrega para adoção de bebê fruto de um estupro.
A atriz, de 21 anos, publicou um relato em suas redes sociais e revelou que foi estuprada, engravidou e decidiu entregar o bebê diretamente para adoção. Ele escreveu uma carta aberta, na noite do sábado, 25, repudiando o vazamento da história.
No comunicado, o Cofen “manifesta profunda solidariedade à atriz Klara Castanho, que, após ser vítima de violência sexual, teve o seu direito à privacidade violado, durante processo de entrega voluntária para adoção, conforme assegura o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.
Informa também que, diante dos fatos, determinou a apuração da ocorrência e “tomará todas as providências que lhe couber para a identificação dos responsáveis pelo vazamento de informações sigilosas pertinentes ao caso”.
“Casos assim devem ser rigorosamente punidos, para que não mais se repitam. Da mesma forma, devem ser execrados comunicadores que deturpam a função social do jornalismo para destruir a vida das pessoas. Vida privada não é assunto público”, afirma.
Também em nota, o Coren-SP ressalta que compete ao conselho investigar situações em que haja infração ética praticada por profissional de enfermagem e adotar as medidas previstas no Código de Processo Ético dos Conselhos de Enfermagem.
O comunicado complementa que “seguirá os ritos e adotará os procedimentos necessários para a devida investigação, como ocorre em toda denúncia sobre o exercício profissional. Assim, o Coren-SP ressalta a cautela necessária sejam tomadas as medidas corretas para a apuração dos fatos” e manifesta sua solidariedade à atriz”, destaca.
O hospital em que Klara ficou internada, na região metropolitana de São Paulo, informou, por nota, que será aberta uma sindicância interna para investigar a denúncia feita pela atriz. No texto, divulgado neste domingo, 26, a instituição diz que “tem como princípio preservar a privacidade de seus pacientes bem como o sigilo das informações do prontuário médico. O hospital se solidariza com a paciente e familiares e informa que abriu uma sindicância interna para a apuração desse fato”.
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O HOJE
Lei coloca religiosidade como política pública no tratamento de dependentes químicos
Por: Thauany Melo
O governador Ronaldo Caiado sancionou uma lei que torna a religiosidade uma política pública no tratamento de dependentes químicos em Goiás. Conforme o texto, o assistido deverá ser consultado sobre qual religião ele se identifica e, então, será contatada uma das entidades religiosas cadastradas para que promova o acompanhamento religioso.
O texto estabelece que “os órgãos e entidades responsáveis pelo atendimento aos dependentes químicos deverão cadastrar as entidades religiosas interessadas em prestar o atendimento religioso”.
A proposta foi de autoria do deputado estadual e cristão Henrique César (PSC). O parlamentar alegou que “a frequência constante a uma igreja, templo ou a prática dos conceitos propostos por uma religião e a importância dada à religião e à educação religiosa na infância são possíveis fatores protetores do consumo de drogas”. Na justificativa, ele citou “estudiosos” para corroborar com a narrativa, sem, no entanto, especificar quais são os estudos.
Psicóloga e professora do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Larissa Arbués ressaltou que ficou impactada ao ver que a lei foi sancionada. De acordo com a especialista, é necessário atentar-se para o fato de que a medida abre portas para financiamento de centros religiosos, além de incentivar o uso deles nas instituições públicas.
“O problema não é a afirmação que a religiosidade ou espiritualidade sejam elementos que contribuem na reabilitação de pessoas que fazem uso de drogas ou tenham qualquer outra demanda de saúde mental. É uma dimensão que quando faz sentido para a pessoa pode sim ajudar. A questão é que ao se tornar uma política pública abre-se portas para financiamento de unidades de caráter religioso (o que na verdade já existe) e estímulo ao seu uso dentro de instituições públicas, que devem manter seu caráter laico”, explicou Arbués.
A especialista pontuou que a maioria das religiões atribuem princípios morais à dependência química, o que não é efetivo no tratamento. “A visão da maioria das religiões e do suposto tratamento religioso que existem hoje atribuem um caráter moral ao uso e ao usuário. Portanto, do tratamento. E isso sim sabemos que não funciona. O uso abusivo, ou disfuncional, de drogas é um fenômeno complexo e multideterminado, seja individual ou como questão social. A perspectiva moral é reducionista e geralmente tem uma abordagem culpabilizante do usuário”, afirmou.
Coordenadora do Centros de Atenção Psicossocial (Caps) Noroeste, que atende usuários de álcool e outras drogas, Sueli Neves reforçou que a religião pode colaborar no tratamento da dependência química, porém, é uma doença e como tal deve ser tratada em uma unidade de saúde. Além disso, ela chamou atenção para a necessidade de investimentos na rede de atenção psicossocial.
“O aspecto religioso pode contribuir no tratamento da dependência de álcool e outras drogas. No entanto, não como política pública. Primeiro por compreender que a dependência é uma doença. E por ser doença, trata-se em uma unidade de saúde”, disse. “Não enxergo a religiosidade como política pública no tratamento de dependência ao álcool e outras drogas. Pelo contrário, o que vejo como efetivo em saúde mental é o trabalho desenvolvido pela Rede de Saúde Mental de cada município. O que precisamos é investimento público nos Caps, Pronto Socorro, Gerartes, Residências Terapêuticas, Ambulatórios de Psiquiatria, Unidades de Acolhimento, dentre outros”, completou.
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Fãs de Joelma e Virgínia Fonseca procuram entender o que ocasionou inchaço nas famosas
Recentemente a cantora Joelma virou notícia por sua aparência estar diferente do que os fãs estão acostumados. Com o rosto inchado, especularam que ela sofria de Edema Transitório Intermitente Persistente (ETIP) causado pelo Covid-19. A intercorrência trata-se de uma reação a preenchedores com ácido hialurônico, que tem grande afinidade com moléculas de água; ou seja, é capaz de puxar o líquido para os tecidos onde foi injetado. Outra vítima do problema foi a influenciadora Virginia Fonseca, que em 2021 acordou com seu lábio inchado.
Hoje, muitas pessoas buscam nos preenchimentos faciais uma harmonização das nuances do rosto, mas é importante entender quais as consequências que podem surgir. A farmacêutica especialista em estética avançada Ludmila Garcez relembra episódios como os da cantora Joelma e da influenciadora digital Virginia Fonseca para trazer o assunto à tona. “De antemão é importante falar que é ETIP é uma situação rara e transitória. Por isso não tenham medo de fazer procedimentos com ácido hialurônico”, diz Ludmila.
A especialista começa explicando como o Edema Transitório Intermitente Persistente (ETIP) se comporta no nosso organismo. O ETIP consiste em episódios recorrentes de edema no local da injeção do ácido hialurônico, que apresentam períodos curtos ou longos de remissão, sem evidência de nódulos palpáveis definidos. É uma reação adversa tardia ao preenchedor. “Os profissionais devem estar sempre aprimorando seus conhecimentos para conseguirem gerenciar as complicações, além de compreender as reações causadas pelo produto”, alerta.
A explicação para o ETIP, é que, ao criar anticorpos contra algum quadro infeccioso, nosso corpo gera uma reação cruzada com ácido hialurônico. “Ou seja, o anticorpo produzido para agredir o microrganismo que causou algum quadro infeccioso, principalmente respiratório, como sinusite e problemas virais, reconhece a molécula do ácido hialurônico como se também fosse um agente agressor, desencadeando o edema”, explica Ludmila. Ela ainda ressalta que esse processo não é uma rejeição, para a tranquilidade dos usuários.
E caso você esteja passando pela intercorrência ou talvez venha a acontecer, a farmacêutica dá dicas de como amenizar os sintomas. “O tratamento é feito com medicamentos como anti-inflamatório não esteroide e anti-histamínico oral. Pode-se considerar a utilização de corticosteroide oral, antibioticoterapia e hialuronidase para a ação reversa do problema e gelo no local também ajuda”, revela a especialista. Tendo sempre o acompanhamento de um profissional competente no procedimento e no pós.
Para iniciar o tratamento do edema, é necessária a avaliação de um profissional de estética especializado, ele deve investigar o que ocorreu para causar o início do ETIP, para indicar o tratamento ideal. “Ciente da individualidade e limitações de cada caso, o profissional deve realizar o melhor procedimento e tratamento, a fim de aliviar os desconfortos do paciente”, finaliza a farmacêutica especialista em estética avançada Ludmila Garcez. Casos como estes alertam os pacientes para importância de se atentarem às essas novas tendências estéticas.
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Maioria dos brasileiros têm a percepção que saúde piorou devido a Covid-19
A pandemia da Covid-19 gerou vários impactos no âmbito social, sejam eles econômicos, na educação, no saneamento básico, na política, no mercado de trabalho, mas principalmente na saúde dos brasileiros. Segundo uma pesquisa do Covitel, inquérito de vigilância sobre doenças crônicas não transmissíveis, entre o período pré-pandemia (2019) e o primeiro trimestre de 2022, a quantidade de brasileiros que avaliam negativamente o próprio estado de saúde aumentou 91,8%, o avaliando como ruim ou muito ruim.
A saúde está interligada com vários outros fatores como bons hábitos alimentares, prática de exercícios físicos e cuidados mentais. Em relação ao consumo de legumes e verduras, houve queda de 12,5% na população em geral, e a prática de atividade física sofreu redução de 21,4% na proporção de pessoas que cumprem o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme o levantamento.
Um fator fortemente impactado em decorrência da pandemia foi a saúde mental. Foi observado pela pesquisa que a Covid-19 gerou um aumento no diagnóstico de depressão entre os adultos brasileiros. Além disso, paralelamente ao aumento de casos de depressão, foi observada a estagnação de índices que vinham melhorando nos últimos anos, como por exemplo o tabagismo.
A pesquisa aponta no indicador de saúde mental que, entre o período analisado, o diagnóstico médico de depressão aumentou 41%, sendo que, entre mulheres, houve aumento de 39,3%, e em pessoas com maior escolaridade, ou seja, 12 anos ou mais de estudo, sofreu crescimento de 53,8%.
No que se refere a doenças crônicas, o levantamento aponta que, no Brasil, cerca de 70% das mortes são causadas por consequências das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e seus agravos. De acordo com Pedro Hallal, professor titular da Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e um dos coordenadores da pesquisa, o inquérito mostrou que a pandemia atrapalhou no enfrentamento dessas doenças, aumentando comportamentos de risco, citando como exemplo a inatividade física.
A problemática apontada por Hallal está atrelada à diminuição da prática de atividade física e à piora de hábitos alimentares. “A redução da prática de pelo menos 150 minutos de atividade de intensidade moderada por semana aconteceu ao mesmo tempo em que os hábitos alimentares pioraram, com a diminuição do consumo de verduras e legumes, por exemplo. O único destaque positivo com relação a alimentação foi a redução de consumo de refrigerantes e sucos artificiais, que caiu 25,4% no Brasil”, afirma.
Apesar de não terem sofrido aumento estatisticamente significativo, os indicadores da prevalência de diagnóstico médico confirmado para hipertensão e diabetes chamam atenção. De acordo com a análise de Luciana Sardinha, Assessora Técnica de Saúde Pública e Epidemiologia da Vital Stategies e uma das coordenadoras do estudo, a estabilidade pode estar vinculada ao menor acesso a diagnóstico médico no período de isolamento social, “quando as pessoas deixaram de procurar os serviços de saúde, prejudicando, consequentemente, os tratamentos oportunos para essas importantes questões de saúde.
De acordo com Pedro de Paula, Diretor Executivo da Vital Strategies, as doenças crônicas não transmissíveis podem ser evitadas. O diretor explica que, dados como os trazidos pelo Covitel são fundamentais para a vigilância em saúde, “orientando as prioridades, o planejamento e ações relacionadas às políticas públicas de saúde”
Desigualdades em saúde
O inquérito avaliou ainda indicativos de como a pandemia agravou as desigualdades em saúde, conforme publicado, apontando que o grupo de pessoas que perdeu o trabalho durante a pandemia teve o pior resultado em oito dos doze indicadores que tiveram mudanças significativas estatisticamente, no Brasil.
Em relação ao esquema vacinal, no primeiro trimestre de 2022, haviam completado o esquema vacinal 94,4% das pessoas com maior escolaridade, enquanto apenas 76,9% daqueles com menor escolaridade, ou seja, de 0 a 8 anos de estudo, haviam recebido todas as doses recomendadas. Segundo Pedro de Paula, é necessário que haja investimento em “uma agenda baseada em dados, trabalho conjunto, enfrentamento de desigualdades e, claro, combate às doenças crônicas não transmissíveis”. Além disso, ele explica que, com inteligência em saúde pública, “prevenimos doenças, promovemos a qualidade de vida e, principalmente, salvamos vidas”, sendo benéfico uma vez que, “ao mesmo tempo que otimizamos recursos, reduzimos os custos destinados a tratamentos e consequências da perda da produtividade de uma população adoecida”, afirma o diretor executivo.
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Taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 dobrou nos últimos meses
Por: Mariana Fernandes
A taxa de ocupação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dobrou desde março nas unidades da rede estadual. Naquele mês, o percentual girava em torno de 39% e atualmente está em 86%. O aumento de casos da doença se deve ao retorno de eventos e shows, além das temperaturas baixas, apontam especialistas. O cenário fez com que o número de leitos fossem ampliados peo Estado.
Na semana de 6 a 12 de junho, Goiás atingiu recorde no número de casos em somente uma semana, com mais de 11 mil casos da doença. No último dia 6, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) anunciou o acréscimo de 101 leitos na rede estadual para pacientes com Covid-19 – 66 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 35 de enfermaria.
Com a mudança de perfil de leitos gerais para suportes específicos para pacientes com Covid-19 e a abertura de novos, o Estado passou a oferecer 176 leitos destinados ao enfrentamento da doença – sendo 116 leitos de UTI e 60 de enfermaria. Os novos leitos serão implantados nos próximos dias.
De acordo com a secretaria, a ampliação é uma estratégia diante do atual cenário epidemiológico, com alta sazonal do número de casos da Covid-19, influenciada pelo clima frio, e também pelo aumento do número de solicitações de internações para casos suspeitos da doença, que necessitam de isolamento. “Serão 20 novas vagas de UTI Covid em unidades da rede estadual em Itumbiara, 20 em Uruaçu, 16 em Goiânia e 10 em Nerópolis. Já os leitos de enfermaria para o tratamento da doença terão acréscimo de 15 novas vagas em Nerópolis, 10 em Goiânia e 10 em Uruaçu”, explica.
O superintendente de vigilância, Yves Mauro
Ternes explica que a retomada de eventos e as baixas temperaturas contribuem para aumento de casos confirmados. Com isso, a aglomeração com ambientes propícios à propagação do vírus aumentam a cadeia de transmissão.
Atualmente, a maior preocupação gira em torno do aumento da média da taxa de internações no município. Para amenizar os casos, a população deve se conscientizar, avalia o superintendente. A orientação é reduzir a transmissão com o uso de máscaras em ambientes onde não é possível manter o isolamento social.
Doses em atraso
A SES repassa aos municípios goianos a recomendação de vacinar a segunda dose de reforço contra Covid-19 para pessoas com 40 anos ou mais de idade. As orientações foram repassadas pelo Ministério da Saúde nas Notas Técnicas 176 e 177.
A SES ainda alerta as pessoas que estão com doses em atraso e os 652 mil goianos que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina. Os dados mostram casos em alta e elevação das taxas de internação na rede pública estadual.
Devem procurar os postos de saúde para receber a segunda dose de reforço as pessoas com 40 anos ou mais que receberam o primeiro reforço há pelo menos quatro meses. Estão indicadas para o primeiro e segundo reforços as vacinas Cominarty/Pfizer, Covishield/Astrazeneca ou Janssen, independentemente do imunizante administrado nas primeiras e segundas doses.
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PORTAL G1
Menos de 50% dos bebês receberam sete das nove vacinas de rotina em Goiás, diz secretaria
Superintendente afirma que doenças já erradicadas podem voltar se comportamento não mudar. Pasta também aponta baixa adesão na imunização contra gripe e sarampo.
Por Vanessa Martins, g1 Goiás
Dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) apontam que a cobertura vacinal (parte da população que está imunizada) está abaixo de 50% em sete de nove imunizações de rotina previstas pelo Ministério da Saúde para bebês com menos de 2 anos completos. A meta do órgão nacional de imunização contra essas doenças varia de 90% a 95% (confira tabela abaixo).
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, os dados são atualizados mensalmente e são referentes ao último dia 20 de junho.
Flúcia avalia que esses números são resultado de um comportamento dos pais que teria começado por volta de 2016. A especialista acredita que, por não verem mais casos das doenças, muitos não acham que é necessário proteger os filhos contra elas.
"Não se preocupam porque acham que não precisam, porque não veem mais casos, mas doenças que já estavam erradicadas no Brasil estão voltando a aparecer por causa desse comportamento. O sarampo é uma delas. Em Goiás, este ano, tivemos um caso de difteria. Antes disso, o último registrado foi em 1998", exemplificou.
Flúvia comentou que não deveria ser necessário que pessoas voltassem a sofrer com doenças que já podem ser prevenidas por vacinas para que só então a população ficasse em alerta.
"Esse pai que hoje não leva os filhos foi vacinado porque os pais dele o levaram para vacinar. Eles foram protegidos, mas não estão protegendo os filhos", completou.
Cobertura vacinal do calendário de crianças com menos de 2 anos - A tabela acima mostra a cobertura vacinal de bebês com menos de 2 anos de vida, até 20 de junho deste ano, contra nove doenças. Entre elas, o menor índice de vacinação é o da febre amarela – 44%. O maior é da vacina contra BCG (que protege contra a tuberculose) – 53%.
Questionada sobre qual índice é o mais preocupante, Flúvia disse que todos são igualmente perigosos para a saúde pública.
"A gente precisa voltar [ao entendimento que existia há cerca de dez anos], quando as campanhas de vacinação eram tratadas como algo tão essencial quanto levar o filho ao pediatra, por exemplo. Era rotina dos pais, isso precisa voltar a acontecer", comentou.
Ainda de acordo com ela, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já emitiu uma recomendação para que os profissionais de saúde no Brasil recebem treinamento para identificar casos de polio, que causa paralisia infantil.
"Por causa da baixa cobertura vacinal, a OMS já considera um risco alto da volta desta doença no Brasil, que teve o último caso registrado em 1989 na Paraíba", completou.
Gripe e sarampo
A superintendente mostrou que a falta de adesão à vacinação também é vista nos índices de imunização contra gripe e sarampo, cujas campanhas terminaram no sábado (25). Segundo índices do ministério da Saúde, 38% das crianças foram imunizadas contra o sarampo e 45% contra a gripe.
"A adesão foi muito baxa, tanto para gripe quanto para sarampo. Goiás tem um dos melhores índices a nível nacional, mas ainda é muito ruim. A faixa de idosos, por exemplo, não conseguimos a meta de 90%, ficamos em 58%. Isso significa que temos muitas pessoas que poderia estar protegidas e não estão", disse.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 24/06/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Brasil já registra ao menos 16 casos de varíola dos macacos
Em um ano, vacina contra covid-19 evitou 20 milhões de mortes no mundo
Crianças com menos de 5 anos continuam sem vacina contra covid-19
Caiado inaugura nova estrutura do Hospital Estadual de Trindade
Covid-19: Goiás confirma 6,1 mil novos casos e 16 mortes em 24 horas
Hipertensão: entenda porque Anvisa determinou recolhimento de remédios à base de losartana
Senacon apura abuso em mensalidade
Planos de saúde são obrigados a cobrir fonoaudiólogo para autismo
Santa Casa recebe 52 novas camas hospitalares e 2 mesas cirúrgicas
AGÊNCIA BRASIL
Brasil já registra ao menos 16 casos de varíola dos macacos
A prefeitura do Rio de Janeiro, através de sua secretaria de saúde, confirmou na noite de hoje (23) mais dois casos de varíola dos macacos envolvendo residentes do município. As ocorrências se somam a outras 14 já registradas no país, conforme informou mais cedo o Ministério de Saúde. Dessa forma, já são 16 casos reconhecidos por autoridades sanitárias. Eles estão distribuídos por três estados: são dez ocorrências em São Paulo, quatro no Rio de Janeiro e duas no Rio Grande do Sul.
Segundo a prefeitura, os dois novos casos confirmados envolvem homens, de 25 e 30 anos. Nenhum deles tem histórico de viagem internacional recente ou contato com viajante. Portanto, são possivelmente dois casos autóctones, isto é, a infecção ocorreu dentro do estado.
Considerando as novas ocorrências, a capital fluminense registra agora três casos confirmados. Todos os pacientes estão em isolamento domiciliar e sendo monitorados diariamente. Segundo a secretaria de saúde do município, eles apresentam boa evolução clínica. O órgão também informa que está monitorando pessoas que tiveram contato com os infectados. A cidade de Maricá responde pela outra ocorrência já confirmada no estado do Rio.
O levantamento divulgado mais cedo pelo Ministério da Saúde, embora ainda não contabilizasse os dois novos casos do Rio de Janeiro, incluía três ocorrências do estado de São Paulo que também foram confirmadas hoje. Todos os pacientes são do sexo masculino e residentes na capital paulista. Segundo o Ministério de Saúde, dos 14 casos até então relatados, três eram considerados autóctones. Outros 11 foram classificados como importados, uma vez que os pacientes possuem histórico de viagem para a Europa.
Quadros estáveis
Até o momento, não há no país registro de casos que evoluíram para uma situação grave. Tanto o Ministério da Saúde como as autoridades sanitárias estaduais e municipais têm relatado quadros clínicos leves e estáveis. Na Europa, onde estão concentrados mais de 80% das ocorrências do surto atual, também não há notificação de óbitos.
Há duas cepas conhecidas da varíola dos macacos. Uma delas, considerada mais perigosa por ter uma taxa de letalidade de até 10%, é endêmica na região da Bacia do Congo. A outra, que tem uma taxa de letalidade de 1% a 3%, é endêmica na África Ocidental e é a que tem sido detectada em outros países nesse surto atual. Ela produz geralmente quadros clínicos leves.
Conhecida internacionalmente como monkeypox, a varíola dos macacos é endêmica em regiões da África. Em maio, começaram a ser detectados novos casos na Europa e nos Estados Unidos, gerando uma preocupação sanitária internacional. Desde então, segundo Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 2 mil casos já foram notificados em mais de 40 países.
A doença é causada por um vírus da família dos por vírus, a mesma da varíola humana, erradicada em 1980. Ela tem esse nome por ter sido detectada inicialmente em colônias de macacos, embora possa ser encontrado principalmente em roedores. Entre pessoas, a transmissão ocorre por contato direto, como beijo ou abraço, ou por feridas infecciosas, crostas ou fluidos corporais, além de secreções respiratórias.
A infecção costuma resultar em um curto período de febre, seguido da formação de lesões e nódulos na pele ou erupção cutânea generalizada. Após a contaminação, os primeiros sintomas aparecem entre seis e 16 dias. As lesões progridem para o estágio de crosta, secando e caindo após um período que varia entre duas e quatro semanas. O maior risco de agravamento envolve pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes, crianças com menos de 8 anos de idade e pacientes com leucemia, linfoma ou metástase.
Não existe um tratamento específico. Como prevenção, a pessoa doente deve ficar isolada até que todas as feridas tenham cicatrizado. Também é recomendado evitar contato com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Outra medida indicada pelas autoridades sanitárias é a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.
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CORREIO BRAZILIENSE
Em um ano, vacina contra covid-19 evitou 20 milhões de mortes no mundo
Das vidas salvas, 1 milhão são no Brasil. Estimativa inédita feita por britânicos é fruto da análise de dados de 185 países e territórios
Carmen Souza
Pouco mais de um ano depois do anúncio do primeiro caso de covid-19, o mundo comemorava a aplicação da primeira vacina contra a infecção pelo novo coronavírus. Em 8 de dezembro de 2020, Margaret Keenan, de 90 anos, recebia a dose de esperança em um hospital britânico. Desde então, o número de pessoas protegidas tem aumentado significativamente pelo mundo. E a quantidade de mortes evitadas, também. Uma análise conduzida por cientistas do Reino Unido estima que o primeiro ano de imunização pode ter salvo quase 20 milhões de vidas em todo o planeta ? sendo 1 milhão no Brasil.
Trata-se da primeira análise em escala global do impacto da vacinação durante a atual pandemia. Com base na análise de dados de 185 países e territórios, os cientistas do Imperial College London concluíram que, no primeiro ano de aplicação das doses protetivas, de 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021, 19,8 milhões de mortes, de um potencial de 31,4 milhões, foram evitadas. "Nossas descobertas oferecem a avaliação mais completa até o momento do notável impacto global que a vacinação teve na pandemia da covid-19", enfatiza, em comunicado, Oliver Watson, principal autor do estudo, publicado na última edição da revista The Lancet Infectious Diseases.
O levantamento mostra também que os maiores beneficiados pelas campanhas de vacinação foram os países de renda alta e média-alta ? no período analisado, 12,2 milhões de mortes podem ter sido evitadas nessas regiões. Segundo Watson, outras 7,5 milhões de vidas foram preservadas em países cobertos pela Iniciativa de Acesso à Vacina Covid-19, a Covax Facility, um programa criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para ampliar a distribuição de imunizantes. "Nossas descobertas mostram que milhões de vidas provavelmente foram salvas ao disponibilizar vacinas para pessoas em todos os lugares, independentemente de sua riqueza", destaca.
Uma maior dedicação a essa causa melhoraria ainda mais o efeito dos imunizantes, mostra também o estudo britânico. As projeções indicam que outros 599.300 óbitos poderiam ter sido evitados caso a meta da OMS de vacinar, até o fim de 2021, 40% da população em todos os países tivesse sido atingida. Os planos iniciais da Covax eram de, até o fim do ano passado, aplicar duas doses de vacinas em 20% da população dos países atendidos pela iniciativa. Depois, a agência das Nações Unidas passou a trabalhar com o objetivo de vacinar 70% da população mundial até meados deste ano.
Até o momento, segundo os cientistas britânicos, 66% da população mundial receberam ao menos uma dose de uma das fórmulas disponíveis. O cenário, na avaliação da Joana D'arc Gonçalves, médica infectologista do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin), pode comprometer os avanços conquistados ao longo da crise sanitária. "A segurança global depende de ações solidárias, políticas de proteção e prevenção igualitária. Sem equidade, todos somos vulneráveis", justifica.
A opinião é compartilhada por Alison Galvani, professora da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. "A alta cobertura em um país individual não apenas beneficia esse país, mas contribui para a redução mundial da transmissão e surgimento de novas variantes. Uma resposta coletiva duradoura é pragmática e eticamente imperativa", defende a especialista, em um artigo de opinião publicado na mesma edição da revista The Lancet Infectious Diseases.
Novas ações
Desde que a primeira dose de um imunizante contra a covid foi aplicada, em todo o planeta, mais de 3,5 milhões de mortes em razão da pandemia foram registradas, o que, segundo a equipe britânica, reforça a necessidade de reforçar estratégias já existentes de combate ao Sars-CoV-2 e de desenvolver novas formas de enfrentamento. "Embora o foco intenso na pandemia tenha mudado, é importante garantir que as pessoas mais vulneráveis em todas as partes do mundo estejam protegidas da circulação contínua do coronavírus e de outras doenças importantes que continuam a afetar desproporcionalmente os mais pobres", diz Azra Ghani, uma das autoras do estudo.
A também presidente de Epidemiologia de Doenças Infecciosas do Imperial College London lembra que facilitar o acesso às vacinas não se resume à doação de fórmulas protetivas. "Garantir o acesso justo às vacinas é crucial, mas requer mais do que apenas doar vacinas. São necessárias melhorias na distribuição e na infraestrutura, bem como esforços coordenados para combater a desinformação e melhorar a demanda. Só assim, podemos garantir que todos tenham a oportunidade de se beneficiar dessas tecnologias que salvam vidas", indica.
Alison Galvani concorda. "Ter conseguido salvar mais de 19 milhões de vidas pela rapidez sem precedentes do desenvolvimento e da implantação das vacinas da covid-19 é um feito extraordinário de saúde global. No entanto, milhões de vidas adicionais podem ser salvas por uma distribuição mais equitativa de vacinas", afirma a especialista norte-americana.
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Crianças com menos de 5 anos continuam sem vacina contra covid-19
A solicitação de uso da CoronaVac em crianças de três a cinco anos, por sua vez, aguarda decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há cerca de 100 dias postado em 24/06/2022 06:00
Enquanto o Ministério da Saúde amplia o público elegível ao reforço (terceira e quarta doses) contra a covid-19, crianças com menos de cinco anos continuam sem imunizante disponível para iniciar a cobertura vacinal. Nos Estados Unidos, as vacinas da Pfizer e da Moderna receberam aval para aplicação em bebês a partir dos seis meses, mas nenhuma das farmacêuticas submeteu pedido para essa faixa etária no Brasil. A solicitação de uso da CoronaVac em crianças de três a cinco anos, por sua vez, aguarda decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há cerca de 100 dias.
Pediatras destacam que essa imunização se mostra cada vez mais importante. Isso porque o Brasil vive uma "epidemia" de vírus respiratórios na população pediátrica, e embora adultos tenham sido mais acometidos, a covid também leva jovens a óbito. Ao mesmo tempo, o país enfrenta nova alta de casos, por causa de variantes mais transmissíveis -- como é o caso da ômicron.
O Instituto Butantan protocolou a solicitação de aplicação da CoronaVac em crianças de três a cinco anos em 11 de março, mas segue sem uma resposta. Essa é a terceira vez que tenta a liberação do imunizante nessa faixa etária. A vacina já é aplicada a partir dos três anos na China, no Chile, na Colômbia e no Equador.
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A REDAÇÃO
Caiado inaugura nova estrutura do Hospital Estadual de Trindade
Goiânia – Em Trindade nesta quinta-feira (23/6), o governador Ronaldo Caiado inaugurou o Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico (SADT) do Hospital Estadual de Trindade – Walda Ferreira dos Santos (Hetrin), que passa a contar com exames de tomografia. E entregou, ainda, a máquina de corte de tecidos Audaces ao Arranjo Produtivo Local (APL) da Moda. “Tudo isso vai gerar emprego e renda e fazer dessa cidade um polo de desenvolvimento e de qualidade de vida”, destacou o governador.
A novidade no Hetrin é parte do projeto de reforma e ampliação da unidade, iniciado neste ano. A entrega ocorre em etapas. A primeira delas, inaugurada hoje, conta com cinco consultórios para atendimento ambulatorial, além de estrutura para realização de tomografia, sendo: uma sala de exames, uma Sala de Recuperação Pós Anestésica (RPA) e uma de comando. A aquisição de equipamentos é proveniente de emendas parlamentares. “O nível de humanização dessa sala é algo inédito”, comentou Caiado sobre o acolhimento e a arquitetura do local.
O tomógrafo, modelo Aquilion Lightning, foi adquirido por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Dr. Antônio no valor de R$ 1,6 milhão. O equipamento produz imagens de corpo inteiro com alta qualidade. Essa tecnologia auxilia no diagnóstico de doenças ósseas ou musculares, identificação de tumores, infecções ou coágulos, além de servir para detectar e monitorar lesões ou doenças. “É padrão de hospital privado. A saúde do Estado de Goiás está em um patamar muito superior [ao cenário encontrado em 2019]”, disse o secretário da Saúde, Sandro Rodrigues.
Ainda, a sala de raio-X foi realocada e ampliada para receber equipamento com nova tecnologia. A ala conta com uma sala de eletrocardiograma, uma de ecocardiograma e uma de ultrassonografia, além da de laudos. O setor dispõe de equipe multidisciplinar 24 horas para o apoio diagnóstico, conforme a demanda da unidade, o que garante retaguarda no atendimento.
Os novos serviços estão em funcionamento desde 17 de maio. Desde então, foram realizados 2.172 exames de raio-X e 291 tomografias. A deputada federal Flávia Morais que também destinou emendas no valor de R$1,1 milhão para o hospital afirmou que a ampliação da unidade “é a realização de um sonho” para a população de Trindade. “A regionalização da saúde em Goiás é uma realidade. Hoje, está mais perto das pessoas, com serviços completos”, reforçou o deputado estadual Dr. Antônio.
Outra etapa de ampliação do Hetrin, que está em andamento, consistirá em uma maternidade capaz de atender gestantes de alto risco. Quando totalmente concluídas as obras, o hospital mais do que triplicará seu tamanho, saltando de 2.400m² para 8.900m². “É a concretização de algo que pensamos lá atrás, juntos: com emenda de uns, a força de vontade de todos e o querer de um governador. Só me restou abrir as portas de Trindade para este grande feito”, agradeceu o prefeito Marden Júnior.
APL da Moda
Ainda em Trindade, o setor confeccionista recebeu a máquina de corte Audaces, que tem o objetivo de fomentar a cadeia produtiva da região. A ação integra o Projeto de Incentivo à Cadeia Produtiva de Moda. Avaliado em R$ 1,4 milhão, o equipamento foi entregue por Caiado via assinatura de termo de cessão de uso. Com isso, a prefeitura vai custear o local e a manutenção da máquina. O benefício é parte do pacote de R$ 344 milhões anunciado pelo Governo de Goiás, em abril de 2022, para estimular o desenvolvimento do setor.
A Audaces tem capacidade de produzir 10 mil peças por dia e torna a confecção mais fácil e com maior qualidade. Ela pode ser utilizada gratuitamente por empresários do ramo de confecção e moda, com prioridade a micro e pequenos empresários, cooperativas e associações do setor de confecções de Trindade e região. O secretário da Retomada, César Moura, informou que 565 empresas locais já estão cadastradas para o uso da máquina, mas que a intenção vai além. “É uma política pública que incentivará o nascimento de muitas novas empresas e cooperativas”, pontuou.
O APL da Moda também é palco de qualificação profissional. “Estamos dando um curso e os alunos ainda recebem o dinheiro para comprar a máquina de trabalhar”, comentou Caiado sobre a profissionalização oferecida pelos Colégios Tecnológicos de Goiás (Cotecs). Quem se encaixa nos requisitos do Cadastro Único (CadÚnico) é beneficiado, na conclusão das aulas, com o Bolsa Qualificação e o Crédito Social. São R$ 593 mil em benefício aos futuros costureiros em Trindade. No total, 90 alunos já concluíram os estudos de corte e costura, e uma nova turma atende outros 48.
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Covid-19: Goiás confirma 6,1 mil novos casos e 16 mortes em 24 horas
Ludymila Siqueira
Goiânia - O território goiano registrou 6.117 novos casos de covid-19 e 16 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. É o que apontam os dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás divulgados nesta quinta-feira (23/6). Goiás já soma 1.464.043 infecções e 26.805 óbitos ligados ao novo coronavírus desde o início da pandemia.
Além disso, o Estado ainda investiga 818.672 casos e 273 mortes para saber se há alguma relação com a covid-19. A taxa de letalidade do vírus é de 1,83% no Estado.
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O HOJE
Hipertensão: entenda porque Anvisa determinou recolhimento de remédios à base de losartana
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta (23/6), a interdição e o recolhimento de lotes de medicamentos contendo o princípio ativo losartana, que é um anti-hipertensivo e um dos remédios para insuficiência cardíaca mais utilizado no Brasil. Segundo a agência, a decisão foi tomada em razão da presença da impureza “azido” em concentração acima do limite de segurança aceitável.
O prazo máximo regulamentar para conclusão do recolhimento dos produtos das farmácias é de até 120 dias, contados a partir de hoje, data da publicação da resolução, para a qual a Anvisa avaliou o impacto no mercado brasileiro e a necessidade de continuidade dos tratamentos.
A Anvisa orienta que pessoas que utilizam o remédio não devem interromper o seu tratamento. Acrescentou que a hipertensão e insuficiência cardíaca exigem acompanhamento constante e qualquer alteração no tratamento deve ser feita somente pelo médico que acompanha o paciente. Deixar de tomar o remédio pode trazer riscos para a saúde.“
A medida preventiva foi adotada após a evolução do conhecimento sobre as impurezas e ela serve para adequar os produtos usados no Brasil aos limites técnicos previstos para a presença deste contaminante, explicou a Anvisa.
Lotes afetados em uso
Nos casos de pessoas que estejam usando lotes afetados do medicamento, a orientação da Anvisa é continuar o tratamento e conversar com o médico em caso de dúvida ou necessidade de orientação. Os pacientes podem, ainda, entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do laboratório para se informar sobre a troca do remédio por um lote que não tenha sido afetado pelo recolhimento ou interdição. Os meios para contato com as empresas estão disponíveis na embalagem e bula dos produtos.
Por meio de nota, a Anvisa esclareceu que, desde a descoberta da possibilidade de presença do “azido” na losartana, em setembro de 2021, vem adotando medidas para garantir que os medicamentos disponíveis para a população brasileira estejam dentro dos padrões de qualidade.
A Anvisa notificou os detentores de registro desses remédios para apresentarem os resultados da avaliação sobre a existência dessa impureza em seus produtos.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
Senacon apura abuso em mensalidade
Brasília - A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou, na última quarta-feira, diferentes planos de saúde após receber denúncias de aumentos nas mensalidades que podem ser considerados abusivos.
Após o último reajuste recorde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de 15,5% nos planos de saúde individuais e familiares, foram recebidos registros de percentuais ainda maiores aplicados aos valores pagos pelos consumidores, "na faixa de 80%, sendo que uma delas - a Unimed-Rio - teria aumentado as mensalidades em 133,45%", diz nota do Ministério da Justiça.
A Senacon enviou um ofício ao Procon do Rio de Janeiro para apurar este caso. Foram notificadas a Bradesco Saúde, Notre Dame Intermédica Saúde SA, Amil, Hapvida, Sul América, São Francisco Sistema de Saúde Sociedade Empresarial Ltda, Grupo Hospital Rio de Janeiro Ltda, Prevent Sênior, Unimed Seguros Saúde S/A e Unimed-Rio Cooperativa de Trabalho Médico Ltda.
As empresas deverão discriminar cada percentual aplicado aos diferentes planos de saúde por faixa etária, bem como o percentual do total acumulado, informou a pasta. "Deverão ainda apresentar, de forma discriminada, os itens que entram na composição final dos preços cobrados aos consumidores e a maneira como os reajustes estão sendo informados", complementa o informe.
Rescisão unilateral
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu na última quarta-feira que as operadoras de planos de saúde coletivos devem garantir a continuidade de tratamentos médicos no caso de rescisão unilateral do contrato de prestação de serviços.
Esses tipos de planos são oferecidos como benefícios assistenciais a grupos de trabalhadores de empresas. No caso de planos individuais, as operadoras já eram proibidas de cancelar o plano durante o tratamento.
Os processos que motivaram o julgamento envolvem uma mulher que teve câncer de mama e recorreu à Justiça após seu plano ser cancelado pela operadora e um adolescente, portador de uma doença grave.
Pela decisão da Segunda Seção do tribunal, as operadoras têm o direito contratual de cancelar o contrato, mas devem manter o tratamento indicado aos pacientes até a alta médica. Em contrapartida, o paciente deverá manter o pagamento da mensalidade do plano, com as condições contratuais originais.
De forma unânime, o colegiado definiu uma tese que deverá balizar os processos que tratam da mesma questão. "A operadora, mesmo após o exercício regular do direito à rescisão unilateral do plano coletivo, deverá assegurar a continuidade dos cuidados assistenciais prescritos ao usuário internado ou em pleno tratamento médico garantidor da sua sobrevivência ou da sua incolumidade física até a efetiva alta, desde que o titular arque integralmente com a contraprestação devida", ressalta.
O caso julgado pelo colegiado firma o entendimento sobre a questão no STJ e poderá ser aplicado aos casos semelhantes que estão em tramitação no Judiciário de todo o País. As operadoras podem recorrer da decisão.
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METRÓPOLES
Planos de saúde são obrigados a cobrir fonoaudiólogo para autismo
Primeiro, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu pela ampliação das regras de cobertura assistencial para usuários de planos de saúde com transtornos globais do desenvolvimento - entre eles, o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Agora, procedimentos específicos estão sendo regulamentados. A fonoaudiologia é um deles.
A Resolução Normativa nº 539 foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24/6) e começa a valer a partir de 1º de julho deste ano. Nela, a ANS amplia a cobertura obrigatória de sessões com psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos no tratamento de portadores de transtorno do espectro autista e outros transtornos globais do desenvolvimento.
Os planos de saúde, agora, são obrigados a cobrir 24 sessões, por ano de contrato, quando o paciente preencher devidos critérios (veja no documento abaixo). Mesmo que não esteja enquadrado em um dos quesitos, ele tem o direito de 12 sessões por ano de contrato.Confira a publicação:
Fonoaudiólogo para autismo by Metropoles on ScribdA regulamentação específica faz parte de uma normativa anterior que coloca como obrigatória a cobertura para qualquer método - ou técnica - indicado pelo médico assistente para o tratamento do paciente que tenha um dos transtornos enquadrados na Classificação Internacional de Doenças F84 (CID).
O transtorno global do desenvolvimento é reconhecido por um conjunto de condições que geram dificuldades de comunicação e de comportamento. Essas condições podem prejudicar a interação dos pacientes com outras pessoas e o enfrentamento de situações cotidianas.
Decisão judicial
No dia 8 de junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o rol de procedimentos da ANS seria taxativo. Ou seja, a cobertura dos planos de saúde se restringe somente a procedimentos previstos em uma lista já definida.Em contrapartida, o rol exemplificativo facilitaria cobrança a planos de saúde para técnicas novas ou procedimentos inovadores que surjam com a evolução da medicina. Ou seja, rol taxativo dificulta cobrança sobre planos de saúde por tratamentos extras.Antes, se um paciente precisasse de algum procedimento que não estava na lista, deveria recorrer à Justiça. No geral, magistrados entendiam que o rol era exemplificativo e dava ganho de causa ao recorrente.
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PORTAL NOTÍCIA TODA HORA
Santa Casa recebe 52 novas camas hospitalares e 2 mesas cirúrgicas
A Santa Casa de Misericórdia de Goiânia recebeu 52 novas camas hospitalares mecânicas da marca Fawler. As camas integram um lote de compras que inclui também duas mesas cirúrgicas já entregues ao hospital.
Os equipamentos foram adquiridos com recursos liberados pelo Ministério da Saúde, frutos de emendas parlamentares destinadas ao hospital, que somam cerca de R$ 350 mil, sendo que R$ 150 mil foram destinados pelo deputado federal João Campos e R$ 200 mil, pelo deputado federal Professor Alcides.
Os superintendentes Irani Ribeiro de Moura (Geral), Irondes José de Morais (Administrativo) e Cláudio Tavares (Técnico), gerentes e assessores acompanharam a entrega.
As novas camas – que têm movimentos de dorso, perna e elevação – são destinadas a todas as alas da Santa Casa e vão proporcionar mais conforto aos pacientes e mais qualidade ao atendimento prestado pelo hospital.
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Assessoria de Comunicação