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CLIPPING AHPACEG 30/07 A 01/08/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Com atualização da Saúde, mortes por covid em junho sobem 122%
Governo de Nova York declara estado de emergência por varíola dos macacos
Pacientes com varíola dos macacos em Goiás são homens entre 23 e 43 anos
Derrame é uma das causas mais comuns de mortes no Brasil
Vacinas contra Varíola dos Macacos devem chegar ao Brasil em setembro, diz Ministério da Saúde
PODER 360
Com atualização da Saúde, mortes por covid em junho sobem 122%
Depois de abril de 2022 ter o menor número de mortes por covid desde março de 2020, houve uma alta em junho, e julho deve seguir a mesma tendência. É o que mostram os dados de mortes por data real ( sobre a estatística abaixo).
Com a atualização do número do Ministério da Saúde, as mortes registrados no mês de junho mais do que dobraram, indo de 1.520 para 4.458 -alta de 122,9%. Até a data de publicação do último boletim epidemiológico, julho contabilizava 2.262, mas o número ainda deve aumentar.
Os números da covid divulgados diariamente (óbitos por data de notificação) se referem à quantidade de vítimas informada às autoridades em 24 horas -não à data em que essas pessoas morreram. Só a estatística de mortes por data real mostra quantas pessoas de fato morreram em cada dia.
O dado, no entanto, demora para ser computado. Dessa forma, os números das últimas semanas ainda vão aumentar. Isso porque 2,5% dos óbitos ainda não tiveram sua data de ocorrência definida.
Os números foram divulgados no último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Eis a íntegra (9 MB) do documento, publicado em 25 de julho.
O gráfico abaixo mostra que o número de mortes (por data de registro ou data real de ocorrência) caiu brutalmente nas últimas semanas, sinalizando o arrefecimento da covid-19.
Abril de 2022 foi o mês com menos mortes por covid-19 no Brasil desde março de 2020, quando foi registrada a 1ª vítima da doença no país. Até agora, 1.248 óbitos foram contabilizados naquele mês. Junho já tem 4.458 mortes computadas -alta de 257% frente a abril. Julho, com dados até dia 17, soma 2.262 (81% de aumento ante abril).
Os números, no entanto, continuam muito abaixo do auge da pandemia: em março de 2021, foram 81.631 mortes por causa da covid-19.
O recorde de óbitos neste ano foi em 27 de janeiro, quando 990 pessoas morreram pela covid-19. O dia com mais mortes durante toda a pandemia foi em 29 de março de 2021, com 3.494 vítimas da doença. É quase o quádruplo dos óbitos de 27 de janeiro.
MORTE DE COVID POR DATA REAL
Há duas estatísticas de mortes por covid. A mais conhecida é a das notificações: esse número é divulgado diariamente no Poder360.
O outro dado, mais preciso, é a data real da ocorrência do óbito. Mostra o dia em que as pessoas de fato morreram. Esse registro permite verificar de maneira mais precisa o estágio em que a pandemia se encontra.
Os gráficos desta reportagem mostram a diferença das duas estatísticas. Em laranja, está a quantidade de vítimas confirmadas em 24h pelo Ministério da Saúde -cada um desses óbitos pode ter ocorrido em diferentes datas. Já em azul está a quantidade de pessoas que de fato morreram naquele dia.
O Poder360 é o único veículo brasileiro que publica com frequência as estatísticas de mortes pelas datas em que realmente se deram. Saiba aqui como e de onde o jornal digital obtém dados sobre a pandemia.
O último boletim do Ministério da Saúde traz dados até 1 de julho. Das 675.350 mortes confirmadas até esse dia, 657.792 têm a data real conhecida. Ou seja, ainda não se sabe exatamente em que dia aconteceram 2,5% das mortes registradas até a última atualização dos dados.
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AGÊNCIA ESTADO
Governo de Nova York declara estado de emergência por varíola dos macacos
A governadora do Estado de Nova York, Kathy Hochul, declarou estado de emergência diante do aumento de casos de varíola dos macacos. A informação foi publicada no site oficial do governo ontem, 29, e também pela governadora nas redes sociais.
"Estou declarando emergência estadual de desastre para fortalecer nossos esforços contínuos para enfrentar o surto de varíola. Esta ordem executiva nos permite responder mais rapidamente e possibilita que profissionais de saúde tomem medidas adicionais que ajudarão a vacinar mais nova-iorquinos", afirmou a governadora.
A declaração expande o leque de profissionais que podem administrar vacinas contra a varíola dos macacos, incluindo funcionários do Serviço Médico Emergencial (EMS, na sigla em inglês), farmacêuticos e parteiras. Além disso, viabiliza médicos e enfermeiros certificados a emitir ordens de vacinas para pacientes.
"Mais de um em cada quatro casos de varíola neste país estão em Nova York, causando um impacto desproporcional em grupos de risco", destacou Hochul. O estado de emergência deve vigorar até 28 de agosto.
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A REDAÇÃO
Pacientes com varíola dos macacos em Goiás são homens entre 23 e 43 anos
Adriana Marinelli
Goiânia - Em todos os 18 casos de monkeypox confirmados em Goiás até este sábado (30/7) os pacientes são homens e têm entre 23 e 43 anos, segundo boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO). As confirmações são de moradores de Goiânia (14), Aparecida de Goiânia (2), Inhumas (1) e Itaberaí (1).
O Estado ainda soma 35 casos suspeitos da doença popularmente conhecida como varíola dos macacos, sendo 25 na capital, 4 em Aparecida de Goiânia, além de Formosa (1), Valparaíso (1), Luziânia (1), Abadia de Goiás (1), Chapadão do Céu (1) e Jaraguá (1).
De acordo com o mais recente boletim do Ministério da Saúde, divulgado na sexta-feira (29/7), o Brasil soma 1.066 casos confirmados de varíola dos macacos. São Paulo e Rio de Janeiro reúnem a maioria dos pacientes.
O Brasil registrou na sexta-feira (29/7) a primeira morte em consequência da doença. Segundo o Ministério da Saúde, a vítima foi um homem de 41 anos com comorbidades, incluindo câncer, que levaram ao agravamento do quadro de saúde. Ele estava internado em Belo Horizonte.
A doença
A monkeypox é causada por um poxvírus do subgrupo orthopoxvírus, assim como ocorre por outras doenças como a cowpox e a varíola humana, erradicada em 1980 com o auxílio da vacinação. O quadro endêmico no continente africano se deve a duas cepas distintas.
Uma delas, considerada mais perigosa por ter uma taxa de letalidade de até 10%, está presente na região da Bacia do Congo. A outra, com uma taxa de letalidade de 1% a 3%, encontra-se na África Ocidental e é a que deu origem ao surto atual.
Transmissão
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal forma de transmissão da varíola dos macacos é por meio do contato. Esse contato acontece por pele/pele, secreções ou por objetos pessoais do paciente infectado que você tenha contato. Por isso, é extremamente importante pensarmos que, uma vez que o paciente está infectado, com o diagnóstico laboratorial concluído, esse paciente fique em isolamento e que todo seu material de roupa de cama, roupas, lençóis e objetos pessoais passem por um processo de higienização, de fervura, de lavagem com água e sabão para, dessa forma, impedir a transmissão.
Estudo
Um estudo divulgado recentemente no periódico The New England Journal of Medicine traz análises de especialistas da Universidade Queen Mary de Londres sobre a varíola dos macacos. O levantamento analisou 528 infecções confirmadas, em 43 locais de 16 países, entre 27 de abril e 24 de junho de 2022.
Ainda de acordo com o estudo, 98% dos pacientes eram homens gays ou bissexuais, 75% eram brancos e 41% tinham HIV. Cerca de um terço tinha frequentado festas sexuais no mês anterior à manifestação da doença.
Diante do cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou preocupação com o fato de a maioria dos casos notificados de varíola dos macacos ter ocorrido entre homens que fazem sexo com homens. Na última quarta-feira (27/7), a entidade fez um alerta para este público, mas ressaltou que o risco de contrair a doença não está restrito a apenas um grupo.
Inclusive, especialistas da área da saúde reforçam que a principal forma de transmissão da doença ocorre por meio do contato direto com lesões ou saliva de pessoas infectadas. Sendo assim, pelo fato da varíola dos macacos não ser considerada sexualmente transmissível, usar preservativo não protege a pessoa do contágio.
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O HOJE
Derrame é uma das causas mais comuns de mortes no Brasil
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea
O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido popularmente como derrame, é uma das causas mais comuns de mortes no Brasil, conforme dados da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Somente nos 4 primeiros meses de 2022, foram registradas mais de 35 mil mortes, que acomete homens e mulheres.
“O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea”, conforme informações do Ministério da Saúde.
Sintomas como dor de cabeça, fraqueza, formigamento, confusão mental e alterações na visão e na fala podem estar relacionados ao AVC isquêmico, que ocorre quando há uma obstrução que impede a passagem de oxigênio ao cérebro, atingindo cerca de 85% dos casos; ou ao AVC hemorrágico, quando
acontece o rompimento de vasos, considerado o caso mais grave da doença, causando hemorragias e atingindo cerca de 15% dos casos.
Procure sempre atendimento médico. Como em qualquer doença, o auxílio de um especialista é ponto primordial para a recuperação, tratamento ou até mesmo a exclusão de sequelas que o AVC pode deixar. A equipe do Instituto de Neurologia de Goiânia está à disposição para conceder entrevistas/reportagens, esclarecendo dúvidas e oferecendo atendimento preciso à população goianiense sobre esse e outros assuntos.
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Vacinas contra Varíola dos Macacos devem chegar ao Brasil em setembro, diz Ministério da Saúde
Cerca de 20 mil doses desembarcarão no mês de setembro e mais 30 mil doses em outubro deste ano.
Após atingir 1.066 casos de Varíola dos Macacos (Monkeypox), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, e o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros informou que as primeiras doses da vacina contra a doença devem chegar em breve no Brasil. O esquema de vacinação será feito em duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas. Cerca de 20 mil doses desembarcarão no mês de setembro e mais 30 mil doses em outubro deste ano.
Entretanto, o órgão destaca que inicialmente, a imunização será destinada a profissionais da saúde e aqueles que tiveram contato com infectados. A justificativa está relacionada ao fato da Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não ter recomendado uma vacinação em massa como a da Covid-19, pois são doenças e riscos diferentes.
“A OMS não preconiza uma vacinação em massa, então a gente não está falando de uma campanha de vacinação como falávamos para a covid-19. São vírus absolutamente distintos, é uma clínica absolutamente distinta, um contágio absolutamente diferente, uma letalidade diferente. São doenças absolutamente distintas”, explicou Medeiros.
A aquisição dos imunizantes virá através do convênio com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O instituto dinamarquês responsável pela a produção das doses não possuem escritório no Brasil. “Existe um pedido da Opas para a aquisição de 100 mil doses de vacinas para as Américas. Dessas 100 mil doses, 50 mil serão adquiridas pelo Ministério da Saúde”, disse o secretário.
Além disso, caso o Instituto Butantan ou o Laboratório de Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, produzirem imunizantes não-replicáveis contra a doença, o Ministério estará disposto a realizar a compra das doses.
Saiba como se proteger
De acordo com a professora Raquel Stucchi, da Unicamp e a pesquisadora Camila Malta Romano, do Laboratório de Virologia do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), as medidas preventivas se igualam com as da Covid-19, diferenciando somente por um cuidado: contato com a pele exposta.
“A forma de contágio mais comum é o toque em pessoas infectadas. Se você vai fazer uma viagem prolongada e tiver contato com alguém com o vírus, será arriscado demais. Se eu tiver uma lesão e encostar em outro indivíduo, será um risco muito grande. É necessário reforçar que mais da metade das pessoas com o diagnóstico não tiveram febre ou dor”, alerta Stucchi.
Os sintomas podem parecer disfarçados, afinal, as feridas podem aparecer como pelo encravado, espinha ou até uma picada de um mosquito, levando o indivíduo a acreditar que não é nada demais. “Se tiver o risco de contato pele com pele, pelo menos tente se proteger com manga comprida, uma canga ou calça”, diz.
A preocupação também está nas vias aéreas, a varíola pode ser propagada pelo ar? Segundo Camila, não foram detectadas formas de contágio via aérea, mas pouco se sabe sabe sobre a doença. O risco é menos provável e as possibilidades são poucas, mas o uso de máscara é indispensável, pois protegem contra as gotículas de uma pessoa infectada. A intensificação da higienização de objetos e mãos são os principais fatores para evitar a contaminação.
“Quando tem uma quantidade grande de fluido que rompe e molha o estofado faz uma questão de remover de uma maneira mais profunda e não só passar um paninho. As superfícies não porosas podem ser limpas como desinfetantes de amônia ou sódio”, ensina a pesquisadora.
Por isso, ao entrar em transportes públicos como uber, ônibus ou metrô deve-se estar atento onde sentar e priorizar roupas que não expõem a pele.
“Há ambientes em que a contaminação é mais descontrolada, seja Uber, táxi ou ônibus. Então, sempre tente não deixar áreas do corpo expostas. Não se sente com bermuda. Ainda não há um estudo sobre o quanto o tecido protege, não temos essa informação. Porém, quanto menos contato com a secreção com uma ferida, melhor”, aconselha.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 29/07/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Covid-19: Brasil registra 44.592 casos e 265 mortes em 24 horas
Covid-19: Goiás registra 4,9 mil novos casos e 15 mortes em 24 horas
Anvisa cria Comitê Técnico da Emergência para Varíola dos Macacos
Suspeito de furtar mais de R$ 13 mil de clínica é preso
Falso médico é denunciado após cobrar por exames no Hospital Regional de Araguaína
Hospital e banco são condenados a indenizar famílias de trabalhadores mortos após contraírem Covid-19
AGÊNCIA BRASIL
Covid-19: Brasil registra 44.592 casos e 265 mortes em 24 horas
Brasília - O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 678.069 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (28) pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 33.748.985.
Em 24 horas, foram registrados 44.592 casos. No mesmo período, foram confirmadas 265 mortes de vítimas do vírus.
Ainda segundo o boletim, 32.238.057 pessoas se recuperaram da doença e 832.859 casos estão em acompanhamento. No levantamento de hoje, não consta atualização dos dados do Pará e dos óbitos em Mato Grosso do Sul.
Estados
De acordo com os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos registrados desde o início da pandemia, com 5,9 milhões, seguido por Minas Gerais (3,8 milhões) e Paraná (2,68 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (142,7 mil). Em seguida, aparece Roraima(172,3 mil) e Amapá (175,9 mil).
Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (172.816), seguido de Rio de Janeiro (74.758) e Minas Gerais (62.866). O menor número de mortes está no Acre (2.018), no Amapá (2.149) e em Roraima (2.158).
Vacinação
Até hoje, foram aplicadas 464,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 em todo o país, sendo 178,1 milhões com a primeira dose e 159 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em 4,9 milhões de pessoas. Foram aplicadas até agora 101,456.062 doses de reforço.
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A REDAÇÃO
Covid-19: Goiás registra 4,9 mil novos casos e 15 mortes em 24 horas
Adriana Marinelli
Goiânia - Goiás registrou 4.919 novos casos da covid-19 e 15 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas, conforme consta no boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) na tarde desta quinta-feira (28/7).
Com as atualizações, o Estado chega a 1.606.887 casos e 27.179 óbitos ligados à covid-19 desde o início da pandemia.
Ainda de acordo com a SES-GO, há em Goiás 878.215 casos e 220 óbitos suspeitos que estão em investigação para saber se há relação com o novo coronavírus.
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JORNAL OPÇÃO
Anvisa cria Comitê Técnico da Emergência para Varíola dos Macacos
Objetivo é reunir experiências disponíveis, permitindo acelerar o desenvolvimento e ações que envolvam pesquisas clínicas e autorização de medicamentos e vacinas
Após a líder técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a varíola dos macacos, Rosamund Lewis, dizer que a situação no Brasil “é muito preocupante” e que os casos podem estar subnotificados por não haver testes suficientes à disposição, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu criar um Comitê Técnico da Emergência Monkeypox. O objetivo da medida é para que as áreas técnicas de pesquisa clínica, de registro, de boas práticas de fabricação, de farmacovigilância e de terapias avançadas atuem em processo colaborativo, inclusive com os profissionais de saúde e a comunidade científica. O Brasil tem 813 casos confirmados da doença, segundo dados do Ministério da Saúde. Já Goiás registrou 12 confirmações, sendo nove em Goiânia, dois em Aparecida e um em Inhumas.
A expectativa é que esse comitê reúna as melhores experiências disponíveis nas autoridades reguladoras, permitindo acelerar o desenvolvimento e as ações que envolvam pesquisas clínicas e autorização de medicamentos e vacinas.
“A equipe técnica atuará com orientações sobre protocolos de ensaios clínicos e discutindo com os desenvolvedores orientações sobre ensaios clínicos de medicamentos destinados a tratar, prevenir ou diagnosticar a doença causadora da emergência de saúde pública. O objetivo dessas orientações para desenvolvedores, incluindo acadêmicos, é permitir a rápida aprovação e condução de testes bem projetados, para que possam fornecer dados robustos necessários para a tomada de decisões e evitar a duplicação de investigações”, informou a Anvisa.
No sábado, 23, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que a varíola dos macacos configura emergência de saúde pública de interesse internacional. “Temos um surto que se espalhou rapidamente pelo mundo, através de novas formas de transmissão, sobre as quais entendemos muito pouco, e que se encaixa nos critérios do Regulamento Sanitário Internacional”, declarou.
O Ministério da Saúde destacou, por meio de nota, que a doença é prioridade para a pasta, que faz constante monitoramento e analisa a todo momento a situação epidemiológica para definir orientações e ações de vigilância e resposta à doença no país. “Todas as medidas hoje anunciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) já são realizadas pelo Brasil desde o início de julho de forma a realizar uma vigilância oportuna da doença”, diz o texto.
Sintomas
A varíola dos macacos é uma doença causada pela infecção com o vírus Monkeypox, que causa sintomas semelhantes aos da varíola. Essa doença começa com febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e inchaço dos linfonodos. Uma erupção geralmente se desenvolve de um a três dias após o início da febre, aparecendo pela primeira vez no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, incluindo mãos e pés. Em alguns casos pode ser fatal, embora seja tipicamente mais suave do que a varíola. A doença é transmitida para pessoas por vários animais selvagens, como roedores e primatas, mas também pode ser transmitida entre pessoas após contato direto ou indireto.
Histórico
Em 23 de julho de 2022, a varíola dos macacos foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Desde o início do recente surto da varíola, a Anvisa tem acompanhado a situação, inclusive com orientação de ações na área de portos, aeroportos e fronteira, emissão de notas técnicas para orientar os serviços de saúde e doação de sangue.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Suspeito de furtar mais de R$ 13 mil de clínica é preso
De acordo com a polícia, o suspeito furtou mais de R$ 10 mil na primeira ação; R$ 3.500 na segunda e na terça vez, ele furtou um celular lacrado
O Grupo Estadual de Repressão a Estupros (GERE) prendeu na terça-feira, 26, o catador de papel Lucas Moisés Nunes de Jesus, 33 anos, suspeito de três furtos qualificados, em uma clínica no setor Marista, em Goiânia.
De acordo com a polícia, o suspeito furtou mais de R$ 10 mil na primeira ação; R$ 3.500 na segunda e na terça vez, ele furtou um celular funcional lacrado. Os furtos ocorreram em fevereiro e março 2020 e em setembro 2021.
“A sua identificação foi realizada através de coincidência genética obtida em material de DNA que foi recolhido em local de crime e pelo material de DNA colhido por responder pelo crime de estupro de vulnerável. O autor confessou os crimes e se encontra recolhido na triagem à disposição do Judiciário”, afirma a polícia.
A divulgação da imagem do preso foi procedida nos termos da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021 – PC, conforme Despacho do(a) Delegado(a) de Polícia responsável pelo inquérito policial, de modo que a publicação de sua imagem possa auxiliar no surgimento de novas vítimas e testemunhas que façam seu reconhecimento, além de novas provas.
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PORTAL G1
Falso médico é denunciado após cobrar por exames no Hospital Regional de Araguaína
Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que vai registrar um boletim de ocorrência e ressaltou que todos os serviço ofertados na unidade são gratuitos.
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Médico falso em Araguaína cobrava pela realização de exames no HRA; saiba mais
Pacientes que precisavam de atendimento no Hospital Regional de Araguaína (HRA), no norte do estado, sofreram tentativas de golpes aplicados por um falso médico, que chegou a cobrar mais de R$ 1 mil nos atendimentos.
Segundo as denúncias, ele cobrava os valores para realização de exames em uma suposta clínica particular da cidade. O estabelecimento na realidade não existe. A suspeita é que ele tenha a ajuda de servidores da unidade, já que tinha acesso a informações dos pacientes, como estado de saúde, diagnósticos e ainda dados pessoais.
Após atender aos pacientes e se apresentar com um nome falso, o suspeito passava dados bancários e informações de PIX para que os pagamentos fossem efetuados. Ele ainda informava que os agendamentos eram feitos no próprio HRA.
Diante das denúncias, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que vai registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil para apuração do suposto médico.
A pasta ressaltou que todos os atendimentos realizados no hospital são gratuitos. Também pediu que a população fique atenta a este tipo de tentativa de golpes e não depósitos ou façam pagamentos relacionados aos serviços médicos da unidade.
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Hospital e banco são condenados a indenizar famílias de trabalhadores mortos após contraírem Covid-19
Duas famílias do Sul de Minas serão indenizadas após trabalhadores contraírem Covid-19 no ambiente de trabalho e a doença resultar em mortes. Os casos, divulgados pelo Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, aconteceram em Alfenas e Baependi.
Em Alfenas, um hospital foi condenado a pagar uma indenização de R$ 150 mil por danos morais à filha de uma auxiliar de enfermagem que contraiu e morreu pela Covid-19.
A auxiliar de enfermagem trabalhava desde 1988 no hospital e faleceu em 2020, após o agravamento da Covid-19. Segundo apuração, embora a trabalhadora pertencesse ao grupo de risco, a empresa não providenciou afastamento da profissional no momento crítico da pandemia.
Na análise da juíza que analisou o caso, houve possibilidade concreta de que a doença que vitimou a auxiliar de enfermagem tenha sido adquirida no ambiente de trabalho, justamente pela exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho desenvolvido.
Houve o reconhecimento da responsabilidade da empregadora pelos prejuízos morais causados à filha da profissional, com a condenação da empresa à indenização pretendida.
Família de vigilante indenizado em Baependi
Já em Baependi, a Justiça do Trabalho determinou o pagamento de indenização por danos morais de R$ 100 mil, além de uma pensão mensal por danos materiais, à família do vigilante de uma agência bancária, morto por Covid-19.
O juiz titular da Vara do Trabalho de Caxambu, Agnaldo Amado Filho, reconheceu a natureza ocupacional da doença, pela existência de nexo causal com o trabalho.
Os sintomas da doença do trabalhador tiveram início em 27/6/2021, tendo testado positivo para Covid-19 no dia 30/6/2021. Ele foi internado no hospital em 4/7/2021, evoluindo rapidamente para o óbito, mesmo sem apresentar comorbidade. A documentação anexada ao processo trabalhista apontou que a Secretaria Municipal de Saúde de Baependi solicitou a testagem de todos os empregados que prestavam serviços na agência no período entre 29/6/2021 a 6/7/2021.
Em defesa, a empresa de vigilância alegou a existência de culpa exclusiva do falecido trabalhador, "que teria adotado procedimento inseguro, dando causa à ocorrência do contágio, bem como culpa concorrente". Mas, ao avaliar o caso, o juiz Agnaldo Amado Filho reconheceu que a narrativa apresentada pela empregadora foi desconstruída.
Segundo o juiz que analisou o caso, restou incontroverso o descumprimento de normas legais e regulamentares básicas de segurança e saúde no meio ambiente de trabalho, especialmente aquelas voltadas para a prevenção da Covid-19.
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Assessoria de Comunicação
Governo de Goiás investe R$ 200 milhões por ano em nova tabela de remuneração da rede credenciada do Ipasgo
Recomposição das taxas de procedimentos, exames e medicamentos, entre outros itens, vai beneficiar quase cinco mil fornecedores e melhorar assistência médica para 600 mil usuários
O Governo de Goiás anunciou, nesta quarta-feira (27/07), investimento superior a R$ 200 milhões na nova tabela de remuneração da rede credenciada do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo). A expectativa é beneficiar de forma imediata quase cinco mil fornecedores, o que deve impactar na melhoria do serviço prestado e sem qualquer acréscimo no custo para os 600 mil usuários da assistência médico-hospitalar.
O anúncio ocorreu no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia, durante reunião do governador Ronaldo Caiado com representantes da rede credenciada. “As coisas não são fáceis, mas são possíveis de se melhorar cada vez mais, porque fazemos uma gestão totalmente transparente”, afirmou o governador. A medida vai injetar quase R$ 64 milhões no mercado da saúde até o fim de 2022. A partir de 2023, o setor passa a contar com R$ 200,8 milhões a mais por ano. Os novos valores começam a ser pagos, de forma escalonada, a partir de agosto.
A recomposição dos preços alcança serviços como consultas médicas; diárias de internação; exames de ultrassonografias, de imagem e laboratoriais; hemodiálise; parto e medicamentos oncológicos. “É um investimento muito esperado pelos profissionais e empresários da saúde. Apesar de o Estado ainda lidar com os reflexos de uma crise financeira sem precedentes, a rede credenciada ao instituto recebe um benefício histórico”, sublinhou o presidente do Ipasgo, Vinícius Luz.
“Vamos brigar para que seja possível que isso se estenda ao funcionário público, para encontrar um serviço com cada vez mais qualidade”, afirmou o presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Yaspers Helou, ao comentar o reajuste da tabela de remuneração da rede credenciada do Ipasgo. Ele lembrou ainda o pagamento em dia regularizado pela atual gestão. “Nunca tivemos dúvida de que receberíamos na data certa”, afirmou.
Com a melhora na remuneração dos profissionais e empresas prestadoras de serviço, a despesa assistencial do Ipasgo deve crescer 10,4% este ano. Nos últimos três, a alta foi de, em média, 7,06%. A variação também é reflexo do aumento no número de atendimentos. Para este ano, a autarquia projeta crescimento superior a 19,2% na quantidade de consultas e de 20,98% dos exames realizados em usuários do instituto.
Até o final de 2022, os credenciados devem realizar, entre outros, mais de 10,1 milhões de exames e duas milhões de consultas. Ao todo, neste ano o Ipasgo deve investir quase R$ 2 bilhões em prestação de serviço aos beneficiários. “Sem dúvida alguma, é o usuário quem mais ganha com a nova tabela da rede credenciada”, finaliza Vinícius.
Participaram da reunião os secretários de Estado Sandro Rodrigues (Saúde), Cristiane Schmidt (Economia) e Adriano da Rocha Lima (Geral da Governadoria); além de dirigentes do Ipasgo e representantes da rede credenciada.
Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás
CLIPPING AHPACEG 28/07/22
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Artigo - No Brasil de Bolsonaro, os médicos e os monstros se revelam
Dezenas de médicos se reuniram ontem no Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília, para receber o presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição. Sob o olhar dos profissionais de saúde, Bolsonaro deu mais um de seus habituais shows de grosseria, mentiras e negacionismo.
Mais de dois anos depois do início da maior pandemia da história da humanidade, o presidente teve o desplante de manter a defesa do uso da cloroquina contra a covid-19, substância cuja ineficácia já foi amplamente demonstrada pelas principais entidades científicas mundiais.
Bolsonaro disse que não se vacinou e criticou a "interferência política na autonomia médica", omitindo que integrantes de seu governo chegaram a obrigar profissionais de saúde do Amazonas a receitar os medicamentos inócuos do tal "kit covid".
Fez um absurdo autoelogio pelo desempenho do governo na covid, ignorando o fato de o Brasil ter quase 700 mil mortos pela pandemia, o 14º país com o maior número de óbitos.
Reservou comentários ofensivos para os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), respectivamente presidente e relator da CPI da Covid, a quem ironicamente chamou de "honestíssimos". O vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), recebeu de Bolsonaro uma alcunha digna da tosca mentalidade presidencial: "fala fino".
Como se não bastasse, ainda fez ataque ao processo eleitoral brasileiro - atualmente, o passatempo preferido do presidente.
As baixarias de Bolsonaro não surpreenderam ninguém. O chocante realmente foi a reação da maior parte da plateia, que pareceu se deliciar com cada mentira e cada afirmação negacionista do principal político do país.
Mesmo que o CFM tenha muitas vezes sido parceiro no desastre sanitário que o governo ajudou a potencializar na pandemia, espera-se tudo de uma plateia de médicos, menos aplausos ao negacionismo.
Também é deplorável que profissionais que deveriam ser maduros comportem-se como estudantes de 5ª série, gargalhando por conta das ofensas do presidente aos senadores.
O arremate veio com médicos aplaudindo de pé, um ou outro gritando: "Mito!".
Ao mesmo tempo que esse espetáculo lamentável acontecia no CFM, mais de 100 mil cidadãos brasileiros de vários setores de atividades se mobilizavam para assinar a Carta pela democracia, documento em defesa do Estado de Direito.
O principal fator de ameaça que levou à mobilização dos democratas atende pelo nome de Jair Bolsonaro.
Nesse momento crucial da história, a atitude diante do projeto de autocracia que alguns tentam fazer vingar no Brasil definirá quais são os verdadeiros patriotas.
Circunstâncias como essa costumam fazer vir à tona o que há de melhor e o que há de pior nas pessoas. O que se viu no CFM é prova disso.
Os médicos e os monstros estão se mostrando.
A parte boa é que quando a democracia estiver a salvo teremos a certeza de quem são aqueles com que poderemos contar.
Chico Alves
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ESTADÃO
Ministério da Saúde recomenda racionar uso de contraste em exames; Estados relatam falta
SP faz remanejamento do produto entre unidades; crise de fornecimento global é causa da escassez, segundo o governo federal O contraste iodado, substância utilizada em exames de imagem para facilitar a visualização de órgãos e vasos sanguíneos, passa por uma crise de fornecimento. Diante da escassez do insumo no mercado internacional, o Ministério da Saúde orientou, por meio de um comunicado interno, que os serviços de saúde otimizem o uso do contraste, utilizando-o de forma racionada.
Na nota, o Ministério afirma que a escassez do item é um efeito dos lockdowns decretados na China com o reaparecimento de surtos de covid-19, o que teria interferido na cadeia de produção das indústrias.
Entre as medidas propostas para racionalizar o uso do contraste iodado, estão a priorização de pacientes com condições clínicas de urgência e emergência, diminuição da quantidade utilizada, aumento da diluição da substância e realização de exames alternativos, como a ressonância magnética e a ultrassonografia.
Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde afirmou que a aquisição do contraste iodado não é de responsabilidade da pasta e reiterou as recomendações feitas às Secretarias de Saúde até que o fornecimento seja normalizado. Informou ainda que as medidas têm como objetivo reduzir o desabastecimento do insumo no país.
Conselho de secretários em SP diz que crise vai aumentar demanda Os efeitos desse desabastecimento são sentidos em diversas regiões do Brasil. Segundo Izilda Maris Chiozzotto de Moraes, membro da diretoria do Conselho das Secretarias Municipais de São Paulo (Cosems-SP), há agendamento de procedimentos apenas para os casos considerados mais graves, mas a situação está longe da ideal.
"Muitas vezes, os exames com contraste são necessários para fechar diagnósticos e dar continuidade aos tratamentos, e isso está paralisado. Corremos o risco de um paciente que até então não era grave venha a ser daqui a alguns meses, pela falta de um procedimento rotineiro que não foi realizado", explica.
Ainda segundo o Cosems, a crise no fornecimento vai aumentar a demanda reprimida pelos exames em quadros que não são de urgência ou emergência.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que a Comissão Intergestores Bipartite (CIB), órgão que reúne gestores da Saúde do Estado e municípios de São Paulo, solicitou providências ao Ministério da Saúde para auxiliar no abastecimento de contrastes e garantir o pleno atendimento da população.
A pasta estadual reforçou que ainda possui estoque do insumo e tem feito remanejamentos entre as unidades, buscando garantir a assistência dos pacientes nos casos de urgência e emergência.
Estados monitoram seus estoques Outros Estados também adotaram o remanejamento e racionamento de contraste iodado. As Secretarias de Saúde do Rio Grande do Sul e Paraná informaram, em nota, que estão seguindo a recomendação do Ministério da Saúde para otimizar o uso do produto.
A Secretaria de Saúde de Santa Catarina afirma que vem conseguindo manter seus estoques e realizar empréstimos para unidades filantrópicas. Além disso, "vem buscando a aquisição de forma emergencial, caso seja necessário".
No Maranhão, que sente os efeitos da escassez desde junho, a Saúde disse trabalhar conforme o Plano de Contingência traçado pela pasta, destinando o estoque disponível ao atendimento dos casos de urgência e emergência.
Em Goiás, que também sofre com o desabastecimento desde junho, a Secretaria de Saúde informou que encaminhou a nota do Ministério da Saúde às secretarias municipais e que "na rede própria da SES, está sendo realizado remanejamento entre as unidades estaduais, até que ocorra a normalização do fornecimento do produto".
Já a Secretaria da Saúde da Bahia realizou de forma independente a compra de dois tipos do insumo, que já começaram a chegar ao Estado e informou que espera, com a remessa, garantir o fornecimento para a rede estadual e consorciada.
No Amazonas, os procedimentos que exigem a sua utilização têm sido mantidos enquanto a Secretaria de Saúde aplica protocolos de otimização da substância. Já no Pará, o órgão afirmou que "até o presente momento não recebeu oficialmente nenhum relato de falta do referido item no mercado".
O contraste não é o único produto em falta na rede pública de saúde. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) ouviu 2.469 prefeituras e levantou que mais de 80% desses municípios registram a falta de medicamentos. 68% sofrem com a falta de amoxicilina, um dos antibióticos mais utilizados para o tratamento de infecções. Em seguida, no ranking do desabastecimento, vêm a dipirona (65,6%), dipirona injetável (50,6%) e o anti-inflamatório prednisolona (45,3%).
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A REDAÇÃO
Irani Ribeiro é eleita presidente da Federação das Santas Casas de Goiás
Superintendente Geral da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, a médica pediátrica Irani Ribeiro de Moura foi eleita, nesta quarta-feira (27/7), presidente da recém-criada Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de Goiás. A nova entidade, que representa as instituições de saúde filantrópicas goianas, teve sua criação aprovada no dia 5 de julho e, em reuniões seguintes, representantes do setor aprovaram o estatuto e, agora, a diretoria e conselhos de Administração e Fiscal da Federação.
Além de Irani Ribeiro de Moura, compõem a diretoria o padre Clayton Bergamo (Santa Casa de Anápolis) na vice-presidência; Wagner Miranda (Hospital do Câncer Francisco Camargo) na diretoria Administrativa; Cláudio Cabral (Hospital de Câncer Araújo Jorge) na diretoria Financeira e Zander Campos (Fundação Banco de Olhos de Goiás) como diretor-secretário.
A posse administrativa aconteceu durante a reunião e a solenidade oficial será em 15 de agosto, Dia Nacional das Santas Casas. Irani Ribeiro de Moura agradeceu a confiança de todos, ressaltou a importância da Federação na representatividade e fortalecimento dos pleitos dos filantrópicos, enfatizou a necessidade de incluírem as reivindicações do setor nas pautas dos candidatos ao governo, Assembleia Legislativa, Congresso Nacional e presidência da República e afirmou contar com o apoio e a participação de todos os hospitais e instituições filantrópicas.
“A Federação está aberta para receber aquelas que não participaram da fundação”, disse, convidando os membros fundadores a ajudarem na busca ativa e convite a todos as unidades de saúde filantrópicas do Estado para que participem da Federação.
Jeziel Ramos, do Hospital Casa de Euripedes, parabenizou todos pela iniciativa da criação da Federação. “Estou certo de que a Federação vai representar nosso setor de forma importante”, disse.
A reunião desta quarta-feira, coordenada pelo superintendente Administrativo da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, Irondes José de Morais, também definiu a função de cada diretor e elegeu os membros dos Conselhos de Administração e Fiscal. Confira.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Wilmar Cavalcanti - Hospital do Câncer Francisco Camargo (Inhumas)
Jecer Santos - Hospital de Caridade São Pedro D´Alcântara (Cidade de Goiás)
Shirley Kellen Ferreira – Associação Hospital São Pio X (Ceres)
Paulo Renato Manso - Fundação Banco de Olhos de Goiás (Goiânia)
Diácono Júlio César - Santa Casa de Anápolis (Anápolis)
Lisete Maria Kliemann Gomes – Hospital Espírita Eurípedes Barsanulfo/Casa de Eurípedes (Goiânia)
Irondes José de Morais - Santa Casa de Misericórdia de Goiânia
CONSELHO FISCAL
Wagner Napoleão - Hospital de Caridade São Pedro D´Alcântara (Cidade de Goiás)
Luciana Pereira dos Santos - Hospital de Câncer Araújo Jorge (Goiânia)
Gilberto Soares - Hospital do Câncer Francisco Camargo (Inhumas)
Zilmar Rezende - Inmceb - Instituto de Medicina do Comportamento Eurípedes Barsanulfo (Anápolis),
José Pedro - Santa Casa de Misericórdia de Goiânia (Goiânia)
Leonardo dos Reis Vaz - Associação Hospital São Pio X (Ceres)
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Kora Saúde compra grupo responsável pelo Hospital Encore em Aparecida
O grupo Kora Saúde, do Espírito Santo, assinou nesta terça-feira (26/7) contrato para compra integral do Centro de Cardiologia e Radiologia Intervencionista (CCRI), controlador do Hospital Encore, em Aparecida de Goiânia. O valor da transação, no entanto, não foi revelado. A informação foi divulgada nesta semana pelo portal Infomoney.
No ano passado, em agosto, o grupo também adquiriu o Instituto de Neurologia de Goiânia (ING). A compra custou quase R$ 117 milhões ao Kora Saúde. O acordo atual inclui todos os imóveis do CCRI e as áreas aplicantes para futuras expansões. Uma das unidades, o Hospital Encore é referência em cardiologia em Goiás.
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Revisão de código tributário pode acabar com aumento de até 45% do IPTU
Goiânia - A Prefeitura de Goiânia informou nesta quarta-feira (27/7) que enviará à Câmara dos Vereadores, em outubro, um projeto de lei para revisar o Código Tributário Municipal (CTM). A iniciativa acaba com dispositivos legais que permitem aumento de até 45% nos boletos de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), reduz alíquotas do Imposto Territorial Urbano (ITU) e Imposto Sobre Serviços (ISS).
Os detalhes foram apresentados pelo secretário municipal de Finanças, Vinícius Henrique Pires Alves. Os três pontos centrais da proposta são: congelar o valor do IPTU para todos os moradores de Goiânia em 2023 e 2024 (haverá apenas correção inflacionária); promover reajuste de, no máximo, 10% a partir de 2025, mais a inflação do ano anterior, até que o tributo corresponda ao valor venal do imóvel; e reduzir em 17,5% o índice usado como referência para o cálculo que incide sobre todos os imóveis residenciais de um pavimento.
O secretário municipal de Finanças ressalta que o prefeito Rogério Cruz também determinou que o processo de discussão da proposta aconteça “da forma a mais transparente e democrática possível”. Conforme informa, “o conteúdo do projeto será amplamente debatido com a sociedade, por meio de audiências públicas; Poder Legislativo, em reuniões prévias com grupo de trabalho criado por aquela Casa; e órgãos de controle, como Ministério Público”.
Cálculo de IPTU
Os casos em que houve reajuste de IPTU em patamares acima inflação, em 2021, derivaram de uma mudança recente na fórmula usada pela Prefeitura de Goiânia para calcular o imposto devido. Antes, a administração municipal dividia a cidade em zonas fiscais e estipulava o valor do IPTU a partir delas. O modelo dava margem para distorções, porque encaixava imóveis de padrões diferentes dentro do mesmo cenário fiscal. O sistema novo é diferente: calcula-se o IPTU a partir do valor venal de cada imóvel, de modo a respeitar suas particularidades.
Com essa mudança, a Secretaria Municipal de Finanças constatou que 62,65% das famílias pagavam IPTU mais caro do que deviam, e a correção para baixo já foi feita no exercício fiscal de 2022.
Acontece que, em outros 37,35% dos imóveis da capital, o reajuste ficou acima da inflação acumulada do ano anterior. Uma parcela ainda menor, formada por 170,5 mil imóveis, teria que pagar um IPTU que ficasse pelo menos 40% mais caro para que alcançasse o valor justo. São 32,4 mil comerciais, 71,5 mil residenciais e 66,5 mil vagos. Para eles, hoje vale uma “trava” que limita o reajuste anual a 45%. O residual fica para os exercícios fiscais seguintes.
Como é a proposta da prefeitura
O secretário municipal de Finanças afirma que a minuta da prefeitura foi redigida com objetivo de se encontrar uma fórmula que corrija distorções, sem impactar na renda do contribuinte. Decidiu-se, então, congelar o IPTU para 2023 e 2024 (haverá apenas correção inflacionária) e, a partir de 2025, promover reajustes escalonados em, no máximo, 10% mais inflação, até que se chegue ao valor correto.
Esse mesmo projeto reduz o valor de referência usado para o cálculo do imposto cobrado sobre residências. O abatimento sugerido é de 17,5% no preço do metro quadrado, que hoje é avaliado em R$ 1.906,90. Se a proposta for aprovada em tempo hábil, no ano que vem será de R$ 1.811,55. O valor de referência é importante porque é a combinação dele com a alíquota que determina o IPTU devido por cada imóvel.
Se o projeto da prefeitura não for aprovado, o valor do metro quadrado vai ser reajustado pela inflação e passará de R$ 2 mil.
Mais imóveis terão isenção
Também consta, no projeto elaborado pela Secretaria de Finanças, a proposta de ampliar o teto do valor venal para os imóveis que podem desfrutar de isenção de IPTU. Esse teto hoje é de R$ 120 mil e subirá para R$ 140 mil.
A simples alteração do teto já aumentaria o rol de imóveis que têm direito a participar do IPTU Social, mas a abrangência será ampliada com a redução de 17,5% no valor do metro quadrado de todas as casas de Goiânia.
O IPTU Social, em 2022, beneficiou 47.799 famílias. Se ficar sem alterações, em 2023 seriam apenas 17.702. Com a revisão, 2023 seriam 52.066 famílias contempladas.
Fim da faixa especial
Para a Prefeitura de Goiânia calcular o IPTU devido por cada imóvel, um dos critérios utilizados é uma tabela (inserida no Código Tributário Municipal) que define o valor venal do metro quadrado em cada tipo de edificação.
Hoje, são 10 categorias: casa, sobrado, apartamento, barracão, loja, sala/escritório, galpão comum, galpão industrial, telheiro e “especial”. As edificações que não se enquadram em nenhuma das nove primeiras categorias eram encaixadas na última (os centros esportivos e os hotéis são exemplos disso). E é essa última categoria a que tem o metro quadrado mais valorizado. A prefeitura propõe acabar com essa faixa mais cara, o que vai fazer com que as edificações se enquadrem no resto da tabela. Isso vai reduzir o IPTU de todos os imóveis reincaixados.
ITU e Taxa de Licença e Funcionamento
O projeto prevê redução de um ponto percentual em toda a tabela do Imposto Territorial Urbano (ITU) cobrado em Goiânia. Na primeira faixa, que diz respeito aos imóveis cujo valor venal seja de até R$ 40 mil, essa mudança vai significar uma redução de 50% na alíquota. São sete faixas, no total. Elas dividem todos os imóveis não edificados da capital de acordo com o valor de cada um deles.
Outra mudança importante no texto diz respeito à Taxa de Licença e Funcionamento. O recurso recolhido a partir desse dispositivo ajuda a custear atividades de fiscalização dos estabelecimentos, que têm que cumprir regras sanitárias e do Plano Diretor. Há previsão de redução de 17,5% na tabela, desconto de 10% para recolhimento à vista, parcelamento em até quatro vezes sem acréscimo, e novas regras para o seu lançamento, o que vai deixar o processo mais transparente.
ISS
Para estimular o desenvolvimento dos polos de tecnologia de Goiânia, como o que funciona na região do campus Samambaia (da Universidade Federal de Goiás), a proposta da Prefeitura de Goiânia é a de reduzir o Imposto Sobre Serviços (ISS) para alíquota mínima, de 2%. O mesmo vale para empresas que realizam serviços de revisão, manutenção e conservação de aeronaves, e que estão instaladas no entorno do aeroporto Santa Genoveva.
A Secretaria de Finanças também propõe, no projeto de lei, conceder a alíquota de 2% de ISS para as empresas de call center que utilizarem mão de obra do município, por meio de consulta ao Sine Goiânia, e ofereçam cursos de qualificação com vagas abertas para toda a população.
O projeto sugere a alíquota mínima (2%) para representação de qualquer natureza, inclusive comercial, e estende a proposta para autônomos e profissionais que trabalham com agenciamento, corretagem, intermediação de câmbio, de seguros, de cartões de crédito, de planos de saúde e de planos de previdência privada, dentre outros.
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Sobem para 32 os casos suspeitos de varíola dos macacos em Goiás
Théo Mariano
Goiânia - Os casos suspeitos de varíola dos macacos subiram para 32 em Goiás, segundo último boletim divulgado nesta quarta-feira (27/7) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO).
Ainda de acordo com a pasta, o número de infectados permanece o mesmo: 12. No entanto, a SES-GO identificou um outro caso como "provável" de ser infecção pelo vírus.
No Brasil, são mais de 800 casos confirmados de varíola dos macacos. No Estado de Goiás, as infecções foram registradas em Goiânia (9), Aparecida de Goiânia (2) e Inhumas (1).
No último dia 23, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a varíola dos macacos como "emergência sanitária global". Com isso, governos passam a ser cobrados para intensificar ações de monitoramento.
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Ação promove testagem gratuita de Hepatites B e C, HIV e sífilis em Goiânia
Em parceria com a Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia e com apoio da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), o Órion Complex promove um dia de testagens gratuitas das Hepatites B e C, além de testes de HIV e sífilis para a população. No dia 28 de julho, das 8h às 17h, todos que passarem pela recepção do local, com entrada pela Avenida Mutirão, no setor Marista, em Goiânia, poderão fazer os testes gratuitamente, além de receber orientações em relação às doenças.
“A maioria das pessoas desconhece que possui a doença e a testagem em massa possibilita o diagnóstico precoce. Se ele acontecer tardiamente, a hepatite já pode ter evoluído para uma cirrose ou câncer de fígado. Além disso, quando a pessoa descobre, evita a contaminação de outras, que acontece atráves do sexo sem preservativo e de objetos perfuro-cortantes”, destaca a hepatologista Patrícia Borges, que é embaixadora da SBH em Goiás e também CEO do Liver - Instituto Brasileiro do Fígado.
O teste para hepatite é parecido com o de glicose, feito apenas com uma gotinha de sangue e o resultado também sai em poucos minutos. Aqueles que estiverem positivados para alguma das enfermidades serão orientados e encaminhados para unidades de saúde especializadas para o devido acompanhamento. “Nos outros anos, fizemos cerca de 500 testes neste evento, que aconteceu em locais diferentes. Porém, devido ao fluxo de pessoas no Órion, estamos preparados para fazer mais que isso neste ano”, conta Patrícia.
Em 20 anos, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registrou 689.933 casos de hepatites virais no Brasil, de acordo com o Boletim Epidemiológico sobre as hepatites virais, divulgado no ano passado pelo Ministério da Saúde. Segundo o documento, entre 1999 e 2020, Goiás registrou 17.126 casos da doença, sendo 5.588 de hepatite A, 7.706 da B, 3.792 da C e 40 da hepatite D. Para alertar a população sobre a doença, julho ganhou a cor amarela nas ações e um dia ‘D’: 28 de julho é considerado o Dia Mundial de Luta contra as hepatites virais.
As hepatites virais são infecções no fígado e consideradas silenciosas, uma vez que a maioria dos casos não apresenta sintomas e geralmente são diagnosticados em estágios avançados. Quando presente, o quadro clínico pode manifestar-se com queixas inespecíficas tais como fadiga, desconforto ou dor abdominal, coceira, febre e vômitos. Além disso, pode ter sinais mais sugestivos de comprometimento hepático, como, icterícia (pele e/ou olhos amarelados), urina de cor escura e fezes mais claras.
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JORNAL OPÇÃO
Médicos registram 4º caso de cura do HIV
O paciente recebeu transplante de medula óssea para tratar leucemia. O doador era resistente ao HIV
Médicos da Califórnia, nos Estados Unidos, anunciaram que um homem de 66 anos se curou do HIV, após conviver com a doença desde 1980. Este é o quarto caso de cura no mundo todo.
O paciente tem leucemia e, por isso, recebeu transplante de medula óssea para tratar a doença. Por coincidência, o doador era naturalmente resistente ao vírus. O paciente parou de tomar medicamentos e diz que se sente “mais que grato” por não ter mais o vírus identificado em seu corpo. O paciente pediu para não ser identificado.
O homem que, segundo os médicos, está curado do HIV, disse que, ao ser diagnosticado em 1988, pensou que seria uma sentença de morte. “Nunca pensei que viveria para ver o dia em que não tivesse mais HIV”, disse em um comunicado
O doador da medula óssea era resistente ao HIV porque tinha mutações na proteína CCR5 – “a porta” pela qual o HIV entra nos glóbulos brancos do corpo. Estas mutações atuam fechando esta entrada
Após o transplante, os níveis de HIV se tornam indetectáveis no corpo do paciente ao longo de mais de 17 meses. Por isso, o homem não precisa mais tomar os medicamentos que já faziam parte da sua rotina há 30 anos.
A primeira vez em que um caso semelhante aconteceu foi em 2011. Timothy Ray Brown – conhecido como o Paciente de Berlim – se tornou a primeira pessoa no mundo a ser curada do HIV. Outros três casos parecidos foram registrados nos últimos três anos.
Apesar dos resultados positivos, o transplante de medula óssea não é uma alternativa para tratar todas as pessoas diagnosticadas com HIV, por ser um procedimento complexo e com efeitos colaterais significativos. Por outro lado, pesquisadores procuram maneiras de atuar na proteína CCR5 usando terapia genética.
*Com informações de BBC Brasil
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Cientistas afirmam ter encontrado antídotos antidepressivo em raízes da ayahuasca
Árvore jurema-preta é encontrada e coletada com raízes na caatinga, no sertão nordestino
Expedição no sertão nordestino tem explorado a jurema-preta. As raízes dessa árvore produz a ayahuasca, chá utilizado em rituais religiosos. Uma série de reportagens do jornal Folha de S. Paula relata que a planta é retirada do solo com raízes em uma fazenda, no interior do Ceará. A propriedade é explorada por Dráulio Barros de Araújo, 50, filho do dono, Flávio Torres de Araújo, de 77, que é físico e fundador do PDT cearense. Como pai, ele também é físico e pesquisa há 15 anos sobre a sustância psicoativas: DMT.
Ele explica que os pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UF-RN) extraem DMT das raízes da espécie. Segundo os estudos, são nas raízes que se encentram o DMT (N,N-dimetiltriptamina). A substância extraída teria “poder” de alterar a consciência e é isso que vem alimentando promessas de novos fármacos para ajudar pacientes que a psiquiatria, atualmente, não consegue tratar.
Essas pesquisas sobre os efeitos da jurema-preta tem contribuído para colocar o país em posição de destaque no ranking do renascimento da ciência psicodélica. O antídoto da árvore tem sido extraído no laboratório do pesquisador no Instituto do Cérebro (ICe) da UF-RN. Por milhares de anos, as raízes dessas árvores são usadas como chás em rituais indígenas e afro-brasileiros.
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Covid surgiu de animais vendidos em mercado de Wuhan, indica novos estudos
Pesquisadores da Science reforçam os primeiros casos estavam centrados no local
Novos estudos da Science apontam que o novo Coronavírus teve origem realmente no mercado de Wuhan, na China. A Organização Mundial de Saúde (OMS), em junho, determinou que equipes de cientistas continuassem apurando todas as possibilidades que poderiam ter causado a pandemia de Covid-19. No estudo, foi incluído a hipótese de vazamento do vírus de laboratório.
Agora, dois estudos, adotando abordagens diferentes, foram publicados e tiveram a mesma conclusão. Ambos apontaram que o mercado de frutos do mar de Huanan, na cidade chinesa de Wuhan, foi provavelmente o epicentro da doença, que se espalhou por todos os países.
Os primeiros resultados foram divulgados on-line, em fevereiro deste ano. Eles passaram por revisões de outros cientistas e, nessa terça-feira, 26, foram publicados pela revista Science, periódico renomado no mundo em questões científicas.
Em um dos levantamentos, os especialistas de todo o mundo utilizaram ferramentas de mapeamento e relatórios de mídias sociais para uma análise espacial e ambiental. “Todos os oito casos de Covid-19 detectados antes de 20 de dezembro eram do lado oeste do mercado, onde também eram vendidas espécies de mamíferos”, cita trecho da publicação.
Os estudos resgatam as suspeitas iniciais sobre a origem do vírus. A maneira de como os animais eram mantidos próximos uns dos outros chamaram a atenção, ainda em 2019, pois isso facilitavam as trocas de germes entre eles. Os últimos estudos, entretanto, não esclarecem quais as espécies poderiam estar doentes. No entanto, indicam que haviam dois vírus separados que estavam circulando nos animais e depois passaram para as pessoas do mercado.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Diagnóstico precoce de hepatite evita lesões irreversíveis no fígado, diz especialista
"Todas as pessoas que possuem fatores de risco para hepatites virais e que ainda não fizeram o teste para saber se tem a doença devem o fazer", afirma hepatologista
As hepatites virais são infecções do fígado por vírus que causam inflamação desse órgão. Elas podem gerar sintomas como fraqueza, enjoos, desconforto no abdome e febre e, nos casos mais graves, icterícia (olhos e pele amarelados), sonolência, confusão mental e mesmo coma. Nos casos crônicos, que são aqueles em que a infecção persiste no organismo, o paciente pode evoluir para complicações graves como cirrose e câncer de fígado.
“As hepatites virais principais são a A, B, C, D e E. As hepatites A e E são doenças transmitidas pela via fecal-oral, ou seja, o vírus é eliminado nas fezes do indivíduo contaminado e pode ser transmitido pelo contato pessoal ou por água ou alimentos contaminados. Já as hepatites B, C e D são transmitidas através do sangue ou material contaminado com sangue, via sexual e até mesmo de mãe para filhos”, explica Rafael Oliveira Ximenes, médico Gastroenterologista e Hepatologista do Hospital Israelita Albert Einstein de Goiânia.
De acordo com o especialista, a hepatite viral mais comum no Brasil é a hepatite C. Ela é a que possui a maior incidência e é responsável por 3 a cada 4 óbitos associados às hepatites virais no Brasil segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2021.
O Hepatologista afirma que tratamento das hepatites B e C é feito com medicações, na grande maioria das vezes por via oral (comprimidos). No caso da hepatite C, o tratamento é por tempo limitado (12 a 24 semanas) e com alta chance de cura (acima de 90 a 95%).
Já o tratamento da hepatite B na maior parte dos casos é por tempo indeterminado, o paciente toma a medicação por toda a vida, mas com alta chance de se controlar o vírus e evitar que a lesão no fígado piore. No caso da hepatite A, a cura é espontânea na maioria dos casos, sendo feito apenas o tratamento de controle de sintomas. Nos casos mais graves de hepatites virais, pode ser necessário transplante do fígado.
“O diagnóstico precoce permite que a hepatite seja tratada e curada antes de causar lesões irreversíveis no fígado e antes do surgimento de complicações como ascite (água na barriga), sangramento digestivo e câncer de fígado. Além disso, o diagnóstico e tratamento precoce ajudam a evitar a transmissão da doença para outras pessoas”, ressalta Rafael.
Sara Lorena relata que descobriu uma hepatite B quando precisou fazer um exame para começar estágio em uma empresa.
“Sentia muita dor de cabeça e no fígado. Minha boca ficava amarga, mas nunca fui ao hospital. Só tive o diagnóstico por conta de um exame admissional. O médico me orientou ir ao postinho da minha cidade tomar as vacinas que são divididas em três doses e depois repetir o exame, graças a Deus e as vacinas, hoje estou bem.
Conforme Rafael, a prevenção é essencial para que possamos erradicar as hepatites virais, que é uma meta que a Organização Mundial de Saúde pretende atingir até 2030.
“A prevenção das hepatites A e B pode ser feita através da vacinação. Já a hepatite C, para a qual ainda não há vacina, a prevenção pode ser feita evitando-se compartilhar objetos que possam ter contato com sangue (como material de manicure, lâminas de barbear e escova de dentes), esterilizando adequadamente materiais médicos e odontológicos e evitando-se fazer procedimentos (incluindo tatuagens e piercings) em locais que não seguem as normas da Vigilância Sanitária”, informa Rafael.
Ainda em relação à hepatite A, a prevenção pode também ser feita pelo uso da água tratada e filtrada ou fervida, cuidado na preparação dos alimentos e higienização adequada das mãos.
“Todas as pessoas que possuem fatores de risco para hepatites virais e que ainda não fizeram o teste para saber se tem a doença devem o fazer. Isto inclui todos os indivíduos acima de 40 anos, pessoas que possuem múltiplos parceiros sexuais, aqueles que já receberam transfusão de derivados do sangue (em especial antes de 1.993), indivíduos que fazem hemodiálise ou foram submetidos a transplante de órgãos, usuários de drogas e pessoas que já fizeram tatuagens ou colocação de piercing. O teste é um exame de sangue simples e amplamente disponível em todo o Brasil”, pontua Rafael.
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O HOJE
Zacharias Calil participa de encontro de médicos e defende ampliação da bancada no Congresso
O encontro, que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro (PL), debateu a saúde no Brasil e a formação de uma bancada de médicos no
O deputado federal e pré-candidato ao Senado Zacharias Calil (UB) participou nesta quarta-feira (27/7) de um encontro com a classe médica na sede do Conselho Federal de Medicina, em Brasília. O encontro, que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro (PL), debateu a saúde no Brasil e a formação de uma bancada de médicos no Congresso Nacional.
“Muito importante estar aqui na presença do presidente Bolsonaro e do ministro Marcelo Queiroga para exaltar as boas ações do governo na saúde do país e reafirmar nosso apoio a uma bancada de médicos no Congresso Nacional“, disse Calil, membros da Frente Parlamentar Mista da Medicina (FPMed) na Câmara.
Entre os temas abordados, estavam o acesso à vacina contra a Covid-19, a importância do CRM para a atuação do médico no Brasil e um projeto de apoio à formação qualificada de novos médicos.
Também estiveram presentes o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, integrantes do primeiro escalão da Pasta, além de outros membros da FPMed, como os deputados Hiran Gonçalves, Dr. Luizinho, Pedro Westphalen e Mariana Carvalho.
Na oportunidade, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, destacou a interlocução da autarquia com o Poder Executivo. “Neste processo, tem sido fundamental ao CFM o apoio da Frente Parlamentar Mista da Medicina (…) Inclusive, esperamos que nessas eleições essa bancada aumente de tamanho, permitindo que temas de relevância para a qualidade de vida e o bem estar dos brasileiros prosperem no debate parlamentar”, disse Hiran Gallo.
Bancada de médicos
Na última eleição para o Congresso, a guinada conservadora representada por Jair Bolsonaro foi responsável por reduzir o número de representantes da saúde no Legislativo. Médicos e professores perderam espaço para membros das bancadas temáticas conhecidas como “boi, bala e Bíblia”, com representantes do agronegócio, segurança pública e evangélicos.
“Perdemos muito espaço na Câmara, e por isso essa é uma bandeira que eu levantei. Temos lá [no Senado], a bancada da Bala, do Agronegócio, a Evangélica, e na área médica, eu senti, durante todo esse período que eu tenho estado lá, a dificuldade que nós temos nas votações e discussões”, disse Calil ao portal Diário de Goiás no último mês.
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O que é a Síndrome de Burnout e porquê a procura pelo seu tratamento aumentou? Entenda
Para a psicóloga, Jordana Ribeiro, o Burnout é "um distúrbio que, dependendo do grau, precisa entrar com uma dosagem de medicação que é passada pelo psiquiatra"
A Síndrome de Burnout é considerado um distúrbio emocional, ligado a situações de trabalho desgastante, ou excesso de trabalho. A síndrome foi incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) e passou a ser considerada doença ocupacional em 1º de janeiro de 2022.
Também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, a doença teve um aumento na procura por tratamentos durante o período da Pandemia da Covid-19. Essa crescente pode estar associada ao home office.
Segundo a psicóloga Jordana Ribeiro, a pessoa pode associar os ambientes da casa, que antes eram designados ao descanso, ao trabalho.
“Onde antes tinha toda uma questão de horário de chegada e saída do trabalho, início e fim da jornada, agora, em home office, a pessoa perde a noção e a diferenciação entre estar trabalhando e estar em casa no momento de descanso”, comenta a psicóloga.
Jordana explica que a pessoa passa por uma despersonalização pelo esgotamento físico e mental. Assim, o trabalhador se sente sobrecarregado e, esse esgotamento, leva a perda das características comportamentais.
“Como a pessoa está emergida naquele esgotamento, ela não percebe de imediato a mudança nas características da personalidade, quem percebe são as pessoas externas”, pontua.
Dessa forma, uma pessoa, que geralmente era reconhecida por ter uma personalidade tranquila, passa a apresentar sinais de irritação, raiva, agressividade e ansiedade, sem perceber.
A profissional ainda aconselha os colegas de trabalho ficarem atentos aos sinais. “Quem presencia essa despersonalização são as pessoas do convívio dela, que podem, inclusive, alertar o trabalhador a procurar ajuda psicológica”, indica.
Sintomas
Além da sensação de exaustão, a síndrome também gera aumento do distanciamento mental, redução da eficácia do trabalho, falta de motivação, baixa autoestima, dificuldade de concentração, e depressão.
Há ainda sintomas físicos, como resfriados frequentes, insônia, tensão muscular, fadiga, dores de cabeça recorrentes, palpitação, pressão alta e até problemas gastrointestinais.
Tratamentos
Para a psicóloga, o Burnout é “uma distúrbio que, dependendo do grau, precisa entrar com uma dosagem de medicação que é passada pelo psiquiatra”. Mas, a maioria dos casos podem ser revertidos no processo psicoterapêutico.
Normalmente, o efeito do tratamento psicoterapêutico surte entre um e três meses, porém, pode perdurar por mais tempo, dependendo do caso.
Para evitar o distúrbio, o Ministério da Saúde indica realizar atividades físicas regularmente. Além de exercícios de relaxamento, como forma de aliviar o estresse.
“Estipular uma rotina e seguir os prazos para ter um horário de parada, prazo de tirar férias e descanso aos finais de semana também é essencial”, conclui a psicóloga Jordana Ribeiro.
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NOTÍCIA TODA HORA
Irani Ribeiro é eleita presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Goiás
A médica pediatra e superintendente Geral da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, Irani Ribeiro de Moura, foi eleita hoje (27) presidente da recém-criada Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de Goiás.
A nova entidade, que representa as instituições de saúde filantrópicas goianas, teve sua criação aprovada no dia 5 de julho e, em reuniões seguintes, representantes do setor aprovaram o estatuto e, agora, a diretoria e conselhos de Administração e Fiscal da Federação.
Além de Irani Ribeiro de Moura, compõem a diretoria o padre Clayton Bergamo (Santa Casa de Anápolis) na vice-presidência; Wagner Miranda (Hospital do Câncer Francisco Camargo) na diretoria Administrativa; Cláudio Cabral (Hospital de Câncer Araújo Jorge) na diretoria Financeira e Zander Campos (Fundação Banco de Olhos de Goiás) como diretor-secretário.
A posse administrativa ocorreu durante a reunião e a solenidade oficial será em 15 de agosto, Dia Nacional das Santas Casas. Irani Ribeiro de Moura agradeceu a confiança de todos, ressaltou a importância da Federação na representatividade e fortalecimento dos pleitos dos filantrópicos.
Ela enfatizou ainda a necessidade de incluírem as reivindicações do setor nas pautas dos candidatos ao governo, Assembleia Legislativa, Congresso Nacional e presidência da República e afirmou contar com o apoio e a participação de todos os hospitais e instituições filantrópicas.
“A Federação está aberta para receber aquelas que não participaram da fundação”, disse, convidando os membros fundadores a ajudarem na busca ativa e convite a todos as unidades de saúde filantrópicas do Estado para que participem da Federação.
Jeziel Ramos, do Hospital Casa de Euripedes, parabenizou todos pela iniciativa da criação da Federação. “Estou certo de que a Federação vai representar nosso setor de forma importante”, disse.
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PORTAL G1
Vídeos no YouTube mostram 'rinoplastia caseira', e médicos apontam riscos; em SP, homem foi internado ao tentar operar nariz
Homem foi admitido na última quinta-feira (21) em pronto-socorro na Zona Sul com ferimentos. Técnicas caseiras, além de ineficazes, podem piorar o aspecto do nariz e acarretar complicações graves. YouTube afirma que vídeos estão em análise para eventual remoção.
Um paciente foi admitido na noite da última quinta-feira (21) em um pronto-socorro na região do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, com um ferimento no nariz após uma tentativa de "rinoplastia caseira".
Médicos ouvidos pelo g1 destacaram que técnicas caseiras para afinar o nariz, além de ineficazes, podem piorar a aparência e acarretar complicações graves, como necroses, infecções, obstrução nasal e choque anafilático, condições que podem até mesmo levar à morte.
O paciente atendido na Zona Sul de São Paulo teria se guiado por vídeos da internet e utilizado álcool 70% para higienizar a região do nariz durante o procedimento. Ele teria relatado aos médicos que não usou luva nem limpou o sangue “para não abrir os pontos”, mas que utilizou um anestésico veterinário e finalizou o procedimento com “sutura com fio absorvível e super-bonder”.
A Prefeitura de São Paulo confirmou que um homem foi admitido na Unidade de Pronto Atendimento Campo Limpo, encaminhado ao Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, para a limpeza de um ferimento no nariz e, também, foi orientado a receber atendimento psicológico.
"A pasta esclarece que, após ser acolhido pela equipe médica de saúde mental, o paciente passou por atendimento da equipe de bucomaxilofacial (BMF), que realizou a limpeza do ferimento, curativo e orientação quanto aos cuidados necessários. A SMS reforça que o paciente recebeu alta hospitalar no mesmo dia, além de encaminhamento para retorno com a especialidade BMF. Ele foi encaminhado para também seguir atendimento na rede com serviço de psicologia", disse a prefeitura, em nota.
Vídeos sobre como fazer procedimentos caseiros para reduzir ou afinar o nariz, divulgados na internet como "rinoplastias caseiras", se proliferaram em redes sociais como o YouTube.
Além disso, filmagens de cirurgias feitas em hospitais por médicos qualificados também têm sido usadas por usuários das redes sociais, que tentam "copiar" os procedimentos hospitalares em casa, de acordo com médicos ouvidos pela reportagem.
O YouTube Brasil informou, em nota, que todos os conteúdos "precisam seguir nossas Diretrizes de Comunidade, e não permitimos material que incentive atividades perigosas com risco de danos físicos graves ou de morte. Contamos com uma combinação de sistemas inteligentes, revisores humanos e denúncias de usuários para identificar conteúdo suspeito e remover o que esteja em desacordo com nossas políticas assim que localizado. Os vídeos enviados pela reportagem estão em análise".
Vídeos no YouTube divulgam métodos caseiros para afinar ou reduzir nariz; médicos alertam para riscos de técnicas — Foto: Reprodução/YouTube
Riscos de técnicas caseiras
Segundo o médico Rodrigo Lacerda, cirurgião plástico especialista em rinoplastia e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), as técnicas caseiras para tentar afinar ou reduzir o nariz se popularizaram nos últimos anos.
"Muitas pessoas acham que o procedimento é tão simples quanto parece ser nos vídeos. Não preciso nem falar que é muito arriscado e pode, até, levar à morte", explicou Lacerda.
De acordo com o médico, são vários os riscos envolvidos: "Tem o risco de necrose, risco de infecção por ter feito sem a assepsia e por usar material não esterilizado, e um risco de obstrução nasal muito grande. As incisões feitas em uma rinoplastia precisam ser muito precisas, em locais bem definidos para não ter esse risco".
O cirurgião destacou ainda que o paciente também pode sofrer um choque anafilático, uma reação alérgica grave que pode levar à morte. Além disso, a tentativa de cirurgia caseira pode piorar o aspecto do nariz.
"Esses procedimentos só vão piorar a aparência, porque não têm nenhuma eficácia, só vão trazer riscos. Não da pra fazer isso sem o conhecimento da anatomia nasal, que é muito complexa", declarou.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) também alerta que a rinoplastia é um procedimento complexo e deve ser feito somente com um médico especialista e habilitado.
"Além de ser um ato exclusivamente médico, é necessária especialização e habilitação para realizar [a cirurgia]", disse a sociedade, em comunicado divulgado em seu site.Ativar som
Quando uma cirurgia plástica é recomendada?
Rinoplastia no Brasil e no mundo
Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês) divulgados em 2021, a rinoplastia é o quarto procedimento estético cirúrgico mais comum no mundo, e representou 8,4% das cirurgias plásticas realizadas em 2020.
Apesar da redução geral no número de cirurgias plásticas no último anos, as cirurgias de rinoplastia continuaram a aumentar, segundo dados divulgados pela organização em março de 2022.
O Brasil foi o país que mais realizou cirurgias no rosto em 2020. Segundo o levantamento do ISAPS, 87.879 rinoplastias foram feitas no país naquele ano. Em segundo lugar vem a Turquia, com 66.950 e, em terceiro, os Estados Unidos, com 55.436.
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Paciente se emociona ao receber visita em hospital de cães que não via há dois meses e que moram a mais de 1 mil km de Goiânia;
Marcelo Gonçalves Rodrigues está na capital goiana há mais de dois meses com sua família para a realização de um tratamento no pâncreas. Desde maio, passou por oito cirurgias.
Por Gabriela Macêdo, g1 Goiás
Um paciente se emocionou ao receber a visita de seus dois cachorros de estimação em um hospital particular de Goiânia, após ficar mais de dois meses longe deles para um tratamento no pâncreas. Ao todo, os animais do engenheiro agrônomo Marcelo Gonçalves Rodrigues, de 52 anos, viajaram mais de mil quilômetros de Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso, até a capital goiana.
"Me emocionei, eles fazem parte da família. Estou há mais de dois meses fora de casa. Estava sentindo muita falta deles, eles dão uma revigorada, transmitem uma energia positiva", diz Marcelo.
A visita surpresa dos pequenos Alok e Floquinho foi organizada pela família de Marcelo e aconteceu na terça-feira (26). O médico clínico geral e filho de Marcelo, Homero Gonçalves, conta que o pai descobriu um cisto benigno com grandes chances de se tornar maligno e, com isso, precisou retirar mais da metade do pâncreas.
Devido às inúmeras complicações desde o primeiro procedimento, que ocorrem em maio, Marcelo passou por um total de oito cirurgias em pouco mais de dois meses.
Segundo Homero, inicialmente, o engenheiro ficou internado por 41 dias, recebeu alta, passou 19 dias em casa e indo diariamente tomar medicação intravenosa no hospital, mas com novas complicações, precisou voltar a ser internado.
"Ele estava muito triste com essa correria e idas ao hospital. Os cachorros estavam na casa dele e sendo alimentados pelas pessoas que estavam cuidando da casa, então decidimos fazer uma surpresa", explicou Homero.
O filho de Marcelo ainda contou que, como os animais permaneceram na casa do engenheiro, no Mato Grosso, o pai constantemente os observava através das câmeras de monitoramento. Ele ainda conta que a família revelou ao engenheiro que os animais viriam de Mato Grosso para Goiânia, mas que a visita ao hospital foi mantida em segredo.
"Todos os dias eu e meu irmão levamos os cachorrinhos até a esquina e ele os via pela janela e ele ficava todo emocionado, querendo ver eles pessoalmente", comentou Homero.
Homero conta que a visita de Alok e Floquinho emocionou não apenas Marcelo, mas a família e toda a equipe do hospital.
"Eles foram tão carinhosos e cuidadosos com meu pai. Geralmente eles chegam pulando, mas dessa vez eles não quiseram pular, parecia que entendiam o que estava acontecendo", explicou.
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PORTAL O BOM DA NOTÍCIA
ANS: ocupação de leitos de covid-19 na rede privada aumenta em junho
A ocupação dos leitos para covid-19 informada por operadoras privadas de saúde subiu de 38,3%, em maio, para 49,2%, em junho, segundo balanço divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O levantamento inclui tanto leitos comuns quanto de terapia intensiva.
Os dados fazem parte da edição de julho do Boletim Covid-19 da ANS, divulgado ontem (27) pela agência reguladora.
O crescimento nas internações acompanha um período de nova alta nos casos de covid-19 no país, como mostra o painel de dados Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Após o pico de infecções no início de 2022, o Brasil teve menos de 20 mil casos da doença por dia entre a segunda quinzena de abril e o fim de maio, quando o número de casos voltou a superar esse patamar. Depois disso, as notificações continuaram a subir, até atingir os 50 mil casos diários no fim de junho.
O aumento de casos e internações também se refletiu em mais reclamações de usuários. Segundo a ANS, foram contabilizadas 422 queixas de usuários de planos de saúde relacionadas à covid-19, 66,8% a mais que as demandas registradas em maio deste ano. O levantamento mostra que 63% delas foram sobre as dificuldades de realização de exames e tratamento para a doença.
A respeito dos testes para a detecção da covid-19, a ANS dispõe apenas de dados até abril, quando o movimento ainda era de queda nos casos. Naquele mês, foram realizados 105 mil testes RT-PCR e 52 mil de antígeno, enquanto, em janeiro, os números haviam sido de 1,7 milhão e 175 mil, respectivamente.
O número de beneficiários de planos de saúde no Brasil aumentou em 300 mil pessoas em junho de 2022, chegando ao total de 49,8 milhões. O volume de usuários é o maior da série histórica da ANS e já aumentou em quase 3 milhões de pessoas desde o início da pandemia de covid-19. Em março de 2020, a ANS contabilizava 47,1 milhões de planos de saúde no Brasil.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 27/07/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Hospitais e ANS vão discutir consequências do piso salarial da enfermagem
Família denuncia que estudante morreu de infecção no fígado após hospital não fazer cirurgia, em Anápolis
Menino com leucemia ganha na Justiça tratamento de quase R$ 1 milhão, mas espera há dois meses pela medicação, diz mãe
Médico Rui Gilberto lança pré-candidatura a deputado federal pelo PDT-GO
Apesar de estudos científicos, União despreza uso da maconha para fins medicinais, diz especialista
Confirmado primeiro caso de varíola dos macacos no Tocantins
Operadora de plano de saúde deve ressarcir consumidora por gasto em mamoplastia
Apenas 27% das mulheres negras têm acesso ao pré-natal
O GLOBO
Hospitais e ANS vão discutir consequências do piso salarial da enfermagem
As principais entidades que representam os hospitais privados no Brasil pediram uma reunião à direção da ANS. Motivo: querem informar que o projeto de lei que criou o piso mínimo salarial para enfermeiros, de R$ 4,750, vai provocar novos aumentos no valor dos planos de saúde. O piso foi aprovado pelo Congresso e hoje está na mesa de Jair Bolsonaro, que decidirá se o sanciona.
Os hospitais vão alegar que o projeto custa R$ 16 bilhões por ano, o que os obrigará a pedir um reajuste dos valores pagos pelos planos. Como consequência, as empresas repassarão eventuais custos adicionais aos que possuem planos de saúde.
Os hospitais pressionarão a ANS por uma antecipação do reajuste anual, se o projeto for sancionado por Bolsonaro. Se não houver a antecipação, o que é o mais provável, o repasse da despesa de enfermagem chega nas contas de 2023.
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PORTAL G1
Família denuncia que estudante morreu de infecção no fígado após hospital não fazer cirurgia, em Anápolis
Tia contou que a sobrinha precisava de cirurgia. Parentes registraram ocorrência na Polícia Civil, que investiga se houve negligência médica.
Por Rafael Oliveira, g1 Goiás
A família da estudante Auane Camargo Lemos, de 19 anos, denuncia que a jovem morreu de infecção no fígado após o Hospital de Urgências de Anápolis (Heana), onde ela estava internada, não fazer uma cirurgia para tratar o quadro clínico. Tatiane Camargo, tia da jovem, contou que a sobrinha precisava do procedimento cirúrgico. A Polícia Civil investiga se houve negligência médica.
A Fundação Universitária Evangélica (Funev), gestora do Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo, disse em nota que em momento algum houve negligência no atendimento. A paciente chegou ao hospital em 6 de julho e no dia seguinte o quadro se agravou, sendo levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A nota destaca que ela fez exames, mas com o agravamento do quadro, a jovem teve baixa atividade cardíaca e morreu (leia a íntegra ao final).
"Ela foi para o hospital tomar remédios mais eficazes e se tivessem feito a cirurgia, talvez ela estivesse viva, aqui com a gente. Os médicos passavam remédio na veia e mandavam embora para casa", desabafou a tia.
O g1 também conversou com a mãe da jovem, que está em choque. Sueli Camargo contou que a filha morreu no domingo (24) depois de ficar internada por duas semanas.
A Polícia Civil solicitou exame cadáverico no corpo de Auane para saber as causas da morte por laudo emitido por um perito médico do Instituto de Medicina Legal (IML).
Sintomas
A estudante começou a sentir fortes abdominais no início de julho. A família, então, procurou atendimento médico no Heana. Segundo a tia, a sobrinha tomava medicamento na unidade de saúde e era liberada para voltar para casa. Os sintomas, porém, se agravaram após o efeito dos remédios para dor acabar.
Depois, a família procurou um médico de uma clínica particular, que teria advertido aos parentes sobre a urgência da internação e de procedimento cirúrgico. Foi quando Auane Camargo voltou à unidade médica e ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UIT), mas a cirurgia não foi feita, segundo Tatiane.
A certidão de óbito de Auane Camargo diz que ela morreu de choque misto (séptico e hemorrágico), distúrbio de coagulação e abcesso hepático (infecção no fígado), causas que podem ter sido agravadas pela doença de Lúpus.
“Ela era a caçula da família, era o xodó dos tios. Estamos todos em choque. A situação é muito triste. Auane era alegre, divertida e gostava muito de passear”, lamentou a tia.
Nota do Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo
Sobre os questionamentos a respeito das circunstâncias que envolveram o óbito da paciente Auane Camargo Lemos, a Fundação Universitária Evangélica (FUNEV), gestora do Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo, esclarece que em momento algum houve negligência no atendimento.
A paciente deu entrada no Heana no dia 06 de julho de 2022. No dia 07 de julho, com o quadro agravado, a paciente foi transferida para unidade de terapia intensiva da unidade.
Além de todos os exames realizados na unidade, nos dias 11 e 20 de julho, a paciente realizou exame específico (Colangiorressonância) em unidade externa, para aprofundamento da investigação médica, permanecendo em todo momento aos cuidados da equipe do Heana.
No dia 23 de julho, a paciente sofreu queda do estado geral, de imediato, a equipe da UTI realizou todos os procedimentos para melhora do quadro, sem sucesso. O quadro era considerado gravíssimo.
No dia 24 de julho, a paciente permanecia em estado gravíssimo, sofreu assistolia (baixa atividade cardíaca), e evoluiu a óbito.
A Funev esclarece que todo atendimento foi realizado em observância rigorosa dos protocolos médicos, a paciente foi assistida por todos os especialistas necessários, sendo realizado todos os exames e realizado todo tratamento indicado em cada momento de sua internação.
Destaca-se ainda que a paciente era portadora de doença autoimune, a queixa de admissão da paciente, tem relação com a agudização da polimiosite, doença autoimune de base, e que as investigações sobre possíveis lesões hepáticas foram feitas e serviram para descartar complicações em tal órgão, sendo mantido tratamento não cirúrgico do ponto de vista hepático. Em relação a polimiosite e a PTI (púrpura trombocitopênica idiopática), o acompanhamento e tratamento adequado foi feito juntamente com a hematologia.
Reiteramos que a paciente não teve indicação cirúrgica em nenhum momento, e seguiu sempre com avaliação contínua das equipes especializadas.
Os familiares tinham ciência da gravidade do quadro de saúde da paciente, principalmente pela doença pré existente, sendo informados sobre isso.
Sentimos muito pela morte precoce da paciente e acolhemos a dor da família. Diariamente, vivenciamos situações como essa e sabemos o quão dolorosa é a perda de um ente querido.
A Funev reforça a transparência em suas ações e está sempre disponível para esclarecimentos.
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Menino com leucemia ganha na Justiça tratamento de quase R$ 1 milhão, mas espera há dois meses pela medicação, diz mãe
Danielle de Carvalho fala sobre apreensão diante da luta do filho Guilherme, de 9 anos, contra a doença: ‘Correndo contra o tempo’. Juiz determinou bloqueio do valor nas contas da União.
Por Jamyle Amoury, g1 Goiás
O pequeno Guilherme Alves de Carvalho, de 9 anos, tem leucemia e ganhou na Justiça o direito de receber um medicamento de alto custo, mas há dois meses não consegue o remédio pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A mãe dele, Danielle de Carvalho, contou que o tratamento inteiro custa quase R$ 1 milhão.
“Meu filho está com 90% da medula tomada pelo câncer, estamos correndo contra o tempo. Para o tratamento, ele precisa de dois ciclos com 56 ampolas, que custam R$ 17 mil cada”, disse a mãe.
Danielle, que mora em Aparecida de Goiânia, deu entrada no processo para conseguir o medicamento, com ajuda da Defensoria Pública no mês de fevereiro deste ano, desde então, buscava na Justiça a esperança de conseguir o remédio para o filho.
O juiz Paulo Ernane Moreira Barros, da 6ª Vara Federal Cível da Justiça Federal da SJGO decidiu, no último dia 12 de julho, bloquear o valor das contas da União para que o remédio fosse adquirido. Estão como réus no processo: a Saúde estadual, a União e a Saúde de Aparecida de Goiânia.
Ao g1, a Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida informou que, o fornecimento de medicamentos de alto custo é de competência do estado e da União. Sendo assim, o Estado de Goiás deve fornecer o medicamento solicitado e comprovar o fornecimento.
O g1 entrou em contato por e-mail, às 10h30 desta terça-feira (26), com o Governo Federal e com a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES), a fim de saber se a verba já foi liberada e quando o medicamento será adquirido para o menino, e aguarda retorno.
Até a manhã desta terça-feira, Guilherme está internado no Hospital Araújo Jorge, em Goiânia, onde trata intercorrências de quimioterapias que vêm fazendo. A mãe conta que, o mais difícil diante do caso de leucemia, o filho já conseguiu, um doador de medula óssea, mas precisa do remédio para fazer.
“A irmã dele é 100% compatível. Só precisamos do remédio para que ele se prepare para o transplante. Ele já internou várias vezes, é uma luta diária”, disse a mãe.
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A REDAÇÃO
Médico Rui Gilberto lança pré-candidatura a deputado federal pelo PDT-GO
Evento será em Goiânia nesta quarta-feira (27)
Presidente da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia, o médico Rui Gilberto fará o lançamento de sua pré-campanha a deputado federal pelo PDT nesta quarta-feira (27/7) em Goiânia. O evento, marcado para às 19h30, será no no Complexo Órion, 15º andar.
Além da presidência de uma sociedade brasileira, Rui Gilberto já foi presidente da Associação Médica de Goiás (AMG) e da Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia (SGGO). Formado em 1981, tem especialização em Ginecologia e Obstetrícia, mestrado e doutorado em Medicina Tropical e pós-doutorado em Ciências da Saúde.
Aliado à saúde, ele ainda é experiente em serviço público, já tendo sido prefeito de Marzagão (GO)
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JORNAL OPÇÃO
Apesar de estudos científicos, União despreza uso da maconha para fins medicinais, diz especialista
Diretor jurídico de associação diz que a legalização da Cannabis está “a passos lentos, mas de forma progressiva”
Apesar de estudos científicos mostrarem a eficácia da maconha para fins medicinais, advogado critica a lentidão da União para flexibilizar o uso da planta. Diretor jurídico da Associação Curando Ivo, Matteus Jacarandá diz que a legalização da Cannabis está “a passos lentos, mas de forma progressiva”. “É como se estivesse acontecendo uma legalização silenciosa movida pela legitimidade que as associações de pacientes promovem mediante resultados clínicos positivos”, enfatiza ao Jornal Opção.
Cannabis refere-se a várias drogas psicoativas e medicamentos derivados de plantas do gênero Cannabis. Farmacologicamente, o principal constituinte psicoativo desse tipo de planta é o tetrahidrocanabinol (THC), um dos 400 compostos da planta, incluindo outros canabinoides, como canabidiol (CBD), canabinol (CBN) e tetrahidrocanabivarin (THCV).
O advogado explica que a lei de drogas (11.343/2006), no parágrafo único do artigo 2º, diz que a União poderá autorizar o cultivo de Cannabis para fins exclusivamente medicinais e científicos. O advogado destaca que desde 2016 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou e reconheceu as substâncias da Cannabis como medicinal (RDC 03/2015 e RDC 17/2015), retirando a classificação de “substância proibida” para “sujeita a controle especial”, permitindo a sua importação.
O remédio a base da maconha pode ser adquirido através de prescrição médica, com o relato de todo histórico clínico do paciente mostrando a eficácia do tratamento e a necessidade de manutenção do tratamento para garantia do direito à saúde. Outra forma são por laudos técnicos de outros especialistas que envolvam sua pretensão. Pode ser de enfermeiros, farmacêuticos e até mesmo agrônomos, atestando a quantidade de plantas e extratos necessários ao tratamento, fazem com que o julgador se sinta ao máximo confortável em proferir uma decisão favorável.
“A Anvisa faz sua parte mas, no que se refere a autorizações/permissões para o cultivo em solo nacional ela reitera constantemente que, conforme decisão proferida pela Diretoria Colegiada da agência em 3 de dezembro de 2019, nela restou consolidado o entendimento de que não possui competência para regulamentar o plantio e o cultivo da planta Cannabis no Brasil”, diz Jacarandá.
Além disso, ele frisa que no Congresso Nacional o projeto de lei mais avançado sobre o tema é o PL 399/2015. “Poucos projetos foram tão debatidos a exaustão como este, trazendo tamanha atenção para sua importância. Foi montado uma Comissão Especial com integrantes dos partidos políticos”.
Matteus lembra que a aprovação foi apertada. Foram 17 votos favoráveis e 17 contrários, e o desempate coube ao relator do projeto deputado Luciano Ducci (PSB-PR). De lá deveria ir para o Senado. Mas a oposição conseguiu um requerimento para levar ao plenário, e submeter ao voto de todos os deputados. Assim, desde a metade do ano de 2021, o projeto está engavetado.
Apesar disso, em junho, os ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitiram a três pessoas o plantio de maconha para fins medicinais, uma decisão inédita no tribunal. O colegiado concluiu que a produção artesanal do óleo com fins terapêuticos não representa risco de lesão à saúde pública ou a qualquer outro bem jurídico protegido pela legislação antidrogas.
Em Goiânia, a lei nº 10.611/21 trata sobre a instalação de um política municipal no âmbito da saúde pública e privada, que diz respeito ao uso da Cannabis medicinal bem como a sua distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de qualquer fórmula da cannabis. Ela pode ser a planta inteira ou canabinóide isolado, de acordo com a necessidade de cada paciente cumprido os requisitos da prescrição médica e laudo médico.
Jacarandá lamenta o conservadorismo social que impede o acesso da substância farmacológica para os pacientes. “As pessoas nascidas a partir do século 19 foram treinadas á demonizar a cannabis. Estamos falando de mais de 100 anos de equívocos e falácias contra uma substância 144 vezes mais segura que o álcool (pesquisa publicada na revista científica “Scientific Reports”), cujos argumentos foram movidos exclusivamente por interesses privados e preconceituosos. Há também questões que versam sobre política, economia e xenofóbica. Jamais por uma questão cientifica, de letalidade ou malefícios do seu uso. Não existe argumento cientifico conhecido que embasa a sua proibição, tanto medicinal como uso social/adulto”.
“A maconha foi proibida por interesses econômicos, especialmente para abrir o mercado das fibras naturais para o náilon”, é o que afirma por exemplo o jurista brasileiro Wálter Maierovitch, especialista em tráfico de entorpecentes e ex-secretário nacional antidrogas. Para cada parte do mundo, há um ator definido por etnia. No Brasil era o preconceito contra os negros. Nos EUA contra os mexicanos. Na Europa contra os indianos e asiáticos. Assim, diante da extensão global do estigma cunhado sobre essa planta, é normal que se dê o tempo necessário para o reestabelecimento da realidade.
Uso terapêutico
Em maio deste ano, a Anvisa autorizou dois novos produto medicinais à base de Cannabis, os extratos de Cannabis sativa Mantecorp Farmasa em duas dosagens: 160,32 mg/mL e 79,14 mg/mL. Até o momento, a agência já autorizou 18 produtos medicinais à base de Cannabis no Brasil, sendo oito à base de extratos de Cannabis sativa e dez do fitofármaco canabidiol, mas não foram criadas políticas públicas para auxiliar e facilitar o acesso a esses remédios.
Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que canabinoides são eficazes no tratamento de doenças neurológicas. Estudos indicam parkinson, glaucoma, depressão, autismo e epilepsia. Além disso, há evidências da eficácia dos canabinoides contra dores crônicas, em efeitos antitumorais e também contra enjoos causados pela quimioterapia, além da aplicação no tratamento da espasticidade causada pela esclerose múltipla.
Os canabinoides também demonstraram evidências de que são efetivos para o tratamento da fibromialgia, distúrbios do sono, aumento do apetite e diminuição da perda de peso em pacientes com HIV; melhora nos sintomas de síndrome de Tourette, ansiedade e para a melhora nos sintomas de transtornos pós-traumáticos.
Médico especialista em terapia canábica, João Normanha explicou que segue com os pacientes os protocolos israelenses, observados há mais de 31 anos. Ele defendeu o uso da planta completa para o leque de doenças que podem ser tratadas com a cannabis. O terapeuta explanou sobre os componentes da cannabis e a não eficácia dos tratamentos convencionais de doenças neurodegenerativas e Alzheimer, como exemplo. “Nesses casos, a terapia com a cannabis é a única que oferece resultados positivos”, considerou.
Estudioso há cerca de sete anos, Normanha desmistifica a toxicidade da cannabis, lembrando que há médicos que apontam problemas causados pela cannabis. A questão, afirmou, é que não é para todas as doenças. “Mas (a cannabis) é importante nos tratamentos de depressão, fibromialgia, Parkinson, Alzheimer, por exemplo”, enfatizou. O médico afirmou também que o controle do medicamento e a formulação são seguros, controlados e acompanhados por médicos, a fim de garantir a qualidade da medicação.
Presidente da Associação Goiana de Apoio e Pesquisa à Cannabis Medicinal (Agape), Yuri Tejota tem história familiar de uso do medicamento, com sua própria mãe, a ex-deputada Betinha Tejota. Ele relembrou a busca para melhorar a qualidade de vida dela, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Com o uso da cannabis, ela conseguiu maior autonomia”, explicou.
Ele contou que, para ajudar a mãe, passou a pesquisar sobre a importância do tratamento. Tejota aprofundou os estudos e defende, com embasamento científico, o uso do canabidiol. Ao fundar a Agape, Tejota disponibilizou o acesso a informações por meio de artigos científicos em português.
Mae de autista
Presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Goiás (AMA Goiás), Cássia Gouveia, que é mãe de uma criança autista, de 12 anos, afirmou que fazia uso das propriedades da planta desde 2017. Disse que, com os medicamentos farmacêuticos, o filho teve alucinações e surto psicótico, e que a medicação à base de cannabis trouxe um impacto positivo para toda a família. Apesar de adquirir medicamentos através da Central Estadual de Medicamentos de Alto Custo Juarez Barbosa, Cássia informou que o custo é muito alto, sendo que sua família arca com cerca R$ 4 mil por mês. “O custo ainda não é acessível à maioria da população”, afirmou.
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Confirmado primeiro caso de varíola dos macacos no Tocantins
Paciente é um homem, de 32 anos, morador da região do Bico do Papagaio
A Secretaria de Estado da Saúde de Tocantins (Sesau) informa que foi confirmado primeiro caso de contaminação do vírus Monkeypox, varíola dos marcados, no Estado. O paciente é um homem, de 32 anos, morador da região extremo norte do Estado, conhecida como Bico do Papagaio, que nas últimas semanas realizou viagens para São Paulo.
Conforme informações da Secretaria de Saúde, o paciente se mantém em isolamento domiciliar com acompanhamento da área técnica de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis, AIDS e Hepatites Virais e equipe de saúde do seu município. O órgão informa ainda que as pessoas que tiveram contato com o paciente estão passando por monitoramento.
A secretaria emite alerta sobre a importância dos cuidados preventivos. As medidas são as mesmas adotadas durante o período da pandemia da Covid-19, como higienização das mãos e uso de equipamentos de proteção individual, como máscara.
A pasta encaminhou nota técnica sobre protocolo sobre os cuidados médicos em relação à varíola do macaco, para as secretarias de saúde dos 139 municípios do Estado.
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O ALTO ACRE
Operadora de plano de saúde deve ressarcir consumidora por gasto em mamoplastia
Empresa deve pagar R$ 24.550,00 gastos pela consumidora e também indenizar em R$ 10 mil a cliente pelos danos morais sofridos com a recusa indevida
A 5ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco determinou que operadora de plano de saúde ressarça consumidora por valores gasto em cirurgia de mamoplastia. Dessa forma, a empresa deve devolver R$ 24.550,00, para a cliente que precisou fazer a operação por causa de problemas na coluna.
Na sentença, assinada pela juíza de Direito Olívia Ribeiro, titular da unidade judiciária ainda é estabelecido que a ré pague R$ 10 mil de indenização pelos danos morais sofridos pela consumidora. Afinal, como explicou a magistrada houve danos com a recusa indevida de cobrir o tratamento.
Caso e sentença
Conforme os autos, a mulher procurou à Justiça relatando que o plano de saúde negou a realização da cirurgia, na qual seria aproveitado para retirar um nódulo da mama esquerda. Já a operadora do plano de saúde disse que não poderia liberar o procedimento pois os médicos escolhidos pela cliente não fazem parte da rede credenciada, além de informar que a operação não está presente no rol de cobertura obrigatório.
Mas, a juíza rejeitou os argumentos apresentados pela empresa. A magistrada explicou que foi demonstrada a necessidade do procedimento para tratar problemas de saúde. "É possível verificar, portanto, que não se tratava de procedimento estético, mas de tratamento cirúrgico para solução dos problemas de saúde que acometiam a autora".
Olívia Ribeiro ressaltou que a operadora do plano de saúde coloca em risco à saúde da paciente ao impedir de receber o tratamento mais adequado, receitado pelo profissional médico. "Ressalto que não cabe ao plano de saúde fazer juízo acerca da técnica, métodos e medicamentos receitados pelo profissional de saúde, ao qual incumbe indicar o tratamento necessário à saúde e cura do paciente. Daí porque impedir a paciente de receber o tratamento mais adequado ou mais moderno se releva ilícito, já que coloca a paciente em risco desnecessário".
Por fim, a juíza colocou que compreende o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com uma lista de cobertura mínima para os planos de saúde. "( ) filio-me à corrente de que a Resolução Normativa nº 465/2021 da ANS tem caráter meramente exemplificativo e indica a cobertura mínima exigida dos planos de saúde, pois a opção pelo tratamento mais adequado ao paciente é do médico que o acompanha e não da operadora do plano de saúde".
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O HOJE
Apenas 27% das mulheres negras têm acesso ao pré-natal
A assistência do pré-natal bem estruturada pode promover a redução dos partos prematuros e de cesáreas desnecessárias
O racismo e a desigualdade social são barreiras enfrentadas por mulheres negras, que precisam de estímulo no combate ao racismo na área de saúde. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), apenas 27% das mulheres negras têm acesso ao pré-natal, que é a assistência na área da enfermagem e da medicina prestada à gestante durante os nove meses de gravidez.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), o pré-natal deve começar assim que a mulher descobre que está grávida. “No Brasil, a partir desse momento, o Ministério da Saúde recomenda que sejam realizadas no mínimo seis consultas (uma no primeiro trimestre da gravidez, duas no segundo e três no terceiro)”, informa.
O órgão ressalta que o ideal é que a primeira consulta aconteça no primeiro trimestre e que, até a 34ª semana, sejam realizadas consultas mensais. “Entre a 34ª e 38ª semanas, o indicado seria uma consulta a cada duas semanas e, a partir da 38ª semana, consultas toda semana até o parto, que geralmente acontece na 40ª semana, mas pode durar até 42 semanas”.
Preventiva e terapêutica
A Dra. Ana Cristina Fernandes, obstetra da Federação Brasileira de Ginecologia (Febrasgo), explica que a relação médico-gestante é fundamental, principalmente, em meio a tantas informações disponíveis. “A assistência pré-natal é uma assistência preventiva e terapêutica, pois visa manter o bem-estar durante todo o período gravídico, culminando com assistência ao parto adequado e menores índices de morbidade e mortalidade materno-fetal. Em seu conjunto, envolve avaliação clínica e procedimentos complementares de laboratório e imagem direcionados ao binômio materno-fetal”.
De acordo com ela, as consultas de pré-natal devem começar logo que o casal deseje engravidar. Nessa consulta, vão ser discutidas dúvidas e verificados a presença de doenças prévias ou condições que possam oferecer risco à sua gestação e ao seu bebê. São avaliados o uso de medicações para evitar doenças no feto, e abolir maus hábitos na gravidez.
A bióloga Marta Zesaria de Oliveira, uma das sócias-fundadoras da ONG Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado, afirma que o país precisa discutir a questão da igualdade racial. “Se a situação das mulheres já é difícil, imagina da mulher negra. Por mais que ascenda socialmente, ela sempre ocupa lugares com menos acesso. Posso ser uma doutora, mas se eu sou negra, a minha pele já me coloca na base da pirâmide social. Isso é ser mulher negra nesse país”, observou.
Consultas
A obstetrícia da Febrasgo esclarece que “devem ser feitas no mínimo no mínimo seis consultas pré-natais ao longo da gravidez, mas o ideal é que haja consultas mensais até o sétimo mês de gestação, depois quinzenais e, chegando perto do parto, após o oitavo mês, essas consultas devem se tornar semanais. O agendamento pode se adequar às condições e complicações maternas.
Durante a gravidez aconteceu diversas transformações, a exemplo de modificações físicas, psicológicas, metabólicas e endócrinas muito importantes, que devem ser avaliadas e acompanhadas. Na consulta pré-natal, é realizada anamnese e exame clínico geral, avaliando as modificações e adaptações do corpo da gestante, avaliação de risco gestacional e prevenção de intercorrências mórbidas para o binômio materno-fetal.
“São verificados os batimentos cardíacos do bebê e a pressão arterial, o incremento de peso e acompanhado as queixas comuns da gravidez, estando atento às intercorrências, ao histórico da paciente e às mudanças relatadas”, revela.
Mercado de trabalho
Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, a participação das mulheres sem filhos na força de trabalho é 35,2% maior em relação à participação daquelas com filhos. Ao contrário, os homens que têm filhos não enfrentam nenhuma desvantagem.
Entre as iniciativas a serem implementadas para reverter este cenário de desigualdade estão a ampliação dos horários de atendimentos nas creches, aumento no número de vagas disponíveis no mercado de trabalho e fim das demissões após o término da licença maternidade. É o que aponta a técnica da subseção da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Nacional, Adriana Marcolino.
Casos de racismo e injúria racial aumentaram
Os casos de racismo registrados em Goiás tiveram crescimento de 28% nos últimos anos, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO). Desde 2019, foram registrados mais de 1,2 mil casos de injúria racial. Conforme definição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a injúria racial está contida no Código Penal e o racismo é previsto na Lei 7.716/1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.
A injúria racial consiste em ofender a honra de alguém a partir de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. Já o crime de racismo atinge uma coletividade indeterminada de indivíduos.
Iêda Leal, Coordenadora Nacional do Movimento Negro Unificado (MNU), explica que os dois termos representam o mesmo significado: racismo. “Se você somar os casos de injúria e racismo, você vai ter um número muito alto de casos, não o suficiente para traduzir o quanto o nosso Estado é racista. Eu acho que falta uma política desenvolvida pelo Estado para incentivar as pessoas a registrarem os casos de racismo. É necessário um movimento da Segurança Pública e prefeitura no sentido de dizer para as pessoas que elas tem o direito de viver em um país em que a Legislação será cumprida e que racismo é crime”, diz.
Embora reconheça que as pessoas têm denunciado com maior frequência, Iêda alerta que o número poderia ser ainda maior. “A gente vive em uma sociedade que está estruturada no racismo e o dia a dia da população negra é sofrido. Sofremos essas perseguições raciais o tempo todo”, lamenta.
Desigualdades sociais
Para o mestre em sociologia e doutorando em ciências sociais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Evandro Cruz Silva, o racismo estrutural atua como indutor das desigualdades sociais. “Temos de lembrar que o Brasil é um país em que as desigualdades raciais e sociais geralmente se acompanham, de modo que os menos brancos são geralmente os mais pobres e desiguais. Num momento como o atual, em que a pandemia produz uma diminuição geral da produtividade esperada para a próxima geração, vemos que justamente os indígenas e negros são os mais afetados”, aponta.
As denúncias relacionadas ao racismo podem ser recebidas através do Disque 100 ou Disque Direitos Humanos, que é uma central de atendimento nacional. O Disque 100 é um serviço de atendimento telefônico gratuito, que funciona 24 horas por dia, nos 7 dias da semana. As denúncias recebidas na Ouvidoria dos Direitos Humanos e no Disque 100 são analisadas, tratadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 26/07/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Covid-19 é mais letal para crianças de até três anos
Secretaria destaca uso de máscara e medidas de higiene para conter Monkeypox
Número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 41% nos últimos dez anos
Goiânia inicia aplicação da 4ª dose contra covid em quem tem mais de 30 anos
Goiânia inicia aplicação da 4ª dose contra covid em quem tem mais de 30 anos
Serviços e produtos por assinatura seguem em alta: opções vão de dermatologistas a automóveis
Infecção por varíola dos macacos requer isolamento total; saiba mais
Surto de hepatite em crianças pode ser provocado por vírus comum
Equipes de enfermagem estão mais vulneráveis a acidentes de trabalho
AGÊNCIA BRASIL
Covid-19 é mais letal para crianças de até três anos
Não há ainda um imunizante contra a covid-19 aprovado para a faixa etária. Há duas semanas, a Anvisa autorizou o uso da vacina CoronaVac em crianças entre 3 e 5 anos de idade postado em 26/07/2022 06:00
Desde março de 2020, quando a covid-19 começou a se disseminar no Brasil, a doença causou no país a morte de 539 crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. Esse número, atingido em pouco mais de dois anos de pandemia, é mais que o triplo do total de mortes que outras 14 enfermidades causaram juntas em um período de 10 anos.
Entre 2012 e 2021, neurotuberculose, tuberculose miliar, tétano neonatal, tétano, difteria, coqueluche, poliomielite, sarampo, rubéola, hepatite B, caxumba, rubéola congênita, hepatite viral congênita e meningite meningocócica do tipo B tiraram a vida de 144 crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. Embora sejam enfermidades capazes de matar, todas elas podem ser prevenidas por vacinas.
O levantamento, divulgado ontem, foi realizado por pesquisadores do Observatório de Saúde na Infância da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Eles elaboraram a comparação a partir de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), desenvolvido pelo Ministério da Saúde.
As 14 doenças consideradas no levantamento integram a Lista Brasileira de Mortes Evitáveis para menores de 5 anos. Trata-se de uma relação criada por especialistas da saúde infantil, sob a coordenação do Ministério da Saúde. Algumas dessas enfermidades não causaram morte infantil nos últimos 10 anos. Um exemplo é a poliomielite, erradicada no país desde 1994.
Diferentemente das 14 doenças, não há ainda um imunizante contra a covid-19 aprovado para a faixa etária estudada. Há duas semanas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina CoronaVac em crianças entre 3 e 5 anos de idade. Aquelas com mais de 5 anos já estavam sendo atendidas no Plano Nacional de Imunização (PNI) desde janeiro.
Novos casos
Ainda ontem, o Ministério da Saúde divulgou novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil registrou, em 24 horas, 30,6 mil novos casos da doença e 179 óbitos.
Desde o início da pandemia, o país acumula 33,6 milhões de casos confirmados e 677,1 mil mortes registradas. Os recuperados somam 32 milhões (95,3% dos casos).
O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados, 5,8 milhões, e de mortes, 172,5 mil. Em seguida, aparecem Minas Gerais (3,7 milhões de casos e 62,7 mil óbitos); Paraná (2,6 milhões de casos e 44,3 mil mortes) e Rio Grande do Sul (2,6 milhões de casos e 40,3 mil óbitos).
Conforme o vacinômetro do Ministério da Saúde, 462,1 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 já foram aplicadas, sendo 177,9 milhões da primeira dose; 158,8 milhões da segunda dose, além de 100,5 milhões da primeira dose de reforço e 15,1 milhões do segundo reforço.
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JORNAL OPÇÃO
Secretaria destaca uso de máscara e medidas de higiene para conter Monkeypox
Números de casos da doença conhecida também como “monkeyplox” cresce ao redor do planeta
O número de casos da doença conhecida como varíola dos macacos está aumentando a cada dia que passa, perto da marca de 16 mil pessoas infectadas no mundo. Ao ponto de causar preocupações para a Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou a “monkeypox” como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
No mesmo ritmo, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) afirmou que está implementando a maioria das recomendações feitas pela OMS. Incluindo uma listagem de práticas de prevenção a varíola dos macacos, inseridas em uma nota técnica sobre a doença.
Assim como a Covid-19, o órgão recomendou equipamentos de proteção individual para proteção, como uso de máscaras, fora a higienização regular das mãos. A “monkeypox” é transmissível por meio de fluídos corporais, incluindo gotículas respiratórias, durante contato prolongado ou por meio de objetos contaminados.
Caso haja suspeita do vírus, a Secretaria recomenda que se faça um isolamento imediato por no mínimo 21 dias e que testes para monitorar a situação. A doença possui um período de incubação de 6 a 16 dias, mas pode alcançar três semanas.
Durante o período de isolamento também são sugeridas algumas precauções, principalmente para quem conviver com o caso suspeito. Evitar o contato com as secreções do paciente, por exemplo, sempre utilizar luvas descartáveis quando for manusear algo utilizado por ele; lavar roupas separadamente e não sacudir quando estiverem úmidas; limpar com frequência as superfícies que são tocadas constantemente; evitar compartilhamento de itens pessoais, como talheres; e higienizar as mãos com água e sabão, com preferência ao papel-toalha para secá-las, ou ao utilizar uma toalha de tecido, sempre trocar quando ficar úmida.
Entretanto, caso haja confirmação da varíola dos macacos, os sintomas podem incluir febre, erupções cutâneas, dor de cabeça, dor nas costas, dores musculares, calafrios, exaustão e inchaço dos gânglios linfáticos. As manifestações podem durar de 2 a 4 semanas, sendo que casos mais graves e complicações podem ser mais comuns entre pessoas imunossuprimidas e crianças.
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Número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 41% nos últimos dez anos
Dados do IBGE evidenciam que mais de 10% da população é formada por idosos
Dados divulgados na última sexta-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a população brasileira está cada vez mais velha. Na última década, o Brasil teve um crescimento superior a 41% das pessoas com 65 anos ou mais, enquanto a população geral cresceu 7,6%. Em 2021, o número de idosos no país superou os 10%.
O levantamento do IBGE mostra que a população do Brasil alcançou a marca de 212 milhões e 500 mil em 2021, sendo que 21 milhões e 600 mil têm mais de 65 anos. No início da série histórica da pesquisa, em 2012, o país tinha menos de 198 milhões de habitantes e pouco mais de 15 milhões de idosos. No mesmo período, se contar os maiores de 60 anos, o salto foi de 39,8%: o grupo dessa faixa etária passou de 22,3 milhões para 31,2 milhões.
Aldo Paviani, pesquisador e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) do Departamento de Geografia, explica que esse envelhecimento da população é uma tendência mundial, principalmente porque muitos casais, nas últimas décadas, contiveram a natalidade. Segundo ele, algumas nações já estão preocupadas com a questão, principalmente no que diz respeito à escassez de mão de obra no futuro, mas que o Brasil ainda tem um lastro.
Como a tendência é que a população brasileira envelheça ainda mais nos próximos anos, questionamentos como saúde e aposentadoria ganham ainda mais destaque na pauta. Segundo o pesquisador, a preocupação com a saúde dessa faixa etária não deve ser grande, já que conta com SUS, um dos melhores programas de saúde pública do mundo. Já a questão da aposentadoria não depende da natalidade, mas, sim, da manutenção do mercado de trabalho. Aldo explica que o governo precisa atentar cada vez mais para o ensino técnico, a fim de preparar melhor os jovens e diminuir o desemprego.
Ainda de acordo com os dados levantados na última década pelo IBGE, a participação da população que se declara branca caiu de 46,3% para 43%, ao passo em que houve crescimento da participação das pessoas autodeclaradas pretas: de 7,4% para 9,1%. Também houve aumento das pessoas autodeclaradas pardas de 45,6% para 47%).
E as mulheres continuam maioria. Em 2021, elas representavam 51,1% da população, totalizando 108,7 milhões. Os homens respondem por 48,9%, ou 103,9 milhões. A relação é de 95,6 homens para cada 100 mulheres residentes no país.
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A REDAÇÃO
Goiânia inicia aplicação da 4ª dose contra covid em quem tem mais de 30 anos
Goiânia - A Prefeitura de Goiânia começa a aplicar nesta terça-feira (26/7) o segundo reforço (4ª dose) contra a covid-19 em pessoas com mais de 30 anos de idade. A estratégia segue recomendação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO) e abrange os imunizantes da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen. São 72 locais disponíveis para o atendimento, além das vans da VacinAção estacionadas diariamente em locais estratégicos da capital.
Podem se vacinar pessoas desta faixa etária que receberam o primeiro reforço (3ª dose) há pelo menos quatro meses, além de vacinados com o segundo reforço da Janssen (3ª dose) enquadrados nesta faixa etária.
O prefeito Rogério Cruz destaca que a ampliação do reforço da vacinação é mais um passo na luta contra a Covid-19. “Com muita responsabilidade e a população cada vez mais imunizada, a rotina vai voltando ao normal, por isso, é sempre uma alegria anunciar mais essa etapa da vacinação”, pontua.
Cruz também salienta o trabalho desenvolvido pelos profissionais da Saúde em prol da população. “Vocês são guerreiros e merecem a nossa saudação por tudo que fizeram por nós nesse período da pandemia. Muito obrigado”, afirma.
“As doses de reforço são essenciais para potencializar o efeito da vacina no organismo, e responsáveis por reduzir o risco de agravamento em caso de Covid-19”, afirma o secretário municipal de Saúde (SMS), Durval Pedroso.
O titular da pasta reforça a comprovação da eficácia dos imunizantes disponíveis, e convoca a população goianiense a completar o esquema vacinal. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital tem 224.439 moradores com idade entre 30 e 39 anos.
No entanto, nem todos estão aptos a receber a quarta dose em função de atrasos do esquema vacinal da população. Durval Pedroso frisa que os números levam “em consideração que 519.618 pessoas em Goiânia ainda estão com o primeiro reforço em atraso”.
Vacinação de crianças de 03 a 04 anos
Na última quinta-feira (21/07), Goiânia iniciou a vacinação contra a Covid-19 nas crianças de 03 a 04 anos, após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No grupo, é aplicada a primeira dose da vacina CoronaVac. Pelo menos 38.665 crianças na capital estão aptas a se vacinar.
Vacinação por idade
A vacinação contra a Covid-19 prossegue para as demais idades. Pessoas a partir de 12 anos que tomaram a segunda dose há pelo menos quatro meses podem receber o reforço. Continua, também, a aplicação da segunda dose, considerando o fabricante e intervalo a partir da primeira aplicação.
Vacinados com a primeira dose da vacina contra a Covid-19 da Janssen
Podem se vacinar pessoas enquadradas nas seguintes situações:
-Quem tem de 18 a 39 anos deve tomar duas doses de reforço (total = 3 doses).
-Quem tem 30 anos ou mais deve tomar três doses de reforço (total = 4 doses).
-O intervalo entre as doses é de dois meses entre a dose inicial e o primeiro reforço, e quatro meses entre os reforços seguintes.
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O HOJE
Ministério da Economia diz que saúde e educação devem receber cortes
Ministério da Economia revelou que o bloqueio adicional de R$6,7 bilhões devem ser direcionados para o Ministério da educação e da saúde.
Nesta segunda-feira (25), o Ministério da Economia revelou que o bloqueio adicional de R$6,7 bilhões devem ser direcionados para o Ministério da Educação e da Saúde. Em entrevista coletiva, o secretário do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, disse que é natural que os bloqueios venham desses ministérios, pois são as pastas de maior orçamento.
“É natural que tenha tido um contingenciamento em saúde e educação porque o orçamento deles é muito grande. Vamos ver como vai ser esse mês, mas não é uma falta de critérios. No decreto isso vai estar explicito”, mencionou o secretário.
Recentemente, o ministério da Economia anunciou corte adicional do valor de R$ 8,2 bilhões do orçamento como medida para evitar que o teto de gastos seja descumprido, ou seja, que as despesas do governo ultrapassem o limite permitido. Colnago não deu mais detalhes sobre os projetos e serviços dentro desses ministérios que serão cortados, sendo explicado a partir de um decreto que será publicado, ainda sem data revelada.
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HOJE EM DIA
Serviços e produtos por assinatura seguem em alta: opções vão de dermatologistas a automóveis
Nos últimos dois anos, além do aumento de 50% das assinaturas das plataformas de streaming, segundo a NZN Intelligence, também foi possível notar a entrada de novos participantes no mercado de assinaturas. Apesar da modalidade de recorrência não ser um conceito novo, especialistas acreditam que os smartphones e novas logísticas de entrega, cada vez mais rápidas, foram fundamentais para que essas vendas se consolidassem. Só no Brasil, houve um aumento de 65% no volume de vendas nesse formato em 2021, de acordo com a pesquisa anual do sistema de pagamento Vindi.
Com a adaptação do brasileiro à conveniência da assinatura, é possível encontrar os mais diversos produtos e serviços com a opção de compra recorrente, desde consultas dermatológicas até automóveis.
Conheça a seguir outras opções de clubes de assinatura.
Dermatologia
Já um sucesso na Alemanha e Suíça, a FORMEL Skin decidiu aterrissar no Brasil após receber o investimento de 30 milhões de euros na maior série A da Europa. O serviço oferecido ainda não existia no Brasil: a marca vende planos que incluem consultas dermatológicas via telemedicina, envio de produtos personalizados, além de acompanhamento médico virtual. É possível iniciar um tratamento pelo valor de R$147 por mês com cobertura em todo o país.
"Especialmente na área de dermatologia, um check-up frequente é extremamente importante para uma constante avaliação médica e ajuste de fórmulas. A FORMEL Skin traz a vantagem de oferecer um tratamento contínuo de forma prática e acessível: acessando o site, o paciente consegue começar seu tratamento ou tirar suas dúvidas em poucos minutos, onde quer que ele esteja no Brasil", ressalta Gerrit Glass, Gerente Geral da health tech no Brasil.
Automóveis
Segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), o mercado de assinaturas no Brasil vem crescendo. De um milhão de automóveis que compõem as frotas das locadoras, aproximadamente 8% se enquadram nessa modalidade. Uma das empresas que vem se destacando no segmento é a Kovi, startup que está revolucionando o acesso ao carro na América Latina. Com mais de mais de 10 mil usuários divididos entre o Brasil e o México, a startup se consolida como a primeira empresa de carros por assinatura a proporcionar planos mais acessíveis e justos para o usuário.
O modelo permite que o motorista tenha flexibilidade para dirigir quantos quilômetros quiser por semana e seja cobrado proporcionalmente de forma automática, sem necessidade de contato com a empresa ou de pagar taxas inesperadas e outros custos adicionais com serviços como seguros, impostos ou manutenção. Durante a pandemia, a empresa teve um aumento de 40% em sua base de clientes e de 13% da demanda de veículos, o que correspondeu uma frota total 60% maior em relação ao ano anterior.
"O nosso principal objetivo é democratizar o acesso ao automóvel por meio do modelo inédito de pay-per-mile, atendendo desde o consumidor que dirige por muitos quilômetros, com sua faixa de quilometragem ilimitada, até aqueles que passam menos tempo na rua, mas não abrem mão em ter um veículo a sua disposição e que não comprometa a sua renda mensal familiar já que o custo de uma assinatura é menor do que o financiamento", pontua Adhemar Milani, Co-Founder e CEO da Kovi.
Supermercado
A Shopper, maior supermercado 100% online do Brasil, trabalha com o modelo de Compra Programada, em que o consumidor monta sua cesta e seleciona o dia da entrega. Ele recebe lembretes para alterar sua lista, antes das próximas entregas. Com esse modelo, a empresa evita a "dor" do consumidor de ficar sem os itens antes que terminem em suas casas. No ano passado, a empresa também lançou a Compra Programada Fresh, que vende de forma online frutas, legumes e verduras cuidadosamente selecionados por um chef de cozinha. Essa funcionalidade permite o agendamento de entregas semanais ou quinzenais, garantindo que os clientes sempre tenham frutas e verduras frescas em casa.
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CORREIO BRAZILIENSE
Infecção por varíola dos macacos requer isolamento total; saiba mais
Enquanto a OMS elevou o status da enfermidade para uma infecção de "preocupação global", Distrito Federal acumula 16 casos. Infectologista defende mais ações informativas quanto aos cuidados voltadas à população postado em 26/07/2022 06:00
Vírus é transmissível pelo contato com pessoas ou superfícies - (crédito: AFP)
Com o reconhecimento da varíola dos macacos como emergência global pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Distrito Federal acendeu o alerta de combate a mais um vírus, o monkeypox. Nessa segunda-feira (25/7), o total de casos subiu para 16. Na avaliação do infectologista André Bon, há necessidade de aperfeiçoar a comunicação quanto aos cuidados que os brasilienses devem adotar contra a doença. "Precisamos melhorar a divulgação (de informações) sobre os sintomas e sobre quem deve procurar atendimento", recomenda o médico.
A mudança de status da propagação da doença pela OMS coloca a varíola dos macacos em um patamar de evento extraordinário, que apresenta riscos internacionais e, portanto, requer resposta global coordenada. Além disso, a divulgação funciona, principalmente, como um apelo para a atração de recursos e de atenção para combater o surto.
André Bon destaca que o anúncio da organização não "altera substancialmente as ações de saúde", mas o conhecimento acerca dos perigos da virose provocada pelo monkeypox é essencial. "Não passam a existir grandes diferenças em nossa conduta (médica). Os profissionais de saúde já estavam em alerta, e existem protocolos definidos pela vigilância (epidemiológica), com critérios necessários para a notificação dos pacientes e a coleta de material para diagnóstico", completa o infectologista do Hospital Brasília.
A principal aposta da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para lidar com a situação se concentra na análise de amostras na própria capital do país. Atualmente, os materiais coletados são enviados para o laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Há 16 casos confirmados da varíola dos macacos no DF; outros 40 estão sob investigação da pasta.
Até o momento, o grupo de pacientes diagnosticados é composto por homens com idades entre 20 e 39 anos. Os 16 que tiveram quadro de infecção confirmado moram em 10 regiões administrativas: Águas Claras, Ceilândia, Itapoã, Núcleo Bandeirante, Park Way, Plano Piloto, Samambaia, São Sebastião, Sudoeste/Octogonal e Vicente Pires. "Os casos são monitorados pela equipe de Vigilância Epidemiológica", informou a SES-DF, em nota.
Do total de infecções, quatro tiveram confirmação nessa segunda-feira (25/7), mas o primeiro caso na capital federal foi registrado em 3 de julho. A previsão da SES-DF é de que o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) comece a fazer testes em agosto. A capacidade inicial será de até 96 amostras analisadas por semana. "Para isso, foram adquiridos reagentes específicos, que ainda precisam ser entregues. Após a chegada, o Lacen vai iniciar os primeiros ensaios técnicos, para adequar os protocolos e orientações da OMS. A expectativa é de que os resultados dos exames sejam entregues em até 48 horas. Atualmente, o laboratório da UFRJ leva, em média, 15 dias para liberar o resultado", concluiu a pasta.
Atenção!
Principais sintomas Dor de cabeça; Dor nas costas; Fraqueza intensa; Febre acima de 38,5°C; Dores musculares e no corpo; Linfonodos inchados (caroços na pele); Lesões de pele, que também podem afetar genitais e reto.
Quando procurar atendimento médico?
Qualquer pessoa com lesões de pele como manchas e bolhas d'água, com ou sem pus, deve procurar atendimento. Um dos principais fatores de risco para a infecção é a relação sexual casual. Devem buscar unidades de saúde, principalmente: indivíduos com parceiros ou parceiras sexuais ocasionais que tenham tido contato com casos confirmados ou suspeitos, além de pessoas que viajaram para locais com prevalência de diagnósticos.
Quem pode se contaminar?
Qualquer pessoa. A doença é transmissível por superfícies contaminadas, por contato direto com lesões de pacientes, com fluidos corporais ou gotículas respiratórias e por proximidade, sem uso de máscara, com indivíduos infectados, ainda que não apresentem feridas. O período médio para que uma pessoa curada deixe de transmitir a doença é de três a quatro semanas após a cicatrização completa das lesões na pele.
Fontes: Infectologista André Bon e Ministério da Saúde
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PORTAL JNN
Surto de hepatite em crianças pode ser provocado por vírus comum
Casos de inflamação grave do fígado causada por origem desconhecida em crianças começaram a ser reportados em abril. Pelo menos 1.010 casos foram registrados em 35 países.
Estudos conduzidos pela Universidade de Glasgow e pelo Great Ormond Street Hospital em Londres indicam que alta recente em casos de hepatite aguda entre crianças está provavelmente ligada a um vírus infantil comum.
Países por todo o mundo começaram a reportar casos de inflamação grave do fígado, a hepatite, causada por origem desconhecida em crianças em abril de 2022. Pelo menos 1.010 casos foram registrados em 35 países, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No total, 46 crianças precisaram de transplantes de fígado e 22 morreram. Os estudos foram publicados como pré-prints, ou sejam, ainda serão revisados por outros cientistas. As publicações sugerem que um outro vírus comum, um vírus adeno-associado 2 (AAV2), estava presente na maioria dos casos, e está mais provavelmente envolvido nas raras, porém graves, complicações hepáticas. As pesquisas não esclarecem se o vírus encontrado nas crianças era indicador de uma infecção anterior de adenovírus ou uma causa própria. Escócia De acordo com um dos estudos, em abril de 2022, um grupo de cinco crianças com icterícia e hepatite aguda grave de origem desconhecida foi relatado na Escócia. Para enfrentar o problema, o Sistema Público de Saúde da Escócia convocou uma equipe de acadêmicos da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido para investigar o problema. Em julho deste ano, o país registrou 36 crianças com 10 anos ou menos com hepatite aguda inexplicada, uma das quais necessitou de transplante de fígado O estudo investigou a possibilidade de que casos de hepatite sem origem definida possam estar ligados à infecção prévia por covid-19. No entanto, segundo os cientistas responsáveis, a lesão hepática direta por SARS-CoV-2 "parece improvável", pois apenas dois de nove casos foram positivos ao vírus. "Além disso, a positividade do anticorpo SARS-CoV-2 em casos de hepatite estava dentro das taxas de positividade da comunidade naquele momento, em crianças que se apresentaram aos departamentos de emergência entre janeiro e junho de 2022. No entanto, não é possível excluir totalmente um fenômeno relacionado ao pós-covid-19 em crianças suscetíveis", diz o estudo. Brasil No Brasil, até o momento, seis casos são considerados "inconclusivos", dos quais três precisaram de transplante e uma criança morreu. Um outro caso é tratado como provável, segundo informe divulgado pelo Ministério da Saúde no dia 14 de julho. A pasta tem acompanhado e monitorado a incidência de casos de hepatite aguda grave no Brasil em crianças e adolescentes. Ao todo, 44 casos seguem em análise como "suspeitos". Sintomas Os sintomas incluem alto índice de enzimas no fígado, vômito, diarreia, dores abdominais e icterícia (quando a pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas). Ela se manifesta de forma muito severa e não tem relação direta com os vírus já conhecidos da hepatite. Segundo o ministério, a hepatite grave nessa faixa etária, levando à insuficiência do fígado, é uma ocorrência relativamente rara. "Muitas causas de diferentes naturezas já foram associadas ao quadro, mas é importante ressaltar que grande parte dos casos de hepatite aguda grave em crianças e adolescentes normalmente já não tinham sua causa determinada", afirma a pasta. Causas Entre as causas infecciosas de hepatite, além das hepatites virais A, B, C, D e E, outros vírus podem provocar a doença, como o herpes simplex, o Epstein-Barr, o citomegalovírus, os enterovírus e até as arboviroses, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Além disso, algumas infecções bacterianas também podem mais raramente acometer o fígado. Intoxicações por medicamentos como paracetamol, albendazol e fluconazol são causas bastante conhecidas de hepatites agudas. Muitas doenças autoimunes, congênitas e vasculares mais raras também podem desencadear o quadro de intoxicação. "Categorizar e notificar um quadro como hepatite aguda de etiologia a esclarecer não significa necessariamente que se espera descobrir algo desconhecido até o momento, e sim que é preciso refinar a investigação das causas e o entendimento geral das hepatites graves em crianças e adolescentes, não só devido ao surto atual, mas também pela existência histórica de um déficit de conhecimento em relação a esse agravo", explicou o ministério. O tratamento atual busca aliviar os sintomas e estabilizar o paciente se o caso for grave. As recomendações de tratamento deverão ser aprimoradas, assim que a origem da infecção for determinada. Os pais devem ficar atentos aos sintomas, como diarreia ou vômito, e aos sinais de icterícia. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente
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MEDICINA SA
Equipes de enfermagem estão mais vulneráveis a acidentes de trabalho
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) dão conta de que no Brasil são notificados, em média, 210 mil acidentes de trabalho por ano. Desse total, 22% são acidentes hospitalares envolvendo objetos perfurocortantes e exposição a material biológico.
Estudo da Universidade Estadual do Maranhão aponta que a enfermagem é a área onde os profissionais da saúde estão mais expostos a diversos riscos, sejam os químicos, físicos, biológicos, psicossociais ou ergonômicos. A maioria está relacionada a objetos perfurocortantes que os tornam vulneráveis a acidentes de trabalho no ambiente hospitalar.
Por estarem em contato prolongado com os pacientes durante a realização de procedimentos, enfermeiros e técnicos em enfermagem estão mais sujeitos aos casos que envolvem material biológico, os quais são especialmente preocupantes pela possibilidade de transmissão de doenças infectocontagiosas altamente incapacitantes ou até mesmo letais.
Os ferimentos perfurocortantes que acometem os profissionais de enfermagem representam um grave problema nas instituições de saúde tanto pela frequência com que ocorrem como pelo impacto que representam na saúde desses trabalhadores e para a saúde pública, com consequências que podem ser temporárias e até gerar incapacidade permanente.
Medidas de segurança
Para garantir segurança a profissionais da saúde que manipulam materiais biológicos, existem medidas de biossegurança categorizadas por níveis e indicadas aos agentes biológicos, que devem estar contidos no PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional).
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), Raul Canal, neste sentido, é necessário que o setor de segurança do trabalho da unidade estime os riscos e estabeleça medidas de biossegurança, fazendo cumprir as diretrizes e normas a partir da conscientização e treinamento de todos os profissionais envolvidos.
A melhor forma de se prevenir contra acidentes biológicos é a aplicação das medidas de precaução, que preconizam ações a serem seguidas por todos os trabalhadores da saúde ao cuidarem de pacientes ou manusearem objetos contaminados, destaca. O uso de EPIs é uma das principais barreiras de proteção contra esses acidentes.
Protocolo em caso de acidentes
Em caso de acidentes de trabalho com materiais biológicos, o acidentado deverá comunicar imediatamente seus superiores e registrá-lo na CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), além de tomar os devidos cuidados com a área exposta e seguir o fluxograma de acidente com material biológico.
De acordo com o especialista em Direito Médico Raul Canal, a notificação do acidente é extremamente importante para o planejamento de estratégias preventivas: Além disso, ela é um recurso que assegura ao trabalhador o direito de receber avaliação médica especializada, tratamento adequado e benefícios trabalhistas.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 23 A 25/07/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Sírio faz parcerias para criar planos de saúde com sua rede
OMS reconhece varíola dos macacos como emergência de saúde global
5 pré-candidatos goianos que podem representar a Saúde em Brasília
Uso de redes sociais pode ter relação com depressão na adolescência
Brasil negocia compra de vacina contra varíola dos macacos
Idosos com comorbidade são os atuais pacientes hospitalizados por COVID-19
VALOR ONLINE
Sírio faz parcerias para criar planos de saúde com sua rede
Primeiro contrato foi fechado com associação de advogados e outro está em negociação com operadora O Hospital Sírio-Libanês está diversificando sua atuação por meio de parcerias com operadoras na criação de planos de saúde em que a rede credenciada é toda do hospital - uma verticalização que tem a seu favor a credibilidade da marca.
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AGÊNCIA ESTADO
OMS reconhece varíola dos macacos como emergência de saúde global
São Paulo - A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu neste sábado (23/7) o avanço da varíola dos macacos como uma emergência global de saúde. A entidade levou em consideração o cenário "extraordinário" da doença, que já chegou a 70 países.
A emergência pode desencadear alertas contra a propagação do vírus e propiciar investimentos em pesquisas que investiguem as causas da doença e tratamentos eficazes.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, decidiu emitir a declaração apesar da falta de consenso entre os membros do comitê de emergência da organização. Foi a primeira vez que o chefe da agência de saúde da ONU tomou tal ação.
"Em suma, temos um surto que se espalhou rapidamente pelo mundo por meio de novos modos de transmissão sobre os quais entendemos muito pouco e que atendem aos critérios das regulamentações internacionais de saúde", disse Tedros. "Sei que este não foi um processo fácil ou direto, e que há opiniões divergentes entre os membros do comitê", acrescentou o diretor-geral.
Embora a varíola dos macacos tenha se estabelecido em partes da África central e ocidental por décadas, a doença não era conhecida por desencadear grandes surtos fora do continente africano, ou se espalhar amplamente entre as pessoas até maio, quando as autoridades detectaram dezenas de epidemias na Europa, América do Norte e em outros lugares.
A doença já foi identificada pela ciência em 1958, mas agora médicos e pesquisadores tentam entender as causas da velocidade do novo surto e debatem a melhor forma para conter essa ameaça sem aumentar o estigma sobre os grupos mais vulneráveis ao vírus. Entre as estratégias, eles defendem campanhas de orientação focadas e vacinas.
A OMS estima que 98% dos casos de varíola dos macacos notificados em todo o mundo sejam entre "homens que se relacionam com homens" (HSH), o que engloba o grupo de gays e bissexuais, mas não se restringe a eles. No Brasil, médicos de São Paulo relatam percepção semelhante e o boletim mais recente do Ministério da Saúde aponta que essa população corresponde a 100% dos pacientes que declararam a orientação sexual na hora do diagnóstico. Ainda não se sabe o motivo de o contágio ser maior nesse grupo.
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JORNAL OPÇÃO
5 pré-candidatos goianos que podem representar a Saúde em Brasília
Apontada como a preocupação de 22% da população brasileira, a Saúde conta com cinco pré-candidatos com boas chances de conquistar vaga na Câmara dos Deputados
Apontada como prioridade entre os eleitores neste ano eleitoral, as questões ligadas à saúde estão entre as principais preocupações para 22%, segundo o último retrato feito pelo Datafolha, em março deste ano. Ou seja, de todas as pautas, como economia, inflação e outras questões, os eleitores brasileiros apontam que, neste ano eleitoral, a saúde, a Covid-19 ou a pandemia estão entre as principais preocupações dos brasileiros.
Em Goiás não deve ser diferente e alguns pré-candidatos vão concorrer à Câmara dos Deputados com a pauta da Saúde, como aconteceu em 2018, quando Goiás elegeu Ronaldo Caiado (União Brasil), médico e então senador, como governador e também contou com vários médicos bem votados.
Diante deste cenário pós pandemia, o Jornal Opção, lista três pré-candidatos a deputado federal que devem concorrer à eleição com essa pauta, como é o caso do Dr. Breno Leite (Podemos), médico socorrista que ganhou visibilidade no Estado, do ex-secretário de Saúde Ismael Alexandrino (PSD), o deputado estadual Dr. Helio de Sousa (PSDB) e o próprio Dr. Zacharias Calil, que é pré-candidato ao Senado, mas ganhou visibilidade no Congresso Nacional na Comissão de Seguridade Social e Saúde (CSSS) e foi um dos articuladores para a aquisição do Hospital da Criança e do Adolescente (Hecad).
1 – Dr. Breno Leite (Podemos)
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Pré-candidato a deputado federal pelo Podemos, o vice-presidente do Diretório Regional do partido, o médico socorrista é pré-candidato a deputado federal pela primeira vez. Já foi vereador por Jaraguá entre 2016 e 2020 e se ausentou do posto por causa da pandemia de Covid-19, quando se dedicou totalmente à medicina. O pré-candidato também já concorreu à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e ficou na primeira suplência do antigo PHS, com 13 mil votos, e foi autor do livro premiado A Última Página de Um Sonho. O médico também é um dos principais nomes do Podemos.
2 – Ismael Alexandrino (PSD)
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Ex-secretário titular da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), o pré-candidato a deputado federal pelo PSD também é uma das apostas pessoais do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) para a Saúde, inclusive, por ter saído da pasta após comandar a estratégia de vacinação contra a Covid-19 durante a pandemia. Deve ser um dos nomes fortes do PSD para as eleições.
3 – Dr. Helio de Sousa (PSDB)
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Atualmente na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado estadual deve concorrer à Câmara dos Deputados pelo partido do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). O tucano é médico e está no seu sexto mandato como deputado estadual e é uma das apostas do PSDB para concorrer à Câmara dos Deputados.
4 – Dr. Alano Queiroz (Novo)
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Diretor da Unimed Goiânia, o médico ortopedista também deve concorrer à Câmara dos Deputados pela segunda vez. O pré-candidato do Novo concorreu em 2018, quando obteve 22 mil votos naquele pleito.
5 – Dr. Zacharias Calil (União Brasil)
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Apesar da pré-candidatura ao Senado, o deputado federal também é cotado como um dos principais postulantes à Câmara dos Deputados. Terceiro deputado federal mais votado nas eleições de 2018, com 151 mil votos, o médico foi um dos articuladores para a aquisição do Hospital da Criança e do Adolescente (Hecad). O médico também é conhecido pelas cirurgias de separação de gêmeos siameses. Se for à reeleição, Dr. Zacharias Calil será um dos puxadores de voto do União Brasil.
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O HOJE
Uso de redes sociais pode ter relação com depressão na adolescência
Estudo aponta que quanto mais jovem, maior o impacto das redes sociais na autoestima e pode estar ligado às mudanças no cérebro e a puberdade
A pandemia de Covid-19 causou grande transformação no estilo de vida da maioria das pessoas, especialmente adolescentes que também têm de lidar com as mudanças da idade. Nos primeiros estudos realizados em vários países com respeito ao impacto do período pandêmico em jovens, destacaram que 25% de crianças e adolescentes no mundo sofrem de depressão e 20% estão lutando contra a ansiedade. A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) constatou em sua pesquisa uma proporção parecida com 7 mil crianças e adolescentes, em 2020 – primeiro ano de pandemia -, no Brasil.
A Associação Americana de Psicologia comprovou que dos 3.300 estudantes do ensino médio no país, um terço se sentia “infeliz e deprimido além do que o normal”. A amostra foi realizada no início deste ano. Um estudo inglês destacou ainda que as redes sociais podem afetar diretamente a autoestima de jovens visto que nelas muitas pessoas são tidas com um certo padrão de beleza, no qual se o jovem não se sentir inserido pode desencadear sérios problemas de autoconfiança e psicológicos.
As universidades de Oxford e Cambridge, no Reino Unido, também realizaram um estudo sobre o tema e certificaram que as redes sociais afetam a vida da população. Foram analisadas 84 mil pessoas com idades entre 10 e 80 anos. Segundo o resultado, quanto mais jovem, maior é o impacto das redes sociais na autoestima. Isso acontece porque nessa fase o cérebro sofre mudanças principalmente por conta da puberdade, conforme constata a pesquisa.
Outro levantamento é com relação ao crescimento no uso de redes sociais – hábito que aumentou durante a pandemia. Os números do levantamento do Relatório Global de Perspectivas de Mídia 2022 da YouGov, destacam que um terço dos adultos em todo o mundo passou mais tempo nas redes sociais em 2021. Esse crescimento é um recorde se comparado com anos anteriores. Cerca de 71% devem manter ou aumentar esse consumo ao longo de 2022. O relatório revela também hábitos de consumo de mídia em 17 mercados internacionais, focado nos Estados Unidos da América (EUA) e no Reino Unido.
Preocupação
“Me preocupo muito, porque é difícil monitorar o conteúdo que estão acessando e devido a dependência que pode causar”. Esse relato é da cabeleireira, Munick Monteiro, que é mãe de Gabriela,17, e Mariana,10. Ela acredita que dar atenção para as meninas nessa fase em que estão passando é essencial para evitar o vício em redes sociais ou ter depressão.
Munick afirma que costuma conversar com as meninas a fim de estipular um tempo moderado para ficar nas redes sociais. Elas procuram fazer coisas em família juntos, mas nem sempre é fácil. Monteiro pede para que Gabriela e Mariana desliguem os aparelhos até terminarem algumas tarefas. “Enfim, uma luta diária”, brinca a mãe.
Ela acredita que as redes sociais podem sim contribuir de alguma forma para que o jovem desenvolva algum transtorno. Inclusive ela, já até pensou que as filhas estivessem desenvolvendo depressão porque no início da pandemia elas queriam ficar mais isoladas e houve aumento do uso de celular.
Mais idas aos consultórios
Psicóloga, Wanessa Casulo afirma que houve aumento substancial de problemas psicológicos nos últimos dois anos. Ela passou a atender mais casos de depressão da faixa etária de 10 a 17 anos. A profissional acredita que os motivos podem ser a restrição das aulas presenciais, falta de interação e a insegurança em decorrência da situação relacionada à saúde de modo geral.
Sobre o tempo gasto por jovens nas redes sociais, ela afirma que o crescimento foi bem perceptível e que o tempo ocioso favoreceu a atitude. Contudo, cabe levar em consideração a necessidade de acesso para aulas remotas que reforçaram o aumento do uso dessas mídias. “A vida “perfeita” das redes sociais acaba trazendo comparações com o outro, afetando a autoestima, gerando insegurança e autocobrança”.
A especialista afirma ainda que a exposição exagerada pode potencializar bullying, sobrecarga de informações, perda de autocontrole e até mesmo prejuízos financeiros. Ela orienta ainda que as redes sociais precisam ser usadas com cautela, consumindo o mínimo de tempo possível, para que outras interações e atividades sejam mais ricas.
“Os prejuízos são diversos como: baixas habilidades sociais, tempo gasto, ansiedade, baixa autoestima, insegurança, dentre outros prejuízos”. Para ela, quanto menos tempo exposto nas redes sociais, melhor. Uma das formas de contribuir para o controle dos pais no tempo gasto pelos filhos no celular é proporcionar atividades diversas, tempo de qualidade com os filhos e boa monitorização. “A presença dos pais é sempre indispensável”.
Pais devem ter atenção com excesso
Terapeuta Sistêmica, Dayane Melo já atendeu vários adolescentes com quadros depressivos, tanto em Goiânia como em outras cidades e estados. A profissional, no entanto, não concorda que haja alguma ligação entre depressão e o uso excessivo de redes sociais. “Criança ou adolescente depressivo só está trazendo uma história que os pais não olham. Algo do sistema , por isso que desenvolve a depressão. Se o jovem usa em excesso a rede social indica que ele tem uma falta. Então, o excesso de rede social não é o problema, é a falta que ele traz. Por isso, ele vai para o excesso a fim de preencher a falta que está trazendo”.
Ela afirma ainda que os pais devem olhar além disso porque o uso excessivo já é o sintoma da depressão e não o motivo. A profissional explica que a rede social serve de fuga, mas que não causa depressão em ninguém. “Eu poderia até dizer que sim para escrever um artigo bonito para os pais lerem e mostrarem para os filhos depois como justificativa. Mas, a realidade é que o filho só está trazendo algo problemático que o pai não olhou”.
Para conseguir trabalhar a depressão dos adolescentes ela esclarece que é de suma importância que os pais arrumem a solução, ou seja olharem para a própria história, sistema , organizar tudo para aprender a cuidar de si para depois cuidar do filho. Segundo Melo, a maioria dos pais não conseguem cuidar dos filhos porque não cuidam nem de si mesmos.
“Tem que olhar para o filho e não no excesso de rede social. Olhar para o que está faltando para eles e cuidar deles , perceber o que falta é do que o filho precisa. Quando o pai descobrir o que é, e dar ao filho o que sente carência ele vai deixar de mexer em excesso nas redes sociais”, conclui.
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CORREIO DO POVO
Brasil negocia compra de vacina contra varíola dos macacos
Por meio de nota, a pasta ressaltou que a vacinação em massa não é preconizada pela OMS em países não endêmicos para a enfermidade, como é o caso do Brasil.
Com 696 casos confirmados de varíola dos macacos, o Brasil articula com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a aquisição da vacina contra a doença. De acordo com o Ministério da Saúde, as negociações estão sendo feitas de forma global com o fabricante para ampliar o acesso ao imunizante para os países onde há casos confirmados da doença.
Por meio de nota, a pasta ressaltou que a vacinação em massa não é preconizada pela OMS em países não endêmicos para a enfermidade, como é o caso do Brasil. A recomendação, até o momento, é que sejam imunizadas pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e profissionais de saúde com alto risco ocupacional diante da exposição ao vírus.
Brasil negocia compra de vacina contra varíola dos macacos
Dos 696 casos confirmados no país ate o momento, 506 são procedentes do estado de São Paulo, 102 do Rio de Janeiro, 33 de Minas Gerais, 13 do Distrito Federal, 11 do Paraná, 14 do Goiás, três na Bahia, dois do Ceará, três do Rio Grande do Sul, dois do Rio Grande do Norte, dois do Espírito Santo, três de Pernambuco, um de Mato Grosso do Sul e um de Santa Catarina.
Emergência internacional
A OMS decidiu hoje (23) declarar que a varíola dos macacos configura emergência de saúde pública de interesse internacional. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa.
"Temos um surto que se espalhou rápido pelo mundo, através de novas formas de transmissão, sobre as quais entendemos muito pouco, e que se encaixa nos critérios do Regulamento Sanitário Internacional. Por essas razões, decidi que a epidemia de varíola dos macacos representa uma emergência de saúde pública de preocupação internacional", disse Tedros.
A doença
A varíola causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês) provoca um quadro mais brando que a varíola conhecida como smallpox, que foi erradicada na década de 1980.
A varíola doas macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.
Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento se refere, em geral, a pessoas imunossuprimidas, como pacientes com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.
Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, nos pés, no peito, no rosto ou em regiões genitais.
Para prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante higienizar as mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.
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REVISTA B+
Idosos com comorbidade são os atuais pacientes hospitalizados por COVID-19
Os casos graves da Covid-19 no Brasil obtiveram uma significante redução, por conta da vacinação em massa. Todavia, segundo o levantamento epidemiológico feito pelo Núcleo de Inteligência Médica do HCor, relata que o perfil dos hospitalizados pela doença nesse ano mudou. A análise mostra que a de idade média desses pacientes são de 71 anos e 91% apresentam três ou mais comorbidades.
Um dos motivos para o aumento de casos entre a população idosa, é a debilidade do organismo, tornando suscetível a um risco maior de infecção e, consequentemente, ocorrendo uma piora no quadro clínico.
A especialista em envelhecimento ativo e qualidade de vida na terceira idade da Senior Concierge, Márcia Sena, ressalta que ainda é preciso continuar com protocolos recomendados pela OMS para prevenção contra a Covid-19, além disso, é de extrema importância o idoso dar continuidade aos tratamentos de doenças pré-existentes.
"Durante a pandemia percebemos que muitos idosos deixaram de seguir os tratamentos por receio de irem ao médico. Também ficaram mais reclusos e, o próprio isolamento debilitou, por ausência de atividade física ou questões cognitivas, por falta de interação. Muitos estão com a mesma medição de três anos atrás. É preciso um equilíbrio, se for o caso de sair pouco, que o idoso saiba escolher o que é mais importante fazer. E, continuar se tratando com o médico de rotina é importantíssimo", ressalta Márcia.
A especialista esclarece algumas dúvidas referente aos cuidados e prevenção da COVID-19 nessa faixa etária:
Cuidados que devem ser tomados quando o Idoso for à consulta médica:
Quando presencial, muitas clínicas e consultórios tem adotado agendamento para evitar aglomerações e diminuir riscos. A Sênior Concierge desde o início da pandemia, vem adotando as diretrizes para evitar contaminações, incluindo em acompanhamento às consultas hospitalares.
As consultas on-line também são uma opção para evitar que o idoso saia de casa:
A telemedicina avançou muito e tem sido um caminho para que as consultas sejam mantidas em diversas especialidades. Em casos que precisam de atendimento presencial, o próprio médico pode fazer tal indicação.
Não abandone o tratamento de doenças crônicas:
Contudo, a falta de monitoramento de doenças crônicas, como pressão, diabetes e muitas outras podem deixar o organismo ainda mais fragilizado, agravando o quadro. Por isso, além de manter os cuidados para não adquirir a COVID-19, é importante manter o controle das doenças crônicas, ter boa alimentação, hidratação e cuidar da imunidade.
Flexibilização do uso de máscara e as maneiras que os idosos devem proceder:
Nesse caso a recomendação é mesma de antes: que o idoso evite aglomerações e, quando for necessário, que faça o uso de máscara e álcool em gel ou lavagem das mãos.
O papel da família:
A família e os cuidadores têm um papel importante na prevenção, diminuindo o risco de levar a contaminação ao idoso.
"Quando falamos dos cuidadores, temos um cuidado redobrado com nossos profissionais e orientamos para seguirem todas as diretrizes de saúde, além de acompanhamento contínuo e treinamentos para a segurança do assistido", esclarece, Márcia.
Os familiares e cuidadores também podem orientar os idosos que não querem seguir os protocolos ou àqueles que se negam a ir ao médico.
"A primeira orientação é tentar o diálogo - não se trata de uma imposição, mas de orientar sobre a necessidade de que ele se proteja. Alguns argumentam que já tomaram as vacinas e, que por isso não precisaria, mas a vacina vem com o papel de minimizar riscos em caso de contágio, por isso, é importante explicar que a prevenção é sempre o melhor remédio. E no caso da recusa de ir ao médico, se não for possível marcar consulta online, vale ressaltar os perigos da falta de acompanhamento médico", finaliza a especialista.
Sobre Márcia Sena
É fundadora e CEO da Senior Concierge e especialista em qualidade de vida na terceira idade. Tem MBA em Administração na Marquette University (EUA) e experiência em várias áreas da indústria farmacêutica.
Criou a Senior Concierge a partir de uma experiência pessoal de dificuldade de conciliar seu trabalho como executiva e cuidar dos pais que estão envelhecendo. Se especializou nas necessidades e desafios da terceira idade e desenvolveu serviços com foco na manutenção da autonomia dos idosos no seu local de convívio, oferecendo resolução de problemas de mobilidade, bem-estar, tarefas domésticas do dia a dia e segurança.
Sobre a Senior Concierge
É uma empresa com um novo jeito de dar suporte aos 60+, com um modelo de atenção integrada e centrada nas reais necessidades dos maduros. Uma resposta dos novos tempos para um modelo que se esgotou, que é o modelo curativo baseado nas doenças, praticado por outras empresas de home care. Com a proposta de garantir um envelhecimento prazeroso, proporcionando qualidade de vida, bem-estar e segurança dos familiares.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 22/07/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Hospitais particulares sofrem sem remédios
Claro passa a oferecer plano de saúde para seus clientes
Goiás soma 10 casos confirmados de varíola dos macacos
Teste que facilita diagnóstico de autismo em unidades de saúde será obrigatório em Goiânia
Dia do Cérebro: Telemedicina viabiliza acesso a neurologistas em regiões que não possuem especialistas
Quero apenas viver, diz brasileiro, 1ª pessoa no mundo a usar terapia individualizada contra câncer
CORREIO BRAZILIENSE
Hospitais particulares sofrem sem remédios
A falta de medicamentos essenciais tem preocupado pacientes, funcionários e redes de hospitais particulares. Na pesquisa da Confederação Nacional de Saúde (CNS), que abrangeu 112 hospitais particulares e foi divulgada ontem, 87,6% das instituições denunciaram falta de soro e 40% disseram enfrentar preços 100% acima do cobrado pelo mercado.
Maely Retto, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (SBRAFH), disse que, desde o início da pandemia, a organização tem acompanhado as dificuldades de acesso a remédios. Ela adverte que o desabastecimento é um grave problema de saúde pública.
"Estamos enfrentando sérias dificuldades de acesso, especialmente de medicamentos imprescindíveis. São diversas as causas, inclusive já trazidas a público pelo próprio Ministério da Saúde. As principais são escassez de matéria-prima, a guerra na Ucrânia, lockdown na China e regulação de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)", afirmou.
Riscos
O presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter da Silva, explicou que a ausência dos fármacos compromete o tratamento dos pacientes, pois aumenta a possibilidade de ocorrência de complicações e de mortes. "A falta de dipirona injetável, por exemplo, implica o uso de opióides, mais potentes, mais caros e com maior risco de efeitos adversos e complicações para o paciente, como a dependência", disse Walter.
O CEF destacou a necessidade de o Brasil passar a produzir medicamentos básicos, já que quase 95% dos insumos comercializados atualmente dependem de matéria-prima importada da China.
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MINHA OPERADORA
Claro passa a oferecer plano de saúde para seus clientes
Por meio de uma parceria, a partir de agora, os mais de 70 milhões de clientes da Claro terão acesso a uma oferta de plano de saúde pelo healthtech de telessaúde. Através do aplicativo da Starbem, os usuários da operadora terão acesso, por preços acessíveis, ao serviço de atendimento e telemedicina da starturp.
Caberá à startup de saúde fornecer os atendimentos médicos online, assim como os descontos em exames e medicamentos, onde os usuários poderão agendar consulta pelo aplicativo, que está disponível para download em sistemas Android e iOS.
Além disso, a plataforma também possui informações sobre o paciente e a carteirinha, que é apresentada nos laboratórios e farmácias parceiras para a obtenção de descontos.
A parceria entre a Claro e a Starbem permite o acesso às consultas com Clínico Geral, que será feito por videochamada pelo celular, para os clientes pré e pós-pago de todo o Brasil. Também pelo smartphone, o paciente poderá aferir sua pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, índice de estresse, entre outros. Tudo pela ferramenta de inteligência artificial que há no app, que possibilita um check up gratuito de diversos sinais de saúde.
O plano de saúde da Starbem oferece consulta por videochamada em todo o país e conta com mais de 15 especialidades médicas, psicologia e nutrição para os clientes, assim como benefícios de saúde para as empresas.
Além disso, ainda conta com parceria em laboratórios de todo o Brasil, onde oferece até 15% de descontos em exames e até 26% de descontos em drogarias para seus assinantes. Entre os laboratórios estão grupos A+, Dasa, Labi Exames, Sabin e Hermes Pardini, e unidades da Drogasil e Droga Raia pelo Brasil.
A Starbem espera que com a parceria, a startup cresça 500% este ano em comparação ao ano passado, uma vez que o objetivo é encerrar 2022 com 150 mil assinantes.
Leandro Rubio, cardiologista e CEO da Starbem, afirma que o acordo com a Claro atenderá aquelas pessoas que precisa de um consulta medica de qualidade, mas enfrenta dificuldades por questões financeiras ou na rede publica de saúde.
“Nossa intenção é cortar qualquer tipo de burocracia que possa atrasar o início de um tratamento adequado”, afirma.
Como contratar e preços
Há dois planos disponíveis para os clientes, um semanal e outro mensal. Para contratar o semanal, basta enviar um SMS com a palavra STAR para o número 3291 ou STAR30 para contratar o plano mensal. O plano semanal sai pelo valor de R$ 3,99, enquanto que o mensal sai por R$ 12,99.
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A REDAÇÃO
Goiás soma 10 casos confirmados de varíola dos macacos
Adriana Marinelli
Goiânia - Novo boletim divulgado na tarde desta quinta-feira (21/7) aponta que já são 10 os casos confirmados de monkeypox, popularmente conhecida como varíola dos macacos, em Goiás. Além das confirmações, há 17 casos em investigação, enquanto outros seis já foram descartados.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), todos os pacientes de Goiás que tiveram infecção confirmada são homens, com idades entre 26 e 43 anos. São, até o momento, oito pessoas de Goiânia e duas de Aparecida. Os casos suspeitos que estão em investigação são de Goiânia (13), Itaberaí (1), Trindade (1), Formosa (1) e Valparaíso.
No Brasil, os casos confirmados de monkeypox chegam a 592, sendo que a maioria está concentrada em São Paulo e no Rio de Janeiro.
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O HOJE
Teste que facilita diagnóstico de autismo em unidades de saúde será obrigatório em Goiânia
Prefeito Rogério Cruz sanciona lei às 14h desta sexta-feira
O prefeito de Goiânia Rogério Cruz (Republicanos) sanciona nesta sexta-feira (22) lei que obriga unidades de saúde, escolas municipais e creches a aplicarem teste que facilita o diagnóstico precoce do transtorno do espectro autista (TEA) em crianças. A solenidade ocorre no paço municipal, às 14h.
De acordo com a prefeitura, o questionário se chama M-CHAT. O documento tem 24 perguntas sobre o comportamento das crianças que devem ser respondidas pelos pais (sim/não) e serve para verificar indícios do TEA entre 18 e 24 meses.
Vale lembrar, na última terça-feira (19) o prefeito sancionou a lei que cria a Casa do Autista em Goiânia. O espaço, que se destina ao desenvolvimento da interação social, comunicação e habilidades cognitivas e motoras, atenderá tanto pessoas diagnosticadas com TEA, como, também, prestará assistência aos familiares dos pacientes.
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TRIBUNA HOJE
Dia do Cérebro: Telemedicina viabiliza acesso a neurologistas em regiões que não possuem especialistas
O dia 22 de julho é marcado como o Dia Mundial do Cérebro, data que visa informar a população sobre as doenças neurológicas, prevenção e cuidados para elas, que são a segunda causa de morte prematura no mundo, acometendo 9 milhões de vidas por ano, segundo estudo de 2020 publicado na revista científica Lancet Neurology. A telemedicina tem se mostrado essencial para melhorar o acesso a especialistas em saúde cerebral no Brasil, já que 50% deles (neurologistas e neurocirurgiões) estão concentrados apenas na região Sudeste, de acordo com a Demografia Médica no Brasil.
Para João Marcos Ferreira, neurologista de Conexa, maior player de saúde digital da América Latina, a pandemia de Covid-19 trouxe a necessidade de as consultas de rotina serem feitas por meio digital e, mais ainda, ajudou no acesso dos pacientes que moram em locais onde não existem serviços de neurologia. "As teleconsultas têm se mostrado muito eficazes no acompanhamento desses pacientes. As queixas mais comuns a serem resolvidas à distância estão relacionadas a dores de cabeça, dores crônicas de doenças radiculares (como na coluna), ansiedade, quadros depressivos, pacientes com demência que gera mudança de comportamento, ajuste de doses de medicamentos etc.", explica.
O especialista ainda conta que é possível serem realizados exames físicos neurológicos à distância, como teste de marcha (avaliação do andar), de força e ectoscopia (observar mudanças físicas no paciente). "Tudo isso pode ser feito via teleconsulta porque o paciente consegue fazer os movimentos necessários que mostrem o funcionamento de algumas partes do corpo, por meio de comandos do médico. O neurologista pode pedir para o paciente olhar para diferentes pontos e para sorrir com o objetivo de avaliar a simetria da face, por exemplo". Ferreira complementa dizendo que, para exames de rotina, o teleatendimento também é importante. "Podemos acompanhar pessoas com doenças de características motoras, verificar se o paciente está respondendo bem à medicação, se o portador de Parkinson melhorou da rigidez... Há muitas possibilidades".
Quando o atendimento presencial com o neurologista é necessário?
As doenças do nervo periférico (neuropatias) e que apresentam múltiplos sintomas motores e físicos são de difícil diagnóstico e exigem consulta in loco. O neurologista é quem poderá orientar a necessidade da ida ao consultório ou aos serviços de pronto atendimento em casos de urgência.
Sobre a Conexa
Player de saúde digital, a Conexa cuida de cerca de 20 milhões de pacientes com a parceria de 70 mil profissionais de saúde, em mais de 30 especialidades. Fundada no Rio de Janeiro, em 2016, como uma clínica de saúde voltada à atenção primária, reformulou seu modelo de negócio em 2017 e se tornou uma plataforma de telemedicina, com a missão de revolucionar o acesso à saúde de qualidade, tornando a jornada e a experiência do paciente mais fácil, segura e humanizada.
Em 2020, adquiriu a iMedicina, desenvolvedora de software de médicos, prontuário eletrônico e líder em atração e fidelização de pacientes. Em março de 2021, uniu-se à Psicologia Viva, maior empresa de saúde mental da América Latina.
A companhia faz parte da Saúde Digital Brasil (SDB) e tem como clientes, hospitais, operadoras de saúde, laboratórios, além de grandes instituições do varejo e do setor financeiro, como Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Magazine Luiza, Seguros Unimed, Intermédica, entre outras. Saiba mais em https://www.conexasaude.com.br/
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O GLOBO
Quero apenas viver, diz brasileiro, 1ª pessoa no mundo a usar terapia individualizada contra câncer
Em meados de 2021, o cineasta e produtor audiovisual Sebastião Dias Braga Neto, 37 anos, ouviu dos médicos que tinha poucos meses de vida após ser diagnosticado com um tipo gravíssimo de leucemia e o transplante de medula óssea não ter surtido efeito. Um ano se passou e Tião, como é chamado pelos amigos mais próximos, está vivo, bem, na medida do possível, como ele costuma falar, internado no James Hospital, em Columbus, Ohio, nos , com confiança e expectativa. O brasileiro será a primeira pessoa no mundo a receber o tratamento que os médicos chamam de esperança para quem sofre deste tipo de câncer, o CAR-T Cell triplo.
Perder a barriga: Aneurisma:
Era março de 2020, uma semana antes de o comércio fechar as portas por conta da pandemia do , quando Tião começou a sentir fortes dores nas pernas. A sensação veio enquanto arrumava as malas para passar um final de semana na casa dos pais em Florianópolis e à princípio não achou que era algo sério. Mas as dores se intensificaram e decidiu fazer exames. Já no primeiro hemograma veio o sinal de que as coisas não estavam normais.
Meus leucócitos estavam alteradíssimos. O normal é em torno de 10 mil, o meu exame mostrava uma contagem acima dos 114 mil relembra o cineasta.
Outro exame deu o veredicto: leucemia mieloide crônica (LMC), um tipo de câncer que acomete a medula óssea e se caracteriza pela multiplicação de glóbulos brancos anormais. Tião começou a se tratar com quimioterapia oral, um remédio de alto custo, no qual ele precisou entrar na justiça para que seu plano de saúde arcasse com as despesas.
A doença foi controlada. Após sete meses de tratamento em Florianópolis, e quando as medidas restritivas da Covid-19 se estabilizaram, ele voltou para São Paulo, pronto para recomeçar a vida. Entretanto, a doença teve a primeira recidiva. Novos exames apontaram que o câncer não só havia retornado, como evoluiu.
Covid-19:
Fui internado às pressas, precisei fazer quatro ciclos de quimio intravenosa e recebi uma bomba de toxicidade. Fiquei careca, perdi peso e transcorri por todas as etapas do procedimento agressivo para o tratamento. Passei o Natal e o meu aniversário no hospital. Durante esse processo, entrei na lista de transplante de medula óssea. Era a única alternativa no meu caso. Por sorte encontrei bastante doadores com 100% de compatibilidade, porém todos eram da Europa. Por conta da Covid, os órgãos de emergência médica estavam lentos, com muita burocracia e não dava para ser efeituado o translado. Graças a Deus, minha mãe fez o exame, deu 50% de compatibilidade e foi escolhida como minha doadora diz.
O cineasta teve duas recidivas do câncer, precisou fazer quimioterapia oral e intravenosa, perdeu peso e chegou a raspar o cabelo Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução
O transplante foi um sucesso. Os novos exames mostraram que o câncer entrou em remissão e o corpo de Tião havia aceitado as células tronco da mãe dele com 100% de compatibilidade. Ele foi liberado do hospital, o cabelo cresceu, ganhou peso e seguiu a vida.
Quase um ano depois do transplante, Tião sentiu o olho inchar, um sintoma claro de retorno da doença. O câncer voltou ainda mais forte, com um tipo chamado de leucemia linfoide aguda (LLA). Os recursos de tratamento se esgotaram. O corpo estava muito fraco para fazer um novo transplante. Mas sem o transplante ele tinha poucos meses de vida.
Ficamos sem chão e com as mãos atadas. As quimioterapias e radioterapias eram muito agressivas e o corpo dele não aguentaria outro transplante. Me lembro do médico entrando no quarto e contando para nós e para os pais dele a verdade nua e crua: ele tinha meses de vida diz Thiago Amaral, marido de Tião.
A recidiva agressiva da doença, no entanto, foi a chave para a luz no fim do túnel. Uma amiga em comum do cineasta o colocou em contato com Vanderson Rocha, coordenador de terapia celular do Hospital Vila Nova Star e responsável pelas pesquisas há cerca de seis anos com as células CAR-T Cell no Hospital das Clínicas em São Paulo.
Anitta:
Após uma breve consulta, o médico ligou para o amigo, Marcos de Lima, chefe do departamento de hematologia e diretor do programa de transplante de medula óssea e terapia celular na universidade estadual de Ohio, nos Estados Unidos, e referência no assunto CAR-T Cell em terras americanas.
Coincidentemente, Lima estava buscando pacientes com o tipo da doença de Tião, ou seja, com leucemia linfoide aguda (LLA), para participar do primeiro estudo clínico de CAR-T Cell triplo no mundo. No mesmo dia, o cineasta se inscreveu para participar do estudo e foi chamado. Três meses depois, Tião estava recebendo três bolsas de plaquetas e duas de hemoglobina para poder pegar um avião com destino a Ohio, onde ele seria testado com a nova esperança do câncer.
CAR-T Cell triplo
O tratamento é revolucionário. Um adulto saudável tem em torno de 3 mil células brancas. Dentro delas há os linfócitos, que são as células de defesa do sistema. São elas que lutam contra viroses, por exemplo, mas também podem combater o câncer. O tratamento CAR-T Cell consiste em pegar essas células de defesa do paciente e modificá-las geneticamente, como se estivesse preparando-as para uma batalha e deixando-as ainda mais fortes, para quando retornar ao corpo do infectado, essas células tenham o único objetivo de encontrar e matar o câncer. Ou seja, o tratamento é personalizado.
As células cancerígenas contêm em sua superfície marcadores tumorais. O tratamento CAR-T Cell simples, por exemplo, combate um deles, o CD-19. Esse tratamento já começa a ser feito no Brasil, inclusive. O CAR-T Cell triplo, que está sendo testado em Tião, luta contra os três marcadores cancerígenos ao mesmo tempo, o que diminuiria o risco de uma recidiva.
Rejuvenescer a pele do rosto:
É extremamente admirável que o Tião tenha vindo aos Estados Unidos para o estudo. Ele simplesmente pegou a mala e veio. Arriscar um tratamento que nunca ninguém tomou antes, pois sabe que é uma esperança para ele e outras milhares de vidas. Apesar de termos começado agora, estamos dando esperança para essas pessoas afirma Marcos de Lima.
Tião já retirou os linfócitos de seu corpo e as células já foram geneticamente modificadas. Por ser muito forte e poder causar reações em seu organismo, ele vai receber as novas células em duas etapas. A primeira, ocorrida em 12 de julho, o cineasta recebeu 40% das células fortificadas, porém na madrugada de terça para quarta (20), Tião apresentou febre de 40°C, uma das reações normais que o corpo pode ter depois da infusão, e a segunda dose, com 60% das células modificadas, que seria aplicada no mesmo dia, precisou ser transferida para a próxima semana.
Ele tem respondido muito bem ao tratamento. Porém, reações são esperadas, como febre e confusões mentais, visto que o sistema dele está de fato em uma batalha. Essa parte é essencial e importantíssima para o estudo e para o Tião, pois o corpo dele está literalmente matando o câncer afirma Rocha.
CAR-T cell:
A expectativa é que dentro de um mês, quando fizer um novo exame de medula, a doença já tenha entrado em remissão e desapareça totalmente do sistema de Tião. Por ser um estudo novo, os médicos ainda não conseguem ter precisão com os dados, mas estima-se que o CAR-T Cell tenha um prazo de validade de 17 anos. A primeira paciente do mundo a receber o tratamento com o CAR-T simples, por exemplo, uma americana, completou dez anos de procedimento e uma década livre do câncer.
Eu me sinto muito privilegiado. Para quem tinha apenas alguns meses, ganhar essa esperança, essa oportunidade única é quase como viver a vida adoidado. A vida é muito cara e a gente não tem tempo para perder. É isso que eu aprendi. Precisamos canalizar nossa energia, escolher nossas brigas, o tempo é muito precioso para perdermos com besteiras. Estou louco para viver novamente. Viajar, trabalhar, abraçar as pessoas, dizer que eu as amo. Quero apenas viver diz Tião.
Embora seja conhecida como uma grande esperança, o caminho do CAR-T Cell ainda está no começo. Por enquanto o tratamento só é feito para três tipos de câncer: o primeiro e com estudos mais desenvolvidos até o momento são os linfomas não Hodgkin; o segundo são os mielomas múltiplos e, por último, as leucemias linfocíticas agudas, como a do Tião. Há estudos acontecendo em diversas partes do planeta com outros tipos de doença, entretanto ainda sem resultados.
Outro problema do CAR-T Cell é o preço. Apenas a produção das células comercialmente, sem contar a internação e os medicamentos, fica em torno de R$2 milhões. Estima-se que o pacote completo fique entre R$ 6 a 8 milhões. Como Tião está participando de um estudo clínico, ele não está pagando pelo tratamento. O custo dele ficará apenas com a estadia nos Estados Unidos quando sair do hospital para continuar o processo.
Um dos motivos do valor ser inacessível está relacionado a distribuição. Hoje, poucas empresas farmacêuticas são autorizadas a manipular as células do CAR-T Cell. A maioria localizada na Europa. Ou seja, as células do paciente são coletadas, enviadas para a Europa para fazer a modificação genética e depois de 3 a 4 semanas, ela volta ao seu destino de origem para serem implantadas novamente.
Leucemia:
O paciente pode não ter esse tempo de espera. Precisamos investigar locais para a fabricação local no intuito de diminuir o tempo do processo e baratear o produto. Hoje, infelizmente, é um tratamento inacessível para a grande maioria da humanidade diz Lima.
CAR-T Cell no Brasil
que será realizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, com financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Além dele, o Hemocentro de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, já produziu células de CAR-T Cell para sete pacientes.
Apesar de não ter estudos ainda sobre o CAR-T Cell triplo no Brasil, Rocha afirma que já há conversas e reuniões ocorrendo entre cientistas brasileiros e americanos, estudando a melhor forma para também começar estudos clínicos contra os três vetores cancerígenos.
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Assessoria de Comunicação
Ahpaceg e FacUnicamps discutem parceria para a criação de curso inovador de técnicos em enfermagem
Madalena (esq.), Alecssandro, Lucas, Jacqueline, Haikal, Almério, Ana Valéria, Danielle e Lara
Representantes da Ahpaceg e da FacUnicamps (Faculdade Unida de Campinas) reuniram-se hoje, 21, para tratar de uma parceria que deve inovar a formação de técnicos em enfermagem em Goiás com a oferta de um curso voltado para a capacitação de profissionais para atuar na alta complexidade e com uma metodologia ativa, na qual o aluno é protagonista do aprendizado.
A coordenadora de Educação Continuada da Ahpaceg, Madalena Del Duqui, abriu o encontro falando sobre as ações de educação continuada da Ahpaceg, que iniciaram com a enfermagem e devem ser expandidas a outras áreas. Ela também citou dados do mercado de cursos de técnico em enfermagem em Goiás, relatou carências do setor e apresentou o plano pedagógico proposto à FacUnicamps.
O presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, a diretora de Qualidade, Jacqueline Rodovalho, e a farmacêutica da Central de Compras, Ana Valéria Miranda, também participaram do encontro. Jacqueline Rodovalho observou que o objetivo desse curso é capacitar profissionais para atuar na alta complexidade, suprindo demandas que os hospitais enfrentam atualmente.
Haikal Helou destacou que a expectativa é que os formandos do curso passem a atuar na rede Ahpaceg. Almério Freitas Prado Júnior, pró-reitor de graduação da FacUnicamps, elogiou o projeto, destacou que ele está antenado com o mercado e de acordo com a meta da faculdade, que é ser uma referência na formação de profissionais de saúde.
“E para isso, buscamos parcerias que agreguem, como essa com a Ahpaceg”, disse o pró-reitor, que estava acompanhado do coordenador-geral da faculdade, Lucas Silva Fonseca; do coordenador do curso de Direito, Alecssandro Regal Dutra; da coordenadora do curso de Enfermagem, Danielle Perdigão Ribeiro; e da coordenadora do Núcleo de Estágio, Lara Isa de Souza Melo.
A parceria entre a Ahpaceg e a FacUnicamps será detalhada em nova reunião, agendada para o início de agosto, e poderá incluir também a atualização profissional dos que já estão no mercado. O novo curso deve ter início no primeiro semestre de 2023.
CLIPPING AHPACEG 21/07/22
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Caiado e equipe de hospital vistoriam área que vai abrigar complexo para tratamento de câncer em Goiás
Goiânia começa a vacinar crianças de 3 e 4 anos contra covid-19
Lei que cria Casa do Autista é sancionada em Goiânia
ANS envia ao STF manifestação e diz que mudança em rol taxativo deve encarecer planos
JORNAL OPÇÃO
Caiado e equipe de hospital vistoriam área que vai abrigar complexo para tratamento de câncer em Goiás
Engenheiros do Hospital de Amor de Barretos vão participar da elaboração de projeto para construção da nova unidade
Após o governador Ronaldo Caiado (UB) viabilizar de forma definitiva a doação de um terreno da União para construção do Complexo Hospitalar Oncológico, em Goiânia, o Governo de Goiás e a equipe do Hospital de Amor, localizado em Barretos (SP), vistoriaram nesta quarta-feira, 20, a área que vai abrigar a unidade. O projeto estadual será executado em parceria com a unidade paulista. O investimento inicial para terraplanagem de 20 mil m² de terreno e estrutura metálica de 8 mil m², previsto ainda para este ano, somado à fundação, será de aproximadamente R$ 12 milhões.
O diretor de obras do Hospital de Amor, Mauro Faustino, sobrevoou a área, ao lado do governador Ronaldo Caiado e do presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales. A observação, in loco, vai contribuir com os estudos que avaliam se a planta aplicada nas demais unidades do país se adapta ao terreno disponível em Goiás, que possui 17 hectares e fica próxima à Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa) e à BR-153, na Capital.
“Essa obra vai ser um diferencial não só para o Estado de Goiás, mas também para outros estados, que vão ser ajudados por esse hospital”, afirmou Faustino. Com 136,4 mil metros quadrados previstos, o espaço terá ambientes para atendimento clínico e cirúrgico, quimioterapia, radioterapia, além de UTI especializada e uma ala para abrigar familiares de pacientes que estiverem em tratamento médico. “Vamos começar pelo tratamento de oncologia infantil e depois ampliar para pacientes adultos”, explicou o governador.
O Governo de Goiás também recebeu isenção de todas as taxas e impostos referentes à transferência de propriedade, o que foi possível graças à aprovação, pela Câmara Municipal de Goiânia, da lei nº 10.784, também no mês passado. “É uma área nobre: plana, situada na entrada da cidade, às margens da BR-153 e com rápido acesso ao aeroporto, por exemplo”, destaca o presidente da Goinfra, Pedro Sales.
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A REDAÇÃO
Goiânia começa a vacinar crianças de 3 e 4 anos contra covid-19
A Prefeitura de Goiânia começou nesta quarta-feira (20/7) a vacinação de crianças de 3 e 4 anos contra a covid-19. Neste primeiro momento, o imunizante é ofertado apenas a crianças imunossuprimidas dessa faixa etária, com o preenchimento de autodeclaração disponível no ImunizaGyn. A vacina ofertada é a Coronavac, que foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e liberada pelo Ministério da Saúde (MS), com o envio de Nota Técnica aos municípios nesta terça-feira (19/7).
O esquema vacinal também será com duas doses, e intervalo de 28 dias entre elas, conforme aprovação da Anvisa. Para o público inicial, estão disponíveis 71 salas de vacinas em todos os sete Distritos Sanitários de Saúde da cidade, com horário de funcionamento das 08h às 17h.
Para liberar a vacinação de todas as crianças de 3 e 4 anos, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aguarda o recebimento de mais doses para, assim, ampliar a vacinação, levando em consideração que a estimativa em Goiânia é de um público de 38.665 crianças, sendo 19.304 com 3 anos e 19.381 com 4 anos.
“Vamos priorizar as crianças imunossuprimidas, em virtude do estoque que temos disponível”, afirma o secretário municipal de Saúde, Durval Pedroso. “A imunização tem demonstrado eficácia, ao evitar que os imunizados fiquem gravemente doentes caso contraiam o vírus”, ressalta.
O prefeito Rogério Cruz lembra que “está mais do que comprovado que a vacina é segura e eficaz, além de importante para prevenir complicações da covid-19”. “Celebramos mais essa ampliação. É sempre motivo de muita alegria anunciar nova etapa da imunização do nosso povo. Aos poucos, a nossa rotina vai voltando ao normal, com a população cada vez mais imunizada”, diz.
No ato da vacinação, os responsáveis devem apresentar, obrigatoriamente, o Cartão de Vacinação da criança, um documento, o comprovante de endereço, e a autodeclaração para crianças imunossuprimidas. Os pais que não puderem acompanhar os filhos precisam preencher autorização para que outras pessoas acompanhem a criança. O documento está disponível na página do ImunizaGyn, no site da Prefeitura de Goiânia (www.goiania.go.gov.br).
Balanço
Entre as crianças com idade de 5 a 11 anos, a primeira dose das vacinas contra covid-19 já foi aplicada em 75.621 crianças. A segunda dose, por sua vez, foi aplicada em 45.194 crianças. Já entre os adolescentes de 12 a 17 anos, a cobertura vacinal é de 101.654 para primeira dose, e 79.204 para segunda dose dos imunizantes disponíveis para este público.
Vacinação das demais idades
A vacinação contra a covid-19 prossegue para as demais idades. Pessoas com 40 anos ou mais, que tomaram o primeiro reforço (3ª dose) há pelo menos quatro meses, devem tomar um segundo reforço (4ª dose). Todas as pessoas com 12 anos ou mais que tomaram a segunda dose há pelo menos quatro meses podem tomar uma dose de reforço.
Além das crianças de 3 e 4 anos, as unidades de saúde de Goiânia seguem com aplicação da primeira dose da vacina em todas as pessoas com 5 anos ou mais, e a segunda dose, considerando o fabricante e intervalo a partir da primeira aplicação.
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O HOJE
Lei que cria Casa do Autista é sancionada em Goiânia
A proposta prevê atendimentos com nutricionistas, neuropediatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e psicopedagogos
O prefeito Rogério Cruz sancionou, nesta terça-feira (19/7), lei que cria a Casa do Autista em Goiânia. Sanção foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município.
O espaço, destinado ao desenvolvimento da interação social, comunicação e habilidades cognitivas e motoras, atenderá tanto pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), como, também, prestará assistência aos familiares dos pacientes.
A proposta prevê atendimentos com nutricionistas, neuropediatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e psicopedagogos. de autoria do vereador Santana Gomes (PRTB), o projeto foi aprovado pela Câmara Municipal de Goiânia em junho.
“São essas atividades que permitem o desenvolvimento das habilidades cognitivas, motoras, emocionais, de comunicação e adequação social de um autista”, concluiu Gomes.
Segundo o decreto, despesas com a execução serão custeadas por dotações orçamentárias próprias que, caso necessário, poderão ser suplementadas.
O projeto não define o local onde a Casa do Autista irá funcionar.
Veto
Também na sessão desta terça, por 12 votos favoráveis e quatro contrários, o Plenário manteve veto do prefeito Rogério Cruz à proposta que criava o Projeto Musicalidade de Goiânia, também de iniciativa de Gomes.
O líder do prefeito na Casa, vereador Anselmo Pereira (MDB), afirmou que a matéria foi vetada por gerar despesas com criação de cargos. “Acho que o colega deve discutir com o Paço o envio de um projeto da Prefeitura sobre o assunto”, sugeriu.
O Projeto Musicalidade de Goiânia criaria cinco grupos artísticos, entre eles banda marcial (com 46 bolsistas); banda musical (24 instrumentistas); banda sinfônica; banda de percussão; além do núcleo de apoio artístico.
Cada músico receberia bolsa no valor de meio salário mínimo. “A intenção era reviver esse movimento pedagógico, musical e marcial, proporcionando às novas gerações o conhecimento dessa cultura, contribuindo para seu fortalecimento e não esquecimento de uma tradição artística. É triste esse veto”, finalizou Santana Gomes.
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ANS envia ao STF manifestação e diz que mudança em rol taxativo deve encarecer planos
Após a decisão, diversos partidos políticos e entidades recorreram ao Supremo para derrubar a decisão
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação no qual se afirmar que eventual mudança na cobertura de tratamentos obrigatórios pelo setor privado de saúde pode causar aumento dos preços dos planos. O documento foi enviado nesta terça-feira (19/7).
“A pretendida natureza declarativa do rol amplia o grau de incerteza em relação aos custos de assistência à saúde porque afeta a identificação a priori dos procedimentos obrigatórios não previstos no rol. A consequência é a elevação do nível de preços das novas comercializações a patamares superiores à capacidade de pagamento de potenciais consumidores”, diz a manifestação.
Em junho, o STJ decidiu que as operadoras não são obrigadas a cobrir procedimentos médicos que não estão previstos na lista da ANS. A Segunda Seção do STJ entendeu que o rol de procedimentos definidos pela agência é taxativo, ou seja, os usuários não têm direito a exames e tratamentos que estão fora da lista.
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Após a decisão, diversos partidos políticos e entidades recorreram ao Supremo para derrubar a decisão. Para os recorrentes, o entendimento do STJ prejudica os pacientes, que podem ter tratamentos suspensos.
Nos dias 26 e 27 de setembro, o STF fará uma audiência pública para debater a questão. Não há prazo para decisão.
A lista de procedimentos e tratamentos obrigatórios da ANS foi criada em 1998 para estabelecer um mínimo de cobertura que não poderia ser negada pelos planos de saúde. O rol vem sendo atualizado desde então para incorporar novas tecnologias e avanços.
Desde então, é comum que usuários de plano de saúde busquem na Justiça o direito de as operadoras pagarem por procedimentos ou tratamentos que ainda não estejam previstos no rol da ANS.
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Rosane Rodrigues da Cunha
Assessoria de Comunicação