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Sexta, 09 Fevereiro 2024 11:34

CLIPPING AHPACEG 09/02/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

UEG retoma vestibular de medicina após 2 anos

IMAS anuncia plano de recuperação

Dengue eleva em 25% atendimentos em hospitais privados de Goiás

Crianças de 10 a 11 anos serão as primeiras a vacinar contra dengue

Avanços na medicina permitem vida próxima à normalidade para quem tem HIV

Aumento dos casos de sífilis no Brasil é alarmante, diz infectologista

Dentista denunciada por deformar mais de 20 pessoas em Goiânia é indiciada

TV SERRA DOURADA

UEG retoma vestibular de medicina após 2 anos

https://www.youtube.com/watch?v=pknqypylFr0

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IMAS anuncia plano de recuperação

https://www.youtube.com/watch?v=Wx_d_88XUV8

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A REDAÇÃO

Dengue eleva em 25% atendimentos em hospitais privados de Goiás

Os hospitais privados em Goiás registraram aumento de 25% no número de atendimentos por casos de dengue. O maior número está concentrado em Goiânia, onde um hospital tem 22 pacientes no pronto socorro, além de três internações.  Em outro hospital, em Caldas Novas, 10 pessoas eram atendidas no pronto atendimento, enquanto 5 estavam internadas. Os dados são da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), e se referem a esta quinta-feira (8/2). 

De acordo com o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, a previsão é que os números aumentem ainda mais nos próximos dias. Além disso, ele ressalta a preocupação em relação a um possível colapso na demanda de atendimento por dengue nos hospitais do Distrito Federal.

"Temos muito receio disso, porque lembramos que foi assim no início da pandemia de covid-19. Começou pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e depois sofremos o impacto do Distrito Federal. Estamos tomando todas as medidas necessárias para estarmos preparados, mas sem saber exatamente o que virá. Seria temerário dizer que estamos prontos para o que der e vier", disse. 

Estado de emergência 

O governo de Goiás declarou situação de emergência em saúde pública, em decreto publicado na noite de sexta-feira (3/2), depois que o Estado atingiu, por quatro semanas epidemiológicas consecutivas, a taxa de incidência de casos suspeitos de dengue acima do limite definido no Plano de Contingência Estadual para Arboviroses. O decreto autoriza medidas necessárias para evitar internações, casos graves e mortes. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), neste ano já foram registrados 22.275 casos de dengue e duas mortes, o que representa um aumento de 58% na comparação com o mesmo período de 2023.

O governador Ronaldo Caiado pediu que todos redobrem o cuidado para acabar com os criadouros do mosquito. “O lixo, a sujeira é o meio de proliferação do mosquito. Então, a limpeza deve continuar sendo feita. A responsabilidade é de todos nós", ressaltou. 

O secretário de Estado da Saúde, Rasível dos Reis, afirmou que o Governo de Goiás já desenvolve uma série de ações, como a abertura da Sala de Situação das Arboviroses e do Gabinete de Combate à Dengue, com o objetivo de monitorar a situação epidemiológica e apoiar os municípios nas iniciativas de combate ao mosquito. “O governador Ronaldo Caiado tem conclamado todos nossos esforços, com a participação dos municípios e da população nessa guerra pela vida, na qual todos temos responsabilidade”, disse Rasível, acrescentando que 56 municípios goianos estão em fase de emergência. 

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AGÊNCIA BRASIL

Crianças de 10 a 11 anos serão as primeiras a vacinar contra dengue

A previsão é que os 521 municípios, selecionados para realizar a imunização, recebam as doses para vacinar essa faixa etária até a primeira quinzena de março

O Ministério da Saúde iniciou nesta quinta-feira, 8, a distribuição das vacinas contra a dengue. A pasta informou ainda que o lote inicial será destinado à imunização de crianças de 10 a 11 anos.

A previsão é que os 521 municípios, selecionados para realizar a imunização, recebam as doses para vacinar essa faixa etária até a primeira quinzena de março.

Segundo o ministério, a vacinação irá avançar para outras idades assim que forem sendo entregues novas doses pelo fabricante da Qdenga, até alcançar todo o público-alvo de 10 a 14 anos.

“O início da vacinação por essa faixa etária [10 a 11 anos] é uma estratégia que permite que mais municípios recebam as doses neste primeiro momento, diante do quantitativo limitado de vacinas disponibilizadas pelo laboratório fabricante. A escolha pelo início da imunização nas crianças de 10 a 11 anos também é baseada no maior índice de hospitalização por dengue dentro da faixa etária de 10 a 14 anos”, diz o ministério, em nota.

O primeiro lote tem 712 mil doses que irão atender 315 municípios em Goiás, na Bahia, no Acre, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, em Mato Grosso do Sul, no Amazonas, em São Paulo, no Maranhão e no Distrito Federal.

O Distrito Federal e Goiás já receberam as doses. Os demais receberão nos próximos dias. No Distrito Federal, a vacinação terá início nesta sexta-feira (9).

“Com o recebimento das 6,5 milhões de doses disponíveis pelo laboratório em 2024, o Ministério da Saúde garantirá a vacinação de todo o público-alvo, de 10 a 14 anos, nos municípios selecionados, ao longo dos próximos meses, de forma progressiva”.

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JORNAL OPÇÃO

Avanços na medicina permitem vida próxima à normalidade para quem tem HIV

Remédios antiretrovirais para tratar o HIV e melhora no diagnóestico elevaram a expectativa de vida para quem tem a doença

A vida das pessoas que possuem o vírus da imunodeficiência humana (HIV) passou por diversas mudanças nas últimas décadas. Por conta dos avanços na medicina, a realidade de quem vive com o HIV é muito melhor do que a de quem tinha a doença há 40 anos. Hoje alguém com a doença pode ter uma vida considerada bem próxima à normalidade.

Segundo a infectologista Marília Turchi, isso é possível por conta dos grandes avanços envolvendo a medicação antirretroviral e diagnóstico. Ela conta que começou a trabalhar com o vírus na década de 1980 e era algo “assustador” durante a residência em São Paulo.

“Em 1985 vieram os primeiros testes de diagnóstico, antes as pessoas chegavam em estado avançado da doença, com perda de peso e pneumonia. Então não tinha como detectar de forma precoce e por isso o paciente já chegava debilitado. Por conta do quadro muito avançado, a letalidade era altíssima”, descreve a infectologista para o Jornal Opção.

Atualmente ela considera que o país hoje possui testes sanguíneos muito bons na rede pública e privada para detecção do HIV. Além de apontar que hoje existem tratamentos que não estavam disponíveis na época. “A primeira medicação era a Zidovudina, ela precisava ser tomada em doses altas e tinha efeitos colaterais considerados fortes”, conta.

Turchi conta que a mudança de cenário veio em 1996, com a ascensão dos antirretrovirais e dos coquetéis que combinam vários remédios. Uma combinação de remédios que não permite o HIV escapar das defesas imunológicas, impossibilitando a replicação do vírus.

“Com o salto na melhora dos medicamentos, a situação evoluiu ainda mais de lá para cá, os remédios avançaram e os tratamentos ficaram simplificados. Com o diagnóstico precoce, a pessoa pode viver uma vida normal. Fora que há protocolos de prevenção com profilaxia de pré-exposição para enfrentar possível contato com o vírus”, explica Turchi.

Por conta dos avanços no diagnóstico e tratamento, a expectativa de vida alguém com HIV mais do que dobrou durante as últimas décadas na América Latina. De acordo com a revista científica britânica The Lancet, a longevidade subiu de 31 anos para 69,5 anos.

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Aumento dos casos de sífilis no Brasil é alarmante, diz infectologista

Especialista reforça importância de medidas preventivas e de melhor comunicação com os mais jovens

Segundo o Ministério da Saúde, os casos de sífilis cresceram 23% nos últimos dois anos. Para a infectologista Marília Turchi, a falta de cuidados da população mais jovem explica o aumento no número de casos.

“Os jovens pensam que estão protegidos de todos os agravos da vida”, pontua Turchi, em entrevista ao Jornal Opção. “São capazes de andar de carro em velocidades mais elevadas, guiar uma moto sem capacete e não usar camisinha. Por isso é importante a mensagem da importância dos preservativos em todas as relações sexuais”, descreve.

A principal preocupação da infectologista é que a mensagem de prevenção chegue na população jovem. “Temos de reforçar essas informações com uma a linguagem adequada porque a sífilis pode não ter manifestação clínica e isso contribui para a transmissão. Também é interessante a realização de exames de sangue regulares”, destaca.

Por isso, ela também defende que as redes de saúde públicas e privadas ofereçam acesso rápido para testes, principalmente para grávidas. O rastreio de casos, principalemente para parceiros de quem foi diagnosticado, é fundamental para reduzir o número de casos.

Turchi explica que a sífilis pode ser contraída mais de uma vez. Como um diagnóstico anterior não imuniza contra a doença, é importante que todos os parceiros passem pelo tratamento. “Se apenas uma pessoa se curar da doença mas continuar se relacionando com alguém que não foi tratado, essa pessoa pode contrair a sífilis outra vez”, diz Marília Turchi.

De acordo com dados da Saúde, em 2021 foram registrados 80,7 casos por 100 mil habitantes no Brasil. Só que no ano seguinte, o número subiu para 99,2 casos. Esse aumento vem desde 2012, apenas reduziu em 2020 por conta da pandemia da Covid 19.

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Dentista denunciada por deformar mais de 20 pessoas em Goiânia é indiciada

Hellen Kacia Matias da Silva, de 45 anos, também irá responder por infrações contra a saúde pública e contra as relações de consumo

A dentista Hellen Kacia Matias da Silva, de 45 anos, foi indiciada pela Polícia Civil (PC) por deformar o rosto de pacientes após a realização de procedimentos estéticos, em Goiânia. Os trabalhos só poderiam ter sido feitos por cirurgiões plásticos. 

A dentista também vai responder por infrações contra a saúde pública e contra as relações de consumo. Ao todo, 21 pacientes procuraram a corporação para denunciar que sofreram lesões graves provenientes dos procedimentos com Hellen, que está presa desde 30 de janeiro. 

Em nota, a defesa da profissional disse que um pedido de soltura está sendo analisado. Os advogados afirmaram ainda que foram produzidos dois laudos de Auto de Corpo de Delito dos 21 pacientes ouvidos no inquérito. Destes, o primeiro não concluiu pela existência de lesão e o segundo apontou que a blefaroplastia foi feita por outra profissional.

Outros três dentistas também foram indiciados por exercício ilegal da medicina e por crimes contra o consumidor. Em nota, o Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) disse que “medidas administrativas pertinentes foram tomadas”.

Operação contra dentistas 

A prisão de Hellen aconteceu no dia 30 de janeiro, a partir de evidências de que ela deformou o rosto de pacientes ao realizar cirurgias estéticas expressamente proibidas pelo Conselho Federal de Odontologia, tais como: alectomia (redução do nariz); retirada de pele excessiva dos olhos (blefaroplastia); lipo de papada (face lifting) e outros.

A investigação teve início em setembro de 2023, após a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) ter recebido denúncias de que Hellen e outros três dentistas estavam exercendo ilegalmente a medicina. Os procedimentos estéticos feitos pela profissional eram anunciados nas redes sociais da dentista por valores abaixo do mercado, atingindo um grande número de pessoas.

Entre as quase 300 publicações, estão muitos vídeos e fotos que mostram resultados positivos dos procedimentos em vários pacientes e legendas como: “Já imaginou você sempre bela? É possível com um combo de procedimentos que valoriza sua beleza e promove rejuvenescimento”.

Dentista ministrava cursos 

Em outros posts nas redes sociais, Hellen divulgava cursos em que ensinava para outros profissionais da saúde técnicas de procedimentos que só podem ser feitos por cirurgiões plásticos, como face lifting. Além de vítimas de procedimentos realizados por Hellen, a Polícia Civil encontrou clientes insatisfeitos com resultados de procedimentos feitos por “alunos” da dentista.

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Assessoria de Comunicação

 https://aredacao.com.br/noticias/203992/dengue-eleva-em-25-atendimentos-em-hospitais-privados-de-goias

Estado enfrenta epidemia da doença | 08.02.24 - 18:12

Dengue eleva em 25% atendimentos em hospitais privados de Goiás (FOTO: AGÊNCIA BRASIL)
A Redação

Goiânia - 
Os hospitais privados em Goiás registraram aumento de 25% no número de atendimentos por casos de dengue. O maior número está concentrado em Goiânia, onde um hospital tem 22 pacientes no pronto socorro, além de três internações.  Em outro hospital, em Caldas Novas, 10 pessoas eram atendidas no pronto atendimento, enquanto 5 estavam internadas. Os dados são da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), e se referem a esta quinta-feira (8/2). 

De acordo com o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, a previsão é que os números aumentem ainda mais nos próximos dias. Além disso, ele ressalta a preocupação em relação a um possível colapso na demanda de atendimento por dengue nos hospitais do Distrito Federal.

"Temos muito receio disso, porque lembramos que foi assim no início da pandemia de covid-19. Começou pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e depois sofremos o impacto do Distrito Federal. Estamos tomando todas as medidas necessárias para estarmos preparados, mas sem saber exatamente o que virá. Seria temerário dizer que estamos prontos para o que der e vier", disse. 

Estado de emergência 
O governo de Goiás declarou situação de emergência em saúde pública, em decreto publicado na noite de sexta-feira (3/2), depois que o Estado atingiu, por quatro semanas epidemiológicas consecutivas, a taxa de incidência de casos suspeitos de dengue acima do limite definido no Plano de Contingência Estadual para Arboviroses. O decreto autoriza medidas necessárias para evitar internações, casos graves e mortes. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), neste ano já foram registrados 22.275 casos de dengue e duas mortes, o que representa um aumento de 58% na comparação com o mesmo período de 2023.
O governador Ronaldo Caiado pediu que todos redobrem o cuidado para acabar com os criadouros do mosquito. “O lixo, a sujeira é o meio de proliferação do mosquito. Então, a limpeza deve continuar sendo feita. A responsabilidade é de todos nós", ressaltou. 
O secretário de Estado da Saúde, Rasível dos Reis, afirmou que o Governo de Goiás já desenvolve uma série de ações, como a abertura da Sala de Situação das Arboviroses e do Gabinete de Combate à Dengue, com o objetivo de monitorar a situação epidemiológica e apoiar os municípios nas iniciativas de combate ao mosquito. “O governador Ronaldo Caiado tem conclamado todos nossos esforços, com a participação dos municípios e da população nessa guerra pela vida, na qual todos temos responsabilidade”, disse Rasível, acrescentando que 56 municípios goianos estão em fase de emergência. 
Quinta, 08 Fevereiro 2024 10:05

CLIPPING AHPACEG 08/02/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Saiba quais remédios são contraindicados em caso de suspeita de dengue

Brasil quer eliminar 14 doenças que atingem população vulnerável

Goiânia registra falta de vacina contra a dengue na rede privada

Sociedade Brasileira de Oncologia reforça posição contra cigarro eletrônico

Unidades de saúde registram aumento crescente de casos de dengue e Covid-19

Laboratório de Anápolis melhora índice de adesão à nova RDC 786/23

Setor produtivo da saúde alerta para impacto negativo da MP 1.202/2023

Conselho de Enfermagem define normas para parto domiciliar

Ao defender hospital verticalizado com Oncoclínicas, Sérgio Baiocchi desqualifica prestadores menores

AGÊNCIA BRASIL

Saiba quais remédios são contraindicados em caso de suspeita de dengue

Tratamento inclui analgésico, antitérmico e medicamento contra vômito

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) alertou, nesta quarta-feira (7), para os remédios contraindicados em caso de suspeita da doença. Segundo o Ministério da Saúde, do início deste ano até a última segunda-feira (5), a doença provocou 36 mortes no país.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da SBI, Alberto Chebabo, citou o ácido acetilsalicílico, ou AAS, conhecido popularmente como aspirina, entre os não recomendáveis, por se tratar de medicação que age sobre plaquetas. “Como já tem uma queda de plaquetas na dengue, a gente não recomenda o uso de AAS”, disse o médico. Corticoides também são contraindicados na fase inicial da dengue.

Segundo Chebabo, como a dengue é uma doença viral, para a qual não existe antiviral, os sintomas é são tratados. O tratamento básico inclui analgésico, antitérmico e, eventualmente, medicação para vômito. Os principais sintomas relacionados são febre, vômito, dor de cabeça, dor no corpo e aparecimento de lesões avermelhadas na pele.

O infectologista advertiu que, se tiver qualquer um dos sintomas, a pessoa não deve se medicar sozinha, e sim ir a um posto médico para ser examinada. “A recomendação é procurar o médico logo no início, para ser avaliada, fazer exames clínicos, hemograma, para ver inclusive a gravidade [do quadro], receber orientação sobre os sinais de alarme, para que a pessoa possa voltar caso tais sinais apareçam na evolução da doença”.

Os casos devem ser encaminhados às unidades de pronto atendimento (UPAs) e às clínicas de família.

Sintomas graves

Entre os sinais de alarme, Chebabo destacou vômito incoercível, que não para, não melhora e prejudica a hidratação; dor abdominal de forte intensidade; tonteira; desidratação; cansaço; sonolência e alteração de comportamento, além de sinais de sangramento. “Qualquer sangramento ativo também deve levar à busca de atendimento médico”, alertou. No entanto, a maior preocupação dever ser com a hidratação e com sinais e sintomas de que a pessoa está evoluindo para uma forma grave da doença.

Quanto ao carnaval, o infectologista disse os festejos não agravam o problema da dengue, porque não se muda a forma de transmissão, que é o mosquito Aedes aegypti. “Talvez impacte mais a covid do que a dengue, mas é mais uma questão, porque, no carnaval, há doenças associadas, que acabam aumentando a demanda dos serviços de saúde. Esta é uma preocupação”.

Entre os problemas relacionados ao carnaval, Chebabo destacou traumas, doenças respiratórias e desidratação, que podem sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde.

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O HOJE

Brasil quer eliminar 14 doenças que atingem população vulnerável

De 2017 a 2021, enfermidades causaram mais de 59 mil mortes no país

O governo federal pretende eliminar ou reduzir, como problema de saúde pública, 14 doenças e infecções que acometem, de forma mais intensa, populações em situação de maior vulnerabilidade social. Tais doenças são conhecidas como socialmente determinadas.

decreto que institui o programa Brasil Saudável foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, e publicado nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União.

Dados do ministério mostram que, entre 2017 e 2021, as doenças determinadas socialmente foram responsáveis pela morte de mais de 59 mil pessoas no Brasil. A meta é eliminar a malária, a doença de Chagas, o tracoma, a filariose linfática, a esquistossomose, a oncocercose e a geo-helmintíase, além de infecções de transmissão vertical, como sífilis, hepatite B, HIV e HTLV. 

O programa prevê ainda a redução da transmissão da tuberculose, da hanseníase, das hepatites virais e do HIV/aids. Ao todo, 14 ministérios devem atuar em diversas frentes, como enfrentamento da fome e da pobreza; ampliação dos direitos humanos; proteção social para populações e territórios prioritários; qualificação de trabalhadores, movimentos sociais e sociedade civil e ampliação de ações de infraestrutura e de saneamento básico e ambiental.

Municípios prioritários

A expectativa do governo federal é que grupos mais vulneráveis socialmente corram menos risco de adoecer e que pessoas atingidas pelas doenças e infecções abrangidas pela programa possam realizar o tratamento de forma adequada, com menos custo e melhor resultado.

O programa identificou 175 municípios como prioritários por possuírem altas cargas de duas ou mais doenças e infecções determinadas socialmente.

Análise

Para a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a ação é estratégica para o país e representa uma importante agenda. Na cerimônia de lançamento do Brasil Saudável, a ministra lembrou que as doenças determinadas socialmente, diferentemente do que muitos pensam, não são causadas pela pobreza, mas pela desigualdade. 

Em sua fala, Nísia lembrou que, quando se fala de determinantes sociais, fala-se também de determinantes étnico-culturais. Na avaliação da ministra, a desigualdade impacta não apenas as 14 doenças listadas pela pasta, mas todo tipo de enfermidade – desde doenças crônicas até o tratamento do câncer.  

Durante o evento, o diretor-geral da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, classificou o programa como ambicioso e destacou que as Américas têm grande liderança no mundo em relação à eliminação de doenças como varíola e malária. “Há avanços importantes na região.”

Jarbas lembrou que, infelizmente, a pandemia de covid-19 impactou negativamente todos os sistemas de saúde da região e que a iniquidade nas Américas continua tremenda. “É, talvez, a região mais desigual do mundo”, disse o diretor da Opas, ao citar que temos, ao mesmo tempo, a nação mais rica do planeta, os Estados Unidos, e países com graves crises sociais e políticas. 

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, também presente na solenidade, considerou a iniciativa muito importante e destacou o papel dos movimentos sociais. “Vão dar energia a esse plano”, disse Adhanom. “Não pode ser feito somente pelo governo”, completou. 

“Este plano é audacioso. Realmente audacioso. Meu tipo de plano favorito, brincou.

Articulação

Coordenado pelo Ministério da Saúde, o Brasil Saudável terá ações articuladas com as pastas da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; dos Direitos Humanos e Cidadania; da Educação; da Igualdade Racial; da Integração e Desenvolvimento Regional; da Previdência Social, do Trabalho e Emprego; da Justiça e Segurança Pública; das Cidades; das Mulheres; do Meio Ambiente e Mudança do Clima e dos Povos Indígenas.

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A REDAÇÃO

Goiânia registra falta de vacina contra a dengue na rede privada

A procura pela vacina contra a dengue na rede privada de Goiânia disparou nas últimas semanas, impulsionada pelo aumento no número de casos da doença. No entanto, as unidades particulares que ofereciam o imunizante na capital registram falta do produto. A reportagem do jornal A Redação entrou em contato com representantes de 4 clínicas particulares de Goiânia e todas informaram que estão sem estoque e sem previsão de reabastecimento, conforme informações repassadas pela farmacêutica Takeda, que produz a vacina contra a dengue (Qdenga).

As doses do imunizante na rede privada eram vendidas por valores entre R$ 400 e R$ 460. A aplicação deve ser feita em 2 doses. A falta do imunizante gera ainda mais apreensão em um momento crítico da epidemia em Goiás. O Estado já registrou mais de 27 mil casos de dengue, com 3 óbitos confirmados, só em 2024. 

Há uma expectativa pela vacinação contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda não há um calendário definido pelo Ministério da Saúde para o início das aplicações.  A famacêutica japonesa que produz a vacina emitiu um comunicado na segunda-feira (5/2) para informar a decisão de priorizar o atendimento aos pedidos do Ministério da Saúde no fornecimento dos imunizantes. De acordo com o comunicado, a empresa suspendeu a assinatura de contratos diretos com estados e municípios e vai limitar o fornecimento da vacina na rede privada apenas para suprir o quantitativo necessário para as pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante completem o esquema vacinal com a segunda dose, após um intervalo de três meses.

A vacina Qdenga teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. O processo permite a comercialização do produto no Brasil, desde que mantidas as condições aprovadas. Em dezembro, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do insumo no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na próxima semana, as doses começam a ser distribuídas a 521 municípios selecionados pelo Ministério da Saúde para iniciar a vacinação na rede pública. As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença. Serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue, atrás apenas dos idosos. 

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Sociedade Brasileira de Oncologia reforça posição contra cigarro eletrônico

Está aberta até a próxima sexta-feira (9/2) uma consulta pública proposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o objetivo de coletar opiniões de especialistas e representantes da sociedade civil sobre a regulamentação dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), como vapes e outros cigarros eletrônicos. Neste contexto, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) reforça sua posição contra a disponibilização, distribuição ou comercialização de DEFs, “seja de maneira recreativa ou como método terapêutico para redução de tabagismo, e encara com imensa preocupação o consumo desses produtos no país”.
 
De acordo com o estudo Risco de iniciação ao tabagismo com o uso de cigarros eletrônicos: revisão sistemática e meta-análise, conduzido pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) e publicado em 2022, o uso de cigarros eletrônicos aumenta em mais de três vezes o risco de experimentação do cigarro tradicional.
 
Além de servir como uma porta de entrada para o consumo de tabaco, o coordenador do Comitê de Tumores Torácicos da SBOC e oncologista clínico, Dr. William Nassib William Júnior, alerta sobre a presença de nicotina nos dispositivos, considerada uma substância altamente viciante: “Além de não ser um método seguro para quem quer parar de fumar, os cigarros eletrônicos também causam dependência e outros problemas de saúde”, comenta.
 
Segundo o especialista, diversas pesquisas demonstram que o uso de tais dispositivos está associado ao risco aumentado para doenças pulmonares e cardiovasculares, exacerbação de asma, tosse, dispneia e inflamações pulmonares perigosas.
 
Dr. William esclarece que até o momento não existe ligação comprovada entre o uso de cigarros eletrônicos e o desenvolvimento de câncer porque o hábito ainda é recente, portanto, não houve tempo suficiente para os estudos detectarem esta relação. No entanto, o fato de não haver essa comprovação não significa que ela não exista. O especialista explica que no caso do cigarro tradicional foram necessárias décadas de estudos e a morte de milhares de pessoas por câncer antes que esta associação fosse estabelecida.
 
Ele ainda destaca que diversas substâncias presentes nos dispositivos são conhecidas por serem cancerígenas. “Embora a quantidade dessas substâncias seja aparentemente menor em comparação com os cigarros tradicionais, isso não significa que os cigarros eletrônicos sejam seguros”, enfatiza o oncologista.
 
Em 9 de maio de 2022, representantes de 49 entidades médicas, dentre elas a SBOC, assinaram documento contra a liberação dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), disponível no link.
 
A SBOC espera que o governo federal adote medidas eficientes contra a regulamentação dos cigarros eletrônicos em respeito à saúde da população, e enxerga a possível liberação da comercialização dos dispositivos como um retrocesso de décadas de esforços da política de controle do tabaco.
 
Proibição no Brasil
Desde 2009, a Anvisa proibi a fabricação e a comercialização de cigarros eletrônicos no Brasil, o que torna o produto ilegal no país. Sem a regulamentação, não há fiscalização sobre a composição, procedência ou até mesmo a segurança para o uso de cigarros eletrônicos.
 
Segundo pesquisa recente apresentada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), mais de 2 milhões de brasileiros afirmaram ter usado o dispositivo com o objetivo de deixar o cigarro tradicional, e outros 6 milhões de pessoas fumantes disseram já ter experimentado o cigarro eletrônico em algum momento.

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TV SERRA DOURADA

Unidades de saúde registram aumento crescente de casos de dengue e Covid-19

https://www.youtube.com/watch?v=hubIngDJKTU

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SAÚDE BUSINESS

Laboratório de Anápolis melhora índice de adesão à nova RDC 786/23

Plataforma e insights ajudaram a instituição a passar pela fiscalização da VISA sem nenhum apontamento de não conformidade

As fiscalizações da Vigilância Sanitária são uma situação bastante temida e complexa para muitos laboratórios. Isso se tornou um motivo de ainda mais atenção com a entrada em vigor, em agosto de 2023, da RDC 786/23. Mas não para o Laboratório Evangélico de Anápolis (Goiás).

Fundado no final da década de 1930, tornou-se uma empresa autônoma, atendendo a vários hospitais, bem como à comunidade Anapolina e região, com as seguintes especialidades: Bioquímica, Hematologia, Imunologia, Parasitologia, Microbiologia e Urinálise. Com o lema “paixão por servir”, segue pautado no comprometimento com a ética, a transparência e o rigoroso controle de qualidade nos seus processos.

Assim, para estar em total conformidade com os requisitos da norma e preparado para receber com tranquilidade os órgãos reguladores durante uma fiscalização, o Laboratório Evangélico contou o apoio da Shift para a padronização de alguns processos. Em conjunto com gerência técnica do Laboratório Evangélico, eles avaliaram diversos aspectos relacionados a transporte de amostras, adequação dos contratos com os laboratórios de apoio, gestão e criação de documentos, gerenciamento de tecnologias e, principalmente, gestão de indicadores de desempenho.

Déborah Simões, responsável técnica do Laboratório Evangélico, explica que o trabalho partiu de um diagnóstico gratuito, usando uma metodologia exclusiva - a calculadora de aderência à RDC 786/23, que, com base no score disponibilizado, identificou oportunidades de melhorias e aumentou o índice de adesão à nova legislação. 

É o caso, por exemplo, da gestão dos indicadores de desempenho de processos críticos do laboratório, que não eram realizados pela instituição. Hoje o cenário mudou. Os indicadores essenciais para o dia a dia dos centros diagnósticos, tais como insucesso na comunicação de resultados críticos, atrasos de resultados e retificações de laudos, que contribuem para a satisfação e segurança dos pacientes, são acompanhados e analisados mensalmente.

Além disso, foram apresentados vários recursos disponíveis na plataforma tecnológica da Shift para a melhoria de processos vigentes no laboratório, culminando em um melhor gerenciamento dos resultados críticos, notificações compulsórias e comunicação de atraso de exames para os pacientes.

Déborah conta que os impactos positivos puderam ser sentidos logo na primeira visita da vigilância sanitária, ainda durante o projeto. “A fiscalização da VISA ocorreu de forma leve e tranquila, pois estávamos seguros em nossas atividades. Ao final, alcançamos o resultado desejado, que foi a liberação do alvará sanitário.”

O fiscal visitou alguns processos trabalhados, como o transporte de amostras biológicas, a adequação dos contratos com laboratórios parceiros e o organograma do laboratório. “Outro ponto importante a destacar é que, nesta fiscalização, não foram deixadas não conformidades pela VISA”, complementa Giani Ribeiro, consultora Shift responsável pelo projeto.

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Setor produtivo da saúde alerta para impacto negativo da MP 1.202/2023

Uma nota conjunta assinada por 11 associações que representam o setor produtivo da saúde, entre elas a Aliança Brasileira da Indústria Inovadora da Saúde (ABIIS), expressa preocupações em relação à Medida Provisória nº 1.202/2023, publicada no Diário Oficial da União, no último dia útil de 2023. Entre as questões de destaque está a restrição à compensação de créditos tributários provenientes de decisões judiciais transitadas em julgado, que já está em vigor.

 A limitação afeta os titulares de créditos calculados em valor superior a R$ 10 milhões, os quais devem observar o limite mensal de compensação estabelecido por ato infralegal do Ministério da Fazenda. Caso seja apurado um débito superior ao limite estabelecido, a diferença deverá ser recolhida pelo contribuinte, mesmo que haja crédito remanescente. O manifesto alerta que “a decisão impacta diretamente as empresas, que após longos períodos de espera por decisões judiciais definitivas, traçaram o seu planejamento financeiro considerando o aproveitamento de forma irrestrita dos valores recolhidos indevidamente pela União, como autorizado pela legislação então vigente. O efeito imediato nas finanças das empresas, que poderão sofrer prejuízos significativos com o desembolso de valores não previstos, contribui expressivamente para um cenário negativo no ambiente econômico, devido à considerável insegurança jurídica gerada”.

As 11 entidades reconhecem a importância de equilibrar as contas públicas, mas é essencial avaliar os impactos sociais e econômicos. E destacam preocupações quanto à conformidade da medida com os princípios constitucionais tributários, abrangentes da justiça fiscal, igualdade, segurança jurídica, certeza de direito e a possível violação do princípio da reserva legal e do direito de propriedade, diante da limitação à fruição do crédito.

Abifina, Abiis, Abimed, Abimo, Abraidi, Alanac, CBDL, Grupo FarmaBrasil, Interfarma, PróGenéricos e Sindusfarma solicitam que o Congresso Nacional não aprove a referida Medida Provisória em seu texto atual e pedem para o Poder Executivo retirá-la, “considerando, se necessário, o encaminhamento de um Projeto de Lei que propicie uma discussão mais abrangente e aprofundada sobre o tema”, afirma o documento conjunto.

A mesma MP trata ainda da reoneração da folha de pagamentos e da revogação do benefício do PERSE.

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MEDICINA S/A

Conselho de Enfermagem define normas para parto domiciliar

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) estabeleceu normas para a atuação de enfermeiros obstétricos e obstetriz – profissional responsável pela assistência à mulher da gestação ao puerpério – no parto domiciliar planejado. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, além de autorizar e orientar a participação dos profissionais, estabelece os equipamentos necessários ao procedimento.

Entre as medidas, a resolução destaca o caráter privativo de atuação desses profissionais como representantes da equipe de enfermagem no parto domiciliar, além de reforçar a necessidade de qualquer equipe médica, ou não, contratada para realizar o procedimento, deverá ter uma responsável técnica de enfermagem registrada no Coren.

O documento foi baseado nas orientações da assistência ao parto normal, estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual considera que a mulher “deve dar à luz num local onde se sinta segura, e no nível mais periférico onde a assistência adequada for viável e segura. A atuação dos profissionais também é ressaltada, uma vez que “no Brasil, a redução da mortalidade materna está relacionada à ampliação da oferta da saúde reprodutiva, e uma assistência obstétrica qualificada e segura no campo do parto e nascimento”

Norma

Em norma técnica foram atribuídas competências para a assistência segura de enfermagem obstétrica para mulheres e seus filhos atendidos em domicílio, incluindo avaliação contínua do risco obstétrico e o acompanhamento em caso de transferência do parto para instituição hospitalar.

O período de 45 dias de acompanhamento do puerpério e a obrigatoriedade de permanência no domicílio foram estabelecidos em, no mínimo, três horas após a realização do parto.

Aos profissionais de enfermagem foram atribuídas a sistematização do procedimento, a avaliação sobre a adequação do domicílio e a organização dos recursos necessários. Também foram autorizadas a prescrição de medicamentos, a solicitação de exames e a atuação da coleta de sangue do cordão umbilical e da placenta.

O fornecimento da Declaração de Nascido Vivo é considerada medida de assistência integral no parto domiciliar, que pode ser prestada por enfermeiros obstétricos e obstetriz.

As normas trazem ainda orientações administrativas aos profissionais, como a necessidade de pactuação de um contrato formal de prestação de serviço e um modelo de termo de consentimento livre e esclarecido para ser assinado pela cliente, na contratação do serviço. 

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JORNAL OPÇÃO

Ao defender hospital verticalizado com Oncoclínicas, Sérgio Baiocchi desqualifica prestadores menores

Baiocchi defende, ao longo de uma reunião, a instalação de novo hospital e chega a se referir aos hospitais locais credenciados como “muquifos”

Com a condução do médico Sérgio Baiocchi, a Unimed Goiânia parece ter negociado a entrada da Cooperativa em um empreendimento conjunto, por meio de joint venture, com o grupo de oncologia Oncoclínicas&CO para a instalação – já confirmada – de um hospital geral na capital goiana.

Com participação majoritária na gestão e credenciada à Unimed, o centro oncológico do grupo contaria com redirecionamento de todos os atendimentos e procedimentos da especialidade.

Desde a oferta inicial de ações no mercado, em agosto de 2021, a Oncoclínicas já comprou mais de 25 empresas pelo Brasil e realizou parceria com a Unimed Nacional em unidades oncológicas em São Paulo, Brasília e Salvador, chegando a 75% de participação societária.

Em um evento da Cooperativa, em fevereiro de 2023, Sérgio anunciou seu plano de ter um hospital próprio de média e alta complexidade, em parceria com uma empresa do setor. O anúncio foi feito no mês seguinte após o Bradesco BBI publicar nota de mercado divulgando a construção de um hospital de 320 leitos em Goiânia, em joint venture com a Unimed local.

De acordo com informações coletadas pela reportagem do Jornal Opção, em reunião recente com Sérgio Baiocchi, alguns prestadores de serviços confrontaram o presidente da Unimed sobre as tratativas com a Oncoclínicas para a construção do hospital verticalizado.

Os presentes questionaram o que havia de sólido na história da negociação com a Oncoclínicas e argumentaram que os hospitais de Goiás – que tem a atuação de mais de 1200 médicos cooperados -, eram qualificados e equipados para atender às demandas dos pacientes.

Apesar de concordar com a fala e dizer que “havia apenas uma proposta de credenciamento por parte de um bilionário ligado à Oncoclínicas”, Baiocchi defende, ao longo da reunião, a instalação do novo hospital e chega a se referir aos hospitais locais credenciados como “muquifos”.

[A Oncoclínica vai ser] um grande hospital, geral, de ponta, é o que a gente está precisando! Sair desses muquifos

O presidente da Unimed Goiânia segue com os comentários e desqualifica os prestadores de serviço locais da operadora, revelando, ainda, o que faria caso fosse o dono dela.

Se essa empresa fosse minha, muitos prestadores já não estariam aqui. 60 por cento de prestadores não fazem serviço que presta

O novo hospital em Goiânia está previsto para ser construído em uma área de 34 mil metros quadrados, em uma área na rua Professor Alfredo de Castro, no Conjunto Fabiana, próximo à Àrea 2 da PUC Goiás. Conforme o Fato Relevante divulgado pela Oncoclínicas, serão 320 leitos para internações, 18 salas para cirurgias de alta complexidade e um investimento total de R$ 145 milhões, com previsão de conclusão em 2027.

As conversas que estariam em andamento são para a entrada da Unimed Goiânia em joint venture, porém, com uma participação de 25% contra 75% da Oncoclínicas. Na prática, os atendimentos oncológicos seriam integralmente redirecionados pela Unimed Goiânia para o Cancer Center com o tabelamento da Unimed consequentemente inviabilizado, uma vez que o poder de regulação e voto da cooperativa passaria a ser drasticamente reduzido.

O modelo de parceria, 25% x 75%, seria, inclusive, o mesmo adotado em alguns estados onde a Oncoclínicas adquiriu cotas de Unimeds locais após as singulares passarem por dificuldades financeiras ou quebrar (como Brasília, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro).

Atualmente, Sérgio Baiocchi é conselheiro da Unimed Nacional, e comenta-se que, com a parceria, seu objetivo é, ao final das contas, capitalizar a proximidade da Oncoclínicas com Unimed Nacional para ocupar cargo na Executiva.

A reportagem entrou em contato com a Unimed Goiânia para saber qual o andamento das negociações com a Oncoclínicas e aguarda um retorno. O espaço permanece aberto.

Briga com hospitais locais e acionamento do Cade

Em agosto de 2022, em busca de liquidar uma perda de R$ 85 milhões da Unimed Goiânia e que colocava a gestão à mercê de sanções da ANS, Sérgio Baiocchi se reuniu com representantes da Ahpaceg e propôs uma doação da cobertura de custos de medicamentos, procedimentos e clínica pelo período de cinco meses.

O objetivo, conforme explanado para os representantes dos hospitais de alta complexidade, era economizar R$ 17 milhões mensais e saldar a dívida milionária da cooperativa e, nas palavras de Baiocchi, a intenção era “chegar no 0 a 0” no final do ano.

A Ahpaceg decidiu não aceitar, mesmo que indiretamente, bancar o financiamento de R$ 85 milhões solicitado por Baiocchi.

A recusa da Ahpaceg teria motivado, então, Sérgio Baiocchi a acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a associação.

No inquérito instaurado pelo Cade, a Unimed Goiânia alega que a Ahpaceg e seus associados agiam “coletivamente na negociação” e boicotavam “mudanças de procedimentos propostas” pela operadora de plano de saúde.

Na reunião à qual a reportagem obteve informações, Baiocchi comenta sobre o acionamento do Cade e afirma que “está trabalhando para resolver o problema, mas que precisa ser logo, porque a turma vai mudar”. Vale destacar que não é possível ‘retirar’ uma denúncia do Cade após que a mesma é feita. A alternativa seria uma proposta de acordo entre as partes.

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Assessoria de Comunicação

AHPACEG NA MÍDIA

 

Acesse e confira a entrevista do presidente Haikal Helou à TV Serra Dourada. Ele aborda o aumento dos atendimentos por dengue na rede privada.

TV SERRA DOURADA

Unidades de saúde registram aumento crescente de casos de dengue e Covid-19

 

https://www.youtube.com/watch?v=hubIngDJKTU

Em entrevista ao jornal O Hoje, Haikal Helou, presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), observa que a mudança do limite de barulho durante a noite na capital, prevista no novo Código de Posturas de Goiânia, é extremamente negativa para os pacientes da rede hospitalar.

Ele ressalta que todos os hospitais da capital estão em bairros residenciais e essa mudança tem um potencial enorme de trazer desconforto aos pacientes, que já se encontram fragilizados, podendo piorar o estresse ao qual já estão naturalmente submetidos e prejudicar a sua recuperação.

A Ahpaceg espera que o município reavalie essa mudança. Caso contrário, se perceber uma piora na poluição sonora, a Associação poderá adotar medidas legais para preservar a tranquilidade dos pacientes.

 

MIDIA

 

 

Quarta, 07 Fevereiro 2024 08:46

CLIPPING AHPACEG 07/02/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Donos de hospitais privados de Goiás temem colapso por avanço da dengue

Estados em emergência contra dengue estão sem vacina na rede privada

Influencer perde parte de lábio após harmonização facial com PMMA: "Fui enganada"

Governo de Goiás retoma vestibular de Medicina da UEG

Vacina contra dengue: entenda porque idosos precisam de receita médica

MP entra com ação civil contra Prevent Senior por assédio moral

Crianças estão entre os mais fragilizados pelos sintomas da dengue

A REDAÇÃO

Donos de hospitais privados de Goiás temem colapso por avanço da dengue


Caroline Louise

Goiânia - Representantes de hospitais privados de Goiás temem o colapso das unidades de saúde devido ao crescimento dos números de internações e atendimentos por conta de dengue, zika e chikungunya nas últimas semanas. "Os números ainda estão sendo contabilizados, mas houve um aumento significativo. Disso não temos dúvidas", afirma o presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou, em entrevista ao jornal A Redação, nesta terça-feira (6/2). 
 

Helou alertou ainda que o colapso dos hospitais públicos e privados no Distrito Federal por conta da dengue é preocupante e pode ter reflexos no Estado. "Temos muito receio disso, porque lembramos que foi assim no início da pandemia de covid-19. Começou pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e depois sofremos o impacto do Distrito Federal. Estamos tomando todas as medidas necessárias para estarmos preparados, mas sem saber exatamente o que virá. Seria temerário dizer que estamos prontos para o que der e vier", acrescenta. 

Goiás já decretou situação de emergência em saúde pública devido aos casos de dengue. Para se ter uma ideia, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, em janeiro deste ano foram mais de 22 mil casoss notificados. Diante do cenário, a presidente pede a colaboração da população no sentido de evitar a proliferação do mosquito aedes aegypti, o transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. É importante também que os grupos indicados se vacinem contra a doença. "Os casos mais graves estão sendo registrados em adolescentes e jovens. Diferentemente do início da pandemia de covid-19, que era algo completamente novo para todos, essa ‘praga’ nós conhecemos bem e sabemos como prevenir, é preciso que a população contribua, ajudando na prevenção", finaliza.

Distrito Federal 
Neste ano, mais de 47 mil casos de dengue foram notificados no Distrito Federal. A proximidade de Goiânia com Brasília tem preocupado as autoridades em saúde, já que os hospitais públicos e privados do DF entraram em colapso devido ao aumento nos números de atendimentos e internações. As instituições encontram-se sobrecarregadas devido ao aumento constante da demanda por atendimento. 

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PODER 360

Estados em emergência contra dengue estão sem vacina na rede privada


A busca pela imunização contra dengue no Brasil na rede privada -aplicada no Brasil desde o 2º semestre de 2023- disparou nos últimos meses. Em um cenário de crescimento constante do número de infecções, vacinas estão em falta em clínicas e farmácias nas unidades da federação que declararam emergência para a doença: Distrito Federal, Acre, Minas Gerais e Goiás.

Um levantamento feita pelo Poder360 mostra que já não há mais imunizantes nas principais redes vacinais com unidades nos 3 Estados e no DF. A maioria não tem previsão sobre quando voltará a comercializar as doses.

No mês de janeiro de 2024, foram aplicadas 133 doses da Dengvaxia e 4.923 doses da Qdenga em cerca de 280 clínicas particulares pesquisadas, conforme dados da ABCVac (Associação Brasileira de Clínicas de Vacina). A procura pelas duas vacinas aumentou em 67% em relação a dezembro de 2023.

Há duas vacinas disponíveis no mercado:

Qdenga - do laboratório japonês Takeda. Com registro aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2023, é o imunizante escolhido pelo Ministério da Saúde para a vacinação na rede pública. e;

Dengvaxia - da farmacêutica francesa Sanofi. Comercializada desde 2016, teve registro aprovado em 2015. Tem uso mais restrito com aplicação recomendada somente em quem já foi infectado pela dengue.

Na 2ª feira (5.fev), a Takeda informou que irá restringir, por tempo indeterminado, a distribuição de vacinas para a rede privada. Os esforços para a produção de imunizante estarão concentrados em apoiar o SUS e o Ministério da Saúde na distribuição das doses "de forma integral e gratuita" à população brasileira.

A Dengvaxia, que, portanto, seguirá como única comercializando as doses, não informou quanto está sendo disponibilizado às clínicas. "A demanda pelo imunizante nas clínicas, até o momento, está alinhada à média de vendas anuais do produto", disse a este jornal digital.

Depois do anúncio, o Poder360 procurou as principais redes clínicas e laboratórios que trabalham com a aplicação de vacinas e estão presentes em DF, AC, MG e GO. Também foram consideradas empresas com unidades em São Paulo, com maior número de casos depois de Minas Gerais, e o Rio de Janeiro, onde a capital reconheceu cenário epidêmico de dengue.

Sabin Diagnóstico e Saúde (DF, MG, GO e SP) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento;

Grupo Fleury / a+ Medicina Diagnóstica (DF, SP e RJ) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento;

Sírio Libanês (DF e SP) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento;

Labi Exames (SP e RJ) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento;

Grupo Dasa (DF, MG, SP, RJ) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento;

Hermes Pardini (MG e SP) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento.

Também foram consultadas clínicas locais de menor porte:

Richet, Medicina & Diagnóstico (RJ) - apenas 2ª dose em estoque;

Laboratório Lustosa (MG) - vacinas fora de estoque, previsão de recebimento depois do Carnaval;

Climep Vacinas (MG) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento;

Laboratório Raquel Pitchon (MG) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento;

Laboratório Citocenter (GO) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento;

Vaccine Care (GO) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento;

Cedipi (GO) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento;

AlergoYmune (AC) - vacinas fora de estoque, previsão de recebimento depois do Carnaval;

ImunoClínica Vacinas (AC) - vacinas fora de estoque, sem previsão de recebimento.

No levantamento feito, doses disponíveis foram encontradas apenas na Amo Vacinas (GO).

Os imunizantes também são escassos nas principais redes de farmácia do país. Na Drogaria São Paulo, a compra Dengvaxia e a Qdenga requer agendamento. A situação é a mesma na Drogasil. Dentre as grandes drogarias, há disponibilidade da Qdenga somente na PagueMenos e na Extrafarma - os preços variam de R$350 a R$400 a dose.

A Dengvaxia é encontrada somente em redes menores por custo em torno de R$250.

COMO FUNCIONA A IMUNIZAÇÃO

Inicialmente, a vacinação pelo SUS, prevista para começar nas próximas semanas, terá como público-alvo pessoas de 10 a 14 anos. Na rede privada, as doses podem ser aplicadas dos 4 aos 60 anos.

Eis as diferenças entre as vacinas:

faixa etária - Qdenga: 4 a 60 anos x Dengvaxia: 9 a 45 anos

esquema vacinal - Qdenga: 2 doses aplicadas num intervalo de 3 meses x Dengvaxia: 3 doses aplicadas num intervalo de 6 meses;

preços - Qdenga: R$350 a R$400 a dose x Dengvaxia: R$200 a R$250 a dose.

Ambas apresentam proteção aos 4 sorotipos da dengue conhecidos até então: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

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DIÁRIO DA MANHÃ

Influencer perde parte de lábio após harmonização facial com PMMA: "Fui enganada"

"Vida social acabou", desabafou a mulher de 35 anos em entrevista.

Uma influenciadora de 35 anos vive um momento delicado após realizar procedimentos de preenchimento labial e harmonização facial. EM entrevista à Glamour, Mariana Michelini revelou que teve uma uma reação à substância aplicada e perdeu parte do lábio superior.

De acordo com a mulher, ela acreditava que a médica havia realizado o procedimento usando usado apenas ácido hialurônico. No entanto, após a grave reação no lábio, ela fez uma biópsia e descobriu que tinha PMMA [polimetilmetacrilato] no seu rosto.

"Eu era influenciadora digital e modelo, a harmonização foi em troca de divulgação. Fiz para ajudar a profissional. Até então seria o ácido hialurônico, não fui informada de nada, nem riscos. Ela [a profissional] não abriu na minha frente a embalagem, cheguei [na clínica] e já estava pronto. Foi na confiança. Não assinei nada, não vi nada. Seis meses depois tive a reação", iniciou ela.

"Após seis meses eu simplesmente acordei e estava com o meu lábio gigante. Foi um desespero total. O PMMA [polimetilmetacrilato] subiu no meu buço e destruiu o meu lábio. Ele ficou todo duro e aí precisei ir para Porto Alegre com um especialista", continuou Mariana.

O polimetilmetacrilato (PMMA) é uma substância plástica de caráter permanente, utilizada como preenchedor, às vezes de forma indiscriminada em função de seu baixo custo, podendo gerar reações adversas locais imprevisíveis, que geralmente surgem anos após a aplicação.

Ainda na entrevista, a influenciadora revelou que sua vida social acabou e que não sai de casa sem máscara. "Não saio sem máscara, sinto um mix de sentimentos. Até cheguei a sair aqui na minha cidade um dia sem máscara em um show, mas senti muita vergonha, mesmo as pessoas sabendo de mim. A minha fé foi que me sustentou, busquei muito a Deus e tenho certeza que graças a ele pude ter ajuda de todos os profissionais que estão cuidando de mim", lamentou.

Mariana Michelini contou que chegou a ter consultas dermatológicas, mas o tratamento com antibióticos e corticoides não teve efeito. Após exames, descobriu ter micro plásticos em seu rosto, especialmente no buço.

Com isso, o dermatologista recomendou a remoção de toda a região do lábio. “Foi necessária a remoção do lábio e buço, pois o material estava todo duro e grudado no músculo. No queixo também foi feita a remoção e um enxerto”, finalizou.

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Governo de Goiás retoma vestibular de Medicina da UEG

Inscrições para o certame já estão abertas e seguem até 5 de março. Ao todo, são oferecidas 30 vagas para a unidade universitária de Itumbiara

O governo de Goiás, por meio da Universidade Estadual de Goiás (UEG), publicou na segunda-feira (5/02) o edital para o Processo Seletivo Vestibular UEG 2024/2 – Curso de Medicina, a ser ofertado na unidade universitária de Itumbiara. Ao todo, são ofertadas 30 vagas. As inscrições podem ser feitas até 5 de março, exclusivamente pelo site www.vestibular.ueg.br.

O governador Ronaldo Caiado comemorou a retomada do vestibular, que ocorre após toda uma reestruturação do curso. “Vamos agora para um vestibular de uma faculdade de Medicina capaz de formar jovens competentes, padrão de excelência, padrão do Governo de Goiás” disse. “Mas para isso se tornar uma realidade, tivemos que construir toda uma estrutura, como também contratar e já nomear técnicos e professores”, completou o governador.

A taxa de inscrição do vestibular é de R$ 180, sendo isenta para titulares ou dependentes no Cadastro Único para os Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e doadores de sangue, medula óssea e leite materno. A isenção deve ser solicitada até 14 de fevereiro.

Há vagas reservadas ao sistema de cotas, voltadas a candidatos que comprovadamente sejam oriundos de rede pública de educação básica, negros, indígenas ou pessoas com deficiência. São oferecidas ainda duas vagas suplementares aos quilombolas.

As provas serão aplicadas no dia 28 de abril, em Goiânia e Itumbiara. O resultado final do certame será divulgado em 21 de junho e o início das aulas ocorrerá no mês de agosto. Confira o edital do processo seletivo em www.vestibular.ueg.br.

Reestruturação

Para a retomada do vestibular de Medicina, o curso foi totalmente remodelado, com nova matriz curricular tendo sido elaborada e aprovada.

Entre os investimentos realizados estão a realização de três concursos públicos para docentes e técnicos de laboratório; construção, ampliação e reforma de laboratórios e espaços necessários ao curso; e aquisição de equipamentos, insumos, simuladores e mobiliários.

Também foram realizadas parcerias com a prefeitura de Itumbiara e com o Sistema Único de Saúde, além de firmados convênios para viabilizar o internato nas redes municipal e estadual de saúde e em hospital privado.

O reitor da UEG, Antonio Cruvinel, destacou que a Universidade tem o compromisso com a excelência acadêmica e o desenvolvimento do estado de Goiás, assim como com a formação de cidadãos socialmente comprometidos e profissionais que possam atuar no mundo do trabalho com humanidade e ética.

“Nos últimos anos, empreendemos todos os esforços para que o curso fosse reestruturado a fim de que pudéssemos voltar a ofertar vagas para a formação desses profissionais que tanto são necessários a toda a humanidade”, explicou o reitor.

Serviço - Vestibular UEG 2024/2 - Curso de Medicina

Período de inscrições: até 5 de março

Período de solicitação de isenção da taxa de inscrição: até 14 de fevereiro

Data das provas: 28 de abril

Inscrições: www.vestibular.ueg.br

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AGÊNCIA BRASIL

Vacina contra dengue: entenda porque idosos precisam de receita médica

Brasília - A população idosa concentra, atualmente, as maiores taxas de hospitalização por dengue no Brasil. O grupo, entretanto, ficou de fora da faixa etária considerada prioritária para receber a vacina contra a dengue por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque a própria bula da Qdenga estipula que o imunizante é indicado somente para pessoas com idade entre 4 e 60 anos. Ainda assim, em laboratórios particulares, o imunizante é aplicado em idosos, desde que seja apresentado pedido médico.

A pergunta é: há risco para o idoso que recebe a vacina? O geriatra Paulo Villas Boas explicou que a bula da Qdenga não inclui pessoas acima de 60 anos porque não foram feitos estudos de eficácia nessa faixa etária. O membro do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia destacou, entretanto, que a dose foi liberada para toda a população acima de 4 anos pela Agência Europeia de Medicamentos e a Agência Argentina de Medicamentos.

“Em médio prazo, acredito que haverá uma discussão sobre a liberação da vacina contra a dengue para a população com mais de 60 anos”, disse. “No presente momento, os idosos não são elegíveis. Se a dose for utilizada na população com mais de 60 anos, mesmo que seja recomendada por um médico, é considerado o que a gente chama de prescrição off label, ou seja, que não consta na liberação oficial. Alguns medicamentos são prescritos assim porque há estudos que mostram benefício.”

“Existe essa possibilidade da prescrição off label. Mas o que está acontecendo no Brasil hoje em dia? Há uma demanda muito grande da população idosa com desejo de se vacinar contra a dengue. Porém, mesmo nas clínicas privadas, não se encontra mais a vacina. Como ela foi liberada, o próprio laboratório não está conseguindo suprir a demanda para o SUS. Temos uma previsão, até o final do ano, de um aporte de cerca de 6 milhões de doses. Então o laboratório provavelmente não vai conseguir suprir a demanda para clínicas privadas.”

Villas Boas lembrou que os idosos são considerados grupo de risco para agravos decorrentes da infecção pela dengue. O maior número de óbitos, segundo o geriatra, acontece exatamente nessa faixa etária. Dados da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, por exemplo, mostram que, no ano passado, das 11 mortes registradas pela doença, oito foram em pessoas com mais de 60 anos. Em 2022, 79% dos óbitos provocados pela dengue no estado também foram entre idosos.

 “A gente sabe que os indivíduos idosos são portadores de doenças crônicas como hipertensão, diabetes, doença do coração. Muitos têm estado em imunossupressão, ou seja, quebra da imunidade. E esses são fatores de risco para complicações da infecção pela dengue. Por isso, acredito que a médio prazo, ou mesmo a curto prazo, teremos dados cientificamente robustos que indiquem a vacinação contra a dengue para essa população.”

O geriatra reforçou que não há risco iminente para idosos que, com a prescrição médica em mãos, recebem a vacina contra a dengue, mas destacou aspectos considerados importantes quando o assunto é a imunização de pessoas com mais de 60 anos, como um estado de perda de imunidade normal da idade, chamado imunossenescência, e a tomada de medicações que podem aumentar a imunodeficiência, como o uso crônico de corticoides e outros tratamento específicos.

“Se eventualmente esse indivíduo idoso desejar ser vacinado, é importante que ele converse muito bem com o médico que irá prescrever a vacina. Um bom contexto de saúde desse indivíduo idoso, para que ele possa receber a vacina com total segurança. A gente tem que lembrar que a Qdenga é uma vacina com vírus atenuado e não com vírus morto. Se o indivíduo estiver com a imunidade mais baixa, pode ter uma resposta ou reação vacinal maior, desenvolvendo efeitos colaterais inerentes à vacinação, como mal-estar geral e febre. Não vai desenvolver um quadro de dengue clássico. Mas pode ter uma série de efeitos colaterais, descritos na própria bula da vacina.”

Na ausência de uma dose contra a dengue formalmente indicada para idosos, Villas Boas ressaltou que a prevenção da doença nessa faixa etária deve ser feita por meio dos cuidados já amplamente divulgados para o combate ao mosquito Aedes aegypti: impedir o acúmulo de água parada; usar repelentes sobretudo pela manhã e no final da tarde, horários de maior circulação do Aedes aegypti; e utilizar roupas de manga longa e em tons mais claros. 


“A prevenção da dengue para a população idosa é idêntica à prevenção da população em geral. Não há nada específico. São aquelas orientações que a gente cansa de ouvir e cansa de ver que as pessoas não fazem”, disse. “Tudo o que possa evitar o indivíduo de ser picado contribui”, concluiu.  

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MP entra com ação civil contra Prevent Senior por assédio moral


O Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) entraram com uma ação civil pública (ACP), nessa segunda-feira (5) contra a Prevent Senior pedindo o pagamento de indenização por dano moral e social coletivo na Justiça do Trabalho por assédio moral e irregularidades no meio ambiente de trabalho, pesquisa com seres humanos sem autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e violações à autonomia médica, à saúde pública e aos direitos dos pacientes e consumidores do plano de saúde.

Caso a empresa seja condenada deverá pagar R$ 940 milhões, valor que pode ser destinado a favorecer órgãos públicos, entidades, instituições ou projetos que previnam ou recuperem danos sofridos pela coletividade. Na avaliação dos Ministérios Públicos o valor deve considerar a prática de assédio moral organizacional, o descumprimento das medidas de proteção à saúde e segurança do trabalho relativas à covid-19, a violação da autonomia médica, com a imposição da prescrição de medicamentos sem eficácia comprovada, e a realização de estudo com seres humanos sem a autorização da CONEP.

Segundo os MPs, a ação foi elaborada depois da reunião de denúncias e provas como análise de documentos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) Federal e Municipal, inquéritos civis dos três MPs, processos administrativos da Agência Nacional de Saúde (ANS), sindicâncias do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), oitiva em audiências presenciais de quase 60 testemunhas, pesquisa e análise de ações trabalhistas individuais, laudos da Perícia de Medicina do Trabalho do MPT, realização de diligências na empresa, dados da Secretaria de Saúde, dos réus e da Receita Federal.

As provas reunidas pelos MPs indicam que os profissionais da saúde eram obrigados a prescrever o chamado Kit covid a qualquer relato de quadro de sintoma gripal, tornando-se um protocolo interno seguido sob pena de punições variadas aos médicos. Segundo os relatos obtidos pelos MPs, "no início da pandemia, os médicos prescreviam o kit covid, havendo dúvidas acerca de sua eficácia contra a doença. Com o tempo, os profissionais perceberam que eram medicações absolutamente ineficazes ao tratamento da enfermidade. A partir de julho de 2020, sobrevieram estudos sérios e robustos apontando a ineficácia das medicações do Kit covid. Mesmo assim, a Prevent tentou a todo custo convencer os médicos sobre a suposta eficácia desses remédios com a divulgação de estudos de metodologia absolutamente duvidosa e enviesada."

Além disso, as análises dos MPS mostraram que, com base nos controles de jornada de trabalho dos profissionais, de janeiro de 2020 a dezembro de 2021, pelo menos 2.848 profissionais trabalharam infectados com covid-19 nos 2 dias seguintes à confirmação de contaminação; ao menos, 3.147 profissionais trabalharam infectados nos sete dias seguintes à confirmação de contaminação; ao menos 3.679 profissionais trabalharam infectados nos 14 dias seguintes à confirmação.

Segundo o procurador do Trabalho (MPT), Murillo Cesar Muniz, a ação não procurou saber os motivos pelos quais a Prevent Senior determinava a prescrição do Kit covid, já que a ação é cível e trabalhista, com foco mais técnico nos dados objetivos. "Nós apuramos que havia até um órgão interno da empresa chamado Pentágono de onde emanavam as diretrizes para adoção dessa política de gestão, mas até para evitar subjetivismo ou qualquer forma saiu da questão técnica, o porquê da noção dessa dessas medidas não é relevante para o resultado da ação. Isso tem mais relevância realmente no aspecto penal", explicou.

O promotor de Justiça do MPSP, Arthur Pinto Filho, ressaltou há uma força-tarefa do Ministério Público verificando se há uma relação entre a ação da empresa e as mortes. "O que me chama a atenção é uma questão difusa que foi espalhada pelo país inteiro. No acordo que fizemos com eles em 2021 eles reconhecem que não havia nenhum estudo nacional e internacional que falasse da eficácia da cloroquina. Eles adotaram um protocolo de tratamento de covid que não era eficiente tanto que mudaram".

Filho disse que em depoimento do representante da Prevent Senior na CPI Federal, ele ainda falava sobre a cloroquina e essa afirmação foi utilizada por várias pessoas no Brasil para defender o uso do medicamento quando o mundo inteiro já não a utilizava. "Por isso é que foi uma ação civil por dano moral e social coletiva. Porque difusamente essa situação atingiu muita gente no Brasil. Agora quantas pessoas morreram por isso nós não conseguimos saber. O fato é que até hoje morreram quase 710 mil pessoas no Brasil", afirmou.

A empresa por meio de nota, disse que não pode se manifestar, porque sequer conhece a ação. "A Prevent Senior atende às melhores práticas em todos os segmentos em que atua, o que será reconhecido ao fim do processo", diz a nota.

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CORREIO BRAZILIENSE

Crianças estão entre os mais fragilizados pelos sintomas da dengue


A principal causa do agravamento da dengue é a desidratação. Pessoas que têm mais dificuldades em se hidratar espontaneamente são as que estão mais propensas à evolução da dengue, como é o caso das crianças. A explicação do infectologista André Bon, do Hospital Brasília Águas Claras, da rede Dasa no DF, ilustra a causa da grande procura, nas unidades de saúde, por pais com os pequenos sofrendo de sintomas de doença.

A psicopedagoga Ana Angélica Santos, 39 anos, levou o filho Victor Hugo Santos, 6, ao Hospital de Campanha, ontem, com sintomas de dengue. Ana conversou com o com o filho no colo, chorando de dor. Ela relatou que o menino teve prioridade de atendimento por ser criança. "Nós chegamos aqui antes das 8h e estamos saindo agora às 11h30. Consultamos com o pediatra e ele fez o teste sorológico de dengue. Como o teste ficará pronto em duas horas, eu vou buscar na Unidade Básica de Saúde (UBS). Eles recomendaram um protocolo de hidratação, medicação para a dor", contou.

O infectologista André Bon explicou ainda que, além das crianças terem mais dificuldade de fazer a ingestão necessária de água, o organismo delas têm maior dificuldade em controlar o equilíbrio de líquido dentro do corpo, o que as torna ainda mais vulneráveis.

Ontem, a faxineira Francenilde de Carvalho, 38, levou o filho Andre Gabriel, 7, ao Hospital de Campanha com febre e vômito. "Nós demoramos menos de uma hora para sermos atendidos. Ele fez o teste sorológico de dengue e o resultado só sai entre duas e três horas. Como moramos longe, no trecho 3 do Sol Nascente, vamos ter que esperar aqui mesmo", disse. "Ele está com os sintomas há três dias. Nos disseram que devíamos esperar entre cinco e sete dias, mas ele só piorava, então trouxemos logo", acrescentou.

Imunização

O Distrito Federal está entre as unidades da Federação que serão contempladas com a primeira remessa de vacinas contra a dengue. O Ministério da Saúde atendeu ao pedido do Governo do Distrito Federal (GDF) de prioridade devido à situação de emergência em virtude do número de casos da doença. O quantitativo destinado à capital federal ainda não foi divulgado pelo governo federal.

A imunização tem como público-alvo as crianças de 10 a 14 anos, que concentram o maior número de hospitalizações por dengue. Na capital federal, a faixa etária equivale a 194 mil habitantes, como informou a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

A vacina conta com duas doses. A expectativa é de que a primeira dose seja aplicada ainda em fevereiro, com data a ser definida. A segunda tem um intervalo de três meses para aplicação.

Voluntários

Profissionais de saúde, com nível superior e médio, podem se voluntariar para atuar nas ações de combate à dengue no Distrito Federal. As vagas são destinadas a médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, entre outras carreiras da área de saúde. A atividade é em caráter espontâneo, sem remuneração e sem vínculo funcional ou empregatício. O voluntário escolhe o dia e o horário em que poderá ajudar dentro das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e/ou das nove tendas de hidratação espalhadas pela capital. Não há prazo para o término das inscrições, que ficarão disponíveis até a sazonalidade da dengue no DF amenizar.

Explicando os subtipos

A dengue tem quatro subtipos. No Brasil, tem mais os tipos 1 e 2, que se alternam em predominância em momentos epidêmicos. O primeiro episódio não é necessariamente pelo tipo 1, pode ser qualquer um dos outros que estejam circulando no momento em que a pessoa estiver suscetível. Ter tido dengue previamente é o principal fator de risco para a pessoa desenvolver a dengue grave no segundo episódio.

O principal fator de risco para a dengue grave é ter tido um episódio anterior. Depois do primeiro episódio, a pessoa fica imune contra todos os subtipos por pelo menos dois anos e pelo subtipo que ela teve a doença pelo resto da vida. Depois de dois anos, a pessoa fica suscetível a novos episódios por outro subtipo e tem um risco muito aumentado em relação ao primeiro episódio de ser forma grave no segundo. Não obstante, o segundo episódio, na maioria das vezes, é uma dengue clássica, leve. Mas a ocorrência de dengue grave é muito maior no segundo episódio.

A dengue tipo 2 está sendo mais comum nesse pico epidêmico. O tipo 1 ou tipo 2 vai predominar de acordo com a suscetibilidade da população àquele tipo de vírus e o tipo de vírus circulante no momento. Depois de uma grande epidemia de dengue 1, as pessoas ficam protegidas contra a dengue 1 e não estão protegidos contra a dengue 2. No momento que houver a circulação do 2, o maior número de casos vai ser de 2 e não de 1. Isso depende majoritariamente do bolsão de população suscetível àquele vírus. Os dois vírus estão circulando, só que como existem mais pessoas suscetíveis ao 2, existem mais casos de dengue 2. Isso depende muito da proporção dos suscetíveis na população e da circulação do vírus naquele momento.

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Assessoria de Comunicação

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Nos últimos dias, a rede hospitalar privada goiana tem registrado um aumento expressivo no atendimento a pacientes com dengue, o que reforça a necessidade de a população intensificar os cuidados para a prevenção da doença.

O alerta é da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg). O presidente Haikal Helou observa que os associados têm relatado o aumento da demanda nos prontos-socorros, situação agravada pelo aumento também nos atendimentos por covid e sintomas gripais.

Neste momento, no qual já foi decretada situação de emergência em saúde pública devido aos casos de dengue em Goiás, o presidente pede a colaboração da população no sentido de evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue, Zika e Chikungunya. É importante também que os grupos indicados se vacinem contra a doença.

Haikal Helou, que tem acompanhado as ações do Gabinete de Crise contra a Dengue e outras Arboviroses, instituído pela Secretaria de Estado da Saúde, explica que os hospitais associados estão se preparando para atender a essa nova demanda.

“Vamos colocar em prática lições da pandemia de covid, mas é necessário que a população contribua, ajudando na prevenção”, afirma.

Terça, 06 Fevereiro 2024 07:21

CLIPPING AHPACEG 06/02/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Artigo - O custo do menor preço

Adolescente que morreu de dengue recebeu diagnóstico dois dias antes: 'Piorou muito rápido', diz irmã

Haddad diz que haverá diálogo com Congresso sobre desoneração da folha: ‘nós, obviamente, vamos para a mesa ouvir’ 

Fabricante dará prioridade da vacina contra dengue ao SUS

Empresa responsável pela vacina contra dengue capacita profissionais goianos

Hospitais públicos e privados colapsam com epidemia de dengue no DF

AVC pode aumentar o risco de demência em até 80%, aponta estudo

O GLOBO

Artigo - O custo do menor preço


Nem bem foi anunciada a missão do plano Nova Indústria Brasil de criar um ambiente que torne o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) resiliente e apto a ampliar o acesso da população a produtos e serviços de saúde, e a iniciativa corre o risco de morrer prematuramente. A estratégica e urgente emancipação tecnológica sustentável do Brasil nessa área poderá se transformar em mais um ansiado e ambicioso projeto a fracassar por causa de leis mal formuladas e da leniência do poder público.

A ministra Nísia Trindade e o secretário Carlos Gadelha se esforçam para tirar o Brasil do atraso tecnológico na saúde. Mas outras áreas do ministério estão desviando o governo desse nobre objetivo.

É o caso da licitação internacional (Edital PE SRP 90005-2024) que permite a importação de imunoglobulinas não aprovadas e registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fornecimento no SUS, com base em parecer do Tribunal de Contas da União que determina a compra de medicamentos pelo menor preço.

Mais Sobre Nísia Trindade Diretor da OMS se reúne hoje com Lula e ministra da Saúde; casos de dengue devem entrar na pauta Prioritária no discurso, área social tem menos espaço na agenda de Lula Tal iniciativa traz prejuízos ao consumidor, estabelece uma concorrência desleal entre empresas e contraria a meta do governo de estimular a produção e a pesquisa de medicamentos no país, induzir investimentos privados e reduzir as vulnerabilidades do SUS. Isso porque permite que empresas estrangeiras - sem qualquer representação no Brasil - vendam para o país produtos não aprovados e registrados, produtos que não foram submetidos às modernas, rigorosas e imprescindíveis regras sanitárias estabelecidas pelapara proteger a população. São as mesmas regras que garantem a segurança, a eficácia e a qualidade de todos os medicamentos e produtos para a saúde consumidos no território nacional.

Na prática, a decisão desestimula o desenvolvimento setorial, ao estabelecer condições desvantajosas e assimétricas para as empresas nacionais e internacionais aqui estabelecidas, que, independentemente da origem de capital, estão alinhadas às mais avançadas diretrizes sanitárias e de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de comprometidas com a agenda de saúde pública. Elas realizam estudos clínicos no país e estão envolvidas na pesquisa de medicamentos inovadores e relevantes para as necessidades dos brasileiros.

Nos anos 1980, a adoção do critério de menor preço no setor farmacêutico levou ao desmonte do parque industrial de matérias-primas de medicamentos que havia no Brasil, os insumos farmacêuticos ativos (IFAs). Consequência: medicamentos essenciais para a saúde pública, como a penicilina benzatina, usada no tratamento de infecções como sífilis, sumiram do mercado, causando crises de desabastecimento.

É preciso esclarecer o que é melhor para o país: erigir um sólido hub de saúde - para reduzir a dependência de fornecedores externos e garantir o suprimento de produtos essenciais ao bem-estar da população - ou comprar medicamentos tendo como critério único o menor preço. Não podemos cometer os mesmos erros do passado, tão criticados pelo atual governo.

*Nelson Mussolini é presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos e integrante do Conselho Nacional de Saúde

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PORTAL G1

Adolescente que morreu de dengue recebeu diagnóstico dois dias antes: 'Piorou muito rápido', diz irmã

Fernanda Ferreira Martins teve um quadro grave de dengue associado à diabetes. A irmã da adolescente afirma que ela lutou com todas as forças para viver.

A adolescente de 16 anos, que morreu de dengue, recebeu o diagnóstico da doença dois dias antes, afirma a família. Fernanda Ferreira Martins morreu no sábado (3), em Uruaçu, no norte de Goiás. A irmã da adolescente, Yasmin Ferreira, afirma que o quadro de dengue e diabetes piorou muito rápido.

“Foi tudo muito rápido. Quando ela foi internada, não estava respondendo. Ela piorou muito rápido”, destaca Yasmin em entrevista ao g1.

Yasmin conta que os sintomas começaram no dia 29 de janeiro, mas diz que a adolescente estava bem. “Ela estava sentindo dores e teve febre, o que é normal da dengue. Ela estava bem e trabalhando”, afirma. Fernanda fez o exame no dia 30 e recebeu o diagnóstico de dengue na quinta-feira (1º).

Segundo a irmã, Fernanda começou a vomitar na madrugada de sexta-feira (2). Yasmin conta que a adolescente foi em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), tomou soro e voltou para casa com a mãe. Porém, ainda com vômito e muito fraca, Fernanda voltou à UPA na manhã do mesmo dia.

“Quando ela voltou, a diabetes estava alta. Então, fizeram o uso da insulina rápida para normalizar e ela melhorou um pouco”, relata.

Yasmin explica que a irmã descobriu a diabetes há três anos, fazia tratamento e afirma que a doença sempre esteve controlada. “A diabetes sempre esteve controlada e ela fazia o tratamento com insulina em casa”, afirma. A irmã diz que a diabetes e a dengue pioraram juntas na noite de sexta-feira (2).

Preocupados com Fernanda, que estava a cada hora mais fraca, a família levou a adolescente para o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN). “Quando ela foi internada, não estava respondendo. Os médicos estavam monitorando ela toda hora. Ela foi muito bem atendida”, destaca.

A irmã conta que, na madrugada de sábado (3), Fernanda começou a ter dificuldades para respirar e, por isso, precisou ser entubada. “Os médicos estavam muito preocupados devido a dengue e a diabetes juntas”, afirma. Poucas horas depois, a adolescente teve uma primeira parada cardíaca.

“Ela estava entubada e recebendo todo atendimento necessário, mas teve a parada cardíaca e ficou 26 minutos desacordada”, lembra Yasmin.

Segundo a irmã, os médicos reanimaram a adolescente e aguardavam o quadro dela estabilizar para fazer uma tomografia quando Fernanda teve a segunda parada cardíaca e não resistiu. “Ela lutou muito para viver. Usou todas as forças, mas infelizmente não conseguiu”, desabafa Yasmin.

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O HOJE

Haddad diz que haverá diálogo com Congresso sobre desoneração da folha: ‘nós, obviamente, vamos para a mesa ouvir’ 

Ministro da Economia informa que já apresentou alternativa consistente aos parlamentares | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Nesta segunda-feira (5), Fernando Haddad afirmou, após reunião com pesquisadores do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE-FGV), que pretende apresentar dados relativos à desoneração ao Congresso, além de já ter exposto, aos parlamentares, alternativas à prorrogação da medida. “Se o Congresso entender que há outras alternativas a serem consideradas, nós obviamente vamos para a mesa ouvir. Mas nós apresentamos uma alternativa que, na minha opinião, é bastante consistente com aquilo que vem sendo desenvolvido pelo Congresso junto ao Executivo”, destacou 

Segundo o ministro da Fazenda, é necessário rever o benefício setorial. “O importante, nesse momento, é que o Congresso tome consciência dos números dos orçamentos aprovados no ano passado. Tem uma coisa chamada Lei de Responsabilidade Fiscal, e nós precisamos que qualquer gesto do Congresso na direção de um setor da economia seja compensado por medidas que equilibrem o orçamento”, argumentou.  

Ao final, Haddad disse que é necessário que haja um equilíbrio entre gestos do Congresso em direção a um setor da economia e medidas que ajam em concordância com as contas públicas. De acordo com ele, o impacto da desoneração da folha será de R$ 16 bilhões.  

A medida 

A medida provisória (MP) 1.202/2023 foi anunciada no dia 28 de dezembro do ano passado. Ela consiste na reoneração da folha para 17 setores da economia, baixando normas para aumentar a cobrança de impostos e, ainda, barranndo a redução da alíquota previdenciária de 20% para 8% a municípios que possuem população de até 142,6 mil habitantes.  

A desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia foi criada em 2011, com o objetivo de reduzir encargos trabalhistas e gerar consequências positivas, como a criação de empregos. Desde então, ela vem sendo modificada a partir de medidas provisórias. 

A última medida, que se estenderia de outubro de 2023 até dezembro de 2027, foi vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), devido a conselhos da equipe econômica. Entretanto, o veto presidencial foi derrubado pelo Congresso. Assim, a medida foi editada para estabelecer uma reoneração gradual por atividade econômica, tendo extensão de abril de 2024 até dezembro de 2027.  

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AGÊNCIA BRASIL

Fabricante dará prioridade da vacina contra dengue ao SUS

A farmacêutica Takeda, que produz a vacina contra a dengue (Qdenga), emitiu um comunicado nesta segunda-feira (5/2) para informar a decisão de priorizar o atendimento aos pedidos do Ministério da Saúde no fornecimento dos imunizantes. De acordo com o comunicado, a empresa suspendeu a assinatura de contratos diretos com estados e municípios e vai limitar o fornecimento da vacina na rede privada apenas para suprir o quantitativo necessário para as pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante completem o esquema vacinal com a segunda dose, após um intervalo de três meses.

A medida foi tomada, segundo a empresa, diante do cenário de inclusão da Qdenga no Sistema Único de Saúde (SUS) e o agravamento da epidemia de dengue em diversas regiões do país.  

"Em linha com o princípio da equidade na saúde, a Takeda está comprometida em apoiar as autoridades de saúde, portanto seus esforços estão voltados para atender a demanda do Ministério da Saúde, conforme a estratégia vacinal definida pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) que considera faixa etária e regiões para receberem a vacina. Conforme já anunciado, temos garantida a entrega de 6,6 milhões de doses para o ano de 2024 e o provisionamento de mais 9 milhões de doses para o ano de 2025. Em paralelo, estamos buscando todas as soluções possíveis para aumentar o número de doses disponíveis no país, e não mediremos esforços para isso", diz o comunicado.

A decisão não prejudica compromissos previamente firmados com municípios antes da incorporação da Qdenga ao SUS, observou a empresa.

Ainda segundo a farmacêutica, a previsão é que o fornecimento global da vacina Qdenga atinja a meta de 100 milhões de doses por ano até 2030, o que inclui um novo centro internacional dedicado à produção de vacinas, na Alemanha, previsto para ser lançado em 2025.

Vacinação

A vacina Qdenga teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. O processo permite a comercialização do produto no Brasil, desde que mantidas as condições aprovadas. Em dezembro, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do insumo no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na próxima semana, as doses começam a ser distribuídas a 521 municípios selecionados pelo Ministério da Saúde para iniciar a vacinação na rede pública. As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença. Serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue, atrás apenas dos idosos.

Epidemia

O Brasil vive uma explosão de casos de dengue que fez com que o Distrito Federal e três estados, além do município do Rio de Janeiro, decretassem situação de emergência por conta da doença. Na última sexta-feira (3/2), o Ministério da Saúde abriu o Centro de Operações de Emergências (COE) contra a dengue, em Brasília. 

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A REDAÇÃO

Empresa responsável pela vacina contra dengue capacita profissionais goianos

Representantes da farmacêutica Takeda, que produz a vacina contra a dengue (Qdenga), chegam a Goiânia nesta terça-feira (6/2) para um compromisso importante: capacitar 300 profissionais da saúde, entre médicos e enfermeiros, em relação ao manejo clínico de pacientes diagnosticados com a doença. 
 

A iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), visa orientar os participantes sobre os atuais protocolos nesses casos.

Para isso, o doutor em doenças infecciosas, Kleber Giovanni Luz, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e consultor internacional da Organização Pan-Americana da Saúde para Arboviroses (OPA/OMS), recepciona o público, a partir das 8h, no Hotel Holiday Inn, no setor Oeste.

O estado tem neste ano, até o momento, 14.051 casos de dengue e dois óbitos confirmados pela doença nos municípios de Uruaçu e Águas Lindas. Quando comparados os casos notificados nas cinco primeiras semanas de 2024 com o mesmo período de 2023, houve um aumento de 77% nos registros de dengue, em Goiás. Atualmente, 56 municípios estão em situação de emergência para arboviroses. 

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CORREIO BRAZILIENSE

Hospitais públicos e privados colapsam com epidemia de dengue no DF


Com 47,4 mil casos prováveis de dengue e 11 mortes em apenas 33 dias do ano, o Distrito Federal vive o reflexo da epidemia da doença também nos atendimentos em hospitais. As redes públicas e privadas vivem o colapso com cada vez mais demanda de pessoas com o vírus ou demais problemas de saúde. O Metrópoles percorreu diferentes unidades em pontos distintos da capital do país e verificou que os brasilienses não têm para onde correr.

Após três horas esperando, o marceneiro Marcos Layonardo Almeida, 35, e a dona de casa Claudiana José da Silva, 30, saíram do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) sem conseguir fazer o exame de dengue na bebê de cinco meses Cecília Sophia Almeida. Ela chorava de dor e chegou à unidade com 39ºC de febre por volta das 14h, recebendo a pulseira amarela para atendimento urgente.

"A febre não baixava em casa e decidimos vir para cá", contou a mãe. A alta temperatura atormentou a noite de sono da menina e dos pais, que acompanharam ao longo da madrugada o termômetro não sair da casa dos 38ºC em.

Apesar de suspeitar de dengue, os pais não tiveram o diagnóstico. "Fomos orientados para ir à UPA [Unidade de Pronto-Atendimento] ou para as tendas e fazer o exame lá, que aqui está sem", disse.

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Questionados se iriam para a UPA ao sair dali, os pais de Cecília responderam juntos: "Não adianta". Dois dias antes de a filha apresentar os sintomas, Claudiana, também se sentindo fraca, teria ficado das 20h de sábado até as 4h da madrugada de domingo esperando por atendimento - que não aconteceu - na UPA de Ceilândia.

"Eu com dor, minha filha pequena esperando para ser atendida e nada", contou Claudiana. "Esse tempo todo o painel ficou parado sem chamar ninguém. Voltamos para casa e passei a tomar paracetamol por conta própria", disse.

Também no HMIB, uma moradora de São Sebastião, que não quis se identificar, disse que aguardava das 11h até as 16h para que o filho fosse atendido. Ele apresentava quadro de febre alta em casa, mas passou pela triagem sem o estado febril e ficou com a pulseira verde para o atendimento, o que significa pouca urgência.

Veja explicação para a explosão dos casos de dengue em Brasília

"Com a verde, não faço nem ideia de que horas vamos ser chamados. E estou aqui porque lá em São Sebastião o atendimento é pior", contou.

Longa espera e vômito

A reportagem foi ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e pediu para fazer o exame de dengue, detalhando sintomas típicos da doença. No entanto, foi informada de que a unidade só atende pessoas com ambulância, mas se quisesse tirar dúvidas e solicitar um exame, poderia conversar com a enfermeira na área clínica. A previsão era de de três horas para passar pela triagem e fazer o exame.

Na UPA de Ceilândia, a paciente Vaneide Batista, 41, filmou outras pessoas esperando o atendimento. Uma mulher chega a vomitar enquanto aguarda ser atendida. Veja a cena:

Vaneide contou que é o terceiro dia que vai para UPA e não é atendida. Ela, o filho e o marido estão com sintomas de dengue. "Meu filho está ali com a boca branca e desidratando desde às 9 horas", disse. A reportagem esteve no local às 18h45. "Quando pedi para que meu filho e meu marido tivessem atendimento, me ameaçaram dar voz de prisão por desacato. Só faltava eu doente ainda ser presa", indignou-se.

UPA

Também na UPA, a aposentada Lenice Silva, 63, disse que estava há dois dias com sintomas de dengue e que foi fazer o exame no Hospital de Campanha montado nessa segunda-feira (5/2). Ela ficou das 10h às 16h na tenda e recebeu o resultado positivo para a doença. "Depois senti um gosto de sangue na boca, cuspi e tinha sangue. Aí me mandaram vir aqui para UPA para eu fazer um novo exame para entender o sangramento", disse. Lenice já estava há mais de duas horas esperando o atendimento.

Enquanto pacientes aguardam com sintomas de dengue, outros com doenças diversas não conseguiam atendimento. Na UPA, Severino Nascimento contou que passou o sábado, das 17h30 até 1 hora da madrugada de domingo aguardando para verificar uma dor no peito, mas não conseguiu. Ele retornou à unidade ainda pela manhã, e após 12 horas na UPA seguia sem atendimento.

DF: pacientes com dengue enfrentam filas e superlotação em UPAs e UBSs

A situação não foi diferente no Hospital de Ceilândia. Uma mulher que não quis se identificar levou a cunhada para a unidade porque havia cortado a mão e precisava de pontos. Ela contou ficou responsável por levar a cunhada à unidade porque todos da família estavam com dengue. "Lá na Chácara 76, do Pôr do Sol, está um surto mesmo, todo mundo doente. A dengue pegou todo mundo", disse.

Três dos familiares com a doença tentaram atendimento no hospital em dias diferentes, mas nenhum teria sido atendido e desistiram da espera, segundo relatou.

Rede privada estrangulada

Não é só na rede pública que a espera tem sido longa e até mesmo motivo de desistência de atendimento. No Hospital Santa Lúcia da Asa Sul, a administração da unidade chegou a colocar cartazes pedindo desculpas pelo transtorno causado pela demora do atendimento. No papel, a justificativa é a alta demanda de pacientes com sintomas de dengue. Veja a imagem:

Foto de comunicado hospital

Uma paciente com dengue e febre chegou a desistir do atendimento no Santa Lúcia mesmo passando mal, porque não tinha mais previsão de ser avaliada. No Hospital Santa Luzia, da Rede D'Or, um atendente informou que devido ao surto de dengue havia demora de "cerca de três horas fazer" fazer o exame que confirma ou não se o paciente está com dengue.

O Hospital Brasília de Águas Claras chegou a fechar o pronto-socorro no domingo (4/2) pela superlotação na unidade. Na quinta-feira (1º/2), o Metrópoles apurou que Hospital Sírio-Libanês, no Lago Sul, não tinha mais leitos para internação naquele dia.

"Os pacientes estão esperando quatro horas para liberar a poltrona e tomar a medicação. Está tudo superlotado. Tem pacientes aguardando por causa da dengue há três dias no pronto-atendimento", disse um funcionário.

O hospital, por meio da assessoria de imprensa, disse que não procede a informação e que os atendimentos básicos iniciais funcionavam normalmente.

Por ligação, mais tarde, a assessoria do Sírio-Libanês explicou que existem dois tipos de leito, sendo um geral para a acomodação básica, como em uma enfermaria, e outro seria para a internação individual, disponibilizada em apartamentos. A assessoria informou que pode ter sido comunicado que não haveria leitos do tipo de apartamento porque eles estariam passando pelos procedimentos, como limpeza, para a liberação. E assegurou que não há registros de falta de internação ou atendimento para pessoas com dengue ou outras doenças.

Dengue: 45 mortes e 47 mil doentes

O Distrito Federal tem 45 óbitos suspeitos de dengue em investigação. A Secretaria de Saúde confirmou que outras 11 mortes foram provocadas pela doença em 2024, até o momento.

Um total de 47.417 casos prováveis de dengue foram registrados na capital do país, entre 1º de janeiro e 3 de fevereiro de 2024. Houve um aumento de 1.120,6% em relação ao número registrado no mesmo período de 2023.

Entre os prováveis infectados pela doença, 97,6% são residentes do DF. Há 1.043 casos de moradores de Goiás atendidos no DF, 17 de Minas, nove de São Paulo e oito da Bahia. Os dados constam no último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do DF, concluído nesta segunda-feira (5/2).

Dos 11 mortos confirmados por dengue no DF em 2024, até o momento, oito são homens e três, mulheres. Morreu uma criança entre 5 e 9 anos, um adolescente de 15 a 19 anos, e três adultos de 20 a 49 anos. Outras três vítimas da dengue na capital do país tinham entre 70 e 79 anos, duas eram da faixa etária de 60 a 69 anos e uma tinha 80 anos ou mais.

Ceilândia é a região do DF que concentra o maior número de mortes pela doença: foram registradas três, até o momento. O Guará teve dois óbitos. Estrutural, Lago Sul, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho notificaram, cada um, um óbito em decorrência da dengue.

Reforço no atendimento

O Hospital de Campanha (HCamp) da Força Aérea Brasileira (FAB) instalado em Ceilândia foi inaugurado nessa segunda-feira (5/2).

O hospital possui 60 leitos e atenderá pacientes com dengue 24 horas por dia. Ao todo, 29 militares profissionais de saúde vão atuar na unidade, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e de laboratório.

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"Não existe a possibilidade de faltar medicamento"

Correio Braziliense | Cidades

06 de fevereiro de 2024


- Entrevista/CELI NA LEÃO, vice-governadora do df

Ao CB.Poder, a gestora conta que todo o GDF está focado no combate à dengue, mas pede apoio dos moradores para evitar o descarte irregular de lixo, que traz inúmeros problemas sanitários, como a proliferação do Aedes aegypti

"Não existe a possibilidade de faltar medicamento"

- LUIS FELLYPE RODRIGUES*

A educação e a conscientização das pessoas são cruciais no combate à dengue, segundo destacou a vice-governadora Celina Leão, durante o programa CB.Poder - parceria entre Correio e TV Brasília - de ontem. As jornalistas Ana Maria Campos e Denise Rothenburg, ela

também comentou sobre a saúde mental da população, que tem ficado mais frágil, conforme o tempo passa, e deve ser tratada como problema de Estado e de saúde pública. Além da criação de um curso de capacitação destinado a policiais durante atendimento às mulheres.

Quando o DF vai ter segurança em relação à dengue? Estamos mesmo vivendo uma epidemia?

São várias informações que precisamos trabalhar todos os dias para estabilizar e diminuir os quadros de dengue no DF. Há, sim, uma convicção, por parte da Secretaria de Saúde e da Vigilância Sanitária, não só aqui (na capital do país), mas em todo o Brasil. E só observarmos os estados que decretaram emergência, como Minas Gerais e Goiás, com quase 23 mil casos. Nós conseguimos identificar de uma forma muito mais rápida do que os outros, isso porque temos uma Secretaria de Saúde única, que cuida de todas as nossas cidades. O DF consegue ser um modelo para que possamos realmente ver o que está por vir no Brasil e, desde a primeira semana, identificamos o crescimento vertiginoso da doença. Aumentamos toda a rede de atendimento; colocamos 40% das unidades básicas de saúde só para o atendimento de dengue; levantamos tendas nas cidades; chamamos 70 agentes de vigilância de saúde. O governador Ibaneis Rocha mandou para a Câmara Legislativa um orçamento para chamar mais servidores públicos dessa área. O governo está muito mobilizado. Hoje (ontem), teve a abertura do Hospital da Aeronáutica em Ceilândia. Então, a missão é, realmente, atacar todas as frentes que podemos. Todos os dias, o GDF tem uma ação de combate diferente à dengue, não paramos em nenhum minuto.

Ceilândia é a cidade que lidera o número de casos. 0 que tem de problema na cidade?

Ceilândia é a maior cidade, tudo fica muito concentrado na Região Sul (do DF) - 42% dos casos estão na Região Sul. Por isso que o hospital de campanha foi escolhido para ser instalado lá, ao lado da UPA do Sol Nascente. Dessa forma, vamos conseguir desocupar um pouco mais as nossas UPAs e os hospitais. Assim, podemos tratar, nas UPAs e nos hospitais, os casos mais graves da doença.

Por que, no DF, as campanhas de conscientização não começaram antes? Em Niterói (RJ), há apenas três casos registrados este ano. Como eles conseguiram chegar a este ponto, mesmo sendo perto do Rio de Janeiro, que também está explodindo de casos? Implantaram uma bactéria no mosquito que o impede de disseminar a

doença. Isso não pode ser feito aqui também?

Isso é uma pesquisa. Assim que a pesquisa for confirmada, acredito que será disponibilizada para os outros estados, até porque ninguém pode guardar para si algo que poderia salvar milhares de vidas. Acho que é o que acontece em Niterói hoje. Você tocou em um ponto para nós que é muito importante. A educação e a conscientização das pessoas. Às vezes, as pessoas não se incomodam com o lixo estar próximo à sua casa ou em colocá-lo nas ruas de qualquer forma. Além de trazer inúmeros problemas sanitários, como a própria dengue, isso causa enchentes. Há pouco tempo passamos dificuldades (com as chuvas). Se vocês olharem o que tiramos dos bueiros- são garrafas, móveis, entre outras coisas. São descartes irregulares de lixo. Estamos mudando um pouco a forma de pensar essas cobranças de multa, no sentido de coibir o lixo e o descarte irregular. Talvez, o legado que podemos tirar dessa grande crise é diminuir o descarte irregular em Brasília. Os administradores estão com uma delegação para identificar lixo irregular e enviar diretamente para o DF Legal. Antes, tinha que ir um auditor ao local fazer a notificação. O governador Ibaneis Rocha soltou, na sexta-feira, no Diário Oficial do DF, a determinação de que a multa será virtual, para que possamos ter agilidade.

Qual a dificuldade na produção da vacina contra a dengue?

Acredito que possa ser até pela própria tecnologia. A pesquisa foi feita por uma determinada empresa. Hoje, é só ela que fornece, o único comprador dela é o Ministério da Saúde, que irá fazer a distribuição das doses das vacinas. Conforme foi dito pela ministra (NísiaTrindade), o DF será prioridade para recebê-las. Na primeira semana, eu já tinha feito um ofício para ela, que respondeu ao governador, e o DF deverá ser a primeira cidade. É pela quantidade de produção e a demanda. Há, também, uma mutação do mosquito, que demora um tempo menor de incubação e sobrevive um tempo maior. Por parte da Vigilância Sanitária, existe uma preocupação enorme. Se este ano estamos com a doença

assim, existe uma evolução genética no mosquito que está causando uma doença um pouco mais agravada, como está vindo essa cepa, que é mais violenta. Por isso que falamos que caso você esteja com alguns sintomas, comece a se hidratar, busque ajuda, vá a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O nosso pedido é que busque as UBSs se estiverem com febre, dor nas articulações, atrás dos olhos e no corpo. Se hidrate. O remédio para dengue, além dos paliativos, é a hidratação. Quando falamos em tendas montadas, é para que as pessoas possam tomar o soro na veia, é isso que pode poupar e salvar milhares de vidas.

Existe risco de faltar medicamentos?

Não. Não existe essa possibilidade. A secretária Lucilene Florêncio (de Saúde) e o dr. Juracy Cavalcante Lacerda Júnior (presidente do Iges-DF) estão controlando isso bem de perto. Pode, em algum um dia ou outro, ter feito um direcionamento para atender V pessoas e faltar em algum lugar específico, mas a rede está abastecida.

Há recursos para compra de medicamentos?

Há recursos. O governador Ibaneis tem cuidado muito de perto. O grupo de trabalho é comandado pela secretaria de governo. O governo inteiro está trabalhando nesse sentido.

A covid-19 não acabou. Estamos vendo uma nova cepa da doença, também é um problema?

Esse é um problema também. Muitas vezes, as pessoas chegam às unidades básicas de saúde sem saber o que é sintoma de dengue e o que é de covid-19. As campanhas publicitárias do GDF têm esclarecido quais são os sintomas de dengue, que são as dores nas articulações e manchas vermelhas na pele. A covid é mais ligada com doenças respiratórias, mas pode dar febre também. Na dúvida, procure uma UBS.

Como está a parceria com o governo federal?

Por parte do governador e do GDF, nossa relação é dentro do pacto federativo, uma relação republicana. Quando o Exército veio para nos

ajudar, fazendo visitas de casa em casa, o governador aceitou. Foi oferecido a nós por meio do ministro (José) Múcio (Defesa) ao governador Ibaneis, e ele aceitou a ajuda. O governador sempre pensa na população antes de pensar nessa questão de ideologia. Aquilo que ele precisar do governo federal vai ser pedido e nós temos recebido.

Agora, vamos tratar sobre a segurança pública. Na última vez que a senhora veio ao programa, citou um curso de capacitação que seria oferecido a policiais para atender a mulheres. Como está isso?

Foi um decreto muito importante naquele momento, pois além dessa questão do curso para formação de policiais, nós colocamos que, a partir de agora, desde o estudo e o edital para concurso público, até a formação dos agentes, eles terão um módulo que trata da questão da violência contra a mulher. Falamos também sobre saúde mental (da corporação). Acho que é um desafio para qualquer gestor público, nunca se teve tanta depressão. Há um sentimento de adoecimento da população (em geral), não sei se é pelo número de informações que recebemos ou no formato de como elas chegam, mas isso precisa ser observado. Dentro do GDF, todas as secretarias estão montando os módulos de estudo sobre o tema. Devem fazer a primeira edição por esses dias, pois a Polícia Civil, a PM, os Bombeiros e Polícia Penal, todos estão participando da elaboração desse curso.

A senhora tem o projeto de candidatura para o GDF. Teme que dentro do seu grupo político tem aquele chamado fogo amigo?

Se isso não acontecesse, não estávamos falando de política, não é? Sempre tem alguma pessoa dentro do grupo que fica insatisfeita com alguma coisa. Acredito no que o governador Ibaneis fala todos os dias: o nosso grupo representa a liderança dele e todos nós que estamos unidos (em torno dele). Às vezes, quando você vai montar uma chapa (eleitoral) e alguém fica fora. Pode ser que isso aconteça, mas acredito que sob a liderança do nosso governador, estamos todos unidos.

CNN

AVC pode aumentar o risco de demência em até 80%, aponta estudo

Um novo estudo mostrou que as chances de uma pessoa desenvolver demência aumentam em 80% quando ela sofre um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Além disso, o risco pode ser três vezes maior no primeiro ano após o derrame. Os resultados da pesquisa serão apresentados na Conferência Internacional da Associação Americana de AVC de 2024, que acontece nos dias 7 a 9 de fevereiro em Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos.

O AVC é uma lesão cerebral caracterizada pelo entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro. A condição está associada a fatores de risco como pressão alta, tabagismo, diabetes, colesterol, sedentarismo, obesidade e doenças cardíacas.

Além disso, pode deixar sequelas como dificuldade de movimentos de um lado do corpo, dificuldade de fala ou de expressão, déficit de memória, alterações comportamentais, além de aumentar o risco de depressão, segundo estudos anteriores.

No caso da demência, a relação com o AVC pode ocorrer pelo fato de, durante um derrame, o fluxo de oxigênio para o cérebro ser interrompido. Isso causa a morte de células cerebrais, aumentando o risco de desenvolvimento de Alzheimer e outros tipos de demência, como a demência vascular (causada pelo baixo fluxo sanguíneo para o cérebro).

"O comprometimento cognitivo é muito comum após um acidente vascular cerebral e pode levar à demência, o que diminui a qualidade de vida e diminui a expectativa de vida. É importante mostrar uma ligação direta entre o AVC e a demência, e investigar o momento da demência após o AVC, para informar a investigação, o planeamento e a realização de intervenções", afirma Raed Joundi, principal autor do estudo e professor assistente da Universidade McMaster em Hamilton, Ontário, no Canadá, ao Medical News Today.

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram dados de mais de 15 milhões de pessoas em Ontário, no Canadá, por meio de bancos de dados médicos. Dessas, cerca de 181 mil tiveram um AVC isquêmico ou um AVC hemorrágico e sobreviveram sem demência por, pelo menos, 90 dias.

O restante dos participantes foram, então, divididos em dois grupos de controle: um de pessoas que não tiveram AVC ou ataque cardíaco e outro com pessoas que tiveram ataque cardíaco, mas não um derrame.

Os cientistas descobriram que o risco de demência era 80% maior em pessoas que tiveram um AVC quando comparado com o grupo de controle sem ataque cardíaco ou derrame. A mesma taxa de risco foi encontrada em pessoas que tiveram AVC em comparação com aqueles que tiveram ataque cardíaco, mas não tiveram um derrame.

A pesquisa descobriu também que o risco de desenvolver demência é três vezes maior no primeiro ano após um acidente vascular cerebral. No entanto, o risco diminui após cinco anos, mais, ainda assim, é 1,5 vezes maior em comparação com quem não teve o derrame e, segundo a pesquisa, permaneceu elevado 20 anos depois.

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 05 Fevereiro 2024 07:34

CLIPPING AHPACEG 03 A 05/02/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Custo médio com internações hospitalares dá salto de R$ 4 mil em três anos

Mpox: casos crescem e especialistas entram em alerta para o carnaval

Tire as principais dúvidas sobre a vacinação contra dengue

Médica alerta para sinais de cardiopatia em crianças e adolescentes

Brasileira cria aparelho que devolve movimentos a quem parou de andar

IESS publica estudo com o cenário da saúde mental na saúde suplementar


SAÚDE BUSINESS

Custo médio com internações hospitalares dá salto de R$ 4 mil em três anos

Estudo realizado pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde traz dados inéditos sobre o mercado nos últimos quatro anos. Internações seguem sendo o item que mais gera gastos para planos de saúde

Pesquisa realizada pela UNIDAS - União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde  mostra que o custo com internações segue sendo o principal gasto assistencial e que os valores médios gastos com uma internação aumentaram de R$ 6.455 em 2019 para R$ 10.153. A principal causa de internações são doenças do sistema circulatório, responsável por cerca de 10% do total de hospitalizações no período analisado. Participaram da pesquisa 46 operadoras associadas à UNIDAS, que representam 2.530.753 milhões de vidas. Os transtornos mentais e comportamentais, que no auge da pandemia representavam 9% das internações hospitalares, caíram para 6%.

As despesas com internações apresentam um aumento significativo de acordo com a faixa etária dos pacientes. Para se ter um paralelo, na faixa acima de 60 anos, o custo médio com uma hospitalização é mais que o dobro do que entre pessoas de 24 a 28 anos. “Sabemos que os idosos demandam um cuidado maior. Como temos dentro das autogestões uma realidade etária que o Brasil terá em 2050, fica o alerta para o sistema de saúde como um todo: os custos com internações irão onerar de maneira significativa os sistemas de saúde público e privado na próxima década”, explica Anderson Mendes, presidente da UNIDAS.

Relacionado: Perfil das unidades de internação na Saúde Suplementar e no SUS

Outro ponto que chama atenção é o aumento no custo médio das consultas que, na região sudeste, cresceu 14% (maior aumento no país). Já o valor médio dos exames teve o maior reajuste na região Centro Oeste (4,17%). Ao mesmo tempo, o custo médio com internação domiciliar baixou R$ 10 mil em quatro anos, enquanto a hospitalar aumentou quase R$ 10mil, ultrapassando os R$ 24.252 de 2021, auge da pandemia.

Além disso, as medidas de distanciamento social adotadas no início da pandemia influenciaram a redução de atendimentos menos urgentes, concentrando a demanda por serviços de saúde em casos mais complexos. Com isso, foi registrado um crescimento substancial na taxa de exames em 2021 (7,25 por consulta) e uma ligeira queda em 2022 (6,68 por consulta). Esse número mostra que em 2021 tivemos um aumento no volume de exames pedidos, muito possivelmente por represamento de diagnósticos não realizados em 2020. Em 2022, a média aponta uma volta aos patamares normais, após o efeito Covid-19. 

As variações observadas em relação à faixa etária demonstraram que os beneficiários com mais de 59 anos tiveram a média mais alta de consultas e exames, enquanto os mais jovens tendem a realizar menos consultas e exames em média. “Daí a importância de aprender a cuidar deles para que sejam idosos saudáveis. Esse desafio de manter a sustentabilidade e a acessibilidade nas autogestões, em breve, será uma dor de todo mercado de saúde suplementar”, complementa Mendes. Com relação aos atendimentos de internação, a evolução do indicador da taxa de internação demonstra uma influência substancial da pandemia de COVID-19 em seus resultados.

Perfil dos beneficiários

A população brasileira está ficando mais velha. Segundo dados que o IBGE divulgou, do Censo de 2022, ano passado, Brasil teve o maior salto de envelhecimento entre censos desde 1940. Em 2010, a cada 30,7 idosos, o país tinha 100 jovens de até 14 anos. Agora, são 55 idosos para cada 100 jovens. Essa mudança também se reflete na saúde suplementar como um todo, mas de maneira ainda mais aguda nas autogestões. O índice de envelhecimento (que calcula a proporção entre beneficiários com mais de 80 anos comparados aos com menos de 14), atingiu o patamar histórico de 304,13 nas operadoras de autogestão com até 20 mil vidas. Ou seja, para cada beneficiário com menos de 14 anos, temos 3 com mais de 80, o que traz um desequilíbrio gigante. Nas autogestões com mais de 100 mil vidas, o número também é alto, mas está na faixa de 146,46. “As operadoras menores cumprem um papel fundamental porque, muitas vezes, estão localizadas em regiões que o mercado não está. Mas, claro que elas sofrem com os impactos mais rapidamente quando comparadas as maiores, que têm mais elasticidade”, explica Mendes.

As autogestões também concentram a maior parte dos idosos que estão na Saúde Suplementar. Enquanto a média do setor é de 15,34%, entre as participantes da pesquisa, pessoas com 59 anos ou mais são 28,5% da carteira. “Com menos receita e mais custos, a sinistralidade continuará aumentando, mesmo porque, a operadora permanecerá, em sua maioria, com uma cartela de cliente mais dependente do sistema, que precisa de cuidados e que apresenta determinados atributos de risco que aumentam a chance de utilização da cobertura contratado”, diz Anderson Mendes. Nas autogestões, em 2022, o índice de sinistralidade atingiu 94%, ultrapassando o patamar histórico de 92% em 2019. Isso significa que, de cada R$ 100 recebidos pela operadora de saúde, R$ 94 são gastos com pagamentos de despesas médicas e assistenciais.

Perfil das operadoras de autogestão

A análise dos dados revela que a maioria das operadoras pertence ao grupo de pequeno porte, representando 51,2% do total. No entanto, esse grande número de operadoras de pequeno porte contrasta com sua representatividade em número de beneficiários, que corresponde a apenas 7,8% do total desta pesquisa. Em contrapartida, as operadoras de grande porte, embora representem apenas 12,2% do total de operadoras, abrangem significativos 66,6% dos beneficiários. Quanto ao tipo de plano, os planos regulamentados predominam, com destaque para os planos coletivos empresariais e de cobertura nacional.

Em dezembro de 2022, os segmentos de “Ambulatorial + Hospitalar com Obstetrícia + Odontológico” e “Ambulatorial + Hospitalar com Obstetrícia” representaram a maior parte dos beneficiários, totalizando 51,3% e 44,4%, respectivamente. Isso sugere que as operadoras têm oferecido planos abrangentes que oferecem amplas opções de assistência. É importante notar que a grande maioria dos beneficiários está inscrita em planos com coparticipação, abrangendo aproximadamente 90% dos beneficiários. Isso pode indicar uma estratégia das operadoras para oferecer opções mais acessíveis aos seus clientes, com mecanismos de moderação de uso, embora seja fundamental acompanhar o impacto dessa coparticipação na acessibilidade aos serviços de saúde.

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PORTAL TERRA

Mpox: casos crescem e especialistas entram em alerta para o carnaval


O aumento do contato físico e de turistas nas capitais brasileiras durante o carnaval poderá, de acordo com especialistas, aumentar o contágio da mpox (antiga monkeypox ou varíola dos macacos) entre os foliões. Identificada no Brasil pela primeira vez em junho de 2022, a infecção manteve-se circulante em todo o país e teve um indicativo de aumento de casos em meio as recentes férias de dezembro e festas de final de ano, sobretudo no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os números atuais são menores do que quando houve a epidemia da infecção no país, há dois anos, mas merecem atenção por justamente encontrarem um ambiente propício para novas disseminações em meio às festividades.

No estado de São Paulo, por exemplo, houve a identificação de 21 novos casos na primeira semana epidemiológica deste ano. Seguido por 17 novos diagnósticos nos sete dias seguintes e mais seis casos suspeitos. Na terceira semana há, ao menos 18 casos suspeitos. Entre outubro e dezembro do ano passado, a título de comparação, a identificação de novas infecções não passava de três por semana.

- O carnaval é um evento potencialmente disseminador dessa infecção. É preciso que as pessoas dos grupos mais vulneráveis saibam pois o Brasil não contou com doses suficientes para vacinar uma parte relevante da população. A mpox é também uma infecção sexualmente transmissível (IST) e pode ser muito grave em pacientes com a imunidade baixa - explica Alvaro Costa, médico infectologista do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS do Estado de São Paulo.

Ele confirma que os especialistas estão atentos ao crescimento de casos:

- É um momento de alerta. Estamos preocupados, sim, pois não há vacina suficiente e ainda não temos um antiviral específico para tratamento. Aos pacientes em geral, a infecção é branda ou moderada, causa mais preocupação nos imunossuprimidos. Mas mesmo leves, os quadros podem ser dolorosos.

Na cidade do Rio de Janeiro, também há preocupação em relação aos novos casos. Desde novembro 2023,as infecções têm apresentado indicadores maiores do que as vistos ao longo do ano passado.

A maior taxa se deu ao longo da última semana de dezembro, com 11 confirmações de diagnósticos em toda a cidade.

- É uma doença que merece muita atenção. Vamos ter, sim, aumento de casos sempre que houver turistas circulando. É preciso lembrar que, para esse tipo de doença, onze casos em uma semana é muita coisa, justamente por ela ter um potencial de disseminação muito alto - afirma Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

De acordo com levantamento realizado pelo GLOBO, outros estados como Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Rio Grande do Sul, também têm diagnosticado quadros de mpox entre meados de dezembro e janeiro.

- Os registros de novos casos acontecem principalmente nos grandes centros porque é preciso de contato físico para ocorrer (sobretudo o íntimo). Obviamente, o carnaval tem muitas festas, as pessoas viajam muito, o que transforma um período de bandeira amarela para um possível aumento de casos - diz Alexandre Naime Barbosa, médico infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). - É uma doença que pode, sim, ser transmitida de maneira assintomática, mas é bem mais frequente quando já há lesões na pele.

David Uip, diretor nacional de Infectologia da Rede D'Or, conta que após meses recebeu um recente caso de mpox em seu consultório. Ele, contudo, afirma que ainda é cedo para determinar que haja uma grande mudança de cenário após as festas. A cautela, porém, segue fundamental.

- É uma infecção que se transmite por contato físico de corpo a corpo, não é preciso o contato sexual. Mas não é preciso que vire uma paranoia, a busca deve ser pelo meio termo. É necesário proteger-se pois a infecção está por ai, existe - afirma o especialista.

Considerando a natureza da infecção - que não precisa de ato sexual para se disseminar - os especialistas sugerem que é mais difícil se proteger da mpox do que de outras ISTs, por exemplo.

Eles defendem, contudo, que se mantenha rigorosamente o uso de preservativos (como regra geral para as festas) e que haja atenção especial aos quadros de febres, ínguas, dores no corpo e do aparecimento de feridas na região genital de homens e mulheres. Com o surgimento de qualquer uma dessas queixas, é imperioso procurar o sistema de saúde.

Os médicos ainda esclarecem que, embora o grupo dos homens que fazem sexo com homens (HSM) tenha concentrado casos tão logo a infecção chegou ao país, todas as pessoas que entrarem em contato com o vírus podem desenvolver a infecção - inclusive as crianças - como já foi identificado em São Paulo.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde não informou se há avanços na política de vacinação para mpox. A pasta chegou a comprar um lote de 50 mil doses de imunizantes contra a doença em 2022, número insuficiente até para vacinar profissionais da saúde envolvidos com o combate à infecção, afirmaram os especialistas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que a autorização excepcional e temporária para uso da vacina Jynneos e da Imvanex, ambas dedicadas à mpox, seguem ativas no Brasil. A importação, contudo, fica a cargo da pasta da Saúde.

Na capital paulista, o Instituto Butantan mantém ativa uma linha de pesquisa para o desenvolvimento de um imunizante contra a infecção, ainda em fase inicial. Também em São Paulo, a Casa da Pesquisa - ligada ao Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS - participa de um estudo internacional que avalia a eficácia e segurança de um antiviral para o tratamento da doença.

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AGÊNCIA BRASIL

Tire as principais dúvidas sobre a vacinação contra dengue


A vacina Qdenga, do laboratório japonês Takeda, teve seu registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. O processo permite a comercialização do produto no Brasil, desde que mantidas as condições aprovadas. Em dezembro, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do insumo no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na próxima semana, as doses começam a ser distribuídas a 521 municípios selecionados pelo Ministério da Saúde para iniciar a vacinação na rede pública. As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença. Serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue, atrás apenas dos idosos.

Confira algumas das principais perguntas e respostas sobre a vacinação com a Qdenga no país:

Quando começa a vacinação contra a dengue no SUS?

A previsão é que as doses comecem a ser distribuídas aos 521 municípios na próxima semana. Segundo o ministério, as cidades têm liberdade para dar início à vacinação assim que as doses começarem a chegar. A organização das campanhas, incluindo datas, horários e pontos de vacinação, portanto, ficará a cargo dos governos estaduais e municipais. Será preciso conferir o cronograma com as prefeituras e as secretarias estaduais e municipais de saúde.

Quem pode tomar a vacina pelo SUS?

Apesar de a bula da Qdenga indicar o imunizante para pessoas com idade entre 4 e 60 anos, o ministério anunciou que, no SUS, o público-alvo, neste primeiro momento, vai incluir apenas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, grupo que concentra maior número de hospitalizações por dengue, atrás apenas dos idosos. A decisão foi tomada em razão da quantidade limitada de doses a serem fornecidas pelo laboratório fabricante.

Não estou entre o público prioritário. Como faço para tomar a vacina?

Quem está fora da faixa etária classificada como prioritária pela pasta deve procurar a vacina na rede particular. Neste caso, é preciso ficar atento, já que há dois imunizantes distintos no mercado: a Qdenga e a Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi. A segunda opção, entretanto, é indicada para a faixa etária de 6 a 45 anos e recomendada somente para pessoas que já foram previamente infectadas pela dengue.

Qual o preço da vacina no sistema particular?

O preço praticado em laboratórios e farmácias particulares flutuou bastante ao longo dos últimos 11 meses. Quem tomou a dose assim que a Qdenga foi aprovada pela Anvisa pagou mais barato. Quem buscou a imunização após a explosão de casos no país teve de se planejar melhor. Os valores, atualmente, giram em torno de R$ 400 cada dose, sendo que o combo com duas doses (esquema completo) sai mais em conta.

Gestantes e lactantes podem tomar a vacina?

A Qdenga é contraindicada para gestantes e lactantes e, portanto, não pode ser administrada nem na rede pública, nem na privada. A dose também não é indicada para pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas e indivíduos que tiveram reação de hipersensibilidade à dose anterior. Mulheres em idade fértil e que pretendem engravidar devem usar métodos contraceptivos por um período de 30 dias após a vacinação.

Porque a vacina não é indicada para pessoas com mais de 60 anos?

Pessoas com mais de 60 anos não têm indicação para receber a dose em razão da ausência de estudos clínicos. Apesar disso, a Agência Europeia de Medicamentos e a Administración Nacional de Medicamentos, Alimentos y Tecnología Médica, agência regulatória argentina, aprovaram o uso de Qdenga a partir dos 4 anos sem limite superior de idade, considerando potenciais benefícios no grupo, mais suscetível às formas graves da doença.

"Assim, a recomendação para indivíduos com mais de 60 anos deve ser encarada como uma indicação off label, a critério médico, respaldada pela aprovação por outras agências regulatórias, mas sem dados que atestem a segurança e a eficácia", detalhou a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim).

A vacina também protege contra o Zika e o Chikungunya?

A Qdenga previne exclusivamente casos de dengue e não protege contra outros tipos de arboviroses, como Zika, Chikungunya e febre amarela. Vale lembrar que, para a febre amarela, no Brasil, estão disponíveis duas vacinas: uma produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), utilizada pela rede pública, e outra produzida pela Sanofi, utilizada pelos serviços privados de imunização e, eventualmente, pela rede pública.

Quantas doses e com que intervalo deve ser aplicada a vacina?

O esquema completo da Qdenga é composto por duas doses, a serem administradas por via subcutânea com intervalo de 3 meses entre elas. Quem já teve dengue também deve tomar a dose. A recomendação, nesses casos, é especialmente indicada por conta da melhor resposta imune à vacina e também por ser uma população classificada como de maior risco para dengue grave.

Para quem apresentou a infecção recentemente, a orientação é aguardar 6 meses para receber o imunizante. Já quem for diagnosticado com a doença no intervalo entre as duas doses deve manter o esquema vacinal, desde que o prazo não seja inferior a 30 dias em relação ao início dos sintomas.

A vacina contra a dengue passou por testes?

A Qdenga demonstrou ser eficaz contra a dengue tipo 1 em 69,8% dos casos; contra a dengue tipo 2, em 95,1%; e contra a dengue tipo 3, em 48,9%. Já a eficácia contra a dengue tipo 4 não pôde ser avaliada devido ao número insuficiente de casos causados pelo sorotipo durante o estudo. Também houve eficácia contra hospitalizações por dengue, com proteção geral de 84,1% e estimativas semelhantes entre soropositivos (85,9%) e soronegativos (79,3%).

Quantas e quais são as vacinas contra a dengue aprovadas para uso no Brasil?

A Qdenga é a primeira vacina contra a dengue aprovada no Brasil para um público mais amplo, já que o imunizante aprovado anteriormente, Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, só pode ser utilizado por quem já teve dengue. A Dengvaxia não foi incorporada ao SUS e é contraindicada para indivíduos que nunca tiveram contato com o vírus da dengue em razão de maior risco de desenvolver quadros graves da doença.

Há estudos para a produção de uma vacina brasileira contra a dengue?

Maior produtor de vacinas e soros da América Latina e principal produtor de imunobiológicos do Brasil, o Instituto Butantan está em fase final de desenvolvimento de uma nova vacina contra a dengue. Assim como a Qdenga, o imunizante do Butantan é tetravalente e, portanto, protege contra os quatro subtipos do vírus, mas conta com um diferencial: será administrado em dose única, contra as duas doses necessárias da Qdenga. A previsão é que o instituto entre com o pedido de registro junto à Anvisa ainda este ano.

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Médica alerta para sinais de cardiopatia em crianças e adolescentes


Você sabia que sintomas podem sinalizar que uma criança ou adolescente tem doença cardíaca? De acordo com a diretora-médica da organização não governamental Projeto Pro Criança Cardíaca, Isabela Rangel, as manifestações clínicas variam de acordo com a patologia cardíaca e sua gravidade.

Em entrevista à Agência Brasil, a médica dá orientações sobre os sinais que devem ser observados e quando é preciso buscar assistência.

Isabela Rangel afirma que os pais devem ficar atentos caso a criança apresente cansaço durante a amamentação, desconforto respiratório quando se esforçar, cianose (coloração arroxeada), infecções respiratórias de repetição, dificuldade de ganhar peso e sudorese excessiva.

Em alguns casos, a cardiopatia requer uma correção cirúrgica, que pode precisar ser feita ainda na primeira infância. "Algumas devem ser corrigidas ainda no período neonatal", destacou. No Brasil, cerca de 30 mil novos casos ocorrem por ano, dos quais 80% vão necessitar de alguma intervenção, seja por meio de cirurgia ou cateterismo terapêutico na infância, sendo 40% no primeiro ano de vida.

A cardiologista explica que uma criança cardíaca enfrenta dificuldades de diagnóstico e tratamento, e o acompanhamento médico pode ser necessário ao longo de toda a vida. "O atendimento à criança e adolescente com cardiopatia no Brasil é um grande desafio, principalmente pela distribuição geográfica desigual dos centros de referência de cardiologia e cirurgia cardíaca. Isso faz com que muitos pacientes tenham dificuldades de chegar a esses centros especializados, retardando o diagnóstico da doença".

Outro ponto destacado é a presença de cardiopatia congênita, que pode afetar o crescimento, além do desenvolvimento motor, cognitivo e neurológico. Podem ser observados também alteração no comportamento, déficit de atenção e hiperatividade. "A manutenção da saúde dessas crianças necessita do cuidado por parte de uma equipe multidisciplinar, com o objetivo de contribuir cada vez mais para a melhora da qualidade de vida desses pacientes".

Desde sua fundação, em 1996, o Projeto Pro Criança Cardíaca atendeu 15.531 pacientes, tendo atingido seu maior número no ano passado, com 119 cirurgias de alta complexidade efetuadas. As cirurgias são realizadas no Hospital Pediátrico Pro Criança Jutta Batista, que é administrado pela Rede D'Or. Além dos procedimentos cirúrgicos, o projeto atua oferecendo cestas básicas, medicamentos, consultas e exames.

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JORNAL OPÇÃO

Brasileira cria aparelho que devolve movimentos a quem parou de andar

Também se destina a pacientes com disfunções neuromotoras ou aqueles que passaram longos períodos na UTI sem movimentação, promovendo estimulação muscular e reduzindo a dependência de opioides no tratamento da dor

No 2º ano do curso de Neurociências na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Duda Franklin, integrante da lista Forbes Under 30 de 2023, foi convocada à sala da reitoria. Ao chegar, encontrou não apenas o reitor do Instituto do Cérebro, um dos principais centros de pesquisa do País, mas também o renomado neurocientista Sidarta Ribeiro.

“Os dois estavam esperando para ter uma conversa comigo. Meu coração gelou”, contou Duda ao site da Forbes,  lembrando do início da sua trajetória como empreendedora e pesquisadora.

Ao invés de repreensão, o encontro visava uma correção de rumo, pois o reitor percebeu que Duda estava direcionando seus esforços para a pesquisa de sistema embarcado, considerado por ele um caminho pouco proveitoso. “Ele me disse que, a partir daquele momento, eu deveria me voltar apenas para a neurociência e aos meus estudos sobre neuromodulação.”

A startup liderada por Duda desenvolve um dispositivo de neuromodulação não invasiva, o Ortech, projetado para auxiliar pessoas que sofreram acidentes, ficaram em cadeiras de rodas, ou desenvolveram condições como Mal de Parkinson ou AVC a recuperarem sua mobilidade.

O Ortech também se destina a pacientes com disfunções neuromotoras ou aqueles que passaram longos períodos na UTI sem movimentação, promovendo estimulação muscular e reduzindo a dependência de opioides no tratamento da dor. Um paciente em fase de testes, anteriormente dependente de um andador, agora caminha com auxílio de muletas, com a expectativa de recuperar autonomia completa em dois anos.

Os testes do Ortech estão em andamento no Hospital do Amor, em Campinas (SP), e no CHN em Niterói (RJ), parte da rede DASA. “O aparelho, que cabe na palma da mão, transmite sinais para os neurônios para ativar os movimentos ou modular a dor. São sinais que saem de um computador para o sistema fisiológico do paciente.” 

Desde jovem, Duda Franklin destacou-se por sua excepcional criatividade e habilidade de pensamento, evidenciando ser única e muito acima da média. “Meus trabalhos para a feira de ciências eram protótipos de tomógrafo, por exemplo”, diz.

Duda compartilha que, desde a infância atípica, diagnosticada com altas habilidades no transtorno do espectro autista, isso era motivo de orgulho para sua mãe, uma assistente social que incentivou seus estudos, mas não sem desafios. “As meninas se interessavam por One Direction e eu nunca entendi direito essas paixões adolescentes. Ficava de fora”.

Estudando em uma escola de elite, era uma das poucas sem recursos financeiros na turma de adolescentes da classe alta. “Sofri preconceito pela minha cor e meu cabelo. Demorei muito pra me aceitar”, diz.

Devido a mais essa diferença, ela encontrava refúgio nos laboratórios e bibliotecas, enquanto suas colegas discutiam sobre acessórios para o cabelo e bandas musicais. Desde o ensino médio, seu interesse estava na compreensão das áreas desativadas do cérebro.

Aos 24 anos, acumula diplomas de graduação em Neurociência e Engenharia Biomédica, mestrados em Neuroengenharia e em Ciência, Tecnologia e Inovação, além de uma formação em empreendedorismo.

“Não quis aceitar a ideia de ser uma cientista que fica só dentro do laboratório. Meus ídolos são inventores que criaram empresas, como Steve Jobs”, diz a potiguar, que faz parte do hub de fundadores Microsoft for Startups e, em 2023, teve sua empresa investida pelo fundo do Google para fundadores negros. “Eu me preparei para gerir uma empresa ao mesmo tempo em que trabalho no desenvolvimento de produtos. Eu sei que consigo.”

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MEDICINA SA

IESS publica estudo com o cenário da saúde mental na saúde suplementar

Nos últimos anos, os transtornos relacionados à saúde mental se agravaram e, por consequência, se tornaram um dos principais problemas da saúde no País. Parte de uma extensa lista que inclui ansiedade e transtorno bipolar, a depressão é uma das doenças que têm crescido e afetado beneficiários na saúde suplementar – entre 2020 e 2023, passou de 11,1% para 13,5% dos beneficiários com planos de saúde, aumento de 2,4 pontos percentuais. Em novembro do ano passado, havia 50,9 milhões de beneficiários no País.

As informações são de um estudo especial do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), que traz um panorama da saúde mental na saúde privada e tem como proposta reforçar a campanha Janeiro Branco, que busca conscientizar e trazer reflexões sobre essa questão.

O estudo “Janeiro Branco na Saúde Suplementar – Panorama da saúde mental entre beneficiários de planos de saúde”, baseado em dados de três pesquisas realizadas pelo Inquérito Telefônico para Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), mostra que a maior prevalência da depressão ocorre entre as mulheres. O resultado da análise indica que houve aumento de casos entre 2020 e 2023, de 15,3% para 18,5%, respectivamente. Assim, uma a cada cinco beneficiárias de planos de saúde apresentam a doença.

Nota-se também que o maior volume de casos está entre os jovens de 18 a 39 anos. Durante o período analisado, subiu de 9,8% para 13% dos beneficiários nessa faixa etária, resultando em elevação de 3,2 pontos percentuais. No público com 60 anos ou mais houve variação positiva de 2,4 pontos percentuais (passou de 13,1% para 15,5%) e entre a faixa de 40 a 59 anos subiu um ponto percentual no mesmo período, de 11,8% para 12,8%.

Crescimento em número de consultas

Em outro estudo, intitulado “Dados assistenciais da saúde suplementar – edição especial saúde mental”, com dados do Mapa Assistencial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o IESS apresenta mais informações relevantes sobre o tema. Para se ter uma ideia, entre 2019 e 2022, houve crescimento representativo (60,8%) no número de consultas e sessões com psicólogos no País. No primeiro ano, foram 21,7 milhões e saltou para 34,9 milhões três anos depois.

Para José Cechin, superintendente executivo do IESS, os dados são preocupantes e acendem um sinal de alerta, pois mostram que os transtornos ligados à saúde mental estão cada vez mais presentes, inclusive entre os beneficiários de planos de saúde. “Os dados mostram que a pandemia da Covid-19 foi um dos agravantes para o aumento de casos de doenças relacionadas. Isso também resulta em mais custos para o setor, que apenas com procedimentos de psicoterapia, teve seu gasto elevado, de R$ 181 milhões para R$ 269 milhões, entre 2018 e 2022”, observa.

Clique aqui para ver o estudo Janeiro Branco na Saúde Suplementar na íntegra.

https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/estudos-especiais-do-iess/janeiro-branco-na-saude-suplementar-panorama-da

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Assessoria de Comunicação

Sexta, 02 Fevereiro 2024 07:45

CLIPPING AHPACEG 02/02/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Queda de 15% nos exames de mamografia liga sinal de alerta no Brasil

Reajuste: plano de saúde deve subir 25% em 2024
R$125 milhões na mesa: Novo rival dos planos de saúde chega com cofres cheios para aniquilar Unimed e Amil

19 milhões no lixo: Hospital colossal de SP acaba indo à falência junto com plano de saúde da Unimed

Goiás registra a primeira morte por dengue em 2024, diz governo

Número de casos de dengue dobrou em uma semana

Henrique Prata vale ouro e será uma honra para Goiás se gerir o Cora

Ministério da Saúde vai monitorar casos de dengue em Goiás

Goiás está em situação de emergência por casos de dengue e chikungunya

AGÊNCIA BRASIL

Reajuste: plano de saúde deve subir 25% em 2024

Os planos de saúde empresariais devem ter neste ano reajuste médio de 25%. Esse percentual é três vezes maior que a inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).Os reajustes de planos de saúde empresariais têm crescido desde 2018. Em 2023, enquanto os preços em geral aumentaram 4,8%, a inflação médica subiu 14,1%, mais do que a média global, de 10,1%, segundo dados da consultoria AON, que mediu os custos dos insumos médicos no ano passado em 113 países.

Esse aumento tem sido criticado por especialistas no assunto. "Nenhuma aposta fora de 20% a 25% para o reajuste em 2024 parece boa neste exato momento", comentou Luiz Feitoza, sócio da consultoria Arquitetos da Saúde.O motivo dos aumentos, aponta análise da Arquitetos da Saúde, está nas perdas de receitas desde início da pandemia.

Em 2020, muitos procedimentos (como cirurgias eletivas, consultas e exames) foram suspensos para abrir espaço ao tratamento de pacientes com covid-19. Embora o volume de atendimentos de doentes tenha sido alto no período, houve uma queda considerável nos custos em relação a outros procedimentos que deixaram de ser feitos. "Entre 2021 e 2022, o mercado ganhou cerca de 2 milhões de novos usuários, mas que pagaram preços irrealistas pelos planos", explica Feitoza.

Planos e remédios mais caros

Não são só os planos de saúde que devem subir, os remédios também ficarão mais caros este ano com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) mais alto. Dez Estados brasileiros e o Distrito Federal decidiram aumentar a alíquota do ICMS neste ano. Todas as categorias de remédios terão os valores reajustados com o aumento do imposto e esse não será o único. Em março, haverá outro aumento em função do reajuste anual definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), que é autorizado pelo governo.

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TV O FOCO

R$125 milhões na mesa: Novo rival dos planos de saúde chega com cofres cheios para aniquilar Unimed e Amil

O mais novo rival dos planos de saúde chegou para colocar medo na Unimed e Amil

A Unimed e a Amil precisam ficar com os olhos bem atentos agora que uma grande rival conseguiu chegar com um investimento enorme para ser uma outra vertente dos planos de saúde.

Acontece que os planos de saúde são viáveis para os brasileiros, você paga uma taxa para a Amil e a Unimed e eles te fornecem diversos serviços como consultas, internações e cirurgias por exemplo.

Mas, o grupo particular fora dos altos padrões de investimentos e os valores exorbitantes começou a ganhar forma e um nome tem como a 'liderança' dessa frente, o Dr. Consulta.

O QUE É O DR. CONSULTA?

O Dr. Consulta chega como outra vertente fora dos planos de saúde como Unimed e Amil e longe de ser um serviço público de saúde.

Resumidamente você paga para passar em consulta e caso precise de outros procedimentos, você aos poucos vai pagando também.

Claro que é acima do valor, mas talvez seja mais viável para algumas pessoas do que investir em um plano de saúde.

Segundo informações da Medicina SA em agosto de 2023, dr.consulta anuncia que encerrou sua rodada série D com o aporte de R$ 125 milhões agregando duas novas instituições de fundos de investimento:

O BID Invest, braço privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que aportou R$ 49 milhões, e a JICA, Agência de Cooperação Internacional do Governo Japonês, que investiu com R$ 44 milhões.

O restante do investimento veio da Kamaroopin, gestora de growth equity liderada por Pedro Faria, em associação com o Pátria Investimentos, com outros co-investidores.

O fundo de impacto Lightrock, atual investidor da companhia, aumentou sua participação no dr.consulta após esta rodada.


A rodada, que teve início em agosto de 2022, já havia captado R$ 170 milhões sendo liderada pela Kamaroopin e acompanhada pelos também investidores Lightrock e Madrone Capital, entre outros.

"Temos muito orgulho de nosso investimento no dr.consulta que demonstra nosso compromisso com o desenvolvimento de serviços de saúde acessíveis e de alta qualidade no Brasil. O apoio a inovação na intersecção entre tecnologia e saúde continua sendo um foco primordial para o BID Invest, especialmente quando se alinha com os princípios do desenvolvimento sustentável", afirma Elizabeth Robberechts, Diretora Administrativa de Infraestrutura do BID Invest.

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19 milhões no lixo: Hospital colossal de SP acaba indo à falência junto com plano de saúde da Unimed


O hospital gigante de São Paulo teve o adeus decretado com o plano de saúde

O anúncio de falência é o pior pesadelo que qualquer negócio pode receber. Afinal, ninguém abre uma empresa para vê-la ir ao fundo do poço após tanto trabalho duro.

Dessa vez, falaremos sobre o adeus surpreendente de um hospital colossal de São Paulo que acabou indo à falência juntamente com plano de saúde da Unimed.

Acontece que, em meados de 2011, o Hospital São Leopoldo foi desativado e comprado pela Unimed Paulistana em 2012. Na unidade médica, oito andares em uma região bastante movimentada de SP e capacidade para 120 leitos, quatro salas de cirurgia e um centro obstétrico.

Mas, de gigante da saúde o hospital passou a ser um prédio abandonado, coberto por um tapume cinza e cheio de pichações. Na entrada, é possível se ver muita sujeira e pedaços da construção caindo aos pedaços.

O investimento de mais de R$ 19 milhões da Unimed Paulistana foi um verdadeiro desperdício, visto que a unidade nunca chegou a ser usada, segundo informações do portal 'CBN'.

Mas, além do desfecho do hospital colossal, a Unimed Paulistana também fechou às portas depois de uma crise financeira afetar a cooperativa. A operadora tinha mais de 700 mil clientes, de acordo com o 'G1'.

Por meio de um comunicado, a Unimed do Brasil confirmou a liquidação extrajudicial da Unimed Paulistana e informou que, para efeitos administrativos, um liquidante extrajudicial nomeado pela ANS passa a responder legalmente pela operadora.

A Unimed Paulista teve o adeus decretado em 2015, sofrendo uma liquidação da ANS, que é uma espécie de falência no meio dos convênios.

QUAIS SÃO OS PLANOS DA UNIMED?

Como havíamos mencionado, o fim da Unimed Paulista não quebrou as outras cooperativas no Brasil. Atualmente, a empresa oferece os seguintes planos de saúde: Plano Bem São Paulo; Estilo; Absoluto; Superior e Exclusivo.

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PORTAL G1

Goiás registra a primeira morte por dengue em 2024, diz governo

Vítima é um homem, de 31 anos, da cidade de Uruaçu. Outros 31 óbitos estão sendo analisados, tendo entre as vítimas crianças e bebês.

Por Larissa Feitosa, g1 Goiás

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) confirmou a primeira morte por dengue em Goiás em 2024. A vítima é um homem, de 31 anos, que morreu no dia 5 de janeiro, na cidade de Uruaçu, na região norte de Goiás. Outros 31 óbitos estão sendo analisados, tendo entre as vítimas crianças e bebês.

O estado está em alerta, pois os casos de dengue estão em alta desde o ano passado. Segundo informações da SES-GO, até a manhã desta quinta-feira (1º), já tinham sido confirmados 11.294 casos da doença e 475 pedidos de internação durante janeiro.

Segundo Amanda Melo, superintendente de regulação, controle e avaliação do estado, o número de internações ainda não é motivo de preocupação, mas sim de alerta.

"Por enquanto, com relação às internações de dengue, não estamos preocupados. Nós temos uma média de solicitações de média e alta complexidade para os nossos hospitais estaduais de 15 solicitações dia, mas a gente tem alguns momentos de pico. (...) Mas nós temos mais de 15 unidades que estão aptas a atendimento desses pacientes, então, por enquanto, estamos numa situação confortável, mas temos receio de uma crise como foi a Covid", explicou.

A maioria dos casos registrados em Goiás são de dengue tipo 1 (103 casos), mas o que preocupa as autoridades são os casos de dengue tipo 2 (56 casos). Isso porque, segundo a superintendente de vigilância em saúde, Flúvia Amorim, o sorotipo 2 tem o potencial de causar formas mais graves em algumas situações, inclusive em crianças e adolescentes.

“O que nos preocupa neste ano de 2024 em relação à dengue não é só o aumento de casos em geral, mas o aumento de casos graves. O sorotipo 2 está circulando e tende a ficar predominante no nosso estado”, diz a superintendente.

Em Goiás, as cinco cidades com maior número de casos de dengue são: Anápolis (1.630), Goiânia (1.522), Jataí (1.298), Águas Lindas de Goiás (863) e Aparecida de Goiânia (783).

Já os cinco municípios em que se tem maior incidência da doença são: Sanclerlândia (2.557), Aurilândia (2.281), Perolândia (1.883), Ipiranga de Goiás (1.650) e Cocalzinho de Goiás (1.501) - a incidência de uma doença mede o risco da população adoecer, dividindo o número de casos da doença das últimas quatro semanas pela quantidade de habitantes.

Vacina

A vacina contra a dengue, que será disponibilizada pelo Ministério da Saúde para mais de 130 cidades em Goiás, será mais uma das formas de prevenção à doença. Mas ainda não há previsão de quando as doses serão entregues e nem qual será a quantidade.

“O que a gente teve de informação é que o Instituto Nacional de Controle de Qualidade de Saúde (INCQS) estava avaliando a vacina, o que faz parte do protocolo, e que eles exigiram que o laboratório forneça a bula em português”, explicou Flúvia.

As doses serão aplicadas por grupos de prioridade e a faixa etária escolhida foi a de 10 a 14 anos, com duas doses com intervalo de três meses entre elas.

Combate ao mosquito

Em Goiás, 48 cidades estão com alto grau de risco para a dengue

A dengue, a zika e a chikungunya são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, que se reproduz em água parada. Segundo Flúvia, estudos mostram que cerca de 75 a 80% dos criadouros do mosquito estão sendo encontrados dentro das casas. Por isso, pede a compreensão da população para ajudar no combate ao mosquito.

“É importante que cada cidadão faça essa avaliação uma vez por semana. A responsabilidade é compartilhada, tem a parte que é do cidadão e tem a parte que é do poder público”, orientou.

Segundo a superintendente, a Defesa Civil tem encontrado resistência dos moradores em deixar que os agentes adentrem nas residências para checar se há criadouros do mosquito. Ela pede a compreensão da população, já que o serviço dos agentes nas casas é mais proveitoso do que os conhecidos fumacês.

“Se você está receoso se aquela pessoa é agente ou não, a orientação é verificar a identificação e, em dúvida, ligar para sua secretaria municipal. (...) O fumacê tem uma eficácia muito baixa, porque a característica das residências é de muro alto, árvores nas portas. Então, a quantidade de inseticida que chega no mosquito que fica dentro do domicílio é muito pequena”, explica a superintendente.

Causas do aumento

O médico epidemiologista e professor da Universidade Federal de Goiás João Bosco Siqueira Júnior destaca também que não há uma resposta única para a questão.

“Os países de clima tropical sofrem muito com a proliferação do mosquito transmissores da dengue. A temperatura ideal para o mosquito é entre 25°C e 32°C. E Goiás tem essa condição climática muito favorável quase o ano todo”, disse.

O El Niño, fenômeno meteorológico que eleva as temperaturas, também contribui para o aumento de mosquitos Aedes aegypti, transmissor da dengue. “A gente pode ter aumento de temperatura e chuvas irregulares. Isso é a combinação perfeita para a proliferação. Aumentando o número de mosquitos, aumenta o número de casos”, disse Flúvia.

O médico pontuou ainda que Goiânia e o Entorno do Distrito Federal são grandes áreas urbanas e que as epidemias não atingem todas as regiões ao mesmo tempo. Além disso, a parcela da população que teve dengue de um sorotipo específico vai variando a cada ano. Isso pode justificar constantes números altos da doença.

Por último, Flúvia disse que o sorotipo da dengue que está circulando atualmente é diferente dos anos anteriores, o que também contribui para o aumento dos casos.

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TV ANHANGUERA

Número de casos de dengue dobrou em uma semana

globoplay.globo.com/v/12318431/

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JORNAL OPÇÃO

Henrique Prata vale ouro e será uma honra para Goiás se gerir o Cora

Ministério Público faz justiça a um santo ao rejeitar denúncia com a qual Marconi Perillo tentava impedir a construção da maior obra da Saúde no Centro-Oeste

Nilson Gomes-Carneiro

Especial para o Jornal Opção

O ano começou no fim de janeiro, quando o Ministério Público de Goiás disse “não” à vontade do ex-governador Marconi Perillo de barrar o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás, o Cora, maior obra de Saúde do interior do Brasil. Foi uma tentativa de golpe contra milhares de pacientes que sofrem com câncer, em ação equivocada atribuindo delitos à pessoa mais próxima de um santo que habita este país, Henrique Prata, a Irmã Dulce rediviva, a Madre Tereza de Calcutá deste lado do Atlântico. Caso seja o gestor do Cora, vai honrar Goiás e orgulhar inclusive a memória da menina da Casa Velha da Ponte, a Coralina coragem, Coralina coração.

Quem já viu seu trabalho em 12 Estados sabe que não se trata de exagero.

Quem acompanha suas atividades no Hospital de Amor, em Barretos (SP), diria que é o mínimo a se reconhecer.

Absurdos são tolerados na política e deles Prata tem sido vítima sem interrupção. Como diz nos livros, verdadeiros best-sellers, o poder do lado podre das empresas de doença supera o das autoridades constituídas. No fim de 2023, lançou sua quarta obra, “O Parque dos Lobos”, pela Editora Gente. O nome de Marconi Perillo não aparece ali, mas emerge de cada página a obsessão de figuras iguais a ele por prorrogar a dor dos doentes de câncer e seus familiares. A cada unidade aberta, depois de muito trabalho e enfrentando perseguições de todo tipo, Henrique se depara com armários cheios de Érobos engravatados como o que o acionou em Goiás. O Cora terá 45 mil m² de área construída. Ou seja, será assombração a dar com pau. Vade retro, Madame Satã do mal.

O que Marconi não sabia é que nada disso é novidade, nem seus gestos, nem suas intenções, nem seus métodos. São o parque e os lobos que Henrique Prata colocou no título de seu magnífico libelo em favor dos vulneráveis. As denúncias de Marconi, que não têm fundamento, são levadas a sério justamente para mostrarem a que vieram, ou seja, o desejo mórbido de atrapalhar. A batalha de Henrique não é contra moinhos de vento e sim contra a tempestade de corrupção. Na matilha estão desde secretários municipais até burocratas de Brasília, de grupelhos em corrutelas ao Ministério da Saúde, não importam partidos, prefeitos, governadores (ou ex), o presidente da República ou seus auxiliares. Como reafirma, há alguém superior a essa turma inteira, o casal Doutor Grana e Medicina do Dinheiro.

Honestidade, a mais letal das armas

Prata ressalva os honestos da saúde privada e detalha os danos que a fatia bandida provoca. Em “O Parque dos Lobos”, esmiúça as tenebrosas transações para impedir o funcionamento do Hospital de Amor em Porto Velho (RO). Beira o inacreditável a narrativa de um exército de mafiosos de cofres escancarados para receber os caraminguás da gente moída à espera de atendimento. Henrique Prata os desafia com a mais letal das armas, a honestidade.

Os marginais lucram horrores com um horror, o câncer. O que para pacientes e familiares é um mal, para as organizações criminosas de branco (e outras) são notas vivas de real, dólar e euro. A indústria é de tal forma superavitária que profissionais da cura se transformam em monstros quando veem risco de a fonte secar. A implantação de um Hospital de Amor, como será o Cora, soa o alarme de que o chafariz de cédulas será desligado.

Marconi Perillo mirou em Ronaldo Caiado e tentou acertar, por tabela, em Henrique Prata. Mas errou os “tiros”, que atingiram seu pé. Desconhecia o fato de o presidente da rede nº 1 em atendimento oncológico na América Latina andar sempre com inexpugnável colete à prova de balas, o resultado em vidas, saúde e bem-estar de milhões de pessoas. Caso o ex-governador de Goiás protagonize o próximo sucesso de público de Prata, vai ajudar na missão: o que arrecada com a venda de livros é destinado à rede de hospitais. Foram 260 mil exemplares das tiragens em papel de “Acima de tudo o amor”, com o dinheiro revertido inteiramente para a construção na Capital de Rondônia.

Corvos (never more, diria Poe) como os que se aventuram a agourar o Cora voaram aos bandos sobre o projeto em Porto Velho. Assim como Winston Churchill com os aviões nazistas cobrindo Londres, Henrique Prata e seus colaboradores lutaram à sombra. Após derramarem sangue, suor e lágrimas, com ajuda de meia dúzia de empresários, o prédio ficou pronto, foi equipado e… cadê os convênios? A facção conseguiu vedar os repasses ao Hospital de Amor Amazônia nos três entes federativos: “Inauguramos com 21 mil pacientes ontológicos, sem dinheiro de governo municipal estadual ou federal”, relata Henrique Prata. Isso foi em 2017, já atuava desde 2013 e as facadas nas costas não deram sossego.

Mesmo com o número de atendidos dobrando a cada ano, autoridades estaduais em Rondônia chegaram ao cúmulo de dispensar recursos federais que Henrique havia conseguido. Ainda assim, o benfeitor manteve o propósito, iniciado quando percorria o Caminho de Santiago de Compostela pela primeira vez. O celular tocou na mochila. Avisavam-lhe de que havia sido considerado “Campeão Mundial de Avanço na Área Médica do Combate ao Câncer de Mama”. Mundial, hein! O prêmio era de 1 milhão de dólares ofertado pela Avon. Teve a ideia de passar o inesperado valor para o lugar Campeão Nacional em Enviar Pacientes para Barretos, a Região Norte. Especificamente, Porto Velho.

(Aliás, a Amazônia não é para amadores. Autoridades atingiram o Monte Roraima da malvadeza dificultando o tráfego das carretas de prevenção ao câncer, que participavam de campanhas por rodovias, balsas e onde mais houvesse mulheres a ser conscientizadas. O start, meio século atrás, foi em bicicleta. A máfia prefere apertar o delete.)

O cenário ali é tão escabroso que servidores da Saúde boicotam o envio de pacientes para o Hospital de Amor local. Os doentes são encaminhados para clínicas semelhantes a ferros-velhos de tão sucateados seus instrumentos, aparelhos e práticas médicas. Em vez de curarem, matam. “O Parque dos Lobos” foi lançado ao se completar uma década de abutres nazistas preenchendo os céus de Rondônia e a turma do bem combatendo à sombra com as sobras.

Espancam-no em vão, pois Henrique não desiste. É a tradição da família Prata, que vale Ouro, desde o século XIX. Na primeira década do XX, sua bisavó “acolhia os pacientes em sua própria residência” e “construiu uma Santa Casa em Lagarto (SE) em 1919”. Seu pai, Paulo Prata, e seu avô, Ranulpho Prata, ambos médicos, mantiveram o propósito de cuidar dos desamparados. Doutor Paulo bancou os primórdios do Hospital do Câncer de Barretos em 1962. Segurou o leme ao lado de doadores até a exaustão financeira. Abaixou as portas. Era 1989 quando Henrique, “fazendeiro que nunca cursou medicina, ao viver uma experiência de fé, resolveu abraçar a obra de seu pai e servir a Deus desse modo”, diz na quarta capa de “Acima de tudo o amor”.

O Senhor deve estar satisfeito, igual a Henrique, que O louva em praticamente todos os parágrafos dos livros. Gratidão é algo vindo dos céus, não o dos abutres e corvos, e essa chuva irriga os caminhos do Santíssimo Henrique da Saúde. É de tal forma grato que um radialista de Goiânia, Kadmous Alassal, espalhou vídeos em que comenta seus livros e Henrique, quando veio visitar o Cora ao lado do governador Ronaldo Caiado, o convidou para subir ao palco. Não esquece quem auxilia a luta contra o câncer, milhões de voluntários que colocam a mão na consciência e, claro, no bolso.

Dedica os exemplares literários a bons cristãos como José Luiz Cutrale (o Rei da Laranja, que, quando menino, foi carregador num mercado e morreu bilionário em 2022), padres (três italianos, Mucciolo, Bortolameotti e Lancelotti), o presidente Lula da Silva e seu vice Geraldo Alckmin (num livro de 2012), José Serra (ex-ministro da Saúde e ex-governador de São Paulo) e artistas como Ivete Sangalo, Xuxa, Gugu Liberato, Chitãozinho & Xororó, Sérgio Reis e os goianos Leandro e Leonardo. Agradece a alguns representando a multidão de almas caridosas. Conheça um fato com uma delas, Eunice Diniz.

A gente em Goiás vai a pé a Trindade, Muquém, Guarinos e Panamá pagar promessas. A romaria de Henrique é em Compostela, na Espanha. Além de idealizar o Barretinho, a filial de Porto Velho, numa das peregrinações, de 22 de setembro a 13 de outubro de 2011, gravou o que viraria “Acima de tudo o amor”. Todos teríamos de virar caminhantes em tributo a humanos como Henrique e Eunice. Ele estava fazendo o Hospital de Amor Jales (SP) quando o dinheiro acabou, governo sumiu, político miou. Metade do prédio pronta. O desespero assomou. E agora, Henrique?

Lembra quem é o grande parceiro dele? Deus. Depois de tirar insistentemente o chapelão para coçar a cabeça, surgiu uma luz. Deus. Tocou novamente o telefone. Deus havia tocado alguém. Era Eunice Diniz, doadora de milhões de dólares em projetos anteriores. Havia vendido uma fazenda:

“Fiz um voto de que parte do dinheiro iria para um projeto que se dedicasse a salvar vidas.”

Era 2010. Orçamento para concluir o hospital: R$ 15 milhões. Ela bancou.

Num mundo em que há Henriques e Eunices, Coras prosperam ainda que marconis — “m” minúsculo — tentem o contrário.

Nilson Gomes-Carneiro é advogado.

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A REDAÇÃO

Ministério da Saúde vai monitorar casos de dengue em Goiás

Para ampliar e agilizar a organização de estratégias de vigilância, frente ao aumento de casos de dengue no Brasil, o Ministério da Saúde instalou, nesta quinta-feira (1º/2), um Centro de Operações de Emergência - COE Dengue. O anúncio foi feito pela ministra Nísia Trindade durante a abertura da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF), reforçando que a atuação será coordenada com estados e municípios.

Segundo Nísia, Goiás, onde, neste ano, foram registrados 13.870 casos prováveis de dengue, receberá atenção especial do COE. Ela explicou que a medida vai contribuir para uma análise minuciosa, porém ágil, dos dados e das informações para subsidiar a tomada de decisão e definição de ações adequadas e oportunas para o enfrentamento dos casos no estado. 

“De maneira geral, a mensagem é de mobilização nacional, de união de esforços com estados e municípios. De um Brasil unido contra a dengue. Nós estamos, desde novembro, com uma série de ações para monitorar o avanço da doença. Temos o SUS, com toda sua capilaridade, os Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias. É um movimento de governo, mas também precisamos do apoio da sociedade”, frisou a ministra.

A fala da ministra da Saúde reitera a coordenação, por parte da pasta, de uma série de atividades preparatórias para a sazonalidade de 2024. Desde o ano passado, o governo federal está em constante monitoramento e alerta quanto ao quadro das arboviroses no Brasil, convocando a sociedade, unindo esforços e trabalhando pela conscientização das medidas de prevenção em todo o território nacional.

Atualizações
Em 2024, até o momento, o Brasil registrou 243.721 casos prováveis de dengue, sendo 52.069 casos na semana epidemiológica 1 (31/12 a 6/1), 63.995 na semana 2 (7 a 13/1), 79.872 casos prováveis de dengue na semana 3 (14 a 20/1) e 47.785 casos na semana epidemiológica 4 (21 a 27/4). Os dados são do painel de atualização de casos de arboviroses do Ministério da Saúde. 

Com o acionamento do COE, o Ministério da Saúde vai ampliar o monitoramento da situação, com ênfase em dengue, para orientar a execução de ações voltadas à vigilância epidemiológica, laboratorial, assistencial e de controle de vetores. O planejamento das ações e a resposta coordenada serão feitos em conjunto com estados e municípios e de forma interministerial.

Pacote de estratégias 

O Aedes aegypti utiliza todo o tipo de recipiente capaz de acumular água para depositar seus ovos. Alguns são conhecidos: garrafas e embalagens descartáveis, latas, vasos de plantas, pneus e plásticos. Mas há lugares que, muitas vezes, o mosquito utiliza para se reproduzir e que são desconhecidos das pessoas. É aí que entra o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias (ACE). Em Goiás, 3.885 agentes estão atuantes na força-tarefa contra a dengue.

“Esses profissionais que atuam na linha de frente de combate ao mosquito são treinados e capacitados para detectar riscos de vetores para os próprios residentes e para a comunidade, orientando as famílias e visitando as casas uma a uma. Ninguém quer que a sua residência seja um local de risco. Por isso, é importante abrir as portas para esse serviço de proteção”, ressalta a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel.

Pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças menores de 2 anos e idosos acima de 65 anos são mais suscetíveis às complicações da dengue, chikungunya e zika. Caso tenha um desses perfis, os cuidados de combate ao mosquito devem ser redobrados: mantenha a caixa d’água bem fechada, guarde pneus em locais cobertos, limpe bem as calhas de casa, amarre bem sacos de lixo e não acumule entulho, esvazie garrafas PET, potes e vasos, coloque areia nos vasos de planta, e receba bem os agentes de saúde.

Sintomas e prevenção

Os sintomas de dengue, chikungunya ou Zika são semelhantes. Eles incluem febre de início abrupto acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele, manchas vermelhas pelo corpo, além de náuseas, vômitos e dores abdominais. A orientação do Ministério da Saúde é para que a população procure o serviço de saúde mais próximo de sua residência assim que surgirem os primeiros sintomas.

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Goiás está em situação de emergência por casos de dengue e chikungunya

O Estado de Goiás vive, pela primeira vez, uma situação de emergência por alto índice de casos de dengue e chikungunya simultaneamente, sendo a região Sudoeste a mais afetada. Conforme o secretário de Saúde, Rasível Júnior, a pasta aguarda as últimas notificações dos municípios para verificar se será decretado estado de epidemia pelas doenças no território goiano. 

Conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), o Estado registrou 11.643 casos de dengue nas três primeiras semanas de janeiro. Deste total, cerca de 30% correspondem ao sorotipo 2 da doença, subtipo relacionado a infecções mais graves, principalmente em crianças e adolescentes. 

Além disso,  Goiás contabilizou aumento no número de internações por dengue, foram 445 solicitações entre 1º e 31 de janeiro, sendo o último dia com maior registro, 36.  Uma morte em decorrência da doença foi registrada no mesmo período. Trata-se de um homem de 31 anos, que residia no município de Uruaçu.

De acordo com o secretário, o Estado apresenta uma curva no alto índice de casos que se assemelha ao registrado em 2022, segundo ele, pior ano da série histórica da doença em Goiás. "É necessário que todos se mobilizem para o combate da doença. Desta vez, temos ainda o agravante do sorotipo 2. Mesmo com a chegada da vacina a população não deve relaxar, até porque o número de doses será muito limitado neste primeiro momento", disse. 

Já em relação a chikungunya, foram 737 casos confirmados nas primeiras semanas de janeiro. Há ainda 924 casos notificados para investigação. Nenhuma morte em decorrência da doença foi registrada. 

Para a Superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, a maioria dos criadouros do mosquito Aedes aegypti são encontrados em domicílios. "10 minutinhos que uma pessoa tira para verificar se há recipientes com água parada no quintal de casa, faz toda a diferença. É importante que cada um faça a sua parte para que possamos combater essas doenças, afirma. "Aqueles que estão com sintomas, como febre e dor de cabeça, a recomendação é que inicie hidratação imediatamente e procure a unidade de saúde mais próxima", ressalta. 

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PORTAL AB NOTICIAS NEWS

Queda de 15% nos exames de mamografia liga sinal de alerta no Brasil


Dados do Ministério da Saúde mostram que nos últimos cinco anos o número de exames de mamografia na rede pública diminuiu 15%, passando de 4.208.520 procedimentos em 2019 para 3.575.668 em 2023.

À medida que nos aproximamos do Dia Mundial de Combate ao Câncer, em 4 de fevereiro, e do Dia da Mamografia, em 5 de fevereiro, as atenções se voltam para a importância da prevenção e conscientização sobre o câncer, particularmente o câncer de mama. Ambas as datas visam transmitir a mensagem sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. O câncer de mama é o tipo mais prevalente entre as mulheres, sendo a mamografia o principal procedimento para identificar a doença.

"A realização do exame é de extrema importância, pois apenas a mamografia é capaz de identificar lesões muito pequenas antes de se tornarem câncer. A detecção precoce pode possibilitar uma intervenção mais eficaz e dar à paciente até 98% de chance de cura", explica a mastologista do Hospital Japonês Santa Cruz, Daniela Martins.

Em junho de 2022, o inaugurou o seu mamógrafo. De acordo com informações da instituição, foram realizados 455 exames de mamografia no primeiro ano de funcionamento. Esse número aumentou 77%, passando para 809 atendimentos.

O equipamento totalmente digital é do modelo da FUJI Amulet, sendo projetado para oferecer conforto à paciente, pois conta com a pá de compressão e um design ergonômico que se ajusta ao formato da mama, garantindo que o tecido mamário seja adequadamente distribuído, reduzindo assim, o desconforto do exame.

O procedimento é um tipo específico de radiografia que possibilita a identificação precoce de alterações nas mamas, como calcificações, nódulos e tumores, que podem ser malignos ou benignos. Estima-se que, uma a cada oito mulheres vão desenvolver o câncer de mama em algum momento da vida.

"Esse tipo de exame deve ser realizado anualmente por mulheres a partir dos 40 anos ou menos, de acordo com antecedente familiar de câncer ou para complementar algum diagnóstico médico", orienta a mastologista.

O sintoma mais comum de câncer de mama percebido pelas mulheres é a presença de um caroço no seio, que pode ou não estar acompanhado de dor. Vale ressaltar que a dor não é um sintoma indicativo de câncer. Além disso, outras manifestações incluem a pele da mama adquirindo uma textura semelhante à casca de laranja, eventual secreção dos mamilos, coceira e possível presença de pequenos caroços sob o braço. Recomenda-se que a paciente busque orientação médica imediatamente ao identificar qualquer indício desses sintomas.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a alimentação, nutrição, atividade física e gordura corporal adequadas podem reduzir o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. "Os hábitos saudáveis podem contribuir como medidas para a prevenção primária da doença. As indicações são: praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, adotar uma alimentação mais saudável e evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcóolicas. Amamentar também pode ser um fator protetor", conclui a mastologista.

Sobre o Hospital Japonês Santa Cruz

Inaugurado em 29 de abril de 1939, em São Paulo, com a missão de auxiliar os imigrantes japoneses e oferecer um atendimento médico-hospitalar de excelência no Brasil, o (HJSC) se dedica a proporcionar uma vida melhor e mais saudável a toda população. Com destaque nos serviços em oftalmologia, neurologia, ortopedia, cardiologia, entre outras especialidades, a instituição possui mais de 170 leitos distribuídos entre apartamentos, enfermarias e UTI, complementada com uma unidade específica para o transplante de medula óssea. Anualmente, a entidade realiza mais de 1 milhão de atendimentos, em mais de 40 especialidades médicas e tem em sua estrutura três pronto-atendimentos (geral, ortopédico e oftalmológico) e dois centros cirúrgicos (geral e oftalmológico), capacitados para atendimentos de alta complexidade. O tem certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA II), que atesta a segurança e qualidade dos processos assistenciais e médicos.

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Assessoria de Comunicação