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CLIPPING AHPACEG 16 A 18/12/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Fraudes geram perdas de até R$ 34 bilhões aos planos de saúde no país
Planos de saúde esperam ultrapassar os 52 milhões de usuários em 2024
Medicamentos aumentam o risco de demência? Saiba mais
Prefeitura de Goiânia começa a fazer ultrassonografias pelo Corujão no próximo dia 6 de janeiro
INFOMONEY
Fraudes geram perdas de até R$ 34 bilhões aos planos de saúde no país
Dados de 2022 apontam que notas fiscais fraudulentas para pedidos de reembolso têm sido usadas nos golpes contra as companhias do setor
Fraudes e desperdícios causaram perdas estimadas entre R$ 30 bilhões e R$ 34 bilhões às operadoras de planos de saúde ao longo de 2022, informou o IESS (Instituto de Estudos da Saúde Suplementar), a partir de pesquisa realizada pela consultoria EY (Ernst & Young).
Segundo José Cechin, superintendente-executivo do IESS, a pesquisa considerou parâmetros internacionais, especialmente dos Estados Unidos e União Europeia, em que as fraudes e desperdícios por lá são estimados entre 6% e 7% da receita com saúde.
"No Brasil, temos uma situação diferente porque estamos menos aparelhados tecnologicamente para dificultar a vida do fraudador e identificar atividade ilícitas, além de termos uma maior propensão à fraudes", diz o executivo. Por aqui, as fraudes e os desperdícios representaram participação entre 11% e 12% nas receitas das operadoras de planos de saúde em 2022.
Para o advogado Fernando Bianchi, sócio do M3BS Advogados, o combate às fraudes demanda ações em diferentes áreas. "Não há como combater este problema de forma individualizada, uma vez que ele demanda ações das operadoras, do órgão regulador e também do Poder Público, com a edição de legislação especifica", pontua Bianchi.
Cechin reforça que os indicadores de fraude ameaçam a sustentabilidade do sistema, com milhões de consumidores. "Temos a melhor marca em relação ao número de beneficiários, quase 51 milhões. De outro, a questão das perdas com fraudes e desperdícios, que são altos. Essas perdas afetam a sinistralidade, o desempenho operacional das operadoras e, por fazerem parte dos custos, impactam diretamente sobre as mensalidades dos compradores de planos", avalia Cechin.
O advogado Columbano Feijó, especializado em direito da saúde e sócio da Falcon, Gail, Feijó e Sluiuzas Advocacia Empresarial, ressalta que as fraudes encarecem o custo do convênio médico para todos.
"O plano de saúde é regido pelo princípio do mutualismo, onde todos pagam mesmo sem usar e, todo fim de ano, o plano faz um balanço de sinistralidade [percentual que foi pago pelo plano de saúde] e é neste momento que pondera todo o custo da carteira e tem que passar ao consumidor o reajuste por sinistralidade, que é um reajuste legal", diz.
Esquema do reembolso
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) formalizou, recentemente, uma notícia-crime para apurar fraudes contra operadoras em um esquema de notas fiscais fraudulentas para pedidos de reembolso que atingiram, aproximadamente, R$ 40 milhões.
No início do ano, o Grupo CCR (CCR03) chegou a demitir pouco mais de 100 profissionais por uso indevido do benefício de reembolso do plano de saúde que a empresa oferta. O caso chamou a atenção após investigação da própria companhia apontar que as fraudes ocasionaram um custo adicional de ao menos R$ 12 milhões nos últimos cinco anos contra os cofres do conglomerado que reúne as maiores companhias de concessões de infraestrutura da América Latina.
A maioria das fraudes na CCR estava concentrada em São Paulo e na Bahia e envolvia golpes recorrentes em 12 procedimentos, com destaque para tratamentos de estética e emagrecimento, RPG e acupuntura. Os ex-funcionários flagrados na prática delituosa dividiam o valor de procedimentos não praticados, superfaturados ou desnecessários, com profissionais ou clínicas de saúde "de fachada".
Golpes mais comuns contra planos de saúde
As investigações apontam que as fraudes mais comuns são as relacionadas com:
fracionamento de recibos;
cobrança por procedimentos ou exames não realizados;
e utilização do plano de saúde por não beneficiário.
Na visão de Cechin, embora esse não seja o foco do estudo, no passado, havia uma grande incidência de fraudes cometidas a partir de atendimentos assistenciais.
Ele lembra que, há cerca de 8 anos, o episódio mais marcante ficou conhecido como a 'Máfia das Próteses', com sobrepreço de insumos e denúncias de cirurgias e uso de dispositivos médicos sem necessidade ou sem a devida qualidade. Hoje, continua o representante do IESS, a conduta fraudulenta está concentrada em atos administrativos, por meio dos pedidos de reembolso.
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CQCS - CENTRO DE QUALIFICAÇÃO DO CORRETOR DE SEGUROS | NOTÍCIA
Planos de saúde esperam ultrapassar os 52 milhões de usuários em 2024
O número de usuários de planos de saúde vem crescendo sem parar desde junho de 2020, auge da pandemia, e vai bater novo recorde este ano. A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) estima que o setor feche 2023 com 51,1 milhões de beneficiários em planos médicos hospitalares. E expectativa é de um incremento de mais de um milhão de clientes em 2024, chegando a 53,2 milhões de consumidores.
Retomada:fecham o terceiro trimestre com lucro de R$ 2,27 bilhõesPlanos de saúde: estudo estima perdas com fraudes e desperdícios de R$ 30 bi a R$ 34 bi em 2022 O atingimento de recordes sucessivos pelo setor está diretamente ligado a melhora do mercado de trabalho. É nos contratos coletivos que se concentra mais de 80% do mercado, sendo as empresas as grandes contratantes do serviço.
Marcos Novais, superintendente executivo da Abramge, aponta ainda como um fenômeno recente, diante da redução do desemprego, a oferta de planos de saúde por empresas que não costumavam ter esse benefício como forma de atrair novos colaboradores:
Entenda: Plano de saúde quer excluir dependentes maiores de idade do convênio -A taxa de desemprego mais baixa tem dois efeitos importantes. Além do fato do emprego ser a principal porta de acesso ao plano de saúde, com a redução da taxa desemprego, preencher as vagas em aberto tem ficado mais difícil, o que levou as empresas a melhorar a oferta de benefícios e um dos mais valorizados pelos trabalhadores é o plano de saúde. Esse é um fator novo que temos observado, companhias que tradicionalmente não ofereciam plano de saúde e passaram a contratar.
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JORNAL OPÇÃO
Medicamentos aumentam o risco de demência? Saiba mais
O uso regular de medicamentos para dormir, incluindo zolpidem, clonazepam, diazepam e antidepressivos, está associado a um aumento significativo no risco de demência, chegando a 79%, de acordo com um estudo recente realizado pela Universidade da Califórnia-São Francisco e publicado no Journal of Alzheimer’s Disease.
“A fragmentação do sono, a redução da eficiência do sono, a redução do sono REM, o aumento do sono leve e os distúrbios respiratórios do sono foram identificados como preditores de declínio cognitivo. A duração do sono exibiu uma relação em forma de U com a neurodegeneração subsequente. Além disso, vários parâmetros microestruturais do sono foram associados ao declínio cognitivo”, concluiu o estudo.
Intitulado “Saúde, Envelhecimento e Composição Corporal”, o estudo analisou ao longo de nove anos cerca de três mil idosos sem demência, que viviam fora de asilos. Aproximadamente 42% eram negros e 58% brancos. Ao longo do estudo, 20% dos pacientes desenvolveram demência.
Com base nas evidências, participantes de origem branca que utilizavam medicamentos para dormir de forma “frequente” ou “quase sempre” apresentaram um risco 79% maior de desenvolver demência em comparação com aqueles que raramente ou nunca recorriam a esses medicamentos.
Surpreendentemente, mesmo entre os participantes de origem negra, que geralmente tinham uma dependência menor desses medicamentos, foi identificado um aumento no risco quando o uso era frequente. Além disso, os pesquisadores exploraram a possibilidade de que determinados medicamentos para dormir possam apresentar um risco mais elevado de demência do que outros.
Yue Leng, autor principal do estudo, enfatizou a importância de os pacientes com distúrbios do sono considerarem cuidadosamente as intervenções farmacêuticas. Ele destacou a terapia cognitivo-comportamental para insônia como a abordagem inicial preferencial para casos diagnosticados de insônia. Quanto aos medicamentos, mencionou a melatonina como uma opção potencialmente mais segura, ressaltando, no entanto, a necessidade de evidências adicionais para compreender o impacto a longo prazo na saúde.
“Uma possível explicação poderia ser que os adultos negros que têm acesso a remédios para dormir são um grupo selecionado de pessoas com alto status socioeconômico, o que pode proporcionar a eles uma vantagem na saúde mental que protege contra a demência”, concluiu Leng.
Segundo os estudiosos, no entanto, pesquisas adicionais são necessárias. Enquanto a ciência não avança em resultados, os pesquisadores ofereceram algumas dicas. “Em geral, antes de alguém tomar qualquer medicamento para dormir, ou qualquer outro medicamento, deve conversar com seu médico para ver como ele pode interagir com qualquer outro medicamento que já esteja tomando. “Sua história médica e história de vida em geral também devem ser consideradas, adicionou.
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Prefeitura de Goiânia começa a fazer ultrassonografias pelo Corujão no próximo dia 6 de janeiro
Secretaria realizou mais de 104 mil ligações para pessoas que aguardam entre 60 e 180 dias para fazer uma ultrassonografia
A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), começa a realizar ultrassonografias pelo Programa Corujão a partir do dia 6 de janeiro. A meta da ação é atender aos 119,5 mil pedidos que foram se acumulando desde a pandemia da Covid-19, quando os exames eletivos foram suspensos.
A primeira fase do Corujão, que são as ligações para os pacientes, será encerrada na próxima semana. Do dia 9 de novembro ao dia 11 de dezembro, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idetech) realizou 104.485 telefonemas para pacientes que aguardam entre 60 e 180 dias para fazer uma ultrassonografia.
Do total, 18.962 (16,23%) pedidos foram excluídos após três tentativas de contato, sem sucesso, em dias e horários diferentes, inclusive à noite e finais de semana. Um total de 16.703 pessoas (15,99%) disseram querer fazer o exame e 5.040 informaram não precisar mais.
A SMS segue em busca ativa dos demais pacientes 65.678 (62,86%) que não foram localizados nos primeiros contatos. As pessoas que confirmaram a necessidade de passar pelo exame já estão sendo agendadas e começarão a ser atendidas a partir de 6 de janeiro de 2024. O paciente que aguarda por mais de 180 dias passará por consulta, via telemedicina, para saber se ainda haverá necessidade de realizar a ultrassonografia.
O titular da SMS, Wilson Pollara, esclarece que o Corujão é uma ação a mais que o município realiza para atender a população. “O prefeito Rogério lançou o Saúde Mais Perto de Você, o Goiânia Sempre Rosa, o Intensifica Saúde Goiânia, tem os mutirões e as ações em parceria com veículos de comunicação, tudo com o objetivo de atender a população o mais rápido possível”, citou Pollara, ao acrescentar que a pasta está com o Corujão da Ultrassonografia, que aumenta a quantidade de prestadores. “Com isso, a capacidade de atendimento aumenta. A meta é realizar mais corujões para agendar outros exames com a demanda reprimida”, informa.
Ultrassonografia
Também conhecida como ultrassom, a ultrassonografia é um exame de imagem que permite ao médico observar determinadas estruturas internas do corpo humano. Ela funciona por meio do uso de ondas ultrassônicas de alta frequência, que ecoam dentro do corpo do paciente. A resposta desse eco é capaz de formar imagens, que são visualizadas pelos médicos.
Por ser um exame não invasivo, indolor e seguro, o ultrassom é indicado principalmente para crianças e gestantes, buscando avaliar o estado dos órgãos dos pacientes. Também serve para identificar problemas em vasos sanguíneos, ligamentos, cartilagens, entre outras regiões internas do corpo humano.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 15/12/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Campanha alerta sobre a importância da prevenção do glaucoma
Tecnologia: Hapvida NotreDame Intermédica é destaque no evento Data & AI Forum
CDI PREMIUM alerta a sua saúde: Não deixe para depois: faça o seu check-up cardiológico ainda em 2023
'Não conseguimos entender por que ele fazia isso com as pessoas': quem é o médico preso por suspeita de 42 mortes de pacientes
'Chip da beleza' com ocitocina: implante hormonal 'turbinado' leva jovem para UTI; veja os riscos
Médico agredido por marido de paciente que morreu em atendimento diz que não houve negligência
PORTAL TÁ ON
Campanha alerta sobre a importância da prevenção do glaucoma
Estima-se que 2,5 milhões de brasileiros vivem com a doença que é a principal causa de cegueira em todo o mundo
A Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) lançou uma nova campanha educativa para alertar a população sobre os riscos e a importância da prevenção do glaucoma, uma doença silenciosa e considerada a mais comum causa de cegueira irreversível em todo o mundo.
Até o dia 15 de dezembro, quem for aos cinemas de Goiânia e de outras 125 cidades do Brasil assistirá a um filme de 29 segundos com alerta sobre a doença. O objetivo é chamar a atenção das pessoas para o glaucoma.
De acordo com a SBG, em todo o mundo, há pelo menos 3,6 milhões de cegos e 4,1 milhões de pessoas com deficiência visual entre moderada e grave devido ao glaucoma. No Brasil, estima-se que 2,5 milhões de pessoas vivem com a doença, que deve afetar 114 milhões de pacientes no planeta até 2040.
Prevenção
Com a campanha, a SBG espera alcançar 150 mil pessoas, alertá-las e torná-las multiplicadoras de informações sobre a importância de consultas periódicas com oftalmologistas para o diagnóstico precoce e tratamento do glaucoma, prevenindo o avanço da doença.
Uma pesquisa feita por oftalmologistas ligados à SBG com 1.636 pessoas mostrou que 90% ignoravam que já apresentavam sinais de risco da doença.
O diagnóstico tardio é o maior inimigo do tratamento da doença, encarecendo em até quatro vezes a assistência, reduzindo as chances de preservação da visão, comprometendo a qualidade de vida do paciente e aumentando os riscos de quedas e acidentes.
É por isso que o check-up oftalmológico não pode ser esquecido, como alertou o médico oftalmologista Ricardo Antônio Pereira, membro da equipe do Instituto Panamericano da Visão (IPV).
“O glaucoma não apresenta sintomas. É uma doença que consome aos poucos a sua visão sem que você perceba, pois a perda de campo visual é assimétrica e isso faz com que você não note precocemente a perda visual”, ressaltou.
Qualquer idade
A doença pode atingir pessoas de qualquer idade, afetando a visão das laterais para o centro do olho, o que pode ser percebido tardiamente, quando até 60% do nervo óptico já estiver destruído. Normalmente, o glaucoma é causado pelo aumento da pressão intraocular e associado a outros fatores, como diabetes, hipertensão arterial e miopia.
O oftalmologista Ricardo Pereira explicou ainda que, quando uma pessoa possui histórico familiar da doença, há um aumento de 20% nos riscos de ela também desenvolver o problema.
O glaucoma não tem cura ou um tratamento específico e definitivo, mas é possível estabilizar a doença e a perda de campo visual por meio de medicamentos, laser e cirurgias. Por isso, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores serão as chances de sucesso na preservação da visão.
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FOLHA DO PLANALTO
Tecnologia: Hapvida NotreDame Intermédica é destaque no evento Data & AI Forum
A Hapvida NotreDame Intermédica, maior empresa de saúde da América Latina, segue qualificando seus fluxos e processos por meio da inovação e da tecnologia. Nesta quarta-feira (13), a instituição foi destaque no evento Data & AI Forum, promovido pela Oracle, maior empresa de gerenciamento de banco de dados do mundo.
Na ocasião, o head of Data&Analytics da Hapvida NDI, Renan Assunção, palestrou sobre a experiência da instituição e debateu, ao lado de grandes nomes do mercado, o impacto da inteligência artificial nos negócios do mundo real.
“Estamos diante de um intercâmbio de conhecimentos. A importância da inteligência artificial fica evidenciada a partir do exemplo de grandes empresas aqui presentes. A participação da Hapvida NotreDame Intermédica reforça o nosso compromisso com inovação e aprendizado. Nosso hall de tecnologia tem um propósito muito bem delineado: melhorar a qualidade assistencial e o acolhimento de nossos pacientes”, afirma Assunção.
Dentre os palestrantes, estiveram, ainda, Alexandre Nery, head of Data Science do Serasa; Felipe Starling, CIO da Azul Linhas Aéreas; Giselle Ruiz Lanza, diretora-geral para América Latina da Intel; e Márcio Aguiar, diretor para América Latina da Nvidia.
Sobre a Hapvida NotreDame Intermédica
Com 78 anos de experiência a partir das aquisições durante sua história no país, a Hapvida NotreDame Intermédica é hoje a maior empresa de saúde e odontologia da América Latina. A companhia, que possui mais de 66 mil colaboradores, atende cerca de 15,8 milhões de beneficiários de saúde e odontologia e tem à disposição a maior rede própria de atendimento com um sistema integrado que conecta as unidades das cinco regiões do país. Todo o aparato foi construído a partir de uma visão abrangente e integrada, voltada ao cuidado da saúde por meio de 87 hospitais, 77 prontos atendimentos, 331 clínicas médicas e 269 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.
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GONEWS 365
CDI PREMIUM alerta a sua saúde: Não deixe para depois: faça o seu check-up cardiológico ainda em 2023.
Cardiologista do CDI Premium explicou que a saúde do coração precisa de atenção constante.
A virada de um ano para o outro costuma ser inspiradora para muitas pessoas. É nessa época que definimos planos e buscamos formas de ter uma vida melhor. Em meio a isso, você também pensa na sua saúde? Saiba que sempre é tempo para cuidar de si e, caso você não tenha realizado o seu check-up em 2023, aproveite os últimos dias do ano para fazê-lo e começar 2024 da melhor forma! O médico cardiologista é um dos especialistas que não pode ficar de fora da rotina de cuidados. Afinal, os dados sobre doenças cardiovasculares são preocupantes: elas são as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 400 mil vidas são perdidas por ano, ultrapassando todos os tipos de câncer e acidentes, por exemplo.
O infarto e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) são as condições mais lembradas quando o assunto envolve os problemas no coração e nos vasos sanguíneos. São situações que podem deixar sequelas graves e, muitas vezes, não apresentam sinais de alerta, como explica o médico cardiologista e membro da equipe do CDI PREMIUM, Leonardo Sara. “Os fatores de risco (para infarto e AVC), como hipertensão, diabetes e colesterol alto, são silenciosos, ou seja, não geram sintomas, exceto em casos raros”, alertou.
Tais comorbidades e outros aspectos, como hábitos ruins cotidianos (má alimentação e sedentarismo, por exemplo), aumentam o risco do aparecimento da aterosclerose, que são as placas de gordura nas principais artérias do corpo. “O entupimento das artérias pode levar ao infarto. Já o entupimento e sangramento das artérias do cérebro causam o AVC. Ambas as situações podem deixar sequelas muito danosas à nossa saúde, inclusive levando ao óbito”, esclareceu o médico, que é ex-presidente da Sociedade Goiana de Cardiologia.
O que fazer para preservar a saúde?
As informações sobre as doenças cardiovasculares podem assustar, mas saiba que existem aliados para nos ajudar a evitá-las: os próprios médicos cardiologistas. Por isso, é importante consultá-los anualmente e nunca é tarde demais para esse atendimento. “A hora é agora. Se você ainda não procurou o médico, procure. Aproveite este final de ano, essa época de ‘balanço’, em que revemos o que fizemos ou deixamos de fazer, e busque o cardiologista, pois é ele que pode detectar essas alterações (na saúde cardíaca)”, afirmou Leonardo Sara.
O especialista mencionou ainda sobre não deixar os exames complementares de lado, pois os testes identificam várias condições, como a hipertensão e o colesterol alto. Os de imagem, especialmente, contribuem para checar a presença das placas de gordura, como é possível com a tomografia das coronárias, além dos que analisam a função do músculo cardíaco, como o ecocardiograma e a ressonância magnética.
Como queremos te ver sempre bem, saiba que os profissionais do CDI PREMIUM estão prontos para te atender. Então, não tem desculpa: faça sua consulta cardiológica e agende seus exames no CDI PREMIUM. Assim, você irá aproveitar a virada do ano com tranquilidade e saúde!
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O GLOBO
'Não conseguimos entender por que ele fazia isso com as pessoas': quem é o médico preso por suspeita de 42 mortes de pacientes
O médico cirurgião João Batista de Couto Neto, de 46 anos, investigado em vários inquéritos por ter cometido dezenas de negligências médicas que teriam provocado mortes e mutilações em mesas de cirurgia de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, foi preso, na noite desta quinta-feira, enquanto exercia a medicina num hospital do município de Caçapava, no interior de São Paulo. No início do ano, com a suspensão vencida em outubro e, portanto, sem impeditivos, ele havia feito um novo registro no Conselho Regional de Medicina de SP (Cremesp) para atuar.
O mandado de prisão preventiva foi expedido na quarta-feira pelo juiz Guilherme Machado da Silva, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. O médico foi indiciado por homicídio doloso - quando há intenção de matar - pela Delegacia de Novo Hamburgo, com base na conclusão de três inquéritos. A polícia suspeita que, ao todo, ele possa estar por trás de pelo menos 42 mortes de pacientes e outros 114 casos de lesão corporal.
Em contato com O GLOBO, o advogado de Couto Neto, Brunno de Lia Pires, criticou a prisão.
- Com surpresa a defesa recebeu a notícia da decretação da prisão preventiva do médico João Batista. A decisão não se reveste de qualquer fundamento fático ou jurídico e constitui clara antecipação de pena, com a finalidade de coagir e constranger o médico - disse, acrescentando ainda que entrará com um pedido de habeas corpus "o mais breve possível, para fazer cessar a absurda e imotivada prisão".
De acordo com o portal g1, os inquéritos concluídos e que culminaram neste primeiro indiciamento contra o cirurgião dizem respeito às mortes de dois homens e uma mulher. Ao site, o Cremesp explicou que, quando aceitou o registro de João Couto, sabia que o profissional havia enfrentado uma suspensão de licença, mas que "era obrigado a efetuar o registro do médico", porque a restrição era parcial.
Redes sociais apagadas
Mas quem é o médico que pode estar por trás de mais de uma centena de casos de negligência? No ano passado, quando ainda mantinha no ar suas redes sociais, Couto Neto exibia em seu perfil, como forma de propaganda pessoal, a marca de mais de 25 mil cirurgias realizadas em 19 anos de profissão - uma média de cerca de 1,3 mil por ano. O profissional era participativo na internet, onde ostentava mais de 15 mil seguidores no Instagram, além de outros 13 mil, no Facebook.
Há 1 ano, no dia 12 de dezembro de 2022, quando foi afastado por 180 dias das mesas de cirurgia por decisão da Justiça gaúcha, o cirurgião comentou sobre a marca de "mais de 20 mil cirurgias realizadas" e exaltou o exercício da Medicina.
"Atuar como médico é sempre um grande desafio. Temos plena consciência e certeza de praticar a medicina para a melhor saúde dos pacientes", escreveu. "E com esta responsabilidade e maturidade, nos sentimos confortáveis em afirmar que realizamos mais de vinte mil cirurgias e procedimentos durante os últimos 19 anos, cumprindo os mais elevados preceitos médicos, honrando esta profissão que é a melhor tradução de minha vida."
Na publicação, em meio a elogios que eram feitos por pacientes que diziam estar com o profissional há anos, havia também a descrição, por parte de outras pessoas, de um homem que já tinha sua atuação questionada, inclusive por colegas de profissão. São vários os que o acusavam de erro médico.
Daniel Fernandes era um deles. Sua mãe, ele conta, teria sido uma das vítimas de negligência por parte do doutor.
- A minha mãe foi vítima dele, teve perfurações no estômago e bexiga. Já passou por nove cirurgias e ainda vai fazer outra - contou à reportagem.
'Não conseguimos entender por que ele fazia isso com as pessoas'
As investigações são lideradas pelo delegado Tarcísio Kaltbac, da Polícia Civil em Novo Hamburgo. De acordo com ele, o médico, que só atuava na rede particular, chegava a acumular até 25 cirurgias num mesmo turno de plantão.
Uma das linhas da investigação da polícia é que esse comportamento visava a aumentar os ganhos financeiros, mas levava à negligência e aos erros médicos. Para o delegado, a quantidade de cirurgias impedia Couto Neto cuidar corretamente das intervenções e dos pós-operatórios. Mas os investigadores ainda tentam entender como falhas tão graves foram cometidas, o que leva à hipótese de crueldade deliberada.
Não conseguimos entender por que ele fazia isso com as pessoas. Às vezes, operava uma região do corpo, mas cortava outra que não tinha a ver com a cirurgia. Houve casos de pessoas que definharam no hospital, morrendo aos poucos. Isso é recorrente nos depoimentos - afirmou Kaltbach ao GLOBO no ano passado.
Na ocasião, o delegado contou que, além dos depoimentos, longos e numerosos, há documentos, prontuários e relatórios médicos que baseiam os vários inquéritos.
- É estarrecedor o que ele fazia. Temos fotos de pessoas com a barriga aberta, apodrecendo, e ele não receitava nada, nenhum medicamento. Dizia que não era nada e que tudo ia passar. Temos relatos de tentativa de suicídio dentro do hospital, por causa de tanta dor - acrescentou Kaltbach.
'Ainda descobri que o caso da minha mãe nem foi o pior de todos', diz filha de suposta vítima
Em maio de 2021, Núbia Costa, de 72 anos, se consultou com o médico João Couto Neto, em Novo Hamburgo (RS), por causa de uma pedra na vesícula. Como a retirada é considerada um procedimento simples, o especialista em cirurgias do sistema digestivo marcou a intervenção para o mesmo dia, e três horas depois, ela foi feita. Ao dar alta, o médico avisou que havia ocorrido uma perfuração no intestino, mas sem gravidade, e que o corte estava suturado.
Nas semanas seguintes, parentes avisaram a Couto Neto que a idosa estava se sentindo mal. Mas ele deu pouca atenção ao problema, até ela ser internada novamente, 17 dias depois, com uma uma infecção generalizada no abdômen. Núbia morreu em julho, na cama do hospital.
Além de sofrer com a perda, Cristiana Costa, filha de Núbia, contou ao GLOBO no ano passado que ficou estarrecida com a "soberba e o descaso" com que o médico tratava a paciente e seus parentes, na segunda internação.
Quando minha mãe teve alta, ele disse que tinha perfurado o intestino sem querer, mas que já havia feito a sutura e não teria nenhum problema. Como sou leiga no assunto, acreditei. Mas ela nunca esteve bem. Ficou sentindo dores abdominais, vomitando. Quando eu trocava mensagens com ele, as respostas eram de que estava tudo normal, ele só receitava chá e leite de magnésia. Houve várias etapas em que poderiam reverter a situação. Mas minha mãe não teve a oportunidade - lamenta Cristiana.
A filha de Núbia contou que o cirurgião era frequentemente indicado como o especialista para questões digestivas em dois dos três convênios de saúde mais fortes do município, que fica na Região Metropolitana de Porto Alegre.
- Ela ficou 60 dias no hospital até falecer. No final, já estava com uma cratera na barriga, porque de tanto abrir, não adiantava mais costurar. Era coisa de terror. Depois, ainda descobri que o caso da minha mãe nem foi o pior de todos - recorda Cristiana.
A filha da idosa contou que, no final da internação, conversou com enfermeiros e funcionários do Hospital Regina, onde Couto Neto mais costumava trabalhar, e descobriu que o caso da sua mãe não era inédito. Nos meses seguintes, em conversas pela cidade e pela internet, um grupo de vítimas e parentes se formou. Até que familiares de 15 ex-pacientes contrataram um advogado para denunciar o cirurgião à polícia. Hoje, o grupo tem parentes de 50 supostas vítimas.
- Entre os casos, há uma senhora que está em estado vegetativo há cinco anos, por causa de uma perfuração no fígado. Gente que teve perfuração de veia. Há outra ex-paciente que passou pela nona cirurgia tentando arrumar o intestino. - enumera Cristiana. - Atribuo tudo o que ele fez de errado à falta de conduta. Faz tanto tempo que isso vem ocorrendo que a gente fica se perguntando por que precisaram acontecer tantos casos para alguma coisa ser feita.
De acordo com a página de Couto Neto, ele é formado em Medicina pela Universidade Católica de Pelotas (UCPEL) e graduado em Cirurgia Geral, em 2003, pelo Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Porto Alegre. Possui ainda diversas especializações ao longo da carreira em cirurgia do aparelho digestivo, vídeocirurgia, entre outros. Dizia ser membro da Sociedade Brasileira de Vídeocirurgia (Sobracil), do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e, também, da Sociedade Brasileira de Hérnia.
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PORTAL G1
'Chip da beleza' com ocitocina: implante hormonal 'turbinado' leva jovem para UTI; veja os riscos
Emagrecer, controlar a ansiedade para comer, libido maior e tratamento da obesidade. Essas são algumas das promessas de médicos que vendem implantes hormonais, popularmente chamados de "chips da beleza" com ocitocina. O uso do hormônio nesses implantes é a nova tendência on-line com o movimento "ocitocine-se".
Segundo especialistas, isso representa um risco à saúde e não tem qualquer comprovação científica de que ele traga os resultados prometidos. Nesta semana, viralizou nas redes sociais o caso de uma jovem de cerca de 20 anos que está internada em estado grave em um hospital particular de São Paulo depois de um edema cerebral 24 horas após colocar o implante. A jovem colocou dois implantes com ciproterona, gestrinona, testosterona e ocitocina.
ð A ocitocina, conhecida popularmente como hormônio do amor, é produzido pela hipófise e tem uma ação antidiurética, agindo sobre o equilíbrio da água e sódio no corpo. Quando há uma quantidade de hormônio acima dos níveis naturais, o corpo tem uma baixa de sódio e isso faz com que o volume de água aumente causando uma intoxicação por água.
No caso da paciente, ela teve um edema cerebral que, segundo especialistas, é uma das consequências do excesso de água no corpo.
Pelo quadro clínico, a principal hipótese foi essa. Quando se aumenta a ocitocina, e essa quantidade que ela usava no implante era grande, pode ocorrer a redução dos níveis de sódio no sangue e, consequentemente, a intoxicação por água. Isso é o que pode ter gerado o edema cerebral que ela teve. - Marcelo Luis Steiner, ginecologista endócrino Embora não seja o responsável pelo caso da jovem, Steiner decidiu fazer uma publicação contando o caso para alertar pacientes dos riscos da moda do uso da ocitocina.
"Isso (divulgação dos implantes) está pela rede social, promessas diversas, sem comprovação científica. Foram dois implantes com mil unidades de ocitocina. Qual a segurança disso? Não existe. Não tem ensaio clínico para saber se isso é eficaz e seguro", alerta.
Ocitocina não tem eficácia comprovada para fins estéticos Não há qualquer pesquisa que comprove que o uso de ocitocina pode ser eficaz para tratar obesidade, ansiedade, falta de libido. A única comprovação é do efeito na indução de partos em gestantes e a única forma que ela pode ser indicada.
O médico e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Paulo Augusto Miranda, explica que a ciência vem estudando o papel desse hormônio, mas na sensação de bem estar. No entanto, o primeiro passo tem sido compreender como identificar a deficiência.
ð Para doses extras de qualquer coisa no corpo, é preciso antes saber se há uma baixa e o que isso pode causar. Ou seja, sem isso não é possível fazer qualquer suplementação, como no caso do chip hormonal.
"Estamos na fase de tentar identificar a deficiência e na compreensão dos efeitos crônicos dessa falta de ocitocina. Ou seja, não dá para dizer que injetar isso pode trazer benefícios. O que sabemos é que não é seguro", explica Miranda.
A única aplicação em que a ocitocina pode ser usada é na indução de partos. O médico ginecologista Marcelo Luis Steiner explica que no caso de gestantes são usadas cerca de 20 unidades em um prazo máximo de seis horas.
No caso da paciente, ela tinha mil unidades que deveriam ser liberadas aos poucos, mas a absorção dos hormônios é uma das questões que fez o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibir os chips.
"Chips da beleza" são proibidos A proibição das terapias hormonais com fins estéticos foi feita pelo conselho em abril deste ano. O motivo: não há comprovação da segurança.
Um dos pontos é, justamente, a absorção. Os chips podem guardar diversos hormônios que são administrados em quantidades diferentes e que devem ser liberados aos poucos no corpo. No entanto, os estudos não mostraram, de forma clara, o perfil de absorção dessas substâncias e, com isso, as reações adversas.
Não temos estudos que determinem de maneira clara o perfil de absorção dessas substâncias no chip. E os estudos que existem mostram que há uma variação individual e isso muda o efeito colateral de pessoa para pessoa. Ou seja, é um risco. - Paulo Augusto Miranda, presidente da SBEM.
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Médico agredido por marido de paciente que morreu em atendimento diz que não houve negligência
Profissional disse Nathali Haydee Cunha foi diagnostica com dengue e que seguiu o protocolo recomendado para o tratamento da doença. Marido da paciente o acusa de negligência.
Por Vitor Santana, g1 Goiás
O médico Pablo Henrique, que foi agredido pelo marido de uma paciente que morreu durante atendimento em uma unidade de saúde de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, diz que não houve negligência. O profissional disse que seguiu todos os protocolos para tratar a professora Nathali Haydee Cunha, mas que o quadro dela se agravou e ela não resistiu, mesmo com os esforços. Devido ao corte que teve no rosto, o profissional está afastado do trabalho, se recuperando.
O g1 entrou em contato nesta quinta-feira (14) por e-mail e mensagem com a Secretaria Municipal de Saúde e com a organização social que administra a unidade, mas não teve retorno até a última atualização dessa reportagem sobre o atendimento prestado à paciente e se há falhas na segurança da unidade.
A defesa de Jhader de Melo, marido da paciente que agrediu o médico, disse que o cliente está arrependido e que ele se descontrolou após a perda da esposa.
Pablo, que preferiu não ter o nome completo divulgado, explicou que a paciente procurou inicialmente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Setor Mansões Odisséia com dores no corpo. Ela foi diagnosticada por um médico com dengue e encaminhada para casa para se hidratar e tomar medicação.
Porém, quatro dias depois, voltou à unidade, ainda com dores. Na ocasião, foi atendida por ele. Ele conta que, do momento em que ela chegou de carro até ser medicada, passando pela triagem, levou cerca de 8 minutos.
“Em nenhum momento foi tratado com negligência, isso é totalmente incompatível com o tratamento que foi dado a ela”, afirmou o médico.
O marido de Nathali ainda acusa o médico de ter gritado com a paciente, a mandando calar a boca e dizendo que ela não estava sentindo tanta dor. Pablo nega que tenha gritado e disse que conversou naturalmente com a paciente, mas para confrontar as informações sobre o estado de saúde dela e que ela se acalmasse.
Pablo conta que seguiu os protocolos para o tratamento da dengue e que era necessário esperar que eles fossem administrados para ver a evolução da paciente e determinar os próximos passos.
“Em um momento, a paciente disse que tinha melhorado um pouco, então expliquei que íamos esperar terminar o remédio para ver como ficaria a situação”, disse. O médico conta que, após ver que a paciente não tinha melhorado, foi solicitar a transferência dela para a área de emergência.
“Na hora que a paciente chegou, eu sabia que era uma paciente que tinha potencial de gravidade, que o acompanhante poderia ficar agitado, porque a paciente estava com dor. Com essa paciente, todas as vezes que o acompanhante me chamou, eu fui lá, nem que fosse para explicar que era preciso aguardar a medicação, ver se ela estava sentindo dor”, disse.
Porém, a paciente morreu cerca de 2 horas depois. Nesse momento, o marido da paciente, Jhader de Melo, entrou no consultório do médico e o agrediu com socos. O profissional conta que atendia outra pessoa quando as agressões começaram. Pablo teve um corte no olho esquerdo.
A Polícia Militar registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra o acompanhante da paciente por agressão. A morte de Nathali é investigada pela Polícia Civil.
Pablo conta que é médico há dois anos e seis meses e trabalha na UPA há pouco mais de um ano. Durante esse tempo, já recebeu ameaças e também presenciou agressões a outros colegas.
O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) repudiou, em nota, a agressão contra o médico e afirmou que “nada justifica a violência registrada”. O órgão também lamentou dizendo que episódios de violência como esse estão cada dia mais comuns e exigiu a implementação de medidas “para garantir a segurança de quem trabalha salvando vidas”.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 14/12/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Deputados apresentam emendas para manter prazo de 3 anos de experiência para OSs em Goiás
Defesa de marido que agrediu médico após esposa morrer em UPA diz que profissional a mandou calar a boca quando ela reclamou de dor: 'Falou que estava exagerando'
Conheça o primeiro homem trans que deverá receber pelo SUS tratamento com testosterona em Goiás
Piso da enfermagem: profissionais da saúde podem não receber valor da portaria que garante empregos
Empresas e planos de saúde adotam linhas de cuidado por eficiência e menor custo
JORNAL OPÇÃO
Deputados apresentam emendas para manter prazo de 3 anos de experiência para OSs em Goiás
Texto foi apreciado na Comissão de Constituição Justiça e Redação (CCJ) desta quarta-feira, 13; governadoria justifica melhoria para a prestação de serviços
Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) a proposta de alteração do regime jurídico das Organizações Sociais (OSs) para atuação na área de saúde. O texto foi apreciado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Casa e recebeu emendas dos deputados Issy Quinan (MDB) e Antônio Gomide (PT).
A relatoria do projeto na Alego é do deputado estadual Tales Barreto (UB), que acatou parte dos argumentos dos dois deputados. Devido à alteração na redação, o líder do governo, Wilde Cambão (PSD), pediu vista. Agora, ao devolver, a proposta passará por nova análise do colegiado para ser votada em Plenário.
De autoria da governadoria, o PL justifica a redução do prazo de três anos para instituições que atendam “demais requisitos de qualificação dispostos na Lei”. Outras mudanças são o chamamento público preferencialmente pela internet e, nos casos de calamidade pública, o Estado poderá contratar emergencialmente OSs por até um ano.
Segundo o Executivo, a iniciativa visa ampliar a participação de novas entidades nos chamamentos públicos, o que deve garantir, ao mesmo tempo, a continuidade de serviços essenciais. A possibilidade de redução do prazo de experiência mínimo de três anos para as organizações seria por meio de um ato específico do governador, previamente à publicação do edital de chamamento público, caso não haja entidades aptas para participar dos processos seletivos.
Outra mudança é a introdução de novos mecanismos de controle e transparência na fiscalização de contratos. Por exemplo, é estabelecido parâmetros para a desqualificação de entidades em casos de infrações e aplicação de sanções que consideram a natureza e gravidade das irregularidades cometidas.
Contrário
O deputado Antônio Gomide defendeu a manutenção do período de experiência de no mínimo três anos na prestação de serviços de assistência à saúde.
“A retirada do período de experiência mínimo no texto original da propositura pode gerar diversos prejuízos na qualidade e estabilidade do serviço”, acentuou. Ele rebateu ainda a ampliação dos contratos emergenciais de seis meses para um ano.
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PORTAL G1
Defesa de marido que agrediu médico após esposa morrer em UPA diz que profissional a mandou calar a boca quando ela reclamou de dor: 'Falou que estava exagerando'
Médico foi agredido dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Águas Lindas de Goiás. Suspeito diz que estava fora de si e que agiu pela emoção da perda da esposa.
Por Augusto Sobrinho, g1 Goiás
A defesa do marido suspeito de agredir um médico após a esposa dele morrer em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) diz que o profissional a mandou calar a boca quando ela reclamou de dor. Pablo Henrique de Araújo Leal foi agredido na UPA de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal (DF).
“A esposa começou a debater na sala, espernear e gritar de dor. Nesse momento, o médico disse: é melhor você calar a boca, essa dor toda não é para isso”, contou o advogado Fábio Cavalcanti.
Ao g1, o advogado disse que Jhader de Melo Montalvão, de 35 anos, lamenta ter agredido e médico, disse que ele não estava em si no momento e que agiu pela emoção da perda da esposa. O g1 tentou localizar o contato do médico para ouví-lo, mas não obteve sucesso até a última atualização desta matéria.
“O Jhader lamenta muito ter feito isso, mas diz que não estava em si. Ele diz que perdeu a pessoa que mais amava no mundo e se descontrolou”, afirma.
Cavalcanti conta que a esposa de Jhader, Nathali Haydee Cunha, estava com suspeita de dengue e sentindo muitas dores. Segundo ele, Pablo teria receitou duas bolsas de soro e, após ela tomar, a paciente voltou ao consultório. “Ela falava que estava sentindo morrer, arrancou a sonda e começou a sangrar”, detalha.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) repudiou a agressão contra Pablo e lamentou dizendo que situações como essa estão se tornando comuns. O g1 também solicitou um posicionamento da Secretaria de Saúde de Águas Lindas de Goiás, mas não obteve retorno.
Relembre
O médico Pablo Henrique de Araújo Leal foi agredido com socos pelo marido de uma paciente que morreu na UPA onde ele trabalha, em Águas Lindas de Goiás. Segundo a Polícia Militar (PM), o suspeito acredita que o profissional foi negligente ao atender a esposa dele e, consequentemente, permitiu que ela morresse.
A agressão aconteceu na segunda-feira (12), no Setor Mansões Odisséia. Jhader confessou aos policiais que ficou nervoso com a morte da esposa e, por isso, invadiu a sala do médico para agredi-lo. Um exame de corpo delito constatou que o médico teve um ferimento de três centímetros em uma das pálpebras causada pelos socos.
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Conheça o primeiro homem trans que deverá receber pelo SUS tratamento com testosterona em Goiás
Eduardo Araújo de Jesus falou ao g1 sobre a emoção e a importância do tratamento. ‘Conquista’ foi alcançada somente após uma decisão da Justiça.
Por Augusto Sobrinho, g1 Goiás
Eduardo Araújo de Jesus será o primeiro homem trans a receber a hormonioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Goiás, afirma a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO). Uma ‘conquista’ alcançada somente após uma decisão da Justiça. Ao g1, ele falou sobre a emoção e a importância do tratamento com testosterona para ele e para a comunidade trans.
“Isso é um direito e eu torço para que todos os homens trans consigam ter acesso ao tratamento”, disse.
A decisão da juíza Liliam Margareth da Silva Ferreira, da 6ª Vara de Fazenda Pública Estadual, obriga o Estado de Goiás e o Município de Goiânia a disponibilizar o tratamento de graça para Eduardo. O g1 pediu um posicionamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e aguarda retorno. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que não há pendência com o paciente no município.
Quem é o Eduardo?
Eduardo tem 35 anos, nasceu e mora em Goiânia, é casado e, ao g1, contou um pouco da história dele e sobre quando ele se entendeu como um homem trans. “Eu me entendo como homem trans desde de criança. Vivi com meus primos e sempre gostei de jogar bola, vestir roupas mais largas, usar tênis e fazer coisas do universo masculino. Era desligado das coisas ‘de menina’”, revela.
Ele conta que a família foi o principal incentivo nesse processo de identidade de gênero e brinca: “minha mãe diz que meu pai sempre pediu um menino, mas eles tiveram três filhas primeiro. Então, na quarta veio eu, um homem trans”. Com o incentivo da família, principalmente da irmã mais velha, ele decidiu procurar um médico, iniciar a transição e o tratamento com testosterona.
Transição e início do tratamento
Eduardo afirma que vivenciou a transição 'tarde' e que começou o tratamento aos em 2018, aos 30 anos. “O tratamento em Goiás sempre foi algo muito distante e, por isso, meu acompanhamento começou tardio”, lembrou. Após pesquisar sobre o tratamento, ele solicitou um encaminhamento com um clínico geral para o Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG), em Goiânia.
Por causa da pandemia, Eduardo conseguiu iniciar o acompanhamento no Ambulatório TX, o Serviço Especializado do Processo Transexualizador do HGG, três anos depois, em 2021. “No HGG, eu faço um acompanhamento com ginecologista, psicólogo e com psiquiatra pelo Sus. Porém, a medicação hormonal não era oferecida e eu tinha que arcar sozinho”, lamenta.
Hormonioterapia
Segundo ele, o gasto com o medicamento é de no mínimo R$ 200 a cada três meses. “Nós já sofremos tantas dificuldades por causa do preconceito no trabalho e, muitas vezes, não temos condições de custear esse valor do tratamento com hormônio, que é bastante caro”, alerta. A decisão da Justiça saiu no domingo (10) e foi comemorada por Eduardo e pela DPE, que o ajudou.
“Eu fiquei muito feliz. É uma vitória e uma conquista muito grande”, comemora.
Para Eduardo, essa decisão é apenas o começo, pois abre portas para que outros homens trans também consigam ter acesso a esse direito. “Isso é só o começo e nossa luta não para”, afirma. Questionado sobre quais etapas do processo ele ainda quer alcançar, ele conta que está na fila aguardando para fazer a mamoplastia, isto é, a cirurgia para retirada da mama.
“A nossa luta é silenciada, poucas pessoas conhecem a nossa história e nós vivemos muito resguardados. Mas nós existimos e queremos ser vistos”, destaca.
Por fim, Eduardo não deixou de agradecer às pessoas envolvidas nesse processo. Para ele, o incentivo e o acolhimento dá forças para continuar na luta pelos direitos. “Queremos que falem de nós com amor e quero agradecer a todos que nos acolhem. Tenho uma gratidão imensa pela equipe do HGG e todos os outros homens trans que estão nessa luta”, finaliza.
Íntegra da nota da SMS
A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que não há nenhuma pendencia em aberto em nome do paciente em Goiânia, ele é atendido pelo HGG.
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PORTAL BRASIL 61
Piso da enfermagem: profissionais da saúde podem não receber valor da portaria que garante empregos
Após sucessivas negociações, os enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras de todo o país podem não receber os valores estabelecidos pela portaria MS 597/2023, que definiu o salário base da categoria e especificou como deve ser feito o repasse de recurssos para o pagamento do piso nacional da enfermagem.
De acordo com a advogada especialista em direito do trabalho, Camila Andrea Braga, no julgamento de recursos contra decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que acontece na Corte até 18 de dezembro - e que estabeleceu parâmetros sobre o piso da categoria - os ministros têm seguido uma tendência de votos que sugerem um acordo para fazer o cálculo do salário com base na remuneração e não no valor estabelecido pelo piso.
"Quando você considera o piso da categoria no valor previsto na lei, significa que todos os valores devem ser considerados com base naquele valor. Quando você considera o valor global, significa que o profissional de enfermagem, dentro dos diferentes níveis, não pode receber menos do que aquilo, considerando a remuneração como um todo. Então aí poderia ser pago um salário base menor, desde que ele tivesse outros elementos de remuneração", explica.
Caso o STF mantenha a tendência de votos, Braga reconhece que existe a possibilidade de o cenário não ser o esperado - e esteja mais distante do ideal no exercício da profissão. "Para ganhar mais você tem que ter o emprego, que é o que as empresas estão dizendo que não conseguem manter com o que está sendo garantido no piso. A saída que tem sido encontrada pelos ministros seria não considerar o salário base, mas sim a remuneração", observa.
Já o Conselho Federal da Enfermagem (Cofen) espera que o julgamento estabeleça os termos que foram dispostos na lei aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo o conselheiro, Daniel Menezes, a expectativa é que o STF reconheça que o piso salarial deve ser entendido como aquele valor referente ao salário base que o profissional recebe quando contratado.
"A grande questão do financiamento, do custeio, ela já foi resolvida, está sendo implementada e a gente tem uma expectativa e clama pela sensibilidade dos 'jogadores' para que, de fato, façam justiça social para essa profissão tão importante para o nosso país", ressalta.
Representante de mais de 5,2 mil municípios, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) demonstra preocupação com a não-inclusão do recolhimento de encargos patronais. Segundo a entidade, isso poderia trazer mais desequilíbrio nos municípios, em especial nas localidades mais pobres. Conforme estimativas da CNM realizadas em setembro de 2022, do impacto global de R$ 10,5 bilhões, ao menos 24% (R$ 2,5 bilhões) seriam pagamentos das prefeituras a título de encargos patronais.
Decisão final pode ficar para 2024
O STF segue com a analise dos recursos de revisão apresentados contra a decisão do piso da enfermagem. Dentre os autores do pedido de revisão estão o Senado Federal, a Advocacia Geral da União (AGU) e confederações de classe que questionam alguns posicionamentos da Corte. O julgamento está sendo feito via plenário virtual - plenário em que os votos são apresentados eletronicamente, sem a discussão física dos ministros - e pode ser prolongado até 18 de dezembro.
Segundo a advogada trabalhista Camila Andrea Braga, o judiciário encerra as atividades no dia 20. Ela espera que todos os votos sejam apresentados dentro do prazo para resolver esse problema que já se arrasta há um tempo. Caso não aconteça, ela diz que, provavelmente, os profissionais vão ter que aguardar o ano que vem para ter uma solução.
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FUTURO DA SAÚDE
Empresas e planos de saúde adotam linhas de cuidado por eficiência e menor custo
Eficiência assistencial e redução de custos estão no centro das novas linhas de cuidado
Eficiência assistencial e redução de custos estão no centro das novas linhas de cuidado
Os passos da saúde suplementar em busca de eficiência na assistência e redução de custos têm sido através de mudanças graduais na forma como o setor provê serviços. Tendência nos últimos anos e ganhando ainda mais força em 2023, as linhas de cuidado têm sido vistas como parte essencial desse processo de busca pela sustentabilidade econômica.
Em meio à discussão sobre desperdícios e fraudes, a adoção de linhas de cuidado pode contribuir com uma melhor coordenação do paciente dentro do plano de saúde, sem deixá-lo solto dentro da rede credenciada. Para isso, é preciso que as operadoras de planos de saúde tenham um diálogo com prestadores, como hospitais, clínicas e laboratórios, para que haja um alinhamento sobre o trabalho que será desenvolvido, utilizando dados e tecnologia como parte essencial do processo.
A ideia é que antes que o beneficiário tenha um evento de saúde que leve-o ao pronto-socorro, internação ou procedimentos de média e alta complexidade, que geram os maiores custos em saúde, o serviço acompanhe de forma próxima e ativa o paciente, verificando como está a eficácia de um tratamento, a qualidade de vida ou o avanço de uma gestação.
O tema ganhou mais espaço na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que criou um programa para receber e disseminar projetos-pilotos que utilizam linhas de cuidado em modelos de remuneração baseado em valor. Ainda, o órgão abriu uma tomada pública para receber iniciativas que servirão de embasamento para que incentivem o setor a adotar tais modelos.
As linhas de cuidado também têm ganhado espaço dentro das empresas, que contratam diretamente serviços de linhas de cuidado para cuidar dos colaboradores e reduzir a sinistralidade com os planos de saúde. Assim, há um menor risco de haver um reajuste anual de contrato expressivo, aumentando os custos da empresa com o benefício.
Muito voltadas para doenças crônicas, como diabetes e pressão alta, gestantes e saúde mental, as linhas de cuidado avançam ainda em outras áreas, principalmente quando estão alinhadas a modelos de remuneração baseado em valor. Oncologia, procedimentos cirúrgicos e internações são algumas delas.
"Dado o momento em que as operadoras vivem, elas também começam a buscar novas alternativas para fazer com que a jornada do cuidado seja, por um lado, mais efetiva e, por consequência, com custo menor, sem que se perca a qualidade", analisa Leonardo Vedolin, diretor geral médico, assistencial e de cuidados integrados da Dasa.
Linhas de cuidado na prática
"A linha de cuidado funciona no sentido de uma coordenação. Por exemplo, a linha para pessoas com diabetes começa com a estratificação dessa população, pesquisando, fazendo entrevistas e coletando informações para conhecer o público. Verifica a realização de exames e identifica em qual estágio do diabetes está. A partir daí, cria linhas que determinam que passos do cuidado a operadora vai ter com a pessoa, de acordo com a condição", explica Anderson Mendes, presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (UNIDAS).
Por isso, traz maior previsibilidade sobre os custos com a assistência para aquele paciente incluído na linha de cuidado, além de reduzir os riscos de complicações. Dados da Caixa de assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi), operadora de autogestão com mais de 590 mil beneficiários, mostram que a partir do terceiro ano como beneficiário, aqueles que estão em linhas de cuidado consomem 30% menos recursos que os usuários soltos na rede. Segundo Anderson, a empresa já trabalha com linhas de cuidado há 20 anos.
No entanto, é comum ouvir no mercado que a média de permanência de um beneficiário em um plano de saúde é de dois anos, e por isso trabalhar a coordenação do cuidado não é vantajoso do ponto de vista da operadora, já que há um investimento na saúde do beneficiário que não será colhido. Por isso, o setor cobra que haja incentivos para que as operadoras adotem tais modelos.
Entretanto, Mendes levanta a discussão sobre o custo assistencial de um usuário que não foi tratado de forma preventiva. "Se tem um paciente que está indo muito ao serviço, se internando e descompensado demais, se você já entra com a linha de cuidado já reduz o custo. Agora, se é um paciente que não está fazendo exame e não está acompanhando sua saúde, você tem um gasto maior nesse primeiro momento, para fazer todos os exames que ele precisa", analisa o presidente da entidade.
Da mesma forma que se discute a importância da atenção primária como porta de entrada do paciente, a adoção de linhas de cuidado é importante para a saúde da população que conta com plano de saúde. Isso porque há uma melhor coordenação sobre as necessidades, assim como um acompanhamento do quadro geral.
"O paciente solto na rede muitas vezes não tem o atendimento que precisa ou tem atendimentos em excesso. Além de que, a fragmentação do cuidado com frequência tem até tratamentos que são concorrentes, até conflitantes. Pode haver uma medicação passada por um cardiologista que não é ideal tomar junto com uma passada pelo endócrino. Essas questões trazem muito risco para o paciente", defende Mendes.
A UNIDAS tem incentivado a adoção do modelo e já possui 14 clínicas compartilhadas entre as operadoras de autogestão para as linhas de cuidado. Assim, elas conseguem dividir o investimento feito para que tenha equipes dedicadas, acompanhando as informações dos pacientes e controlando quem sai ou entra nas linhas. Por ter uma média de idade dos beneficiários acima do mercado, podem sofrer com os custos assistenciais decorrentes de doenças crônicas descompensadas - e atuam para reduzir esse impacto.
Passo a passo
Outro exemplo é a Bradesco Saúde, que tem trabalhado o desenvolvimento de linhas de cuidado em 10 especialidades para os seus cerca de 4 milhões de beneficiários. "A partir do momento em que temos uma população mais saudável e menos exposta ao desenvolvimento de doenças ou o agravamento de quadros, há também o potencial de benefícios sistêmicos. A qualidade da saúde dessa população impacta na sustentabilidade do setor", explica Thais Jorge, diretora da operadora.
O grupo conta com uma rede de clínicas, a Meu Doutor Novamed, que atua através do modelo de atenção primária, importante ferramenta para a coordenação do cuidado. Mais de 30 unidades estão distribuídas pelo país e contam com consultas, exames laboratoriais e de imagem, além de realizar procedimentos ambulatoriais. De acordo com a operadora, os beneficiários que usam a rede tem uma redução da frequência em pronto-socorro de 30% a 40%.
"Manter uma gestão próxima e individualizada de cuidados com a saúde permite um diagnóstico precoce, especialmente nas doenças silenciosas que se manifestam tardiamente. Nos casos de doença, quanto antes detectada, melhores as chances de êxito no tratamento, com desfechos mais favoráveis". analisa a diretora da Bradesco Saúde.
De forma mais estrutural, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, no início de dezembro, 16 projetos que foram selecionados para o Programa de Modelos de Remuneração Baseados em Valor, que tem por objetivo induzir uma mudança de forma estrutural no setor, incentivando que operadoras adotem novas formas de pagamento entre os diferentes elos da cadeia, tendo como base linhas de cuidado. O programa, que está em 2ª edição, já contemplou 13 projetos em 2021.
No mesmo mês, a ANS também anunciou uma tomada pública de subsídios sobre linhas de cuidado em saúde, com o objetivo de receber propostas que contenham fluxos, protocolos clínicos, diretrizes terapêuticas e indicadores de saúde. Elas servirão de base para que a agência incentive a adoção de linhas que coloquem o paciente como foco do cuidado, reduzindo custos e melhorando o desfecho.
"Desde 2010 está acontecendo nos Estados Unidos essa discussão da evolução do modelo de pagamento do serviço prestado, indo de um extremo para outro. No Brasil também está acontecendo, mas é uma jornada. Existe uma evolução de modelo ao longo do tempo e, dada a dificuldade de dados, interoperabilidade e o alinhamento de incentivos, a evolução é contínua, gradual e mais lenta do que a gente gostaria", explica Vedolin, da Dasa.
Ele defende que é preciso haver uma maior e melhor relação entre prestadores de serviços, indústria e operadoras de planos de saúde, para que possam chegar a acordos que sejam interessantes para todos. Isso porque discutir linhas de cuidado e modelos de pagamento baseados em valor muda a dinâmica de funcionamento da saúde suplementar e requer alinhamento e bons parceiros.
Hospitais e empresas
"A estratégia da Dasa é bem clara, temos diversos ativos que estão presentes em vários pontos da jornada de cuidado dos pacientes. Com isso, nós temos a possibilidade de começar a fazer a integração do cuidado de uma forma mais verdadeira dentro de uma rede de presença nacional. Isso por si só não acontece com a integração dos ativos físicos, precisa ter dados para que o cuidado seja melhor executado", afirma Vedolin.
O grupo atua com linhas de cuidado para empresas e operadoras, dentro de seus 15 hospitais, laboratórios e centros médicos. O executivo explica que para a construção de uma linha de cuidado, seja para beneficiários de planos de saúde ou colaboradores, é preciso ter dados disponíveis e atualizados, adequando a cultura, profissionais de saúde certos, um bom desenho da linha a ser seguida e uma execução efetiva.
"Não existem linhas de cuidado erradas, existem dificuldades operacionais e de execução de uma linha de cuidado ao longo do tempo. É muito difícil criar uma linha de cuidado sem que haja parceiros. Por mais que a Dasa seja grande, tenha presença nacional, nós também temos consciência de que a gente precisa de parceiros, como operadoras e startups", afirma.
Entre as principais linhas de cuidado do grupo estão doenças crônicas, saúde mental, procedimentos cirúrgicos, neurologia, cardiologia e acompanhamento de gestantes, onde são definidos os caminhos que um paciente seguirá ao entrar nas linhas. Uma mesma pessoa pode fazer parte de mais de uma linha e transitar por elas ao longo da vida. Dados da Dasa mostram que 49% dos pacientes com diabetes descompensada ficaram com a condição sob controle quando passaram a ser acompanhados por linhas de cuidado.
O próximo passo é fazer com que o setor entenda a sua importância e, juntos, diferentes elos participem da mudança. "Para evoluir o modelo existe uma camada de evolução do alinhamento de incentivos no setor, entre os principais pagadores, prestadores, indústria e as empresas que empregam os colaboradores que vão ter os planos de saúde. Existe uma necessidade de evolução da capacidade de compartilhar dados que gerem informações que sejam úteis. Ainda, avanço na regulação e cultura", defende Vedolin.
Healthtech
A tendência de empresas buscarem construir ambulatórios próprios com coordenação do cuidado fez com que a healthtech 3778 mudasse sua estratégia de negócio, partindo da saúde ocupacional para a saúde integrada, levando diferentes serviços para as instituições e até mesmo operadoras. Com o auxílio de inteligência artificial, a startup consegue automatizar parte do processo de alertar sobre pacientes que precisam ser incluídos em linhas de cuidado ou que estejam em situação de alerta em suas condições, como o diabetes descompassado por um período que merece atenção.
"Conseguimos fazer algumas análises preditivas, que nos dá a inferência de possíveis pacientes que poderão evoluir com alguma doença crônica. O grande desafio é mudar a cultura das pessoas, porque elas engajam principalmente quando já estão adoecidas", afirma Thamyris Lima, gerente de operações de saúde na 3778.
Dos 190 ambulatórios que a healthtech possui em empresas, cerca de 40 deles contam com o serviço de linhas de cuidado, sendo parte expressiva do modelo de negócio, com saúde mental, gestantes, hipertensão e diabetes entre as principais, mas também conta com linhas para internação e reinternação de pacientes.
A possibilidade de integrar com a saúde ocupacional é outro diferencial da empresa. A partir do exame admissional o médico já encaminha novos colaboradores para as linhas de cuidado, de acordo com os as informações de saúde obtidas através da consulta. De acordo com Thamyris, novos funcionários tendem a se engajar mais por querer participar de todas as ações da companhia, mas é preciso atuar para que cada vez mais as pessoas entendam o modelo, a sua importância e engajem nas linhas.
"São empresas que estão preocupadas com a saúde e muito nessa tendência de entregar valor agregado para o colaborador. Agora, o mercado da saúde corporativa está caminhando para isso, em oferecer algo que seja diferenciado como forma de retenção de pessoas, para eles entenderem a preocupação da empresa. Tanto que na linha de cuidado de saúde mental temos mais de 10 mil inscritos", afirma a gerente.
Em um programa de saúde mental desenvolvido junto a um cliente, a 3778 conseguiu identificar através do cruzamento e análise de dados que 16% dos colaboradores participantes tinham ideação suicida. Dessa forma, foi possível que o time de saúde atuasse na prevenção e tratamento, mantendo o sigilo das informações e anonimato.
"Não dá para fazer linhas de cuidado sem observar os dados. Até porque a gente não conseguiria estratificar a população-alvo e mensurar se a densidade de cuidado que estabelecemos faz sentido naquele momento, avaliando se o número de consultas, por exemplo, está adequado ao paciente", defende Thamyris, que afirma que o uso de wearbles e aplicativos irá contribuir ainda mais com insumos para análise.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 13/12/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Saúde em Goiás registra marca histórica de doadores de órgãos em 2023
Rombo nessa Unimed, venda da Amil e gigantes falindo: 3 terrores dos planos de saúde desmascarados em 2023
Aumenta a insatisfação com planos privados de saúde e em 5 anos as reclamações dobram
Pré-natal na rede pública: gestantes são mais propensas à depressão pós-parto
A REDAÇÃO
Saúde em Goiás registra marca histórica de doadores de órgãos em 2023
A rede de saúde do Governo de Goiás obteve em 2023 mais um número histórico, chegando a 100 doadores de órgãos. Até então, o maior número era de 2018, quando foram registrados 89 doadores. A centésima captação foi feita no último sábado (9/12), no Hospital Estadual de Trindade Walda Ferreira dos Santos (Hetrin), de um doador de 57 anos que teve morte encefálica, após sofrer acidente vascular cerebral isquêmico. As equipes captaram córneas e rins, que vão beneficiar pessoas que aguardam na fila do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
“Esse desempenho de 2023 é resultado do trabalho realizado pelos profissionais de saúde e das campanhas de sensibilização que têm impactado a cultura da doação de órgãos no Estado”, avalia a gerente de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Katiuscia Freitas.
Um dos principais motivadores desses números positivos, segundo a gerente, é a redução da recusa familiar, que atualmente está em 62%. O número ainda é considerado alto, mas já é melhor que o registrado em 2022, quando a rejeição chegou a 66,4%. "A nossa avaliação é que o trabalho que vem sendo desenvolvido está apresentando resultados até acima do que a gente esperava", avalia.
Outro indicador em Goiás e no Brasil se refere ao fato de que o país já alcançou a meta estipulada da taxa de doadores para 2023, conforme o último registro brasileiro de transplantes. O índice projetado para o Brasil, de 19,4 doadores por milhão de população (pmp), foi superada ainda em setembro, com 19,6 doadores pmp. Já o estado de Goiás registrou, em 2023, a maior taxa de doações da série histórica, com 14,9 pmp.
Para a gerente de transplantes da SES, é preciso continuar avançando. E a principal barreira está no ambiente doméstico. "O maior desafio é a gente fazer o assunto da doação de órgãos estar dentro de casa, para as pessoas conversarem e deixarem avisado aos familiares o desejo de ser doador”, orienta.
“Só por meio da conscientização das famílias e do engajamento da sociedade como um todo será possível aumentar esses números, proporcionando esperança para aqueles que aguardam na fila por um órgão compatível”, deseja.
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TV O FOCO
Rombo nessa Unimed, venda da Amil e gigantes falindo: 3 terrores dos planos de saúde desmascarados em 2023
Empresas como Unimed e Amil entram em crise e ficam a beira da falência
A crise financeira em nosso país tem feito centenas de empresas decretarem falência, assim como aconteceu com uma unidade da Unimed, venda da Amil e inúmeras marcas, que vem enfrentando dificuldades financeiras.
Uma das empresas que mais tiveram prejuízos financeiros e ficaram realmente a beira da falência foram o setor de planos de saúde, que chegou a registrar um prejuízo operacional de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre deste ano, aprofundando a perda de R$ 1 bilhão de igual período de 2022, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O problema está tão grave que a venda da Amil e das da rede de hospitais da United Health Group - UHG (UNHH34) estão próximas de serem concluídas, de acordo com o colunista do O Globo, .
Segundo o colunista, existem quatro propostas confirmadas, prontas para serem entregues ao BTG Pactual, contratado pela UHG para coordenar o processo de venda.
Falência decretada - Foto: Reprodução
A venda corrobora com a fase difícil que a Amil vem passando, aliás os maiores prejuízos, dentre as operadoras de saúde listadas pela ANS, foram os da Amil e Unimed-Rio.
A Amil teve resultado negativo de R$ 415,7 milhões, enquanto o prejuízo operacional alcançou R$ 650,5 milhões. Já a Unimed-Rio teve prejuízo de R$ 387 milhões, com perda operacional de R$ 334,2 milhões. Pedido de falência: O abismo de plano de saúde e situação hoje - Foto: Reprodução Qual o plano de saúde recorde em reclamações? Pedido de falência: O abismo de plano de saúde e situação hoje - Foto: Reprodução
De acordo com o levantamento, o plano de saúde líder em reclamações é Unimed-Rio. Depois dele, aparecem São Cristóvão Saúde, Notre Dame Intermédica e Alvorecer, também apontando diversas queixas a cerca de problemas e demandas reprimidas pelos usuários.
Vale mencionar que neste cenário pós-pandemia, muitos planos têm recebido inúmeras reclamações a cerca de demandas que não foram sanadas, gerando queixas e reclamações a cerca da demora na conclusão de exames e consultas.
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PORTAL GRAFITTI NEWS
Aumenta a insatisfação com planos privados de saúde e em 5 anos as reclamações dobram
No ranking da ANS onde estão as operadoras brasileiras com maior volume de reclamação, a Unimed Vitória ocupa o 13º lugar, mesmo tendo apenas 402.137 clientes, comparado com a Notre Dame Intermédica Saúde, a campeã nacional de reclamações e tem 6,53 milhões de clientes
A insatisfação dos clientes contra planos privados de saúde vem ampliando a cada ano no Brasil e os últimos dados de reclamações registradas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que nos últimos cinco anos mais do que dobrou as denúncias de mau atendimento. A ANS criou em 2018 o Índice Geral de Reclamação (INR), que vem apresentando crescimento ano a ano. O forte interesse pelo lucro rápido e fácil dessas instituições privadas, ocasiona a insatisfação.
No computo geral, o IGR iniciou-se em 2018 com a marca de 15,5 e dali em diante vem enfrentando um crescimento significativo. Em 2022 já era mais do que o dobro do primeiro ano, com o registro do IGR ficando em 37. Do ano passado para este ano, até novembro último, já está em 44,8.
No quadro referente a este ano, entre janeiro e novembro, entre as operadoras de maior porte, a Notre Dame Intermédica Saúde S/A é a lider absoluta em reclamações, com 45.539, seguido do Bradesco Saúde (34.529 reclamações), Hapvida Assistência Médica S/A (25.791), Sul América Companhia de Seguro Saúde (23.517), Unimed Rio (20.555), Amil Assistência Médica Internacional S/A (18.794). A Unimed Viória, que tem apenas 6,15% do total de clientes da Notre Dame Intermédica, ocupa o 13º lugar no ranking nacional da insatisfação da ANS. Nesta última terça-feira (12), a Unimed anunciou através da empesa de cobrança Benevix um aumento acima de 22%, enquanto o assalariado não tem o reajuste salarial aumento nem na metade desse índice.
Descaso com autista
Entre as reclamações contra as operadoras, está o descaso com crianças autistas, onde o cuidado necessário implica em redução do lucro. É o caso de uma reclamante da Baixada Fluminense, mãe de uma criança de dois anos identificada com autismo. Ela registrou reclamação contra a Unimed Rio, porque pela falta de pagamento dessa cooperativa as clínicas da Baixada Fluminense interromperam atendimento aos clientes da Unimed.
Com isso, reclamou que a sua filha necessita de terapia ocupacional, psicóloga e fonoaudiologa, por ter dificuldade de comunicação e de fazer as tarefas básicas dfa vida humana, como escovar dentes e de se limpar no banheiro. Mas, a Unimed Rio não se preocupa com os problemas de saúde de seus clientes, mesmo tendo reajustado há dois meses o plano em 80% e agora estar cobrando R$ 539,00 por mês, reclamou a cliente da Unimed Rio.
Sempre preocupados em não reduzir o lucro, as empresas privadas que exploram o serviço de saúde complementar, vem provocando de forma deliberada a redução na qualidade dos serviços prestados. Nas reclamações registradas pela ANS há demonstração de insatisfação com as barreiras no atendimento, na liberação de exames, de procedimentos médicos e, principalmente, de cirurgias de maior valor.
Outra questão grave registrada na ANS é o descaso das operadoras privadas com os atendimentos médicos, onde o profissional da saúde é forçado a fazer um atendimento ambulatorial bem rápido, sem se preocupar com detalhes da saúde do paciente, para poder ter no final do mês uma remuneração maior. A imposição nesse sentido vem do uso do sistema fee for service (taxa de serviço), adotado para a remuneração do profissional, dos hospitais e e delaboratórios .
Essa modalidade de pagamento se importa apenas em registrar quantas vezes o serviço foi utilizado pelo cliente, sem levar em consideração a qualidade do serviço prestado. Nesse caso, o médico que realizou quatro atendimentos em consultas de 15 minutos, em uma hora, vai ter menos dinheiro no bolso no final do mês. Já aquele que opta em consultar 12 pessoas em atendimentos de 5 minutos, vai ter mais lucratividade e ganhar mais dinheiro.
ANS se une aos Procons para defender os clientes de planos de saúde
Na primeira quinzena de novembro último, a Agência realizou o projeto ANS com Você, que reuniu uma série de eventos para disseminar informações de planos de saúde e aproximar a reguladora da sociedade. A edição de 2023 foi realizada em Procons municipais e estaduais em 12 cidades nas cinco regiões do país.
A diretora de Fiscalização da ANS, Eliane Medeiros, que participou do evento, fez a seguinte observação: "Este ano, optamos por realizar eventos em cidades onde não temos Núcleos da ANS, justamente para podermos chegar mais perto dos beneficiários que moram nesses locais. A parceria com os Procons foi fundamental para essa ampliação do nosso alcance e para o fortalecimento desse trabalho tão importante de atendimento aos consumidores."
Nessa mesma ocasião, o Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES), com os Procons municipais de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Anchieta, Guaçuí e Câmara municipal da Serra também participaram desse encontro, que foi realizado na sede do Procon-ES no Centro Histórico de Vitória (ES). Nessa oportunidade foram abordados diversos aspectos relevantes sobre a saúde suplementar, como cobertura, portabilidade, reajustes, suspensão e rescisão de contratos, além do intercâmbio entre as operadoras, entre outros temas pertinentes.
Segundo a diretora-presidente do Procon-ES, Letícia Coelho Nogueira, foi uma grande oportunidade para troca de experiências, debates enriquecedores e aprofundamento do conhecimento sobre as questões que envolvem a proteção e defesa do consumidor no âmbito da saúde suplementar. "O objetivo foi proporcionar esclarecimentos, orientações e um ambiente propício para o diálogo e aprendizado dos Procons", ressaltou.
ANS quer sugestões da sociedade para mudar regras com operadoras
A ANS encerra no dia 25 de janeiro de 2024 a Consulta Pública 121, que tem como objetivo a obtenção der contribuições de toda a sociedade para a proposta de revisão da Resolução Normativa 395/2016 e, dessa forma, promover melhorias nos serviços de atendimento aos clientes a serem empregadas pelas operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios. A realização da consulta pública foi iniciada no último dia 12 de dezembro.
"A proposta é uma das ações previstas na Agenda Regulatória 2023-2025 e tem o objetivo de estimular as operadoras a desempenharem, da melhor forma, suas funções no relacionamento com os usuários da saúde suplementar. Aperfeiçoando os atendimentos e os serviços e seguindo as regras do setor, elas estarão reduzindo o registro de reclamações, entregando eficiência e transformando o ambiente de negócios", afirma a diretora de Fiscalização da ANS, Eliane Medeiros.
A revisão da RN 395/2016 é fruto de estudos sobre a identificação do problema regulatório referente ao relacionamento entre operadoras e beneficiários no âmbito dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs) e das centrais de atendimento, com a consequente Análise de Impacto Regulatório (AIR).
A proposta traz várias linhas de ação compatíveis com a visão moderna de fomentar medidas indutoras, sem perder de vista o olhar mais atento para os entes regulados que não estejam atingindo metas definidas pelo órgão regulador em indicador específico ou, ainda que distantes da meta, não apresentam movimento de melhoria:
Expansão do escopo da norma de forma a contemplar todas as espécies de demandas de beneficiários com suas operadoras e administradoras de benefícios com alinhamento à estratégia da legislação federal sobre SAC, bem como excepcionalizando as regras específicas, customizadas ao setor de saúde suplementar.
Aproveitamento melhor a estrutura das ouvidorias internas das operadoras (Resolução Normativa 323/13), uma vez que são áreas com a vocação de resolutividade de conflitos no atendimento aos consumidores, bem como possuem atribuição de propor melhorias e recomendações no aperfeiçoamento dos processos de trabalho da operadora.
Ajustes para maior informação e qualificação de informação ao beneficiário no ciclo de tratamento da demanda no SAC/central de atendimentos. Ausência de resposta à solicitação dos beneficiários sobre cobertura, respostas genéricas no curso da jornada do usuário após a solicitação de cobertura, além de falta de clareza na comunicação com os clientes foram alguns problemas identificados que podem ser melhorados no fluxo dos SAC/central de atendimento das operadoras.
Previsão de incentivo(s) indutor(es) pelo desempenho e performance da operadora quanto ao número de reclamações recepcionadas pela Agência, hoje retratado pelo Índice Geral de Reclamações (IGR). Aliado a esses parâmetros, ajustes também sob a ótica punitiva-pedagógica, de forma que as sanções por descumprimento possam considerar o desempenho no indicador.
Como dar a sua contribuição
Os interessados podem enviar suas contribuições até 25/01/2024 no próprio site da ANS, onde também estão disponíveis os documentos relacionados à proposta: www.gov.br/ans, em "Acesso à informação", no item "Participação Social", no subitem "Consultas Públicas".
Serviço:
Como registrar uma reclamação contra a sua operadora de saúde privada na ANS:
O interessado pode acessar clicando este link do portal da ANS
Dúvidas sobre a formulação da deúncia podem ser tiradas através deste número: Disque ANS: 0800 701 9656
Canal de atendimento a deficientes auditivos: 0800 021 2105
A ANS não se exige apresentação de documentação
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O HOJE
Pré-natal na rede pública: gestantes são mais propensas à depressão pós-parto
Estudo revela que mães atendidas pelo SUS apresentam 40% a mais de chances de desenvolver a condição comparadas à rede privada
O puerpério vai muito além das mudanças físicas e hormonais enfrentadas pelas mulheres. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 25% das mães no Brasil enfrentam a depressão no início da maternidade. Estudo realizado por estudante de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB) aponta disparidades na prevalência e gravidade da depressão pós-parto entre gestantes que receberam cuidados pré-natais na rede pública e privada de saúde. Além de colocar em risco a saúde mental das mães, o quadro reflete de forma profunda no desenvolvimento infantil e na dinâmica familiar.
Os resultados da pesquisa destacaram diferenças significativas nos escores médios da Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo (EPDS). O grupo de 32 mulheres atendidas pelo Serviço Único de Saúde (SUS) exibiu uma média de 12,16, enquanto o grupo da rede privada registrou 8,63. Outro ponto de alerta é que 31,25% das participantes do SUS indicaram já terem tido algum tipo de ideação suicida, sendo no grupo privado o percentual de 9,38%. “Estes dados nos mostraram que as participantes do Grupo SUS tinham um adoecimento mais grave que as do Grupo Privado”, aponta a pesquisadora Rebecca Ribeiro.
Segundo ela, é possível perceber, a partir da caracterização do estudo, que as participantes do grupo SUS carregam mais fatores de risco e de vulnerabilidade em todos os aspectos: econômicos, sociais, obstétricos, além de terem mais experiências negativas com os serviços de saúde durante o acompanhamento da gestação, parto e pós-parto. “Quem sofre é a mulher, mas esse sofrimento está relacionado a uma história de vida e a um contexto social”, destaca a aluna do CEUB.
Ela também aponta a necessidade do desenvolvimento de uma escala brasileira de rastreio da depressão pós-parto, que contemple estes fatores sociais e econômicos. “O Brasil é um país com grandes desigualdades e a Escala de Edimburgo, apesar de mundialmente utilizada, não reflete todos os fatores de vulnerabilidade aos quais as mães brasileiras estão expostas”.
O orientador da pesquisa e professor de Psicologia do CEUB, Sérgio Henrique Alves, afirma que os resultados alertam para a necessidade de melhorias na política de saúde pública voltada à assistência pré-natal no Brasil. De acordo com o professor, já existem políticas em funcionamento no país, mas os achados revelaram uma maior propensão para depressão no SUS, especialmente por essas mulheres terem um histórico de vida de vulnerabilidade social e econômica. “Esses aspectos já interferem significativamente nos efeitos do pré-natal”, considera.
Pré-Natal Integrado
O orientador da pesquisa afirma que, na rede pública de saúde, os cuidados durante a gravidez tendem a ser mais generalizados, com esforços para integrar serviços de saúde mental. Já na rede particular, há uma abordagem personalizada e acesso a uma gama de recursos e especialidades, embora com custos elevados. “A rede pública busca atender uma população mais ampla, enquanto a particular oferece maior comodidade e opções individualizadas, refletindo diferenças estruturais, financeiras e de acesso aos serviços de saúde”, explica.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 12/12/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
A importância dos cães-guia no auxílio de pessoas com deficiência
Médicos vinculados à Secretaria de Saúde de Goiânia anunciam paralisação
Ministra da Saúde destaca ética como parte da formação médica de qualidade
Hospital é atingido por incêndio e mais de 50 pacientes são removidos em Porto Alegre
Bebê morre dentro da barriga após mãe entrar em trabalho de parto, ir à maternidade três vezes e ser mandada de volta para casa, denuncia família
Trindade recebe selo federal de reconhecimento a eliminação da transmissão vertical de HIV
TV SERRA DOURADA
A importância dos cães-guia no auxílio de pessoas com deficiência
https://www.youtube.com/watch?v=KmpVVsSqgJk
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A REDAÇÃO
Médicos vinculados à Secretaria de Saúde de Goiânia anunciam paralisação
Uma paralisação de advertência foi a saída que médicos vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia encontraram para pressionar a Prefeitura a oferecer à categoria melhores condições de trabalho. A suspensão dos atendimentos, segundo o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) terá início às 7h desta terça-feira (12/12) e vai durar 24 horas.
O anúncio foi feito pelo após decisão tomada durante Assembleia Geral Extraordinária Permanente (AGEP) realizada no último dia 4 de dezembro e mantida durante novo encontro neste domingo (11/12). As reuniões foram comandada pela presidente do Simego, Franscine Leão, que informou que serviços de urgência e emergência serão mantidos, em razão de determinação legal.
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AGÊNCIA BRASIL
Ministra da Saúde destaca ética como parte da formação médica de qualidade
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse, nesta segunda-feira (11/12), que os Ministérios da Saúde e da Educação se preocupam e contribuem para uma formação médica permanente e de qualidade, que vai além da parte técnico-científica."Formação médica de qualidade implica também a questão da ética médica, dos valores, do compromisso social. Não há dissociação, a meu ver, entre qualidade técnico-científica e compromisso ético contribuir para uma formação médica de qualidade", frisou a ministra.
A ministra participou, em Brasília, da abertura do Projeto Formação Médica para o Brasil. Um olhar comprometido com a Responsabilidades Social no Século XXI, iniciativa da Associação Brasileira de Educação Médica.
Cursos
Para uma plateia formada, sobretudo, por médicos, a ministra Nisia disse que a recente expansão de novos cursos de medicina, da forma como foi realizada em instituições de ensino superior pelo país, descumpre parâmetros previstos desde 2014, por não atender regiões do país carentes destes profissionais de saúde e por ter baixa qualidade de ensino. "Esse é um grave problema porque não seguiu aqueles parâmetros que diziam respeito, não só aos vazios assistenciais tão importantes, mas a questão da qualidade."
A ministra reconhece que há divergências entre a classe médica e o poder público no que diz respeito ao Programa Mais Médicos, retomado em 2023, mas, Nísia diz ter convicção de que, em conjunto, os dois lados poderão avançar em ações estruturantes para formação médica que conjugue a parte técnica de qualidade, com formação ética, dos profissionais que atuarão no Sistema Único de Saúde e na saúde suplementar (planos de saúde) e privada.
Neste ponto, o representante do Conselho Federal de Medicina, Julio Vieira Braga, discordou. O conselheiro entende que há limitações para interiorizar os cursos de medicina, no país. "Por mais que se queira levar cursos de medicina para locais remotos, temos a dificuldade nos locais com baixa população, com baixa qualidade de serviços de saúde, com baixa quantidade de médicos. Então, é muito difícil, quando não impossível, levar o curso de medicina. Precisamos garantir o mínimo de qualidade para que esses cursos possam formar os médicos que vão atender a população pobre e carente, que acaba sendo atendida muitas vezes por profissionais de qualidade, no mínimo duvidosa, já que não existe uma forma de avaliação."
Avaliação externa
O médico Julio Braga defende ainda que o Brasil adote um sistema de avaliação externa e independente, com reconhecimento internacional, dos formados em medicina. "Boa parte dos países do mundo fazem, todos os seus cursos são acreditados. No Brasil, não é obrigatória essa avaliação externa, porque o Ministério da Educação tem sua responsabilidade, o INEP [Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa Anisio Teixeira/MEC] faz sua forma de avaliação, mas entendemos que não é o mais correto".
Estágio
Os presentes no encontro também apontaram a fase do estágio do estudante de medicina como importante para melhorar a formação dos futuros profissionais. No entanto, o diretor científico da Associação Médica Brasileira, José Eduardo Lutaif Dolci, alertou para a falta de vagas de estágio e de professores com capacitação para tal. "Quando falamos em qualificar os médicos que vão se formar, os egressos, precisamos colocar isso nas nossas diretrizes curriculares como obrigatoriedade. É importante sempre discutir a qualidade do nosso egresso, porque sem dúvida, vai repercutir na qualidade do atendimento à nossa população, na qualidade do médico do SUS".
A representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Francisca Valda da Silva, afirmou que o ensino superior na área da saúde não está atendendo às diretrizes, anteriormente propostas. Ela ainda lamentou a falta atualizações de cursos de formação para outras profissões de saúde dentro do Ministério da Educação (MEC). "Nossos desafios são muito grandes e nós temos que entender que a luta da qualidade nos reúne."
Atenção Primária
Ainda nesta segunda-feira (11/12), Nísia trindade participou do início da 2ª Conferência Nacional de Planificação da Atenção à Saúde (APS). O evento foi promovido pelo Conass.
Na sede da entidade, Nísia tratou dos desafios enfrentados pela sociedade brasileira. "Desafios demográficos, com o envelhecimento da população; climáticos; do mundo do trabalho, que se diversificou e que perdeu muito dos vínculos de proteção social; Desafios da ciência e tecnologia, como um grande fator de desigualdade entre os países e dentro do nosso próprio país, essa que é uma das nossas marcas mais persistentes, mas também [desafios] da luta por equidade, que envolve não só a questão de classe social, mas questões de gênero, de etnia, ou seja, raça/cor. Lidamos com diversidades e desigualdades históricas."
Na abertura do evento, o secretário executivo do Conass, Jurandi Frutuoso, disse que é preciso fortalecer a atenção primária na saúde pública. “Precisamos colocar recursos e, com persistência, fazer com que as ideias saiam do papel para que a APS se firme como uma política prioritária, no Brasil”, pontuou.
A 2a Conferência Nacional da Planificação da Atenção à Saúde ocorre em Brasília até quarta-feira (13/12) e reúne profissionais de saúde todo o país.
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PORTAL G1
Hospital é atingido por incêndio e mais de 50 pacientes são removidos em Porto Alegre
Pacientes foram enviados a outros hospitais, ou a áreas não atingidas e seguras do local. Bombeiros controlaram as chamas e causa do incêndio será investigada.
O Hospital Independência, que fica no bairro Agronomia, em Porto Alegre, foi atingido por um incêndio na noite desta segunda-feira (11). O fogo começou no prédio que fica anexo ao principal, que abriga as unidades de internação 4 e 5. Não há feridos.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, 58 pessoas, entre pacientes e funcionários, deixaram o local. Alguns dos pacientes, que estavam em macas, foram colocados ainda nas camas em via pública até que fosse possível retornar com segurança às áreas não atingidas do hospital.
Dentro do prédio principal ficaram cinco pacientes que estavam intubados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O local não correu risco de incêndio e a retirada dos pacientes poderia colocá-los em risco.
Os pacientes foram acompanhados por equipes médicas. A Secretaria Municipal de Saúde divulgou que a central de regulação do município foi mobilizada para providenciar as vagas.
Pacientes foram encaminhados aos hospitais Vila Nova, Conceição, Presidente Vargas, São Lucas, Divina Providência e UPA Moacyr Scliar. Casos mais críticos foram realocados para o Cristo Redentor, Santa Casa e HPS.
O Corpo de Bombeiros controlou o fogo em cerca de 1 hora. As causas do incêndio ainda não estão claras. Relatos de pessoas no local apontam que o fogo teria começado no teto.
Segundo o diretor do hospital, Angelo Chaves, o Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) do Hospital Independência está em dia. O atendimento do bloco cirúrgico não deve ser afetado.
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PORTAL G1/GOIÁS
Bebê morre dentro da barriga após mãe entrar em trabalho de parto, ir à maternidade três vezes e ser mandada de volta para casa, denuncia família
Tia afirma que mãe teve uma gravidez saudável e que fez o pré-natal. Secretaria de Saúde diz que acompanha o caso e que a equipe médica seguiu os protocolos.
Por Augusto Sobrinho, g1 Goiás
Família denuncia morte de beber após mãe procurar maternidade três vezes
Um bebê morreu dentro da barriga da mãe após ela ir à maternidade três vezes e ser mandada de volta para casa, em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, denuncia a tia, Vanessa Martins. O pai afirma que estava pronto para receber a filha em casa, mas, por 'incompetência', não conseguiu. Polícia investiga o caso.
“Nós viemos com tudo para voltar com a nossa filha nos braços e por incompetência deles não conseguimos”, lamentou o pai à TV Anhanguera.
O caso aconteceu neste domingo (10), na Maternidade Municipal Aristina Cândida. A Secretaria de Saúde afirma que acompanha o caso e que médicos seguiram os protocolos. À TV Anhanguera, a direção da unidade disse que seguiu a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Temos que esperar o laudo do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) para saber a causa da morte do bebê”, afirma o diretor clínico da maternidade, Rogério Cândido.
Vanessa é irmã do Rafael Martins, de 30 anos, e cunhada da Ana Beatriz Nunes, de 23. “A gravidez foi tranquila, ela fez tudo certinho, veio em todas as consultas do pré-natal e era uma gravidez saudável para a bebê e para a mãe”, detalha. Foto mostra que o quarto da bebê estava todo pronto para recebê-la em casa.
Na madrugada de domingo, a mãe entrou em trabalho de parto e, por volta das 7h, ela e o esposo foram até a maternidade, disse Vanessa. “Ela foi atendida às 8h, quando fizeram o exame de toque que constatou que a Ana Beatriz estava com 3 cm de dilatação e um sangramento, que disseram ser normal”, conta.
Apesar de estar em trabalho de parto e com sangramento, a mãe foi orientada a voltar para casa, ficar andando e voltar às 12h. “Eles só iriam internar ela quando a dilatação chegasse a 5 cm”, detalha. Ao voltar, a dilatação continuava em 3 cm e a mãe foi orientada a voltar para casa, almoçar e voltar às 14h para exames para ver os batimentos do bebê.
“Eles fizeram um exame para ver os batimentos do bebê e deram um remédio para cortar a dor e a Ana Beatriz ficar mais confortável”, disse.
Segundo Vanessa, às 14h, Ana Beatriz voltou e, no exame, as médicas viram que os batimentos do bebê estavam acelerados, mas disseram ser normal e pediram para ela voltar às 17h. “Nisso, a Ana Beatriz já estava sangrando desde a primeira ida à maternidade de manhã e eles disseram que era normal por causa do trabalho de parto e do exame de toque”, disse.
Sem dores e contrações, a mãe voltou por volta das 17h. “Chegou na maternidade, ela passou pela triagem de novo e, na médica, ela não ouviu os batimentos e mandou um ultrassom de emergência”, revela. Neste momento, as equipes informaram a morte da bebê e fizeram uma cesariana.
“Se tivesse feito a cesariana antes, isso não teria acontecido. Tem mulher que dilata só um pouco e não dilata mais. Se ela estava sangrando, deviam ter colocado ela em observação. Não tinham que mandar ela para casa. A gente confiou, pois eles são os médicos e deviam saber”, denúncia.
Ao g1, Vanessa revela que as equipes do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) suspeitam que a mãe teve descolamento de placenta e infecção de urina e que o cordão umbilical enrolou no pescoço da bebê. Além disso, afirma que a família registrou um Boletim de Ocorrência (BO).
“Eles estão muito muito tristes. A mãe só chora e fica quietinha. O pai está com ela e só o desespero a todo momento”, finaliza.
Informações da Secretaria de Saúde
A mãe recebeu atendimento, o último deles às 12:40 no domingo. Ainda não havia dilatação de cinco centímetros da mãe para fazer a internação e os sinais vitais do bebê eram normais. A orientação foi ir para casa e retornar à um negócio unidade entre duas e três horas depois. Quando buscou novo atendimento, já por volta das 18:30, foi constatada a ausência de batimentos.
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JORNAL OPÇÃO
Trindade recebe selo federal de reconhecimento a eliminação da transmissão vertical de HIV
Transmissão vertical ocorre durante a gravidez, parto ou amamentação
O município de Trindade foi a única cidade goiana a receber um selo de reconhecimento pela eliminação da transmissão vertical do HIV. A solenidade de entrega do Selo Prata em HIV foi feita na última sexta-feira, 8, em Brasília. De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão vertical ocorre quando a criança é infectada por alguma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) durante a gravidez, parto ou durante o período de amamentação.
“A certificação é um marco para a atuação da Coordenação de Vigilância de IST, que funciona no âmbito da Superintendência de Vigilância em Saúde, e demonstra que o trabalho realizado em diferentes esferas, quando articulado e com foco na população-alvo, traz resultados revertidos em ganhos para a população”, diz a coordenadora de vigilância das ISTs da SES, Luciene Siqueira.
Luciene afirma que o trabalho da SES, junto aos municípios goianos, continuará para que, nas próximas edições, outros municípios alcancem a certificação de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical de HIV e/ou Sífilis. A Coordenação de Vigilância da IST funciona junto a Gerência de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis (GVEDT), da Suvisa.
Durante a cerimônia, a ministra da Saúde, Nísia Trindade ressaltou que todas as regiões brasileiras estão representadas pelas localidades certificadas; e que o trabalho dos profissionais de vigilância em saúde é decisivo para a eliminação da transmissão vertical tanto de HIV e sífilis, quanto das doenças determinadas socialmente.
“Esse ato representa o gesto das equipes de cada estado, de cada município. Assim vemos o quanto a saúde só se faz com trabalho coletivo. A união e a reconstrução de políticas públicas são a marca do governo federal e, com a entrega desses selos, damos um passo fundamental para a eliminação da transmissão vertical dessas doenças em todo o país” afirmou a ministra.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 09 A 11/12/23
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DESTAQUES
Saúde abre consulta pública sobre inclusão de vacina da dengue no SUS
Siamesas Lara e Larissa estão na UTI em estado grave e não há previsão para cirurgia de separação, diz hospital
Cirurgião da coluna vertebral alerta sobre os perigos do uso descontrolado de opióides
Qual país latino-americano possui o melhor sistema de saúde?
O HOJE
Saúde abre consulta pública sobre inclusão de vacina da dengue no SUS
O imunizante Qdenga está em avaliação pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no Sistema Único de Saúde
Uma consulta pública foi aberta pelo Ministério da Saúde na última quinta-feira (7), sobre a proposta de incorporação da vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante Qdenga está em avaliação pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
Durante uma reunião feita na última quarta-feira (6), a Comissão recomendou inicialmente a incorporação do imunizante para localidades e públicos prioritários que serão definidos pelo Programa Nacional de Imunizações, considerando as regiões de maior incidência e transmissão e nas faixas etárias de maior risco de agravamento da doença. A recomendação considera o cenário epidemiológico e a necessidade de incluir mais uma alternativa para o enfrentamento à doença.
A restrição de público considera a capacidade de fornecimento de doses por parte da fabricante. Além disso, a sugestão da Conitec também está condicionada a uma proposta de redução de preço pela fabricante, que seja compatível com a sustentabilidade do PNI. No entanto, se considerados os demais imunizantes já ofertados, apesar do desconto inicialmente oferecido, o valor por dose, de 170 reais, ainda é alto, sendo duas vezes maior que as vacinas mais caras incluídas no programa.
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Nos dados avaliados pela comissão da empresa japonesa Takeda Pharma, por quem a demanda para avaliação da tecnologia foi submetida, foi verificada uma eficácia geral de redução da hospitalização em 84% dos casos de dengue. Após questionar o quantitativo de doses que poderia ser fornecido ao SUS, a fim de propor uma estratégia nacional, o Ministério da Saúde obteve a informação dada pelo laboratório de que poderão ser entregues 8,5 milhões no primeiro ano e um total acumulado de 50 milhões em cinco anos, o que impõe restrições no público a ser atendido.
Todas as recomendações feitas pela Conitec são submetidas à consulta pública por um período de 20 dias. A consulta deve ficar aberta pelo prazo de 10 dias. Depois desse período, as contribuições e sugestões serão organizadas e avaliadas pela Comissão, que emitirá uma recomendação final.
De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o processo de incorporação da vacina contra a dengue está seguindo todos os critérios necessários. A vacina deve ser administrada em um esquema de duas doses, com intervalo de 3 meses.
“Este processo de incorporação poderá se constituir em uma alternativa importante para auxiliar no enfrentamento da doença, alinhada às demais estratégias já implementadas atualmente”, destaca Nísia Trindade.
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PORTAL G1
Siamesas Lara e Larissa estão na UTI em estado grave e não há previsão para cirurgia de separação, diz hospital
Irmãs nasceram unidas pelo tórax, abdômen e bacia. Gêmeas pesam juntas 3,6 kg, estão sedadas, entubadas e se alimentam por sonda.
Por Michel Gomes, g1 Goiás
Conheça as siamesas Lara e Larissa, que estão na UTI em Goiânia após nasceram unidas pelo
As siamesas Lara e Larissa, unidas pelo tórax, abdômen e bacia, continuam internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia. Ao g1, a unidade informou que o quadro é grave, mas estável.
As meninas nasceram no dia 11 de outubro, em Goiânia. Segundo o Hecad, as meninas não têm condições de passar por procedimento cirúrgico, por isso não há previsão para a cirurgia de separação.
As irmãs estão sedadas, entubadas e se alimentam por sonda. Segundo o hospital, elas contam com todo o suporte de equipamentos e profissionais necessário.
Parto
O parto das siamesas aconteceu no Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu) e por lá ficaram 59 dias em estado gravíssimo. Elas foram estabilizadas e transferidas para o Hecad.
A transferência das gêmeas Lara e Larissa aconteceu no dia 5 de dezembro. Juntas, elas pesam 3,6 kg, segundo o cirurgião pediátrico Zacharias Calil, que fez o acompanhamento pré-natal da mãe, Kátia Márcia Cardoso, de 36 anos, das crianças desde o mês de setembro.
O parto das meninas durou cerca de 1h30 minutos, sendo assistido por uma equipe multidisciplinar do Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu). Kátia é casada e tem uma filha, de 6 anos.
O médico Zacharias Calil é especialista em casos de gêmeos siameses e pioneiro no procedimento de separação de siameses em Goiás. Ele contou que o quadro clínico das recém-nascidas mudava a cada minuto e, por detalhes, piorava, tornando o período um desafio para os profissionais.
“Não foi tarefa fácil, mas a equipe nunca desistiu. Sempre acreditando na vida, mesmo diante das mínimas chances de sobrevivência. Parabéns aos guerreiros e heróis do Hospital Estadual da Mulher”, diz Zacharias Calil.
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O ANÁPOLIS
Cirurgião da coluna vertebral alerta sobre os perigos do uso descontrolado de opióides
Os Estados Unidos enfrentam uma situação sem precedentes, referente ao uso descontrolado de opióides, chegando a contabilizar, de acordo com dados do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA, 80,4 mil mortes em 2021, o equivalente a mais de 200 mortes por dia causadas por overdose dessas substâncias.
A sazonalidade e a distribuição geográfica das mortes apontam para os meses mais frios nos estados mais pobres, menos industrializados do norte por exemplo, com piores indicadores de saúde, menor capacidade resolutiva de problemas complexos, desemprego e a ausência de políticas públicos de saúde.
Basta dizer que tais cenários são superponíveis à parte significativa do território nacional incluindo a periferia de grandes cidades brasileiras.
O uso dessas substâncias, especialmente do fentanil, uma das versões mais potentes, tem levado milhares de americanos a overdoses.
Os opióides são uma classe de substâncias que incluem medicamentos prescritos para aliviar a dor, bem como drogas ilícitas, como a heroína. Eles agem no sistema nervoso central, interagindo com receptores específicos chamados receptores opióides.
Embora sejam eficazes no alívio da dor, o uso indevido e o abuso de opióides tornaram-se uma preocupação significativa de saúde pública em muitas partes do mundo.
Laboratórios farmacêuticos em todo mundo investem somas vultosas em marketing para que os médicos aprendam a utilizar opióides em suas práticas diárias. A estratégia, que em circunstâncias específicas extrapola a esfera ética e é proibida no mundo todo inclusive no Brasil, carece de regulamentação.
Há quem afirme que os estrategistas de marketing de produtos se valem de brechas na lei e na inviolabilidade, por assim dizer da relação médico paciente, validam ou pelo menos oficializam práticas consideradas criminosas.
A própria capilaridade da rede criminosa do tráfico, de forma independente se incumbe de pulverizar o restante da droga produzida oficialmente dentro do próprio país.
Alvo de denúncia, no entanto pelo ministério público em várias cidades americanas, grandes laboratórios têm pago indenizações vultosas, porém o tráfico de entorpecentes opióides vêm crescendo em todo mundo, fruto da ausência de políticas de resolução de problemas estruturais de saúde, como por exemplo o financiamento público e privado de cirurgias para hérnias de disco, estreitamento do canal medular, e demais procedimentos para tratamento de doenças degenerativas da coluna vertebral como a espôndilo-artrose.
Tipos de opióides/opiáceos:
Analgésicos Opióides: Incluem medicamentos prescritos, como a codeína, o tramadol que são opióides considerados fracos. A metadona, a oxicodona e a hidrocodona, são considerados opióides fortes e são utilizados para tratar a dor moderada a grave.
A nomenclatura pode mudar de acordo com a droga: opióides são termos que designam drogas sintéticas e opiáceos são drogas presentes na natureza como a morfina que é extraída da papoula.
Dr Maurício MartellettoDivulgação
Maurício Martelletto, médico formado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo há mais de 30 anos especialista em dor e problemas da coluna explica que os opióides ligam-se aos receptores opióides no cérebro e na medula espinhal, modificando a percepção da dor.
"Além do alívio da dor, eles podem causar uma sensação de euforia, levando ao potencial de abuso e dependência. Quando utilizados corretamente, os opióides são ferramentas valiosas no controle da dor pós-operatória, ou associada a condições médicas graves, porém se utilizados indevidamente, causam dependência química, física e psicogênica, contaminação crescente da matriz extracelular, além de complicações mais graves, como overdoses e mortes relacionadas ao abuso dessas substâncias por depressão respiratória. Os opióides são um grupo de drogas que funciona bem para um amplo espectro de sintomas dolorosos. Porém em muitos casos, a dose terapêutica é muito próxima da dose letal, além do risco de depressão respiratória ela apresenta uma série de efeitos colaterais dentre os quais uma série de fenômenos farmacológicos que nos acostumamos a chamar de vício ou dependência. O tratamento da dor envolve o conhecimento muito mais amplo da condição da doença e do paciente do que se suspeitava em décadas passadas. Para dor, o ideal é oferecer acesso a uma equipe multidisciplinar, que trate os pacientes por completo incluindo as causas da doença", explica.
A auto medicação deve ser evitada a todo custo.O especialista diz que o tema deve servir de alerta para a saúde pública e que órgãos regulamentadores devem estabelecer programas de monitoramento para evitar prescrições excessivas, além de investir em pesquisa e desenvolvimento de alternativas não opioides no tratamento da dor.
"O Brasil precisa agir rapidamente e ficar atento para evitar que uma crise de abuso de opioides, semelhante à que vive os americanos hoje, aconteça por aqui. Precisamos de políticas públicas e principalmente foco em impedir que o uso da droga se popularize. Estamos distantes da realidade americana, mas é crucial que as autoridades monitorem esses dados para avaliar a evolução da situação", finaliza Martelletto.
Dr Maurício Martelletto - Ortopedia e Traumatologia CRM:72348/SP SBC:7166 Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - Instagram: @clinicapromovimento
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O POVO
Qual país latino-americano possui o melhor sistema de saúde?
Quais os critérios que posicionam as nações nos rankings sanitários? É mesmo justo compará-los? Especialistas consultados pela DW esclarecem estas e outras questões.Nos últimos anos, estudos internacionais com enfoques e variáveis diferentes expuseram a situação em que se encontram os sistemas de saúde dos países latino-americanos em comparação a nações mais ricas ou mais pobres. Em 2019, a revista médica The Lancet publicou uma pesquisa sobre a qualidade dos serviços de saúde de 204 países entre 1990 e 2019. Os países latino-americanos com melhores resultados foram Costa Rica, Chile, Colômbia e Brasil. Entre os piores estavam Venezuela, Paraguai, Nicarágua e Bolívia. Outro estudo realizado pela Associação Colombiana de Hospitais e Clínicas (ACHC) em novembro de 2022 apresentou resultados semelhantes com base no Índice Composto de Resultados de Saúde (ICRS), que avalia 12 variáveis como a taxa de mortalidade materna, índices de doenças não transmissíveis, financiamento, expectativa de vida, entre outros. No estudo colombiano, que avalia 93 países com notas de 0 a 100, o Brasil recebeu 70,0. Costa Rica (90,0), Chile (87,6), Panamá (85,0) e Colômbia (81,5) obtiveram os melhores resultados entre os países da América Latina, sendo que nas piores posições ficaram Paraguai (68,8), República Dominicana (67,7) e Guatemala (67,4). Modelos regionais Em abril deste ano, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou seu informe mais recente sobre o panorama dos sistemas de saúde da região, intitulado Health at a Glance: Latin America and the Caribbean 2023. Em conversa com a DW, Octavio Gómez Dantés, pesquisador do Centro de Estudos de Sistemas de Saúde do Instituto Nacional de Saúde Pública do México, disse que o relatório "possui quatro ou cinco indicadores que nos dizem muito bem quem é quem na região". O especialista assegura que "não existe um sistema de saúde na ALC - América Latina e Caribe - que possa ser considerado como o melhor exemplo a seguir. Alguns têm desempenhos muito bons em algumas áreas, e não tão bons em outras". Modelos sanitários em destaque O especialista mexicano afirma que, no entanto, há três países que "mostram valores bons em indicadores-chave: investimentos em saúde, cobertura, condições de saúde sensíveis ao desempenho do sistema e proteção financeira". São estes: Chile, Costa Rica e Uruguai. Juan García-Ubaque, médico especialista em saúde pública e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional da Colômbia (Unal), afirmou à DW que "Costa Rica, República Dominicana e Colômbia talvez estejam à frente". "A primeira, por ter um sistema consolidado; a segunda, pelos baixos gastos com saúde e o avanço da conceitualização do direito; e a terceira, pelos avanços conquistados nos últimos anos. Esses sistemas de saúde, porém, não têm garantias, por isso as crises tendem a ser recorrentes", observou. É justo comparar os sistemas? Vários países da região carecem de recursos suficientes para desenvolver seus sistemas. As comparações e rankings de qualidade, portanto, podem acabar sendo injustas. "É importante comparar o desempenho dos sistemas de saúde. É uma das formas de melhorá-los, identificando as boas práticas e evitando as más. As comparações, no entanto, devem também ser justas e, dessa forma, devem levar em conta os recursos disponíveis", sublinhou Gómez Dantés. "As comparações mais justas são aquelas feitas entre os países com mesmo nível de desenvolvimento", acrescentou. Jorge Alarcón Villaverde, professor do Departamento de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM), do Peru, disse à DW que antes de comparar "deve-se estar de acordo em relação ao conceito de sistema de saúde e a forma de medir seus resultados, e não apenas os processos" que não consideram a diversidade geográfica, econômica, política e cultural. O peruano explica que, na maioria dos casos, quando se fala de sistema de saúde "somente se faz referência ao sistema setorial de desempenho". Com essa perspectiva, "comparam os países segundo indicadores que ocultam as diferenças existentes, as inequidades e desigualdades que são enormes em muitos dos países de nossa região", acrescentou. Como melhorar um sistema de saúde Os especialistas oferecem suas recomendações para melhorar os sistemas de saúde latino-americanos. García-Ubaque, da Unal, diz que "indubitavelmente, os sistemas baseados na segurança social demostraram resultados muito importantes", e a opção de um sistema nacional de saúde seria "recomendável". O médico destaca ainda que a grande dificuldade da América Latina está na questão dos empregos formais, uma vez que quem trabalha em empregos informais não paga impostos e não colabora com o sistema de saúde. Financiar a saúde com impostos não é apenas difícil, mas também obriga a divergir outros investimentos que podem ser importantes para esses países, conclui o especialista. Para Gómez Dantés, um bom sistema de saúde deve ter quatro características: investimentos de uma quantidade razoável de recursos (entre 8% e 9% do Produto Interno Bruto); ser financiado com recursos predominantemente, mas não exclusivamente, públicos; garantir acesso universal a serviços integrais de saúde de alta qualidade - o que se traduz em melhores condições da saúde - e garantir proteção financeira, ou seja, evitar que os usuários dos sistemas de saúde se empobreçam ao atender suas necessidades sanitárias.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 08/12/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Planos de saúde tiveram lucro líquido de R$ 3,1 bi no 3º trimestre
Nova lei torna setembro o Mês de Conscientização sobre Doenças Cardiovasculares
Plano de saúde: Justiça proíbe clínica de solicitar login e senha para pacientes
Artigo - Desafios e oportunidades da Saúde no Brasil: um diálogo sobre presente e o futuro da Saúde Pública e Suplementar
NOTÍCIAS DO BRASIL
Planos de saúde tiveram lucro líquido de R$ 3,1 bi no 3º trimestre
Levantamento da ANS mostrou que esse foi o melhor resultado do período nos últimos 2 anos
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou nesta 5ª feira (7.dez.2023) os dados econômico-financeiros relativos ao 3º trimestre de 2023 em seu portal eletrônico. O setor de saúde suplementar registrou lucro líquido de R$ 3,1 bilhões no acumulado dos 3 primeiros trimestres de 2023, o que equivale a 1,3% da receita total no período (R$ 233,4 bilhões). Foi o melhor resultado para o período em 2 anos.
Nos números agregados por segmentos, os resultados líquidos foram positivos para todos os segmentos. Eis abaixo:
administradoras de benefícios: R$ 388,4 milhões;
R$ 388,4 milhões; operadoras exclusivamente odontológicas: R$ 471,6 milhões;
R$ 471,6 milhões; médico-hospitalares: R$ 2,27 bilhões.
As operadoras médico-hospitalares, principal segmento do setor, fecharam o 3º trimestre de 2023 com resultado operacional negativo acumulado no ano de R$ 6,3 bilhões.
Segundo a agência, o principal aspecto que explica o desempenho do setor continua sendo a sinistralidade -que fechou o trimestre em 88,2% (cerca de 2,1 pontos percentuais abaixo do apurado no mesmo período do ano anterior). Isso indica que em torno de 88% das receitas advindas das mensalidades são utilizadas com as despesas assistenciais. "Tal resultado, ainda superior ao observado nos anos pré-pandemia, foi fortemente impulsionado por algumas das maiores operadoras do país", informou.
Agência Nacional de Saúde Suplementar afirmou ainda que o resultado pode ser explicado pela recomposição das receitas dos planos, em razão do crescimento das mensalidades médias e das despesas assistenciais por beneficiário, ambas ajustadas pela inflação. Segundo a ANS, o contexto de aumento do número de beneficiários e da queda dos juros básicos da economia brasileira tendem a reduzir o resultado financeiro em relação aos períodos anteriores.
"A recuperação do desempenho econômico-financeiro do setor pode ser observada em diversos indicadores desde o 4º trimestre de 2022, especialmente nas séries de 12 meses do Painel Econômico-Financeiro, com o aumento dos resultados líquido e operacional, e a redução da sinistralidade. Além disso, o agregado da margem de lucro líquido das operadoras médico-hospitalares ficou positivo, apresentando o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2021", afirmou o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Jorge Aquino.
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MEDICINA S/A
Nova lei torna setembro o Mês de Conscientização sobre Doenças Cardiovasculares
Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Lei 14.747/23, que torna setembro o Mês de Conscientização sobre Doenças Cardiovasculares. A norma teve origem em projeto da Câmara dos Deputados aprovado em abril, com parecer da deputada Erika Kokay (PT-DF). No Senado, o texto foi aprovado no mês passado.
De acordo com a nova lei, uma campanha dividida por semanas deverá alertar a população sobre a cardiopatia isquêmica, a cardiopatia congênita, as doenças da aorta e as doenças das válvulas cardíacas.
O objetivo é disseminar, com alertas nos meios de comunicação, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças cardíacas.
A norma prevê ainda que, durante a mobilização, o governo federal deverá iluminar locais públicos de vermelho.
Estatísticas
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 14 milhões de brasileiros têm alguma doença cardiovascular e, pelo menos, 400 mil morrem por ano, em decorrência dessas enfermidades. Isso representa 30% de todos os óbitos no País.
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EXTRA ONLINE
Plano de saúde: Justiça proíbe clínica de solicitar login e senha para pacientes
Na tentativa de reduzir fraudes contra operadoras de planos de saúde, a Seguros Unimed obteve uma liminar proibindo que uma clínica solicite logins e senhas de seus pacientes. O juiz Christopher Alexander Roisin, da 14ª Vara Cível Central do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), entendeu que a solicitação dos logins e senhas é uma prática abusiva, pois viola o direito à privacidade dos segurados.
Na ação, a empresa de seguros alega que "a prática do estabelecimento é abusiva para realizar o reembolso de despesas médicas". A empresa argumentou que a solicitação dos logins e senhas viola a privacidade dos segurados e representa um risco à segurança de suas informações pessoais.
Além disso, a empresa também obteve autorização para recusar os pedidos de reembolsos em que não houver a prova do desembolso. O juiz fixou aplicação de multa de R$ 500,00 por solicitação dessas informações aos pacientes da clínica.
As fraudes envolvendo reembolsos de planos de saúde se multiplicaram, se sofisticaram no pós-pandemia e viraram caso de polícia. São práticas variadas, que usam recibos superfaturados ou que declaram tratamentos estéticos como procedimentos médicos e clínicas de fachada criadas apenas para atestar serviços inexistentes.
A mais comum é o chamado "reembolso assistido", na qual a clínica se oferece para agilizar a liberação de ressarcimentos se o cliente informar seu login e senha do plano de saúde e acaba cobrando por procedimentos não realizados ou inflacionando os valores.
A FenaSaúde, que reúne as seguradoras do setor, já ingressou com três notícias-crimes no Ministério Público de São Paulo pedindo a apuração de indícios de fraudes que somam R$ 51 milhões contra nove operadoras.
No esquema denunciado, há não só clínicas e laboratórios de fachada, mas também empresas fictícias que contratam planos para supostos funcionários, tudo criado com o único objetivo de pedir ressarcimento por procedimentos nunca realizados.
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GAZETA DA SEMANA
Artigo - Desafios e oportunidades da Saúde no Brasil: um diálogo sobre presente e o futuro da Saúde Pública e Suplementar
Como CEO da Tuinda Care, tive o privilégio de mediar uma conversa fascinante e esclarecedora com três renomados especialistas em gestão médica no Brasil. Rafael Cremonese, Joé Sestello, Fernando Pinto e eu nos reunimos para discutir os desafios e perspectivas do sistema de saúde no país. O diálogo, embora diverso em enfoques, revelou uma profunda compreensão das questões prementes em nosso sistema de saúde e apontou para valiosas direções para o futuro.
"O avanço da telemedicina é inegável, trazendo inúmeras vantagens, como o aumento do acesso à saúde. No entanto, devemos lembrar que, acima de tudo, precisamos manter o toque humano na prestação de cuidados de saúde", enfatizou o Dr. Rafael Cremonese, médico intensivista e diretor geral do Hospital Mãe de Deus.
Cremonese dirige um hospital referência em atendimento de alta complexidade em Porto Alegre (RS) e reconhece que embora haja esforços para melhorar a eficiência no atendimento médico, há espaço para melhorias. Eu concordo com a visão do Dr. Rafael quando ele destaca a necessidade de envolver os médicos na discussão sobre a eficiência em saúde. É um desafio implementar uma linha de valor em saúde sem a participação ativa dos médicos na discussão.
Joé Sestello, médico angiologista e diretor presidente da Unimed Nova Iguaçu (RJ), direcionou nossa atenção para a gestão de custos no sistema de saúde, salientando: "Em um cenário de recursos limitados, é fundamental buscar eficiência e otimização desses recursos, sem comprometer a qualidade dos cuidados".
Para Sestello, a obesidade e o envelhecimento, por exemplo, são desafios significativos, com 20,5% de gastos em envelhecimento na carteira da Unimed Nova Iguaçu, o que levanta uma necessidade de programas específicos para lidar com essa questão. A falta de formação médica em gestão e de definição de limites para os poderes da caneta dos médicos dificultam o bom uso dos recursos que estão disponíveis. Veja por exemplo as disparidades de custos entre o SUS e a saúde suplementar, onde em média se gasta R$ 1400 por usuário no SUS e R$ 4000 na saúde suplementar. Sem um equilíbrio e uma eficiência operacional os custos aumentarão sem refletir a qualidade no atendimento.
Em meu diálogo com esses especialistas, fato que chamou muita atenção foi levantado pelo doutor Fernando Pinto, médico cirurgião de cabeça e pescoço e presidente da Unimed Natal. Ele realçou a importância da colaboração entre as instituições de saúde: "A união de esforços e a partilha de melhores práticas entre os hospitais são fundamentais para garantir que todos os pacientes recebam cuidados de alta qualidade". A troca de experiência pode ser espontânea.
Ao abordar a educação e pesquisa médica, ficou claro que "o investimento contínuo em educação médica e na promoção da inovação é um investimento no futuro da nossa saúde", como explicou o Dr. Fernando Pinto. Porém, ele nos fez um alerta importante sobre a judicialização dessa educação, ao citar que faculdades de medicina estão sendo abertas por força de liminar e não por aprovação por parte do Ministério da Educação, que é quem deveria liderar o assunto. Isso gera uma deformação na quantidade e qualidade dos profissionais que estarão disponíveis no mercado em alguns anos.
Uma das mensagens mais prementes que emergiu de nossa conversa diz respeito à necessidade de políticas públicas eficazes. A pandemia de COVID-19 expôs vulnerabilidades em nosso sistema de saúde e sublinhou a importância de aprender com as dificuldades que enfrentamos. Como resumiu Joé Sestello, "o Brasil deve focar na criação de políticas públicas que promovam um sistema de saúde mais inclusivo e sustentável. A saúde é um direito fundamental, e é nosso dever assegurar que todos tenham acesso a cuidados de qualidade". E eu, como um homem de tecnologia, reforço que o futuro da medicina pública e suplementar no Brasil se tornará mais democrático com a inclusão maciça da tecnologia, especialmente da telessaúde e da integração de sistemas, com reforço na segurança dos dados dos pacientes.
Em resumo, nossos especialistas ofereceram uma visão abrangente das complexidades que cercam a saúde no Brasil. Eles concordam que várias mudanças são necessárias, desde a formação médica até a regulação, a aproximação do Judiciário e o envolvimento do Legislativo Federal (com líderes de bancada para promover mudanças significativas no sistema de saúde). A colaboração entre instituições, especialmente as universidades, investimentos em tecnologia e educação, e a manutenção da qualidade dos cuidados são elementos cruciais para o futuro de nossa assistência médica.
O Brasil tem a oportunidade de transformar seus desafios em oportunidades e construir um sistema de saúde mais resiliente e eficiente, sempre mantendo o bem-estar da população no centro de suas preocupações.
*Fabio Mattoso é CEO da Tuinda Care, Healthtech que tem como objetivo promover acesso médico especializado remotamente
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Assessoria de Comunicação
Com retrospectiva positiva, Comitê de Recursos Humanos/Gestão de Pessoas da Ahpaceg encerra calendário de 2023
Após a realização de seis encontros que abordaram temas de grande relevância para o setor de recursos humanos das instituições associadas, o Comitê de Recursos Humanos/Gestão de Pessoas da Ahpaceg promoveu hoje, 7, a reunião de encerramento de seu calendário de 2023 e de preparação das ações para o próximo ano.
O encontro foi realizado na sede da Ahpaceg com a participação de representantes da área de gestão de pessoas das instituições associadas e das coordenadoras do comitê, Gissely Soares (do associado CDI) e Sanny Alves Andrade (do associado Hospital do Rim).
Em pauta, uma retrospectiva do que ficou de aprendizado das reuniões de 2023,que abordaram os temas Programa de Treinamento e Desenvolvimento, Pesquisa de Clima e Avaliação de Desempenho, Pesquisa Salarial, Plano de Cargos e Salários, Recrutamento e Seleção e Feedback e Comunicação Não Violenta.
Os participantes também avaliaram o que fará sentido para o grupo em 2024, após todo a experiência do ano que termina. Novas pautas foram sugeridas para o calendário que terá início em fevereiro de 2024, quando o grupo voltará a se reunir, cheio de energia para fortalecer as ações de gestão de pessoas entre os associados.
CLIPPING AHPACEG 07/12/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
PROTEÇÃO: Ministério da Saúde monitora cenário de novas variantes da Covid-19 e orienta nova dose para públicos prioritários
Cirurgias eletivas podem ser suspensas por falta de pagamento e contrato com médicos anestesistas
Cães-guia são usados no suporte de crianças com deficiência visual
Congresso quer até dinheiro da Saúde para bancar fundão
Artigo - Inteligência Artificial na saúde: eficiência e redução de custo
JORNAL OPÇÃO
Cirurgias eletivas podem ser suspensas por falta de pagamento e contrato com médicos anestesistas
De acordo com entidade, dívida chega a R$ 25,6 milhões
A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goiás (Coopanest-GO) emitiu um comunicado informando a suspensão dos atendimentos em procedimentos eletivos em Goiânia a partir de 15 de dezembro, e emergenciais a partir de 5 de janeiro. A suspensão, segundo a entidade, se deve à inexistência de contrato entre a Prefeitura de Goiânia e instituição, além de reincidentes atrasos nos pagamentos dos serviços.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou a existência de uma dívida de “R$ 2,733 milhões do contrato encerrado em janeiro de 2023 será quitado nos próximos dias” [veja na íntegra ao final da matéria].
De acordo com o comunicado, a Prefeitura tem uma dívida de R$ 25,6 milhões, referente a dezembro de 2021, além de todo o exercício de 2022. No ano de 2023, os pagamentos dos meses de junho a outubro não teriam sido feitos.
A entidade aponta que chegou a negociar a dívida dos anos anteriores com o ex-secretário de Saúde Durval Pedroso, mas as parcelas não foram pagas corretamente e “ignoradas na gestão de Wilson Pollara”.
Segundo a SMS “as parcelas SUS, dos meses de outubro e novembro que totalizam R$ 880 mil, também serão depositadas nos próximos dias”. A nota diz ainda que um total de R$ 3,613 milhões serão pagos à Cooperativa.
Contrato perde validade
De acordo com a Coopanest, o contrato de prestação de serviços foi firmado em janeiro de 2016 para atendimentos eletivos e emergenciais em exames e cirurgias teve seu prazo encerrado em 29 de janeiro de 2021. O contrato chegou a receber um aditivo de prorrogação até janeiro de 2022.
“Mesmo com o fim do contrato, entendendo a natureza imprescindível dos serviços prestados para o bem-estar da população, e em respeito à população goianiense, a Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goiás continuou o atendimento para exames com necessidade de sedação, como por exemplo endoscopia e colonoscopia, assim como cirurgias eletivas e emergenciais”, diz a nota da entidade.
“Diante de tal cenário, é insustentável a continuidade da prestação de serviços e os atendimentos eletivos serão suspensos a partir do próximo dia 15 de dezembro e, os atendimentos emergenciais, a partir do dia 04 de janeiro de 2024”, completa.
Leia a nota da SMS na íntegra
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esclarece que há um saldo de R$ 2,733 milhões do contrato anterior, encerrado em janeiro de 2023, com a Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goias (Coopanest-GO) que será quitado nos próximos dias.
As parcelas SUS, dos meses de outubro e novembro que totalizam R$ 880 mil, também serão depositadas nos próximos dias. Ou seja, um total de R$ 3,613 milhões serão pagos à Cooperativa.
O restante do saldo será avaliado e a secretaria trabalha para encontrar uma forma, juridicamente perfeita, para efetuar o pagamento.
Nesta sexta-feira, já há uma reunião agendada entre representantes da SMS e da Coopanest-Go, para discussão do assunto.
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Cães-guia são usados no suporte de crianças com deficiência visual
Amigos peludos são fundamentais para o desenvolvimento de crianças e adolescentes
Você certamente já ouviu falar em cães-guia, não é mesmo? E conhece a importância deste animal para orientar e conduzir pessoas com baixa ou sem visão. Mas, você sabia que esses amigos peludos também podem ser fundamentais para o tratamento e desenvolvimento de crianças com deficiência visual?
Além de guiá-las, os cães adestrados podem se tornar grandes companheiros dos pequenos pacientes, lhes proporcionando mais segurança, melhorando a autoestima e contribuindo para a integração social e o fortalecimento emocional de meninos e meninas.
Os benefícios das Atividades Assistidas por Animais (AAAs) e da Terapia Assistida por Animais (TAA) já são reconhecidos por médicos e muitos pacientes. Porém, quando se trata de crianças com comprometimento da visão, essas práticas complementarem, que incluem o uso de animais em tratamentos, ainda enfrentam alguma resistência.
Encontro
Para desmistificar ideias que impedem a implantação da AAA e TAA e mostrar a importância dos cães-guias para o desenvolvimento, apoio emocional e promoção da autonomia de crianças com deficiência visual, o Instituto Panamericano da Visão e o grupo Retina Pediátrica vão realizar uma grande confraternização entre pequenos pacientes, suas famílias, médicos, a equipe do Centro Universal de Referência em Assistência Animal (Curaa) e, claro, cães-guia.
A psicóloga Marianna Santiago também participará do encontro, conversando e orientando os pais sobre a importância do convívio entre os cães e as crianças. O evento será no sábado, 9 de dezembro, às 9 horas, no Instituto Panamericano da Visão, e aberto a convidados.
Segurança
A médica oftalmologista Alessandra Rassi observa que os cães-guia proporcionam segurança às crianças, possibilitando que eles circulem por ambientes diversos de maneira mais independente, superando de forma segura barreiras que poderiam parecer intransponíveis.
“No caso específico de crianças com deficiência visual, os cães-guia oferecem um tipo único de apoio emocional e terapêutico. Além de fornecer assistência prática na locomoção, esses animais se tornam amigos leais, promovendo um ambiente emocionalmente estável e afetuoso e o vínculo entre a criança e o cão-guia vai além da funcionalidade prática, contribuindo para o desenvolvimento emocional e social da criança”, diz.
Saiba mais
Um cão-guia é um tipo de cão de assistência, adestrado para guiar pessoas cegas ou com deficiência visual grave ou auxiliá-las em tarefas caseiras. Apesar dos inegáveis benefícios proporcionados pelos cães-guia, ainda existem desafios a serem superados, dentre eles, a falta de conscientização sobre a importância desses animais, a necessidade de políticas que garantam o acesso irrestrito deles a locais públicos e o acesso de pacientes, principalmente de baixa renda, aos cães treinados.
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GAZETA DO ESTADO
PROTEÇÃO: Ministério da Saúde monitora cenário de novas variantes da Covid-19 e orienta nova dose para públicos prioritários
Pasta reitera que vacinação é a principal forma de proteção. Doses disponíveis atualmente são eficazes contra variantes
Após a identificação de duas novas sublinhagens de uma variante da Covid-19 no Brasil – a JN.1 e a JG.3, o Ministério da Saúde reitera que a vacinação é o principal meio de proteção contra a doença. A pasta recomenda nova dose da vacina bivalente para pessoas com 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos de idade que tenham recebido a última dose do imunizante há mais de 6 meses. É importante que todos os brasileiros atualizem o esquema vacinal com as doses recomendadas para cada faixa etária. O Ministério da Saúde ressalta que todas as vacinas disponíveis atualmente no Sistema Único de Saúde (SUS) são eficazes contra variantes que circulam no país, prevenindo sintomas graves e mortes.
Além disso, também está disponível no SUS, gratuitamente, o antiviral nirmatrelvir/ritonavir para o tratamento da infecção pelo vírus em idosos com 65 anos ou mais e imunossuprimidos com 18 anos ou mais, logo que os sintomas aparecerem e houver a confirmação de teste positivo.
A JN.1, inicialmente detectada em exames realizados no Ceará, vem ganhando proporção global, correspondendo a 3.2% das detecções no mundo. Já a sublinhagem JG.3, também verificada recentemente no estado nordestino, vem sendo monitorada pelo ministério nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás nos últimos meses. As subvariantes já foram encontradas em 47 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Ministério da Saúde segue alinhado com todas as evidências científicas, com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) mais atualizadas para o enfrentamento da Covid-19, incluindo o planejamento para vacinação em 2024, que já está em andamento. A Pasta garante que o SUS sempre terá disponível as vacinas mais atualizadas, seguras e eficazes aprovadas pela Anvisa.
Vacinação em 2024
Em outubro, o Ministério da Saúde anunciou, para a partir 2024, a inclusão da vacina Covid-19 pediátrica no calendário nacional de vacinação e a vacinação da população de alto risco para agravamento da doença. A pasta adiantou o planejamento e já está em andamento a aquisição de vacinas para o calendário do próximo ano. O novo contrato prevê o fornecimento das versões mais atualizadas dos imunizantes, desde que aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Além disso, o Ministério da Saúde tem estoque de vacina o suficiente para começar a vacinação de 2024, garantindo a vacinação para crianças e grupos prioritários.
Os dados no Brasil e no mundo apontam que as medidas de prevenção e controle para Covid-19 devem ser reforçadas em crianças para protegê-las das formas graves da doença e amenizar a propagação do vírus SARS-CoV-2 na população em geral.
Por isso, a partir de 2024, a vacinação contra a Covid-19 terá como foco as crianças de 6 meses e menores de 5 anos. Nessa faixa etária, o esquema vacinal completo contará com 3 doses, que deverão ser aplicadas seguindo os intervalos recomendados: 1ª para a 2ª dose: intervalo de 4 semanas; e 2ª para a 3ª dose: intervalo de 8 semanas. A criança que tiver tomado as três doses em 2023, não vai precisar repeti-las no ano que vem.
Após os 5 anos de idade, crianças e adultos que integram os grupos prioritários receberão uma dose de reforço em 2024. São eles: idosos, imunocomprometidos, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores, pessoas com deficiência permanente, pessoas privadas de liberdade maiores de 18 anos, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema de privação de liberdade e pessoas em situação de rua.
Esses grupos são os que possuem maior risco de desenvolver as formas graves da doença. A inclusão desse público já passou por avaliação da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI) e do Programa Nacional de Imunização (PNI).
Enfrentamento da Covid-19 no Ceará
Desde o fim de novembro, o Ministério da Saúde está em contato permanente com as autoridades de saúde do Ceará para prestar apoio ao estado. Uma equipe de resposta rápida e da área técnica de vigilância epidemiológica da Covid-19 da pasta está de prontidão para seguir para o local, assim que for solicitada.
O Ministério já enviou ao Ceará um reforço de 900 tratamentos antivirais para casos leves de Covid-19 para idosos com 65 anos ou mais e imunossuprimidos com 18 anos ou mais, além de autorizar o envio de mais 820 tratamentos. Cerca de 35 mil reações para diagnóstico molecular do vírus e 30 mil testes rápidos de antígeno também foram encaminhadas ao estado.
Desde o fim da emergência, decretado pela OMS em maio deste ano, se mantém a recomendação para que os grupos de maior risco de agravamento pela doença continuem a seguir as medidas de prevenção e controle, como o uso de máscaras em locais fechados, mal ventilados ou com aglomerações; além do isolamento de pacientes infectados com o vírus. A recomendação também vale para pessoas com sintomas gripais.
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O ESTADO ONLINE
Congresso quer até dinheiro da Saúde para bancar fundão
Deputados, senadores e presidentes de partidos não chegaram a um acordo sobre o fundo de financiamento da campanha eleitoral de 2024. A disputa está em torno do valor do fundão e como conseguir o dinheiro para bancar as atividades dos candidatos. A maioria da Câmara pressiona por R$ 4,9 bilhões, o que representaria o dobro da verba da última eleição municipal, em 2020. Os dirigentes partidários também defendem essa quantia. Já o Senado e deputados de estados menores querem que seja de, aproximadamente, R$ 2,5 bilhões, equivalente ao gasto em 2020, corrigido pela inflação. Além dos valores para as despesas da campanha eleitoral do próximo ano, o Congresso Nacional é palco de embate sobre a engenharia que será feita para irrigar o fundo com dinheiro público. Uma ala tem sugerido que, na votação do Orçamento de 2024, seja reduzida a verba de alguns ministérios para transferir a quantia ao fundão.
Até as áreas da Saúde, Educação e Defesa entraram na lista de possíveis perdedores, mas isso ainda está em avaliação. A proposta foi feita por deputados e senadores de estados de menor porte porque esses parlamentares são contrários à solução anteriormente desenhada e que reduz o valor das emendas de bancadas estaduais (os congressistas de cada unidade da federação se reúnem e decidem qual obra receberá dinheiro patrocinado por eles). Diante do impasse, a votação dos projetos que definem o Orçamento de 2024 está atrasada. O deputado Danilo Forte (União/CE), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que dá bases para o Orçamento, disse a aliados que não deverá se envolver na disputa do fundo eleitoral e que apresentará a nova versão do projeto nesta quinta-feira (7). O texto, porém, somente deverá ser votado na próxima semana.
A discussão sobre o fundão, portanto, será jogada para a votação da proposta do Orçamento, cujo relator é o deputado Luiz Carlos Motta (PL/SP), que é próximo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O partido tem defendido que o fundo eleitoral seja de R$ 4,9 bilhões. Esse é o mesmo patamar do fundo das eleições nacionais do ano passado, quando a disputa era para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Agora estarão na corrida os cargos de prefeito e vereador. Apesar da falta de acordo, líderes do Congresso dizem que a expectativa é a de que o Orçamento seja aprovado até o fim do mês. O objetivo é deixar o terreno preparado para que as emendas parlamentares sejam liberadas já nos primeiros meses de 2024, ano eleitoral. A eleição desperta mais o interesse de deputados do que de senadores. Se um deputado consegue eleger aliado para a prefeitura, já larga com vantagem para 2026, quando ocorrerá a próxima eleição geral. Por isso, líderes da Câmara veem a resistência do Senado como mais um capítulo da disputa por protagonismo entre as duas Casas.
O presidente Lula (PT) colocou no projeto do Orçamento de 2024 previsão de R$ 900 milhões para financiar as campanhas eleitorais. Essa proposta partiu do Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad (PT), que é contra valor muito elevado para o fundo. Até 2015, as grandes empresas, como bancos e empreiteiras, eram as principais responsáveis pelo financiamento dos candidatos. Naquele ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a doação empresarial sob o argumento de que o poder econômico desequilibrava o jogo democrático. Para as eleições de 2018 foi então criado o fundo eleitoral, que se soma aos recursos já existentes do fundo partidário, atualmente em torno de R$ 1,2 bilhão ao ano. Em 2020, o valor subiu para R$ 2 bilhões, o que equivale a cerca de R$ 2,5 bilhões corrigidos pela inflação.
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MEDICINA S/A
Artigo - Inteligência Artificial na saúde: eficiência e redução de custo
É inegável a importância do setor de saúde para a sociedade. Todos, afinal, precisamos de cuidados médicos em algum momento. O que também é nítido, porém, é o uso inadequado do sistema de saúde pelos brasileiros, não apenas encarecendo os planos para os consumidores, mas gerando prejuízos consideráveis para as seguradoras. Para se ter ideia, no primeiro trimestre de 2023, o setor de planos de saúde registrou prejuízo operacional de R$ 1,7 bilhão, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Tomemos como exemplo alguém que vai ao pronto-socorro com uma dor no braço, que pode ter sido causada simplesmente por dormir de “mau jeito”. Protocolos podem levar a uma série de exames caros que impactam diretamente o custo dos planos de saúde. Além disso, o retorno financeiro para os médicos que atendem por planos muitas vezes não é compensador.
Então, como solucionar esse cenário? Primeiramente, reduzir as idas ao hospital e deixar que o médico exerça mais a parte clínica, aquela que começou a aprender na faculdade e foi lapidando com suas experiências de atendimentos. Uma abordagem mais clínica e menos protocolar, reduzindo visitas hospitalares e exames algumas vezes desnecessários. Isso pode, até mesmo, ocorrer por meio de um atendimento online com a complementação de procedimentos que podem ser realizados em farmácia, como aferição da pressão.
O custo é reduzido porque as idas ao hospital também são reduzidas, exames supérfluos são eliminados e os médicos podem praticar mais a parte clínica, num atendimento mais humano. E sem parecer controverso, nesse processo todo a Inteligência Artificial (IA) poderá se tornar uma grande aliada, não para diagnosticar doenças, mas para dar suporte aos médicos em suas análises e aumentar a qualidade dos atendimentos.
Antes da consulta, o paciente preencheria um formulário, uma espécie de anamnese, indicando informações como sintomas, histórico médico, eventuais doenças crônicas, entre outras. Ao iniciar a consulta, o médico já estaria munido desses dados, podendo se dedicar integralmente à prática clínica, apoiado por insights fornecidos pela IA. Em visitas futuras do paciente, as informações também já estariam atualizadas e à disposição do profissional antecipadamente.
A proposta, assim, não é, de forma alguma, substituir o atendimento médico por máquinas, mas dar mais recursos aos médicos para que eles possam atender os pacientes de forma mais efetiva, com mais qualidade, gastando menos tempo e, de fato, fortalecendo o papel do profissional de saúde com ferramentas tecnológicas avançadas.
Os hospitais só deveriam ser usados para casos graves, assim como toda a estrutura de exames teria que ser demandada apenas se houvesse uma real necessidade. O foco seria direcionar hospitais e exames para aqueles que realmente precisam, promovendo uma abordagem mais proativa do que reativa. O hospital seria voltado a quem de fato precisa dele. O foco é tratar a saúde, não a doença.
É vital, portanto, que repensemos o nosso sistema de saúde. Se ele for integrado à IA, poderemos alavancar a eficiência, reduzir custos e, o mais importante, garantir um atendimento de qualidade para todos.
*Frederico God é CEO da Efetiva Saúde e Conselheiro Consultivo da EBM Engenharia.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 06/12/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Evento vai mostrar a importância dos cães-guia para crianças com deficiência visual
Especialista alerta sobre riscos de trombose em viagens prolongadas
"Envelhecimento não é sinal de adoecimento", diz geriatra
Mortalidade por cânceres ligados ao HPV é alta e pode ser evitada com prevenção primária
STJ: plano de saúde tem que cobrir cirurgia de redesignação sexual
FOCO NACIONAL
Evento vai mostrar a importância dos cães-guia para crianças com deficiência visual
Você certamente já ouviu falar em cão-guia, não é mesmo? E conhece a importância deste animal para orientar e conduzir pessoas com baixa ou sem visão.
Mas, você sabia que esses amigos peludos também podem ser fundamentais para o tratamento e desenvolvimento de crianças com deficiência visual?
Além de guiá-las, os cães adestrados podem se tornar grandes companheiros dos pequenos pacientes, lhes proporcionando mais segurança, melhorando a autoestima e contribuindo para a integração social e o fortalecimento emocional de meninos e meninas.
Os benefícios das Atividades Assistidas por Animais (AAAs) e da Terapia Assistida por Animais (TAA) já são reconhecidos por médicos e muitos pacientes. Porém, quando se trata de crianças com comprometimento da visão, essas práticas complementarem, que incluem o uso de animais em tratamentos, ainda enfrentam alguma resistência.
Encontro
Para desmistificar ideias que impedem a implantação da AAA e TAA e mostrar a importância dos cães-guias para o desenvolvimento, apoio emocional e promoção da autonomia de crianças com deficiência visual, o Instituto Panamericano da Visão e o grupo Retina Pediátrica vão realizar uma grande confraternização entre pequenos pacientes, suas famílias, médicos, a equipe do Centro Universal de Referência em Assistência Animal (Curaa) e, claro, cães-guia.
A psicóloga Marianna Santiago também participará do encontro, conversando e orientando os pais sobre a importância do convívio entre os cães e as crianças. O evento será no sábado, 9 de dezembro, às 9 horas, no Instituto Panamericano da Visão, e aberto a convidados.
Segurança
A médica oftalmologista Alessandra Rassi observa que os cães-guia proporcionam segurança aos pacientes, possibilitando que eles circulem por ambientes diversos de maneira mais independente, superando de forma segura barreiras que poderiam parecer intransponíveis.
“No caso específico de crianças com deficiência visual, os cães-guia oferecem um tipo único de apoio emocional e terapêutico. Além de fornecer assistência prática na locomoção, esses animais se tornam amigos leais, promovendo um ambiente emocionalmente estável e afetuoso e o vínculo entre a criança e o cão-guia vai além da funcionalidade prática, contribuindo para o desenvolvimento emocional e social da criança”, diz.
Saiba mais
Um cão-guia é um tipo de cão de assistência, adestrado para guiar pessoas cegas ou com deficiência visual grave ou auxiliá-las em tarefas caseiras. Apesar dos inegáveis benefícios proporcionados pelos cães-guia, ainda existem desafios a serem superados, dentre eles, a falta de conscientização sobre a importância desses animais, a necessidade de políticas que garantam o acesso irrestrito deles a locais públicos e o acesso de pacientes, principalmente de baixa renda, aos cães treinados.
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Especialista alerta sobre riscos de trombose em viagens prolongadas
Com as férias chegando, viajar se torna sinônimo de descanso para muitas pessoas. Nesse período, os destinos geralmente são mais distantes, e ficar sentado por horas, seja em carros, ônibus ou aviões, pode ser um convite para problemas vasculares, elevando consideravelmente o risco de trombose venosa profunda.
A trombose venosa profunda é uma condição em que se formam coágulos sanguíneos nas veias profundas do corpo, geralmente nas pernas, e seu surgimento é mais comum nas primeiras duas semanas após a viagem. De acordo com a Dra. Camila Oliveira, angiologista e cirurgiã vascular da clínica Venous, as causas ainda não são muito claras, mas o risco pode aumentar devido a longos períodos de imobilidade e ativação dos fatores de coagulação.
Os primeiros sinais de problemas vasculares nas pernas podem incluir inchaço, dor, sensação de peso, formigamento ou mudanças na coloração da pele. Diante desses sintomas persistentes, deve-se consultar um profissional de saúde para avaliação e diagnóstico.
“Durante viagens de carro é recomendado fazer pausas a cada duas horas para alongar as pernas, caminhar um pouco e estimular a circulação. Em voos longos, levantar e se movimentar pelo avião sempre que possível”, recomenda a Dra. Camila. “Além disso, manter-se hidratado, usar roupas confortáveis e realizar exercícios simples, como flexionar e estender os pés e fazer movimentos circulares com os tornozelos, são outras medidas que auxiliam na circulação sanguínea e reduzem o risco de trombose.”
Indivíduos com histórico de trombose ou outros fatores de risco, como cirurgia recente, câncer, gravidez, idade avançada, varizes, uso de estrogênio contido nos contraceptivos orais ou na terapia de reposição hormonal devem redobrar os cuidados. “Se você possui algum desses fatores de risco e planeja realizar uma viagem longa neste final de ano, é importante procurar um cirurgião vascular. Em alguns casos, o médico pode recomendar o uso de anticoagulantes e meias compressivas para reduzir o risco de trombose venosa.
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DIÁRIO DA MANHÃ
"Envelhecimento não é sinal de adoecimento", diz geriatra
Dados do Censo de 2022 apontam que a população com 65 anos ou mais saltou de 2,8 para 9,2 em Goiás
A população goiana tem avançado progressivamente no fator longevidade. Dados do Censo de 2022 chamam atenção para o aumento no número de idosos em Goiás.
Em quatro décadas, a população com 65 anos ou mais saltou de 2,8 para 9,2 no estado. Segundo os dados mais recentes, Goiânia possui, aproximadamente, 147.728 idosos.
Estudos do Instituto Mauro Borges (2020) apontam que o envelhecimento da população em Goiás é justificado por um conjunto de aspectos, como: saúde, educação, segurança, renda, condições de trabalho, desigualdade, pobreza, acesso a determinados serviços e fatores demográficos. Dessa forma, quanto mais o estado avança com o objetivo de levar cidadania mais alta é a qualidade e a expectativa de vida da população.
A respeito do envelhecimento da população no estado, a médica Patricia Mendonça De Melo Azzi, geriatra do Instituto de Neurologia de Goiânia, comentou sobre a importância de hábitos mais saudáveis. "Hoje a gente tem visto uma busca maior na realização de exames, maior cobertura das vacinas, prática de atividade física. E isso tudo acaba contribuindo para que essa população goiana esteja envelhecendo bem", comentou.
Conforme o Censo, o município que apresentou maior índice de envelhecimento no estado é Amorinópolis e com o menor índice de envelhecimento foi Chapadão do Céu. A capital, Goiânia, apresentou um índice superior ao estadual e nacional, 57%.
Questionada se as pessoas estão se cuidando mais por medo de envelhecer ou de adquirir doenças, a nutricionista Marinna Reis, pontuou que é um pouco das duas alternativas, mas que o medo maior é de perder a autonomia. "Eu acredito que as pessoas estão com medo de envelhecer debilitadas ou precisando da ajuda de alguém, então tá todo mundo querendo viver melhor e também isso engloba a prevenção de doenças, principalmente essas crônicas não transmissíveis que faz com que a gente tenha que tomar remédio a vida toda", explicou.
O fato de estarmos inseridos na era das redes sociais implica uma pressão estética que influencia as decisões de diversas pessoas, seja para escolhas mais saudáveis, como iniciar uma atividade física ou as menos sútis, que envolvem procedimentos cirúrgicos, por exemplo.
"O ideal seria a gente achar o elixir da juventude. Só que, infelizmente, essa fórmula mágica, ela ainda não foi descrita. Mas um bom suporte social, familiar, isso tudo contribui para que esse processo de envelhecimento não seja tão sofrido. Envelhecimento não é sinal de adoecimento", pontua Patricia Mendonça.
Marinna reforça ainda que a busca por novos hábitos deve incluir uma alimentação balanceada, gerando assim um maior bem-estar social e consequentemente a prevenção de doenças como pressão alta e diabates. "As pessoas estão procurando fazer mais exercícios, cuidar da mente, que é muito importante, e também, além de tudo, ter uma alimentação mais saudável, mais equilibrada e mais orgânica, com menos produtos industrializados, esse movimento ele tem acontecido mesmo que ainda precise aumentar cada vez mais".
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MEDICINA S/A
Mortalidade por cânceres ligados ao HPV é alta e pode ser evitada com prevenção primária
Estudo da Fundação do Câncer revela que cerca de 6 mil casos de câncer relacionados ao HPV (Human Papilomavirus) poderiam ser evitados por meio da prevenção primária a cada ano, isso sem contar os 17 mil casos estimados anualmente de câncer do colo do útero, tipo mais frequente associado pelo HPV. A quarta edição da publicação info.oncollect, intitulada 'O impacto do HPV em diferentes tipos de câncer no Brasil', analisou cinco tipos de câncer: orofaringe, ânus e canal anal, vagina, vulva e pênis. A publicação traz informações que mostram que a maioria dos pacientes já chega às unidades de saúde em estágios avançados da doença. Os dados destacam ainda que o não adoecimento por esses tipos de cânceres preveníveis em grande parte por meio da vacinação, poderia impactar os custos da Saúde no Brasil: "além de evitar 4,5 mil mortes/ano, o que equivale a um expressivo número de 75% de mortalidade, a prevenção iria reduzir os gastos com diagnóstico, tratamento e internações, inclusive abrindo espaço para pacientes com outros tipos de câncer no sistema de saúde", analisa Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer.
A análise do perfil dos pacientes com algum desses cinco tipos de cânceres revela que a maioria, considerando homens e mulheres, tem mais de 50 anos de idade (78%), possui baixa escolaridade (64%) e é negra (56% e 53%, respectivamente).
Estágios da doença e tempo de tratamento
Em relação ao estadiamento, os pacientes com câncer de orofaringe, tumor que se desenvolve em parte da garganta, são diagnosticados em estágios avançados da doença em todas as regiões do Brasil (homens 88% e mulheres 84%). Em relação ao tempo entre o diagnóstico e o tratamento, o que se observa é que a maioria dos homens acometidos pela enfermidade (65%) inicia o tratamento em até 60 dias, quando encaminhados sem diagnóstico prévio.
"As regiões com maiores tempos de espera entre o diagnóstico e o tratamento são Nordeste (44%) e Sudeste (36%). Já entre aqueles encaminhados com algum diagnóstico, somente 39% têm o tratamento iniciado em até 60 dias. Já as mulheres que chegam com o diagnóstico da doença enfrentam maior tempo de espera (62%), sendo que no Centro-Oeste (70%), Sudeste (65%) e Norte (64%), o tempo de espera delas é maior que o tempo-médio do país", destaca a bióloga Rejane reis, uma das pesquisadoras do boletim.
O estadiamento do câncer de ânus e canal anal chama atenção, com um significativo percentual de pacientes chegando à unidade de saúde em estágios avançados da doença (55% para homens e 54% para mulheres). A maioria dos homens (66%) encaminhados às unidades de saúde sem diagnóstico prévio inicia o tratamento em até 60 dias. "Por outro lado, aqueles encaminhados com o diagnóstico em mãos têm o maior tempo até o tratamento: somente 40% inicia o tratamento dentro dos 60 dias. Com relação às mulheres, das que chegam ao hospital sem o diagnóstico, 64% conseguem iniciar o tratamento em até 60 dias. Porém, daquelas que chegam com o diagnóstico em mão, apenas 37% conseguem começar o tratamento dentro do mesmo tempo", ressalta Yammê Portella, estatística e pesquisadora da Fundação.
Em relação ao câncer de pênis, 43% dos casos são diagnosticados já em estágios avançados. As regiões Norte e Centro-Oeste enfrentam os maiores percentuais de câncer em estadiamento avançado (55%), enquanto o Sudeste tem o menor percentual (34%). Com relação ao tempo entre o diagnóstico e o tratamento, é possível perceber uma diferença enorme com 82% dos homens sem diagnóstico prévio iniciando o tratamento em até 60 dias, enquanto apenas 37% daqueles com diagnóstico iniciam tratamento no mesmo período.
No caso do câncer de vulva, mais de 50% dos tumores chegam na fase inicial da doença. A região Sudeste apresenta o maior percentual de mulheres com neoplasia que chegam com estadiamento inicial da doença (60%). Já com relação ao tempo de espera entre o diagnóstico e o tratamento, pode ser observado maior período de espera para tratamento das mulheres que chegam ao hospital já com o diagnóstico em mãos, se comparado às que chegam sem o diagnóstico (apenas 26% são atendidas em até 60 dias, em todo o país). A região Norte apresenta o menor percentual brasileiro (16%) de mulheres que chegam ao hospital com diagnóstico e iniciam o tratamento em até 60 dias.
O câncer de vagina apresenta uma distribuição semelhante relativa ao estadiamento clínico da doença. A região Centro-Oeste é a que tem o maior percentual de mulheres chegando às unidades de saúde em estágios iniciais da doença (63%). Entre o diagnóstico e o tratamento das mulheres que chegam à unidade hospitalar sem diagnóstico e sem tratamento, 64% recebem o tratamento em até 60 dias após o diagnóstico. Comparado com as outras regiões, o Sudeste possui o maior percentual de mulheres que receberam tratamento após 60 dias do diagnóstico (42%). Os dados mostram que o percentual de mulheres com a doença que chegam com diagnóstico na unidade hospitalar e recebem o tratamento após 60 dias é alto (66%).
"Os dados apontam que as pessoas que chegam ao hospital com o diagnóstico em mãos, em sua maioria, são tratadas com mais de 60 dias, o que fere a lei 12.732/12 que garante ao cidadão iniciar o tratamento dentro desse prazo após o diagnóstico da doença. Isso evidencia que há um fluxo falho no sistema de saúde, sugerindo demora na investigação na atenção secundária e no encaminhamento para a terapêutica", atenta o diretor executivo da Fundação.
Prevenção, detecção e controle
Segundo Alfredo Scaff, epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, essa edição do info.oncollect pode auxiliar no direcionamento das políticas públicas específicas. "Esses dados reforçam a importância de estratégias eficazes de detecção precoce, tratamento rápido e acesso igualitário aos cuidados de saúde. As informações sobre o tempo entre o diagnóstico e o tratamento apontados na publicação mostram que há um problema no fluxo da rede de saúde. Compreender as disparidades regionais é essencial para desenvolver intervenções direcionadas e garantir melhores resultados para todos os pacientes."
Flávia Miranda, consultora médica da Fundação do Câncer, enfatiza a necessidade crucial de medidas preventivas, especialmente no contexto dos cânceres relacionados ao HPV. "A vacinação é uma medida fundamental para a prevenção desses tipos de câncer, sendo um recurso disponível no SUS, para meninos e meninas, entre 9 e 14 anos, além das mulheres e dos homens de 15 a 45 anos de idade vivendo com HIV/AIDS, transplantados e pacientes oncológicos. Mas o que se observa é que apesar da imunização ser disponibilizada gratuitamente no SUS, ainda há uma dificuldade para atingir a cobertura vacinal adequada. E essa dificuldade se mostra maior quando se trata do esquema vacinal completo, ou seja, contemplando as duas doses." Ela completa ainda que é preciso olhar para a prevenção ao HPV para além do câncer do colo do útero, o mais prevalente entre as doenças causadas pelo Papilomavirus. "O avanço do controle dos tipos de câncer relacionados a esse vírus depende muito da conscientização no aumento da cobertura vacinal, aliada à redução das barreiras de acesso, garantindo e melhorando a condição da chegada dos pacientes às unidades de saúde, desde seu diagnóstico até o tratamento".
A médica alerta que 8 a cada 10 pessoas serão infectadas pelo HPV em algum momento da vida. "Portanto, vacinar significa diminuir riscos", salienta.
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AGÊNCIA BRASIL
STJ: plano de saúde tem que cobrir cirurgia de redesignação sexual
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que as operadoras de plano de saúde são obrigadas a cobrir as cirurgias de redesignação sexual.
Os cinco ministros que compõem a turma, especializada em Direito Privado, deram ganho de causa a Ana Paula Santos, de Uberaba, confirmando decisões judiciais anteriores.
Todos os ministros entenderam que as cirurgias de transgenitalização e de plástica mamária para colocação de próteses não podem ser consideradas experimentais ou estéticas, como alegado pela Unimed de Uberaba.
Prevaleceu o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, que frisou que o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconhece tais cirurgias como recomendadas para casos de mudança de sexo. Os procedimentos já são também cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não havendo assim razão para não serem cobertos por planos de saúde.
A ministra destacou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece a chamada disforia de gênero - quando uma pessoa se identifica com gênero não compatível com o sexo de nascimento.
"A OMS ressalta que essa condição, muitas vezes, leva a um desejo de "transição" para viver e ser aceito como uma pessoa do gênero experienciado, seja por meio de tratamento hormonal, intervenção cirúrgica ou outros serviços de saúde, para que o corpo possa se alinhar, tanto quanto desejar e na medida do possível, com o gênero vivenciado", lembrou a relatora.
A ministra também citou a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que desde 2011 vem ampliando o acesso ao processo transsexualizador no SUS.
A relatora escreveu em seu voto que "por qualquer ângulo que se analise a questão" as cirurgias de redesignação sexual são de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Além da realização dos procedimentos, Andrighi também manteve indenização de R$ 20 mil a ser paga pela Unimed de Uberaba à mulher que recorreu ao STJ.
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Assessoria de Comunicação