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Sexta, 22 Março 2024 10:45

CLIPPING AHPACEG 22/03/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Brasil registra quase dois casos por dia de exercício ilegal da medicina

Pacientes denunciam perigo de desabamento e outros riscos em Caps de Goiânia

Goiás supera em 2024 registros de mortes por dengue de todo ano de 2023

Aumento no número de internações por dengue preocupa Saúde em Goiás

Artigo - Plano de saúde em xeque e o futuro da saúde suplementar

AGÊNCIA BRASIL

Brasil tem quase dois casos por dia de exercício ilegal da medicina

O Brasil registrou quase dois casos por dia de exercício ilegal da medicina nos últimos 12 anos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O levantamento, segundo a instituição, foi motivado pelos casos reiterados de crimes recentes, que resultaram em lesões graves e morte de pacientes.

Entre 2012 e 2023, o país registrou 9.875 casos do crime, seja na medicina, na área dentária ou farmacêutica. No Poder Judiciário, foram 6.189 novos processos do tipo. Delegacias de Polícia Civil registraram 3.337 boletins de ocorrência. Os dados foram coletados com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Poder Judiciário nos estados e as polícias civis das 27 unidades da Federação por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

O Rio de Janeiro é o estado com o maior número de registros nas delegacias de Polícia Civil: 937 ocorrências. Desse total, 11 resultaram em morte: cinco na capital fluminense, e 31 ocasionaram lesão corporal grave. O tribunal do estado é o que mais registrou processos novos no ano passado (74).

São Paulo vem em segundo lugar, com 528 ocorrências policiais. A maior parte delas acontece no interior do estado. Minas Gerais aparece na sequência, em terceiro lugar, com 337 ocorrências. 

A instituição alerta também para a subnotificação de casos. Cinco estados não encaminharam as informações solicitadas: Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e Alagoas. No caso desse último, não há dados na base antes de 2021. Segundo o CFM, o Rio Grande do Sul enviou dados amplos que não possibilitaram recorte específico. Alguns não têm dados atualizados, nem uma base histórica com informações desde 2012.

O exercício ilegal da medicina é crime previsto no artigo 282 do Código Penal, com punição de 6 meses a 2 anos de multa.

"Fuja de promessas milagrosas"

O presidente do CFM, José Hiran Gallo, disse que a sociedade precisa estar constantemente informada dos perigosos de se submeter a procedimentos médicos realizados por profissionais sem a devida capacitação.

“Em caso de dúvida, vale consultar os sites dos Conselhos Regionais de Medicina ou do CFM para saber se o profissional tem o registro de médico e se ele está ativo. Nós sempre dizemos: fuja de promessas milagrosas, principalmente aquelas divulgadas nas redes sociais”, afirmou.

No caso de irregularidades, a recomendação é denunciar na polícia e nos conselhos de medicina, para que também seja aberta apuração administrativa e encaminhamento para os demais órgãos.

Casos emblemáticos

O CFM destacou alguns casos recentes de prática ilegal da medicina que tiveram maior repercussão. Em fevereiro deste ano, um dentista foi preso no Recife, por dar cursos proibidos de reposição hormonal. Em agosto do ano passado, a polícia começou uma investigação em Goiânia sobre uma mulher que provocou lesão corporal em pacientes em clínicas de estética. Na mesma cidade, em novembro, foi aberta investigação contra quatro dentistas, que realizavam procedimentos estéticos exclusivos de médicos.

Em Coroados, no interior de São Paulo, uma mulher foi presa por usar registro profissional de outra médica e chegou a atender 30 pacientes em Unidades Básicas de Saúde (UBS). O caso foi registrado em março deste ano. Em Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais, uma biomédica foi detida em maio de 2023 por provocar a morte de uma paciente durante cirurgia ilegal.

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A REDAÇÃO

Pacientes denunciam perigo de desabamento e outros riscos em Caps de Goiânia

Piscina com lodo e água parada, mato alto, estrutura interditada com risco de desabamento, goteiras espalhadas por diversos ambientes, ambientes totalmente precários e muitos outros problemas. Essa é a situação do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Esperança, situado na Rua dos Órgãos, no Jardim Petrópolis, em Goiânia. Vídeos registrados na quinta-feira (21/3) e enviados à reportagem do jornal A Redação mostram o verdadeiro cenário de abandono do local onde são realizados atendimentos à população vulnerável. Moradores da região do Morro do Mendanha, onde o Centro está instalado, relatam que, devido às recorrentes chuvas, uma parte da estrutura do Caps pode desabar a qualquer momento.

O Caps é destinado ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. Na unidade Esperança, que conta com cerca de 27 funcionários, são realizados cerca de 40 atendimentos por dia. Segundo servidores ouvidos pela reportagem e que preferem não se identificar, o imóvel onde está instalado o Centro é alugado pela Prefeitura de Goiânia. 

"Estamos com muito medo do teto desabar e ferir pessoas, além de curto-circuitos. Isso é muito perigoso e totalmente desrespeitoso com quem trabalha e também com quem precisa de atendimento, que são pessoas, muitas vezes, em situação de extrema vulnerabilidade. Sem contar que com essa epidemia de dengue, é possível que a água da piscina seja um grande criadouro do mosquito que transmite a doença. O lugar está tomado por mato e muita sujeira. Tem água parada há dias. Com isso, o risco é ainda maior, porque pode prejudicar toda uma região. Não queremos saber quem é culpado, queremos a resposta, que é a limpeza e reestruturação do local. Precisamos de um ambiente digno", disse uma mulher que acompanhava um paciente do Centro.

Outra acompanhante, que também prefere não ter o nome divulgado, avalia que o local já não é mais seguro para abrigar o Caps Esperança. "Não tem a menor condição. Já passou da hora de levar o Centro para outro espaço. Estão esperando acontecer uma tragédia aqui para tomarem providências?", questiona.
 

Problema antigo 
Em 2020, representantes do Conselho de Saúde local denunciaram o mato alto no local, o que, segundo representantes do Conselho, promove falta de segurança aos pacientes e também aos colaboradores que prestam serviços no Caps Esperança. Os casos de infiltração também são acompanhados há algum tempo. No entanto, nada ainda foi feito para que a realidade do local seja mudada. 

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, responsável pelo Centro, que informou que o poder público não pode fazer reformas estruturais em imóveis alugados. "É um serviço de responsabilidade do proprietário", destacou ao citar que "o município tem feito reparos pontuais, permitidos por lei, para tentar amenizar os problemas na unidade".

Em nota, a gestão municipal enfatizou que "uma análise técnica mostrou que não há riscos de desabamento, mesmo assim, diante da demora na reforma física do imóvel, a Secretaria, com ajuda do conselho local, tem procurado um outro imóvel na região para a transferência do Caps". 

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Goiás supera em 2024 registros de mortes por dengue de todo ano de 2023

Goiás já ultrapassou, em 2024, o número total de mortes registradas por dengue em todo o ano de 2023. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), o Estado acumula 63 mortes este ano, contra 54 do ano passado. Outras 99 mortes suspeitas estão sob investigação.
 
Anápolis continua como a cidade com mais óbitos em razão da doença: 12 confirmados e 14 em investigação. Goiânia tem 2 óbitos confirmados e 16 em investigação. O número total de casos confirmados no Estado atingiu 63.971, enquanto a soma dos casos notificados chega a 139.398. No mesmo período do ano passado, o total de notificações estava em 39.755.
 
A Superintendente de Vigilância em Saúde do Estado de Goiás, Flúvia Amorim, explica que proporcionalmente, o número de mortes não é tão diferente dos anos anteriores. “Mas isso não quer dizer que a doença está tranquila, que a situação está tranquila, de forma alguma. Nós estamos falando aí de 63 pessoas, moradores do estado de Goiás que perderam suas vidas”, disse. “E dentro dessas pessoas nós temos crianças de 5 meses de idade, crianças de 6 anos, nós temos pessoas jovens de 26 anos, com a vida inteira pela frente, que infelizmente estão perdendo a sua vida por uma doença. Uma doença que já é conhecida há muitos anos. E que a gente sabe como prevenir e a gente sabe também como tratar”, completou.
 
Flúvia salientou que a maior parte das mortes aconteceu em até 6 dias do aparecimento dos sintomas. Diante desse cenário, ela orienta a população a não demorar para procurar o atendimento médico.
 
Hospitalização e vacinas
O Subsecretário de Atenção à Saúde e Vigilância, Luciano Moura, diz que o número de internações é preocupante. “Nesta última semana nós percebemos um aumento no número de internações. No mês de janeiro nós tínhamos uma média de 10 solicitações, já no mês de fevereiro uma média de 40 solicitações. Na semana passada o número foi 60 solicitações e no dia de hoje nós temos 80 solicitações”, relatou.
 
“Então é uma preocupação extremamente grande porque nós temos visto aí uma escalada da complexidade, ou seja, os pacientes estão ficando mais graves e necessitando mais de internações tanto nas enfermarias quanto em UTIs”, completou Moura.
 
Em relação à vacinação, já foram aplicadas 66.120 doses, o que representa cerca de 41,7% do total de imunizantes enviados ao Estado pelo Ministério da Saúde.

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O HOJE

Aumento no número de internações por dengue preocupa Saúde em Goiás

Internações pela doença nos primeiros três meses de 2024 é 1422 a mais do que o mesmo período de 2023, quando o Estado registrou 111, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO)

Goiás saiu de 111 internações  de janeiro a março de 2023  para 1.533 no mesmo período de 2024. Os dados são das internações feitas nos hospitais da rede estadual. O aumento preocupa as autoridades da área da saúde no Estado.  A informação foi divulgada pelo Subsecretário de Atenção, Saúde e Vigilância da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), Luciano Moura. De acordo com ele, nessa última semana foi percebido um aumento significativo no número das internações por dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

A média de internamentos no mês de janeiro era de 10 solicitações. No mês de fevereiro passou para 40. Já na última semana, a média foi de 60 solicitações. Atualmente, a média de internações é de 80 solicitações. “Então é uma preocupação extremamente grande porque nós temos visto que os pacientes estão ficando mais graves e necessitando mais de internações tanto nas enfermarias quanto em UTIs”, alerta o subsecretário.

Diante do alto número de pessoas internadas nas unidades de saúde, Moura chama atenção para os cuidados necessários na atenção primária, que são: os cuidados domiciliares; quando o paciente deve iniciar imediatamente a sua hidratação; buscar atendimento médico no início dos sintomas.

Além do alto índice de internações, os dados mostram ainda que o número de mortes por dengue cresce cada vez mais em Goiás. De acordo com o painel de controle das arboviroses da SES-GO, já foram confirmados 63 óbitos e outros 99 estão sob investigação do Comitê Estadual de Investigação de Óbito Suspeito por Arboviroses.

Moura destaca os casos de mortes em casa e chama atenção da população para que deixem os agentes de vigilância sanitária entrarem em suas residências para eliminar os focos do mosquito. “Nós alertamos e conclamamos a população para que aceite a orientação, a entrada desse profissional na sua residência”, afirma, ao dizer que os profissionais podem contribuir na verificação dos focos de larvas do mosquito, e também podem fazer o elo entre a população e a atenção básica.

“As pessoas estão ficando nas suas residências, não procuram o atendimento médico e aí quando chegam nas unidades o quadro já está avançado ou acabam morrendo em casa”, alerta o subsecretário. Moura salienta que a maioria dos óbitos acontecem quando a pessoa acha que já está melhorando da doença e acaba relaxando nos cuidados com a saúde.

A dengue tem um ciclo específico segundo o subsecretário. Primeiro aparecem os sintomas, após cerca de cinco dias a febre começa a baixar e começa a aparecer a coceira e as manchas vermelhas na pele. No entanto, isso não significa que o paciente já está livre da enfermidade, pois a fraqueza e náuseas continuam. É nesse momento que o quadro pode se agravar e causar a morte do indivíduo. “É nesse momento que não podemos baixar a guarda, não podemos ficar desatentos aos sinais de alarme”, orienta.

Os sinais de alerta são: febre, mal-estar, náusea e vômito. Ao sentir qualquer um desses sintomas, a pessoa deve procurar com urgência uma unidade de saúde para que sejam feitos exames específicos, como hemograma e verificação das plaquetas, que é um indicador extremamente importante. “Do início ao fim da doença o paciente deve ser acompanhado pelo profissional de saúde e não deve ficar somente em casa que é onde alguns óbitos estão acontecendo”, reitera.

Para a Superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim, este é o pior ano de dengue da história do país. Apesar disso, quando o número de letalidade é avaliado de acordo com o número de casos notificados e confirmados, a situação não é tão diferente de outros anos passados. “Mas isso não quer dizer que a doença está tranquila, de forma alguma. Porque nós estamos falando de 63 pessoas que perderam a vida. São  moradores do estado de Goiás que perderam suas vidas”, lamenta. 

Flúvia pontua que se há um aumento no número de casos da doenças, consequentemente haverá aumento no número de óbitos. Diante disso, chama atenção da população para o combate à dengue dentro de suas casas.

Atualização da doença 

Ao todo, Goiás já registrou 139.398 notificações de casos de dengue somente este ano, desses, 63.971 foram confirmados, de acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pela SES-GO nesta quinta-feira (21). Em 2023, foram 69.712 casos confirmados durante todo o ano e 124.235 notificações da doença. Além disso, as mortes registradas no ano passado foram 54 durante todo o ano. Este ano, o número já é de 63.

Sobre a prevalência dos sorotipos da dengue no Estado,  59,1% dos casos são do sorotipo 1 e 40,4% do sorotipo 2. Atualmente, 144 municípios estão em situação de emergência para arboviroses. Para combater o vírus, já foram instalados 207 gabinetes de crise nos municípios goianos.

Anápolis segue na liderança de municípios com o maior número de mortes confirmadas pela dengue com um total de 12 óbitos. Em segundo lugar está Luziânia com 8 mortes confirmadas. Em seguida aparecem: Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás, ambos com quatro óbitos confirmados.

Em relação à vacinação, o Estado aplicou 41.7%  das doses enviadas pelo Ministério da Saúde (MS), desde o início da campanha em fevereiro, de acordo com a SES-GO. A porcentagem representa 66.120 aplicações, do total de 158.505.

134 municípios de nove regionais de saúde que juntos têm um total de 398.946 crianças e adolescentes, foram abastecidos com os imunizantes. A vacina é aplicada com um esquema vacinal de duas doses com a segunda dose aplicada após três meses.

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MEDICINA S/A

Artigo - Plano de saúde em xeque e o futuro da saúde suplementar

Desde a promulgação da Constituição de 1988, a saúde foi estabelecida como um direito fundamental no Brasil, com responsabilidades compartilhadas entre o Estado e o setor privado. No entanto, a complexa interdependência entre esses dois pilares muitas vezes é subestimada. Alterações nos custos dos planos de saúde privados não só afetam diretamente os usuários e empresas envolvidas, mas também exercem um impacto indireto sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), colocando em risco a qualidade e a eficiência do atendimento prestado a toda a população.

O ano de 2024 promete desafios significativos para o setor de saúde no Brasil. Os custos dos planos empresariais de saúde, que representam 70% do setor, aumentaram acima da média global. As operadoras estão diante da necessidade de um reajuste estimado em 25% para o ano, impactando diretamente cerca de 41 milhões de brasileiros. Como CEO do Plano Brasil Saúde, uma healthtech em ascensão, é imperativo buscar estratégias para enfrentar os percalços que afetam o setor, considerando não apenas as pressões financeiras, mas também os desafios de gestão e as necessidades dos usuários.

Esse reajuste, impulsionado por uma inflação médica prevista em 14,1% e uma sinistralidade que atingiu 88,2% até o terceiro trimestre de 2023, também inclui perdas por fraudes e desperdícios – estimados em R$ 34 bilhões em 2022. Diante desse cenário, os planos coletivos e empresariais podem enfrentar um aumento de até 58,94% nas mensalidades, enquanto os custos médico-hospitalares continuarão a crescer. Isso destaca a urgência de soluções estratégicas por parte das operadoras.

Um dos pontos críticos desse desafio é o excesso de regulamentação imposto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Embora a intenção seja proteger os consumidores, as regras rígidas muitas vezes sufocam a capacidade das operadoras de inovar e otimizar seus modelos de negócios. Isso é particularmente evidente na questão da alta redução dos planos individuais e familiares. Esses tipos de planos estão sujeitos a uma regulamentação mais rigorosa, o que restringe a liberdade das operadoras em rescindir contratos e definir os índices de reajuste anual.

Para garantir a sustentabilidade a longo prazo do setor, é fundamental reconsiderar a regulamentação da ANS e promover incentivos para os planos individuais. Isso implica buscar um equilíbrio entre a proteção do consumidor e a flexibilidade necessária para a inovação e competitividade no mercado. Tal abordagem permitiria uma avaliação mais precisa dos riscos e custos no momento da contratação do plano, estimulando uma concorrência saudável e a oferta de planos mais acessíveis. Defendo ainda a utilização de recursos como o Fundo Garantidor de forma mais eficaz.

O mercado de saúde suplementar é altamente regulamentado e dominado por grandes empresas com faturamento bilionário, apresentando desafios significativos na conquista de clientes e na complexidade operacional, fatores que contribuem para o desequilíbrio do segmento. Uma estratégia é o investimento na prevenção, na figura do “médico da família” e em cuidados personalizados, visando reduzir a sinistralidade, as fraudes e os desperdícios que afetam o setor.

O acompanhamento da saúde dos beneficiários e dos parceiros que compõem a rede credenciada de atendimento é fundamental para impedir custos desnecessários ou elevados. O “médico de família” desempenha um papel fundamental nessa abordagem, atuando como o primeiro ponto de contato para os beneficiários e acompanhando-os ao longo do tempo. Esse modelo melhora a experiência do paciente e reduz a duplicidade de consultas e exames, fraudes e desperdícios.

Ao investir em um sistema de saúde preventiva, as operadoras reduzem a necessidade de procedimentos desnecessários, e é possível também identificar e evitar desperdícios, oferecendo uma experiência mais eficiente e econômica para seus clientes e parceiros corporativos.

O segredo para driblar o desarranjo do setor está na atenção à sinistralidade, foco na prevenção, no monitoramento constante e na prestação de cuidados personalizados. Ao evitar desperdícios e fraudes, e ao proporcionar serviços de alta qualidade a preços justos, as operadoras estão bem posicionadas para continuar crescendo. Em um setor tão delicado e competitivo como o da saúde, o compromisso com a prevenção, em vez de apenas remediar problemas, é fundamental para o sucesso a longo prazo.


*Paulo Bittencourt é CEO da healthtech Plano Brasil Saúde e atua no setor de saúde há mais de 20 anos.

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Assessoria de Comunicação

Quinta, 21 Março 2024 07:54

CLIPPING AHPACEG 21/03/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Chip da beleza: implante hormonal é proibido para fins estéticos

Artigo - Inovação na saúde: integração é a palavra de ordem para 2024

Neutralidade tributária para produtos da saúde: uma demanda abrangente e estratégica

TV RECORD GOIÁS

Chip da beleza: implante hormonal é proibido para fins estéticos

https://www.youtube.com/watch?v=fbNIRCGi9q8

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MEDICINA S/A

Artigo - Inovação na saúde: integração é a palavra de ordem para 2024

Integração é a palavra que promete se consolidar como tendência no setor da saúde este ano. Minhas recentes observações têm confirmado esse fato, especialmente devido à crescente busca dos provedores por unificar as jornadas física e digital, impulsionando experiências contínuas e coesas para os pacientes.

No entanto, é fundamental reconhecer que, embora o foco esteja voltado à integração das jornadas do paciente, isso não se limita a esse aspecto, indo um pouco além: para promover uma experiência integrada, as parcerias entre grandes players da saúde também se tornam estratégicas. Assim, ganham destaque pilares como a interoperabilidade, inovação e eficiência, delineando um panorama onde a excelência nos cuidados de saúde é moldada pela convergência entre esses elementos-chave.

Alguns exemplos claros dessas parcerias relevantes para o mercado incluem a união entre Fleury, Beneficência Portuguesa e Atlântica Hospitais para a criação de uma empresa especializada em oncologia; a parceria da Oncoclínicas com planos de saúde para reforçar a receita; e o mais recente anúncio da joint venture entre a Atlântica Hospitais e a Rede Mater Dei de Saúde para a construção de um hospital em São Paulo. Essas iniciativas demonstram que a integração também é acompanhada pelo pilar da colaboração, e as duas juntas vêm se firmando como estratégia de um mercado tão competitivo.

Outro grande protagonista deste cenário são as healthtechs. São elas as responsáveis por viabilizar a integração entre a jornada física e digital na saúde, com soluções que simplificam processos e aproximam ainda mais pacientes e equipe médica. Neste sentido, eu poderia citar vários exemplos dessas soluções tão importantes, mas vou me ater aos apps de saúde. Além dos aplicativos de telemedicina e gestão de cuidados, dou destaque àqueles específicos para exames à distância. É o caso do N9, um dispositivo desenvolvido pela empresa israelense Nonagon e introduzido no mercado brasileiro pela IL Health. Ele tem capacidade de realizar nove tipos de exames físicos não invasivos, oferecendo a possibilidade de conexão eficiente com outros sistemas de saúde utilizados pelo paciente.

Com até 50 tipos diferentes de sistemas de saúde e diferentes padrões de linguagem e procedimento, fica clara a necessidade da interoperabilidade. Ela chega como facilitadora, traduzindo esses padrões variados para uma linguagem única, e permitindo que sistemas diversos se comuniquem de maneira fluida, expandindo o horizonte com novas abordagens de saúde e bem-estar.

Esse processo viabiliza a comunicação entre plataformas com sistemas HIS, como TASY e MV, facilitando a identificação de diferentes fases de atendimento do paciente, seja essa uma consulta médica no hospital ou a compra de um medicamento na farmácia.

As jornadas física e digital se entrelaçam o tempo todo, e parcerias entre hospitais estão ganhando solidez; o resultado é a integração, minha principal aposta para este ano, debaixo de todos os holofotes.


*Marcos Moraes é diretor da vertical de saúde da multinacional brasileira FCamara.

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SAÚDE BUSINESS

Neutralidade tributária para produtos da saúde: uma demanda abrangente e estratégica

Presidente executivo da ABIIS fala sobre a importância da neutralidade tributária para os produtos da saúde, abordando seus impactos nos preços, competitividade e sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro.

A discussão sobre a neutralidade tributária para produtos da saúde tem ganhado destaque nos debates políticos e empresariais, levantando questões cruciais sobre o futuro do setor. Liderada pelo presidente executivo da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), José Márcio Cerqueira Gomes, essa demanda é vista como uma medida fundamental para garantir a estabilidade e o crescimento sustentável, assim como para manter o acesso contínuo a dispositivos médicos de qualidade para a população.

A principal preocupação levantada pelos defensores da neutralidade tributária é o potencial impacto nos preços finais dos produtos de saúde para o consumidor. “O setor de dispositivos médicos não está pedindo nada que já não tenha, ou seja, um tratamento que não implique em aumento de impostos para o setor da Saúde”, diz o presidente executivo da ABIIS. Isso porque qualquer aumento na carga tributária poderia resultar em barreiras para a entrada de novas tecnologias, desestimular investimentos e, consequentemente, encarecer todo o sistema de saúde.

Além disso, a manutenção da neutralidade tributária é vista como fundamental para garantir a competitividade do setor de saúde brasileiro no mercado internacional. "A neutralidade é positiva para todos. Tanto governo quanto setor produtivo", ressalta Gomes, enfatizando que isso contribui para atrair investimentos estrangeiros e fortalecer a posição do Brasil como um centro de inovação em saúde.

A busca por essa neutralidade também se estende à preocupação com a sustentabilidade do sistema de saúde a longo prazo. Gomes argumenta que "a neutralidade busca evitar que os preços dos produtos sejam impactados pela reforma", indicando que, ao manter o patamar tributário atual, é possível preservar a estabilidade do sistema e garantir que novas tecnologias continuem a ser acessíveis para a população.

Outro ponto levantado é a necessidade de compensação da renúncia fiscal por outras fontes de receita. No entanto, o presidente executivo sustenta que "não haveria renúncia fiscal, em especial porque o maior comprador de dispositivos médicos é o próprio SUS", indicando que a manutenção do atual regime tributário é fundamental para o equilíbrio das contas públicas e a continuidade do acesso da população aos produtos de saúde.

Diante desse cenário, a demanda por neutralidade tributária para produtos da saúde emerge como uma pauta ampla e estratégica, que não apenas visa proteger os interesses das empresas do setor, mas também garantir a qualidade e acessibilidade dos serviços de saúde para a população brasileira. É uma questão que transcende interesses individuais e se torna fundamental para o desenvolvimento e sustentabilidade do sistema de saúde como um todo.

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Assessoria de Comunicação

Associados Hospital São Nicolau e Hospital Nasr Faiad anunciam fusão.

 

FUSÃO SAO NICOLAU E NASR

Quarta, 20 Março 2024 08:20

CLIPPING AHPACEG 20/03/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Novos médicos começam atender na rede municipal de saúde em Goiânia

Veja quem é o médico indiciado por participar de falsificação de cartões de vacina da família de Mauro Cid

Vem aí nova alta de medicamentos: veja como economizar

Dengue é mais letal em crianças menores de 5 anos, aponta Fiocruz

Como empresas podem oferecer benefícios de saúde atraentes?

A REDAÇÃO

Novos médicos começam atender na rede municipal de saúde em Goiânia

Médicos contratados por meio da formalização de Contrato de Pessoa Jurídica da prefeitura de Goiânia com sete empresas para fornecimento de serviços na rede de atenção à saúde começaram a atender na capital. De acordo com a prefeitura, a medida foi uma alternativa encontrada após vários processos seletivos sem o preenchimento das vagas oferecidas. 

 “Não dava mais para ver as unidades de saúde lotadas e pessoas aguardando atendimento por horas. Tínhamos que fazer algo e esse modelo de contratação foi o mais eficaz que encontramos para mudar essa triste realidade. Sabemos que vivemos uma situação um pouco diferente com grande demanda de pacientes com suspeita de dengue e outras viroses, portanto, a busca por atendimento nas unidades de saúde vai continuar, mas agora o paciente terá a garantia de um atendimento mais rápido e, claro, sem perder a qualidade. É um momento de muita felicidade para todos nós”, ressalta o prefeito Rogério. 

O secretário de Saúde, Wilson Pollara, reforça a questão da qualidade dos atendimentos. “As empresas terão que cumprir metas de atendimento de qualidade e serão avaliadas a cada trimestre. Caso haja algo errado, serão advertidas, podendo até mesmo serem descredenciadas. Portanto, não vamos só contratar e entregar o serviço para que elas executem, mas vamos cobrar pelo bom desempenho”, afirma. 

Um dos compromissos assumidos pelas empresas é fazer a imediata substituição do profissional que, por algum motivo, não puder comparecer ao local de trabalho, garantindo, assim, o atendimento de quem buscar as unidades de saúde. “Não vamos ter mais aquele sufoco de ter quatro, cinco médicos escalados e somente dois comparecerem e precisarem se desdobrar para atender todas as pessoas que aguardam atendimento”, avalia Pollara. 

Inicialmente, as empresas irão apenas complementar os déficits de médicos nas unidades de saúde, tanto da urgência quanto da Atenção Primária, respeitando a característica de cada uma. Para o médico que já trabalha na unidade, possui produtividade e tem interesse em manter o contrato vigente com o município, nada mudará. Mas, caso deseje, poderá migrar para a nova forma de contratação.  

Para os médicos, por exemplo, vai haver melhoria salarial. Atualmente, o clínico geral contratado para atuar nas unidades de urgência como pessoa física recebe R$ 1,4 mil por plantão de 12 horas e paga 27% de imposto de renda. Pelo novo modelo de contratação, ele passa a receber R$ 1, 68 mil e pagará 15% de imposto de renda. 

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PORTAL G1

Veja quem é o médico indiciado por participar de falsificação de cartões de vacina da família de Mauro Cid

Farley Vinícius foi indiciado por falsidade ideológica de documento público e tentativa de inserção de dados falsos em sistema de informações. Indiciamento foi revelado pelo blog da jornalista Daniela Lima.

médico Farley Vinícius Alencar de Alcântara foi indiciado por participar de um esquema de fraude em dados de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pessoas próximas a ele. Farley foi indiciado por falsidade ideológica de documento público e tentativa de inserção de dados falsos em sistema de informações.

g1 tentou contato com o médico na manhã desta terça-feira (19), mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

O indiciamento foi revelado pelo blog da jornalista Daniela Lima, e os documentos seguem em sigilo. A investigação apontou que Farley teria usado dados de vacinação de uma enfermeira para fraudar cartão de vacina de Gabriela Santiago Ribeiro Cid, esposa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (entenda abaixo como aconteceu a fraude).

g1 Política mostrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 16 pessoas (incluindo Farley) foram indiciadas na última segunda-feira (18) pela Polícia Federal (entenda melhor no decorrer da reportagem).

Quem é o médico?

Farley é sobrinho do sargento do Exército Luís Marcos dos Reis, ex-integrante da equipe de Mauro Cid, que foi preso em maio de 2023, durante a operação deflagrada pela Polícia Federal.

Em suas redes sociais, Farley contava que se formou pela faculdade de Medicina de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Segundo o prefeito de Cabeceiras, Farley havia trabalhado por credenciamento no município em 2018 e depois retornou como plantonista, clínico geral do hospital municipal da cidade. Em maio de 2023, a prefeitura afirmou que o médico prestou serviços ao município até o mês de dezembro de 2021.

Além do município de Cabeceiras, o médico também prestou serviços à prefeitura de Goiânia por um ano. A edição do dia 15 de agosto de 2018 do Diário Oficial do Município detalha que, no dia 1º deste mesmo mês, o médico havia iniciado um contrato de médico de urgência e emergência com o valor de R$ 84 mil. Segundo o documento, o contrato seria válido até agosto de 2019.

Na época, ao g1, a prefeitura da capital informou que, após o vencimento do contrato, que constituído via credenciamento, foi encerrado o vínculo com a Secretaria Municipal de Saúde.

Em seu perfil do Instagram, Farley ainda informava que fez sua residência médica em oftalmologia no Hospital de Base, no Distrito Federal, e dizia ser especialista em catarata, a doença doença capaz de deixar a visão embaçada e ofuscada, “caracterizada pela opacidade lenta e gradativa do cristalino”.

Fraude em cartão de vacina

Carteira de vacinação da esposa do Coronel Cid preenchido com duas doses de vacinas contra a Covid — Foto: Reprodução

De acordo com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), para a prática da suposta fraude, Farley foi acionado por seu tio, Luís Marcos dos Reis, ex-integrante da equipe de Mauro Cid, que também foi alvo da investigação da Polícia Federal. O médico foi acionado enquanto ainda prestava serviços para a prefeitura de Cabeceiras, em 2021.

Na ocasião, o médico teria conseguido um cartão de vacinação da Secretaria de Saúde do município de Cabeceiras, que estaria preenchido com duas doses de vacina contra a Covid-19, com o nome de Gabriela Cid.

Segundo apurado pela Polícia Federal durante a investigação, mensagens de WhatsApp mostram que os dados da vacina que constam nesse cartão com o nome de Gabriela, como data, lote, fabricante e aplicador, foram retirados por Farley de um cartão de vacinação de uma enfermeira que teria sido vacinada na cidade de Cabeceiras.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, no dia 22 de novembro de 2021, às 19h11, foi feito o envio de um documento entre o tio de Farley, Luis Marcos dos Reis e Mauro Cid. A PF aponta que o arquivo consistia na digitalização de um "cartão de vacinação" do Sistema Único de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Governo de Goiás.

O cartão de vacinação, em nome de Gabriela Santiago Ribeiro Cid, registra que a mulher teria recebido uma dose de vacina no dia 17 de agosto de 2021, do lote FF2591, e outra no dia 9 de novembro de 2021, do lote TG3529. Ambas as doses seriam produzidas pelo laboratório BioNtech. No campo de observações do cartão de vacina, é possível ver a assinatura e o carimbo de Farley.

Ainda de acordo com a polícia, além de entregar o cartão falso, retirado do comprovante de vacinação de uma enfermeira que teria sido imunizada em Cabeceiras, Farley também entregou outro cartão em branco. Isso, porque o grupo não teria conseguido cadastrar o cartão anterior no sistema do Rio de Janeiro.

“Tirei foto do cartão da enfermagem lá. Pq não deu certo?”, diz o médico em mensagem ao tio.

A suspeita, segundo a Polícia Federal, é que Mauro Cid, Gabriela Cid, Luis Marcos e Farley tenham "se unido" para a prática do crime de falsidade ideológica.

O g1 não conseguiu localizar as defesas de Gabriela Santiago Ribeiro Cid, Mauro Cesar Barbosa Cid e Luís Marcos dos Reis para um posicionamento até a última atualização desta reportagem.

O que significa o indiciamento?

Conforme mostrou o g1 Política, o indiciamento significa, na prática, que a PF entendeu que há elementos suficientes de que um investigado é o responsável por um crime.

Com esses indícios concretos, a Polícia Federal envia o caso ao Ministério Público. Como o inquérito tramita no Supremo, o indiciamento vai às mãos da Procuradoria-Geral da República.

Cabe aos procuradores do MP avaliar o material colhido pela polícia e decidir se há indícios suficientes, ali, para levar o caso à Justiça. Se sim, o Ministério Público apresenta a denúncia.

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TERRA

Vem aí nova alta de medicamentos: veja como economizar


Reajuste acontecerá duas vezes em 2024; quem mais sofre são as pessoas que dependem de medicamentos de uso contínuo
Reajuste acontecerá duas vezes em 2024; quem mais sofre são as pessoas que dependem de medicamentos de uso contínuo

O ano mal começou e já vem mais reajuste por aí. A alta no preço dos medicamentos, que acontece todos os anos com autorização do Governo Federal, chegará no começo de abril e deve girar em torno de 4,5%, com base no aumento do Índice dos Preços ao Consumidor, o IPCA.

Esse reajuste, soma-se à correção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, que é regulado por cada estado. E no meio de tanta sigla, está o consumidor, que desta forma, será afetado duas vezes.

"Apesar de ser um reajuste que acontece anualmente, ninguém está preparado para gastar mais, essa é a grande verdade. E quem mais sofre sempre são aquelas pessoas que precisam de medicamentos de uso contínuo, como remédios para pressão arterial, diabetes, doenças cardíacas e tantas outras. E não tem o que fazer, a melhor solução é sempre a pesquisa de preços", diz Paulo Vion, CEO da plataforma Consulta Remédios (CR).

Ainda de acordo com Vion, uma simples pesquisa pode levar a uma economia de mais de 80%.

"Hoje existe um facilitador muito grande que é a compra digital. Precisamos aprender a usar essa ferramenta a nosso favor. E é claro que fazer uma pesquisa na internet é muito mais fácil que ficar pulando de farmácia em farmácia", explica ele.

Pesquisar é sempre a melhor saída

E é justamente por isso que cada vez mais, plataformas e healthtechs vêm apostando nesse diferencial. É o caso da própria Consulta Remédios, plataforma de varejo farmacêutico que vem investindo nessa funcionalidade. Uma simples busca no comparador de preços da plataforma mostra que a Losartana, por exemplo, um dos medicamentos mais populares no tratamento de pressão alta, tem uma variação de preços que chega de R$ 19 a R$ 91.

É importante também que os consumidores estejam atentos a possíveis abusos no preço dos medicamentos.

"Esse reajuste anual, que é autorizado pelo Governo Federal e regulamentado pela Câmara de Regulação dos Medicamentos, a CMED, é uma sugestão de valor máximo de aumento. Ou seja, as farmácias podem subir em até este valor. Algumas redes acabam abusando desse aumento, e é importante que os consumidores fiquem atentos", diz Vion.

"Hoje o consumidor tem uma gama de possibilidades, que vão desde uma simples pesquisa de preços à adesão de programas sociais. A busca por medicamentos genéricos é uma dica importante, uma vez que esses medicamentos costumam ser sempre mais baratos e são igualmente eficazes, por exemplo. Para aqueles que usam medicamentos para pressão alta, diabetes, asma, o programa Farmácia Popular também é uma alternativa", diz Vion.

"No entanto, a alta dos preços não está restrita a esses casos, muitos medicamentos que ainda possuem patentes ativas, têm exclusividade de farmacêuticas. Neste caso, a pesquisa de preços é a melhor opção para gastar menos", finaliza ele.

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FOLHA DE S.PAULO

Dengue é mais letal em crianças menores de 5 anos, aponta Fiocruz


Recorte da faixa etária de 10 a 14 anos foi eleito como o melhor cenário para iniciar a vacinação contra a dengue no Brasil

A dengue é cinco vezes mais letal para crianças com menos de cinco anos do que para aquelas que estão na faixa de 10 a 14 anos, diz levantamento realizado pelo Observatório de Saúde na Infância da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e da FMP/Unifase (Faculdade de Medicina de Petrópolis do Centro Universitário Arthur de Sá Earp Neto).

O recorte da faixa etária de 10 a 14 anos foi eleito pelo Ministério da Saúde como o melhor cenário para iniciar a vacinação contra a dengue no Brasil. Segundo análise da pasta, é o intervalo de idades com maior número de internações dentre as elegíveis para a vacina (entre 4 e 60 anos).

"O Ministério da Saúde acerta em vacinar o grupo onde estamos vendo mais casos. Nossa recomendação é que a imunização avance para as crianças mais novas, de 5 a 9 anos, que estão morrendo mais, proporcionalmente", diz o coordenador do observatório da Fiocruz, Cristiano Boccolini.

A vendedora Juliana Machado inspeciona o mosquito da espécie Aedes aegypti encontrado em sua casa, em Brasília (DF), durante epidemia de dengue

A análise mostra que foram notificados 239.402 casos em crianças de até 14 anos nas dez primeiras semanas epidemiológicas de 2024 - até o dia 9 de março. Há maior incidência entre adolescentes de 10 a 14 anos (41,8%), seguido por menores de 5 anos (24,5%) e pela faixa de 5 e 9 anos (33,7%).

Em relação aos óbitos, a porcentagem se inverte. Foram registrados 52 óbitos por dengue em crianças com menos de 14 anos neste período, segundo a Fiocruz -16 deles já confirmados e 36 em investigação. Do total, 44,2% das vítimas tinham menos de 5 anos, 32,7% estavam na faixa etária de 5 a 9 anos e 23,1% entre 10 a 14 anos.

A Fiocruz alerta ainda para um aumento de 21,2% no número de óbitos na décima semana em relação à anterior, o que sugere a necessidade de reforço nas medidas de prevenção à doença.

Além de analisar o número de mortes, o observatório analisou a letalidade da doença (número de óbitos em relação ao total de casos) entre as crianças de 0 a 14 anos.

Considerando somente os casos confirmados, a letalidade é de 6,7 óbitos para cada 100.000 casos de dengue. A letalidade para a faixa etária inferior a 5 anos é cinco vezes superior em comparação com a faixa de 10 a 14 anos. A letalidade confirmada em crianças de 5 a 9 anos é três vezes maior do que aquela observada entre os adolescentes de 10 a 14 anos.

Levados em conta todos os casos (confirmados e suspeitos) de dengue nessa faixa etária, a taxa é 3,3 vezes mais elevada em crianças menores de 5 anos em comparação com o grupo de 10 a 14 anos. Para o grupo etário de 5 a 9 anos, a letalidade total é 1,8 vezes maior que a registrada entre os de 10 a 14 anos.

Os motivos para a maior gravidade entre crianças mais novas são variáveis, diz Renato Kfouri, infectologista pediatra e vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações). Segundo ele, ainda neste ano as situações podem favorecer números diferentes.

O principal fator de risco para desenvolver a forma grave da dengue é ser a segunda infecção, afirma. O segundo fator é o manejo. Conforme Kfouri, quem maneja melhor a doença, previne mais óbitos. Acrescenta ainda o reconhecimento rápido da dengue e a circulação dos sorotipos entre as influências.

No Brasil, em geral, as principais vítimas de mortes por dengue são idosos. Dados do Ministério da Saúde analisados pela Folha mostram que até o dia 9 de março mais de 40% das mortes foram de pessoas com mais de 70 anos - faixa etária ainda não contemplada pela vacina Qdenga.

O imunizante, produzido pela farmacêutica Takeda, foi incorporado ao SUS (Sistema Único de Saúde) no final de 2023 e é distribuído às cidades pelo Ministério da Saúde seguindo critérios como situação epidemiológica da doença, público-alvo e maior predominância do sorotipo 2 do vírus da dengue (DENV-2).

Devido à limitação da produção do laboratório, os critérios foram adotados para conseguir priorizar o envio das cerca de 5,2 milhões de doses. Já foram distribuídas, até o momento, 1.235.236 doses para os 521 municípios de regiões endêmicas do país.

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MEDICINA S/A

Como empresas podem oferecer benefícios de saúde atraentes?


Por Fabio de Biase

Não nos surpreende que, pelo terceiro ano consecutivo, o plano de saúde desponta como um dos benefícios mais valorizados (para 69,5%) e ainda é o benefício mais ofertado (88%), segundo a Pesquisa de Benefícios de Saúde e Bem-Estar da Pipo Saúde. Entendemos que essa valorização possa estar relacionada a fatores como a pandemia da Covid-19 e epidemias de outras doenças mais recentes, que afetam de forma mais aguda os sistemas de saúde pública. Outro ponto que conta nessa valorização do plano de saúde empresarial é a dificuldade e o alto custo para se contratar um bom plano de saúde individual ou para pequenos grupos. Ou seja: mais pessoas estão dispostas a trabalharem "das 9h às 18h" em uma empresa que oferece plano de saúde.

Mas, não é de hoje que são discutidos vários dos problemas atuais que ameaçam a sustentabilidade da saúde suplementar no Brasil. E, nos últimos três anos, segundo dados levantados pela Pipo com as seguradoras, medicina de grupo e cooperativas médicas, o IVCMH - Índice de Variação dos Custos Médico-Hospitalares, (às vezes referida como "a inflação do plano de saúde") esteve em ascensão (12.18% em 2021, passando para 14.95% em 2022 até chegar em 15.79% ao final de 2023). Assim, o VCMH contribui para o aumento da sinistralidade dos contratos e provoca um reajuste maior.

Como o mercado se adapta então?

Bem, as empresas, que são quem verdadeiramente pagam esta conta, vem sentindo o aumento dos custos nas propostas de reajuste dos seus planos de saúde. Por isso, são elas as primeiras a promoverem mudanças.

Observamos um aumento expressivo da utilização da coparticipação como uma forma de administrar os custos de saúde no curto-prazo. A maior adoção e aumento da coparticipação no plano de saúde é um movimento importante para o alinhamento de interesses entre quem usa o plano (funcionários e dependentes) e quem paga a conta (as empresas). Quando bem dimensionada, a coparticipação é muito eficaz para moderar utilização excessiva ou desnecessária do plano de saúde, sem inibir o cuidado de saúde adequado.

No final do ano passado participei de um evento muito interessante de líderes do mercado da saúde no Rio de Janeiro. Eu saí de lá com o entendimento de que o alinhamento de interesses é um dos desafios mais relevantes e antigos do nosso mercado. E é fundamental para combater problemas mais recentes, como as frequentes fraudes contra os planos de saúde, e outros menos recentes como a criação (e divulgação adequada) de padrões para avaliar a qualidade dos prestadores de forma técnica. Não há um padrão para avaliar o desfecho clínico de prestadores de forma abrangente, por exemplo.

Na ausência desses padrões, pacientes que não percebem o custo de um tratamento, uma consulta ou uma internação ficam vulneráveis aos incentivos financeiros de prestadores, e ainda aos efeitos negativos que isso pode gerar para o sistema de saúde suplementar como um todo e até ao cuidado da sua própria saúde.

Mas operadoras, prestadores ou órgãos reguladores não devem resolver o problema da sustentabilidade financeira da saúde suplementar no curto prazo e novamente vemos um papel importante das empresas. Para além das alterações de desenho de plano de saúde, a pesquisa também nos indica uma tendência cada vez maior de empresas buscarem benefícios de saúde voltados ao cuidado, à prevenção e à jornada de saúde dos seus funcionários e dependentes.

O plano de saúde é e deve continuar sendo o benefício mais valorizado para a atração e retenção de talentos pelas empresas, mas também deve continuar sendo um dos maiores custos das empresas. Portanto, todo esforço para tornar este custo sustentável a longo prazo para as empresas, é estratégico para toda uma empresa.

*Fabio de Biase é head de Relacionamento com Clientes da Pipo Saúde.

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Assessoria de Comunicação

 

Presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, e um dos sócios fundadores e diretor do associado CDI Premium, Luiz Rassi, falaram ao jornal O Popular sobre a proposta de criação de um eixo da saúde na Avenida Portugal, em Goiânia.

 

 

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Terça, 19 Março 2024 07:33

CLIPPING AHPACEG 19/03/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Vacina da gripe em 2024 recebe atualização para conferir proteção ampliada contra Influenza

Após denúncia sobre rede de hospitais federais do RJ, ministra da Saúde exonera diretor do Departamento de Gestão Hospitalar

Minas tem 14 hospitais entre os melhores do Brasil

Saúde vai integrar dados sobre acidentes, lesões e violência

JORNAL OPÇÃO

Vacina da gripe em 2024 recebe atualização para conferir proteção ampliada contra Influenza

É recomendado que todas as pessoas a partir dos seis meses de idade recebam a vacina, sem limite máximo de idade, exceto para aqueles com alergia ou sensibilidade a qualquer componente da vacina

Com o aumento expressivo dos casos de infecções respiratórias em todo o país, especialmente da gripe, conforme relatórios recentes do Ministério da Saúde, a importância da atualização da vacina anualmente torna-se evidente.

Em 2024, a vacina contra a gripe foi aprimorada para oferecer uma proteção mais abrangente contra os quatro principais tipos de vírus da influenza em circulação: dois do tipo A (H1N1 e H3N2) e dois do tipo B (linhagens Victoria e Yamagata).

É recomendado que todas as pessoas a partir dos seis meses de idade recebam a vacina, sem limite máximo de idade, exceto para aqueles com alergia ou sensibilidade a qualquer componente da vacina.

Para crianças entre seis meses e 8 anos, são necessárias duas doses, com intervalo de um mês entre elas. A partir dos 9 anos de idade, é administrada uma dose única anualmente.

É importante ressaltar que a vacinação dos idosos merece atenção especial, visto que fazem parte de um grupo considerado de risco. A vacina Efluelda® é especialmente formulada para este grupo, oferecendo quatro vezes mais antígenos do que a vacina convencional.

Além de proporcionar uma proteção ampliada, essa vacina reduz significativamente as complicações decorrentes da gripe, que são comuns em pessoas com mais de 60 anos.

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PORTAL G1

Após denúncia sobre rede de hospitais federais do RJ, ministra da Saúde exonera diretor do Departamento de Gestão Hospitalar

Reportagem do Fantástico mostrou equipamentos quebrados, rede elétrica sob risco e mau atendimento na rede hospitalar. Exoneração do diretor Alexandre Telles será publicada no 'Diário Oficial da União'.

A ministra da Saúde, Nísia Trinidade, demitiu nesta segunda-feira (18) o diretor do Departamento de Gestão Hospital da pasta, Alexandre Telles.

A exoneração será publicada no "Diário Oficial da União".

A decisão ocorre um dia após o Fantástico mostrar a precariedade e os problemas de atendimento da rede hospitalar federal do Rio de Janeiro.

A partir de 8 de abril, Telles teria ainda mais poder no Ministério da Saúde. O departamento que ele comandava iria concentrar as compras e contratações das 6 unidades hospitalares da rede federal no Rio. Isso era uma tentativa da pasta de acabar com o abandono e o desperdício que assolam os hospitais.

Mas Telles nem vai chegar a exercer esse maior poder. A exoneração foi acertada em uma reunião com Nísia, em Brasília, após as denúncias.

A chefia do departamento era um cargo de confiança para o qual a própria Nísia havia indicado Telles. Ele foi aluno da ministra na Fundação Fiocruz, além de ter sido presidente do Sindicato dos Médicos do Rio.

Com a exoneração, médicos e pacientes dos hospitais federais estão em dúvida sobre se vai continuar em vigor a ideia de o Departamento de Gestão concentrar as compras e licitações. O temor é que, sem isso, os hospitais fiquem sujeitos ao histórico de apadrinhamento político e ineficiência (veja mais abaixo).

Nísia participou de uma reunião mais cedo nesta segunda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais ministros do governo. A intenção de Lula era cobrar de sua equipe mais empenho nas ações de governo e mais dedicação ao expor para o país as conquistas da gestão.

Nísia foi uma das ministras que falaram na reunião. Antes do discurso dela, Lula mencionou a reportagem do Fantástico e os problemas na rede federal hospitalar.

Em nota divulgada após a demissão de Telles, o ministério informou que "a mudança ocorre diante da necessidade de transformação na gestão do DGH. Na última sexta-feira, foi criado um comitê gestor a fim de orientar e praticar atos de gestão relativos aos hospitais federais".

"O Ministério da Saúde reforça seu compromisso em estabelecer as ações necessárias e empenhar todos os esforços para a reconstrução e fortalecimento dos hospitais federais, para que toda a população do Rio de Janeiro tenha acesso à saúde pública de qualidade", completou a nota.

Problemas nos hospitais

O Fantástico entrou nas seis unidades dos hospitais federais do Rio de Janeiro, referências no atendimento de alta complexidade, como tratamento de câncer, cardiologia e transplantes.

Em muitos setores dos hospitais, há aparelhos médicos quebrados e caixas de materiais vencidos ou danificados — como utensílios cirúrgicos e próteses ortopédicas, cujo valor passa dos R$ 20 milhões.

A responsabilidade sobre quem deixou as próteses e materiais cirúrgicos perderem a validade ainda está sendo investigada.

Outro problema é a rede elétrica, que em muitos pontos está comprometida, colocando em risco a segurança de pacientes e funcionários.

No Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, um laudo da empresa responsável pela manutenção da rede já apontava, em maio do ano passado, a situação crítica, com cabos subdimensionados e superaquecidos, aumentando o risco de incêndios.

A empresa recomendou não abrir mais setores no hospital para garantir que a estrutura não cedesse. Com isso, a ala da emergência está fechada há mais de três anos, sem previsão para ser reaberta.

As condições precárias podem ainda fazer chegar menos tensão do que alguns equipamentos precisam, o que significa que aparelhos de UTI, por exemplo, podem estar funcionando abaixo da capacidade ideal, ou sequer estar funcionando.

Apadrinhamentos políticos

Por trás desse cenário de ruínas, o Fantástico também verificou uma longa lista de denúncias sobre loteamento dos cargos públicos nesses hospitais. Há décadas, cargos cobiçados na direção das unidades são disputados por grupos políticos, que indicam nomes para funções sem o devido critério técnico.

Em muitos casos, esses apadrinhados estão sendo investigados por denúncias sobre ineficiência, negligência e corrupção.

Um dos casos suspeitos envolve Helvécio Magalhães, secretário responsável pela atenção especializada hospitalar no Ministério da Saúde.

No começo de março, a dona de uma empresa chamada Potenza, do ramo da construção civil, usou o nome dele para entrar em um dos hospitais federais, o de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio

Imagens de câmeras de segurança mostram Grasielle Esposito circulando pela unidade no dia 8 de março. Uma ata registrou uma declaração de Grasielle dizendo que teria sido enviada ao hospital por Helvécio como consultora, para avaliar as condições da estrutura de energia e tratar da reabertura da emergência da unidade.

A ala está fechada há mais de 3 anos, justamente pela incapacidade da rede elétrica do hospital de supri-la com segurança.

Na quarta-feira (13), Grasielle voltou ao hospital e participou de uma reunião ao qual o Fantástico teve acesso. Nela, citou novamente Helvécio, dizendo que ele havia pedido para que fosse feito um estudo sobre o status de conservação dos hospitais federais, com ciência da ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Em entrevista, Grasielle negou que ocupe cargo público atualmente. Perguntada sobre a reunião, ela reforçou que não foi como empresa, mas como pessoa física.

Grasielle Esposito já conhecia Helvécio Magalhães há anos. Em 2016, quando ele era secretário estadual de planejamento e gestão de Minas Gerais, nomeou Grasielle para supervisionar a sede administrativa do governo mineiro.

Em nota, Helvécio confirmou que a enviou ao Hospital Federal de Bonsucesso e alegou que ela passava por processo de contratação como consultora da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. E que a visita ocorreu devido à urgência das condições do hospital. O secretário não respondeu à pergunta sobre a visita ter acontecido sem Grasielle ter qualquer vínculo com o Ministério da Saúde.

Funcionários do hospital denunciaram o caso ao Ministério Público Federal. A ministra da Saúde disse que vai mandar que o fato seja apurado.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

Minas tem 14 hospitais entre os melhores do Brasil


Minas Gerais tem 14 hospitais listados entre os melhores do setor no Brasil, segundo o "The World's Best Hospitals 2024", pesquisa realizada anualmente pela Statista, em parceria com revista americana "Newsweek". Ao todo, 115 empresas foram ranqueadas.

Das 14 empresas que foram destaque em Minas, metade está em Belo Horizonte e as demais, espalhadas pelo interior do Estado, com destaque para a Zona da Mata, com dois hospitais - Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora e Hospital Monte Sinai, também em Juiz de Fora - e para o Sul de Minas, com a Santa Casa de Misericórdia de Passos e o Hospital Santa Lúcia, de Poços de Caldas. Destaque também para as Santas Casas, que são três, todas no interior: Passos, Juiz de Fora e Montes Claros, no Norte de Minas.

O primeiro hospital de Minas Gerais listado é a Santa Casa de Misericórdia de Passos, na 14ª colocação no ranking brasileiro. Conforme o superintendente do hospital do Sul de Minas, Daniel Porto Soares, pelo quinto ano consecutivo, a instituição figura entre os 15 melhores hospitais do Brasil.

"Para nós é um sentimento de alegria, mas também implica mais responsabilidade. Esse reconhecimento é fruto de um trabalho de muitos anos. Fomos a primeira Santa Casa acreditada pela ONA (Organização Nacional de Acreditação) no Brasil. Temos uma certificação canadense, ratificando nossa condição de prestar um bom serviço com base na humanização. Para que isso seja possível, contamos com uma equipe muito qualificada. Temos uma unidade de ensino e pesquisa com uma escola técnica de enfermagem gratuita há mais de 10 anos. Nosso processo seletivo visa achar pessoas vocacionadas. Trabalhamos os valores da instituição e cerca de 80% dos formandos são contratados. Ano passado, a faculdade de enfermagem foi aprovada e devemos ter a primeira turma da graduação em Enfermagem aberta no início em 2025", afirma Soares.

As Santas Casas de Passos e de Montes Claros são algumas das sete instituições presentes no ranking acreditadas pela ONA - instituição privada de interesse coletivo e sem fins lucrativos - responsável pelo desenvolvimento e pela gestão dos padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde no Brasil. Atualmente, é a terceira maior certificadora do mundo em termos de volume de acreditação.

Segundo o presidente da ONA, Fábio Leite Gastal, a presença no ranking demonstra que o País está no caminho certo para a verdadeira transformação do setor saúde e melhora do processo assistencial.

"A ONA, sem dúvida, através do processo de acreditação, contribui muito para este desenvolvimento contínuo. É uma consequência da descoberta da qualidade como uma ferramenta para a eficiência da assistência. Em Minas Gerais, o processo de acreditação foi muito estimulado pela Unimed-BH e contou com a simpatia e empenho do governo do Estado e da Capital. Isso fez com que a régua subisse para todo o sistema. Historicamente, Minas Gerais tem grandes hospitais e esse movimento fez com que as boas práticas fossem também para o SUS, através dos profissionais que trabalham tanto no sistema público como no privado", explica Gastal.

Ainda fazem parte da lista no interior: Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga (Vale do Aço) e Hospital Vila da Serra, em Nova Lima, (na Região Metropolitana de Belo Horizonte).

E na Capital: Mater Dei - unidade Santo Agostinho; Hospital Madre Teresa; Biocor Instituto; Hospital Felicio Rocho; Hospital Unimed Contorno; Mater Dei - unidade Contorno e Hospital das Clínicas da UFMG.

Inflação de insumos é obstáculo para qualidade dos hospitais em Minas Gerais

O financiamento segue sendo um dos maiores obstáculos das Santas Casas na trilha do desenvolvimento da qualidade. A disparada dos preços dos insumos na época da pandemia de Covid-19 - entre 2020 e 2022 - e a diminuição das doações na mesma época seguem impactando o dia a dia das instituições.

"A pandemia foi um processo de grande aprendizado para o sistema de saúde. Ela revisitou as 'feridas' do sistema. A Santa Casa de Passos é uma regional - atendendo 27 municípios - e temos um apoio muito forte da comunidade. De tudo que aconteceu, conseguimos fazer as nossas entregas, mas ficou uma sequela financeira. Tivemos que buscar financiamento para recompor o fluxo de caixa e ainda hoje buscamos o equilíbrio", relata o superintendente da Santa Casa de Passos.

Realidade compartilhada pelo superintendente da Santa Casa de Montes Claros, Maurício Sérgio Sousa e Silva. O hospital do Norte de Minas conta com 450 médicos que atuam em mais de 40 especialidades.

"Enfrentar as restrições orçamentárias é uma realidade para as Santas Casas e hospitais filantrópicos em geral. No entanto, a Santa Casa Montes Claros tem sido capaz de superar esse desafio através de uma gestão financeira eficiente, buscando parcerias e convênios com o governo e o setor privado da região. Dessa maneira, o hospital trabalha um dos seus principais pilares que é a sustentabilidade. Essa é a terceira vez em que figuramos nessa lista. Para nós, isso é de extrema importância, pois é um reconhecimento internacional do alto padrão de excelência em cuidados de saúde que a instituição oferece. Isso não apenas aumenta a credibilidade e a confiança dos pacientes, mas também fortalece a posição da Santa Casa no cenário da saúde nacionalmente", pontua Silva.

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MEDICINA S/A

Saúde vai integrar dados sobre acidentes, lesões e violência


No Brasil, lesões e a violência têm sido classificadas como a terceira ou quarta principal causa de morte no país, superadas apenas pelas doenças cardiovasculares e pelo câncer até 2015, pelas doenças respiratórias entre 2016 e 2019, e pela covid-19 durante a pandemia. Em 2021, ocorreram 149.322 mortes atribuídas a lesões no Brasil, o que equivale a cerca de 70 mortes por 100 mil brasileiros. Dentre essas causas, prevaleceram os homicídios (30,5%), seguidos pelos acidentes de trânsito (23,5%), outras causas acidentais (23,2%) e suicídios (10,4%). Dados fornecidos pelo Proadi-SUS, por meio de sua assessoria de imprensa, destacam a importância das lesões entre jovens e homens na mortalidade prematura e incapacidades, o que as torna uma questão prioritária no país.
O Projeto Trauma - Tecnologia de Rápido Acesso de Dados Unificados para Mitigação da Acidentalidade -, idealizado pelo epidemiologista da equipe de Trauma do Hospital Israelita Albert Einstein, Bruno Zocca, entra agora na fase de aperfeiçoamento, até 2026, quando a principal ferramenta - um banco de dados integrado - será instalada no Ministério da Saúde (MS). A ferramenta permitirá acesso a dados integrados sobre acidentes e lesões ocorridos em todo o país.
O projeto foi desenvolvido dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), no qual são usados valores de imunidade fiscal para desenvolver avanços para o SUS. O epidemiologista Bruno Zocca explicou que o objetivo é fazer vigilância em saúde.

No primeiro triênio, experimental, compreendido entre 2021 e 2023, foram acessados dados de alguns locais que viraram parceiros do projeto, para testar tecnologia, sistema e ver se o objetivo pode ser alcançado. "O nosso objetivo é ter a capacidade de contar a história de um acidente ou violência com um mínimo de esforço e recurso possível, só usando os sistemas de informação já ativos e em uso pelo Ministério da Saúde.
A ideia é trazer os dados de vários sistemas de informação diferentes para um banco de dados integrado. Nesse banco integrado, serão normalizados e organizados alguns conceitos como homem e mulher, feminino e masculino, padronizando-os. Outra coisa é identificar a mesma pessoa em sistemas diferentes.
Ferramenta
O epidemiologista afirmou que se trata de uma iniciativa "diferente de tudo que o Ministério da Saúde já fez". O projeto terminou o primeiro triênio com uma ferramenta funcional que vai se desenvolver em dois grandes eixos.
O primeiro é continuar aperfeiçoando a ferramenta. "Trazer mais locais e mais dados para continuar testando se a ferramenta responde às nossas necessidades. O segundo eixo é passar essa ferramenta efetivamente para dentro do ministério", disse Bruno Zocca.
De acordo com o Proadi-SUS, atualmente, as informações são disponibilizadas para o SUS por meio de vários sistemas de informação distintos e que não estão conectados. O projeto vai mudar essa realidade e, a longo prazo, vai apoiar na redução da morbidade e da mortalidade associadas às lesões.
Quando estiver instalado no Ministério da Saúde, os dados serão acessados de forma centralizada pelo Departamento de Informática do SUS (Datasus) e ficarão disponíveis para todo o Brasil. De acordo com o idealizador o bando integrado poderá ser acessado por gestores nos níveis municipal, estadual e federal.
"O gestor municipal poderá ver que existe uma esquina com muito acidente de trânsito e colocar um semáforo; o gestor estadual poderá ver que tem um quarteirão ou bairro com muitos casos de violência graves ou não graves, e colocar uma viatura de polícia ali. E o governo federal poderá usar a ferramenta tanto para avaliar suas políticas vigentes como para desenhar novas políticas públicas. Por isso, nossa expectativa é que o projeto Trauma, apesar do nosso parceiro ser o governo federal, o Ministério da Saúde, seja uma ferramenta útil para todos os níveis de gestão, para pesquisa, para organizações não governamentais (ONGs), para quem tiver interesse em acessar os dados integrados."
Internalização
O médico destacou que o projeto vai apoiar o ministério em sua internalização, com os devidos acordos institucionais e buscas por financiamento. Há uma série de fatores positivos secundários que vão ocorrer por meio do projeto. "O ministério faz auditorias, internações, investigação de óbito para ver se a causa registrada está adequada. O Trauma pode apoiar muitas iniciativas secundárias".
O objetivo principal é a vigilância em saúde. "É um banco de dados muito grande e poderoso. Temos conversado com muitos parceiros dentro e fora do ministério sobre outros potenciais usos". Secretarias de Segurança Pública poderão usar os dados, bem como equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e dos bombeiros para melhorar a a dinâmica do atendimento pré-hospitalar e de ambulância, entre outros segmentos.
A ferramenta estará pronta para ser instalada no Ministério da Saúde em 2026.
"Nosso objetivo é que, ao final do triênio, já esteja pronta a versão final, instalada dentro do ministério, para uso aberto de todos os entes interessados no banco de dados. Quem precisar desses dados vai ter entrada na ferramenta. Inclusive estamos desenhando diferentes entradas para diferentes usuários. Uma das nuances, e que é também um dos desafios, é tomar cuidado com a segurança das informações. Por isso, na hora da liberação para acesso público, deverão ser tomados muitos cuidados com a segurança das informações para manusear os dados e conduzi-los de um lado para outro. Essa continuará sendo uma das preocupações", disse Zocca.
Segundo o especialista, a intenção é que todo o país tenha o acesso à ferramenta nos próximos anos para produção de análises de situação em saúde, de modo a permitir, a longo prazo, o monitoramento de 12 milhões de internações, 4 bilhões de atendimentos ambulatoriais e mais de 1,5 milhão de óbitos para cada ano.
Investimento
Bruno Zocca informou que a fonte de financiamento para desenvolvimento do Projeto Trauma é o próprio Proadi-SUS, que reúne seis hospitais sem fins lucrativos, considerados referência em qualidade médico-assistencial e gestão. São eles o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês. Os recursos do Proadi-SUS advêm da imunidade fiscal dos hospitais participantes.
No primeiro triênio de desenvolvimento do projeto, os investimentos alcançaram R$ 6,5 milhões. Para a segunda etapa, de 2024 a 2026, a previsão de gastos é de R$ 7,9 milhões. (Com informações da Agência Brasil)

No Brasil, lesões e a violência têm sido classificadas como a terceira ou quarta principal causa de morte no país, superadas apenas pelas doenças cardiovasculares e pelo câncer até 2015, pelas doenças respiratórias entre 2016 e 2019, e pela covid-19 durante a pandemia. Em 2021, ocorreram 149.322 mortes atribuídas a lesões no Brasil, o que equivale a cerca de 70 mortes por 100 mil brasileiros. Dentre essas causas, prevaleceram os homicídios (30,5%), seguidos pelos acidentes de trânsito (23,5%), outras causas acidentais (23,2%) e suicídios (10,4%). Dados fornecidos pelo Proadi-SUS, por meio de sua assessoria de imprensa, destacam a importância das lesões entre jovens e homens na mortalidade prematura e incapacidades, o que as torna uma questão prioritária no país.

O Projeto Trauma - Tecnologia de Rápido Acesso de Dados Unificados para Mitigação da Acidentalidade -, idealizado pelo epidemiologista da equipe de Trauma do Hospital Israelita Albert Einstein, Bruno Zocca, entra agora na fase de aperfeiçoamento, até 2026, quando a principal ferramenta - um banco de dados integrado - será instalada no Ministério da Saúde (MS). A ferramenta permitirá acesso a dados integrados sobre acidentes e lesões ocorridos em todo o país.

O projeto foi desenvolvido dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), no qual são usados valores de imunidade fiscal para desenvolver avanços para o SUS. O epidemiologista Bruno Zocca explicou que o objetivo é fazer vigilância em saúde.

No primeiro triênio, experimental, compreendido entre 2021 e 2023, foram acessados dados de alguns locais que viraram parceiros do projeto, para testar tecnologia, sistema e ver se o objetivo pode ser alcançado. "O nosso objetivo é ter a capacidade de contar a história de um acidente ou violência com um mínimo de esforço e recurso possível, só usando os sistemas de informação já ativos e em uso pelo Ministério da Saúde.

A ideia é trazer os dados de vários sistemas de informação diferentes para um banco de dados integrado. Nesse banco integrado, serão normalizados e organizados alguns conceitos como homem e mulher, feminino e masculino, padronizando-os. Outra coisa é identificar a mesma pessoa em sistemas diferentes.

Ferramenta

O epidemiologista afirmou que se trata de uma iniciativa "diferente de tudo que o Ministério da Saúde já fez". O projeto terminou o primeiro triênio com uma ferramenta funcional que vai se desenvolver em dois grandes eixos.

O primeiro é continuar aperfeiçoando a ferramenta. "Trazer mais locais e mais dados para continuar testando se a ferramenta responde às nossas necessidades. O segundo eixo é passar essa ferramenta efetivamente para dentro do ministério", disse Bruno Zocca.

De acordo com o Proadi-SUS, atualmente, as informações são disponibilizadas para o SUS por meio de vários sistemas de informação distintos e que não estão conectados. O projeto vai mudar essa realidade e, a longo prazo, vai apoiar na redução da morbidade e da mortalidade associadas às lesões.

Quando estiver instalado no Ministério da Saúde, os dados serão acessados de forma centralizada pelo Departamento de Informática do SUS (Datasus) e ficarão disponíveis para todo o Brasil. De acordo com o idealizador o bando integrado poderá ser acessado por gestores nos níveis municipal, estadual e federal.

"O gestor municipal poderá ver que existe uma esquina com muito acidente de trânsito e colocar um semáforo; o gestor estadual poderá ver que tem um quarteirão ou bairro com muitos casos de violência graves ou não graves, e colocar uma viatura de polícia ali. E o governo federal poderá usar a ferramenta tanto para avaliar suas políticas vigentes como para desenhar novas políticas públicas. Por isso, nossa expectativa é que o projeto Trauma, apesar do nosso parceiro ser o governo federal, o Ministério da Saúde, seja uma ferramenta útil para todos os níveis de gestão, para pesquisa, para organizações não governamentais (ONGs), para quem tiver interesse em acessar os dados integrados."

Internalização

O médico destacou que o projeto vai apoiar o ministério em sua internalização, com os devidos acordos institucionais e buscas por financiamento. Há uma série de fatores positivos secundários que vão ocorrer por meio do projeto. "O ministério faz auditorias, internações, investigação de óbito para ver se a causa registrada está adequada. O Trauma pode apoiar muitas iniciativas secundárias".

O objetivo principal é a vigilância em saúde. "É um banco de dados muito grande e poderoso. Temos conversado com muitos parceiros dentro e fora do ministério sobre outros potenciais usos". Secretarias de Segurança Pública poderão usar os dados, bem como equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e dos bombeiros para melhorar a a dinâmica do atendimento pré-hospitalar e de ambulância, entre outros segmentos.

A ferramenta estará pronta para ser instalada no Ministério da Saúde em 2026.

"Nosso objetivo é que, ao final do triênio, já esteja pronta a versão final, instalada dentro do ministério, para uso aberto de todos os entes interessados no banco de dados. Quem precisar desses dados vai ter entrada na ferramenta. Inclusive estamos desenhando diferentes entradas para diferentes usuários. Uma das nuances, e que é também um dos desafios, é tomar cuidado com a segurança das informações. Por isso, na hora da liberação para acesso público, deverão ser tomados muitos cuidados com a segurança das informações para manusear os dados e conduzi-los de um lado para outro. Essa continuará sendo uma das preocupações", disse Zocca.

Segundo o especialista, a intenção é que todo o país tenha o acesso à ferramenta nos próximos anos para produção de análises de situação em saúde, de modo a permitir, a longo prazo, o monitoramento de 12 milhões de internações, 4 bilhões de atendimentos ambulatoriais e mais de 1,5 milhão de óbitos para cada ano.

Investimento

Bruno Zocca informou que a fonte de financiamento para desenvolvimento do Projeto Trauma é o próprio Proadi-SUS, que reúne seis hospitais sem fins lucrativos, considerados referência em qualidade médico-assistencial e gestão. São eles o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês. Os recursos do Proadi-SUS advêm da imunidade fiscal dos hospitais participantes.

No primeiro triênio de desenvolvimento do projeto, os investimentos alcançaram R$ 6,5 milhões. Para a segunda etapa, de 2024 a 2026, a previsão de gastos é de R$ 7,9 milhões. (Com informações da Agência Brasil)

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 18 Março 2024 09:42

CLIPPING AHPACEG 16 A 18/03/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Reclamações contra planos de saúde atingem maior índice dos últimos 5 anos

HIMSS 2024: avanços em Inteligência Artificial e segurança de dados

Nova Lei de Publicidade Médica entra em vigor, promovendo mudanças significativas no setor da saúde

Cirurgia robótica revoluciona tratamento do câncer de rim

Inovação no acompanhamento do paciente com diabetes

MEDICINA S/A

Reclamações contra planos de saúde atingem maior índice dos últimos 5 anos

O Idec (Instituto de Defesa de Consumidores) divulgou durante a semana do consumidor, o seu tradicional levantamento com números de queixas e reclamações registrados no ano passado. E, para manter uma triste tradição, o setor de planos de saúde segue na ponta do ranking de 2023, atingindo o maior percentual em relação aos outros temas deste 2018.

As reclamações contra as empresas de planos de saúde tiveram a maior porcentagem entre os associados da Instituição, com 29,3% do total. Serviços financeiros (19,4%), demais serviços (13,7%), problemas com produtos (9,5%), e telecomunicações (8,2%) completam o topo do levantamento.

Esses cinco primeiros temas somam mais de 80% das demandas de consumo do ano. As demais reclamações concentram 19,9%, divididas entre água, energia e gás, transportes, turismo/viagens, alimentos, educação, entre outros.

No tema líder do ranking, as principais queixas apontadas pelos associados da instituição são dúvidas e reclamações a respeito de contratos (envolvendo, principalmente, descredenciamentos e problemas com reembolsos), e reajustes de planos de saúde, ambos com 29,7%, seguido por negativa de cobertura com 8,74%. Essas três questões estão entre os principais pontos de atuação da entidade de defesa de consumidores, como por exemplo a campanha pela regulamentação dos planos coletivos, a pesquisa sobre as diferenças entre os reajustes do setor, a cobrança por regras mais justas de descredenciamento, e a defesa pelo entendimento mais amplo do rol de procedimentos da ANS.

No segundo lugar do ranking, a categoria de Serviços Financeiros foi responsável por 19,4% dos registros. Dentro desse segmento, o maior número de reclamações se deve novamente a problemas relacionados à segurança das transações bancárias e golpes, que ficaram disparados em primeiro lugar (21,6%), seguido de cobranças indevidas (14,7%) e renegociação de dívidas (14,2%). Só esses três primeiros grupos de problemas representam mais de 50% das demandas de serviços financeiros no ano e também estiveram no radar do Idec, que cobrou mais segurança dos bancos contra golpes, entrou na Justiça contra o bloqueio de celulares em contratos de pessoas endividadas e cobrou a efetiva implementação da lei do superendividamento no país.

Subindo uma colocação em relação ao ano passado, o setor de serviços em geral ficou com 13,7% dos atendimentos, sendo que na primeira posição do tema ficaram as reclamações sobre vício de qualidade (18,7%), seguido de perto por problemas com contrato (17,2%), e com prática abusivas (11,9%) na terceira colocação. Na quarta colocação, ficaram as dúvidas e queixas relacionadas a problemas com produtos em geral. As reclamações mais apontadas foram descumprimento de oferta, com 33,3%, seguido vício de qualidade (23,7%), que tinha ficado em primeiro lugar no ano passado. Em terceiro lugar apareceram as queixas sobre cláusulas contratuais (10,7%). Na área de Dicas e Direitos do site do Idec, há diversos conteúdos que ajudam os consumidores a se protegerem contra essas reclamações.

Na quinta posição, a mesma do ano passado, ficaram as dúvidas e queixas sobre o setor de telecomunicações, com 8,2%. Dentro deste segmento, foi registrada a manutenção dos problemas de cobrança indevida (23,7%) na liderança, mas, diferentemente de outros anos, em que vício de qualidade aparecia em segundo, agora temos problemas com cláusulas contratuais (20%) na segunda posição e prática abusiva (13,7%) aparecendo em terceiro. Como integrante do Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), esses são temas que o Idec leva às autoridades para que medidas de proteção aos consumidores sejam tomadas.

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HIMSS 2024: avanços em Inteligência Artificial e segurança de dados

Por Rafael Barbosa

Quando falamos de tecnologia e, principalmente de tecnologia digital em saúde, apesar de ser um assunto já conhecido, muitas vezes pode parecer tema secundário perante os gigantescos desafios do setor. Mas, acredite, é bem maior e mais impactante do que pode parecer em um primeiro olhar. Seja pela sua atuação hoje, mas pelo potencial de transformação futuro, notadamente a partir da incorporação de tecnologia artificial. Sob esta luz, gostaria de compartilhar aqui um pouco do que está se passando na HIMSS, conferência de saúde digital do mundo.

Antes de entrar em conteúdos específicos vale compartilhar um pouco de contexto do que é este evento e porque é tão relevante. A HIMSS – Healthcare Information and Management Systems Society – é uma organização americana sem fins lucrativos dedicada a aprimorar os cuidados de saúde em qualidade, segurança, custo-benefício e acesso pelo melhor uso da tecnologia da informação e sistemas de gestão. Seu evento anual, que este ano vai até o dia 15 de março, em Orlando, nos Estados Unidos, reúne mais de 35 mil pessoas.

Neste evento, stands, palestras e demais interações estão focadas em um tema: saúde digital. Tema tão relevante, quanto é grande o setor da saúde e tecnologia nos Estados Unidos. Como referência, se considerarmos apenas a soma do valor de mercado dos cinco maiores provedores de saúde dos EUA é de US$ 740 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 3,8 trilhões. Fazendo um recorte somente para empresas de tecnologia digital para a saúde, o valor de mercado somado equivale a R$ 700 bilhões.

E o que os agentes responsáveis por estas somas estratosféricas estão falando a respeito disso na HIMSS?

O evento começou com dois palestrantes-chave que deram o tom das discussões que se desenrolaram ao longo do dia: Robert Garret, CEO do Hackensack Meridian Health, e Matt Renner, presidente global de startups no Google Cloud.

Robert é responsável por uma frente de discussão sobre saúde no Fórum Econômico Mundial e destacou as prioridades para os sistemas de saúde global:

Acesso à Saúde: Melhorar o acesso ao atendimento médico é uma prioridade, principalmente em regiões com recursos limitados.

Resultados e Acessibilidade: Melhorar os resultados clínicos e a eficiência geral do setor com mais produtividade e assertividade por meio da tecnologia.

Equidade em Saúde: Garantir que os recursos sejam distribuídos de acordo com as necessidades das populações.

Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde: Reconhecer e abordar como as mudanças climáticas afetam a saúde é essencial e o sistema de saúde.

De maneira transversal, ficou claro que o grande tema é como a Inteligência Artificial pode contribuir para a resolução desses grandes problemas, com soluções que hoje estão sendo aplicadas em estágios iniciais por diversos agentes, apesar de ainda não ter visto um hospital apresentar uma solução já implementada em grande escala. As iniciativas em andamento podem ser segmentadas em três grandes blocos:

AI aplicadas a dispositivos, sejam médicos ou voltados ao consumidor geral que poderão rastrear e monitorar condições e dados em saúde.

Aplicações gerenciais que tem como resultado maior eficiência do sistema e produtividade.

Aplicações de IA para apoio à decisão clínica.

Destes três blocos, nota-se claramente um avanço maior no segundo. Aplicações que aumentam a produtividade do corpo clínico como soluções de voz para prontuário eletrônico têm gerado benefícios notáveis na redução do trabalho burocrático desses profissionais, ampliando o tempo dedicado ao paciente. A ideia é que não deveríamos ter uma tela entre o paciente e o médico, o olhar deve estar no paciente, a IA pode capturar a consulta, organizar e registrar o essencial.

Outro ângulo de aplicação está no uso de Inteligência Artificial para a automação do processamento e envio de contas médicas, bem como na governança de trocas e contratos entre prestadores e pagadores, conhecido como ciclo da receita.

Apesar de serem aplicações muito promissoras, uma preocupação fica destacada em todas as falas: a segurança de dados e do paciente. A questão da segurança e privacidade dos dados toma grande proporção no debate, pois ainda é incipiente o conhecimento sobre como novas tecnologias poderão disponibilizar informação de maneira mais organizada e ampla, ao mesmo tempo em que preserva a natureza confidencial destas informações.

Nesta linha Matt Renner, do Google, indica o caminho em três passos simples para hospitais e outros provedores de saúde levarem em consideração:

Tenha uma estratégia e governança clara para segurança de dados.

Mantenha seus sistemas de informação sempre atualizados.

Exija dos seus fornecedores de soluções digitais o máximo nível de conformidade com suas políticas de segurança da informação.

Terminamos o dia então reconhecendo os grandes desafios globais para o setor da saúde, conhecendo possíveis casos de uso, ainda que incipientes, de inteligência artificial e o quanto a questão da segurança é chave na equação da adoção de tecnologia.

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SAÚDE BUSINESS

Nova Lei de Publicidade Médica entra em vigor, promovendo mudanças significativas no setor da saúde

Uma nova regulamentação sobre publicidade médica passou a vigorar no Brasil, trazendo consigo definições precisas e limitações específicas para a divulgação de serviços de saúde. De acordo com a legislação, em vigor desde 11 de março, tanto a publicidade quanto a propaganda médica serão consideradas como "comunicação ao público", independentemente do meio de divulgação ou da atividade profissional, seja nos segmentos público, privado ou filantrópico.

Na publicidade médica, será permitida a promoção de estruturas físicas, serviços e qualificações dos profissionais de saúde, enquanto na propaganda médica serão divulgados assuntos e ações de interesse da medicina. No entanto, a propaganda de medicamentos não será permitida sob as novas regras.

Essa medida visa trazer maior transparência e ética na divulgação de serviços de saúde, além de fortalecer a relação entre médicos e pacientes, proporcionando uma prática médica mais alinhada com as expectativas da sociedade moderna.

Em um cenário onde clínicas e hospitais têm aumentado seus investimentos em marketing, conforme indicado pelo estudo "Panorama das Clínicas e Hospitais" divulgado pela Doctoralia, 74% das instituições pesquisadas estão dedicando recursos nessa área. Segundo Cadu Lopes, CEO da Doctoralia no Brasil, Peru e Chile, esse investimento reflete uma conscientização do setor sobre o impacto do marketing nos resultados.

"Os profissionais de saúde estão se tornando cada vez mais multidisciplinares e colaborativos, adotando abordagens integradas para tratar dos pacientes. O investimento em marketing gera um aumento significativo em ações direcionadas à prevenção de doenças e no acompanhamento de cuidados básicos com a saúde e bem-estar geral", afirma Lopes.

Além disso, o marketing médico pode contribuir para fortalecer a relação médico-paciente e promover uma prática médica ética, segundo Cadu Lopes. "A inserção de temas médicos em mídias sociais aproxima a população do universo de cuidados com a saúde e gera aproximação entre médico e paciente, contribuindo diretamente para a adoção de hábitos mais saudáveis da audiência e a consolidação da reputação do médico ou clínica responsáveis pela divulgação das informações."

Com a crescente adoção de tecnologias como telemedicina e agendamento online, a Doctoralia está contribuindo para tornar a experiência em saúde mais acessível e conveniente para os pacientes. A combinação entre o mundo físico e digital na prestação de cuidados médicos é fundamental para oferecer uma experiência cada vez mais satisfatória, ágil e cativante.

"A Doctoralia carrega o compromisso de tornar a experiência em saúde mais humana e orientada para resultados. Nós acreditamos que o uso de tecnologias digitais pode aprimorar a eficiência dos processos, passando pelo agendamento de consultas até o gerenciamento de prontuários eletrônicos", ressalta Lopes.

Com a implementação dessa nova legislação e o investimento crescente em marketing no setor da saúde, espera-se uma melhoria na qualidade dos serviços prestados, fortalecendo a relação entre médicos e pacientes e contribuindo para uma prática médica mais ética e alinhada com as demandas da sociedade contemporânea.

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Cirurgia robótica revoluciona tratamento do câncer de rim

Especialista explica vantagens da cirurgia robótica para o tratamento do câncer renal, oferecendo precisão, recuperação mais rápida e melhores resultados para os pacientes.

Utilizada há mais de 20 anos no Brasil, a cirurgia robótica tem sido usada em diversos tratamentos, principalmente em casos de câncer urológico, oferecendo aos pacientes uma abordagem minimamente invasiva e promissora.

“A cirurgia robótica é um procedimento minimamente invasivo, e ela é indicada para diversos tipos de tratamento no âmbito da Urologia. No caso do tumor no rim, principalmente para nefrectomia parcial, que é quando pretendemos retirar apenas o tumor e preservar o rim, é uma opção a se trabalhar”, explica o Dr. André Berger, Uro-Oncologista e Cirurgião Robótico. Ele enfatiza ainda que a técnica também é eficaz na nefrectomia radical, indicada para tumores maiores ou rins disfuncionais que comprometem a saúde do paciente.

O especialista explica que entre as principais vantagens da cirurgia robótica estão a precisão aprimorada em áreas de difícil acesso, a ergonomia otimizada para o cirurgião, movimentos intuitivos e uma visão tridimensional durante o procedimento. "Além disso, a cirurgia robótica resulta em um sangramento significativamente menor e uma probabilidade extremamente baixa de transfusão sanguínea". Ele ressalta também a importância da preservação de uma maior quantidade de tecido renal funcional, o que contribui para uma recuperação mais rápida e uma menor incidência de dor pós-operatória, permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias com mais rapidez.

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Inovação no acompanhamento do paciente com diabetes

Avanços tecnológicos prometem transformar o controle do diabetes, como dispositivos inteligentes para administração de insulina e sensores de glicose de última geração.

Avanços na medicina e tecnologia estão revolucionando o tratamento do diabetes, oferecendo novas perspectivas para milhões de pacientes. Com dispositivos inteligentes para administração de insulina e sensores de glicose de última geração, juntamente com medicamentos inovadores como o Ozempic 1 mg, pacientes diabéticos agora têm acesso a opções terapêuticas mais eficazes e um monitoramento mais preciso.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), mais de 16 milhões de brasileiros vivem com diabetes, uma doença crônica que afeta todas as faixas etárias. A pesquisa Vigitel Brasil 2023 destacou que a prevalência do diagnóstico aumenta com a idade, atingindo 30,3% entre indivíduos com mais de 65 anos. O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de incidência de diabetes.

Hábitos saudáveis, monitoramento contínuo e autocuidado para o controle eficaz da doença são essenciais. Para os pacientes, seguir uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas e aderir ao plano de tratamento prescrito pelo médico são fundamentais. No entanto, a tecnologia também desempenha um papel vital na melhoria da qualidade de vida dos pacientes diabéticos.

Inovações para o controle do diabetes

Novas ferramentas e medicamentos estão surgindo para facilitar o controle da doença. O sensor de glicose na pele, como o Libre 2 da Abbott, elimina a necessidade de picadas nos dedos para medir a glicose, enviando dados diretamente para o smartphone do paciente. Além disso, dispositivos como o Simplera da Medtronic oferecem monitoramento contínuo e precisão, enquanto a smartpen da mesma fabricante simplifica a administração de insulina.

A expectativa é alta para tratamentos inovadores, como a injeção semanal de tirzepatida da Eli Lilly, que promete uma redução significativa nos níveis de glicose. Além disso, versões genéricas de medicamentos essenciais, como a insulina basal Glargina da Biomm e a linagliptina dos laboratórios Libbs e EMS, estão se tornando disponíveis, tornando o tratamento mais acessível.

No entanto, acesso adequado a cuidados especializados e medicamentos ainda é um desafio para muitos pacientes diabéticos. A JDRF International destacou em uma pesquisa que, dependendo do estado onde vivem, os brasileiros com diabetes tipo 1 podem perder até 48 anos de vida saudável. Melhorar o acesso a tratamentos e intervenções públicas em saúde é crucial para reduzir essas disparidades e garantir uma vida saudável para todos os pacientes.

O diabetes é uma condição séria que requer acompanhamento contínuo ao longo da vida. Complicações podem surgir se a doença não for controlada, incluindo problemas renais, oculares, acidente vascular cerebral (AVC) e problemas de circulação nos membros. Por isso, é crucial que os pacientes realizem exames preventivos regularmente e sigam as recomendações de seus médicos para garantir uma vida saudável e plena.

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Assessoria de Comunicação

Sexta, 15 Março 2024 07:42

CLIPPING AHPACEG 15/03/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Fórum em Goiânia vai debater a segurança do médico no exercício da profissão

Moradores de Goiás participarão de avaliação das sequelas da covid-19

Em três meses, dengue matou mesmo número de goianos que todo ano de 2023 e baixo índice de vacinação preocupa

Transtornos neurológicos disparam nas últimas décadas e viram fardo global

Médicos e engenheiros unidos pela IA na saúde

Hospital público de São Paulo reduz em 70% índice de infecções em UTI com projeto de gestão

Prefeitura publica novas regras para pagamentos no Imas

A REDAÇÃO

Fórum em Goiânia vai debater a segurança do médico no exercício da profissão

A segurança dos médicos no exercício da profissão será tema central de um fórum promovido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) neste sábado (16/3), das 8h às 12h. O I Fórum sobre Segurança do Médico no Exercício do Ato Médico será realizado na sede do Cremego, no Setor Bueno. A programação será aberta a todos os médicos interessados. Também foram convidados representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público do Estado de Goiás e Guarda Civil Metropolitana da capital. 

O Fórum foi elaborado após episódios envolvendo agressões a médicos no exercício da profissão em Goiás. Em um dos casos, um médico foi conduzido coercitivamente por agentes da Polícia Civil do Estado de Goiás enquanto trabalhava no Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), após se recusar a entregar o prontuário de um paciente sem sua autorização ou a devida ordem judicial, conforme destacou o Cremego. 

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Moradores de Goiás participarão de avaliação das sequelas da covid-19

Moradores de Goiânia, Itumbiara, Rio Verde, São Luís de Montes Belos, Iporá, Porangatu, Iruaçu, Luziânia e Águas Lindas de Goiás vão participar de uma pesquisa para avaliar as sequelas da covid-19. Para levantar dados e subsidiar a criação de políticas públicas para o tratamento das sequelas, o Ministério da Saúde iniciou a segunda fase da coleta de dados do 'Epicovid 2.0: Inquérito nacional para avaliação da real dimensão da pandemia de covid-19 no Brasil'. Ao todo, ao longo do mês de março, serão realizadas visitas domiciliares a 33.250 pessoas que tiveram a doença em 133 municípios brasileiros.

“A Epicovid 2.0 faz parte do trabalho de fortalecimento do monitoramento da covid-19, que o Ministério da Saúde vem realizando desde maio de 2023”, explica a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Ethel Maciel. De acordo com a secretária, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 20% das pessoas, independentemente da gravidade da doença, desenvolvem condições pós-covid. Neste sentido, segundo ela, é preciso apurar os dados relativos ao Brasil para ampliar serviços, como atendimento neurológico, fisioterapia e assistência em saúde mental.

De acordo com o epidemiologista Pedro Hallal, que irá coordenar o estudo, a expectativa é que o período de coleta dos dados dure entre 15 e 20 dias. “O Epicovid 2.0 é uma nova fase do estudo iniciado em 2020. Embora agora não estejamos mais sob uma pandemia grave como tivemos, o vírus continua na sociedade e seus efeitos na vida das pessoas também. Esse agora é o nosso alvo, entender o impacto da doença na vida das pessoas e das famílias brasileiras”, explica.

Dinâmica da Epicovid 2.0

A pesquisa usará informações de 250 cidadãos de cada um dos municípios que já fizeram parte das quatro rodadas anteriores do trabalho científico, em 2020 e 2021. Para isso, equipes de entrevistadores visitarão as residências para ouvir os moradores sobre questões centradas em pontos como: vacinação, histórico de infecção pelo coronavírus, sintomas de longa duração e os efeitos da doença sobre o cotidiano.

Todos os participantes serão selecionados de forma aleatória, por sorteio. Somente uma pessoa por residência responderá ao questionário. Hallal esclarece que, diferente das primeiras etapas da pesquisa, na atual não haverá qualquer tipo de coleta de sangue ou outro teste de covid.

Além do Ministério da Saúde e da UFPel, estão diretamente envolvidas no estudo a Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Entrevistadores identificados

Todas as entrevistas serão realizadas pela empresa LGA Assessoria Empresarial, contratada pelo Ministério da Saúde para a tarefa após apresentar a melhor proposta em pregão eletrônico. Os profissionais que farão o contato direto com os moradores para a coleta dos dados receberam treinamento e estarão devidamente identificados com crachás da empresa e coletes brancos com as marcas da UFPel, da Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS) e da LGA.

Para auxiliar com o processo de divulgação e esclarecimento da população, as prefeituras das 133 cidades envolvidas no estudo foram comunicadas do trabalho – por meio de suas secretarias municipais de Saúde – e participaram de reunião online com Pedro Hallal e integrantes do Ministério da Saúde. A orientação é que, em caso de dúvidas, os moradores entrem em contato com as prefeituras.

A empresa LGA também pode ser acionada através dos telefones (31) 3335-1777 e (31) 99351-2430. Informações sobre o Epicovid 2.0 também estão disponíveis nos sites do Ministério da Saúde e da Universidade Federal de Pelotas.

Primeiras fases do estudo

Entre 2020 e 2021, o Epicovid-19 serviu para traçar um retrato da pandemia que auxiliou cientistas e autoridades em saúde pública a compreender melhor os efeitos e a disseminação do coronavírus no país. Entre as principais conclusões, o estudo apontou que a quantidade de pessoas infectadas naquele momento era três vezes maior que os dados oficiais, com os 20% mais pobres tendo o dobro de risco de infecção em relação aos 20% dos brasileiros mais ricos.

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JORNAL OPÇÃO

Em três meses, dengue matou mesmo número de goianos que todo ano de 2023 e baixo índice de vacinação preocupa

A Superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) Flúvia Amorim alertou que o índice de vacinação contra a Dengue ainda está abaixo do esperado. “A gente gostaria de ter pelo menos 50% da população vacinada, até porque na privada todas as doses já tinham acabado e a população estava ansiosa aguardando a vacina”, relata.

De acordo com o painel de indicadores da SES-GO, em 2024 foram confirmados 54 óbitos, além de 64 que estão sob investigação. O número já iguala ao número total de óbitos registrados no ano passado.

De acordo com a SES-GO, Goiás vacinou 35,4% do público até os 14 anos. No Brasil, o índice é de 43,2%. Amorim reforçou o convite para a vacinação das crianças. “Ela é segura sim, ela é eficaz sim e para as próximas epidemias que poderão surgir”, disse.

Além da vacinação, a superintendente alertou para os cuidados necessários para a prevenção dos focos de dengue nas residências. “É importantíssimo que cada cidadão entenda seu papel, tirar 10 minutos por semana para verificar sem tem criadouro no quintal”.

2024 é o o pior ano da história

De acordo com Flúvia Amorim, o ano de 2024 é o pior ano para a epidemia de dengue em Goiás desde o início dos registros. Ela aponta o avanço da doença a cada semana e levanta as preocupações com o aumento.

“Estamos com mais de 116 mil casos notificados. À medida que eu tenho mais casos, a chance de ter mais óbitos é real. A gente precisa fazer com que o avanço dos óbitos não aconteça na mesma velocidade que o avanço dos casos”, Flúvia Amorim, superintendente de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde

Flúvia conta que o Estado tem lidado com o aumento dos casos em duas frentes: prevenção e destruição dos criadores para reduzir a infestação do mosquito e o Gabinete de Combate a Dengue, que orienta as ações estratégicas em conjunto com municípios.

A previsão climática para este ano pode influenciar diretamente no aumento de casos de Dengue em Goiás. Isso porque, o fenômeno El Niño deve se prolongar, aumentando os índices de infestação e da transmissão.

Chikungunya

Já os casos de Chikungunya em Goiás, foram notificados 3.831 e apenas um óbito confirmado. O município de Jataí tem uma das maiores taxas de infecção pela doença, com 2.109 casos confirmados. A maior parte dos casos foi registradas no Sul do Estado.

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CORREIO BRAZILIENSE

Transtornos neurológicos disparam nas últimas décadas e viram fardo global


Doenças e transtornos como AVC, enxaqueca e demência aumentaram significativamente em três décadas e ultrapassam as enfermidades cardiovasculares no impacto causado na vida dos pacientes e nos sistemas de saúde

Duas em cada cinco pessoas sofrem de alguma condição que afeta o sistema nervoso, o que faz de acidente vascular cerebral, enxaqueca, demência e confusão mental pós-covid, entre outros, os principais problemas de saúde no mundo. Com 43% da população encaixando-se em algum desses transtornos (veja quadro acima), eles também são os que mais causam incapacidade, segundo o maior estudo sobre o tema, publicado na revista The Lancet.

Com dados de 190 países, os pesquisadores chegaram a um número significativo: 443 milhões de pessoas sofrem de condições neurológicas, um aumento de 18% em três décadas. Juntas, perderam, em 2021, 443 milhões de anos de vida saudável, mostra o estudo. A explosão de casos tira, pela primeira vez, os episódios cardiovasculares do primeiro lugar no ranking da carga global de doenças, uma medição que considera o impacto, no mundo, de diversas enfermidades.

Segundo o estudo, o acidente vascular cerebral é o maior responsável pela perda de anos de vida saudável, mas a condição neurológica mais comum é a enxaqueca. Mais de 80% das mortes e incapacitações resultantes das doenças do sistema nervoso central aconteceram em países de baixo e médio rendimento, no ano de referência do relatório, 2021.

Depois de AVC, os principais contribuintes para a perda da saúde neurológica em 2021 foram encefalopatia neonatal, enxaqueca, doença de Alzheimer e outras demências, neuropatia diabética, meningite, epilepsia, complicações neurológicas de nascimento prematuro, transtorno do espectro do autismo e cânceres do sistema nervoso. As consequências da covid no sistema nervoso central - comprometimento cognitivo e síndrome de Guillain-Barré - ficaram em 20º lugar, representando 2,48 milhões de anos de vida saudável perdidos em 2021.

O estudo indica que, em termos de prevalência, dores de cabeça tensionais (2 bilhões de casos) e enxaquecas (1,1 bilhão) foram os mais comuns. A neuropatia diabética é a que mais cresce de todas as condições neurológicas. "O número de pessoas com neuropatia diabética mais do que triplicou globalmente desde 1990, aumentando para 206 milhões em 2021", disse a coautora Liane Ong, do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME), da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. "Isso está alinhado com o aumento na prevalência global de diabetes."

O número absoluto de DALYs - anos de vida saudável perdidos devido a uma doença - está aumentando especialmente devido ao envelhecimento e ao crescimento da população mundial, afirmam os autores. Quando se considera a padronização etária, ou seja, caracterizar os casos por faixa de idade, há um decréscimo de um terço tanto em DALYs quanto em mortes (27% e 32%, respectivamente) por condições neurológicas desde 1990. Os autores destacam que, em grande parte, isso se deve a uma melhor sensibilização, vacinação e esforços globais de prevenção de algumas enfermidades como o tétano, a meningite e o acidente vascular cerebral. As regiões com a maior carga sobre o sistema nervoso em 2021 foram a África Subsariana Central e Ocidental, enquanto a Ásia-Pacífico e a Australásia, de rendimento elevado, tiveram os menores impactos. Os autores alertam que o enorme peso na saúde pública dessas causas de perda de saúde, muitas vezes evitáveis, "sublinha a urgência de que a saúde neurológica se torne uma prioridade global de saúde pública".

No Brasil, em 2021, o número de pacientes neurológicos em 2021 era de 47.536 em cada 100 mil habitantes, com uma mortalidade associada de 96 em 100 mil. O estudo apoiará o Plano de Ação Global Intersetorial da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre epilepsia e outros distúrbios neurológicos 2022-2031.

Fatores evitáveis

O estudo publicado na revista The Lancet também quantificou a carga das doenças potencialmente evitáveis com a eliminação de fatores de risco conhecidos e modificáveis para acidente vascular cerebral (AVC), demência, esclerose múltipla, doença de Parkinson, encefalite, meningite e deficiência intelectual. "Como muitas doenças neurológicas não têm cura e o acesso a cuidados médicos é, muitas vezes, limitado, compreender os fatores de risco modificáveis e a carga potencialmente evitável das condições neurológicas é essencial para ajudar a conter essa crise de saúde global", justificou, em nota, a coautora principal, Katrin Seeher, especialista da Unidade de Saúde Cerebral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A análise sugere que a modificação de 18 fatores de risco poderia prevenir o AVC em 84% dos anos de vida saudáveis perdidos para doenças neurológicas, globalmente. O mais importante deles é o controle da pressão arterial sistólica, observa o estudo. As estimativas sugerem que o controle da exposição ao chumbo poderia reduzir o peso da deficiência intelectual em 63%, enquanto a redução da glicemia plasmática em jejum para níveis normais poderia reduzir ao peso da demência em cerca de 15%.

"A carga neurológica mundial está crescendo muito rapidamente e colocará ainda mais pressão sobre os sistemas de saúde nas próximas décadas", acredita o coautor Valery Feigin, diretor do Instituto Nacional de Derrame e Neurociência Aplicada da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. "No entanto, muitas estratégias atuais para reduzir as doenças neurológicas têm baixa eficácia ou não são suficientemente implementadas, como é o caso de algumas das doenças de crescimento mais rápido, mas em grande parte evitáveis, como a neuropatia diabética e as doenças neonatais. Para muitas outras condições, não há cura, sublinhando a importância de um maior investimento e investigação em novas intervenções e fatores de risco potencialmente modificáveis."

Jaimie Steinmetz, diretor do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington, lembra que condições do sistema nervoso central incluem doenças e lesões infecciosas transmitidas por vetores (como Zika) e outras não-transmissíveis, o que exige diferentes estratégias de prevenção e tratamento. Ele ressaltou a importância de os legisladores prestarem atenção no tema.

Desafio

"Esse importante novo relatório destaca que a carga das condições neurológicas é maior do que se pensava anteriormente. No próximo levantamento, mais atenção deverá ser dado às doenças neuromusculares, aos efeitos do câncer no sistema nervoso e à dor neuropática. Comparar a incapacidade causada por condições com ocorrência episódica versus aquelas que causam doenças permanentes e progressivas continuará a ser um desafio, porque os efeitos sobre os indivíduos variam substancialmente."

Wolfgang Grisold, presidente da Federação Mundial de Neurologia

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O GLOBO

Médicos e engenheiros unidos pela IA na saúde


Em um cenário global cada vez mais conectado pela tecnologia, duas profissões aparentemente distintas encontram-se no epicentro de uma revolução na saúde: médicos e engenheiros. A união desses profissionais, trabalhando lado a lado, tem impulsionado o desenvolvimento de soluções inovadoras por meio da inteligência artificial (IA), prometendo transformações profundas e positivas na maneira como cuidamos de nossa saúde. Eu diria que a equipe multidisciplinar (médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, psicólogo, dentista, farmacêutico e assistente social) que cuida do paciente ganha um novo elemento: o engenheiro de computação e de sistemas digitais.

Um dos exemplos mais promissores dessa colaboração é o desenvolvimento de sistemas de diagnóstico assistido por IA, que podem identificar padrões em imagens de exames, como ressonâncias magnéticas e tomografias, com uma precisão surpreendentemente alta. Essas ferramentas não só apoiam os médicos em suas decisões clínicas como também aumentam a eficiência do diagnóstico, liberando mais tempo para o cuidado direto dos pacientes.

Além disso, a aplicação de algoritmos de IA na análise de dados de saúde em larga escala promete revolucionar a medicina preventiva. Ao identificar fatores de risco e padrões que podem não ser evidentes para os médicos, a IA pode antecipar problemas de saúde, permitindo intervenções mais cedo e mais eficazes.

Dispositivos vestíveis e aplicativos de saúde, desenvolvidos conjuntamente por profissionais de saúde e engenheiros, permitem o monitoramento contínuo de sinais vitais e outras métricas de saúde em tempo real. Isso não só facilita a detecção precoce de potenciais problemas, mas também oferece aos pacientes uma maneira conveniente de gerenciar suas condições crônicas, reduzindo a necessidade de visitas frequentes ao médico. Além disso, tais tecnologias habilitam uma resposta rápida em emergências, salvando vidas.

A integração da IA na saúde também abre novas frentes de pesquisa e desenvolvimento. Projetos colaborativos entre médicos e engenheiros estão explorando desde a aplicação de IA na descoberta de novos medicamentos até o desenvolvimento de próteses inteligentes.

A IA está revolucionando a abordagem da medicina personalizada, permitindo a criação de terapias sob medida para as características genéticas e biomarcadores de cada paciente. Por meio da análise de vastas quantidades de dados genômicos e clínicos, médicos e engenheiros estão desenvolvendo tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais. A medicina de precisão, apoiada pela IA, não se limita apenas ao tratamento de doenças existentes, mas também à prevenção de condições para as quais os pacientes possam estar geneticamente predispostos.

A integração da inteligência artificial na saúde, embora promissora, traz consigo uma série de desafios éticos e regulatórios que precisam ser cuidadosamente abordados. A proteção dos dados dos pacientes é uma preocupação primária, exigindo que médicos, engenheiros e legisladores trabalhem juntos para garantir a confidencialidade e a segurança das informações de saúde. Além disso, há questões sobre a responsabilidade em casos de erros de diagnóstico ou tratamento baseados em IA, o que requer uma reflexão profunda sobre como as decisões médicas são tomadas e sobre o papel da tecnologia nesse processo. Defendo desde já a inclusão da IA no currículo médico.

Apesar desses desafios, o futuro da saúde parece promissor, graças à colaboração entre médicos e engenheiros na fronteira da inteligência artificial. Este é um momento de transição, em que a tecnologia amplia as possibilidades de cura e cuidado. À medida que avançamos, essa sinergia promete não apenas transformar a saúde como a conhecemos, mas também pode resultar em recompensas imensuráveis para a humanidade.

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GAZETA DA SEMANA

Hospital público de São Paulo reduz em 70% índice de infecções em UTI com projeto de gestão

São Paulo, março de 2023 - O projeto "Saúde em Nossas Mãos" tem mostrado resultados surpreendentes na redução do índice de infecções hospitalares em unidades de terapia intensiva (UTIs) de hospitais do interior paulista. O Hospital Escola Emílio Carlos, localizado em Catanduva (SP), foi um dos beneficiados, apresentando uma redução significativa de aproximadamente 70% nas três principais infecções monitoradas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI): pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), infecção de corrente sanguínea laboratorialmente comprovada (IPCSL) e infecção do trato urinário associada ao uso de cateter vesical (ITU-AC). A iniciativa é do Ministério da Saúde, realizada no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) pelos hospitais Alemão Oswaldo Cruz, BP - a Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hcor, Einstein, Moinhos de Vento e Sírio-Libanês.

Ademilson Ronzani, enfermeiro coordenador da UTI e líder do projeto no Hospital Escola Emílio Carlos, expressou que "foi muito gratificante para nós participarmos deste projeto e das ações implementadas. Com isso, agregamos valor para o atendimento do paciente e para a população com a redução do tempo de permanência na UTI".

José Luís de Morais, enfermeiro da mesma instituição, destacou a transformação ocorrida na UTI, antes considerada paliativa. "O projeto "Saúde em Nossas Mãos", do PROADI-SUS, chegou e a gente foi colocando tudo em prática, convencendo os funcionários das melhorias, pois eles também não acreditavam mais. Hoje, o resultado está aí: graças a Deus, muitas vidas salvas. A gente tem muito que agradecer à equipe do HUB Hcor, que nos forneceu assistência, e ao projeto e ao Ministério da Saúde também, por proporcionarem um projeto tão bom para a população e para os hospitais".

Cristiana Prandini, do Hospital do Coração (HCor), responsável pela gestão do projeto no Hospital Escola Emílio Carlos, ressaltou que, durante a jornada de implementação, ocorreu uma transformação notável, não apenas em melhorias tangíveis na eficiência dos serviços prestados, mas também uma evolução significativa na cultura das equipes. "Essa parceria exemplifica o poder da colaboração e da troca de conhecimento, mostrando que, juntos, podemos alcançar resultados extraordinários na entrega de cuidados de saúde de qualidade", completou.

Outro hospital beneficiado pelo projeto é o Hospital Estadual Américo Brasiliense, situado na cidade de Américo Brasiliense (SP), que atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Marília Costa Frangioti, farmacêutica da instituição, enfatizou as mudanças positivas implementadas, "zeramos nosso índice de infecção do trato urinário por mais de 12 meses e conseguimos também ter uma redução de 30% na PAV e na IPCS", afirmou.

"Participar do projeto não foi algo que só beneficiou a nossa UTI, mas também proporcionou benefícios para os outros pacientes por conta da alteração de processos, melhorias e otimização de recursos. É muito gratificante poder participar e semear uma iniciativa que salva vidas", contou Marília.

Renata Gonsalez, do Hospital Sírio Libanês (HSL), responsável pela gestão do projeto no Hospital Estadual Américo Brasiliense, diz que "os resultados alcançados por meio deste projeto são mais do que meras estatísticas. Eles representam o nosso compromisso inabalável em oferecer um ambiente de cuidados de saúde seguro e de alta qualidade. para cada paciente que entra pelas portas de um hospital. Cada melhoria implementada reflete a eficácia das práticas adotadas e nossa dedicação em proporcionar o melhor tratamento possível".

Projeto "Saúde em Nossas Mãos"

O projeto "Saúde em Nossas Mãos" adota uma metodologia de referência mundial, abordando práticas relacionadas às principais infecções hospitalares e promovendo o uso de ferramentas para a melhoria da qualidade e segurança do paciente. Essa iniciativa, promovida pelo Ministério da Saúde no âmbito do PROADI-SUS, tem impactado positivamente diversos hospitais públicos, resultando na economia de R$ 718 milhões entre os anos de 2018 e 2023, atendendo cerca de 439 mil pacientes e salvando mais de 5 mil vidas ao evitar 13,6 mil infecções em UTIs do SUS.

"O engajamento das equipes e a implementação eficaz das práticas propostas pelo projeto têm contribuído não apenas para a redução das infecções, mas também para a melhoria geral dos processos e da qualidade da assistência prestada nas unidades de saúde participantes. Com resultados tão expressivos, o "Saúde em Nossas Mãos" se consolida como uma importante iniciativa na busca pela excelência no cuidado ao paciente e na promoção da segurança nos hospitais brasileiros", finalizou Cláudia Garcia, coordenadora geral do projeto.

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TV ANHANGUERA

Prefeitura publica novas regras para pagamentos no Imas

https://globoplay.globo.com/v/12437303/

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Assessoria de Comunicação

2024 valney homenagem 14 03 24

Valney (esq.) e Haikal 

Hoje, 14 de março, após duas décadas de atuação na Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), o médico Valney Luiz da Rocha, do associado Hospital de Acidentados, despediu-se oficialmente da instituição, onde, nos últimos anos, ocupou o cargo de Diretor de Contratos e Convênios.

 

Valney Luiz da Rocha, que já havia deixado o cargo em 26 de fevereiro, ressaltou a alegria de ter participado da Ahpaceg desde a sua fundação em 2003 e demonstrou imensa satisfação em ver que a Associação cresceu, se consolidou e, hoje, é uma referência na representatividade do setor hospitalar privado goiano.

 

E muito da consolidação deste trabalho tem a participação ativa do médico, que é definido pelos associados e diretores como um conciliador, com vasto conhecimento técnico e grande representante do setor.

 

Na despedida oficial, Valney Luiz da Rocha foi aplaudido pelo presidente Haikal Helou e pelos associados e agradeceu a todos da Ahpaceg pelos anos de convivência. “Somos gratos por tudo o que você fez pela Ahpaceg”, disse o presidente. O homenageado recebeu uma placa da Associação com os seguintes dizeres:

 

Dr. Valney Luiz da Rocha,

Receba a homenagem e a gratidão da Ahpaceg por seu grande trabalho em defesa do setor hospitalar goiano.

Sua diplomacia, conhecimento e dedicação fizeram a diferença na história da Ahpaceg.

Goiânia, março de 2024.

Haikal Helou

Presidente

 

2024 valney homenagem 14 03 24 2

Valney (esq.), Haikal e Renato

 

A diretoria de Contratos e Convênios da Ahpaceg passa a ser ocupada por Renato Daher, do associado CRD.

Quinta, 14 Março 2024 07:45

CLIPPING AHPACEG 14/03/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Procura por atendimentos em clínicas populares aumenta, em Goiânia

Os efeitos da falta de tempo para cuidar da saúde nas mulheres brasileiras

Exclusão de dependentes maiores de 25 anos de planos de saúde é considerada abusiva

Os pilares essenciais para a redução de custos em clínicas de pequeno e médio porte

TV ANHANGUERA

Procura por atendimentos em clínicas populares aumenta, em Goiânia

https://globoplay.globo.com/v/12432553/

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MEDICINA S/A

Os efeitos da falta de tempo para cuidar da saúde nas mulheres brasileiras

Visando reforçar a necessidade de cuidados integrais entre as mulheres, o projeto Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil) apresentou os principais resultados de 15 anos de estudos sobre diferentes condições de saúde femininas. As pesquisas mostram que as mulheres têm hábitos mais saudáveis, fumam menos, não se excedem no álcool e consomem mais frutas e legumes. No entanto, foi constatado que 40% das mulheres, de todas as faixas etárias e grupos socioeconômicos, não conseguem cumprir a recomendação mínima de atividade física no lazer, que é de duas horas e meia por semana. De acordo com os estudos, isso se deve à dificuldade de conciliar o trabalho com as rotinas familiares, principalmente entre mulheres mais jovens, com menos escolaridade e filhos pequenos, aumentando o estresse e o risco de enxaqueca.

O Elsa-Brasil, que inclui várias universidades brasileiras além da USP, é um estudo epidemiológico dedicado a pesquisar os fatores associados a doenças crônicas não transmissíveis, como câncer e distúrbios cardiovasculares. Uma pesquisa realizada com mulheres que se submeteram a mamografia para identificar câncer de mama em Salvador (BA) mostra que as disparidades socioeconômicas e reprodutivas entre mulheres pretas e brancas foram responsáveis por diferenças na densidade mamográfica, o que pode dificultar o diagnóstico da doença. Outro trabalho identificou uma ocorrência de 8,5% de síndrome de ovários policísticos (SOP), que causa irregularidade na ovulação e aumento dos níveis de hormônios masculinos, propondo critérios para identificar a doença no pós-menopausa e sua associação com diabete e problemas cardiovasculares, além de um questionário para avaliar o excesso de pelos corporais, um dos sintomas da SOP.

Estilo de vida e saúde

As pesquisas do Elsa-Brasil apontam que a dificuldade no equilíbrio entre vida pessoal e trabalho é fonte de estresse e pode influenciar as prioridades pessoais e também reduzir o tempo disponível para o próprio cuidado e o lazer, afetando a saúde e o bem-estar, especialmente entre as mulheres. Elas se referem com mais frequência à existência de conflito entre trabalho e família, quando esforços para atender às demandas no emprego interferem na habilidade de responder ao que é demandado pela vida familiar. Essas mulheres em geral tiveram mais chances de mencionar uma pior autoavaliação de saúde, estilo de vida menos saudável, enxaqueca, tiveram maior ganho de peso e queixas de sono mais frequentes.

A relação entre a enxaqueca e indicadores de conflito na relação entre trabalho e família foi investigada em 6.183 mulheres e 5.664 homens participantes do projeto. Os resultados apontam maior carga da doença na população feminina relacionada a vários fatores de estresse, tais como a interferência na tensão do trabalho com a família, assim como a interferência dos familiares no trabalho e falta de tempo para cuidados pessoais e lazer.

Altas demandas psicológicas de trabalho e baixo apoio social interagiram com a falta de tempo para os cuidados pessoais em associação com enxaqueca definitiva. Entre os homens, a enxaqueca foi associada apenas à falta de tempo para os cuidados pessoais.

Equilibrar as exigências das esferas profissional, familiar e doméstica pode ser altamente relevante para a gestão não só das cefaleias, mas para a saúde integral das mulheres.

As mulheres pesquisadas pelo Elsa-Brasil são mais comprometidas com estilos de vida mais saudáveis que os homens, na medida em que fumam menos, bebem menos excessivamente álcool e consomem mais frutas e legumes, no entanto é menor o engajamento na prática da atividade física no lazer, o que pode estar relacionado com o menor tempo disponível. A partir da recomendação de 150 minutos por semana de atividade moderada ou vigorosa, essa prática foi avaliada por meio de um acelerômetro usado na cintura abdominal por sete dias, constatando o não cumprimento dessa meta em 40% das mulheres, de todas as faixas etárias e grupos socioeconômicos.

O grupo mais inclinado a essas práticas tem idade igual ou superior a 60 anos, de ascendência asiática e com maior escolaridade, indicando que, para a maioria das participantes do estudo, é mais provável que elas se engajem a partir de uma idade em que os filhos estão adultos e a carreira atinge estabilidade.

O trabalho doméstico é desigual entre os sexos e compete com as atividades de lazer das mulheres mais que os homens, um desafio adicional especialmente para aquelas que têm filhos pequenos, facilitando seu regresso exclusivo aos seus papéis de donas de casa tradicionais e com reduzidas chances de prática de atividade física, especialmente as de menor escolaridade, reflexo da posição social.

Em termos de orientação sexual, as mulheres heterossexuais são as que apresentam comportamentos de saúde mais saudáveis em termos de tabagismo, consumo de álcool, alimentação e sono, continuando mais prejudicadas quanto à atividade física, em comparação com as mulheres em relações homoafetivas (e os homens). Adicionalmente, foi encontrada uma associação entre tabagismo e discriminação percebida ao longo da vida nas mulheres, principalmente, entre aquelas com mais de 60 anos, pardas e de classe social mais elevada. Considerando a importância da atividade física regular para a saúde, é necessário que políticas públicas estimulem e facilitem a prática regular de atividade física em mulheres.

De acordo com as pesquisas do Elsa-Brasil, o perfil entre as mulheres que têm distorção para mais peso, ou seja, que se percebem mais pesadas, é de pessoas mais jovens, pardas, com maior escolaridade e que não costumam fazer dieta, sentindo-se inseguras para praticar atividade física. Já entre as que distorcem para menos peso, estão as mulheres mais velhas, pretas, com menor escolaridade e que costumam fazer dieta. O peso das mulheres foi maior à medida que a posição social diminuiu, enquanto nos homens ele diminuiu à medida que a posição social também sofreu. Com a pandemia de covid-19 houve maior adesão pelo sexo feminino às medidas de prevenção recomendadas e foi possível perceber que as mulheres que mais aderiram ao “ficar em casa” foram as que também tinham um estilo de vida mais saudável, além de serem mais velhas e com mais escolaridade. Os resultados de todos estes estudos contribuem para uma melhor compreensão da influência do estilo de vida e dos comportamentos de saúde na saúde e no bem-estar das mulheres brasileiras, podendo levar à implementação de políticas de promoção da saúde mais eficazes e realistas.

Doenças crônicas

A hipertensão arterial é uma das doenças mais comuns em adultos, sendo responsável direta por um grande número de mortes por derrame, infarto e outros eventos, atingindo cerca de 25% dos adultos brasileiros (Pesquisa Nacional de Saúde, Ministério da Saúde, 2013), e sendo mais frequente entre as mulheres a partir da menopausa. Uma dieta de qualidade ruim (alta em sódio e baixa em potássio) facilita o desenvolvimento de hipertensão e dificulta o seu tratamento. A análise da urina de 6.749 mulheres e 5.870 homens mostrou que os homens consomem mais sal do que as mulheres (12,9 gramas por dia e 9,3 gramas por dia, respectivamente). Quando esse consumo é corrigido para o peso corporal, a diferença fica menor, 160 e 140 miligramas por quilo (mg/kg). Outro dado importante é que a pressão na mulher é mais sensível ao sal, ou seja, uma dieta de alto consumo, 5 gramas (g) ou mais por dia, causa maiores prejuízos para mulheres. A qualidade da dieta, dada pela relação entre sódio e potássio na urina, é ruim em ambos os sexos.

Entre as participantes do Elsa-Brasil, cerca de 1,6% das mulheres com idade entre 35 e 74 anos referiram ter tido diagnóstico de câncer de mama. Diferente do que recomenda o Ministério da Saúde, de que mulheres entre 50 e 69 anos realizem mamografia a cada dois anos, a grande maioria das mulheres estudadas pelo projeto na Bahia realizou o último exame menos de dois anos depois do anterior, proporção que aumenta com a escolaridade, de 60,2% entre as que têm ensino fundamental a 82,4% entre aquelas com nível superior. A idade mediana da primeira mamografia ficou entre 40 e 49 anos, faixa em que 44,1% das mulheres fez o exame pela primeira vez. Esta distribuição não variou com a escolaridade, a situação conjugal e a cor da pele. Um estilo de vida saudável se associou a uma periodicidade de rastreio mamográfico dentro do recomendado. Nota-se um padrão de intenso uso de serviços médicos, com história de cirurgia plástica mamária em 7,1% do total, proporção que aumenta com a escolaridade (de 1,2% a 11,6%) e foi maior entre aquelas com união conjugal atual ou prévia.

Pesquisas com integrantes do Elsa-Brasil e mulheres assistidas pelo SUS mostram que, em comparação às brancas, mulheres autorreferidas como pretas apresentaram mamas mais densas na mamografia, o que é um fator de risco reconhecido para o câncer de mama. As disparidades socioeconômicas e reprodutivas entre mulheres pretas e brancas foram responsáveis por essas diferenças raciais na densidade mamográfica. Nesta mesma população de estudo, verificou-se maior densidade mamária à mamografia em mulheres entre 50 e 59 anos, quando comparadas a mulheres entre 60 e 69 anos, assim como mulheres mais magras, as que tiveram menos de dois filhos ou nenhum, amamentaram menos meses, faziam uso atual de terapia hormonal na menopausa e consumiam bebidas alcoólicas. Mais informações sobre o tema podem ser obtidas no documentário Para enfrentar o câncer de mama: MULHERES pesquisam desigualdades entre MULHERES, que pode ser acessado neste link.

Entre todas as mulheres estudadas com menopausa natural, 30,8% usaram terapia hormonal da menopausa (THM) no passado, a maioria com idade atual igual ou superior a 60 anos, sobretudo brancas, mas também pardas, com plano de saúde privado e não obesas, e 11,1% estavam em uso da THM, a maior parte delas com 60 anos ou mais, casadas, separadas ou divorciadas, nível de escolaridade superior ou pós-graduadas, plano de saúde privado, não obesas e sem contraindicação para a terapia. Entre as mulheres acima de 60 anos que fazem THM, 73,6% tinham mais de dez anos de menopausa e mais de cinco de terapia, e 15,2% apresentavam pelo menos uma contraindicação formal para a THM. Do total de 2.138 mulheres normotensas ou com hipertensão após a menopausa, 1.492 (69,8%) nunca tinham usado a THM, 457 (21,4%) usaram no passado e 189 (8,8%) estavam em uso atual. O uso de THM foi mais comum em mulheres fisicamente menos inativas, não fumantes e não diabéticas. Mulheres que fazem THM apresentaram menores chances de ter hipertensão, em comparação com as que nunca a usaram. Na maioria dos casos, a THM foi iniciada com idade até 59 anos, com menos de dez anos de menopausa e o uso durou até cinco anos. Outros dados podem ser consultados no boletim Saúde e Câncer de Mama, com resultados de um estudo suplementar que fez a caracterização do perfil e trajetórias das mulheres que realizaram mamografias de rastreamento na Bahia, registradas no Sistema de Informação do Câncer (Siscan).

A síndrome de ovários policísticos (SOP) é uma doença comum em mulheres em idade reprodutiva, que costumam apresentar irregularidade na ovulação, aumento dos níveis de hormônios masculinos e ovários com aspecto de vários cistos. No Brasil, a única avaliação disponível em nível nacional da frequência da SOP foi calculada pelo Elsa-Brasil em 8,5% das mulheres assistidas pela rede de atenção primária em Salvador. O projeto também validou o primeiro questionário curto e autoadministrado para identificar o hirsutismo, que é o excesso de pelos corporais em mulheres, decorrente do aumento dos níveis de hormônio masculino, um dos aspectos a serem avaliados no diagnóstico da SOP. O questionário validado foi usado num estudo que propôs um conjunto de critérios para identificar mulheres com SOP no pós-menopausa, momento em que se torna importante esse diagnóstico na identificação de grupo de risco para diabete e doenças cardiovasculares. As mulheres selecionadas de acordo com esses critérios apresentavam características da SOP, não apenas dentro do esperado, mas também amplamente associadas a esse transtorno. (Com informações do Jornal da USP)

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PORTAL AB NOTÍCIAS NEWS

Exclusão de dependentes maiores de 25 anos de planos de saúde é considerada abusiva


O Judiciário vem reconhecendo esse movimento como abusivo

José Santana Júnior* Nos últimos anos, temos testemunhado uma crescente controvérsia no setor de saúde brasileiro: a exclusão de dependentes maiores de 25 anos de forma tardia por parte das operadoras de plano de saúde. O Judiciário vem reconhecendo esse movimento como abusivo.

Observa-se um crescente entendimento favorável por parte dos tribunais em relação aos casos envolvendo dependentes em planos de saúde maiores de 25 anos que são excluídos tardiamente dos planos como dependentes. Este movimento jurisprudencial baseia-se no argumento de que a inércia das operadoras de saúde, ao permitirem que dependentes maiores permaneçam no plano sem contestação por longos períodos, gera uma expectativa legítima de direito ao consumidor.

É notório que muitas operadoras de planos de saúde permanecem inertes diante da permanência de dependentes maiores, não tomando medidas para excluí-los do plano mesmo quando há clara violação das regras contratuais.

Essa postura negligente cria uma falsa sensação de segurança para o consumidor, que confia na continuidade de sua cobertura de saúde, mesmo após atingirem a maioridade ou outros marcos que poderiam implicar em exclusão do plano. Entretanto, após anos de inatividade, as operadoras frequentemente notificam os beneficiários sobre a necessidade de exclusão do dependente maior, o que representa não apenas uma surpresa desagradável, mas também uma quebra da boa-fé contratual.

Essa prática, segundo o entendimento consolidado em diversos tribunais, caracteriza-se como uma afronta aos princípios de lealdade e transparência nas relações de consumo. Nesse contexto, os magistrados têm reconhecido a existência de uma expectativa de direito por parte dos consumidores, fundamentada na inação das operadoras de saúde.

Tal expectativa é respaldada pela confiança depositada pelos consumidores na continuidade de sua cobertura, em virtude da omissão das operadoras em exercer seu direito de exclusão no momento oportuno. Diante disso, é evidente a necessidade de uma revisão por parte das operadoras de saúde de suas práticas de gestão de contratos, a fim de evitar situações que configurem uma violação à boa-fé contratual e que gerem danos aos consumidores.

Enquanto isso, o Poder Judiciários continua a firmar jurisprudência em favor dos dependentes, protegendo os direitos dos consumidores diante da inércia das empresas prestadoras de serviços de saúde.

*José Santana Júnior é advogado especialista em Direito Empresarial e da Saúde e sócio do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados

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GAZETA DA SEMANA

Os pilares essenciais para a redução de custos em clínicas de pequeno e médio porte



67% dos estabelecimentos são formados por hospitais privados ou filantrópicos de pequeno porte (com até 50 leitos), desafiando a gestão hospitalar por uma maior eficiência financeira

O controle de custos é um obstáculo para diversas clínicas médicas, com uma gestão organizada é possível evitar desperdícios, identificar áreas de investimento, equilibrar margens de lucro e detectar oportunidades de melhorias na infraestrutura da instituição. De acordo com uma pesquisa elaborada pelas autoras Luciana Reis Carpanez e Ana Maria Malik, a saúde soma cerca de 6,8 mil hospitais espalhados pelos 5.568 municípios brasileiros. Com números assim, dá até para imaginar que cada cidade brasileira tenha hoje seu próprio hospital para atender seus residentes - o que, em parte, é verdade. Mas tamanha pulverização, somada ao fato de mais de 67% desses estabelecimentos serem formados por hospitais privados ou filantrópicos de pequeno porte (com até 50 leitos), desafia a gestão hospitalar por uma maior eficiência financeira.

"O hospital de pequeno porte que implanta o sistema de gestão hospitalar costuma reduzir em 20% o custo de aquisição de medicamentos, por exemplo. Já na área assistencial o ganho é uma redução de mais de 40% no tempo dos procedimentos. Portanto, a solução de gestão hospitalar traz vantagens econômicas importantes", afirma Valmir Júnior, diretor da Unidade de Negócios Hospitalar da MV. Um dos exemplos de sucesso é a Santa Casa da cidade de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, que apostou na automatização por meio de software de gestão de saúde e teve alguns de seus principais problemas resolvidos com rapidez, com isso, o índice de compras efetuadas diminuiu 21% e o custo do estoque caiu 40%, somente no primeiro mês de implementação. Os principais pontos envolvidos na redução de custos em clínicas médicas e o papel da automatização neste processo, contendo seis pilares essenciais para reduzir custos em uma clínica médica de pequeno e médio porte, são: Integração de áreas Com áreas integradas, o trabalho de toda a equipe é otimizado, evitando ou erradicando retrabalho.

Isso ajuda a melhorar a produtividade das áreas através da padronização de processos. Controle de materiais É essencial realizar práticas como gestão de estoque e negociação com fornecedores para evitar desperdícios e reduzir custo, comprando a quantidade correta, na hora devida, com o melhor preço e condição de pagamento. Isso colabora para evitar custos de estocagem. Adoção de um Prontuário Eletrônico do Paciente Adotar um Prontuário Eletrônico do Paciente contribui para o registro da história clínica do paciente, possibilitando o médico ser mais assertivo quanto ao diagnóstico e o tratamento proposto, garantindo desta forma a melhor assistência com o custo mais adequado. Fluxos estruturados Otimizar equipes ajuda na redução de custos de clínicas médicas. Quando possível, terceirizar atividades de apoio não relacionadas a sua atividade, como serviços de limpeza e manutenção; Controle de atendimento e assistencial Adoção de tecnologias onde o próprio paciente pode agendar suas consultas, exames ou tratamentos (agendamento por aplicativos ou site).

Isso permite que o próprio paciente faça o seu autoatendimento ao chegar à instituição (QR codes ou tokens). Além disso, reduz o tempo de permanência do paciente na recepção. Para o lado assistencial, a definição de protocolos clínicos assistenciais ajuda a padronizar processos e evitar desperdícios, por meio da adoção de protocolos clínicos padronizados e avaliação dos serviços prestados pela clínica médica. Obter controle de faturamento Já na área administrativa, o sistema de gestão propicia o controle avançado nos processos de faturamento que contribuem para aumentar a eficiência das atividades relacionadas ao setor. A automatização melhora a eficiência das contas médicas e diminui o número de glosas. Contatos para a imprensa In Press Porter Novelli Jéssie Costa Bárbara Bitencourt [email protected] Sobre a MV A MV é uma multinacional brasileira especializada na transformação digital da saúde, que conecta, há 36 anos, as demandas do presente sem deixar de olhar para o futuro.

Com foco em tecnologias que facilitam a rotina de todo o ecossistema da saúde e contribuem para salvar vidas, a MV desenvolve soluções de gestão integradas para hospitais, clínicas, operadoras, centros de medicina diagnóstica, rede de atendimento pública e pacientes. Mais de 3 mil instituições espalhadas pela América Latina, Central e na África utilizam as tecnologias da MV para garantir eficiência, agilidade, precisão e segurança na prestação de serviços da saúde.

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Assessoria de Comunicação