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Sexta, 10 Maio 2024 07:23

CLIPPING AHPACEG 10/05/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

ANS informa que Prevent Senior deve vender planos de saúde até 31 de maio

Empresária morre após fazer cirurgia plástica em Goiânia

Irregularidades: Ministério da Saúde suspende repasse para Samu de Goiânia

Com revitalização, Cais Vila Nova ganha enfermaria pediátrica e UTI

Artigo - Cibersegurança na saúde: estratégias para proteção de dados

O GLOBO

ANS informa que Prevent Senior deve vender planos de saúde até 31 de maio

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa que a Prevent Senior não pode deixar de vender planos de saúde no Rio e em São Paulo antes de 31 de maio. Em comunicado emitido no último dia 3, a operadora havia informado que suspenderá temporariamente novas adesões a partir da sexta-feira (10/05).

De acordo com a ANS, a operadora solicitou a suspensão da comercialização de dois planos de contratação individual/familiar no dia 30 de abril. De acordo com o normativo da agência, a interrupção nas vendas deve cumprir prazo mínimo de 30 dias após protocolado o pedido.

Sendo assim, a ANS enfatizou que “a operadora Prevent Senior não pode deixar de comercializar esses dois planos de saúde antes de 31/05/2024, estando sujeita às penalidades cabíveis”.

A agência esclareceu ainda que, “no período entre a solicitação de suspensão e a efetiva suspensão pela ANS, o plano de saúde continua apto à comercialização, e deve ser vendido pela operadora, inclusive para ser destino de portabilidade de carência”.

O mesmo prazo vale para voltar a vender um plano suspenso: a operadora deverá solicitar à ANS a reativação da comercialização com, no mínimo, 30 dias de antecedência. 

Comunicado

A Prevent Senior comunicou a suspensão de novas adesões no último dia 3 de maio, sob a justificativa que a medida está sendo tomada em virtude dos “surtos de várias doenças e aumento da demanda de atendimento acima do normal” e que é uma forma de “preservar a qualidade dos serviços aos 580 mil beneficiários”.

Procurada para comentar a data informada pela ANS, a operadora não respondeu.

Focada no público idoso, a Prevent Senior cresceu baseada em um modelo de negócio que une operação verticalizada – o que significa que a operadora do plano é também dona dos hospitais usados pelos beneficiários – e foco na medicina preventiva. O modelo tornou possível a oferta de planos de saúde para idosos a preços mais acessíveis do que a maioria dos planos de outras empresas.

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PORTAL G1

Empresária morre após fazer cirurgia plástica em Goiânia

Fábia Portilho era dona de um hotel em Goianésia. Familiares denunciam que houve negligência médica e falta de socorro; hospital e médico negam.

Por Augusto Sobrinho, Wilton Moraes, g1 Goiás e TV Anhanguera

Uma empresária morreu após fazer um procedimento estético em um hospital, em Goiânia. Fábia Portilho era dona de um hotel em Goianésia, no centro goiano, e, segundo a família, uma mulher forte. Conforme o Boletim de Ocorrência (BO), ela morreu depois de realizar uma mamoplastia e uma lipoaspiração.

Ao g1, o médico Nelson Fernandes, que realizou a cirurgia plástica, lamentou a morte de Fábia e disse que os procedimentos foram realizadas sem intercorrências e queixas da paciente. Além disso, afirmou que prestou toda a assistência à paciente, seguindo sempre os protocolos adequados e as práticas médicas (leia nota na íntegra ao final da reportagem).

Em nota, o Hospital Unique, onde as cirurgias foram feitas, nega que houve negligência por parte da equipe médica, disse que informou a família sobre o quadro de saúde da paciente e que vai colaborar com a investigação (leia nota na íntegra ao final da reportagem).

A família de Fábia denunciou a morte dela à Polícia Civil (PC) na quarta-feira (8). Conforme relato do Boletim de Ocorrência, a empresária realizou as cirurgias plásticas na última sexta-feira (3). Ao g1, a prima de Fábia, Mariana Batista, disse que ela recebeu alta no último domingo (5), mas voltou ao hospital na manhã de terça-feira (7) com dores abdominais.

"Ela foi internada e fez exames de sangue. A família pediu uma tomografia, mas os médicos disseram que ela estava só com anemia e não precisava da tomografia, só bolsas de sangue", disse.

Conforme o relato da família à polícia, Fábia gritava de dor e, mesmo assim, os médicos de plantão e o que fez a cirurgia não a examinaram ou pediram a tomografia. "Ela só tomou as bolsas de sangue e, quando houve a troca de plantão, a médica viu que era uma infecção grave e disse que a Fábia precisava de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI)", afirmou a prima.

Mariana afirma que, neste momento, no início da noite, as equipes do hospital informaram que a unidade não tinha uma UTI e nem um aparelho para fazer a tomografia. Os médicos pediram o encaminhamento da Fábia para outro hospital, mas, preocupados, a família decidiu levar a empresária para uma unidade de saúde que eles confiavam mais.

"Ela chegou no hospital em choque e foi super bem atendida, porém, já estava com o pulmão comprometido por uma embolia e uma septicemia", contou Mariana.

Fábia morreu na noite de terça-feira, segundo a prima, por um tromboembolismo pulmonar gorduroso e choque obstrutivo. "O médico não acompanhou a Fábia no outro hospital", disse. A família denuncia negligência médica e falta de socorro devido ao atendimento na terça-feira, que, segundo eles, demorou mais de 10 horas para encaminhar a paciente para outro hospital.

De acordo o boletim ocorrência, a polícia solicitou um exame cadavérico para verificar a causa da morte de Fábia. O g1 questionou a Polícia Científica sobre o resultado do exame, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A morte de Fábia será investigada pelo delegado Breynner Vasconcelos, de Goiânia.

Íntegra da nota do médico

Primeiramente, quero manifestar meus pêsames pela morte da Sra. Fábia Portilho e minha solidariedade aos familiares e amigos neste momento difícil.

Diante das indagações da imprensa, esclareço que realizei dois procedimentos cirúrgicos na Sra. Fábia, no último sábado (4), que transcorreram sem intercorrências. A paciente não manifestou queixas em sua consulta de retorno pós-operatório, e sua recuperação estava ocorrendo dentro do esperado.

Na terça-feira, no entanto, a paciente compareceu ao Hospital, apresentando queixas que passaram a ser imediatamente investigadas. Porém, apesar do quadro de instabilidade apresentado, a família optou pela transferência para outro hospital.

Ressalto que, em nenhum momento, deixei de prestar assistência à paciente, seguindo sempre os protocolos adequados e as práticas médicas recomendadas pelo Conselho Regional de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Informações detalhadas sobre o prontuário da paciente não podem ser compartilhadas publicamente, devido ao sigilo médico e à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, mas estou à disposição da família para todos os esclarecimentos.

Prezar pela saúde e recuperação dos meus pacientes é prioridade absoluta em minha atuação médica, e o falecimento da Sra. Fábia me entristece profundamente.

Íntegra da nota do hospital

Em resposta às solicitações de esclarecimento por parte da imprensa, a respeito da cirurgia realizada na Sra. Fábia Portilho, o Hospital Unique, inicialmente, expressa seu profundo pesar pelo falecimento da paciente.

​​​A instituição reconhece a gravidade da situação e está empenhada em fornecer todas as informações necessárias para esclarecer os fatos. No entanto, ressalta que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas, pois as investigações sobre as circunstâncias do ocorrido estão em andamento e aguardam laudos técnicos e periciais.

​​​O Hospital Unique, representado por seu advogado, reitera seu compromisso com a transparência e a ética, esclarecendo que todas as medidas de segurança e protocolos médicos foram seguidos rigorosamente. Além disso, reforça que não houve qualquer negligência por parte da equipe médica e que o hospital possui toda a estrutura necessária para atender casos complexos.

​​​O hospital orientou os parentes a não realizarem a transferência para outra unidade devido à condição instável da paciente. No entanto, os familiares decidiram pela transferência, argumentando que havia um médico da família trabalhando em outra instituição. Para isso, contrataram serviços de ambulância, embora fossem dispensáveis. O Hospital Unique, em sua recomendação médica, na prudência peculiar, avaliou os riscos envolvidos e aconselhou contra a transferência até a estabilização da paciente. A condição crítica foi comunicada aos parentes, explicando os riscos envolvidos e a necessidade de aguardar a estabilização da paciente para a realização de um exame de tomografia. Mesmo assim, os parentes decidiram prosseguir com a transferência, assumindo total responsabilidade pela decisão.

​​​O atendimento prestado pela instituição incluiu todos os esforços possíveis, como a realização de diversos exames, infusão de sangue e outras intervenções, visando a melhora do quadro clínico da paciente.

​​​O hospital irá colaborar integralmente com as autoridades competentes para apurar as circunstâncias do ocorrido. ​O Hospital Unique reforça que a segurança e o bem-estar de seus pacientes são prioridades absolutas e que continuará trabalhando incessantemente para assegurar os mais altos padrões de atendimento médico.

​​​A instituição está à disposição para prestar todo o apoio necessário à família e para fornecer quaisquer informações adicionais que se façam necessárias.

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A REDAÇÃO

Irregularidades: Ministério da Saúde suspende repasse para Samu de Goiânia

O Ministério da Saúde suspendeu, nesta quinta-feira (9/5), o repasse mensal de mais de R$100 mil que custeiam a habilitação das Unidades Móveis do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) de Goiânia. De acordo com o texto divulgado no Diário Oficial da União, foram identificadas irregularidades por parte da Central de Regulação das Urgências (CRU) que gere a verba. A portaria é assinada pela ministra Nísia Trindade.


"Fica suspenso o repasse de recurso financeiro referente à habilitação das Unidades Móveis, pertencentes à Central de Regulação das Urgências (CRU) Goiânia (Metropolitano) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), do Município de Goiânia (GO).", diz o texto da portaria.
 

Crise antiga
Em fevereiro passado a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou uma audiência pública para debater, entre outras coisas, uma possível terceirização dos servidores do Samu, assim como problemas em relação à frota e aos serviços de manutenção dos veículos do serviço de saúde.

Na ocasião, também entrou na pauta a falta de equipamentos de proteção individual dos servidores. “Quem sofre é a população, que liga para o 192, solicitando um resgate de urgência e fica aguardando muito tempo pelo atendimento. Então, peço que as autoridades tomem providências, pois precisamos sanar esses problemas", disse o presidente da Associação dos Servidores do Samu, Jeferson Brito.

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Com revitalização, Cais Vila Nova ganha enfermaria pediátrica e UTI

O prefeito Rogério inaugurou nesta quinta-feira (9/5) a revitalização do Cais Deputado João Natal, no Setor Vila Nova, que ganhou enfermaria pediátrica com cama e quatro berços, e ampliação da sala de reanimação. 

Dentre os outros serviços realizados estão instalação de aparelhos de ar-condicionado em todos os ambientes, troca de cadeiras e longarinas na recepção, impermeabilização de toda a laje, recuperação do telhado, revisão nas redes elétrica e hidráulica, troca de portas, pintura geral, instalação de bancadas e cortinas na sala de estabilização e instalação de gases medicinais. 

Na ocasião, Rogério Cruz lembrou que a Prefeitura, na atual gestão, já revitalizou 65 unidades de saúde e há nove obras em andamento. "Esta semana terá início a revitalização do Ciams Novo Horizonte e outras unidades passarão por melhorias", adiantou o prefeito.

Da ampliação da unidade da Vila Nova, o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, destacou os leitos de pediatria, que são importantes diante do surgimento de infecções respiratórios por conta do clima, assim como a sala vermelha que tem todos os aparatos de UTI, que agora podem acolher pacientes em estado de saúde mais grave. “Com isso, não haverá mais pressa em transferir pacientes, porque eles estarão bem cuidados na UTI”, afirmou. 

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MEDICINA SA

Artigo - Cibersegurança na saúde: estratégias para proteção de dados

É notório como a convergência entre tecnologia e saúde tem avançado rapidamente, trazendo inovações que revolucionam desde o cuidado ao paciente até a gestão de sistemas de saúde. Entretanto, o que também não faltam são novos desafios, principalmente no que tange à segurança da informação e aos dados pessoais dos pacientes.

No Brasil, assim como globalmente, a ampla transformação digital nos serviços de saúde tem sido acompanhada por um crescimento significativo no número de ataques cibernéticos, tornando a cibersegurança um tema de urgente discussão e necessidade de ação.

Infelizmente, diversos casos recentes deixam claro que as práticas adotadas por muitas instituições ainda não são compatíveis com os riscos aos quais estão expostas, resultando em paralisações em serviços de saúde críticos e até mesmo na exposição de dados pessoais sensíveis de pacientes.

Em meio a uma onda de crimes cibernéticos, empresas no segmento de saúde que negligenciam essa realidade tornam-se alvo prioritário de grupos de criminosos digitais, resultando em impactos que não só afetam a imagem e os resultados financeiros da instituição, mas que, em casos extremos, podem até mesmo pôr em risco vidas humanas.

Cibercrime na saúde

O setor de saúde enfrenta uma crescente ameaça de cibercriminosos em todo o mundo, com um custo estimado de cibercrime para as organizações de saúde ultrapassando US$ 6 bilhões globalmente, de acordo com a pesquisa da Cybersecurity Ventures.

No Brasil, a digitalização acelerada durante a pandemia de Covid-19 aumentou a exposição de dados sensíveis dos pacientes, com uma significativa parcela dos ataques cibernéticos em instituições de saúde. De acordo com um estudo da empresa especializada em risco cibernético Tenable, entre novembro de 2021 e outubro de 2022, 43% dos vazamentos criminosos vieram de endereços brasileiros.

Esse cenário coloca o Brasil como líder em incidentes desse tipo, destacando a urgência de medidas de proteção. Além disso, nos Estados Unidos, as investidas aumentaram 94% em 2021 em comparação com 2020, de acordo com um relatório da reputada companhia de segurança informática Sophos.

Quanto às ameaças enfrentadas, é importante destacar o conceito de “double extortion”. Essa técnica envolve não apenas criptografar os dados, como ocorre no ransomware tradicional, mas também roubar os dados e ameaçar divulgá-los publicamente caso o resgate não seja pago. Essa estratégia cria uma pressão adicional sobre as instituições de saúde, que se veem obrigadas a ceder às demandas dos criminosos para evitar consequências legais e de reputação.

Desafios para o setor de saúde no Brasil

O setor de saúde no Brasil enfrenta desafios singulares em termos de cibersegurança, impulsionados pela sensibilidade dos dados e pela intrincada rede de serviços.

A variedade de sistemas, frequentemente antiquados e diversos, obstaculiza a aplicação de medidas de segurança eficazes, elevando o potencial de incidentes graves.

A introdução de novas tecnologias, como telemedicina e dispositivos conectados, amplia os pontos de vulnerabilidade, enquanto a falta de conscientização sobre cibersegurança entre os profissionais de saúde e as limitações orçamentárias complicam ainda mais a manutenção de defesas sólidas. Apesar dos avanços legislativos, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sua implementação no setor é desafiadora devido à complexidade das informações e às peculiaridades técnicas de cada instituição.

Estratégias de mitigação e proteção de dados

Para enfrentar os desafios de cibersegurança, é essencial adotar uma abordagem abrangente. Isso inclui implementar medidas como criptografia de dados, autenticação multifator e monitoramento contínuo de atividades suspeitas. Essas medidas visam proteger as informações de contra-ataques cibernéticos, garantindo que os dados sensíveis dos pacientes permaneçam seguros e inacessíveis a terceiros não autorizados.

Além disso, a conscientização dos funcionários sobre práticas seguras de TI e os riscos associados aos ataques cibernéticos são fundamentais. Através de programas de treinamento regulares e testes de phishing, os colaboradores podem ser educados e preparados para identificar e responder adequadamente a tentativas de engano. Isso fortalece significativamente a segurança da informação, reduzindo o risco de violações de dados causadas por ações inadvertidas.

Por fim, é importante desenvolver e manter planos de resposta a incidentes cibernéticos que incluam procedimentos de notificação rápida e medidas de contenção. Além disso, garantir a conformidade com a LGPD é uma obrigação legal e moral das instituições de saúde. Ao seguir estas medidas, as instituições podem proteger não apenas a si mesmas, mas também a confiança dos pacientes, garantindo a segurança e privacidade de seus dados de saúde.


*Cláudio Dodt é Sócio e Líder de Prática na Daryus Consultoria, sendo responsável pelos times de consultores de Segurança da Informação, Cibersegurança, Privacidade & Proteção de Dados.

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Assessoria de Comunicação

Quinta, 09 Maio 2024 06:57

CLIPPING AHPACEG 09/05/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Governo e especialistas apoiam futura lei sobre o prontuário eletrônico único

Atlântica Hospitais e Rede D'Or anunciam a criação de uma nova rede hospitalar

Gestão da cadeia de suprimentos farmacêutica: tecnologia e sustentabilidade

MEDICINA S/A

Governo e especialistas apoiam futura lei sobre o prontuário eletrônico único

Representantes do governo federal, de estados e municípios e especialistas em saúde manifestaram apoio e apresentaram, na Câmara dos Deputados, sugestões pontuais à ideia de consolidar em lei federal as regras do prontuário eletrônico único, reunindo informações detalhadas de saúde dos usuários dos sistemas público e privado do País.

A medida está prevista no Projeto de Lei 5875/13, do Senado, e em outros 29 apensados. As propostas estão sendo analisadas pela Comissão de Saúde e têm como relatora a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), que propôs o debate no colegiado.

Na prática, as propostas inserem em lei regras específicas para o funcionamento de estruturas já existentes: a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), a Plataforma SUS Digital e o Cadastro Nacional de Pessoas para a Saúde (CadSUS).

“A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) já fez um relatório [sobre as propostas] que foi aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia. O objetivo aqui não é colocar um relatório para guerrear com o outro, mas fazer um debate muito franco e realmente tirar o que for melhor para o País. Não há pressa em aprovar esse relatório, o importante é que todos sejam ouvidos”, ponderou Adriana Ventura.

SUS Digital
Secretária de informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad lembrou que o processo de implementação do SUS Digital está em andamento no governo federal, com metade do total de R$ 460 milhões já repassados para estados e municípios fazerem o diagnóstico de suas redes de atenção e, em seguida, avaliarem seu nível de preparo para avançar para a saúde digital.

Paula Xavier dos Santos, coordenadora de Informações e Saúde Digital da pasta, avaliou que a rede é o caminho para centralizar e universalizar os dados de saúde. “Essa rede é um sistema que consegue integrar todos os níveis de atenção, desde a atenção primária, passando pela média e alta complexidade e todos os atores de saúde, sejam farmácias, gestores, os diferentes equipamentos de saúde, as UBS, os hospitais, tudo numa só rede, e com isso a gente consegue ter o histórico clínico do paciente”, pontuou.

LGPD
Com detalhamentos mais técnicos sobre o assunto, o presidente da Associação Brasileira de Telessaúde e Telemedicina, Chao Lung Wen, e os representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Felipe Ferré, e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Michael Luiz, chamaram atenção para pontos do projeto envolvendo a inserção, o armazenamento e o compartilhamento dos dados, sobretudo para que o texto respeite as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Chao Lung Wen defendeu ainda que o prontuário eletrônico não seja apenas de dados médicos e sim reúna também registros de saúde, fichas com os dados clínicos mais importantes e permita ainda o compartilhamento de informações para viabilizar análises preventivas por inteligência artificial.

“É preciso orientar realmente em lei que há necessidade de se criar perfis de armazenamento de dados diferentes. Uma coisa é o prontuário hospitalar, outra é o registro de dados, que é mais importante para tomada de decisão”, destacou.

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Atlântica Hospitais e Rede D'Or anunciam a criação de uma nova rede hospitalar


A Atlântica Hospitais e Participações, empresa controlada da Bradseg Participações e parte do Grupo Bradesco Seguros, juntamente com o Grupo D'Or, anunciaram uma nova parceria com foco no crescimento e aprimoramento do setor privado de saúde no País.

A parceria societária se constitui em um Acordo de Investimento entre os grupos, visando a criação e atuação conjunta em uma nova rede hospitalar. Inicialmente serão três hospitais gerais, que já estão em construção pelo Grupo D'Or, com previsão de conclusão até o final de 2024: São Luiz Guarulhos (SP), São Luiz Alphaville (SP) e Macaé D'Or (RJ), os quais receberão investimentos de Atlântica e serão integrados à nova rede hospitalar fruto da parceria entre os grupos, sendo também analisado o potencial desenvolvimento conjunto de futuros novos hospitais em outras praças, em particular em Taubaté e Ribeirão Preto, ambos no Estado de São Paulo.

A nova rede de hospitais terá a sua operação totalmente independente das instituições investidoras. A Atlântica Participações será investidora com 49,99% de participação e Rede D'Or, a qual será a gestora operacional e responsável pelo corpo técnico de profissionais de saúde, terá indiretamente 50,01%. A Parceria está alinhada com a estratégia da Atlântica de investir na cadeia de valor do setor de saúde por meio de parcerias com players estabelecidos na operação de hospitais. Carlos Marinelli, diretor geral da Atlântica Hospitais e Participações, ressalta a importância e os objetivos da parceria: "Com contribuições diferentes, cada qual dentro da sua expertise, essa parceria com a Rede D'Or visa constituir novas soluções que sejam de grande valor para o setor da saúde".

Já Ivan Gontijo, presidente da Bradseg, afirma: "Essa nova rede de hospitais reforça nosso compromisso, através da Atlântica Hospitais e Participações, em estimular a capilaridade de ativos médicos privados e independentes, proporcionando o acesso a serviços de referência em saúde para uma parcela cada vez maior da sociedade".

Luiz Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, ressalta que: "Esta é uma parceria que tem como principal motivação e crença o crescimento e desenvolvimento da saúde suplementar no Brasil. A criação de uma nova rede de hospitais entre grupos tão relevantes amplia a possibilidade de acesso a serviços de qualidade, reforçando a evolução do Grupo Bradesco Seguros com o crescimento e sustentabilidade do setor de saúde".

"É um momento marcante para o setor de saúde brasileiro, visto que duas empresas com longa tradição na área estão unindo forças para suprir uma demanda crescente por hospitais modernos, tecnológicos e eficientes", afirma Paulo Moll, presidente da Rede D'Or.

Dr. Jorge Moll, presidente do Conselho de Administração do Grupo Rede D'Or, destaca que: "A Atlântica D'Or é o resultado da combinação estratégica entre a solidez do Grupo Bradesco Seguros e a experiência em gestão hospitalar da Rede D'Or, trazendo uma nova empresa ao cenário da saúde suplementar no país. Essa colaboração histórica amplia a oferta de serviços de alta qualidade assistencial para mais cidades e reforça o nosso compromisso inabalável com a excelência em saúde para a população brasileira."

A consumação da transação está sujeita ao cumprimento de certas condições usuais em operações desta natureza, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE.

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SAÚDE BUSINESS

Gestão da cadeia de suprimentos farmacêutica: tecnologia e sustentabilidade

Apoiada por avanços tecnológicos e análise de dados, a gestão eficiente no setor farmacêutico garante entrega segura e oportuna de medicamentos, reduz custos e minimiza desperdícios.

Eduardo Zanetti*

A gestão eficaz da cadeia de suprimentos no setor farmacêutico é essencial para garantir a entrega de medicamentos de forma segura e pontual à população e, consequentemente, a qualidade da saúde oferecida às pessoas. Da produção até a dispensação ao paciente, cada etapa deve ser coordenada para garantir o padrão, a integridade e a disponibilidade desses produtos. Com o avanço das tecnologias e a análise de dados, essa jornada pode tornar-se mais ágil e sustentável. Além disso, as inovações podem contribuir para a redução de custos, permitindo uma gestão mais eficiente e econômica.

Tais tecnologias permitem, por exemplo, um controle rigoroso sobre a movimentação dos medicamentos, assegurando, não só a chegada sem atrasos ao destino, mas a sua integridade durante todo o processo. Já a análise de dados aplicada em grande escala pode prever tendências de consumo e ajustar os níveis de estoque das empresas de forma proativa, evitando tanto a escassez quanto o excesso de produtos guardados.

Projetos nessa direção podem levar a uma diminuição de até 25% do tempo médio em que os produtos ficam no estoque, reduzindo custos associados ao armazenamento excessivo ou à obsolescência. Além disso, é possível obter a redução de mais de 50% da ruptura de produtos, ou seja, do número de vezes em que um medicamento está indisponível quando demandado por clientes.

Outro ganho atingido no trabalho envolvendo gestão e tecnologia foi a queda de descartes de produtos, em até 46%. Isso significa uma diminuição de quase metade dos custos associados a medicamentos que foram para o lixo devido a prazos de validade expirados, redução da vida útil ou danos, por exemplo.

Mas alcançar tais números não é tarefa simples. Entender todo o processo é essencial. Durante toda essa cadeia logística, diversos indicadores precisam ser considerados pelas organizações, como o nível de serviço ao cliente, o índice de rotatividade de estoque, a taxa de pedidos atendidos dentro do prazo, os custos logísticos e a taxa de devolução de produtos. Por conta da complexidade dos fatores, barreiras podem ser encontradas.

Dentro desse cenário, as empresas enfrentam diversos desafios com a cadeia logística de suprimentos: regulamentações rigorosas, controle de qualidade, gerenciamento de custos sem perder os padrões de qualidade e segurança, capacidade de rastrear os medicamentos desde a fabricação até a entrega final ao paciente, gestão da demanda de forma precisa para evitar excesso ou falta de estoque, preparo para lidar com emergências e crises, além da integração de inovações tecnológicas.

Avanços tecnológicos e gestão eficaz trazem diversos benefícios

A tecnologia, aliás, desempenha um papel fundamental na gestão eficiente da cadeia de suprimentos, oferecendo diversas aplicações. Isso inclui o uso de sistemas avançados de gestão de estoque e rastreamento, como códigos de barras, IoT (Internet das Coisas) e identificação por radiofrequência (RFID), para um acompanhamento do inventário em tempo real. Tal ferramenta já faz parte da rotina de quase metade (42%) das empresas, de acordo com uma pesquisa realizada em 2022 pelo Instituto de Logística (Ilos).

Por sua vez, a análise de dados e algoritmos de previsão ajudam na antecipação da demanda por medicamentos, melhorando o planejamento da produção e a distribuição. A automação dos processos de coleta de itens em centros de distribuição e embalagem aumenta a eficiência e reduz erros. A tecnologia blockchain pode ser aplicada para garantir rastreabilidade e autenticidade dos medicamentos, combatendo a falsificação e reforçando a segurança na correta dispensação dos produtos.

Tais estratégias, quando bem aplicadas, garantem que os medicamentos certos estejam disponíveis no momento e local adequados, melhorando o acesso dos pacientes aos tratamentos necessários. Além disso, podem ajudar a reduzir os custos associados ao transporte, armazenamento, manuseio de estoque e desperdício, bem como os tempos de ciclo, melhorando a precisão do inventário e aumentando a produtividade.

Uma gestão adequada da cadeia de suprimentos pode ainda garantir a integridade dos medicamentos, desde a fabricação até a entrega final ao paciente, reduzindo os riscos de adulteração, contaminação, uso inadequado ou danos durante o transporte e o armazenamento. Dessa forma, a governança soberana de todo esse processo é fundamental para o cumprimento do propósito de melhorar a saúde da população.

*Eduardo Zanetti, diretor sênior da Falconi para Indústria Farmacêutica

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Assessoria de Comunicação

Quarta, 08 Maio 2024 07:00

CLIPPING AHPACEG 08/05/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Prefeitura de Goiânia atrasa repasse de R$ 3 milhões de verba federal para clínicas de hemodiálise

Saúde dos olhos

AstraZeneca para de fabricar e distribuir vacina contra a Covid

STJ dá recado aos planos de saúde com decisão que nega reajuste por aumento de sinistralidade

Cremego alerta a população e autoridades sobre os riscos desmantelamento da saúde pública em Goiânia



JORNAL OPÇÃO

Prefeitura de Goiânia atrasa repasse de R$ 3 milhões de verba federal para clínicas de hemodiálise

Prefeitura diz que pagamentos referentes a serviço prestado em fevereiro foram realizados nesta terça-feira

O atraso da Prefeitura de Goiânia no pagamento das verbas do Ministério da Saúde às clínicas de hemodiálise de Goiânia coloca em risco o tratamento de quase 2 mil pacientes renais crônicos. O Paço deixou de repassar R$ 3 milhões referente ao tratamento realizado no mês de fevereiro para as nove clínicas que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Mesmo com as dramáticas condições de recursos, as clínicas continuam atendendo pacientes com doença renal crônica – sem garantir até quando conseguirão manter. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse que os pagamentos de fevereiro foram feitos hoje, 7, e que o valor não estava atrasado. Confira a resposta na íntegra abaixo.

Viviane Elizabeth de Oliveira, vice-presidente regional da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) alerta que a suspensão, mesmo que temporária, dos tratamentos coloca em risco a vida dos pacientes. “Se você suspende esse tratamento por 7 dias, os pacientes podem morrer. Tentamos reuniões com o secretário de Saúde, mas nunca somos recebidos”, lamenta.

As clínicas, no entanto, não devem suspender o tratamento. Esse problema crônico no pagamento dos repasses não é exclusividade de Goiânia, mas Viviane aponta que alguns municípios tem um olhar mais atencioso com esses pacientes. “Em Rio Verde, por exemplo, onde tem um prefeito que é nefrologista e que entende a importância do tratamento, nunca tivemos problemas e ele ainda faz uma recomposição, tendo em vista que o Ministério da Saúde paga bem abaixo da tabela de procedimentos”, compara.

Repasse já estava no caixa da Prefeitura

Gestora de uma das clínicas de hemodiálise em Goiânia explica que o valor destinado para o pagamento já foi repassado pelo Governo Federal ao município no dia 2 de abril conforme consta no detalhamento de pagamento do Portal da Transparência do Governo Federal feito ao Fundo Municipal de Saúde. “Deveria ter sido usado para pagar as clínicas em cinco dias. Estamos entrando em maio e não recebemos o de fevereiro, chegamos ao limite do limite. Prestamos um atendimento muito especializado, que tem um alto custo”, diz a gestora que prefere não se identificar.

O Fundo Nacional de Saúde efetuou em 29 de abril o pagamento referente aos serviços prestados em março/2024. “O Ministério da Saúde cumpre o cronograma e paga regularmente em dia e o gestor não sofre nenhuma penalização por não efetuar o repasse, isto precisa ser mudado. A ABCDT alerta que o atraso no repasse do pagamento da terapia renal substitutiva (TRS) pelas Secretarias de Saúde às clínicas conveniadas ao SUS está entre os problemas recorrentes na nefrologia, tanto nos governos estaduais, quanto nos municipais, em todo o país. Muitos gestores no Brasil chegam a atrasar em mais de 40 dias o repasse após a liberação do recurso pelo Ministério da Saúde – sendo que de acordo com a legislação, o pagamento deveria ser feito em cinco dias úteis”, explica o presidente da ABCDT, doutor Yussif Ali Mere Júnior.

Frente ao cenário nefrológico atual, a ABCDT vem lutando pelo fim dos atrasos de repasses e reitera a importância das Secretarias manterem-se dentro do prazo legal da Portaria Ministerial e respeitarem os recursos do Fundo Nacional de Saúde destinados à nefrologia.

“Nossa maior preocupação hoje são as clínicas desistirem de atender ao SUS. E aí pode ocorrer menor oferta de tratamento à população, o que vira um grande problema, porque os pacientes renais dependem única e exclusivamente das sessões de hemodiálise para sobreviverem”, finaliza Yussif.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse que os pagamentos foram feitos e devem ser compensados para as clínicas até esta quarta-feira, 7.

Confira a nota na íntegra

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que os pagamentos referentes à fevereiro foram feitos nesta terça-feira-feira (6/5) e serão compensados para as clínicas até amanhã. Importante esclarecer que o pagamento não estava em atraso, pois o Ministério da Saúde sempre faz repasse após 60 dias do serviço prestado, isso de todos os prestadores SUS, não só hemodiálise. Os pagamentos feitos hoje são com recursos que chegaram no dia 30/4. Como houve o feriado do dia primeiro, somente agora foram concluídos os trâmites para liberação. Os pagamentos de março, o MS envia no último dia de maio e assim sucessivamente. 

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PORTAL ALEGO

Saúde dos olhos

07 de Maio - Dia do Oftalmologista - A data tem o objetivo de homenagear os profissionais que atuam na promoção da saúde ocular. Na Alego, além de debates sobre o assunto, são promovidas ações que contam com atendimentos oftalmológicos gratuitos.

Em 7 de maio é celebrado, em âmbito nacional, o Dia do Oftalmologista. A data foi instituída em São Paulo no ano de 1968, por meio do deputado Antonio Salim Curiati, em função da criação da Sociedade de Oftalmologia de São Paulo, fundada em 1930. Somente em 1986, entretanto, com a portaria nº 398, passou a ser celebrada em todo o Brasil. 

De acordo com o oftalmologista Clausmir Jacomini, trata-se de uma data que reconhece o importante papel do profissional “que tanto luta, estuda e investe em tecnologia para garantir  a melhor visão à população”.

O presidente da Comissão de Saúde na Alego, deputado Gustavo Sebba (PSDB), evidencia o trabalho realizado por esses profissionais como de grande relevância para a sociedade. "Reconheço a importância crucial do trabalho dos profissionais de oftalmologia em nosso estado. São eles que garantem que a visão, um dos sentidos mais preciosos, seja cuidada e preservada”, disse. 

A oftalmologia e seus desafios

Oftalmologista há 40 anos, com especialização e doutorado pelo Hospital São Geraldo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais e pós-doutorado em Oftalmologia pela Universidade de Paris, na França, Jacomini, que atua na equipe do Instituto Panamericano da Visão (IPVisão), explica que a oftalmologia está voltada ao bem estar por meio da saúde ocular.

“É uma especialidade muito delicada dentro da medicina, que trabalha com um dos órgãos sensitivos principais”, afirmou, com a ressalva de que “a visão é o que permite que criemos uma relação com o mundo exterior a nós, em 80%.

O especialista destaca que a medicina, de modo geral, se desenvolveu nos últimos 30 anos mais do que nos últimos 3 mil anos. “Dentre as especialidades médicas, uma das que mais têm se desenvolvido é a oftalmologia”, disse.

Por esse motivo, um dos maiores desafios da profissão, segundo o oftalmologista, é estar em constante estudo para atualização dos tratamentos, de acordo com os avanços que ocorrem de forma constante. “Os olhos tiveram muitos recursos recentes, que melhoraram muito o prognóstico no tratamento das várias doenças que afetam a visão”, celebrou.

Outro desafio enfrentado, que também torna a profissão atrativa, conforme Jacomini, são as pequenas estruturas que formam o sistema ocular. “Dentro dos olhos, cada estrutura está distante da outra um ou dois milímetros e o cirurgião oftalmológico tem o desafio de entrar nessa seara e deixar essas estruturas melhores do que antes. É atrativo e desafiador fazer parte desse processo de tamanha importância”.

Cuidados com os olhos

Jacomini elencou os cuidados que devem ser tomados para a manutenção da saúde ocular. Dentre elas, está a consulta de rotina ao oftalmologista, que deve ser realizada, de acordo com o especialista, uma vez por ano, sobretudo para pessoas acima dos 40 anos de idade.

O médico também deve ser procurado em caso de sintomas, tais como: lacrimejamento, visão dupla, dor de cabeça, dificuldade com luzes, dor nos olhos, pupilas em tamanhos diferentes, vista cansada, falta de percepção correta das cores, manchas na visão, dentre outros.

No dia a dia, ainda devem ser tomados cuidados que visam à promoção da saúde ocular. De modo geral, estão, segundo Jacomini, uma boa noite de sono, com cerca de oito horas por dia. Deve-se evitar, também, o consumo excessivo de álcool e fumo e ampliar a ingestão de determinados nutrientes, como frutas, verduras e castanhas.

Outras ponderações apontadas pelo oftalmologista, são: usar óculos escuros para exposição ao sol, ter um cuidado com o uso excessivo de telas, não rejeitar o uso de óculos de grau, caso necessite, não utilizar colírios sem recomendação médica, não colocar ou retirar lentes de contato sem as devidas orientações, além de manter a higiene da região ocular e evitar coçar ou colocar as mãos nos olhos.

Políticas públicas

O especialista enaltece, ainda, as políticas públicas voltadas à atenção básica dos olhos, apesar dos poucos artifícios existentes no sistema. “A oftalmologia é uma especialidade que depende fundamentalmente de tecnologia de ponta para ser melhor aplicada. Lamentavelmente, o sistema público não dispensa recursos e materiais para que essa tecnologia avançada esteja à disposição para a grande população. Apesar disso, existe um esforço das autoridades para fazer o melhor possível e atender, de forma básica, à população”, disse.

Atuação parlamentar

Presidente da Comissão de Saúde na Alego, que debate sobre assuntos voltados para a promoção da saúde pública goiana, dentre elas, a ocular, Gustavo Sebba salienta que a Casa de Leis valoriza o compromisso e a dedicação dos oftalmologistas em atuação no Estado de Goiás que, por meio de “expertise e cuidado, promovem a saúde ocular e a qualidade de vida da população goiana". 

Em reconhecimento à importância do profissional e com o intuito de promover esse cuidado, a Alego realiza, de forma periódica, atividades que levam atendimentos médicos, dentre eles, oftalmológicos, para determinadas regiões do Estado, como, por exemplo, o programa Deputados Aqui, realizado em municípios goianos. A ação é realizada por meio do Sesc Visão, que viabiliza, ainda, a produção e a entrega gratuita de óculos de grau para pessoas carentes.

Outros atendimentos semelhantes são promovidos de forma individual, por parlamentares, como o “Mutirão da Saúde”, realizado pelo deputado José Machado (PSDB) em diversas regiões de Goiás, e o Gabinete Itinerante, de Cristiano Galindo (Solidariedade).

Projetos Parlamentares

A deputada estadual Bia de Lima (PT), apresentou na Alego projeto de lei, que determina a obrigatoriedade da realização do teste de acuidade visual nas escolas de ensino fundamental públicas e privadas de Goiás, visando a prevenção da ambliopia.

A ambliopia é uma alteração da visão central que ocorre pela falta de estimulação das células cerebrais relacionadas com o olho e que se desenvolvem na infância. São muitas as causas que podem produzir a disfunção, que acontece quando, por alguma razão, o olho não consegue melhorar a visão mesmo usando a correção (óculos). A ambliopia é detectada quando se identifica uma diferença de visão entre os dois olhos.

Conforme o projeto, o teste deve ser realizado anualmente, em todas as crianças matriculadas, e poderá ser realizado pelos professores, médico oftalmologista ou ainda por uma empresa especializada em triagem oftalmológica, a depender do critério adotado pela direção da instituição.

Outro projeto apresentado na Alego com atenção especial à saúde dos olhos é do deputado Veter Martins (PRD), que propõe ao poder público estadual, a implantação de atendimento prioritário às pessoas acometidas com ceratocone nas unidades prestadoras de serviços de saúde.

A ceratocone é uma condição oftalmológica caracterizada pelo afinamento e protrusão progressiva da córnea, levando a uma deformidade em forma de cone. A condição pode resultar em uma série de complicações visuais significativas, como astigmatismo irregular, miopia e visão embaçada, afetando significativamente a qualidade de vida do paciente.

Paulo Cezar Martins (PL), quer instituir a Política Estadual de Prevenção do Câncer de Retinoblastoma em Goiás. Retinoblastoma é um tumor maligno raro, originário das células da retina – parte do olho responsável pela visão – e que pode comprometer todo o sistema ocular.  

O objetivo do projeto é conscientizar a população e garantir o tratamento adequado da doença, com a realização de campanhas educativas, inclusive na rede pública e privada de educação e a ampliação dos serviços de atendimento público de saúde, com oferta de exames clínicos, laboratoriais e específicos para crianças com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce) ou em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de desenvolvê-la. 

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FOLHA DE S.PAULO

AstraZeneca para de fabricar e distribuir vacina contra a Covid


Farmacêutica afirma que há excedente de imunizantes atualizados disponíveis atualmente

A farmacêutica AstraZeneca parou de fabricar a vacina contra a Covid-19, segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Telegraph e confirmadas pela Folha.

Em nota divulgada para a imprensa, a farmacêutica afirmou que foram desenvolvidas múltiplas vacinas contra variantes da doença e há um excedente de imunizantes atualizados disponíveis. Isso, segundo a empresa, levou a uma diminuição da procura pela AstraZeneca, que parou de ser fabricada e distribuída.

A farmacêutica diz ainda que vai trabalhar com os órgãos reguladores e parceiros para alinhar a conclusão dessa etapa de enfrentamento à pandemia.

"De acordo com estimativas independentes, mais de 6,5 milhões de vidas foram salvas só no primeiro ano de utilização e mais de três bilhões de doses foram distribuídas", diz a nota da empresa. "O nosso trabalho foi reconhecido pelos governos de todo o mundo e é amplamente considerado como tendo sido um componente crítico para acabar com a pandemia global".

No início do mês, a circulação de informações sobre documentos judiciais em que a farmacêutica teria admitido um efeito colateral muito raro causado pela vacina levou o Ministério da Saúde brasileiro a divulgar um comunicado sobre a segurança do imunizante.

Segundo o ministério, grupos e páginas antivacina espalharam conteúdos enganosos sobre o ocorrido.

O comunicado afirma que após o uso em massa da vacina da AstraZeneca foi identificado um "evento adverso muito raro, o que significa menos de um caso para cada 10 mil doses administradas, chamado Síndrome de Trombose com Trombocitopenia." São casos incomuns de coagulação sanguínea associados a baixas contagens de plaquetas.

O fato, segundo o órgão federal, ocorreu em 2021, quando a Agência Europeia de Medicamentos concluiu que casos de coágulos sanguíneos que surgiram em vacinados pela AstraZeneca deveriam ser listados como efeitos colaterais "muito raros".

No ano passado, a Fiocruz, que produz a AstraZeneca no Brasil, afirmou que os efeitos adversos são extremamente raros e possivelmente associados a fatores de risco individuais.

"É muito importante entender que os eventos trombóticos e tromboembólicos associados à infecção SARS-CoV-2, observados nos pacientes com Covid-19, são muito maiores quando comparados aos eventos supostamente atribuíveis à vacinação ou imunização", diz o comunicado do Ministério da Saúde. "Isso significa que o risco de tromboembolismo venoso é duas a seis vezes maior em pacientes que pegaram Covid-19 do que em pessoas sem a infecção. E isso não tem nada a ver com a vacinação contra a doença".

A Fiocruz disse nesta terça-feira (7) que não tem nenhuma informação sobre a decisão da AstraZeneca de parar de fabricar a vacina.

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GAZETA DA SEMANA

STJ dá recado aos planos de saúde com decisão que nega reajuste por aumento de sinistralidade


Natália Soriani*

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu um novo e importante precedente na legislação brasileira sobre o Direito do Consumidor e os contratos de plano de saúde. Decisão recente da Corte considerou abusivo o reajuste de plano de saúde por aumento de sinistralidade e decidiu aplicar o índice de reajuste adotado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para planos individuais e familiares.O Direito do Consumidor, regulamentado principalmente pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), estabelece a proteção contra práticas abusivas e cláusulas contratuais injustas. Dentro desse contexto, o aumento exorbitante ou sem justificativa clara nas mensalidades dos planos de saúde pode ser considerado uma prática abusiva, uma vez que compromete o equilíbrio contratual entre as partes e impõe ao consumidor desvantagens exageradas.A sinistralidade, que se refere à relação entre o valor gasto pela operadora do plano de saúde com os atendimentos e o valor arrecadado com as mensalidades, é um dos fatores considerados pelas operadoras na hora de definir o reajuste das mensalidades.

Contudo, a decisão do STJ de aplicar o índice de reajuste da ANS, que regula os planos individuais e familiares, aos casos de reajuste por sinistralidade, indica que a justiça entende que deve haver um limite para esses aumentos, assegurando assim a manutenção do contrato sem onerar excessivamente o consumidor.É importante destacar que a ANS é o órgão regulador dos planos de saúde no Brasil e tem como uma de suas atribuições definir os índices máximos de reajuste para os planos individuais e familiares. Embora os planos coletivos não estejam submetidos diretamente a esses índices, a decisão do STJ sinaliza que o Poder Judiciário pode intervir para garantir a razoabilidade e a proporcionalidade dos reajustes, alinhando-os, quando necessário, aos parâmetros estipulados para os planos individuais e familiares.Neste contexto, a estratégia para lidar com casos similares envolveria, inicialmente, a análise detalhada do contrato firmado entre o consumidor e a operadora do plano de saúde, verificando as cláusulas sobre reajuste e comparando-as com a prática de mercado e os índices da ANS.

Caso se identifique uma discrepância significativa que configure abusividade, seria possível buscar a revisão do reajuste por meio da justiça, com base na legislação consumerista e nos precedentes judiciais.
Portanto, esse entendimento do STJ reforça a necessidade de se garantir práticas justas e equilibradas nas relações contratuais de plano de saúde, protegendo o consumidor contra aumentos considerados abusivos e assegurando o seu direito a um serviço de saúde acessível e de qualidade.

*Natália Soriani é especialista em Direito da Saúde e sócia do escritório Natália Soriani Advocacia

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CREMEGO

Cremego alerta a população e autoridades sobre os riscos desmantelamento da saúde pública em Goiânia

“A saúde pública em Goiânia caminha a passos largos para o caos e, em breve, uma crise sem precedentes pode atingir a capital, causando mortes e mais sofrimento à população”.

Por trás deste alerta da presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Sheila Soares Ferro Lustosa Victor, está a indiferença dos gestores municipais diante da crise que afeta as unidades públicas de saúde da capital e já compromete a assistência a milhares de adultos e crianças, provocando o agravamento de doenças não tratadas e causando a morte de pacientes.

Fiscalizações rotineiras do Cremego revelam a superlotação das unidades de saúde, a falta de segurança para profissionais e pacientes, escassez de medicamentos e materiais e o sucateamento da estrutura física dos prédios.

A situação vem sendo agravada pela demissão em massa de médicos experientes, cujos contratos venceram ou estão vencendo e não serão renovados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que insiste na contratação de empresas para a prestação de serviços médicos.

Os problemas são antigos e, somente na atual gestão do Cremego, vêm sendo pauta de reuniões com o secretário de Saúde do Município desde outubro passado. “Já conversamos, apresentamos as reivindicações e sugestões, debatemos o assunto com os médicos e gestores, mas nada foi feito”, afirma a presidente.

Sheila Soares Ferro Lustosa Victor diz que o alerta de agora é um pedido de socorro ao prefeito Rogério Cruz, ao secretário Wilson Pollara, ao Ministério Público do Estado, ao Ministério da Saúde e a todos os órgãos responsáveis por garantir à população o acesso a uma saúde pública de qualidade.

“Mais pessoas vão morrer e outras vão sofrer com a falta de tratamento adequado e não podemos nos calar diante disso”, afirma, ressaltando que o Cremego já extrapolou suas competências legais em busca de soluções, mas sem retorno. “Esperamos que ouçam o nosso pedido de socorro”, desabafa a presidente.

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Assessoria de Comunicação

AHPACEG CONVITE site

 

A Ahpaceg informa que, devido ao aumento expressivo no atendimento a pacientes com suspeita ou diagnóstico de dengue na capital e no interior, o tempo de espera nos prontos-socorros dos hospitais associados está acima do normal.

Temos trabalhado de forma intensa para minimizar essa espera por atendimento, mas nossa capacidade de ampliação dos serviços está no limite.

Além da demanda extra decorrente da epidemia de dengue e do aumento de casos de influenza, continuamos com o atendimento normal, que segue as normas da classificação de riscos.

Reafirmamos o nosso compromisso de sempre trabalhar para oferecer o melhor à população e contamos com a compreensão de todos.

Também reiteramos o apelo para que todos façam a sua parte no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti para que possamos superar esse momento crítico.

Terça, 07 Maio 2024 08:33

CLIPPING AHPACEG 07/05/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Pacientes reclama de unidades de saúde lotadas e demora na transferência em Goiânia

Levantamento aponta que existem 536 startups de saúde ativas no Brasil

Rede D'Or São Luiz encerra primeiro trimestre de 2024 com lucro líquido de R$ 840,3 milhões, alta de 176% em relação a 2023

Tecnologia aplicada à saúde traz segurança e eficiência aos centros cirúrgicos

TV ANHANGUERA

Pacientes reclama de unidades de saúde lotadas e demora na transferência em Goiânia

https://globoplay.globo.com/v/12575702/

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MEDICINA S/A

Planos de saúde ganham mais de 800 mil usuários em um ano

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que nos planos médico-hospitalares houve crescimento de 868.746 beneficiários em relação a março de 2023. Já no comparativo de março deste ano com fevereiro de 2024, houve um aumento de 152.393 usuários.

No caso dos planos exclusivamente odontológicos, somaram-se 2.207.213 beneficiários em um ano, embora tenha ocorrido uma queda de 68.097 usuários na comparação de março deste ano com o mês anterior.

Em março de 2024, o setor registrou 51.035.365 de usuários em assistência médica e 32.734.438 em planos exclusivamente odontológicos.

Em relação aos estados, no comparativo com março de 2023, o setor registrou evolução de beneficiários em planos de assistência médica em 26 unidades federativas, sendo Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo os estados que tiveram o maior ganho em números absolutos. Entre os odontológicos, 26 unidades federativas registraram crescimento no comparativo anual, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná os estados com maior crescimento em números absolutos. 

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Levantamento aponta que existem 536 startups de saúde ativas no Brasil

Liga Ventures, rede de inovação aberta da América Latina, em parceria com a Unimed Fesp, anunciam o lançamento do estudo que mostra a evolução das healthtechs no país. Ao todo, foram mapeadas 536 startups que estão ativas e utilizam diferentes tecnologias com o objetivo de transformar o setor de saúde e entregar melhores soluções e produtos para a população.

O levantamento aponta que elas estão divididas em 35 categorias, sendo que as principais são gestão de processos (7,28%); planos e financiamento (7,28%); bem-estar físico e mental (6,53%); buscadores e agendamentos (6,53%); exames e diagnósticos (5,41%); inteligência de dados (4,66%); capacitação, informação e educação (4,29); prontuário, prescrição e triagem (3,73%); novos medicamentos e tratamentos (3,73%); saúde no trabalho (3,73%); infraestrutura para telemedicina (3,54%); doenças crônicas (3,36%); seniortechs (3,36%); marketplace de medicamentos e equipamentos (3,17%).

Em relação ao ano de fundação das startups, cerca de 1% delas foram criadas entre 2020 e 2023. Já as principais categorias de healthtechs ativas fundadas de 2020 a 2024 foram bem-estar físico e mental (10%); planos e financiamentos (10%); buscadores e agendamentos (8%); Inteligência de dados (8%) e seniortechs (6%). Sobre os investimentos no setor, foram realizados 83 deals entre janeiro de 2023 e abril de 2024, que movimentaram cerca de R$ 1 bilhão.

O estudo mostra também que 89 startups participantes aplicam inteligência artificial em suas soluções com o intuito de analisar e processar imagens, personalizar tratamentos, realizar pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e terapias, monitorar pacientes, dar previsão e rastreabilidade de surtos e doenças e hiper personalização da jornada do paciente.

“O setor tem mudado muito nos últimos anos, principalmente com a avanço da tecnologia e as inovações que estão surgindo neste segmento para ajudar as instituições de saúde e os médicos desde o diagnóstico até o tratamento e trazer benefícios para a jornada dos pacientes. Mas, mesmo diante de tantas vantagens ainda há muitos desafios a serem enfrentados. Pensando em atender essa demanda, o estudo traz insights diferentes e análises minuciosas que vão ajudar a melhorar o sistema de saúde no país”, analisa Guilherme Massa, cofundador da Liga Ventures.

O estudo traz também as regiões com maior distribuição de startups ativas. No primeiro lugar do ranking está São Paulo (38%); Rio de Janeiro (7%); Belo Horizonte (7%); Porto Alegre (5%); Curitiba (4%); Ribeirão Preto (4%); Florianópolis (3%); Recife (3%); Campinas (3%) e Vitória (3%).

Outro dado interessante se refere à análise da maturidade das healthtechs mapeadas, onde 40% são emergentes, 28% estão estáveis, 16% são nascentes e 16% delas disruptores. Com relação às tecnologias mais aplicadas, destacam-se Telemedicina (23%); Data Analytics (22%); API (18%); Inteligência Artificial (17%) e Banco de Dados (15%). Já referente ao público-alvo, o estudo mostra que 49% das startups têm como foco o mercado B2B.

“O monitoramento constante da evolução das healthtechs, como demonstrado neste estudo, é de extrema importância para as empresas que desejam se manter relevantes no mercado atual. A análise minuciosa das startups ativas e das tecnologias aplicadas não apenas possibilita a identificação de oportunidades de negócios sinérgicos, mas também auxilia na entrega de soluções e produtos inovadores para a população. Estar atento a novas tecnologias e abordagens contribui significativamente para a melhoria do sistema de saúde no país, trazendo benefícios para a jornada dos pacientes e impulsionando avanços na área da medicina”, afirma Ivisen Lourenço, Head de Inovação e Investimentos FespPart.

Para realizar o estudo foram utilizados dados da ferramenta Startup Scanner, plataforma criada pela Liga Ventures que identifica e acompanha dados de startups do Brasil e América Latina para que grandes empresas, pesquisadores e empreendedores possam entender as movimentações do mercado e encontrar oportunidades de negócios sinérgicos à sua atuação.

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DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Rede D'Or São Luiz encerra primeiro trimestre de 2024 com lucro líquido de R$ 840,3 milhões, alta de 176% em relação a 2023

A Rede D'Or São Luiz, uma das maiores redes de hospitais do país, divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2024, mostrando um lucro líquido impressionante de R$ 840,3 milhões. Esse número considera a incorporação da SulAmérica, concluída em dezembro de 2022, e representa um aumento de 176% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Além disso, o lucro líquido ajustado, que exclui o efeito contábil da amortização do valor das carteiras assumidas em combinações de negócios com a SulAmérica, chegou a R$ 892,9 milhões, um avanço de 138,8% em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado também apresentou um crescimento significativo, totalizando R$ 2,181 bilhão, o que representa um aumento de 35% em relação ao mesmo período do ano passado.

A margem Ebitda ajustado ficou em 17,6%, um aumento de 3,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A receita líquida da empresa foi de R$ 12,373 bilhões, uma alta de 9,3% em comparação com o mesmo período de 2023.

No que diz respeito à parte financeira, o resultado foi marcado por um saldo negativo de R$ 403,5 milhões no trimestre, uma redução de 25,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso se deveu principalmente a menores despesas financeiras causadas pela queda da taxa do CDI, que encerrou o período em 2,62%.

Em relação à dívida, a Rede D'Or fechou o trimestre com uma dívida bruta de R$ 33,236 bilhões, uma redução de 2,5% em relação a dezembro de 2023. Já a dívida líquida alcançou R$ 11,616 milhões, um aumento de 0,8% na mesma base de comparação. O índice de alavancagem da empresa atingiu 1,7x, contra 1,8x em dezembro.

No lado operacional, a Rede D'Or terminou o primeiro trimestre com 11.737 leitos totais, um aumento de 225 leitos em relação ao mesmo período do ano anterior. A taxa de ocupação dos leitos hospitalares atingiu 79,7%, uma alta de 1,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Em resumo, a Rede D'Or São Luiz apresentou resultados financeiros sólidos no primeiro trimestre de 2024, reforçando sua posição como uma das principais empresas do setor de saúde no Brasil. Com a incorporação da SulAmérica, a empresa ampliou sua presença e viu seus números crescerem de forma significativa, demonstrando a força e a solidez de seu negócio. Este desempenho positivo deve contribuir para a continuidade do crescimento e da expansão da Rede D'Or no mercado brasileiro.

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PORTAL AB NOTÍCIAS

Tecnologia aplicada à saúde traz segurança e eficiência aos centros cirúrgicos


No dia do Instrumentador Cirúrgico, especialista aponta as principais características da profissão e os avanços na área

A tecnologia aplicada à saúde está revolucionando os centros cirúrgicos, possibilitando o desenvolvimento de diagnósticos mais precisos, tratamentos personalizados e aprimorando a eficiência de diferentes procedimentos médicos.

"Os avanços tecnológicos permitiram a produção de equipamentos médicos mais modernos, como mesas cirúrgicas, monitores, mobiliário, focos cirúrgicos e instrumentos para cirurgias minimamente invasivas, que, além de serem mais eficientes, também trazem mais segurança e eficiência aos profissionais da saúde e pacientes", informa Luciana Gutierrez, Instrumentadora cirúrgica especializada em Neurocirurgia.

No dia 6 de maio é celebrado o Dia do Instrumentador Cirúrgico, responsável por controlar os materiais imprescindíveis para a realização de procedimentos cirúrgicos. De acordo com a Associação Nacional de Instrumentadores Cirúrgicos, há cerca de 80 mil profissionais em atuação no país.

A profissão surgiu no final do século XIX, nos Estados Unidos, onde médicos cirurgiões contavam com a ajuda de enfermeiros ou assistentes para preparar e entregar os instrumentos cirúrgicos no ato de uma cirurgia. Com o desenvolvimento da medicina, as cirurgias ficaram cada vez mais complexas, com isto, se fez necessária a formação de profissionais capacitados para a instrumentação cirúrgica.

No Brasil, o projeto de lei PL 642/2007 solicita a regulamentação do Instrumentador Cirúrgico como profissional responsável durante o ato operatório, atribuindo funções e responsabilidades específicas nos procedimentos. "Nós somos responsáveis por toda a logística da sala, pela checagem, montagem e organização de todos os itens da mesa de instrumentação cirúrgica. Além disso, precisamos conhecer o passo a passo de cada cirurgia, visto que elas podem variar dependendo da especialidade do médico", relata Luciana.

A adaptação das novas ferramentas nos Centros Cirúrgicos contribui para uma maior eficiência nas cirurgias, otimizando o trabalho de toda a equipe médica, aumentando a produtividade do hospital e tornando os procedimentos mais seguros e os resultados mais eficazes para os pacientes. "Na minha área de especialização, a neurocirurgia, uma das evoluções mais recentes é o neuronavegador, aparelho com formato de uma caneta que auxilia cirurgias cerebrais com menor invasão, através de um software que consegue unir a imagem da ressonância magnética a anatomia do paciente em tempo real, podemos dizer que é semelhante a um GPS". Outro exemplo são os hemostáticos, aplicado diretamente durante uma cirurgia para ajudar a conter o sangramento, e, com sua modernização, permitiu um maior controle de sangramento possibilitando maior segurança e menor risco de vida ao paciente. "São os cuidados do instrumentador que garantem a diminuição dos índices de contaminação e de infecção pós-operatórias, e na redução do tempo da cirurgia", finaliza.

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 06 Maio 2024 07:06

CLIPPING AHPACEG 04 A 06/05/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Aderência a planos de saúde com coparticipação sobe para 53% no Brasil

Goiás busca se tornar referência nacional no tratamento de câncer

Cursos de medicina privados carecem de estrutura e professores qualificados em Goiás

Artigo - Inovações e perspectivas da IA nos diagnósticos por imagem

JPR 2024 evidencia tecnologias de ablação

SAÚDE DEBATE

Aderência a planos de saúde com coparticipação sobe para 53% no Brasil


Avaliar se o plano de saúde com coparticipação vale a pena é um dos desafios de pessoas físicas, MEI, empresários e profissionais de RH para escolher o convênio médico ideal. Por ser uma opção que costuma oferecer mensalidades menores, é uma alternativa viável para parte da população interessada em contratar o serviço e com valores mais acessíveis. O que muda é o modelo de cobrança - além da mensalidade, o beneficiário pagará uma taxa ou percentual sobre os serviços utilizados. Segundo o estudo Balanço Observatório da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), a coparticipação apresenta maior crescimento no setor. O número saltou de 48,49%, em 2019, para 53,10%, em 2023, no Brasil.

Os serviços com coparticipação no plano de saúde funcionam para as três modalidades de contratação (individual, coletivo empresarial e coletivo por adesão). O que muda é a forma de pagamento. Além da mensalidade, o beneficiário pagará um valor adicional por cada procedimento ou tratamento realizado. Dessa forma, consultas, exames, procedimentos ou internações são cobrados à parte, com um valor diferenciado que varia de operadora para operadora, mas costuma ser mais baixo que o de uma consulta particular ou de uma mensalidade de plano com cobertura completa.

Há ainda empresas turbinando o modelo padrão de coparticipação e inovando para torná-lo mais atrativo. Por exemplo, para a Sami, revolução dos planos de saúde, mesmo aos clientes que optarem pela coparticipação sempre haverá a entrega do cuidado coordenado. "Sem nenhum custo a mais, oferecemos via telemedicina ou presencialmente em alguma de nossas unidades físicas, acesso ao Time de Saúde (formado por médico(a), enfermeiro(a) e coordenador(a) de cuidado). Além disso, também garantimos a manutenção das terapias mais complexas, como tratamento de câncer ou hemodiálise, e exames com coleta domiciliar", explica Gustavo Costa, diretor comercial da healthtech.

A coparticipação é bastante utilizada por pequenas e médias empresas e microempreendedores individuais (MEIs) por normalmente ter um preço mais acessível. A cobrança é geralmente feita em cima dos procedimentos realizados e os valores não devem ultrapassar a mensalidade paga pelo beneficiário. Ou seja, o usuário tem como prever quanto terá que pagar no fim do tratamento. Ainda sobre o pagamento, o valor não é pago diretamente ao prestador credenciado de serviços (médico, clínica, laboratórios, hospitais, etc.). A cobrança do valor adicional, referente à coparticipação, é feita pela operadora do plano de saúde, com a mensalidade ou em um boleto à parte", detalha Gustavo Costa.

Principais vantagens do plano com coparticipação:

O valor da mensalidade tende a ser mais em conta do a de um plano comum;

A cobertura é a mesma de um plano comum;

São ideais para beneficiários sem dependentes;

As operadoras de planos de saúde podem oferecer descontos, bônus ou outras vantagens aos consumidores que mantiverem bons hábitos de saúde;

Maneira de incentivar as pessoas a usarem o plano de forma consciente e sustentável e irem ao médico quando realmente precisam, mas não apenas em casos de emergência;

Segundo o Diretor Comercial da Sami, Gustavo Costa, é fundamental saber previamente tudo que está contemplado no pacote de benefícios do plano contratado. "Em caso de dúvidas sobre a tabela de custos ou valores a serem cobrados na coparticipação, a operadora de saúde deve informar claramente as informações solicitadas, além de disponibilizar um canal onde seja possível consultar um extrato detalhando as informações sobre os serviços realizados", conclui.

Vale ressaltar que o percentual máximo a ser cobrado do beneficiário não poderá ultrapassar 40% do valor monetário do procedimento ou evento em saúde efetivamente pago pela operadora, conforme a RN n.º 433.. O site da ANS disponibiliza o "Espaço do Consumidor", com informações abrangentes sobre operadoras de saúde e os serviços que elas oferecem.

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JORNAL OPÇÃO

Goiás busca se tornar referência nacional no tratamento de câncer

O Governo de Goiás busca ser estado uma referência nacional no tratamento contra o câncer, com projetos para buscar reconhecimento do Ministério da Saúde. Destaca-se a construção do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), localizado em Goiânia, e o recente credenciamento do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

A iniciativa visa ampliar o acesso ao tratamento para a população goiana, que historicamente dependeu do Hospital Araújo Jorge. Desde 2019, o Estado tem apoiado financeiramente o HCN, e neste ano renovou o acordo, prevendo repasses significativos para o hospital. O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) enfatiza o compromisso em melhorar a realidade do acesso ao tratamento oncológico no estado.

O Cora, que já está 50% concluído, promete revolucionar o atendimento oncológico em Goiás. Localizado próximo ao Aeroporto Internacional Santa Genoveva, a unidade oferecerá procedimentos de alta complexidade, incluindo transplante de medula óssea, além de proporcionar uma estrutura ampla e acolhedora para os pacientes e suas famílias.

Para assegurar a excelência no atendimento, o governo realizou uma visita ao Hospital de Amor, em Barretos (SP), uma instituição reconhecida internacionalmente pela qualidade de seus serviços. A experiência servirá de inspiração para o Cora, que busca priorizar a humanização e a qualidade no tratamento oncológico.

O reconhecimento do HCN como Unacon pelo Ministério da Saúde é um marco importante, destacando o compromisso do Estado em oferecer uma assistência integral e especializada no combate ao câncer. Com apenas dois anos de funcionamento, o Centro de Oncologia do HCN já demonstrou seu impacto positivo, realizando milhares de consultas, sessões de quimioterapia e cirurgias oncológicas para a população goiana.

O investimento e os esforços do Governo de Goiás estão pavimentando o caminho para uma mudança significativa no cenário do tratamento do câncer no estado, promovendo esperança e qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.

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Cursos de medicina privados carecem de estrutura e professores qualificados em Goiás

Mesmo pagando caro, alunos saem despreparados do ensino superior e enfrentam processos por erros médicos

Professores não qualificados, falta de estrutura prática e mensalidades abusivas fazem parte do leque de denúncias envolvendo cursos privados de medicina oferecidos por universidades e faculdades em Goiás. O estado, conforme o Ministério da Educação (MEC), conta com 15 instituições de ensino que oferecem o curso de medicina, sendo cinco privadas, três federais, uma estadual e seis municipais.

Destas, três são ligadas ao Conselho Estadual de Educação (CEE), enquanto que as demais são vinculadas ao MEC. Juntas, as unidades de ensino estão com 1.488 vagas em aberto para o primeiro ano de curso em 2024. O Centro de Ensino Superior Morgana Potrich (FAMP) é o campeão de vagas, com 200 oferecidas. 

A mensalidade gira em torno de R$ 7.991 (pagando de forma antecipada até o dia 5) e R$ 10.387 (pagando até o último dia do mês), conforme informado pela própria FAMP a reportagem – praticamente o mesmo valor praticado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), cuja mensalidade gira em torno de R$ 8.632,90.

A faculdade e a universidade, inclusive, foram alvo de denúncias por parte dos estudantes de medicina. A FAMP já foi alvo de embargo pelo MEC em 2019 após denúncias do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego). Na época foram constatadas irregularidades como: quadro de professores insuficiente, aulas práticas sem pacientes, mais matrículas do que vagas disponíveis e dificuldades pedagógicas e didáticas. 

Ao menos duas das condições ainda persistem, como a falta de professores qualificados e de estrutura para aulas práticas, assim como reclamações de mensalidades abusivas. As mesas denúncias recaem sobre a PUC, conforme apurado pelo Jornal Opção. A reportagem procurou a faculdade e a universidade para que se posicionassem, mas não obteve retorno.

“Elas [unidades de ensino] lucram muito, mas gastam pouco porque não têm mão de obra qualificada. É comum ver enfermeiros e até técnicos em enfermagem dando aulas para estudantes de medicina. Há uma incompatibilidade e isso prejudica a formação do médico, que sai do curso despreparado”, afirmou Antônio Almeida, membro do corpo jurídico da Associação dos Estudantes de Medicina de Goiás (Aemed).

Conforme Antônio, os erros médicos têm ligação direta com a má qualidade do ensino superior de medicina, assim como o desemprego da categoria – outro fator que traz preocupação às entidades de medicina. O membro da Aemed afirma que novos profissionais têm cobrado valores muito abaixo do praticado no mercado para conseguir se manter na área. 

Um procedimento de mamoplastia, segundo ele, tem sido ofertado por profissionais novos na área por cerca de R$ 5 mil. A cirurgia plástica, no entanto, gira entre R$ 25 mil e R$ 30 mil. Para Antônio, o fato fez com que o número de erros médicos disparasse. No ano de 2023, por exemplo, foram registrados 25 mil novos processos fundamentados na alegação de “erro médico” no Brasil, o que representa um aumento de 35% em relação ao ano de 2020, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“São tantos profissionais que estão se graduando e se especializando, que se os menos qualificados não baixarem os preços, eles não conseguem bater de frente com os bons profissionais. Isso gera um enorme problema. Temos médicos com cinco anos de profissão respondendo por 30 processos”, exaltou.

Mercado saturado e dívidas 

A superlotação no mercado de medicina, o consequente desemprego e a falta de preparo dos profissionais também tem gerado preocupação no Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) e no Conselho Regional de Medicina (Cremego). Para a presidente do Simego, Franscine Leão, o MEC tem negligenciado a abertura indiscriminada de novos cursos de medicina em Goiás.

Ainda segundo Franscine, o excesso de novos médicos tem feito com que os profissionais fiquem endividados, visto que muitos financiam o curso para pagar depois de formados. Entretanto, ao deixar o ensino superior, se esbarram no desemprego. 

“Temos vários médicos recém-formados no estado que estão desempregados. A pessoa faz uma formação cara, se endivida e endivida a família, pega um empréstimo milionário e sai sem a capacidade de recompor esse valor”.

Franscine diz que o poderio econômico das instituições de ensino que oferecem o curso de medicina é grande, fazendo com que o embargo dos locais seja quase impossível. Ela explica que, mesmo com a fiscalização do Cremego e do Conselho Federal de Medicina, que tentou impedir novas vagas em faculdades e universidades como a FAMP, os centros se sobressaem devido aos grandes “players”.

“Já tentamos fechar várias faculdades, mas nunca conseguimos. O Ministério da Educação deveria cumprir com as fiscalizações desenvolvidas pelo conselho, exigir que eles atuassem mais. Porém, deixam correr solto”, contou.

O Jornal Opção procurou por quase duas semanas respostas junto ao MEC sobre a quantidade de denúncias recebidas pelo órgão federal e a forma como é realizada a fiscalização, mas não obteve resposta.  

Em Goiás, a fiscalização é realizada principalmente pelo Cremego e pelo Conselho Estadual de Educação. O CEE informou que, ao receber denúncias de irregularidades, dispõe três dos conselheiros para ir à instituição de ensino presencialmente averiguar a situação. 

Caso seja identificado problemas, um relatório é enviado ao MEC para que providências sejam tomadas como, por exemplo, o embargo do curso. O Cremego, por outro lado, disse que tem visitado as faculdades de medicina goianas há anos, sugerindo melhorias na estrutura, na grade curricular e mudanças no corpo docente quando necessário.

“Quando são encontradas irregularidades incompatíveis com essa boa formação, o Cremego aciona os órgãos competentes. Foi o que ocorreu em 2021, quando o conselho recomendou e a Universidade Estadual de Goiás (UEG) acatou a suspensão de novos vestibulares para o curso de medicina, inclusive o que se encontrava com inscrições abertas no polo Itumbiara”, explicou a presidente da autarquia, Sheila Soares Ferro Lustosa Victor. 

“Entendemos que a boa formação dos novos médicos é essencial para a qualidade dos serviços prestados à população e essa boa formação depende de uma estrutura com laboratórios, hospital escola e locais adequados para o internato, além de uma grade curricular que contemple a boa formação humanística e técnico-científica e com professores com a formação adequada”, reforçou.

Mais Médicos 

Mesmo com as denúncias de superlotação da área, o MEC autorizou a abertura de novas 120 vagas do curso de medicina em outubro de 2023, em Goiás. A iniciativa é destinada a atender aos requisitos estabelecidos pela Lei do Mais Médicos, que possibilita que mantenedoras de instituições educacionais privadas enviem propostas para a implementação de novos cursos em municípios previamente selecionados.

Ao todo, 43 municípios em Goiás estavam aptos a receber as vagas em dois novos cursos de medicina. Para definir essa lista de cidades goianas, o MEC levou em conta os seguintes critérios:

Apresentar média inferior a 2,5 médicos por mil habitantes;  

Possuir hospital com pelo menos 80 leitos;

Demonstrar capacidade para abrigar curso de Medicina, em termos de disponibilidade de leitos, com pelo menos 60 vagas;

Não ser impactado pelo plano de expansão de cursos de Medicina (aumento de vagas e abertura de novos cursos) nas universidades federais.

Na época, o MEC informou que as instituições de ensino superior selecionadas seriam determinadas por meio de uma pontuação que levaria em consideração tanto o mérito (conteúdo) da proposta quanto a experiência regulatória da proponente. A avaliação do mérito, que compreende etapas eliminatórias e classificatórias, abrangeria os seguintes indicadores:

Projeto pedagógico do curso de graduação em Medicina;

Plano de formação e desenvolvimento da docência em saúde;

Plano de infraestrutura da instituição de educação superior;

Plano de contrapartida à estrutura de serviços, ações e programas de saúde do Sistema Único de Saúde do município e/ou da região de saúde do curso de Medicina;

Plano de implantação de residência médica;

Plano de oferta de bolsas para alunos.

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MEDICINA S/A

Artigo - Inovações e perspectivas da IA nos diagnósticos por imagem


Por Natacha Chaves

É inegável que a tecnologia tenha evoluído e alcançado espaços importantes no segmento da saúde, incluindo clínicas, laboratórios e hospitais. Com diversas funcionalidades e atualizações, ela tem desempenhado um papel fundamental na melhoria da precisão, eficiência e acessibilidade, transformando a forma como médicos, outros profissionais da saúde e pacientes interpretam e utilizam informações no dia a dia.
Uma dessas inovações que vem ganhando cada vez mais destaque, especialmente na área de diagnóstico por imagem, é a inteligência artificial. Não à toa, o tema foi destaque na 54ª JPR, realizada em São Paulo, no início de maio. Dentre diversas ativações, palestras e conversas de networking ficou óbvio o quanto a IA já está presente no dia a dia de instituições e profissionais de saúde brasileiros, comprovando a expectativa do estudo Global Artificial Intelligence Study da PwC, que aponta que inteligência artificial deve aumentar, até 2030, o PIB global em 15,7 trilhões de dólares.
A integração de IA em serviços de PACS, por exemplo, permite aos radiologistas mais acuracidade na interpretação e análise de imagens. Os algoritmos avançados são capazes de identificar padrões complexos e anomalias em imagens médicas, auxiliando os profissionais de saúde na detecção precoce de doenças e na tomada de decisões clínicas mais informadas.
Os avanços em algoritmos têm sido impulsionados pela disponibilidade de dados abertos e pela colaboração entre pesquisadores e desenvolvedores. Integrados aos PACS, permitem uma análise eficiente das imagens médicas, proporcionando maior escalabilidade e diversidade no uso de diferentes algoritmos para diagnóstico. Ao identificar automaticamente exames com achados relevantes, ela otimiza o fluxo de trabalho dos radiologistas, permitindo uma atenção mais focada nos casos que exigem intervenção imediata. Ou seja, a inteligência artificial não apenas agiliza o processo de interpretação das imagens, mas também aumenta a produtividade dos médicos, que podem priorizar casos mais críticos e complexos.
Telemedicina e realidade aumentada
Integrar camadas de IA em outras frentes também permite melhorias nos processos de atendimento. Ainda no exemplo de médicos radiologistas, uma vez identificados os casos mais sensíveis, a integração com a telemedicina pode permitir que os pacientes tenham acesso a especialistas de qualquer lugar do mundo, garantindo uma assistência mais especializada e ágil, alcançando especialmente regiões remotas e carentes de recursos médicos.
Por outro lado, a convergência com a realidade aumentada permite mais precisão em etapas avançadas de um tratamento. Em centros cirúrgicos, por exemplo, o médico terá oportunidade de visualização mais imersiva e detalhada durante os procedimentos, melhorando a precisão e eficácia das intervenções.
Vale ressaltar que a inteligência artificial já é uma realidade, que está desempenhando um papel transformador nos diagnósticos por imagem e impulsionando a medicina para novos patamares de precisão e eficiência. Com inovações contínuas em algoritmos de IA e integração com tecnologias emergentes, podemos esperar uma evolução significativa na forma como os serviços de saúde são entregues e como os pacientes são tratados no futuro. A colaboração entre profissionais de saúde, pesquisadores e desenvolvedores de tecnologia é essencial para maximizar o potencial da IA na medicina e garantir um acesso igualitário e justo a cuidados de saúde de qualidade.

*Natacha Chaves é coordenadora de produto e inteligência da Pixeon.

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SAÚDE BUSINESS

JPR 2024 evidencia tecnologias de ablação

Jornada Paulista de Radiologia destaca a evolução das tecnologias de ablação e enfatiza a seleção do método ideal, segundo critérios, como ferramenta utilizada, domínio da técnica e características da doença.

A evolução das tecnologias de ablação é um dos destaques da Jornada Paulista de Radiologia (JPR 2024), que começou no dia 2 de maio, no Transamérica Expo Center, e ocorre até o dia 5 de maio. Organizado pela ela Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR), o evento recebe a 6ª Jornada de Radiologia Intervencionista, que trouxe tecnologias ablativas disponíveis atualmente, como radiofrequência, micro-ondas, crioterapia, eletroporação irreversível e eletroquimioterapia. 

Mas qual o método ideal? A ablação ideal, portanto, é aquela que está disponível, que pode ser executada com segurança e indicada para o paciente certo, segundo Priscila Silva, médica radiologista intervencionista, preceptora da Residência da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE). 

É necessário avaliar a tecnologia disponível, se os profissionais médicos e operadores dominam a técnica selecionada, a biologia da doença e as condições de saúde do paciente.  

Técnicas de ablação 

Saiba como cada abordagem funciona, os principais benefícios e indicações:

Radiofrequência

A radiofrequência, desenvolvida nos anos 1990, é a tecnologia de ablação mais difundida, com crescente adoção no Brasil, especialmente nos últimos 15 anos. Esta técnica envolve uma ablação térmica, na qual o tumor é aquecido a temperaturas acima de 50 graus, resultando na necrose coagulativa, sem ultrapassar 100 graus. É indicada principalmente para casos selecionados de pacientes com hepatocarcinoma, nódulos pulmonares, renais e de tireoide, além de tumores malignos de tireoide e miomas uterinos. 

"Quando os pacientes são cuidadosamente selecionados, com doença localizada, a radiofrequência é adotada com intenção curativa, não apenas paliativa", enfatiza Priscila. 

Micro-ondas

Na ablação por micro-ondas, assim como na radiofrequência, uma lesão térmica é induzida no tumor. Isso é feito por meio de um gerador que produz um campo magnético, aumentando a temperatura no tecido e resultando em necrose coagulativa. Comparativamente, na radiofrequência, ocorre aquecimento dos tecidos em contato ou próximos à ponta ativa, enquanto na ablação por micro-ondas, o tecido circundante é aquecido ativamente e simultaneamente, com distribuição homogênea.  

Entre os benfícios, está o menor tempo de procedimento, menor uso de sedativos, maior área ablada, uso de soro fisiológico para hidrodissecção e maior previsibilidade da área de ablação. As principais indicações são para casos selecionados de tumores malignos de fígado, câncer de rim e pulmão, osteoma osteoide, tumores suprarrenais, linfonodos, tumores ósseos e mamários, miomas, tireoide e paratireoide. 

Crioablação

Na crioblação, o calor é substituído pelo resfriamento, sendo adotado por meio de baixas temperaturas em ciclo de congelamento e descongelamento, utilizando-se argônio. Nesta técnica, o gás é comprimido, com a ponta da agulha sendo resfriada, gerando uma bola de gelo que causa a morte celular por meio da ruptura da membrana celular, dano microvascular, ativação de apoptose por processos imunobiológicos e descongelamento. 

Entre as vantagens, destaca-se o melhor controle e planejamento da área ablada e das margens de segurança, menor lesão de tecidos adjacentes, menos dor e possibilidade de repetição. As principais indicações incluem casos selecionados de metástases ósseas, tumor desmoide, câncer de pulmão e endometriose. Estudos clínicos estão em andamento para avaliar o uso da tecnologia em câncer de fígado, próstata, rim, pele e mama. 

Eletroporação irreversível

Nesta técnica, todas as células na região ablada são mortas, preservando as estruturas da matriz extracelular, vasos, vias biliares, intestino e sistema coletor. É indicada para casos selecionados de lesões hepáticas primárias e secundárias de localização central, carcinoma pancreático localmente avançado, tumores renais de localização central e tumores de próstata. 

"A eletroporação irreversível é mais uma opção no arsenal de radiologia intervencionista. Não utiliza energia térmica e é uma alternativa para casos não operáveis e não candidatos a terapias ablativas térmicas. Por meio dela, é possível personalizar a zona ablada, com segurança, próxima aos vasos e vias biliares", explica Priscila. 

Eletroporação reversível

Por fim, não menos importante, a eletroporação reversível adiciona a injeção de substâncias. Consiste na aplicação de pulsos elétricos curtos e de alta voltagem, resultando em maior concentração de substâncias citotóxicas. Seus mecanismos de ação incluem o aumento da contração intracelular, vasoconstrição e indução de resposta imune.  

É aplicada em casos selecionados de malignidade da pele e subcutâneo, incluindo melanoma, metástases e lesões sangrantes. Estudos estão em andamento para avaliar seu papel em tumores de cabeça e pescoço, fígado e pâncreas, bem como em metástases ósseas dolorosas. 

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Assessoria de Comunicação

Sexta, 03 Maio 2024 07:17

CLIPPING AHPACEG 03/05/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Fraudes na saúde: reembolsos e o compartilhamento de contas

Percepções de Pacientes em Relação à Inteligência Artificial na Saúde

Com nova remessa, Goiás amplia faixa etária para vacina contra dengue

MEDICINA S/A

Fraudes na saúde: reembolsos e o compartilhamento de contas


Por Thiago Bertacchini

A proteção de dados na área da saúde não é apenas uma necessidade operacional, mas também uma questão ética fundamental. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) representou um avanço significativo ao estabelecer práticas e padronizações para garantir maior confiabilidade no ambiente digital. Contudo, algumas práticas fraudulentas, como abuso de reembolsos e compartilhamento de contas, representam uma ameaça constante às tentativas de estabilização desse setor vital.

De acordo com um estudo do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), fraudes de reembolso em planos de saúde causaram um prejuízo entre R$30 e R$ 34 bilhões ao setor em 2022, e têm aumentado consideravelmente nos últimos anos. As práticas, que envolvem documentos falsos e até simulações de exames e consultas médicas, causam danos que podem levar anos para serem reparados pelas companhias. Ainda segundo o IESS, das 14 empresas participantes do estudo, nove comprovaram um rombo de R$ 2,4 bilhões causado pelas fraudes.

Diante desse cenário alarmante, torna-se imprescindível adotar tecnologias avançadas e estratégias proativas para garantir a segurança dos dados e prevenir fraudes, especialmente no que diz respeito ao abuso de reembolsos e compartilhamento de contas, que são algumas das maiores dores do setor.

Entre as medidas que as empresas do setor de saúde podem adotar para fortalecer sua defesa, destacam-se:

Biometria comportamental: Mais do que nunca, é importante a utilização de tecnologias que analisam o comportamento do usuário para verificar sua identidade, adicionando uma camada de segurança à autenticação de acesso sem impactar negativamente a experiência do usuário.

Análise de dados com Inteligência Artificial: Empresas de saúde devem implementar algoritmos avançados para identificar padrões suspeitos ou atividades incomuns nos sistemas, permitindo uma detecção precoce de ameaças cada vez mais elaboradas.

Análise de dispositivos e contextos: Sejam informações dos pacientes ou da própria empresa, é importante uma avaliação do contexto em que os dados estão sendo acessados e utilizados, levando em consideração fatores como localização geográfica, dispositivo utilizado e histórico de comportamento do usuário.

Monitoramento contínuo e resposta proativa: Estabelecimento de sistemas de monitoramento em tempo real para identificar atividades suspeitas e responder rapidamente a incidentes de segurança, minimizando o impacto de potenciais violações.

Parcerias com especialistas em cibersegurança: Especialmente para empresas de saúde, que lidam majoritariamente com dados sensíveis, é imprescindível a colaboração com empresas especializadas em segurança digital para desenvolver estratégias personalizadas de proteção de dados e capacitar equipes internas na identificação e mitigação de riscos.

É crucial lembrar que o impacto deste tipo de fraude vai além das consequências financeiras para as empresas envolvidas. Essas práticas comprometem a integridade do sistema de saúde como um todo, afetando a confiança dos pacientes e prejudicando o acesso a cuidados médicos de qualidade.

O tratamento correto e a proteção dos dados no setor de saúde não é apenas uma obrigação legal, mas uma responsabilidade ética que deve ser priorizada por todas as organizações envolvidas nesse ecossistema vital. Somente por meio de uma abordagem abrangente e proativa para a segurança digital é que podemos garantir a integridade e confiabilidade dos dados de saúde, sem interromper a experiência do usuário final.

*Thiago Bertacchini, Desenvolvimento de Negócios Sênior da Nethone.

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Percepções de Pacientes em Relação à Inteligência Artificial na Saúde

A inteligência artificial (IA) vem ganhando destaque com o surgimento de modelos que podem gerar deste arte até decisões médicas, com desempenhos promissores em áreas como reconhecimento de imagens e fala, assim como processamento de linguagem natural. No Brasil, o tema vem sendo discutido no Senado, que estuda a aprovação de um marco legal para a IA. Se, por um lado, algumas aplicações desta tecnologia podem soar inocentes, como sistemas de recomendações de filmes em plataformas de streaming ou aplicações em jogos, por outro lado eventuais aplicações em áreas sensíveis, como a saúde, podem afetar de maneira substancial o dia a dia das pessoas.

Os debates sobre aplicações da inteligência artificial ocorrem de maneira vibrante entre os especialistas no ambiente acadêmico, entre profissionais desenvolvedores e por empresas que adotam esta tecnologia em seus processos, mas, muitas vezes, o tema não ganha discussões aprofundadas por um dos principais envolvidos: o usuário final, que pode ser representado pelo consumidor ou, no caso da saúde, pelo paciente. Compreender as atitudes e crenças dos pacientes em relação à IA é essencial para integrá-la de maneira adequada no cuidado à saúde, mas este assunto não tem sido estudado de maneira aprofundada.

Na medicina, uma das áreas com avanços promissores envolvendo IA é o rastreamento da Retinopatia Diabética (RD), considerada uma importante causa de dano visual e cegueira e que apresenta proporções crescentes em nosso meio e ao redor do mundo. A aplicação da IA na prevenção da cegueira secundária à diabetes reside na possibilidade de avaliação automática de imagens da retina, com modelos apresentando acurácia semelhante à de experts, permitindo ganho em escala na capacidade de rastrear pacientes.

Desta forma, para avaliar as percepções e crenças de pacientes sobre a aplicação da IA na saúde em uma situação real, um grupo de pesquisadores elaborou e aplicou um questionário, que foi respondido por pacientes durante um evento de rastreamento da RD que envolvia IA. As perguntas foram feitas logo após os pacientes serem brevemente informados de que a avaliação seria auxiliada por um algoritmo de detecção automática, sendo que os entrevistadores não forneceram informações mais aprofundadas sobre IA, para que as opiniões dos pacientes sobre IA sofressem a mínima influência. As respostas ocorreram enquanto os pacientes aguardavam pelo exame de retina, garantindo que as respostas estavam relacionadas a uma situação real, e não hipotética. As perguntas avaliaram a familiaridade dos entrevistados com aparelhos digitais e a percepção de diferentes aspectos na IA nos cuidados de saúde; os resultados da pesquisa foram recentemente publicados no Journal of Diabetes Science and Technology.

As perguntas foram respondidas por 121 indivíduos que eram principalmente acompanhados na atenção primária à saúde, e a maioria deles tinha grau de escolaridade correspondente a, no máximo, ensino fundamental. Cerca de 2/3 dos indivíduos estavam inseridos no mercado de trabalho, enquanto aproximadamente 1/3 correspondia a indivíduos aposentados. Quanto ao uso de equipamentos eletrônicos, quase todos os entrevistados possuíam smartphone, tablet ou computador, e cerca de 90% tinham acesso regular à internet, com mais de 80% dizendo utilizar dispositivos eletrônicos diariamente. A partir destas respostas, podemos afirmar que a amostra avaliada apresentava inclusão digital, um item necessário para a familiaridade com IA.

No entanto, a partir das respostas às próximas perguntas, podemos observar que a inclusão digital é quesito necessário, mas não suficiente para familiaridade com IA: quando questionados se já tinham ouvido falar de IA, apenas 14% dos indivíduos relatou bons conhecimentos ou expertise em IA; em outras palavras, a enorme maioria dos entrevistados (86%) não sabia bem o que é IA; desta forma, as respostas fornecidas por estes pacientes precisam ser interpretadas levando-se em conta esse desconhecimento. Os entrevistados que disseram ter maior familiaridade com a IA tendiam a ser mais jovens e com um nível de escolaridade mais elevado. No entanto, as percepções destes entrevistados com maior familiaridade não foram significativamente diferentes das percepções relatadas pelo grupo de pacientes com menor familiaridade.

Mesmo levando-se em conta a limitação em interpretar as percepções destes pacientes sobre a IA, os pesquisadores observaram que a grande maioria dos participantes declarou sentimentos positivos em relação ao uso de IA na medicina; no entanto:

menos de metade dos entrevistados acreditava que a IA iria substituir médicos e profissionais da saúde;

menos de 10% dos entrevistados disse que acreditaria mais em uma avaliação da IA do que em uma avaliação feita por um médico;

mais da metade disse que gostaria que um eventual tratamento de saúde fosse apoiado por sistema de IA;

quase a totalidade dos pacientes respondeu que um médico sempre deve ter a palavra final sobre diagnóstico e tratamento;

¾ dos pacientes disseram que o julgamento do médico deve prevalecer em relação às recomendações de IA.

Em conclusão, as respostas sobre as percepções da IA devem ser interpretadas partindo do pressuposto de que a maioria dos participantes não estava familiarizada com a IA. No entanto, a maioria tinha opiniões positivas sobre a IA na saúde, mas disse preferir uma cooperação entre IA e médicos humanos. É importante enfatizar a importância da educação digital neste sentido: esforços para melhorar a alfabetização em saúde e o letramento digital devem acompanhar a adoção de tecnologias de IA nos cuidados de saúde.

*Fernando Malerbi é médico oftalmologista, coordenador do Departamento de Saúde Ocular da Sociedade Brasileira de Diabetes.

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A REDAÇÃO

Com nova remessa, Goiás amplia faixa etária para vacina contra dengue

Com a chegada de uma nova remessa da vacina contra a dengue em Goiás, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) divulgou, nesta quinta-feira (2/5), que vai ampliar a faixa etária do público-alvo: crianças e adolescentes, com idade entre 6 e 16 anos. Para imunizar o grupo, a Vigilância em Saúde terá, a partir de 15 de maio, mais de 60 mil doses do imunizante.

De acordo com a SES, a nova limitação do público, mesmo depois da ampliação feita nas últimas semanas - e que incluiu pessoas com até 59 anos diante do iminente vencimento dos lotes - foi decidida em conjunto com os municípios e atende o objetivo de imunizar os grupos de maior risco para a doença.

Somente em 2024, Goiás confirmou 131 mil casos de dengue e 146 mortes. O estado ainda soma 90 casos de Zika e 7.800 de Chikungunya.

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Assessoria de Comunicação

Quinta, 02 Maio 2024 07:15

CLIPPING AHPACEG 01 E 02/05/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Desafios e Oportunidades na Formação Médica no Brasil: caminhos para a excelência

O paciente agora é 6.0? Conheça as principais técnicas de fidelização

AstraZeneca admite efeitos colaterais “raros” da vacina

Prefeito de Iporá nomeia primo que não concluiu o ensino médio para cargo de diretor-geral do Hospital Municipal, diz MP

MEDICINA S/A

Desafios e Oportunidades na Formação Médica no Brasil: caminhos para a excelência

A formação médica no Brasil enfrenta uma série de desafios que demandam atenção e ações estratégicas para garantir a qualidade e a eficácia do ensino na área da saúde. Esses desafios abrangem desde questões estruturais e infraestruturais até aspectos relacionados à gestão acadêmica, currículos, métodos de ensino e adequação às demandas da prática médica moderna. Trata-se de tema de grande importância e impacto na saúde da população e no desenvolvimento do sistema de saúde do país.

De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de Medicina, estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC) são definidos os parâmetros para a formação, visando garantir competências essenciais para a prática médica, como conhecimento técnico-científico, habilidades clínicas, ética profissional, trabalho em equipe e atenção integral à saúde. Entretanto, pesquisas realizadas pela Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM) e pelo CFM indicam que, apesar dos avanços, ainda existem desafios em relação à qualidade do ensino médico, como a falta de integração entre teoria e prática, a deficiência em habilidades de gestão e a necessidade de atualização constante dos currículos e métodos de ensino.

Um dos desafios da boa formação médica é a necessidade de atualização constante dos currículos e métodos de ensino. Integração entre teoria e prática, ênfase em habilidades de comunicação, trabalho em equipe, ética e humanização do cuidado são aspectos essenciais que devem ser priorizados no currículo da formação médica. Assim, há necessidade de atualização constante dos currículos e métodos de ensino voltados para a formação médica, que busquem promover uma educação mais centrada no estudante, contextualizada, colaborativa, prática e atualizada, preparando os futuros profissionais de saúde para enfrentar os desafios e oportunidades da prática médica moderna de forma eficaz e ética.

É fundamental garantir que os futuros profissionais estejam preparados para lidar com os avanços científicos, tecnológicos e as demandas da prática médica moderna. Um exemplo claro dessa necessidade é a rápida evolução das tecnologias médicas. Novos equipamentos, técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, avanços em medicina genômica e terapias personalizadas estão transformando a maneira como os pacientes são diagnosticados e tratados. Em um futuro muito próximo a aplicação da inteligência artificial (IA) na área da saúde irá revolucionar a forma como lidamos com diagnósticos, tratamentos e educação médica. No contexto brasileiro, as perspectivas de utilizar a IA para melhorar a qualidade da formação médica são promissoras, mas também apresentam desafios que precisam ser enfrentados.

Uma das principais vantagens da IA na formação médica é a capacidade de personalizar o aprendizado. Com algoritmos inteligentes, é possível adaptar o currículo e os métodos de ensino de acordo com as necessidades e o ritmo de cada estudante. Isso pode resultar em uma aprendizagem mais eficiente e eficaz, preparando os futuros médicos de forma mais completa e personalizada. Além disso, na atualidade a IA pode ser utilizada para simulações realistas de casos clínicos, permitindo que os estudantes pratiquem habilidades técnicas e tomadas de decisão em um ambiente seguro e controlado. Isso é especialmente relevante em um cenário onde o acesso a determinadas situações clínicas reais pode ser limitado. Outro ponto importante é o uso da IA para aprimorar a pesquisa médica. Com algoritmos avançados de análise de dados, é possível identificar padrões, correlações e insights em grandes conjuntos de informações, contribuindo para o desenvolvimento de novas terapias, diagnósticos mais precisos e uma medicina mais baseada em evidências.

Apesar das vantagens evidentes, a implementação da IA na formação médica no Brasil enfrenta ainda desafios. Um deles é a infraestrutura tecnológica necessária para suportar essas aplicações. Nem todas as instituições de ensino possuem os recursos adequados para integrar a IA de forma eficiente em seus programas educacionais. Além disso, a formação de profissionais capacitados para trabalhar com IA na saúde é fundamental. Isso envolve não apenas conhecimentos técnicos, mas também éticos, para garantir que a IA seja utilizada de forma responsável e segura, respeitando princípios como privacidade e confidencialidade dos pacientes e as questões regulatórias envolvidas. É necessário estabelecer diretrizes claras sobre o uso da IA na formação médica, garantindo transparência, responsabilidade e equidade no acesso às tecnologias para que seu uso propicie todo o potencial que dela se espera.

Portanto, é essencial que os currículos médicos sejam atualizados para incluir o ensino dessas novas tecnologias e abordagens terapêuticas, preparando os estudantes para a prática clínica contemporânea.

Desafio adicional é o volume cada vez maior de informações científicas disponíveis. É, portanto, crucial que os profissionais de saúde saibam como acessar, avaliar e aplicar as evidências científicas mais recentes em sua prática clínica. Isso requer uma abordagem educacional que incentive a tomada de decisões baseadas em evidências, a análise de dados, o pensamento crítico.

A inclusão da gestão da saúde no currículo médico é também um tema relevante e necessário para preparar os futuros profissionais de saúde para os desafios da prática médica moderna. A gestão da saúde engloba uma série de competências e conhecimentos que vão além da prática clínica tradicional e são fundamentais para promover a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Neste sentido o desenvolvimento de habilidades de gestão de recursos, de qualidade, da segurança do paciente, de tecnologias de informação e comunicação, a compreensão dos princípios de gestão de processos, estratégias organizacionais, planejamento estratégico, gestão de mudanças e desenvolvimento de políticas de saúde são essenciais para os médicos que desejam contribuir para a melhoria dos sistemas de saúde e a promoção de uma assistência eficiente e acessível e, portanto, ao currículo médico. A inclusão da gestão da saúde no currículo médico não apenas amplia o conhecimento dos estudantes, mas também os capacita para atuar de forma mais proativa e eficaz na resolução de problemas e na otimização dos recursos disponíveis. Além disso, prepara os futuros médicos para assumir papéis de liderança, contribuindo para a gestão estratégica e o aprimoramento dos sistemas de saúde.

Outro pilar na Educação médica é a Educação em Saúde que desempenha papel crucial na formação de profissionais mais completos e comprometidos com a promoção da saúde da população. A educação em saúde abrange uma variedade de temas e habilidades que vão além da prática clínica tradicional, preparando os futuros médicos para atuar de forma preventiva, educativa e colaborativa. A inclusão da educação em saúde no currículo médico não apenas enriquece a formação dos estudantes, mas também contribui para uma prática médica mais humanizada, preventiva e engajada com as necessidades da comunidade. Portanto, é essencial que as instituições de ensino médico valorizem e priorizem a educação em saúde como uma competência essencial a ser desenvolvida ao longo da formação dos futuros médicos.

Além disso, as demandas da sociedade e dos pacientes também estão em constante mudança. Questões como medicina preventiva, cuidados paliativos, saúde mental e abordagens interdisciplinares estão se tornando cada vez mais importantes na prática médica moderna. Portanto, os currículos médicos precisam ser flexíveis o suficiente para incorporar esses temas e preparar os estudantes para lidar com a diversidade de desafios de saúde que enfrentarão ao longo de suas carreiras.

É inegável que o Brasil possui instituições de ensino médico renomadas e profissionais de saúde altamente capacitados, que contribuem de forma significativa para a saúde da população e o avanço da medicina no país, no contexto de um currículo bem estruturado. No entanto, alguns aspectos ainda demandam atenção e melhorias. Um dos pontos críticos é a distribuição desigual de escolas médicas pelo território brasileiro, concentrando-se principalmente nas regiões mais desenvolvidas. Um levantamento do MEC mostra que a maior concentração de escolas médicas está nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, enquanto áreas remotas e periferias enfrentam escassez de profissionais de saúde. Isso pode contribuir para a escassez de médicos em áreas remotas e regiões metropolitanas, dificultando o acesso da população a serviços de saúde de qualidade.

A demografia médica no Brasil apresenta desafios significativos. De acordo com dados de 2023, o país enfrenta uma distribuição desigual de médicos, concentrados principalmente em áreas urbanas e regiões mais desenvolvidas, enquanto áreas remotas e periferias carecem de profissionais de saúde. Segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2023, o país possuía cerca de 2,7 médicos por mil habitantes, número abaixo da média recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa disparidade revela a necessidade de ampliar a oferta de profissionais de saúde para atender adequadamente a população brasileira. Desta forma, políticas públicas que incentivem a interiorização da formação médica, a criação de vínculos entre os profissionais e as comunidades atendidas e o fortalecimento da atenção primária à saúde são medidas essenciais para superar os desafios da desigualdade na demografia médica e promover um sistema de saúde mais justo e eficiente no Brasil.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), estima-se que o Brasil precise de um número maior de médicos para atender adequadamente sua população, seguindo padrões internacionais de oferta maior 3 profissionais de saúde por 1000 habitantes. A situação se agrava grandemente em regiões afastadas das grandes capitais e suas periferias.

Diante desse cenário, é fundamental que a formação médica no Brasil busque não apenas a excelência acadêmica, mas também a formação de profissionais comprometidos com a saúde pública, a equidade no acesso aos serviços de saúde e a atenção às necessidades das populações mais vulneráveis.

Uma das estratégias para a melhor distribuição de médicos é a valorização da residência médica. Estudos publicados em periódicos médicos, a exemplo do Journal of Graduate Medical Education e Medical Education Online destacam a importância da residência médica na formação de profissionais qualificados e preparados para a prática clínica, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades técnicas, éticas e de gestão necessárias para atender às demandas da saúde contemporânea e para modificação da realidade da saúde no Brasil. É padrão ouro na formação médica especializada, proporcionada pela prática intensiva em serviço, permite que os médicos recém-formados apliquem os conhecimentos teóricos adquiridos durante a graduação em situações clínicas reais para o aprimoramento de habilidades, sob a supervisão de preceptores experientes, oferecendo a oportunidade de especialização em diversas áreas da medicina. Além do aspecto técnico, a residência médica contribui para o desenvolvimento profissional dos médicos, incluindo habilidades de comunicação, trabalho em equipe, tomada de decisões e ética médica, reforçando assim, o aprendizado da graduação, mas de forma dirigida a uma área de atuação. Entretanto a relação entre o número de graduados em medicina e as vagas de residência médica no Brasil é um aspecto importante. Dados do Ministério da Saúde revelam que o número de graduados em medicina superou significativamente o número de vagas disponíveis para residência médica. O desequilíbrio entre oferta e demanda impacta diretamente a formação, inserção e fixação dos médicos no sistema de saúde do país.

Para garantir uma relação mais equilibrada entre graduados em medicina e vagas de residência médica, é fundamental um planejamento estratégico e uma regulação eficaz, por parte das autoridades responsáveis. Isso inclui a análise das demandas regionais por profissionais de saúde, a avaliação das especialidades prioritárias para o sistema de saúde brasileiro, o estímulo à abertura de novas vagas de residência e a promoção de políticas que incentivem a distribuição equitativa de médicos pelo território nacional.

Desta forma, a formação médica enfrenta desafios que exigem esforços colaborativos entre instituições de ensino, órgãos reguladores, profissionais de saúde e a sociedade como um todo na busca pela excelência na formação médica com o propósito do bem-estar e a saúde da população brasileira. Investir na educação médica é investir na saúde e no bem-estar da população, garantindo profissionais qualificados e comprometidos com o cuidado, a promoção da vida e a equidade da saúde no Brasil.

*Denise Gonçalves Priolli é Diretora Acadêmica de Medicina da Cogna Educação.

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O paciente agora é 6.0? Conheça as principais técnicas de fidelização

Saiba quem é o Paciente Digital. Faça o download do ebook gratuito e entenda o que está por trás do Paciente Digital com a nova pesquisa exclusiva da Doctoralia.

É indiscutível que a nova era da saúde está revolucionando a forma como os médicos se relacionam com os pacientes, principalmente devido o avanço da tecnologia e o uso de soluções inovadoras, como prontuário eletrônico, telemedicina, open health e a aplicação do IoT para coletar e analisar os dados. 

Isso acontece principalmente porque, nos dias de hoje, o paciente deve estar no centro de tudo e as instituições de saúde devem ter suas informações na palma da sua mão por meio de dispositivos móveis, facilitando, dessa maneira, os diagnósticos e os tratamentos, promovendo mais assertividade no processo. 

Agora, quando analisamos o avanço do setor da saúde, podemos considerar que ainda há espaço para muitas outras inovações e, portanto, é possível dizer que essa área está caminhando para o surgimento do conceito de paciente 6.0, sendo este um perfil cada vez mais exigente e ávido por soluções personalizadas e um atendimento mais próximo, unindo os canais online e offline. Diante de tantas mudanças e desafios, como as instituições de saúde e os médicos conseguem fidelizar o novo perfil de paciente? 

Primeiro, é muito importante ter um canal exclusivo para realizar a comunicação com seus pacientes. Por meio do WhatsApp, e-mail e SMS é possível enviar informações sobre tratamentos, agendamento de consultas e comunicados importantes, além de dar orientações personalizadas. Isso quebrará uma barreira física com o profissional, trazendo-o para mais perto. De acordo com a 4ª edição do Panorama das Clínicas e Hospitais, desenvolvido pela Doctoralia,  os dois canais mais populares para o agendamento de consultas são telefone (90%) e WhatsApp (82%). 

Outro ponto fundamental é diminuir o tempo de espera nas instituições de saúde. Nesse caso, o uso da tecnologia pode ser uma grande aliada para controlar a agenda dos médicos, avisar sobre possíveis atrasos e tempo de espera estimado, tornando esse processo mais transparente. Isso vai ajudar a melhorar a satisfação dos pacientes e diminuir o número de reclamações.   

Um fator também determinante que vai ajudar na jornada do paciente é o uso da inteligência artificial no diagnóstico médico. Por meio da tecnologia é possível identificar e tratar doenças, aumentando assim a eficiência e a precisão nos diagnósticos. Além disso, a IA permite que sejam analisadas uma grande quantidade de dados e identificar padrões que podem passar despercebidos pelos médicos. Isso com certeza vai ajudar a personalizar o tratamento e, consequentemente, melhorar a experiência dos pacientes. 

Por fim, é importante ressaltar que a era do paciente 6.0 já está se aproximando e as instituições de saúde e os médicos devem se preparar para continuar inovando e, mais do que isso, utilizar as soluções tecnológicas para resolver possíveis gargalos a fim de melhorar o sistema de saúde como um todo e tornar o atendimento cada vez mais humanizado.   

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JORNAL OPÇÃO

AstraZeneca admite efeitos colaterais “raros” da vacina

A farmacêutica revelou que seu imunizante pode, em casos muito raros, causar síndrome de trombose com trombocitopenia

Pela primeira vez, a AstraZeneca admitiu perante à Justiça britânica que seu imunizante contra o coronavírus pode, em casos muito raros, causar síndrome de trombose com trombocitopenia.

O parecer foi divulgado pelo jornal britânico The Telegraph, que obteve acesso aos documentos de uma ação coletiva envolvendo 51 famílias contra a farmacêutica. Essas famílias estão buscando uma indenização total de até £ 100 milhões (cerca de R$ 650 milhões) devido ao ‘efeito colateral raro’.

Nos documentos anexados ao processo, a AstraZeneca afirma que a vacina pode causar a síndrome conhecida como TTS, caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos, os quais podem resultar no bloqueio de veias e artérias.

A farmacêutica afirmou, em uma carta enviada à defesa de um dos requerentes em maio de 2023, que “não reconhece” que o imunizante cause TTS “em geral”, porém admitiu que o imunizante pode, em “casos raros”, levar o imunizado a desenvolver a condição.

De acordo com o jornal britânico Daily Mail, Os dados oficiais indicam que mais de 80 britânicos podem ter falecido devido a complicações relacionadas a coágulos sanguíneos, possivelmente associados à vacina da AstraZeneca, conforme relatado pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido.

Devido a essa situação, as autoridades de saúde optaram por não solicitar mais doses da vacina, o que efetivamente resultou na retirada quase completa dela no Reino Unido.

A AstraZeneca, no entanto, diz que sua vacina é responsável por salvar cerca de 6 milhões de vidas em todo o mundo durante a pandemia de Covid-19.

A produção do imunizante é interrompida no Brasil

O imunizante, desenvolvido em colaboração com a Universidade de Oxford, foi produzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no entanto, em abril de 2023, o Ministério da Saúde interrompeu sua produção nacional.

O Ministério cessou a recomendação da aplicação de dois imunizantes de vetor viral contra a Covid-19 – AstraZeneca e Janssen – devido ao aumento do risco de trombose aproximadamente 30 dias após a vacinação.

Segundo o Ministério, até setembro de 2022, foram registrados 98 casos (0,02 casos por 100 mil doses aplicadas) com suspeita de Síndrome de Trombose com Trombocitopenia (queda de plaquetas) no e-SUS, tendo relação temporal com as vacinas. Entre os 98 casos, 34 foram atribuídos diretamente às vacinas, 17 foram considerados como tendo relação provável, e 47 foram classificados como possíveis.

Embora a correlação entre as vacinas e o desenvolvimento da TTS não tenha sido completamente esclarecida, o Ministério optou por interromper seu uso para evitar possíveis riscos adicionais à saúde da população.

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PORTAL G1

Prefeito de Iporá nomeia primo que não concluiu o ensino médio para cargo de diretor-geral do Hospital Municipal, diz MP

Promotor afirma que a nomeação é baseada em parentesco e não tem amparo jurídico. Prefeitura de Iporá diz que analisa recomendação para exoneração.

Ministério Público recomenta exoneração no Hospital Municipal de Iporá

O prefeito de Iporá Naçoitan Leite nomeou o próprio primo, que não concluiu o ensino médio, para o cargo de diretor-geral do Hospital Municipal, afirmou o Ministério Público de Goiás (MPGO). O órgão recomendou que a Prefeitura exonere Vilmatan Leite por falta de qualificação técnica para o cargo.

Em nota enviada à TV Anhanguera, Prefeitura de Iporá disse que o departamento jurídico vai analisar a recomendação do MP-GO e depois irá se manifestar. O g1 Prefeitura e pediu por e-mail um posicionamento da Prefeitura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Segundo o MPGO, o prefeito nomeou o primo para o cargo, porém, Vilmatan não concluiu o ensino médio e não tem formação de nível superior. Para o promotor de Justiça Luís Gustavo Soares, isso indica que ele não é qualificado para desempenhar as atribuições de diretor-geral do hospital.

Soares justificou que o diretor-geral deve planejar, organizar, coordenar e dirigir as atividades do hospital para que a unidade consiga atender os cidadãos. Disse ainda que ele deve controlar e avaliar as atividades de profissionais da saúde, o que, segundo o promotor, destoa do histórico de Vilmatan.

Para Soares, a nomeação de Vilmatan foi baseada no parentesco dele com o prefeito e não teve amparo jurídico. Segundo o MP, a nomeação é uma violação a Constituição Federal. Disse ainda que alertou Naçoitan que poderá adotar outras medidas mais graves caso a recomendação não seja atendida.

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PORTAL MATTOS FILHO

MEC publica edital para cursos de medicina em hospitais

O edital prevê regras específicas para a habilitação de instituição de ensino superior cuja mantida seja mantenedora de unidade hospitalar

O Ministério da Educação (MEC), por intermédio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES), publicou, em 30 de abril de 2024, o Edital MEC nº 5/2024 de chamamento público para habilitar Instituição de Ensino Superior (IES) e já credenciada junto ao MEC mantida por mantenedora de unidade hospitalar, para autorização de cursos de graduação em medicina.

Condições para participar do chamamento

Para participar do edital, a unidade hospitalar e a IES credenciada junto ao MEC, que pleiteia a autorização do curso, devem ser mantidas pela mesma mantenedora; possuir o mesmo número de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); e estarem sediadas no mesmo município. Vale mencionar que, embora o edital não seja claro, a exigência de o CPNJ ser o mesmo há de ser interpretada no sentido de que sua matriz seja a mesma, para permitir a acomodação das atividades em filiais diferentes, de forma mais alinhada a padrões de mercado.

Requisitos

Adicionalmente, o edital prevê os seguintes requisitos a serem preenchidos pela unidade hospitalar e pela IES, transpostos na tabela abaixo:

https://www.mattosfilho.com.br/unico/mec-edital-medicina-hospitais/

Pedido de autorização

Uma vez habilitada, a IES deverá protocolar o requerimento de autorização de curso de medicina no MEC, valendo destacar que esse deverá conter algumas especificidades da Lei nº 12.871/2013 (Lei do Mais Médicos), em especial:

Plano de contrapartida à estrutura de serviços, ações e programas de saúde do SUS, que deverá incluir a previsão de investimento na rede SUS para os próximos seis anos, equivalente a 10% do faturamento anual bruto do curso de medicina;

Plano de oferta de bolsas para alunos do curso de graduação em medicina, que deve abranger no mínimo 10% das vagas anuais do curso;

Plano de implantação de residências médicas nas áreas prioritárias de forma a ter as seis especialidades prioritárias até o 6º ano do funcionamento do curso de graduação em medicina, caso a unidade hospitalar não disponha dessa quantidade de especialidades prioritárias momento da habilitação.

Cronograma

Os procedimentos para a habilitação iniciam em 30 de abril de 2024 e o prazo limite para sua submissão via plataforma do e-MEC se encerra em 29 de abril de 2025, lembrando que é fundamental que a IES já esteja credenciada para que a habilitação seja submetida.

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Assessoria de Comunicação

Terça, 30 Abril 2024 07:15

CLIPPING AHPACEG 30/04/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Plano de saúde deve ressarcir cliente

Laboratório alvo de operação emitia falsos resultados de exames feitos em idosos e trabalhadores, diz delegada

Governo aumenta público-alvo da vacinação contra HPV

Brasil tem recorde de casos de Dengue em 2024

Prefeitura de Aparecida de Goiânia inaugura nova maternidade municipal

Grupo de Estudos da NR-32 do Sindhoesg debate a contaminação por KCP

CORREIO DA MANHÃ

Plano de saúde deve ressarcir cliente

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou que a Unimed Seguradora reembolse as despesas de uma segurada que precisou realizar o congelamento de óvulos por recomendação médica. Diagnosticada com osteossarcoma, a paciente enfrentava risco de infertilidade devido à quimioterapia. A Unimed alegou ausência de cobertura obrigatória e se negou a pagar o procedimento, que custou à mulher R$ 22.407,90. O Desembargador destacou que, embora o STJ tenha considerado o rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde como taxativo, a lei restabeleceu o caráter exemplificativo, obrigando os planos a cobrir os tratamentos não listados.

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PORTAL G1

Laboratório alvo de operação emitia falsos resultados de exames feitos em idosos e trabalhadores, diz delegada

Laboratório inventava resultados e sequer tinha máquinas para analisar amostras de fezes e urina, conforme apontou a investigação. Em dezembro de 2023, pelo menos 94 exames foram falsificados, segundo a polícia.

O laboratório de análises clínicas alvo de uma operação da Polícia Civil de Goiás (PC-GO) inventava resultados de exames com amostras de fezes e urina, conforme apontou a investigação. Segundo a delegada Débora Melo, os principais clientes atendidos eram idosos e trabalhadores e o laboratório sequer tinha as máquinas necessárias para estes exames.

“Pelo menos 94 resultados de exames de fezes e urina em dezembro de 2023, foram emitidos sem que as amostras tivessem passado por qualquer exame de fato. Isso coloca em risco a saúde pública, no que se refere à integridade física da pessoa”, detalhou a delegada.

g1 tentou contato, por e-mail e mensagem de celular, com o Laboratório Vida, investigado na operação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Segundo a delegada, à polícia, a defesa do proprietário do laboratório negou as acusações.

A operação foi divulgada nesta segunda-feira (29) e a clínica está interditada. Débora Melo exemplificou que, se um paciente queria descobrir se possuía uma infecção ou bactéria, não descobriria, já que os resultados eram sempre negativos, para o laboratório.

“Esse laboratório atendia várias clínicas de medicina do trabalho, a gente sabe que, para a contratação de profissionais no setor alimentício, é necessário comprovar que não possui a bactéria da salmonela, por exemplo. Então, se houve passagem por esse laboratório e o trabalhador achou que não possuía aquela bactéria, pode, eventualmente, estar trabalhando em um restaurante ou numa padaria e sendo um risco de contágio para a população no geral”, explicou Débora Melo.

Exames apreendidos de baboratório alvo de operação em Goiás — Foto: Michel Gomes/g1 Goiás

Segundo a delegada, o laboratório fazia mais de 8 mil tipos de exames. A confirmação até o momento é que as análises de urina e fezes foram falsificadas, por conta da falta de equipamentos específicos e não eram terceirizadas para outros laboratórios. No entanto, a polícia não descarta fraudes em outros tipos de exame.

“Isso pode gerar até algum tipo de estelionato, algum crime patrimonial em desfavor dessas pessoas. Se houver consumidores que se sentiram lesados, que eventualmente fizeram um exame, ou o levaram para o médico e depois repetiram o exame em outro laboratório, é importantíssimo procurar a Delegacia do Consumidor para comunicar esses fatos”, finalizou a delegada.

Operação

A Polícia Civil de Goiás realizou na manhã desta segunda-feira (29) a operação que investiga supostas fraudes nos exames. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em GoiâniaSenador Canedo e Nova América. A investigação começou após a Vigilância Sanitária ser acionada para verificar a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas unidades do laboratório investigado no Setor Coimbra, em Goiânia, e na cidade de Nova América. Já em Senador Canedo, o mandado foi cumprido na residência dos proprietários.

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DIÁRIO DO ESTADO

Governo aumenta público-alvo da vacinação contra HPV

Pacientes com papilomatose respiratória recorrente passaram a integrar os grupos prioritários para a vacinação contra o HPV. A inclusão, de acordo com o Ministério da Saúde, foi motivada por publicações que demonstram os benefícios da vacina como tratamento auxiliar para a doença, indicando redução no número e no espaçamento de recidivas em pacientes imunizados.

A vacina contra o HPV, no caso de pacientes com papilomatose respiratória recorrente, será ofertada mediante apresentação de prescrição médica. Para pacientes menores de 18 anos de idade, é necessário apresentar também um documento com o consentimento dos pais ou de responsáveis.

Doença

De acordo com a pasta, a papilomatose respiratória recorrente é uma doença pouco frequente, em geral benigna, mas que pode causar grave comprometimento clínico e psicológico nas pessoas afetadas. O quadro acomete tanto crianças como adultos.

Causada pela infecção pelo próprio HPV, sobretudo pelos tipos 6 e 11, a doença caracteriza-se pela formação de verrugas, geralmente na laringe, mas que podem se estender para outras partes do sistema respiratório.

O tratamento é cirúrgico, para remoção das verrugas das cordas vocais e da laringe. “Mesmo com uso concomitante de medicamentos que podem ser associados ao procedimento, as recorrências são frequentes, sendo necessários repetidos procedimentos cirúrgicos”, destacou o ministério.

“Nos quadros de pior evolução em crianças, as recidivas são mais agressivas e o prognóstico é pior. Dessa forma, o tratamento, na maioria das vezes, é extremamente custoso, doloroso e, muitas vezes, ineficaz”, diz a pasta.

Dose única

Desde fevereiro, a estratégia de vacinação contra o HPV no país passou a ser feita em dose única, substituindo o modelo de duas doses. A proposta, segundo a pasta, é intensificar a proteção contra o câncer de colo do útero e outras complicações associadas ao vírus, inclusive a papilomatose respiratória recorrente.

O esquema dose única contra o HPV foi embasado por estudos de eficácia e segue as recomendações mais recentes feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Quem pode se vacinar

A imunização contra o HPV no Brasil, atualmente, é indicada para meninos e meninas de 9 a 14 anos de idade; vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos (homens e mulheres) que não tenham sido imunizadas previamente; pessoas que vivem com HIV; transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea; e pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos.

Testagem

Em março, o ministério anunciou a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) de um teste para detecção de HPV em mulheres classificado pela própria pasta como inovador. A tecnologia utiliza testagem molecular para a detecção do vírus e o rastreamento do câncer do colo do útero, além de permitir que a testagem seja feita apenas de 5 em 5 anos.

A forma atual de rastreio do HPV, feita por meio do exame conhecido popularmente como Papanicolau, precisa ser realizada a cada três anos. A incorporação do teste na rede pública passou por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a atualmente ofertada no SUS.

Infecção

O HPV é considerado atualmente a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo e o principal causador do câncer de colo de útero. A estimativa do ministério é que cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com a doença no Brasil todos os anos.

Apesar de se tratar de uma enfermidade que pode ser prevenida, o câncer de colo de útero segue como o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de morte por câncer em mulheres – sobretudo negras, pobres e com baixos níveis de educação formal.

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DIÁRIO DA MANHÃ

Brasil tem recorde de casos de Dengue em 2024

Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, o Brasil tem 4 milhões de casos (prováveis e confirmados) de dengue.

KAROLINE GUIMARÃES SANTANA

O Brasil tem quatro milhões de casos (prováveis e confirmados) de dengue em 2024. Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde atualizados nesta segunda-feira, 29, o país registrou 4.127.571 casos nos últimos meses, taxa inédita.

No momento, 1.937 mortes foram confirmadas desde janeiro e 2.345 seguem em investigação. Este é o maior número na história, tendo 2015 como ano mais aterrorizante, com 1.688.688 casos.

Casos de dengue - série histórica

2017 - 239.389

2018 - 262.594

2021 - 531.922

2014 - 589.107

2012 - 589.591

2011 - 739.370

2020 - 948.533

2010 - 1.011.548

2022 - 1.420.259

2013 - 1.454.871

2016 - 1.483.623

2019 - 1.545.462

2023 - 1.658.816

2015 - 1.688.688

O que é Dengue ?

É uma doença que provoca sintomas como febre, manchas vermelhas na pele e dor no corpo, causada por um vírus transmitido pela fêmea do Aedes aegypti.

Existem quatro sorotipos de dengue no território nacional, DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 mas somente Minas Gerais registrou, até o momento, a presença de todos. Uma pessoa pode ter dengue até quatro vezes ao longo de sua vida, ela pode ser infectada com aos quatro diferentes sorotipos do vírus. Uma vez exposta a um determinado sorotipo, após intervalo da doença, ela passa a ter imunidade para aquele sorotipo específico.

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A REDAÇÃO

Prefeitura de Aparecida de Goiânia inaugura nova maternidade municipal

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Vilmar Mariano, inaugura a nova maternidade municipal Maria da Cruz Gomes Santana, nesta qiunta-feia (2/5), às 8h30, na Rua 8-E, Qd. 45, Área 2, Setor Garavelo Residencial Park. Estarão presentes, além do prefeito, o governador Ronaldo Caiado, o vice-governador Daniel Vilela, o secretário municipal de Saúde Alessandro Magalhães, o ex-prefeito Gustavo Mendanha e de diversas autoridades. 

Com 30 leitos em funcionamento, tem capacidade para 101 pessoas. O local tem as primeiras UTI’s neonatais públicas da cidade e funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, oferecendo atendimento emergencial e ambulatorial às gestantes da cidade via Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova Maternidade Municipal é resultado da aquisição do Hospital Garavelo pela Prefeitura de Aparecida. A unidade, que recebeu o nome de Maria da Cruz Gomes Santana em homenagem a uma moradora da região, já está em funcionamento sob a gestão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e é 100% pública. 

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FOCO NACIONAL


Grupo de Estudos da NR-32 do Sindhoesg debate a contaminação por KCP

A reunião de abril do Grupo de Estudos da NR-32 do Sindhoesg (Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás) debateu o papel dos profissionais de saúde diante da Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), uma infecção hospitalar que acomete, principalmente, pacientes muito debilitados, imunodeprimidos e que passam muito tempo internados em leitos de UTI e com uso prolongado de antibióticos de amplo espectro.

A enfermeira e coordenadora do grupo, Luciene Paiva da Silva Potenciano, abordou potenciais riscos de contaminação por KCP e citou medidas preventivas, baseadas em orientações da Anvisa/MS e OMS.

Uma das medidas citadas foi a já conhecida higienização das mãos antes e após contato com o paciente, antes da realização de procedimentos invasivos, após risco de exposição a fluidos corporais e após contato com superfícies próximas ao paciente.

Ela também destacou a necessidade de reforço da higienização do ambiente, com a limpeza de camas, luminárias, objetos tocados durante o atendimento e outras superfícies com a quais o paciente venha a ter contato.

O isolamento de pacientes quando houver suspeita de contaminação e o uso racional de antibióticos foram outras das medidas de prevenção e controle citada no encontro que reuniu profissionais de enfermagem das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar das instituições filiadas.

Luciene Paiva também apresentou uma rica apresentação elaborada pelo biólogo e mestrando em Sustentabilidade (IFG), Daniel Paiva (@danielpaiva56), sobre a gestão de resíduos de saúde, que traz propostas que visam facilitar a rotina dos gestores. Conhecer o perfil epidemiológico da instituição, saber se a cidade tem aterro sanitário e se existe plano de trabalho definido no hospital para a gestão destes resíduos são alguns cuidados necessários destacados no material, que conta também com um vídeo muito esclarecedor.

Para conferir a apresentação completa, acesse o site do Sindhoesg: www.sindhoesg.org.br

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 29 Abril 2024 07:25

CLIPPING AHPACEG 27 A 29/04/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Planos de saúde coletivo terão aumento de 14% em terceiro ano de alta

Inteligência Artificial: a revolução na saúde digital e a nova realidade do Brasil

Principais práticas antiéticas, fraudes e ilegalidades na saúde

Repensar a sustentabilidade do setor de saúde além dos novos investimentos

Reforma tributária: governo propõe imposto menor para escolas, hospitais privados e medicamentos

ESTADÃO

Planos de saúde coletivo terão aumento de 14% em terceiro ano de alta


Os planos de saúde coletivos terão reajuste de dois dígitos neste ano, de acordo com relatório da XP Investimentos com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O aumento médio foi de 15% no período entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024

De acordo com o levantamento, os reajustes se mantêm nesse patamar pelo terceiro ano seguido. Em 2023, a alta média nos preços de planos coletivos foi de 14,38%; em 2022, os reajustes oscilaram na casa de 11,54%.

Dados da ANS registram 50,9 milhões de beneficiários no mercado, com 88,6% deles nos planos coletivos, sejam empresariais e por adesão, quando vinculados a uma entidade de classe ou administradora de benefícios. Os reajustes dos planos individuais e familiares são limitados pela agência, que fixa um teto.

Na lista de maiores grupos, o levantamento cita SulAmérica, Bradesco Saúde e Amil como os responsáveis pelas maiores taxas, superiores a 20%.

De acordo o levantamento, o mercado tem sido pressionado por aumentos de preços acima de 15% desde meados de 2023. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro pressionam os números para cima, com reajustes na casa de 20% nos últimos meses.

A expectativa dos especialistas responsáveis pelo relatório é de que "as precificações mais agressivas continuem ocorrendo por pelo menos mais um ano no mercado de planos de saúde".

Entre os fatores que justificam a alta estão o aumento das despesas dos planos de saúde, com a retomada de atendimentos que haviam sido interrompidos durante a pandemia da covid-19, inflação de custos e incorporação de novas tecnologias.

O mercado de planos odontológico possui uma dinâmica distinta. Os aumentos de preços permanecem no nível de um dígito.

"As empresas que oferecem planos odontológicos juntamente com planos de saúde, como Hapvida, SULA e Amil, estão no limite superior dos aumentos de preços, enquanto a Odontoprev - que é uma operadora puramente de planos odontológicos - permanece no limite inferior", diz outro trecho do documento.

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SAÚDE BUSINESS

Inteligência Artificial: a revolução na saúde digital e a nova realidade do Brasil

A inteligência artificial impulsiona inovações na saúde digital e no recrutamento para estudos clínicos, mas é preciso garantir aplicação ética e segura.

Em um mundo interconectado e de ritmo acelerado, a humanidade tem sido a força por trás do avanço tecnológico. Visando uma maior eficiência, inovações emergem a cada momento, transformando rapidamente tecnologias revolucionárias em obsoletas. 

A inteligência artificial (IA), com sua capacidade de emular alguns pensamentos humanos, desempenha um papel crucial nessa evolução, possibilitando que máquinas realizem tarefas anteriormente exclusivamente dependentes de intervenção humana.

No campo da saúde digital, a IA desempenha um papel revolucionário. Ela impulsiona sistemas de alto valor, aprimorando o cuidado e a experiência do paciente, ao mesmo tempo em que reduz os custos para os gestores. Essa tecnologia é essencial nas conversas sobre o futuro da saúde, e é essencial que esteja ativa em diversas áreas, desde o atendimento clínico até a pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos e equipamentos.

No Brasil, a IA transcende o status de mera promessa e se tornou uma realidade tangível, com 41% das empresas nacionais já integrando recursos de IA em seus processos operacionais, conforme indica um estudo da IBM. 

Diante deste cenário, empresas de variados segmentos, incluindo gigantes da tecnologia, marcas de varejo de prestígio e o próprio setor médico, estão adotando essa tecnologia emergente para melhorar a qualidade de seus serviços. 

Sinergia

A aplicação de análise de dados, aprendizado de máquina e modelos estatísticos, em sinergia com a IA, podem ser um método eficiente para “prever o futuro”, capacitando as organizações de saúde a anteciparem soluções e respostas aos desafios diagnósticos. Dessa forma, a ferramenta tem o potencial de antever tendências e comportamentos futuros baseando-se em padrões históricos.

Nessa situação, a IA é valiosa no processo de triagem inicial de voluntários para estudos clínicos, permitindo a correlação de informações de prontuários médicos com os dados relevantes para a pesquisa. Encontrar pacientes que correspondam a um perfil específico em tempo hábil é um desafio considerável, e a tecnologia pode ser uma aliada valiosa para otimizar esse processo e facilitar a identificação do perfil apropriado.

A eficácia de estudos clínicos depende crucialmente da obtenção de um número adequado de voluntários que preencham os critérios pré-definidos. Esta etapa é essencial para o alicerce das pesquisas científicas. O processo de recrutamento, que consiste na identificação e inscrição de candidatos qualificados e dispostos a participar do estudo, representa um desafio significativo e demanda extensos recursos.

Ou seja, a inteligência artificial desponta como um atributo promissor para superar esses obstáculos. O principal benefício advindo da adoção desta tecnologia é o aprimoramento da experiência dos participantes. Com a minimização da necessidade de deslocamentos e a otimização do tempo investido, os voluntários têm à disposição instrumentos tecnológicos para o monitoramento de sintomas e uma comunicação mais eficaz com a equipe de pesquisa.

Essas inovações são de suma importância para aumentar o número de pessoas interessadas em contribuir com pesquisas, aumentando assim as chances de sucesso. Portanto, é essencial recrutar um número suficiente de participantes para garantir o poder estatístico necessário para detectar um efeito genuíno da intervenção ou tratamento em questão, representando de forma precisa, o público-alvo.

Embora encontrar voluntários que atendam aos requisitos possa ter consequências financeiras significativas, os atrasos decorrentes das dificuldades de recrutamento representam um obstáculo ainda maior. Essas demoras podem - consideravelmente - adiar a disponibilização de novas descobertas e avanços na área da saúde. 

Solução

Plataformas e aplicativos são tecnologias fundamentais para um  recrutamento assertivo de voluntários para estudos clínicos. Utilizando chatbots com AI, essas plataformas captam candidatos nas redes sociais, onde a ferramenta interage, coletam dados relevantes e direcionam os interessados para os centros de pesquisa. 

Essa metodologia automatizada não só acelera o recrutamento, mas também enriquece a experiência dos voluntários ao minimizar deslocamentos e simplificar o registro de sintomas.

A função principal dessas plataformas é identificar estudos clínicos que se alinhem com o perfil dos voluntários e, assim, compartilhar suas informações com os centros de pesquisa encarregados dos estudos. Os interessados podem se inscrever preenchendo um formulário de cadastro. A equipe da plataforma, então, procura por estudos que correspondam à condição clínica dos candidatos. Ao localizar uma pesquisa compatível, a plataforma promove a conexão entre o voluntário e a equipe de pesquisadores, para dar continuidade ao processo.

O sucesso de um estudo clínico está fortemente ligado à captação de um número suficiente de voluntários que atendam aos critérios estabelecidos, tornando essa captação um pilar fundamental nas investigações científicas. O recrutamento, que envolve a identificação e o registro de indivíduos qualificados dispostos a participar da pesquisa, é um desafio que requer uma quantidade significativa de recursos.

Para que os resultados sejam válidos e aplicáveis, é necessário que a pesquisa conte com uma população de tamanho específico que represente adequadamente o grupo demográfico de interesse. Isso é crucial para que os resultados possam ser generalizados para uma população maior. Dessa forma, o estudo será capaz de identificar um efeito verdadeiro de um tratamento ou intervenção específica.

Ética no uso da IA

Assim como qualquer tecnologia emergente, a IA tem um potencial imenso para melhorar a vida de milhões de pessoas globalmente. No entanto, é crucial utilizá-la com cautela para evitar possíveis prejuízos. Encontrar o equilíbrio delicado entre aproveitar seus benefícios e mitigar riscos é fundamental.

A consolidação de informações destaca o papel cada vez mais vital da saúde digital e da inteligência artificial no aprimoramento dos sistemas de saúde. Contudo, é essencial assegurar que a ética, segurança de dados e os direitos humanos estejam integrados ao núcleo do desenvolvimento, implementação e aplicação da IA.

 *Juliana Mauri é CEO e cofundadora da LifeTime. Com mais de 15 anos de experiência em pesquisa clínica, é formada em Biomedicina e pós-graduada em Administração Hospitalar pelo Centro Universitário São Camilo. É especialista em Pesquisa Clínica e Saúde, pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e em Princípios e Prática de Pesquisa Clínica, pela Universidade de Harvard - School of Public Health (EUA). Além de CEO da LifeTime, Juliana também é Gerente do Núcleo de Pesquisa Clínica e Ensino do IBCC Oncologia e da Rede de Hospitais São Camilo SP, além de Membro da Comissão dos Centros de Pesquisa da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC).

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MEDICINA S/A

Principais práticas antiéticas, fraudes e ilegalidades na saúde

Estudo analisou canais de denúncias, informações extraídas de prestações de contas, relatos formais e informais de profissionais da saúde e pacientes.

As 25 atitudes oportunistas no mercado da saúde mais identificadas pelo Instituto Ética Saúde (IES) foram tabuladas em um estudo inédito da entidade, de acordo com o grau de prejudicialidade e de frequência no setor da saúde.

As práticas antiéticas, fraudes e ilegalidades mais frequentes nos oito anos mapeados foram: pagamento de propinas a profissionais de saúde vinculados à indicação de produtos; pagamento de despesas profissionais de saúde em eventos de terceiros; patrocínio indevido de eventos de terceiros; presentes e brindes sem cunho científico em troca de indicação de produtos; informalidade nas remessas de comodato e consignação de produtos e equipamentos médicos.

Foram consideradas mais prejudiciais, ou seja, com alto impacto a curto, médio e longo prazos na cadeia econômica do setor saúde, incluindo riscos à segurança do paciente: pagamentos de propinas a profissionais de saúde, disfarçados de descontos financeiros; profissionais médicos praticando atos mercantilistas vedados pelos órgãos reguladores; empresas sem CNAE do setor de saúde comercializando dispositivos médicos – covid-19 (flexibilização da pandemia pelo governo); pagamento inadequado de materiais cirúrgicos, com incentivo à reesterilização de produtos de uso único; fraudes em cobranças de material utilizado – troca de material efetivamente comercializado; falsificação de produtos cirúrgicos; fraudes em registros de materiais – produtos sem registro da Anvisa; fraudes em concessão de leitos do SUS – covid-19.

Filipe Venturini Signorelli, diretor executivo do Instituto Ética Saúde, explica que o estudo tem o objetivo de disseminar conhecimento sobre as más práticas para profissionais do setor, terceiros interessados (que atuam indiretamente no setor da saúde) e pacientes, com a natureza primária de sensibilização e educação. “Precisamos fomentar as denúncias e informações para aqueles que podem agir de forma preventiva e coercitiva no combate a tais práticas nocivas à sustentabilidade da saúde. É preciso uma atuação conjunta, via Instituto e órgãos estatais reguladores, para maior imputação e apuração das responsabilidades, além da identificação dos infratores e de eventuais punições”.

O estudo informa como as práticas prejudiciais ao setor são executadas por profissionais oportunistas. “São pessoas mal-intencionadas, antiéticas, corruptas, ou seja, criminosas e desprovidas de caráter e compromisso real com a sustentabilidade econômica do setor e com a vida do paciente. Muitas dessas práticas não são crimes tipificados pela lei, mas configuram condutas claramente prejudiciais, e isso é ponto pacífico, o diálogo ético e a responsabilidade social são urgentes para que o setor não seja sufocado pelo custo excessivo”, finaliza o diretor executivo.


O levantamento completo pode ser acessado em www.eticasaude.org.br

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Repensar a sustentabilidade do setor de saúde além dos novos investimentos

Por Frederico Berardo

É cada vez mais urgente e imperativa a busca por soluções que promovam a sustentabilidade do sistema de saúde. Enquanto muitos discutem os avanços tecnológicos como o principal caminho para alcançar essa meta, é crucial reconhecer que uma reorganização estratégica do setor faz-se necessária. Mas como? A resposta pode ser simples: usando todos os elos da cadeia.

Sabemos que o cenário da saúde é complexo e todas as instituições atravessam o desafio de fazer mais com menos e equilibrar custo-efetividade. Por outro lado, existe uma questão óbvia de custo na saúde suplementar, que enfrenta cada vez mais problemas com a tal da sinistralidade e com o gasto excessivo dos segurados.

Inevitável, desta forma, um acúmulo de resultados operacionais negativos, que vêm ocorrendo desde 2021. A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) tem enfatizado que o prejuízo operacional acumulado nos últimos três anos foi de cerca R$ 20 bilhões, considerando que para 2023 é estimado um novo déficit de cerca de R$ 10 bilhões, como no ano anterior.

Boa parte desse entrave está relacionado ao envelhecimento populacional. A maior velocidade de envelhecimento em todo mundo ocorre no Brasil e isso impacta muito no custo da saúde, uma vez que os idosos adoecem mais e necessitam de mais recursos.

Segundo dados do último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a idade média da população brasileira aumentou seis anos desde 2010 e atingiu os 35 anos em 2022. O índice de envelhecimento chegou a 55,2 em 2022, indicando que há 55,2 pessoas com 65 anos ou mais de idade para cada 100 crianças de 0 a 14 anos. E, ao mesmo tempo, o que vemos é uma diminuição da população em idade produtiva, que é quem custeia os planos de saúde. Esse sistema do mutualismo funciona, sim.

Além disso, temos a incorporação tecnológica que na medicina é importante e se consolida em velocidade acelerada. Vemos novas técnicas de diagnóstico, de intervenção, equipamentos e que, em um primeiro momento, gera um aumento de custos para o sistema, apesar de sabermos que lá na frente poderá reverter-se em benefícios extremamente relevantes. No entanto, é também preciso olhar para o hoje e para o que não requer investimento adicional.

Ou seja, esses fatores tornam mandatório que o sistema de saúde busque novas formas de se autofinanciar e novas abordagens que sejam mais inteligentes, mais racionais, modernas e que forneçam uma solução que seja viável de ser paga. Mesmo porque, todo esse cenário acaba resvalando e descarregando no colo dos usuários que recebem os reajustes sempre acima da inflação. Se podemos dizer algo, é que não está bom para nenhum desses elos da cadeia.

Os hospitais e clínicas de transição se encaixam muito bem nesse cenário. Graças à sua proposta assistencial diferenciada, representam importantes atores com muito a contribuir para a sustentabilidade do setor em sua totalidade. Oferecendo opções de cuidados para um determinado tipo de paciente e, além de trazer mais qualidade para o atendimento, são uma alternativa de custo mais acessível para a operadora. É mais do que evidente e está mais do que na hora, que este segmento cresça e integre de maneira mais ampla a cadeia de assistência à saúde. E isso só aumenta a nossa responsabilidade.

Nesse panorama, existe uma explicação. Se olharmos a plataforma de serviços de saúde, desde a medicina preventiva até o home care ou cuidados finais de vida, o paciente vai percorrendo uma trajetória de muitos locais de paradas, sendo um deles, podemos dizer, os hospitais de transição. Embora muitas pessoas não precisem utilizá-los depois da hospitalização, há muitos pacientes que não devem mais ficar internados em um hospital geral de alta complexidade, mas precisam de uma alternativa de atendimento antes de ir para casa.

A grande barreira ainda para que isso aconteça talvez esteja no desconhecimento sobre de que forma o setor de transição pode ajudar nesse percurso do paciente. O mercado de saúde como um todo apresenta uma certa ignorância do que fazemos. E isso vem de todas as partes. Não adianta também, por exemplo, termos a operadora como parceira se o médico não encaminhar o indivíduo para nós. É ele quem faz o relatório e esse encaminhamento.

Por outro lado, embora com as operadoras tenhamos, de certa forma, superado positivamente essa fase de entendimento, ainda existe uma gestão do fluxo interno e do gerenciamento do seu paciente para ter mais agilidade na tomada de decisões. Ou seja, melhorar os processos e definir quando o paciente deve ir para a transição.

Podemos dizer que, nesse caso, o desconhecimento é a respeito de como faz, afinal muitos hospitais quiçá têm um setor de desospitalização para avaliar se a alta está pertinente. Não dispõem de grupo que faça o contato com o auditor de saúde e defina os próximos passos. Essa falta de articulação e comunicação entre hospital e operadora também dificulta muito.

O que enxergo é que, além de uma maneira mais incisiva e direta e um instrumento de classificação desse paciente – a chamada tabela de elegibilidade – no qual, nós como entidade representativa estamos trabalhando neste momento, falta alinhamento e proximidade entre os elos. Precisamos disso para evoluir.

Acredito que a medida que ele seja criado e colocado em prática, será possível melhorar esse fluxo de pacientes para as unidades de transição. A culpa não é de ninguém. Somos parceiros e estamos juntos no mercado de saúde para garantir que o paciente tenha o melhor desfecho clínico e a saúde seja mais sustentável. Nossa missão é comum: oferecer o melhor atendimento, no melhor local para o paciente, que é quem importa e deve estar no centro. Daí a importância de já utilizar os meios disponíveis para alcançar a tão necessária sustentabilidade.

*Frederico Berardo é presidente da Associação Brasileira de Hospitais e Clínicas de Transição (ABRAHCT).

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PORTA G1

Reforma tributária: governo propõe imposto menor para escolas, hospitais privados e medicamentos

Proposta está em projeto de lei que regulamenta a reforma tributária. Governo busca terminar regulamentação será feita entre 2024 e 2025 para ter início, em 2026, a transição dos atuais impostos para o modelo de impostos não cumulativos.

A área econômica divulgou nesta quarta-feira (24) sua proposta de regulamentação da reforma tributária sobre o consumo -- aprovada e promulgada no fim do ano passado -- e propôs que serviços ligados a escolas e hospitais particulares tenham um desconto de 60% no imposto pago.

Também propôs que uma lista de 850 medicamentos tenham imposto reduzido, com abatimento de 60% no imposto pago -- como da tadalafila (que ajuda a aumentar o fluxo de sangue no pênis e pode auxiliar homens a manter uma ereção).

Enquanto, para outros 383 medicamentos, como vacinas contra Covid-19, dengue e febre amarela, por exemplo, a proposta é que sejam isentos.

Se aprovada a proposta, no caso dos serviços de saúde e educação particulares beneficiados, terão alíquota reduzida (40% do valor pago na chamada alíquota geral, que é paga pelos produtos e serviços não beneficiados). Com isso, o governo busca evitar que haja aumento nos preços.

Por estarem no setor de serviços, na ponta (prestação direta para os contratantes e intensos em mão de obra), o setor entende que isso poderia ser repassado aos consumidores, elevando o preços de serviços de saúde (hospitais e laboratórios), assim como as escolas e universidades particulares, entre outros.

  • O setor de serviços, que tem menos abatimentos do que a indústria, principalmente se estiver na prestação direta ao consumidor (ponta final da cadeia), alega que os novos impostos incidirão sobre 100% das despesas com folha de pagamento.
  • Por isso, a Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC) propõe que sejam oferecidos descontos nos impostos para empresas que geram mais postos de trabalho.
  • A alíquota geral que será paga pelos setores sem benefício, segundo estimativas do governo, pode chegar a 27% -- uma das maiores do mundo.
  • alíquota final dos impostos, porém, só será conhecida nos próximos anos -- após a realização de um período de testes para "calibrar" o valor -- necessário para manter a carga tributária atual.

Nesta semana, o secretário extraordinário do Ministério da Fazenda para a reforma tributária, Bernard Appy, observou que a PEC aprovada já continha benefícios para saúde e educação privada, e negou que todo o setor de serviços terá alta de tributos.

Segundo ele, quem está no "meio da cadeia", consumindo insumos para a venda de produtos acabados a outras empresas, por exemplo, de produção poderá abater os tributos pagos em momentos anteriores -- o que não acontece atualmente.

"Se o setor de serviços está no meio da cadeia, serviço prestado à empresas, ele com certeza absoluta vai ser beneficiado. Hoje pode até pagar ISS, mas não está pegando crédito. Por exemplo, energia elétrica. No novo modelo, vai recuperar 100% do crédito e vai transferir 100% para a etapa seguinte. O efeito final é que ele está reduzindo o custo líquido", avaliou Appy, durante evento na Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).

  • A proposta também contempla uma lista de dispositivos médicos, como cateteres e sondas, entre outros, com alíquota reduzida dos impostos sobre o consumo, assim como dispositivos de acessibilidade para pessoas com deficiência.
  • O governo e estados também propuseram que uma lista de insumos agrícolas e aquícolas tenha imposto reduzido.

Veja os serviços de saúde e educação com alíquota reduzida, pela proposta

  • Ensino Infantil, inclusive creche e pré-escola
  • Ensino Fundamental
  • Ensino Médio
  • Ensino Técnico de Nível Médio
  • Ensino para jovens e adultos destinado àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria
  • Ensino Superior, compreendendo os cursos e programas de graduação, pós-graduação, de extensão e cursos sequenciais
  • Ensino de sistemas linguísticos de natureza visual-motora e de escrita tátil
  • Ensino de línguas nativas de povos originários
  • Educação especial destinada a portadores de deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, de modo isolado ou agregado a qualquer das etapas de educação
  • Serviços cirúrgicos
  • Serviços ginecológicos e obstétricos
  • Serviços psiquiátricos
  • Serviços prestados em Unidades de Terapia Intensiva
  • Serviços de atendimento de urgência
  • Serviços hospitalares não classificados em subposições anteriores
  • Serviços de clínica médica
  • Serviços médicos especializados
  • Serviços odontológicos
  • Serviços de enfermagem
  • Serviços de fisioterapia
  • Serviços laboratoriais
  • Serviços de diagnóstico por imagem
  • Serviços de bancos de material biológico humano
  • Serviços de ambulância
  • Serviços de assistência ao parto e pós-parto
  • Serviços de psicologia
  • Serviços de vigilância sanitária
  • Serviços de epidemiologia
  • Serviços de vacinação
  • Serviços de fonoaudiologia
  • Serviços de nutrição
  • Serviços de optometria
  • Serviços de instrumentação cirúrgica
  • Serviços de biomedicina
  • Serviços farmacêuticos
  • Serviços de cuidado e assistência a idosos e pessoas com deficiência em unidades de acolhimento

Veja os serviços de produções nacionais, artísticas, culturais, de eventos, jornalísticas a audiovisuais com alíquota reduzida, pela proposta

  • Serviços de produção de programas de televisão, videoteipes e filmes
  • Serviços de produção de programas de rádio
  • Serviços de agências de notícias para jornais e periódicos
  • Serviços de agências de notícias para mídia audiovisual
  • Serviços de produção audiovisual, de apoio e relacionados não classificados em subposições anteriores
  • Serviços de organização e promoção de atuações artísticas ao vivo
  • Serviços de produção e apresentação de atuações artísticas ao vivo
  • Serviços de atuação artística
  • Serviços de autores, compositores, escultores, pintores e outros artistas, exceto os de atuação artística
  • Serviços de museus
  • Serviços de assistência e organização de convenções, feiras de negócios, exposições e outros eventos
  • Licenciamento de direitos de obras literárias
  • Licenciamento de direitos de autor de obras cinematográficas
  • Licenciamento de direitos de autor de obras jornalísticas
  • Licenciamento de direitos conexos de artistas intérpretes ou executantes em obras audiovisuais
  • Licenciamento de direitos conexos de produtores de obras audiovisuais
  • Licenciamento de direitos de obras audiovisuais destinadas à televisão
  • Licenciamento de direitos de obras musicais e fonogramas
  • Cessão temporária de direitos de obras literárias
  • Cessão temporária de direitos de autor de obras cinematográficas
  • Cessão temporária de direitos de autor de obras jornalísticas
  • Cessão temporária de direitos conexos de artistas intérpretes ou executantes em obras audiovisuais
  • Cessão temporária de direitos conexos de produtores de obras audiovisuais
  • Cessão temporária de direitos de obras audiovisuais destinadas à televisão
  • Cessão temporária de direitos de obras musicais e fonogramas

Governo detalha regras para a implantação da reforma tributária; texto está no Congresso

Regulamentação

Pontos importantes, como o fim da cumulatividade, a cobrança dos impostos no destino, simplificação e fim de distorções na economia (como passeio de notas fiscais e do imposto cobrado "por dentro") já foram assegurados na PEC da reforma tributária -- aprovada e promulgada no fim do ano passado pelo Legislativo.

Entretanto, vários temas sensíveis ficaram para o ano de 2024, pois o texto da PEC indica a necessidade de regulamentação de alguns assuntos por meio de projetos de lei. É o que o governo começou a enviar ao Legislativo nesta semana.

Esse primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária possui cerca de 300 páginas, 500 artigos e vários anexos. Além disso, também traz oito páginas tratando apenas da revogação de regras atuais que serão extintas no futuro.

Além desse projeto, disse ele, haverá outros dois:

  • um sobre a transição na distribuição da receita (para os estados e municípios) e com questões relativas a contencioso administrativo;
  • um para tratar das transferências de recursos aos fundos de desenvolvimento regional e de compensações de perdas dos estados.

O cronograma da Fazenda prevê que a regulamentação será feita entre 2024 e 2025. Com o término dessa fase, poderá ter início, em 2026, a transição dos atuais impostos para o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) --- com cobrança não cumulativa.

Reforma tributária

Pela proposta de emenda à Constituição (PEC), cinco tributos serão substituídos por dois Impostos sobre Valor Agregado (IVAs) — com legislação única, sendo um gerenciado pela União e outro com gestão compartilhada entre estados e municípios:

▶️ Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): com gestão federal, vai unificar IPI, PIS e Cofins;

▶️ Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): com gestão compartilhada estados e municípios, unificará ICMS (estadual) e ISS (municipal).

▶️ Além da CBS federal e do IBS estadual e municipal, será cobrado um imposto seletivo (sobre produtos nocivos à saúde) e um IPI sobre produtos produzidos pela Zona Franca de Manaus -- mas fora da região com benefício fiscal.

Estimativas apontam que os futuros impostos sobre o consumo, para manter a atual carga tributária - considerada elevada -, somariam cerca de 27% - e estariam entre os maiores do mundo.

A alíquota final dos impostos, porém, só será conhecida nos próximos anos -- após a realização de um período de testes para "calibrar" a alíquota.

Impacto na economia, valor agregado e cobrança no destino

O governo espera que, com a simplificação tributária, haja um aumento de produtividade e, consequentemente, redução de custos para consumidores e produtores, estimulando a economia.

Analistas e o governo estimam que a reforma tributária sobre o consumo tem potencial para elevar o PIB potencial do Brasil em no mínimo 10% nas próximas décadas.

  • Com a implementação do IVA, os tributos passariam a ser não cumulativos. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, os impostos seriam pagos uma só vez por todos os participantes do processo.
  • Atualmente, cada etapa da cadeia paga os impostos individualmente, e eles vão se acumulando até o consumidor final.
  • Com o IVA, as empresas poderiam abater, no recolhimento do imposto, o valor pago anteriormente na cadeia produtiva. Só recolheriam o imposto incidente sobre o valor agregado ao produto final.
  • Outra mudança é que o tributo sobre o consumo (IVA) seria cobrado no "destino", ou seja, no local onde os produtos são consumidos, e não mais onde eles são produzidos. Há um período de transição de cerca de 50 anos da cobrança na origem para o destino.
  • Isso contribuiria para combater a chamada "guerra fiscal", nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios. Para isso, intensificam a concessão de benefícios fiscais.

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Assessoria de Comunicação