Quarta, 05 Março 2025 08:34

CLIPPING AHPACEG 05/03/25

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

A controvérsia dos planos de saúde sem pronto-socorro: uma questão jurídica e social

Entidades médicas pedem faixa etária maior para mamografia de rastreio

20 estados ainda mantem manicômios judiciais enquanto Goiás trocou política no começo dos anos 2000

Alexandre Padilha retorna à Saúde com objetivo de criar marca de governo

Oito em cada 10 posts sobre exames de saúde são enganosos

CONSULTOR JURÍDICO

A controvérsia dos planos de saúde sem pronto-socorro: uma questão jurídica e social

A proposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de introduzir um plano de saúde restrito a consultas e exames, sem a inclusão de serviços de pronto-socorro, anunciada recentemente pela autarquia, suscita debates acalorados no cenário jurídico brasileiro. A iniciativa, de acordo com o Procurador da República, Hilton Melo, pode colidir frontalmente com a legalidade vigente ao potencialmente ignorar garantias essenciais previstas pela legislação, colocando os beneficiários em situação vulnerável e levantando questões sobre o acesso universal à saúde, um direito fundamental.

De fato, segundo a Lei 9656/98, que regulamenta os planos de saúde no Brasil, é fundamental que os beneficiários tenham acesso a serviços de urgência e emergência. Essa lei estabelece um padrão mínimo de cobertura que visa proteger o consumidor em momentos críticos.

O novo plano sugerido pela ANS, conforme descrito, parece desafiar essa premissa crucial, ao limitar o escopo de cobertura exclusivamente a consultas e exames, excluindo, por exemplo, atendimentos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ou procedimentos cirúrgicos emergenciais.

Diante da ideia da ANS, o procurador Hilton Melo chama a atenção para a ausência de autorização legal para tais experimentações nos moldes propostos, algo que requereria uma revisão ou até mesmo a criação de novas regulamentações, possivelmente através de um projeto de lei que altere a Lei 9656/98 ou a edição de uma Medida Provisória (MP) com força de lei imediata, mas sujeita à aprovação do Congresso Nacional.

A preocupação não reside apenas na legalidade, mas também na prática dessa ideia da ANS. Existe um risco real de que essas sub segmentações nos planos de saúde venham a enfraquecer a oferta de produtos que atualmente asseguram internações de média e alta complexidade. Tal movimento poderia, alarmantemente, endossar uma desconexão entre o sistema de saúde suplementar e o Sistema Único de Saúde (SUS), sobrecarregando ainda mais este último. Por exemplo, um paciente com um plano restrito que necessite de uma cirurgia de emergência, como uma apendicectomia, seria inevitavelmente encaminhado ao SUS, aumentando a demanda e potencialmente comprometendo a qualidade do atendimento para todos os usuários.

Sem dúvidas, ao sugerir esse novo tipo de plano de saúde, a ANS mira no potencial existente no Brasil. Dos 213 milhões de brasileiros, aproximadamente 50 milhões possuem algum tipo de plano de saúde, o que significa que há um mercado demográfico potencial para esses produtos "populares".

Contudo, lançar tais planos sem uma rede apropriada de suporte às emergências pode não só deslocar problemas para o SUS como pode também incitar um cenário onde planos de saúde de baixa cobertura se tornem padrão de mercado, com implicações graves para o atendimento hospitalar. Imagine, por exemplo, um idoso com um plano de saúde limitado que sofra um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A ausência de cobertura para internação e tratamento intensivo poderia resultar em sequelas graves ou até mesmo óbito, evidenciando a vulnerabilidade dessa população.

Para mitigar os riscos, é imperativo que a ANS e o Ministério da Saúde adotem um papel fiscalizador ainda mais ativo. Deve-se garantir um quadro regulatório capaz de preservar a integridade tanto dos serviços públicos quanto privados, por meio de uma arquitetura sólida de compliance que contemple as inovações tecnológicas, como prontuários eletrônicos integrados entre os sistemas de saúde.

A implementação de um sistema de blockchain, por exemplo, poderia garantir a segurança e a transparência dos dados dos pacientes, o que facilitaria a comunicação entre os diferentes níveis de atenção à saúde e evitaria a duplicação de exames e procedimentos. Além disso, a criação de indicadores de qualidade e desempenho para os planos de saúde, com a divulgação pública dos resultados, poderia incentivar a concorrência e a melhoria dos serviços.

A vitalidade da saúde suplementar precisa coexistir de maneira harmoniosa e eficiente com o serviço público, de forma que nenhuma das partes seja negligenciada. A proposta atual, então, aponta para um futuro incerto, com implicações legais e sociais significativas. É essencial que os poderes públicos, juntamente com entidades não governamentais e o próprio setor privado discutam estratégias sustentáveis antes da implementação de qualquer mudança que, em sua gênese, carrega a promessa de uma dualidade funcional ao mesmo tempo provocativa e contingente.

É crucial considerar o impacto a longo prazo dessas decisões e garantir que o acesso à saúde continue sendo um direito garantido a todos os cidadãos brasileiros, independentemente de sua condição socioeconômica. Iniciativas como a proposta da ANS devem ser amplamente discutidas e rigorosamente analisadas, incluindo representantes dos consumidores, profissionais de saúde, operadoras de planos de saúde e órgãos de defesa do consumidor, para garantir um debate democrático e bem fundamentado, além de realizar estudos que identifiquem os impactos socioeconômicos e de saúde desta nova modalidade de plano, e que considerem diferentes cenários e grupos populacionais.

Mais além, é necessário reforçar os mecanismos de fiscalização para evitar abusos e garantir a aplicação correta da legislação existente, com a criação de canais de denúncia e a aplicação de sanções para as operadoras que descumprirem as normas.

Trata-se de uma discussão complexa, que sublinha a necessidade de uma abordagem cuidadosa e abrangente que não só respeite o texto de lei mas também assegure que todas as mudanças desempenhem um papel positivo no espectro dos cuidados de saúde no Brasil. A criação de um grupo de trabalho multidisciplinar, com a participação de juristas, economistas, médicos e representantes da sociedade civil poderia ser uma medida eficaz para garantir que todas as perspectivas sejam consideradas e que as decisões sejam tomadas de forma transparente e responsável

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AGÊNCIA BRASIL

Entidades médicas pedem faixa etária maior para mamografia de rastreio

Entidades médicas apresentaram à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) um parecer defendendo a mamografia de rastreio para todas as mulheres entre 40 e 74 anos. O documento tenta mudar o critério a ser usado pela ANS para certificar planos de saúde em seu novo programa de valorização às boas práticas no tratamento do câncer.

Em dezembro do ano passado, a Agência lançou uma consulta pública para receber contribuições sobre o programa, e divulgou a cartilha preliminar com orientações e critérios para os planos de saúde que desejarem obter a certificação. Mas acabou sendo alvo de protestos.

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Um dos principais critérios é a realização de rastreamento organizado, ou seja, a convocação das usuárias para realizarem exames regularmente, mesmo sem sintomas. No caso do câncer de mama, a cartilha seguiu o protocolo do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca): mamografias a cada dois anos para as mulheres com idades entre 50 e 69 anos.

Mas para as entidades médicas, essa faixa etária exclui uma parcela importante da população. Após os protestos, a ANS concedeu um prazo de um mês para que as organizações apresentassem um parecer com evidências científicas, o que foi feito na semana passada.

Aumento de casos

Elaborado em conjunto pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Sociedade Brasileira de Mastologia e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, o parecer argumenta que em 2024, 22% das mulheres que morreram por câncer de mama no Brasil tinham menos de 50 anos, e 34% tinham mais de 70.

Os estudos reunidos no documento também apontam que houve crescimento de casos de câncer em mulheres mais jovens, e que esses tumores geralmente são mais agressivos e tem mais risco de metástase.

Para as entidades médicas, a mamografia deve incluir essas pessoas, porque o diagnóstico de câncer em pessoas assintomáticas, a partir de exames de imagem, demanda tratamentos que impactam menos a qualidade de vida da paciente, e tem menos risco de recidivas, metástases e mortalidade.

"No grupo do rastreamento, o tumor é detectado no estágio inicial e apresenta características biológicas menos agressivas, permitindo maior número de cirurgias conservadoras da mama. Essas pacientes também possuem menos indicação de quimioterapia, consequentemente com menores efeitos colaterais do tratamento" diz o parecer.

E as entidades complementam: "o diagnóstico precoce também é custo-efetivo e se associa a benefícios econômicos, porque reduz os custos do tratamento, ao evitar terapias caras para cânceres em estágios avançados".

Efetividade

Mas de acordo com o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, não há discussão sobre os benefícios do diagnóstico precoce, mas sim sobre a efetividade de aumentar a idade dos exames de rastreamento, que devem ser feitos por todas as mulheres, quando não há sintomas ou suspeita.

"Nossa questão não está baseada na incidência da doença abaixo dos 50 anos, mas nas fortes evidências de que o rastreamento abaixo de 50 anos não tem sensibilidade, aumentando o risco de sobrediagnóstico e de maior número de intervenções, sobrecarregando todo o sistema de Saúde", afirmou Gil na quinta-feira (27).

Em entrevista anterior à Agência Brasil, Gil enfatizou: "A informação científica que temos hoje não é da opinião de um especialista, é da literatura médica, avaliada com o nível de evidência 1, meta-análise e estudo randomizado, que é o maior nível de evidência que se tem. Grande parte dos trabalhos não conseguiu mostrar nenhum aumento de sobrevida na faixa dos 40 aos 50 anos. Só houve aumento de sobrevida na faixa de 50 a 69 anos."

De acordo com ele, isso se explica pela maior densidade da mama de mulheres mais jovens, o que aumenta as chances de um resultado falso positivo, que precisará ser descartado por exames adicionais, ou até por cirurgias desnecessárias.

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JORNAL OPÇÃO

20 estados ainda mantem manicômios judiciais enquanto Goiás trocou política no começo dos anos 2000

Censo de 2011, coordenador pela pesquisadora Debora Diniz, visitou todas as unidades espalhadas pelo Brasil e produziu um extenso relatório sobre a situação dos chamados manicômios judiciais

Apenas Acre, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Roraima e Tocantins não possuem mais os Estabelecimentos de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (ECTPs). No Brasil, ao todo, são 23 ECTPs, enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro possuem mais de três cada. De acordo com a Lei 10.2016, de 2001, “é vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares”.

Censo de 2011, coordenado pela pesquisadora Debora Diniz, visitou todas as unidades espalhadas pelo Brasil e produziu um extenso relatório sobre a situação dos chamados manicômios judiciais. A população das unidades era de 3.989 indivíduos, sendo 2.839 em medida de segurança, 117 por convenrsão de pena e 3.033 em internação temporária. Homens, na sua maioria, sendo que ao menos 25% não deveriam estar internados por cumprirem medidas de segurança com a periculosidade cessada, desinternação ou medida extinta.

No Estado, as politicas manicominais, foram substituídas pelo Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator (Paili), inspirado em programa semalhante ao Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário (PAI-PJ), de Minas Gerais. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), a execução é responsabilidade pelo conjunto entre Ministério Público, Secretaria de Estado de Saúde, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Segurança Pública e Diretoria Geral de Polícia Penal.

As discussões sobre as implementações das políticas antimanicomiais são feitas pelo CEIMPRA (Comitê Estadual de Implantação e Monitoramento da Política Antimanicomial ), da e a Defensoria Pública do Estado de Goiás. O município de Goiânia, através da Secretaria Municipal da Saúde também tem participação na aplicação das políticas.

Política responsável pela execução das medidas de segurança no Estado de Goiás. Atuação de forma à auxiliar aos juízos de execução penal, tem a tarefa de acompanhar os pacientes julgados e absolvidos pela Justiça Criminal, mas que, em razão de doença ou pertubação da saúde mental, são submetidos à internação psquiátrica ou ao tratamento ambulatorial de “pessoas com transtorno mental ou qualquer forma de deficiência psicossocial que estejam custodiadas, sejam investigadas, acusadas, rés ou privadas de liberdade, em cumprimento de pena ou de medida de segurança, em prisão domiciliar, em cumprimento de alternativas penais, monitoração eletrônica ou outras medidas em meio aberto”.

De acordo com a pesquisadora, o Brasil passou por três picos de instalação das custódias psiquiátricas. Entre 1921 e 1933, na década de 1980 e em 2001. Segundo a Universidade Federal de Goiás (UFG), o estabelecimento de institucionalização da loucura no Estado teve início com o médico Pedro Ludovico Teixeira. Uma década depois, o diagnóstico era que o Estado, juntamente com Sergipe e Acre não prestaram assistências a seus doentes.

Os sanatórios Espírita Batuíra e JK são ianugurados em 1950, no entanto, o louco infrator continua a ser recluso em presídios, em meio a criminosos comuns. É somente no ano de 1964 que o Hospital Adauto Botelho é utilizado como uma espécie de presídio, principalmente para presos políticos opositores ao regime da ditura militar em Goiás no início do golpe. As práticas diferenciadas do tratamento psiquiátrico tradicional só começaram em 1992, com o atendimento do tipo dia, quando os pacientes podiam ir embora para casa do final do horário comercial.

O que é a luta antimanicomial

A luta antimanicomial é um movimento social e político que visa transformar o modelo de assistência às pessoas com transtornos mentais, combatendo a lógica do isolamento e da institucionalização em hospitais psiquiátricos e manicômios. No Brasil, essa luta ganhou força especialmente a partir da década de 1970, impulsionada por denúncias de abusos e violações de direitos humanos dentro dessas instituições, onde pacientes eram submetidos a condições degradantes, maus-tratos e violência.

O movimento se consolidou na década de 1980, alinhado com os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, que resultou na Lei nº 10.216, de 2001. Essa legislação estabeleceu diretrizes para substituir o modelo manicomial por uma rede de atenção psicossocial baseada no cuidado humanizado e na inclusão social. Com isso, a internação psiquiátrica passou a ser medida excepcional, priorizando-se o atendimento em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), residências terapêuticas e outras formas de assistência comunitária.

No contexto da saúde mental e do sistema prisional, a luta antimanicomial questiona a existência dos Estabelecimentos de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (ECTPs), também conhecidos como manicômios judiciais. Essas unidades mantêm pessoas em privação de liberdade sob justificativa de tratamento psiquiátrico, mas muitas vezes reproduzem a lógica punitiva e de exclusão dos hospitais psiquiátricos convencionais.

Nos últimos anos, estados como Goiás têm implementado programas alternativos, como o Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator (Paili), que busca garantir acompanhamento multidisciplinar a pacientes em conflito com a lei, sem a necessidade de internação em unidades asilares. Essas iniciativas estão alinhadas com a defesa dos direitos humanos e com a proposta de um cuidado em liberdade, onde o tratamento da saúde mental não implique em segregação.

A luta antimanicomial, portanto, não se restringe ao fechamento de hospitais psiquiátricos, mas propõe uma transformação profunda na forma como a sociedade encara a loucura e o sofrimento psíquico. Trata-se de uma questão de direitos humanos, inclusão social e construção de uma política pública que respeite a dignidade das pessoas em sofrimento mental, garantindo-lhes tratamento adequado, inserção na comunidade e acesso a políticas de assistência e reinserção social.

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JOTA INFO

Alexandre Padilha retorna à Saúde com objetivo de criar marca de governo

Em momento de baixa popularidade do governo Lula, a Saúde é tida como possibilidade de vitrine

O médico infectologista Alexandre Padilha refaz, agora, o movimento que fez entre 2010 e 2011: deixa o comando da Secretaria de Relações Institucionais para novamente assumir o Ministério da Saúde . Desta vez, ele também repete uma missão que teve à frente da Saúde, a de criar uma marca de governo. Em momento de baixa popularidade do governo Lula, a Saúde é tida como possibilidade de vitrine.

A passagem de Padilha no governo Dilma Rousseff no comando do ministério foi marcada por dois programas: Aqui Tem Farmácia Popular e Mais Médicos. Ambos tornaram-se conhecidos e tiveram uma boa receptividade entre população. No caso do Aqui Tem Farmácia Popular, a boa avaliação ocorreu também entre integrantes da classe média.

Articulação política

A troca no Ministério da Saúde é vista como uma solução para acomodar Alexandre Padilha, que tinha como certa sua saída da articulação política. Desde os primeiros seis meses de governo Lula, as críticas à sua gestão na Secretaria de Relações Institucionais são uma constante no governo. A crise foi escancarada em junho de 2023, quando a Câmara dos Deputados derrubou o marco do saneamento básico e aprovou o marco temporal das terras indígenas - duas pautas contrárias à agenda do governo Lula.

À época, o então presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) tornou pública a primeira rusga com Padilha e disse que as lideranças do governo deveriam "andar com as próprias pernas". A principal queixa a Padilha era de que ele fazia verbalmente um acordo com os parlamentares, que envolviam cargos e liberação de emendas, mas não cumpria.

Nos 18 meses que se seguiram, a relação entre Padilha e Lira tornou-se cada vez mais distante, com ápice em abril de 2024. À imprensa, o deputado alagoano se referiu ao ministro como "desafeto pessoal", o chamou de "incompetente" e disse ser "lamentável" que integrantes do governo ficassem "plantando mentiras". Após o embate, Padilha negou crise e as queixas públicas se amenizaram.

Nos últimos meses, Padilha se tornou novamente alvo de críticas por causa da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o pagamento de emendas, exigindo maior transparência. Inicialmente, parlamentares o acusaram de ter atuado para que houvesse o bloqueio e depois exigiram que ele buscasse uma solução, mas o ministro evitou entrar diretamente no conflito.

Padilha também foi alvo de críticas do próprio partido, especialmente por causa de derrotas nas pautas econômicas. Ainda assim, ele seguiu no cargo com respaldo do presidente Lula, que o vê como aliado de primeira hora, confiável e tem reconhecimento pela história de Padilha no PT. Em momentos difíceis do partido, como no impeachment de Dilma Rousseff e na prisão de Lula, Padilha esteve presente e fez ampla defesa dos correligionários.

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PORTAL UOL

Oito em cada 10 posts sobre exames de saúde são enganosos

Influenciadores promovem no Instagram e TikTok testes como ressonância magnética de corpo inteiro para pessoas sem sintomas, o que pode gerar tratamentos desnecessários, aponta estudo.Dicas de saúde enganosas e falsas promessas de cura são tão antigas quanto a própria humanidade. Os primeiros cristãos eram instruídos a ingerir imagens devocionais de santos para curar doenças e dores, enquanto charlatães do século 18 vendiam o chamado óleo de cobra como uma cura para qualquer problema de saúde.

Em tempos de mídias sociais, a desinformação médica se espalha com uma rapidez que nenhum charlatão ou padre viajante poderia atingir. Com milhões de seguidores ao alcance de um clique, influenciadores podem exercer um enorme poder quando se trata de conselhos médicos e de saúde.

Um novo estudo, liderado pela Universidade de Sydney e publicado no periódico científico JAMA Network Open, constatou que cerca de 85% das publicações no Instagram e no TikTok sobre exames médicos fornecem orientações médicas falsas, enganosas ou potencialmente prejudiciais, que não mencionam danos importantes, como diagnóstico excessivo ou uso excessivo desses testes.

Além da facilidade em produzir e disseminar conteúdos proporcionada pelas mídias sociais, outro fator abordado pelo estudo é capacidade maior de influência que esse meio tem em comparação com as mídias tradicionais.

Esses dados demonstram a necessidade de uma regulamentação mais rigorosa de informações médicas enganosas nas mídias sociais , escreveram os autores.

Faca de dois gumes

Um dos exemplos citados pelo artigo é da celebridade Kim Kardashian, que em 2023 incentivou seus mais de 360 milhões de seguidores a se submeterem a uma ressonância magnética de corpo inteiro.

O exame consiste em ficar imóvel por cerca de uma hora numa maca longa e estreita que desliza para dentro de uma máquina cilíndrica que capta imagens detalhadas de órgãos, articulações e tecidos, que Kardashian chamou de máquina salva-vidas por seu poder de detectar sinais precoces de doenças como câncer.

De acordo com o artigo, há evidências cada vez mais claras de que os testes de detecção precoce são facas de dois gumes: podem salvar vidas, mas também trazer diagnósticos desnecessários.

De acordo com os pesquisadores, a principal preocupação com esses exames é que eles têm a capacidade de detectar condições que não levam necessariamente a uma doença, levando a diagnósticos e tratamentos desnecessários.

Agências reguladoras como a americana Food and Drug Administration (FDA, equivalente à Anvisa no Brasil) têm se articulado para regulamentar melhor testes como esse, pois identificam em seu uso inadequado uma das causas de tratamentos desnecessários, que podem causar danos individuais e ao sistema de saúde.

Além da ressonância magnética de corpo inteiro, o estudo se debruçou sobre o uso excessivo de mais quatro testes:

Multi-Cancer Early Detection (MCED), exame de sangue que detecta fragmentos de genes mutantes relacionados a tumores, estão sendo promovidos como uma forma de rastrear mais de 50 tipos de câncer antes do surgimento dos sintomas, embora não haja aprovação dos agentes regulatórios nem evidências de que os benefícios superam os danos, incluindo diagnósticos desnecessários;

Teste AMH, que mostra a quantidade de óvulos, é falsamente promovido como um teste de fertilidade e pode levar a tratamentos de fertilidade desnecessários;

Teste de microbioma intestinal, que coleta uma amostra de fezes e avalia a composição do microbioma no intestino de um indivíduo, promete bem-estar por meio da detecção precoce de muitas condições, apesar da falta de evidências de benefícios e preocupações sobre o uso excessivo de medicamentos;

Exames de sangue de baixa testosterona não têm evidências de benefícios para homens saudáveis assintomáticos e provavelmente causam o uso excessivo de suplementos.

Redes sociais e tratamentos desnecessários

Os pesquisadores afirmam que publicações nas mídias sociais são um dos principais fatores para o excesso de diagnósticos e para o aumento da demanda por tratamentos desnecessários.

O diagnóstico excessivo desvia recursos do combate a doenças que são subdiagnosticadas e subtratadas, afirmam os autores. O uso excessivo de tratamentos pode levar ainda a efeitos colaterais, como dores de cabeça induzidas por medicamentos.

Os pesquisadores analisaram 982 publicações de mídia social de influenciadores do Instagram e do TikTok com cerca de 200 milhões de seguidores no total para avaliar sua precisão e o possível impacto sobre os usuários.

Dessas publicações, apenas 15% mencionaram os possíveis danos associados aos exames médicos.

Quase todos os influenciadores da amostra não tinham o conhecimento médico necessário para fornecer informações precisas. Apenas 6% das postagens incluíam alguma forma de evidência médica.

Em vez disso, os influenciadores tenderam a se basear em evidências anedóticas ou em dados escolhidos a dedo para promover testes que podem não ser necessários ou mesmo benéficos.

Claramente, essa nova evidência de informações persuasivas e enganosas em quase 1.000 postagens exige respostas para ajudar a reduzir o possível excesso de diagnóstico e uso excessivo , escreveram os autores.

O estudo também descobriu que mais de dois terços dos influenciadores tinham incentivos financeiros para promover o teste sobre o qual estavam postando.

Esse incentivo financeiro pode levar a informações tendenciosas, em que os benefícios dos testes são exagerados, e os riscos, minimizados.

Como se proteger

Encontrar orientações de saúde confiáveis e com base científica na internet pode ser difícil, mas há caminhos que qualquer pessoa pode seguir para se proteger contra desinformação médica:

Verifique a fonte: Sempre confira as credenciais da pessoa que está fornecendo a orientação médica. Os influenciadores podem não ter o histórico médico necessário para oferecer informações confiáveis;

Proteja-se contra informações enganosas: Pense criticamente sobre o conteúdo que está vendo. Pergunte a si mesmo se o influenciador está se referindo a evidências científicas de fontes confiáveis;

Verifique os fatos: Use fontes confiáveis para verificar os fatos das informações compartilhadas pelos influenciadores. Sites como o da Organização Mundia de Saúde (OMS) podem ajudar;

Pense antes de compartilhar: Antes de passar algo adiante, considere se isso pode ser falso ou se pode causar danos. Verificar a precisão das informações com uma fonte respeitável pode reduzir o compartilhamento de falsidades.

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Assessoria de Comunicação

Sexta, 28 Fevereiro 2025 06:52

CLIPPING AHPACEG 28/01/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Ipasgo Saúde realiza live para esclarecer dúvidas sobre pagamentos

CFM participa de reunião da Frente Parlamentar Mista da Saúde e reforça compromisso com a defesa da assistência à população

Advogados e médicos de MS faturam alto com judicialização da saúde, indica PGE

Padilha abre transição na Saúde e diz que meta é reduzir espera para atendimentos

A REDAÇÃO

Ipasgo Saúde realiza live para esclarecer dúvidas sobre pagamentos

Transmissão ocorre nesta sexta-feira (28/2) 

O Ipasgo Saúde promove nesta sexta-feira (28/2) uma transmissão ao vivo para esclarecer dúvidas e otimizar os processos relacionados ao envio e validação de pagamentos na linguagem XML. A live, destinada a prestadores de serviços, visa garantir maior eficiência e conformidade nas operações que balizam as transações financeiras realizadas entre os profissionais e a instituição.

Durante o encontro online, das 9h30 às 11h, os participantes terão a oportunidade de aprender, passo a passo, como garantir que os pagamentos de terceiros sejam processados corretamente, sem falhas que possam impactar o fluxo. Além disso, especialistas estarão à disposição para esclarecer dúvidas e orientar sobre as melhores práticas no envio e validação dos pagamentos no XML, um processo fundamental para a gestão do faturamento.

A live será transmitida ao vivo no canal oficial do Ipasgo Saúde no YouTube. “Nosso objetivo é proporcionar a todos os prestadores as condições necessárias para refinar os processos de faturamento. Com essa capacitação, esperamos não apenas resolver dúvidas, mas também conferir maior agilidade e precisão nas operações financeiras”, diz o presidente do Ipasgo Saúde, Vinícius Luz.

Esta é a nona live que o Ipasgo Saúde realiza para sanar dúvidas da rede credenciada sobre o sistema Facplan, por meio do qual ocorre a gestão do plano de saúde. Além das transmissões ao vivo, a instituição disponibiliza na plataforma cerca de 50 tutoriais em vídeo e quatro manuais, que podem ser acessados por meio do Portal do Prestador.

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CFM

CFM participa de reunião da Frente Parlamentar Mista da Saúde e reforça compromisso com a defesa da assistência à população


O Conselho Federal de Medicina (CFM) segue atuante na defesa de políticas públicas que garantam a qualidade da assistência médica no Brasil. Nesta quarta-feira (26/02), os conselheiros federais Antonio Meira e Alceu Pimentel, membros da Comissão de Assuntos Políticos (CAP-CFM), representaram a autarquia na reunião da Frente Parlamentar Mista da Saúde (FPMS), realizada em Brasília (DF).

O encontro reuniu deputados, senadores, assessores e representantes de diversas categorias da saúde para discutir o planejamento estratégico da Frente Parlamentar para o ano. Entre as ações da FPMS destacam-se o observatório do orçamento da saúde, que monitora alocação de recursos; o acompanhamento da reforma tributária, com análise dos impactos na saúde; e o monitoramento de novas tecnologias no Sistema único de Saúde (SUS).

O presidente da FPMS, deputado Dr. Zacharias Calil, explicou que a FPMS tem monitorado a agenda legislativa e articulado com os parlamentares. Ele destacou a relevância da presença do CFM no grupo. "Juntos, seguimos trabalhando para fortalecer a saúde no Brasil e defender os interesses da sociedade", afirmou o parlamentar. Ele também ressaltou que a parceria com o CFM é fundamental para o avanço de pautas como a qualidade da formação médica, a ética na medicina, a transparência na gestão da saúde e demais temas estratégicos para o setor.

Defesa da medicina - O encontro também foi uma oportunidade para que os conselheiros do CFM reforçassem a necessidade de políticas públicas que assegurem condições adequadas para o exercício da medicina e um atendimento de excelência à população. Entre os temas prioritários que passam pela Câmara dos Deputados e Senado Federal, o conselheiro federal Alceu Pimentel alertou para a necessidade de se estabelecer critérios mais rígidos para a criação de cursos de medicina, incluindo restrições ao ensino a distância na área da saúde.

Com participação ativa nos debates legislativos, os dois conselheiros reafirmaram o compromisso da autarquia de atuar em defesa da categoria médica e da qualidade da assistência prestada à população.

Segundo o coordenador da CAP-CFM, Antonio Meira, o trabalho conjunto entre a autarquia e os parlamentares é essencial para garantir avanços concretos na área. "O CFM segue atento às discussões legislativas e contribui ativamente com propostas que visam a melhoria do sistema de saúde, sempre pautado na ética médica e na valorização da profissão", ressaltou.

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CORREIO DO ESTADO

Advogados e médicos de MS faturam alto com judicialização da saúde, indica PGE


PGE-MS mostra que, no intervalo de 1 ano, uma mesma advogada patrocinou 32 ações em favor dos mesmos médicos; impacto é de mais de R$ 5 milhões

Um relatório elaborado pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul (PGE-MS) indica que apenas uma advogada, em 2023, ingressou com 32 ações solicitando procedimentos médicos, sendo que 28 deles tinham custo superior a R$ 150 mil. A constatação foi fundamental para reforçar a tese de que há um esquema entre médicos e advogados que consiste em inflar os preços dos procedimentos e, consequentemente, turbinar o ganho dos advogados. Nesta terça-feira (25), o Ministério Público transformou o procedimento preparatório aberto em 2023 em inquérito civil. A investigação pode ir ainda mais além, pois a Polícia Civil também estaria no caso (não há confirmação de abertura de inquérito). A PGE-MS, em 2023, além de enviar os dados para a investigação civil do Ministério Público, também solicitou que a Polícia Civil instaurasse inquérito policial para investigar o esquema de superfaturamento de cirurgias pagas com dinheiro público a mando da Justiça.

Os processos patrocinados pela mesma advogada resultaram (ou resultariam, na época do dossiê, em 2023) em um impacto de R$ 5 milhões aos cofres públicos. Nessas ações judiciais, normalmente em caráter de urgência, há pouco espaço para o contraditório do poder público ou para questionar orçamentos. O valor, a título de comparação, é pouco menos da metade dos R$ 14 milhões investidos em cirurgias eletivas no ano passado, com ajuda federal. A suspeita dos envolvidos na investigação é que o sobrepreço dos procedimentos médicos pode contribuir para elevar o faturamento dos profissionais de saúde e ainda levar os advogados a turbinar seus honorários sucumbenciais, que podem chegar a 20% do valor da causa. Quanto ao inquérito do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, ele também investiga uma suposta omissão das procuradorias do Estado e do Município. A motivação foi levantada pelo juiz Cláudio Muller Pareja, que estranhou que, em um desses processos com valor exorbitante, o poder público não tenha pedido a impugnação dos orçamentos.

Na investigação do Ministério Público, já foram identificados pelo menos cinco clientes de uma mesma advogada, já intimados a depor. A investigação é reforçada pelo mapeamento da PGE-MS, elaborado pelo procurador do Estado Kaoye Guazina Oshiro, com o apoio da Polícia Civil, que notou uma repetição de processos judiciais requerendo a realização de neurocirurgias e cirurgias ortopédicas, em que os pacientes solicitam procedimentos com valores expressivos. Todos os processos, conforme o documento ao qual o Correio do Estado teve acesso em primeira mão, eram patrocinados pela mesma advogada: Luciana Tosta Quintana Ribas. "Não raro, os profissionais que ofereciam os serviços (os procedimentos cirúrgicos) se repetiam", argumenta o procurador do Estado. Em 2023, ano em que se concentra a investigação, a advogada Luciana Tosta Quintana Ribas ingressou com 32 demandas judiciais contra o Estado e municípios.

A maioria das demandas foi na comarca de Campo Grande: 19 ao todo. Mas também havia processos judiciais, na época em que o procurador do Estado elaborou o documento, nos municípios de São Gabriel do Oeste, Chapadão do Sul, Ponta Porã, Nioaque, Costa Rica, Miranda (Bodoquena), Rio Verde de Mato Grosso, Paranaíba, Coxim e Rio Negro. "De fato, no universo de 32 processos, apenas quatro contêm como menor orçamento de equipe médica montante inferior a R$ 150 mil", argumenta o procurador. Cartas marcadas O monitoramento feito pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul ainda apontou para indícios de carta marcada na oferta dos procedimentos pelos médicos. Normalmente, o paciente apresenta três orçamentos de procedimentos ao magistrado, que normalmente decide pelo mais barato. "Na maior parte dos orçamentos de menor valor - ou seja, dos orçamentos utilizados como parâmetro para sequestro de verbas públicas para a realização de procedimentos em âmbito privado - são dos Drs.
(médicos) Wolnei Zeviani (13) e Antônio Martins de Freitas Júnior (16). "O procurador do Estado complementa: "Ou seja, dos 32 processos, apenas três não têm como orçamento de menor valor o apresentado por um desses dois médicos." O dossiê da PGE-MS, feito a pedido do Ministério Público, ainda lembra que, nos outros três casos em que Zeviani e Freitas Júnior não aparecem, os médicos citados são Mariana Mazzuia (1) e Roberto Cisneros (2). O que chamou a atenção da PGE-MS é que, no orçamento feito por Mariana Mazzuia, a conta indicada como destino para o depósito era da empresa Nanoneuro Serviços Médicos, cujo responsável financeiro é nada menos que Wolnei Zeviani. O documento ainda mostra que Zeviani e Freitas Júnior também ofertaram orçamentos nos procedimentos em que não ofereceram o menor preço. Na época em que o relatório ficou pronto, no final de 2023, o dossiê da PGE-MS ainda indicou que, dos 32 processos patrocinados por Luciana Ribas, 16 já estavam com ordens de bloqueios de verbas públicas efetuadas.

"Todos esses bloqueios foram destinados a empresas que contêm ou o Dr. Wolnei Zeviani ou o Dr. Antônio Martins de Freitas Júnior ou ambos no quadro societário", demonstrou. As empresas que receberam os pagamentos foram: Instituto de Nervos, Cérebro e Coluna (INCC) Martins Neuro Serviços Médicos WW Zeviani Prestação de Serviços Médicos Nanoneuro Serviços Médicos Valor exorbitante Os procedimentos tinham valores exorbitantes e distantes da média praticada pelo mercado, indica o relatório do procurador Kaoye Oshiro. Ele cita o exemplo de uma cirurgia de coluna indicada pela advogada, em que o procedimento de menor valor sairia por R$ 339,4 mil. Ocorre que a PGE encontrou, na mesma época, um orçamento para o mesmo procedimento a ser executado em Ponta Porã por menos da metade do preço: R$ 162,4 mil. Fác-Símile de documento da PGE-MS Suspeita antiga Em meados do ano passado, a própria Procuradoria-Geral do Município de Campo Grande revelou, em peça judicial, a existência de um suposto esquema envolvendo médicos e advogados que forçam a judicialização da saúde para aumentar seus rendimentos.

A descrição veio à tona em defesa de uma ação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) que visa acabar com uma fila de espera de 7,7 mil consultas e cirurgias ortopédicas. Na ocasião, a procuradora do município Viviani Moro afirmou, na peça de defesa, que os custos desses procedimentos, solicitados via processos judiciais, contribuem para o aumento das filas na saúde pública. Em contestação à ação civil pública ajuizada pelo MPMS no fim de abril, ela destacou dois processos judiciais em que pessoas demandam procedimentos de quase R$ 600 mil e R$ 50 mil. "Desde a judicialização da saúde, inúmeros profissionais médicos e empresas encontraram nas ações meios para obter melhores lucros", afirmou a procuradora. "Por uma questão lógica, tais profissionais não se interessam em realizar o procedimento no âmbito do SUS, cujo custeio de tais procedimentos é pífio. E, por mais que os serviços estejam contratualizados, o gestor público não possui finanças suficientes para subsidiar valores equiparados com os que são praticados no âmbito privado", complementou a procuradora jurídica.

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FOLHA ONLINE

Padilha abre transição na Saúde e diz que meta é reduzir espera para atendimentos

Lula trocou comando do ministério após cobrar marca forte na pasta, e aposta é o programa Mais Acesso a Especialistas

Escolhido para comandar o Ministério da Saúde , o médico e deputado federal Alexandre Padilha (PT) disse nesta quinta-feira (27) que sua meta na pasta será reduzir o tempo de espera para atendimentos.

"A missão é se esforçar permanentemente, até o momento que for necessário, de minha parte de forma obsessiva, para reduzir o tempo de espera para quem precisa de atendimento neste país", disse

Padilha ao chegar ao ministério pela primeira vez após ser escolhido para o cargo.

Ele participou de reunião com a equipe da ministra Nísia Trindade para organizar a troca de comando na Saúde . Nísia foi demitida por Lula (PT) na terça-feira (25), cinco dias após a Folha revelar que o presidente havia decidido trocar a chefia do ministério.

Lula tem cobrado que o Ministério da Saúde emplaque uma ação de maior visibilidade. Com Padilha à frente da pasta, o governo deve aumentar a aposta no Mais Acesso a Especialistas . O programa, que ainda ganha tração , promete encurtar o tempo para a realização de consultas e exames especializados nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia.

Atual ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Padilha deve tomar posse no Ministério da Saúde no dia 10 de março. Já o nome que comandará a SRI ainda não foi anunciado.

Padilha disse que a transição na chefia da Saúde "será tranquila, construtiva e amigável".

"Estou sucedendo uma defensora do SUS que durante dois anos se esforçou para reconstruir o Ministério da Saúde, tão atacado pelo negacionismo", afirmou o próximo ministro da Saúde sobre Nísia.

O petista ainda disse que Lula colocou a redução do tempo para atendimentos como um "desafio".

Atual secretário de Atenção Especializada, o médico Adriano Massuda deve assumir a Secretaria Executiva da Saúde sob Padilha. O cargo é visto como uma espécie de vice-ministro, além de lidar com temas sensíveis ao governo, como elaboração do orçamento da Saúde, compras públicas e logística.

Massuda hoje comanda a secretaria que executa o Mais Acesso a Especialistas e foi secretário-executivo substituto da Saúde em 2011 e 2012, durante a gestão anterior de Padilha na pasta. Ele ainda participou, em 2022, da banca de doutorado do novo chefe do ministério.

Padilha assumirá a pasta também com o desafio de frear crises sanitárias, como a da dengue.

Terá, ainda, de lidar com a cobiça do Congresso sobre o orçamento da Saúde . Em 2024, as emendas parlamentares drenaram mais de 40% da verba empenhada para custeio e investimentos da pasta. Na passagem anterior de Padilha pela Saúde, encerrada em 2014, menos de 20% desses recursos eram definidos por deputados e senadores.

Ex-presidente da Fiocruz, Nísia comandou a Saúde desde janeiro de 2022 e foi uma escolha da cota pessoal de Lula. A ideia do presidente era reorganizar as políticas da pasta, como o Farmácia Popular e o Mais Médicos, além de se contrapor às gestões anteriores, marcadas por falhas no combate à Covid-19.

Ao se despedir dos servidores nesta quarta-feira (26), Nísia afirmou que sua gestão teve o "papel histórico" de reconstruir o ministério. Disse também que desejava permanecer no cargo durante os quatro anos do governo e se queixou dos dias de indefinição sobre a troca de ministro , mas sem citar o presidente Lula (PT).

A gestão de Nísia vinha sendo alvo de queixas de integrantes do Congresso, de membros do Palácio do Planalto e do próprio presidente, que chegou a fazer cobranças pela falta de uma nova política que se tornasse bandeira do governo. À frente da pasta ela enfrentou uma sequência de crises, como a explosão de casos de dengue e a falta de alguns modelos de medicamentos e vacinas em todo o país.

Aliados da ministra, contudo, defendem que a gestão de Nísia retomou políticas públicas e ampliou coberturas vacinais. Em 2024, o Brasil foi recertificado pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) pela eliminação de sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita.

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Assessoria de Comunicação

Quinta, 27 Fevereiro 2025 07:05

CLIPPING AHPACEG 27/02/25

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DESTAQUES

Saúde Suplementar em 2025: desafios, oportunidades e perspectivas para o setor

O ritmo intenso de inclusão de novas tecnologias no Rol da ANS

7 hospitais brasileiros estão entre os melhores do mundo, segundo ranking da Newsweek; veja quais

Ahpaceg denuncia aumento abusivo nos preços de insulina humana

MEDICINA S/A

Saúde Suplementar em 2025: desafios, oportunidades e perspectivas para o setor

O setor de saúde suplementar no Brasil chega a 2025 diante de desafios importantes. O envelhecimento da população, o aumento dos custos assistenciais e a pressão regulatória colocam operadoras de planos de saúde em um cenário de grande transformação. Ao mesmo tempo, a inovação tecnológica e novos modelos de gestão surgem como alternativas viáveis para garantir a sustentabilidade do setor nos próximos anos.

O que aconteceu em 2024?

Antes de mergulharmos nas expectativas para 2025, é interessante dar uma olhada no que aconteceu em 2024, ano que, sem dúvida, preparou o terreno para os próximos passos. O cenário econômico foi desafiador. O déficit fiscal elevado, a alta do dólar, a elevação no valor dos insumos, impactaram de forma importante o setor de saúde. Isso porque, vale lembrar, o Brasil depende de 90% de insumos importados para a produção de medicamentos, como já divulgado pelo relatório da organização internacional Oxfam. Além disso, grande parte dos equipamentos e tecnologias aplicadas nas instituições de saúde vem de fora.

A respeito, me veio à memória o discurso da ministra da Saúde, Nísia Trindade, na 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Na fala, Nísia reforçou que essa dependência representa um dos pontos de vulnerabilidade de todo o setor de saúde do Brasil.

Outros fatores, como o aumento da demanda pela assistência em saúde, da sinistralidade, os custos crescentes e debates em esferas legislativas, também marcaram o ano de 2024. Em meio a esses desafios, a saúde suplementar manteve seu crescimento de forma contínua. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o setor registrou 51,5 milhões de beneficiários em planos de assistência médica. Esse aumento corresponde a cerca de 850 mil beneficiários a mais que em outubro de 2023. Além disso, as operadoras e administradoras de benefícios conseguiram recuperar-se dos reflexos da pandemia, registrando um lucro líquido de R$ 8,7 bilhões nos três primeiros trimestres de 2024, um aumento de 178% em comparação com 2023. Por minha vivência no setor e pelos dados oficiais, digo que 2024 nos preparou para um movimento de retomada positiva, que será impulsionado em 2025.

O que esperar de 2025?

Em 2025, o envelhecimento da população e a sinistralidade seguem como pontos de atenção para a saúde suplementar. Dados do IBGE já demonstram que mais de 15% da população brasileira está acima dos 60 anos. Uma população que, de forma geral, necessita de cuidados mais prolongados, manejo de doenças crônicas, tratamentos de alta complexidade. O que, inevitavelmente, aumenta os custos assistenciais. Nessa equação, temos ainda o fator sinistralidade (o índice de custos com serviços médicos em relação à receita do plano de saúde), que pode impactar diretamente na sustentabilidade das operadoras de planos de saúde em 2025.

Desde já as operadoras precisam se concentrar em estratégias para reduzir a sinistralidade. Investir em serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) e estimular os beneficiários a adotarem hábitos mais saudáveis são medidas essenciais. Além disso, aprimorar o uso da rede credenciada do plano também pode contribuir para reduzir custos e melhorar a experiência do paciente.

Ainda falando em desafios, para garantir a sustentabilidade do setor de saúde suplementar, será muito importante desenvolver novos modelos de trocas econômicas intrasetoriais. O foco deve ser em remunerar médicos e serviços com base no valor entregue ao paciente ou em modelos fundamentados no desempenho assistencial e na qualidade do cuidado. Sem essa evolução, corremos o risco de não atender plenamente às necessidades do setor, deixando de entregar valor tanto aos cooperados quanto aos beneficiários. Para viabilizar essa transformação, é crucial aprimorar a agenda regulatória, fortalecer os processos de acreditação e revisar os modelos de remuneração. O modelo tradicional de fee-for-service, que prioriza o volume de serviços realizados sem considerar a necessidade clínica ou os resultados de saúde, precisa ser repensado. A remuneração deve se basear no desempenho e nos resultados alcançados, garantindo que estejam diretamente vinculadas à qualidade do cuidado oferecido.

Outro ponto a ser observado é que o crescimento da saúde suplementar está diretamente vinculado ao emprego com carteira assinada em nosso país. E, estamos em um momento com a menor taxa de desemprego da história, o que pode não se repetir ao longo de 2025. Isso porque, observamos pela frente um cenário internacional complexo, além dos desafios nacionais como o aumento da inflação e dos juros, fatores que podem esfriar a economia e reduzir o emprego formal. Nesse contexto, investir em ações e iniciativas que proporcionem o desenvolvimento e crescimento do setor de saúde suplementar é de extrema importância para gerar mais postos de emprego e, consequentemente, renda para a população do país.

Discorri sobre alguns obstáculos, mas é importante ressaltar que 2025 também se inicia com novas oportunidades. Não posso deixar de citar a forte presença da tecnologia no setor de saúde. Será possível observar, por exemplo, um impacto crescente das soluções de Inteligência Artificial (IA) no auxílio às operadoras em análises preditivas de custos e otimização de recursos. A IA não só promete melhorar a eficiência operacional das operadoras, mas também aprimorar a experiência dos pacientes, tornando os serviços mais rápidos e personalizados.

Um recorte sobre o Sistema Unimed

No contexto desafiador da saúde suplementar, as operadoras Unimed têm se destacado com estratégias de inovação e eficiência. A verticalização de serviços, o investimento em governança clínica e o uso de tecnologia têm permitido que muitas Unimeds mantenham equilíbrio financeiro e entreguem serviços de qualidade.

A estrutura cooperativista também se mostra um diferencial importante. Enquanto muitas operadoras de planos de saúde enfrentam dificuldades de sustentabilidade, o modelo Unimed fortalece a sinergia entre operadoras e prestadores, garantindo um ecossistema mais resiliente. E os números demonstram isso. A Unimed foi destaque na principal avaliação setorial realizada anualmente pela ANS, falo aqui do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS 2024, ano-base 2023). Entre as 18 operadoras médico-hospitalares que obtiveram nota máxima na avaliação, 16 são cooperativas Unimed, totalizando 89% de participação. Vale reforçar que das 269 operadoras do Sistema Unimed avaliadas pela ANS, 223 estão classificadas nas duas melhores faixas de desempenho, são 83% em comparação aos 71% do segmento.

Os bons resultados também se refletem no aumento de beneficiários, o Sistema Unimed entra em 2025 com mais de 20 milhões de beneficiários. Na equipe de profissionais, conta com mais de 117 mil médicos cooperados, que equivalem a 21% dos médicos do Brasil. Além disso, o Sistema Unimed possui 38% de participação no mercado nacional de planos de saúde e já gerou mais de 143 mil empregos diretos. Para 2025, digo ainda que as expectativas no desenvolvimento contínuo e expansão do Sistema se mantém.

Gestão profissionalizada como caminho para a sustentabilidade

Ao longo desse ano, observaremos uma movimentação direcionada a profissionalização das gestões das cooperativas Unimeds. Cada dia mais, as singulares compreendem a necessidade de fomentar uma capacitação contínua dos seus gestores. E, nesse âmbito, a Faculdade Unimed, em seu papel de Casa do Conhecimento do Sistema Unimed, realiza um trabalho fundamental. A instituição promove uma jornada de iniciativas educacionais, de capacitação e assessorias, para preparar dirigentes e cooperativas para enfrentarem os desafios. A aposta na formação e na qualificação dessas lideranças, a partir de uma instituição de ensino que compreende o DNA e as especificidades do Sistema, reforça o compromisso com a sustentabilidade do negócio.

No momento, podemos concluir que…

O setor de saúde suplementar está em plena transformação, e 2025 será um ano crucial para moldar o futuro. Os desafios seguem se apresentando, mas observamos também novas oportunidades emergirem por meio da inovação, de uma maior abertura para mudanças e da adoção de modelos mais sustentáveis. Movimentos que buscam aproximar a relação das operadoras de planos de saúde com os beneficiários e, proporcionar ao paciente uma assistência com foco ainda maior em qualidade e eficiência, sempre priorizando a segurança e melhor experiência.

O Sistema Unimed, com sua estrutura cooperativista e capacidade de adaptação, segue como referência no mercado, apontando caminhos para uma gestão mais equilibrada e conectada às mudanças da sociedade. Em 2025, o sucesso das operadoras Unimeds estará também vinculado a capacidade de fazer com que os desafios se tornem oportunidades e liderar a transformação do setor. Assim como apostar na capacitação contínua das pessoas que movimentam esse Sistema, principalmente nos dirigentes. Afinal, uma gestão mais profissionalizada, atenta à inovação e aberta ao diálogo, possibilita o alcance de melhores resultados para a singular, o que contribui para o desenvolvimento e fortalecimento de todo o Sistema Unimed.

*Fábio Leite Gastal é Diretor acadêmico da Faculdade Unimed, Presidente do Conselho e Diretor-geral da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e Superintendente de Novos Negócios da Seguros Unimed.

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O ritmo intenso de inclusão de novas tecnologias no Rol da ANS

Recentemente, a ANS anunciou a inclusão de novos medicamentos e tratamentos ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, com vigência a partir de fevereiro de 2025. Entre as inovações, destacam-se terapias para doenças raras e procedimentos de alta tecnologia, ampliando as opções de cuidado para os beneficiários.

Estamos falando de um tema é de grande importância, pois a atualização contínua do rol impacta diretamente a cobertura oferecida pelos planos de saúde, influenciando tanto os beneficiários quanto as operadoras. Enquanto os usuários ganham acesso a tratamentos mais modernos e eficazes, as operadoras enfrentam o desafio de adequar-se às novas exigências sem comprometer a sustentabilidade do sistema.

A atualização do rol é um processo criterioso, que busca garantir aos beneficiários acesso a tratamentos eficazes e seguros, preservando a sustentabilidade do setor. Ele começa com a submissão de propostas, feitas por operadoras, profissionais de saúde, associações de pacientes e fabricantes.

Essas propostas são avaliadas com base em critérios como eficácia, segurança e custo-efetividade. Após análise técnica e científica, muitas vezes com o apoio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), as tecnologias são submetidas à consulta pública, permitindo a participação da sociedade.

A decisão final é tomada pela Diretoria Colegiada da ANS, que considera o impacto econômico, os benefícios clínicos e a viabilidade de implementação no sistema.

Dados recentes da ANS mostram que, somente em 2024, 35 novos itens foram incorporados ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Essa ampliação inclui novos procedimentos, medicamentos, indicações terapêuticas e ampliações de uso, marcando um passo importante no processo de avaliação e inclusão de tecnologias. Entre as inovações, destacam-se tratamentos contra câncer, leucemia e osteoporose, além de opções terapêuticas para psoríase, e asma, e testes avançados para tuberculose.

Esse número expressivo reflete a evolução e a agilidade do processo conduzido pela ANS, reforçando o compromisso com a modernização e a ampliação do acesso a tecnologias de ponta no sistema de saúde suplementar. No entanto, o impacto financeiro e operacional gerado evidencia a necessidade de constante aprimoramento nos fluxos de análise e decisão, de forma a equilibrar celeridade, qualidade e sustentabilidade.

Embora a ampliação do rol seja positiva para os beneficiários, ela também representa desafios significativos para as operadoras de planos de saúde. A inclusão de novas tecnologias aumenta os custos operacionais, que nem sempre podem ser repassados integralmente às mensalidades.

A inclusão acelerada de novas tecnologias, ainda que positiva, exige que sejam implementadas estratégias robustas para mitigar o aumento dos custos operacionais e garantir a viabilidade econômica do setor. Sem essas medidas, o risco de oneração excessiva pode comprometer a acessibilidade dos planos de saúde, afastando beneficiários e enfraquecendo o caráter inclusivo do sistema.

Manter o equilíbrio entre a incorporação de inovações e a sustentabilidade financeira é fundamental para assegurar que os avanços tecnológicos sejam acompanhados de ações que promovam a equidade e a eficiência. Essa abordagem é crucial para que o setor continue atendendo às necessidades dos beneficiários de forma eficaz e acessível, sem comprometer sua sustentabilidade no longo prazo.

Dessa forma, o avanço na ampliação do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde não apenas reafirma o compromisso com o acesso a cuidados modernos e eficazes, mas também ressalta a importância de práticas responsáveis que garantam um sistema sustentável e inclusivo.

*Viviane Reis Diniz é advogada do Bhering Cabral Advogados.

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PORTAL TERRA

7 hospitais brasileiros estão entre os melhores do mundo, segundo ranking da Newsweek; veja quais

Hospital das Clínicas é o único hospital público do Brasil na lista; mais de 2 mil instituições foram avaliadas

Sete hospitais brasileiros estão entre os 250 melhores do mundo, de acordo com o ranking anual divulgado pela revista americana Newsweek, em parceria com o Statista, empresa global de pesquisa de dados.

A lista, divulgada nesta quarta-feira, 26, considera uma série de critérios, como recomendações de especialistas, satisfação dos pacientes e indicadores de qualidade hospitalar, incluindo a eficácia dos tratamentos e seu impacto na qualidade de vida.

Além disso, neste ano, a produção científica dos hospitais passou a ser considerada, com foco na quantidade e no impacto das publicações em revistas científicas. No total, a análise abrangeu 30 países, selecionados com base em fatores como qualidade de vida, expectativa de vida, tamanho da população, número de hospitais e disponibilidade de dados. Para chegar aos 250 melhores, mais de 2,4 mil hospitais foram avaliados.

Na edição de 2025, o Hospital Israelita Albert Einstein se destacou na 22ª posição global, sendo o hospital brasileiro mais bem colocado.

Para o presidente do Einstein, Sidney Klajner, a instituição atingiu essa classificação devido à sua transformação em um ecossistema de saúde , que integra ensino, pesquisa e inovação. Nós entendemos que a geração de conhecimento deve ocorrer por meio de pesquisas que sustentem resultados capazes de beneficiar não só o setor privado, mas também o público e, em alguns casos, a humanidade como um todo. Desde então, nossa trajetória tem sido desenhada nesse sentido , afirma.

Ele ressalta que uma resposta direta desse foco foi a atuação do hospital durante a pandemia de covid-19 , com pesquisas voltadas ao desenvolvimento de novos tratamentos e protocolos clínicos, progressos em relação a terapias avançadas (como a CAR-T ), parcerias com a rede pública e, principalmente, investimento em tecnologia - como inteligência artificial e análise de dados - para otimizar a gestão e aprimorar os tratamentos.

Os dados desempenham um papel fundamental na transformação da saúde, especialmente quando aplicados por meio de algoritmos inteligentes , diz Klajner, que destaca alguns assuntos que têm sido foco de atenção pelo hospital, como mudanças climáticas, envelhecimento acelerado e saúde mental.

Para o futuro, a ideia é manter qualidade e segurança como pilares inegociáveis, investir cada vez mais na experiência e humanização do atendimento e reforçar o compromisso com a excelência - não só aquela que se destaca em rankings, mas a que efetivamente transforma o cuidado em saúde e a vida das pessoas.

Além do Hospital Israelita Albert Einstein, outros seis hospitais brasileiros foram destacados no ranking:

83º - Hospital Sírio-Libanês (São Paulo/SP)

O Hospital Sírio-Libanês foi indicado pelo World s Best Hospitals pela sexta vez. Recentemente, também foi reconhecido como líder no setor de serviços de saúde pelo ranking Merco Empresas 2024.

Receber esse reconhecimento é motivo de grande orgulho. Ele reflete o comprometimento diário de nossos profissionais de saúde, equipe assistencial, gestores e administradores em oferecer um atendimento de excelência, inovar em ensino e pesquisa e levar a medicina de ponta além das fronteiras do Brasil. Essa conquista reforça nossa missão de transformar vidas por meio do cuidado e do conhecimento , afirma o diretor-geral do Sírio-Libanês, Fernando Ganem.

115º - Hospital Alemão Oswaldo Cruz (São Paulo/SP)

Referência em alta complexidade, com foco especial em oncologia, cardiologia, neurologia, ortopedia e transplantes, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz aparece pelo quinto ano consecutivo e subiu algumas posições em relação ao ranking anterior.

Este reconhecimento ratifica nosso compromisso com a missão de impulsionar o desenvolvimento da saúde, oferecendo atendimento personalizado e focado nos melhores resultados para cada paciente ao longo de toda a sua jornada. Este resultado é fruto do esforço coletivo e da dedicação de nossos colaboradores, assim como do corpo clínico e assistencial do hospital, que se empenham continuamente na evolução da qualidade do cuidado e bem-estar de nossos pacientes, diz José Marcelo de Oliveira, diretor-presidente da instituição.

127º - Hospital Moinhos de Vento ( Porto Alegre /RS)

Único hospital brasileiro fora do Estado de São Paulo na lista, o Moinhos de Vento figura no ranking da Newsweek pela sexta vez. Além disso, é um dos seis hospitais de referência do País e o único da região Sul a integrar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde .

Temos a missão de ser a melhor instituição de saúde do Brasil até o fim desta década. Queremos alcançar esse objetivo não apenas para atender quem nos procura, mas também para liderar transformações na saúde do País, gerando desenvolvimento e sustentabilidade para um futuro melhor para todos , diz Mohamed Parrini, CEO do hospital.

165º - Hospital Santa Catarina - Paulista (São Paulo/SP)

Presente no ranking pelo sexto ano consecutivo, o Hospital Santa Catarina - Paulista subiu seis posições em relação a 2024.

Esse resultado é motivo de grande orgulho para toda a nossa equipe, que se dedica a oferecer um atendimento de qualidade, com foco em um cuidado seguro e humanizado, colocando o bem-estar do paciente como prioridade. Cada avanço é fruto do trabalho e do compromisso de nossos colaboradores, médicos e parceiros , afirma o diretor-geral do hospital, Rogério Quintela Pirotto.

202º - Hospital do Coração, o HCor (São Paulo/SP)

É a primeira vez que o HCor, referência nacional em cardiologia, aparece entre os 250 melhores hospitais do mundo. Neste ano, o hospital também foi indicado ao ranking Top Hospitais Privados em Ortopedia, da própria Newsweek.

Nosso trabalho tem como foco o melhor cuidado para cada paciente. Milhares de profissionais trabalham no Hcor, todos os dias, com esse propósito. Alcançar a marca de estar entre os melhores hospitais é a causa do que fazemos. Então, estamos orgulhosos e cientes da nossa responsabilidade de sermos cada vez melhores para cada pessoa que busca por nossos cuidados , diz o superintendente-CEO do Hcor, Fernando Torelly.

210º - Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o HC-FMUSP (São Paulo/SP)

Pelo terceiro ano consecutivo, o Hospital das Clínicas , considerado o maior hospital da América Latina, foi a única instituição integralmente pública do Brasil a figurar no ranking global.

É sempre um orgulho ser referência e estar entre as principais instituições médicas do mundo, especialmente sendo um hospital público. Seguiremos trabalhando com empenho para oferecer um atendimento de excelência aos nossos pacientes e fortalecer, cada vez mais, a posição do HC-FMUSP em ensino, pesquisa, assistência e inovação no cenário nacional e mundial , afirma Edivaldo Utiyama, diretor clínico do HC.

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FOLHA DO PLANALTO

Ahpaceg denuncia aumento abusivo nos preços de insulina humana

Com o produto escasso no mercado nacional e com os aumentos abusivos, a Associação notificou o Ministério Público do Estado de Goiás, solicitando apoio para garantir a assistência a pacientes diabéticos

Após denunciar na semana passada a escassez de insulina humana no mercado nacional e alertar que esse problema pode comprometer a assistência aos pacientes, a Ahpaceg (Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás) notificou o Centro de Apoio Operacional da Saúde (CAO Saúde) do Ministério Público do Estado de Goiás sobre a escassez e o aumento abrupto dos preços das insulinas humanas Regular e NPH. 

No documento enviado ao MP, a Associação destaca que a falta desses medicamentos essenciais e o aumento abrupto nos preços comprometem o atendimento a pacientes diabéticos internados, expondo-os a riscos graves de saúde. 

A Ahpaceg solicita que o Ministério Público intervenha junto às autoridades competentes para regularizar o abastecimento e fiscalizar práticas abusivas de preços, garantindo o direito à saúde conforme a Constituição Federal.

Na notificação extrajudicial, a Ahpaceg destaca que os preços da unidade de Insulina NPH subiram de R$ 30,13, em 2024, para R$187,60 neste ano. No mesmo período, os preços da Insulina Regular saltaram de R$ 27,10 para R$ 229,99.

“Tal inflação inviabiliza economicamente a aquisição em escala suficiente para atender à demanda hospitalar”, destaca o presidente Haikal Helou.

A demanda anual das instituições associadas à Ahpaceg é de aproximadamente 6,6 mil frascos das insulinas Regular e NPH. A escassez coloca em risco a continuidade do atendimento seguro e eficaz aos pacientes diabéticos internados.

O presidente da Ahpeceg ressalta que a escassez desse medicamento essencial afeta não apenas os pacientes atendidos pelas instituições privadas associadas, mas também configura uma questão de saúde pública em âmbito nacional.

A Ahpaceg conta com o apoio do Ministério Público para:

a) Promover interlocução junto às autoridades competentes, incluindo o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), visando assegurar a regularização do abastecimento das insulinas Regular e NPH no mercado nacional;

b) Fiscalizar possíveis práticas abusivas relacionadas à elevação dos preços das insulinas no mercado privado, com fundamento no art. 39, X, do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990); 

c) Garantir o cumprimento do direito à saúde previsto no art. 196 da Constituição Federal, que estabelece ser dever do Estado assegurar acesso universal e igualitário às ações e serviços necessários à promoção da saúde.

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Assessoria de Comunicação

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Com o produto escasso no mercado nacional e com os aumentos abusivos, a Associação notificou o Ministério Público do Estado de Goiás, solicitando apoio para garantir a assistência a pacientes diabéticos

Após denunciar na semana passada a escassez de insulina humana no mercado nacional e alertar que esse problema pode comprometer a assistência aos pacientes, a Ahpaceg (Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás) notificou o Centro de Apoio Operacional da Saúde (CAO Saúde) do Ministério Público do Estado de Goiás sobre a escassez e o aumento abrupto dos preços das insulinas humanas Regular e NPH. ​

No documento enviado ao MP, a Associação destaca que a falta desses medicamentos essenciais e o aumento abrupto nos preços comprometem o atendimento a pacientes diabéticos internados, expondo-os a riscos graves de saúde. ​

A Ahpaceg solicita que o Ministério Público intervenha junto às autoridades competentes para regularizar o abastecimento e fiscalizar práticas abusivas de preços, garantindo o direito à saúde conforme a Constituição Federal.

Na notificação extrajudicial, a Ahpaceg destaca que os preços da unidade de Insulina NPH subiram de R$ 30,13, em 2024, para R$187,60 neste ano. No mesmo período, os preços da Insulina Regular saltaram de R$ 27,10 para R$ 229,99.

Tal inflação inviabiliza economicamente a aquisição em escala suficiente para atender à demanda hospitalar”, destaca o presidente Haikal Helou.

A demanda anual das instituições associadas à Ahpaceg é de aproximadamente 6,6 mil frascos das insulinas Regular e NPH. A escassez coloca em risco a continuidade do atendimento seguro e eficaz aos pacientes diabéticos internados.

O presidente da Ahpeceg ressalta que a escassez desse medicamento essencial afeta não apenas os pacientes atendidos pelas instituições privadas associadas, mas também configura uma questão de saúde pública em âmbito nacional.

A Ahpaceg conta com o apoio do Ministério Público para:

a) Promover interlocução junto às autoridades competentes, incluindo o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), visando assegurar a regularização do abastecimento das insulinas Regular e NPH no mercado nacional;

b) Fiscalizar possíveis práticas abusivas relacionadas à elevação dos preços das insulinas no mercado privado, com fundamento no art. 39, X, do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990);

c) Garantir o cumprimento do direito à saúde previsto no art. 196 da Constituição Federal, que estabelece ser dever do Estado assegurar acesso universal e igualitário às ações e serviços necessários à promoção da saúde.

Quarta, 26 Fevereiro 2025 06:35

CLIPPING AHPACEG 26/02/25

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

este rápido de meningite se torna obrigatório nos planos de saúde

Lula demite Nísia após insatisfação com falta de resultados, e Padilha assumirá o Ministério da Saúde

Especialista fala sobre a incidência de doenças raras na população

Ipasgo Saúde antecipa 147,5 milhões à rede credenciada

CNN BRASIL

Teste rápido de meningite se torna obrigatório nos planos de saúde

O novo teste PCR multiplex rápido para o diagnóstico de meningite em cerca de 1h passa a fazer parte do rol de procedimentos e eventos em saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com cobertura obrigatória pelos planos de saúde privados.

O teste PCR multiplex serve para o diagnóstico simultâneo de meningites e encefalites em curto tempo e diferencia casos bacterianos e virais, segundo Allan Munford, gerente regional Latam de Marketing para Diagnósticos Sindrômicos da Qiagen, multinacional responsável por trazer esse tipo de exame ao país.

"Se até então levava cerca de dois ou três dias para saber se o paciente estava infectado por um vírus ou uma bactéria causadora da doença, agora, em apenas uma hora este exame concede o resultado, o que permite manejar com urgência o tratamento mais indicado para cada caso", explica Munford.

Os laboratórios centrais e hospitais públicos têm o prazo máximo de 180 dias para disponibilizar os novos testes. "Como a nova Portaria para incorporação do teste entrou em vigor no último mês de dezembro, provavelmente até o final deste primeiro semestre teremos essa novidade disponível aos brasileiros", diz Allan.

O novo teste também pode colaborar com o objetivo do SUS que é erradicar a meningite no Brasil até 2030, como parte do plano nacional do Ministério da Saúde.

Em 2024 foram registrados mais de 233 mil casos de meningite no país e mais de 22,5 mil casos foram fatais ao longo dos últimos 14 anos.

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O GLOBO

Lula demite Nísia após insatisfação com falta de resultados, e Padilha assumirá o Ministério da Saúde

Ex-presidente da Fiocruz deixa o cargo após pouco mais de dois anos diante de queixas do Planalto e dificuldades com o Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu a ministra da Saúde, Nísia Trindade, após demonstrar insatisfação com a falta de resultados da gestão na área. O lugar será ocupado por Alexandre Padilha, titular das Relações Institucionais e chefe da pasta durante o governo de Dilma Rousseff.

A decisão ocorreu após duas reuniões. À tarde, Lula recebeu Nísia para uma conversa a sós. Depois, foi a vez de Padilha.

Após a reunião com Lula, a ministra foi para o Ministério da Saúde e chamou o secretário-executivo, Swedenberger Barbosa, para seu gabinete, para dar a notícia.

Em nota oficial, o Palácio do Planalto informou que Lula comunicou a Nísia "a substituição na titularidade da pasta, que passará a ser ocupada pelo atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a partir da posse marcada para a quinta-feira, dia 6 de março. O presidente agradeceu à ministra pelo trabalho e dedicação à frente do ministério".

Trindade ainda não informou sobre a demissão para demais secretários e funcionários, e marcou uma reunião com seu time principal para esta quarta-feira. A indefinição dos últimos dias levou equipes de diferentes setores da pasta a desmarcarem agendas já fechadas para as próximas semanas e meses.

Mais cedo, Lula participou de evento ao lado de Nísia para celebrar uma pactuação de vacinas e anunciou a inclusão do imunizante da dengue do Instituto Butantan no SUS.

A cerimônia aconteceu no Planalto e foi marcada pelo silêncio do presidente e uma ministra ovacionada pelo público.

A cúpula da Saúde não esconde a frustração sobre a falta de informações do Planalto, em crise que se arrastou por dias, e a incerteza sobre a continuidade no ministério. O time de Nísia descobriu sobre a decisão de Lula pela imprensa.

A tendência é que Padilha mantenha parte da equipe de Nísia, como Estela Haddad (Saúde Digital), Felipe Proenço (Atenção Primária) e Adriano Massuda (Atenção Especializada).

Nísia foi a primeira mulher a comandar o Ministério da Saúde e presidiu a Fiocruz durante a pandemia de Covid-19. O perfil técnico foi visto como um ativo pelo governo no início do mandato de Lula, após a série de críticas à pasta na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas a demora nas entregas e a dificuldade na articulação política desgastaram Nísia e, na visão do Planalto, inviabilizaram a permanência.

Lula vinha reclamando com aliados da demora da pasta em gerar ações que pudessem ser usadas pelo governo como exemplos de impacto positivo na população - o presidente chegou ao seu índice mais baixo de popularidade nos três mandatos, como mostrou o Datafolha.

A principal queixa era direcionada ao programa Mais Acesso a Especialistas, que tem como meta ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias na rede pública. Nísia foi cobrada por Lula em mais de uma ocasião diante do avanço a passos lentos da iniciativa. O programa alcançou 99% dos municípios do país atendidos só em fevereiro, dez meses após ter sido lançado.

Além disso, o Palácio do Planalto avalia que os benefícios da ação não foram transmitidos corretamente para a população. Até o momento, o ministério investiu R$ 2,4 bilhões, além de R$ 1,2 bilhão para as cirurgias eletivas.

A passagem de Nísia foi marcada ainda por outras crises, como a explosão de casos de dengue, falhas na estratégia de vacinação e falta de medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), como insulina.

Em meio à escalada dos casos de dengue em 2024, Lula reclamou com auxiliares que a Saúde errou ao gerar expectativa na população de que o governo teria vacina contra a doença, sendo que não havia doses disponíveis no mercado à época. No ano passado, Nísia chegou a passar por um treinamento com o marqueteiro Sidônio Palmeira, hoje ministro da Comunicação Social.

Uma reportagem do GLOBO também mostrou, em novembro do ano passado, que o governo havia deixado vencer 58,7 milhões de imunizantes desde 2023. O número supera em 22% a quantidade desperdiçada nos quatro anos em que o ex-presidente Jair Bolsonaro esteve no poder, quando 48,2 milhões de imunizantes foram descartados por não serem usados no prazo de validade

A agora ex-ministra da Saúde também viu respingar na gestão a crise com a administração dos hospitais federais do Rio e o escândalo da contaminação de HIV por transplante na rede estadual do Rio de Janeiro.

Lula chegou a falar publicamente, em dezembro do ano passado, que era preciso tratar com "respeito" os hospitais federais do Rio e que, se o governo federal não conseguisse cuidar, era preciso procurar um jeito melhor de administrá-los.

- Já que é para ter hospital, que ele seja um hospital de excelência e um motivo de orgulho para qualquer brasileiro. Não era possível a gente continuar vendo hospitais desfalcados de funcionários e de funcionamento de sala de cirurgia. Se o governo federal não tem condições, que a gente procure um jeito melhor de administrar.

Quatro unidades estão passando por mudanças no modelo de gestão: os hospitais federais de Bonsucesso, Andaraí, Cardoso Fontes e Servidores do Estado - Andaraí e Cardoso Fontes passaram a ser administrados pela Prefeitura do Rio.

"Tem um aprendizado" Enquanto lidava com os percalços da gestão, Nísia também virou alvo de parlamentares, especialmente do Centrão, pelo pouco trânsito político. Congressistas reclamavam que não eram recebidos com frequência e relatavam dificuldades para conseguirem recursos para as bases. A agora ex-ministra fez mudanças na equipe buscou abrir mais a agenda para deputados e senadores, incluindo viagens. O movimento arrefeceu as críticas, mas não conseguiu aliviar totalmente a pressão.

- Eu tenho registrado atas de todas as reuniões, tenho até a contabilidade de quantos parlamentares. Mas sempre tem os fatos, a percepção e a expectativa, que é imensa. É claro que tem um aprendizado. Passei a me reunir com mais frequência com lideranças de partidos, estreitamos muito, ao longo do ano passado, o trabalho com a Secretaria de Relações Institucionais. As críticas são do meu conhecimento, mas não creio que sejam gerais - disse em entrevista ao GLOBO em agosto do ano passado.

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PUC TV

Especialista fala sobre a incidência de doenças raras na população

https://www.youtube.com/watch?v=KzFuQhWz4Qs

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O PARLAMENTO ONLINE

Ipasgo Saúde antecipa 147,5 milhões à rede credenciada

No total, 671 pessoas jurídicas que atendem beneficiários do plano de saúde recebem hoje pagamento que deveria ocorrer na sexta-feira, dia 28. Pessoas física receberam no último dia 14

O Ipasgo Saúde credita nesta terça-feira (25/02) o pagamento de 671 pessoas jurídicas, a exemplo de hospitais e clínicas, que prestam atendimento aos quase 600 mil beneficiários do plano de saúde, o maior de Goiás e a maior autogestão do país. Ao todo, R$ 147,5 milhões que, originalmente, deveriam ser repassados na sexta-feira (28/02) serão depositados de forma antecipada para 90% dos prestadores, porque eles apresentaram a documentação dentro do prazo. Os demais receberão de acordo com o fluxo normal de pagamentos.

"Essa antecipação demonstra nosso compromisso com a rede credenciada, fortalece nossa parceria com hospitais, clínicas e demais prestadores e, além disso, garante que a rede tenha os recursos necessários para continuar oferecendo um serviço de excelência aos nossos beneficiários", afirma o presidente do Ipasgo Saúde, Vinícius Luz.

Esta é a segunda vez este mês que o Ipasgo Saúde paga os prestadores de forma antecipada. Nos dias 13 e 14, o plano de saúde já havia quitado R$ 17,5 milhões em remunerações de 2.760 médicos e outros profissionais de saúde que atendem os beneficiários como pessoas físicas. Ou seja, antes mesmo do fim de fevereiro, o plano de saúde já injetou mais de R$ 165 milhões no mercado de saúde.

Outros pagamentos

Até o final deste mês, de acordo com a evolução da apresentação de documentos necessários ao recebimento pelos serviços prestados, a instituição deve ultrapassar os R$ 180,3 milhões em pagamentos à rede credenciada. O Ipasgo Saúde, por exemplo, já tem em processamento notas fiscais recebidas depois do dia 21 de fevereiro, após o prazo estabelecido. Ainda assim, a meta é que esses pagamentos também ocorram antes do dia 28.

De acordo com o calendário de pagamento do Ipasgo Saúde, prestadores pessoas físicas recebem no dia 15 e pessoas jurídicas, no dia 30. Contratualmente, os recebimentos deveriam ser efetivados 60 dias após a apresentação da fatura. Ou seja, a data de pagamento teria variação de acordo com cada prestador.

Para Vinícius Luz, essas antecipações de pagamentos visam proporcionar mais segurança e previsibilidade financeira para a rede credenciada. Além disso, atestam o compromisso da instituição em manter um fluxo de pagamentos ágil e eficiente, importante tanto para os prestadores de serviço quanto os beneficiários.

Credenciamento

A instituição, que já tem o maior número de prestadores entre os planos de saúde que operam em Goiás, com quase cinco mil pessoas físicas e jurídicas, está em processo de ampliação da rede credenciada. Desde o último dia 17, o Ipasgo Saúde recebe inscrições de médicos, de todas as especialidades, interessados em atender os quase 600 mil beneficiários do Ipasgo Saúde.

O processo de credenciamento é simples e pode ser realizado de forma totalmente digital. Os profissionais precisam possuir registro ativo no Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) e anexar a documentação obrigatória em um formulário disponível do site www.ipasgo.go.gov.br. As solicitações serão avaliadas considerando critérios como município de atuação, cobertura assistencial, demanda de beneficiários e facilidade de acesso aos serviços.

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Assessoria de Comunicação

 

 

Terça, 25 Fevereiro 2025 06:58

CLIPPING AHPACEG 25/02/25

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Planos de saúde: cobertura limitada que ANS quer testar sofre oposição até de empregados da agência

Ipasgo firma compromisso com o Cremego para o pagamento de médicos

Médicos poderão pedir medida protetiva

Erro médico em laudo radiológico: estratégias ativas na era digital

O GLOBO

Planos de saúde: cobertura limitada que ANS quer testar sofre oposição até de empregados da agência

Proposta de contratos sem cobertura de pronto-socorro e internações preocupa MPF e órgãos de defesa do consumidor

A proposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de criar um novo tipo de plano de saúde, com cobertura restrita a consultas e exames, é vista com preocupação pelo Ministério Público Federal (MPF), entidades de defesa do consumidor e até servidores do órgão regulador. O modelo, que não inclui cobertura a atendimentos de pronto-socorro, internações, cirurgias e terapias, é pauta de uma audiência pública nesta terça-feira.

Para especialistas, o modelo vai contra a lei dos planos de saúde, o que pode impulsionar a já alta judicialização do setor. Além disso, avaliam que há risco de "downgrade em massa", com redução na oferta ou alta de preço das coberturas mais completas e usuários sendo empurrados para opções mais baratas e restritas.

Este novo tipo de cobertura foi proposto pela ANS no último dia 10, e ainda não está sendo ofertado pelas operadoras: a ideia com a proposta é a criação de um ambiente regulatório experimental de dois anos para testar o modelo.

Nesse período, as operadoras interessadas precisarão criar e registrar um novo plano coletivo por adesão, sem limite de reajuste anual, e com coparticipação (quando o usuário paga por utilização) limitada a 30%.

Risco de perder qualidade Na noite de domingo, a Associação dos Servidores e demais Trabalhadores da ANS (Assetans) criticou o projeto, como mostrou o blog da colunista do GLOBO Miriam Leitão.

Numa publicação nas redes sociais, a entidade diz que com o novo modelo de plano proposto pela agência "seria possível subir os preços dos planos de cobertura completa de forma a garantir margens maiores (para as empresas), sem o receio de perda de clientes no mercado. Estes seriam absorvidos nos novos planos de coberturas menores, em um downgrade em massa."

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento, sem natureza investigatória, para acompanhar o processo. Para o procurador da República Hilton Melo, da Câmara de Defesa da Ordem Econômica e da Defesa do Consumidor do MPF, a lei dos planos de saúde determina que não pode haver uma cobertura que exclua atendimento de urgência e emergência.

- Tem que ter pronto-socorro, ou não pode chamar de plano de saúde, e sim fazer a regulação de um outro tipo de produto - diz.

Melo ainda afirma que a principal preocupação é sobre o entendimento do consumidor, que precisará estar plenamente informado do que está contratando, e teme pela queda na qualidade das coberturas:

- Os usuários precisam estar blindados. De forma nenhuma pode haver downgrade, com incentivo ao mercado para oferecer produtos de menor cobertura. Agora, são planos coletivos por adesão. O maior risco é também abarcar os empresariais, porque aí os empregadores podem oferecer aos empregados um plano de saúde popular.

A agência reguladora justifica que o plano ajudaria a reduzir filas do Sistema Único de Saúde (SUS) para consultas e exames. Mas os usuários continuariam dependentes da saúde pública: ao serem diagnosticados com uma doença e precisarem de tratamento, cirurgia ou exames mais complexos, por exemplo, teriam de recorrer ao SUS.

e hospitais investem em clínicas especializadas em câncer Para isso, haveria necessidade de uma integração público-privada para garantir agilidade no tratamento desses pacientes. Mas, até agora, o produto não foi apresentado ao Ministério da Saúde, como informou o blog da colunista Miriam Leitão.

Em nota, a pasta afirmou que acompanha de perto os debates sobre a proposta da ANS e "segue atento às discussões em andamento".

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) enxerga o projeto como uma desregulação do setor, e defende a suspensão do processo pela ANS.

- Isso cria a expectativa enganosa de que as pessoas terão seus problemas resolvidos. Mas depois que passarem por atendimento, se verão no máximo com um diagnóstico e sem perspectiva de tratamento, cirurgia ou terapias necessárias. A tendência é que as pessoas sejam levadas a um entendimento enganoso de que estão contratando planos de saúde - analisa Lucas Andrietta, coordenador do programa de Saúde da entidade.

Mais acesso Para as operadoras, a criação de um plano mais restrito pode ajudar a ampliar o número de vidas cobertas por planos de saúde, além da possibilidade de ofertar serviços mais baratos, que caibam no bolso de um número maior de famílias.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) disse em nota que a medida abre a possibilidade de ser oferecida mais uma alternativa de assistência aos beneficiários, "preservando todas as demais opções de planos hoje disponíveis". E que o modelo pode colaborar para a prevenção de doenças e aliviar o SUS.

Gustavo Ribeiro, presidente da Associação Brasileira dos Planos de Saúde (Abramge), diz que o setor acredita que a proposta vai facilitar o acesso à saúde privada, e nega risco de downgrade. Ele argumenta que as operadores fazem "altos investimentos" em seus hospitais próprios e redes parceiras, e que por isso "não faria sentido" reduzir a oferta de planos médico-hospitalares.

- As operadoras terão que dar total transparência sobre a que o produto se presta. Vamos trabalhar a conscientização para que o consumidor entenda o contrato, treinando equipes de vendas e corretores parceiros - observa.

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CREMEGO

Ipasgo firma compromisso com o Cremego para o pagamento de médicos

Na semana passada, a presidente do Cremego, Sheila Soares Ferro Lustosa Victor, e o 2º secretário Robson Azevedo reuniram-se com o presidente do Ipasgo Saúde, Vinícius de Cecílio Luz, para tratar de assuntos relacionados à remuneração dos médicos credenciados e aos contratos de trabalho destes profissionais.

Pendências relacionadas ao pagamento dos médicos vêm sendo acompanhadas pelo Cremego, que tem atuado junto ao Ipasgo em busca de uma solução para o problema.
Na sexta-feira, 21, o presidente do Ipasgo enviou à presidência do Cremego um ofício com os seguintes compromissos:

Pagamento de Honorários: Os honorários dos profissionais de saúde serão pagos em até 60 dias após o recebimento e processamento das contas, com esforços para manter o pagamento antecipado no dia 15 de cada mês.

Correção de Inconsistências: Medidas corretivas foram adotadas para resolver inconsistências geradas pela mudança do sistema em agosto de 2024. Casos específicos podem ser requeridos via e-mail (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) e dúvidas podem ser solucionadas por telefone: 3238-2528 (exclusivo para tais situações) ou 3238-2576 (para informações gerais sobre faturamento, ou em segundo caso ante a abertura de chamado no Portal do Prestador, com as seguintes informações: hospital, data, paciente, procedimentos realizados e eventuais valores ausentes ou parciais).

Pagamentos Diretos: Pagamentos aos credenciados como Pessoa Física são realizados diretamente em contas informadas no credenciamento, exceto quando o profissional faz parte do corpo clínico de uma Pessoa Jurídica.

Demonstrativos Consolidados: Disponibilização de demonstrativos consolidados em Excel e PDF para facilitar o acompanhamento dos pagamentos, com um vídeo explicativo para orientação.

Avaliação de Reajustes: Criação de um Grupo de Trabalho para avaliar possíveis impactos financeiros e na gestão orçamentária, com prazo de até 6 meses para finalizar os trabalhos.

Novos Planos: Lançamento de novos planos a partir de março de 2025, sem migração compulsória dos atuais, alinhados ao rol da ANS.

Cobrança de Diferença de Acomodação: Beneficiários que optarem por acomodação superior devem pagar diretamente ao prestador, eximindo o Ipasgo de responsabilidades.

Identificação de Auditores: Consulta jurídica para verificar a legalidade da identificação dos auditores nos processos de análise e liberação de guias, conforme a LGPD.

Compromisso com a Regularidade dos Pagamentos: Reafirmação do compromisso com a regularidade dos pagamentos e a melhoria contínua dos processos, evitando prejuízos aos médicos credenciados e à população assistida.

Diálogo e Soluções Conjuntas: Disposição para o diálogo e formação de comissões ou grupos de trabalho para esclarecer dúvidas e buscar soluções conjuntas.

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FOLHA DO SUL

Médicos poderão pedir medida protetiva

O Projeto de Lei 4074/24, em análise na Câmara dos Deputados, propõe a concessão de medidas protetivas para médicos que sofrerem ameaças, coação ou violência no exercício da profissão. A proposta altera a Lei 3.268/57, que regula os conselhos de Medicina.

O autor do projeto, deputado Allan Garcês (PP-MA), que também é médico, destacou a importância da medida para proteger profissionais essenciais ao atendimento da população.

Segundo um estudo do Conselho Federal de Medicina (CFM), houve 3.951 casos de violência contra médicos em 2022 e 3.981 em 2023, incluindo mortes dentro de unidades de saúde.

Os dados mostram que, atualmente, um médico é vítima de violência a cada três horas no Brasil. Nos últimos 11 anos, foram registrados cerca de 38 mil boletins de ocorrência envolvendo agressões a esses profissionais.
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MEDICINA S/A

Erro médico em laudo radiológico: estratégias ativas na era digital

Erick Falci e Adolfo Bolinelli

Errar é um ato esperado e na área médica não será diferente. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o Brasil registrou, em 2023, cerca de 25 mil processos por “erro médico” – ou danos materiais ou morais decorrentes da prestação de serviços de saúde, denominação que passou a ser adotada neste ano pelo Judiciário. O volume representa alta de 35% em relação a 2020.

Muito mais que debater o erro em si, destaco a importância nas medidas implementadas para evitá-los (“camadas de proteção”) e como proceder de maneira ética e transparente quando esses mecanismos falham.

Na prática, a precisão e a clareza dos achados nos laudos radiológicos são fundamentais para direcionar um bom tratamento. Um estudo recente, conduzido pelo médico Andrew Rosenkrantz e sua equipe da NYU Langone Health, publicado no Journal of the American College of Radiology, em maio de 2021, revelou que a radiologia foi responsável por 3,9% de todas as reclamações de negligência médica e por 12,8% das reclamações relacionadas aos erros de diagnóstico. Entre essas reclamações, as imagens oncológicas representam 44% dos casos de negligência, destacando a importância crítica da precisão nessa área.

Erros podem ocorrer nas diferentes etapas do processo diagnóstico. Destaco dois tipos: os de percepção e interpretação. Entender suas nuances é essencial na estratégia de boas práticas.

O erro de percepção refere-se à falha em perceber ou reconhecer informações relevantes durante a avaliação diagnóstica. Quando um erro de percepção ocorre, o médico pode deixar de identificar uma condição crítica, resultando em diagnósticos tardios. Por exemplo, a não percepção de um nódulo na mamografia pode levar a um atraso no diagnóstico de câncer de mama, impactando negativamente no prognóstico.

Já os erros de interpretação podem levar a diagnósticos incorretos, erros de lateralidade ou tratamentos equivocados. Por exemplo, a interpretação errônea de um nódulo hepático pode resultar em uma conduta muito superficial e/ou muito agressiva, desnecessária.

Portanto, precisamos lidar basicamente com dois cenários: as lesões não vistas e as que são identificadas, mas interpretadas erradas. Como proceder?

A seguir, discutiremos três situações fundamentais que podem contribuir para a redução de erros nos laudos de radiologia: a seleção de médicos qualificados, adequação da escala médica e a revisão sistemática dos laudos realizados em horários hostis.

A escolha de profissionais qualificados e com as devidas titulações perante o colégio brasileiro de radiologia (CBR) é a primeira camada de proteção visando minimizar os erros. A seleção criteriosa dos radiologistas que vão compor o time deve considerar não apenas a formação acadêmica, mas também sua especialização, subespecialização e o caráter em lidar com as cobranças da empresa. A captação de radiologistas competentes tem sido um grande desafio na área de teleradiologia.

A adequação da escala médica é outra camada essencial na prevenção de erros nos laudos radiológicos. A carga de trabalho excessiva e a falta de descanso levam à fadiga, comprometendo o nível de atenção e precisão dos médicos. Portanto, é fundamental que as escalas sejam organizadas de forma a garantir que os radiologistas trabalhem com a calma e remuneração adequadas.

Uma escala bem planejada não apenas melhora a qualidade do trabalho, mas também contribui para a saúde e o bem-estar dos médicos, reduzindo situações de “burn-out” e desatenção.

A revisão sistemática dos laudos realizados, principalmente em horários hostis, é uma camada de proteção crítica. Os turnos noturnos são inerentes à nossa profissão e nos coloca à prova em horários onde deveríamos estar descansando (“contra-fisiológico”). A maior concentração de equívocos nos laudos e perda dos prazos de entrega acordados ocorrem durante a madrugada e o motivo no parece muito óbvio: exaustão.

Para reduzir os riscos associados a esses horários, é importante implementar um sistema de revisão sistemática em que todos os laudos feitos durante os turnos noturnos sejam revisados por um segundo radiologista no primeiro horário do expediente regular. Essa prática ajuda a identificar possíveis erros a tempo de solucioná-los, além de uma segunda opinião que enriquece a discussão clínica. A utilização da tecnologia, como sistemas de inteligência artificial, pode auxiliar na triagem inicial dos laudos, destacando áreas que necessitam de atenção especial.

Por fim, ressalto que mesmo adotando todas as boas práticas e camadas de proteções preventivas, lidaremos eventualmente com erros estabelecidos. Nesse contexto, o diálogo e o bom senso na apuração dos fatos entre as lideranças são fundamentais. Assumir a responsabilidade e manter a transparência com os envolvidos não são as questões, devemos trabalhar para minimizar as situações indesejadas e evitar cobranças excessivas ou desleais. Estamos longe da perfeição.


*Adolfo Previdelli Bolinelli é CEO da Erad Solution e Erick Falci Santos é Diretor Geral da Erad Solution.

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 24 Fevereiro 2025 07:27

CLIPPING AHPACEG 22 A 24/02/25

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DESTAQUES

Nova resolução do Cremego determina que apenas médicos terão acesso às áreas reservadas em hospitais

https://diariodegoias.com.br/nova-resolucao-do-cremego-determina-que-apenas-medicos-terao-acesso-as-areas-reservadas-em-hospitais/478344/

Resolução sobre fiscalização em hospitais públicos gera debate sobre atuação de agentes políticos

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/resolucao-sobre-fiscalizacao-em-hospitais-publicos-gera-debate-juridico-682646/

OMS alerta para aumento de casos de febre amarela no Brasil

https://www.jornalopcao.com.br/saude/oms-alerta-para-aumento-de-casos-de-febre-amarela-no-brasil-682950/

Jovem de 23 anos morre após fazer procedimento no pulmão em unidade de saúde; família denuncia erro médico

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/02/21/jovem-de-23-anos-morre-apos-fazer-procedimento-no-pulmao-em-unidade-de-saude-familia-denuncia-erro-medico.ghtml

DIÁRIO DE GOIÁS

Nova resolução do Cremego determina que apenas médicos terão acesso às áreas reservadas em hospitais

De acordo com o Conselho, a medida tem objetivo de proteger o sigilo médico e a privacidade dos pacientes nas unidades de saúde

A resolução foi sancionada e publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (21), válida a partir de então. Foto: Reprodução

A nova resolução do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) que estabelece que apenas médicos tenham acesso às áreas reservadas de hospitais e unidades de saúde no Estado foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (21), e já está em vigor. A medida tem objetivo principal de proteger o sigilo médico e a privacidade dos pacientes.

Conforme o documento, a partir de então, fica vedado o acesso de agentes públicos não-médicos às áreas reservadas de hospitais, clínicas e demais unidades de saúde. Prevê ainda que as visitas de agentes públicos não-médicos às instituições de saúde deverão ser previamente agendadas e acompanhadas por profissional designado pela administração da unidade, e determina que a captação de imagens, vídeos ou áudios durante a execução do ato médico sem consentimento, são expressamente proibidas.

Assim sendo, orienta que não-médicos possuem acesso proibido ao consultório médico, à sala de procedimentos e de cirurgias, à ala de repouso médico e até ao refeitório. A entrada só será permitida em casos previstos em lei ou mediante autorização expressa do diretor técnico da instituição.

Justificativas

As medidas se respaldam no Código de Ética Médica, que prevê o sigilo profissional como uma obrigação. “O sigilo médico é um princípio fundamental da relação médico-paciente, sendo essencial para a confiança no atendimento de saúde. A entrada indevida de agentes públicos não médicos em áreas reservadas compromete esse sigilo, podendo gerar exposição indevida de dados sensíveis e fragilizar a relação de confiança entre paciente e profissional”, justifica a resolução.

O Cremego ainda argumenta no documento as ponderações para a iniciativa. “Busca garantir um ambiente seguro e adequado para o exercício da medicina e para a preservação da dignidade dos pacientes. O ambiente hospitalar e de unidades de saúde exige condições seguras para a prática da medicina. O ingresso indevido de terceiros em áreas reservadas pode comprometer a concentração e a execução do ato médico, interferindo na qualidade do atendimento e expondo os profissionais a riscos desnecessários”, salienta.

A presidente do Cremego, Sheila Soares Ferro Lustosa Victor, ressaltou que a medida já é válida em todo o Estado de Goiás. “O CREMEGO aprovou a resolução CREMEGO 116/2025. O documento que estabelece restrições ao acesso de agentes públicos não-médicos às áreas reservadas de hospitais e unidades de saúde no estado de Goiás foi publicado no Diário Oficial e já está em vigor”, pontuou.

Consequências

O Art. 4º da resolução estabelece que os médicos que sofrerem qualquer violação desta resolução devem registrar o ocorrido em documento próprio da instituição de saúde, acionar a Polícia Militar, se necessário, para evitar maiores prejuízos ao ato médico e à privacidade do paciente, em seguida, registrar boletim de ocorrência e encaminhar cópia ao Cremego para as providências cabíveis.

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JORNAL OPÇÃO

Resolução sobre fiscalização em hospitais públicos gera debate sobre atuação de agentes políticos

Caso um vereador ou outro agente público insista em entrar no hospital sem o devido acompanhamento, podem ocorrer sanções

Uma recente resolução do Conselho Regional de Medicina de Goiás (CREMEGO) tem gerado discussão sobre os limites da fiscalização de hospitais públicos por agentes políticos. O documento, publicado no último dia 14, estabelece regras para a entrada de parlamentares em unidades de saúde, com o objetivo de proteger o sigilo do paciente e garantir a autonomia do ato médico.

Para entender melhor os impactos dessa resolução, o Jornal Opção ouviu o advogado especializado em direito médico e da saúde, Dr. Luan Mazza. Ele avalia que a medida foi tomada em um “momento muito importante e urgente”, dado o crescente número de casos de invasão de hospitais por parlamentares, principalmente vereadores.

“Pode haver certas críticas no sentido de que o Conselho Regional de Medicina não poderia legislar sobre fatos não estritamente ligados ao ato médico. Contudo, ao meu ponto de vista, essa resolução está resguardada juridicamente, pois o Supremo Tribunal Federal já declarou que os conselhos regionais podem regulamentar o ato médico e garantir o sigilo do paciente”, argumenta.

Um dos pontos polêmicos da resolução é a exigência de acompanhamento de um diretor técnico ou outro profissional da unidade de saúde durante as visitas de fiscalização. Segundo o advogado, isso não impede a transparência da administração pública, mas regulamenta a forma como a fiscalização deve ocorrer para evitar abusos.

“Essa resolução não proíbe a fiscalização. O que ela almeja é um equilíbrio entre o dever de fiscalizar e o direito do médico de exercer sua profissão sem pressões externas indevidas. A fiscalização ainda pode ser feita pelo Tribunal de Contas, Anvisa e Ministério Público”, explica.

Caso um vereador ou outro agente público insista em entrar no hospital sem o devido acompanhamento, podem ocorrer sanções.

“O médico ou diretor técnico deve registrar um boletim de ocorrência e comunicar o CREMEGO sobre a violação. O conselho pode tomar medidas jurídicas, como notificação ao Ministério Público por abuso de poder e ação civil para impedir futuras visitas não autorizadas. No caso dos vereadores, a própria Câmara pode avaliar a conduta por quebra de decoro parlamentar”, pontua Dr. Luan.

Sobre a possibilidade de visitas sem aviso prévio, o advogado esclarece que a resolução não impede fiscalização surpresa, desde que seja acompanhada por um responsável técnico.

“A medida não veda a visita surpresa, mas impede que um parlamentar entre abruptamente em uma unidade de saúde. A melhor solução é um diálogo institucional, onde o diretor do hospital possa acompanhar a fiscalização sem comprometer o atendimento aos pacientes”, afirma.

Outra questão abordada na resolução é a proibição da gravação de atos médicos. Segundo o advogado, essa regra está de acordo com o Código de Ética Médica, mas há exceções.

“Se o paciente consentir, ele pode gravar seu próprio procedimento. No entanto, isso não autoriza a filmagem de outros pacientes ou atos médicos alheios, pois isso violaria o sigilo médico”, esclarece Dr. Luan.

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OMS alerta para aumento de casos de febre amarela no Brasil

Sem casos em Goiás desde 2017, SES/GO recomenda medidas de prevenção para o estado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o aumento de casos e óbitos por febre amarela em alguns países das Américas, incluindo o Brasil. Ao mesmo tempo, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO) reforçou a recomendação, destacando a importância da vacinação e das medidas preventivas, principalmente em regiões rurais e de mata.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), foram registradas oito mortes causadas pela doença em São Paulo, além de casos em São Paulo (13 casos), Minas Gerais (1 caso) e Tocantins (1 caso). Em todos os casos fatais, as vítimas não haviam sido vacinadas. Embora Goiás não tenha registrado casos desde 2017, a SES/GO emitiu um alerta para garantir que a população esteja devidamente imunizada, especialmente com o aumento das viagens durante o carnaval e outros feriados.

A vacinação contra a febre amarela é essencial para a prevenção da doença, transmitida pela picada de mosquitos silvestres. A dose deve ser administrada com antecedência mínima de 10 dias antes da viagem a regiões de risco. O estado de Goiás apresenta uma cobertura vacinal de 72,77%, ainda abaixo da meta de 95% definida pelo MS.

A SES/GO orienta a população a adotar medidas adicionais de proteção, como o uso de roupas longas e repelentes ao viajar para áreas de risco, além de atualizar o cartão de vacinação. Em relação à vacina, a recomendação é que crianças de 9 meses a 5 anos recebam duas doses e que indivíduos de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinados tomem uma dose única.

Para aqueles que tomaram a dose fracionada da vacina em 2018, o MS sugere a aplicação de uma dose adicional caso a pessoa vá viajar para áreas com circulação do vírus, como os estados afetados atualmente.

Apesar da eficácia comprovada da vacina, a febre amarela continua sendo uma doença de alta letalidade, com taxas de mortalidade variando entre 20% e 50% nos casos graves. A OMS também destacou a importância do uso de doses fracionadas em emergências, como ocorreu em 2018 em alguns estados brasileiros, para ampliar a proteção da população.

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PORTAL G1/GOIÁS

Jovem de 23 anos morre após fazer procedimento no pulmão em unidade de saúde; família denuncia erro médico

Família relata que jovem entrou na sala de emergência, após piorar esperar atendimento. A Polícia Civil investiga o caso e aguarda o resultado do exame cadavérico.

Por Tatiane Barbosa, Samantha Souza, g1 Goiás e O Popular

Jovem de 23 anos morre após fazer procedimento no pulmão em UPA em Caldas Novas

Francisco Guilherme da Costa Silva, de 23 anos, morreu depois de dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Caldas Novas, no sul de Goiás, e ser submetido a um procedimento médico no pulmão. A família afirma ter ocorrido um erro médico e certidão de óbito a aponta, entre as causas da morte, “pneumotórax extenso por perfuração pulmonar” e “complicação de procedimento médico invasivo”. A Polícia Civil investiga o caso.

Ao g1, a Secretaria Municipal de Saúde de Caldas Novas informou que foi aberta uma sindicância para averiguar os fatos relacionados ao óbito do jovem e aguarda o laudo final do Instituto Médico Legal (IML) (confira a nota completa ao final da matéria).

O jovem morreu no dia 15 de fevereiro. Para a TV Anhanguera, a mãe do jovem, Graciane Lisboa, fala que o filho foi para a UPA durante em crise de asma. “Na triagem, a menina mediu a saturação dele e falou que estava normal. Então, a gente ficou na espera e, com isso, meu filho ia piorando. Ele falando: mãe, eu estou morrendo”, narrou.

Ela conta que, no desespero, foi atrás de um médico e, quando encontrou, ela e o médico levaram o jovem para a sala de emergência. “Eles fizeram um procedimento errado. Eles perfuraram o pulmão do meu filho”, contou.

Investigação

Ao g1, o delegado Rogério Moreira explicou que a Polícia Civil está investigando o caso e aguarda o laudo do exame cadavérico do IML. Segundo ele, só com o resultado desse exame é possível confirmar se houve culpa ou não no procedimento adotado em relação à vítima.

Quanto à perfuração no pulmão citada na certidão de óbito de Francisco Guilherme, ele explicou que é um procedimento comum em casos graves de urgência em que o paciente precisa respirar. “Pelo que apuramos, é um procedimento comum. Não foi uma perfuração acidental, foi um procedimento adotado visando salvar a vida do paciente. Agora, se foi devido ou não, correto ou não, somente o laudo médico vai poder atestar se houve algum erro”, esclareceu o delegado.

O delegado explicou também que o “complicações de procedimento médico invasivo” é citado na certidão de óbito do jovem como uma explicação básica sobre o procedimento a que ele foi submetido. “É uma explicação básica de que o paciente passou por intervenção de modo interno e que não conseguiu salvar o paciente. Mas não quer dizer que houve culpa ou não, se foi certo ou não, se foi devido ou não”, afirmou.

Ele contou ainda que já foram ouvidos um parente da vítima e um dos médicos que atendeu Francisco Guilherme. “Por enquanto, não há nenhum parecer, nenhum juízo de valor sobre o caso que encontra-se em andamento”, finalizou.

Nota da Secretaria Municipal de Saúde de Caldas Novas

Em razão dos questionamentos sobre “o falecimento de Francisco Guilherme da Costa Silva na Unidade de Pronto Atendimento - UPA de Caldas Novas”, o Governo de Caldas Novas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vem a público esclarecer que:

1)Segue em curso na Secretaria Municipal de Saúde, uma sindicância para averiguar os fatos relacionados ao óbito do paciente. Para tanto, aguarda o laudo final do Instituto Médico Legal (IML) que deve sair em aproximadamente 30 dias.

iante das investigações em curso, a Administração Municipal opta por não se manifestar até a conclusão final de todo o processo.

Lamentamos profundamente o ocorrido, nos solidarizamos com a família neste momento de dor. Respeitosamente, nos colocamos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos.

Assessoria de Comunicação

Sexta, 21 Fevereiro 2025 06:36

CLIPPING AHPACEG 21/02/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Lula planeja trocar Nísia por Padilha na Saúde

https://ohoje.com/2025/02/20/lula-planeja-trocar-nisia-por-padilha-na-saude/

Se Padilha vier, vai ser muito mais criticado do que Nísia, diz membro do CFM

http://c.smrclipping.com.br/cfm/site/m014/noticia.asp?cd_noticia=202166942

Tricampeã: Unimed Federação Centro Brasileira conquista certificação GPTW

https://www.folhadoplanalto.com.br/2025/02/tricampea-unimed-federacao-centro.html

Governo Federal anuncia repasse de R$ 30 mi para Saúde de Goiânia

https://www.aredacao.com.br/noticias/227188/governo-federal-anuncia-repasse-de-r-30-mi-para-saude-de-goiania

'A inteligência artificial consegue humanizar a relação do médico com o paciente', diz Paulo Moll, CEO da Rede D'Or

https://unimed.empauta.com/e6/noticia/2502211740114889001

O HOJE

Lula planeja trocar Nísia por Padilha na Saúde

Presidente cogita nomear Alexandre Padilha para o Ministério da Saúde, após críticas à gestão de Nísia e pressões por maior visibilidade em políticas públicas

Postado em 20 de fevereiro de 2025 por Bruno Goulart

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou a aliados que pretende substituir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, em uma reforma ministerial em discussão no governo.

A gestão de Nísia tem sido alvo de queixas de integrantes do Congresso, do Palácio do Planalto e do próprio Lula, que cobra uma marca mais forte na área. O nome mais cotado para assumir a pasta é o do atual ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que já comandou a Saúde no governo Dilma Rousseff (PT).

A insatisfação com Nísia cresceu após uma série de críticas e crises sanitárias em 2024, além da pressão do Centrão por maior controle sobre o orçamento da Saúde. No Planalto, avalia-se que a pasta tem potencial para implementar políticas públicas de maior visibilidade, como o programa Mais Acesso a Especialistas, que promete reduzir filas e ampliar o acesso a exames e consultas em áreas como oncologia e cardiologia.

Embora Lula tenha manifestado preferência pessoal pelo ex-ministro Arthur Chioro, ele admite que Padilha é a escolha mais viável por questões políticas e pela relação do ministro com a equipe atual da Saúde. A reforma ministerial deve começar por petistas e nomes da cota pessoal de Lula, com anúncios possíveis a partir do aniversário de 45 anos do PT, no Rio de Janeiro. 

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FOLHA ONLINE

Se Padilha vier, vai ser muito mais criticado do que Nísia, diz membro do CFM

Raphael Câmara afirma ainda que se atual ministra cair vai ser por sua péssima gestão

O ginecologista Raphael Câmara , conselheiro do CFM (Conselho Federal de Medicina ), diz que o ministro Alexandre Padilha , atualmente na SRI (Secretaria de Relações Institucionais), será muito mais criticado do que Nísia Trindade , caso a substitua no Ministério da Saúde .

Como mostrou a Folha , o presidente Lula (PT) já avisou a aliados que Nísia será substituída na reforma ministerial. Padilha é um dos mais cotados para entrar na vaga da ministra.

Para Câmara, a substituição de Nísia é resultado das seguidas incompetências do ministério da Saúde .

A gente mostrou as sete pragas do Egito na realidade brasileira trazendo de volta doenças que já haviam sumido. Mostramos fatos. Nenhuma ofensa , afirma.

O CFM, com membros abertamente conservadores, tem se destacado pela oposição a diversos aspectos da gestão da Saúde no governo Lula.

A gente foi chamado de genocida e nunca nos vitimizamos , complementa, ressaltando que seu grupo é chamado de misógino por criticar a ministra. Se ela cair foi por sua péssima gestão, e não por termos mostrado a péssima gestão .

Câmara sinaliza que o cenário não será melhor caso Padilha assuma o ministério. Se vier o Padilha, que é homem, vai ser criticado muito mais , diz. É um dos idealizadores do Mais Médicos que trouxe esse cenário de caos na saúde.

Segundo ele, Padilha é considerado por muitos o inimigo número um da medicina brasileira por causa do programa, que no passado se notabilizou por importar médicos cubanos para exercer a profissão no interior do Brasil.

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FOLHA DO PLANALTO

Tricampeã: Unimed Federação Centro Brasileira conquista certificação GPTW

A Unimed Federação Centro Brasileira é tri na conquista da certificação Great Place to Work (GPTW), um selo de reconhecimento conferido às empresas que oferecem um ambiente profissional de qualidade, baseado em confiança, respeito e valorização de seus colaboradores.

A certificação, conquistada em 2020, 2024 e, agora, em 2025, não é apenas um título, mas a validação de um compromisso contínuo da Federação em cuidar de seu maior patrimônio: as pessoas.

A conquista reflete que a Federação é mais do que um excelente lugar para se trabalhar. É um espaço no qual o colaborador se sente valorizado e cuja cultura organizacional tem em cada trabalhador um aliado para o sucesso coletivo.

Para receber o selo GPTW 2025, a Federação passou por um processo de avaliação, que incluiu uma pesquisa respondida pelos próprios colaboradores. Além de chancelar o compromisso da Federação em oferecer a todos um ambiente saudável e motivador, a certificação GPTW também funciona como um termômetro para identificar pontos fortes e oportunidades de aprimoramento.

Ela tem validade de 12 meses e traduz a essência da Unimed Federação Centro Brasileira: um time unido, engajado e pronto para cooperar e transformar o ambiente de trabalho em um espaço cada vez mais inspirador e produtivo.

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A REDAÇÃO

Governo Federal anuncia repasse de R$ 30 mi para Saúde de Goiânia

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, irá repassar R$ 30 milhões, em verba suplementar, para a Prefeitura de Goiânia. O montante, que será destinado à rede municipal de saúde, é resultado de uma articulação do senador goiano Jorge Kajuru (PSB-GO) e já foi creditado na conta do município.
A convite do chefe do Executivo municipal, o parlamentar estará em uma coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (21/2), durante a qual Sandro Mabel vai detalhar a destinação dos recursos.

No ano passado, Mabel e Kajuru estiveram em Brasília para uma audiência com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, quando destacaram a situação de calamidade da saúde pública na capital e solicitaram apoio do Governo Federal. 

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O GLOBO

'A inteligência artificial consegue humanizar a relação do médico com o paciente', diz Paulo Moll, CEO da Rede D'Or

Em entrevista ao GLOBO, o economista fala também da carência de leitos hospitalares no país e como a Rede se tornou referência em sustentabilidade

Aos 43 anos, Paulo Moll preside o maior grupo de hospitais privados do país, a Rede D'Or. Sob sua gestão a Rede se tornou uma das empresas de saúde mais sustentáveis do mundo e ampliou o investimento em inteligência artificial (IA), tanto no funcionamento das instituições, como no dia a dia do atendimento médico e laboratorial.

O caçula do médico e empresário Jorge Moll Filho, criador do conglomerado, não planejava trabalhar nos negócios do pai. Formado em economia, sonhava com a Bolsa de Valores, até fazer o primeiro estágio no Barra D´Or, no Rio, a convite do pai, no fim da década de 90.

CEO há cinco anos, inaugurou recentemente um novo conceito de hospital, o Vila Nova Star 2, em São Paulo, o primeiro com pronto-socorro privativo, onde não há fila de espera e os exames vão até o quarto do paciente durante a internação. São Paulo, inclusive, acaba de se tornar o estado com o maior número de hospitais do grupo, com 28 unidades, do total de 78 espalhadas por 13 estados brasileiros.

Em entrevista ao GLOBO, Moll fala como a IA está transformando a saúde, da carência de leitos hospitalares no Brasil e dos bastidores da movimentação médica provocada no mercado com a contratação de pesos-pesados na medicina.

Como a inteligência artificial está mudando a área da saúde? Estamos só no início de uma grande transformação. Acredito que a grande revolução seja na área da assistência. A IA consegue humanizar e potencializar a atuação do médico, a sua relação com o paciente. Temos um projeto piloto que gosto muito, na área do atendimento. Nele, toda a consulta é gravada, sempre com a devida autorização do paciente. No final, a IA faz hipóteses de diagnósticos e sugestões de exames e a serem pedidos. O médico avalia o material, e o utiliza como apoio para dar seu veredicto. Isso faz com que o médico fique totalmente concentrado no paciente durante a consulta, sem ter que ficar anotando as informações ao longo do atendimento, voltado para um laptop. Esse olho no olho é fundamental.

E o impacto da IA no dia a dia dos hospitais? Para citar alguns exemplos, temos mudanças importantes na identificação de patologias, que antes poderiam passar despercebidas. No refinamento dos exames de anatomia patológica, que agora conseguem detectar a presença mínima residual de células de câncer após uma terapia, contribuindo para saber se o tratamento está sendo eficaz ou se é necessário rever a estratégia. No setor administrativo tem sido essencial na redução de no-show (situação em que o paciente agenda uma consulta ou exame, mas não comparece e não desmarca previamente), que traz prejuízo para o hospital. A IA calcula essa possibilidade conforme a distância da casa do paciente e a especialidade.

Como o senhor avalia o déficit de leitos no país? O Brasil tem muito para crescer em todas as regiões, com hospitais eficientes. Temos cerca de 2,3 leitos por mil habitantes, inferior à média global que é de 3,2. A Organização Mundial da Saúde estima que o ideal é entre 3 e 5 leitos. E a média de leitos por hospital no país é baixa também, 60. Nos EUA, a título de comparação, são 170. Hospitais menores em geral têm mais dificuldade de serem eficientes sem uma rede de apoio pela pouca diluição de custos para operar. Os hospitais estão cada vez mais caros. Estudo da Federação Brasileira de Hospitais com a Confederação Nacional de Saúde aponta o fechamento de 630 hospitais privados entre 2010 e 2020 no país. Para você ter uma ideia, nos primeiros hospitais que inauguramos, como o Barra D ´Or e o Copa D´Or, 80% do investimento era no imóvel, como a compra do terreno, a construção do prédio, 20% era para equipamentos médicos. Hoje, os equipamentos requerem 50%. Não ficou mais barato comprar terreno e construir. A tecnologia é que é cada vez mais intensiva.

Rede D'Or está entre as 500 empresas do mundo mais sustentáveis pelo ranking da revista Time e é a única do setor de saúde entre as 5 instituições brasileiras da lista. O que tem sido feito na prática? Somos signatários do pacto global da ONU desde 2021, com o compromisso de até 2050 neutralizar as emissões líquidas de carbono. Trata-se não só de uma medida sustentável, mas também econômica. O grande gasto de energia dos hospitais está ligado ao ar condicionado. Passamos a contratar energia limpa e, mais recentemente, fizemos a nossa autoprodução. A migração das nossas unidades para o uso de energia de fontes renováveis será concluída até o final de 2025. São plantas de energia solar que vão abastecer a rede. Como parte do pacto teremos também a redução de 36% das emissões relativas de gases de efeito estufa até 2030. Curiosamente há muito tempo não sou cobrado pelos investidores para ser sustentável, a sensação é que não se trata mais da pauta da vez. A cobrança vem muito mais nos corredores do hospital, da nossa equipe, principalmente os mais jovens.

Em 2019, a Rede D´Or mexeu com o mercado hospitalar de São Paulo com a inauguração do Vila Nova Star, quando chamou médicos renomados de outras instituições de ponta na capital, prática que continua até hoje. Como é o bastidor dessas movimentações? Na inauguração da primeira torre do Vila Nova Star, se especulou muito sobre a forma como estávamos atraindo os médicos. A realidade é que eles foram atraídos por motivos que vão muito além do financeiro. Discutimos com cada um dos médicos das lideranças o que poderíamos fazer de melhor em relação à tecnologia, infraestrutura que eles teriam nas mãos, nas mais diversas especialidades. Vou citar o que foi feito na oncologia, uma de nossas vitrines, com a liderança do médico Paulo Hoff. Montamos uma infraestrutura única. Por exemplo, temos o único Cybernife do Brasil, um bisturi robótico virtual que ataca o tumor por meio da emissão de raios fótons com exatidão milimétrica. É um dispositivo robótico, não invasivo, que proporciona um tratamento altamente preciso. O robô se move e se curva ao redor do paciente. O Tomotherapy também é inigualável, com imagens de tomografia que detectam a posição do tumor e emite pulsos de radicação de forma extremamente precisa. Somos líderes em robótica no pais, com mais de 30 equipamentos instalados. Mas não adianta ter os melhores equipamentos sem os profissionais e foi isso que buscamos. Tem mais um detalhe importante. Os grandes nomes da medicina querem estar envolvidos com ensino e pesquisa. O IDOR (Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino) tem 16 anos de experiência, com mais de 150 Ph.Ds. É a maior instituição privada em publicações médicas no país. Isso é um grande atrativo. E vou elencar mais um fator: somos uma instituição com dono, ao qual eles têm acesso. Somos capazes de tomar decisões rápidas. Quando alguém traz um projeto, uma solicitação que faça sentido podemos aprovar no mesmo dia.

Como está hoje a atuação da Rede em São Paulo? Há pouco inauguramos no estado a nossa 28º unidade hospitalar e, com isso, São Paulo passou a ser a nossa maior operação em número de hospitais e leitos. É natural, o estado é mais populoso, tem mais por onde crescer. Acredito que nos posicionamos muito bem. O Rio vem logo em seguida, com 26 unidades, entre elas uma muito querida da minha família, o Barra D´Or, o primeiro hospital da Rede, que acaba de ser reinaugurado em um prédio ultramoderno bem em frente ao antigo endereço, que se transformou em um hospital pediátrico. Temos obviamente uma estrutura grande e vital no Rio de Janeiro, vou para lá toda semana.

É por isso que a sua base de trabalho passou a ser em São Paulo recentemente? Nada disso. Vim para São Paulo por que casei com uma paulista (Gabriela Feffer). Nosso combinado era morar no Rio. Moramos dois anos lá e ela foi convidada a trabalhar na empresa da família dela. Eu já vinha dividindo meu tempo entre o Rio e SP, mas a decisão da nossa base familiar ficar aqui foi a partir disso.

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Assessoria de Comunicação

Quinta, 20 Fevereiro 2025 06:02

CLIPPING AHPACEG 20/02/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Associação alerta sobre escassez de insulina regular e de ação prolongada no Brasil

Falta de insulina regular e de ação prolongada no mercado brasileiro causa alerta à saúde de Goiânia

Em meio à crise, Ipasgo Saúde lança atendimento 24 horas

Novas diretrizes definem contribuição da ressonância magnética e da tomografia cardíacas para a prática clínica

RÁDIO CBN

Falta de insulina regular e de ação prolongada no mercado brasileiro causa alerta à saúde de Goiânia

Com uma demanda média de 100 unidades de insulina de ação prolongada e de 100 unidades de insulina regular, por trimestre, a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás convive com a ameaça de ter a assistência aos pacientes comprometida pela falta do produto, que é utilizado para o tratamento de pacientes diabéticos.  

Segundo a coordenadora da central de negócios da Ahpaceg, Ana Valéria Miranda, desde o ano passado, a rede hospitalar privada vem enfrentando dificuldades com a falta do produto no mercado brasileiro. Ana destaca ainda que situação se agravou neste mês e pode piorar ainda mais. 

Até o momento, não há previsão concreta para a normalização dos estoques, mas Ana Valéria explica que a Ahpaceg tem estado em contato constante com fornecedores e distribuidores para buscar alternativas. 

Esta semana, a Ahpaceg enviou um ofício à ministra da Saúde, Nísia Trindade, e à diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ressaltando a necessidade urgente de uma solução para o problema de desabastecimento.

https://www.cbngoiania.com.br/programas/cbn-goiania/cbn-goi%C3%A2nia-1.213644/falta-de-insulina-regular-e-de-a%C3%A7%C3%A3o-prolongada-no-mercado-brasileiro-causa-alerta-%C3%A0-sa%C3%BAde-de-goi%C3%A2nia-1.2811775

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JORNAL OPÇÃO

Associação alerta sobre escassez de insulina regular e de ação prolongada no Brasil

Caso o abastecimento não seja regularizado, o atendimento aos pacientes pode ser comprometido

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) emitiu posicionamento alertando a população e as autoridades sobre a escassez de insulina regular e de insulina de ação prolongada no mercado brasileiro. Caso o abastecimento não seja regularizado, o atendimento aos pacientes pode ser comprometido.

A Ahpaceg informa que a demanda média trimestral dos hospitais vinculados ao grupo é de 100 unidades da insulina de ação prolongada e de 100 unidades de insulina regular. A oferta se mostrava irregular desde meados de 2024 e a situação se intensificou neste mês.

“Estamos em contato constante com fornecedores e distribuidores para buscar alternativas que minimizem os transtornos causados e trabalhamos para regularizar o fornecimento o mais breve possível. No entanto, até o momento, não há previsão concreta para a normalização dos estoques”, é posto no ofício enviado pela Ahpaceg ao Ministério da Saúde (MS) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Conselho Federal de Medicina (CFM) já havia feito alerta sobre a irregularidade da oferta da insulina, ainda em novembro de 2024. Apesar da mobilização, o abastecimento não foi regularizado. A provável causa para a situação está na suspensão temporária e global de insulinas produzidas pela indústria Novo Nordisk, fornecedora do mercado brasileiro.

Ao Jornal Opção, a coordenadora da Central de Compras da Ahpaceg, Ana Valéria Miranda, explicou que a falta da insulina se estende há mais de dois anos. “A falta da insulina já vem acontecendo há mais de dois anos. Então temos a dificuldade de encontrar o insumo no mercado. Recebemos cartas de fabricantes que reiteram compromisso com a normalização e às vezes precisamos ir a drogarias comprar para não faltar dentro dos hospitais”, relata.

“Às vezes o paciente consegue insulina no SUS. O Ministério da Saúde conseguiu um lote para a rede pública, mas a rede particular ainda tem dificuldade para conseguir o insumo. Consumimos, em média, 100 frascos de insulina regular e 100 de duração prolongada nos hospitais, e está em falta”, afirma.

De acordo com a farmacêutica, a associação notifica o Ministério da Saúde para buscar providências. “Enviamos uma carta para a ministra pedindo a liberação extraordinária para que possamos importar o medicamento de uma outra indústria. Conseguimos achar a insulina na Turquia, mas as regras sanitárias do Brasil são muito rígidas. Agora essa liberação depende da Anvisa”, disse.

“O processo de importação é muito burocrático. Não podemos importar produtos que não tem registro no Brasil, então é necessária essa liberação especial. Hoje dependemos do Ministério da Saúde e da Anvisa para conseguir esse insumo. A empresa que produz insulina no Brasil suspendeu a produção e afetou a distribuição”, completou.

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A REDAÇÃO

Em meio à crise, Ipasgo Saúde lança atendimento 24 horas

Em meio a crise desencadeada por uma queda de braço entre médicos credenciados e o Ipasgo Saúde, a entidade anunciou nesta quarta-feira (19/2) a disponibilização de pronto atendimento online, 24 horas por dia e sete dias por semana, em clínica médica, pediatria e psicologia. Além disso, consultas eletivas com 31 especialidades estão disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. A novidade expande o acesso à saúde para beneficiários de todas as localidades, inclusive os que residem em outros Estados e fora do Brasil, e vem depois da entidade ter ampliado sua telemedicina.

A nova telemedicina acrescenta 200 profissionais à rede de atendimento do Ipasgo Saúde, composta por quase cinco mil prestadores, pessoas físicas e jurídicas. O objetivo, segundo o Instituto, é dar mais agilidade e praticidade em atendimentos de urgência e expandir geograficamente a capacidade de assistência aos quase de 600 mil beneficiários. 

“A telemedicina já era um serviço oferecido pelo Ipasgo Saúde, mas percebemos a necessidade de aprimorá-lo, tornando o atendimento mais ágil e acessível. Agora, nossos beneficiários podem ser atendidos de onde estiverem, a qualquer hora, um passo fundamental para modernizar nossas operações e garantir um atendimento de excelência, alinhado às melhores práticas da saúde suplementar”, avalia o presidente do Ipasgo Saúde, Vinícius Luz. 

Luz lembra que o serviço conecta médicos e pacientes para consultas, diagnósticos, monitoramento e tratamento, sem a necessidade de estarem fisicamente presentes no mesmo local.

As especialidades disponíveis na nova telemedicina do Ipasgo Saúde também incluem: alergia e imunologia; cardiologia; coloproctologia; dermatologia; endocrinologia e metabologia; endocrinologia pediátrica; gastroenterologia; geriatria; ginecologia e obstetrícia; infectologia; nefrologia adulto; nefrologia pediátrica; neurocirurgia; neurologia; neurologia pediátrica; nutrologia; oftalmologia; oncologia clínica; ortopedia e traumatologia; otorrinolaringologia; pneumologia; pneumologia pediátrica; psiquiatria; psiquiatria pediátrica; reumatologia e urologia; fonoaudiologia e nutricionista. 

De acordo com Vinícius Luz, essa mudança tem impacto positivo direto na vida dos beneficiários que residem fora da capital. “A telemedicina elimina barreiras geográficas e garante que o atendimento chegue a quem realmente precisa, independentemente da localização. Antes, beneficiários precisavam se deslocar até cidades maiores para consultas médicas especializadas. Agora, com apenas alguns cliques, é possível agendar e realizar consultas sem sair de casa”, diz. Dados do Ipasgo Saúde indicam que aproximadamente 54% dos beneficiários moram em cidades do interior de Goiás. O serviço também alcança os que estão em outras localidades, como Distrito Federal e Tocantins, e, até mesmo, fora do país.

Atendimento

Para acessar o novo serviço, os beneficiários do Ipasgo Saúde devem acessar o site da instituição, clicar no banner ou ingressar no Portal do Usuário, e escolher entre pronto atendimento 24 horas (clínica médica, pediatria e psicologia - a qualquer hora do dia ou da noite, inclusive em finais de semana e feriados); ou em consulta especializada (31 especialidades), com assistência de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, o que permite aos beneficiários escolher datas e horários que melhor se ajustem às necessidades pessoais, tornando o processo de atendimento mais ágil e flexível.

A nova plataforma é simples, intuitiva, com um ambiente seguro e sigiloso para a realização dos atendimentos, respeitando as normativas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

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MEDICINA S/A

Novas diretrizes definem contribuição da ressonância magnética e da tomografia cardíacas para a prática clínica

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em conjunto com o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), lançou a Diretriz de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética Cardiovascular 2024, uma das poucas diretrizes brasileiras feitas por duas sociedades em conjunto. Essa atualização é um marco no uso de métodos de imagem no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, responsável por 28% das mortes no Brasil entre 2010 e 2019.

A nova diretriz reflete as evidências científicas mais recentes, consolidando o papel das imagens como ferramentas indispensáveis no manejo clínico, em especial o desempenho da angiotomografia, que passou a ser o exame de primeira escolha para o diagnóstico não invasivo (sem cateterismo) de pacientes sintomáticos de risco baixo a intermediário ou de pacientes assintomáticos de risco muito alto.

As diretrizes também destacam como a tomografia pode contribuir no sentido de esclarecer dúvidas resultantes de outros exames não invasivos, bem como para avaliar pacientes submetidos a cirurgia cardíaca ou implante de stents. “Nos casos de avaliação de artérias coronárias por tomografia, a diretriz mostrou que o exame é o que apresenta a melhor relação custo-benefício nesses pacientes”, conta o cardiologista Ibraim Masciarelli Francisco Pinto, consultor médico do Grupo Fleury e colaborador do novo documento.

No que diz respeito à personalização de tratamento, a ressonância magnética é recomendada como padrão-ouro na avaliação de viabilidade miocárdica e no diagnóstico de cardiomiopatias, cuja causa não seja descoberta por outros exames, como a eco cardiografia. Em algumas condições, como a amiloidose, ela passou a ser indicada também para o acompanhamento do tratamento, enquanto para cardiopatias estruturais o documento elege a tomografia para o planejamento de procedimentos menos invasivos, como implantes de válvula aórtica. “Com esses recursos recomendados na diretriz conseguimos determinar com maior precisão quais intervenções oferecem o melhor prognóstico para os pacientes”, considera Masciarelli.

Além de otimizar a conduta médica, as recomendações têm o potencial de reduzir custos ao evitar exames desnecessários e promover diagnósticos mais rápidos e precisos. E, ainda, a diretriz sugere formas mais efetivas de realizar exames usando o mínimo de radiação – no caso da tomografia – e de contraste, tanto no caso da tomografia como no da ressonância. O documento recomenda também que algumas das aplicações anteriormente feitas apenas pela ressonância, como as pesquisas de cicatrizes no músculo do coração e a de irrigação cardíaca, possam ser feitas até pela tomografia, o que pode agilizar o diagnóstico dos pacientes.

Para o cardiologista, esses exames estão redefinindo o cuidado cardiovascular, permitindo diagnósticos mais confiáveis com menos riscos aos clientes. “O planejamento de procedimentos é fundamental. Por exemplo, a tomografia, seja para o tratamento da valva aórtica como da valva mitral e até da tricúspide, passou a ser um exame essencial para definir se o paciente deve ser tratado por meio da cirurgia convencional ou por meio de cateter e para planejar o tratamento, economizando recursos e reduzindo o tempo de internação” explica o especialista.

A diretriz também contou com a expertise dos consultores médicos radiologistas do Grupo Fleury Andrei Skromov Albuquerque, Gilberto Szarf e Paulo Savoia Dias da Silva, que contribuíram para garantir que o documento traduzisse os melhores padrões internacionais de cuidado.

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Assessoria de Comunicação

 

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O presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, é o vice-coordenador da recém-criada Câmara Técnica de Segurança Institucional do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). A primeira atividade da Câmara, coordenada pela médica Paula Pires de Souza, aconteceu no sábado, 15, e reuniu médicos, conselheiros, gestores de saúde, representantes do setor hospitalar e de planos de saúde para o debate da segurança nos atendimentos médico-hospitalares em Goiás.

 

O I Fórum de Segurança Institucional do Cremego colocou em pauta a diferença entre segurança em saúde e percepção dela. Haikal Helou falou sobre a segurança no ambiente hospitalar. 

 

“Nós estamos chamando de ‘hospitais’ aquilo que não é hospital”, alertou Haikal, citando que há instituições consideradas de alto padrão, mas sem condições básicas para atender complexidades, como UTI e exames. 

 

“Ainda existe a crença de que a acreditação é uma ‘medalha’. Porém, o que acontece é que uma instituição acreditada e certificada tende a ter processos e condutas que geram melhores resultados”, acrescentou.

 

O que é um hospital?

 

Em seguimento ao debate, o médico fiscal do Cremego, Saul Erzom, explicou sobre as classificações das instituições de saúde, com base em definições do Conselho Federal de Medicina (CFM).

  

Os hospitais são classificados como locais com, pelo menos, cinco leitos, equipe clínica organizada e presença de médicos por 24 horas, entre outros critérios. Trata-se de um conceito básico, mas algumas instituições se restringem apenas a isso.

 

“As classificações são frágeis e confusas, mas deixam oportunidades para atualizações. Por isso, a questão do enquadramento inadequado de muitos hospitais em Goiânia está na inclusão apenas por esse conceito”, informou.

 

 

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O paciente no centro do cuidado

 

O I Fórum de Segurança Institucional do Cremego abordou ainda a jornada do paciente e a assistência centrada na pessoa, com a palestra da diretora da Rede Mater Dei de Saúde, Mariane Tarabal. 

 

Ela descreveu que informar sobre as condições clínicas de forma clara e prestar um atendimento respeitoso são essenciais para o paciente se sentir satisfeito. Isso ajuda na adesão ao tratamento, pois o indivíduo entende que também é responsável pela própria saúde. 

 

Para esse empoderamento do paciente ser bem-sucedido, é preciso ter estratégias, como materiais que expliquem o diagnóstico e as condutas médicas realizadas. Além disso, é importante incentivar as perguntas, definir metas e compartilhar os resultados. 

 

Com esses objetivos, o médico possui um papel transformador. “Temos que deixar o paciente falar mais e saber escutá-lo. Vocês precisam sair daqui com isso em mente, de que são agentes da mudança”, declarou. 

 

Segurança como demanda para os médicos

 

Para finalizar o evento, a diretora Técnica na QGA, organização responsável pela implementação do programa de acreditação internacional Qmentum International no Brasil, Melissa Chueiri, ressaltou que as práticas de segurança devem ser preocupação também dos médicos, não apenas dos gestores das instituições. 

 

Um aspecto fundamental está no repasse assertivo das informações entre os membros da equipe, assim como o preenchimento correto do prontuário.

 

“Nós (médicos) precisamos liderar não como protagonistas, mas como responsáveis pelas conduções dos processos de segurança. Temos que entender que somos parte dos serviços (de saúde) e não apenas ‘passadores de visitas’, nos responsabilizando para ser os condutores da linha de cuidado”, afirmou. 

Câmara Técnica de Segurança Institucional

 

A Câmara Técnica de Segurança Institucional tem a seguinte composição:

Paula Pires de Souza – coordenadora

Haikal Yaspers Helou – vice-coordenador

André Luiz Braga das Dores

Bárbara Teodoro Vasconcelos Rodrigues

Fabiano Calixto Fortes de Arruda

Felipe Maia de Toledo Piza

Fernando Protásio Carneiro

Leonardo Brandão

Paulo Gonçalves Júnior

Luiz Rassi Júnior

Mariane Santos Parreiras Tarabal

Paulo César Brandão Veiga Jardim

 

(Com informações: Cremego)

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