
Imprensa (2421)
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DESTAQUES
Como construir uma cultura de segurança do paciente em hospitais?
Artigo - Inovação em modelo de negócio, a transformação da saúde brasileira
Artigo - Saúde mental: A importância de cuidar de quem cuida de nós
Transmissões de cirurgias robóticas são destaque de congresso em Goiânia
Saúde esclarece os 62 casos notificados de Mpox em Goiânia
Ipasgo anuncia exclusão de servidores federais de seus planos
Planos de saúde: veja como funciona o reajuste anual e como economizar com a sua escolha
SAÚDE BUSINESS
Como construir uma cultura de segurança do paciente em hospitais?
10% dos pacientes sofrem algum dano ao receber assistência hospitalar. Veja, no conteúdo da RTS, como criar uma cultura de segurança do paciente.
Mais de 10% dos pacientes sofrem algum tipo de dano ao receber assistência hospitalar, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Esses incidentes não são atribuídos à evolução da doença de base, mas sim a erros de medicação, infecções hospitalares e quedas, entre outros, e mais de 50% deles são evitáveis. Investir na segurança do paciente para a redução desses danos, além de melhorar o atendimento e os resultados de quem está recebendo os cuidados, proporciona uma grande economia. Pois o prejuízo que esses incidentes causam em âmbito global é superior a um trilhão de dólares por ano.
A segurança do paciente em hospitais do Brasil
No Brasil, de janeiro a dezembro de 2023, foram notificados mais de 368 mil incidentes relacionados à assistência à saúde em diferentes tipos de serviços, como hospitais, urgência, diálise, ambulatório, clínicas e outros, sendo que a grande maioria deles ocorreu em hospitais. Esses incidentes se referem aos eventos adversos, ou seja, não são atribuídos à evolução da doença de base, mas sim a uma ocorrência imprevista, indesejada ou ofensiva à saúde do paciente.
Cinco tipos de incidentes mais frequentes em hospitais:
Falhas durante a assistência à saúde;
Falhas envolvendo cateter venoso;
Lesão por pressão;
Queda do paciente;
Falhas envolvendo sondas.
Tudo isso evidencia ainda mais a necessidade de desenvolver e implementar protocolos de segurança rigorosos visando a segurança do paciente em hospitais e avaliar regularmente o cumprimento e efetividade das práticas que eles estabelecem. Assim como oferecer treinamentos periódicos para os profissionais de saúde.
Benefícios de estabelecer protocolos de segurança do paciente nos hospitais
Redução de erros e incidentes - protocolos ajudam a padronizar procedimentos, reduzindo a variabilidade e a chance de erros. Diretrizes claras ajudam a prevenir incidentes comuns, como erros de medicação e infecções hospitalares.
Melhoria da qualidade do atendimento – protocolos de segurança são baseados nas melhores práticas e evidências científicas, promovendo um atendimento de alta qualidade. Eles estabelecem parâmetros para que todos os pacientes recebam um nível consistente de cuidado, independentemente do profissional ou do turno. Além disso, melhora a qualidade do atendimento e reduz a morbidade e mortalidade, beneficiando tanto os pacientes quanto os sistemas de saúde.
Melhoria da segurança do paciente – protocolos permitem identificar riscos riscos potenciais e estabelecer procedimentos para mitigá-los antes que causem danos aos paciente, promovendo uma cultura de segurança dentro da instituição, onde todos os profissionais estão cientes e comprometidos com a segurança do paciente.
Aumento da confiança dos pacientes - a implementação de protocolos de segurança aumenta a confiança dos pacientes na instituição de saúde ao saber que há um compromisso com a sua segurança.
Melhor capacitação – protocolos de segurança do paciente em hospitais estabelecem diretrizes que servem como base para programas de treinamento e capacitação contínua dos profissionais de saúde. Assim como orientação para novos profissionais ao fornecer uma orientação clara para eles, facilitando sua integração e adesão às práticas seguras.
Eficiência dos recursos - melhorar a segurança do paciente pode economizar recursos, permitindo que sejam utilizados de maneira mais eficaz. Essas economias resultam da redução de custos associados a tratamentos adicionais, prolongamento de internações e complicações evitáveis.
Práticas para a segurança do paciente em hospitais
Ao implementar as práticas estabelecidas nos protocolos de segurança do paciente em hospitais, essas instituições protegem a saúde e o bem-estar dos pacientes, otimizam os processos internos e reduzem custos associados às complicações evitáveis. Veja algumas dessas práticas:
1. Prevenção de erros médicos
Identificação correta - garantir que cada paciente seja corretamente identificado e confirmar a identidade antes de qualquer procedimento ou administração de medicamentos para evitar erros.
Medicação segura - implementar sistemas para evitar erros, como o uso de códigos de barras e listas de verificação, e seguir rigorosamente os protocolos para a prescrição, dispensação e administração de medicamentos.
2. Higiene e controle de infecções
Lavagem das mãos - promover a lavagem adequada das mãos entre os profissionais de saúde é uma das medidas mais simples e eficazes para prevenir a transmissão de infecções hospitalares. Todos os profissionais de saúde devem higienizar as mãos antes e após o contato com o paciente.
Equipamentos estéreis - utilizar equipamentos estéreis e técnicas assépticas durante procedimentos invasivos.
Higienização dos ambientes - realizar limpeza e desinfecção sistemática de todas as áreas hospitalares, especialmente aquelas de alto risco, como salas de cirurgia e UTIs.
Uso de EPIs - garantir que todos os profissionais de saúde utilizem equipamentos de proteção individual adequados aos procedimentos que forem executar, como luvas, máscaras, aventais e protetores faciais, para prevenir a transmissão de infecções.
3. Comunicação eficaz
Passagem de plantão - garantir que as informações sobre os pacientes sejam passadas de forma clara e completa entre as equipes de plantão.
Envolvimento do paciente - incentivar os pacientes e suas famílias a participarem ativamente do cuidado, fazendo perguntas e confirmando informações.
4. Ambiente seguro
Prevenção de quedas - avaliar os riscos de queda e implementar medidas para prevenir, como o uso de alarmes de cama, barras de apoio e pisos antiderrapantes.
Prevenção de lesões por pressão - realizar avaliação de risco dos pacientes acamados e fazer a mudança regular da posição deles, a inspeção frequente da pele e utilizar colchões especiais.
Equipamentos - garantir que todos os equipamentos médicos estejam em boas condições de funcionamento e sejam utilizados corretamente.
5. Treinamento e educação
Capacitação contínua - oferecer treinamento contínuo para os profissionais de saúde sobre práticas de segurança e novas diretrizes.
Simulações - realizar simulações de situações de emergência para preparar a equipe para responder de forma rápida e eficaz.
6. Monitoramento e melhoria contínua
Auditorias internas - realizar auditorias regulares para identificar áreas de risco e implementar melhorias.
Relato de incidentes - estabelecer um sistema para que os profissionais possam relatar incidentes e quase-incidentes sem medo de represálias, promovendo uma cultura de segurança.
Envolvimento de quem está recebendo cuidados e da família em medidas para a segurança do paciente no hospital
Priscilla Puhl, que é fisioterapeuta hospitalar há 12 anos e especialista de produtos da RTS, ressalta a importância do próprio paciente e da família dele na construção de uma cultura de segurança nos hospitais. Mas pondera que “é necessário alertá-los e orientá-los sobre suas participações no processo”.
Ela acredita que os hospitais podem estimular o engajamento deles divulgando e explicando as metas internacionais de segurança do paciente, conscientizando sobre as responsabilidades que eles têm nesse processo e, principalmente, os benefícios que as boas práticas podem proporcionar”.
A especialista explica que “existem seis metas internacionais de segurança do paciente que são amplamente divulgadas nos hospitais. São elas”:
Identificar corretamente os pacientes;
Estabelecer uma comunicação efetiva;
Prezar pela segurança dos medicamento;
Garantir a segurança dos paciente para cirurgias;
Reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde;
Prevenir complicações decorrentes de quedas.
Ela também destaca a importância do uso de tecnologias para facilitar a dinâmica assistencial: “desde que sejam bem implementadas e acompanhadas de treinamento eficiente, elas podem facilitar o atendimento, diminuir a sobrecarga do profissional e, consequentemente, deixá-lo mais alerta para os cuidados essenciais em relação ao paciente”.
A RTS e a segurança do paciente no hospital
Priscilla Puhl diz que a RTS também desempenha um papel importante na construção de uma culltura de segurança em hospitais. “A principal contribuição da RTS ocorre no fornecimento e divulgação de tecnologias que propiciem maior qualidade assistencial, padronização e diminuição da sobrecarga do profissional de saúde”.
“Nessas tecnologias incluímos camas, macas, andadores, suportes de soro e demais equipamentos que, devido a qualidade e diferenciação frente aos modelos comuns, fazem a diferença na dinâmica assistencial”. Ela conta que a RTS completa 25 anos de existência em 2025, tendo se consolidado como referência no Brasil em soluções inovadoras que promovem o bem-estar e a eficiência no atendimento médico-hospitalar por meio por meio da venda, locação, gestão integrada e assistência técnica para equipamentos hospitalares.
Presença em todo o Brasil – a empresa tem filiais, suporte técnico e time comercial estruturados em pontos estratégicos do Brasil, o que permite oferecer pronto atendimento, manutenção e reposição de equipamentos em todo o território nacional.
Parceria na gestão da saúde – além de fornecer equipamentos, a RTS tem uma equipe especializada sempre pronta para oferecer suporte técnico e consultoria aos clientes para que eles foquem no que é mais importante: o tratamento dos pacientes.
Compromisso com a excelência – a RTS acompanha cada detalhe, desde a instalação até o suporte técnico, para garantir que todo equipamento funcione perfeitamente e contribua para a segurança e conforto de pacientes, cuidadores e equipes de saúde.
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MEDICINA S/A
Artigo - Inovação em modelo de negócio, a transformação da saúde brasileira
Por Diana Jardim
Inovação em modelos de negócios envolve a criação ou transformação das maneiras pelas quais uma organização cria, entrega e captura valor. Diferente da inovação de produto ou processo, que se concentra em melhorias específicas ou na eficiência operacional, a inovação em modelo de negócio abrange mudanças fundamentais na operação e geração de receita de uma empresa. Essas mudanças podem impactar todo o ecossistema, sendo disruptivas para setores tradicionais, redefinindo expectativas dos consumidores, transformando relacionamento com parceiros e alterando formas de consumo e concorrência.
Exemplos notáveis incluem o Uber e o Airbnb, que criaram plataformas conectando fornecedores e consumidores diretamente, eliminando intermediário. Netflix e Spotify popularizaram o acesso contínuo a música e vídeos por uma assinatura mensal. Bancos digitais como o Nubank eliminaram agências físicas, oferecendo serviços online para abrir contas, solicitar cartões de crédito e realizar transações, eliminando burocracias, simplificando processos e em alguns casos, zerando tarifas.
A inovação em modelos de negócio, pode ser uma estratégia de competitividade, permitindo que empresas se diferenciem em mercados saturados e se adaptem a mudanças rápidas. Ela também pode abrir novas oportunidades de mercado, ampliar a base de clientes, melhorar a eficiência operacional e a otimizar recursos.
Aplicação na Área de Saúde
Na saúde, a inovação em modelos de negócio pode ser a diferença entre um sistema sobrecarregado e um que oferece cuidado de alta qualidade e acessível. Em um cenário de custos crescente e desafios regulatórios, fraudes e desperdícios, a auditoria, negociação e glosas não alcançam mais os resultados necessários para sustentabilidade do setor, principalmente, se pensarmos que a saúde das pessoas deveria ser o foco.
Estratégias como o Value-Based Health Care (VBHC), coordenação do cuidado, prevenção de doenças e promoção de saúde através do autocuidado apoiado, têm sido testadas, e em algumas empresas, como na Unimed Porto Alegre, já estão em estágio de escalabilidade, entendendo que é apenas o início da mudança na forma de oferecer e consumir saúde suplementar no Brasil.
“Viver Bem Juntos” é o nome da jornada de cuidado do cliente Unimed Porto Alegre, promovendo saúde integral e melhorando a qualidade de vida. Não é “apenas” um programa de promoção de saúde, mas uma aplicação que mapeia perfis e hábitos de vida, utilizando algoritmos de machine learning para sugerir trilhas de cuidado. Isso empodera os clientes com ações e informações para gerenciar sua saúde. Usuários com doenças crônicas são automaticamente convidados linha de Cuidado com planos individualizados à sua condição, assim como idosos, gestantes e mamães de crianças com até 24 meses. A operadora também oferece acompanhamento para clientes com Transtorno do Espectro Autista e pessoas em cuidados continuados, com apoio multidisciplinar em várias fases da vida. É a tecnologia aliada à humanização, para um cuidado assertivo e personalizado.
Evolução e Impacto
Mas tudo isto não surgiu ontem! Assim, como os exemplos de modelo de negócio famosos, a evidência e exponencialidade levou anos, alguns até décadas! É importante contar a história de solidez e crescimento desta solução inovadora da Unimed Porto Alegre. Em 2021 começou-se a desenvolver programas de navegação de alguns clientes em situação crítica de saúde. O modelo foi consolidado e automações testadas, aumentando de 3 mil vidas para 10 mil vidas navegadas em 2023, e este ano, atingindo quase 30 mil vidas. A integração tecnológica permite essa escala, e logo toda a base de mais de 650mil clientes estará embarcada no novo modelo assistencial, transformando a forma de oferecer e consumir saúde suplementar no Brasil, muito além do modelo tradicional baseado em autorizações e tratamentos de doenças!
Em 2023, a Unimed Porto Alegre criou o Escritório de Valor em Saúde, acelerando soluções inovadoras para melhores desfechos, considerando a camada mais profunda na perspectiva da experiência do paciente em sua trajetória e contexto de dor. Liderando a cocriação a cocriação de um ecossistema baseado no VBHC, a operadora engaja diversos profissionais e rede prestadora para promover uma cultura de transparência e confiança, com resultados mensuráveis e excelência no cuidado.
Transformação das Operadoras de Planos de Saúde no Brasil
Obviamente que existem startups e outras operadoras de planos de saúde atuando com lógica similar, alguns exemplos são as plataformas de telemedicina, as clínicas populares, as inteligências artificias para predição de doenças, os wearables que monitoram atividades físicas ou sinais vitais. Entretanto, parecem ações isoladas. Para uma transformação efetiva, é necessária a mudança cultural e estrutural abrangendo operadoras de planos de saúde, empresas, hospitais, clínicas, profissionais de saúde e a população como um todo.
A mudança de mentalidade, saindo do foco exclusivo em custos para resultados e qualidade do cuidado, é crucial. Agir para evitar doenças, traçando estratégias para redução da jornada de diagnóstico e tratamento, é o caminho. Adoção de sistemas de informação robustos e integrados, interoperabilidade de dados, e capacitação dos profissionais de saúde para novas práticas e tecnologias, são fundamentais. Por último, mas não menos importante, é imprescindível fazermos parcerias estratégicas, em uma lógica de inovação aberta, cocriando com provedores de saúde, governos e outras partes interessadas para criar um ecossistema de saúde mais integrado, eficiente e com o paciente no centro.
A inovação em modelo de negócio é uma abordagem poderosa para transformar organizações e setores inteiros, promovendo a criação de valor sustentável e adaptabilidade em um ambiente dinâmico. E apenas desta forma, a tão sonhada transformação disruptiva do setor de saúde brasileiro, resiliente a longo prazo, será alcançada.
*Diana Jardim é Gerente de Inovação da Unimed Porto Alegre.
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Artigo - Saúde mental: A importância de cuidar de quem cuida de nós
Por João Romano
Quando um profissional da saúde adoece, é essencial que ele receba a compreensão e o apoio dos gestores e colegas. Estar preparado para essa eventualidade, especialmente quando a doença está relacionada à saúde mental, é vital para enfrentar o estigma que ainda prevalece. A busca por tratamento é uma parte fundamental da vida de todos os colaboradores da área da saúde.
Apesar de ter acesso a uma vasta quantidade de informações e, teoricamente, maiores condições de prevenção e tratamento, muitos profissionais de saúde enfrentam desafios únicos que dificultam a busca por ajuda. Observa-se que esses profissionais apresentam maior vulnerabilidade, procuram menos ajuda, apresentam altas taxas de abandono ao tratamento e enfrentam complicações significativas.
Diversas razões contribuem para essa situação, como a negação das próprias necessidades, dificuldade em aceitar-se como doente, vergonha e orgulho em buscar apoio, além do receio de prejudicar sua imagem profissional. Cada um desses fatores contribui para a maior vulnerabilidade dos nossos profissionais.
Quando o assunto é saúde mental, especificamente, um estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), realizado entre junho de 2021 e abril de 2022, revelou que os profissionais de saúde brasileiros da rede pública apresentaram indicadores negativos na pandemia de Covid-19. A pesquisa revelou que 86% desses profissionais sofreram com Síndrome de Burnout e 81% com estresse. Sintomas depressivos leves foram encontrados em 22% dos profissionais de saúde, enquanto 16% exibiram sintomas depressivos moderados e 8% severos. Má qualidade de sono (74,4%) e dores pelo corpo também foram frequentemente relatadas.
Como já divulgado amplamente, a crise global na saúde mental se intensificou com os desafios e mudanças ocorridos no mundo, como o isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, as transformações sociais e econômicas aceleradas e as pressões cotidianas. A saúde mental desempenha um papel primordial no bem-estar geral, influenciando como um indivíduo lida com os desafios e pressões da vida, além do equilíbrio entre desejos, habilidades, ambições, ideias e emoções.
Uma saúde mental comprometida pode afetar profundamente aspectos do cotidiano, como relacionamentos afetivos, familiares e o ambiente profissional, ocasionando prejuízos, por vezes, irreparáveis, à rotina.
Identificar sintomas de problemas de saúde mental e buscar ajuda especializada o quanto antes são medidas cruciais. Consultar um profissional de saúde mental pode proporcionar o suporte necessário para enfrentar esses desafios de forma eficaz, promovendo melhor qualidade de vida, maior bem-estar emocional e a capacidade de desempenhar funções de maneira equilibrada. Incentivar essa prática é essencial para garantir a saúde integral dos profissionais de saúde e de todos os indivíduos.
Para enfrentar esse cenário, é necessário integrar o assunto em diferentes políticas públicas. No ambiente corporativo, a saúde mental dos colaboradores é um elemento central e as empresas têm um papel crucial em sua promoção. Programas de suporte psicológico, ambientes de trabalho saudáveis e políticas que promovam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional são fundamentais. Quando os profissionais de saúde estão mentalmente saudáveis, eles estão mais capacitados para fornecer cuidados de qualidade aos pacientes.
Reconhecendo essa necessidade, muitas organizações têm adotado medidas para garantir o bem-estar de sua equipe. Aqui no CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), recentemente, fechamos uma parceria com uma plataforma especialista em saúde emocional, para oferecer sessões de terapia online aos colaboradores. Além disso, investimos em um espaço de escuta qualificada por meio da medicina do trabalho, com uma equipe multidisciplinar composta por médicos e psicólogos, disponível para apoiar os profissionais quando necessário.
Outra iniciativa destacada e que possui bastante aderência é a Roda de Terapia Comunitária, realizada mensalmente. Este espaço oferece apoio para a redução da ansiedade, estresse e sobrecarga emocional, fomentando um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado. Nós, ainda, facilitamos o acesso dos colaboradores a academias e estúdios para a manutenção da saúde física e incentivamos o combate ao sedentarismo por meio da participação em grandes eventos de corrida e caminhada de rua em São Paulo.
É importante ressaltar que nem todas as reações emocionais indicam uma desordem mental, pois as múltiplas reações às situações cotidianas fazem parte do ciclo de vida de todas as pessoas. A intensidade e a duração dos sintomas, e a repercussão negativa que eles causam nas atividades diárias, como redução de desempenho, desadaptação e sofrimento, são os principais indicativos de alerta. Nesses casos, procurar apoio psicológico é uma demonstração de coragem e autocuidado. Ao buscar ajuda profissional, você está se permitindo crescer, aprender e descobrir novas maneiras de lidar com os desafios da vida.
A saúde mental dos profissionais que atuam no setor é um aspecto fundamental para a sustentabilidade e a eficácia de qualquer sistema de saúde. Esses profissionais, que dedicam suas vidas ao cuidado dos outros, também precisam ser cuidados. É imprescindível criarmos um ambiente onde a busca por apoio psicológico seja encorajada e normalizada, sem medo ou estigma. Somente assim podemos assegurar que esses profissionais continuem a desempenhar seu papel vital na sociedade de maneira saudável e sustentável.
No CEJAM, acreditamos que promover o bem-estar emocional de nossa equipe é essencial para garantir a qualidade dos cuidados que oferecemos ao usuário do SUS (Sistema Único de Saúde). Nossa gerência corporativa e o departamento de recursos humanos estão totalmente comprometidos em implementar e manter iniciativas que fortaleçam a saúde mental de todos os nossos colaboradores.
Como gerente executivo de uma organização social de saúde, vejo de perto a dedicação e o esforço incansável dos nossos profissionais da saúde. E é nossa responsabilidade garantir que eles recebam os recursos e o suporte necessário para cuidar de sua saúde mental. Reconhecer e tratar as questões de saúde mental, com a mesma seriedade que tratamos a saúde física, é mais que uma necessidade, é um dever. Juntos, podemos aprimorar ainda mais nosso ambiente de trabalho, onde todos se sintam valorizados, compreendidos e apoiados.
*João Romano é gerente executivo do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”)
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A REDAÇÃO
Transmissões de cirurgias robóticas são destaque de congresso em Goiânia
Goiânia – Transmissões ao vivo de cirurgias complexas com intervenção mínima utilizando um robô controlado remotamente dentro da sala de cirurgia são uma das principais novidades apresentadas pelo 72º Congresso Brasileiro de Coloproctologia, evento promovido pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) que começou em Goiânia nesta terça-feira (3/9). Realizado no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia e também com atividades em outros locais, o congresso se estende até sábado (7/9) com a presença de especialistas de todo o Brasil e convidados internacionais para debater as mais recentes inovações no tratamento de doenças coloproctológicas.
A programação do evento é ampla e diversificada, incluindo cursos, palestras e transmissões ao vivo de procedimentos cirúrgicos. Por meio de parcerias, ocorrem durante o evento aulas para especialistas durante cirurgias realizadas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) com pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e a transmissão ao vivo de cirurgias feitas com robô no Hospital Israelita Albert Einstein, feitas em pacientes também do SUS, atendidos pelo Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), que é administrado pela grupo Albert Einstein.
Uma dessas cirurgias ocorreu na manhã desta terça, no centro cirúrgico do Einstein, com transmissão ao vivo para o auditório da Associação Médica de Goiás, ambos localizados no Complexo Órion, no Setor Marista, na capital. Os cirurgiões Dr. Rômulo Almeida, da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da comissão científica da SBCP e o Dr. Hélio Moreira Júnior, presidente da SBCP e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), salientam a importância de ter esta tecnologia inovadora em Goiás e em apresentá-la cada vez mais aos médicos goianos.
“A cirurgia robótica é algo que existe na medicina já há alguns anos. Infelizmente aqui no Brasil demorou um pouco para ter abrangência nacional. Temos aproximadamente 140 robôs de diversas marcas distribuídas pelo país”, conta Almeida. Em Goiânia, há apenas um robô, que está no centro cirúrgico do Hospital Israelita Albert Einstein e que é utilizado em todo tipo de cirurgia.
Hélio Moreira salienta que o robô não é autônomo: “você tem os braços robóticos que estão conectados nas pinças, que vão funcionar como apoio para a câmera e pinças cirúrgicas, que são introduzidas na cavidade abdominal por pequenas incisões. E existe o console que fica distante da mesa cirúrgica, onde o cirurgião tem controle absoluto de todo o instrumental e de todos os movimentos durante a cirurgia. Ele fica sentado confortavelmente neste console com dedeiras nas mãos e um visor ótico com visão 3D”, explica.
Portanto, o robô obedece e replica os movimentos feitos pelo médico com mais precisão e refinamento do que as técnicas menos invasivas padrão, como a laparoscopia, que introduz a câmera e os instrumentos por pequenos cortes, mas que são controladas diretamente pelo cirurgião de pé ao lado da mesa operatória, e que além de mais fisicamente desgastante, oferece movimentos mais limitados.
Segundo Almeida, existem outras vantagens, como o treinamento: “o número de cirurgias que um treinando tem que fazer para atingir a proficiência em determinadas áreas é um décimo do que ele teria que fazer operando por laparoscopia, por exemplo”. De forma resumida, a cirurgia robótica causa menos trauma, o que significa menos dor pós-operatória, recuperação mais rápida e alta mais precoce.
Hélio adiciona que, por ter maior alcance e maior amplitude de movimento, somado ao uso do console, o desgaste do cirurgião é muito menor, o que faz grande diferença em procedimentos longos. “O cirurgião cansado obviamente terá uma produção menor, vai oferecer maior risco para o paciente, não só pelo cansaço em si, físico, mas pela fadiga mental. O julgamento dele em um determinado momento da cirurgia pode ser diferente porque ele está cansado. Se estivesse descansado, talvez optasse por uma abordagem diferente do que ele estava fazendo naquele momento”, afirma.
É uma diferença grande, e por isso os doutores consideram importante inserir as transmissões ao vivo na programação, para encorajar os médicos participantes a se capacitarem e a buscar trazer mais plataformas robóticas para Goiás e para o Brasil: “Queremos gerar o desejo de voltar para a sua cidade e procurar a direção de seu hospital, os órgãos públicos do seu Estado e dizer ‘olha, a gente precisa se atualizar, a gente precisa de um robô aqui’. É gerar engajamento”, afirma Hélio.
Durante a transmissão, os médicos no auditório podem fazer perguntas e colocações que são repassadas por um mediador para a equipe de cirurgiões, que podem sanar dúvidas e até mesmo ouvir sugestões do colegiado de médicos. Além de ser uma primeira oportunidade, para muitos, de conhecer a tecnologia: a plataforma robótica ainda é tão rara por ser muito cara, custando cerca de US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 19,7 milhões), com uma manutenção anual de US$ 200 mil (cerca de R$ 1,12 milhão).
Isto gera um custo adicional que ainda não é coberto por nenhum plano de saúde do Brasil. Para os médicos, isto é outra importância do Congresso: quanto mais essa tecnologia se tornar difundida e mais conhecida, mais cedo ela se tornará mais acessível para mais camadas da população, seja por meio de planos, seja pelo SUS. “É algo com o qual todo mundo ganha. Ganha o paciente, ganha os congressistas, ganha a instituição que o está oferecendo e gera um atendimento de melhor qualidade”, assegura Hélio.
Além da transmissão desta terça, ocorrerá uma outra na manhã de quarta-feira (4/9). Ela será ainda mais especial, pois terá como cirurgião Eduardo Parra, uma das maiores referências no mundo em cirurgia robótica e que veio direto da Flórida, nos EUA, para operar um paciente do HMAP no centro cirúrgico do Einstein.
Especialistas
Um dos cirurgiões engajados no procedimento desta terça foi o Dr. Sérgio Araújo, que é diretor médico da rede cirúrgica do Hospital Israelita Albert Einstein e presidente eleito da SBCP. Como o hospital é o único com o modelo robótico no Estado, ele afirmou que o Einstein tem uma responsabilidade em apresentar essa tecnologia e capacitar a comunidade médica por meio de aulas, apresentações e transmissões de cirurgias como as oferecidas nesta edição do congresso.
“Por isso que nós fizemos o curso aqui, porque nós conseguimos operar casos do Einstein e operar casos de outras instituições que são geridas pelo Einstein, como por exemplo o HMAP e quem sabe futuramente o Hugo, oferecendo cirurgia robótica para o maior número de pacientes”, relata, lembrando que ambos os hospitais são administrados pelo Einstein.
Entre os convidados participantes está o Dr. Luís Romagnolo, do Hospital do Amor de Barretos (SP), que destaca que este é o maior congresso de coloproctologia do país e que é muito importante para os médicos da área já que “é uma especialidade que envolve todos os tipos de técnicas cirúrgicas, doenças orificiais, cirurgias de câncer do intestino, cirurgias inflamatórias como a doença de Crohn. São várias doenças associadas que compõem o ensino médico. Então esse congresso traz todas as especialidades da Coloproctologia para dentro, pra gente poder discutir novas terapias, novos tratamentos, novas técnicas cirúrgicas”, destacou.
Romagnolo é especialista em técnicas minimamente invasivas e já atua com dois modelos robóticos que realizam mais de 3 mil cirurgias por ano no Hospital do Amor. Ele veio trazer este conhecimento para a comunidade médica goiana. “Vamos discutir sobre novas possibilidades, novos robôs no mercado, como tratar melhor o paciente, como trazer padronizações de cirurgia, para que os médicos sejam mais bem informados e levem para os seus pacientes essa tecnologia. Essa é a diferença se dirigir uma Ferrari sabendo dirigir ou não sabendo dirigir. Então, se você não sabe usar a tecnologia a seu favor, o paciente pode ser prejudicado. Então, o congresso serve para os médicos se aprimorarem nas tecnologias, nas inovações, para trazer o melhor para o paciente, essa é a minha participação”, completa.
Outro participante de destaque é o Dr. Armando Melani, diretor do Ircad América Latina no Rio de Janeiro, que é o maior centro de treinamento em cirurgias minimamente invasivas da América Latina. “Sempre que vamos introduzir uma tecnologia nova no meio médico, temos que ter responsabilidade. É muito legal você trabalhar com tecnologia de ponta, mas ela tem um custo, temos que pesar e entender o quanto ela vai impactar de forma positiva o paciente”, explica.
“Este congresso é importante porque aborda exatamente como é que a gente vai treinar esses profissionais que já são médicos, que estão no mercado, e que precisam aprender e voltar lá para a escola, para utilizar essa plataforma de forma segura”, comenta Melani, dizendo que o foco está na capacitação do especialista.
Atendimento para quem mais precisa
Os participantes do congresso fizeram questão de salientar que todos os pacientes operados durante o evento são da rede pública de saúde e destacaram a importância de poder oferecer este tratamento de ponta para pessoas que, de outra forma, não teriam acesso.
“Por meio dessa parceria, conseguimos oferecer a cirurgia robótica para pacientes do SUS, que seriam operados por laparoscopia e sabemos que a cirurgia robótica são as melhores formas de operar estes pacientes”, destaca o Dr. Sérgio Araújo.
Ele relata que é motivo de grande orgulho para o hospital ser pioneiro neste segmento em Goiás: “estamos tentando fortemente estender [a cirurgia robótica] para pacientes do sistema público através da gestão conjunta sobre o HMAP e o Hugo. O nosso sonho, nosso trabalho, é para que a cirurgia robótica seja oferecida rotineiramente a estes pacientes, exatamente como já acontecem em outros hospitais públicos do país”.
O Dr. Armando Melani também parabenizou a iniciativa em atender pacientes do SUS com as cirurgias do Congresso, levando tecnologia de ponta para a população mais carente. “A grande dificuldade para as universidades e hospitais públicos adquirirem o robô é o custo, mas sabemos que conforme mais essa plataforma se disseminar, ela vai ficar mais acessível. Como trazer essa tecnologia para o sistema público para transformar a nossa saúde também é papel nosso e o Einstein faz essa discussão. Poder oferecer essa ferramenta com qualidade para aquele paciente que mais precisa é papel do médico”, finaliza.
Inscrições
O evento continua até sábado (7/9) com diversas atividades. As inscrições podem ser feitas através do site oficial, em que os interessados devem preencher a ficha de inscrição e escolher a categoria correspondente. Um certificado online será conferido a todos os participantes. O encerramento do congresso está previsto para sábado, às 20h, no Cel da OAB, em Aparecida de Goiânia.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Saúde esclarece os 62 casos notificados de Mpox em Goiânia
Notificações aconteceram entre janeiro a agosto de 2024
Desde o início do ano foram 62 casos notificados de Mpox em Goiânia, dos quais 5 se confirmaram. Os dados são de janeiro a agosto de 2024. No mesmo mês de agosto, no dia 14, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou a Mpox à categoria de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Essa decisão aconteceu por causa do avanço da Cepa 1b, variante da doença. Segundo a Saúde de Goiânia, nenhum caso confirmado na cidade foi causado pela Cepa 1b.
Por causa do alerta da OMS, os profissionais de saúde foram instruídos a notificar qualquer caso suspeito de Mpox, especialmente quando não conseguem diferenciar a doença de outras com sintomas semelhantes, como a varicela, também conhecida como catapora, que também causa feridas na pele. Essa medida visa garantir a coleta e o diagnóstico laboratorial adequados, com os casos sendo descartados caso não se confirme a infecção.
Sintomas da Mpox
Os principais sintomas da doença incluem febre, dores de cabeça e no corpo, fraqueza, lesões na pele semelhantes a erupções e linfadenopatia, também conhecidas popularmente como "ínguas".
A Mpox pode ser mais grave em recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão, como portadores de HIV, pacientes renais crônicos e em tratamento contra cânceres.
A transmissão da Mpox acontece quando há contato direto com as lesões, bolhas ou crostas causadas na pele. Roupas, talheres, louças também podem propagar a contaminação.
Qualquer pessoa com sintomas semelhantes ao da Mpox deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento.
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JORNAL OPÇÃO
Ipasgo anuncia exclusão de servidores federais de seus planos
Quase 10 mil beneficiários serão prejudicados, caso a medida se oficialize
O Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) anunciou, ao longo da última semana, o cancelamento dos serviços para servidores federais. A Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto Federal de Goiás (IFG) e o Instituto Federal Goiano (IF Goiano) são algumas das 14 instituições que podem ser afetadas caso a exclusão desses servidores se concretize, afetando cerca de 9.877 beneficiários.
Em entrevista ao Jornal Opção, o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior de Goiás (SINT-IFESgo), Fernando Mota, fala sobre o impacto da medida na categoria. “Uma questão muito estranha essa forma de exclusão de uma parte desse público do Ipasgo”, afirmou.
O sindicalista lembra do processo de transição que o Ipasgo vem sofrendo nos últimos anos, passando de Co-gestão para auto-gestão, mas reforça que “nesse processo, ninguém levantou alguma possibilidade de que o ipasgo não poderia continuar atendendo o conjunto dos servidores públicos que moram no estado de Goiás”. Segundo Mota, a notícia de “última hora” foi recebida com “espanto” pelos servidores.
Apesar de já terem tido reuniões com gestores da UFG e também na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), ainda não há resposta clara para a motivação dessa exclusão unilateral de servidores federais. Segundo o coordenador do SINT-IFESgo, algumas especulações apontam para possível déficit no Ipasgo, enquanto outros apontam para regulação imposta pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
“Fica até difícil propor uma solução, porque a gente não tem claramente do Ipasgo o que motiva eles a não querer esse quantitativo de servidores”, resumiu o representante do sindicato. Por fim, Mota diz que, após melhor compreensão da situação, as entidades vão se mobilizar para que “não se permita essa expulsão desses servidores da área federal do Ipasgo”.
Em reunião na última segunda-feira, 2, o deputado estadual Mauro Rubem (PT) questionou a terceirização da responsabilidade da gestão da instituição por parte do Estado. Ao Portal Alego, o parlamentar disse: “beneficiários que sustentam o plano há mais de 20, 30, 40 anos são comunicados de que a rua é a serventia da casa? Ora, o plano é do beneficiário que o sustenta, e o governador Caiado disse que ninguém seria prejudicado com a privatização do Ipasgo, que deixou de ser autarquia para ser Serviço Social Autônomo de Direito Privado, e agora acontece isso? Não podemos permitir”.
Vale ressaltar que existe reunião marcada para a manhã desta terça-feira com a presidência do Ipasgo e representantes dos servidores federais na Alego.
Resposta do Ipasgo
Até o momento, o Ipasgo publicou duas notas esclarecendo a situação. A primeira afirmava que as mudanças se devem ao processo de registro do órgão como “autogestão” junto à ANS. Segundo informam, as mudanças vieram “a fim de atender ao artigo 1º da Lei Estadual nº 21.880/2023 e, assim, a elegibilidade das Entidades Patrocinadoras, o que impossibilita manter a prestação de serviços a órgãos federais”
No mesmo comunicado, o Ipasgo Saúde reitera que “tem se posicionado, perante a ANS, de forma reiterada, pela manutenção da assistência a todos os beneficiários inscritos no SSA, porém, até o momento não logramos êxito”. A justificativa apresentada seria a de que, segundo o artigo 12 da Resolução Normativa nº 137/2006, “essas entidades não apresentam correlação de atividades com o Poder Público Estadual para a continuidade da prestação de serviço”.
Num segundo comunicado, o Ipasgo afirma que está em tratativas junto à ANS a fim de manter o serviço prestado aos servidores que já estavam inscritos em planos da instituição. Após confirmar que 14 instituições seriam excluídas caso as mudanças passem a valer, o comunicado segue informando que: “A instituição propôs à agência reguladora que a assistência seja mantida por meio do enquadramento como produto em extinção, quando ficam impedidas novas adesões, mas há garantia de atendimento às pessoas que já são beneficiárias”.
O Jornal Opção entrou em contato com a ANS a fim de compreender melhor a situação, mas não obteve resposta até o momento de publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
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O GLOBO
Planos de saúde: veja como funciona o reajuste anual e como economizar com a sua escolha
Um primeiro passo é entender como são feitos os reajustes anuais dos diferentes tipos de convênio médico para se planejar melhor. Outro ponto importante é saber as opções de portabilidade para escapar de aumentos abusivos.
Um dos dilemas do orçamento familiar é contratar um bom plano de saúde que não seja um enorme peso no bolso.
Entre os principais erros está o de olhar apenas para o preço inicial do plano, mas se surpreender com o preço dos reajustes. Mas há quem se complique ao contratar um convênio com ampla cobertura e usar pouco ou quase nada.
O g1 reuniu dicas de como o consumidor deve modular o custo-benefício de um plano médico e como se precaver dos reajustes de mensalidade. Veja abaixo.
De acordo com a advogada Giselle Tapai, especialista em direito da saúde e sócia da Tapai Advogados, o primeiro passo para fazer uma boa escolha de um plano de saúde é entender bem as diferenças, que basicamente é como os reajustes anuais são realizados.
São três principais tipos:
â¶ï¸ Individual/familiar
O plano individual pode ser uma boa escolha para quem deseja diminuir as despesas, na medida em que os reajustes anuais são regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ou seja, a entidade estima o limite máximo de aumento.
â¶ï¸Coletivo por adesão
Nos planos coletivos por adesão, o reajuste de preço é feito de forma livre conforme cada contrato de prestação de serviço. Neste caso, é comum que o valor de entrada seja mais barato que no plano individual, mas os reajustes posteriores podem até dobrar de preço de acordo com a operadora.
â¶ï¸Coletivo empresarial
Da mesma forma, nos planos coletivos empresariais o reajuste de preço é feito de acordo com cada contrato de prestação de serviço. Tanto nos planos empresariais ou por adesão, o percentual de reajuste é definido por uma negociação entre a operadora e empresas ou sindicatos.
"Algo importante de pontuar é que empresas grandes com planos de mais de trinta vidas tem poder de barganha maior, pois fecham contratos maiores, administram sinistralidade, podem inserir coparticipação e até mudar de contrato. Já empresas pequenas tem pouco poder de negociação, pois o contrato possui critérios mais específicos, e de difícil negociação de valores", declarou a advogada Giselle Tapai. â ï¸ OBSERVAÇÃO: Como empresas pequenas têm menos possibilidade de negociação, se o reajuste aumentar bruscamente, elas acabam migrando para planos inferiores ou até mesmo cancelando em definitivo por conta dos altos custos.
Os planos individuais costumam ser mais apropriados para quem deseja uma maior previsibilidade financeira, porque os percentuais de reajuste são tabelados pela ANS. A entidade também mostra, de forma clara, como ela chegou no valor do reajuste anual - definido conforme a inflação e pelo preço das despesas hospitalares.
A advogada Giselle Tapai alertou que muitas operadoras não estão mais oferecendo o plano individual, pelo fato de o reajuste anual ser menor comparado a um plano coletivo. "O plano individual não compensa para as operadoras. A dica é: se você tem um plano individual, busque ficar com ele para o resto da vida", afirmou a especialista.
Mas, para que essa modalidade seja uma boa escolha, é preciso que o consumidor tenha consciência de contratar um plano conforme a sua real necessidade.
"Mesmo que seja um plano individual, as pessoas também precisam ficar atentas com os possíveis gastos desnecessários. Se uma pessoa possui um bom estado de saúde, não precisa que ela tenha um plano com rede nacional que cubra internações, por exemplo. Neste caso, é possível que ele tenha um plano municipal, que cubra consultas, exames e terapias simples", disse Tapai.
Em relação aos planos coletivos por adesão ou empresarial, os reajustes são estabelecidos conforme cada contrato, sem interferência da ANS. Na maioria dos casos, essa modalidade apresenta um menor preço de entrada, o que pode atrair muitos consumidores. Mas é preciso ter cautela porque os reajustes são feitos de acordo com a necessidade da prestadora.
â ï¸ Caso você tenha um plano coletivo e perceber que a operadora aumentou drasticamente o valor do reajuste, é recomendado pedir orientação jurídica.
"Os planos de saúde coletivos são impedidos de aplicarem índices inexplicáveis e abusivos aos consumidores. Quando o segurado notar a existência de altas cobranças em seu plano, ele deve pedir orientação jurídica adequada", explicou a advogada. "O Poder Judiciário pode afastar os reajustes anuais abusivos, para que haja aplicação apenas dos índices fixados pela ANS aos contratos individuais/familiares, além de determinar devolução dos valores pagos no período de três anos."
Um outro alerta fica para famílias que criam microempresas pelo MEI (Microempreendedor Individual) para ter acesso a planos de saúde coletivos empresariais. Isso não é recomendado, já que as microempresas não possuem o mesmo poder de negociação que uma grande empresa em caso de aumento abusivo.
Parte dos planos de saúde tem boas políticas de reembolso, caso o segurado precise fazer uma consulta ou exame particular. Quanto maior for o percentual desse retorno, maior será o valor do seu plano, em geral.
A dica para diminuir o custo com plano de saúde, nesse caso, é adequar a quantidade de reembolsos necessários para um bom atendimento da família. Ou então comparar o preço de um plano que tenha uma maior cobertura contra aquele que tenha uma política mais agressiva de reembolsos.
Uma opção mais barata é partir para planos com política de coparticipação. Nessa modalidade, os consumidores pagam um percentual sobre cada serviço usado, como consulta e exames, além da mensalidade fixa.
Segundo Giselle Tapai, a alternativa é indicada para pessoas que não possuem grandes necessidades médicas ou precisem de tratamentos recorrentes. Também não é recomendado utilizar a coparticipação em emergências e internações, pois o custo dos procedimentos pode ser alto.
"Não sou contra a coparticipação, aliás eu a acho saudável, porque beneficiários com planos com essa modalidade podem utilizar de forma mais racional o sistema de saúde. Tem médicos não muito éticos que quando veem que o convênio cobre muitos procedimentos, acabam pedindo exames desnecessários. Nessa situação, o consumidor pode questionar, porque está mexendo com o bolso dele também", disse.
O g1 separou seis principais dicas que o consumidor pode seguir para driblar os altos preços dos planos de saúde e também economizar caso já tenha um plano.
Para atrair clientes, algumas operadoras oferecem planos com preços muito baixos. A advogada Giselle Tapai explica que esses planos geralmente são coletivos, o que significa que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não controla o percentual de aumento dos reajustes.
Assim, o primeiro reajuste do convênio pode até dobrar de valor, o que desestabiliza a estrutura financeira dos consumidores.
Antes de contratar um plano de saúde, é essencial que o cliente tenha conhecimento sobre a sua real necessidade por tratamentos médicos e, claro, sua condição financeira.
"Vou ao médico com frequência? Preciso de um plano que atenda no Brasil inteiro? Quanto posso pagar por um plano?". Essas são algumas perguntas podem auxiliar a decisão.
Pessoas com a saúde em dia, mais jovens, podem ter planos que forneçam apenas consultas, exames e terapias simples, com abrangência regional. Nesse caso, planos com coparticipação também podem ser vantajosos.
Pessoas que necessitem de cuidados médicos mais frequentes, como os idosos, podem precisar de planos que cubram internações, exames e consultas com especialistas.
Tomada a decisão, é o momento de pesquisar os preços dos planos de saúde e o histórico de reajustes das empresas no mercado. É orientado sempre pedir ao corretor o histórico dos últimos aumentos para poder comparar com os aumentos de outras operadoras.
Para saber a quantidade de reclamações e o nível de confiabilidade de uma empresa que vende plano de saúde, os consumidores podem pedir ao corretor o número de registro da operadora e do plano na ANS. Com isso, no , é possível conferir o desempenho das empresas e o ranking de reclamações.
Se o consumidor já possui um plano de saúde, mas está insatisfeito com o preço ou abrangência do serviço, é possível solicitar a troca por meio da Portabilidade de Carências no .
Com esse mecanismo, o beneficiário consegue migrar para um novo plano sem precisar cumprir novos períodos de carência.
Mas para ter acesso à Portabilidade, é preciso ficar atento a alguns requisitos, como ter ficado pelo menos dois anos no antigo plano.
A especialista Giselle Tapai também alerta que pessoas com comorbidades precisam ter atenção redobrada ao contratar um plano de saúde:
"Neste caso, o paciente não pode ficar trocando de plano porque, sem a portabilidade, ele vai precisar zerar a carência e começar do zero. Melhor esperar ter direito a portabilidade e, assim, pode trocar de plano", afirmou.
Não é porque o consumidor já tem plano de saúde que ele pode utilizar de forma indevida, exagerada e sem necessidade. O valor das mensalidades também é definido pela quantidade de sinistralidade, ou seja, pela quantidade de vezes que o plano de saúde foi utilizado.
"Imagina se todo mundo do plano usar o serviço sem precedentes, no outro ano a operadora pode aumentar a mensalidade para cobrir esses gastos. É preciso ter cautela e atenção, pois tem médicos que pedem exames desnecessários porque sabem que você possui convênio", alegou Giselle Tapai. "Outro alerta é quando o beneficiário usa o convênio indevidamente para procedimentos estéticos, algo que não deveria ser feito em busca de reembolso. Isso é uma fraude, não é coberto pelos planos."
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Assessoria de Comunicação
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DESTAQUES
A nova era da liderança em saúde: perfis e competências indispensáveis
Com aumento de casos, saiba como se proteger da Covid-19
A proposta do prefeito Rogério a reduzir custos de medicamentos a usuários do Imas
Congresso Brasileiro de Coloproctologia reúne médicos de 10 países em Goiânia
PRM: a evolução do cuidado ao paciente na era digital
SAÚDE BUSINESS
A nova era da liderança em saúde: perfis e competências indispensáveis
Liderança em saúde no Brasil exige adaptação rápida às novas tecnologias, gestão estratégica e foco no paciente. Saiba quais outras habilidades são essenciais e como se preparar.
Em meio à complexidade crescente do setor de saúde no Brasil, no qual desafios, como a limitação de recursos e a necessidade de incorporação de novas tecnologias são constantes, surge uma demanda urgente por líderes capazes de navegar esse cenário com competência. A liderança em saúde, hoje, exige mais do que conhecimento técnico, demanda uma visão estratégica que englobe desde a gestão de custos até a implementação eficaz de tecnologias digitais, sempre com o foco na experiência do paciente. Adaptabilidade, inovação e um profundo entendimento das dinâmicas do setor são, portanto, as novas marcas de um líder bem-sucedido. Entenda quais características e habilidades indispensáveis ao líder em saúde, e como desenvolvê-las.
Equilíbrio entre tecnologias, gestão e foco no paciente
No Brasil, o sistema de saúde enfrenta diversos desafios, como baixo orçamento e a adesão a novas tecnologias que prometem melhorar o atendimento e contribuir para a sustentabilidade do setor.
Nesse contexto, diversas competências e habilidades passam a ser exigidas do líder em saúde, como entender custos, financiamento em saúde, assistência e ferramentas tecnológicas que impulsionem o cuidado. Saúde digital, incorporação e regulação de novas tecnologias, gestão da cadeia de suprimentos e de pessoas, por exemplo, são temas que cada dia são mais comuns para quem atua na área.
A incorporação de novas tecnologias é essencial para a melhoria dos serviços de saúde, o que requer dos líderes uma maior compreensão das tendências tecnológicas e como implementá-las de forma eficaz. Já a gestão de pessoas envolve a capacidade do profissional de liderar equipes multidisciplinares, o que inclui, além de habilidades para gestão de conflitos, a motivação da equipe e o desenvolvimento profissional contínuo dos colaboradores.
Priorizar as necessidades do paciente deve ser o foco do líder, promovendo, além da cultura de cuidado, a melhoria da experiência do indivíduo. Andrea Bocabello, diretora de Estratégia, Inovação e ESG do Grupo Fleury, acredita que, hoje, é fundamental as lideranças compreenderem o que é o mundo digital para o paciente. “A medicina é phygital, por isso, o líder precisa encontrar o equilíbrio entre o que o paciente espera e o que ele, como líder, deve fazer para garantir a segurança e a qualidade no atendimento. O líder tem que ter sensibilização quando entra no mundo da tecnologia, e esse é um dos principais desafios que temos enfrentado entre as lideranças em saúde.”
Competências e habilidades exigidas da liderança
“Vivemos em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, no qual as mudanças e imprevistos ocorrem em grande volume e velocidade. Em meio a esse cenário, competências como resiliência, resolução de conflitos e colaboração são cruciais para o fortalecimento das equipes e a consequente melhoria da experiência do paciente. Também acredito ser fundamental para um líder em saúde a escuta ativa. Essa competência é desenvolvida em meio a uma cultura justa, na qual os colaboradores se sentem seguros e livres para trazer suas sugestões, reportar eventuais falhas, erros e não conformidades”, comenta Nelcina Tropardi, diretora-geral de Jurídico, Relações Governamentais, ESG e Compliance na Dasa.
Para Tacyra Valois, diretora-executiva do CBEXs, a dinâmica atual do sistema de saúde exige profissionais com conhecimentos e habilidades para exercer a liderança em áreas diversas, o que exige deles capacidade crítica, analítica e de tomada de decisão; capacidade de ação e implementação das mudanças; capacidade de diálogo e entendimento das diversas partes interessadas; visão ampla da dinâmica do sistema de saúde; capacidade de solução de problemas complexos; compromisso com o aprendizado constante e inteligência emocional.
Além disso, habilidades como comunicação, adaptabilidade e empatia devem sempre estar presentes.
De olho nos novos modelos de negócios
Dentro das competências e habilidades exigidas dos líderes, Andrea destaca uma tendência do setor que precisa ser observada com atenção. Trata-se de um novo modelo de negócio no qual hospitais e laboratórios passam a atuar de maneira mais integrada, e, segundo ela, é preciso preparar os líderes médicos para essa nova realidade.
“Nesse cenário, as ferramentas de gestão precisam ser criadas do zero, porque não temos parâmetros que possam servir de benchmarking. Quem trabalha em hospital precisa conhecer as rotinas dos laboratórios, e vice-versa. Esses novos modelos de negócio passaram a ser um assunto urgente. Velocidade de desenvolvimento, complexidade do conhecimento exigido, aprender a lidar com máquinas e entender a nova relação digital que é esperada são tópicos aos quais temos que estar atentos”, diz Andrea.
Formação contínua e de programas de desenvolvimento
A pesquisa nacional Atlas-CBEXs 2024, realizada com mais de 1.500 gestores de saúde, destacou que, quando perguntados sobre a satisfação com o investimento que a empresa tem realizado para a capacitação da liderança e de profissionais técnicos, é notório que há insatisfação por parte dos profissionais - 43% no que tange à capacitação de liderança, e 41% no que tange à capacitação dos profissionais técnicos.
Sessenta por cento dos respondentes disseram que a capacitação em gestão de negócios está em desenvolvimento na empresa em que atuam, enquanto 22% consideram que atendem plenamente às expectativas e apenas 5% relatam que o investimento supera as suas expectativas. No universo da pesquisa Atlas, 88,67% dos respondentes receberam até cinco treinamentos de liderança/gestão nos últimos 24 meses. “Concluindo, há necessidade de ampliação de investimento em formação e educação continuada no sistema de saúde como um todo”, avalia Tacyra.
Diante da necessidade de preparar os líderes para a saúde digital, Rúbia Spindola, diretora de Pessoas, Cultura e Desenvolvimento Organizacional do Grupo Fleury, conta que a empresa desenvolveu um projeto de aceleração digital e evolução cultural que permeia desde uma definição de novos papéis, com foco no desenvolvimento da liderança, até o reposicionamento das competências da organização, apontando o que o novo líder precisa desenvolver em termos de habilidades capazes de atender à aceleração digital, eficiência, excelência e experiência do cliente.
“Focamos em sete competências: colaboração, desenvolvimento de si e dos outros; orientação a valores e consciência da diversidade; foco na experiência do cliente; orientação para o resultado; desenvolvimento de um ambiente de confiança e segurança; inovação e mindset ágil e colaborativo”, cita Rúbia.
Andrea complementa, dizendo que a empresa busca envolver seus colaboradores em vários projetos, fazendo assim com que as pessoas possam migrar em carreiras dentro da companhia. “Incentivamos a mudança de área focada em projetos específicos, com missões ao longo do ano.”
Já a Dasa investe em diversos programas de formação continuada tanto para colaboradores quanto para médicos. Um deles é a Academia de Liderança Dasa, voltada para lideranças, composto por vários módulos de treinamento para desenvolvimento de competências, separados por nível.
“Contamos também com o Programa Liderança DNA, produzido em parceria com a HSM e a Singularity University. Trata-se de um programa robusto, com conteúdo customizado para o nosso time, flexível e adaptável para apoiar nossos gestores a se desenvolverem e crescerem junto com a companhia. Com ele, formamos dentro de casa, com nossa cultura, a atual e futura liderança da empresa”, destaca Nelcina.
Ela cita ainda o Dasa Educa, programa de educação continuada para profissionais da saúde que conta com mais de 50 mil médicos inscritos e mais de 2 mil horas de conteúdo disponível: 92% dos médicos que participam do programa permanecem na Dasa.
Mas Daniela Toledo, gerente executiva da Michael Page, destaca também o papel das parcerias entre instituições de saúde e universidades e startups para o desenvolvimento de competências e habilidades para o líder em saúde, além dos cursos de pós-graduação em Saúde.
Preparo do profissional diante das novas tecnologias
Um fator se destaca entre os líderes em saúde quando o tema são as competências e habilidades exigidas do gestor: a necessidade de adaptação e preparo diante das novas tecnologias, seja para implementação ou integração de sistemas.
Para Daniela, com a saúde cada vez mais digital, é preciso garantir a ética no uso dos dados, além de atenção maior nas regulamentações, que são complexas e rigorosas, e exigem, por isso, uma constante atualização.
“Acolher a tecnologia como realidade e como um meio é hoje essencial e perpassa a liderança. Estamos diante de um ambiente complexo onde as áreas precisam acompanhar as tendências, e onde a liderança assume uma responsabilidade maior. Cabe às empresas serem parceiras das lideranças no desenvolvimento de carreira, ajudando a desenvolver competências técnicas em um contexto mais digital, onde a relação com o cliente muda no sentido de ambidestria, excelência médica, eficiência, e em como lidamos com a complexidade atual”, analisa Rúbia.
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O HOJE
Com aumento de casos, saiba como se proteger da Covid-19
Grupos prioritários devem receber dose de reforço anual da vacina contra a Covid-19 em uma das mais de 900 salas de imunização do estado
A Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) alerta a população sobre a necessidade de adoção de medidas de prevenção à Covid-19. Em especial, o alerta para a imunização das pessoas que estão com o esquema de vacinação incompleto.
Acima de tudo, dados da SES apontam um avanço da doença no estado, com 4.629 casos confirmados em agosto e 2.318 em julho.
O Laboratório Estadual de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO) também verificou o crescimento e registrou um incremento de novos testes para detecção da doença. A taxa de positividade saltou de 8,1% em julho para 23,1% neste mês de agosto.
O Lacen-GO também verificou um aumento de casos nesta mesma época do ano passado nas amostras que processou. Naquela ocasião, o laboratório identificou que a taxa de positividade para a doença aumentou de 9,5% em julho para 19,1% no mês seguinte.
COVID-19
Em 2024 já foram confirmados 56.729 casos e 133 mortes por Covid-19 no estado. Apenas de 28 de janeiro a 2 de março o número de registros da doença chegou a 33.042. Desde 2022 é possível observar, em Goiás, períodos nos quais é esperado aumento de casos, como após as festas de final de ano e após as férias de julho.
Os dados são dinâmicos e sujeitos a alterações realizadas pelos municípios nos sistemas oficiais de notificação do Ministério da Saúde.
A vacina contra a doença está atualmente incluída no Calendário Nacional de Vacinação (para crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias) e é também indicada para grupos prioritários, para pessoas que não tomaram nenhuma dose ou não completaram o esquema vacinal.
Ela está disponível nas mais de 900 salas de vacinação espalhadas por todo o estado. Em maio, Goiás recebeu um reforço de 86 mil unidades da monovalente XBB do laboratório Moderna.
Primordialmente, devem receber uma dose de reforço anual os grupos prioritários, que incluem pessoas vivendo em instituições de longa permanência (ILPI e RI) e seus trabalhadores, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, trabalhadores da saúde e do sistema de privação de liberdade, pessoas em situação de rua, adolescentes cumprindo medidas socioeducativas, população privada de liberdade a partir de 18 anos de idade, pessoas com deficiência permanente e pessoas com comorbidades.
Já os grupos de idosos, gestantes e puérperas e imunocomprometidos devem se vacinar a cada 6 meses.
Recomendações
Além disso, segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim, as pessoas que apresentam sintomas gripais devem usar a máscara, procurar o serviço de saúde e evitar o contato com outros cidadãos. Ela também aponta a necessidade de crianças, idosos, imunodeprimidos e gestantes evitarem locais com grande aglomeração e pouca ventilação, e sempre higienizar bem as mãos.
“Essas são medidas que já conhecemos e, nesse momento, com a possibilidade de aumento de casos no estado, de uma forma geral, devemos retomar essas recomendações”, ressalta Flúvia Amorim, enfatizando também a importância da vacinação. Atualmente, a cobertura vacinal para o imunizante bivalente no estado é de 15,82%.
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A proposta do prefeito Rogério a reduzir custos de medicamentos a usuários do Imas
Objetivo é selar parceria com farmácias e laboratórios para baratear preços, incluindo adoção do sistema de cashback
O prefeito e candidato à reeleição Rogério (SD) propõe selar parceria com farmácias e laboratórios para reduzir custos na aquisição de medicamentos.
Ao mesmo tempo, e realização de exames aos cerca de 80 mil associados do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas).
O objetivo da proposta, que consta do Plano de Governo de Rogério, visa melhorar o acesso a tratamentos e diagnósticos, por meio de convênios com redes de farmácias para oferecer descontos significativos na compra de medicamentos prescritos para os associados do Imas. Também há previsão de firmar parcerias com laboratórios de análises clínicas para oferecer preços reduzidos em exames laboratoriais de rotina e especializados.
Outra novidade que consta do Plano de Governo é a implementação do sistema de cashback ou pontos, onde os associados ganham créditos a cada compra de medicamentos ou realização de exames, que podem ser usados em futuras compras ou procedimentos.
Ao mesmo tempo, diante de recomendação do Ministério Público e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a gestão do prefeito Rogério buscou reestruturar o Imas.
Segundo o governo, a partir de convênio com a Universidade Federal de Goiás (UFG), como forma de garantir autonomia administrativa e financeira.
As novas regras adotadas pelo instituto buscam garantir atendimento integral na promoção e proteção da saúde, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção de serviços prestados aos usuários.
A proposta integra um dos dez eixos temáticos do Plano de Governo, na área da saúde. O plano prevê o Programa Fila Zero, para reduzir o tempo de espera para consultas em especialidades médicas.
E ainda aumentar a cobertura da atenção primária em saúde no Município, com a ampliação de 193 para 228 equipes de saúde da família. Também construir novas unidades de saúde da família nas regiões mais vulneráveis de Goiânia, entre outras metas.
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PORTAL G1
Congresso Brasileiro de Coloproctologia reúne médicos de 10 países em Goiânia
Evento acontece entre os dias 3 e 7 de setembro. São esperados 1,7 mil congressistas neste ano.
A 72ª edição do Congresso Brasileiro de Coloproctologia acontece em Goiânia, entre os dias 3 e 7 de setembro. O evento reúne cursos, cirurgias ao vivo e palestras com médicos especialistas do Brasil e de outros 10 países diferentes; saiba mais abaixo.
O congresso é pago e acontece de forma presencial, no Centro de Convenções Goiânia, no Setor Central, sendo voltado para profissionais da área da saúde com interesse em coloproctologia - área da medicina que se dedica aos cuidados de doenças e distúrbios do intestino grosso, reto e ânus.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, Hélio Moreira Júnior, são esperados 1,7 mil congressistas neste ano.
Nesta 72ª edição, o evento vai se dividir de duas formas. Nos dias 3 e 4 de setembro acontecerá o pré-congresso, em que os congressistas participarão de cursos imersivos da área de coloproctologia, como endometriose intestinal e disfunções do assoalho pélvico.
Ao todo, estão sendo oferecidos nove cursos, sendo dois deles realizados em hospitais parceiros da cidade, como o Albert Einstein. Os cursos têm valor de inscrição a parte e para garantir a vaga é necessário estar previamente inscrito no congresso. Para mais informações, acesse o site www.coloprocto2024.com.br/inscricoes/.
“Entre as atividades que vão ser desenvolvidas nesse pré-congresso, teremos cirurgias robóticas transmitidas ao vivo para o auditório. Os pacientes vão estar sendo operados no Hospital Albert Einstein aqui de Goiânia, e as imagens serão transmitidas ao vivo para o auditório, favorecendo a interação entre o auditório e a equipe cirúrgica que está operando naquele momento”, detalhou Hélio.
A partir do dia 5 de setembro se inicia, de fato, o congresso com palestras sobre os avanços tecnológicos na área da coloproctologia e outros assuntos, com a participação de vários convidados internacionais. Haverá tradução simultânea em Inglês. Para acesso e retirada do fone será necessário a apresentação de um documento de identificação.
“É um momento em que nós estamos trazendo a globalização para dentro da Sociedade Médica de Coloproctologia”, destaca Hélio.
No último dia, segundo o presidente, está planejada para acontecer uma homenagem às mulheres coloproctologistas, que representam cerca de 42% dos associados da sociedade. O objetivo é incentivar para que elas continuem participando da instituição.
“Vem crescendo muito a proporção de mulheres coloproctologistas. Mas apesar disso estar acontecendo, a gente não percebe muito ainda o engajamento da mulher na gestão da sociedade. Então a ideia é estimular o engajamento maior das mulheres dentro da sociedade”, explicou.
90 anos
Segundo Hélio Moreira, o Brasil tem a segunda maior sociedade de coloproctologia do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Nesta edição, a instituição estará completando 90 anos de fundação.
“É uma sociedade que começou no Rio de Janeiro, na época era a capital do Brasil, com 20 médicos. E hoje ela tem mais de 2 mil associados, o que faz dela a segunda maior sociedade da especialidade no mundo, só é menor em número que a sociedade americana”, afirma.
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MEDICINA S/A
PRM: a evolução do cuidado ao paciente na era digital
Mesmo com a crescente evolução da transformação digital nas instituições de saúde, o uso da tecnologia para o acompanhamento do paciente nos períodos entre consultas médicas, atendimentos ambulatoriais ou hospitalares, tem se mostrado um caminho ainda pouco explorado no setor. Isso significa que o período em que não há supervisão de nenhum profissional de saúde, o paciente está sozinho.
Para se ter uma ideia, apenas 20% dos usuários de smartphones usam aplicativos de saúde, sendo em sua maioria apps de atividades físicas, de acordo com o Medical News Today. Nesse sentido, torna-se fundamental e oportuno que as instituições de saúde passem a explorar ainda mais tecnologias que possibilitem o acompanhamento dos pacientes e suas condições de saúde, assim como, estimulem o autocuidado, o controle de doenças crônicas, o desfecho de cuidados clínicos e cirúrgicos, além da prevenção de doenças.
A evolução do acompanhamento do paciente
Até pouco tempo, o acompanhamento do paciente fora dos consultórios e hospitais era apenas um sonho. Isto porque, não havia uma maneira prática e sistemática de monitorar a adesão e o progresso dos tratamentos, assim como, os desfechos. No entanto, essa realidade mudou. Hoje, o desenvolvimento de ferramentas de gerenciamento do relacionamento, proporcionam uma série de possibilidades e oportunidades.
Imagine estreitar a relação entre pacientes, médicos, equipe multiprofissional e instituições, possibilitando um acompanhamento contínuo e personalizado, podendo ser feito via WhatsApp e E-mail. É assim que surge o conceito de gerenciamento do relacionamento com o paciente ou Patient Relationship Management (PRM). Por meio do PRM é possível criar réguas de relacionamento para qualquer tipo de acompanhamento, como também, criar linhas de cuidados, campanhas de prevenção e promoção da saúde.
Como funciona
As réguas de relacionamento nada mais são do que conjuntos de ações criadas para gerar uma comunicação regular com o paciente. Ou seja, após uma consulta ou procedimento, a instituição envia mensagens e questionários para acompanhar o estado do paciente, monitorar intercorrências e garantir que ele esteja seguindo as orientações médicas e os cuidados necessários.
Tudo isso ocorre de forma automatizada e não é necessário que um profissional de saúde realize qualquer ação. Basta a personalização da régua de cuidado para que a ferramenta interaja com o paciente e comunique a equipe responsável no caso da necessidade de atenção especializada.
Outro ponto interessante é que, por meio de estratégias de PRM, também é possível entrar em contato com os pacientes em momentos oportunos, tais como, tomar uma nova dose de vacina de acordo com calendário, refazer um exame ou checar a evolução de suas doenças crônicas e ainda incentivá-los a cuidar de sua saúde por meio de programas de medicina preventiva e campanhas de conscientização, como por exemplo, Outubro Rosa e Novembro Azul.
O futuro dos cuidados clínicos
Os benefícios do PRM para as instituições de saúde vão além de melhorar a comunicação entre profissionais, instituições e pacientes, pois também otimiza a assistência, oferecendo cuidados mais personalizados, promoção à saúde e apoio na redução dos custos associados a complicações, muitas vezes evitáveis.
Portanto, investir no monitoramento do paciente através da tecnologia não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para instituições que desejam proporcionar uma experiência única, com cuidados de alta qualidade, e se destacar no mercado de saúde.
*Paula F. Calderon é médica e CMIO e Marcos H. Gonçalves é CTO, ambos da Beth Health Tech
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Entenda o que é importante considerar ao escolher hospital
Usuários de planos de saúde ganham 60% das ações por reajustes abusivos
NOTÍCIAS DO BRASIL
Entenda o que é importante considerar ao escolher hospital
Rede D'Or investe em qualidade e obtém resultados melhores que a média da rede particular de hospitais do país, além de certificações de excelência
A escolha de um hospital para tratar questões de saúde demanda saber se a unidade tem qualificações e estrutura para realizar um bom atendimento. Conhecer os indicadores de qualidade técnicos pode fazer a diferença nesses momentos para que os pacientes tomem uma decisão consciente. Nesse sentido, a Rede D'Or busca transparência e, desde 2022, divulga publicamente os dados dos hospitais do grupo.
São 50 indicadores da empresa, 24 para adultos e 26 da linha materno-infantil. Os números são monitorados no âmbito do Programa de Qualidade Técnica interno, que também atua no desenvolvimento das equipes profissionais. Os índices do grupo mostram um melhor desempenho em relação à média da rede particular de hospitais, conforme dados de entidades de referência.
Esse trabalho resulta em um atendimento de excelência, como o recebido pelo coordenador de implantação de sistemas Anderson Lima, de 45 anos. De forma repentina, ele passou mal em março deste ano, com problemas de fígado. Morador da região metropolitana de São Paulo (SP), logo procurou o Hospital São Luiz São Caetano, da Rede D'Or, e descobriu que sofria de uma hepatite fulminante.
Depois dos exames iniciais, foi transferido e fez o transplante de fígado no Hospital São Luiz Itaim, também do grupo e centro de referência para essa cirurgia.
"Fui muito bem atendido em todos os âmbitos do meu diagnóstico, principalmente na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Senti-me seguro com todos os procedimentos e fui muito bem instruído sobre o que estava acontecendo comigo. Todos os médicos e profissionais envolvidos no meu caso foram atenciosos e me deixaram confiante de que a minha escolha foi certeira para um tratamento de excelência. Sinto que recebi uma atenção especial tanto no pré quanto no pós-operatório", afirmou o paciente.
Avaliações e acreditação
O Programa de Qualidade Técnica também é baseado em acreditação de excelência, auditorias interna e externa e compartilhamento de boas práticas entre os hospitais. A acreditação é importante no processo de escolha de um hospital por ser um reconhecimento da competência da unidade de saúde, um atestado da qualidade.
A certificação é concedida por entidades avaliadoras independentes, nacionais e internacionais, a instituições de saúde a partir da mensuração de requisitos de avaliação técnica assistencial. Dos 73 hospitais da empresa, 64 possuem esse tipo de reconhecimento.
A cada ano, é completado um novo ciclo para que todas as unidades da Rede D'Or recebam a avaliação. Em 2023, 139 avaliadores externos independentes visitaram os hospitais, atuando com metodologias validadas pela ISQua (International Society for Quality in Health Care). São profissionais treinados por JCI (Joint Commission International), dos EUA, Qmentum International, do Canadá, ACSA (Agencia de Calidad Sanitaria de Andalucía), da Espanha, e ONA (Organização Nacional de Acreditação).
"A criação de bancos de dados, padrões e manuais utilizados como referências em todos os Estados pela Rede D'Or tem acelerado o processo de elevação da segurança dos processos assistenciais e retroalimentado o sistema continuamente", disse o avaliador da JCI Franklin Lindolf Bloedorn.
Premiações
Outra boa forma de se informar para escolher o hospital é verificar os prêmios técnicos recebidos pela instituição, baseados em critérios de qualidade.
O projeto UTIs Brasileiras, da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) com a Epimed Solutions, por exemplo, destacou 180 UTIs da Rede D'Or em 2023. As unidades receberam os selos Top Performer (alta performance) e UTI Eficiente (boa performance).
O resultado faz parte do investimento da empresa em qualidade. "A excelência da Rede D'Or é fruto do compromisso em disponibilizar tecnologia de ponta e equipes qualificadas em busca de tratamentos avançados", afirmou o presidente da Oncologia D'Or, Paulo Hoff.
Outros prêmios e rankings, baseados em reputação, também podem ser considerados. "A reputação está associada a percepções, como a presença de médicos renomados nas equipes, a experiência do paciente naquela instituição, dentre outras questões", disse a doutora em Medicina, mestre em Administração e professora titular da FGV (Fundação Getulio Vargas) Ana Maria Malik.
Mas, ainda que significativos, esses prêmios devem complementar o principal: o compromisso com a excelência, a transparência e altos índices de qualidade. Por manter o foco na qualidade técnica, a Rede D'Or eleva os padrões na saúde, destacando-se como uma escolha confiável para médicos e pacientes no Brasil e no mundo.
Este conteúdo foi produzido e pago pela Rede D'Or.
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FOLHA DE S.PAULO
Usuários de planos de saúde ganham 60% das ações por reajustes abusivos
A cada dez ações judiciais que questionam reajustes nas mensalidades dos planos de saúde coletivos, seis têm o aumento revisto pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em favor do usuário,
Em dez anos, o psicoterapeuta Arlindo Salgueiro, 83, de Santos (SP), foi à Justiça três vezes para pedir a redução do valor da mensalidade do seu plano de saúde. Nas três vezes saiu vitorioso. Na última, em julho deste ano, o boleto chegou com um reajuste de 35% e um valor de R$ 6.124.
“Se eu não tivesse entrado com as ações judiciais, estaria pagando R$ 12 mil. Ainda trabalho, tenho minha renda, mas preciso recorrer aos filhos para me ajudar porque não consigo pagar esse valor absurdo. É humilhante”, diz ele, que aguarda a execução da decisão judicial e a revisão do valor do plano.
A cada dez ações judiciais que questionam reajustes nas mensalidades dos planos de saúde coletivos, seis têm o aumento revisto pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em favor do usuário, mostra estudo realizado por pesquisadores da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e da USP.
Publicada na Revista Direito Público, a pesquisa aponta que o principal argumento que ampara a revisão é a falta de transparência ou de justificativa no cálculo do reajuste por parte das operadoras de saúde.
O trabalho partiu de uma amostra de 666 decisões judiciais e, dessas, analisou 215, todas referentes a planos coletivos. O reajuste foi considerado legal em 85 casos (40%) e ilegal em 130 (60%).
De acordo com o estudo, ao fazer a revisão, o TJSP costuma usar o índice de reajuste adotado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para os planos individuais/familiares. Neste ano, esses planos tiveram aumento de 6,9%, menos da metade da taxa de reajuste médio dos planos coletivos, que foi de 14%.
A legislação e a regulação dos planos coletivos estabelecem que o preço é determinado pela livre negociação entre as partes. Mas, segundo o advogado Daniel Wang, professor da FGV e um dos autores do estudo, as decisões mostram que o Judiciário desconfia dessa livre negociação.
“Ele entende que não tem uma negociação, mas sim uma imposição de reajuste em cima de indivíduos que fazem parte de um plano coletivo. Ou seja, aquilo que a regulação diferencia, o Judiciário uniformiza.”
Segundo Wang, na maioria das vezes, os juízes entendem que as operadoras não exemplificam ou não justificam para o beneficiário a necessidade do reajuste.
“Essa autoridade parte do pressuposto de que, quando o reajuste do plano coletivo está acima do índice da ANS para o plano individual, há alguma coisa errada, e as decisões acabam permitindo ao indivíduo que ele tenha um reajuste limitado ao índice da ANS.”
Foi o que aconteceu com Arlindo Salgueiro nas três vezes em que recorreu à Justiça para rever os reajustes. Mas ele diz que, ainda assim, é uma situação insegura. “Alguns juízes determinam, a partir de uma ação, que esse [reajuste de acordo com o índice da ANS] deve ser o padrão para todo o sempre; outros não. Isso te obriga a entrar com novas ações todos os anos.”
Planos coletivos, como o de Salgueiro, são contratados entre a operadora e a pessoa jurídica pela qual o beneficiário direto é empregado ou da qual é associado ou sindicalizado. Para os com menos de 30 vidas, a ANS determina a adoção de um cálculo por meio de um pool de risco.
Ou seja, cada operadora realiza o agrupamento de todos os seus contratos com menos de 30 vidas, distribuindo os riscos de cada um em pools maiores de beneficiários. Assim, um mesmo índice de reajuste é aplicado a todos os contratos dentro de um mesmo subagrupamento.
Já os planos coletivos com 30 vidas ou mais devem ser negociados entre a operadora e a pessoa jurídica contratante, sem a mediação da ANS ou sem a imposição de tetos para o reajuste.
Para o advogado Rafael Robba, sócio do escritório Vilhena Silva e especialista em direito à saúde, as operadoras, ao calcular os reajustes para os planos coletivos, não levam em conta a sinistralidade de toda a carteira, mas sim a de contratos individuais, que normalmente têm menos beneficiários e, portanto, podem apresentar um risco mais elevado.
“Isso faz com que os reajustes para contratos menores frequentemente sejam mais altos, enquanto, em uma carteira mais ampla, o risco é mais diluído e a sinistralidade tende a ser mais equilibrada.”
A advogada Marina Paullelli, do programa de saúde do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), afirma que pesquisas feitas pela entidade identificaram abusos nos reajustes dos coletivos. “As operadoras alegam o aumento da sinistralidade, mas não apresentam planilhas, documentos que embasem essa utilização do plano e também a expressividade do percentual.”
Na sua opinião, é importante que haja mudança na regulação dos planos coletivos, que leve a uma padronização das cláusulas de reajuste e que esteja alinhada ao Código de Defesa do Consumidor, ao qual muitas vezes os juízes recorrem para fazer as revisões.
Para Daniel Wang, ainda que as decisões judiciais beneficiem individualmente os usuários de planos, elas não resolvem o problema coletivo do aumento dos custos da saúde e podem levar a reajustes ainda maiores, a serem custeados pelos outros integrantes da carteira que compartilham os riscos financeiros.
Ele argumenta que, nessa discussão de reajustes, é preciso considerar o aumento expressivo na lista de terapias aprovadas pela ANS, o que encarece o produto e será repassado ao valor da mensalidade. “Não é simples. Você tem que tentar equilibrar a qualidade e o tamanho do seu pacote com a manutenção de um preço acessível.”
Segundo Gustavo Ribeiro, presidente da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), fatores como a lei que obrigou os planos a arcarem com tratamentos fora da lista de referência da ANS, as fraudes e a judicialização geram falta previsibilidade ao setor, o que torna a conta muito complexa.
“Não há falta de visão [transparência] programada. Acontece que tem tanto elemento externo que não está nessa equação que vira uma coisa muito complicada de se calcular. Precisávamos de uma lei de mercado que operasse com mais previsibilidade, com mais respeito à agência reguladora. Isso tudo não existe.”
Ribeiro afirma que as ações judiciais causaram um impacto de R$ 5,5 bilhões ao setor em 2023. “Isso aí desequilibra qualquer conta, qualquer demonstração de qualquer coisa.”
Para ele, quando um juiz arbitra que o reajuste de um plano de saúde coletivo deva seguir a metodologia do individual, ele está regulando o setor. “Uma coisa é a pessoa ter direito a um tratamento X e a operadora não deu. Indiscutível. Cumpra o contrato. Agora, quando o juiz legisla, quando ele se sobrepõe à ANS, ao legislador, é uma mecânica artificializada.”
No fim, segundo ele, essas decisões judiciais individuais recaem sobre o conjunto de usuários de planos. “Alguém sempre paga a conta. Ele [o juiz] faz a justiça ali, naquele caso concreto, mas gera um efeito em cascata e que é ressonante para toda a coletividade.”
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
40% dos médicos no Brasil sofrem com algum tipo de transtorno mental, mostra novo levantamento
Prefeitura atrasa pagamentos para Fundahc e instituição paralisa atendimentos nas maternidades municipais
Maternidades municipais suspendem atendimentos eletivos em Goiânia
Lean Summit Saúde evidencia linha de cuidado para gestão hospitalar mais produtiva
Hapvida aposta em tecnologia para otimizar integração operacional
O GLOBO
40% dos médicos no Brasil sofrem com algum tipo de transtorno mental, mostra novo levantamento
O estudo foi realizado entre julho e agosto deste ano e foram coletadas 2005 respostas; ansiedade, depressão e burnout foram os principais problemas relatados
Cerca de 40% dos médicos no Brasil apresentam quadro de transtorno mental, segundo estudo feito pela Afya, maior hub de educação e soluções para a prática médica do país. A pesquisa "Qualidade de vida dos médicos" desenvolvido pelo Research Center, núcleo de pesquisa da companhia, revelou ainda que os profissionais da saúde são afetados principalmente por ansiedade, depressão e burnout.
A pesquisa revelou ainda que duas em cada três pessoas afetadas são mulheres e que elas são maioria entre os médicos com problemas nos três quadros de transtornos mentais. O estudo também mostrou que os médicos de forma geral estão trabalhando mais de 50 horas semanais, porém, que este tempo de trabalho não tem relação com os quadros de transtornos mentais.
"A proposta deste estudo é manter um panorama vivo e dinâmico sobre a qualidade de vida médicos e, a partir disso, incentivar a comunidade a criar soluções que deem suporte e acolhimento a este público. Ao compreender esse cenário, podemos promover um ambiente de trabalho mais saudável, prevenindo o esgotamento e assegurando a continuidade de um cuidado médico de qualidade para toda a população", explica Eduardo Moura, médico e diretor de pesquisa do Research Center da Afya.
O estudo foi realizado entre julho e agosto deste ano e foram recebidos um total de 2005 respostas. Cerca de 33,5% dos médicos responderam que são diagnosticados com ansiedade - sendo que 21,1% destes apresentaram os sintomas nos últimos 12 meses. Deste montante, 27 afirmaram estar em tratamento e 6,4%, embora constatado o transtorno, não o tratam.
A depressão vem em segundo lugar, com 22,1% dos profissionais já receberam esse diagnóstico, sendo que 19,9% tratam e acompanham com especialistas e 2,2% não tratam. Outros 17,1% apresentam sintomas, mas não têm diagnóstico e não tratam a doença.
O burnout aparece com 6,7% dos casos, e metade foram identificados nos últimos 12 meses. 2% dos médicos diagnosticados com a condição não fazem acompanhamento com especialista.
Contudo, em uma avaliação mais ampla, mais de 50% dos médicos indicam já terem apresentado sintomas da doença, ainda que não tenham um diagnóstico fechado ou já tenham se curado da condição.
Quase 50% deles responderam que não tratam a doença por não terem disponibilidade de tempo. Médicos com diagnóstico de burnout trabalham em média 57,2 horas por semana, cerca de sete horas a mais do que a média geral.
Estresse 94% dos médicos concordam que o nível de estresse compromete seu relacionamento fora do ambiente de trabalho, enquanto 82% concordam que compromete muito o desempenho no trabalho. Quase 50% concordam que o estresse já os levaram a erros médicos.
O estudo mostra que 48% dos médicos apontam elevada demanda de trabalho como principal motivo do estresse e 42% pelo descontentamento com o Sistema de Saúde e condições de trabalho.
A pesquisa ainda revelou que cerca de 3,6% dos médicos já esteve internado para tratar alguma condição mental e precisou ficar afastado cerca de 5,1 semanas nos últimos 12 meses.
Médico, está tudo bem? O estigma associado aos transtornos mentais e a dificuldade de acesso a serviços de apoio frequentemente levam os médicos a evitarem buscar ajuda profissional. O tema que ainda é tabu na sociedade, ganha força durante o Setembro Amarelo, mês dedicado ao cuidado com a saúde mental e à prevenção ao suicídio. Ciente desse cenário, a Afya lança nesta quinta-feira a campanha "Está tudo bem?" para incentivar médicos e estudantes de medicina a procurar por ajuda especializada.
Durante o mês de setembro, médicos e alunos de medicina em todo o país terão acesso a uma nova funcionalidade nas plataformas digitais da Afya: o botão "Está tudo bem?". Ao utilizar esse recurso, o usuário será direcionado para um mapeamento de saúde mental, que pode oferecer desde conteúdos sobre cuidados com a saúde e bem-estar até suporte médico e psicológico gratuito para aqueles que estiverem enfrentando dificuldades emocionais.
"Precisamos quebrar o estigma das doenças mentais e humanizar a figura do médico como um ser humano que também enfrenta adversidades e indecisões ao longo da jornada. Tratar corretamente sintomas oriundos de condições mentais em desequilíbrio é uma etapa importante para uma vida mais equilibrada e saudável", diz Moura.
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JORNAL OPÇÃO
Prefeitura atrasa pagamentos para Fundahc e instituição paralisa atendimentos nas maternidades municipais
Fundahc alega que a suspensão deve vigorar "até que seja alcançada a regularidade financeira dos convênios com a Prefeitura de Goiânia"
A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc/UFG) anunciou a suspensão de atendimentos ambulatoriais e eletivos nas maternidades da Capital. A instituição é responsável pela gestão do Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI), da Maternidade Nascer Cidadão (MNC) e do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC). A entidade alega que a suspensão deve vigorar “até que seja alcançada a regularidade financeira dos convênios com a Prefeitura de Goiânia”, diz a nota à imprensa.
A Fundahc afirmou que os atendimentos emergenciais estão sendo realizados, mas que há limitações de internações “com possibilidade de transferência de pacientes para outras unidades por meio da Central de Regulação do município”.
“A Fundahc/UFG reforça que, mesmo com o impacto negativo para a população assistida, as medidas foram adotadas para garantir a segurança de pacientes e profissionais. Reitera, ainda, manter o diálogo contínuo com as autoridades competentes em busca de solução definitiva”, completa a nota.
Em nota à imprensa, a Prefeitura de Goiânia disse que há a previsão de novos repasses à Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc) “na próxima semana”. “Ressaltamos que a assistência de urgência e emergência continua sendo prestada normalmente e que os esforços estão concentrados na rápida normalização dos serviços afetados”, completa.
Crise nas maternidades
Não é a primeira vez que as maternidades de Goiânia entram em regime de contingenciamento devido à falta de pagamento dos contratos com a Prefeitura de Goiânia. No ano passado, os consultórios da maternidade Célia Câmara, no Setor Vera Cruz 1, ficaram vazios por quase uma semana. Os espaços destinados ao atendimento de cerca de 60 mulheres e crianças por dia ficaram fechados após a falta de acordo. O custo mensal de operação da Maternidade Célia Câmara, segundo o plano de trabalho vigente, é de R$ 10,3 milhões.
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A REDAÇÃO
Maternidades municipais suspendem atendimentos eletivos em Goiânia
Serviços essenciais podem ser comprometidos
Alegando novamente a falta de repasses por parte da Prefeitura de Goiânia, as maternidades municipais Dona Iris, Nascer Cidadão e Célia Câmara anunciaram, nesta quinta-feira (29/8), a suspensão dos atendimentos eletivos - aqueles que não se enquadram como urgências e emergências, e do recebimento de pacientes encaminhados pela central de regulação.
Segundo a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc/UFG), fundação sem fins lucrativos responsável pela gestão das unidades de saúde, a decisão da suspensão foi comunicada ao secretário de saúde da capital, Wilson Modesto Pollara, em 27 de agosto. A previsão do gestor é que os pagamentos sejam feitos semana que vem.
Ainda de acordo com a Fundahc, a inadimplência por parte da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia está comprometendo o funcionamento das três maternidades. Em nota, a fundação informou que, caso os pagamentos não sejam feitos, outras medidas serão tomadas, como o fechamento de outros serviços essenciais, “para garantir a segurança e a saúde de pacientes e colaboradores”.
"Reiteramos nosso compromisso com a busca por soluções e o diálogo contínuo para superar as dificuldades impostas pela irregularidade nos repasses financeiros que afetam nossas maternidades", traz a nota.
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SAÚDE BUSINESS
Lean Summit Saúde evidencia linha de cuidado para gestão hospitalar mais produtiva
No próximo dia 3 de setembro, evento discute como a linha de cuidado, baseada no sistema lean, pode transformar a gestão com mais qualidade e segurança.
Um dos principais desafios para profissionais que atuam na saúde é idealizar e implementar a “linha de cuidado”, prática inspirada no sistema lean, filosofia de gestão originária do modelo Toyota.
A avaliação é do médico oncologista Carlos Frederico Pinto, senior advisor do Lean Institute Brasil (LIB), autor do livro “Em busca do cuidado perfeito” e ex-diretor do Instituto de Oncologia do Vale (IOV), rede de clínicas que, por mais de 15 anos, implementou o sistema de gestão lean, tornando-se referência nesse tema.
Especialista em gestão da saúde, o médico explica que a ideia da “linha de cuidado” é inspirada numa das principais ferramentas do sistema lean: o Mapeamento do Fluxo de Valor, também conhecido pela sigla MFV.
Em resumo, o MFV se consiste em se realizar um estudo profundo e detalhado sobre todas as etapas que ocorrem num determinado processo de trabalho para entender o que, de fato, ocorre nele, o que é chamado de “Estado Atual”.
O objetivo, então, é enxergar o que está afetando o bom andamento do processo – os desperdícios, desvios, “gargalos”... – para, então, projetar um “Estado Futuro” sem esses problemas, mas somente com a agregação real de valor. Para o oncologista, esse conceito e prática advindo do sistema lean cabe como uma “luva cirúrgica”, por exemplo, na gestão de um grande hospital.
“Trata-se de uma nova maneira mais produtiva e segura de pensar o cuidado. Consiste em desenhar, por exemplo, num hospital, todo o fluxo percorrido pelos pacientes, identificando e determinando todas as etapas necessárias, sob a ótica do valor que precisa ser entregue e da segurança necessária. Ao mesmo tempo, temos a oportunidade de identificar e eliminar problemas, desperdícios e entraves que possam impactar negativamente o cuidado”, resumiu o médico.
Segundo ele, a “linha de cuidado” é uma ferramenta necessária para se gerar um novo modelo de gestão da saúde baseado na criação de valor, desenvolvendo os profissionais para que possam, cotidianamente, analisar os processos produtivos, aumentar a entrega de valor, eliminar os desperdícios e resolver problemas.
“Essa é uma abordagem diferente dos modelos de gestão tradicionais usados hoje na saúde que são, em geral, centrados em processos burocráticos inseguros e repletos de desperdícios”, resumiu o médico.
O oncologista vai discutir esse tema no Lean Summit Saúde, dia 3 de setembro, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP), um encontro que vai reunir 34 profissionais de 20 organizações – entre hospitais, associações médicas e empresas – que vão debater como transformar e melhorar a gestão da saúde ao adotar o sistema lean.
O encontro vai unir médicos, enfermeiros e gestores de 10 hospitais, incluindo Albert Einstein, Sírio-Libanês, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor, Santa Joana e A Beneficência Portuguesa. Também vai reunir especialistas de três grandes associações médicas: Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e Associação Nacional de Acreditação (ONA). Terá ainda profissionais de três organizações governamentais: do Sistema Único de Saúde (SUS), da Secretária de Saúde do Estado de São Paulo, e do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).
Para o médico, trata-se de uma discussão importante porque, historicamente, a gestão hospitalar tradicional gera fluxos de cuidado “quebrados”, pois é baseada em processos desconectados, operados por profissionais que atuam isoladamente, o que frequentemente gera retrabalhos, inseguranças e demais problemas.
Segundo o oncologista, trata-se de um modelo baseado em crises geradas cotidianamente pelo confronto entre as prestadoras de serviços – por exemplo, os hospitais – com as organizações “pagadoras” desses serviços, como os planos de saúde ou cooperativas. “Esse confronto é mediado principalmente pela falta de informação entre esses dois lados da mesma moeda”, resumiu.
Para o oncologista, mudar isso pode inclusive aumentar a qualidade de vida de médicos e de enfermeiros. Segundo ele, a “linha de cuidado” faz com que profissionais da saúde analisem o trabalho que fazem não sob um ponto de vista burocrático, de tarefas a se realizar, mas principalmente no sentido de como as atividades que fazem criam de fato valor real aos pacientes dentro de um fluxo integrado.
“Essa visão focada em valor também humaniza relação entre profissionais e deles com seus pacientes”, disse o especialista.
Para o oncologista, sob uma ótica mais abrangente e social, a ideia da “linha de cuidado” também pode permitir que as diversas organizações do setor – não só hospitais, mas também planos de saúde, cooperativas e mesmo órgãos públicos – consigam, juntas, mapear e mitigar os riscos de seus clientes e pacientes.
“No caso dos idosos, por exemplo. Uma ‘linha de cuidado’ voltada às suas necessidades, poderia mapear oportunidades para se melhorar não só o cuidado, mas a qualidade de vida, riscos com uso excessivo de medicações em hospitais, clínicas e postos de saúde. Propor mudanças nos meios de transportes ou nas residências, reduzindo riscos de acidentes e quedas, diminuindo a procura dos serviços de saúde. Isso melhora o sistema de saúde e a sociedade como um todo”, exemplificou o médico.
Nesse contexto, explica o oncologista, a “linha de cuidado” pode ajudar a enfrentar o grande desafio atual da humanidade, que são as doenças crônicas, frutos do envelhecimento, como cardiopatias, diabetes, câncer, demências...
“Ou seja, ajudando a administrar esse fluxo de milhares de pessoas, cada vez mais afetadas por problemas como esses, uma ‘linha de cuidado’ pode organizar melhor tratamentos e cuidados necessários. E, mais que isso, pode identificar e diminuir riscos para que menos indivíduos busquem cuidados de saúde em emergências ou de causas evitáveis”, resumiu o médico.
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MEDICINA S/A
Hapvida aposta em tecnologia para otimizar integração operacional
Integrar duas corporações de qualquer setor econômico não é tarefa trivial. Na área da saúde, então, o desafio é ainda mais complexo. Nesse contexto, a integração entre a Hapvida e a NotreDame Intermédica, duas gigantes do setor, soma hoje 15,7 milhões de beneficiários no Brasil. Uma operação avaliada por analistas de mercado como muito bem-sucedida, êxito explicado por uma gestão que usa tecnologia e dados em prol da melhor assistência aos seus clientes. Detalhes desse case foram apresentados pelo vice-presidente de Operações da Hapvida NotreDame Intermédica, Francisco Souto, e pelo diretor de Digital da empresa, Pedro Fleury, durante a Abrafarma Future Trends 2024.
Na ocasião, Souto exemplificou como a tecnologia, a inovação e a inteligência de dados estão transformando a gestão da assistência médico-hospitalar da companhia. “Do parecer médico aos exames clínicos e diagnósticos, tudo funciona interligado, trazendo mais praticidade aos atendimentos”, afirma o executivo. “Isso nos permite criar ritos e linhas de cuidado, acompanhar de perto toda a jornada do paciente, tanto no físico quanto no digital, além de desenvolver diversas ações preventivas.” Uma das ferramentas usadas é o prontuário único: ao identificar o paciente por biometria, o médico que o está atendendo recebe instantaneamente todas as suas informações de saúde.
Um dos benefícios do modelo verticalizado e integrado é uma gestão mais eficiente dos recursos e dos resultados. “Um exemplo prático é a capacidade que temos de controlar em tempo real mais de 40 indicadores, tarefa que cabe ao Comitê de Qualidade Assistencial e que tem participação ativa do Conselho de Administração do Grupo”. A agilidade no atendimento, com redução de burocracias em todo o processo, são outros diferenciais que permitiram que a empresa fosse uma das primeiras e mais ágeis a implantar a telemedicina. Os números comprovam a relevância da operação. Atualmente, segundo Souto, a Hapvida NotreDame Intermédica acumula mais de 10 milhões de atendimentos em teleconsultas, com mais de 91% de taxa de resolutividade, e nota de satisfação de 4,6 no máximo de 5 estrelas. Na força de trabalho, estão mais de 1,2 mil médicos de mais de 20 especialidades.
Responsável pela área digital da Hapvida NotreDame Intermédica, o diretor Pedro Fleury explica que a tecnologia possui papel extremamente relevante na integração de todas as operações da empresa em uma única plataforma sistêmica. Segundo o executivo, essa decisão visa a “garantir a padronização de processos e modelo de relacionamento com clientes, a integração e a sinergia de áreas de negócio, além da unificação de conceitos e indicadores de gestão”.
De acordo com Fleury, o trabalho começou a ser planejado e executado imediatamente após a fusão das duas companhias. “Em 2022, nós analisamos as opções de plataforma do grupo e definimos o modelo futuro, buscando utilizar o que havia de melhor em cada operadora”, afirmou.
Em 2023, as operações do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e de Minas Gerais foram integradas. Neste ano, a conclusão do processo acontece em São Paulo e Rio de Janeiro. “Ao fim do ano, teremos toda a empresa em uma plataforma única”, apontou Fleury.
Em paralelo à integração, a empresa intensificou seu processo de transformação digital. Atualmente, segundo Fleury, a Hapvida NotreDame Intermédica possui a maior operação de telemedicina do Brasil com 500 mil atendimentos/mês, base de 5 milhões de apps instalados, responsáveis por mais de 65% de autosserviço, e está expandido para modelo de ecossistemas digitais, unindo toda a cadeia de saúde.
Adicionalmente, a Hapvida NotreDame Intermédica está investindo fortemente em projetos de ciência de dados com resultados concretos. “Já desenvolvemos diversos projetos para promover melhoria de automação, dar apoio à decisão médica e personalização ao tratamento do beneficiário”, informou. O compromisso com a melhoria contínua da Hapvida NotreDame Intermédica enxerga, na gestão da informação, a serviço de um corpo médico qualificado, um futuro ainda mais preciso na saúde suplementar.
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Assessoria de Comunicação
Hapvida aposta em tecnologia para otimizar integração operacional
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
CFM publica novas regras para trazer maior transparência na relação entre médicos e indústrias da área da saúde
Hapvida investe em tecnologia para otimizar integração operacional
Sociedade Albert Einstein assume gestão do Hospital de Urgências de Goiás
MPGO propõe ação contra farmacêutica por fabricar medicamentos impróprios para consumo
PORTAL MÉDICO
CFM publica novas regras para trazer maior transparência na relação entre médicos e indústrias da área da saúde
O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulga nesta quarta-feira (28/08) uma resolução que estabelece limites e possibilidades nas relações entre médicos e indústrias farmacêuticas, de insumos e de equipamentos médicos. A Resolução nº 2.386/2024, aprovada em reunião plenária no dia 21 de agosto, busca aumentar a transparência e prevenir conflitos de interesse que possam influenciar decisões clínicas, assegurando que as práticas médicas no Brasil sejam conduzidas dentro de parâmetros éticos e legais.
As novas regras determinam que todos os médicos que possuam qualquer tipo de vínculo com setores das indústrias da área da saúde (farmácias, laboratórios e equipamentos) devem informar esses vínculos através da plataforma CRM-Virtual do Conselho Regional de Medicina (CRM) em que estão registrados. Esses vínculos incluem desde contratos formais de trabalho até consultorias, participação em pesquisas e atuação como palestrantes remunerados (speakers).
O presidente do CFM, José Hiran Gallo, explica essa norma permitirá que informações desse tipo sejam registradas e monitoradas, e, posteriormente, divulgadas ao público, promovendo uma maior clareza nas relações entre médicos e empresas. “Com esta Resolução, estamos estabelecendo um novo marco de transparência na relação entre médicos e a indústria da saúde, sem interferir na autonomia dos profissionais. Nosso compromisso é garantir que as decisões médicas sejam guiadas exclusivamente pelo melhor interesse do paciente e da medicina, sem influências externas indevidas”, afirma.
Declarações – A Resolução nº 2.386/2024 detalha ainda que os médicos deverão declarar seus conflitos de interesse em situações públicas, como entrevistas, debates, exposições em eventos médicos e interações com o público leigo. Segundo o relator da Resolução, Raphael Câmara Parente, essa medida assegura que a população terá acesso a informações imparciais e baseadas em evidências, reforçando a confiança na classe médica.
“O poder do marketing influencia a relação entre profissionais de saúde e indústrias, o que pode interferir em políticas de saúde, pressionando na aquisição de medicamentos e outros materiais com custo de bilhões de reais que interferem no funcionamento dos Sistemas de Saúde Público e Privado”, defendeu o conselheiro.
A norma também proíbe o recebimento de benefícios relacionados a medicamentos, órteses, próteses e equipamentos hospitalares que não possuam registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), salvo nos casos de protocolos de pesquisa aprovados por Comitês de Ética. Médicos que descumprirem as exigências da resolução poderão ser alvo de sanções por parte dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs).
Exceções estabelecidas – Rendimentos e dividendos oriundos de investimentos em ações ou cotas de participação em empresas do setor de saúde, desde que a relação seja puramente financeira, não precisarão ser declarados. Amostras grátis de medicamentos ou produtos médicos, prática comum no setor, também estão isentos das obrigações de declaração, desde que, segundo a Resolução, sejam distribuídas conforme as normativas vigentes e dentro de práticas éticas. Benefícios recebidos por sociedades científicas e entidades médicas também estão excluídos das regras de transparência impostas aos indivíduos.
Segundo Emmanuel Cavalcante, 3º vice-presidente e diretor de Fiscalização do CFM, a iniciativa do Conselho é vista como uma resposta a uma preocupação crescente sobre a influência das indústrias de saúde sobre a prática médica. “Com a Resolução, a entidade busca criar um ambiente mais ético e transparente, onde a população possa confiar plenamente nas recomendações e decisões dos profissionais de saúde”, defendeu.
Prazos – A Resolução nº 2.386/2024 entra em vigor em 180 dias a partir da data de sua publicação no Diário Oficial da União, dando aos médicos tempo para se adequarem às novas exigências. Durante esse período, os profissionais deverão revisar seus vínculos e garantir que todas as informações pertinentes sejam registradas corretamente. Médicos que já possuem vínculos com empresas de saúde terão um prazo de 60 dias para informar qualquer benefício recebido após a entrada em vigor da resolução.
De acordo com José Hiran Gallo, o Conselho continuará monitorando a aplicação da nova resolução e estará disponível para apoiar os médicos na adaptação às novas exigências, garantindo que a prática médica no Brasil seja conduzida com responsabilidade e ética. “Estamos convencidos de que essa medida fortalecerá a confiança pública em nossa profissão, ao assegurar que as decisões clínicas sejam baseadas exclusivamente no melhor interesse dos pacientes”, concluiu o presidente do CFM.
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MEDICINA S/A
Hapvida investe em tecnologia para otimizar integração operacional
Integrar duas corporações de qualquer setor econômico não é tarefa trivial. Na área da saúde, então, o desafio é ainda mais complexo. Nesse contexto, a integração entre a Hapvida e a NotreDame Intermédica, duas gigantes do setor, soma hoje 15,7 milhões de beneficiários no Brasil. Uma operação avaliada por analistas de mercado como muito bem-sucedida, êxito explicado por uma gestão que usa tecnologia e dados em prol da melhor assistência aos seus clientes. Detalhes desse case foram apresentados pelo vice-presidente de Operações da Hapvida NotreDame Intermédica, Francisco Souto, e pelo diretor de Digital da empresa, Pedro Fleury, durante a Abrafarma Future Trends 2024.
Na ocasião, Souto exemplificou como a tecnologia, a inovação e a inteligência de dados estão transformando a gestão da assistência médico-hospitalar da companhia. "Do parecer médico aos exames clínicos e diagnósticos, tudo funciona interligado, trazendo mais praticidade aos atendimentos", afirma o executivo. "Isso nos permite criar ritos e linhas de cuidado, acompanhar de perto toda a jornada do paciente, tanto no físico quanto no digital, além de desenvolver diversas ações preventivas." Uma das ferramentas usadas é o prontuário único: ao identificar o paciente por biometria, o médico que o está atendendo recebe instantaneamente todas as suas informações de saúde.
Um dos benefícios do modelo verticalizado e integrado é uma gestão mais eficiente dos recursos e dos resultados. "Um exemplo prático é a capacidade que temos de controlar em tempo real mais de 40 indicadores, tarefa que cabe ao Comitê de Qualidade Assistencial e que tem participação ativa do Conselho de Administração do Grupo". A agilidade no atendimento, com redução de burocracias em todo o processo, são outros diferenciais que permitiram que a empresa fosse uma das primeiras e mais ágeis a implantar a telemedicina. Os números comprovam a relevância da operação. Atualmente, segundo Souto, a Hapvida NotreDame Intermédica acumula mais de 10 milhões de atendimentos em teleconsultas, com mais de 91% de taxa de resolutividade, e nota de satisfação de 4,6 no máximo de 5 estrelas. Na força de trabalho, estão mais de 1,2 mil médicos de mais de 20 especialidades.
Responsável pela área digital da Hapvida NotreDame Intermédica, o diretor Pedro Fleury explica que a tecnologia possui papel extremamente relevante na integração de todas as operações da empresa em uma única plataforma sistêmica. Segundo o executivo, essa decisão visa a "garantir a padronização de processos e modelo de relacionamento com clientes, a integração e a sinergia de áreas de negócio, além da unificação de conceitos e indicadores de gestão".
De acordo com Fleury, o trabalho começou a ser planejado e executado imediatamente após a fusão das duas companhias. "Em 2022, nós analisamos as opções de plataforma do grupo e definimos o modelo futuro, buscando utilizar o que havia de melhor em cada operadora", afirmou.
Em 2023, as operações do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e de Minas Gerais foram integradas. Neste ano, a conclusão do processo acontece em São Paulo e Rio de Janeiro. "Ao fim do ano, teremos toda a empresa em uma plataforma única", apontou Fleury.
Em paralelo à integração, a empresa intensificou seu processo de transformação digital. Atualmente, segundo Fleury, a Hapvida NotreDame Intermédica possui a maior operação de telemedicina do Brasil com 500 mil atendimentos/mês, base de 5 milhões de apps instalados, responsáveis por mais de 65% de autosserviço, e está expandido para modelo de ecossistemas digitais, unindo toda a cadeia de saúde.
Adicionalmente, a Hapvida NotreDame Intermédica está investindo fortemente em projetos de ciência de dados com resultados concretos. "Já desenvolvemos diversos projetos para promover melhoria de automação, dar apoio à decisão médica e personalização ao tratamento do beneficiário", informou. O compromisso com a melhoria contínua da Hapvida NotreDame Intermédica enxerga, na gestão da informação, a serviço de um corpo médico qualificado, um futuro ainda mais preciso na saúde suplementar.
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A REDAÇÃO
Sociedade Albert Einstein assume gestão do Hospital de Urgências de Goiás
O governador Ronaldo Caiado assinou termo de colaboração com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein para a administração do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo). A assinatura ocorreu nesta quarta-feira (28/8), durante solenidade realizada no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia.
Além do termo, o governador anunciou investimento de R$ 100 milhões no Hugo. Deste valor, R$ 60 milhões serão destinados a obras na infraestrutura do complexo, R$ 35 milhões para a compra de equipamentos médicos, assistenciais e mobiliário e R$ 5 milhões para modernização tecnológica.
"Não tenho palavras para descrever a vinda de vocês (grupo Albert Einstein) depois de um longo embate que tivemos para poder modificar a forma de contratar entidades para gerir nossos hospitais em Goiás. Hoje vocês estão implantando o que eu chamo de novo Hugo", disse Caiado.
"Hoje é um dia muito especial porque marca o início de uma nova fase desse hospital, que é tão importante para a população goiana e que agora conta com a gestão do Einstein. Ele simboliza, portanto, um futuro que estamos construindo com o governo de Goiás, de entregar um serviço mais seguro e de qualidade para as pessoas", analisou o presidente da Sociedade Israelita Albert Einstein, Sidney, Klajner.
A diretora-geral do Hugo, Fabiana Rolla, explicou como os atendimentos continuarão enquanto as obras estiverem em andamento. "Nós temos planos de contingência desenhados para que a população seja atendida sem nenhum prejuízo nos casos de urgência e emergência e que se adiem cirurgias eletivas, eventualmente, se isso for realmente necessário para os momentos de obra". Fabiana ainda explicou que um possível remanejamento de pacientes do Hugo para outros hospitais "não é esperado".
Para o período entre 2024 e 2025, está prevista a contratação de um Plano Diretor de Infraestrutura completo que prevê, numa próxima etapa, serviço de ressonância magnética e implantação de cirurgia robótica. A partir do Plano Diretor, o governo de Goiás anunciou que aportará novos investimentos necessários para completar um novo Hugo.
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JORNAL OPÇÃO
MPGO propõe ação contra farmacêutica por fabricar medicamentos impróprios para consumo
A ação foi feita em conjunto pela 12ª Promotoria de Justiça de Goiânia e a 5ª Promotoria de Justiça de Anápolis
O Ministério Público de Goiás (MPGO) propôs ação civil pública contra a Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. por fabricação de medicamentos com alterações de odor e sabor, o que os tornaram impróprios para o consumo. A ação foi feita em conjunto pela 12ª Promotoria de Justiça de Goiânia e a 5ª Promotoria de Justiça de Anápolis.
De acordo com o MP, os medicamentos, identificados como Gastrol e Gastrol TC, foram produzidos em 2023 na fábrica da empresa em Anápolis e, posteriormente, com a identificação das alterações, recolhidos das farmácias. Na ação, o MP busca o pagamento de indenizações por danos materiais e morais aos consumidores, além de reparação pelos danos morais coletivos.
Segundo a ação civil pública, o Ministério Público de Minas Gerais encaminhou denúncia ao MPGO relatando que consumidores que adquiriram os medicamentos notaram alterações no odor e sabor. Alguns relataram, também, mal-estar após o uso dos fármacos. Por a empresa ter sede em Anápolis, o caso foi transferido ao MPGO.
A ação foi instaurada para apurar a responsabilidade da farmacêutica pela colocação de medicamentos contaminados no mercado. Os medicamentos citados na ação são indicados para o tratamento de problemas gástricos, vendidos sem necessidade de prescrição médica.
De acordo com a investigação, 91.026 unidades dos lotes contaminados foram distribuídas em todo o país, inclusive para grandes redes de farmácias. Mesmo com o recall voluntário, realizado após um tempo, a quantidade recolhida soma apenas 8.040 unidades.
Segundo o MP, as falhas na fabricação resultaram na possível contaminação microbiológica do princípio ativo hidróxido de alumínio, devido ao contato inadequado entre as embalagens primária e secundária. Mesmo que o problema não represente risco de morte, o desvio de qualidade representa risco significativo à saúde dos consumidores.
O Ministério Público também afirma que a empresa já havia enfrentado problemas, como a suspensão de nove lotes dos medicamentos Gastrol TC em 2022 e, mais recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão de quatro lotes do suplemento alimentar de Bacillus Claussi da marca Neogermina, também produzido pela Brainfarma.
A reportagem entrou em contato com a Brainfarma, mas até o fechamento desta reportagem não tivemos retorno. O espaço continuar aberto para manifestação.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
CFM diz que vai obrigar médico a declarar vínculo com farmacêuticas
74 cidades de Goiás enfrentam surto de doença diarreica aguda, diz Secretaria de Saúde
Albert Einstein assume oficialmente gestão do Hospital de Urgências de Goiás
Artigo - Reforma tributária: aumento da carga de impostos na saúde
PORTAL UOL
CFM diz que vai obrigar médico a declarar vínculo com farmacêuticas
Vínculos entre médicos e indústria no Brasil devem ser divulgados ao público Imagem: O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou uma resolução que obriga os médicos a declararem se prestam serviços para farmacêuticas e fabricantes de próteses, como palestras e pesquisas. Outros tipos de benefícios, como viagens internacionais, jantares e presentes, não precisam ser declarados. A norma deve entrar em vigor em março de 2025.
O que aconteceu - A resolução foi aprovada em 17 de agosto e deve ser anunciada pelo CFM nesta quarta (28), em coletiva de imprensa. O texto prevê regras em relação aos "vínculos e conflitos de interesse do médico com indústrias farmacêuticas, de insumos da área da saúde e equipamentos médicos".
É a primeira norma nacional que exige a transparência dos vínculos entre médicos e indústrias da saúde. Dezenas de outros países têm leis que obrigam a divulgação total dos conflitos de interesse.
Mas a regra do CFM exige apenas a menção da existência do vínculo, não a declaração dos valores recebidos. A intenção do CFM é disponibilizar as informações para consulta pública.
Além disso, a resolução engloba apenas prestação de serviços pelos médicos. Isso inclui remuneração por cursos e palestras, divulgações de produtos e pesquisa. Os médicos terão que declarar as informações ao CFM em até 60 dias após o pagamento dos serviços.
Já presentes recebidos pelos médicos, como viagens para congressos internacionais, ficaram de fora da resolução do CFM. Isso corresponde à maior parte dos recursos pagos pela indústria da saúde aos profissionais, segundo análise do UOL.
O texto inicial levado à discussão do CFM era mais ambicioso: abrangia tanto a declaração dos valores como dos presentes. Mas, durante a discussão, essas partes foram suprimidas. O tema foi levado ao CFM por Raphael Câmara, conselheiro da entidade. A inspiração veio de uma proposta de Medida Provisória apresentada por Marcelo Queiroga, então ministro da saúde, a Jair Bolsonaro, à época presidente.
A norma do CFM também prevê que os médicos deverão declarar os conflitos de interesse quando forem dar entrevistas. A norma isentou sociedades médicas de declararem vínculos com a indústria de saúde.
O CFM diz que o objetivo é evitar que "conflitos de interesse interfiram em ações" médicas. A entidade afirma também que as novas regras criam "um novo paradigma" para as relações entre médicos e indústria, sem interferir na autonomia dos profissionais.
É uma resolução histórica. A resolução pega os peixes grandes, ou seja, os médicos que ganham dinheiro diretamente da indústria - muitas vezes para elogiarem um produto, sem que a população ou outros médicos desconfiem. Além disso, a resolução vai iniciar um debate no Brasil sobre o tema.
Os pagamentos da indústria aos médicos, principalmente se não houver transparência, podem ser deletérios e, ao meu ver, interferir na conduta médica em alguns casos. O CFM mostra que está preocupado com isso e assumindo a dianteira dessa questão.Raphael Câmara, conselheiro do CFM, que apresentou o texto da resolução aprovada pela entidade
Indústria da saúde gasta milhões com médicosA indústria da saúde gasta milhões com presentes e mimos a médicos brasileiros, conforme mostrou o UOL em março, a partir da análise inédita de dados de Minas Gerais.
Minas é o único estado do país que obriga a divulgação de pagamentos e benefícios concedidos aos médicos pela indústria da saúde. As informações devem ser divulgadas anualmente à Secretaria Estadual de pelas próprias empresas e são incluídas em um banco de dados.
A análise do UOL mostra que os médicos mineiros receberam R$ 198 milhões da indústria da saúde, de 2017 a 2022 - excluindo-se financiamento de pesquisas.
A contratação de cursos e palestras - no foco da resolução do CFM - respondeu por 30% desse montante (R$ 59 milhões). Gastos com transporte e hospedagens para congressos consumiram mais R$ 64 milhões; inscrições em congressos e eventos educativos, R$ 37 milhões; refeições, R$ 31 milhões.
Dez médicos mineiros foram beneficiados com mais de R$ 1 milhão cada um. O maior valor foi para um ortopedista: R$ 2,7 milhões.
Cardiologistas, dermatologistas e endocrinologistas foram as especialidades mais patrocinadas. As empresas dizem que não trocam os pagamentos e benefícios por prescrições.
A lei mineira foi inspirada no Sunshine Act, aprovado nos Estados Unidos, em 2010, no governo de Barack Obama. Dezenas de países copiaram a iniciativa. No Brasil, projetos de lei similares estão parados no Congresso Nacional.
CFM já tentou proibir viagens, mas recuouEm 2010, o CFM tentou proibir que fabricantes de remédios e de próteses custeassem viagens de médicos a congressos. Isso corresponde à maior parte dos benefícios pagos aos profissionais de Minas Gerais (32%).
O objetivo era reduzir conflitos de interesse - como a prescrição de determinada marca de remédio ou produto de saúde para ganhar as viagens. "Nenhuma indústria farmacêutica faz atos de generosidade desinteressada", escreveu o presidente do CFM à época, o médico Roberto d'Avila.
Ao final, a ideia acabou descartada. Em vez de impedir o financiamento de viagens em geral, o CFM proibiu apenas o pagamento de viagens de lazer para médicos, bem como viagens para parentes. Viagens para participar de congressos seguiram permitidas.
Já em 2018, a Abimed, que reúne fabricantes de próteses e equipamentos de saúde, proibiu que seus associados bancassem viagens de médicos a congressos organizados por terceiros. O custeio de eventos organizados pelas próprias patrocinadoras, no entanto, continuou valendo.
A medida foi tomada após escândalos no Brasil e nos Estados Unidos envolvendo indústrias de próteses. Médicos foram descobertos recebendo comissões pelo uso de produtos ortopédicos em cirurgias, muitas desnecessárias.
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CORREIO BRAZILIENSE
74 cidades de Goiás enfrentam surto de doença diarreica aguda, diz Secretaria de Saúde
Pasta aponta rotavírus e contaminação de poços como principais causas; municípios somam mais de 12 mil casos desde junho
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que 74 municípios estão com surtos ativos de doença diarreica aguda (DDA). No total, essas cidades somaram 12.205 casos de DDA nos últimos três meses.
A doença causa a diminuição da consistência das fezes e o aumento do número de evacuações - a pessoa apresenta, no mínimo, três diarreias agudas em um período de 24 horas, de acordo com o Ministério da Saúde. Além da diarreia, ela também pode causar febre, dor abdominal, náusea e vômito.
Causas
A DDA poder ter múltiplas causas. Nos municípios de Goiás, o surto tem origem em dois agentes infecciosos: o rotavírus e a bactéria Escherichia coli.
O rotavírus é transmitido por contato de pessoa a pessoa, pela ingestão de água e alimentos contaminados, por contato com objetos contaminados e também pela propagação aérea por aerossóis.
No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacinação contra o vírus está disponível para crianças menores de um ano de idade e é uma das principais maneiras de prevenir a infecção.
Segundo a SES-GO, o Estado registrou cobertura vacinal abaixo da meta preconizada pelo ministério, que é 90% do público-alvo. Em 2023, Goiás vacinou 81,17% das crianças menores de 1 ano de idade e, em 2024, a cobertura foi de 80,62% até julho.
Além do rotavírus, a secretaria também identificou a contaminação por Escherichia coli em poços de água particulares. Depois de fechar essas estruturas irregulares, a SES-GO notificou os proprietários para que façam a regularização.
"Até o momento, apenas três amostras provenientes de solução alternativa de coleta de água foram positivas para a bactéria E. coli, todas do município de Campos Belos, e as medidas de controle sanitário já foram tomadas", afirmou a pasta em comunicado.
Junto ao monitoramento de casos, investigação das fontes de contaminação e análise de qualidade da água, a secretaria enviou insumos e medicamentos aos municípios. Agora, busca conscientizar a população sobre maneiras de prevenção da DDA.
Prevenção
A vacina contra o rotavírus humano é oral e deve ser aplicada em duas doses, uma aos dois meses e outra aos quatro meses de idade.
Além da imunização, a DDA pode ser prevenida com medidas de higiene e saneamento básico:
Em caso de sintomas de DDA, como diarreia, febre ou vômito, a orientação é buscar atendimento médico.
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A REDAÇÃO
Albert Einstein assume oficialmente gestão do Hospital de Urgências de Goiás
Depois de prestar serviços junto ao Governo de Goiás, mediante contrato emergencial, por três meses, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein assume oficialmente a administração do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo). O governador Ronaldo Caiado assina, nesta quarta-feira (28/8), o termo de colaboração com a entidade, que passa a ter vínculo regular com a Secretaria estadual de Saúde.
Na ocasião, Caiado vai anunciar investimentos para melhoria na infraestrutura da unidade hospitalar. Distribuídas em quatro fases, as intervenções vão garantir modernização de todos os espaços e ampliação de setores como Ambulatório e Pronto Socorro, além da reestruturação de leitos de UTI, reformas de centro cirúrgico e nova subestação elétrica.
Mais cedo o governador participa da abertura da Feira Internacional de Comércio Exterior do Brasil Central (Ficomex) e do II Fórum de Governadores do Brasil Central. A programação é voltada para impulsionar o comércio internacional na região Central do Brasil. Caiado preside o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC) - que mantém ações integradas à programação da Ficomex.
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MEDICINA S/A
Artigo - Reforma tributária: aumento da carga de impostos na saúde
Por Alessandro Acayaba de Toledo
Em meio a uma série de discussões no setor da saúde suplementar, mais um movimento da Câmara Legislativa deve impactar profundamente o mercado de planos de saúde. O projeto de regulamentação da reforma tributária não conseguiu resolver totalmente um problema já aventado por especialistas: a carga de impostos dedicada aos equipamentos e remédios por meio do novo imposto agregado, o IVA.
Avaliando a lei, concordo que há um ganho em relação ao texto do governo, pois agora existe uma lista de quase 400 remédios com isenção total de impostos, embora outros ainda possuam uma alíquota fixada em 60%. Embora seja uma melhoria em relação à proposta inicial, a decisão ainda apresenta problemas devido à falta de atualização. Essa defasagem pode onerar novos medicamentos, especialmente no setor oncológico, onde novas drogas são introduzidas anualmente. A preocupação é que, sem isenções abrangentes, o custo adicional seja repassado aos pacientes.
Outra questão preocupante é a criação de listas específicas para dispositivos médicos. Com mais de 100 mil equipamentos registrados na Anvisa, a defasagem dessas listas pode penalizar novos dispositivos, que enfrentariam tarifas completas. A proposta do setor é que todos os dispositivos regularizados pela Anvisa sejam incluídos na redução de 60% do IVA, exceto alguns itens específicos com redução de 100%.
A questão torna-se ainda mais crítica quando analisada sob a perspectiva da saúde suplementar. O setor já enfrenta desafios importantes, incluindo a pressão do rol exemplificativo da ANS, que exige cobertura ampla por parte dos planos de saúde. Esta exigência impõe um fardo significativo sobre as operadoras, que precisam garantir uma vasta gama de tratamentos e procedimentos para seus beneficiários. Com a reforma tributária, a adição de uma carga mais elevada sobre novos medicamentos e equipamentos médicos representaria uma pressão de custos adicional.
A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) conseguiu uma vitória parcial com a modificação que permite às empresas se creditarem pelas alíquotas pagas em planos corporativos contratados para seus funcionários. No entanto, essa medida não é suficiente para mitigar as preocupações gerais com a carga tributária adicional imposta pela reforma.
A defasagem das listas de medicamentos e equipamentos isentos de impostos e a pressão dos custos adicionais sobre novos tratamentos, podem resultar em aumentos significativos nos preços dos planos de saúde. Este cenário preocupa não apenas as operadoras, mas também os beneficiários, que poderão enfrentar reajustes em suas mensalidades ou até mesmo a redução da cobertura oferecida.
Além disso, é importante considerar que o setor de saúde suplementar já lida com diversas outras pressões regulatórias e financeiras. A introdução de uma carga tributária mais elevada sobre medicamentos e equipamentos médicos pode exacerbar ainda mais essas dificuldades. A sustentabilidade do setor depende de uma abordagem mais equilibrada e atualizada na reforma tributária, que considere as necessidades de inovação e a realidade econômica das operadoras de saúde. A falta de isenções abrangentes e a defasagem das listas de produtos isentos podem comprometer a capacidade dos planos de saúde de oferecer um serviço acessível e de qualidade a seus beneficiários.
Em resumo, a questão da lista de remédios e equipamentos médicos se torna mais uma pressão sobre a saúde suplementar, que já enfrenta uma série de desafios. A sustentabilidade do setor de saúde suplementar no Brasil exige uma atenção cuidadosa às implicações tributárias e um compromisso com a atualização constante das listas de isenção para evitar onerar ainda mais os consumidores e as operadoras de saúde.
*Alessandro Acayaba de Toledo é advogado especialista em Direito na Saúde e presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB).
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Assessoria de Comunicação
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DESTAQUES
GPTW 2024: As Melhores Empresas para Trabalhar na Área da Saúde
Névoa de fumaça em Goiás pode afetar saúde dos olhos, alerta especialista
Goiás vai receber 88 novos profissionais do programa Mais Médicos
MEDICINA S/A
GPTW 2024: As Melhores Empresas para Trabalhar na Área da Saúde
O ranking do GPTW Saúde revela as empresas que se destacam por práticas inovadoras em gestão de pessoas, sustentabilidade e qualidade de vida, confirmando tendências do mercado de trabalho e a crescente presença feminina na alta liderança.
Hoje, 26 de agosto, aconteceu a 11ª edição do prêmio Great Place to Work (GPTW) Saúde, que reconhece as melhores empresas para se trabalhar no setor de saúde. A premiação avalia práticas de gestão de pessoas, políticas corporativas e a satisfação dos colaboradores.
A cerimônia foi realizada no Tokio Marine Hall, em São Paulo, e contou com a participação de 80 empresas. Desde sua primeira edição em 2014, houve um aumento de 160% de empresas inscritas em busca deste reconhecimento.
O ranking completo das Melhores Empresas Para Trabalhar™ GPTW na Área da Saúde inclui 5 clínicas, 5 corretoras de seguro, 20 farmacêuticas, 10 farmácias e distribuidoras, 5 hospitais, 15 empresas do setor industrial e de serviços, 10 de medicina diagnóstica e 10 planos de saúde.
A região Sudeste se destacou como a mais representada, com 54 empresas premiadas, enquanto a região Norte teve a menor participação, com apenas 2 empresas. A cidade de São Paulo liderou com folga, somando 40 empresas entre as vencedoras.
ESG em foco
Entre as empresas premiadas, 28% se destacam por seus programas de sustentabilidade robustos, alinhados com padrões internacionais e demonstrando um forte compromisso com as práticas ESG. Além disso, 19 dessas empresas são signatárias do Pacto Global da ONU, uma iniciativa global da Organização das Nações Unidas que convoca empresas e organizações a aderirem a princípios fundamentais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
Essa postura não apenas fortalece a imagem dessas empresas, mas também as posiciona como líderes em transparência e gestão sustentável - qualidades cada vez mais valorizadas no cenário empresarial atual.
Perfil dos colaboradores
Nas melhores empresas para se trabalhar na área de saúde, a maioria dos colaboradores (34%) tem entre 26 e 34 anos, enquanto 33% estão na faixa etária de 35 a 44 anos. Jovens de até 25 anos representam 16%, seguidos por 13% de colaboradores entre 45 e 54 anos, e apenas 4% têm 55 anos ou mais. Em relação ao nível de escolaridade, 43% dos colaboradores concluíram o Ensino Médio ou menos, 34% possuem Ensino Superior completo, 16% têm Pós-Graduação, Mestrado ou Doutorado, e o menor percentual, 7%, está com o Ensino Superior incompleto.
Em média, a maioria dos colaboradores permanece na empresa por até 2 anos (39%), enquanto 29% permanecem de 2 a 5 anos, 17% ficam de 6 a 10 anos, 8% de 11 a 15 anos, 4% de 16 a 20 anos, e apenas 3% permanecem mais de 20 anos.
Nos últimos anos, a distribuição por gênero nessas empresas tem se mantido estável, com mulheres ocupando 61% dos postos de trabalho.
Na alta liderança, os números apresentam uma diferença significativa: 35% dos cargos são ocupados por mulheres, enquanto 65% são homens. A idade média dos CEOs é de 53 anos, com um tempo médio de permanência na empresa de 9 anos. A participação feminina entre os CEOs aumentou 10 pontos percentuais entre 2022 e 2024, atingindo 18% das posições nas empresas premiadas.
Quando questionados sobre o motivo para permanecerem em seus empregos atuais, a maioria dos colaboradores apontou oportunidades de crescimento e desenvolvimento, seguidas por qualidade de vida e alinhamento de valores.
Qualidade de vida dos colaboradores
Confirmando as tendências do mercado de trabalho, 80% das melhores empresas para se trabalhar no setor de saúde adotam o home office, e 71% oferecem horário flexível. Além disso, 94% implementaram práticas de saúde mental e bem-estar, enquanto 71% operam com uma jornada de trabalho híbrida.
No ranking GPTW Saúde 2024, 11% das empresas premiadas oferecem licença-maternidade superior aos 120 dias exigidos por lei. Em relação à licença-paternidade, cujo período mínimo legal é de 5 dias, 51% das empresas ampliaram esse benefício.
Nesta edição, 14% das empresas incentivam a prática esportiva, seja por meio de academias internas ou oferecendo reembolso por atividades físicas realizadas fora do ambiente de trabalho.
O panorama fornecido pelo GPTW traz uma série de informações e dados relevantes sobre o dia a dia nas organizações da área de saúde.
Como é feita a pesquisa?
A pesquisa do Great Place to Work (GPTW) é dividida em duas etapas principais. A primeira etapa é quantitativa, onde a empresa deve alcançar uma amostra mínima de funcionários e obter uma nota mínima de 70%. Somente após atingir esse patamar, a empresa avança para a segunda etapa, que avalia práticas organizacionais sob os Pilares For All.
Essa abordagem não só mensura a satisfação dos colaboradores, mas também analisa a equidade e a inclusão dentro das empresas. As informações demográficas coletadas são baseadas no ano anterior à pesquisa, proporcionando um retrato atualizado do ambiente de trabalho. O ranking final reflete o desempenho das empresas em ambas as fases, destacando aquelas que realmente se sobressaem em criar ótimos ambientes de trabalho.
Veja o ranking completo das Melhores Empresas Para Trabalhar da Área de Saúde
Clínicas
Pronutrir (Médias e Grandes)
Odontologia Peixoto (Pequenas)
Pepita Duran Clínica de Multiserviço e Home Care (Pequenas)
IMED Saúde (Pequenas)
Exame Analises Clinicas (Pequenas)
Corretoras de Seguros
Alper Seguros (Médias e Grandes)
D'or Consultoria Em Corretagem De Seguros E Beneficios Ltda. (Médias E Grandes)
Qualicorp (Médias E Grandes)
Shinlife Corretora De Seguros Ltda (Pequenas)
All Care Brasilía (Pequenas)
Farmacêuticas
Novo Nordisk Produção Farmacêutica do Brasil LTDA (Pequenas, Médias e Grandes)
Bristol Myers Squibb (Pequenas, Médias e Grandes)
Mundipharma Brasil Produtos Médicos e Farmacêuticos LTDA (Pequenas, Médias e Grandes)
Bayer Brasil (Pequenas, Médias e Grandes)
Novo Nordisk (Pequenas, Médias e Grandes)
Supera Farma Laboratorios S.A (Pequenas, Médias e Grandes)
Astellas Farma Brasil Importacao E Distribuicao De Medicamentos Ltda. (Pequenas, Médias e Grandes)
Eurofarma Laboratórios S/A (Pequenas, Médias e Grandes)
AstraZeneca (Pequenas, Médias e Grandes)
Boehringer Ingelheim (Pequenas, Médias e Grandes)
Laboratórios Servier do Brasil (Pequenas, Médias e Grandes)
Libbs (Pequenas, Médias E Grandes)
Ofta Vision Health (Pequenas, Médias E Grandes)
Lundbeck Brasil Ltda (Pequenas, Médias E Grandes)
Galderma (Pequenas, Médias E Grandes)
Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda (Pequenas, Médias E Grandes)
Chiesi Farmaceutica Ltda (Pequenas, Médias E Grandes)
Biofarm Química E Farmacêutica Ltda. (Pequenas, Médias E Grandes)
Dr. Reddy's Farmacêufica Do Brasil Ltda (Pequenas, Médias E Grandes)
Herbarium Laboratorio Botanico Ltda (Pequenas, Médias E Grandes)
Farmácias e Distribuidoras
Arthrex Brasil (Médias E Grandes)
4bio Medicamentos (Médias E Grandes)
Henry Schein Brazil (Médias E Grandes)
Grupo Dpsp (Médias E Grandes)
Farmácia Artesanal (Médias E Grandes)
Ultra Medka Produtos Para Saúde (Pequenas)
Otima Distribuidora (Pequenas)
Importek Brasil (Pequenas)
Saga Medical (Pequenas)
Sellene Medicamentos (Pequenas)
Hospitais
Hospital Santa Catarina De Blumenau (Médias E Grandes)
Hospital Albert Einstein (Médias e Grandes)
Real Hospital Portugues De Beneficencia Em Pernambuco (Médias E Grandes)
Aacd Ibirapuera (Médias e Grandes)
Hospital de Olhos do Norte de Minas (Pequenas)
Indústria e Serviços
Stratiner (Médias e Grandes)
ConvaTec Brasil (Médias e Grandes)
Shift Consultoria e Sistemas (Médias e Grandes)
Biomedical Produtos Cientif Medicos E Hospitalares Ltda (Médias e Grandes)
Opy Healthcare Gestão de Ativos e Investimentos S.A. (Médias e Grandes)
Messer Gases Brasil (Médias e Grandes)
Haytek (Médias e Grandes)
Schuster Comercio De Equipamentos Odontologicos LtdA (Médias e Grandes)
Espaçolaser (Médias e Grandes)
Sorocaps (Médias e Grandes)
Buckminster Quimica Ltda (Pequenas)
Contourline Equipamentos (Pequenas)
Four Importação e Distribuição Ltda (Pequenas)
Colorcon Do Brasil Ltda (Pequenas)
Polydrogas (Pequenas)
Medicina Diagnóstica
Grupo Sabin (Médias e Grandes)
Laboratório Vicente Lemos (Médias e Grandes)
Maxipas Empresanal (Médias e Grandes)
Med Mais Soluções em Serviços Especiais LTDA (Médias e Grandes)
AGIR (Médias e Grandes)
Laboratório Fleming (Pequenas)
Euroimmun Brasil Medicina Diagnóstica (Pequenas)
Telelaudo (Pequenas)
Grupo Kovalent (Pequenas)
QIAGEN (Pequenas)
Planos de Saúde
Unimed Sul Capixaba (Médias e Grandes)
Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Médias e Grandes)
Unimed Litoral Sul/RS (Médias e Grandes)
Unimed Fortaleza (Médias e Grandes)
Cemig Saúde (Médias e Grandes)
AllCare - Gestão de Saúde (Médias e Grandes)
Bradesco Seguros (Médias e Grandes)
Afrafep Saúde (Pequenas)
You Saude (Pequenas)
Uniodonto Porto Alegre Cooperativa Odontologica Ltda (Pequenas)
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O HOJE
Névoa de fumaça em Goiás pode afetar saúde dos olhos, alerta especialista
De acordo com o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), a nuvem de fumaça deve durar pelos próximos dois dias
Desde o último domingo (25) que Goiás sofre com uma nuvem de fumaça que afeta principalmente os moradores da capital. De acordo com o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), a situação deve durar pelos próximos dois dias.
Ainda segundo o órgão, a nuvem de fumaça ocorreu devido ao avanço de uma frente fria que se formou no sábado, além da combinação de ventos que transportam a fumaça das queimadas no país, especialmente no Centro-Oeste.
O evento que causou transtornos no Aeroporto da capital que precisou cancelar voos devido à baixa visibilidade, também ameaça a saúde dos olhos. Rodrigo Ximenes, oftalmologista alerta sobre os riscos da nuvem de fumaça que os moradores enfrentam.
Em entrevista ao jornal O HOJE, o oftalmologista discutiu os impactos dessa condição atmosférica na saúde ocular e forneceu orientações para lidar com os sintomas associados. A chegada da poeira e da fumaça em Goiânia é uma preocupação significativa para a saúde ocular, segundo o especialista.
“A população goiana tem acordado com o ar carregado e a poeira em suspensão, que é um reflexo do tempo seco que já caracteriza a região durante o ano”, destaca Ximenes. O médico alerta que esse tipo de poluição pode desencadear diversos problemas nos olhos, com sintomas que variam desde o ressecamento ocular até a sensação de corpo estranho.
Principais sintomas
Os principais sintomas incluem olho seco, vermelhidão, prurido – caracterizado pela coceira que pode surgir em diferentes pontos da pele -, lacrimejamento intenso e a sensação de que algo está dentro do olho. “Esses sintomas são causados pelo contato dos olhos com as partículas de poeira e fumaça presentes no ar”, detalha o especialista.
Ao falar sobre as precauções, o médico destaca que é importante tomar medidas imediatas para aliviar os sintomas e evitar complicações. Embora pessoas com condições oculares pré existentes, como olho seco ou outras doenças oculares, possam experimentar sintomas mais intensos, o oftalmologista esclarece que qualquer indivíduo exposto à fumaça está sujeito a desconfortos oculares.
“Os trabalhadores ao ar livre e usuários de lentes de contato devem redobrar os cuidados, utilizando equipamentos de proteção e mantendo uma boa higiene ao manusear as lentes”, alerta.
Para prevenir e tratar os sintomas iniciais, Ximenes recomenda o uso de colírios lubrificantes, como aqueles à base de hialuronato de sódio. Esses colírios ajudam a aliviar a irritação ocular causada pela poeira. No entanto, ele advertiu contra o uso de colírios à base de nafazolina, comuns em farmácias e muitas vezes utilizados para tratar sintomas semelhantes, pois podem causar efeitos rebote e agravar a irritação.
O oftalmologista também ressaltou a importância de evitar a automedicação. “Se a pessoa não tem acesso imediato ao soro fisiológico, a água corrente pode ser usada para lavar os olhos, mas é essencial buscar a orientação de um especialista.” Ele destacou que, em casos de sintomas persistentes, é crucial procurar um oftalmologista para um diagnóstico adequado.
“É importante não deixar de consultar um especialista, mesmo que os sintomas possam parecer leves inicialmente. Em alguns casos, os sintomas de irritação ocular podem mascarar condições mais sérias que podem ser agravadas pela exposição prolongada à poeira”, afirma.
De modo geral, a recomendação é tomar medidas preventivas como a lavagem dos olhos com soro fisiológico e o uso de colírios lubrificantes, e buscar atendimento especializado caso os sintomas persistam.
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A REDAÇÃO
Goiás vai receber 88 novos profissionais do programa Mais Médicos
O novo edital para o 38º ciclo do programa Mais Médicos para o Brasil ofertou 3.177 vagas e recebeu 33.014 inscrições, destacando a participação expressiva de médicos formados no país. Do total de vagas, 95% foram preenchidas por profissionais que possuem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Brasil. Os 5% restantes das vagas foram preenchidos por brasileiros formados no exterior. Ao todo, na região Centro-Oeste serão alocados 174 profissionais, desse número, 88 irão atuar em Goiás.
Dentre as inscrições, o programa registrou 3.079 somente de cotistas, representando 9,3% do total. Neste grupo, 382 candidatos (12,4%) se inscreveram para vagas destinadas a pessoas com deficiência, enquanto 2.741 (88%) optaram pelas cotas étnico-raciais.
Já a distribuição por sexo foi a seguinte: 18.782 inscrições femininas (56,9%), 14.196 masculinas (43%), e 36 que não especificaram o sexo (0,1%).
Em relação à descrição dos inscritos, o perfil 1 - que inclui médicos com CRM no Brasil - foi o mais prevalente, com 15.699 inscrições (47,5%). O perfil 2, que abrange brasileiros formados no exterior, somou 13.467 inscrições (40,8%), enquanto o perfil 3, destinado a estrangeiros formados no exterior, contou com 3.848 inscrições (11,7%).
Resultados
Das 3.177 vagas oferecidas no edital do 38º ciclo do programa, 99,9% foram preenchidas, com apenas uma vaga em São Jerônimo (RS) não ocupada. Entre os profissionais alocados, 3.005 (95%) pertencem ao perfil 1, enquanto 171 (5%) são do perfil 2. Esse resultado reflete uma mudança significativa em comparação ao 28º ciclo, quando o perfil 1 representou 84,7% das alocações e o perfil 2, 15,3%.
Em termos de autodeclaração de raça e cor, 53,9% dos selecionados se identificaram como brancos, 42,2% como negros (32,9% pardos e 9,3% pretos), 3,4% como amarelos e 0,5% como indígenas. Além disso, 425 profissionais (13,3%) utilizaram o sistema de cotas étnico-raciais, sendo 416 negros, 6 indígenas e 3 quilombolas. Entre os alocados, 129 (4%) são pessoas com deficiência (PcD).
Pela primeira vez, o quesito orientação sexual foi analisado. A maioria, 85,3%, se identifica como heterossexual, enquanto 5% se declaram homossexuais, 1,7% bissexuais, 0,2% indicam outra orientação, 0,1% se identificam como assexuais, e 7,7% preferiram não informar.
Melhorias
O governo federal retomou o Mais Médicos em 2023 para garantir atendimento médico principalmente em regiões de vazios assistenciais, além de trazer aos profissionais oportunidade de qualificação e aperfeiçoamento em saúde da família e comunidade, com incentivos e benefícios para atuação em áreas mais vulneráveis.
Desde o ano passado, eles têm a possibilidade de fazer especialização e mestrado por meio da Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde, que integra os programas de formação, provimento e educação pelo trabalho no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
O número de profissionais do Mais Médicos em atividade aumentou 93,83% desde o início do governo Lula — de janeiro de 2023 até junho de 2024. Atualmente, 24.894 médicos e médicas atendem em todo o Brasil. São 12.051 a mais que o registrado em dezembro de 2022.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Cirurgia salva a vida de criança com doença rara
Menina de 5 anos morre durante atendimento em unidade de saúde, e família denuncia negligência
Doctoralia inicia coleta de respostas para o Panorama das Clínicas e Hospitais 2025
Mater Dei inaugura hospital com investimentos de R$ 200 milhões
Ministério da Saúde passa a utilizar o sistema de indicadores hospitalares da ANAHP
TV SERRA DOURADA
Cirurgia salva a vida de criança com doença rara
https://www.youtube.com/watch?v=_x-_jzHV3A4
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PORTAL G1
Menina de 5 anos morre durante atendimento em unidade de saúde, e família denuncia negligência
Após machucar o pé durante brincadeira, Maria Laura foi levada quatro vezes ao ambulatório num intervalo de dois dias, e parentes suspeitam que ela teve reação alérgica a medicamento. Caso é investigado pela polícia.
Por Augusto Sobrinho, g1 Goiás
Uma menina de 5 anos morreu durante um atendimento em um ambulatório, em Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia. A família de Maria Laura acredita que ela teve uma reação alérgica a um medicamento aplicado no bumbum e denuncia negligência do hospital durante o socorro. O caso é investigado pela Polícia Civil.
“Eu vi minha neta morrendo, agonizando de dor e sem conseguir respirar. Eu não podia fazer nada e eles não estavam nem aí, não faziam nada”, desabafou Antônio Damião, avô da menina.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Guapó lamentou a morte de Maria Laura e disse que os profissionais do Ambulatório 24 horas adotaram as medidas previstas nos protocolos clínicos para o caso. Informou ainda que está à disposição das autoridades para esclarecer as causas da morte.
Maria Laura morreu na quarta-feira (21). Num intervalo de dois dias, ela foi levada quatro vezes ao ambulatório, segundo a família.
Primeiros atendimentos
Ao g1, a tia da menina, Suelen Sousa, contou que, na tarde de segunda-feira (19), Maria Laura caiu e machucou o pé durante uma brincadeira. “Ela não reclamou de dor na hora, mas à noite ela vomitou e, por volta das 21h, a mãe dela procurou o ambulatório para ver o que era”, disse.
Segundo a tia, neste primeiro atendimento, o médico receitou a menina com soro e, como ela não estava reclamando de dor no pé, a mandou para casa.
“Durante à noite, ela reclamou de muita dor e estava com o pé inchado e roxo. Pela manhã de terça-feira (20), ela voltou no hospital”, disse.
Aplicação da injeção
Suelen relatou que, no segundo atendimento, a médica passou um ibuprofeno e dipirona por via oral e pediu para ela voltasse no dia seguinte para fazer o Raio-X do pé. Segundo ela, a menina voltou na quarta-feira (21), fez o exame e a profissional verificou que não havia quebrado.
“Como ela estava sentindo muita dor, minha irmã pediu um remédio, e a médica aplicou um remédio no bumbum da Maria”, detalhou a tia.
Ao g1, a família disse que a equipe do ambulatório não informou qual remédio seria aplicado e que não teve acesso ao prontuário ou receita. Além disso, afirmou que Maria Laura nunca teve reação alérgica a medicamentos e informou que a médica perguntou sobre isso antes da aplicação.
“Ela sempre tomou as coisas e nunca deu nada”, afirmou Jéssica Sousa, mãe da menina.
Suspeita de reação alérgica
Segundo a família, após a aplicação do remédio no bumbum, a médica deu alta para Maria Laura. “Ela voltou para casa e foi muito rápido. Meia hora depois ela começou a ficar com o corpo todo empolado e a perna roxa. Então, a minha irmã [mãe da menina] correu para o ambulatório”, disse.
Suelen contou que, quando chegou à unidade, Maria Laura foi internada e as equipes colocaram um aparelho de oxigênio para ajudá-la a respirar. Segundo a tia, os médicos pediram a transferência da menina para um hospital em Goiânia e, neste momento, o avô chegou para acompanhá-la.
“Quando cheguei, minha neta estava na maca tomando soro e com a máscara de oxigênio. Eu falava que ela estava com falta de ar e eles não faziam nada. Ela reclamando de dor e eu sem poder fazer nada. Eu precisava segurar a máscara para o oxigênio não vazar” relatou Antônio.
Desesperado, Antônio disse que começou a rezar e pediu para que Maria Laura o acompanhasse na oração.
“Ela só perguntou se o papai do céu iria cuidar dela”, conta.
O avô contou que pedia para os médicos fazerem algo pela menina, que estava piorando.
“A pressão dela foi caindo e, quando a ambulância chegou, eles levaram ela sem aparelho nenhum e nem a máscara, e ela morreu”, contou.
Maria Laura morreu na noite de quarta-feira. A família acredita que ela teve uma reação alérgica ao remédio aplicado no bumbum. Segundo o avô, no atestado de óbito colocaram a morte de Maria Laura como morte natural, mas, para a família, não é.
“É uma dor pior do que perder um pai ou uma mãe. Ver minha neta morrer e não poder fazer nada, sem ninguém fazer nada, foi negligência”, finalizou Antônio.
O g1 questionou a Secretaria de Saúde de Guapó por mensagens e ligações sobre qual remédio foi aplicado no bumbum da menina, mas pediram para falar com a diretora do ambulatório. Questionada sobre isso, a responsável reforçou a nota enviada e pediu para falar com a Polícia Civil (PC).
Investigação
O delegado André Veloso, que investiga o caso, informou ao g1 que solicitou todas as documentações referentes ao atendimento médico oferecido à Maria Laura. Também informou que intimou os profissionais que tiveram contato com a criança e, em breve, ouvirá a família da menina.
O delegado complementou que foram solicitados exames complementares para verificar a causa da morte da menina. Segundo Veloso, o laudo deve ficar pronto em até 45 dias.
"Está sendo investigado se houve algum tipo de omissão de socorro ou negligência hospitalar", disse Veloso.
Íntegra da nota da Secretaria Municipal de Saúde
A Secretaria de Saúde lamenta informar o óbito registrado em 21/08/2024 da criança M.L.O.S cinco anos. A criança foi recebida no Ambulatório 24 horas em estado grave, momento em que os profissionais adotaram medidas previstas nos protocolos clínicos para o caso, buscando salvar a vida da criança. Registra-se que toda a equipe agiu sensibilizada, empenhada e comprometida a solucionar o caso.
Por fim a equipe médica, assistencial e de direção do Ambulatório 24 horas encontram - se à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários a elucidar as causas do óbito, causa essa que será investigada pelo IML. A secretaria de saúde se solidariza com a família nessa momento de dor ressaltando o atendimento imediato para casos graves como esse sempre de acordo com o alto grau de responsabilidade da instituição.
Íntegra da nota da PCGO
Em luto, todos os servidores da Delegacia de Guapó, com os corações profundamente entristecidos, tomaram conhecimento, na noite de ontem, do falecimento da criança M.L.O.S., de apenas 5 anos de idade.
Ressaltamos que, imediatamente, foi confeccionado um Registro de Atendimento Integrado (RAI) N 37409277, sendo logo em seguida solicitadas as perícias médicas legais para apurar a morte de M.L.O.S.
Além disso, a Delegacia de Polícia Civil de Guapó solicitou todas as documentações referentes ao atendimento médico oferecido à criança. Em ato contínuo, estão sendo realizadas diligências para intimar os profissionais que tiveram contato com a criança e todos os familiares.
Visa-se verificar se o atendimento foi de acordo com o previsto pelo Protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Conselho Federal de Medicina.
A Prefeitura Municipal de Guapó, a Secretaria de Saúde de Guapó e todos os servidores estão colaborando para que, o mais breve possível, tudo seja esclarecido e possamos chegar a uma conclusão e esclarecer o caso perante a sociedade.
Por fim, não temos palavras para expressar nosso pesar e tristeza. Que vocês, familiares e amigos, encontrem paz, conforto e o amor de que precisam nos próximos dias.
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MEDICINA S/A
Doctoralia inicia coleta de respostas para o Panorama das Clínicas e Hospitais 2025
5ª edição do projeto tem objetivo de mapear o mercado no Brasil, levantando dados para gestores de clínicas, hospitais, laboratórios e centros de diagnóstico.
O setor da saúde tem passado por grandes transformações ano após ano, impulsionadas pelo avanço de novas tecnologias, pela evolução da prática médica e, principalmente, pela mudança de comportamento dos pacientes, que estão cada vez mais digitais e conectados. Diante desse cenário, é essencial que os profissionais da área tenham acesso a estudos de mercado que ofereçam dados relevantes e gerem insights valiosos, para que se mantenham constantemente atualizados.
Pensando nisso, a Doctoralia publica anualmente o Panorama das Clínicas e Hospitais, apresentando uma visão abrangente e detalhada do cenário atual da saúde.
Esse estudo identifica as principais tendências do setor e oferece informações estratégicas, permitindo que gestores e administradores aprimorem seus resultados e tomem decisões embasadas em análises precisas.
A 5ª edição da pesquisa é elaborada em parceria com grandes nomes do setor da saúde, como Feegow, TuoTempo, Memed, Neo, Patient Centricity Consulting e Dr. Fisiologia.
O estudo aborda questões relevantes que refletem os desafios atuais do setor. Dentre os principais temas, destacam-se:
Estratégias de marketing adotadas por clínicas e hospitais;
Particularidades na gestão de negócios;
Uso de soluções tecnológicas;
Nível de maturidade digital;
Principais tendências para os próximos anos.
“Os dados gerados no relatório são extremamente valiosos para o nosso setor. Por meio deles, é possível compreender as principais dificuldades enfrentadas pelas clínicas e hospitais e mapear as tendências para os próximos anos. Além disso, o material é projetado para apoiar executivos e gestores de clínicas e hospitais na melhoria de suas práticas, contribuindo diretamente para uma experiência do paciente mais humana e uma operação mais eficiente”, afirma José Maurício, COO da Doctoralia.
Além de receber os resultados do estudo em primeira mão, os respondentes do questionário concorrem a uma Echo Show (smart display com Alexa); um Kindle e ao livro “Experiência do Paciente – Como criar, implementar e gerir bem um Programa de Excelência em Experiência de Pacientes”, escrito por Kelly Rodrigues, fundadora da Patient Centricity Consulting.
O prazo para a coleta de respostas vai até 15 de setembro e o lançamento do material completo será em dezembro.
Protagonize uma das principais pesquisas de saúde no Brasil! Responda o questionário e compartilhe o link com seus colegas clicando aqui ou acesse: https://bit.ly/3WNqBCS
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Mater Dei inaugura hospital com investimentos de R$ 200 milhões
A Rede Mater Dei de Saúde inaugura amanhã (23) uma nova unidade em Minas Gerais: o Hospital Mater Dei Nova Lima, no município de mesmo nome. O hospital recebeu investimentos da ordem de R$ 200 milhões e tem capacidade de atender em mais de 40 especialidades médicas. Com 117 leitos no total, o hospital terá atendimento geral e resolutivo.
Um dos diferenciais da unidade é o Núcleo Especializado em Medicina Esportiva e Medicina Preventiva, com equipe de ortopedia 24 horas. “Todos os serviços ofertados nas unidades Mater Dei de Belo Horizonte – Santo Agostinho e Contorno -, incluindo unidades de terapia intensiva (UTI) adulta e pediátrica 24h, e serviços obstétrico e de maternidade especiais, estarão disponíveis em Nova Lima. Além disso, a nova unidade terá o atendimento de médicos renomados e uma equipe hospitalar qualificada, para cuidar dos pacientes e seus familiares com o mesmo jeito especial de oferecer cuidados médicos que a rede carrega há 44 anos e que os usuários Mater Dei já conhecem. Estamos orgulhosos em inaugurar esta nova unidade para os mineiros”, enfatiza a médica Flávia Mendes Lima Freire, gestora da nova unidade hospitalar.
No centro médico, o serviço de medicina diagnóstica contará com ressonância magnética, tomografia computadorizada, endoscopia, colonoscopia, ultrassonografia e exames cardiovasculares. Com ênfase na saúde da mulher, a unidade oferecerá ultrassom ginecológico e densitometria óssea.
Estrutura
A unidade de saúde foi construída seguindo normas e um alto padrão de arquitetura hospitalar para oferecer aos usuários uma experiência de conforto, segurança e atendimento de alta qualidade com processos hospitalares verificados e certificados internacionalmente. A edificação ocupa uma área total de 21 mil metros quadrados e foi construída com a técnica de retrofit, para requalificação da estrutura já existente, com o uso de metal, concreto e fibra de carbono. A unidade é considerada premium, por utilizar modernas técnicas de arquitetura, com acabamentos especiais para o ambiente hospitalar.
“Buscamos adotar processos construtivos modernos, priorizando acabamentos arquitetura e disposição interna dos espaços para que o paciente se sinta em um ambiente acolhedor, com privacidade. Teremos leitos completamente diferenciados, com áreas separadas para acompanhantes, garantindo maior privacidade ao paciente. Além disso, alguns quartos terão varanda, pois sabemos que a interação com o ambiente externo e plantas traz maior conforto e ajuda na recuperação”, comenta José Henrique Dias Salvador, CEO da Rede Mater Dei de Saúde.
A nova unidade conta com cerca de mil colaboradores – entre enfermeiros, nutricionistas, técnicos e pessoal administrativo, além de médicos e fisioterapeutas. Esses profissionais, grande parte de Nova Lima, atuarão em conjunto com os cerca de 3 mil médicos que integram o hub Mater Dei BH.
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Ministério da Saúde passa a utilizar o sistema de indicadores hospitalares da ANAHP
A ministra Nísia Trindade assinou o termo de cooperação com a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) a partir do qual os hospitais públicos federais poderão monitorar e comparar seus resultados com os dos hospitais privados utilizando a plataforma criada pela entidade há 21 anos.
Desde sua fundação, a Anahp defende que é impossível prestar serviços de qualidade dentro dos hospitais se eles não acompanham e não medem os resultados do que fazem. Por isso, desenvolveu o Sistema de Indicadores Hospitalares, que hoje conta com 265 indicadores distribuídos nas áreas: assistenciais, gestão de pessoas, econômico-financeira, sustentabilidade, TI e engenharia clínica. Atualmente, 184 hospitais estão no sistema, sendo 36 da rede pública.
O uso de indicadores e desse sistema tem trazido benefícios significativos aos hospitais. Além de cada instituição ter acesso a relatórios individuais para avaliação de seus próprios resultados, também é possível fazer comparações com hospitais com características estruturais similares e que também utilizam a plataforma.
O desejo da Associação sempre foi que esses benefícios ultrapassassem o setor privado, beneficiando ao sistema de saúde brasileiro como um todo. Por isso, foi oferecido gratuitamente ao Ministério da Saúde que os hospitais públicos também passem a utilizar o Sistema de Indicadores Hospitalares Anahp.
Com o termo de cooperação assinado, um maior número de hospitais públicos poderá incluir seus dados no sistema, comparar indicadores e resultados e, acima de tudo, traçar uma rota de crescimento e aprimoramento do atendimento prestado ao paciente, prezando pela qualidade. “Este acordo se traduzirá em iniciativas importantes para os setores público e privado, pois há vários desafios comuns entre eles”, afirmou a ministra. Ela relatou a iniciativa da Anahp em procurar o Ministério e gratuitamente ceder o uso da plataforma com o objetivo de colaborar na melhoria da qualidade dos hospitais públicos.
“Não é do interesse da Anahp que somente hospitais privados tenham meios para alcançar a excelência nos serviços prestados à população, porque entendemos que o sistema de saúde é um só e todos ganham quando há aprimoramento do cuidado. Esse convênio com o Ministério da Saúde é um grande passo para continuarmos a contribuir com o setor público, com o SUS, e ajudarmos a melhorar cada vez mais a qualidade da assistência prestada aos brasileiros”, reforça Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da Associação.
Além do uso da plataforma, a parceria também inclui outras iniciativas que visam a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro, por meio de ações conjuntas que permitirão lançar luz à importância do complexo econômico industrial da saúde; promover o compartilhamento de experiências sobre a judicialização no setor; além de divulgar e viabilizar a discussão de possíveis parcerias público-privadas para estratégias nacionais do Ministério da Saúde, buscando a ampliação e qualificação do cuidado prestado ao paciente, como por exemplo, o Programa Mais Acesso a Especialistas – PMAE.
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Assessoria de Comunicação
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DESTAQUES
Ministra da Saúde anuncia primeiras informações sobre regulamentação da lei que reajusta anualmente a Tabela SUS
Médicas da Clínica São Marcelo publicam artigo “Mídias sociais para radiologistas: oportunidades e desafios” na revista norte-americana Abdominal Radiology
Mpox pode causar cegueira. Saiba como a doença afeta os olhos
Graduação Médica em risco: proliferam cursos irregulares
Usuários dizem que planos continuam com rescisões mesmo após acordo
95% das novas vagas do Mais Médicos são ocupadas por formados no Brasil
Criança morre após tomar medicação em ambulatório de Guapó
PORTAL G7
Ministra da Saúde anuncia primeiras informações sobre regulamentação da lei que reajusta anualmente a Tabela SUS
A plateia de quase mil participantes do 32º Congresso Nacional das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos, em Brasília, ouviu atentamente da ministra da Saúde, Nísia Trindade, as primeiras informações acerca da regulamentação da lei nº 14.820/2024, que determina a revisão, no mês de dezembro de cada ano, dos valores de remuneração dos serviços que os hospitais prestam em favor do SUS (Sistema Único de Saúde). Nísia participou da cerimônia de encerramento do evento, que também teve a presença do secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, que palestrou no painel "Ações e Caminhos para a Transformação do SUS".
"Visando ampliar a co-participação da gestão e do custeio da atenção especializada, o Ministério da Saúde propôs a criação de uma estratégia de incremento da remuneração dos serviços e dos salários prestados pelas entidades filantrópicas e sem fins lucrativos, em sinergia com o programa Mais Acesso aos Especialistas. Para a implementação da Lei nº 14.820, definimos e apresentamos aqui esta estratégia, que totalizará R$ 1 bilhão, com dois componentes", iniciou. "O primeiro componente é a aplicação do percentual de 3,5% sobre o valor anual da gestão e do custeio da atenção especializada dos estabelecimentos filantrópicos e sem fins lucrativos, aprovada pelos gestores estaduais e municipais, e registrada nos sistemas de informação ambulatoriais e hospitalares. Esse componente perfaz o montante de R$ 593,4 milhões, a ser distribuído entre esses estabelecimentos, de forma proporcional ao percentual atual do custeio da atividade", explicou.
Segundo a ministra, o segundo componente é o reajuste dos valores e dos procedimentos da Tabela SUS, das especialidades de cirurgia vascular, oncológica, ortopédica, consideradas estratégicas para o programa Mais Acesso aos Especialistas. "Esse reajuste proporcionará um aumento médio de mais de 320% a esses três procedimentos, incluindo correção de valores da OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais), utilizados de até 500%. Esse componente totaliza, assim, um montante de R$ 46,9milhões", falou. "Dessa forma, então, totalizaremos R$ 1 bilhão nesses dois componentes, buscando atender o conjunto do setor e, ao mesmo tempo, reforçar uma política tão importante para o sistema de saúde, para a saúde das brasileiras e dos brasileiros", completou.
A ministra da Saúde finalizou, colocando a pasta à disposição das federações das entidades filantrópicas. "O SUS fortalecido significa o setor de Santas Casas e hospitais filantrópicos fortalecidos em benefício do SUS e em benefício do nosso país", concluiu.
Em três dias, 1.400 pessoas participaram da programação do Congresso, cuja abertura, no dia 13, foi marcada pela presença de autoridades, como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além dos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, respectivamente, e da ministra da Saúde, Nísia Trindade, em jantar de confraternização.
"Trazer ao nosso evento as maiores autoridades de cada poder constituído em nosso país é inédito, é de importância imensurável. Poucos eventos de todas os setores produtivos dificilmente conquistam esse feito e isso é reflexo da valorização do trabalho de cada federação de Santas Casas, de cada gestor hospitalar, de cada equipamento de saúde e sua importância para a vida dos brasileiros", salientou o presidente da CMB, Mirocles Véras.
Projeto de lei
No início da noite de quarta-feira (14), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei complementar 57/22, de autoria do deputado Antonio Brito, que cria conta-corrente específica para repasses federais e de emendas parlamentares direcionados a prestadores privados de serviços no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, a matéria será enviada ao Senado.
O ato foi resultado da mobilização da CMB e do setor filantrópico no dia 13 de agosto, na Câmara dos Deputados, que levou o pedido de aprovação da matéria.
"Mais uma vitória das Santas Casas e hospitais filantrópicos, evidenciando a força das nossas instituições, que configuram a maior rede hospitalar do país", ressaltou o presidente da CMB, após a votação.
A proposta altera a lei sobre aplicações mínimas em saúde pública (Lei Complementar 141/12). Com a mudança, prestadores privados desses serviços, inclusive, sem fins lucrativos, como as Santas Casas, poderão receber diretamente os recursos de transferências regulares, automáticas e obrigatórias ("emendas Pix") sem a necessidade de passarem antes pela prefeitura ou governo estadual da localidade.
A ação deve melhorar a transparência e eficiência, já que a conta específica acelera e facilita a execução dos recursos.
O relator na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), deputado Luiz Gastão, ressaltou a magnitude da atuação dos hospitais filantrópicos. "São quase 3 mil estabelecimentos de saúde filantrópicos que prestam serviço ao SUS, sendo responsáveis por quase 42% das internações de média e alta complexidade. Em 911 municípios, a assistência hospitalar é realizada unicamente por essas unidades", falou.
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CONGRESSO NEWS
Médicas da Clínica São Marcelo publicam artigo “Mídias sociais para radiologistas: oportunidades e desafios” na revista norte-americana Abdominal Radiology
As três médicas, duas delas goianas, são coautoras do artigo publicado na edição de agosto
A importância do uso das redes sociais para a informação de médicos e pacientes é inegável. Hoje, muitos profissionais e leigos recorrem a sites de busca, Instagram, Facebook, LinkedIn e outras redes para atualizar conhecimentos, obter informações e interagir com colegas ou outros pacientes.
Mas, quando se trata de cuidados com a saúde, essa interação não é isenta de desafios e apresenta algumas armadilhas. O tema foi abordado no artigo científico “Mídias sociais para radiologistas: oportunidades e desafios”, que tem a coautoria das médicas goianas Marcela Caetano Vilela Lauar e Gabriela Caetano Vilela Lauar, e foi publicado na edição de agosto da revista norte-americana “Abdominal Radiology”.
Assinado também pelas médicas Cinthia Callegari Barbisan, Aline Campos Oliveira Mello, Carla Cristina Teixeira Polimeni Benetti, Kamila Seidel Albuquerque e Luciana Pardini Chamié, o artigo ressalta que radiologistas podem usar as redes sociais para aprender, educar outras pessoas, formar novos relacionamentos com colegas, ajudar na pesquisa e divulgar seu trabalho acadêmico para o avanço profissional. Mas, devem ficar atentos à responsabilidade de garantir que as postagens sejam éticas e respeitem os princípios científicos.
Marcela Caetano Vilela Lauar, Gabriela Caetano Vilela Lauar e Cinthia Callegari Barbisan integram o corpo clínico da Clínica São Marcelo.
As autoras enfocaram várias questões críticas que comprometem a confiabilidade e a eficácia das mídias sociais como recurso profissional de saúde, especialmente na área de radiologia, e discutiram possíveis soluções e dicas para facilitar o uso desta valiosa ferramenta de maneira confiável e a favor dos médicos.
O artigo completo está disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s00261-024-04528-w
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METRÓPOLES
Mpox pode causar cegueira. Saiba como a doença afeta os olhos
Bruno Bucis
Sintomas da doença nos olhos costumam ser mais duradouros do que os da pele, alertam oftalmologistas
Além das lesões que a mpox causa na pele, a doença também pode atingir as mucosas, gerando complicações graves e dolorosas. Entre elas, existe a possibilidade de a doença atingir os olhos, levando à perda da visão.
A evolução sem controle da doença produz danos na superfície conjuntiva. Os olhos costumam ser afetados pela progressão quando a doença se espalha na pele do rosto ou quando os pacientes coçam as feridas e, em seguida, colocam as mãos nos olhos.
Caso o vírus da mpox alcance os olhos, as partes mais afetadas são as pálpebras e a superfície ocular. Uma vez que ocorre a contaminação, o vírus encontra um ambiente propício para se proliferar e se manter ativo, segundo alertam os oftalmologistas.
"Na pele, o desfecho mais comum da mpox é que as lesões apareçam e, em um prazo de duas a quatro semanas, elas sejam controladas. Nos olhos, os estudos realizados durante a primeira onda da doença, em 2022, indicaram que os vírus podem ficar ativos por mais de quatro meses, causando não só as lesões, mas mantendo também a transmissibilidade", aponta a oftalmologista Luciana Peixoto Finamor, da Clínica de Olhos Moacir Cunha, do Grupo Fleury, em São Paulo.
Ela é autora líder de um estudo publicado em junho no International Journal of Infectious Diseases sobre as consequências oculares da mpox. A pesquisa se dedicou a estudar os casos de cinco pacientes paulistanos que tiveram mpox no surto de 2022.
Os cinco tiveram ceratite, uma inflamação aguda da córnea por pelo menos dois meses. Em três casos, as lesões afetaram a parte interna dos olhos. Os sintomas só foram controlados com o uso do anti-viral tecovirimat, que foi usado de forma experimental durante o surto.
Como a mpox afeta os olhos?
De acordo com as informações produzidas no primeiro surto, um a cada dez infectados tem sintomas oculares. A infecção nos olhos surge apenas em pacientes com quadro especialmente agudo. Os sinais aparecem quando a doença já aparenta estar mais controlada no corpo, com as lesões da pele mais cicatrizadas.
Os pacientes afetados ficam com os olhos irritados, têm febre, dor ocular e sensibilidade à luz. Alguns podem ter apenas uma irritação inespecífica, como uma conjuntivite viral. No entanto, caso a córnea seja atingida, quando a ferida se torna mais profunda, há uma sensação de ardência e de aspereza constantes, como se houvesse areia na região.
Assim como nas lesões da pele, o olho afetado costuma se recuperar sozinho. No entanto, a cicatrização do tecido ocular aumenta a espessura do revestimento dos olhos, o que leva a um maior risco de comprometimento da visão.
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MEDICINA S/A
Graduação Médica em risco: proliferam cursos irregulares
Por Florentino Cardoso
A regulação para abertura de cursos de medicina ganhou um capítulo vergonhoso e irresponsável no Brasil. Recentemente, foi anunciada abertura de novos cursos de medicina irregulares em oito estados, além do Distrito Federal. Pretendem se estabelecer em grandes capitais brasileiras, como Fortaleza, Salvador e Manaus, e em outras cidades como Rio de Janeiro, Belford Roxo e Maricá, no Estado do Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, no Estado de Minas Gerais. Vai piorar. Cursos foram abertos fora da política educacional consagrada no país e sem respeito às devidas portarias do Ministério da Educação (MEC) e à recente decisão do STF, comprometendo significativamente a qualidade da formação Médica no Brasil, colocando em risco a saúde da população e aumentando custos na saúde. O sistema de saúde não vai aguentar e virá o colapso. A quem interessa isso?
Regulamentar cursos de medicina como estabelecido no Programa Mais Médicos e exigir portarias para seu pleno funcionamento são absolutamente essenciais para garantir a mínima qualidade na formação Médica. Essas medidas protegem a segurança dos pacientes, mantém uniformidade na formação, promovem supervisão e avaliação contínuas, incentivam a responsabilidade social das instituições de ensino e garantem desenvolvimento socioeconômico dos municípios.
Sem supervisão do MEC e sem cumprir as portarias, não há formação de qualidade e, com esses cursos irregulares à solta, a população ficará exposta à saúde de péssima qualidade. É fundamental que esses cursos "aventureiros" de medicina sejam regulamentados pelos órgãos competentes para contribuir com a qualidade na saúde do Brasil. Regulação dos cursos de medicina assegura que as instituições de ensino atendam a padrões mínimos de qualidade em termos de infraestrutura, corpo docente, currículo, recursos educacionais e disponibilidade de campos de prática para adequada formação médica. O MEC tem diretrizes específicas para criação e funcionamento de cursos de medicina, garantindo que todas as instituições sigam normas rigorosas. Por que não são cumpridas por todos?
Criar cursos ao bel prazer da irresponsabilidade, sem portaria, extrapolando vagas sem observância de disponibilidade de leitos públicos, movidos por interesses estritamente comerciais, não combina com boa formação médica. Sem portaria e supervisão contínua do MEC, alunos ficam com falhas em conhecimentos, habilidades e atitudes, que é vital para uniformizar competências entre os Médicos, fundamental para qualidade e segurança no atendimento médico do Brasil.
O MEC avalia periodicamente instituições de ensino, promovendo melhorias dos programas educacionais. Esta supervisão contínua assegura que os cursos se adaptem à inovação, necessidades e demandas da sociedade, promovendo educação médica dentro dos melhores padrões para bem atender às demandas de saúde da população. Normas não cumpridas, possibilita que esses cursos fiquem sem supervisão contínua, sem avaliação e à margem de avanços científicos e tecnológicos.
Cursos de medicina irregulares podem subverter aspectos importantes da responsabilidade social em seus currículos, como saúde pública, medicina preventiva e atenção primária. Deturpa sobremaneira a formação de médicos comprometidos com melhorias na saúde das pessoas, promovendo visão mais ampla, atual e humanista da medicina.
A credibilidade internacional da formação médica do Brasil é outro benefício significativo da regulamentação ao qual esses cursos esdrúxulos não contemplam. Cursos bem regulamentados são mais facilmente aceitos por organismos internacionais, facilitando o intercâmbio de profissionais e reconhecimento de diplomas em outros países. Há tendência de que Médicos formados em escolas não acreditadas no Brasil, não consigam candidatar-se para residência Médica ou trabalhar em alguns países do primeiro mundo.
Além de prejuízos à sociedade e à saúde, esses cursos irregulares ainda fazem outras vítimas: seus alunos. Movidos pelo sonho de tornarem-se médicos, estudantes e pais são ludibriados e prejudicados. Investem vultosos recursos e tempo, sem qualquer garantia de que os alunos receberão ensino de qualidade e muito menos se poderão de fato exercer a profissão. Corre a passos largos a possibilidade de aprovação do "Exame de Ordem" para todos os egressos de Faculdades de Medicina no Brasil, em que somente os aprovados terão registro nos Conselhos Regionais de Medicina, para poderem exercer a profissão.
É atroz e danoso o oportunismo de instituições que disseminam indiscriminadamente cursos irregulares de medicina pelo país, comprometendo a formação de qualidade e retrocedendo no que temos conquistado em termos de saúde. Devemos formar Médicos em número necessário e sempre com qualidade. A justiça deve agir com extremo rigor e ser criteriosa no sentido de exigir cumprimento das leis e normas vigentes, evitando proliferação de propostas descabidas, para mantermos bom padrão de qualidade na educação médica.
Saúde é nosso bem maior. Lutemos por ela.
*Florentino Cardoso é Cirurgião Oncológico (RQE 5934-CE) e Conselheiro Titular do Conselho Federal de Medicina. Graduou-se pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Fez Residência Médica em Cirurgia Geral (Hospital de Ipanema-RJ) e Cirurgia Oncológica (INCA-RJ). É mestre em Cirurgia pela UFC, possui formação em Economia da Saúde e Capacitação Gerencial de Dirigentes Hospitalares. Foi superintendente dos hospitais universitários da UFC (2010-2014) e diretor geral do Hospital Geral de Fortaleza (2003-2006). Presidente da Associação Médica Brasileira por dois mandatos (2011-2017) e da Confederação Médica Ibero-Latino-Americana e do Caribe (2018).
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O ESTADO ONLINE
Usuários dizem que planos continuam com rescisões mesmo após acordo
Depois de quase três meses do acordo entre a Câmara dos Deputados e planos de saúde para interromper cancelamentos unilaterais de pessoas vulneráveis, a prática continua e tem se somado a uma outra: o descredenciamento de serviços sem alternativas compatíveis. O relato é de representantes de usuários que participaram, na quarta-feira (21), de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado, solicitada pelo senador Flávio Arns (PSB/PR).
Durante o encontro virtual, mães de crianças autistas relataram que os cancelamentos unilaterais sem motivos continuam a despeito do acordo entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL), e as operadoras. É o caso do filho da médica Juliana Elvira Herdy. O adolescente tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), com nível de suporte 2, o que significa que apresenta mais desafios na comunicação e interação social.
A mãe contou que os episódios de agressividade que o filho apresentava estavam controlados com o tratamento que fazia, mas que, com o cancelamento do plano, várias terapias foram interrompidas e ele voltou a manifestar crise grave. O autista não pode ter as terapias interrompidas. Juliana afirmou que as pessoas com TEA estão hoje reféns da quase impossibilidade de portabilidade, por falta de oferta de planos equiparados e de outras burocracias envolvidas no processo.
Letícia Fantinatti de Mello, fundadora da Associação Vítimas da Mil, disse que, além dos cancelamentos, muitos usuários têm enfrentado situação ainda pior, que são os descredenciamentos de serviços em massa, sem que o plano ofereça alternativas compatíveis ao que era antes ofertado. "Descredenciam os locais e as pessoas continuam com os mesmos problemas para seguir com o tratamento. Então, eu diria que dá no mesmo [cancelar o contrato ou descredenciar serviços]", disse.
Ela relatou o caso de uma beneficiária de 76 anos, de Barueri (SP), que paga R$ 5 mil de mensalidade e que, ao precisar de pronto-socorro, descobriu que o plano, da Amil, tinha descredenciado o serviço. A unidade mais perto fica em Osasco (a 15 km de distância) ou na Liberdade, em São Paulo. Pelas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em casos de descredenciamento, o plano precisa oferecer alternativa em um raio de 8 km.
Em nota, a Amil esclarece não ser possível identificar o caso mencionado na audiência pública, porque não se tem nome ou outros dados da pessoa citada. Informa também que moradores da região de Barueri têm à disposição hospitais como Nove de Julho e Yes, entre outros, de acordo com o produto contratado.
A operadora reforça que cumpre todas as normas da ANS no que se refere à comunicação, garantia de cobertura, prazos de atendimento, distribuição geográfica e padrão de qualidade.
Na audiência pública no Senado, Vitor Hugo do Amaral Ferreira, diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, disse que o órgão notificou mais de 20 planos de saúde por abusos, mas o cenário tem se agravado. Ele afirmou também que foi solicitada ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, audiência pública para amplo debate sobre o tema. A data ainda não está definida.
Fabiane Alexandre Simão, presidente da Associação Nenhum Direito a Menos e que também é mãe de filho com autismo, criticou Lira por não abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar abusos praticados pelos planos. "É um absurdo ter um representante do povo, eleito pelo povo, sentando em cima de uma CPI que seguiu todos os ritos burocráticos, isso para mim é um atentado à democracia de direito."
A CPI foi apresentada em junho, com 310 assinaturas de deputados. A ANS também foi muito criticada durante a audiência no Senado.
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AGÊNCIA BRASIL
95% das novas vagas do Mais Médicos são ocupadas por formados no Brasil
Centro-Oeste receberá 174 profissionais
O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (22/8) que 95% das 3.177 novas vagas do programa Mais Médicos foram preenchidas por profissionais formados no Brasil. As vagas restantes, segundo a pasta, foram ocupadas por brasileiros formados no exterior.
Do total de 33.014 inscrições registradas no último ciclo do programa, 3.079 (9,3%) eram de cotistas. Nesse grupo, 382 candidatos (12,4%) se inscreveram para vagas destinadas a pessoas com deficiência e 2.741 (88%) optaram pelas cotas étnico-raciais.
Já a distribuição por sexo, de acordo com dados divulgados pelo ministério, foi a seguinte: 18.782 de inscrições femininas (56,9%), 14.196 de inscrições masculinas (43%) e 36 candidatos que não especificaram o sexo (0,1%).
Em relação à descrição dos inscritos, o perfil 1, que inclui médicos com registro no Brasil, foi o mais prevalente, com 15.699 inscrições (47,5%). O perfil 2, que abrange brasileiros formados no exterior, somou 13.467 inscrições (40,8%), enquanto o perfil 3, destinado a estrangeiros formados no exterior, contou com 3.848 inscrições (11,7%).
Resultados
Do total de vagas ofertadas no 38º ciclo, apenas uma, em São Jerônimo (RS), não foi ocupada. Entre os profissionais alocados, 3.005 (95%) pertencem ao perfil 1 e 171 (5%), ao perfil 2. “Esse resultado reflete uma mudança significativa em comparação ao 28º ciclo, quando o perfil 1 representou 84,7% das alocações e o perfil 2, 15,3%”, avaliou o ministério.
Sobre a autodeclaração de raça e cor, 53,9% dos selecionados se identificaram como brancos, 42,2% como negros (32,9% pardos e 9,3% pretos), 3,4% como amarelos e 0,5% como indígenas. Além disso, 425 profissionais (13,3%) utilizaram o sistema de cotas étnico-raciais, sendo 416 negros, seis indígenas e três quilombolas.
Entre os médicos alocados no ciclo, 129 (4%) são pessoas com deficiência.
A pasta destacou que, pela primeira vez no programa, o quesito orientação sexual foi analisado. A maioria dos profissionais alocados (85,3%) se identifica como heterossexual, enquanto 5% se declaram homossexuais; 1,7%, bissexuais; 0,2% indicaram outra orientação; 0,1% se identificam como assexuais; e 7,7% preferiram não informar.
De acordo com o ministério, os profissionais do 38º ciclo serão distribuídos nas regiões da seguinte forma:
- Nordeste: 1.104 (34,7%);
- Sudeste: 853 (26,9%);
- Sul: 664 (21%);
- Norte: 381 (12%);
- Centro-Oeste: 174 (5,4%);
Entre os estados que vão receber o maior número de profissionais estão São Paulo (457), Rio Grande do Sul (275) e Bahia (246).
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TV ANHANGUERA
Criança morre após tomar medicação em ambulatório de Guapó
https://globoplay.globo.com/v/12844484/
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Assessoria de Comunicação
Workshop Planisa – 2ª Edição Goiânia será realizado em 18 de setembro
Escrito por Administrador
Tendo como tema “Liderança e Comunicação Eficaz na Implementação da Estratégia na Saúde”, a segunda edição do Workshop Planisa acontecerá no dia 18 de setembro, das 9 às 17h30, no Oitis Hotel, em Goiânia.
Dentre os palestrantes, estão Jacqueline Lopes Rodovalho, do associado Hospital do Coração de Goiás, e Mayra Melo, do associado Hospital Santa Helena. Elas participarão da mesa-redonda “Direcionamento estratégico para o setor saúde”.
Para se inscrever, acesse: https://www.sympla.com.br/evento/workshop-planisa-2-edicao-goiania/2547002?referrer=www.google.com