Segunda, 30 Setembro 2024 06:53

CLIPPING AHPACEG 28 A 30/09/24

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Clínica de Goiânia oferece exames gratuitos e orientações sobre os cuidados com o coração

ONU contra os micróbios resistentes

Anvisa prorroga proibição sobre uso de produtos à base de fenol

Experiência humanizada: para atrair e reter é preciso conhecer o seu paciente

PUC TV

Clínica de Goiânia oferece exames gratuitos e orientações sobre os cuidados com o coração

https://www.youtube.com/watch?v=b4Khq5WPayM

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O GLOBO

ONU contra os micróbios resistentes

No dia 26 de setembro, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas foi palco da assinatura da Declaração Política da Reunião de Alto Nível sobre Resistência Antimicrobiana. Cento e noventa e dois países assinaram um termo de compromisso para lidar com o problema, considerado uma das dez mais importantes ameaças à saúde publica global pela Organização Mundial da Saúde.

Resistência antimicrobiana ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas que afetam a saúde humana deixam de responder a medicamentos que antes eram eficazes para combatê-los, comprometendo ou impedindo o tratamento, aumentando o risco de propagação de doenças e de que essas doenças evoluam para quadros graves ou morte do paciente.

Casos de resistência são muito bem documentados em bactérias multirresistentes (multi-R), que podem se tornar resistentes a diversas classes de antibióticos, deixando os médicos sem opção de tratamento. É curioso - e triste - constatar que antibióticos, juntamente com vacinas e saneamento básico, mudaram completamente o panorama das doenças infecciosas no último século, e que agora corremos o risco de voltar a ser vulneráveis a doenças que já pareciam conquistadas, se não agirmos globalmente e de forma organizada.

Estudo publicado no periódico Lancet estima que o número de mortes por bactérias multi-R pode chegar a 1,9 milhão ao ano em todo o mundo até 2050, um aumento de 67% em relação a projeção anterior, de 2021. Dados da OMS apontam que em 2019, 4,95 milhões de mortes foram associadas a infecções bacterianas resistentes a medicamentos, incluindo 1,27 milhão de mortes diretamente atribuíveis à resistência bacteriana antimicrobiana, 20% das quais foram de crianças menores de cinco anos.

Neste sentido, a declaração da ONU é muito bem- vinda, e audaciosa. Propõe reduzir o número de mortes por resistência antimicrobiana em 10% até 2030, pede investimento de US$ 100 milhões no Fundo Global de Resistência Antimicrobiana, com o intuito de garantir que ao menos 60% dos países signatários consigam elaborar planos de ação nacionais até 2030. A declaração ressalta que também é necessário investir em vacinas e saneamento básico, e no controle do uso e descarte de antibióticos de uso médico, veterinário, e na agricultura.

Mas a declaração acaba sendo pouco mais do que uma carta de boas intenções, e nem é a primeira. Existe uma declaração anterior, de 2016, que já trazia discurso e compromissos muitos parecidos.

Nestes oito anos, o que houve foi principalmente a criação de órgãos de colaboração. Claro que os órgãos precisam ser criados, e hoje temos o Grupo de Lideres Globais para Resistência Antimicrobiana, lançado em 2020, e a Secretaria Conjunta Quatripartite, composta pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, OMS, Organização Mundial de Saúde Animal e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A Secretaria Quatripartite ficou encarregada de atualizar o Plano Global de Ação sobre Resistência Antimicrobiana até 2026.

Apesar do progresso, é preocupante constatar como são parecidas as declarações de 2016 e 2024. Verbos e locuções como "reconhecemos", "admitimos", "notamos com preocupação o" e "reafirmamos" parecem clonados de uma declaração para outra. Reconhecer o problema e preocupar-se com ele são um ótimo primeiro passo, mas quando reaparecem no lugar do segundo passo, acendem um sinal de alerta.

Parece haver conscientização suficiente entre os signatários de que este é um problema global gravíssimo. E como todo problema global que depende de soluções locais coordenadas, é um tremendo desafio. Resta esperar que a declaração não fique só nas intenções, e que a próxima reunião traga resultados concretos.

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AGÊNCIA BRASIL

Anvisa prorroga proibição sobre uso de produtos à base de fenol

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União uma resolução que prorroga a proibição da fabricação, manipulação, comercialização, propaganda e do uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde em geral ou estéticos.

Em nota, a Agência informou que a nova resolução foi editada diante do término da vigência da medida cautelar publicada junho e que já proibia os produtos. À época, a decisão foi adotada após a morte de um jovem de 27 anos em São Paulo por complicações provocadas por um peeling de fenol.
 

“O caso específico do fenol continua sendo avaliado e investigado pela Anvisa, que analisa as evidências científicas disponíveis e as informações encaminhadas por entidades de classe e associações da área de saúde, em resposta às diligências realizadas pela Agência. Contudo, como esse trabalho ainda está em andamento, foi necessária a publicação da medida preventiva.”
 

Segundo o comunicado, permanecem autorizados produtos devidamente regularizados na agência “para as exatas condições de registro”, além de produtos usados em laboratórios analíticos ou de análises clínicas. A lista de produtos contendo a substância fenol em sua formulação e que estão regularizados pode ser conferida aqui.
 

Entenda

O peeling de fenol é um procedimento autorizado no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ele é indicado para tratar envelhecimento facial severo, caracterizado por rugas profundas e textura da pele consideravelmente comprometida.
 

A técnica – executada de forma correta e seguindo as orientações – traz resultados na produção de colágeno e redução significativa de rugas e manchas. A entidade, entretanto, considera o procedimento invasivo e agressivo e diz que a realização em toda a face demanda extrema cautela.
 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) defende que procedimentos estéticos invasivos como o peeling de fenol sejam realizados apenas por médicos, preferencialmente com especialização em dermatologia ou cirurgia plástica, de forma a garantir ao paciente atendimento com competência técnica e segurança.
 

Ainda de acordo com o Conselho, todo procedimento estético invasivo, mesmo realizado por médicos, deve ser realizado em ambiente preparado, com obediência às normas sanitárias e com estrutura para imediata intervenção de suporte à vida em caso de intercorrências.

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MEDICINA S/A

Experiência humanizada: para atrair e reter é preciso conhecer o seu paciente

Ebook gratuito da Doctoralia explica como usar as soluções tecnológicas para simplificar a experiência do paciente e, assim, aproximá-lo mais rapidamente do seu consultório.

As preferências do paciente enquanto consumidor de serviços de saúde mudaram bastante nos últimos anos. Diante das novidades, o setor de saúde teve que se reinventar e criar estratégias para atender a esse novo público. O termo “paciente digital”, por exemplo, surgiu devido ao avanço da tecnologia e está relacionado à pessoa que utiliza a internet para coletar informações sobre doenças e tratamentos, solucionar possíveis dúvidas, escolher profissionais, realizar agendamentos de consultas e ainda participar de lives e debates.Mas, qual o perfil dessas pessoas? Existem características em comum entre elas? 

De acordo com a pesquisa “Perfil do Paciente Digital”, feita pela Doctoralia, maior plataforma de saúde do mundo, a faixa etária predominante entre os usuários sempre foi de 25 a 34 anos, entre os períodos de 2018 a 2023, sendo que em 2018 essa taxa foi de 38%, enquanto em 2023 foi de 26,1%. Porém, houve um aumento no número de usuários mais jovens, entre 18 a 24 anos, sendo 11% em 2018 e 22,5% em 2023. Outro índice que chamou atenção foi o crescimento de pessoas da melhor idade, conhecido como os 65+, passando de 3% em 2018 para 6,1% em 2023. 

Agora, com esses dados em mãos, é possível criar estratégias assertivas para engajar esses pacientes em cada passo da sua jornada, que ocorre em oito etapas diferentes: 

Durante o agendamento e check-in da consulta, a tecnologia também tem um papel muito importante e ajuda a engajar os pacientes , pois por meio de plataformas digitais é possível enviar mensagens e lembretes, como data, horário e endereço do consultório, nome do médico e até mesmo informações que envolvem os pacientes, como tratamentos, dicas e orientações importantes e assertivas para cada caso. 

Por fim, vale destacar que essas são apenas algumas ações que humanizam a relação entre médico e paciente e permitem que o serviço seja oferecido de forma personalizada, colocando assim as pessoas no centro de toda a jornada e dando toda a atenção necessária em cada momento, a fim de melhorar a experiência e o engajamento entre todas as partes envolvidas.  

Clique aqui para fazer o download gratuito do ebook: https://pro.doctoralia.com.br/recursos-gratuitos/ebook/como-usar-a-tecnologia-para-facilitar-a-jornada-do-paciente/form?utm_source=&utm_medium=footer-banner&utm_campaign=br_doc-fac_mal_branded-content-sep

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Assessoria de Comunicação

Sexta, 27 Setembro 2024 06:57

CLIPPING AHPACEG 27/09/24

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

 

DESTAQUES

Cardiologista do CDI Premium é um dos autores de Diretriz de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética Cardiovascular

Setembro Vermelho: Ação do CDI Premium oferecerá exames e orientações sobre cuidados com a saúde do coração

Médicos e hospitais estudam como agir após STF permitir que pacientes recusem transfusões de sangue

Diretrizes curriculares nacionais da medicina

ISSO É GOIÁS

Cardiologista do CDI Premium é um dos autores de Diretriz de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética Cardiovascular

O cardiologista Leonardo Sara (CRM/GO 12.480 - RQE 7.780), da equipe CDI Premium, de Goiânia (GO), integra o grupo de médicos autores da edição 2024 da Diretriz de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética Cardiovascular, publicação da Sociedade Brasileira de Cardiologia e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia.

Este importante documento foi elaborado pelos maiores especialistas do país com o objetivo de ser uma referência para a aplicação desses métodos de diagnóstico por imagem na prática clínica.

Baseado nas mais eficientes e atuais evidências científicas, o material orienta os médicos na indicação adequada da Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética Cardiovascular, os auxiliando na tomada de decisões clínicas, nos diagnósticos, tratamentos e na melhor assistência ao paciente.

A participação de @leosara nesta iniciativa muito orgulha o CDI Premium, pois não apenas ressalta o preparo do profissional, mas também reflete a dedicação e o comprometimento de toda a nossa equipe de médicos em oferecer aos pacientes um atendimento de excelência.

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FOCO NACIONAL

Setembro Vermelho: Ação do CDI Premium oferecerá exames e orientações sobre cuidados com a saúde do coração

A cada hora, 46 brasileiros morrem vítimas de doenças cardiovasculares, como hipertensão (pressão alta), insuficiência cardíaca, ataque cardíaco, miocardite, arritmia cardíaca. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, são mais de 1 mil mortes por dia e 80% delas poderiam ser evitadas com cuidados com a saúde.

Para orientar a população sobre esses cuidados, é realizada neste mês a campanha Setembro Vermelho, que tem seu ponto alto no dia 29, Dia Mundial do Coração.

Celebrando a data, o CDI Premium, de Goiânia (GO), em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia e o apoio das empresas Omron e Tiradentes Saúde, vai promover nesta sexta-feira, 27, uma grande ação de saúde.

O evento acontecerá na sede do CDI Premium – Avenida Portugal, 496, Setor Oeste (esquina com a Rua 22) – e quem comparecer ao local poderá realizar exames de aferição de pressão arterial, eletrocardiograma (ECG) e teste de bioimpedância, além de receber orientações sobre os cuidados com a saúde do coração.

A ação começará às 8 horas e será aberta a todos os interessados.

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ESTADÃO

Médicos e hospitais estudam como agir após STF permitir que pacientes recusem transfusões de sangue


CFM e Anahp analisam a decisão para formular orientações; 'estamos felizes', diz porta-voz das Testemunhas de Jeová
Ainda não está claro para médicos e hospitais como proceder diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que pacientes adultos e capazes têm o direito de recusar transfusões sanguíneas por motivos religiosos e optar por tratamentos que não envolvam o uso de sangue.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) afirma que estuda o tema e não tem uma orientação definitiva para os médicos. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) também diz que analisa a questão e vai colocá-la em discussão com seus associados.

CFM deverá publicar um novo parecer contemplando a decisão do STF sobre a recusa de transfusões sanguíneas

A Corte analisou dois casos envolvendo Testemunhas de Jeová que tiveram sua vontade negada e, por unanimidade, decidiu pela autonomia dos pacientes. Veja aqui o que disse cada ministro.

"Estamos felizes que, em ambos os casos, o STF tenha defendido unanimemente os direitos dos pacientes de tomar decisões médicas informadas com base em suas crenças", comemora Kleber Barreto, porta-voz das Testemunhas de Jeová no Brasil, em nota divulgada na noite desta quinta-feira, 26.

Critérios

Os ministros acordaram que a recusa à transfusão precisa preencher requisitos como ser manifestada por pacientes maiores de idade, em condições de discernimento e informados sobre o diagnóstico, tratamento, riscos, benefícios e alternativas.

Como nesse cenário o paciente está consciente e não corre risco iminente, caso o médico não se sinta confortável em dispensar a transfusão sanguínea, ele pode apontar objeção de consciência e nomear um colega que aceite outras práticas. "A objeção de consciência pode ser usada desde que haja outro médico que possa fazer o atendimento ou numa situação eletiva", comenta Helena Maria Carneiro Leão, secretária do CFM e editora científica da Revista Bioética.

Nos casos de urgência e emergência, porém, há uma zona cinzenta. "Há casos de vítimas de acidente, por exemplo, que chegam inconscientes e não têm como manifestar o seu desejo, então a recomendação segue de usar a bolsa de sangue, caso haja necessidade", diz a secretária do CFM.

"Caso o paciente, um familiar ou algum documento indique que ele não deseja a transfusão, cabe à equipe médica no momento do atendimento discutir a necessidade de mais sangue, respeitando a autonomia do paciente", ressalva.

Helena afirma que, até o momento, não há nenhuma decisão judicial culpando os médicos por terem usado sangue em casos nos quais havia risco de morte. Com a decisão do STF, ela entende que isso pode mudar.

Último parecer

O CFM deverá publicar um novo parecer contemplando a decisão do STF. A expectativa, segundo Helena, é que o entendimento siga a linha do último - e ainda válido - documento sobre o tema, o parecer nº 12, de 2014.

Redigido pelo conselheiro Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, o parecer de 2014 retoma alguns valores das Testemunhas de Jeová e defende a publicação de uma resolução condizente com os avanços médicos à época.

"As Testemunhas de Jeová encaram a vida como uma dádiva de Deus e, portanto, acreditam que devem salvaguardar sua saúde. Por essa razão, não hesitam em procurar assistência médica, já que não creem nas 'curas pela fé' ou em 'curas por oração'", menciona o parecer.

O único tratamento que recusam, destaca o documento, são as transfusões de sangue, o que as leva a procurar opções de cuidado sem hemotransfusão. Em 2014, cinco hospitais brasileiros possuíam programas médicos e cirúrgicos sem transfusões de sangue.

"Sua recusa, que é bem conhecida, se deve ao seu respeito à santidade da vida expresso por meio da obediência ao mandamento bíblico de 'abster-se de sangue', registrado na Bíblia no livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 15, versículos 28 e 29 , lembra ainda o documento, que se encerra com a defesa da autonomia: "Na imensa maioria dos casos, baixos níveis de hemoglobina possibilitam a estabilidade clínica sem acarretar dano ao paciente, respeitando-se a sua dignidade, com raiz fincada na autonomia de sua vontade".

Hospitais

Pela decisão do STF, adultos que recusarem a transfusão sanguínea por motivos religiosos terão direito a tratamento alternativo disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), na mesma cidade de residência ou outra.

Na rede particular, a Anahp, que representa 143 hospitais privados de todo o País, afirma que vai discutir o posicionamento do Supremo com seus associados, "de modo que ela possa ser fielmente cumprida no respeito à liberdade de escolha dos pacientes e aos princípios éticos que devem sempre presidir o exercício da medicina".

"Ressaltamos que cada hospital associado possui autonomia para decidir como proceder em casos que envolvem questões tão sensíveis, levando em consideração seus princípios, políticas internas e as especificidades de cada situação. É crucial que, em todos os casos, o diálogo entre paciente e equipe médica seja priorizado, respeitando os valores éticos e legais que norteiam a assistência à saúde", diz em nota.

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O GLOBO

Diretrizes curriculares nacionais da medicina


A expectativa é que elas reflitam o perfil do médico que o Brasil deseja formar, alinhando a formação às demandas sociais

Nos próximos dias, deverão ser publicadas as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) da medicina brasileira. A expectativa é que elas reflitam o perfil do médico que o Brasil deseja formar, promovendo uma abordagem multidimensional, que alinhe a formação médica às demandas sociais, às inovações tecnológicas e às expectativas de um sistema de saúde cada vez mais complexo e desafiador. As DCNs precisam ser revistas e ajustadas periodicamente para garantir que as competências técnicas, éticas, humanas e sociais sejam desenvolvidas de forma integrada durante a formação.

Como médica, professora da USP e conselheira do Conselho Nacional de Educação, participar ativamente desse processo me traz inúmeras oportunidades, como a de alinhar as competências dos médicos que se formam com as necessidades da população. Ressalto abaixo os pontos fundamentais que devem ser a base dessa renovação:

Alinhamento com as necessidades sociais e de saúde do país: uma nova DCN pode alinhar a formação médica às necessidades emergentes dos brasileiros, como o aumento de doenças crônicas, o envelhecimento da população, a ampliação do acesso ao SUS, e a necessidade de promover a equidade no cuidado. Isso fortalece o papel do médico na atenção básica, saúde coletiva e no enfrentamento das desigualdades regionais;

Incorporação de novas tecnologias e inovações: uma nova DCN pode garantir que o currículo médico esteja atualizado em relação ao avanço das novas tecnologias, como inteligência artificial, telemedicina, big data, e robótica, que já estão impactando a prática clínica;

Foco em medicina baseada em evidências: fortalecer a formação dos médicos para que tomem decisões clínicas fundamentadas em evidências científicas robustas. Isso significa um maior foco na análise crítica de estudos científicos, na prática de pesquisa e no uso de protocolos baseados em diretrizes internacionais, promovendo maior qualidade e segurança.

Promoção da humanização e cuidado centrado no paciente: Uma das principais vantagens de uma nova DCN é a promoção da humanização do cuidado, reforçando a importância da empatia, da comunicação e do respeito à autonomia e aos valores do paciente;

Fortalecimento do trabalho em equipe multiprofissional: incentivar o trabalho interdisciplinar, preparando médicos para colaborar de maneira eficaz dentro de equipes multiprofissionais;

Enfoque na educação continuada e flexibilidade profissional: incentivar uma visão da formação médica como um processo contínuo, em que o médico precisa estar constantemente se atualizando, dado o ritmo acelerado das inovações tecnológicas e científicas;

Valorização da saúde mental e bem-estar do médico: incluir medidas para promover a saúde mental e o bem-estar dos estudantes e futuros médicos, abordando o crescente problema de burnout e depressão entre profissionais da saúde;

Preparação para emergências globais e desafios sanitários: garantir que os futuros médicos recebam treinamento em resposta a desastres, manejo de pandemias e biossegurança, além de reforçar a importância da vigilância epidemiológica e da saúde pública em nível global e local.

Preparação para o cuidado integral e preventivo: uma nova diretriz pode fortalecer a importância do cuidado preventivo e integral, que visa tratar o paciente de forma holística, considerando fatores físicos, emocionais, sociais e ambientais. Esperamos que as novas diretrizes possam contribuir para formar médicos mais bem preparados, tanto técnica quanto emocionalmente, para enfrentar os desafios contemporâneos da saúde no Brasil e no mundo.

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Assessoria de Comunicação

Quinta, 26 Setembro 2024 09:44

CLIPPING AHPACEG 26/09/24

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

A força do Cooperativismo Médico

Artigo - Por Que é Preciso Capacitar Médicos Analógicos no Uso das Tecnologias Digitais

Por unanimidade, STF decide que testemunha de Jeová pode recusar transfusão de sangue

Os planos de saúde e suas coberturas

Faltam vacinas em 1,5 mil municípios brasileiros

Diagnóstico precoce e redução de riscos: como a IA pode ser usada na medicina

Atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito aumentam 5% em comparação ao ano passado

MEDICINA S/A

A força do Cooperativismo Médico

Omar Abujamra Junior, presidente da Unimed do Brasil, explora o papel vital do cooperativismo médico e os impactos do Sistema Unimed na qualidade e acessibilidade dos serviços de saúde no Brasil.

O cooperativismo médico tem desempenhado um papel essencial na ampliação do acesso aos serviços de saúde privados e na redução da desigualdade, especialmente em áreas remotas e regiões carentes. Esse modelo coletivo e local, onde cada Unimed surge para atender às necessidades específicas de sua comunidade, agora cobre 10% da população brasileira, oferecendo serviços a mais de 20,5 milhões de pessoas.

Com presença em 92% dos municípios brasileiros e liderança de 39% do mercado de planos de saúde, a Unimed se destaca por sua gestão descentralizada e pela inovação contínua. Omar Abujamra Junior, presidente da Unimed do Brasil, detalha como o Sistema Unimed, com suas 340 cooperativas, contribui para a fixação de médicos e profissionais de saúde em áreas menos favorecidas.

Em entrevista exclusiva à revista Medicina S/A, o executivo também destaca os investimentos contínuos em infraestrutura, novas tecnologias e inovação em modelos de gestão clínica para aprimorar a experiência do cliente e a eficiência dos serviços.

Medicina S/A: Como você enxerga o papel do cooperativismo médico no cenário atual da saúde no Brasil e qual o impacto do Sistema Unimed nesse contexto?

Omar Abujamra: O cooperativismo médico tem contribuído para ampliar o acesso aos serviços privados de saúde e reduzir a desigualdade, especialmente no interior do país e em regiões onde esses recursos são mais escassos. Esse é um reflexo do nosso modelo de negócios, que é coletivo e de base local. Cada Unimed nasceu de sua própria comunidade, para responder ali às necessidades de saúde. Atualmente, atendemos a 10% da população brasileira – são mais de 20,5 milhões de pessoas cobertas por nossos planos de saúde e odontológicos, em todas as regiões. Das nossas 340 cooperativas, 294 são operações de pequeno ou médio porte que contribuem para fixar médicos e profissionais de saúde no interior. Ao longo dos anos, além de viabilizar os prestadores locais, construímos estruturas de saúde robustas e introduzimos novas tecnologias em hospitais, clínicas e serviços de diagnóstico. Esses investimentos trazem qualidade e segurança aos nossos médicos e clientes.

Medicina S/A: A Unimed está presente em 92% dos municípios brasileiros. Como essa ampla capilaridade contribui para a qualidade e a acessibilidade dos serviços de saúde?

Omar Abujamra: Nossos médicos e colaboradores vivem o dia a dia da sua comunidade. Além disso, as cooperativas possuem gestão independente e autonomia para definir suas prioridades assistenciais, investir em programas de cuidado ou novos serviços, de acordo com as demandas de cada região. A capilaridade nos permite desenvolver respostas e parcerias mais adequadas, localmente, e a integração de todo o sistema facilita a oferta contínua de atenção aos clientes. No conjunto, contamos com a maior rede de assistência da saúde suplementar, com 30 mil serviços credenciados em todo o Brasil. Na rede própria, são 163 hospitais e hospitais-dia, que totalizam 13,6 mil leitos, além de unidades de urgência e emergência, clínicas, centros de apoio diagnóstico e terapêutico, laboratórios, serviços de remoção e atenção domiciliar, entre outros.

Medicina S/A: Com 39% do mercado de planos de saúde, como a Unimed pretende manter sua liderança em um setor tão competitivo?

Omar Abujamra: A Unimed é o único modelo da saúde suplementar que se organiza a partir do cuidado médico e com forte presença nas comunidades. Portanto, nossa liderança se mantém ao longo das décadas com base em nosso compromisso com a qualidade e a segurança dos serviços, sempre trazendo inovação. Investimos em tecnologias e novos modelos de cuidado com a saúde, buscamos simplificar e agilizar nossos processos e desenvolvemos soluções personalizadas, com foco no bem-estar dos clientes, na dignidade dos médicos e na sustentabilidade de todo esse ecossistema.

Medicina S/A: Quais são as principais iniciativas do Sistema Unimed para valorizar os médicos cooperados e outros profissionais de saúde?

Omar Abujamra: Esse é outro diferencial da Unimed. Nossas cooperativas surgiram para prover aos médicos acesso ao mercado, em condições dignas e espaços de trabalho qualificados. Hoje, somos o modelo privado que preserva a maior autonomia e o poder de decisão dos médicos – seja na definição de políticas e protocolos assistenciais, seja nas deliberações sobre o negócio. A gestão, incluindo os resultados, é sempre compartilhada com os cooperados. Mais uma vez, cada Unimed desenvolve programas de relacionamento e valorização dos seus profissionais, adequados à sua realidade. No conjunto, temos iniciativas de capacitação, benefícios de proteção social, como planos de saúde, seguros e previdência complementar, apoio para modernização e digitalização dos consultórios, acesso a eventos e programas culturais, apenas como exemplos.

Medicina S/A: Como a Unimed tem inovado nos modelos de gestão clínica para garantir a qualidade e a segurança dos serviços prestados?

Omar Abujamra: Temos experiências em todo o país com foco na coordenação do cuidado para acompanhar e orientar a jornada do cliente em uma rede tão ampla de serviços. Digo que a tecnologia é aliada nesse processo. Como exemplo, cito as ferramentas de análise de dados e inteligência artificial para aprimorar a gestão clínica, priorizar linhas de cuidado, otimizar diagnósticos e tratamentos. Desenvolvemos também programas de avaliação da qualidade nas redes própria e credenciada, centrados na segurança do paciente – inclusive, há casos em que a Unimed incentiva a acreditação dos prestadores e remunera de forma diferenciada, a partir de indicadores pactuados. Como resultado, o Sistema Unimed se destaca na avaliação da ANS – no último IDSS [Índice de Desempenho da Saúde Suplementar, divulgado em janeiro], 20 das 25 operadoras com nota máxima são Unimed. E nossa nota supera a média do mercado, estando na faixa de excelência do índice.

Medicina S/A: A Unimed é referência em Atenção Primária à Saúde. Quais são as principais inovações em medicina preditiva e APS dentro do Sistema?

Omar Abujamra: Nos últimos 20 anos, a Unimed acumulou grande experiência nessas frentes. Em todo o país, são 98 iniciativas de atenção primária à saúde, além de 392 programas de promoção à saúde, prevenção e manejo de doenças crônicas, o que representa 63% de todos os programas aprovados pela ANS. Também somos reconhecidos como a organização do setor mais aberta à inovação, em parceria com startups – incluindo projetos de telemonitoramento e engajamento de pacientes, diagnóstico, prontuários e prescrições, e atendimentos em telessaúde. Outro exemplo é o uso crescente de ferramentas e algoritmos para identificar riscos e antecipar intervenções, prevenindo a reinternação, por exemplo. Tudo isso beneficia o paciente e contribui para produzirmos saúde.

Medicina S/A: Quais estratégias estão sendo adotadas pela Unimed para garantir a qualidade e a sustentabilidade dos serviços no longo prazo?

Omar Abujamra: Para você ter ideia do impacto assistencial do Sistema Unimed, nossas operadoras realizaram 631 milhões de consultas, internações e procedimentos em 2023. Essa produção equivale a R$ 87 bilhões em prestação de serviços. Enquanto os atendimentos cresceram 11%, o volume de recursos aumentou 18%. Tão importante quanto acompanhar esses grandes números é assegurar que os clientes tenham acesso aos serviços necessários e adequados ao seu perfil de saúde, no tempo certo, com qualidade e sem desperdícios. Para isso, estamos investindo no aumento da nossa eficiência assistencial e operacional, aprimorando a gestão clínica, desenvolvendo a rede prestadora e otimizando os processos internos com base em dados e tecnologia. Essas iniciativas são fundamentais para garantir que os recursos disponíveis sejam utilizados da maneira mais eficaz, melhorando a saúde e a experiência de cuidado para os nossos beneficiários.

Medicina S/A: Como a Unimed está utilizando novas tecnologias, inovação aberta, para transformar a gestão e as práticas assistenciais, além de melhorar a experiência do cliente?

Omar Abujamra: Pela nossa capilaridade e dada a necessidade de integrar as operações em todo o país, o Sistema Unimed foi pioneiro e se tornou referência para o setor no que se refere aos padrões para a troca de informações e interoperabilidade. Em 2021, lançamos em âmbito nacional o Plano Diretor de Tecnologia e Inovação. Nosso objetivo é ganhar sinergia e convergência nos investimentos realizados pelo Sistema Unimed em infraestrutura, sistemas de gestão, dados e canais digitais. Outro projeto em desenvolvimento é o Registro Eletrônico de Saúde, que qualifica as decisões médicas, permite acompanhar o paciente e evita a repetição de exames e procedimentos. Na inovação aberta, nosso Lab Hub Unimed fomenta parcerias com startups, investidores, parques tecnológicos e universidades. Ainda neste ano, lançaremos um programa para acelerar ideias inovadoras em escala nacional e outro, para capacitar cooperados e colaboradores no uso da inteligência artificial.

Medicina S/A: Como a Sistema está trabalhando para aprimorar a experiência humana e o cuidado centrado no paciente?

Omar Abujamra: Desenvolvemos o Jeito de Cuidar Unimed, modelo de gestão que coloca o cliente no centro das nossas ações para assegurar a experiência positiva em toda a sua jornada conosco. O modelo já alcança 10 milhões de beneficiários – metade da nossa carteira. Ao aderir, a Unimed faz um diagnóstico interno detalhado e planeja ações de melhorias voltadas a pessoas, processos e ambientes. No total, são 27 práticas que visam impactar os indicadores de satisfação e o vínculo do cliente – que subiram na última pesquisa nacional.

Medicina S/A: A Unimed tem 17 hospitais na lista dos 115 melhores do Brasil, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2024, da revista Newsweek. Quais são os fatores que levaram a esse reconhecimento internacional?

Omar Abujamra: Os principais fatores são a qualidade dos serviços e a satisfação dos pacientes. Desenvolvemos o Programa de Avaliação dos Hospitais Próprios do Sistema Unimed, que permite a cada unidade analisar seu desempenho e identificar melhorias que assegurem os padrões de segurança e qualidade. Hoje, nossos hospitais possuem 60 acreditações nacionais e internacionais.

Medicina S/A: Com mais de 170 mil profissionais formados, qual o papel da Faculdade Unimed na promoção da educação continuada e no fortalecimento do cooperativismo?

Omar Abujamra: Trata-se de um papel fundamental na capacitação dos nossos times e na formação de novos quadros para o Sistema Unimed, nas áreas de gestão, saúde e cooperativismo. Desde 2016, a Faculdade Unimed é uma instituição de ensino superior credenciada pelo Ministério da Educação. Em 2024, também conquistamos o reconhecimento como Instituto de Ciência e Tecnologia junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Essa certificação nos permite conduzir pesquisas básicas e aplicadas, inserindo o Sistema Unimed em redes de ensaios clínicos e outras modalidades de inovação em saúde, além de ampliar o acesso a editais e recursos.

Medicina S/A: Quais são os principais desafios e tendências para o Sistema Unimed e para o futuro da saúde suplementar no Brasil?

Omar Abujamra: Nosso propósito é cooperar para cada vez mais pessoas terem acesso à saúde com qualidade. E, para ser inclusivo, o sistema de saúde precisa ser mais efetivo, inovador e sustentável – a atual escalada de custos é insustentável, mesmo em países de alta renda. Em todo o mundo, o setor vem sendo transformado pela tecnologia, pelas demandas da longevidade e por fatores como as mudanças climáticas. Mas, no Brasil, essa agenda tem ficado em segundo plano em razão da instabilidade nas regras da saúde suplementar e do consequente desequilíbrio das operadoras. Precisamos superar essa conjuntura e recuperar a previsibilidade, com regras claras que aumentem a segurança assistencial, jurídica e econômico-financeira para todos os envolvidos. Uma característica das cooperativas é serem resilientes às crises – o Sistema Unimed tem quase 60 anos de história. Para nós, o futuro passa por fortalecermos ainda mais os nossos diferenciais de qualidade e aumentarmos a cooperação interna, explorando oportunidades em nosso ecossistema de negócios e aprendendo com nossas melhores experiências para escalar a inovação.

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FORBES BRASIL

Artigo - Por Que é Preciso Capacitar Médicos Analógicos no Uso das Tecnologias Digitais


Medicina é um dos ramos da ciência cada vez mais permeados pelas novidades tecnológicas


Quando comecei a atuar como oftalmologista, os pacientes iam ao meu consultório para trocar de óculos. Hoje, me procuram para se livrar deles fazendo, por exemplo, a cirurgia refrativa, popularmente conhecida como cirurgia de miopia. O eletrocardiograma é um exame corriqueiro para a avaliação da função cardíaca. Mas, há cerca de quatro décadas, os especialistas do coração produziam seu diagnóstico sem o auxílio dessa ferramenta. Ela, então, não existia. Ambos os casos ilustram como a medicina sempre andou de mãos dadas com os avanços da ciência. É essa simbiose que faz surgir tratamentos inovadores, traz a cura de doenças e permite que a gente viva mais e com mais saúde.

A medicina é um dos ramos da ciência cada vez mais permeados pelas novidades tecnológicas. Tal característica, ao mesmo tempo em que pode acelerar a solução de um problema que parecia insolúvel, é vista muitas vezes com desconfiança e até descrédito, o que, de certa forma, é natural. Tudo aquilo que desafia a norma estabelecida, o procedimento conhecido, tende a ser recebido em um primeiro momento com ressalvas. Quando o uso do estetoscópio para auscultar os sons internos do corpo se popularizou definitivamente, nos anos 1960, ouviu-se muito que os médicos estavam perdendo a capacidade de fazer diagnósticos, ao trocar sua sensibilidade treinada pela intermediação de um aparelho.

Reação semelhante vejo acontecer agora diante da opção pelas consultas remotas, a chamada telemedicina. De um lado, há pacientes duvidando que o médico consiga realizar um atendimento efetivo tendo contato somente por meio de uma videochamada. De outro, representantes da classe médica mostram temor de que esse tipo de recurso possa limitar a atuação dos profissionais de saúde. Na minha opinião, nem uma coisa nem outra.

A telemedicina pode, ao contrário, dar uma grande contribuição ao ecossistema de saúde - em especial aos sobrecarregados serviços de saúde pública - se empregada de forma a aproveitar uma das suas principais virtudes: fazer a triagem inicial de pacientes. Pela consulta de vídeo o médico tem condições de avaliar sintomas como febre, dores, erupções cutâneas ou problemas respiratórios, prescrever tratamento nos casos mais simples, ou então fazer o encaminhamento para um especialista ou recomendar atendimento presencial. Esse filtro inicial ajuda a otimizar recursos, evitando visitas desnecessárias as unidades de saúde, priorizando as situações mais urgentes.

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a telemedicina é uma maneira de levar atendimento à população de regiões remotas. Durante a pandemia e, mais recentemente, nas enchentes que atingiram o sul do país, entre abril e maio, a ferramenta mostrou como pode ser útil dando acesso às consultas, permitindo o monitoramento de pacientes e, no caso da Covid-19, mitigando o risco de contágio de pacientes e médicos.

Citei o caso da telemedicina, mas posso falar da aplicação cada vez maior da Inteligência Artificial (IA) nos vários campos da medicina: pesquisa, diagnóstico e tratamento. Trata-se de uma ferramenta formidável, um sistema que pensa mais rápido e é capaz de processar mais dados do que o nosso cérebro consegue fazer. A IA é empregada com sucesso, por exemplo, na interpretação de imagens como ressonâncias e tomografias, na robótica cirúrgica garantindo procedimentos mais precisos e menos invasivos, fazendo a análise de dados clínicos e sintomas relatados pelo paciente, auxiliando o médico na tomada de decisão em casos complexos.

O impacto das novas tecnologias para a medicina é profundo e positivo. Um grande desafio, ao meu ver, está na capacitação dos profissionais de saúde, de maneira que entendem e sejam capazes de utilizar as ferramentas digitais em sua plenitude. À geração de médicos mais jovens, que foi alfabetizada digitalmente, isso não é um problema. Refiro-me aqueles acostumados as práticas e rotinas tradicionais. É preciso treiná-los para a nova realidade. Não podemos abrir da sua experiência e conhecimento. Afinal, mesmo a melhor tecnologia não substitui o olho clínico.

Claudio Lottenberg é mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde.

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CNN

Por unanimidade, STF decide que testemunha de Jeová pode recusar transfusão de sangue

Corte também reconhece direito a procedimento alternativo do SUS; denominação cristã vê segurança jurídica com a decisão

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (25), que, por questões religiosas, testemunhas de Jeová têm o direito de recusar tratamentos médicos que envolvam transfusão de sangue.

Os fiéis dessa denominação cristã seguem o preceito de não receber sangue de outras pessoas.

Os ministros também decidiram que que as pessoas que recusam determinado procedimento médico por causa da religião têm o direito a tratamentos alternativos que já estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive fora da sua cidade de residência, se necessário.

O placar foi unânime.

Para os ministros, o direito à recusa de transfusão de sangue por convicção religiosa tem fundamento nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e a da liberdade de religião.

Conforme a decisão do STF, existem algumas condições para que uma pessoa recuse determinado tratamento por motivo religioso:

O paciente deve ser maior de idade e a escolha deve ser livre, informada e expressa;

A opção deve ser feita antes do ato médico. A pessoa pode deixar previamente estabelecida a sua decisão;

A escolha só vale para o próprio paciente e não se estende a terceiros.

Este último ponto vale também para filhos menores de idade de pais que sigam a religião.

Nesses casos, os pais só poderão optar pelo tratamento alternativo para os filhos se ele for eficaz, conforme avaliação médica.

Tese de julgamento

A decisão do STF foi dada em dois casos com origem em disputas judiciais envolvendo testemunhas de Jeová. Os processos têm repercussão geral, ou seja, a definição deverá ser adotada em todas as ações semelhantes na Justiça.

As teses de julgamento — apresentadas pelos relatores, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes — são as seguintes, respectivamente:

“1. Testemunhas de Jeová, quando maiores e capazes, têm o direito de recusar procedimento médico que envolva transfusão de sangue, com base na autonomia individual e na liberdade religiosa. 2. Como consequência, em respeito ao direito à vida e à saúde, fazem jus aos procedimentos alternativos disponíveis no Sistema Único de Saúde – SUS, podendo, se necessário, recorrer a tratamento fora de seu domicílio.”

“É permitido ao paciente no gozo pleno de sua capacidade civil recusar-se a se submeter a tratamento de saúde por motivos religiosos. A recusa a tratamento de saúde por razão religiosa é condicionada a decisão inequívoca, livre e informada, e esclarecida do paciente, inclusive quando veiculada por meio de diretiva antecipada de vontade. É possível a realização de procedimento médico disponibilizado a todos pelo Sistema público de saúde, com interdição da realização de transfusão de sangue ou outra medida excepcional, caso haja viabilidade técnica ou científica de sucesso, anuência de equipe médica da sua realização e decisão inequívoca livre e informada e esclarecida do paciente.”

O Supremo retomou nesta quarta (25) o julgamento sobre o tema. A análise começou na última semana.

“Segurança jurídica”

Em nota divulgada ao final do julgamento, as Testemunhas de Jeová no Brasil disseram que a decisão do STF dá segurança jurídica aos pacientes, hospitais e médicos, e está em “sintonia” com o decidido em outros países.

“Essa decisão fornece segurança jurídica aos pacientes, às administrações hospitalares e aos médicos comprometidos em prover o melhor tratamento de saúde, sempre respeitando a vontade do paciente”, disse a entidade.

Segundo as testemunhas de Jeová, deliberações semelhantes à do STF foram feitas por tribunais de países como Reino Unido, Itália, Canadá, Estados Unidos, África do Sul, Argentina, Colômbia e Chile.

“Além de estar respaldada por organismos internacionais, como a Corte Europeia de Direitos Humanos e a Corte Interamericana de Direitos Humanos”, afirmaram.

“As Testemunhas de Jeová amam a vida e colaboram ativamente com os profissionais de saúde para receber o melhor cuidado médico possível. Manifestam sincera gratidão a esses profissionais e às autoridades que reconhecem e protegem seu direito de escolha em tratamentos médicos. Elas confiam que a cooperação, o respeito mútuo e a comunicação eficaz são fundamentais para que, juntos, médicos e pacientes enfrentem com êxito os desafios da saúde”.

Por que as testemunhas de Jeová não aceitam transfusão de sangue?

A religião das testemunhas de Jeová é uma denominação cristã que afirma ter cerca de 8,8 milhões de adeptos no mundo, com pregação em 239 países.

Conforme mostrou a CNN, o Departamento de Informações ao Público das Testemunhas de Jeová defende o chamado “gerenciamento do sangue do paciente” (PBM, na sigla em inglês), estratégia da medicina que reúne, desde o pré-operatório, medidas para evitar a necessidade de transfusão.

explicação para a recusa à transfusão, segundo a religião, está amparada tanto no Novo quanto no Velho Testamento. A fundamentação mais importante é que “Deus manda abstenção de sangue porque ele representa a vida, que é algo sagrado”.

A justificativa dos religiosos sobre os tratamentos com transfusão de sangue está respaldada por um posicionamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda preferencialmente a abordagem centrada no desejo do paciente, o PBM.

Durante o manuseio do sangue, alguns elementos incluem a prevenção de condições para que a transfusão de sangue seja evitável, através da promoção da saúde e identificação precoce das condições que resultem a necessidade de transfusão. Isso inclui boas práticas cirúrgicas, técnicas anestésicas que minimizem a perda sanguínea e o uso de métodos de conservação do sangue.

Os processos

Os dois casos em análise pelo STF têm origem em disputas judiciais de testemunhas de Jeová.

Após terem o custeio de tratamentos alternativos rejeitado, elas buscaram na Justiça formas de realizar cirurgias sem a transfusão de sangue, alegando o direito de proteção à liberdade religiosa.

O processo relatado por Gilmar Mendes é o de uma paciente que foi encaminhada para a Santa Casa de Maceió para a realização de uma cirurgia de substituição de válvula aórtica (localizada no coração).

A mulher se negou a assinar um termo de consentimento que previa a possibilidade de realização de eventuais transfusões de sangue durante o procedimento.

Ela acionou a Justiça dizendo estar ciente dos riscos da cirurgia sem transfusão de sangue, e que optou por rejeitar esse procedimento em respeito a sua religião.

Nas instâncias inferiores, a Justiça rejeitou o pedido da paciente. O argumento principal é que, embora haja declarações de médicos apontando ser possível realizar o procedimento sem a transfusão, não há garantias de que tal método seria isento de riscos para a paciente.

Já o outro processo, que está com Barroso, é um recurso da União contra decisão que a condenou, junto com o estado do Amazonas e o município de Manaus, a arcar com uma cirurgia sem transfusão de sangue em outro estado.

A condenação envolveu a ordem para pagar toda a cobertura médico-assistencial de um procedimento de artroplastia total (substituição de articulação por prótese).

O Amazonas não ofertava esse tipo de cirurgia sem transfusão de sangue.

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CANAL COM Q

Os planos de saúde e suas coberturas

Em meio aos processos relacionados às coberturas dos planos de saúde, especialista em direito médico comenta diversas questões importantes
AS


Em 2024, até julho, já foram registrados 1.620 novos processos contra planos de saúde. Os principais motivos para a judicialização de planos de saúde são: negativa de cobertura assistencial, principalmente para cirurgias e medicamentos, suspensão de contratos e reajuste de mensalidades. A advogada, especialista em direito médico, Rafaela Queiroz, explica que o que plano de saúde deve cobrir depende do tipo de plano, de qual segmento ele atende. O plano pode ser ambulatorial, hospitalar, com ou sem obstetrícia, plano de referência e plano odontológico. Então, de acordo com ela, cada um desses tem um pacote diferenciado. Ela ressalta que, a depender dessa classificação, o plano de saúde deve cobrir todos os procedimentos que estão regulamentados pela Agência Nacional de Saúde, a ANS, e estes podem ser consultados no próprio site da agência.

A judicialização dos planos de saúde tem aumentado nos últimos anos, atingindo um recorde em 2023. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) registrou 234.111 processos em 2023, um aumento de 60% em relação a 2020. Um ponto importante registrado pela profissional é que, c aso o plano de saúde, em uma situação de urgência e emergência, venha a se negar a cobertura do tratamento necessário indicado pelo médico assistente, essa conduta é considerada abusiva, ilegal, devendo a parte recorrer imediatamente à Justiça solicitando a autorização do atendimento por meio de uma liminar.

Uma situação a ser observada é o Home Care, ao qual a advogada faz algumas considerações importantes. "Home care não significa atendimento, pagamento e cobertura pelo plano de saúde de enfermeiros ou cuidadores, de fornecimento de fralda ou de medicação. As pessoas, que estão numa situação domiciliar e que necessitam destes cuidados, têm de ter esse atendimento custeado pela própria família e não pelo plano. Somente em casos em que a condição do paciente é de internação, porém não é conveniente que ele fique dentro de um hospital, é que o home care tem cabimento. É aí que se pode falar nesse atendimento". A coleta domiciliar de sangue, por exemplo, segundo a especialista, é um procedimento que também deve ser custeado, caso o paciente não tenha condições de se locomover, por exemplo, um acamado.

No que se refere à contratação de um plano de saúde, Rafaela explica que é necessário observar algumas situações, como os prazos de carência estabelecidos em contrato, qual a vigência deste, os reajustes, se é um plano para pessoa física ou pessoa jurídica - porque tem interferência na correção de valores dos planos, quais os direitos fornecidos ao paciente, qual a área de abrangência, qual a estrutura do plano para atendimento, se satisfaz àquela pessoa, por exemplo e se atende a área que ela reside. Outra situação que deve ser observada, para ela, é se o plano é regulamentado pela ANS. Além disso, deve-se observar qual tipo de plano, se ele é ambulatorial, se ele é hospitalar, qual tipo de acomodação que vai ser fornecida, tudo isso encarece o plano de saúde e pode ser uma situação decisiva na escolha da contratação.

A advogada destaca que o plano não precisa necessariamente cobrir certas situações, como, por exemplo, cirurgias para fins estéticos, próteses, por exemplo, para uma pessoa amputada, inseminação artificial, ou algo não previsto dentro das normas brasileiras ou considerados antiéticas. "Mas, há algumas particularidades como: ele pode ser condenado a fazer uma cirurgia plástica reparatória em razão de uma pessoa ter, por exemplo, ter passado por uma cirurgia bariátrica ou fornecer medicamentos para tratamento domiciliar, em caso de câncer, por exemplo, entre outras", conclui Rafaela Queiroz.

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PORTAL G7

Faltam vacinas em 1,5 mil municípios brasileiros


Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revelou que mais de 1,5 mil municípios brasileiros enfrentam a falta de vacinas, com destaque para os imunizantes voltados ao público infantil. A ausência de vacinas como as contra varicela, covid-19 e meningocócica C afeta, principalmente, a proteção das crianças nessas localidades.

Este levantamento, realizado entre os dias 2 e 11 de setembro, contou com a participação de 2.415 municípios. Desses, 1.563 - o que corresponde a 64,7% dos participantes e cerca de 28% do total de municípios no Brasil - relataram falta de vacinas por pelo menos 30 dias.

Este cenário levanta preocupações sérias quanto à saúde pública e à imunização da população, sobretudo em um momento em que o controle de doenças transmissíveis é fundamental para evitar surtos e epidemias. Ao menos é o que defende o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito de saúde e direito público, membro da comissão de direito médico da OAB/MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados

"A falta de vacinas pode causar um grave retrocesso nas conquistas obtidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), que ao longo das décadas contribuiu para a erradicação e controle de diversas doenças. A ausência de imunização regular coloca a população, especialmente crianças, em risco de contrair doenças evitáveis, o que pode aumentar a taxa de hospitalizações, complicações e até óbitos", indica o especialista.

Thayan reitera que a imunização é um direito garantido pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "Esses dispositivos asseguram que todo cidadão, especialmente as crianças, tem o direito de receber vacinas para garantir sua saúde e prevenir doenças. Caso a falta de imunizantes seja identificada, a população pode recorrer ao Ministério Público ou à Defensoria Pública para cobrar do poder público o cumprimento desse direito", completa o advogado.

O caminho para garantir o acesso à vacinação pode incluir a denúncia junto aos órgãos de saúde municipal e estadual, além de buscar apoio em entidades de proteção à saúde. "Vacina é o mais básico dos pilares de saúde. Isso não pode faltar e, se faltar, o Estado tem a obrigação de reparar. Inclusive, há meios legais para recorrer tal reposição", salienta o diretor do Ferreira Cruz Advogados.

Neste ano, segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil avançou na imunização infantil e conseguiu sair da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo. Para isso, Mais de R$ 6,5 bilhões foram investidos em 2023 na compra de imunizantes e a previsão é que esses recursos alcancem R$ 10,9 bilhões em 2024. Ainda assim, faltam medicamentos.

"A situação relatada pela CNM evidencia a necessidade urgente de reforço nos estoques de vacinas e melhorias na distribuição, para garantir que a imunização, um dos pilares da saúde preventiva, não seja comprometida. Sem esse cuidado, o risco de retrocessos no controle de doenças graves pode colocar o sistema de saúde sob enorme pressão e trazer consequências devastadoras para a população, especialmente os mais vulneráveis", conclui Thayan.

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O HOJE

Diagnóstico precoce e redução de riscos: como a IA pode ser usada na medicina

Segundo Eduardo Lapa, cardiologista e um dos autores, a qualidade das respostas da IA depende da qualidade das perguntas dos usuários

A inteligência artificial (IA) está se consolidando na medicina, auxiliando em diagnósticos precoces, avaliação de riscos e melhorando a precisão dos exames. Para facilitar a interação dos médicos com essas ferramentas, especialistas lançaram um e-book gratuito, desenvolvido pela Afya em colaboração com a Microsoft.

O guia, voltado para profissionais com pouco ou nenhum contato com tecnologia, aborda soluções disponíveis e o acesso a chatbots, dividindo-se em cinco partes. Segundo Eduardo Lapa, cardiologista e um dos autores, a qualidade das respostas da IA depende da qualidade das perguntas dos usuários. “Para que o médico possa tirar o máximo proveito da inteligência artificial, é importante saber como interagir com a ferramenta. A forma como você pede algo à IA influencia a resposta dela. A qualidade da resposta depende da qualidade da pergunta ou do pedido do usuário”.

O e-book também ensina a personalizar questionamentos usando a metodologia FOCO, permitindo que médicos obtenham respostas mais eficazes com base em informações específicas. Além disso, o guia também oferece orientações sobre como extrair conhecimento de materiais complexos e automatizar tarefas rotineiras.

Lapa destaca que a IA pode aliviar os médicos de tarefas burocráticas, permitindo-lhes focar mais na relação com os pacientes e na busca de referências científicas.

Pesquisa

Pesquisas recentes demonstram o potencial da IA na detecção precoce de doenças. Um modelo desenvolvido no Japão prevê a infertilidade masculina com 74% de precisão além disso, um estudo da Universidade de Cambridge consegue prever o desenvolvimento do Alzheimer com até 82% de precisão.

No Brasil, a tecnologia já está sendo aplicada em diversas iniciativas, como o OncoSeek, que detecta múltiplos tipos de câncer no estágio inicial, e um modelo assistencial do Hospital Israelita Albert Einstein, que visa detectar a piora clínica de pacientes internados. Essas soluções têm mostrado resultados promissores, como a redução de eventos adversos e otimização de internações.

A implementação da IA na medicina representa um avanço significativo, prometendo transformar a prática médica e melhorar a qualidade do atendimento.

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Atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito aumentam 5% em comparação ao ano passado

O hospital também atendeu 973 vítimas de acidentes automobilísticos e 386 de atropelamentos

O Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) atendeu 4.094 vítimas de acidentes de trânsito entre janeiro e agosto de 2024, um aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando 3.903 pacientes receberam atendimento.

Em celebração ao Dia Nacional do Trânsito, que ocorre nesta quarta-feira (25), a unidade usará a data para alertar a população sobre a importância de cuidados no trânsito. O atendimento a vítimas de acidentes representa 11% do total de atendimentos de urgência e emergência do hospital, que atende pacientes de todo o estado de Goiás.

Fabrício Cardoso Leão, médico ortopedista e Diretor Técnico do Hugol, enfatizou que os acidentes impactam não apenas o hospital, mas também as famílias e a comunidade. “Esses acidentes afetam não só as famílias, mas toda a comunidade. Nosso objetivo é cuidar de vidas, e, por isso, trabalhamos para tratar as vítimas e conscientizar sobre a prevenção”, comentou.

Leão destacou a importância de respeitar as leis de trânsito, usar capacete e cinto de segurança, e evitar o uso de celulares enquanto dirige. “O trânsito é responsabilidade de todos. Faça sua parte para que menos pessoas precisem ser atendidas no Hugol. Juntos, podemos salvar vidas”, concluiu.

Vítimas

De acordo com os dados do Hugol, a maioria dos atendimentos se relaciona a acidentes com motos, com 2.735 vítimas registradas entre janeiro e agosto de 2024. O hospital também atendeu 973 vítimas de acidentes automobilísticos e 386 de atropelamentos.

Entre os atendidos, 1.267 são do sexo feminino e 2.827 são do sexo masculino, representando 69% das vítimas sendo homens. Quanto à faixa etária, 47% dos pacientes têm entre 30 e 59 anos, enquanto 39% têm entre 10 e 29 anos.

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Assessoria de Comunicação

Quarta, 25 Setembro 2024 10:38

CLIPPING AHPACEG 25/09/24

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

CFM cassa registro de médico que deformou paciente após aplicar PMMA

Subsidiária da Johnson & Johnson entra com pedido de recuperação judicial para agilizar acordo

Inteligência Artificial: a revolução nos sistemas de saúde

Planos de saúde: quatro beneficiários fraudaram R$ 9 milhões em três anos e meio

Porto Saúde se consolida entre os melhores planos de saúde do país e acelera expansão com novos produtos e serviços

METRÓPOLES

CFM cassa registro de médico que deformou paciente após aplicar PMMA

Médico foi condenado em um dos quatro casos que tramitavam na Justiça do DF. Vítimas o acusam de aplicar de forma errada o PMMA
O Tribunal Superior de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina (CFM) manteve a decisão da entidade de classe regional (CRM-GO) que cassou o registro profissional de Wesley Noryuki Murakami (). Os detalhes sobre a decisão contra o médico constam na edição desta quarta-feira (25/9) do Diário Oficial da União (DOU).

Wesley Noryuki Murakami foi condenado no processo em que era acusado de "deformar" o rosto de uma paciente ao realizar intervenções estéticas com aplicação de PMMA (polimetilmetacrilato).

No início deste mês, a 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras determinou que o médico deverá cumprir 2 anos e três meses de prisão em regime inicial aberto.

A Justiça entendeu que Wesley aplicou quantidades excessivas de PMMA e em áreas inadequadas do rosto de uma das vítimas. No total, quatro pessoas o processaram por lesão corporal grave, porém, o juiz André Silva Ribeiro declarou extinta a punibilidade do médico em três casos - um por prescrever, outro por desistência da vítima e o último por falta de "elementos de prova".

O único caso pelo qual foi responsabilizado é um de setembro de 2015: a vítima pagou mais de R$ 8 mil por uma bioplastia no nariz. Após o procedimento, ela sofreu trombose venosa profunda, necessitou ser internada e, ainda, teve a evolução do quadro para tromboembolismo pulmonar.

O quadro a levou a ter incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias e causou "enfermidade incurável".

A reportagem não localizou a defesa do médico. O espaço segue aberto.

Relembre o caso

No caso que levou à condenação de Wesley, a vítima conta que as lesões começaram após ela ter recebido uma injeção com o mesmo produto embaixo do nariz. Ela chegou a aspirar parte do PMMA, sentindo-o em sua garganta. Dois dias depois do procedimento, constatou sinais de infecção na mucosa bucal, com pus, inchaço e dor.

A mulher não conseguiu contato com o médico em Brasília e foi até a emergência do Hospital Santa Helena. Lá, foi diagnosticada com trombose venosa profunda. O quadro se agravou para um tromboembolismo pulmonar, que a afastou de suas atividades por mais de 30 dias.

Mesmo após ser submetida a diversos tratamentos, a mulher teve deformidades permanentes e limitações geradas pelo procedimento: "Até o presente momento, sofre com falta de ar constante, fadiga, limitações para viajar, pois usa meias compressivas, associadas a injeções de anticoagulantes no abdômen", explicita a denúncia recebida pela Justiça.

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JORNAL OPÇÃO

Subsidiária da Johnson & Johnson entra com pedido de recuperação judicial para agilizar acordo

Acordo visa encerrar milhares de processos judiciais que alegam que o talco para bebês da marca causou câncer

Uma subsidiária da Johnson & Johnson (J&J) entrou com pedido de falência pela terceira vez, na sexta-feira, 20, com o objetivo de avançar com uma proposta de acordo de US$ 8 bilhões. Esse acordo visa encerrar milhares de processos judiciais que alegam que o talco para bebês da marca causou câncer.

A Red River Talc, unidade da J&J, entrou com o pedido de falência no Tribunal de Falências dos Estados Unidos, no Distrito Sul do Texas, utilizando o Chapter 11, um mecanismo equivalente à recuperação judicial no Brasil. O processo permite que empresas continuem suas operações enquanto reorganizam suas finanças sob supervisão judicial.

A Johnson & Johnson enfrenta mais de 62.000 ações judiciais, que alegam que seu talco estaria contaminado com amianto, causando câncer de ovário e outros tipos de câncer. Apesar das alegações, a empresa nega qualquer irregularidade, defendendo a segurança de seus produtos.

Após ter tentativas anteriores de acordo rejeitadas por tribunais federais, a J&J está recorrendo novamente à estratégia de falência conhecida como “duas etapas do Texas”. Com essa manobra, a empresa transfere a responsabilidade para uma subsidiária, que então solicita o Chapter 11, forçando um acordo coletivo sem que a própria Johnson & Johnson declare falência.

A J&J afirma que obteve o apoio de 83% dos reclamantes para o plano de falência, acima dos 75% necessários para que um juiz de falências imponha o acordo a todos os demandantes. Esse novo esforço da empresa, no entanto, se concentra nas alegações de câncer de ovário e outros tipos de câncer ginecológico, excluindo processos relacionados ao mesotelioma, que já foram abordados em acordos anteriores.

A estratégia da J&J ainda enfrenta desafios legais, incluindo uma decisão da Suprema Corte dos EUA e propostas de leis federais que visam restringir o uso de proteção falimentar por empresas financeiramente sólidas, como a Johnson & Johnson.

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PORTAL IG

Inteligência Artificial: a revolução nos sistemas de saúde


O futuro da saúde depende da capacidade de adaptação e inovação constante

A transformação digital no setor de saúde, impulsionada pela Inteligência Artificial (IA), é amplamente vista como essencial para superar desafios crescentes. A inovação tecnológica promete resolver muitos dos problemas enfrentados pelos sistemas de saúde ao redor do mundo, desde a redução de custos até a melhoria na qualidade do atendimento. No entanto, muitos executivos do setor acreditam que os investimentos atuais são insuficientes para aproveitar todo o potencial dessas tecnologias emergentes.

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A era digital trouxe uma revolução para diversos setores, e a saúde não está de fora dessa transformação. A IA se apresenta como uma ferramenta poderosa, capaz de analisar grandes volumes de dados rapidamente, identificar padrões complexos e oferecer soluções precisas e personalizadas. A promessa é grande: otimizar diagnósticos, prever surtos de doenças, personalizar tratamentos e até mesmo automatizar tarefas administrativas, liberando profissionais de saúde para se concentrarem em cuidados mais críticos e humanos.

Os benefícios da IA na saúde são amplos e variados. A tecnologia pode não apenas reduzir os custos operacionais, mas também aumentar a eficiência e a precisão dos serviços médicos. Imagine um sistema onde os diagnósticos são mais rápidos e precisos, onde os tratamentos são personalizados com base em dados reais do paciente, e onde a prevenção de doenças se torna proativa em vez de reativa. Este cenário, que antes parecia distante, está se tornando cada vez mais real com o avanço da IA.

Entretanto, a implementação dessas tecnologias não é isenta de desafios. A falta de investimentos robustos é uma barreira significativa. Muitos executivos do setor de saúde reconhecem a importância da transformação digital, mas a escassez de recursos financeiros e a resistência à mudança dentro das organizações dificultam a adoção ampla e eficaz da IA. Além disso, a integração dessas novas tecnologias exige um esforço coordenado para capacitar os profissionais e adaptar os processos organizacionais.

Para que a transformação digital no setor de saúde atinja seu pleno potencial, é necessário um compromisso firme com a inovação e o investimento estratégico. Isso inclui alocar recursos de forma adequada, investir na formação contínua dos profissionais de saúde e estabelecer parcerias com empresas de tecnologia especializadas. A colaboração entre diferentes setores é crucial para desenvolver soluções personalizadas e eficazes que atendam às necessidades específicas de cada sistema de saúde.

Ao explorar as prioridades de investimento em IA no setor de saúde, este artigo destaca os benefícios esperados, os desafios enfrentados e as estratégias necessárias para garantir uma implementação eficaz e sustentável. A transformação digital é uma jornada contínua e multifacetada. Com uma abordagem estratégica e colaborativa, os sistemas de saúde podem não apenas sobreviver aos desafios atuais, mas prosperar, oferecendo um atendimento de qualidade superior e mais equitativo para todos.

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O futuro da saúde depende da capacidade de adaptação e inovação constante. A IA, longe de ser apenas uma ferramenta tecnológica, deve ser vista como um aliado poderoso na busca por um sistema de saúde mais eficiente, acessível e humano. A revolução digital está apenas começando, e aqueles que abraçarem essa mudança com visão e determinação estarão mais bem posicionados para liderar o caminho em direção a um futuro mais saudável e sustentável.

O Impacto Transformador da Inteligência Artificial na Saúde

Os avanços em IA, aprendizado de máquina e aprendizado profundo têm o potencial de revolucionar o setor de saúde. Segundo estudos da McKinsey, essas tecnologias podem resultar em uma economia líquida de até US$ 360 bilhões em gastos com saúde. A IA permite a análise rápida de grandes volumes de dados, identificando padrões que os seres humanos levariam anos para descobrir. Isso resulta em diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados, além de processos mais eficientes.

Diagnóstico e Tratamento

A IA já está sendo utilizada para aprimorar o diagnóstico de doenças. Ferramentas baseadas em IA podem analisar imagens médicas com uma precisão que rivaliza ou até supera a dos radiologistas humanos. Além disso, algoritmos de IA podem prever quais pacientes estão em maior risco de desenvolver complicações, permitindo intervenções preventivas e personalizadas.

Gestão de Recursos

A gestão eficiente dos recursos é outra área onde a IA pode fazer uma grande diferença. Sistemas baseados em IA podem prever a demanda por serviços de saúde, ajudando hospitais a otimizar o uso de seus recursos. Isso é particularmente importante em tempos de crises de saúde, como pandemias, onde a demanda pode variar drasticamente.

Desafios Persistentes nos Sistemas de Saúde

Os sistemas de saúde globais enfrentam desafios significativos, como custos crescentes, escassez de profissionais e uma população envelhecida que requer cuidados mais intensivos. Além disso, os consumidores estão exigindo cada vez mais conveniência e eficiência, como serviços de agendamento digital e telemedicina. A transformação digital, impulsionada pela IA, é vista como uma solução para muitos desses problemas, proporcionando melhores experiências aos pacientes e otimizando o uso dos recursos disponíveis.

Custos Crescentes

O aumento dos custos de saúde é uma preocupação constante. A IA pode ajudar a mitigar esses custos através da automação de tarefas administrativas e clínicas, melhorando a eficiência operacional. No entanto, a implementação dessas tecnologias exige investimentos iniciais significativos, o que pode ser um desafio para muitas organizações.

Escassez de Mão de Obra

A escassez de profissionais de saúde é outro desafio crítico. A IA pode ajudar a aliviar essa pressão automatizando tarefas rotineiras e permitindo que os profissionais de saúde se concentrem em cuidados mais complexos e personalizados. Isso não só melhora a eficiência, mas também aumenta a satisfação dos profissionais de saúde.

Envelhecimento da População

Com uma população global envelhecendo rapidamente, há uma demanda crescente por cuidados de longo prazo e gestão de condições crônicas. A IA pode desempenhar um papel crucial no monitoramento e gerenciamento desses pacientes, fornecendo cuidados personalizados e contínuos.

A Lacuna nos Investimentos em IA

Apesar do reconhecimento da importância da transformação digital, uma pesquisa da McKinsey revela que 75% dos executivos de saúde acreditam que seus investimentos atuais em IA e tecnologias digitais estão aquém do necessário. Muitos apontam a falta de recursos financeiros e a resistência à mudança como barreiras significativas. A implementação eficaz dessas tecnologias exige não apenas capital, mas também um compromisso com a formação contínua de profissionais e a adaptação de processos organizacionais.

Estratégias para Maximizar o Impacto da IA

Para superar essas barreiras, os sistemas de saúde devem adotar uma abordagem estratégica ao investir em IA. Isso inclui:

1. Alocação Adequada de Recursos: Priorizar investimentos em áreas com maior potencial de retorno, como diagnóstico por imagem, análise de dados clínicos e telemedicina.

2. Capacitação e Treinamento: Investir na formação de profissionais para que possam utilizar e integrar novas tecnologias de maneira eficiente.

3. Colaboração com Parceiros Tecnológicos: Estabelecer parcerias com empresas especializadas em IA para desenvolver soluções personalizadas e eficazes.

4. Monitoramento e Avaliação Contínua: Implementar sistemas de monitoramento para avaliar o impacto das tecnologias e ajustar estratégias conforme necessário.

A Visão para o Futuro

A transformação digital através da IA é uma jornada contínua e multifacetada. Os sistemas de saúde que priorizarem investimentos estratégicos, capacitação adequada e parcerias colaborativas estarão mais bem posicionados para enfrentar os desafios futuros. A economia projetada de bilhões de dólares em gastos com saúde não é apenas uma promessa distante, mas uma realidade alcançável com a abordagem certa.

Considerações Finais

O futuro da saúde depende da capacidade de adaptação e inovação constante, garantindo que as tecnologias emergentes sejam plenamente integradas para beneficiar pacientes e profissionais de saúde. O sucesso reside em reconhecer que a IA não é apenas uma ferramenta, mas um aliado poderoso na busca por um sistema de saúde mais eficiente, acessível e humano. Ao adotar uma visão holística e estratégica, os sistemas de saúde podem não apenas sobreviver aos desafios atuais, mas prosperar, oferecendo um atendimento de qualidade superior e mais equitativo para todos.

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CQCS - CENTRO DE QUALIFICAÇÃO DO CORRETOR DE SEGUROS

Planos de saúde: quatro beneficiários fraudaram R$ 9 milhões em três anos e meio


Criação de clínica fictícia para atendimento de menor, no endereço residencial dos pais, apresentação de notas falsas, uso de recibos adulterados, cobranças de serviços em duplicidade, declaração de procedimentos não reconhecidos pelos profissionais que os teriam realizado. Essas são algumas das fraudes identificadas em supostos tratamentos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de quatro beneficiários de planos de saúde da SulAmérica que juntos totalizam um desembolso de cerca de R$ 9 milhões, de janeiro de 2021 a maio de 2024. Nesse caso, não se tratam de quadrilhas, como já denunciamos aqui, mas casos individuais que resultaram em notícia-crime à polícia e em ação judicial contra o beneficiário e seu representante legal.

Inteligência artificial, auditoria todas as ferramentas estão sendo usadas pela SulAmérica para identificação fraudes. A operadora chegou a barrar judicialmente R$ 73 milhões em reembolsos fraudulentos de janeiro de 2023 a julho deste ano, nesses quatro casos, no entanto, as irregularidades só foram identificadas após o pagamento. Segundo a operadora, a atuação visa além de combater práticas criminosas, proteger os beneficiários garantindo que sejam atendidos por estabelecimentos regulares e profissionais qualificados.

- Esses casos demonstram como surgem tipos inéditos de fraude a cada oportunidade - diz a diretora-executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente.

Na avaliação da FenaSaúde, é necessário que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) crie uma Diretriz de Utilização (DUT), estabelecendo requisitos e procedimentos para a cobertura dos atendimentos multidisciplinares dos pacientes com TEA.

- Seria uma iniciativa capaz de ajudar a coibir desperdícios e evitar fraudes, sem comprometer o bom atendimento aos beneficiários com TEA, colaborando para preservar a sustentabilidade de todo o sistema suplementar - diz Vera.

Na avaliação de Ana Navarrete, consultora especialista em saúde suplementar, no entanto, a criação de DUTs é uma solução ruim, porque acaba por se tornar uma via indireta de controle de acesso ao tratamento, o que prejudica o usuário de boa-fé.

- A criação de DUTs dificulta o acesso de quem está no uso adequado do plano. Aumenta o risco de negar atendimento necessário a quem precisa. O que realmente resolveria o problema seria avançarmos numa regulação e maior fiscalização sobre os prestadores. Tanto sobre preço quanto qualidade - avalia Navarrete.

O combate a fraudes é de interesse de todos, inclusive dos consumidores, afinal a conta dos planos de saúde é como a dos condomínios, um rateio entre todos os usuários. Isso significa na prática, que todos pagam pelos procedimentos irregulares. No entanto, têm sido frequentes os relatos de dificuldade de aprovação de procedimentos e de pagamentos de reembolso aos beneficiários dos planos de saúde, diz a especialista.

- Combater a fraude é importante e necessário, mas não pode ser um pretexto para dificultar acesso ou criar burocracias desnecessárias para que os usuários de planos de saúde tenham acesso a seus direitos.

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Porto Saúde se consolida entre os melhores planos de saúde do país e acelera expansão com novos produtos e serviços

A Porto Saúde se destacou e conquistou uma posição entre os 10 melhores planos de saúde do país, segundo o 'Valor 1000', ranking que categoriza as maiores empresas por empresas por segmento. O reconhecimento afirma o compromisso da companhia em ser uma referência no setor de saúde suplementar, alcançando resultados financeiros robustos e expandindo os serviços por todo o Brasil.

Em março de 2024, a Porto Saúde expandiu a Linha Pro, já presente em São Paulo (SP) e outras regiões, para o Rio de Janeiro (RJ), que inclui três planos (Bronze Rio Pro, Prata Rio Pro e Ouro Rio Pro), com coparticipação opcional de 10, 20 e 30%, e diversos benefícios, como telemedicina 24 horas, descontos em medicamentos em mais de cinco redes de farmácias. Além disso, a Linha Pro também oferece Seguro Odontológico, sem custo adicional, e assistência viagem nacional, por um preço mais acessível e com a qualidade de atendimento Porto, para planos de três a 99 vidas.

A companhia também lançou, no primeiro trimestre do ano, a Linha Porto Saúde, que se destina para pequenas, médias e grandes empresas. Com abrangência nacional, reembolso, rede otimizada, custos cerca de 15% menores que a Linha Tradicional, o produto conta com acesso ao Time Médico Porto, a programas de promoção à saúde e descontos em farmácias parceiras.

A fim de continuar oferecendo um atendimento de qualidade para os segurados e gerando novas oportunidades para os corretores, a Porto Saúde realizou, em julho, o lançamento da Linha Porto Bairro, um plano de saúde microrregional operado pela Portomed e focado em pequenas e médias empresas (PMEs) de São Paulo.

O novo produto oferece 10 novos planos, cada um associado a um bairro específico da cidade, como Centro, Ipiranga e Itaquera, com hospitais de referência locais e outros serviços, que incluem acesso Time Médico Porto, a laboratórios próximos, telemedicina 24h, psicólogos online e descontos em farmácias. Com a nova linha, os clientes podem acionar seguros odontológicos e de vida a preços promocionais, como complemento ao plano.

Em meio ao cenário de crescimento e expansão, a companhia tende a continuar se adaptando às principais necessidades dos segurados e às evoluções do mercado brasileiro.

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Assessoria de Comunicação

Terça, 24 Setembro 2024 07:32

CLIPPING AHPACEG 24/09/24

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Gestão: hábitos saudáveis valem também para os negócios

A retomada da saúde suplementar

Doenças raras: Saúde barra 43% dos remédios que poderiam entrar no SUS

Hapvida NDI anuncia investimento anual de R$ 1 bilhão para expandir sua rede de atendimento

MEDICINA S/A

Gestão: hábitos saudáveis valem também para os negócios

Por Marcelo Stangherlin

Hábitos nada saudáveis podem causar sérias doenças. Algumas delas, com risco à vida, podendo abreviá-la ao ponto de viver os últimos momentos em cuidados paliativos, até seu ocaso. Vale para nossa existência e, também, para a gestão de negócios, quando a falta de cuidado pode fazer uma empresa ter um fim precoce.

Infelizmente, para mais da metade dos negócios brasileiros, essa tem sido a regra. São aquelas que, segundo estudo do BigDataCorp, não resistem a mais de três anos de operação. Entre os principais motivos para o fechamento precoce estão a falta de planejamento e a gestão financeira deficitária.

Empreendimentos que se descuidam e não priorizam o controle das finanças são os mais vulneráveis e menos preparados para enfrentar crises externas. Pouco resilientes, ficam sujeitos aos desequilíbrios provocados pelo contexto e apresentam maior dificuldade para retomada.

O assunto ganhou mais importância nos últimos anos, especialmente desde a pandemia. Na ocasião, um dos setores mais expostos foi o da saúde - tanto pelo excesso de demanda nas emergências quanto pela queda na procura por consultas e procedimentos eletivos. Clínicas e consultórios médicos com foco em pacientes recorrentes viram seu faturamento despencar e passaram a olhar para a saúde financeira com mais atenção. Ao mesmo tempo, tomaram como prioridade a transformação digital. O resultado dessa combinação? Tecnologia aplicada à otimização de recursos - de tempo e dinheiro.

Negócios médicos de pequeno e médio porte perceberam a importância de fluxos e processos mais robustos para dar conta das diferentes necessidades que envolvem o cuidado com as finanças. E o mercado acompanhou essa movimentação.

Softwares de gerenciamento voltados à área da saúde já substituem pilhas de papel, automatizam trabalhos manuais, facilitam o controle de estoque, resolvem repasses de valores, comissionamento, emissão de nota fiscal e fluxo de caixa, promovem a integração de dados e geram relatórios a partir do cruzamento de informações. Tudo isso de forma integrada, customizada, segura e descomplicada. Com visualização e análise avançada de dados, o médico tem o principal número do consultório na palma da mão - recurso fundamental para uma tomada de decisão ágil e assertiva.

Players do setor que investiram em soluções de gestão financeira à época da pandemia certamente estavam melhor preparados para lidar com os desafios motivados pela recente catástrofe no Rio Grande do Sul. E seguem menos suscetíveis a crises futuras. Estão credenciados para encarar, com resiliência, as adversidades no horizonte.

E essa solução não se restringe ao setor da saúde. É o cuidado necessário para auxiliar gestores de qualquer nicho a navegar em mares revoltos. Valendo-se de ferramentas como essas, somado a hábitos saudáveis, como boa gestão, rigor com as finanças e planejamento, é possível ter uma vida mais longa e prosperar com sustentabilidade.

*Marcelo Stangherlin é CEO da GestãoDS.

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A retomada da saúde suplementar

Planos de saúde registram primeiro resultado operacional positivo no 1º trimestre desde 2021. IESS enxerga primeiros sinais de recuperação depois da crise no período pós-pandemia.

As operadoras de planos de saúde de assistência médico-hospitalar fecharam o primeiro trimestre desse ano com Resultado Operacional (RO) positivo de R$ 1,9 bilhão, o primeiro desempenho “no azul” para os três primeiros meses desde 2021. Além disso, o resultado trimestral apresentou convergência positiva dos três principais indicadores de desempenho econômico-financeiro do setor: RO, Resultado Líquido (RL) e Resultado Financeiro (RF) – algo inédito desde 2020 (até então, pelo menos um dos três indicadores tinha performance negativa no primeiro trimestre). Os dados, divulgados em agosto, fazem parte do relatório “Análise econômico-financeira dos planos de assistência médica no Brasil (2018-2024): Impactos da pandemia e perspectivas de recuperação”, produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

“A Receita Operacional retrata exatamente todas as entradas e saídas das operadoras especificamente com o negócio do plano de saúde, sem envolver os ganhos financeiros, por exemplo, com aplicações de Tesouraria. Obter um resultado operacional positivo é uma condição elementar para a sobrevivência e a sustentabilidade de qualquer negócio, e, claro, o mesmo raciocínio vale para uma operadora de plano de saúde”, analisa o superintendente executivo do IESS, José Cechin.

A RO equivale à diferença entre receitas e despesas da operação, ou seja, é o resultado obtido após deduzir despesas assistenciais, administrativas, de comercialização e outras do volume total de receitas obtidas com contraprestações (mensalidades) e outros rendimentos operacionais. Isso exclui, portanto, os ganhos financeiros das operadoras. Cabe lembrar que, em março de 2024, os planos de saúde de assistência médico-hospitalar contavam com 50,9 milhões de beneficiários, sendo que 17% possuíam planos individuais ou familiares, enquanto 83% estavam em planos coletivos empresariais ou por adesão, distribuídos entre 673 operadoras.

Segundo Cechin, diante da crise econômica deflagrada no setor desde a pandemia de covid-19 iniciada em 2020, esse é o primeiro sintoma de um processo de recuperação do sistema de saúde suplementar. Prova disso é que o RO do primeiro trimestre de 2024 representou uma melhora considerável ante o mesmo período de 2023, quando foi registrado resultado de negativo de R$ 1,7 bilhão.

O resultado é significativo porque, a partir de 2022, o setor viveu um processo de intensificação de demanda de serviços de saúde, a partir da retomada de procedimentos suspensos durante a pandemia de covid-19 (2020 e 2021).  “Entre 2022 e 2023, observou-se uma deterioração no resultado operacional, registrando valores negativos de R$ 10,7 bilhões e R$ 5,9 bilhões, respectivamente. Por outro lado, os resultados financeiros apresentaram melhora significativa, impulsionados pelo acelerado crescimento nas taxas de juros, alcançando R$ 9,4 bilhões e R$ 11,2 bilhões, respectivamente. O resultado líquido foi negativo em R$ 529,8 milhões e positivo em R$ 1,9 bilhão, respectivamente”, relata o documento.

A margem de lucro líquido (MLL), que representa a porcentagem do RL em relação ao total de receitas operacionais acumuladas no período, variou consideravelmente ao longo do tempo analisado, oscilando entre -4,7% e 16,2% (início da pandemia). No primeiro trimestre de 2024, a MLL foi, no entanto, de 3,7%, refletindo uma melhoria gradual nas margens das operadoras médico-hospitalares.

O estudo explica que os primeiros sinais de recuperação advêm de diversas iniciativas deflagradas pelas operadoras, caso de renegociações de contrato com fornecedores e prestadores de serviços, ganhos de eficiência administrativa (sobretudo com uso de tecnologias e melhorias de processos), combate ao desperdício (especialmente no enfrentamento de práticas fraudulentas) e reorientação assistencial, com foco em promoção da saúde, cuidados preventivos e apoio à gestão de saúde de portadores de doenças crônicas.

Todo esse conjunto de iniciativas também refletiu em melhoria da sinistralidade, outro indicador relevante. A proporção das receitas destinadas às despesas assistenciais atingiu o patamar de 91,7% no segundo trimestre de 2022, até chegar ao índice de 82,5% no primeiro trimestre de 2024, dentro da média histórica. “Observa-se uma tendência de redução da sinistralidade em todos os períodos, indicando uma possível recuperação do setor do ponto de vista econômico-financeiro, com a ressalva de que o primeiro trimestre de cada ano tende a apresentar resultados líquidos mais favoráveis”, informa o documento.

5 milhões de empregos

As oportunidades de empregos formais geradas na cadeia produtiva da saúde seguem em crescimento no país. No segundo trimestre deste ano, elas atingiram a expressiva marca de 4 milhões e 997 mil vínculos, com alta de 1,5% no período. As informações são do Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde nº 72, publicação do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). 

O estudo considera os setores público e privado e os empregos diretos e indiretos, sendo que a região Sudeste detém mais da metade dos vínculos (2,5 milhões) da cadeia. O maior crescimento no trimestre ocorreu no Nordeste (15,8%), seguido por Sudeste (9,8%), Centro-Oeste (3,2%) e Norte (1%). O Sul apresentou variação negativa (-1,9%) no período.

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, no entanto, destacaram-se ao apresentar a maior proporção de contratações na saúde em relação à economia, todas com o mesmo índice 12,4%, considerando o peso da cadeia no mercado de trabalho total. O Sudeste registrou 10,5% e o Sul, 8,4%.

Para o superintendente executivo do IESS, José Cechin, as oportunidades de emprego na cadeia da saúde seguem atingindo bons indicadores. “Com exceção do Sul, que no período avaliado registrou uma leve queda, reflexo das fortes chuvas que afetaram centenas de cidades, os indicadores foram positivos nas demais regiões, superando inclusive a taxa de crescimento da economia (1,2%)”, afirma.    

O Norte também se sobressaiu em relação ao volume de funcionários públicos na saúde ao registrar a maior proporção (45,1%) do total de contratações na cadeia. A Análise Especial do estudo também aponta que, em junho, a região representava 5% dos vínculos empregatícios na economia brasileira, e a cadeia de saúde suplementar correspondia a 7,4% do total de trabalhadores.

Os dados apontam que o Pará é o estado com maior número de vínculos no período (71,1 mil registros de carteira assinada), seguido pelo Amazonas (32,9 mil).   

Liderança das Unimeds

34 das 50 maiores operadoras de planos de saúde do Brasil são Unimed

O anuário Valor 1000 apresentou o ranking dos maiores planos de saúde que atuam no mercado. Dentre as 50 operadoras classificadas, estão 33 cooperativas médicas e uma empresa do Sistema Unimed. O resultado reflete a liderança da Unimed no setor de saúde suplementar, com 20,5 milhões de beneficiários de planos de saúde e odontológicos, e a força do modelo cooperativista, que possibilitou que a marca expandisse sua atuação a todas as regiões do país, com presença em 92% dos municípios brasileiros. 

A Unimed do Brasil – confederação que representa institucionalmente as 340 cooperativas médicas e empresas do Sistema Unimed – tem acompanhado o crescimento da participação das cooperativas no ranking ao longo dos anos. O presidente da entidade, Omar Abujamra Junior, analisa que o desempenho de destaque também é fruto da segurança assistencial e da qualidade dos serviços prestados, que fazem com que a marca conquiste a confiança de um número crescente de consumidores, tendo obtido aumento na carteira de clientes no último ano.

“A Unimed gera valor para a sociedade, contribuindo para movimentar a economia no segmento de saúde e para a criação de emprego e renda, com o desenvolvimento de estruturas para atender às necessidades da população, como hospitais e centros de diagnósticos, e de tecnologias para aprimorar a prestação de serviços. Nossas cooperativas também transformam vidas, pois participam do dia a dia das comunidades em que estamos presentes, por meio do investimento em programas de promoção à saúde e à prevenção e em projetos socioambientais”, destaca o presidente da Unimed do Brasil.

A força da Unimed em números

Ao longo de mais de 56 anos de atuação, a Unimed consolidou-se como líder do setor de saúde suplementar. Fundada em 1967, com a criação da Unimed Santos (SP), o sistema é composto atualmente por 340 cooperativas médicas e empresas. Presente em 92% dos municípios do Brasil, a marca atende 20,5 milhões de beneficiários de planos de saúde e odontológicos, com uma rede que inclui 118 mil médicos cooperados, responsáveis por gerar 147 mil empregos diretos.

A rede da Unimed é a maior do país em termos de assistência, com mais de 30 mil estabelecimentos de saúde parceiros, além de sua rede própria, que inclui 163 hospitais e hospitais-dia, 86 unidades de urgência e emergência, 509 clínicas, 42 centros de diagnóstico, 68 laboratórios e 96 serviços de terapias especiais. Em 2023, essa operação injetou mais de R$ 87 bilhões no sistema de saúde brasileiro, com a realização de 631 milhões de eventos assistenciais, como consultas, exames e internações.

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Destaques do Sistema Unimed

340 cooperativas médicas e empresas

Presença em 92% dos municípios – 5.147 ou 9 em cada 10 cidades brasileiras

20,5 milhões de beneficiários de planos de saúde e odontológicos – 10% da população

118 mil médicos cooperados – 20,5% dos médicos ativos no país

147 mil empregos diretos

39% de participação no mercado de planos de saúde, líder na saúde suplementar

Rede própria: 163 hospitais gerais e hospitais-dia, 86 unidades de urgência e emergência, 509 clínicas, 42 centros de diagnóstico, 68 laboratórios e 96 serviços de terapias especiais

17 hospitais da Unimed figuram no ranking “The World’s Best Hospitals 2024” da revista Newsweek, entre os 115 melhores hospitais do Brasil

631 milhões de eventos assistenciais realizados em 2023, com um total de R$ 87 bilhões destinados aos serviços de saúde

No Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), avaliação da ANS, 20 das 25 operadoras com nota máxima são Unimed, e 234 cooperativas foram classificadas nas melhores faixas de desempenho

98 cooperativas possuem 138 unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) e 392 programas de promoção à saúde e prevenção de doenças crônicas

Líder global entre cooperativas de saúde no World Cooperative Monitor 2023

Parcerias com mais de 130 startups por meio do centro de inovação Lab Hub Unimed

Faculdade Unimed: mais de 170 mil profissionais formados nas áreas de gestão, saúde e cooperativismo

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Inovação e ESG

A Unimed do Brasil investe fortemente em inovação aberta e sustentabilidade. No Top Open Corps, 100 cooperativas mantêm negócios com startups, e o Lab Hub Unimed promove parcerias com incubadoras e investidores. Além disso, a Unimed é signatária do Pacto Global da ONU, com programas que incentivam práticas de ESG em todo o sistema. A marca também promove iniciativas como o Acelera Unimed e o Programa de Inteligência Artificial, com foco no desenvolvimento de novas tecnologias e na transformação digital do setor de saúde.

Boas práticas

Acompanhe nas próximas matérias as boas práticas de excelência e modelos inovadores de cooperativas Unimeds, com foco em resultados de gestão, tecnologia, práticas assistenciais e experiência do cliente.

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METROPOLES

Doenças raras: Saúde barra 43% dos remédios que poderiam entrar no SUS

De 23 medicamentos avaliados desde 2023, dez foram negados pela Conitec, subordinada ao Ministério da Saúde
Dez dos 23 medicamentos contra doenças raras e ultrarraras analisados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) em 2023 e em 2024 foram barrados de entrar para o Sistema Único de Saúde (SUS). É o equivalente a 43,4%, mostra levantamento da coluna sobre dados do Ministério da Saúde.

O dado é equivalente à média da série histórica e representa uma queda em relação aos dois últimos anos do governo passado, quando foram negados 65% dos medicamentos. Procurado, o Ministério da Saúde acrescentou que "doenças raras" é a categoria com o maior número de incorporações desde janeiro de 2023.

Nenhum medicamento ou exame, por exemplo, chega à rede pública antes de passar pelo crivo da Conitec - as exceções foram as vacinas contra a Covid-19, que tiveram processo emergencial anterior ao aval da comissão. O colegiado é subordinado ao Ministério da Saúde e tem caráter técnico e de assessoramento, sem poder de decisão. A palavra final é do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Carlos Gadelha. Porém, via de regra, as orientações do grupo são acatadas.

3 imagens Fechar modal. 1 de 3 Fachada do Ministério da Saúde Marcelo Camargo/Agência Brasil 2 de 3 Ministra da Saúde, Nísia Trindade Fábio Vieira/Metrópoles 3 de 3 Doenças raras acometem, em maior parte, crianças, dizem especialistas Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Números parciais de janeiro a setembro de 2024 apontam para nove medicamentos avaliados: cinco aprovados e quatro negados. Entre os barrados, está o pegvisomanto, usado no tratamento da acromegalia, que se caracteriza pelo crescimento excessivo de algumas partes do corpo.

Esse cenário se assemelha ao de 2023. No último ano, a Conitec analisou 14 medicamentos, tendo recomendado oito e barrado seis. Na lista de negados, há o inibidor da C1 esterase derivado de plasma via subcutânea, usado contra o angioedema hereditário (que atinge o sistema imunitário).

O total de medicamentos para doenças raras barrados no atual governo é menor do que o dos dois últimos anos do governo de Jair Bolsonaro (PL). Em 2021 e em 2022, a Conitec analisou 29 remédios e negou 19, o equivalente a 65%. À época, o tema era uma pauta encampada pela então primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL).

Doenças raras são aquelas que afetam uma pequena parte da população em relação às enfermidades mais comuns. Segundo o ministério, a maioria delas ocorre em crianças. Tratam-se de pacientes que necessitam, muitas vezes, de cuidados e tratamentos contínuos e multidisciplinares.

O total de enfermidades raras é desconhecido e o diagnóstico, um entrave. Estima-se, contudo, que existam 5 mil tipos diferentes delas. Segundo estudos internacionais, doenças raras podem acometer de 263 milhões a 446 milhões de pessoas em todo o mundo. Esse montante corresponde a 3,5% a 5,9% da população.

Entenda as decisões que barram medicamentos para doenças raras

É comum que os medicamentos para doenças raras tenham alto custo, até mesmo milionário. Interlocutores ouvidos pela coluna avaliam que a análise da Conitec, por vezes, foca no caráter econômico em detrimento de outros quesitos e, por isso, parte dos medicamentos não se torna disponível no SUS.

Essa análise é corroborada por entidades de pacientes, que pleiteiam um assento no grupo. "Para a Conitec, tudo é muito caro. Eles veem o preço. Eles não estão vendo a importância do diagnóstico precoce, a incorporação do medicamento para raras", disse a presidente da Associação Maria Vitoria de Doenças Raras (AMAVI Raras) e vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas), Lauda Santos.

Outra avaliação é de que a escassez de evidências científicas, ainda que os medicamentos precisem ter aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para passarem pela Conitec, faz com que haja possibilidade de negativa. Segundo fontes, existe até mesmo um atrito em razão disso entre a autarquia federal e a comissão.

"Muitas vezes, existe uma carência de dados científicos. Por terem menos evidências científicas, é mais fácil de negar", analisou o advogado especialista em doenças raras e pesquisador do tema na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Daniel Wainstock.

O Ministério da Saúde, por sua vez, confirmou os dados publicados pela coluna e acrescentou que, desde a criação da Conitec, em 2011, o percentual de recomendações favoráveis é de cerca de 55% do total das demandas recebidas.

"De janeiro de 2023 a setembro de 2024, a pasta incorporou 47 tecnologias no SUS, das quais 15 (32%) são destinadas a tratamentos para doenças raras, sendo 13 medicamentos e 2 tecnologias, tornando-se a categoria com o maior número de incorporações, seguida pelo grupo de doenças infecciosas, com dez incorporações", diz a pasta.

Conheça a Conitec

A Conitec se divide em três comitês: Medicamentos; Produtos e Procedimentos; e Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. As reuniões são gravadas e disponibilizadas online dias após a realização delas.

Participam da comissão as secretarias do ministério, os conselhos de secretários de saúde (Conass e Conasems), a Anvisa, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Nats).

O grupo tem 180 dias, prorrogáveis por mais 90, para analisar se uma tecnologia será ou não incorporada ao SUS. De acordo com a Conitec, criada em 2011, as evidências científicas consideram a eficácia, a acurácia, a efetividade e a segurança da tecnologia, além da avaliação econômica em comparação às já existentes.

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SAÚDE BUSINESS

Hapvida NDI anuncia investimento anual de R$ 1 bilhão para expandir sua rede de atendimento

Ao completar mais um ano de sua trajetória de quase oito décadas, a Hapvida NotreDame Intermédica segue em ritmo de expansão e qualificação da sua rede própria. Com 79 anos de atuação e uma estrutura que abrange 803 unidades distribuídas em 19 estados e no Distrito Federal, incluindo hospitais, clínicas, prontos atendimentos, além de unidades de coleta laboratorial e exames de imagem, a empresa se consolida em uma posição estratégica para explorar o crescente potencial do setor. 

Nos últimos dois semestres, a rede ganhou 41 novas unidades, provenientes de inaugurações e aquisições, e adicionou 290 leitos hospitalares. O foco em expansão permanece firme, com planos de intensificação nos próximos anos. A empresa prevê um investimento anual de R$ 1 bilhão, abrangendo todas as regiões do país. Além disso, foi anunciado o planejamento de seis novos hospitais na rede própria até 2026, com localizações nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Manaus e Fortaleza. 

Paralelamente à ampliação da infraestrutura física, a companhia está fazendo investimentos robustos em tecnologia. A integração de sistemas, automação de dados e processos têm sido prioritárias desde a fusão com a NDI, cujo processo deve ser finalizado até o fim do ano. Também estão em andamento a modernização de parques de diagnósticos e equipamentos, melhorias nos sites e novos recursos nos aplicativos. Esses esforços visam aumentar a qualidade, segurança e agilidade para clientes e médicos, além de fortalecer a estratégia de verticalização que sustenta o modelo de negócios da empresa. 

A operação com uma rede própria é central para garantir eficiência em custos, preços competitivos e alta qualidade no atendimento aos beneficiários. O modelo verticalizado facilita a padronização dos cuidados, adotando protocolos clínicos que aumentam a eficácia dos tratamentos, evitam duplicidade de exames e procedimentos, e aceleram a implementação de novas tecnologias, além de garantir um controle eficiente das informações clínicas. 

“Nossa missão na Hapvida NotreDame Intermédica é expandir continuamente nossa rede, com um compromisso sólido com o ensino, pesquisa e tecnologia. Estamos investindo fortemente em inovação, hotelaria e conforto para aprimorar a experiência de saúde dos nossos pacientes. Nosso objetivo é garantir melhorias constantes no atendimento, elevando os padrões de qualidade e proporcionando uma experiência ainda mais eficiente e acolhedora”, afirma Jorge Pinheiro, CEO da companhia. 

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Assessoria de Comunicação

O case "Impressão zero", do associado Hospital do Coração de Goiás, foi aprovado e entrará na publicação "ESG nos Hospitais Anahp", de 2024.

A nova edição será lançada durante o Conahp, que acontecerá em São Paulo nos dias 16 e 17 de outubro.

A publicação terá uma tiragem impressa limitada, e, em seguida, será disponibilizada na versão digital no site da Anahp.

Na edição de 2023, a Anahp ressalta que “não é mais possível olhar para a saúde sem enxergar em cada pedacinho dela os pilares do ESG”, que englobam práticas voltadas para a preservação do meio ambiente, responsabilidade social e governança empresarial.

Parabéns ao Hospital do Coração de Goiás

Segunda, 23 Setembro 2024 06:54

CLIPPING AHPACEG 21 A 23/09/24

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Saúde suplementar registra queda em maior parte dos procedimentos

"Máfia das Próteses": condenados seguem atuando na saúde pública do DF

Ipasgo Saúde irá manter 10 mil beneficiários mesmo depois de adesão as regras da ANS

Bebê morre em hospital no dia de aniversário de 1 ano, e polícia investiga

MEDICINA S/A

Saúde suplementar registra queda em maior parte dos procedimentos

Com o objetivo de descobrir por que os custos da saúde suplementar vêm aumentando, a 3ª Edição do Balanço Observatório Anahp, publicação trimestral com o panorama financeiro e operacional do setor, apresenta entre os dados, um levantamento específico para o período de 5 anos, de 2019 a 2023. Os números apontam que não houve elevação no uso por beneficiário, e sim uma queda na maior parte dos procedimentos.

Hoje, os usuários de planos de saúde realizam menos consultas médicas e internações do que em 2019. O aumento de custos, mostram os números, ocorre pelo crescimento dos beneficiários e pelo descontrole em itens específicos como exames e terapias.

"A busca por eficiência e o combate ao desperdício precisam partir de uma avaliação técnica, e é isso que buscamos ter com estes números referentes aos últimos 5 anos e que foram analisados do ponto de vista financeiro e operacional", destaca Antônio Britto, diretor-executivo da Anahp.

Do ponto de vista do custo com os procedimentos cobertos pelos planos de saúde, as terapias e outros atendimentos ambulatoriais cresceram 40% e 31%, em valores reais, respectivamente; e as despesas com consultas médicas baixaram 1%, aplicado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para deflacionar esse valor.

No que se relaciona especialmente às operadoras, dados do segundo trimestre de 2024 mostram um cenário econômico favorável. Os números parciais indicam que o mercado de saúde suplementar vem garantindo algum resultado ou atenuando déficits de sua operação em função do resultado das aplicações financeiras, como aconteceu em 2023 .

Contudo, o indicador de prazo médio de recebimento, que expressa a quantidade média de dias em que o hospital recebe pelo serviço prestado, o prazo segue elevado (cerca de 65 dias) e, sugere dificuldade de negociação entre hospitais e operadoras, com contas hospitalares que levam meses para serem pagas; o que traz maior dificuldades aos hospitais para manutenção de seu fluxo de caixa.

Houve também uma mudança nas provisões técnicas, que são valores contabilizados no passivo da operadora que refletem as obrigações esperadas decorrentes da operação de plano de saúde. Como se pode ver no gráfico abaixo, a PEONA (Provisão para eventos ocorridos e não avisados), passou o PESL (Provisão de eventos/sinistros a liquidar), fato que não ocorria há quatro anos. Isso aponta que as operadoras estão provisionando mais do que antigamente.

O Balanço Observatório Anahp traz dados econômico-financeiros do setor da saúde suplementar é resultado de desdobramento do Observatório Anahp, e para seu conteúdo há duas fontes básicas de dados: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Sistema de Indicadores Hospitalares da Anahp. Os números contam com a análise da consultoria Arquitetos da Saúde.

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METRÓPOLES

"Máfia das Próteses": condenados seguem atuando na saúde pública do DF

"Máfia das Próteses" foi um grupo criminoso acusado de mutilar pacientes do DF em cirurgias desnecessárias com materiais de baixa qualidade


Durante o juramento de Hipócrates, ato solene feito por médicos na sua formação, profissionais de saúde prometem guardar máximo respeito e dignidade pela vida humana dos pacientes. No entanto, as falas não são seguidas por todos. Em 2016, a população do Distrito Federal ficou chocada ao ter ciência das denúncias contra a "Máfia das Próteses", grupo criminoso acusado de fraudar planos e mutilar pacientes submetidos a cirurgias desnecessárias com materiais de baixa qualidade.

Com a divulgação das acusações, centenas de vítimas do esquema procuraram a polícia para prestar depoimento. Os relatos incluem mutilações e tentativa de homicídio, segundo consta no inquérito. O grupo teria movimentado milhões de reais em cirurgias, equipamentos e propinas. Estavam envolvidos empresários, médicos, enfermeiros e outros profissionais.

Em meados de 2020, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou 12 réus da "Máfia das Próteses". Muitos seguem livres e continuam atendendo em hospitais e clínicas da capital federal. Há casos, inclusive, de condenados que seguem trabalhando na saúde pública do DF.

Sammer Oliveira Santos, que trabalhava na empresa de fornecimento órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs), foi sentenciada a uma pena de 3 anos e 9 meses de reclusão em regime aberto. A mulher chegou a admitir o esquema criminoso em uma delação premiada.

O Metrópoles apurou que, atualmente, Sammer Oliveira Santos é servidora ativa da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) atuando como enfermeira em centro obstétrico dentro de uma unidade pública de saúde. Ela é funcionária pública desde 2018 e recebe uma remuneração básica bruta de R$ 14.489,31.

Durante sua delação, a enfermeira admitiu que por orientação de um dos sócios havia uma combinação entre empresas para fazer a cotação das órteses, próteses e outros materiais especiais (OPMEs). De acordo com ela, essas empresas eram indicadas apenas para "fazer número".

No decorrer das investigações que deram origem à operação Mister Hyde, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) precisou prender um servidor da própria corporação. Na decisão de 2020, Marco de Agassiz Almeida Vasques foi condenado a 4 anos e 6 meses em regime fechado por organização criminosa.

Mesmo assim, ele segue como como médico-legista lotado na policlínica da PCDF. De acordo com o Diário Oficial do DF (DODF), no final do ano passado, o servidor chegou a ocupar o cargo de gerente de Perícias Médicas por um curto período de tempo. A remuneração básica dele gira em torno de R$ 25 mil.

Como a defesa do perito recorreu da decisão em 1ª grau, o processo está em fase de recurso no TJDFT, portanto não houve trânsito em julgado. O Metrópoles conseguiu entrar em contato com o advogado do médico.

A defesa alega que Marcos continua trabalhando porque foi absolvido no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto sobre o caso. "Ele foi absolvido, primeiro, ao fundamento de que não havia nenhuma relação entre essas acusações com a atuação dele na Polícia Civil. As acusações dizem respeito à atuação dele enquanto médico privado", argumenta o advogado Marcelo Leal.

Ele informa também que o PAD foi arquivado, pois testemunhas ouvidas comprovaram o "contrário" do que foi exposto nas denúncias. Inclusive, segundo a defesa do homem, haveria depoimentos de "delatores que desdizem o que haviam dito anteriormente".

Outro ponto levantado pela defesa é de que o simples indicativo de formação de organização criminosa sem apontar outros crimes: "Como é que existe uma organização criminosa que não praticou crime nenhum? O Ministério Público do DF abriu inquéritos para investigar os supostos crimes praticados pela organização criminosa e não ofereceu nenhuma outra denúncia. Significa que chegou-se à conclusão que não teve crime praticado".

"Marco Agassiz é inocente e, por isso, foi absolvido administrativamente, não havendo qualquer impedimento para que exerça suas funções na Polícia Civil. Quanto à condenação de primeira instância, esta defesa aguarda com serenidade o julgamento do recurso de apelação, na certeza de que sua inocência será reconhecida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal", finaliza Leal.

Máfia das Próteses

Segundo a investigação dos promotores e dos policiais civis, o grupo usava os procedimentos cirúrgicos para ganhar cada vez mais dinheiro. Entre as pessoas presas na Operação Mister Hyde, estão médicos e representantes de empresas fornecedoras de órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs). O esquema teria movimentado milhões de reais em cirurgias, equipamentos e propinas.

Há casos de pacientes que foram submetidos a procedimentos desnecessários, como sucessivas cirurgias, para que gerassem mais lucro aos suspeitos. Em outros, conforme revelado pelas investigações, eram utilizados produtos vencidos e feita a troca de próteses mais caras por outras baratas.

Além dos pacientes, muitos dos quais sofreram sequelas provocadas pelas lesões intencionais, outro alvo do esquema são os planos de saúde, que acabavam pagando mais caro por uma cirurgia que não necessitaria de órteses ou próteses. A propina geralmente era paga por depósito nas contas dos médicos ou então entregues em espécie nas proximidades dos hospitais onde ocorrem as cirurgias.

Manifestações

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ressaltou que segue atuando nas denúncias referentes ao caso da "Máfia das Próteses" tanto em novas denúncias que surgirem quanto na fase recursal, realizada pela procuradoria de justiça.

Questionado sobre a atuação da enfermeira Sammer Oliveira Santos, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) informou apenas que colabora com as investigações e, sempre que solicitada, fornece informações aos órgãos competentes e dentro dos autos do processo. "A pasta esclarece que não comenta processos internos relacionados a servidores", indicou o órgão.

A Polícia Civil do DF (PCDF), por sua vez, comentou que o caso de Marco de Agassiz Almeida Vasques já foi jucidializado e não questiona decisões judiciais.

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JORNAL OPÇÃO

Ipasgo Saúde irá manter 10 mil beneficiários mesmo depois de adesão as regras da ANS

Beneficiários devem receber atenção especial do plano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União

O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Roberto Rebello Filho, confirmou que mesmo aderindo as regras da ANS, o Ipasgo Saúde irá continuar atendendo 9.877 beneficiários. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (20/9).

O documento afirma que deve ser dedicada especial atenção aos quase 10 mil indivíduos que estão vinculados ao plano, e que os beneficiários não podem ficar sem assistência do sistema de saúde suplementar, e impede “qualquer exclusão das pessoas filiadas ou associadas das coberturas assistenciais do Ipasgo Saúde”. A decisão foi referendada pela Diretoria Colegiada da ANS.

A entrada do Ipasgo na regulação pela ANS deixava inelegíveis celetistas e servidores federais. No entanto, após interferência do governador Ronaldo Caiado, todos aqueles que já são beneficiários do Ipasgo continuam contemplados. 

O registro definitivo de autogestão do Ipasgo Saúde será avaliado pela ANS no dia 27 de setembro. Confirmada a aprovação, o Instituto atuará sem finalidade lucrativa e focado na assistência aos servidores públicos de Goiás e seus familiares. 

“É um padrão de excelência. O Ipasgo não vai mais ficar a critério de quem governa o Estado. Ou seja, as regras agora são nacionais, exigem uma auditoria, um compliance, como também caixa de reserva”, disse Caiado.

Reserva financeira 

Com a mudança, o Ipasgo Saúde passa a contar com uma reserva financeira de R$ 480,3 milhões assegurada pelo Governo de Goiás. É uma exigência da agência e que servirá como provisão técnica para garantir que as operadoras possam cumprir obrigações futuras com usuários. 

“Isso mostra para todos os beneficiários que não existe mais aquele risco de amanhã não saber se vai ter ou não condição de ser atendido”, concluiu Caiado.

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PORTAL G1/GOIÁS

Bebê morre em hospital no dia de aniversário de 1 ano, e polícia investiga

Aylla Lorena passou por três unidades de saúde. Família disse que menina ficou roxa e com dificuldade para respirar antes de morrer no hospital.

Uma bebê morreu no Hospital Municipal de Itaberaí na quinta-feira (19), dia de seu aniversário de 1 ano. A causa da morte de Aylla Lorena Conceição Santos não foi divulgada, mas a família espera respostas: "Eu quero saber [a causa da morte]. A polícia está nesse caso, mas ainda não sabe", disse Ana Cristina Conceição Santos, mãe da criança. A Polícia Civil investiga a causa da morte.

Ao g1, a prefeitura lamentou o falecimento da bebê e disse que está à disposição para esclarecer o que aconteceu.

Ana Cristina informou ao g1 que ela começou a ter febre na quarta-feira (18) pela manhã. A família buscou atendimento no posto de saúde e saiu da unidade com prescrição de antibiótico, antitérmico e antiemético (remédio para enjoo e vômito).

Por volta das 10h, a mãe disse que a bebê tomou o antibiótico e vomitou cinco minutos depois. Ana Cristina relatou que, às 14h, a bebê tomou o remédio para enjoo. “Ela tomou o remédio e parou de vomitar. Ela mamou, dormiu e fui fazer as coisas aqui de casa”, contou a mãe.

No fim da tarde, depois de mamar e dormir de novo, a mãe notou que a criança começou a ficar mole e roxa e a levou ao Hospital Municipal de Itaberaí. De lá, Aylla foi encaminhada de ambulância ao Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, a 120 km de Itaberaí.

A mãe contou que a menina chegou ao Hecad por volta das 22h de quarta-feira (18). Lá a menina recebeu medicação em bombinhas e apresentou melhora, segundo Ana Cristina.

Aylla e a mãe voltaram para Itaberaí de ambulância e foram deixadas no hospital municipal por volta das 4h de quinta-feira (19). A mãe contou que elas ficaram por muito tempo num quarto escuro, sem atendimento, e que ela mesma pediu alta médica para irem para casa.

Ana Cristina contou que ela e a bebê dormiram logo depois de chegar em casa.

“Ela acordou chorando e eu já acordei. Vi que ela não estava mais normalzinha, do jeito que eu cheguei com ela. Já corri pro hospital com ela”, narrou a mãe.

Logo após chegarem ao hospital, a bebê morreu.

Investigação

De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), a Polícia Científica realizou exames toxicológico e anatomopatológico para esclarecer a causa da morte. Os laudos devem sair em 10 dias.

A Polícia Civil informou que irá aguardar o laudo do IML e que nenhuma linha de investigação será descartada. A PC declarou ainda que as investigações serão sigilosas.

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Assessoria de Comunicação

Sexta, 20 Setembro 2024 07:28

CLIPPING AHPACEG 20/09/24

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Alta hospitalar antes do meio-dia

Cirurgias robóticas devem revolucionar cuidados médicos até 2035

Fiocruz mantém alerta para alta de casos graves de covid-19 em Goiás

Casos de meningite crescem em Goiás; vacinação é essencial para evitar doença

SAÚDE BUSINESS

Alta hospitalar antes do meio-dia

Uma prática já desromantizada no exterior e que o Brasil segue adotando como revolucionária.

Quando comecei a participar dos eventos da Society of Hospital Medicine, há quase duas décadas, o tema "alta antes do meio-dia" era bastante discutido. A sigla DCBN (de Discharge Before Noon) estava em voga.

É curioso observar como certas tendências evoluem. Essa discussão já esfriou consideravelmente por lá. Mesmo em alguns hospitais brasileiros mais avançados em qualidade e gestão de processos assistenciais, a ênfase cega na alta antes do meio-dia já passou. Hoje, é uma questão menor nas iniciativas de otimização de giro de leitos.

Conheço inclusive uma organização que adotou essa meta de forma exemplar – praticamente todas as altas hospitalares eram realizadas até as 9h da manhã. Perceberam então que não conseguiam preparar todos aqueles leitos de uma vez.

Entre redimensionar e reorganizar o pessoal da limpeza/montagem de leitos e permitir uma distribuição mais espalhada das saídas e entradas dos pacientes na enfermaria, começaram a valorizar o caminho do meio.

Entre viabilizar a transferência em bloco segura de pacientes da emergência e permitir uma distribuição mais espalhada das saídas e entradas de pacientes na enfermaria, ajudando a própria organização do trabalho nas duas pontas, constataram que não se tratava de uma simples escolha entre passado e futuro, ou ineficiência versus plena funcionalidade. Ambos os caminhos tinham vantagens e desvantagens.

A alta hospitalar antes do meio-dia foi inicialmente concebida como uma solução para a superlotação das emergências, problema que está associado a piores desfechos clínicos, aumento do tempo de permanência hospitalar e experiência negativa tanto para pacientes quanto para profissionais.

Passou a ser uma métrica frequentemente empregada para otimizar o fluxo, garantir a rotatividade eficiente dos leitos e melhorar a capacidade de admissão de novos pacientes. Em teoria, parece fantástica - uma medida extremamente lógica onde libera-se leitos bem cedo no dia, permitindo que novas admissões sejam realizadas logo a seguir, favorecendo eficiência operacional e atenuando os problemas acima.

Embora alguns estudos exploratórios apoiem uma associação negativa entre alta cedo no dia e sobrecarga das emergências ou tempos de permanência hospitalar elevados, evidências mais robustas sobre o emprego da alta precoce como intervenção não têm empolgado. Como é típico da vida real, a questão é mais complexa do que aparenta.

Alguns pontos críticos:

Muitos requisitos para a alta hospitalar segura estão fora do controle médico. Uma atenção insuficiente aos gargalos a jusante da alta médica (não infrequentemente os verdadeiros impulsionadores de alta taxa de permanência), geram pressões descabidas ou desnecessárias sobre os hospitalistas;  

Adotar cegamente a meta pode levar os médicos a adiar altas que ocorreriam à tarde para o dia seguinte pela manhã, o que pode ter custos operacionais e clínicos;

Nem sempre a alta antes do meio-dia reflete as necessidades clínicas do paciente. Forçar essa prática pode resultar em decisões apressadas e mal planejadas, aumentando, por exemplo, o risco de readmissões.

O primeiro ensaio clínico randomizado multicêntrico que buscou isolar o efeito da alta precoce não resultou em melhores desfechos. De fevereiro a julho de 2021, 4.437 pacientes foram internados em 60 equipes de medicina hospitalar. Nenhuma diferença significativa foi observada no horário da derradeira saída dos pacientes do hospital e no tempo de permanência hospitalar. Mas não pensem que uma controversa surge com ele. Já em 2015, DCBN foi tratada por Shine como “lenda urbana”.

O que se fala no exterior sobre alta hospitalar antes do meio-dia?

Muito pouco. Pode até continuar sendo um norte a ser pactuado com os gestores hospitalares, mas não deve jamais carregar dogmatismo ou desviar atenção de medidas realmente consagradas na literatura contemporânea para otimização de fluxo nos hospitais.

Em perspectiva mais ampla, cabe reconhecer que nenhuma intervenção isolada será mágica num processo tão complexo e multifacetado como o fluxo de pacientes. Na verdade, o Institute for Healthcare Improvement, no seu documento técnico de 2020 Achieving Hospital-Wide Patient Flow, aponta que otimizar fluxo hospitalar “requer uma apreciação do hospital como um sistema complexo de processos interligados e interdependentes”.

Recomendam, então, uma abordagem multifacetada amparada em ciência da melhoria, como tal em aprendizagem e adaptação locais. Os prestadores de cuidados devem concentrar-se em dar alta aos pacientes quando clinicamente indicados, enquanto as lideranças hospitalares devem criar processos e prover recursos para que as metas operacionais sejam atingidas sem comprometer a qualidade do cuidado e a segurança do paciente.

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MEDICINA S/A

Cirurgias robóticas devem revolucionar cuidados médicos até 2035


Cirurgias com maior precisão, minimamente invasivas, com menos sangramento e proporcionando uma recuperação mais rápida dos pacientes. Essas são as principais vantagens da cirurgia robótica, procedimento realizado por médicos com a utilização de robôs. O avanço tecnológico na área da saúde e das comunicações tem possibilitado o crescimento do setor e projeções indicam para uma ampla utilização desses procedimentos em todo o mundo.
Segundo relatório da GlobalData, empresa internacional especializada em análise de dados, a cirurgia robótica deve revolucionar os cuidados médicos até 2035. O relatório Future of Healthcare projeta que o mercado de dispositivos de cirurgia geral alcançará um valor de 58 milhões de dólares até 2033. O levantamento destaca que esses procedimentos podem aumentar a eficiência e melhorar os resultados das cirurgias, proporcionando vantagens significativas para médicos e pacientes.
No Brasil, a primeira cirurgia robótica foi realizada há 16 anos. Os procedimentos foram regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2022, que estabelece que as cirurgias robóticas devem ser realizadas em hospitais capacitados para atender alta complexidade e que cirurgiões tenham capacitação para essas intervenções.
O urologista Aníbal Branco, do Hospital São Marcelino Champagnat, realiza cirurgias robóticas na área uro-oncológica. O procedimento de maior frequência é a prostatectomia radical robótica, para tratamento do câncer de próstata. Também são realizadas a nefrectomia parcial e nefrectomia radical, para o tratamento de tumores renais malignos. Para o urologista, não há como vislumbrar um caminho sem tecnologia. "Eu diria que o futuro já está presente. Recentemente, participei de um congresso na Itália, onde foi realizada, pela primeira vez, uma cirurgia onde o cirurgião estava em Roma e o paciente estava em Pequim. Isso foi possível graças à cirurgia robótica e à tecnologia 5G. O procedimento ocorreu sem intercorrências. Isso já é uma realidade e a tendência é que se torne rotina, permitindo realizar cirurgias com pacientes em áreas remotas", conta.

Aumento das cirurgias robóticas
O número de robôs que realizam cirurgias no Brasil mais do que dobrou em cinco anos. Em 2018, eram 51 equipamentos. No ano passado, esse número chegou a 111. A expansão do mercado e a chegada de novos robôs facilitaram a realização de procedimentos. Em 2024, o Hospital São Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), atingiu a marca de mil cirurgias robóticas realizadas por dois tipos de robôs. O robô Da Vinci X, utilizado em uma variedade de procedimentos, incluindo cirurgias gerais, oncológicas, urológicas, ginecológicas, torácicas, gastrocirurgias, bariátricas e de cabeça e pescoço, oferece orientação visual avançada com uma câmera de alta tecnologia e controles precisos. Isso permite um ajuste fino e um maior alcance cirúrgico. O robô ROSA Knee é especializado em Artroplastia Total do Joelho (ATJ), ou seja, a colocação de próteses de joelhos. Equipado com um sistema de robótica moderno e intuitivo, o ROSA Knee proporciona cortes exatos e auxilia o ortopedista com precisão durante os procedimentos.
Para o gerente médico do hospital, Jarbas Motta Junior, oferecer as melhores tecnologias e tratamentos aos pacientes é fundamental para se manter como referência. "No Centro de Cirurgia Robótica, onde realizamos os procedimentos com robôs, contamos com médicos altamente capacitados e bem treinados para garantir um serviço de excelência. É com grande satisfação que chegamos à marca de mil cirurgias robóticas e seguimos comprometidos em estar sempre na vanguarda da saúde", observa.
O ortopedista Antonio Tomazini, especializado em cirurgia de joelho, realiza procedimentos com auxílio de robôs e destaca como a tecnologia melhorou o acesso a intervenções mais complexas. "O uso da cirurgia robótica proporciona mais precisão, menos sangramento e uma execução aprimorada. Os pacientes sentem menos dor no pós-operatório e necessitam de menos medicação. Isso é especialmente benéfico para pessoas com mais de 60 anos, que são pacientes mais sensíveis a medicamentos e frequentemente utilizam outros compostos químicos", analisa.
Custos e desafios
Devido à alta tecnologia envolvida e à necessidade de aprimoramento constante dos profissionais, as cirurgias robóticas são mais caras e, em muitos casos, ainda não são cobertas pelos planos de saúde. Esse fator representa um grande desafio do acesso a esses procedimentos para boa parte da população brasileira.
O urologista Aníbal Branco acredita que a chegada de novas plataformas e empresas ao setor de saúde deve reduzir custos e ajudar na democratização. "Temos uma empresa que é líder de mercado há mais de 20 anos. Já chegaram duas plataformas, ainda de maneira tímida, ao Brasil, com poucas unidades. Mas há, agora, mais de 30 novas plataformas, uma grande parte com origem na Ásia, especialmente na China, e que prometem baratear o mercado e fazer com que mais pacientes tenham acesso à tecnologia robótica. A expectativa é que algumas delas já sejam aprovadas pela Anvisa. Com isso, espera-se que os custos diminuam e mais pessoas tenham acesso à cirurgia robótica, inclusive no sistema público", comenta.

Tags: 5G CFM Cirurgia Hospital Marcelino Champagnat Robótica

Cirurgias com maior precisão, minimamente invasivas, com menos sangramento e proporcionando uma recuperação mais rápida dos pacientes. Essas são as principais vantagens da cirurgia robótica, procedimento realizado por médicos com a utilização de robôs. O avanço tecnológico na área da saúde e das comunicações tem possibilitado o crescimento do setor e projeções indicam para uma ampla utilização desses procedimentos em todo o mundo.

Segundo relatório da GlobalData, empresa internacional especializada em análise de dados, a cirurgia robótica deve revolucionar os cuidados médicos até 2035. O relatório Future of Healthcare projeta que o mercado de dispositivos de cirurgia geral alcançará um valor de 58 milhões de dólares até 2033. O levantamento destaca que esses procedimentos podem aumentar a eficiência e melhorar os resultados das cirurgias, proporcionando vantagens significativas para médicos e pacientes.

No Brasil, a primeira cirurgia robótica foi realizada há 16 anos. Os procedimentos foram regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2022, que estabelece que as cirurgias robóticas devem ser realizadas em hospitais capacitados para atender alta complexidade e que cirurgiões tenham capacitação para essas intervenções.

O urologista Aníbal Branco, do Hospital São Marcelino Champagnat, realiza cirurgias robóticas na área uro-oncológica. O procedimento de maior frequência é a prostatectomia radical robótica, para tratamento do câncer de próstata. Também são realizadas a nefrectomia parcial e nefrectomia radical, para o tratamento de tumores renais malignos. Para o urologista, não há como vislumbrar um caminho sem tecnologia. "Eu diria que o futuro já está presente. Recentemente, participei de um congresso na Itália, onde foi realizada, pela primeira vez, uma cirurgia onde o cirurgião estava em Roma e o paciente estava em Pequim. Isso foi possível graças à cirurgia robótica e à tecnologia 5G. O procedimento ocorreu sem intercorrências. Isso já é uma realidade e a tendência é que se torne rotina, permitindo realizar cirurgias com pacientes em áreas remotas", conta.

Aumento das cirurgias robóticas

O número de robôs que realizam cirurgias no Brasil mais do que dobrou em cinco anos. Em 2018, eram 51 equipamentos. No ano passado, esse número chegou a 111. A expansão do mercado e a chegada de novos robôs facilitaram a realização de procedimentos. Em 2024, o Hospital São Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), atingiu a marca de mil cirurgias robóticas realizadas por dois tipos de robôs. O robô Da Vinci X, utilizado em uma variedade de procedimentos, incluindo cirurgias gerais, oncológicas, urológicas, ginecológicas, torácicas, gastrocirurgias, bariátricas e de cabeça e pescoço, oferece orientação visual avançada com uma câmera de alta tecnologia e controles precisos. Isso permite um ajuste fino e um maior alcance cirúrgico. O robô ROSA Knee é especializado em Artroplastia Total do Joelho (ATJ), ou seja, a colocação de próteses de joelhos. Equipado com um sistema de robótica moderno e intuitivo, o ROSA Knee proporciona cortes exatos e auxilia o ortopedista com precisão durante os procedimentos.

Para o gerente médico do hospital, Jarbas Motta Junior, oferecer as melhores tecnologias e tratamentos aos pacientes é fundamental para se manter como referência. "No Centro de Cirurgia Robótica, onde realizamos os procedimentos com robôs, contamos com médicos altamente capacitados e bem treinados para garantir um serviço de excelência. É com grande satisfação que chegamos à marca de mil cirurgias robóticas e seguimos comprometidos em estar sempre na vanguarda da saúde", observa.

O ortopedista Antonio Tomazini, especializado em cirurgia de joelho, realiza procedimentos com auxílio de robôs e destaca como a tecnologia melhorou o acesso a intervenções mais complexas. "O uso da cirurgia robótica proporciona mais precisão, menos sangramento e uma execução aprimorada. Os pacientes sentem menos dor no pós-operatório e necessitam de menos medicação. Isso é especialmente benéfico para pessoas com mais de 60 anos, que são pacientes mais sensíveis a medicamentos e frequentemente utilizam outros compostos químicos", analisa.

Custos e desafios

Devido à alta tecnologia envolvida e à necessidade de aprimoramento constante dos profissionais, as cirurgias robóticas são mais caras e, em muitos casos, ainda não são cobertas pelos planos de saúde. Esse fator representa um grande desafio do acesso a esses procedimentos para boa parte da população brasileira.

O urologista Aníbal Branco acredita que a chegada de novas plataformas e empresas ao setor de saúde deve reduzir custos e ajudar na democratização. "Temos uma empresa que é líder de mercado há mais de 20 anos. Já chegaram duas plataformas, ainda de maneira tímida, ao Brasil, com poucas unidades. Mas há, agora, mais de 30 novas plataformas, uma grande parte com origem na Ásia, especialmente na China, e que prometem baratear o mercado e fazer com que mais pacientes tenham acesso à tecnologia robótica. A expectativa é que algumas delas já sejam aprovadas pela Anvisa. Com isso, espera-se que os custos diminuam e mais pessoas tenham acesso à cirurgia robótica, inclusive no sistema público", comenta.

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AGÊNCIA BRASIL

Fiocruz mantém alerta para alta de casos graves de covid-19 em Goiás

O novo Boletim InfoGripe desta semana destaca que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por covid-19 crescem e se ampliam no país. A atualização mostra aumento dos casos de SRAG associado à covid-19 no Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Os estados de Minas Gerais e Paraná também apresentam leve aumento de casos SRAG em idosos, provavelmente associado à covid-19. Os dados foram divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (19/9).

A manutenção do aumento dos casos de SRAG em crianças e adolescentes de até 14 anos de idade em muitos estados da região Centro-Sul e em alguns estados do Norte-Nordeste está associada ao rinovírus. No entanto, já é possível observar sinais de desaceleração no crescimento de SRAG pela doença em alguns desses estados e até mesmo a queda das hospitalizações por rinovírus em outras regiões do país. 

Entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos de idade, os vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus continuam sendo as principais causas de internações e óbitos. A mortalidade da SRAG permanece mais elevada entre os idosos, com predomínio de covid-19, seguido pela influenza A. 

No agregado nacional, há sinal de aumento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Esse aumento se deve a um crescimento das SRAG por rinovírus e covid-19 em muitos estados. 

A análise aponta que 14 unidades federativas apresentam indícios de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Amapá, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.  

Pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella ressalta que o crescimento dos  casos graves por  rinovírus já começam a dar sinais de desaceleração em alguns estados ou até de queda em algumas regiões. Em relação aos vírus da influenza A, informa Tatiana, os casos graves do vírus continuam em baixa  na maior parte do país. 

No entanto, segundo a pesquisadora, o estudo observou aumento de casos graves por influenza A no Rio Grande do Sul. "Por isso, é importante que todas as pessoas do grupo de risco do Rio Grande do Sul que ainda não tomaram a vacina contra o vírus da influenza A procurem um posto de saúde para se vacinarem contra o vírus. Além disso, diante do cenário de aumento de casos graves de covid-19 em muitos estados do país, é muito importante que todas as pessoas do grupo de risco também estejam em dia com a vacina".

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DIÁRIO DA MANHÃ

Casos de meningite crescem em Goiás; vacinação é essencial para evitar doença

Doença pode deixar sequelas graves e levar a óbito, atacando membranas cerebrais e medula espinhal

Infecção causada por vírus, bactérias e fungos, a meningite tem avançado em Goiás, com registro de 23 mortes em 2024. Esta situação levou a Secretaria de Saúde (SES) a intensificar as ações de alerta e estímulo à vacinação, principalmente de crianças e adolescentes.

Em entrevista ao programa TBC News na quarta-feira (18/09), a superintendente de Vigilância em Saúde Pública da SES, Flúvia Amorim, reforçou a importância da imunização como forma de prevenir a doença.

“Para a saúde pública, os três tipos de meningite principais são a baceriana miningocócia, a meningite causada por hemófilos Influenza B e a meningite pneumocócica. Para os três tipos a rede de saúde pública tem disponibilidade de vacinas”, explicou Flúvia Amorim,

Ainda, ela ressaltou que é fundamental que os pais levem seus filhos aos postos de saúde para colocar em dia as vacinas e atualizar o cartão vacinal.

A meningite é uma doença séria, capaz de deixar sequelas como surdez e pode levar a óbito. A doença ataca as membranas cerebrais e a medula espinhal. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, vômitos, rigidez da nuca e fraqueza.

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Assessoria de Comunicação

Quinta, 19 Setembro 2024 06:50

CLIPPING AHPACEG 19/09/24

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Internações por doenças respiratórias aumentam quase 28%

Anvisa aprova atualização de vacina contra covid - Notícias do brasil

Direitos da Saúde e do Paciente: Um Guia Essencial para Entendimento e Exercício

Doação de Órgãos cresceu 17% no último ano, mas assunto ainda causa insegurança

Surto de diarreia aguda atinge mais de 180 cidades em Goiás, diz Secretaria de Saúde

Índice OPME registra ligeira alta de 0,07% em agosto

AGÊNCIA BRASIL

Internações por doenças respiratórias aumentam quase 28%


Alta foi verificada no período de janeiro a agosto em 27 hospitais
Levantamento feito em 27 hospitais públicos e filantrópicos do país mostra que, de janeiro a agosto, as internações causadas por doenças respiratórias aumentaram 27,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em valores, as internações custaram, em 2024, R$ 11 milhões a mais do que o registrado no mesmo período de 2023. Os dados são da Planisa, empresa de gestão hospitalar.

"O aumento nos custos hospitalares é significativo, indicando um impacto econômico considerável para os hospitais. O valor estimado de R$ 11 milhões reflete a pressão financeira adicional que os hospitais enfrentam devido ao aumento das internações e ao aumento nos custos diários de tratamento", destacou o especialista em gestão de custos hospitalares e diretor de Serviços da Planisa, Marcelo Carnielo.

De acordo com o diretor, para administrar o número maior de pacientes e a elevação dos custos operacionais, os hospitais terão de investir em estratégias de prevenção, como incentivar a vacinação contra doenças respiratórias e doenças sazonais cujo aumento da incidência pode estar relacionado a condições climáticas adversas.

"[Os hospitais deverão] adaptar o planejamento para lidar com picos sazonais e eventos climáticos extremos, como otimizar a alocação de leitos, pessoal e outros recursos, além de revisar e atualizar continuamente os protocolos e práticas hospitalares", acrescentou.

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Anvisa aprova atualização de vacina contra covid - Notícias do brasil

Objetivo da agência é evitar o aumento da circulação de novas variantes do vírus

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, por unanimidade, uma instrução normativa que estabelece a atualização da composição de vacinas contra a covid-19. A medida é adotada para evitar o aumento da circulação de novas variantes do vírus SARS-CoV-2 pelo país.

De acordo com a relatora do texto, a diretora Meiruze Sousa Freitas, a evolução constante do tipo de coronavírus SARS-CoV-2 exige que as vacinas sejam atualizadas periodicamente para lidar com as novas variantes do vírus.

"O aprendizado que tivemos com a pandemia trouxe à tona a necessidade de respostas regulatórias mais ágeis. Para reduzirmos a chance de danos, é preciso reduzirmos lacunas no arcabouço regulatório. Elas precisam ser ajustadas em tempo real para atendermos as demandas urgentes de uma crise sanitária", disse Meiruze.

A proposta normativa inclui a resolução da diretoria colegiada e a instrução normativa que tratam das atualizações das vacinas, estabelecendo, segundo ela, "critérios claros e eficientes para atualização das vacinas no Brasil, de forma alinhada com as diretrizes internacionais e a evolução do cenário epidemiológico".

Ajuste

A proposta normativa busca ajustar a composição das vacinas para garantir que continuem eficientes diante das mutações do vírus, para continuar protegendo a população.

"A constante revisão e a atualização das vacinas em sintonia com parâmetros globais são essenciais para evitarmos novos surtos e para controlarmos a mortalidade associada ao vírus. Justifica, inclusive, a urgência em suplementarmos um marco regulatório que facilite e acelere esse processo, sem comprometer a qualidade, a segurança e a eficácia", afirmou.

Segundo a relatora, o monitoramento contínuo da covid-19 -no Brasil e no exterior- evidencia que a doença não segue um padrão sazonal definido, "mas flutua em ondas determinadas principalmente pelo comportamento populacional. Neste contexto é crucial garantirmos acesso às vacinas atualizadas", disse.

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PODER JURÍDICO

Direitos da Saúde e do Paciente: Um Guia Essencial para Entendimento e Exercício

A saúde é um direito fundamental previsto na Constituição Federal de 1988, no Brasil, estabelecendo que todo cidadão tem o direito de acesso a serviços de saúde de qualidade, independente de sua condição socioeconômica. Este princípio orienta a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e de normas que regem a atuação do setor privado, visando garantir o acesso universal e igualitário à saúde. Contudo, o conhecimento sobre os direitos dos pacientes é frequentemente limitado, e muitos cidadãos não sabem como assegurar a defesa desses direitos. Este artigo aborda os principais direitos da saúde e do paciente no Brasil, explorando tanto o setor público quanto o privado.

1. O Direito Constitucional à Saúde

O artigo 196 da Constituição Brasileira estabelece que a saúde é "direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação". Isso implica que o Estado é o principal garantidor da saúde pública, devendo oferecer condições para que toda a população tenha acesso a serviços essenciais.

Esse direito se estende a todos os níveis de atendimento, desde a atenção básica até tratamentos mais complexos, como cirurgias de alta complexidade e acesso a medicamentos especializados. O SUS é o principal responsável por assegurar esse direito, oferecendo atendimento gratuito à população, mas o sistema privado de saúde também é regulado para garantir que os direitos dos pacientes sejam respeitados.

2. Direitos do Paciente: Autonomia e Informação

O paciente possui diversos direitos estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor (no caso dos serviços privados) e pela legislação de saúde pública. Entre os principais, destaca-se o direito à informação adequada e clara sobre seu estado de saúde, diagnóstico, tratamentos disponíveis e possíveis riscos. Esse princípio é fundamental para garantir a autonomia do paciente em relação às decisões sobre seu corpo e tratamentos.

Além disso, o paciente tem direito a consentir ou não com qualquer procedimento médico. O "consentimento informado" é um direito essencial e significa que o paciente precisa ser completamente esclarecido antes de dar seu aval para intervenções cirúrgicas ou tratamentos que podem trazer riscos à sua saúde. Se for negado esse direito, o paciente ou seus representantes legais podem buscar amparo judicial.

3. Direito à Dignidade e Privacidade

A dignidade humana está no cerne dos direitos dos pacientes. Isso inclui o tratamento com respeito, sem discriminação de qualquer natureza, seja por raça, gênero, orientação sexual ou condição social. No ambiente hospitalar, os pacientes devem ser tratados com empatia e respeito, com proteção à sua integridade física e moral.

O direito à privacidade também é um ponto crucial. Os dados médicos do paciente são confidenciais e devem ser protegidos. Nenhuma informação sobre seu estado de saúde pode ser divulgada sem o consentimento do próprio paciente ou de seu responsável, exceto em situações previstas em lei, como notificações compulsórias de doenças.

4. Direito ao Acesso Igualitário

Um dos pilares do SUS é o acesso igualitário aos serviços de saúde. Isso significa que qualquer cidadão, independente de sua localização geográfica, deve ter acesso aos mesmos níveis de cuidado, incluindo atenção primária, atendimento especializado e cirurgias complexas.

No setor privado, os planos de saúde também são obrigados a seguir regras claras que garantem o acesso dos usuários aos serviços contratados, sem restrições indevidas. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regula as operadoras de planos de saúde para assegurar que os contratos sejam cumpridos, garantindo o acesso a consultas, exames e tratamentos previstos nos planos.

5. Direitos Relacionados ao Atendimento de Urgência e Emergência

Em situações de urgência e emergência, todo paciente tem o direito de receber atendimento imediato, independentemente de possuir ou não plano de saúde, bem como de sua condição financeira. Essa regra é válida tanto no sistema público quanto no privado. Os hospitais não podem recusar atendimento em casos emergenciais, e o não cumprimento dessa obrigação pode resultar em sanções severas.

A Constituição e a legislação brasileira determinam que qualquer hospital deve estabilizar o quadro de saúde do paciente em risco iminente, mesmo que seja necessário transferi-lo para outra unidade de atendimento, assegurando sua vida e integridade física.

6. Direito ao Acesso a Medicamentos e Tratamentos

A distribuição de medicamentos, especialmente aqueles de alto custo, é um tema frequentemente debatido no Brasil. O SUS é responsável por fornecer medicamentos essenciais gratuitamente, e há uma lista padronizada de medicamentos que devem ser oferecidos pela rede pública.

Nos casos em que o SUS ou planos de saúde não disponibilizam um medicamento ou tratamento necessário, os pacientes têm o direito de acionar a Justiça para garantir o acesso ao tratamento. A chamada "judicialização da saúde" tem se tornado um recurso frequente, especialmente para tratamentos mais caros ou inovadores, que não estão disponíveis nas redes pública e privada.

7. Direito à Continuidade de Tratamento

Outro aspecto importante é o direito à continuidade de tratamento. O paciente não pode ser interrompido no meio de um tratamento essencial, exceto em casos específicos e justificados. Isso é especialmente relevante no caso de pacientes com doenças crônicas, como diabetes ou câncer, que necessitam de cuidados contínuos.

No setor privado, os planos de saúde têm a obrigação de garantir a continuidade do atendimento, mesmo em situações de transição contratual ou administrativa entre operadoras, assegurando que os pacientes em tratamento não sejam prejudicados.

8. Proteção contra Abusos no Setor Privado

No Brasil, o setor de saúde suplementar é regulado pela ANS, que protege os consumidores de abusos por parte de operadoras de planos de saúde. Entre os principais direitos do paciente nesse setor, está a impossibilidade de recusa injustificada de cobertura. As operadoras são obrigadas a cobrir tratamentos que estejam previstos no rol de procedimentos da ANS e não podem aumentar mensalidades ou rescindir contratos unilateralmente em casos de doença grave.

A ANS também estabelece regras sobre prazos máximos de atendimento, garantindo que os pacientes possam agendar consultas, exames e cirurgias em tempo hábil.

9. Direito ao Tratamento Humanizado

A humanização do atendimento de saúde é um princípio defendido tanto pelo SUS quanto pelo setor privado. Isso inclui a garantia de um atendimento que respeite as particularidades de cada indivíduo, levando em conta não apenas o aspecto físico, mas também o psicológico e emocional do paciente.

O tratamento humanizado também está relacionado ao direito de o paciente ter acesso a visitas de familiares, especialmente em casos de internação prolongada, respeitando os horários e normas das instituições.

Conclusão

O conhecimento dos direitos à saúde e dos pacientes é essencial para que a população possa exercer sua cidadania de forma plena. Tanto o SUS quanto o setor privado têm obrigações definidas para assegurar que todos os indivíduos recebam o cuidado necessário com respeito, dignidade e eficiência. Estar ciente desses direitos permite que os pacientes reivindiquem um tratamento adequado e lutem contra abusos, fortalecendo o sistema de saúde como um todo e garantindo uma sociedade mais justa e saudável.

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CANAL Q

Doação de Órgãos cresceu 17% no último ano, mas assunto ainda causa insegurança

Doação de órgãos é um assunto bastante disseminado e muito sério, mas ainda existem muitos tabus em relação ao tema. Segundo dados do Ministério da Saúde, até maio deste ano o Brasil tinha mais de 72 mil pessoas na lista de transplante de órgãos, sendo o rim o mais aguardado, com cerca de 40 mil pessoas na fila.

Inspirada no Setembro Verde - Mês de Conscientização sobre Doação de Órgãos, a Inspirali, principal ecossistema de educação médica do país, convidou a Dra. Rita Pedrosa, médica nefrologista e professora da Ages Jacobina, para esclarecer as dúvidas da população sobre o tema. Confira:

Quem pode ser doador de órgãos?

R: Todas as pessoas são doadoras em potencial. Entretanto, antes da doação, são avaliadas as condições clínicas do potencial doador e realizados exames para evitar a transmissão de doenças para o receptor do órgão ou tecido. A doação de órgãos só acontece após a autorização escrita da família.

A partir de qual idade a pessoa pode se tornar um doador?

R: A partir de 18 anos.

Qual a idade limite?

R: Não existe uma idade limite para ser doador de órgãos. Depende muito das condições clínicas em que se encontra o possível doador. Temos doadores de córneas com 70, 75 anos em excelentes condições de saúde e temos possíveis doadores com 40 anos sem a menor condição clínica para a doação efetivar.

O que é um transplante?

R: É uma cirurgia que substitui um órgão ou tecido doente por um órgão ou tecido sadio de um doador para um receptor.

Quais órgãos ou tecidos podem ser doados?

R: Órgãos - rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas e intestino. Tecidos - pele, córneas, osso, valva cardíaca e medula óssea.

Como se declarar doador?

R: Para se declarar doador, é preciso decidir sobre o desejo e avisar a família, pois serão eles que irão permitir e assinar a autorização.

É necessário algum tipo de exame antes da doação?

R: â

Tanto na doação em vida como na doação com doador falecido, se faz necessária a realização de vários exames que ajudam a excluir doenças infecto contagiosas que podem ser transmitidas para o receptor e contra indicariam a doação. Em se tratando de doador falecido são realizados dois exames clínicos por dois médicos diferentes e um exame complementar que pode ser um EEG, ou um Doppler transcraniano para confirmar a morte encefálica.

Quem pode receber órgãos?

R: Quem pode receber órgãos precisa obrigatoriamente estar inscrito na lista de transplantes que é gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes que é um Órgão do Ministério da Saúde. Os pacientes que têm doenças que podem ser tratadas por meio de um Transplante devem ser avaliados por equipes credenciadas pelo Ministério da Saúde para realizar cada tipo de transplante. Após a avaliação, o paciente e incluído em lista de espera. A lista é um cadastro com critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde com normas iguais para todos os cidadãos.

Como funciona a fila para recebimento?

R: A fila é controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes e pela central de Transplantes de cada estado, e supervisionada pelo Ministério Público.

É possível escolher a pessoa para quem doar os órgãos?

R: Não é possível escolher para quem vai o órgão visto que existem vários critérios para selecionar a distribuição do mesmo. Em vida, pode se escolher doar por exemplo um rim para um parente como filho, pai, mãe, irmã. Parentes até segundo grau.

Órgãos são doados apenas após o óbito?

R: Os órgãos podem ser doados após a Morte Encefálica ser confirmada por dois médicos e com um exame complementar e atestada por um médico devidamente capacitado.

Quais órgãos podem ser doados em vida?

R: O rim, uma parte do pulmão e uma parte do fígado. A medula óssea pode ser doada em vida também.

Quais os riscos para o doador?

R: O doador de órgãos em vida é minuciosamente estudado. São realizados inúmeros exames para que não exista a menor possibilidade de algum tipo de dano renal para o mesmo. Os riscos são de uma cirurgia normal.

Como funciona a retirada e transporte de um órgão que será doado?

R: A retirada dos órgãos deverá ser realizada em um centro cirúrgico apto para cirurgias médio e grande porte, por profissionais capacitados, habilitados e credenciados pelo Sistema Nacional de Transplantes. Os órgãos são acondicionados em seus respectivos recipientes em solução específica para tal aguardando seu destino para o receptor. O rim é o órgão que pode permanecer em solução de preservação por mais tempo, de até 24 horas.

Somente após o óbito é procurada a pessoa que receberá a doação?

R: Somente após ser confirmada e atestada a morte encefálica e que poderá ser avisado ao receptor.

Qual é a probabilidade de o transplante não funcionar?

R: A rejeição pode ocorrer em qualquer momento do transplante desde a fase inicial até anos após, mas com as medicações imunossupressores atuais, o índice de rejeição diminuiu muito.

Quando é indicado o transplante de órgão?

R: O Transplante é indicado quando o órgão é acometido por alguma patologia que o leva a perder a sua funcionabilidade. Neste momento o paciente deverá ser avaliado por um especialista na área que, após detectar a falência do órgão, deverá ser credenciado na Central de Transplantes, para inseri-lo na lista.

Quais os riscos de um transplante?

R: Os riscos de um transplante são os riscos pertinentes de qualquer cirurgia de médio porte.

Como funciona a compatibilidade?

R: A compatibilidade funciona quando é realizado o estudo da carga genética do potencial doador HLA e do provável receptor, onde se evidencia o grau de compatibilidade através exames de sangue que irão determinar qual o receptor tem a maior chance de o órgão ser compatível com menor risco de rejeição.

Qual órgão tem a maior procura?

R: O rim é o órgão mais procurado, pois pacientes que aguardam por um órgão podem permanecer em diálise aguardando por um órgão.

Qual é o órgão mais difícil de conseguir doação?

R: Dos órgãos normalmente captados, o pulmão é um órgão de maior complexidade apresentado e o coração também tem um certo grau de dificuldade.

Qual o grau de complexidade de um transplante de órgão?

R: É de média a alta complexidade dependendo do transplante.

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PORTAL G1

Surto de diarreia aguda atinge mais de 180 cidades em Goiás, diz Secretaria de Saúde

Mais de 217 mil casos foram notificados no estado esse ano, sendo mais de 57 mil só no mês de agosto. Principais causas identificadas são o rotavírus e o norovírus.

A higienização das mãos é uma das principais recomendações para evitar a contaminação de diarreia — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Pelo menos 186 cidades goianas estão com surto de diarreia aguda, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO). De acordo com a secretaria, mais de 217 mil casos foram notificados no estado esse ano, sendo mais de 57 mil só no mês de agosto (veja abaixo a lista de cidades com diarreia aguda).

A quantidade de cidades com o surto foi informada pela SES na terça-feira (17). A secretaria explicou que é considerado surto quando há dois ou mais casos da diarreia aguda com relação de localização e tempo. Disse ainda que as principais causas identificadas são o rotavírus e o norovírus.

O QUE É E COMO TRATAR: Surto de diarreia aguda em Goiás

A SES também informou que segue monitorando os municípios e auxiliando nas ações de controle. Além disso, a secretaria alertou que é esperado o aumento de casos de diarreia aguda em todo o país nos meses de agosto e setembro e que o número de casos acima do limite "representa uma realidade em todo o país". Em Goiás, os casos começaram a ser identificados no mês de junho em Campos Belos, Cavalcante e Monte Alegre de Goiás.

Entenda a diarreia aguda

Ao g1, o médico infectologista Marcelo Daher explicou a diferença entre a doença aguda e a crônica. “A diarreia aguda é um quadro súbito, ou seja, a pessoa está bem e tem diarréia por alguns dias. Já a crônica leva mais tempo e até meses”, detalhou.

Assim como suspeita a SES, segundo o médico, a bactéria na água pode ser uma das causas da diarreia aguda. “No caso da transmissão pela água a abrangência é maior, pode ter um surto em uma cidade inteira, um bairro ou uma escola, por exemplo”, disse.

“Lugares onde não tem água tratada ou coleta de esgoto, existe um risco maior de contaminação pelo solo”, destacou.

Questionado sobre o tratamento da diarreia aguda, o médico explicou que ele depende do agente causador e, principalmente, da avaliação de um profissional do quadro do paciente. “No geral, é indicado reforçar a hidratação, soro e comidas mais leves e de pouca fibra”, explicou.

Veja cidades com surto de diarreia aguda em Goiás:

Municípios que estão em surto, com aumento no número de casos:

Abadiânia

Águas Lindas de Goiás

Alexânia

Aloândia

Alto Horizonte

Alvorada do Norte

Amaralina

Anápolis

Aparecida do Rio Doce

Aporé

Araçu

Aragarças

Araguapaz

Aurilândia

Bom Jardim de Goiás

Bom Jesus de Goiás

Bonópolis

Cabeceiras

Caldas Novas

Caldazinha

Campestre de Goiás

Campinaçu

Campinorte

Carmo do Rio Verde

Castelândia

Catalão

Colinas do Sul

Corumbá de Goiás

Cristalina

Damolândia

Diorama

Doverlândia

Edéia

Fazenda Nova

Firminópolis

Formosa

Gameleira de Goiás

Goianápolis

Goianésia

Goianira

Goiás

Guapó

Guaraíta

Guarinos

Heitoraí

Hidrolina

Iaciara

Iporá

Israelândia

Itaberaí

Itarumã

Itumbiara

Jandaia

Jaraguá

Jesúpolis

Lagoa Santa

Mara Rosa

Maurilândia

Montividiu do Norte

Montividiu

Morrinhos

Mossâmedes

Mundo Novo

Nova Roma

Novo Brasil

Novo Gama

Novo Planalto

Ouro Verde de Goiás

Palmeiras de Goiás

Palminópolis

Paranaiguara

Perolândia

Petrolina de Goiás

Pires do Rio

Planaltina

Pontalina

Professor Jamil

Rianápolis

Rio Quente

Rio Verde

São Luís de Montes Belos

São Miguel do Passa Quatro

Sanclerlândia

Santa Cruz de Goiás

Santo Antônio de Goiás

São João d'Aliança

São Luiz do Norte

São Patrício

São Simão

Senador Canedo

Silvânia

Simolândia

Santa Terezinha de Goiás

Santa Rita do Araguaia

Santo Antônio da Barra

Taquaral de Goiás

Três Ranchos

Trindade

Turvelândia

Uruana

Urutaí

Valparaíso de Goiás

Varjão

Vianópolis

Vila Boa

Vila Propício

Municípios que estão em surto, contudo têm apresentado uma redução no número de casos:

Abadia de Goiás

Adelândia

Americano do Brasil

Amorinópolis

Anhanguera

Anicuns

Aeroania

Barro Alto

Bela Vista de Goiás

Britânia

Buriti de Goiás

Cachoeira Alta

Cachoeira de Goiás

Caiçú

Caiapônia

Campo Alegre de Goiás

Campo Limpo

Campos Belos

Campos Verdes

Caturaí

Cavalcante

Ceres

Cezarina

Cocalzinho de Goiás

Córrego do Ouro

Crixás

Cromínia

Edealina

Estrela do Norte

Flores de Goiás

Formoso

Goiatuba

Gouvelândia

Guarani de Goiás

Inaciolândia

Indiara

Inhumas

Ipameri

Itaguaru

Itapaci

Itauçu

Jataí

Jaupaci

Jussara

Leopoldo de Bulhões

Luziânia

Mairipotaba

Mambaí

Matrinchã

Minaçu

Mineiros

Monte Alegre de Goiás

Montes Claros de Goiás

Mutunópolis

Nazário

Nerópolis

Niquelândia

Nova Aurora

Nova Crixás

Nova Iguaçu de Goiás

Nova Veneza

Orizona

Ouvidor

Palmelo

Panamá

Pirenópolis

Porangatu

Portelândia

Quirinópolis

Rialma

Rubiataba

Santa Isabel

Santa Tereza de Goiás

São Miguel do Araguaia

Serranópolis

Santo Antônio do Descoberto

Terezópolis de Goiás

Uirapuru

Uruaçu

Vicentinópolis

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MEDICINA S/A

Índice OPME registra ligeira alta de 0,07% em agosto

O Índice de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (I-OPME) apresentou leve alta em agosto, com variação de +0,07%. Comparativamente a outros índices, esse resultado ficou abaixo das variações do IGP-M/FGV (+0,29%), que reflete a inflação ao consumidor, no atacado e nos custos da construção civil; da taxa média de câmbio (+0,19%), que indicou uma depreciação do real; e do IPM-H (+0,13%), que acompanha os preços dos medicamentos para hospitais. Por outro lado, o Índice OPME superou ligeiramente o IPCA/IBGE (-0,02%), que apresentou uma leve deflação no mês.

Desenvolvido em conjunto pela Fipe e pela Bionexo, empresa de soluções tecnológicas SaaS para gestão em saúde, o Índice OPME acompanha a evolução dos preços dos itens transacionados entre fornecedores e hospitais por meio da plataforma Opmenexo, que processa mais de 3 mil cotações diárias de preços para mais de 45 mil produtos do setor.

Entre as especialidades que compõem a cesta de cálculo do Índice OPME, a maioria apresentou recuo nos preços em agosto: sistema genital e reprodutor (-0,08%); sistema nervoso central e periférico (-0,23%); sistema urinário (-0,48%); sistema cardiocirculatório (-0,56%); cabeça e pescoço (-1,19%). Por outro lado, foram apuradas altas nos preços de órteses, próteses e materiais especialistas classificados como sistema musculoesquelético e articulações (+1,03%) e sistema digestivo e anexos (+0,33%).

No acumulado de 2024 até agosto, o Índice OPME registrou um aumento de 0,22% nos preços de órteses, próteses e materiais especiais. Nesse intervalo, as variações acumuladas por especialidade foram as seguintes: sistema cardiocirculatório (+1,91%); sistema digestivo e anexos (+0,26%); sistema nervoso central e periférico (+0,19%); sistema genital e reprodutor (+0,17%); cabeça e pescoço (-1,03%); sistema musculoesquelético e articulações (-1,06%); e sistema urinário (-2,39%).

Comparativamente, nos últimos 12 meses (até agosto de 2024), os preços de órteses, próteses e materiais especiais registraram uma discreta valorização de 0,06%. Nesse período, as variações de preço por especialidade podem ser ordenadas da seguinte maneira: sistema cardiocirculatório (+1,72%); cabeça e pescoço (+0,50%); sistema musculoesquelético e articulações (+0,32%); sistema nervoso central e periférico (-1,22%); sistema urinário (-1,74%); sistema genital e reprodutor (-1,90%); e sistema digestivo e anexos (-2,70%).

Segundo a leitura de Bruno Oliva, economista e pesquisador da Fipe: “com base no histórico, é possível constatar que a discreta variação registrada pelo Índice OPME em agosto de 2024 (+0,07%) situou-se na mediana dos resultados para esse mês desde 2017, sendo que a maior variação ocorreu em agosto de 2021 (+0,74%) e a menor, em agosto 2018 (-0,52%). Com respeito aos resultados desagregados, embora a maior parte das especialidades que integram a cesta do índice tenha exibido queda mensal nos seus respectivos preços, o comportamento levemente positivo do Índice OPME foi influenciado pela valorização identificada em especialidades com peso relevante no cálculo, como sistema musculoesquelético e articulações (+1,03%).”

Ao analisar o período completo das séries históricas disponíveis, de janeiro de 2017 a agosto de 2024, o Índice OPME demonstra uma leve retração de 0,08% nos preços de próteses, órteses e materiais especiais. Em termos específicos, as variações históricas por especialidade foram as seguintes: cabeça e pescoço (+18,74%); sistema musculoesquelético e articulações (+6,65%); sistema nervoso central e periférico (+3,02%); sistema digestivo e anexos (-0,94%); sistema genital e reprodutor (-2,69%); sistema urinário (-3,95%); e sistema cardiocirculatório (-8,78%).

Por dentro do índice

O Índice de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (índice OPME) é o primeiro indicador dedicado a analisar o comportamento de preços de produtos e materiais transacionados entre fornecedores e hospitais no mercado brasileiro e é resultado da parceria entre Fipe e Bionexo.

A cada mês e para cada material, calcula-se um índice que indique a variação de seu preço em relação ao mês de referência, levando em consideração variáveis que podem ser relevantes para determinar o preço, entre elas: (1) quantidade de itens requisitados no mercado; (2) discriminador de produto (dado que uma única família pode ser composta por múltiplos produtos); (3) localização do hospital e do fornecedor; (4) convênio; e (5) procedimento de urgência. Os produtos são agrupados em oito especialidades e ponderados de acordo com uma cesta de valor total transacionado na plataforma Opmenexo. O Índice OPME consolida o comportamento dos índices dos preços de cada especialidade.

Apesar de estar correlacionado a outros indicadores, o Índice OPME não mensura ou influencia o comportamento de preços de produtos e materiais no varejo. Ele não reflete diretamente em mudanças ou substituições tecnológicas, nem tem relação direta com os custos de hospitais e planos de saúde. Os dados apontam tendências de preços para negociações entre fornecedores e instituições hospitalares.

https://medicinasa.com.br/opme-agosto/

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Assessoria de Comunicação

SETEMBRO WS PLANISA 18 09 24 3

 

Jacqueline Lopes Rodovalho, do associado Hospital do Coração de Goiás, e Mayra Melo, do associado Hospital Santa Helena, palestraram hoje, 18, na segunda edição do Workshop Planisa, que teve como tema “Liderança e Comunicação Eficaz na Implementação da Estratégia na Saúde” e debateu os novos caminhos para a sustentabilidade econômica dos hospitais.

Jacqueline e Mayra participaram da mesa-redonda “Direcionamento estratégico para o setor saúde”. Representantes de outras instituições associadas também compareceram ao workshop promovido pela Planisa, organização parceira do setor de saúde na busca por otimizar os resultados financeiros das empresas. 

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Realizado em Goiânia, das 9 às 17h30, o evento reuniu representantes da área da saúde dos setores público e privado. Em pauta, temas como a gestão estratégica de custos: do dado ao resultado, para onde caminha a regulamentação da saúde suplementar, a visão da Secretaria de Saúde do Estado de Goiás sobre a gestão estratégica de custos e experiências exitosas nesta área, além de comunicação e liderança.