Administrador

Administrador

Segunda, 23 Dezembro 2024 08:52

CLIPPING AHPACEG 21 A 23/12/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Lucros dos planos de saúde em 2024 atraem atenção do governo

Coaf multa em R$ 55 mi empresas que esconderam transações suspeitas

A notificação inédita da ANS e o alerta para as operadoras de saúde

Transformação cultural da segurança em unidades de saúde

IA diagnóstica está transformando o cuidado com a saúde

PORTAL TERRA

Lucros dos planos de saúde em 2024 atraem atenção do governo

O mercado de planos de saúde no Brasil encerrou 2024 com números impressionantes, registrando lucros históricos que colocam o setor no centro das atenções. Enquanto as operadoras comemoram o crescimento, o governo intensifica a fiscalização e a regulação, buscando garantir o equilíbrio entre rentabilidade e qualidade nos serviços. Saiba quais empresas lideraram os lucros e os principais desafios enfrentados pelos consumidores.

Por que os lucros dispararam em 2024?

Os planos de saúde alcançaram R$ 8,7 bilhões em lucro líquido até o terceiro trimestre de 2024, reflexo de uma retomada econômica e ajustes estratégicos nas operações das empresas. No entanto, os reajustes nas mensalidades e a redução de coberturas preocupam consumidores.

Fatores que impulsionaram os lucros:

Retomada econômica: A recuperação após a pandemia aumentou a adesão a planos privados.

Crescimento na base de clientes: Houve aumento na contratação de planos empresariais e familiares.

Revisões de contratos: Rescisões unilaterais e novos critérios de aceitação ajudaram a conter despesas.

Quais são as operadoras que mais lucraram?

Entre as maiores empresas do setor, algumas se destacaram pelo crescimento exponencial em 2024. Veja o ranking das mais lucrativas:

Bradesco Saúde

Lucro líquido: R$ 8,7 bilhões

Destaque: Crescimento de 14,5% em receitas.

Hapvida

Receita: R$ 27,3 bilhões

Destaque: Fortalecimento na região Nordeste e Sudeste.

SulAmérica Saúde

Lucro líquido: Crescimento de 17% em relação ao ano anterior.

Prevent Senior

Destaque: Maior avanço percentual no mercado, com alta de 31,9% em receitas.

Unimed Belo Horizonte

Posição: Permanece entre as 10 maiores, mas com queda em comparação a 2023.

Por que o governo intensificou a fiscalização?

O crescimento expressivo do setor acendeu o alerta do governo, que identificou pontos críticos como aumento nas reclamações de usuários e rescisões contratuais.

Principais ações do governo:

Monitoramento das operadoras: Análise do cumprimento das normas estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Redução de práticas abusivas: Combate a cancelamentos unilaterais de contratos, especialmente de idosos.

Garantia de cobertura: Avaliação da qualidade e da disponibilidade dos serviços prestados aos consumidores.

Como isso impacta os consumidores?

Apesar dos lucros históricos, muitos consumidores enfrentaram desafios em 2024, como reajustes nos preços e dificuldades no acesso a serviços.

Principais impactos para os usuários:

Reajustes anuais elevados: A previsão é de aumento de até 25% nas mensalidades.

Rescisões contratuais: Clientes considerados de maior risco enfrentaram dificuldades para manter os planos.

Redução de coberturas: Serviços essenciais, como terapias e exames, sofreram limitações em alguns contratos.

Quais são as expectativas para o setor em 2025?

Com o aumento da regulação e maior fiscalização, espera-se que o setor se adapte para atender tanto às exigências do governo quanto às demandas dos consumidores.

Tendências para o próximo ano:

Expansão de planos acessíveis: Modelos de baixo custo para atrair novos clientes.

Inovações tecnológicas: Ampliação de telemedicina e digitalização dos serviços.

Revisão de políticas: Ajustes em contratos para maior transparência e acessibilidade.

............................

METRÓPOLES

Coaf multa em R$ 55 mi empresas que esconderam transações suspeitas

Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aplicou punições milionárias a empresas do mercado de luxo e financeiro
São Paulo - O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) multou em R$ 55,7 milhões empresas que omitiram do órgão transações suspeitas de lavagem de dinheiro de seus clientes ao longo do ano de 2024.

A cifra consta em 32 processos julgados pelo Coaf sobre empresas obrigadas a fazer alertas ao órgão caso identifiquem movimentações financeiras com indícios de crimes. O valor é 66% maior do que a soma das multas aplicadas no ano anterior: R$ 33,5 milhões.

A maior multa foi aplicada a uma empresa atualmente investigada por ligação com supostos esquemas do empresário Ricardo Magro, apontado como o maior sonegador do país.

A segunda maior sanção foi aplicada à controladora no Brasil da Louis Vuitton, empresa de artigos de luxo. Também foi multada em cifras milionárias uma revendedora de carros esportivos importados.

Vinculado ao Ministério da Fazenda, o Coaf tem como principal função elaborar relatórios de inteligência sobre transações financeiras suspeitas, como as que envolvem altas quantias em dinheiro vivo, para que sejam repassadas às polícias e ao Ministério Público. O envio de relatórios pode ser espontâneo ou a pedido dos investigadores.

Os dados que abastecem os relatórios do Coaf são enviados por bancos, cartórios, concessionárias de veículos, joalherias e outros agentes que são obrigados por lei a comunicar movimentações financeiras que possam configurar lavagem de dinheiro.

Outra função do Coaf é julgar e aplicar punições a quem deixar de alertar pagamentos suspeitos ao órgão. As multas, usualmente, correspondem a um percentual do valor das transações suspeitas que essas empresas deixaram de comunicar.

Quando punidas, essas empresas ainda podem recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, um órgão ligado ao Ministério da Fazenda que serve de segunda instância para punições do Coaf.

Maior multa do Coaf

A maior multa do ano foi aplicada à empresa Yield Financial Services, empresa de gestão financeira terceirizada de São Paulo. Basicamente, ela se apresenta como uma consultoria na região da Avenida Paulista para gerir pagamentos e recebimentos, atividades de tesouraria e outros serviços terceirizados.

O caso julgado neste ano pelo Coaf é de 2016, quando a empresa teria omitido transações suspeitas ao órgão de R$ 4,3 bilhões. O cliente e outras pessoas relacionadas à suposta lavagem de dinheiro não são mencionados pelo órgão. Sócios e diretores receberam multas de até R$ 200 mil em seus CPFs. Já a empresa recebeu a maior sanção, de R$ 20 milhões.

Em dezembro, a Yield foi alvo de uma operação deflagrada contra um suposto esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo Ricardo Magro, dono da refinaria Refit (ex-Manguinhos).

A polícia investiga a suspeita de que Magro utiliza uma série de empresas para sonegar ICMS em São Paulo, trazendo combustível mais barato de outro estado, além de lavar dinheiro e blindar seu patrimônio de eventuais confiscos, uma vez que suas companhias estão entre os maiores devedores do país.

A Yield é vista como um dos tentáculos dos esquemas de Magro pelos investigadores. Ele nega qualquer irregularidade.

Louis Vuitton

A segunda maior multa, de R$ 5 milhões, foi aplicada à Louis Vuitton, rede francesa de venda de artigos de luxo femininos, como bolsas e roupas. Representantes da empresa no Brasil e no exterior chegaram a receber multas de até R$ 373 mil. Detalhes do caso estão em segredo, mas o Coaf tornou público parte do voto que levou à condenação da rede.

"A propósito, mesmo alegando disposição em 'diligenciar junto a instituições financeiras e de pagamento', transcorridos 1.926 dias da requisição inicial até hoje, os imputados furtaram-se a apresentar as informações faltantes, ainda que em sede defesa, mantendo lacuna que obstaculizou a ação fiscalizadora do Coaf", diz um trecho do voto.

Segundo o Coaf, ficou caracterizada a "não comunicação de operações em espécie que ultrapassaram limite fixado pelo Coaf" e a "não comunicação de operações que, nos termos de instruções emanadas das autoridades competentes", poderiam configurar lavagem de dinheiro.

Carros de luxo no Lago Sul

A terceira maior multa, no valor de R$ 5 milhões, foi aplicada à loja de carros de luxo 4 Boss, que fica no Lago Sul, em Brasília. Em um passado recente, durante a CPI da Covid, um relatório do próprio Coaf apontou aos senadores que a empresa fez um pagamento de R$ 219 mil à Precisa Medicamentos, do lobista Francisco Emerson Maximiano, denunciado por fraudes na venda da vacina Covaxin ao governo federal.

À época, a empresa justificou que se tratava de um pagamento por uma Land Rover de Max, e que também trabalhava com compra para revenda de automóveis.

No julgamento do Coaf, que não menciona transações específicas nem seu período, o órgão dá a entender que recebeu acesso a investigações com prints de conversas de WhatsApp internas da 4 Boss que demonstram que a empresa "não mantém a identificação e a manutenção de cadastros dos clientes".

"Ressalta-se que 'manter cadastros' não é fazê-lo em conversas de aplicativos de mensageria. [ ] Pelas análises da documentação apresentada pela defesa, além das inconformidades relacionadas à identificação do cliente, se mantêm as inconsistências em relação a seis das nove operações que apresentavam ausências e inconsistências no tocante aos meios de pagamento empregados", anotou o Coaf.

A infração foi pela ausência de cadastro atualizado de clientes, não comunicação de operações suspeitas e não adoção de políticas contra lavagem de dinheiro.

A reportagem entrou em contato com as empresas, mas elas não se manifestaram até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

...............................

MEDICINA S/A

A notificação inédita da ANS e o alerta para as operadoras de saúde

Em abril deste ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) surpreendeu o setor ao notificar mais de 300 operadoras por apresentarem notas consideradas insatisfatórias em um dos indicadores de avaliação do órgão. O envio das notificações gerou apreensão pelo ineditismo – foi a primeira vez que a ANS oficiou formalmente as operadoras de saúde neste contexto. Com o último prazo dado pela agência para adequações encerrado em outubro, o mercado agora aguarda qual será a próxima medida do órgão. O momento, cercado de expectativa, mostra-se propício para tratar de um assunto fundamental para as operadoras: a importância da governança de dados regulatórios.

O indicador que gerou a notificação da ANS diz respeito ao batimento TISS x DIOPS – que é um cruzamento entre as informações submetidas pelas operadoras via Troca de Informação em Saúde Suplementar (TISS) e os dados financeiros reportados no DIOPS, que são dados contábeis internos das próprias operadoras. O resultado da divisão entre os valores TISS e DIOPS, idealmente deve ficar entre 0,9 e 1,1. Essas inconsistências podem significar, por exemplo, que há mais despesas reportadas que o declarado financeiramente, sugerindo possível irregularidade na transmissão de dados ou na contabilização das despesas. As operadoras notificadas foram as que, na ocasião, estavam com o resultado do indicador abaixo de 0,9.

Cabe alertar que há uma expectativa que a ANS adote esta fiscalização de maneira recorrente, em meados de março de cada ano, logo após os prazos de fechamento do envio dos dados TISS de dezembro e do envio do DIOPS do quarto trimestre do ano anterior. Além da recorrência, é provável que haja recrudescimento do monitoramento da Razão de Completude TISS, e a ANS passe a exigir regularização não só das operadoras com resultados abaixo de 0,9 como também daquelas em situação oposta, porém também insatisfatória, de resultado acima de 1,1.

Para além desse caso específico, temos aqui a oportunidade de fazer uma discussão mais ampla a respeito da necessidade de qualificar a gestão de dados das operadoras de saúde.

Primeiramente, vale ressaltar que um sistema confiável de governança de dados ajuda a minimizar riscos regulatórios. O processo permite que inconsistências, como as apontadas pelo batimento TISS x DIOPS, sejam corrigidas de forma preventiva, evitando que informações financeiras ou de atendimento apresentem lacunas.

Essa segurança é fundamental para garantir que os relatórios submetidos à ANS sejam exatos e transparentes, reduzindo a chance de notificações e penalidades que poderiam comprometer tanto a operação quanto a imagem da empresa.

Além disso, operadoras que mantêm uma governança de dados consistente são vistas como mais confiáveis e profissionais, o que pode ser decisivo no aumento de suas notas no IDSS e, consequentemente, em sua competitividade no mercado.

Alguns desses pontos foram demonstrados na prática no caso tratado inicialmente, que gerou a notificação da ANS. Naquela situação, as operadoras de saúde relataram dificuldades semelhantes, independentemente de seus portes. Entre elas, uma das principais foi a gestão do indicador: tornou-se um desafio central compreender as métricas, rastrear a origem do dado e neutralizar o descompasso entre o informado na TISS e no DIOPS. Outro problema enfrentado foi provocado pela falta de eficiência de alguns sistemas de gestão, o que dificultou a compreensão dos dados e a geração de relatórios precisos.

Além dos benefícios diretos para as operadoras de saúde, do ponto de vista dos beneficiários, a governança de dados também agrega valor ao garantir a segurança e a precisão das informações sobre tratamentos, procedimentos e cobertura. Erros na gestão desses dados podem levar a interrupções de atendimento, negação de procedimentos ou até falhas na atualização dos planos, o que gera desconfiança e prejudica o relacionamento com os clientes. Nesse sentido, a transparência e a segurança proporcionadas se tornam um diferencial importante.

Sem contar que uma estrutura sólida de dados permite que as operadoras avancem em inovação, adotando tecnologias de análise preditiva e inteligência artificial para prever demandas, personalizar serviços e reduzir desperdícios, por exemplo. No cenário atual, em que a digitalização e a personalização são crescentes expectativas dos consumidores, operadoras que integram essas práticas conseguem antecipar necessidades, melhorar a gestão de custos e proporcionar um atendimento cada vez mais assertivo.

Diante do exposto, vemos que investir em governança de dados se mostra essencial para o cumprimento de exigências normativas, sobretudo em um contexto tão complexo e com regulamentação cada vez mais rigorosa, sendo uma ferramenta estratégica que pode evitar prejuízos e fortalecer a reputação das operadoras. Apresenta-se, ainda, como um alicerce para um modelo de gestão mais ágil, confiável e centrado no beneficiário, o que pode ser o diferencial de longo prazo para o crescimento sustentável das operadoras.


*Flávio Exterkoetter é fundador e CEO da Blendus.

..........................

Transformação cultural da segurança em unidades de saúde

A transformação cultural da segurança nas instituições de saúde é um desafio, mas é fundamental para assegurar a qualidade do cuidado e a segurança dos pacientes. Esse caminho exige a integração entre infraestrutura física e o capital humano, dois pilares que, quando bem gerenciados, resultam na cultura organizacional de excelência.

A Base Estrutural Física: Fundamento da Transformação

infraestrutura física é um elemento tangível que serve como ponto de partida para a implementação de processos eficazes. Ambientes adequados e bem planejados otimizam fluxos de trabalho, promovem a ergonomia e melhoram a resposta às urgências/emergências. Essa base sólida também previne eventos adversos, reduz riscos e facilita o diagnóstico correto.

Mais do que reformas ou aquisições tecnológicas, a melhoria da infraestrutura passa obrigatoriamente pelo redesenho de processos. A análise cuidadosa do espaço existente permite ajustar fluxos e linhas de cuidado, promovendo eficiência e segurança. Por exemplo, layouts, que favorecem a proximidade entre unidades e a comunicação entre equipes, aumentam a capacidade de resposta e reduzem o tempo de assistência em situações críticas.

Capital Humano: O Motor da Cultura de Segurança

Se a infraestrutura física é o alicerce, o capital humano é o motor que impulsiona a transformação cultural. Composto por conhecimentos, habilidades e atitudes dos profissionais, esse recurso intangível impacta profundamente as organizações. Equipes capacitadas e resilientes, apoiadas por ambientes colaborativos e seguros, são capazes de adaptar-se rapidamente às adversidades e propor soluções inovadoras.

A liderança desempenha um papel central nesse processo. Em momentos de crise, líderes eficazes estabelecem padrões comportamentais que moldam a cultura organizacional a longo prazo. Investir na formação de times de alta performance e na capacitação contínua dos profissionais é essencial para consolidar práticas seguras e centradas no paciente.

Ferramentas e Estratégias de Transformação

Para alcançar uma transformação cultural sólida, é necessário o uso de ferramentas e estratégias que conectem a infraestrutura ao capital humano. Entre as principais estão:

Métodos Lean: Otimizam processos, eliminam desperdícios e reduzem a carga de trabalho.

Tomada de decisão baseada em dados: Informações confiáveis e análises consistentes guiam decisões assertivas.

Pesquisas de cultura de segurança: Avaliam percepções e identificam áreas de melhoria.

Governança clínica: Atua como princípio norteador, garantindo que as ações estejam alinhadas à qualidade assistencial.

A Sinergia entre Estrutura e Pessoas

A verdadeira transformação cultural da segurança ocorre na interseção entre infraestrutura e capital humano. Juntos, eles criam um ambiente onde a prática segura é sustentada por fluxos otimizados, ergonomia e recursos tecnológicos, enquanto profissionais qualificados maximizam o uso dessas ferramentas.

A integração dessas dimensões não apenas melhora os indicadores de segurança, como também promove uma cultura de melhoria contínua e inovação, pilares fundamentais para alcançar a excelência na saúde.

Investir simultaneamente em estrutura física e capital humano é o caminho para construir instituições de saúde preparadas para enfrentarem os desafios atuais e futuros, sempre colocando o paciente no centro do cuidado e implementando uma visão de alta confiabilidade hospitalar.


*Rubens Covello é sócio-fundador e CEO da Quality Global Alliance (QGA), cofundador da HSO – Health Standards Organization e co-fundador e vice-presidente do CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde

..............................

IA diagnóstica está transformando o cuidado com a saúde

Ano após ano, a inteligência artificial tem se consolidado como um grande aliado na saúde, trazendo inovações que podem melhorar a precisão, a agilidade e a eficiência no diagnóstico e no tratamento de diversas condições. Assim, para 2025, quero reforçar que a IA não é mais uma simples tendência, mas sim uma realidade. No entanto, ao mesmo tempo em que essas tecnologias avançam, é crucial refletir sobre como equilibrar seu uso para não perdermos a relação humana entre médicos e pacientes.

No dia a dia da medicina, essa dicotomia entre a automação e a empatia é algo que, como líder de uma empresa de tecnologia focada em saúde, tenho acompanhado de perto. E é certo que a IA tem se mostrado uma aliada valiosa na melhoria da precisão dos diagnósticos médicos.

Algoritmos avançados têm a capacidade de processar enormes volumes de dados, incluindo imagens médicas e registros eletrônicos, e identificar padrões que muitas vezes são invisíveis ao olho humano. Isso pode resultar em diagnósticos mais rápidos e precisos, especialmente em áreas complexas como a oncologia, onde a precisão é fundamental para um tratamento eficaz.

Em 2023, o Fórum Econômico Mundial apontou que a IA poderia reduzir significativamente os erros médicos, oferecendo um suporte robusto ao processo de decisão dos médicos e permitindo intervenções precoces que podem salvar vidas. A capacidade da IA de identificar tendências e prever condições de saúde antes que elas se agravem também está impulsionando a medicina preventiva, uma área de grande importância para o futuro do sistema de saúde

Mais recentemente, um estudo de junho de 2024 da Spectral AI, mostrou como a IA está auxiliando na análise de imagens médicas: ferramentas já estão sendo aplicadas para a análise automatizada de feridas, queimaduras e outras condições, melhorando a qualidade do diagnóstico e a padronização do tratamento.

Por experiência própria, dentro dos projetos conduzimos na Pixeon, já enxergamos mudanças como:

Elaboração de Laudos Médicos: Um dos grandes desafios enfrentados por radiologistas é a precisão na transcrição dos laudos, especialmente quando se trata de detalhes críticos, como a lateralidade e o uso de contraste. A IA generativa resolve este problema ao automatizar a correção de informações inconsistentes. Por exemplo, ao realizar uma ressonância do joelho direito, caso o laudo seja gerado com dados do joelho esquerdo, a IA corrige automaticamente o erro, garantindo a precisão do texto e evitando equívocos que poderiam comprometer o tratamento do paciente.

Detecção de Anomalias em Exames de Imagem: A análise de exames médicos pode ser prejudicada por diversos fatores, como qualidade do monitor ou cansaço do médico. A IA diagnóstica pode identificar e medir nódulos pulmonares em exames de tórax, por exemplo, oferecendo apoio à decisão clínica e proporcionando diagnósticos mais completos e seguros.

Cálculos Automáticos de Medidas: A IA também automatiza cálculos de medidas em exames de imagem, como as dimensões de estruturas anatômicas. Este processo não só economiza tempo, mas também reduz o risco de erros manuais, permitindo que o médico valide as informações rapidamente e acelere o diagnóstico.

Identificação Automática de Estruturas Anatômicas Complexas: A tecnologia de IA pode identificar automaticamente estruturas anatômicas, como vértebras e regiões intervertebrais, liberando os médicos de tarefas repetitivas e permitindo que eles se concentrem em aspectos mais críticos do diagnóstico, como a interpretação dos resultados.

Escalabilidade e acessibilidade para democratizar o acesso à saúde

Com essas e muitas outras aplicações em variados setores da medicina, nós estamos vivendo um momento repleto de oportunidades que podem transformar o setor de maneira mais justa e sustentável. Em um mundo com desafios como o envelhecimento populacional e a escassez de profissionais de saúde especializados, a IA tem um papel importante na democratização do acesso à saúde.

Em regiões remotas ou com poucos especialistas, a IA pode atuar como um suporte, permitindo que médicos generalistas ou profissionais menos experientes façam diagnósticos com a mesma precisão dos especialistas. Essa escalabilidade pode transformar a maneira como os cuidados são oferecidos, reduzindo desigualdades e ampliando o alcance das intervenções.

No entanto, há um aspecto essencial da medicina que não pode ser substituído por algoritmos: a relação entre o médico e o paciente. Meu avô, médico e um dos pioneiros da radiologia, sempre me disse que mais importante do que o diagnóstico era a forma como o médico se relacionava com o paciente. Sem confiança e empatia, como poderíamos tratar as emoções e os medos que surgem ao receber um diagnóstico grave? Como poderíamos guiar um paciente em sua jornada de cura?

Por isso, à medida que a IA se torna mais presente na saúde, devemos refletir sobre esse equilíbrio. Como utilizamos essa tecnologia poderosa sem perder o toque humano que define o cuidado médico? O risco de otimizar demais os processos – especialmente com a pressão por redução de custos – é que podemos acabar perdendo o que há de mais valioso no cuidado ao paciente.

É fundamental que, ao integrar a IA aos nossos sistemas de saúde, saibamos preservar essa relação entre médico e paciente. Como meu avô sempre dizia, “não se pode jogar a água da banheira com o bebê junto.” A IA é uma ferramenta poderosa, mas não deve substituir a conexão humana que é essencial no processo de cura.

Em um cenário onde a IA está transformando as práticas médicas, como vimos nas inovações descritas pelo Fórum Econômico Mundial e pela Spectral AI, a saúde do futuro será mais eficiente, acessível e personalizada. No entanto, a grande questão que permanece é: como podemos usar essa tecnologia sem perder a humanidade que torna a medicina uma profissão única?

A resposta para essa pergunta determinará não apenas o futuro da saúde, mas também o futuro da própria relação entre os profissionais e os pacientes, algo que deve sempre ser tratado com o máximo de cuidado e respeito.


*Felipe Clemente é CEO da Pixeon.

.................................

Assessoria de Comunicação

Sexta, 20 Dezembro 2024 06:47

CLIPPING AHPACEG 20/12/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Veja os índices de reajuste esperados para os planos de saúde em 2025

IA impulsiona telessaúde e TopMed registra recorde no número de atendimentos

Investir em saúde mental é a chave para o bem-estar de uma empresa

MV lança IA generativa exclusiva para saúde que promete revolucionar consultas

Ataques cibernéticos colocam o setor da saúde em risco

FOLHA DE S.PAULO

Veja os índices de reajuste esperados para os planos de saúde em 2025


Bradesco BBI, Citi e BTG Pactual projetam aumento médio para os convênios individuais

Os bancos Bradesco BBI, Citi e BTG Pactual começaram a divulgar projeções sobre os índices de reajuste para planos de saúde individuais em 2025. As estimativas indicam um aumento entre 5,6% e 6,8% e são baseadas em dados financeiros recentes da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), nos indicadores do setor até o terceiro trimestre e no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de novembro.

O Bradesco BBI prevê o maior reajuste, de 6,8%, alinhado ao índice aplicado em 2024, que foi de 6,91%. Já o Citi projeta um aumento de 6,5%, enquanto o BTG Pactual estima uma alta de 5,6%.

O atual reajuste dos planos de saúde individuais e familiares tem como duração o período de maio de 2024 a abril de 2025

Todas as previsões esperam um número menor que o do ano passado. O índice autorizado pela ANS para os planos individuais em 2024, vigente de maio deste ano até abril de 2025, foi de 6,91%. Em anos anteriores, os reajustes foram de 9,63% em 2023 e 15,5% em 2022, refletindo a pressão inflacionária e o aumento dos custos médicos no período.

Impactos no setor

Os analistas do Bradesco Márcio Osako e Valéria Parini dizem que um reajuste próximo a 6,8% pode ser desfavorável para operadoras como a Hapvida, cuja receita depende em 24% de planos individuais. O cenário limita a redução da sinistralidade (que mede os custos conforme o uso do plano), especialmente em um contexto de alta dos custos médicos.

O BTG ressalta que a inflação em internações e emergências nos últimos 12 meses foi de 6,69%, com as cidades de São Paulo, Recife e Belo Horizonte registrando as maiores altas. Custos com consultas médicas subiram 6,67%, enquanto exames de imagem apresentaram aumento de 5,19%.

Atualmente, a ANS define o teto de reajuste anual com base no IVDA (Índice de Valor das Despesas Assistenciais) e no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O IVDA, que reflete 80% do reajuste, mede a oscilação nos gastos dos usuários com serviços de saúde. Os 20% restantes consideram o IPCA, índice oficial da inflação no país, garantindo que o cálculo acompanhe tanto os custos do setor quanto o cenário econômico geral.

............................

UNIVERSO DO SEGURO

IA impulsiona telessaúde e TopMed registra recorde no número de atendimentos

Crescimento foi de mais de 1.000% em um ano; triagem digital prioriza casos mais urgentes, otimiza recursos e garante o cuidado necessário de forma mais ágil

Referência nacional em telemedicina e telessaúde, a TopMed obteve o crescimento de 1093% no número de atendimentos com médicos generalistas, no período entre agosto de 2023 e o mesmo mês de 2024. A quantidade de consultas passou de 2.548 para 30.510.

Neste último ano, a empresa também registrou aumento de 498% na triagem clínica feita por enfermeiros (de 8.959 para 53.609) e um salto de 174% no atendimento com médicos especialistas (de 1.601 para 4.381).

"O movimento positivo é fruto de amplos investimentos em sistemas e tecnologias que melhoram as formas de acesso e a experiência dos pacientes em nossas plataformas. Tivemos um acréscimo na quantidade de usuários na base e conseguimos engajá-los nos serviços de telemedicina e telessaúde com segurança e confiança", diz Cleones Hostins, Diretor Comercial da TopMed.

Os índices representam um marco significativo para a companhia e reforçam o seu protagonismo como uma das principais health techs do Brasil. "Contribuímos para que a telemedicina seja um processo de bem-estar. A empresa tem contratado profissionais de diferentes áreas, como médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos e os capacitado para atuarem no atendimento remoto, uma modalidade que está em constante evolução".

IA acelera atendimento pré-clínico

O crescimento não é apenas reflexo de sucesso comercial, mas uma resposta a desafios da saúde pública e privada do país. Por isso, a TopMed apostou em mais um serviço assertivo: o Atendimento com Inteligência Artificial.

Utilizando algoritmos avançados de aprendizado de máquina e redes bayesianas, a IA permite que os pacientes façam uma avaliação inicial de sintomas de forma autônoma, diretamente de seus dispositivos móveis, seja por meio do aplicativo Saúde 24h ou pelo WhatsApp. A tecnologia analisa os dados e fornece recomendações precisas sobre os próximos passos a serem seguidos, como consulta com médico generalista, especialista ou outras orientações.

"A IA acrescenta uma porta de entrada na jornada do usuário, em tempo real, 24 horas, durante os sete dias da semana, sem filas de espera. Ao acessá-la, é possível inserir informações usando imagens, textos, cores e outros recursos disponíveis na tela. O serviço é uma ferramenta poderosa para acolher o paciente com a mesma eficácia de um profissional de saúde".

O atendimento com enfermeira virtual Medy oferece uma solução prática e escalável para regiões onde o acesso a médicos é limitado, ajudando a redistribuir a demanda e reduzir a pressão sobre o SUS. A tecnologia garante um atendimento humanizado, mais rápido e adequado, além de melhorar a gestão de saúde. Segundo Cleones, os planos seguintes da empresa envolvem incluir a IA nos demais serviços para ser um apoio a profissionais e funcionando como um suporte ao humano.

"Nosso crescimento reflete a satisfação do usuário, que está em 94%, uma zona de excelência, tanto na área pública quanto privada. Estamos vivendo um momento de mudança de paradigma, colaboramos para consolidar a cultura de autocuidado, de prevenção, não somente o atendimento curativo, e a tecnologia é fundamental nesse processo".

....................................

PORTAL AB NOTICIAS NEWS

Investir em saúde mental é a chave para o bem-estar de uma empresa

*Alessandra Pinatti Kinjo, consultora da Vetor Editora

A concepção de Saúde Mental leva em consideração diversos determinantes da vida humana, a Organização Mundial da Saúde (OMS), definiu em 2014 a saúde mental como o estado de bem-estar no qual cada indivíduo percebe seu próprio potencial, conseguir lidar com o estresse normal da vida, trabalhar de forma natural e frutífera e capaz de fazer contribuições para sua comunidade.

O mundo do trabalho sofreu alterações tecnológicas e sociais, por meio da globalização e das alterações econômicas. Esse novo contexto de trabalho traz algumas reivindicações, com o aumento na produtividade e maior complexidade nas atividades desenvolvidas, prazos, relações tensas e precárias podem gerar fadiga nos colaboradores.

Essas mudanças podem criar os fatores psicossociais. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), eles são descritos como os aspectos presentes na interação dinâmica entre trabalhador e trabalho. De um lado, o trabalhador com suas experiências e necessidades, do outro, aspectos como ambiente, conteúdo e tarefas.

Essa interação pode ser positiva quando oferece suporte e promoção de saúde aos trabalhadores, e negativa quando pode ser ameaçador e perigoso para o trabalhador, nesse caso, são chamados de fatores de riscos psicossociais.

As organizações que influenciam em fatores protetivos no ambiente de trabalho estão ligadas a ideia de apoio e ajuda potencializando a competência emocional dos funcionários. Existem algumas ações que as empresas têm implementado para ajudar no desenvolvimento desses fatores, são elas:

Oferecer recursos para as pessoas lidarem com possíveis desconfortos e fortalecer a identidade, como investir em terapia; Promover uma comunicação direta e segura com a liderança e com área de RH, para alinhamento de expectativas; Treinamento e apoio constantes às lideranças; Monitoramento da saúde mental dos colaboradores através de instrumentos para avaliar cognição, estresse, resiliência e depressão; Construir uma gestão dos riscos psicossociais com intuito de promover segurança e saúde do trabalhador; Oferecer recursos para os colaboradores investirem em academias ou promover ginástica laboral. Ainda segundo a OIT, esses fatores de riscos psicossociais podem ser difíceis de serem avaliados e identificados porque são representados pelas percepções e experiências dos trabalhadores e influenciados não somente pela organização, mas, também, pelo cenário social e econômico.

Quando nessa interação o desequilíbrio prevalece e o trabalhador não detém condições internas para lidar com esses fatores, eles podem acarretar distúrbios emocionais, comportamentais e problemas à saúde.

Alguns dos sintomas relacionados à exposição dos fatores de riscos psicossociais estão relacionados à ansiedade, depressão, problemas do sono, isolamento, abuso de substâncias psicoativas, agressividade, inibição da capacidade de concentração e tomada de decisão.

Todos estes fatores de riscos mencionados podem deixar o trabalhador em situação de maior vulnerabilidade e colocá-lo em risco de adoecimento.

Então, por que investir em Saúde Mental nas empresas?

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), os transtornos mentais são a terceira principal causa de concessão de benefícios previdenciários para trabalhadores com registro formal. De um modo geral, esses transtornos decorrem dos fatores de riscos psicossociais, com base nos dados da Previdência Social. Observou-se que em 80% dos afastamentos de trabalhadores por problemas de saúde mental foi estabelecido nexo de causalidade associado aos diagnósticos de depressão, ansiedade e transtornos de estresse e isso pode ter sido agravado com a pandemia.

No ano de 2022 a Síndrome de Burnout entra para a Classificação Internacional de Doenças (CID) e passa a ser tratada como doença ocupacional.

O monitoramento dos fatores de riscos psicossociais pode ocorrer através da análise do trabalho, seus riscos e suas consequências, medidas estatísticas e qualitativas que permitam explorar a percepção dos trabalhadores sobre as condições e natureza do trabalho.

A construção da saúde no ambiente corporativo passa pela possibilidade de vivenciar o prazer e a satisfação individual do colaborador, assim como o uso de estratégias de mediação do seu sofrimento promovendo melhorias nas condições de trabalho e na comunicação e apoio entre gestores e trabalhadores.

*Alessandra Pinatti Kinjo é consultora da Vetor Editora, Mestre em Psicologia pela USP - Ribeirão Preto e possui larga experiência em recrutamento e seleção, e avaliação psicológica voltada para a seleção.

.......................................

MEDICINA S/A

MV lança IA generativa exclusiva para saúde que promete revolucionar consultas

A solução reduz burocracias e potencializa a qualidade da assistência

Reafirmando seu compromisso de tornar a saúde brasileira 100% digital e revolucionar processos por meio da inovação, a MV, líder da América Latina no desenvolvimento de softwares para a saúde, lança o med.ai, sistema voltado para médicos que utiliza IA exclusiva da companhia para reduzir tarefas administrativas e apoiar na decisão clínica, garantindo mais agilidade e qualidade na consulta e no diagnóstico do paciente. De acordo com a pesquisa TIC Saúde 2024, 14% dos médicos de estabelecimentos públicos já utilizam IA generativa na sua rotina, enquanto no privado o número sobe para 20%.

A nova solução é capaz de transcrever a conversa entre médico e paciente, reunindo as informações ditas e captadas por microfones, organizando-as de acordo com a característica de cada informação (sintomas, perfil, histórico); detectar características da anamnese para sugestão de código da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), apoiando o médico em um possível diagnóstico para o paciente atendido e ainda interagir via chat, ao buscar na base de dados não identificáveis para apoiar o profissional de saúde na decisão clínica. O med.ai também fornece a prescrição de forma eficiente e contribui na redução dos custos operacionais, ao otimizar a gestão de informações e recursos hospitalares.

“Cada um de nós já passou por uma situação em que foi atendido e o médico, enquanto questiona o paciente, digita no computador as informações ditas, sem dedicar a atenção integral à conversa conosco. Isso toma tempo e dificulta o trabalho do profissional, que tem que preencher diversos campos para gerar um diagnóstico.  Por isso, temos um grande desafio na saúde de reduzir esse tipo de burocracia e tornar o atendimento mais humano”, explica Paulo Magnus, CEO da MV.

A nova solução terá a mesma inteligência artificial do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) da companhia, que teve sua versão com adição de IA lançada em maio deste ano e possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O prontuário da MV é o melhor da América Latina pelo prêmio Best In Klas, pela 7ª vez.

“Essa nova ferramenta representa um marco na digitalização da saúde no Brasil. Além de não ter necessidade de implantação e ser uma plataforma independente, o med.ai pode ser acessado por qualquer dispositivo, como celular, tablet ou computador. Além disso, a solução conta com o banco de dados robusto e confiável da MV, empresa que já possui mais de 37 anos no mercado e é reconhecida internacionalmente por seu pioneirismo e inovação”, afirma Andrey Abreu, diretor corporativo de tecnologia da MV.

A base é composta por dados que são atualizados regularmente, incluindo informações sobre medicamentos, históricos médicos e outros detalhes clínicos, garantindo que a IA atue de forma precisa e alinhada às práticas dos profissionais de saúde para indicar caminhos para o diagnóstico e propor planos de cuidado personalizados. O med.ai funciona em total conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e conta com medidas rigorosas para a proteção das informações dos pacientes, que são anonimizados e armazenados de forma segura.

“Esse lançamento representa um momento muito especial para a MV, pois é nosso primeiro produto voltado ao mercado B2C. Agora, médicos de diferentes instituições e especialidades poderão adquirir a solução de forma online, simples e prática”, celebra Jeferson Sadocci, diretor corporativo de mercado e cliente da MV.

O med.ai já está disponível e oferece 50 créditos gratuitos para que os médicos interessados conheçam a plataforma. Após o período sem custo, será necessário realizar a assinatura mensal do serviço. 

Clientes MV terão gratuidade por seis meses

Os médicos que atuam em instituições de saúde usuárias dos softwares de atendimento clínico da MV, como o Prontuário Eletrônico do Paciente e o Clinic, poderão utilizar o med.ai de forma nativa diretamente no software e de forma gratuita durante o primeiro semestre de 2025. A ferramenta já está disponível no Clinic e no PEP a partir da versão HTML5 2022.003.09.  Para habilitar o uso, é necessário entrar em contato com o time de atendimento da companhia para avaliar a elegibilidade e realizar a liberação.

...............................

Ataques cibernéticos colocam o setor da saúde em risco

O setor da saúde, tradicionalmente associado à proteção e ao cuidado, tornou-se alvo de cibercriminosos. Hospitais, clínicas e provedores de serviços médicos enfrentam ataques que vão além de simples problemas tecnológicos, configurando ameaças reais à vida de milhões de pessoas. Em particular, o setor da saúde na América Latina desponta em terceiro lugar na lista dos mais atacados deste ano, enquanto os Estados Unidos permanecem no topo desde 2023. No Brasil já foram registrados 106 mil ataques somente em 2024.

Quando se fala desses ataques, esqueça os clichês de hackers encapuzados em porões escuros. Os grupos de ransomware modernos são verdadeiras organizações especializadas. Essas redes criminosas constantemente refinam as suas estratégias, explorando brechas e vulnerabilidades com precisão cirúrgica.

As consequências são devastadoras. Um exemplo emblemático apontado pela Apura Cyber Intelligence, empresa especializada em segurança cibernética, veio do Reino Unido: em Londres, o grupo cibercriminoso russo Qilin paralisou o provedor de patologia Synnovis, afetando diretamente hospitais do NHS que subcontratam os seus serviços.

“Transfusões de sangue foram interrompidas, comprometendo tratamentos essenciais”, relata Anchises de Moraes, especialista da Apura Cyber Intelligence. Sem acesso rápido às combinações de tipos sanguíneos, os médicos tiveram que recorrer ao uso indiscriminado de tipos universais, como O Negativo e O Positivo.

Do outro lado do Atlântico, os Estados Unidos também enfrentam um campo minado digital. No Texas, o UMC Health System sofreu um ataque que forçou o desvio de pacientes de suas 30 clínicas. Embora as operações continuassem, setores cruciais, como radiologia, foram fechados ou enfrentaram atrasos significativos.

E não para por aí. O grupo criminoso de ransomware BianLian invadiu as redes do Boston Children’s Health Physicians (BCHP), que conta com mais de 300 especialistas pediátricos. Além de interromper o atendimento, os criminosos ameaçaram expor dados sensíveis caso o resgate não fosse pago – um golpe de dupla extorsão que coloca vidas e privacidade em risco.

Anchises de Moraes alerta que, neste cenário, a cibersegurança deixou de ser uma escolha, se tornou uma necessidade. “O setor de saúde precisa assumir uma postura proativa, fechando brechas e implementando defesas robustas para proteger não só sistemas, mas vidas humanas”. “A quantidade e sensibilidade das informações, aliada à fragilidade de diversos sistemas médicos conectados à Internet, torna esse setor um alvo preferencial dos cibercriminosos”, completa.

Dicas de segurança para o setor da saúde

A receita para combater essa ameaça começa com treinamentos regulares para todos os funcionários, capacitando-os a reconhecer ameaças antes que se tornem problemas. Medidas como autenticação multifatorial, backups regulares e atualizações constantes de software são imprescindíveis. Além disso, um plano de resposta a incidentes é vital para mitigar impactos e garantir a continuidade do atendimento mesmo em momento de crise. A inteligência de ameaças também fornece uma melhor compreensão do cenário cibernético e a antecipação a possíveis ataques, promovendo uma postura proativa da organização.

“Os ataques cibernéticos na saúde não são mais histórias distantes, são ameaças concretas que impactam hospitais, médicos e pacientes em tempo real. Proteger sistemas digitais hoje significa salvar vidas amanhã. É uma corrida contra o tempo, e só com medidas firmes e coordenadas poderemos vencer essa batalha invisível”, conclui Moraes.

..................................

Assessoria de Comunicação

Quinta, 19 Dezembro 2024 07:05

CLIPPING SINDHOESG 19/12/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Aon: custos médicos devem crescer 12,9% no Brasil em 2025

Polícia investiga fraude de R$ 33 bilhões contra planos de saúde em SP

Goiânia: TJGO desbloqueia R$ 57 mi do Fundo Municipal da Saúde

Polícia mira clínica de estética em Goiânia após denúncias de pacientes

Jornalista ministra palestra sobre a importância da comunicação na saúde no Hospital de Acidentados

Quase 19% das pessoas que tiveram covid-19 têm sintomas persistentes

As propostas da ANS que assustam as operadoras de saúde

MONITOR MERCANTIL

Aon: custos médicos devem crescer 12,9% no Brasil em 2025

A Aon plc (NYSE: AON) prevê em seu relatório de Tendências Globais dos Custos Médicos 2025, um crescimento de 12,9% para os custos médicos corporativos no Brasil, uma redução de 1,2% em relação à última edição do estudo. A média brasileira está acima da América Latina, projetada em 11,7% para 2024 e 10,7% em 2025.

"Os números no Brasil continuam elevados se comparados com as médias global e da América Latina. Mesmo com a frequência de utilização dos serviços médicos se estabilizando após o período de pandemia, a variação dos custos médicos continuará sendo impulsionada em 2025 por tratamentos e terapias, além da crescente demanda por medicamentos de alto valor. As perspectivas para o novo ano reforçam a necessidade de uma gestão eficiente dos planos de saúde por parte das empresas", explica Leonardo Coelho, vice-presidente de Health & Talent Solutions para o Brasil na Aon.

O cálculo para essa projeção da tendência de custos médicos leva em conta o comportamento de utilização dos planos de saúde e os custos de eventos como consultas eletivas, atendimento em pronto-socorro, exames, terapias, custos ambulatoriais e de internações, além do impacto da incorporação de novas tecnologias e medicamentos à cobertura obrigatória - o chamado rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Algumas projeções para 2025 se destacam: aumento da frequência em terapias simples (psicoterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, entre outras), devido às novas normas da ANS, que ampliou a possibilidade de uso, sem limitação do número de sessões por ano; queda nos eventos de maior complexidade, mas aumento nos de menor complexidade, justificado pelos eventos eletivos; impacto dos medicamentos de alto custo - especialmente os incluídos no rol nos últimos dois anos, como quimioterápicos e imunossupressores - e de eventos ambulatoriais.

O estudo também apresenta as condições médicas que mais impulsionam os custos de planos de saúde corporativos no Brasil. São elas: doenças autoimunes (exceto Diabetes Tipo 1), doenças cardiovasculares, câncer e saúde mental - esta última com um crescimento significativo desde a pandemia, elevando os custos com tratamentos psicológicos.

Conforme carteira da Aon de 2024, em comparação a 2023, houve crescimento de 23,63% na frequência de terapias simples, reflexo principalmente da cobertura ilimitada para essa modalidade, impactando, além da utilização para saúde mental, também no aumento da demanda por terapias específicas como a Applied Behavior Analysis (ABA), incluída no rol da ANS em 2017 e indicada para o tratamento de pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse aumento da frequência somada à cultura de realização de terapias simples fora da rede credenciada e por meio de reembolso, contribuiu para um aumento de 11% do custo médio desses serviços.

Coelho explica a relevância de iniciativas que promovam o bem-estar e a qualidade de vida dos colaboradores, impactando a longo prazo na redução dos custos com saúde: "A complexidade do cenário destaca a necessidade das empresas em definir uma estratégia de benefícios de saúde baseada em análises de dados que apresentem as necessidades da sua força de trabalho. Promover a qualidade de vida e incentivar cuidados preventivos, é fundamental para mitigar custos e reduzir o estresse dos colaboradores."

Projeções Globais

Para 2025, a Aon prevê que a média global de aumento dos custos de planos médicos será de 10%, uma pequena redução em comparação aos 10,1% registrados para 2024, que foi a maior projeção dos últimos 10 anos. Essa média reflete variações regionais, onde algumas regiões, como Ásia-Pacífico e América do Norte, esperam aumento nos custos, enquanto outras, como América Latina e Europa, projetam uma redução.

O relatório destaca ainda que, globalmente, 60% das empresas avaliam flexibilizar seus benefícios como estratégia de mitigação que lhes permitirá maior controle de seus gastos e custos, tornando-se uma ferramenta eficiente de recursos humanos para oferecer pacotes de benefícios diferenciados.

"Estamos em um momento crucial, com a inflação global diminuindo pela primeira vez em quatro anos, o que pode ser um ponto de inflexão macroeconômico. Embora a volatilidade econômica do mundo pós-pandêmico continue afetando muitas economias, especialmente na América Latina, onde ainda se luta contra a desvalorização da moeda e o incremento geral de preços, projeta-se que a região verá uma diminuição nos custos médicos para o próximo ano, refletindo ajustes nas expectativas de mais da metade dos países latino-americanos. É crucial reconhecer que essa tendência também está alinhada com condições regionais específicas e as estratégias empresariais que os empregadores implementam para mitigar os aumentos desses custos médicos" explica Max Saraví, head of Human Capital para a América Latina na Aon.

O Global Medical Trend Rates 2025 reúne informações dos escritórios da Aon que intermediam e administram planos médicos corporativos nos 112 países incluídos na pesquisa. Com base nas interações entre profissionais da Aon e clientes, os insights do relatório refletem as expectativas quanto às tendências dos custos de saúde nos âmbitos local, regional e global.

...............................

CNN BRASIL

Polícia investiga fraude de R$ 33 bilhões contra planos de saúde em SP


Um esquema de fraude envolvendo clínicas e laboratórios em São Paulo está no centro de investigações conduzidas pela Polícia Civil, com base em denúncias apresentadas por associações que representam operadoras de planos de saúde.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Saúde Suplementar (Abramge), os desvios podem ter causado um prejuízo estimado em R$ 33 bilhões no último ano ao setor.

As práticas supostamente fraudulentas incluem manipulação de reembolsos, falsificação de atendimentos e irregularidades em diversos procedimentos que teriam sido praticados pela Health Care Madical Center (HCMC), segundo denúncia de associações do setor apresentadas à polícia.

Em notas enviadas à CNN, a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo confirmam que as denúncias são investigadas.

A CNN procurou a HCMC e, até o momento da publicação desta reportagem, não obteve nenhum retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

Esquema de "reembolso assistido"

As investigações apontam que o esquema operava por meio do chamado "reembolso assistido", também conhecido como concierge.

Nesse modelo, os beneficiários dos planos eram induzidos a fornecer login e senha de acesso às plataformas das operadoras.

Com essas informações, as clínicas simulavam atendimentos ou alteravam valores de procedimentos realizados, solicitando reembolsos fraudulentos.

Segundo o diretor técnico da Abramge, Dr. Cassio Ide Alves, as práticas incluíam ainda a criação de contas bancárias em nome dos beneficiários para receber os valores.

"A partir daí, eles começam a fazer as suas solicitações de reembolso, muitas vezes de procedimentos duplicados, inexistentes, trocando códigos de procedimento, multiplicando esses códigos.", disse o Dr. Cassio Ide Alves, diretor técnico-médico da Abramge em entrevista à CNN.

A Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF), que recebeu informações sobre o esquema, encaminhou uma denúncia ao Ministério Público, mas até o momento, a CNN não obteve retorno oficial do MP sobre o caso.

Entre as fraudes mais comuns, estão:

Falsificação de laudos para crianças com autismo

Prolongamento desnecessário de internações de dependentes químicos

Manipulação de dados em procedimentos estéticos

Clínicas que operavam no esquema frequentemente fechavam as portas após serem identificadas, dificultando o rastreamento dos responsáveis.

As fraudes afetam não apenas as operadoras, mas também os consumidores. Segundo o diretor, o prejuízo causado ao sistema todo eleva o custo dos planos de saúde.

"Através do mutualismo, todos acabamos pagando a conta para que algumas pessoas que perpetuam esses crimes. Acabam auferindo lucros Individuais.", relatou o Dr. Cassio Ide Alves, diretor técnico-médico da Abramge em entrevista à CNN.

O Dr. Rodolpho Ramazzini, diretor de comunicação da ABCF, destacou à CNN que mais de 400 denúncias sobre fraudes foram registradas somente em 2024.

"A ABCF recebe cada vez mais denúncias de pessoas que acabam sendo implicadas nessas fraudes, tendo seus nomes e atendimentos usados pelas quadrilhas de fraudadores de maneira indevida", disse.

Ações das operadoras e da polícia

A operadora SulAmérica revelou que diversas dessas empresas manipulavam documentos e criavam "araras" para simular atendimentos e solicitar reembolsos indevidos, prejudicando diretamente os beneficiários e causando um grande impacto no setor.

O prejuízo total estimado por essas fraudes chega a R$ 27 milhões. Em resposta, a operadora apresentou notícias-crime contra os envolvidos.

Em nota enviada à CNN, a Amil, outra operadora envolvida, esclareceu que três inquéritos policiais foram instaurados após denúncias da operadora.

Já o Bradesco Saúde optou por não se manifestar sobre o caso, alegando que não comenta questões em apreciação do Judiciário.

Recomendações aos beneficiários

Durante a entrevista à CNN, o Dr. Cassio Ide Alves reforçou a importância de os beneficiários ficarem atentos para não serem envolvidos, mesmo que involuntariamente, em fraudes.

Ele listou quatro passos importantes:

Não compartilhar login e senha: Isso dá às clínicas acesso total aos dados pessoais do beneficiário

Solicitar extratos regulares: Assim, é possível verificar se há procedimentos desconhecidos cobrados

Verificar contas bancárias vinculadas ao CPF: No site do Banco Central, é possível checar se há contas desconhecidas abertas

Denunciar suspeitas à operadora: Qualquer movimentação irregular deve ser comunicada imediatamente

Próximos passos

A Abramge e a ABCF defendem uma atuação mais incisiva do Ministério Público e das autoridades policiais para combater as fraudes.

As investigações continuam, e novas ações podem ser tomadas para recuperar os valores desviados e responsabilizar os envolvidos.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, por meio de um inquérito instaurado pela 2ª Delegacia da Divisão do Consumidor, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

A presidente da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) foi ouvida e diligências estão em andamento visando à localização dos responsáveis pela empresa e esclarecimento dos fatos, segundo nota enviada pela Secretaria de Segurança Pública de SP à CNN.

.................................

A REDAÇÃO

Goiânia: TJGO desbloqueia R$ 57 mi do Fundo Municipal da Saúde

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) liberou, nesta quarta-feira (18/12), um montante de R$ 57 milhões do Fundo Municipal da Saúde de Goiânia que estava bloqueado há 13 dias, como resposta a um pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO). O dinheiro havia sido repassado para a gestão municipal pelo governo federal no dia 5 de dezembro.

Da soma liberada, R$ 15 milhões ficarão sob responsabilidade direta do interventor da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Márcio de Paula Leite, para o pagamento de serviços prestados à pasta. Os demais R$ 42 milhões irão para unidades de saúde a que a Prefeitura de Goiânia faz repasses por atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Há cerca de duas semanas, o prefeito eleito Sandro Mabel (União) comentou que trabalharia para que os recursos fossem liberados. "A nossa preocupação, além de pagar os fornecedores anteriores, é manter as unidades funcionando”, disse Mabel na ocasião.

..........................

Polícia mira clínica de estética em Goiânia após denúncias de pacientes

A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta segunda-feira (18) a Operação Face Oculta, com o objetivo de cumprir quatro mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Anápolis. A investigação apura a realização de procedimentos estéticos e cirúrgicos por profissionais supostamente inabilitados, que teriam causado danos físicos a diversos pacientes devido à utilização de materiais inadequados e à incapacidade técnica dos envolvidos.

A sede principal da clínica investigada está localizada na Avenida T-7, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, os alvos incluem os proprietários e responsáveis técnicos da clínica, além de outras unidades relacionadas ao caso. Entre os detidos está a proprietária da famosa clínica de estética situada na capital.

Além das ações de busca e apreensão, foram realizados bloqueios de contas bancárias, bens e valores. O montante bloqueado alcança R$ 2,5 milhões, incluindo um percentual das cotas de um helicóptero ano 2024, avaliado em R$ 8 milhões. 

.................................

CONGRESSO NEWS

Jornalista ministra palestra sobre a importância da comunicação na saúde no Hospital de Acidentados

A jornalista e especialista em Comunicação e Marketing, Rosane Rodrigues da Cunha ministrou uma palestra para colaboradores do Hospital de Acidentados, de Goiânia (GO), sobre a importância da comunicação no setor de saúde. Com uma trajetória consolidada de mais de 30 anos na área, ela destacou que, na saúde, mais do que em qualquer outro segmento, a comunicação clara e efetiva é um elemento essencial para o bom atendimento, a imagem da instituição e de seus profissionais e para o bem-estar dos pacientes.

Rosane ressaltou que os profissionais de saúde lidam com um “produto” muito caro: os pacientes, muitas vezes em momentos de extrema fragilidade emocional e física. “É preciso compreender que estamos tratando de pessoas. Cada paciente é único, e a comunicação deve ser cuidadosa e atenta para que ele se sinta ouvido e bem orientado”, enfatizou.

A rotina, quase sempre, intensa nos hospitais não pode prejudicar a comunicação. Se isso ocorrer, processos precisam ser revistos. “Nada pode comprometer a qualidade da comunicação com os pacientes”, afirmou, aconselhando os colaboradores a sempre perguntarem quando não entenderem alguma informação recebida. “As dúvidas de vocês não podem chegar aos pacientes”, alertou, citando o caso de uma profissional de enfermagem que, ao ser questionada, não soube explicar o propósito de um medicamento prescrito para o paciente.

Situações como essa, segundo a jornalista, podem deixar o paciente inseguro, afetar a credibilidade do profissional e a imagem da instituição de saúde. Rosane ainda compartilhou com os participantes os pilares essenciais da comunicação na saúde: clareza, ética, respeito, empatia e sigilo. Para ela, esses aspectos são imprescindíveis para criar um ambiente de confiança e, principalmente, para garantir que a informação seja transmitida de forma precisa e eficiente.

A especialista também destacou como a boa comunicação é necessária para a integração da equipe de profissionais de saúde. “Uma equipe bem integrada, com uma comunicação fluida, ajuda a prevenir erros, oferece uma assistência com mais qualidade e segurança e garante que todos estejam alinhados nas ações a serem tomadas com os pacientes”, explicou.

Outro ponto abordado foi a importância de ouvir atentamente os pacientes. “Escutar o paciente é uma ferramenta poderosa que podemos usar. Isso não só ajuda na recuperação e no bem-estar dele, mas também permite identificar precocemente qualquer alteração em seu quadro e até problemas no cotidiano do hospital. Desde a qualidade das refeições até os detalhes do atendimento que, muitas vezes, passam despercebidos, mas fazem toda a diferença”, afirmou.

Ela citou o exemplo de uma fisioterapeuta que, durante uma sessão de fisioterapia, aproveitou o momento para conversar com o paciente. Essa simples atitude transformou a sessão, tornando o atendimento mais agradável para o paciente e mais leve para a profissional, ao mesmo tempo que fez toda a diferença na experiência daquele paciente que estava internado há vários dias.

Rosane concluiu sua palestra reforçando a importância de uma comunicação humanizada e eficiente para melhorar o ambiente hospitalar. Para ela, um simples gesto de atenção ou uma palavra de acolhimento pode impactar profundamente na experiência do paciente e, consequentemente, em sua recuperação. Palestras sobre comunicação fazem parte do calendário de atualização profissional do Hospital de Acidentados.

.....................

AGÊNCIA BRASIL

Quase 19% das pessoas que tiveram covid-19 têm sintomas persistentes

Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde mostra que 18,9% das pessoas que já foram infectadas pela covid-19 relatam sintomas persistentes da doença, como cansaço, perda de memória, ansiedade, dificuldade de concentração, dores articulares e perda de cabelo. Os sintomas pós-covid aparecem com mais frequência entre mulheres e indígenas. 

A pesquisa Epicovid 2.0: Inquérito nacional para avaliação da real dimensão da pandemia de Covid-19 no Brasil, apresentada nesta quarta-feira (18/12), mostra que mais de 28% da população brasileira, o equivalente a 60 milhões de pessoas, relatou ter sido infectada pela doença. 

Vacina 

De acordo com o estudo, a vacinação contra a covid-19 teve adesão de 90,2% dos entrevistados, que receberam pelo menos uma dose e 84,6% completou o esquema vacinal com duas doses. A vacinação foi maior na Região Sudeste, entre idosos, mulheres e pessoas com maior escolaridade e renda. 

Entre os entrevistados, 57,6% afirmaram confiar na vacina contra a convid-19, mas a desconfiança das informações sobre o imunizante foi relatada por 27,3% da população. Outros 15,1% disseram ser indiferente ao assunto. 

Entre aqueles que não se vacinaram, 32,4% disseram não acreditar na vacina e 0,5% não acreditam na existência do vírus. Outros 31% relataram que a vacina poderia fazer mal à saúde; 2,5% informou já ter pego covid-19 e 1,7%, outros problemas de saúde. 

Pesquisa

O Epicovid 2.0 foi conduzido em 133 cidades, com uma amostra de 33.250 entrevistas. As pessoas entrevistadas foram selecionadas aleatoriamente, com apenas uma pessoa por residência respondendo ao questionário.  

Sob coordenação do Ministério da Saúde, a pesquisa foi realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com participação da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação Getulio Vargas (FGV). 

.......................

BRAZIL JOURNAL

As propostas da ANS que assustam as operadoras de saúde

A ANS está propondo a maior mudança regulatória do setor de saúde suplementar nos últimos 20 anos, com uma série de alterações nas regras dos reajustes que, se adotadas como estão, prejudicariam a rentabilidade das operadoras num momento de melhora da sinistralidade.

Mas as propostas ainda são preliminares e passarão por discussões envolvendo todas as companhias e demais stakeholders.

"Pautar esses temas é algo bom. A abertura para a conversa é algo bom. Mas a maneira como as propostas vieram é definitivamente ruim," disse o CEO de uma grande operadora. "Mas não está nada fechado. Ainda teremos 45 dias para discutir as propostas e chegar num desenho que seja melhor para o setor."

Para esse executivo, a ANS colocou em pauta todos os itens que ela entende ser polêmicos - e que de fato precisam ser debatidos. "O problema é que o nosso setor não está acostumado a sentar e discutir abertamente os problemas."

Gustavo Ribeiro, o presidente da Abramge, a associação das operadoras de saúde, disse que o que pegou o mercado de surpresa foi o fato da ANS ter mudado bruscamente seu discurso.

"Nos últimos meses, a ANS vinha com um discurso de tratar da revisão técnica [dos planos individuais], que é um tema benéfico para o setor. Mas quando ela veio com a consulta, ela colocou mais duas dúzias de assuntos que não estavam no radar de ninguém."

Ribeiro disse que os assuntos tratados são muito densos e "mexem com pilares do sistema. São temas estruturantes, que precisam ser discutidos com muita calma," disse ele.

O presidente da Abramge disse ainda que a entidade vai pedir uma extensão do prazo de 45 dias à ANS para apresentar estudos mais aprofundados sobre os temas propostos.

Alexandre Fioranelli, um dos diretores da ANS, disse ao Brazil Journal que todas as propostas apresentadas já estão em discussão desde o início de outubro, quando a agência abriu uma audiência pública, e são temas debatidos há anos.

"Não é uma surpresa para ninguém [esses assuntos]. Ninguém foi pego de calça curta," disse ele, acrescentando que somando todos os prazos de discussão abertos pela agência - de outubro até o início de fevereiro - serão quatro meses de debate.

Apesar das ponderações, as propostas caíram como uma bomba no mercado, com o maior impacto sendo sentido pela Hapvida, cuja ação desabou essa semana ainda mais do que o mercado.

"Muitas das propostas indicam uma regulação mais pesada sobre os planos de saúde, particularmente na regulação dos aumentos de preços dos planos corporativos," escreveram os analistas do Itaú BBA.

"Isso pode potencialmente anular uma melhora na rentabilidade das empresas do setor, e subsequentemente do resto do sistema de saúde privado."

Nos planos corporativos, a ANS propôs três mudanças principais.

Hoje, os planos corporativos com até 29 vidas seguem um framework regulatório diferente as operadoras colocam todos num mesmo 'pool' e dão um mesmo reajuste para todos. A proposta da ANS é ampliar este modelo para contratos com até 1000 vidas.

Num comunicado ao mercado, a Hapvida disse que "a utilização de um agrupamento maior poderá ter um efeito contrário ao pretendido, já que, ao impor um reajuste acima do necessário, aqueles contratos com mais vidas que hoje não estão no pool de risco terão, necessariamente, que sofrer um reajuste mais elevado a fim de compensar os contratos com menos vidas."

Segundo a operadora, os planos que compõem hoje o pool de risco (até 29 vidas) são mais sujeitos à seleção adversa e, por isso, "precisam ter esse custo maior repassado aos preços dos produtos de maneira a manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos."

O diretor da ANS tem uma visão diferente. Para ele, ao aumentar o pool de risco será possível diluir mais os reajustes dos contratos com mais sinistralidade, "dando um reajuste menor para todo mundo."

A ANS também quer definir uma porcentagem mínima de 75% de 'sinistralidade meta' no cálculo dos reajustes, outra proposta amplamente criticada pelo mercado.

"Artificializar nunca se mostrou uma boa saída e nunca será," disse Ribeiro, da Abramge. "Não tem como driblar a realidade. No passado, quando se 'artificializou' o sistema nos planos individuais, o que aconteceu foi que esse produto quase sumiu da prateleira e isso encareceu os outros produtos."

Ribeiro diz que ao controlar o reajuste dos planos individuais, a ANS fez com que muitos desses produtos se tornassem deficitários. "Foi uma proteção ao consumidor, mas ao fazer isso ela pressiona os outros produtos, que precisam sofrer reajustes maiores para compensar esse desequilíbrio."

A Hapvida também criticou a proposta.

"Um limite arbitrário pode se mostrar superior ao necessário, levando à restrição de oferta de produtos, ou pode se mostrar inferior ao necessário, levando a um valor de referência que encarecerá o produto de forma geral para os beneficiários," disse a operadora.

Já o diretor da ANS diz que a agência não pretende e não vai interferir na precificação dos planos de saúde. "O valor inicial de venda do plano continuará sendo definido pela operadora, e isso que vai definir a margem de lucro. O que queremos é que o reajuste seja realmente compatível com a variação de custos," disse ele.

"Esse número de 75% é uma média que tivemos do mercado e que ainda estamos abertos a discutir. Além disso, não vamos definir qual indicador a operadora vai escolher para fazer o reajuste. Não necessariamente ela precisaria fazer o reajuste em cima da sinistralidade meta."

Outra medida que seria ruim para o setor, na visão do mercado, é a limitação da coparticipação dos planos para 30% do valor do procedimento e da mensalidade. A ANS está propondo ainda que a coparticipação não possa ser cobrada em diversos procedimentos, especialmente terapias crônicas, oncologia e hemodiálise.

"A coparticipação tem sido uma ferramenta importante para endereçar o uso excessivo observado no sistema de saúde privado, principalmente por conta do conflito de interesses entre as operadoras e os provedores de serviços. A implementação da coparticipação em alguns contratos foi crucial para os operadores moderarem os aumentos de preços," escreveu o Itaú.

"Portanto, essa potencial mudança poderia mitigar as melhoras da sinistralidade das companhias e potencialmente limitar a venda de novos planos por conta dos altos preços de entrada."

Apesar das mudanças prejudiciais, há uma discussão no relatório que agradou as operadoras a revisão técnica dos reajustes dos planos individuais.

Hoje o reajuste desses planos é definido pela ANS, que historicamente tem aplicado aumentos abaixo da inflação médica, tornando esses planos deficitários para as operadoras.

A ANS disse que está estudando uma metodologia para a admissão, cálculo e implementação dessa revisão técnica - que poderia levar a reajustes maiores desses planos em casos específicos.

"Essa é uma discussão muito importante para as operadoras, e o fato da ANS entrar nesse tema é positivo. O problema é que nesse relatório inicial ela está dizendo que a operadora tem que provar insolvência para ter acesso a essa revisão, o que é um absurdo," disse um executivo do setor.

Alexandre disse que a ANS é sensível às preocupações do setor e que o objetivo da revisão é justamente "manter a oferta desses produtos e garantir que o desequilíbrio das carteiras individuais não leve a uma quebradeira geral."

"Mas precisamos construir uma metodologia para isso que defina os requisitos para poder acessar essa revisão e as contrapartidas. A revisão vai ser para alguns casos, não para todos," disse.

...................................

Assessoria de Comunicação

Quarta, 18 Dezembro 2024 06:47

CLIPPING AHPACEG 18/12/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Ex-secretário de Saúde de Goiânia é considerado foragido pela Polícia Civil

Nova operação investiga desvio de R$ 10 milhões na Saúde de Goiânia

Gabinete de Crise das UTIs de Goiânia encaminha 1.082 pacientes em 18 dias

Hospital da Unimed Morrinhos será reformado e ampliado

Brain Rot: a palavra do ano e o impacto do excesso de informações no cérebro

Após mais de uma década, Cassi manda fatura aos trabalhadores

Anats é um coelho na cartola para a saúde?

PL que torna obrigatório exame nacional para exercer medicina é aprovado em Comissão

Mercado de produtos médico-hospitalares cresce 10,6% e emprega 3,3% mais

A REDAÇÃO

Ex-secretário de Saúde de Goiânia é considerado foragido pela Polícia Civil

O ex-secretário de Saúde de Goiânia, Wilson Pollara, e o ex-secretário executivo de Saúde, Quesede Ayres Henrique, são alvos de mandado de prisão em operação deflagrada nesta terça-feira (17/12), pela Polícia Civil de Goiás. Em entrevista coletiva, o delegado Francisco Lipari afirmou que os dois são considerados foragidos da justiça.

A operação realizada por policiais da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) investiga corrupção e desvio de R$ 10 milhões na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia. São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. O dinheiro desviado seria fruto de uma fraude em um convênio firmado entre a secretaria e uma prestadora de serviços. 


A defesa de Wilson Pollara informou que ele encontra-se em São Paulo, onde realiza consultas médicas para iniciar o tratamento de um câncer no rim. A defesa informou ainda quew vai se manifestar após ter acesso à íntegra do processo. A defesa de Quesede Ayres tabém comunicou que se manifestará após acesso à íntegra do processo.
 

Por meio de nota, a Prefeitura de Goiânia informou que "está colaborando com as investigações da Polícia Civil de Goiás no âmbito da operação Speedy Cash.  A administração municipal destaca compromisso com a transparência e a lisura na gestão pública, assegurando que todas as informações e documentos solicitados serão e estão sendo fornecidos para esclarecer os fatos" e que "caberá ao interventor adotar todas as medidas administrativas cabíveis conforme o andamento das investigações".

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que está colaborando com as investigações. 

.........................

Nova operação investiga desvio de R$ 10 milhões na Saúde de Goiânia

Policiais da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) deflagraram nesta terça-feira (17/12) uma nova operação que investiga corrupção e o desvio de R$ 10 milhões na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia. São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. Os alvos dos mandados não foram revelados, mas seriam servidores do alto escalão.

O dinheiro desviado seria fruto de uma fraude em um convênio firmado entre a secretaria e uma prestadora de serviços. Ao todo, quase 100 policiais civis estão nas ruas para cumprir as medidas judiciais.

Por meio de nota, a Prefeitura de Goiânia informou que "está colaborando com as investigações da Polícia Civil de Goiás no âmbito da operação Speedy Cash.  A administração municipal destaca compromisso com a transparência e a lisura na gestão pública, assegurando que todas as informações e documentos solicitados serão e estão sendo fornecidos para esclarecer os fatos" e que "caberá ao interventor adotar todas as medidas administrativas cabíveis conforme o andamento das investigações".

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que está colaborando com as investigações. 

Nota da Secretaria Municipal de Saúde (SMS)

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esclarece que cumprirá com todas as determinações judiciais e colabora com o fornecimento de informações e documentos necessários para garantir que todos os procedimentos sejam devidamente esclarecidos, reforçando a integridade do serviço público.  

Crise na Saúde

A operação desta terça é mais um capítulo na profunda crise pela qual passa a pasta da Saúde em Goiânia. No dia 27 de novembro, o secretário titular, Wilson Pollara, foi preso por seu envolvimento em supostos esquemas de desvio de verbas. Desde então, dois secretários assumiram e então entregaram o cargo em menos de uma semana. 

Neste período, pacientes morreram aguardando leitos de UTI na rede municipal e houveram paralisações de atividades e protestos das equipes médicas por falta de pagamentos e de insumos básicos como seringas e luvas.

A justiça estadual determinou a intervenção do governo de Goiás no município e Márcio de Paula Leite foi nomeado interventor no dia 11 de dezembro para tentar sanar a crise que persiste.

.........................

Gabinete de Crise das UTIs de Goiânia encaminha 1.082 pacientes em 18 dias

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, alcançou resultados expressivos com o encaminhamento de 1.082 pacientes para internação em leitos de enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), durante os 18 dias de atuação do Gabinete de Crise das UTIs de Goiânia. Graças à parceria e ao acompanhamento diário das solicitações, nesse período todas as demandas por leitos foram autorizadas com agilidade, em menos de 24 horas, reduzindo consideravelmente o número de pacientes que aguardam vagas na capital. 

“A parceria se mostrou eficaz ao reduzir o tempo de espera dos pacientes nas unidades, além de identificar e corrigir rapidamente as dificuldades enfrentadas pela equipe de trabalho”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos. Além de otimizar a utilização dos leitos existentes, o gabinete contribuiu para ampliar a oferta com a abertura de novos leitos em diferentes unidades hospitalares. 

Foram 20 novos leitos de UTI adulto abertos no Hospital Ruy Azeredo; 16 leitos de UTI no Hospital das Clínicas (10 adultos e 6 pediátricos); 40 leitos de UTI (20 adultos, 10 pediátricos e 10 neonatais) e 32 leitos de enfermaria no Hospital Estadual de Águas Lindas. “Esses resultados demonstram a eficácia da estratégia de organização e cooperação para melhorar a saúde da população”, afirmou Rasível, que pessoalmente comanda diariamente as reuniões que buscam soluções para as dificuldades da saúde da capital. 

Com essas medidas, a otimização dos leitos também reduziu significativamente a demanda por vagas. As solicitações diárias de leitos de UTI caíram de uma média de 24 para 5, enquanto as de enfermaria foram reduzidas de 174 para 78. “Nunca houve um funcionamento tão eficiente, mesmo enfrentando uma crise como essa”, declarou o médico Elter Borges, da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.

Aliança Samu

Na tarde desta segunda-feira (16/12), a reunião do Gabinete de Crise focou na criação de uma aliança entre os Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Região Metropolitana da capital, para apoiar o município durante o atual momento enfrentado. Representantes dos Samus de Aparecida de Goiânia, Trindade e Senador Canedo se comprometeram a apoiar a SMS de Goiânia com o transporte de pacientes, bem como disponibilizar profissionais que atuam no serviço para a realização de plantão no Samu da capital, por meio do pagamento de hora extra. 

Nesta segunda-feira foi também publicada uma portaria que prevê uma parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO). O documento autoriza que o efetivo da corporação tripule ambulâncias do Samu de Goiânia, para realizar transporte entre os hospitais, quando necessário. A SMS da capital também confirmou a convocação de novos técnicos de enfermagem para atuar nas Upas e Cais do município. 

Gabinete de Crise

O Gabinete de Crise foi criado pela SES-GO para dar suporte à situação emergencial da saúde em Goiânia. O objetivo é monitorar, planejar, estruturar, mobilizar e coordenar ações integradas de preparação, alerta e resposta, envolvendo órgãos públicos estaduais e municipais em medidas conjuntas para mitigar a crise de saúde pública no município. 

A coordenação do gabinete é liderada pela SES-GO, enquanto as unidades municipais executam as ações na gestão e área hospitalar, garantindo um monitoramento eficaz do cenário geral. A SES-GO implantou 13 gabinetes de crise em unidades municipais, que diariamente repassam informações para o gabinete central. 

...........................

FOLHA DO PLANALTO

Hospital da Unimed Morrinhos será reformado e ampliado

Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada no dia 13 de dezembro, os cooperados da Unimed Morrinhos aprovaram, por unanimidade, a contratação de crédito bancário para financiar a reforma e ampliação do Hospital Nossa Senhora do Carmo. Adquirido em fevereiro de 2024, o hospital teve sua gestão integralmente assumida pela Unimed Morrinhos em maio deste ano.

O projeto de modernização, que inclui reformas e expansão, foi apresentado aos cooperados pelo arquiteto Athos Rios Júnior, do escritório Walter & Athos, empresa responsável pela execução da obra. A proposta visa elevar o hospital a um novo patamar de excelência na assistência médico-hospitalar.

O diretor-presidente da Unimed Morrinhos, Francisco Martins da Silva, afirmou que a obra transformará o Hospital Unimed em uma unidade de referência na região, trazendo benefícios tanto para os médicos cooperados quanto para a população local.

Ele destaca que iniciativas como essa têm demonstrado grande impacto em várias localidades, como no caso do Hospital Unimed Chapecó, que, após sua transformação, cresceu significativamente e se tornou referência em sua região.

Com a conclusão da obra, o Hospital da Unimed Morrinhos contará com 76 leitos, incluindo de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ampliando sua capacidade de atendimento e oferecendo serviços de saúde com ainda mais qualidade à comunidade.

........................

GO NEWS 365

Brain Rot: a palavra do ano e o impacto do excesso de informações no cérebro

Ana Maria Moura, médica neurocirurgiã, explica que a saturação de informações pode levar à fadiga mental, dificuldade de concentração e até depressão.

Você sabe o que é “brain rot”. Traduzindo é “cérebro apodrecido”. Um termo aparentemente feio e estranho, que foi escolhido pela Universidade de Oxford como a palavra de 2024. E que ela revela? Os efeitos do excesso de exposição a telas e informações, muitas vezes irrelevantes, na saúde mental. Brain rot descreve o cansaço mental e a “deterioração” do cérebro causado pela sobrecarga cognitiva na era digital, uma exposição constante a informações de baixo valor e a falta de pausas para o descanso mental.

O conceito está diretamente relacionado à dificuldade de concentração e à diminuição da capacidade de processamento do cérebro, sintomas cada vez mais comuns em uma sociedade hiperconectada. Ana Maria Moura, médica neurocirurgiã, explica que a saturação de informações pode levar à fadiga mental, dificuldade de concentração e até depressão. Esse desgaste constante afeta a capacidade de processamento do cérebro, resultando em estresse e perda de foco. “O consumo constante e excessivo de conteúdo sem uma pausa ou reflexão leva a um cansaço mental profundo, resultando em dificuldade de concentração, aumento da ansiedade e até transtornos mais graves, como depressão”, alerta.

Pode haver uma relação entre sobrecarga informativa e doenças como demência e Alzheimer? Embora os estudos ainda estejam em andamento, especialistas acreditam que a sobrecarga mental contínua possa contribuir para a aceleração de doenças neurodegenerativas. A neurocirurgiã explica que o estresse crônico causado pela sobrecarga de informações pode afetar áreas do cérebro relacionadas à memória e ao aprendizado. “Nosso cérebro precisa de períodos de descanso, sono e reflexão para fortalecer as conexões neurais. A falta desse equilíbrio pode estar associada ao aumento do risco de doenças como Alzheimer”, comenta.

Mas, como ter um “cérebro sadio”? Confira as dicas da especialista:

> Desconectar-se regularmente de dispositivos, como celulares, computadores e TVs.
> Priorizar fontes de informação confiáveis.
> Praticar mindfulness (atenção plena, concentração no presente) e atividades cognitivas, como leitura ou jogos que estimulem a memória e concentração.
> Meditar, fazer uma oração.
> Praticar regularmente atividades físicas, o que ajuda na função cognitiva e redução do estresse

...........................

PORTAL CAUSA OPERÁRIA

Após mais de uma década, Cassi manda fatura aos trabalhadores

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), após mais de uma década, está cobrando dos funcionários do banco valores que deveriam ter sido descontados sobre as verbas salariais à época, e que não foram, em relação àqueles trabalhadores que receberam valores referente a ações trabalhistas e de acordos realizados em CCV (Comissão de Conciliação Voluntária) ou CCP (Comissão de Conciliação Prévia) entre 2010 a 2023, valores esse que, em alguns caso, pode chegar a mais de 200 mil reais.

A Contraf/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) enviou um ofício na última sexta-feira (13) para a Cassi "exigindo a imediata suspensão da cobrança", que "na época o banco não recolheu sua parte e não descontou dos funcionários os valores que deveriam ser repassados à Cassi, mesmo com alertas feitos pelo movimento sindical e que o recolhimento deveria ser feito". (Site Contraf/CUT 13/12/2024)

Nesse sentido, a Contraf solicita a suspensão imediata da cobrança e que seja agendada uma reunião entre as entidades de luta dos trabalhadores e a direção da Cassi para negociar a forma de pagamento, "caso seja necessária a cobrança"(idem).

Até o fechamento desta edição, a Cassi havia convocado uma reunião para debater o assunto.

O que deve chamar a atenção na determinação da direção da Cassi - lembrando que a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil foi construída com o esforço da categoria e passou a ser controlada diretamente pela direção do BB - é o porquê o banco não recolheu, na época devida, os valores referente à contribuição da Cassi se as demais verbas oficiais, como INSS, IR, foram devidamente recolhidas.

Agora, joga no colo dos trabalhadores uma fatura que deveria ter sido cobrada quando do recebimento pelos funcionários dos valores de ações trabalhistas, CCV e CCP!?

Além disso, a Cassi já encaminhou para os mais de 39 mil bancários, que se encontram nessa situação, os boletos de cobrança sem qualquer tipo de explicação de como foi feita essa análise dos valores devidos e, pior, valores estes corrigidos monetariamente e, no caso de parcelamento, cobrança de juros, sendo que os funcionários do banco não tiveram nenhuma responsabilidade pela não cobrança, por parte do banco, na época do fechamento dos acordos e das ações trabalhistas que, sempre é bom ressaltar, são casos de mais de uma década atrás.

A direção do Banco do Brasil joga mais uma bucha para uma parcela significativa dos seus funcionários justamente quando os planos de saúde dos trabalhadores das estatais estão passando por diversos ataques direitistas, e as justificativas para esses ataques sempre são as mesmas: "que o Plano de Saúde está com dificuldades financeiras".

Se realmente existe essa "dificuldade financeira", qual a dificuldade de um banco que, somente nos últimos nove meses, teve um faturamento líquido de R$28,32 bilhões; em dar um aporte para a Cassi que, segundo dados da própria instituição, terá um déficit de 700 milhões neste ano, sendo que o banco é o seu patrocinador e, logicamente, deveria estar preocupado com a saúde dos seus funcionários.

Com a palavra, a direção do Banco do Brasil.

..................................

PODER 360

Anats é um coelho na cartola para a saúde?

Marcelo Queiroga

Ideia de criar uma agência de avaliação de tecnologia em saúde traz dúvidas sobre qual seria a vantagem em relação à Conitec

O Judiciário brasileiro tem sido o desaguadouro de uma miríade de ações para implementar o direito à saúde, nomeadamente em virtude de novas tecnologias que ainda não foram incorporadas no SUS (Sistema Único de Saúde).

A judicialização da saúde foi banalizada. Quando o tratamento ou o medicamento não é provido no sistema de saúde, recorre-se ao juiz. Segundo o STF, o número de ações judiciais na área da saúde aumentou de 21.000 por mês em 2020 para 61.000 em 2024, totalizando 600 mil ações anuais. O Ministério da Saúde gastou em 2023 mais de R$ 1,4 bilhão para o fornecimento de medicamentos não incorporados pelo SUS.

Com a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), o Ministério da Saúde passou a contar com assessoramento técnico sobre a incorporação de tecnologias no SUS. No entanto, essas demandas judiciais aumentaram a ponto de comprometer o orçamento público.

Quando o assunto é a saúde, cada demanda atendida sem a previsão orçamentária pode causar prejuízos aos programas de saúde pública e inviabilizar o atendimento de milhares de brasileiros no SUS. Recentemente, o presidente do STF, Roberto Barroso, alertou para a necessidade de reduzir os litígios na saúde.

O caminho para se ampliar o acesso a novas tecnologias, seguramente, não é o Judiciário. Não será com a caneta perdulária do doutor de branco (médico) ou a caneta generosa do doutor de preto (juiz) que resolveremos as demandas por saúde no Brasil.

Só com o fortalecimento da instância administrativa de avaliação de tecnologia em saúde (ATS), conferindo-se prioridade a suas decisões que avançaremos, com equidade, na implementação do direito à saúde. A criação de uma nova agência para ATS tem sido defendida para agilizar as incorporações de novas tecnologias, reduzindo o elevado grau de litígios judiciais.

Como ministro da Saúde, atuei para fortalecer a Conitec, tornando-a reconhecida pela sociedade brasileira. A legislação foi aprimorada. Foi requerido pela Lei 14.313 de 2022 que o Ministério da Saúde definisse as metodologias empregadas na ATS, inclusive os indicadores e parâmetros de custo-efetividade usados no país.

Essa medida, já adotada por entidades responsáveis pela ATS de outros países como a Austrália, o Canadá, o Chile e o Reino Unido, contribui para ampliar a transparência das decisões administrativas.

O Legislativo, igualmente, tem sido alvo da pressão para incorporar novas tecnologias, sem a necessária avaliação técnica. Cite-se o projeto de lei 6.630 de 2019, que obrigava os planos de saúde a cobrir, em até 48h depois do registro na Anvisa, os gastos com medicamentos de uso domiciliar e oral contra o câncer. Esse projeto foi vetado para preservar a prerrogativa da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

A Lei 14.307 de 2022, decorrente da Medida Provisória 1.067 de 2021, instituiu a Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Rol da ANS), semelhante à Conitec. Também estabeleceu um elo entre as incorporações de tecnologias no SUS e na saúde suplementar ao determinar que as tecnologias avaliadas e recomendadas positivamente pela Conitec fossem incluídas no Rol da ANS no prazo de até 60 dias.

Houve aumento das incorporações de tecnologias no SUS, grande parte em face de demandas internas feitas pelo Ministério da Saúde. Vale destacar a incorporação do onasemnogeno abeparvoveque (Zolgensma) para o tratamento da atrofia muscular espinhal, tido à época como o medicamento mais caro do mundo, mediante inédito acordo de acesso gerenciado, onde há o compartilhamento de risco com a indústria, também incluído no Rol da ANS em face da Lei 14.307 de 2022.

A ideia de criar uma agência de ATS não é nova. A sigla seria simples, Anats, mas a implementação, complexa. Será que essa "nova" estrutura traria vantagens sobre a Conitec? As agências são entidades que integram a administração pública indireta, submetidas a regime autárquico especial, com autonomia administrativa e financeira, sem subordinação hierárquica ao Executivo. A nova agência, portanto, seria autônoma para deliberar sobre incorporação de tecnologias, incluindo os recursos para o seu financiamento, que é parte do orçamento do ministério, atribuição que é exclusiva da administração pública direta.

A Anats não é solução mágica, um coelho que se tira da cartola. Assemelha-se mais a um jabuti na administração pública brasileira. O cenário atual das agências regulatórias no Brasil não é alentador. O dr. Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, disse que a agência está em vias de colapsar por falta de funcionários. Não é de hoje que assistimos à captura das agências regulatórias por parte do setor regulado, resultando em loteamento político desses órgãos, o que não é exclusividade do Brasil.

O melhor seria fortalecer a Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde, ampliando sua expertise nas diversas áreas da ciência. Atualmente, poucos núcleos atuam em todas as fases do processo de ATS, principalmente nas avaliações econômicas mais complexas. A qualificação da rede pluralizaria o debate científico e promoveria mais qualidade a discricionariedade técnica da administração pública.

O principal obstáculo à incorporação de tecnologia no sistema de saúde persiste sendo o seu impacto orçamentário. A velha teoria do cobertor curto. É impossível cobrir a cabeça e os pés ao mesmo tempo quando o cobertor não é longo o suficiente. Nosso maior desafio é ampliar o acesso dos brasileiros aos programas públicos já disponíveis. A mudança no entendimento recente do STF sobre o tema, realçando o papel da Conitec, é oportuna e deve fortalecer o papel na ATS no Brasil.

............................

AGÊNCIA SENADO

PL que torna obrigatório exame nacional para exercer medicina é aprovado em Comissão

De acordo com a proposição, os médicos só poderão se registrar no Conselho Regional de Medicina (CRM) se forem aprovados no Exame Nacional

A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (17) projeto que torna obrigatória a aprovação no exame de proficiência para o exercício da Medicina. O PL 2.294/2024 do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) recebeu parecer favorável do relator, senador Marcos Rogério (PL-RO), com emendas. O texto segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

De acordo com a proposição, os médicos só poderão se registrar no Conselho Regional de Medicina (CRM) se forem aprovados no Exame Nacional de Proficiência em Medicina, sendo dispensados aqueles já inscritos no CRM e os estudantes de medicina que ingressaram no curso antes da vigência da nova lei.

O projeto estabelece que as provas de proficiência serão aplicadas, no mínimo, duas vezes no ano em todos estados e Distrito Federal, abrangendo avaliação de competências profissionais e éticas, conhecimentos teóricos e habilidades clínicas, com base nos padrões mínimos exigidos para o exercício da profissão. Além disso, determina que ficará sob responsabilidade do Conselho Federal de Medicina (CFM) a regulamentação e a coordenação nacional do exame, sendo os CRMs responsáveis pela aplicação das provas em suas respectivas jurisdições.

Além disso, o projeto determina que os resultados sejam comunicados aos Ministérios da Educação e da Saúde pelo CFM, sendo vedada a divulgação nominal das avaliações individuais, que será fornecida apenas ao próprio participante.

O relator pontua também que o exame de proficiência não é incompatível com as avaliações realizadas no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), tratado pela Lei 10.861, de 2004 , que tem como objetivo assegurar o processo nacional de avaliação das instituições de educação superior, dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes.

O senador Dr. Hiran (PP-RR), que é médico, informou que solicitou uma nota técnica do governo quanto ao projeto. Ele disse que não houve manifestação contrária do Ministério da Saúde.

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN), também médica, disse ter algumas dúvidas em relação ao projeto. Ela adiantou, no entanto, que deixará para esclarecer os questionamentos na audiência pública que deverá acontecer quando o projeto for analisado na CAS.

O presidente da CE, senador Flávio Arns (PSB-PR), reforçou que o assunto será discutido em audiências na CAS, conforme acordado pelos demais senadores na última reunião da CE, em 10 de dezembro.

Para a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), o projeto é uma oportunidade de se melhorar a qualidade da medicina e de provocar as instituições de ensino, "cujas mensalidades são elevadas, obrigando estudantes a saírem do país para estudar". Além disso, a proposta é considerada pela senadora um instrumento para levar as universidades federais a entender que precisam se preparar à altura, melhorando as suas estruturas, como fazem as escolas privadas.

Duas emendas foram apresentadas pelo senador Alan Rick (União-AC), sendo apenas uma acatada por Marcos Rogério. Segundo o texto, os médicos aprovados no exame de proficiência não precisarão realizar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida), conforme a Lei 13.959, de 2019 .

Entretanto, Marcos Rogério acrescentou uma subemenda para que a revalidação de diploma de medicina, por qualquer meio autorizado legalmente, não substitui a necessidade de aprovação no Exame Nacional de Proficiência em Medicina.

Pontes afirma que a avaliação seria semelhante ao modelo adotado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Para ele, o projeto é importante devido à proliferação indiscriminada de cursos de medicina, realidade que aponta para o provável agravamento das deficiências verificadas no ensino médico e precariedade na formação desses profissionais.

Segundo Pontes, quando o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) condicionou a obtenção do registro profissional à aprovação no exame, o resultado foi preocupante, revelando a reprovação de 54,5% dos participantes em 2012, índice que aumentou para 59,2% no ano seguinte, sendo que em 2014 mais da metade dos participantes não atingiu o critério mínimo de acertos de 60% da prova.

"Para os médicos, em particular, a avaliação ao final do curso é ainda mais relevante, pois erros de diagnóstico, de prescrição ou de conduta podem não só gerar custos sociais para os sistemas público e privado de saúde, mas também causar danos irreversíveis aos pacientes e mesmo levá-los à morte", sustenta o autor do projeto.

Já Marcos Rogério cita dados do painel "Radiografia das Escolas Médicas no Brasil", que mostram que 71% das vagas em cursos de medicina no país estão em locais que não atendem à infraestrutura mínima necessária para garantir formação adequada aos futuros profissionais. "Desse modo, não há dúvida de que medidas voltadas a atestar a presença de competências e conhecimentos essenciais ao exercício da medicina se revestem de notória relevância social", enfatiza o relator, no seu parecer.

Se sancionada, a lei entrará em vigor após um ano de sua publicação.

............................

MEDICINA S/A

Mercado de produtos médico-hospitalares cresce 10,6% e emprega 3,3% mais

O consumo de dispositivos médicos (DMs) no Brasil registrou alta de 10,6%, entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período de 2023. Os dados acabam de ser divulgados pelo Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS). O segmento de ‘Reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro’ foi o que mais cresceu (28,9%), seguido de ‘Próteses e implantes – OPME’ (4,6%) e ‘Materiais e equipamentos para a saúde’ (4,3%).

“Depois da ociosidade do período pandêmico, o mercado voltou a patamares de setembro de 2019. A expectativa é positiva, com a conscientização sobre prevenção e maior uso da medicina diagnóstica; adoção de novas tecnologias (robótica e IA) e o fato de a boa qualidade do serviço de saúde no Brasil torná-lo um hub para atendimento internacional (turismo médico). Tudo isso contribui para o aumento da demanda sobre produtos e serviços do setor. Por outro lado, as fusões e aquisições – concentração de empresas e verticalização de planos-hospitais e prestadores de serviços de diagnóstico – pressionam preços e margens de produtos”, analisa o presidente executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes.

Os números também são positivos no comércio exterior. As importações registraram crescimento de 19%, no mesmo período analisado. Foram comercializados US$ 6.052 milhões. As exportações de DMs somaram US$ 616 milhões, uma alta de 8%.

A taxa de emprego subiu 3,3% com a abertura de 4.778 vagas nas atividades industriais e comerciais do setor. São 149.375 trabalhadores nesse mercado, número que não inclui os empregados em serviços de complementação diagnóstica e terapêutica. O segmento que mais abriu oportunidades foi o de ‘Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, ortopédico e odontológico’, com incremento de 1.587 vagas preenchidas.

“A alta nas internações, cirurgias e exames realizados no SUS contribuiu para o crescimento do setor”, afirma José Márcio Cerqueira Gomes.

Entre janeiro e setembro, foram realizadas 10,42 milhões de internações no SUS, 5,1% acima do verificado no mesmo período de 2023. As intervenções para “Diagnósticos em especialidades” foram as que mais cresceram: 18,4%; seguido de ‘Transplante de órgãos, tecidos e células’, com alta de 10,4%. As internações para tratamentos clínicos – que correspondem a quase metade do total – aumentaram 4%.

O número de cirurgias foi 8,1%, do que no mesmo período de 2023, com um total de 4,63 milhões. O destaque foi o incremento de 26% em ‘Cirurgia do aparelho da visão’, seguido de ‘pele, tecido subcutâneo e mucosa’, com alta de 18,9%.

A realização de exames na atenção ambulatorial do SUS teve elevação de 6,9%, ultrapassando a marca de 1 bilhão de exames, ante cerca de 936.031 milhões, nos nove primeiros meses do ano passado. Exames de ‘Diagnóstico em vigilância epidemiológica e ambiental’ aumentaram 27,7% e ‘Diagnósticos por tomografia’ registrou alta de 16,6%.

O Boletim Econômico ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.

..............................

Assessoria de Comunicação

Terça, 17 Dezembro 2024 07:44

CLIPPING AHPACEG 17/12/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

ANS: resultados sobre a política de preços e reajustes dos planos de saúde

Empregos na cadeia da saúde ultrapassam 5,1 milhões de vínculos formais no Brasil

Idec: ANS contraria parecer técnico sobre cancelamentos unilaterais de planos de saúde

Secretário de Saúde de Goiânia pede exoneração do cargo 12 dias após tomar posse

Falta de repasses: Araújo Jorge suspende recebimento de pacientes em Goiânia

Maternidades municipais voltam a suspender atendimentos eletivos

Secretaria demite 20 funcionários de UPA após morte de homem em cadeira

Morte no RJ - Presidente do Cremego fala sobre crise na saúde

MONITOR MERCANTIL

ANS: resultados sobre a política de preços e reajustes dos planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentou, na tarde desta segunda-feira, o resultado dos estudos relacionados à implementação de uma nova política de preços e reajustes para os planos de saúde. O tema foi item de pauta da 616ª Reunião de Diretoria Colegiada.

Nos últimos meses, a ANS abriu o debate sobre o aprimoramento das regras relacionadas a quatro temas propostos, em 27/9, pela diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos. São eles: reajuste de planos coletivos; mecanismos financeiros de regulação - como coparticipação e franquia; venda de planos on-line; e revisão técnica de preços de planos individuais/familiares.

Os assuntos fazem parte da Agenda Regulatória 2023-2025, que reflete os esforços da Agência em prol da sustentabilidade do setor e da proteção dos beneficiários, e foram objeto de participação social através de Audiência Pública realizada, no dia 7/10, e da Tomada Pública de Subsídios (TPS) nº 4, que ficou aberta de 16/10 a 4/11 para contribuições. Ambas as iniciativas tiveram o objetivo de obter propostas sobre os quatro temas em questão.

A ANS contabilizou 73 participações enviadas pelo formulário oficial da TPS 4, além de 6 contribuições complementares via e-mail. Entre os participantes, entidades representativas de administradoras de benefícios, de operadoras e de consumidores; prestadores de serviços; consultorias; corretores, além da participação direta das operadoras e dos cidadãos, resultando em relatórios e análises que embasam as próximas etapas.

"A composição das participações sociais mostra que os temas colocados em discussão pela ANS são de interesse de todo o setor", observou o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Alexandre Fioranelli.

Na sequência, a equipe técnica da Agência aprofundou os estudos sobre os assuntos a partir das contribuições recebidas. Entre os principais resultados estão a Análise de Impacto Regulatório (AIR) para cada tema e propostas de resoluções normativas.

Principais mudanças

1) Reajuste de planos coletivos - a) Definição do tamanho do agrupamento - atualmente, os agrupamentos são compostos por contratos com até 29 beneficiários. Na nova proposta, esse universo será ampliado para 1.000 vidas nos planos coletivos empresariais e para a totalidade dos planos coletivos por adesão, com o objetivo de obter maior diluição do risco e, consequentemente, reajustes mais equilibrados; b) definição de parâmetros para cláusula de reajuste - não será permitida a acumulação de índices financeiro e por sinistralidade. A operadora precisará adotar ou um ou outro. Além disso, a ANS definirá um percentual mínimo de 75% para sinistralidade meta para cálculo de reajuste. O objetivo é dar ao consumidor maior transparência sobre o cálculo realizado para a definição do percentual.

2) Rescisão contratual - igualar a regra de rescisão de contratos coletivos à regra de rescisão de contratos coletivos de empresário individual. Com isso, o cancelamento poderá ser feito no aniversário do contrato e desde que o beneficiário seja avisado com, pelo menos, 60 dias de antecedência. Assim, a rescisão passa a ser programada para que o contratante do plano tenha tempo hábil para encontrar uma nova opção.

3) Mecanismos financeiros de regulação (coparticipação e franquia).

4) Definição do limite financeiro do fator moderador por procedimento - passa a valer o percentual máximo de 30% de coparticipação por procedimento; definição dos limites financeiros mensal e anual - limite mensal de 30% do valor da mensalidade e limite anual 3,6 mensalidades; definição dos procedimentos não elegíveis (sobre os quais não poderá haver incidência de fator moderador por realização) - a ANS estabelece uma lista de procedimentos que não serão cobrados coparticipação/franquia, principalmente aqueles relacionados a terapias crônicas, oncologia, hemodiálise e alguns exames preventivos.

Venda on-line

Avaliação de critérios de venda on-line a partir do aprimoramento da Resolução Normativa nº 413/2016: a proposta anterior previa a contratação eletrônica, em caráter facultativo. A mudança estabelece a obrigatoriedade da venda on-line para os planos individuais/familiares, coletivos por adesão e empresariais firmados por empresário individual, a fim de facilitar o acesso dos consumidores a diferentes opções de produtos, de forma rápida, e reduzir a seleção de risco.

Revisão técnica de preços de planos individuais/familiares

Fase atual - a ANS está em fase de estudo de metodologia para admissão das solicitações, cálculo e aplicação da Revisão Técnica. A previsão é que um novo normativo seja elaborado e publicado em 2025, com os princípios sobre os critérios de elegibilidade para a solicitação e sobre as contrapartidas que as operadoras devem apresentar quando tiverem o pedido de Revisão Técnica deferido.

Em Audiência Pública prevista para janeiro de 2025, a ANS irá promover o debate com a sociedade para a construção conjunta das novas regras, que, após finalizadas e publicadas pela Agência, devem vigorar a partir de janeiro de 2026.

Próximos passos

A partir dos resultados coletados, a ANS irá elaborar propostas de normativas que serão colocadas em consulta pública para obter contribuições da sociedade. Essa consulta pública ficará disponível pelo período de 45 dias, de 19 de dezembro de 2024 a 3 de fevereiro de 2025.

Na sequência, a ANS irá promover Audiências Públicas nos dias 28 e 29 de janeiro de 2025, sendo um turno para cada tema, manhã e tarde, para contemplar os quatro assuntos propostos. "Estamos oferecendo uma ampla oportunidade para que todo o setor participe, trazendo suas contribuições, dados e estudos sobre os temas. Nosso objetivo é construir uma norma que seja bem definida, estruturada e que atenda às necessidades de todos os atores da saúde suplementar", destacou Alexandre Fioranelli.

"Esses encontros reforçam o compromisso da Agência com a participação social, o nosso empenho em trazer todos os atores do setor para o debate relacionado ao aprimoramento das políticas de saúde suplementar", acrescentou o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello.

Ao final desse processo, a Agência seguirá com a aprovação das normativas junto à diretoria colegiada e com a posterior publicação das novas regras regulatórias.

Confira abaixo as Análises de Impacto Regulatório referentes a cada um dos temas da reformulação da Política de Preços e de reajuste de planos de saúde:

AIR - Reajuste de planos coletivos

AIR - Venda on-line

AIR - Revisão técnica de preços de planos individuais/familiares

..........................

MEDICINA S/A

Empregos na cadeia da saúde ultrapassam 5,1 milhões de vínculos formais no Brasil

Nos últimos três meses encerrados em outubro deste ano, houve crescimento de 1,5% no volume de oportunidades de empregos formais geradas na cadeia produtiva da saúde, que atingiram a marca de 5,1 milhões de vínculos no País. As informações são do Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde nº 74, publicação do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

O estudo considera os setores público, privado e empregos diretos e indiretos sendo que a região Sudeste detém mais da metade dos vínculos (2,6 milhões) da cadeia. O maior crescimento no trimestre, no entanto, ocorreu no Nordeste (3,5%), seguido por Centro-Oeste (2,6%), Sudeste (1,1%), e Sul (1%). O Norte apresentou leve variação negativa (-0,4%) no período.

As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte foram as que mais se destacaram ao apresentarem as maiores proporções de contratações na saúde em relação à economia, com índices 12,7%, 12,5% e 12%, respectivamente, considerando o peso da cadeia no mercado de trabalho total.

Para o superintendente executivo do IESS, José Cechin, fica evidente que as oportunidades de emprego na cadeia da saúde são reflexo do comportamento apresentado na economia. “O crescimento no volume de empregos formais na cadeia (1,5%) ficou muito próximo ao índice registrado na economia (1,3%) e indica a importância desse segmento importante que segue aquecido”, afirma.

Já o saldo de oportunidades registrado em outubro, foi de 32,5 mil empregos no setor. No acumulado do ano, considerando os subsetores, o que mais gerou empregos formais na cadeia foi o de prestadores (115,8 mil), seguido por fornecedores (49,1 mil). Já operadoras tiveram saldo de 8 mil postos de trabalho.

..........................

Idec: ANS contraria parecer técnico sobre cancelamentos unilaterais de planos de saúde

A Nota Técnica nº 2/2023/GEFAP/GGREP/DIRAD-DIPRO/DIPRO e a Análise de Resultado Regulatório (ARR) sobre os efeitos das regras de reajuste de planos coletivos no mercado de saúde suplementar, documentos publicados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) após pressão do Idec (Instituto de Defesa de Consumidores), revelam que a diretoria da agência contraria o parecer de seu corpo técnico, ao continuar negando a gravidade da rescisão unilateral de contratos e a possibilidade da prática ser usada para seleção risco, ou seja, para a expulsão de pessoas ou grupos consideradas “indesejáveis” para a lucratividade das empresas.

Nos parágrafos 21 a 24 da Nota Técnica nº 2/2023/GEFAP/GGREP/DIRAD-DIPRO/DIPRO, o Idec chama a atenção para o trecho que diz: “Portanto, entende-se que a rescisão unilateral imotivada por parte da operadora permite práticas de seleção de risco.”

Por outro lado, desde que os cancelamentos unilaterais tomaram os noticiários, a diretoria da ANS se posicionou em favor da legalidade da prática. O argumento seria que não estaria acontecendo a exclusão pontual de um beneficiário ou de um grupo de pacientes em virtude de sua condição de saúde, pois os cancelamentos de contratos coletivos afetam todos os beneficiários daquele plano, conforme afirmou, em entrevista, o atual presidente da ANS, Paulo Rebello. No sentido oposto, o corpo técnico entendeu que o cancelamento imotivado é uma regulação que abre margem para a seleção de riscos pelas operadoras.

“A diretoria da ANS contraria o próprio corpo técnico da agência, segue negando a gravidade dos cancelamentos unilaterais, enquanto acelera diversos temas regulatórios que só atendem a interesses das empresas. Não podemos nunca esquecer que a longa omissão regulatória da agência tem afetado diretamente a vida de milhares de consumidores, pessoas que foram expulsas de seus planos de saúde por decisão das operadoras. É inaceitável que a ANS continue se negando a reconhecer e coibir cancelamentos unilaterais”, afirma Lucas Andrietta, coordenador de Saúde do Idec.

Contexto

Ganharam destaque neste ano inúmeros casos de cancelamentos de contratos de planos de saúde, por parte das operadoras, de forma unilateral e sem justificativa.

Embora o regramento da ANS determine que a seleção de risco é uma prática proibida e não pode ser desenvolvida pelas operadoras, na prática, se observa que os rompimentos unilaterais acabam expulsando os usuários de suas carteiras e definindo os contratos considerados indesejáveis, discriminando as pessoas que, por sua condição, representam maiores despesas assistenciais. E, como se não bastasse, jogam sobre elas a responsabilidade pela suposta “insustentabilidade financeira” usada para justificar a expulsão de todas as pessoas vinculadas ao seu contrato.

.............................

PORTAL G1

Secretário de Saúde de Goiânia pede exoneração do cargo 12 dias após tomar posse

Pedro Gioia foi o segundo titular da pasta desde operação que investiga corrupção na secretaria. Ele disse que a intervenção estadual na saúde da capital tornou seu cargo 'dispensável'.

O Secretário de Saúde de Goiânia pediu exoneração do cargo nessa segunda-feira (16), 12 dias após tomar posse. Pedro Guilherme Gioia de Moraes declarou que a intervenção estadual na gestão da saúde da capital tornou seu cargo dispensável. Ele foi o segundo a assumir a pasta desde a prisão do alto escalão da secretaria, investigado por irregularidades no pagamento de fornecedores.

"Diante do atual processo de intervenção, acredito que a figura do secretário se torna dispensável”, escreveu Pedro Gioia em nota divulgada pela Secretaria Municipal da Saúde.

O secretário disse ainda que a pasta precisa ter um único gestor para que os desafios enfrentados possam ser resolvidos com mais rapidez.

“A secretaria enfrenta um momento desafiador que exige decisões rápidas, objetivas e centralizadas. Para isso, é fundamental contar com um único tomador de decisões, evitando fluxos diferenciados ou dispersos que comprometam a agilidade na resolução dos problemas”, afirmou.

Pedro Gioia foi o terceiro Secretário de Saúde da capital em menos de 20 dias. Wilson Pollara foi o titular da pasta até ser preso, em 27 de novembro de 2024. Cynara Mathias também deixou o cargo no dia 4 de dezembro, uma semana após a nomeação. Ela alegou motivos pessoais, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

A Justiça determinou a intervenção do governo estadual na saúde de Goiânia no dia 9 de dezembro de 2024. O médico Márcio de Paula Leite foi nomeado como interventor pelo governador Ronaldo Caiado (União), a partir da indicação do prefeito eleito da capital, Sandro Mabel (União) no dia 10 de dezembro.

O pedido de intervenção estadual foi realizado pelo Ministério Público de Goiás. De acordo com a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Fabiana Lemes Zamalloa do Prado, o MP acompanha a situação do serviço de saúde de Goiânia desde o início do ano.

O órgão identificou o sucateamento de unidades de saúde; tempo de mais de 24 horas de espera em unidades hospitalares; internações inadequadas; retenção de verbas federais; e outras irregularidades.

Ex-secretário de Saúde, Wilson Pollara é solto após ser preso suspeito de irregularidades

Crise na saúde

A gestão municipal da saúde de Goiânia passa por uma crise que gerou a prisão do alto escalão da Secretaria de Saúde da capital. Eles são investigados por suspeita de pagamentos irregulares e desvio de verbas da saúde.

Entre as irregularidades que causaram maior comoção social, está a demora na disponibilização de leitos de UTIs na capital, que causou a morte de pelo menos seis pessoas.

............................

A REDAÇÃO

Falta de repasses: Araújo Jorge suspende recebimento de pacientes em Goiânia

O Hospital do Câncer Araújo Jorge, referência no tratamento oncológico em Goiás,  informou, nesta segunda-feira (16/12), que precisará suspender, a partir desta terça-feira (17/12), o recebimento de pacientes regulados pela Prefeitura de Goiânia. A justificativa, segundo a entidade, é que a gestão municipal acumula atrasos de pagamentos, cuja dívida já se encontra na casa dos R$ 55 milhões.  A paralisação é por tempo indeterminado.

"Essa difícil decisão foi tomada devido ao comprometimento financeiro da instituição, causado pelos atrasos nos repasses financeiros referentes à produção do SUS e outros recursos essenciais ao funcionamento da unidade", disse o Araújo Jorge em nota. "Apesar de todos os esforços da diretoria para evitar a interrupção, a situação tornou-se insustentável, comprometendo a manutenção dos serviços prestados", completa o hospital. 

“O cenário atual reflete anos de negligência e promessas não cumpridas pela gestão municipal. O hospital, que depende de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) – cuja responsabilidade de repasse é da Prefeitura de Goiânia –, enfrenta atualmente um acúmulo de valores pendentes que totalizam R$ 55.306.681,79”, informa o comunicado que ainda esclarece que parte do valor inclui os custos do SUS dos meses de setembro e outubro de 2024.

O comunicado também esclarece que os pacientes que já estão em tratamento continuarão sendo atendidos normalmente e que é prioridade da instituição. Para os pacientes que têm a primeira consulta marcada a partir desta terça-feira, 17, os pacientes devem procurar o Complexo Regulador da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Em nota a SMS informou que os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) seguem bloqueados pela Justiça. De acordo com a pasta, o interventor da Saúde, Márcio de Paula Leite aguarda o desbloqueio das contas para que seja possível pagar a Fundação de Amparo ao Hospital das Clínicas (Fundahc), prestadores do SUS, entre eles o Hospital Araújo Jorge.

........................

CBN GOIÂNIA

Maternidades municipais voltam a suspender atendimentos eletivos

As maternidades de Goiânia suspenderam novamente os atendimentos eletivos devido à falta de repasses financeiros por parte da Prefeitura Municipal. A decisão afeta os serviços prestados pelo Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI), a Maternidade Nascer Cidadão (MNC) e o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC). De acordo com a Fundahc/UFG, responsável pela gestão dessas unidades, os atendimentos agora são limitados aos casos de urgência e emergência.

Em nota oficial, a Fundahc/UFG informou que, devido aos atrasos nos repasses financeiros por parte da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), os serviços ambulatoriais e eletivos estão suspensos até que a situação seja regularizada. A Fundação reforçou o compromisso com a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, e destacou que segue negociando com a Prefeitura, aguardando os desdobramentos da Justiça para receber os valores em aberto e retomar os atendimentos.

A fundação também explicou que a equipe técnica está trabalhando em conjunto com a Prefeitura de Goiânia para revisar os planos de trabalho dos convênios e garantir a sustentabilidade das unidades.

Vale lembrar que essa situação não é inédita. Em 27 de agosto, os atendimentos nas mesmas maternidades já haviam sido suspensos, sendo retomados apenas em novembro, mas a crise na saúde persiste. A Fundahc/UFG espera que os repasses financeiros sejam regularizados o quanto antes para evitar novos prejuízos ao atendimento à população. A CBN entrou em contato com a secretaria municipal de saúde e aguarda o retorno.

................................

Guia Saúde - Neurocirurgiã dá dicas de como proteger o cérebro diante da sobrecarga digital na saúde mental

No Guia de Saúde deste sábado (14), a neurocirurgiã Ana Maria Moura dá dicas de como proteger o cérebro diante da sobrecarga digital na saúde mental.

https://www.cbngoiania.com.br/cmlink/cbngoiania/colunas/guia_saude/GuiaSaude.col

............................

PORTAL BOL

Secretaria demite 20 funcionários de UPA após morte de homem em cadeira

A Secretaria da Saúde do Rio demitiu 20 funcionários da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Cidade de Deus, na zona oeste da cidade, após a morte de um homem em uma cadeira enquanto aguardava atendimento na unidade de saúde na sexta-feira (13).

O que aconteceu

Médicos, enfermeiros e recepcionistas foram demitidos, segundo informação da secretaria ao UOL nesta segunda-feira (16). Os nomes dos funcionários não foram divulgados pela pasta.

Secretario já havia adiantado que os profissionais que estavam de plantão seriam demitidos. No sábado (14), Daniel Soranz escreveu no X que os funcionários também responderiam à sindicância e seriam denunciados nos seus respectivos conselhos de classe. "É inadmissível não perceberem a gravidade do caso", acrescentou.

Como os nomes dos demitidos não foram divulgados, a reportagem não conseguiu encontrá-los para pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

Investigações são abertas para apurar morte

A morte motivou a abertura de uma investigação na Polícia Civil e outra no Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio). O caso é investigado na 41ª DP (Tanque) e "agentes realizam diligências para esclarecer todos os fatos", informou a corporação ao UOL .

Já o Cremerj abriu uma sindicância sigilosa para apurar a morte de José Augusto Mota da Silva, 32. A investigação interna diz respeito diretamente à conduta profissional.

Em uma nota divulgada no domingo (15), o conselho havia dito que adotaria as medidas necessárias. Porém, o Cremerj demonstrou preocupação com a publicação do secretário estadual de Saúde, Daniel Soranz, que anunciou a demissão de todos os profissionais que estavam no plantão da unidade quando o homem morreu.

O conselho pediu que qualquer responsabilização só aconteça após "análise criteriosa" . "O Cremerj expressa preocupação com decisões precipitadas, como demissões sumárias, que podem desconsiderar circunstâncias relevantes e comprometer direitos fundamentais dos profissionais". Após as demissões, a reportagem entrou em contato novamente com o conselho e aguarda manifestação.

O Cremerj já havia feito três visitas à UPA da Cidade de Deus, em 2021, 2022 e 2023. Em todas as diligências, a equipe do conselho relatou ter identificado "deficiências relacionadas ao corpo clínico", ou seja, falta de médicos.

Homem aguardava atendimento

José Augusto Mota da Silva aguardava atendimento em uma cadeira da UPA na Cidade de Deus. A cena foi gravada na noite de sexta-feira (13) por pacientes na sala de espera da unidade. Os vídeos foram compartilhados em grupos de moradores.

Outro vídeo mostra José Augusto sendo levado em uma maca e os outros pacientes reclamando com a equipe . "Agora vocês estão com pressa, né? O homem chegou aqui gritando de dor (...) Todo mundo é culpado, ninguém atendeu", diz um paciente.

Emily Larissa Souza Mota, sobrinha do homem, disse ao UOL no domingo (15) que o tio sofria de problemas no estômago. Ele já havia passado por uma UPA do Rio em abril deste ano, mas o problema continuou.

A SMS (Secretaria Municipal de Saúde) do Rio disse que a coordenação da unidade abriu uma sindicância para apurar o caso. "Segundo relatos iniciais dos profissionais, tudo aconteceu muito rápido", diz a nota da pasta. O paciente teria entrado "lúcido e andando" e teve a classificação de risco feita às 20h30.

"Poucos minutos depois, foi acionada a equipe médica devido ao paciente encontrar-se desacordado", alegou a secretaria . "Ele foi levado à Sala Vermelha para atendimento, mas infelizmente não resistiu", acrescenta o comunicado.

..............................

CREMEGO

Morte no RJ - Presidente do Cremego fala sobre crise na saúde

Em vídeo divulgado ontem, 16, nas redes sociais do Cremego, a presidente Sheila Soares Ferro Lustosa Victor falou sobre a crise na saúde no Rio de Janeiro. Ela comparou a situação com a enfrentada em Goiás e lamentou que esse grave problema não esteja restrito a um Estado, mas tenha se espalhado por todo o Brasil.

O posicionamento veio após a morte do paciente José Augusto Mota da Silva, de 32 anos, enquanto aguardava por atendimento em uma UPA. "A população e os profissionais de saúde clamam por socorro. Que esse óbito seja o último", disse.

Confira:

Foi com muito pesar que recebemos a notícia da morte do paciente José Augusto Mota da Silva, enquanto aguardava atendimento em uma unidade de saúde pública do Rio de Janeiro.

É triste ver que a crise que tem sacrificado vidas não se restringe a Goiás, mas se espalha por todo o Brasil.

Pacientes estão morrendo em unidades superlotadas, sucateadas, com equipes médicas e de demais profissionais de saúde sobrecarregadas e sem condições dignas de trabalho.

Esse cenário precisa mudar com urgência.

A população e os profissionais de saúde clamam por socorro.

Que esse óbito seja o último.

Que as circunstâncias sejam apuradas, os responsáveis sejam punidos e, principalmente, que medidas sejam adotadas para que essa tragédia não se repita mais, em nenhum Estado.

Nossa solidariedade à família do José Augusto; ao Cremerj, que vai apurar esse caso; aos médicos e profissionais de saúde e a toda a população do Rio de Janeiro, que como todos os brasileiros, merece uma saúde com qualidade.

...........................

Assessoria de Comunicação

Segunda, 16 Dezembro 2024 07:48

CLIPPING AHPACEG 14 A 16/12/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Estudo: UTIs crescem no Brasil, mas milhões vivem longe de leitos

79% dos médicos da América Latina consideram a IA como aliada, aponta pesquisa

MÍDIA NEWS

Estudo: UTIs crescem no Brasil, mas milhões vivem longe de leitos

Hoje, cerca de 180 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do SUS

O Brasil registrou um aumento de 52% em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em uma década, mas a distribuição das unidades e especialistas continua desigual entre as regiões e usuários da rede pública e da particular.

É o que mostra o relatório da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) divulgado neste mês. Segundo a entidade, o Brasil tem 73 mil leitos de UTI. No SUS, são 37.820. Na rede privada, 35.340.

Apesar da proximidade numérica, proporcionalmente há 24,87 leitos a cada 100 mil habitantes no SUS (Sistema Único de Saúde). No particular, são 68,28 leitos a cada 100 mil.

Hoje, cerca de 180 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do SUS para atendimento de saúde. Considerando o total de 73 mil leitos de UTI, os brasileiros têm 36 para cada 100 mil habitantes.

A população brasileira foi estimada em 212,6 milhões de habitantes em 1º de julho de 2024, de acordo com projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Um dos principais motivos para o aumento de leitos foi a necessidade gerada pela pandemia da Covid. Em 2019, havia 55 mil leitos no Brasil. Antes de chegar aos atuais 73 mil, em 2022, este número já ultrapassava os 70 mil entre públicos e privados.

Mas não foi só o coronavírus que estimulou o crescimento de UTIs. O relatório também aponta os surtos de dengue -que atingiu seu recorde histórico de casos em 2024-, a incidência de acidentes automobilísticos, bem como uma resposta ao envelhecimento da população.

Segundo Patrícia Mello, presidente da Amib, o número total de leitos de UTIs é estaticamente adequado para atender a população brasileira. Para ela, o problema é a distribuição geográfica das unidades e de equipes especializadas. Em especial, de médicos intensivistas.

Em estados como o Amapá, existem apenas cinco médicos intensivistas, em uma proporção de 0,68 especialistas para cada 100 mil pessoas. Todos eles estão na capital Macapá, onde há 213 leitos de UTI públicos e privados -incluindo para atendimento de adultos, neonatal e para vítimas de queimaduras.

Isso significa que mais de 290 mil amapaenses estão distantes de intensivistas e de um leito de UTI em um estado cerca de três vezes maior do que o Espírito Santo. A Secretaria da Saúde do Amapá não respondeu a reportagem sobre investimentos na área.

O cenário do estado no Norte, porém, é comum em todo o país. Segundo a Amib, a proporção de leitos em todas as capitais brasileiras é de 70,39 para cada 100 mil habitantes. Fora delas, o número cai para 25,58 leitos a cada 100 mil, uma taxa quase três vezes menor.

Isso significa deslocamento até leitos distantes, o que é crucial para garantir a vida de pacientes graves, segundo Mello.

O paciente da UTI precisa receber atendimento de complexidade, em geral, nas seis primeiras horas. Quando esse atendimento é retardado, você até pode resgatar um ou outro, mas a maioria você perde uma vida devido às situações de gravidade , explica a especialista.

Na avaliação da presidente da Amib, o investimento em UTI inclui capacitação de alta complexidade de médicos e enfermeiros, mas que os gestores devem estudar um número maior de locais estratégicos para instalá-las e investir em mais contratações. Em especial, para atuar em casos extremos.

A gente precisa resolver essa discrepância agora. Quando falamos da proporção atual, é em uma situação de normalidade. Em uma situação de uma pandemia ou catástrofe, isso transborda e temos um cenário de caos , acrescenta.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que desde o início do governo Lula foram repassados cerca de R$ 875 milhões anuais ao estados e municípios para custear as UTIs já existentes e R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos para implantar 10 mil leitos adultos, pediátricos, neonatal e coronarianos.

Para a implementação e habilitação de um leito no SUS, o gestor estadual ou municipal deve encaminhar o requerimento ao Ministério da Saúde. Após análise e aprovação, os recursos são disponibilizados para a ampliação do serviço , acrescenta a pasta.

O Brasil registrou um aumento de 52% em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em uma década, mas a distribuição das unidades e especialistas continua desigual entre as regiões e usuários da rede pública e da particular.

É o que mostra o relatório da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) divulgado neste mês. Segundo a entidade, o Brasil tem 73 mil leitos de UTI. No SUS, são 37.820. Na rede privada, 35.340.

Apesar da proximidade numérica, proporcionalmente há 24,87 leitos a cada 100 mil habitantes no SUS (Sistema Único de Saúde). No particular, são 68,28 leitos a cada 100 mil.

Hoje, cerca de 180 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do SUS para atendimento de saúde. Considerando o total de 73 mil leitos de UTI, os brasileiros têm 36 para cada 100 mil habitantes.

A população brasileira foi estimada em 212,6 milhões de habitantes em 1º de julho de 2024, de acordo com projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Um dos principais motivos para o aumento de leitos foi a necessidade gerada pela pandemia da Covid. Em 2019, havia 55 mil leitos no Brasil. Antes de chegar aos atuais 73 mil, em 2022, este número já ultrapassava os 70 mil entre públicos e privados.

Mas não foi só o coronavírus que estimulou o crescimento de UTIs. O relatório também aponta os surtos de dengue -que atingiu seu recorde histórico de casos em 2024-, a incidência de acidentes automobilísticos, bem como uma resposta ao envelhecimento da população.

Segundo Patrícia Mello, presidente da Amib, o número total de leitos de UTIs é estaticamente adequado para atender a população brasileira. Para ela, o problema é a distribuição geográfica das unidades e de equipes especializadas. Em especial, de médicos intensivistas.

Em estados como o Amapá, existem apenas cinco médicos intensivistas, em uma proporção de 0,68 especialistas para cada 100 mil pessoas. Todos eles estão na capital Macapá, onde há 213 leitos de UTI públicos e privados -incluindo para atendimento de adultos, neonatal e para vítimas de queimaduras.

Isso significa que mais de 290 mil amapaenses estão distantes de intensivistas e de um leito de UTI em um estado cerca de três vezes maior do que o Espírito Santo. A Secretaria da Saúde do Amapá não respondeu a reportagem sobre investimentos na área.

O cenário do estado no Norte, porém, é comum em todo o país. Segundo a Amib, a proporção de leitos em todas as capitais brasileiras é de 70,39 para cada 100 mil habitantes. Fora delas, o número cai para 25,58 leitos a cada 100 mil, uma taxa quase três vezes menor.

Isso significa deslocamento até leitos distantes, o que é crucial para garantir a vida de pacientes graves, segundo Mello.

O paciente da UTI precisa receber atendimento de complexidade, em geral, nas seis primeiras horas. Quando esse atendimento é retardado, você até pode resgatar um ou outro, mas a maioria você perde uma vida devido às situações de gravidade , explica a especialista.

Na avaliação da presidente da Amib, o investimento em UTI inclui capacitação de alta complexidade de médicos e enfermeiros, mas que os gestores devem estudar um número maior de locais estratégicos para instalá-las e investir em mais contratações. Em especial, para atuar em casos extremos.

A gente precisa resolver essa discrepância agora. Quando falamos da proporção atual, é em uma situação de normalidade. Em uma situação de uma pandemia ou catástrofe, isso transborda e temos um cenário de caos , acrescenta.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que desde o início do governo Lula foram repassados cerca de R$ 875 milhões anuais ao estados e municípios para custear as UTIs já existentes e R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos para implantar 10 mil leitos adultos, pediátricos, neonatal e coronarianos.

Para a implementação e habilitação de um leito no SUS, o gestor estadual ou municipal deve encaminhar o requerimento ao Ministério da Saúde. Após análise e aprovação, os recursos são disponibilizados para a ampliação do serviço , acrescenta a pasta.

...........................

SAÚDE BUSINESS

79% dos médicos da América Latina consideram a IA como aliada, aponta pesquisa

Pesquisa do Medscape revela apoio à regulamentação da IA na saúde e destaca os benefícios e receios dos profissionais da Argentina, Brasil e México.

inteligência artificial (IA) tem atraído a atenção da população por suas diversas aplicações, e esse avanço, que evolui rapidamente, está impactando significativamente a vida cotidiana e a prática médica. Espera-se que a IA redesenhe os cuidados médicos nos próximos anos. Uma pesquisa recente do Medscape, conduzida com mais de 3 mil médicos da Argentina, Brasil e México, revela que, embora muitos profissionais estejam otimistas em relação ao uso da IA na saúde, ainda persistem certos receios. 

De acordo com o estudo, 71% dos médicos brasileiros defendem que o uso da IA na medicina seja supervisionado por órgãos governamentais ou associações médicas, refletindo uma clara demanda por monitoramento rigoroso. A opinião é compartilhada por 71% dos médicos argentinos e 79% dos mexicanos. Além disso, os três países concordam sobre a necessidade de uma estrutura regulatória: 84% dos brasileiros, 84% dos argentinos e 88% dos mexicanos consideram essencial a criação de regras claras para proteger pacientes e profissionais. 

A pesquisa também destaca que 71% dos médicos brasileiros acreditam que a IA é útil para interpretar exames de imagem, enquanto 79% veem a tecnologia como um recurso capaz de revolucionar a gestão de prontuários médicos. Já na Argentina e no México, essa interpretação é menos frequente, com 67% e 65%, respectivamente, porém, a opinião sobre o uso de IA para prontuários médicos é semelhante entre os profissionais desses países (79% na Argentina e 81% no México). Para muitos médicos, a IA no ambiente de consultórios e hospitais já é vista como uma ferramenta promissora. 

Evolução no uso de IA 

Apesar de apenas 12% dos médicos brasileiros entrevistados utilizarem IA em tarefas administrativas, a pesquisa aponta para um cenário de evolução rápida. “A aceitação do uso da IA deve crescer significativamente nos próximos anos, pois 7 em cada 10 médicos ouvidos na pesquisa planejam incorporar a IA na rotina médica”, afirma Leoleli Schwartz, editora sênior do Medscape em português. Esse fenômeno também é observado na Argentina, onde 13% dos médicos usam IA para tarefas administrativas, e no México, onde 19% já a utilizam. Ambos os países projetam um aumento do uso da tecnologia no futuro (73% na Argentina e 71% no México). 

Um ponto de preocupação entre os médicos é o impacto da IA na negligência médica. 45% dos médicos no Brasil, 42% na Argentina e 48% no México temem que a IA substitua o julgamento clínico. No entanto, a pesquisa também revela que, apesar desses receios, profissionais de todos os países acreditam que a IA pode ajudar a reduzir os casos de negligência médica (60% na Argentina, 52% no Brasil e 58% no México). Os médicos brasileiros demonstram maior preocupação com o risco de falhas tecnológicas ou uso inadequado da IA, com 34% de preocupados, em comparação a 24% no México e 19% na Argentina. “Muitos médicos brasileiros acreditam que a IA tem o potencial de transformar positivamente a medicina. Ao reduzir encargos administrativos e agilizar processos, a IA promete devolver aos médicos o tempo e os recursos necessários para se concentrar no que realmente importa: o atendimento ao paciente”, conclui a editora. 

Dados da Pesquisa 

A pesquisa foi realizada entre 11 de janeiro e 14 de março de 2024, com 3.140 médicos que assinam as edições em espanhol e português do Medscape, atuando na Argentina, Brasil e México.

..............................

Assessoria de Comunicação

Sexta, 13 Dezembro 2024 06:36

CLIPPING AHPACEG 13/12/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Artigo - Decisão da Senacon coloca planos de saúde na berlinda contra práticas abusivas

Pesquisa mostra que 29,7% dos médicos brasileiros atuam na rede privada

Judicialização prejudica a indústria farmacêutica

TCE-GO vai acompanhar intervenção estadual na Saúde de Goiânia

Mercado de produtos médico-hospitalares cresce 10,6% e registra aumento de 3,3% no emprego

JORNAL DO BELÉM

Artigo - Decisão da Senacon coloca planos de saúde na berlinda contra práticas abusivas

Natália Soriani*

Em meio a uma enxurrada de cancelamentos unilaterais de contratos - por vezes no meio de um tratamento médico - e outras práticas consideradas abusivas por parte de muitas operadoras de planos de saúde, o anúncio de uma importante decisão divulgada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), no último dia 10 de dezembro, finalmente pode servir como amparo para o lado mais frágil dessa que tem sido uma conturbada relação contratual: o beneficiário do plano, que muitas vezes se sente refém dele.

O órgão, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ouviu as queixas desses consumidores e notificou 14 empresas do setor, exigindo a correção de irregularidades contratuais por elas cometidas em até 60 dias. Essas irregularidades foram identificadas a partir de um detalhado estudo de monitoramento do mercado da Senacon. Após denúncias, essas empresas foram alvo de processos administrativos. Entre as acusadas, figuram nomes de peso como Amil, Bradesco Saúde, Hapvida NotreDame, Prevent Senior, Omint e Unimed Nacional.

As denúncias recorrentes que fomentaram a decisão da Senacon incluem não apenas o cancelamento unilateral de contratos, mesmo de beneficiários em tratamento médico, como também alterações na rede hospitalar sem que se respeitasse parâmetros legais, entre eles a distância mínima para atendimentos; a comunicação inadequada sobre procedimentos e prazos para cancelamento; a falta de clareza nas informações contidas em contratos; assim como a falta de transparência nas informações sobre portabilidade entre operadoras de planos de saúde.

A lista das empresas notificadas é composta pelas maiores operadoras em atividade no país, que atendem, ou deveriam atender milhares de brasileiros que pagam um valor cada vez mais elevado para ter garantido o suporte à saúde, o que não tem acontecido. Somente entre janeiro e outubro desse ano, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula a atividade das operadoras no país, foram 13.339 queixas sobre cancelamentos unilaterais de planos de saúde, ou seja, mais de 1.300 reclamações por mês.

Para entender o tamanho do problema enfrentado por esses beneficiários, basta imaginar a situação: você está no meio de um tratamento crucial para sua saúde e, de repente, seu plano é cancelado sem aviso prévio. Ou então, a rede credenciada muda drasticamente, deixando você sem acesso aos médicos e hospitais que confia. Há casos diversos dessa interrupção, inclusive envolvendo pacientes com câncer em estágio avançado, provocando elevado risco de morte. Essas são apenas algumas das práticas abusivas que violam o Código de Defesa do Consumidor e que a Senacon busca combater com sua relevante decisão.

Além do prazo de 60 dias, a Senacon instituiu um grupo de trabalho com a participação das operadoras, para que apresentem, no mesmo período, soluções concretas para esses problemas relatados. Durante esses dois meses, os processos administrativos foram suspensos, mas podem ser retomados caso as irregularidades persistam.

Apesar de entidades representativas das operadoras de planos de saúde afirmarem que respeitam as normas da ANS e que não possuem em suas políticas o cancelamento unilateral, as denúncias formais levantadas pela Senacon demonstram que a realidade vivenciada por muitos consumidores é diferente.

Portanto, a notificação da Senacon pode ser considerada uma vitória para os consumidores de planos de saúde. É fundamental que os usuários conheçam seus direitos e que denunciem práticas consideradas abusivas. Seus direitos devem ser cumpridos contratualmente, via processos administrativos ou ainda se for necessário, por meio da via judicial, de modo que a garantia ao acesso à saúde, objetivo de quem contrata um plano, seja efetivamente preservada.

*Natália Soriani é advogada especialista em Direito Médico e da Saúde e sócia do escritório Natália Soriani Advocacia

............................

GAZETA DA SEMANA

Pesquisa mostra que 29,7% dos médicos brasileiros atuam na rede privada

Para Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), fatores como falta de segurança, condições de trabalho inadequadas e remuneração baixa afastam os profissionais do serviço público

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o número de médicos cresceu 23,6% entre 2019 e 2023. Em 2022, o país tinha 22,5 profissionais para cada dez mil habitantes. Já em 2023, esse volume cresceu para 23,7, um aumento de 5,3% em apenas um ano.

Apesar do crescimento, o Brasil continua com número abaixo de países como México, que tem 25,6 médicos para cada dez mil habitantes, e Canadá, com 25. No entanto, está acima da média da República Dominicana, com 22,3, e da Turquia, com 21,7.

O estudo aponta também que esse aumento foi mais intenso na rede privada; o número de profissionais que não atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 29,7%; já o dos que atuam na saúde pública alcançou 21,2%.

Para o especialista em Direito Médico e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), Raul Canal, as melhores condições de trabalho oferecidas, assim como a questão da remuneração em si, explicam essa predileção dos médicos pela rede privada.

"Para diminuir essa desigualdade, o Governo Federal precisa adotar medidas que melhorem as condições de trabalho desses profissionais na rede pública, além de criar um teto mínimo de remuneração, para que esses médicos que estão longe dos grandes centros possam ficar em suas regiões de origem", explica. A Anadem defende a fixação do salário-mínimo para médicos no valor de R$ 18.709,99 para a jornada de trabalho de 20 horas semanais, valor cima do que propõe o Projeto de Lei (PL) no 1.365/2022, que é de R$ 10.991,19.

Violência contra médicos

Segundo o especialista, outro ponto essencial é que se criem leis que protejam o médico em atendimento. Recentemente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou um levantamento que mostra que, entre 2013 e 2024, 38 mil Boletins de Ocorrência foram registrados com médicos vítimas de violência.

Em média, a cada três horas, um médico sofre algum tipo de violência em seu período de trabalho. "Embora esses casos de violência não sejam exclusividade do SUS, muitos profissionais acabam se sentido mais seguros em trabalhar em hospitais particulares, o que afeta essa dinâmica", avalia Canal.

Outros destaques

A pesquisa do IBGE mostrou também que, apesar do aumento do número de médicos nesses cinco anos, foram os enfermeiros que se consolidaram como a categoria de profissionais da área da saúde que mais cresceu nesse período; saíram de 260,9 mil, em 2019, para 363,1, em 2023. Crescimento de 39,2%.

"Essa é outra categoria que deve ser mais reconhecida, tanto pelo serviço que presta como financeiramente. Assim como os médicos, enfermeiros e técnicos precisam de melhores condições de trabalho para oferecer um serviço de excelência aos pacientes, na rede pública ou particular", afirma o presidente da Anadem.

...............................

O GLOBO

Judicialização prejudica a indústria farmacêutica

Nelson Mussolini

Desafio de oferecer medicamentos essenciais à qualidade de vida precisa ser enfrentado por novos modelos

A judicialização crescente da saúde no Brasil expõe o grave problema do acesso a produtos e serviços no sistema público e privado, direito garantido a toda a população pela Constituição.

Na teoria, o Supremo Tribunal Federal (STF) está certo na análise da tese de repercussão geral referente aos temas 6 e 1.234: a concessão judicial de medicamentos deve se limitar a casos excepcionais. Mas a solução dessa questão não é tão simples. Na prática, as ações judiciais movidas por pacientes estão diretamente relacionadas às dificuldades de fornecimento e à demora de incorporação de produtos ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Trata-se de problema histórico, que assumiu maiores proporções no início deste século. De 2003 a 2011, o Ministério da Saúde incorporou poucos medicamentos ao SUS, e isso levou a população, que precisava dos remédios mais modernos e eficazes, a procurar uma saída para suprir suas necessidades vitais. A criação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), em 2011, melhorou e acelerou a incorporação de medicamentos inovadores. Desde então, o SUS passou da média de dez produtos incorporados a cada dois anos para uma média anual de 36 recomendações de incorporação desde 2020.

Mais Sobre Ministério da Saúde Ministério da Saúde atualiza vacinação contra a Covid; veja o que muda Homem preso tentando entrar com munição na Câmara é servidor do Ministério da Saúde há mais de 30 anos O atraso da Agência Nacional de Saúde Suplementar na atualização do rol de procedimentos, falhas na cobertura de produtos e interpretações equivocadas da legislação têm impulsionado as ações judiciais contra os planos de saúde.

É importante ressaltar que a judicialização é ruim para a indústria farmacêutica. O setor precisa de dois insumos para sua sobrevivência e desenvolvimento: previsibilidade e segurança jurídica. A judicialização não atende a nenhum desses requisitos, pois suas decisões podem ser alteradas a qualquer momento.

Não parece que, por si sós, as novas regras definidas pelo STF serão capazes de frear a procura da população pelo melhor e mais moderno tratamento. Uma das teses fere a lógica econômica, com potencial reflexo negativo para a estabilidade financeira do SUS. É a que determina que o magistrado "deverá estabelecer que o valor de venda do medicamento seja limitado ao preço com desconto, proposto no processo de incorporação na Conitec". Ora, é inviável para uma empresa receber por um único tratamento o mesmo valor que ofertou com grande redução de preço para a venda de milhares. Essa regra inibirá a oferta de descontos agressivos, quando da submissão para a incorporação de novo produto ou tecnologia.

Outro ponto duvidoso da tese do STF é o que condiciona a decisão dos tribunais ao critério de custo-efetividade da Conitec. A competência técnica e a transparência do órgão são indiscutíveis. Ocorre que, não raro, o produto é reconhecidamente eficaz, mas não é incorporado porque seu valor supera o limiar de custo-efetividade definido pelo gestor público.

Considerando a eficiência das políticas públicas e o princípio da universalidade e da igualdade, o melhor caminho é aperfeiçoar e ampliar o processo de incorporação de novas terapias no sistema de saúde, seja fechando contratos em que o preço negociado seja confidencial, como ocorre em vários países; seja fixando prazos para a efetiva incorporação do medicamento somente no ano seguinte ao de sua aprovação.

Diante da notória escassez de recursos do poder público, o desafio de oferecer remédios essenciais à qualidade de vida precisa ser enfrentado por meio da adoção de novos modelos e critérios que garantam isonomia no atendimento à população e contribuam para a "desjudicialização" da assistência farmacêutica.

*Nelson Mussolini é presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos e integrante do Conselho Nacional de Saúde

.............................

A REDAÇÃO

TCE-GO vai acompanhar intervenção estadual na Saúde de Goiânia

O Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) anunciou que vai acompanhar de perto a intervenção estadual na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, com foco especial na utilização de recursos estaduais. A medida foi definida por meio de um despacho do Conselheiro Celmar Rech, em resposta a uma representação do Ministério Público de Contas apresentada pelo Procurador de Contas Fernando dos Santos Carneiro.

Nesse sentido, o Conselheiro determinou a designação de uma equipe de fiscalização para o acompanhamento e a notificação do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) para avaliar uma eventual atuação conjunta das cortes no processo. Também foram cientificados o Governador do Estado, Ronaldo Caiado, e o Procurador-Geral de Justiça, Cyro Terra Peres.

Ao longo do acompanhamento, poderão ser instaurados procedimentos específicos, como auditorias ou inspeções, a depender das circunstâncias verificadas ao longo do acompanhamento.

A intervenção na SMS foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). A decisão estabeleceu que o interventor deve ter liberdade para tomar “as ações necessárias para reorganizar o sistema de saúde”, com prazo estipulado até o dia 31, quando se encerra a atual gestão municipal.

...............................

SAÚDE BUSINESS

Mercado de produtos médico-hospitalares cresce 10,6% e registra aumento de 3,3% no emprego

O aumento nas importações, exportações e no número de internações no SUS destacam-se como fatores positivos para o mercado, que também gerou mais de 4.700 vagas de emprego.

O consumo de dispositivos médicos (DMs) no Brasil aumentou 10,6% entre janeiro e setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2023. Os dados são do Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS). O segmento com maior crescimento foi o de reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro, com alta de 28,9%, seguido por próteses e implantes – OPME (4,6%) e materiais e equipamentos para saúde (4,3%). 

“O mercado retomou os níveis de setembro de 2019 após a ociosidade do período pandêmico. A expectativa é de crescimento contínuo, impulsionado pela conscientização sobre prevenção, maior uso da medicina diagnóstica, adoção de tecnologias como robótica e inteligência artificial, além do fortalecimento do Brasil como hub de turismo médico. No entanto, a concentração de empresas, fusões, aquisições e verticalização de planos de saúde pressionam preços e margens no setor”, analisa o presidente executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes. 

Comércio exterior e geração de empregos em alta 

O mercado externo também registrou desempenho positivo. As importações de dispositivos médicos somaram US$ 6,052 bilhões, um crescimento de 19% no período analisado. Já as exportações totalizaram US$ 616 milhões, com alta de 8%. 

No mercado de trabalho, o setor abriu 4.778 vagas entre janeiro e setembro, um aumento de 3,3% no nível de emprego. Hoje, são 149.375 trabalhadores no segmento, sem contar os profissionais de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica. O destaque ficou para o comércio atacadista de instrumentos e materiais médicos, cirúrgicos, ortopédicos e odontológicos, que gerou 1.587 novas vagas. 

Crescimento no SUS impulsiona setor 

O aumento de internações, cirurgias e exames realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi um dos fatores que impulsionaram o mercado. Entre janeiro e setembro, foram registradas 10,42 milhões de internações, 5,1% acima do mesmo período de 2023. Os procedimentos relacionados a diagnósticos em especialidades cresceram 18,4%, enquanto os transplantes de órgãos, tecidos e células tiveram alta de 10,4%. 

O número total de cirurgias subiu 8,1%, alcançando 4,63 milhões de procedimentos. Destaque para o aumento de 26% em cirurgias do aparelho da visão e de 18,9% em procedimentos relacionados à pele, tecido subcutâneo e mucosa. 

Na atenção ambulatorial, o número de exames realizados ultrapassou a marca de 1 bilhão, um crescimento de 6,9% em comparação aos 936 milhões registrados no mesmo período de 2023. Os exames de diagnóstico em vigilância epidemiológica e ambiental cresceram 27,7%, enquanto os diagnósticos por tomografia tiveram alta de 16,6%. 

.................................

Assessoria de Comunicação

Quinta, 12 Dezembro 2024 06:14

CLIPPING AHPACEG 12/12/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

“Tem que falar com o jurídico”. O que é a mercantilização na saúde?

O que os hospitais e os aeroportos têm em comum?

Médico psiquiatra fala sobre a regularização das bets e os prejuízos para a saúde mental

Mabel anuncia Luiz Pellizzer como secretário de Saúde de Goiânia

Interventor na Saúde de Goiânia destaca desafios e anuncia prioridades

MPF quer condenação de R$ 500 mil por Cremesp atuar contra aborto legal

Apesar de Moraes, Cremesp pede para voltar a solicitar prontuários

Morte do CEO: fato isolado, dor ou raiva? Não importa, o que veio depois é o que importa

MEDICINA S/A

“Tem que falar com o jurídico”. O que é a mercantilização na saúde?

“Tem que falar com o jurídico.” Essa é, sem dúvida, a frase que mais irrita os times do comercial e do marketing. É quase um aviso de que a criatividade vai ser podada ou que os planos serão engavetados, impactando diretamente nos novos negócios, nas metas e, claro, nos resultados das instituições.

Existem limites éticos para campanhas publicitárias, certo? Os prestadores de todos os setores econômicos precisam seguir o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Para o setor de saúde, o CDC é bem claro: publicidade não pode enganar. Ela deve informar o que é o serviço, para que serve, que tem um preço (sim, saúde custa), e que, mesmo o procedimento mais simples, traz riscos. Parece suficiente, não? Mas, na saúde, não é bem assim.

Há um fantasma que assombra a publicidade na saúde, chamado “mercantilização”. Por causa dele, a publicidade na área carrega um peso extra. Cada profissão de saúde tem em seu Código de Ética uma regra que proíbe a tal mercantilização, mas – surpresa! – nenhum deles explica exatamente o que isso significa. Pior, quando alguém ousa perguntar, quem responde finge que é óbvio, deixando um constrangimento no ar.

Mas não tem nada de óbvio nisso, e é bom desmistificar o assunto.

Primeiro, é possível para entender o que seria a mercantilização. Segundo, nas mãos dos Conselhos, o conceito vira um coringa, usado ao gosto do fiscal da vez, dependendo do quanto ele goste ou não da publicidade em questão.

O conceito de mercantilização é importante, porque serviços de saúde carregam riscos. E não é só o risco de “não funcionar”. Os riscos podem levar a resultados opostos ao esperado, prejudicando ao invés de ajudar a saúde do consumidor. Além disso, esses riscos variam de pessoa para pessoa. Por isso, saúde não é algo que se vende aleatoriamente. Antes de oferecer o serviço, é preciso avaliar se ele realmente será útil para o indivíduo.

No comércio em geral, o consumidor compra o que quer, até as maiores inutilidades, sem grandes preocupações. Já na saúde, vender algo inútil é expor o cliente a riscos desnecessários – e ele nem sempre sabe disso. Por isso, a oferta precisa ser cuidadosa, deixando claro que uma avaliação individual será feita antes de qualquer prestação.

Mas, será que dizer que o serviço é barato, fazer promoções ou criar anúncios criativos já é mercantilizar a saúde? Claro que não! Essas práticas incomodam porque, historicamente, saúde e publicidade não se misturavam. Mas os tempos mudaram. Com a digitalização e as redes sociais, fazer publicidade na saúde se tornou mais viável. E ser criativo nas estratégias de venda, por si só, não é mercantilizar. Na verdade, pode até ampliar o acesso à saúde.

A nova resolução do CFM (2.336/2023) é um belo exemplo. Ela flexibilizou várias restrições e abriu espaço para que médicos e empresas usem a publicidade para divulgar seus serviços e promover conhecimento médico. Outros Conselhos ainda estão presos a um modelo antigo, no qual a publicidade criativa é praticamente sinônimo de mercantilização.

Mas é importante alertar que essa noção mais subjetiva de mercantilização já não é mais aceita na nossa realidade. Vale lembrar o conteúdo da Lei da Liberdade Econômica, que já vigora há mais de cinco anos. Ela proíbe autuações e sanções, por parte dos Conselhos profissionais, baseadas em noções abstratas. E já viu como “mercantilização” pode se transformar em um conceito bem vago. Isso protege empresas de saúde que investem em publicidade criativa, mas responsável.

Mercantilização é sim assunto sério. Mas é muito sério, também, que ações publicitárias relevantes não sejam freadas de forma desnecessária, a partir de um conceito nebuloso e subjetivo de mercantilização. A publicidade responsável não é inimiga da ética – na verdade, ela pode ser uma aliada poderosa para democratizar o acesso à saúde e promover informações úteis à população.


*Silvio Guidi é sócio em SPLAW Advogados.

.............................

O que os hospitais e os aeroportos têm em comum?

Recentemente, enquanto aguardávamos um voo, uma conversa com um diretor de hospital nos levou a uma reflexão interessante: hospitais e aeroportos têm mais em comum do que parece. Entre cafés e olhares para o painel de embarque, exploramos as semelhanças que tornam essas estruturas complexas tão comparáveis. A analogia, amplamente, discutida em outros países, oferece uma nova perspectiva sobre os desafios de modernização e gestão hospitalar no Brasil.

Muitos hospitais brasileiros começaram como pequenas clínicas, onde a gestão era menos complexa e amadora, condizente com a escala da operação. Porém, com o aumento do número de pacientes e a necessidade de oferecer serviços mais diversificados, a administração hospitalar passou a demandar um nível de organização e precisão comparável ao de aeroportos. Assim como terminais aéreos, hospitais enfrentam margens operacionais estreitas e a necessidade de equilibrar custos com a entrega de um serviço seguro e eficiente.

Durante nossa conversa, o diretor destacou desafios que espelham os vividos nos aeroportos: o crescimento constante no volume de pacientes – ou passageiros – exige agilidade, segurança e qualidade, tudo isso com um rígido controle de custos. A coordenação precisa é essencial, pois cada decisão afeta, diretamente, uma cadeia interligada de serviços, seja a pontualidade de um voo ou a entrega de um exame em tempo hábil.

Entre as prioridades de gestão, ele mencionou iniciativas como a otimização do uso das salas cirúrgicas, a redução de cancelamentos e faltas em serviços terapêuticos, o aumento da produtividade em áreas de suporte e a diminuição do tempo médio de internação. Essas medidas mostram como hospitais têm buscado inspiração em setores complexos e, altamente, eficientes para inovar e melhorar seus processos.

Um exemplo prático dessa abordagem foi apresentado no Hospital Med, em Recife. Um dos hospitais da região, ao adotar uma gestão mais orientada por dados e sistemas integrados, conseguiu otimizar o uso de leitos e implementar uma comunicação ágil entre todas as áreas. Os resultados foram maior eficiência operacional e uma experiência, significativamente, melhor para os pacientes.

A convergência entre hospitais e aeroportos não é apenas uma metáfora curiosa. Ambos enfrentam pressões semelhantes e precisam de processos precisos e integrados para atender às demandas crescentes. Inspirar-se em setores que já operam com alto grau de eficiência é um caminho natural para a transformação. Essa troca de experiências e soluções nos lembra que a inovação, muitas vezes, nasce de conexões inesperadas. Afinal, em tempos de mudanças, olhar para além do próprio setor pode ser a chave para superar desafios e construir um futuro mais eficiente e conectado.


*Gabriel Gebrim é COO e CFO da Quality24.

...............................

PUC TV GOIÁS

Médico psiquiatra fala sobre a regularização das bets e os prejuízos para a saúde mental

https://www.youtube.com/watch?v=ExQSIpkS9fU

..................

A REDAÇÃO

Mabel anuncia Luiz Pellizzer como secretário de Saúde de Goiânia

O prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), anunciou nesta quarta-feira (11/12) Luiz Pellizer como futuro secretário de Saúde da capital. A posse está prevista para o primeiro dia útil de 2025. O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa na sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).

Mabel ressaltou a experiência e a qualificação de Pellizer, destacando sua confiança no trabalho do futuro secretário. "Um profissional jovem e bem capacitado, que irá se empenhar para melhorar a situação da saúde municipal", afirmou o prefeito eleito.

Mesmo antes de assumir o cargo oficialmente, Pellizer já está envolvido nos preparativos. Ele integra a equipe de transição e trabalha na análise de dados e problemas levantados pela atual gestão. "Já realizamos levantamentos de dados e estruturamos os gabinetes de crise. Tenho experiência na coordenação em saúde pública e, com a situação atual, sei que será um grande desafio. Vamos encará-lo e oferecer o nosso melhor à população", garantiu.

..........................

Interventor na Saúde de Goiânia destaca desafios e anuncia prioridades

O médico Márcio de Paula Leite foi nomeado interventor da Saúde de Goiânia e assumiu imediatamente a função após publicação no Diário Oficial na noite de segunda-feira (11). Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (11), Márcio reconheceu o grande desafio da tarefa, especialmente devido ao curto período da intervenção, que se encerra no início de janeiro.

"As prioridades no momento são a alimentação e internação dos pacientes, o fornecimento de insumos às unidades de saúde e a reposição de medicamentos e equipamentos hospitalares. Outro ponto a ser destacado é a limpeza das unidades de saúde, que atualmente está em situação precária", afirmou o interventor.

............................

PORTAL MIGALHAS

MPF quer condenação de R$ 500 mil por Cremesp atuar contra aborto legal

Autarquia considerou p abuso de autoridade e exposição de dados sensíveis de pacientes e médicos.

O MPF ajuizou ação civil pública contra o Cremesp - Conselho Regional de Medicina de São Paulo, requerendo indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos.

A autarquia Federal acusa o Conselho de condutas irregulares que comprometeram a realização de abortos legais na rede pública de saúde.

De acordo com o MPF, o Cremesp abriu procedimentos disciplinares contra médicos do hospital municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo/SP, que realizaram abortos em casos de gravidez decorrente de estupro, mesmo quando o tempo gestacional ultrapassava 20 semanas.

Em dezembro de 2023, o Cremesp realizou vistoria no hospital e requisitou os prontuários de mulheres que haviam se submetido a abortos legais nos dois meses anteriores.

O MPF apontou que o Conselho não conseguiu justificar adequadamente a instauração de procedimentos ético-disciplinares nem o acesso a dados sensíveis das pacientes.

Ao acessar os documentos sem consentimento das pacientes e dos profissionais, o Cremesp violou o sigilo médico, garantido pela Constituição, pelo Código de Ética Médica e pela LGPD , afirma a ação.

A investigação revelou falhas na proteção dos dados pessoais das pacientes por parte da Secretaria Municipal de Saúde e do Cremesp.

A Secretaria deveria ter ocultado os dados pessoais antes de disponibilizá-los, e o Cremesp deveria ter assegurado a proteção dessas informações em seus procedimentos, o que não ocorreu , destacou o MPF.

O MPF argumentou que as ações do Cremesp configuram abuso de autoridade e afronta ao devido processo administrativo, atingindo tanto médicos quanto pacientes.

As mulheres tiveram sua intimidade exposta e foram novamente vitimizadas pelas falhas na proteção de seus dados pessoais , ressaltou o órgão.

Repercussão

O caso ganhou repercussão após decisão recente do STF. Nesta quarta-feira, 11, ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibiu o Cremesp de requisitar prontuários médicos de pacientes que realizaram aborto legal.

A decisão integra a ADPF 1.141 , ajuizada pelo PSOL. Em maio , Moraes já havia suspendido liminarmente a resolução e determinado a proibição de abertura de procedimentos administrativos ou disciplinares baseados nela.

O MPF não divulgou o número do processo.

..........................

PLENO NEWS

Apesar de Moraes, Cremesp pede para voltar a solicitar prontuários

Nesta terça-feira (10), o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) apresentou requerimento para continuar a pedir prontuários de pacientes que abortaram legalmente em hospitais do Programa Aborto Legal. O pedido ocorreu no mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, proibiu que solicitações do tipo sejam feitas pelo conselho.

A entidade tinha solicitado dados médicos de pacientes que fizeram o procedimento ao Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher, vinculado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ao Hospital das Clínicas de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a outras unidades de saúde.

- Ante a respeitável decisão, esta Autarquia requer a diretiva quanto à possibilidade da manutenção em requerer os prontuários aos hospitais do Programa Aborto Legal, caso necessário, aumentando o prazo para entrega, voltados a que possam ocultar os dados das pacientes antes da entrega ao Cremesp, vez que não aceitaremos os prontuários requeridos à UNICAMP e UNESP, diante da decisão de Vossa Excelência - diz o Cremesp.

Ainda de acordo com o texto assinado pelo presidente do Cremesp, Angelo Vattimo, o pedido pelos prontuários médicos faz parte do ato fiscalizatório da autarquia, que está previsto no artigo 15 da lei 3.268/1957. As informações são do poder360.
........................

SAÚDE BUSINESS

Morte do CEO: fato isolado, dor ou raiva? Não importa, o que veio depois é o que importa

Para o pensador suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), o ser humano em um passado remoto vivia na natureza em estado perfeito de realização, era livre e sozinho. Então, sem sabermos bem o porquê, o homem decidiu viver em sociedade. Com o surgimento dela, o homem começou a perder a humanidade (“O homem nasce bom, e a sociedade o corrompe”). Na obra “Discurso sobre a Origem das Desigualdades”, Rousseau tratou a propriedade privada como causadora do fim da liberdade humana, pois sua distribuição é injusta e desigual. Como iluminista, o suíço foi anárquico. Como autor, porém, sua obra “Do Contrato Social” mudou o mundo, sendo um dos eixos da Revolução Francesa e de tudo o que veio depois dela.

Seu Contrato Social serve como fundamento epistemológico para a organização da sociedade e do Estado. Ele nos ajuda a entender por que nós, indivíduos ordinários, banais, toscos e presunçosos, renunciamos a parte de nossa liberdade natural em troca da segurança e dos benefícios de uma vida em sociedade. Rousseau foi uma amálgama de contradições: enquanto pregava a virtude e a simplicidade, se envolvia em relações complexas e por vezes escandalosas. Hipocondríaco, era obcecado com sua saúde e acreditava sofrer de diversas doenças. Apesar de ter tido cinco filhos, entregou todos aos orfanatos. Morreu aos 66 anos, mas seu “Contrato Social” permanece até hoje imaculado, sendo um sustentáculo das relações civilizatórias.

Em 6 de dezembro, dias após o crime do CEO da UnitedHealth, o jornal The Independent cravou na primeira página: “Quando um CEO de seguro médico é morto a tiros, as pessoas comemoraram sua morte. O que isso nos diz sobre a saúde americana? Por mais desagradáveis que sejam, as reações ao assassinato de Thompson revelaram uma profunda raiva entre muitos americanos sobre a injustiça da indústria de seguros de saúde do país. E entre os que se manifestaram estavam médicos, professores, políticos e pessoas que sofreram suas próprias negações de seguro. Atualmente, mais de 1.000 pessoas vão à falência diariamente devido a contas médicas pessoais”, completou o artigo. Já a rede ABC titulou em seu site: “Tiroteio em CEO expõe raiva “vulcânica” contra empresas de seguros de saúde”.

Independentemente das motivações, o assassinato tocou em um ponto sensível: o custo extraordinário da medicina na América e a sua iniquidade [id est, iniquidade: diferenças de acesso, qualidade e resultados, consideradas injustas, evitáveis e moralmente inaceitáveis]. O país reclama por reformas na saúde há décadas. A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), por exemplo, destacou o custo superlativo do sistema de saúde norte-americano em sua publicação “Health at a glance 2023”: os dados mostram que os EUA gastam 16,6% do PIB em Saúde, enquanto a média dos demais países é de 9,2% (os EUA gastam US$ 12.555 por habitante em saúde, contra a média da OCDE que é de US$ 4.986). Por outro lado, a “fatura da saudabilidade” é implacável: a expectativa de vida média nos EUA é de 76,4 anos, em comparação com a média da OCDE de 80,3 anos. Em termos de doenças evitáveis, os EUA continuam apanhando da média: 238 casos por 100.000, enquanto a média é 158. O custo dos medicamentos chega a uma média per capita de US$ 1.432, em comparação com US$ 614 dos 33 países da OCDE.

A disparidade está no fato de que, além de ser imensamente cara, a matriz Saúde muitas vezes não retorna em benefícios tangíveis. O Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), agência independente do governo para proteção dos consumidores, estimou em outubro último que “100 milhões de americanos devem mais de US$ 220 bilhões em dívidas médicas”. Essa massa está raivosa, cansada e desiludida.Pós-assassinato, uma profusão de críticas ao setor (e até algum regozijo intolerante e idiota pelo criminoso nas redes sociais), as Seguradoras (e o omisso Governo) estão no foco dos acontecimentos, menos por sua competência em cuidar dos beneficiários e mais pela crise sistêmica que abala o Sistema de Saúde há pelo menos 3 décadas. Eliminar gestores privados a bala é algo novo nos EUA, que costuma eliminar primeiro crianças nas escolas e adolescentes nos shoppings. O crime do CEO seria uma psicopatia se não fosse antes uma selvageria.

O medo assola a América. Não qualquer medo, mas o medo da falta de cobertura. Para um funcionário comum, assalariado, com um seguro saúde vinculado a seu emprego (pacote de benefícios), o medo da demissão (ou da quebra da empresa) é muito maior do que o medo de ficar doente ou de sofrer um acidente. Uma reforma no sistema seria necessária, mas o futuro (Trump 2.0) não mostra sinais de maiores transformações, pelo contrário, pode piorar.

Na dúvida, empresas de assistência médica removeram fotos dos CEOs e de outros líderes executivos de seus sites, sem falar no aumento da proteção que os mesmos passaram a receber após o crime (a Global Guardian, que fornece proteção executiva, disse que nas primeiras horas após o tiroteio, 47 empresas de saúde a contataram solicitando segurança executiva adicional). A revista Forbes publicou sua bula: “À medida que milhares de comentários negativos inundavam as plataformas, o foco rapidamente mudou da busca pelo assassino de Thompson para a extrema frustração do público com as seguradoras. A maneira mais rápida de perder o controle de uma crise é ignorar a crítica que levou a ela”.

Não importa muito as explicações que levaram um indivíduo a descarregar sua arma contra o CEO. Ele será preso, julgado e possivelmente passará o resto da vida enclausurado. O que mais causou frenesi foi a adesão das pessoas nas mídias sociais e nas entrevistas às redes de TV. Publicação da própria UnitedHealth no Facebook, expressando tristeza pela morte de Thompson, recebeu em poucos minutos 62.000 reações, sendo 57.000 delas de emojis com demonstrações de riso e sarcasmo. Derrick Crowe, porta-voz do People’s Action Institute, organização sem fins lucrativos pela defesa da sociedade civil, disse à ABC News que ficou horrorizado com o crime, mas observou que a ‘raiva online’ já vinha acontecendo há muito tempo. “Acho que a razão pela qual a raiva foi reprimida e saiu de uma forma tão vulcânica está no fato de que as corporações de saúde têm muito poder neste país e estão atrapalhando o enfrentamento de duas grandes epidemias: a (1) epidemia da violência armada; e a (2) epidemia da negação de assistência médica”. Se Rousseau vivo estivesse, poderia perfeitamente dizer: “O povo, por ele próprio, quer sempre o bem, mas, por ele próprio, quase nunca sabe o que é o bem”.

Para quem acha tudo isso um grande exagero, ou um fato normal do capitalismo, ou mesmo despreza a “chiadeira” colossal nas redes sociais, nada como alguns fatos para dimensionar o problema. Entre os irados e coléricos contrários às Seguradoras podem estar várias camadas da estrutura social do país, como mostrou a pesquisa do Commonwealth Fund publicada em agosto/2024 (“Unforeseen Health Care Bills and Coverage Denials by Health Insurers in the U.S”):

Quase metade dos norte-americanos segurados (48%) recebe despesas inesperadas de contas médicas, o que justifica um dado desconcertante: dois em cada cinco adultos em idade produtiva adiam a visita ao médico.

Menos da metade desses, que relataram erros de cobrança (ou negações de cobertura), não as contestaram, principalmente porque não sabiam que tinham o direito a fazê-lo, ou como fazê-lo.

Quase um em cada cinco (17%) relatou ter tido a cobertura negada para um serviço recomendado por médicos.

Daqueles que tiveram sua cobertura negada, cerca de 47% relataram condições piores de saúde depois da negativa.

Além desses, outras franjas do tecido social podem também estar se rebelando, como mostra outra pesquisa, “Americans’ Challenges with Health Care Costs”, publicada em março/2023 (atualizada em 2024) pela KFF – Kaiser Family Foundation (organização sem fins lucrativos). Ela explica o dramático problema do acesso à Saúde do país:

Cerca da metade dos adultos nos EUA revela que é difícil pagar os custos de assistência médica, sendo que um em cada quatro diz que ele ou um membro da família tiveram problemas para pagar por assistência médica nos últimos 12 meses.

Cerca de um em cada cinco adultos (21%) não atendeu prescrições médicas devido ao custo, com cerca de um em cada dez adultos cortando comprimidos pela metade ou pulando doses de medicamentos devido ao alto custo.

Cerca de quatro em cada dez adultos (41%) relatam ter dívidas devido a contas médicas ou odontológicas.

Metade dos adultos não consegue pagar uma conta médica inesperada de US$ 500 sem se endividar.

Não se trata, portanto, de uma rebeldia sem causa, ou de alguma ideologia pedante dos segurados. As pessoas protestam porque o sistema saiu da zona trivial de “economia injusta” para entrar na perigosa quadra da “insuficiência do contrato social” entre as partes.O crime foi um mero subterfúgio para a insurgência verbal, que há muito está sufocada.

A respeitada ensaísta Francine Prose, que foi presidente do PEN American Center e é membro da Academia Americana de Artes e Ciências, em artigo publicado no The Guardian em 9/12, disseca a revolta pós-crime: “O assassinato de Brian Thompson é uma resposta criminosa a uma situação criminosa. Recentemente, uma seguradora do nordeste do país decidiu limitar as horas de anestesia pelas quais um paciente cirúrgico poderia ser reembolsado. Mais tarde, depois do acalorado clamor público, ela revogou a decisão. Seria cômico se não fosse dramático: um anestesista, no meio de uma longa cirurgia, deve desligar a mangueira e dizer ao paciente para morder uma bala. Deveria o paciente ser cobrado em milhares de dólares por essas últimas horas? E antes de culparmos os médicos por essas altas taxas, vamos lembrar que os anestesistas estão pagando fortunas em seguro por negligência médica… para as empresas que estão sendo pagas tanto pelo médico quanto pelo paciente”. Prose termina mostrando sua perplexidade: “O que é intrigante é porque as pessoas que sofreram tanto por causa do sistema atual são tão relutantes em tentar outra coisa. O que seria perdido se instituíssemos uma assistência médica para todos? Nossa liberdade? Nosso controle? Nossa capacidade de escolher? A má notícia é que tudo isso já se foi”.

Diante desse esgarçamento, seria plausível pensar que nas Cadeias de Saúde estamos diante do risco de ruptura do “Contrato Social”?Não estariam as Seguradoras de Saúde (ou, no caso do Brasil, as Operadoras de Saúde) se arriscando a ‘colocar seus beneficiários a ferros’? (“O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se a ferros” – terceiro capítulo do ‘Contrato Social’ de Rousseau).Obviamente, não há intencionalidade existencial no capitalismo clínico-assistencial norte-americano, apenas regras de gestão de capital. Mas não seria prudente retomar o diálogo? Não estariam os sistemas de saúde banalizando em demasia os incessantes reclamos de grande parte de seus usuários?

Yolonda Wilson, professora de Ética em Saúde da Universidade de Saint Louis, tentou explicar: “Acho que isso diz algo realmente importante sobre como as pessoas estão experimentando os cuidados de saúde neste país. Não acho que seja apenas raiva. Acho que é dor. Acho que muitas pessoas têm dor reprimida e não tiveram um lugar para colocá-la”. O STAT, canal americano especializado em saúde, medicina e ciências da vida (produzido pelo Boston Globe), desabafou em seu editorial após o assassinato: “A insatisfação do público nunca foi tão alta. Dados recentes de pesquisas mostram que o sistema de saúde é tão impopular agora quanto era antes de o Affordable Care Act entrar em vigor há 15 anos, uma época em que as seguradoras podiam se recusar a cobrir as pessoas se elas tivessem qualquer condição de saúde pré-existente, tempo em que quase 49 milhões de pessoas não tinham seguro. Pesquisa do Gallup divulgada no último mês de novembro revela que: a avaliação positiva dos americanos sobre a qualidade dos cuidados de saúde nos EUA está agora em seu ponto mais baixo desde 2001”.

Cerca de 25 milhões de americanos permanecem sem seguro (fonte: STAT). Dezenas de milhões de outras pessoas possuem seguro, mas não conseguem pagar suas franquias, cosseguro ou copagamentos devido aos altos preços de testes, cirurgias e medicamentos. As seguradoras sempre procuram erradicar “procedimentos desnecessários”, mas isso às vezes resulta em atrasos ou negações de atendimento, sem falar na judicialização da saúde, que, ao contrário da brasileira, é quase sempre pró provedor (dados da American Hospital Association mostram que no primeiro trimestre de 2023 os provedores de assistência médica dos EUA venceram 72% das disputas de pagamento envolvendo itens e serviços de emergência e não emergência).

Também não faltaram protestos contra os protestos, ou seja, manifestações por parte das organizações do setor: “As pessoas em nossa indústria são profissionais motivados por missões, trabalhando para tornar a cobertura e o atendimento o mais acessíveis possível e para ajudar as pessoas a navegarem no complexo sistema médico. Condenamos qualquer sugestão de que ameaças contra nossos colegas — ou qualquer outra pessoa em nosso país — sejam aceitáveis”, explicou a America’s Health Insurance Plans (AHIP). Na verdade, um assassinato frio e covarde congelou os argumentos factuais e jogou a população nos braços da revolta. A reação das ruas foi como um “estômago ulcerado jorrando sangue por todos os lados”. Já havia uma lesão aberta muito antes do crime. São feridas que vêm à tona ao menor sinal de consenso.

O que está em jogo nos EUA, como nos demais sistemas globais de saúde, incluindo o Brasil, é um influxo apregoado há séculos por Rousseau: o rompimento do Contrato Social. Ou seja, a quebra explícita ou implícita das regras que norteiam os acordos sociais de convivência. Quando os beneficiários se revoltam contra as seguradoras, ou cidadãos contra os serviços públicos de saúde, eles tendem a voltar ao “estado de natureza”, onde se acham livres e não precisam viver em sociedade. Isso não é mais possível. A barbárie mostrou que, sem um pacto social legítimo, que no século XIX recebeu o nome de “Mutualismo” (cunhado pelo pensador francês Pierre-Joseph Proudhon em sua obra “O que é a Propriedade?”, de 1840),não existe espaço para progressismo. Rousseau argumentava que a legitimidade de qualquer acordo social é dependente do bem comum, e não do bem incomum (de poucos). Para ele, a contratualização social deve ser um poder superior, devendo estar até acima da Lei, pois sua base moral deve prevalecer sobre a base ética.

Eliminar CEOs a tiros não vai mudar nada. Mas sinais de insurgência, ou mesmo de resistência pós-crime, devem sinalizar que já passou da hora do Sistema voltar a dialogar com a sociedade e perseverar na busca da legitimidade rousseana. Os macroproblemas de saúde não serão resolvidos tão cedo. Suas origens e premissas escapam ao controle do reino humano contemporâneo, sendo que algum futuro deve existir para resolver as questões econômicas do setor. Mas para que a insurgência se resigne, é preciso “ceder no contornável e ganhar no essencial”. É preciso voltar ao diálogo. Sem tiros.

Guilherme S. Hummel
Scientific Coordinator Hospitalar Hub
Head Mentor – EMI (eHealth Mentor Institute

...............................

Assessoria de Comunicação

Quarta, 11 Dezembro 2024 17:48

Confira o Código de Conduta da Ahpaceg

Acesse o arquivo anexo e confira o Código de Conduta da Ahpaceg

 

Carta do Presidente


Em 12 de julho de 2024, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (“CADE”) homologou Termo de Compromisso de Cessação (“TCC”) com a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (“AHPACEG”).

O TCC firmado entre a AHPACEG e o CADE suspendeu o Inquérito Administrativo n.º 08700.004116/2023-37, que teve por objeto a adoção de conduta comercial uniforme em negociações comerciais coletivas, em troca do pagamento de contribuição pecuniária e obrigação de plena cooperação com as investigações.

Nesse contexto, a AHPACEG divulga o presente Código de Conduta, que estrutura as medidas de governança que estão sendo adotadas no âmbito da AHPACEG em cumprimento ao TCC firmado com o CADE, visando também ao aprimoramento das atividades legítimas da AHPACEG na representação dos interesses de seus associados.

A Lei de Defesa da Concorrência tem o objetivo de defender a concorrência no mercado, visando ao combate a condutas que possam afetar ou restringir a livre concorrência no mercado e impactar questões concorrencialmente sensíveis (por exemplo, preço, inovação, capacidade de produção ou vendas), estabelecendo punições tanto às empresas quantos aos seus funcionários, administradores ou não, que violarem, independentemente de culpa, os dispositivos nela contidos.

A publicação deste Código de Conduta é uma importante etapa do crescimento institucional da AHPACEG, com a estruturação de seu Programa de Integridade Concorrencial, e sua firme implementação será acompanhada pelo Coordenador de Compliance.

O Gerente de Compliance contará com todo o apoio da AHPACEG e de sua liderança para a consecução dos seus objetivos, sendo a integridade concorrencial das atividades da AHPACEG prioridade de minha gestão.

Com votos de estima e consideração,

Haikal Yaspers Helou
Presidente da AHPACEG

 

CÓDIGO DE CONDUTA AHPACEG

 

 

Quarta, 11 Dezembro 2024 06:13

CLIPPING AHPACEG 11/12/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Cremego e representantes da segurança pública definem ações conjuntas para melhorar a segurança dos profissionais de saúde e do atendimento à população

Cremego debate regulação das bets e seu impacto na saúde mental

Fernando Henrique Abrão Alves da Costa é eleito vice-presidente da Unimed Federação Centro Brasileira

Planos de saúde que viraram alvo do governo lideram lucros em 2024

Mabel anuncia Márcio de Paula como interventor na Saúde de Goiânia

Médico condenado por mutilar paciente arrematou almoço com Virginia

CONGRESSO NEWS

Cremego e representantes da segurança pública definem ações conjuntas para melhorar a segurança dos profissionais de saúde e do atendimento à população

Após o registro recente de dois episódios envolvendo médicos e policiais, a presidente do Cremego (Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás), Sheila Soares Ferro Lustosa Victor, e o 2º secretário Robson Azevedo reuniram-se com o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Renato Brum, e representantes do Comando-Geral da Polícia Militar do Estado de Goiás.

A primeira reunião aconteceu no final de novembro, após uma médica plantonista ter sido conduzida à delegacia por policiais em Trindade. A segunda foi realizada ontem, 9, e teve como foco o caso ocorrido no Hospital da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em 6 de dezembro, quando dois profissionais de saúde foram detidos. Presentes também o diretor da maternidade e o presidente do CMS.

No último encontro, todos os representantes expressaram pesar pelos eventos e reafirmaram o compromisso com a melhoria das condições de atuação nas unidades de saúde.

A PM já instaurou procedimentos internos para avaliar a conduta dos militares envolvidos.

Também ficou evidente a necessidade de estabelecer uma parceria sólida entre as instituições, visando a redução de riscos de eventos adversos que envolvam unidades de saúde e seus profissionais. Foi acordado que o diálogo deve ser a base das relações institucionais, com a troca contínua de informações e o cumprimento rigoroso dos protocolos, sempre guiados pela sensibilidade e respeito mútuo.

Entre as medidas preventivas discutidas, destacam-se:

1.Visitas rotineiras da PM às unidades de saúde, para avaliação e fortalecimento das relações institucionais;

2.Capacitação periódica para orientar os profissionais de saúde sobre procedimentos em eventuais abordagens;

3.Criação de interlocutores dedicados a intermediar ações e facilitar a comunicação entre as instituições em situações de emergência.

O objetivo é garantir a segurança dos profissionais de saúde e do atendimento à população.

...........................

Cremego debate regulação das bets e seu impacto na saúde mental

Os impactos na saúde mental com a regulação das bets, as casas de apostas virtuais, foram debatidos em uma plenária temática do Cremego, na noite da segunda-feira (9).

O médico psiquiatra, ex-presidente do Cremego e ex-conselheiro por Goiás no Conselho Federal de Medicina (CFM), Salomão Rodrigues Filho, ressaltou que a dependência de jogos (ludopatia) é algo conhecido e catalogado pela Classificação Internacional de Doenças (CID 10). “A facilidade para jogar torna as pessoas ‘presas’ mais fáceis”, alertou ele, acrescentando que entre as principais vítimas estão os mais pobres.

Em meio a esse cenário, a Prefeitura de Goiânia divulgou uma licitação para a criação de uma bet municipal. “Isso contribuirá para o ciclo de vulnerabilidade entre os cidadãos da nossa capital”.

A plenária também contou com a contribuição da jornalista Cileide Alves, do jornal O Popular, que lembrou histórias acompanhadas por ela de pessoas dependentes de jogos.

“Estamos em uma situação diferente agora. Antes, as pessoas tinham que sair de casa para jogar. Agora, os jogos estão na ponta do dedo e isso se torna incontrolável”.

Ela citou a força do lobby dos jogos no Congresso Nacional e que, durante o governo Michel Temer, teve a primeira legislação para a regulamentação, com a crença de geração de emprego e renda. “Porém, não há estudo que prova esse crescimento econômico”, definiu ela.

Para a jornalista, faltam campanhas e políticas públicas de conscientização, como na década de 1990, com a luta contra o tabagismo. “A sociedade deve cobrar do Congresso Nacional. Os deputados devem olhar para nós (população) e não só para quem ganha dinheiro. Estamos ainda em tempo de salvar algo, porque impedir nós não iremos”.

O médico psiquiatra e conselheiro do Cremego, Jairo Belém Ribeiro Júnior, explicou aos participantes da plenária quais são os processos que caracterizam a dependência.

“O jogo é muito envolvente, mais até que as drogas e, como foi falado, está na ponta dos dedos”, alertou ele.

Mesmo com todo esse perigo, o Brasil conta com apenas um ambulatório psiquiátrico especializado em vício em jogos, na Universidade de São Paulo (USP), que já enfrenta uma longa fila de espera para atendimentos.

Os psiquiatras relataram que viram um aumento de pacientes dependentes em seus consultórios, geralmente, levados pelas famílias. Há inclusive casos de crianças jogando, com pesquisas mostrando que 48% de jovens tiveram contato com apostas somente em 2024.

As estimativas são de que 10% das pessoas que jogam se tornem viciadas, sendo que um em cada 8 que desenvolvem a ludopatia tenta se matar. “É justo incentivarmos algo que pode destruir a vida e a família de alguém?”, questionou Jairo.

Ao final, a plenária coordenada pelo 2º vice-presidente do Conselho, Vagner Ruiz Gil, aprovou a criação de um grupo de trabalho sobre as bets, com auxílio da Câmara Técnica de Psiquiatria. O grupo vai guiar o Cremego nas ações necessárias para a proteção da população.

Também foram debatidas visitas ao prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel, assim como ao Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Tribunal de Contas para uma conversa conjunta a respeito do cenário vivenciado atualmente.

............................

FOCO NACIONAL

Fernando Henrique Abrão Alves da Costa é eleito vice-presidente da Unimed Federação Centro Brasileira


O médico Fernando Henrique Abrão Alves da Costa foi eleito vice-presidente da Unimed Federação Centro Brasileira. A eleição e posse aconteceram durante assembleia geral extraordinária realizada em 6 de dezembro, na sede da Federação, em Goiânia.

Indicado pela federada Unimed Goiânia, ele é especialista em radiologia e diagnóstico por imagem, conselheiro de administração da Unimed Goiânia e1º Secretário do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego).

Fernando Henrique ficará à frente da vice-presidência no período final da atual gestão, cujo mandato se encerra em março de 2026. Anteriormente, o cargo era ocupado pelo cardiologista Sérgio Baiocchi. Além da eleição, a AGE também aprovou a reforma do estatuto social da Federação.

Conselho Federativo

A AGE aconteceu após a última reunião de 2024 do Conselho Federativo da Unimed Federação Centro Brasileira, cuja pauta incluiu itens, como a análise e aprovação do Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) de setembro e outubro deste ano e a aprovação do calendário de reuniões do Conselho e da Assembleia Geral Ordinária em 2025.

Com a participação da diretoria Executiva da Federação - Danúbio Antonio de Oliveira, presidente; Martúlio Nunes Gomes, diretor-superintendente; e Éder Cássio Rocha Ribeiro, diretor de Integração Cooperativista e Desenvolvimento Institucional - e de presidentes das Unimeds federadas, a reunião contou ainda com a atualização sobre serviços prestados às Singulares.

Foram abordadas as novidades sobre os projetos de privacidade de dados, a atualização do Código de Conduta elaborado pela Unimed do Brasil e ao qual as federadas podem aderir e economias geradas para as Singulares por serviços oferecidos pelos Centros de Serviços Compartilhados da Federação.

Um dos destaques foi para a campanha de comunicação e marketing alusiva ao Outubro Rosa, desenvolvida para a Unimed Catalão, e outro para a campanha do Dia Imperdível, que contou com a adesão de várias federadas.

"A Unimed Cerrado teve um excelente resultado com a campanha Dia Imperdível", disse a presidente Shirley Gonçalves de Pádua Miguel. "A Outubro Rosa transcendeu o que queríamos", afirmou o presidente da Unimed Catalão, Breno Cypriani Rodrigues da Silva, cujo objetivo era destacar o trabalho do serviço de oncologia e viu a campanha fortalecer ainda mais a marca Unimed na região.

O presidente Danúbio Antonio de Oliveira voltou a enfatizar que esses serviços estão disponíveis a todas as federadas e que ao aderirem a eles, as Unimeds têm a possibilidade economizar e contar com um trabalho especializado, focado no cooperativismo e desenvolvido de acordo com as diretrizes do Sistema Unimed.

Na reunião, também foi apresentado e aprovado o projeto de uma missão internacional prevista para 2025 em Portugal. O objetivo é promover o intercâmbio e levar informações a lideranças goianas e tocantinenses sobre gestão de serviços de saúde e de cooperativas portuguesas.

...............................

FOLHA.COM

Planos de saúde que viraram alvo do governo lideram lucros em 2024


As operadoras de planos de saúde e as administradoras de benefícios registraram um lucro líquido de R$ 8,7 bilhões no Brasil até o terceiro trimestre de 2024, o que representa o melhor resultado do ramo desde a pandemia de Covid-19.

Os dados são observados em um ano marcado pelo aumento do número de reclamações de consumidores do setor. As companhias que lideram os ganhos são alvo de processo administrativo aberto pelo governo para analisar cancelamentos unilaterais de contrato e práticas abusivas.

Os resultados das companhias, apresentados nesta terça-feira (10) pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), mostram que o lucro até setembro é 180% superior ao observado no mesmo período do ano anterior. Além disso, é o maior desde 2020 (quando o resultado alcançou R$ 15,9 bilhões).

Entre empresas, o melhor desempenho foi da Sul América Companhia de Seguro Saúde -que obteve um resultado líquido de R$ 1,3 bilhão no acumulado do ano. Em seguida, ficaram Bradesco Saúde (R$ 895 milhões), Notre Dame Intermédica Saúde (R$ 606 milhões), Amil Assistência Médica Internacional (R$ 535 milhões) e Hapvida Assistência Médica (R$ 473 milhões).

As cinco estão na lista de companhias notificadas pela Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), vinculada ao Ministério da Justiça, após processo administrativo aberto no mês passado contra 14 operadoras de planos de saúde por cancelamentos unilaterais de contratos e outras práticas.

O processo foi aberto após 6.175 reclamações sobre cancelamentos unilaterais observadas de janeiro a abril deste ano, um aumento de 43% contra o mesmo período de um ano antes. De acordo com o governo, a rescisão costuma ser comunicada sem tempo hábil para o paciente buscar alternativas e com risco à continuidade de tratamentos a quadros como de câncer, autismo e outros que exigem atenção de longo prazo.

De acordo com o órgão, a partir das reclamações foi feito um estudo detalhado de monitoramento de mercado que identificou irregularidades nas rescisões contratuais.

O órgão apontou que operadoras têm explorado brechas contratuais ou interpretado normas de maneira desfavorável aos consumidores para justificar os cancelamentos. O levantamento também mostrou que os rompimentos unilaterais são feitos sem justificativa adequada ou desrespeitam o princípio de continuidade do atendimento.

No balanço das empresas, a principal explicação para o desempenho operacional das empresas, de acordo a ANS, é o índice de sinistralidade. O indicador chegou ao terceiro trimestre em 85,3%, 3,3 pontos percentuais abaixo do apurado no mesmo período do ano anterior.

Isso significa que em torno de 85,3% das receitas com mensalidades são usadas com as despesas assistenciais. "Esta é a menor sinistralidade registrada para o período desde 2020 -um ano atípico, de baixa sinistralidade em razão da pandemia", afirma a ANS, em nota.

Procurada, a Hapvida Notredame Intermédica (como é chamada atualmente a empresa que representa duas companhias da lista do governo) afirma "que não realiza cancelamentos unilaterais de contratos, salvo nos casos previstos pela legislação vigente, assegurando a transparência e os direitos de seus beneficiários". A empresa também disse que "já encaminhou resposta à Senacon e permanece à disposição dos órgãos competentes." As demais empresas foram procuradas, mas não comentaram.

A Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) afirma que "tem compromisso em contribuir de forma construtiva para o debate no setor". A entidade disso que vai analisar os dados apresentados nesta terça pela ANS e, somente após avaliação técnica aprofundada, se pronunciará.

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), representante de operadoras de planos, avalia que os resultados do setor refletem um esforço de gestão feito pelas empresas em busca de mais racionalidade nos custos e qualidade nos serviços ofertados.

"A saúde suplementar foi intensamente desafiada no pós-pandemia, especialmente por condições e coberturas muito mais abrangentes determinadas por mudanças legislativas e regulatórias nos últimos anos. O sistema agora começa a dar indícios de estar novamente tendendo a um equilíbrio", disse a diretora-executiva da FenaSaúde, Vera Valente, em nota.

.................................

A REDAÇÃO

Mabel anuncia Márcio de Paula como interventor na Saúde de Goiânia

O médico Márcio de Paula Leite foi anunciado nesta terça-feira (10/12) como interventor na Saúde de Goiânia pelo prefeito eleito, Sandro Mabel (UB). A escolha, antecipada pela reportagem do jornal A Redação, aguardava apenas a avaliação do governador Ronaldo Caiado (UB). Com a aprovação, Márcio de Paula assume imediatamente a função.

Segundo Sandro Mabel, o médico tem amplo conhecimento da estrutura da Saúde na capital. “O governador Ronaldo Caiado nos ouviu para indicar o nome. Márcio de Paula tem disposição para atuar da maneira que precisamos neste momento”, afirmou o prefeito eleito. "Tenho confiança de que o interventor fará um bom trabalho", completou. 

O anúncio ocorre após o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) autorizar, na segunda-feira (9), a intervenção do governo estadual na gestão da Saúde de Goiânia, que enfrenta uma grave crise.
Entenda  

O TJGO determinou a intervenção do governo estadual na Saúde de Goiânia durante sessão extraordinária realizada na segunda-feira (9/12). A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO), feito pelo procurador-geral de Justiça, Cyro Terra Peres, na última sexta-feira (6).

Segundo o MPGO, a ação é urgente para solucionar problemas financeiros e administrativos que comprometem a continuidade dos serviços. O relator do caso no TJGO, desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas, classificou a gestão municipal como "ineficiente" e destacou a ausência de medidas para enfrentar os desafios da saúde pública.

A intervenção terá duração até 31 de dezembro, quando termina o mandato do atual prefeito Rogério Cruz. Nesse período, caberá ao governo estadual indicar um interventor que conduza a gestão da Saúde municipal e implemente as mudanças necessárias.

A crise

Entre os fatores que motivaram o pedido de intervenção estão a prisão de integrantes da Secretaria Municipal de Saúde em uma operação do MPGO, além de pedidos de demissão da secretária substituta e de auxiliares em menos de uma semana. Os episódios expuseram graves irregularidades, impactando diretamente os serviços prestados à população.

Em nota, Sandro Mabel classificou como "essencial" a decisão favorável do TJGO e afirmou temer que "a crise atual se agrave ainda mais".

Currículo de Márcio de Paula

Trabalho Atual:

Emergencista: Cais Candida de Morais/SMS Goiânia (2012 até o momento);

Médico auditor da prefeitura de Aparecida de Goiânia (2019 até o momento);

Conselheiro Fiscal do SIMEGO (Gestão 2023 – 2026);

Membro efetivo da Câmara Técnica de Medicina de Urgência e Emergência CREMEGO (2023 – 2028).

Experiencias Anteriores:

Médico técnico da Diretoria de Atenção Primaria e Promoção da Saúde da prefeitura de

Goiânia (2020 – 2023);

Médico técnico da Diretoria de Atenção Secundária e Urgência e Emergência de Goiânia

(2023 – abril 2024);

Médico RT Cais Cândida de Morais (2023 – abril 2024);

Plantonista de Unidade de Terapia Intensiva (2008 – 2012);

Médico da Família e Comunidade na prefeitura de Goiânia (2013 – 2020).

..............................

METRÓPOLES

Médico condenado por mutilar paciente arrematou almoço com Virginia

O "cirurgião das estrelas" é dono de um perfil no Instagram com 342 mil seguidores e pagou R$ 735 mil para almoçar com a influenciadora


Condenado nesta semana pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) a indenizar em R$ 107 mil uma paciente que sofreu necrose e queloides severas após se submeter a um procedimento de lipoaspiração, o médico Wilian Pires, 37 anos, costuma fazer sucesso nas redes sociais.

Apelidado de "cirurgião das estrelas" e dono de um perfil no Instagram com mais de 342 mil seguidores, o profissional ficou conhecido por desembolsar R$ 735 mil para ter o direito de almoçar com a influenciadora Virginia Fonseca, em junho deste ano. Especialista em procedimentos plásticos e estéticos, como lipo HD, Wilian Pires participou de leilões valiosos com famosos. O médico também já arrematou um jantar com Ronaldo Fenômeno e com a apresentadora Sabrina Sato, por R$ 110 mil.

De acordo com Pires, o leilão em que arrematou o jantar foi promovido por instituições de caridade de Ronaldo Fenômeno e tinha como objetivo angariar fundos para obras sociais.

Quem é Wilian Pires?

Em seu perfil no Instargam, o goiano Wilian Pires publicou uma bografia. Segundo o texto, ele é médico graduado pela Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), fez residência médica em cirurgia geral no Hospital das Forças Armadas do Distrito Federal (HFA) e cursos nos Estados Unidos, na Colômbia e República Dominicana. O médico se apresenta como especialista em lipo de alta definição (LipoHD), mamoplastia e mastopexia.

"Comecei a faculdade no Tocantins, depois consegui transferência para Brasília e por lá fiquei em torno de 10 anos até me tornar cirurgião plástico. Fiz e continuo correndo atrás de cursos no Brasil e fora do país a fim de aprimorar as técnicas da cirurgia plástica, trazer, de todos os cantos do mundo, o que temos de melhor na área e na experiência do paciente, para nossas estrelas", diz ele nas redes sociais. Entre as celebridades atendidas pelo médico, estão a ex-BBB Paula Freitas e a influencer Paula Carolyne. 

..............................

Assessoria de Comunicação