Administrador

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Quinta, 05 Outubro 2023 08:08

CLIPPING AHPACEG 05/10/23

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

PF combate esquema milionário de venda de planos de saúde sem registro

Senado autoriza governo a não cumprir o piso da saúde

Quem são os médicos de SP baleados em quiosque no Rio de Janeiro; três morreram e um foi ferido

Governo anuncia 1.719 municípios aptos a receber 95 cursos de medicina

Atenção! É isto que causa AVC em pessoas jovens

No mês do Dia Mundial da Trombose, conheça sintomas da doença e como preveni-la

Unimed cria empresa com a Blue Health para locação de equipamentos

Abertura da Convenção Nacional Unimed reúne representantes dos Três Poderes e inicia debate sobre sustentabilidade de planos de saúde

METRÓPOLES

PF combate esquema milionário de venda de planos de saúde sem registro

O esquema ilegal investigado pela PF movimentou ao menos R$ 87 milhões

A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta quarta-feira (4/10) a Operação Tesouro Oculto, com o objetivo de combater crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, organização criminosa, fraude à execução e uso de documento falso.

A operação mobiliza 100 policiais federais, que cumprem 21 mandados de busca e apreensão e sete de prisão em Manaus e Borba, locais estratégicos do Amazonas identificados durante as investigações.

Foi concedido, judicialmente, o sequestro e indisponibilidade de bens móveis e imóveis, visando a quitação da dívida perante a Fazenda Nacional no valor de R$ 87 milhões.

Sobre a investigação

A investigação teve início em 2019 e apurou um esquema de criação de empresas fraudulentas, por meio de organização criminosa, que fazia a utilização de “laranjas” (sem ciência da sua condição de participante na ação) e de “testas de ferro” (com ciência da participação).

As empreses eram criadas de fato, com CNPJ constituído, com o intuito de darem continuidade a atividade ilegal de venda de planos de saúde sem registro na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de sonegar créditos fiscais, frustrar direitos trabalhistas, fraudar credores e lavar os ativos ilícitos obtidos por meio do crime.

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PORTAL G1

Senado autoriza governo a não cumprir o piso da saúde

Projeto de lei foi aprovado pelos senadores com 63 votos favoráveis e dois contrários. Proposta segue para sanção presidencial.

Por Vinícius Cassela — Brasília

Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), um projeto de lei que permite que o governo Lula não cumpra a exigência de pagar o piso da saúde para 2023. Foram 63 votos a favor e apenas dois contrários. A proposta segue para sanção do presidente.

O dispositivo estava inserido em um projeto de lei que autoriza a compensação de receita a estados e municípios em decorrência da redução do ICMS sobre os combustíveis, que vigorou entre junho e dezembro de 2022.

A possibilidade de revogação do teto da saúde foi inserido pelo deputado Zeca Dirceu (PT-PR), ainda quando o projeto tramitava na Câmara dos Deputados. A proposta não estava prevista na pauta desta quarta pelo Senado, mas foi aprovada como pauta extra.

Com a possibilidade de não se cumprir o piso da saúde, o texto retirou a obrigatoriedade de destinar 15% da receita corrente líquida (RCL) para a saúde. Para a saúde, seria preciso desembolsar mais R$ 20 bilhões.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) protocolou um destaque ao projeto -- para votação posterior --, com objetivo de retirar o artigo que previa o governo descumprir o teto, mas acabou sendo vencida durante a votação no plenário.

"A exclusão desse artigo é uma medida crucial para assegurar que as políticas governamentais estejam alinhadas com os princípios e compromissos legais estabelecidos pelo Congresso, promovendo a transparência, a credibilidade e a sustentabilidade das finanças públicas", afirmou a senadora.

Dentre os votos contrários ao projeto, apenas os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Carlos Portinho (PL-RJ) se negaram a aprovar a proposta que prevê o descumprimento do teto. Outros seis parlamentares do PL foram favoráveis ao projeto. Todos os senadores do PT votaram para aprovar a proposta.

Tratativas do governo

Na semana passada, o Ministério da Fazenda enviou uma consulta ao Tribunal de Contas da União (TCU) para deixar de aplicar, em 2023, o valor mínimo constitucional de investimento em saúde e educação.

Na consulta, o ministério questiona se o piso constitucional deveria ser aplicado já em 2023. O arcabouço foi aprovado pelo Congresso em agosto. O governo quer saber se a obrigatoriedade do piso não valeria só a partir de 2024.

Também nesta quarta-feira, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que é mais fácil para o governo aumentar a arrecadação por meio de novas medidas do que cortar gastos.

"É mais fácil até aumentar a arrecadação, como agora está sendo votado taxação de 'offshores', do que cortar gastos. Em um país tão pobre, não é uma decisão tão simples. É preciso ter coragem para fazer isso. Na pior das hipóteses, melhorar qualidade dos gastos. Tirar de quem não merece e dar para quem precisa. Se conseguirmos virar essa chave, teremos um novo Brasil", declarou Tebet.

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Quem são os médicos de SP baleados em quiosque no Rio de Janeiro; três morreram e um foi ferido

Vítimas estavam na cidade para participar de um congresso internacional de ortopedia. Polícia Civil do RJ acredita em execução, já que nada foi levado, e os criminosos chegaram atirando.

Três médicos ortopedistas de São Paulo foram mortos a tiros e um quarto foi baleado, na madrugada desta quinta-feira (5), em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Eles estavam na cidade para participar de um congresso internacional de ortopedia. A Polícia Civil do RJ acredita em execução, já que nada foi levado, e os criminosos chegaram atirando.

Veja abaixo quem são as vítimas:

Daniel Sonnewend Proença, 32 anos: Formado pela Faculdade de Medicina de Marília em 2016, é especialista em cirurgia ortopédica. Foi levado com vida para o Hospital Municipal Lourenço Jorge com pelo menos 3 tiros e seria transferido para uma unidade particular;

Diego Ralf Bomfim, 35 anos: Especialista em Reconstrução Óssea pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Morreu no Hospital Lourenço Jorge;

Marcos de Andrade Corsato, 62 anos. Médico assistente do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Morreu na hora;

Perseu Ribeiro Almeida, 33 anos: Especialista em cirurgia do pé e tornozelo pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Fez aniversário na terça (3). Morreu na hora.

Em nota, o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP disse que recebeu com "consternação a notícia do falecimento de Marcos de Andrade Corsato, médico assistente dedicado e atuante do grupo de Tornozelo e Pé da instituição, bem como dos ex-residentes Diego Ralf Bomfim e Perseu Ribeiro Almeida. O IOT- HCFMUSP estende as condolências aos familiares e amigos."

Três mortos e um ferido em quiosque no Rio de Janeiro

Como foi o ataque

Os ortopedistas estavam hospedados no Hotel Windsor, na Avenida Lúcio Costa, que sedia a partir desta quinta-feira o 6º Congresso Internacional de Cirurgia Minimamente Invasiva do Pé e Tornozelo.

No início da madrugada, os 4 estavam em um quiosque na frente do hotel. Às 0h59, um carro branco parou, e 3 homens de preto e armados de pistolas desembarcaram e abriram fogo à queima-roupa.

Foram pelo menos 20 disparos. Um dos bandidos ainda voltou para atirar mais em um dos médicos que tentava se refugiar atrás do quiosque.

Agentes do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) chegaram a efetuar buscas, mas ninguém foi preso.

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AGÊNCIA BRASIL

Governo anuncia 1.719 municípios aptos a receber 95 cursos de medicina

Meta é atingir indicador de 3,3 médicos por mil habitantes

O governo federal autorizou a abertura de até 95 novos cursos de medicina, com 5,7 mil vagas, em 1.719 municípios do país. Nesta quarta-feira (4), o ministro da Educação, Camilo Santana, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, lançaram o edital para a obtenção de autorização de funcionamento de cursos de medicina.

A medida ocorre no âmbito da retomada do programa Mais Médicos, que visa ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com a descentralização da oferta de cursos e promoção da qualidade da formação médica.

“O objetivo desse trabalho é retomar todo um processo da lei do Mais Médicos de 2013 que visava atender um desafio histórico, que eu remontaria ao século 19 no Brasil, o fato de a maioria da população brasileira não ter acesso ao profissional médico. Essa realidade vem mudando”, disse a ministra Nísia Trindade, destacando que, desde 2016, houve um período de retrocesso nas políticas de formação médica voltadas à necessidade social.

Ela reafirmou que a interiorização de cursos com residência médica é elemento central do Mais Médicos, aspecto fundamental para fixação de profissionais em áreas de vazios assistenciais.

O edital lançado hoje traz os critérios para que mantenedoras de instituições educacionais privadas apresentem projetos para a instalação de novos cursos em municípios pré-selecionados. O documento deve ser publicado ainda hoje, em edição extra do Diário Oficial da União.

A meta é atingir, em dez anos, o indicador de 3,3 médicos por mil habitantes, média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Hoje, o Brasil possui 2,54 médicos por mil habitantes, dados de 2022.

Em 2013, quando o Mais Médicos foi lançado, o indicador era de 1,8 médicos por mil habitantes. De acordo com o governo, apesar do aumento do número desses profissionais nos últimos dez anos, ainda persiste o problema da má distribuição das vagas.

“Há desigualdades e números muito desiguais referentes a percentual de médicos por mil habitantes. Se for pegar a Região Norte é menos de 2, se pegar outras regiões é acima de três. Então, a ideia e o objetivo é ter um edital com muita clareza, com muita transparência, com critérios preestabelecidos”, afirmou o ministro Camilo Santana.

Critérios

Para alcançar a meta da OCDE, é necessária a abertura de 10 mil novas vagas em cursos de medicina. Então, além das 5,7 mil do presente edital, o governo planeja ofertar cerca de 2 mil vagas para expansão dos cursos de medicina privados já existentes e mais 2 mil para as iniciativas de expansão das universidades federais, tanto em cursos já existentes, como em novos.

De acordo com Santana, os novos cursos em instituições públicas também devem seguir os critérios para levar à desconcentração da oferta, para escolha das regiões de expansão. O plano está sendo fechado com as universidades e deve ser apresentado ainda este ano.

No caso do edital lançado hoje, foram selecionadas 116 regiões de saúde (entre as 450 existentes) onde estão inseridos os 1.719 municípios. O documento prevê, no máximo, 95 novos cursos, que poderão ser instalados no conjunto desses municípios pré-selecionados, com a condição de haver apenas um curso por região de saúde.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a seleção visa a uma primeira medida de desconcentração de oferta de cursos e também considera o impacto da abertura do curso na infraestrutura de saúde preexistente.

Foram pré-selecionados os municípios em regiões de saúde com média inferior a 2,5 médicos por mil habitantes; que possuem hospital com pelo menos 80 leitos; que demonstram capacidade para abrigar curso de medicina com pelo menos 60 vagas, em termos de disponibilidade de leitos; e que não estão na área de abrangência do plano de expansão de cursos de medicina nas universidades federais.

Incentivos

Cada mantenedora de instituição privada de ensino superior poderá apresentar até duas propostas para instalação de cursos, sendo uma por unidade da federação. O edital prevê a dispensa de comprovação de capacidade econômico-financeira para as instituições credenciadas há mais de 20 anos.

O ministro Camilo Santana explicou que as instituições de ensino contempladas serão definidas por meio de pontuação, sendo que os cursos que ofertarem residência médica terão maior pontuação. “Fizemos questão de fortalecer a residência, que é um dos grandes problemas que o Brasil enfrenta”, disse. O objetivo é privilegiar cursos inclusivos e que favoreçam a fixação dos formandos em áreas mais carentes de médicos.

Outros incentivos são para as instituições de ensino superior que atenderem a critérios relacionados à qualidade da formação médica e ao fortalecimento da rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A experiência regulatória da proponente também será considerada.

As propostas direcionadas a municípios onde há menor concentração de médicos também serão mais bonificadas, por meio de um índice de desconcentração. Já a bonificação por ineditismo estabelece um valor fixo a ser somado à nota atribuída à proposta que prevê a instalação de curso em município onde ainda não existe curso de medicina autorizado.

Para a construção desses dois mecanismos – índice de desconcentração e bonificação por ineditismo – o MEC e o Ministério da Saúde contaram com a colaboração técnica do Ministério do Planejamento, por meio de sua Secretaria de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos Econômicos, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Judicialização

O MEC disponibilizou ainda dados que mostram que a oferta de graduação em medicina ainda se apresenta desigual no território nacional. Em 2022, o Sudeste concentrava 150 cursos e 18.324 vagas, o que corresponde a 43,8% das vagas ofertadas no país. O Nordeste tinha o segundo maior número de vagas (10.468 ou 25% do total), seguido pelas regiões Sul (5.757; 13,8%), Norte (3.786 vagas; 9,1%) e Centro-Oeste (3.470; 8,3%).

Camilo Santana explicou que o edital também representa a retomada do protagonismo do Estado na coordenação da expansão dos cursos de medicina. Em abril, o MEC editou portaria que previu a retomada dos chamamentos para abertura de novas vagas.

A abertura de vagas de medicina no Brasil estava proibida desde abril de 2018, quando uma portaria do Ministério da Educação com validade de cinco anos foi publicada como forma de controlar a qualidade dos novos cursos no país.

Segundo o ministro, a proibição teve efeito contrário ao pretendido, já que acabou sendo superada por meio de decisões judiciais. Hoje, 57 mil vagas em cursos de medicina estão judicializadas.

Camilo Santana explicou que já há decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal sobre essas vagas. A decisão prevê que a Justiça só dê encaminhamento a processos de cursos que já passaram por avaliação do Inep ou que já foram implementados. Além disso, todas as aberturas de cursos judicializadas precisam ser avaliadas dentro dos critérios de desconcentração da lei do Mais Médicos.

O governo ressalta que, a partir de 2013, o Mais Médicos alcançou o efeito de interiorizar os cursos de medicina. Em 2015, havia mais cursos no interior que nas capitais. Mas, com a moratória e a judicialização a partir de 2018, além da ausência do critério regulatório do Estado, houve expansão desordenada de cursos, com mais efetivações onde já havia oferta dessa formação, “agravando a situação de concentração e má distribuição de médicos pelo país”.

Recentemente, com o fim do veto à abertura de novos cursos, grandes hospitais particulares também manifestaram interesse em abrir novos cursos de medicina no país. Camilo Santana explicou que não há restrição. “Quem estiver dentro das normas do edital poderá apresentar as propostas”, afirmou.

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CATRACA LIVRE

Atenção! É isto que causa AVC em pessoas jovens


Independente da idade, o diagnóstico e o tratamento precoces podem fazer uma grande diferença no prognóstico e na recuperação após um AVC Compartilhar com Facebook Compartilhar com Facebook Compartilhar com Facebook Compartilhar com Facebook Compartilhar com Facebook Compartilhar com Facebook Compartilhar com Facebook

Sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) não é mais uma preocupação exclusiva dos mais velhos. Nos últimos anos, tem se observado um aumento preocupante de casos de AVC entre o público mais jovem, sobretudo na faixa dos 20 aos 64 anos.

Esta realidade tem feito os especialistas levantarem alertas sobre a necessidade de conscientização deste grupo sobre os riscos e medidas de prevenção.



Um número alarmante foi revelado pelo Datasus que mostrou que no período de 1998 a 2007, as internações causadas por AVC em jovens de 15 a 34 anos aumentaram 64% entre os homens e 41% entre as mulheres.



Estes dados ressaltam como uma doença que antes era atribuída praticamente apenas aos mais velhos vem se tornando uma sombra sobre a saúde dos mais jovens.

O AVC é uma doença complexa, que pode ser fatal ou incapacitante e, infelizmente, não é tão simples preveni-la. Além de fatores comportamentais como o estresse, a obesidade, o cigarro e a hipertensão, existe também um componente de herança genética que tem sido alvo de estudos.

A notícia positiva é que a mortalidade por AVC vem diminuindo, graças aos avanços no atendimento na fase crítica e ao surgimento de novas técnicas médicas. Contudo, o ideal é prevenir e evitar tais complicações.

Em que aspectos devemos prestar atenção?

A revista médica The Lancet foi uma das primeiras a emitir um alerta: anualmente, 83.000 jovens sofrem um AVC. Embora este número represente somente 0,5% do total, tem mostrado um crescimento constante.

Fatores como hábitos de vida nada saudáveis, consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras saturadas, sódio e açúcares, bem como o estresse, têm sido apontados como responsáveis pelo aumento da incidência de AVC entre jovens.

Além disso, doenças crônicas como o diabetes e hipertensão, aumentadas pelo consumo destes alimentos, também contribuem para elevar o risco.

Como prevenir o AVC em jovens?

Diante deste cenário, a prevenção aparece como a principal ferramenta de combate. É preciso adotar um estilo de vida mais saudável, monitorar e controlar fatores de risco como o colesterol e a pressão alta, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios regularmente, além de evitar o consumo excessivo de álcool e cigarro.

A consulta regular ao médico é indispensável para identificar e gerenciar possíveis fatores de risco. A conscientização acerca da doença e a adoção destas medidas são as maiores aliadas na luta contra o AVC.

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PORTAL AB NOTICIAS NEWS

No mês do Dia Mundial da Trombose, conheça sintomas da doença e como preveni-la


A trombose é uma doença perigosa, que ocorre quando um coágulo se forma no sistema circulatório, impedindo o fluxo sanguíneo. Esses coágulos, também chamados de trombos, normalmente se formam nas veias internas das pernas, caracterizando a trombose venosa profunda (TVP). No entanto, as complicações podem acometer outras partes do corpo, como os pulmões, representando risco à vida.

Visando aumentar a consciência da população sobre a trombose e seus perigos, o dia de 13 de outubro é lembrado mundialmente como o Dia Mundial da Trombose. Conhecer os sintomas e fatores de risco trombose é a melhor forma de evitar a doença e assegurar um diagnóstico rápido, o que pode auxiliar a salvar vidas. Com este objetivo, Erich de Paula, médico hematologista e professor associado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), responde as principais questões sobre a trombose, formas de prevenção e tratamento. Confira, abaixo, a sua entrevista:

O que é trombose?

Trombose pode ser definida como uma obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo, podendo ser venosa ou arterial. A trombose venosa ocorre quando o trombo e forma nas veias que trazem o sangue do coração aos tecidos e órgãos, enquanto a arterial afeta as artérias que levam o sangue. A última é mais grave, pois interrompe a oxigenação para o tecido, podendo causar infartos ou derrames (AVC). No caso da trombose venosa, os mais afetados são os membros inferiores, normalmente acometendo somente uma das pernas. No entanto, há casos em que o coágulo pode acabar se soltando e chegar até os pulmões através da circulação sanguínea, ocasionando a embolia pulmonar (EP), que compromete a função de oxigenação do sangue, podendo neste caso ser fatal.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas da trombose venosa profunda são dor, calor, mudança na coloração e inchaço da área afetada. O inchaço é unilateral e assimétrico, ou seja, uma das pernas fica mais volumosa que a outra. No caso da embolia pulmonar, os sinais clínicos são dor no peito, falta de ar e, em alguns casos, tossir sangue.

Existem fatores de risco para a trombose?

Sim, idade avançada, tabagismo, obesidade, sedentarismo, gravidez e puerpério, uso de medicamentos como anticoncepcionais a base de estrógenos e de reposição hormonal, tendência familiar e longos períodos de imobilização, como internações e viagens prolongadas, são todos fatores de risco da trombose venosa. Já as arteriais estão associadas a fatores como diabetes, hipertensão e alterações do colesterol. É muito importante às pessoas conhecerem os fatores de risco e comunicá-los aos profissionais de saúde caso os sintomas de trombose sejam observados.

Quais são as formas de prevenção da doença?

A prevenção, tanto da trombose arterial quanto da venosa, envolve principalmente a adoção de um estilo de vida saudável, com controle de peso, prática de exercícios e alimentação balanceada. Evitar ficar muito tempo sentado ou deitado e se certificar de movimentar o corpo de vez em quando também é recomendado para prevenir a formação dos trombos. Em alguns casos, como pessoas que apresentam fatores de risco adicionais ou que já possuem histórico de trombose, os pacientes devem discutir com seus médicos a necessidade de medidas preventivas adicionais em situações especiais, como o uso de meias elásticas e anticoagulantes profiláticos.

Como é feito o tratamento da trombose?

O tratamento da trombose envolve o uso de anticoagulantes e deve ser iniciado o quanto antes para evitar complicações graves, como a embolia pulmonar. O tratamento com esses medicamentos costuma durar de três a seis meses, podendo ultrapassar esse período caso haja recomendação médica. É importante o paciente passar por uma avaliação médica após o período de tratamento, para analisar o risco de desenvolver novas tromboses e definir a melhor estratégia preventiva.

Sobre o Dia Mundial da Trombose - No dia 13 de outubro é lembrado o Dia Mundial da Trombose, que tem como objetivo aumentar a consciência sobre a trombose entre profissionais da saúde, pacientes e entidades do governo e do terceiro setor. No entanto, devemos estar em alerta para essa afecção todos os dias. Em âmbito global, a campanha desta efeméride é liderada pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH, na sigla em inglês) e, no Brasil, por entidades médicas, entre as quais se destaca a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH). Para saber mais, acesse o site do Dia Mundial da Trombose e também o site da SBTH.

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BLOG FUSÕES E AQUISIÇÕES | ACONTECE NO SETOR

Unimed cria empresa com a Blue Health para locação de equipamentos


Operadora quer reduzir custos com renovação de máquinas em sociedade que prevê capex de R$ 3 bi

Em uma reação aos movimentos de consolidação e verticalização da concorrência, a Unimed está dando vida a uma nova empresa de locação de equipamentos hospitalares, para atender exclusivamente os hospitais da rede e reduzir os custos da operadora.

A empreitada, ainda sem nome oficial, é uma sociedade com a Blue Health, companhia especializada no segmento e que tem acionistas como as gestoras Kinea, do Itaú, a EB Capital, de Pedro Parente e Duda Melzer, e Lazuli Partners.

A nova empresa vai comprar os equipamentos de fornecedores que a Blue Health já conhece e alugá-los para os 157 hospitais da Unimed no país. Pela escala, a Unimed espera comprar equipamentos a preços mais vantajosos, cobrar menos na locação do que um terceiro faria e gastar menos tempo e dinheiro com manutenções.

A estimativa da operadora é uma economia de cerca de 30% nos custos em comparação à locação direta dos hospitais com outras empresas.

Internamente chamada de UniBlue, a holding de participações da Unimed terá 51% e a Blue Health, 49%. A proporção também vai se refletir na governança

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JORNAL FLUMINENSE ONLINE

Abertura da Convenção Nacional Unimed reúne representantes dos Três Poderes e inicia debate sobre sustentabilidade de planos de saúde

São Paulo, 4 de outubro de 2023 - A Unimed do Brasil realizou nesta terça-feira, 3 de outubro, a abertura da 52ª Convenção Nacional Unimed, em Brasília, com a participação do vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, do ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, do presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Rebello, além de deputados e outras lideranças. Com o tema "Inovação, inclusão e cooperação na saúde", o evento fomenta o debate público pela busca por soluções para o desafio de tornar os planos de saúde mais sustentáveis e acessíveis a um maior número de pessoas, garantindo a qualidade da assistência.

Os participantes destacaram a importância da saúde suplementar, que atende a mais de 25% da população brasileira, contribuindo para aliviar a forte demanda sobre o sistema público, e das cooperativas, que têm tido um papel relevante para o desenvolvimento socioeconômico em diversas regiões do país. O Sistema Unimed é formado por 340 cooperativas médicas, que atendem a mais de 20 milhões de beneficiários de planos de saúde e odontológicos e estão presentes em 9 de cada 10 municípios brasileiros. Em 2022, o Sistema Unimed foi responsável por 35% dos atendimentos médico-hospitalares realizados pela saúde suplementar, injetando R$ 74,8 bilhões nos serviços de saúde.

Até esta quinta-feira (5), a programação do evento traz palestras e debates sobre os desafios do setor; o papel da inovação digital; como promover a incorporação sustentável de novas tecnologias; a segurança do paciente e os caminhos para a coordenação do cuidado; e o diálogo do setor com a sociedade e os poderes públicos.

Sobre a Unimed

Em mais de 55 anos de atuação, a Unimed se destaca na liderança do setor de saúde suplementar. A marca nasceu com a fundação da Unimed Santos (SP), em 1967, e hoje compõe um sistema de 340 cooperativas médicas, que estão presentes em 90% das cidades brasileiras e atendem a 20 milhões de pessoas em planos de saúde e odontológicos. A Unimed reúne 118 mil médicos cooperados, gera 143 mil empregos diretos e dispõe da maior rede assistencial do país, formada por 157 hospitais e hospitais-dia próprios e cerca de 2,5 mil hospitais credenciados, além de unidades de pronto-atendimento, clínicas e laboratórios, entre outros serviços. Toda essa operação injeta, no sistema de saúde brasileiro, R$74,8 bilhões por ano.

A Unimed também lidera o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), avaliação oficial do setor de planos de saúde realizada anualmente pela ANS. Das 60 operadoras que obtiveram nota máxima na edição de 2022 (ano-base 2021), 53 são Unimed. Ao todo, 235 operadoras do sistema cooperativo se classificaram nas melhores faixas de desempenho. A marca se destaca, ainda, nos segmentos de planos odontológicos, seguros de saúde, vida, previdência privada e patrimoniais, na gestão de recursos financeiros, bem como na educação voltada à saúde e ao cooperativismo.

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Assessoria de Comunicação

Terça, 03 Outubro 2023 00:00

DESPACHO SG Nº 1190/2023 CADE

Ministério da Justiça e Segurança Pública - MJSP
Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE
Superintendência-Geral - SG


SEPN 515, Conjunto D, Lote 4, Edifício Carlos Taurisano, - Bairro Asa Norte, Brasília/DF, CEP 70770-504
Telefone: (61) 3221-8442 - www.gov.br/cade

 

 

CADE


DESPACHO SG Nº 1190/2023

 

Inquérito Administrativo n.º 08700.004116/2023-37 (Autos Restritos nº 08700.004161/2023-91)
Representante: Unimed Goiânia Cooperativa de Trabalho Médico
Representados: Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás

 

Acolho a Nota Técnica nº 129/2023/CGAA6/SGA2/SG/CADE (1283713) e, com fulcro no § 1ºdo art. 50, da Lei nº 9.794/99, integro as suas razões à presente decisão, inclusive como sua motivação. Pelos fundamentos apontados na Nota Técnica, faz-se necessária a adoção de medida preventiva para fazer cessar efeitos anticompetitivos da prática investigada, determinando-se à AHPACEG e a seus membros associados, sob pena de multa diária no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais):


i) Que a Associação dos Hospitais de Alta Complexidade do Estado de Goiás (AHPACEG) se abstenha de participar ou influenciar as negociações de valores e demais condições de contrato entre os hospitais a ela filiados e operadoras de planos de saúde;


ii) Que os hospitais filiados à AHPACEG negociem individualmente com as operadoras de planos de saúde os valores de Taxas e Diárias, Materiais, Medicamentos, Honorários, Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT´s), Dietas Enterais e Parenterais, Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) ou quaisquer outros serviços por eles prestados ou condições relevantes de contrato;


iii) Que a AHPACEG se abstenha de praticar quaisquer condutas que tenham por objetivo ou efeito obter ou influenciar a adoção de conduta comercial uniforme entre os hospitais ou prestadores deserviços médico-hospitalares que atuam na cidade de Goiânia com vistas a interferir nas negociações de valores ou condições de contrato com as operadoras de planos de saúde;


iv) Que os hospitais filiados à AHPACEG se abstenham de promover, fomentar ou coordenar qualquer movimento de paralisação coletiva de atendimentos aos beneficiários de planos de saúde, por tempo indeterminado ou descredenciamento em massa;


v) Que a AHPACEG e os hospitais a ela afiliados se abstenham de trocar informações, ou tornarem públicas informações sobre os valores de Taxas e Diárias, Materiais, Medicamentos, Honorários,Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT´s), Dietas Enterais e Parenterais, Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) ou quaisquer outros serviços prestados ou condições relevantes de contrato;


vi) Que a AHPACEG faça publicar, em seu sítio eletrônico, o teor desta Medida Preventiva, juntando aos autos cópia da referida publicação no prazo de 20 (vinte) dias.


Ao Setor Processual.



Intime-se a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás e seusmembros associados.

Publique-se.

 

Documento assinado eletronicamente por Fernanda Garcia Machado, Superintendente-Geral substituta, em 12/09/2023, às 16:59, conforme horário oficial de Brasília e Resolução Cade nº 11, de 02 de dezembro de 2014.

 

Autenticidade deste documento pode ser conferida no site sei.cade.gov.br/autentica, informando o código verificador 1283563 e o código CRC 05873A2E

 

Referência:Processo nº 08700.004116/2023-37  SEI nº 1283563


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Quarta, 04 Outubro 2023 07:10

CLIPPING AHPACEG 04/10/23

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Após maternidades, hospitais privados em Goiânia alertam para chance de parar atendimentos pelo SUS por falta de repasses

Sindhoesg alerta: atrasos nos pagamentos do Imas e SMS podem inviabilizar atendimento em hospitais de Goiânia

Piso da enfermagem: Rosa Weber não conhece de ‘questão de ordem’ contra decisão

Planos de saúde não precisam cobrir exames prescritos por nutricionistas, decide STF

Médico vira réu por morte de paciente após cirurgia plástica em Goiânia

Podprosear - direitos dos pacientes que fazem tratamento contra o câncer

Saúde e MEC lançam edital para cursos de medicina nesta 4ª

Judicialização: o céu não é o limite na saúde suplementar

Juíza manda Prevent pagar R$ 1,2 milhão a médico que denunciou 'kit Covid'

JORNAL OPÇÃO

Após maternidades, hospitais privados em Goiânia alertam para chance de parar atendimentos pelo SUS por falta de repasses

Segundo o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg), cerca de R$ 40 milhões são apenas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS)

Os hospitais privados em Goiânia, que prestam serviços à Prefeitura de Goiânia, cobram repasses atrasados do Executivo e alegam que o problema pode inviabilizar a continuidade dos atendimentos aos pacientes do SUS e do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais (Imas) Imas pelas instituições particulares.

Segundo o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg), são cerca de R$ 40 milhões em débitos por parte da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para com os hospitais. Essa quantia, segundo a instituição, corresponde à realização de cirurgias, exames complementares e internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

O Sindhoesg afirma que os serviços já foram prestados pelas unidades de saúde, e que esse débito não é pago há dez meses. Além disso, o sindicato alega que a tabela do SUS está defasada.

A entidade revela ainda que há atrasos de quase um mês nos pagamentos regulares dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na capital. A instituição argumenta que o cenário é especialmente desafiador para as instituições que já enfrentam dificuldades financeiras e prestam serviços por valores consideravelmente defasados.

Já quanto aos serviços prestados ao Imas, o Sindhoesg alega que o atraso é de um ano. Atendimentos realizados em setembro de 2022 ainda aguardam compensação financeira, conforme o sindicato.

O Sindhoesg disse que a situação pode comprometer a continuidade dos atendimentos aos pacientes do SUS e do Imas por parte das unidades de saúde privadas. A instituição revelou que está em contato com os órgãos para solucionar o problema e evitar paralisação.

O Jornal Opção entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que informou ainda não ter sido comunicada sobre a questão.

Maternidades

A crise na saúde em Goiânia não é exclusividade dos hospitais privados. Recentemente, as maternidades municipais chegaram a restringir seus atendimentos eletivos devido à falta de repasses por parte da Prefeitura de Goiânia.

Consultas, exames e cirurgias voltaram à rotina das unidades no último dia 25 de setembro, após repasse de R$12.068.180,90 da Prefeitura à Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc/UFG), fundação responsável pela gestão do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC), do Hospital e Maternidade Dona Íris (HMDI) e da Maternidade Nascer Cidadão (MNC).

De acordo com a Prefeitura, a gestão municipal e a Fundação estão atuando em conjunto para validar os demais valores em aberto. A Fundahc afirmou ao Jornal Opção que aguarda, nesta semana, um novo repasse prometido pelo Executivo, que não detalhou valores.

Caso não haja esse pagamento, a instituição disse que, por enquanto, não existe possibilidade de uma nova paralisação dos serviços.

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FOLHA DO PLANALTO

Sindhoesg alerta: atrasos nos pagamentos do Imas e SMS podem inviabilizar atendimento em hospitais de Goiânia

Cerca de 40 milhões de reais. Esse é o valor aproximado de um dos débitos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia junto aos hospitais privados que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O montante refere-se ao incentivo que deveria ser pago para a realização de cirurgias, exames complementares e internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Os atendimentos já foram prestados pelos hospitais e clínicas, mas esse complemento da defasada tabela do SUS não é pago há dez meses.

O pagamento regular dos atendimentos pelo SUS na capital também está em atraso. Informações que chegam ao Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) relatam atrasos de quase um mês, o que é muito para instituições já em dificuldades e que atendem por valores extremamente defasados.

Para agravar a situação, o atraso no pagamento dos serviços prestados ao Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores de Goiânia (Imas) já totaliza um ano. Atendimentos realizados em setembro de 2022 ainda não foram pagos.

A situação acende um sinal de alerta e pode inviabilizar a continuidade dos atendimentos aos pacientes do SUS e do Imas pelas instituições privadas. O Sindhoesg está em contato com esses órgãos e aguarda uma solução urgente para os atrasos.

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JOTA INFO

Piso da enfermagem: Rosa Weber não conhece de ‘questão de ordem’ contra decisão

CNSaúde alegou que não houve maioria para referendar item do julgado; para ministra, via recursal é outra

Um dia antes de deixar a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Rosa Weber não conheceu de uma “questão de ordem” dirigida a ela pela Confederação Nacional De Saúde, Hospitais E Estabelecimentos E Serviços (CNSaúde), na qual se pedia a impugnação de parte da decisão proferida no julgamento da ADI 7.222, que trata do piso da enfermagem.

A ação do piso da enfermagem foi julgada em sessões virtuais realizadas em 23 e 30 de junho deste ano. Na ocasião, apreciou-se liminar do relator, ministro Luís Roberto Barroso, para restabelecer os efeitos da Lei nº 14.434/2022, que institui o piso salarial nacional da categoria.

A CNSaúde alega que não houve formação de maioria absoluta para aprovar um item específico da cautelar, aprovado mediante a técnica do voto médio (quando não é possível obter maioria porque há alguma divergência, parcial ou mínima).

A divergência sobre o piso da enfermagem para celetistas

O item questionado do acórdão sobreo piso da enfermagem refere-se à necessidade de acordo em negociação coletiva entre as partes, no caso dos celetistas. Apenas três ministros acompanharam integralmente o voto de Barroso, favorável à exigência.

Os ministros Edson Fachin e a própria Rosa Weber manifestaram-se para que o piso da enfermagem fosse aplicado como determina a lei. Os outros quatro ministros, capitaneados pelo voto divergente do ministro Dias Toffoli, se manifestaram de forma divergente ao item.

Para Toffoli, deve prevalecer o negociado sobre o legislado, tendo em vista a preocupação com eventuais demissões e o caráter essencial do serviço de saúde. Sendo frustrada a negociação coletiva, caberá dissídio coletivo, de comum acordo, ou, independentemente deste, em caso de paralisação momentânea dos serviços promovida por qualquer das partes.

Diante disso, a CNSaúde defendeu que, como não foram alcançados os seis votos necessários para formar a maioria absoluta, o acórdão do piso da enfermagem teria que ser modificado para que o trecho fosse rejeitado.

Ao receber o pedido, Rosa Weber pontuou, inicialmente, que apenas o ministro-relator tem prerrogativa para suscitar eventual questão de ordem ou acolher, entendendo pertinente, manifestação das partes no sentido de que seja submetida a questão à apreciação do colegiado competente (Plenário ou Turmas).

Ou seja, de acordo com a ministra, advogados não possuem prerrogativa para suscitar questão de ordem, como foi feito no caso. Podem, sim, formular requerimento ao relator para eventuais questionamentos.

Rosa Weber destacou que questões de ordem servem para pontos controvertidos “necessários ao bom andamento do processo, e não para questionar decisões”.

“No caso, a questão controvertida envolve a proclamação do resultado final pelo Presidente em exercício. Não há falar, portanto, em ponto controvertido necessário ao bom andamento do processo. A sessão de julgamento em apreço já não está mais em curso. Insurge-se a autora desta ação direta contra ato perfeito e acabado, somente passível de impugnação pela via recursal adequada”, manifestou-se a ministra.

Ela indicou que eventual incompatibilidade entre o teor dos votos e o resultado proclamado devem ser questionados por meio de embargos de declaração.

“Em suma: a questão posta não traduz situação de erro material objetivamente constatável, suscetível de correção pela Presidência desta Corte (RISTF, art. 89). Verificada a configuração do fenômeno da dispersão qualitativa de votos, capaz de pôr em dúvida o teor da proclamação final, incumbe à parte interessada, por meio da via recursal cabível, apontar a ocorrência de contradição, para que seja dirimida pelo próprio órgão prolator da decisão impugnada. 25. Ante o exposto, por não se registrar situação a ser dirimida pela Presidência desta Corte, não conheço desta ‘questão de ordem’”, escreveu a agora ex-presidente do STF.

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Planos de saúde não precisam cobrir exames prescritos por nutricionistas, decide STF


O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que é inconstitucional uma norma do estado do Rio Grande do Norte que obrigava os planos de saúde a cobrir exames prescritos por nutricionistas. A decisão foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.376.

A ação foi ajuizada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg) contra a Lei estadual 11.081/2022, do Rio Grande do Norte. O relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela procedência do pedido da CNSeg e ressaltou a jurisprudência do STF de que a regulação dos planos de saúde e seguros privados é matéria de Direito Civil e, portanto, de competência legislativa privativa da União (artigo 22, incisos I e VII, da Constituição Federal).

O ministro também afirmou que a competência suplementar dos estados para legislar sobre proteção do consumidor não alcança a disciplina das relações contratuais para obrigar uma das partes a remunerar serviços diferentes dos previstos. Ressaltou, ainda, que operadoras estão sujeitas à Lei federal 9.656/1998, que restringe a cobertura obrigatória às requisições de exames feitas por médicos e odontólogos.

Assim, para Gilmar Mendes, os dispositivos impugnados não instituem somente obrigações em vista à melhoria das relações de consumo, "mas criam obrigações que demandam revisões dos valores contratuais estabelecidos anteriormente a fim de que se evite um desequilíbrio atuarial às operadoras de saúde, em prejuízo à mutualidade do sistema".

O único vencido foi o ministro Edson Fachin, que votou para manter a lei potiguar. Para o ministro, não há regulação específica contrastante com a norma estadual, "inexistindo, portanto, extrapolação do espaço legislativo ocupado de forma suplementar pelo estado-membro".

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PORTAL G1

Médico vira réu por morte de paciente após cirurgia plástica em Goiânia

Paciente morreu dois dias depois em casa por complicações do procedimento. Denúncia afirma que a vítima não tinha condições para fazer a cirurgia, pois era pré-diabética, hipertensa e usava de hormônio tiroidiano.

Um médico se tornou réu pela morte de uma idosa, de 62 anos, após uma cirurgia plástica, em Goiânia. A denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) foi aceita nesta segunda-feira (2) pelo juiz André Reis Lacerda, da 10ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

g1 tentou localizar o advogado do médico Dagmar João Maester e entrou em contato com ele, mas não teve retorno até a última atualização desta matéria. Também tentou contato por telefone com o Hospital Goiânia Leste, onde a cirurgia foi feita, mas não teve sucesso.

Segundo a decisão do juiz, Marisa Rodrigues da Cunha realizou uma cirurgia estética para redução de mama, abdominoplastia e lipoaspiração no dia 14 de abril deste ano. A idosa morreu dois dias depois em casa, no Bairro Jardim da Luz, por complicações do procedimento.

A decisão destaca ainda que, conforme denúncia do MPGO, a vítima realizou os exames pré-operatórios pedidos pelo médico, que constataram que ela era pré-diabética, hipertensa e usava de hormônio tiroidiano. Segundo o órgão, a idosa não tinha condições para fazer a cirurgia.

“O médico desconsiderou a circunstância e realizou o procedimento cirúrgico na vítima”, destaca a decisão.

Um dia após a cirurgia, o médico deu alta para a vítima. Em casa, ela começou a vomitar com frequência e, ao questionar Maester, ele disse que era normal. A filha da idosa procurou o médico novamente que, dessa vez, pediu para ela parar de tomar todos os remédios.

“O que fez o quadro da vítima piorar”, afirma a denúncia.

Preocupada, a jovem pediu ajuda para o enfermeiro do médico, que conversou com Maester, mas, conforme a denúncia, em nenhum momento orientou que a vítima voltasse para o hospital. A filha da idosa chamou o socorro, mas Marisa não resistiu e morreu ainda em casa.

De acordo com o laudo de exame cadavérico, a idosa morreu por alterações relacionadas à cirurgia, que resultaram em um tromboembolismo pulmonar. O MPGO denunciou o médico alegando que ele deixou de prestar socorro e, com isso, agiu com imperícia e negligência.

A denúncia foi recebida e aceita pelo tribunal e o juiz deu um prazo de dez dias para o médico apresentar uma resposta à acusação. Com isso, Maester passa a ser acusado de matar a idosa, conforme o artigo 121, parágrafos 3 e 4 do Código Penal Brasileira (CPB).

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TV RECORD

Podprosear - direitos dos pacientes que fazem tratamento contra o câncer

https://www.youtube.com/watch?v=cmteWtXPN1Y

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PODER 360 - ONLINE

Saúde e MEC lançam edital para cursos de medicina nesta 4ª


O ministro da Educação, Camilo Santana, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, lançam nesta 4ª feira (4.out.2023) o edital para regulamentação dos cursos de medicina no país. O evento será às 9h (horário de Brasília) no Auditório do Ministério da Educação.

O documento dita as diretrizes para a autorização de funcionamento e abertura de novos cursos, pela iniciativa privada, em municípios pré-selecionados.

Em 6 de abril, com o fim do congelamento de novas vagas, o MEC voltou a autorizar a abertura de cursos de medicina em instituições privadas, desde que por meio de editais públicos e seguindo as regras do Mais Médicos.

Em 7 de agosto, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes reforçou a decisão do MEC. Determinou que limitar a criação de cursos de medicina apenas por chamamento público é uma prática constitucional e que os juízes não devem conceder liminares a favor de universidades.

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MEDICINA S/A

Judicialização: o céu não é o limite na saúde suplementar

Com a regulamentação do mercado de saúde suplementar, em 1998, por meio da promulgação da Lei º 9.656, o profissional atuário passou a exercer um papel essencial para a sustentabilidade do segmento, haja vista a necessidade, a partir daquele momento, de conceber decisões pautadas sob a ótica dos riscos envolvidos ao negócio. O fato é que a relação, entre consumidor e empresa privada de serviços de saúde, seja antes ou depois da legislação, sempre foi firmada por meio de um contrato que define as obrigações e os deveres de ambas as partes. Tanto o consumidor espera ter atendidas as coberturas contratadas, bem como o prestador aguarda receber os valores do consumidor em conformidade à cobertura ofertada.

Por sua vez, o contrato de plano de saúde tem natureza securitária, isso porque suas bases econômicas se equiparam às do contrato de seguro pautado por um cálculo atuarial. Além disso, ambos são constituídos de forma solidária entre seus beneficiários, ligados pelo mutualismo decorrente da característica coletiva que tais acordos possuem. Cabe, então, ao profissional atuário a responsabilidade de precificar o risco, considerando nesta difícil equação, diversas variáveis como: faixa etária, gênero, área de abrangência, rede de assistência, dentre outras informações.

Entretanto, uma realidade crescente no mercado da saúde suplementar é o beneficiário recorrer ao sistema Judiciário solicitando o deferimento para procedimentos e internações em hospitais de alto custo não contemplados em seu contrato com a operadora de planos de saúde. Além de não haver razoabilidade nas solicitações que desrespeitam, em sua maioria, os acordos previamente estabelecidos, a judicialização exige à operadora a absorção dos valores acima do risco. A conta, cada vez mais elevada, em última instância, é rateada entre toda a carteira de usuários. Por sua vez, todo o trabalho técnico realizado pelo atuário é substituído por decisões judiciais.

Como precificar o que não tem limite? Como calcular o custo de um produto ou serviço que, à revelia, pode sofrer ajustes futuros não previstos e com grande impacto econômico-financeiro para a empresa prestadora? Na prática seria o mesmo que comprar em uma concessionária um automóvel popular e exigir a retirada de um modelo de custo maior. Cabe judicializar tal situação? E se analisarmos os contratos de seguro de carro ou imóvel. Há ampliação do direito do cliente que venha a desonrar as cláusulas estipuladas em contrato, assinadas de comum acordo, sem a devida reavaliação financeira?

Diante ao desafiador cenário da judicialização que há anos o mercado da saúde suplementar enfrenta é aceitável em um processo a solicitação de vistas ou revisão dos valores arcados pelo usuário, a título de transparência do cálculo atuarial. Porém, atribuir ao usuário uma benesse ao qual ele não pagou para ter direito a usufruir coloca em risco toda a cadeia de saúde privada. O segmento já padece de uma realidade extremamente dura no Brasil: casos de uso não racional do plano de saúde, prejuízo com as fraudes dos reembolsos, tecnologia com custo altíssimo, envelhecimento da população, inflação da saúde galopante, dentre outros. Vislumbro em um futuro muito próximo a seguinte situação: operadoras fechando as portas e jogando no mercado de trabalho centenas de milhares de profissionais desempregados, e outra centena de milhares de beneficiários perdendo seu plano de saúde necessitando recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS).

É urgente sensibilizar o Judiciário, o Congresso, os setores Jurídicos do Sistema Unimed e das empresas que atuam na saúde suplementar sobre a necessidade de nos apropriarmos dessa ferramenta, ou seja, o cálculo atuarial. Em recente contato com a presidente do Instituto Brasileiro de Atuária [IBA], Raquel Marimon, tomei conhecimento de que a entidade dispõe de uma equipe de profissionais amplamente capacitada e habilitada a construir a fundamentação adequada para subsidiar os processos. Saliento que não desejo, em momento algum, modificar as deliberações dos magistrados. O setor precisa lutar pelo protagonismo dos profissionais atuariais, bem como das sociedades e entidades da área da saúde que atuam respaldadas em evidências e estudos técnicos e científicos. Somente esse caminho evitará as situações discrepantes, desproporcionais vivenciadas diuturnamente.

Nesse contexto proponho uma maior aproximação do Judiciário e da Atuária no sentido de melhor amparar as decisões. Com assento permanente nos Núcleos de Apoio Técnico ao Judiciário (NatJus), por exemplo, tais profissionais de alto gabarito técnico e experiência poderiam auxiliar a análise de pedidos que envolvam procedimentos médicos, bem como fornecimento de medicamentos. Apesar dos avanços na profissão e mesmo diante de toda a importância do trabalho desenvolvido, o atuário ainda passa despercebido em alguns casos, onde ainda existe um conflito de identidade, ou pior quando não sabem de fato o seu real papel dentro das operadoras, por incrível que pareça.

*Joé Sestello é Diretor-Presidente da Unimed Nova Iguaçu.

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JORNAL DE BRASÍLIA

Juíza manda Prevent pagar R$ 1,2 milhão a médico que denunciou 'kit Covid'


A Justiça do Trabalho de São Paulo determinou que a Prevent Senior pague multa de R$ 1,2 milhão ao médico Walter de Souza Correa Neto, que denunciou a prática da empresa de prescrever o chamado 'kit Covid' para tratamento de pessoas com covid-19 durante a pandemia.

A juíza reconheceu que o médico tinha vínculo empregatício com a Prevent Senior. Correa Neto trabalhava para a empresa como pessoa jurídica, mas, na avaliação da magistrada Patrícia Almeida Ramos, o médico cumpria uma série de obrigações e exigências típicas de um funcionário contratado sob regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), estando subordinado, inclusive, a uma "estrutura hierárquica de poder", com pagamento de bônus por produtividade e fazendo uso de crachá.

Para a magistrada, ficou configurado que o médico tem direito a benefícios como descansos semanais remunerados, pagamento de 13º salário, pagamento de férias, horas extras, adicional noturno e multa por descumprimento de acordo firmado em convenção coletiva. Foi dessa lista que a juíza fixou o valor de R$ 1,2 milhão que a Prevent Senior deve pagar.

A Justiça ainda decidiu que a empresa também deve pagar os gastos do médico com advogados. O valor estipulado foi de 2% do valor total da causa, o que corresponde a R$ 24 mil.

Procurada pelo UOL, a Prevent Senior disse que não comenta decisões da Justiça. "Contudo, é importante ressaltar que toda decisão judicial está sujeita a recurso. A Prevent Senior seguirá agindo de acordo com os princípios legais estabelecidos", afirmou a empresa, em nota.

O médico Walter Correa de Souza denunciou pressão da Prevent Senior para prescrever remédios do chamado kit covid para pacientes. Esse kit tinha remédios como cloroquina e azitromicina, que são comprovadamente ineficazes contra a covid-19.

Segundo um dossiê assinado por 15 médicos, profissionais eram coagidos a prescrever os medicamentos sem consentimento de parentes dos pacientes e eram obrigados a trabalhar mesmo quando infectados com o coronavírus. A empresa negava a prática

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Assessoria de Comunicação

Terça, 03 Outubro 2023 07:50

CLIPPING AHPACEG 03/10/23

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

A crise dos planos de saúde e como isso afeta os beneficiários

ANS suspende temporariamente venda de 38 planos de saúde

Entenda por que a Unimed-Rio vai transferir 107 mil clientes
Dia da Secretária foi comemorado pela Federação com palestra sobre saúde mental, autoestima e autocuidado

Médica indica os principais exames para um check-up cardiológico

Médica é presa dentro da UTI por não falar o estado de saúde de um paciente à PM

Médico é denunciado por homicídio culposo de idosa após cirurgia plástica

Anápolis recebe R$ 7 milhões para o pagamento do piso de enfermagem

Pediatra Sheila Soares é a nova presidente do Cremego

Unimed Araguaína comemora o Dia da Secretária

ESTADÃO

A crise dos planos de saúde e como isso afeta os beneficiários


Brasileiros que utilizam os planos de saúde percebem que está cada vez mais difícil marcar uma consulta em pouco tempo, ou até mesmo realizar procedimentos que precisam passar pelo crivo das operadoras.

Hoje, um dos principais fatores de pressão sobre o custo dessas operadoras é expresso pela taxa de sinistralidade do setor, que é a relação entre quanto as pessoas usam os planos e quanto pagam pelo serviço.

Números da Agência Nacional de Saúde Suplementar mostram que esse índice está perto dos 90%. Quanto mais próximo de 100%, pior é o resultado para as empresas. Além disso, com o cenário econômico adverso, novos beneficiários estão entrando em contratos com mensalidades menores que as dos planos já em vigor

Especialistas no setor atribuem o cenário a fatores como inflação médica, flexibilização do rol de procedimentos com cobertura obrigatória dos planos e a chegada de medicamentos de alto custo.

Na tentativa de equilibrar as contas, os planos têm comprimido as redes credenciadas, esticado o quanto podem tanto os reembolsos como o tempo de atendimento e, em alguns casos, têm cancelado contratos de adesão coletiva.

Afinal, como contornar os problemas com os planos de saúde, sem que o cliente seja atingido? A saída seria melhorar os serviços prestados pelo SUS? No 'Estadão Notícias' de hoje, vamos conversar sobre o assunto com Vera Valente, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

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FOLHA DO ESTADO ONLINE

ANS suspende temporariamente venda de 38 planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu temporariamente, a partir desta terça-feira (3), a venda de 38 planos de saúde de dez operadoras, devido a reclamações relacionadas à cobertura assistencial, feitas no segundo trimestre de 2023. A ANS adverte que os consumidores não devem contratar os planos de saúde desta lista. Se receber oferta para adquirir um desses planos, o consumidor deve denunciar à agência.

De acordo com a ANS, a medida faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha regularmente o desempenho do setor e atua na proteção dos consumidores.

O diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da agência, Alexandre Fioranelli, dimensiona o impacto da suspensão temporária da comercialização. "Ao todo, 394.313 beneficiários ficam protegidos com a medida, já que esses planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento", afirmou o diretor.

Liberação

A ANS também divulgou a lista de 12 planos de seis operadoras que poderão voltar a ser comercializados, após as análises feitas no mesmo período, dentro do Monitoramento da Garantia de Atendimento. A lista dos planos reativados pode ser consultada aqui.

Reclamações

O Monitoramento da Garantia de Atendimento é realizado trimestralmente, com base nas reclamações recebidas pela ANS e na quantidade de beneficiários de planos de saúde. As queixas consideradas no monitoramento da ANS se referem ao descumprimento dos prazos máximos para realização de consultas, exames e cirurgias ou negativa de cobertura assistencial.

No período de 1º de abril a 30 de junho, foram registradas 58.035 reclamações de assistências prestadas pelos planos de saúde. Para abrir denúncia na ANS, para mais informações ou dúvidas sobre a prestação de serviços pelas operadoras de saúde, o usuário pode ligar gratuitamente para o Disque ANS (0800 701 9656) ou acessar o site do Fale Conosco, da agência reguladora [ https://www.gov.br/ans/pt-br/canais_atendimento/canais-de-atendimento-ao-consumidor
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REVISTA OESTE

Entenda por que a Unimed-Rio vai transferir 107 mil clientes



O anúncio de que a Unimed-Rio irá transferir 107 mil clientes para outros planos de saúde chamou atenção os clientes.

E o que motivou tal decisão? A crise financeira da Unimed-Rio. O prejuízo acumulado no primeiro semestre deste ano, por exemplo, foi de R$ 840 milhões.

Conforme mostrou Oeste, a carteira de usuários que sofrerá essa movimentação são os dos contratos individual, adesão e empresarial. Eles passaram para a Federação das Unimeds do Estado do Rio de Janeiro (Unimed Ferj).

A Unimed Ferj já havia recebido mais de 70 mil beneficiários da Unimed-Rio, cujas migrações foram autorizadas em julho e no começo de setembro.

As transferências vão incluir os contratos de clientes pessoas físicas e empresas que ficam fora das cidades do Rio de Janeiro e Duque de Caxias, mas dentro do Estado. Ou seja, para aqueles que estão dentro dessas duas cidades não há alterações.

O que diz a Unimed-Rio

A empesa informou que a transferência de parte da carteira faz parte da estratégia de reequilíbrio econômico-financeiro da cooperativa. E acrescentou que a cessão de usuários ocorre com outras cooperativas do Sistema Unimed onde esses clientes residem, apesar da Unimed Ferj.

Todo o processo foi aprovado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para cerca de 180 mil clientes de contratos pessoa física, empresariais e de adesão nas condições citadas - residência ou CNPJ atual fora das cidades do Rio de Janeiro e Duque de Caxias.

Conforme a Unimed-Rio, a transferência ocorre de maneira gradativa, em etapas, ao longo do segundo semestre.

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ISSO É GOIÁS

Dia da Secretária foi comemorado pela Federação com palestra sobre saúde mental, autoestima e autocuidado

Psicóloga falou a secretárias e secretários sobre hábitos capazes de promover cuidados e bem-estar diário

Para celebrar o Dia da Secretária, comemorado em 30 de setembro, a Unimed Federação Centro Brasileira promoveu uma palestra enriquecedora para os profissionais das Singulares federadas. O evento foi realizado no formato online, na sexta-feira (29), e o público pôde aprender com a psicóloga Gabriela Borba um pouco mais sobre como conciliar as muitas atividades profissionais com os cuidados com a saúde e qualidade de vida.

O tema da apresentação foi “Cultivando a saúde emocional e o bem-estar: autoestima e autocuidado”. Relacionando o assunto a um que também é muito abordado no mês de setembro, a saúde mental, Gabriela Borba mostrou que manter o bem-estar diário não significa reprimir os sentimentos ruins, mas saber equilibrar as emoções que estão presentes na rotina.

Para isso, o autocuidado é fundamental e deve ser constante. Como se cuidar? A psicóloga deu algumas dicas valiosas, dentre elas ter um hobby, ser gentil consigo mesmo, estabelecer limites e ter atenção às próprias necessidades.

A autoestima também merece cuidados permanentes, segundo a psicóloga. E atenção: autoestima não se baseia apenas em estética. Esse conceito também agrega todos os aspectos que envolvem a satisfação de ser quem é, da sua forma própria de pensar, ações e opiniões.

Os participantes também tiveram a oportunidade de solucionar dúvidas e trocar experiências entre eles e com Gabriela Borba, fazendo com que a palestra se tornasse um bate-papo muito agradável e proveitoso.

Além desse momento de debate e informação, a Unimed Federação Centro Brasileira também presentou todas as secretárias e secretários com um brinde especial.

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PORTAL SAÚDE DIGITAL NEWS

Médica indica os principais exames para um check-up cardiológico


As doenças cardiovasculares são as principais causas de mortes no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto agudo do miocárdio (IAM), por ano e, em 30% dos casos, ocorrem mortes. Apesar das campanhas de conscientização, o descuido com a saúde do coração é uma realidade preocupante. A estimativa, segundo o órgão federal, é que até 2040 a incidência de infartos pode aumentar até 250%.

Para a médica Thais Pinheiro Lima, cardiologista e especialista em tomografia e ressonância cardiovascular pelo Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e sócia fundadora da CardioScan Telerradiologia Cardiovascular, o diagnóstico precoce é essencial e pode evitar que doenças coronárias evoluam para quadros mais graves. De acordo com ela, infelizmente, nem sempre o check-up cardiológico é realizado com a frequência adequada. "O check-up pode ser semestral ou anual, por exemplo, e o médico indicará os exames de acordo com a necessidade do paciente", recomenda.

Segundo a cardiologista, hoje existem alternativas não invasivas para o diagnóstico e a detecção de doenças graves, possibilitando o tratamento de urgência, como é o caso da angiotomografia de coronárias, exame que usa a tomografia computadorizada para que possam ser visualizados os vasos sanguíneos que suprem os músculos cardíacos. Com esse recurso, é possível checar o desenvolvimento de placas de gordura que reduzem a chegada do sangue ao coração e aumentam o risco de um futuro infarto do miocárdio.

"Mesmo no caso de pacientes jovens, se existe risco cardiovascular moderado a alto, a angiotomografia de coração pode ser indicada. É o exame de primeira escolha, de extrema importância para realizar um diagnóstico mais preciso e indicar o tratamento de acordo com a necessidade do paciente", completa a cardiologista.

Para esclarecer algumas das principais dúvidas sobre diagnóstico de doenças cardiovasculares, a cardiologista fala sobre a importância do check-up cardiológico, destacando a importância dos exames de imagem.

P: Todos precisam realizar exames cardiológicos? Se sim, a partir de qual idade seria indicado realizar um check-up?

Thais Pinheiro Lima: Sim. Todos precisam realizar exames cardiológicos em algum momento da vida. De forma geral, recomenda-se que pessoas assintomáticas passem a consultar um cardiologista, periodicamente, a partir dos 40 anos. No entanto, o paciente sempre deve procurar um cardiologista imediatamente, caso identifique algum sintoma. É preocupante quando o paciente apresenta palpitação (coração acelerado), dor no peito ou desmaios frequentes. Nestes casos, a procura do especialista é de extrema importância. A cardiologia dispõe de uma gama ampla de exames, que são recomendados a partir dos sintomas do paciente, como eletrocardiograma, ecocardiograma, mapa, holter, teste de esforço, angiotomografia de coronárias, ressonância cardíaca, cintilografias e cateterismo. Checar regularmente as condições cardíacas vale também para crianças e adultos jovens, principalmente com comorbidades, como obesidade, diabetes, tabagismo, colesterol alto e hipertensão arterial.

P: Como as doenças do coração se manifestam e quais as mais comuns?

Thais: As doenças cardíacas mais comuns são diagnosticadas, inicialmente, com base em sintomas, como: palpitação, dor no peito, desmaios, batimento acelerado e cansaço extremo ao caminhar. Na lista, as mais comuns são as doenças coronarianas e as arritmias cardíacas. Baseado no que for descoberto, existe uma recomendação de acompanhamento a cada caso.

P: Quando o paciente chega na emergência com suspeita de infarto, como a equipe médica deve proceder? Quais são os principais exames e procedimentos realizados?

Thais: Quando o paciente chega ao pronto-socorro, existe uma classificação de risco. Na suspeita de infarto, o caso é declarado como emergência imediatamente e este paciente entra no fluxo de atendimento do protocolo dor torácica. É fundamental que a pessoa seja rapidamente atendida e passe por um eletrocardiograma em até 10 minutos. A partir daí, o médico visualiza o eletro, conversa e examina o paciente, identificando assim se existe alguma alteração aguda, como um infarto grave ou uma arritmia aguda (como fibrilação atrial, por exemplo). Nos casos de o paciente continuar no protocolo dor torácica, ele é encaminhado para tratamento imediato, que pode variar de acordo com a necessidade.

Serão realizadas coletas de exames de sangue, e estratificação de risco conforme os escores preconizados mundialmente. Entre as possibilidades além do tratamento medicamentoso, estão a realização de angiotomografia de coronárias no atendimento dos pacientes de risco baixo e intermediário e até mesmo a realização de cateterismo em caráter de emergência, com realização em até 60 minutos da chegada no hospital, nos casos de infarto mais graves. Costumo dizer que uma equipe multidisciplinar em um cenário de emergência é fundamental para fornecer um tratamento ágil e eficaz garantindo um melhor desfecho clínico para o paciente.

P: Se uma doença do coração for diagnosticada cedo, é possível evitar problemas mais graves?

Thais: Sem dúvida. Quanto mais cedo identificamos o problema, maior a chance de controlá-la por meio de um tratamento clínico otimizado, ajustando a medicação da forma correta, orientando e garantindo o acompanhamento com regularidade. A atenção aos fatores de risco (como consumo excessivo de álcool, tabagismo e diabetes, por exemplo) é essencial no primeiro momento. Temos diversas pesquisas reforçando que, quando bem orientado, o paciente tem chances de viver muito melhor e com a saúde sob controle. A chance de um desfecho grave, com infarto ou óbito, diminui significativamente.

P: O cateterismo é um procedimento muito comum. Quando e por quem ele deve ser realizado?

Thais: O cateterismo é um procedimento comum sendo cada vez mais utilizado no tratamento da doença coronária, que é a realização de angioplastia (colocação de stent na coronária). Para estudar a anatomia das artérias do coração, temos a angiotomografia de coronárias. Este exame tem elevada precisão, ou seja, já descobre entupimentos e obstruções das artérias mesmo nos casos mais iniciais e veio para substituir ou praticamente substituir o cateterismo no cenário de diagnóstico de doença coronariana. Comumente, ele é realizado por um cardiologista com sub especialização em hemodinâmica, preferencialmente certificado pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica Cardiologia Intervencionista.

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PORTAL RÁDIO ITATIAIA

Médica é presa dentro da UTI por não falar o estado de saúde de um paciente à PM



Uma médica de 53 anos foi presa neste domingo (1º), dentro de uma UTI no Hospital Ipiranga, zona sul de SP, ela foi acusada por policiais de desacato por não fornecer o estado de saúde de um ex-policial militar aposentado à policiais que estavam no local.

Na versão dada pelos policiais no boletim de ocorrência, a acusação de desacato se deu porque a médica teria arremessado um documento no rosto de um tenente da PM.

Em nota a Secretaria de Saúde lamenta o ocorrido e informa que dará total apoio à profissional médica envolvida no caso.

Nas redes sociais Alexandre Kataoka, Coordenador Câmara Técnica CREMESP Conselho Regional de Medicina do Estado de SP,

"Cabe ressaltar que os médicos devem preza pelos seus deveres éticos, de sigilo e confidencialidade, como um dos maiores pilares da profissão - conforme determina o artigo 75 do Código de Ética Médica, que versa sobre o sigilo", descreve a publicação do Dr. Kataoka.

Em nota a Secretaria de Segurança de SP diz que apura a conduta dos agentes e, se for comprovado excesso, medidas serão adotadas.

Depois de algumas horas a médica foi liberada e o registro, encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

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DIÁRIO DO ESTADO

Médico é denunciado por homicídio culposo de idosa após cirurgia plástica

Vítima não estava em condições clínicas adequadas; promotor sustenta que houve imperícia e negligência

O Ministério Público de Goiás (MPGO) anunciou a apresentação de uma denúncia contra um médico em Goiânia, acusando-o de homicídio culposo de uma paciente idosa, com base nos parágrafos 3 e 4 do artigo 121 do Código Penal. O caso aconteceu em 19 de abril deste ano.

A vítima, que não estava em condições clínicas adequadas, submeteu-se a uma cirurgia plástica e não resistiu a complicações. Na denúncia, o promotor de Justiça, Daniel Roberto Dias do Amaral, alega que o médico agiu com imperícia e negligência, resultando na morte da idosa, e omitindo-lhe assistência médica adequada.

De acordo com as investigações, a paciente procurou o médico no Hospital Goiânia Leste para realizar uma cirurgia estética. Após uma consulta e a realização dos exames solicitados, ficou evidente que a mulher era pré-diabética, hipertensa e fazia uso de hormônio tiroidiano. Não obstante, o médico decidiu prosseguir com a cirurgia, ignorando os riscos, conforme alega o promotor.

Um dia após o procedimento, o médico liberou a paciente para retornar a sua residência. Entretanto, em casa, ela começou a enfrentar complicações e seu estado de saúde se deteriorou. Segundo a denúncia, o médico considerou a situação como normal após ser contatado pela paciente.

Como não houve melhora do quadro da paciente, o médico orientou a suspensão de todos os medicamentos, o que apenas agravou a situação. Ainda assim, mesmo após ser procurado novamente, o médico não sugeriu que a paciente retornasse ao hospital. A vítima veio a óbito devido a complicações relacionadas à cirurgia, especificamente, um tromboembolismo pulmonar.

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O HOJE

Anápolis recebe R$ 7 milhões para o pagamento do piso de enfermagem

De acordo com prazo do governo federal, pagamento dos meses de maio a setembro será efetuado na próxima folha

No início da manhã desta segunda-feira (2/10) a Secretaria Municipal de Saúde recebeu o valor referente ao piso dos profissionais de enfermagem. O pagamento será efetuado na próxima folha de vencimento, tendo como regra o prazo estipulado pelo governo federal de 30 dias após o dinheiro em conta.

Conforme a Portaria GM/MS nº 1.355, de 27 de setembro de 2023, o município de Anápolis foi contemplado com o valor de R$ 7.040.142,45 que diz respeito ao pagamento retroativo do piso, compreendendo os meses de maio a setembro, com cálculo realizado pelo próprio sistema do Ministério da Saúde de maneira individualizada, considerando as informações atualizadas de cada profissional.

Sendo assim, profissionais que já recebem valor equivalente ou superior ao determinado pelo piso, não foram considerados pelo Ministério para receber complemento. Bem como aqueles que cumprem carga horária inferior a 20 horas ou superior a 88 horas semanais, tendo em consideração todos os vínculos de trabalho. Por esta razão, é importante que os interessados se atentem para as informações que constam no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) de todas as instituições em que atuam.

Envio de dados

Os dados dos profissionais de enfermagem de Anápolis, incluindo as redes municipal e filantrópica, foram inseridos no InvestSUS, plataforma do Ministério da Saúde no dia 14 de setembro. A finalização do envio foi acompanhada pela diretora executiva do SindiSaúde, Sílvia Regina do Nascimento e Silva.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Elinner Rosa, por fatores como a rotatividade de profissionais e dinamismo nas informações, a inserção será feita mês a mês. “São dados dinâmicos que requerem atualizações constantes. Por exemplo, profissionais que mudam de município ou realizam serviços administrativos ou de gestão que são automaticamente retirados do CNES por não atuarem como enfermeiros ou não estarem no município ora cadastrado”, pontua.

Para o cadastramento no InvestSUS são necessários cumprir critérios exigidos pela plataforma e os dados são variáveis, podendo ser inseridos ou retirados mediante a situação do profissional. “O trabalho junto à plataforma é uma rotina dentro da Secretaria Municipal de Saúde”, frisa a secretária.

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A REDAÇÃO

MEDICINA

Pediatra Sheila Soares é a nova presidente do Cremego

Diretoria foi escolhida neste domingo (1º/10) | 02.10.23 - 16:27


Goiânia - A médica pediatra Sheila Soares Ferro Lustosa Victor foi eleita a nova presidente do  Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). A votação ocorreu neste domingo (1º/10), ocasião que também foram escolhidos os novos diretores que estarão no comando da instituição na gestão de 2023/2025. 

A médica, que já integrava o corpo de conselheiros do Cremego, encabeça a diretoria eleita com 65% dos votos. A outra chapa que disputou a diretoria tinha na presidência Waldemar Naves do Amaral.

A nova presidente reiterou que sua gestão será pautada pela ética, união e respeito. A posse oficial dos novos conselheiros e diretores será na quinta-feira, 5 de outubro, na sede do Conselho.

Confira a nova diretoria do Cremego

Presidente: Sheila Soares Ferro Lustosa Victor

1º Vice: Rafael Cardoso Martinez

2º Vice: Vagner Ruiz Gil

1º Secretário: Fernando Henrique Abrão Alves da Costa

2º Secretário: Robson Paixão de Azevedo

1º Tesoureiro: Marcelo Fortunato Macioca

2º Tesoureiro: Adriano Jaime Consorte Loyola

Nesta segunda-feira (2/10), além da posse dos 40 titulares e suplentes eleitos, também foram empossados os dois conselheiros indicados pela Associação Médica de Goiás (AMG). Essa indicação faz parte das normas da definição do corpo de conselheiros do Conselhos Regionais de Medicina. 

Confira a relação dos conselheiros empossados para a gestão 2023/2028

Adeusimar Alves da Silva Júnior

Adriano Jaime Consorte Loyola

André Luiz Passos Cardoso

Antônio Carlos de Oliveira e Ribeiro

Carlos Eduardo Cabral Fraga

Daianne Mendonça Limeira Roriz da Silveira

Donaldy Gustavo da Silva Sampaio

Elias Fouad Rabahi

Ferdinando Cesar Batista Ribeiro

Fernando Henrique Abrão Alves da Costa

Fernando Pacéli Neves de Siqueira (AMG)

Haroldo Maciel Carneiro

Humberto Ramos Carneiro

Jairo Belém Soares Ribeiro Júnior

João Anastácio Dias

José Umberto Vaz de Siqueira

Larissa Roriz de Castro

Leonardo Emílio da Silva

Leonardo Mariano Reis

Loiane Moraes Ribeiro Victoy

Ludimila Queiroz Oliveira

Marcelo Fortunato Macioca

Murillo Mascarenhas Nascente

Newton Brenner da Rocha e Silva

Paula Pires de Souza

Paulo Gonçalves Júnior

Rafael Cardoso Martinez

Ricardo Borges da Silva

Robson Paixão de Azevedo

Rosicleia de Vlieger

Rui Gilberto Ferreira (AMG)

Ruy Rocha de Macedo

Rychard Arruda de Souza

Sheila Soares Ferro Lustosa Victor

Tarik Kassem Saidah

Thiago Maxwell Araújo Santos

Vagner Ruiz Gil

Valdenir Ribeiro

Valéria Granieri Oliveira Araújo

Wagner Miranda

Waldemar Naves do Amaral

Wilder Alves

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ISSO É TOCANTINS

Unimed Araguaína comemora o Dia da Secretária

Palestra, café da manhã, entrega de brindes e muito destaque à importância das secretárias marcaram o evento

A Unimed Araguaína realizou uma celebração em homenagem ao Dia da Secretária, comemorado no sábado, 30 de setembro. O evento, que contou com a participação de cerca de 65 secretárias de médicos cooperados, foi uma oportunidade para expressar a gratidão e o reconhecimento pelo trabalho fundamental desempenhado por essas profissionais na área da saúde.

O encontro começou de forma especial, com um delicioso café da manhã que proporcionou um ambiente acolhedor às convidadas, permitindo que compartilhassem experiências, estreitassem laços e desfrutassem de um momento de confraternização.

Em seguida, foi ministrada uma palestra sobre a importância do trabalho das secretárias no cotidiano dos médicos cooperados, ressaltando como elas desempenham um papel essencial na organização, na gestão de agendas e no acolhimento dos pacientes.

Renato Azevedo, presidente da Unimed Araguaína, também prestigiou o evento. Na abertura do encontro, ele enfatizou a significativa relevância das secretárias para os médicos cooperados, que são os verdadeiros donos da cooperativa. "O profissionalismo e a dedicação de vocês ajudam a fortalecer a Unimed Araguaína", destacou o presidente, expressando o agradecimento de toda a cooperativa pelo trabalho incansável dessas profissionais.

Além das palavras de reconhecimento, o evento reservou surpresas. Foram sorteados prêmios e todas as participantes receberam brindes especiais da Unimed Araguaína, como forma de demonstrar gratidão por seu comprometimento e dedicação.

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 02 Outubro 2023 07:02

CLIPPING AHPACEG 30/09 A 02/10/23

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Pediatra Sheila Soares Ferro Lustosa Victor é a nova presidente do Cremego

Artigo - Tempo de despertar

Sheila Soares Ferro Lustosa Victor é a nova presidente do Cremego

Ipasgo Saúde não cobra por mamografias realizadas em outubro

Pais que não vacinarem filhos podem perder a guarda, diz especialista 

No ranking de reclamações, Unimed pode sofrer punições como suspensão

Neurocirurgiã goiana aborda a “Distonia na Infância” em palestra no XXXIV Congresso Brasileiro de Neurocirurgia

Saúde economiza mais de R$ 60 mi em licitações, aponta governo de Goiás

GONEWS 365

Pediatra Sheila Soares Ferro Lustosa Victor é a nova presidente do Cremego

A eleição do Cremego aconteceu neste domingo 1° de outubro para uma gestão 2023 a 2025, e a chapa vencedora teve 65% dos votos.

Eleitos em agosto pelos médicos goianos com 56,90% dos votos válidos e empossados hoje, 1º de outubro, os novos conselheiros do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) elegeram, neste domingo, o presidente e diretores que estarão à frente da instituição na gestão 2023/2025. Para presidente, foi eleita a médica pediatra Sheila Soares Ferro Lustosa Victor. A médica, que já integrava o corpo de conselheiros do Cremego, encabeça a diretoria eleita com 65% dos votos. A outra chapa que disputou a diretoria tinha na presidência Waldemar Naves do Amaral. A nova presidente reiterou que sua gestão será pautada pela ética, união e respeito. A posse oficial dos novos conselheiros e diretores será na quinta-feira, 5 de outubro, na sede do Conselho.

Confira a nova diretoria do Cremego

Presidente: Sheila Soares Ferro Lustosa Victor

1º Vice: Rafael Cardoso Martinez

2º Vice: Vagner Ruiz Gil

1º Secretário: Fernando Henrique Abrão Alves da Costa

2º Secretário: Robson Paixão de Azevedo

1º Tesoureiro: Marcelo Fortunato Macioca

2º Tesoureiro: Adriano Jaime Consorte Loyola

Hoje, além da posse dos 40 titulares e suplentes eleitos, também foram empossados os dois conselheiros indicados pela Associação Médica de Goiás (AMG). Essa indicação faz parte das normas da definição do corpo de conselheiros do Conselhos Regionais de Medicina.

Confira a relação dos conselheiros empossados para a gestão 2023/2028

Adeusimar Alves da Silva Júnior

Adriano Jaime Consorte Loyola

André Luiz Passos Cardoso

Antônio Carlos de Oliveira e Ribeiro

Carlos Eduardo Cabral Fraga

Daianne Mendonça Limeira Roriz da Silveira

Donaldy Gustavo da Silva Sampaio

Elias Fouad Rabahi

Ferdinando Cesar Batista Ribeiro

Fernando Henrique Abrão Alves da Costa

Fernando Pacéli Neves de Siqueira (AMG)

Haroldo Maciel Carneiro

Humberto Ramos Carneiro

Jairo Belém Soares Ribeiro Júnior

João Anastácio Dias

José Umberto Vaz de Siqueira

Larissa Roriz de Castro

Leonardo Emílio da Silva

Leonardo Mariano Reis

Loiane Moraes Ribeiro Victoy

Ludimila Queiroz Oliveira

Marcelo Fortunato Macioca

Murillo Mascarenhas Nascente

Newton Brenner da Rocha e Silva

Paula Pires de Souza

Paulo Gonçalves Júnior

Rafael Cardoso Martinez

Ricardo Borges da Silva

Robson Paixão de Azevedo

Rosicleia de Vlieger

Rui Gilberto Ferreira (AMG)

Ruy Rocha de Macedo

Rychard Arruda de Souza

Sheila Soares Ferro Lustosa Victor

Tarik Kassem Saidah

Thiago Maxwell Araújo Santos

Vagner Ruiz Gil

Valdenir Ribeiro

Valéria Granieri Oliveira Araújo

Wagner Miranda

Waldemar Naves do Amaral

Wilder Alves

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O POPULAR

Tempo de despertar

É da natureza humana tentar bloquear lembranças difíceis e dolorosas. Vemos muito disso nos relacionamentos amorosos em que casais se separam porque a convivência deixou de ser saudável, depois de algum tempo separados, somente as boas lembranças aflorando, resolvem dar mais uma chance, para depois descobrirem o porquê tinham terminado. O problema surge quando esse mecanismo nos atrapalha a refletir sobre os fatos ocorridos e a aprender com eles.

Em pouco mais de um ano, em que a pandemia de Covid deixou de ser o assunto principal nos noticiários e rodas de conversa, percebemos relatos completamente díspares daqueles que viveram todo o drama que ceifou mais de 700 mil vidas no nosso País. 

Para alguns poucos, não houve nada além de histeria pública. Para a vasta maioria, foi uma experiência real, dolorosa. Existe um terceiro grupo que além dos sentimentos e percepções da maioria, teve de lidar com a morte no dia a dia, precisou escolher quem ficaria no último leito do hospital, que teve de explicar para a família que aquela “gripezinha” tinha levado seu ente querido. Viveram em hospitais lotados, com pacientes entubados no centro cirúrgico e no pronto-socorro, sem conseguir atender ou transferir. Para esses, as lembranças da Covid-19 demorarão muito mais para desaparecer, se é que o farão um dia.

Mesmo que conscientemente não pensemos mais na pandemia ou falemos sobre ela, algumas coisas mudaram e provavelmente para sempre na nossa rotina. Vermos pessoas de máscara na rua não mais gera estranheza, mas algumas mudanças são mais sutis e perceptíveis apenas por nós, da área da saúde.

Tudo indica que os pacientes finalmente acordaram e estão muito mais cientes dos seus diretos. Se mostram muito mais exigentes e incisivos na escolha dos hospitais onde se internarão, algo incomum antes da pandemia, quando tinham uma preferência, mas não sendo possível, aceitavam os outros lugares indicados pelas operadoras. 

Não é por outro motivo que os melhores hospitais da cidade, mesmo tendo passado por expansões recentes, estão invariavelmente lotados. Hoje, esses pacientes ou seus parentes nos ligam, dizendo que querem uma vaga e não arredarão pé até que ela apareça. Obviamente isso nos enche de orgulho, mas também nos preocupa. Não podemos trabalhar acima da nossa capacidade e algumas patologias não podem esperar. Esse fato novo está sendo discutido e traremos uma proposta de solução em breve.

Outra mudança muito significativa são os recordes de reclamações na ANS. Hoje, o cliente não hesita em denunciar as condutas questionáveis dos planos à Agência, órgão legítimo e especializado em investigar e, se necessário, punir más condutas dessas operadoras. Motivos para isso não faltam. 

As negativas assistenciais de algumas são obscenas. Seja mudando na calada da noite quimioterápicos, sem a concordância dos médicos ou ciência dos pacientes, seja na negativa de terapias para crianças autistas, defendidas por suas mães como leoas implacáveis, seja negando exames, cirurgias ou tratamentos prescritos pelos médicos responsáveis por esses pacientes. 

Basta uma simples consulta aos dados da ANS para ver que esses usuários não estão se sentindo protegidos e não deixarão barato e, através desse movimento, trarão o assunto para a luz, para ser discutido, lidado e solucionado por aqueles que pagam e exigem respeito. 

Haikal Helou é presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg)

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JORNAL OPÇÃO

GOIÁS

Sheila Soares Ferro Lustosa Victor é a nova presidente do Cremego

A médica pediátrica, que já integrava o corpo de conselheiros do Cremego, encabeça a diretoria eleita com 65% dos votos

Eleitos em agosto pelos médicos goianos com 56,90% dos votos válidos e empossados hoje, 1º de outubro, os novos conselheiros do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) elegeram, neste domingo, o presidente e diretores que estarão à frente da instituição na gestão 2023/2025. Para presidente, foi eleita a médica pediatra Sheila Soares Ferro Lustosa Victor.

A médica, que já integrava o corpo de conselheiros do Cremego, encabeça a diretoria eleita com 65% dos votos. A outra chapa que disputou a diretoria tinha na presidência Waldemar Naves do Amaral.

A nova presidente reiterou que sua gestão será pautada pela ética, união e respeito. A posse oficial dos novos conselheiros e diretores será na quinta-feira, 5 de outubro, na sede do Conselho.

Confira a nova diretoria do Cremego

Presidente: Sheila Soares Ferro Lustosa Victor

1º Vice: Rafael Cardoso Martinez

2º Vice: Vagner Ruiz Gil

1º Secretário: Fernando Henrique Abrão Alves da Costa

2º Secretário: Robson Paixão de Azevedo

1º Tesoureiro: Marcelo Fortunato Macioca

2º Tesoureiro: Adriano Jaime Consorte Loyola

Hoje, além da posse dos 40 titulares e suplentes eleitos, também foram empossados os dois conselheiros indicados pela Associação Médica de Goiás (AMG). Essa indicação faz parte das normas da definição do corpo de conselheiros do Conselhos Regionais de Medicina.

Confira a relação dos conselheiros empossados para a gestão 2023/2028

Adeusimar Alves da Silva Júnior

Adriano Jaime Consorte Loyola

André Luiz Passos Cardoso

Antônio Carlos de Oliveira e Ribeiro

Carlos Eduardo Cabral Fraga

Daianne Mendonça Limeira Roriz da Silveira

Donaldy Gustavo da Silva Sampaio

Elias Fouad Rabahi

Ferdinando Cesar Batista Ribeiro

Fernando Henrique Abrão Alves da Costa

Fernando Pacéli Neves de Siqueira (AMG)

Haroldo Maciel Carneiro

Humberto Ramos Carneiro

Jairo Belém Soares Ribeiro Júnior

João Anastácio Dias

José Umberto Vaz de Siqueira

Larissa Roriz de Castro

Leonardo Emílio da Silva

Leonardo Mariano Reis

Loiane Moraes Ribeiro Victoy

Ludimila Queiroz Oliveira

Marcelo Fortunato Macioca

Murillo Mascarenhas Nascente

Newton Brenner da Rocha e Silva

Paula Pires de Souza

Paulo Gonçalves Júnior

Rafael Cardoso Martinez

Ricardo Borges da Silva

Robson Paixão de Azevedo

Rosicleia de Vlieger

Rui Gilberto Ferreira (AMG)

Ruy Rocha de Macedo

Rychard Arruda de Souza

Sheila Soares Ferro Lustosa Victor

Tarik Kassem Saidah

Thiago Maxwell Araújo Santos

Vagner Ruiz Gil

Valdenir Ribeiro

Valéria Granieri Oliveira Araújo

Wagner Miranda

Waldemar Naves do Amaral

Wilder Alves

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Ipasgo Saúde não cobra por mamografias realizadas em outubro

Isenção temporária de taxa de coparticipação faz parte da campanha Outubro Rosa. Em 2022, benefício levou 4.776 mulheres a realizarem o exame capaz de detectar câncer de mama

O Ipasgo Saúde não cobrará taxa de coparticipação para mamografias realizadas durante o mês de outubro. A ação, que visa facilitar o acesso das beneficiárias do plano de saúde a exames fundamentais para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, faz parte do Outubro Rosa, um movimento internacional de conscientização sobre a doença, que deve acometer 1.970 mulheres em Goiás somente este ano, segundo projeção do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Em 2022, o benefício oferecido pelo Ipasgo Saúde levou 4.776 mulheres a realizarem o exame capaz de detectar nódulos mamários. A meta é conseguir um desempenho ainda melhor neste ano. “A prevenção do câncer de mama é uma prioridade para o Ipasgo Saúde. Sabemos que o diagnóstico precoce faz toda a diferença no tratamento dessa doença. Ao isentar temporariamente a taxa de coparticipação em mamografias, estamos tornando mais acessível a realização desses procedimentos essenciais para a saúde das nossas beneficiárias”, avalia o presidente do Ipasgo Saúde, José Orlando Ribeiro Cardoso.

A isenção temporária da cobrança de coparticipação – porcentagem que incide sobre cada serviço utilizado, a exemplo de consultas e exames – alcança mulheres com mais de 40 anos, idade a partir da qual a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda a realização anual de mamografia. Os exames podem ser feitos em qualquer clínica ou laboratório da rede credenciada ao sistema Ipasgo Saúde mediante agendamento prévio e apresentação de pedido feito por um médico.

Para isso, basta agendar consulta com um mastologista, especialidade médica que cuida das glândulas mamárias, ou outro profissional, por meio da central de teleatendimento do Ipasgo Saúde, pelo número 0800 62 1919, ou do aplicativo Ipasgo Fácil. O telefone também está disponível para informações e orientações sobre o benefício, que vigora entre os dias 1º e 31 de outubro.

Mamografia

A mamografia é um dos principais métodos de rastreamento para o câncer de mama. A realização regular desse exame é considerada essencial para a detecção precoce da doença porque ele é capaz de identificar alterações nas mamas antes mesmo que se tornem perceptíveis ao toque ou que causem sintomas. Isso possibilita o diagnóstico em estágios, quando as chances de tratamento bem-sucedido são muito maiores.

De acordo com o Inca, no estágio inicial as chances de cura do câncer de mama chegam a 95%. No entanto, esse percentual despenca para 40% no nível três, o mais avançado quando não há metástase. “A identificação do câncer em estágio inicial reduz as taxas de mortalidade, diminui traumas físicos e os custos do tratamento. Portanto, a mamografia é uma grande aliada na luta contra o câncer de mama. Ela é uma oportunidade de detecção precoce, que pode salvar vidas. Neste Outubro Rosa, incentivamos todas as beneficiárias do Ipasgo a agendarem mamografias e a cuidarem da saúde mamária”, acrescenta José Orlando.

Segundo tipo de tumor mais frequente em todo o mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 23% dos tumores malignos que acometem as pacientes. Por ano, o Brasil registra cerca de 60 mil novos casos, em média, 164 por dia. Só em 2021, o País registrou 18,2 mil vítimas. Desde que os dados começaram a ser computados, em 1996, foram 323,2 mil óbitos provocados pelo câncer de mama.

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O HOJE

Pais que não vacinarem filhos podem perder a guarda, diz especialista 

Lançado pelo governo, Pacto Nacional pela Consciência Vacinal tem caráter pedagógico, mas, caso seja desrespeitado pelos pais, é possível interferência da justiça, diz especialista.

Advogada explica que conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), responsáveis que não vacinam crianças podem perder a guarda | Foto: Secretaria de Saúde

Alexandre Paes e Tathyane Melo 

Goiás assinou, na última quarta-feira (27), o Pacto Nacional pela Consciência Vacinal. A proposta, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), quer sensibilizar a população sobre a importância da vacinação, conforme o Plano Nacional de Imunização (PNI), com isso, prevenir doenças que foram controladas e erradicadas. A medida se fez necessária devido aos baixos índices de cobertura vacinal infantil no Brasil e em Goiás.

De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de vacinação tem apresentado uma redução em todo o território nacional. Até o momento, Goiás não conseguiu atingir uma cobertura vacinal superior a 75% para nenhuma das vacinas.

E a responsabilidade disso é, justamente, dos pais. Ao jornal O Hoje, a vice-presidente da comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás, Nathalya Aparecida de Brito, esclarece as implicações legais em relação à vacinação infantil em Goiás. Ela destaca que o governo estadual lançou o programa “Vacina Mais” para atingir crianças que não foram imunizadas. Quanto ao direito da criança e do adolescente à saúde pública, a vice-presidente  destaca que a Constituição Federal garante esse direito, que deve ser implementado por meio de políticas públicas. 

Ela ressalta a responsabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) em fornecer acesso à saúde, incluindo a vacinação. No caso específico de Goiás, a campanha “Imuniza Goiás” lançada pela Secretaria de Saúde do Estado, faz uma busca ativa para vacinar crianças que não receberam cobertura vacinal adequada em Goiás. Nathalya conta que a iniciativa já abrange 220 dos 246 municípios do estado e já apresenta resultados promissores, com 399 crianças cadastradas em poucos dias de ação. Um dos focos da campanha são as crianças com idades entre 0 e 2 anos, uma faixa etária considerada crítica para a imunização devido à importância das vacinas nesse estágio de desenvolvimento.

A especialista também menciona que houve uma queda na cobertura vacinal nos últimos anos, com nenhuma das vacinas atingindo 95% das crianças em 2022: “A intenção é aumentar significativamente os números de cobertura vacinal comparado com os números do ano passado, 2022, que teve uma queda”, finaliza.

A advogada Cristina Bastos Schlemper Vendruscolo lembrou que o artigo 227 dispõe que “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, entre outros. 

“O artigo 4º do ECA reforça este dever dos pais, quanto à efetivação dos direitos referentes à vida e à saúde. Automaticamente o direito à saúde garante à criança o direito de ser vacinada, e como ela não tem capacidade para tomar essa decisão por conta própria, esse dever cabe ao Poder Público, disponibilizando as vacinas, e aos pais em levá-las aos locais de vacinação”, destacou. 

A especialista ressaltou que além da possível perda da guarda da criança, o artigo 249 do ECA prevê multa àqueles que descumprirem culposa ou dolosamente os deveres inerentes ao poder familiar. “Caso persistam em não vacinar, alguns juristas entendem que medidas mais drásticas podem ser tomadas, inclusive com a perda do poder familiar. Os pais são os garantidores, podem responder por omissão. Ou seja, quando se omitem, e essa omissão causar dano, respondem pelo dano como se tivessem agido. Caso fique constatado que a criança veio a óbito por não ter tomado a vacina, pode responder por homicídio”, lembra.

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No ranking de reclamações, Unimed pode sofrer punições como suspensão

Medida pode ser adotada caso plano não siga regras da Agência Nacional de Saúde

Um recente levantamento da Agência Nacional de Saúde (ANS) mostrou que a Unimed Goiânia está na lista entre as 15 operadoras de saúde com mais reclamações em todo o país. A estatística aponta que o plano obteve uma média de 236,3 reclamações de janeiro a agosto deste ano. Entre as empresas de mesmo porte, a Unimed Goiânia ocupa a 13ª posição. 

O Índice Geral de Reclamação, criado pela ANS em 2018, é a medida que contabiliza as reclamações dos consumidores sobre as operadoras de saúde. Para medir a satisfação do usuário com o plano, o Índice leva em conta o número de clientes de cada empresa e as respectivas reclamações.

A lista da ANS conta com 20 operadoras e, dessas, oito posições são ocupadas pela Unimed nacional — que atende a cerca de 19 milhões de clientes em todo o Brasil. A Unimed Rio é a primeira colocada no ranking. 

Uma das razões que explicam o motivo de as operadoras de saúde receberem tantas reclamações é justamente por causa do descumprimento das normas legais de regulamentação estabelecidas pela ANS frente aos planos, explica Carol Santos, advogada especialista em direito da saúde. “Quando eles não cumprem o que a lei diz, a tendência é a reclamação subir. As pessoas reclamam porque não estão sendo atendidas em relação aos seus direitos preconizados na lei”, diz. 

Esses direitos dizem respeito, sobretudo, ao que é ofertado pelo plano de saúde. “São os direitos de eles [os clientes] serem internados no hospital, terem vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), terem suas cirurgias realizadas, acesso a medicamentos de alto custo. Tudo isso porque é direito do paciente ser atendido nas demandas em relação à saúde”, afirma Santos. 

A advogada em Direito da Saúde, Carol Santos, durante entrevista ao jornal O Hoje, considera que o mais indicado é fazer as reclamações aos órgãos competentes — neste caso, a ANS. “A Agência pode, inclusive, suspender, ou seja, tirar do mercado um plano de saúde por conta dos altos índices de reclamações que não são resolvidas”, diz.

A especialista afirma que isso pode ser aplicado ao caso da Unimed Goiânia que, caso não atenda os clientes para sanar o volume alto de reclamações, poderá ter suspensas suas atividades. A advogada exemplifica comparando com o que ocorreu com o plano de saúde Santa Genoveva, fechado em 2015 pela ANS com alegação de problemas financeiros e administrativos. 

Além disso, ela também destaca a importância do acompanhamento de um advogado especializado ao fazer reclamações na ANS. Segundo ela, nem sempre o beneficiário tem o conhecimento técnico necessário  para fazer o pedido de acordo com aquilo que precisa para aquela ocasião. 

A reportagem do jornal O Hoje mostrou em janeiro deste ano que, no âmbito das reclamações que a Unimed Goiânia recebeu, apenas em 2022, o Procon Estadual registrou 63 reclamações e o Procon Municipal, 11, totalizando 74. Por outro lado, as reclamações se intensificaram no Reclame Aqui, site que concentra centenas de declarações de descaso com a necessidade das pessoas que buscam ajuda. 

No levantamento obtido pela reportagem com o Procon Estadual, à época, havia reclamações de falta de cobertura, negativa, cobrança indevida — inclusive sobre o valor de multa não constante no contrato —, recusa e até mau atendimento. O presidente do Procon Goiânia, Júnior Café, comentou na ocasião que reconhecia que havia muito mais reclamantes do que de fato estava registrado no órgão municipal. “Falta informação do segurado que às vezes prefere pagar do próprio bolso ou até procurar o Ministério Público”, explicou ele.  
Em nota enviada na tarde desta sexta-feira (29) ao jornal O Hoje, a assessoria da Unimed Goiânia afirmou que “segue rigorosamente as regras e prazos definidos pela ANS para o atendimento de todos os beneficiários dos seus planos de saúde”. A nota segue dizendo que “todas as manifestações dos clientes são analisadas e tratadas, como parte do compromisso permanente com a melhoria dos serviços prestados”.

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GO NEWS

Neurocirurgiã goiana aborda a “Distonia na Infância” em palestra no XXXIV Congresso Brasileiro de Neurocirurgia.

Ana Maria Moura também palestrou no evento, abordando a “Distonia na Infância. (DVG)

Com cirurgias já realizadas pela neurocirurgiã em hospitais goianienses, os procedimentos já promoveram mais qualidade de vida.

A neurocirurgiã goiana Ana Maria Moura está na capital paulista, onde participa até amanhã, 1º de outubro, do XXXIV Congresso Brasileiro de Neurocirurgia. O evento, que começou na terça-feira, 26, reúne especialistas de todo o Brasil e de outros países para o debate de temas atuais da neurocirurgia. Além de participar como moderadora em palestras, Ana Maria Moura também palestrou no evento, abordando a “Distonia na Infância”, tema de sua especialização na França e foco do trabalho que vem desenvolvendo em Goiânia, desde que retornou à cidade após morar por vários anos em outros países e Estados.

Com cirurgias já realizadas em hospitais goianienses, a neurocirurgiã vem conseguindo proporcionar mais saúde, conforto e qualidade de vida a crianças afetadas pela distonia, um distúrbio neurológico que causa contrações musculares involuntárias, podendo comprometer todo o desenvolvimento e bem-estar dos pequenos pacientes.

Ana Maria Moura também tem trabalhado intensamente para conscientizar a população e profissionais de saúde sobre a importância do diagnóstico precoce da distonia e os tratamentos disponíveis. A palestra no congresso, aberto no Mês Internacional da Conscientização da Distonia, foi mais uma ação da médica com o objetivo de compartilhar informações que possam contribuir com o tratamento dos pacientes. Mais notícia no gonews365.com. (Da redação GON | Repórter: Rosane Rodrigues da Cunha)

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PORTAL G5

Hospital é avaliado como "precário" e interditado em Goiás

O Hospital Municipal de São João D´Aliança teve os atendimentos suspensos por dois dias até a assinatura de um TAC, nesta sexta-feira (29)

Sergio Falcetti

 

As fiscalizações detectaram a precariedade da unidade e a falta de condições de trabalho médico.

REDAÇÃO G5




O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) interditou na quarta-feira (27) o Hospital Municipal de São João D´Aliança (355 km de Goiânia). A interdição ética total foi aprovada após um longo processo de fiscalização iniciado em 2012. A secretária de Saúde da cidade, Andreia Abbes, se encontrou com o presidente Fernando Pacéli Neves de Siqueira, nesta sexta-feira (29), quando um acordo possibilitou a retomada dos atendimentos.

Quando ocorre a interdição ética de uma unidade, os médicos que lá trabalham ficam proibidos de atender, até que os problemas sejam resolvidos. Neste caso, houve a elaboração e assinatura de um Termo de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta (TAC) com a definição de prazos e ações para sanar as deficiências que levaram o Cremego a interditar o Hospital Municipal Santa Madalena.

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Segundo o Conselho, ao longo destes anos, o Cremego realizou oito vistorias e encaminhou três Termos de Notificação de Interdição dando prazos aos gestores para a solução dos problemas detectados. As fiscalizações detectaram a precariedade da unidade e a falta de condições de trabalho médico.

Com a assinatura do TAC e a comprovação de soluções de algumas pendências detectadas pela fiscalização, o hospital foi desinterditado e os médicos podem voltar a atuar. A secretária, na condição de representante legal do hospital, compromete-se a realizar as seguintes ações:

No prazo de 30 dias

Rescindir o contrato com médicos sem registro no Cremego ou com visto provisório vencido e providenciar a contratação de médicos com inscrição regular no Conselho – que é um requisito para o exercício da medicina no Estado.

Rescindir o contrato com empresas médicas sem registro no Cremego e contratar empresas regulares;
Descartar medicamentos fora do prazo de validade e ainda encontrados na unidade.

No prazo de 60 dias

Apresentar o certificado de regularidade de inscrição do hospital no Cremego;

Adquirir capacete para a administração de gases para assistência a recém-nascidos;

Adquirir os medicamentos em falta no carrinho de emergência na unidade de internação e na farmácia do hospital.

Além disso, a representante do hospital compromete-se a se manter acessível para o registro de intercorrências relacionadas a infrações ou descumprimento do TAC. O descumprimento do acordo firmado pode levar a uma nova interdição da unidade pelo Cremego.

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A REDAÇÃO

Saúde economiza mais de R$ 60 mi em licitações, aponta governo de Goiás

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou neste ano 112 licitações públicas para compra de medicamentos, insumos, equipamentos, entre outros. Como resultado do respaldo e competência da área técnica, foi possível economizar com os processos licitatórios mais de R$ 60 milhões, que podem ser utilizados para custear outras despesas e realizar investimentos. Os dados foram divulgados neste domingo (1º/10) pelo departamento de Gestão Integrada da pasta. 

A economia aos cofres públicos ocorreu devido a diferença entre os valores iniciais dos pregões eletrônicos e os efetivamente licitados. No total, o montante das licitações era de R$ 547,55 milhões, mas com a atuação da área técnica em avaliar os melhores preços e qualidade, foi possível reduzir esse valor para R$ 487 milhões.

O secretário Sérgio Vencio comemorou a economia da pasta. “Os processos licitatórios são mecanismos legais para garantir que a administração pública, de forma transparente e imparcial, atinja seus objetivos e a área de licitação da SES é uma referência para o Estado. Esse alto volume de recursos economizados será essencial para viabilizar projetos importantes e de interesse público”, comenta.

O superintendente de Gestão Integrada da SES, Thalles Paulino de Ávila, explicou que os pregões da Secretaria representam cerca de 30% das licitações de todo o Estado. “Temos uma média anual de 300 licitações. É uma quantidade significativa, com um alto impacto financeiro. Por isso, essa economia é muito importante para a administração pública”, reforça.

 O gestor comentou que toda a equipe da área de licitação é certificada e formada por servidores efetivos. “Isso é uma questão de zelo com o dinheiro público. Com essa economia o Estado poderá fazer investimentos em outras áreas importantes, como saúde, educação e segurança”, finaliza o superintendente.

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Assessoria de Comunicação

Sábado, 30 Setembro 2023 09:28

Artigo - Tempo de despertar

Confira o artigo do presidente da Ahpaceg publicado hoje, 30/09/23, no jornal O Popular

 

Tempo de despertar

 

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É da natureza humana tentar bloquear lembranças difíceis e dolorosas. Vemos muito disso nos relacionamentos amorosos em que casais se separam porque a convivência deixou de ser saudável, depois de algum tempo separados, somente as boas lembranças aflorando, resolvem dar mais uma chance, para depois descobrirem o porquê tinham terminado. O problema surge quando esse mecanismo nos atrapalha a refletir sobre os fatos ocorridos e a aprender com eles.

Em pouco mais de um ano, em que a pandemia de Covid deixou de ser o assunto principal nos noticiários e rodas de conversa, percebemos relatos completamente díspares daqueles que viveram todo o drama que ceifou mais de 700 mil vidas no nosso País. 

Para alguns poucos, não houve nada além de histeria pública. Para a vasta maioria, foi uma experiência real, dolorosa. Existe um terceiro grupo que além dos sentimentos e percepções da maioria, teve de lidar com a morte no dia a dia, precisou escolher quem ficaria no último leito do hospital, que teve de explicar para a família que aquela “gripezinha” tinha levado seu ente querido. Viveram em hospitais lotados, com pacientes entubados no centro cirúrgico e no pronto-socorro, sem conseguir atender ou transferir. Para esses, as lembranças da Covid-19 demorarão muito mais para desaparecer, se é que o farão um dia.

Mesmo que conscientemente não pensemos mais na pandemia ou falemos sobre ela, algumas coisas mudaram e provavelmente para sempre na nossa rotina. Vermos pessoas de máscara na rua não mais gera estranheza, mas algumas mudanças são mais sutis e perceptíveis apenas por nós, da área da saúde.

Tudo indica que os pacientes finalmente acordaram e estão muito mais cientes dos seus diretos. Se mostram muito mais exigentes e incisivos na escolha dos hospitais onde se internarão, algo incomum antes da pandemia, quando tinham uma preferência, mas não sendo possível, aceitavam os outros lugares indicados pelas operadoras. 

Não é por outro motivo que os melhores hospitais da cidade, mesmo tendo passado por expansões recentes, estão invariavelmente lotados. Hoje, esses pacientes ou seus parentes nos ligam, dizendo que querem uma vaga e não arredarão pé até que ela apareça. Obviamente isso nos enche de orgulho, mas também nos preocupa. Não podemos trabalhar acima da nossa capacidade e algumas patologias não podem esperar. Esse fato novo está sendo discutido e traremos uma proposta de solução em breve.

Outra mudança muito significativa são os recordes de reclamações na ANS. Hoje, o cliente não hesita em denunciar as condutas questionáveis dos planos à Agência, órgão legítimo e especializado em investigar e, se necessário, punir más condutas dessas operadoras. Motivos para isso não faltam. 

As negativas assistenciais de algumas são obscenas. Seja mudando na calada da noite quimioterápicos, sem a concordância dos médicos ou ciência dos pacientes, seja na negativa de terapias para crianças autistas, defendidas por suas mães como leoas implacáveis, seja negando exames, cirurgias ou tratamentos prescritos pelos médicos responsáveis por esses pacientes. 

Basta uma simples consulta aos dados da ANS para ver que esses usuários não estão se sentindo protegidos e não deixarão barato e, através desse movimento, trarão o assunto para a luz, para ser discutido, lidado e solucionado por aqueles que pagam e exigem respeito. 

 

Haikal Helou é presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg)

Sexta, 29 Setembro 2023 15:00

CLIPPING AHPACEG 29/09/23

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Após assinatura de TAC, Cremego desinterdita Hospital Municipal de São João D´Aliança

Unimed Goiânia não paga piso de funcionários e culpa o sindicato

Marconi Perillo solicita ao TCE suspensão da construção de hospital oncológico pediátrico

Sede do Cremego é renomeada em homenagem ao Dr. Iliam Cardoso dos Santos

Goiânia inicia Campanha Nacional de Multivacinação

Transplante de órgãos cresce 11,6% no Brasil, diz Ministério da Saúde

Prefeito de Anápolis confirma volta de cirurgias cardíacas no Hospital Evangélico

JORNAL OPÇÃO

Após assinatura de TAC, Cremego desinterdita Hospital Municipal de São João D´Aliança

A interdição da unidade aconteceu após um longo processo de fiscalização iniciado ainda em 2012 e que detectou a precariedade da unidade e a falta de condições de trabalho médico e de uma assistência segura à população

O presidente do Cremego, Fernando Pacéli Neves de Siqueira, reuniu-se hoje, 29, pela manhã com a secretária Municipal de Saúde de São João D´Aliança, Andreia Abbes, para a elaboração e assinatura de um Termo de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta (TAC) com a definição de prazos e ações para sanar as deficiências que levaram o Cremego a interditar totalmente o Hospital Municipal Santa Madalena, na quarta-feira, 27.

A interdição da unidade aconteceu após um longo processo de fiscalização iniciado ainda em 2012 e que detectou a precariedade da unidade e a falta de condições de trabalho médico e de uma assistência segura à população. Com a assinatura do TAC e a comprovação de soluções de algumas pendências detectadas pela fiscalização, o hospital foi desinterditado e os médicos podem voltar a atuar no local.

Por meio do TAC, a secretária, na condição de representante legal do hospital, compromete-se a realizar as seguintes ações:

No prazo de 30 dias:

Rescindir o contrato com médicos sem registro no Cremego ou com visto provisório vencido e providenciar a contratação de médicos com inscrição regular no Conselho – que é um requisito para o exercício da medicina no Estado.

Rescindir o contrato com empresas médicas sem registro no Cremego e contratar empresas regulares;
Descartar medicamentos fora do prazo de validade e ainda encontrados na unidade.

No prazo de 60 dias:

Apresentar o certificado de regularidade de inscrição do hospital no Cremego;

Adquirir capacete para a administração de gases para assistência a recém-nascidos;

Adquirir os medicamentos em falta no carrinho de emergência na unidade de internação e na farmácia do hospital.

Além disso, a representante do hospital compromete-se a se manter acessível para o registro de intercorrências relacionadas a infrações ou descumprimento do TAC. O descumprimento do acordo firmado pode levar a uma nova interdição da unidade pelo Cremego.

Saiba mais

A interdição ética total do Hospital Municipal Santa Madalena, de São João d’Aliança, foi aprovada pelo Cremego no dia 27 de setembro, após um longo processo de fiscalização iniciado em 2012. Ao longo destes anos, o Cremego realizou oito vistorias e encaminhou três Termos de Notificação de Interdição dando prazos aos gestores para a solução dos problemas detectados.

Recente vistoria, realizada em julho deste ano, constatou que a precariedade das condições de funcionamento do hospital persiste, comprometendo a segurança e a qualidade do trabalho dos médicos. Diante dessa situação e dos riscos ao atendimento à população, o Cremego aprovou a interdição ética total, vedando trabalho médico na unidade. Com o TAC, o hospital foi desinterditado.

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Unimed Goiânia não paga piso de funcionários e culpa o sindicato

"Muitos estão me enviando mensagem perguntando sobre o piso salarial e o porquê desta não readequação neste contracheque vigente. A empresa também está no aguardo do sindicato", disse a Unimed

Com a liberação do contra cheque dos funcionários, nesta sexta-feira, 29, enfermeiros e técnicos de enfermagem denunciaram ao Jornal Opção que a Unimed Goiânia não pagou o piso salarial estabelecido por lei. Além disso, a Cooperativa ainda culpou o sindicato pelo não pagamento. “Muitos estão me enviando mensagem perguntando sobre o piso salarial e o porquê desta não readequação neste contracheque vigente. A empresa também está no aguardo do sindicato”, disse a Unimed em mensagem enviada no grupo dos colaboradores.

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás (SIEG) e o Sindicato dos Técnicos em Enfermagem do Estado de Goiás (Sienf GO), porém, tentaram e não conseguiram acordo com a Cooperativa. “Estão querendo se eximir das responsabilidades. Na decisão do STF diz que passados os 60 dias a contar de 12/07, se não tiver acordo com o sindicato, tem que pagar o piso. Portanto, a questão agora é única e exclusivamente com eles”, explicou Roberta Rios, presidente do SIEG.

No 10 de setembro, finalizou o prazo de 60 dias a contar da ata de julgamento do Piso Salarial, ocorrido no dia 12 de julho. Ou seja, para patrões e funcionários que não realizaram a negociação, passou a valer a partir de 11/9/23, o valor do Piso Salarial estabelecido na Lei 14.344. Os sindicatos não tem mais nenhuma participação nisso.

A reportagem também procurou o Sienf GO, mas não obteve retorno.

“No dia da reunião alegaram um déficit de 23 milhões, só que a conta não fecha, foi divulgado na Forbes lucros bilionários dos principais planos de saúde. A sede da Unimed Goiânia recentemente recebeu a ONA, ou seja era para estar tudo ok, inclusive, com seus “colaboradores”, denunciou uma enfermeira.

Ela informou que a enfermagem é o maior corpo de cooperados da empresa. Uma técnica de enfermagem da Unimed também procurou o Jornal Opção para denunciar que seu contra cheque líquido veio no valor de cerca de R$ 1.600, também sem o ajuste do piso. “Sou técnica de enfermagem, e realmente depois que não houve negociação com o sindicato, eles nunca mais tocaram no assunto. O mesmo acontece com os Enfermeiros, simplesmente não querem pagar, porque dinheiro tem”, disse a funcionária, que optou por não ser identificada.

Procurada novamente pela reportagem, a Unimed Goiânia ainda não se posicionou. O espaço segue aberto.

Mensagem da Unimed na íntegra

Muitos estão me enviando mensagem perguntando sobre o piso salarial e o porquê desta não readequação neste contracheque vigente. Pois bem, eu, como coordenação e também a supervisão, não temos nenhum parecer ainda da Cooperativa, pois, a empresa também está no aguardo do Sindicato em dar o devido retorno nestas propostas.

Como esta linha de comunicação do sindicato para com a empresa não ocorreu ainda, não teve como adotar nenhuma nova medida. Lei é Lei e esta será devidamente cumprida.

A Unimed está empenhada nestas questões, mas, tenham calma que tudo se ajeitará! Hoje não temos resposta! Não me importo também, aquele (a) me enviarem questionamentos no particular e estou aberta a ouvi-los. Somos um time e temos que nos fortalecer ainda mais nessa fase, porém, com um quesito a mais de sabedoria! Obrigada

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Marconi Perillo solicita ao TCE suspensão da construção de hospital oncológico pediátrico

Ex-governador pede anulação do contrato entre Estado e Fundação Pio XII para obras do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA)

Marconi Perillo, ex-governador de Goiás e presidente estadual do PSDB, solicitou que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apure se a obra do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás está dentro da normalidade. O Cora, como foi batizado o primeiro hospital público dedicado ao tratamento do câncer mantido pelo estado, foi lançada pelo atual governador Ronaldo Caiado (UB) em fevereiro de 2023. Marconi Perillo sugere a anulação do Termo de Colaboração firmado entre Governo e a Fundação Pio XII, implicando na suspensão da obra.

O Termo firmado entre o Governo de Goiás e a Fundação Pio XII está amparado na Lei 21.642/22, que autoriza o Estado a transferir recursos financeiros, por meio da Secretaria de Saúde, para a Fundação, destinados à implementação da unidade pública estadual de saúde, em Goiânia, com padrões semelhantes aos do Hospital de Amor de Barretos. A unidade será estruturada com 148 leitos de internação, centro cirúrgico, farmácia, centro de exames por imagem e de infusão quimioterápica, além de casa de apoio para acompanhantes. O investimento será R$ 424 milhões.

Segundo estudos da Fundação Pio XII, cerca de 8,5 mil goianos se deslocam anualmente para Barretos em busca de tratamento contra o câncer. A inauguração da primeira etapa do Cora – a ala pediátrica – está prevista para agosto do ano que vem. Ainda segundo a Fundação Pio XII, existem 14 mil casos novos de crianças com câncer no Brasil e só sete mil leitos para tratamento, fazendo da doença o principal motivo de óbitos na infância.

Em julho do ano passado, Marconi Perillo junto ao Ministério Público Federal (MPF) para impedir um repasse de R$ 14 milhões do Governo de Goiás para equipar o Hospital de Palmeiras de Goiás, sua terra natal. O prefeito da cidade, então aliado do ex-governador, Vando Vitor (PSDB) afirmou que a atitude de Marconi era “puro ciúme eleitoral”, e que prejudicava sobremaneira a população do município. O CORA é celebrado pelo governador Ronaldo Caiado como o maior projeto do seu governo.

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A REDAÇÃO

Sede do Cremego é renomeada em homenagem ao Dr. Iliam Cardoso dos Santos

A sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) recebeu uma nova identificação. O prédio da autarquia leva o nome de Edifício Dr. Iliam Cardoso dos Santos, uma homenagem ao ex-presidente que esteve à frente do Conselho de 2003 a 2007.

Uma cerimônia para marcar o novo nome foi realizada na noite da última quarta-feira (27). Durante o evento, o atual presidente, Fernando Pacéli Neves de Siqueira, destacou a dedicação do Dr. Iliam Cardoso. "Era um profissional de rara competência e que muito engrandeceu a Otorrinolaringologia de Goiás. De personalidade forte, mas de riso amigo, ele enfrentou vários desafios em sua gestão, mas sempre se baseando na ética".

Também prestigiaram o evento o conselheiro e diretor de Inovação do Sicoob Unicentro BR, José Umberto Vaz de Siqueira; o presidente da Academia Goiana de Medicina, José Reinaldo do Amaral; e o conselheiro de Administração da Unimed Goiânia, Diolindo dos Santos Freire.

"O Dr. Iliam tinha uma ética ilibada e vocês, familiares, devem estar muito orgulhosos por tudo o que ele fez pela medicina de Goiás", comentou Diolindo Freire à esposa, filhos e demais familiares do homenageado, que estavam presentes na cerimônia.

Um dos filhos, Rafael Cardoso, mencionou que é difícil expressar toda a felicidade e gratidão que a família sente pelo reconhecido dado a seu pai.

"Antes, já era difícil passar na frente desse prédio sem lembrar do meu pai. A partir de hoje, isso se tornou impossível. Eu sempre via o quanto ele prezava pela ética e acredito que esses valores, que também transmitiu para a família, é o maior legado que deixou".

O diretor de Fiscalização do Cremego, Erso Guimarães, lembrou que foi o Dr. Iliam que iniciou a ampliação do prédio do Cremego, inclusive com um espaço dedicado aos eventos, o que fez com que a sede se tornasse uma das melhores entre os CRMs. "Ele marcou a história também por sua competência empreendedora e vanguardista".

“É uma emoção ver que o nome dele irá continuar e que foi reconhecido não só como médico, mas como conselheiro e presidente do Conselho”, finalizou a esposa, Marisa Cardoso.

Nova denominação

Além da nomeação do edifício sede, os conselheiros do Cremego também aprovaram a nova denominação de auditórios e demais departamentos do Regional, batizados com os nomes de médicos que prestam e que prestaram relevantes serviços à medicina goiana. A nova nomenclatura será oficialmente entregue hoje, 28, em reunião da diretoria.

Confira quem são os homenageados:

– Auditório I – fica denominado “Auditório Dr. Salomão Rodrigues Filho”;

– Auditório II – fica denominado “Auditório Dr. Erso Guimarães”;

– Laboratório de Simulação Realística – fica denominado “Laboratório de Simulação Realística Dr. Ciro Ricardo Pires de Castro”;

– Departamento de Processos Éticos – fica denominado “Departamento de Processos Éticos Dr. Aldair Novato Silva”;

– Departamento de Sindicâncias e Processos Consultas – fica denominado “Departamento de Sindicâncias e Processos Consultas Dr. Carlos Alberto Ximenes”;

– Departamento de Fiscalização – fica denominado “Departamento de Fiscalização Dr. Lueiz Amorim Canêdo”;

– Departamento Financeiro – fica denominado “Departamento Financeiro Dr. Rômulo Sales de Andrade”.

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Goiânia inicia Campanha Nacional de Multivacinação

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), inicia, neste sábado (30/9), a Campanha Nacional de Multivacinação para atualizar o cartão de vacinas de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade (14 anos 11 meses e 29 dias).
 
A campanha que segue até o dia 14 de outubro tem como objetivo aumentar as coberturas vacinais para reduzir o risco da reintrodução e/ou disseminação de doenças imunopreveníveis no país. O Dia D será 7 de outubro.
 
Neste sábado, as 18 vacinas que fazem parte do Calendário Básico de Vacinação da criança e do adolescente, estarão disponíveis em 17 unidades de saúde, das 8h às 17h.  As vacinas contra a covid-19 poderão ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo com as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação
 
Durante os dias de semana, no mesmo horário, a vacinação segue nas 76 salas de vacina. A exceção é a vacina BCG, que é administrada em dias alternados em 13 unidades referenciadas. A medida é adotada para evitar a perda de doses após abertura do frasco. Confira os locais no link: https://saude.goiania.go.gov.br/vacina-bcg/
 
Durante a campanha serão entregues aos pais ou responsáveis pela criança e adolescente o Certificado de Vacinação que, conforme a Lei nº 22.243 de 28 de agosto de 2023, passou a ser obrigatório no ato da matrícula dos alunos até 18 anos de idade da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, tanto das instituições de ensino públicas quanto privadas.
 
Para receber o imunizante, o público-alvo deverá apresentar o cartão de vacinas. Crianças devem comparecer aos locais de vacinação acompanhadas dos pais ou responsável.
 
Vacinas disponibilizadas
1. BCG (nas unidades referências)
2. Hepatite B
3. Pentavalente (DTP/Hib/Hep B)
4. Vacina Inativada Poliomielite (VIP)
5. Vacina Oral Poliomielite (VOP)
6. Vacina Rotavírus Humano (VRH)
7. Pneumocócica 10 valente
8.Meningocócica C (conjugada)
9. Febre amarela
10. Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
11. DTP (Tríplice Bacteriana)
12. Hepatite A
13. Difteria e tétano adulto (DT)
14. Meningocócica ACWY
15. HPV
16. dTpa
17. Influenza
18. Covid-19 (Monovalente, Bivalente, pediátrica e baby)
 
Locais de vacinação dia 30 de setembro:
Centro Municipal de Vacinação (CMV)
Ciams Urias Magalhães
Ciams Jardim América
Cais Deputado João Natal (Vila Nova)
Cais Cândida de Morais
CS Parque Industrial João Braz
CS São Francisco
USF Riviera
USF Jardim Caravelas
USF Recanto das Minas Gerais
USF Parque Santa Rita
USF Alto do Vale
USF Jardim Curitiba I
USF Buena Vista
USF Cerrado IV
USF São Judas
USF Guanabara 1
 
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AGÊNCIA ESTADO

Transplante de órgãos cresce 11,6% no Brasil, diz Ministério da Saúde

O número de transplantes de órgãos de janeiro a agosto de 2023 cresceu cerca de 11,6% em comparação com o mesmo período de 2022. Dados do Ministério da Saúde, divulgados nesta quinta-feira, 28, mostram que ocorreram 5.914 transplantes nesse período de 2023 ante 5.300 em 2022. 

Considerando o número total de transplantes realizados no País, que inclui procedimentos de córnea e medula, houve um aumento de 9,5% na quantidade de cirurgias de janeiro a agosto deste ano em comparação com 2022. De acordo com a pasta, foram 18.461 transplantes neste ano, acima dos 16.848 registrados no ano passado. 
As estatísticas mostram ainda crescimento no número de doadores efetivos de órgãos. Até agosto de 2023, foram cerca de 2.435 pessoas, contra 2.310 no ano passado. Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a quantidade de doadores efetivos no primeiro semestre deste ano em comparação com os anteriores foi a maior registrada nos últimos 10 anos. Hoje, o País tem 40.371 pessoas na fila por um órgão. 

O Estado com maior número de doadores efetivos de órgãos no primeiro semestre deste ano foi o Paraná, com uma taxa de 42,5 doadores por milhão de pessoas. O índice fica bem acima da média registrada no Brasil: 19. Dois Estados registraram taxa 0 de doadores efetivos: Amapá e Roraima. 

 "Estamos trabalhando no Ministério da Saúde para um cuidado integrado para evitar tanto quanto possível que as pessoas precisem da doação de um órgão. Isso passa pela atenção primária, passa por todos os cuidados no momento certo. Sabemos que, em muitos casos, não é possível outro caminho que não seja o transplante, mas eu queria colocar aqui o nosso compromisso com uma visão integral de saúde", disse a ministra. 

"Temos também um grande desafio, hoje, que é o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas." O Ministério da Saúde também aumentou o número de estabelecimentos habilitados a realizar transplantes no país. 

A autorização de serviços desse tipo mais do que dobrou, passando de 31 no ano passado para 64 em 2023. Atualmente, o Brasil tem um total de 1.198 serviços credenciados. O tema ganhou força nos últimos meses, após o caso do apresentador Fausto Silva, o Faustão, que entrou na fila de transplantes e foi contemplado com um coração no fim de agosto. 

No Brasil, a fila é única, independentemente se o paciente faz tratamento na rede pública ou privada. Faustão gravou um vídeo para o Ministério da Saúde para incentivar a doação de órgãos. "Estou aqui para mais uma vez para agradecer o empenho de tanta gente nessa corrente para transformar o Brasil no primeiro doador de órgãos do todo mundo", diz Faustão no vídeo. "Lembrando sempre: cada pessoa pode dar vida a mais oito pessoas. São oito órgãos que podem ser doados." 

O órgão com maior número de transplantes realizados neste ano é o rim (5.846), seguido do fígado (2.302), coração (412), pâncreas (120) e pulmão (74). 

Para selecionar quem receberá o órgão doado, o Sistema Único de Saúde (SUS) leva em consideração diversos aspectos como o grau de gravidade da situação, compatibilidade, peso, altura, entre outros pontos. A ordem em que a pessoa entrou na fila é considerada como critério de desempate. 

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O HOJE

Prefeito de Anápolis confirma volta de cirurgias cardíacas no Hospital Evangélico

A iniciativa foi desencadeada após uma intervenção do vereador José Fernandes (MDB)

Em uma decisão anunciada nesta quinta-feira (28/9), durante a audiência de prestação de contas do segundo quadrimestre de 2023, o prefeito de Anápolis Roberto Naves (Republicanos), revelou que finalizou um acordo crucial para a retomada das cirurgias cardíacas via Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Evangélico Goiano (HEG).

Naves destacou que o governo estadual fornecerá um complemento financeiro para viabilizar a retomada dos procedimentos, incluindo cirurgias cardíacas, cateterismos e questões valvares.

A iniciativa foi desencadeada após uma intervenção do vereador José Fernandes (MDB), que apelou por um diálogo construtivo entre o poder público e o renomado cardiologista Walter Vosgrau. 

O prefeito compartilhou que, após uma conversa com o diretor técnico do HEG, Bruno Melo Lucena, e a secretária de Saúde, Elinner Rosa, o acordo foi finalmente selado durante a noite desta quinta-feira (29/8).

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Assessoria de Comunicação

Recentemente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou as novas normas que regem a publicidade médica.


Algumas permissões chamaram a atenção, como postar fotos de antes e depois (com conteúdos educativos e normas definidas) e divulgar preços de consultas.


Todavia, há um detalhe: essas condutas ainda não podem ser aplicadas! A Resolução CFM nº 2.336/2023 (CLIQUE AQUI E CONFIRA) foi publicada no Diário Oficial da União, mas entra em vigor apenas em março de 2024.

E atenção: mesmo com as novas normas, o sigilo médico deve ser sempre respeitado!

Compartilhe este post com os seus colegas médicos para que eles não realizem ações que ainda são consideradas proibidas.

Quinta, 28 Setembro 2023 07:41

CLIPPING AHPACEG 28/09/23

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Home Care cresce 15% e expande parceria com operadoras de saúde nas regiões Sudeste e Sul

Piso da enfermagem: prefeituras podem ser responsabilizadas se não cumprirem prazo

Em Goiás, quase 80 mil pessoas esperam por cirurgias eletivas

Rogério Cruz entrega primeira sede própria do Samu de Goiânia

Goiás ganha programa para ampliar imunização entre menores de dois anos

"Contribuirá com vacinação”, diz Daniel Vilela sobre regionalização da saúde

Burnout - Um passo para à falência de carreiras e empresas

Medicamento revolucionário para o tratamento de Diabetes tipo 2 é aprovado pela Anvisa

8 em cada 10 farmácias no Brasil pertencem a pequenos e médios empresários; entenda

Cresce busca por consultas, vacinas e exames rápidos em farmácias do Brasil, segundo pesquisa Clinicarx

Governador participa da inauguração da sede do Conselho Federal de Medicina

UNIVERSO DO SEGURO

Home Care cresce 15% e expande parceria com operadoras de saúde nas regiões Sudeste e Sul


No Sudeste, as unidades Guarujá (SP) e Rio de Janeiro/Zona Sul (RJ) e Barra da Tijuca e Varginha (MG); no Sul, Cascavel (PR), Caxias do Sul (RS) e Porto Alegre (RS)

A ACG Home Care, empresa especializada em atendimento de saúde domiciliar com sede em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, anuncia novas parcerias com operadoras de planos de saúde nas regiões Sudeste e Sul do Brasil e crescimento de 15% em atendimento domiciliar no primeiro semestre de 2023, em sua Rede de Franquias. Até o final do ano, a previsão é abrir unidades no Norte e Nordeste do país.

Em agosto, a operadora Life Empresarial fechou contrato com a unidade localizada em São Paulo. Já unidade do Rio de Janeiro iniciou parceria com a Caixa Saúde e em Minas Gerais, a parceria com a Unimed Varginha e o SPA Saúde ocorreu nesse ano.

Também no Sul, a Franquia da ACG de Cascavel, no Paraná, iniciou o atendimento dos beneficiários da Judicemed esse mês e mantém contrato com os Planos Unimed das regiões Costa Oeste, Foz do Iguaçu e Vale do Piquirí. A unidade Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, fez parceria com o Ipasem-Novo Hamburgo, no primeiro semestre desse ano. Em Porto Alegre, fortaleceu a parceria com a Cassi, Cabergs, Unimed Central do Rio Grande do Sul e IPE Saúde.

"A atenção domiciliar é um serviço que tem crescido no país e a tendência é continuar em expansão nos próximos anos, de cerca de 30% no total do grupo", afirma Alexandre Pires, CEO e fundador da ACG Home Care. Esse serviço é destinado a pacientes estáveis de baixa, média e alta complexidade, com cuidados assistenciais e tratamentos clínicos no conforto do lar. "É um serviço que exige menos tempo dentro de hospitais, mais qualidade de vida e uma melhor recuperação do paciente próximo à família", complementa Pires.

O diretor da ACG ressalta que o atendimento domiciliar é uma excelente alternativa tanto para os pacientes quanto para as operadoras de plano de saúde, já que promove aumento na qualidade de vida dos usuários e reduz os custos com hospitalização. A unidade matriz da empresa, em Porto Alegre, tem mantido crescimento exponencial de suas atividades desde 2020, mesmo em meio a pandemia, o que aumentou a demanda do setor em até 50%, dizem as sócias da unidade Cristiane Marrone e Mariah Rosa Pires.

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PORTAL BRASIL 61

Piso da enfermagem: prefeituras podem ser responsabilizadas se não cumprirem prazo

Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras começaram a receber - em agosto e setembro - o complemento salarial referente ao valor do piso da enfermagem, retroativo ao mês de maio. Até o fim de 2023, serão pagas nove parcelas, incluindo o 13º salário aos profissionais que atuam na área no governo federal e nas esferas estaduais, municipais e do Distrito Federal.

O assunto se arrastou desde o ano passado e só foi decidido depois de muito debate no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF), contando com a participação de entidades que atuam em defesa dos profissionais da enfermagem, além de membros do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e de prefeitos e representantes da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Nesta reportagem, o Brasil 61 traz a análise do especialista Phelippe Toledo, professor de Direito Tributário do Ibmec Brasilia, e também mostra o posicionamento do Cofen, através da opinião de Daniel Menezes, conselheiro do órgão.

O professor Toledo alerta os gestores municipais de que o valor do piso é o valor da remuneração bruta, sendo, portanto, sujeito ao Imposto de Renda (IR) e à contribuição social. "Quando for pagar a diferença, os municípios devem efetuar a retenção da contribuição social e do IR, de acordo com a tabela progressiva do Imposto de Renda, que contempla alíquotas de 0%, que é a faixa de isenção, 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%", observa.

Risco às prefeituras

O tributarista observa que os gestores municipais correm o risco de serem responsabilizados, caso não prestem atenção sobre um dado relevante: "Com o aumento do piso, os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, que estavam numa determinada faixa, podem passar para uma faixa superior, que tem uma retenção maior do que tinha anteriormente", informa Phelippe Toledo.

"Em abril de 2024, esses profissionais terão que declarar os valores recebidos em suas respectivas declarações de Imposto de Renda, a chamada declaração de ajuste anual. É importante que os municípios façam a retenção, sob pena de responsabilização tributária", avisa o professor.

Recomendação da CNM

As orientações do professor de Direito Tributário do Ibmec Brasília vêm ao encontro da recente recomendação da CNM em relação ao assunto. A entidade lembra que já foi definido pelo STF que o conceito de piso da enfermagem "é a remuneração e não o vencimento". Portanto, de acordo com a CNM, as verbas fixas decorrentes do repasse em seus valores brutos comporão a remuneração do servidor - e, por isso, devem sofrer as retenções, resultando em um valor líquido a receber pelo servidor menor que o piso estipulado em norma.

"A CNM recomenda que esta orientação da Corte seja informada aos servidores beneficiados pela complementação, com o objetivo de reduzir possíveis frustrações dos profissionais e problemas na interpretação da norma", divulgou a Confederação.

"Cumpra-se a Lei"

Já o conselheiro do Cofen, Daniel Menezes, declarou que a posição do órgão é de que cabe agora um esforço do gestor municipal para que agilize o pagamento. "Os repasses estão garantidos pelo governo federal,a contar a partir de maio", observa.

"A gente espera que os prefeitos e os secretários municipais de saúde façam a tramitação dessas informações de forma rápida e adequada, para que o que está estabelecido em lei seja cumprido", afirmou o representante do Cofen. Menezes acrescentou que "não há outra alternativa a não ser cumprir o que está determinado pela lei porque, como a gente defende, a emenda 127 criou o fundo e o governo federal está disponibilizando o repasse dos recursos".

"Dinheiro repassado"

De acordo com Menezes, "já foi estabelecida a fonte de custeio para o complemento salarial, em relação à diferença necessária para alcançar o valor do salário aprovado pelo piso através da lei 14.434: "A emenda constitucional 127 criou o fundo, o governo federal esse ano já disponibilizou os recursos no orçamento da União e o Ministério da Saúde já está fazendo os repasses desses valores", afirma.

"Tem havido algumas divergências, em relação ao cadastramento desse segmento entre município e Ministério da Saúde, mas está tendo todo um esforço para que todas as distorções e inconsistências apresentadas no sistema possam ser corrigidas", adiantou. "O Ministério da Saúde vem abrindo prazos para que os municípios façam essas adequações e recebam os valores", concluiu o representante do Cofen.

Histórico

Há um ano, em agosto de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.434/2022, que instituiu o piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras. Em abril deste ano, o Congresso Nacional aprovou crédito especial de R$ 7,3 bilhões no orçamento federal para o pagamento.

No último dia 21 de agosto, o Ministério da Saúde fez o primeiro repasse adicional aos estados e municípios do piso nacional da enfermagem. Até o fim de 2023, serão pagas nove parcelas, incluindo o 13º salário.

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TV ANHANGUERA

Em Goiás, quase 80 mil pessoas esperam por cirurgias eletivas

https://globoplay.globo.com/v/11981791/

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A REDAÇÃO

Rogério Cruz entrega primeira sede própria do Samu de Goiânia


Goiânia- O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, entregou a sede própria do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Goiânia na tarde desta quarta-feira (27/9). O prédio está localizado na Avenida Iguaçu com Rua Cruz Alta, no Jardim Novo Mundo. O espaço, onde já funcionou um Juizado Especial Cível, possui 290 metros quadrados de área construída e passou por ampla reforma.

“Estamos entregando a sede própria do Samu não somente aos servidores, mas para toda a população de Goiânia. Parabenizo e me alegro ao ver a dedicação daqueles que trabalham diariamente para socorrer e resgatar vidas. A vocês, médicos, enfermeiros, motoristas e profissionais de todas as outras áreas do Samu, minha gratidão pelos serviços prestados”, destacou o prefeito Rogério.

O Samu Goiânia foi implantado em 2 de julho de 2004. Quase 20 anos depois, a sede própria é inaugurada para unificar os setores administrativos, farmácia, almoxarifado e a central reguladora, departamento que recebe as ocorrências do Samu, que antes ficavam em quatro locais diferentes. 

O secretário municipal de Saúde, Durval Pedroso, destacou a importância do Samu para salvamento, resgate e suporte de vida. “É uma importante instituição que atende não só Goiânia, mas toda a região metropolitana. Um serviço como esse precisa de uma sede própria, adequada, que dê dignidade e condições de trabalho aos servidores”, afirmou, ao contar que, ao receber a demanda para sede própria do Samu, o prefeito determinou prontamente uma avaliação de prédios de posse da Prefeitura.

 “O Samu recebe uma atenção especial nesta gestão. Já foram entregues novas ambulâncias e o serviço de motolância será retomado em breve”, informou o secretário. “O prefeito Rogério mudou a cara da Saúde de Goiânia, com mais infraestrutura, serviços, o Programa Saúde Mais Perto de Você, graças ao olhar que ele tem pela saúde das pessoas”, ressaltou.

Gratidão

Moradora do Jardim Novo Mundo, Cristina Peclat recentemente foi socorrida pelo Samu e fez questão de agradecer pessoalmente. “Quero agradecer ao prefeito e aos servidores do Samu por tudo que fizeram por mim. Eu não esqueci e nunca vou esquecer dos atendimentos prestados para salvar a minha vida”, relembrou, emocionada.

A coordenadora do Samu, Wilma Nogueira, também agradeceu ao prefeito Rogério pelo compromisso feito com os servidores que aguardavam pela sede própria desde a implantação do serviço. “Estamos há 19 anos lutando por uma sede própria. Durante todo esse tempo, nenhum prefeito olhou para o Samu como o prefeito Rogério, junto ao secretário Durval Pedroso. Tenho o maior respeito, pois estou vendo tudo o que o prefeito está fazendo por Goiânia”, relatou.

Na sede também vai funcionar uma base com duas viaturas, sendo uma Unidade de Suporte Básico (USB) e uma Unidade de Suporte Avançado (USA), que é uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel. Para manter a agilidade nos atendimentos à população, a Prefeitura mantém as outras viaturas em sete locais estratégicos de Goiânia. Atualmente, o Samu Goiânia conta com 17 viaturas, sendo 4 USA e 13 USB.

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Goiás ganha programa para ampliar imunização entre menores de dois anos

O governador Ronaldo Caiado lançou nesta quarta-feira (27/9) o Plano Estadual de Recuperação das Altas Cobertura Vacinais, batizado de “Vacina Mais, Goiás”. O documento, apresentado ao público no auditório Mauro Borges, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia, estabelece uma série de atividades voltadas para a melhoria dos índices de imunização no estado. A iniciativa é uma das ações implementadas após a adesão ao Pacto Nacional pela Consciência Vacinal, projeto iniciado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). 

Na ocasião, Caiado parabenizou a iniciativa do CNMP na luta pela imunização da população.  “Temos que avançar nessa conscientização. Muitos não lembram hoje da gravidade de inúmeras sequelas”, asseverou. “Para diversas doenças há vacinas, são preventivas e servem para dar tranquilidade às crianças, jovens e adultos que terão uma vida saúdável. Não temos espaço para achismo, só temos espaço para ciência”, acrescentou. 

O pacto do CNMP tem como objetivo informar a população sobre a importância da imunização para a prevenção de doenças controladas ou erradicadas, por meio de metas para a retomada de índices seguros de cobertura vacinal. “O governador [Caiado] dá uma demonstração importante porque é um dos primeiros a nos chamar de volta para dizer: ‘Vamos desenvolver uma série de ações para melhorar a cobertura’. O Vacina Mais, Goiás é uma política de Estado para melhoria dos índices”, ressaltou o conselheiro do CNMP, o juiz Jayme de Oliveira. 

O Plano estabelece seis objetivos principais: atingir o percentual de cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Saúde para crianças menores de 2 anos e para a população de 9 a 14 anos; combater informações falsas e desinformação sobre o tema; melhorar a segurança nos processos de imunização; estimular a vacinação e o registro correto; incentivar os municípios a facilitar o acesso da população às vacinas e fortalecer as ações intersetoriais com ênfase na imunização.

“Esse plano foi construído por várias mãos e a ideia é ter atividades programadas até o final do ano”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Flúvia Amorim. O foco maior será no público infantil. “Temos uma preocupação maior em relação às crianças porque essa cobertura vacinal é o que vai garantir a proteção para a vida adulta”, completou. 

“Todos nós temos que acreditar na ciência. Defender a vacinação é uma responsabilidade de vida de todos nós. É um esforço coletivo”, afirmou o vice-governador Daniel Vilela. “Com informação e conhecimento por parte das famílias vamos obter resultados positivos em pouco tempo”, ponderou o procurador-geral de Justiça, Cyro Terra Peres. “É obrigação da UFG aderir esse pacto. Não aderimos por educação, mas pela responsabilidade e certeza de que que isso é fundamental para que tenhamos um sistema de saúde e uma qualidade de vida para toda as pessoas”, frisou a reitora da instituição, Angelita Pereira de Lima

O Pacto também foi assinado pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, Saneago, Equatorial Energia Goiás, Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg),  Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio), Tribunais de Contas do Estado (TCE) e Municípios (TCM), entre outros. 

Queda nacional

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal registra queda em todo o país. Neste ano, Goiás ainda não alcançou cobertura superior a 75% para nenhum dos imunizantes que constam no Plano Nacional de Imunização (PNI). Sendo elas: BCG (71,5%); rotavírus humano (66,9%); meningocócica C (67,55%); pentavalente (67,45%);  pneumocócica (70,3%); poliomielite (68,1%); febre amarela (61%); hepatite A (63%) e tríplice viral D1 (72%).

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"Contribuirá com vacinação”, diz Daniel Vilela sobre regionalização da saúde

O vice-governador Daniel Vilela afirmou que a regionalização da saúde em Goiás deve garantir o sucesso de ações encampadas pelo Governo do Estado que buscam conscientizar os goianos da importância da vacinação. Ele participou, nesta quarta-feira (27/9), dos lançamentos do Pacto Nacional pela Consciência Vacinal e do Plano Estadual de Recuperação das Altas Coberturas Vacinais, ambos realizados no auditório Mauro Borges do Palácio Pedro Ludovico Teixeira.

Desde o início de 2019, o número de unidades públicas passou de 16 para 30, incluindo seis policlínicas e sete novos hospitais. O número de leitos também saltou de 1,6 mil para 3,5 mil. Além disso, o Governo do Estado destinou R$ 2 bilhões aos 246 municípios goianos em contrapartidas para programas e serviços de saúde.

 Segundo o vice-governador, toda esta estrutura, que agora não fica mais centralizada na capital, permitirá com que Goiás retome as altas coberturas vacinais preconizadas pelo Ministério da Saúde. “É imprescindível que nós façamos este esforço coletivo para chamar a atenção da sociedade. E para que o nosso país volte a ser referência na imunização das nossas crianças”, enfatizou.

“A regionalização da saúde contribuirá com a vacinação e permitirá que Goiás tenha os resultados mais exitosos possíveis na área”, disse Daniel Vilela.

Testemunho

Daniel também rememorou a morte do pai, o ex-governador e ex-prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, vítima de complicações da Covid-19, em 13 de janeiro de 2021. Uma semana depois, teve início a vacinação contra a doença no Brasil.

“Também perdi duas tias que partiram antes dele por conta da Covid-19. Nenhum dos três teve a chance de se vacinar. Então eu posso dizer da importância da vacina para as famílias brasileiras. Eu estou com todas as minhas vacinas em dia, e tomarei quantas mais forem preciso com alegria e felicidade”, ressaltou.

Saiba mais

O Pacto Nacional pela Consciência Vacinal é uma iniciativa do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e tem como objetivo conscientizar a população acerca da importância da vacinação prevista no Plano Nacional de Imunização para a prevenção de doenças controladas ou erradicadas, a exemplo da poliomielite (paralisia infantil).

Já o Plano Estadual de Recuperação das Altas Coberturas Vacinais (Vacina Mais, Goiás), é um conjunto de ações – como o combate a informações falsas - que serão promovidas pela SES com o objetivo de contribuir com a retomada das coberturas vacinais.

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JORNAL FOLHA DO NORDESTE

Burnout - Um passo para à falência de carreiras e empresas


Headhunter David Braga falar sobre os impactos da síndrome, considerada fenômeno ocupacional e problema grave da sociedade contemporânea pela OMS, na produtividade e na saúde mental do trabalhador

Estamos sendo atropelados literalmente pela falta de tempo e excesso de afazeres cotidianos a agenda está repleta de compromissos sociais, profissionais e domésticos. É preciso lidar ainda com as mudanças do mercado de trabalho, novas tendências, trabalhar nossas competências e conhecimentos e aplicar as novas tecnologias às nossas atividades. Em meio à este cenário, se faz necessária maestria para lidar com tantas demandas ao mesmo tempo, independentemente da posição que ocupamos na carreira e a dica vale do estagiário ao presidente, contratados no modelo CLT, pessoa jurídica, estatutário ou qualquer outro.

Equilibrando inúmeros pratinhos diários além da capacidade pessoal, muitas pessoas têm adoecido, e temem ser substituídas, perder o emprego, se tornar obsoletas e não conseguir se recolocar. Nessa intensa vida, muitos profissionais ainda precisam aprimorar novas competências e habilidades, as tão faladas soft skills. A pressão sobre o trabalhador é constante e muitos têm arrefecido, não estão dando conta, diz o headhunter e CEO da Prime Talent Executive Search, David Braga.

Faz pouco mais de dois anos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a Síndrome de Burnout como fenômeno ocupacional, um problema grave da sociedade contemporânea. Essa interpretação legitima as experiências que muita gente sofre ou já sofreu com esse tipo de esgotamento, ocasionado pelo estresse excessivo e prolongado que prejudica a saúde e que se não for resolvido, abre novos caminhos para outras doenças, como a depressão, por exemplo, perdendo não apenas as empresas, mas também os colaboradores, enfatiza Braga.

Segundo o headhunter, os principais sinais de que algo não vai bem com a pessoa é a perda de entusiasmo e brilho nos olhos pelos afazeres profissionais, apatia, exaustão emocional, baixo sentimento de realização, sonolência, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, insônia e dores musculares. Esses são alguns dos inúmeros reflexos ocasionados pelo burnout. E vários são os motivos para você ter um: lideranças abusivas, longas jornadas de trabalho, metas intangíveis, falta de clareza sobre os objetivos de sua posição e do plano estratégico, e até mesmo isolamento e falta de integração entre os integrantes da equipe. Tudo isso joga luz sobre os reflexos da estafa mental na saúde das pessoas, alerta.

De acordo com o último grande mapeamento global de transtornos mentais, realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem a população com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo, o que é muito preocupante, porque a ansiedade impacta negativamente todos os aspectos da vida. Se o seu trabalho é sinônimo de estresse, talvez seja a hora de rever sua rotina.

Estilo de vida - Para David Braga, na tentativa de aprender a controlar a ansiedade e o nervosismo, tudo parece valer a pena: leitura, meditação, técnicas de respiração e até remédio para essa finalidade, com a devida orientação médica. Deve-se lembrar que a saúde mental é tão importante quanto a física e mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir e tratar a Síndrome de Burnout. É importante praticar exercícios físicos, se alimentar bem e curtir momentos de lazer. E não se esqueça que o ócio também recarrega as baterias, indica.

Segundo o headhunter, a questão da sobrecarga na rotina profissional é um convite à reflexão por parte das lideranças, afinal, até que ponto as cobranças excessivas são saudáveis ou, de fato, promovem resultados? Com o avanço das tecnologias aplicadas de forma exponencial, recebemos a todo momento, uma enxurrada de informações, de inúmeras fontes, e estamos sempre conectados, por meio de smartphones, computadores ou tablets, nos sendo cobradas respostas ágeis a todo momento. É essencial e prudente analisar em que ritmo estamos, para não adoecermos mentalmente e fisicamente e, com isso, impactar diretamente nossa produtividade, analisa.

Se por um lado as organizações precisam instaurar um clima mais harmônico e propício para um trabalho mais humanizado e com valorização da saúde mental das pessoas, cabe a cada um buscar o autoconhecimento, fortalecer suas competências e habilidades, assumir seu protagonismo e promover as mudanças necessárias para não querer carregar o mundo nas costas.

Tudo para ontem exige equilíbrio - É fundamental tomar cuidado para não criar ou manter a cultura do tudo para ontem, do emergencial o tempo inteiro, uma vez que esse tipo de ambiente gera estresse, fica tóxico, adoece as pessoas, assim como cria o sentimento de incompetência ou de incapacidade. Preservar o equilíbrio é primordial para que a empresa não ofereça uma zona de conforto muito ampla, tampouco um clima de pânico aos seus colaboradores, acrescenta o headhunter.

Para Braga, ao incorporar questões de ESG - sigla do inglês que faz alusão às temáticas de governança, social e meio ambiente - em sua estrutura, as empresas têm buscado inserir temáticas como felicidade no trabalho, equilíbrio, propósito, legado e saúde mental. Esses temas devem estar cada vez mais na pauta das áreas de comunicação e recursos humanos das companhias, afinal, o bem-estar dos colaboradores está diretamente ligado à perenidade e desempenho da empresa.

Não à toa, a temática tem sido uma preocupação dos Conselhos de Administração na prática de governança corporativa. Como sabemos, o termo workaholic - aquele que trabalha em excesso - tem caído em desuso. Atualmente, a busca por equilíbrio é muito valorizada e as organizações que querem ter um diferencial estratégico, precisam refletir sobre as boas práticas de gestão de pessoas e políticas de qualidade de vida para toda a sua estrutura, completa.

David Braga é CEO, board advisor e headhunter da Prime Talent, empresa de busca e seleção de executivos, presente em 30 países pela Agilium Group; é conselheiro de Administração e professor convidado pela Fundação Dom Cabral; além de conselheiro da ABRH MG, ACMinas e ChildFund Brasil. Instagrams: @davidbraga | @prime.talent

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DIÁRIO DE PETRÓPOLIS

Medicamento revolucionário para o tratamento de Diabetes tipo 2 é aprovado pela Anvisa


Na última segunda-feira (25), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu a aprovação para o uso de um medicamento inovador no tratamento do diabetes tipo 2. A Tirzepatida, comercializada sob o nome de Mounjaro®, se destaca por sua abordagem dupla no controle da doença, prometendo revolucionar a maneira como os pacientes com diabetes tipo 2 gerenciam sua condição.

A Dra. Gisele Hart Ziehe, médica Mestre em Endocrinologia e professora de Clínica Médica, Preceptora de Residência Médica da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP), explicou que "a diferença do diabetes tipo 2, para os outros tipos é que nos outros você encontra ou autodestruição de células beta pancreáticas, ou alterações genéticas. O diabetes tipo 2 é mais caracterizado por um quadro de resistência ou intolerância à ação da insulina. Ele também é muito vinculado à obesidade e síndrome metabólica", disse.

De acordo com a endocrinologista, "a Tirzepatida é um incretinomimético que é uma das classes de medicamentos que aproveitam hormônios regulados pelo intestino e que produzem a redução do açúcar. Só que a diferença dela para os outros incretinomiméticos é que ela age duplamente, usando dois hormônios, o GIP e GLP-1 ao mesmo tempo, o que é uma revolução para nós. Antes só tínhamos aqueles medicamentos que manuseiam o GLP-1", afirma.

Ainda segundo Gisele, em estudos, a Tirzepatida demonstrou uma redução significativa na hemoglobina glicada de 2,5%, superando os resultados alcançados pelos medicamentos anteriores, que apresentavam uma redução de 1,8%. Ela destacou que "esse resultado é revolucionário, pois a melhor medicação que a gente tinha até agora em termos de redução da hemoglobina, apresentava 1,8%. Outro benefício é a redução de peso. O diabético tipo 2 vem em conjunto com uma mudança de hábitos de vida, melhora da qualidade de alimentos e atividade física. Então, o Mounjaro® vem como uma associação para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, controlando não só a glicemia, mas o peso", acrescenta.

O medicamento Mounjaro® é administrado por meio de canetas de aplicação subcutânea, com três apresentações diferentes: 5, 10 e 15 mg. Gisele explicou que "a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que fragmenta a glicose e precisa entrar em músculos e células para produção de energia. A Tirzepatida vai fazer com que essa glicose entre de maneira mais fácil, pelo incremento da produção da insulina e pela ação direta no intestino", informa.

A médica também enfatizou a importância do controle adequado do diabetes tipo 2, uma doença crônica que exige disciplina e autocuidado constantes por parte dos pacientes. "Aquele que é mal controlado pode ter sérios riscos como amputação, cegueira, doença renal e obesidade, então essas medicações que tratam diabetes e trazem uma perda de peso melhoram muito a qualidade de vida desses pacientes".

Contraindicações

A associação aos demais cuidados, como medir a glicemia antes da prática de atividade física e tomar cuidado para não associar outras medicações, é fundamental, alertou a médica. "A gente tem que chamar atenção para outra questão, que é a vulgarização do remédio. Pacientes com risco, que apresentem nódulos tireoidianos, a gente tem que examinar, tem que fazer ultrassom, porque o medicamento é absolutamente contraindicado para pacientes que podem ter carcinoma medular de tireoide. Além disso, é necessário ter a função pancreática muito bem avaliada, porque o medicamento pode provocar uma pancreatite, então precisamos tomar cuidado com medicamentos da moda e saber o que estamos passando e para quem esses medicamentos", concluiu Gisele.

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PORTAL AB NOTICIAS NEWS

8 em cada 10 farmácias no Brasil pertencem a pequenos e médios empresários; entenda


As farmácias de pequeno e médio porte (PMEs) desempenham um papel fundamental na economia brasileira e na saúde pública do país, fornecendo produtos e serviços essenciais para a saúde e o bem-estar da população. De acordo com a Agência Sebrae, essas empresas representam impressionantes 84% do mercado farmacêutico nacional.

O Brasil abriga um grande número de farmácias de pequeno e médio porte. Embora seja difícil obter um número exato de quantas existem no país devido à constante evolução do mercado, estimativas sugerem haver mais de 100 mil drogarias espalhadas por todo o território nacional.

Vamos saber mais sobre esses estabelecimentos? Continue a leitura conosco!

Setor farmacêutico no Brasil

O setor farmacêutico brasileiro é um dos mais importantes e dinâmicos da economia, gerando emprego, renda, inovação e saúde para a população. Segundo dados da 6ª edição do Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico, a venda de medicamentos no país gerou um faturamento de R$ 131,2 bilhões em 2022. Em termos comparativos, a receita, cujo valor em 2021 era de R$ 135,2 bilhões, teve uma redução de cerca de 3%.

Apesar disso, o segmento segue em expansão. Somente no primeiro semestre de 2023, foram abertas mais de 4 mil drogarias no Brasil - número superior ao de empresas abertas antes da pandemia. Os dados são de um levantamento realizado pelo Sebrae, a partir de dados fornecidos pela Receita Federal.

A pesquisa também mostrou que, atualmente, existem cerca de 122 farmácias no país, sendo que 84% delas - isto é, 102,5 mil - são micro e pequenas empresas. Esses números mostram o poder e a relevância desses estabelecimentos para a população e economia do país, conforme explica Flávio Barros, gestor do segmento de Saúde e Bem-Estar do Sebrae, em entrevista à Agência Sebrae de Notícias.

"O segmento já era um dos que mais cresciam no país, que geravam mais renda e faturamento antes da pandemia. Depois disso, esse setor não parou de crescer, pois ninguém deixou de comprar remédios nesse período, como aconteceu com outros setores em que os clientes desapareceram. Inclusive o e-commerce e a farmácia delivery foram fundamentais para as farmácias se manterem", afirma.

Impactos das farmácias de pequeno e médio porte na comunidade local

As farmácias de pequeno e médio porte têm uma presença significativa nas comunidades em que estão inseridas. Além de oferecer medicamentos, elas atuam como centros de informação e aconselhamento de saúde, fornecendo orientação aos clientes sobre o uso adequado de medicamentos, prevenção de doenças e estilo de vida saudável.

Esses estabelecimentos também podem ter outros impactos positivos para a população, uma vez que podem contribuir para:

A prevenção de doenças, ao prestarem serviços de saúde à comunidade local, como consulta farmacêutica, preparação individualizada da medicação, administração de vacinas, check saúde, dentre outros. Esses serviços podem reduzir os custos com saúde e diminuir as filas e a sobrecarga do sistema público de saúde;

A educação sanitária, ao disseminarem informações sobre temas relevantes para a saúde pública, como o combate à dengue, à covid-19, à tuberculose, à hanseníase e à leishmaniose. Essas informações podem aumentar a conscientização e a participação da população nas ações de vigilância e controle dessas doenças;

A geração de emprego e renda, por contratarem mão-de-obra qualificada ou oferecerem capacitação profissional aos seus funcionários, além de estimularem o comércio local e a circulação de dinheiro na economia;

A inclusão social, ao promoverem o acesso à saúde de populações vulneráveis ou carentes, como idosos, pessoas com deficiência, gestantes, crianças, indígenas, entre outros. Essas drogarias podem participar de programas sociais do governo ou de organizações não governamentais, como a Farmácia Popular, que oferece medicamentos gratuitos ou com desconto para doenças crônicas como hipertensão, diabetes e asma.

Produtos e serviços oferecidos à população

As farmácias de pequeno e médio porte oferecem uma ampla gama de produtos e serviços aos clientes. Esses estabelecimentos não se limitam apenas à venda de medicamentos, mas também se esforçam para atender às diversas necessidades de saúde e bem-estar da comunidade.

A seguir, destacamos alguns dos produtos e serviços comuns oferecidos por essas farmácias:

Medicamentos;

Produtos de cuidados pessoais;

Itens de higiene;

Produtos para bebês;

Suplementos nutricionais;

Equipamentos médicos e de saúde;

Serviços farmacêuticos;

Administração de vacinas;

Testes de saúde;

Como as farmácias PMEs diferenciam das grandes redes?

As PMEs se diferenciam significativamente das grandes redes de farmácias em vários aspectos essenciais. Essas diferenças moldam a experiência do cliente e destacam o valor único que esses estabelecimentos trazem para suas comunidades locais.

Atendimento personalizado

Uma das distinções mais marcantes é o atendimento personalizado oferecido pelas farmácias locais. Os funcionários muitas vezes conhecem seus clientes pelo nome, criando relacionamentos de confiança e proporcionando um atendimento mais individualizado.

Comunidade e conexão local

Drogarias de pequeno e médio porte tendem a estar profundamente enraizadas em suas comunidades. Elas participam ativamente em eventos locais e apoiam causas comunitárias, criando uma forte conexão emocional com os moradores locais.

Resposta rápida às necessidades locais

As farmácias locais têm a flexibilidade de adaptar rapidamente seus produtos e serviços às necessidades específicas da comunidade. Isso pode incluir a introdução de produtos relacionados a eventos locais ou surtos sazonais.

Variedade de produtos

Esses estabelecimentos podem oferecer um mix de produtos mais diversificado e adaptado às necessidades e preferências dos seus clientes, incluindo produtos exclusivos, regionais, naturais e de produtores locais. Esses itens podem atrair consumidores que buscam alternativas aos medicamentos convencionais ou que valorizam a sustentabilidade e a responsabilidade social.

O preço

Elas tendem a oferecer preços mais competitivos e flexíveis aos seus clientes, aproveitando-se de estratégias como compras coletivas, negociações diretas com fornecedores, promoções sazonais ou programas de fidelidade.

Quais desafios as farmácias menores enfrentam em comparação com grandes redes de farmácias?

As farmácias de menor porte enfrentam uma série de desafios em comparação com suas contrapartes maiores, que podem ser particularmente difíceis de superar devido aos recursos limitados e à competição com as grandes redes farmacêuticas. Alguns dos desafios mais comuns incluem:

Concorrência de grandes redes: esses estabelecimentos competem com grandes redes que têm recursos financeiros consideráveis;

Pressão por preços baixos: para competir, as drogarias menores muitas vezes enfrentam pressão para manter os preços baixos, o que pode afetar suas margens de lucro e sua capacidade de investir em melhorias e expansão;

Dificuldade com fornecedores: grandes redes farmacêuticas frequentemente têm mais poder de negociação com os fornecedores, permitindo-lhes obter produtos a preços mais baixos. As farmácias menores podem ter menos influência nesse aspecto;

Regulamentações e conformidade: cumprir com regulamentações rigorosas na venda de produtos farmacêuticos, manter registros precisos e garantir a qualidade e segurança dos produtos pode ser um desafio que exige recursos extras e conformidade constante;

Marketing e publicidade limitados: as grandes redes têm orçamentos substanciais para marketing e publicidade, o que pode tornar difícil para as empresas menores competir em termos de alcance e visibilidade;

Pandemia e crises de saúde pública: eventos como a pandemia de covid-19 podem ter um impacto desproporcional nos estabelecimentos menores, que podem enfrentar dificuldades para adquirir suprimentos, implementar medidas de segurança e manter operações durante crises de saúde pública.

Apesar das dificuldades, as farmácias de pequeno e médio porte seguem em crescimento e são parte essencial desse setor, pois podem fazer a diferença na vida das pessoas.

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MANEZINHO NEWS

Cresce busca por consultas, vacinas e exames rápidos em farmácias do Brasil, segundo pesquisa Clinicarx


Hoje, a farmácia vai muito além das prateleiras de medicamentos e cosméticos: é uma aliada na prevenção, tratamento e acompanhamento de diversas condições médicas. Para comprovar a ampliação da atuação deste tipo de estabelecimento, a Clinicarx realiza um levantamento trimestral com informações sobre mais de 4.000 farmácias em todo o país. Na contramão do sistema público, cuja procura por vacinas têm caído, sobretudo para crianças, as farmácias tiveram crescimento de 189% em imunizantes aplicados nos primeiros seis meses do ano, em comparação com 2022. Os exames também foram destaque, já que do primeiro para o segundo semestre houve aumento de 40% no volume de testes. Já a consulta farmacêutica, segue entre os cinco serviços mais procurados nas drogarias.

Exames de triagem e auxílio no controle de doenças crônicas

As farmácias têm se consolidado como pontos de promoção em saúde, pois garantem o acesso do cidadão aos cuidados básicos. O que contribuiu para que esses locais voltassem a ser reconhecidos como espaços de assistência foram as novas legislações, desde 2013 até os dias de hoje. Um exemplo é a Resolução 786/2023 da ANVISA, do último dia 5 de maio de 2023, que liberou drogarias a realizarem exames de análises clínicas com a finalidade de triagem, sem fins diagnósticos.

Os estabelecimentos já trabalham com 86 tipos diferentes de serviços clínicos e o teste de glicemia fechou o segundo trimestre como o segundo mais procurado com 17,40%, ficando atrás apenas da aferição da pressão arterial com 29,49%. Entre os exames rápidos, destaque para os testes de Dengue, Beta-HCG (Gravidez), Hemoglobina Glicada e Perfil Lipídico, que foram os mais procurados. Os números mostram que as farmácias são um dos pilares fundamentais para o controle de condições médicas crônicas. De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) contabiliza 1,8 milhões de internações anuais decorrentes do agravamento de problemas relacionados à diabetes e pressão alta.

Vacinas salvando vidas

Durante a pandemia de Covid-19 muito foi discutida a importância das vacinas para a prevenção de doenças. Inclusive, as farmácias desempenharam papel de grande relevância ao fornecer os testes rápidos de coronavírus. As drogarias seguem como referência na aplicação de imunizantes, já que muitas pessoas buscam vacinas que não são disponibilizadas em postos de saúde para seus grupos. É o caso do imunizante contra o HPV, cujo público-alvo do Governo Federal são jovens entre 9 e 14 anos de idade. Atualmente, a vacina contra o HPV está entre as 10 mais procuradas nas drogarias. Entretanto, o imunizante contra a Influenza (Gripe) continua sendo o campeão de aplicações. Quando listamos todos os serviços, não somente vacinas, ele aparece em sétimo lugar como serviço mais buscado no ranking do semestre. Além dos imunizantes citados, há tipos contra meningite, pneumonia, herpes-zóster e rotavírus.

Consultas farmacêuticas

As drogarias como pontos de saúde oferecem procedimentos, consultas, exames rápidos, vacinas e check-ups. Somente entre 01 de abril até 30 de junho, foram 1,7 milhões de serviços prestados. O volume geral de atendimentos cresceu 69% do primeiro ao segundo semestre de 2023, recuperando o mesmo patamar do período de pandemia. Os procedimentos e consultas representaram quase 90% do total de serviços. A consulta farmacêutica envolve o atendimento personalizado ao paciente, em que o objetivo é fornecer orientações específicas sobre o uso de medicamentos, tratamentos e medidas de prevenção. O serviço farmacêutico clínico foi autorizado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) em 2013, através da resolução n°585 que dispõe sobre as atribuições clínicas do profissional.

Para o fundador da Clinicarx, Cassyano Correr, a farmácia ajuda na promoção de saúde por ser acessível à população. "Muitos municípios estão distantes de centros médicos e muitos pacientes querem evitar a demora no atendimento para problemas simples, por isso a farmácia é uma alternativa de atendimento aos pacientes no aspecto assistencial. A intenção não é substituir o médico tradicional, mas trabalhar em conjunto, desafogando o sistema ao realizar procedimentos simples e fornecer as primeiras orientações por meio do farmacêutico". Sobre a InterPlayers A InterPlayers, o hub de negócios da saúde e bem-estar, promove ampla integração com todos os componentes do segmento farmacêutico e hospitalar, com destacada participação no mercado, integrando farmácias, clínicas, hospitais, distribuidores e indústrias em todo o território nacional. Apresenta um portfólio de serviços de geração de demanda, comercial, trade, fidelização e acesso e serviços ao paciente.

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AGITA BRASÍLIA

Governador participa da inauguração da sede do Conselho Federal de Medicina


O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, participou, na noite desta quarta-feira (27), da inauguração da nova sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), localizada na 616 Sul, ao ao lado de diversas autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa. Com 10 mil metros quadrados de área e um prédio de três pavimentos com salas modernas, auditório e estacionamento, o espaço é considerado a casa dos 638.546 inscritos no CFM.

"Nós que estivemos à frente da administração pública no período talvez mais difícil da humanidade, que foi a pandemia, tivemos que nos envolver cada vez mais com a classe da medicina. Então para nós é uma alegria muito grande poder estar nessa concretização de um sonho que é de toda a medicina brasileira", afirmou o líder do Executivo. "Era mais do que merecido essa obra. Tenho certeza que vai trazer grandes benefícios para todo o corpo médico do Brasil como um todo", completou.

Ibaneis Rocha destacou a modernidade da edificação, fundamental para atender as necessidades dos médicos e do mundo atual. "É um prédio com tudo aquilo que tem de mais necessário para que a medicina avance e possa dar o acompanhamento necessário a todos os médicos. Fico muito feliz quando esse sonho se torna nesse novo prédio", acrescentou.

Durante a solenidade, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, iniciou agradecendo Ibaneis Rocha pelo apoio que o governo vem dando à área de saúde do Distrito Federal e a concepção da nova sede iniciada há 10 anos. "O senhor fez uma verdadeira metamorfose no Distrito Federal [ ]", começou. "A equipe do GDF foi fundamental para que pudéssemos avançar em nossa intenção, respeitando todas as exigências da lei", completou.

O chefe do Executivo colocou o governo à disposição do Conselho para auxiliar na organização da 16ª Conferência Mundial de Bioética, Ética Médica e Direito da Saúde, em julho de 2024. "É muito importante ter Brasília como sede da bioética, não só nacionalmente, mas mundialmente. Será um congresso muito prestigiado aqui na nossa cidade. Isso nos engrandece muito e vai ter todo o apoio das nossas secretarias", disse.

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Assessoria de Comunicação

Quarta, 27 Setembro 2023 07:28

CLIPPING AHPACEG 27/09/23

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Planos de saúde em alta

Novo símbolo de status entre famosos e endinheirados é realizar uma ressonância de corpo inteiro, mas médicos criticam; entenda

Monitor mata paciente sufocado após agressões físicas em clínica de reabilitação, diz polícia

Mãe de psicóloga que morreu após passar mal em exame cobra conclusão da investigação após 9 meses: 'Perda irreparável'

Médicos são indiciados após morte de pacientes

Auramedi firma contrato de R$ 285,8 milhões com o Ministério da Saúde

CDI Premium recebe certificação ONA 3

Saúde alerta para onda de calor em Goiás e dá dicas de prevenção

Goiás testará modelo de programa com fila única para cirurgias eletivas

Navegação de pacientes: um norte para aprimorar os cuidados com o câncer de mama no Brasil

Saúde: governo anuncia plano de investimento de R$ 46 bilhões até 2026

Gestão hospitalar: como processos organizados ajudam no crescimento das instituições

BLOG DO PCO

Planos de saúde em alta


O número de beneficiários de planos de saúde no país chegou a 50,7 milhões em maio deste ano, um crescimento de 2,41% em relação a maio de 2022. Os usuários são atendidos por 680 operadoras de planos que, em 2022, autorizaram cerca de 1,6 bilhão de procedimentos, entre consultas, exames e cirurgias. Os procedimentos foram realizados em 173,1 mil estabelecimentos de saúde que atendem os planos privados no país. As 32 empresas analisadas tiveram, em 2022, receita líquida de 123,2 bilhões de reais, 15,28% mais do que em 2021 - 106,9 bilhões de reais. O lucro líquido foi de 23,2 bilhões de reais; e a margem, de 18,8%.

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O GLOBO

Novo símbolo de status entre famosos e endinheirados é realizar uma ressonância de corpo inteiro, mas médicos criticam; entenda


O novo símbolo de status entre famosos e endinheirados é realizar uma ressonância de corpo inteiro como check-up. Nos últimos meses, imagens de celebridades e influenciadores sentados em frente a uma máquina de ressonância magnética, vestindo uma espécie de uniforme, começaram a aparecer nas redes sociais com frequência.

A mais emblemática talvez tenha sido a publicação de Kim Kardashian. Na foto, ela aparece de chinelos, na pose descrita acima, para seus 364 milhões de seguidores, com a legenda "a ressonância magnética da Prenuvo tem a habilidade de detectar câncer e doenças como aneurismas em estágios iniciais, antes que os sintomas apareçam. (...) Realmente isso salvou a vida de alguns dos meus amigos e eu apenas queria compartilhar".

A Prenuvo é uma das empresas que oferecem o exame que demora cerca de uma hora e chega a custar US$ 2.499 (o equivalente a R$ 12.300), como check-up em busca de sinais precoces de doenças como câncer, aneurisma, doenças hepáticas, degeneração espinhal, condições musculoesqueléticas e até esclerose múltipla. Outras empresas que oferecem esse mesmo serviço são Ezra, simonONE e Neko Health, com sede em Estocolmo.

Embora afirme que nenhuma das celebridades que divulgam o produto são pagas, a Prenuvo admite que oferece exames gratuitos para influenciadores e figuras proeminentes da indústria do bem-estar "em troca de uma avaliação honesta, se assim o desejarem". Durante a New York Fashion Week, no início de setembro, o serviço foi oferecido para algumas pessoas influentes no mundo da moda,incluindo editor de moda francês Olivier Zahm, o estilista Zac Posen, a modelo Lily Aldridge e a editora da Vogue Gabriella Karefa-Johnson. Todos postaram fotos sobre o exame.

Entretanto, diversos especialistas alertam contra a realização desse tipo de exame como check-up. Em abril, o Colégio Americano de Radiologia divulgou um comunicado dizendo que não havia "nenhuma evidência documentada de que o exame corporal total seja rentável ou eficaz no prolongamento da vida", e expressando preocupação de que esses exames poderiam levar a "descobertas inespecíficas" que exigem acompanhamento caro e extenso.

Um estudo publicado em 2019 analisou 12 trabalhos realizados anteriormente com mais de 5 mil pessoas submetidas à ressonância magnética de corpo inteiro, sem apresentar quaisquer sintomas de doenças. Os resultados mostraram que o exame detectou uma anormalidade que poderia ser clinicamente relevante em cerca de 32% das pessoas. No entanto, não está claro se essas anormalidades teriam levado à doença ou à morte.

Além disso, entre os seis estudos que tinham dados completos, 6% das pessoas apresentaram falsos positivos. Apenas um estudo observou falsos negativos - o que significa que o exame perdeu alguma coisa - o que ocorreu em cerca de 2% dos participantes.

A ressonância magnética é um exame que se utiliza dos princípios da radiofrequência para enxergar os órgãos, com a grande vantagem de não emitir radiação. Como o poder de visualização é excelente, esse recurso é muito utilizado para averiguar cartilagens, músculos e órgãos, em especial coração, fígado e cérebro, em exames específicos. Já ressonância magnética de corpo inteiro, fará uma varredura do paciente, da cabeça aos pés.

Esse exame está disponível no Brasil. Sua realização só é feita mediante prescrição médica, a um custo de cerca de R$ 6 mil. Como ele não consta na lista da Agência Nacional de Saúde (ANS), não há cobertura pelos planos de saúde. Especialistas ouvidos pelo GLOBO explicam que esse exame é uma ferramenta importante, desde que usado corretamente.

- A ressonância magnética de corpo inteiro tem indicações bem precisas e fazer check-up não é uma delas. Primeiro, porque ela é um exame mais geral e não consegue ir a fundo no achado. Segundo porque pode acabar detectando muitas coisas que serão benignas. Mesmo assim, isso exigirá a realização de exames adicionais específicos que aumentam o gasto e a exposição do paciente, além da ansiedade gerada em todo esse processo - diz o médico radiologista Alipio Gomes Omond Filho, coordenador do Centro Avançado de Diagnóstico por Imagem Osteomuscular do Grupo Fleury.

radiologista Harley de Nicola, superintendente médico da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) explica que a ressonância magnética de corpo inteiro pode ser especialmente útil para análise do sistema ósseo e músculo- esquelético, como para identificar metástase óssea em pessoas com câncer de pulmão.

- Uma das indicações mais precisas desse exame é para averiguar suspeitas de câncer ou metastáse em crianças, devido à ausência de radiação - explica Nicola.

Outras indicações incluem suspeita de doenças musculares, doenças sistêmicas em pediatria e síndromes genéticas que predispõem ao câncer, como Li-Fraumeni.

- Nestes casos, a realização do exame se justifica - avalia Omond Filho.

O risco de falsos positivos Nossos corpos geralmente contêm anormalidades, como caroços, massas e cicatrizes em órgãos, que podem ser detectadas por ressonância magnética. Uma ressonância magnética por si só nem sempre é possível dizer se um achado é benigno ou preocupante e, muitas vezes, os pacientes têm que se submeter a testes adicionais.

Um representante da Prenuvo disse que 5% das pessoas que fazem um exame Prenuvo são alertadas sobre "descobertas que podem salvar vidas". Lacy, o fundador da Prenuvo, disse que os riscos teóricos em torno dos falsos positivos não refletem a tecnologia da Prenuvo, que ele diz ser mais precisa do que as tomografias computadorizadas usadas na maioria dos exames de triagem.

Mas, de acordo com a médica Rebecca Smith-Bindman, diretora do Laboratório de Pesquisa de Resultados de Radiologia da Universidade da Califórnia em São Francisco, o problema não tem nada a ver com a tecnologia" e sim com a "variação profunda e normal em nossos corpos" e com a probabilidade de nódulos e anormalidades que uma máquina muito sensível encontrará.

Exames preventivos como esse provavelmente encontrarão cânceres precoces e para um pequeno número de pacientes, detectar e tratar um câncer precoce terá um benefício profundo, mas "o número de tumores benignos supera em muito o número de tumores agressivos", disse ela.

Assim como nem todo aneurisma detectado irá representar um risco para a vida desse paciente. Mesmo assim, qualquer anormalidade detectada exigirá a realização de análises mais detalhadas, o que pode resultar em novos exames e intervenções invasivas. Testes adicionais podem trazer novas complicações e exposição potencialmente desnecessária à radiação, assim como representar um custo potencialmente desnecessário para o paciente ou para o sistema de saúde.

- Os exames de rastreamento do câncer seguem padrões de segurança do paciente e recomendações que levam em conta o sexo, a idade, algumas características de estilo de vida. Quando não há indicação expressa para estes exames, pode haver impacto negativo para o paciente - com a realização de procedimentos dispensáveis e até mais invasivos, além de gastos desnecessários para o sistema, com possível sobretratamento e sobrediagnóstico - pontua o oncologista clínico Henrique Helber, do Hospital Israelita Albert Einstein, HCor e integrante do comitê científico do Instituto Vencer o Câncer.

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PORTAL G1

Monitor mata paciente sufocado após agressões físicas em clínica de reabilitação, diz polícia

Segundo a Polícia Civil, ele tratava alcoolismo e foi encontrado morto no quarto onde dormia. Caso aconteceu em abril deste ano.

Por Vanessa Chaves, g1 Goiás

Um monitor foi preso suspeito de matar o paciente Carlos Eduardo Rodrigues Ribeiro, de 44 anos, sufocado após agressões físicas em uma clínica de reabilitação, em Luziânia. Segundo a Polícia Civil, ele tratava alcoolismo e foi encontrado morto no quarto onde dormia.

O nome do suspeito não foi divulgado, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa dele até a última atualização desta reportagem.

A prisão aconteceu na tarde da última segunda-feira (25). Policiais Civis do Grupo de Investigação de Homicídios de Luziânia (GIH) cumpriram um mandando de prisão temporária contra o suspeito.

A PC disse que Carlos foi encontrado morto no quarto onde dormia e segundo as investigações ele foi vítima de grave violência física e sufocamento na clínica que fica localizada no Jardim do Ingá.

Segundo a família de Carlos, a clínica foi fechada. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o dono da clínica vai ser responsabilizado, mas não tivemos retorno até a última atualização desta reportagem.

Conforme a polícia, as pessoas selecionadas para atuarem como monitores são os próprios internos, quando apresentam alguma liderança no grupo, ainda que não possuam o mínimo de condições técnicas para o serviço. Alguns deles, inclusive, ainda apresentam dependência química.

De acordo com a investigação, grande parte das clínicas terapêuticas de Luziânia funcionam na ilegalidade, sem alvará de funcionamento, com instalações inadequadas e precárias. A GIH continua investigando o caso.

Crime

O crime aconteceu no dia 24 de abril deste ano. Segundo a família, Carlos estava no local há seis meses para tratar alcoolismo (assista entrevista acima).

"Achei que ele ia sair de lá recuperado, mas meu irmão saiu de lá morto", disse a irmã, Rosileia Rodrigues.

De acordo com o boletim de ocorrência, a família soube da morte de Carlos ao entrar em contato com a clínica para saber notícias sobre dele. À polícia, a irmã contou ter encontrado o irmão com diversos hematomas. No laudo do Instituto Médico Legal (IML) que foi entregue aos familiares, é dito que há sinais de asfixia.

Aos policiais, os parentes ainda contaram que acreditavam que a morte tenha acontecido depois de episódios de tortura sofridos por Carlos dentro da clínica. Esses episódios de tortura, segundo a irmã, eram frequentes e eram denunciados por ele.

"A visita era uma vez por mês e meu irmão falava que eles batem, amarram, a gente fica com fome, é muita tortura, mas eu achei que ele estava mentindo e querendo sair pra beber", desabafou a mulher, em entrevista à TV Anhanguera.

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Mãe de psicóloga que morreu após passar mal em exame cobra conclusão da investigação após 9 meses: 'Perda irreparável'

Falta de respostas tem prolongado o sofrimento de Jane Alves de Souza e de toda família da jovem. Caso aconteceu em dezembro do ano passado.

Por Vitor Santana, g1 Goiás

A mãe da psicóloga Bruna Nunes de Faria, de 27 anos, que morreu após passar mal em um exame, em Goiânia, cobra a conclusão da investigação após nove meses de angústia. O caso ainda não foi finalizado pela Polícia Civil. A falta de respostas tem prolongado o sofrimento de Jane Alves de Souza.

“É uma perda irreparável. Nossa família acabou, estamos no chão”, lamentou.

A clínica Centro de Diagnósticos - Exames Médicos por Imagem (CDI) informou que apesar de todos os esforços, não foi possível reverter a reação alérgica anafilática que atingiu Bruna. Disse ainda que as apurações da Polícia Civil, mediante laudo anatomopatológico emitido pelo IML comprovam que “não se verificaram distorções de quaisquer condutas médicas, durante toda a cadeia de atendimento à paciente (veja nota completa na íntegra ao fim da reportagem).

A mãe diz que está com depressão após a morte da filha. Nos últimos cinco meses, deixou de trabalhar.

“Ainda estou tentando conseguir viver. Nenhuma mãe merece passar por isso que passei”, completou Jane.

Ela conta ainda que os outros três filhos também adoeceram após a morte de Bruna. Jane diz que um laudo apontou que a filha teve uma reação a um contraste usado. Porém, Bruna já tinha feito outros exames, também com contraste, mas nunca teve qualquer reação.

“Mesmo que tenha sido uma alergia: a clínica precisava ter condições para reverter isso. Lá não tinha UTI, não a intubaram. Houve negligência”, denunciou.

Em janeiro deste ano, um laudo foi emitido após a morte da psicóloga e teve resultado inconclusivo. O documento foi emitido no dia 4 de janeiro. O g1 procurou a Polícia Civil, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Morte

Bruna Nunes de Faria, de 27 anos, morreu após passar mal ao receber contraste para um exame de ressonância magnética do coração em uma clínica de Goiânia, segundo a mãe dela, Jane Alves. O procedimento aconteceu no dia 21 de dezembro de 2022. A morte foi registrada na Polícia Civil.

Bruna fez o exame no Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) Unidade II, que fica na Avenida Portugal, no Setor Marista. A defesa explicou, por meio de nota, que atualmente há dois grupos distintos operando sob o nome CDI. Um sob responsabilidade dos médicos Luiz Rassi Júnior e Colandy Nunes Dourado e outro sob a gerência dos médicos Ary Monteiro Daher e Adriana Maria Monteiro, sendo que o procedimento que a jovem realizou faz parte dos serviços prestados pela equipe chefiada por Ary e Adriana.

Os grupos estão em fase final de separação judicial, que deve ser finalizada em janeiro, quando os prédios também devem ser separados de acordo com a administração.

Segundo a mãe, a jovem havia tido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e fazia o exame para descobrir a causa. Familiares relataram à administração municipal que o procedimento era de rotina.

Bruna Faria nasceu em Bonfinópolis, onde foi velada e enterrada. A jovem trabalhava como psicóloga da Prefeitura de Silvânia e fazia parte da Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (Emad) da Secretaria Municipal de Saúde.

Desespero

Jane Alves de Souza mostrou a última foto que tirou da filha minutos antes de a jovem morrer.

"Vi minha filha morrer. Ela ficou com o corpo roxo. A última coisa que ela falou foi: “Estou sem ar”. E não falou mais nada", contou Jane Alves.

Vídeo mostra tentativa de reanimação

A mãe da psicóloga mencionou a falta de preparo para o socorro da filha. Um vídeo mostra socorristas e paramédicos tentando reanimar a jovem de 27 anos (veja abaixo).

“Na hora que aplicou o contraste, ela falou assim: ‘Estou passando mal’, e começou a tossir. Eles a tiraram rápido, no colo. Eu fui junto para esse quartinho com ela e falei ‘pelo amor de Deus, o que está acontecendo com a minha filha?’. E já veio uma moça e aplicou uma injeção nela e ela [Bruna] falou: ‘Estou sem ar’. Foi a última palavra que ela falou”, desabafou.

Segundo a mãe, não havia uma equipe médica pronta, treinada e nem equipamentos para reverter a situação.

“Se eles sabiam que existia essa possibilidade de reação ao contraste, tinha que ter todo o aparato para salvar ela. Tinha que ter um oxigênio. Tinha que ter uma maca preparada. Eles fizeram os primeiros socorros, mas a ambulância chegou em 20 minutos, ela já estava roxa”, disse a mãe.

Nota na íntegra do Centro de Diagnósticos - Exames Médicos por Imagem (CDI)

"Em relação à fatalidade que acometeu a psicóloga Bruna Nunes, as apurações realizadas pela Polícia Civil, mediante laudo anatomopatológico emitido pelo IML comprovam que “não se verificaram distorções de quaisquer condutas médicas, durante toda a cadeia de atendimento à paciente. Apesar de todos os esforços empreendidos pelas equipes que assistiram a pericianda, em tempo hábil, não foi possível reverter as consequências letais da reação alérgica anafilática que atingiu a vítima.”

Cumpre frisar que a paciente e sua acompanhante informaram na ficha de anamnese a inexistência de qualquer tipo de alergia.

Reforçamos que em nossos exames são adotados elevados padrões de segurança, com acreditação em grau máximo e procedimentos certificados pelas autoridades do setor, sempre buscando garantir o bem-estar e a saúde de nossos pacientes, valores que sempre fizeram parte da história da clínica.

Renovamos nossos votos de solidariedade com toda a família e amigos."

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DIÁRIO DA MANHÃ

Médicos são indiciados após morte de pacientes

Conclusão de inquérito aponta para possível crime de homicídio culposo

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) concluiu dois importantes inquéritos que apuravam a possível ocorrência de crimes de erro médico em atendimentos prestados em Hospitais de Aparecida de Goiânia. A Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso de Goiânia foi a responsável pelo processo de investigação dos fatos. Uma força tarefa foi estabelecida para elucidar as suspeitas levantadas pelas denúncias, a operação foi batizada de Hipócrates.

Dentre os dois casos investigados está o caso de um idoso de 75 anos de idade que foi internado para se submeter a realização de um procedimento cirúrgico de angioplastia transluminal por vaso durante o mês de abril de 2016. O paciente morreu 15 dias após a realização do procedimento devido a algumas complicações. Segundo as apurações levantadas na investigação, o médico que realizou a operação se negou a atender a vítima quando o procurou devido a complicações.

Os familiares foram obrigados a peregrinar por outros hospitais buscando socorro, até que infelizmente houve o óbito. ´

Já o segundo caso investigado, se refere um paciente também idoso, Sr. Edmundo Elizário Galvão, ele faleceu no dia 10 de maio de 2022. Conforme relatos de familiares, o óbito foi ocasionado por uma hemorragia cerebral provocada por uma queda na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde Galvão estava internado. O fato foi relatado pelos familiares a equipe médica que negou que a situação teria realmente ocorrido. Galvão morreu três dias após o acidente.

Os familiares pontuam que bastaria a realização de uma tomografia após o questionamento apresentado para que fosse constatada a lesão e houvesse o direcionamento para uma cirurgia.

Conforme inquérito produzido, os médicos envolvidos nos atendimentos foram indiciados e responderão pelos crimes de homicídio culposo em face da negligência.

A identidade dos profissionais não revelada.

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O HOJE

Auramedi firma contrato de R$ 285,8 milhões com o Ministério da Saúde

A microempresa de Aparecida de Goiânia e o único sócio são réus por improbidade administrativa no Pará por suspeita de fraude em contratação, também com dispensa de licitação.

A Auramedi, microempresa farmacêutica que possui somente um funcionário registrado e um capital social de R$ 1,3 milhão, fechou contrato com o Ministério da Saúde. O acordo é para o fornecimento de 293,5 mil frascos de imunoglobulina humana. Trata-se de um medicamento hemoderivado, ou seja, produzido a partir do sangue, cujo uso visa melhorar a imunidade dos pacientes. Assinado em abril de 2023, o contrato foi feito com dispensa de licitação e a partir do pagamento de R$ 285,8 milhões.

O Ministério da Saúde firmou o contrato com a companhia chinesa Najing Pharmacare, mas a Auramedi assina como representante nacional. No Brasil, a Panamerican Medical Suplly também representa a farmacêutica asiática. Porém, Marcelo Pupkin Pitta, um dos sócios da Panamerican, foi preso em 2004 e, novamente, em 2007. Na época, as investigações apuraram suspeita de fraude em licitação no Ministério da Saúde, justamente em compras de medicamentos hemoderivados, incluindo imunoglobulina.

Auramedi

Desconhecida no mercado, a empresa Auramedi, de Goiás, tem pequeno porte e um baixo volume de recursos. Por isso, o contrato feito pelo Ministério da Saúde chamou a atenção. A sede da empresa farmacêutica é uma residência que se encontra em um centro empresarial de Aparecida de Goiânia. Ao Metrópoles, um comerciante vizinho afirmou que nunca viu movimento na casa. Além disso, um funcionário do centro empresarial disse que, ás vezes, uma funcionária vai ao local.

Contudo, a fonte relatou que, geralmente, a mulher vai apenas para pegar encomendas que ficam na administração. Aliás, a Auramedi não possui um site próprio, o que faz com que a presença online seja tão ínfima quanto a física. Atualmente, a empresa farmacêutica e o único sócio, Fábio Granieri de Oliveira, são réus por improbidade administrativa em uma ação popular no Tribunal de Justiça do Pará. O Judiciário recebeu uma denúncia de fraude em uma contratação, também com dispensa de licitação.

A suspeita de contrato ilegal supostamente ocorreu durante a pandemia da Covid-19, no município de Parauapebas. No processo, consta o fato de que Fábio participou da tomada de preço que a prefeitura solicitou como representante da Auramedi. Todavia, também assinou da mesma forma em uma das outras duas concorrentes. Apesar disso, a Auramedi não tem restrições para participar de licitações ou firmar contratos com o Poder Público.

Faturamento

A Auramedi foi criada em 2013, mas Fábio passou a ser o único sócio em maio de 2020. Na ocasião, a empresa saiu de um capital social de R$ 50 mil para R$ 1,3 milhão. Além disso, a mudança do quadro societário ocorreu três meses após a firma ser dada como pagamento de uma dívida a outras três pessoas. Conforme o empresário informou, ele trabalhou na gigante farmacêutica EMS antes de se tornar sócio da pequena companhia de Aparecida de Goiânia.

Segundo dados do Portal da Transparência, em outubro de 2022, a Auramedi começou a participar de pregões de órgãos federais. Desde então, a empresa recebeu quantias pequenas para fornecimento de medicamentos, com notas de pagamento de até R$ 6,2 mil. O maior valor recebido até o momento foi proveniente do contrato com o Ministério da Saúde, de R$ 16,5 milhões. Aliás, para conseguir esse contrato, a Auramedi pagou R$ 246,6 mil em um seguro de R$ 14,3 milhões, 5% do valor do contrato, conforme é exigido na legislação.

Processos

A companhia chinesa Najing Pharmacare é uma tranding, ou seja, atua como intermediária entre fabricantes e compradores. Tanto a Auramedi, de Fábio Granieri, quanto a Panamerican, de Marcelo Pitta, dizem representar a farmacêutica asiática. Inclusive, neste último processo de dispensa de licitação do Ministério da Saúde para compra de imunoglobulina, as duas se apresentam como representantes nacionais da empresa chinesa.

Em contratos recentes, a Panamerican chegou a fornecer ao Ministério de Saúde medicamentos enviados pela Nanjing. No passado, apenas outra empresa brasileira, do Distrito Federal, já disse representar a farmacêutica chinesa, em 2020. Essa terceira empresa aparece como ré no mesmo processo no Pará em que a Auramedi e seu sócio, Fábio Granieri, são réus. Até o momento, o empresário não se posicionou sobre os processos e as similaridades que envolvem os casos.

Coincidentemente, o advogado que representou Fábio Granieri, da Auramedi, no processo de dispensa de licitação do Ministério da Saúde também atuou em nome de Marcelo Pitta, da Panamerican, em um processo de 2020. O advogado é de Pernambuco, longe do Distrito Federal e de Goiás, onde fica a Auramedi e onde Fábio diz morar. A imprensa chegou a procurar pelo advogado, mas este alegou que não poderia dizer se Marcelo Pitta indicou seu escritório a Fábio Granieri, devido a sigilo dos contratos.

A Panamerican pediu a impugnação do processo de dispensa de licitação em questão, solicitando melhoria do termo de referência. No pedido, ela alegou prazos inexequíveis de início de entrega; dúvida sobre quantitativo a ser fornecido em cada entrega; e sobre a possibilidade de apresentação de proposta em dois cenários (um respeitando o cronograma, e outro não respeitando o cronograma). Apesar do pedido de impugnação, que inclusive mostra ciência da existência do processo, a empresa não enviou nenhuma proposta.

Licitação

Além da microempresa não ser conhecida no mercado, a dispensa de licitação também chama a atenção. O Ministério da Saúde poderia ter aberto um processo de dispensa para aquisição de uma quantidade menor em regime de urgência. No entanto, optou por comprar sem licitação o equivalente ao consumo de seis meses. Porém, o processo de dispensa de licitação vem de um imbróglio para aquisição de imunoglobulina que de fato colocou em risco o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2020, durante o auge da pandemia da Covid-19, o produto estava em falta no mercado. Dois pregões iniciados pelo Ministério da Saúde fracassaram. No ano seguinte, houve outra disputa pública, mas uma das empresas alegou irregularidades em sua desclassificação, e o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu. Posteriormente, no entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a compra. Com a compra autorizada pelo STF, o ministério abriu novo pregão em dezembro de 2022.

Contudo, o TCU determinou que fosse permitida a participação de empresas sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por isso, o Ministério da Saúde iniciou outro processo, dessa vez com dispensa de licitação, alegando urgência. Além disso, o órgão ressaltou o acórdão de fevereiro deste ano do TCU, no qual determinou que a pasta adotasse “as medidas estritamente necessárias para garantir o estoque” de imunoglobulina.

Inclusive, a aquisição do produto poderia ocorrer por meio, “por exemplo, de contrato emergencial ou termo aditivo, se couber”, incluindo a participação de empresas estrangeiras com produtos sem registro. A Anvisa, ao autorizar a importação em caráter excepcional do medicamento que não tem registro sanitário, cita que não resta provada a indisponibilidade do medicamento do mercado, mas que entende que o fato não afasta a determinação do TCU.

Propostas

O Ministério da Saúde abriu a tomada de preços no dia 27 de fevereiro, com publicação no Diário Oficial da União (DOU), para recebimento de propostas até as 23h59 de 3 de março. Uma das empresas foi desclassificada porque enviou a proposta um minuto depois, à meia-noite. Além disso, outras cinco foram desclassificadas sob alegação de falta concordância com o edital. Por fim, o ministério selecionou as cinco propostas com menores preços.

As primeira e segunda colocadas acabaram eliminadas por alegação de que o produto oferecido é fabricado na Índia, país que não é membro da ICH. A quarta colocada foi eliminada porque, segundo o ministério, não atendeu a convocação de envio de documentação para se habilitar. Com isso, restou a Farma Medical, que estava em terceiro, e a Auramedi, que estava em quinto no ranking de propostas mais vantajosas. A todo tempo, a Auramedi ressaltou que tinha quantia suficiente para suprir a demanda completa do ministério, de 383,5 mil mil frascos, e tentou desabilitar a concorrente Farma Medical.

O Ministério da Saúde informou que precisava que a primeira parcela de medicamento fosse entregue em abril deste ano, para não ocorrer desabastecimento. Porém, a Auramedi, que representa a companhia chinesa Nanjing Pharmacare, entregou os medicamentos em meados de junho. Representando a Prime Phama LLC, dos Emirados Árabes, a Farma Medical ficou responsável por fornecer 90 mil frascos em um contrato menor, de R$ 87,6 milhões. Mas, segundo o ministério, não entregou nada até o momento. O dono da empresa nega e diz ter entregue 30 mil frascos em junho, mas não enviou provas.

Críticas

No âmbito dos processos, farmacêuticas maiores e com registro na Anvisa alegaram que não havia justificativa para dispensa de licitação, tampouco para permitir que produtos sem registro na agência entrassem na disputa. Na própria tomada de preço, as propostas de empresas com registro somaram o equivalente a 82% do quantitativo que o ministério precisava. No entanto, o valor seria menos vantajoso e poderia chegar a R$ 716,8 milhões, quase o dobro do que o ministério comprometeu nesses dois contratos. E, diante da decisão do TCU de fevereiro, manteve-se a compra com empresas sem registro.

Aliás, Fábio Granieri, da Auramedi, criticou a concorrente Farma Medical, que não entregou os medicamentos compactuados, e alegou que as informações trazidas pela reportagem são equivocadas, “vez que desprovidas de fundamentação fática”. Para mais, Fábio considera que o “inadimplemento contratual da Prime Pharma LLC prejudica a saúde pública, irreversivelmente”. Em síntese, a Auramedi argumentou que a Nanjing cumpriu as exigências e ressaltou problemas da concorrente.

O Ministério da Saúde informou que a compra emergencial visa evitar o desabastecimento de imunoglobulina e que a aquisição seguiu regulamentação da Anvisa que trata de critérios para importação em caráter de excepcionalidade. A pasta acrescentou que recebeu até o momento da Nanjing Pharmacare, representada nacionalmente pela Auramedi, 245.842 frascos, equivalentes às cinco primeiras parcelas, e que já recebeu parte da última parcela, prevista para entrega no próximo 30/9. O ministério detalhou que as empresas contratadas estavam regulares no momento da contratação, “não incorrendo em qualquer impedimento legal”.

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 STG NEWS

CDI Premium recebe certificação ONA 3

Com mais de 20 anos de serviços prestados aos goianos, o CDI Premium acaba de passar, com sucesso, pela Avaliação de Manutenção da Acreditação ONA 3 – Acreditado com Excelência. Essa avaliação de manutenção acontece periodicamente e o resultado atesta que o Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), com unidades no Setor Marista, em Goiânia (GO), mantém a certificação conquistada em 2021 e emitida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

A ONA é pioneira e uma referência em acreditação de serviços de saúde no Brasil. O selo de acreditação ONA 3 é conferido após uma detalhada avaliação dos serviços de saúde e a confirmação da qualidade e da segurança do atendimento prestado por essas unidades de avaliadas.

Sob a direção dos médicos cardiologistas Luiz Rassi Júnior e Colandy Nunes Dourado, o CDI Premium foi inaugurado há 23 anos e, desde então, busca oferecer à população um atendimento único, inovador, com segurança e precisão.

No CDI PREMIUM, a população conta com exames de imagem, como tomografia, ressonância magnética, PET CT, além de testes na área de medicina nuclear, terapia com radioisótopos e vários outros procedimentos.

“A cada paciente, dedicamos cuidado, atenção e o melhor que podemos oferecer”, diz a diretora e sócia-fundadora Colandy Nunes Dourado, que compartilha a conquista da manutenção da acreditação ONA 3 com toda a equipe médica, colaboradores e com os pacientes que confiam no CDI Premium.

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GAZETA DO ESTADO

Saúde alerta para onda de calor em Goiás e dá dicas de prevenção

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) alerta a população para os cuidados necessários com a saúde diante da onda de calor pela qual passa o estado e que deve se prolongar pelos próximos dias.

Conforme informações do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), as temperaturas estarão até 5°C acima da média, acompanhadas de uma significativa redução na umidade relativa do ar durante as tardes, com índices que podem atingir níveis críticos, abaixo de 12%.

Diversas regiões de Goiás enfrentarão temperaturas excepcionalmente elevadas durante a semana, com destaque para Porangatu, que pode atingir a marca de 40°C ou mais. Outras regiões também estarão sujeitas a calor intenso, incluindo Itumbiara (38°C), Ceres (37°C), Formosa (34°C) e a capital do estado, com previsões de até 39°C.

O médico Infectologista da SES, João Alves de Araújo Filho, explica que as altas temperaturas podem, inclusive, ter impacto nas doenças respiratórias. “O calor excessivo pode ter sérias consequências para nossa saúde, desde a desidratação leve até a morte. Normalmente o calor vem acompanhado por diminuição da umidade do ar. Isto pode piorar doenças respiratórias, como a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Favorece também quadros de infecção respiratória’’, destaca.

RISCOS PARA SAÚDE E PARA O MEIO AMBIENTE

“O problema mais grave associado a essa situação climática é a condição das vegetações, que estão extremamente secas. Isso cria um cenário propício para incêndios florestais, já que as pessoas podem iniciar queimadas que liberam fumaça na atmosfera. A fumaça proveniente desses incêndios pode ficar retida na atmosfera e não se dissipar adequadamente, o que representa um sério risco para a qualidade do ar e a saúde das pessoas”, pontua André Amorim, gerente do Cimehgo, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS

Segundo Cynthia Moraes, Coordenadora da Fiscalização e Monitoramento de Alimentos da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa/SES), explica que em dias quentes os cuidados devem ser redobrados quanto ao armazenamento de alimentos, pois o calor excessivo propicia o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis e de toxinas, o que leva à contaminação e, consequentemente, à deterioração deles.

Cynthia Moraes explica que esses microrganismos se proliferam rapidamente em temperaturas elevadas. Portanto, é necessário conservar os alimentos em ambientes arejados, frescos e, se necessário, sob refrigeração, sempre seguindo as orientações do fabricante. Em caso de descongelamento, é preciso mantê-los sob refrigeração até o final do processo de degelo.

“Os alimentos preparados devem ser consumidos na hora e, logo após o consumo, guardá-los imediatamente em refrigeradores em recipientes fechados. Devemos observar alterações nas características sensoriais dos alimentos, tais como alteração na cor, odor, sabor e textura. Outra consideração importante é o aparecimento de fungos/ bolores, pois estes microrganismos se desenvolvem melhor em temperaturas entre 25 °C e 30 °C”, afirma a coordenadora.

PRINCIPAIS IMPACTOS NA SAÚDE E COMO PREVENIR

Desidratação: O calor extremo pode causar desidratação, que ocorre quando o corpo perde mais líquidos do que recebe. É essencial beber água regularmente, mesmo antes de sentir sede, para prevenir a desidratação.

Exaustão ou fadiga pelo calor: A exposição prolongada ao calor pode levar à exaustão, caracterizada por mal-estar, fraqueza, náuseas, síncope (desmaio), taquicardia e hipotensão. Acima de 40°C, pode haver aumento da temperatura corporal e alteração do estado mental. Isso pode levar a insuficiência de órgãos, incluindo pulmões, coração e fígado. Evitar a exposição prolongada ao calor e buscar sombra ou locais mais frescos é fundamental para prevenir essas complicações.

Grupos vulneráveis: Crianças e idosos são mais suscetíveis aos efeitos adversos do calor. Eles têm maior probabilidade de desenvolver complicações com maior rapidez e gravidade. Portanto, é crucial garantir que esses grupos recebam hidratação adicional e permaneçam em ambientes bem ventilados ou refrigerados.

Alimentação adequada: Evitar alimentos gordurosos e de difícil digestão ajuda a minimizar o desconforto durante o calor. Optar por alimentos leves, ricos em água e sais minerais, como vegetais e frutas, é aconselhável.

Atividade Física: Realizar atividades físicas nas horas mais frescas do dia, como no início da manhã ou no final da tarde e noite, é mais seguro. Lembre-se sempre da necessidade de hidratação e considere reduzir a intensidade e a duração dos exercícios em dias de calor intenso.

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JORNAL OPÇÃO

Goiás testará modelo de programa com fila única para cirurgias eletivas

Programa, que servirá de modelo em escala nacional, foi acordado nesta terça-feira, 26

Goiás será piloto no projeto de criação de uma fila única para a realização de cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS). O programa, que servirá de modelo em escala nacional, foi acordado nesta terça-feira, 26, durante encontro entre a secretária de Informação e Saúde Digital do MS, Ana Estela Haddad, e o secretário de Saúde de Goiás, Sérgio Vencio.

Desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o sistema Regnet Filas conseguiu identificar e definir os pacientes distribuídos em todos os municípios goianos por meio do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Consems). Tanto a ferramenta como o modelo que foi adotado em Goiás estão sendo avaliados para fazer parte da RNDS.

“A RNDS é um programa fantástico, de avanço na transparência, gestão e melhor aproveitamento dos recursos públicos e com essa parceria, Goiás tem a oportunidade de contribuir para a melhoria das condições de saúde dos cidadãos em todos os municípios brasileiros”, destaca o titular da pasta.

Financiamento

Ana Estela Haddad anunciou a possibilidade da secretaria receber uma linha de financiamento pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e com o custeio da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério.

Superintendente de Tecnologia e Inovação da SES-GO, Luiselena Luna Esmeraldo, falou sobre a utilização de ferramentas de saúde digitais desenvolvidas pela SES, como o projeto Inteligência Artificial contra a Mortalidade Infantil e o Imuniza Goiás.

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MEDICINA S/A

Navegação de pacientes: um norte para aprimorar os cuidados com o câncer de mama no Brasil


No 10º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), que será realizado de 26 a 28 de setembro, em São Paulo, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) destaca a importância do Programa de Navegação de Pacientes para melhorar o acesso aos cuidados em oncologia no País. "O sucesso no tratamento de um câncer de mama está condicionado a muitos determinantes", observa a mastologista Sandra Gioia, presidente do Departamento de Políticas Públicas da SBM e movimentadora do congresso TJCC. "Todas as barreiras sociais, políticas e econômicas enfrentadas pelas pacientes menos favorecidas afetam a sobrevida e a mortalidade, razão pela qual a navegação é extremamente importante no contexto brasileiro", afirma.

A navegação de pacientes passou a ser aplicada como metodologia no Brasil somente na década de 2010. Nos Estados Unidos, foi colocada em prática nos anos 1980, a partir da iniciativa do médico Harold Freeman. Ao tratar mulheres com câncer de mama no Centro Hospitalar do Harlem, em Nova York, o especialista realizou tratamentos idênticos, mas percebeu diferenças significativas nos índices de cura entre brancas e negras. As pacientes negras, constatou Freeman, não conseguiam se tratar da mesma forma que as brancas, pois precisavam vencer inúmeros desafios diários. Receio de perder o emprego, cuidados com os filhos, falta de dinheiro para custear o transporte até o hospital, entre outros fatores, foram apontados como barreiras para realizar os procedimentos oncológicos.

Com o propósito de auxiliar as mulheres a superarem os entraves para o tratamento correto do câncer de mama, Freeman criou a "navegação de pacientes". "A navegação é um processo proativo e intencional de colaboração com a paciente enquanto se transpõe o labirinto de tratamentos e barreiras quando se tem câncer", explica a médica Sandra Gioia, da SBM. "O navegador de paciente é um profissional de saúde que trabalha também com os familiares, os cuidadores e demais profissionais para identificar obstáculos ao tratamento e fornecer ajuda e recursos que possam superar ou remover barreiras institucionais, socioeconômicas e pessoais para acesso aos cuidados", completa.

No Brasil, a Lei nº 14.450, de 22 de setembro de 2022, criou o Programa Nacional de Navegação de Pacientes para Pessoas com Neoplasia Maligna de Mama no SUS (Sistema Único de Saúde). Entre os objetivos da navegação de pacientes estão previstos a viabilização do diagnóstico do câncer de mama no prazo inferior a 30 dias, conforme a Lei nº 13.896/2019, e o início do tratamento em centro especializado em prazo igual ou inferior a 60 dias (Lei nº 12.732/2012).

Para Sandra Gioia, os programas de navegação de pacientes, "com a inclusão do navegador nas equipes de saúde" trazem inúmeros benefícios. "Os navegadores avaliam e compreendem as necessidades físicas, emocionais, informativas e logísticas da paciente", afirma. Mas, segundo a mastologista, ainda há nestes programas a possibilidade de aprimoramentos importantes para os sistemas de saúde oferecidos no País. "Podemos destacar entre esses aperfeiçoamentos a ampliação do rastreamento na atenção primária de saúde, o diagnóstico precoce da doença, a celeridade para início do tratamento, assim como a melhoria da qualidade dos procedimentos, o letramento (educação) em saúde e, finalmente, a satisfação do paciente a partir da experiência na utilização dos serviços médicos."

Os dois painéis na 10ª edição do Todos Juntos Contra o Câncer, organizados pela Sociedade Brasileira de Mastologia, estão previstos para o dia 28/09. O primeiro, com início às 9h, é "Navegação de pacientes para melhorar o acesso aos cuidados em oncologia". O segundo, a partir das 11h, tem como tema "Navegação de pacientes: fazendo a diferença para todos". O evento será realizado presencialmente no WCT Events Center, e também em formato híbrido e on-line. A programação completa pode ser acessada em congresso.tjcc.com.br.

"A integralidade favorecida pela navegação de pacientes auxilia na articulação de diversos saberes e de níveis de prestadores de saúde", diz a mastologista Sandra Gioia, da SBM. "Quando isso ocorre no mundo real, enfrentamos os problemas que de fato precisam ser superados com soluções que façam sentido para quem mais importa: a paciente."

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CORREIO BRAZILIENSE

Saúde: governo anuncia plano de investimento de R$ 46 bilhões até 2026


Em resposta ao impacto da pandemia de covid-19 no , o governo federal anunciou um plano de investimentos para aproximar o país da autossuficiência na indústria da Saúde. O montante esperado é de R$ 46 bilhões até 2026, separados em seis programas para fortalecer o Complexo Econômico-Industrial do setor. Entre os objetivos para o prazo, estão quadruplicar a produção nacional de vacinas e produzir, em solo brasileiro, até 70% dos insumos - o que inclui matérias-primas para medicamentos, máscaras, respiradores, vacinas e equipamentos em geral.

A iniciativa foi batizada de Estratégia Nacional de Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, e lançada nesta terça-feira pelo presidente Lula e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, em evento no Palácio do Planalto. Segundo integrantes do governo, além de tornar o menos dependente do mercado mundial de insumos, a ação fortalece o preparo do país para lidar com uma futura pandemia. Hoje em dia, o importa mais de 90% da matéria-prima para medicamentos e 50% dos equipamentos médicos.

"Faltavam, como nós sabemos, desde os itens mais simples até a questão das vacinas, que o poderia já ter feito um desenvolvimento inicial", lembrou a ministra Nísia Trindade. "Isso já está (incluso na estratégia). Um programa de resposta rápida à emergência sanitária. Como converter respostas industriais. Isso acabou acontecendo, mas sem a coordenação do Ministério da Saúde. Então, muita energia se perde", acrescentou a titular da pasta.

Onze ministérios participam do plano, coordenado pela Saúde e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Dos R$ 46 bilhões a serem investidos nos próximos quatro anos, R$ 23 bilhões virão de investimentos privados. Os programas são destinados a fortalecer a parceria com o setor privado em transferência de tecnologia, aumento da infraestrutura e produção de vacinas, soros e hemoderivados.

Biotecnologia

Para a produção de vacinas, o governo aposta na finalização de um complexo de biotecnologia em Santa Cruz, Rio de Janeiro. "Nele, nós poderemos finalizar, com boas práticas de fabricação, e aumentar a produção de todas as vacinas do Programa Nacional de Imunização. Além disso, será o centro para desenvolver a produção das vacinas de RNA no ", contou Nísia.

O investimento na indústria da Saúde é um braço da nova política industrial que está sendo desenvolvida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que acumula o cargo de titular do Mdic, destacou que o setor é o segundo maior déficit da balança comercial brasileira, perdendo apenas para a eletroeletrônica. O rombo, inclusive, quase dobrou na última década: passou de US$ 11 bilhões, em 2013, para US$ 20 bilhões atualmente, aumento de 80%.

"Chama a atenção: 2002, Sars; 2008, H1N1; 2012, Mers-CoV; 2015, Ebola; 2019, Sars-Cov 2. É preciso estar extremamente atento e preparado para essas questões em um mundo globalizado, rápido, com mudanças climáticas", frisou o vice-presidente e ministro.

Os seis programas que integram a Estratégia Nacional serão normatizados em uma série de portarias. Até outubro, a meta é que a iniciativa comece a evoluir, com os programas detalhados.

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OLHAR DIGITAL

Gestão hospitalar: como processos organizados ajudam no crescimento das instituições


Processos quase sempre são o calo das empresas. Em algumas instituições, eles são todos manuais, gerando retrabalho ou dependendo somente da boa vontade dos colaboradores. Em outras, eles não estão formalizados e se perdem quando um funcionário deixa a empresa.

Por causa disso tudo, muitas vezes os processos parecem ser causadores de problemas quando, na verdade, são essenciais na resolução dos desafios do negócio. Mas é claro que, quando não são bem estruturados e organizados, levam ao desperdício de recursos financeiros e de tempo e a um desgaste psicológico da equipe.

Dentre diversas metodologias para gestão de desempenho, destaco o Balanced Scorecard (BSC) ou Indicadores Balanceados de Desempenho em português. Criado em 1997 por professores da Universidade Harvard, esse modelo surgiu para desmitificar a visão de que, para obter sucesso, um negócio precisa focar unicamente em indicadores financeiros e contábeis. O BSC considera os processos como pilar fundamental é já ajudou grandes marcas a definir estratégias e elaborar planejamentos de maneira muito mais abrangente e efetiva.

Veja só: no BSC, são igualmente importantes os processos internos e as perspectivas financeira, de mercado/clientes, do crescimento. São quatro pilares que trazem inovação para a empresa e favorecem um olhar para o futuro. Isso porque os processos são parte intrínseca de todo o planejamento estratégico: se eu estruturo meus processos e atendo todas as perspectivas, reduzo desperdícios, gero economia e atendo melhor os meus clientes. Processos também levam os colaboradores a terem uma visão sistêmica do negócio e contribuem para que todos estejam abertos à inovação.

Área da saúde

Se o tema é pertinente para qualquer tipo de empresa, é ainda mais para instituições de saúde, onde cuidamos de vidas. Nesse caso, é preciso encontrar o equilíbrio entre atender melhor, de forma humanizada e com as melhores tecnologias disponíveis, gastando o necessário e mantendo os recursos para a empresa crescer.

A principal pergunta deve ser: como posso atender melhor e com mais qualidade o paciente? Uma resposta possível é preparar melhor os processos e, dessa forma, oferecer mais qualidade assistencial. Ter processos mais bem mapeados e até mesmo automatizados é o caminho para a redução de erros e condutas imprecisas que colocam em risco a saúde das pessoas e o crescimento da instituição.

Em minha experiência acompanhando instituições de saúde que buscam otimização e automação de processos, vejo que a adoção de tecnologias é essencial para garantir que todos os passos sejam sempre cumpridos. Deixar a prancheta de lado e contar com um sistema digital integrado e customizável de fluxos de trabalho definitivamente evita problemas críticos e mantém o foco da instituição no cuidado com o paciente, que é o mais importante.

Lembro aqui de uma instituição que tinha o desafio de reduzir as taxas de infecção hospitalar e cujos colaboradores usavam uma ficha para preencher manualmente todos os dados dos pacientes internados. O hospital adquiriu nosso sistema de otimização e automatização de processos e pode criar seu formulário digital integrado ao prontuário do paciente, desenvolvendo uma plataforma com riscos muito menores de falhas e que aproveita muito melhor o tempo de todos os envolvidos na análise dos dados, dos gargalos e na busca por soluções. Algo que dependia totalmente da disponibilidade dos colaboradores, se tornou mais seguro e desenhado e manteve a equipe focada no problema principal.

Gestões maduras são abertas à inovação e sabem aproveitar cada colaborador de maneira estratégica. Otimizar processos beneficiam muito o paciente e ajudam os hospitais a alcançarem melhores resultados e a reduzir custos no sistema de saúde em geral. A sustentabilidade do ecossistema, afinal, é uma questão fundamental para garantir acesso e cuidado na saúde para todas as pessoas.

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Assessoria de Comunicação