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CLIPPING AHPACEG 23/08/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Falsa esteticista é investigada por lesionar pacientes no rosto e até ‘receitar’ remédios controlados, diz polícia
O que é a insuficiência cardíaca, problema que atinge o apresentador Fausto Silva?
Unimed Federação Centro Brasileira promove workshop sobre gestão de senhas
Ministério do Trabalho se manifesta após suposta recriação de imposto sindical obrigatório
Criminosos usam foto de médico morto por Covid para dar golpe em Goiás, alerta SES
Goiás pode ficar sem recursos para investimentos prioritários, diz Caiado
Duas clínicas são fechadas em operação contra exercício ilegal da medicina
Consumo de produtos médicos tem saldo negativo de 1,7%
Processamento de linguagem natural na saúde: o que já está em prática no setor?
PORTAL G1
Falsa esteticista é investigada por lesionar pacientes no rosto e até ‘receitar’ remédios controlados, diz polícia
Investigação mostrou que Karina Jéssica tem apenas o ensino médio completo e não possui curso superior. Vítimas relataram inchaços, perdas da sensibilidade, deformação temporária e dor.
Por Michel Gomes e Samantha Souza, g1 Goiás
A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) investiga Karina Jéssica Souza, de 34 anos, por se passar por esteticista para fazer procedimentos estéticos em Goiânia. De acordo com o delegado Wellington Lemos, pacientes denunciaram que tiveram o rosto deformado e Karina chegava até a receitar remédios controlados após as complicações.
“Ela só tem a formação do ensino médio, não possui nenhuma formação de ensino superior. Ela adulterou, falsificou, e usava um documento falso que a habilitava como graduada em estética e também pós-graduada nessa área”, explicou o delegado.
O g1 não localizou a defesa de Karina até a última atualização desta reportagem.
Nesta terça-feira (22), a polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na casa e em quatro clínicas em que a mulher atendia os pacientes. Segundo o delegado, pelo menos 7 vítimas relataram terem sofrido inchaços, edemas, perdas da sensibilidade, deformação temporária e dor.
“Após ser contatada por essas vítimas que ficaram lesionadas, ela receitava por escrito ou verbalmente, via mensagens, para essas vítimas tomarem medicações até de uso controlado”, descreveu o delegado.
Clínicas interditadas
Durante a operação, duas das clínicas foram interditadas, segundo o delegado. Wellington explicou que a polícia cumpriu os mandados de busca e apreensão “para reprimir esse tipo de atividade” e verificar se os estabelecimentos possuíam as documentações legais e alvarás de funcionamento. Além de verificar se os profissionais das unidades possuíam as devidas habilitações.
“Ela sublocava essas salas para atuar. Ela não era a profissional responsável por essas clínicas e apenas sublocava esse horário”, explicou.
O nome das clínicas não foi divulgado, por isso, o g1 não as localizou para obter um posicionamento até a última atualização desta reportagem.
Investigação
De acordo com o delegado, a investigação começou após a denúncia de uma vítima há cerca de um mês. À polícia, a vítima disse que sofreu lesões após fazer um procedimento com Karina em 2022, em uma clínica no Setor Bueno.
Os atendimentos
Conforme apurou a polícia, até o momento, sete vítimas da falsa esteticista foram identificadas. O delegado explicou que todos os procedimentos eram feitos no rosto dos pacientes, como preenchimentos labiais, de bigode chinês e olheiras, por exemplo.
Informalmente, durante a busca e apreensão, Karina falou à polícia que ela mesmo produziu o diploma.
Prisão
Karina está sendo investigada por exercício ilegal da medicina, exercício ilegal de profissão, lesão corporal e uso de documento falso. Segundo o delegado, a imagem da investigada foi divulgada para encontrar novas vítimas.
Conforme detalhou o delegado, a suspeita não foi presa, por se tratar de uma fase inicial da investigação.
“A sua liberdade não demonstra um risco contra a segurança pública, os requisitos da prisão preventiva não estão ainda configurados e o objetivo dessa operação foi para arrecadar material probatório dos fatos relatados pelas vítimas”, finalizou.
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ISSO É GOIÁS
O que é a insuficiência cardíaca, problema que atinge o apresentador Fausto Silva?
A insuficiência cardíaca é uma síndrome grave, que ocorre quando o coração não consegue bombear sangue em quantidade suficiente para atender às necessidades do corpo.
O problema, diagnosticado no apresentador Fausto Silva, causa o acúmulo de líquido nas pernas, pulmões e em outros tecidos do corpo e, quando não diagnosticado e tratado, tem alta taxa de mortalidade, superior aos óbitos por câncer.
De acordo com o médico cardiologista Leonardo Sara (foto), da equipe CDI PREMIUM, a doença instala-se de forma silenciosa, mas, normalmente, o paciente apresenta fadiga, falta de ar, tosse, ganho de peso não intencional e inchaço nas pernas.
Para prevenir o problema, além de consultas médicas e exames periódicos para a avaliação da saúde do coração, Leonardo Sara destaca a importância de mudanças de hábitos.
“A prevenção da insuficiência cardíaca passa também por mudanças, como evitar a obesidade, o sedentarismo, o colesterol alto, a hipertensão e controlar a diabetes”, alerta.
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FOLHA DO PLANALTO
Unimed Federação Centro Brasileira promove workshop sobre gestão de senhas
Especialistas esclarecerem dúvidas de colaboradores sobre segurança cibernética e gestão de senhas
Quem nunca usou sua data de aniversário, o nome do pet ou o apelido do filho como senha do banco, de um site de compras ou de acesso ao computador da empresa? Provavelmente, poucas pessoas conseguem responder essa pergunta de forma negativa.
Se você já caiu nesta tentação e abandonou esse hábito, parabéns! Mas, se continua insistindo nesta prática, atenção: você pode estar facilitando, e muito, a vida de hackers. O alerta foi reforçado hoje, 22, pelos palestrantes do Workshop Gestão de Senhas, promovido pela Unimed Federação Centro Brasileira.
Realizado no formato 100% virtual, o evento reuniu colaboradores da Federação e de Unimeds federadas para mais uma abordagem sobre a segurança das senhas e a importância dessa medida para a proteção de toda a cooperativa.
Roberto Duarte, da Unimed Federação Centro Brasileira; Thais Amorim e Lerrander Batista, respectivamente, das federadas Unimed Anápolis e Unimed Morrinhos, e Régis Madureira, da empresa Tripla, abordaram o assunto, apresentando práticas recomendadas para garantir a proteção dos dados mais sensíveis.
Segundo eles, a cibersegurança exige cuidado e atenção por parte dos usuários de computadores, pois os hackers contam, por exemplo, com um arsenal de truques, técnicas de adivinhação, acuidade na observação do uso do teclado e softwares que os ajudam a decifrar aquela senha que você jurou que estava bem protegida.
Dentre as dicas apresentadas por eles para aumentar a segurança das senhas estão a atualização periódica destes dados, o uso de padrões mais complexos misturando fontes maiúsculas, minúsculas e caracteres especiais, nunca universalizar as senhas, ou seja, não usar no banco a mesma das redes sociais, e, jamais, deixar essas senhas expostas, anotadas em papeis, no celular ou computador em locais que possam ser acessados por outras pessoas.
Armazenar as senhas no navegador Web para facilitar o acesso também não é uma boa dica. Pelo contrário: é um risco e não é recomendado. “Essa não é uma ferramenta própria para armazenamento”, alertou Thaís Amorim. Também evite o uso das opções “Lembre-se de mim” ou “Continuar conectado”.
Os cuidados com a proteção das senhas vão além. As suas postagens nas redes sociais, como comemorações de aniversários, o uso de apelidos carinhosos, a citação de hobbies ou locais favoritos para férias também podem contribuir para o sucesso da ação de hackers caso você utilize algum desses dados em suas senhas. “Hoje, nos expomos muito e facilitamos a vida dos hackers”, disse Roberto Duarte.
Então, como criar uma senha segura? Os especialistas deram algumas dicas:
Use números, letras e caracteres aleatórios.
Use, no mínimo, dez caracteres.
Use frases fáceis de lembrar a senha e troque letras por caracteres e números.
Utilize dois fatores de autenticação.
Porém, nenhuma senha é segura se você dispensar outras formas de proteção, por exemplo, deixando a senha anotada no monitor. Portanto, para se proteger, siga as dicas dos especialistas, redobre a segurança com suas senhas e faça trocas, no mínimo, a cada 90 dias.
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JORNAL OPÇÃO
Ministério do Trabalho se manifesta após suposta recriação de imposto sindical obrigatório
MTE garantiu que o ministro tem debatido ideias para valorizar a negociação coletiva e atualizar o sistema sindical
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) se manifestou sobre uma suposta recriação de imposto sindical obrigatório. Em nota enviada ao Jornal Opção em resposta a um questionamento da reportagem, a pasta disse que “não existe discussão” nesse sentido.
Veículos como a CNN e O Globo noticiaram que o Ministério do Trabalho está considerando uma proposta para criar uma contribuição sindical obrigatória. A contribuição seria retirada diretamente dos salários e fixada em até 1% da renda anual do trabalhador. O documento também seria submetido ao Congresso Nacional por meio de um Projeto de Lei (PL).
Apesar disso, o MTE garantiu que o ministro tem debatido ideias para valorizar a negociação coletiva e atualizar o sistema sindical. Em nota, a pasta também negou que exista discussão sobre valor de alguma contribuição. [Veja posicionamento na íntegra no final do texto]
Antigo imposto sindical obrigatório
O imposto sindical obrigatório foi abolido em 2017, quando entrou em vigor a Reforma Trabalhista, implementada durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB-SP).
Essa taxa era calculada com base no valor de um dia de trabalho, sendo descontada anualmente. Com a mudança, a contribuição passou a ser facultativa.
As conversas acerca da possibilidade de retomar um financiamento obrigatório dos sindicatos foram parte das discussões durante o período de transição governamental.
Como um gesto aos sindicalistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou apoio à revisão de certos pontos da reforma trabalhista.
Nota do MTE
“O Ministério do Trabalho e Emprego não tem feito nenhuma discussão a respeito da volta do imposto sindical. O que o ministro tem reafirmado e defendido é a necessidade de uma política de valorização da negociação coletiva e atualização do sistema sindical para tratar das transformações que estão em curso no mundo do trabalho. Nesse sentido, o grupo tripartite formado por entidades representantes de empregado, empregadores e governo vem discutindo uma forma de financiamento vinculada ao processo negocial, fortalecendo sindicatos representativos com ampla cobertura sindical e com segurança jurídica na contratação coletiva. Também não existe nenhuma discussão no ministério sobre percentual dessa eventual contribuição negocial, que terá um teto na lei.”
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Criminosos usam foto de médico morto por Covid para dar golpe em Goiás, alerta SES
Eles pedem valores para cobrir exames, materiais ou medicamentos
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO) comunicou, pelas redes sociais, a população e trabalhadores da área sobre um golpe que voltou a ser aplicado.
Os criminosos se passam por médicos ou funcionários de hospitais e pedem valores para cobrir exames, materiais ou medicamentos.
Para dar mais credibilidade no golpe, os autores utilizam foto de um médico que morreu de Covid-19 há dois anos. Sendo assim, a SES alerta para não repassar informações de pacientes, a não ser nos canais oficiais da pasta.
Além disso, a SES ressalta que o atendimento na rede estadual é “totalmente gratuito” e não solicita o repasse de valores.
Veja o comunicado da SES na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) alerta a população e os trabalhadores da saúde para um golpe que está sendo aplicado novamente. O golpe da regulação funciona em duas etapas. Na primeira, criminosos entram em contato com as unidades de saúde passando-se por servidores da Central de Regulação e têm acesso a dados de pacientes que aguardam procedimentos nas unidades de saúde.
Na segunda etapa, de posse dos dados, eles chegam até os familiares e mudam o discurso. Passando-se por médicos ou funcionários dos hospitais, solicitam valores para cobrir exames, materiais ou medicamentos. Os familiares, então acreditando falarem com funcionários dos hospitais, repassam valores para os criminosos.
É importante que a população esteja atenta, pois, visando dar credibilidade ao contato, os criminosos utilizam a foto de um médico que morreu há dois anos, vítima de Covid-19.
O alerta, que já foi repassado a todas as unidades de saúde da rede estadual, é direcionado tanto aos familiares com pacientes internados ou aguardando por exames e também aos trabalhadores da saúde, que não devem repassar informações de pacientes, a não ser nos canais oficiais da secretaria.
A SES-GO reforça que o atendimento na rede estadual é totalmente gratuito, viabilizado via Sistema Único de Saúde (SUS) e que não solicita valores de familiares.”
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A REDAÇÃO
Goiás pode ficar sem recursos para investimentos prioritários, diz Caiado
Goiás pode ficar sem recursos para investimentos prioritários como saúde, educação e segurança pública, setores que se destacam a nível nacional por conta de índices positivos, conquistados desde 2019. O alerta foi feito pelo governador Ronaldo Caiado durante passagem, nesta terça-feira (22/8), pela região Nordeste do país no encontro do Lide – Grupo de Líderes Empresariais de Pernambuco, em Recife, em que ressaltou as consequências negativas caso o atual texto da Reforma Tributária seja aprovado no Senado Federal.
“Não consigo entender como esse projeto, da forma que está, é levado para frente sem que haja uma planilha ou simulação dos prejuízos que a população terá. A pergunta que faço é: como você trata de um assunto que atinge a vida de todos sem ter um estudo concreto?”, questionou Caiado. O governador apresentou uma visão objetiva destacando ameaças iminentes ao mercado de trabalho, educação, programas sociais, melhoria do ambiente de negócios, segurança pública e infraestrutura.
O chefe do Executivo goiano ainda apontou que a proposta atual pode comprometer mecanismos essenciais para o desenvolvimento regional e desequilibrar o pacto federativo, centralizando decisões tributárias que tradicionalmente pertencem a estados e municípios. Da forma como está, restaria a um conselho federal, a ser criado, definir recursos para compensar essas perdas.
É que com a aprovação do atual modelo que está em discussão no Senado Federal, a cobrança de impostos passa a ser concentrada em estados que são grandes consumidores e não produtores, como é o caso de Goiás, além de provocar a transferência de grandes indústrias de estados em desenvolvimento justamente para os grandes centros. O que pode ocasionar perda de empregos nessas regiões.
Estados do Nordeste e Centro-Oeste do país poderão ter uma redução drástica de arrecadação, o que provocará a perda de recursos importantes para investimentos em infraestrutura (construção de rodovias e hospitais), saúde (verbas para custear unidades regionais e cirurgias), educação (repasse do programa Bolsa Estudo), segurança pública (aquisição de viaturas e aumento de efetivo) e políticas de desenvolvimento social (programa de distribuição de renda, como o Mães de Goiás).
“Se estamos avançando nestes setores, com o nosso PIB registrando mais que o dobro do índice nacional [Goiás cresceu 6,6% em 2022, enquanto o país avançou 2,9%], foi por termos autonomia de gestão, saber direcionar as áreas que devemos investir para conseguir um melhor desenvolvimento. Isso é política de Estado. O povo, por meio do voto, nos deu esse poder de gestão. Então, não se pode retirar de governadores e prefeitos essas prerrogativas constitucionais que lhes são dadas”, explicou Caiado.
O governador de Goiás disse que sua atuação é em defesa de todos os goianos. “Nós temos de ter uma política regional, que não está sendo analisada com esse projeto de reforma tributária”, reforça. E pontua os prejuízos. “Os 102 municípios mais produtivos de Goiás, grandes produtores em agropecuária, indústria, mineração, com presença de montadoras, vão perder quase R$ 1,5 bilhão ao ano”, projetou.
Lide
Em Pernambuco, Caiado ainda discutiu os desafios econômicos atuais do país e abordou diversos tópicos cruciais para o desenvolvimento e progresso, em palestra intitulada ‘Desafios para o Brasil sob a ótica de um Estado Que Dá Certo’. Ele proporcionou uma visão abrangente dos desafios, conquistas e visão estratégica do estado de Goiás junto a empresários, líderes e membros da imprensa, promovendo um diálogo sobre os rumos econômicos e sociais do Brasil.
A programação seguiu com um almoço-debate, focado no mesmo tema. O economista Caio Megale, presidente do Lide Economia, juntou-se ao governador para uma análise detalhada das questões econômicas em pauta.
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Duas clínicas são fechadas em operação contra exercício ilegal da medicina
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro clínicas de Goiânia nesta terça-feira (22/8) por meio da Operação Fake Face. Duas delas foram interditadas pela Vigilância Sanitária. Além disso, uma mulher de 34 anos é investigada pela polícia por exercício ilegal da medicina, lesão corporal dolosa e uso de documento falso.
A polícia informou que foram apreendidos medicamentos, insumos e documentos, inclusive certificado e diploma falsificados. Segundo a polícia a investigada dizia ser esteticista, mas não possui formação na área.
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MEDICINA S/A
Consumo de produtos médicos tem saldo negativo de 1,7%
Entre janeiro e junho, foram consumidos 1,7% menos produtos médico-hospitalares do que no mesmo período de 2022. Os dados são do Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS). O segmento de "próteses e implantes - OPME" foi o único positivo, com 5,4% a mais de vendas. O segmento de "materiais e equipamentos para a saúde" caiu 1,2% e o de "reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro" recuou 1,6%.
Apesar do saldo negativo, o mês de junho registrou alta de 10,3% na utilização de dispositivos médicos, o que pode indicar uma recuperação no segundo semestre. "O cenário geral exposto de sustentação do emprego formal, mesmo que em ritmo moderado de expansão, e de aumento no número de beneficiários de planos de saúde, contribuiu para a reação no mercado do setor de dispositivos médicos em junho", analisa o diretor executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes.
No período, foram abertos 3.487 postos de trabalho, 2,2% de alta na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. Agora são 164.929 trabalhadores neste mercado.
Já as importações de dispositivos médicos totalizaram US$ 3,4 bilhões, com crescimento de 1,5%. As exportações somaram US$ 365 milhões, um recuo de 7,1% no período em questão. A balança comercial, no primeiro semestre, ficou deficitária em US$ 3 bilhões (2,6% de aumento).
Segundo o Boletim Econômico ABIIS, entre janeiro e junho, foram realizadas, no SUS, 5,6 milhões de internações, 7,4% abaixo do verificado no mesmo período de 2022. "As hospitalizações para tratamentos clínicos tiveram queda de 12,3%, não foram registradas internações para o tratamento da Covid-19, e houve queda de 15,5% nas hospitalizações para 'parto e nascimentos', no semestre", detalha Gomes.
Também caíram 1,4% as internações para cirurgias no SUS. No total, foram realizadas 2,4 milhões, no primeiro semestre. Já a realização de exames na atenção ambulatorial na rede pública cresceu 6,8%, na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. No total, foram realizados cerca de 577 milhões de exames. Aumentaram em 18,6% os "diagnósticos por ressonância magnética' e 8% a realização de testes clínicos.
O Boletim Econômico ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.
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SAÚDE BUSINESS
Processamento de linguagem natural na saúde: o que já está em prática no setor?
Nos últimos meses, acompanhamos o surgimento e a popularização da ferramenta ChatGPT, uma plataforma de inteligência artificial capaz de produzir e entregar conteúdos bem similares aos desenvolvidos por seres humanos. Visto como revolucionário pelos mais empolgados e como uma ameaça pelos mais céticos, o recurso nada mais é do que um exemplo prático do processamento de linguagem natural (NPL, na sigla inglesa), tornando-se na grande tendência tecnológica de 2023 – e é evidente que o setor de saúde virou um campo fértil para explorar suas possibilidades.
Trata-se de uma mudança significativa na forma como a inteligência artificial trabalha com os dados. De forma resumida, o NPL é uma espécie de algoritmo que utiliza técnicas de machine learning e deep learning para coletar, processar e cruzar diferentes dados não estruturados dos mais diferentes textos, como este por exemplo. A partir daí, desenvolve modelos preditivos e consegue entregar o conteúdo com todas as informações solicitadas na mesma linguagem (escrita ou oral) que nós dominamos.
É bem diferente, portanto, dos complexos relatórios que as ferramentas de IA conseguem extrair a partir de um banco de dados tabulado. Para decifrá-los, apenas com conhecimento prévio sobre o assunto. Não à toa, é bem mais fácil e eficiente “conversar” com a Siri e com a Alexa ou até mesmo digitar algo para o ChatGPT. Nesses casos, basta saber se comunicar!
Olhando especificamente para o setor de saúde, quais são os principais desafios em relação à transformação digital? Primeiro, a capacidade de extrair informação de bancos de dados não estruturados, como históricos médicos – cerca de 80% de todas as informações médicas são provenientes de textos e imagens não estruturados, segundo pesquisa publicada em 2019 na Healthcare Informatics Research.
Além disso, há também a necessidade de encontrar meios para facilitar a interação entre médico e paciente e, por fim, a própria dificuldade dos profissionais em trabalharem com as novidades de tecnologia. Ou seja, são problemas facilmente resolvidos com o processamento de linguagem natural.
Isso explica as previsões otimistas para o conceito na área de saúde. Levantamento da MarketsandMarkets indica que as soluções de NPL em hospitais, clínicas e consultórios movimentaram US$ 2,2 bilhões em 2022, número que deve saltar para mais de US$ 7,2 bilhões em 2027, com um crescimento médio anual de 27,1% nos próximos cinco anos. Entre os motivos elencados estão a maior compreensão do tema e o surgimento de ferramentas mais robustas e eficientes. Portanto, vale se questionar o que ainda é expectativa e o que já é realidade no processamento de linguagem natural na saúde.
NPL pode auxiliar a tomada de decisão em diagnósticos
Como qualquer novidade que aparece na área de saúde, no início há mais expectativas do que pode entregar do que benefícios já existentes. Com o NPL essa realidade não é diferente. A maioria das pesquisas, ensaios e conteúdos aborda mais as possibilidades futuras que o conceito pode trazer a médicos e demais profissionais do setor – e as possibilidades são as melhores possíveis.
Ao conseguir lidar com dados não estruturados de textos e imagens, o que incluiria históricos médicos e os mais variados exames, o NPL pode se tornar o assistente virtual dos médicos ao realizar as tarefas burocráticas e entregar informações importantes que auxiliam na tomada de decisão do diagnóstico. Por exemplo, em uma consulta, o médico pode dedicar mais atenção ao paciente, conversando sobre diversas situações enquanto a ferramenta cataloga histórico médico e exames para “avisá-lo” de eventuais sintomas e tratamentos.
É como ter uma Alexa especializada em conhecimento de saúde. Em vez de perguntar sobre o tempo ou saber as principais notícias do dia, é possível conversar sobre tratamentos já realizados em casos semelhantes e até varrer fontes de pesquisas médicas em busca de novos cenários e alternativas. Dessa forma, o médico consegue se dedicar àquilo que ele se preparou e o NPL faz as tarefas burocráticas que tanto tomam tempo do expediente nos consultórios.
Hoje, NPL já otimiza documentação clínica e melhora atendimento digital
Ter uma Alexa especialista em conteúdo médico como braço direito ainda é algo para o futuro, mas o processamento de linguagem natural já começa a ocupar espaços dentro de clínicas e hospitais com outras funções. A mais importante delas está relacionada à gestão dos documentos. Hoje já existem sistemas que trabalham justamente com os dados não estruturados do dia a dia de médicos, permitindo categorizar, catalogar e extrair inteligência a partir desse enorme banco de dados.
Dessa forma, em vez de pesquisar manualmente por informações de um determinado paciente, com o risco de extrair/perder documentos com o tempo, é possível solicitar ao NPL para trazer os dados mais relevantes. Além do ganho de tempo, o profissional consegue ter uma visão clara sobre tudo o que já foi feito e até mesmo solicitar ao sistema que faça correções em caso de erros ou mudanças.
Para isso, é evidente que o NPL precisa estar integrado ao prontuário eletrônico utilizado pelo consultório. Este equipamento segue como principal recurso da transformação digital na área de saúde, uma vez que ele, sozinho, concentra todas as informações dos pacientes, documentos administrativos, entre outros dados essenciais para a boa gestão da saúde. Com um processamento de linguagem natural, ele dá mais um passo adiante para se tornar no assistente virtual tão desejado por muitos profissionais.
É melhor se preparar para NPL na saúde
Se o conceito de processamento de linguagem natural ainda dá seus primeiros passos no setor de saúde, não significa que esta tendência vai demorar a pegar no país. Pelo contrário, é questão de tempo para que mais tecnologias do tipo sejam desenvolvidas e lançadas a consultórios, clínicas e hospitais. Quanto mais cedo os médicos e demais profissionais se especializarem sobre o assunto, mais rápido irão se acostumar com os desafios e, claro, benefícios.
* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em tecnologia na área de saúde
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 22/08/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Consumo de produtos médico-hospitalares cresce 10% em junho, mas primeiro semestre acumula saldo negativo
Secretaria da Saúde reforça que não há necessidade de novos protocolos sanitários para Covid-19 em Goiás
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Enfermagem busca reverter carga horária de 44h imposta pelo STF
Ozonioterapia: 'Não haverá flexibilização', garante Anvisa
Médica é indiciada por negligência após bebê morrer depois de a profissional afirmar para mãe que ele 'só precisava de colo'
SAÚDEBUSINESS
Consumo de produtos médico-hospitalares cresce 10% em junho, mas primeiro semestre acumula saldo negativo
Entre janeiro e junho, foram consumidos 1,7% menos produtos médico-hospitalares do que no mesmo período de 2022. Os dados são do Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS). O segmento de “próteses e implantes – OPME” foi o único positivo, com 5,4% a mais de vendas. “Materiais e equipamentos para a saúde “caiu 1,2% e “reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro” recuou 1,6%.
Apesar do saldo negativo, o mês de junho registrou alta de 10,3% na utilização de dispositivos médicos, o que pode indicar uma recuperação no segundo semestre. “O cenário geral exposto de sustentação do emprego formal, mesmo que em ritmo moderado de expansão, e de aumento no número de beneficiários de planos de saúde, contribuiu para a reação no mercado do setor de dispositivos médicos em junho”, analisa o diretor executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes.
No período, foram abertos 3.487 postos de trabalho, 2,2% de alta na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. Agora são 164.929 trabalhadores neste mercado.
Já as importações de dispositivos médicos totalizaram US$ 3,4 bilhões, com crescimento de 1,5%. As exportações somaram US$ 365 milhões, um recuo de 7,1% no período em questão. A balança comercial, no primeiro semestre, ficou deficitária em US$ 3 bilhões (2,6% de aumento).
Segundo o Boletim Econômico ABIIS, entre janeiro e junho, foram realizadas, no SUS, 5,6 milhões de internações, 7,4% abaixo do verificado no mesmo período de 2022. “As hospitalizações para tratamentos clínicos tiveram queda de 12,3%, não foram registradas internações para o tratamento da Covid-19, e houve queda de 15,5% nas hospitalizações para ‘parto e nascimentos’, no semestre”, detalha Gomes.
Também caíram 1,4% as internações para cirurgias no SUS. No total, foram realizadas 2,4 milhões, no primeiro semestre. Já a realização de exames na atenção ambulatorial na rede pública cresceu 6,8%, na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. No total, foram realizados cerca de 577 milhões de exames. Aumentaram em 18,6% os “diagnósticos por ressonância magnética’ e 8% a realização de testes clínicos.
O Boletim Econômico ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.
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GAZETA DO ESTADO
Secretaria da Saúde reforça que não há necessidade de novos protocolos sanitários para Covid-19 em Goiás
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), esclarece que não há nos painéis e sistemas oficiais da pasta registros de aumento significativo de casos de Covid-19 no estado. Atualmente, são 1.055 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) por Covid-19, com 268 óbitos pela doença. Nesta sexta-feira (18/08), foi noticiado que o município de Avelinópolis, na região central, registrou maior número de casos, o que motivou a suspensão das aulas em uma escola da cidade.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim, explica, contudo, que há hoje uma estabilização da doença em Goiás e que, por isso, não existe a necessidade de adoção de novos protocolos sanitários. “Não temos uma situação de emergência em saúde pública decretada, nem mesmo cenário epidemiológico hoje que justifique adoção de recomendações diferentes das que já são feitas. Pode haver o aumento de casos pontuais, ocorrências de surtos, mas temos medidas que podem ser adotadas para fazer o controle dessas situações de acordo com a situação encontrada”, diz.
Ainda segundo a superintendente, “a pandemia nos deixou alguns aprendizados, um deles é que mesmo em situação de emergência por doenças infecciosas as escolas deverão ser as últimas a serem fechadas e a primeiras a serem reabertas, pois temos outros locais e situações de maior risco de transmissão do que escola e a depender da situação, estar na escola pode ser até protetor”.
Subnotificação
O município não registra nos sistemas oficiais da pasta e do Ministério da Saúde aumento de casos da doença. Segundo a superintendente da SES, entretanto, o que pode ter acontecido é uma subnotificação dos casos pela administração municipal. “Numa situação como essa, a primeira orientação é: registre todos os casos e, a partir desse registro, a gente avalia a situação epidemiológica para ver qual providência deve ser tomada. Hoje não há motivo, a nível de coletividade, de termos medidas como o fechamento de escolas. Existem outras formas de trabalhar o controle”, pontuou.
A notificação de casos da Covid-19 nos sistemas oficiais é obrigatória e, por isso, é importante que os municípios façam o devido registro junto à pasta. A medida subsidia, por exemplo, a tomada de decisões e adoção de novos protocolos sanitários, se necessário. “É um apelo que a gente faz aos profissionais de saúde, aos gestores municipais, para que na ocorrência de casos seja feita a notificação no sistema de informação, para que a gente tenha conhecimento e possa apoiar esses municípios em suas necessidades”, enfatizou.
A SES-GO volta a destacar a importância de manter altas coberturas vacinais, para evitar formas graves da doença. Hoje, a cobertura vacinal da bivalente está em 12% no estado. No município de Avelinópolis o percentual é de apenas 20%. “Por enquanto são casos leves, mas a gente sabe que se tivermos muitas pessoas desprotegidas, os casos graves podem aumentar”, ressalta Flúvia Amorim.
Nova subvariante
A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre uma nova subvariante da Ômicron, denominada EG.5. Até o momento ela foi identificada em 51 países. O primeiro registro no Brasil foi feito há alguns dias no estado de São Paulo. Não há ainda casos confirmados da subvariante em Goiás. Apesar destas características, a OMS classificou a EG.5 como de baixo risco para a saúde pública em nível global, uma vez que não apresentou mudanças no padrão de gravidade de doença (hospitalização e óbitos).
“Essa subvariante aumentou a transmissibilidade, mas não tem confirmação de que ela aumentou a gravidade desses casos. Por isso a gente chama a atenção mais uma vez da população que ainda não tomou a sua dose de vacina bivalente. Quem tem 18 anos ou mais, que já tomou duas doses da vacina anterior, procure uma sala de vacinação. A vacina bivalente foi atualizada com a Ômicron. Ela protege e é segura”, afirmou. Hoje, a prioridade dos serviços de saúde e das vigilâncias é o reforço do monitoramento de casos e a vacinação.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES lembrou as situações em que o uso de máscaras continua sendo recomendo em Goiás. “Pessoas que estão sintomáticas, locais com muitas aglomerações, pessoas imunodeprimidas e idosos, principalmente os inadequadamente ou não vacinados. Essa é a orientação geral”, finaliza.
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DIÁRIO DO ESTADO
Meeting de nutrição oncológica reúne especialistas e discute como a alimentação pode melhorar a qualidade de vida do paciente
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que no triênio 2023 -2025 o Brasil terá 704 mil casos novos de câncer em cada ano
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que no triênio 2023 -2025 o Brasil terá 704 mil casos novos de câncer em cada ano.
Para as mulheres, a maior incidência para 2023 ainda é o câncer de mama com projeção de 73.610 casos, seguido de cólon e reto com 23.660 e colo de útero com 17.010 casos.
Entre os homens a próstata é velha conhecida. São 71.730 casos projetados da doença para 2023, seguido de cólon e reto com 21.970 e traqueia, brônquio e pulmão com 18.020.
Mas o que todos essas pessoas que virão a ter o diagnóstico têm em comum? Elas precisam de atendimento nutricional adequado.
A nutricionista especialista em nutrição oncológica e CEO do Meeting de Nutrição Oncológica, Marcela de Paula, destaca que o estado nutricional de um paciente oncológico faz toda diferença no resultado final do tratamento. “Por isso é indispensável o acompanhamento. As terapias tradicionais são agressivas e essa assistência ao paciente faz com que os impactos da quimio e radioterapia sejam reduzidos. Dessa forma conseguimos melhorar a qualidade de vida e evitar a interrupção do tratamento.”
Em qualquer parte do corpo os cânceres afetam a rotina alimentar do paciente, mas os cânceres de cabeça e pescoço exigem atenção especial dos profissionais que estão em atuação.
Marcela lembra que neste ano estão previstos 2 mil novos casos para Goiás nesta região do corpo e que a mucosite (inflamação da mucosa) prejudica a deglutição. “Às vezes a pessoa até se alimenta bem, tem apetite, mas continua comendo alimentos que naquele momento são prejudiciais, porque vão irritar ainda mais a muscosa e isso vai levá-la a sentir dor. É preciso evitar café, chocolate, frutas cítricas, pimenta, alimentos condimentados e temperos industrializados, por exemplo. E nem sempre se sabe disso.”
Ao contrário de um paciente que quer perder ou manter o peso, a nutrição aplicada à oncologia é quase obrigatória para quem vai iniciar ou já está em tratamento. A nutricionista e CEO do Meeting de Nutrição Oncológica, Marcela de Paula, reforça que o ideal é fazer uma avaliação antes do tratamento. “Estudos mostram que a incidência de desnutrição nos pacientes oncológicos varia de 22% até 80%, e por essa razão o suporte nutricional é extremamente importante”.
Além de auxiliar em uma resposta mais rápida e positiva aos vários tratamentos e intervenções, ter um nutricionista por perto durante esse momento da vida evita o desenvolvimento da Síndrome Multifatorial. “Essa síndrome, também conhecida como caqueixa, é a perda de peso e de massa muscular e atinge 80% dos pacientes com câncer avançado. A única forma de reverter esse quadro é elaborar uma dieta com as quantidades de nutrientes, vitaminas e calorias e isso só vai acontecer se essa pessoa estiver acompanhada por um nutricionista especializado no assunto.
Comunicação e qualificação profissional
A comunicação também é fator preponderante durante este período. E para que isso aconteça é importante que profissionais estejam aptos a lidar com esses cenários. Diante dos desafios impostos, um evento exclusivo para tratar do tema será realizado nos dias 02 e 03 de setembro em Goiânia.
O 2º Meeting de Nutrição Oncológica que reunirá nutricionistas como Roberta Carbonari, Thiago Fofo, Thiago Barros, Aline Davi e médicos oncologistas, endócrinos e equipe multidisciplinar. Serão mais de 15h de evento durante 2 dias em Goiânia.
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PORTAL CAUSA OPERÁRIA
Enfermagem busca reverter carga horária de 44h imposta pelo STF
O Supremo Tribunal Federal tem atacado constantemente os profissionais de enfermagem. Primeiro foi a questão do piso salarial vetado e agora foi o aumento da carga horária de trabalho. O problema do salário persistiu, uma vez que a carga horária passou de 30 para 44 horas semanas. Ao invés de aumento de salário, ganharam aumento de trabalho, um drible da vaca do SFT sobre os trabalhadores.
Os trabalhadores tentam reverter a determinação do STF que favoreceu somente os capitalistas da saúde. "Conversamos com os advogados da Casa, e eles nos disseram que estão finalizando os documentos, que seriam apresentados até o fim da próxima semana", afirmou ao JOTA Solange Caetano, presidente do Fórum Nacional da Enfermagem (FNE).
Na prática, os profissionais da enfermagem terão redução salarial, pois, com o aumento da carga horária, se o profissional trabalhar menos, o empregador vai acabar diminuindo o salário. "Além da mudança da jornada, os enfermeiros também criticam um parecer da Advocacia Geral da União (AGU) feito após uma solicitação do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGISP), que vincula gratificações ao piso. Não faz sentido incluir esses ganhos extras como se fossem o salário, a lei aprovada não diz isso", disse Solange.
Durante a pandemia, havia bastante demagogia em torno dos profissionais de saúde que eram chamados de heróis, porém, com o fim do período mais crítico da COVID-19, onde muitos pagaram com a própria vida trabalhando na linha de frente, o STF mostrou a verdadeira face do poder, atuando contra os interesses dos trabalhadores e em favor dos patrões.
Há muito tempo, estamos denunciando neste Diário que os ministros do STF são verdadeiros ditadores, os quais frequentemente passam por cima do poder legislativo, que, apesar de profundamente reacionária, ao menos foram eleitos. Por mais obscuras que sejam as eleições brasileiras, difícil ter menos votos que um Alexandre de Moraes, que foi "votado" ao cargo somente pelo golpista Michel Temer. Vejamos como se posicionarão os covardes oportunistas da esquerda pequeno-burguesa acerca da questão, talvez tenham menos medo por não se tratar do lustroso Xandão.
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O GLOBO
Ozonioterapia: 'Não haverá flexibilização', garante Anvisa
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei que permite a prática da ozonioterapia no país não deve ampliar, na prática, a forma como o tratamento é aplicado hoje, avalia a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao GLOBO, o gerente de Tecnologia em Equipamentos, Anderson Pereira, afirma que o órgão não irá flexibilizar as decisões tomadas sobre o procedimento no Brasil.
De acordo com a legislação - aprovada com oposição do Ministério da Saúde e de entidades médicas - , a ozonioterapia está condicionada a ser aplicada "por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal devidamente regularizado pela Anvisa ou órgão que a substitua".
Até o momento, os equipamentos aprovados são exclusivamente para fins odontológicos e estéticos. E o cenário será o mesmo enquanto a agência não reconhecer a eficácia do procedimento para fins medicinais.
- Não haverá nenhuma flexibilização (na autorização da ozonioterapia). A Anvisa está aberta para novos protocolos e pedidos de análise, mas não é um processo rápido - disse Anderson Pereira ao GLOBO.
Para ter aprovação da Anvisa, o pedido de uma empresa deve conter todos os resultados mecânicos do equipamento, como testes de desempenho, além da comprovação de segurança da técnica. Estudos clínicos comprovando a eficácia para a indicação de uso também são necessários.
- Não existe nenhum equipamento de ozonioterapia para fim médico aprovado na Anvisa, visto que todos os equipamentos demonstraram ineficácia clínica. A aprovação hoje é para uso restrito em odontologia, como tratamento da cárie dental e prevenção e tratamento dos quadros inflamatórios, e limpeza de pele. Somente isso - pontua Pereira.
A ozonioterapia envolve o uso dos gases ozônio e oxigênio, combinação com potencial de provocar efeitos oxidante e bactericida. A aplicação, segundo adeptos, pode ser feita direta com uma seringa, por via retal ou por outros orifícios. Defensores da técnica argumentam que o ozônio tem propriedades anti-inflamatórias, antissépticas e melhora a oxigenação do corpo, sendo indicado para doenças autoimunes, problemas respiratórios, câncer, HIV e outras enfermidades. O uso do gás nesses casos, contudo, não é regulamentado.
Em tese, a prática poderia levar a um fortalecimento do sistema imunológico. As alegações, contudo, não são comprovadas. A técnica também é considerada insegura, segundo especialistas. Isso porque, em muitos casos, as doenças podem ser agravadas por terapias inadequadas.
No início do mês, a sanção da lei desencadeou uma série de reações negativas, sobretudo de profissionais da saúde. Entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB), também se manifestaram e alegaram não haver comprovação científica sobre segurança e efetividade da ozonioterapia na medicina.
- Na prática, a lei não muda a forma como o procedimento é feito no Brasil. Apesar disso, empresas internacionais ou nacionais podem protocolar novos pedidos. Temos uma alta demanda com relação ao tema e nossa expectativa é que, agora, o número aumente - relatou Pereira.
Em nota, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) fez um alerta ao listar as "vias de aplicação" testadas por defensores da prática. São técnicas de "auto-hemotransfusão, injeção de ozônio por via intravenosa, por via intramuscular ou até mesmo entre os discos vertebrais". Também há registro de "aplicação cutânea, insuflação retal através de um cateter introduzido no intestino, método que também pode ser realizado por outros orifícios como boca, nariz ou vagina". Ainda "banho de gás, com uso de uma câmara cheia de gás ozônio para que haja inalação".
"A simples leitura desta relação demonstra que alguns dos procedimentos são invasivos", afirma a entidade.
A ozonioterapia foi altamente criticada durante a pandemia da Covid por especialistas em saúde, incluindo entidades médicas. Em 2020, o Conselho Federal de Medicina (CFM) chegou a divulgar uma nota de esclarecimento reiterando que os efeitos do tratamento em humanos infectados pelo vírus são "desconhecidos", "não devendo ser recomendado na prática clínica ou fora dos contextos de estudos".
O projeto que deu origem à lei foi apresentado no Senado em 2017. O texto autoriza profissionais de saúde de nível superior e inscritos nos respectivos conselhos de classe a prescreverem e aplicarem a ozonioterapia como tratamento de saúde complementar no país, por equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Anvisa.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, havia recomendado Lula a vetar o projeto. Contudo, como O GLOBO informou, o petista decidiu seguir o conselho do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para evitar ruídos na relação com o Congresso. No Legislativo, o então projeto de lei foi aprovado após a formação de um amplo acordo.
Segundo o Ministério da Saúde, a utilização da técnica no Sistema Único de Saúde (SUS), incluída de forma controversa na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em 2018, é restrita à área da odontologia, feita com aparelhos registrados pela reguladora do país.
Em nota técnica no ano passado, a Anvisa destacou que o uso da ozonioterapia fora dessas indicações "configura infração sanitária". Disse ainda que "há riscos à saúde oriundos da utilização indevida e indiscriminada desta tecnologia" e que não foram apresentados estudos que comprovem segurança e eficácia "para fins de aplicação médica ou de indicações de uso diversas daquelas descritas anteriormente".
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PORTAL G1
Médica é indiciada por negligência após bebê morrer depois de a profissional afirmar para mãe que ele 'só precisava de colo'
Segundo o delegado, o bebê indígena morreu com pneumonia ocasionada por uma infecção não tratada. Defesa da pediatra diz que ela 'agiu como manda o protocolo' e que 'não pediu exames por não ver necessidade'.
Uma médica foi indiciada por negligência médica após um bebê indígena morrer, depois de a profissional afirmar para a mãe que ele 'só precisava de colo' e não solicitar exames quando a mulher relatou que a criança chorava em excesso e não conseguia mamar, em Aragarças, no oeste de Goiás. Segundo o delegado Fábio Marques, a pediatra foi indiciada por homicídio culposo.
"Não só a mãe confirmou isso, mas pessoas ouviram ela [a médica] dizendo para a mãe que a criança estava chorando desse jeito porque "criança chora" e porque ela só precisava de colo", explicou o delegado.
De acordo com a polícia, o bebê viveu certa de 72 horas, tendo nascido no dia 14 de novembro de 2021, recebido alta médica no dia 16 e morrido no dia 17, dentro do hospital, após a mãe retornar à unidade. Ao g1, a defesa da médica, que foi indiciada na última sexta-feira (18), afirmou que a pediatra foi "diligente e agiu como manda o protocolo" e que "não pediu exames pois não verificou a necessidade" (veja nota completa ao final da reportagem).
À TV Anhanguera, a assessoria jurídica de Aragarças disse que a criança foi liberada sem intercorrências, mas que quando tiver acesso ao laudo da polícia, a prefeitura vai colaborar com as investigações. Disse também que a médica indiciada já foi demitida, não por causa da morte do bebê, mas por questões administrativas.
A Polícia Civil divulgou que a causa da morte foi pneumonia. Segundo o delegado, a perícia determinou que a "pneumonia foi ocasionada por uma infecção não tratada", que poderia ter sido tratada com o uso de antibióticos.
O g1 solicitou ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Goias (Cremego) um posicionamento sobre o caso, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
Morte em hospital
De acordo com a polícia, o caso aconteceu no hospital municipal da cidade. O delegado explicou que nem a mãe nem o bebê não tiveram nenhuma intercorrência durante o pré-natal ou o nascimento da criança. No entanto, logo que o bebê nasceu, a mãe percebeu que o filho não conseguia se alimentar e chorava muito, e então procurou a equipe médica do hospital solicitando uma "fórmula de leite", para tentar ajudá-lo.
Apesar da explicação da polícia de que a mulher e o bebê ficaram internados por dois dias antes de receberem alta, a defesa da médica alegou que, após o nascimento, "a criança ficou dois dias sem que nenhum médico a examinasse". Segundo o delegado, na verdade, durante esses dois dias em que os dois permaneceram na unidade, eles foram atendidos apenas por enfermeiros, sem nenhum atendimento feito por médicos.
"Esses enfermeiros informaram que ela estaria já em alta e ela insistiu que só sairia de lá se a pediatra autorizasse ela a ir embora. Foi quando ela falou com essa pediatra, disse que o bebê não estava bem e não estava se alimentando, que estava com uma coloração levemente amarelada", explicou o delegado.
"Ela liberou a criança com a mãe para ir para casa e pediu para voltar depois de 15 dias", complementou.
Segundo a polícia, após ir para casa com o filho, a mãe percebeu que o bebê não melhorou e, no dia seguinte, estava em um quadro aparentemente mais grave. Nisso, retornou ao hospital. Na ocasião, o bebê foi atendido por outro médico, mas não resistiu.
"[A criança] foi atendida por um outro médico que observou que a criança realmente não estava bem, só que já era tarde. Quando ele pediu os exames, a criança já tinha falecido", disse o delegado.
Nota da defesa da médica
"Há um pré julgamento do que aconteceu. Não há nada concluído ainda. Importante mencionar que após o nascimento da criança, esta ficou dois dias sem que nenhum médico a examinasse. A criança ficou fora do hospital e não se sabe o que aconteceu com essa criança nesse período... É uma criança indígena. Foi realizada a autópsia e exame histopalógico e nada foi encontrado. Existem mais dois outros laudos e que não apontaram nada disso do que a acusação trouxe.
A pediatra foi diligente e agiu como manda o protocolo. Não pediu exames pois não verificou a necessidade destes. Caso enxergasse, o teria feito. Ressalta-se, ainda , que a autópsia não atestou nada de errado no pulmão do bebê.
Fora que a investigação demorou mais de dois anos para ser concluída e que se limitou a ouvir poucas pessoas. A profissional de saúde já tomou as medidas cabíveis em sua defesa".
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 19 A 21/08/23
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DESTAQUES
ANS atualiza regras para alteração de hospitais nos planos de saúde
A importância do médico gestor
Implementação de tecnologias no sistema público enfrenta desafios
Os desafios para a integração da telemedicina a outros serviços
Como epidemia de opioides deu novo fôlego à 'guerra às drogas' nos EUA
Plano de Saúde é condenado a pagar R$ 1 milhão por descumprir decisão judicial
Planos de saúde sem reembolso ganham espaço no mercado
Do pobre ao rico, fila de transplante de órgãos não faz distinção de paciente
Deputado Fred Rodrigues quer instituir campanha de conscientização contra o aborto
As doenças desconhecidas que afetam 350 milhões ao redor do mundo
AGÊNCIA BRASIL
ANS atualiza regras para alteração de hospitais nos planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou novas regras para a alteração de rede hospitalar das operadoras de planos de saúde. As mudanças estão relacionadas com a Consulta Pública nº 82/2021, que recebeu contribuições sobre quais deveriam ser os critérios para alteração da rede assistencial das operadoras.
As novas regras entram em vigor 180 dias após publicação no Diário Oficial da União.
As mudanças valem tanto para a retirada de um hospital da rede, como para a troca de um hospital por outro. O objetivo é dar maior transparência e segurança aos beneficiários.
Portabilidade
Nos casos em que os beneficiários ficarem insatisfeitos com a exclusão de um hospital ou serviço de urgência e emergência do prestador hospitalar da rede de sua operadora, ocorrida no município de residência do beneficiário ou no município de contratação do plano, o beneficiário passa a ter direito de portabilidade sem prazo de permanência no plano. Com isso, não precisará cumprir os prazos mínimos de permanência no plano (1 a 3 anos).
Também não será exigido que o plano de origem e o de destino sejam da mesma faixa de preço, como acontece atualmente nos outros casos de portabilidade de carências.
Comunicação
Pelas novas regras, as operadoras também serão obrigadas a comunicar os consumidores, individualmente, sobre exclusões ou mudanças de hospitais e serviços de urgência e emergência na rede credenciada no município de residência do beneficiário. A comunicação individualizada deve ser feita com 30 dias de antecedência, contados do término da prestação de serviço.
O diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello, ressalta as vantagens ao consumidor do plano de saúde. “Além de ser informado oficialmente sobre qualquer mudança na rede hospitalar da sua operadora, o consumidor terá maior mobilidade, pois ficará mais fácil fazer a portabilidade de carências caso o hospital de sua preferência saia da rede da sua operadora”.
Redução da rede
Em relação à redução de rede hospitalar, uma das principais mudanças está relacionada à análise do impacto da retirada do hospital sobre os consumidores atendidos pela operadora.
Desta forma, caso a unidade a ser excluída seja responsável por até 80% das internações em sua região de atendimento, a ANS determina que a operadora não poderá apenas retirar o hospital da rede, mas deverá substituí-lo por um novo.
Substituição de hospitais
A avaliação de equivalência de hospitais para substituição também deverá ser realizada a partir do uso de serviços hospitalares e do atendimento de urgência e emergência, nos últimos 12 meses. Assim, se, no período analisado, os serviços tiverem sido utilizados no prestador excluído, eles precisarão ser oferecidos no prestador substituto.
E se o hospital a ser retirado pertencer ao grupo de hospitais que concentram até 80% das internações do plano, não será permitida a exclusão parcial de serviços hospitalares.
A norma aprovada também obriga o hospital substituto a estar localizado no mesmo município do excluído, exceto quando não houver prestador disponível. Neste caso, poderá ser indicado hospital em outro município próximo.
O diretor de Normas e Operações de Produtos da ANS, Alexandre Fioranelli, destacou que o foco da ANS, com a adoção dos novos critérios, está na segurança do consumidor com plano de saúde contratado. “A proposta é que o beneficiário seja menos afetado em razão da relação desfeita entre a operadora e o prestador. Esta proposta de normativo é fruto de cuidadoso trabalho de elaboração, que contou com intensa participação social e amplo debate”, afirmou o diretor.
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MEDICINA S/A
A importância do médico gestor
Luiz Paulo Tostes Coimbra, Presidente da Unimed Nacional, explica que além de todo o conhecimento técnico, profissionais que migram para a área administrativa têm muito a contribuir com a saúde suplementar.
Luiz Paulo Tostes Coimbra
A figura do médico gestor nunca foi tão importante diante do cenário desafiador que a saúde suplementar vem enfrentando nos últimos anos no Brasil. O setor registra, após seis semestres consecutivos, prejuízos operacionais na ordem de R$ 11 bilhões. Outro grave problema é a alta sinistralidade dos planos de saúde, com patamar de 93,2%. É um percentual inédito em mais de duas décadas, segundo dados da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).
Como presidente da Unimed Nacional, que cuida de mais de 2 milhões de beneficiários e preza pela valorização dos médicos, faço um alerta sobre a sustentabilidade do setor.
O nosso futuro vai depender de fatores relevantes como empregabilidade, variação do custo em saúde e, principalmente, de uma gestão eficiente das operações. Temos de utilizar a formação técnica-especializada e as ferramentas de tecnologia como aliadas para o admirável futuro novo na saúde.
Tendo como foco o bem-estar e a saúde das pessoas, a chamada Saúde 5.0 precisa da tríade: gestão, tecnologia e inovação — e nada mais plausível do que ter o médico como protagonista dessa realidade. Precisamos formar cada vez mais gestores com elevada capacidade analítica para administrar uma clínica, um hospital ou centros médicos — cada vez mais digitais e automatizados.
O mercado ganhará e muito com a capacitação crescente do médico administrador, que poderá tornar os sistemas menos custosos e mais eficientes, com a melhora expressiva da qualidade assistencial. E, o mais importante de tudo, sem nunca perder de vista a importância e a valorização do ser humano, pois as pessoas devem estar no centro de qualquer tomada de decisões.
Maior número de médicos do que residentes
Outro ponto relevante é o número de novos registros médicos emitidos no Brasil. De acordo com dados recentes da Demografia Médica de 2023, divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), o número de profissionais mais do que dobrou no país em 12 anos e atingiu um recorde no ano passado. Em 2022, cerca de 39 mil profissionais entraram no mercado de trabalho, contrapondo o ano de 2010, que formou quase 19 mil. O Conselho ainda projeta que, se for mantido o mesmo ritmo de crescimento da população e de escolas médicas, dentro de cinco anos, o Brasil contará com 3,63 médicos por mil habitantes, índice que supera a densidade médica registrada, por exemplo, na média dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), que reúne algumas das nações mais ricas do planeta.
A chegada de médicos é sempre bem-vinda. As faculdades de medicina aumentam a cada ano, mas o mercado não tem acompanhado esse ritmo. O número de novos formados tem sido acima do que o mercado disponibiliza para residência médica, por exemplo. Existe uma projeção da escola Sanar, de residência médica, de que há 44% mais profissionais da medicina saindo da faculdade do que vagas para especialização. Em 2021, enquanto cerca de 25 mil médicos se formaram, existiam apenas 17 mil vagas de residência médica.
Por fim, ressalto a importância de o médico se abrir para novas possibilidades na carreira, incorporar as novas tecnologias e o valor que agregam à área da saúde. Uma gestão criativa, ao mesmo tempo eficiente e responsável, faz com que todos saiam ganhando.
Luiz Paulo Tostes Coimbra é Presidente da Unimed Nacional.
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Implementação de tecnologias no sistema público enfrenta desafios
A adoção de tecnologias no sistema público de saúde brasileiro enfrenta desafios inerentes de um país continental. Embora existam esforços para modernizar a gestão e o atendimento dos pacientes, diversos fatores impedem uma transição suave e completa para um sistema de saúde mais tecnológico. Atualmente, 97% dos estabelecimentos públicos de saúde no Brasil possuem computadores instalados, mas 85% possuem sistema eletrônico para registro de pacientes e só 42% mantêm informações clínicas e cadastrais no prontuário eletrônico, de acordo com o TIC Saúde 2022. É uma jornada complexa que envolve uma combinação de investimentos em infraestrutura, capacitação de profissionais, superação de resistências culturais e regulamentações adequadas. Superar esses desafios é fundamental para melhorar a eficiência, a qualidade e a acessibilidade dos serviços de saúde oferecidos à população.
Para Vandré Dall Agnol, Diretor de Unidade de Saúde Pública da MV, disseminar a tecnologia na saúde pública é indispensável. "É preciso saber todos os detalhes, como está a vacinação, até quando há medicamentos na farmácia, como anda a fila para cirurgias. Todos esses dados são facilmente acessíveis quando estão interligados num sistema de informações funcional", explica.
Alguns desafios e obstáculos que acontecem em muitas instituições de saúde já são identificados e podem ser solucionados. A MV, multinacional brasileira líder na América Latina no desenvolvimento de softwares para a saúde, mapeou alguns desafios constatados em diversos hospitais públicos do Brasil.
Infraestrutura de tecnologia e acesso à internet
Um dos principais desafios é garantir uma infraestrutura adequada e acesso à internet em todas as áreas, especialmente em regiões remotas ou menos desenvolvidas. A disponibilidade de recursos tecnológicos, como computadores, dispositivos móveis e conexões estáveis à internet, é essencial para o uso efetivo da tecnologia na saúde pública. Dados da primeira edição do relatório MoVing The Future da MV mostram que apenas 6% dos hospitais da região Norte utilizam a internet para armazenamentos de informações, incluindo o Prontuário do Paciente Eletrônico.
Privacidade e segurança de dados
A implementação da tecnologia na saúde pública requer medidas robustas de privacidade e segurança de dados. É necessário garantir que as informações de saúde dos indivíduos sejam protegidas contra acesso não autorizado, vazamentos ou uso indevido. As políticas de privacidade devem estar alinhadas com as regulamentações de proteção de dados. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) desempenha um papel fundamental na área da saúde, garantindo a privacidade e a proteção dos dados pessoais dos pacientes. Com a crescente digitalização e o uso de tecnologias na saúde, é essencial que as instituições estejam em conformidade com a LGPD para evitar o acesso não autorizado, o compartilhamento indevido e o uso inadequado das informações de saúde. Além disso, a LGPD incentiva a adoção de boas práticas de governança e segurança de dados, contribuindo para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde e para a prevenção de incidentes de segurança cibernética que possam comprometer a integridade dos dados e a confiança dos pacientes.
Capacitação e treinamento dos profissionais de saúde
Novas tecnologias requerem capacitação e treinamento. Isso inclui conhecimentos sobre como coletar, gerenciar e interpretar dados, além de habilidades na utilização de sistemas eletrônicos de saúde, telemedicina, entre outras. A falta de treinamento adequado pode ser um obstáculo para a adoção e o uso eficaz das soluções.
Integração com sistemas de saúde existentes
A implementação da tecnologia na saúde pública deve ser integrada aos sistemas de saúde existentes para garantir a interoperabilidade e a troca eficiente de informações. A integração com registros eletrônicos de saúde, sistemas de gestão hospitalar e outras plataformas de saúde é fundamental para facilitar o compartilhamento de dados e melhorar a coordenação do cuidado.
Aceitação e adesão dos usuários
A aceitação e adesão dos usuários, sejam eles profissionais de saúde, sejam pacientes, são fatores críticos para o sucesso da implementação da tecnologia na saúde pública. É necessário fornecer uma interface amigável, educar os usuários sobre os benefícios da tecnologia e envolvê-los no processo de implementação para garantir sua participação ativa e engajamento. Enfrentar esses desafios e considerações na implementação da tecnologia na saúde pública é fundamental para colher os benefícios da digitalização, como o acesso a informações em tempo real, melhorias na eficiência e qualidade do atendimento, tomada de decisões baseada em evidências e promoção da saúde da população de forma abrangente.
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Os desafios para a integração da telemedicina a outros serviços
Por Renato Casarotti
A telemedicina, sem dúvida, oferece uma série de benefícios para o sistema de saúde. É uma evolução mundial, adotada em larga escala por diversos países, e traz um grande avanço e uma maior segurança para a prática médica, além de ter enorme potencial na promoção à saúde da população, agilizando o acesso a orientação adequada e reduzindo riscos de exposição a doenças tanto para o profissional de saúde quanto ao paciente quando precisa de atendimento.
Com a possibilidade da realização de consultas médicas remotas, é possível promover um relacionamento seguro entre profissional de saúde e paciente de forma digital, por meio da telemedicina responsável, resolvendo uma necessidade - muitas vezes - momentânea do paciente.
Além disso, a telemedicina amplia o acesso a especialistas, principalmente em áreas mais distantes de grandes centros econômicos ou com carência de profissionais qualificados. Essa maior acessibilidade é um ponto fundamental na garantia do cuidado adequado a todas as pessoas.
No entanto, devemos reconhecer que a telemedicina traz alguns desafios que precisamos enfrentar, como a garantia da segurança dos serviços prestados e a qualidade do atendimento. Estabelecer e seguir protocolos claros para as teleconsultas é necessário para assegurar que médicos e beneficiários tenham uma experiência segura e eficaz.
A proteção de dados pessoais dos pacientes também é uma preocupação crucial. A obrigação do profissional de saúde é de que a teleconsulta seja num ambiente seguro, utilizando uma plataforma apropriada que acompanhe as regras que estão sendo abarcadas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), realizando o devido registro em prontuário médico. Toda essa segurança é importante caso seja necessário apresentar evidências em auditorias que venham a ser realizadas, por exemplo.
É preciso haver validações eletrônicas nos mais variados graus de complexidade, que vão desde as mais básicas (identificação de documentos) até as mais avançadas (biometria digital e facial), e que também atendam a LGPD. Para o profissional de saúde é importante que tenha ao menos um cadastro com foto, para que saiba que é realmente o paciente indicado que irá atender.
Nos planos de saúde, integrar a telemedicina com os demais serviços oferecidos é fundamental para proporcionar uma experiência completa aos seus beneficiários. Afinal, a modalidade é uma opção a mais e deve ser vista como parte de um ecossistema de cuidados abrangentes, e não um serviço avulso.
Destaco também a importância da colaboração de entidades, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o próprio Conselho Federal de Medicina (CFM), para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades trazidas pela telemedicina. É fundamental estabelecer um diálogo transparente com as autoridades de saúde para garantir a adequação das práticas e regulamentações relacionadas à telemedicina.
A telemedicina tem o potencial de revolucionar cada vez mais a prática da medicina seja no Brasil ou no mundo, beneficiando todos os atores do ecossistema da saúde. Ressalto que a adoção de uma abordagem estratégica e colaborativa é crucial para que desfrutemos dos reais benefícios da modalidade, com garantia de qualidade, segurança e eficiência dos serviços prestados.
*Renato Casarotti é presidente da Abramge.
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PORTAL G1
Como epidemia de opioides deu novo fôlego à 'guerra às drogas' nos EUA
Muitos Estados americanos vêm endurecendo penas para porte, distribuição e fabricação de fentanil, opioide sintético 50 vezes mais potente que a heroína e responsável por 75 mil mortes somente no ano passado.
Mais de meio século depois de o então presidente Richard Nixon ter lançado uma "guerra às drogas" nos Estados Unidos, e após décadas de políticas que muitos consideram um fracasso, uma nova onda de leis no país vem endurecendo penas relacionadas a essas substâncias.
As leis recentemente aprovadas em diversos Estados são motivadas pelo fentanil, um opioide sintético extremamente letal que está no centro da epidemia de overdoses fatais que vem devastando o país.
O CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças, agência de pesquisa em saúde pública ligada ao Departamento de Saúde) estima que mais de 110 mil pessoas morreram por overdose de drogas no ano passado. Entre essas mortes, cerca de 75 mil foram provocadas por fentanil.
Diante dessa crise, projetos de lei aumentando as penas mínimas para crimes relacionados ao fentanil já foram introduzidos em pelo menos 46 dos 50 Estados americanos somente neste ano.
Muitas dessas propostas impõem vários anos de prisão mesmo para pequenas quantias, e algumas preveem pena de morte para traficantes.
Também vem crescendo o número de Estados com as chamadas "leis de homicídio induzido por drogas", nas quais uma pessoa responsável pela distribuição de fentanil resultante em morte por overdose é processada por homicídio, mesmo que seja um usuário compartilhando a droga com amigos.
No nível federal, uma proposta apresentada ao Senado em fevereiro, e ainda em tramitação, enquadra como crime de homicídio "a distribuição de fentanil que resultar em óbito", sujeitando os responsáveis à pena de morte ou prisão perpétua.
Em 2022, procuradores-gerais de 18 Estados enviaram carta ao presidente Joe Biden pedindo que o fentanil fosse declarado "arma de destruição em massa".
"(Somente) no ano passado, foi apreendida uma quantidade suficiente de fentanil para matar todos os homens, mulheres e crianças nos Estados Unidos várias vezes", diz o texto.
Em um país historicamente dividido, muitas dessas propostas chamam a atenção por atrair apoio tanto de políticos republicanos quanto de democratas, e apesar de nem todas terem sido aprovadas, várias passaram com unanimidade.
As leis também costumam ter o apoio de famílias que perderam filhos por overdoses de fentanil e se mobilizam por justiça e por medidas mais duras.
Mas críticos consideram essas leis um retorno às táticas de décadas anteriores, especialmente na epidemia de crack, quando usuários e traficantes de pequeno porte foram punidos com longas sentenças, sem que o problema fosse solucionado.
Efeitos daquela era persistem até hoje, na enorme população carcerária, de cerca de 1,9 milhão de presos, e em disparidades raciais, com a punição desproporcional de pessoas negras.
"A emergência do fentanil é, de muitas maneiras, um sintoma do fracasso da guerra às drogas. Mas, ironicamente, seu surgimento começou a estimular tipos semelhantes de abordagens, devido a uma espécie de pânico em relação ao fentanil", diz à BBC News Brasil o especialista em drogas e saúde pública Leo Beletsky, professor de direito e ciências da saúde na Northeastern University.
"No mercado de drogas ilícitas, quanto mais pressão (polícia e sistema legal) aplicam, mais compactas e poderosas ficam as drogas", afirma Beletsky.
"O incentivo econômico natural é passar para drogas com menor volume e maior impacto. Se você vai transportar (ilegalmente) 1 kg de algum produto pela fronteira, é muito mais lucrativo transportar 1 kg de fentanil do que de heroína."
'Ameaça emergente'
O fentanil pode ser 50 vezes mais potente que a heroína, e poucos miligramas são suficientes para uma dose letal, dependendo da tolerância do usuário.
Calcula-se que, nos Estados Unidos, a cada sete minutos uma pessoa morra por overdose ligada ao opioide, e casos se espalham pelo país, desde grandes cidades até zonas rurais.
A versão farmacêutica e legal pode ser prescrita para tratar de dor, em doses controladas, mas é a substância fabricada e distribuída ilegalmente que têm agravado a epidemia de overdoses nos últimos cinco anos.
Muitas vezes, o fentanil é misturado a outras drogas, como cocaína e heroína, e também é usado para fabricar pílulas falsas de remédios conhecidos para dor ou ansiedade.
Com isso, e a relativa facilidade de comprar o produto pela internet ou em redes sociais, alguns usuários nem sabem que estão consumindo fentanil. Outros buscam a droga exatamente por sua maior potência.
A fabricação do fentanil é mais fácil, rápida e barata do que a de outras drogas, que dependem do cultivo de lavouras.
Segundo autoridades americanas, o fentanil costuma ser fabricado por cartéis no México, em laboratórios clandestinos e com produtos químicos importados da China, e depois é contrabandeado pela fronteira.
Novas versões continuam surgindo, e recentemente a Casa Branca anunciou um plano para reduzir as mortes causadas pela combinação de fentanil com xilazina, um sedativo usado em animais.
Essa combinação, tornando o produto ainda mais letal, responde por um percentual crescente das overdoses fatais e foi designada pelo governo como "ameaça emergente" ao país.
É nesse contexto, pressionados pela abundância de fentanil no mercado ilícito americano e pelo grande número de mortes, que cada vez mais Estados estão endurecendo suas leis para tentar combater a crise. Alguns, como a Virgínia, chegam a classificar o opioide como "arma de terrorismo".
Muitas propostas estabelecem ou aumentam as chamadas "penas mínimas obrigatórias" para porte, distribuição ou manufatura de fentanil.
Nesse tipo de pena, que era comum na época da "guerra ao crack", o juiz é obrigado a sentenciar o réu a pelo menos o tempo mínimo de prisão previsto na lei, mesmo que considere a punição excessiva.
Várias Estados também vêm reduzindo as quantidades de fentanil que desencadeiam essas penas mínimas obrigatórias.
Em Iowa, uma pessoa acusada de vender ou fabricar menos de cinco gramas pode ser condenada a 10 anos de prisão, e no Alabama, apenas um grama de fentanil puro é suficiente para uma pena mínima de três anos.
As "leis de homicídio induzido por drogas", que existem há anos, também vêm se espalhando com o avanço do fentanil, e já estão presentes em mais de 30 Estados.
Nesses casos, os promotores não precisam nem provar que a pessoa que forneceu a dose letal à vítima de overdose tinha a intenção de matar.
"Quando essas leis são aprovadas, os políticos costumam falar que irão punir os chefões, as grandes organizações de tráfico. Mas, da maneira como estão sendo implementadas, não são essas pessoas que acabam processadas", afirma Beletsky.
"Muitas vezes envolvem pessoas que são simplesmente amigos ou familiares, pessoas que usam drogas juntas."
No ano passado, um homem em Illinois foi condenado a seis anos de prisão após fornecer heroína adulterada com fentanil à irmã, que morreu de overdose.
Em outro caso que gerou atenção na imprensa, uma jovem de 17 anos no Tennessee, que sobreviveu a uma overdose ao lado de duas colegas depois de ingerir cocaína adulterada com fentanil, foi processada por homicídio após a morte das amigas.
A evolução da crise
Calcula-se que os Estados Unidos já gastaram mais de 1 trilhão de dólares em meio século de "guerra às drogas".
O termo costuma se referir a políticas iniciadas durante o governo do presidente Nixon, que em 1971 declarou o aumento no abuso de drogas "inimigo público número 1" e disse que era necessária uma ofensiva contra a crise.
Na época, o principal problema era a heroína em grandes cidades, como Nova York, e entre soldados que voltavam da guerra do Vietnã, e inicialmente o foco principal era reabilitação.
Mas nos anos posteriores, principalmente a partir do governo de Ronald Reagan (1981 a 1989), o país passou a adotar penas cada vez mais duras como resposta à crise de cocaína e crack, tendência que continuou com George H. W. Bush (1989 a 1993) e Bill Clinton (1993 a 2001).
A atual epidemia de overdoses tem sua origem na década de 1990, com uma explosão de analgésicos opiáceos obtidos com receita médica.
Quando ficou claro que esses remédios contra a dor estavam provocando dependência em milhões de pessoas e uma crise de saúde pública, os médicos pararam de fornecer prescrição, e muitos usuários passaram a recorrer à heroína vendida ilegalmente.
Por volta de 2016, opioides sintéticos, especialmente o fentanil fabricado de maneira ilícita, começaram a invadir o mercado, substituindo a heroína como uma alternativa mais barata e potente.
Isso ocorreu ao mesmo tempo em que havia no país a percepção de que as táticas de tolerância zero de eras anteriores haviam fracassado.
"Acho que houve uma percepção gradual de que as duras leis dos anos 1980 e 1990 alimentaram o encarceramento em massa, não acabaram com o uso de drogas e tiveram um impacto desproporcional em pessoas negras e pardas", afirma Beletsky.
Em 2014, uma pesquisa do Pew Research Center mostrava que 63% dos americanos considerava positivo o fim das sentenças mínimas obrigatórias para crimes não violentos relacionados a drogas.
O próprio presidente Joe Biden, que como legislador havia apoiado as medidas duras da "guerra às drogas", durante sua campanha reconheceu os problemas e se desculpou pelo papel que desempenhou.
O governo federal e Estados passaram a dar menos ênfase à punição e mais atenção a redução de danos, educação, prevenção e tratamento de usuários.
Beletsky ressalta que essa mudança de postura era vista tanto em políticos democratas quanto republicanos, mas considera o progresso dessa época modesto.
"Quando você olhava os detalhes reais do que as leis diziam, a tendência (de afrouxar penas excessivas) estava lá, mas não era uma grande mudança", diz.
"E, com a chegada do fentanil, houve retrocesso desse modesto progresso que havia sido conquistado."
Em vários Estados, como Nevada, onde Senado e Câmara são controlados por democratas, as propostas apresentadas agora revertem uma tendência de relaxar penas para crimes não violentos relacionados a drogas.
Outros, como Califórnia, Colorado, Idaho e Virgínia Ocidental, vêm restringindo financiamento para medidas de redução de danos.
Famílias
Várias vezes as propostas de lei mais rígidas são fruto do esforço de famílias que perderam entes queridos em overdoses provocadas por fentanil.
Grupos de pais e mães de vítimas se espalham pelo país e, enquanto algumas famílias lutam por prevenção, mas são contra medidas punitivas, outras apoiam penas mais duras.
"É compreensível que, dada a tragédia, as pessoas estejam ansiosas por respostas e tentando encontrar maneiras de evitar que isso aconteça com outros", salienta Beletsky, lembrando que há uma variedade de respostas diferentes entre as famílias afetadas, e algumas se manifestam contra abordagens punitivas.
"A culpa é de líderes políticos e de pessoas no sistema penal, como promotores, que em vez de ajudar a canalizar esse luto para soluções significativas, capitalizam para avançar sua agenda política", destaca.
Em Oklahoma, um outdoor encomendado no início do ano por famílias de vítimas de overdose trazia fotos dos mortos e a pergunta: "Por que traficantes de drogas estão se livrando de assassinato?".
No Texas, onde se espalharam notícias de adolescentes que morreram ao ingerir pílulas adulteradas sem saber que eram fentanil, famílias das vítimas colocaram outdoors pelo Estado para alertar sobre os riscos.
Essas famílias estavam ao lado do governador Greg Abbott, do Partido Republicano, quando ele sancionou em junho uma lei que classifica esse tipo de overdose como envenenamento e aumenta as penas.
"A epidemia de fentanil já roubou muitas vidas inocentes, mas graças ao trabalho de pais e mães corajosos, como os que estão aqui hoje, alertamos os texanos sobre esta crise", disse Abbott.
Defensores de penas mais rígidas afirmam que são importantes para punir os responsáveis por mortes.
"Se você está distribuindo esse veneno, nosso objetivo é acusá-lo de homicídio quando houver uma overdose", resumiu o xerife do Condado de Los Angeles, Robert Luna, em uma entrevista coletiva sobre casos contra traficantes.
Mas críticos dizem que penas mais duras, especialmente as que têm como alvo pequenas quantias, não reduzem a oferta nem a demanda - e não afetam as grandes redes internacionais por trás do tráfico.
Essas medidas também não resolvem a crise de dependência de drogas ou a epidemia de overdoses.
"Nenhum estudo jamais mostrou que o aumento das penas para o uso de drogas reduziu o uso em pessoas dependentes de drogas", disse o deputado estadual democrata Gene Wu durante debate sobre a lei do Texas.
Entre os temores também está um impacto negativo, inclusive nas chamadas "leis do bom samaritano", adotadas em diversos Estados, que protegem de prisão ou processo quem chamar os serviços de emergência ao presenciar uma overdose.
Com a possibilidade de serem enquadrados por homicídio, muitos deixariam de chamar ajuda, possivelmente aumentando o número de mortes.
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GLOBO ONLINE
Plano de Saúde é condenado a pagar R$ 1 milhão por descumprir decisão judicial
O Bradesco Saúde foi condenado a pagar R$ 1 milhão pelo descumprimento de uma liminar que a obrigava a fornecer um marca-passo a um paciente e a cobrir as despesas decorrentes da cirurgia e do tratamento. A decisão, por unanimidade, é da 19ª Câmara de Direito Privado do Rio.
O desembargador Luciano Saboia Rinaldi de Carvalho, relator do processo., determinou ainda que caso o Bradesco Saúde não efetue o depósito judicial no valor de R$ 1 milhão em até dez dias corridos após a publicação do acórdão, será restabelecida a multa em sua integralidade de R$ 2, 1 milhões. Cabe recurso.
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CQCS - CENTRO DE QUALIFICAÇÃO DO CORRETOR DE SEGUROS
Planos de saúde sem reembolso ganham espaço no mercado
Para diminuir sinistralidade, empresas como SulAmérica e Porto Saúde lançam produtos em que ressarcimento do cliente é limitado ou até proibido
Ainda sofrendo com a sinistralidade em patamares elevados, as operadoras de saúde estão atacando um dos custos que explodiram desde o início da pandemia: o reembolso. Grandes empresas como SulAmérica e Porto passaram a oferecer planos sem esse benefício ou com limite no que pode ser ressarcido, para tentar frear a disparada dos custos.
Executivos do setor dizem que o uso do reembolso, que historicamente era solicitado para gastos com consultas com médicos fora da rede credenciada e com procedimentos hospitalares, passou a ser solicitado também para exames e terapias. Uma parte desta mudança tem a ver com o comportamento dos segurados no pós-pandemia, mas há também um aumento importante das fraudes. Por isso, as operadoras estão ampliando o combate ao uso indevido dos planos.
Dados da FenaSaúde, entidade que representa as operadoras de planos e seguros de saúde, mostram que os gastos com pedidos de reembolso cresceram quase 100% entre 2019 e 2022, de R$ 6 bilhões para R$ 11,4 bilhões. Para se ter uma ideia, as despesas assistenciais totais de planos tiveram expansão de 18,5% no período, de R$ 171,8 bilhões para R$ 203,6 bilhões. A estimativa da federação é que o ressarcimento irregular tenha representado cerca de R$ 4 bilhões só no ano passado.
Raquel Reis, CEO da SulAmérica Saúde & Odonto, diz ao IM Business que antes da pandemia o reembolso representava entre 10% e 11% de todas as despesas de sinistro da empresa, mas no final de 2022 esse patamar subiu para 14%. "Se você olhar o que é a margem de uma seguradora hoje, a diferença entre 11% e 14% define se você vai ter lucro ou prejuízo. Pode ser a insolvência".
A executiva afirmou que o uso do reembolso aumentou em todas as faixas de planos, mas o maior crescimento se deu nas categorias mais básicas, os chamados de "planos de entrada". Nesses produtos, o custo com reembolso subiu de 0,5% para 7%. Entre as categorias mais caras, esse percentual chega a 40%. Os gastos com exames, por exemplo, dispararam. "Se temos tantos laboratórios na rede credenciada, qual é a justificativa?".
A resposta da SulAmérica foi lançar planos com reembolso modular, em que o segurado reavê gastos com consultas de urgência e emergência, mas não com consultas eletivas e terapias, por exemplo. Esse novo modelo praticamente já substituiu as vendas dos planos antigos, com reembolso para tudo, e com isso o custo médio da SulAmérica caiu dos 14% no fim do ano para uma faixa entre 11% e 12% atualmente. "O que a gente fez nesses produtos de reembolso modular foi reduzir ou zerar o que não faria sentido, como exames e terapias", afirma a CEO.
A Porto Saúde, vertical de planos de saúde da Porto (antiga Porto Seguro) que tem 461 mil vidas, lançou em fevereiro a linha Pró, voltada a Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e sem reembolso, que é de 20% a 30% mais barata para o consumidor.
A empresa não tem planos individuais nem coletivos por adesão, só empresariais - que representam mais de 70% do mercado. A atuação da Porto Saúde se restringe a São Paulo, Rio de Janeiro e, recentemente, ao Distrito Federal. Já a linha "Pró" está disponível na Grande SP e na Baixada Santista.
O CEO da Porto Saúde, Sami Foguel, diz que a linha sem reembolso busca oferecer "excelente medicina a um preço vantajoso", em uma rede fechada e com parceiros de confiança da empresa, como a Oncoclínicas e os hospitais Oswaldo Cruz e Sírio Libanês. "É um produto menos suscetível a fraudes. Nós queremos que as pessoas usem [o plano]. É para isso que a gente existe. O que não queremos é abuso e fraude".
Sinistralidade ainda alta
Mesmo com esses novos planos de saúde, os níveis de sinistralidade continuam elevados. No caso da SulAmérica, o indicador atingiu 87,2% no segundo trimestre, segundo balanço da Rede D'Or. Houve uma queda de 2,5 pontos percentuais, tanto na comparação trimestral (1T23) quanto anual (2T22), mas a taxa ainda está muito acima dos 79% de 2019. "Está muito melhor do que a média do mercado, mas ainda muito acima do razoável", afirma CEO.
A sinistralidade é a relação entre as receitas das operadoras e os desembolsos com as despesas assistenciais, e os níveis elevados afetam todo o setor. Ela é uma fonte de pressão para as companhias, que enfrentam dificuldade em repassar esse aumento de custo para seus preços, sob risco de perder clientes. No caso da SulAmérica/Rede D'Or, o Credit Suisse vê como positivo o fato de a empresa ter conseguido elevar os tickets em 4% contra o primeiro trimestre deste ano e em 15% em relação a igual período de 2022, sem diminuir sua base de beneficiários.
Na Porto, a sinistralidade atingiu 84,2% no segundo trimestre, uma alta de 5,5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior - variação considerada "o principal ponto negativo" do resultado trimestral pelo Credit Suisse. Foguel diz que ajustou processos de precificação no terceiro e quarto trimestre, mas pondera que a sinistralidade da empresa é maior porque tem menos escala do que as concorrentes.
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ISTOÉ
Do pobre ao rico, fila de transplante de órgãos não faz distinção de paciente
O apresentador Fausto Silva, internado desde o dia 5 de agosto, precisará de um transplante cardíaco e aguarda por um doador na fila administrada pelo sistema público de saúde, informou neste domingo (20) o Hospital Albert Einstein.
A decisão foi tomada após o agravamento do quadro clínico do apresentador de 73 anos. Apesar de ser uma pessoa pública e com recursos financeiros disponíveis, Faustão não terá qualquer tratamento especial, já que a fila é gerida por uma equipe técnica.
+ Faustão tem agravamento do quadro e necessita de transplante de coração, informa hospital
"Fausto Silva já foi incluído na fila única de transplantes, regida pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que leva em consideração, para definição da priorização, o tempo de espera, a tipagem sanguínea e a gravidade do caso", diz a nota do hospital. Outro critério é a distância entre doador e paciente.
A de fila de espera para quem precisa receber uma doação funciona de acordo com o grau de gravidade. Mas não faz nenhuma diferenciação entre região ou classe social do paciente que precisa do órgão. A cirurgia do transplante e o tratamento podem ser feitos por meios particulares. No entanto, todos estão sujeitos à fila pública de órgãos.
A fila de transplante é pública, independentemente de qualquer característica social do paciente. Seja pelo sistema público ou não. Além disso, os dados inseridos na fila não identificam quem são os pacientes de meio particular ou da rede pública, e mais de 90% dos procedimentos são feitos pelo SUS.
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Em casos de pacientes que residem em um Estado onde não há a especialidade de transplante de que necessite, a rede pública oferece o custeio completo em outra cidade e estado por meio do TFD (Tratamento Fora do Domicílio).
A fila é atualizada de acordo com a evolução do quadro clínico. No caso do coração, como a necessidade de Fausto Silva, a preferência é sempre para pacientes em estado grave. Em São Paulo, a espera por um coração pode chegar até a 18 meses.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, mas o grande volume de procedimentos faz com que a quantidade de pessoas ainda precise passar por uma lista de espera.
Pela primeira vez desde 1998, a fila de transplante de órgãos no Brasil passa de 50 mil pessoas. O dado é da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.
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JORNAL DO BRASIL
Deputado Fred Rodrigues quer instituir campanha de conscientização contra o aborto
O deputado Fred Rodrigues (DC) apresentou projeto de lei nº 1536/23 que pretende instituir a Campanha de conscientização contra o aborto para mulheres que residem no Estado de Goiás. O objetivo é realizar palestras, audiências públicas, em conjunto com a Secretaria de Educação do estado, sobre a problemática do aborto, conscientizando crianças e adolescentes sobre esta problemática do abordo.
Pensando nas dificuldades que a gravidez traz na vida da mãe, a campanha tem como uma de suas diretrizes o atendimento médico e acolhimento psicológico, visto que, o momento exige apta inteligência emocional e responsabilidade sobre um terceiro. O intuito é amadurecer o autoconhecimento, a autoestima e construir a certeza de que uma nova vida é sempre algo benéfico.
O aborto é o quinto maior causador de mortes maternas no Brasil, segundo um estudo publicado em 2013, uma a cada cinco mulheres com mais de 40 anos já fizeram, pelo menos, um aborto na vida. Hoje existem 37 milhões de mulheres nessa faixa etária, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, estima-se que 7,4 milhões de brasileiras já fizeram pelo menos um aborto.
Segundo o Código Penal em seus artigos 124, 125 e 126 o aborto no Brasil é considerado crime contra a vida, permitido apenas em determinados casos. Além disso, no Código Civil é assegurado direitos do Nascituro, em outras palavras, o próprio ordenamento jurídico brasileiro reconhece a vida intrauterina desde sua concepção, mesmo que só garantida personalidade jurídica pós-nascimento.
O parlamentar ressalta que a conscientização também tratará, por meio da participação dos hospitais e seus representantes, informações a respeito dos métodos contraceptivos que são oferecidos pelo SUS, dos testes rápidos para infecções (mesmo menores desacompanhados), do acompanhamento ginecológico e do pré-natal, a fim de, evitar a gravidez não planejada, que é a principal situação que leva a gestante a idealizar o aborto.
A propositura foi encaminhada a Comissão de Constituição, Justiça e Redação, onde está sendo relatada pelo deputado Major Araújo(PL).
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GAZETA ONLINE
As doenças desconhecidas que afetam 350 milhões ao redor do mundo
"É tudo coisa da sua cabeça."
Helene Cederroth perdeu a conta de quantas vezes ouviu esta frase dos médicos. Mas ela sabia, desde o nascimento do seu segundo filho, Wilhelm, que algo não estava certo com ele.
"Ele parecia um bebê perfeito, com bochechas vermelhas", relembra ela. "Todos no hospital achavam que ele estava em perfeita saúde."
Wilhelm nasceu em 1983. Quando completou um ano de idade, ele já havia desenvolvido epilepsia e problemas crônicos no estômago. E, com três anos, ele teve uma inflamação das vias aéreas superiores, conhecida como falso-crupe, e os médicos informaram à família que ele sofria de asma.
Cederroth não ficou nada satisfeita. Ela queria saber mais. Quais eram especificamente as causas de todas essas condições médicas? Elas tinham relação entre si? Havia uma cura para ele?
Ela procurava o que se chama, no mundo da medicina, de diagnóstico de causas - um diagnóstico unificado que pudesse explicar todos os problemas de saúde de Wilhelm. Para Cederroth, esta seria a única forma de compreender melhor o curso da doença do seu filho e suas chances de recuperação.
Mas, infelizmente, a experiência de Wilhelm foi apenas o começo de uma árdua jornada pelo mundo das doenças não diagnosticadas.
Condições misteriosas
Doenças não diagnosticadas são condições médicas que não têm causa conhecida, mesmo depois de extensas avaliações.
Elas são relativamente raras, mas seu conjunto afeta milhões de pessoas. Em todo o mundo, existem até 350 milhões de portadores de condições "raras" ou "não diagnosticadas".
Uma condição é definida como "rara" quando afeta menos de uma a cada 2 mil pessoas na União Europeia ou menos de 200 mil pessoas nos Estados Unidos.
E essas doenças afetam desproporcionalmente as crianças com menos de cinco anos de idade. Elas compõem 50% dos casos - e um relatório indica que 30% delas morrem antes de completarem cinco anos.
Somente no Reino Unido, 6 mil crianças nascem todos os anos com "síndromes sem nome" (SWAN, na sigla em inglês).
Lidar com os problemas médicos de uma criança, por si só, já é muito difícil. Mas a ausência de um diagnóstico gera uma infinidade de outros obstáculos para os médicos e as famílias.
A enfermeira clínica Anna Jewitt, especialista em crianças SWAN do Hospital Great Ormond Street, em Londres, conhece bem este problema. Sem conseguir explicações sobre a saúde dos seus filhos, os pais se sentem sozinhos e perdidos.
Às vezes, apesar das preocupações, os pais ouvem dos médicos que a criança é "normal". Mas esta "costuma ser a pior palavra para o pai ou a mãe de uma criança com uma condição não diagnosticada", segundo Jewitt.
Uma dificuldade é que a maioria das crianças que apresentam um sintoma não tem uma doença séria. Geralmente, é mais provável que seja algo menor ou temporário.
Por isso, o que a maioria dos pais precisa é ser tranquilizada de que seu filho está bem - e não de dezenas de exames de laboratório e semanas de estudos médicas.
"Se você procurar 100 pais que apresentam queixas, a maioria deles precisa ser tranquilizada de que nada está acontecendo", afirma o pesquisador William Gahl, do Instituto Nacional do Genoma Humano em Bethesda, no Estado norte-americano de Maryland.
Mas, em alguns casos, este tiro pode sair pela culatra - e foi o que aconteceu com Wilhelm.
Os médicos tranquilizaram Helene Cederroth e seu marido Mikk de que nada de assustador estava acontecendo com a saúde da criança, exceto pela má sorte de sofrer de epilepsia, asma e falso-crupe ao mesmo tempo.
Não convencido, o casal pressionou para que fossem realizadas pesquisas médicas. E, enquanto isso, a vida prosseguia.
"Wilhelm se saía muito bem na escola e tinha muitos amigos. Ele era um menino gentil. Os professores da escola diziam que ele seria Secretário-Geral das Nações Unidas", relembra Helene Cederroth. "Ele era divertido. Parecia um menino normal."
E, como a maioria das crianças normais, Wilhelm e sua irmã mais velha costumavam chegar da escola com infecções e insetos irritantes. Mas, para Wilhelm, a recuperação começou a levar mais tempo do que o normal.
Sua mãe ouvia sempre a mesma resposta dos médicos: "para algumas crianças, é assim que funciona".
Certa tarde, Wilhelm saiu para colher framboesas. Ele tinha cinco anos de idade. Quando entrou em casa, ele teve uma tosse tão forte que seus olhos ficaram ensanguentados. Seu rosto inchou e ele teve febre alta.
Os médicos nunca haviam visto um quadro de sintomas como aquele, mas também não conseguiam encontrar nada de errado.
Eles tranquilizaram Cederroth, afirmando que o que quer que estivesse causando os diversos sintomas de Wilhelm não era genético, nem hereditário. E, quando Wilhelm tinha oito anos de idade, Helene e Mikk tiveram seu terceiro filho, Hugo.
Na verdade, até 80% das condições raras e não diagnosticadas são genéticas. Mas Gahl relembra que os médicos, em sua maioria, não são geneticistas.
"Parte do problema é que os médicos querem tranquilizar os pais de que eles podem ter o segundo filho", afirma ele, mas, "se eles não souberem qual é a causa genética, não podem definir uma estimativa sobre o percentual de recorrência."
"Às vezes, o padrão será dizer 'não achamos que seja genético' - e a base desta afirmação é que não há causa genética conhecida." Gahl ressalta que esta "não é a melhor resposta padrão" para oferecer aos pais.
Viver na incerteza
No terceiro trimestre de gravidez de Hugo, Helene Cederroth sentiu um movimento estranho - um chute errático que a fez relembrar crianças jovens que sofrem de epilepsia.
Ela nunca havia sentido aquilo antes, nem com Wilhelm, nem com a irmã mais velha. Os médicos disseram a ela que o bebê estava com soluços.
Hugo nasceu em 27 de dezembro de 1991. Com seis horas de vida, ele teve sua primeira convulsão.
Sua mãe estava certa - Hugo tinha epilepsia.
O bebê passou seus primeiros seis meses no hospital. E, para piorar o trauma da família, a equipe médica suspeitou que seu pai, Mikk, estivesse sacudindo Hugo.
"Isso está na cabeça do meu marido até hoje", afirma Helene. "De certa forma, você tem medo de ir ao hospital."
Cederroth lembra-se de que a equipe monitorava a forma como ela cuidava do bebê. "Foi a situação mais terrível que eu já passei", ela conta.
O medo do julgamento é algo que Jewitt ouve em suas conversas com as muitas famílias que ela tenta tranquilizar.
Alguns pais e mães "sentem que as pessoas não acreditam neles e as mães são chamadas de superansiosas", ela conta. "Outros que não vêm de famílias privilegiadas podem ter a impressão de que estão sendo julgados."
A família teve momentos de esperança. Quando Hugo tinha 18 meses de idade, os médicos avisaram sua mãe que ele nunca andaria, nem se sentaria sozinho. Mas, no mesmo dia em que eles saíram do hospital e foram para casa, o bebê, determinado, apoiou-se no sofá de canto.
"Ele se virou e andou oito passos, comprovando que os médicos estavam errados", ela conta. E, ao longo do tempo, Hugo continuou progredindo e não só andou, como chegou a correr.
Helene Cederroth então ficou grávida pela quarta vez. Era uma menina e, com ela, vinha uma nova esperança. Afinal, sua menina mais velha tinha boa saúde e os médicos informaram à mãe que os sintomas apresentados por Wilhelm e Hugo (como a epilepsia) só afetavam meninos.
A bebê Emma nasceu em 24 de janeiro de 1994. Mas, já com 30 minutos de vida, ela teve sua primeira convulsão.
'A cruel loteria da natureza'
Nos anos que se seguiram, Emma cresceu e se tornou uma menina travessa, que adorava fazer seus pais rirem. E, como Hugo, ela adorava os animais.
Apesar das dificuldades das crianças - que incluíam autismo e apneia do sono, além da epilepsia -, a vida da família continuou da melhor forma possível, como costuma acontecer com muitas famílias com crianças que sofrem de doenças crônicas não diagnosticadas.
A busca de respostas também continuou. Mikk e Helene Cederroth se perguntavam qual seria a causa relacionada a todos os sintomas que afetavam Wilhelm, Hugo e Emma.
A família visitou especialistas do Hospital Great Ormond Street em Londres e da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland, Estados Unidos). Os médicos não conseguiam desvendar o que estava acontecendo e descreviam a condição das crianças como a "cruel loteria da natureza".
Mas, quando Wilhelm chegou aos 12 anos de idade, sua condição começou a piorar. Surgiu então uma nova causa de preocupação: demência infantil.
Ele esqueceu como andar de bicicleta. Ele corria sobre urtiga sem perceber o risco que corria. As lições de casa passaram a ser uma batalha.
Antes, Wilhelm brincava com Hugo e Emma como irmão mais velho, mas começou a brincar como se eles fossem colegas. E, um dia, ele não reconheceu sua avó. Helene Cederroth então percebeu que ele estava regredindo.
Wilhelm recebeu tratamento especializado na Áustria, com a permissão do comitê de ética médica do país. Este tratamento foi seguido, em 1997-98, por uma equipe de pesquisa franco-suíça que analisou se os três irmãos poderiam ter uma doença mitocondrial. Mãe e filhos realizaram sequenciamento de DNA, sem que surgissem respostas.
O resultado poderia ser diferente se a família passasse por este processo hoje. O Projeto Genoma Humano, destinado a identificar a ordem de todas as bases de DNA para obter o "modelo genético" dos seres humanos, foi lançado em 1990. Completado em 2003, o projeto ampliou radicalmente nossa compreensão sobre como são formadas as novas doenças.
O teste de exoma, que examina especificamente as regiões de codificação de proteínas do genoma (que compõem até cerca de 2% de todo o genoma), passou a ser particularmente útil, segundo Gahl. Mas, na década de 1990, o sequenciamento genômico era algo muito primitivo para ajudar Wilhelm.
Quando completou 15 anos de idade, ficou claro que ele não iria se recuperar. Ele foi levado para casa para receber cuidados paliativos, com a ajuda de uma equipe de enfermagem.
Wilhelm morreu no dia 2 de setembro de 1999, com apenas 16 anos de idade. Sua autópsia não encontrou nenhuma causa clara da sua morte.
Depois de perderem Wilhelm, seus pais Helene e Mikk enfrentaram uma série de novas dificuldades.
Sua filha mais nova, Emma, entrou em coma pela primeira vez, três semanas após o funeral de Wilhelm. Eles acreditam que ela tenha contraído um vírus na ocasião.
Emma se recuperou, mas continuou a sofrer comas intermitentes nos meses que se seguiram, até que os médicos concluíram que não havia nada que eles pudessem fazer.
Emma morreu em casa no dia 20 de dezembro de 2000, rodeada pelos seus entes queridos. Ela tinha seis anos de idade.
E, pouco menos de dois anos depois, em 8 de dezembro de 2002, a família perdeu Hugo, perto de completar 11 anos. Ele desenvolveu problemas pulmonares e complicações da sua epilepsia.
Quando a saúde de Hugo começou a falhar, seu pai pediu um favor para uma construtora local. Eles concordaram em estacionar sua escavadeira perto da janela do menino. Carregando a mochila com solução intravenosa, Mikk e Hugo saíram para dirigir a escavadeira e cavar juntos.
Da mesma forma que Emma e Wilhelm antes dele, as últimas palavras de Hugo para Helene foram "obrigado, mamãe".
O avanço das pesquisas
Nenhuma das três crianças chegou a receber um diagnóstico de causa explicando suas condições ou identificando a relação entre elas. Se eles tivessem nascido alguns anos depois, talvez fosse possível descobrir mais a respeito.
Em 2023, milhares de crianças com sérios transtornos de desenvolvimento no Reino Unido receberam finalmente o seu diagnóstico, com um estudo que descobriu 60 novas doenças.
Nos Estados Unidos, a Rede de Doenças Não Diagnosticadas - um consórcio de 12 equipes de pesquisa e centros clínicos de todo o país - também está trabalhando para resolver esses mistérios da medicina.
Em 2018, apenas dois anos depois da sua formação, o consórcio já havia identificado 31 novas síndromes e diagnosticado 132 pacientes. Atualmente, ele já avaliou mais de 2.220 pacientes e diagnosticou com sucesso 676 deles. Ao todo, o consórcio já descreveu 53 novas condições médicas.
Mas o financiamento para este tipo de trabalho ainda é um problema. O apoio do Fundo Comum dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos para a Rede de Doenças Não Diagnosticadas está previsto para terminar este ano.
Helene Cederroth reconhece que o diagnóstico completo talvez não mantivesse a vida dos seus filhos. Mas ela acredita que teria, pelo menos, fornecido uma explicação para o que estava acontecendo.
Além disso, o diagnóstico pode "abrir portas", mesmo que só para "coisas simples, como inscrever-se em uma organização para obter apoio", afirma Jewitt.
Após a morte de seus filhos, Helene e Mikk Cederroth concentraram-se em levantar fundos e criaram sua própria organização, a Fundação Wilhelm. Eles estavam frustrados com a falta de trabalho conjunto entre os médicos de todo o mundo que trataram dos seus filhos.
Reconhecendo este problema e as dificuldades ainda maiores enfrentadas por famílias em países de renda média e baixa (como o acesso aos recursos), eles reuniram importantes especialistas em 2014 para um congresso mundial sobre doenças não diagnosticadas. Sua reunião anual permanece sendo realizada até hoje.
Wilhelm, Hugo e Emma morreram na época que antecede o Natal, que é um período difícil para Helene e Mikk até hoje.
Emma, particularmente, adorava as festas de final de ano. Ela sempre dizia que queria pintar a barba do Papai Noel de azul, sua cor favorita.
Nos seus últimos dias em coma, Emma recebeu a visita de um Papai Noel com barba azul. Sua mãe está certa de ter ouvido a menina fazer um som de contentamento quando sentiu sua entrada no quarto. "Ou, talvez, aquilo estivesse na nossa mente", ela conta.
Dois anos depois, Helene e Mikk Cederroth receberam um importante geneticista que acredita que seus filhos provavelmente tivessem uma doença nova. O casal então forneceu amostras genéticas para sequenciamento completo do seu genoma.
Infelizmente, é tarde demais para ajudar Wilhelm, Hugo ou Emma. Mas ainda há tempo, segundo eles, para usar o que eles aprenderam com sua família para salvar a vida de outra criança.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 18/08/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Contrato suspenso: Presidente da OAB-GO diz que teve prerrogativas violadas
Como identificar os primeiros sinais de trombose e se proteger da doença
Máscara e vacina: o que pode mudar na rotina com a nova variante da Covid
Saúde Digital Brasil cria grupo de trabalho para discutir regulações do setor
A REDAÇÃO
Contrato suspenso: Presidente da OAB-GO diz que teve prerrogativas violadas
O caso da contratação do escritório Lara Martins Advogados pelo Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) jogou luz sobre um tema que já vinha sendo bastante discutido entre os juristas: as prerrogativas profissionais. Na opinião da classe, e do próprio Rafael Lara Martins, em meio à suspensão do acordo o advogado foi vítima de violação de seus direitos profissionais - o que é previsto na Lei 8.906/1994 - e alvo de ataques reiterados ligados à sua atuação.
Rafael tem recebido críticas após o Ipasgo firmar contrato com seu escritório para realizar a defesa em mais de 2,5 mil processos, no valor de R$ 100,00 por pasta. O advogado pontua que, hoje, o Ipasgo Saúde é um Serviço Social Autônomo (SSA) e não há ilegalidade em realizar a contratação de escritório privado para realizar as defesas em processos judiciais em aberto. A contratação acontece em um cenário emergencial, em que não se pode deixar uma lacuna de assistência jurídica.
Nesta quinta-feira (17/8), o advogado usou sua conta no Instagram para agradecer o apoio e esclarecer que o Ipasgo não é um órgão público, por isso, não está sujeito à Lei de Licitação. "Ele tem autonomia privada de contratação. Além disso, tanto a Lei de Licitação quanto o Estatuto da OAB garantem inexigibilidade de licitação em decorrência da singularidade."
Quanto às cifras, um montante de R$ 9 milhões, ele fez questão de destacar que trata-se de um valor de mercado. "Cobramos R$ 100 por pasta, o que significa que se trabalhássemos um ano junto ao Juizado Especial, ganharíamos R$1,2 mil por processo."
Por fim, Lara registrou repúdio ao "ataque que vem sendo feito à advocacia, sua liberdade contratual e sua pactuação de honorários." O advogado se refere às inúmeras manifestações que, segundo ele, atingem diretamente sua reputação - construída com base em mais de 20 anos no mercado e à frente de um escritório com unidades em Goiânia, Rio Verde e São Paulo, atuando em todas as unidades da federação.
Apoio
Também nas redes sociais, Rafael Lara Martins tem recebido apoio. Advogados de renome em suas áreas de atuação e profissionais de outras áreas saíram em defesa do jurista. Entre as manifestações, frases como “Ninguém atira pedras em árvores que não dão bons frutos”; “Nada resiste ao trabalho” e palavras como integridade, respeito e liderança são atreladas à personalidade do bacharel.
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CONEXÃO TOCANTINS
Como identificar os primeiros sinais de trombose e se proteger da doença
Médico hematologista e professor da Unicamp explica causas da trombose e principais sintomas para ficar atento; complicações advindas da doença podem levar até a morte súbita
A trombose é uma condição que ocorre quando um coágulo se forma no sistema circulatório, impedindo o fluxo sanguíneo. O coágulo pode ser formar nas artérias, que levam o sangue oxigenado para todas as partes do corpo, ou nas veias, que trazem o sangue de volta, fazendo com que receba uma nova "carga" de oxigênio e volte a circular pelas artérias. Os sintomas de trombose variam conforme o local onde ela ocorre e, para se proteger da doença e de suas complicações, é importante entender suas causas e estar atento aos primeiros sinais.
Segundo o Dr. Erich Vinícius de Paula, médico hematologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o tipo mais comum de trombose venosa é a chamada trombose venosa profunda (TVP), que ocorre quando um coágulo se forma em uma veia profunda localizada nas pernas. "Os coágulos acabam impedindo a circulação total ou parcial do sangue, causando dor e inchaço no local afetado", afirma.
O médico explica que, além destes sintomas, uma parte ou a totalidade do coágulo pode se soltar e "viajar" até os pulmões por meio da circulação, causando uma condição denominada embolia pulmonar. "Esta é uma complicação ainda mais grave, pois dependendo do tamanho deste coágulo, pode levar até a morte súbita do paciente", alerta. Devido ao risco de embolia pulmonar, o tromboembolismo venoso (TEV) - termo utilizado para definir as tromboses que ocorrem nas veias - é a terceira principal causa de morte cardiovascular em países como o Brasil.
Entre as principais causas de morte cardiovascular no mundo, Dr. Erich destaca que o TEV fica atrás apenas das tromboses arteriais, que causam os infartos (quando acontecem nas artérias do coração) e os AVC (acidentes vasculares cerebrais, popularmente conhecidos como "derrames", que são tromboses em artérias do cérebro). "De fato, o infarto e o AVC são as duas principais causas de morte no mundo, de modo que, em conjunto, doenças relacionadas a algum tipo de trombose respondem hoje por cerca de um quarto de todas as mortes que ocorrem diariamente", afirma.
Segundo o médico e professor, os principais sintomas da TVP são: inchaço da perna, tornozelo ou pé, normalmente de um lado só, e dor e pele mais quentes no local afetado do que nas áreas circundantes. Já a embolia pulmonar (EP) tem como sintomas principais a falta de ar e dor no peito, em geral súbitas, mas que podem ocorrer de forma progressiva. Dr. Erich comenta que por estes sintomas serem comuns em outros quadros, é importante identificá-los quando fugirem do usual e procurar atendimento médico.
No caso das tromboses arteriais, os sintomas costumam ser mais dramáticos, incluindo dor súbita e mal localizada na região do peito, que muitas vezes se espalha para o pescoço e braços no caso do infarto, e sintomas neurológicos variados no caso do AVC, incluindo alterações na consciência e na capacidade motora súbitas. "Há, no entanto, uma grande diversidade de sintomas que podem variar de acordo com o paciente", pondera.
"Outro ponto essencial é conhecer os fatores de risco para o TVP e EP e informá-los aos profissionais da saúde sobre sua presença em caso de suspeita de trombose. Isso pode ajudar no diagnóstico preciso e rápido, que é essencial para minimizar o risco de sequelas e até mesmo o risco de morte", diz o especialista. No caso das tromboses venosas, os fatores de risco incluem períodos longos de imobilização, como internações ou viagens prolongadas, uso de determinados hormônios, gestação, câncer, obesidade, tabagismo, além de tendência familiar. Já as tromboses arteriais estão associadas a fatores como diabetes, hipertensão, alterações do colesterol, obesidade, sedentarismo, entre outros.
Prevenção e tratamento - De acordo com Dr. Erich, a prevenção de ambos os tipos de trombose passa sobretudo pela adoção de um estilo de vida saudável, com controle de peso e prática de exercícios. No caso específico das tromboses venosas e da embolia pulmonar, os pacientes devem discutir com seus profissionais de saúde a necessidade de medidas preventivas adicionais em situações especiais. "Embora não sejam indicadas para todas as pessoas, aqueles que apresentam fatores de risco adicionais e pacientes que já apresentaram tromboses, podem se beneficiar do uso de meias elásticas ou até mesmo de anticoagulantes profiláticos em situações de maior risco", orienta ele.
Nos casos em que a prevenção não impede a ocorrência das tromboses venosas, o tratamento é baseado no uso de anticoagulantes e deve ser iniciado o quanto antes para evitar complicações graves, como a embolia pulmonar. Este tratamento costuma durar seis meses, e após este período cada paciente deve passar por uma avaliação médica para analisar risco de novas tromboses e definir a melhor estratégia preventiva, que pode incluir a adoção das medidas mencionadas acima durante momentos de maior risco, até o uso continuado de anticoagulantes em casos em que os fatores de risco forem muito relevantes.
Especialista ligado ao Dia Mundial da Trombose, data lembrada anualmente em 13 de outubro para justamente alertar e informar sobre a doença, Dr. Erich destaca que cada vez mais a medicina trabalha com a participação mais ativa de pacientes no cuidado com a saúde, motivo pelo qual estas iniciativas educativas estão ficando mais comuns. "Pacientes e profissionais devem ser aliados no cuidado com a saúde de cada um. Por isso, informação e diálogo são essenciais", conclui.
Sobre o Dia Mundial da Trombose - No dia 13 de outubro é lembrado o Dia Mundial da Trombose, que tem como objetivo aumentar a consciência sobre a trombose entre profissionais da saúde, pacientes e entidades do governo e do terceiro setor. No entanto, devemos estar em alerta para essa afecção todos os dias. Em âmbito global, a campanha desta efeméride é liderada pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH, na sigla em inglês) e, no Brasil, por entidades médicas, entre as quais se destaca a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH). Para saber mais, acesse o site do Dia Mundial da Trombose e também o site da SBTH.
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GLOBO ONLINE
Máscara e vacina: o que pode mudar na rotina com a nova variante da Covid
O último monitoramento da Covid-19 emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que, de 10 de julho a 6 de agosto, o número de casos da doença cresceu 80% em relação aos 28 dias anteriores no mundo - embora as mortes tenham caído 57%. Relatos de aumento das infecções têm se tornado comuns entre países do Hemisfério Norte em meio ao avanço de uma nova subvariante do coronavírus, a EG.5, apelidada de "Eris".
Especialistas ouvidos pelo GLOBO afirmam que, assim como ocorreu com as outras versões da Ômicron, que sucessivamente se tornaram prevalentes desde o início do ano passado, a tendência é que a EG.5 se espalhe no Brasil e leve a um aumento dos casos. Porém, acreditam que a tendência é não ter grandes impactos nas internações e óbitos.
- A expectativa é que tenhamos um aumento do número de infecções por essa nova variante, uma vez que ela tem maior capacidade de transmissão. Podemos chegar a ter um aumento nas hospitalizações entre aqueles de maior risco, mas não esperamos que ocorra um aumento da mortalidade - diz a infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Raquel Stucchi.
Sobre o uso de máscaras, eles afirmam que, no contexto de maior circulação do vírus e potencial aumento de casos, elas devem ser consideradas pelos grupos mais vulneráveis durante situações de maior risco, como no transporte público. Já para os demais, não há recomendação no momento.
- Pessoas mais idosas, imunossuprimidas e gestantes devem evitar locais com aglomeração e mal ventilados. Se frequentarem esses locais, o uso da máscara é indicado. Mas para a população como um todo, não há necessidade. A adoção do item tem que ser uma medida indicada quando realmente vai trazer algum efeito benéfico, o que não é o caso para a maioria - afirma a infectologista Rosana Richtmann, coordenadora do comitê de imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Além disso, os médicos destacam que o mais importante agora é ampliar a cobertura vacinal com a dose bivalente no país, adaptada para oferecer uma maior proteção contra as versões da Ômicron, caso da EG.5. Segundo o Vacinômetro do Ministério da Saúde, apenas 15,5% da população elegível recebeu a aplicação.
- O foco não é o uso de máscara, são as vacinas. Minha preocupação maior é que a cobertura no país de modo geral está baixíssima para a dose bivalente, que é a principal forma de proteção que temos hoje. Muitos dos grupos vulneráveis não estão com a vacinação adequada e fizeram a última dose há mais de um ano, quando sabemos que a proteção cai com o tempo - alerta o infectologista Alberto Chebabo, presidente da SBI.
O pediatra Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca ainda a importância de os pais levarem os filhos para serem vacinados. No Brasil, as doses contra a Covid-19 estão disponíveis para todos a partir de seis meses de idade.
- A Covid-19 ainda é a doença infecciosa que mais mata. E onde nós vemos maiores taxas de incidência de hospitalização é na população pediátrica. Justamente porque é uma população que foi pouco vacinada e nem teve contato com o vírus, então é o grupo mais vulnerável. Não vacinar as crianças é o maior equívoco em termos de saúde pública hoje - diz.
Recentemente, um levantamento do Observa Infância, projeto da Fiocruz em parceria com o Centro Arthur de Sá Earp Neto (Unifase), mostrou que somente 11,4% das crianças com idades entre 6 meses e 4 anos foram completamente vacinadas.
Quando analisados apenas aqueles de 6 meses a 2 anos, que são os responsáveis pela maior parcela dos casos infantis graves da Covid-19, a cobertura é ainda menor: apenas 2,9% receberam as três doses orientadas.
Em nota divulgada nesta quinta-feira sobre a nova subvariante do coronavírus, além de reforçar as informações sobre as vacinas e o uso da proteção facial, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) também pede que as pessoas se testem em caso de sintomas gripais, algo que tem sido cada vez menos comum.
- É preciso aumentar a oferta de testes para detecção precoce de mudança no cenário epidemiológico e isolamento dos casos positivos. Os sintomas pela nova variante envolvem dor de garganta, coriza, nariz entupido, espirros, tosse sem e com catarro, dor de cabeça, voz rouca, dor muscular e olfato alterado. Já falta de ar, perda de olfato e febre não são mais os principais sinais da Covid-19 - explica o infectologista do Instituto Emílio Ribas Leonardo Weissmann.
O que é a nova variante da Covid? Desde que a primeira versão da Ômicron (a BA.1) foi descoberta na África do Sul, no final de 2021, a linhagem tem se desdobrado em uma série de versões que, por serem mais transmissíveis e com maior potencial de causar reinfecção, substituem umas às outras sucessivamente.
Foi o caso ainda no início do ano passado com a BA.2, e depois, no meio de 2022, com a BA.4 e BA.5. Mais recentemente, no final do ano passado e início deste ano, predominaram as diversas versões da XBB, como a XBB.1.5 e a XBB.1.1.6. Agora, a EG.5 é a mais recente.
No último dia 9, a OMS emitiu uma avaliação de risco sobre sublinhagem, destacando que ela é uma descendente da XBB e que, baseado na evidência disponível, o risco é baixo, semelhante ao das cepas anteriores. "Não houve nenhuma alteração relatada na gravidade da doença até o momento", disse.
- Existe uma imunidade de memória, celular, que tem se mantido com as vacinas, minimizando o impacto dessas novas variantes em termos de hospitalização e óbito - destaca Ritchmann.
Desde que foi detectada pela primeira vez, ainda em fevereiro, a EG.5 chegou em 51 países de acordo com a OMS. Não há casos oficiais no Brasil, mas grande parte do monitoramento genético necessário para identificar uma nova cepa deixou de ser feito com o fim do cenário de emergência. Por isso, a SBI diz, em nota, que ela pode já estar circulando "de forma silenciosa".
Nos Estados Unidos, onde a vigilância genômica é mais ativa, dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostram que a EG.5 cresceu nas últimas semanas e se tornou a mais prevalente.
Porém, as hospitalizações e óbitos variaram apenas 14,5% e 10%, respectivamente, na última semana, o que indica cenário de estabilidade. As mortes, por exemplo, seguem abaixo de 400 a cada sete dias no país - menor patamar de toda a pandemia e bem distante das 26 mil que os EUA chegaram a registrar na primeira semana de 2021.
Casos no Brasil estão aumentando? Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, na semana que terminou no último dia 12 foram 11.332 novos casos de Covid-19 no Brasil. Em comparação com o total de duas semanas antes, o número variou 6,5% para cima, o que indica cenário de estabilidade. Nos últimos dois meses não houve grandes variações, com os registros oscilando de 10 a 15 mil novos casos a cada sete dias.
Nessa época no ano passado, eram mais de 150 mil novos diagnósticos semanalmente no país. Para comparação, no pior momento de contágio da pandemia, quando a variante Ômicron começou a se espalhar pelo mundo, no início de 2022, o país chegou a registrar mais de 1,3 milhão de novos casos em uma semana.
Em relação às mortes, do dia 6 ao dia 12 de agosto foram 157 vidas perdidas para o novo coronavírus. O número indica uma alta de 16,3% em comparação com duas semanas antes. Ao se analisar os últimos dois meses, porém, é possível observar que o total de óbitos a cada sete dias no Brasil variou de 103 a até 245.
Já no ano passado, a segunda semana de agosto contabilizou sozinha 1.461 mortes. No período mais letal da crise sanitária, em abril de 2021, houve uma semana em que o Brasil registrou 21,1 mil óbitos pela Covid-19.
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SAÚDE BUSINESS
Saúde Digital Brasil cria grupo de trabalho para discutir regulações do setor
Como parte do seu objetivo de liderar o processo de transformação digital do setor da saúde, com ética, acompanhando a evolução regulatória e as discussões pertinentes à prática, a Saúde Digital Brasil (Associação Brasileira das Empresas de Telessaúde, Telemedicina e dos Desenvolvedores de Tecnologias para a Saúde) acaba de criar mais um grupo de trabalho. Coordenado por Caroline Ranzani, gerente executiva de Relações Governamentais & ESG da DASA; e Analuza Lopes Nascimento, advogada da TopMed, o GT Jurídico atuará com foco em debater e acompanhar os temas relacionados à regulação do setor de saúde digital.
A aprovação da Lei 14.510, em dezembro de 2022, que autoriza e disciplina a prática da telessaúde, de forma ampla, em todo território nacional, foi o primeiro marco da saúde digital pós-pandemia de covid-19 e contou com a liderança da Saúde Digital Brasil, através de sua assessoria parlamentar.
Esse foi, no entanto, apenas o primeiro passo para a adequação da legislação brasileira à digitalização da saúde. Ainda há muito o que fazer pelo setor e para a adequação das regulamentações, seja da própria legislação ou das normas das agências reguladoras, às necessidades do setor. A criação do grupo é resultado dos esforços da Saúde Digital Brasil para suprir as demandas de seus associados e como mecanismo de fomento das discussões regulatórias para difusão de informações entre os associados e para uma melhor atuação da entidade em prol de seus associados, nos âmbitos legislativo, executivo e até mesmo judicial, destaca Michele Alves, gerente executiva da Saúde Digital Brasil.
De acordo com Caroline, considerando o atual cenário, é mandatório que uma entidade representativa de um setor disponha de um grupo para analisar e subsidiar o posicionamento e as tomadas de decisão que envolvem os aspectos regulatórios.
“É preciso que todos os stakeholders sejam amparados. Além de segurança, o GT Jurídico traz legitimidade na defesa de interesse, por permitir que a SDB fale em nome de todas as empresas que fazem parte do setor”, enfatiza.
Uma agenda preliminar já foi montada, envolvendo os diversos temas que precisam ser analisados, acompanhados e debatidos junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como junto às agências reguladoras. Entre eles estão: prontuário eletrônico do paciente; prescrição eletrônica; inteligência artificial; reforma tributária e seus impactos para os provedores de serviços e de tecnologia para saúde; e LGPD, que tem um capítulo exclusivo para tratamento de dados em saúde, cujas sanções já estão sendo aplicadas pela ANPD.
“Esse grupo visa apoiar as demandas dos associados. Temos conhecimento de que a tecnologia avança muito mais rápido do que a lei. Por exemplo, a Agência Nacional de Proteção e Dados (ANPD) regulou o uso de dados e, logo depois, veio a inteligência artificial, e agora será necessário criar um novo projeto que contemple seu uso. Por isso, é essencial que os associados tenham acesso a todas essas informações para ampliar e desenvolver o seu negócio. O GT Jurídico analisará todos esses projetos, leis, inovações e regulamentações necessárias”, ressalta Analuza.
Saiba mais sobre as coordenadoras
Caroline Ranzani
Com mais de 20 anos de experiência em Relações Institucionais no setor de saúde, Caroline já trabalhou em consultorias renomadas (Patri, Prospectiva, Speyside), em entidades de classe (FIESP, CNI) e no governo federal (Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República). Atualmente, é Gerente Executiva de Relações Governamentais e ESG da Dasa. Formada em Direito (USP), Relações Internacionais (PUC/SP), com mestrado em Adm. Pública (FGV/SP) e formação em Medicina Integrativa (HIAE).
Analuza Lopes Nascimento
Advogada, com atuação em Advocacia Corporativa Empresarial e Contencioso Cível em favor da TopMed Assistência à Saúde Ltda. Graduada em Direito pela UNIP – Universidade Paulista e pós-graduada em Direito Penal pela Uniasselvi – Sociedade Educacional Leonardo da Vinci de Indaial/SC e em Direito Empresarial pela PUCMINAS. Além disso, Analuza possui certificação EXIN Privacy & Data Protection Essentials (PDPE) e cursos em Compliance pela Fundação Getúlio Vargas; LGPD – Essencial e Direitos dos Titulares e Deveres dos Agentes de Tratamento pela Data Privacy Brasil; e Lei Geral de Proteção de Dados na Prática pela Escola Superior da Advocacia de Santa Catarina – ESA/SC. Atualmente está estudando para obter a Certificação Profissional em Proteção de Dados (CPPD).
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Assessoria de Comunicação
Comitê de Gestão de Pessoas debate Plano de Cargos e Salários
O Comitê de Gestão de Pessoas da Ahpaceg deu sequência ao debate sobre a remuneração de colaboradores nas instituições de saúde com uma palestra ministrada nesta quinta-feira, 17, pela psicóloga e gestora de RH do associado Hospital Santa Bárbara, Keurea Urzêda.
No encontro, realizado na sede da Ahpaceg e que reuniu gestores de RH de hospitais associados, ela abordou o tema Plano de Cargos e Salários. Na última reunião, o tema em pauta foi pesquisas salariais. O Comitê de Gestão de Pessoas tem reuniões periódicas para a abordagem de assuntos atuais e de interesse dos gestores de pessoas.
Experiência do paciente: unir cuidado personalizado e tecnologia é a chave para melhor jornada

O tempo de espera para o atendimento é o principal motivo para uma jornada ambulatorial de má qualidade para brasileiros, revelou um levantamento realizado pela HFocus, empresa especializada em experiência do paciente. Uma das razões é que as pessoas procuram atendimento porque estão sentindo dores e incômodos significativos, e a demora na recepção pode deixá-los frustrados. Entre outros motivos que causam impacto, segundo o estudo, estão o tratamento da equipe, agilidade no atendimento, infraestrutura e agendamento de consultas e exames.
Para Marcos Moraes, diretor da vertical de saúde da FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa o futuro de negócios, a experiência do paciente deve estar no topo da lista de qualquer instituição. O executivo aponta que as unidades de saúde que promovem uma experiência personalizada invariavelmente se tornam mais competitivas, ganham maior taxa de adesão ao tratamento por parte dos pacientes e aumentam sua fidelização - mas , além de tudo isso, também é preciso saber utilizar toda a tecnologia disponível para potencializar esses resultados.
O executivo destaca uma solução inovadora desenvolvida pela FCamara, que desempenha o papel de um "Waze" para orientar os pacientes dentro de complexos hospitalares. Ela foi personalizada para um grande hospital do país, onde era comum que os pacientes se perdessem e enfrentassem dificuldades para encontrar salas de atendimento, de exames ou acessar outros setores essenciais. Essas experiências reais foram a motivação por trás do desenvolvimento dessa solução, buscando proporcionar uma orientação mais eficiente e uma navegação simplificada dentro do complexo hospitalar.
“Com a implantação da solução, foi possível guiar de forma personalizada o paciente no hospital, desde sua chegada até o seu atendimento. Inclusive saber o tempo dele dentro de cada etapa, como triagem, anamnese, espera, exames e atendimento. Dessa forma, ao obter essas informações, o hospital terá dados para melhorar ainda mais a experiência dos seus pacientes”, comenta o executivo.
Neste caso, a solução resultou no aumento de 12 pontos do NPS do paciente da instituição, acompanhamento de cada etapa da jornada do paciente e uma experiência mais humanizada. É um exemplo de como a abordagem centrada no paciente, combinada com a aplicação adequada da tecnologia, pode ter um impacto positivo nos serviços de saúde.
Conheça as principais vantagens que a promoção de uma experiência centrada no paciente aliada à tecnologia pode trazer para instituições da saúde:
Maior adesão ao tratamento
Uma jornada assertiva incentiva os pacientes a retornarem ao hospital e a continuarem seus tratamentos de forma engajada. Considerando que esses processos são complexos e frequentemente demandam longos períodos de tempo na instituição, uma experiência negativa e repleta de dificuldades pode levar muitos pacientes a buscar outras unidades de saúde, inclusive abandonando o tratamento devido à complexidade envolvida.
Maior fidelização de pacientes
Uma boa experiência impacta na decisão de retornar à instituição. Vale lembrar que a maioria dos pacientes, quando procura o estabelecimento, está passando por um momento delicado. Quando encontram uma experiência diferenciada e personalizada, que atende às suas necessidades e dores específicas, eles não apenas retornam, mas também se sentem verdadeiramente valorizados.
Por outro lado, uma experiência genérica e impessoal pode ser decisiva para um rompimento de relação: se os pacientes sentem que não estão recebendo o cuidado e a atenção necessários, é mais provável que busquem atendimento em outra instituição que demonstre um compromisso genuíno com sua saúde e bem-estar. Portanto, investir na personalização do atendimento não apenas fortalece a fidelidade dos pacientes, mas também evita possíveis perdas de clientes para a concorrência.
Maior eficiência operacional
Embora possa parecer contraditório, a personalização do atendimento pode trazer grandes benefícios em termos de eficiência operacional. Ao entender melhor as reais necessidades dos pacientes, as instituições de saúde podem otimizar os fluxos de trabalho, alocar recursos de forma mais adequada e melhorar a gestão do tempo, resultando em processos mais eficientes e eficazes.
Aumento da receita da unidade de saúde
Quando um paciente encontra uma boa experiência na instituição, ele indica a outros e, isso consequentemente trará novas pessoas e uma maior receita. “É comum que as pessoas tenham um hospital ou clínica de confiança, para onde sempre vão em momentos de necessidade. Isso é o puro reflexo de uma jornada satisfatória. Ali, provavelmente ele se sentiu amparado. Por ser um assunto sério, evita arriscar a experiência de outros lugares”, afirma Moraes. (Fonte: Saúdebusiness)
CLIPPING AHPACEG 17/08/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Justiça converte recuperação judicial do Hospital Lúcio Rebelo em falência
Programa “Intensifica Saúde Goiânia” será estendido para mais 79 unidades de atendimento da Capital
Contrato entre Ipasgo Saúde e empresa é suspenso por Caiado
Educação médica continuada será foco de nova gestão do Cremego
Equipe do Projeto Coonectados da Unimed Federação Centro Brasileira reúne-se com cooperados da Cartago
CDI PREMIUM na corrida “Largue o Cigarro Correndo”
JORNAL OPÇÃO
Justiça converte recuperação judicial do Hospital Lúcio Rebelo em falência
De acordo com o juiz William Costa Mello, a unidade não mostra mais condições de recuperação para superar a crise econômica
O Hospital Lúcio Rebelo, em Goiânia, que estava em recuperação judicial, teve a falência decretada pela Justiça na última segunda-feira, 14. Em março, sob a liderança do cardiologista Jorge Nabuth, a unidade até planejou reiniciar os atendimentos de maneira gradual, mas, conforme o juiz William Costa Mello, não mostrou mais condições de recuperação para superar a crise econômica.
Sendo assim, para não se tornar um “instituto vazio” sem suas “finalidades legais”, o magistrado decidiu pela falência do hospital.
Para William Costa Mello, a administração judicial do Hospital Lúcio Rebelo não apresentou um “sistema rígido” para a recuperação e direito dos credores, mostrando “ausência de preservação da função social e estímulo à atividade econômica”.
Uma empresa foi nomeada para assumir a responsabilidade pela administração judicial. Ela receberá 5% do valor da venda dos bens do hospital. Mesmo declarado com falido, o Hospital Lúcio Rebelo está autorizado pela decisão a fiscalizar a administração judicial da falência.
Agora, em um prazo de cinco dias, cartórios de registros de imóveis de Goiânia devem informar os bens e direitos dos falidos; uma pesquisa no sistema Renajud será feita para identificar se existem veículos em nome da empresa ou sócios, ou ainda alienados entre 2017 e 2019, para bloquear vendas e circulações desses bens. Já o Banco Central deverá informar as contas bancárias do hospital e dos sócios.
No mesmo prazo, será feita ainda uma pesquisa no Sisbajud para verificar se há ativos financeiros nas contas bancárias, ativos mobiliários como títulos de renda fixa e ações, para serem bloqueados. Será, também, feita uma pesquisa no Sistema Infojud para fornecer as três últimas declarações de impostos de renda da unidade e dos sócios; e, por fim, verificar se existem imóveis no nome dos falidos.
A administração judicial deverá arrecadar e avaliar os bens separadamente, ou em bloco, no local onde estão para realização do ativo. Eles estarão sob responsabilidade da administração, que terá até 60 dias para apresentar o plano detalhado dos ativos.
O Hospital Lúcio Rebelo deverá apresentar, no prazo máximo de cinco dias, a relação de todos os credores, com endereço, valor, natureza e classificação dos créditos. A administração judicial deverá revisar a lista.
Disputa judicial
Foram cerca de cinco anos de disputa judicial. Em 2016, após a crise financeira, a então diretora-geral da empresa propôs a venda da unidade. No ano seguinte, o acordo foi finalizado e a unidade de saúde foi transferida por um valor de R$ 25 milhões.
No entanto, uma investigação policial posterior revelou que a transação foi realizada de maneira fraudulenta, com a participação de intermediários não identificados agindo em nome do verdadeiro interessado. Essa pessoa já enfrentava outras acusações por conduzir atividades semelhantes em diferentes empresas no país.
Por volta de 2018, o hospital começou a operar sob o nome de Hospital Adonai. Contudo, de acordo com informações do Ministério Público, o grupo por trás do hospital recebia receitas de atendimentos particulares, planos de saúde e financiamento governamental, mas não estava cumprindo suas obrigações tributárias.
Além disso, eles não estavam efetuando os pagamentos devidos a colaboradores, fornecedores e até mesmo as contas de serviços públicos, como água e eletricidade. Adicionalmente, os termos do contrato de compra e venda da empresa também não estavam sendo respeitados.
Diante dessas circunstâncias, o médico Percival Rebelo apresentou um pedido para anular o contrato de compra e venda, e esse pedido foi deferido pela Justiça. Como consequência, a unidade teve que ser fechada por falta de equipamentos e recursos. Em 2021, ambos os proprietários, Percival e Maria Helena Rebelo, faleceram devido à Covid-19.
O Jornal Opção entrou em contato com o Hospital Lúcio Rebelo, mas foi informado por uma funcionária que não havia ninguém disponível para comentar o assunto. O espaço permanece aberto.
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O HOJE
Programa “Intensifica Saúde Goiânia” será estendido para mais 79 unidades de atendimento da Capital
As vacinas disponibilizadas, serão destinadas para crianças de 2 meses a 1 ano de idade.
Nesta quarta-feira (16/9), a Secretaria Municipal de Saúde realiza mais uma ação do Programa “Intensifica Saúde Goiânia”, cujo objetivo é fortalecer os serviços de Atenção Primária. A partir desta semana, 79 Unidades de Saúde da Capital passam a oferecer o atendimento. O programa será realizado das 8h até às 17h.
Além das 53 Unidades de Saúde da Família (USF), onde ocorreu a ação piloto da última quarta-feira (9/8), a ação contou com 3.599 atendimentos, o programa vai se estender aos 26 Centros de Saúde da capital.
O objetivo é atender as gestantes que não fazem o pré-natal adequadamente, mulheres entre 25 e 64 anos de idade que não realizaram exame citopatológico nos últimos três anos, pessoas diagnosticadas com hipertensão e diabete, e que não passaram por consulta nos últimos seis meses, além da atualização do cartão de vacinas, principalmente das crianças.
Além das consultas médicas e odontológicas, vacinação, solicitação de exames, como o de hemoglobina glicada para pacientes diabéticos. As pacientes também serão orientadas sobre a importância da continuidade dos tratamentos, da necessidade de voltarem nos retornos e da atualização de cadastros.
As vacinas disponibilizadas, serão destinadas para crianças de 2 meses a 1 ano de idade, entre elas estão; Pentavalente (Difteria, Tétano, Coqueluche, Hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenzae tipo B) e VIP (Poliomielite Inativada).
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DIÁRIO DA MANHÃ
Contrato entre Ipasgo Saúde e empresa é suspenso por Caiado
Ronaldo Caiado enfatiza a importância de o Conselho tomar uma decisão rápida, a fim de evitar que o Ipasgo fique sem de suporte jurídico por um longo período
O governador Ronaldo Caiado (UB) informou que o governo suspendeu o contrato firmado pelo Ipasgo Saúde e o escritório Lara Martins Advogados, do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Rafael Lara, que ficaria responsável pelas demandas jurídicas do instituto.
De acordo com a nota da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo informou que Caiado tomou conhecimento do fato nesta quarta-feira, 16, por meio da imprensa,
Ele ordenou à liderança do Ipasgo que o Conselho de Administração fosse estabelecido sem demora, para garantir que a aquisição de serviços jurídicos fosse previamente avaliada pelo grupo. Eles, em colaboração com o chefe do instituto, decidirão sobre a pertinência e a estrutura da futura contratação.
Ronaldo Caiado enfatiza a importância de o Conselho tomar uma decisão rápida, a fim de evitar que o Ipasgo fique desprovido de suporte jurídico por um período prolongado. Isso poderia acarretar riscos financeiros tanto para os seguros quanto para os servidores públicos do Estado de Goiás.
O contrato, que foi suspenso pelo governador, havia sido fechado sem a necessidade de licitação e sem a aprovação em conselho. O valor do contrato era de R$ 9 milhões.
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A REDAÇÃO
Educação médica continuada será foco de nova gestão do Cremego
Chapa vencedora toma posse em outubro
Investimento em educação médica continuada, valorização da ciência e da medicina serão prioridades para gestão 2023/2028 do Conselho de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). Em entrevista ao jornal A Redação, um dos líderes da Chapa 1 - Renova Cremego, que venceu as eleições com 56,9% dos votos válidos, o médico ginecologista Waldemar Naves do Amaral afirmou que o ensino médico será o foco da entidade, que "seguirá atuando para valorizar o ato médico e proteger a sociedade".
“Vamos investir no ensino médico básico e avançado. Este é o nosso principal atrativo, além das ações cartoriais, fiscalizadoras e judicantes”, afirmou Waldemar. Segundo o médico, um destes investimentos será na instalação, nos próximos meses, dos cursos de mestrado e doutorado em bioética, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG).
Waldemar também destacou a criação das bibliotecas física e virtual da entidade e as publicações científicas. “Publicamos quatro livros, sendo o último, com o título Covid-19 e o Cremego. Vamos seguir promovendo a ciência para valorizar a medicina”, ressaltou.
Outra ação defendida pela Chapa 1 foi o teste do egresso, experiência praticada pelo Cremego há seis anos, que avalia formandos de medicina, avaliando a aptidão do médico para atender a população. “O conselho está preocupado com a formação médica”, destacou Waldemar.
Os conselheiros efetivos e suplentes eleitos tomarão posse no dia 1º de outubro deste ano. A nova diretoria, incluindo o futuro presidente, será escolhida pelos conselheiros empossados.
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FOLHA DO PLANALTO
Equipe do Projeto Coonectados da Unimed Federação Centro Brasileira reúne-se com cooperados da Cartago
Esse apoio à Cartago faz parte de uma nova fase de ações do Coonectados, que foi criado em 2020
Dando sequência ao apoio técnico à Cooperativa de Trabalho dos Artesãos do Estado de Goiás (Cartago) por meio do Projeto Coonectados, da Unimed Federação Centro Brasileira, os colaboradores Christianne Pimenta, Fabrício Oliveira e Thaís Cardoso reuniram-se, no dia 10 de agosto, com representantes da cooperativa de artesãos.
O objetivo deste encontro foi apresentar ao grupo o planejamento e tarefas já executadas pelo Coonectados e, ainda, realizar um diagnóstico mais aprofundado de marketing da Cartago.
O apoio à Cartago faz parte de uma nova fase de ações do Coonectados, que foi criado em 2020 como uma forma de envolver os colaboradores em uma grande mobilização social para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade.
Idealizada pela superintendente da Federação, Fabiana Daniel, essa nova fase inclui uma assessoria a cooperativas de pequeno porte, contribuindo para o seu crescimento e para o fortalecimento do cooperativismo em Goiás.
A Cartago foi a primeira indicada pelo Sistema OCB/GO para receber essa ação. Futuramente, outras cooperativas devem ser beneficiadas pelo projeto de intercooperação, que inclui a doação de tempo e experiência pelos colaboradores da Federação visando melhorar o funcionamento e proporcionar maior competitividade a cooperativas que carecem de apoio técnico nas áreas de gestão para planejamento estratégico, estruturação de processos, plano de marketing, política de gestão de pessoas e outras.
“Esse apoio da Federação será muito bom para a nossa cooperativa, pois vai nos assessorar no marketing e criar um cronograma de ações. Nossa expectativa é conseguir implementar esse trabalho até o final do ano”, diz Dulceny Pereira. Secretária da Cartago, ela acredita que essa assessoria do Projeto Coonectados será de grande importância para o fortalecimento e o sucesso da cooperativa.
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CDI PREMIUM na corrida “Largue o Cigarro Correndo”
No próximo domingo, 20, cerca de 1 mil pessoas devem participar da 11ª edição da corrida “Largue o Cigarro Correndo”. Com início às 7 horas e percursos de 5 e 10 quilômetros por ruas de Goiânia, a corrida promovida pela Sociedade Goiana de Pneumologia e Tisiologia tem entre os apoiadores o CDI PREMIUM e busca estimular as pessoas a deixarem de lado o tabagismo.
Esse hábito extremamente nocivo à saúde mata mais de 8 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. A largada da corrida, que faz parte das ações do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, será no Órion Business & Health Complex, na Avenida Portugal, nº 1148, Setor Marista.
Além do apoio, equipes do CDI PREMIUM estarão no local, oferecendo gratuitamente serviços de aferição de pressão arterial, controle de glicemia e orientações sobre a espirometria, exame que avalia a função pulmonar.
Inscrições
As inscrições para a prova podem ser feitas até hoje, 16, pelo site https://hanker.com.br/largueocigarro/. A taxa é de R$ 64,90 para o percurso de 5 KM e R$ 109,90 para 10 KM, de acordo com o kit atleta escolhido, sendo que idosos e pessoas com necessidades especiais têm desconto. Os participantes ainda devem doar um quilo de alimento não perecível ou pagar mais R$ 7.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 16/08/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Eleições Cremego 2023 - Médicos goianos elegem a Chapa 1 – Renova Cremego
Eleição Cremego: Após dois dias de votação, médicos elegem chapa 1
Saúde intensifica oferta de serviços de atenção primária em Goiânia
Santas casas recebem 61% das internações de alta complexidade no SUS
Saúde privada registra recorde de assistidos
Estudo mostra que tecnologia em telessaúde reduz custos de operação e aumenta qualidade de cuidados primário
'Não' escrito na pele é sugerido pelo Ministério da Saúde para evitar cirurgia na parte errada do corpo
Câncer hereditário: o exame deu positivo? Veja os procedimentos e os hábitos de vida que devem mudar
Artigo - 5 pontos fundamentais para se organizar e empreender na medicina
CREMEGO
Eleições Cremego 2023 - Médicos goianos elegem a Chapa 1 – Renova Cremego
Em votação realizada ontem, 14, e hoje, 15, exclusivamente no formato online, os médicos goianos escolheram os novos conselheiros que estarão à frente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) na gestão 2023/2028.
Com 56,90% dos votos válidos, foi eleita a Chapa 1 – Renova Cremego. A Chapa 2 – Renovação de Verdade recebeu 43,10% dos votos válidos. Houve 447 votos brancos e 678 votos nulos. Ao todo, 13.378 médicos votaram.
Os 20 conselheiros efetivos e 20 suplentes eleitos tomarão posse no dia 1º de outubro deste ano. A nova diretoria - incluindo o futuro presidente - será escolhida pelos conselheiros empossados.
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JORNAL OPÇÃO
Eleição Cremego: Após dois dias de votação, médicos elegem chapa 1
A declaração dos eleitos foi feita na noite de hoje, terça-feira, 15
O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) realizou, nesta semana, a votação para a escolha dos novos conselheiros titulares e suplentes do Conselho para o quinquênio 2023-2028. Após dois dias de votação, segunda, 14, e terça-feira, 15, foi eleita a chapa 1 – Renova Cremego, com 56,90% dos votos.
A Chapa 2 – Renovação de Verdade recebeu 43,10% dos votos válidos. Houve 447 votos brancos e 678 votos nulos. Ao todo, 13.378 médicos votaram.
De forma inédita, a eleição em Goiás e nos demais Estados ocorreu exclusivamente pela internet, e a declaração dos eleitos foi feita na noite de hoje, terça-feira.
O Cremego informou que, para garantir a lisura do processo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) contratou uma empresa de auditoria, que acompanhou todo o processo eleitoral.
Os 20 conselheiros efetivos e 20 suplentes eleitos tomarão posse no dia 1º de outubro deste ano. A nova diretoria, incluindo o futuro presidente, será escolhida pelos conselheiros empossados.
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A REDAÇÃO
Saúde intensifica oferta de serviços de atenção primária em Goiânia
A Secretaria Municipal de Saúde realiza nesta quarta-feira (16/9), das 8h às 17h, mais uma ação do Programa “Intensifica Saúde Goiânia”, que tem como objetivo fortalecer os serviços de atenção primária. A partir desta semana, 79 unidades de saúde da capital passam a oferecer o atendimento.
Além das 53 Unidades de Saúde da Família (USF), onde ocorreu uma ação piloto na última semana, com 3.599 atendimentos, o programa será estendido aos 26 Centros de Saúde (CS) existentes na capital.
O Prefeito Rogério Cruz destaca que o programa, que será realizado toda quarta-feira, é mais um movimento da Prefeitura de Goiânia para ampliar os serviços de saúde prestados aos moradores. “Com esse programa, nós queremos levar para as unidades de saúde aquelas pessoas que, por algum motivo, não estão buscando atendimento, não estão fazendo seus exames preventivos”, afirma.
foco é atender as gestantes que não fazem o pré-natal adequadamente, mulheres entre 25 e 64 anos de idade que não realizaram exame citopatológico nos últimos três anos, pessoas diagnosticadas com hipertensão e diabetes, e que não passaram por consulta nos últimos seis meses, além da atualização do cartão de vacinas, principalmente das crianças.
O secretário de Saúde, Durval Pedroso, aponta as estratégias para que esse público seja alcançado. “Além da divulgação pelas unidades, os agentes de saúde estão realizando um trabalho de rastreamento para chegar a essas pessoas”, diz o titular da pasta.
Atendimentos
Além de consultas médicas e odontológicas, vacinação, solicitação de exames – como o de hemoglobina glicada para pacientes diabéticos – as pessoas também são orientadas sobre a importância da continuidade dos tratamentos, da necessidade de voltarem nos retornos e da atualização de cadastros.
Entre as vacinas disponibilizadas, estão as destinadas para crianças de 2 meses a 1 ano de idade: Pentavalente (Difteria, Tétano, Coqueluche, Hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenzae tipo e VIP (Poliomielite Inativada).
A ação é coordenada pela Diretoria de Atenção Primária e Promoção da Saúde (Dapps) da Superintendência de Gestão de Redes de Atenção à Saúde, e envolve os seguintes profissionais: enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, médicos, cirurgião-dentista, técnico e auxiliar de saúde bucal, administrativo, agentes comunitários de saúde, coordenadores das unidades de saúde, diretores e apoiadores distritais, e equipe técnica do Dapps.
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Santas casas recebem 61% das internações de alta complexidade no SUS
As santas casas de misericórdia respondem atualmente por 40% das internações de média complexidade e por 61% das internações de alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram apresentados pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem ao Dia Nacional das Santas Casas de Misericórdia, lembrado nesta terça-feira (15/8).
Durante a sessão, Nísia citou o Projeto de Lei 1.435/22, que prevê a revisão periódica, em dezembro, da tabela para remuneração de serviços prestados ao SUS. O texto, em análise na Câmara dos Deputados, exige atualização suficiente para manutenção da qualidade do atendimento e equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. “Reitero aqui o nosso compromisso e a importância que dedicamos ao setor”, disse.
“Tradição de quase 500 anos de um setor que já foi o único acesso à assistência, à saúde de grande parte dos brasileiros, principalmente antes da vigência do Sistema Único de saúde”, destacou a ministra. “Em muitos lugares, era a presença da santa casa a única forma de acesso”, completou.
“O Ministério da Saúde não só entende essa centralidade como reitera o seu compromisso com muita seriedade junto ao trabalho de cada um de vocês”, destacou. “Continuarmos esse trabalho em conjunto com o setor, com o Parlamento brasileiro e com o apoio de todo o governo liderado pelo presidente Lula para que o setor tenha condições de sustentabilidade, trabalhando junto propostas de aperfeiçoamento de gestão.”
Pandemia
Durante a sessão, Nísia citou ainda o que chamou de perdas durante a pandemia de covid-19 e a importância central das santas casas de misericórdia nesse processo. “Meu pai mesmo contraiu covid, felizmente não evoluiu para uma forma grave, e teve sua assistência na Santa Casa de Misericórdia de Santo André (SP), onde reside. Cada um de nós terá uma história pessoal pra falar da importância do setor”.
“O ministério teve como um dos principais pontos da sua estruturação no governo do presidente Lula retomar a capacidade de coordenação nacional do SUS. E essa coordenação é impossível sem o diálogo e o trabalho conjunto com todos os setores que dão suporte ao nosso Sistema Único de Saúde”, disse.
“Reitero nosso compromisso em buscar as melhores forma de sustentabilidade e avanço rumo a um SUS resiliente e rumo ao fortalecimento do nosso sistema. As santas casas desempenham função de relevância social e política, sendo responsáveis por oferecer serviços essenciais à população, trabalhando também historicamente no enfrentamento das desigualdades sociais”, concluiu.
Panorama
O presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, Mirócles Veras, avaliou o momento atual como de plena transformação da saúde no país, mas delicado particularmente para o setor filantrópico. “No Dia Nacional das Santas Casas, não esperamos misericórdia”, disse.
“Almejamos o reconhecimento da nossa história, a valorização e a importância de nossa missão. Dessa forma, o que trazemos não são simplesmente pedidos do setor, mas uma verdadeira pauta de compromisso pela saúde do Brasil”, destacou. Segundo Veras, a rede filantrópica conta com 1.804 hospitais espalhados por todo o território nacional e emprega mais de 1 milhão de profissionais.
“Oferece capilaridade a um país com graves problemas de concentração de recursos assistenciais nos centros mais desenvolvidos. Em quase mais de mil municípios, pequenos e periféricos, o equipamento de saúde filantrópico é a única alternativa de atendimento à população”, concluiu.
Os dados mostram que a rede oferece, ao todo, 175.225 leitos, sendo mais de 20 mil de unidade de terapia intensiva (UTI) ao ano, além de realizar mais de 5 milhões de internações, 1,7 milhão de cirurgias e mais de 220 milhões de atendimentos ambulatoriais. Em 2022, 67% dos procedimentos oncológicos foram realizados em entidades filantrópicas, responsáveis também por 71% dos 6,7 mil transplantes registrados no país.
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SAÚDE BUSINESS
Saúde privada registra recorde de assistidos
Especialista comenta a importância da tecnologia no RH para gerenciar serviços e ter uma boa saúde corporativa
Embora o crescimento do número pessoas com acesso à saúde privada tenha batido recorde ao atingir a marca de 50.493.061 de usuários, em dezembro de 2022, conforme aponta dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o uso inadequado deste serviço pode gerar prejuízos às companhias que oferecem o benefício aos seus colaboradores. Além disso, a má utilização dos atendimentos pode provocar o encarecimento dos contratos feitos com as empresas que oferecem planos de saúde aos seus funcionários.
No balanço financeiro do ano passado, as empresas do setor de saúde apresentaram resultados financeiros abaixo do esperado, principalmente as de grande porte. De acordo com a ANS, de janeiro a setembro, as operadoras médico-hospitalares registraram resultado líquido negativo de R$ 3,4 bilhões. A sinistralidade acumulada passou de 88,84% no 2º trimestre para 90,30% no terceiro trimestre, ainda em 2022. Esses números indicam que 90% do que foi arrecadado com os planos foram gastos com assistência à saúde.
Os altos custos dos planos de saúde corporativos estão em constante análise nas grandes corporações, uma vez que representa o segundo maior gasto das companhias, atrás apenas da folha de pagamento. Diante de um cenário que exige melhor administração dos recursos financeiros, muitas empresas perdem milhões de reais com a má gestão dos planos de saúde que são oferecidos aos colaboradores como benefícios.
O problema maior é que as empresas não administram saúde como negócio, mas olhando apenas para o impacto imediatista financeiro. O objetivo é ter uma gestão completa para ganho de produtividade e eficiência, evitando impactos futuros.
É fato que a maioria das empresas não tem conhecimento claro da sua população e sua utilização integral dos serviços do plano de saúde. E não tratam isso com prioridade e estratégia. É neste campo de oportunidades que existem empresas focadas na gestão 360º de saúde, com alto investimento em novas tecnologias, implementação de programas de saúde, e que vem contribuindo fortemente para mudar esse cenário, colocando o RH como centro da estratégia, minimizando o seu operacional e trazendo benefícios claros financeiros.
Tecnologia para gerir serviços de saúde privada
A adoção de indicativos de gestão de saúde no ambiente de trabalho, com o uso de tecnologia e softwares, como o Facility Safe e o B.I. Safe Health, têm papel relevante para as empresas adotarem medidas assertiva nas corretas tomadas de decisão. Trabalhar com inteligência de dados é uma realidade que traz impactos positivos em todo o ecossistema de gestão de saúde dentro das companhias, pois impactam todas as variáveis; desde o entendimento de medidas de bem-estar a serem implementadas às questões de auditorias de custos médicos, impacto financeiro, absenteísmo e índices de sinistralidade.
“Sem tecnologia é impossível controlar todas as variáveis, entendê-las e tomar medidas corretas e assertivas” diz Katia de Boer, diretora comercial da Safe Care, empresa especializada na área de gestão de benefícios de saúde.
Ela explica que cruzar dados e interpretar todas as movimentações relacionadas à saúde dos colaboradores de uma empresa, por meio de um sistema de gestão, é crucial para a adoção de medidas que tragam retorno concreto. “A gestão da saúde é essencial no controle de gastos, na identificação de abusos e ainda é eficaz ao oferecer indicativos que permitam corrigir rotas e promover medidas preventivas inclusive de saúde e bem-estar dos funcionários; estimulando ações como programas de saúde mental e física, entre outras alternativas que os impactam positivamente”, finaliza.
Sistema integrado de gestão de saúde privada
Para detectar falhas no uso do benefício, melhorar a produtividade do colaborador e garantir economia, criou um sistema integrado de gestão 360. A implementação em uma das empresas atendidas pela Safe Care permitiu identificar abusos na utilização do plano por parte dos funcionários e que estavam aumentando substancialmente os índices de absenteísmo da companhia.
Katia conta que os colaboradores apresentavam atestados de consulta particular, mesmo com o benefício saúde concedido pela corporação. Na auditoria feita, foram identificados mais de 1.500 dias de atestados, gerando em torno de R$ 500 mil de prejuízo à empresa, provocado pela ausência do funcionário e pela baixa produtividade.
Na maioria dos casos, tratavam-se de funcionários que tentavam ‘ganhar’ períodos de descanso usando a rede médica particular. O problema foi resolvido graças ao trabalho de auditoria dos custos médicos da Safe Care, que fez uma triagem dos casos, identificou as ocorrências que eram verdadeiras e precisavam de orientação médica, separando-as das que eram ‘fraudes’, finaliza.
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Estudo mostra que tecnologia em telessaúde reduz custos de operação e aumenta qualidade de cuidados primários
Pesquisadores identificaram redução de 24% na procura por atendimento de urgência e redução total de custo de atendimento de até 9%
Um estudo recente, publicado no Journal of Health Economics (revisado por pares em julho de 2023*), revelou resultados promissores sobre a eficácia de uma tecnologia em telessaúde que proporciona atendimento primário acessível e de alta qualidade remotamente, seja em espaços médicos especializados ou mesmo no conforto do lar. Por três anos, os pesquisadores avaliaram a eficácia do TytoCare, um dispositivo de assistência virtual que possibilita realizar exame físico à distância, nos Estados Unidos. A mesma eficácia tem sido percebida por médicos e hospitais brasileiros que tem utilizado a tecnologia.
Os pesquisadores analisaram dados de 28.213 usuários do TytoCare e 104.532 consultas, comparando essas informações a dados de 982.939 pacientes que utilizaram outros provedores de telemedicina e que nunca utilizaram o atendimento remoto avançado do TytoCare nos Estados Unidos. As descobertas do estudo revelaram que o uso da referida tecnologia levou a notáveis melhorias no sistema de saúde. Veja:
Houve um aumento significativo de 12% na utilização de cuidados primários, enquanto a utilização de salas de emergência foi reduzida em 24,1% e a procura por atendimento de urgência diminuiu em 11,3%. Isso permitiu que o custo total do atendimento fosse reduzido em 7% para todas as idades e em 9% especificamente para a população adulta, mostrando que o direcionamento apropriado dos pacientes para os cuidados adequados pode gerar economia significativa.
Os autores do estudo americano afirmaram que essas descobertas estão alinhadas com a noção de que a adoção de dispositivos de telessaúde pode substituir a constante visita a hospitais, além de auxiliar na prevenção da progressão de casos para estágios mais críticos.
A pesquisa foi conduzida por uma equipe de especialistas, incluindo o Dr. Dan Zeltzer, da Universidade de Tel Aviv, o Dr. Liran Einav, da Universidade de Stanford, Joseph Rashba e Ran D. Balicer, e teve como base três anos de dados de sinistros da Clalit, uma das maiores Organizações de Manutenção da Saúde (HMO na sigla em inglês) do mundo.
Reflexos do estudo no Brasil
"O cenário no Brasil é muito promissor", comenta Fabio Mattoso, CEO da Tuinda Care, empresa responsável pela exclusividade do TytoCare no Brasil.
Segundo o gestor, o Brasil tem uma ampla rede de operadores de saúde que estão em busca de redução de custos de operação sem queda na qualidade de atendimentos. "O sistema de saúde brasileiro possui um grande desafio geográfico de acesso à saúde. Através da tecnologia é possível democratizar esse acesso ao mesmo tempo em que os custos de atendimento são reduzidos. A tecnologia da TytoCare permite com que um médico em São Paulo atenda uma comunidade indígena no Xingu, ou com que um hospital possa fazer o acompanhamento de um paciente pós-cirúrgico com ele em casa.", diz.
A Abertta Saúde, operadora autogestão de saúde do Grupo ArcelorMittal, cliente da Tuinda Care, prevê uma economia em torno de R$ 500 mil em um ano utilizando a tecnologia TytoCare em uma comunidade de mais de três mil pessoas, colaboradores da ArcelorMittal Bio Floresta, empresa do Grupo focada na produção de carvão vegetal. O Retorno sobre Capital Investido observado nessa operação será de 2.8 vezes.
A provisão desta economia foi identificada pela redução de deslocamento de beneficiários para atendimentos em outras cidades, redução de idas a Pronto Atendimentos e ganho de tempo para resolução de casos. A conclusão da Abertta Saúde é de que o atendimento em telessaúde impacta diretamente no melhor desfecho clínico e na ampliação da percepção de valor, com uma melhor coordenação do cuidado do beneficiário.
Os números de crescimento da Tuinda Care refletem esse cenário. Entre janeiro e maio desse ano houve um crescimento de 66,62% em consultas realizadas pelo TytoCare em comparação com o mesmo período de 2022. Com forte expansão na região Norte do Brasil, a Health Tech de saúde observou um crescimento de 156% no número de novos pacientes cadastrados no dispositivo no mesmo período. Com mais 150% de clientes utilizando o equipamento os custos de operação mostram queda.
Investimentos futuros
De acordo com a Data Bridge Research, a adoção de dispositivos conectados à rede para consultas e transmissão em tempo real de dados clínicos dos pacientes, seja dentro dos hospitais ou na residência dos pacientes, vem tomando espaço no setor de saúde e o mercado de Internet das Coisas Médicas (IoMT, em inglês) deve chegar a US$ 270,4 bilhões em investimentos até 2029, com crescimento regular de 23,9% ao ano.
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PORTAL G1
'Não' escrito na pele é sugerido pelo Ministério da Saúde para evitar cirurgia na parte errada do corpo
Paciente escreve 'não' na perna antes de cirurgia para marcar qual joelho deveria ser operado em Fortaleza - Foto: Arquivo pessoal
O "não" riscado no joelho Anderson Arruda, paciente de 50 anos que passou por uma cirurgia, é um procedimento de segurança comum e até recomendado pelo Ministério da Saúde. A ideia é que os médicos saibam exatamente onde evitar um procedimento por engano em partes do corpo que aparecem em par (como braços e pernas) ou múltiplos (como os dedos).
O protocolo do Ministério da Saúde que recomenda escrever na pele o aviso de prevenção é de 2013 e traz também outras medidas para garantir uma cirurgia segura.
"Existem dois joelhos, então o próprio paciente faz a demarcação do joelho a ser operado. Existe um protocolo, um desenho de um alvo, mas eu já solicito que o paciente no internamento faça a própria demarcação, dividindo a responsabilidade. No caso ele colocou 'sim' para ser operado e 'não' para não ser operado." - médico ortopedista Hildemar Queiroz.
Orientação na enfermaria 2 de 2
Anderson precisou operar o joelho esquerdo após romper o ligamento em uma queda. - Foto: Arquivo pessoal
Anderson explicou que precisou da cirurgia após romper o ligamento cruzado do joelho esquerdo em uma queda. Ele explicou que, inclusive, fez as sinalizações após recomendação da própria equipe de enfermagem.
"Colocar o 'sim' e o 'não', na verdade, é uma orientação das enfermeiras que trabalham com cirurgia de joelho ou outros membros que você tenha dois, para que na hora da cirurgia não haja nenhuma confusão, para que tivesse uma segurança maior", explicou Anderson.
A equipe também passou a sugestão de desenhar um "alvo" no joelho a ser operado. "A enfermeira me mandou um texto também com recomendações pré-cirúrgicas, como dieta e como ia ser. Nesse texto, tinha a orientação de marcar a perna que ia ser operada", comentou o geneticista.
"Ainda assim, lá no hospital, eles me perguntaram várias vezes qual joelho eu ia operar. Até na sala de cirurgia, me perguntaram. Eles fazem várias checagens para não cometer nenhum erro", reforçou.
Ele passou pela cirurgia no último sábado, e no dia seguinte, já foi liberado para ir para casa. "Já estou na fase de recuperação. Eles [médicos] indicam que a gente comece a fazer a fisioterapia logo. Eu não posso pisar no chão durante dez dias, tenho de andar de muleta", disse.
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O GLOBO
Câncer hereditário: o exame deu positivo? Veja os procedimentos e os hábitos de vida que devem mudar
Os testes genéticos para câncer indicam se uma pessoa é portadora de alguma mutação genética que aumenta o risco de câncer. Na maioria dos casos, um diagnóstico positivo nesse tipo de exame não equivale a uma sentença da doença, apenas a um aumento no risco de determinados tipos de tumores, a depender da síndrome.
Então, o que pode ser feito diante de um diagnóstico positivo? Especialistas são categóricos em dizer que a realização bem indicada de um teste genético é capaz de trazer ganhos importantes para o paciente e seus familiares em termos de prevenção, detecção e tratamento da doença.
Por exemplo, a realização do teste genético para pacientes que já estão com câncer podem ajudar a determinar os rumos do tratamento. O oncologista Fernando Maluf, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo e do Hospital Albert Einstein, e fundador do Instituto Vencer o Câncer, explica que existem drogas específicas para mutação dos genes BRCA1 e 2, por exemplo.
Além disso, em portadoras de uma dessas mutações que têm câncer de mama, a cirurgia pode envolver não apenas a remoção da mama afetada, mas da outra mama, dado o alto risco de outro câncer no local.
Segundo a médica Mônica Stiepcich, assessora médica da Anatomia Patológica e Patologia Molecular do Grupo Fleury, também existem algumas mutações que contraindicam radioterapia, por exemplo, que é um tratamento utilizado em vários tipos de tumor.
Além disso, dependendo da síndrome, esses pacientes podem ter um risco aumentado para outros tipos de tumores e precisam receber um acompanhamento individualizado.
Diagnóstico precoce e prevenção Não é só no tratamento que identificação do tipo de tumor - se hereditário ou não - pode influenciar. Saber que existe um risco aumentado de determinados tipos de câncer devido à presença de mutações genéticas hereditárias ajuda os médicos a indicarem protocolos personalizados de rastreio e até mesmo cirurgias profiláticas, que é a remoção de um órgão normal com alto risco de originar um tumor.
Por exemplo, pessoas com a síndrome de Li-Fraumeni devem realizar exames como ressonância magnética de corpo inteiro, colonoscopia e endoscopia a partir dos 25 anos de idade. Pessoas com mutação nos genes que aumentam o risco de câncer de mama, como BRCA1 e BRCA2, podem ser aconselhadas a fazer mamografia ou ressonância magnética das mamas mais precocemente ou com mais frequência.
A realização de exames de rastreio não previne o desenvolvimento do câncer, mas possibilita o diagnóstico precoce e isso é fundamental para a cura.
- A grande maioria dos cânceres são tratáveis quando diagnosticados precocemente - diz o geneticista Salmo Raskin, colunista do GLOBO e diretor do Centro de Aconselhamento e Laboratório Genetika, em Curitiba.
Por outro lado, há casos em que é possível realizar intervenções que de fato previnem o desenvolvimento de câncer, apesar da presença da síndrome genética. Talvez o exemplo mais emblemático seja o da atriz Angelina Jolie que decidiu retirar as mamas e os ovários após receber um resultado genético positivo para a mutação em BRCA1. A medida foi preventiva e teve como objetivo reduzir significativamente a probabilidade de ter a doença nesses órgãos.
Outras cirurgias preventivas que podem ser recomendadas são a remoção da tireoide, das trompas, do intestino e do estômago, a depender da síndrome identificada.
Alterações no estilo de vida também são fundamentais para reduzir o risco de câncer, mesmo em pessoas com síndromes genéticas. Uma grande parte dos casos de câncer é causada por fatores ambientais como tabagismo, consumo de álcool, alimentação ruim, estresse, sedentarismo, exposição solar etc.
- O gene mutado mais outros fatores de risco é uma combinação explosiva - alerta Maluf.
Ter bons hábitos é fundamental para qualquer pessoa, mas mais ainda para quem já tem uma predisposição genética.
- Acredita-se que o estilo de vida pode desempenhar um papel importante em pessoas que não desenvolvem câncer apesar da predisposição genética - completa Raskin.
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O PROGRESSO ONLINE
Artigo - 5 pontos fundamentais para se organizar e empreender na medicina
Empreender nunca é fácil. Seja para um recém-formado ou para um profissional experiente, tomar as rédeas da carreira e levar adiante o sonho do negócio próprio exige muita coragem. Isso acontece em qualquer ramo, mas em algumas atividades, como a medicina, por vezes, é ainda mais difícil.
Além da notória ausência de disciplinas sobre empreendedorismo nas universidades, alguns médicos e outros profissionais - professores, por exemplo - lidam com uma crença que liga a profissão a uma espécie de "sacerdócio". E como tudo que é divino, se ligar à materialidade - especialmente ao dinheiro - pode se transformar em algo pecaminoso e empreender torna-se quase que um ato proibido.
Sofri com isso durante algum tempo. Sentia uma grande dificuldade para precificar meu trabalho e achava "imoral" querer tornar meu negócio - uma clínica - um sucesso comercial. Crescer e ganhar dinheiro era "feio".
Olhando pra trás vejo o quanto deste sofrimento e prejuízo poderia ter evitado se eu tivesse uma formação sobre gestão de negócios. Eu teria entendido muito mais cedo que não preciso sacrificar a médica para ser empresária. Ao contrário, quanto mais eficiente eu for como gestora, mais eu terei tempo para me dedicar à face assistencial.
Há nove anos o Ministério da Educação (MEC) desenvolveu novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para atualização do aprendizado nas universidades e faculdades, que abrangem a reafirmação dos princípios éticos, responsabilidade social, humanização dos atendimentos, e a gestão em saúde.
Em 2021, a Revista de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) divulgou os dados de uma pesquisa em relação à identificação das disciplinas que beneficiam a gestão de serviços de saúde e os projetos pedagógicos considerados fundamentais para o exercício profissional da medicina. O estudo revelou que menos de 1% do tempo total da formação acadêmica é investida no ensino de empreendedorismo e de gestão, envolvendo disciplinas como inovação, política, economia, administração, mercado, serviços e qualidade.
Ainda assim, empreender é um desafio possível!
A primeira coisa que precisamos entender como empreendedores no setor da saúde é que existe diferença entre valor e preço. E a segunda coisa que precisamos fazer é explicar isso para as pessoas. Para todas que compõem o nosso ecossistema - dos fornecedores até os pacientes.
Graças à internet, os pacientes atuais chegam ao consultório cheios de informações - nem todas corretas - sobre doenças e tratamentos. A figura do médico que sabia tudo já não existe e o paciente é, cada vez mais, cliente. Ele exige que o serviço seja bom desde o primeiro contato para marcar um horário, até o pós-atendimento.
Uma saúde de valor não se mede pelo preço final do tratamento, mas pelo melhor uso dos recursos disponíveis e como isso soluciona - nas condições que a ciência já é capaz de oferecer - o problema do cliente.
Então é preciso estar preparado.
Lembro que quando comecei a clinicar, éramos eu e uma secretária apenas no consultório. Tudo foi dando certo e o volume de obrigações a cumprir crescendo exponencialmente. De repente, olhei pra mim e vi que era uma empresa com todos os setores. Eu negociava com fornecedores, contratava, atendia aos pacientes, fazia curativos, ligava no pós-atendimento Mas eu não me via como empresa até aquele momento, embora fosse.
Foi a partir daí que comecei a buscar pessoas especializadas para cada função e o negócio se transformou, ganhou escala.
Esse é o primeiro conselho que dou aos que querem ser médicos-empreendedores ou qualquer outro profissional, dentro ou fora do setor de saúde: se entenda como uma marca. Organize-se desde o início como uma empresa. E, para isso alguns passos são fundamentais:
Contrate um bom contador para ajudar na legalização da empresa;
Tenha uma consultoria em RH para ajudar na contratação de funcionários;
Faça uma pesquisa de mercado, entenda o seu nicho de atuação;
Contrate um arquiteto especializado para adequar o espaço à sua atividade;
Pesquise as tecnologias disponíveis para o seu segmento e faça uma lista de prioridades de implantação, pois os custos costumam ser altos.
E, o mais importante: não tenha medo. Cerque-se de pessoas bem qualificadas, siga estudando, se prepare e tenha resiliência.
Por Helen Pessoni é médica, com 16 anos de experiência na área de cirurgia vascular e angiologia.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 15/08/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
ANS atualiza regras para alteração de hospitais nos planos de saúde
Morte de bebê que ingeriu colírio por engano não tem relação com a substância e foi causada por pneumonia, diz polícia
Paciente escreve 'sim' e 'não' nas pernas antes de cirurgia para marcar qual joelho deveria ser operado em Fortaleza
Equipe da Unimed Federação Centro Brasileira conquista prêmio do Go!Coop2
Grupo de Estudos da NR-32 volta a debater a importância da higienização das mãos
Casos de covid-19 aumentam 80% no mundo; mortes têm queda de 57%
Cardiologistas na Era da Aceleração do Conhecimento e da Transformação Digital
O HOJE ONLINE
ANS atualiza regras para alteração de hospitais nos planos de saúde
Entre as principais mudanças estão a ampliação das regras da portabilidade e a obrigação da comunicação individualizada | Foto: Reprodução
Em reunião realizada nesta segunda-feira (14), a diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a adoção de novas regras para a alteração de rede hospitalar das operadoras de planos de saúde. As mudanças valem tanto para a retirada de um hospital da rede, como para a troca de um hospital por outro, e conferem maior transparência e segurança aos beneficiários. As novas regras entram em vigor 180 dias após sua publicação no Diário Oficial da União.
Nos casos em que os beneficiários ficarem insatisfeitos com a exclusão de um hospital ou do serviço de urgência e emergência do prestador hospitalar da rede de sua operadora, ocorrida no município de residência do beneficiário ou no município de contratação do plano, o beneficiário poderá fazer a portabilidade sem precisar cumprir os prazos mínimos de permanência no plano (1 a 2 anos). Também não será exigido que o plano de escolhido ou de destino seja da mesma faixa de preço do plano de origem, como acontece atualmente nos outros casos de portabilidade de carências.
Outra conquista importante para os beneficiários é que as operadoras serão obrigadas a comunicá-los, individualmente, sobre exclusões ou mudanças de hospitais e serviços de urgência e emergência na rede credenciada no município de residência do beneficiário. A comunicação individualizada deve ser feita com 30 (trinta) dias de antecedência, contados do término da prestação de serviço.
"Além de ser informado oficialmente sobre qualquer mudança na rede hospitalar da sua operadora, o consumidor terá maior mobilidade, pois ficará mais fácil fazer a portabilidade de carências caso o hospital de sua preferência saia da rede da sua operadora", ressalta o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello.
Redução da rede hospitalar
Em relação à redução de rede hospitalar, uma das principais mudanças está relacionada à análise do impacto sobre os consumidores atendidos pela operadora. De acordo com a regra atual, observa-se a quantidade de internações realizadas no intervalo de 12 meses. Ou seja, se o hospital em questão não registrar internações de beneficiários no período de 12 meses, o estabelecimento pode ser excluído pela operadora.
Com a nova norma, a Agência passa a avaliar o impacto da retirada do hospital junto aos beneficiários do plano. Desta forma, caso a unidade a ser excluída seja responsável por até 80% das internações em sua região de atendimento, a ANS entende que ela é uma das mais utilizadas do plano e, assim, a operadora não poderá apenas retirar o hospital da rede, mas deverá substituí-lo por um novo.
Substituição de hospitais
A avaliação de equivalência de hospitais para substituição também terá regras próprias. Agora, ela deverá ser realizada a partir do uso de serviços hospitalares e do atendimento de urgência e emergência, nos últimos 12 meses. Assim, se, no período analisado, os serviços tiverem sido utilizados no prestador excluído, eles precisarão ser oferecidos no prestador substituto.
Ainda neste caso, a regra do impacto sobre os beneficiários também será considerada. Se o hospital a ser retirado pertencer ao grupo de hospitais que concentram até 80% das internações do plano, não será permitida a exclusão parcial de serviços hospitalares.
Além das mudanças, a norma aprovada hoje mantém um critério importante para o consumidor: a obrigatoriedade do hospital substituto estar localizado no mesmo município do excluído, exceto quando não houver prestador disponível. Neste caso, poderá ser indicado hospital em outro município próximo.
"O foco da ANS com os novos critérios está na segurança do consumidor com o seu plano de saúde. A proposta é que o beneficiário seja menos afetado em razão da relação desfeita entre a operadora e o prestador. Esta proposta de normativo é fruto de cuidadoso trabalho de elaboração, que contou com intensa participação social e amplo debate", afirma o diretor de Normas e Operações de Produtos, Alexandre Fioranelli.
Comunicação direta
Para as alterações de rede do plano ocorridas no município de residência do beneficiário, a operadora será obrigada a fazer comunicação individualizada sobre as eventuais mudanças.
Portabilidade de carências sem prazo de permanência e compatibilidade de faixa de preço
Outra conquista é a ampliação das regras da portabilidade de carências, pois a portabilidade de carências poderá ser exercida em decorrência do descredenciamento de entidade hospitalar ou do serviço de urgência e emergência do prestador hospitalar no município de residência do beneficiário ou no município de contratação do plano sem os requisitos de prazo de permanência e de compatibilidade por faixa de preço
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PORTAL G1
Morte de bebê que ingeriu colírio por engano não tem relação com a substância e foi causada por pneumonia, diz polícia
Laudo pericial apontou também que o medicamento não foi detectado no corpo do bebê. Exames comprovaram que a morte do bebê ocorreu por uma pneumonia neutrofílica bilateral.
Por Gustavo Cruz, g1 Goiás
A morte de um bebê que ingeriu colírio por engano não tem relação com a substância e foi causada por pneumonia, segundo informações da Polícia Civil. O laudo pericial apontou também que o medicamento não foi detectado no corpo do bebê, que morreu em Formosa, no Entorno do Distrito Federal.
A primeira hipótese sobre a morte, no início da investigação, era de que o bebê teria ingerido o medicamento Tartarato de Brimonidina, usado no tratamento para glaucoma, que segundo as investigações, foi entregue de forma errada, pois o medicamento prescrito na receita entregue era Bromoprida, usado no tratamento para náuseas e enjoo.
Segundo os relatos da investigação, os exames toxicológico e histopatológico comprovaram que a morte do bebê ocorreu por uma pneumonia neutrofílica bilateral, com predomínio à esquerda. Os laudos ainda apontaram que nenhum resquício do medicamento apontado inicialmente como suposta causa da morte, foi encontrado.
Ao g1, o delegado Paulo Santos, responsável pelo caso, informou que não há como indiciar alguém após a perícia.
"Eu não tendo essa vinculação da substância com a morte do recém-nascido eu não posso indiciar ninguém e nem responsabilizar ninguém criminalmente pelo ocorrido", disse o delegado.
Após a finalização dos laudos, o caso investigado deve ser encaminhado ao Poder Judiciário, esclarecendo que não há indícios entre o medicamento e a morte de Ravi Lorenzo.
Entenda o caso
O bebê Ravi Lorenzo, de 2 meses, morreu em março de 2023 por suspeita de ingerir um colírio que teria sido vendido por engano em uma farmácia de Formosa. Segundo a Polícia Civil, o remédio receitado corretamente, e que a criança deveria ter tomado, era para evitar vômito e enjoo.
Segundo a delegada Fernanda Lima, a mãe do menino contou que o filho estava com sintomas como náuseas, vômito e febre, motivo pelo qual ela foi até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Chegando lá, após examinar a criança, o médico prescreveu três remédios, um deles, a “bromoprida”, que evita vômitos.
“O avô da criança contou que se dirigiu até a farmácia e comprou esses medicamentos. Ele teria levado os remédios para a mãe da criança, que teria ministrado os remédios conforme a prescrição. Passado um tempo, a criança começou a chorar e gritar de dor”, disse a delegada.
A mãe informou que, ao contrário do que o médico receitou, o remédio vendido pela farmácia foi o “tartarato de brimonidina”, um colírio para o tratamento de glaucoma. A mãe voltou na UPA e os médicos chegaram a intubar o menino, mas ele não resistiu.
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Paciente escreve 'sim' e 'não' nas pernas antes de cirurgia para marcar qual joelho deveria ser operado em Fortaleza
Anderson Arruda precisou operar o joelho esquerdo após romper o ligamento em uma queda.
Por g1 CE
O geneticista Anderson Arruda, de 50 anos, adotou uma estratégia simples e objetiva para evitar um eventual erro médico antes de uma cirurgia: ele escreveu as palavras “sim” e “não” nos próprios joelhos para sinalizar qual deveria ser operado. O procedimento aconteceu no último sábado (12) em Fortaleza.
Anderson explicou que precisou da cirurgia após romper o ligamento cruzado do joelho esquerdo em uma queda. Ele explicou que, inclusive, fez as sinalizações após recomendação da própria equipe de enfermagem.
“Colocar o 'sim' e o 'não', na verdade, é uma orientação das enfermeiras que trabalham com cirurgia de joelho ou outros membros que você tenha dois, para que na hora da cirurgia não haja nenhuma confusão, para que tivesse uma segurança maior”, explicou Anderson.
A equipe também passou a sugestão de desenhar um "alvo" no joelho a ser operado. “A enfermeira me mandou um texto também com recomendações pré-cirúrgicas, como dieta e como ia ser. Nesse texto, tinha a orientação de marcar a perna que ia ser operada”, comentou o geneticista.
“Ainda assim, lá no hospital, eles me perguntaram várias vezes qual joelho eu ia operar. Até na sala de cirurgia, me perguntaram. Eles fazem várias checagens para não cometer nenhum erro”, reforçou.
Ele passou pela cirurgia no último sábado, e no dia seguinte, já foi liberado para ir para casa. “Já estou na fase de recuperação. Eles [médicos] indicam que a gente comece a fazer a fisioterapia logo. Eu não posso pisar no chão durante dez dias, tenho de andar de muleta”, disse.
Protocolo de segurança
Para minimizar a possibilidade de erros no centro cirúrgico, existe um protocolo do Ministério da Saúde de 2013 que traz os passos necessários para garantir uma cirurgia segura. Um deles é para a demarcação em casos onde haja mais de um órgão, direito e esquerdo, ou estruturas múltiplas, como dedos das mãos, dos pés ou a coluna, como explica o médico ortopedista Hildemar Queiroz.
"Existem dois joelhos, então o próprio paciente faz a demarcação do joelho a ser operado. Existe um protocolo, um desenho de um alvo, mas eu já solicito que o paciente no internamento faça a própria demarcação, dividindo a responsabilidade. No caso ele colocou "sim" para ser operado e "não" para não ser operado", diz.
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FOLHA DO PLANALTO
Equipe da Unimed Federação Centro Brasileira conquista prêmio do Go!Coop2
Os colaboradores da Unimed Federação Centro Brasileira, Christianne Pimenta, Fabrício Oliveira e Lucas Cheim estão entre os vencedores do Go!Coop2, do Sistema OCB. A equipe conquistou o 4°lugar e ganhou uma viagem imersiva para Israel.
A jornada, coroada com a premiação no último sábado, 12 de agosto, começou há quatro meses, quando o trio decidiu criar uma solução para desafios do cooperativismo e se inscrever na edição 2023 do GO! Coop 2.
Nesta trajetória, eles contatam com o apoio imprescindível do Sebrae e da Tropuslab, que, segundo Christianne Pimenta, que fez toda a diferença para o sucesso do projeto.
“Nossos sinceros agradecimentos à Unimed Federação Centro Brasileira, que tornou possível nossa participação nessa maratona, e também ao Bruno Fonseca, à Luana Borges e à Emilia Rosângela Pires, cujo comprometimento incansável possibilitou que tudo isso se concretizasse”, disse Christianne Pimenta.
Entre os dias 26 e 30 de novembro, os três embarcam para Israel, onde vão conhecer o Polo de Inovação ‘Silicon Wadi’.
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Grupo de Estudos da NR-32 volta a debater a importância da higienização das mãos
A importância da correta e regular higienização das mãos para a prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras) voltou a ser debatida em reunião do Grupo de Estudos da NR-32 (Norma Regulamentadora número 32), do Sindhoesg (Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás).
No encontro realizado em 11 de agosto, a coordenadora do grupo, enfermeira Luciene Paiva da Silva Potenciano, falou a profissionais de enfermagem das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar de estabelecimentos filiados ao Sindhoesg sobre a atualização da “Recomendação de Prática SHEA/IDSA/APIC: Estratégias para prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde por meio da higiene das mãos”.
Datado de 2022, o documento, que enfatiza de forma concisa as recomendações práticas para a implementação e o aprimoramento de estratégias de prevenção de Iras por meio da higienização das mãos, atualiza a recomendação feita em 2014 para auxiliar hospitais de cuidados intensivos nesta ação. O documento é patrocinado pela Society for Healthcare Epidemiology (SHEA) e é fruto de um esforço colaborativo por parte de várias instituições.
Luciene ressaltou que, embora a necessidade da higienização das mãos seja de amplo conhecimento dos profissionais de saúde, esse gesto continua a ser um grande desafio para o controle e prevenção de infecções. Na reunião, ela voltou a enfatizar a importância dos cinco momentos de higienização das mãos, do gerenciamento de resíduos e do monitoramento da qualidade da água dos estabelecimentos de saúde, com análises trimestrais.
Saiba mais sobre o novo documento...
Baixa adesão à correta higienização - Em relação à baixa porcentagem de profissionais que limpam adequadamente as mãos, a recomendação é treinamento contínuo em lavagem das mãos e uso adequado de desinfetante, principalmente nos polegares e nas pontas dos dedos.
Esmaltes - A orientação deixa políticas específicas sobre esmaltes, géis, goma-laca e extensores de unhas artificiais a critério dos programas de prevenção de infecções em cada estabelecimento, exceto para quem realiza cirurgia ou trabalha em áreas de alto risco. Esses profissionais devem manter unhas curtas e naturais, livres de esmaltes e extensores.
Unhas - Unhas devem ser curtas. Os autores confirmaram descobertas anteriores de que unhas grandes podem abrigar germes.
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AGÊNCIA BRASIL
Casos de covid-19 aumentam 80% no mundo; mortes têm queda de 57%
Dados são de 10 de julho a 6 de agosto
Cerca de 1,5 milhão de novos casos de covid-19 foram registrados em todo o mundo entre 10 de julho e 6 de agosto, um aumento de 80% em relação ao período anterior. Durante os mesmos 28 dias, o vírus causou ainda 2,5 mil mortes, uma queda de 57% em relação ao período anterior. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os números mostram que, enquanto diversos países registraram queda de novos casos e de óbitos provocados pela doença, a região do Pacífico Ocidental identificou aumento de novas infecções em meio a uma redução nos óbitos. Desde o dia 6 de agosto, mais de 769 milhões de casos foram reportados globalmente, além de cerca de 6,9 milhões de mortes.
“Atualmente, os casos relatados não representam com precisão as taxas de infecção devido à redução de testes e relatórios globalmente. Durante esse período de 28 dias, 44% (103 de 234) dos países relataram pelo menos um caso à OMS – uma proporção que vem diminuindo desde meados de 2022”, destacou a entidade em comunicado.
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MEDICINA S/A
Cardiologistas na Era da Aceleração do Conhecimento e da Transformação Digital
No cenário em constante evolução da Medicina, a celebração do Dia do Cardiologista, em 14 de agosto, ganha ainda mais significado. Esses profissionais desempenham um papel importante para a saúde da população, enfrentando desafios cada vez mais complexos. Vale destacar que as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 18 milhões de pessoas falecem todos os anos em decorrência de problemas cardiovasculares e 80% dessas mortes poderiam ser evitadas com mudanças no estilo de vida e controle dos fatores de risco. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, 30% das mortes ocorridas no Brasil são atribuídas à doença cardiovascular.
A Cardiologia foi uma das especialidades que mais evoluiu nas últimas décadas, com aperfeiçoamento dos métodos diagnósticos, desenvolvimento de drogas mais modernas, bem como introdução de terapias por cateter e cirúrgica avançadas. Todos esses avanços foram alicerçados por fortes evidências científicas. Entretanto, apesar de todos esses esforços e do trabalho árduo nas áreas de prevenção e tratamento, a mortalidade associada às doenças cardiovasculares ainda é preocupante. Assim, a relevância epidemiológica das doenças cardiovasculares torna ainda mais crucial a busca por soluções inovadoras e eficazes.
Nesse contexto, com o conhecimento médico expandindo-se de maneira exponencial, impulsionado por essas pesquisas inovadoras e avanços tecnológicos, a capacidade do cérebro humano de processar essa quantidade avassaladora de informações está sendo testada. Atualmente, cerca de 30% do volume de dados do mundo é gerado pelo setor da Saúde. A quantidade de informações ultrapassa a capacidade cognitiva e de processamento do ser humano. Para se ter uma ideia, nos anos 1980, estimava-se que o conhecimento em Medicina dobrava a cada 7 anos, nos anos 2010, a cada 3,5 anos e, em 2020, a projeção era de 73 dias. Essa aceleração na geração do conhecimento traz desafios e oportunidades únicas para os profissionais da saúde, que precisam se manter atualizados para oferecer os melhores cuidados aos seus pacientes.
Uma área que tem chamado atenção recente e emerge como um parceiro promissor dos profissionais de saúde é a inteligência artificial (IA), não só por sua capacidade de processar e analisar grandes volumes de dados, de maneira rápida e eficiente, mas também de identificar padrões e correlações que podem passar despercebidos pelos seres humanos. Ela pode ajudar os cardiologistas a filtrar informações relevantes em meio ao mar de conhecimento, fornecendo uma visão mais precisa e atualizada sobre diagnósticos, tratamentos e tendências emergentes.
O avanço tecnológico também trouxe consigo uma série de dispositivos inovadores, que estão redefinindo a interação entre os cardiologistas e seus pacientes. A tecnologia surge como um aliado importante no monitoramento remoto de pacientes em tempo real, na prevenção de riscos e complicações por meio de algoritmos, auxiliando no engajamento dos doentes com emprego de aplicativos, entre tantas outras aplicações.
Wearables, como relógios inteligentes, sensores de ritmo cardíaco e monitores de atividade, coletam uma riqueza de dados em tempo real sobre a saúde cardiovascular. Esses dispositivos não apenas fornecem aos pacientes uma visão contínua de sua saúde, mas também possibilitam que os cardiologistas acompanhem os padrões e as tendências específicas de cada paciente. Essa abordagem mais personalizada e orientada por dados está revolucionando a forma como cardiologistas podem interagir e acompanhar seus pacientes. Só para termos uma ideia do tamanho do mercado, em 2021, segundo o Institute for Human Data Science, havia mais de 350.000 aplicativos digitais de saúde disponíveis nas lojas de aplicativos para celulares. Apenas em 2022, foram vendidos quase 200 milhões de wearables no mundo. Apesar de ainda restrito a uma pequena parcela da população devido aos seus custos, espera-se maior acesso e popularização desses dispositivos ou aparelhos, à semelhança do fenômeno observado com os celulares.
Além disso, plataformas de telemedicina e ferramentas de análise de dados se popularizaram na pandemia e estão cada vez mais presentes na vida dos pacientes e de seus médicos, nos consultórios e hospitais. A teleconsulta permite que os pacientes se conectem com os médicos de forma remota, aumentando o acesso aos cuidados médicos. Números recentes revelam que, entre 2020 e 2021, mais de 7,5 milhões dessa modalidade de atendimento foram realizados no Brasil, sendo que 87% deles foram para primeiras consultas. O crescimento estimado do mercado é de que essa demanda possa dobrar nos próximos 5 anos.
Nossa esperança está na integração entre a expertise humana e essas novas tecnologias emergentes, transformando e aprimorando os cuidados cardiológicos e levando a diagnósticos mais precisos, tratamentos mais eficazes e vidas mais saudáveis.
*Fabio Biscegli Jatene é Professor Titular de Cirurgia cardiovascular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Líder Médico da Área Cardiológica do Hcor.
*Ieda Biscegli Jatene é Presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e Líder Médica da Cardiologia Pediátrica do Hcor.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 12 A 14/08/23
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Cobertura vacinal contra a covid-19 em Goiás é de apenas 11%
Enfermeira suspeita de deixar pacientes deformadas usava mesma seringa em mais de uma cliente: 'Lavava na torneira', diz delegada
Mulher denuncia cirurgião plástico que já tem processo na Justiça de Goiás
Hapvida NotreDame registra receita líquida de R$ 6,8 bilhões no 2T23
A REDAÇÃO
Cobertura vacinal contra a covid-19 em Goiás é de apenas 11%
Apenas 11% do público-alvo se imunizou com a vacina bivalente contra a covid-19 em Goiás, alerta a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). A situação gera preocupação diante dos óbitos registrados nos sete primeiros meses do ano e a chegada do tempo seco, que favorece o desenvolvimento de problemas respiratórios. De um total de 553 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) em 2023, 262 foram por covid-19, o que representa quase metade dos registros (47%).
Entre os óbitos pela doença, 204 foram de pessoas com mais de 60 anos, uma média de 77%. Ao todo, já são 5.880 casos por Srag em Goiás em 2023, sendo 1.032 deles por Covid (17%). “A Covid-19 continua fazendo vítimas, claro que em um número menor do que a gente viveu em 2020 e 2021, onde nós tivemos o maior número de casos e óbitos, mas ela continua sendo a doença que mais tem causado formas graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave e óbitos”, destacou a superintendente de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim.
O imunizante bivalente, que está disponível no estado desde o dia 27 de fevereiro deste ano, conta com cobertura vacinal de cerca de 11% entre o público-alvo, com 697.687 doses aplicadas até o momento. Quando se trata do público infantil, a situação é ainda mais preocupante. De um total de 242.943 crianças na faixa etária de 6 meses a 2 anos em Goiás, apenas 24.691 receberam a primeira dose da vacina (monovalente), o que corresponde a uma cobertura vacinal de apenas 10%.
“A gente vem reforçando a importância da vacinação, principalmente entre os idosos, por serem mais vulneráveis a essas doenças e mesmo assim, quando a gente avalia a cobertura geral, ela não passa de 11%, que é muito baixa”, pontuou Flúvia Amorim. A superintendente da SES reforçou ainda a preocupação com as formas graves da doença, que pode ser evitada com a imunização. “A gente sabe que o vírus da covid é altamente mutável. Temos monitorado essas mutações desde o início, mas quanto mais pessoas vacinadas e com cartão atualizado, menor o risco de ter um boom de casos graves, como tivemos em anos anteriores”, ressaltou.
Atualmente, a vacina bivalente é recomendada para pessoas maiores de 18 anos que já receberam duas doses do esquema primário, com a vacina monovalente, e para aqueles com mais de 12 anos que apresentam comorbidades e que também já tomaram duas doses do esquema primário. O imunizante está disponível nos 900 postos de saúde do estado, espalhados pelos 246 municípios goianos.
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PORTAL G1
Enfermeira suspeita de deixar pacientes deformadas usava mesma seringa em mais de uma cliente: 'Lavava na torneira', diz delegada
Enfermeira se apresentava como especialista em dermatologia estética sem ter formação na área. À polícia, ex-funcionária contou que suspeita não cumpria protocolos básicos de higiene.
Por Larissa Feitosa, g1 Goiás
A Polícia Civil investiga a enfermeira Marcilane da Silva Espíndola, suspeita de exercer de forma ilegal a medicina e deixar pacientes com corpos deformados depois de procedimentos estéticos, em Aparecida de Goiânia. Em depoimento à delegada do caso, Luiza Veneranda, uma ex-funcionária afirmou que a mulher usava a mesma seringa em mais de uma cliente.
"Nós ouvimos uma testemunha que chegou a trabalhar com a profissional. E essa testemunha falou que ela não tinha condições de higiene, não usava luvas, não usava a roupa adequada, não se usava touca. Ela chegou a afirmar que a investigada, muitas vezes, se valia de uma seringa que ela aplicava em uma pessoa, lavava com água da torneira e usava outro paciente", relatou a delegada.
Ao g1, a defesa de Marcilane afirmou que, desde o início do processo, a profissional se colocou à disposição da Justiça para colaborar com as investigações. Além disso, disse que a enfermeira prestou depoimento nesta quinta-feira (10) e que não há mandado de prisão contra ela. “Ela contou a versão dela, não ficou em silêncio e explicou todos os detalhes”, relata o advogado Caio Fernandes.
A polícia começou a investigar a suspeita no final do mês de julho, depois que pacientes denunciaram ter tido complicações após os procedimentos. Até o momento, sete vítimas foram identificadas pela polícia, sendo que todas alegam problemas de saúde após as intervenções estéticas. Cinco delas precisaram ser hospitalizadas e uma está internada em estado grave.
Sem formação na área
Marcilane é enfermeira, mas nas redes sociais afirmava ser pós-graduada em dermatologia estética, dando a entender que possuía qualificação para atuar no ramo. Pelas redes sociais, anunciava procedimentos como: preenchimento labial, no nariz, lipo de papada, bronzeamento e até cursos ensinando as técnicas. Mas, em depoimento à polícia, ela admitiu que não concluiu o curso.
"Ela falou que não completou uma matéria [ do curso de pós-gradução ]. Ou seja, ela não é formada ainda na especialização estética e, acredito eu, que sequer poderia fazer determinados procedimentos”, avalia a delegada.
Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) informou que processo ético disciplinar para apuração da conduta da profissional. Também pediu um posicionamento à marca do produto usado nos procedimentos, porém a empresa disse que só deve se manifestar após ser notificada.
Clínica interditada
Quase todas as pacientes que procuraram a polícia foram atendidas em uma clínica odontológica, em Aparecida de Goiânia, onde a enfermeira começou a fazer os primeiros procedimentos. Segundo a polícia, depois disso, ela alugou uma casa, no Setor Oeste, em Goiânia, para ter um espaço próprio.
Na sexta-feira (11), a Polícia Civil realizou uma operação com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão na residência. O local não possuía qualquer identificação de fachada e foi interditado pelos policiais.
A polícia também solicitou ao Poder Judiciário a indisponibilidade de eventuais bens no valor de R$ 500 mil da profissional.
Falta de assistência
Uma reclamação unânime entre as pacientes lesionadas, é que elas não receberam nenhum tipo de assistência da suspeita após as complicações, mesmo tendo procurado a profissional. Em troca de mensagens com uma delas, Marcilane diz: "Você tem que aguardar. Você não entende, que não sou eu, é seu organismo. O que tinha pra ser feito, já foi feito".
Uma das mulheres é cliente da advogada Patrícia Martins. À TV Anhanguera, ela informou que a vítima está internada em estado crítico e que as regiões dos glúteos e seios, onde foram injetados os preenchedores, estão necrosando.
"Os médicos ainda não sabem o que está acontecendo, porque não sabem quais foram os produtos que foram aplicados. Infelizmente a paciente não está bem, está em estado grave, correndo risco de morte", afirmou.
À polícia, uma das vítimas contou ainda que Marcilane disse que “não perderia o sono” por causa do problema dela.
A defesa de Marcilane definiu a operação como “drástica”, pois, segundo o advogado, a profissional sempre colaborou com as investigações. Além disso, explicou que todos os pacientes tiveram problemas após os procedimentos devido descrumprirem as orientações do pós-operatório.
“Nenhuma das vítimas teve problemas com a aplicação ou com os procedimentos”, enfatiza.
Fernandes destaca ainda que a defesa da profissional desacredita que houve erro por parte dela e que tem provas de que os pacientes desrespeitaram as orientações. “Tem paciente que no dia seguinte foi para Caldas Novas e outro que postou foto à noite em uma festa de pagode”, finaliza.
Íntegra da nota do Coren-GO
O Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) esclarece sobre a investigação conduzida pela polícia civil que culminou na deflagração da operação Salus na qual investiga a profissional de enfermagem suspeita de realizar procedimentos estéticos que resultaram em lesões corporais em pelo menos 07 pacientes.
O Coren-GO informa que ao tomar conhecimento da denúncia, instaurou um Processo Ético Disciplinar para apuração da conduta da profissional.
Informamos que de acordo com Art. 23, da Resolução Cofen Nº 706/2022, que Aprova o Código de Processo Ético do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, “Os atos do processo serão realizados em caráter reservado e sigiloso.
O referido Conselho não vai medir esforços e informações para apurar o caso na esfera profissional e Ética, juntamente com a Polícia Civil, para assim dirimir as providências cabíveis nos âmbitos administrativo e criminal.
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TV ANHANGUERA
Mulher denuncia cirurgião plástico que já tem processo na Justiça de Goiás
https://globoplay.globo.com/v/11859994/
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MEDICINA S/A
Hapvida NotreDame registra receita líquida de R$ 6,8 bilhões no 2T23
A Hapvida NotreDame Intermédica, com mais de 16,1 milhões de beneficiários de saúde e odontologia, anunciou seus resultados financeiros para o segundo trimestre de 2023. A companhia registrou crescimento de 12,4% na Receita Líquida, totalizando R$ 6,8 bilhões no segundo trimestre de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. Esse crescimento é fruto da implementação de uma estratégia de reajustes necessários para o reequilíbrio dos contratos e recomposição de margens.
Outro destaque nos resultados do 2T23 se refere ao avanço do Ebitda ajustado, que atingiu R$ 606,2 milhões - um aumento de 4,1% quando comparado ao segundo trimestre de 2022. Além desse ponto, é possível observar um crescimento de 14,8% na receita de Planos de Saúde, totalizando R$ 6,6 bilhões neste segundo trimestre de 2023, impulsionado por um aumento de 1,2% no número de beneficiários em planos de saúde e pela recomposição de preços. A estratégia de reajuste contribuiu para um forte aumento do ticket médio mensal, que cresceu 12,2% em relação ao ano anterior.
A sinistralidade caixa da Hapvida foi de 73,9% no segundo trimestre de 2023, um crescimento de 1,6 ponto percentual comparado ao mesmo período do ano anterior e também em relação ao primeiro trimestre deste ano - aumento da sinistralidade em patamar inferior à sazonalidade histórica (em torno de 2,5 pontos percentuais).
A empresa destaca o investimento na expansão de sua rede de atendimento próprio, contando agora com 85 hospitais, 77 unidades de pronto atendimento, 331 clínicas e 271 unidades de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.
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Assessoria de Comunicação