
Administrador
CLIPPING AHPACEG 13/08/24
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Nova diretoria do Sindhoesg assume em 9 de agosto. Gustavo Clemente é o novo presidente
Brasil tem 709 casos de mpox e Ministério da Saúde convoca reunião
Pacientes de Goiás podem ver posição na fila por cirurgias, exames e consultas no SUS; veja passo a passo
Relação familiar garante sucesso da rede Mater Dei
Inovação contra fraudes: Unimed Goiânia lança nova tecnologia de "Validador de Boletos"
FOCO NACIONAL
Nova diretoria do Sindhoesg assume em 9 de agosto. Gustavo Clemente é o novo presidente
A nova diretoria do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) tomou posse no dia 9 de agosto de 2024. Gustavo Suzin Clemente foi empossado presidente para a gestão 2024/2027, sucedendo Valney Luiz da Rocha.
A nova diretoria foi eleita em 8 de julho. Além do presidente, foram escolhidos os membros da nova diretoria executiva e do Conselho Fiscal. Os eleitos para a atual gestão são:
Presidente: Gustavo Suzin Clemente (Hospital da Criança)
Vice-Presidente: Lúcia Helena Meluzzi Xavier (Hospital VER Excelência em Oftalmologia)
Secretário Geral: Pedro Seronni Frota (Hospital São Francisco de Assis)
Secretário Adjunto: Newton Antônio Tristão (Instituto Ortopédico de Goiânia)
Tesoureiro Geral: Haikal Yaspers Helou (Hospital Santa Mônica)
Tesoureiro Adjunto: Hugo Teodoro Vasconcelos Rodrigues (Hospital e Maternidade Santa Bárbara)
Conselho Fiscal – Efetivos:
Luiz Mauro de Paula e Souza (Hospital Santa Helena)
Miguel Luis Eliam (Hospital do Coração de Goiás)
Clidenor Gomes Filho (Maternidade Ela)
Conselho Fiscal – Suplentes:
Valney Luiz da Rocha (Hospital de Acidentado Clínica Santa Isabel)
Samuel Diniz Filho (Clínica do Esporte)
Gustavo Rassi (Hospital do Coração Anis Rassi)
A diretoria assume o compromisso de dar continuidade e ampliar o trabalho iniciado na gestão anterior e de implementar novas estratégias para fortalecer o Sindicato, a prestação de serviços e a representatividade dos filiados.
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O HOJE
Alerta de Vírus
Brasil tem 709 casos de mpox e Ministério da Saúde convoca reunião
Meta é atualizar serviços de emergência e assistência médica
Em resposta ao aumento de casos de mpox e à circulação de uma nova variante do vírus no continente africano, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou uma reunião de emergência para esta terça-feira (13). A pauta principal será a revisão das diretrizes e do plano de contingência para lidar com a doença no país, de modo a prevenir a disseminação e garantir uma resposta eficaz caso o cenário se agrave.
De acordo com comunicado oficial da pasta, a reunião contará com a participação de especialistas em saúde pública que discutirão atualizações nos protocolos de vigilância e assistência médica. O objetivo é garantir que o sistema de saúde brasileiro esteja preparado para lidar com qualquer eventual aumento de casos.
Embora a avaliação atual do Ministério da Saúde indique que o risco para o Brasil é baixo, a situação global exige uma atenção redobrada.
O ministério destacou que monitora de perto os desenvolvimentos internacionais relacionados à mpox, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Dados recentes do ministério revelam que, em 2024, o Brasil registrou 709 casos de mpox e 16 óbitos, sendo o mais recente em abril do ano passado.
Vacinação e prevenção
No que diz respeito à vacinação contra a mpox, o Ministério da Saúde relembrou que, em 2023, a imunização foi realizada em caráter de emergência, com doses aprovadas provisoriamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida aconteceu durante um momento de alta disseminação da doença.
A pasta também enfatizou que, caso surjam novas evidências que justifiquem ajustes no planejamento atual, as ações necessárias serão prontamente implementadas e comunicadas ao público.
Cenário internacional
A preocupação com a mpox ganhou destaque global após o anúncio do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que convocou um comitê de emergência para avaliar o surto na África e o potencial de disseminação internacional. O agravamento da situação, especialmente na República Democrática do Congo, onde a doença está em ascensão há mais de dois anos, é atribuído a uma mutação do vírus que facilitou a transmissão de pessoa para pessoa.
Esse novo desenvolvimento elevou o nível de alerta, levando a OMS a solicitar que fabricantes de vacinas submetam seus produtos para análise de uso emergencial.
Desafios e riscos da Mpox
A mpox, uma doença zoonótica viral, pode ser transmitida a humanos através do contato com animais silvestres infectados, pessoas contaminadas ou materiais que carreguem o vírus. Seus sintomas incluem erupções cutâneas, linfonodos inchados, febre e fraqueza, sendo que as lesões na pele podem aparecer em diversas partes do corpo.
Embora a maioria dos pacientes se recupere dentro de um mês com tratamento adequado, a mpox pode ser fatal, especialmente se não tratada, como evidenciado pelas mais de 479 mortes registradas na República Democrática do Congo desde o início do ano.
Resposta Global
A OMS tem enfatizado a importância de uma resposta robusta e coordenada para combater a mpox, mesmo após a entidade declarar, em maio de 2023, que a doença não configurava mais uma emergência de saúde pública de importância internacional. Essa decisão ocorreu quase um ano após o surto da doença levar a OMS a decretar emergência em vários países, incluindo o Brasil.
“Casos relacionados a viagens, registrados em todas as regiões, demonstram a ameaça contínua. Existe risco, em particular, para pessoas que vivem com infecção por HIV não tratada. Continua sendo importante que os países mantenham sua capacidade de teste e seus esforços, avaliem os riscos, quantifiquem as necessidades de resposta e ajam prontamente quando necessário”, alertou Tedros em 2023.
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PORTAL G1
Pacientes de Goiás podem ver posição na fila por cirurgias, exames e consultas no SUS; veja passo a passo
Ferramenta começou a valer nesta segunda-feira. O g1 preparou um passo a passo para mostrar ao cidadão como fazer a consulta.
Por Augusto Sobrinho, g1 Goiás
Os pacientes de Goiás já podem saber o lugar na fila de espera por cirurgias, consultas, exames e internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ferramenta começou a valer nesta segunda-feira (12). O g1 preparou um passo a passo para mostrar ao cidadão como fazer a consulta.
A busca é feita pelo site da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). Na página inicial, entre as opções de acesso rápido a serviços, há a opção “Consultar Fila de Espera”. Para fazer a busca, o paciente precisa informar a data de nascimento e CPF ou número do cartão SUS.
Passo 1: Acesse o site da SES-GO pelo computador ou celular e clique em “Consultar Fila de Espera"
Passo 2: Informe a data de nascimento e o CPF ou número do Cartão Nacional de Saúde e clique em “Pesquisar”
Feito isso, de acordo com a SES-GO, após acessar a ferramenta, primeiro, o site vai mostrar as instruções de uso em uma área destacada em cinza. Além disso, aparecerá, em amarelo, um alerta informando que a posição na fila de espera ocorre de acordo com a prioridade de cada paciente.
Passo 3: Lista de todas as consultas, internações, cirurgias e exames solicitadas
Passo 4: Clique em “Ver detalhes” para ver a situação de cada solicitação
Nos detalhes, segundo a SES-GO, o paciente poderá ver a data, hora e local onde tem procedimentos agendados e a prioridade e posição na fila para consultas, exames e cirurgias. Também é possível ver o histórico de buscas por locais para internações e as solicitações já finalizadas.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
Relação familiar garante sucesso da rede Mater Dei
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PORTAL SINDIPLANOS
Inovação contra fraudes: Unimed Goiânia lança nova tecnologia de "Validador de Boletos"
Inovação contra fraudes: Unimed Goiânia lança nova tecnologia de "Validador de Boletos"
Solução rápida, prática e acessível visa garantir a autenticidade dos documentos de pagamento
Com o aumento constante de fraudes virtuais, que se adaptam e mudam de formato continuamente, a Unimed Goiânia - Cooperativa de Trabalho Médico lançou, no dia 19 de julho, uma nova ferramenta que ajudará a proteger seus beneficiários contra golpes de boletos falsos. Trata-se do "Validador de Boletos", uma solução rápida, prática e acessível para garantir a autenticidade dos documentos de pagamento.
O diretor-presidente da Unimed Goiânia, Dr. Lueiz Amorim Canedo, destaca a importância dessa novidade, que ofertará maior segurança durante os pagamentos. "As fraudes virtuais só aumentam e mudam de formato, mas nunca param. Estamos sempre em busca de novas tecnologias que aumentem a segurança e tranquilidade dos nossos beneficiários. O Validador de Boletos é mais um passo nessa direção, facilitando a verificação da autenticidade dos boletos de forma rápida e eficiente", explica.
Além de proporcionar segurança contra fraudes, o novo validador também traz comodidade aos beneficiários, que podem verificar seus boletos a qualquer momento e em qualquer lugar. Essa novidade busca oferecer serviços que aliam tecnologia de ponta à simplicidade de uso, sempre focando na segurança e praticidade para os usuários.
Como acessar o Validador de Boletos da Unimed Goiânia?
-Acesse o site ou o app da Unimed Goiânia: unimedgoiania.coop.br;
-No menu principal, clique em "Validador de Boletos";
-Digite ou cole o código de barras do seu boleto;
-Clique no botão "Validar Boleto" para confirmar a autenticidade.
A Unimed Goiânia reforça seu compromisso com a segurança e bem-estar de seus beneficiários, garantindo que todos os pagamentos sejam realizados de forma segura e eficiente. Por isso, a cooperativa alerta que os beneficiários sempre solicitem a segunda via dos boletos nos canais oficiais da Unimed Goiânia, o Portal Unimed: unimedgoiania.coop.br; a assistente virtual - Jane: via portal ou WhatsApp (62) 3216-8000; o Super App: disponível para Android ou iOS; e pela Central de Atendimento: 0800 642 8008.
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Assessoria de Comunicação
Nova lei autoriza visita de crianças e adolescentes a pais internados em hospitais
Agora é lei: toda criança e adolescente tem direito de visitar os pais internados em hospitais e clínicas. A medida, Lei Nº 14.950, de 2 de agosto de 2024, foi publicada no Diário Oficial da União de 5 de agosto de 2024 e entrará em vigor em fevereiro de 2025.
Até lá, clínicas e hospitais públicos e privados de todo o País terão que se adequar para o cumprimento da nova lei, elaborando os critérios para as visitas, a partir das definições médicas e das normas da área da saúde.
A lei foi considerada um avanço para o desenvolvimento social dos pequenos e a melhora clínica dos pais. "Para as crianças ou adolescentes, visitar um pai internado pode ser uma experiência formativa. Ensinando empatia, responsabilidade e a importância de apoiar os membros da família em momentos difíceis. A presença dos filhos pode melhorar a qualidade de vida do paciente, contribuindo para uma recuperação mais rápida e melhorando o bem-estar geral”, diz a diretora de Promoção Social da Fundação para a Infância e Adolescência do Rio de Janeiro, Cláudia Christina Silva.
Mas, ela observa também que é importante considerar a saúde e o bem-estar das crianças durantes essas visitas, certificando-se que elas estão preparadas para a experiência e que a visita seja realizada de maneira segura e apropriada ao estado do paciente e ao ambiente hospitalar. (Com informações: Agência Brasil)
CLIPPING AHPACEG 10 A 12/08/24
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Semana Atuarial da Unimed Federação Centro Brasileira abordou a sustentabilidade das operadoras
Workshop de Vendas, da Unimed Federação Centro Brasileira, destaca a importância do bom relacionamento com clientes
Ação no STF busca pressionar Arthur Lira a instaurar CPI dos planos de saúde
O dilema da "uberização" na saúde e como a tornar a tecnologia uma aliada
FOCO NACIONAL
Semana Atuarial da Unimed Federação Centro Brasileira abordou a sustentabilidade das operadoras
Durante quatro dias de apresentações, participantes aprenderam sobre precificação, criação de produtos de baixo custo e equilíbrio de contratos, entre outras dicas de especialistas
Para solucionar as dúvidas que costumam surgir no dia a dia de suas Singulares, a Unimed Federação Centro Brasileira realizou a “Semana Atuarial – Ciência atuarial para não atuários”, dos dias 6 a 9 de agosto, de forma online.
Durante a abertura do evento, o presidente da Federação, Danúbio Antonio de Oliveira, lembrou a importância do controle dos números e finanças das cooperativas. “Temos que trabalhar bem os dados e nada melhor do que os atuários para nos assessorar, na gestão como um todo e nas questões de sinistralidade”.
O primeiro tema da Semana foi a precificação dos planos de saúde, quando o gerente Atuarial da Unimed Federação Mato Grosso, Wagner Borges, estimulou a reflexão sobre a quantidade de planos oferecidos e a necessidade de reavaliar e redirecionar com maior assertividade o que é comercializado ao público.
Ele apresentou algumas perguntas que devem ser respondidas antes da criação de um novo produto ou para repensar a manutenção dele:
O novo plano combate alguma concorrência ou atinge um público diferente?
Qual redirecionamento dar aos que já existem?
Faz parte da estratégia agregar produtos à operadora?
Quem irá comercializar?
“São várias as ideias que temos que discutir antes de determinar o preço. Quando começamos a precificação sem essa análise, temos chances de fracassar ou ficar frustrados com algum ponto”, ressaltou o especialista, que é pós-graduado em Gestão Financeira e Estratégia Organizacional.
A sustentabilidade da saúde suplementar
No segundo dia de evento, a atuária e pesquisadora na área de pacto intergeracional, Samara Lauar, apresentou os desafios para a sustentabilidade da saúde suplementar.
Ela descreveu dados que revelam o atual cenário das operadoras de planos de saúde, como o aumento da sinistralidade, que passou de 83%, em 2014, para 88%, em 2024, segundo o estudo “Caderno de Informação da Saúde Suplementar”.
A partir disso, Samara mostrou como o atual modo de financiamento das operadoras, o mutualismo, em que muitas pessoas pagam para que outras possam utilizar, gera ameaças à sustentabilidade.
Uma alternativa seria o pacto intergeracional, em que os jovens contribuem para o uso dos mais velhos. Porém, também existem desafios nesse âmbito, por exemplo, o avanço do envelhecimento populacional e o aumento dos custos para essa faixa etária. “Temos menos pessoas pagando para uma despesa maior”, resumiu ela.
No entanto, carteiras com muitos beneficiários jovens nem sempre são ideais, como lembrou Samara, em razão dos custos de terapias de neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Para algumas operadoras, os maiores custos estão nas faixas (etárias) das extremidades. Elas são sustentadas por quem está no meio da pirâmide etária”.
Para driblar tais dificuldades, Samara afirmou que é preciso agir estrategicamente, com monitoramento contínuo das tabelas de preços, que permite a verificação de possíveis riscos em tempo hábil. Também é necessário buscar a eficiência de recursos, reduzindo fraudes e desperdícios. “Com essas mudanças, podemos ainda melhorar os serviços proporcionados aos nossos beneficiários”, concluiu.
Como aplicar os produtos de baixo custo?
Em continuidade à Semana Atuarial, o terceiro dia de aprendizado teve como tema a elaboração e aplicação de produtos de baixo custo, com as explicações do atuário da Unimed Federação Centro Brasileira, Murillo Oliveira.
Ele explicou que tais produtos com preços menores recebem maior atenção em um cenário em que as empresas não oferecem mais o benefício completo do plano de saúde aos funcionários, além dos custos acima da inflação e a alta judicialização vivida pelas operadoras.
“Como operadora, temos que equilibrar o custo com a qualidade oferecida aos beneficiários, sem esquecer da sustentabilidade financeira. Então, é preciso analisar se é possível se manter sustentável ao criar e oferecer um produto de baixo custo”, descreveu ele, que acrescentou a necessidade de observar as ações da concorrência.
O especialista listou os principais passos para a criação de um produto do tipo:
Conhecer o perfil da operadora e ter dados estruturados;
Estudar as tendências atuais e futuras;
Gestão de riscos;
Simulações de cobertura;
Planejamento estratégico;
Engajamento: o monitoramento das premissas do produto.
Murillo alertou ainda para a importância da criação de critérios rigorosos de inscrição e programas de gestão de saúde, a fim de evitar o aumento da sinistralidade, como ao atrair pacientes com mais necessidades de assistência.
Outro risco a ser evitado é a insatisfação do beneficiário em razão do aumento de burocracias para o atendimento. “Antes de lançar o produto, todas as áreas precisam passar por um treinamento, para promover um esclarecimento de como tudo irá funcionar. Deve existir uma sinergia para que haja rentabilidade", aconselhou e lembrou também sobre a análise da regulamentação e viabilidade da nova oferta de plano.
O equilíbrio atuarial
Para finalizar a Semana Atuarial, o superintendente atuarial da Unimed do Brasil, Saulo Lacerda, apresentou as condutas que ajudam a alcançar o equilíbrio atuarial, especialmente em contratos coletivos.
“Não há como falar sobre equilíbrio sem precificação e reajuste. Quanto melhor a precificação, menor será a necessidade de reajuste. Quando o preço é definido corretamente, no ano seguinte, o contrato fica equilibrado”, afirmou ele. Assim, as alterações nos valores são embasadas pelo aumento dos custos dos serviços, não pela sinistralidade.
Para que a precificação seja correta, Saulo orientou criar uma rede específica direcionada ao público de cada operadora. “Você não pode ofertar na zona rural um preço feito para São Paulo, Goiânia ou outros grandes centros”, exemplificou.
Mais um erro a ser evitado é interpretar a coparticipação como uma fonte de receita, sendo que, na verdade, é uma forma de gestão de risco. “É uma inibidora de utilização exagerada ou indevida. Porém, a coparticipação não pode ter um valor alto a ponto de impedir o tratamento, fazendo com que o paciente não procure o médico e vá ao pronto-socorro, onde irá gastar mais”, alertou.
Por fim, o reajuste deve ser realizado de forma prospectiva, ou seja, analisando o que pode ocorrer no futuro. “Não podemos reajustar olhando para o passado. Temos que entender o que está acontecendo no presente e tentar prever o futuro”, aconselhou.
O serviço atuarial da Unimed Federação Centro Brasileira
Promover educação continuada às Singulares é uma das missões da Unimed Federação Centro Brasileira, como ressaltou o diretor de Integração e Desenvolvimento Institucional, Éder Cássio Rocha Ribeiro. “A programação (da Semana Atuarial) foi elaborada com muito carinho e trabalho para termos um conteúdo técnico. Sabemos a importância de precificar bem um produto e os estudos para gerir uma carteira”.
Além do ensino, a entidade também se prepara para ofertar auxílio prático às Federadas, como divulgou o diretor-superintendente Martúlio Nunes Gomes. “A Federação utilizava a equipe atuarial da Unimed do Brasil, mas contratamos um atuário próprio, que também irá contribuir com as necessidades das nossas Singulares. Afinal, a função da Federação é essa, cooperar com nossas operadoras”, anunciou.
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FOLHA DO PLANALTO
Workshop de Vendas, da Unimed Federação Centro Brasileira, destaca a importância do bom relacionamento com clientes
Os instrutores apresentaram estratégias de como conhecer as necessidades dos futuros clientes
Para auxiliar as equipes de vendas e de outros departamentos de suas Singulares, a Unimed Federação Centro Brasileira promoveu, no dia 9 de agosto, mais um Workshop de Vendas. Realizado na sede da Federação, em Goiânia, o evento teve oito horas de aula presencial.
Os instrutores da Unimed Paraná, Evandro Lucas de Barros e Paulo Henrique de Carvalho, foram os responsáveis pelo treinamento dinâmico, que colocou os participantes para aprenderem na prática e a refletirem muito.
Logo no início, foi lançada a reflexão: “saúde suplementar é vender mais do que produto, mas será que entendemos como ir além disso?”, questionou Evandro, que acrescentou que a base deve ser o bom relacionamento com os clientes.
Portanto, é necessário conhecer esses futuros beneficiários profundamente e saber quais perguntas realizar, a fim de eliminar possíveis objeções. É preciso lembrar que um plano de saúde é algo dinâmico e que requer um investimento mensal, como afirmou Paulo Henrique.
De olho no mercado
“Em um caso de venda para o público empresarial, por exemplo, preciso deixar claro para o empresário o que irá agregar no negócio dele. O nosso papel enquanto consultor de alta performance é entender o cliente, suas dores e ajudar o negócio dele a ter mais resultados. Quando o empresário começa a enxergar esses benefícios, ele passa a ver o plano de saúde como investimento e não como custo”, descreveu.
Na federada Unimed Catalão, Alexandre Stach, executivo Comercial, lida com esse desafio de maneira recorrente. “Somos uma cidade menor e com um público diferente, pois somos uma potência em Goiás, com grandes indústrias. Porém, grande parte das nossas vendas também envolve PME, com empresas de 4 a 10 vidas. Então, colocamos em prática o relacionamento para fidelizar”.
Em meio à relação com o cliente, é necessário ainda ficar atento às mudanças do mercado. “É um cenário dinâmico, que muda em razão dos fatores econômicos, concorrência, perfil de população e segmentação. Em um momento, é interessante vender um tipo de produto e, em outro, não”, esclareceu Evandro.
Como vender mais?
Não tem segredo: para vender mais, é preciso estudar as técnicas de venda, testá-las, observar os resultados e aperfeiçoar as ações, de acordo com o que listaram os instrutores.
No entanto, não pode faltar o desenvolvimento pessoal e o autoconhecimento, ou seja, o vendedor precisa conhecer a personalidade que possui, seus pontos positivos e como fortalecê-los, além verificar aqueles não tão positivos e trabalhar para melhorá-los.
É o que fez a assistente de Relacionamento Aline Boaventura, da Unimed Cerrado, que há apenas 5 meses ingressou na operadora. “Decidi participar do workshop para entender mais sobre os modos de comercialização da Unimed, porque ainda é um mercado novo para mim. O meu objetivo é a expansão do meu conhecimento”.
Relacionamento
Afinal, aprender a como vender do jeito certo é algo que abre portas para novas oportunidades, como ressaltou Evandro. “Por isso, quero que vocês saiam do workshop focando no relacionamento com o seu cliente. Mesmo que você já pratique essa estratégia, sempre é preciso reforçá-la”, aconselhou o instrutor, que enfatizou muito a importância de se ter uma boa rede de relacionamento.
Essa rede, segundo ele, deve ser construída e fortalecida no dia a dia. Aí, valem a conversa com amigos, o bate-papo com vendedores ou proprietários de empresas visitadas, a busca de informações para conhecer melhor a realidade de potenciais clientes, a participação em encontros sociais e muito mais. De uma conversa aparentemente informal pode nascer um relacionamento, a abertura de um nicho e indicações de clientes. No caso das empresas, uma dica é acompanhar o calendário de eventos da cidade e marcar presença nestes locais.
A promoção do Workshop de Vendas faz parte das ações institucionais da Federação que visam levar informações às Unimeds federadas a fim de melhor prepará-las para a superar os desafios e aproveitar as oportunidades do mercado. Participaram do evento, as federadas Unimed Anápolis, Unimed Araguaína, Unimed Catalão, Unimed Cerrado, Unimed Jataí, Unimed Mineiros, Unimed Morrinhos e Unimed Regional Sul Goiás.
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JORNAL OPÇÃO
Ação no STF busca pressionar Arthur Lira a instaurar CPI dos planos de saúde
A comissão solicitada por 310 deputados não foi instaurada pelo presidente da Câmara, apesar do amplo apoio dos parlamentares
Em 8 de maio de 2021, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), abrisse a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. A decisão veio em um momento crítico: mais de 300 mil pessoas já haviam morrido em decorrência da Covid-19, e apenas 13% da população brasileira estava vacinada. Pacheco vinha resistindo à abertura da CPI, mesmo com as assinaturas necessárias reunidas por dois meses. Foi então que o ministro Luís Roberto Barroso, atendendo a um pedido da oposição, determinou a instalação da comissão, uma decisão ratificada pelo plenário logo em seguida. A CPI cumpriu um papel essencial ao pressionar o governo Jair Bolsonaro, que se recusava a implementar medidas sanitárias adequadas.
Três anos depois, o cenário se repete com um novo tema de grande relevância para a saúde pública. Desta vez, é o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas), quem reluta em autorizar a abertura de uma CPI, agora focada nos planos de saúde. Um grupo de 310 deputados, representando uma ampla maioria na Câmara, exige a investigação das operadoras de saúde, que atendem 51 milhões de brasileiros. A demanda se deve à série de cancelamentos unilaterais de contratos por parte das empresas, que têm deixado muitos usuários sem cobertura, inclusive durante tratamentos médicos.
Embora o requerimento tenha recebido forte apoio na Câmara, superando em 136 o número necessário de assinaturas, Lira tem evitado dar seguimento à instalação da CPI. Além disso, ele tem se recusado a colocar em votação um projeto de lei que propõe mudanças nas regras do setor de saúde suplementar. Em 28 de maio, Lira se reuniu com representantes das operadoras de planos de saúde e anunciou um acordo para suspender os cancelamentos unilaterais. No entanto, o compromisso não foi formalizado, o que deixou os usuários vulneráveis e sem garantias legais.
Diante dessa inação, a Associação Nenhum Direito a Menos (Anedim) decidiu acionar o Supremo Tribunal Federal, utilizando como base o precedente estabelecido durante a CPI da Pandemia. A associação argumenta que, com as assinaturas necessárias, a abertura de uma CPI não pode ser impedida pelo presidente da Câmara. A Anedim ressalta que a CPI é crucial para fiscalizar o Poder Executivo e garantir a transparência, especialmente em um contexto onde há o risco de perda de provas.
O pedido de abertura da CPI foi liderado pelo deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), que destacou a liderança dos planos de saúde no ranking de reclamações dos consumidores em 2023. Além disso, em maio de 2023, os valores dos planos foram reajustados em até 35%. O requerimento da CPI menciona cancelamentos sem justificativa, exclusão de reembolsos, aumento dos percentuais de coparticipação e redução da rede de prestadores, com destaque para as operadoras Unimed e Amil.
O caso agora está nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, ex-ministro da Justiça, que deve decidir sobre a abertura da CPI. A Anedim, presidida por Fabiane Alexandre Simão, mãe de uma criança com paralisia cerebral e transtorno do espectro autista, acusa os planos de saúde de prejudicar a população de forma criminosa. Fabiane critica a falta de ação do Ministério Público e dos partidos políticos, e questiona os motivos de Lira para realizar reuniões sigilosas com as operadoras de saúde e evitar a CPI.
Apesar do acordo anunciado por Lira, os cancelamentos de planos de saúde continuam a ocorrer. Casos emblemáticos incluem o de uma aposentada em Recife, que teve seu plano cancelado pela Amil enquanto passava por tratamento oncológico, e o de uma professora aposentada em São Paulo, que perdeu seu plano de saúde após mais de 20 anos de pagamento. Esses exemplos ilustram a gravidade da situação e a ineficácia das medidas adotadas até o momento.
Em resumo, o Supremo Tribunal Federal pode ser acionado novamente para garantir a abertura de uma CPI que se mostra fundamental para investigar as práticas abusivas dos planos de saúde no Brasil. A inação de Arthur Lira tem gerado grande preocupação entre parlamentares e a população, reforçando a necessidade de uma intervenção judicial para assegurar a proteção dos direitos dos usuários.
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MEDICINA S/A
O dilema da "uberização" na saúde e como a tornar a tecnologia uma aliada
As plataformas digitais evidenciam a uberização dos serviços na saúde, onde metas de produtividade podem comprometer a qualidade e segurança dos tratamentos.
Víctor Macul e Olívio Souza Neto*
Nos últimos anos, a área da saúde tem passado por transformações tecnológicas significativas, levando a debates acalorados sobre a "uberização" dos profissionais de saúde. Algumas empresas apostam nesse caminho como sendo o futuro, enquanto outras pessoas expressam preocupações sobre esse formato de trabalho.
A "uberização" dos profissionais da saúde, caracterizada pela prestação de serviços por meio de plataformas digitais, tem suscitado preocupações sobre a qualidade da experiência, a falta de continuidade do cuidado e a despersonalização dos pacientes. No entanto, o sistema de saúde já opera em um modelo de uberização do profissional de saúde há muito tempo, sob a denominação de rede credenciada. As plataformas digitais apenas tornaram a uberização do trabalho mais evidente. No modelo de pagamento por atendimento (fee-for-service), aliado a metas de produtividade, há o risco de priorizar a quantidade em detrimento da qualidade, o que pode comprometer a segurança e a eficácia de um tratamento.
Neste modelo, não há espaço nem tempo para a criação de vínculos duradouros entre profissionais de saúde e pacientes. Os atendimentos são pontuais e nada personalizados. Muitas vezes, as pessoas não se sentem ouvidas, saindo das consultas com dúvidas e sem a confiança necessária no profissional. A impossibilidade de realizar um acompanhamento com o mesmo profissional de saúde incentiva a busca por uma segunda opinião, gerando consultas repetidas e, por vezes, diagnósticos e condutas divergentes, o que complica ainda mais a eficácia do tratamento.
Diante desse cenário, é compreensível que a tecnologia seja vista com desconfiança e receio na área da saúde. No entanto, é importante reconhecer que a inovação, quando utilizada de forma ética, pode ser uma aliada valiosa na busca pela humanização dos atendimentos. Em vez de substituir a interação, os recursos tecnológicos podem ser integrados aos processos de cuidado para servirem de apoio aos profissionais de saúde.
Um exemplo promissor é o uso de plataformas que combinam a expertise humana com a inteligência artificial para oferecer um cuidado personalizado e contínuo. Por meio de uma simples mensagem no WhatsApp, as pessoas podem acessar informações sobre sua saúde, esclarecer dúvidas e receber orientações básicas, ampliando o acesso ao bem-estar e promovendo, de quebra, a autonomia. Ao mesmo tempo, os profissionais de saúde têm a oportunidade de interagir com assistentes virtuais, revisar as interações, identificar necessidades que não foram acompanhadas e intervir quando necessário. Tudo para garantir a efetividade do atendimento.
Outra tendência da tecnologia na área da saúde é a utilização de modelos de inteligência artificial generativa para simular interações humanas e aprimorar as habilidades de comunicação dos profissionais de saúde. Esses modelos podem ser treinados com base em dados reais de consultas para gerar diálogos realistas, permitindo que os profissionais de saúde pratiquem e aprimorem suas interações de forma segura.
Ao facilitar o acesso a uma equipe de saúde de referência, o ambiente digital proporciona um aumento dos pontos de contato entre as pessoas e os profissionais de saúde, que passam a fazer um acompanhamento mais próximo no dia a dia. Mais conversas geram mais dados, que, com inteligência, são utilizados para personalizar o cuidado de forma eficiente e segura. No modelo human-in-the-loop, os profissionais de saúde atuam como curadores do conteúdo produzido pela IA. A presença constante de profissionais de saúde no ciclo de feedback garante que as recomendações sejam supervisionadas e refinadas por humanos bem treinados e imersos na cultura da organização. Esse modelo híbrido não apenas melhora a precisão das intervenções, mas também aborda questões éticas, assegurando que o cuidado ao paciente seja mais humanizado e mais bem preparado para lidar com vieses sociais, culturais, de raça e de gênero que podem ocorrer.
É importante ressaltar que a tecnologia, por si só, não é capaz de garantir a humanização dos atendimentos de saúde. Ela deve ser combinada com práticas que valorizem a empatia, a escuta atenta e o acolhimento, para criar uma experiência verdadeiramente centrada no paciente. Também é fundamental estabelecer diretrizes e regulamentações claras para seu uso na área da saúde, garantindo a privacidade, a segurança das informações e a proteção da dignidade dos pacientes.
A uberização não é um fenômeno inevitável, mas uma escolha de design de sistema. Devemos escolher sabiamente como utilizaremos a tecnologia, priorizando o bem-estar das pessoas e a satisfação dos profissionais de saúde. Em última análise, a qualidade da nossa saúde depende da qualidade das nossas relações humanas dentro do sistema.
* Víctor Cussiol Macul é engenheiro é COO e fundador da Ana Health. Olívio Alves de Souza Neto é médico é cirurgião cardíaco, CEO e fundador da Ana Heath.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 09/08/24
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Crianças com doenças raras se encontram após cirurgia inovadora
ESG foi tema de workshop de inovação da Unimed Federação Centro Brasileira
Polarização, acusações de fake news e pedido de anulação: como foi a eleição no CFM que elegeu médicos bolsonaristas
OMS discute se mpox deve voltar a ser uma emergência sanitária global
STF decidirá se testemunha de Jeová pode recusar transfusão de sangue
TV SERRA DOURADA
Crianças com doenças raras se encontram após cirurgia inovadora
https://www.youtube.com/watch?v=bNz7hAPvH2w
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FOCO NACIONAL
ESG foi tema de workshop de inovação da Unimed Federação Centro Brasileira
Pesquisadora e colaboradoras da entidade explicaram como transformar os valores e princípios ESG em ações práticas
Com o objetivo de desenvolver a cultura de inovação entre as Unimeds federadas, a Unimed Federação Centro Brasileira realizou o workshop “Inovação e ESG”, na manhã da quinta-feira (8), de forma online.
O diretor de Integração Cooperativista e Desenvolvimento Institucional da Federação, Éder Cássio Rocha Ribeiro, explicou que o tema do evento foi escolhido para desmistificar algumas percepções.
“Inovação não é só tecnologia, mas também mudanças de processo. Já o ESG não é só meio ambiente, envolve ainda governança e área social”, ressaltou, destacando que a sociedade tem cobrado esse posicionamento das empresas e, com o evento, a Federação busca preparar as federadas para o atendimento desta demanda.
Para o bate-papo, a superintendente da Federação, Fabiana Daniel, e a coordenadora da Qualidade Thais Cardoso se uniram à consultora da Co-Viva, consultoria de inovação parceira, Carlota Mingolla.
Elas mostraram como o ESG (sigla para “Ambiental, Social e Governança”, em inglês) evoluiu com o tempo de acordo com as necessidades da população de cada área. “Independentemente do setor e da cadeia, não há como não olhar para essa temática. Diante de tudo o que vemos, é preciso ter uma agenda e prática nesse sentido”, lembrou Carlota.
Um exemplo citado por elas foi a movimentação de empresas de todo o país para ajudar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. “A população exige maior transparência das empresas e, por isso, cobra também essas ações e deseja ver os resultados”, afirmou Thais.
A adequação também impacta o aspecto de marca empregadora, ou seja, a satisfação dos colaboradores e o desejo de trabalhar naquele local. “A geração Z é focada no diálogo, transparência e qualidade de vida. Essas pessoas procuram lugares que tenham essas práticas de trabalho e certificações, com a preocupação não só com o lado profissional do trabalhador, mas também pessoal”, descreveu Fabiana.
Fator determinante para os negócios
O coordenador do workshop, o analista de Inteligência de Mercado e Inovação da Unimed Federação Centro Brasileira, Arthur Rezende, ressaltou que não há apenas a cobrança da sociedade, pois o cumprimento das expectativas de ESG também pode impactar os negócios.
“Teremos um cenário em que a minha empresa só irá negociar com a sua se existirem os mesmos valores. ESG é mais do que um conceito e também afeta as relações de negócios”.
Investimentos, reputação e casos de boicotes são exemplos de resultados das ações ou falhas das empresas nas áreas ambientais, sociais e de governança, como foi debatido no evento.
ESG na saúde
Em um setor com tantas regulações, é preciso inovar com autenticidade, como esclareceu Carlota Mingolla, pesquisadora da área de ESG. “Quando olhamos para o público (das instituições de saúde), é possível ver que existem oportunidades para ir além do regulatório”.
Na área de planos de saúde, Thais Carvalho citou sobre a possibilidade de criar produtos que incluam maiores grupos de pessoas. Afinal, o ESG também está na oferta de serviços, como algumas Singulares que, mesmo pequenas, possuem hospitais próprios. “Os valores de ESG podem ser implantados em qualquer empresa, independentemente do tamanho”.
Outras opções lembradas pelas palestrantes estão no campo na medicina preventiva, como no mapeamento genético e uso de Inteligência Artificial para rastreio de câncer. “Na saúde, a relação é essa: quais inovações trazem uma melhor eficiência para o negócio e benefícios sociais?”, refletiu a superintendente da Federação, Fabiana Daniel.
Como começar?
Ao final do workshop, as palestrantes listaram algumas orientações para as empresas que querem começar na jornada ESG:
Engajamento da alta liderança e planejamento;
Entender os benefícios;
Saber qual o ponto de partida: os atuais impactos positivos e negativos que a companhia gera;
Mostrar aos colaboradores que o ESG é algo do dia a dia e não abstrato.
O debate sobre o assunto se estenderá para outros eventos da Unimed Federação Centro Brasileira. De acordo com Arthur Rezende, está previsto outro evento sobre inovação na saúde. “É uma trilha de aprendizados para implantarmos a cultura da inovação”, descreveu.
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O GLOBO
Polarização, acusações de fake news e pedido de anulação: como foi a eleição no CFM que elegeu médicos bolsonaristas
Mobilização conservadora gerou uma contrapartida que não alcançou os mesmos resultados
A eleição dos 54 titulares e suplentes do Conselho Federal de Medicina (CFM) foi concluída na quarta-feira com um resultado que consolida a entrada da polarização política em uma autarquia que regula uma atividade profissional. Depois de uma campanha em que parlamentares bolsonaristas se empenharam para emplacar candidatos no conselho, entre os escolhidos, estão nomes como Raphael Câmara, reeleito conselheiro no Rio de Janeiro com o mote de "não deixar a esquerda tomar o CFM", e Rosylane Rocha, reeleita pelo Distrito Federal, que chegou a comemorar nas redes os atos golpistas no 8 de janeiro. A disputa teve acusações de fake news e de disparos de mensagens fora do prazo legal.
A mobilização conservadora gerou uma contrapartida que não alcançou os mesmos resultados. De um grupo de oito candidatos que se apresentaram como progressistas, apenas um foi eleito: Eduardo Jorge, de Pernambuco.
Antes da divulgação do resultado da disputa, na noite de quarta-feira, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, fez um pronunciamento defendendo a união dos médicos "sem alinhamento de qualquer natureza ideológica". O discurso foi transmitido ao vivo pelo site da entidade.
- Os médicos encontrarão no CFM uma autarquia pronta atuar em prol dos interesses da coletividade de forma isenta e sem alinhamento de qualquer natureza ideológica. Afinal, esta é a casa do médico brasileiro - reforçou Gallo.
Segunda vice-presidente da autarquia, Rosylane Rocha foi eleita com 50,4% dos votos válidos no Distrito Federal, pela chapa Reunir e Trabalhar. No ano passado, a médica comemorou nas redes sociais a invasão das sedes dos Três Poderes e os atos antidemocráticos de 8 de janeiro em Brasília. O próprio CFM abriu um procedimento para apurar a conduta de Rosylane por causa disso. A médica também apareceu na campanha de outro candidato eleito, Jeancarlo Cavalcante, do Rio Grande do Norte, em uma corrente em que bolsonaristas pediam votos em candidatos de direita.
Pesquisa questionada A campanha da vice-presidente foi acusações de disseminar fake news. No sábado, a comissão eleitoral do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal cassou a chapa de Rosylane por "divulgação de informações falsas que comprometem a lisura do processo eleitoral", ao difundir uma pesquisa de intenção de voto que "não consegue provar que é verdadeira ou atendeu à legislação eleitoral". Mas no domingo, o presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Aldemir Humberto Soares, reverteu a cassação, alegando que não ficou demonstrada a falsidade das informações e que a pesquisa havia sido divulgada primeiro por outra chapa.
No Rio de Janeiro, foi reeleito Raphael Câmara, o nome por trás da resolução do CFM que proibiu a assistolia fetal a partir da 22ª semana de gravidez para o aborto legal em caso de mulheres vítimas de estupro. Em maio, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes suspendeu a resolução com o argumento de que ela foi além das competências da autarquia.
O candidato vitorioso em São Paulo foi Francisco Cardoso Alves, da chapa Força Médica, com 37,98% dos votos válidos. Apoiado por Nikolas Ferreira (PL-MG), Cardoso já apareceu em lives bolsonaristas por defender tratamentos sem comprovação científica durante a pandemia.
Outros parlamentares bolsonaristas no estado, como a deputada federal Carla Zambelli e a deputada Fabiana Barroso, ambas do PL, preferiram apoiar o médico Armando Lobato. Assim como a candidata Melissa Palmieri, apoiada pela infectologista Luana Araújo, crítica da conduta do governo Bolsonaro na pandemia, Lobato foi derrotado. Palmieri foi a segunda colocada, com 34% dos votos válidos.
Médicos paulistas que apoiavam as chapas derrotadas denunciaram o envio de mensagens de celular com pedidos de votos para Cardoso, descrito como "único candidato anti-Lula", nas 24 horas que antecederam as eleições, o que é proibido por lei.
A chapa ConsCiência CFM, de Palmieri, pediu ontem a impugnação da eleição pela propaganda irregular e por discrepância entre o número de votos e votantes em todo o país. O conselho informou que o pedido foi enviado à Comissão Nacional Eleitoral e "a resposta será encaminhada à chapa ainda antes da homologação das eleições".
O site com a apuração informa que a eleição contou com 408.748 votantes, ou 75,2% do total de eleitores habilitados. Mas na soma dos votos recebidos pelos conselhos regionais de todo o país, o número chegou a 424.689 - quase 16 mil a mais que a quantidade de médicos aptos, alega a chapa.
- Precisamos entender ao que se refere essa discrepância nos votos para saber o quando reflete nas eleições de São Paulo e nos demais conselhos regionais - afirmou Palmieri.
Nem todos os nomes apoiados pela direita foram escolhidos. Annelise Meneguesso, que já se referiu ao aborto como "agenda demoníaca" e uma "nova face do marxismo cultural", foi derrotada na Paraíba. Meneguesseo teve 30% dos votos válidos contra 69% da chapa vencedora, liderada por Bruno Leandro de Souza. A chapa de Leandro defendeu em suas propostas "tomadas de decisão baseadas sempre em princípios éticos e científicos e com dados, criando departamentos de pesquisa para gerarmos evidências e solicitarmos políticas públicas".
Credibilidade em risco Professora titular de Emergências da Faculdade de Medicina da USP, Luhdmila Hajjar teme que a interferência política possa resultar em decisões no conselho influenciadas por interesses alheios à saúde pública e à prática médica. Além disso, um CFM politizado pode ter sua credibilidade questionada, tanto pelos profissionais de saúde quanto pela sociedade, comprometendo sua capacidade de regular e orientar a prática médica de maneira eficaz, na avaliação da cardiologista e intensivista.
Hajjar, que recusou o convite para ser ministra da Saúde durante o governo Bolsonaro, lembra que o CFM possui um papel regulatório e ético, devendo agir como guardião dos princípios que regem a medicina.
- Desde 1951, o CFM revisa práticas médicas, assegura o melhor tratamento baseado em evidências científicas e fiscaliza o exercício da profissão - reforçou, lembrando de uma decisão que fez a autarquia ser questionada durante a pior fase no combate à Covid-19 no Brasil. - Impor que os médicos tenham autonomia no atendimento é uma maneira disfarçada de dar direito ao médico de decisões não baseadas na ciência. Isso se intensificou na pandemia, quando os médicos foram autorizados a receitar cloroquina para tratamento da Covid-19, mesmo sem respaldo científico.
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OMS discute se mpox deve voltar a ser uma emergência sanitária global
Comitê de emergência deve decidir se o atual surto da doença na República Democrática do Congo representa uma emergência de saúde pública de importância internacional. Reunião ocorre pouco mais de um ano após a agência rebaixar o status da "varíola dos macacos".
A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou um comitê de emergência para discutir se o atual surto de mpox na República Democrática do Congo (RDC) representa, mais uma vez, uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).
O mais alto título de alerta da organização havia sido declarado para o surto da "varíola dos macacos", como era então conhecida a doença, no final de julho de 2022. Somente em maio de 2023 que a organização decidiu rebaixar seu status, por causa da diminuição global do número de casos (como também aconteceu com a Covid).
Agora, de acordo com a entidade, a tendência é de justamente o contrário. A preocupação é com a propagação da mpox fora da República Democrática do Congo (RDC), país que vem registrando somente este ano quase 8 mil casos, incluindo 384 mortes.
O comitê é formado por especialistas internacionais que fornecem consultoria técnica e recomendações ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, para avaliar se o surto da doença configura o status. A decisão final é tomada por ele. A OMS NÃO informou quando a reunião será realizada.
A principal suspeita por trás desse aumento é a propagação de uma nova variante do vírus (conhecida como Clade Ib), que causa uma maior mortalidade, é mais fácil de transmitir e está circulando na África Central.
Isso explicaria, em tese, os números tão altos de mortes pela doença no país (384 este ano) e em quatro outros países da região (50) onde não haviam sido relatados casos anteriormente - Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda.
A título de comparação, de 1º de janeiro de 2022 a 31 de março de 2024, foram notificadas em todo o mundo 185 mortes por mpox, um número bem abaixo do registrado esse ano somente na RDC.
O alerta da OMS é feito para desencadear uma resposta internacional coordenada e desbloquear financiamento para colaboração no compartilhamento de vacinas e tratamentos.
No Brasil, a vacinação contra a doença começou em março do ano passado para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA), profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus [a família do vírus da monkeypox] e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas.
Desde setembro de 2023, porém, o número de casos no país estava em declínio considerável.
Em maio, quando os números de casos na África Central começaram chamar à atenção de autoridades de saúde, o Ministério da Saúde informou ao g1 que monitorava as informações sobre a doença compartilhadas pela OMS e por outras instituições como o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, da África e da Europa.
Na época, a pasta chegou a ressaltar, em nota, que o evento apresentava risco baixo, restrito ao país afetado.
"O Ministério da Saúde continuará analisando as informações sobre o tema em nível internacional, para subsidiar as recomendações e ações necessárias no território brasileiro. Caso novas evidências demonstrem, no futuro, a necessidade de alterações de planejamento, as ações necessárias serão adotadas e divulgadas oportunamente pelo Ministério da Saúde", dizia o texto.
Em 2023, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação do uso da vacina contra a monkeypox, chamada de Jynneos/Imvanex.
A medida tinha validade de seis meses, mas quando o prazo esgotou em fevereiro, a pedido do ministério, a agência prorrogou a dispensa de registro para que a pasta importasse e utilizasse no Brasil o imunizante, que é fabricado pela empresa Bavarian Nordic A/S.
Isso porque as doses já tinham sido adquiridas por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e importados pelo governo federal, um número aproximado de 49 mil. Apesar disso, as vacinas, que possuem prazo de até 60 meses de validade, só foram utilizadas no ano passado, 6 meses após a aprovação do imunizante.
A mpox era chamada de varíola dos macacos porque foi identificada pela primeira vez em colônias de macacos, em 1958. Só foi detectada em humanos em 1970.
Entretanto, o surto mundial de 2022 não tem relação nenhuma com os primatas - todas as transmissões identificadas foram atribuídas à contaminação por transmissão entre pessoas.
Por causa disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um processo de consulta pública para encontrar um novo nome para a doença e assim combater o racismo e estigma provocado pelo nome.
Durante o processo, foram ouvidos vários órgãos consultivos até chegar no termo "mpox" (do inglês, "monkeypox").
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AGÊNCIA BRASIL
STF decidirá se testemunha de Jeová pode recusar transfusão de sangue
Os votos serão proferidos no julgamento da causa, que ainda não tem data definida
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar nesta quinta-feira (8) se as testemunhas de Jeová podem recusar transfusão de sangue em tratamentos realizados pelo Sistema Único da Saúde (SUS). A Corte também decidirá se o Estado deve custear tratamento alternativo que não utilize a transfusão de sangue. Por razões religiosas, as testemunhas não realizam o procedimento.
Dois recursos protocolados na Corte motivam o julgamento da questão. O primeiro envolve o caso de uma mulher que se recusou a conceder autorização para transfusão de sangue durante cirurgia cardíaca na Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Diante da negativa, o hospital não realizou o procedimento.
No segundo caso, um homem, que também faz parte do grupo religioso, pediu que a Justiça determine ao SUS o custeio de uma cirurgia ortopédica que não realiza a transfusão, além do pagamento dos gastos com o tratamento.
Segundo a advogada Eliza Gomes Morais Akiyama, representante da mulher que recusou a transfusão, as testemunhas de Jeová passam dificuldades para manter sua saúde. Eliza também defendeu que o Estado deve oferecer tratamentos sem o uso de transfusão de sangue.
"A recusa não é um capricho. Recusar transfusão de sangue está estritamente ligado ao exercício da dignidade pessoal e para viver poder em paz com ela mesma e com o Deus que ela tanta ama, Jeová. Será que essa recusa é um ato de extremismo, de fanatismo religioso ou será que o avanço da medicina e do direito tem apontado que é razoável e legitimo um paciente fazer essa escolha em razão de suas convicções religiosas?", questionou.
O defensor público Péricles Batista da Silva defendeu a implantação de um protocolo para atendimento das testemunhas de Jeová e disse que a escolha de não passar pela transfusão deve ser respeitada quando médicos tiverem conhecimento da condição. "Não há como obrigar um paciente adulto e capaz a receber um tratamento médico."
Para o advogado Henderson Furst, representante da Sociedade Brasileira de Bioética, a autonomia dos pacientes deve ser respeitada pelos médicos, contudo ele apontou que há insegurança jurídica para os profissionais de saúde.
"Trata-se de observar um entendimento mais amplo. Como registrar essa autonomia? Um testamento será suficiente? Preciso registrar no cartório ou não?", questionou.
Na sessão de hoje, os ministros ouviram as sustentações das partes envolvidas no processo. Os votos serão proferidos no julgamento da causa, que ainda não tem data definida.
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Assessoria de Comunicação
Ahpaceg e Ipasgo debatem soluções para problemas técnicos do novo sistema de gestão
Em busca de soluções para problemas técnicos registrados pelos associados com a implantação do novo sistema de gestão do Ipasgo, o FacPlan, a Ahpaceg recebeu ontem, 7, o presidente do instituto, Vinícius Luz e equipe.
Durante a reunião, o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, e o diretor de Relacionamento, Renato Daher, destacaram que o Ipasgo é um grande parceiro da Associação e a solução dos problemas é essencial para ambos, pois eles têm comprometido a assistência aos pacientes.
Dentre os transtornos citados pelos associados estavam a supressão de códigos, divergências entre códigos do FacPlan e da tabela TUSS, dificuldade de operacionalização com travas no sistema, dificuldade de envio de contas de terceiros, ampliação do prazo de autorizações e a falta de orientações objetivas pelo call center do Ipasgo.
Segundo Renato Daher, os associados têm enfrentado alguns transtornos desde 1º de agosto, quando o novo sistema entrou em vigor. “Mas, somos parceiros e queremos ajudar a sanar esses problemas”, afirmou Haikal Helou.
O presidente do Ipasgo explicou que a mudança faz parte das alterações necessárias para a adequação do instituto à sua nova personalidade jurídica, que deve seguir às normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Essas normas, segundo Vinícius Luz, incluem mudanças nos prazos de autorização de procedimentos. “O paciente precisa ser educado sobre essa nova realidade”, disse, deixando claro que as autorizações não serão imediatas, mas, sim, feitas na janela de dias definidos pela ANS.
Vinícius Luz assegurou que, mesmo diante desta fase de adaptação, o pagamento dos prestadores de serviços de saúde não terá atraso. “Vamos cumprir o cronograma”. A solicitação de prorrogação do prazo de entrega das contas para 15 de agosto ainda será analisada pelo Ipasgo.
Haikal Helou destacou que a reunião tranquilizou os associados, pois o presidente e os técnicos do Ipasgo ouviram as demandas e esclareceram as dúvidas de todos. “Foi um encontro muito positivo e mostrou que a Ahpaceg e o Ipasgo são parceiros que buscam oferecer o melhor aos pacientes”, disse.
Um comitê de crise, formado por representantes da Ahpaceg e do Ipasgo, vai acompanhar essa fase inicial de implantação do novo sistema e discutir, em tempo real, as medidas necessárias para garantir a assistência aos pacientes.
CLIPPING AHPACEG 08/08/24
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A eleição para a escolha dos representantes (efetivos e suplentes) das 27 unidades da Federação do País que comporão o Conselho Federal de Medicina (CFM) entre 2024 e 2029 foi encerrada às 20h desta quarta-feira (7). Sem qualquer intercorrência, mais de 408 mil médicos votaram. Essa é a maior marca da história da Autarquia em eleições de qualquer natureza. Do total de 598.573 médicos ativos no País, 543.395 estavam aptos a votar, ou seja, estavam com seus dados cadastrais atualizados e não possuíam pendências administrativas ou financeiras com os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). Ao todo, 75% dos médicos votantes participaram do pleito. Estavam na disputa 73 chapas e 146 candidatos.
De acordo com a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que, juntamente com as 27 Comissões Regionais Eleitorais (CREs), esteve à frente de todo o processo eleitoral, o pleito foi marcado por tranquilidade, eficiência e segurança. Pela primeira vez, a escolha dos conselheiros federais do CFM foi realizada online, sendo que os eleitos tomam posse num mandato que se inicia em 1º de outubro de 2024 e se estende até 30 de setembro de 2029. Os resultados completos por estado estão disponíveis no site oficial da eleição.
CLIQUE AQUI PARA VER OS RESULTADOS POR ESTADO: https://eleicoescfm.org.br/.
“Creio que cumprimos com louvor a missão de promover uma eleição moderna, transparente e segura em todo o País. Para mim, realmente foi uma honra ter dirigido os trabalhos da CNE diante de um pleito imenso e complexo. Temos certeza de que os médicos votaram com sabedoria e inspirados pela ética que rege o exercício de nossa profissão”, resumiu o presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Aldemir Humberto Soares.
Segundo ele, não há dúvidas de que esse processo eleitoral foi marcado pela confiança no sistema de votação, na transparência dos dados e das informações e na agilidade da apuração e divulgação dos resultados e serve de exemplo para o Brasil. “Espero que o CFM e os CRMs continuem a contribuir com o País, com a medicina, com os médicos e, principalmente, com os pacientes brasileiros”, declarou.
Para o presidente do CFM, José Hiran Gallo, os números impressionam e a alta participação responde ao esforço de planejamento para a votação. “Para que os médicos pudessem exercer o direito do voto, nossas equipes trabalharam sem trégua para garantir o funcionamento dos sistemas e dar ampla publicidade a esse pleito de grande relevância para a medicina e para a saúde do País”, afirmou.
Ele agradeceu aos eleitores pela relevância atribuída ao pleito e pelo compromisso com o exercício de sua cidadania. Segundo Gallo, os frutos virão: “tenho confiança de que os conselheiros federais eleitos retribuirão essa ida às urnas com trabalho sério e comprometido com a ciência, com a vida e com a saúde, sempre respeitando os limites da lei e da ética”, observou.
Boletins – Ao longo dos dois dias de votação, 6 e 7 de agosto, a Coordenação de Comunicação do CFM divulgou boletins em entradas ao vivo pelo canal do Conselho no Youtube, que foram retransmitidos, simultaneamente, nos perfis da autarquia no Instagram e no Facebook. Na oportunidade, a equipe apresentou dados e informações sobre como votar e os percentuais de participação em todos os estados do país.
Ao contrário das eleições passadas, em 2019, em que os médicos precisavam se dirigir aos locais de votação ou votar por correspondência, desta vez a votação foi online. A novidade foi reflexo do êxito das Eleições para os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), realizadas em 2023 e que contaram com cerca de 80% de participação dos profissionais aptos a votar.
Segurança – Além de uma empresa de auditoria externa contratada para acompanhar todo o processo eleitoral, The Perfect Link, observadores externos também foram convidados pelo CFM. Polícia Federal (PF), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) nomearam representantes para acompanhar o processo.
Cada estado da Federação e o Distrito Federal elegeram dois conselheiros federais (um efetivo e um suplente) para compor o Plenário até setembro de 2029. A campanha eleitoral se iniciou em junho, depois do registro das candidaturas. O pleito foi regulamentado pela Resolução CFM nº 2.335/2023, publicada um ano antes.
Engajamento – Para estimular a participação dos médicos, o CFM implementou uma intensa campanha publicitária explicando aos médicos detalhes do processo, enfatizando a necessidade de atualização dos dados cadastrais e reforçando a importância do voto. Desde abril, foram enviados pelo menos 20 e-mails marketing para os médicos brasileiros.
Além dos e-mails marketing, desde abril, o CFM postou cerca de 30 materiais inéditos em seus perfis de redes sociais. Esse conteúdo teve grande repercussão: as postagens alcançaram um total de 232 mil pessoas no Facebook e no Instagram. Entre os materiais publicados, destacaram-se oito vídeos institucionais e tutoriais. O conteúdo também foi disponibilizado aos CRMs para que reforcem com suas equipes locais a publicização dos dados do pleito. O material informativo também foi encaminhado nos grupos organizados pelo CFM no WhatsApp para envio de mensagens e comunicados institucionais.
Com o encerramento do pleito, o presidente do CFM espera que as lideranças médicas unam forças em torno de pautas urgentes, como a defesa do ato médico, a valorização da medicina, a melhoria da assistência e a qualificação do ensino e da residência médicos, entre outros temas. “Sem dúvida, essa agenda pública não está dissociada dos anseios e demandas da sociedade e dos médicos, que encontrarão no CFM uma autarquia pronta a atuar em prol dos interesses da coletividade, de forma isenta e sem alinhamentos de qualquer natureza”, disse.
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TV SERRA DOURADA
Fique de olho: novo sistema de regulação da saúde
https://www.youtube.com/watch?v=UIWxBHpZcvI
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AGÊNCIA PÚBLICA
Lei dos Planos: por dentro do lobby das operadoras no Congresso
Após 18 anos de tramitação, o Projeto de Lei (PL) dos Planos de Saúde deve ser votado na Câmara dos Deputados no segundo semestre deste ano. A promessa foi feita pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), mas não sem ressalvas. Ao se comprometer a pautar o texto que pode deter cancelamentos unilaterais, que nos últimos meses encerraram cobertura a tratamentos de pacientes autistas ou com câncer, Lira fez um acordo com as empresas para atenuar o teor do texto e agradar ao setor.
Esse foi um dos compromissos firmados em reunião privada entre o presidente da Câmara e os dirigentes de grandes operadoras em 28 de maio, momento em que os planos de saúde estavam sob escrutínio público em razão do aumento de queixas de cancelamentos unilaterais - quando operadoras decidem finalizar contratos, mesmo no caso de pacientes com todas as mensalidades pagas.
Por que isso importa? Operadoras e deputados falam abertamente sobre como os interesses do setor estão sendo levados para discussões importantes no Congresso e o impacto dos acordos realizados na Casa no acesso à cobertura de saúde por parte vulnerável da população.
Lira, entretanto, só anunciou publicamente uma parte do trato, como "uma boa notícia para os beneficiários dos planos de saúde": disse em seus perfis nas redes sociais que as operadoras haviam se comprometido a suspender "os cancelamentos recentes relacionados a algumas doenças e transtornos", sem mais detalhes. Porém, pacientes denunciam que o acordo não tem sido cumprido.
O presidente da Câmara se reuniu em sua residência oficial com representantes da Amil, Bradesco, Unimed e SulAmérica, além de Paulo Rebello, presidente da ANS, e o deputado Duarte Júnior (PSB-AM)
É o caso de Eveliny Goulart, cujo filho, Francisco, de 3 anos, tem síndrome de Edwards e câncer de fígado, e está em internação domiciliar. Após ter seu plano cancelado pela Amil no final de abril, Goulart entrou com uma ação judicial e conseguiu uma liminar que mantém o plano, pelo qual paga hoje quase R$ 7 mil por mês. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proíbe o cancelamento de planos de pacientes em tratamento. Entretanto, em 21 de junho, ou seja, após o "acordo" de Lira, a Amil pediu a suspensão da liminar e segue tentando encerrar o plano que garante a vida de Francisco.
"O Francisco é um paciente paliativo, então a expectativa de vida dele é baixa. Eu me desgasto tanto com essas questões burocráticas do plano, de negativas, para que ele tenha o mínimo necessário, que isso rouba o tempo de vida que eu teria com ele", explicou Goulart em entrevista à Agência Pública.
"Isso que o Lira fez no dia 28 é até bizarro. Um acordo de boca diante de um problema social tão grande. [ ] Foi uma conversa que não foi coercitiva com ninguém, porque o acordo não está sendo cumprido", finalizou Goulart.
Em nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) disse que o presidente solicitou "a elaboração de um diagnóstico setorial e a proposição de soluções para apresentar aos parlamentares dentro dos próximos meses". "A Abramge entende que o diálogo entre o setor, a sociedade e as autoridades públicas é o melhor caminho, [e] aguarda o avanço do diálogo iniciado pelo presidente da Câmara dos Deputados", acrescentou.
A reportagem questionou o gabinete de Arthur Lira sobre o acordo feito com as operadoras e sua atuação nas articulações do setor, mas não recebeu resposta até o momento. Este espaço será atualizado tão logo haja manifestação.
Acordo zero e quase duas décadas de influências
A mobilização da sociedade civil em protesto contra cancelamentos unilaterais rendeu audiências públicas na Câmara e no Senado e deixou em evidência o PL 7.419/2006. "Quando você demora em fazer justiça, você comete uma profunda injustiça. Se nós tivéssemos avançado nessa legislação, não estaríamos vivenciando isso", disse a deputada Erika Kokay (PT-DF) à reportagem em audiência no dia 25 de junho.
O PL em questão é, na verdade, um apensado de mais de 200 projetos que abordam o tema, apresentado pelo então senador Luiz Pontes (PSDB-CE). A proposta inicial seria fazer ajustes pontuais na Lei 9.656, a primeira Lei dos Planos, aprovada em 1998.
O relatório do PL, apresentado pelo deputado Duarte Júnior (PSB-MA) em setembro do ano passado, proíbe o cancelamento unilateral, a menos que o cliente deixe de pagar o plano por 60 dias, estabelece regras para evitar reajustes abusivos nos planos coletivos e, segundo o parlamentar, está maduro e pronto para ser pautado "logo". "Se eu tiver que fazer uma escolha, a minha escolha vai ser manter as operadoras insatisfeitas, mas a defesa do consumidor garantida."
Duarte considera ter construído um texto "harmônico", que protege os consumidores e traz "pontos mais favoráveis às empresas", como a criação de um prontuário único entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde suplementar, a fim de evitar repetição de exames, e a formação de um consórcio entre as operadoras e o SUS, o que permitiria que a saúde privada pagasse o mesmo valor que o setor público por medicamentos. "É uma demanda que veio delas", disse.
Lira, entretanto, já disse ter recebido "muita reclamação" quanto ao texto e estaria avaliando retirar Duarte da relatoria para abrir caminho a outras propostas defendidas pelo setor: a principal é a criação de planos segmentados, nos quais só haveria cobertura para consultas e exames, sem internações.
Para Lucas Andrietta, coordenador de saúde do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), permitir a criação de planos segmentados, apresentados pelas empresas como planos "populares", significa desregulamentar a cobertura dos planos de saúde. "A gente destrói a ideia de plano de saúde e dá o poder apenas para as empresas de definição por contrato daqueles procedimentos que elas querem cobrir", afirmou em entrevista à Pública.
O histórico de tramitação do PL mostra a força do lobby das operadoras no Congresso, na avaliação do deputado Ivan Valente (PSOL-SP). O projeto já teve dois outros relatores, os então deputados Hiran Gonçalves (PP-RR) e Rogério Marinho (PL-RN), hoje senadores, que lideraram uma comissão especial em 2017 para debater o texto. A comissão defendeu, por exemplo, a flexibilização de multas aplicadas às empresas, a autorização para reajustes nos planos de idosos depois de 60 anos e a restrição de coberturas. As medidas foram consideradas como "prejudiciais aos usuários" pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), que pediu o arquivamento da matéria.
"Você não consegue avançar. Por quê? Porque os lobbies são muito fortes", afirma Valente, que participou da comissão naquele ano. O deputado considera que a mobilização em torno dos cancelamentos poderia ter fortalecido a aprovação de um projeto que defendesse o consumidor, como aconteceu em 2022 com o rol taxativo, mas a proposta de negociação e a demora de Lira em pautar o projeto diminuíram essas chances.
Em maio daquele ano, o STJ decidiu que os planos de saúde deveriam arcar somente com procedimentos previstos em uma lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A decisão foi alvo de protestos liderados por mães de crianças autistas, e o Congresso Nacional aprovou em setembro uma lei que tornou a lista apenas exemplificativa, ou seja, ela não restringiria os procedimentos que deveriam ser cobertos.
A deputada estadual Andréa Werner (PSB-SP) foi uma das articuladoras da mobilização, antes de entrar para a política. "Foi muito difícil negociar. Tinha forças ali, parlamentares puxando muito para o outro lado", explicou. Hoje, ela considera que "a maior luta" é aprovar uma Lei dos Planos que proteja os consumidores. "Estão querendo de todo jeito que esse PL passe com as coisas que eles querem colocar", afirmou.
Deputada estadual de São Paulo, Andrea Werner, em audiência pública sobre cancelamentos unilaterais na Câmara dos Deputados em 30 de maio de 2024
Em nota, a Unimed informou que contribuiu "em audiências e debates promovidos pela Comissão Especial de Planos de Saúde, em seus dois períodos de funcionamento, em 2017 e 2021" e segue "participando das discussões" sobre o PL 7.419/2006. "Somos favoráveis à revisão e à modernização do marco regulatório da saúde suplementar, com o estabelecimento de princípios claros, que dêem previsibilidade ao setor e garantam o tripé de segurança assistencial, segurança jurídica e segurança econômico-financeira a todos os envolvidos". A operadora não respondeu se enviou sugestões à Lira sobre o PL e nem se apoia a criação de planos segmentados.
As operadoras no Congresso
A proposta dos planos segmentados, uma das grandes apostas das operadoras, é defendida, por exemplo, pelos deputados Dr. Luizinho (PP-RJ), líder do Progressistas, e Pedro Westphalen (PP-RS), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços de Saúde (FPMDSS). "Por que não? [A pessoa] faz o que quer, para ter o que pode ter", disse Westphalen em entrevista. Ele explicou que a frente foi criada justamente para ser a "voz" dos serviços de saúde no Parlamento, "onde as coisas se definem".
O deputado avalia que é necessário "flexibilizar" o texto de Duarte. "O próprio presidente Arthur [Lira] já disse isso", justificou. Westphalen contou que a frente tem se reunido com representantes da saúde suplementar, como as operadoras nas terça-feiras pela manhã e discutido o PL e outros projetos.
A frente foi lançada em agosto do ano passado com as assinaturas de 213 deputados de diversos partidos. De acordo com a Agenda Legislativa de 2024, documento que apresenta o grupo e elenca suas prioridades, a Lei dos Planos de Saúde é uma das prioridades do grupo, ao lado da desoneração da folha de pagamento do setor de saúde, da regulamentação da reforma tributária e de outros projetos. No caso da reforma, Westphalen avalia que a frente já conseguiu avanços: "Conseguimos excepcionalizar a agricultura e a saúde". Os serviços de saúde, por exemplo, terão alíquota reduzida em 60%.
Na imagem, o então presidente da Abramge, Renato Casarotti, e Westphalen seguram a "Agenda Legislativa 2023", que define o PL dos Planos como uma prioridade do grupo
"As operadoras entregam [reivindicações] em nome da frente [aos parlamentares]", explicou o deputado. Questionado sobre quais seriam as recomendações já feitas, Westphalen disse que não tinha "autorização" para compartilhar e sugeriu que a reportagem pedisse diretamente às empresas.
O principal argumento utilizado pelos planos de saúde para justificar os cancelamentos e demandar uma lei mais favorável é uma suposta crise econômica vivida pelo setor. No primeiro trimestre deste ano, as operadoras tiveram R$ 3,1 bilhões de lucro líquido, o melhor resultado desde 2019 [R$ 3,9 bilhões], de acordo com dados da ANS. De janeiro a março de 2024, as empresas registraram lucro operacional de R$ 1,87 bilhão. No ano passado, o resultado havia sido negativo em R$ 1,66 bilhão no mesmo período.
"É preciso ter equilíbrio, muita conversa, as posições têm que ser colocadas para que se possa avançar, e não quebrar um sistema que já vem com dificuldades. Se houver uma radicalidade na construção de uma lei que é importante, acaba a saúde suplementar", argumenta Westphalen.
Duarte Júnior, entretanto, diz não acreditar no que diz o setor: "Elas alegam ter crise, mas não apresentam documentos, planilhas. Não é possível acreditar em algo que não tem prova".
"Pelo contrário, o setor é composto por uma série de grupos econômicos que são protagonistas da acumulação de capital no setor de saúde privado brasileiro", concorda Lucas Andrietta, do Idec. Ele destaca tanto o lucro quanto o movimento "intenso" de fusões e aquisições de empresas no setor como indicativos que descaracterizariam uma crise.
CPIs sobre cancelamentos e soluções ainda distantes
Além de jogar luz sobre o PL, o alto número de cancelamentos gerou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o tema, que ultrapassou 300 assinaturas - de uma Câmara com 513 deputados. "É um setor muito forte no Congresso Nacional, de um lobby muito forte, e a gente entendeu que tinha que ter uma ação mais efetiva para dar clareza à população brasileira e aprofundar nos números apresentados", explicou à reportagem o deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), autor do requerimento. Ribeiro também destacou o fato de os planos não estarem cumprindo o acordo com o presidente da Câmara: "Quero saber se ele [Lira] quer continuar sendo enrolado".
"Não sei por que não instala, qual [é] esse jogo de interesse de não ter instalação, [ou] quem quer proteger nessa relação, mas eu acho que a sociedade merece essa clareza", afirmou o deputado. O responsável por instalar ou não a CPI é Arthur Lira.
A mobilização social também motivou um pedido de CPI na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e rendeu uma comissão já instalada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). "A gente partiu pra iniciativa da CPI porque fizemos audiências públicas e sinalizações aos entes envolvidos para que houvesse uma conversa [sobre os cancelamentos] e não tivemos o retorno esperado", explicou o presidente da comissão, deputado Fred Pacheco (PMN-RJ). De acordo com ele, depois do início da CPI, no início de junho, as operadoras começaram a se movimentar: "A gente sente [a pressão] nos corredores", disse.
Atualmente, não é possível saber nem quantas pessoas perderam seus planos por decisão das empresas, já que a ANS não contabiliza esses dados. "Se trata de uma relação entre contratante e contratado", justificou a agência em resposta à Agência Pública, ainda que a ANS tenha como finalidade justamente regular "as operadoras setoriais, inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores".
Em maio, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou 17 operadoras e quatro associações do setor e perguntou quantos contratos haviam sido cancelados entre 2023 e 2024 - cada contrato inclui diversos planos - , mas "a maioria das operadoras não forneceram os números", de acordo com nota técnica da secretaria.
Os dados que demonstram o aumento de cancelamentos são as queixas apresentadas pelos consumidores. Entre janeiro e abril deste ano, o total de reclamações na ANS sobre o tema atingiu 5.888, o que representa um crescimento de 30,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Em todo o ano de 2023, as queixas somaram 15,2 mil; e, em 2022, mais de 11 mil. A reportagem solicitou à ANS o número atualizado até julho, mas a agência não forneceu a informação até o momento.
Abusos vão além dos cancelamentos
O encerramento unilateral dos planos só é possível porque a Lei dos Planos de Saúde (9.656/98) define regras diferentes para planos individuais ou familiares e coletivos. Os cancelamentos e aumentos arbitrários são proibidos na primeira categoria, que desde então se tornou raridade - representa 15,6% do total e não é mais vendida pela maior parte das operadoras. Hoje, a maioria das pessoas faz contratos coletivos, que podem ser reajustados em qualquer valor e cancelados a qualquer momento.
O alto reajuste deste ano, por exemplo, fez com que Suzian Mendes decidisse cancelar o plano de sua mãe, Odete Bezerra, que trata um câncer de mama há mais de dez anos.
Em abril, elas receberam a notificação de cancelamento unilateral do plano que mantinham com a Amil, ainda que Odete estivesse em tratamento. Entraram na Justiça e conseguiram uma liminar para manter o convênio. Entretanto, em julho, veio o reajuste, que fez o plano saltar de cerca de R$ 2.900 para R$ 3.700. "A gente não conseguiu continuar pagando", explicou Mendes. Há um mês, Odete vem sendo tratada pelo SUS.
A reportagem entrou em contato com a Amil e perguntou sobre os casos de Eveliny Goulart e Suzian Mendes, além de ter solicitado mais detalhes sobre o acordo com Lira e a avaliação da empresa acerca do PL, mas a operadora não respondeu até o momento.
Responsável pela regulação das operadoras desde os anos 2000, quando foi criada, a ANS tem sido alvo de críticas por sua atuação a respeito dos cancelamentos unilaterais.
Para Lígia Bahia, professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a agência tem sido "omissa" e "muito solidária com as empresas, e não com os clientes".
"Às vezes não são ações explícitas, mas omissões em relação àquele que poderia ser o seu papel", concorda Lucas Andrietta, coordenador de saúde do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). Ele avalia que a agência poderia ter "um papel mais ativo no âmbito regulatório para impedir e coibir algumas práticas abusivas".
"Infelizmente, o que chega para a gente é que a pessoa provocou a ANS e recebeu uma resposta protocolar, como essa do cancelamento unilateral", acrescentou a defensora Raquel Brodsky, da Defensoria Pública da União (DPU). "Você não vê uma irregularidade, mas não consegue ver o diálogo que a gente gostaria de uma agência que mexe com saúde."
ANS: Críticas de todos os lados
A ANS é atualmente presidida por Paulo Rebello, que assumiu o cargo em julho de 2021, indicado por Jair Bolsonaro (PL), e fica até o fim deste ano. Antes de assumir a função, Rebello havia sido chefe de gabinete do então ministro da Saúde Ricardo Barros, durante o governo de Michel Temer. Barros é um defensor dos planos segmentados e já disse que o Brasil deveria repensar o SUS, pois faltariam recursos.
Dep. Arthur Lira durante evento da Unimed
Rebello esteve presente no aniversário de um ano da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços de Saúde (FPMDSS), em junho deste ano, e na 52ª Convenção Nacional Unimed - Inovação, Inclusão e Cooperação na Saúde, que também contou com a participação de Lira e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).
Em dezembro do ano passado, Rebello foi homenageado com o prêmio 100 Mais Influentes da Saúde, organizado pelo Grupo Mídia. No LinkedIn, ele postou uma foto ao lado de Renato Casarotti, então presidente da Abramge, e dedicou o troféu a "todos aqueles me apoiaram e estiveram comigo", como família, amigos, ANS e "parceiros do setor".
Evento de premiação dos 100 mais influentes da saúde em 2023
Foi Rebello quem, a pedido de Lira, chamou as operadoras para a reunião em maio. "O Arthur [Lira] me ligou, conversei com ele e convidei as operadoras para estarem lá a pedido dele", explicou em entrevista à Pública. Ele rebate as críticas de que os consumidores não foram convidados para a reunião por, em tese, representá-los: "Eu estava lá. Essa é a minha função".
Para o presidente, a instituição vem "fazendo tudo que for preciso para que as infrações sejam sanadas e a qualidade da assistência seja prestada pelas operadoras de forma cada vez mais forte, cumprindo aquilo que está estabelecido no contrato", mas faltam vagas para o corpo técnico.
Sobre as críticas de que a ANS estaria sendo omissa, disse que "a gente tem uma máxima de que a gente está dando certo quando ninguém está satisfeito com a gente. Porque quando a operadora está reclamando, como está agora, dizendo que o regulador não olha, não atende, não vê as demandas das operadoras, a gente é criticado. O beneficiário, por outro lado, também está criticando, e temos órgãos de defesa do consumidor criticando".
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INFOMONEY
Qualicorp (QUAL3): lucro líquido fica em R$ 13,3 mi no 2º tri, queda de 3,2%
A Qualicorp (QUAL3) registrou lucro líquido de R$ 13,3 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representou uma queda de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No indicador ajustado, a companhia teve um lucro de R$ 30,1 milhões, alta de 112,4% ante o registrado um ano antes, de R$ 14,2 milhões.
O Ebitda ajustado foi de R$ 181 milhões no período, 7,1% inferior ao verificado em igual período de 2023, com uma margem Ebitda ajustada de 45,4%, 0,6 pontos porcentuais (p.p.) maior que um ano antes.
Já a receita líquida totalizou R$ 398,8 milhões, recuo anual de 8,3%.
O resultado financeiro somou uma despesa líquida de R$ 43 milhões no intervalo de abril a junho, 1,8% menor que o trimestre imediatamente anterior e 23,7% inferior que um ano antes.
A dívida líquida da Qualicorp encerrou junho em R$ 1,096 bilhão, decréscimo de 4,6% frente o resultado ao final de março, obtido, segundo a companhia, "após mais um trimestre de forte geração de caixa operacional e pagamento da primeira amortização realizada em junho, estando a maior parte da dívida registrados no longo prazo".
A alavancagem financeira reduziu no segundo trimestre, fechando o período em 1,48 vez, contra 1,53 vez do trimestre anterior e 1,55 vez de um ano antes.
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JORNAL OPÇÃO
OMS divulga lista de micróbios mais perigosos para a saúde humana
A lista inicial foi publicada em 2017
Uma lista divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) atualiza os patógenos prioritários, destacando bactérias resistentes a antibióticos que são uma ameaça crescente para a saúde global. A lista inicial foi publicada em 2017 e é uma ferramenta crucial para orientar investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tratamentos.
A lista classifica 24 bactérias em 15 famílias de patógenos resistentes a antibióticos em três grupos de prioridade: crítica, alta e média. A categorização é baseada na gravidade da ameaça que cada um dos patogéneos representa e na urgência para o desenvolvimento de tratamentos.
A atualização reflete melhorias recentes na vigilância, incluindo em locais com recursos limitados, e incorpora estimativas sobre o impacto global da resistência aos antibióticos. A resistência antimicrobiana pode agravar a situação das infecções, o que torna o controle de surtos infecciosos mais difícil.
Todos os anos, 7,7 milhões de mortes são atribuídas a infecções bacterianas. Destas, 4,95 milhões estão associadas a patógenos resistentes a medicamentos. Neste montante, 1,27 milhão de mortes são diretamente causadas por bactérias resistentes aos antibióticos disponíveis.
A OMS estima que mortes associadas à resistência antimicrobiana aumentará para 10 milhões por ano até 2050. Com isso, os custos globais da saúde podem crescer em até US$ 1 trilhão por ano e custando à economia mundial US$ 100 trilhões até 2050.
Patógenos de prioridade crítica
Acinetobacter baumannii, resistente a carbapenem: Este patógeno é uma preocupação importante em ambientes hospitalares, onde pode causar infecções graves, como pneumonia e infecções na corrente sanguínea, especialmente em pacientes com sistemas imunológicos comprometidos
Enterobacterales, resistente a cefalosporinas de terceira geração: Este grupo inclui bactérias como Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli, que podem provocar infecções graves e difíceis de tratar, devido à sua resistência a uma classe crítica de antibióticos
Enterobacterales, resistente a carbapenem: Também conhecido como “superbactérias”, esses micróbios apresentam resistência a uma das últimas linhas de defesa em antibióticos, o que torna o tratamento de infecções provocadas por eles extremamente desafiador
Mycobacterium tuberculosis, resistente a rifampicina: Essa forma resistente da bactéria causadora da tuberculose é um desafio significativo, especialmente em países de baixa renda, onde a doença é mais prevalente e o tratamento pode ser limitado
Patógenos com prioridade alta
Salmonella Typhi, resistente a fluoroquinolonas: Causa febre tifoide e é resistente a uma classe importante de antibióticos, tornando o tratamento e controle das infecções mais difíceis
Shigella spp., resistente a fluoroquinolonas: Responsável por diarreia severa, esta bactéria desenvolveu resistência a antibióticos usados comumente para tratar infecções intestinais
Enterococcus faecium, resistente a vancomicina: Este micróbio pode causar infecções graves, como infecções urinárias e na corrente sanguínea, e a resistência à vancomicina limita as opções de tratamento
Pseudomonas aeruginosa, resistente a carbapenem: Além de sua resistência a múltiplos antibióticos, essa bactéria pode causar infecções severas em pacientes com condições crônicas ou imunocomprometidos
Salmonella não-tífica, resistente a fluoroquinolonas: Assim como outras espécies de Salmonella, esta pode causar doenças intestinais graves e é resistente a importantes antibióticos
Neisseria gonorrhoeae, resistente a cefalosporinas de terceira geração e/ou fluoroquinolonas: Esta bactéria causa gonorreia e tem desenvolvido resistência a tratamentos comuns, complicando a gestão da doença
Staphylococcus aureus, resistente a meticilina: Conhecida como MRSA, esta bactéria pode causar uma variedade de infecções, incluindo infecções de pele e de corrente sanguínea, e é resistente a muitos antibióticos usados para tratá-la
Patógenos com prioridade média
Streptococcus pyogenes (grupo A), resistente a macrolídeos: Esta bactéria é responsável por infecções como faringite estreptocócica e pode ser difícil de tratar quando resiste aos macrolídeos
Streptococcus pneumoniae, resistente a macrolídeos: Causa pneumonia e outras infecções respiratórias, e a resistência aos macrolídeos reduz as opções de tratamento eficazes
Haemophilus influenzae, resistente a ampicilina: Pode causar infecções respiratórias e meningite, e a resistência à ampicilina compromete a eficácia do tratamento
Streptococcus agalactiae (grupo B), resistente a penicilina: Este patógeno pode causar infecções graves em recém-nascidos e mulheres grávidas, e a resistência à penicilina limita as opções de tratamento
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A REDAÇÃO
Saúde convoca público-alvo para se vacinar contra a dengue em Goiânia
Crianças e adolescentes que tenham entre 6 e 16 anos, além de adultos com até 59 anos que se vacinaram em abril, estão sendo convocados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para procurarem uma das 67 salas de vacinação de Goiânia. Isso porque a pasta reforçou, nesta quarta-feira (7/8), que mantém em dia os estoques da vacina Qdenga, contra a dengue. Por orientação do Ministério da Saúde (MS), o Centro Municipal de Vacinação (CMV) não realiza a aplicação do imunizante.
Em Goiânia, 41.958 já se vacinaram contra a dengue, o que representa 19,3% de cobertura vacinal. Esse avanço é fundamental para o controle da doença e a proteção da população, especialmente considerando que a dengue é uma das arboviroses mais prevalentes no Brasil. A vacinação não apenas ajuda a reduzir a incidência da doença, mas também diminui a hospitalização e os casos graves.
Importância da vacinação
O Brasil foi o primeiro país do mundo a disponibilizar a vacina contra a dengue no sistema público universal de saúde. Segundo o MS, o acesso à vacinação é uma estratégia essencial para criar uma barreira coletiva contra a doença. À medida que mais pessoas se vacinaram, a probabilidade de surtos diminui, beneficiando a saúde coletiva e aliviando o sistema de saúde.
A vacina é uma das principais estratégias para o controle da dengue, doença que pode causar sérias complicações, incluindo formas graves como a dengue hemorrágica, que pode levar à morte. Nesse contexto, a vacina se torna uma das principais abordagens para o controle da dengue, complementando outras medidas como o combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão do vírus.
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Saúde em Goiás já monitora cenário de alerta para febre do oropouche
Mesmo sem nenhum caso registrado no estado, a Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO), anunciou, nesta quarta-feira (7/8), que já monitora o cenário de alerta para febre do oropouche. O cuidado vem depois que o Ministério da Saúde chamou atenção para o registro da doença em quase todos os municípios do Brasil, o que levou a pasta, inclusive, a criar o Plano Nacional de Enfrentamento às Arboviroses, documento que inclui dengue, zika, chikungunya e oropouche e que será divulgado nos próximos dias.
Em Goiás, a Secretaria da Saúde já analisou em 2024, no Laboratório Estadual de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen), mais de 2 mil amostras que chegaram ao local para testagem de dengue, zika, chikungunya e que acabaram também sendo examinadas para a febre do oropouche. A pasta, porém, acredita que é só uma questão de tempo para que casos sejam registrados no estado.
Casos no Brasil
No País, foram registrados 7.286 casos em 21 Estados brasileiros, segundo dados até o dia 28 de julho. A maior parte dos casos foi registrada no Amazonas e em Rondônia. Na quinta-feira, 25, duas mortes por febre oropouche no interior da Bahia, que estavam sob investigação, foram confirmadas como os primeiros óbitos do País. As vítimas, ambas mulheres com menos de 30 anos e sem comorbidades, apresentaram sinais e sintomas semelhantes aos de dengue grave. Até o momento, de acordo com o ministério, não havia registro na literatura científica mundial de óbitos causados por essa doença. Uma morte está sob investigação em Santa Catarina.
Doença
Febre oropouche é associada a casos de microcefalia em bebês Pesquisadores do Instituto Evandro Chagas (IEC), associado ao Ministério da Saúde (MS), encontraram evidências de que a febre oropouche, doença transmitida por mosquitos, pode ser passada da mãe para o bebê durante a gestação.
Diante da descoberta, a pasta emitiu, ainda em julho, uma nota técnica recomendando que Estados e municípios redobrem a vigilância sobre a possibilidade desse tipo de transmissão, chamada de vertical. A investigação revive preocupações diante do histórico com o vírus zika, outra arbovirose.
Antes raridade, a microcefalia virou rotina em diversas localidades do Brasil em 2015. Nos primeiros meses, a comunidade científica ainda não tinha conhecimento, mas havia uma relação entre o vírus e a doença, o que resultou no nascimento de mais de 4 mil bebês com a má formação no País.
Como ocorre a transmissão?
A febre oropouche é causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos) chamado Orthobunyavirus oropoucheense (OROV).
Transmitido aos seres humanos principalmente pela picada do Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, esse vírus foi detectado no Brasil na década de 1960, a partir de amostra de sangue de um bicho-preguiça. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos Estados da região Amazônica, e em países como Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela.
A transmissão ocorre quando o mosquito maruim pica uma pessoa ou animal infectado e, em seguida, pica uma pessoa saudável, passando a doença para ela. Assim, existem dois tipos de ciclo de transmissão: Ciclo silvestre: nesse ciclo, animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. Alguns tipos de mosquito, como o Coquilletti diavenezuelensis e o Aedes serratus, também podem carregar o vírus, mas o maruim é considerado o principal transmissor nesse ciclo. Ciclo urbano: os humanos são os principais hospedeiros do vírus.
O maruim é o vetor principal, porém alguns casos também podem estar associados ao Culex quinquefasciatus, comumente encontrado em ambientes urbanos. Quais sintomas podem surgir? "Em caso de sinais e sintomas compatíveis com arboviroses, como febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular, dor articular, tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos, procure atendimento em uma Unidade de Saúde, e informe ao profissional de saúde responsável pelo acompanhamento pré-natal", alerta o ministério.
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AGÊNCIA BRASIL
Lei autoriza crianças e adolescentes a visitar pais internados
A visitação é uma das ações propostas pela Política Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde (SUS)
Lei que dispõe sobre o direito da criança e do adolescente de visitação à mãe ou ao pai internados em instituições de saúde foi sancionada esta semana. A norma entra em vigor 180 dias após a publicação na última segunda-feira (5).
A visitação é uma das ações propostas pela Política Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde (SUS). Em nota, o Ministério da Saúde informou que a proposta é ampliar visitas às unidades de internação no intuito de garantir ao paciente "pleno acesso ao seu ciclo social e a serviços de saúde".
"O direito de receber pessoas conhecidas e familiares, bem como de ter um acompanhante, concretiza o conceito da clínica ampliada e torna as visitações parte do tratamento", destacou o ministério.
Acolhimento
Para liberar a entrada de menores nas instituições de saúde será necessário que as equipes multiprofissionais façam o acolhimento de acordo com cada caso, além de seguir protocolos clínicos para evitar infecções hospitalares.
Outro fator que deverá ser revisto, segundo o ministério, é a percepção de que o ambiente hospitalar é "impróprio, frio e hostil". A presença de visitas e acompanhantes estimula a produção hormonal no paciente e diminui seu estado de alerta e ansiedade, segundo a pasta.
Humanização
A Política Nacional de Humanização existe desde 2003 sob a proposta de efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários.
"Promover a comunicação entre estes três grupos pode provocar uma série de debates em direção a mudanças que proporcionem melhor forma de cuidar e novas formas de organizar o trabalho", avalia o Ministério da Saúde.
"A humanização é a valorização dos usuários, trabalhadores e gestores no processo de produção de saúde. Valorizar os sujeitos é oportunizar uma maior autonomia, a ampliação da sua capacidade de transformar a realidade em que vivem, através da responsabilidade compartilhada, da criação de vínculos solidários e da participação coletiva nos processos de gestão e de produção de saúde," finaliza o ministério.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 07/08/24
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DESTAQUES
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Médica que levou bebê de hospital tentou comprar recém-nascida na Bahia, diz polícia
Greve dos funcionários do Hapvida expõe problemas internos do plano de saúde
O aumento das filas cirúrgicas e o modelo de cirurgia ambulatorial
Casos de dengue no inverno em 2024 já superam o registrado em toda a estação no ano passado
METRÓPOLES
Menino faz cirurgia no cérebro para controlar doença do olho de tigre
Doença que causa rigidez dos músculos e dores semelhantes à cãibras constantes foi controlada com cirurgia inovadora feita em Goiânia
Nos últimos três anos, a vida do pequeno Luan Cardoso Oliveira, de 10 anos, era de dores constantes, 24 horas por dia. Ele tem uma doença extremamente rara, a síndrome de Hallervorden-Spatz, que afeta o cérebro formando uma espécie de olho de felino que aparece nos exames de imagem — por isso, a condição ficou conhecida como “doença do olho de tigre”.
A síndrome é uma doença neurodegenerativa genética e rara que foi descrita pela primeira vez em 1992. Ela altera a forma como o corpo processa o ferro, gerando substâncias tóxicas responsáveis por um descontrole dos movimentos e dores semelhantes a cãibras o tempo inteiro.
No caso de Luan, a torsão do corpo causava até um comprometimento do desenvolvimento cardíaco, já que seu corpo ficava excessivamente arqueado para trás.
O diagnóstico só veio aos sete anos. Desde pequeno, o menino tinha uma leve dificuldade para falar e caminhar, o que levou os médicos a suspeitarem de um autismo leve. O quadro, porém, começou a piorar e a família descobriu que Luan tinha a doença através de exames de imagem.
“Ele começou a regredir e fomos atrás para entender o que estava acontecendo. O médico que deu o diagnóstico falou que não tinha nada a ser feito por ele, eram só remédios paliativos e ele ia morrer assim. Não aceitamos, fomos pesquisar até achar a cirurgia que podia ajudar ele”, conta Edilene Araujo, mãe do pequeno.
A família começou a arrecadar dinheiro em uma campanha de financiamento coletivo para custear uma cirurgia que controlasse os sintomas do menino. O procedimento inovador só tinha sido feito no Brasil uma única vez, em 2021, pela mesma equipe que fez a cirurgia de Luan em 21 de julho no Instituto de Neurologia de Goiânia (ING).
Após uma mobilização nas redes sociais, a família conseguiu reunir R$ 660 mil para pagar a cirurgia. “Foi mais de um ano e meio de campanha, da gente indo para a internet todos os dias pedir ajuda. Esse valor é muito, muito alto e lutamos até conquistar”, celebra a mãe do menino.
Como a cirurgia controla a doença do olho de tigre
O procedimento durou cerca de 11 horas. Ele foi chefiado pela neurocirurgiã goiana Ana Maria Moura e, com auxílio de outros 14 profissionais, foram instalados dois eletrodos no cérebro do menino.
Estes eletrodos funcionam como uma espécie de marcapasso cerebral, controlando os impulsos elétricos do cérebro e ajudando a modular os sinais da doença. O tratamento com estimulação cerebral profunda (DBS, em inglês) é feito também para tratamento de outras condições, como o Parkinson, mas ele é mais complicado para controle da doença do olho de tigre.
“Embora seja usado o mesmo material das cirurgias do Parkinson, é preciso colocar os eletrodos em uma outra região do cérebro. Enquanto os sintomas da demência são controlados na área cerebral chamada de núcleo subtalâmico, os da síndrome do Luan precisam chegar no globo pálido interno, que tem um acesso bastante desafiador”, explica a médica.
A melhora do quadro do menino foi praticamente imediata após o procedimento. Luan conseguiu se sentar e até dançou com a equipe médica. “Estamos muito otimistas quanto à melhora na qualidade de vida do Luan e continuaremos acompanhando seu progresso de perto”, completa Ana Maria.
O garoto ainda tem pela frente um período de recuperação e reabilitação que deve ser feito de perto. Por isso, a família se mudou momentaneamente da Bahia para Goiânia, onde deverá ficar por mais dois meses, pelo menos.
Embora controle os movimentos e aumente a qualidade de vida do paciente, o procedimento não é considerado uma cura para a condição, que continua sendo desafiadora. Devem ser feitos ajustes periódicos dos eletrodos de acordo com a evolução do paciente, e o tratamento deve ser combinado com uma reabilitação multidisciplinar envolvendo fisioterapia, fonoterapia e psicologia, entre outros.
https://www.metropoles.com/saude/cirurgia-doenca-do-olho-de-tigre
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PORTAL G1
Médica que levou bebê de hospital tentou comprar recém-nascida na Bahia, diz polícia
Cláudia Soares Alves, de 42 anos, está presa e foi indiciada pelos crimes de falsidade ideológica e tráfico de pessoas. Segundo a polícia, ela também forjou uma gravidez e tentava conseguir uma adoção ilegal.
A médica Cláudia Soares Alves, de 42 anos, que levou uma bebê de um hospital de Uberlândia para Itumbiara tentou oferecer pagamento para pegar crianças ilegalmente na Bahia, segundo a polícia. A Polícia Civil concluiu o caso e a indiciou pelos crimes de falsidade ideológica e tráfico de pessoas.
"Ela foi até o estado da Bahia, quatro dias antes de levar a criança de Uberlândia. Por lá, ela procurou insistentemente famílias vulneráveis, pessoas pobres, que teriam interesse de ceder um recém nascido, mediante remuneração", disse o delegado Anderson Pelágio.
Ao g1, a defesa de Cláudia disse que o processo está em segredo de justiça e que independentemente do teor do indiciamento ou até mesmo de eventual denuncia acredita que a questão será resolvida no procedimento de insanidade da acusada que já está em andamento.
Anteriormente, o advogado Vladimir Rezende, responsável pela defesa da médica, explicou que a cliente tem transtorno bipolar e, no momento dos fatos, se encontrava em crise psicótica, não tendo capacidade de discernir sobre o que estava fazendo.
O crime aconteceu dia 24 de julho e Cláudia está presa preventivamente. Conforme a polícia, ela também forjou uma gravidez e tentava conseguir uma adoção ilegal.
A investigação envolveu a Polícia Civil de Itumbiara e também a Polícia Civil de Uberlândia. Em uma coletiva, realizada nesta terça-feira (6), o delegado Anderson explicou detalhes da conclusão do caso.
Falsa gravidez
A Polícia Civil divulgou que Cláudia premeditou o crime há meses e que desde maio deste ano ela divulgava para parentes e amigos que estava grávida, e chegou até a comprar um enxoval de bebê.
O delegado contou ainda que ela conseguiu um documento que mostrava que estava grávida com um biomédico, de forma irregular, com base em um exame de gravidez de farmácia. A polícia concluiu que neste período Cláudia não estava grávida.
"O biomédico foi ouvido e disse que já era conhecido dela há anos. Ela ligou para ele, contou que estava grávida após fazer um teste e queria um laudo de exame de sangue como se ela estivesse ido ao laboratório. Daí, ele fez na confiança", contou o delegado.
Crimes
A polícia concluiu que Cláudia entrou no hospital usando um nome falso e com o crachá da universidade onde ela era professora universitária. "Ela teria livre acesso só com base nesse crachá, mas mesmo assim ela usou essa fraude de se passar por pediatra e anunciou um nome que não é dela, era um nome fictício", disse o delegado.
A investigação disse que antes de Cláudia levar a vítima dos pais, ela chegou a ir até alguns quartos do hospital, mas voltava ao perceber que não havia crianças meninas, que era o que ela desejava. "Ela conseguiu enganar os pais dizendo que iria ministrar o leite dela e a retirou do hospital. Depois disso, ela fugiu para Itumbiara, onde foi presa", contou Anderson.
Anderson explicou que no início do caso, Cláudia foi autuada por sequestro porque a polícia não tinha certeza da finalidade. No caso dela, o delegado explicou que o sequestro foi uma ferramenta que ela utilizou para depois fazer a adoção ilegal, ou seja, foi uma etapa do do crime.
"Ela sequestrou essa criança, levou para Itumbiara, acolheu essa criança que já configura o crime de tráfico de pessoas, que exige que ela faça esse acolhimento. Além disso, ela utilizou de fraude para entrar no hospital e enganar os pais para levar a recém-nascida. Então, o tráfico de pessoas é um crime mais grave com uma finalidade específica, absorve o crime de sequestro tem restrição de liberdade", disse.
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O HOJE
Greve dos funcionários do Hapvida expõe problemas internos do plano de saúde
A decisão é uma resposta às reivindicações não atendidas pela empresa, como o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho instituída pelo MTE
Os funcionários do plano de saúde Hapvida estão com os serviços paralisados desde o dia primeiro de agosto e segue até a empresa dar um posicionamento. Durante este período, os serviços essenciais serão mantidos em operação mínima (30%), de acordo com as normas legais, para garantir a segurança e o atendimento de urgência aos pacientes.
A decisão é uma resposta às reivindicações não atendidas pela empresa. Após a paralisação que ocorreu no feriado de Corpus Christi, no dia 30 de junho, os trabalhadores solicitaram o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), já homologada no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A técnica de enfermagem, Laura Silva, que também está na Hapvida há cinco anos, expressou sua frustração com a situação atual. “Estamos aqui para cuidar dos nossos pacientes, mas também precisamos ser cuidados. Sem o devido reajuste salarial, ficamos desmotivados e preocupados com o nosso próprio futuro”, desabafa.
A empresa prometeu que cumpriria a exigência, mas não foi o que aconteceu e os funcionários foram surpreendidos no contracheque deste mês de agosto, com a ausência total do primeiro pela empresa.
Ana Souza, Enfermeira, trabalha na Hapvida há seis anos e, durante todo esse tempo, viu a demanda de pacientes aumentar, mas isso não reflete no salário. “Precisamos de um aumento salarial para continuarmos oferecendo um atendimento de qualidade”, comenta.
Carlos Mendes, Técnico de Enfermagem, trabalha no Hapvida há quatro anos e diz estar desanimado. “O custo de vida está subindo, mas nossos salários permanecem os mesmos. Temos que lidar com a pressão constante, sobrecarga de trabalho e ainda enfrentar condições que muitas vezes são precárias”, lamenta.
“O aumento salarial não é um luxo, é uma necessidade para garantir que possamos continuar desempenhando nosso papel de forma eficaz e digna”, finaliza.
Com os salários abaixo do mercado, muitas vezes a jornada extra impacta diretamente nas condições de trabalho e no bem-estar dos profissionais de saúde, o que prejudica a assistência ao paciente, segundo os colaboradores, que atualmente recebem R$ 1500,31.
Mariana Lima, Técnica de Enfermagem, se sente desvalorizada pela empresa. “Estamos sempre à disposição, lidando com emergências e trabalhando além do horário. A falta de reajuste salarial afeta não só nossa motivação, mas também nossa capacidade de continuar oferecendo o melhor atendimento possível aos nossos pacientes”, afirma, ao destacar que o reajuste salarial é uma questão de justiça e reconhecimento.
O recepcionista João Ferreira, que trabalha na empresa há três anos , destaca que ver de perto a dedicação de todos os profissionais que trabalham na concessionária, mas lamenta que a remuneração não acompanha essa dedicação. “Estamos lutando por um salário que nos permita viver com dignidade e que reconheça a importância do nosso trabalho na cadeia de atendimento à saúde”, salienta.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do plano de saúde Hapvida para entender como está o funcionamento e atendimento dos usuários além de entender as negociações com os colaboradores, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
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MEDICINA S/A
O aumento das filas cirúrgicas e o modelo de cirurgia ambulatorial
Por Newton Quadros
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), criada em 1961, é formada por 38 países, da América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia. Em 2023, ela publicou o estudo denominado Health at a Glance 2023: OECD Indicators, em que apresentou dados sobre os longos tempos de espera para cirurgia eletivas e atendimento médico em duas dezenas de países. A conclusão desse estudo é que o problema se agrava anualmente. Em 2022, o tempo médio de espera de um paciente para realizar uma cirurgia de catarata era de 149 dias no Chile; 278 dias na Costa Rica; 148 dias na Irlanda; 108 dias em Portugal; 240 dias na Eslovênia; 132 dias na Noruega; 113 dias na Nova Zelândia e 350 dias na Polônia.
A OCDE se dedica à promoção de padrões convergentes em vários temas, como questões econômicas, financeiras, comerciais, sociais e ambientais. Com sede em Paris, a organização atua na coleta de dados, análises, discussões, decisões colegiadas, implementações de políticas e vigilância multilateral. O Brasil protocolou o pedido de acesso à OCDE em 2017, e em junho de 2022, o governo brasileiro recebeu o Accession Roadmap, que estabelece os termos e condições para o processo de adesão, porém não houve ainda uma posição definitiva de ingresso do Brasil.
Na Espanha, segundo dados do Ministério da Saúde, a comunidade de Andaluzia tinha 1 milhão de pacientes em lista de espera, sendo 840 aguardando consulta com especialista e 160 mil aguardando por agendamento cirúrgico. O Brasil, segundo o Programa Nacional de Redução de Filas, encontra muitas dificuldades para conter o crescimento das filas de espera. Segundo o Ministério da Saúde, em relatório divulgado em maio de 2023, há mais de 1 milhão de cirurgias eletivas à espera do SUS em todo o Brasil.
Os riscos decorrentes de longas filas de espera são deterioração da saúde do paciente; aumento dos custos relacionados à assistência à saúde; redução da qualidade de vida; aumento da ansiedade e geração de novas comorbidades devido à espera; perda da janela de ação preventiva; aumento das solicitações de emergência; perda da eficiência terapêutica, entre outros.
Muitos países europeus e norte-americanos, em especial os EUA, decidiram incentivar o modelo de Ambulatory Surgery Center (ASC - Centro Cirúrgico Ambulatorial, em português), como uma alternativa para reduzir as filas e os custos cirúrgicos, com impactos positivos para o sistema de saúde. Nos EUA, os sistemas Medicare e Medicaid são considerados grandes compradores de cirurgias realizadas em ASCs e a legislação e o controle sobre a cirurgia ambulatorial já estão muito avançados. Entre 2011 e 2022, o número total de centros cirúrgicos ambulatoriais certificados pelo Medicare nos Estados Unidos cresceu a uma taxa anual de 1,3%, aumentando de 5.217 para 6.028 unidades.
Neste mercado, 30% das unidades estão concentradas em grandes grupos empresariais, a exemplo da AMSURG, que se fundiu com a Envision Healthcare; a United Surgical Partners International (USPI - empresa controladora da Tenet Healthcare/Tenet); a SCA Health (SCA, de propriedade da Optum/UnitedHealth Group); a HCA Healthcare (HCA); a Surgery Partners (54% de propriedade da Bain Capital), entre outros grupos. Os outros 70% estão pulverizados em pequenas empresas.
Nos EUA, a expectativa é de que, até 2028, cerca de 85% dos procedimentos cirúrgicos sejam realizados em ASCs e isto significa uma migração de mercado na ordem de 60 bilhões de dólares. Considerando que, segundo o Medicare, os custos dos procedimentos cirúrgicos são de 15 a 47% mais caros se realizados em hospitais convencionais, quando comparados aos ASCs, tal migração não pode ser mais considerada uma tendência, mas sim uma estratégia do governo para reduzir filas cirúrgicas ao mesmo tempo em que reduz custos assistenciais. Nos últimos anos, certos procedimentos de maior complexidade, tradicionalmente realizados em um ambiente de internação ou no denominado Departamento Ambulatorial Hospitalar (HOPD), começaram a migrar para um ambiente de ASC independente.
Essa mudança estabeleceu um novo padrão para o nível de complexidade que um ambiente de ASC pode lidar com segurança e eficiência. A diretora de operações da Virtua Health, Catherine Retzbach, disse que os ASCs que lidam com casos de alta complexidade "oferecem aos pacientes mais opções para a realização de procedimentos em um ambiente de alta qualidade e baixo custo." Como exemplo, os ASCs devem realizar metade de todos os procedimentos cardiológicos até final de 2024.
O Brasil ainda não percebeu as vantagens de migração de procedimentos cirúrgicos para o ambiente ambulatorial como estratégia para reduzir filas cirúrgicas e custos assistenciais e ampliar o acesso ao cuidado. O Governo Federal poderia investir no modelo de Unidade Cirúrgica Ambulatorial (UCA) e aumentar muito o rol de procedimentos cirúrgicos ambulatoriais, atualmente realizados nas AMEs e UPAs, além de reduzir a ocupação dos hospitais públicos com demanda cirúrgica de baixa e média complexidade, abrindo vagas para os pacientes de alta complexidade. O mesmo serve para o setor privado que ainda opera na conservadora mentalidade hospitalocêntrica, na contramão do que vemos nos países mais ricos e desenvolvidos do mundo.
*Newton Quadros é Administrador de Empresas, especialista em Qualidade Hospitalar e Governança Corporativa, Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Ambulatorial - SOBRACAM, atuou na concepção e implantação do Projeto NEO LIFE em Brasília e atualmente é Superintendente Hospitalar do ISG Saúde.
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AGÊNCIA BRASIL
Casos de dengue no inverno em 2024 já superam o registrado em toda a estação no ano passado
Até a última semana epidemiológica, foram confirmados 206.952 casos de dengue em 2024 no período do inverno
Casos de dengue no inverno em 2024 já superam o registrado em toda a estação no ano passadoAté a última semana epidemiológica, foram confirmados 206.952 casos de dengue em 2024 no período do inverno Saúde|
Os casos de dengue no inverno de 2024 já superam o total registrado em toda a estação do ano passado. Até a última semana epidemiológica, foram confirmados 206.952 casos de dengue em 2024, comparado a 123.833 casos registrados durante todo o inverno de 2023, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde.
Normalmente, o inverno é um período de redução nos casos de dengue devido às baixas temperaturas, que dificultam a eclosão dos ovos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Contudo, o inverno de 2024 apresenta uma situação diferente.
Nos meses de inverno, que ocorrem de junho a setembro, os casos de dengue costumam cair devido às temperaturas mais baixas, mas especialistas atribuem a alta deste ano a fatores como mudanças climáticas e rescaldo da alta histórica registrada nos primeiros meses deste ano.
O início do inverno, em 21 de junho, coincide com a 25ª semana epidemiológica, utilizada para monitorar a dengue e outras doenças. Em 2023, foram confirmados 19.287 casos de dengue nesta semana, o maior número registrado até então. Em 2024, esse número mais que triplicou, saltando para 65.186 novos casos.
Entre 21 de junho (semana 25) e 1º de agosto (semana 31) de 2024, foram registrados 206.952 casos de dengue. Em comparação, durante o mesmo período em 2023, foram confirmados 82.194 casos. Mesmo considerando um período mais longo no ano passado, de 21 de junho até 23 de setembro (semana 38), o total foi de 123.833 casos, ainda significativamente menor do que o número já registrado em 2024.
Embora o avanço do inverno e a diminuição das temperaturas tenham reduzido o número de novos casos, a dengue não desapareceu. Ao longo de todo o ano, foram notificados 6.446.748 casos prováveis de dengue em todo o país, resultando em uma taxa de letalidade de 0,08% de acordo com a última atualização do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde. O coeficiente da doença no Brasil, neste momento, é de 3.170,1 casos para cada 100 mil habitantes.
A faixa etária mais afetada é a dos 20 aos 29 anos, seguida pelas faixas de 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos. Os grupos menos afetados são os menores de um ano, pessoas com 80 anos ou mais, e crianças de um a quatro anos.
Entre os Estados, São Paulo lidera em números absolutos de casos de dengue. Em seguida, estão Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. No entanto, quando se considera o coeficiente de incidência da doença, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, seguido por Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
No momento, o Ministério da Saúde afirma trabalhar na organização da rede de assistência aos pacientes, capacitação de profissionais, reavaliação do fluxo de atendimento e estudos sobre os casos graves em discussões com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAs).
A situação atual acende um alerta para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção e controle da dengue, especialmente em períodos em que, tradicionalmente, a incidência da doença tende a ser menor. As autoridades de saúde seguem monitorando de perto a situação e promovendo campanhas para conscientizar a população sobre a importância de eliminar os focos do mosquito transmissor.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 06/08/24
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Goiás torna referência em cirurgia de alta complexidade
Planos de saúde ganham 800 mil novos usuários em um mês; judicialização também aumenta
Exames toxicológicos têm novas regras a partir de agosto. Veja o que muda
Artigo - Os desafios da Governança Corporativa em Startups
Tecnologia em saúde: como o Brasil está posicionado e o que esperar do futuro
TV ANHANGUERA
Goiás torna referência em cirurgia de alta complexidade
globoplay.globo.com/v/12805518/
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SEGS - PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS
Planos de saúde ganham 800 mil novos usuários em um mês; judicialização também aumenta
A melhora dos indicadores econômicos contribui para o aumento da procura por planos de saúde, mas o custo das operadoras com processos atinge R$ 17 milhões. Pesquisa ANAB de Planos de Saúde confirma que 83% dos brasileiros têm medo de perder o plano e 47% dos entrevistados precisaram ajustar o orçamento para manter o benefício.
O acesso à saúde suplementar continua essencial, porém com o mercado instável. É o que demonstram os últimos dados do setor divulgados no início de julho. O Relatório de Números do Setor - mensalmente publicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) - indica um crescimento de mais de 800 mil novos beneficiários nos planos médico-hospitalares, em outra ponta, também aumentaram as ações judiciais contra as operadoras de saúde. Outro levantamento, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), indicou que, nos últimos quatro anos, os processos de beneficiários de planos de saúde aumentaram mais de 50%. Para Alessandro Acayaba de Toledo, presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB) e advogado especialista em Direito e Saúde, a situação expõe um grande paradoxo que ronda esse sistema nos últimos anos. "Ao mesmo tempo em que os planos de saúde se consolidam como benefícios cada vez mais importantes para os brasileiros, as as operadoras enfrentam condições adversas com fraudes e regulação que estressam o mercado e causam disputas judiciais. É preciso um compromisso de todos os envolvidos para equalizar a situação", opina o especialista.
Apesar de um grande número de demandas judiciais terem apresentado um desfecho a favor do beneficiário, o especialista alerta para o crescimento da chamada "Judicialização Predatória", casos em que se utiliza de um potencial direito conhecido para alcançar o maior número de decisões no mesmo sentido e acumular enriquecimento com base na mesma controvérsia originária. "Essas demandas acabam transformando o sistema judiciário - já sobrecarregado com diversas outras demandas da sociedade - em um balcão de negociações entre consumidores e operadoras de saúde, desvirtuando sua finalidade. Tal prática se mostra como uma aposta lucrativa, com chances de obter honorários sucumbenciais e indenizações a favor do cliente", detalha. Planos de saúde são itens essenciais para o consumidor Vale ressaltar que os planos de saúde têm boa aceitação entre os brasileiros. Uma pesquisa divulgada em dezembro pela Associação Brasileira dos Planos de Saúde (Abramge), encomendada ao Instituto Datafolha, indicou que 94% da população que atualmente não possui esse tipo de serviço gostaria de ter. Entre os beneficiários, a maioria afirma sentir-se mais segura tendo acesso à saúde suplementar. Esse resultado é semelhante ao levantado pelas duas edições da Pesquisa ANAB de Planos de Saúde. Em 2022, 83% das pessoas tinham medo de perder o plano e 47% dos entrevistados precisaram ajustar o orçamento para manter o benefício, de acordo com o estudo da ANAB feito em parceria com o Instituto Bateiah.
"Estamos vivendo um momento de pré-aquecimento na economia, com expectativa na diminuição das taxas de juros e reformas econômicas que prometem aliviar um pouco o consumidor. Isso, aliado a uma taxa de desemprego em queda no Brasil, favorece o mercado e faz com que mais pessoas possam ter acesso ao plano de saúde", detalha o especialista.
Sobre a ANAB - A Associação Nacional das Administradoras de Benefícios - ANAB, como o nome indica, é uma associação de âmbito nacional que, investida na representação jurídica da categoria econômica em questão, congrega 20 associadas registradas perante a ANS como administradora de benefícios. De acordo com a ANS, há cerca de 170 administradoras de benefícios cadastradas no país.
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TRIBUNA DO PLANALTO
Exames toxicológicos têm novas regras a partir de agosto. Veja o que muda
Exame randômico: empregados do transporte serão sorteados, de forma aleatória, para colocar o teste em dia. Todas as empresas que empregam motoristas profissionais estão sujeitas às exigências da legislação.
Os exames toxicológicos identificam o consumo de substâncias psicoativas no organismo, demonstrando-se especialmente relevantes para motoristas profissionais. A obrigatoriedade dos exames para esta categoria profissional está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A partir de 1º de agosto, a Portaria MTE n. 612 introduz diversas mudanças na regulamentação, incluindo a exigência de exames toxicológicos aleatórios, atualizações relacionadas ao e-Social (sistema público que unifica informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas das empresas) e emissão de certificados, bem como a obrigatoriedade de exames toxicológicos tanto na admissão quanto na demissão dos empregados.
Os motoristas profissionais contratados em regime CLT serão sorteados, de forma aleatória para garantir imparcialidade, evitando que tenham conhecimento prévio da seleção. Em caso de resultado positivo, além do encaminhamento para exame clínico e avaliação para possível dependência química, a empresa deverá seguir protocolos como, por exemplo, emitir Comunicado de Acidente de Trabalho, suspeitar de origem no trabalho, e afastar o motorista temporariamente.
As alterações na portaria já estão em vigor, porém 1º de agosto de 2024 é o prazo para que as empresas se adequem as novas regras, incluindo o cadastro da informação sobre o exame no e-Social. Os órgãos de fiscalização garantem o cumprimento das normas, podendo impor multas.
A análise laboratorial é feita por meio de amostras de cabelo ou pelos. Nesse material coletado está armazenada a queratina, elemento essencial para demonstrar a presença ou não de drogas como maconha, cocaína, codeína, crack, ecstasy, anfetaminas, metanfetaminas, opiáceos e todos os seus derivados. Para o diagnóstico positivo, substâncias como anabolizantes, álcool e antidepressivos não são pesquisados.
Os exames serão custeados pelo empregador e realizados previamente à admissão, com periodicidade a cada 2 anos e 6 meses, e por ocasião de desligamento. Os mesmos devem ser realizados em um dos 17 laboratórios acreditados e credenciados pelo CONTRAN (Conselho Nacional de Transporte), como é o caso do Laboratório de Toxicologia Pardini, marca do Grupo Fleury, que realiza exames toxicológicos em todos os estados do Brasil, seja pelas unidades próprias das marcas do grupo, ou nos laboratórios parceiros, por meio do Lab-to-Lab Pardini.
Do volume total de testes feitos nos últimos cinco anos e seis meses, de 2019 a 2024, com profissionais com carteira de habilitação C, D e E, que se enquadram nas leis trabalhistas (CLT), 94,30% foram negativos. Dentre os testes positivos, a cocaína está presente em 74% deles.
Minas Gerais e São Paulo são os estados com o maior número de exames realizados no Laboratório de Toxicologia do Pardini, respondendo por 22,05% e 21,23% das demandas em todo o país, respectivamente. Nos últimos seis meses, cinco estados brasileiros foram responsáveis por cerca de 67,93% dos exames realizados no laboratório, com as maiores positividades sendo: Minas Gerais (24,35%), São Paulo (17,66%), Santa Catarina (12,22%), Bahia (7,82%) e Rio Grande do Sul (5,88%).
Segundo o médico toxicologista do Grupo Fleury e diretor técnico da Toxicologia Forense Pardini, Dr. Alvaro Pulchinelli Jr., o consumo de substâncias psicoativas ilícitas e drogas sintéticas age no cérebro alterando as sensações, o estado emocional e o nível de consciência. "O uso contínuo dessas substâncias promove alterações no modo como o cérebro reproduz os sentimentos e as sensações ruins, como ansiedade, irritabilidade e agressividade. Logo, quando a pessoa não está sob efeitos da droga ela pode apresentar alterações psíquicas e físicas, pois seu organismo demonstra sinais de desconfortos, fazendo-o buscar novamente pela substância ilícita para aliviar esse mal-estar e, assim, recomeça o círculo de "uso-abuso-dependência". Ou seja, a pessoa que faz uso passa a ter mais vontade de consumir a substância, perdendo o controle sobre seu consumo e tornando-se dependente", explicou o médico. "Além disso, pessoas sob influência de substâncias psicoativas têm menor atenção e capacidade de executar tarefas de risco, como dirigir veículos, pilotar aeronaves e operar máquinas", acrescenta.
Papel social
Para ele, o exame toxicológico cumpre um papel social na medida em que auxilia o combate do uso de entorpecentes e outras substâncias psicoativas prejudiciais à capacidade motora e cognitiva de um indivíduo. "Não é novidade que uso de drogas gera uma série de malefícios ao consumidor. Mas, aqui vale destacar que os prejuízos podem se estender até mesmo a outras pessoas que podem ser lesadas de diversas formas por profissionais de transporte. É de extrema relevância contar com um exame confiável, que atesta que o profissional não consome drogas e que, portanto, não colocaria em risco a vida de outras pessoas", finaliza o Dr. Pulchinelli.
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MEDICINA S/A
Artigo - Os desafios da Governança Corporativa em Startups
Caminhos necessários para a jornada da governança em saúde e o importante papel do Governance Officer.
Por Rodrigo Barp
Quando concluí o curso de Governance Officer no IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), referência nacional em capacitação de profissionais e executivos interessados em aperfeiçoar a gestão de suas organizações, vislumbrava os desafios da área em um mundo cada vez mais tecnológico e rápido, e já estava atento às tendências do mercado e da minha área.
Antes da formação específica como Governance Officer, já havia concluído os cursos de “Governança Corporativa para Startups e Scaleups” e “Compliance e Governança: da conformidade legal à integridade corporativa” no mesmo IBGC, haja vista minha atuação também como Head de Governança Corporativa e Compliance da Tuinda Care.
Minha formação jurídica e a experiência como advogado, portanto, foram enriquecidos com a formação teórica e prática sobre governança de startups, compliance, integridade, além das funções, limites e responsabilidades do Governance Officer, e tudo isso auxilia o trânsito junto às engrenagens internas da Tuinda Care, uma startup brasileira de saúde digital, e nas relações com seus acionistas e o Conselho, fortalecendo a gestão da empresa, baseada nos princípios e boas práticas de governança e cultura corporativa.
Atuar como Governance Officer nesta versão “ampliada” requer, não apenas, atributos técnicos qualificados, mas também experiência, vivência prática, sensibilidade e sabedoria para navegar pelas diferentes instâncias do organograma de uma empresa. Ao mesmo tempo em que a posição favorece o acesso aos aspectos estratégicos da organização, exige visão sistêmica sofisticada e, acima de tudo, absoluta discrição na condução das suas atividades.
Portanto, os desafios se tornam ainda maiores quando se trata de exercer, simultaneamente, como no meu caso, as funções de Governance Officer em organizações de pequeno porte (como no caso da Tuinda Care) x grande porte/complexas (no caso, o Complexo Pequeno Príncipe); startups (Tuinda Care) x consolidadas (Complexo Pequeno Príncipe); concebidas como negócio que visa auferir e distribuir resultados aos acionistas (Tuinda Care) x organizações sem fins lucrativos (mas que também buscam sustentabilidade e perenidade de sua missão institucional, como ocorre no Complexo Pequeno Príncipe).
As competências do Governance Officer exigem, acima de tudo, que se tenha uma visão sistêmica do que vem a ser governança corporativa, incluindo os contornos do mercado ou área de atuação, cultura, ética e diversidade, ESG, avaliação de conselhos e conselheiros, transformação digital, auditoria, compliance, riscos, planejamento estratégico – dada a posição estratégica da função junto aos principais executivos e ao Conselho da organização.
Uma das coisas que ficou evidente ao longo desta minha contínua jornada de formação em governança corporativa é a percepção contemporânea da importância desta função de Governance Officer como engrenagem valiosa para o êxito das organizações de diferentes perfis (S/As, empresas listadas em bolsa, familiares, organizações sem fins lucrativos). Não à toa, o IBGC, na esteira de outras instituições internacionais dedicadas à governança corporativa, tem fortalecido as funções e o cargo ao denominá-lo Governance Officer – em contraponto à noção que, historicamente, era vinculada ao Secretariado Executivo.
“O Governance Officer é aquele que tudo vê”, segundo preconiza a ICSA (International Corporate Secretary Association), pois possui trânsito privilegiado nas organizações e, normalmente, são profissionais de perfil sênior. Dentre outros aspectos inerentes à função, a jornada da governança está baseada em responsabilidades + relacionamentos + estratégia e, por isso:
atua em sintonia fina com o Conselho e com o CEO da organização;
exige inteligência, discrição, discernimento, credibilidade; imparcialidade, sensibilidade;
requer postura de independência;
trabalha para aperfeiçoar processos de tomada de decisão (pré-reunião/reunião/pós-reunião; agendas temáticas anuais);
baseia-se em fatos e dados (materialidade, formalização, prazos), por isso, “não pode ser uma pessoa sortuda…”.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção nesta jornada de formação em governança corporativa, durante o curso voltado às startups e scaleups foi perceber que, quanto mais cedo as empresas e organizações se dedicarem à definição e implementação de boas práticas de governança, muito maiores serão as chances de crescimento e longevidade – e isso inclui atração e retenção de talentos; atração de capital e investimentos; relacionamento com médios e grandes clientes, incluindo internacionais; percepção de valor pelo mercado em que a empresa atua; reverberação e influência junto aos stakeholders e à sua cadeia de valor.
A Tuinda Care, nesse sentido, segue visando o crescimento sustentável e longevo e tem procurado qualificar este cenário de boas práticas que, como se costuma dizer em governança corporativa, é uma jornada contínua de aperfeiçoamento.
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*Rodrigo Barp é Head de Governança Corporativa e Compliance da Tuinda Care.
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SAÚDE BUSINESS
Tecnologia em saúde: como o Brasil está posicionado e o que esperar do futuro
Setor vê com otimismo o crescimento no uso de ferramentas, mas ainda é preciso avançar na superação de alguns desafios.
O mercado de tecnologia em saúde no Brasil está em crescimento, impulsionado por avanços tecnológicos, mudanças nas necessidades de saúde da população e pela digitalização de serviços. De acordo com a Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS), o mercado global de tecnologia da informação em saúde deve crescer 15% ao ano até 2025.
No Brasil, a telemedicina teve um crescimento exponencial durante a pandemia de Covid-19. Em 2020, o número de atendimentos por telemedicina aumentou em mais de 1.000% em comparação com anos anteriores, segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM). Além disso, o uso de prontuários eletrônicos tem crescido, com cerca de 70% dos hospitais de grande porte já utilizando essa tecnologia.
Dados da pesquisa TIC-Saúde, organizada pelo Cetic.br - Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, apontam que, em 2019, 11% dos estabelecimentos de saúde com acesso à internet possuíam conexão acima de 100 Mbps. Em 2021, esse número passou para 23%, em 2022 para 32% e em 2023 para 33%. Em 2013, 30% dos estabelecimentos mantinham informações de prontuário exclusivamente em papel. Esse número caiu para 11% em 2023. E o número de instituições que mantinham informação apenas em formato eletrônico subiu de 22% para 32%.
“A visão de 2023 é que 87% das instituições possuem os dados cadastrais informatizados e 75% possuem o histórico clínico dos pacientes também informatizado, o que são números impressionantes contando com o volume e a diversidade das instituições de saúde no país, tanto com atendimento público quanto privado”, destaca Luis Gustavo Kiatake, diretor de Relações Institucionais da SBIS - Sociedade Brasileira de Informática em Saúde.
Segundo um estudo da WiseTech, as tendências tecnológicas de gestão na área da saúde para 2024 são promissoras e têm o potencial de transformar a forma como a saúde é oferecida e gerenciada. Telemedicina, uso de inteligência artificial (IA) para diagnósticos e tratamentos personalizados, realidade aumentada e virtual para treinamentos e a integração de sistemas de gestão hospitalar para melhorar a eficiência operacional e a qualidade do atendimento devem ganhar destaque neste e nos próximos anos.
“A adoção de tecnologias avançadas está transformando a maneira como os cuidados de saúde são prestados, tornando-os mais eficientes, personalizados e acessíveis. As instituições de saúde que investirem nessas inovações estarão melhor posicionadas para enfrentar os desafios futuros e melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes”, analisa Fatima Pinho, sócia de Life Sciences & Health Care da Deloitte.
Maior eficiência no atendimento e redução de custos
O uso estratégico de dados e tecnologia não apenas aprimora os cuidados, mas também proporciona uma gestão mais eficiente e sustentável dos recursos de saúde.
“O crescimento no uso de tecnologias em saúde é impulsionado pela necessidade de reduzir custos, gerenciar uma população envelhecida, aproveitar avanços tecnológicos e democratizar o acesso aos cuidados de saúde. Esses fatores combinados garantem que as tecnologias continuem a evoluir e a serem adotadas de maneira mais ampla e eficaz”, diz Cláudia Araújo, professora e coordenadora do Centro de Estudos em Gestão de Serviços em Saúde do COPPEAD/UFRJ.
Segundo Fatima, estudos estimam que a digitalização pode reduzir os custos administrativos em até 10%. Sobre o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida, há uma demanda crescente por serviços de saúde, o que impulsiona a adoção de novas tecnologias para atender essa necessidade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2030, a população idosa no Brasil representará cerca de 18% do total.
Outro ponto destacado que vem impulsionando o uso de tecnologias é o desafio das operadoras em gerir sinistralidade, abusos e fraudes. “O uso de analytics e modelos preditivos permite às operadoras identificar padrões de sinistralidade e agir preventivamente. As ferramentas de inteligência artificial ajudam a prever surtos de doenças e a planejar recursos de forma mais eficiente. Tecnologias de análise de dados e machine learning estão sendo usadas para detectar padrões anômalos que podem indicar fraudes ou abusos e sistemas de verificação em tempo real ajudam a identificar e mitigar fraudes antes que causem grandes prejuízos.”
Ou seja, o que impulsiona os investimentos são os problemas crônicos que o sistema de saúde enfrenta. “Não há solução para a sustentabilidade do setor que não passe pelo investimento em tecnologia. Não vamos construir o dobro do número de hospitais que temos hoje nem poderemos levar todas as pessoas que necessitam de um atendimento para dentro deles. Assim, a forma como vamos atender mais pessoas é usando a tecnologia a nosso favor – seja para acompanhamento remoto ou para melhoria da comunicação entre médico e paciente. São os recursos tecnológicos que irão criar um ambiente de produtividade que possa combater o desperdício de recursos que temos hoje.”
Tendências apontam para um cenário de expansão
Fatima traz alguns dados que ilustram um cenário positivo no uso de tecnologias em saúde. A telemedicina, por exemplo, deve se consolidar como uma parte integral do sistema de saúde, com previsões de crescimento contínuo e diversificação dos serviços oferecidos. Segundo a Global Market Insights, o mercado mundial de telemedicina deve atingir US$ 175,5 bilhões até 2026.
Em relação à inteligência artificial, espera-se um crescimento anual de 41,7%, de acordo com a Allied Market Research. “O uso da Internet das Coisas Médicas (IoMT) deve crescer, com a utilização de dispositivos conectados que permitirão um monitoramento contínuo e remoto dos pacientes, melhorando a gestão de doenças crônicas e a detecção precoce de complicações”, ressalta ela.
Kiatake destaca que, embora a grande expectativa para os próximos anos esteja no uso da inteligência artificial, essa tecnologia, segundo a pesquisa TIC-Saúde, não é uma prioridade para a maioria (63%) das instituições, e praticamente a metade delas não a utiliza devido ao custo e incompatibilidade com os sistemas. “A partir do barateamento dessas soluções, a taxa de uso deve crescer.”
Desafios para a implantação de tecnologias em saúde
Mesmo diante de um cenário promissor, a adoção de tecnologias em saúde enfrenta diversos desafios que dificultam sua implementação e uso eficaz. Um dos principais é a interoperabilidade entre diferentes sistemas de saúde, como comentou Kiatake, que muitas vezes são desenvolvidos de forma independente, resultando em dificuldades para a troca de informações de pacientes.
Além disso, a rápida evolução da tecnologia médica frequentemente supera a velocidade da regulamentação para seu uso e questões legais relacionadas à privacidade e segurança de dados também representam barreiras significativas.
“Existe naturalmente uma dependência de avanços regulatórios, e dentre eles o mais impactante é a tramitação do projeto de Lei 5875/2013, que estabelece regras e plataformas para a troca de dados em saúde. Esse projeto já foi aprovado no Senado Federal e tramita na Câmara dos Deputados, o que traz grande expectativa para evolução ainda neste ano”, explica Kiatake.
Outro obstáculo comum é a falta de suporte gerencial e treinamento adequado dos profissionais de saúde, tão necessários para garantir a implementação bem-sucedida e o uso adequado das novas tecnologias. Por fim, o custo elevado de implementação e manutenção de sistemas tecnológicos pode ser proibitivo, especialmente para pequenas clínicas e hospitais em áreas rurais.
Na questão custos, observando-se o cenário hospitalar, Vitor Ferreira, integrante do Grupo de Trabalho de Tecnologia e Inovação da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e presidente da Associação Brasileira CIO Saúde (ABCIS), destaca que, dos mais de 7.300 hospitais (públicos e privados) existentes no país, mais de 6 mil ainda possuem um baixo nível de maturidade tecnológica.
“Cerca de 500 hospitais – a maioria localizada nas capitais – realizam investimentos básicos em tecnologia. Nos demais, o orçamento de tecnologia concorre com outras necessidades básicas. Mas são poucos os que conseguem fazer investimento de ponta, como aqueles com mais de 300 leitos, que trazem inteligência artificial embarcada nos equipamentos, o que favorece o diagnóstico mais preciso e fluxos mais eficientes”, enfatiza.
Em geral, o investimento em tecnologia gira em torno de 5% do faturamento anual das instituições, mas segundo pesquisa da Deloitte, cerca de 60% dos CEOs de hospitais planejam aumentar esse valor nos próximos três anos, com foco principalmente em inteligência artificial.
Sobre a necessidade de capacitação dos profissionais do setor, Ferreira comenta que, por mais investimentos que possam ser feitos em tecnologia, os fluxos internos são controlados com sistemas básicos porque existe dificuldade de convencer os gestores da importância do investimento em tecnologia.
“Ainda há muita resistência. Precisamos mudar a cultura interna para que possamos utilizar as tecnologias que temos disponíveis. As inovações devem assumir uma posição de protagonismo, mas os gestores hospitalares devem compreender esse cenário amplo e se qualificarem para o que está chegando”, finaliza.
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Assessoria de Comunicação
Ahpaceg retoma projeto para capacitação de técnicos de enfermagem em alta complexidade
Visando sanar as fragilidades identificadas na área da enfermagem de alta complexidade, a Ahpaceg realinhou o seu projeto para a realização de cursos focados nas principais demandas do setor. As ações serão desenvolvidas em conjunto com a Faculdade Unicamps (FacUnicamps) e, para tanto, o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, e o professor João Rodrigues, representante da instituição de ensino, assinaram termos aditivos que asseguram a retomada do projeto de capacitação e aperfeiçoamento dos profissionais de enfermagem.
No dia 2 de agosto, a coordenadora de Educação Continuada da Ahpaceg, Madalena Del Duqui, reuniu-se na Associação com responsáveis técnicos de enfermagem e coordenadores de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), de Central de Material e Esterilização (CME) e de Pediatria de instituições associadas. O objetivo principal foi alinhar conteúdos e discutir as fragilidades e desafios enfrentados no cuidado em ambientes de alta complexidade.
Durante o encontro, foram abordadas as deficiências encontradas no processo de cuidar e a necessidade de desenvolver cursos que atendam a essas demandas específicas. A proposta inicial é promover programas de capacitação com menor duração.
A Ahpaceg será responsável pela apreciação e elaboração dos projetos dos novos cursos, que deverão ser realizados na FacUnicamps. Os cursos terão como foco a especialização em UTI, CME e Pediatria, e serão ministrados por especialistas em suas respectivas áreas, utilizando os laboratórios de habilidades técnicas e salas de aula da instituição de ensino.
Os cursos visam não apenas abordar as lacunas de conhecimento existentes, mas também aprimorar as práticas e habilidades dos profissionais de enfermagem em ambientes de alta complexidade. A nova grade curricular será elaborada com base nas propostas discutidas e nas necessidades identificadas durante a reunião.
Essa ação educacional da Ahpaceg representa um passo significativo na busca por uma formação mais robusta e alinhada com as exigências do setor de alta complexidade, visando promover a melhoria contínua na qualidade dos cuidados oferecidos aos pacientes.
CLIPPING AHPACEG 03 A 05/08/24
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
ELEIÇÃO CFM: Com duas chapas na disputa, médicos goianos vão eleger seus novos representantes no Conselho Federal de Medicina
Resgate em clínica de reprodução humana abandonada encontra material viável
Artigo - Conformidade: Médico, como está a segurança de seus dados?
Congresso de Oncologia destaca inovação e humanização da especialidade
Artigo - Parcerias contra a crise dos hospitais federais no Rio
FOCO NACIONAL
ELEIÇÃO CFM: Com duas chapas na disputa, médicos goianos vão eleger seus novos representantes no Conselho Federal de Medicina
A eleição será online e vai acontecer nos dias 6 e 7 de agosto. Os eleitos representarão Goiás na gestão 2024/2029
Nos dias 6 e 7 de agosto, mais de 20 mil médicos goianos vão eleger seus novos representantes no Conselho Federal de Medicina (CFM) para a gestão 2024/2029. A eleição acontecerá simultaneamente em todo o Brasil.
Em Goiás, duas chapas disputam a eleição. A Chapa 1 – União de Verdade: Ciência, Ética e Valores tem como titular o médico Waldemar Naves do Amaral e na suplência, o médico Marcelo Prado. A Chapa 2 – Coerência e Reconstrução tem como titular o médico Leonardo Emílio da Silva e na suplência, a médica Ana Cláudia Silva Duarte Mazza.
O voto é obrigatório para os médicos ativos, exceto os maiores de 70 anos, para os quais a votação é facultativa. Para votar, o médico precisar estar com os seus dados cadastrais atualizados e em situação regular junto ao Cremego. O prazo para essa regularização venceu em 30 de julho.
O médico inscrito em mais de um CRM deve votar em pelo menos um deles. Caso queira e esteja com a situação eleitoral em dia, também pode votar em todos os CRMs nos quais tem inscrição.
Voto Online
A votação será exclusivamente online, por meio do site https://eleicoescfm.org.br/GO, e acontecerá das 8h às 20h (horário de Brasília) dos dias 6 e 7 de agosto. Para votar, o médico deve acessar o site em um dos dias e horário da eleição e confirmar sua identidade.
A confirmação pode ser feita com o uso do certificado digital em nuvem (Padrão ICP-Brasil), biometria facial ou PIN enviado por e-mail ou SMS. Após votar, o médico receberá um comprovante com seus dados profissionais e um número de controle.
Os eleitores que tiverem alguma dificuldade para acessar o site da eleição podem se dirigir à sede do Cremego, em Goiânia, ou às delegacias regionais, nos dias da votação, para obter a ajuda da equipe de apoio.
Resultado
Os resultados das Eleições CFM 2024 serão divulgados no dia 7 de agosto, a partir das 20h, com transmissão ao vivo pelo canal do CFM no Youtube: //www.youtube.com/@medicina_cfm">https://www.youtube.com/@medicina_cfm>
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FANTÁSTICO/TV GLOBO
Resgate em clínica de reprodução humana abandonada encontra material viável
Local onde foi a sede da clínica de reprodução humana Shiloh, do médico nigeriano Tosyn Lopes, está sem energia elétrica e com aluguel vencido. Operação de resgate de material com óvulos e embriões congelados encontrou amostrar ainda viáveis.
Embriões de pacientes são encontrados em clínica de médico foragido
O local onde foi a sede da clínica de reprodução humana Shiloh, do médico nigeriano Tosyn Lopes, está sem energia elétrica e com o aluguel vencido.
Tosyn Lopes desapareceu e, em meio à fuga, deixou dezenas de pacientes angustiadas. Na clínica, havia óvulos e embriões congelados de diversas mulheres - agora, não existia informação se esse material está lá ainda e se está viável.
"Encontramos um imóvel realmente abandonado, com animais, baratas pelo chão e sem nenhum móvel no andar de baixo. Quando nós subimos, encontramos três tanques: um vazio, que era um tanque de reposição de nitrogênio, e dois com material congelado", conta Vanessa Jost, presidente da ONG Gestar, que representa 35 pacientes atendidas por Tosyn Lopes.
"Foi um misto de alegria, por ter encontrado os materiais ali, mas também de apreensão de não saber se naquele momento os materiais estavam viáveis ou não, se o nível de nitrogênio estava bom ou não", completa Vanessa.
A forma líquida do gás nitrogênio é necessária para preservar o material congelado. O vapor dentro do tanque marca a régua que determina quantos litros de nitrogênio preservam o material. Se os níveis estivessem muito abaixo do ideal, os embriões, óvulos e esperma poderiam ter morrido.
Um tanque com mensuração normal fica com quase 40 litros, mas os tanques da clínica Shiloh estavam um com 20 litros e, outro, com 15 litros - eles receberam mais nitrogênio.
O material foi enviado para uma outra clínica de São Paulo. "A gente descongelou, atestou a viabilidade e depois descartou as amostras. A gente pressupõe que, se as amostrar que a gente descongelou estavam viáveis, as demais também", afirma o embriologista Philip Wolff.
A lista de famílias atendidas pela clínica tem em torno de 103 pessoas, mas, informa a ONG Gestar, foram encontrados os materiais genéticos de 63 pessoas. Não há pistas de onde estão os demais materiais.
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MEDICINA S/A
Artigo - Conformidade: Médico, como está a segurança de seus dados?
A era digital traz um alerta importante para as empresas: conformidade das inovações com o marco legal. Esse compromisso, compartilhado por diversos segmentos, torna-se ainda mais crítico quando os dados, ativos valiosos no meio empresarial, indicam diretamente o nível de segurança e de confiabilidade das organizações.
Em sua função de empresa, o setor de saúde também compartilha da mesma necessidade, afinal, os dados desempenham um papel importante para o tratamento e atendimento de pacientes, facilitando análises e tomadas de decisões. O grande selo de segurança da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) é uma evidência de como o olhar criterioso sobre a privacidade de informações pessoais também se aplica às prioridades médicas, em busca de melhor alinhamento e transparência nos processos.
Proteção de dados: o pilar da integridade de negócios médicos
Enxergar como absoluto o foco que o tratamento dos dados deve receber dentro de clínicas e consultórios está ligado com à compreensão do fato de que a cibersegurança não pode ser um ponto fraco. Os dados são sensíveis ao ponto de, quando expostos, corromperem a integridade legal e financeira da clínica, tornando-se fatores degradantes para a reputação dos consultórios. Em larga escala, essa vulnerabilidade afeta o progresso da gestão médica e, lamentavelmente, em alguns casos, a carreira do profissional – podendo até desconstruir de forma permanente uma carreira consolidada.
Um estudo de 2023 realizado pela Apura Cyber Intelligence destaca que 12% dos ataques hackers se dão no setor de saúde. Tais movimentos de ransonware e demais táticas cibercriminosas roubam dados e causam danos financeiros robustos para as clínicas, impactando, consequentemente, os pacientes e a rotina médica. A alta frequência e a gravidade desses acontecimentos tornam as práticas previstas na LGPD vitais para garantir a eliminação de riscos para as informações médicas. Aliadas à tecnologia, essas práticas possibilitam que a gestão de dados seja ampliada, gerando mais benefícios e abrindo caminho para inovações futuras.
Por isso, pergunto: os dados de sua clínica estão sendo tratados da forma como deveriam?
Ao investir em tecnologia de ponta e implementar políticas de segurança no tratamento de informações, a visibilidade dos dados é significativamente aprimorada. Essa visibilidade é crucial para uma gestão de excelência, contribuindo para decisões mais informadas e eficazes em todo o negócio.
Na área da saúde, os dados dos pacientes são informações sensíveis, e o vazamento dessas informações pode resultar em litígios e outras questões de ordem jurídica, além de comprometer a confiança dos mesmos. Hoje, a retenção e o armazenamento de dados devem ser acompanhados de medidas rigorosas de segurança para garantir sua proteção.
O dano financeiro pode ser até passível de reparação, já a quebra de confiança dos pacientes e o grau de exposição pública destes, e do vazamento, podem ser permanentes.
Sem essa habilidade organizacional, clínicas e consultórios convivem com riscos significativos que podem comprometer tanto a segurança dos dados quanto a operação do negócio. É hora de priorizar a segurança dos dados na saúde!
O caminho para encontrar a conformidade
Conforme a LGPD, os dados pessoais precisam ter a segurança de sua privacidade desde a coleta, até o armazenamento e manuseio. Na saúde, esses ativos concentram informações cruciais para decisões internas da gestão médica e requerem o devido sigilo. A prestação dos serviços médicos precisa contemplar a transparência no controle dos dados.
Basicamente, a rotina médica não existe sem o fluxo de informações e troca de dados, visto seu viés tático de auxiliar em planejamentos e identificar oportunidades de crescimento. Por isso, basear-se na LGPD é imperativo para a conformidade das clínicas, consultórios e continuidade das análises de dados. A fim de apoiar essa conquista, a tecnologia consegue cuidar da segurança, utilizando ferramentas de criptografia para lograr com a proteção e ir um pouco mais além, oferecendo formas de gestão e de controle das informações que moldam as decisões.
Aqui, a estrutura é crucial. Se sua empresa não adotar plataformas com capacidades robustas de gestão e controle de dados médicos, a segurança necessária torna-se um desafio impossível de ser vencido.
Os dados são essenciais para interpretação, insights, aperfeiçoamentos e gestão eficaz no ramo médico. A integração, acessibilidade, validação e rastreabilidade são tendências fundamentais para a segurança de dados em clínicas e consultórios. Soluções digitais avançadas facilitam essa gestão, integrando-se perfeitamente à rotina clínica.
Escolher um parceiro tecnológico robusto e confiável é essencial para garantir a implementação eficaz dessas soluções. Esse momento de escolha é fundamental, pois um parceiro com experiência sólida e soluções reconhecidas pelo mercado, que firma um compromisso contínuo em evoluir, tem mais chances de proporcionar um ambiente realmente seguro para profissionais e pacientes. Com uma abordagem focada na conformidade e em otimizar seu tempo, um parceiro ideal contribui para ganhos em todas as áreas da clínica. Priorizar a proteção das informações na saúde resulta em benefícios a todos os envolvidos na cadeia de valor: dos pacientes aos gestores e profissionais de saúde.
*José Pedroza é Diretor Médico da Amigo Tech.
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Congresso de Oncologia destaca inovação e humanização da especialidade
Com mais de 110 palestrantes, evento gratuito em São Paulo aborda inteligência artificial, tecnologias 3D e metaverso, além de premiar pesquisas de ligas acadêmicas.
A Dasa Oncologia, com o apoio da Dasa Educa, realiza seu 2º Congresso Dasa de Oncologia de 15 a 17 de agosto, reunindo mais de 110 palestrantes nacionais e internacionais. O evento acontecerá no hotel Grand Hyatt, em São Paulo, e as inscrições são gratuitas.
A programação aposta em uma abordagem multidisciplinar, abrangendo não apenas o enfoque terapêutico da oncologia, mas também diagnóstico e genômica, com contribuições de patologistas, cirurgiões e outros especialistas. Além disso, uma perspectiva humanista da oncologia será destacada, com o filósofo Clóvis de Barros Filho participando da cerimônia de abertura para debater a especialidade sob uma ótica diferenciada.
"É importante trazer também um enfoque 'extra médico', do ponto de vista do paciente, de como ele vivencia o contato com o especialista, mas também vive este cenário na sua casa. Queremos abrir o congresso falando do paciente e não da doença. Essa discussão filosófica está bastante alinhada com o que praticamos na Dasa Oncologia", explica Tiago Kenji, oncologista clínico da Dasa Oncologia e presidente do Congresso.
Entre os inúmeros temas que serão abordados estão o uso de inteligência artificial na oncologia, tecnologias 3D e metaverso na especialidade, além de discussões sobre dados de vida real em oncologia.
Os números da segunda edição do Congresso Dasa de Oncologia já superaram os da edição passada, com mais de 2.400 inscrições - praticamente o dobro do ano passado - além de maior participação de parceiros da indústria farmacêutica e maior número de simpósios satélites. "A adesão crescente ao nosso congresso é um reconhecimento da classe médica e dos profissionais de saúde da qualidade da programação científica e dos especialistas da Dasa Oncologia e dos nossos convidados. O Congresso Dasa de Oncologia certamente se tornará uma referência no calendário da oncologia nacional", analisa Gustavo Fernandes, Diretor Nacional da Dasa Oncologia.
1º Prêmio Dasa Oncologia de Ligas Acadêmicas
Nesta edição do Congresso Dasa de Oncologia, foi criado um prêmio voltado para estudantes de Medicina e ligas acadêmicas de oncologia apresentarem suas pesquisas. Serão premiadas duas categorias: trabalhos científicos e apresentação da liga e suas atividades.
"Meu primeiro contato com a oncologia foi por meio de uma liga acadêmica. Depois, pude ser discutidor e um dos organizadores. Foi uma experiência extremamente gratificante. Espero que esse prêmio seja mais um incentivo para os acadêmicos ampliarem os horizontes na nossa especialidade", explica Kenji.
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O GLOBO
Artigo - Parcerias contra a crise dos hospitais federais no Rio
Arthur Chioro
A fusão das unidades de saúde é tendência global, com ganhos de qualidade, escala, efetividade
As tentativas frustradas de solucionar a crise crônica dos hospitais federais no Rio de Janeiro ensinam que não há solução simples para problemas complexos. Por razões históricas, a descentralização da saúde, depois de idas e vindas, aqui ficou pelo meio do caminho.
Há quem argumente que garantir saúde como direito universal só é possível por meio de uma gestão estatal federal e que qualquer outra forma de gestão - ainda que nos marcos da administração pública indireta, 100% destinada ao SUS e sob governança pública - é um jeito de "privatizar". Essa tese, anacrônica, não tem lastro nos preceitos constitucionais e na Lei Orgânica da Saúde, que regulamenta o SUS desde 1990.
As premissas que levaram o movimento da Reforma Sanitária a defender a descentralização estão mais do que nunca vigentes. Não há qualquer movimento de devolução de hospitais em outras capitais. Enquanto isso, os hospitais federais remanescentes seguem custando muito e entregando pouco à vulnerável e sofrida população do Rio de Janeiro.
Mais Sobre Ministério da Saúde Nísia Trindade: 'Conheço as críticas e passei a me reunir mais com líderes de partidos' Surto de febre oropouche desafia autoridades sanitárias no país A manutenção do statu quo, todavia, serve a diferentes interesses. Basta ler as páginas do relatório da CPI da Covid-19 do Senado destinadas à rede hospitalar federal do Rio de Janeiro, que indicam que a gestão foi apropriada por máfias empresariais travestidas de prestadores de serviços, situação agravada com a crescente e diversificada atuação de milícias nesses hospitais.
A busca de soluções que fraturem essa lógica é inadiável. Ao contrário do que tem sido dito, não se trata de fragmentar ou fatiar, mas de inovar e fortalecer parcerias no âmbito da gestão pública que rompam com esse estado de coisas.
Paradoxalmente, enquanto hospitais federais continuam ociosos, temos outros que operam em condições críticas, sem viabilidade de reforma ou ampliação, como é o caso do Instituto Fernandes Figueira (IFF-Fiocruz) e do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) da Unirio, gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
A fusão de hospitais é uma tendência global, proporcionando ganhos de qualidade, escala, efetividade, adensamento tecnológico e de recursos humanos.
Para além das tratativas em curso com a Prefeitura para gestão compartilhada do Hospital do Andaraí, não seria um avanço contar com a respeitada Fiocruz na solução da crise, assumindo a gestão de um dos hospitais federais, a partir da fusão com o seu IFF?
Da mesma forma, não seria um ganho para o SUS a fusão de um hospital federal com o HUGG, que tem uma estrutura centenária e tombada, projetada pelos mesmos arquitetos do Copacabana Palace? Sua integração com o Hospital Federal dos Servidores do Estado, que fica a menos de 1,5 km, poderia ser uma saída.
A fusão desses hospitais, com perfis assistenciais complementares e índice de complexidade estrutural similares, geraria um hospital universitário com 500 leitos, 18 salas cirúrgicas e robusta oferta de ensino, com 54 programas de residência e oito programas de pós-graduação.
Seria possível resgatar a grandiosidade do Hospital dos Servidores, que voltaria a operar com capacidade plena e prestar serviços de excelência, já que conta com corpo clínico e trabalhadores altamente qualificados e reconhecida vocação acadêmica, tendo sido o primeiro hospital a implantar programas de residência médica no país.
A Unirio contaria com um hospital universitário de grande porte, maior até do que o complexo hospitalar da consagrada UFRJ, transformando-se numa das mais importantes instituições de ensino e pesquisa em saúde do Brasil.
Já o Ministério da Saúde se dedicaria à sua missão essencial: coordenar o SUS em âmbito nacional, formular e avaliar as políticas de saúde. Mas quem se beneficiaria mesmo seria a população do Rio de Janeiro, o SUS e seus trabalhadores, e é isso que verdadeiramente importa.
*Arthur Chioro, presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), foi ministro da Saúde
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Assessoria de Comunicação