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Em parceria com a FacUnicamps, Ahpaceg amplia ações de educação continuada e anuncia novos cursos
A área de educação continuada da Ahpaceg está entrando em uma nova fase. As novidades, que incluem a realização de cursos de capacitação e atualização profissional de curta duração e a parceria com a FacUnicamps, foram anunciadas ontem,11, pela coordenadora Madalena Del Duqui.
“Vamos promover esses cursos para associados e para o público externo e programar outros de acordo com as demandas da rede Ahpaceg”, explicou Madalena.
A programação será aberta no dia 5 de outubro, com a realização do curso Transformação dos Modelos de Remuneração em Saúde: DRG, Governança Clínica e o Papel das Informações em Saúde, que será ministrado por Danielle Perdigão.
Na sequência, em 11 de outubro, Madalena Del Duqui ministrará o curso Segurança do Paciente, abordando aspectos, como o registro e a análise de indicadores assistenciais, a prevenção de erros de medicação e muito mais.
Essa nova fase inaugura também as ações da Educa Ahpaceg, uma empresa do Hub Ahpaceg focada em educação. “Estamos ampliando as ações de educação continuada para capacitar e especializar profissionais para a rede Ahpaceg e o mercado, de acordo com nossas demandas e filosofia de trabalho”, disse o presidente Haikal Helou.
Madalena convidou todos os associados a participarem dos cursos e também a encaminharem suas demandas, que serão avaliadas e poderão resultar em novos projetos educacionais.
Ahpaceg homenageia Renato Daher, Victor Barbosa, Virgílio Freitas e equipe
A Ahpaceg homenageou ontem, 11, o médico Renato Daher, diretor de Relacionamento da Associação; Victor P. Barbosa, do associado Hospital Santa Helena, e Virgílio Batista de Freitas, assessor da presidência do Ipasgo, pelo apoio no processo de mudança do sistema operacional do Instituto.
Virgílio, foi representado por Pedro Facuri, que recebeu o certificado que estende a homenagem a toda a equipe do Ipasgo.
O presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, recordou transtornos enfrentados pelos prestadores durante o processo de implantação do novo sistema e agradeceu o empenho e trabalho intenso dos homenageados na busca de soluções rápidas para as instituições de saúde.
“Toda mudança está sujeita a problemas em sua fase de implementação. A grande diferença está na forma como as pessoas lidam e buscam sanar esses transtornos e vocês três e equipes fizeram a diferença neste caso”, disse, enfatizando que essa atuação foi fundamental para minimizar os desafios e solucionar as pendências que comprometiam os serviços e a assistência aos pacientes.
Reforma Tributária e o impacto na saúde: os desafios para clínicas e hospitais foram tema de palestra na Ahpaceg
O projeto de reforma tributária, em tramitação no Congresso, traz muitos desafios para o setor de saúde, incluindo o aumento considerável de alíquotas, o que é visto como uma ameaça à sustentabilidade de clínicas e hospitais.
Para orientar e esclarecer dúvidas dos associados sobre os impactos da reforma tributária na área da saúde, a Ahpaceg recebeu ontem, 11, o advogado Adriano de Castro e Dantas, do Escritório Castro e Dantas.
Ele apresentou os principais aspectos do projeto, como a proposta de substituição de vários impostos por um novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o que pode alterar substancialmente a carga tributária nacional.
Atualmente, a tributação do setor de saúde inclui impostos, como o PIS/Pasep, Cofins e ISS. A reforma prevê a unificação desses tributos em um único imposto e sugere o aumento da alíquota de impostos específicos, o que pode impactar negativamente a operação de clínicas e hospitais.
Esse impacto financeiro adicional se dá pelo fato de que o IBS poderá ter uma alíquota superior à soma das alíquotas atuais de PIS/Pasep e Cofins. Além disso, a base de cálculo do novo imposto pode englobar uma gama mais ampla de serviços e produtos, aumentando a tributação sobre itens essenciais e medicamentos.
Para o setor de saúde, isso representa um desafio considerável, pois muitos hospitais e clínicas operam com margens de lucro reduzidas. Adriano Castro e Dantas citou também os prazos previstos para as mudanças.
A orientação aos associados é que continuem acompanhando a tramitação e façam um planejamento financeiro e tributário para absorver os impactos da reforma, pois mesmo que o atual projeto ainda sofra alterações no Congresso, mudanças importantes podem ser feitas e afetar o caixa das instituições de saúde.
CLIPPING AHPACEG 12/09/24
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Artigo - Computação Quântica e IA na saúde: a transformação infinita
Tipo pandemia? Médicos sugerem máscara e home office contra fumaça tóxica
Mulher usa golpe do falso pix para comprar silicone
Brasil supera marca de mil casos de mpox em 2024
Plano de saúde abrirá novos prazos para inclusão com utilização sem período de carência
MEDICINA S/A
Artigo - Computação Quântica e IA na saúde: a transformação infinita
Imagine um mundo em que diagnósticos médicos complexos são quase instantâneos e tratamentos personalizados são desenvolvidos em tempo recorde. Embora esteja em fase inicial, a eficácia dos processamentos quânticos está tornando essa realidade mais próxima do que imaginamos .
De acordo com a International Data Corporation (IDC), consultoria líder em inteligência de negócio, os investimentos no mercado de Computação Quântica (CQ) devem atingir quase US$ 16,4 bilhões até o final de 2027, representando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de cinco anos de 48,1%.
Além disso, segundo estudos recentes publicados na ‘Revista de Estudos de Gestão, Informação e Tecnologia’, até 2025, cerca de 40% das grandes corporações estarão formando profissionais com conhecimento quântico. A mesma pesquisa sugere que a Computação Quântica está prestes a ser adotada em larga escala por meio de aplicações práticas para diversas indústrias do mundo, em especial na área da saúde.
Além de rápidos diagnósticos e tratamentos personalizados, essa tecnologia tende a revolucionar desde a simulação molecular até os ensaios clínicos, proporcionando um processamento de dados exponencialmente mais veloz. Vacinas que poderiam demorar meses para serem desenvolvidas, por exemplo, podem demorar minutos com a computação quântica.
É algo tão extraordinário que parece ser impossível. No entanto, é mais real do que nunca. Mas, como, de fato, esse processador funciona?
Diferente dos computadores clássicos, que utilizam bits (menor unidade de informação que pode ser armazenada ou transmitida), os computadores quânticos utilizam qubits (unidade de informação quântica), que representam 0 e 1 ao mesmo tempo, graças à superposição aliada ao entrelaçamento quântico, permitindo um processamento de dados bem mais rápido e eficiente.
Devido a esse sistema, a CQ tem o poder de processamento quase infinito, com possibilidades praticamente ilimitadas de ações em diversos setores. Além disso, a combinação desse recurso com a Inteligência Artificial pode levar a avanços ainda mais significativos.
Contudo, para alcançar esses resultados exponenciais, os avanços dessa tecnologia de ponta ainda encontram alguns desafios significativos pelo caminho, como a infraestrutura desse sistema, que é considerada complexa, instável e cara.
Visto que diversos computadores quânticos estão submersos em águas quase congeladas para não sofrer interferências externas, como ruído térmico, radiação eletromagnética e vibrações, que podem causar erros nos cálculos alcançados, nenhuma das empresas investidoras da tecnologia informam ao mundo onde esses processadores se encontram, garantindo, dessa forma, ainda mais o avanço e a segurança da Computação Quântica.
Com esse potencial infinito e revolucionário, fica cada vez mais evidente que estamos à beira de uma transformação sem precedentes na saúde. Em um futuro não muito distante, podemos presenciar a simulação molecular avançada até o desenvolvimento ágil de medicamentos promovidos por essa tecnologia, que tende a remodelar completamente o panorama médico.
A promessa de um processamento de dados exponencialmente mais rápido significa que não apenas otimizaremos os tratamentos existentes, mas também abriremos novas fronteiras para curas de doenças que atualmente parecem inalcançáveis.
*Kefreen Batista é vice-presidente de tecnologias na Globant.
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UOL
Tipo pandemia? Médicos sugerem máscara e home office contra fumaça tóxica
Se antes a recomendação de usar máscaras e aderir ao home office ocorria devido à pandemia de covid-19, agora o motivo mudou.
Segundo especialistas ouvidos por VivaBem, os níveis atuais de poluição no ar deveriam ser motivo suficiente para manter as pessoas em casa - e recomendar proteção facial, caso tenham de ir para a rua. A exposição à fumaça tóxica pode causar danos à saúde, como desconforto respiratório e até problemas cardíacos.
Máscara e home officeAs empresas deveriam deixar os funcionários em casa, com mais dias de home office. Essa é a opinião do pneumologista Frederico Fernandes, diretor da SPPT (Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia).
Home office teria duplo benefício, segundo o médico. "Com isso, a gente evita a exposição aos poluentes e, ao mesmo tempo, deixa de usar o carro, por exemplo." Ele explica que, ao evitar sair de casa, a exposição a uma concentração maior e mais agressiva de poluentes é reduzida.
Gestores e governantes perderam o timing para tomar medidas relacionadas à saúde das pessoas em dias com altos índices de poluição, segundo Fernandes. Alberto Cukier, pneumologista do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, concorda com a recomendação. Para ele, é uma forma de contribuir para evitar ainda mais poluição na "névoa" que está cobrindo a cidade.
Outra alternativa, segundo Cukier, é reduzir a frequência dos deslocamentos e, consequentemente, a emissão de mais poluentes. "Utilizar transporte público, quando possível, também pode ser uma boa opção para diminuir a emissão de gases poluentes e partículas no ar."
Poluição em São Paulo Imagem: Rubens Cavallari/FolhapressMas, claro, nem todo mundo consegue trabalhar de casa - conforme ocorreu na pandemia. Portanto, o ideal seria que pessoas com doenças respiratórias, principalmente, evitassem o ambiente externo.
Questão do home office é complexa e necessita de discussão profunda, segundo Bruno Arantes Dias, pneumologista do Hospital Nove de Julho (SP). Debate envolve aspectos da preservação imediata da saúde do indivíduo e os impactos socioeconômicos, explica o especialista.
Ficar em casa nesse momento pode ser útil se a situação se acentuar, principalmente no contexto de quem já tem um aparelho respiratório frágil. Mas o ideal é que a gente comece a encarar a questão de uma forma mais séria, a fim de gerar políticas ambientais mais efetivas para controlar esse tipo de emissão.Bruno Arantes Dias, pneumologista
Máscaras com alta proteção como a PFF2 e N95, muito utilizadas na pandemia, são ótimas para reduzir o impacto da poluição, segundo Elie Fiss, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP).
Tenho recomendado o uso de máscaras principalmente para quem tem doenças respiratórias crônicas e sabe que vai sair em áreas em que a poluição está muito elevada.Elie Fiss, pneumologista
Pneumologista sugere as máscaras mais resistentes, sobretudo para quem vive em regiões mais próximas das queimadas. "E, dentro de casa, procurar fechar as frestas para que essa poluição não entre com partículas muito grandes", explica.
Outras dicasMantenha-se hidratado: beba água
Deixar as janelas fechadas (principalmente se morar perto de avenidas movimentadas)
Evitar se expor no horário de pico em regiões muito movimentadas
Manter ambiente interno úmido (umidificador, toalha molhada, bacia de água)
Evitar fumar
Evitar uso de produtos de limpeza com compostos químicos dentro de casa
Altos níveis de poluição
a qualidade do ar em São Paulo foi considerada a pior do mundo, segundo a empresa suíça de tecnologia IQAir, que monitora as condições da poluição em grandes cidade.
No ar, há material particulado (PM2.5) oriundo das queimadas que ocorrem em todo o Brasil, além do clima seco e quente na cidade. Essa mistura causa diversos efeitos negativos à saúde das pessoas, principalmente para quem está presente nos grandes centros.
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O HOJE
Mulher usa golpe do falso pix para comprar silicone
Ao todo, com todos os golpes que ela praticou, fica avaliado em mais de R$ 200 mil de prejuízo
A Polícia Civil prendeu uma mulher de 23 anos nesta terça-feira (10), o motivo seria por vários crimes de estelionato. O nome da jovem é Amanda Mendonça Montel, e ela teria usado o dinheiro dos golpes para comprar silicone de uma empresa em Goiânia, com um comprovante de transferência falso.
O prejuízo causado à empresa está em média de R$5 mil. Ao todo, com todos os golpes que ela praticou, fica avaliado em mais de R$ 200 mil de prejuízo. A suspeita já aplicou golpes em Natal, no Mato Grosso do Sul, e em outras regiões do país. Quando ela aplicava o golpe da falsa transferência, logo ela sumia e não atendia mais o telefone.
A investigada será autuada por falsificar comprovantes de transferência e documentos para enganar clínicas de estética. Ela está presa até o momento e segue à disposição da justiça.
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AGÊNCIA BRASIL
Brasil supera marca de mil casos de mpox em 2024
São Paulo lidera a lista de municípios com maior número de casos confirmados e prováveis da doença (370 ou 36,5%)
De janeiro até a primeira semana de setembro deste ano, o Brasil registrou 1.015 casos confirmados ou prováveis de mpox. O número supera o total de casos notificados ao longo de todo o ano passado, quando foram contabilizados 853. Há ainda 426 casos suspeitos da doença. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde em informe semanal.
De acordo com o boletim, o Sudeste concentra a maior parte dos casos de mpox no país, 80,9% ou 821 do total. Os estados com maiores quantitativos de casos são São Paulo (533 ou 52,5%), Rio de Janeiro (224 ou 22,1%), Minas Gerais (56 ou 5,5%) e Bahia (40 ou 3,9%). Apenas duas unidades federativas seguem sem registro de casos confirmados ou prováveis: Amapá e Piauí.
São Paulo lidera a lista de municípios com maior número de casos confirmados e prováveis da doença (370 ou 36,5%), seguido pelo Rio de Janeiro (167 ou 16,5%), Belo Horizonte (43 ou 4,2%), Salvador (28 ou 2,8%) e Brasília (23 ou 2,3%). Entre os atuais 426 casos suspeitos no Brasil, o estado de São Paulo responde por 39,7%, com 169 casos.
Perfil
O perfil de casos confirmados e prováveis de mpox no país, segundo o informe, continua sendo majoritariamente composto por pessoas do sexo masculino (956 ou 94,2%) na faixa etária de 18 a 39 anos (718 ou 70,7%). Apenas um caso foi registrado na faixa etária até 4 anos. Até o momento, não foram registrados casos confirmados e prováveis em gestantes.
O ministério contabiliza ainda 71 hospitalizações por mpox (7% do total de casos), sendo 36 (3,9%) para manejo clínico e oito (0,8%) para isolamento, enquanto em 27 casos (2,7%) não foi descrito o motivo para a hospitalização. Além disso, cinco casos (0,5%) precisaram de internação em unidade de terapia intensiva (UTI).
De acordo com a pasta, não foram registrados óbitos por mpox no Brasil ao longo deste ano. Também não foram notificados casos da nova variante 1b. A cepa foi identificada pela primeira vez em setembro do ano passado na República Democrática do Congo, que enfrenta surtos da doença desde 2022.
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ADUF
Plano de saúde abrirá novos prazos para inclusão com utilização sem período de carência
O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) informa que serão abertos novos períodos para adesão ao plano de saúde Unimed Goiânia com isenção de carência. De acordo com as regras contratuais vigentes, as adesões podem ser feitas exclusivamente para planos com coparticipação. Para conferir os valores reajustados e obter mais informações, .
Períodos:
Primeiro período: de 1º a 10 de outubro de 2024, com início da utilização a partir de 10 de novembro de 2024.
de 1º a 10 de outubro de 2024, com início da utilização a partir de 10 de novembro de 2024. Segundo período: de 1º a 11 de novembro de 2024, com início da utilização a partir de 10 de dezembro de 2024.
Plano odontológico
Quanto ao plano Uniodonto, as adesões podem ser realizadas mensalmente entre os dias 1 e 10. O novo valor da mensalidade é de R$28,32 até a próxima renovação contratual. Para obter informações detalhadas sobre ambos os planos assistenciais, os docentes devem entrar em contato com o Setor de Convênios pelos seguintes números: (62) 3202-1280 e (62) 99945-8903.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 11/09/24
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Seguros Unimed tem crescimento de 22,4% no faturamento em 2024
Simpósio da ABRAHCT debate caminhos para a transição de cuidados
Seis ações essenciais para a cibersegurança na saúde
FMUSP, HCFMUSP e Grupo Fleury firmam acordo de cooperação científica
Número de casos da Covid cresce 105% em um mês no Brasil
Estudo com 6 mil jogadores de futebol das séries A a D detecta anomalias em eletrocardiogramas de 3% dos atletas
Com 25 anos na gestão hospitalar, FM da Dasa discute otimização de processos
Brasil tem mais de 30 internações ao dia por tentativa de suicídio
MEDICINA S/A
Seguros Unimed tem crescimento de 22,4% no faturamento em 2024
A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, obteve um faturamento de R$ 3,6 bilhões no primeiro semestre de 2024, representando um crescimento de 22,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A boa performance no faturamento, aliada ao controle eficiente dos sinistros - alcançando uma sinistralidade de 81,7% no segmento de saúde - contribuíram para o resultado operacional consolidado de R$166,8 milhões, um crescimento de 48,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido consolidado no período equivale a ROAE de 8,83%, o que representa um o valor de R$195,3 milhões.
"Os resultados evidenciam a estratégia e a eficácia das operações da Seguros Unimed. A diversificação do nosso portfólio para além da atuação no ramo saúde, os investimentos em inovação e tecnologia para aprimorar processos e alavancar negócios, a eficácia no controle da sinistralidade, a ampliação de parcerias estratégicas dentro e fora do Sistema Unimed, fortalecendo a intercooperação entre a Seguradora e as cooperativas da marca, o aumento da eficiência em custos, entre outras ações, consolidam nossa posição no mercado, demonstrando nossa capacidade de gerar valor significativo para colaboradores, acionistas e para a sociedade", destaca Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed.
Neste período, a Companhia firmou uma parceria com a Aconseg SP (Associação das Empresas de Assessoria e Consultoria do Estado de São Paulo) para fortalecer sua presença no mercado segurador paulista. Também intensificou seus esforços em tecnologia, pois a vê como grande aliada para agilizar os processos internos, e também para apoio na mitigação de fraudes, previsibilidade de custos, padrões de comportamento dos beneficiários e pagamento de sinistros.
"A Seguros Unimed foi pioneira no investimento em tecnologia para o combate às fraudes no setor de saúde. Desde 2021, utilizamos ferramentas de machine learning com a implementação de 12 modelos de identificação de padrões em projetos nas áreas Atuarial, de Odontologia e Provimento, com o objetivo de previsão de custos e identificação de fraudes", afirma o presidente.
Somente em 2023, a Seguros Unimed investiu mais de R$36 milhões em projetos estruturantes, que envolvem Inteligência Artificial e Machine Learning. "Os impactos desse trabalho permitiram uma melhoria na eficiência operacional, na oferta de soluções inovadoras aos segurados e na sustentabilidade financeira da Companhia", conclui Helton Freitas.
Além disso, a empresa continua aprimorando a experiência dos parceiros corretores, implementando plataformas online e offline para agilizar cotações e contratos, e facilitar a apresentação dos produtos aos clientes no momento da venda.
Resultado por segmento
O segmento Saúde registrou um crescimento de 27,1% no primeiro semestre de 2024, seguido pelos Ramos Elementares (seguros residenciais, empresariais e de responsabilidade civil profissional) com um aumento de 12,9%. Os segmentos Odontológico e Vida cresceram 10,2% e 3,6%, respectivamente.
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Simpósio da ABRAHCT debate caminhos para a transição de cuidados
A Associação Brasileira de Hospitais e Clínicas de Transição (ABRAHCT) realizará, no dia 26 de setembro, em Belo Horizonte, o II Simpósio de Transição de Cuidados. O evento acontecerá conjuntamente à Expo Hospital 2024, uma das principais feiras hospitalares da América Latina, e visa consolidar o conceito de transição de cuidados, enfatizando a importância de uma gestão eficaz da continuidade do atendimento em diferentes níveis de atenção à saúde.
O simpósio discutirá como a continuidade do cuidado pode melhorar resultados clínicos, qualidade de vida dos pacientes e a sustentabilidade do sistema de saúde diante da crise financeira atual. "A transição de cuidados não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para um sistema de saúde mais eficiente e sustentável", afirma Fabiola Melo, Conselheira ABRAHCT e Diretora Médica da Clínica São Genaro (SP).
Especialistas e gestores de saúde, entre outros, compartilharão insights sobre os desafios e oportunidades na implementação e gestão das unidades de transição. A inovação e a busca por melhorias contínuas serão temas centrais, com foco no desenvolvimento dessa área emergente. Segundo Lucas Frechiani, Conselheiro ABRAHCT e Diretor da Clínica Serenity (ES), explorar novas possibilidades é fundamental para integrar e otimizar cada etapa do atendimento ao paciente.
"Compreender o histórico da regulamentação e estruturação dos serviços de transição de cuidados é essencial. O cuidado prolongado, definido pela Portaria GM n° 2.809, de 7 de dezembro de 2012, relativa aos hospitais de cuidados prolongados, fundamentais na estratégia de retaguarda e apoio às instituições de alta complexidade e à Rede de Urgência e Emergência no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), faz parte desse contexto histórico, embora não seja formalmente denominado como transição de cuidados. Mesmo que existam normativas, elas ainda não atingem o nível desejado e servem como ponto de partida", explica Frechiani.
Ele destaca a necessidade de criar diretrizes específicas para a prestação desses serviços, observando que as normas atuais concentram-se, principalmente, na estrutura física, seguindo parâmetros de hospitais gerais sem uma distinção clara. O simpósio explorará a evolução das diretrizes para a transição de cuidados, comparando as práticas no Brasil com experiências internacionais.
Programação
Iniciando a programação, a mesa sobre Regulamentação: Estruturação de Serviços de Transição de Cuidados, trará as palestras Regulamentação e Implementação de Serviços de Transição - Panorama no Brasil; Experiências e Contribuições da Transição de Cuidados no Setor Público; e A transição de cuidados na saúde suplementar.
O simpósio buscará fortalecer a colaboração entre setores público e privado, essencial para a aplicação bem-sucedida das políticas de transição de cuidados e para aprimorar a rede de saúde no Brasil. A interação é indispensável para construir um sistema mais robusto e inclusivo.
No caso da transição de cuidados no contexto da saúde suplementar, a proposta será uma análise sob a perspectiva das operadoras de saúde e do setor privado. Anteriormente, os modelos de remuneração eram semelhantes aos dos hospitais gerais e vistos como complementares. "Hoje, há uma diferenciação nas negociações e critérios, indicando uma mudança na caracterização. Vamos explorar a visão da saúde suplementar sobre a transição de cuidados, considerando o contexto regulatório e a incorporação dos serviços no setor privado", esclarece Fabiola Melo.
Após um intervalo, a agenda retorna com a segunda mesa sobre Linhas de Cuidados, Estratégias Terapêuticas e impacto financeiro da Transição de Cuidados, com palestras sobre Linhas de Cuidados Estratégicas em Reabilitação para Pessoas com Fragilidade Clínica e Funcional - Resultados e estratégias; O Cuidado Paliativo e Integração de Serviços Visando Melhorar a Qualidade Assistencial; e Impacto Econômico da Transição de Cuidados na Saúde.
Ao abordar as estratégias de reabilitação para pacientes com fragilidade clínica e funcional, se utilizará como case a Unimed Belo Horizonte, sob nova gestão, que integra a transição em suas linhas de atendimento, especialmente para pacientes com AVC. Frechiani, destaca que é primordial garantir uma transição eficiente entre diferentes níveis, como alta complexidade, unidades de transição e atenção domiciliar, para proporcionar uma jornada de cuidado mais clara e eficaz.
A realização simultânea do II Simpósio de Transição de Cuidados e da Expo Hospital oferece uma excelente oportunidade para a troca de conhecimentos e aplicação prática das ideias discutidas. O evento também promove networking, permitindo que os participantes interajam com líderes da indústria de saúde presentes na feira, o que pode gerar novas parcerias e projetos essenciais para o avanço da transição de cuidados no Brasil.
"Apesar do nome, a Expo Hospital abrange todo o mercado de saúde, incluindo operadoras, profissionais autônomos e setores públicos, como secretarias de saúde. É uma oportunidade para divulgar o conceito de transição de cuidados para diversos públicos e setores, promovendo debates e destacando a importância desse segmento para a sociedade. A missão da ABRAHCT é disseminar o conceito de hospitais e clínicas de transição e evidenciar a necessidade de sistemas específicos para gerenciar esses serviços", conclui.
Serviço
II Simpósio de Transição de Cuidados
Dia 26 de setembro
Onde: Expo Hospital, no Expominas, em Belo Horizonte/MG
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Seis ações essenciais para a cibersegurança na saúde
O setor de saúde vem enfrentando o impacto de ataques cibernéticos em um ecossistema de ameaças cada vez mais interconectado. Um exemplo disso é o custo do impacto destas operações no setor. Só em 2023, o custo médio de ciberataques no setor da Saúde chegou a US$ 5,3 milhões, o maior entre os segmentos pesquisados Digital Trust Insights, da PwC, estudo que ouviu mais de 3,8 mil líderes de sete setores.
A indústria da saúde não está imune ao multiverso de riscos que enfrentamos na era da disrupção tecnológica. O ritmo da transformação digital torna desafiador o entendimento do que é mais crítico na hora de gerenciar riscos cibernéticos. À medida que o setor se digitaliza, a tendência é de que as ameaças sejam mais agressivas. Essa nova jornada será cheia de desafios, e as lideranças precisarão de resiliência para superar os obstáculos.
Neste contexto de ameaças, as empresas que se preparam respondem com eficiência e emergem mais fortes de uma crise cibernética. Dentre o conjunto de ações que podem ser consideradas essenciais para estas ações, seis se destacam: o estabelecimento de uma estrutura de gestão multifuncional de crise; a avaliação dos potenciais impactos para as operações e os clientes; o desenvolvimento de soluções táticas e abordagens alternativas para manter os processos operacionais críticos no curto e médio prazo; a consideração cuidadosa dos passos necessários para retomar as operações normais; o desenvolvimento de protocolos claros de comunicação interna e externa; o aperfeiçoamento de medidas internas de cibersegurança e a avaliação de riscos cibernéticos adicionais de terceiros.
A execução de respostas a crises deve começar com a ativação de uma equipe multifuncional de respostas. A definição de um PMO (gerente de projetos) e fluxos de trabalho nas atividades de respostas com responsáveis claros e periodicidade de ações de divulgação é o segundo passo desta ação. Uma equipe de comunicação de crises para desenvolver uma mensagem central consistente é essencial, assim como uma unidade específica para triagem de clientes e stakeholders voltada a rastrear, gerenciar e responder rapidamente as consultas recebidas, de forma personalizada.
A avaliação da resiliência e do risco cibernético passa pelas atividades de busca por ameaças e avaliações de violação e comprometimento para assegurar que o ambiente permaneça seguro. Também são consideradas tanto as conexões com o ecossistema de saúde mais amplo, quanto às vulnerabilidades chamadas "zero-day", aquelas que ocorrem quando hackers exploram a falha antes que os desenvolvedores tenham a chance de lidar com ela e das quais estados-nações e agentes criminosos procuram se aproveitar. As companhias devem questionar se existe um plano definido para testar sua conexão com a entidade ou entidades impactadas quando estiverem operacionais novamente e ativar um programa de gestão de riscos de terceiros para entender o impacto potencial das vulnerabilidades identificadas e quaisquer outros impactos potenciais de terceiros em seu ecossistema.
A empresa está preparada para fazer uma análise posterior à ação tomada e se preparar melhor para eventos similares no futuro? As considerações sobre resiliência são as avaliações de impacto nos negócios que identificam processos críticos que exigem capacidade de resiliência de alta disponibilidade. São identificados processos críticos para os quais as dependências de fornecedores criam um risco de concentração, quais são os processos de contingência e consideradas as estratégias de diversificação de fornecedores. Nesta etapa também são testados os processos de continuidade dos negócios e as capacidades de recuperação de desastres para saber o quanto a empresa conseguiria entregar serviços críticos durante outros tipos de eventos.
Uma comunicação eficaz com todos os stakeholders também é um ponto bastante importante. Existe uma estratégia de gestão de comunicação e canais? O que será comunicado e para quem? Qual será o formato e quais canais serão utilizados? Foi planejado o impacto na percepção/satisfação dos beneficiários? Seus provedores de logística estão preparados para dar suporte à empresa? Existem previsões, contratações, treinamentos e FAQs atualizados para os centros de contato e fornecedores de Business Process Outsourcing (BPO)?
Além de toda a gestão da crise, as considerações operacionais precisam ser consideradas para prestadores. Sabemos que toda empresa tem processos vigentes caso não consiga completar as funções de acesso prévio, como verificação de seguro ou autorizações, como fazer em caso de ataque cibernético? Entre as implicações, encontramos: atrasos que podem afetar as consultas, os procedimentos e a entrega de receitas e medicamentos aos pacientes, interrupção de atendimento, aumento de pedidos de reembolso negados devido à insuficiência de aprovações de seguros e autorizações necessárias. São impactos que podem afetar o fluxo de caixa do prestador, além de um aumentar os custos administrativos.
Por último, devem ser considerados os programas de benefícios em medicamentos (PBM) e planos de saúde. Existem processos provisórios para funções impactadas ou para rastrear pré-autorizações que não foram processadas? Nestes processos provisórios é preciso considerar: pagamentos antecipados a serem reconciliados após a resolução dos eventos disruptivos, gerenciar solicitações duplicadas, pedidos enviados por diferentes fornecedores, pedidos em papel, etc.
Ainda dentro dos programas de benefícios, devem ser planejados como será a reconciliação de prescrições realizadas de boa-fé e o gerenciamento dos impactos sobre o Medicare Advantage Stars ou a performance do Medicaid Quality (por exemplo, a adesão à medicação). Os processos provisórios devem contemplar ainda a distribuição de medicamentos críticos e a adesão de pacientes que não podem pagar o custo na ponta na farmácia.
Por fim, se esta disrupção operacional persistir, a empresa estará preparada para lidar com o enorme acumulado de transações após o fim das interrupções? Foram considerados a criação de "ambientes de teste" para processar em lotes o grande volume de transações futuras? À medida que as operações comerciais voltam ao normal, é essencial considerar a resiliência tecnológica e operacional, além da concentração de fornecedores e dos processos de contingência. Construir uma organização verdadeiramente resiliente não acontece da noite para o dia. É um esforço de vários anos que precisa começar agora.
*Bruno Porto é sócio e líder para a indústria de saúde na PwC Brasil.
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FMUSP, HCFMUSP e Grupo Fleury firmam acordo de cooperação científica
A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o Hospital das Clínicas da FMUSP (HCFMUSP) e o Grupo Fleury assinaram uma parceria inédita com o objetivo de fomentar pesquisa, inovação e desenvolvimento de talentos na área da saúde. O acordo de cooperação científica oferecerá bolsas a alunos de pós-graduação, proporcionando acesso a laboratórios de ponta e oportunidades de pesquisa dentro das unidades do Fleury.
O foco inicial do projeto será na área de cardiologia, especialmente no setor de ecocardiografia. Com duração de cinco anos, o programa visa incentivar o desenvolvimento de pesquisas avançadas, capacitação em tecnologias de última geração e expansão de possibilidades de tratamento e diagnóstico.
Os alunos selecionados serão contemplados com bolsas, pagas pelo Grupo Fleury, para integrar as equipes do HC, da FMUSP e do Fleury, com uma dedicação semanal de 20 horas. "Essa parceria representa um marco no intercâmbio entre academia e setor privado, que potencializará a formação e a capacitação dos futuros líderes da medicina", afirma o Prof. Paulo Pêgo, vice-diretor da FMUSP.
A iniciativa visa valorizar residentes e profissionais, com a abertura de portas para estágios e a realização de projetos que unam excelência acadêmica e inovação tecnológica. Os resultados das pesquisas serão compartilhados por meio de publicações científicas e da participação dos bolsistas em bancas de defesa de doutorado.
"Nossa história de 98 anos é marcada pela pesquisa e produção de conhecimento científico em cooperação com as instituições acadêmicas, estimulando o desenvolvimento de profissionais médicos de referência em suas especialidades. Nesse contexto, essa parceria é uma iniciativa com inestimável contribuição para os avanços da medicina no nosso País", avalia Jeane Tsutsui, presidente do Grupo Fleury.
A expectativa é que a parceria também resulte, no futuro, no desenvolvimento de cursos de extensão e educação continuada, ministrados por ambas as equipes.
A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o Hospital das Clínicas da FMUSP (HCFMUSP) e o Grupo Fleury assinaram uma parceria inédita com o objetivo de fomentar pesquisa, inovação e desenvolvimento de talentos na área da saúde. O acordo de cooperação científica oferecerá bolsas a alunos de pós-graduação, proporcionando acesso a laboratórios de ponta e oportunidades de pesquisa dentro das unidades do Fleury.
O foco inicial do projeto será na área de cardiologia, especialmente no setor de ecocardiografia. Com duração de cinco anos, o programa visa incentivar o desenvolvimento de pesquisas avançadas, capacitação em tecnologias de última geração e expansão de possibilidades de tratamento e diagnóstico.
Os alunos selecionados serão contemplados com bolsas, pagas pelo Grupo Fleury, para integrar as equipes do HC, da FMUSP e do Fleury, com uma dedicação semanal de 20 horas. "Essa parceria representa um marco no intercâmbio entre academia e setor privado, que potencializará a formação e a capacitação dos futuros líderes da medicina", afirma o Prof. Paulo Pêgo, vice-diretor da FMUSP.
A iniciativa visa valorizar residentes e profissionais, com a abertura de portas para estágios e a realização de projetos que unam excelência acadêmica e inovação tecnológica. Os resultados das pesquisas serão compartilhados por meio de publicações científicas e da participação dos bolsistas em bancas de defesa de doutorado.
"Nossa história de 98 anos é marcada pela pesquisa e produção de conhecimento científico em cooperação com as instituições acadêmicas, estimulando o desenvolvimento de profissionais médicos de referência em suas especialidades. Nesse contexto, essa parceria é uma iniciativa com inestimável contribuição para os avanços da medicina no nosso País", avalia Jeane Tsutsui, presidente do Grupo Fleury.
A expectativa é que a parceria também resulte, no futuro, no desenvolvimento de cursos de extensão e educação continuada, ministrados por ambas as equipes.
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METROPOLES
Número de casos da Covid cresce 105% em um mês no Brasil
Quantidade de óbitos por Covid-19 também aumentou, indo de 229 em julho para 334 em agosto, segundo dados do Ministério da Saúde
O Brasil enfrenta um aumento expressivo no número de casos e óbitos por Covid-19 entre os meses de julho e agosto deste ano. É o que mostram os dados mais recentes do Painel de Monitoramento do Coronavírus do Ministério da Saúde.
Em julho, foram registrados 17.964 novos casos de Covid-19 no país. Esse número mais que dobrou em agosto, alcançando 36.970, o que representa um aumento de 105,8%. As estatísticas foram analisadas pela reportagem com base nas semanas epidemiológicas 28 (7 de julho) a 35 (31 de agosto).
O número de óbitos também apresentou elevação. Foram 229 mortes em julho e 334 em agosto, marcando um crescimento de 45,85%.
As semanas epidemiológicas são um sistema padronizado para organizar e comparar dados de saúde, como casos de doenças, ao longo do tempo. Em vez de usar meses ou datas específicas, os profissionais de saúde dividem o ano em semanas numeradas de 1 a 52 (ou 53).
Desde o início da pandemia, em 2020, o Brasil já acumulou mais de 38 milhões de casos e 713 mil óbitos pela doença
O que diz o Ministério da Saúde sobre o aumento de casos da Covid-19
Em nota enviada ao Metrópoles, o Ministério da Saúde informou que, durante todo o ano de 2024, foram registrados 680.181 casos de Covid-19, valor abaixo do histórico se comparado com anos anteriores: 1.496.631 casos no mesmo período de 2023.
"Mas nas últimas semanas há tendência de aumento, principalmente entre idosos, o que reforça a importância da vacinação", alerta a pasta.
O Ministério recomenda a vacinação contra a Covid-19 para a variante Arcturus, também conhecida como XBB, que previne as formas graves da doença e óbitos.
"A vacinação é direcionada a crianças de seis meses a menores de cinco anos, idosos, imunocomprometidos, gestantes e outros grupos prioritários. Crianças com esquema vacinal completo podem receber a dose da vacina XBB após três meses da última dose e pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas podem iniciar com uma dose da XBB", diz trecho da nota.
A pasta reforça a recomendação do uso de máscaras por profissionais da saúde, pessoas com sintomas respiratórios e em locais com aglomerações.
Fique atento aos sintomas
Febre baixa ou calafrios;
Tosse geralmente seca e persistente;
Espirros;
Cansaço;
Dor de garganta;
Dores de cabeça;
Dores musculares em todo o corpo;
Coriza;
Náusea/vômito;
Diarreia.
O teste deve ser feito nos primeiros três a cinco dias desde o início dos sintomas - é nesse momento que a carga viral está mais alta.
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O GLOBO
Estudo com 6 mil jogadores de futebol das séries A a D detecta anomalias em eletrocardiogramas de 3% dos atletas
Levantamento foi desenvolvido por pesquisador do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Especialistas explicam que nem toda anomalia significa doença, mas que deve servir de alerta. Em agosto, jogador uruguaio morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.
A morte do jogador uruguaio Juan Izquierdo após uma parada cardiorrespiratória associada à arritmia cardíaca provocou um questionamento no mundo do futebol: como está a saúde dos atletas? Um estudo inédito desenvolvido pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) aponta respostas. A pesquisa, com mais de 6 mil jogadores em atividade no Brasil, mostra que 3% deles apresentaram eletrocardiogramas anormais.
A porcentagem representa 180 atletas entre os 6.125 que tiveram os exames analisados pelo pesquisador Filipe Ferrari e seu orientador, Ricardo Stein. São todos homens, com idade entre 15 e 35 anos, de 82 clubes profissionais - todas as equipes da Série A de 2023, além de times das séries B, C e D do Campeonato Brasileiro.
As alterações não necessariamente significam doenças graves, mas devem servir de alerta.
"Esses 180 têm alguma alteração que não é esperada e podem ter alguma doença cardíaca. Em um jogo com 22 atletas, um ou outro com certeza deve ter, e isso não necessariamente significa a doença", diz Ferrari, educador físico e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares da UFRGS. Atletas que participaram do estudo Fonte: Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) "São alterações que fazem com que nós acendamos o 'sinal amarelo'. A gente tem que investigar para ver se não tem, em alguns casos, 'sinal vermelho'. A gente tem uma suspeita. Não necessariamente a gente tem um doente", explica Stein, professor de Medicina e médico do Serviço de Fisiatria e Reabilitação do HCPA.
A tese "Avaliação do Eletrocardiograma do Jogador de Futebol Brasileiro: Um Estudo Observacional Multicêntrico" teve artigo publicado no British Journal of Sports Medicine, a revista mais prestigiada de medicina do esporte do mundo.
O HCPA é uma instituição pública e universitária, vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Dos 180 jogadores com alguma alteração no eletrocardiograma, 75 apresentaram inversão da onda T ínfero-lateral, um achado anormal nesse tipo de exame. De acordo com os pesquisadores, alterações nessa onda podem sugerir condições cardíacas raras, as quais podem levar à morte súbita.
"A onda T é um daqueles tracinhos que aparece no papel do eletrocardiograma. Se ela está voltada para cima, na imensa maioria da vezes ela está normal. Se ela está voltada para baixo, a depender do local, nos acende um sinal de alerta. Nesse cenário, investigações adicionais com exames de imagem são necessárias", afirma Ferrari.
Na sequência, os pesquisadores analisaram ecocardiogramas e ressonâncias magnéticas dos atletas.
"Nem todos os atletas que apresentaram eletrocardiograma anormal apresentaram ecocardiograma e ressonância anormais. Ter o eletro alterado não significa ser doente", diz Stein. O dado mais alarmante é que, entre seis jogadores com doenças cardíacas diagnosticadas pela ressonância, quatro apresentaram ecocardiogramas normais, ou seja, as doenças não foram detectadas na segunda análise. De acordo com Filipe Ferrari, essa diferença serve para destacar a importância da ressonância cardíaca como padrão-ouro nessas circunstâncias, a fim de obter resultados mais seguros.
Entre as doenças detectadas, estão condições que agravam o espessamento de uma parte do músculo cardíaco e a miocardite, que é uma inflamação do miocárdio. Um dos atletas que participou do estudo foi informado dos riscos e decidiu parar de praticar o esporte profissionalmente.
Apesar do alerta, os especialistas são unânimes: o esporte e o exercício físico, por si, não matam.
"Quando acontece uma situação dramática como a do Juan Izquierdo ou aquela de 20 anos atrás, do Serginho, as pessoas passam a pensar: 'se um atleta profissional tem uma morte súbita no gramado, o que pode acontecer comigo que faço exercícios no dia a dia ou que sou um sedentário que quero começar a fazer exercícios?'. O maior risco é estar sedentário", comenta Stein.
"Quando tem um exemplo de morte súbita, como o Izquierdo, causa uma comoção muito grande, porque o jogador é visto como sinônimo de saúde. A morte súbida num atleta é um evento extremamente raro. O exercício não mata. O que mata são doenças cardiovasculares existentes, detectadas ou não, cujo exercício pode ser um gatilho. O sedentarismo é muito mais perigoso", alerta Ferrari.
Para evitar que esse gatilho seja acionado, é recomendado monitorar a saúde dos atletas, eventuais sintomas, histórico familiar e outros fatores.
Uma pesquisa com essas dimensões é inédita no Brasil. Segundo o professor orientador, Ricardo Stein, dados de pesquisas europeias norteavam as pesquisas até então. Enquanto na Europa os jogadores analisados eram brancos e afro-caribenhos, o estudo brasileiro analisa brancos, pardos e pretos.
"Por ser o primeiro estudo de grande magnitude nacional, a gente talvez não precise mais se armar de dados de outros países. A gente pode até comparar, mas agora nós temos dados nacionais robustos", diz Stein. Ao todo, foram analisados 2.496 exames de homens brancos, 2.004 de pardos e 1.625 de pretos. Os pretos tiveram maior prevalência de inversão da onda T, uma alteração mais frequente também em jogadores negros em Gana, Reino Unido e França.
"As alterações, tanto as que são consideradas benignas quanto as malignas, costumam ser mais comuns nos negros. Os negros afro-caribenhos estudados na Inglaterra têm mais alterações anormais no eletrocardiograma que os brancos", comenta o orientador.
O mesmo estudo também está sendo feito com as profissionais do futebol brasileiro. Já foram coletados mais de 600 exames de jogadoras mulheres de 17 clubes do Brasil. O estudo é liderado por pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Cardiologia do Exercício (CardioEx) do HCPA.
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PORTAL REVISTA INFRA
Com 25 anos na gestão hospitalar, FM da Dasa discute otimização de processos
Há mais de 25 no setor hospitalar, Alexsandra Ferreira Marques começou como publicitária em uma grande farmacêutica. Desde a primeira experiência, ela enxergou a importância em gerar uma relação de valor e de bem-estar aos clientes internos. Com o tempo, passou a atuar mais próximo das áreas de Hotelaria e de Administração e, em 2003, concluiu a graduação em Administração Hospitalar no Instituto de Pesquisas Hospitalares Arquiteto Jarbas Karman (IPH).
Ao longo da carreira, ela buscou por especializações na área, mas aprendeu muito na prática por meio de erros e acertos. Alexsandra, ainda no início da carreira como gestora, vivenciou a falência de um fornecedor. "Quando a empresa parceira quebra, existe uma corresponsabilidade do contratante. Então, experimentei coisas bem desafiadoras nessa jornada, mas que me trouxeram experiência e atenção com o cuidado preventivo, principalmente na gestão de fornecedores, desde a contratação, manutenção e encerramento do contrato", afirma.
Em 2011, a profissional iniciou uma terceira graduação, desta vez, em Direito. Com isso, além de conseguir comunicar-se de maneira mais clara com as áreas jurídicas das empresas onde trabalhou, ela também aprendeu a construir SLAs (Service Level Agreement ou, em português, Acordo de nível de serviço) técnicos."Hoje mais de 90% do meu trabalho envolve gestão de dados, desde indicadores de produtividade até o quilo de roupa suja por paciente-dia", comenta.
Desde 2021, Alexsandra atua como gerente nacional de Operações e Facilities na Dasa, rede de saúde integrada."Quando ingressei na Dasa tínhamos o desafio de equalizar os indicadores de Facilities, criando padrões onde pudéssemos comparar os resultados das operações e traçar projetos de eficiência e melhoria contínua", recorda. Quando ocorre o crescimento da ocupação hospitalar, por exemplo, as áreas de custos variáveis, como Nutrição, Lavanderia e Limpeza devem acompanhar de forma proporcional esta variação e isso pode ser facilmente visualizado, pelos executivos, por meio dos indicadores. Além disso, ela destaca que o monitoramento de dados ajuda a criar sinergias e oportunidades.
Em geral, o uso de indicadores visa promover a gestão eficiente associada ao uso de melhores práticas, mas, segundo a profissional isso não acontece em curto prazo, pois envolve um trabalho de mapeamento e compreensão das particularidades de cada unidade, alinhamento dos processos, monitoramento constante dos dados, definição de metas e frequente divulgação e engajamento dos times sobre os resultados e o papel de cada um para o alcance do objetivo.
Para Alexsandra, o sucesso deste tipo de ação depende do entendimento de que existem operações distintas, nas quais nem sempre se aplica uma padronização. Ela enfatiza a importância do conhecimento técnico combinado a escuta e participação daqueles que estão na operação, o time da ponta: "Se o indicador for compreendido e fizer sentido para aquela realidade operacional, ele terá ótima aderência e trará seus frutos. Se ele não tem pertinência, mesmo que obrigatório, cairá no desuso, no esquecimento, ou seu resultado será interpretado de forma equivocada."
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AGÊNCIA BRASIL
Brasil tem mais de 30 internações ao dia por tentativa de suicídio
Dado é da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede)
O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou, ao longo de 2023, 11.502 internações relacionadas a lesões em que houve intenção deliberada de infligir dano a si mesmo, o que dá uma média diária de 31 casos. O total representa um aumento de mais de 25% em relação aos 9.173 casos registrados quase dez anos antes, em 2014. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11) pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede).
Em nota, a entidade lembrou que, nesse tipo de circunstância, médicos de emergência são, geralmente, os primeiros a prestar atendimento ao paciente. Para a associação, o aumento de internações por tentativas de suicídio e autolesões reforça a importância de capacitar esses profissionais para atender aos casos com rapidez e eficiência, além de promover acolhimento adequado em situações de grande fragilidade emocional.
Segundo a Abramed, os números, já altos, podem ser ainda maiores, em função de possíveis subnotificações, registros inconsistentes e limitações no acesso ao atendimento em algumas regiões do país. Os dados mostram que, em 2016, houve uma oscilação nas notificações de internação por tentativas de suicídio, com leve queda em relação aos dois anos anteriores. O índice voltou a subir em 2018, com um total de 9.438 casos, e alcançou o pico em 2023.
Estados e regiões
A análise regional das internações por lesões autoprovocadas revela variações entre os estados brasileiros. Para a associação, em alguns deles, foi registrado "um crescimento alarmante". Alagoas, por exemplo, teve o maior aumento percentual de 2022 para 2023 - um salto de 89% nas internações. Em números absolutos, os casos passaram de 18 para 34 no período.
A Paraíba e o Rio de Janeiro, de acordo com a entidade, também chamam a atenção, com aumentos de 71% e 43%, respectivamente. Por outro lado, estados como São Paulo e Minas Gerais, apesar de registrarem números absolutos elevados - 3.872 e 1.702 internações, respectivamente, em 2023 -, registraram aumentos percentuais menores, de 5% e 2%, respectivamente.
Num movimento contrário, alguns estados apresentaram reduções expressivas no número de internações por tentativas de suicídio e autolesões no ano passado. Amapá lidera a lista, com uma queda de 48%, seguido pelo Tocantins (27%) e Acre (26%).
A Abramed destaca que a Região Sul como um todo enfrenta "tendência preocupante" de aumento desse tipo der internação. Santa Catarina apresentou crescimento de 22% de 2022 para 2023, enquanto o Paraná identificou aumento de 16%. O Rio Grande do Sul ficou no topo da lista, com aumento de 33%.
Perfil
De acordo com a associação, o perfil de pacientes internados por lesões autoprovocadas revela uma diferença significativa entre os sexos. Entre 2014 e 2023, o número de internações de mulheres aumentou de 3.390 para 5.854. Já entre os homens, o total de internações caiu, ao passar de 5.783 em 2014 para 5.648 em 2023.
Em relação à faixa etária, o grupo de 20 a 29 anos foi o mais afetado em 2023, com 2.954 internações, seguido pelo grupo de 15 a 19 anos, que registrou 1.310 casos. "Os números ressaltam a vulnerabilidade dos jovens adultos e adolescentes, que, juntos, representam uma parcela significativa das tentativas de suicídio", avaliou a entidade.
Já as internações por lesões autoprovocadas entre pessoas com 60 anos ou mais somaram 963 casos em 2023. Outro dado relevante é o aumento das internações entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos - em 2023, foram 601 registros, quase o dobro do observado em 2011 (315 internações).
Para a Abramede, embora o atendimento inicial desses casos necessite de "foco técnico", é importante que a abordagem inclua também a identificação de sinais de vulnerabilidade emocional, com o objetivo de oferecer suporte integrado. A entidade avalia que uma resposta rápida e humanizada pode fazer a diferença no prognóstico desses pacientes, além de ajudar na prevenção de novos episódios.
Setembro Amarelo
No Brasil, uma das principais campanhas de combate ao estigma na temática da saúde mental é o Setembro Amarelo que, este ano, tem como lema Se Precisar, Peça Ajuda. Definido por diversas autoridades sanitárias como um problema de saúde pública, o suicídio, no país, responde por cerca de 14 mil registros todos os anos. Isso significa que, a cada dia, em média, 38 pessoas tiram a própria vida.
Na avaliação do psicólogo e especialista em trauma e urgências subjetivas Héder Bello, transtornos mentais representam fatores de vulnerabilidade em meio à temática do suicídio - mas não são os únicos. Ele cita ainda ser uma pessoa LGBT, estar em situação de precariedade financeira ou social, ser refugiado político ou enfrentar ameaças, abuso ou violência. "Esses e outros fatores contribuem para processos de ideação ou até de tentativa de suicídio."
"Políticas públicas que possam, de alguma maneira, falar sobre esse assunto, sem tabu, são importantes. Instrumentos nas áreas de educação e saúde também podem ser amplamente divulgados - justamente pra que a gente possa mostrar que existem possibilidades e recursos amplos para lidar com determinadas situações que são realmente muito estressantes e de muita vulnerabilidade."
Cenário global
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, todos os anos, mais de 700 mil pessoas em todo o mundo tiram a própria vida. A entidade alerta para a necessidade de reduzir o estigma e encorajar o diálogo aberto sobre o tema. A proposta é romper com a cultura do silêncio e do estigma, dando lugar à abertura ao diálogo, à compreensão e ao apoio.
Números da entidade mostram que o suicídio figura, atualmente, como a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. A OMS cita consequências sociais, emocionais e econômicas de longo alcance provocadas pelo suicídio e que afetam profundamente indivíduos e comunidades como um todo.
Reduzir a taxa global de suicídio em pelo menos um terço até 2030 é uma das metas dos chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). "Os desafios que levam uma pessoa a tirar a própria vida são complexos e associam-se a fatores sociais, econômicos, culturais e psicológicos, incluindo a negação de direitos humanos básicos e acesso a recursos", destacou a OMS.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 10/09/24
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
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SAÚDE DEBATE
Abramge considera resultado econômico-financeiro divulgado pela ANS positivo, mas sugere cautela antes de celebrar o resultado
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), divulgou no dia 3 de setembro os dados econômico-financeiros relativos ao 1º semestre de 2024. O resultado completo pode ser consultado no Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar. Para Gustavo Ribeiro, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), os resultados indicam uma recuperação, mas é preciso acompanhar os próximos meses com cuidado.
"A notícia é positiva para os beneficiários, interessados diretos e razão de ser do setor, que, com maior equilíbrio financeiro se mantém hígido para cumprir seus contratos e sustentar o acesso à saúde privada no Brasil. Historicamente o segundo e o terceiro trimestre são marcados por influenza, doenças virais e respiratórias que se acumulam com os demais tratamentos, trazendo despesas assistenciais mais elevadas. Por isso é importante aguardarmos mais alguns períodos para entender se o setor conseguirá chegar ao final desse ano nos moldes pré pandêmicos e, a partir daí, ampliar de maneira mais vigorosa o acesso da população brasileira ao sistema de saúde suplementar".
De acordo com a ANS, o setor de saúde suplementar registrou lucro líquido de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre do ano. Resultado que equivale a aproximadamente 3,27% da receita total acumulada no período, que foi superior a R$ 170 bilhões. O desempenho econômico-financeiro é o mais positivo para um 1º semestre desde 2019. Um saldo positivo mais próximo do patamar pré-pandemia.
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METRÓPOLES ONLINE
Planos de saúde vão de perdas de R$ 4 bi a lucro de R$ 2 bi. Veja como
Para especialistas, reajustes de preços foram fundamentais para a virada operacional das empresas do setor entre 2023 e 2024
As empresas de planos de saúde deram uma guinada formidável entre o primeiro semestre do ano passado e o mesmo período deste ano. Elas saíram de um prejuízo operacional de R$ 4,3 bilhões em 2023 e alcançaram um lucro de R$ 2,4 bilhões em 2024 - o primeiro resultado positivo desde 2021. E como ocorreu tamanha reviravolta? Na avaliação de especialistas, vários fatores contribuíram para a mudança, mas um deles foi primordial: o reajuste de preços.
No caso dos planos individuais, os aumentos são definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Neste ano, a elevação foi fixada em 6,91%. Para os planos coletivos, contudo, vale a livre negociação entre as operadoras e as empresas que as contratam. Nessas apólices, afirmam os técnicos, houve reajustes de até 50%.
E no universo da saúde suplementar planos coletivos têm um peso muito maior do que os individuais. Estes reúnem 8,8 milhões de pessoas, o equivalente a 17% do total de 51,2 milhões de usuários do sistema.
Para a maioria das operadoras, os contratos individuais tornaram-se uma dor de cabeça. Elas consideram que essas apólices são deficitárias e a recomposição dos preços por parte da ANS não banca os custos do segmento. Por isso, eles são cada vez mais raros no mercado.
Em contrapartida, os planos coletivos agrupam 42,3 milhões de brasileiros e representam quase 83% dos usuários do setor. Nesse segmento, há dois tipos de apólices. Um deles é voltado para pequenas e médias empresas (PMEs), com até 29 pessoas. Nesse caso, cada operadora define um reajuste para todos os contratos desse tipo que mantém no portfólio. Para os planos com mais de 29 pessoas, contudo, não há esse limite. O reajuste é negociado caso a caso, cliente a cliente.
Aumentos de até 50%
Gustavo Vilela, sócio-líder do setor de saúde da consultoria KPMG, observa que, no caso dos contratos com PMEs, com o limite de até 29 clientes, quase todos os reajustes praticados em 2023 foram maiores do que 20%. "Neste ano, os que não foram acima desse patamar, ficaram no limiar desse valor", diz o especialista.
Ele acrescenta que, no caso dos planos coletivos empresariais, em que a negociação é livre entre as operadoras e as empresas clientes, alguns aumentos chegaram a 50% neste ano. "É por isso que, sim, o que definiu o bom resultado operacional dos planos neste primeiro semestre foi sem dúvida o preço", afirma o especialista.
O médico Carlos Lobbé, professor de MBAs de gestão de saúde da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio, concorda com a análise. Ele observa que, graças notadamente aos aumentos de preços, a receita das companhias do setor saltou de R$ 131,6 bilhões no segundo trimestre de 2023 para R$ 149,2 bilhões no mesmo período deste ano, num avanço de 13%.
Aumento de clientes
O peso dos reajustes também é destacado por Harold Takahashi, sócio da Fortezza Partners, assessoria de investimentos especializada em fusões e aquisições. Ele nota que, além e apesar dos aumentos, o total de clientes das empresas também cresceu neste ano, na comparação com 2023, com um incremento de cerca de 800 mil pessoas.
Takahashi destaca que o crescimento de usuários pode parecer um contrassenso diante dos reajustes dos planos. Mesmo porque, quando os preços dos produtos aumentam, a clientela foge. Mas há explicações para essa aparente discrepância.
Uma delas é o fato de que o avanço das operadoras ocorre, principalmente, nos planos empresariais. Como o mercado de trabalho tem dado recorrentes demonstrações de força no Brasil, a entrada no mercado de um maior número de trabalhadores formais engorda a clientela dos planos de saúde.
Fator comportamental
Além disso, para Vilela, da KPMG, há um fator comportamental que explica esse fato. Ele afirma que, desde a pandemia, a importância dos planos de saúde aumentou entre os consumidores. Isso faz com que muitos usuários do sistema (o que vale para empresas que querem oferecer o benefício a seus funcionários) suportem reajustes, ou mesmo, aceitem uma mudança de contrato, aderindo a uma versão mais simples e barata do produto.
"Hoje, as pessoas abrem mão de outros bens de consumo para manter um plano de saúde e aceitam trocar uma cobertura melhor por outra pior", diz Vilela. "As áreas de pós-venda das operadoras também estão mais preparadas para oferecer essa mudança para uma opção mais barata de plano, o , como forma de reter a clientela."
Ganhos de eficiência
Houve ainda ganhos de eficiência. É isso o que mostra a queda da taxa de "sinistralidade" do setor, embora ela também sofra influência dos reajustes. Esse índice mede a relação entre as despesas que a operadora do plano tem com atendimentos médicos (sinistros) e o valor total arrecadado com as mensalidades dos usuários.
De acordo com a ANS, essa taxa passou de 87,9% no segundo trimestre de 2023, para 83,8% no mesmo período de 2024. Isso quer dizer que, agora, para cada R$ 100,00 que a operadora recebe, R$ 83,80 são gastos com atendimento dos clientes. No ano passado, essa custo era de R$ 87,90. Dito assim, a diferença pode parecer pequena, mas, considerando o tamanho da receita das operadoras, diferença entre os percentuais passa a ser expressiva.
Verticalização
Para o médico Lobbé, da FGV, a "verticalização" crescentemente adotada pelas operadoras também contribuiu com ganhos de eficiência no setor. Na gestão "vertical", além de administrar planos, as operadoras controlam a rede de atendimento a clientes, mantendo serviços próprios em hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico. "Esse foi o modelo que as companhias encontraram para controlar os custos de forma mais rigorosa", diz o especialista.
Lobbé afirma que as grandes empresas do setor, lista que inclui a Hapvida e a Amil, por exemplo, fizeram um "trabalho muito intenso de verticalização" neste ano. "O Bradesco também está montando hospitais e a SulAmérica oferece reajustes menores para clientes que usam serviços da Rede D'Or, que faz parte do mesmo grupo", acrescenta o médico.
Limpeza nas apólices
Os especialistas afirmam ainda que cortes maciços de apólices deficitárias também ajudaram produzir o lucro no primeiro semestre. Fazem parte desse grupo de contratos que não saem do vermelho, notadamente, os planos por adesão. Eles reúnem segmentos específicos, geralmente vinculados a entidades de classe, associações profissionais, sindicatos ou conselhos de profissões de advogados, médicos ou engenheiros, por exemplo.
Nos planos por adesão, o volume de cancelamentos de apólices chegou a tal ponto que, em maio, os planos de saúde concordaram em firmar um acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), suspendendo esse tipo de interrupção unilateral do serviço.
Queda nas despesas
Os técnicos notam ainda que as despesas com assistência médica do setor subiram menos do que a receita entre 2023 e 2024. De acordo com dados da ANS, os gastos passaram de R$ 115,6 bilhões no segundo trimestre do ano passado contra R$ 124,8 bilhões no mesmo período deste ano, num aumento de 7,9%. A salto da receita no mesmo período, como mencionado acima, foi de 13,3%.
Glosas e inadimplência
Essa diferença, contudo, não pode ser 100% atribuída à maior eficácia das operadoras. Os especialistas consideram que ela também está associada, em alguns casos, ao não pagamento ou ao adiamento da quitação de despesas. Isso inclui glosas (quando, por vários motivos, os planos não cobrem de imediato a despesa de um cliente com o atendimento médico), além de pendências com fornecedores, ou mesmo, com o Sistema Único de Saúde (SUS).
Dados da ANS mostram que a Hapvida, a maior operadora do país, mantinha uma dívida com o SUS de cerca de R$ 800 mil, que não havia sido quitada até o fim do segundo trimestre.
Mudanças nos produtos
Além disso, notam os especialistas, os planos de saúde estão mudando o perfil das apólices. Isso vem ocorrendo principalmente depois que a ANS permitiu, a partir de 2021, que pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD) tivessem direito a um número ilimitado de sessões com psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.
De acordo com a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), com a mudança, os custos dos planos relacionados ao atendimento de pacientes com TEA e TGD superaram as despesas com tratamentos de câncer e cardiologia. "Hoje, é praticamente impossível achar um produto de prateleira das operadoras que não tenha pelo menos a coparticipação em terapias", diz Vilela, da KPMG.
Combate às fraudes
Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa as principais operadoras de planos de saúde do país, creditou ainda parte do bom desempenho operacional do setor no semestre ao combate às fraudes no sistema. Em geral, esses golpes ocorrem em recibos de reembolsos, com empréstimos de carteirinhas e no fracionamentos de recibos.
Entre 2019 a 2023, a entidade registrou 4.502 notícias-crime e ações cíveis relacionadas a falcatruas desse tipo. "Só nos últimos dois anos esses casos aumentaram 66%", afirma o comunicado.
A entidade avalia também que, apesar dos números positivos no primeiro semestre, é "prematuro concluir que o setor terá resultados equivalentes aos do período pré-pandemia neste ano". "Na saúde suplementar, tradicionalmente, o segundo e o terceiro trimestres do ano são os que costumam elevar as despesas assistenciais", diz a nota.
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AGÊNCIA BRASIL
Câmara aprova urgência para desoneração da folha de pagamento
A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9/9) a urgência para votação do projeto que prevê transição para o fim da desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia e da alíquota cheia do INSS em municípios com até 156 mil habitantes.
O projeto foi aprovado em agosto pela Senado. A proposta mantém a desoneração da folha de pagamento para esses setores integralmente em 2024 e prevê a reoneração gradual entre 2025 e 2027. A retomada gradual da tributação a partir de 2025 terá alíquota de 5% sobre a folha de pagamento. Em 2026, serão cobrados 10% e, em 2027, 20%, quando ocorreria o fim da desoneração. Durante toda a transição, a folha de pagamento do 13º salário continuará integralmente desonerada.
Para municípios com até 156 mil habitantes, a retomada da contribuição previdenciária também será escalonada: até o fim deste ano, será de 8% e no ano que vem, o percentual será de 12%. Em 2026, será de 16%, chegando aos 20% em 2027, no fim do período de transição.
No ano passado, o Congresso Nacional havia aprovado a manutenção da desoneração da folha, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou trechos da Lei 14.784, de 2023. O Congresso derrubou o veto e o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal, que deu prazo até 11 de setembro para que o Congresso e o Executivo buscassem um acordo sobre a desoneração.
Após acordo entre governo e Congresso, foram definidas medidas de compensação para a renúncia fiscal com a manutenção da desoneração, que foram incorporadas ao projeto.
Entre as medidas estão a atualização do valor de bens imóveis junto à Receita Federal, aperfeiçoamento dos mecanismos de transação de dívidas com as autarquias e fundações públicas federais e medidas de combate à fraude e a abusos no gasto público.
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A REDAÇÃO
Saúde lança sistema que acelera processo de transplantes em Goiás
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) entregou, nesta sexta-feira (6/9) o Sistema Sidoar na Gerência de Transplantes. O sistema estadual de gerenciamento do processo de doação e transplante é inovador e abrange todas as etapas do procedimento. O Sidoar permitirá acesso a usuários externos, como equipes de transplantes e profissionais das comissões Intra-hospitalares de doação de órgãos e tecidos (CIHDOTTs).
“Neste primeiro momento, já é possível realizar o credenciamento das unidades de saúde que desejam participar do processo de transplante. As equipes poderão acessar o sistema para incluir formulários e informações essenciais, enquanto outras etapas, como a busca e notificação de potenciais doadores, também estão em desenvolvimento”, explica a gerente de Transplantes, Katiúscia Freitas.
Segundo o governo de Goiás, o sistema oferece um sistema abrangente que facilita a comunicação entre todos os envolvidos. Os hospitais habilitados, tanto públicos quanto privados, poderão acessar o módulo de credenciamento e enviar os documentos necessários.
A comunicação será automatizada por e-mail, incluindo notificações sobre a oferta de órgãos, permitindo que as equipes tenham acesso rápido às informações, agilizando o processo de aceite ou recusa do órgão para transplante.
Além disso, a superintendente de Tecnologia, Inovação e Saúde Digital da SES-GO, Luiselena Luna Esmeraldo, ressalta que todos os estabelecimentos e equipes que atuam no processo de doação e transplante terão acesso às informações sobre notificações de morte encefálica e dados de potenciais doadores. “Essa integração promete otimizar o trabalho e trazer mais eficiência ao sistema de transplantes no estado”, pontua.
Ainda estão previstos para os próximos módulos a Notificação de Morte por Parada Cardiorrespiratória; Busca ativa e Dashboard de indicadores gerenciais, também conhecido como painel de gestão.
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Candidatos em Goiânia retomam promessa de hospital previsto desde 2018
A promessa de construção de um hospital municipal em Goiânia, amplamente citada pelos candidatos à prefeitura, não é nova. Essa demanda já consta no Plano Municipal de Saúde (PMS) desde 2018 e foi reforçada no plano vigente entre 2022 e 2025. No entanto, apesar da diretriz, a ausência de um hospital público que atenda de forma eficiente as necessidades da população segue sendo uma realidade na capital.
A criação de um hospital municipal é vista como uma solução para reduzir a dependência da rede privada e enfrentar a crescente demanda por serviços de saúde. Atualmente, Goiânia depende da compra de leitos em hospitais particulares e da disponibilidade de vagas em hospitais estaduais, que também atendem pacientes de todo o estado de Goiás. Esse cenário sobrecarrega o sistema e gera longas filas de espera tanto para procedimentos eletivos quanto para atendimentos de urgência. A falta de um hospital municipal capaz de absorver parte dessa demanda intensifica a pressão sobre a saúde pública em Goiânia.
Para Néia Vieira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde em Goiás (Sindsaúde-GO), a construção de um hospital municipal é essencial para resolver a crise da saúde na capital. Ela ressalta que a dependência da rede privada cria vulnerabilidades, pois a cidade precisa negociar com hospitais particulares para garantir vagas em procedimentos de maior complexidade.
“Goiânia não tem hospital próprio e, por isso, precisa comprar leitos e serviços da rede privada, muitas vezes a preços de mercado. Isso limita a capacidade de negociação e gera longas filas para procedimentos eletivos e atendimentos de urgência”, explicou Néia.
Ela também destaca a importância de leitos de retaguarda, essenciais para pacientes que necessitam de cirurgias eletivas, que, embora não sejam emergenciais, exigem atendimento adequado.
A reportagem conversou com integrantes do Conselho Municipal de Saúde. Com receio de represálias em pleno período eleitoral, preferiram não se identificar. Para um dos membros, a criação de um hospital municipal está diretamente relacionada ao modelo de atenção à saúde proposto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, o SUS foi criado para focar na prevenção e promoção da saúde, evitando a necessidade de cuidados hospitalares mais complexos.
Contudo, ele admite que, além da atenção primária, é fundamental o investimento em hospitais para atender às demandas secundárias e terciárias. “Precisamos de estudos aprofundados para decidir se a demanda de Goiânia seria melhor atendida por um hospital geral ou por policlínicas especializadas”, ponderou.
As promessas
Mesmo diante da previsão de construção de um hospital municipal nos planos de saúde da cidade desde 2018, os candidatos ao cargo de prefeito de Goiânia apresentam propostas variadas em relação a essa questão. Adriana Accorsi (PT), candidata do Partido dos Trabalhadores, afirmou que pretende construir um Hospital Geral Municipal e já conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do mesmo partido dela, para garantir os recursos necessários, tanto para a construção quanto para a manutenção da unidade.
Já Fred Rodrigues (PL) propôs a criação de um hospital municipal por meio de parcerias com instituições já existentes, como a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, evitando a construção de uma nova unidade, mas utilizando a estrutura disponível para ampliar o atendimento à população. Matheus Ribeiro (PSDB) e Professor Pantaleão (UP) não mencionam a construção de um hospital municipal em seus planos de governo.
Da mesma forma, Rogério Cruz (Solidariedade), atual prefeito de Goiânia, apesar de ter herdado a promessa de construção do hospital municipal de Maguito Vilela na campanha de 2020, não construiu a unidade e nem incluiu a proposta em seu plano atual, mesmo com a previsão dessa obra no Plano Municipal de Saúde anterior a sua gestão.
Mal avaliado em pesquisas eleitorais, o candidato foi procurado na última quarta-feira (4), pela reportagem do jornal A Redação durante uma agenda de rua na Vila Redenção, mas recusou-se a dar entrevista. Ele alegou que havia pouco tempo para realizar a caminhada e, por esse motivo, não conversaria com a equipe.
Vanderlan Cardoso (PSD), em entrevista ao jornal A Redação, disse que pretende construir um hospital municipal e considera parcerias com a iniciativa privada uma opção viável para ampliar o atendimento de saúde na capital. “Agora, Goiânia não pode mais ficar sem nenhum hospital. Isso não quer dizer que nós não vamos ter parceria com a iniciativa privada, vamos fazer essas parcerias”, declarou o candidato.
Já o prefeitável Sandro Mabel (União Brasil) afirma que pretende implantar um Hospital Geral Municipal em Goiânia, sem detalhar como a proposta será concretizada.
O Plano Municipal de Saúde
O Plano Municipal de Saúde (PMS) é o documento que orienta as ações e os investimentos da gestão pública na área da saúde. Ele é criado com base nas necessidades da população e serve como guia para todas as políticas e programas desenvolvidos no município ao longo de quatro anos. O PMS define as diretrizes, metas e ações que devem ser seguidas pela gestão municipal e é uma exigência legal para a aplicação dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
O plano é elaborado de forma participativa, contando com a colaboração de diferentes setores da sociedade e das recomendações feitas na Conferência Municipal de Saúde. Após a elaboração, o documento precisa ser aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde, que acompanha sua implementação. O PMS é o principal instrumento de planejamento do setor de saúde no município, e sua execução deve garantir que as necessidades da população sejam atendidas de forma eficiente e transparente.
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JORNAL OPÇÃO
Dívida superior a R$ 30 milhões da Prefeitura de Goiânia com o Hospital Araújo Jorge se mantém
Cerca de 90% da receita do hospital depende de contratos com a Secretaria Municipal de Saúde
A dívida da Prefeitura de Goiânia com o Hospital Araújo Jorge se mantém acima dos R$ 30 milhões. Por conta disso, a unidade de saúde, que é responsável por 70% dos atendimentos de câncer no Estado, enfrenta um déficit mensal de R$ 4 milhões. Cerca de 90% da receita do hospital depende de contratos com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Além dos problemas financeiros, a demanda por atendimentos oncológicos vem crescendo, o que agrava a situação. O hospital realiza milhares de procedimentos todos os meses, como cirurgias, quimioterapias e radioterapias, atendendo pacientes de todo o Estado.
“A crise financeira compromete diretamente a qualidade e a continuidade dos serviços oferecidos pelo hospital. Precisamos urgentemente regularizar os repasses para garantir o atendimento aos pacientes”, destacou Alexandre Meneghini, presidente da Associação de Combate ao Câncer de Goiás (ACCG).
Ao Jornal Opção, Meneghini afirmou que sente certa “enrolação” por parte da secretaria de saúde. “A promessa feita é de que até o dia 10 tudo seria colocado em dia. Então temos que aguardar até amanhã, mas eles colocariam em dia o que repassam. Ainda existe as dívidas de emendas que não foram pagas, que são mais de R$ 20 milhões”, disse.
“Eles também fizeram uma jogada que considero traiçoeira, o secretário fez uma portaria para nos pagar mas suspenderam essa portaria. Eles renegociaram e disseram mais uma vez que iriam pagar, mas até o momento não recebemos nenhum pagamento”, disse o presidente.
No portal da transparência da Prefeitura, a reportagem encontrou três repasses feitos pela SMS para a Associação de Combate ao Câncer de Goiás em julho, o primeiro é no valor empenhado em julho foi de R$ 7,1 milhões, mas o valor pago consta como R$ 4,7 milhões. Já em agosto, foram quatro repasses encontrados no Portal da Transparência onde consta o valor empenhado de R$ 14,3 milhões destinados à Associação, o total pago, no entanto, foi de R$ 12,7 milhões. O total repassado é de R$ 19,4 milhões.
O Hospital Araújo Jorge informou que os valores devidos são de R$ 30,08 milhões. Esse valor é constituído por R$ 500 mil, referente ao piso da enfermagem; R$ 4,2 milhões, referentes à processos administrativos; R$ 9,3 milhões, referente à vencimentos; R$ 350 mil de emendas estaduais; R$ 7,5 milhões de emendas federais e R$ 8 milhões referente à Portaria nº 443/2023.
Nesta segunda-feira, 9, Meneghini se reuniu com a vereadora Kátia Maria (PT), presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Goiânia. Na ocasião, a parlamentar compartilhou sua experiência com a instituição. “Em 2021, eu morei no Araújo Jorge por 40 dias. Pude vivenciar de perto a excelência do atendimento, o comprometimento dos profissionais e o trabalho social do hospital. Esta crise afeta diretamente milhares de pacientes que dependem desse atendimento especializado”, disse.
Segundo a vereadora, a Comissão trabalha para fiscalizar a gestão da saúde em Goiânia e oferecer soluções. Kátia afirmou que atua para resolver a situação da Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc).
De acordo com Kátia, a crise financeira reflete descompasso entre a demanda crescente por serviços de saúde e a falta de uma gestão eficaz na saúde municipal. “Estamos falando de vidas. Não podemos aceitar que essa situação continue. Vamos continuar cobrando a prefeitura para encontrar uma solução que garanta o atendimento da população”, concluiu Kátia.
Já a Associação afirma que segue mobilizando a sociedade civil e dialogando com autoridades para superar a crise. Outras formas de receita do hospital são doações e apoio do governo estadual para manter seus serviços essenciais. Porém, o atraso dos repasses por parte da prefeitura compromete a sustentabilidade.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, mas até o fechamento desta matéria não tivemos retorno. O espaço continua aberto para esclarecimentos.
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MEDICINA S/A
Hapvida aposta em tecnologia para otimizar integração operacional
Integrar duas corporações de qualquer setor econômico não é tarefa trivial. Na área da saúde, então, o desafio é ainda mais complexo. Nesse contexto, a integração entre a Hapvida e a NotreDame Intermédica, duas gigantes do setor, soma hoje 15,7 milhões de beneficiários no Brasil. Uma operação avaliada por analistas de mercado como muito bem-sucedida, êxito explicado por uma gestão que usa tecnologia e dados em prol da melhor assistência aos seus clientes. Detalhes desse case foram apresentados pelo vice-presidente de Operações da Hapvida NotreDame Intermédica, Francisco Souto, e pelo diretor de Digital da empresa, Pedro Fleury, durante a Abrafarma Future Trends 2024.
Na ocasião, Souto exemplificou como a tecnologia, a inovação e a inteligência de dados estão transformando a gestão da assistência médico-hospitalar da companhia. “Do parecer médico aos exames clínicos e diagnósticos, tudo funciona interligado, trazendo mais praticidade aos atendimentos”, afirma o executivo. “Isso nos permite criar ritos e linhas de cuidado, acompanhar de perto toda a jornada do paciente, tanto no físico quanto no digital, além de desenvolver diversas ações preventivas.” Uma das ferramentas usadas é o prontuário único: ao identificar o paciente por biometria, o médico que o está atendendo recebe instantaneamente todas as suas informações de saúde.
Um dos benefícios do modelo verticalizado e integrado é uma gestão mais eficiente dos recursos e dos resultados. “Um exemplo prático é a capacidade que temos de controlar em tempo real mais de 40 indicadores, tarefa que cabe ao Comitê de Qualidade Assistencial e que tem participação ativa do Conselho de Administração do Grupo”. A agilidade no atendimento, com redução de burocracias em todo o processo, são outros diferenciais que permitiram que a empresa fosse uma das primeiras e mais ágeis a implantar a telemedicina. Os números comprovam a relevância da operação. Atualmente, segundo Souto, a Hapvida NotreDame Intermédica acumula mais de 10 milhões de atendimentos em teleconsultas, com mais de 91% de taxa de resolutividade, e nota de satisfação de 4,6 no máximo de 5 estrelas. Na força de trabalho, estão mais de 1,2 mil médicos de mais de 20 especialidades.
Responsável pela área digital da Hapvida NotreDame Intermédica, o diretor Pedro Fleury explica que a tecnologia possui papel extremamente relevante na integração de todas as operações da empresa em uma única plataforma sistêmica. Segundo o executivo, essa decisão visa a “garantir a padronização de processos e modelo de relacionamento com clientes, a integração e a sinergia de áreas de negócio, além da unificação de conceitos e indicadores de gestão”.
De acordo com Fleury, o trabalho começou a ser planejado e executado imediatamente após a fusão das duas companhias. “Em 2022, nós analisamos as opções de plataforma do grupo e definimos o modelo futuro, buscando utilizar o que havia de melhor em cada operadora”, afirmou.
Em 2023, as operações do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e de Minas Gerais foram integradas. Neste ano, a conclusão do processo acontece em São Paulo e Rio de Janeiro. “Ao fim do ano, teremos toda a empresa em uma plataforma única”, apontou Fleury.
Em paralelo à integração, a empresa intensificou seu processo de transformação digital. Atualmente, segundo Fleury, a Hapvida NotreDame Intermédica possui a maior operação de telemedicina do Brasil com 500 mil atendimentos/mês, base de 5 milhões de apps instalados, responsáveis por mais de 65% de autosserviço, e está expandido para modelo de ecossistemas digitais, unindo toda a cadeia de saúde.
Adicionalmente, a Hapvida NotreDame Intermédica está investindo fortemente em projetos de ciência de dados com resultados concretos. “Já desenvolvemos diversos projetos para promover melhoria de automação, dar apoio à decisão médica e personalização ao tratamento do beneficiário”, informou. O compromisso com a melhoria contínua da Hapvida NotreDame Intermédica enxerga, na gestão da informação, a serviço de um corpo médico qualificado, um futuro ainda mais preciso na saúde suplementar.
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Assessoria de Comunicação
Haikal Helou participa do 1º Seminário Internacional de Saúde Humanizada
O presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, participou, em Brasília (DF), do 1º Seminário Internacional de Saúde Humanizada. O evento foi organizado pela Postal Saúde e aconteceu nos dias 4 e 5 de setembro, reunindo diretores de operadoras de planos de saúde, como a Postal, Unidas e Cassi, representantes do setor e com apresentações de dois renomados especialistas na área, Robert Janett e Rushika Fernandopulle, que são referências globais no tema.
O objetivo foi debater o panorama atual da saúde suplementar no Brasil e buscar soluções inovadoras e eficazes para a gestão de recursos, a excelência no atendimento e a assistência ampliada aos pacientes.
Os palestrantes Janett e Fernandopulle compartilharam com representantes dos setores público e privado suas visões e experiências sobre a implementação de novas metodologias de gestão e cuidado com o paciente.
Único representante do setor hospitalar no evento, Haikal Helou destacou a importância do seminário, que debateu a parceria entre os players da saúde. “Foi um excelente evento, com um diálogo sobre parceria e compartilhamento de riscos e de resultados. Parabéns à Postal pela iniciativa”, afirmou.
CLIPPING AHPACEG 07 A 09/09/24
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Artigo - Um caminho eficaz para a redução de reinternações hospitalares
Perspectiva: o desafio da transição demográfica para a saúde
Fila para consulta médica no SUS dura mais de 1 mês em ao menos 13 capitais; tema vira alvo de promessas eleitorais
Farmácias de Goiânia registram falta de medicamento para diarreia
MEDICINA S/A
Artigo - Um caminho eficaz para a redução de reinternações hospitalares
Por Peer Buergin
Os hospitais de Transição de Cuidados desempenham um papel crucial para a melhoria da qualidade do cuidado e a redução de reinternações hospitalares. Essas unidades oferecem suporte contínuo e cuidados coordenados para pacientes que ainda necessitam de atenção médica após a alta hospitalar, mas que não requerem a complexidade de um hospital de cuidados agudos. A abordagem é particularmente eficaz na gestão de condições crônicas e na recuperação pós-cirúrgica, onde a transição suave pode prevenir complicações e readmissões.
As experiências de sucesso ao redor do mundo demonstram que a implementação de programas de transição de cuidados bem estruturados pode resultar em significativas melhorias na saúde dos pacientes e na eficiência dos sistemas de saúde. Como gestores de saúde, é nosso dever promover e investir em práticas que assegurem a continuidade do cuidado e a segurança dos nossos pacientes.
Para se ter uma ideia, segundo o Journal of Hospital Medicine, da Society of Hospital Medicine (SHM), nos Estados Unidos, os programas de transição de cuidados foram associados a uma redução de 25% nas reinternações de pacientes. Já o Journal of the American Medical Association (JAMA) publicou um estudo comprovando que as intervenções de transição de cuidados reduziram as taxas de reinternação em até 20%.
No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein desenvolveu um programa de transição de cuidados focado em pacientes idosos, que inclui visitas domiciliares por enfermeiros e acompanhamento telefônico regular. O hospital relatou uma redução de 25% nas reinternações de pacientes idosos após a implementação do programa.
A importância da Transição de Cuidados
Quando os pacientes são transferidos de um ambiente de cuidado para outro, como do hospital para a casa, há um risco substancial de descontinuidade no tratamento. O fato do paciente ter recebido alta hospitalar, não significa que ele está 100% apto para se desvencilhar do cuidado necessário. Se não gerenciadas adequadamente, essas mudanças podem resultar na falta de adesão ao tratamento e, eventualmente, na necessidade de reinternação.
Os hospitais de Transição de Cuidados oferecem assistência especializada e programas de reabilitação que ajudam os pacientes a se recuperarem e a evitarem complicações que possam levar à readmissão hospitalar.
E de que forma isso acontece? Por meio de abordagem transdisciplinar que garante um cuidado abrangente. Isso significa que a equipe assistencial multiprofissional, com profissionais de diversas áreas, como médicos (clínico geral, geriatra, infectologista, fisiatra), enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, por exemplo, trabalham juntos para desenvolver e implementar planos de cuidados personalizados.
Além disso, a abordagem transdisciplinar, ou seja, a integração de conhecimentos e habilidades de diferentes disciplinas para a criação de um plano de cuidados coeso que aborde todas as necessidades do paciente de maneira holística, garante a melhor forma de cuidado. É importante frisar que os planos de cuidado são personalizados, justamente para atender às necessidades específicas de cada paciente. Esses planos geralmente incluem terapia física, ocupacional e outras modalidades de reabilitação.
Na prática, além de garantir que os pacientes recebam cuidados contínuos e coordenados, minimizando lacunas que podem levar a complicações e reinternações, os profissionais de saúde monitoram regularmente a condição do paciente, o que garante a detecção precoce de complicações e intervenções rápidas no caso de algum imprevisto ou situação adversa que possa ocorrer.
Ao ingressar em um hospital de transição de cuidados, os médicos desenvolvem planos personalizados de alta programada que, muitas vezes, são antecipadas de acordo com o grau de envolvimento e aderência do próprio paciente. Além disso, as instituições também fornecem suporte psicológico e social, auxiliando os pacientes a lidar com a ansiedade e o estresse associados à recuperação, o que pode contribuir para melhores resultados de saúde.
Impacto global da relação entre transição de cuidados e redução de reinternações
Estudos internacionais mostram que os hospitais de transição de cuidados têm um impacto significativo na redução de reinternações:
– A American Journal of Medical Quality divulgou um estudo recente que mostrou que hospitais de transição de cuidados reduziram as readmissões hospitalares em 20% ao implementar planos de cuidado personalizados e acompanhamento contínuo;
– Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou que a integração de serviços de cuidados de transição pode melhorar os resultados dos pacientes e reduzir a carga sobre os sistemas de saúde, diminuindo as readmissões hospitalares;
– Um estudo do National Health Service (NHS), do Reino Unido, mostrou que programas de cuidados de transição reduziram as reinternações em pacientes com doenças crônicas em até 25% ao fornecer suporte contínuo após a alta hospitalar.
O ato de investir e desenvolver as instituições de transição de cuidados é fundamental para melhorar os resultados de saúde e a qualidade de vida dos pacientes. É essencial que os governos, organizações de saúde e stakeholders trabalhem juntos para fortalecer esses sistemas e assegurar que estejam acessíveis a todos que necessitam, garantindo um cuidado de saúde mais seguro e eficaz.
*Peer Buergin é CEO da YUNA.
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Perspectiva: o desafio da transição demográfica para a saúde
Por Lídia Abdalla
O Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022 confirmou o que estudiosos do tema já identificavam há anos: os brasileiros estão envelhecendo. Hoje, os maiores de 60 anos já representam 15,6% da população e, segundo projeção recente publicada pelo instituto, em 2070, 37,8% dos habitantes do país estarão nessa faixa etária, enquanto o percentual de pessoas entre 40 e 59 anos será de 25,6%.
Com menos nascimentos e o amadurecimento da população, o Brasil está em pleno processo de transição demográfica. Nos próximos anos, a estrutura etária do Brasil perderá o antigo formato de pirâmide, com a base composta pela população jovem, tende à inversão, como mostra a projeção do IBGE, que ainda é mais larga, se estreitando enquanto aumento a população de idosos. E isso acarretará desafios para vários setores da sociedade, sendo o setor de saúde um dos mais exigidos. Ainda que os maiores de 60 estejam cada vez mais saudáveis e autônomos, a maior sobrevida leva ao aumento natural da incidência de doenças associadas à terceira idade - como as crônicas e oncológicas - gerando questões que envolvem a sustentabilidade e a entrega de valor ao paciente.
Sabemos que 70% das decisões clínicas passam pelo laboratório clínico e, com a população vivendo mais, crescerá a necessidade por esses serviços. Ou seja, a demanda por serviços médicos será cada vez maior e a prevenção e o acompanhamento de pacientes com doenças crônicas é um dos caminhos para a sustentabilidade do sistema de saúde como um todo. A visão integral do indivíduo em toda a sua jornada de cuidado, aliada à promoção do autocuidado apoiado por equipes multidisciplinares, como preconiza o modelo da Atenção Primária à Saúde (APS).
O cuidado múltiplo e com visão preventiva, preditiva e personalizada, com enfermeiros, médicos, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais, apresenta resultados positivos em relação ao desfecho clínico e à qualidade de vida, evitando internações e, até mesmo, que se busque um pronto-socorro desnecessariamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a APS, além de prevenir doenças e agravos, pode resolver cerca de 80% das demandas de saúde dos indivíduos, sem necessitar de cuidados mais complexos.
E é exatamente com esse modelo que opera a Amparo Saúde, empresa que integra o ecossistema de negócios do Grupo Sabin e que realiza a gestão de saúde populacional para empresas e operadoras de saúde, aplicando a APS dentro dos princípios de acessibilidade, coordenação do cuidado, integralidade na atenção e longitudinalidade. Queremos estar cada vez mais presentes na jornada de saúde ao longo de toda a vida, alinhando tecnologia, inovação e humanização.
Com 40 anos de história e uma visão atenta aos desafios do setor, o Grupo Sabin acredita na necessidade de mudanças no modelo de saúde no país e no mundo com a contribuição da atenção primária à saúde como resposta à demanda por melhor assistência ao envelhecimento da população. O objetivo é ampliar o acesso à medicina de qualidade para milhões de brasileiros, sendo as pesquisas e tecnologias aliadas do ecossistema de ciência e inovação brasileiro.
O caminho está em construção. Em um país com a dimensão do Brasil, com toda sua complexidade e heterogeneidade, as mudanças e os avanços muitas vezes ocorrem de forma gradual. É preciso progredir ainda mais no diálogo com as diferentes instâncias empresariais, setoriais e governamentais, visando fortalecer o setor e superar os desafios presentes e futuros que se apresentam para todos os elos dessa cadeia produtiva.
É papel das lideranças da saúde atuar para que, cada vez mais, os pacientes estejam no centro do cuidado, de forma mais humana e inclusiva, dentro de uma lógica econômico-financeira sustentável. Somente assim vamos prosseguir rumo a uma sociedade mais justa e menos desigual, transformando o setor de saúde no Brasil e estimulando soluções cada vez mais eficientes.
*Lídia Abdalla é presidente-executiva do Grupo Sabin.
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O GLOBO
Fila para consulta médica no SUS dura mais de 1 mês em ao menos 13 capitais; tema vira alvo de promessas eleitorais
Bernardo Lima
Cuiabá tem o maior tempo médio de espera, com 197 dias para o paciente ser atendido; e Maceió, o menor, com 7,75 dias
Em ao menos treze capitais do país a população precisa esperar, em média, mais de um mês para ter uma consulta médica na rede municipal do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a expectativa frustrada de pacientes, o tema é alvo de promessas e discussões de candidatos para as prefeituras nas eleições deste ano.
Levantamento feito pelo GLOBO a partir de dados do Ministério da Saúde e das gestões de capitais com o mês de agosto como base mostra que, entre as administrações que forneceram dados oficiais, Cuiabá é a que tem o maior tempo médio de espera para consultas, com 197 dias para o paciente ser atendido. A capital mato-grossense também tem o maior tempo de espera para cirurgias eletivas (168 dias).
Na corrida eleitoral de Cuiabá, as críticas à atual gestão do MDB, de Emanuel Pinheiro, vão do União Brasil, passando pelo PL e chegando ao PT. Em um dos debates, Eduardo Botelho (União) disse que um dos focos de sua gestão seria a redução das filas. Para isso, ele pretende investir em ações primárias, aumento da equipe da saúde da família e a criação de três policlínicas.
No ano passado, com a crise na área, a saúde do município chegou a sofrer intervenção do estado. Neste contexto, Lúdio, candidato do PT, promete ser o "prefeito da saúde" e acabar com a espera para o atendimento. Na última sexta-feira, o petista chegou a usar um depoimento em vídeo da ministra da Saúde, Nísia Trindade, para pedir votos.
- Lúdio Cabral conhece a fundo o Sistema Único de Saúde e todos os programas do governo federal - disse Nísia.
Ainda de acordo com o levantamento, moradores de Florianópolis são os que têm enfrentam maior tempo de espera para exames, 583 dias, em média. Na capital, candidatos também prometem "zerar" a fila.
O ranking das filas conta com dados de 17 capitais, já que Rio Branco (AC), Macapá (AP), Fortaleza (CE), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Curitiba (PR), Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO) não responderam à solicitação do GLOBO.
O menor tempo de espera para consultas é registrado em Maceió, com 7,75 dias. Já Belém tem a menor média para a realização exames, com 7,95 dias, e Recife registra o menor tempo médio para as cirurgias eletivas, 4,79 dias.
A professora de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Carla Pintas, ressalta que as prefeituras dos municípios têm a responsabilidade sobre a gestão dessas filas.
- O município tem a obrigação de acompanhar o andamento dessa fila, para conferir se está avançando, se algum paciente acabou entrando em mais de uma fila. Essa leitura e filtro das filas tem que ser feito regularmente pelas prefeituras - diz a especialista.
Em São Paulo, candidatos como Ricardo Nunes (MDB) e Tabata Amaral (PSB) se comprometem a diminuir as esperas. José Luiz Datena (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB) vão além e dizem que vão zerar algumas das filas.
Em junho, o tempo médio de espera para exames era de 55 dias, 107 para consultas e 160 dias para as avaliações nas especialidades cirúrgicas. Em nota, a prefeitura destacou que, sob a atual gestão, os investimentos ano a ano e o orçamento do setor passou de R$ 10 bilhões, em 2016, para R$ 20 bilhões, em 2024.
"Em 2023, a rede executou 69.802.181 procedimentos e consultas médicas de Atenção Básica, além de 10.039.448 de consultas em urgência e emergência na área hospitalar", completa a nota.
No Rio de Janeiro, Tarcísio Motta (PSOL) quer diminuir as filas com a contratação de mais médicos especialistas. Enquanto isso, Alexandre Ramagem (PL) propõe diminuir em 80% a fila do Sisreg na rede municipal criando turnos extras nas unidades de saúde.
Segundo o cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Tadeu, problemas com a saúde pública são historicamente decisivos nas eleições.
- E o símbolo mais visível da falência dos serviços de saúde é a fila, que representa a dificuldade de atender a demanda da população. Então se cria uma expectativa muito grande no período eleitoral, e os políticos têm que fazer discurso vendendo esperança. Não adianta falar que é um problema complicado, que vai ser difícil, ele fala que vai resolver - ressalta o especialista.
A última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019 mostrou que mais de 150 milhões de brasileiros, ou seja sete em cada dez, dependiam exclusivamente do SUS para cuidar de sua saúde.
Na visão de Carla Pintas, o problema das grandes filas pode ser resolvido principalmente com o fortalecimento dos serviços de atenção primária à saúde. Segundo ela, a adoção de consultas à distância nas redes municipais pode ser um caminho para resolução deste problema histórico na saúde brasileira.
- Se o paciente precisa fazer uma consulta com um endocrinologista, que não tem no município dele, hoje a gente consegue fazer isso online junto com o médico da atenção primária, e isso já se resolve lá. Essa é uma alternativa excelente pensando também no deslocamento que o paciente precisa fazer. E não precisa de muita tecnologia para isso, é só ter um celular ou uma câmera.
Para a medição do tempo médio de espera no levantamento, foi realizada uma média ponderada entre as diferenças das datas de execução/internação e as datas de solicitação das demandas registradas no Sistema de Regulação (SISREG) para calcular o tempo médio de agendamento.
Desde julho O GLOBO solicitou os dados referentes ao tempo de espera das filas às capitais. No entanto, nove prefeituras não responderam.
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A REDAÇÃO
Farmácias de Goiânia registram falta de medicamento para diarreia
Victor Santos
Goiânia - Farmácias de Goiânia registram, ao longo desta semana, a falta do medicamento Tiorfan sachê, receitado para casos de diarreia. A ausência do remédio nas prateleiras das drogarias da capital se dá em meio a um surto ativo de diarreia aguda (DDA) enfrentado por 149 cidades de Goiás. Só em agosto, 26.756 casos foram registrados no Estado.
A reportagem entrou em contato com farmácias de diferentes redes em Goiânia e constatou a falta do medicamento. Em um dos estabelecimentos, a farmacêutica citou que há uma "falta geral" do Tiorfan sachê nas drogarias. A reportagem entrou em contato com o Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF/GO), que afirmou que ainda irá checar a ausência da medicação.
Surto de diarreia
Goiás vive um surto de DDA. Os dados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) mostram que 149 municípios do Estado estão com surtos ativos da doença, que, segundo a pasta, apresenta aumento em todo o país. Em 2024, Goiás notificou 160.417 casos isolados em todos os municípios.
A SES-GO também informou que investiga as causas dos surtos, mas que as principais causas da DDA registradas são os vírus rotavírus e norovírus, com predominância do rotavírus em vários municípios. A contaminação da água de poços particulares, com presença da bactéria Escherichia coli (E. coli) também foi apontada pela pasta como uma das causas.
Prevenção
A saúde de Goiás informou que a DDA é uma doença que pode ser prevenida e controlada com medidas simples de higiene, saneamento básico e uso de máscara, e ainda:
• Lavar as mãos com frequência, principalmente antes das refeições e após usar o banheiro.
• Consumir água tratada e alimentos bem cozidos.
• Manter os alimentos em locais adequados e protegidos de insetos.
• Buscar atendimento médico em caso de sintomas como diarreia, vômitos, febre e dor abdominal.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 06/09/24
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Cremego presta homenagem póstuma ao médico Sizenando da Silva Campos Júnior
Conselho de Medicina lança plataforma para verificar se atestado é falso; veja como funciona
Beneficiários de planos de saúde crescem 1,7% em julho
Hospital São Luiz Campinas conquista certificação JCI
ANS esclarece: parceria Golden Cross e Amil não configura transferência de carteira
Fiocruz alerta para aumento de casos de covid-19 no país
CREMEGO
Cremego presta homenagem póstuma ao médico Sizenando da Silva Campos Júnior
O médico neurologista e neurocirurgião Dr. Sizenando da Silva Campos Júnior, ex-conselheiro do Cremego, recebeu uma homenagem póstuma do Conselho em uma cerimônia na noite da última quinta-feira (5).
Graduado em 1982, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), onde também lecionou, Sizenando se tornou uma liderança do cooperativismo de trabalho médico. Foi ex-presidente da Unimed Goiânia e diretor da Federação das Unimeds dos Estados de Goiás e Tocantins (Unimed Federação Centro Brasileira) e da antiga Central Nacional Unimed, hoje, Unimed Nacional.
Sua trajetória na medicina foi marcada pela competência técnica, cuidado e dedicação, promovendo esperança aos pacientes nos momentos de vulnerabilidade, como lembrou a presidente do Cremego, Sheila Soares Ferro Lustosa Victor.
“Sua habilidade em unir conhecimento profundo com empatia e humanidade fez dele não apenas um excelente profissional, mas também uma fonte de inspiração para todos que tiveram o privilégio de trabalhar ao seu lado”, afirmou.
No Cremego, Sizenando trabalhou com convicção sobre a importância do respeito à ética médica. Em 2022, recebeu a Comenda Honra ao Mérito Profissional Médico, uma honraria do Conselho que ressaltou as contribuições do neurocirurgião à medicina goiana.
“Dr. Sizenando, infelizmente, não está aqui, mas sempre estará vivo na história da medicina goiana como um exemplo de dedicação, amor à profissão, líder cooperativista, cuidado com os pacientes e defesa da ética e da saúde. Esse é um momento de saudade, mas também de gratidão por podermos sempre contar com a inspiração que nos foi deixada por ele”, declarou a presidente Sheila Victor, que estendeu a solidariedade à esposa do médico, Maria Raquel Hidalgo, aos filhos Letícia e Daniel, além dos netos e amigos.
Participaram da homenagem colegas de trabalho e de vida, como o atual presidente da Unimed Goiânia, Lueiz Amorim Canedo, o 2° secretário do Cremego, Robson Paixão de Azevedo, diretores e conselheiros e o amigo de Sizenando, Edmur Muller.
Em discurso, o conselheiro Fernando Pacéli lembrou os momentos vividos junto ao homenageado, desde quando eram estudantes. “Sizenando era um homem íntegro, centrado e correto, que sempre prezava pelo equilíbrio em tudo o que realizava”.
O senso de justiça, gentileza e altruísmo foram as características ressaltadas pelo presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou.
“Nos últimos 10 anos, eu não fazia nada sem conversar com ele antes. Todas as vezes que nos encontrávamos, era uma grande alegria. Tenho a honra de ter sido chamado de amigo por ele”, afirmou.
A esposa de Sizenando, Maria Raquel Hidalgo, que recebeu uma placa com a homenagem do Cremego, descreveu a determinação do médico em tudo o que se propunha a realizar.
“Ele teve uma existência breve, mas intensa. Fez muita coisa em seus 64 anos, não para ele próprio, mas para uma missão. Foi uma pessoa acima de seu tempo. Tenho certeza de que ele está em um lugar bom, o lugar dos justos”, finalizou.
Todas as fotos da cerimônia estão disponíveis no site do Cremego na aba Educação/Eventos: www.cremego.org.br
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PORTAL G1
Conselho de Medicina lança plataforma para verificar se atestado é falso; veja como funciona
Ferramenta estará disponível para pacientes, médicos e empregadores, com funcionalidades específicas. Serviço começa a ser testado em novembro, e se torna obrigatório no ano que vem
O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou uma plataforma online para validar atestados médicos emitidos em todo o país.
A nova ferramenta, chamada Atesta CFM, funcionará como um canal para verificar a integridade do documento e, caso se trate de um atestado falso, o usuário será notificado.
O sistema começa a ser testado em novembro, e passa a ser uma ferramenta obrigatória para profissionais da saúde a partir de março de 2025.
O serviço estará disponível no site do conselho e por aplicativo.
Segundo o CFM, ele terá versões para médicos - com acessos específicos - e para pacientes e empresas.
Para usar o Atesta CFM, o médico precisará acessar o site https://atesta.cfm.org.br e preencher os dados pessoais.
Depois da autenticação, poderá emitir atestados na plataforma, inclusive os Atestados de Saúde Ocupacional (ASO), medicina do trabalho e saúde, comparecimento e acompanhamento.
De acordo com o CFM, a plataforma e o app permitem a emissão de atestados de qualquer lugar, como hospitais, clínicas, por telemedicina ou em atendimentos domiciliares.
Os atestados médicos emitidos pela plataforma prescricao.cfm.org.br também serão reconhecidos automaticamente pela plataforma Atesta CFM.
A plataforma também vai permitir a personalização dos documentos com as seguintes ferramentas:
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NOTÍCIAS DO BRASIL
Beneficiários de planos de saúde crescem 1,7% em julho
Número de usuários de assistência médica foi de 51.235.927; no mesmo mês de 2023 eram 50.359.060
O número de beneficiários de planos de saúde de assistência médica em julho foi de 51.235.927 -alta de 1,7% em relação aos 50.359.060 de julho de 2023. Em comparação aos 51.065.517 de junho, o aumento foi de 0,3%. Eis a íntegra dos dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) (PDF - 151 kB).
Em números absolutos, os planos médico-hospitalares tiveram crescimento de 876.867 beneficiários em julho em relação ao mesmo mês de 2023. Já no comparativo com junho de 2024, houve um aumento de 170.410 usuários.
No comparativo com julho de 2023, o setor registrou evolução de beneficiários em planos de assistência médica em 24 Unidades da Federação, sendo São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará os Estados com maior ganho em números absolutos.
Já o número de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos em julho foi de 33.634.183 -alta de 7,7% em relação aos 31.215.860 de julho de 2023. Em comparação aos 33.459.289 de junho, o aumento foi de 0,5%.
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MEDICINA S/A
Hospital São Luiz Campinas conquista certificação JCI
O Hospital e Maternidade São Luiz Campinas, da Rede D'Or, maior grupo privado de saúde do Brasil, é o primeiro da região campineira a receber a certificação Joint Commission International (JCI), concedida pelo mais importante órgão certificador de qualidade de instituições de saúde no mundo.
A conquista, pouco depois de a unidade completar seu primeiro ano de funcionamento, reflete o alto padrão de atendimento e qualidade da unidade, que é o maior hospital privado do interior paulista.
"Esse reconhecimento é fruto do empenho e dedicação de toda a nossa equipe, que trabalha diariamente para oferecer o melhor cuidado aos nossos pacientes. A certificação internacional não é apenas um selo de qualidade, mas também uma prova de nosso compromisso com a segurança e a excelência no atendimento", destaca Fernando De Marco, diretor geral do Hospital São Luiz Campinas.
Para conquistar a certificação o São Luiz Campinas recebeu, entre os dias 20 e 23 de agosto, a visita de uma equipe de avaliadores da JCI, que realizaram a auditoria de mais de mil itens de diversas áreas e processos da unidade, com base nos padrões e elementos de mensuração exigidos pelo órgão.
"A conquista da JCI é resultado de um trabalho contínuo e dedicado de toda a equipe da Rede D'Or e do Hospital São Luiz Campinas para garantir nosso compromisso de um cuidado centrado no paciente, alinhado às práticas globais, refletindo em excelência e segurança assistencial para nossos pacientes", ressalta Helidéa Lima, Diretora da Qualidade Corporativa da Rede D'Or.
Na avaliação, a unidade teve um excelente desempenho, sem registar não conformidades. Entre os destaques estão estrutura física, que conta com mais de 47 mil metros quadrados, maturidade dos processos, formalização dos documentos e ciclos de melhoria já em aplicação.
"Iniciamos a preparação dessa certificação ainda em janeiro, com um intenso trabalho de todo o time. Essa certificação é um marco importante que reflete nosso esforço constante em aprimorar os processos e garantir o bem-estar de todos que confiam em nossos serviços", conta Carla Simplicio, supervisora de Qualidade do hospital.
Além do São Luiz Campinas, outros 22 hospitais pertencentes à Rede D'Or no Brasil já foram certificados pela JCI - de um total de 56 hospitais acreditados pela metodologia no país.
Inaugurado em maio de 2023, o São Luiz Campinas, da Rede D'Or, conta com estrutura para 325 leitos no total, dos quais 73 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI adulto, neonatal e pediátrica), distribuídos em 12 andares, com serviços como pronto-socorro adulto e infantil, maternidade, centro cirúrgico, apartamentos para internação e ambulatórios, com mais de 40 especialidades disponíveis.
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NOTÍCIAS SINDSEGSP
ANS esclarece: parceria Golden Cross e Amil não configura transferência de carteira
Desde julho, mais de 200 mil clientes da Golden Cross estão sendo atendidos pela Amil, enquanto a Golden Cross interrompeu a comercialização de seus planos para "reestruturação". A parceria permite o uso da rede da Amil, mas a Golden Cross mantém a responsabilidade pelo atendimento.
"O acordo prevê que os 240 mil clientes da Golden Cross, residentes majoritariamente no Rio de Janeiro, sejam atendidos pela rede credenciada da Amil", informou a Golden Cross. Além disso, a empresa destacou que essa medida está em vigor desde 1º de julho e que não houve alteração no vínculo com esses clientes. "Desde então, os beneficiários têm sido atendidos com qualidade e eficiência em uma rede completa e com ampla cobertura geográfica", finalizou.
Em nota ao CQCS, a ANS ressaltou que o uso da rede de uma operadora por outra é permitido na saúde suplementar, desde que haja comunicação à Agência. "Na ocasião do anúncio da Golden Cross aos seus consumidores sobre o uso da rede da Amil, a ANS não recebeu essas informações à época, tendo notificado a operadora, que posteriormente oficializou a informação", afirmou.
Para mudanças no tipo de rede utilizada (direta, indireta ou própria) por uma operadora de planos de saúde, não é necessário obter autorização prévia da ANS, apenas comunicá-la previamente sobre a mudança. No caso da Golden Cross, que anteriormente atuava apenas com rede direta, foi preciso atualizar seu registro para incluir a utilização da rede indireta da Amil, explicou a reguladora de saúde suplementar.
"Assim, a ANS ressalta que essa parceria entre a Golden Cross e a Amil, que teve início em 1º/7, não se trata de transferência de carteira, nada mudando no atendimento aos beneficiários. A Golden Cross continua sendo a responsável pela prestação da assistência aos seus clientes", enfatizou.
Ainda em nota, a ANS disse que as operadoras de planos de saúde são responsáveis pelas ações de seus corretores, que são considerados seus prepostos. Isso implica que as companhias devem responder por eventuais ações inadequadas. Denúncias de fraudes, exceto aquelas relacionadas à omissão de doenças preexistentes pelo consumidor, são encaminhadas pela Agência para apuração pelos órgãos competentes.
Confira a íntegra da nota:
Inicialmente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclarece que não houve transferência de carteira entre a Amil e a Golden Cross.
O que ocorreu foi uma parceria entre as operadoras para utilização pelos beneficiários Golden Cross da rede da Amil. O uso da rede de uma operadora por outra é permitido na saúde suplementar, desde que haja comunicação à Agência. Na ocasião do anúncio da Golden Cross aos seus consumidores sobre o uso da rede da Amil, a ANS não recebeu essas informações à época, tendo notificado a operadora, que posteriormente oficializou a informação. Vale destacar que, nesses casos, não existe a necessidade de autorização da Agência, é preciso apenas que a reguladora seja comunicada nos casos de mudança do tipo de contratação (rede direta, indireta ou própria) que havia sido registrada. Como a Golden Cross havia informado à ANS atuar apenas com rede direta, seja para prestadores hospitalares e não hospitalares, ela precisou fazer essa alteração no seu registro junto à reguladora para utilizar a rede da Amil (rede indireta). Clique e obtenha mais informações.
Assim, a ANS ressalta que essa parceria entre a Golden Cross e a Amil, que teve início em 1º/7, não se trata de transferência de carteira, nada mudando no atendimento aos beneficiários. A Golden Cross continua sendo a responsável pela prestação da assistência aos seus clientes.
Com relação aos corretores, a ANS informa que regula o setor de planos de saúde no país e fiscaliza as operadoras e as administradoras de benefícios que atuam nesse mercado para garantir o cumprimento das normas que regem a saúde suplementar. A legislação setorial não contempla a atribuição de supervisão do corretor de plano de saúde. Dessa forma, as ações regulatórias da ANS, no que diz respeito à venda de planos de saúde, incidem sobre a operadora de planos de saúde e as administradoras de benefícios. A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), por sua vez, possui atribuição legal de fiscalizar a atuação dos corretores de seguro saúde.
Para a ANS, a operadora de planos de saúde é responsável em última instância pelo processo de venda, logo, os corretores são entendidos como prepostos das operadoras, cabendo a elas as consequências de eventual ação indevida deles. Denúncias ou suspeitas de fraudes, à exceção daquelas relacionadas à alegação, pela operadora, de omissão de doença ou lesão preexistente por parte do consumidor no ato da contratação ou adesão ao plano de saúde, quando recebidas pela ANS, são encaminhadas à apuração dos órgãos competentes.
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AGÊNCIA BRASIL
Fiocruz alerta para aumento de casos de covid-19 no país
Goiás e São Paulo são os estados que mais preocupam
Por Agência Brasil - O Boletim InfoGripe divulgado hoje (5) pela Fiocruz mostra aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Entre crianças e adolescentes de até 14 anos, o principal responsável é o rinovírus. Nas demais faixas etárias, o predomínio é da Covid-19. Por outro lado, os casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e influenza A mantêm a tendência de queda na maior parte do território. O estudo se refere à Semana Epidemiológica de 25 a 31 de agosto.
Segundo a Fiocruz, os estados que mais se destacam nesse momento pelo aumento da covid-19 são Goiás e São Paulo. A preocupação maior é com esse último, devido a grande movimentação de pessoas que passam pelo estado e depois se deslocam por outras regiões. Os pesquisadores alertam para a possibilidade de o estado impulsionar a disseminação e o crescimento da doença pelo país.
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação em dia contra a Covid-19 para todas as pessoas dos grupos de risco. E o cuidado para não transmitir o vírus.
"Em caso de aparecimento de sintomas, o recomendado é ficar em isolamento em casa, inclusive as crianças e adolescentes. Com a alta do rinovírus nessa faixa etária, caso apresentarem alguns sintomas de síndrome gripal, a orientação é ficar em casa e não ir para a escola. Se não for possível fazer esse isolamento, é importante sair de casa usando uma boa máscara, e claro, diante de aparecimento e piora dos sintomas, procurar atendimento médico", diz a pesquisadora.
Quanto aos casos de SRAG por rinovírus, a alta está concentrada principalmente em estados da região Nordeste, Centro-sul e Norte. O VSR e o rinovírus permanecem como as principais causas de internações e óbitos em crianças de até dois anos. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 28,4% para Sars-CoV-2 (Covid-19); 12,4% para influenza A; 2,6% para influenza B; e 11,3% para VSR.
Quando se leva em conta o ano epidemiológico 2024, foram notificados 123.082 casos de SRAG, sendo 59.410 (48,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório; 49.377 (40,1%) negativos; e ao menos 7.692 (6.2%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos, 18,7% são influenza A; 0,6%, influenza B; 41,6%, VSR; e 18%, Sars-CoV-2 (Covid-19).
Durante o ano foram registrados 7.370 óbitos, sendo 3.844 (52.2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 2.909 (39,5%) negativos, e ao menos 152 (2,1%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os positivos do ano corrente, 30,2% foram influenza A; 0,8%, influenza B; 10,3%, VSR; e 50,8%, Sars-CoV-2 (Covid-19).
ESTADOS E CAPITAIS - O Boletim InfoGripe mostra que 17 UFs apresentam sinais de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Entre as capitais, 11 apresentam crescimento dos casos de SRAG: Aracaju (SE), Belo Horizonte (BH), Brasília (DF), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).
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Assessoria de Comunicação
Jacqueline Lopes Rodovalho apresenta case de sucesso do Hospital do Coração de Goiás em evento da Anahp
Ministrada no dia 3, em São Paulo (SP), a primeira aula do projeto Anahp Pro, contou com uma participação especial: a CEO do associado Hospital do Coração de Goiás, Jacqueline Lopes Rodovalho, que apresentou aos alunos o case desta instituição goiana, que já é uma referência nacional.
“Nosso hospital foi reconhecido pelo trabalho implantado em gestão estratégica nesses oito anos, tendo como alguns exemplos uma controladoria atuante e eficiente, contabilidade automatizada e integrada com demais áreas e feita por produção, orçamento anual planejado, planejamento estratégico sistematizado em toda organização, B.I customizado e alinhado com os objetivos da organização, dentre outras tantas práticas”, explicou Jacqueline.
O Anahp Pro é um projeto da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), que visa ampliar a oferta ao público de oportunidades de qualificação e capacitação sobre questões de saúde no Brasil. O programa conta com aulas, apresentações e estudos de casos de instituições renomadas de todo o país”, explica Antônio Britto, diretor executivo da Anahp.
A participação do Hospital do Coração de Goiás neste projeto, compartilhando suas iniciativas e ações, reforça a qualidade do setor hospitalar goiano. Parabéns ao Hospital do Coração de Goiás e a toda a sua equipe!