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CLIPPING AHPACEG 22 A 24/03/25
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Moradores de Irisville denunciam que UBS do bairro está fechada por falta de médicos
Bebê de 1 mês sofre a espera de vaga em leito de UTI após diagnóstico de doença grave
Conselho Federal de Farmácias declara que farmacêuticos podem prescrever medicamentos
SUS passa a oferecer tratamento inovador de atrofia muscular espinhal
Inteligência Artificial e a Segurança do Paciente: benefícios e desafios
https://medicinasa.com.br/ia-seguranca-paciente/
Médica denuncia precariedade e demissões após suspensão de atendimento ginecológico no Dona Íris
TV ANHANGUERA
Moradores de Irisville denunciam que UBS do bairro está fechada por falta de médicos
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Bebê de 1 mês sofre a espera de vaga em leito de UTI após diagnóstico de doença grave
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Conselho Federal de Farmácias declara que farmacêuticos podem prescrever medicamentos
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AGÊNCIA BRASIL
SUS passa a oferecer tratamento inovador de atrofia muscular espinhal
Doença é rara
Crianças que precisam de tratamento da atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1, doença rara que afeta os movimentos do corpo e também a respiração, terão, a partir desta segunda-feira (24), acesso a um tratamento inovador e gratuito pelo Sistema Único de Saúde. O SUS passará a realizar a terapia genética com o medicamento Zolgensma, que na rede particular custa em média R$ 7 milhões.
“É a primeira terapia gênica que está sendo introduzida no Sistema Único de Saúde. O SUS passa a fazer parte de um pequeno clube de cinco sistemas públicos nacionais no mundo a oferecerem esse medicamento para a sua população”, comemorou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A indicação desse tipo de terapia é para pacientes de até 6 meses de idade que não estejam com a ventilação mecânica invasiva acima de 16 horas por dia. De acordo com o Ministério da Saúde, com a incorporação do Zolgensma, o SUS passará a ofertar para AME tipo 1 todas as terapias modificadoras desta doença.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os 2,8 milhões de brasileiros nascidos vivos em 2023, cerca de 287 foram diagnosticadas coma a doença. Na prática, o tratamento faz uso do medicamento em substituição à função de um gene ausente ou que não está funcionando corretamente.
A incorporação do tratamento foi viabilizada por meio de um acordo firmado com a indústria internacional, que condiciona o pagamento ao resultado da terapia no paciente.
“Vai seguir de forma permanente a avaliação do desempenho do medicamento, da melhoria da vida dessa criança e da vida da família, com marcadores clínicos de avaliação, ao longo do tratamento”, explica o ministro.
Protocolo
Para iniciar o tratamento, a família do paciente deve procurar um dos 28 serviços de referência para terapia gênica de AME, presentes nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
O paciente será acolhido e passará por uma triagem orientada pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atrofia Muscular Espinhal 5q Tipos 1 e 2, estabelecido pelo Ministério da Saúde. Nas próximas semanas, também será instalado um comitê para acompanhamento permanente dos pacientes que farão o uso do medicamento de dose única.
Antes do acordo, o Zolgensma já era ofertado pelo Ministério da Saúde em cumprimento a 161 ações judiciais.
Entenda
A AME é uma doença rara que interfere na capacidade de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover. A doença é considerada rara, por atingir menos de 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos.
Na rede pública, os pacientes de AME tipos 1 e 2, em outras faixas etárias, são tratados com os medicamentos de uso contínuo nusinersena e risdiplam. Segundo o Ministério da Saúde, em 2024, esses medicamentos tiveram mais 800 prescrições emitidas para tratamento.
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MEDICINA S/A
Inteligência Artificial e a Segurança do Paciente: benefícios e desafios
Por José Branco
A evolução da inteligência artificial (IA) na saúde tem permitido avanços significativos na segurança do paciente. Algoritmos de aprendizado de máquina, redes neurais e sistemas de apoio à decisão clínica estão revolucionando a forma como diagnósticos são feitos, tratamentos são conduzidos e erros são prevenidos. No entanto, como qualquer tecnologia emergente, a IA também apresenta desafios que precisam ser abordados para garantir sua segurança e eficiência na prática clínica.
Benefícios da IA na Segurança do Paciente
Redução de Erros Diagnósticos: A IA pode auxiliar na detecção precoce de doenças, reduzindo erros diagnósticos por meio da análise de grandes volumes de dados clínicos. Sistemas como IBM Watson e algoritmos de deep learning já demonstraram capacidade de identificar padrões que passariam despercebidos pelo olho humano.
Melhoria na Tomada de Decisão Clínica: Sistemas de apoio à decisão baseados em IA auxiliam médicos ao fornecer recomendações baseadas em evidências, minimizando o risco de prescrições inadequadas e interações medicamentosas perigosas.
Monitoramento Contínuo e Prevenção de Eventos Adversos: Sensores conectados e algoritmos preditivos permitem o monitoramento contínuo de pacientes internados, identificando sinais precoces de deterioração e prevenindo eventos adversos como sepse e parada cardiorrespiratória.
Automatização de Processos e Redução de Carga Administrativa: A IA pode otimizar fluxos de trabalho, liberando tempo dos profissionais de saúde para a atenção ao paciente, além de reduzir erros administrativos relacionados a registros médicos e agendamentos.
Desafios e Riscos
Interpretação e Transparência dos Algoritmos: Muitos modelos de IA funcionam como “caixas-pretas”, tornando difícil entender como chegam a determinadas conclusões. Isso pode gerar desconfiança por parte dos profissionais de saúde e dificultar a adoção generalizada da tecnologia.
Segurança de Dados e Privacidade: A dependência de grandes volumes de dados sensíveis levanta questões sobre privacidade e segurança. O vazamento de informações de saúde pode ter consequências graves, exigindo protocolos rigorosos de proteção e conformidade com regulações como a LGPD.
Dependência Tecnológica e Falhas de Sistema: Sistemas baseados em IA podem apresentar falhas técnicas, resultando em diagnósticos equivocados ou falhas na detecção de condições críticas. A confiabilidade da tecnologia deve ser constantemente avaliada para mitigar riscos.
Ética e Responsabilidade Médica: A integração da IA na saúde levanta questões éticas, como a responsabilização em caso de erros. É essencial definir diretrizes claras sobre o papel da IA e a autonomia do profissional de saúde na tomada de decisão final.
A inteligência artificial representa um grande avanço para a segurança do paciente, com potencial para reduzir erros, otimizar processos e melhorar o cuidado em saúde. No entanto, seu uso deve ser pautado pela transparência, segurança e ética, garantindo que a tecnologia seja um suporte confiável e não um substituto para a avaliação médica. O futuro da saúde está na colaboração entre humanos e máquinas, sempre com foco na qualidade e segurança do paciente.
*José Branco é Presidente na Sociedade Médica de Oxigenoterapia Hiperbárica, faz parte da Direção Executiva do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente, atua como Diretor Técnico do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e é Diretor Médico da CLOUDSAÚDE.
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MAIS GOIÁS
Médica denuncia precariedade e demissões após suspensão de atendimento ginecológico no Dona Íris
Entre os serviços descontinuados estão cirurgias ginecológicas, patologia cervical, mastologia, planejamento familiar e inserção de DIU
O Hospital e Maternidade Dona Íris não oferece atendimento ginecológico desde agosto de 2024. A instituição, que enfrenta uma grave crise desde o ano passado, quando serviços essenciais foram suspensos devido à falta de repasses financeiros , conta atualmente apenas com o setor de obstetrícia em funcionamento. Uma médica residente do hospital revelou que, enquanto o serviço não é reestabelecido, especialistas estão sendo demitidos ou realocados para outras funções.
Mulheres que necessitam de procedimentos como histerectomias, tratamento de sangramento uterino, laqueadura fora do período do parto e diagnóstico precoce de câncer de colo de útero estão sendo diretamente afetadas.
Profissionais da saúde e representantes do Conselho Regional de Medicina tentaram marcar uma reunião com o secretário municipal de Saúde para discutir soluções, mas o gestor não compareceu. "As informações que temos são pela metade, nada oficial. Marcamos reuniões, mas não houve interesse em dialogar", relata uma médica que atua no Hospital Dona Íris, mas prefere não se identificar por medo de retaliação. Segundo ela, um grupo de 23 residentes está sendo afetado pela decisão.
Entre os serviços descontinuados estão cirurgias ginecológicas, patologia cervical, mastologia, planejamento familiar e inserção de DIU. "Com isso (a suspensão do serviço) somente no Dona Íris, temos 726 fichas paradas de cirurgia ginecologica que ja haviam sido aprovadas", destacou a médica.
A FUNDAHC (Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da UFG), responsável pelo atendimento das maternidades de Goiânia, informou que os serviços estão sendo revisados, mas não há previsão para a retomada das atividades.
Nota Secretária Municipal de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que os procedimentos suspensos desde agosto de 2024 nas maternidades são atualmente realizados no Hospital Santa Lúcia, Hospital Santa Catarina e Hospital das Clínicas.
A SMS ressalta que, entre os meses de janeiro e março deste ano, já foram repassados mais de R$ 50 milhões à Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc). Na atual gestão, os pagamentos à fundação e a todos os demais prestadores de serviços de saúde são realizados em dia.
A SMS esclarece que os novos planos de trabalho das maternidades ainda estão em avaliação e que a reestruturação dos serviços busca assegurar atendimento digno, de qualidade e de forma sustentável a todos os pacientes da rede.
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Assessoria de Comunicação
Gestoras de Enfermagem da Ahpaceg com Certificação de Responsabilidade Técnica reúnem-se com presidente e representantes do Coren-GO
Enfermeiras responsáveis técnicas em instituições associadas à Ahpaceg e a coordenadora de Educação Continuada da Associação, professora doutora Madalena Del Duqui, reuniram-se ontem, 20, com representantes do Conselho Regional de Enfermagem do Estado de Goiás (Coren-GO): a presidente Thaís Luane, a chefe da Divisão de Fiscalização do Exercício Profissional (DFEP), Angélica Oliveira Paula, a chefe do Departamento de Gestão do Exercício Profissional (DGEP), Albânia Thais B. da Silva e a chefe do Setor de Responsabilidade Técnica, Katiane Oliveira Campos.
Um dos temas do encontro, realizado na sede da Associação, foi a Resolução Cofen 725/23, que estabelece normas e diretrizes para o Sistema de Fiscalização dos Conselhos de Enfermagem, e sua implantação, com o esclarecimento sobre direitos e deveres dos responsáveis técnicas nas unidades de saúde.
O cálculo de dimensionamento de pessoal da enfermagem nos diversos setores do hospital foi outro assunto em pauta e as gestoras, todas certificadas pelo Coren como responsáveis técnicas, tiveram a oportunidade de expor as dificuldades de contratação da equipe técnica para atuar na alta complexidade.
“Esse problema foi ouvido com muita apreensão e preocupação pelas representantes do Conselho, que se colocaram à disposição para atuar em conjunto com a Ahpaceg para sanar essa demanda”, disse Madalena Del Duqui. A capacitação dos profissionais, um dos serviços prestados pela Ahpaceg, pode ser um caminho para ampliar a oferta de pessoal da enfermagem na alta complexidade.
A presidente do Coren-GO também falou sobre a construção da nova sede do Conselho, localizada no Setor Universitário e com entrega prevista para maio. Segundo ela, será mais um espaço para a enfermagem desenvolver suas atividades.
A reunião contribuiu para fortalecer o vínculo entre a Ahpaceg, Coren-GO e as gestoras de enfermagem. “É essencial que tenhamos esses momentos de diálogo e aproximação. Sou grata ao convite feito pela coordenadora Madalena Del Duqui e nos colocamos à disposição para toda a categoria”, afirmou Thaís Luane.
CLIPPING AHPACEG 21/03/25
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Caiado participa de mobilização por melhorias no SUS em Goiás
Márcio Corrêa faz intervenção em UPA e notifica OS para deixar gestão de unidade
Médico do Hospital das Clínicas da UFG é denunciado por assédio moral, e HC afasta envolvidos
Hcor economiza 2,27 milhões de litros de água com novas práticas sustentáveis
Setor de saúde cria 5 mil empregos e impulsiona mercado de dispositivos médicos
AGÊNCIA CORA CORALINA
Saúde estadual realiza Dia D de combate à tuberculose
https://agenciacoradenoticias.go.gov.br/149608-saude-estadual-realiza-dia-d-de-combate-a-tuberculose
A REDAÇÃO
Caiado participa de mobilização por melhorias no SUS em Goiás
O governador Ronaldo Caiado participou do Integra Saúde Goiás 2025, nesta quinta-feira (20/3), no Centro de Convenções de Goiânia, para mobilizar prefeitos e secretários municipais em torno de melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS) nos 246 municípios goianos. O encontro tem como objetivo alinhar estratégias, compartilhar boas práticas e fortalecer a rede de assistência à saúde da população goiana.
“Quando falamos em saúde pública, não podemos trabalhar isoladamente. O Integra Saúde Goiás é um passo essencial para fortalecer a rede de atendimento e garantir que cada goiano, independentemente da cidade onde mora, tenha acesso a um serviço de qualidade e resolutivo. A regionalização da saúde é um compromisso do nosso governo, e só avançamos quando unimos forças com os municípios”, destacou o governador Ronaldo Caiado.
Durante o evento, foram apresentados os projetos prioritários da saúde estadual e debatidos temas fundamentais como gestão e governança, educação permanente, ouvidoria e transparência, planejamento adequado e judicialização da saúde. A expectativa é promover integração entre as diferentes esferas de governo e estabelecer uma agenda conjunta para superar desafios regionais e melhorar a qualidade dos serviços oferecidos.
O secretário de Saúde de Goiás, Rasível dos Santos, ressaltou a importância da iniciativa. “Essa integração que estamos promovendo aqui hoje tem um grande impacto. É fundamental conhecer todos os programas e projetos disponíveis, compreender a intenção do governo e avançar na regionalização da saúde”.
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Em seu discurso, o chefe do Executivo goiano enalteceu os projetos de saúde do Estado que vêm sendo conduzidos em prol de uma saúde pública mais eficiente e acessível para todos os goianos e criticou a falta de repasses corretos do Ministério da Saúde.
“O dinheiro não está sendo repassado corretamente, mesmo com os hospitais habilitados. Infelizmente, o Ministério da Saúde não cumpre com sua obrigação. Mas nós temos um compromisso firme com a descentralização da saúde e a ampliação do acesso à população. Nossa meta é que nenhum goiano precise percorrer grandes distâncias para receber atendimento especializado. Para isso, investimos na construção e ampliação de unidades hospitalares e na qualificação dos profissionais”.
No Integra Saúde Goiás, os participantes também tiveram a oportunidade de visitar estandes expositivos do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-GO), da Superintendência Regional do Ministério da Saúde e do Conselho Estadual de Saúde, que trouxeram iniciativas, serviços e ferramentas para apoiar a gestão da saúde nos municípios.
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JORNAL OPÇÃO
Márcio Corrêa faz intervenção em UPA e notifica OS para deixar gestão de unidade
Prefeito empossou nova administradora e já providenciou remanejamento de leitos e novas unidades de descanso e recuperação para UPA que atende 12 mil pacientes por mês
O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL) fez uma intervenção na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Alair Mafra, na Vila Esperança. Segundo o prefeito o contrato foi encerrado de forma unilateral por conta da ingerência da organização social Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) que administrava da UPA.
A notificação entregue ao responsável pela gestão da UPA determinava que a unidade de saúde fosse repassada de imediato à nova gestora, a organização social Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, sem interrupção dos serviços e sem nenhum prejuízo para à população.
De acordo o prefeito à intervenção foi necessária após a unidade ficar sem médicos e a Prefeitura não ter sido notificada. “Fomos alertados, eu e a a nossa secretária (de saúde, Eliane Pereira) e o meu Vice Dr. Walter (Vosgrau) que não haviam profissionais aqui na UPA e a maioria dos médicos e funcionarios faltaram porque foram fazer uma prova de concurso público. Em momento nenhum a empresa se quer se mobilizou para reparar essa ausência e tivemos um apagão de atendimento aqui”, afirmou.
Ainda de acordo com Corrêa, ele e técnicos da Prefeitura tiveram audiência com o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e também com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) para garantir respaldo jurídico e técnico para o rompimento do contrato que ainda tinha vigência de 45 dias.
O prefeito também informou que a nova administração da UPA da Vila Esperança assume de imediato e que já providenciou intervenções no remanejamento de leitos, deslocamento de unidades de descanso e recuperação, pois segundo Corrêa a situação dos acompanhantes e pacientes é desumana. “Nas próximas semana todos os pacientes daqui serão transferidos para outras unidades de saúde, se for preciso para a rede estadual e a UPA da Vila Esperança será totalmente reformada”, disse o prefeito.
A UPA Alair Mafra atende cerca de 12 mil pacientes por mês. O prefeito ainda se reuniu com os servidores da unidade de saúde e disse que cerca de 20 funcionários da parte de gestão da unidade serão mantidos. “Uma equipe da Prefeitura vai acompanhar a unidade diariamente e nesse momento já estamos fazendo todo o inventário de medicamentos e insumos” disse o prefeito que ainda afirmou que a OS que deixou a gestão da unidade de saúde já é investigada pelo MPGO e também pelo Ministério Público do Trabalho.
Corrêa ainda pontuou que os prestadores de serviços que não tem compromisso com Anápolis devem sair da cidade.
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Médico do Hospital das Clínicas da UFG é denunciado por assédio moral, e HC afasta envolvidos
Hospital das Clínicas afasta profissionais envolvidos em denúncia de assédio moral enquanto investigações ocorrem
Um médico do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, foi denunciado por assédio moral contra servidores, especialmente contra a chefe de Enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulta. O hospital confirmou ao Jornal Opção que a denúncia está sendo investigada e afastou preventivamente os dois profissionais envolvidos até a conclusão da apuração interna.
O caso, que teria começado em outubro de 2022, gerou protestos de enfermeiros e mobilização de sindicatos em busca de esclarecimentos e providências. De acordo com o documento que embasa a denúncia, a chefe de Enfermagem vinha sofrendo episódios recorrentes de constrangimento e humilhação pública.
Em uma das situações relatadas, o médico acusado teria expulsado toda a equipe de enfermagem da sala de reuniões da UTI, além de adotar uma postura de desautorização sistemática das decisões da profissional. Segundo os denunciantes, o comportamento do médico tinha como objetivo desmoralizar a chefe de Enfermagem tanto no âmbito pessoal quanto profissional, promovendo um ambiente de trabalho hostil e prejudicando a comunicação entre as equipes.
Em nota oficial, o Hospital das Clínicas informou que um processo interno já foi instaurado para analisar as acusações de assédio moral entre os colaboradores da UTI adulto. “O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC UFG), vinculado à Rede Ebserh, informa que já foi instaurado processo interno para analisar as denúncias de assédio entre colaboradores da UTI adulto. Dois profissionais foram afastados preventivamente enquanto ocorre essa avaliação, que é conduzida de forma sigilosa”, afirmou a instituição.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) declarou ao Jornal Opção que ainda não tem conhecimento formal sobre o caso. “O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) não tem conhecimento deste caso. Todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos recebidas pelo Cremego ou das quais tomamos conhecimento são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico”, informou o órgão.
Protesto contra assédio moral no Hospital das Clínicas
A situação desencadeou uma série de manifestações dentro da unidade hospitalar. Na quarta-feira, 19, dezenas de enfermeiros realizaram um protesto em frente ao Hospital das Clínicas, exigindo medidas contra o assédio moral dentro da unidade.
Antes disso, um grupo de profissionais da UTI Adulto havia fixado uma faixa na entrada do hospital com os dizeres: “Chefe assediador! Não! Os profissionais da UTI Adulto estão adoecidos”. No entanto, relatos apontam que a administração da unidade retirou a faixa cerca de uma hora após sua instalação, o que gerou ainda mais indignação entre os funcionários.
O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (SINT-IFESgo), Fernando Mota, informou que um documento foi entregue à direção do hospital questionando os procedimentos adotados na apuração da denúncia de assédio moral. Além disso, a entidade solicitou esclarecimentos sobre outras denúncias de assédio que supostamente ocorreram em diferentes setores da unidade.
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SAÚDE BUSINESS
Hcor economiza 2,27 milhões de litros de água com novas práticas sustentáveis
Mesmo com um aumento de 4,43% no volume de pacientes-dia, hospital reduziu o consumo de água por meio de captação alternativa e automação.
Os impactos das mudanças climáticas têm intensificado a necessidade de eficiência no uso de recursos. No setor hospitalar, iniciativas para otimizar o consumo de água vêm ganhando destaque. Em 2024, o Hcor registrou um aumento de 4,43% no volume de pacientes-dia em comparação a 2023, ao mesmo tempo em que reduziu o consumo de água em 6,25% por paciente-dia. No total, a economia foi de 2,05 mil metros cúbicos, equivalente a 2,27 milhões de litros.
Estratégias para redução do consumo
Uma das ações adotadas foi a revisão das fontes de captação de água, com investimentos em poços artesianos e lençóis freáticos. A água captada é utilizada, principalmente, no sistema de climatização e refrigeração, que representa 33% do consumo total da instituição.
Além disso, o hospital implementou medidas para incentivar o uso racional do recurso, incluindo a formação de uma equipe especializada em hidráulica e elétrica para identificar oportunidades de melhoria. Também estão previstos investimentos em automação para tornar o processo ainda mais eficiente.
Projetos de eficiência energética
O Hcor participou ainda da chamada pública de projetos de Eficiência Energética da ANEEL, que seleciona iniciativas voltadas à otimização do consumo de energia. No projeto apresentado, a estimativa é de uma redução adicional de até 20% no consumo de água, combinando medidas como a otimização das torres de resfriamento e a substituição de aquecedores a gás por bombas de calor.
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Setor de saúde cria 5 mil empregos e impulsiona mercado de dispositivos médicos
Com crescimento de 11,5%, indústria registra alta no comércio exterior e expansão de cirurgias e exames no SUS; especialistas alertam para desafios geopolíticos e avanços tecnológicos em 2025.
O mercado de dispositivos médicos registrou um crescimento de 11,5% em 2024, impulsionado pelo segmento de reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro, que teve alta de 28,4%. Os dados são do Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), recém-divulgado. Outros segmentos também apresentaram crescimento: materiais e equipamentos para a saúde avançaram 5,6%, enquanto próteses e implantes (OPME) subiram 5,2%.
Essa retomada se reflete no mercado de trabalho, que cresceu 3,7% no período. Entre janeiro e dezembro, foram abertas 5.358 vagas na indústria e no comércio do setor, elevando o número total de trabalhadores para 149.955—sem incluir profissionais de serviços diagnósticos e terapêuticos. O maior crescimento foi registrado no comércio atacadista de instrumentos e materiais médicos, cirúrgicos, ortopédicos e odontológicos, com a criação de 1.539 postos de trabalho.
O comércio exterior também acompanhou essa tendência. As importações de dispositivos médicos cresceram 19,4%, atingindo US$ 8,01 bilhões, enquanto as exportações subiram 8,7%, totalizando US$ 852 milhões.
Cenário de recuperação e desafios para 2025
Apesar da recuperação do setor em 2024, a ABIIS alerta para desafios no cenário global. “Iniciamos 2025 atentos às tensões comerciais e geopolíticas internacionais, já que as tarifas de importação dos Estados Unidos podem impactar o comércio de produtos médicos entre os dois países. No entanto, no Brasil, a expansão do 5G promete revolucionar a saúde, viabilizando maior conectividade, tempos de resposta mais curtos e aumento na capacidade de tráfego de dados. A Inteligência Artificial já está presente em diversos hospitais privados e também chegou ao setor público, como no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo”, analisa José Márcio Cerqueira Gomes, presidente executivo da ABIIS.
Internações, cirurgias e exames crescem no SUS
O boletim também aponta crescimento nas internações pelo SUS, que aumentaram 4,8% em 2024, totalizando 13,8 milhões de hospitalizações. O maior avanço foi observado nos métodos de diagnóstico em especialidades, com alta de 15,5%. Já as internações para tratamentos clínicos cresceram 3,9%, enquanto os procedimentos obstétricos registraram queda de 9,9%, levando ao fechamento de 320 leitos obstétricos no SUS e 287 na rede privada.
As cirurgias no SUS aumentaram 7,6%, com 6,2 milhões de procedimentos realizados. Os destaques foram cirurgias do aparelho da visão (+23,1%) e de pele, tecido subcutâneo e mucosa (+17,1%).
Os exames na rede pública também tiveram alta, crescendo 6% e somando 1,3 bilhão de procedimentos no ano. O diagnóstico por tomografia aumentou 16,4%, enquanto a ressonância magnética avançou 12,4%.
O Boletim Econômico ABIIS é produzido pela Websetorial Consultoria Econômica e traz um panorama detalhado da evolução do setor no Brasil. Acesse o boletim completo: https://abiis.org.br/dados-economicos-dados-economicos/
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AGÊNCIA CORA CORALINA
Saúde estadual realiza Dia D de combate à tuberculose
Campanhas de conscientização, busca ativa de casos e tratamento gratuito pelo SUS são algumas das iniciativas para reduzir os impactos da doença em Goiás
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realiza no dia 24 de março o Dia "D" de combate à tuberculose. A data reforça a importância do combate à doença que ainda representa um desafio para a saúde pública. Na ocasião, será lançada a Campanha "Tuberculose: Tem prevenção, tem tratamento e tem cura" nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Noroeste (às 8h30) e Itaipu (às 14h), em Goiânia, com ações de conscientização e atendimento à população, uma parceria entre a SES e a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.
Para fortalecer as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose durante o mês de março, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o mês de conscientização sobre a doença, a SES realiza campanhas de conscientização, busca ativa de casos e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar do aumento no número de casos, Goiás mantém um dos menores coeficientes de incidência entre os estados brasileiros, ocupando a terceira menor posição. Em 2021 foram registrados 980 casos, 1.084 casos em 2022, 1.182 casos em 2023, 1.077 casos em 2024, e neste ano, são 132 casos registrados.
Além disso, a SES, em parceria com o Conselho Regional de Medicina de Goiás, realiza no dia 21 de março de 2025, das 8h às 17h30, um curso de atualização sobre tuberculose para profissionais da saúde, abordando desafios e avanços no diagnóstico e no manejo de casos graves. Em parceria com o Hospital de Doenças Tropicais (HDT), a SES participa também do Projeto Acolher - HDT nas Escolas, que será realizado no dia 20 de março, no Colégio Militar Major Oscar, em Goiânia.
O coordenador do Programa Estadual de Controle da Tuberculose e Micobactérias não Tuberculosas da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (Suvisa) da SES, Emílio Alves Miranda, ressalta que a doença ainda é um desafio para a saúde pública. "Temos avançado na adesão dos profissionais de saúde para o diagnóstico da doença por meio das capacitações realizadas nos municípios. O diagnóstico e a adesão do paciente ao tratamento são essenciais para reduzirmos o número de casos e óbitos em Goiás", reforça Emílio.
A SES recomenda que os municípios e serviços de saúde desenvolvam ações contínuas, como a intensificação da busca ativa por "sintomáticos respiratórios" na população, estabelecimento de parcerias intersetoriais para apoio às populações em situação de vulnerabilidade social, divulgação de boletins epidemiológicos com dados atualizados sobre a doença nos municípios, campanhas educativas para conscientizar sobre prevenção, sintomas, diagnóstico precoce e tratamento gratuito, além da importância da adesão ao tratamento e da desestigmatização da doença, além de atividades de treinamento junto às equipes de saúde locais, visando a capacitação nas atividades de vigilância epidemiológica, prevenção, diagnóstico e tratamento.
Tratamento gratuito na rede do SUS
O diagnóstico da tuberculose é realizado por meio da avaliação dos sintomas, exames laboratoriais, coleta de escarro e exames de imagem, todos disponibilizados gratuitamente na rede pública de saúde. Pessoas com sintomas devem procurar a unidade básica de saúde mais próxima para avaliação clínica, realização de exames diagnósticos e início do tratamento, caso necessário. Profissionais de saúde e a população devem estar atentos aos sintomas respiratórios, que podem ser semelhantes aos de outras doenças respiratórias comuns no período, como a Covid-19 e Influenza.
Apesar da gravidade, a tuberculose tem cura. O tratamento é gratuito e fornecido pelo SUS, com duração mínima de seis meses, dependendo da forma clínica da doença. A adesão ao tratamento é fundamental, pois sua interrupção pode prejudicar tanto o paciente quanto a saúde pública, aumentando o risco de transmissão e o desenvolvimento de resistência aos medicamentos.
A doença
A tuberculose é causada por um bacilo que afeta principalmente os pulmões e pode se agravar, levando, inclusive, ao óbito. Quando não diagnosticada precocemente e tratada adequadamente, a doença pode evoluir para diversas complicações, resultando em internação hospitalar, perda da produtividade econômica e comprometimento da renda familiar devido aos custos com o tratamento, podendo, em alguns casos, levar à morte. Em Goiás foram registrados 90 óbitos em 2021, 116 óbitos em 2022, 103 óbitos em 2023, 106 óbitos em 2024, e neste ano nenhum óbito foi registrado.
A transmissão ocorre por via respiratória, por meio da inalação de aerossóis produzidos pela tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas que não estão em tratamento. Os principais sintomas incluem tosse persistente, com ou sem catarro, perda acentuada de peso, febre no período da tarde e suor excessivo à noite. A vacinação com a BCG ajuda a prevenir formas graves da doença, mas não garante 100% de eficácia na prevenção da tuberculose pulmonar. No calendário vacinal, a BCG é destinada a crianças de 0 a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Para adultos, a prevenção ocorre por meio do tratamento da infecção latente, quando a doença ainda não se manifestou.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 20/03/25
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Remédios ficam até 4,5% mais caros em Abril
https://www.youtube.com/watch?v=O3RN93bp4RU
O perfil da judicialização de tratamentos para TEA na saúde suplementar
https://medicinasa.com.br/judicializacao-tea/
Hapvida retifica saldos contábeis e adere a acordo de renegociação de dívidas
Conselho permite que farmacêuticos prescrevam medicamentos; entidades médicas apontam ilegalidade
BAND TV
Remédios ficam até 4,5% mais caros em Abril
https://www.youtube.com/watch?v=O3RN93bp4RU
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MEDICINA S/A
O perfil da judicialização de tratamentos para TEA na saúde suplementar
Um estudo inédito realizado pelo Núcleo de Saúde do Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper, com financiamento da Fundação José Luiz Setúbal (FJLS), analisou o perfil dos casos que resultaram na judicialização dos tratamentos para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na saúde suplementar. A pesquisa foi liderada pela prof. Vanessa Boarati, coordenadora do Núcleo de Saúde e Políticas Públicas e pesquisadora do Núcleo de Economia do Direito do Insper, e conduzida pela equipe de pesquisadores da instituição.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), os custos com tratamentos para pacientes com TEA e outros Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) superaram os gastos com tratamentos oncológicos, tradicionalmente a principal despesa das operadoras. Os tratamentos para TEA e TGD representaram 9% do custo médico total, enquanto os gastos com oncologia corresponderam a 8,7%.
"A cobertura de tratamentos para TEA é um dos principais tópicos de controvérsia no setor de saúde suplementar. E foi isso que nos motivou a fazer este estudo. Os resultados apontam tendências relevantes no acesso a terapias especializadas e nos desafios enfrentados pelas famílias para garantir cobertura dos planos de saúde", destaca Vanessa.
Para os pesquisadores, o estudo destaca a relevância social, econômica e jurídica da judicialização dos tratamentos para TEA, evidenciando que a busca pelo Judiciário tem sido uma alternativa crucial para muitas famílias garantirem o acesso às terapias necessárias. O estudo também traz um alerta para a necessidade de aprofundamento nas discussões sobre a regulação da cobertura de tratamentos para TEA na saúde suplementar.
"Um dos nossos objetivos estratégicos é estimular trabalhos, com rigor científico, para disseminar informações e influenciar políticas públicas capazes de impactar, de forma relevante, a adoção de boas práticas para a promoção da saúde infantil. E esta pesquisa é uma prova de que o tratamento do TEA tem sido objeto de processos judiciais desnecessários, que atrasam e impactam o desenvolvimento infantil", afirma Jose Luiz E. Setúbal, presidente da FJLS.
Principais achados
O estudo identificou que a média de idade dos pacientes que recorreram à Justiça para garantir seus tratamentos foi de aproximadamente seis anos, com mediana de quatro anos e 10 meses.
Os tratamentos mais demandados foram consultas com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos.
Em 66% dos casos houve solicitação para que o profissional utilizasse a técnica ABA - Análise do Comportamento Aplicada (Applied Behavior Analysis, na sigla em inglês), uma abordagem terapêutica baseada na ciência do comportamento.
As operadoras de planos de saúde basearam suas argumentações principalmente em discussões jurídicas sobre a obrigatoriedade da cobertura dos tratamentos solicitados.
Os magistrados, por sua vez, fundamentaram suas decisões na jurisprudência do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), no Código de Defesa do Consumidor e em súmulas do próprio tribunal. O argumento predominante foi que nem o Judiciário nem a operadora poderiam revisar a prescrição médica do paciente.
A taxa de sucesso das ações foi de 92%, considerando tanto a concessão total quanto parcial dos pedidos.
Os pedidos com maiores índices de deferimento foram para Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicologia, Psicoterapia e Equoterapia (acima de 94% de sucesso).
As menores taxas de sucesso foram observadas em pedidos de Musicoterapia (83,3%), acompanhante terapêutico (70,6%), Psicopedagogia (76,7%), Hidroterapia (87,5%), medicamentos à base de canabidiol (81,8%) e nutricionista (80,0%).
Segundo Vanessa, "estes dados buscam descrever com maior precisão a judicialização de tratamentos para TEA no âmbito da saúde suplementar, tendo sido descritos pela primeira vez pela literatura acadêmica quais foram os tratamentos mais demandados, os argumentos mais utilizados e a taxa de sucesso de cada tipo de pedido. Além disso, quantificou-se a prevalência de pedidos pela técnica ABA, que vem sendo alvo de diversas controvérsias jurídicas e regulatórias".
Metodologia e próximos passos
Para realizar a pesquisa que fundamentou o estudo, foram coletadas de maneira automatizada todas as sentenças proferidas por juízes do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) de 2021 a 2023 que continham os termos "autismo" ou "autista", resultando em um total de 14.482 decisões. Em seguida, foi aplicada uma clusterização utilizando o algoritmo k-means para identificar os diferentes temas dessas decisões, um processo que se repetiu até que o modelo se tornasse saturado.
Como resultado, 4.149 decisões foram classificadas como casos de negativa de cobertura assistencial, sendo 1.588 apenas em 2023. Para análise, foi sorteada uma amostra aleatória de 310 casos, garantindo um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%. Desses, 212 casos foram considerados pertinentes à pesquisa.
A equipe do estudo pretende promover encontros com associações de pacientes, representantes do setor de planos de saúde e operadores do Direito para debater os resultados. Além disso, os achados serão submetidos para publicação em periódico acadêmico.
Tags: Abramge Autismo FJLS Insper Judicialização da Saúde Saúde Suplementar
Um estudo inédito realizado pelo Núcleo de Saúde do Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper, com financiamento da Fundação José Luiz Setúbal (FJLS), analisou o perfil dos casos que resultaram na judicialização dos tratamentos para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na saúde suplementar. A pesquisa foi liderada pela prof. Vanessa Boarati, coordenadora do Núcleo de Saúde e Políticas Públicas e pesquisadora do Núcleo de Economia do Direito do Insper, e conduzida pela equipe de pesquisadores da instituição.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), os custos com tratamentos para pacientes com TEA e outros Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) superaram os gastos com tratamentos oncológicos, tradicionalmente a principal despesa das operadoras. Os tratamentos para TEA e TGD representaram 9% do custo médico total, enquanto os gastos com oncologia corresponderam a 8,7%.
"A cobertura de tratamentos para TEA é um dos principais tópicos de controvérsia no setor de saúde suplementar. E foi isso que nos motivou a fazer este estudo. Os resultados apontam tendências relevantes no acesso a terapias especializadas e nos desafios enfrentados pelas famílias para garantir cobertura dos planos de saúde", destaca Vanessa.
Para os pesquisadores, o estudo destaca a relevância social, econômica e jurídica da judicialização dos tratamentos para TEA, evidenciando que a busca pelo Judiciário tem sido uma alternativa crucial para muitas famílias garantirem o acesso às terapias necessárias. O estudo também traz um alerta para a necessidade de aprofundamento nas discussões sobre a regulação da cobertura de tratamentos para TEA na saúde suplementar.
"Um dos nossos objetivos estratégicos é estimular trabalhos, com rigor científico, para disseminar informações e influenciar políticas públicas capazes de impactar, de forma relevante, a adoção de boas práticas para a promoção da saúde infantil. E esta pesquisa é uma prova de que o tratamento do TEA tem sido objeto de processos judiciais desnecessários, que atrasam e impactam o desenvolvimento infantil", afirma Jose Luiz E. Setúbal, presidente da FJLS.
Principais achados
O estudo identificou que a média de idade dos pacientes que recorreram à Justiça para garantir seus tratamentos foi de aproximadamente seis anos, com mediana de quatro anos e 10 meses.
Os tratamentos mais demandados foram consultas com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos.
Em 66% dos casos houve solicitação para que o profissional utilizasse a técnica ABA - Análise do Comportamento Aplicada (Applied Behavior Analysis, na sigla em inglês), uma abordagem terapêutica baseada na ciência do comportamento.
As operadoras de planos de saúde basearam suas argumentações principalmente em discussões jurídicas sobre a obrigatoriedade da cobertura dos tratamentos solicitados.
Os magistrados, por sua vez, fundamentaram suas decisões na jurisprudência do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), no Código de Defesa do Consumidor e em súmulas do próprio tribunal. O argumento predominante foi que nem o Judiciário nem a operadora poderiam revisar a prescrição médica do paciente.
A taxa de sucesso das ações foi de 92%, considerando tanto a concessão total quanto parcial dos pedidos.
Os pedidos com maiores índices de deferimento foram para Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicologia, Psicoterapia e Equoterapia (acima de 94% de sucesso).
As menores taxas de sucesso foram observadas em pedidos de Musicoterapia (83,3%), acompanhante terapêutico (70,6%), Psicopedagogia (76,7%), Hidroterapia (87,5%), medicamentos à base de canabidiol (81,8%) e nutricionista (80,0%).
Segundo Vanessa, "estes dados buscam descrever com maior precisão a judicialização de tratamentos para TEA no âmbito da saúde suplementar, tendo sido descritos pela primeira vez pela literatura acadêmica quais foram os tratamentos mais demandados, os argumentos mais utilizados e a taxa de sucesso de cada tipo de pedido. Além disso, quantificou-se a prevalência de pedidos pela técnica ABA, que vem sendo alvo de diversas controvérsias jurídicas e regulatórias".
Metodologia e próximos passos
Para realizar a pesquisa que fundamentou o estudo, foram coletadas de maneira automatizada todas as sentenças proferidas por juízes do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) de 2021 a 2023 que continham os termos "autismo" ou "autista", resultando em um total de 14.482 decisões. Em seguida, foi aplicada uma clusterização utilizando o algoritmo k-means para identificar os diferentes temas dessas decisões, um processo que se repetiu até que o modelo se tornasse saturado.
Como resultado, 4.149 decisões foram classificadas como casos de negativa de cobertura assistencial, sendo 1.588 apenas em 2023. Para análise, foi sorteada uma amostra aleatória de 310 casos, garantindo um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%. Desses, 212 casos foram considerados pertinentes à pesquisa.
A equipe do estudo pretende promover encontros com associações de pacientes, representantes do setor de planos de saúde e operadores do Direito para debater os resultados. Além disso, os achados serão submetidos para publicação em periódico acadêmico.
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PORTAL UOL
Hapvida retifica saldos contábeis e adere a acordo de renegociação de dívidas
A operadora de saúde Hapvida (BVMF:HAPV3) informou que retificou seus saldos contábeis relativos aos exercícios de 2016 a 2023, conforme fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira.
Os ajustes impactaram o patrimônio líquido da companhia positivamente em R$503 milhões com base nas normas CPC 50, disse a Hapvida, uma variação positiva de 1% no patrimônio líquido (PL). Sob a norma CPC 11, em demonstrações divulgadas de forma voluntária, as retificações tiveram impacto negativo de R$202 milhões, uma variação negativa de 0,4% sobre o PL da companhia.
As retificações decorrem da baixa de "certos passivos tributários diferidos" e seus efeitos tributários, de determinados ativos e passivos "sem expectativa de realização futura", de "parcela dos bloqueios e depósitos judiciais de forma extemporânea", entre outras questões, citou a Hapvida.
No fato relevante, a Hapvida também informou que aderiu em dezembro passado a acordo de renegociação de dívidas envolvendo multas devidas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e ressarcimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
"As condições propostas pelo acordo, intermediado pela AGU, viabilizaram considerável redução dos valores em litígio ou que potencialmente se tornariam litigiosos, resolvendo passivos de R$2,9 bilhões por R$1,7 bilhão, gerando um impacto líquido no nosso resultado de R$470 milhões, desdobrado em R$145 milhões no Ebitda e R$325 milhões no resultado financeiro", afirmou.
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PORTAL G1
Conselho permite que farmacêuticos prescrevam medicamentos; entidades médicas apontam ilegalidade
Associações médicas falam em "banalização do atendimento médico". Conselho Federal de Farmácia (CFF) já teve resolução com teor semelhante derrubada pela Justiça do Distrito Federal.
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicou uma resolução que autoriza farmacêuticos a prescrever medicamentos, incluindo aqueles que exigem receita médica. A nova norma foi divulgada no Diário Oficial de segunda-feira (17).
A medida gerou reação de associações médicas, que questionam a capacitação dos farmacêuticos para a função. Elas afirmam que o tema será alvo de processos judiciais. Os médicos alegam que a formação do farmacêutico não tem as disciplinas que existem no curso de medicina, como o exame clínico e a interpretação dos exames.
Entre outros pontos, a resolução número 5 do CFF de 20/02/2025 permite que o farmacêutico:
prescreva medicamentos (incluindo os de venda sob prescrição)
renove "prescrições previamente emitidas por outros profissionais de saúde legalmente habilitados"
A nova resolução do CFF foi publicada poucos meses após uma decisão da 17ª Vara Federal Civil da Justiça no Distrito Federal contra outra resolução do CFF sobre o mesmo tema. A Justiça do DF declarou ilegal a resolução 586/2013 que permitia que farmacêuticos receitassem medicamentos e outros produtos que não exigiam prescrição médica.
O g1 buscou posicionamento do Conselho Federal de Farmácia (CFF) sobre as críticas de entidades médicas, mas não obteve retorno até a mais recente atualização desta reportagem.
Reação das entidades médicas
O conselheiro do Conselho Federal de Medicina Francisco Eduardo Cardoso afirmou ao g1 que a resolução é "absolutamente ilegal".
“Deveriam ter vergonha de publicar uma resolução como essa. Eles vão ter que responder na Justiça por editarem uma resolução ilegal e que coloca em risco a saúde da população", diz Cardoso.
Na visão do representante dos médicos, o CFF não pode legislar sobre prescrição, diagnósticos e consulta médica.
"O farmacêutico não tem competência legal e técnica para isso. É um ato de prevaricação. Eles já tentaram isso no passado e a Justiça negou. E isso será levado novamente à Justiça. O argumento de que eles entendem de remédios é insuficiente. São competências complementares”, afirma Cardoso.
A Associação Paulista de Medicina (APM) fala em "silenciosa invasão de profissionais não habilitados no ato médico" e manifesta preocupação com medida do CFF.
Em nota, a APM afirma que a prescrição de medicamentos é fundamental para a segurança e eficácia dos tratamentos, pois envolve a orientação detalhada de um médico sobre quais medicamentos um paciente deve tomar, em que dose, com que frequência e por quanto tempo.
A APM destaca que o médico cursa a faculdade por seis anos e depois ainda faz de três a seis anos de residência para se formar e poder estabelecer o diagnóstico e a terapêutica com segurança.
“Esta segurança vem com a história clínica inicial seguida de um minucioso exame físico. Mesmo assim, muitas vezes é necessário a solicitação de exames complementares para que a prescrição possa ser feita após um diagnóstico adequado. O farmacêutico não tem esta formação e, portanto, não tem a competência exigida para prescrever qualquer medicamento. Pode sim e deve indicar substituto para determinada droga, alertar sobre eventuais efeitos colaterais e interações medicamentosas”, informa nota a associação, em nota.
“A prescrição médica é o final da consulta médica. Portanto, há necessidade de você fazer uma história clínica do paciente. Há necessidade de você fazer um exame físico completo. E muitas vezes, mesmo com isto tudo, você chega em suposições. Você não chega no diagnóstico. Você precisa de exames complementares para chegar no diagnóstico. E a partir do diagnóstico que você vai fazer a prescrição. Eu acho que todos os profissionais de saúde são importantes, mas cada um tem que estar dentro da sua área de atuação”, afirma o presidente da APM, Antônio José Gonçalves.
O que diz a resolução do Conselho Federal de Farmácia
O artigo 3° da resolução número 5 do CFF de 20/02/2025 informa: Para estabelecer o perfil farmacoterapêutico do paciente, o farmacêutico está autorizado a:
prescrever medicamentos, incluindo os de venda sob prescrição;
renovar prescrições previamente emitidas por outros profissionais de saúde legalmente habilitados;
prescrever medicamentos em atendimento à pessoa sob risco de morte iminente.
Os medicamentos categorizados sob prescrição somente poderão ser prescritos pelo farmacêutico que possua Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Farmácia Clínica.
O artigo 4º da resolução informa ainda que "no âmbito da atividade clínica do farmacêutico" a análise da situação do paciente vai permitir que o profissional:
Colete dados por meio da anamnese farmacêutica
Faça exame físico com a verificação dos sinais e sintomas
Realize, solicite e interprete exames para avaliação da efetividade do tratamento
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 19/03/25
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Lucro dos planos de saúde quintuplica em 2024, para R$ 10,2 bilhões
Pacientes do Imas e do SUS enfrentam dificuldade para fazer cirurgia em Goiânia
Pacientes denunciam falta de equipamentos em Cais de Goiânia
Idoso pode ter perna amputada por falta de vaga em unidade de saúde em Goiânia
Médicos suspeito de abuso tem CRM suspenso
Condenado por matar a ex, médico denunciado por crime sexual contra adolescente durante consulta está proibido de atender
Justiça goiana determina suspensão do registro médico de suspeito de abusar de adolescente
Anestesiologistas apontam dívida e avaliam suspender atendimentos em Goiânia
Unimed Nacional é convocada para reunião hoje na ANS, após registrar maior prejuízo do setor
Governo prioriza prevenção do câncer, mas entidades apontam falhas no atendimento às mulheres
São Paulo lidera crescimento de beneficiários de planos e atinge taxa de cobertura de 39,8%
https://medicinasa.com.br/sp-beneficiarios-planos/
O TEMPO
Lucro dos planos de saúde quintuplica em 2024, para R$ 10,2 bilhões
Este é o melhor resultado dos planos de saúde desde 2020, quando teve início a pandemia de coronavírus
As operadoras médico-hospitalares do Brasil tiveram um lucro líquido de R$ 10,192 bilhões em 2024, um salto de 429% em relação ao ano anterior, quando o resultado foi de R$ 1,926 bilhão. O balanço foi divulgado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) nesta terça-feira (18).
Este é o melhor resultado dos planos de saúde desde 2020, quando teve início a pandemia de coronavírus. Naquele ano, o lucro foi de R$ 17,6 bilhões. Entre os fatores que contribuíram para a melhora estão a queda na sinistralidade (quanto de fato é gasto com ocorrências médicas) e o reequilíbrio das contas pós-pandemia.
O número de beneficiários de planos médico-hospitalares também cresceu, de 50 milhões para 50,2 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2018.
O índice de sinistralidade caiu 1,5 ponto percentual no quarto trimestre de 2024, para 82,2%, o que indica que em torno de 82,2% das receitas advindas das mensalidades dos planos foram utilizadas com as despesas assistenciais. Esta é a menor sinistralidade registrada neste período desde 2018. No acumulado do ano passado, a sinistralidade ficou em 83,8%, o menor desde 2020 (77,7%).
Já o saldo de atividades diretas dos planos (diferença entre as receitas e despesas) ficou positivo em R$ 4 bilhões, patamar próximo ao dos anos pré-pandemia de Covid-19.
Outra fonte de renda do setor é a remuneração das aplicações financeiras, que totalizaram R$ 120 bilhões ao final de 2024, período marcado por juros altos.
"A ANS segue monitorando de perto os indicadores econômico-financeiros para garantir que essa trajetória de recuperação se traduza em maior previsibilidade e solidez para o setor, sem comprometer o equilíbrio entre receitas e despesas assistenciais e o atendimento dos beneficiários", diz Jorge Aquino, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS.
O resultado positivo para o setor também é fruto de reorganizações financeiras das operadoras, com fusões e aquisições e cortes de custos.
Entre as medidas, estão o maior combate às fraudes e cancelamentos unilaterais de planos coletivos, conhecido como higienização de carteira, que exclui usuários custosos.
O percentual de reembolsos pagos pelos planos caiu para 4,61% em 2024, somando R$ 10,3 bilhões, de 5,65% (R$ 11,9 bilhões) de todos os pagamentos no ano anterior. Este é o menor percentual desde 2021.
Após a divulgação dos dados, a Hapvida disse que as informações do balanço "não necessariamente" correspondem aos dados contábeis da companhia.
"As demonstrações financeiras anuais completas e as demonstrações financeiras padronizadas... relativas ao exercício social de 2024 estão atualmente em fase de elaboração e serão divulgadas pela companhia no próximo dia 19 de março", afirmou em fato relevante ao mercado.
Os números da ANS trazem dados individuais por companhia e, segundo os dados publicados nesta nesta terça, a Hapvida teve um resultado líquido de R$ 785,49 milhões no ano passado.
A Hapvida explicou que os dados contábeis da ANS são elaborados em conformidade com os princípios contábeis adotados pela agência, com normas que não correspondem, em todos os aspectos, àquelas constantes da legislação societária e da regulação expedida pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Na Bolsa, as ações da Hapvida chegaram a disparar quase 8% na máxima nos primeiros negócios, a R$ 2,47. Por volta de 11h15, eram negociadas com valorização de 2,18%, a R $2,34, ainda entre os destaques positivos do Ibovespa, que mostrava variação positiva de 0,04%.
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TV ANHANGUERA
Pacientes do Imas e do SUS enfrentam dificuldade para fazer cirurgia em Goiânia
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Pacientes denunciam falta de equipamentos em Cais de Goiânia
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Idoso pode ter perna amputada por falta de vaga em unidade de saúde em Goiânia
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Médicos suspeito de abuso tem CRM suspenso
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PORTAL G1
Condenado por matar a ex, médico denunciado por crime sexual contra adolescente durante consulta está proibido de atender
Conselho de Medicina disse que registro foi suspenso por ordem judicial. Alfredo Carlos Dias Mattos Junior foi condenado por homicídio em 2011.
O médico Alfredo Carlos Dias Mattos Junior está proibido de atender. Ele foi condenado por matar a ex-mulher e denunciado por crime sexual contra uma adolescente durante uma consulta. Conforme nota divulgada pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), ele teve o registro suspenso a partir de uma ordem judicial.
Em nota, a defesa do médico disse que discorda da suspensão do registro. O advogado Roberto Serra da Silva Maia disse ainda que irá entrar com recurso para reverter a suspensão (leia texto completo abaixo).
Alfredo foi condenado pelo homicídio da ex-esposa em 2011 (saiba mais sobre o crime abaixo). Ele cumpria pena em regime aberto, em Morrinhos, no sul de Goiás. No dia 14 de março, ele voltou a ser preso por conta da denúncia da adolescente.
Crime sexual
Em fevereiro de 2025, a jovem 17 anos afirmou ter sofrido abuso durante consulta em hospital de Goiânia. A adolescente foi buscar tratamento para uma dor no estômago, diz denúncia do MP-GO. O documento narra que o médico solicitou exames, entre eles uma endoscopia e uma ultrassom endovaginal à jovem.
Com os resultados, levados pela jovem e pela mãe a Alfredo no mês seguinte, o médico afirmou que ela tinha “anteversão do útero”, conhecida popularmente como “útero invertido”, e que essa era a causa das dores de estômago.
Conforme a denúncia, o médico disse que faria um procedimento no consultório para colocar o útero da adolescente no lugar. O documento relatou que o médico pediu que a adolescente retirasse a blusa, abaixasse a calça e se deitasse na maca para corrigir a posição do útero ali mesmo no consultório. Inclusive, o médico teria manifestado o interesse de fazer o "procedimento" também na mãe da adolescente.
Na gravação, segundo o delegado, o médico está sendo acusado por abusar de uma adolescente em uma consulta e disse que tem mais vítimas. De acordo com denúncia oferecida pelo Ministério Público de Goiás, outras mulheres registraram denúncia contra o médico, “por condutas semelhantes, em que ele se valia da posição de médico para praticados atos libidinosos, o que demonstra a habitualidade e a gravidade de sua conduta,” segundo o texto.
Crime anterior
Alfredo Carlos Dias Mattos Junior foi condenado pela morte da ex-mulher Magda Maria Braga de Mattos. O crime aconteceu em Nova Lima (MG), em 1999. Alfredo dopou a ex-sogra que estava no quarto e aplicou álcool no soro da ex-mulher. Ao reagir com os medicamentos que Magda tomava, a substância provocou a morte dela.
O médico foi condenado pelo crime em 2011 e recebeu o direito de recorrer da decisão em liberdade. No dia 6 de março, a Justiça havia determinado que o médico usasse tornozeleira eletrônica.
Anteriormente, o MP havia pedido pela prisão do médico, mas foi negado sob a justificativa de que os argumentos usados pelos promotores foram genéricos e se basearam nos relatos feitos pela suposta vítima e pela mãe dela.
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Goiás e do MP-GO, o caso do crime sexual está sob segredo de justiça.
Nota da defesa de Alfredo Carlos Dias Mattos Junior
"A defesa de Alfredo Carlos Dias Mattos Júnior manifesta sua inconformidade com a imposição da proibição do exercício da medicina como medida cautelar decretada em um processo judicial, decisão que, apesar de respeitada, já está sendo devidamente combatida por meio dos recursos cabíveis.
A imposição dessa restrição, antes do devido trânsito em julgado, atenta contra a presunção de inocência, princípio fundamental assegurado pela Constituição Federal. O profissional afastado tem uma carreira médica de mais de três décadas, sem registros de condutas irregulares, e sempre exerceu sua profissão com ética e responsabilidade.
A defesa reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência no curso do processo e reitera que todas as providências judiciais estão sendo adotadas para restabelecer o direito de Alfredo ao exercício da medicina. Confiamos que a Justiça prevalecerá e que seu nome será devidamente reabilitado perante a sociedade e sua categoria profissional.
Por fim, esperamos que a imprensa e a sociedade evitem julgamentos precipitados e aguardem o desfecho do devido processo legal no Poder Judiciário, onde os fatos deverão ser apurados de maneira justa e imparcial.
Roberto Serra da Silva Maia - Advogado"
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MAIS GOIÁS
CREMEGO
Justiça goiana determina suspensão do registro médico de suspeito de abusar de adolescente
"Suspensão, por tempo indeterminado, atende a uma ordem judicial e impede o médico de exercer a medicina", diz conselho
A Justiça determinou a suspensão por tempo indeterminado do registro junto ao Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) do médico Alfredo Carlos Dias Mattos Júnior. Ele é suspeito de acariciar uma adolescente durante um atendimento e foi preso na sexta-feira (14), em Goiânia.
Em nota ao Mais Goiás, Cremego dissse que a “suspensão, por tempo indeterminado, atende a uma ordem judicial e impede o médico de exercer a medicina”. No site, onde é possível fazer a busca pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), consta na situação de Alfredo: “Suspenso por ordem judicial – total.”
É preciso citar, no início deste mês, a Justiça também havia determinado que o médico fosse monitorado por tornozeleira eletrônica. No entanto, no dia da prisão ele não estava com o equipamento. Segundo a Direção do Sistema Penitenciário, ele não compareceu à unidade para colocar a item.
O portal procurou a defesa do suspeito para comentar a suspensão. Segundo o advogado Roberto Serra da Silva Maia, “a defesa de Alfredo Carlos Dias Mattos Júnior manifesta sua inconformidade com a imposição da proibição do exercício da medicina como medida cautelar decretada em um processo judicial, decisão que, apesar de respeitada, já está sendo devidamente combatida por meio dos recursos cabíveis”.
Segundo ele, a imposição dessa restrição, antes do devido trânsito em julgado, atenta contra a presunção de inocência, princípio fundamental assegurado pela Constituição Federal. “O profissional afastado tem uma carreira médica de mais de três décadas, sem registros de condutas irregulares, e sempre exerceu sua profissão com ética e responsabilidade.”
Sobre a prisão, o advogado afirmou que “a regressão cautelar de Alfredo Carlos Dias Mattos Junior ao regime fechado configura uma grave afronta aos princípios fundamentais do Direito Penal e da Execução Penal”. Para ele, a medida adotada “de forma precipitada e desproporcional” ignora a presunção de inocência e impõe uma “punição antecipada, sem que haja condenação definitiva pelo novo fato que lhe foi imputado”.
Roberto afirma que a defesa adotará todas as providências cabíveis para reverter essa decisão e seguirá atuando para garantir que Alfredo tenha seus direitos respeitados “e que essa injustiça seja revertida com a máxima urgência”.
Prisão de Alfredo
A Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil (PCGO) agiram após a Justiça de Morrinhos decretar a prisão do médico. A informação foi divulgada pela TV Anhanguera e confirmada pelo Mais Goiás. “Em uma ação integrada entre PM e Central e Flagrantes, prendemos o médico que estava com mandado de prisão”, informou o delegado Humberto Teófilo. Conforme o policial, é possível existirem mais vítimas.
Em fevereiro, o médico, que já foi condenado pelo feminicídio da ex-mulher, foi denunciado por abuso sexual de uma adolescente em Goiás. O homem de 55 anos teria violentado uma paciente de 17 anos durante atendimento em 2023. À época, o Ministério Público de Goiás (MPGO) pediu a prisão do indivíduo, mas a Justiça determinou medidas cautelares contra o profissional.
Segundo a denúncia do MPGO, o médico teria se aproveitado de sua posição profissional para cometer o abuso durante um atendimento. A vítima, que procurou o profissional devido a dores no estômago, foi submetida a exames e, posteriormente, o médico alegou que ela possuía uma condição chamada “anteversão do útero”.
Sob o pretexto de realizar um procedimento para corrigir essa suposta condição, o médico teria instruído a paciente a retirar a roupa e a teria tocado em seus seios e na região íntima, alegando que estava reposicionando o útero. A mãe da adolescente, que acompanhava a consulta, percebeu o desconforto da filha e pediu que o cirurgião gástrico interrompesse o procedimento.
Após o ocorrido, a adolescente e sua mãe procuraram outro médico, que informou que o procedimento realizado pelo profissional anterior não tinha embasamento técnico. Diante disso, elas decidiram denunciar o caso ao MPGO.
Médico já possui condenação por feminicídio
O cirurgião gástrico já possui uma condenação por feminicídio, ocorrida no final dos anos 1990, quando ele matou sua ex-mulher, Magda Maria Braga de Mattos, em Nova Lima (MG). Na época, ele dopou a mãe da vítima com um suco e injetou álcool no soro da ex, que estava internada para tratar de dores abdominais. Segundo o processo, Alfredo não aceitava que Magda estivesse em outro relacionamento.
Posição do MP
Ao Mais Goiás, o MPGO explicou que o acusado em questão foi preso nesta sexta-feira em decorrência de uma decisão do Juízo de Execução Penal de Morrinhos, que acolheu pedido feito pelo órgão para regressão cautelar do regime de cumprimento da pena a ele aplicada como condenação pelo feminicídio de sua ex-mulher, ocorrido em Minas Gerais. Ele estava, atualmente, cumprindo a pena em regime aberto em Morrinhos.
“No pedido, o MP apontou o novo processo penal aberto contra ele por estupro de vulnerável de uma adolescente em Goiânia como justificativa para regressão do regime para o fechado. O pedido cautelar foi feito pela promotora de Justiça Camila Fernandes Mendonça, responsável pela denúncia no caso do estupro, tendo tido manifestação favorável do promotor Nelson Vilela Costa, de Morrinhos. A decisão de regressão foi da juíza Anelize Beber Rinaldin, de Morrinhos.”
Em relação à negativa de prisão do juízo em Goiânia, em fevereiro, o MPGO recorreu, sim, dessa decisão, mas esse recurso ainda não foi julgado.
Sobre a divulgação da imagem do suspeito, ela “foi realizada conforme a Lei nº 13.869/2019 e a Portaria nº 547/2021 da PCGO, mediante despacho da autoridade policial responsável, com o objetivo de identificar possíveis novas vítimas”.
Nota da defesa:
“A defesa de Alfredo Carlos Dias Mattos Júnior manifesta sua inconformidade com a imposição da proibição do exercício da medicina como medida cautelar decretada em um processo judicial, decisão que, apesar de respeitada, já está sendo devidamente combatida por meio dos recursos cabíveis.
A imposição dessa restrição, antes do devido trânsito em julgado, atenta contra a presunção de inocência, princípio fundamental assegurado pela Constituição Federal. O profissional afastado tem uma carreira médica de mais de três décadas, sem registros de condutas irregulares, e sempre exerceu sua profissão com ética e responsabilidade.
A defesa reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência no curso do processo e reitera que todas as providências judiciais estão sendo adotadas para restabelecer o direito de Alfredo ao exercício da medicina. Confiamos que a Justiça prevalecerá e que seu nome será devidamente reabilitado perante a sociedade e sua categoria profissional.
Por fim, esperamos que a imprensa e a sociedade evitem julgamentos precipitados e aguardem o desfecho do devido processo legal no Poder Judiciário, onde os fatos deverão ser apurados de maneira justa e imparcial.”
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A REDAÇÃO
Anestesiologistas apontam dívida e avaliam suspender atendimentos em Goiânia
Categoria alega que não recebe desde novembro
A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goiás (COOPANEST-GO) emitiu, na última sexta-feira (14/3), um comunicado apontando que existem débitos da Prefeitura de Goiânia junto à categoria e que a falta de pagamento deve impactar tanto os atendimentos realizados nas unidades municipais de saúde quanto aqueles prestados, em hospitais particulares, aos beneficiários do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas).
No final desta terça-feira (18/3), já existiam registros de reclamações de usuários sobre dificuldade no agendamento de cirurgias eletivas - procedimentos agendados e que não configuram casos de urgência. O que, segundo a COOPANEST-GO, seria relexo da dívida da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), que figura desde novembro passado e já soma aproximadamente R$ 7 milhões.
Em nota, o Imas afirmou que já realizou os pagamentos e que os atendimentos devem ser normalizados até o final desta semana.
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O GLOBO
Unimed Nacional é convocada para reunião hoje na ANS, após registrar maior prejuízo do setor
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) convocou aNacional para uma reunião nesta quarta-feira, às 10h, diante do fato de a cooperativa ter registrado o maior prejuízo do setor em 2024, R$ 503 milhões. Apesar de admitir que a cooperativa teve seu resultado prejudicado por ter sido obrigada judicialmente a assumir a carteira de clientes de Unimeds país afora, Jorge Aquino, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da agência reguladora, avalia que há um problema de governança no sistema.
- De forma geral, as Unimeds precisam de um aprimoramento da sua governança. O primeiro problema das Unimeds é que não tem rateio das perdas assim que elas acontecem e isso vira uma bola de neve. Como é distribuído lucro, quando ele existe, aos médicos cooperados, que afinal são os sócios da operadora, era preciso ratear os prejuízos assim que ele acontece. Sei que a Nacional foi instada judicialmente a assumir carteiras ruins e merece um socorro do sistema nacional, mas a nossa preocupação é garantir que quando o consumidor precise ele tenha o atendimento necessário. Por isso, chamamos a cooperativa para conversar e entender o que está sendo feito.
Em janeiro, a Nacional fechou um acordo para receber um aporte de R$ 1 bilhão de 300 cooperativas médicas regionais. O objetivo era reequilibrar as contas da operadora e evitar uma intervenção da ANS, conforme noticiado pelo jornal Valor.
Aquino abre um parênteses para explicar que o prejuízo de R$ 1,5 bilhão da Cabesp, autogestão do extinto Banco do Estado de São Paulo, que aparece no painel econômico-financeiro da agência, deve ser desconsiderado, pois se trata de uma questão contábil, com a atualização no balanço de papéis da empresa pelo seu valor seu valor real.
- A Cabesp vai bem obrigada, tem um patrimônio de RS 12 bilhões, por isso, dizemos que o maior prejuízo é da Nacional, apesar de no painel ela aparecer no topo.
O pior desempenho individual, de fato foi da Nacional, mas olhando de forma segmentada o pior resultado foi registrado entre os planos de saúde de autogestão, aqueles que não têm fins lucrativos, normalmente direcionados a servidores públicos, uma empresa específica ou classe profissional. Entre as mais conhecidas estão a Cassi, dos funcionários do Banco do Brasil, que registrou um resultado negativo de R$ 469, 71 milhões e Geap, que tem entre seus usuários a servidores públicos, aposentados, pensionistas, e familiares, ficou negativa em R$ 27 milhões. O segmento foi o único a registrar prejuízo como um todo, de R$ 2,1 bilhões.
-Seria preciso aumentar os recursos nas autogestão, mas acho que os usuários não terão capacidade de aportar mais dinheiro. Acho que será preciso mudar alguma coisa no regramento da autogestão. Um dos pedidos do segmento era que avaliássemos a possibilidade de poderem ofertar planos para o mercado em geral, mas os estudos indicam que o volume de contratos e o preço que precisariam para viabilizar o negócio não resolvem o problema das autogestão. Será preciso avaliar outras alternativas - diz o diretor.
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PORTAL CÂMARA DOS DEPUTADOS
Governo prioriza prevenção do câncer, mas entidades apontam falhas no atendimento às mulheres
Em debate na Câmara dos Deputados, especialistas pediram rapidez na implantação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer e correção de falhas no atendimento às mulheres na rede pública. Ainda há, por exemplo, baixo diagnóstico precoce da doença, dificuldade de acesso a medicamentos e problemas de financiamento no SUS.
A audiência ocorreu na Comissão Especial de Combate ao Câncer no Brasil. A representante do Ministério da Saúde, Aline Lopes, citou "situação alarmante" para justificar a relevância do tema no governo federal.
"É uma pauta prioritária do governo e do Ministério da Saúde, porque a gente espera, de acordo com as estimativas de câncer do INCA [Instituto Nacional do Câncer], para o triênio de 2023 a 2025, mais de 70 mil casos de câncer de mama, mais de 23 mil casos de câncer de cólon e reto, e 17 mil casos de câncer de colo de útero. São esses os cânceres mais prevalentes na nossa população brasileira", disse.
Acompanhamento e busca ativa
A política nacional foi aprovada pelo Congresso em 2023 com os objetivos de reduzir a incidência dos diversos tipos de câncer e garantir acesso ao cuidado integral e à qualidade de vida do paciente, além de reduzir a mortalidade. No início deste ano, surgiram as primeiras portarias para regulamentar a estrutura da rede de acompanhamento e de busca ativa de pacientes oncológicos, prevista na lei. Com foco nas mulheres, Aline Lopes anunciou ações para ampliar o diagnóstico precoce por meio do Programa Mais Acesso a Especialistas e de novas diretrizes para mulheres com alto risco de câncer de mama, inclusive com a realização de testes genéticos.
No entanto, especialistas exemplificaram o que chamam de "abismo" de atendimento. Herika Rodrigues, do Instituto Lado a Lado pela Vida, mostrou diferentes realidades enfrentadas pelas pacientes.
"Primeira: mulheres jovens que precisam de prevenção contra o câncer de colo de útero, no caso a vacina do HPV. Segunda realidade: mulheres jovens que descobrem o câncer muito cedo e não estão no protocolo do rastreamento. Terceira realidade: mulheres que descobrem a doença e não conseguem obter o diagnóstico no prazo de 30 dias. (Também há) Mulheres em tratamento que recebem acesso a tecnologias diferentes dentro do mesmo centro de referência. Ou seja: falta padrão no tratamento do câncer", afirmou.
Políticas consolidadas
A Associação Recomeçar, de mulheres mastectomizadas de Brasília, mostrou auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontando média de 100 a 180 dias para a definição de diagnóstico definitivo de câncer no SUS. O atraso no início do tratamento reduz drasticamente as chances de cura. A presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Angélica Rodrigues, se queixou da subutilização até mesmo de políticas que já estão mais consolidadas no país.
"A gente sempre fala em incorporações de novas tecnologias que são, sim, necessárias, mas a gente não está fazendo o mínimo. A taxa de cobertura de mamografia no Brasil, a partir de 50 anos de idade a cada dois anos, atinge cerca de um terço das mulheres apenas. No Brasil, existe mamógrafo e exame gratuito para as mulheres, mas a gente não atinge essa cobertura. Então, é preciso rever as estratégias de educação e de alerta para a mulher".
Aliás, as sociedades médicas já pressionam o SUS a recomendar o exame de mamografia anualmente a partir dos 40 anos de idade. A expectativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que os casos de câncer em geral subam dos atuais 20 milhões para cerca de 30 milhões por ano até 2040. No caso da mulheres, as maiores incidências são de mama (30% dos casos), cólon e reto (9,7%), colo do útero (7%), traqueia, brônquio e pulmão (6%), glândula tireoide (5,8%), estômago (3,3%), corpo do útero (3,2%), ovário (3%), pâncreas (2,3%) e linfoma não Hodgkin (2,3%), segundo o INCA.
Financiamento
Para superar as dificuldades de financiamento da política nacional, o presidente da comissão especial, deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG), defendeu a aprovação das suas propostas de Fundo Nacional de Enfrentamento ao Câncer (PL 4434/21) e de percentuais mínimos de investimento de União, estados e municípios no combate à doença (PLP 65/24).
"O rastreamento e a prevenção precisam avançar. Precisamos, inclusive, de mais unidades móveis percorrendo as cidades e realizando os exames preventivos de forma permanente na zona rural, que é um grande gargalo também".
A audiência também contou com representantes do Instituto Oncoguia e do Hospital de Amor, que tem experiências de testes diagnósticos de câncer por meio de carretas itinerantes.
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MEDICINA S/A
São Paulo lidera crescimento de beneficiários de planos e atinge taxa de cobertura de 39,8%
O crescimento do mercado brasileiro de saúde suplementar está sendo impulsionado, em números absolutos, pelo desempenho do Estado de São Paulo. De acordo com a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) 103, produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o Estado registrou, em janeiro de 2025, 18,3 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares, correspondendo a 35,8% do total nacional.
A marca de 18,3 milhões de beneficiários corresponde a um crescimento de 1,8% ante janeiro de 2024 e corresponde ao saldo de 317,3 mil novos beneficiários. No País, janeiro registrou 52,2 milhões de beneficiários, alta de 2% ante o mesmo mês do ano passado, equivalendo a um saldo de 1 milhão de novos beneficiários no período. Ou seja, isoladamente, São Paulo respondeu por 31,7% dos novos usuários de planos de saúde do Brasil. O Estado detém uma taxa de cobertura (percentual do total da população que conta com o benefício do plano de saúde,) de 39,8%, enquanto a média nacional é de 24,6%.
Na visão do IESS, o crescimento paulista reflete a recuperação econômica e a valorização da assistência à saúde pelos trabalhadores. “A saúde suplementar no Brasil segue em expansão, mas é notável como São Paulo se destaca. A taxa de cobertura do estado supera a média nacional em mais de 15 pontos percentuais”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS.
Crescimento impulsionado pelos planos coletivos empresariais
O aumento do número de beneficiários no estado foi impulsionado pelos planos coletivos empresariais, que cresceram 3,3% em 12 meses, somando 440,7 mil novos vínculos. Em contrapartida, os planos individuais ou familiares registraram queda de 1,3%, e os planos coletivos por adesão recuaram 5,8%.
A correlação entre o crescimento do emprego formal e a expansão dos planos coletivos empresariais é evidente. Dados do Novo Caged (Ministério do Trabalho e Emprego) apontam que São Paulo criou 457,3 mil postos de trabalho formais entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025. “O desempenho positivo do mercado de trabalho tem impacto direto no aumento dos beneficiários de planos de saúde. O crescimento do emprego formal reforça a tendência de ampliação dos planos coletivos empresariais, que são oferecidos como benefício aos trabalhadores”, explica Cechin.
Destaque nacional e comparações regionais
O crescimento de São Paulo contrasta com o desempenho de outros estados. Enquanto o estado teve 317,4 mil novos beneficiários, o Rio de Janeiro perdeu 87,3 mil vínculos no mesmo período. No Norte e Nordeste, as taxas de cobertura permanecem abaixo da média nacional, com 11,2% e 12,9%, respectivamente. “A disparidade regional na cobertura de planos de saúde ainda é um desafio. Enquanto São Paulo se aproxima dos 40% de cobertura, outras regiões do país possuem taxas mais baixas, o que reforça a importância do debate sobre acesso à saúde suplementar e políticas de incentivo à ampliação do setor”, avalia Cechin.
Expansão dos planos odontológicos
O segmento de planos exclusivamente odontológicos também apresentou crescimento. Em janeiro de 2025, o Brasil registrou 34,4 milhões de beneficiários nesses planos, um aumento de 6% em 12 meses, equivalente a 1,9 milhão de novos vínculos. Em São Paulo, o crescimento foi de 5,2%, com um acréscimo de 581 mil beneficiário, ou quase um terço do crescimento nacional.
Os planos coletivos empresariais foram os principais responsáveis por essa expansão, representando 88,5% dos planos odontológicos coletivos. Já os planos individuais ou familiares cresceram 9,8%, um ritmo mais acelerado em relação aos planos médico-hospitalares.
Para Cechin, esse crescimento reforça a conscientização sobre a importância da saúde bucal. “A ampliação do acesso a planos odontológicos reflete não apenas a demanda crescente da população, mas também o reconhecimento das empresas de que a saúde bucal impacta diretamente a produtividade e o bem-estar dos trabalhadores”, destaca Cechin.
Perspectivas para o setor
O cenário de expansão da saúde suplementar em São Paulo reflete uma tendência de valorização da saúde privada no Brasil. A continuidade do crescimento do setor depende da expansão do mercado de trabalho e da atividade econômica.
“A tendência é que o crescimento continue acompanhando o avanço do emprego formal e a atividade econômica. Se a geração de empregos se mantiver em alta, o número de beneficiários dos planos de saúde deve seguir essa curva ascendente nos próximos meses”, conclui Cechin.
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Assessoria de Comunicação
Na Mídia: Presidente da Ahpaceg fala à Rádio CBN sobre a ocupação das UTIs privadas
Em entrevista à Rádio CBN Goiânia na tarde de ontem, 17, o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, falou sobre a taxa de ocupação dos leitos de UTI na rede privada em Goiás. Confira a matéria:
Na tarde desta segunda-feira, de 15 unidades de saúde da Capital que possuem leitos de Unidade de Terapia Intensiva particulares, cinco estavam com ocupação de 100%. No total, Goiânia tem cerca de 560 UTIs privadas.
O presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou, explica que isso se deve ao processo que é utilizado para que o leito seja ocupado, diferente do que ocorre na rede pública, onde é feita a chamada regulação de pacientes. Além disso houve um aumento da demanda em virtude das doenças respiratórias.
Outras situações, segundo Haikal, que podem ter levado a este aumento da ocupação de leitos nas unidades particulares são os acidentes e as cirurgias eletivas represadas.
O Presidente também destaca que apesar da atual situação ainda não gerar grandes preocupações, é preciso que os hospitais estejam sempre acompanhando a evolução dos leitos de UTI ocupados.
Já na rede pública do estado, na tarde desta segunda-feira, 95% dos leitos de UTIs adulto estavam ocupadas. As UTIs neonatais e infantis tinham apenas 2 leitos disponíveis cada. Os dados são do painel da Secretaria Estadual de Saúde e são referentes aos hospitais que estão sob gestão do Estado.
Clique no link e ouça a entrevista completa.
CLIPPING AHPACEG 18/03/25
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Dívida da Saúde de Goiânia pode chegar a R$ 609 mi
Bebê morre esperando vaga de UTI pediátrica, em Goiânia
Mabel reabre 10 leitos de UTI em maternidade de Goiânia
“Algumas emendas vão ser caso de polícia”, diz secretário de Saúde em prestação de contas
Mais Médicos terá novo edital com 2,2 mil médicos e cadastro reserva, anuncia Padilha
Fisiculturista morre aos 32 anos após uso de anabolizante, diz família
Inteligência e inovação na gestão hospitalar serão foco do Congresso Fehosp 2025
https://corumbaibanoticias.com.br/noticia/19864/inteligencia-e-inovacao-na-gestao-hospitalar-serao-foco-do-congresso-fehosp-2025#google_vignette
HC-UFG realiza cirurgia inédita de estimulação cerebral para tratamento de obesidade
TV ANHANGUERA
Dívida da Saúde de Goiânia pode chegar a R$ 609 mil
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Bebê morre esperando vaga de UTI pediátrica, em Goiânia
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Mabel reabre 10 leitos de UTI em maternidade de Goiânia
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JORNAL OPÇÃO
“Algumas emendas vão ser caso de polícia”, diz secretário de Saúde em prestação de contas
Secretário disse que tanto emendas atuais quanto da última gestão podem ser questionadas
O secretário municipal de Saúde de Goiânia, Luiz Gaspar Machado Pellizzer, apresentou nesta segunda-feira, 17, o relatório de prestação de contas do terceiro quadrimestre de 2024 em reunião da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Goiânia. Ao ser questionado sobre o não pagamento de algumas emendas parlamentares, Pellizzer disse que tanto emendas destinadas na gestão passada, quanto algumas atuais, “vão ser caso de polícia, principalmente as destinadas no governo anterior e que não se encontram em fundo”.
Ex-presidente da Comissão de Saúde, a vereadora Kátia Maria (PT) abriu os questionamentos durante a prestação de contas e reforçou que, apesar do gasto de R$ 5,6 bilhões em saúde, as metas estabelecidas pela gestão passada não foram cumpridas. “Nem eu, nem o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), nem o Ministério Público têm a certeza de onde os recursos foram aplicados”, apontou. Entre as metas descumpridas, segundo a vereadora, está a Mesa de Negociação, que pode ajudar na solução de problemas e atenção à rede primária de atendimentos e com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs).
O secretário disse que sugeriu que os membros da mesa de negociação deveria ser aptas e que fosse exigida uma prova sobre legislação básica do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele indicou ainda que os gestores das unidades de saúde já estão sendo avaliados para a contratação.
Líder do governo na Câmara, Igor Franco (MDB) comemorou a instalação dos novos leitos de UTI para a rede de regulação do município. “Antes, todos os leitos eram para a regulação do Estado, hoje Goiânia tem 20 leitos de UTI adulto específicos para o município, além dos leitos infantis”, pontuou.
A prestação de contas da Saúde aconteceu em meio a uma tensão entre o Poder Executivo e o Legislativo que briga por mais espaço e participação no Paço Municipal por meio da indicação de cargos e secretarias. Na semana passada, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), foi convocado para a sua primeira prestação de contas do Executivo ao Legislativo. A audiência pública foi marcada para o dia 24 de março, às 8h, no plenário da Câmara Municipal de Goiânia.
Balanço
Durante o período analisado, Goiânia destinou R$ 1,22 bilhão em recursos próprios para a saúde, representando 21,63% da arrecadação municipal, um percentual superior ao mínimo constitucional de 15%. Os gastos foram distribuídos entre atenção primária, urgência e emergência, média e alta complexidade, vigilância em saúde e infraestrutura hospitalar.
No âmbito da atenção primária, foram realizados milhares de procedimentos ambulatoriais, consultas médicas e exames, refletindo o esforço da gestão em ampliar a cobertura dos serviços básicos de saúde. Além disso, foram promovidos mutirões de saúde, totalizando 24.224 atendimentos, 19.951 exames, 14.789 consultas e 96.678 ações de vigilância sanitária.
A rede de urgência e emergência também se destacou, com 77.136 internações hospitalares entre janeiro e dezembro de 2024. As principais causas de internação envolveram complicações respiratórias, doenças cardiovasculares e acidentes.
A taxa de mortalidade apresentou um leve aumento em comparação ao ano anterior. O número de óbitos entre residentes de Goiânia passou de 9.614 em 2023 para 9.954 em 2024. As principais causas foram doenças do aparelho circulatório, neoplasias e infecções respiratórias.
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PORTAL G1
Mais Médicos terá novo edital com 2,2 mil médicos e cadastro reserva, anuncia Padilha
Processo de seleção deve ser aberto nesta segunda (17) com a indicação, por gestores municipais, de onde há ausência de profissionais. Ministro da Saúde também afirmou que pasta terá sala de situação para monitorar fila do SUS.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira (17) a abertura de um novo edital de contratação de profissionais para o programa Mais Médicos.
Serão mais de 2,2 mil vagas para atendimento e reposição de médicos em municípios que já participam do programa.
➡️O edital deve ser liberado ainda nesta segunda. Em um primeiro momento, gestores municipais deverão confirmar a adesão do município ao programa e a necessidade de postos no local. Somente depois disso as inscrições estarão abertas para médicos.
A expectativa, segundo a Secretaria de Atenção Primária à Saúde, é que os profissionais assumam postos a partir de maio.
CLIPPING AHPACEG 15 A 17/03/25
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Com investimento de R$ 16 milhões, Hapvida inaugura nova unidade em São Paulo
https://medicinasa.com.br/hapvida-jardim-analia/
Médico suspeito de abusar de adolescente está preso
Paciente morre em ambulância do Samu que travou na estrada por problemas mecânicos
Divergência sobre depressão secundária gera debate entre especialistas no tratamento da doença
Mabel anuncia mais 10 leitos de UTI na Maternidade Célia Câmara em Goiânia
Fé ajuda na cura? Conselho Federal de Medicina cria Comissão de Saúde e Espiritualidade
MEDICINA S/A
Com investimento de R$ 16 milhões, Hapvida inaugura nova unidade em São Paulo
Como parte de seu plano de expansão, a Hapvida inaugurou uma nova unidade na capital paulista. Com estrutura moderna e tecnológica, o Hospital Jardim Anália recebeu investimento de investimento de R$ 16 milhões em obras e equipamentos. A estrutura possui 11 pavimentos e conta com 66 leitos de internação e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de salas de cirurgia, enfermaria, áreas de observação, medicação, inalação, banco de sangue e pronto-socorro clínico. O hospital está preparado para realizar cirurgias de baixa e média complexidade.
Tecnologia de ponta
A área de diagnóstico do Jardim Anália está equipada com alta tecnologia para realizar endoscopia, tomografia, colonoscopia, ultrassonografia, raio X e ecografia. O destaque fica com um tomógrafo de última geração, que realiza angiotomografias de artérias coronárias, tem protocolos especiais para pediatria, possui capacidade para pessoas de até 227 quilos, utiliza inteligência artificial para otimizar as tarefas, dispõe de câmera para observar pacientes e reduz a emissão de radiação.
A unidade dispõe, ainda, de duas salas para exames endoscópicos, equipadas com aparelhos modernos, além de ecocardiogramas transtorácico e transesofágico, que permitem diagnósticos cardiológicos precisos.
Localização estratégica
Instalada na Vila Formosa, na Zona Leste, a localização da unidade foi escolhida por se tratar de uma área estratégica que permite atender o maior número de beneficiários. Com a ampliação da rede, a empresa, presente em todas as regiões de São Paulo e do Brasil, busca garantir que os usuários tenham acesso a atendimento próximo de suas residências.
“O novo hospital representa um passo importante para melhorar o acesso à saúde em São Paulo, pois a região passa a contar com um serviço moderno e preparado para atender a demanda local, com foco em atendimentos de média e de baixa complexidade”, afirma o vice-presidente de Operação Hospitalar e Serviços da Hapvida, Francisco Souto.
A instalação do hospital também garantiu emprego e renda, com a contratação de cerca de 200 colaboradores para atuar na unidade, que já começa a atender o público na tarde desta segunda-feira. Foram contratados assistentes administrativos, consultores, coordenadores de enfermagem, enfermeiros, técnicos de enfermagem e técnicos em imobilização.
Expansão da rede
“A inauguração faz parte do planejamento que temos para ampliar nossa estrutura pelo Brasil até 2026, garantindo acesso à saúde para mais pessoas, com a qualidade assistencial que faz parte do jeito de cuidar de pessoas da Hapvida”, destaca o presidente da companhia, Jorge Pinheiro.
O plano diretor da empresa, anunciado no fim de 2024, conta com um investimento de R$ 2 bilhões e prevê que, até o próximo ano, a Hapvida construa e inaugure dez hospitais e outras unidades assistenciais com o objetivo de aumentar a infraestrutura própria e requalificar unidades existentes.
Metade do investimento do plano diretor será destinado à cidade de São Paulo e à região metropolitana, com a inauguração, até o fim de 2026, de outros três hospitais, um pronto atendimento, seis clínicas, oito unidades de diagnóstico, 14 unidades de coleta laboratorial e duas ampliações.
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TV ANHANGUERA
Médico suspeito de abusar de adolescente está preso
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Paciente morre em ambulância do Samu que travou na estrada por problemas mecânicos
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JORNAL OPÇÃO
Divergência sobre depressão secundária gera debate entre especialistas no tratamento da doença
Por não ser um conceito pacificado entre os estudiosos, o tema mobiliza psicólogos, psiquiatras e neurocirurgiões
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 320 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de depressão, com maior prevalência após a pandemia de Covid-19. A doença caminha para se tornar a maior causa de incapacidade entre os trabalhadores de todo o mundo. No Brasil, ainda segundo a organização, mais de 11 milhões de pessoas enfrentam a condição, colocando o país como campeão no número de casos em toda a América Latina.
Com o advento da globalização, o mundo se conectou e questões que antes passavam despercebidas, ou que tinham menos atenção do que deveriam, começam a entrar nos holofotes. O problema é que agora não se tem tanto controle sobre o que é dito, então as informações se tornam incertas e podem acabar desinformando ao invés de informar. A depressão e a ansiedade, condições crescentes em nossa sociedade, são temas que se tornam cada vez mais recorrentes, portanto, é importante se certificar da validade do que é dito à respeito.
A depressão secundária é uma expressão que vem se tornando cada vez mais recorrente nas redes digitais. A depressão secundária, segundo a OMS, se refere a quadros depressivos que surgem como consequência de outras doenças ou do uso de determinados medicamentos. Comumente, se refere à aparição de sintomas depressivos devido a uma condição anterior, como o hipotiroidismo e um acidente vascular cerebral, por exemplo. Essa categorização da doença não é tema pacificado entre pesquisadores e estudiosos.
Psiquiatria
Tiago Oliveira, psiquiatra e gerente de saúde mental da Secretaria de Saúde de Goiânia (SMS), explica que a depressão, de forma geral, “são transtornos mentais que cursam com alteração de humor sem que você tenha uma alteração do organismo significativa causando isso”. Tristeza, falta de prazer, alteração de sono ou de apetite, mudanças nos níveis de concentração e de raciocínio são alguns dos possíveis sintomas. Nos casos mais graves, pode gerar agressividade e ideação suicida.
Segundo o especialista, o tratamento de casos mais leves pode se restringir às mudanças de hábito e à psicoterapia, entretanto, casos mais moderados e graves necessitam de outros métodos.
A eletroconvulsoterapia, estimulação magnética transcraniana, estimulação elétrica por corrente contínua, infusão de ketamina e neurocirurgia são alguns outros recursos apresentados por Tiago para casos mais graves.
Um ponto que gera divergência, segundo a avaliação do profissional, é em relação à origem da depressão. Ele explica que houve corrente de estudos que, baseada na ação dos antidepressivos, aponta uma causa biológica para o surgimento da doença. “Essa é uma hipótese que aumenta, mas que carece de uma comprovação científica”, afirmou. Segundo essa hipótese, uma baixa no funcionamento dos neurotransmissores causaria depressão, portanto, uma regulação química seria suficiente para agir sobre a depressão. “Isso gera muita confusão, porque as pessoas acham que é uma teoria já comprovada e, na verdade, é uma teoria que está sendo abandonada atualmente”, concluiu.
O psiquiatra, entretanto, considera os efeitos físicos sobre o corpo nas possíveis causas da depressão, em alguns casos. Ele exemplifica dizendo que um hipotiroidismo severo pode trazer sintomas da depressão, e esse quadro depressivo “ melhora com o tratamento do hipotiroidismo”. Pensando na depressão secundária especificamente, que surge como consequência de uma condição anterior, é preciso tratar essa doença inicial antes de fechar qualquer diagnóstico psiquiátrico, garantiu Tiago.
Psicologia
Para Domenico Hur, psicólogo e professor de Psicologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), no âmbito da Psicologia, muitas teorias discordam dessa divisão em tipos de depressão e muitos questionam também se a causa da depressão é apenas biológica ou neurológica. Para o especialista, o fator social não deve ser desassociado do biológico, a fim de oferecer um tratamento mais completo e eficiente aos pacientes.
“Tanto a origem biológica da depressão quanto da loucura não são temas pacíficos nas diferentes correntes teóricas”, afirmou. Ele exemplifica dizendo que um paciente sem nenhum problema biológico em seus neurotransmissores ainda pode, devido à experiência social, podem desenvolver intensos quadros depressivos.
Para ele, as mudanças de hábito e o tratamento com psicoterapia devem ser as primeiras tentativas no combate à depressão, colocando a intervenção medicamentosa como último recurso. “A gente tem sempre que articular a depressão e o sofrimento como mal-estar político e não só como mal-estar individual”, concluiu.
Neurologia
A neurocirurgiã Ana Moura reforça a possibilidade de doenças como Parkinson e hipotiroidismo, por exemplo, trazerem efeitos depressivos. Segundo a profissional, entre 40% e 50% da população que vive com Parkinson apresenta sinais depressivos. Pensando nos pacientes com epilepsia, essa margem gira em torno dos 30% aos 50%. “Tratando a causa, a depressão melhora”, sintetizou.
A neurocirurgia é posta como último recurso para tratamentos ligados à depressão. “Depois de tentar todos os tratamentos medicamentosos orais, injetáveis, eletroconvulsoterapia… e não funcionou, aí vem pra gente operar”, explicou. O procedimento é normalmente utilizado para tratar as doenças que puxaram a depressão secundária.
Entretanto, da mesma forma que Domenico, a especialista destaca o impacto do efeito social no tratamento desses pacientes. Em alguns casos, como em acidentes vasculares cerebrais, as sequelas são permanentes e a doença que puxou os efeitos depressivos não pode ser curada completamente. Nesses casos, comunidades terapêuticas, grupos de apoio e suporte familiar trazem melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes. “A gente não pode abrir mão das medicações, mas devemos lembrar que o tratamento é um conjunto”, concluiu reforçando a importância do acolhimento.
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A REDAÇÃO
Mabel anuncia mais 10 leitos de UTI na Maternidade Célia Câmara em Goiânia
Unidades estavam desativadas
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, anuncia a reativação de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Maternidade Célia Câmara, nesta segunda-feira (17/3). Os novos leitos de UTI Adulto serão destinados a pacientes mulheres encaminhadas pelo Complexo Regulador Municipal.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, os leitos estavam desativados desde setembro do ano passado devido ao acúmulo de dívidas da gestão anterior com a Fundahc. “Nós já efetuamos, no atual mandato, o repasse de mais de R$ 50 milhões à Fundação, o que permitiu o pagamento de fornecedores e profissionais de saúde para a reabertura dos leitos”, destacou Pellizzer.
Para o prefeito Sandro Mabel, a entrega reforça o compromisso da atual gestão com a ampliação e a qualidade do atendimento na rede pública de saúde. “A capacidade de atendimento em UTI é fundamental para salvar vidas. Com esses novos leitos, teremos mais eficiência no cuidado emergencial, garantindo suporte adequado para quem mais precisa”, afirmou.
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PORTAL G1
Fé ajuda na cura? Conselho Federal de Medicina cria Comissão de Saúde e Espiritualidade
Ideia é alimentar CFM com pesquisas , diz coordenadora da comissão. Organização Mundial da Saúde já aceita espiritualidade como contribuição a ser considerada; entenda.
Você conhece a história de alguém que estava com uma doença muito grave e conta que se curou por um milagre????? Pensando nessas histórias, onde a fé do paciente parece influenciar no tratamento médico, o Conselho Federal de Medicina criou a Comissão de Saúde e Espiritualidade.
A comissão vai funcionar junto ao Conselho, em Brasília e vai trabalhar com pesquisas e debates de casos clínicos, explica a coordenadora Rosylane Rocha.
Atualmente, a ciência moderna, juntamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aceitam a espiritualidade como contribuição a ser considerada, tendo em vista que os resultados observados parecem favorecer a saúde psíquica, social e biológica e o bem-estar do indivíduo , dizem os médicos.
O projeto para a criação da Comissão de Saúde e Espiritualidade já existia desde o fim de 2024, mas a portaria foi aprovada na última semana.
Você conhece a história de alguém que estava com uma doença muito grave e conta que se curou por um milagre????? Pensando nessas histórias, onde a fé do paciente parece influenciar no tratamento médico, o Conselho Federal de Medicina criou a Comissão de Saúde e Espiritualidade.
A comissão vai funcionar junto ao Conselho, em Brasília e vai trabalhar com pesquisas e debates de casos clínicos, explica a coordenadora Rosylane Rocha. Atualmente, a ciência moderna, juntamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aceitam a espiritualidade como contribuição a ser considerada, tendo em vista que os resultados observados parecem favorecer a saúde psíquica, social e biológica e o bem-estar do indivíduo , dizem os médicos.
A ideia [da comissão] é alimentar o CFM com o que tem de mais moderno em pesquisa, e ajudar médicos de todo o Brasil a conhecerem melhor o que é espiritualidade e como abordarem isso na prática clínica , diz Rosylane Rocha.
O projeto para a criação da Comissão de Saúde e Espiritualidade já existia desde o fim de 2024, mas a portaria foi aprovada na última semana.
Prece e liberação de neurotransmissores do bem-estar no cérebro
Muitas pessoas encontram na espiritualidade e religiosidade uma fonte de conforto. Pesquisas mostram que práticas como oração e meditação trazem serenidade e equilíbrio físico e mental.
A médica explica que espiritualidade não é uma questão religiosa. Quando falamos em espiritualidade, não estamos falando sobre crença. Na própria comissão temos médicos e pesquisadores de diferentes credos. O que vamos estudar é como a prática da espiritualidade afeta nos casos clínicos dos pacientes , conta Rosylane Rocha.
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Assessoria de Comunicação
Palestra na Ahpaceg aborda a gestão de riscos psicossociais nos hospitais: desafios e exigências da atualização da NR-1
A atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que traz diretrizes sobre segurança e saúde no trabalho, agora exige uma abordagem mais rigorosa sobre a gestão dos riscos psicossociais. Para orientar os associados da Ahpaceg sobre as mudanças que entram em vigor em maio, o assessor jurídico da Associação, João Bosco Luz, ministrou uma palestra sobre os impactos dessas novas normas.
Na reunião realizada ontem, 13, na sede da Ahpaceg, ele destacou os principais riscos psicossociais aos quais as pessoas estão expostas no ambiente de trabalho, como sobrecarga de atividades, assédio moral e falta de apoio emocional, que afetam diretamente a saúde mental dos trabalhadores e a produtividade dos hospitais.
O assessor enfatizou que os hospitais, assim como demais empresas, devem incluir no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) o mapeamento, avaliação e controle destes riscos psicossociais, com medidas preventivas como acompanhamento psicológico, treinamentos de gestão de estresse e canais de denúncia de assédio.
A norma também determina responsabilidades compartilhadas entre empregadores e empregados, sendo que os hospitais devem garantir um ambiente seguro e saudável, enquanto os trabalhadores devem seguir as normas e comunicar riscos.
O não cumprimento da NR-1 pode resultar em penalidades legais, como multas e ações trabalhistas. Para mitigar os riscos psicossociais, Luz sugeriu a criação de comitês de saúde mental, promoção de uma cultura organizacional positiva e ações preventivas contra o assédio. A adequação à norma não só evita passivos trabalhistas, mas também melhora a qualidade de vida dos trabalhadores e a eficiência dos hospitais.
CLIQUE AQUI E CONFIRA A APRESENTAÇÃO COMPLETA: APRESENTAÇÃO NR1
Palestra na Ahpaceg aborda a gestão de riscos psicossociais nos hospitais: desafios e exigências da atualização da NR-1
A atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que traz diretrizes sobre segurança e saúde no trabalho, agora exige uma abordagem mais rigorosa sobre a gestão dos riscos psicossociais. Para orientar os associados da Ahpaceg sobre as mudanças que entram em vigor em maio, o assessor jurídico da Associação, João Bosco Luz, ministrou uma palestra sobre os impactos dessas novas normas.
Na reunião realizada ontem, 13, na sede da Ahpaceg, ele destacou os principais riscos psicossociais aos quais as pessoas estão expostas no ambiente de trabalho, como sobrecarga de atividades, assédio moral e falta de apoio emocional, que afetam diretamente a saúde mental dos trabalhadores e a produtividade dos hospitais.
O assessor enfatizou que os hospitais, assim como demais empresas, devem incluir no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) o mapeamento, avaliação e controle destes riscos psicossociais, com medidas preventivas como acompanhamento psicológico, treinamentos de gestão de estresse e canais de denúncia de assédio.
A norma também determina responsabilidades compartilhadas entre empregadores e empregados, sendo que os hospitais devem garantir um ambiente seguro e saudável, enquanto os trabalhadores devem seguir as normas e comunicar riscos.
O não cumprimento da NR-1 pode resultar em penalidades legais, como multas e ações trabalhistas. Para mitigar os riscos psicossociais, Luz sugeriu a criação de comitês de saúde mental, promoção de uma cultura organizacional positiva e ações preventivas contra o assédio. A adequação à norma não só evita passivos trabalhistas, mas também melhora a qualidade de vida dos trabalhadores e a eficiência dos hospitais.