Postado em: 01/04/2025

CLIPPING AHPACEG 01/04/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Decisão que permitia farmacêuticos de prescreverem remédios é suspensa pela Justiça do DF

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/decisao-que-permitia-farmaceuticos-de-prescreverem-remedios-e-suspensa-pela-justica-do-df-13478671.ghtml

Servidores sofrem para conseguir atendimento médico para os filhos pelo IMAS

https://g1.globo.com/go/goias/videos-bom-dia-go/video/servidores-sofrem-para-conseguir-atendimento-medico-para-os-filhos-pelo-imas-13473600.ghtml

Juiz suspende norma que autoriza farmacêuticos a prescreverem remédios

https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-03/juiz-suspende-norma-que-autoriza-farmaceuticos-prescreverem-remedios

UTI Top Performer 2025: dos 13 hospitais privados goianos citados, 10 são associados da Ahpaceg

https://www.foconacional.com.br/2025/03/uti-top-performer-2025-dos-13-hospitais.html

Um olhar de cuidado: Instituto Panamericano da Visão encerra Mês da Mulher com ação social

https://www.issoegoias.com.br/2025/03/um-olhar-de-cuidado-instituto.html

Sesi fará perícias médicas dos servidores da Prefeitura de Goiânia

https://www.aredacao.com.br/noticias/229731/sesi-fara-pericias-medicas-dos-servidores-da-prefeitura-de-goiania

Quase 12 mil falhas são registradas em 1 ano na assistência à saúde em Goiás

https://www.aredacao.com.br/noticias/229732/quase-12-mil-falhas-sao-registradas-em-1-ano-na-assistencia-a-saude-em-goias

84% dos pacientes preferem marcar consultas via canais digitais

https://www.revistacobertura.com.br/noticias/tecnologia-servicos/84-dos-pacientes-preferem-marcar-consultas-via-canais-digitais/

ANS: rastreio do câncer de mama deve ser feito a partir dos 40 anos

https://medicinasa.com.br/rastreio-cancer-mama/

Casos de câncer colorretal devem aumentar 21% no Brasil até 2040

https://medicinasa.com.br/cancer-colorretal-2040/

Como a IA pode aprimorar diagnósticos por imagem

https://medicinasa.com.br/ia-diagnosticos-imagem/

TV ANHANGUERA

Decisão que permitia farmacêuticos de prescreverem remédios é suspensa pela Justiça do DF

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/decisao-que-permitia-farmaceuticos-de-prescreverem-remedios-e-suspensa-pela-justica-do-df-13478671.ghtml

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Servidores sofrem para conseguir atendimento médico para os filhos pelo IMAS

https://g1.globo.com/go/goias/videos-bom-dia-go/video/servidores-sofrem-para-conseguir-atendimento-medico-para-os-filhos-pelo-imas-13473600.ghtml

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AGÊNCIA BRASIL

Juiz suspende norma que autoriza farmacêuticos a prescreverem remédios

Decisão foi motivada por ação do CFM

A Justiça Federal em Brasília decidiu nesta segunda-feira (31/3) suspender a resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) que autorizou farmacêuticos a prescreverem medicamentos.  A decisão foi motivada por uma ação movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Na decisão, o juiz federal Alaôr Piacini afirmou que a resolução do CFF que autorizou a medida invade as atividades privativas dos médicos. "O balcão de farmácia não é local para se firmar um diagnóstico nosológico de uma doença, porque o farmacêutico não tem competência técnica, profissional e legal para tal procedimento", afirmou o magistrado.

O juiz também acrescentou que somente os médicos têm competência legal e técnica para fazer diagnósticos e receitar tratamento terapêutico.

Para fundamentar a decisão, o magistrado citou a Lei 12.842, de 2013, conhecida como Lei do Ato Médico. "Verifica-se da referida lei que somente o médico tem competência legal e formação profissional para diagnosticar e, na sequência, indicar o tratamento terapêutico para a doença, após a realização do diagnóstico nosológico, processo pelo qual se determina a natureza de uma doença, mediante o estudo de sua origem, evolução, sinais e sintomas manifestos", afirmou.

Alaôr Piacini também ressaltou casos de diagnóstico inadequado divulgados pela imprensa. "É fato incontroverso que a imprensa noticia, quase diariamente, mortes e deformações estéticas, com repercussão para a vida toda da pessoa, em tratamentos realizados por profissionais da área da saúde que não são médicos e passam a realizar procedimentos sem a formação técnica adequada", completou.

De acordo com a Resolução 5/2025 do CFF, o farmacêutico está autorizado a prescrever medicamentos, incluindo os de venda sob prescrição, renovar prescrições e prescrever medicamentos em atendimento à pessoa sob risco de morte iminente.

Para o Conselho Federal de Medicina, os farmacêuticos não têm atribuição legal e preparação técnica para definir tratamentos.

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FOCO NACIONAL

UTI Top Performer 2025: dos 13 hospitais privados goianos citados, 10 são associados da Ahpaceg

A AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) e a Epimed Solutions divulgaram os resultados da edição 2025 do Registro UTIs Brasileiras, que reconhece e certifica as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de melhor desempenho no País.

Dos 13 hospitais privados goianos citados na restrita lista de UTI Top Performer 2025, 10 são associados da Ahpaceg (Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás)
O projeto, criado há mais de dez anos, avalia o perfil epidemiológico das UTIs brasileiras e reconhece e premia as que demonstraram excelência em desempenho e qualidade no atendimento a pacientes críticos.

Confira a lista dos associados da Ahpaceg que se destacaram nesta jornada de excelência!

Hospital de Acidentados

Hospital do Coração Anis Rassi (também Top UTI Cardiológica Eficiente)

Hospital do Rim de Goiânia

Hospital e Maternidade Santa Bárbara

Hospital Mater Dei

Hospital São Francisco de Assis

Instituto de Neurologia de Goiânia

Hospital Santa Mônica (Aparecida de Goiânia)

Hospital Evangélico Goiano (Anápolis)

Hospital Santa Terezinha (Rio Verde)

“Parabéns aos associados e parabéns à AMIB e Epimed pela iniciativa que traz transparência para o sistema, informa o paciente sobre o que é seguro, através de parâmetros confiáveis, e ainda estimula uma "competição" saudável entre os prestadores da mesma região”, diz o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou.

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ISSO É GOIÁS

Um olhar de cuidado: Instituto Panamericano da Visão encerra Mês da Mulher com ação social

O Instituto Panamericano da Visão encerrou as celebrações do Mês das Mulheres com um gesto que vai além da homenagem: um compromisso com a saúde e o bem-estar feminino. Na manhã da última sexta-feira, 28, um grupo de médicas da instituição ofereceu atendimento oftalmológico voluntário a 10 mulheres em situação de vulnerabilidade, assistidas pelo Centro de Valorização da Mulher (Cevam).

Para algumas das pacientes, essa foi a primeira consulta oftalmológica da vida. É o caso de Ana (nome fictício), que aos 50 anos de idade, teve a chance de passar por sua primeira consulta com um oftalmologista. Mais do que exames e diagnósticos, a ação social simbolizou cuidado e acolhimento, proporcionando às pacientes a possibilidade de um olhar novo para o futuro.

Elas chegaram ao Instituto acompanhadas pela presidente do Cevam, Carla Monteiro, e foram recebidas pelo diretor Clausmir Jacomini, que deu as boas-vindas ao grupo. Após passarem pelas consultas, aquelas que necessitarem de acompanhamento terão seus encaminhamentos organizados pelo Instituto.

Fundado há 21 anos e uma referência em oftalmologia em todo o Centro-Oeste, o Instituto Panamericano da Visão conta com 27 médicas em seu corpo clínico e a ação foi uma forma encontrada para levar saúde a mulheres que necessitam deste atendimento oftalmológico. “Em um mês dedicado à valorização da mulher, esse gesto reafirma um compromisso que deve ser de todos e se estender durante todo o ano: garantir que cada mulher, independentemente da sua história, tenha acesso à saúde e a um cuidado digno”, afirma o superintendente do hospital, Nilson Melo.

A presidente do Cevam destacou a importância da ação. “Ainda estou em estado de graça com essa ação realizada na sexta-feira. O Instituto ofereceu não só consultas, como exames das que precisaram, e entregaram os colírios necessários. Considero isso uma bênção e não é todo dia que alguém recebe essa bênção. Estou muito grata em nome de todas as mulheres atendidas”, disse.

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A REDAÇÃO

Sesi fará perícias médicas dos servidores da Prefeitura de Goiânia

Contrato será assinado nesta terça (1º/4) 

Na intenção de dar vasão a um montante de mais de 8 mil pedidos de afastamento que estão na Gerência da Junta Médica e Saúde da Prefeitura de Goiânia aguardando processo pericial, a atual gestão municipal vai contratar o Serviço Social da Indústria (Sesi) para assumir a análise técnica dos documentos. O prefeito Sandro Mabel e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, assinam o contrato nesta terça-feira (1º/4).

Segundo Mabel, o novo modelo de perícia médica deve trazer também economia para administração e coibir o uso de atestados médicos falsificados. A Secretaria de Administração de Goiânia já havia autorizado a contratação, que está na casa dos R$ 9 milhões, mesmo sem licitação, pelo prazo de um ano. 

O despacho da decisão foi assinado pelo secretário Celso Dellalíbera e publicado no Diário Oficial do Município. No texto fica claro que o processo ocorrerá sem licitação - o que é permitido por lei, já que o Sesi é uma entidade sem fins lucrativos. 

Dellalibera informou ainda que, somente em março, mais de mil e 200 servidores foram afastados do trabalho no serviço público municipal e, segundo ele, o custo disso ultrapassa os R$ 6 milhões. 

Em janeiro, a Prefeitura de Goiânia já havia informado que estava em fase final de contratação de uma auditoria privada para investigar um suposto esquema de atestados. Isso porque o alto número de pedidos de afastamento chamou a atenção da gestão municipal. Dos servidores afastados no ano passado, cerca de 4 mil seriam da Educação, conforme a representação enviada pelo Paço ao Ministério Público de Goiás (MPGO), que investiga o caso.

A ideia é que a nova auditoria "reduza a demora na análise dos processos de afastamento dos servidores e trazer mais transparência ao sistema de concessão de afastamentos médicos". "A auditoria irá verificar o número exato de servidores afastados, incluindo os da Educação, e mapear o perfil das licenças médicas, considerando fatores como tempo de afastamento, diagnósticos (CID), entre outros", informa o documento. 

Além disso, a Junta Médica terceirizada fará o cruzamento de informações, considerando o registro dos médicos que emitiram os atestados. A pasta não soube informar se será verificada uma suposta venda de atestados.

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Quase 12 mil falhas são registradas em 1 ano na assistência à saúde em Goiás

Dado é da Organização Nacional de Acreditação

Entre agosto de 2023 e julho de 2024, o Brasil contabilizou 295.355 mil falhas na assistência à saúde. Em Goiás, o número ultrapassou 12 mil, com 87 mortes. Os dados foram levantados pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base em informações fornecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dizem respeito à realidade em hospitais públicos e privados.

Entre as ocorrências mais graves estão a administração incorreta de medicamentos, seja por dosagem ou tipo errados, e a realização de cirurgias em locais equivocados no corpo dos pacientes. Além disso, destacam-se casos de lesão por pressão, divididos em três tipos: contusão (lesão dos tecidos moles causada por trauma), entorse (alongamento dos ligamentos) e luxação, considerada a mais grave, em que há deslocamento do osso da articulação. Esses dados refletem a seriedade das falhas no sistema de saúde brasileiro e o impacto que podem ter na segurança do paciente.

Existem, no entanto, diversas medidas que podem ser implementadas para reduzir estes erros e até evitar óbitos. Uma delas é a implementação de processos de acreditação, que permitem às instituições adotar protocolos de segurança mais rigorosos para proteger os pacientes.

Recentemente, a ONA conduziu uma pesquisa com aproximadamente 100 instituições de saúde, para avaliar a redução de falhas após a implementação de medidas de segurança. “Mais de 30% dos entrevistados relataram que as falhas na administração de medicamentos diminuíram em 51%; os erros na identificação de pacientes caíram 52%; as infecções hospitalares reduziram 42%; as falhas na prescrição de medicamentos baixaram 35%; enquanto os problemas de comunicação diminuíram 37%. Houve ainda uma redução de 33% nas quedas de pacientes nos leitos e de 45% tanto nas falhas na esterilização de materiais quanto na manutenção preventiva dos equipamentos”, evidencia a gerente de Operações da ONA, Gilvane Lolato.

“A obtenção da acreditação é um processo desafiador que exige comprometimento, disciplina e uma profunda mudança cultural dentro das organizações. Além de aumentar a segurança no atendimento médico e na realização de exames e diagnósticos, também traz maior precisão e confiança tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde. O processo contribui ainda para minimizar riscos e reduzir falhas operacionais”, acrescenta Gilvane.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que ocorram anualmente cerca de 134 milhões de eventos adversos em hospitais de países de baixa e média renda, levando a aproximadamente 2,6 milhões de mortes.

O cenário de acreditação no Brasil

Atualmente, das mais de 380 mil organizações de saúde registradas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), apenas 1.932 estão acreditadas. Deste total, a ONA é responsável por 72,1% das certificações, o que corresponde a mais de 1.500 instituições, sendo 422 hospitais. No entanto, apenas 0,45% das instituições de saúde no Brasil possuem certificação. Dentre as acreditadas, 68,4% são de gestão privada, 22,2% de gestão pública, 8,3% filantrópica e 0,1% são de gestão militar.

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REVISTA COBERTURA

84% dos pacientes preferem marcar consultas via canais digitais

Relatório da ABComm (2023) indica que 89% das empresas de e-commerce usam estratégias digitais

As clínicas de diagnósticos estão cada vez mais inseridas no universo do marketing digital, utilizando a tecnologia para facilitar o agendamento de consultas e exames. A digitalização dos processos não só melhora a eficiência operacional, mas também aprimora a experiência do paciente, tornando-a mais ágil e personalizada.

De acordo com a 6ª edição do Perfil do Paciente Digital, divulgada pela Doctoralia em 2024, 84% dos agendamentos de consultas médicas no Brasil são realizados por meio de dispositivos móveis, como celulares e tablets. Além disso, o estudo revelou que 43% dos brasileiros utilizaram a telemedicina durante a pandemia, indicando uma crescente aceitação dos serviços de saúde online no país.

No Brasil, 94% das empresas já adotam o marketing digital como estratégia de crescimento, segundo a pesquisa "Maturidade do Marketing Digital e Vendas no Brasil", realizada por Resultados Digitais, Mundo do Marketing, Rock Content e Vendas B2B. No setor de saúde, esse movimento se traduz em iniciativas como a implementação de sistemas de agendamento online, que permitem aos pacientes marcar consultas a qualquer hora do dia, sem precisar ligar para a clínica. Além da praticidade, essa automação reduz a sobrecarga das recepções, minimiza erros e aumenta a taxa de comparecimento, já que os sistemas enviam lembretes automáticos.

Victor Okuma

A presença digital também é estratégica para atrair e fidelizar pacientes. Para Victor Okuma, Country Manager da Indigitall, empresa especializada em comunicação omnichannel, a combinação de um site otimizado para SEO (uso de palavras-chave e conteúdos bem estruturados), redes sociais ativas, marketing de conteúdo e campanhas ativas de canais como Whatsapp é essencial. "Clínicas que investem nessas frentes conseguem não apenas atrair novos clientes, mas também criar um relacionamento de longo prazo com os pacientes. O marketing de conteúdo, por exemplo, estabelece a clínica como referência em saúde, enquanto campanhas pagas aumentam a visibilidade entre o público-alvo local", explica.

O uso de chatbots e tecnologias automatizadas tem sido outra aposta das clínicas. No Brasil, há cerca de 164 mil chatbots em operação, segundo o Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots, da Mobile Time. Essas ferramentas auxiliam no atendimento inicial, respondem dúvidas frequentes e facilitam o agendamento, tornando a comunicação mais ágil e eficiente.

As redes sociais também desempenham um papel importante na humanização da marca. "Elas permitem que as clínicas se conectem emocionalmente com os pacientes, compartilhando conteúdos informativos e interagindo diretamente com o público", diz Okuma.

Mas não basta estar presente no digital - é preciso medir resultados. Ferramentas como Google Analytics, HubSpot e Facebook Insights ajudam as clínicas a monitorar métricas como leads gerados, taxa de conversão, ROI (Retorno Sobre Investimento) e CAC (Custo de Aquisição por Cliente). "Além dessas métricas, é fundamental analisar o feedback dos pacientes sobre o processo de agendamento e o atendimento recebido. A melhoria contínua garante um serviço mais alinhado às expectativas do público e, consequentemente, um aumento na taxa de agendamentos", complementa Okuma.

Com estratégias bem planejadas e monitoramento constante, as clínicas de diagnósticos seguem o caminho da inovação, garantindo eficiência nos serviços e uma experiência mais satisfatória para os pacientes.

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MEDICINA S/A

ANS: rastreio do câncer de mama deve ser feito a partir dos 40 anos

A pedido de entidades médicas, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) modificou os requisitos de mamografia do Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica.

Para receber a certificação, os planos de saúde terão que garantir a mamografia para pessoas a partir dos 40 e até os 74 anos. A cada dois anos, o planos terão ainda de convocar todas as suas usuárias, na faixa etária dos 50 aos 69 anos, para a realização do exame.

A decisão da agência, tomada em conjunto com entidades como o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), encerra uma disputa que começou em dezembro do ano passado, quando a ANS lançou consulta pública sobre o programa de certificação.

As regras se referem ao exame de rastreamento, aquele que deve ser feito por todas as pessoas a partir de uma certa idade, mesmo sem sintomas, para detectar tumores em fase inicial. Já a mamografia indicada pelo médico por suspeita de câncer não tem restrição de idade.

A ANS ressaltou também que os requisitos se referem apenas ao programa de certificação e não tem relação com o chamado rol obrigatório, que é a relação de todos os procedimentos que os planos de saúde são obrigados a custear. O rol atual prevê cobertura obrigatória de mamografia bilateral sempre que houver necessidade e mamografia digital de rastreio para todas as mulheres de 40 a 69 anos.

Disputa

Inicialmente, nos critérios relativos ao câncer de mama, a ANS seguia as recomendações do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que preconizam mamografia de rastreio a cada dois anos, dos 50 aos 69 anos.

As entidades protestaram, argumentando que boa parte dos casos de câncer atingem mulheres com menos de 50 anos, e que essa proporção vem crescendo.

Já o Inca afirma que o rastreamento populacional em mulheres mais jovens é menos eficiente, principalmente por causa da alta densidade das mamas, o que pode gerar falsos positivos, que precisarão ser descartados em outros procedimentos. Como as evidências científicas não apontam aumento de sobrevida com a extensão da faixa etária, o instituto mantém a sua recomendação atual.

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Casos de câncer colorretal devem aumentar 21% no Brasil até 2040

Um estudo inédito da Fundação do Câncer projeta um aumento expressivo de casos de câncer colorretal no Brasil para os próximos anos. Segundo o levantamento, o número de novos casos deve ter um crescimento estimado de 21% entre 2030 e 2040.

De acordo com a fundação, o aumento pode ser atribuído ao envelhecimento da população brasileira, à baixa adesão a hábitos saudáveis e, sobretudo, à falta de programas de rastreamento eficazes.

Também chamado de câncer de cólon e reto ou câncer de intestino grosso, o câncer colorretal figura entre os cinco principais tipos de câncer que acometem homens e mulheres em todo o mundo.

A fundação alerta que, atualmente, não existe um protocolo específico no Brasil para rastreamento do câncer colorretal. Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, a indicação é que o exame de colonoscopia seja feito a cada dez anos, a partir dos 50 anos de idade, para pacientes assintomáticos.

De acordo com o estudo, a maioria dos casos de câncer colorretal no país será observada entre pessoas com mais de 50 anos, grupo considerado de maior risco. A estimativa é que mais de 88% dos casos em 2040 estarão concentrados nessa faixa etária.

Entenda

O levantamento mostra uma projeção da evolução da doença entre homens e mulheres para 2030-2035-2040, feita com base nos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP), nos números de óbitos registrados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e nas projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para os anos de 2030, 2035 e 2040.

As estimativas de casos novos no Brasil indicam um aumento de cerca de 21% entre 2030 e 2040 (de 58.830 para 71.050 casos, respectivamente). As regiões Centro-Oeste (32,7%) e Norte (31,13%) devem registrar os maiores incrementos da doença e o Sudeste, o menor (18%).

Apesar do menor percentual de crescimento em relação à média brasileira, o Sudeste apresenta números absolutos maiores que outras regiões. A projeção é de um crescimento de 32.410 casos em 2030 para 38.210 em 2040.

A incidência da doença, segundo o estudo, é equivalente entre os sexos feminino e masculino, com exceção das regiões Centro-Oeste e Sul, onde os homens apresentam valores levemente superiores aos das mulheres.

Para que essas tendências não se concretizem, a fundação reforça a importância de adaptar estratégias de prevenção e de diagnóstico às realidades locais do país, por meio de ações regionalizadas, permitindo a ampliação de programas de rastreamento, fundamentais para a detecção precoce e, consequentemente, redução da mortalidade.

De acordo com a entidade, a detecção precoce por meio de exames como colonoscopia e pesquisa de sangue oculto nas fezes é fundamental para reduzir a mortalidade causada pela doença.

“No entanto, o rastreamento populacional organizado ainda é um desafio no Brasil, especialmente considerando as dificuldades enfrentadas por países de baixa e média renda”, avaliou a fundação, citando pontos como infraestrutura inadequada dos sistemas de saúde, dificuldade de acesso aos exames e adesão reduzida da população devido à falta de conscientização e ao medo do diagnóstico.

Além da regionalização de políticas públicas e da alocação de recursos de acordo com as necessidades específicas de cada região, a entidade considera fundamental reduzir desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer colorretal.

Outra estratégia consiste em ações que impactam nos fatores sociais de prevenção à doença, como mudanças no estilo de vida, por meio de práticas saudáveis na alimentação, na atividade física e na redução de fatores de risco, incluindo tabagismo e consumo de carne processada. 

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Como a IA pode aprimorar diagnósticos por imagem

Por Augusto Oliveira

A Inteligência Artificial (IA) está transformando diversas áreas da saúde, e a radiologia se destaca como um dos campos mais impactados por essa revolução tecnológica. Com a capacidade de analisar imagens médicas com rapidez e precisão, a IA otimiza diagnósticos e amplia as possibilidades de personalização e eficiência nos tratamentos.

Nos últimos anos, algoritmos de aprendizado profundo passaram a ser utilizados para identificar padrões em exames como tomografias, ressonâncias magnéticas e raios-X. Esses sistemas conseguem detectar anomalias com precisão comparável – e, em alguns casos, superior – à dos próprios especialistas, permitindo diagnósticos precoces e reduzindo o risco de erros médicos. Estudos indicam que a IA pode auxiliar na identificação de doenças como câncer, pneumonia e fraturas ósseas com alta acurácia.

Além da análise de imagens, a IA tem potencial para melhorar fluxos de trabalho nos hospitais e clínicas, reduzindo a sobrecarga dos profissionais de saúde. Sistemas inteligentes podem classificar exames de acordo com a urgência, otimizando a priorização de casos graves. Outro avanço que pode ser mencionado está na automação de relatórios, que acelera a entrega de laudos e libera mais tempo para que radiologistas se concentrem na tomada de decisões clínicas.

Apesar dos avanços, desafios ainda precisam ser superados. A integração da IA nos sistemas de saúde exige investimentos em infraestrutura, treinamento profissional e regulamentação. Questões éticas, como a responsabilidade por eventuais erros algorítmicos e a necessidade de transparência nos diagnósticos automatizados, também são aspectos fundamentais para a adoção segura dessa tecnologia.

O futuro da radiologia não está na substituição dos especialistas, mas na colaboração entre humanos e máquinas. A IA surge como uma ferramenta para potencializar a expertise dos radiologistas, garantindo diagnósticos mais rápidos, precisos e acessíveis. À medida que essa tecnologia evolui, cabe ao setor médico adotá-la de forma estratégica, assegurando que os benefícios cheguem a todos os pacientes de maneira ética e segura.

*Augusto Oliveira é CEO da Alko do Brasil.

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Assessoria de Comunicação