
Imprensa (2421)
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
ANS: resultados sobre a política de preços e reajustes dos planos de saúde
Empregos na cadeia da saúde ultrapassam 5,1 milhões de vínculos formais no Brasil
Idec: ANS contraria parecer técnico sobre cancelamentos unilaterais de planos de saúde
Secretário de Saúde de Goiânia pede exoneração do cargo 12 dias após tomar posse
Falta de repasses: Araújo Jorge suspende recebimento de pacientes em Goiânia
Maternidades municipais voltam a suspender atendimentos eletivos
Secretaria demite 20 funcionários de UPA após morte de homem em cadeira
Morte no RJ - Presidente do Cremego fala sobre crise na saúde
MONITOR MERCANTIL
ANS: resultados sobre a política de preços e reajustes dos planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentou, na tarde desta segunda-feira, o resultado dos estudos relacionados à implementação de uma nova política de preços e reajustes para os planos de saúde. O tema foi item de pauta da 616ª Reunião de Diretoria Colegiada.
Nos últimos meses, a ANS abriu o debate sobre o aprimoramento das regras relacionadas a quatro temas propostos, em 27/9, pela diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos. São eles: reajuste de planos coletivos; mecanismos financeiros de regulação - como coparticipação e franquia; venda de planos on-line; e revisão técnica de preços de planos individuais/familiares.
Os assuntos fazem parte da Agenda Regulatória 2023-2025, que reflete os esforços da Agência em prol da sustentabilidade do setor e da proteção dos beneficiários, e foram objeto de participação social através de Audiência Pública realizada, no dia 7/10, e da Tomada Pública de Subsídios (TPS) nº 4, que ficou aberta de 16/10 a 4/11 para contribuições. Ambas as iniciativas tiveram o objetivo de obter propostas sobre os quatro temas em questão.
A ANS contabilizou 73 participações enviadas pelo formulário oficial da TPS 4, além de 6 contribuições complementares via e-mail. Entre os participantes, entidades representativas de administradoras de benefícios, de operadoras e de consumidores; prestadores de serviços; consultorias; corretores, além da participação direta das operadoras e dos cidadãos, resultando em relatórios e análises que embasam as próximas etapas.
"A composição das participações sociais mostra que os temas colocados em discussão pela ANS são de interesse de todo o setor", observou o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Alexandre Fioranelli.
Na sequência, a equipe técnica da Agência aprofundou os estudos sobre os assuntos a partir das contribuições recebidas. Entre os principais resultados estão a Análise de Impacto Regulatório (AIR) para cada tema e propostas de resoluções normativas.
Principais mudanças
1) Reajuste de planos coletivos - a) Definição do tamanho do agrupamento - atualmente, os agrupamentos são compostos por contratos com até 29 beneficiários. Na nova proposta, esse universo será ampliado para 1.000 vidas nos planos coletivos empresariais e para a totalidade dos planos coletivos por adesão, com o objetivo de obter maior diluição do risco e, consequentemente, reajustes mais equilibrados; b) definição de parâmetros para cláusula de reajuste - não será permitida a acumulação de índices financeiro e por sinistralidade. A operadora precisará adotar ou um ou outro. Além disso, a ANS definirá um percentual mínimo de 75% para sinistralidade meta para cálculo de reajuste. O objetivo é dar ao consumidor maior transparência sobre o cálculo realizado para a definição do percentual.
2) Rescisão contratual - igualar a regra de rescisão de contratos coletivos à regra de rescisão de contratos coletivos de empresário individual. Com isso, o cancelamento poderá ser feito no aniversário do contrato e desde que o beneficiário seja avisado com, pelo menos, 60 dias de antecedência. Assim, a rescisão passa a ser programada para que o contratante do plano tenha tempo hábil para encontrar uma nova opção.
3) Mecanismos financeiros de regulação (coparticipação e franquia).
4) Definição do limite financeiro do fator moderador por procedimento - passa a valer o percentual máximo de 30% de coparticipação por procedimento; definição dos limites financeiros mensal e anual - limite mensal de 30% do valor da mensalidade e limite anual 3,6 mensalidades; definição dos procedimentos não elegíveis (sobre os quais não poderá haver incidência de fator moderador por realização) - a ANS estabelece uma lista de procedimentos que não serão cobrados coparticipação/franquia, principalmente aqueles relacionados a terapias crônicas, oncologia, hemodiálise e alguns exames preventivos.
Venda on-line
Avaliação de critérios de venda on-line a partir do aprimoramento da Resolução Normativa nº 413/2016: a proposta anterior previa a contratação eletrônica, em caráter facultativo. A mudança estabelece a obrigatoriedade da venda on-line para os planos individuais/familiares, coletivos por adesão e empresariais firmados por empresário individual, a fim de facilitar o acesso dos consumidores a diferentes opções de produtos, de forma rápida, e reduzir a seleção de risco.
Revisão técnica de preços de planos individuais/familiares
Fase atual - a ANS está em fase de estudo de metodologia para admissão das solicitações, cálculo e aplicação da Revisão Técnica. A previsão é que um novo normativo seja elaborado e publicado em 2025, com os princípios sobre os critérios de elegibilidade para a solicitação e sobre as contrapartidas que as operadoras devem apresentar quando tiverem o pedido de Revisão Técnica deferido.
Em Audiência Pública prevista para janeiro de 2025, a ANS irá promover o debate com a sociedade para a construção conjunta das novas regras, que, após finalizadas e publicadas pela Agência, devem vigorar a partir de janeiro de 2026.
Próximos passos
A partir dos resultados coletados, a ANS irá elaborar propostas de normativas que serão colocadas em consulta pública para obter contribuições da sociedade. Essa consulta pública ficará disponível pelo período de 45 dias, de 19 de dezembro de 2024 a 3 de fevereiro de 2025.
Na sequência, a ANS irá promover Audiências Públicas nos dias 28 e 29 de janeiro de 2025, sendo um turno para cada tema, manhã e tarde, para contemplar os quatro assuntos propostos. "Estamos oferecendo uma ampla oportunidade para que todo o setor participe, trazendo suas contribuições, dados e estudos sobre os temas. Nosso objetivo é construir uma norma que seja bem definida, estruturada e que atenda às necessidades de todos os atores da saúde suplementar", destacou Alexandre Fioranelli.
"Esses encontros reforçam o compromisso da Agência com a participação social, o nosso empenho em trazer todos os atores do setor para o debate relacionado ao aprimoramento das políticas de saúde suplementar", acrescentou o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello.
Ao final desse processo, a Agência seguirá com a aprovação das normativas junto à diretoria colegiada e com a posterior publicação das novas regras regulatórias.
Confira abaixo as Análises de Impacto Regulatório referentes a cada um dos temas da reformulação da Política de Preços e de reajuste de planos de saúde:
AIR - Reajuste de planos coletivos
AIR - Venda on-line
AIR - Revisão técnica de preços de planos individuais/familiares
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MEDICINA S/A
Empregos na cadeia da saúde ultrapassam 5,1 milhões de vínculos formais no Brasil
Nos últimos três meses encerrados em outubro deste ano, houve crescimento de 1,5% no volume de oportunidades de empregos formais geradas na cadeia produtiva da saúde, que atingiram a marca de 5,1 milhões de vínculos no País. As informações são do Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde nº 74, publicação do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).
O estudo considera os setores público, privado e empregos diretos e indiretos sendo que a região Sudeste detém mais da metade dos vínculos (2,6 milhões) da cadeia. O maior crescimento no trimestre, no entanto, ocorreu no Nordeste (3,5%), seguido por Centro-Oeste (2,6%), Sudeste (1,1%), e Sul (1%). O Norte apresentou leve variação negativa (-0,4%) no período.
As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte foram as que mais se destacaram ao apresentarem as maiores proporções de contratações na saúde em relação à economia, com índices 12,7%, 12,5% e 12%, respectivamente, considerando o peso da cadeia no mercado de trabalho total.
Para o superintendente executivo do IESS, José Cechin, fica evidente que as oportunidades de emprego na cadeia da saúde são reflexo do comportamento apresentado na economia. “O crescimento no volume de empregos formais na cadeia (1,5%) ficou muito próximo ao índice registrado na economia (1,3%) e indica a importância desse segmento importante que segue aquecido”, afirma.
Já o saldo de oportunidades registrado em outubro, foi de 32,5 mil empregos no setor. No acumulado do ano, considerando os subsetores, o que mais gerou empregos formais na cadeia foi o de prestadores (115,8 mil), seguido por fornecedores (49,1 mil). Já operadoras tiveram saldo de 8 mil postos de trabalho.
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Idec: ANS contraria parecer técnico sobre cancelamentos unilaterais de planos de saúde
A Nota Técnica nº 2/2023/GEFAP/GGREP/DIRAD-DIPRO/DIPRO e a Análise de Resultado Regulatório (ARR) sobre os efeitos das regras de reajuste de planos coletivos no mercado de saúde suplementar, documentos publicados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) após pressão do Idec (Instituto de Defesa de Consumidores), revelam que a diretoria da agência contraria o parecer de seu corpo técnico, ao continuar negando a gravidade da rescisão unilateral de contratos e a possibilidade da prática ser usada para seleção risco, ou seja, para a expulsão de pessoas ou grupos consideradas “indesejáveis” para a lucratividade das empresas.
Nos parágrafos 21 a 24 da Nota Técnica nº 2/2023/GEFAP/GGREP/DIRAD-DIPRO/DIPRO, o Idec chama a atenção para o trecho que diz: “Portanto, entende-se que a rescisão unilateral imotivada por parte da operadora permite práticas de seleção de risco.”
Por outro lado, desde que os cancelamentos unilaterais tomaram os noticiários, a diretoria da ANS se posicionou em favor da legalidade da prática. O argumento seria que não estaria acontecendo a exclusão pontual de um beneficiário ou de um grupo de pacientes em virtude de sua condição de saúde, pois os cancelamentos de contratos coletivos afetam todos os beneficiários daquele plano, conforme afirmou, em entrevista, o atual presidente da ANS, Paulo Rebello. No sentido oposto, o corpo técnico entendeu que o cancelamento imotivado é uma regulação que abre margem para a seleção de riscos pelas operadoras.
“A diretoria da ANS contraria o próprio corpo técnico da agência, segue negando a gravidade dos cancelamentos unilaterais, enquanto acelera diversos temas regulatórios que só atendem a interesses das empresas. Não podemos nunca esquecer que a longa omissão regulatória da agência tem afetado diretamente a vida de milhares de consumidores, pessoas que foram expulsas de seus planos de saúde por decisão das operadoras. É inaceitável que a ANS continue se negando a reconhecer e coibir cancelamentos unilaterais”, afirma Lucas Andrietta, coordenador de Saúde do Idec.
Contexto
Ganharam destaque neste ano inúmeros casos de cancelamentos de contratos de planos de saúde, por parte das operadoras, de forma unilateral e sem justificativa.
Embora o regramento da ANS determine que a seleção de risco é uma prática proibida e não pode ser desenvolvida pelas operadoras, na prática, se observa que os rompimentos unilaterais acabam expulsando os usuários de suas carteiras e definindo os contratos considerados indesejáveis, discriminando as pessoas que, por sua condição, representam maiores despesas assistenciais. E, como se não bastasse, jogam sobre elas a responsabilidade pela suposta “insustentabilidade financeira” usada para justificar a expulsão de todas as pessoas vinculadas ao seu contrato.
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PORTAL G1
Secretário de Saúde de Goiânia pede exoneração do cargo 12 dias após tomar posse
Pedro Gioia foi o segundo titular da pasta desde operação que investiga corrupção na secretaria. Ele disse que a intervenção estadual na saúde da capital tornou seu cargo 'dispensável'.
O Secretário de Saúde de Goiânia pediu exoneração do cargo nessa segunda-feira (16), 12 dias após tomar posse. Pedro Guilherme Gioia de Moraes declarou que a intervenção estadual na gestão da saúde da capital tornou seu cargo dispensável. Ele foi o segundo a assumir a pasta desde a prisão do alto escalão da secretaria, investigado por irregularidades no pagamento de fornecedores.
"Diante do atual processo de intervenção, acredito que a figura do secretário se torna dispensável”, escreveu Pedro Gioia em nota divulgada pela Secretaria Municipal da Saúde.
O secretário disse ainda que a pasta precisa ter um único gestor para que os desafios enfrentados possam ser resolvidos com mais rapidez.
“A secretaria enfrenta um momento desafiador que exige decisões rápidas, objetivas e centralizadas. Para isso, é fundamental contar com um único tomador de decisões, evitando fluxos diferenciados ou dispersos que comprometam a agilidade na resolução dos problemas”, afirmou.
Pedro Gioia foi o terceiro Secretário de Saúde da capital em menos de 20 dias. Wilson Pollara foi o titular da pasta até ser preso, em 27 de novembro de 2024. Cynara Mathias também deixou o cargo no dia 4 de dezembro, uma semana após a nomeação. Ela alegou motivos pessoais, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.
A Justiça determinou a intervenção do governo estadual na saúde de Goiânia no dia 9 de dezembro de 2024. O médico Márcio de Paula Leite foi nomeado como interventor pelo governador Ronaldo Caiado (União), a partir da indicação do prefeito eleito da capital, Sandro Mabel (União) no dia 10 de dezembro.
O pedido de intervenção estadual foi realizado pelo Ministério Público de Goiás. De acordo com a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Fabiana Lemes Zamalloa do Prado, o MP acompanha a situação do serviço de saúde de Goiânia desde o início do ano.
O órgão identificou o sucateamento de unidades de saúde; tempo de mais de 24 horas de espera em unidades hospitalares; internações inadequadas; retenção de verbas federais; e outras irregularidades.
Ex-secretário de Saúde, Wilson Pollara é solto após ser preso suspeito de irregularidades
Crise na saúde
A gestão municipal da saúde de Goiânia passa por uma crise que gerou a prisão do alto escalão da Secretaria de Saúde da capital. Eles são investigados por suspeita de pagamentos irregulares e desvio de verbas da saúde.
Entre as irregularidades que causaram maior comoção social, está a demora na disponibilização de leitos de UTIs na capital, que causou a morte de pelo menos seis pessoas.
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A REDAÇÃO
Falta de repasses: Araújo Jorge suspende recebimento de pacientes em Goiânia
O Hospital do Câncer Araújo Jorge, referência no tratamento oncológico em Goiás, informou, nesta segunda-feira (16/12), que precisará suspender, a partir desta terça-feira (17/12), o recebimento de pacientes regulados pela Prefeitura de Goiânia. A justificativa, segundo a entidade, é que a gestão municipal acumula atrasos de pagamentos, cuja dívida já se encontra na casa dos R$ 55 milhões. A paralisação é por tempo indeterminado.
"Essa difícil decisão foi tomada devido ao comprometimento financeiro da instituição, causado pelos atrasos nos repasses financeiros referentes à produção do SUS e outros recursos essenciais ao funcionamento da unidade", disse o Araújo Jorge em nota. "Apesar de todos os esforços da diretoria para evitar a interrupção, a situação tornou-se insustentável, comprometendo a manutenção dos serviços prestados", completa o hospital.
“O cenário atual reflete anos de negligência e promessas não cumpridas pela gestão municipal. O hospital, que depende de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) – cuja responsabilidade de repasse é da Prefeitura de Goiânia –, enfrenta atualmente um acúmulo de valores pendentes que totalizam R$ 55.306.681,79”, informa o comunicado que ainda esclarece que parte do valor inclui os custos do SUS dos meses de setembro e outubro de 2024.
O comunicado também esclarece que os pacientes que já estão em tratamento continuarão sendo atendidos normalmente e que é prioridade da instituição. Para os pacientes que têm a primeira consulta marcada a partir desta terça-feira, 17, os pacientes devem procurar o Complexo Regulador da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Em nota a SMS informou que os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) seguem bloqueados pela Justiça. De acordo com a pasta, o interventor da Saúde, Márcio de Paula Leite aguarda o desbloqueio das contas para que seja possível pagar a Fundação de Amparo ao Hospital das Clínicas (Fundahc), prestadores do SUS, entre eles o Hospital Araújo Jorge.
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CBN GOIÂNIA
Maternidades municipais voltam a suspender atendimentos eletivos
As maternidades de Goiânia suspenderam novamente os atendimentos eletivos devido à falta de repasses financeiros por parte da Prefeitura Municipal. A decisão afeta os serviços prestados pelo Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI), a Maternidade Nascer Cidadão (MNC) e o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC). De acordo com a Fundahc/UFG, responsável pela gestão dessas unidades, os atendimentos agora são limitados aos casos de urgência e emergência.
Em nota oficial, a Fundahc/UFG informou que, devido aos atrasos nos repasses financeiros por parte da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), os serviços ambulatoriais e eletivos estão suspensos até que a situação seja regularizada. A Fundação reforçou o compromisso com a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, e destacou que segue negociando com a Prefeitura, aguardando os desdobramentos da Justiça para receber os valores em aberto e retomar os atendimentos.
A fundação também explicou que a equipe técnica está trabalhando em conjunto com a Prefeitura de Goiânia para revisar os planos de trabalho dos convênios e garantir a sustentabilidade das unidades.
Vale lembrar que essa situação não é inédita. Em 27 de agosto, os atendimentos nas mesmas maternidades já haviam sido suspensos, sendo retomados apenas em novembro, mas a crise na saúde persiste. A Fundahc/UFG espera que os repasses financeiros sejam regularizados o quanto antes para evitar novos prejuízos ao atendimento à população. A CBN entrou em contato com a secretaria municipal de saúde e aguarda o retorno.
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Guia Saúde - Neurocirurgiã dá dicas de como proteger o cérebro diante da sobrecarga digital na saúde mental
No Guia de Saúde deste sábado (14), a neurocirurgiã Ana Maria Moura dá dicas de como proteger o cérebro diante da sobrecarga digital na saúde mental.
https://www.cbngoiania.com.br/cmlink/cbngoiania/colunas/guia_saude/GuiaSaude.col
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PORTAL BOL
Secretaria demite 20 funcionários de UPA após morte de homem em cadeira
A Secretaria da Saúde do Rio demitiu 20 funcionários da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Cidade de Deus, na zona oeste da cidade, após a morte de um homem em uma cadeira enquanto aguardava atendimento na unidade de saúde na sexta-feira (13).
O que aconteceu
Médicos, enfermeiros e recepcionistas foram demitidos, segundo informação da secretaria ao UOL nesta segunda-feira (16). Os nomes dos funcionários não foram divulgados pela pasta.
Secretario já havia adiantado que os profissionais que estavam de plantão seriam demitidos. No sábado (14), Daniel Soranz escreveu no X que os funcionários também responderiam à sindicância e seriam denunciados nos seus respectivos conselhos de classe. "É inadmissível não perceberem a gravidade do caso", acrescentou.
Como os nomes dos demitidos não foram divulgados, a reportagem não conseguiu encontrá-los para pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
Investigações são abertas para apurar morte
A morte motivou a abertura de uma investigação na Polícia Civil e outra no Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio). O caso é investigado na 41ª DP (Tanque) e "agentes realizam diligências para esclarecer todos os fatos", informou a corporação ao UOL .
Já o Cremerj abriu uma sindicância sigilosa para apurar a morte de José Augusto Mota da Silva, 32. A investigação interna diz respeito diretamente à conduta profissional.
Em uma nota divulgada no domingo (15), o conselho havia dito que adotaria as medidas necessárias. Porém, o Cremerj demonstrou preocupação com a publicação do secretário estadual de Saúde, Daniel Soranz, que anunciou a demissão de todos os profissionais que estavam no plantão da unidade quando o homem morreu.
O conselho pediu que qualquer responsabilização só aconteça após "análise criteriosa" . "O Cremerj expressa preocupação com decisões precipitadas, como demissões sumárias, que podem desconsiderar circunstâncias relevantes e comprometer direitos fundamentais dos profissionais". Após as demissões, a reportagem entrou em contato novamente com o conselho e aguarda manifestação.
O Cremerj já havia feito três visitas à UPA da Cidade de Deus, em 2021, 2022 e 2023. Em todas as diligências, a equipe do conselho relatou ter identificado "deficiências relacionadas ao corpo clínico", ou seja, falta de médicos.
Homem aguardava atendimento
José Augusto Mota da Silva aguardava atendimento em uma cadeira da UPA na Cidade de Deus. A cena foi gravada na noite de sexta-feira (13) por pacientes na sala de espera da unidade. Os vídeos foram compartilhados em grupos de moradores.
Outro vídeo mostra José Augusto sendo levado em uma maca e os outros pacientes reclamando com a equipe . "Agora vocês estão com pressa, né? O homem chegou aqui gritando de dor (...) Todo mundo é culpado, ninguém atendeu", diz um paciente.
Emily Larissa Souza Mota, sobrinha do homem, disse ao UOL no domingo (15) que o tio sofria de problemas no estômago. Ele já havia passado por uma UPA do Rio em abril deste ano, mas o problema continuou.
A SMS (Secretaria Municipal de Saúde) do Rio disse que a coordenação da unidade abriu uma sindicância para apurar o caso. "Segundo relatos iniciais dos profissionais, tudo aconteceu muito rápido", diz a nota da pasta. O paciente teria entrado "lúcido e andando" e teve a classificação de risco feita às 20h30.
"Poucos minutos depois, foi acionada a equipe médica devido ao paciente encontrar-se desacordado", alegou a secretaria . "Ele foi levado à Sala Vermelha para atendimento, mas infelizmente não resistiu", acrescenta o comunicado.
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CREMEGO
Morte no RJ - Presidente do Cremego fala sobre crise na saúde
Em vídeo divulgado ontem, 16, nas redes sociais do Cremego, a presidente Sheila Soares Ferro Lustosa Victor falou sobre a crise na saúde no Rio de Janeiro. Ela comparou a situação com a enfrentada em Goiás e lamentou que esse grave problema não esteja restrito a um Estado, mas tenha se espalhado por todo o Brasil.
O posicionamento veio após a morte do paciente José Augusto Mota da Silva, de 32 anos, enquanto aguardava por atendimento em uma UPA. "A população e os profissionais de saúde clamam por socorro. Que esse óbito seja o último", disse.
Confira:
Foi com muito pesar que recebemos a notícia da morte do paciente José Augusto Mota da Silva, enquanto aguardava atendimento em uma unidade de saúde pública do Rio de Janeiro.
É triste ver que a crise que tem sacrificado vidas não se restringe a Goiás, mas se espalha por todo o Brasil.
Pacientes estão morrendo em unidades superlotadas, sucateadas, com equipes médicas e de demais profissionais de saúde sobrecarregadas e sem condições dignas de trabalho.
Esse cenário precisa mudar com urgência.
A população e os profissionais de saúde clamam por socorro.
Que esse óbito seja o último.
Que as circunstâncias sejam apuradas, os responsáveis sejam punidos e, principalmente, que medidas sejam adotadas para que essa tragédia não se repita mais, em nenhum Estado.
Nossa solidariedade à família do José Augusto; ao Cremerj, que vai apurar esse caso; aos médicos e profissionais de saúde e a toda a população do Rio de Janeiro, que como todos os brasileiros, merece uma saúde com qualidade.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Estudo: UTIs crescem no Brasil, mas milhões vivem longe de leitos
79% dos médicos da América Latina consideram a IA como aliada, aponta pesquisa
MÍDIA NEWS
Estudo: UTIs crescem no Brasil, mas milhões vivem longe de leitos
Hoje, cerca de 180 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do SUS
O Brasil registrou um aumento de 52% em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em uma década, mas a distribuição das unidades e especialistas continua desigual entre as regiões e usuários da rede pública e da particular.
É o que mostra o relatório da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) divulgado neste mês. Segundo a entidade, o Brasil tem 73 mil leitos de UTI. No SUS, são 37.820. Na rede privada, 35.340.
Apesar da proximidade numérica, proporcionalmente há 24,87 leitos a cada 100 mil habitantes no SUS (Sistema Único de Saúde). No particular, são 68,28 leitos a cada 100 mil.
Hoje, cerca de 180 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do SUS para atendimento de saúde. Considerando o total de 73 mil leitos de UTI, os brasileiros têm 36 para cada 100 mil habitantes.
A população brasileira foi estimada em 212,6 milhões de habitantes em 1º de julho de 2024, de acordo com projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Um dos principais motivos para o aumento de leitos foi a necessidade gerada pela pandemia da Covid. Em 2019, havia 55 mil leitos no Brasil. Antes de chegar aos atuais 73 mil, em 2022, este número já ultrapassava os 70 mil entre públicos e privados.
Mas não foi só o coronavírus que estimulou o crescimento de UTIs. O relatório também aponta os surtos de dengue -que atingiu seu recorde histórico de casos em 2024-, a incidência de acidentes automobilísticos, bem como uma resposta ao envelhecimento da população.
Segundo Patrícia Mello, presidente da Amib, o número total de leitos de UTIs é estaticamente adequado para atender a população brasileira. Para ela, o problema é a distribuição geográfica das unidades e de equipes especializadas. Em especial, de médicos intensivistas.
Em estados como o Amapá, existem apenas cinco médicos intensivistas, em uma proporção de 0,68 especialistas para cada 100 mil pessoas. Todos eles estão na capital Macapá, onde há 213 leitos de UTI públicos e privados -incluindo para atendimento de adultos, neonatal e para vítimas de queimaduras.
Isso significa que mais de 290 mil amapaenses estão distantes de intensivistas e de um leito de UTI em um estado cerca de três vezes maior do que o Espírito Santo. A Secretaria da Saúde do Amapá não respondeu a reportagem sobre investimentos na área.
O cenário do estado no Norte, porém, é comum em todo o país. Segundo a Amib, a proporção de leitos em todas as capitais brasileiras é de 70,39 para cada 100 mil habitantes. Fora delas, o número cai para 25,58 leitos a cada 100 mil, uma taxa quase três vezes menor.
Isso significa deslocamento até leitos distantes, o que é crucial para garantir a vida de pacientes graves, segundo Mello.
O paciente da UTI precisa receber atendimento de complexidade, em geral, nas seis primeiras horas. Quando esse atendimento é retardado, você até pode resgatar um ou outro, mas a maioria você perde uma vida devido às situações de gravidade , explica a especialista.
Na avaliação da presidente da Amib, o investimento em UTI inclui capacitação de alta complexidade de médicos e enfermeiros, mas que os gestores devem estudar um número maior de locais estratégicos para instalá-las e investir em mais contratações. Em especial, para atuar em casos extremos.
A gente precisa resolver essa discrepância agora. Quando falamos da proporção atual, é em uma situação de normalidade. Em uma situação de uma pandemia ou catástrofe, isso transborda e temos um cenário de caos , acrescenta.
Em nota, o Ministério da Saúde afirma que desde o início do governo Lula foram repassados cerca de R$ 875 milhões anuais ao estados e municípios para custear as UTIs já existentes e R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos para implantar 10 mil leitos adultos, pediátricos, neonatal e coronarianos.
Para a implementação e habilitação de um leito no SUS, o gestor estadual ou municipal deve encaminhar o requerimento ao Ministério da Saúde. Após análise e aprovação, os recursos são disponibilizados para a ampliação do serviço , acrescenta a pasta.
O Brasil registrou um aumento de 52% em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em uma década, mas a distribuição das unidades e especialistas continua desigual entre as regiões e usuários da rede pública e da particular.
É o que mostra o relatório da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) divulgado neste mês. Segundo a entidade, o Brasil tem 73 mil leitos de UTI. No SUS, são 37.820. Na rede privada, 35.340.
Apesar da proximidade numérica, proporcionalmente há 24,87 leitos a cada 100 mil habitantes no SUS (Sistema Único de Saúde). No particular, são 68,28 leitos a cada 100 mil.
Hoje, cerca de 180 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do SUS para atendimento de saúde. Considerando o total de 73 mil leitos de UTI, os brasileiros têm 36 para cada 100 mil habitantes.
A população brasileira foi estimada em 212,6 milhões de habitantes em 1º de julho de 2024, de acordo com projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Um dos principais motivos para o aumento de leitos foi a necessidade gerada pela pandemia da Covid. Em 2019, havia 55 mil leitos no Brasil. Antes de chegar aos atuais 73 mil, em 2022, este número já ultrapassava os 70 mil entre públicos e privados.
Mas não foi só o coronavírus que estimulou o crescimento de UTIs. O relatório também aponta os surtos de dengue -que atingiu seu recorde histórico de casos em 2024-, a incidência de acidentes automobilísticos, bem como uma resposta ao envelhecimento da população.
Segundo Patrícia Mello, presidente da Amib, o número total de leitos de UTIs é estaticamente adequado para atender a população brasileira. Para ela, o problema é a distribuição geográfica das unidades e de equipes especializadas. Em especial, de médicos intensivistas.
Em estados como o Amapá, existem apenas cinco médicos intensivistas, em uma proporção de 0,68 especialistas para cada 100 mil pessoas. Todos eles estão na capital Macapá, onde há 213 leitos de UTI públicos e privados -incluindo para atendimento de adultos, neonatal e para vítimas de queimaduras.
Isso significa que mais de 290 mil amapaenses estão distantes de intensivistas e de um leito de UTI em um estado cerca de três vezes maior do que o Espírito Santo. A Secretaria da Saúde do Amapá não respondeu a reportagem sobre investimentos na área.
O cenário do estado no Norte, porém, é comum em todo o país. Segundo a Amib, a proporção de leitos em todas as capitais brasileiras é de 70,39 para cada 100 mil habitantes. Fora delas, o número cai para 25,58 leitos a cada 100 mil, uma taxa quase três vezes menor.
Isso significa deslocamento até leitos distantes, o que é crucial para garantir a vida de pacientes graves, segundo Mello.
O paciente da UTI precisa receber atendimento de complexidade, em geral, nas seis primeiras horas. Quando esse atendimento é retardado, você até pode resgatar um ou outro, mas a maioria você perde uma vida devido às situações de gravidade , explica a especialista.
Na avaliação da presidente da Amib, o investimento em UTI inclui capacitação de alta complexidade de médicos e enfermeiros, mas que os gestores devem estudar um número maior de locais estratégicos para instalá-las e investir em mais contratações. Em especial, para atuar em casos extremos.
A gente precisa resolver essa discrepância agora. Quando falamos da proporção atual, é em uma situação de normalidade. Em uma situação de uma pandemia ou catástrofe, isso transborda e temos um cenário de caos , acrescenta.
Em nota, o Ministério da Saúde afirma que desde o início do governo Lula foram repassados cerca de R$ 875 milhões anuais ao estados e municípios para custear as UTIs já existentes e R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos para implantar 10 mil leitos adultos, pediátricos, neonatal e coronarianos.
Para a implementação e habilitação de um leito no SUS, o gestor estadual ou municipal deve encaminhar o requerimento ao Ministério da Saúde. Após análise e aprovação, os recursos são disponibilizados para a ampliação do serviço , acrescenta a pasta.
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SAÚDE BUSINESS
79% dos médicos da América Latina consideram a IA como aliada, aponta pesquisa
Pesquisa do Medscape revela apoio à regulamentação da IA na saúde e destaca os benefícios e receios dos profissionais da Argentina, Brasil e México.
A inteligência artificial (IA) tem atraído a atenção da população por suas diversas aplicações, e esse avanço, que evolui rapidamente, está impactando significativamente a vida cotidiana e a prática médica. Espera-se que a IA redesenhe os cuidados médicos nos próximos anos. Uma pesquisa recente do Medscape, conduzida com mais de 3 mil médicos da Argentina, Brasil e México, revela que, embora muitos profissionais estejam otimistas em relação ao uso da IA na saúde, ainda persistem certos receios.
De acordo com o estudo, 71% dos médicos brasileiros defendem que o uso da IA na medicina seja supervisionado por órgãos governamentais ou associações médicas, refletindo uma clara demanda por monitoramento rigoroso. A opinião é compartilhada por 71% dos médicos argentinos e 79% dos mexicanos. Além disso, os três países concordam sobre a necessidade de uma estrutura regulatória: 84% dos brasileiros, 84% dos argentinos e 88% dos mexicanos consideram essencial a criação de regras claras para proteger pacientes e profissionais.
A pesquisa também destaca que 71% dos médicos brasileiros acreditam que a IA é útil para interpretar exames de imagem, enquanto 79% veem a tecnologia como um recurso capaz de revolucionar a gestão de prontuários médicos. Já na Argentina e no México, essa interpretação é menos frequente, com 67% e 65%, respectivamente, porém, a opinião sobre o uso de IA para prontuários médicos é semelhante entre os profissionais desses países (79% na Argentina e 81% no México). Para muitos médicos, a IA no ambiente de consultórios e hospitais já é vista como uma ferramenta promissora.
Evolução no uso de IA
Apesar de apenas 12% dos médicos brasileiros entrevistados utilizarem IA em tarefas administrativas, a pesquisa aponta para um cenário de evolução rápida. “A aceitação do uso da IA deve crescer significativamente nos próximos anos, pois 7 em cada 10 médicos ouvidos na pesquisa planejam incorporar a IA na rotina médica”, afirma Leoleli Schwartz, editora sênior do Medscape em português. Esse fenômeno também é observado na Argentina, onde 13% dos médicos usam IA para tarefas administrativas, e no México, onde 19% já a utilizam. Ambos os países projetam um aumento do uso da tecnologia no futuro (73% na Argentina e 71% no México).
Um ponto de preocupação entre os médicos é o impacto da IA na negligência médica. 45% dos médicos no Brasil, 42% na Argentina e 48% no México temem que a IA substitua o julgamento clínico. No entanto, a pesquisa também revela que, apesar desses receios, profissionais de todos os países acreditam que a IA pode ajudar a reduzir os casos de negligência médica (60% na Argentina, 52% no Brasil e 58% no México). Os médicos brasileiros demonstram maior preocupação com o risco de falhas tecnológicas ou uso inadequado da IA, com 34% de preocupados, em comparação a 24% no México e 19% na Argentina. “Muitos médicos brasileiros acreditam que a IA tem o potencial de transformar positivamente a medicina. Ao reduzir encargos administrativos e agilizar processos, a IA promete devolver aos médicos o tempo e os recursos necessários para se concentrar no que realmente importa: o atendimento ao paciente”, conclui a editora.
Dados da Pesquisa
A pesquisa foi realizada entre 11 de janeiro e 14 de março de 2024, com 3.140 médicos que assinam as edições em espanhol e português do Medscape, atuando na Argentina, Brasil e México.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Artigo - Decisão da Senacon coloca planos de saúde na berlinda contra práticas abusivas
Pesquisa mostra que 29,7% dos médicos brasileiros atuam na rede privada
Judicialização prejudica a indústria farmacêutica
TCE-GO vai acompanhar intervenção estadual na Saúde de Goiânia
Mercado de produtos médico-hospitalares cresce 10,6% e registra aumento de 3,3% no emprego
JORNAL DO BELÉM
Artigo - Decisão da Senacon coloca planos de saúde na berlinda contra práticas abusivas
Natália Soriani*
Em meio a uma enxurrada de cancelamentos unilaterais de contratos - por vezes no meio de um tratamento médico - e outras práticas consideradas abusivas por parte de muitas operadoras de planos de saúde, o anúncio de uma importante decisão divulgada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), no último dia 10 de dezembro, finalmente pode servir como amparo para o lado mais frágil dessa que tem sido uma conturbada relação contratual: o beneficiário do plano, que muitas vezes se sente refém dele.
O órgão, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ouviu as queixas desses consumidores e notificou 14 empresas do setor, exigindo a correção de irregularidades contratuais por elas cometidas em até 60 dias. Essas irregularidades foram identificadas a partir de um detalhado estudo de monitoramento do mercado da Senacon. Após denúncias, essas empresas foram alvo de processos administrativos. Entre as acusadas, figuram nomes de peso como Amil, Bradesco Saúde, Hapvida NotreDame, Prevent Senior, Omint e Unimed Nacional.
As denúncias recorrentes que fomentaram a decisão da Senacon incluem não apenas o cancelamento unilateral de contratos, mesmo de beneficiários em tratamento médico, como também alterações na rede hospitalar sem que se respeitasse parâmetros legais, entre eles a distância mínima para atendimentos; a comunicação inadequada sobre procedimentos e prazos para cancelamento; a falta de clareza nas informações contidas em contratos; assim como a falta de transparência nas informações sobre portabilidade entre operadoras de planos de saúde.
A lista das empresas notificadas é composta pelas maiores operadoras em atividade no país, que atendem, ou deveriam atender milhares de brasileiros que pagam um valor cada vez mais elevado para ter garantido o suporte à saúde, o que não tem acontecido. Somente entre janeiro e outubro desse ano, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula a atividade das operadoras no país, foram 13.339 queixas sobre cancelamentos unilaterais de planos de saúde, ou seja, mais de 1.300 reclamações por mês.
Para entender o tamanho do problema enfrentado por esses beneficiários, basta imaginar a situação: você está no meio de um tratamento crucial para sua saúde e, de repente, seu plano é cancelado sem aviso prévio. Ou então, a rede credenciada muda drasticamente, deixando você sem acesso aos médicos e hospitais que confia. Há casos diversos dessa interrupção, inclusive envolvendo pacientes com câncer em estágio avançado, provocando elevado risco de morte. Essas são apenas algumas das práticas abusivas que violam o Código de Defesa do Consumidor e que a Senacon busca combater com sua relevante decisão.
Além do prazo de 60 dias, a Senacon instituiu um grupo de trabalho com a participação das operadoras, para que apresentem, no mesmo período, soluções concretas para esses problemas relatados. Durante esses dois meses, os processos administrativos foram suspensos, mas podem ser retomados caso as irregularidades persistam.
Apesar de entidades representativas das operadoras de planos de saúde afirmarem que respeitam as normas da ANS e que não possuem em suas políticas o cancelamento unilateral, as denúncias formais levantadas pela Senacon demonstram que a realidade vivenciada por muitos consumidores é diferente.
Portanto, a notificação da Senacon pode ser considerada uma vitória para os consumidores de planos de saúde. É fundamental que os usuários conheçam seus direitos e que denunciem práticas consideradas abusivas. Seus direitos devem ser cumpridos contratualmente, via processos administrativos ou ainda se for necessário, por meio da via judicial, de modo que a garantia ao acesso à saúde, objetivo de quem contrata um plano, seja efetivamente preservada.
*Natália Soriani é advogada especialista em Direito Médico e da Saúde e sócia do escritório Natália Soriani Advocacia
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GAZETA DA SEMANA
Pesquisa mostra que 29,7% dos médicos brasileiros atuam na rede privada
Para Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), fatores como falta de segurança, condições de trabalho inadequadas e remuneração baixa afastam os profissionais do serviço público
Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o número de médicos cresceu 23,6% entre 2019 e 2023. Em 2022, o país tinha 22,5 profissionais para cada dez mil habitantes. Já em 2023, esse volume cresceu para 23,7, um aumento de 5,3% em apenas um ano.
Apesar do crescimento, o Brasil continua com número abaixo de países como México, que tem 25,6 médicos para cada dez mil habitantes, e Canadá, com 25. No entanto, está acima da média da República Dominicana, com 22,3, e da Turquia, com 21,7.
O estudo aponta também que esse aumento foi mais intenso na rede privada; o número de profissionais que não atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 29,7%; já o dos que atuam na saúde pública alcançou 21,2%.
Para o especialista em Direito Médico e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), Raul Canal, as melhores condições de trabalho oferecidas, assim como a questão da remuneração em si, explicam essa predileção dos médicos pela rede privada.
"Para diminuir essa desigualdade, o Governo Federal precisa adotar medidas que melhorem as condições de trabalho desses profissionais na rede pública, além de criar um teto mínimo de remuneração, para que esses médicos que estão longe dos grandes centros possam ficar em suas regiões de origem", explica. A Anadem defende a fixação do salário-mínimo para médicos no valor de R$ 18.709,99 para a jornada de trabalho de 20 horas semanais, valor cima do que propõe o Projeto de Lei (PL) no 1.365/2022, que é de R$ 10.991,19.
Violência contra médicos
Segundo o especialista, outro ponto essencial é que se criem leis que protejam o médico em atendimento. Recentemente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou um levantamento que mostra que, entre 2013 e 2024, 38 mil Boletins de Ocorrência foram registrados com médicos vítimas de violência.
Em média, a cada três horas, um médico sofre algum tipo de violência em seu período de trabalho. "Embora esses casos de violência não sejam exclusividade do SUS, muitos profissionais acabam se sentido mais seguros em trabalhar em hospitais particulares, o que afeta essa dinâmica", avalia Canal.
Outros destaques
A pesquisa do IBGE mostrou também que, apesar do aumento do número de médicos nesses cinco anos, foram os enfermeiros que se consolidaram como a categoria de profissionais da área da saúde que mais cresceu nesse período; saíram de 260,9 mil, em 2019, para 363,1, em 2023. Crescimento de 39,2%.
"Essa é outra categoria que deve ser mais reconhecida, tanto pelo serviço que presta como financeiramente. Assim como os médicos, enfermeiros e técnicos precisam de melhores condições de trabalho para oferecer um serviço de excelência aos pacientes, na rede pública ou particular", afirma o presidente da Anadem.
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O GLOBO
Judicialização prejudica a indústria farmacêutica
Nelson Mussolini
Desafio de oferecer medicamentos essenciais à qualidade de vida precisa ser enfrentado por novos modelos
A judicialização crescente da saúde no Brasil expõe o grave problema do acesso a produtos e serviços no sistema público e privado, direito garantido a toda a população pela Constituição.
Na teoria, o Supremo Tribunal Federal (STF) está certo na análise da tese de repercussão geral referente aos temas 6 e 1.234: a concessão judicial de medicamentos deve se limitar a casos excepcionais. Mas a solução dessa questão não é tão simples. Na prática, as ações judiciais movidas por pacientes estão diretamente relacionadas às dificuldades de fornecimento e à demora de incorporação de produtos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Trata-se de problema histórico, que assumiu maiores proporções no início deste século. De 2003 a 2011, o Ministério da Saúde incorporou poucos medicamentos ao SUS, e isso levou a população, que precisava dos remédios mais modernos e eficazes, a procurar uma saída para suprir suas necessidades vitais. A criação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), em 2011, melhorou e acelerou a incorporação de medicamentos inovadores. Desde então, o SUS passou da média de dez produtos incorporados a cada dois anos para uma média anual de 36 recomendações de incorporação desde 2020.
Mais Sobre Ministério da Saúde Ministério da Saúde atualiza vacinação contra a Covid; veja o que muda Homem preso tentando entrar com munição na Câmara é servidor do Ministério da Saúde há mais de 30 anos O atraso da Agência Nacional de Saúde Suplementar na atualização do rol de procedimentos, falhas na cobertura de produtos e interpretações equivocadas da legislação têm impulsionado as ações judiciais contra os planos de saúde.
É importante ressaltar que a judicialização é ruim para a indústria farmacêutica. O setor precisa de dois insumos para sua sobrevivência e desenvolvimento: previsibilidade e segurança jurídica. A judicialização não atende a nenhum desses requisitos, pois suas decisões podem ser alteradas a qualquer momento.
Não parece que, por si sós, as novas regras definidas pelo STF serão capazes de frear a procura da população pelo melhor e mais moderno tratamento. Uma das teses fere a lógica econômica, com potencial reflexo negativo para a estabilidade financeira do SUS. É a que determina que o magistrado "deverá estabelecer que o valor de venda do medicamento seja limitado ao preço com desconto, proposto no processo de incorporação na Conitec". Ora, é inviável para uma empresa receber por um único tratamento o mesmo valor que ofertou com grande redução de preço para a venda de milhares. Essa regra inibirá a oferta de descontos agressivos, quando da submissão para a incorporação de novo produto ou tecnologia.
Outro ponto duvidoso da tese do STF é o que condiciona a decisão dos tribunais ao critério de custo-efetividade da Conitec. A competência técnica e a transparência do órgão são indiscutíveis. Ocorre que, não raro, o produto é reconhecidamente eficaz, mas não é incorporado porque seu valor supera o limiar de custo-efetividade definido pelo gestor público.
Considerando a eficiência das políticas públicas e o princípio da universalidade e da igualdade, o melhor caminho é aperfeiçoar e ampliar o processo de incorporação de novas terapias no sistema de saúde, seja fechando contratos em que o preço negociado seja confidencial, como ocorre em vários países; seja fixando prazos para a efetiva incorporação do medicamento somente no ano seguinte ao de sua aprovação.
Diante da notória escassez de recursos do poder público, o desafio de oferecer remédios essenciais à qualidade de vida precisa ser enfrentado por meio da adoção de novos modelos e critérios que garantam isonomia no atendimento à população e contribuam para a "desjudicialização" da assistência farmacêutica.
*Nelson Mussolini é presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos e integrante do Conselho Nacional de Saúde
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A REDAÇÃO
TCE-GO vai acompanhar intervenção estadual na Saúde de Goiânia
O Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) anunciou que vai acompanhar de perto a intervenção estadual na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, com foco especial na utilização de recursos estaduais. A medida foi definida por meio de um despacho do Conselheiro Celmar Rech, em resposta a uma representação do Ministério Público de Contas apresentada pelo Procurador de Contas Fernando dos Santos Carneiro.
Nesse sentido, o Conselheiro determinou a designação de uma equipe de fiscalização para o acompanhamento e a notificação do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) para avaliar uma eventual atuação conjunta das cortes no processo. Também foram cientificados o Governador do Estado, Ronaldo Caiado, e o Procurador-Geral de Justiça, Cyro Terra Peres.
Ao longo do acompanhamento, poderão ser instaurados procedimentos específicos, como auditorias ou inspeções, a depender das circunstâncias verificadas ao longo do acompanhamento.
A intervenção na SMS foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). A decisão estabeleceu que o interventor deve ter liberdade para tomar “as ações necessárias para reorganizar o sistema de saúde”, com prazo estipulado até o dia 31, quando se encerra a atual gestão municipal.
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SAÚDE BUSINESS
Mercado de produtos médico-hospitalares cresce 10,6% e registra aumento de 3,3% no emprego
O aumento nas importações, exportações e no número de internações no SUS destacam-se como fatores positivos para o mercado, que também gerou mais de 4.700 vagas de emprego.
O consumo de dispositivos médicos (DMs) no Brasil aumentou 10,6% entre janeiro e setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2023. Os dados são do Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS). O segmento com maior crescimento foi o de reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro, com alta de 28,9%, seguido por próteses e implantes – OPME (4,6%) e materiais e equipamentos para saúde (4,3%).
“O mercado retomou os níveis de setembro de 2019 após a ociosidade do período pandêmico. A expectativa é de crescimento contínuo, impulsionado pela conscientização sobre prevenção, maior uso da medicina diagnóstica, adoção de tecnologias como robótica e inteligência artificial, além do fortalecimento do Brasil como hub de turismo médico. No entanto, a concentração de empresas, fusões, aquisições e verticalização de planos de saúde pressionam preços e margens no setor”, analisa o presidente executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes.
Comércio exterior e geração de empregos em alta
O mercado externo também registrou desempenho positivo. As importações de dispositivos médicos somaram US$ 6,052 bilhões, um crescimento de 19% no período analisado. Já as exportações totalizaram US$ 616 milhões, com alta de 8%.
No mercado de trabalho, o setor abriu 4.778 vagas entre janeiro e setembro, um aumento de 3,3% no nível de emprego. Hoje, são 149.375 trabalhadores no segmento, sem contar os profissionais de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica. O destaque ficou para o comércio atacadista de instrumentos e materiais médicos, cirúrgicos, ortopédicos e odontológicos, que gerou 1.587 novas vagas.
Crescimento no SUS impulsiona setor
O aumento de internações, cirurgias e exames realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi um dos fatores que impulsionaram o mercado. Entre janeiro e setembro, foram registradas 10,42 milhões de internações, 5,1% acima do mesmo período de 2023. Os procedimentos relacionados a diagnósticos em especialidades cresceram 18,4%, enquanto os transplantes de órgãos, tecidos e células tiveram alta de 10,4%.
O número total de cirurgias subiu 8,1%, alcançando 4,63 milhões de procedimentos. Destaque para o aumento de 26% em cirurgias do aparelho da visão e de 18,9% em procedimentos relacionados à pele, tecido subcutâneo e mucosa.
Na atenção ambulatorial, o número de exames realizados ultrapassou a marca de 1 bilhão, um crescimento de 6,9% em comparação aos 936 milhões registrados no mesmo período de 2023. Os exames de diagnóstico em vigilância epidemiológica e ambiental cresceram 27,7%, enquanto os diagnósticos por tomografia tiveram alta de 16,6%.
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Assessoria de Comunicação
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DESTAQUES
“Tem que falar com o jurídico”. O que é a mercantilização na saúde?
O que os hospitais e os aeroportos têm em comum?
Médico psiquiatra fala sobre a regularização das bets e os prejuízos para a saúde mental
Mabel anuncia Luiz Pellizzer como secretário de Saúde de Goiânia
Interventor na Saúde de Goiânia destaca desafios e anuncia prioridades
MPF quer condenação de R$ 500 mil por Cremesp atuar contra aborto legal
Apesar de Moraes, Cremesp pede para voltar a solicitar prontuários
Morte do CEO: fato isolado, dor ou raiva? Não importa, o que veio depois é o que importa
MEDICINA S/A
“Tem que falar com o jurídico”. O que é a mercantilização na saúde?
“Tem que falar com o jurídico.” Essa é, sem dúvida, a frase que mais irrita os times do comercial e do marketing. É quase um aviso de que a criatividade vai ser podada ou que os planos serão engavetados, impactando diretamente nos novos negócios, nas metas e, claro, nos resultados das instituições.
Existem limites éticos para campanhas publicitárias, certo? Os prestadores de todos os setores econômicos precisam seguir o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Para o setor de saúde, o CDC é bem claro: publicidade não pode enganar. Ela deve informar o que é o serviço, para que serve, que tem um preço (sim, saúde custa), e que, mesmo o procedimento mais simples, traz riscos. Parece suficiente, não? Mas, na saúde, não é bem assim.
Há um fantasma que assombra a publicidade na saúde, chamado “mercantilização”. Por causa dele, a publicidade na área carrega um peso extra. Cada profissão de saúde tem em seu Código de Ética uma regra que proíbe a tal mercantilização, mas – surpresa! – nenhum deles explica exatamente o que isso significa. Pior, quando alguém ousa perguntar, quem responde finge que é óbvio, deixando um constrangimento no ar.
Mas não tem nada de óbvio nisso, e é bom desmistificar o assunto.
Primeiro, é possível para entender o que seria a mercantilização. Segundo, nas mãos dos Conselhos, o conceito vira um coringa, usado ao gosto do fiscal da vez, dependendo do quanto ele goste ou não da publicidade em questão.
O conceito de mercantilização é importante, porque serviços de saúde carregam riscos. E não é só o risco de “não funcionar”. Os riscos podem levar a resultados opostos ao esperado, prejudicando ao invés de ajudar a saúde do consumidor. Além disso, esses riscos variam de pessoa para pessoa. Por isso, saúde não é algo que se vende aleatoriamente. Antes de oferecer o serviço, é preciso avaliar se ele realmente será útil para o indivíduo.
No comércio em geral, o consumidor compra o que quer, até as maiores inutilidades, sem grandes preocupações. Já na saúde, vender algo inútil é expor o cliente a riscos desnecessários – e ele nem sempre sabe disso. Por isso, a oferta precisa ser cuidadosa, deixando claro que uma avaliação individual será feita antes de qualquer prestação.
Mas, será que dizer que o serviço é barato, fazer promoções ou criar anúncios criativos já é mercantilizar a saúde? Claro que não! Essas práticas incomodam porque, historicamente, saúde e publicidade não se misturavam. Mas os tempos mudaram. Com a digitalização e as redes sociais, fazer publicidade na saúde se tornou mais viável. E ser criativo nas estratégias de venda, por si só, não é mercantilizar. Na verdade, pode até ampliar o acesso à saúde.
A nova resolução do CFM (2.336/2023) é um belo exemplo. Ela flexibilizou várias restrições e abriu espaço para que médicos e empresas usem a publicidade para divulgar seus serviços e promover conhecimento médico. Outros Conselhos ainda estão presos a um modelo antigo, no qual a publicidade criativa é praticamente sinônimo de mercantilização.
Mas é importante alertar que essa noção mais subjetiva de mercantilização já não é mais aceita na nossa realidade. Vale lembrar o conteúdo da Lei da Liberdade Econômica, que já vigora há mais de cinco anos. Ela proíbe autuações e sanções, por parte dos Conselhos profissionais, baseadas em noções abstratas. E já viu como “mercantilização” pode se transformar em um conceito bem vago. Isso protege empresas de saúde que investem em publicidade criativa, mas responsável.
Mercantilização é sim assunto sério. Mas é muito sério, também, que ações publicitárias relevantes não sejam freadas de forma desnecessária, a partir de um conceito nebuloso e subjetivo de mercantilização. A publicidade responsável não é inimiga da ética – na verdade, ela pode ser uma aliada poderosa para democratizar o acesso à saúde e promover informações úteis à população.
*Silvio Guidi é sócio em SPLAW Advogados.
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O que os hospitais e os aeroportos têm em comum?
Recentemente, enquanto aguardávamos um voo, uma conversa com um diretor de hospital nos levou a uma reflexão interessante: hospitais e aeroportos têm mais em comum do que parece. Entre cafés e olhares para o painel de embarque, exploramos as semelhanças que tornam essas estruturas complexas tão comparáveis. A analogia, amplamente, discutida em outros países, oferece uma nova perspectiva sobre os desafios de modernização e gestão hospitalar no Brasil.
Muitos hospitais brasileiros começaram como pequenas clínicas, onde a gestão era menos complexa e amadora, condizente com a escala da operação. Porém, com o aumento do número de pacientes e a necessidade de oferecer serviços mais diversificados, a administração hospitalar passou a demandar um nível de organização e precisão comparável ao de aeroportos. Assim como terminais aéreos, hospitais enfrentam margens operacionais estreitas e a necessidade de equilibrar custos com a entrega de um serviço seguro e eficiente.
Durante nossa conversa, o diretor destacou desafios que espelham os vividos nos aeroportos: o crescimento constante no volume de pacientes – ou passageiros – exige agilidade, segurança e qualidade, tudo isso com um rígido controle de custos. A coordenação precisa é essencial, pois cada decisão afeta, diretamente, uma cadeia interligada de serviços, seja a pontualidade de um voo ou a entrega de um exame em tempo hábil.
Entre as prioridades de gestão, ele mencionou iniciativas como a otimização do uso das salas cirúrgicas, a redução de cancelamentos e faltas em serviços terapêuticos, o aumento da produtividade em áreas de suporte e a diminuição do tempo médio de internação. Essas medidas mostram como hospitais têm buscado inspiração em setores complexos e, altamente, eficientes para inovar e melhorar seus processos.
Um exemplo prático dessa abordagem foi apresentado no Hospital Med, em Recife. Um dos hospitais da região, ao adotar uma gestão mais orientada por dados e sistemas integrados, conseguiu otimizar o uso de leitos e implementar uma comunicação ágil entre todas as áreas. Os resultados foram maior eficiência operacional e uma experiência, significativamente, melhor para os pacientes.
A convergência entre hospitais e aeroportos não é apenas uma metáfora curiosa. Ambos enfrentam pressões semelhantes e precisam de processos precisos e integrados para atender às demandas crescentes. Inspirar-se em setores que já operam com alto grau de eficiência é um caminho natural para a transformação. Essa troca de experiências e soluções nos lembra que a inovação, muitas vezes, nasce de conexões inesperadas. Afinal, em tempos de mudanças, olhar para além do próprio setor pode ser a chave para superar desafios e construir um futuro mais eficiente e conectado.
*Gabriel Gebrim é COO e CFO da Quality24.
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PUC TV GOIÁS
Médico psiquiatra fala sobre a regularização das bets e os prejuízos para a saúde mental
https://www.youtube.com/watch?v=ExQSIpkS9fU
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A REDAÇÃO
Mabel anuncia Luiz Pellizzer como secretário de Saúde de Goiânia
O prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), anunciou nesta quarta-feira (11/12) Luiz Pellizer como futuro secretário de Saúde da capital. A posse está prevista para o primeiro dia útil de 2025. O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa na sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).
Mabel ressaltou a experiência e a qualificação de Pellizer, destacando sua confiança no trabalho do futuro secretário. "Um profissional jovem e bem capacitado, que irá se empenhar para melhorar a situação da saúde municipal", afirmou o prefeito eleito.
Mesmo antes de assumir o cargo oficialmente, Pellizer já está envolvido nos preparativos. Ele integra a equipe de transição e trabalha na análise de dados e problemas levantados pela atual gestão. "Já realizamos levantamentos de dados e estruturamos os gabinetes de crise. Tenho experiência na coordenação em saúde pública e, com a situação atual, sei que será um grande desafio. Vamos encará-lo e oferecer o nosso melhor à população", garantiu.
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Interventor na Saúde de Goiânia destaca desafios e anuncia prioridades
O médico Márcio de Paula Leite foi nomeado interventor da Saúde de Goiânia e assumiu imediatamente a função após publicação no Diário Oficial na noite de segunda-feira (11). Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (11), Márcio reconheceu o grande desafio da tarefa, especialmente devido ao curto período da intervenção, que se encerra no início de janeiro.
"As prioridades no momento são a alimentação e internação dos pacientes, o fornecimento de insumos às unidades de saúde e a reposição de medicamentos e equipamentos hospitalares. Outro ponto a ser destacado é a limpeza das unidades de saúde, que atualmente está em situação precária", afirmou o interventor.
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PORTAL MIGALHAS
MPF quer condenação de R$ 500 mil por Cremesp atuar contra aborto legal
Autarquia considerou p abuso de autoridade e exposição de dados sensíveis de pacientes e médicos.
O MPF ajuizou ação civil pública contra o Cremesp - Conselho Regional de Medicina de São Paulo, requerendo indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos.
A autarquia Federal acusa o Conselho de condutas irregulares que comprometeram a realização de abortos legais na rede pública de saúde.
De acordo com o MPF, o Cremesp abriu procedimentos disciplinares contra médicos do hospital municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo/SP, que realizaram abortos em casos de gravidez decorrente de estupro, mesmo quando o tempo gestacional ultrapassava 20 semanas.
Em dezembro de 2023, o Cremesp realizou vistoria no hospital e requisitou os prontuários de mulheres que haviam se submetido a abortos legais nos dois meses anteriores.
O MPF apontou que o Conselho não conseguiu justificar adequadamente a instauração de procedimentos ético-disciplinares nem o acesso a dados sensíveis das pacientes.
Ao acessar os documentos sem consentimento das pacientes e dos profissionais, o Cremesp violou o sigilo médico, garantido pela Constituição, pelo Código de Ética Médica e pela LGPD , afirma a ação.
A investigação revelou falhas na proteção dos dados pessoais das pacientes por parte da Secretaria Municipal de Saúde e do Cremesp.
A Secretaria deveria ter ocultado os dados pessoais antes de disponibilizá-los, e o Cremesp deveria ter assegurado a proteção dessas informações em seus procedimentos, o que não ocorreu , destacou o MPF.
O MPF argumentou que as ações do Cremesp configuram abuso de autoridade e afronta ao devido processo administrativo, atingindo tanto médicos quanto pacientes.
As mulheres tiveram sua intimidade exposta e foram novamente vitimizadas pelas falhas na proteção de seus dados pessoais , ressaltou o órgão.
Repercussão
O caso ganhou repercussão após decisão recente do STF. Nesta quarta-feira, 11, ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibiu o Cremesp de requisitar prontuários médicos de pacientes que realizaram aborto legal.
A decisão integra a ADPF 1.141 , ajuizada pelo PSOL. Em maio , Moraes já havia suspendido liminarmente a resolução e determinado a proibição de abertura de procedimentos administrativos ou disciplinares baseados nela.
O MPF não divulgou o número do processo.
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PLENO NEWS
Apesar de Moraes, Cremesp pede para voltar a solicitar prontuários
Nesta terça-feira (10), o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) apresentou requerimento para continuar a pedir prontuários de pacientes que abortaram legalmente em hospitais do Programa Aborto Legal. O pedido ocorreu no mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, proibiu que solicitações do tipo sejam feitas pelo conselho.
A entidade tinha solicitado dados médicos de pacientes que fizeram o procedimento ao Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher, vinculado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ao Hospital das Clínicas de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a outras unidades de saúde.
- Ante a respeitável decisão, esta Autarquia requer a diretiva quanto à possibilidade da manutenção em requerer os prontuários aos hospitais do Programa Aborto Legal, caso necessário, aumentando o prazo para entrega, voltados a que possam ocultar os dados das pacientes antes da entrega ao Cremesp, vez que não aceitaremos os prontuários requeridos à UNICAMP e UNESP, diante da decisão de Vossa Excelência - diz o Cremesp.
Ainda de acordo com o texto assinado pelo presidente do Cremesp, Angelo Vattimo, o pedido pelos prontuários médicos faz parte do ato fiscalizatório da autarquia, que está previsto no artigo 15 da lei 3.268/1957. As informações são do poder360.
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SAÚDE BUSINESS
Morte do CEO: fato isolado, dor ou raiva? Não importa, o que veio depois é o que importa
Para o pensador suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), o ser humano em um passado remoto vivia na natureza em estado perfeito de realização, era livre e sozinho. Então, sem sabermos bem o porquê, o homem decidiu viver em sociedade. Com o surgimento dela, o homem começou a perder a humanidade (“O homem nasce bom, e a sociedade o corrompe”). Na obra “Discurso sobre a Origem das Desigualdades”, Rousseau tratou a propriedade privada como causadora do fim da liberdade humana, pois sua distribuição é injusta e desigual. Como iluminista, o suíço foi anárquico. Como autor, porém, sua obra “Do Contrato Social” mudou o mundo, sendo um dos eixos da Revolução Francesa e de tudo o que veio depois dela.
Seu Contrato Social serve como fundamento epistemológico para a organização da sociedade e do Estado. Ele nos ajuda a entender por que nós, indivíduos ordinários, banais, toscos e presunçosos, renunciamos a parte de nossa liberdade natural em troca da segurança e dos benefícios de uma vida em sociedade. Rousseau foi uma amálgama de contradições: enquanto pregava a virtude e a simplicidade, se envolvia em relações complexas e por vezes escandalosas. Hipocondríaco, era obcecado com sua saúde e acreditava sofrer de diversas doenças. Apesar de ter tido cinco filhos, entregou todos aos orfanatos. Morreu aos 66 anos, mas seu “Contrato Social” permanece até hoje imaculado, sendo um sustentáculo das relações civilizatórias.
Em 6 de dezembro, dias após o crime do CEO da UnitedHealth, o jornal The Independent cravou na primeira página: “Quando um CEO de seguro médico é morto a tiros, as pessoas comemoraram sua morte. O que isso nos diz sobre a saúde americana? Por mais desagradáveis que sejam, as reações ao assassinato de Thompson revelaram uma profunda raiva entre muitos americanos sobre a injustiça da indústria de seguros de saúde do país. E entre os que se manifestaram estavam médicos, professores, políticos e pessoas que sofreram suas próprias negações de seguro. Atualmente, mais de 1.000 pessoas vão à falência diariamente devido a contas médicas pessoais”, completou o artigo. Já a rede ABC titulou em seu site: “Tiroteio em CEO expõe raiva “vulcânica” contra empresas de seguros de saúde”.
Independentemente das motivações, o assassinato tocou em um ponto sensível: o custo extraordinário da medicina na América e a sua iniquidade [id est, iniquidade: diferenças de acesso, qualidade e resultados, consideradas injustas, evitáveis e moralmente inaceitáveis]. O país reclama por reformas na saúde há décadas. A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), por exemplo, destacou o custo superlativo do sistema de saúde norte-americano em sua publicação “Health at a glance 2023”: os dados mostram que os EUA gastam 16,6% do PIB em Saúde, enquanto a média dos demais países é de 9,2% (os EUA gastam US$ 12.555 por habitante em saúde, contra a média da OCDE que é de US$ 4.986). Por outro lado, a “fatura da saudabilidade” é implacável: a expectativa de vida média nos EUA é de 76,4 anos, em comparação com a média da OCDE de 80,3 anos. Em termos de doenças evitáveis, os EUA continuam apanhando da média: 238 casos por 100.000, enquanto a média é 158. O custo dos medicamentos chega a uma média per capita de US$ 1.432, em comparação com US$ 614 dos 33 países da OCDE.
A disparidade está no fato de que, além de ser imensamente cara, a matriz Saúde muitas vezes não retorna em benefícios tangíveis. O Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), agência independente do governo para proteção dos consumidores, estimou em outubro último que “100 milhões de americanos devem mais de US$ 220 bilhões em dívidas médicas”. Essa massa está raivosa, cansada e desiludida.Pós-assassinato, uma profusão de críticas ao setor (e até algum regozijo intolerante e idiota pelo criminoso nas redes sociais), as Seguradoras (e o omisso Governo) estão no foco dos acontecimentos, menos por sua competência em cuidar dos beneficiários e mais pela crise sistêmica que abala o Sistema de Saúde há pelo menos 3 décadas. Eliminar gestores privados a bala é algo novo nos EUA, que costuma eliminar primeiro crianças nas escolas e adolescentes nos shoppings. O crime do CEO seria uma psicopatia se não fosse antes uma selvageria.
O medo assola a América. Não qualquer medo, mas o medo da falta de cobertura. Para um funcionário comum, assalariado, com um seguro saúde vinculado a seu emprego (pacote de benefícios), o medo da demissão (ou da quebra da empresa) é muito maior do que o medo de ficar doente ou de sofrer um acidente. Uma reforma no sistema seria necessária, mas o futuro (Trump 2.0) não mostra sinais de maiores transformações, pelo contrário, pode piorar.
Na dúvida, empresas de assistência médica removeram fotos dos CEOs e de outros líderes executivos de seus sites, sem falar no aumento da proteção que os mesmos passaram a receber após o crime (a Global Guardian, que fornece proteção executiva, disse que nas primeiras horas após o tiroteio, 47 empresas de saúde a contataram solicitando segurança executiva adicional). A revista Forbes publicou sua bula: “À medida que milhares de comentários negativos inundavam as plataformas, o foco rapidamente mudou da busca pelo assassino de Thompson para a extrema frustração do público com as seguradoras. A maneira mais rápida de perder o controle de uma crise é ignorar a crítica que levou a ela”.
Não importa muito as explicações que levaram um indivíduo a descarregar sua arma contra o CEO. Ele será preso, julgado e possivelmente passará o resto da vida enclausurado. O que mais causou frenesi foi a adesão das pessoas nas mídias sociais e nas entrevistas às redes de TV. Publicação da própria UnitedHealth no Facebook, expressando tristeza pela morte de Thompson, recebeu em poucos minutos 62.000 reações, sendo 57.000 delas de emojis com demonstrações de riso e sarcasmo. Derrick Crowe, porta-voz do People’s Action Institute, organização sem fins lucrativos pela defesa da sociedade civil, disse à ABC News que ficou horrorizado com o crime, mas observou que a ‘raiva online’ já vinha acontecendo há muito tempo. “Acho que a razão pela qual a raiva foi reprimida e saiu de uma forma tão vulcânica está no fato de que as corporações de saúde têm muito poder neste país e estão atrapalhando o enfrentamento de duas grandes epidemias: a (1) epidemia da violência armada; e a (2) epidemia da negação de assistência médica”. Se Rousseau vivo estivesse, poderia perfeitamente dizer: “O povo, por ele próprio, quer sempre o bem, mas, por ele próprio, quase nunca sabe o que é o bem”.
Para quem acha tudo isso um grande exagero, ou um fato normal do capitalismo, ou mesmo despreza a “chiadeira” colossal nas redes sociais, nada como alguns fatos para dimensionar o problema. Entre os irados e coléricos contrários às Seguradoras podem estar várias camadas da estrutura social do país, como mostrou a pesquisa do Commonwealth Fund publicada em agosto/2024 (“Unforeseen Health Care Bills and Coverage Denials by Health Insurers in the U.S”):
Quase metade dos norte-americanos segurados (48%) recebe despesas inesperadas de contas médicas, o que justifica um dado desconcertante: dois em cada cinco adultos em idade produtiva adiam a visita ao médico.
Menos da metade desses, que relataram erros de cobrança (ou negações de cobertura), não as contestaram, principalmente porque não sabiam que tinham o direito a fazê-lo, ou como fazê-lo.
Quase um em cada cinco (17%) relatou ter tido a cobertura negada para um serviço recomendado por médicos.
Daqueles que tiveram sua cobertura negada, cerca de 47% relataram condições piores de saúde depois da negativa.
Além desses, outras franjas do tecido social podem também estar se rebelando, como mostra outra pesquisa, “Americans’ Challenges with Health Care Costs”, publicada em março/2023 (atualizada em 2024) pela KFF – Kaiser Family Foundation (organização sem fins lucrativos). Ela explica o dramático problema do acesso à Saúde do país:
Cerca da metade dos adultos nos EUA revela que é difícil pagar os custos de assistência médica, sendo que um em cada quatro diz que ele ou um membro da família tiveram problemas para pagar por assistência médica nos últimos 12 meses.
Cerca de um em cada cinco adultos (21%) não atendeu prescrições médicas devido ao custo, com cerca de um em cada dez adultos cortando comprimidos pela metade ou pulando doses de medicamentos devido ao alto custo.
Cerca de quatro em cada dez adultos (41%) relatam ter dívidas devido a contas médicas ou odontológicas.
Metade dos adultos não consegue pagar uma conta médica inesperada de US$ 500 sem se endividar.
Não se trata, portanto, de uma rebeldia sem causa, ou de alguma ideologia pedante dos segurados. As pessoas protestam porque o sistema saiu da zona trivial de “economia injusta” para entrar na perigosa quadra da “insuficiência do contrato social” entre as partes.O crime foi um mero subterfúgio para a insurgência verbal, que há muito está sufocada.
A respeitada ensaísta Francine Prose, que foi presidente do PEN American Center e é membro da Academia Americana de Artes e Ciências, em artigo publicado no The Guardian em 9/12, disseca a revolta pós-crime: “O assassinato de Brian Thompson é uma resposta criminosa a uma situação criminosa. Recentemente, uma seguradora do nordeste do país decidiu limitar as horas de anestesia pelas quais um paciente cirúrgico poderia ser reembolsado. Mais tarde, depois do acalorado clamor público, ela revogou a decisão. Seria cômico se não fosse dramático: um anestesista, no meio de uma longa cirurgia, deve desligar a mangueira e dizer ao paciente para morder uma bala. Deveria o paciente ser cobrado em milhares de dólares por essas últimas horas? E antes de culparmos os médicos por essas altas taxas, vamos lembrar que os anestesistas estão pagando fortunas em seguro por negligência médica… para as empresas que estão sendo pagas tanto pelo médico quanto pelo paciente”. Prose termina mostrando sua perplexidade: “O que é intrigante é porque as pessoas que sofreram tanto por causa do sistema atual são tão relutantes em tentar outra coisa. O que seria perdido se instituíssemos uma assistência médica para todos? Nossa liberdade? Nosso controle? Nossa capacidade de escolher? A má notícia é que tudo isso já se foi”.
Diante desse esgarçamento, seria plausível pensar que nas Cadeias de Saúde estamos diante do risco de ruptura do “Contrato Social”?Não estariam as Seguradoras de Saúde (ou, no caso do Brasil, as Operadoras de Saúde) se arriscando a ‘colocar seus beneficiários a ferros’? (“O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se a ferros” – terceiro capítulo do ‘Contrato Social’ de Rousseau).Obviamente, não há intencionalidade existencial no capitalismo clínico-assistencial norte-americano, apenas regras de gestão de capital. Mas não seria prudente retomar o diálogo? Não estariam os sistemas de saúde banalizando em demasia os incessantes reclamos de grande parte de seus usuários?
Yolonda Wilson, professora de Ética em Saúde da Universidade de Saint Louis, tentou explicar: “Acho que isso diz algo realmente importante sobre como as pessoas estão experimentando os cuidados de saúde neste país. Não acho que seja apenas raiva. Acho que é dor. Acho que muitas pessoas têm dor reprimida e não tiveram um lugar para colocá-la”. O STAT, canal americano especializado em saúde, medicina e ciências da vida (produzido pelo Boston Globe), desabafou em seu editorial após o assassinato: “A insatisfação do público nunca foi tão alta. Dados recentes de pesquisas mostram que o sistema de saúde é tão impopular agora quanto era antes de o Affordable Care Act entrar em vigor há 15 anos, uma época em que as seguradoras podiam se recusar a cobrir as pessoas se elas tivessem qualquer condição de saúde pré-existente, tempo em que quase 49 milhões de pessoas não tinham seguro. Pesquisa do Gallup divulgada no último mês de novembro revela que: a avaliação positiva dos americanos sobre a qualidade dos cuidados de saúde nos EUA está agora em seu ponto mais baixo desde 2001”.
Cerca de 25 milhões de americanos permanecem sem seguro (fonte: STAT). Dezenas de milhões de outras pessoas possuem seguro, mas não conseguem pagar suas franquias, cosseguro ou copagamentos devido aos altos preços de testes, cirurgias e medicamentos. As seguradoras sempre procuram erradicar “procedimentos desnecessários”, mas isso às vezes resulta em atrasos ou negações de atendimento, sem falar na judicialização da saúde, que, ao contrário da brasileira, é quase sempre pró provedor (dados da American Hospital Association mostram que no primeiro trimestre de 2023 os provedores de assistência médica dos EUA venceram 72% das disputas de pagamento envolvendo itens e serviços de emergência e não emergência).
Também não faltaram protestos contra os protestos, ou seja, manifestações por parte das organizações do setor: “As pessoas em nossa indústria são profissionais motivados por missões, trabalhando para tornar a cobertura e o atendimento o mais acessíveis possível e para ajudar as pessoas a navegarem no complexo sistema médico. Condenamos qualquer sugestão de que ameaças contra nossos colegas — ou qualquer outra pessoa em nosso país — sejam aceitáveis”, explicou a America’s Health Insurance Plans (AHIP). Na verdade, um assassinato frio e covarde congelou os argumentos factuais e jogou a população nos braços da revolta. A reação das ruas foi como um “estômago ulcerado jorrando sangue por todos os lados”. Já havia uma lesão aberta muito antes do crime. São feridas que vêm à tona ao menor sinal de consenso.
O que está em jogo nos EUA, como nos demais sistemas globais de saúde, incluindo o Brasil, é um influxo apregoado há séculos por Rousseau: o rompimento do Contrato Social. Ou seja, a quebra explícita ou implícita das regras que norteiam os acordos sociais de convivência. Quando os beneficiários se revoltam contra as seguradoras, ou cidadãos contra os serviços públicos de saúde, eles tendem a voltar ao “estado de natureza”, onde se acham livres e não precisam viver em sociedade. Isso não é mais possível. A barbárie mostrou que, sem um pacto social legítimo, que no século XIX recebeu o nome de “Mutualismo” (cunhado pelo pensador francês Pierre-Joseph Proudhon em sua obra “O que é a Propriedade?”, de 1840),não existe espaço para progressismo. Rousseau argumentava que a legitimidade de qualquer acordo social é dependente do bem comum, e não do bem incomum (de poucos). Para ele, a contratualização social deve ser um poder superior, devendo estar até acima da Lei, pois sua base moral deve prevalecer sobre a base ética.
Eliminar CEOs a tiros não vai mudar nada. Mas sinais de insurgência, ou mesmo de resistência pós-crime, devem sinalizar que já passou da hora do Sistema voltar a dialogar com a sociedade e perseverar na busca da legitimidade rousseana. Os macroproblemas de saúde não serão resolvidos tão cedo. Suas origens e premissas escapam ao controle do reino humano contemporâneo, sendo que algum futuro deve existir para resolver as questões econômicas do setor. Mas para que a insurgência se resigne, é preciso “ceder no contornável e ganhar no essencial”. É preciso voltar ao diálogo. Sem tiros.
Guilherme S. Hummel
Scientific Coordinator Hospitalar Hub
Head Mentor – EMI (eHealth Mentor Institute
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Assessoria de Comunicação
Acesse o arquivo anexo e confira o Código de Conduta da Ahpaceg
Carta do Presidente
Em 12 de julho de 2024, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (“CADE”) homologou Termo de Compromisso de Cessação (“TCC”) com a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (“AHPACEG”).
O TCC firmado entre a AHPACEG e o CADE suspendeu o Inquérito Administrativo n.º 08700.004116/2023-37, que teve por objeto a adoção de conduta comercial uniforme em negociações comerciais coletivas, em troca do pagamento de contribuição pecuniária e obrigação de plena cooperação com as investigações.
Nesse contexto, a AHPACEG divulga o presente Código de Conduta, que estrutura as medidas de governança que estão sendo adotadas no âmbito da AHPACEG em cumprimento ao TCC firmado com o CADE, visando também ao aprimoramento das atividades legítimas da AHPACEG na representação dos interesses de seus associados.
A Lei de Defesa da Concorrência tem o objetivo de defender a concorrência no mercado, visando ao combate a condutas que possam afetar ou restringir a livre concorrência no mercado e impactar questões concorrencialmente sensíveis (por exemplo, preço, inovação, capacidade de produção ou vendas), estabelecendo punições tanto às empresas quantos aos seus funcionários, administradores ou não, que violarem, independentemente de culpa, os dispositivos nela contidos.
A publicação deste Código de Conduta é uma importante etapa do crescimento institucional da AHPACEG, com a estruturação de seu Programa de Integridade Concorrencial, e sua firme implementação será acompanhada pelo Coordenador de Compliance.
O Gerente de Compliance contará com todo o apoio da AHPACEG e de sua liderança para a consecução dos seus objetivos, sendo a integridade concorrencial das atividades da AHPACEG prioridade de minha gestão.
Com votos de estima e consideração,
Haikal Yaspers Helou
Presidente da AHPACEG
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Cremego e representantes da segurança pública definem ações conjuntas para melhorar a segurança dos profissionais de saúde e do atendimento à população
Cremego debate regulação das bets e seu impacto na saúde mental
Fernando Henrique Abrão Alves da Costa é eleito vice-presidente da Unimed Federação Centro Brasileira
Planos de saúde que viraram alvo do governo lideram lucros em 2024
Mabel anuncia Márcio de Paula como interventor na Saúde de Goiânia
Médico condenado por mutilar paciente arrematou almoço com Virginia
CONGRESSO NEWS
Cremego e representantes da segurança pública definem ações conjuntas para melhorar a segurança dos profissionais de saúde e do atendimento à população
Após o registro recente de dois episódios envolvendo médicos e policiais, a presidente do Cremego (Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás), Sheila Soares Ferro Lustosa Victor, e o 2º secretário Robson Azevedo reuniram-se com o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Renato Brum, e representantes do Comando-Geral da Polícia Militar do Estado de Goiás.
A primeira reunião aconteceu no final de novembro, após uma médica plantonista ter sido conduzida à delegacia por policiais em Trindade. A segunda foi realizada ontem, 9, e teve como foco o caso ocorrido no Hospital da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em 6 de dezembro, quando dois profissionais de saúde foram detidos. Presentes também o diretor da maternidade e o presidente do CMS.
No último encontro, todos os representantes expressaram pesar pelos eventos e reafirmaram o compromisso com a melhoria das condições de atuação nas unidades de saúde.
A PM já instaurou procedimentos internos para avaliar a conduta dos militares envolvidos.
Também ficou evidente a necessidade de estabelecer uma parceria sólida entre as instituições, visando a redução de riscos de eventos adversos que envolvam unidades de saúde e seus profissionais. Foi acordado que o diálogo deve ser a base das relações institucionais, com a troca contínua de informações e o cumprimento rigoroso dos protocolos, sempre guiados pela sensibilidade e respeito mútuo.
Entre as medidas preventivas discutidas, destacam-se:
1.Visitas rotineiras da PM às unidades de saúde, para avaliação e fortalecimento das relações institucionais;
2.Capacitação periódica para orientar os profissionais de saúde sobre procedimentos em eventuais abordagens;
3.Criação de interlocutores dedicados a intermediar ações e facilitar a comunicação entre as instituições em situações de emergência.
O objetivo é garantir a segurança dos profissionais de saúde e do atendimento à população.
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Cremego debate regulação das bets e seu impacto na saúde mental
Os impactos na saúde mental com a regulação das bets, as casas de apostas virtuais, foram debatidos em uma plenária temática do Cremego, na noite da segunda-feira (9).
O médico psiquiatra, ex-presidente do Cremego e ex-conselheiro por Goiás no Conselho Federal de Medicina (CFM), Salomão Rodrigues Filho, ressaltou que a dependência de jogos (ludopatia) é algo conhecido e catalogado pela Classificação Internacional de Doenças (CID 10). “A facilidade para jogar torna as pessoas ‘presas’ mais fáceis”, alertou ele, acrescentando que entre as principais vítimas estão os mais pobres.
Em meio a esse cenário, a Prefeitura de Goiânia divulgou uma licitação para a criação de uma bet municipal. “Isso contribuirá para o ciclo de vulnerabilidade entre os cidadãos da nossa capital”.
A plenária também contou com a contribuição da jornalista Cileide Alves, do jornal O Popular, que lembrou histórias acompanhadas por ela de pessoas dependentes de jogos.
“Estamos em uma situação diferente agora. Antes, as pessoas tinham que sair de casa para jogar. Agora, os jogos estão na ponta do dedo e isso se torna incontrolável”.
Ela citou a força do lobby dos jogos no Congresso Nacional e que, durante o governo Michel Temer, teve a primeira legislação para a regulamentação, com a crença de geração de emprego e renda. “Porém, não há estudo que prova esse crescimento econômico”, definiu ela.
Para a jornalista, faltam campanhas e políticas públicas de conscientização, como na década de 1990, com a luta contra o tabagismo. “A sociedade deve cobrar do Congresso Nacional. Os deputados devem olhar para nós (população) e não só para quem ganha dinheiro. Estamos ainda em tempo de salvar algo, porque impedir nós não iremos”.
O médico psiquiatra e conselheiro do Cremego, Jairo Belém Ribeiro Júnior, explicou aos participantes da plenária quais são os processos que caracterizam a dependência.
“O jogo é muito envolvente, mais até que as drogas e, como foi falado, está na ponta dos dedos”, alertou ele.
Mesmo com todo esse perigo, o Brasil conta com apenas um ambulatório psiquiátrico especializado em vício em jogos, na Universidade de São Paulo (USP), que já enfrenta uma longa fila de espera para atendimentos.
Os psiquiatras relataram que viram um aumento de pacientes dependentes em seus consultórios, geralmente, levados pelas famílias. Há inclusive casos de crianças jogando, com pesquisas mostrando que 48% de jovens tiveram contato com apostas somente em 2024.
As estimativas são de que 10% das pessoas que jogam se tornem viciadas, sendo que um em cada 8 que desenvolvem a ludopatia tenta se matar. “É justo incentivarmos algo que pode destruir a vida e a família de alguém?”, questionou Jairo.
Ao final, a plenária coordenada pelo 2º vice-presidente do Conselho, Vagner Ruiz Gil, aprovou a criação de um grupo de trabalho sobre as bets, com auxílio da Câmara Técnica de Psiquiatria. O grupo vai guiar o Cremego nas ações necessárias para a proteção da população.
Também foram debatidas visitas ao prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel, assim como ao Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Tribunal de Contas para uma conversa conjunta a respeito do cenário vivenciado atualmente.
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FOCO NACIONAL
Fernando Henrique Abrão Alves da Costa é eleito vice-presidente da Unimed Federação Centro Brasileira
O médico Fernando Henrique Abrão Alves da Costa foi eleito vice-presidente da Unimed Federação Centro Brasileira. A eleição e posse aconteceram durante assembleia geral extraordinária realizada em 6 de dezembro, na sede da Federação, em Goiânia.
Indicado pela federada Unimed Goiânia, ele é especialista em radiologia e diagnóstico por imagem, conselheiro de administração da Unimed Goiânia e1º Secretário do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego).
Fernando Henrique ficará à frente da vice-presidência no período final da atual gestão, cujo mandato se encerra em março de 2026. Anteriormente, o cargo era ocupado pelo cardiologista Sérgio Baiocchi. Além da eleição, a AGE também aprovou a reforma do estatuto social da Federação.
Conselho Federativo
A AGE aconteceu após a última reunião de 2024 do Conselho Federativo da Unimed Federação Centro Brasileira, cuja pauta incluiu itens, como a análise e aprovação do Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) de setembro e outubro deste ano e a aprovação do calendário de reuniões do Conselho e da Assembleia Geral Ordinária em 2025.
Com a participação da diretoria Executiva da Federação - Danúbio Antonio de Oliveira, presidente; Martúlio Nunes Gomes, diretor-superintendente; e Éder Cássio Rocha Ribeiro, diretor de Integração Cooperativista e Desenvolvimento Institucional - e de presidentes das Unimeds federadas, a reunião contou ainda com a atualização sobre serviços prestados às Singulares.
Foram abordadas as novidades sobre os projetos de privacidade de dados, a atualização do Código de Conduta elaborado pela Unimed do Brasil e ao qual as federadas podem aderir e economias geradas para as Singulares por serviços oferecidos pelos Centros de Serviços Compartilhados da Federação.
Um dos destaques foi para a campanha de comunicação e marketing alusiva ao Outubro Rosa, desenvolvida para a Unimed Catalão, e outro para a campanha do Dia Imperdível, que contou com a adesão de várias federadas.
"A Unimed Cerrado teve um excelente resultado com a campanha Dia Imperdível", disse a presidente Shirley Gonçalves de Pádua Miguel. "A Outubro Rosa transcendeu o que queríamos", afirmou o presidente da Unimed Catalão, Breno Cypriani Rodrigues da Silva, cujo objetivo era destacar o trabalho do serviço de oncologia e viu a campanha fortalecer ainda mais a marca Unimed na região.
O presidente Danúbio Antonio de Oliveira voltou a enfatizar que esses serviços estão disponíveis a todas as federadas e que ao aderirem a eles, as Unimeds têm a possibilidade economizar e contar com um trabalho especializado, focado no cooperativismo e desenvolvido de acordo com as diretrizes do Sistema Unimed.
Na reunião, também foi apresentado e aprovado o projeto de uma missão internacional prevista para 2025 em Portugal. O objetivo é promover o intercâmbio e levar informações a lideranças goianas e tocantinenses sobre gestão de serviços de saúde e de cooperativas portuguesas.
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FOLHA.COM
Planos de saúde que viraram alvo do governo lideram lucros em 2024
As operadoras de planos de saúde e as administradoras de benefícios registraram um lucro líquido de R$ 8,7 bilhões no Brasil até o terceiro trimestre de 2024, o que representa o melhor resultado do ramo desde a pandemia de Covid-19.
Os dados são observados em um ano marcado pelo aumento do número de reclamações de consumidores do setor. As companhias que lideram os ganhos são alvo de processo administrativo aberto pelo governo para analisar cancelamentos unilaterais de contrato e práticas abusivas.
Os resultados das companhias, apresentados nesta terça-feira (10) pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), mostram que o lucro até setembro é 180% superior ao observado no mesmo período do ano anterior. Além disso, é o maior desde 2020 (quando o resultado alcançou R$ 15,9 bilhões).
Entre empresas, o melhor desempenho foi da Sul América Companhia de Seguro Saúde -que obteve um resultado líquido de R$ 1,3 bilhão no acumulado do ano. Em seguida, ficaram Bradesco Saúde (R$ 895 milhões), Notre Dame Intermédica Saúde (R$ 606 milhões), Amil Assistência Médica Internacional (R$ 535 milhões) e Hapvida Assistência Médica (R$ 473 milhões).
As cinco estão na lista de companhias notificadas pela Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), vinculada ao Ministério da Justiça, após processo administrativo aberto no mês passado contra 14 operadoras de planos de saúde por cancelamentos unilaterais de contratos e outras práticas.
O processo foi aberto após 6.175 reclamações sobre cancelamentos unilaterais observadas de janeiro a abril deste ano, um aumento de 43% contra o mesmo período de um ano antes. De acordo com o governo, a rescisão costuma ser comunicada sem tempo hábil para o paciente buscar alternativas e com risco à continuidade de tratamentos a quadros como de câncer, autismo e outros que exigem atenção de longo prazo.
De acordo com o órgão, a partir das reclamações foi feito um estudo detalhado de monitoramento de mercado que identificou irregularidades nas rescisões contratuais.
O órgão apontou que operadoras têm explorado brechas contratuais ou interpretado normas de maneira desfavorável aos consumidores para justificar os cancelamentos. O levantamento também mostrou que os rompimentos unilaterais são feitos sem justificativa adequada ou desrespeitam o princípio de continuidade do atendimento.
No balanço das empresas, a principal explicação para o desempenho operacional das empresas, de acordo a ANS, é o índice de sinistralidade. O indicador chegou ao terceiro trimestre em 85,3%, 3,3 pontos percentuais abaixo do apurado no mesmo período do ano anterior.
Isso significa que em torno de 85,3% das receitas com mensalidades são usadas com as despesas assistenciais. "Esta é a menor sinistralidade registrada para o período desde 2020 -um ano atípico, de baixa sinistralidade em razão da pandemia", afirma a ANS, em nota.
Procurada, a Hapvida Notredame Intermédica (como é chamada atualmente a empresa que representa duas companhias da lista do governo) afirma "que não realiza cancelamentos unilaterais de contratos, salvo nos casos previstos pela legislação vigente, assegurando a transparência e os direitos de seus beneficiários". A empresa também disse que "já encaminhou resposta à Senacon e permanece à disposição dos órgãos competentes." As demais empresas foram procuradas, mas não comentaram.
A Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) afirma que "tem compromisso em contribuir de forma construtiva para o debate no setor". A entidade disso que vai analisar os dados apresentados nesta terça pela ANS e, somente após avaliação técnica aprofundada, se pronunciará.
A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), representante de operadoras de planos, avalia que os resultados do setor refletem um esforço de gestão feito pelas empresas em busca de mais racionalidade nos custos e qualidade nos serviços ofertados.
"A saúde suplementar foi intensamente desafiada no pós-pandemia, especialmente por condições e coberturas muito mais abrangentes determinadas por mudanças legislativas e regulatórias nos últimos anos. O sistema agora começa a dar indícios de estar novamente tendendo a um equilíbrio", disse a diretora-executiva da FenaSaúde, Vera Valente, em nota.
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A REDAÇÃO
Mabel anuncia Márcio de Paula como interventor na Saúde de Goiânia
O médico Márcio de Paula Leite foi anunciado nesta terça-feira (10/12) como interventor na Saúde de Goiânia pelo prefeito eleito, Sandro Mabel (UB). A escolha, antecipada pela reportagem do jornal A Redação, aguardava apenas a avaliação do governador Ronaldo Caiado (UB). Com a aprovação, Márcio de Paula assume imediatamente a função.
Segundo Sandro Mabel, o médico tem amplo conhecimento da estrutura da Saúde na capital. “O governador Ronaldo Caiado nos ouviu para indicar o nome. Márcio de Paula tem disposição para atuar da maneira que precisamos neste momento”, afirmou o prefeito eleito. "Tenho confiança de que o interventor fará um bom trabalho", completou.
O anúncio ocorre após o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) autorizar, na segunda-feira (9), a intervenção do governo estadual na gestão da Saúde de Goiânia, que enfrenta uma grave crise.
Entenda
O TJGO determinou a intervenção do governo estadual na Saúde de Goiânia durante sessão extraordinária realizada na segunda-feira (9/12). A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO), feito pelo procurador-geral de Justiça, Cyro Terra Peres, na última sexta-feira (6).
Segundo o MPGO, a ação é urgente para solucionar problemas financeiros e administrativos que comprometem a continuidade dos serviços. O relator do caso no TJGO, desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas, classificou a gestão municipal como "ineficiente" e destacou a ausência de medidas para enfrentar os desafios da saúde pública.
A intervenção terá duração até 31 de dezembro, quando termina o mandato do atual prefeito Rogério Cruz. Nesse período, caberá ao governo estadual indicar um interventor que conduza a gestão da Saúde municipal e implemente as mudanças necessárias.
A crise
Entre os fatores que motivaram o pedido de intervenção estão a prisão de integrantes da Secretaria Municipal de Saúde em uma operação do MPGO, além de pedidos de demissão da secretária substituta e de auxiliares em menos de uma semana. Os episódios expuseram graves irregularidades, impactando diretamente os serviços prestados à população.
Em nota, Sandro Mabel classificou como "essencial" a decisão favorável do TJGO e afirmou temer que "a crise atual se agrave ainda mais".
Currículo de Márcio de Paula
Trabalho Atual:
Emergencista: Cais Candida de Morais/SMS Goiânia (2012 até o momento);
Médico auditor da prefeitura de Aparecida de Goiânia (2019 até o momento);
Conselheiro Fiscal do SIMEGO (Gestão 2023 – 2026);
Membro efetivo da Câmara Técnica de Medicina de Urgência e Emergência CREMEGO (2023 – 2028).
Experiencias Anteriores:
Médico técnico da Diretoria de Atenção Primaria e Promoção da Saúde da prefeitura de
Goiânia (2020 – 2023);
Médico técnico da Diretoria de Atenção Secundária e Urgência e Emergência de Goiânia
(2023 – abril 2024);
Médico RT Cais Cândida de Morais (2023 – abril 2024);
Plantonista de Unidade de Terapia Intensiva (2008 – 2012);
Médico da Família e Comunidade na prefeitura de Goiânia (2013 – 2020).
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METRÓPOLES
Médico condenado por mutilar paciente arrematou almoço com Virginia
O "cirurgião das estrelas" é dono de um perfil no Instagram com 342 mil seguidores e pagou R$ 735 mil para almoçar com a influenciadora
Condenado nesta semana pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) a indenizar em R$ 107 mil uma paciente que sofreu necrose e queloides severas após se submeter a um procedimento de lipoaspiração, o médico Wilian Pires, 37 anos, costuma fazer sucesso nas redes sociais.
Apelidado de "cirurgião das estrelas" e dono de um perfil no Instagram com mais de 342 mil seguidores, o profissional ficou conhecido por desembolsar R$ 735 mil para ter o direito de almoçar com a influenciadora Virginia Fonseca, em junho deste ano. Especialista em procedimentos plásticos e estéticos, como lipo HD, Wilian Pires participou de leilões valiosos com famosos. O médico também já arrematou um jantar com Ronaldo Fenômeno e com a apresentadora Sabrina Sato, por R$ 110 mil.
De acordo com Pires, o leilão em que arrematou o jantar foi promovido por instituições de caridade de Ronaldo Fenômeno e tinha como objetivo angariar fundos para obras sociais.
Quem é Wilian Pires?
Em seu perfil no Instargam, o goiano Wilian Pires publicou uma bografia. Segundo o texto, ele é médico graduado pela Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), fez residência médica em cirurgia geral no Hospital das Forças Armadas do Distrito Federal (HFA) e cursos nos Estados Unidos, na Colômbia e República Dominicana. O médico se apresenta como especialista em lipo de alta definição (LipoHD), mamoplastia e mastopexia.
"Comecei a faculdade no Tocantins, depois consegui transferência para Brasília e por lá fiquei em torno de 10 anos até me tornar cirurgião plástico. Fiz e continuo correndo atrás de cursos no Brasil e fora do país a fim de aprimorar as técnicas da cirurgia plástica, trazer, de todos os cantos do mundo, o que temos de melhor na área e na experiência do paciente, para nossas estrelas", diz ele nas redes sociais. Entre as celebridades atendidas pelo médico, estão a ex-BBB Paula Freitas e a influencer Paula Carolyne.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
HSPE utiliza IA em raios-X de tórax e reduz tempo de diagnóstico em mais de 90%
Como o setor saúde deve se preparar para a reforma tributária
Future Health Index 2024 revela desafios críticos e inovações no setor de Saúde
Nísia Trindade diz ser contra criação de agência para avaliar novos remédios na saúde pública e privada
Justiça determina intervenção estadual na Saúde de Goiânia
"Tardia", diz Sindsaúde sobre intervenção estadual determinada pela Justiça
Sem receber, profissionais da Santa Casa de Anápolis ameaçam paralisar se dinheiro da prefeitura não cair na conta
Dia do Cirurgião Plástico: Presidente da SBCP-GO aproveitou a data para alertar a população sobre a importância de buscar um especialista
SAÚDE BUSINESS
HSPE utiliza IA em raios-X de tórax e reduz tempo de diagnóstico em mais de 90%
Ferramenta permite a identificação de até 75 achados de imagem, oferecendo suporte preciso aos médicos.
Uma nova tecnologia de inteligência artificial (IA) aplicada a exames de raios-X de tórax está transformando o diagnóstico médico no Brasil. A ferramenta, que reduz o tempo de obtenção dos resultados em mais de 90%, destaca regiões de maior probabilidade de alterações na imagem, oferecendo suporte crucial aos profissionais de saúde. Este projeto, amplamente reconhecido por publicações científicas, é considerado uma das melhores soluções disponíveis no mercado.
O Hospital Servidor Público Estadual (HSPE) é pioneiro na implantação dessa tecnologia no sistema público, graças a uma parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi). A cooperação reduziu o tempo de processamento do raio-X de tórax no pronto-socorro de uma hora para apenas cinco minutos, permitindo a análise de até 75 achados de imagem para diagnósticos mais assertivos.
Impacto no atendimento e democratização da tecnologia
O HSPE realiza cerca de 5 mil exames de imagem por mês. Em setembro de 2024, foram feitos 2.038 raios-X de tórax utilizando a nova tecnologia. Anteriormente restrita a poucos hospitais privados, a ferramenta agora está disponível no sistema público a um custo acessível, viabilizando avanços tecnológicos em benefício dos usuários do convênio Iamspe.
Além de acelerar os diagnósticos, o projeto busca identificar patologias precocemente, reduzindo o tempo de permanência dos pacientes em serviços de emergência. Há planos para expandir o uso da tecnologia para outros setores do hospital, elevando o padrão da saúde pública.
Benefícios da AI no diagnóstico
De acordo com Osvaldo Landi Júnior, gerente médico de Inovação & Dados da Fidi, a IA traz benefícios substanciais para a radiologia, incluindo redução de erros, diminuição de custos e maior precisão nos diagnósticos. Ele explica que a implementação da ferramenta envolveu validação rigorosa do algoritmo, integração dos sistemas da Fidi e envio automatizado de exames para análise.
“A radiologia se beneficia de atualizações em tempo real, automação de tarefas repetitivas e análises proativas que ajudam a gerenciar leitos hospitalares e evitar sobrecarga nas redes de saúde”, ressalta Landi Júnior.
A tecnologia utilizada no HSPE tem diferenciais importantes, como aprovação pela Anvisa, FDA (EUA) e CE (Europa), além da capacidade de validar exames normais sem necessidade de revisão médica, agilizando ainda mais o fluxo de trabalho.
IA e o futuro da medicina
Werlley Januzzi, cardiologista e responsável pelo pronto-socorro do HSPE, destaca a importância da radiografia de tórax para diagnósticos de condições como pneumonia, tuberculose, câncer de pulmão e doenças cardíacas. “A rapidez e precisão na análise dessas imagens são essenciais para garantir um tratamento eficaz e oportuno”, afirma.
O projeto exemplifica o potencial da IA em transformar o setor de saúde, integrando tecnologia de ponta ao atendimento público. Radiologistas da Fidi estão disponíveis no hospital para oferecer suporte especializado, garantindo diagnósticos rápidos e intervenções mais eficientes.
“Acreditamos em um futuro onde médicos e equipes clínicas estejam equipados com informações suficientes para tomar decisões melhores e oferecer cuidados superiores”, conclui Januzzi, ressaltando que a iniciativa é um marco na integração entre tecnologia e saúde.
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MEDICINA S/A
Como o setor saúde deve se preparar para a reforma tributária
Com a emenda constitucional da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República no final de 2023, as novas medidas entram em vigor em 2026. Assim, as empresas têm o ano de 2025 para se preparar, o que não será uma tarefa fácil. Para alguns setores, como negócios e pessoas jurídicas na área médica, a reforma significa mudanças profundas na cultura de compras, precificação, finanças e contabilidade.
O alerta é do advogado tributarista Lucas Augusto Les, Head Jurídico da Mitfokus, fintech especializada em contabilidade para a área da saúde. Em sua avaliação, empresas desse setor têm a seguinte lição de casa para os próximos meses: reavaliar o regime tributário em que estão enquadradas (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real); medir os impactos da reforma tributária em seus negócios; e mapear um plano de implementação para os próximos oito anos, período de transição entre o atual e o novo modelo.
“São esses os três passos básicos”, orienta. Esse trabalho demandará assessoria especializada e o uso de soluções tecnológicas de automação para apuração de dados, análises e tomada de decisões. “Não dá para fazer isso com planilhas”, adverte. Confira, a seguir, os desafios e dicas do advogado Lucas Augusto Les, com foco em negócios na área médica:
De acordo com o especialista, acabou a era da gestão contábil, fiscal e financeira superficial ou improvisada. Os setores financeiro, de compras, contábil e de tecnologia precisarão atuar de forma integrada, com dados, processos e balanços coerentes e alinhados. “Hoje, em 90% dos casos, o balanço financeiro não reflete a realidade contábil, sendo apenas uma obrigação acessória cumprida. Isso não será mais aceitável”.
O advogado ilustra: “Com a reforma, ao realizar a compra de insumos hospitalares, por exemplo, a empresa poderá gerar créditos tributários, o que impactará tanto o financeiro quanto o contábil”. A apuração de tudo isso exigirá tecnologia avançada e automação para evitar incoerências e perdas.
As mudanças trazidas pela reforma afetam diretamente a tributação da área médica de diversas maneiras.
Por exemplo: o novo imposto criado – Imposto sobre Valor Agregado (IVA), dividido em Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – substituirá tributos que hoje incidem diretamente sobre serviços de saúde. A CBS substituirá PIS/Pasep e Cofins, enquanto o IBS eliminará o ISS (municipal) e o ICMS (estadual).
Outra mudança: se hoje as alíquotas variam de município para município (e de estado para estado), com o IVA Dual haverá uma alíquota única. Além disso, a alíquota do IVA para a saúde será 60% menor que a alíquota de referência.
A apuração do IVA será feita no local da prestação do serviço para a área da medicina, independentemente do local da sede da pessoa jurídica. Serviços prestados de forma remota terão outro regramento.
A reforma tributária abrange os regimes de Lucro Presumido, Lucro Real e Simples Nacional, criando uma nova configuração para o Simples. Agora, haverá o Simples Nacional com regime regular de IVA e o Simples Nacional tradicional, como o conhecemos hoje. Contudo, mesmo com essas alterações, negócios da área de saúde enquadrados no Simples podem ser impactados indiretamente. Segundo Lucas Augusto Les, empresas passarão a priorizar fornecedores que permitam a geração de créditos tributários, o que poderá influenciar as relações comerciais no setor..
O Head Jurídico da Mitfokus explica: a reforma institui o instrumento do crédito tributário nas compras realizadas. Assim, uma clínica, consultório ou hospital poderá gerar créditos ao adquirir insumos ou, ainda, contratar serviços/profissionais tributados. Porém, isso não se aplicará se o fornecedor for do Simples Nacional Tradicional, já que esse regime não prevê tal instrumento.
Como resultado, a tendência é que compras e contratações sejam realizadas com empresas enquadradas no Lucro Real. Na outra ponta, fornecedores médicos no Simples precisarão reduzir seus preços para compensar a ausência de créditos ao comprador ou migrar para o Lucro Real, a fim de evitar serem preteridos.
A precificação deverá ser mais detalhada. Hoje, o cálculo do preço inclui o produto ou serviço, além da carga tributária embutida. Com a alíquota única e os créditos tributários, esses valores precisarão ser claramente distinguidos.
Ademais, a reforma introduz o split payment, uma tecnologia que permitirá o recolhimento de tributos pela Receita Federal no momento do pagamento de uma transação de compra ou serviço. Isso será uma mudança significativa em relação ao modelo atual, no qual o recolhimento ocorre 30 dias após o pagamento.
Por fim, a substituição do modelo atual pela reforma tributária será gradual, com um período de transição até 2033. Durante esse tempo, as regras antigas coexistirão com as novas, exigindo uma gestão contábil, fiscal e financeira automatizada e especializada em saúde – do contrário, o risco de pagar mais imposto do que o devido será elevado, adverte o advogado.
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Future Health Index 2024 revela desafios críticos e inovações no setor de Saúde
O Future Health Index 2024, estudo global com líderes do setor de saúde, aponta suas prioridades e perspectivas. Em sua nona edição, o levantamento explora como os líderes de saúde veem a capacidade de suas organizações de fornecer cuidados oportunos e de alta qualidade a todos. O relatório foca nas lacunas que impedem isso, além de examinar maneiras de superá-las. Esta edição, baseada em uma pesquisa quantitativa proprietária realizada em 14 países, incluindo o Brasil, é apoiada por entrevistas qualitativas em quatro desses países: Cingapura, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.
Este ano, o estudo, que contou com quase 3 mil respondentes, revela uma crise crescente na força de trabalho da saúde, desafios na acessibilidade ao atendimento e o impacto positivo das inovações tecnológicas, com um foco crescente no monitoramento remoto de pacientes.
Principais apontamentos da Pesquisa global:
1. Crise de Pessoal:
Longas esperas pelo lado dos pacientes e a falta de profissionais estão tornando cada vez mais difícil para as pessoas obterem os cuidados de que precisam quando precisam. Encontramos essa pressão no acesso aos cuidados não apenas em regiões remotas e rurais, mas também em áreas metropolitanas.
Aproximadamente 66% dos líderes de saúde relatam um aumento significativo em burnout, estresse e problemas de saúde mental entre os profissionais da área. A carga de trabalho excessiva está resultando em um aumento na rotatividade e na necessidade urgente de novas estratégias para atrair e reter talentos. A escassez de pessoal está afetando tanto os cuidadores quanto os pacientes, com mais de 1 em cada 3 líderes acreditando que parcerias externas são necessárias para atrair e reter funcionários qualificados.
2. Desafios no Atendimento:
A pesquisa revela que 77% dos líderes de saúde apontam atrasos no atendimento como um problema crítico, com os principais desafios sendo o aumento das listas de espera para consultas (60%), tempos de espera mais longos para tratamentos e procedimentos (57%) e acesso limitado ou retardado a triagens, diagnósticos e cuidados preventivos (54%).
Esses atrasos têm um impacto significativo sobre os pacientes, resultando em piores resultados de saúde, menor qualidade de vida e custos mais altos a longo prazo. A escassez de pessoal agrava ainda mais a situação, com muitos profissionais sobrecarregados e trabalhando além de seu escopo profissional, o que pode comprometer a segurança do paciente.
Um depoimento de um líder de saúde nos Estados Unidos destacou que, nos departamentos de emergência, devido à falta de pessoal, os pacientes podem esperar até 12 horas para serem atendidos, aumentando o risco de complicações e comprometendo a qualidade dos cuidados.
3. Monitoramento Remoto de Pacientes:
À medida que a adoção do atendimento virtual se torna mais comum, o monitoramento remoto de pacientes está se consolidando como uma ferramenta essencial. Atualmente, 50% dos líderes de saúde implementam soluções de monitoramento remoto para gerenciamento de doenças crônicas, 44% para adesão à medicação e 43% para monitoramento pós-operatório. Para os próximos três anos, 40% planejam expandir para cuidados em telestroke, 36% para saúde materna e fetal e 35% para monitoramento pós-operatório. O monitoramento remoto está se provando uma solução eficaz para oferecer cuidados fora dos ambientes clínicos convencionais e aliviar a pressão sobre o time de atendimento hospitalar.
4. Inovações Tecnológicas:
A automação e a inteligência artificial estão emergindo como soluções chave para melhorar a eficiência e a qualidade dos cuidados. 89% dos líderes de saúde observam um impacto positivo do atendimento virtual na redução da escassez de pessoal e no aumento da capacidade de atendimento. A automação está sendo priorizada em áreas como agendamento de consultas, documentação clínica e manutenção de equipamentos, com planos para ampliar sua implementação nos próximos anos.
5. Desafios Financeiros:
A pesquisa revela que 96% das organizações de saúde enfrentam desafios financeiros, os quais impactam diretamente a qualidade do atendimento. Adicionalmente, 86% dos líderes estão priorizando a sustentabilidade do ambiente, implementando estratégias para reduzir o impacto ecológico. A interconexão entre a saúde ambiental e a saúde humana é reconhecida, com muitos executivos buscando soluções tecnológicas sustentáveis que ajudem a reduzir o custo do cuidado.
Destaques Adicionais:
Não Deixar Nenhum Paciente para Trás: Apesar dos avanços no atendimento virtual, 66% dos entrevistados destacam a importância da acessibilidade e conectividade com a internet. Há uma preocupação crescente com a divisão digital e a necessidade de alfabetização digital para garantir que todos os pacientes possam se beneficiar dessas tecnologias.
O Potencial dos Insights Baseadas em Dados: Líderes de saúde acreditam que os insights baseados em dados podem melhorar a qualidade do atendimento, ajudar a otimizar planos de tratamento e reduzir listas de espera. No entanto, desafios como a precisão dos dados e a interoperabilidade ainda precisam ser superados.
Adoção de IA na Saúde: A implementação de IA está crescendo, com 33% dos líderes já usando IA para monitoramento remoto de pacientes e 41% planejando implementá-la nos próximos três anos. A IA generativa, em particular, está se destacando como uma área promissora, com 85% dos líderes planejando investir nessa tecnologia nos próximos três anos.
Sustentabilidade Ambiental: 71% dos líderes de saúde definiram ou planejam ter metas para descarbonização e monitoramento de emissões. Estratégias como reciclagem, economia de água e redução do uso de energia são comuns, e a adoção de modelos de assinatura para tecnologia está em crescimento.
E no mercado brasileiro?
Melhorar a pontualidade e a qualidade do atendimento que exige um esforço coletivo
No Brasil, a pesquisa do Future Health Index 2024 destaca que 44% dos líderes de saúde acreditam que melhorar a coordenação de cuidados e a implementação de modelos de cuidado baseados em valor requer parcerias externas. Essas parcerias, que incluem instituições governamentais, empresas de tecnologia da saúde e provedores de TI, são vistas como essenciais para garantir um atendimento mais pontual e de qualidade para os pacientes.
Além disso, quando questionados sobre quais aspectos requerem parcerias externas para melhorar os cuidados de saúde, os executivos brasileiros destacam as seguintes áreas:
Esses dados sublinham a necessidade de colaborações estratégicas para enfrentar os desafios e promover um sistema de saúde mais eficiente e acessível no país.
Barreiras ao atendimento virtual permanecem
Apesar dos avanços na adoção de tecnologias de cuidados virtuais no Brasil, 69% dos líderes de saúde ainda identificam a acessibilidade à tecnologia e a conectividade à internet nos ambientes de saúde como barreiras críticas. Além disso, a alfabetização digital dos pacientes continua sendo um desafio significativo para a expansão eficaz dessas tecnologias.
Quando perguntados sobre os fatores críticos de sucesso para a entrega de cuidados virtuais, além das considerações financeiras, os líderes de saúde destacam:
Esses fatores refletem as principais áreas que precisam ser abordadas para garantir a eficácia e a ampliação dos cuidados virtuais, sublinhando a necessidade de uma abordagem integrada para superar os desafios existentes e melhorar a qualidade do atendimento.
Líderes de saúde precisam de melhor integração de dados
A pesquisa revela que 92% dos líderes de saúde no Brasil afirmam que sua organização enfrenta desafios de integração de dados que impactam na capacidade de fornecer cuidados de alta qualidade e em tempo hábil. Esses desafios incluem dificuldades na interoperabilidade entre plataformas e na conectividade de dados dos pacientes, o que limita a capacidade de tomar decisões clínicas informadas e de melhorar os resultados de saúde.
Quando perguntados sobre onde vêm as maiores oportunidades para que insights baseados em dados melhorem a capacidade de suas organizações de fornecer cuidados oportunos e de alta qualidade, os líderes de saúde destacam:
Esses resultados indicam que, para muitos executivos, a análise de dados pode ser uma ferramenta crucial para enfrentar desafios atuais e melhorar a qualidade e a eficiência dos cuidados prestados.
Sobre a Pesquisa
O relatório Future Health Index 2024 explora como os líderes de saúde veem a capacidade de seus hospitais em fornecer cuidados oportunos e de alta qualidade a todos. Uma pesquisa quantitativa foi realizada com quase 3.000 líderes de saúde de 14 países (Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Países Baixos, Polônia, Arábia Saudita, Cingapura, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos). Isso foi complementado por oito entrevistas qualitativas com líderes de saúde, duas de cada um dos seguintes países: Cingapura, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. As etapas de pesquisa quantitativa e qualitativa foram realizadas entre dezembro de 2023 e março de 2024.
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FOLHA DE S.PAULO
Nísia Trindade diz ser contra criação de agência para avaliar novos remédios na saúde pública e privada
Ministra participou de seminário no STF, chamado por Gilmar Mendes, que já defendeu ideia
A ministra da Saúde, Nísia Trindade , disse ser contra a criação de uma agência única de avaliação e incorporação de novos tratamentos que atenda tanto a saúde pública quanto a privada. Ela defende a centralização do trato do tema na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), ligada à pasta.
Nísia participou nesta segunda-feira (9) de um seminário no STF (Supremo Tribunal Federal), com a presença dos ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, relatores dos casos que definiram regras de fornecimento de remédios fora do SUS (Sistema Único de Saúde). Gilmar Mendes já disse ser favorável à criação desse órgão .
"Não defendo uma agência única, eu creio ter sido muito clara numa visão de fortalecimento da Conitec como referência e de colaboração também com o setor suplementar para que tenhamos fortalecido os princípios de acesso a uma saúde de qualidade da nossa população, mas que não possa ser refém de altos custos de medicamentos, custos com frequência muito mais elevados do que aqueles pagos em países com mais avanços econômicos e com melhor situação econômica do que nosso país", disse.
Essa agência já foi mencionada pelo ministro Gilmar Mendes como uma estrutura para unificar os trabalhos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) , que libera um novo medicamento para uso no país, e da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), ligada ao Ministério da Saúde e que decide se o novo remédio tem custo efetivo para ser ofertado no SUS .
A ideia de uma agência única de avaliação e incorporação de novas tecnologias já foi debatida em vários fóruns da saúde suplementar nos últimos anos, mas nunca prosperou no âmbito do Executivo ou do Legislativo.
Nísia se manifestou nesta tarde de forma contrária à ideia. A Conitec, defendida por ela, é um órgão colegiado de caráter permanente, integrante da estrutura do Ministério da Saúde, e com o objetivo de assessorar pasta sobre incorporação, exclusão ou alteração pelo SUS de tecnologias em saúde, e na constituição ou alteração de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas.
O seminário do STF foi chamado para dar seguimento a um acordo com a União e os Estados que culminou em uma decisão inédita do tribunal. A partir de agora, medicamentos não ofertados pelo SUS não poderão mais ser obtidos por via judicial , exceto em casos muito específicos, por exemplo, situações em que a eficácia e a segurança estejam comprovadas e em que não há outra opção de tratamento.
"Hoje, vários mecanismos são discutidos para pensarmos as incorporações de tecnologia. Em todos eles podemos pensar em avanços. É o caso da discussão sobre compartilhamento de riscos entre todos, mas sem uma visão de base sobre a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde, envolvendo aí também nossa visão cooperativa e colaborativa com a saúde suplementar, nós não conseguiremos avançar nesse objetivo", disse a ministra.
O encontro reuniu ainda a ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), o presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), Aloizio Mercadante, a conselheira do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) Daiane Nogueira de Lima e a médica cardiologista e professora titular da USP Ludhmila Hajjar, além de especialistas e representantes de setores ligados à saúde.
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A REDAÇÃO
Justiça determina intervenção estadual na Saúde de Goiânia
Desembargadores acataram pedido do MPGO
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinou a intervenção do governo estadual na gestão da Saúde de Goiânia. A decisão foi tomada pelo órgão Especial do TJGO, em sessão extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (9/12). Os desembargadores aprovaram o pedido de intervenção do Ministério Público de Goiás, protocolado pelo procurador-geral de Justiça de Goiás, Cyro Terra Peres na última sexta-feira (6).
No pedido, o MPGO aponta a necessidade de uma ação urgente para sanar problemas financeiros e administrativos, com foco em garantir a continuidade dos serviços. O relator do pedido no TJGO, desembargador Jerônymo Pedro Villas Boas, afirma em seu voto que a gestão municipal se mostrou totalmente ineficiente e sem a proatividade e vigilância necessárias quanto aos problemas enfrentados pelos pacientes na saúde pública.
Conforme a decisão do TJGO, a intervenção deve durar até o dia 31 de dezembro, quando encerra o mandato de Rogério Cruz. Com a determinação da Justiça, Cabe agora ao Governo de Goiás nomear um interventor para assumir a gestão da Saúde municipal e promover as mudanças necessárias.
Entre os episódios recentes que motivaram o pedido de intervenção, destacam-se prisões de integrantes da cúpula da Secretaria Municipal de Saúde em uma operação do MPGO, além do pedido de demissão da secretária substituta e de auxiliares em menos de uma semana. Esses episódios expuseram irregularidades graves na área da Saúde na capital, gerando impacto direto nos serviços prestados à população.
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"Tardia", diz Sindsaúde sobre intervenção estadual determinada pela Justiça
Gestão da rede municipal terá interventor
Diante da decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) em nomear um interventor do governo estadual na gestão da Saúde de Goiânia, o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde/GO) se manifestou e disse, nesta segunda-feira (9/12), que considera a resolução positiva, porém tardia.
"Trata-se de um esforço para mitigar os graves problemas que afetam tanto a população quanto os trabalhadores da saúde. A decisão pode representar um passo importante para a reorganização do sistema municipal, a fim de garantir o mínimo de estabilidade e continuidade no atendimento", disse a entidade em nota.
A deliberação foi do órgão Especial do TJGO, que, em sessão extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (9/12), aprovou o pedido de intervenção do Ministério Público de Goiás (MPGO), protocolado pelo procurador-geral de Justiça de Goiás, Cyro Terra Peres na última sexta-feira (6/12).
"Reiteramos que lamentamos profundamente uma intervenção tão tardia, restando apenas 20 dias para o término do mandato do atual prefeito. Essa demora resultou no agravamento da crise que há tempos aflige a saúde pública de Goiânia, com atrasos salariais, escassez de insumos, condições precárias de trabalho e uma sobrecarga insustentável para os profissionais da saúde, que têm desempenhado suas funções em meio a esse cenário desolador", segue o Sindsaúde no documento enviado para a imprensa.
A entidade destaca ainda, a necessidade urgente de que o plano de gestão seja elaborado de forma criteriosa e implementado com responsabilidade pelo novo prefeito, Sandro Mabel (UB), "garantindo soluções definitivas e duradouras para os problemas estruturais que comprometem o funcionamento da saúde municipal."
"Além disso, é imprescindível que o interventor nomeado pelo governador priorize o diálogo constante e aberto com as entidades sindicais, como o Sindsaúde, para que os problemas enfrentados pelos trabalhadores sejam devidamente apresentados, compreendidos e resolvidos", frisa a nota.
"O Sindsaúde reforça a importância de se garantir condições dignas de trabalho e a valorização dos profissionais da saúde, que desempenham um papel essencial para assegurar o acesso da população a serviços de qualidade. Apesar das adversidades, esses trabalhadores têm se dedicado incansavelmente para atender à população com comprometimento e humanidade, mesmo em condições extremamente desfavoráveis", finaliza o documento.
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PORTAL 6
Sem receber, profissionais da Santa Casa de Anápolis ameaçam paralisar se dinheiro da prefeitura não cair na conta
Profissionais estão sem receber os meses de outubro e novembro e ameaçam paralisação do serviço
Profissionais das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, pediátrica e adulta da Santa Casa de Anápolis cogitam suspender o recebimento de novos pacientes encaminhados pela regulação municipal a partir da meia-noite desta terça-feira (10).
A paralisação seria motivada pelo atraso no pagamento dos salários de outubro e novembro, mas ainda não ocorreu porque a direção da unidade de saúde está negociando prazos com os profissionais. Além disso, órgãos como o Conselho Regional de Medicina (CRM) precisam ser informados com antecedência.
À Rápidas, a diretora-executiva da Santa Casa, Irmã Marinêz Arantes da Silva, afirmou que os débitos totalizam cerca de R$ 11 milhões. Esses valores incluem verbas destinadas pelos governos Municipal, Estadual e Federal, que não foram repassadas à unidade de saúde.
Deste montante, R$ 1,9 milhão são oriundos da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Anápolis, R$ 7,6 milhões referem-se a emendas parlamentares, e o restante se divide em valores menores que compõem a soma total.
Segundo a diretora-executiva, o secretário de Economia e Planejamento, Oldair Marinho, justificou que há dinheiro em caixa, mas que a liberação depende da aprovação de um projeto de lei pela Câmara. A proposta visa aumentar a suplementação orçamentária de 38% para 50% em 2024, o que adicionaria R$ 259 milhões ao orçamento deste ano.
No entanto, vereadores consultados pela Rápidas afirmaram que essa argumentação não passa de uma tentativa de pressão para aprovar o projeto, rejeitado pelo Legislativo na última quarta-feira (04).
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CONGRESSO NEWS
Dia do Cirurgião Plástico: Presidente da SBCP-GO aproveitou a data para alertar a população sobre a importância de buscar um especialista
No sábado, 7 de dezembro, foi celebrado o Dia do Cirurgião Plástico, uma data de grande relevância para destacar a importância desses profissionais na realização de procedimentos estéticos e reparadores.
Em Goiás, há 318 cirurgiões plásticos ativos, registrados no Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). Para obter o registro de especialista, o profissional precisa cursar seis anos de medicina, três anos de cirurgia geral e outros três de cirurgia plástica, totalizando 12 anos de estudos.
Em um momento em que os cuidados com a imagem e a saúde estética estão cada vez mais em foco, é fundamental ressaltar a importância de se submeter a esses procedimentos apenas com profissionais habilitados e qualificados.
"O cirurgião plástico é o médico especializado que passou por um extenso processo de formação, o que proporcionou a ele competências técnicas e científicas para realizar intervenções que envolvem tanto a saúde quanto a estética dos pacientes. O rigor dessa formação é indispensável para garantir resultados seguros e eficazes, minimizando riscos à saúde do paciente", destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Goiás (SBCP-GO), Fabiano Calixto Fortes de Arruda.
Em entrevistas à imprensa, o presidente aproveitou o Dia do Cirurgião Plástico para reforçar a orientação à população para que sempre busque médicos especialistas quando for realizar cirurgias e procedimentos estéticos invasivos. Os pacientes também devem ficar atentos à segurança do local onde o atendimento será feito. "Lipoaspiração, por exemplo, não pode ser realizada em consultório", orienta,
Para saber se o médico é especialista, basta acessar o site da SBCP-GO ( www.sbcpgoias.org.br /) ou do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás ( www.cremego.org.br ) e clicar em busca por médicos.
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Assessoria de Comunicação
Enfermeiros de instituições associadas participam do Encontro de Enfermeiros Responsáveis Técnicos do Coren GO
Escrito por AdministradorVoltada para profissionais de enfermagem de Goiânia e região metropolitana, a primeira edição do Encontro de Enfermeiros Responsáveis Técnicos do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) do Estado de Goiás foi realizada na última sexta-feira, 6 de dezembro.
E a coordenadora de Educação Continuada da Ahpaceg e representante da UNIHOSP, enfermeira e professora doutora Madalena Del Duqui, e profissionais de instituições associadas participaram do encontro que aconteceu das 8 às 17 horas, no auditório Eli Alves Forte, da OAB Goiás.
A partir do tema central “Liderança e inovação na gestão de enfermagem: construindo futuro da profissão”, o evento proporcionou ao público uma ampla discussão e troca de experiências sobre o dia a dia e perspectivas da enfermagem.
Ao todo, mais de 250 enfermeiros com responsabilidade técnica em diversas áreas de atuação participaram deste encontro e do aperfeiçoamento do debate sobre resoluções que envolvem a função de “responsável técnico” nas instituições de saúde.
A participação dos representantes da Ahpaceg reflete o compromisso da equipe com sua atualização profissional, visando oferecer sempre o melhor aos pacientes e contribuir com a qualidade dos serviços prestados.
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
TJGO avalia pedido de intervenção estadual na Saúde de Goiânia
Maqueiro filmado ao levar 'mata-leão' de policial durante confusão em maternidade diz que prisão foi humilhante: 'Não tinha que chegar a esse ponto'
Ex-secretário de Saúde, Wilson Pollara é solto após ser preso suspeito de irregularidades na pasta
Fraudes em planos de saúde que ocorrem na via do reembolso
Logística de Saúde: os desafios na distribuição de medicamentos e vacinas
Rede D'Or contrata Tiago Machuca, líder em cirurgia torácica nos EUA
A REDAÇÃO
TJGO avalia pedido de intervenção estadual na Saúde de Goiânia
Goiânia - O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) deve analisar nesta segunda-feira (9/12) um pedido de intervenção estadual na gestão da Saúde de Goiânia, feito pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). A solicitação busca transferir o controle da área para um interventor designado pelo Governo de Goiás, como resposta à crise que se agravou nas últimas semanas.
Procurador-geral de Justiça de Goiás, Cyro Terra Peres protocolou o pedido na última sexta-feira (6), apontando a necessidade de uma ação urgente para sanar problemas financeiros e administrativos. O foco é garantir a continuidade dos serviços.
Entre os episódios recentes que motivaram o pedido de intervenção, destacam-se prisões de integrantes da cúpula da Secretaria Municipal de Saúde em uma operação do MPGO, além do pedido de demissão da secretária substituta e de auxiliares em menos de uma semana. Esses episódios expuseram irregularidades graves na área da Saúde na capital, gerando impacto direto nos serviços prestados à população.
O TJGO pautou o julgamento em caráter emergencial e, nesse caso, pode ocorrer nesta segunda (9/12). Caso a intervenção seja aprovada, caberá ao Governo de Goiás nomear um interventor para assumir a gestão da Saúde municipal e promover as mudanças necessárias.
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PORTAL G1/GOIÁS
Maqueiro filmado ao levar 'mata-leão' de policial durante confusão em maternidade diz que prisão foi humilhante: 'Não tinha que chegar a esse ponto'
Valteir Santos foi detido após tentar impedir prisão de uma enfermeira. Maqueiro foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 1.412 (um salário mínimo).
O Maqueiro Valteir Santos, que foi filmado ao receber um "mata-leão" de um policial e ser preso durante a confusão na Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, disse que a prisão foi humilhante. Valteir foi detido após tentar impedir a prisão de uma enfermeira da unidade. Imagens mostram o momento da confusão
"Foi muito humilhante. Não tinha que chegar a esse ponto", disse o maqueiro sobre a prisão.
O caso aconteceu na última sexta-feira (). As imagens obtidas com exclusividade pela TV Anhanguera mostram ainda quando a enfermeira Fabiana Ribeiro, que foi detida, conversa com os policiais militares. Em seguida, ela se dirige para um corredor e é puxada por um policial.
O militar segura a enfermeira e tenta colocar os braços dela para trás, com o auxílio do colega. Outros funcionários tentam impedir, inclusive o maqueiro, que é imobilizado por outro policial pelo pescoço. Fabiana lamentou o episódio.
"Não precisava disso tudo. Era uma situação que estava para ser contornada com conversa. A gente está se sentindo injustiçado, por conta de toda essa situação", ressaltou a enfermeira.
A Polícia Militar de Goiás (PM-GO) informou, em nota, que os funcionários se recusaram a fornecer informações para o registro dos fatos, o que teria comprometido o andamento da ocorrência. "Tal conduta exigiu medidas adicionais por parte dos policiais para assegurar o cumprimento das determinações legais e o restabelecimento da ordem"
Fabiana lamentou o constrangimento que passou dentro da unidade de saúde, que enfrenta uma crise financeira intensificada nos últimos dias com a prisão da alta cúpula da Secretaria de Saúde do município.
"Eu estava no meu ambiente de trabalho, prestando uma assistência, que com certeza, eu nunca deixei a desejar. Eu estava prestando serviço à comunidade e ao município, que inclusive não pagou os nossos salários. E, nosso décimo terceiro está atrasado", pontuou a enfermeira.
A Prefeitura de Goiânia, por meio de nota, informou que "acompanha o caso com atenção, aguardando o desenrolar das investigações. A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), responsável pela gestão da Maternidade Célia Câmara, disse que não iria se manifestar sobre a divulgação dessas novas imagens internas da unidade. No sábado (), a Fudahc enviou uma nota sobre o caso
Ao g, Rilmo Braga, delegado da Central de Flagrantes, contou que contra Valteir Vieira foi registrado um auto de prisão em flagrante por resistência com lesão corporal. Para ser liberado, ele precisou pagar R$ . (um salário mínimo).
Fabiana, segundo o delegado, teve que assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), por desobediência. Ela foi liberada com compromisso de comparecer à audiência de custódia.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde-GO), a confusão, que foi filmada, começou após o marido de uma gestante, classificada como de "menor gravidade", ter exigido atendimento prioritário.
A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), responsável pela gestão da unidade, informou que a paciente citada tentou ser atendida em desacordo com o protocolo, exigindo passar à frente de outras mulheres, situação que não foi permitida pela equipe, cita a Fundahc
Vídeos divulgados por colegas dos profissionais mostram o momento em que os policiais prendem o maqueiro. Em uma das cenas, o homem está deitado no chão e é algemado. Na sequência, tanto ele quanto a enfermeira são levados para a viatura
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Ex-secretário de Saúde, Wilson Pollara é solto após ser preso suspeito de irregularidades na pasta
Secretário executivo e diretor financeiro, Bruno Vianna Primo e Quesede Ayres Henrique, da secretaria também foram soltos na madrugada deste sábado.
Por Vanessa Chaves, g1 Goiás
O ex-secretário municipal de saúde de Goiânia, Wilson Pollara foi solto após ser preso suspeito de irregularidades na pasta. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) concluiu que não há motivos para converter a prisão temporária em prisão preventiva.
Pollara e os dois auxiliares, também investigados na operação Operação Comorbidade, o secretário executivo Bruno Vianna Primo e o diretor financeiro, Quesede Ayres Henrique foram soltos na madrugada deste sábado (7), às 00h, na Casa do Albergado, no Jardim Europa. A informação foi confirmada pela Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP) e pela defesa de Pollara.
O g1 tentou contato com a defesa de Bruno Vianna Primo e Quesede Ayres Henrique, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
A defesa do ex-secretário disse que a partir de agora irá acompanhar o desenrolar das investigações por parte do órgão ministerial, que poderá ou não ofertar denúncia contra Pollara, resultando eventualmente na instauração de uma ação penal pública (veja a nota na íntegra abaixo).
A operação
De acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), a investigação aponta que os envolvidos concederam vantagens indevidas em contratos, desrespeitaram a ordem cronológica de pagamentos e causaram prejuízos ao erário público. De acordo com o Ministério Público, a manobra viola o princípio da impessoalidade, conforme previsto em lei.
Em coletiva de imprensa, os promotores também explicaram que foram feitos pagamentos "fora dos canais oficiais". Esses pagamentos "extra caixa" não eram registrados na contabilidade pública.
“Nós identificamos o direcionamento de pagamentos a determinadas pessoas jurídicas credoras da Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas, em detrimento de outros credores. Identificamos também pagamentos feitos de maneira irregular, podemos dizer, clandestinamente, fora dos cofres ou caixas oficiais, sem a devida declaração na contabilidade pública", disse o promotor Rafael Correa Costa.
Além das práticas criminosas, o MP-GO destacou que o esquema agravou a crise na saúde pública de Goiânia e que a dívida atual do município com unidades de saúde é de cerca de R$ 300 milhões. Segundo os promotores de Justiça, o esquema teria impactado o repasse de verbas a entidades como a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc).
Somente a Fundahc enfrenta uma dívida acumulada de R$ 121,8 milhões e tem passado por dificuldades operacionais. Em agosto deste ano, a instituição chegou a suspender os atendimentos nas maternidades Dona Íris, Nascer Cidadão e Célia Câmara, mantendo apenas os procedimentos eletivos na ocasião.
Nesse cenário, a rede pública também tem registrado falta de insumos básicos, interrupção de serviços e restrições ao acesso a leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Recentemente, mortes de pacientes à espera de vagas têm sido relatadas.
Nota da defesa de Wilson Pollara na íntegra
"A defesa disse que não há provas de materialidade delitiva por parte do cliente. Wilson Pollara não apenas não praticou qualquer tipo de crime à frente da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), como, ao contrário, veio à Goiânia para tentar contribuir para a melhoria da atuação do órgão.
Com mais de 50 anos de carreira, mestrado e doutorado em clínica cirúrgica pela Universidade de São Paulo (USP) e uma gestão à frente da Secretaria Municipal de Saúde que se tornou sinônimo de eficiência, onde conseguiu zerar a fila de espera por exames, Pollara foi convidado para assumir a SMS, no ano passado, e colaborar para sanar os problemas da saúde em Goiânia.
Em todos os depoimentos das testemunhas ouvidas pelo MP-GO fica claro que a crise da dívida da SMS com prestadores de serviço e fornecedores já existia antes da vinda de Pollara, desde a gestão anterior do órgão, e que jamais houve qualquer tipo de prática ilegal, como suborno e propina, por parte do cliente.
Ao tentar solucionar os problemas da saúde em Goiânia, Pollara acabou perseguido e injustiçado. A defesa está certa de que irá conseguir comprovar a inocência de seu cliente que, neste momento, tem como foco principal buscar assistência médica para tratar de um câncer no rim, detectado durante a internação hospitalar nesta semana."
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JOTA INFO
Fraudes em planos de saúde que ocorrem na via do reembolso
As fraudes contra planos de saúde têm se tornado um problema crescente no Brasil, gerando impactos financeiros expressivos para as operadoras e comprometendo a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar. Estima-se que bilhões de reais são desviados anualmente em práticas fraudulentas, envolvendo prestadores de serviços, beneficiários e até profissionais médicos[1].
Casos recentes noticiados pela imprensa revelam esquemas cada vez mais sofisticados de fraude, merecendo destaque as fraudes que ocorrem na via do reembolso[2], em especial, aquelas relacionadas aos tratamentos voltados aos Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que conforme previsão legal, são tratamentos que se dão por prazo indeterminado, o que facilita ainda mais a prática fraudulenta.
A Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/1998) prevê que os tratamentos para TEA e TGD sejam garantidos de forma contínua, sem limitação de tempo, considerando a natureza crônica e multidisciplinar da condição. Essa previsão é essencial para assegurar o acesso irrestrito às terapias necessárias, como acompanhamento psicológico, fonoaudiológico entre outros.
No entanto, essa característica também pode facilitar práticas fraudulentas, uma vez que a ausência de limites temporais abre margem para a solicitação de reembolsos repetitivos e irregulares, baseados em laudos médicos ou declarações adulteradas.
As fraudes envolvendo reembolsos de tratamentos de pessoas diagnosticadas com Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), incluindo-se neste grupo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), são uma preocupação crescente no Brasil, especialmente em um cenário onde os custos elevados de terapias multidisciplinares e a demanda crescente desafiam a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar.
Esse tipo de fraude geralmente envolve esquemas em que prestadores de serviços, beneficiários e até profissionais de saúde agem em conluio para desviar recursos. Algumas das práticas mais comuns incluem:
Apresentação de documentos falsificados: Notas fiscais e recibos adulterados para inflar valores ou justificar despesas inexistentes.
Cobrança por sessões não realizadas: Clínicas e prestadores solicitam reembolsos por atendimentos que não ocorreram.
Laudos médicos indevidos: Profissionais emitem atestados para justificar tratamentos mais caros, em volume desproporcional, ou que fogem à realidade clínica do paciente.
Os custos elevados das terapias multidisciplinares para TEA e TGD, que podem ultrapassar R$ 15 mil por mês, agravam a situação. Pesquisas apontam que há um aumento significativo nas reclamações de famílias de autistas contra os planos de saúde devido a recusas de reembolso e cancelamentos unilaterais de contratos.[3] Muitas operadoras justificam essas recusas alegando irregularidades ou suspeitas de fraude.
O sistema de reembolso em planos de saúde, apesar de oferecer uma alternativa importante quando a operadora não possui profissionais em sua rede para prestar atendimento, pode inadvertidamente abrir brechas para práticas fraudulentas. Isso ocorre porque esse modelo permite maior autonomia para o usuário na escolha de prestadores, o que dificulta a fiscalização e aumenta a vulnerabilidade a desvios. A via de reembolso fortalece o oportunismo por quatro motivos principais:
Falta de controle direto sobre o prestador: Diferentemente dos serviços oferecidos pela rede credenciada, onde operadoras têm contratos e mecanismos de auditoria estabelecidos, o reembolso envolve prestadores externos, dificultando a verificação da autenticidade dos serviços prestados e dos valores cobrados.
Documentação manipulável: O sistema de reembolso depende de notas fiscais e recibos emitidos pelos prestadores de serviços. Documentos fraudulentos podem ser apresentados por beneficiários ou prestadores, inflando valores ou declarando serviços não realizados. Essa prática é uma das mais comuns em esquemas de fraudes.
Alinhamento de interesses entre beneficiário e prestador: Em alguns casos, beneficiários podem concordar com esquemas fraudulentos para obter vantagens financeiras, como dividir valores superfaturados ou justificar despesas que não ocorreram. Isso fortalece o conluio entre as partes.
Dificuldade de auditoria retroativa:
Como os reembolsos geralmente são pagos após a apresentação dos documentos, identificar fraudes exige auditorias detalhadas e muitas vezes demoradas, o que compromete a eficiência e a eficácia no combate a desvios.
As fraudes que ocorrem na via do reembolso incluem em seu modus operandia emissão de notas fiscais para sessões de terapias que nunca ocorreram, volume de sessões de terapia multidisciplinar incompatíveis para a realidade de qualquer ser humano, e muitas vezes, há a prescrição de terapias que sequer são validadas pelos conselhos de classe para justificar tratamentos fora da rede credenciada[4].
Esse cenário reflete a facilidade com que prestadores e beneficiários podem burlar as normas, sobrecarregando as operadoras e prejudicando a sustentabilidade do sistema . Além disso, ainda existem lacunas regulatórias em relação à documentação exigida para os pedidos de reembolso, o que também pode facilitar práticas fraudulentas .
Para enfrentar essas fraudes e seus impactos, é necessário pensar em propostas para mitigar as fraudes que ocorrem, especialmente na via de reembolso, como por exemplo:
Automação e análise de dados: Utilizar inteligência artificial para identificar padrões anômalos em pedidos de reembolso, como frequência excessiva ou valores muito acima da média de mercado.
Auditoria preventiva e periódica: Criar mecanismos de verificação mais rigorosos para reembolsos acima de um determinado valor ou envolvendo tratamentos com alta demanda, como os de TEA.
Parcerias interinstitucionais: Promover maior integração entre a ANS, Ministério Público, Polícia Federal e operadoras para identificar e desarticular redes criminosas.
Revisão regulatória: Estabelecer normas mais claras e restritivas para reembolsos, incluindo a exigência de comprovantes mais detalhados e a fiscalização de prestadores que atuam frequentemente fora da rede credenciada.
Educação do beneficiário: Campanhas para conscientizar os usuários sobre as implicações éticas e legais das fraudes, desincentivando práticas de conluio com prestadores.
Embora o sistema de reembolso seja essencial para garantir o acesso a tratamentos, sua estrutura pode facilitar práticas oportunistas. O fortalecimento de controles, aliado ao uso de tecnologia e à conscientização dos envolvidos, são medidas cruciais para reduzir fraudes e preservar os recursos das operadoras, beneficiando todo o sistema de saúde suplementar. Este é um desafio que exige esforços conjuntos das operadoras, da ANS, dos órgãos públicos e dos profissionais de saúde para proteger a sustentabilidade do sistema e garantir que os beneficiários tenham acesso aos cuidados que realmente necessitam.
As pessoas diagnosticadas com Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), incluindo-se o Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm direito ao tratamento adequado e digno, de acordo com as suas necessidades específicas. No entanto, é fundamental que as prescrições e solicitações de reembolso estejam embasadas em critérios éticos, respeitando os regulamentos e a integridade da cadeia de beneficiários vinculada aos planos de saúde. Fraudes envolvendo laudos falsos ou serviços fictícios geram impactos graves, como o aumento dos custos assistenciais, que são diluídos entre todos os usuários do sistema, prejudicando tanto a sustentabilidade das operadoras quanto o acesso aos serviços essenciais pelos demais beneficiários.
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CANAL COM Q
Logística de Saúde: os desafios na distribuição de medicamentos e vacinas
Ainda que muitas vezes passe despercebida, a logística de saúde, envolvendo a distribuição eficiente e segura de medicamentos e vacinas, é uma área crítica e que merece cuidados muito particulares, conforme ficou evidenciado, por exemplo, durante a pandemia da Covid-19.
Uma boa gestão é essencial para garantir que hospitais, centros de saúde e pacientes recebam aquilo de que precisam no tempo adequado, minimizando o desperdício e assegurando a qualidade dos produtos.
Entre os principais desafios, é possível citar a manutenção da cadeia de frio, o rastreamento em tempo real e a conformidade regulatória, que podem ser superados com o uso de novas tecnologias, por intermédio de parcerias eficientes e ainda, contando com o investimento em infraestrutura e capacitação de pessoal.
Roberto de Oliveira Gonçalves, tutor do curso Técnico em Logística do Senac EAD, aponta que os centros de armazenamento de produtos farmacêuticos exigem cuidados especiais para garantir a qualidade e a segurança dos medicamentos.
Entre os pontos de atenção, ele menciona a necessidade de um rígido controle ambiental, organização e limpeza, segurança, controle de pragas, controle de qualidade e atendimento à legislação vigente. "É fundamental que todos os funcionários envolvidos no processo de armazenamento sejam treinados e capacitados para seguir os procedimentos adequadamente", afirma.
Sobre o último ponto, Gonçalves indica que existem diversas normas e leis que regulamentam as boas práticas de armazenamento de produtos farmacêuticos, visando garantir a qualidade e a segurança dos medicamentos. No Brasil, a principal agência reguladora responsável por estabelecer essas normas é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela publicação de resoluções e normas técnicas que detalham como deverá ser feito esse tipo de armazenamento.
"A Anvisa publica RDCs com orientações específicas sobre as Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição (BPAD) e ainda, as chamadas normas técnicas, que complementam as resoluções e oferecem orientações mais detalhadas sobre aspectos específicos do armazenamento", explica.
Além disso, segundo o especialista, cada estado ou município pode ter legislações complementares, estabelecendo requisitos adicionais para o acondicionamento de medicamentos em suas respectivas jurisdições.
Atuação do profissional de Logística
Para Cristiane Janaina Duso, tutora do curso Técnico em Logística do Senac EAD, não são apenas os centros de distribuição que devem ser específicos e seguir as regras e procedimentos fornecidos pela Anvisa e pelo fabricante do medicamento: o profissional técnico em logística também deve ser especializado.
"Em uma área tão específica e sensível aos níveis de serviços logísticos, o técnico de logística também será especializado, com domínio para entender e resolver as peculiaridades de cada tipo de produto farmacêutico. Este mesmo profissional precisará ter uma série de certificações e conhecimentos particulares, sendo que muitos destes são fornecidos e certificados por treinamentos na própria indústria e pelos fabricantes de medicamentos", comenta.
Como dica para quem está começando na área, Cristiane aponta que, acima de tudo, o profissional deve estudar o ramo de atividade e suas peculiaridades, assim como as técnicas, tecnologias, melhores práticas do mercado e as melhores empresas do ramo logístico farmacêutico.
"Por se tratar de uma área ligada diretamente com a saúde, procure participar de cursos voltados para a logística da saúde, desenvolvendo conhecimentos matemáticos e em sistemas básicos como Microsoft Office. Não menos importante, leia muito a respeito da logística e suas implicações e aplicações, a relevância global do setor no mundo em que vivemos e esteja atento às mudanças regimentais ditadas pelo governo ou pela indústria farmacêutica", conclui.
Sobre o Senac EAD
Com mais de 77 anos de atuação em educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nessa modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio.
A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 380 polos presenciais para avaliações. Acesse aqui a programação completa de cursos do Senac EAD.
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METRÓPOLES
Rede D'Or contrata Tiago Machuca, líder em cirurgia torácica nos EUA
O cirurgião, com reputação internacional, retorna ao Brasil para liderar a área de medicina respiratória de alta complexidade da empresa
A Rede D'Or, maior empresa de saúde da América Latina, reforça novamente o time técnico contratando o médico Tiago Noguchi Machuca, um dos mais renomados cirurgiões torácicos do mundo, reconhecido por tratar casos considerados inoperáveis.
Após uma década de sucesso entre o Canadá e os Estados Unidos, Machuca retorna ao Brasil para liderar um projeto nacional da empresa com foco na medicina respiratória, cirurgia torácica de alta complexidade e transplante pulmonar.
Quem é o Dr. Tiago Machuca
Formado em 2005 pela Universidade Federal do Paraná, Dr. Tiago Machuca seguiu para a residência em Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas da FMUSP, e depois especializou-se em Cirurgia Torácica na Santa Casa de Porto Alegre, onde atuou até 2010.
Durante esse período, integrou a equipe do renomado Dr. José Camargo, pioneiro em transplante de pulmão na América Latina e responsável pelo primeiro transplante pulmonar intervivos fora dos Estados Unidos.
Buscando aperfeiçoamento, Machuca foi para a Universidade de Toronto, um dos maiores centros de cirurgia torácica do mundo, onde se especializou em cirurgia minimamente invasiva e transplante pulmonar.
O talento o levou a ser indicado para chefiar o serviço de cirurgia torácica na Universidade da Flórida, em Gainesville, onde, a partir de 2015, desenvolveu um dos programas mais bem-sucedidos dos EUA.
Sob liderança dele, a universidade se tornou um centro de referência nacional, atraindo pacientes de todo o país. No campo da cirurgia robótica, o programa dele alcançou tanto sucesso que a instituição designou um sistema robótico exclusivamente para a equipe dele.
Em 2022, Machuca assumiu o comando do programa de transplante pulmonar do Miami Transplant Institute (MTI), da Universidade de Miami. Em menos de um ano, o programa ganhou reconhecimento nacional e passou a atrair pacientes internacionais, principalmente da América do Sul e Europa.
Dr. Machuca é também um dos pioneiros mundiais no transplante de pulmão em pacientes com sequelas graves de Covid-19.
Na carreira, já realizou mais de 1000 cirurgias robóticas, 500 ECMOs - um tipo de assistência extracorpórea cardiopulmonar - e 650 transplantes pulmonares. Para se ter uma ideia da magnitude da experiência, em 2023, o Brasil inteiro realizou apenas 78 transplantes de pulmão.
Agora, em 2024, ele retorna ao Brasil para liderar uma equipe multidisciplinar com mais de 50 profissionais na Rede D'Or.
O objetivo é trazer aos brasileiros o que há de melhor em termos de assistência para doenças pulmonares complexas, como câncer de pulmão, enfisema pulmonar e transplantes, elevando o padrão de cuidado no país.
Um projeto para todo o Brasil
A contratação do Dr. Tiago Machuca faz parte de um grande investimento da Rede D'Or em um projeto que começou a ser desenhado há cerca de 5 anos.
De acordo com o fundador da empresa, o cardiologista Jorge Moll, a Rede D'Or vem se preparando para oferecer novas opções de tratamento e mais qualidade de vida aos pacientes.
Com um olhar cada vez mais direcionado para o futuro, a Rede D'Or pretende não apenas deixar uma marca na medicina de alta complexidade torácica, como também contribuir com a melhoria nos indicadores médicos no país.
Em 18 meses, 14 transplantes bem-sucedidos
Com presença em 13 estados e no Distrito Federal, a Rede D'Or revolucionou a cirurgia torácica e o transplante pulmonar no país. Ao inaugurar o primeiro Centro de Cirurgia Torácica e Transplante Pulmonar no Rio de Janeiro, no Hospital Copa D'Or, a Rede já realizou com sucesso 14 transplantes de pulmão.
O próximo centro a ser inaugurado será no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. A equipe que já atua no eixo RJ-SP é composta por cerca de 20 cirurgiões torácicos altamente especializados.
Nos próximos anos, outros centros serão abertos no Brasil criando uma base nacional de atuação para que pacientes de todas as regiões tenham acesso a tratamentos de ponta em cirurgia torácica, câncer de pulmão e transplante pulmonar.
Prêmios internacionais e equipes de alto desempenho
A Rede D'Or, reconhecida por criar o mais abrangente Programa de Qualidade Técnica do país, conquistou mais um feito: o Hospital Copa D'Or recebeu, em 2023, o prestigioso prêmio Silver Level Elso Award, concedido pela organização líder mundial em pesquisa sobre membrana de oxigenação extracorpórea (ECMO).
Esse reconhecimento destaca a excelência do programa ECMO da Rede D'Or, que oferece um tratamento vital para pacientes com insuficiência respiratória grave ou falência cardíaca.
A equipe multidisciplinar, composta por médicos intensivistas, cirurgiões e enfermeiros altamente qualificados, trabalha em conjunto para garantir o sucesso dos procedimentos.
A enfermeira Shirley Belan de Sousa, supervisora de transplante de pulmão da Rede D'Or, enfatiza a importância da formação e do trabalho em equipe: "O sucesso do tratamento ECMO depende da colaboração de todos os profissionais envolvidos, desde médicos até fisioterapeutas. A enfermagem, com sua sólida formação e acompanhamento intensivo do paciente, desempenha um papel fundamental nesse processo".
Com investimentos contínuos em tecnologia e treinamento, a Rede D'Or se destaca como referência em cuidados intensivos no Brasil e no mundo. O prêmio Elso é um reconhecimento ao compromisso da instituição com a excelência em saúde e à dedicação dos profissionais.
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Assessoria de Comunicação
Na Mídia: Pesquisa da ONA revela redução de 30% nas infecções hospitalares com os procedimentos de acreditação
Escrito por AdministradorRecentemente, a ONA (Organização Nacional de Acreditação) conduziu uma pesquisa com 74 instituições de saúde em todo o Brasil, com o objetivo de avaliar a eficácia da acreditação na prática e os benefícios proporcionados para a segurança do paciente. Os resultados mostraram que, em 41,86% das instituições participantes, os processos implementados por meio da acreditação geraram melhorias superiores a 31%. Quase 12% dos respondentes relataram que as taxas de infecção diminuíram entre 26% e 30%, enquanto 2,33% mencionaram uma redução inferior a 5% nos índices de infecção.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 14% dos pacientes internados no país adquirem algum tipo de infecção durante a hospitalização. A gravidade desse cenário é reforçada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ao estimar que aproximadamente 100 mil brasileiros morrem a cada ano em decorrência dessas infecções. Além disso, um em cada dez pacientes afetados por infecções hospitalares acaba falecendo. Na maioria dos estabelecimentos de saúde, faltam procedimentos e protocolos claros para prevenir esses problemas graves.
Segurança do paciente – Desde 2013, o Ministério da Saúde estabeleceu o Programa Nacional de Segurança do Paciente, que inclui protocolos essenciais para garantir a segurança dos cuidados, como: identificação correta do paciente, cirurgia segura, prevenção de úlceras por pressão, higiene das mãos em serviços de saúde, prevenção de quedas e segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos.
Para Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da ONA, o registro de eventos adversos é essencial para fortalecer a cultura de segurança nas organizações de saúde. Ao documentar e analisar cada ocorrência, as instituições conseguem identificar falhas, aprender com os erros e implementar medidas preventivas para evitar que se repitam. “Esse processo fomenta um ambiente de transparência e aprendizado contínuo, onde a segurança do paciente é prioridade, estimulando uma abordagem proativa para a melhoria da qualidade e o engajamento de toda a equipe em prol de um cuidado mais seguro e eficaz”, ressalta.
Segundo Lolato, quando o prontuário não é adequadamente preenchido, o paciente corre riscos significativos, como erros na administração de medicamentos e a falta de continuidade no tratamento. “Nossa pesquisa revelou que, 38,1% dos entrevistados relataram uma melhoria superior a 31% nesse aspecto, após a implementação da acreditação”, ressalta Gilvane.
Erros de medicação – Estima-se que o gasto global causado por erros de medicação seja de US$ 42 bilhões por ano segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Considerada a terceira prioridade dentro dos desafios globais de segurança do paciente. Os estudos evidenciam que danos relacionados ao uso de medicamentos correspondem a 50% de todos os danos evitáveis, além do ônus econômico e psicológico decorrentes. Conhecer os medicamentos, verificar sistematicamente os itens de segurança de administração e perguntar ao paciente se ele compreendeu o que está sendo realizado torna-se fundamental para a garantia de um cuidado mais seguro.
A pesquisa da ONA revelou que 47,62% dos entrevistados observaram uma diminuição superior a 31% nas falhas relacionadas à cadeia medicamentosa, enquanto apenas 4,76% relataram uma queda inferior a 5%. Em relação às falhas na cadeia de suprimentos, 47,62% dos participantes indicaram uma melhoria superior a 31%, e 14,29% informaram uma redução entre 21% e 25%.
Falhas de higienização – Outro desafio enfrentado pelas instituições são as falhas de higienização, que frequentemente resultam em reclamações nas Ouvidorias ou no Serviço de Atendimento ao Cliente. Com a implementação da acreditação, 38,1% das instituições relataram uma melhoria superior a 31% nos serviços de higienização, enquanto cerca de 15% dos respondentes indicaram uma melhoria entre 16% e 20%.
Cenário de acreditação no Brasil – Das mais de 380 mil organizações de saúde instaladas no País, segundo CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), 1932 são acreditadas. Deste total, a ONA é responsável por 72,1% no mercado de acreditação, o que corresponde amais de 1.400 organizações de saúde acreditadas, dos quais 422 são hospitais. Deste montante, 0,45% das instituições de saúde estão certificadas no Brasil. Considerando que 68,4% (917) são de gestão privada; 22,2% (298) são de gestão pública; 8,3% (111) de gestão filantrópica e 0,1% (gestão militar).
Atualmente, 61% das instituições acreditadas pela ONA estão concentradas na região Sudeste. O Sul é responsável por 12,7%; Nordeste 12,1%; Centro-Oeste, 11,4% e Norte por 2,8%. (Fonte: Medicina S/A)