Terça, 28 Janeiro 2025 06:59

CLIPPING AHPACEG 28/01/25

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Halex Istar anuncia novo Chief Financial Officer

Como liderar em um setor de alta complexidade e impacto humano

Cadeia produtiva da saúde gera 76,2 mil novos empregos, aponta pesquisa

A revolução da Inteligência Artificial na Gestão da Saúde Pública

61% das empresas de saúde usam a automação para

Ministério da Saúde anuncia retomada de obras em Goiás e outros 22 estados

EUA ordena interrupção imediata de trabalhos com a OMS

SAÚDE BUSINESS

Halex Istar anuncia novo Chief Financial Officer

Executivo Leilson Queiroz traz experiência em finanças e governança corporativa para apoiar o crescimento estratégico da empresa.

Halex Istar, farmacêutica brasileira com mais de 60 anos de atuação, anunciou a contratação de Leilson Queiroz como Chief Financial Officer (CFO). 

Leilson, natural do Rio de Janeiro, possui mais de 20 anos de experiência na área financeira em empresas de grande porte. Formado em Contabilidade, iniciou sua carreira aos 18 anos e, após 12 anos no setor contábil, assumiu cargos executivos em finanças, com foco na implantação de governança corporativa. Em sua trajetória recente, atuou na Kora Saúde, onde participou da estruturação das áreas de governança financeira, também esteve à frente da gestão da maior unidade hospitalar da Rede Kora em Brasília, unindo sua experiência financeira à gestão operacional para implementar mudanças estratégicas. 

Objetivos do novo CFO 

Entre os objetivos de Leilson na Halex Istar estão o fortalecimento da governança corporativa, a melhoria de processos internos e a busca por um crescimento estruturado e sustentável. Ele também pretende incentivar o desenvolvimento de talentos internos e promover práticas que reforcem a transparência e a meritocracia no ambiente de trabalho. 

“Estou motivado com este novo desafio profissional. A Halex Istar tem foco em governança corporativa e na valorização de seus colaboradores, o que me dá a oportunidade de contribuir com o crescimento da empresa”, afirmou Leilson Queiroz. 

Segundo Tiago Salinas, CEO da Halex Istar, “a experiência de Leilson no setor da saúde e sua abordagem voltada ao desenvolvimento de pessoas são fatores que vão contribuir para o avanço da empresa em suas estratégias de governança e crescimento sustentável.” 

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Como liderar em um setor de alta complexidade e impacto humano

Os líderes de negócios de saúde ocupam uma posição singular e estratégica, sendo um fator determinante para a sustentabilidade e o sucesso das organizações desse setor. Este mercado é um dos mais desafiadores e sensíveis da economia global, pois não apenas lida com bens ou serviços, mas com algo intrinsecamente precioso: a vida e o bem-estar das pessoas. Essa peculiaridade coloca a liderança em saúde em um patamar diferenciado, onde a complexidade operacional, a diversidade de stakeholders e a relevância das decisões exigem uma combinação única de habilidades técnicas e humanas.

Nos últimos anos, o setor de saúde enfrentou transformações profundas, impulsionadas por fatores como o envelhecimento populacional, a adoção acelerada de novas tecnologias, as crises sanitárias globais e o aumento das expectativas dos pacientes por experiências mais personalizadas e acessíveis. Nesse contexto, líderes em saúde não podem se limitar a habilidades tradicionais de gestão; eles precisam ser agentes de mudança, capazes de inspirar equipes, alinhar propósitos organizacionais e superar desafios que muitas vezes envolvem dilemas éticos e decisões de alto impacto.

Outro aspecto crucial é que o mercado de saúde é profundamente interconectado. Uma decisão tomada em um único ponto da cadeia de valor – seja no atendimento ao paciente, na aquisição de insumos ou na formação de equipes médicas – pode ter repercussões significativas para diferentes stakeholders, como operadoras de saúde, médicos, pacientes e familiares. Líderes precisam navegar por essa rede complexa com clareza, responsabilidade e uma visão holística, garantindo que os objetivos financeiros sejam alcançados sem comprometer a qualidade e a segurança do paciente.

Neste artigo, destacarei quatro pontos fundamentais que tornam a liderança em saúde uma prática tão desafiadora quanto essencial: o papel do propósito, a gestão de clientes complexos, a prevenção de erros que podem custar vidas e o desafio de liderar superespecialistas. Essas particularidades demonstram que liderar em saúde vai muito além da gestão tradicional – é uma jornada desafiadora de impacto humano e transformação constante.

1. Propósito: O pilar fundamental da liderança em saúde

O propósito não é apenas um elemento desejável na liderança em saúde; ele é o alicerce sobre o qual todas as decisões e ações devem ser construídas. Liderar em saúde significa assumir a responsabilidade por vidas humanas, e isso exige uma profunda conexão com valores e princípios que transcendem os objetivos financeiros ou operacionais. Nesse setor, o propósito é o fio condutor que une equipes multidisciplinares, engaja pacientes e estabelece uma relação de confiança com a comunidade.

Nos cenários desafiadores que frequentemente surgem no mercado de saúde – como a pressão por eficiência, a tomada de decisões em contextos de crise e a necessidade de alinhar interesses conflitantes entre stakeholders –, é o propósito que orienta os líderes a tomarem as melhores decisões. Ele dá significado ao trabalho das equipes e conecta os profissionais à missão maior de cuidar da vida e do bem-estar das pessoas.

Além disso, o propósito atua como um poderoso fator motivacional, especialmente em um setor onde as demandas emocionais e psicológicas podem ser intensas. Equipes que compreendem e compartilham um propósito comum são mais resilientes, colaborativas e comprometidas em entregar resultados que realmente fazem a diferença na vida dos pacientes. Portanto, liderar com propósito em saúde não é apenas uma questão de inspiração – é uma exigência para a sustentabilidade e o impacto positivo dos negócios no setor.

2. Clientes complexos: A multiplicidade de demandas no setor de saúde

Um dos aspectos mais desafiadores da liderança em saúde é a gestão de clientes que possuem necessidades, expectativas e interesses diferentes e muitas vezes conflitantes. Diferentemente de outros setores, onde o cliente pode ser claramente definido, na saúde lidamos com uma rede diversificada e interconectada de stakeholders, cada um desempenhando um papel crucial no ecossistema do cuidado.

Considere o exemplo de um laboratório de diagnósticos: o paciente é o cliente direto que realiza os exames, mas o médico que solicita os procedimentos também desempenha um papel essencial no processo, assim como a operadora de saúde, que arca com os custos. Cada um desses stakeholders tem expectativas únicas e, muitas vezes, divergentes. O paciente busca um atendimento ágil, humanizado e preciso; o médico espera confiança nos resultados e agilidade no suporte; e a operadora, por sua vez, prioriza eficiência de custos e conformidade com padrões contratuais. Esse mesmo cenário se repete em clínicas e hospitais, com diferentes nuances e níveis de complexidade.

Essa multiplicidade de demandas coloca os líderes em uma posição delicada, exigindo a capacidade de negociar, alinhar interesses e encontrar soluções que entreguem valor para todas as partes envolvidas. Mais desafiador ainda é o fato de que, muitas vezes, os interesses de cada cliente podem ser antagônicos. Por exemplo, atender à necessidade de um paciente por um exame mais avançado pode gerar tensões com operadoras que questionam a justificativa de custos. Cabe ao líder navegar por essas dinâmicas com transparência, empatia e visão estratégica.

Além disso, a fragmentação do cuidado em saúde muitas vezes amplifica a complexidade da experiência do cliente. O paciente, que deveria ser o centro das decisões, frequentemente sente o peso de uma jornada desconexa entre diferentes prestadores e profissionais. Líderes em saúde precisam olhar além dos interesses individuais e trabalhar para integrar processos e alinhar expectativas, criando uma experiência que priorize o bem-estar do paciente enquanto mantém a sustentabilidade do sistema.

Gerir clientes ultra complexos não é apenas um exercício de estratégia, mas de liderança empática e colaborativa. É entender que, no coração dessa diversidade de interesses, está uma oportunidade única de criar valor compartilhado, impactando vidas de forma positiva e sustentável.

3. Erros que custam vidas: A responsabilidade singular da liderança em saúde

Enquanto em outros setores os erros podem resultar em perdas financeiras ou danos à reputação, na saúde as falhas têm um peso muito maior: elas podem custar vidas. Essa realidade coloca a liderança em saúde diante de uma responsabilidade única e inegociável. Cada decisão, processo ou protocolo implementado tem impacto direto na segurança e no bem-estar dos pacientes, exigindo um compromisso contínuo com a excelência e a prevenção de riscos.

A disciplina de qualidade e segurança em saúde foi desenvolvida justamente para lidar com esses desafios. Ela busca prevenir erros e mitigar danos, abrangendo desde falhas no diagnóstico até problemas operacionais que podem desencadear eventos adversos. Um exemplo recente e alarmante ocorreu no Rio de Janeiro, onde a ausência de controle de qualidade eficaz em um laboratório resultou na contaminação pelo vírus HIV em pacientes pré-transplante hepático. Este caso reflete a gravidade de erros no setor de saúde e reforça a importância de líderes comprometidos com a implantação de sistemas rigorosos de gestão.

Promover uma cultura de segurança é essencial para evitar esses incidentes. Isso significa mais do que apenas implementar protocolos ou checklists, trata-se de criar um ambiente onde os profissionais se sintam seguros para reportar problemas, discutir falhas e propor melhorias sem receio de retaliações. Uma cultura que prioriza a segurança deve ser liderada pelo exemplo, com os gestores demonstrando que a integridade dos cuidados está acima de qualquer outra prioridade.

A prevenção de erros na saúde não é apenas uma questão técnica, mas também uma responsabilidade ética e moral. Cada decisão tomada pelos líderes desde a escolha de parceiros estratégicos até a alocação de recursos precisa refletir o compromisso com a vida e o bem-estar dos pacientes. Reconhecer que erros podem ter consequências irreparáveis reforça a necessidade de liderar com rigor, empatia e foco na construção de sistemas mais resilientes. Afinal, garantir a segurança não é apenas uma prioridade; é o verdadeiro propósito da liderança em saúde.

4. Gestão de superespecialistas: O desafio de liderar profissionais altamente qualificados

Liderar superespecialistas, como médicos, enfermeiros, pesquisadores e outros profissionais com alta formação técnica, é um dos maiores desafios da liderança em saúde. Esses profissionais possuem um conhecimento técnico profundo e altamente especializado, em geral maior do que o do próprio gestor, o que cria dinâmicas únicas e complexas na relação de liderança.

Uma das principais características dos superespecialistas é a necessidade de autonomia. Eles geralmente não respondem bem a modelos tradicionais de comando e controle, preferindo atuar em ambientes onde suas opiniões sejam valorizadas e consideradas. Essa dinâmica exige que os líderes adotem uma abordagem mais colaborativa, baseada em escuta ativa, respeito mútuo e inclusão no processo decisório. Em vez de simplesmente impor regras, o gestor precisa construir confiança e estabelecer uma visão compartilhada que conecte o trabalho individual ao propósito maior da organização.

Outro desafio é lidar com as expectativas e demandas desses profissionais, que muitas vezes são tão elevadas quanto suas competências. Superespecialistas não apenas desejam reconhecimento pelo seu trabalho, mas também buscam participar ativamente na definição de estratégias e na tomada de decisões organizacionais. Esse perfil exige do líder a capacidade de equilibrar a valorização da expertise técnica com a necessidade de alinhar o time em torno de objetivos estratégicos mais amplos.

A assimetria de conhecimento entre líderes e superespecialistas também pode ser um fator crítico. É comum que os líderes tenham formação em gestão, enquanto os especialistas dominam as áreas técnicas. Para liderar com eficácia nesse cenário, os gestores precisam não apenas respeitar o conhecimento técnico desses profissionais, mas também buscar constantemente expandir sua própria compreensão sobre os aspectos clínicos e operacionais do setor. Essa postura demonstra humildade, interesse genuíno e disposição para aprender, fortalecendo a confiança mútua.

A gestão de superespecialistas não é apenas um desafio técnico, mas também uma arte que combina empatia, respeito, visão estratégica e capacidade de liderar pelo exemplo. Com uma abordagem cuidadosa e colaborativa, os líderes podem transformar esse desafio em uma vantagem competitiva, criando equipes de alto desempenho e impacto transformador no setor de saúde.

Conclusão: Liderar em saúde é um chamado único

Liderar no setor de saúde não é apenas ocupar uma posição; é responder a um chamado maior que envolve tanto a gestão de negócios quanto o cuidado com vidas humanas. É uma responsabilidade que exige coragem, visão estratégica e um compromisso profundo com o propósito. Trata-se de liderar em um ambiente onde o impacto das decisões transcende as métricas financeiras e operacionais, alcançando o coração daquilo que mais importa: a saúde e o bem-estar das pessoas.

A liderança em saúde carrega consigo desafios únicos. O propósito deve ser o guia central de toda ação, conectando equipes e organizações a uma missão maior. A complexidade dos clientes – pacientes, médicos, operadoras e outros stakeholders – exige uma abordagem sensível e inteligente para equilibrar interesses e gerar valor para todos os envolvidos. A margem de erro é mínima, e a gestão deve ser orientada por uma cultura de segurança, qualidade e aprendizado contínuo, onde falhas são prevenidas com rigor e ética. Além disso, a gestão de superespecialistas requer uma combinação de empatia, respeito pelo conhecimento técnico e habilidade para alinhar talentos individuais aos objetivos coletivos.

Liderar em saúde é, acima de tudo, uma oportunidade de transformar vidas, não apenas dentro das instituições, mas em toda a comunidade que essas organizações impactam. É sobre construir um legado que vai além de números e resultados, deixando uma marca duradoura na forma como o cuidado é oferecido e como vidas são transformadas.

Para aqueles que aceitam esse desafio, a liderança em saúde se torna uma jornada de crescimento, resiliência e realização. É um caminho que exige esforço contínuo, mas que recompensa com a satisfação única de saber que cada decisão e cada ação contribuem para um mundo melhor. Liderar em saúde é mais do que um papel profissional – é um ato de serviço, uma missão e um privilégio. É liderar com propósito, coragem e impacto duradouro.

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Cadeia produtiva da saúde gera 76,2 mil novos empregos, aponta pesquisa

Setor atinge 5,15 milhões de postos de trabalho no 3º trimestre de 2024, com destaque para a saúde suplementar e maior participação feminina.

Análise Especial do Relatório de Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS), elaborada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), revelou um aumento expressivo nas oportunidades de trabalho na área da saúde até o terceiro trimestre de 2024. Destaque para o segmento de saúde suplementar, que inclui operadoras e prestadores de serviços, onde o saldo de empregos foi positivo. 

Crescimento de ocupações 

No comparativo com o trimestre anterior, o saldo total de empregos gerados na cadeia da saúde foi de 76,2 mil novas ocupações, um crescimento de 1,5%, totalizando 5,15 milhões de postos de trabalho. Esse desempenho supera a média da economia geral, que registrou crescimento de 1,3% no mesmo período. 

Apesar da expansão no número de empregos, foi observada uma desaceleração no aumento dos rendimentos médios reais. Essa tendência reflete desafios no equilíbrio entre geração de vagas e a valorização salarial no setor. 

Liderança feminina e escolaridade 

A presença feminina continua em destaque na saúde suplementar. As mulheres lideraram a geração de postos de trabalho nas regiões Sudeste (+3.936) e Nordeste (+2.022). A análise também apontou o ensino médio completo como a principal qualificação demandada no setor, enquanto níveis de escolaridade mais altos, como ensino superior e pós-graduação, enfrentaram crescimento mais modesto ou até quedas em determinadas categorias. 

Variações regionais 

O desempenho do mercado de trabalho na saúde apresentou diferenças regionais marcantes: 

Centro-Oeste: Crescimento moderado, com estabilidade nas oportunidades para profissionais com ensino médio e superior completo. 

Nordeste: Expansão significativa em operadoras, impulsionada pela contratação de mulheres e profissionais com ensino médio completo. 

Sudeste: Forte concentração de vagas em operadoras e prestadores, com destaque para mulheres e trabalhadores com ensino médio. 

Norte e Sul: Crescimento mais tímido, acompanhado de quedas em ocupações que exigem níveis de escolaridade mais baixos. 

Destaques por gênero e escolaridade 

Gênero 

As mulheres registraram menor perda percentual nos rendimentos médios reais em comparação aos homens no terceiro trimestre de 2024. 

Em 12 meses, no entanto, as mulheres apresentaram uma queda percentual mais acentuada nos rendimentos. 

A presença feminina foi mais expressiva em áreas de operadoras e prestadores, principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste. 

Escolaridade 

O ensino médio completo foi a qualificação mais procurada, refletindo a forte demanda por profissionais com esse nível de formação. 

O ensino superior e a pós-graduação cresceram de forma moderada, com algumas categorias enfrentando retrações. 

O fundamental incompleto sofreu perdas em diversas regiões. 

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MEDICINA S/A

A revolução da Inteligência Artificial na Gestão da Saúde Pública

Aplicação prática e avançada da IA oferece ferramentas inovadoras projetadas para otimizar o cotidiano dos profissionais

A saúde pública enfrenta desafios cada vez maiores: prazos apertados, alto volume de atendimentos e a necessidade constante de decisões rápidas e precisas. Para vencer essas barreiras, a tecnologia se torna a maior aliada dos profissionais de saúde e gestores.

Nesse cenário, a IDS Software & Assessoria, referência em soluções para Gestão Pública, inova mais uma vez ao evoluir o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), potencializando-o com Inteligência Artificial (IA).

O novo PEP aprimora o fluxo de trabalho dos profissionais de saúde ao automatizar tarefas, organizar informações complexas e oferecer suporte ao processo diagnóstico. O resultado? Mais tempo para focar no paciente, decisões mais assertivas e gestão mais eficiente dos recursos públicos.

Tecnologias que Transformam o Atendimento

O diferencial está na aplicação prática e avançada da IA, que oferece ferramentas inovadoras projetadas para otimizar o cotidiano dos profissionais:

Sumarização Automática da Anamnese: em poucos segundos, a IA analisa o histórico do paciente e destaca as informações essenciais. Em vez de percorrer registros longos e dispersos, o profissional tem em mãos um resumo claro, organizado e atualizado. Isso significa mais agilidade, principalmente em ambientes críticos como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), onde cada minuto pode salvar vidas;

Identificação de Palavras-Chave: através da IA, o sistema analisa dados da anamnese, identifica padrões e faz sugestões personalizadas de preenchimento automático em campos essenciais. Com isso, o suporte ao diagnóstico se torna mais eficiente, garantindo que nenhuma informação crucial seja ignorada;

Suporte ao Diagnóstico Assistido: a IA analisa o histórico do paciente aliado a padrões clínicos, oferecendo insights que enriquecem o processo de diagnóstico, contribuindo para uma abordagem mais ágil e fundamentada. Essa funcionalidade não substitui a expertise do profissional, mas atua como um aliado estratégico, reforçando a precisão e a assertividade nas decisões médicas.

Essas tecnologias atuam em sinergia, eliminando barreiras no acesso às informações e entregando mais eficiência em todas as etapas do atendimento.

Resultados que Impactam na Prática

Tratando-se de saúde pública, cada avanço tecnológico tem impacto direto no bem-estar da população. Com a evolução do PEP da IDS, os resultados são visíveis e mensuráveis:

Atendimento mais ágil e eficiente: acesso rápido e objetivo ao histórico do paciente, economizando tempo em cada consulta;

Decisões mais precisas: a IA organiza dados e fornece informações estratégicas, oferecendo aos médicos um suporte adicional para ações fundamentadas e seguras;

Fluxo de trabalho otimizado: com a automatização de tarefas repetitivas, as equipes de saúde podem focar no que realmente importa: o cuidado com as pessoas.

IDS Saúde não apenas traz inovação tecnológica — ele humaniza o atendimento, devolvendo aos médicos o tempo e as ferramentas necessárias para exercerem a medicina com excelência. Enquanto os algoritmos cuidam das informações, os profissionais podem focar em ouvir, diagnosticar e acolher o paciente.

O Futuro da Saúde Pública Começa Agora

A transformação digital não é mais uma promessa: é uma realidade ao alcance dos municípios brasileiros. Ao adotar o Prontuário Eletrônico do Paciente com Inteligência Artificial, as Secretarias Municipais de Saúde posicionam suas equipes na vanguarda tecnológica, melhorando a eficiência dos processos, a qualidade do atendimento e, principalmente, o bem-estar da população.

A IDS acredita que a inovação é o caminho para um sistema de saúde mais eficiente, humano e conectado.

O futuro da saúde pública passa por ferramentas inteligentes que otimizam o trabalho dos profissionais e colocam a informação certa, no momento certo, nas mãos de quem realmente precisa.

Junte-se à revolução tecnológica da saúde pública com a IDS Software & Assessoria. O futuro é agora!

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61% das empresas de saúde usam a automação para agendamento de consultas

O número de vendas não é mais o único fator que interessa às grandes empresas – elas precisam se comunicar bem antes mesmo de vender. Um novo levantamento da Infobip, unicórnio focado em tecnologia para comunicação em nuvem, constatou um problema em calls centers, uma vez que 50% deles estão sobrecarregados e com longos tempos de espera. Além disso, 54% têm problemas para interagir com clientes. De acordo com a pesquisa Relatório de Maturidade de CX Conversacional, a automação desse setor é capaz de resolver esse gargalo e áreas como de telecomunicações e saúde estão na frente nesse sentido – 64% e 61%, respectivamente, dessas empresas que responderam a pesquisa disseram que já automatizaram seu suporte ao cliente ou agendamentos de consultas.

“Estabelecer uma boa comunicação com o consumidor é um dos pilares mais importantes para a fidelização e a automação desse processo garante o que chamamos de maturidade em experiência conversacional. Não dá mais para permanecer em modelos antigos. Cada segmento precisa entender quais as demandas de seu público para supri-las da maneira mais eficiente e prática possível”, explica Caio Borges, Country Manager da Infobip.

Muitas empresas ainda precisam explorar o potencial de tecnologias como a Inteligência Artificial e os chatbots para auxiliá-las em processos de atendimento, suporte, coleta de dados e feedbacks. Segundo o relatório, 32% não usam ferramentas digitais para comunicação de vendas, e 23% das marcas apontaram os problemas tecnológicos como o principal desafio para as interações digitais.

Dentre todos os segmentos apontados pelo relatório, um dos que mais se destacam com alta maturidade da experiência conversacional do cliente é o varejo e o e-commerce. “As empresas deste setor são expert no desenvolvimento de jornadas de compra. Apesar de ainda depender de agentes humanos, a comunicação com o cliente por meio da tecnologia está ganhando destaque com o uso de IA e chatbots”, detalha Caio. 78% dessas empresas ouvidas disseram usar chatbots, enquanto 73% afirmaram usar IA para a comunicação com o cliente. Desta forma, é possível personalizar as interações, provendo atendimento rápido e direcionado para demandas específicas.

Já no setor de telecomunicações, 72% dos profissionais ouvidos pelo estudo disseram que suas empresas utilizam IA para comunicação com o cliente e 74% usam chatbots. “As telecoms tendem a ser mais maduras em jornada e sofisticação. A expertise dessas empresas está na combinação de canais de comunicação tradicionais e digitais”, diz Caio. Neste contexto, os principais desafios que o segmento encontra são os problemas técnicos e a sobrecarga de contact centers, apontado por 55% delas. Por outro lado, o relatório da Infobip mostrou que 62% das empresas do setor ouvidas usam um CRM (Customer Relationship Management) — uma boa solução para os problemas de falta de integração de ferramentas.

Setor financeiro e saúde

Outro mercado que também mostrou-se maduro para experiência do cliente conversacional foi o de finanças. “Bancos e fintechs hoje são conhecidos por oferecerem atendimento no meio digital, já que se deslocar até uma agência não é mais uma necessidade. Por meio de chats em aplicativos, comunicação por email ou SMS, o setor tem apostado em processos que tornam a jornada do cliente sem entraves, rápida e com resoluções de problemas práticas”, detalha Caio. Apesar de 56% das marcas enfrentarem dificuldades com ferramentas fragmentadas que não estão alinhadas ou sincronizadas, 81% das empresas ouvidas automatizam interações de atendimento ao cliente.

Melhorar a experiência do cliente na área da saúde tornou-se prioridade para muitas empresas. Marcar consultas e receber atualizações de exames, por exemplo, são atividades corriqueiras — e que podem ser proporcionadas com melhor usabilidade. De acordo com os profissionais que responderam a pesquisa da Infobip, 52% das empresas de saúde têm dificuldade de interagir com seus clientes, e é por isso que muitas delas, assim como bancos e fintechs, têm buscado automação. “Este segmento faz uso de diversos canais de comunicação, buscando na automatização casos de uso mais específicos e complexos”, comenta Caio. Um dos casos em que automação mais funciona é justamente para marcação de consultas, feita por 61% das empresas de saúde ouvidas pelo relatório.

Ainda de acordo com o relatório, o e-mail é o canal favorito das empresas, sendo utilizado por 94% delas. Como puderam responder a mais de um meio de comunicação com o cliente, vieram logo atrás as mídias sociais (70%), o SMS (60%), o WhatsApp (59%), as chamadas de voz (44%) e o RCS (10%). “”Jornadas de compra que combinam mais de um desses canais mostram uma maturidade maior da marca, assim como personalizar o envio para o canal preferido do cliente e customizar as mensagens para as demandas específicas de cada consumidor”, comenta Caio. “Neste contexto, as empresas devem aprimorar o uso de ferramentas de IA e chatbots para elevar a experiência dos seus clientes”, finaliza.

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AGÊNCIA BRASIL

Ministério da Saúde anuncia retomada de obras em Goiás e outros 22 estados

O governo federal autorizou nesta segunda-feira (27/1) a retomada de mais 478 obras na área da saúde em 290 municípios de todo o país. A medida consta eum portaria do Ministério da Saúde, assinada pela ministra Nísia Trindade, e publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A publicação traz uma relação de 282 obras que serão reativadas ou regularizadas e outras 196 obras que tiveram autorização para serem repactuadas. As obras de reforma, ampliação ou construção de unidades de saúde incluem os estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins. Os recursos federais para as obras somam R$ 189 milhões.

De acordo com a pasta, as obras anunciadas nesta segunda-feira estão divididas em 109 Academias de Saúde, duas Ambiências, dois Centros de Atenção Psicossocial (Caps), cinco Centros Especializados em Reabilitação (CER), 340 Requalifica Unidades Básicas de Saúde (UBS), uma Unidade Básica de Saúde Fluvial e 19 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

"Com o novo anúncio, o governo federal alcança um total de 1.478 obras reativadas e repactuadas pelo Programa de Retomada de Obras na Saúde. Isso significa que já foram retomadas cerca de 60% das obras com documentação apresentada para participar do programa", informou o ministério, em nota.

Desde o início do governo, foram identificadas um total de 5.573 obras na área da saúde paralisadas ou inacabadas. Em janeiro de 2024, o Ministério da Saúde lançou o Programa de Retomada de Obras na Saúde. Estados e municípios foram consultados e 3.594 obras tiveram manifestação de interesse em participar do programa. No total, 2.504 obras apresentaram a documentação exigida pela pasta para participar da retomada. 

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BAND.COM

EUA ordena interrupção imediata de trabalhos com a OMS

Autoridades de saúde pública dos EUA foram orientadas a parar de trabalhar com a Organização Mundial da Saúde (OMS) de forma imediata

As autoridades de saúde pública dos EUA foram orientadas a parar de trabalhar com a Organização Mundial da Saúde (OMS) de forma imediata. O funcionário dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) John Nkengasong enviou um memorando aos principais líderes da agência na noite de ontem, informando que todos os funcionários da agência que trabalham com a OMS devem interromper imediatamente suas colaborações e "aguardar novas orientações".

Especialistas afirmaram que a interrupção repentina foi uma surpresa e atrasaria o trabalho de investigação e tentativa de interromper os surtos do vírus de Marburg e do mpox na África, bem como as ameaças que estão surgindo em todo o mundo. Isso também ocorre no momento em que as autoridades de saúde estão monitorando os surtos de gripe aviária entre animais dos EUA.

A Associated Press teve acesso a uma cópia do memorando de Nkengasong, que dizia que a política de suspensão do trabalho se aplicava a "todos os funcionários do CDC envolvidos com a OMS por meio de grupos técnicos de trabalho, centros de coordenação, conselhos consultivos, acordos de cooperação ou outros meios - presenciais ou virtuais". Ele também diz que a equipe do CDC não tem permissão para visitar os escritórios da OMS.

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 27 Janeiro 2025 06:35

CLIPPING AHPACEG 25 A 27/01/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Artigo - Os planos de saúde

Uma revolução na saúde suplementar no Brasil

Críticas à mudança na regra da mamografia

Ministério da Saúde realiza maior número de cirurgias eletivas da história do SUS

Sociedade médica alerta para baixa procura da vacina contra a dengue

Goiânia intensifica combate à dengue após registrar 562 casos em apenas três semanas

Saída dos EUA da OMS cria riscos geopolíticos

Ex-secretário de Saúde de Goiânia se apropriou de mais de R$ 7 milhões de fundo usado para comprar remédios e pagar prestadores de serviços, diz TCM

O DIA

Artigo - Os planos de saúde

Aristóteles Drummond - jornalista

Os planos de saúde em todo mundo protegem boa parte da população, mas enfrentam crise de confiança. A judicialização, que interpreta os contratos entre as partes e o uso abusivo, seria os maiores responsáveis pelo ambiente passional envolvendo as partes. Juízes não percebem que o aumento dos custos é repassado para as mensalidades e afastam pela via dos preços milhares de famílias que aumentam a pressão no SUS. Boas intenções de efeitos cruéis para os menos favorecidos.

A recente execução do dirigente da maior operadora americana, em plena Nova York, por um psicopata chamou a atenção para o problema.

Consta que a mesma empresa vendeu sua participação no nosso mercado pela interferência do Judiciário e pelo uso mais intenso dos assistidos aqui. Concluíram que a consulta ou exame coberto seria para ser usado a toda hora. O que confirma que de graça brasileiro toma até injeção. O executivo e o legislativo deveriam agir fixando regras nítidas para proteger cerca de 50 milhões de brasileiros assistidos, número que já foi maior. E aí sim definir prazos a serem cumpridos pelas operadoras para liberar procedimentos e internações.

O atendimento no SUS também vive momento delicado. Exceto no Rio, onde existe rede federal, estadual e municipal oriundos dos antigos institutos de previdência, é feito na sua maioria pela rede privada conveniada com tabelas defasadas. Muitas instituições filantrópicas, como as Santas Casas, estão deixando o SUS por falta de condições de arcar com os prejuízos. Tem consultas a 20 reais e diárias hospitalares de 30. Foge ao bom senso a sociedade ser cúmplice de distorções que afetam a vida de todos. O SUS seria excelente se fosse melhor gerido, pois o orçamento é suficiente e os planos podem atender a melhor custo se não sofrer esta investida de magistrados que fazem bondades com o chapéu dos outros. Seus quadros são excelentes e deram prova na pandemia e nas campanhas de vacinação, só agora, nesta gestão ideologizada, estão deixando a desejar.

O setor privado tem de ser estimulado a investir, sendo que são muitas as alternativas a obter melhor rentabilidade, como é o caso dos hospitais de longa internação de qualidade, mas de custos menores, que já é uma realidade nos EUA e até mesmo em São Paulo. E o próprio SUS poderia oferecer vagas por convênios para liberar espaço em seus hospitais.

A competência do setor privado é uma realidade. São empresas altamente conceituadas, como Bradesco, Amil, Dasa, Sul América, Rede D'Or e outras relevantes com hospitais entre os melhores do mundo. O Materdei, de Minas, o Moinho de Ventos, em Porto Alegre, os seis estrelas paulistas colocam o Brasil como referência de medicina moderna e eficiente.

Uma pena se, por caprichos ideológicos, a saúde no Brasil naufragar e não melhorar.

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ESTADÃO

Uma revolução na saúde suplementar no Brasil


Foco na atenção primária e tecnologia impulsionam a coordenação do cuidado e podem ser o segredo para uma jornada com menos desperdício e com desfecho de saúde mais eficaz

Imagine uma situação em que você acorda com uma dor de cabeça insistente, mas não é só isso que precisa resolver. Você também sente dor na lombar, está com uma alergia persistente e uma angústia no peito não te dá trégua. Para lidar com esses problemas, você aciona seu plano de saúde. Depois de inúmeros telefonemas, pesquisas e consultas, consegue marcar exames e organizar retornos, mas sem a garantia de que sua saúde será plenamente resolvida.

"Mesmo que os tratamentos sejam prescritos corretamente, o principal desafio é a pessoa conseguir se engajar em tantos cuidados diferentes que, muitas vezes, não se conectam entre si", avalia André Florence, CEO da Alice, plano de saúde para empresas. Então, o que é preciso fazer é ajudar as pessoas a usar esse sistema de saúde da melhor forma possível.

Atualmente, funciona assim: o indivíduo ou a empresa contrata um plano de saúde com um custo fixo e usufrui o que contratou. Muitas vezes, esse cuidado fragmentado e pouco organizado gera desperdício de tempo e dinheiro, por exemplo, com exames e procedimentos desnecessários, e ainda volta para o cliente em forma de reajuste.

"É como se fosse um produto pós-pago. Você contrata um plano de saúde tradicional, você usa esse plano da maneira que acha correta e, enquanto você está usando, você não sabe quanto ele está custando. Depois de um ano, esse custo voltará para você em forma de reajuste que, atualmente, é muito acima da inflação", explica André.

A consequência disso é que o acesso à saúde privada fica cada vez mais restrito. Atualmente, 51 milhões de pessoas possuem um plano de saúde e o Sistema Único de Saúde (o SUS), hoje, atende cerca de 150 milhões de pessoas, absorvendo a maioria dos brasileiros.

Uma abordagem eficiente

Para resolver essa dor, a solução é organizar a jornada do paciente, fazendo com que ela seja eficiente e objetiva. Para isso, é preciso investir em coordenação de cuidado, deixando o sistema de saúde menos confuso, garantindo uma melhor experiência para o paciente, com integração de sistema e facilitadores como, por exemplo, tecnologias específicas e inteligência artificial.

No plano de saúde da Alice, o primeiro passo é focar na atenção primária. Cada membro do plano de saúde tem um Médico da Família, que acompanha o paciente em todos os momentos da sua jornada e pensa nesse cuidado de forma integrada. "Com isso, a gente consegue oferecer uma jornada superior, mais fácil e muito mais eficiente. Essa jornada faz com que esse membro economize tempo, tenha menos desgaste e, por isso, uma maior aderência ao tratamento. Isso gera redução de desperdícios e um melhor desfecho de saúde", explica o CEO da Alice.

Isso tudo só é possível com o uso da tecnologia. Sempre que um membro é atendido por um profissional da rede credenciada do plano de saúde, o prontuário eletrônico utilizado é o da própria empresa, que está integrado a todo o sistema da própria Alice (hospitais, laboratórios e especialistas parceiros). Por exemplo: se você foi ao pronto-socorro, fez um exame no laboratório A e depois outro exame no laboratório B, os resultados estão todos nesse mesmo prontuário. Mais: se você sofre de dores de cabeça recorrentes e tem uma alergia que aparece vez ou outra, essas informações também estarão lá.

"A Alice conseguiu, por construir a própria tecnologia, ter toda a informação da saúde da pessoa em um lugar só. Isso faz com que os profissionais de saúde tenham capacidade de tomar decisões de uma maneira muito mais assertiva", explica André.

Inteligência artificial na saúde

Quando existe uma organização na jornada do paciente, é possível também fazer melhor uso da inteligência artificial, que se baseia na combinação de grandes volumes de dados digitais e de algoritmos inteligentes. Respectivamente, eles permitem ao sistema ler e interpretar padrões e informações para aprender automaticamente.

"O acesso a todos os dados nos ajuda a construir modelos de inteligência artificial, ou usar modelos disponíveis no mercado, para entender qual é a jornada de saúde que vai gerar o melhor desfecho", conta o CEO da Alice.

No plano de saúde da Alice, o primeiro passo é focar na atenção primária Foto: Divulgação/ AliceOu seja, nessa forma de aplicação, a IA funciona como um copiloto, que ajuda a aproximar e humanizar a relação médico-paciente. "Desde 2019, a gente vem construindo o nosso modelo de inteligência artificial. Hoje, a IA faz com que o profissional de saúde gaste menos carga cognitiva acessando informação e compreendendo a situação do paciente. Com isso sobra mais tempo de qualidade para ele conhecer a pessoa e ler suas expressões, individualizando a consulta para entregar, como um todo, um melhor resultado de medicina", avalia André.

Um longo caminho pela frente

A aplicação da tecnologia na saúde é sem volta e a tendência é que continue trazendo benefícios a todos, pois reduz processos burocráticos, otimiza o trabalho dos profissionais de saúde e já se mostra mais eficaz para melhorar os resultados de saúde.

"A Alice representa o começo de uma mudança que está nos primeiros segundos de vida, mas isso só vai acontecer de uma maneira realmente massiva quando os demais planos de saúde passarem, de fato, a adotar esse mesmo modelo que deixa as pessoas mais saudáveis e gera uma melhor experiência", finaliza André.

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CORREIO BRAZILIENSE

Críticas à mudança na regra da mamografia

ANS abre consulta pública sobre a possibilidade de elevar para os 50 anos a idade do rastreamento bienal de câncer, seguindo a norma que é adotada pelo SUS. Entidades médicas e pacientes protestam e consideram a eventual alteração um retrocesso

A possibilidade de a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) elevar para os 50 anos a idade do rastreamento bienal de câncer de mama por meio da mamografia, tal como é feito no Sistema Único de Saúde (SUS), provocou protestos de entidades médicas e gerou polêmica nas rede sociais, com críticas de mulheres que tiveram a doença - entre elas, a apresentadora de tevê Ana Furtado. Por isso, ANS abriu consulta pública, que encerrou-se na quinta-feira, para ouvir os setores da sociedade a respeito do tema. Além disso, a Procuradoria-Geral da República cobrou esclarecimentos.

Em nota ao Correio, a agência salienta que a proposta não proíbe a mamografia para mulheres na faixa dos 40 anos. A ideia, segundo a autarquia, é incentivar os planos de saúde a procurarem as beneficiárias com mais de 50 anos para que façam o rastreamento anual. Segundo a ANS, a regra vigente hoje está mantida.

"Nada muda em termos de cobertura assistencial. Nem se trata de uma recomendação para que apenas mulheres com idade a partir de 50 anos façam mamografias.

A prevenção é fundamental e o médico assistente é que vai indicar o momento de fazer os exames, que têm cobertura garantida no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS", observa a autarquia.

A alteração da periodicidade do exame é uma recomendação do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A medida, segundo a ANS, faz parte do Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica (OncoRede).

"Para ter o certificado de qualidade, as operadoras que participarem do programa de certificação - a adesão é voluntária -, deverão cumprir requisitos relacionados a diversos tipos de câncer. Um desses requisitos é o rastreamento populacional em mulheres com idades entre 50 e 69 anos. Ou seja, para ser pontuada no programa, a operadora terá que entrar em contato - busca ativa - com todas as mulheres com idades entre 50 e 69 anos - para alertar sobre a importância da realização de mamografia. Trata-se de uma ação junto a essa população- alvo específica. E esse rastreamento populacional é um dos critérios para pontuação no programa de certificação", observa a ANS.

Recomendação Apesar dos esclarecimentos da agência, entidades médicas continuam a defender a recomendação da mamografia a partir de 40 anos. De acordo com a gerente de advocacy do Oncoguia, Helena Esteves, o OncoRede tem várias normas para o bom tratamento oncológico e, caso a operadora cumpra esses requisitos, lhe serão atribuídos certificados de boas práticas.

"Entre esses requisitos, está a recomendação de mamografia a partir dos 50. Isso não significa que uma mulher abaixo de 50 anos, ou até 40 anos, não poderá fazer o exame pelo plano de saúde.

Mas é claro que esse programa abre espaço para a operadora dar uma negativa de mamografia para uma mulher mais jovem", adverte.

De acordo com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), 40% dos diagnósticos de câncer de mama em mulheres são realizados abaixo dos 50 anos e 22% das mortes acontecem neste grupo. A maior parte das operadoras segue a recomendação das entidades médicas, viabilizando o rastreio mamográfico anual a partir dos 40 anos.

"Considerando que a diferença na taxa de sobrevida para mulheres entre 40-50 anos, que tiveram seu diagnóstico pelo rastreamento mamográfico, é de 25% a mais em 10 anos, o único benefício da alteração da diretriz proposta com a certificação é a redução de custos com exames para as operadoras.

Vale ressaltar, ainda, que os custos com diagnósticos avançados a longo prazo não estão sendo considerados", alerta a nota da federação.

Presidente da Femama, a mastologista Maira Caleffi questiona a possibilidade de a ANS adotar as diretrizes do Inca, apesar do Rol de Procedimentos - que recomenda a mamografia aos 40 anos. "Questionamos essa mudança na idade, que não está de acordo com os entendimentos mais recentes", argumenta.

Segundo Maira, "a discussão sobre idade e periodicidade de exames de mamografia não é nova no Brasil, e não existe consenso científico sobre a questão. Mas a legislação prevê, de forma clara, que o exame mamográfico é assegurado a todas as mulheres com idade superior a 40 anos no SUS, anualmente". Ela frisa que, além do câncer, a mamografia pode detectar outras anomalias.

"A mamografia é um exame de imagem das mamas feito por radiografia.

É capaz de gerar imagens detalhadas, e de alta resolução, da estrutura e tecidos internos da mama. É o melhor exame para o rastreio do câncer, mas, também, serve para detectar outras anormalidades - como lesões, assimetrias, nódulos e linfomas, por exemplo", esclarece.

Intervenções.

De acordo com Janice Lamas, médica e pesquisadora de câncer de mama, a detecção precoce em mulheres entre 40 e 50 anos possibilita intervenções menos agressivas e, em muitos casos, evitase a quimioterapia. "Isso reduz não apenas os custos associados a tratamentos mais invasivos, mas, também, o impacto psicológico e físico na vida das pacientes. Essa mudança, ao recomendar rastreamento bienal, pode levar ao diagnóstico tardio de tumores maiores e mais avançados, especialmente em mulheres economicamente ativas e com alta contribuição à sociedade", explica.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu nota na qual se posiciona contrariamente à iniciativa. "Decisões que afetam a saúde das mulheres devem ser baseadas em evidências robustas e amplamente debatidas, visando assegurar um cuidado mais eficaz e equitativo em todo o território nacional", salienta a entidade.

Apresentadora faz campanha

Nas redes sociais, mulheres se manifestam contra a possibilidade aventada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de aumentar para os 50 anos a idade do rastreamento bienal de câncer de mama por meio da mamografia. A apresentadora de tevê Ana Furtado, que enfrentou a doença, pediu para que as mulheres votassem contra a proposta na consulta pública aberta pela autarquia.

"Tive câncer de mama aos 44 anos de idade. Só estou aqui fazendo esse alerta para vocês porque fiz mamografia de rastreio desde os 40 anos de idade e descobri um tumor inicial e me curei", alertou Ana, em vídeo publicado no Instagram pessoal.

Rosilene da Silva Cardoso, 69 anos, é mais uma que venceu o câncer de mama. "Sou sobrevivente", orgulha-se. Desde os 40 anos, ela tinha um nódulo no seio que era detectado, todos os anos, pela mamografia. Mas, antes de completar 50 anos, o nódulo cresceu.

Foi assim que descobriu o câncer em duas áreas do seio.

"Quando o exame detectou câncer e a médica me deu a notícia de que perderia a mama, não tive nenhuma surpresa. Recebi o diagnóstico com muita conversa e muita resiliência. A doença estava ali e sempre quis viver. Então, disse assim: "Vou botar essa doença debaixo do meu braço, porque é minha e tenho que dar conta", relata.

Adriana Félix tinha 34 anos quando foi diagnosticada com câncer na mama esquerda. Em 2017, conta que percebeu um nódulo no seio e logo procurou ajuda médica. Como não tinha histórico familiar de câncer, ela jamais fizera mamografia.

"Descobri em 2017, no susto, quando sem querer percebi um nódulo no meu seio esquerdo.

Nunca imaginei que fosse câncer, pois era jovem, com 34 anos de idade, fora das estatísticas e sem nenhum caso na família.

Após vários exames, veio a notícia de câncer de mama agressivo - e em estágio avançado.

Foi um choque no começo, mas, também, o início de uma grande mudança na minha vida", conta Adriana, que tornou-se ativista pela prevenção ao câncer de mama nas redes sociais e faz rigorosos exames complementares anualmente. 

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BRASIL 247

Ministério da Saúde realiza maior número de cirurgias eletivas da história do SUS

Em 2024, o SUS realizou 13,6 milhões de procedimentos, um aumento de 32% em relação a 2022, com foco na redução das filas e qualificação do atendimento

247 - O Ministério da Saúde do Brasil anunciou a realização do maior número de cirurgias eletivas da história do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2024, foram realizados 13.663.782 procedimentos, superando em 10,8% o total de 2023, quando o número de operações ficou em 12.322.368. Em comparação a 2022, o crescimento é ainda mais expressivo: 32%, já que naquele ano foram realizadas 10.314.385 cirurgias. Isso representa um aumento de 3.349.397 procedimentos eletivos no SUS.

Entre os esforços para melhorar o atendimento, o Programa Nacional de Redução das Filas, focado em cirurgias prioritárias, também obteve resultados significativos. No ano passado, foram realizadas 5.324.823 cirurgias dentro desse programa, 18% a mais do que em 2023, quando o número foi de 4.510.740. No período de 2022 a 2024, houve um aumento de 1.573.966 cirurgias, o que representa um crescimento de 42%. Um total de 1.355.192 desses procedimentos foi financiado pelo programa, um reflexo do esforço para combater a fila de espera.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou que a redução das filas e o fortalecimento do SUS têm sido prioridades do Governo Federal. Estamos trabalhando em programas que diminuem o tempo de espera do paciente nas filas. Além disso, nos últimos dois anos, concentramos nossos esforços na reestruturação do SUS, que passou por um período de desestruturação. Nosso objetivo é que a população seja atendida em tempo hábil e com muita qualidade , afirmou a ministra.

Além disso, Nísia Trindade destacou o impacto positivo do programa Mais Acesso a Especialistas para o SUS. Com o programa, alcançamos o maior crescimento no número de serviços especializados no SUS nos últimos 10 anos. Além disso, ampliamos o número de médicos especialistas que atendem no SUS entre 2022 e 2024 , afirmou a ministra, reforçando a relevância das ações desenvolvidas.

O Mais Acesso a Especialistas é uma iniciativa que traz inovações, como a introdução de um modelo de remuneração baseado no cuidado integral, que coloca o paciente como prioridade. O programa recebeu investimentos de R$ 2,4 bilhões, com foco em especialidades como oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia. Com adesão de 100% dos estados e do Distrito Federal, e 97,9% dos municípios, o programa já atingiu 167,9 milhões de habitantes por meio de 136 planos de ação regionais.

O programa também prioriza a redução do tempo de espera para consultas, exames e tratamentos, com ênfase no diagnóstico precoce. A ministra Nísia Trindade concluiu destacando que as especialidades prioritárias, como oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia, são essenciais para garantir um atendimento ágil e de qualidade à população.

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AGÊNCIA ESTADO

Sociedade médica alerta para baixa procura da vacina contra a dengue

O imunizante está disponível para um grupo restrito de pessoas em 1,9 mil cidades

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) emitiu um alerta nesta sexta-feira (24) sobre a baixa procura por vacina contra a dengue. O imunizante está disponível para um grupo restrito de pessoas em 1,9 mil cidades nas quais a doença é mais frequente. Apenas metade das doses distribuídas pelo Ministério da Saúde para estados e municípios foi aplicada.

De acordo com a pasta, de 2024 a 20 de janeiro de 2025, foram distribuídas 6.370.966 doses. A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) indica que 3.205.625 foram aplicadas até o momento.

Em 2024, o país teve registro recorde de dengue: 6.629.595 casos prováveis e 6.103 mortes. Estão ainda em investigação 761 óbitos. Os dados fazem parte do painel de monitoramento do Ministério da Saúde e traz informações até 28 de dezembro de 2024. Em 2025, são 101.485 casos prováveis e 15 mortes confirmadas.

A vacina

A vacina contra a dengue, Qdenga, produzida pelo laboratório japonês Takeda Pharma e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), começou a ser distribuída no país em fevereiro de 2024.

Por causa da capacidade limitada do fabricante, a quantidade de doses adquiridas pelo governo brasileiro precisou ser restrita ao público-alvo de crianças de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Anvisa.

A Qdenga é aplicada em duas doses com intervalo de 90 dias.

A presidente da SBIm, Mônica Levi, destaca que o Brasil foi o primeiro país a oferecer a vacina contra a dengue na rede pública. No entanto, lamenta o que classifica como "baixa procura". Ela ressalta que a Qdenga é um imunizante seguro e eficaz.

"Qualquer vacina para ser aprovada e licenciada no país passa por uma série de critérios de aprovação, e essa vacina Qdenga, do laboratório Takeda, foi aprovada no Brasil, na Europa, na Argentina, em vários da Ásia, em vários países do mundo", afirmou à Agência Brasil.

Ela reforça o benefício de completar o ciclo de duas aplicações. "A segunda dose é responsável, principalmente, pela proteção de mais longa duração, de pelo menos mais quatro anos e meio", explica.

Mônica Levi orienta que quem perdeu o prazo de 90 dias pode tomar a dose adicional normalmente. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, convocou crianças e adolescentes para receberem a dose adicional.

"Se houver atraso do esquema, a primeira dose continua válida, jamais [deve] recomeçar. Dose dada é dose computada no nosso sistema imunológico, e o resultado final não tem nenhum prejuízo em um alargamento do intervalo entre as doses. Mas a gente sempre recomenda, dentro do possível, fazer as doses no esquema recomendado", completa.

O Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, anunciou no último dia 22 o início da produção dos imunizantes contra a dengue. A vacina se chamará Butantan-DV. Mas ainda é preciso aprovação da Anvisa. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, não acredita que o país terá vacinação em massa em 2025.

Prevenção e monitoramento

O alerta da sociedade médica acompanha ações recentes de prevenção e monitoramento do Ministério da Saúde e chega em um momento de preocupação crescente por causa da detecção do sorotipo 3 (DENV-3) do vírus da dengue. Esse tipo não circula de forma predominante no país desde 2008, e grande parte da população está suscetível ao DENV-3.

Entenda o que são sorotipos da dengue e por que o tipo 3 preocupa

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde explicou que a lista dos 1.921 municípios que receberam a Qdenga foi elaborada justamente com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), ou seja, de acordo com estados e municípios.

"As vacinas são destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte, com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses", apontou a pasta. Veja a lista de municípios aqui

O ministério afirma que a baixa disponibilidade para aquisição do imunizante faz com que a vacinação não seja a principal estratégia do governo contra a dengue. Por isso, é mantida ênfase na prevenção.

O órgão destaca que lançou o Plano de Ação para Redução da Dengue e Outras Arboviroses (doenças transmitidas por insetos, como mosquitos), em parceria com estados, municípios e organizações.

A iniciativa prevê a intensificação do controle vetorial do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença, com tecnologias como o método Wolbachia, Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) em áreas de difícil acesso e a Técnica do Inseto Estéril por Irradiação (TIE-Irradiado) em aldeias indígenas, além da borrifação residual em imóveis públicos com grande circulação de pessoas.

O ministério lembra ainda que instalou, no último dia 9, o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para ampliar o monitoramento de arboviroses.

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JORNAL OPÇÃO

Goiânia intensifica combate à dengue após registrar 562 casos em apenas três semanas

Mutirão dos 100 Dias já eliminou 397 focos do mosquito Aedes aegypti

Nos primeiros 21 dias de 2025, Goiânia registrou 562 casos confirmados de dengue, evidenciando a urgência de ações para conter o avanço da doença na capital. Para enfrentar a situação, a Prefeitura mobilizou 200 agentes de combate a endemias em um amplo mutirão na Região Leste. Durante a iniciativa, já foram realizadas mais de 7.000 visitas domiciliares, resultando na eliminação de 397 focos do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, chikungunya e zika vírus.

O 4º Mutirão dos 100 Dias, promovido pela Prefeitura de Goiânia, tem concentrado esforços na conscientização da população e no combate direto aos focos do mosquito. O prefeito Sandro Mabel destacou a importância dessa iniciativa para proteger a saúde pública: “A prefeitura está aqui, fazendo sua parte, oferecendo limpeza, cuidado e orientação para proteger as nossas famílias e a nossa cidade dessa ameaça que, nós sabemos, pode ser devastadora.”

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o mutirão não apenas elimina criadouros do mosquito, mas também oferece uma série de serviços à população, incluindo consultas médicas, testes rápidos, vacinação antirrábica, aferição de pressão arterial e orientações sobre hábitos preventivos. Durante as visitas, também são atualizados os cartões de vacinação e distribuídos kits de higiene bucal.

Retorno de vírus

O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, apontou uma preocupação crescente com a circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue, que voltou a ser registrado no Brasil. Esse sorotipo tem um potencial elevado de causar casos graves e aumentar a taxa de mortalidade. Pellizzer explicou que o monitoramento constante do cenário epidemiológico tem sido fundamental para planejar e oferecer o suporte necessário à população.

“Nós monitoramos de forma constante o cenário epidemiológico, assegurando a notificação e a investigação rigorosa dos casos suspeitos, para embasar a organização do suporte assistencial necessário na rede de saúde”, afirmou Pellizzer. Ele destacou que a equipe mobilizada durante o mutirão visitou residências ao longo de toda a semana, orientando os moradores sobre medidas preventivas e reforçando a importância da colaboração comunitária na luta contra o mosquito.

Casos de dengue em Goiânia

Embora o ano ainda esteja no início, o número de casos confirmados de dengue nas primeiras semanas de 2025 preocupa, especialmente considerando o histórico recente. Em 2024, Goiânia enfrentou a maior epidemia desde o início da série histórica da SMS, em 2015. Naquele ano, foram registrados 49.238 casos confirmados e 64 óbitos em decorrência da dengue.

O secretário Luiz Pellizzer ressaltou que evitar uma nova epidemia exige esforços conjuntos entre o poder público e a população. “A saúde da nossa comunidade depende de cada um de nós. Cada pequeno gesto, cada mudança de hábito faz toda a diferença na luta para que esse ano possamos ter um cenário mais favorável”, disse ele, destacando o papel individual na prevenção, como a eliminação de água parada em recipientes e o cuidado com quintais e áreas externas.

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O GLOBO

Saída dos EUA da OMS cria riscos geopolíticos

Desestabilização com a perda de verbas da organização global terá impacto maior em países mais pobres

Entre as decisões tomadas por Donald Trump na volta à Casa Branca, a saída dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS) é a que deverá ter mais impacto nas populações mais pobres de países onde a ação do Estado em prol dos desassistidos é rarefeita. Em seu primeiro governo, Trump só retirou o país da OMS em 2020, e a medida foi revogada por Joe Biden logo no início de seu governo, em 2021. Por isso os efeitos negativos sobre a estrutura e a ação da OMS não foram sentidos. Agora serão.

Os Estados Unidos são, de longe, os maiores financiadores da organização que reúne 194 países. Com o desembolso de cerca de US$ 1 bilhão anualmente, respondem por algo como um quinto do orçamento. A contribuição financeira americana aumentou com a pandemia, tendo chegado a US$ 1,28 bilhão em 2022 e 2023, quase 40% mais que a segunda fonte de recursos, a Alemanha. O temor é que, sem os aportes de Washington, diversas ações fiquem comprometidas, em especial nas regiões menos desenvolvidas. A revista científica Science afirmou em editorial que, com uma OMS enfraquecida, o mundo ficará mais exposto e menos seguro diante de novas doenças ou pandemias. Como princípio, em organizações dessa natureza, cuja missão é agir em benefício de toda a humanidade, é razoável que a maior carga de recursos recaia sobre os países mais ricos.

Um exemplo ilustrativo de ação positiva da OMS, citado pelo infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz Julio Croda, é o surto da febre hemorrágica Marburg, que Ruanda tem conseguido conter. O mapeamento desses perigos epidemiológicos depende de uma rede mundial de vigilância, em que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, ocupa papel essencial. A ciência médica de ponta desenvolvida nos Estados Unidos também é crítica para a OMS. O distanciamento de seus organismos federais representa um retrocesso na vigilância sanitária global. E os próprios americanos dependem da OMS para lidar com ameaças que surgem noutros países.

É verdade que diversas críticas de Trump à OMS são pertinentes. A organização demorou a reconhecer a natureza aérea da transmissão do coronavírus e adotou um papel hesitante diante da responsabilidade da China logo no início da pandemia. Sua iniciativa para um programa global de vacinação também se revelou insuficiente diante do nacionalismo vacinal praticado nos países mais ricos, que tiveram acesso às primeiras doses fabricadas contra a Covid-19. Por fim, a OMS sofre com as amarras burocráticas que emperram grande parte dos organismos multilaterais.

A saída dos Estados Unidos abre oportunidade para que outros países ocupem o espaço aberto no orçamento, de modo que as contribuições sejam mais equilibradas. Por abrigarem as maiores populações, China e Índia deveriam contribuir mais. O US$ 1 bilhão que os Estados Unidos deixarão de financiar anualmente poderia ser reposto pela China ou por outros países do Brics. Ao mesmo tempo, haveria nessa hipótese resistências em Washington à perda de poder global que a saída da OMS necessariamente acarretaria. Os riscos criados pela desestabilização financeira da OMS vão além da questão da saúde pública e se estendem a disputas geopolíticas.

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PORTAL G1

Ex-secretário de Saúde de Goiânia se apropriou de mais de R$ 7 milhões de fundo usado para comprar remédios e pagar prestadores de serviços, diz TCM

Ex-secretário deverá responder por apropriação indébita de depósitos. Contas de 2022 e 2023 foram reprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS).

O ex-secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso, foi apontado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) como responsável por irregularidades na gestão. Segundo os documentos, mais de R$ 7,2 milhões do Fundo Municipal de Saúde não foram repassados entre 2021 e 2022. O fundo é destinado à compra de remédios, pagamento de funcionários e prestadores de serviço do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durval Pedroso ocupou o cargo de secretário de Saúde entre 2021 e setembro de 2023, durante o início da gestão do então prefeito Rogério Cruz. O g1 entrou em contato com ele, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem.

As contas de 2022 e 2023 foram reprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS), segundo publicação no Diário Oficial do Município de quinta-feira (16). Já as contas de 2021 foram aprovadas com ressalvas.

Em 2021, o texto destaca que, das 157 metas estabelecidas em 7 diretrizes, 68 foram cumpridas, 52 parcialmente cumpridas e 89 não alcançadas. Com isso, a eficácia da SMS foi de 43,31%, enquanto 56,68% das metas ficaram pendentes. No entanto, o texto ressalta que o ano foi marcado por momentos mais críticos relacionados à pandemia da Covid-19.

Em 2022, somente 43,31% das metas foram executadas, com o orçamento executado alcançando 84,81% do previsto. Isso corresponde a R$ 1, 3 milhão de um total estimado em R$ 1, 6 milhão, dos quais R$ 61, 6 mil não repassados.

Já em 2023, R$ 7, 1 milhões deixaram de ser repassados, conforme dados do TCM. Justificativas para as divergências não foram apresentadas.

Foi solicitada a abertura de uma auditoria pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS para identificar possíveis não conformidades não detectadas pela Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento (Cofin). O ex-secretário deverá responder por apropriação indébita de depósitos.

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Assessoria de Comunicação

Sexta, 24 Janeiro 2025 06:48

CLIPPING AHPACEG 24/01/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Servidor público de Goiânia tem dificuldade de conseguir atendimento médico pelo Imas

Gestão do ex-prefeito Rogério Cruz responde sobre dívida do Imas

Conselho Federal de Medicina pede a Anvisa a proibição do PMMA em procedimentos

Hospital Santa Rosa anuncia encerramento das atividades e atribui crise à débitos da Prefeitura de Goiânia

ANS lança ferramenta para mapeamento de profissionais de saúde

ANS manda Golden Cross vender carteiras de planos

ANS emite nota sobre aumento da idade mínima para mamografia

Unimed Ferj: Cooperativa de anestesistas pode interromper atendimento por falta de pagamento

TV ANHANGUERA

Servidor público de Goiânia tem dificuldade de conseguir atendimento médico pelo Imas

https://globoplay.globo.com/v/13283767/

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Gestão do ex-prefeito Rogério Cruz responde sobre dívida do Imas

https://globoplay.globo.com/v/13284091/

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TV SERRA DOURADA

Conselho Federal de Medicina pede a Anvisa a proibição do PMMA em procedimentos

https://www.youtube.com/watch?v=fr9JFUfVsrM

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JORNAL OPÇÃO

Hospital Santa Rosa anuncia encerramento das atividades e atribui crise à débitos da Prefeitura de Goiânia

O fechamento do hospital representa a perda de 52 leitos hospitalares destinados ao Sistema Único de Saúde, além de 10 leitos de Unidades Terapia Intensiva (UTI)

O Hospital Santa Rosa anunciou o encerramento das atividades após 70 anos de assistência à saúde em Goiânia. Fundado em 1955 pelo Said Rassi, o hospital enfrentava graves dificuldades financeiras, agravadas pelos constantes atrasos de repasses por parte da Prefeitura de Goiânia. Em comunicado á imprensa, a direção do hospital informou que apenas a clínica de diagnóstico será mantida. O fechamento do hospital representa a perda de 52 leitos hospitalares destinados ao Sistema Único de Saúde, além de 10 leitos de Unidades Terapia Intensiva (UTI).

“Trata-se do encerramento de um importante capítulo da história da capital, pois a unidade possui 70 anos de existência, tendo sido fundada em 1955, época em que existiam somente outros três hospitais em Goiânia e uma grande demanda por assistência médica especializada”, diz a nota à imprensa.

Said Rassi, fundador do Hospital Santa Rosa, formou-se em 1953 pela Faculdade Nacional de Medicina, da Universidade do Brasil (RJ). Estagiou em Cirurgia Geral na Santa Casa do Rio de Janeiro em 1954 e, em seguida, retornou para Goiânia. No bairro de Campinas, ao lado de seu pai, iniciou a primeira etapa de construção da unidade de saúde e, gradativamente, foi ampliando sua estrutura e atividades. A conduta do hospital sempre foi pautada por uma política de assistência de qualidade à população carente da região e pelo relacionamento humano e respeitoso com sua equipe.

Após o falecimento de Said Rassi, o Hospital Santa Rosa passou a ser gerido diretamente por seus filhos Elias Rassi, Roberto Helou Rassi, Cristiane Rassi da Cruz e Rosa Rassi. A família, assim como o fundador da unidade, lutou de todas as formas, nos últimos anos, para manter o hospital em funcionamento, pois traz em seu sangue a resiliência do povo árabe, que chegou ao Brasil totalmente desprovido de recursos, mas com a firme determinação de trabalhar arduamente e superar desafios.

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) lamentou o fechamento do hospital e atribuiu a crise à defasagem dos valores e aos constantes atrasos nos pagamentos pelos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS). “A insustentabilidade financeira, consequência direta do descaso por parte dos gestores públicos com os prestadores de serviços de saúde, levou à difícil decisão de encerramento das atividades dessa unidade hospitalar, conforme anunciado hoje por seus administradores”.

De acordo com o sindicato, o fechamento do hospital pode não ser um caso isolado. “Nos últimos anos, outras grandes instituições de saúde de Goiás, como o Hospital Santa Genoveva e o Hospital Lúcio Rebelo, também fecharam suas portas, sucumbindo à crise que afeta o setor e a precarização dos serviços de saúde no estado”, diz.

A Secretaria Municipal de Saúde lamentou o encerramento das atividades da unidade de saúde e reconheceu que o Hospital é um dos mais tradicionais da capital. A nota encaminhada pela pasta ainda reitera que cumpre determinação do prefeito Sandro Mabel para que no atual mandato os pagamentos aos prestadores de serviços de saúde sejam realizados em dia, de forma integral, assim que a prefeitura receber os recursos do SUS. e ainda informa que a prioridade é definir um cronograma de pagamento dos débitos acumulados nos últimos quatro anos e renegociar os contratos e convênios firmados com a secretaria.

Nota da Secretaria Municipal de Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia lamenta o encerramento das atividades do Hospital Santa Rosa, uma das mais tradicionais unidades de saúde da capital, que realizava atendimentos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), conveniados e particulares.

A SMS reitera que cumpre determinação do prefeito Sandro Mabel para que no atual mandato os pagamentos aos prestadores de serviços de saúde sejam realizados em dia, de forma integral, assim que a prefeitura receber os recursos do SUS.

A prioridade da atual gestão é definir um cronograma de pagamento dos débitos acumulados nos últimos quatro anos, e a renegociar os contratos e convênios firmados com a secretaria, em busca de reequilíbrio financeiro, considerando o estado de calamidade orçamentária e da assistência em saúde do município.

A secretaria lamenta, ainda, a decisão judicial de bloqueio das contas do Fundo Municipal de Saúde, que inviabiliza qualquer novo repasse tanto aos Hospital Santa Rosa quanto aos demais fornecedores do município.

Confira o comunicado do hospital na íntegra:

É com grande pesar que informamos o encerramento das atividades do Hospital Santa Rosa. A despeito de todos os esforços empreendidos para resistir às dificuldades financeiras decorrentes da não quitação de débitos por parte da Prefeitura de Goiânia, as dívidas em aberto nos últimos anos inviabilizaram o funcionamento da unidade de saúde, obrigando sua direção a tomar a difícil decisão de manter somente a clínica de diagnósticos e fechar as portas daquele que é um dos hospitais mais antigos e tradicionais da capital.

Diante dos problemas operacionais gerados pela dívida da Prefeitura de Goiânia, optamos pelo encaminhamento mais responsável e realista, sendo também o mais doloroso. O fechamento do Hospital Santa Rosa não representa apenas 52 leitos a menos para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade, sendo dez deles de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Trata-se do encerramento de um importante capítulo da história da capital, pois a unidade possui 70 anos de existência, tendo sido fundada em 1955, época em que existiam somente outros três hospitais em Goiânia e uma grande demanda por assistência médica especializada.

Said Rassi, fundador do Hospital Santa Rosa, formou-se em 1953 pela Faculdade Nacional de Medicina, da Universidade do Brasil (RJ). Estagiou em Cirurgia Geral na Santa Casa do Rio de Janeiro em 1954 e, em seguida, retornou para Goiânia. No bairro de Campinas, ao lado de seu pai, iniciou a primeira etapa de construção da unidade de saúde e, gradativamente, foi ampliando sua estrutura e atividades. A conduta do hospital sempre foi pautada por uma política de assistência de qualidade à população carente da região e pelo relacionamento humano e respeitoso com sua equipe.

Após o falecimento de Said Rassi, o Hospital Santa Rosa passou a ser gerido diretamente por seus filhos Elias Rassi, Roberto Helou Rassi, Cristiane Rassi da Cruz e Rosa Rassi. A família, assim como o fundador da unidade, lutou de todas as formas, nos últimos anos, para manter o hospital em funcionamento, pois traz em seu sangue a resiliência do povo árabe, que chegou ao Brasil totalmente desprovido de recursos, mas com a firme determinação de trabalhar arduamente e superar desafios.

Infelizmente, os diversos esforços empregados não foram suficientes para suplantar os transtornos decorrentes dos débitos da administração municipal. A decisão agora anunciada foi adiada ao máximo, não somente pelo impacto à saúde pública de Goiânia, mas também pelo impacto social, pois geramos dezenas de postos de trabalho, que provêm a renda das famílias envolvidas. Para se ter uma ideia, há colaboradores que atuam na unidade há décadas e esperavam aposentar-se no hospital.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a confiança de todos os pacientes e familiares que contaram com nossos cuidados e a parceria de fornecedores e prestadores de serviços. Expressamos, principalmente, nossa profunda mais gratidão aos funcionários e ao corpo clínico, que se dedicaram inteiramente à tarefa atender a população com humanidade e excelência. Nosso sonho durou sete décadas, mas a certeza de haver prestado a melhor assistência médica possível aos pacientes de Goiânia permanece, bem como a segurança do dever cumprido com dignidade e honradez.

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AGÊNCIA BRASIL

ANS lança ferramenta para mapeamento de profissionais de saúde

Ferramenta contribuirá para disseminação de dados no setor privado

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou uma ferramenta inédita que permite o mapeamento detalhado da disponibilidade de profissionais e estabelecimentos de saúde voltados para o atendimento de beneficiários de planos de saúde em todo o Brasil.

O painel de Rede e de Vazios Assistenciais na Saúde Suplementar tem entre os principais benefícios, a possibilidade de consulta sobre a disponibilidade de prestadores de serviços, como médicos de diferentes especialidades e cirurgião-dentista, além de estabelecimentos que atendem urgência, internação e realizam procedimentos de alta complexidade, como hemodiálise, quimioterapia e radioterapia. Atualmente, todos os municípios brasileiros possuem beneficiários de planos de saúde.

O diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Alexandre Fioranelli, disse que o lançamento do painel representa um marco para o setor, contribuirá para a disseminação de dados no setor privado de saúde. "A ferramenta viabilizará avanços no monitoramento de rede assistencial, bem como a promoção de ações regulatórias em prol da garantia de acesso na saúde suplementar", avaliou.

Desenvolvido a partir de estudos que analisaram as três maiores bases de dados de prestadores de serviços de saúde do país, o novo painel oferece um panorama abrangente, que vai desde a existência de serviços essenciais, como atendimentos de urgência e internações, até vazios assistenciais, ou seja, a falta de profissionais e serviços de saúde em determinadas regiões. O painel servirá, no futuro, como instrumento de pesquisa, análise e comparação com outras bases de dados, representando um ganho para sociedade, Saúde Suplementar, Ministério da Saúde, gestores e acadêmicos.

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PORTAL CORREIO DA MANHÃ

ANS manda Golden Cross vender carteiras de planos

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou à Golden Cross a "alienação compulsória" (venda obrigatória) de toda a sua carteira de planos de saúde. A decisão foi tomada na última quarta-feira em reunião da diretoria colegiada da ANS.

Procurada, a Golden Cross confirmou a informação, publicada na tarde de ontem pela coluna no site do Correio da Manhã.

Em nota enviada ao Correio Bastidores, a operadora afirmou que a medida da ANS "não afeta em absoluto" o atendimento dos seus clientes: "As coberturas e o acesso à rede referenciada seguem integralmente mantidos", ressaltou.

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PORTAL SEGURO GAÚCHO

ANS emite nota sobre aumento da idade mínima para mamografia

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa que está realizando a Consulta Pública 144, que tem como objetivo receber contribuições para a alteração da Resolução Normativa 506, de 30 de março de 2022, que trata do Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde, especificamente, no que diz respeito à Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica - OncoRede.

Na proposta de norma ora em discussão, para fins de certificação, é sugerido como um dos critérios de pontuação a realização de rastreamento populacional do câncer de mama bienalmente com mamografia em mulheres de 50 a 69 anos, conforme métrica utilizada pelo Instituto Nacional do Câncer/Ministério da Saúde, que preconiza que o rastreio do câncer deve ser direcionado às mulheres na faixa etária e periodicidade em que há evidência conclusiva sobre redução da mortalidade por câncer de mama e que o balanço entre benefícios e possíveis danos à saúde dessa prática seja mais favorável. Dessa forma, o rastreamento do câncer de mama deve ser realizado bienalmente com mamografia, em mulheres de 50 a 69 anos (INCA, 2021).

É preciso esclarecer, então:

1 - Que a consulta púbica 144 propõe como um dos critérios a serem avaliados para fins de certificação de boas práticas em oncologia a realização de rastreamento populacional do câncer de mama, por meio de contato proativo realizado pelas operadoras de planos de saúde com suas beneficiárias em idades entre 50 e 69 anos, conforme metodologia de estudo utilizada pelo Inca, instituto que é referência no país no tratamento de câncer. Atualmente, há 18,9 milhões de mulheres com plano de saúde nessa faixa etária;

2 - Que a proposta não tem relação e não altera a cobertura assistencial garantida pelo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, que dá direito ao exame do câncer de mama com mamografia bilateral para mulheres de qualquer idade, conforme indicação médica, e com mamografia digital para mulheres de 40 a 69 anos.

Sendo assim, a certificação oncológica tem como objetivo melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes oncológicos. As operadoras certificadas oferecerão um serviço diferenciado, incluindo o rastreamento de mamografias em suas carteiras para identificar precocemente o câncer, ajudando a salvar vidas de mulheres. Vale ressaltar ainda que o processo de certificação é voluntário, ou seja, não é obrigatório. Para se certificar, a operadora deverá cumprir os requisitos do Manual de Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica e ser avaliada por uma entidade acreditadora de saúde, escolhida entre as homologadas pela ANS.

Feito o esclarecimento, a ANS destaca que a Consulta Pública 144 segue em andamento e os interessados no tema podem enviar contribuições por meio do formulário da Consulta Pública nº 144, disponível no portal da ANS, até a próxima sexta-feira, 24/01/2025.

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O GLOBO

Unimed Ferj: Cooperativa de anestesistas pode interromper atendimento por falta de pagamento

Sem receber da operadora desde agosto, entidade já denunciou a situação à ANS e ao Cremerj

Os clientes daFerj vivem uma maré de tormenta. A nova onda que ameaça a tranquilidade dos consumidores é a possibilidade de suspensão do atendimento pelos mais de 1.600 profissionais da Cooperativa dos Anestesistas do Estado do Rio de Janeiro (Coopanest Rio). Sem receber da federação desde agosto, a cooperativa já fez denúncia à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e emitiu duas notificações extrajudiciais à Ferj.

- Coopanest Rio está em tratativas com aFerj para resolver uma inadimplência de meses, e nossos cooperados estão cientes de todas as ações tomadas até aqui. Principalmente em respeito aos pacientes e beneficiários, ainda não interrompemos o recebimento de guias de cobrança de honorários médicos de nossos cooperados referentes aos atendimentos, o que infelizmente poderá ocorrer em um futuro próximo, caso aFerj não cumpra com os seus compromissos, como o pagamento integral da dívida, adequação aos padrões normativos devidos, e maior transparência em suas glosas aplicadas - diz Andrea Cristina Moraes, presidente da Coopanest Rio.

Andrea não fala sobre o valor da dívida, diz que é uma "questão sensível", que não deve comentar. A presidente da Coopanest Rio afirma, no entanto, que aFerj disse que iria regularizar os pagamentos, mas ainda não o fez.

- Por parte daFerj, há reconhecimento da dívida e manifestação de intenção de resolução dos problemas, entretanto, ainda não fez o pagamento dos valores devidos. Estamos em tratativa com a presidência daFerj, que nos prometeu regularizar toda situação em breve.

AFerj informa que com a transferência da integralidade da carteira daRio, em abril de 2024, assumiu a dívida de R$ 11 milhões da operadora tinha com a Coopanest Rio. A federação afirma que esse montante já foi negociado e que as prestações seguem em dia. A federação admite que há um valor restante, mas não informa de quanto seria a dívida. AFerj afirma que enviará, ainda nesta quinta-feira, dia 23, "um cronograma de pagamento, conforme alinhado com a cooperativa dos anestesistas em reunião realizada esta semana".

AFerj vive uma sucessão de crises. No início deste mês, a Rede D'Or informou que deixará de atender aos usuários daFerj, a partir de 18 de fevereiro, por questões administrativas. Os hospitais ligados à Associação dos Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj) ameaçam fazer o mesmo por inadimplência da cooperativa, que estimam em, ao menos, R$ 400 milhões. AFerj nega que seja esse montante e afirma que o pagamento "nunca esteve tão em dia".

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Assessoria de Comunicação

Quinta, 23 Janeiro 2025 06:14

CLIPPING AHPACEG 23/01/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Artigo - Mudanças na saúde suplementar: principais alterações e discussões

Artigo - Por que a cibersegurança precisa ser priorizada no setor de saúde?

Artigo - O ritmo intenso de inclusão de novas tecnologias no Rol da ANS

Do interior do Tocantins ao futuro da Saúde: como a inteligência artificial está transformando o atendimento

Ensino Einstein disponibiliza cerca de 3 mil conteúdos gratuitos para profissionais da saúde

Vacinação em massa contra dengue não ocorrerá em 2025

Planos de saúde tentam evitar mamografias para mulheres de 40 a 50 anos, gerando indignação de médicos e pesquisadores

Após 10 anos, lei que regula participação de pacientes em estudos de novas drogas e vacinas entra em vigor

MEDICINA S/A

Artigo - Mudanças na saúde suplementar: principais alterações e discussões

Por José Luiz Toro da Silva

Verifica-se que o ano de 2025 será repleto de discussões e alterações no mercado de saúde suplementar, sendo que estas não se restringem a designação de novos diretores.

O ano iniciou com a entrada em vigor, em 31 de dezembro, da Resolução Normativa n. 585, de 2023, que dispõe sobre os critérios para as alterações na rede assistencial hospitalar no que se refere à substituição de entidade hospitalar e redimensionamento de rede por redução; Altera a RN nº 489, de 29 de março de 2022, que dispõe sobre a aplicação de penalidades para as infrações à legislação dos planos privados de assistência à saúde, que passa a vigorar acrescida do art. 113-A; Altera a RN nº 438, de 3 de dezembro de 2018, que dispõe sobre a regulamentação da portabilidade de carências para beneficiários de planos privados de assistência à saúde, que passa a vigorar acrescida do Art. 8º A.

Aludida norma, além de trazer critérios mais detalhados sobre as situações de substituição e redimensionamento de entidades hospitalares, inclusive melhor explicitando a avaliação de equivalência de entidades hospitalares para fins de substituição, entre outros aspectos, traz uma nova situação de exercício de portabilidade, caso o beneficiário não esteja satisfeito com eventual descredenciamento de entidade hospitalar, por redimensionamento por redução ou substituição, bem como no caso de retirada do serviço de urgência e emergência do prestador hospitalar, ocorrido no município de residência do beneficiário ou no município de contratação do plano, independente do prazo de permanência no produto e da faixa etária. A norma também fixa critérios mais objetivos para comunicação de alterações na rede assistencial hospitalar, sem prejuízo da informação no Portal Corporativo e na Central de Atendimento.

No dia 01 de fevereiro entrará em vigor a Resolução Normativa – RN n. 593, de 2023, que dispõe sobre a notificação por inadimplência à pessoa natural contratante de plano privado de assistência à saúde e ao beneficiário que paga a mensalidade do plano coletivo diretamente à operadora, e cancela a Súmula Normativa nº 28, de 30 de novembro de 2015.

A norma traz relevantes alterações com referência a notificação por inadimplência à pessoa natural contratante de plano privado de assistência à saúde e ao beneficiário que paga a mensalidade de plano coletivo diretamente à operadora. Estabelece as regras sobre a notificação de inadimplência, seu conteúdo, os meios de notificação e seus prazos, ainda existindo no mercado algumas sérias dúvidas operacionais sobre o período de transição, pois estabelece critério temporal diferente daquele estabelecido na Lei n. 9.656, de 1998.

Outra norma que terá sensível impacto para as operadoras é a Resolução Normativa – RN n. 623, de 2024, que Dispõe sobre as regras a serem observadas pelas Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde e Administradoras de Benefícios nas solicitações de procedimentos ou serviços de cobertura assistencial apresentados pelos beneficiários, bem como não assistenciais, em qualquer modalidade de contratação.

Aludida norma entrará em vigor em 01 de julho de 2025, sendo que disciplinará os canais de atendimento presencial, telefônico e virtual realizados pelas operadoras, estabelecendo prazos de resposta para as solicitações de procedimentos ou serviços de cobertura assistencial, estabelecendo que não serão admitidas respostas genéricas para atendimento aos prazos, como por exemplo, “em análise”, “em processamento”, “em auditoria”, devendo ser circunstanciada em linguagem de fácil compreensão para o beneficiário, inclusive quando referente à instauração de junta médica/odontológica ou se tratar de pendência sobre aspectos de logística para realização do procedimento. A norma estabelece que havendo negativa da autorização para a realização de procedimento ou serviço assistencial, seja o profissional de saúde credenciado ou não, a operadora deverá reduzi-la a termo e informar, detalhadamente, em linguagem clara e adequada ao beneficiário dentro do prazo de resposta, independente de solicitação, o motivo da negativa de autorização do procedimento incluindo a cláusula contratual ou o dispositivo legal que a justifique. A norma estabelece que as operadoras serão avaliadas por metas de desempenho, para a segmentação médico-hospitalar e odontológica, trimestralmente, do Índice Geral de Reclamações – IGR, sendo que aludido critério servirá de base para eventual redução de multa aplicada pela ANS, quando a operadora atender os critérios de meta de redução do IGR trimestre.

Além dessas normas, a ANS publicou a Consulta Pública n. 145, com prazo para manifestações até 03 de fevereiro, que trata de importantes assuntos que foram objeto de Análises de Impactos Regulatórios, a saber: a) mecanismos de regulação financeira, estabelecendo percentual máximo de 30% para coparticipação, limite de exposição financeira (anual e mensal), franquia dedutível acumulada e franquia limitada por acesso, procedimentos isentos do fator moderador (vedação), entre outros aspectos; b) contratação eletrônica de planos de saúde/venda online, estabelecendo sua obrigatoriedade, processo de contratação e do início dos contratos, validade de assinatura eletrônica, direito de arrependimento, acessibilidade, entrevista qualificada por um profissional de saúde pertencente à lista de profissionais da operadora, entre outros aspectos; c) revisão técnica, estabelecendo critérios de elegibilidade, contrapartidas, cálculo da revisão técnica e sua aplicação, propondo a vigência a partir de 01 de janeiro de 2026, entre outros aspectos; d) reajustes e rescisão em planos coletivos, estabelecendo critérios para as cláusulas de reajuste, índice de sinistralidade mínimo de 75%, apresentação da metodologia de cálculo e novas regras para o agrupamento e rescisão de contrato, adotando o agrupamento obrigatório para todos os contratos coletivos por adesão e os contratos coletivos empresariais com menos de 1000 beneficiários para o cálculo do percentual de reajuste que será aplicado a esse agrupamento.

A ANS ainda publicou no dia 02 de janeiro a Consulta Pública n. 147 para a alteração das normas sobre o processo administrativo sancionador, as penalidades e as ações de fiscalização, sendo que foi fixado o prazo de 60 dias, a contar de 06 de janeiro de 2025. A consulta propõe a alteração da RN n. 483, a fim de: a) melhor regular o registro de reclamações perante a ANS, exigindo que o denunciante declare que não tem qualquer vínculo com o prestador de serviços, afastando eventual conflito de interesses; b) estabelecer amostras para análises individualizadas, que serão geradas mensalmente, em conformidade de força de trabalho da DIFIS; c) estabelecer a classificação das demandas; d) realizar alterações no processo administrativo preparatório e no processo administrativo sancionador. A proposta estabelece ações de fiscalização planejada, contemplando espécies diferenciadas, levando em consideração aquelas de menor complexidade para as de maior complexidade: a) Ação Planejada Preventiva de Fiscalização – APP; b) Ação Planejada Focal de Fiscalização – APF. e c) Ação Planejada de Fiscalização Estruturada – APE. Com referência a RN n. 489, a proposta estabelece: a) atualização/correção monetária do valor das multas – 2,75 vezes, pois não ocorre sua atualização desde 2006; b) criação de novos tipos infrativos; c) fusão de tipos infrativos; d) outras alterações de tipos infrativos; e) metas para redução de demandas. Por fim, a CP propõe uma instrução normativa a fim de detalhar a estruturação e realização de ações de fiscalização planejada e das demais medidas fiscalizatórias.

Verifica-se que a saúde suplementar terá um ano intenso, com muitas alterações e discussões, sem contar com as preocupações em face da judicialização existente, pois se faz mister estudar com profundidade eventual aplicação subsidiária dos Temas 06 e 1234 do STF. Nesse setor, ninguém irá morrer de tédio.

*José Luiz Toro da Silva é Advogado, Professor e sócio do escritório Toro e Advogados Associados

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Artigo - Por que a cibersegurança precisa ser priorizada no setor de saúde?

Por Thiago Fialho

A transformação digital trouxe avanços significativos na gestão hospitalar e no cuidado ao paciente. Entretanto, essa evolução tecnológica também expôs vulnerabilidades críticas, especialmente no que tange à proteção de dados sensíveis. O cenário atual é alarmante: globalmente, o custo médio de ciberataques no setor da Saúde chegou a US$ 5,3 milhões em 2023, o maior entre os segmentos pesquisados, os dados são da 26ª Global Digital Trust Insights, da PwC, lançada em setembro.

No Brasil, o contexto é ainda mais preocupante. Líder em ataques cibernéticos na América Latina e um dos cinco países mais visados no mundo, o setor de saúde brasileiro enfrenta desafios sem precedentes. Segundo pesquisa da Kaspersky, divulgada em maio, foram registrados mais de 800 bloqueios diários de ataques de ransomware em 2024, totalizando mais de 106 mil tentativas desde janeiro. As estatísticas trazem o setor da saúde como o terceiro mais atacado no ano, com 6,5 mil tentativas.

A complexidade do problema aumenta com as exigências legais. Instituições de saúde são obrigadas a armazenar dados, diagnósticos e imagens por no mínimo 20 anos, conforme a Lei nº 13.787/18. Essa necessidade de retenção prolongada de informações sensíveis torna o setor um alvo ainda mais atraente para criminosos digitais.

Os impactos dos ataques cibernéticos vão além das perdas financeiras. Estudos demonstram um aumento nas complicações médicas e até mesmo na mortalidade de pacientes durante incidentes de segurança digital. De acordo com o Relatório de Segurança Cibernética da Ponemon Healthcare 2024, 69% dos entrevistados relataram atrasos em procedimentos e testes que resultaram em desfechos adversos, enquanto 57% apontaram aumento nas complicações de procedimentos médicos. Além disso, as instituições de saúde estão sujeitas a multas substanciais previstas pela LGPD, que podem alcançar R$ 50 milhões em casos de vazamento de dados.

O cenário para 2025 é ainda mais desafiador, com previsões indicando o uso crescente de inteligência artificial por cibercriminosos para refinar técnicas de ataque, tornando-as mais sofisticadas e difíceis de detectar. A resposta a essa ameaça crescente deve ser multifacetada e robusta. É fundamental que as instituições de saúde invistam em infraestrutura de segurança de ponta, incluindo sistemas de monitoramento contínuo, autenticação multifator e protocolos rigorosos de proteção de dados. A capacitação das equipes também é crucial, já que colaboradores bem treinados representam a primeira linha de defesa contra ameaças cibernéticas.

O momento exige uma mudança de mentalidade no setor. A segurança digital não pode mais ser vista como um custo adicional, mas como um investimento indispensável para a continuidade dos negócios e, principalmente, para a proteção da vida dos pacientes. As instituições que não se adaptarem a essa nova realidade correm o risco não apenas de enfrentar prejuízos financeiros, mas também de comprometer a qualidade e a segurança do atendimento prestado.

A saúde brasileira está diante de uma encruzilhada digital. O caminho a seguir deve ser pautado por investimentos consistentes em tecnologia de proteção, capacitação contínua de profissionais e adoção de práticas rigorosas de segurança. Somente assim poderemos garantir que a revolução digital na saúde continue trazendo benefícios, sem comprometer a segurança e a privacidade dos pacientes.

*Thiago Fialho é cofundador da GTPLAN.

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Artigo - O ritmo intenso de inclusão de novas tecnologias no Rol da ANS

Por Viviane Reis Diniz

Recentemente, a ANS anunciou a inclusão de novos medicamentos e tratamentos ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, com vigência a partir de fevereiro de 2025. Entre as inovações, destacam-se terapias para doenças raras e procedimentos de alta tecnologia, ampliando as opções de cuidado para os beneficiários.

Estamos falando de um tema é de grande importância, pois a atualização contínua do rol impacta diretamente a cobertura oferecida pelos planos de saúde, influenciando tanto os beneficiários quanto as operadoras. Enquanto os usuários ganham acesso a tratamentos mais modernos e eficazes, as operadoras enfrentam o desafio de adequar-se às novas exigências sem comprometer a sustentabilidade do sistema.

A atualização do rol é um processo criterioso, que busca garantir aos beneficiários acesso a tratamentos eficazes e seguros, preservando a sustentabilidade do setor. Ele começa com a submissão de propostas, feitas por operadoras, profissionais de saúde, associações de pacientes e fabricantes.

Essas propostas são avaliadas com base em critérios como eficácia, segurança e custo-efetividade. Após análise técnica e científica, muitas vezes com o apoio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), as tecnologias são submetidas à consulta pública, permitindo a participação da sociedade.

A decisão final é tomada pela Diretoria Colegiada da ANS, que considera o impacto econômico, os benefícios clínicos e a viabilidade de implementação no sistema.

Dados recentes da ANS mostram que, somente em 2024, 35 novos itens foram incorporados ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Essa ampliação inclui novos procedimentos, medicamentos, indicações terapêuticas e ampliações de uso, marcando um passo importante no processo de avaliação e inclusão de tecnologias. Entre as inovações, destacam-se tratamentos contra câncer, leucemia e osteoporose, além de opções terapêuticas para psoríase, e asma, e testes avançados para tuberculose.

Esse número expressivo reflete a evolução e a agilidade do processo conduzido pela ANS, reforçando o compromisso com a modernização e a ampliação do acesso a tecnologias de ponta no sistema de saúde suplementar. No entanto, o impacto financeiro e operacional gerado evidencia a necessidade de constante aprimoramento nos fluxos de análise e decisão, de forma a equilibrar celeridade, qualidade e sustentabilidade.

Embora a ampliação do rol seja positiva para os beneficiários, ela também representa desafios significativos para as operadoras de planos de saúde. A inclusão de novas tecnologias aumenta os custos operacionais, que nem sempre podem ser repassados integralmente às mensalidades.

A inclusão acelerada de novas tecnologias, ainda que positiva, exige que sejam implementadas estratégias robustas para mitigar o aumento dos custos operacionais e garantir a viabilidade econômica do setor. Sem essas medidas, o risco de oneração excessiva pode comprometer a acessibilidade dos planos de saúde, afastando beneficiários e enfraquecendo o caráter inclusivo do sistema.

Manter o equilíbrio entre a incorporação de inovações e a sustentabilidade financeira é fundamental para assegurar que os avanços tecnológicos sejam acompanhados de ações que promovam a equidade e a eficiência. Essa abordagem é crucial para que o setor continue atendendo às necessidades dos beneficiários de forma eficaz e acessível, sem comprometer sua sustentabilidade no longo prazo.

Dessa forma, o avanço na ampliação do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde não apenas reafirma o compromisso com o acesso a cuidados modernos e eficazes, mas também ressalta a importância de práticas responsáveis que garantam um sistema sustentável e inclusivo.

*Viviane Reis Diniz é advogada do Bhering Cabral Advogados.

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Do interior do Tocantins ao futuro da Saúde: como a inteligência artificial está transformando o atendimento

Com apenas 29 leitos, um hospital no pequeno município de Arapoema desafia expectativas ao usar IA para revolucionar o atendimento e colocar tecnologia de ponta a serviço da saúde pública

Ao contrário do que muitos imaginam, a revolução digital na saúde não é nada que deva ser exclusividade de grandes hospitais em grandes capitais no mundo.  Em uma cidade com pouco mais de 6 mil habitantes no interior do Tocantins, o Hospital e Maternidade Irmã Rita de Arapoema está quebrando paradigmas. Com 29 leitos e atendendo 12 municípios, a instituição prova que a inteligência artificial (IA) pode ser aplicada de forma acessível e prática, transformando a rotina de trabalho e o atendimento ao paciente.

O hospital integrou o SX Sigma, sistema de gestão hospitalar com funcionalidades de IA desenvolvido pela Salux Technology, como parte de um projeto de digitalização da saúde pública no estado. A ferramenta trouxe avanços que vão muito além da modernização administrativa. Entre os destaques, está o reconhecimento de voz para evolução de prontuários, que permite aos médicos registrar informações enquanto interagem com os pacientes.

A diretora da instituição, Mariana Altoe Coppo, descreve como a transformação impactou a equipe e o atendimento. “Antes, os registros eram manuais, o que consumia muito tempo e tornava tudo mais propenso a erros. Agora, temos agilidade, segurança e mais tempo para o que realmente importa: cuidar das pessoas”, afirma. Ela também ressalta os ganhos operacionais. A eliminação do papel e a automação de processos liberaram recursos que antes eram direcionados a tarefas burocráticas, permitindo investimentos em áreas prioritárias. Para a gestora, a grande lição dessa mudança está no alinhamento entre tecnologia e as necessidades reais do hospital. “Não se trata de tamanho ou localização. Inovar é resolver os problemas que realmente afetam nossa capacidade de atender bem.”

Para o médico da instituição, Flávio Carlos Rosário Santos, a mudança trouxe um impacto direto na relação com os pacientes. Ele considera o reconhecimento de voz uma das inovações mais marcantes. “Enquanto converso com o paciente, o sistema registra tudo automaticamente. Isso não só economiza tempo, mas me permite focar no cuidado humano, na escuta ativa e no olhar atento”, explica. Além disso, a prescrição inteligente, que ajusta medicamentos com base no histórico clínico do paciente, trouxe mais precisão e segurança no atendimento. “Essa tecnologia não substitui a relação com o paciente. Pelo contrário, ela nos dá ferramentas para sermos mais presentes, mais humanos”, reflete.

A transformação não ficou restrita à rotina administrativa. A integração de dados permitiu uma troca mais eficiente de informações entre os plantões, reduzindo erros e acelerando a tomada de decisões. Com isso, o impacto foi direto na experiência dos pacientes, que agora têm um atendimento mais ágil e qualificado.

O caso do Hospital de Arapoema também ensina lições importantes para a saúde pública no Brasil. Ele demonstra que a IA não é um privilégio restrito a grandes centros, mas uma ferramenta viável e acessível que pode transformar a realidade de instituições de pequeno e médio porte. Com um sistema que une tecnologia e cuidado humano, a instituição torna-se um exemplo do potencial transformador da tecnologia, especialmente da IA, na saúde pública. Esta aplicação não apenas inspira, mas representa um modelo possível para tantos outros hospitais do país.

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SAÚDE BUSINESS

Ensino Einstein disponibiliza cerca de 3 mil conteúdos gratuitos para profissionais da saúde

Plataforma online oferece materiais em diversas áreas, como cardiologia, saúde mental e inovação, com formatos variados e certificados de participação.

Ensino Einstein, por meio de sua Academia Digital, está oferecendo gratuitamente cerca de 3 mil conteúdos online voltados a estudantes e profissionais da saúde, abrangendo diversas áreas como medicina, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, odontologia, entre outras. 

São mais de 50 áreas de conhecimento disponíveis, incluindo temas como cardiologia, clínica médica, ginecologia, dermatologia e saúde mental, além de assuntos estratégicos para o futuro da saúde, como gestão, pesquisa, educação, responsabilidade social, transformação digital e inovação. 

Como participar? 

Os interessados podem se cadastrar gratuitamente na plataforma oficial. Alguns cursos oferecem declarações de participação, que podem ser emitidas de forma prática e rápida diretamente no site. 

Os conteúdos estão disponíveis em formatos variados, como videoaulas, videocasts, podcasts, textos, infográficos, entre outros, todos produzidos por uma equipe de mais de 1.500 profissionais e estudantes do Einstein. 

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O DIÁRIO ONLINE

Vacinação em massa contra dengue não ocorrerá em 2025

O centro bioindustrial do Instituto Butantan, de São Paulo, anunciou hoje (22) que iniciou a produção dos imunizantes contra a dengue. Apesar da iniciativa, a população brasileira não será vacinada em massa contra a dengue neste ano.

O problema é a fabricação da vacina Butantan-DV ganhar escala de produção para chegar a uma centena de milhões. "O Butantan está produzindo, mas não há previsão de uma vacinação em massa neste ano de 2025, isso é muito importante colocar, independente da Anvisa, porque é preciso ter escala nessa produção", afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

A previsão do Butantan, divulgada em dezembro, é de fornecer um milhão de doses neste ano; e totalizar a entrega de 100 milhões de doses em 2027.

A entrega das doses só poderá ocorrer após a liberação da vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que analisa no momento os documentos apresentados sobre os imunizantes. Posteriormente, a vacina deverá ser submetida à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para incorporação no programa de imunização.

A Butantan-DV será uma vacina em dose única. Segundo a ministra, os estudos clínicos apontam "uma excelente eficácia", mas enquanto não está disponível na escala desejada é necessário reiterar e manter os cuidados orientados pelo Ministério da Saúde contra o mosquito Aedes aegypti.

Nesta quarta-feira (22) à tarde, em Brasília, a ministra Nísia Trindade se reúniu com representantes de conselhos, da sociedade civil, instituições de saúde, associações e especialistas para discutir e alinhar estratégias de controle da dengue e outras arboviroses.

Na próxima semana, antes da volta das aulas nas escolas públicas, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação vão retomar iniciativas do programa Saúde na Escola, presente em 96% dos municípios brasileiros, para ter as escolas como espaços livre da dengue.

Entre as medidas, além da informação e mobilização das comunidades dentro e ao redor dos colégios, está prevista a borrifação nos prédios escolares de um inseticida com ação prolongada contra o Aedes aegypti.

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REPÓRTER MACEIÓ

Planos de saúde tentam evitar mamografias para mulheres de 40 a 50 anos, gerando indignação de médicos e pesquisadores.

A polêmica em torno da proposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de dispensar os planos de saúde de garantir mamografia para mulheres entre 40 e 50 anos tem causado revolta entre médicos, pesquisadores e ativistas da saúde. A chamada "Certificação de Boas Práticas" proposta pela ANS foi duramente criticada por diversos especialistas da área, que a consideram um retrocesso no combate ao câncer de mama.

Henrique Couto, da Sociedade Brasileira de Mastologia, alertou para os perigo que essa medida representa, ressaltando que as mulheres nessa faixa etária representam 40% dos casos de câncer de mama. Ele enfatizou que as clientes dos planos de saúde não podem perder um direito tão fundamental para suas vidas.

A proposta da ANS de equiparar os planos de saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi contestada por Couto, que afirmou que essa medida não tem reduzido os casos avançados de câncer nem a mortalidade. Além disso, Janice Lamas, médica com 40 anos de estudo no tema, ressaltou que a proposta vai contra a ciência e ignora a importância do diagnóstico precoce.

Os estudos da Dra. Janice revelam que a detecção de câncer de mama é idêntica tanto em mulheres acima quanto abaixo dos 50 anos, o que reforça a importância de manter a mamografia como um exame obrigatório para todas as faixas etárias.

Diante da pressão de diversos setores da sociedade, a ANS se viu diante de uma forte resistência à proposta, que pode representar um grave retrocesso na luta contra o câncer de mama. A sociedade civil e os profissionais de saúde continuam mobilizados para garantir que a mamografia continue sendo acessível a todas as mulheres, independentemente da idade.

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GAZETA DA SEMANA

Após 10 anos, lei que regula participação de pacientes em estudos de novas drogas e vacinas entra em vigor


Já está em vigor no Brasil a Lei 14.874/2024 que estabelece requisitos para a condução da pesquisa clínica, incluindo a necessidade de aprovação ética, consentimento informado dos participantes e transparência dos dados. A Lei visa garantir a segurança dos participantes e a integridade dos resultados das pesquisas.

A Pesquisa Clínica é quando são realizados testes com humanos para saber se de fato um novo tratamento, medicamento ou vacina é eficaz e seguro. O Brasil comemorou a sanção da Lei que levou quase 10 anos de amplas discussões no Congresso para ser aprovada, no entanto, ainda esbarra na falta de diretrizes sobre sua regulamentação.

Fernando de Rezende Francisco, gerente executivo da ABRACRO (Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica) explica que, apesar da aprovação da Lei, o cenário da Pesquisa Clínica no país atualmente é de instabilidade, já que a lei pode ser regulamentada daqui um ano, dois ou até mais.

As Leis estabelecem princípios gerais e objetivos, mas a regulamentação é necessária para definir detalhes práticos e procedimentos operacionais. "Sem regulamentação detalhada, a Lei pode não atingir seus objetivos de forma eficaz, pois a falta desses detalhes pode comprometer a sua aplicação e também fiscalização.", comenta Fernando.

Fernando lembra que há mais de 30 aspectos a serem regulamentados na Lei, ou seja, todos esses pontos não se tornam válidos enquanto não houver regulamentação. De acordo com o Gerente Executivo, cabe agora a quem está atuando no mercado ler e interpretar a lei e as normas que já existem, para saber o que precisa ser feito na prática.

Vale lembrar que a falta de previsibilidade torna o ambiente regulatório menos atraente para o início de novos estudos e pode dificultar o avanço científico e o acesso da população a novas terapias e tecnologias. "Quando há imprevisibilidade nas regras para o desenvolvimento científico no Brasil, as empresas podem optar por levar suas pesquisas a países com sistemas mais estáveis, onde há maior segurança para o investimento e condução das pesquisas clínicas", explicou Fernando.

Para a Associação, um caminho a ser seguido é a aplicação de Boas Práticas Regulatórias, à exemplo da ANVISA, para garantir segurança, transparência e eficiência no processo regulatório. Esse conjunto de melhores práticas devem promover a proteção dos direitos dos cidadãos, assegurar a aplicação consistente e previsível das Leis e ter como uma de suas bases o amplo diálogo com representantes do setor.

Outra sugestão é o envolvimento de outros Ministérios neste diálogo, assim como a participação de organizações científicas, conselhos de profissionais da saúde, CROs, Indústria Farmacêutica e toda a Sociedade Civil Organizada, uma vez que, enquanto o cenário for instável, quem mais sofre com a falta de Estudos Clínicos sendo realizados no Brasil são os pacientes.

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Assessoria de Comunicação

Quarta, 22 Janeiro 2025 06:35

CLIPPING AHPACEG 22/01/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Governança regulatória e o setor regulado de saúde

Kora Saúde investe R$ 5 milhões em ampliação de UTIs

CFM pede à Anvisa banimento do uso de PMMA para preenchimento estético

TCM aponta falhas na Saúde de Goiânia durante gestão de Durval Pedroso

Cirurgião plástico é condenado após paciente perder a visão

Influenciadores presos suspeitos de deformar pacientes revendiam remédios com receitas falsas, diz delegado

SAÚDE BUSINESS

Governança regulatória e o setor regulado de saúde

A governança regulatória tornou-se um tema central para as empresas que atuam no setor regulado de saúde. Este segmento, caracterizado pela presença de normativas rigorosas e pela necessidade de garantir qualidade, segurança e conformidade, exige que as organizações adotem práticas robustas para lidar com o ambiente regulatório em constante evolução. Mas o que é Governança Regulatória?

A governança regulatória nada mais é do que o conjunto de políticas, processos e estruturas que asseguram que uma organização cumpra as exigências legais e regulatórias aplicáveis ao seu setor. No contexto da saúde, isso inclui regulações sanitárias, normativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), legislações trabalhistas, civil, do consumidor, criminal, entre outras.

Uma metodologia de Governança objetiva deve estruturar processos claros e consistentes, com etapas que possam garantir: (i) conformidade com a legislação, (ii) monitoramento contínuo, e (iii) aprimoramento da gestão regulatória através de 5 pilares:

1. Planejamento estratégico;

2. Implementação e conformidade

3. Monitoramento e controle;

4. Comunicação e relacionamento

5. Melhoria contínua

A adoção de uma boa governança regulatória permite não apenas a mitigação de riscos, mas também o fortalecimento da reputação e da confiabilidade da empresa no mercado.

Importância para o setor de saúde

O Setor Regulado de Saúde se destaca por ser um dos mais regulados do Brasil em razão de sua complexidade de normas e da relação direta com a segurança e o bem-estar da população. A não conformidade com as normas pode resultar em graves consequências, incluindo sanções financeiras, perda de licenças, danos à imagem institucional e, mais importante, riscos à saúde dos consumidores.

Portanto, as empresas do setor de saúde precisam implementar sistemas de gestão que assegurem, minimamente:

Monitoramento contínuo de regulamentações: Manter-se atualizado com relação às mudanças normativas.

Conformidade e auditorias internas: Realizar inspeções regulares para garantir o cumprimento das normas.

Gestão de riscos: Identificar e mitigar riscos regulatórios potenciais.

Treinamento contínuo: Capacitar os colaboradores para compreender e atender às exigências regulatórias.

Benefícios da Governança Regulatória

Redução de riscos: A prevenção de não conformidades reduz o risco de penalidades e interrupção das operações.

Fortalecimento da reputação: Cumprir as regulamentações reforça a credibilidade junto a clientes, parceiros e órgãos reguladores.

Melhoria da eficiência operacional: Processos regulatórios bem estruturados resultam em operações mais ágeis e seguras.

Vantagem competitiva: Empresas em conformidade têm acesso facilitado a novos mercados e oportunidades de negócio.

Boas práticas para implementação

Mapeamento regulatório: Identifique todas as normativas aplicáveis ao negócio.

Planejamento estratégico: Alinhe a governança regulatória às metas da empresa.

Tecnologia e inovação: Utilize ferramentas tecnológicas para automatizar e monitorar processos regulatórios.

Cultura organizacional: Promova uma cultura de conformidade em todos os níveis hierárquicos.

Desafios comuns

Embora essencial, a implementação da governança regulatória enfrenta desafios como:

Complexidade normativa: A multiplicidade de normas pode dificultar a gestão.

Mudanças constantes: A atualização frequente das regulações exige monitoramento contínuo.

Custo de implementação: A alocação de recursos para sistemas de conformidade pode ser significativa, especialmente para pequenas e médias empresas.

Atores

Membros da alta diretoria;

Gerências da qualidade e regulatória;

Gerência de Importação;

Gerência de Marketing/Vendas;

Advogado(a) especializado(a) em Direito Sanitário;

Autoridades sanitárias;

Outras autoridades.

A governança regulatória é um pilar essencial para a sustentabilidade e crescimento das empresas do setor de saúde. Mais do que cumprir normas, trata-se de promover a excelência operacional e garantir a confiança dos stakeholders. Empresas que investem em governança regulatória estão melhor posicionadas para enfrentar desafios, explorar oportunidades e contribuir para um setor de saúde mais seguro e eficiente.

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Kora Saúde investe R$ 5 milhões em ampliação de UTIs

A Kora Saúde investiu cerca de R$ 5 milhões na ampliação de leitos de UTI em unidades das regiões Norte e Centro-oeste do Brasil. Foram inaugurados 10 leitos de UTI adulto, em Goiânia (GO), e 25 leitos de UTI neonatal no Hospital Santa Teresa, em Palmas (TO).  

O investimento reforça a infraestrutura hospitalar e atende à crescente demanda por serviços de alta complexidade nessas regiões. De acordo com o estudo “A Medicina Intensiva no Brasil: perfil dos profissionais e dos serviços de saúde”, da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), o número de leitos de UTI no país aumentou 52% na última década, saltando de 47.846 em 2014 para 73.160 em 2024. 

Ganhos para além do setor da saúde 

“Estamos investindo na ampliação da nossa estrutura e no fortalecimento do sistema de saúde das comunidades onde atuamos. Esses novos leitos representam mais vidas salvas, maior acesso à saúde de qualidade e um impacto direto na geração de empregos e no desenvolvimento local”, afirmou Guilherme Coutinho, diretor da Rede Medical Palmas. 

A criação dos novos leitos também impulsiona a economia regional, com a contratação de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde, além de gerar empregos indiretos em áreas de suporte e fornecimento. Esse movimento contribui para o fortalecimento das redes de saúde e o crescimento socioeconômico das localidades atendidas. 

“A abertura desses novos leitos reflete o esforço conjunto da Kora Saúde com as unidades hospitalares para oferecer um atendimento mais humanizado, inovador e de excelência”, destacou Maurício Prudente, cardiologista e diretor médico do Instituto de Neurologia de Goiânia. 

Planos de expansão 

Além das recentes inaugurações, a Kora Saúde anunciou novos projetos para 2025. Entre eles, a abertura de 20 leitos de UTI adulto no Hospital Palmas Medical, na capital tocantinense. 

“Estamos atentos às necessidades das regiões onde atuamos e planejamos essas expansões com base em estudos cuidadosos de demanda. Nossa meta é consolidar, ao longo de 2025, uma infraestrutura ainda mais robusta, capaz de atender aos pacientes com eficiência e humanidade”, finalizou Coutinho. 

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AGÊNCIA BRASIL

CFM pede à Anvisa banimento do uso de PMMA para preenchimento estético

O Conselho Federal de Medicina (CFM) recomendou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância de preenchimento seja banido e solicitou a imediata suspensão da produção e da comercialização de preenchedores à base do produto no Brasil. O requerimento foi entregue nesta terça-feira (21) durante reunião na sede do órgão regulador.

O documento destaca o posicionamento de entidades como a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica que, em 2024, alertou que a utilização do produto na forma injetável pode causar complicações como infecções, reações inflamatórias, necroses, insuficiência renal aguda e crônica, podendo levar o paciente a óbito. “Trata-se de um produto de difícil remoção e, quase sempre, com sequelas graves e mutiladoras ao paciente”.

Outra entidade citada no requerimento é a Sociedade Brasileira de Dermatologia que, também em 2024, alertou que procedimentos que necessitam da utilização de PMMA devem ser indicados e realizados por médicos, já que podem produzir resultados imprevisíveis e indesejáveis, incluindo reações incuráveis e persistentes – edemas locais, processos inflamatórios e reações alérgicas, além de reações tardias anos depois.

“Diante de todo o exposto e visando à proteção da sociedade, o Conselho Federal de Medicina recomenda que o uso do PMMA como substância de preenchimento seja proscrito e requer à Agência Nacional de Vigilância Sanitária a imediata suspensão da produção e comercialização de preenchedores à base de polimetilmetacrilato (PMMA) no Brasil.”

Entenda

PMMA é um componente plástico com diversos tipos de aplicação, tanto na saúde quanto em setores produtivos, a depender da forma de processamento e desenvolvimento da matéria-prima. Ele pode ser encontrado, por exemplo, em lentes de contato, implantes de esôfago e cimento ortopédico. No campo estético, o PMMA é usado para preenchimento cutâneo, em forma semelhante a um gel.

Relatos de complicações relacionadas ao uso do componente em procedimentos estéticos se tornaram mais frequentes no Brasil. Em 2020, uma influenciadora digital perdeu parte da boca e do queixo após fazer preenchimento labial com PMMA. No ano passado, outra influenciadora morreu após se submeter a um procedimento estético para aumentar os glúteos.

Anvisa

Atualmente, o PMMA é autorizado pela Anvisa para tratamento reparador em casos de correção volumétrica facial e corporal, uma forma de tratar alterações de volume provocadas por sequelas de doenças como a poliomielite (paralisia infantil), e para correção de lipodistrofia, alteração no organismo que leva à concentração de gordura em algumas partes do corpo, provocada pelo uso de medicamentos antirretrovirais em pacientes com HIV/aids.

A aplicação do PMMA, segundo a Anvisa, deve ser feita por profissional médico ou odontólogo habilitado. “O profissional é o responsável por determinar a quantidade necessária para cada paciente, de acordo com a correção a ser realizada e as orientações técnicas de uso do produto. O PMMA não é indicado em procedimentos com fins estéticos, sendo aprovado pela Anvisa para fins corretivos”.

Estética

Levantamento do CFM divulgado em setembro revela que, dos 3.532 cursos de estética cadastrados no Sistema de Regulação do Ensino Superior (e-MEC) do Ministério da Educação, 98% não exigem dos participantes formação em medicina – ainda que boa parte das aulas se proponha a ensinar técnicas invasivas e de risco, como a aplicação de fenol e de PMMA.

Os dados mostram ainda que os cursos de estética oferecem mais de 1,4 milhão de vagas – 81% delas vinculadas ao ensino à distância. “A proliferação de cursos de estética para não médicos e a prática frequente do crime de exercício ilegal da medicina motivaram a aprovação de um pacto em favor da segurança do paciente e em defesa do ato médico”, informou o CFM, à época.

O documento traz compromissos firmados por representantes dos Três Poderes, do Ministério Público e de entidades médicas, além de órgãos de defesa do consumidor. A proposta, segundo a entidade, é evitar o que ela se refere como “invasão de competências exclusivas do médico”. No comunicado, o conselho cita ainda “um quadro de descontrole e de desrespeito” à chamada Lei do Ato Médico e cobra a adoção de medidas urgentes para assegurar a obediência ao que está previsto na legislação brasileira.

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A REDAÇÃO

TCM aponta falhas na Saúde de Goiânia durante gestão de Durval Pedroso

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) apontou irregularidades no uso do Fundo Municipal de Saúde (FMS) por parte da Secretaria de Saúde de Goiânia, entre os anos de 2021 e 2022, quando a pasta estava sob gestão do médico Durval Pedroso. De acordo com o órgão, mais de R$ 7,2 milhões não foram repassados para áreas como previdência dos servidores, imposto de renda e verbas destinadas ao pagamento de uma empresa prestadora de serviços.
 

Durante análise dos gastos do Fundo -  que reúne toda a verba pública destinada à compra de remédios, pagamento de funcionários e prestadores de serviço, o TCM encontrou falhas no repasse, em 2021, de R$ 31 mil à previdência dos servidores de Goiânia e de R$ 30 mil à folha de pagamento. A diretoria do FMS foi informada sobre a irregularidade e pediu dez dias para apresentar uma justificativa.
 

Já em 2022, as contas foram reprovadas por conta do uso irregular de R$ 7,1 milhões. O Fundo Municipal de Saúde deixou de repassar o dinheiro para previdência dos servidores, imposto de renda e verbas destinadas ao pagamento de uma empresa prestadora de serviços. 

Ao deixar de repassar os valores, o TCM aponta que Durval cometeu apropriação indébita dos recursos, além de considerar que ele tinha consciência sobre a ilicitude dos atos. “É razoável afirmar que era possível ao responsável ter consciência da ilicitude do ato que praticara e deveria o responsável ter repassado os valores retidos de depósitos e consignações, em vez de não cumprir com a obrigação”, diz um trecho da apuração.

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O HOJE

Cirurgião plástico é condenado após paciente perder a visão

A paciente passou por exames que indicaram boa saúde e a ausência de comorbidades

O cirurgião plástico Renato Tatagiba foi condenado a 2 anos e 4 meses de prisão em regime aberto após uma paciente sofrer perda parcial da visão. A decisão foi tomada pela juíza Juliana Trajano de Freitas Barão, na última sexta-feira (17/1), em primeira instância, o que permite que a sentença seja recorrida. Além da pena de prisão, Tatagiba também foi condenado a pagar 50 salários-mínimos e a indenizar a vítima, Shirian Saraeian, em R$ 300 mil.

Shirian, de origem iraniana-brasileira, passou por uma abdominoplastia e lipoescultura realizadas por Tatagiba em 30 de abril de 2021, em São Paulo. Três semanas após a cirurgia, em 21 de maio, ela foi diagnosticada com cegueira. De acordo com a ação movida contra o médico, Shirian contratou Tatagiba pela internet, onde o cirurgião tem quase 170 mil seguidores e afirma ter realizado mais de 25 mil procedimentos.

Antes das cirurgias, a paciente passou por exames que indicaram boa saúde e a ausência de comorbidades. No entanto, logo após acordar da operação no Hospital Saint Peter, ela passou a sentir dificuldade para respirar e tontura, e dois dias depois, perdeu repentinamente a visão do olho esquerdo, condição que também afetou o olho direito.

A defesa de Shirian alega que ela tentou entrar em contato com o médico diversas vezes após os primeiros sintomas, mas que ele demorou a responder. Em uma dessas tentativas, uma assessora de Tatagiba teria dito que “a cirurgia não tem absolutamente nada a ver com os olhos”, pois os procedimentos haviam sido feitos apenas no corpo. Shirian buscou atendimento em um hospital no início de maio de 2021, mas recebeu a recomendação de usar apenas um colírio. Diante da piora da visão, procurou um neuro-oftalmologista, que suspeitou de anemia aguda pós-operatória.

Exames posteriores confirmaram que a paciente perdeu cerca de 60% de sangue durante a cirurgia, e ela foi internada no Hospital Edmundo Vasconcelos, onde ficou constatado que perdeu completamente a visão do olho esquerdo e sofreu uma perda significativa no olho direito. A juíza Juliana Trajano considerou que Tatagiba não assumiu a responsabilidade pelo acompanhamento pós-operatório da paciente, o que resultou em sua condenação.

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PORTAL G1

Influenciadores presos suspeitos de deformar pacientes revendiam remédios com receitas falsas, diz delegado

Karine Gouveia e Paulo César Dias tiveram a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias. Segundo delegado, esquema também incluía duas distribuidoras de medicamentos administradas pelo casal.

Os influenciadores Karine Gouveia e Paulo César Dias, suspeitos de deformar pacientes após procedimentos estéticos, operavam um esquema de revenda ilegal de medicamentos obtidos com receitas falsas, conforme informou o delegado Daniel Oliveira. Eles tiveram a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias.

Outros sete funcionários suspeitos de envolvimento também foram presos. O g1 não localizou as defesas dos colaboradores até a última atualização da reportagem. De acordo com o delegado, o esquema também incluía duas distribuidoras de medicamentos administradas pelo casal.

Em nota, a defesa dos influenciadores, representada pelos advogados Romero Ferraz Filho, Tito Souza do Amaral e Caio Victor Lopes Tito, afirmou que as acusações devem ser submetidas ao processo legal. "Não raras são as vezes em que a Polícia Civil (PC) acusa, mas que, ao fim do processo, a Justiça entende diferente", completaram. A defesa também reclamou da ampla divulgação do caso - leia nota ao final do texto.

A Polícia Civil de Goiás afirmou que as investigações seguem em andamento por meio de inquérito policial e reforçou que a ampla divulgação da operação contribuiu para que novas vítimas noticiassem os fatos à polícia judiciária.

Segundo o delegado, o casal utilizava receitas médicas falsificadas em nome de pessoas que não eram pacientes para adquirir medicamentos diretamente de laboratórios. Esses remédios eram armazenados em uma sala sem identificação e revendidos pela internet, diretamente para outras pessoas e clínicas, além de serem utilizados em procedimentos realizados na clínica do grupo.

Os documentos falsificados, conforme o delegado, eram assinados por colaboradores. Segundo ele, durante depoimentos, uma responsável técnica revelou que chegou a assinar mais de 100 receitas em um único dia.

Mais de 70 vítimas já procuraram a polícia para denunciar os procedimentos realizados, segundo informações da investigação. Quando o inquérito for finalizado, os suspeitos poderão responder por crimes como lesões corporais gravíssimas, falsificação de documentos, organização criminosa e crimes contra o consumidor. O inquérito segue em andamento.

Procedimentos

O casal proprietário da clínica foi preso em 18 de dezembro durante uma operação policial que investiga procedimentos estéticos e cirúrgicos responsáveis por causar danos físicos e psicológicos a pacientes. Na última sexta-feira (17), a Justiça de Goiás prorrogou a prisão dos dois por mais 30 dias.

A Polícia Civil informou que a clínica cobrava até seis vezes menos que o valor de mercado. Em depoimento, um dentista, responsável técnico pelo local e executor de alguns dos procedimentos, afirmou que a clínica cobrava R$ 5 mil por uma cirurgia de nariz. No mercado, o valor médio cobrado por um cirurgião plástico para esse procedimento é de R$ 30 mil, segundo a polícia.

O dentista também declarou ter aprendido os procedimentos na prática, desde que começou a trabalhar na clínica, e relatou já ter realizado até oito cirurgias em um único dia. De acordo com a polícia, ele explicou que o baixo custo dos procedimentos gerava uma alta demanda por atendimentos. “Ele revelou que havia agendamentos com intervalos menores que uma hora, totalmente insuficientes para procedimentos cirúrgicos”, diz texto enviado pelo delegado Daniel Oliveira.

Relatos de pacientes

Pacientes da clínica de Goiânia relataram erros e sequelas sofridas após a realização de procedimentos estéticos no local. Em entrevista ao Fantástico, o empresário Marcelo Santos detalhou a experiência: "Fizeram raspagem e eu sentindo, acordado. Senti tirar pele, senti tirar cartilagem, senti raspar o osso", disse.

O empresário relatou ao Fantástico que realizou um procedimento para reduzir o tamanho do nariz. No entanto, a cirurgia não foi bem-sucedida, e ele precisou passar por uma segunda intervenção na mesma clínica para corrigir o erro. Além dos prejuízos estéticos, o empresário afirmou que necessita de outros tratamentos de saúde para lidar com o trauma: “Eu não consigo dormir direito. Tive problemas mais fortes, depressão, ansiedade”.

“Hoje, para eu fazer minha cirurgia de correção, vai custar em torno de R$ 60 mil. Eu não tenho condições”, afirmou Marcelo.

A psicóloga Vânia Ribeiro também foi vítima de procedimentos malsucedidos na Clínica Karine Gouveia. Ela investiu quase R$ 20 mil em uma harmonização facial, que incluía intervenções nas pálpebras inferiores, no "bigode chinês" (linhas de expressão entre o nariz e a boca), nos lábios e no ângulo da mandíbula.

No entanto, ao invés de aplicarem ácido hialurônico conforme combinado com a psicóloga, ela recebeu óleo industrial no rosto. Exames realizados pela Polícia Científica de Goiás comprovaram a verdadeira composição do produto.

“Eu fiquei muito desesperada. Eu furei minhas pálpebras inferiores e apertei bastante para ver se o produto saía”, contou a psicóloga.

Uma outra paciente da clínica, que não quis se identificar, relatou ao Fantástico que pagou cerca de R$ 4,5 mil para realizar uma lipo de papada, e agora precisa conviver com cicatrizes e dor. “Quando eu olho no espelho, eu levo um choque. Movimentar o pescoço de um lado para o outro, repuxa. Para mim, abaixar, dói. Então, é doloroso até hoje”, afirmou a mulher.

Investigação

O delegado Daniel Oliveira informou que a investigação começou em abril de 2024, após a primeira denúncia de uma paciente. Mais de 60 pessoas já procuraram a polícia para relatar sequelas e erros ocorridos na Clínica Karine Gouveia. Entre os casos graves, há o de uma vítima que precisou ser intubada após sofrer necrose no nariz.

"Há vítimas que estão na fila do SUS para reparar os erros desses procedimentos. Além dessas lesões, que elas sofriam, a gente identificou que a presença de substâncias como PMMA e silicone, em procedimentos que só poderiam ser realizados por médicos cirurgiões plásticos", afirmou o delegado.

Os envolvidos tiveram as contas bancárias, bens e valores bloqueados. No total, são R$ 2,5 milhões apreendidos e um helicóptero avaliado em R$ 8 milhões.

A dona da clínica não tem formação na área da saúde e o marido cuidava da parte administrativa do negócio. A polícia informou que a clínica atraía clientes com preços abaixo do mercado, por meio de um forte trabalho nas redes sociais, que contava até com a colaboração de famosos.

“Eu vi a repercussão que tinha clínica, as postagens, a quantidade de famosos, a quantidade de seguidores, a quantidade de pessoas elogiando. O valor foi interessante, mas o fundamental foi a extrema credibilidade que as postagens dela passavam", afirmou o empresário Marcelo Santos.

Procedimentos estéticos

A polícia informou que os procedimentos eram realizados em condições inadequadas. Os profissionais não possuíam a habilitação necessária para o manejo das substâncias utilizadas, e as instalações da clínica apresentavam problemas, como a falta de esterilização e o uso de bisturis cegos.

As duas unidades da clínica, em Goiânia e Anápolis, foram fechadas pela Vigilância Sanitária em dezembro de 2024. O delegado informou que os fiscais documentaram pelo menos 18 irregularidades durante as inspeções. Conforme a polícia, aunidade de Anápolis sequer possuía alvará de licença sanitária nem projeto arquitetônico aprovado pelo órgão sanitário competente para funcionar.

Nota da defesa do casal:

A defesa Karine Gouveia e Paulo César, Romero Ferraz Filho e Tito Souza do Amaral e Caio Victor Lopes Tito, respectivamente, acrescenta que os vazamentos seletivos de informações sigilosas, as quais sequer a defesa habilitada nos autos possui acesso, continuam. Após o devido acesso amplo, conforme a Constituição Federal e a Lei preveem, acredita que os fatos serão esclarecidos no seu tempo e com os documentos necessários.

- Acusações devem ser submetidas ao crivo do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Não raras são as vezes em que a Polícia Civil (PC) acusa, mas que, ao fim do processo, a Justiça entende diferente.

- A Autoridade Policial, nos vazamentos seletivos, após mais de 30 dias de prisão e 1 ano de investigações, não conseguiu comprovar o uso de PMMA e outras substâncias na Clínica. Ao contrário, a fim de atingir depoimentos que possam contribuir com a hipótese acusatória – e não a apuração de fatos, como deve ser no Estado de Direito –, requer prisões temporárias sem contemporaneidade; sem necessidade; apenas com narrativas que, aos primeiro olhar, constrangem o Magistrado a deferir os pleitos, com objetivo de negociar solturas se houver depoimentos que corroborem com a hipótese acusatória, tanto que quem fala o que se quer ouvir, é solto, quem fala a verdade e ou se vale do direito de permanecer em silêncio, permanece preso. Em passado recente o Decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Gilmar Mendes, considerou que tais práticas se assemelham a “tortura usando poder do Estado”.

- As defesas dos investigados têm denunciado vários abusos e violação de direitos, no entanto, a Autoridade Policial tem se valido de uma prisão sem fundamento real que está sendo utilizada como instrumento de coação para promover investigação clandestina e fora dos parâmetros legais, manchando a credibilidade das instituições e colocando em xeque todo o processo. Independente dos fatos investigados, a sociedade civil precisa estar atenta para que casos como este não se tornem a regra: pessoas sendo condenadas sem julgamento e sem direito de defesa, afinal, não se pode tolerar um Estado que prende primeiro e pergunta depois. Uma investigação que perdura há mais de ano, até agora os investigados não foram ouvidos.

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Assessoria de Comunicação

Terça, 21 Janeiro 2025 07:23

CLIPPING AHPACEG 21/01/25

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Artigo - O SUS se move lentamente

App da Receita passa a ser obrigatório para profissionais de saúde

Paço paga 160 prestadores de serviço da Saúde municipal

Estado de calamidade na Saúde de Goiânia por 180 dias é aprovado na Alego

O GLOBO

Artigo - O SUS se move lentamente

Setor privado de saúde avança célere em direção a um modelo de atenção ainda mais fragmentado e lucrativo

A saúde continua no topo das preocupações da população, segundo pesquisas de opinião recentes. Problemas como as causas de morte de criança por suposta negligência na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, périplo de pacientes e queixas generalizadas sobre descaso com aflição, dor e sofrimento não foram resolvidos em 2024. Mas, se mantidas em níveis republicanos as pressões e disputas pelo Ministério da Saúde, o sistema público capilarizado e coordenado, a inteligência epidemiológica, a produção de vacinas e medicamentos e a racionalidade técnica para a tomada de decisões seguirão apresentando parâmetros razoáveis.

Em 2025, tanto o governo federal quanto secretarias municipais e estaduais de Saúde preveem aumentar a oferta de serviços ambulatoriais e hospitalares, incluindo os de alta complexidade universitários. Esforços para ampliar o acesso a tecnologias estratégicas para o SUS, como a saúde digital, poderão crescer e aparecer ao longo do ano. Estão de volta informações sobre a situação sanitária, crescente transparência sobre a alocação de recursos e diálogos entre dirigentes da saúde das três esferas administrativas e com o Judiciário e o Legislativo. A polarização ciência versus "minha opinião pessoal" não desapareceu, mas perdeu magnetismo. Vacinas e vacinação, legislação sobre estupro e gravidez, alimentos ultraprocessados, agrotóxicos, armas de fogo e riscos à saúde retornaram à pauta pública.

Aquele SUS que ora conta com apoios políticos, ora é predado por emendas parlamentares, cronicamente subfinanciado, reviveu. Mas continua sem tração para reverter as persistentes e injustas desigualdades na saúde. Um SUS de sobreaviso para emergências sanitárias, como a Covid-19, e assistência aos mais pobres não é uma opção inteiramente confiável para as classes médias. Entretanto, na virada do ano, o esquema - o sentimento que faz dizer "Viva o SUS", o uso de vacinas e medicamentos caros e a assistência médica mediante plano privado - se mostrou instável.

Profissionais liberais, funcionários públicos mais graduados e trabalhadores autônomos com maior renda foram empurrados para um padrão de atendimento inferior na rede privada. Aumentos das mensalidades, descredenciamentos e novos artifícios para negar cobertura viraram um tormento. Está em curso uma nova segmentação. Cartões de desconto para quem pode pagar um pouco. Plano quase sem opções, serviços longe de casa, dirigidos pela empresa, caros e reajustes acima da inflação para a classe média tradicional.

Mais Sobre Ministério da Saúde Dengue: governo quer expandir método Wolbachia, que modifica mosquitos em laboratórios, para mais 40 cidades em 2025 O Brasil precisa se transformar numa nação esportiva A movimentação do setor privado se completa com a proposição, para ambos os grupos populacionais (médios e remediados), de uma aplicação perversa do mínimo múltiplo comum. Inovações tecnológicas serão aquelas adotadas e financiadas pelo SUS. Enquanto o SUS se move lentamente, o setor privado avança célere em direção a um modelo de atenção ainda mais fragmentado e lucrativo. Consultas remotas baseadas quase exclusivamente em algoritmos, retenção proposital de pacientes graves em unidades de urgência e prescrição de medicamentos de menor custo e eficácia degradam a medicina e o sistema de saúde.

Repetir que saúde pública é prioridade bate, porém não furou a pedra dura. Avançamos ao comprovar que o SUS estimula e integra um complexo econômico e industrial, é público e mantém relações permanentes com o privado. Por outro lado, as desonerações de obrigações fiscais para empresas de saúde, justificadas por sua relevância pública, não impedem que idosos gastem metade da renda para continuar no plano. Benefícios públicos seriam obrigação pública; a piora das garantias dos cuidados, mero equilíbrio do mercado.

Métricas e parâmetros para avaliar o que é bom uso dos impostos pagos direta e indiretamente podem contribuir para apertar o passo em direção ao SUS de qualidade. Embora não sejam tempos de grandes mudanças para a saúde, é hora de afrouxar as cordas que prendem as políticas de saúde à lógica público-privada, alheia aos direitos de cidadania, irresponsável, insensível aos valores de solidariedade e sustentabilidade.

*Ligia Bahia é médica e professora na Faculdade de Medicina da UFRJ

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MEDICINA S/A

App da Receita passa a ser obrigatório para profissionais de saúde

A partir de 2025, médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e outros profissionais da área de saúde autônomos terão que abandonar os recibos em papel e adotar o Receita Saúde, um aplicativo desenvolvido pela Receita Federal. A ferramenta promete revolucionar a forma de emissão de recibos, trazendo mais transparência fiscal e simplificando a declaração do Imposto de Renda, tanto para profissionais quanto para pacientes.

O Receita Saúde já demonstra impacto significativo antes mesmo de sua obrigatoriedade. Até dezembro de 2024, mais de 380 mil recibos foram emitidos pela plataforma, movimentando R$ 215 milhões em valores declarados. Segundo a Receita Federal, a medida visa reduzir inconsistências fiscais, como as que resultaram em 51,6% das retenções na malha fina em 2024, causadas por despesas médicas.

Com o novo sistema, as informações fiscais serão compartilhadas diretamente entre profissionais, pacientes e o sistema da Receita Federal, simplificando a comprovação das despesas de saúde e reduzindo os erros que levam à retenção de declarações.

Disponível para dispositivos Android e iOS, o aplicativo exige que os recibos sejam gerados no momento do pagamento. Em caso de parcelamento, cada parcela requer a emissão de um recibo específico. Caso seja identificado algum erro, o profissional pode cancelar o recibo em até dez dias após a emissão.

Além disso, os recibos emitidos serão automaticamente incluídos como receitas na declaração do profissional e como despesas dedutíveis na declaração pré-preenchida do paciente. Esse processo começará a valer para a declaração de 2025, com base nos recibos emitidos neste ano.

Impacto no setor de saúde

Embora a medida se aplique exclusivamente a profissionais de saúde registrados em conselhos profissionais, a pessoa jurídica e a pessoa física equiparada a jurídica, nos termos da legislação do Imposto sobre a Renda, continuarão utilizando a Declaração de Serviços Médicos de Saúde (Dmed). A Receita Federal espera que a iniciativa, além de combater irregularidades fiscais, aumente a confiabilidade das informações declaradas, proporcionando maior segurança tanto para profissionais quanto para pacientes.

Victor Rebouças, contador e sócio da Fonteles & Associados, explica que os profissionais de saúde podem gerar os recibos do Receita Saúde sozinhos, sem necessidade de um contador ou plataforma específica, desde que sigam os requisitos estabelecidos. “O sistema é intuitivo e acessível diretamente pelo aplicativo Receita Federal ou Carnê-Leão Web. Se preferirem, podem nomear um representante, como um contador ou auxiliar, para emitir os recibos. Essa nomeação é realizada no Portal e-CAC por meio de uma procuração eletrônica”.

O especialista explica ainda quais são as consequências que o profissional pode enfrentar, caso o recebido seja gerado incorretamente. “A emissão incorreta de um recibo pode trazer as seguintes consequências, como impactos no imposto de renda tanto do paciente quanto do profissional, maior risco de auditoria ou autuações pela Receita Federal e penalidades financeiras, dependendo da gravidade e frequência dos erros. Para evitar problemas, é preciso revisar os dados antes de emitir o recibo e manter comprovantes de pagamento e registros organizados. Caso identifique um erro, cancele ou corrija o recibo dentro do prazo de 10 dias para evitar complicações”, destaca.

A respeito da documentação que os profissionais devem ter em mãos para garantir que a emissão do recibo esteja correta e em conformidade com as normas, Victor Rebouças diz ser necessário CPF do paciente e do pagador (se forem diferentes), descrição, data e valor do serviço prestado, comprovantes de pagamento e data da transação, registro profissional atualizado e regular, conta Gov.br ativa e acesso ao Carnê-Leão Web.

Outra dica importante é a familiarização do contribuinte com o sistema. “Faça simulações para entender como funciona, utilize planilhas ou softwares para organizar informações sobre pacientes, serviços prestados e pagamentos; para pagamentos parcelados, emita um recibo para cada parcela e, em caso de dúvidas, consulte um contador ou consultor tributário para orientações específicas”, disse.

Adaptação e suporte

Para auxiliar na transição, a Receita Federal disponibilizou um manual com perguntas e respostas detalhadas sobre o uso do aplicativo. A mudança representa um avanço tecnológico para o setor de saúde, alinhando o Brasil às melhores práticas de transparência fiscal no mundo. O Receita Saúde, além de simplificar processos, simboliza um marco no relacionamento entre profissionais de saúde, pacientes e o Fisco, fortalecendo a confiança nas declarações do Imposto de Renda.

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O POPULAR

Paço paga 160 prestadores de serviço da Saúde municipal

Hospitais, clínicas, laboratórios e entidades filantrópicas que prestam serviço à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia receberam parte da dívida que se acumulou em cerca de R$ 600 milhões na última gestão municipal. Com recursos recebidos do governo federal na última semana, a Prefeitura efetuou o repasse de R$ 33,5 milhões a cerca de 160 prestadores de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). O prefeito Sandro Mabel (UB) promete que, agora, todos os pagamentos serão feitos "em dia", assim que os valores forem repassados ao Paço.\nDentre as unidades que receberam repasses, está a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, o Hospital Araújo Jorge e o Hospital de Olhos, e a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc), dentre outras. O Hospital Araújo Jorge é um dos que tiveram os maiores valores pagos. Nesta segunda-feira (20), re cebeu R$ 8,4 milhões referente aos serviços prestados em novembro passado. Além disso, outros R$ 833 mil, referente ao piso da enfermagem de outubro e novembro, foram pagos na última sexta-feira (17).

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A REDAÇÃO

Estado de calamidade na Saúde de Goiânia por 180 dias é aprovado na Alego

Com 29 votos favoráveis, os deputados goianos aprovaram, nesta segunda-feira (20/1), em fase única, a declaração de estado de calamidade pública na Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. O texto, que prevê o cenário por 180 dias, é do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, e tem como foco a contenção de despesas no enfrentamento da crise na área - alvo, inclusive, de uma intervenção estadual. 

Na prática, o decreto permitirá ações mais rápidas, como a compra de medicamentos e insumos e a contratação emergencial de leitos de UTI. 
 

Segundo a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), a Casa tem recebido muitos pedidos de declaração de calamidade pública por parte dos municípios. Por isso, durante a primeira plenária do dia, o líder do Governo na Casa, Talles Barreto (UB), informou que esse tipo de solicitação só será aprovado após análise individual e parecer favorável do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (MPC-TCM-GO).

Os parlamentares Clécio Alves (Republicanos), Antônio Gomide (PT), Paulo Cezar Martins (PL) e Bia de Lima (PT) haviam questionado ao líder quais os critérios a Casa usa para avalizar situações de calamidade pública e, por isso, o Parlamento goiano se reuniu com o MPC-TCM-GO e a decisão sobre a nova exigência foi tomada. “Trata-se de uma questão de bom senso e equilíbrio com as contas públicas”, explicou Talles. 

O processo legislativo aprovado nesta segunda-feira (20/1) também solicita declaração de calamidade na Secretaria Municipal da Fazenda goianiense. Entretanto, para que o MPC-TCM-GO possa avaliar a questão mais profundamente, a apreciação deste caso ficou para após o recesso parlamentar.

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 20 Janeiro 2025 08:19

CLIPPING AHPACEG 18 A 20/01/25

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Hospital Evangélico reduz em 81% a ida de pacientes crônicos ao OS

Artigo - Setor de compras como um dos principais aliados na Saúde

Homem faz enfermeira refém em hospital de Morrinhos e é morto pela PM

Como a IA generativa pode auxiliar médicos? Descubra as possibilidades

Recomendada pela OMS, autotransfusão de sangue é opção mais segura para pacientes cirúrgicos

Plano de saúde do crime: como era o sistema médico reservado para o PCC

MEDICINA S/A

Hospital Evangélico reduz em 81% a ida de pacientes crônicos ao PS

O uso de tecnologias que podem ser ajustadas de acordo com a necessidade de hospitais, municípios e planos assistenciais é uma das tendências para 2025 na área da saúde, especialmente para a atenção primária. Entre os principais resultados da inovação estão a economia, redução de idas ao pronto-atendimento, menor número de internamentos e, aliado ao atendimento humanizado, melhorias significativas na saúde de pacientes com doenças crônicas.

Para que se tenha ideia, em Londrina, cidade da região Norte do Paraná, o uso de uma plataforma desenvolvida especialmente para o monitoramento de pacientes que utilizam o plano de saúde do Hospital Evangélico possibilitou uma redução em 44% dos custos com atendimento de emergência de pacientes crônicos e em 44,5% os custos com internamentos destes pacientes. A economia, em um período de 12 meses, somando ambos os serviços (emergência e internamento) foi de mais de R$ 2 milhões.

Além disso, houve uma redução em 81% no número de pacientes de alto risco que antes eram atendidos mensalmente pelo Hospital Evangélico de Londrina (HE), em um período de 18 meses.

O uso da plataforma para gerenciamento de pacientes crônicos faz parte do Programa Viva Saúde – do Plano de Saúde Hospitalar – e que prevê atendimento domiciliar, presencial ou online para 1.736 pacientes com doenças como hipertensão, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica, obesidade, depressão, problemas cardiovasculares, pessoas em idade avançada e outros.

Números chamam a atenção

A tecnologia – chamada PGS/Nagis – começou a ser utilizada em janeiro de 2023 dentro do plano de Atenção Primária à Saúde (APS). Com ela, é possível identificar o número e a frequência de pacientes crônicos que passaram por atendimento no hospital, elencando os mais graves e sugerindo quais deveriam ser acompanhados preferencialmente por uma equipe multiprofissional, em um período mínimo de 12 meses. A adesão dos pacientes aos tratamentos propostos pela equipe do programa foi de 87,86%.

Entre os monitorados, após 18 meses, 81% tiveram redução de risco, 19,86% dos pacientes tiveram redução de Índice de Massa Corporal (IMC) e 19,58% dos pacientes com IMC acima de 30, considerada obesidade grave, conseguiram reduzir o peso e as doenças crônicas associadas.

O responsável pela implantação do sistema, o superintendente da Associação Evangélica Beneficente de Londrina (Aebel), que abrange o HE Londrina e o Plano de Saúde Hospitalar, Eduardo Bistratini Otoni, conta que é preciso inovar para tratar as pessoas. E as ferramentas utilizadas foram tecnologia e prevenção. “Em cima disso estruturamos equipes e iniciamos um projeto com 200 pacientes. Hoje, chegamos a mais de 1.700 pessoas e atingimos resultados econômicos e sociais nunca vistos”, afirma Otoni.

Ele explica que o raciocínio é lógico. “Quando a pessoa está doente o seu tratamento é mais caro. Se atuarmos preventivamente o tratamento tem menores custos e os pacientes têm uma redução dos seus sintomas . Além de tudo, trabalhar a prevenção é uma forma de engajar equipes médicas e pacientes”, reforça. Segundo Otoni, o número de consultas não diminuiu, mas o programa conseguiu a adesão dos pacientes ao tratamento, reduzindo também custos de alta complexidade. Outro importante resultado foi a sinistralidade junto a ANS que caiu 10% em apenas um ano.

Diferencial

A plataforma utilizada em Londrina possibilita a triagem automática de pacientes – incluindo classificação de risco -, a identificação e priorização rápida dos que precisam de atenção imediata, a implementação de protocolos padronizados e diretrizes alinhadas com as normativas da ANS, otimizando recursos clínicos.

Antes do uso da tecnologia, todo o acompanhamento era feito por meio de planilha, o que possibilitava o controle de cerca de 300 pacientes apenas. Atualmente, 1737 pessoas foram incluídas no programa – entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024.

Outra vantagem está no acompanhamento contínuo das condições dos pacientes, com agenda inteligente para os profissionais de saúde. “Isso aumenta a adesão ao tratamento e diminui riscos de complicações, reduzindo intervenções médicas desnecessárias”, explica Arnaldo Alves de Souza, gerente administrativo da Atenção Primária à Saúde (APS).

Atualmente a plataforma mantém uma base de dados de exames de cada paciente, com o cruzamento de dados e a estratificação de todos os que geram maior custo, baseado no uso de serviços médicos.

Os pacientes são selecionados e uma equipe realiza uma primeira avaliação, incluindo coleta do histórico de saúde, situação vacinal, aplicação de escalas de avaliação com classificação de risco, exames atuais, que determina a frequência do acompanhamento do programa, por meio de atendimento personalizado e telemonitoramento.

Cada paciente tem acesso a uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais de saúde, que desenvolvem um plano de cuidados individualizado, levando em consideração suas necessidades e metas.

As pessoas selecionadas têm suporte contínuo contato com a equipe de saúde por meio de aplicativo de mensagem, podendo esclarecer dúvidas, receber orientações e apoio emocional, evitando muitas vezes uma ida desnecessária ao pronto-socorro.

O diretor de Operações Hospitalar da Aebel, Felipe Rodrigues Leme, garante que o objetivo é expandir o atendimento para mais beneficiários.

“Há 5 meses atrás não utilizávamos os resultados dos exames para monitorar doenças complexas e hoje fazemos isso. A tecnologia nos permite gerir pacientes, de maneira customizada, incluindo protocolos de acordo com as nossas necessidades, o que gera resultados exponenciais”, reforça.

O responsável pela criação do software, Wagner Marques, explica que a ferramenta envolve apoio operacional e estratégias que combinam análise avançada, automação e suporte contínuo para que hospitais e planos de saúde otimizem suas operações e entreguem resultados superiores. “O software é capaz de aprender protocolos diagnósticos e terapêuticos e auxiliar profissionais de saúde, permitindo a adaptação de protocolos de cuidados a diferentes situações, locais e níveis de complexidade (UPAS, UBS e Hospitais)”, menciona Marques. As tecnologias desenvolvidas pelas Nagis foram reconhecidas pelo Banco Mundial, através de seu órgão IFC (International Finance Corporation), como sendo uma inovação na área da saúde. “Fomos escolhidos entre 295 empresas e instituições, de 34 países”, completa o desenvolvedor e idealizador da startup em saúde.

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Artigo - Setor de compras como um dos principais aliados na Saúde

Vivemos um momento de renovação. De novas oportunidades e estratégias para 2025. Em instituições de saúde, por exemplo, é o momento de olhar para todos os setores, como o de compras, definir como cada área deve contribuir para a estratégia de negócio; quais ambientes precisam de mais investimentos e, por fim, atentar-se para as tendências do mercado.

Quando pensamos em hospitais, lembramos do médico, do enfermeiro e do recepcionista que nos atendeu. O que não levamos em consideração é que, para que esses profissionais atuem conforme esperado, é necessária a disponibilidade de insumos e materiais em tempo hábil.

E, é aí que o diferencial de se ter profissionais qualificados e estratégicos no time de compras faz toda a diferença! E que diferença! Afinal, há quinze anos, o processo de aquisição (cotação, comparação de preços, autorização de compra) era feito de forma manual.

Hoje, com a inclusão da tecnologia no setor de compras hospitalares, a utilização de plataformas de compras online, acompanhadas de processos de automatização, a rotina desses profissionais foi “revolucionada”. Afinal, através dessas ferramentas tornou-se possível, por exemplo, atingir a um marco histórico de se realizar em apenas 52 minutos uma atividade de compra de reposição complexa que, antes, levava 52 horas para ser realizada (dados comprovados através de medição sistêmica).

Mas, não é só isso. Através dela, grande parte das atividades desses profissionais tornaram-se mais ágeis, além de ser possível o acesso a ofertas de fornecedores nacionais e internacionais; fazer a comparação de preços e marcas; presença do poder de negociação para compradores da instituição; entre outros.

Diante de tantas mudanças, tornou-se possível, ao profissional de compras, uma maior disponibilidade de investimento em suas qualificações. Afinal, agora, ele passará de operacional para estratégico, apoiando a instituição na redução de custos na aquisição de medicamentos e materiais – considerado como o segundo maior “gasto” na folha de pagamento de hospitais.

Ainda, ao aderir a uma visão mais estratégica, o comprador terá uma visão mais analítica e proativa ao tomar decisões baseando-se em dados; ao analisar a possibilidade de contratos de longo prazo – conseguindo assim melhores preços e garantia de estoque; e, ainda, verificar as tendências de comportamento de mercado.

Dessa forma, conclui-se que com apenas algumas mudanças de comportamento alinhadas ao suporte da tecnologia, o comprador estratégico estará cada vez mais preparado para atender a elevada demanda que esses ambientes exigem, contribuindo, inclusive, para que a instituição de saúde torne-se ainda mais sustentável e com custos otimizados.


*Eduardo Negrão é Diretor de Tecnologia da Apoio.

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O HOJE

Homem faz enfermeira refém em hospital de Morrinhos e é morto pela PM

Segundo a administração do hospital, o paciente tentou deixar a UTI, desrespeitando as orientações médicas

Um homem de 59 anos morreu na noite de sábado (18), após fazer uma enfermeira refém e ser baleado por policiais militares na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Morrinhos, no Sul de Goiás. Luiz Cláudio Dias, morador de Professor Jamil, estava internado há três dias devido a problemas renais e teria apresentado um surto psicótico, ameaçando funcionários com um pedaço de vidro.

Segundo a administração do hospital, o paciente tentou deixar a UTI, desrespeitando as orientações médicas. Durante a crise, ele quebrou o vidro de uma janela no banheiro feminino e usou os cacos para fazer uma enfermeira refém, ameaçando feri-la. Veja o vídeo.

A Polícia Militar foi acionada e iniciou negociações com Luiz Cláudio, mas ele se manteve agressivo. De acordo com a PM, em determinado momento, o homem tentou ferir a refém, o que levou um dos policiais a disparar, visando atingir seus membros inferiores. Contudo, o tiro atingiu a parte lateral do corpo do agressor.

Apesar dos esforços médicos para socorrê-lo, Luiz Cláudio não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. A enfermeira refém não sofreu ferimentos, mas ficou emocionalmente abalada. A Polícia Civil está investigando o surto do paciente e a intervenção policial.

Luiz Cláudio havia sido transferido para o hospital de Morrinhos por meio do sistema de regulação de Piracanjuba. O hospital informou que está oferecendo apoio à equipe de saúde envolvida no incidente.

Confira a nota da PM referente ao caso ocorrido:

A Polícia Militar de Goiás informa que, na noite de sábado (18), uma equipe do 36º Batalhão da Polícia Militar atendeu uma ocorrência no Hospital Municipal de Morrinhos, onde um paciente, em surto psicótico, manteve uma técnica de enfermagem refém na UTI, ameaçando-a com um objeto perfurocortante (pedaço de vidro).
Após a chegada dos policiais, foram iniciados protocolos de gerenciamento de crises para liberar a vítima. Apesar das tentativas de verbalização para que o autor liberasse a vítima, ele permaneceu em atitude agressiva e reiterou as ameaças.
Diante do risco iminente à vítima, foi necessário a realização de um disparo de arma de fogo para neutralizar a agressão e resguardar a integridade física da refém.
Mesmo alvejado, o autor continuou resistindo, sendo necessária a sua contenção pelos demais policiais militares. A equipe médica prestou socorro imediato, mas infelizmente ele não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
A ocorrência foi acompanhada pelo delegado plantonista, que conduzirá as investigações cabíveis.
A Polícia Militar informa, ainda, que foi determinada a instauração de procedimento administrativo para apurar os fatos.

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CNN BRASIL

Como a IA generativa pode auxiliar médicos? Descubra as possibilidades


A inteligência artificial (IA) tem promovido grandes avanços nos cuidados de saúde em diversas áreas. Desde a precisão diagnóstica até o suporte a tratamentos personalizados, passando pela automação de tarefas administrativas e o empoderamento dos pacientes na tomada de decisões, a IA vem se integrando rapidamente aos fluxos de trabalho do setor.

Esses avanços não apenas aliviaram a carga dos profissionais de saúde, mas também ampliaram o acesso a tecnologias inovadoras, beneficiando tanto especialistas quanto o público em geral.

O termo IA engloba diversas tecnologias, incluindo o aprendizado de máquina (machine learning, ML), que utiliza algoritmos e modelos estatísticos para aprender e se adaptar com base em dados. O aprendizado profundo, uma subárea do ML, refina modelos pré-treinados para realizar tarefas complexas, como reconhecimento de imagens e fala.

Além disso, a IA generativa cria novos conteúdos por meio de modelos gerativos, como ferramentas de produção de texto. Grandes modelos de linguagem (Large Language Models, LLMs), como o ChatGPT, representam um marco significativo, gerando textos originais e similares produzidos por humanos a partir de grandes volumes de dados.

O aprendizado de máquina pode ser descrito como uma abordagem matemática para o reconhecimento de padrões, como a regressão, que aprimora suas soluções conforme mais dados são processados. Entre as técnicas comuns estão árvores de decisão, aumento de gradiente e redes neurais. Estas últimas formam a base do aprendizado profundo, que utiliza múltiplas camadas de reconhecimento de padrões para analisar dados complexos, como imagens médicas.

Um marco no aprendizado profundo foi o desenvolvimento das redes neurais convolucionais, entre 2010 e 2012, permitindo uma classificação detalhada de imagens. Essa tecnologia impulsionou avanços como a análise de radiografias de tórax para prever riscos cardiovasculares, ampliando o uso de exames de rotina para novas aplicações.

IA generativa na prática médica

A IA generativa cria conteúdos inéditos, como imagens ou textos, por meio de refinamento iterativo a partir de comandos específicos. Apesar de promissora, apresenta limitações, incluindo a possibilidade de gerar resultados imprecisos ou fictícios, conhecidos como "alucinações".

Na saúde, a IA generativa já demonstra utilidade em diversas áreas:

Radiologia: análise de exames como radiografias, ultrassonografias, tomografias computadorizadas (TC) e ressonâncias magnéticas (RM) para detectar anormalidades.

análise de exames como radiografias, ultrassonografias, tomografias computadorizadas (TC) e ressonâncias magnéticas (RM) para detectar anormalidades. Patologia: identificação de padrões em lâminas histopatológicas para diagnósticos, como câncer.

identificação de padrões em lâminas histopatológicas para diagnósticos, como câncer. Detecção Precoce: avaliação de dados clínicos para identificar sinais iniciais de doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias e câncer.

avaliação de dados clínicos para identificar sinais iniciais de doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias e câncer. Prontuários: automatização do registro médico, com geração de notas clínicas e resumos.

automatização do registro médico, com geração de notas clínicas e resumos. Automação de Fluxo de Trabalho: redução de tarefas administrativas, como agendamentos, faturamento e documentações.

redução de tarefas administrativas, como agendamentos, faturamento e documentações. Tarefas Repetitivas: otimização do tempo dos profissionais de saúde, permitindo que se concentrem em cuidados diretos ao paciente.

otimização do tempo dos profissionais de saúde, permitindo que se concentrem em cuidados diretos ao paciente. Descoberta de Novas Drogas: identificação de alvos biológicos (como proteínas ou genes) e criação de novas moléculas.

identificação de alvos biológicos (como proteínas ou genes) e criação de novas moléculas. Pesquisa Clínica: planejamento e monitoramento de estudos clínicos, análise de dados e automatização de tarefas administrativas relacionadas.

Outras aplicações incluem cirurgia robótica, monitoramento por dispositivos vestíveis (wearables), saúde mental, telemedicina, educação médica e combate a epidemias.

Na hematologia, a IA auxilia na análise de lâminas digitais preparadas a partir de coletas de sangue ou medula óssea, identificando células normais e anomalias, como células leucêmicas ou alterações nos glóbulos vermelhos. Essas ferramentas fornecem suporte para decisões clínicas, fornecendo possíveis diagnósticos ou destacando áreas de interesse em lâminas para revisão pelo hematologista. Além disso, sistemas baseados em IA classificam cromossomos na citogenética e identificam padrões em citometria de fluxo, contribuindo para a classificação de subtipos de doenças, como leucemias e linfomas, com maior rapidez e precisão.

Embora promissora, a implementação da IA exige rigor para garantir precisão e confiabilidade. A possibilidade de "alucinações" preocupa profissionais e instituições, tornando essencial a supervisão humana, além de regulação e controle dessas tecnologias.

Construindo a confiança dos pacientes na IA

Os pacientes expressaram preocupações sobre o uso da IA, como erros diagnósticos, privacidade de dados e redução da interação humana. Para superar essas barreiras, é crucial reforçar que a IA seja uma ferramenta de apoio, e não um substituto, no processo clínico. Exemplos práticos, como sistemas que verificam interações medicamentosas ou agilizam o atendimento em emergências, demonstram seus benefícios diretamente.

Garantir que os profissionais de saúde continuem no centro das decisões clínicas é vital para preservar a relação humana na medicina e tranquilizar os pacientes. Além disso, o monitoramento rigoroso do desenvolvimento de modelos de IA - desde a coleta de dados até sua aplicação - é fundamental para garantir que sejam produtos éticos, representativos e seguros. Embora a IA possa revolucionar diagnósticos e tratamentos, enfrenta desafios como privacidade, viés algorítmico e falta de transparência.

Conclusão

A IA representa uma oportunidade transformadora na saúde, mas sua integração deve ser orientada pela transparência, ética e foco no paciente. Como ferramenta de suporte, amplia o potencial inovador dos profissionais de saúde, preservando a empatia e o cuidado humano que são essenciais à prática médica.

*Texto escrito pelo hematologista Phillip Scheinberg (CRM - 87.226), chefe da Hematologia da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro da Brazil Health

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FOLHA DE S.PAULO

Recomendada pela OMS, autotransfusão de sangue é opção mais segura para pacientes cirúrgicos


Máquinas coletam, processam e reinfundem o sangue perdido pelo paciente durante a operação

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o uso do próprio sangue do paciente, por meio da autotransfusão, como uma alternativa mais segura em cirurgias. O método evita inflamações associadas a transfusões tradicionais, reduz o tempo de internação e diminui o risco de mortalidade. Apesar dos benefícios, a prática ainda não é amplamente divulgada no Brasil.

A autotransfusão em cirurgias é realizada por meio de um procedimento conhecido como PBM (Patient Blood Management), ou gerenciamento de sangue do paciente. Trata-se de uma abordagem terapêutica que busca reduzir ou eliminar a necessidade de transfusões.

O PBM é estruturado em três pilares principais. Um deles é o uso de máquinas especializadas durante cirurgias que envolvem grande perda de sangue, como transplantes ou procedimentos decorrentes de traumas graves. Essas máquinas coletam, processam e reinfundem o sangue perdido pelo paciente durante a operação.

"A máquina faz a coleta do sangue perdido durante a cirurgia. Esse sangue é processado para remover componentes indesejados, como coágulos e resíduos cirúrgicos. As células vermelhas são então concentradas e reinfundidas no paciente", explica Isabel Cristina Céspedes, responsável pela implementação do PBM no Hospital São Paulo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Além disso, o PBM inclui a detecção e o manejo de condições como anemia e deficiência de ferro antes da cirurgia, garantindo que o paciente esteja em melhores condições para o procedimento. Após a operação, a técnica reduz a necessidade de reposição de sangue de terceiros.

A OMS enfatizou, em recomendação de 2021, a urgência de implementar o gerenciamento de sangue do paciente em escala global. Segundo a organização, crises sanitárias, como a pandemia de Covid, reforçam a necessidade de alternativas como o PBM. Durante períodos de distanciamento social e restrições, o número de doações de sangue pode cair drasticamente, comprometendo o atendimento em emergências.

Outro fator apontado pela OMS é o envelhecimento populacional, que eleva a demanda por transfusões devido à maior incidência de doenças crônicas. Ao mesmo tempo, a disponibilidade de doadores tende a diminuir, já que pessoas acima de 69 anos não podem doar sangue.

Segundo Céspedes, a autotransfusão é especialmente benéfica para pacientes mais fragilizados. "Quando uma pessoa recebe sangue de outra, o corpo pode reagir com inflamações e alterações no sistema imunológico, pois são células estranhas inseridas no organismo. A autotransfusão reduz esse impacto", explica.

Ela reforça, no entanto, que a doação de sangue ainda é essencial para salvar vidas, principalmente porque o PBM não é amplamente utilizado. Em cirurgias eletivas com grande risco de sangramento, é obrigatório ter uma reserva de sangue, mas os bancos de sangue nem sempre conseguem atender toda a população.

A assistente administrativa Maria Raquel Bernardes, 53, passou por um transplante de fígado no Hospital São Paulo e foi beneficiada pela autotransfusão. Diagnosticada no início de 2024 com uma doença hepática policística - condição genética rara que provoca o surgimento de múltiplos cistos no fígado- , ela precisou de um transplante após o agravamento da doença.

"Eu fiquei aliviada em saber que estava passando por um procedimento com o uso do meu próprio sangue, porque era uma cirurgia muito complexa e já teria um outro órgão dentro de mim", conta Maria Raquel.

Ela foi operada no dia 10 de janeiro e, três dias depois, saiu da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para o quarto, onde se recupera. A alta está prevista para este domingo (19).

Segundo a diretora clínica do Hospital São Paulo, Jaquelina Ota Arakaki, a recuperação de Maria Raquel tem sido rápida, em parte graças ao PBM. Contudo, a médica afirma que ainda não há dados consolidados sobre o impacto do procedimento no hospital, que implementou a técnica em 2019.

"Nós usamos a autotransfusão em toda cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea, onde a perda sanguínea é significativa. Também usamos em transplantes hepáticos. Isso reduz nossa dependência de bolsas de sangue. E não há contraindicações para o uso, mas usamos quando há possibilidade de perda de duas bolsas de sangue [uma tem 450ml]", explica Arakaki.

O Hospital São Paulo, um dos primeiros do país a adotar o PBM, dispõe de duas máquinas para autotransfusão, alugadas ao custo de R$ 3.700 cada. De acordo com a Politec Saúde, empresa que comercializa o equipamento no Brasil, cerca de 100 hospitais públicos e privados já utilizam a técnica no país.

O governo de São Paulo iniciou, em setembro de 2024, uma comissão interdisciplinar de gerenciamento do sangue do paciente para expandir a adoção do PBM. A Secretaria de Saúde do Estado informa que a autotransfusão intraoperatória já é aplicada em cirurgias cardiovasculares, urológicas e transplantes de órgãos sólidos, como fígado, rim e coração.

No Ceará, o Centro de Hematologia e Hemoterapia oferece o serviço de recuperação intraoperatória de sangue para hospitais que realizam grandes cirurgias. A advogada Emanuelle Nobre, 38, realizou autotransfusão no estado após um grave acidente de carro e teve uma recuperação mais rápida.

"Eu perdi muito sangue, estava debilitada e precisei de oito bolsas de sangue. Depois dessa fase inicial, fiz outras cirurgias de recuperação com autotransfusão. Foi mais tranquilo, fiquei menos tempo no hospital e corri menos risco de infecções", relata Emanuelle.

Em nível nacional, o Ministério da Saúde informa que a autotransfusão, também chamada de transfusão autóloga, é uma técnica realizada em serviços de hemoterapia, na qual o paciente doa sangue para uso próprio em cirurgias que exigem transfusões.

Já a recuperação de sangue durante cirurgias é uma técnica que ainda não está incluída na Tabela de Procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde). Sua incorporação depende de avaliação da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados, vinculada à Secretaria de Atenção Especializada em Saúde.O tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.

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UOL

Plano de saúde do crime: como era o sistema médico reservado para o PCC

Uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil revelou que o PCC (Primeiro Comando da Capital) mantinha um esquema de saúde informal, com procedimentos médicos e estéticos de alto custo, exclusivos para líderes da facção.

Como funcionava o esquema

Gerenciamento e contratação de serviços. Advogados da facção, que fazem parte de um setor do PCC chamado "Sintonia dos Gravatas" contratavam médicos e dentistas para atender presos estratégicos, utilizando mensagens de aplicativos. Os profissionais recebiam valores acima da média de mercado, pagos por meio de depósitos fracionados e contas de terceiros, dificultando o rastreamento.

Os médicos e dentistas, apesar de não terem vínculo direto com o PCC, prestavam serviços sem questionar a origem dos pagamentos. "Se algum profissional de saúde, seja médico, seja dentista, estiver emitindo alguma declaração falsa ou algo nesse sentido para poder fazer esse atendimento, evidentemente isso vai ser apurado", afirma Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, vinculado ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo).

Para justificar os atendimentos, advogados apresentavam laudos médicos que alegavam problemas de saúde fictícios. Em um caso de 2015, Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, pediu autorização para aplicação de botox alegando uma inflamação no nervo trigêmeo. Embora o pedido tenha sido negado, outros procedimentos, como clareamento dental, foram realizados sob a mesma lógica.

Atendimento era restrito a membros da "nobreza" do PCC. O plano era acessível apenas a uma "fatia privilegiada" da facção, composta por membros de alta hierarquia, geralmente presos durante missões relacionadas ao tráfico de drogas ou atentados contra agentes públicos. Esses líderes tinham acesso ao que foi chamado de "atendimento VIP", incluindo procedimentos estéticos. "São presos que são elencados pela cúpula da facção para poderem receber essas benesses", explicou Gakiya.

A investigação revelou que diversos líderes do PCC usufruíram dos serviços do plano de saúde. Entre os beneficiados estão:

Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola): Líder do PCC, Marcola chegou a solicitar botox e tinha um dermatologista particular que o atendia antes de ser transferido para o sistema federal. Paulo César Souza Nascimento Júnior (Paulinho Neblina): Importante membro da facção, recebeu atendimentos médicos particulares, incluindo procedimentos odontológicos. Wanderson Nilton de Paula Lima (Andinho): Outro líder de destaque da facção, também listado como beneficiário.

Rogério Jeremias de Simone (Gegê do Mangue): Assassinado em 2018, Gegê também foi um dos atendidos pelo esquema. Três anos de investigações. O esquema foi revelado em investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil desvendou um esquema sofisticado, administrado pela facção criminosa, para oferecer atendimentos médicos e estéticos a líderes da organização. A investigação iniciou em 2021.

Cartões de memória, apreendidos com uma visitante em 2021 na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, revelaram a existência de uma lista de médicos e dentistas que atendiam os presos. Manuscritos posteriores confirmaram como o esquema era coordenado e apontaram o envolvimento de uma ONG controlada pela facção para gerenciar pagamentos e criar demandas judiciais falsas, segundo informou em uma coletiva o delegado Edmar Caparroz, do Deinter 8.

O que se vislumbrou dentro daqueles cartões de memória, que havia diversos arquivos ali contendo pastas dos setores de saúde da facção, rol de médicos e dentistas, advogados com codinomes. E o que é bastante importante também, havia um material da ONG, de certa forma, que prestava conta à cúpula da facção que estava ali estabelecida na unidade prisional. Edmar Caparroz

Resultado da operação

A operação conjunta do MP-SP e da Polícia Civil levou à prisão de 12 pessoas ligadas ao PCC, incluindo advogados e gestores de uma ONG usada pela facção.

Foram cumpridos 14 mandados de busca. A operação ocorreu em cidades como São Paulo, Presidente Prudente, Guarulhos, Londrina e Presidente Venceslau. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, documentos, armas, coletes balísticos e faixas destinadas a manifestações planejadas. Também foram encontrados materiais que revelam detalhes da estrutura do setor jurídico e do esquema de saúde da facção.

A Justiça suspendeu as atividades da ONG. Além da suspensão, determinou a retirada de suas páginas das redes sociais, com base em evidências de que a entidade atuava para criar factoides e enfraquecer instituições públicas. O material apreendido será analisado para identificar outros envolvidos e evitar a continuidade de ações similares.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo (OAB SP) informou que acompanhou, por meio da Comissão de Direitos e Prerrogativas, a operação que resultou na prisão de dois advogados nas cidades de Sorocaba e Ribeirão Preto, na terça-feira (14). "A OAB SP reforça seu compromisso com a ética e a legalidade, ressaltando que seguirá acompanhando os desdobramentos da operação e da prisão dos referidos advogados, e está à disposição das autoridades para os devidos esclarecimentos", declarou.

O UOL entrou em contato com a ONG Pacto Social E Carcerário De São Paulo, cujo presidente e vice-presidente foram presos na operação. Até o momento, porém, a organização não havia respondido ao pedido de pronunciamento. O espaço permanece em aberto para futuras manifestações.

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Assessoria de Comunicação

Sexta, 17 Janeiro 2025 08:06

CLIPPING AHPACEG 17/08/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Hospital Infantil de Campinas suspende atendimentos pelo IMAS por causa de dívida

Secretaria de Saúde corta pagamentos complementares por procedimentos e leitos

MP investiga má gestão de atestados após Prefeitura de Goiânia anunciar que há 26 mil pedidos de afastamentos por licença-saúde e outras

Entenda as principais mudanças da reforma tributária

Artigo - O SUS, o plano de saúde privado e a fraude

TV ANHANGUERA

Hospital Infantil de Campinas suspende atendimentos pelo IMAS por causa de dívida

https://globoplay.globo.com/v/13265806/

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Secretaria de Saúde corta pagamentos complementares por procedimentos e leitos

https://globoplay.globo.com/v/13265440/

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PORTAL G1

MP investiga má gestão de atestados após Prefeitura de Goiânia anunciar que há 26 mil pedidos de afastamentos por licença-saúde e outras

Sindicato dos servidores municipais contesta os números. Secretaria de Administração diz que 1,5 mil servidores afastados, enquanto sindicato diz que são menos de 800.

O Ministério Público de Goiás MP-GO investiga uma suposta má gestão de atestados após a Prefeitura de Goiânia anunciar que há 26 mil pedidos de afastamentos por licença-saúde, entre outras. A informação foi obtida pelo repórter da TV Anhanguera Honório Jacometto, e confirmada pelo g1.

A Secretaria Municipal de Administração da Prefeitura de Goiânia informou que foram registrados cerca de 26 mil processos de pedidos de afastamento de servidores públicos municipais no ano de 2024. A secretaria informou que 8,5 mil casos aguardam perícia médica e que 1,5 mil servidores já estão afastados.

O Sindicato dos Trabalhadores de Goiânia (SindiGoiânia) contesta os números. De acordo com o presidente Ronaldo Gonzaga, um levantamento feito pelo sindicato indica que, nessa quinta-feira (16), existem menos de 800 servidores efetivos afastados no município.

“Numa gestão onde temos aproximadamente 30 mil servidores e 26 mil, no ano, estiveram de atestado, é muito. Isso realmente tem que ser verificado”, afirmou Gonzaga.

O MP-GO apura o caso, mas não confirma os números. Em nota, o órgão informou que “existe uma investigação em andamento na 50ª Promotoria de Goiânia que apura ‘suposta má gestão de afastamentos temporários (licença-saúde e outros) no âmbito da Junta Médica do Município de Goiânia’”.

De acordo com o Ministério Público, a apuração ainda está em fase inicial e não é possível determinar o número real de servidores afastados e de pedidos de perícia médica na Prefeitura de Goiânia.

O Sindicato contesta número de 26 mil pedidos de afastamentos na Prefeitura de Goiânia

Falsos atestados

Em entrevista à TV Anhanguera, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União), afirmou que um serviço de inteligência da administração municipal detectou atestados falsos apresentados por servidores.

“Já temos cento e tantos casos, com filmagem, com comprovação, de gente que está de atestado e não está doente coisíssima nenhuma”, afirmou Mabel em entrevista coletiva.

O presidente do SindiGoiânia afirmou que casos comprovados de falsos afastamentos precisam ser punidos.

“Se tem atestado falso, se tem algum rolo por parte do servidor, tem que ser verificado e penalizado, exonerado”, afirmou Ronaldo.

No entanto, o sindicato pede cautela ao divulgar números: "o que não pode é criminalizar o servidor público", declarou ainda Gonzaga.

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PORTAL UOL

Entenda as principais mudanças da reforma tributária

Sancionada nesta quinta-feira (16) à tarde, a lei complementar que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo simplificará a cobrança de impostos no país e será implementada gradualmente. A lei define diversos pontos que precisavam de regulamentação após a aprovação da emenda constitucional que reformulou o sistema tributário no país.

As principais mudanças são a reorganização dos impostos sobre o consumo. No lugar dos cinco tributos atuais, haverá um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) de "natureza dual", com uma parte administrada pela União e outra pelos estados e municípios.

A parcela arrecadada pela União comporá a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que reunirá o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os estados e município ficarão com o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que agregará o Imposto sobre o Comércio de Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), de competência municipal.

Embora a Constituição tenha estipulado a unificação desses tributos, era necessária uma regulamentação, para definir como se dará a mudança para o novo sistema. Além da unificação dos tributos, a reforma prevê o fim da cumulatividade, a cobrança em cascata, em que o mesmo tributo é cobrado em diversas etapas da cadeia produtiva, tanto sobre os insumos como sobre o produto final.

A regulamentação também trata da transição para o novo sistema. Em 2026, haverá uma fase de testes, com alíquotas de testes para a CBS e o IBS. De 2027 a 2033, as alíquotas sobem gradualmente, com os tributos atuais deixando aos poucos de ser cobrados.

A regulamentação da reforma tributária também definiu pontos como os produtos da cesta básica com alíquota zero, os setores da economia com isenção ou alíquota reduzida, os produtos com Imposto Seletivo (cobrado sobre bens que prejudicam a saúde e o meio ambiente) e a abrangência do cashback (devolução de impostos aos mais pobres).

A lei complementar também definiu 18 atividades por profissionais liberais que terão alíquota reduzida em 30%, a lista de medicamentos e itens de saúde com isenção ou redução de alíquota e uma trava para a alíquota-padrão de 26,5%.

Entenda as mudanças

Alimentos

Cesta básica nacional, com alíquota zero

Açúcar;

Arroz;

Aveias;

Café;

Carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal (exceto foie gras)

Cocos;

Farinha de mandioca e tapioca;

Farinha de trigo;

Feijões;

Fórmulas infantis;

Grão de milho;

Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado; leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado; e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica;

Manteiga;

Margarina;

Massas alimentícias;

Mate;

Óleo de babaçu;

Pão francês;

Peixes e carnes de peixes (exceto salmonídeos, atuns, bacalhaus, hadoque, saithe e ovas e outros subprodutos);

Queijos tipo muçarela, minas, prato, queijo de coalho, ricota, requeijão, queijo provolone, queijo parmesão, queijo fresco não maturado e queijo do reino;

Raízes e tubérculos;

Sal.

Alimentos com redução de 60% em relação à alíquota padrão

Amido de milho;

Bolacha;

Crustáceos (exceto lagostas e lagostim);

Extrato de tomate;

Farinha, grumos e sêmolas, de cereais; grãos esmagados ou em flocos, de cereais;

Fruta de casca rija regional, amendoins e outras sementes;

Leite fermentado, bebidas e compostos lácteos;

Massas alimentícias;

Mel natural;

Óleo de soja, de milho, canola e demais óleos vegetais (com exceção de óleo de babaçu, que está na cesta de 100%);

Pão de forma;

Polpas de frutas sem açúcar, edulcorantes e conservantes;

Produtos hortícolas;

Sucos naturais de fruta ou de produtos hortícolas sem açúcar, edulcorantes e conservantes;

Imposto Seletivo

Alíquota extra sobre os seguintes produtos que prejudicam a saúde ou o meio-ambiente:

Bebidas açucaradas;

Bebidas alcoólicas;

Bens minerais;

Concursos de prognósticos e fantasy sport;

Embarcações e aeronaves;

Produtos fumígenos (cigarros e relacionados);

Veículos.

Exportações de minérios estarão isentas de Imposto Seletivo.

Cashback

100% de devolução da CBS e de pelo menos 20% do IBS à população de baixa renda sobre:

Água;

Botijão de gás;

Contas de telefone e internet;

Energia elétrica;

Esgoto.

Demais produtos e serviços com devolução de 20% da CBS e do IBS.

Devolução beneficiará população inscrita no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). No IBS, caberá aos estados e aos municípios definir se devolução será maior que 20%.

Novos setores com redução da alíquota em 60%:

Dispositivos de acessibilidade;

Ensino infantil, fundamental e médio;

Insumos agrícolas;

Itens de higiene pessoal, como sabões, escovas de dente e papel higiênico;

Produções nacionais artísticas, obras, eventos;

Serviços de saúde e dispositivos médicos.

Profissionais liberais

Um total de 18 profissões regulamentadas pagarão 30% a menos de IVA. As atividades beneficiadas são as seguintes:

Administradores;

Advogados;

Arquitetos e urbanistas;

Assistentes sociais;

Bibliotecários;

Biólogos;

Contabilistas

Economistas;

Economistas domésticos;

Engenheiros e agrônomos;

Estatísticos;

Médicos veterinários e zootecnistas;

Museólogos;

Profissionais de educação física;

Profissionais de relações públicas;

Químicos;

Técnicos agrícolas;

Técnicos industriais;

Trava para alíquota

Com inclusão de exceções para setores da economia e produtos, a alíquota-padrão do IVA subiu para 27,84%, segundo cálculos preliminares. Isso porque alíquotas menores para um segmento significa alíquota maior sobre os demais produtos.

A lei complementar institui um teto de 26,5% para a alíquota-padrão. Em 2031, uma avaliação estimará se as alíquotas finais do IVA, que entrarão em vigor em 2033, serão maiores que 26,5%. Caso positivo, o governo enviará um projeto para reduzir as exceções a setores e produtos, que precisará ser aprovado até o fim de 2032, para reequilibrar a alíquota-padrão em 26,5% em 2033.

A partir de 2033, haverá gatilhos automáticos para reduzir a carga tributária a cada vez que a taxa de referência ultrapassar 26,5%.

Nanoempreendedor

Além do microempreendedor individual (MEI), regime criado em 2008 para beneficiar quem fatura até R$ 81 mil por ano, o Congresso criou a figura do nanoempreendedor, profissional autônomo que fatura até R$ 40,5 mil por ano (R$ 3.375 por mês). Esse limite equivale à metade do faturamento do MEI.

O nanoempreendedor poderá escolher entre ficar no Simples Nacional, regime simplificado para micro e pequenas empresas com taxação em cascata, ou migrar para o IVA, com alíquota maior, mas não cumulativo. Se migrar para o IVA, o nanoempreendedor deixará de contribuir para a Previdência Social.

Aplicativos

O imposto sobre a receita bruta de motoristas de aplicativos ou entregadores incidirá apenas sobre 25% dos ganhos com corridas. Se esses 25% forem menores que R$ 40,5 mil por ano, o profissional de aplicativo também será enquadrado como nanoempreendedor.

Medicamentos

Todos os medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fórmulas produzidas por farmácias de manipulação terão desconto de 60% na alíquota. Cerca de 400 princípios ativos para tratamentos graves terão alíquota zerada.

Alguns produtos médicos e serviços de saúde terão alíquota reduzida em 60%, como produtos de home care (cuidado de pacientes em casa), serviços de instrumentação cirúrgica e de esterilização. Medicamentos, vacinas e soros de uso veterinário também pagarão 60% a menos de imposto.

Planos de Saúde

Empresas poderão considerar como crédito de IBS e CBS planos de saúde comprados para funcionários.

Planos de saúde para animais domésticos terão redução de 30% na alíquota.

Imóveis

Desconto de 50% na alíquota geral nas transações do mercado imobiliário.

Isenção de IVA para pessoas físicas com imóveis de aluguel, desde que renda das locações sejam menores que R$ 240 mil por ano e proprietários tenham menos de três imóveis alugados. Acima desses limites, o locador, inclusive pessoa física, terá de incluir o IVA sobre o cálculo do aluguel.

Bares, hotéis, restaurantes e parques

Simplificação no cálculo do regime específico para esses setores, com alíquota reduzida em 40% e exclusão das gorjetas da base de cálculo. Venda de bebidas alcoólicas continua a pagar alíquota-padrão.

Como contrapartida, quem compra produtos ou serviços desses setores não poderá deduzir créditos da CBS e do IBS

Refinaria da Amazônia

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vetou artigo que incluía o setor de refino na Zona Franca de Manaus. Incluído pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da lei complementar no Senado, esse ponto beneficiou uma única empresa na Região Norte, a Refinaria da Amazônia (Ream).

Segundo secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, governo não vetou artigo para evitar que outras empresas fossem incluídas na Zona Franca.

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JORNAL DO COMMERCIO

Artigo - O SUS, o plano de saúde privado e a fraude


Aos pacientes, o direito à saúde na rede pública ou privada. Aos fraudadores que em última análise comprometem todo o sistema, os rigores da lei.

A nossa joia preciosa, o SUS, um dia vai se dar conta de que a maneira mais econômica de tratar as doenças é tratá-las corretamente. Quantas vezes estivemos em batalha para oferecer exames ou tratamentos com indicação baseada na literatura e experiência mundial, mas ouvimos: está pensando que o Brasil é um país rico?

A resposta estava pronta: nos chamados países do primeiro mundo tratam assim não por serem ricos e sim porque são espertos. Preferem gastar mais no início para curar, do que pagar muito mais depois, já em fase irreversível. Lá preferem gastar para salvar vidas, aqui gastamos mais para a morte. O Brasil é rico, mas é meio burrinho.

Do outro lado temos uma equação que não fecha com os planos de saúde privados. São caros, com reajustes acima da inflação, dos ganhos salariais e aposentadorias, fazendo com que as pessoas, no momento que mais precisam, sejam obrigadas a migrar para planos compatíveis com sua renda, mas que oferecem menos. Paga-se caro enquanto jovens e saudáveis e depois, quando mais tarde adoecem, não usam porque não conseguem mais pagar. É uma situação insustentável e inaceitável à vista de todos.

Com o custo também elevado dos medicamentos e de novas técnicas, uma questão que assume proporção de escândalo ético, as operadoras submetem os clientes a restrições, pendências, pedidos de relatórios, justificativas repetidas, longos prazos para autorizações e negativas que muitas vezes são derrubadas pela justiça.

Observa-se que ao perder uma questão na justiça o plano de saúde continua negando em situações idênticas, obrigando o próximo cliente a recorrer pelo mesmo motivo, sobrecarregando a justiça, zombando dela e massacrando o paciente. As exigências de relatórios adicionais que ocupam o médico e atrasam o tratamento teriam como motivo alegado, a existência de fraudes.

São muitas notícias delas. Cobranças de tratamentos e exames não realizados, reembolsos de despesas não pagas, gratificações estimulando prescrições caras, uso por terceiros, de tudo se ouve falar. São crimes, mas a maioria dos médicos e clientes não participa disso e não deveria ser tratada como se todos fossem fraudadores.

Que combatam as fraudes com rigor e, comprovadas, sejam punidas e divulgadas como exemplo, para vergonha dos envolvidos e ressarcimento, mas que todos os pacientes e médicos não sejam colocados na mesma cesta como fraudadores, quando não são.

A lógica econômica na prestação de serviços médicos pode ter resultados positivos para saúde dos clientes quando aplicada baseada em análises de custo e benefício, garantindo a assistência indicada para cada caso e a margem de lucro aceitável para o grande negócio que se tornou cuidar das pessoas.

Aos pacientes, o direito à saúde na rede pública ou privada.

Aos fraudadores que em última análise comprometem todo o sistema, os rigores da lei.

Sérgio Gondim, médico

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Assessoria de Comunicação

Quinta, 16 Janeiro 2025 07:58

CLIPPING AHPACEG 16/01/25

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DESTAQUES

Mudanças regulatórias da saúde suplementar e os impactos para os consumidores de planos

Planos de Saúde: Em meio à nova crise recorrente, ANS flexibiliza regras para a UNIMED FERJ (ex RIO). Confira os termos do acordo

Menina de 4 anos morre na Unimed e pais acreditam que criança teria sido derrubada no hospital

Governo bate recorde e incinera 3 vezes mais medicamentos e vacinas: gestão Lula descarta mais de R$ 1,9 bi, triplo do governo Bolsonaro

MEDICINA S/A

Mudanças regulatórias da saúde suplementar e os impactos para os consumidores de planos

A última reunião da diretoria colegiada da ANS, realizada em dezembro, culminou na aprovação de relatórios que propõem mudanças regulatórias consideradas indigestas por grande parte do mercado, de entidades representativas, de especialistas em direito e saúde suplementar e inclusive dos consumidores. As alterações, na percepção predominante desses agentes, poderão exacerbar a já delicada relação entre consumidores e operadoras de planos de saúde.

Para Alessandro Acayaba de Toledo, presidente da ANAB (Associação Nacional de Administradoras de Benefícios), os problemas não residem apenas no conteúdo das deliberações, mas também na opacidade do processo, nos prazos exíguos para adequação e na ausência de um diálogo amplo com a sociedade. “Estamos diante de um verdadeiro Frankenstein regulatório que, em vez de trazer avanços concretos, gera confusão e incertezas tanto para o setor quanto para os beneficiários”, critica Acayaba.

Entre as decisões mais debatidas estão mudanças relativas a planos coletivos, reajustes nos planos individuais, fatores moderadores (coparticipação e franquias), revisão técnica e comercialização online, todas com potenciais repercussões negativas para beneficiários e operadoras. O executivo analisou os principais pontos dessas deliberações e destacou os impactos mais preocupantes:

Regras de coparticipação e franquias

A nova resolução normativa sobre “Fatores Moderadores” estabelece limites para coparticipação (fixando um teto de 30% por procedimento) e franquias, além de determinar isenções obrigatórias para serviços essenciais, como consultas preventivas e exames de pré-natal. Apesar da intenção de promover maior transparência e proteção ao consumidor, a análise do mercado aponta que a medida poderá acarretar custos adicionais para os beneficiários, além de incrementar a complexidade administrativa para as operadoras.

Para a Acayaba a falta de clareza na implementação é um dos principais problemas. “Sem diretrizes detalhadas e sem diálogo com o setor, o que poderia ser uma medida de equilíbrio corre o risco de onerar beneficiários com cobranças arbitrárias e dificultar o acesso a serviços essenciais. Precisamos de regulamentações que priorizem a proteção do consumidor sem inviabilizar a sustentabilidade do setor.”

Revisão técnica para planos individuais e familiares

A proposta prevê a revisão técnica dos planos individuais e familiares, com o objetivo de corrigir desequilíbrios financeiros das operadoras. Para solicitar reajustes excepcionais, as empresas deverão comprovar desequilíbrios econômicos ao longo de três anos consecutivos, mantendo a comercialização ativa desses planos.

Entre as contrapartidas propostas, estão a oferta obrigatória de contratação online e a comunicação prévia aos beneficiários acerca de mudanças. Contudo, o especialista alerta que os principais requisitos para que as operadoras possam praticar as novas propostas não foram divulgados, colando em dúvida a quem interessa o tema e não deixando dúvidas de que desinteressa aos consumidores. Se não houver a devida transparência e previsibilidade, a norma poderá gerar insegurança jurídica, além de penalizar os beneficiários de maneira abrupta e injusta.

Regras para reajustes e rescisão contratual para os planos coletivos

Neste caso, a proposta busca alterar uma regra já existente e impõe, entre outros pontos, a comunicação prévia obrigatória de 60 dias para rescisão contratual, com justificativa por escrito, e a exclusão de situações de inadimplência imediata. Afinal, valerá qualquer justificativa para a rescisão unilateral, inclusive aquelas que tem sido atualmente praticadas e não aceitas pela sociedade? Em relação aos reajustes, as mudanças incluem maior detalhamento da metodologia de cálculo, proibição de índices acumulados para um mesmo contrato e ampliação do agrupamento obrigatório de contratos, abrangendo até mil beneficiários. Os temas são extremamente importantes para o avanço e modernização da regulação, contudo, a colheita das considerações da sociedade e do mercado foram feitas em forma de perguntas de vestibular em que o candidato tinha quatro opções de respostas, sem a oportunidade de debater as questões.

Para Alessandro Acayaba, especialista em direito e saúde e presidente da Anab, essa abordagem uniforme ignora as especificidades de cada carteira de planos por adesão, por exemplo, que atendem autônomos, profissionais liberais e estudantes. “Unificar o cálculo dos reajustes prejudica contratos equilibrados, penalizando beneficiários e favorecendo ineficiências. Essa abordagem transfere o ônus das más gestões para os consumidores, o que é inaceitável”, alerta.

Vendas online de planos de saúde

Mais uma vez, a proposta modifica uma resolução já existente. Dessa vez, a Resolução Normativa nº 413, que torna obrigatória a oferta de contratação eletrônica de planos de saúde para modalidades individuais, familiares e coletivas. Antes facultativa, essa medida visa ampliar o acesso, mas gera desafios de adaptação para operadoras e consumidores menos familiarizados com a tecnologia.

“Forçar a migração para o digital é excelente, mas sem uma transição equilibrada pode excluir consumidores menos familiarizados com tecnologia e prejudicar pequenos operadores. O ideal é que a ANS busque soluções que não criem novos gargalos, mas promovam inclusão e eficiência para todos os envolvidos no setor”, finaliza Acayaba.

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O GLOBO

Planos de Saúde: Em meio à nova crise recorrente, ANS flexibiliza regras para a UNIMED FERJ (ex RIO). Confira os termos do acordo

Usuário do Plano Nacional da Unimed devem atentar aos problemas recorrentes do atendimento no Rio de Janeiro

No apagar das luzes de 2024, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Unimed Ferj assinaram um termo de compromisso, cujo objetivo, diz o documento é "assegurar a continuidade da assistência para os beneficiários da operadora COMPROMISSÁRIA, mediante o cumprimento de todas as condições especificadas em cláusula própria, para permitir o reequilíbrio econômico-financeiro e assistencial, por meio de excepcionalidade nas regras regulatórias e quanto aos seus prazos de cumprimento." Na prática há flexibilização de regras até 31 de março de 2026.

A assinatura do acordo acontece menos de um ano e meio depois do início da transferência de usuários da Unimed Rio para a Ferj, iniciada em junho de 2023, e não foi divulgada pela agência reguladora e nem pela operadora. Procuramos a ANS e a Unimed Ferj desde segunda-feira, mas só agora, depois que o blog já tinha obtido acesso ao texto por uma busca na internet, a operadora enviou o link. E diferentemente do que aconteceu durante todos os anos de tentativa de recuperação da Unimed Rio, dessa vez o acordo não tem assinatura do Ministério Público estadual e federal, da Defensoria, apenas da agência e da operadora.

Na semana passada, a Rede D'Or informou que suspenderá o atendimento aos beneficiários da operadora a partir de fevereiro. A Unimed Ferj acumula dívidas com hospitais e clínicas que passam de R$ 2 bilhões. Tudo isso acontece após os contratos dos clientes individuais da Unimed Ferj terem sido reajustados em 20%, muito acima do limite previsto pela ANS para a modalidade, que foi de 6,91%. O reajuste foi possível devido à autorização da ANS de uma revisão técnica dos contratos, o que serviria justamente para reequilibrá-los economicamente e garantir o acesso aos serviços.

Em uma das cláusulas do termo, que teria sido firmado em reunião extraordinária da diretoria em 6 de dezembro, a ANS garante que a Unimed Ferj não terá a venda de nenhum plano suspenso até 31 de março de 2026, apesar de manter índices de reclamação acima da média do mercado. Ainda ficou suspensa a chamada fiscalização planejada, em que agentes da ANS vão in loco à operadora e podem aplicar penas maiores por irregularidades identificadas.

A agência permite ainda que a regularização contábil da operadora possa ser feita até 31 de março do ano que vem. Segundo fontes, os dados financeiros apresentados pela Unimed Ferj não são confiáveis.

A 17ª cláusula do termo de compromisso ressalta que "desde que a COMPROMISSÁRIA não coloque em risco a continuidade ou a qualidade do atendimento à saúde, a ANS não adotará medidas gravosas frente a insuficiência das garantias do equilíbrio financeiro e anormalidades econômico-financeiras ou administrativas no desempenho da COMPROMISSÁRIA durante o prazo de vigência deste Termo." No entanto o aumento dos índices de reclamação e a interrupção de atendimento da maior rede de hospitais do país mostram que continuidade e qualidade já estão em risco.

O termo prevê que a operadora deve "manter uma conduta financeira regular, evitando situações como passivos superiores aos ativos, desequilíbrios de liquidez, inadimplência com prestadores, obstrução de acompanhamento financeiro, não conformidade com o Plano de Contas Padrão da ANS, e outras irregularidades contábeis e administrativas". Além disso, a Unimed Ferj tem de ter, até 31 de março de 2026, pelo menos "90% de completude dos dados do padrão de Troca de Informação de Saúde Suplementar (TISS) em relação às informações de despesas assistenciais encaminhadas através do Documento de Informações Periódicas das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde DIOPS".

O descumprimento dos termos pode resultar em multa de R$ 1 milhão, estabelece o documento.

Atualização: Em nota enviada às 18h, a ANS afirmou que o Termo de Compromisso firmado em 16/12/2024 com a Unimed do Estado do Rio de Janeiro Federação Estadual das Cooperativas Médicas (Unimed Ferj) foi publicado no Diário Oficial da União. No entanto, é prática dar publicidade aos acordos.

Em outro trecho, afirmou que a celebração do termo de compromisso compete à ANS,bem como a definição de suas condições e fiscalização conforme determina a Lei 9.961/2000.

"O principal objetivo do Termo de Compromisso assinado com a Unimed Ferj é assegurar a continuidade da assistência prestada aos beneficiários da operadora, mediante o cumprimento de todas as condições especificadas no documento para permitir o reequilíbrio econômico-financeiro e assistencial, por meio de excepcionalidade nas regras regulatórias, desde que os prazos estabelecidos pela ANS sejam cumpridos", diz a nota.

Em relação à dívida da operadora com seus prestadores de serviço, a ANS informa no texto que não dispõe desses dados para fornecer neste momento.

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PERNAMBUCO.COM

Menina de 4 anos morre na Unimed e pais acreditam que criança teria sido derrubada no hospital

Os pais de uma menina de 4 anos de idade chamada Bruna Brito denunciaram, através de um vídeo no Instagram, médicos da Unimed Recife após a filha deles morrer na unidade de saúde no dia 13 de dezembro de 2024. O caso foi exposto nesta terça-feira (14) pelo vereador de Timbaúba Josinaldo Júnior e pela empresária Gabriela Brito, que acreditam que a criança tenha sido derrubada enquanto estava entubada.

De acordo com a denúncia, Bruna teve um resfriado e deu entrada na ala de Urgência da Unimed com suspeita de amigdalite, inflamação das amígdalas, que são órgãos do sistema imunológico localizados na parte de trás da garganta.

A princípio, uma médica teria recomendado a aplicação de uma injeção com benzetacil, indicada para o tratamento de infecções causadas por microrganismos sensíveis à penicilina G. Os pais se opuseram à aplicação, mas posteriormente concordaram com a injeção.

Mesmo com a dose, a criança não apresentou melhora e os pais retornaram para Unimed no dia seguinte para fazer exames. De acordo com o pai de Bruna, no terceiro dia a médica afirmou que a Benzetacil não se tratava de um "remédio de dor de cabeça" que resolveria o problema em "10 minutos".

"Ela não gostou que a gente estava divergindo da opinião dela. Como a gente vê muitos médicos hoje em dia, que se a gente não acatar o que eles falam, se a gente confrontar de qualquer forma que seja, a soberba é muito grande", complementou a mãe da criança no vídeo.

Além disso, após os pais de Bruna retornarem novamente para a unidade de saúde, a médica disse para a menina ser levada para uma UPA. Mas os pais decidiram levar a criança para a Urgência de Otorrinolaringologia da Unimed, pois ela já estava sem se alimentar e debilitada.

A criança de 4 anos foi submetida a uma tomografia com sedação, porém a mãe estranhou a quantidade de sedativo colocado pelas enfermeiras e disse que uma delas teria afirmado que "com essa dose cavalar de sedação" já estaria "em Nárnia há muito tempo". Gabriela destacou na denúncia que o exame durou mais do que o tempo normal, que seria de 20 minutos.

Após isso, as enfermeiras informaram aos pais que a menina não poderia realizar o exame pois estava com a garganta fechada. As profissionais tentaram acordar a criança, mas não tiveram sucesso.

Gabriela relata que aproveitava as brechas da porta da sala de exame para ver a situação da filha.

"Um exame que demoraria 20 minutos demorou 4 horas. Foram 4 horas em pé de angústia. É até difícil de falar. Em cada momento que aquela porta se abria um pouquinho, a gente tentava ver pela brecha o que estava acontecendo. E a gente via, em muitos momentos, ela [a enfermeira] ajudando Bruna a respirar com aquela bomba. Muitas coisas aconteceram naquela sala que a gente não sabe".

Bruna foi levada para a Emergência Pediátrica de ambulância, onde os profissionais se surpreenderam ao verem a criança extubada. Com isso, a menina foi entubada e antes de ser levada para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma enfermeira teria gritado e chamado uma médica e foi possível ouvir um vazamento de oxigênio.

A mãe acredita que os profissionais teriam derrubado a criança, uma vez que viram uma enfermeira com sangue no fardamento. Momentos depois, uma médica informou aos pais que Bruna havia morrido por hemorragia pulmonar, causa a qual a mãe não acreditou. Por isso, a declaração de óbito e a Polícia Civil foi acionada para levar o corpo da criança para o IML.

O laudo do IML ainda não foi repassado para os pais de Bruna e foi informado que foram solicitados dois exames através de empresas terceirizadas. Por isso, o prazo de 30 dias para divulgação do resultado não se aplica.

A Polícia Civil de Pernambuco informou que instaurou inquérito para apurar o fato e que a investigação está sob coordenação da Delegacia de Polícia de Crimes contra Criança e Adolescente (DECCA/DPCA).

O caso também foi denunciado ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe), que confirmou ter recebido a denúncia e "que todas as sindicâncias instauradas pela autarquia correm em sigilo processual para não comprometer a investigação".

O que diz a Unimed

Por meio de nota enviada ao Diario de Pernambuco, a Unimed Recife afirmou que "lamenta profundamente a perda da paciente Bruna Brito Barbosa de Araujo, e se solidariza com a dor da família da criança".

A unidade "esclarece que toda a assistência foi prestada pela equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais, e que todos os procedimentos realizados durante o atendimento à paciente foram pautados nas melhores práticas de medicina baseadas em evidências".

"A respeito do direcionamento ao SVO, esclarecemos que esta é a conduta legal prevista pela portaria Nº 1405/2006 do Ministério da Saúde do Brasil, que estabelece a Rede Nacional de Verificação de Óbito e Esclarecimento de Causa Mortis - SVO como órgão responsável pela avaliação de mortes por causas não violentas, que possui formulário de encaminhamento padrão, fornecido pela Secretaria Estadual de Saúde - SES", destaca a Unimed.

Por fim, a nota pontua que a Unimed está repassando as informações solicitadas pelos pais da criança com transparência.

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DIÁRIO DO ESTADO

Governo bate recorde e incinera 3 vezes mais medicamentos e vacinas: gestão Lula descarta mais de R$ 1,9 bi, triplo do governo Bolsonaro


Em dois anos, gestão Lula descartou mais de R$ 1,9 bilhão em medicamentos, vacinas e insumos. Montante é o triplo do governo Bolsonaro

O Ministério da Saúde incinerou mais de R$ 1,9 bilhão em medicamentos, vacinas e insumos do Sistema Único de Saúde (SUS) de 2023 a 2024. Trata-se de um recorde numa série histórica de 10 anos (2015-2024). O valor é suficiente para pagar 126,8 mil Benefícios de Prestação Continuada (BPC).

Sob Lula, o montante desperdiçado é três vezes maior do que todo o governo Bolsonaro. A gestão passada descartou o correspondente a R$ 604,5 milhões em produtos.

Só em 2023, foram quase R$ 1,3 bilhão de medicamentos, vacinas e insumos incinerados - o maior número na série histórica. O ano passado, por sua vez, viu o montante cair para menos da metade, o equivalente a R$ 625,6 milhões - apesar disso, ainda é o segundo maior valor e maior que todo o governo anterior. Procurado, Ministério da Saúde explicou que o recorde se deve à pandemia da Covid-19 e à gestão passada.

Ao todo, diferentes governos descartaram mais de R$ 2,7 bilhões desses produtos em 10 anos, de 2015 a 2024. As vacinas contra a Covid-19 figuram como as maiores perdas, com a soma de R$ 1,8 bilhão. A coluna obteve as informações via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Para o infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), Julio Croda, houve falta de planejamento por parte do ministério:

> "O que me chama a atenção é a vacina para a Covid-19, num número extremamente elevado. Acredito que tenham muitas vacinas da Fiocruz, que é a AstraZeneca, e a CoronaVac. Isso é complicado", disse o professor e pesquisador.

Para fontes especializadas do setor, com interlocução junto ao ministério, o montante de incinerações durante o governo Lula chama a atenção. Vacinas e anestésicos se destacam. Também reclamam de falta de diálogo com o Departamento de Logística em Saúde (DLog) e com o Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), que, dizem, era mais fácil nas gestões passadas.

Como a coluna revelou em novembro, a pasta incinerou 10,9 milhões de vacinas vencidas durante o governo Lula. Outras 12 milhões de doses estavam fora da validade e também deveriam ser incineradas pelo ministério.

O Ministério da Saúde informou que salvou 12,3 milhões de doses herdadas da gestão anterior por meio de doações internacionais e parcerias com estados e municípios, economizando quase R$ 252 milhões. "Também como parte deste esforço estão as medidas para ampliar a vacinação no país, como a mobilização da população por meio do Movimento Nacional pela Vacinação, adoção de estratégia inédita voltada a realidade regional, vacinação em escolas, em áreas remotas e o projeto Saúde com Ciência para combater a desinformação", explicou.

Segundo o ministério, a atual gestão encontrou 27,1 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 com prazo expirado, somando um desperdício de 38,9 milhões de doses e um prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões, com mais de 33 milhões de doses encaminhadas para incineração.

Em ofício enviado à coluna via Lei de Acesso à Informação, a pasta atribuiu a incineração a uma série de motivos. O primeiro se refere a mudanças na demanda: a variação de situações epidemiológicas e a desinformação podem levar a compras maiores que o necessário, que acabam fora da validade.

Depois, vem a oscilação no número de casos de doenças transmissíveis, que, para o ministério, desafiam a compra em quantidade certa. Na lista, estão malária, dengue, tuberculose e hanseníase.

Já a aquisição de produtos via judicialização representa o terceiro ponto. Entre os fatores, por exemplo, figuram a suspensão de decisões judiciais, a morte do autor da ação, mudanças no tratamento e o fornecimento do medicamento por um estado. Por último, avarias nos produtos podem levar à incineração, diz a pasta.

A mais nova estratégia do ministério é implementar um cronograma de entregas parcelado, a ser viabilizado conforme a demanda. Outras medidas passam pelo remanejamento ou pela doação entre programas de saúde e estados, além da previsão de substituição em contratos, por exemplo.

Por fim, a Saúde destacou que a restituição dos valores de medicamentos, insumos e vacinas incinerados está em andamento e ocorre conforme o estabelecido em cada contrato.

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Assessoria de Comunicação

Quarta, 15 Janeiro 2025 07:26

CLIPPING AHPACEG 15/01/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Crise na hemodiálise em Goiânia

Unimed Goiânia anuncia renovação de contratos com Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova

Artigo - Um marco para a sustentabilidade e eficiência na Saúde

Mudanças regulatórias da saúde suplementar e os seus impactos na vida do consumidor de planos de saúde

Planos de assistência médica registraram 51,5 de beneficiários em novembro de 2024, diz ANS

Plano de saúde e operadora devem indenizar idosa por cancelamento unilateral (TJDFT)

Operação investiga farmácias por vender anabolizantes e remédios psiquiátricos de forma clandestina ou com receitas falsas

Jornal Anhanguera 

Crise na hemodiálise em Goiânia

https://globoplay.globo.com/v/13259099/?s=0s

(minuto 7´24 a 12´38)

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GAZETA DA SEMANA

Unimed Goiânia anuncia renovação de contratos com Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova

A Unimed Goiânia - Cooperativa de Trabalho Médico anunciou a renovação dos contratos de patrocínio com os três maiores times de futebol do Estado para a temporada de 2025: Atlético Clube Goianiense, Goiás Esporte Clube e Vila Nova Futebol Clube. A coletiva de imprensa para assinatura do contrato será realizada na próxima terça-feira (14), às 17h, na Corretora Unimed, localizada na Av. T-9, 276, Setor Marista, em Goiânia. O evento contará com a presença de diretores da cooperativa, representantes dos clubes e mascotes das equipes.

O patrocínio contempla os times profissionais masculinos, com a oferta de planos de saúde subsidiados para atletas e comissões técnicas. Juntos, Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova somam quase 3 milhões de torcedores, reforçando a abrangência e o impacto dessa parceria no cenário esportivo do Estado.

O diretor de mercado da Unimed Goiânia, Dr. Frederico Xavier, destaca a relevância de apoios da saúde suplementar ao futebol goiano. "A parceria possibilita o fortalecimento do nosso compromisso de promover saúde e bem-estar por meio do esporte, além de promover a conexão com a sociedade e a valorização de marcas que caminham juntas em prol do desenvolvimento do estado. Acreditamos que o futebol, além de um entretenimento de massas, tem um papel social relevante, especialmente na formação de jovens atletas."

A relação entre a Unimed Goiânia e o futebol goiano é histórica. A parceria com o Goiás Esporte Clube começou em 1996, foi retomada em 2017 e, posteriormente, ampliada para o Vila Nova Futebol Clube e o Atlético Clube Goianiense. Durante esse período, os times alcançaram importantes conquistas regionais e nacionais, com o apoio da Cooperativa.

Além do futebol, a Unimed Goiânia apoia outras modalidades esportivas no Estado, como corridas de rua, passeios ciclísticos, vôlei, basquete, natação e tênis. O incentivo ao esporte está alinhado ao propósito da Cooperativa de promover saúde, qualidade de vida e cuidado com as pessoas.

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JORNAL DO COMMERCIO ONLINE

Um marco para a sustentabilidade e eficiência na Saúde

As Súmulas Vinculantes 60 e 61 estabelecem um novo paradigma para a judicialização da saúde no Brasil, com evidências científicas.

A publicação das Súmulas Vinculantes 60 e 61 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) representa um marco importante para a saúde no Brasil, trazendo mudanças significativas na forma como medicamentos podem ser concedidos judicialmente. Essas medidas estabelecem critérios rigorosos que buscam garantir a segurança, a eficácia e a sustentabilidade dos tratamentos disponibilizados tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto pelos planos de saúde privados.

O principal avanço das Súmulas está na exigência de que decisões judiciais sobre a concessão de medicamentos sejam fundamentadas em evidências científicas robustas. Apenas estudos de alto nível, como ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e meta-análises, serão aceitos para embasar essas decisões. Estudos de menor rigor, como relatos de casos ou opiniões de especialistas, deixam de ser considerados suficientes. Essa mudança busca proteger o sistema de saúde do uso de medicamentos experimentais ou com eficácia não comprovada, promovendo maior responsabilidade na aplicação de recursos.

Para o SUS, essas diretrizes ajudam a evitar o impacto financeiro gerado por tratamentos sem comprovação científica, permitindo que os recursos públicos sejam direcionados para intervenções mais eficazes. Na saúde suplementar, as operadoras de planos de saúde ganham respaldo técnico e jurídico para contestar judicialmente pedidos por medicamentos de eficácia incerta, promovendo maior previsibilidade e equilíbrio nos custos operacionais.

Outro aspecto relevante dessa decisão é a valorização do embasamento técnico nas decisões judiciais. O apoio de núcleos como o NAT-Jus, que fornece pareceres especializados para o Judiciário, torna-se essencial para alinhar as decisões aos novos critérios estabelecidos. Isso garante que os magistrados possam avaliar os pedidos com base em informações técnicas confiáveis, fortalecendo a consistência das decisões e reduzindo a subjetividade.

Além disso, as novas diretrizes apontam para a necessidade de maior integração entre os processos de avaliação de tecnologias no SUS e na saúde suplementar. Atualmente, o SUS adota os critérios da Conitec, enquanto os planos de saúde seguem as diretrizes da ANS, resultando em abordagens diferentes para a incorporação de medicamentos e tratamentos. A uniformização desses processos pode promover maior transparência e eficiência, beneficiando todo o sistema de saúde.

Embora as novas regras representem um avanço, elas não eliminam a possibilidade de pleitear judicialmente medicamentos que não estejam incorporados ao SUS ou aprovados pela Anvisa. No entanto, reforçam a importância de combater problemas como corrupção, desperdício e falta de planejamento, que comprometem a efetividade do direito à saúde. O STF, ao adotar critérios mais técnicos, equilibra a atuação do Judiciário com o papel dos poderes Legislativo e Executivo, contribuindo para um sistema de saúde mais sustentável.

As Súmulas Vinculantes 60 e 61 estabelecem um novo paradigma para a judicialização da saúde no Brasil. Ao priorizar o uso de evidências científicas sólidas, essas medidas promovem maior segurança, eficácia e equilíbrio financeiro, fortalecendo a confiança no sistema de saúde e garantindo que avanços médicos sejam incorporados de forma responsável. Esse movimento representa um passo importante para uma saúde mais integrada, transparente e acessível a todos os brasileiros.

Paula Lôbo,advogada especialista em Direito da Saúde do escritório Da Fonte Advogados.

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UNIVERSO DO SEGURO

Mudanças regulatórias da saúde suplementar e os seus impactos na vida do consumidor de planos de saúde

A última reunião da diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), realizada em dezembro, culminou na aprovação de relatórios que propõem mudanças regulatórias consideradas indigestas por grande parte do mercado, de entidades representativas, de especialistas em direito e saúde suplementar e inclusive dos consumidores. As alterações, na percepção predominante desses agentes, poderão exacerbar a já delicada relação entre consumidores e operadoras de planos de saúde.

Para Alessandro Acayaba de Toledo, presidente da Associação Nacional de Administradoras de Benefícios (ANAB), os problemas não residem apenas no conteúdo das deliberações, mas também na opacidade do processo, nos prazos exíguos para adequação e na ausência de um diálogo amplo com a sociedade. "Estamos diante de um verdadeiro Frankenstein regulatório que, em vez de trazer avanços concretos, gera confusão e incertezas tanto para o setor quanto para os beneficiários", critica Acayaba.

Entre as decisões mais debatidas estão mudanças relativas a planos coletivos, reajustes nos planos individuais, fatores moderadores (coparticipação e franquias), revisão técnica e comercialização online, todas com potenciais repercussões negativas para beneficiários e operadoras. O executivo analisou os principais pontos dessas deliberações e destacou os impactos mais preocupantes:

Regras de co-participação e franquias

A nova resolução normativa sobre "Fatores Moderadores" estabelece limites para coparticipação (fixando um teto de 30% por procedimento) e franquias, além de determinar isenções obrigatórias para serviços essenciais, como consultas preventivas e exames de pré-natal. Apesar da intenção de promover maior transparência e proteção ao consumidor, a análise do mercado aponta que a medida poderá acarretar custos adicionais para os beneficiários, além de incrementar a complexidade administrativa para as operadoras.

Para a Acayaba a falta de clareza na implementação é um dos principais problemas. "Sem diretrizes detalhadas e sem diálogo com o setor, o que poderia ser uma medida de equilíbrio corre o risco de onerar beneficiários com cobranças arbitrárias e dificultar o acesso a serviços essenciais. Precisamos de regulamentações que priorizem a proteção do consumidor sem inviabilizar a sustentabilidade do setor".

Revisão técnica para planos individuais e familiares

A proposta prevê a revisão técnica dos planos individuais e familiares, com o objetivo de corrigir desequilíbrios financeiros das operadoras. Para solicitar reajustes excepcionais, as empresas deverão comprovar desequilíbrios econômicos ao longo de três anos consecutivos, mantendo a comercialização ativa desses planos.

Entre as contrapartidas propostas, estão a oferta obrigatória de contratação online e a comunicação prévia aos beneficiários acerca de mudanças. Contudo, o especialista alerta que os principais requisitos para que as operadoras possam praticar as novas propostas não foram divulgados, colando em dúvida a quem interessa o tema e não deixando dúvidas de que desinteressa aos consumidores. Se não houver a devida transparência e previsibilidade, a norma poderá gerar insegurança jurídica, além de penalizar os beneficiários de maneira abrupta e injusta.

Regras para reajustes e rescisão contratual para os planos coletivos

Neste caso, a proposta busca alterar uma regra já existente e impõe, entre outros pontos, a comunicação prévia obrigatória de 60 dias para rescisão contratual, com justificativa por escrito, e a exclusão de situações de inadimplência imediata. Afinal, valerá qualquer justificativa para a rescisão unilateral, inclusive aquelas que tem sido atualmente praticadas e não aceitas pela sociedade? Em relação aos reajustes, as mudanças incluem maior detalhamento da metodologia de cálculo, proibição de índices acumulados para um mesmo contrato e ampliação do agrupamento obrigatório de contratos, abrangendo até mil beneficiários. Os temas são extremamente importantes para o avanço e modernização da regulação, contudo, a colheita das considerações da sociedade e do mercado foram feitas em forma de perguntas de vestibular em que o candidato tinha quatro opções de respostas, sem a oportunidade de debater as questões.

Para Alessandro Acayaba, especialista em direito e saúde e presidente da Anab, essa abordagem uniforme ignora as especificidades de cada carteira de planos por adesão, por exemplo, que atendem autônomos, profissionais liberais e estudantes. "Unificar o cálculo dos reajustes prejudica contratos equilibrados, penalizando beneficiários e favorecendo ineficiências. Essa abordagem transfere o ônus das más gestões para os consumidores, o que é inaceitável", alerta.

Vendas online de planos de saúde

Mais uma vez, a proposta modifica uma resolução já existente. Dessa vez, a Resolução Normativa nº 413, que torna obrigatória a oferta de contratação eletrônica de planos de saúde para modalidades individuais, familiares e coletivas. Antes facultativa, essa medida visa ampliar o acesso, mas gera desafios de adaptação para operadoras e consumidores menos familiarizados com a tecnologia.

"Forçar a migração para o digital é excelente, mas sem uma transição equilibrada pode excluir consumidores menos familiarizados com tecnologia e prejudicar pequenos operadores. O ideal é que a ANS busque soluções que não criem novos gargalos, mas promovam inclusão e eficiência para todos os envolvidos no setor", finaliza Acayaba.

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Planos de assistência médica registraram 51,5 de beneficiários em novembro de 2024, diz ANS

Agência Nacional de Saúde Suplementar divulga dados de beneficiários do penúltimo mês do ano passado

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizou em seu portal os números de beneficiários de planos de saúde referentes a novembro de 2024. Neste período, o setor registrou 51.508.727 de usuários em assistência médica e 34.347.368 em planos exclusivamente odontológicos. Esses e outros dados estão disponíveis na Sala de Situação .

Nos planos médico-hospitalares, houve crescimento de 843.791 beneficiários em relação a novembro de 2023. Já no comparativo de novembro deste ano com outubro de 2024, houve um aumento de 16.952 usuários. No caso dos planos exclusivamente odontológicos, somaram-se 4.318.186 beneficiários em um ano, tendo um aumento de 165.855 usuários na comparação de novembro deste ano com o mês anterior.

Em relação aos estados, no comparativo com novembro de 2024, o setor registrou evolução de beneficiários em planos de assistência médica em 24 unidades federativas, sendo São Paulo, Minas Gerais e Ceará os estados que tiveram o maior ganho em números absolutos. Entre os odontológicos, também 24 unidades federativas registraram crescimento no comparativo anual, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná os estados com maior crescimento em números absolutos.

Vale destacar que os números podem sofrer alterações retroativas em razão das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras.

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EDITORA RONCARATI

Plano de saúde e operadora devem indenizar idosa por cancelamento unilateral (TJDFT)

Banco de Dados contendo a legislação para os setores de seguros, resseguros, previdência complementar, capitalização, microsseguros e saúde suplementar.

Plano de saúde e operadora devem indenizar idosa por cancelamento unilateral (TJDFT)

A Amil Assistência Médica Internacional e a Qualicorp Administração e Serviço foram condenadas a indenizar uma beneficiária que teve o plano cancelado unilateralmente. A beneficiária é pessoa idosa e utiliza o serviço de home care. A decisão é do Juiz da 2ª Vara Cível de Brasília.

De acordo com o processo, a autora foi informada que o contrato com as rés seria cancelado de forma unilateral e que teria vigência até 30 de maio e que a estrutura de home care seria desmobilizada em 5 de junho. Informa que tem 85 anos e que apresenta quadro de pneumonia. Pede o restabelecimento do contrato de plano de saúde, com as mesmas coberturas originalmente contratadas, e a condenação das rés ao pagamento de indenização por danos morais.

Em sua defesa, a Qualicorp afirma que o cancelamento ocorreu de acordo com a regulamentação da Agência Nacional de Saúde (ANS). Informa que, como administradora de benefício, não tem como garantir a manutenção de coberturas de atendimentos. A Amil, por sua vez, não apresentou defesa.

Ao analisar o caso, o magistrado observou que as provas do processo mostram que as rés descumpriram o prazo para notificação sobre a rescisão unilateral. O Juiz lembrou que a ANS dispõe que o contrato "poderá ser rescindido pela operadora na data de seu aniversário, mediante comunicação prévia ao contratante, com antecedência mínima de 60 dias".

"A leitura do documento (...) revela a comunicação de cancelamento do plano em 1º/6/24, tratando-se de e-mail encaminhado no dia 31/5/24. (...) Ante a ausência preenchimento dos requisitos para tanto, impõe-se a continuidade do serviço, na forma contratada", afirmou.

O magistrado explicou que, conforme entendimento dos tribunais superiores, as operadoras de saúde devem assegurar "a continuidade dos cuidados assistenciais prescritos a usuário internado ou em pleno tratamento médico garantidor de sua sobrevivência ou de sua incolumidade física, até a efetiva alta, desde que o titular arque integralmente com a contraprestação devida".

Segundo o Juiz, "Cuidando-se, pois, de beneficiária que recebe atenção domiciliar no sistema de Home Care 24h, imprescindível para a sua sobrevivência a preservação do serviço, a interrupção, em razão de cancelamento unilateral também não encontra amparo".

Quanto ao dano moral, o magistrado destacou que o cancelamento do plano de saúde de forma irregular causou aflição e angústia. O Juiz lembrou que a autora possui 85 anos de idade, é portadora de Alzheimer em grau avançado e está em regime de internação domiciliar.

"O cancelamento do plano de saúde neste contexto implica em violação dos direitos da personalidade da autora, particularmente no que tange à garantia de incolumidade da saúde e dignidade humana", pontuou. Dessa forma, as rés foram condenadas, de forma solidária, a pagar a autora a quantia de R$ 15 mil a título de danos morais. Foi determinando, ainda, que as rés preservem o plano de saúde da beneficiária com todas as coberturas, inclusive o serviço de home care.

Cabe recurso da sentença.

Acesse o PJe1 e sobre o processo: 0722252-44.2024.8.07.0001

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PORTAL G1

Operação investiga farmácias por vender anabolizantes e remédios psiquiátricos de forma clandestina ou com receitas falsas

Seis farmácias e oito residências dos farmacêuticos e/ou proprietários dos estabelecimentos foram revistadas. O inquérito policial revelou que algumas receitas de tarja amarela eram falsificadas e outras tinham carimbos falsos.

Polícia faz operação contra farmácias que vendem remédios sem receita, em Trindade

Após receber diversas denúncias da Vigilância Sanitária de Trindade sobre a venda de medicamentos sem receita na cidade, que fica na Região Metropolitana de Goiânia, a 1ª Delegacia Distrital de Polícia de Trindade deu início à Operação Tarja Preta, que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (14).

Como o nome dos investigados não foi divulgado, o g1 não conseguiu entrar em contato com as defesas.

De acordo com a Polícia Civil, seis farmácias e oito residências dos farmacêuticos e/ou proprietários dos estabelecimentos foram revistadas. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram trocas de mensagens em alguns celulares apreendidos que comprovam as denúncias de que os medicamentos eram vendidos sem receita (veja na imagem abaixo). Ainda de acordo com a polícia, eles custavam o dobro do preço.

O inquérito policial também revelou que algumas receitas de tarja amarela eram falsificadas e outras tinham carimbos falsos. Os médicos que constavam nos documentos como responsáveis por prescreverem as receitas foram ouvidos e negaram ter fornecido os medicamentos controlados.

Durante as buscas, foram apreendidas diversas receitas falsificadas, anabolizantes, receitas amarelas sem estarem preenchidas, e receitas brancas sem origem. Ainda segundo a polícia, até o momento, 10 pessoas são investigadas, sem prisões já que não houve flagrantes.

Os envolvidos respondem pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, venda de medicamento em desacordo com receita médica e associação criminosa.

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Assessoria de Comunicação

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