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Presidente da Ahpaceg vai participar de entrega da proposta do Codese aos candidatos a prefeito de Goiânia
Na próxima segunda-feira, 9 de novembro, às 19h30, o Codese (Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia) promoverá, na Fundação Tiradentes, um evento para entrega a todos os candidatos à prefeito de Goiânia da Proposta para os Prefeitáveis. O presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, vai participar da solenidade.
Além da proposta, esse será um momento de prestígio e para comemorar a conclusão da Jornada Metodológica de Cenários Prospectivos, que teve início em 18 de setembro de 2020 e finalizou no dia 31 de outubro de 2020, com seis encontros virtuais e um presencial.
Na ocasião, também serão entregues diplomas de Honra ao Mérito a todos que participaram e, de uma forma ou de outra, contribuíram para a edição do livro com cenários prospectivos resumidos, que retratam uma parte significativa dos aspectos que foram identificados como os mais destacados sob a perspectiva metropolitana.
Criado em junho de 2015, o Codese é formado por entidades representativas de vários segmentos da sociedade, como a indústria, comércio, saúde e educação, e tem como objetivo planejar, formular e cobrar a execução de políticas de desenvolvimento econômico e social da capital. A Ahpaceg é uma das entidades fundadoras do Codese.
Cremego emite recomendação para visitas de médicos não integrantes do corpo clínico de hospitais a pacientes internados com Covid-19
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) emitiu uma recomendação às unidades de saúde públicas e privadas goianas sobre a visita de médicos não integrantes do corpo clínico dessas instituições a pacientes nelas internados com Covid-19.
A recomendação do Cremego foi elaborada para sanar queixas e dúvidas que têm chegado ao Conselho sobre a vedação e/ou restrição das visitas a pacientes internados com diagnóstico de Covid-19 por profissionais médicos, que não pertençam ao corpo clínico da respectiva instituição hospitalar ou que não tenham sido responsáveis pela internação e assistência ao paciente.
O Cremego considerou não haver disposição legal que garanta a esses médicos o acesso irrestrito para visitação a doentes internados com Covid-19 e considerou também que as instituições de saúde precisam seguir medidas que garantam a segurança dos pacientes e dos funcionários das unidades, dentre elas, a restrição de visitas. Outro aspecto importante considerado pelo Cremego é a preocupação dos familiares dos pacientes internados, que muitas vezes, ficam privados de notícias acerca do quadro clínico do parente.
Diante dessas situações, o Cremego recomenda às unidades de saúde que:
- Que cada serviço de saúde, no uso de sua autonomia e considerando suas características individuais e as recomendações supracitadas, expeçam orientações/normatizações específicas acerca da vedação ou permissão de visitas de médicos não integrantes do corpo clínico e que não tenham sido responsáveis pela internação e assistência do paciente, estabelecendo, no caso de permissão, os critérios e/ou exigências para tal, de acordo com as orientações da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e as normas da Anvisa; e
- Que cada unidade de saúde onde haja restrição à visita de pacientes internados em função da epidemia de SARS-CoV2/Covid-19, ou que seja unidade de referência para casos da doença, forneça, por meio de comunicação eficiente, informações diárias aos familiares ou à pessoa por estes indicada, acerca do quadro clínico e evolução destes pacientes, sendo facultada inclusive, onde as condições permitirem e os pacientes tiverem condições clínicas, a permissão para a realização de vídeo chamadas entre paciente e familiares, intermediadas pela equipe de saúde.
Clique aqui e acesse o texto completo da recomendação.
Fonte: Cremego
CLIPPING AHPACEG 05/11/20
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Secretaria de Saúde divulga orientações para o retorno presencial nas escolas
Brasil registra 610 novos óbitos por Covid-19 e total vai a 161.106
Bolsonaro: governo não vai tratar vacinas de Oxford e da China de forma diferente
Candidatos a prefeito de Goiânia dizem o que pretendem fazer para reduzir filas para consultas e exames na rede pública
Fiocruz vai submeter etapas de produção da vacina de Oxford à Anvisa
"Provavelmente teremos vacina antes da 2ª onda", afirma Ismael Alexandrino
MP recomenda prazo para Ipasgo encerrar credenciamento de prestadores de serviços
TV ANHANGUERA
Secretaria de Saúde divulga orientações para o retorno presencial nas escolas
https://globoplay.globo.com/v/8996682/programa/
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REUTERS
Brasil registra 610 novos óbitos por Covid-19 e total vai a 161.106
SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou nesta quarta-feira 610 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de mortes pela doença no país a 161.106, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
Também foram notificados 23.976 novos casos da doença provocada pelo coronavírus, com o total de infecções confirmadas no país atingindo 5.590.025.
As contagens diárias no Brasil voltam a um patamar mais elevado após três dias com dados abaixo da média, já que, além de domingo e segunda, quando os números tendem a ser mais baixos em função de um represamento de testes nos finais de semana, também houve feriado nacional na segunda, o que impactou, consequentemente, nos dados de terça-feira.
O Brasil é o segundo país com maior número de mortes por coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro em casos, abaixo dos EUA e da Índia.
Apesar disso, nas últimas semanas a pandemia tem desacelerado no Brasil em relação ao pico atingido no final de julho, quando chegaram a ser computados mais de 50 mil casos novos e mais de 1 mil óbitos a cada dia.
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CORREIO BRAZILIENSE
Bolsonaro: governo não vai tratar vacinas de Oxford e da China de forma diferente
Documento elaborado pela AGU e assinado pelo presidente garante que o Executivo vai adquirir vacinas contra a covid-19 desde que elas recebam a comprovação da ciência de que são eficazes no combate à doença
Augusto Fernandes
Em um parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro diz que o governo federal não vai dar tratamento diferenciado às vacinas contra o novo coronavírus que estão sendo desenvolvidas pela Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca e pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, respectivamente.
'A Consultoria Jurídica junto ao Ministério da Saúde assegura que não há tratamento diferenciado entre a vacina Coronavac e a AstraZeneca', diz o documento entregue à Suprema Corte. O texto foi elaborado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e assinado por Bolsonaro, e é parte de um dos processos em tramitação no STF em que partidos políticos cobram do Tribunal que o governo seja obrigado a adquirir todas as vacinas contra a covid-19 que estão em desenvolvimento, independentemente da origem dos imunizantes.
A manifestação do presidente ao STF vai na contramão do que ele tem declarado desde 21 de outubro, quando ordenou que o Ministério da Saúde cancelasse a assinatura de um protocolo que firmou a intenção do Executivo de comprar 46 milhões de doses da CoronaVac caso ela venha a receber a certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Bolsonaro tem se colocado contra a aquisição da CoronaVac por conta da participação do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), nos testes do imunizante no Brasil. O mandatário já declarou que não compraria 'a vacina chinesa de João Doria' e disse que 'o povo brasileiro não será cobaia de ninguém', visto que a vacina ainda não tem eficácia comprovada pela ciência.
Contudo, no parecer apresentado ao STF, Bolsonaro afirma que 'tão logo qualquer vacina tenha ultrapassado todas as fases de desenvolvimento e seja registrada na Anvisa, será avaliada pelo Ministério da Saúde e disponibilizada à população por meio do programa nacional de imunizações'.
De todo modo, até que a Anvisa dê o aval para qualquer vacina, o documento assinado pelo mandatário destaca que 'as autoridades públicas, especialmente o Presidente da República, devem agir com a cautela necessária para evitar que a utilização inadequada de uma possível vacina produza tantos efeitos colaterais, que demonstrem o erro na adoção dessa medida profilática'.
De acordo com o texto de Bolsonaro, 'nesse cenário de riscos ou impactos desconhecidos, tendo como norte a preservação da vida e da proteção da saúde, direitos fundamentais tutelados pela Constituição Federal, é de se esperar do Poder Público a adoção do princípio da precaução, em razão do cenário de incertezas científicas e possíveis consequências nocivas à saúde pública'.
'O princípio da precaução é uma medida a ser tomada quando as conclusões científicas são insuficientes ou incertas e haja a possibilidade de efeitos colaterais à saúde pública incompatíveis com o nível de proteção buscado. No estágio atual de desenvolvimento de vacinas para combater a covid-19, o princípio da precaução obriga o Estado brasileiro a evitar e reprimir medidas potencialmente lesivas à saúde', frisa o parecer.
A manifestação ainda pondera que, de acordo com o Ministério da Saúde, é 'prematuro' se falar, até o momento, na possibilidade de aquisição de vacinas contra o novo coronavírus, pois 'há vedação legal pela legislação brasileira na aquisição de medicamento, produto ou procedimento clínico ou cirúrgico experimental ainda não autorizado pela Anvisa'.
'É louvável a postura da comunidade científica em buscar uma vacina comprovadamente eficaz e segura contra a covid-19 em tempo recorde, mas nada disso pode ser feito sem a observância irrestrita dos protocolos. Compreende-se o clamor popular por uma ampla e rápida política nacional de vacinação contra a covid-19, mas nada disso pode avançar sem os cuidados científicos obrigatórios, que serão aclarados com o tempo e a parcimônia necessários.'
Dever do Estado
O texto do presidente também defende que qualquer decisão sobre a compra e a aplicação da vacina deve ser do governo federal, e não da Justiça. O mesmo argumento foi utilizado pelo advogado-geral da União, José Levi Mello, em outra manifestação ao STF. De acordo com o parecer de Bolsonaro 'a vontade política, presente e futura, do Poder Executivo federal na aquisição de vacinas contra a covid-19' precisa ser respeitada.
'Sabe-se que a atuação do Poder Judiciário na implementação de políticas públicas é medida excepcional que pressupõe a inação dos órgãos executivos responsáveis, o que não ocorreu no presente caso.'
O documento ainda pondera que 'a execução de políticas públicas é função típica do Poder Executivo' e que 'a interferência do Poder Judiciário nesse campo deve ser vista de forma excepcional, cabendo somente em situações de flagrante omissão inconstitucional, o que não ocorre no presente caso'.
'Na medida em que as políticas públicas na área da saúde devem buscar a redução do risco de doenças e de outros agravos, cabe ao Estado somente fornecer uma vacina que seja, ao mesmo tempo, eficaz e segura, e que atenda a todos os protocolos científicos para a adoção em uma possível política nacional de vacinação. Ocorre que a comunidade científica internacional ainda não encontrou em definitivo nenhuma vacina que atenda a essas premissas', lembra o presidente.
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PORTAL G1
Candidatos a prefeito de Goiânia dizem o que pretendem fazer para reduzir filas para consultas e exames na rede pública
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ISTOÉ
Fiocruz vai submeter etapas de produção da vacina de Oxford à Anvisa
Como funciona a vacina?
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai entregar neste mês à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) documentos para a avaliação das etapas de produção desenvolvidas pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford para a vacina contra o novo coronavírus, encomendada pelo Ministério da Saúde. Detalhes sobre a submissão de documentos à Anvisa foram apresentados pela vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, Rosane Cuber, em uma oficina promovida pela Fiocruz na manhã de hoje (4).
A vacina ainda está em fase de testes em humanos, mas, para acelerar o processo de registro sem prejudicar o rigor da análise, a agência reguladora iniciou a avaliação das etapas de desenvolvimento já concluídas.
Em outubro, a agência recebeu documentos referentes aos resultados dos estudos pré-clínicos, realizados em animais em laboratórios. O cronograma de submissão contínua segue a Nota Técnica 78/2020 e deve ser concluído até o fim de janeiro.
'Isso não está sendo feito só no Brasil. As agências reguladoras de outros países também estão adotando essa estratégia. A agência inglesa está adotando essa estratégia e, na agência europeia, há discussões para adotar essa mesma estratégia de submissão contínua', afirma Rosane Cuber. 'Em novembro, a gente submete tudo que está sendo feito nas empresas que estão sendo contratadas pela AstraZeneca para produzir a vacina'.
No mês que vem, em dezembro, serão entregues em dois blocos mais documentos que comprovem a qualidade das etapas de produção e a adequação de Bio-Manguinhos a esses processos, além dos primeiros resultados que demonstrem segurança e eficácia da vacina em humanos.
O pedido formal de registro da vacina deve ser protocolado em janeiro de 2021, e o processo final de avaliação deve durar cerca de um mês.
A vacina de Oxford foi a primeira a iniciar a fase de testes clínicos, e os experimentos em curso envolvem 57 mil voluntários, em sete países, como Brasil, Estados Unidos, África do Sul e Inglaterra. Os testes em andamento são chamados de testes de fase três, quando os pesquisadores comparam a incidência da doença em um grupo de voluntários vacinados com outro que recebeu placebo.
Nas etapas anteriores, com menos voluntários, 100% dos participantes vacinados desenvolveram resposta celular e produziram anticorpos séricos neutralizantes com duas doses da vacina. Nos casos em que foi testada apenas uma dose, a resposta celular também foi de 100%, mas a produção de anticorpos caiu para 91%.
Produção das doses
A Fiocruz deve começar a produzir a vacina em janeiro, antes mesmo da aprovação da Anvisa. O imunizante será produzido no Complexo Industrial de Bio-Manguinhos, que fica junto à sede da fundação, na zona norte do Rio de Janeiro. O objetivo de antecipar o processo é ter ao menos 30 milhões de doses até o fim de fevereiro, quando deve ficar pronto o parecer final da Anvisa com o registro da vacina, caso todos os testes confirmem a segurança e a eficácia da vacina. Se esse cronograma se confirmar, Bio-Manguinhos deve entregar em março as primeiras 30 milhões doses ao Ministério da Saúde, para que sejam disponibilizadas à população, a princípio em um esquema de vacinação com duas doses por pessoa.
Entre março e julho, a Fiocruz deve produzir mais 70,4 milhões de doses da vacina a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), que será enviado em carregamentos mensais de 15 milhões de doses pela AstraZeneca durante o primeiro semestre do ano, até a soma de 100,4 milhões de doses encomendada pelo governo brasileiro.
O IFA usado para produção da vacina requer uma estrutura de alta tecnologia para seu processamento, com armazenamento a -65 graus celsius. O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, explica que investimentos para processar e nacionalizar a produção do IFA já estão sendo feitos e envolvem mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos e uma doação de R$ 100 milhões de reais da iniciativa privada. Entre as principais ações estão a adaptação de instalações por onde passará o IFA, a construção de uma área modular para controle físico-químico e a readequação das instalações de controle de qualidade.
Com a transferência de tecnologia prevista no acordo, A Fiocruz planeja iniciar a produção nacional do IFA no segundo semestre, com uma capacidade mensal de 15 milhões de doses em um primeiro momento, o que permitirá que mais 110 milhões de doses sejam produzidas até o fim de 2021. Nos dois semestres do ano que vem, o Brasil deve ter acesso a 210,4 milhões de doses da chamada vacina de Oxford, que é uma das dez vacinas que já entraram em testes clínicos de fase três.
No futuro, a Fiocruz planeja expandir sua capacidade de produção, chegando a 30 milhões de doses por mês e 300 milhões por ano, já que as paradas necessárias para o controle de qualidade fazem com que a produção só ocorra em 10 meses por ano. 'Estamos discutindo a ampliação dessa produção com a aquisição de equipamentos maiores, mas eles não estarão disponíveis tão rapidamente. Não há disponibilidade no fornecedor para entrega no tempo que a gente gostaria para ampliar a produção para 30 milhões de doses mês', afirma Zuma.
Prontas, as vacinas poderão ser armazenadas a uma temperatura de 2 a 8 graus celsius, o que é compatível com a rede de frios do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo Zuma. Cada frasco terá cinco doses da vacina, que será transportada e armazenada em caixas com 25 frascos, o que facilita sua logística, na avaliação do diretor de Bio-Manguinhos. A produção e disponibilização de cada dose deve custar cerca de 3,16 dólares.
O vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fundação Oswaldo Cruz, Marco Krieger, avaliou que as 210 milhões de doses farão com que o Brasil seja um dos primeiros países a ter uma vacinação significativa no mundo. No ano que vem, somente Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia, Vietnã e Japão devem superar a média de 1,5 dose disponível por habitante, e o Brasil deve chegar a 1 dose por habitante no fim do ano.
Como funciona a vacina?
A vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford utiliza a tecnologia de vetor viral, em que uma sequência genética do coronavírus é inserido em outro vírus, incapaz de se replicar, para, então, ser injetada no corpo humano e gerar a resposta imunológica. A vacina utiliza um adenovírus (vírus de resfriado) de chimpanzé para fazer o transporte da sequência da proteína S do coronavírus, que forma a coroa de espinhos que dá o nome ao microorganismo. Esses espinhos são fundamentais no processo de invasão das células humanas e também são capazes de despertar as defesas do nosso organismo. Os testes clínicos buscam comprovar que, uma vez vacinado, o corpo humano reconhecerá essa proteína e poderá produzir defesas que neutralizem sua ação, impedindo que uma pessoa adoeça ao ter contato com o coronavírus.
Até o momento, a mutabilidade do vírus não é considerada uma ameaça à eficácia da vacina, já que as mutações que têm sido observadas pela ciência não apresentam mudanças estruturais na proteína S, o que indica que vacinas que a adotem como alvo podem ser eficazes mesmo diante de mutações do coronavírus.
O vice-presidente da Fiocruz destacou ainda que resultados preliminares de estudos clínicos conduzidos com idosos na Inglaterra apontam que a vacina não perde eficácia nessa população, que é considerada grupo de risco para a covid-19.
'São populações muito vulneráveis à infecção por covid. A maior parte das mortes está nessa população, que, pelo próprio amadurecimento do sistema imune, tem mais dificuldade de fazer uma resposta efetiva', afirmou ele, que aguarda a confirmação dos resultados. 'Se isso se confirmar, será um importante diferencial dessa plataforma tecnológica'.
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A REDAÇÃO
"Provavelmente teremos vacina antes da 2ª onda", afirma Ismael Alexandrino
Goiânia - Nos últimos dias, a Europa tem experimentado os impactos da segunda onda do novo coronavírus. Nações como o Reino Unido, Alemanha e Bélgica adotaram novas restrições que repercutiram mundialmente. Para o titular da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), Ismael Alexandrino, o Brasil está em “fase mais retardada” da propagação do vírus. “Provavelmente, teremos a vacina antes disso acontecer”, afirmou o secretário em entrevista ao jornal A Redação nesta quarta-feira (4/11).
“Como nossas estruturas de saúde permanecerão em funcionamento, caso as pessoas necessitem de internação [numa possível segunda onda], existe lastro. Todos os equipamentos continuam nos hospitais, o HCamp em Goiânia funcionará, pelo menos, até junho do ano que vem”, acrescentou. “Se tiver a segunda onda, vamos enfrentá-la com a mesma seriedade e equilíbrio adotados na primeira.”
Nesta quarta (4), a SES-GO orientou, por meio de nota técnica, a retomada de aulas presenciais e eventos no Estado. Segundo o documento, é de 52,76% a atual taxa de ocupação no Estado de leitos de UTI destinados ao tratamento de pacientes com covid-19. Nas enfermarias, a ocupação está em 21,01%.
De acordo com dados de plataforma, disponibilizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora o avanço da covid-19 no mundo, o número de casos confirmados da doença chegou hoje (4) a 47.362.304, enquanto as mortes pela doença já são 1.211.986.
As Américas vivenciam a pior situação do vírus no mundo, com mais de 20 milhões de infectados e 644 mil óbitos pela doença. Os números estão bem acima dos casos confirmados na Europa, segunda colocada na lista da OMS, com quase 12 milhões de contaminados e 294 mil mortes.
Após uma estabilização das mortes entre julho e outubro, o continente europeu agora volta a registrar mortes diárias parecidas com o período de abril. Nesta quarta-feira (4), segundo a OMS, foram confirmados 3.686 óbitos pelo vírus.
O Brasil é o segundo país com mais mortes pela covid-19 no mundo, com 160.253 até esta quarta-feira (4/11), atrás apenas dos Estados Unidos, que registra 229.948 óbitos, de acordo com a OMS.
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JORNAL OPÇÃO
MP recomenda prazo para Ipasgo encerrar credenciamento de prestadores de serviços
Por Augusto Araújo
Processo se arrasta desde 2014, após constatação de irregularidades em contratações
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) recomendou ao presidente do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo), Hélio José Lopes, que adote as providências necessárias para a conclusão do processo de credenciamento de prestadores de serviços, pessoas físicas e jurídicas para o plano, no prazo máximo de 60 dias. Este processo se arrasta há seis anos.
Para entender melhor, é preciso contextualizar. Em 2014, o MP entrou com uma ação pedindo cancelamento do regulamento geral do sistema de credenciamento para profissionais e estabelecimentos prestadores de serviços do Ipasgo, bem como todos os contratos antes assinados. Isso porque não houve um processo justo de licitação do serviço para cadastramento de profissionais e serviços de saúde no plano, o que é previsto em lei.
Em março de 2015, o regulamento foi suspenso em decisão liminar, que impediu a realização de novos credenciamentos por parte do Ipasgo até o julgamento final da demanda.
Em 2016, o Ipasgo se comprometeu com a justiça a realizar uma licitação para escolher profissionais prestadores de serviços e estabelecimentos de serviços e materiais de saúde, e a não realizar novas contratações de empresas fornecedoras de órtese, prótese ou material especial (OPMEs) na modalidade credenciamento.
Contudo, quatro anos depois, o Ipasgo ainda não concluiu o novo credenciamento dos profissionais prestadores de serviços. A promotora de Justiça Villis Marra, da 78ª Promotoria de Justiça de Goiânia, solicitou que as informações sobre as providências tomadas sejam apresentadas no prazo de 10 dias a contar do recebimento da recomendação, sem possibilidade de prorrogar a data.
A equipe do Opção vai entrar em contato com o Ipasgo para saber qual a posição do Instituto sobre o assunto.
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Rosane Rodrigues da Cunha
Assessoria de Comunicação
31|10|20: Ahpaceg encerra a divulgação do Boletim Covid-19
Hoje, 31 de outubro de 2020, a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) encerra a divulgação periódica do boletim com os números de atendimentos relacionados ao novo coronavírus (Covid-19) em 22 instituições associadas.
O trabalho teve início em 30 de março deste ano, com a publicação do informativo nas redes sociais e site da Ahpaceg, além do envio regular à imprensa, de segunda-feira a sábado.
Ao todo, foram 183 edições do boletim cujo objetivo foi manter a sociedade bem informada sobre os casos suspeitos e confirmados de pacientes internados em leitos comuns e em UTIs, das altas médicas registradas nas últimas 24 horas, dos óbitos diários e acumulados e, ainda, da quantidade de leitos exclusivos para os atendimentos de Covid-19 nos hospitais associados.
As informações dos hospitais associados continuarão sendo repassadas regulamente aos órgãos de saúde do Estado e de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Catalão e Rio Verde, onde poderão ser consultadas pelos interessados.
A suspensão da divulgação acontece em um momento de redução do número de casos da doença e a publicação pode ser retomada a qualquer momento, se necessário.
A Ahpaceg enfatiza que esses casos estão em queda, mas a pandemia não acabou, por isso, a população deve continuar atenta a todas as medidas preventivas.
#Ahpaceg #covid19 #boletimAhpaceg
Covid-19: Boletim Ahpaceg 30|10|20
Desde 30 de março deste ano, a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) vem divulgando regularmente, de segunda-feira a sábado, inclusive em feriados, o boletim com os números de atendimentos relacionados ao novo coronavírus (Covid-19) em 22 instituições associadas.
Além da notificação às autoridades da área da saúde, a Ahpaceg passou a fazer a divulgação em seu site, redes sociais e por meio do envio à imprensa com o objetivo de manter a sociedade bem informada, de forma clara, sobre os casos suspeitos e confirmados de pacientes internados em leitos comuns e em UTIs, das altas médicas registradas nas últimas 24 horas, dos óbitos diários e acumulados desde 4 de abril, data do primeiro óbito por Covid-19 em hospitais associados. O boletim traz também a quantidade de leitos exclusivos para os atendimentos de Covid-19 nos hospitais associados.
Até hoje, 30 de outubro, foram publicadas 182 edições do boletim, cuja divulgação será finalizada neste sábado, 31 de outubro. A Ahpaceg ressalta que as informações dos hospitais associados continuarão sendo repassadas regulamente aos órgãos de saúde, onde poderão ser consultadas.
A suspensão da divulgação acontece em um momento de redução do número de casos e a publicação pode ser retomada a qualquer momento, se necessário. A Ahpaceg ressalta que esses casos estão em queda, mas a pandemia não acabou, por isso, a população precisa continuar atenta a todas a medidas preventivas.
AHPACEG: CARTA ABERTA - Juntos, podemos construir a saúde que queremos e que a sociedade espera
Há 17 anos, de forma ininterrupta e sempre buscando o aperfeiçoamento das ações desenvolvidas, a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tem trabalhado para melhorar a qualidade, a resolutividade e a segurança da assistência médico-hospitalar em Goiás.
Muito já fizemos e sabemos que muito ainda precisa ser feito, pois o cenário da saúde é dinâmico, evolui e nos apresenta novas demandas a cada dia.
A pandemia de Covid-19 nos trouxe desafios ainda maiores e com um tempo exíguo para adaptação às novas exigências e ao novo volume de atendimento.
Os hospitais associados agiram rápido, dentro das normas preconizadas, seguindo e se adequando aos protocolos para tratamento de uma doença até então desconhecida.
De um momento para o outro, recebemos uma demanda muito além da esperada e nos deparamos com exigências, como a criação de novas alas de isolamento dentro de uma estrutura física já instalada.
Apesar desses desafios, fizemos e seguimos fazendo todo o possível para garantir o atendimento à população. Assim, muitas vidas foram e continuam sendo salvas. Lamentavelmente, apesar dos esforços de nossas equipes, muitas também foram perdidas e nos solidarizamos com cada família, cada amigo, cada conhecido dessas vítimas e com todos os nossos profissionais de saúde que perderam a nossa batalha maior, que é salvar vidas.
Reconhecemos os esforços de nossos hospitais e, repetimos, reconhecemos que o trabalho para a melhoria da assistência precisa ser contínuo. E toda contribuição que nos leve a esse aperfeiçoamento é bem-vinda.
Lamentamos que críticas venham sendo disparadas neste momento contra hospitais e médicos que têm trabalhado incansavelmente para atender os goianos. Esperamos que esses colegas médicos se juntem a nós neste esforço pela melhoria da assistência em Goiás, pois entendemos que, juntos, podemos construir a saúde que queremos e que a sociedade espera.
Ahpaceg
30|10|20
Covid-19: Boletim Ahpaceg 29|10|20
Desde 30 de março deste ano, a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) vem divulgando regularmente, de segunda-feira a sábado, inclusive em feriados, o boletim com os números de atendimentos relacionados ao novo coronavírus (Covid-19) em 22 instituições associadas.
Além da notificação às autoridades da área da saúde, a Ahpaceg passou a fazer a divulgação em seu site, redes sociais e por meio do envio à imprensa com o objetivo de manter a sociedade bem informada, de forma clara, sobre os casos suspeitos e confirmados de pacientes internados em leitos comuns e em UTIs, das altas médicas registradas nas últimas 24 horas, dos óbitos diários e acumulados desde 4 de abril, data do primeiro óbito por Covid-19 em hospitais associados. O boletim traz também a quantidade de leitos exclusivos para os atendimentos de Covid-19 nos hospitais associados.
Até hoje, 29 de outubro, foram publicadas 181 edições do boletim, cuja divulgação será finalizada neste sábado, 31 de outubro. A Ahpaceg ressalta que as informações dos hospitais associados continuarão sendo repassadas regulamente aos órgãos de saúde, onde poderão ser consultadas.
A suspensão da divulgação acontece em um momento de redução do número de casos e a publicação pode ser retomada a qualquer momento, se necessário. A Ahpaceg ressalta que esses casos estão em queda, mas a pandemia não acabou, por isso, a população precisa continuar atenta a todas a medidas preventivas.
CLIPPING AHPACEG 29/10/20
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
COE decide que aulas presenciais nas escolas podem ser retomadas em Goiás
COE decide que aulas presenciais nas escolas podem ser retomadas em Goiás
Bolsonaro recua sobre privatização no SUS
Saúde diz que pediu inclusão de unidades básicas em programa de privatização
Pandemia com PPI na saúde?
Carta de médicos contra imunização inclui nomes à revelia
Anvisa dá aval a compra para vacina do Butantan; atraso será de 20 dias, diz SP
Saúde comprou três vezes mais kits para testes que o necessário
Planos de saúde poderão ter reajuste parcelado, a partir de 2021
Covid-19: Goiás chega a 252 mil casos confirmados e 5.654 mortes pela doença
Médico é morto a tiros na porta de casa em Pires do Rio
TV ANHANGUERA
COE decide que aulas presenciais nas escolas podem ser retomadas em Goiás
https://globoplay.globo.com/v/8978330/programa/
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Maternidade em Goiânia tem vazamento de gás, e bebês precisam ser levados para a calçada
https://globoplay.globo.com/v/8978211/programa/
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CORREIO BRAZILIENSE
Bolsonaro recua sobre privatização no SUS
Decreto prevendo estudos para possibilitar parcerias público-privadas na construção e gestão de unidades básicas de saúde é revogado apenas um dia depois de ser publicado no Diário Oficial. Presidente voltou atrás, após críticas generalizadas à proposta
» Sarah Teófilo
» Renato Souza
Após duras críticas de setores políticos e de entidades da sociedade civil, o presidente Jair Bolsonaro revogou um decreto que autorizava a realização de estudos para nortear a participação de entidades privadas na construção, gestão e operação de unidades básicas de saúde (UBSs). A revogação foi publicada, ontem, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). As unidades, que são a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), seriam incluídas no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), criado em 2016.
"Faltam recursos financeiros para conclusão das obras, aquisição de equipamentos e contratação de pessoal. O espírito do Decreto nº 10.530, já revogado, visava o término dessas obras, bem como permitir aos usuários buscar a rede privada com despesas pagas pela União", escreveu o presidente no Facebook no fim da tarde de ontem. Bolsonaro disse "a simples leitura do decreto em momento algum sinalizava para a privatização do SUS". "Em havendo entendimento futuro dos benefícios propostos pelo decreto, o mesmo poderá ser reeditado", acrescentou.
De acordo com o Ministério da Economia, os estudos teriam duração de seis meses para avaliar as demandas pelo país e apresentar resultados. Neste período, o governo federal entraria em contato com estados e municípios para apresentar a proposta.
Segundo o ministério, não seria necessário um projeto de lei para colocar a inativa em prática, pois "no Brasil já existem concessões patrocinadas na área de saúde, sendo, portanto, já recepcionadas pela atual legislação".
O decreto foi assinado pelo presidente e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e publicado no DOU na terça-feira. No fim da tarde de ontem, o Ministério da Saúde informou que as UBSs foram incluídas no programa a pedido da pasta. "A participação privada no setor é importante diante das restrições fiscais e das dificuldades de aperfeiçoar o modelo de governança por meio de contratações tradicionais", ressaltou, informando que atualmente há mais de 4 mil UBS com obras inacabadas que já consumiram R$ 1,7 bilhão de recursos do SUS.
Em nota conjunta, os ministérios da Economia e da Saúde informaram que "devem ser focados em arranjos que envolvem a infraestrutura, os serviços médicos e os serviços de apoio, de forma isolada ou integrada sob a gestão de um único prestador de serviços, o que possibilita estabelecer indicadores e metas de qualidade para o atendimento prestado à população. Os serviços seguirão sendo 100% gratuitos", ressaltaram.
Os planos do Executivo, porém, foram frustrados por uma enxurrada de críticas. Parlamentares de oposição se movimentaram e chegaram a apresentar Projetos de Decreto Legislativo (PDL) para suspender a medida. "Nós não aceitaremos a arbitrariedade do presidente da República", afirmou o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto. "O que precisamos é fortalecer o Sistema Único de Saúde", frisou.
Reações
O decreto provocou reações até no mundo artístico. O assunto foi um dos mais comentados nas redes sociais, com a hashtag #DefendaoSUS em primeiro lugar dos trending topics do país. Nomes como Lulu Santos, Fernanda Abreu, Luísa Sonsa, Anitta, Ludmilla, Giovanna Ewbank, Cleo Pires, entre tantos outros, se manifestaram ao contrário dos estudos.
Diretor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), Oswaldo Yoshimi Tanaka viu o decreto com receio. "Em PPP, é feita uma concessão para fazer melhorias e a empresa espera um retorno. A nossa UBS é a porta de entrada para o SUS. Não tem cabimento fazer investimento para depois cobrar para entrar no sistema", disse, frisando que a Constituição Federal prevê que o SUS é universal e gratuito.
O ex-diretor da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), Leandro Mello Frota afirmou que o decreto que acabou revogado falava em uma parceria entre o Estado e entes privados, e não na privatização em si. "Neste modelo, o governo não perde sua prerrogativa e sua responsabilidade. O SUS é público", disse. Para Mello, mesmo que a proposta fosse levada adiante, qualquer tentativa de privatização seria interditada pelos demais Poderes.
A professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro Patrícia Sampaio ressaltou que o decreto apenas incluiu as UBSs no PPI para fins de elaboração de estudos e alternativas de parceria. "Me parece que essas leituras de que é para privatizar o SUS são leituras apressadas, porque não é isso", disse. Patrícia pontuou que já existem, no Brasil, algumas experiências com PPPs em hospitais, como na Bahia. (Colaborou Maíra Alves)
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Saúde diz que pediu inclusão de unidades básicas em programa de privatização
Pasta se pronunciou sobre decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, após repercussão
Sarah Teófilo
O Ministério da Saúde informou, em nota, que a decisão de incluir as Unidades Básicas de Saúde (UBS) no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) foi tomada após um pedido que partiu da própria pasta, com o apoio do Ministério da Economia. O PPI foi criado em 2016 e tem como objetivo 'ampliar e fortalecer a interação entre o Estado e a iniciativa privada por meio da celebração de contratos de parceria e de outras medidas de desestatização'.
A pasta da Saúde garantiu que os serviços seguirão sendo 100% gratuitos para a população. O Ministério afirmou que 'a avaliação conjunta é que é preciso incentivar a participação da iniciativa privada no sistema para elevar a qualidade do serviço prestado ao cidadão, racionalizar custos, introduzir mecanismos de remuneração por desempenho, novos critérios de escala e redes integradas de atenção à saúde em um novo modelo de atendimento'.
Obras inacabadas
De acordo com o órgão, "a participação privada no setor é importante diante das restrições fiscais e das dificuldades de aperfeiçoar o modelo de governança por meio de contratações tradicionais". Atualmente, segundo a pasta, existem mais de 4 mil unidades básicas de saúde com obras inacabadas e que já consumiram R$ 1,7 bilhão de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
'Os estudos que o PPI foi autorizado a fazer devem visar a capacidade técnica e qualidade no atendimento ao sistema público de saúde. Devem ser focados em arranjos que envolvem a infraestrutura, os serviços médicos e os serviços de apoio, de forma isolada ou integrada sob a gestão de um único prestador de serviços, o que possibilita estabelecer indicadores e metas de qualidade para o atendimento prestado diretamente à população', ressaltou, pontuando que a Secretaria do PPI 'já colabora com municípios e estados com a modelagem de diversos outros projetos de parcerias', com as Parcerias Público-Privadas (PPPs) de creches e iluminação pública.
Minutos antes da Saúde repassar as informações, o Ministério da Economia divulgou uma nota idêntica, informando que o pedido havia partido da Saúde.
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O POVO
Pandemia com PPI na saúde?
O decreto 10.530, assinado no começo da semana pelo presidente Jair Bolsonaro, caso tivesse sido mantido, abriria um grande retrocesso no processo de universalização da saúde brasileira. Felizmente o governo recuou, mas a possibilidade de repasse para a iniciativa privada das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) poderia ter um único significado: a criação de mais dificuldades de acesso aos programas de assistência médica. Lançar uma proposta de estudos para implantar um Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República em meio a uma pandemia é quase como anunciar a possibilidade de ruptura do Sistema Único de Saúde (SUS), que ainda precisa ser melhorado.
A pandemia gerou uma demanda maior por saúde e a evasão em alguns planos privados. Com o desemprego, muita gente teve de deixar a rede de assistência dos planos e passou a utilizar apenas o SUS, com algumas consultas e exames pagos em clínicas populares.
É no mínimo inadequado lançar, neste momento, uma proposta como essa; é retirar o Estado no que deve ser o seu papel básico, de garantir saúde a todos os cidadãos. Existem coisas mais importantes para o governo lançar estudos, como o aprimoramento dos serviços em um momento como este.
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O DRAMA DA SAÚDE
Quem assistiu ao documentário "Sicko: SOS Saúde", dirigido por Michael Moore, realizado em 2007, conseguiu ver um pouco do drama de cidadãos norte-americanos que dependem apenas dos planos privados de assistência à saúde. Mesmo com uma renda superior à brasileira, os norte-americanos têm dificuldade de pagar e de ter atendimento em casos de doenças como o câncer.
O caso brasileiro, cujo filme não contempla, certamente está no meio do caminho. O SUS, criado pela Constituição de 1988, é muito mais evoluído do que o que existe nos Estados Unidos e ainda está longe do que acontece em países como Canadá, Cuba, França e Inglaterra. O sistema privado também está no meio do caminho; há ainda muita judicialização do atendimento, mas existe também um importante serviço do setor.
No caso do SUS, ele representa um retrato de uma luta social contra a desigualdade, através da universalidade dos serviços de assistência à saúde e de uma tentativa de equidade no atendimento. Há muito para melhorar, mas certamente é uma das grandes conquistas brasileiras.
Covid-19
PREOCUPAÇÃO COM A CRISE FISCAL
O cenário brasileiro tem despertado mais preocupações. Enquanto a França anuncia um novo lockdown, o governo alemão destaca ajuda extra de até 10 bilhões de euros para empresas que forem afetadas por um novo isolamento. No Brasil, estamos na primeira onda da Covid-19 e o governo apresenta uma situação fiscal preocupante. O Fundo Monetário Internacional já fez o alerta: o País é considerado o pior no ranking dos emergentes no quesito "desempenho fiscal". Enfim, o governo terá de dizer o que é realmente prioridade neste momento. E será que o país terá recursos para enfrentar uma segunda onda de Covid-19?
O lançamento do decreto 10.530 do presidente Jair Bolsonaro deixa subtendido que o Governo Federal não está interessado em manter essa conta da saúde, que deveria ser considerada um investimento inquestionável.
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FOLHA DE S.PAULO
Carta de médicos contra imunização inclui nomes à revelia
Cláudia Collucci e Ana Bottallo
SÃO PAULO
Médicos e especialistas da linha de frente no enfrentamento da pandemia de coronavírus se surpreenderam na manhã desta quarta-feira (28) com seus nomes em uma carta contrária à obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19.
Na carta, endereçada aos presidentes da Câmara dos Deputados, do Supremo Tribunal Federal e do Senado, pelo menos nove dos 133 signatários dizem que não deram consentimento para assinar a petição.
Entre os especialistas incluídos à revelia estão figuras conhecidas como o infectologista, professor da USP e colunista da Folha Esper Kallás, o professor titular da Faculdade de Medicina da USP Jorge Kalil, o infectologista Renato Kfouri, a epidemiologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, e os virologistas Paolo Zanotto (USP) e Ricardo Galler (Fiocruz).
A petição pede a revogação da lei 13.979/â2020, assinada em fevereiro pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que prevê a obrigatoriedade da vacinação no país.
"Não assinei e nem concordo com ela [a petição]! Denuncio o uso indevido do meu nome. Nunca concordei com o uso político da ciência! Não admito que usem o meu nome com este fim!", escreveu Kalil.
A partir daí, a história se espalhou e outros médicos e especialistas descobriram que também constavam na lista sem consentimento.
"A utilização de nomes de pessoas para tentar dar respaldo a afirmações que não se sustentam é condenável, antiética e mostra o despreparo das pessoas que construíram esse documento", afirma Esper Kallás.
A infectologista Rosana Richtmann afirma que, ao receber o documento por WhatsApp, ficou surpresa de ver nomes de colegas próximos assinando o documento.
"Achei estranho, são pessoas que estão no nosso grupo que ajuda o Ministério da Saúde a construir um documento para as próximas decisões sobre a vacina. De repente, me deparei com o meu nome na lista. Foi um susto. Daí a gente vê como é fácil lançar fake news."
Segundo ela, o que mais a deixou "enojada e triste" foi saber que colegas médicos estão envolvidos na disseminação do documento. "Isso é inadmissível na minha cabeça. É revoltante", diz. A infectologista estuda a possibilidade de uma denúncia formal ao Cremesp (Conselho Regional de Medicina).
Para ela, a discussão em torno da obrigatoriedade é totalmente fora de hora e foca uma vacina que ainda não é real. "Temos é que correr com o estudo clínico, fazer uma coisa segura e séria. Não faz sentido esse desgaste agora."
Kalil concorda. "Não temos uma vacina ainda. Precisamos ver a qualidade da vacina que vai ser colocada para a população. Se forem as melhores vacinas, tem que tomar. Mas vai depender dos resultados. Não faz o menor sentido essa discussão agora."
Entre os signatários "verdadeiros" estão a médica Nise Yamaguchi, afastada em julho do Hospital Israelita Albert Einstein após comparar o medo do coronavírus com o Holocausto, o pediatra Anthony Wong e o infectologista da Unifesp Paulo Olzon. Todos eles defendem em suas redes sociais o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, uma associação que não tem evidência de eficácia.
Os signatários argumentam que acelerar os testes de eficácia e segurança das vacinas pode ser potencialmente perigoso, falta informação sobre a duração da imunidade e como essas vacinas se comportam nos diferentes grupos e que algumas das vacinas em desenvolvimento usam metodologias inéditas ânão existem hoje vacinas aprovadas que usem adenovírus ou RNA para produzir resposta imune.
Outro ponto seria a existência de tratamentos precoces, mais baratos e eficazes na redução da mortalidade e de estudos recentes que apontam para taxa de mortalidade de apenas 0,3%. Muitos desses argumentos não são consenso dentro da comunidade científica.
Para Zanotto, que participou nesta quarta de audiência pública virtual tratando da vacinação e se coloca a favor dos pontos da carta, a iniciativa em si de iniciar um debate no Judiciário e no Legislativo sobre a questão da imunização é louvável, mas a forma como foi feita foi um "tiro no pé".
Segundo o pesquisador, ele enviou uma lista ao Presidente da República com sugestões de especialistas em vacinas e vírus que pudessem ajudar no debate das vacinas, mas não teve resposta.
Ele diz ter sido procurado depois por médicos que solicitaram informações sobre essa lista e que pediram autorização para enviá-la ao STF. Ele concordou, mas disse que não sabia que estava assinando uma petição junto.
"Eu não concordei em ter meu nome na carta, ninguém me consultou. O que eu fiz foi passar a lista de nomes que recomendo como os maiores especialistas em vacina do país. Meu nome não está nessa lista que eu mesmo indico. Não concordei em assinar petição", afirma Zanotto.
Segundo ele, a confusão é culpa da psiquiatra do Rio Grande do Sul Akemi Scarlet Shiba, que teria organizado a carta e misturado duas listas: a de signatários com uma lista de amicus curiae (pessoas que podem ser convidadas ao tribunal durante uma ação, sem ser parte da mesma, para oferecer sua visão de especialista no debate).
"Depois que eu entendi quando vieram com essa história de amicus curiae que era para isso que queriam a lista. Mas eu não estava fazendo lista de amicus curiae, estava fazendo uma lista de especialistas em vacina para ser sugerida ao governo brasileiro para auxiliar", disse Zanotto.
Akemi Shiba afirma que se confundiu ao anexar as duas listas e que todos os médicos que aderiram à petição enviaram nome e número CRM ou, no caso de profissionais de outra área, CPF ou RG. Assim que soube do descontentamento, ela excluiu os nomes. "Foi um mal-entendido e já resolvemos", disse à Folha.
Além da autora da carta, os outros apontados por encabeçar a ação são o grupo Movimento Legislação e Vida, cujo coordenador é Hermes Nery, ex-vereador na cidade de São Bento do Sapucaí, os movimentos Docentes Pela Liberdade (PDL) e Médicos Pela Liberdade, e o grupo Dez Mil Médicos pelo Tratamento Precoce, que conta com apoiadores da cloroquina contra a Covid-19.
O Movimento Legislação e Vida, segundo sua página no Facebook, atua "na defesa de princípios e valores conservadores e cristãos, do direito à vida desde a concepção, à dignidade da pessoa humana, da soberania nacional, da liber com responsabilidade e solidariedade."
A Folha procurou Nery, mas não teve resposta até a publicação deste texto. Também não conseguiu contato com os representantes de Médicos pela Liberdade e Dez Mil Médicos pelo Tratamento Precoce.
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A utilização de nomes de pessoas para tentar dar respaldo a afirmações que não se sustentam é condenável, antiética e mostra o despreparo das pessoas que construíram esse documento
Esper Kaltás médico infectologista
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Achei estranho, havia pessoas que estão no nosso grupo que ajuda o ministério a construir um documento para as próximas decisões sobre a vacina. De repente, vi meu nome na lista
Rosana Richtmann epidemiologista
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Eu não concordei em ter meu nome na carta. O que fiz foi passar a lista de nomes que recomendo como os maiores especialistas em vacina do país
Paolo Zanotto virologista da USP
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Anvisa dá aval a compra para vacina do Butantan; atraso será de 20 dias, diz SP
Instituto paulista reclamou de suposta demora da agência em aprovar importação de matéria-prima
Natália Cancian, Aline Mazzo e Patrícia Pasquini
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta quarta-feira (28) a importação, em caráter excepcional, de matéria-prima que deverá ser usada na produção de vacinas contra Covid-19 pelo Instituto Butantan.
O material será importado da empresa chinesa Sinovac, que mantém uma parceria com Butantan para desenvolvimento e produção da vacina. A decisão ocorre após críticas do instituto sobre a demora da agência em autorizar o pedido, que havia sido feito em 23 de setembro.
Nesta quarta (28), em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a demora na liberação provocaria um atraso no cronograma de produção da vacina, a qual deveria ter sido iniciada na segunda quinzena de outubro.
Consultado pela Folha após o pronunciamento da Anvisa, afirmou que esse atraso deve ser de 20 dias, o que empurraria pra janeiro de 2021 a finalização do primeiro lote local. "Vamos correr, acelerar [a produção]", disse.
O governador João Doria agradeceu à Anvisa pela aprovação da importação. "Ressalto que a Coronavac está na fase três de testes, a última fase que antecede seu lançamento. Até aqui, é considerada a vacina mais promissora do mundo. Um passo importante na luta contra o coronavírus para salvar vidas", afirmou em uma rede social.
O plano original do Butantan era receber 6 milhões de doses da vacina já pronta ainda em outubro e, em seguida, fabricar no Brasil, até dezembro, outras 40 milhões de doses a partir da matéria-prima vinda da China. O aval para a importação das 6 milhões de doses foi dado na última semana. Faltava ainda, porém, a autorização para a matéria-prima, solicitada, segundo Dimas Covas, em 23 de setembro.
Inicialmente programada para ocorrer em reunião no dia 4 de novembro, a decisão da Anvisa foi tomada por meio de um novo procedimento, chamado de circuito deliberativo, modelo em que diretores podem adiantar a votação de determinados temas.
A medida dá aval à importação de 120 bolsas, de 200 litros cada, "de formulado em granel usado na produção de vacina adsorvida Covid-19".
De acordo com a agência, a autorização tem caráter excepcional, já que a vacina ainda está na última fase de estudos, e o uso do produto ficará condicionado à aprovação de seu registro. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem enfatizado que um compromisso de compra da vacina do Butantan pelo governo federal depende também desse aval.
À Folha o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, negou que tenha havido demora na análise do pedido do Butantan. Segundo ele, o pedido tinha informações que precisavam ser esclarecidas -uma delas eram dados sobre o volume a ser importado, de acordo com a agência.
"Dizer que deu entrada no dia 23 de setembro é a informação mais importante? Não. O processo não entra perfeito e passa pelas áreas internas da Anvisa para ser analisado. Não estamos falando de uma lista de compras que vamos fazer em alguma loja, mas de produtos que serão injetados em seres humanos, e a análise tem que ser bem feita."
De acordo com Barra, as respostas do Butantan foram enviadas à agência na última semana. Ele nega que haja interferência política. "Questão política parece existir, mas fica do nosso muro para fora, como tem que ser", disse.
Na decisão, a Anvisa diz ainda que o instituto "deverá manter o produto [em referência à vacina que for produzida] em suas instalações, e em perfeitas condições de acondicionamento, até que possa ser utilizado ou destruído", e lembra que os estudos "ainda estão em andamento e não existe previsão de data para a vacinação".
À noite, Doria agradeceu à Anvisa pela liberação da matéria-prima. "Desta forma,poderemos produzir a Coronavac aqui em SR no Instituto Butantan, que a há 120 anos presta serviços ao país e produz vacinas para os brasileiros", escreveu em rede social.
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O GLOBO
Saúde comprou três vezes mais kits para testes que o necessário
Discrepância foi detectada por setor interno da pasta, que anunciou anulação da contratação
O Ministério da Saúde assinou, em agosto, contrato, agora sob suspeita de irregularidades, para comprar 10 milhões de kits de reagentes usados em testes da Covid-19, enquanto a necessidade estimada era de apenas três milhões. A discrepância foi indicada pela Diretoria de Integridade (Dinteg) da própria pasta, que anunciou que vai anular o negócio e apurar as responsabilidades após O GLOBO revelar indícios de problemas na contratação.
Em reunião no último dia 2 sobre o contrato em questão, "integrante da Dinteg relatou que, conforme informações por ela recebidas, três milhões de reagentes talvez sejam suficientes para o abastecimento dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) das Secretarias Estaduais de Saúde", aponta relatório que registrou os indícios de irregularidades feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Para fins de comparação, o número de testes moleculares (tipo PCR) já distribuídos pelo Ministério da Saúde, desde fevereiro, início da pandemia no Brasil, até hoje, é de 7,6 milhões. Ou seja, bem menor que os 10 milhões de kits de reagentes que a pasta compraria por meio do contrato.
O reagente em questão, chamado de extrator de RNA (material genético), é item necessário para o processamento do teste PCR, considerado "padrão ouro" para diagnóstico da Covid-19. E com esse insumo que o laboratório tem capacidade de separar o material genético do vírus na amostra para confirmar a infecção.
O volume contratado não é a única suspeita em relação ao contrato para aquisição dos reagentes. Conforme O GLOBO mostrou, foram identificadas "diversas alterações na especificação do objeto a ser contratado" no processo de compra, a partir de informações da área de Integridade da pasta. Outro fato suspeito é que um pedido de reconsideração feito pela empresa que ficou em segundo lugar no processo de aquisição emergencial, alegando direcionamento à vencedora, foi ignorado pelos setores envolvidos e mantido fora do conhecimento do restante da pasta.
A empresa que venceu, Thermofisher Scientific Inc, representada no Brasil pela Life Technologies Brasil Comércio e Indústria de Produtos para Biotecnologia Ltda, tinha que entregar no total 10 milhões de kits de insumos até novembro. Mas, segundo dados atualizados, até a primeira semana de outubro, apenas 336 mil itens (3,3%) haviam sido entregues.
Houve falta de extratores de RNA entre junho e julho. Na época, estados reclamaram que os testes enviados pelo Ministério da Saúde estavam incompletos porque não tinham esse reagente.
Procurado, o Ministério da Saúde não comentou sobre a diferença entre o volume contratado e a necessidade estimada. Informou, em nota, que "o contrato encontra-se em processo de anulação" e que, no momento, "estão sendo apurados os fatos para possível abertura do processo de responsabilidade".
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Planos de saúde poderão ter reajuste parcelado, a partir de 2021
RIO - Após determinar o congelamento de reajustes anuais durante a pandemia, a estuda parcelar os aumentos que serão aplicados pelas operadoras de planos de saúde em 2021. O critério e os detalhes deste novo formato ainda estão em discussão na agência reguladora. O objetivo é evitar que o consumidor pague de uma vez só o aumento retroativo aos meses de 2020.
Penalidade:
O que eu posso antecipar é que a ANS está discutindo algum quadro de parcelamento dessa recomposição no ano que vem. Os detalhes estão sendo discutidos, mas teremos algum parcelamento, afirmou a assessora da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras (Diope) da ANS, Tatiana Aranovich, em evento promovido pelo jornal O Estado de São Paulo.
A agência ainda não detalhou se definirá regras somente para planos individuais ou também para os coletivos por adesão e os empresariais, que representam mais de 80% do mercado e têm seus índices de aumento definidos por negociação entre a operadora e a empresa contratante.
Boletim Covid:
Solução razoável
Especialistas avaliam que o problema é que a ANS, ao suspender reajustes na pandemia, não especificou como seria a cobrança retroativa adiante, o que pode significar uma cobrança alta para o consumidor no próximo ano.
A medida não resolve o problema do consumidor porque o alívio temporário será cobrado lá frente. A agência diz que a cobrança será ao longo de 2021, mas não estabelece em quantas parcelas. A partir de janeiro, além de a mensalidade voltar no valor reajustado, ele terá uma dívida com a operadora referente a esses quatro meses lembra advogado Rafael Robba, do escritório Vilhena Silva Advogados.
Confira:
A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) afirmou que é razoável o parcelamento do reajuste retroativo, mas lembra que até agora não houve definição do Ministério da Economia e da ANS sobre o índice de reajuste que deveria ser aplicado nos planos individuais/familiares no período entre maio de 2020 e abril de 2021.
Quanto aos planos empresariais, a Abramge informou que interferências em contratos constituídos entre empresas (operadoras e contratantes de planos de saúde) podem prejudicar todo sistema.
Já o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defende que não haja recomposição no próximo ano em razão da situação econômica mais favorável dos planos e do efeito da crise para o consumidor. O Idec entrou com ação na Justiça sobre o tema e enviou ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir que o órgão monitore o cálculo dos reajustes em 2021.
Opção:
Sensibilidade na crise
Alessandro Acayaba de Toledo, presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB), lembra que a decisão da ANS ocorreu após declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que criticou o aumento nas mensalidades dos planos e citou reajustes de 20% a 25% em planos coletivos:
O que preocupa é a questão do endividamento do consumidor. Imagina um reajuste retroativo referente a quatro meses, de 20%, aplicado sobre mensalidade de R$ 1.000?
Na crise:
A assessora da ANS lembrou que as empresas terão de ter sensibilidade diante da situação econômica do país para não perder usuários. Procurada para comentar o assunto, a ANS informou que a questão do parcelamento está sendo discutida internamente.
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A REDAÇÃO
Covid-19: Goiás chega a 252 mil casos confirmados e 5.654 mortes pela doença
Taxa de letalidade do vírus é de 2,24%
Goiânia - Goiás registrou 16 mortes por covid-19 e 1.638 novos casos nas últimas 24 horas. De acordo com boletim divulgado nesta quarta-feira (28/10) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), o Estado soma 5.654 óbitos pela doença e 252.627 infectados até o momento. Ainda segundo os números, há 242 mil pessoas recuperadas do vírus nos municípios goianos.
Os números também apontam a investigação da causa de 225 mortes. Outros 241 mil pacientes são considerados casos suspeitos da covid-19. A taxa de letalidade do vírus no Estado é de 2,24%.
O Governo de Goiás disponibiliza plataforma, atualizada a cada 30 minutos, com os principais dados sobre o avanço do vírus no Estado.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Médico é morto a tiros na porta de casa em Pires do Rio
O médico Michel Baramili, de 68 anos, foi morto na porta de sua residência na noite da última quarta-feira (28/10) no Centro de Pires do Rio, a 83 quilômetros da capital.
O crime chocou a cidade, uma vez que o médico era bastante conhecido no município. Segundo as informações divulgadas, Baramilli foi morto a tiros logo após estacionar sua caminhonete na garagem de sua residência por volta das 21h10 de ontem.
O Corpo de Bombeiros foi chamado para atender a ocorrência e constatou o óbito do médico no local, segundo o levantamento feito pela equipe de socorristas, Baramili foi baleado na região do tórax. Uma equipe da Polícia Militar também esteve no local juntamente com a Polícia Técnico Ciêntifica e encontrou marcas de tiros no veículo do médico e nas paredes da residência.
Informações preliminares mostram que um carro que não foi identificado com pelo menos três suspeitos estiveram no local do crime, e fugiram logo após o assassinato do médico. Até o momento a motivação e a autoria do crime são desconhecidos. O caso é investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO).
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Rosane Rodrigues da Cunha
Assessoria de Comunicação
Covid-19: Boletim Ahpaceg 28|10|20
O boletim Ahpaceg traz os números de atendimentos relacionados ao novo coronavírus (Covid-19) em 22 instituições associadas da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Catalão e Rio Verde.
Nele, estão detalhados a quantidade de leitos exclusivos para os atendimentos de Covid-19, os casos suspeitos e confirmados de pacientes internados em leitos comuns e em UTIs, as altas médicas registradas nas últimas 24 horas, os óbitos confirmados nas últimas 24 horas e o total de mortes acumulado desde 4 de abril, data do primeiro óbito por Covid-19 em hospitais associados.
Atenção: O total de hospitais associados em Goiânia representa 10% dos hospitais da capital. Os demais não fazem parte da Ahpaceg e os leitos ofertados por eles e sua taxa de ocupação não constam neste boletim.
AHPACEG NA MÍDIA - Internações particulares diminuem cerca de 40%
Confira a matéria publicada no jornal O Hoje em 28/10/20
Internações particulares diminuem cerca de 40%
O último boletim da Ahpaceg aponta 90 leitos ocupados, sendo 20 no interior e o restante na Capital
O número de adultos internados com suspeita ou confirmação de Covid-19 ficou abaixo de 100 nas uTis de hospitais filiados à Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg). Esta é a primeira vez que isso acontece desde o dia 30 de junho. O último boletim da Associação aponta 90 leitos ocupados, sendo 20 no interior e o restante em Goiânia. A redução é de cerca de 40% se comparado ao mês de agosto.
No boletim do último dia 15, por exemplo, havia 107 pessoas internadas. De lá para cá o quantitativo começou a cair de forma gradativa. Em agosto, período mais crítico, o número de internações chegou a 159 por dia. A Ahpaceg reúne 22 instituições associadas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Catalão e Rio verde.
Em setembro, o número de casos de Covid-19 caiu mais de 15%. Entre 1º de setembro e o dia 24, o total de casos suspeitos e confirmados da doença caiu 16%. Entre os dias 1º e 15, a redução tinha sido de 11%. A taxa de ocupação de leitos adultos de unidade de Terapia intensiva no dia 1º totalizava 91%. No dia 24, o índice era de 75%.
A ocupação de leitos adultos de apartamentos totalizou 66% no dia 1º e 61% no dia 24. O número diário de óbitos também caiu de 5, em 1º de setembro, para 4 no dia 15 e 3 no dia 24. Contudo, no dia 23, foi registrado o maior número de óbitos por dia durante o mês: 11 no total.
Realidade dos médicos
A queda nos números é o reflexo do trabalho dos médicos do Estado, que atuam na linha de frente contra o Coronavírus. Entretanto, os profissionais têm trabalhado demais e ganhado menos do que o esforço realizado, afirma o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou. Segundo ele, os médicos estão “lidando com pacientes extremamente exigentes, porque não entendem que não podemos prometer resultados”, disse ele, em live realizada no último dia 20.
Ele também abordou a relação entre médicos e hospitais, enfatizando que ela tem pontos delicados, que precisam ser sanados. “Precisamos traçar estratégias de diálogos mais efetivos não só entre médicos e hospitais, mas também com os pacientes”,disse. O presidente também adiantou que a Ahpaceg prepara o lançamento, em breve, de indicadores assistenciais, uma ação que deve revolucionar a forma de avaliação e escolha dos serviços de saúde.
Cirurgias eletivas
Apesar da redução positiva, outros dados da Saúde de Goiás preocupam. levantamento divulgado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) revelou que a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SuS) para a realização de cirurgias eletivas conta com mais de 904 mil procedimentos. Com 55.192 procedimentos represados, Goiás figura entre os três Estados com as filas mais extensas, perdendo apenas para Minas Gerais (434.598) e São Paulo (143.547).
Dados encaminhados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) apontam que a capital goiana conta com 23.657 procedimentos a serem realizados. Em Goiás, a maior demanda é por cirurgias de catarata: são aproximadamente 15 mil operações pendentes.
Para o presidente do Cremego, as principais causas desta fila vergonhosa são os baixos valores pagos pelo SuS, que muitas vezes sequer cobrem os custos dos procedimentos; o corte da complementação da remuneração, o que reduziu o valor pago aos prestadores de serviços de saúde ao previsto na defasada tabela do SuS, e o não encaminhamento dos pacientes aos hospitais públicos, filantrópicos e privados credenciados. (Especial para O Hoje)