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DESTAQUES
Plenária do Cremego debate e alerta sobre dois temas importantes da psiquiatria: neuropsicocirurgia e a Resolução CNJ nº 487/23
Cremego critica possível fechamento de Hospitais de Tratamento Psiquiátrico
CNJ determina fim de manicômios judiciários e ignora falta de estrutura
Presidente do plano de saúde Ipasgo fala sobre a transição e a inclusão de procedimentos
“Quem já não toma zolpidem chega ao meu consultório pedindo a receita”, alerta neurocirurgiã goiana
Goiás registra alta de novos usuários de medicamento que previne HIV
Os dois lados da proibição de anabolizantes determinada pelo CFM
Reembolsos de planos de saúde disparam e empresas suspeitam de fraudes
DIÁRIO CENTRAL
Plenária do Cremego debate e alerta sobre dois temas importantes da psiquiatria: neuropsicocirurgia e a Resolução CNJ nº 487/23
Dois temas de grande importância no campo da Psiquiatria – a neuropsicocirurgia e a Resolução CNJ nº 487/23 - foram debatidos em uma plenária temática do Cremego, realizada na segunda-feira (17). A reunião, presidida pelo presidente do Conselho, Fernando Pacéli Neves de Siqueira, reuniu psiquiatras, neurocirurgiões, médicos residentes, conselheiros e diretores do Conselho.
A primeira parte da reunião abordou a neuropsicocirurgia que, segundo o médico psiquiatra e conselheiro do Cremego e do Conselho Federal de Medicina (CFM), Salomão Rodrigues Filho, ainda sofre muitos estigmas da sociedade, apesar da sua indicação em casos de transtornos mentais graves que não responderam a outros tratamentos.
O CFM editou uma resolução sobre o assunto, a de nº 2.057/13. Em um de seus artigos, há a indicação de que a neuropsicocirurgia não pode ser realizada em pacientes que estão involuntária ou compulsoriamente internados, exceto com prévia autorização judicial.
Além disso, a indicação deve ser feita pelo médico assistente, respaldada, por meio de laudo, por um psiquiatra e por um neurocirurgião.
"A neuropsicocirurgia é a psiquiatria do futuro. Essa nova geração (de psiquiatras) tem que ver, fazer e acompanhar os pacientes, como esses que estão sendo operados. Como tudo em medicina, quando bem indicada e bem-feita, o resultado é bom", disse Salomão Rodrigues Filho, que fez uma apresentação sobre benefícios destes procedimentos para a saúde dos pacientes.
Todavia, como lembrou o médico psiquiatra Leonardo Prestes, a psiquiatria geral ainda tem pouca vivência a respeito da neuropsicocirurgia e, por isso, é preciso divulgar mais o procedimento. "A nossa visão na Câmara Técnica do Cremego é bem favorável à neuropsicocirurgia".
A principal ferramenta para vencer preconceitos é a informação de qualidade, como afirmou o médico psiquiatra Tiago Batista. "Não estamos falando de um procedimento experimental. Podemos trabalhar com o Conselho para evitar desvirtuações, como aconteceu no passado. Com o Conselho e com a Câmara Técnica evitamos a aplicação inadequada dos procedimentos e as críticas".
O neurocirurgião Osvaldo Vilela, que também participou da plenária, alertou que a neuropsicocirurgia é pouco discutida na formação dos psiquiatras, o que prejudica a indicação e aumenta o estigma. "A neuropsicocirurgia avançou muito, porque entendemos muito mais sobre as doenças e os circuitos neurais. Nada do que fazemos hoje é de forma empírica", acrescentou ele.
O Cremego deve elaborar uma recomendação, reforçando o passo a passo para a indicação da neuropsicocirurgia, já prevista na resolução do CFM. O objetivo é nortear os médicos na indicação destas cirurgias, que só podem ser realizadas com o consentimento esclarecido do paciente ou de seu responsável legal e aprovação pela Câmara Técnica de Psiquiatria do Conselho Regional de Medicina, homologada por seu plenário.
Resolução CNJ
O segundo tema da plenária foi a Resolução CNJ nº 487/23, que entrará em vigor no dia 15 de maio. O foco, como relatou Salomão Rodrigues Filho, é não internar pacientes com transtornos mentais que cometeram crimes.
Leonardo Prestes lembrou que nenhuma entidade da Psiquiatria foi convidada para as discussões durante a elaboração do documento. "É uma resolução que não faz sentido. Para os grandes criminosos, maus advogados e maus médicos, isso poderá virar uma indústria".
A REDAÇÃO
Cremego critica possível fechamento de Hospitais de Tratamento Psiquiátrico
Resolução é do Conselho Nacional de Justiça
Goiânia - O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) emitiu, nesta quinta-feira (20/4), uma nota criticando a Resolução 487 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que entra em vigor em maio e prevê o fechamento de todos os Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico do País. Segundo a entidade, o despacho representa "um risco grave para a sociedade e para os pacientes, que se encontram em situação vulnerável e nem sempre terão o atendimento necessário para a sua proteção e de terceiros".
Com a mudança, pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei ficariam em liberdade enquanto recebem o tratamento médico necessário para prevenir a reincidência do comportamento ilícito. Ainda de acordo com a resolução, todo o tratamento deve ser prestado pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps), composta por serviços, como hospitais gerais – muitos já superlotados -, Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT).
O Cremego alegou ainda que o documento foi elaborado sem qualquer participação, consulta ou debate com entidades médicas especializadas. "Condenado a quase 700 anos de prisão por mais de 30 assassinatos e considerado psicopata ou com Transtorno de Personalidade Antissocial, de acordo com laudo da Junta Médica do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, Tiago Henrique pode ser beneficiado pela resolução que institui a Política Antimanicomial do Poder Judiciário", destaca a entidade.
Na nota pública, o Conselho pede a suspensão imediata e classifica a resolução como irresponsável e afirma ser necessária sua suspensão imediata e um amplo debate sobre o tema à luz da ciência, da medicina, da estrutura atual da assistência psiquiátrica e judiciária no Brasil.
"A decisão marca o fim da internação ou desinstitucionalização de pessoas com transtorno mental ou qualquer forma de deficiência psicossocial custodiadas, investigadas, acusadas, rés ou privadas de liberdade, em cumprimento de pena ou de medida de segurança, em prisão domiciliar, em cumprimento de alternativas penais, monitoração eletrônica ou outras medidas em meio aberto", explica.
"Entendemos que as medidas previstas na resolução representam um risco grave para a sociedade e para os pacientes, que se encontram em situação vulnerável e nem sempre terão na Raps o atendimento necessário para a sua proteção e de terceiros. A irresponsabilidade da referida resolução pode colocar em liberdade, sem essa assistência médica necessária, cerca de 2 mil brasileiros com graves transtornos mentais, como psicopatas e assassinos em série", conclui a nota.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) repudia e clama pela imediata suspensão da resolução, que representa um risco grave para a sociedade e para os pacientes, que se encontram em situação vulnerável e nem sempre terão o atendimento necessário para a sua proteção e de terceiros.
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FOLHA PRESS
CNJ determina fim de manicômios judiciários e ignora falta de estrutura
A obrigação consta de uma resolução, publicada em fevereiro, que cria a política antimanicomial no Judiciário
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou a desativação, até maio do ano que vem, de hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico para pessoas com transtornos e doenças mentais que cometeram crimes. A obrigação consta de uma resolução, publicada em fevereiro, que cria a política antimanicomial no Judiciário.
Quem apoia a medida aponta a demora do Brasil em cumprir a Lei Antimanicomial, de 2001, que prevê o atendimento dos pacientes na Raps (Rede de Atenção Psicossocial). O modelo admite internações para períodos determinados e justificados, além de cuidados psiquiátricos integrados à assistência social.
Já os críticos dizem que o SUS não tem estrutura para absorver a demanda gerada pelo fim dos hospitais de custódia. Apontam, ainda, que a internação em unidades gerais de saúde põe em risco tanto essas pessoas que cumprem medida de segurança quanto outros pacientes.
O principal ponto de debate é que as pessoas internadas em medida de segurança, que hoje estão em hospitais de custódia e tratamento, chamados de manicômios judiciários, deverão ser transferidas desses locais. Chamados de instituições totais ou asilares, elas têm internação por tempo indeterminado e restrições de comunicação e circulação.
A partir de agosto, os locais não poderão admitir novos internos e deverão iniciar interdições em alas nas unidades existentes. Até maio do ano que vem, os juízes de execução penal deverão determinar a elaboração de projetos terapêuticos singulares para todos os internos, com foco no tratamento em liberdade e a reintegração à comunidade.
Segundo o DMF (Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ), a lei brasileira diz que as pessoas com doenças ou transtornos mentais que cometeram crimes são consideradas inimputáveis, ou seja, não podem ser responsabilizadas por seus atos. Assim, são pacientes com direito a tratamento como os demais.
Em Goiás, o promotor do Ministério Público Haroldo Caetano foi um dos idealizadores do Paili (Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator), que, segundo ele, cumpre há 17 anos a Lei Antimanicomial no estado.
O programa supervisiona os cuidados oferecidos na rede de saúde pública de Goiás, como os Caps (Centros de Atenção Psicossocial). O objetivo é reinserir a pessoa no convívio com a família e a sociedade.
"Esse projeto considera todos os aspectos do indivíduo: se pode trabalhar e morar sozinho ou com a família, que medicação vai usar, se terá acesso a uma habitação digna", diz o promotor, que participou do grupo de trabalho do CNJ que discutiu e propôs o texto da resolução.
Segundo Caetano, 928 pacientes já passaram pelo local, com taxa de reincidência de 5%. Os casos violentos "foram dois ou três."
Entre eles, o de Carlos Eduardo Sundfeld, conhecido como Cadu, que matou o cartunista Glauco e seu filho, Raoni, em 2010, e foi considerado inimputável por ser esquizofrênico. Preso em 2014 por suspeita de matar duas pessoas em assaltos, Cadu foi morto no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia em 2016 por outro detento.
Para os críticos, a proposta vai sobrecarregar o SUS. "A maioria dos hospitais gerais públicos não tem unidades de psiquiatria, não daria conta e nem quebraria galho", diz o psiquiatra Raphael Boechat, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília.
Barros critica a prerrogativa indicada à autoridade judicial de determinar a contenção --física ou com remédios-- ou a condição de risco do paciente. "Não sei quem teria essa autoridade, mas não é alguém do Judiciário, é da área médica."
O posicionamento é compartilhado pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). O DMF diz que a resolução não aborda diagnóstico feito por outras áreas, mas que a pessoa deve ser assistida por uma equipe multidisciplinar. Sobre a insuficiência de vagas, afirma que a ideia é incentivar, com o fechamento dos hospitais de custódia e tratamento, que os recursos sejam direcionados à Raps.
O Ministério da Saúde disse, em nota, que está ampliando a rede de atenção com novos Caps e que criou uma Coordenação de Saúde Mental para tratar do tema. Para o psiquiatra Alexandre Valverde, a resolução é positiva porque mobiliza governo para superar de vez os manicômios, ainda que dificilmente seja cumprida em um ano.
"E não é que agora somos favoráveis à conivência com essas pessoas que cometeram crime. Mas como criamos um sistema de Justiça que não cause uma violência institucional com essas pessoas?" Primeiro secretário do Cremesp, o médico Angelo Vattimo diz que o modelo proposto pela resolução também é risco para os internos, que são perseguidos e podem ser mortos.
"Aí temos mais casos do Bandido da Luz Vermelha?", diz Angelo Vattimo, primeiro-secretário do Cremesp, sobre o assassinato de João Acácio Pereira da Costa em 1998, quatro meses depois de sair da prisão. O órgão também cita a morte de Pedrinho Matador, em março deste ano, em Mogi das Cruzes.
Outro caso de grande repercussão é o de Roberto Cardoso, o Champinha, que ficou conhecido por sequestrar e matar em 2003, aos 16 anos, o casal Liana Friedenbach e Felipe Caffé, de 16 e 19 anos. Após ficar internado na antiga Febem, hoje Fundação Casa, foi declarado inimputável e internado em uma Unidade Experimental de Saúde, onde está até hoje. Pela resolução, Champinha deveria ser avaliado e deixar o local, segundo Haroldo Caetano, para ser atendido em um Projeto Terapêutico Singular.
Já Valverde diz que Champinha seria classificado como psicopata, que entende a gravidade de seus atos, e por isso deve passar por outro tratamento, mas ainda detido.
Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais de dezembro de 2022 apontam que, das 832.295 pessoas presas no Brasil, 1.869 são internos em medida de segurança em hospitais de custódia, que têm capacidade para 4.006 pessoas, distribuída em 27 hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico.
O número, no entanto, pode não refletir a quantidade total. Há quem ainda aguarde por vagas nos hospitais de custódia ou que esteja em presídios comuns, por exemplo.
"Encontramos muitos presos provisórios que têm transtornos mentais. E pode demorar muito até que o juiz declare que essa pessoa é um louco infrator", diz a irmã Petra Pfaller, coordenadora nacional da Pastoral Carcerária. Para ela, a resolução obriga o Judiciário e o Executivo a promoverem atendimento digno.
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TV ANHANGUERA
Presidente do plano de saúde Ipasgo fala sobre a transição e a inclusão de procedimentos
https://globoplay.globo.com/v/11560089/
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PORTAL 6
“Quem já não toma zolpidem chega ao meu consultório pedindo a receita”, alerta neurocirurgiã goiana
Segundo especialista, tratamento usual do medicamento é de seis meses a um ano, com acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos
“Quem já não toma zolpidem chega ao meu consultório pedindo a receita”, afirma a neurocirurgiã, Ana Maria Moura. A média de caixas vendidas do indutor de sono por mês em 2020 foi de 1,94 milhão, a maior até então, segundo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Os números continuam acima da média dos últimos dez anos, que é de 902,5 mil. Em 2021, foi vendido 1,58 milhão de caixas. Para a especialista, o que motiva a popularização do medicamento é o estilo de vida atual.
“Hoje, a tecnologia está violentamente rápida. Somos expostos a muitas informações que precisamos reter, o que já nos deixa ansiosos. Além disso, temos a exposição prolongada em tela e as sequelas da Covid-19”, exemplifica a médica, que atende pessoas todos os dias com problemas de memória, ansiedade e depressão que tiveram início após a contaminação.
“Tudo isso é estressante. Quando a pessoa vai deitar, ela não consegue desacelerar”, afirma. Neste cenário, o aumento pela busca de soluções mágicas intensificou, assim como o uso incorreto, como é o caso do zolpidem.
Segundo Ana Maria, o tratamento usual do medicamento é de seis meses a um ano, com acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos para proporcionar um estilo de vida mais balanceado. No entanto, o que a neurocirurgiã vem notando em Goiás é a tendência de indisposição de soluções efetivas, além do abandono do acompanhamento e uso por prazo indefinido do zolpidem.
Como resultado, o vício se instaura. São necessárias dosagens cada vez mais altas e o usuário não consegue parar. Isso porque, para além da dependência química, ele desenvolve a dependência psicológica. Isto é, acredita que não consegue dormir sem, explica.
“A maior parte dos fabricantes mudaram a embalagem para que ela seja difícil de abrir e a pessoa precisa acordar de fato se quiser tomar. O que acontecia muito era que ela caía no sono, acordava por causa do estresse e, no escuro e sem consciência, tomava várias pílulas”, aponta Ana Maria.
Entre os efeitos do abuso do medicamento, a especialista destaca quadros de psicose. “Pode causar alucinação, o usuário pode não reconhecer as pessoas, pode ser agressivo… Eles se tornam perigosos. Eles fazem coisas que não vão se lembrar, então fazem o que vem à cabeça”, explica.
O perfil mais propenso a desenvolver o vício é de pessoas que não querem mudar o estilo de vida em prol da saúde do sono, com foco nos homens de 35 a 55 anos, segundo a médica.
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DIÁRIO DO ESTADO
Goiás registra alta de novos usuários de medicamento que previne HIV
Consumo do medicamento diariamente exige a adesão do paciente. Travestis são quem mais abandonam a ingestão do comprimido
Goiás já registra quase um terço de aumento de novos usuários ao medicamento que previne o HIV comparado ao ano passado. A quantidade é 74,2% maior nos três primeiros meses deste ano em relação o primeiro trimestre de 2023, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O índice registrado no estado está bem acima do verificado em nível nacional, que teve elevação de 47%. Ao todo, 2.135 goianos já fizeram uso do remédio nos últimos 12 meses.
O perfil dos usuários indica que a maioria são pessoas de 30 a 39 anos de idade (41%), acima de 12 anos de escolaridade, gays e homens que fazem sexo com homens (80,9%) e negros (64,3%). O medicamento está disponível na rede pública de saúde, mas somente agora parece estar se popularizando. O infectologista Marcelo Daher lembra que parte dos jovens têm mais acesso à informação por meio da internet, porém desconhecem como se prevenir contra o HIV/Aids e os tratamentos acessíveis contra o vírus.
“Eles não se preocupam muito. As informações são pouco divulgadas, precisamos conversar mais a respeito”, destaca o médico.
O Prep-HIV é um comprimido com dois antirretrovirais que deve ser ingerido diariamente para impedir o HIV de infectar a célula porque há um “acúmulo” de droga no organismo. Embora eficaz, a orientação é não descartar o uso de preservativos e não compartilhar agulhas e seringas. O medicamento começa a fazer efeito em 7 dias para relação anal e em 20 dias de uso para relação vaginal. No Sistema Único de Saúde (SUS), os comprimidos são fornecidos gratuitamente a cada três meses. É possível comprar nas farmácias somente com apresentação de receita médica sob o custo de R$ 150, em média.
Novos usuários do PREP-HIV em Goiás
-2023
460 (Janeiro: 165 / Fevereiro: 128 / Março: 167)
-2022
1.377 (Janeiro: 67 / Fevereiro: 81 / Março: 116 / Abril: 121 / Maio: 164 / Junho: 109 / Julho: 120 / Agosto: 131 / Setembro: 123 / Outubro: 110 / Novembro: 119 / Dezembro: 116)
Fonte: Painel PrEP, do Ministério da Saúde
Abandono
Segundo dados do Ministério da Saúde, 27% dos usuários descontinuaram o tratamento. Travestis são o público que mais abandona o consumo do medicamento (57%). Um levantamento da pasta apontou que 42% das pessoas que consumiram o comprimido consumiram álcool ou drogas nos tr|ês meses anteriores ao início da ingestão do Prep-HIV e 5% afirmou ter trocado sexo por dinheiro, objeto de valor, droga, moradia ou serviços no início do tratamento.
O PrEP-HIV é voltado para gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans, trabalhadores do sexo, pessoa que frequentemente deixam de usar camisinha nas relações sexuais ou fazem sexo sem camisinha com alguém que seja HIV positivo e que não esteja em tratamento, quem faz uso repetido de Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP) e quem apresenta episódios frequentes de Infecções Sexualmente Transmissíveis. Nenhum deles pode estar infectado.
Infecção por HIV
Em 2021, 1.470 pessoas foram diagnosticadas com HIV no estado de Goiás. Isso é o que mostra o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, publicado em dezembro do ano passado, pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde. O documento até apresenta uma redução nos casos diagnosticados nos últimos anos, mas essa queda pode estar relacionada à subnotificação, devido à pandemia de Covid-19.
O maior registro de casos no estado ocorreu em 2018, quando 1.571 pessoas foram diagnosticadas com a infecção. Já em toda a região Centro-Oeste, o ano de maior ocorrência foi 2019, com 3.966 diagnósticos.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) publicada em 2019, mostram que, das pessoas com 18 anos de idade ou mais que tiveram relação sexual nos 12 meses anteriores à data da entrevista, apenas 22,8% relataram usar preservativo em todas as relações sexuais. Outras 17,1% afirmaram usar às vezes e 59% dos entrevistados, nenhuma vez.
O HIV, causador da Aids, transmitido através do sexo vaginal, anal e oral sem camisinha, pelo uso de seringa por mais de uma pessoa, pela transfusão de sangue contaminado, da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação e por Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.
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Os dois lados da proibição de anabolizantes determinada pelo CFM
Por José Israel Sánchez Robles
médico intensivista e nutrólogo
Um dos assuntos mais polêmicos da semana foi a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicada no Diário Oficial da União, que proibiu a prescrição de anabolizantes para estética ou performance por médicos. A norma vale tanto para pacientes que buscam ganho muscular, performance esportiva ou melhora estética.
A decisão veio após pressão de seis entidades médicas que, em uma carta conjunta ao CFM publicada em 27 de março, defenderam a regulamentação desse tipo de tratamento com base em evidências científicas.
A norma veda os profissionais de saúde de indicarem o uso de hormônios androgênicos (como testosterona e seus derivados) em casos sem eficiência comprovada, no esporte amador e profissional e para a estética. Proibiu ainda a realização de cursos, eventos e apologia ao uso dessas medicações. Mas afinal, por que a polêmica?
Sabemos que, em um mundo onde a estética e a aparência contam muito, os esteróides anabolizantes acabam sendo muito procurados por quem quer acelerar processos. Além disso, essa procura acaba movimentando um grande mercado de substâncias .
A decisão emitida pelo CFM traz consigo uma situação complexa pois a indicação de anabolizantes para estética ou performance em pacientes tem seus prós e contras. Atualmente, por exemplo, os esteróides anabolizantes são indicados em casos específicos, como terapias de reposição onde há deficiência de testosterona e para a transição de gênero de homens transexuais, e isso vai continuar.
Sabemos que há quem faça uso indiscriminado dos hormônios. Este utilização ‘fora da bula’ e em altas doses para finalidades estéticas ou esportivas vêm se espalhando em consultórios e nas redes sociais e, com isso, vale lembrar que tudo em excesso traz riscos. Em contraponto, há diversos procedimentos com fins apenas estéticos que também são passíveis de riscos.
O uso excessivo de testosterona em mulheres, por exemplo, pode trazer complicações como surgimento acne, aumento do crescimento de pelos, voz rouca, alterações no ciclo menstrual, aumento do risco de doença cardiovascular e redução da tolerância à glicose.
Um outro assunto que corrobora a complexidade da proibição da prescrição destas terapias hormonais, é o fato de estimular uma comercialização ilegal dos produtos. Algo que já existe, mas que pode ser intensificado neste contexto.
Sendo assim, enquanto a proibição está em vigor, ou caso venha a ser revogada, é importante lembrar que a indicação de qualquer substância/medicamento deve ser feita com base em avaliação médica profissional e exames, como sempre deve ser realizada quando se trata da saúde.
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SANTA PORTAL
Reembolsos de planos de saúde disparam e empresas suspeitam de fraudes
Para tentar fechar as torneiras diante da crise enfrentada pelo mercado de planos de saúde, o setor deve elevar o escrutínio sobre a disparada no uso do reembolso. As suspeitas é que os avanços podem estar ligado a fraudes.
De acordo com os novos dados da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), o pagamento de reembolso pelas empresas, que não chegava a R$ 6 bilhões em 2019, saltou para R$ 9 bilhões em 2021 e se aproximou de R$ 11 bilhões nos dados consolidados de 2022.
A alta é atribuída a diferentes fatores, todos ligados a mau uso, segundo Marcos Novais, superintendente-executivo da Abramge.
As práticas variam desde casos de médicos que oferecem recibos camuflando tratamentos estéticos com toxina botulínica que não deveriam ser cobertos pelo plano ou o fracionamento de recibos com datas falsas até o uso de clínicas de fachada.
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Assessoria de Comunicação
Convite: Palestra “Segurança do Paciente: Terapia Intravenosa”
Escrito por AdministradorA Ahpaceg, Viveo e BD convidam para a palestra: “Segurança do Paciente: Terapia Intravenosa”
11/05/23 (Quinta-feira)
14 horas
Auditório do Hospital Santa Mônica - Rua EM 1, s/n, Vila Sul, Aparecida de Goiânia
Palestrante:
Ângela Sola - Graduada em Enfermagem (Unisantos); especialista em infectologia e epidemiologia hospitalar; atuação na área de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde no Hospital Nove de Julho (SP); experiência em vigilância epidemiológica; elaboração e análise de indicadores, relatórios, treinamentos, programas de prevenção de infecção e processo de certificação Joint Commission International (JCI).
Inscrições: 62 3088 5800 WhatsApp (até 10/05/23)
Informar nome completo, cargo, nome da instituição associada e e-mail
SES realiza oficina sobre Influenza para enfermeiros e médicos
Escrito por AdministradorA Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), por meio das Superintendências de Políticas e Atenção Integral à Saúde e Vigilância Sanitária, promove na próxima terça-feira (25), uma Oficina sobre Influenza para enfermeiros e médicos de todo o estado.
A capacitação tem objetivo de preparar os profissionais da saúde para a assistência clínica da influenza, devido ao aumento de casos e óbitos confirmados nos últimos dias em Goiás, principalmente em crianças. A Pediatra Samanta Teixeira Pouza Furtado, da Coordenação de Doenças Imunopreviníveis e Respiratórias da SUVISA, será responsável pela oficina marcada para 10 horas, no formato híbrido, sendo presencial no endereço:
Ed. Órion Business & Health Complex - Avenida Portugal, |, 1148 - 15º andar - St. Marista, em Goiânia.
E, ainda, através do link:
https://us06web.zoom.us/j/83951160277?pwd=ZEpONlBDZytDL1NpU1dPQ0o4V2hwUT09
ID da reunião: 839 5116 0277
Senha de acesso: 884243
Na última terça-feira (19/04), a SES realizou reunião virtual com 207 secretários municipais de saúde e fez um alerta aos gestores sobre o atual cenário da influenza que, neste ano, apresenta elevação de casos e óbitos, antes do período considerado crítico para a doença, em maio e junho. A influenza, causada pelo vírus B, foi encontrado em mais da metade dos 10 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ocorridos em Goiás, neste ano.
O Secretário de Saúde Sérgio Vencio reforçou aos municípios, a necessidade de redobrar esforços para ampliar a vacinação contra a gripe que protege contra a influenza, causada pelo vírus B.
Senador Canedo, município que registrou duas mortes por Influenza, adiantou a capacitação presencial com médicos e enfermeiros, para esta quinta-feira (20). Outras capacitações presenciais serão realizadas pela SES-GO por macrorregiões de saúde, nos próximos dias.
(Fonte: SES/GO)
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DESTAQUES
DPE GO apura casos de violência obstétrica que aconteceram em maternidades públicas
Deputados aprovam mudança no Ipasgo
Justiça rejeita ação contra mudanças no Ipasgo
Governo de Goiás lança campanha para divulgar vacinação contra influenza
Saúde mobiliza municípios e alerta para surto de influenza em Goiás
Lula assina projeto de lei que garante verba para piso da enfermagem
Sobe para 10 o número de mortes por gripe em Goiás em 2023, diz Saúde
Diego Besou interpreta pessoas envolvidas na dinâmica de um hospital e plateia vai a loucura
Secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso presta contas na Câmara Municipal e destaca trabalho realizado pela pasta no terceiro quadrimestre de 2022
TV ANHANGUERA
DPE GO apura casos de violência obstétrica que aconteceram em maternidades públicas
https://globoplay.globo.com/v/11547346/
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ENTRELINHAS
Deputados aprovam mudança no Ipasgo
Os deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Goiás aprovaram nesta quarta-feira (19/4) o projeto que promove mudanças no Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo). Trata-se da primeira votação, que ainda precisa ser validada por uma segunda, prevista para acontecer ainda nesta quinta-feira (20/4). Mas, é certo que será aprovado, apesar de protestos de parlamentares da oposição.
O projeto enviado pelo governador Ronaldo Caiado (UB) teve 26 votos favoráveis dos 41 deputados. Votaram contra os deputados Delegado Eduardo Prado (PL), Major Araújo (PL), Antônio Gomide (PT), Bia de Lima (PT), Mauro Rubem (PT), Gustavo Sebba (PSDB) e José Machado (PSDB).
Justificativa
Segundo o governo de Goiás, o projeto busca corrigir inadequações contábeis e administrativas exigidas pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás. Com a alteração de regime jurídico, o Ipasgo passa a ter autonomia financeira e administrativa; imunidade em relação aos impostos federais e municipais; isenção de tributos estaduais; maior participação dos servidores, que integrarão os conselhos de administração e fiscal; além de passar a ser regido pela legislação civil. O instituto será gerido por uma diretoria executiva indicada pelo Executivo estadual.
De acordo com o projeto, no Serviço Social Autônomo, o governo de Goiás continua como controlador do Ipasgo e o serviço prestado será regulamentado e fiscalizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Antes de encerrar a sessão de hoje, o Plenário votou e aprovou a quebra do interstício de 24 horas para as matérias aprovadas na sessão extraordinária. Assim, elas deverão constar na pauta da Ordem do Dia desta quinta-feira, na sessão ordinária que foi transferida para às 9 horas.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Justiça rejeita ação contra mudanças no Ipasgo
Decisão derruba ação popular proposta por deputado petista. Mauro Rubem é contra modificações
O juiz Wilton Muller Salomão, titular da 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual da Comarca de Goiânia-GO, rejeitou a ação popular proposta pelo deputado estadual Mauro Rubem (PT) que pretende impedir a transformação da natureza jurídica do Ipasgo.
O motivo principal diz respeito a um erro processual, uma vez que o magistrado entende que a ação utilizada (ação popular) não tem o poder de suspender a mudança pleiteada para o Ipasgo.
A proposição da modificação partiu do Governo de Goiás, que encaminhou projeto para apreciação da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Existe recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para adequações contábeis do instituto. Uma das soluções, segundo o governo, seria a mudança da personalidade jurídica de pública para privada, sem que isso signifique privatização.
"Da leitura do dispositivo supratranscrito, é possível se afirmar que a parte autora falece de interesse processual, que reside na necessidade/adequação que são os requisitos capazes de preencher a referida condição da ação", disse o juiz na sentença que rejeitou a ação.
"Ação popular não pode ser usada para obrigar o Estado de Goiás a mudar a forma de inclusão das contribuições destinadas ao Ipasgo na Receita Corrente Líquida, ou seja, não há justa causa para a propositura da demanda", diz o texto judicial.
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Governo de Goiás lança campanha para divulgar vacinação contra influenza
Objetivo é alertar para a importância da imunização, que está com baixa procura, contra doença que já matou cinco pessoas no Estado
O Governo de Goiás lançou, nesta semana, uma campanha publicitária para mobilizar a população do Estado a se vacinar contra a influenza, doença respiratória altamente contagiosa que pode levar a complicações graves, especialmente em grupos prioritários. As peças publicitárias complementam outra decisão do Governo de Goiás, que autorizou os municípios a anteciparem para o dia 4 de abril o início da imunização, que estava marcado para 10 de abril. A medida foi motivada pelo aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) nas últimas semanas.
Apesar da antecipação, a procura pelos postos de vacinação continua baixa. Atualmente, 155.155 pessoas se vacinaram, o que equivale a apenas 7,47% do público-alvo estimado. Goiás registra hoje 115 casos confirmados de Srag por influenza, com cinco óbitos confirmados. O Dia D será no sábado (06/05), quando postos de saúde de todo o estado estarão abertos para a vacinação. A imunização segue até o dia 31 de maio.
A campanha publicitária inclui um vídeo que tem como protagonista uma simpática senhora de 70 anos, representante de um dos grupos prioritários para a vacinação. De forma bem-humorada, a personagem brinca com as crenças populares em busca de proteção e convida a população a se vacinar. O objetivo é lembrar que, quando o assunto é saúde, todo o cuidado é pouco, e sensibilizar os cidadãos sobre a importância da vacinação. Dessa forma, o Governo de Goiás busca aumentar a cobertura vacinal e trabalha com os municípios para garantir que, além das vacinas, o material de divulgação e a mensagem da campanha cheguem a todos os cantos do Estado.
A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Flúvia Amorim, reforça a necessidade de união de todos os agentes públicos e privados de saúde pela vacinação. “O período mais frio e seco do ano está chegando, e já temos um aumento no número de casos e mortes. É preciso reforçar a importância da vacinação com informações sérias e baseadas em evidências científicas. É assim que vamos combater as fake news. Esse é o objetivo da nossa campanha.” Também foi criado um site (www.saude.go.gov.br/influenza2023) com informações sobre a vacinação, grupos prioritários e onde se vacinar.
Grupos prioritários
A Campanha de Vacinação contra a Influenza é realizada em todo o País, e o objetivo é imunizar pelo menos 90% das pessoas dos grupos prioritários: pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, indígenas, crianças de 6 meses a 6 anos, professores, trabalhadores da educação, pessoas com comorbidades, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, profissionais das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas, servidores do sistema carcerário, população privada de liberdade e adolescentes que cumprem medida socioeducativa.
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A REDAÇÃO
Saúde mobiliza municípios e alerta para surto de influenza em Goiás
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reuniu nesta terça-feira (19/4), por meio virtual, 207 secretários municipais de saúde e fez um alerta aos gestores sobre o atual cenário da influenza que, neste ano, apresenta elevação de casos e óbitos, antes do período considerado crítico para a doença, em maio e junho. A influenza, causada pelo vírus B, foi encontrado em mais da metade dos 10 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ocorridos em Goiás, neste ano.
O secretário de saúde Sérgio Vencio reforçou aos municípios, a necessidade de redobrar esforços para ampliar a vacinação contra a gripe que protege contra a influenza, causada pelo vírus B. “Pessoas que integram os grupos prioritários devem tomar a vacina o quanto antes, está disponível em mais de 900 postos de saúde espalhados em todo o estado”, alertou Vencio em coletiva de imprensa realizada logo após a reunião virtual.
Até o momento, o Estado recebeu do Ministério da Saúde (MS) e distribuiu aos municípios cerca de 1,2 milhões de doses do imunizante contra a gripe. As coberturas vacinais, entretanto, estão bem aquém do esperado. Conforme os registros da SES, apenas 9% do total de pessoas elegíveis à vacinação tomaram o imunizante.
Sérgio Vencio solicitou que os municípios preparem as unidades de saúde e definam estratégias de estímulo à vacinação. “Temos vacinas, medicamentos e vamos revisar os protocolos que já são conhecidos dos médicos para atenção na assistência. Não é motivo de pânico algum, mas de cuidado”, assegurou ele.
A partir de segunda-feira (24/04), a SES vai promover uma capacitação para os médicos sobre os protocolos para o tratamento de SRAG e as medidas que devem ser adotadas. Além disso, destacou que vai se reunir com representantes da rede privada com o propósito de sensibilizá-los a adotar a mesma conduta no atendimento dos pacientes com a doença.
Curva de Casos
Os dados da SES-GO mostram um aumento rápido dos casos de influenza em Goiás neste ano em comparação com 2019, ano anterior à pandemia por Covid-19. Nas 16 primeiras semanas de 2019 foram registrados 12 casos da doença em todas as faixas etárias. Neste ano, no mesmo período, foram confirmados 129 casos de influenza, com 10 mortes. As notificações também revelam que crianças com menos de 2 anos e pessoas com mais de 60 anos são as maiores vítimas da enfermidade.
A SES recomenda ainda que pessoas também adotem o uso de máscaras assim que manifestar algum sintoma de gripe para evitar contaminar familiares, e também utilizem a proteção em ambientes médicos e hospitalares.
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Lula assina projeto de lei que garante verba para piso da enfermagem
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou na terça-feira (18/4) o projeto de lei que abre previsão orçamentária para o pagamento do piso nacional da enfermagem. O texto a ser enviado ao Congresso Nacional abre crédito especial no Orçamento da União no valor de R$ 7,3 bilhões. O projeto destina os recursos ao Ministério da Saúde para possibilitar o atendimento de despesas com o piso nacional de enfermeiro, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras.
Segundo o ministro da Secretaria da Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o projeto deve ser analisado pelos parlamentares na próxima semana.
Piso
A legislação define que o piso salarial dos enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) será de R$ 4.750. Ainda segundo a norma, os técnicos de enfermagem devem receber 70% desse valor (R$ 3.325) e os auxiliares de enfermagem e as parteiras, 50% (R$ 2.375).
Atuação
Levantamento do Conselho Federal de Enfermagem aponta que, atualmente, mais de 693,4 mil enfermeiros atuam em todo o país (com 170,7 mil em exercício em São Paulo, estado com maior número de trabalhadores). De acordo com o mesmo banco de dados, o país conta com 450,9 mil auxiliares de enfermagem e mais de 1,66 milhão de técnicos de enfermagem, integrando cerca de 2,8 milhões de profissionais em atuação, nas três funções em todo o país.
Em relação às parteiras, estimativas do Ministério da Saúde indicam que existem cerca de 60 mil em todo o Brasil, assistindo a 450 mil partos por ano, aproximadamente. As parteiras são responsáveis por cerca de 20% dos nascimentos na área rural, percentual que chega ao dobro nas regiões Norte e Nordeste.
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O HOJE
Diego Besou interpreta pessoas envolvidas na dinâmica de um hospital e plateia vai a loucura
Humorista traz para Goiânia um espetáculo divertido em comemoração ao Dia da Enfermagem
Já pensou em olhar a perspectiva de profissionais da saúde e outras pessoas envolvidas na rotina de um hospital com mais bom humor? Não? Então te apresento o humorista Diego Besou e seus personagens hilários. Ele traz para Goiânia um espetáculo divertido em comemoração ao Dia da Enfermagem. Com diferentes personagens, enfermeiros, médicos, a equipe da limpeza, as nutricionistas, entre outros, ganham vida na peça ‘Tô de Plantão 2’. O show ocorre no palco do Teatro Goiânia nos dias 18 e 19 de maio, às 21h.
Diego Besou, nascido em Campo Grande (MS), sempre teve talento para fazer as pessoas rirem. Após atuar como enfermeiro por 11 anos, pediu as contas no hospital onde trabalhava para protagonizar a peça ‘Tô de Plantão’, que estreou em novembro de 2021. Diego ganhou seguidores nas redes sociais por publicar vídeos engraçados sobre a rotina dos profissionais da saúde, o que lhe rendeu mais de 100 milhões de visualizações e o tornou o humorista queridinho na área da saúde.
O humorista se define como “o primeiro humorista da área da saúde”. Foi atuando como enfermeiro no Mato Grosso do Sul que descobriu que poderia explorar sua veia cômica e seguir a carreira artística. Seu humor em cima desse cotidiano é o responsável por dar uma guinada em sua trajetória. Viralizou nas redes sociais e seus vídeos ultrapassam a marca de 100 milhões de visualizações e de 1 milhão de compartilhamentos. Não à toa, ele faz piada com a rotina desses profissionais em seus espetáculos.
As pessoas envolvidas na dinâmica de um hospital ganham uma ótica bem humorada na interpretação de Diego Besou. No show, ele transforma o seu espetáculo mais recente ‘Tô de Plantão 2’, em algo maior, com surpresas para o público e mostra de forma inteligente o lado humano e divertido das profissões da saúde, respeitando a importância e seriedade do trabalho realizado nessa área. “O segredo é falar da rotina de uma forma gostosa e descontraída, sem diminuir ninguém”, considera o artista.
O texto é do ator em parceria com Nathan Oliveira e a direção é de Beth Terras. Na peça, o humorista interpreta diversos personagens satíricos, que interagem em um ambiente hospitalar: a carismática senhora da limpeza, a médica vaidosa em seu primeiro plantão, a filha do paciente que ameaça processar o hospital, além de tipos de enfermeiros repletos de peculiaridades. O show faz parte de uma turnê nacional do artista para celebrar o Dia Internacional da Enfermagem, comemorado em 12 de maio.
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PORTAL G1
Sobe para 10 o número de mortes por gripe em Goiás em 2023, diz Saúde
Número dobrou em menos de 24h, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Estado alerta sobre baixa procura por vacina.
Depois de confirmar a 5ª morte pelo vírus da influenza, na última terça-feira (18), a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que mais cinco novas vítimas da gripe foram identificadas, nesta quarta-feira (19). O número de mortes por influenza em Goiás dobrou menos de 24h.
Até a última terça-feira (18), a SES havia confirmado o quinto caso de morte pela doença. Segundo a superintendente de vigilância em saúde, a vítima era uma moradora do município de Iporá e tinha entre 40 a 49 anos.
Para a superintendente, é necessário que o público alvo da campanha de vacinação comece a procurar os pontos de imunização para receber a dose, diminuindo as chances de novas vítimas serem registradas. Goiás atualmente sofre com a baixa procura pelo imunizante, de acordo com a SES.
Segundo a pasta, o público alvo é formado por pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, indígenas, crianças de 6 meses a 6 anos, professores, pessoas com comorbidades, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, profissionais das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas, servidores do sistema carcerário, população privada de liberdade e adolescentes que cumprem medida socioeducativa.
Mortes
As mortes anteriormente registradas são em quatro municípios do estado: Goiânia (2), Formosa (1), Senador Canedo (1) e Iporá (1). A idade das vítimas varia entre 5 meses à 49 anos. De acordo com os dados da SES.
Baixa procura
O Governo de Goiás autorizou os municípios a anteciparem o início da Campanha de Vacinação contra a Influenza do último dia 10 para o último dia 4 de abril. A decisão aconteceu após uma análise epidemiológica constatar o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e de síndrome gripal em 23 unidades espalhadas por todo o Estado.
Locais de vacinação
Veja os locais de vacinação em Goiânia
Locais de vacinação contra influenza em Aparecida de Goiânia:
UBS Andrade Reis
UBS Colina Azul
UBS Jardim Riviera
UBS Independência Mansões
UBS Jardim Florença
UBS Tiradentes
UBS Veiga Jardim
UBS Papillon Park
UBS Mansões Paraíso
UBS Bairro Hilda
UBS Cruzeiro do Sul
UBS Bairro Cardoso
UBS Delfiore
UBS Jardim dos Ipês
UBS Alto Paraíso
UBS Bandeirantes
UBS Caraíbas
UBS Garavelo Park
UBS Campos Elísios
UBS Bairro Independência
UBS Boa Esperança
UBS Anhambi
UBS Rosa dos Ventos
UBS Jardim Paraíso
UBS Jardim Olímpico
UBS Parque Trindade
UBS Santa Luzia
UBS Bela Vista
UBS Nova Olinda
UBS Retiro do Bosque
UBS Cândido de Queiroz
UBS Vila São Pedro
UBS Santo André
Central de Imunização
Maternidade Marlene Teixeira
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SMS GOIÂNIA
Secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso presta contas na Câmara Municipal e destaca trabalho realizado pela pasta no terceiro quadrimestre de 2022
Dados repassados aos parlamentares do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) englobam informações do ano todo. Dentre destaques apresentados, estão melhorias estruturais nas unidades de saúde. “O que o prefeito Rogério Cruz está fazendo na área da saúde é algo jamais visto na cidade”, diz titular da SMS
Em atendimento à legislação federal, o titular da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Durval Pedroso, apresentou o terceiro Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA), na manhã desta quarta-feira (19/04), na Câmara Municipal de Goiânia. O relatório se refere ao exercício de 2022, mas engloba informações do ano todo.
O titular da SMS detalhou investimentos, metas, ações e programas desenvolvidos pelo município no ano passado. Ao final, esclareceu dúvidas dos vereadores que estavam presentes. “A atual gestão tem direcionado os trabalhos para que os serviços prestados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam de qualidade e realizados o mais rápido possível”, disse Durval Pedroso, ao destacar o empenho de Rogério Cruz em fazer o melhor para a área da saúde. “O que o prefeito está fazendo na saúde é algo jamais visto na cidade, principalmente no que se refere aos investimentos visando à melhoria estrutural das unidades”, afirmou.
O secretário pontuou que, em 2022, a Prefeitura de Goiânia inaugurou a Unidade de Saúde da Família (USF) Riviera, com capacidade para atender 20 mil pessoas, e reformou unidades de saúde. Dentre elas, estão as USFs Recanto das Minas Gerais, Dom Fernando, Boa Vista, Parque Atheneu, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Doutor Paulo de Siqueira Garcia, além do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Noroeste.
Ainda no ano passado, foram realizadas manutenções corretivas e preventivas em 94 unidades de saúde. “Ação segue a todo vapor neste ano. Estamos nos desdobrando para atender a todas as solicitações que chegam. Nosso principal projeto para 2023 é construir e reformar locais de saúde e, com isso, ampliar o SUS”, reforçou.
Durval citou, ainda, a inauguração da primeira Usina Produtora de Oxigênio Medicinal do município, no Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, e do Núcleo de Educação Permanente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Dentre os programas que visam levar atendimento aos moradores, o secretário destacou a Caravana do Bem, ação que leva obras e serviços à população, e que realizou 22 mil atendimentos em 2022. Somente de consultas oftalmológicas foram 7.406 atendimentos. Outros números também chamam a atenção: 1.468 ultrassonografias, 605 eletrocardiogramas, 271 ecocardiogramas e 111 tomografias.
Outros destaques
A Prefeitura de Goiânia criou e instituiu o Plano de Cargos e Remunerações dos Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate a Endemias, e Goiânia foi certificada, pelo Ministério da Saúde (MS), com o Selo Prata de Boas Práticas Rumo a Eliminação da Transmissão Vertical da Sífilis.
Visando facilitar o acesso dos pacientes, o número de locais que dispensam insumos para pacientes diabéticos passou de quatro para nove, em 2022. Em maio do mesmo ano, Goiânia expandiu a forma de marcar consultas pelo SUS e os moradores passaram a fazer agendamentos também pelo WhatsApp 3524-6305.
No enfrentamento da Covid-19, o secretário Durval Pedroso pontuou que foram aplicadas mais de um milhão de doses de vacinas (1.032.950) e realizados 978.973 testes na população ampliada. Também foram realizadas 1.216 genotipagens e 895 sequenciamentos para verificar o tipo de vírus circulante.
No que se refere à Vigilância Sanitária, houve aumento no combate sistemático às endemias, como a dengue. Ao todo, foram atendidas 7.201 denúncias por meio de telefone, aplicativo Goiânia Contra o Aedes e Ouvidoria; realizadas 2.853.843 visitas por Agentes Comunitários de Endemias, 5.638 visitas fiscais e 1.860 autuações emitidas. Foram executadas, ainda, 117 limpezas em parceria com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e montadas 333 armadilhas (ovitrampas).
A Vigilância Sanitária emitiu 22.505 alvarás sanitários no sistema “Empresa Fácil”, realizou 25.685 ações de fiscalizações em estabelecimentos e 569 fiscalizações em ambientes de trabalho para verificar riscos à saúde dos trabalhadores.
Eventos
O relatório traz, ainda, eventos realizados pela SMS, como a 5ª Conferência Municipal de Saúde Mental, Dignidade na Rua, Poder Feminino no Cerrado, Mulheres do Cerrado, Projeto Viver Cidades, Programa Sempre Rosa, Agosto Dourado, Hora do Mamaço no Parque Flamboyant, Feira da Diversidade, III Mostra de Estágios e II Fórum de Pesquisa e Relatos de Experiência da SMS Goiânia.
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Assessoria de Comunicação
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DESTAQUES
Lula assina projeto de lei que garante verba para piso da enfermagem
Gripe mata quinta vítima este ano, em Goiás
Flay mostra efeitos colaterais do 'chip da beleza' e desabafa: "Ganhei 10 quilos"
Sífilis congênita matou mais de 2,4 mil bebês em sete anos
Governo de Goiás alerta para casos de malária no Estado
Enfermeiros cobram aprovação de proposta que vai garantir recursos para piso salarial
Os dois lados da proibição de anabolizantes determinada pelo CFM
Ministério da Saúde e entidades médicas unem-se em prol da vacinação
DIA A DIA ONLINE
Lula assina projeto de lei que garante verba para piso da enfermagem
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou nesta terça-feira (18) o projeto de lei que abre previsão orçamentária para o pagamento do piso nacional da enfermagem. O texto a ser enviado ao Congresso Nacional abre crédito especial no Orçamento da União no valor de R$ 7,3 bilhões. O projeto destina os recursos ao Ministério da Saúde para possibilitar o atendimento de despesas com o piso nacional de enfermeiro, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras.
Segundo o ministro da Secretaria da Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), o projeto deve ser analisado pelos parlamentares na próxima semana.
O piso da enfermagem é uma das cobranças que mais ouvi desde a campanha. Hoje pude assinar um projeto de lei de R$ 7,3 bilhões para o @minsaude, para incluirmos no orçamento da pasta o pagamento do piso da categoria, valorizando a enfermagem. ð¸: @ricardostuckert - Lula (@LulaOficial) April 18, 2023
Piso
A legislação define que o piso salarial dos enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) será de R$ 4.750. Ainda segundo a norma, os técnicos de enfermagem devem receber 70% desse valor (R$ 3.325) e os auxiliares de enfermagem e as parteiras, 50% (R$ 2.375).
Atuação
Levantamento do Conselho Federal de Enfermagem aponta que, atualmente, mais de 693,4 mil enfermeiros atuam em todo o país (com 170,7 mil em exercício em São Paulo, estado com maior número de trabalhadores). De acordo com o mesmo banco de dados, o país conta com 450,9 mil auxiliares de enfermagem e mais de 1,66 milhão de técnicos de enfermagem, integrando cerca de 2,8 milhões de profissionais em atuação, nas três funções em todo o país.
Em relação às parteiras, estimativas do Ministério da Saúde indicam que existem cerca de 60 mil em todo o Brasil, assistindo a 450 mil partos por ano, aproximadamente. As parteiras são responsáveis por cerca de 20% dos nascimentos na área rural, percentual que chega ao dobro nas regiões Norte e Nordeste.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Gripe mata quinta vítima este ano, em Goiás
De acordo com a SES, vítima não tinha comorbidades; pasta reforça para a importância da vacinação contra o vírus da gripe
O vírus Influenza fez mais uma vítima em Goiás este ano, uma mulher de 43 anos, moradora de Iporá, é a quinta vítima goiana.
A morte foi informada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), que comunicou também que a vítima não tinha nenhuma comorbidade.
Ao contrário das outras quatro vítimas que perderam suas vidas em decorrência da infecção pelo subtipo B da Influenza, a mais recente vítima fatal do vírus contraiu o subtipo A da doença. Entre as quatro vítimas fatais anteriores do vírus da gripe Influenza, estavam um jovem rapaz de 15 anos, outro de 20 anos, uma menina com apenas cinco meses de vida e um garoto de dois anos.
De acordo com a SES, o vírus está circulando entre pessoas mais jovens e com isso a pasta reforça para a vacinação de crianças a partir dos seis meses, que são mais propensas a desenvolver quadros graves decorrentes da doença.
Baixa adesão
Em resposta ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e síndrome gripal em 23 unidades espalhadas em todo o Estado, o Governo de Goiás autorizou os municípios a anteciparem o início da Campanha de Vacinação contra a Influenza. A decisão foi tomada após uma análise epidemiológica apontar a necessidade de medidas urgentes para prevenir a propagação da doença.
Com a autorização, os municípios puderam iniciar a vacinação já no dia 4 de abril, seis dias antes da data inicialmente prevista, que era 10 de abril. A medida visa ampliar a cobertura vacinal e proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.
No entanto, a pasta informou que houve uma adesão de apenas 5% da população idosa, que é um dos grupos prioritários. A meta das autoridades de saúde é vacinar 90% das pessoas que fazem parte dos grupos prioritários, a fim de garantir uma situação mais tranquila e evitar o aumento do número de casos de gripe Influenza.
Campanha de Vacinação
A Campanha de Vacinação contra a Influenza em Goiás continua em andamento e vai até o dia 31 de maio. A vacinação é destinada a diversos grupos prioritários, incluindo pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, indígenas, crianças de 6 meses a 6 anos, professores, pessoas com comorbidades, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, profissionais das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas, servidores do sistema carcerário, população privada de liberdade e adolescentes que cumprem medida socioeducativa. É importante que a população desses grupos se vacine o quanto antes para se proteger contra a gripe Influenza e evitar complicações de saúde. As autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação como uma medida preventiva eficaz e segura.
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Flay mostra efeitos colaterais do 'chip da beleza' e desabafa: "Ganhei 10 quilos"
Em entrevista ao Fantástico, a cantora e campeã do The Masked Singer deu seu relato sobre as consequências que o chamado 'chip da beleza' causou à sua saúde.
Flay, de 28 anos, desabafou sobre o uso de anabolizantes, em específico, a gestrinona, hormônio esteroide conhecido popularmente como 'chip da beleza'. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, nesse domingo (16), a ex-BBB alertou sobre a falta de informação a respeito do tratamento.
A cantora e vencedora do 'The Masked Singer Brasil' contou que teve diversas reações alérgicas após colocar o implante hormonal. Segundo ela, seu desejo era perder peso, melhorar a libido e o ganho de massa muscular.
"A gente se compara bastante com outras pessoas e acaba tentando recorrer o tempo todo a métodos, procedimentos, para estar sempre bem esteticamente. Busquei aconselhamento médico, eu nunca tive dificuldade para emagrecer, comecei a perceber isso dos 27 anos para cá. Foi naquele momento que eu decidi buscar o chip da beleza. Mas começou a cair bastante o meu cabelo, a minha pele foi a minha maior tristeza, meu rosto começou a encher de espinhas, meu corpo ficou inchado. Foi com o chip que eu ganhei 10 quilos", iniciou.
"Quando o efeito do chip acabou, eu comecei a fazer uma dieta que funcionou, comecei a fazer exercícios mais cárdio, sem o chip. O chip estava me impedindo de emagrecer, eu estava me exercitando, fazendo dieta e não fluía", continuou.
Em sua rede social, Flay acrescentou: "A questão é a falta de informações dos próprios médicos sobre ser um chip cheio de hormônios. Nada disso foi passado na época para mim. Por isso mesmo a importância de levar a informação para TV para que outras pessoas não caiam na mesma cilada", escreveu.
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A REDAÇÃO
Sífilis congênita matou mais de 2,4 mil bebês em sete anos
A sífilis congênita, transmitida para os bebês durante a gestação, pode dobrar o risco de mortalidade até os 2 anos de idade. Entre 2011 e 2017, causou 2.476 mortes de bebês e crianças. Os dados, divulgados nesta terça-feira (18/4) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram levantados por pesquisadores de diversas instituições e resultaram em um estudo publicado na revista científica PLOS Medicine.
A transmissão da mãe para o bebê durante a gestação pode ser evitada com tratamento, e um alto índice de sífilis congênita é indicador de deficiências na rede da assistência. O rastreamento da sífilis durante a gestação é considerado simples, com realização de teste durante o pré-natal, assim como o tratamento, que precisa se estender ao parceiro ou parceira sexual da mãe para evitar que ocorra reinfecção.
Segundo o estudo, foram registrados 93.525 casos de sífilis congênita no país entre 2011 e 2017, que causaram 2,4 mil mortes, sendo a maior parte no primeiro ano de vida. Entre as crianças diagnosticadas, 17,3% nasceram prematuras, 17,2% com baixo peso ao nascer e 13,1% eram pequenas para a idade gestacional.
Os pesquisadores alertam que o número de casos aumentou depois do período estudado, chegando a 27.019 apenas em 2021, segundo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Além disso, eles suspeitam que pode haver subnotificação, porque o levantamento encontrou óbitos por sífilis congênita que não tinham sido notificados.
Desigualdade
O estudo mostra que, entre os mais de 93 mil casos de sífilis congênita diagnosticados no período estudado, 65,59% receberam tratamento incompleto durante a gravidez, e quase 30% das mães não teve acesso a nenhum tratamento.
A incidência da doença afeta sobretudo a população mais vulnerável, com taxas mais altas entre filhos de mulheres jovens, pretas e pardas e com poucos anos de escolaridade. Entre as mães que não receberam tratamento adequado, 44,84% frequentaram a escola por menos de 7 anos e 76% eram pretas ou pardas.
Doença silenciosa
A pesquisadora Enny Paixão, associada ao Cidacs/Fiocruz Bahia e à London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM), liderou o estudo. Ela explicou que a maioria dos bebês é assintomática ao nascer ou apresenta sinais e sintomas inespecíficos. No grupo pesquisado, aproximadamente 10% das crianças tinham sintomas registrados, sendo os mais comuns a icterícia (coloração amarelada da pele, olhos e mucosa), o aumento do tamanho do fígado e a anemia.
Outra dificuldade para o diagnóstico do bebê é que não existe teste laboratorial confiável que identifica bebês assintomáticos no nascimento. Com isso, os bebês podem ficar sem acesso ao tratamento necessário para mitigar as consequências da infecção em sua saúde, até que algum sintoma apareça.
A pesquisa acompanhou dados de 20 milhões de crianças nascidas no país, por meio do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan-Sífilis). Participaram do trabalho o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (Isc/Ufba), o Instituto de Matemática e Estatística da Ufba, aa London School of Hygiene and Tropical Medicine, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), e a Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz).
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O HOJE
Governo de Goiás alerta para casos de malária no Estado
Diagnóstico laboratorial confirmou a doença em paciente de Anápolis que esteve em uma chácara de Aparecida de Goiânia
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), emitiu alerta, nesta segunda-feira (17/4), em relação a um caso recente de malária de uma paciente de Anápolis. O caso é classificado como autóctone, pois a mulher não viajou para fora do Estado. O único deslocamento realizado por ela foi a uma chácara em Aparecida de Goiânia, perto de onde já havia sido confirmado outro caso, em fevereiro. Em 2023 já são 67 casos notificados em Goiás – 34 confirmados e 33 descartados. Com exceção dos dois últimos casos, todos foram “importados” de outros Estados ou países.
A Coordenação de Zoonoses da Gerência de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis da Superintendência de Vigilância em Saúde da SES-GO realiza, no local de provável infecção em Aparecida de Goiânia, o controle vetorial para reduzir o risco de transmissão de novos casos. Realiza também trabalho de pesquisa para captura do vetor responsável pela transmissão da doença, a fêmea infectada do mosquito Anopheles, e a busca ativa de sintomáticos na região em que os casos foram confirmados.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, explica que é preciso muita atenção da população e ação rápida das autoridades em saúde. “A malária é uma doença que, se não for tratada, poderá evoluir rapidamente para a forma grave e complicada, levando a óbito.”
Para a população as recomendações mais importantes são: usar repelentes (não aplicar em crianças menores de 2 anos de idade sem orientação médica), proteger áreas do corpo que o mosquito possa picar, usar cortinados e mosquiteiros sobre a cama ou a rede e evitar locais próximos a criadouros naturais de mosquitos, como beira de rio ou áreas alagadas.
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, com ampla distribuição mundial, causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. Os sintomas são febre, calafrios, cefaleia, sudorese, mialgia, náusea e vômitos. O quadro clínico pode ser leve, moderado ou grave. Na fase inicial, a malária se confunde com outras doenças infecciosas e não pode ser diagnosticada pela sintomatologia. Apenas o diagnóstico laboratorial confirma ou descarta a doença.
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AGÊNCIA CÂMARA
Enfermeiros cobram aprovação de proposta que vai garantir recursos para piso salarial
Projeto de lei do Congresso Nacional garante pagamento de piso de R$ 4,7 mil para enfermeiros
Na expectativa da assinatura, pelo presidente Lula, de um projeto de lei que garante os recursos para o pagamento do piso salarial da enfermagem, representantes da categoria se mobilizaram e lotaram audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados sobre o assunto nesta terça-feira (18).
Eles reivindicam a continuidade do processo: primeiro, a aprovação do PLN e, em seguida, a edição da portaria do Ministério da Saúde que vai detalhar como o dinheiro vai chegar na conta dos profissionais de saúde, além da derrubada da liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) impedindo a adoção do piso.
Integrantes dos conselhos regionais de Enfermagem de vários estados se juntaram a parlamentares de diversos partidos para debater a urgência das providências para viabilizar o piso, que eles querem ver pago a partir de maio. Todos ressaltaram o trabalho dos profissionais durante a pandemia de Covid-19 e disseram que a categoria está “cansada” depois da aprovação de uma lei (Lei 14.434/22) e de duas emendas Constitucionais (EC 124/22 e EC 127/22) sem que a questão esteja resolvida.
O representante do Conselho Federal de Enfermagem, Daniel Menezes, explicou o caminho que ainda precisa ser percorrido a partir da assinatura da proposta pelo presidente da República.
“A gente precisa que ela seja aprovada na sessão do Congresso, então ela tem que passar na sessão da CMO (Comissão Mista de Orçamento). Existe um compromisso, como sempre teve até hoje, com as duas Casas, de dar celeridade para o tema do piso. A partir daí, votando, o presidente sanciona e a gente vai, junto ao STF, junto com toda essa articulação governamental, para que de fato a liminar caia e a legislação que nós aprovamos, a Lei 14.434, seja aplicada na prática, com os valores no contracheque da enfermagem brasileira”, afirmou Menezes.
Números
O PLN garante o repasse de recursos públicos para pagar o piso salarial da enfermagem na rede pública e também a profissionais de hospitais privados conveniados que atenderem a pelo menos 60% de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Pela lei aprovada, o piso será de R$ 4,7 mil para enfermeiros, R$ 3,3 mil para técnicos de enfermagem e R$ 2,3 mil para auxiliares de enfermagem e parteiras.
Logo no início da audiência, o presidente da Comissão de Saúde, deputado Zé Vitor (PL-MG), alertou para o desafio orçamentário que vem com a aprovação do piso: se for pago a partir de maio, serão R$ 7,3 bilhões em 2023 e R$ 10,5 bilhões anuais a partir de 2024.
"Fica aqui a cargo do governo também nos apresentar um planejamento real para que a gente possa, de fato, garantir a implantação desse piso a partir desse ano agora”, disse.
Hospitais privados
Representantes dos hospitais privados ressaltaram o impacto financeiro do piso. Marco Aurélio Ferreira, da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), apontou como urgente a desoneração da folha de pagamento, já que, atualmente, os encargos representam 67,2% do total.
Marcos Vinícius Ottoni, da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), lembrou que 96% das unidades privadas de saúde têm até 150 leitos e que houve redução no número de hospitais particulares. Acrescentou que os planos de saúde estão em crise e renegociam valores contratuais. Ele apontou algumas falhas na aprovação do piso, como o estabelecimento de um valor único para todo o país.
“Uma medida que vem trazer um piso salarial nacional, independentemente da análise das diferenças regionais, impondo um valor pra cada estado, pra cada município, indiferentemente da sua realidade, ele acaba por violar o pacto federativo. Isso nós estamos falando não é porque imaginamos isso, (mas sim) com base nas premissas e nos julgados do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
Atual secretária de Saúde de Santa Catarina, a deputada licenciada Carmen Zanotto (SC) afirmou que estados, municípios e o Ministério da Saúde precisam cuidar da operacionalização do piso.
“O que que é operacionalização? A garantia do recurso na sua chegada em cada estado, em cada município, em cada unidade prestadora de serviços conforme está na EC 127, baseado no quantitativo de profissionais”, disse.
Otimismo
O deputado Bruno Farias (Avante-MG), autor do requerimento da audiência e presidente do Conselho Regional de Enfermagem do seu estado, se disse otimista sobre a operacionalização dos recursos.
“Todas as instituições vão ser contempladas no texto do PLN conforme feito pelo Ministério da Saúde. Então eu estou muito despreocupado quanto a isso, porque eu tenho certeza que as instituições públicas, filantrópicas, todas vão receber esse sonho porque a enfermagem tem pressa e a enfermagem merece”.
Bruno Farias anunciou, na audiência pública, que um grupo de parlamentares vai tentar agendar uma reunião com o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, para viabilizar a derrubada da liminar sobre o piso nacional da enfermagem.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
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DIÁRIO DO ESTADO
Os dois lados da proibição de anabolizantes determinada pelo CFM
Um dos assuntos mais polêmicos da semana foi a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicada no Diário Oficial da União, que proibiu a prescrição de anabolizantes para estética ou performance por médicos. A norma vale tanto para pacientes que buscam ganho muscular, performance esportiva ou melhora estética.
A decisão veio após pressão de seis entidades médicas que, em uma carta conjunta ao CFM publicada em 27 de março, defenderam a regulamentação desse tipo de tratamento com base em evidências científicas.
A norma veda os profissionais de saúde de indicarem o uso de hormônios androgênicos (como testosterona e seus derivados) em casos sem eficiência comprovada, no esporte amador e profissional e para a estética. Proibiu ainda a realização de cursos, eventos e apologia ao uso dessas medicações. Mas afinal, por que a polêmica?
Sabemos que, em um mundo onde a estética e a aparência contam muito, os esteróides anabolizantes acabam sendo muito procurados por quem quer acelerar processos. Além disso, essa procura acaba movimentando um grande mercado de substâncias .
A decisão emitida pelo CFM traz consigo uma situação complexa pois a indicação de anabolizantes para estética ou performance em pacientes tem seus prós e contras. Atualmente, por exemplo, os esteróides anabolizantes são indicados em casos específicos, como terapias de reposição onde há deficiência de testosterona e para a transição de gênero de homens transexuais, e isso vai continuar.
Sabemos que há quem faça uso indiscriminado dos hormônios. Este utilização ‘fora da bula’ e em altas doses para finalidades estéticas ou esportivas vêm se espalhando em consultórios e nas redes sociais e, com isso, vale lembrar que tudo em excesso traz riscos. Em contraponto, há diversos procedimentos com fins apenas estéticos que também são passíveis de riscos.
O uso excessivo de testosterona em mulheres, por exemplo, pode trazer complicações como surgimento acne, aumento do crescimento de pelos, voz rouca, alterações no ciclo menstrual, aumento do risco de doença cardiovascular e redução da tolerância à glicose.
Um outro assunto que corrobora a complexidade da proibição da prescrição destas terapias hormonais, é o fato de estimular uma comercialização ilegal dos produtos. Algo que já existe, mas que pode ser intensificado neste contexto.
Sendo assim, enquanto a proibição está em vigor, ou caso venha a ser revogada, é importante lembrar que a indicação de qualquer substância/medicamento deve ser feita com base em avaliação médica profissional e exames, como sempre deve ser realizada quando se trata da saúde.
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AGÊNCIA BRASIL
Ministério da Saúde e entidades médicas unem-se em prol da vacinação
Programa Nacional de Imunização completa 50 anos
O ministério da Saúde e entidades médicas e científicas reuniram-se na manhã desta terça-feira (18). em São Paulo, para discutir ações conjuntas de incentivo à vacinação no Brasil. O encontro é uma das ações do Movimento Nacional pela Vacinação para ampliar as coberturas vacinais e resgatar a cultura de vacinação do país. Neste ano o Programa Nacional de Imunização (PNI) completa 50 anos, com 47 imunizantes e o reconhecimento mundial de ser o mais completo e eficiente do mundo.
Entretanto, segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, desde 2015 vem sendo observado no país um cenário de baixa cobertura vacinal e durante a pandemia de covid-19, devido ao aumento dos adeptos ao movimento antivacina no Brasil e aos discursos de autoridades contra a vacinação, todas as vacinas ofertadas no calendário de todas as faixas etárias foram afetadas.
"Isso fez com que as nossas coberturas atingissem patamares e taxas nunca antes vistos. Nós temos hoje a possibilidade de que doenças que já tinham sido eliminadas no país possam retornar porque o número de pessoas vacinadas contra elas é pequeno. Por exemplo, sarampo, poliomielite", disse.
Ethel Maciel ressaltou que esses dados são preocupantes, motivo pelo qual é necessária uma ação integrada da sociedade para incentivar os profissionais médicos que falem a favor das vacinas ou que em consultas possam perguntar sobre a vacinação. "A ideia é a de que, independente da especialidade médica, que isso possa fazer parte da consulta".
Escola
O próximo passo entre todos os movimentos que estão sendo feitos pelo Ministério da Saúde é levar a Campanha de Multivacinação para as escolas com programas de educação sobre o tema. No Brasil, já é obrigatório por lei que todos sejam vacinados, porém há dificuldade em fazer com que essa lei seja cumprida. A secretária reforçou que em maio deve ser iniciada uma ação para que a vacinação seja levada ao ambiente escolar.
"As escolas não conseguem sozinhas fazer uma análise do cartão de vacinação da criança, porque são muitas vacinas, doses, variando de acordo com faixa etária. Então precisamos desenvolver uma maneira para que esse certificado de vacinação possa ser entregue à escola e assim a lei seja mais facilmente cumprida", disse a secretária.
Gargalo
Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização e representante da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, o grande gargalo da vacinação está na pediatria, já que os antivacinistas tentaram boicotar os idosos, adultos e adolescentes sem sucesso, porém ao chegar nas crianças os médicos puderam perceber na prática o que esse efeito é capaz de fazer.
"Pela primeira vez vimos adultos e pais vacinados não querendo vacinar seus filhos. Pais com três, quatro doses se recusando a vacinar seus filhos porque o discurso alarmistas desses grupos é cruel porque vai diretamente no "você vai fazer isso com seu filho?', 'você acha que é seguro?'. É difícil não ser impactado com um discurso com essa gravidade. Esse é o terreno mais fértil onde a desconstrução da ciência e do conhecimento caminha com maior vigor gerando as piores coberturas", avaliou Kfouri.
O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcos Antônio Cirilo, destacou que muitos médicos estão sofrendo ameaças e ataques por discordarem dos movimentos antivacinação e ainda tentarem conscientizar a população sobre a necessidade do cumprimento do calendário vacinal. "É muito complicado, mas com essa nova revisão vamos conseguir ter bons resultados".
Participaram do encontro ainda a Associação Médica Brasileira, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e a Sociedade Brasileira de Pneumologia.
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Assessoria de Comunicação
Associado Hospital do Coração de Goiás promove ação lúdica sobre segurança do paciente
Escrito por AdministradorPara celebrar o Dia Nacional da Segurança do Paciente, comemorado em 1º de abril, o associado Hospital do Coração de Goiás organizou um evento para motivar os colaboradores e enfatizar a importância do cumprimento de cada uma das 6 metas internacionais de segurança do paciente, que são:
1- Identificar corretamente os pacientes;
2- Melhorar a comunicação entre profissionais de saúde;
3- Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos;
4- Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos;
5- Higienizar as mãos para evitar infecções;
6- Reduzir o risco de quedas e lesão por pressão.
Parte também da campanha Abril Laranja, de segurança do paciente, e realizado nos dias 12 e 13 deste mês, o evento proporcionou uma experiência lúdica aos profissionais do HCor Goiás.
Colaboradores de todas as áreas, das assistenciais às administrativas, foram convidados a fazer uma "viagem" interativa por estações com atividades voltadas às metas de segurança do paciente. Ao final de cada atividade proposta, o colaborador recebia um carimbo em seu passaporte simbólico e ia garantindo, assim, o acesso à sala vip com direito a um lanche especial oferecido pelo hospital.
Associado Hospital São Francisco de Assis promove campanha “"Todo paciente Importa”
Escrito por Administrador
A Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional do associado Hospital São Francisco de Assis está apresentando seus indicadores de terapia nutricional 2022/2023.
A campanha “Todo paciente Importa” acontece hoje, 18, e amanhã, 19, com a exposição dos indicadores e o destaque da a importância da nutrição hospitalar.
A Danone participa do evento com a exposição e degustação de produtos.
Hospitais associados participam de Consultoria em Terapia Nutricional da Braspen/Danone
Escrito por AdministradorO associado Hospital do Rim participou, no dia 17 de abril, do programa exclusivo de Consultoria em Terapia Nutricional realizado pela Braspen/SBNPE - Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, com o apoio da Danone.
Focada na educação e atuação dos profissionais de saúde da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN), a consultoria da equipe Braspen abordou temas, como abreviação de jejum, evolução dos indicadores de prescrito e infundido na terapia nutricional e protocolo do paciente suplementado em fisioterapia.
O evento, realizado no formato online, busca contribuir para transformar a assistência nutricional nas instituições de saúde, sendo um aliado nos cuidados com o paciente.
Nesta terça-feira, das 19h30 às 20h30, será a vez da equipe do associado Hospital Santa Helena participar do treinamento.
INSCRIÇÃO – DESCONTO 50%: 4º Simpósio Nacional de Gestão Pública e Privada
Escrito por AdministradorO 4º Simpósio Nacional de Gestão Pública e Privada será realizado nos dias 27 e 28 de abril no auditório do Teatro SESI - Centro Cultural Paulo Afonso Ferreira, em Goiânia, e terá como tema “O Mercado da Saúde: Tendência, Desafios e Perspectivas”.
O presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, será um dos palestrantes. Ele participará da mesa-redonda de abertura, com o tema “Gestão Estratégica: Visão do Público e Privado Frente ao Mercado de Saúde em Transformação
Acesse e faça a sua inscrição
https://www.sympla.com.br/evento/4-simposio-nacional-de-gestao-publica-e-privada/1860352
4º Simpósio Nacional de Gestão Pública e Privada
Data: 27 e 28 de abril de 2023
Local: Teatro SESI - Centro Cultural Paulo Afonso Ferreira - Av. João Leite, 1013 - Santa Genoveva - Goiânia
DESCONTO
50% na inscrição para colaboradores que atuam nos hospitais associados até 21/04/23. Aplicar o código promocional AHPACEG.
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Artigo - Planos: reajustes são necessários para equilíbrio de custos
Ministério da Saúde publica edital com mais de 6 mil vagas para o 'Mais Médicos'
Bebê de 7 meses morre por causa de gripe em Goiás
Exclusivo: relatório mostra desperdício bilionário de insumos no Ministério da Saúde desde 2019
Família busca por respostas para morte de bebê após ser atendida em UPA de Anápolis
Caiado é aprovado por 72% da população goiana, mostra Real Time Big Data
Unimed Goiânia realiza campanha para arrecadação de livros
Fleury pode ultrapassar Dasa em diagnóstico com fusão com Pardini
Como posso tratar a hipertensão?
Congresso Avaliará Veto ao Piso Salarial da Enfermagem
'Febre Ozempic': busca por cobertura pelo plano de saúde salta 550%; veja a regra, como o remédio funciona e os riscos
MEDICINA S/A
Artigo - Planos: reajustes são necessários para equilíbrio de custos
Por Cesar Lopes
No Brasil, os planos de saúde de assistência médica já somam mais de 50 milhões de beneficiários, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Até 2019, tais planos permaneceram no topo das reclamações do ranking anual de atendimento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) durante oito anos consecutivos.
Segundo dados do Idec, o principal tema abordado pelos associados sobre planos de saúde são dúvidas e reclamações a respeito de reajustes abusivos (27,4%), predominantemente de planos coletivos. As demais reclamações abrangem principalmente negativa de cobertura, com 16,2%, e problemas relacionados à falta de informação, com 13,1%.
Atuando há mais de 35 anos no mercado brasileiro, como consultor de benefícios, foi possível acompanhar diversos movimentos na oferta de benefícios corporativos. Foram inúmeras regulações no mercado de saúde e previdência. Pude vivenciar as novidades do setor, as entradas e saídas de players no País, entre tantas transformações nesse universo B2B2C.
Dos benefícios que compõem o pacote tradicional que é oferecido pela maior parte das empresas que atuam no Brasil, o plano privado de saúde é o mais desafiador. Seja pela imprevisibilidade de custos futuros, pela judicialização ou pela própria pressão que muitas vezes os participantes da carteira fazem para ter suas necessidades atendidas com prioridade.
Afinal, quando se trata de saúde, o que não é urgente para uns, pode ser extremamente urgente para quem está passando por algum problema de saúde, seja próprio ou de algum familiar.
De acordo com a 7ª Pesquisa Anual de Benefícios, realizada no Brasil, pela maior corretora e consultoria independente de seguros do mundo, a Lockton, Assistência Médica é o único benefício oferecido por 100% das empresas participantes do estudo, seguido por Plano Odontológico e por Seguro de Vida, com 96% e 94%, respectivamente.
Gráfico extraído da Pesquisa Anual de Benefícios da Lockton, apresenta os benefícios mais oferecidos pelas empresas que atuam no País
Frequentemente, a mídia divulga notícias sobre beneficiários de assistência médica questionando os reajustes dos valores de mensalidades ou, até mesmo, pessoas idosas questionando o motivo pelo qual pagam por valores superiores aos de pessoas mais jovens.
Também é muito comum ler ou ouvir questionamentos do tipo: quase não usei o plano no último ano, então, porque tenho que ter reajuste?.
Em uma população existem pessoas com muita necessidade de atendimento médico, outras com média necessidade e um grupo grande de pessoas que estão com a saúde em boa condição e que raramente buscam os serviços de saúde.
Esse comportamento fica evidente no gráfico a seguir, extraído do banco de dados da Lockton, que demonstra o comportamento de utilização de uma população de mais de 100.000 vidas nos últimos 12 meses, representando uma despesa total de cerca de R$ 615 milhões.
Gráfico extraído da Pesquisa Anual de Benefícios da Lockton, mostra o percentual de gasto acumulado versus a quantidade de usuários
O comportamento visto no estudo pode resumir o que comumente chamamos de mutualismo, ou seja:
10% da população foi responsável por 69% de todo o custo gerado e 20% por 81% do custo total gerado pela massa como um todo.
É esta combinação de fatores que faz com que a mensalidade de um plano de saúde fique, de uma certa forma, adequada para a maioria das pessoas.
Qual seria o custo de um plano de saúde se todas as pessoas cobertas tivessem a mesma necessidade de atendimento e gerassem os mesmos custos dos 10% da população representada no gráfico acima? Seria proibitivo e não existiria produtos no mercado para cobrir todo este risco.
Então o conceito do Mutualismo é:
Em seguros, o mutualismo nada mais é do que a operação pela qual um grupo de indivíduos com interesses semelhantes contribuem individualmente com cotas ou frações para fazer frente aos custos relacionados a determinados riscos.
No caso da operação de seguro saúde/plano de saúde, o mutualismo é formado pela mensalidade referente ao risco de cada participante, com o objetivo de repor as despesas médicas de determinado grupo de participantes.
Diferente do que ocorre no sistema de previdência complementar, o plano de saúde não segue o modelo de capitalização, ou seja, as despesas (mensalidades) pagas pelos participantes visam cobrir um determinado risco durante um período de tempo (por exemplo, 01 ano) e não o acúmulo de capital.
Este é o motivo que todos os participantes que usaram ou não usaram o plano em um determinado período recebem reajustes, pois os valores que foram pagos durante o ano já foram utilizados para cobrir as despesas geradas no próprio ano.
Idade do participante e o custo do plano de saúde
Os participantes idosos normalmente necessitam de maior assistência médica, uma vez que as doenças crônicas e os eventos de maior gravidade são mais prevalentes nestas faixas etárias. Algo inerente ao processo natural do envelhecimento humano.
Com o gráfico abaixo, cedido pela área de business intelligence da Lockton, fica evidente a diferença da frequência de utilização de participantes com 59 anos ou mais versus a frequência de utilização dos usuários com idades inferiores, o que justifica os custos acima de 60 anos serem maiores que os mais jovens.
Note a discrepância da frequência de utilização por beneficiário do plano de saúde durante o ano.
Portanto, o custo em programas de saúde é gerado pela:
População exposta ao risco durante o período de cobertura; Pelos procedimentos médicos que necessitam serem cobertos pelo plano, acompanhando da atualização do ROL aprovado pela ANS - Agência Nacional de Saúde; Pela quantidade de eventos realizados (frequência de utilização), por esta população, e; Pelo custo de cada evento realizado: consultas, exames, terapias, pronto socorro, internações, etc.
E o preço do plano de saúde?
O preço é o valor que precisa ser cobrado dos participantes cobertos em planos individuais ou coletivos por adesão ou das empresas que contratam o plano para seus empregados, por meio de contratos coletivos empresariais, para fazer frente ao custo gerado pela população, acrescido das despesas administrativas (estrutura para operar o negócio), mais impostos, e, também, o lucro, já que uma Operadora/Seguradora de Saúde não é uma entidade beneficente e, sim, ela precisa ter lucro para continuar gerando empregos, seguir honrando os compromissos assumidos com os beneficiários dos planos e pagar os devidos impostos ao governo.
Logo, se tem preço é porque tem custo, se há reajuste é porque a conta não fecha. Não é uma questão de lucro. Saúde custa caro. Antes de reclamar é importante estar atento às regras do jogo, afinal, alguém tem que pagar a conta e quando se ingressa num grupo para ter acesso a benefícios e dividir as despesas é importante ter consciência do que usar, quando usar e porque usar.
A sustentabilidade do plano de saúde não é apenas responsabilidade da operadora ou dos planos em si, é também das seguradoras, das corretoras, dos hospitais, clínicas, médicos e usuários. Se cada um fizer a sua parte, educar e usar com moderação, diante de uma necessidade real todo mundo sai ganhando.
Essa história não é do lobo mal. Tem muita chapeuzinho vermelho por aí, passeando pelo bosque e distribuindo maçãs, sem se dar conta de que as maçãs serão divididas e pagas pela vovozinha e por outros moradores do bosque. E isso não é história de conto de fadas, é a vida real.
*Cesar Lopes é diretor atuarial e de previdência complementar da Lockton Brasil.
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TV ANHANGUERA
Bebê de 7 meses morre por causa de gripe em Goiás
https://globoplay.globo.com/v/11543198/
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PORTAL G1
Ministério da Saúde publica edital com mais de 6 mil vagas para o 'Mais Médicos'
Governo fez a distribuição de vagas para municípios que desejarem renovar a participação ou aderir ao programa. Outros 10 mil profissionais devem ser chamados até o fim do ano.
O Ministério da Saúde publicou um edital com 6.252 vagas para o projeto Mais Médicos para o Brasil. As vagas estão autorizadas e foram distribuídas para cidades que desejarem renovar a participação ou aderir ao programa.
O programa Mais Médicos foi relançado pelo presidente Lula no dia 20 de março. O objetivo do governo é preencher vagas no Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de atenção primária, em Unidades Básicas de Saúde.
O edital publicado pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde nesta terça-feira (18) é voltado exclusivamente para os municípios que tenham interesse nas vagas do programa.
Cada cidade recebeu um número limite de vagas. Os municípios que confirmarem a participação deverão informar o total de profissionais que desejam receber. Esse número pode ser menor do que o limite autorizado pelo governo.
Após a confirmação do número de vagas, o Ministério da Saúde enviará aos municípios profissionais credenciados pelo programa.
O governo informou que deverá abrir outras 10 mil vagas até o final do ano, que terão contrapartida dos municípios.
O valor das bolsas deve continuar sendo o mesmo já oferecido atualmente pelo programa, de cerca de R$ 12,8 mil. Os médicos ainda recebem auxílio-moradia, que varia de acordo com a região onde atuarão.
Confira a seguir o número de vagas autorizadas pelo governo nas capitais (Maceio e Teresina não possuem vagas neste edital):
Aracaju: 4 Belém: 62 Belo Horizonte: 14 Boa Vista: 134 Brasília: 52 Campo Grande: 9 Cuiabá: 23 Curitiba: 20 Florianópolis: 5 Fortaleza: 91 Goiânia: 16 João Pessoa: 8 Macapá: 37 Manaus: 256 Natal: 32 Palmas: 1 Porto Alegre: 67 Porto Velho: 15 Recife: 15 Rio Branco: 32 Rio de Janeiro: 79 Salvador: 11 São Luís: 13 São Paulo: 150 Vitória: 3
O Mais Médicos foi criado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff. Atualmente, são 18 mil vagas: 13 mil profissionais estão atuando e 5 mil postos estão desocupados.
O contrato de participação na iniciativa é de quatro anos, prorrogável pelo mesmo período. Ao todo, o investimento previsto pelo governo federal para este ano é de R$ 712 milhões.
A nova versão do projeto estabelece benefícios para incentivar a permanência dos médicos por longos períodos. Entre eles:
para os médicos que ficarem ao menos 3 anos na vaga: possibilidade de pagamento de adicional de 10% a 20% da soma total das bolsas de todo o período que esteve no programa, a depender da vulnerabilidade do município; para médicos com formação pelo Fies: adicional de 40% a 80% da soma total das bolsas de todo o período que esteve no programa, a depender da vulnerabilidade do município. O benefício será pago em quatro parcelas, sendo 10% por ano durante os três primeiros anos, e os 70% restantes ao completar 48 meses; incentivo para médicos do Fies residentes em Medicina da Família, com auxílio para pagamento de dívidas do financiamento estudantil; complementar o valor da bolsa para mulheres em licença-maternidade que passarem a receber o auxílio do INSS, o que antes não ocorria; licença de 20 dias para licença-paternidade. Antes, não havia essa possibilidade; oferta de especialização e mestrado.
O novo formato do programa mantém a possibilidade de atuação de médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior, mas segue dando preferência para atuação dos nativos formados no país.
No caso dos que possuem diploma estrangeiro, o Ministério da Educação prevê oferecer incentivo para que façam o Revalida, teste que permite a validação do diploma de instituição de outro país para atuação no Brasil.
Os médicos com residência em Família e Comunidade terão pontuação adicional de 10% para a seleção do programa.
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Exclusivo: relatório mostra desperdício bilionário de insumos no Ministério da Saúde desde 2019
Mais de R$ 2 bilhões em insumos comprados pelo Ministério da Saúde foram descartados nos últimos quatro anos porque não foram usados dentro do prazo de validade. O levantamento é da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, da Câmara dos Deputados, num relatório ao qual o Jornal da Globo teve acesso com exclusividade.
Desde 2019, R$ 2,2 bilhões em insumos - como medicamentos e vacinas - foram parar no lixo e acabaram incinerados, e a comissão alerta para o risco de mais descartes.
A vistoria aconteceu na última sexta-feira (14), no almoxarifado central do Ministério da Saúde, que fica em Guarulhos, na Grande São Paulo. O local é responsável pela armazenagem e distribuição de grande parte dos recursos de saúde do SUS. Durante a visita, os integrantes da comissão descobriram outros 75 milhões de itens que vão vencer nos próximos três meses.
O relatório conclui que é evidente a falta de organização e articulação entre os processos de compras e logística e as necessidades da população.
"Com esse recurso que foi perdido, que foi desperdiçado, seria possível construir um novo Inca, seria possível reformar todas as unidades federais do Brasil. Mas, infelizmente, por falta de gestão, ele foi queimado. Para que a gente não tenha cenas como essa se repetindo, é muito importante que o Ministério da Saúde reestruture o seu projeto de logística, reestruture como distribui medicamentos e vacinas no Brasil, para que os erros do passado não sejam repetidos no futuro", disse o deputado Daniel Soranz (PSD-RJ).
O Ministério da Saúde afirmou que o desperdício é inadmissível e demonstra o descaso da gestão no governo Bolsonaro. A pasta disse ainda que trabalha soluções em conjunto com estados e municípios para evitar novos desperdícios. Assista à reportagem completa no vídeo acima.
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PORTAL G1/GOIÁS
Família busca por respostas para morte de bebê após ser atendida em UPA de Anápolis
Mãe diz que Maria Alice deu entrada na unidade de manhã, fez exames e foi liberada, mas voltou à noite passando mal. Causa da morte ainda não foi confirmada.
Por Michel Gomes, g1 Goiás
A dona de casa Renata da Silva Bezerra, de 24 anos, busca por respostas sobre a morte da filha, a pequena Maria Alice, de cinco meses, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Renata disse que a filha deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Perfil Pediátrico com febre e vômito, recebeu a receita de um antialérgico e foi liberada.
“Eu pedi pra ele [o médico] fazer um exame de raio-x e não foi feito. Pedi um exame na cabecinha dela e eles falaram que o hospital não tinha capacidade, nem equipamento para fazer. Eu pedi transferência e eles falaram que ela não ‘tava’ internada e que ela não tinha motivo nenhum ‘pra tá’ internada porque ela tava ótima, que ela tava mais saudável do que eu”, relatou a mãe à TV Anhanguera.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que há suspeita de que óbito pode ter sido causado por meningite, mas aguarda o resultado dos exames. Segundo a pasta, a UPA é gerida pela Fundação Universitária Evangélica (Funev).
Já a Fundação Universitária Evangélica (Funev) disse que lamenta a morte de Maria Alice, que ela recebeu atendimento imediato e que a equipe seguiu todos os protocolos. Segundo a Funev, a menina teve uma parada cardiorrespiratória e os profissionais tentaram reanimá-la por cerca de uma hora. Quando a menina teve a parada, ela já estava há mais de 8 horas na unidade, em box de estabilização, segundo a fundação (leia detalhes abaixo e a nota completa no fim da reportagem).
Renata contou que a menina deu entrada na UPA na manhã de sexta-feira (14), mas voltou a passar mal, retornou à unidade à noite e morreu no sábado (15). A declaração de óbito da menina detalhou que a causa da morte será esclarecida após a necropsia. A ocorrência foi registrada na Polícia Civil, mas a delegada Kenia Segantini disse que o caso não chegou à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente até o início da tarde desta segunda-feira (17).
A mãe disse que a filha tinha uma doença que causava bolhas na pele, mas ela ainda passava por exames para descobrir do que se tratava. Revoltada, a dona de casa pede justiça.
“Eu espero justiça e que os culpados paguem porque o médico viu a minha filha morrer, a médica veio com toda a paciência do mundo, pegou nela calminha e não me falou um ‘A’. Agora querem alegar que a menina está com uma doença. Por que não me falaram isso na hora que eu entrei? Já que deram conta de detectar depois de morta”, desabafou Renata.
Detalhes do quadro
A Funev detalhou que Maria esteve na UPA na manhã do dia 14, com queixas de febre e vômitos, os médicos fizeram exames, a medicaram e a liberaram. Após piora dos sintomas, a família voltou à unidade à noite, a menina fez novos exames e ficou em observação. Na madrugada, Maria apresentou um rebaixamento de nível de consciência, e teve uma parada cardiorrespiratória, segundo a fundação.
Nota Secretaria Municipal de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde informa que foi notificada sobre uma suspeita de óbito causado por meningite e, no momento, aguarda o resultado dos exames que estão sendo realizados pelo Lacen. A criança foi atendida pela UPA Pediátrica, cuja gestão é de responsabilidade da FUNEV.
Nota Funev
Sobre a paciente Maria Alice, de apenas 5 meses, que veio a óbito nesta unidade na madrugada de sábado (15 de abril), a Fundação Universitária Evangélica - FUNEV, gestora da UPA Perfil Pediátrico de Anápolis, informa:
Preliminarmente, a FUNEV e toda a sua equipe expressam seus mais sinceros sentimentos à família enlutada.
Informamos que a criança esteve na unidade na manhã do dia 14, com queixas de febre e vômitos, foram realizados exames, sendo medicada para os sintomas e liberada após reavaliação, com orientação para retornar em caso de piora dos sintomas. Retornou por volta das 22 horas e foi acolhida novamente, novos exames foram feitos, e permaneceu em observação na unidade. Durante a madrugada, apresentou um rebaixamento de nível de consciência, e teve uma parada cardiorrespiratória, os profissionais tentaram reanimá-la por cerca de uma hora mas, infelizmente, sem sucesso.
Ressaltamos que a criança recebeu atendimento imediato, todos os protocolos foram seguidos, e que no momento da parada cardiorrespiratória, a criança já se encontrava há mais de 8 horas na unidade, em Box de estabilização, devidamente assistida e monitorada.
A Fundação Universitária Evangélica entende que este é um momento de luto em comunidade e coloca-se à disposição para eventuais esclarecimentos
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DIÁRIO DA MANHÃ
Caiado é aprovado por 72% da população goiana, mostra Real Time Big Data
Levantamento divulgado pela TV Record Goiás nesta segunda-feira (17/04), aponta aprovação recorde da gestão de Ronaldo Caiado
O governador Ronaldo Caiado chega a 100 dias do seu segundo governo com aprovação recorde da população goiana, mostra pesquisa do Instituto Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (17/04) pela TV Record Goiás. A sondagem confirma os números da pesquisa Serpes, divulgada em março.
O levantamento do Real Time Big Data aponta que 72% dos eleitores aprovam o governo Caiado. Apenas 19% dos entrevistados reprovam a gestão. Outros 9% não responderam.
Em outra avaliação, o eleitor goiano avalia a administração do governador Ronaldo Caiado com 62% de menções positivas, sendo 24% de ‘ótima’ e 35% de ‘boa’. Apenas 11% reprovam a gestão, sendo ruim para 6% ou péssima para 5%. Outros 25% disseram que a atual administração é ‘regular’ e 2% não souberam ou não opinaram.
Confiança
Outro ponto destacado pela pesquisa diz respeito à confiança daqueles que votaram em Caiado nas eleições de 2022. Questionado se votaria novamente no atual governador, se a eleição fosse hoje, 92% disseram que repetiriam o voto. Entre aqueles que não votaram no governador, 13% disseram que mudariam o voto se a eleição fosse hoje.
A Real Time Big Data ouviu 1,2 mil pessoas nos dias 12 e13 de abril. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Serpes
Em março, a pesquisa Serpes, contratada pela Federação Goiana dos Município (FGM), apontou que a gestão Caiado é aprovada por 61,9% do eleitorado goiano, porcentual ao do Real Time Big Data. Dos entrevistados, 28,4% consideraram a administração ‘ótima’ e outros 33,5% avaliaram como ‘boa’. O índice de reprovação foi de apenas 7,4%.
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DIÁRIO DE GOIÁS
Unimed Goiânia realiza campanha para arrecadação de livros
Neste mês de abril, o Instituto Unimed, projeto socioambiental da Unimed Goiânia, iniciou uma ação para incentivar a literatura e estimular a imaginação. Trata-se da Campanha do Livro, que arrecada exemplares de todos os gêneros (com exceção de didáticos e enciclopédias), em boas condições de leitura.
Os livros também vão abastecer a Geladeira Literária, acervo destinado aos colaboradores da Cooperativa.
A ação segue até o dia 30 de abril e os interessados em participar podem realizar as doações em qualquer unidade da Unimed Goiânia.
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HEAD TOPICS BRASIL ONLINE
Fleury pode ultrapassar Dasa em diagnóstico com fusão com Pardini
Combinação da receita das duas companhias chega a R$ 7,1 bi. Grupo anuncia ganho extra de até R$ 220 milhões por ano com ganhos de sinergia resultantes da união - A tendência é que o novo bloco formado por Fleury e Pardini se torne o líder nacional em diagnósticos já em 2023.
O terceiro lugar deverá ser disputado entre Aliança (ex Alliar) e Sabin, ambas com receita na casa de R$ 1 bilhão - analisa Harold Takahashi, sócio da Fortezza Partners, especializada em fusões e aquisições.
Rede D'Or descredencia planos da Unimed-Rio: O rito final da consumação da combinação dos dois negócios acontece no próximo dia 28, quando as ações do Pardini deixam de ser negociadas e na bolsa só haverá papéis do Fleury.
Com fortes investimentos em tecnologia, a ideia do grupo que chega a marca de 277 milhões de exames anuais, é usar a inteligência de dados para predição de doenças e orientação de tratamento para oferecer a um mercado em crise soluções para uma jornada completa de atendimento ao paciente com menor custo e qualidade no desfecho em saúde: headtopics.com
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CENÁRIO MT
Como posso tratar a hipertensão?
Como posso tratar a hipertensão? A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma condição em que a pressão sanguínea nas artérias está cronicamente elevada. Isso pode levar a uma série de problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, derrame cerebral e até mesmo perda de visão.
A hipertensão pode ser causada por vários fatores, incluindo dieta inadequada, sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse, histórico familiar e idade avançada.
O tratamento da hipertensão pode incluir mudanças no estilo de vida, como exercícios físicos regulares, alimentação saudável e redução do consumo de álcool e tabaco, além do uso de medicamentos prescritos por um médico.
É importante controlar a hipertensão arterial para prevenir complicações graves de saúde e melhorar a qualidade de vida.
Qual é o tratamento da hipertensão?
O tratamento da diabetes envolve o controle dos níveis de açúcar no sangue (glicemia). Existem diferentes tipos de diabetes, sendo os mais comuns o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2.
O diabetes tipo 1 é tratado com injeções de insulina, já que o corpo não é capaz de produzir essa substância por conta própria. O diabetes tipo 2 pode ser tratado com mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável, atividade física regular e perda de peso. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos orais ou injeções de insulina.
Além disso, é importante monitorar regularmente os níveis de açúcar no sangue e manter um controle adequado dos níveis de pressão arterial e colesterol. Também é recomendado evitar o consumo de tabaco e álcool, que podem aumentar o risco de complicações do diabetes.
Consulte um médico para avaliação e orientação individualizada sobre o tratamento da diabetes. O tratamento adequado e o autocuidado podem ajudar a prevenir complicações graves de saúde associadas à diabetes e melhorar a qualidade de vida.
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BOA INFORMAÇÃO
Congresso Avaliará Veto ao Piso Salarial da Enfermagem
O Congresso Nacional poderá analisar nesta quarta-feira (18) um dos vetos mais polêmicos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Trata-se do termo que indica o reajuste do piso nacional da enfermagem todos os anos com base nos índices de inflação. A proposta será analisada por parlamentares do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.
No dia 5 de agosto de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou o texto do piso nacional da enfermagem, que já havia sido aprovado anteriormente pelo Congresso Nacional. Contudo, naquela ocasião, o chefe de estado vetou o trecho da lei que indicava que deveria existir uma correção anual nos valores pagos para os enfermeiros, técnicos de enfermagem e parteiros.
A lei prevê que os pagamentos para os enfermeiros seria de, no mínimo, R$ 4,750, e valeria tanto para aqueles contratados no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como também para os servidores públicos dos estados, dos municípios e do Distrito Federal (DF).
Neste sentido, os técnicos de enfermagem poderiam receber sempre 70% deste valor, e os auxiliares de enfermagem sempre 50% do total, patamar que também seria pago para os parteiros.
O reajuste anual
Na lei que foi aprovada em maio de 2022 pelo Senado e em agosto de 2022 pela Câmara, estava confirmado que estes valores seriam sempre reajustados pela inflação. Por esta lógica, todos os anos, os enfermeiros ganhariam um aumento para que não perdessem o poder de compra.
Da mesma forma, os técnicos de enfermagem receberiam um aumento para o patamar de 70% do valor definido para o enfermeiro naquele determinado ano. Os parteiros e os auxiliares receberiam 50% do patamar, sempre considerando como base o valor pago ao enfermeiro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro vetou tal indicação. Assim, ficou definido que o patamar de R$ 4.750 seria seguido todos os anos, ou seja, sem a obrigação de aumento. Caso o Congresso Nacional derrube o veto amanhã, o trecho volta a valer e o aumento vai precisar ser pago todos os anos.
O problema com o piso nacional
Mesmo que o piso nacional da enfermagem já tenha sido aprovado pelo Congresso e sancionado pelo ex-presidente, o fato é que os profissionais da área ainda não estão vendo o dinheiro na conta. No final do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu interromper os efeitos desta lei.
Os magistrados aceitaram o argumento de organizações de saúde do Brasil de que o aumento do piso da enfermagem poderia fazer com que as empresas não pudessem mais pagar todos os salários. Os empresários alegam que poderiam chegar a ter que demitir uma série de profissionais da área e o sistema de atendimento ao cidadão poderia ficar comprometido.
O STF decidiu interromper os efeitos da lei, ao menos até que o estado consiga indicar como vai conseguir o dinheiro necessário para bancar o novo piso salarial sem comprometer as contas públicas e sem comprometer o atendimento dos mais necessitados.
O que diz Lula
Em visita recente ao Recife, em Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre o assunto. Ele se deparou com uma manifestação de profissionais da saúde que pediam a liberação do piso nacional da enfermagem, e disse para os manifestantes que vai liberar o dinheiro.
"A rede hospitalar privada pode pagar. Quem tem dificuldade para pagar? Quem trabalha na saúde aqui sabe: as Santas Casas. Para as Santas Casas não atrapalharem pagar o piso, a gente vai tomar a decisão de dar subsídio para o pagamento ou dar uma parte do pagamento das Santas Casas", disse o presidente.
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GLOBO ONLINE
'Febre Ozempic': busca por cobertura pelo plano de saúde salta 550%; veja a regra, como o remédio funciona e os riscos
Inicialmente criada para a diabetes tipo 2, a semaglutida - vendida pelo nome comercial de Ozempic - demonstrou ter um dos melhores efeitos de perda de peso já alcançados pela ciência, com poucos efeitos adversos. O potencial alavancou as vendas do medicamento, que cresceram 77% em 2022 em relação ao ano anterior, segundo a farmacêutica Novo Nordisk. A "febre Ozempic", porém, custa caro, e os altos preços já têm levado pacientes no Brasil a buscarem alternativas nos planos de saúde ou pela rede pública.
Segundo dados compilados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a pedido do GLOBO, de 2021 para 2022 as reclamações de negativas das operadoras para cobertura do remédio saltaram 550%. Foram somente seis queixas registradas há dois anos, contra 39 no ano passado. A tendência é que o crescimento continue neste ano: apenas no primeiro semestre, a agência já identificou 24 reclamações, enquanto no mesmo período de 2022 eram somente seis.
- O que justifica esse boom é a eficácia e a segurança desse medicamento. E é um remédio que no Brasil pode ser comprado sem receita retida. Mas é importante lembrar que o fato de ele ser seguro não significa que ele seja isento de efeitos colaterais. Os mais comuns são náuseas, enjoos e constipação intestinal. Qualquer tipo de tratamento, seja qual for a finalidade, precisa de uma indicação e acompanhamento médicos - afirma o endocrinologista Ricardo Oliveira, diretor do Departamento de Endocrinologia do Esporte e Exercício da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Os registros da ANS são um exemplo de como o uso do remédio, muitas vezes em desacordo com o que está registrado na bula, tem crescido no país. Em nota, a autarquia destaca, no entanto, que a legislação "exclui a obrigatoriedade de cobertura ao fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar" pelos planos, por isso as queixas não resultam em liberações.
- Os planos de saúde só precisam cobrir o tratamento hospitalar. A partir do momento em que o paciente sai do hospital, a operadora não é mais obrigada a cobrir. A exceção são os tratamentos medicamentosos domiciliares para casos de câncer, que aí a legislação obriga a cobertura - explica o diretor do centro de pesquisas em direito sanitário (Cepedisa) da Faculdade Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Fernando Aith.
O Ozempic também não está disponível na rede pública, uma vez que não foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). O cenário, porém, tem levado pacientes a recorrem à Justiça, que pode ser favorável ao usuário por entender que aquele é o melhor tratamento para ele, obrigando SUS e planos a oferecerem o remédio. A caixa com quatro canetas, que dura um mês, custa cerca de 850 reais.
- O que temos visto muito é, tanto aqueles que usam o SUS, como os clientes de planos de saúde, entrando na Justiça para pedir o fornecimento do Ozempic. Quando é de fato para diabetes, e o benefício é comprovado a partir de um relatório médico que deixe claro que aquele é o melhor tratamento terapêutico, os casos mostram que geralmente o paciente consegue uma liminar favorável ao fornecimento - explica Aith.
Como funciona o Ozempic? E para que ele é indicado?
A grande questão é que, muitos dos pedidos não são destinados ao uso para tratar a diabetes tipo 2, como estabelece a bula do Ozempic, mas sim para perda de peso. Nesses casos, ainda que seja para quadros importantes, como de obesidade, o especialista explica que é mais difícil conseguir a liberação por ser um uso off label (diferente da bula).
O funcionamento do Ozempic, e seu impacto no emagrecimento, tem provocado dúvidas em relação a sua real finalidade, ao passo que o uso inadequado para fins estéticos tem crescido. De acordo com um monitoramento da Novo Nordisk, nos últimos meses houve um aumento de quase 40% nas "vendas de produtos irregulares", como para o uso diferente daquele aprovado pelas agências de saúde.
No Brasil, a farmacêutica chegou a alertar os pacientes sobre uma potencial falta do fármaco nas farmácias, "resultado de uma demanda muito maior do que a prevista". A expectativa é que o abastecimento seja normalizado durante o segundo trimestre do ano.
No entanto, os especialistas ouvidos pelo GLOBO explicam que a semaglutida tem de fato se tornado uma arma importante contra obesidade. Enquanto o Ozempic tem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para diabetes tipo 2, uma versão semelhante, mas de dosagem maior, foi aprovada para tratamento da obesidade, o Wegovy.
- A semaglutida tem sido amplamente utilizada de forma off label para o tratamento da obesidade pelos médicos. Porque existe o Wegovy, que é a mesma substância do Ozempic com doses maiores, para obesidade, só que ele deve estar disponível no Brasil apenas no segundo semestre. Então as pessoas têm usado o Ozempic em doses maiores, semelhantes às do Wegovy, para pacientes obesos - explica o endocrinologista Fabio Trujilho, vice-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e diretor do departamento de obesidade da SBEM.
A semaglutida é o mais avançado até então no país entre os chamados análogos de GLP-1, classe de medicamentos que simulam o hormônio GLP-1 no corpo humano. A substância é produzida normalmente ao se comer no intestino, e existem receptores do hormônio em diversas partes do corpo. No pâncreas, por exemplo, essa interação aumenta a produção de insulina, necessária para pacientes diabéticos.
- Essa classe foi desenvolvida e aprovada inicialmente para diabetes tipo 2, mas observou-se que boa parte dos pacientes perdiam peso. As pesquisas avançaram, e a semaglutida passou a ser aprovada para tratar obesidade, assim como o Saxenda (liraglutida) foi há uns anos - diz Oliveira.
Isso porque, no estômago, o GLP-1 reduz a velocidade da digestão da comida e, no cérebro, o hormônio ativa a sensação de saciedade. Esses mecanismos levam a pessoa a sentir menos fome e, consequentemente, reduzir as calorias ingeridas por dia e assim perder peso.
- É uma das medicações que tem o melhor resultado em relação à perda de peso, e tem sido importante para tratar a obesidade. O problema é que no Brasil tem sido muito usado sem a devida indicação. É importante diferenciar obesidade da pessoa que apenas tem vontade de emagrecer, para fins estéticos, sem estarem enquadradas como obesas - alerta Trujilho.
Nova geração de remédios para obesidade
Os especialistas ouvidos pelo GLOBO destacam a importância de se combater o uso inadequado da semaglutida, mas celebram o fármaco como uma arma importante no arsenal disponível para tratar a obesidade. Eles reforçam que, embora a doença ainda seja vista como uma falta de cuidado, ou algo que pode ser resolvido apenas com mudança de hábitos, essa não é a realidade para a maioria.
- Existe o estigma de que perder peso é fácil, que ser obeso é falta de vergonha na cara, não saber fechar a boca. Essa ideia está enraizada na sociedade, então a atenção que se dá à obesidade não é a mesma que outras doenças recebem. Mas hoje temos uma ciência muito clara que a obesidade é uma doença multissistêmica, que envolve fatores genéticos, ambientais, psicológicos, e taxar a obesidade como só comer menos e fazer exercícios é simplificar demais uma doença complexa e muito prevalente - afirma Oliveira, da SBEM.
A discussão cresce junto ao percentual de adultos com o diagnóstico no Brasil. Segundo a edição mais recente do Atlas da Obesidade no Mundo, deste ano, até 2035 41% da população adulta brasileira deve ter obesidade. O estágio considera pessoas cujo Índice de Massa Corporal (IMC) é acima de 30 kg/m².
E nesse contexto de crescimento, os medicamentos, devidamente orientados pelos profissionais, são importantes e podem fazer a diferença. Além disso, os agonistas de GLP-1 têm avançado até mais longe do que a semaglutida, a liraglutida e a dulaglutida (outros remédios da classe disponíveis no país).
Trujillho acredita que no ano que vem pode chegar no Brasil a tirzepatida, uma nova geração dos fármacos que já recebeu o aval nos Estados Unidos, onde é vendido com o nome de Mounjaro, e que está em análise na Anvisa. Nos estudos, o remédio, desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, proporcionou uma redução de até 21% do peso corporal de participantes com cerca de 104,8 kg, um percentual próximo ao da cirurgia bariátrica.
- O Wegovy (semaglutida), por exemplo, leva a uma redução de 15% a 16% do peso. Então a tirzepatida é melhor. Ela é um duplo agonista, atua no GLP-1, mas também em outro hormônio intestinal chamado GIP. Estamos vivendo um grande momento de surgimento de medicamentos que vão ajudar muito no combate à obesidade, vamos ter boas alternativas. Mas para isso precisamos dar o acesso das pessoas ao bom tratamento da obesidade - afirma o vice-presidente da Abeso.
Ele diz que a associação tem conversado com o governo em busca de políticas que definam protocolos que possibilitem o acesso mais amplo da população com o diagnóstico a esses medicamentos. É o que pensa também Oliveira, que defende que eles sejam incorporados ao SUS.
- A acessibilidade é um gargalo, porque estamos falando de uma situação clínica muito comum e de remédios que não são baratos, sobretudo para a realidade brasileira. Num cenário ideal, esses medicamentos mais modernos poderiam ter um impacto positivo sobre as doenças se fossem cobertos pelos planos e, eventualmente, se fossem incorporados pelo SUS. Atualmente não temos nenhum na rede pública - lembra o endocrinologista.
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Assessoria de Comunicação