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Quarta, 08 Dezembro 2021 11:09

CLIPPING AHPACEG 08/12/21

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Governo adota quarentena de 5 dias para viajantes não vacinados contra covid

Se você tem um plano Alice, ganha até 90% de desconto no app da Medipreço

Órgão técnico da Saúde aprova relatório que contraindica kit Covid em pacientes não internados

Mulher morre após fazer procedimento estético no bumbum dentro de casa, em Goiânia, diz polícia

Goiás fica de fora da primeira remessa da Janssen por critérios técnicos

Mulher morre após fazer procedimento estético com hidrogel em Goiânia

44 cidades goianas recebem R$16,5 milhões oriundos de emenda parlamentar

AGÊNCIA ESTADO

Governo adota quarentena de 5 dias para viajantes não vacinados contra covid

Em meio a uma queda de braço com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre restrições contra a covid-19 nas fronteiras, o governo anunciou nesta terça-feira (7/12), a edição de uma portaria para colocar quem chega ao Brasil sem estar vacinado contra covid-19 em quarentena de cinco dias. Os imunizados, por sua vez, não precisarão do isolamento. Os viajantes ainda precisarão apresentar um teste RT-PCR negativo feito 72 horas antes de entrar no País.

Em pronunciamento convocado às pressas no Palácio do Planalto, os ministros Marcelo Queiroga (Saúde), Ciro Nogueira (Casa Civil) e Bruno Bianco (Advocacia-geral da União), no entanto, evitaram falar sobre "passaporte da vacina" para não esbarrar na resistência do presidente Jair Bolsonaro. Os ministros não deram detalhes sobre a portaria e não quiseram responder perguntas dos jornalistas.

A opção pela quarentena a não-imunizados acolhe uma sugestão da Anvisa. Em 12 de novembro, a agência enviou à Casa Civil notas técnicas sobre a entrada de viajantes ao Brasil: propôs a abertura das fronteiras para aqueles que comprovarem a vacinação e quarentena de cinco dias para os não imunizados. Após a quarentena, estrangeiros não vacinados poderão circular livremente pelo País e, eventualmente, se contaminar pelo novo coronavírus em meio à ameaça da variante Ômicron. Bolsonaro, que diz não ter se imunizado, é crítico à exigência de comprovação de vacinação.

Mais cedo, ao comentar a pressão por mais restrições nas fronteiras para conter a variante Ômicron do coronavírus, o presidente se exaltou e mentiu sobre as recomendações feitas pela Anvisa. "Estamos trabalhando com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo. De novo, p? De novo vai começar esse negócio?", afirmou, em tom elevado, durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com empresários do setor. A agência, porém, não recomendou fechar o espaço aéreo. Pouco depois, em outro evento, chamou a adoção do passaporte vacinal de "coleira".

"Tanta gente tem morrido, para que o passaporte vacinal? Essa coleira que querem colocar no povo brasileiro. Cadê nossa liberdade? Eu prefiro morrer a perder a liberdade", disse o presidente. Em pronunciamento no Palácio do Planalto, Queiroga repetiu a frase do chefe para justificar a não adoção da medida no País. "Nós respeitamos as liberdades individuais e o povo brasileiro tem procurado as políticas públicas livremente. O presidente ainda há pouco falou: "às vezes, é melhor perder a vida do que perder a liberdade".

"Não estamos aqui querendo fazer nenhum tipo de polemização, mas são direitos fundamentais e que eles têm a mesma importância e o nosso compromisso é com isso." O ministro afirmou que, após o período de cinco dias, o viajante poderá sair do isolamento caso o teste seja negativo. "Não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não-vacinadas para, a partir daí, impor restrições", disse Queiroga. "A ciência já sabe que as vacinas não impedem totalmente a transmissão do vírus", completou.

A nova regra foi discutida em reunião interministerial e fará parte de uma portaria a ser publicada. O governo cancelou a reunião que faria nesta segunda-feira (6/12), com a Anvisa para discutir eventual adoção do chamado passaporte da vacina para entrar no País e, ainda, possível fechamento das fronteiras aéreas com mais quatro países africanos: Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia. O cancelamento ocorreu após o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), dar 48 horas para o Executivo explicar o porquê dispensa a apresentação de comprovante de vacinação contra a covid-19 ou a imposição de quarentena obrigatória a quem chega no País, como recomenda a Anvisa.

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EXAME.COM

Se você tem um plano Alice, ganha até 90% de desconto no app da Medipreço

A parceria oferece também compras programadas, entregas por delivery e lembretes de consumo para os membros da gestora de saúde.

A Medipreço, startup brasileira especializada no cuidado à saúde e bem-estar de colaboradores de empresas, anunciou uma parceria com a Alice, primeira gestora de saúde do Brasil. O objetivo é oferecer aos membros da healthtech descontos em remédios e outras facilidades no tratamento medicamentoso, como compras programadas e entregas em domicílio. A ação reforça a estratégia de Atenção à Saúde Primária, valorizada pelas duas startups, que prioriza o cuidado contínuo com o objetivo de garantir a manutenção da saúde.

Por meio do aplicativo da Alice, os membros serão direcionados para a farmácia digital exclusiva da Medipreço, onde conseguirão adquirir medicamentos e produtos de saúde com até 90% de desconto em relação ao varejo tradicional. Lá também é possível programar compras e ter o controle do consumo de medicamentos crônicos ou de uso contínuo, evitando atrasos e garantindo a eficácia do tratamento. As entregas são feitas no endereço indicado pelo usuário e podem levar de três a 48 horas, de acordo com a escolha da pessoa.

“O setor de saúde no Brasil está muito carente de inovação. Nossa missão na Alice é tornar o mundo mais saudável e estamos fazendo isso repensando todo sistema de saúde suplementar. Assim como nós, diversas healthechs têm surgido para mudar o panorama da saúde no nosso país. Faz super sentido para Alice estarmos próximos a essas healthtechs e assim potencializar essa transformação”, declara André Florence, CEO e cofundador da Alice.

As duas startups trabalham juntas para garantir a prevenção, o tratamento e a melhor jornada de acesso aos medicamentos para os mais de cinco mil membros Alice. “A Medipreço e a Alice estão alinhadas no propósito de levar saúde, seja na prevenção ou tratamento, de forma rápida e fácil. Ambas as healthtechs utilizam a tecnologia para potencializar conhecimentos, romper barreiras e solucionar problemas. É uma disrupção no mercado de saúde e cuidado com pacientes. A atuação da Medipreço nessa parceria deve aumentar a taxa de adesão aos tratamentos médicos, já que a facilidade de compra de medicamentos garante a continuidade do procedimento”, afirma Alexandre Máximo, CEO da Medipreço.

A Alice é a primeira gestora de saúde do Brasil e traz um modelo inovador que combina tecnologia, coordenação de cuidado e saúde baseada em resultados. Os membros da Alice são acompanhados por um Time de Saúde —formado por médico, enfermeiro, nutricionista e preparador físico — que tem o papel de apoiá-los a definirem um plano de ação mirando decisões mais saudáveis. A healthtech conta com uma Comunidade de Saúde com dez hospitais, mais de 200 unidades de centros de diagnóstico e médicos especialistas de excelência. Nesse sentido, a Medipreço complementa essa atuação da healthtech, ajudando a manter os membros saudáveis por meio da prevenção de doenças e acompanhamento de tratamentos medicamentosos.

“As doenças crônicas muitas vezes são silenciosas e não causam sintomas importantes inicialmente. No entanto, se não forem tratadas adequadamente, podem gerar problemas mais sérios. Os dados disponibilizados no aplicativo podem apontar tendências e oferecer uma visão sistêmica anonimizada do perfil epidemiológico dos usuários. Ao possibilitar o acesso a tratamentos por meio de recomendações onlines, conseguimos manter os usuários saudáveis e em nível de atenção primária — pilar essencial do modelo da Alice, evitando assim complicações médicas”, diz Máximo.

Healthtechs

Segundo os dados do HealthTech Report 2020, relatório realizado pela consultoria Distrito , o número de startups de saúde cresceu 118% no Brasil em dois anos, passando de 248 para 542. O progresso não para por aí, uma vez que esse nicho recebeu US$ 93 milhões de investimentos em 2020 — distribuídos em 42 negociações no total.

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O GLOBO

Órgão técnico da Saúde aprova relatório que contraindica kit Covid em pacientes não internados

Decisão contrária ao uso de medicamentos como cloroquina e ivermectina vem após imbróglio com Planalto, que queria barrar discussão

Melissa Duarte

Contrários ao parecer, ficaram a Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde e as secretarias de Saúde Indígena (Sesai), de Atenção Primária à Saúde (Saps), de Atenção Especializada à Saúde (Saes)e de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), além do Conselho Federal de Medicina (CFM).

No rol de medicamentos incluídos no documento como ineficazes, estão cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina. A reunião extraordinária estava prevista para terminar às 17h, mas se estendeu até a noite, por volta das 19h.

''Poucas terapias medicamentosas mostraram-se eficazes no tratamento ambulatorial de paciente com covid-19. À exceção dos anticorpos monoclonais que apresentaram algum benefício, outras terapias não mostraram benefício significativo na prevenção de desfechos clinicamente relevantes, como necessidade de hospitalização, evolução para ventilação mecânica e mortalidade. Banlanivimabe + etesivimabe, casirivimabe + imdevimabe, regdanvimabe e sotrovimabe sugerem benefício clínico em pacientes com alto risco de progressão para doença grave, contudo não é possível realizar a recomendação a favor do uso destes medicamentos no momento devido a seu alto custo, baixa experiência de uso, incertezas em relação à efetividade e a sua indisponibilidade no sistema de saúde'', diz o parecer.

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PORTAL G1

Mulher morre após fazer procedimento estético no bumbum dentro de casa, em Goiânia, diz polícia

Família diz que vítima combinou aplicação de hidrogel com uma pessoa que conheceu por redes sociais. Ela chegou a passar mal e ser internada em hospital, mas não resistiu.

Uma mulher de 34 anos morreu após fazer um procedimento estético no bumbum dentro de casa, em Goiânia. A família da vítima disse que ela combinou por rede social de fazer a aplicação de hidrogel com uma pessoa ainda não identificada. A mulher chegou a ficar internada após passar mal com o procedimento estético, mas acabou morrendo. A Polícia Civil está investigando o caso.

Jenifer Maclis Virissimo Cordeiro Silva fez aplicação no dia 20 de novembro. Segundo o delegado Bruno Henrique Soares Mateus, no dia seguinte, ela começou a passar mal e foi internada no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).

Ela morreu no dia 4 de dezembro devido à falência múltipla dos órgãos. Ela foi enterrada na segunda-feira (6) em Araguapaz, onde tinha familiares.

A pessoa que fez o procedimento deve responder por homicídio culposo. O delegado informou que não tem informação se o responsável pela aplicação tinha alguma formação ou conhecimento na área estética.

A polícia também vai periciar o celular da vítima em busca de pistas que possam ajudar a identificar quem fez o procedimento. Familiares e amigos serão ouvidos nos próximos dias.

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A REDAÇÃO

Goiás fica de fora da primeira remessa da Janssen por critérios técnicos

Augusto Diniz

Goiânia - Goiás ficou de fora da primeira remessa para aplicação da segunda dose da vacina Janssen contra a covid-19. De acordo o 70º informe técnico do Ministério da Saúde, emitido às 21h35 de segunda-feira (6/12), as prioridades neste momento são os Estados que fazem fronteira com outros países para tentar evitar o avanço da variante Ômicron do coronavírus e moradores em situação de rua que receberam a primeira dose do imunizante. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) é de que Goiás possa receber doses da Janssen até o final de dezembro, mas a previsão ainda não foi confirmada pelo Ministério da Saúde.

Na sexta-feira (3/12), a fabricante Johnson & Johnson enviou ao Brasil uma remessa de 2,8 milhões de doses da vacina Janssen. A chegada dos imunizantes possibilitou ao Ministério da Saúde encaminhar na terça-feira (7/12) um lote de 1.096.500 doses da Janssen aos Estados que fazem fronteira com outros países. O segundo critério adotado pelo Ministério para essa remessa é destinar 619,2 mil doses para atender a população em situação de rua que recebeu a primeira dose da vacina da Janssen.

"Ressaltamos que, em razão da nova variante (Ômicron), com estratégia de vacinação do Ministério da Saúde a primeira remessa do imunizante Janssen para dose de reforço será direcionada aos municípios de fronteira para bloqueio vacinal", diz a nota assinada por Rosana Leite Melo, secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Sáude.

Cobertura vacinal
No informe técnico, o Ministério da Saúde explica que as pessoas que tomaram a primeira dose da Janssen devem tomar a segunda apliação do mesmo imunizante contra a covid-19. Lembra também que aqueles que tomaram a segunda dose de outra marca de vacina, como no caso das gestantes, o ciclo de duas doses já está completo e não há necessidade de tomar uma segunda dose da Janssen. 

Para a terceira dose (dose de reforço), a recomendação do Ministério da Saúde é de que a pessoa vacinada com doses da Janssen receba outra vacina, prioritariamente Pfizer, mas não há qualquer problema se o reforço disponível for da AstraZeneca ou CoronaVac.

"Esclarece-se que para o envio de doses de reforço de Janssen para a população de rua com 18 anos ou mais com exceção das gestantes e puérperas atendida na 28ª Pauta de Distribuição, a metodologia utilizada foi a população 18 anos ou mais que recebeu dose única quando distribuída às Unidades Federadas (UF), conforme 26º Informe Técnico e 28ª Pauta de Distribuição."

O Ministério da Saúde continua no informe: "Cabe salientar que a população vacinada com Janssen, que concluiu o esquema primário e que dentro do recomendado já recebeu a dose de reforço com outro imunizante, não deve receber uma outra dose de Janssen ou de qualquer outro imunizante, portanto para estas pessoas o esquema já está completo".

Janssen em Goiás
Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde em Goiás recebeu três remessas de doses da vacina Janssen. A primeira, no dia 24 de junho, foi de  50.100 doses. Depois, chegaram mais 98.800 no dia 3 de julho. A última entrega do Ministério da Saúde de Janssen a Goiás ocorreu em 6 de agosto, quando foram enviadas 3.050 doses. No total, o Estado recebeu, quando ainda era recomendada apenas a dose única da Janssen, 151.950 doses.

O Ministério da Saúde comprou 38 milhões de doses da vacina Janssen contra a covid-19. Do total enviado a Goiás, das quais 27.178 foram utilizadas em Goiânia, 16.710 em Aparecida de Goiânia e o restante distribuído para outros municípios goianos. A Secretaria de Estado da Saúde informou que ainda não tem previsão de quando a nova remessa de doses da Janssen será enviada ao Goiás pelo governo federal nem a quantidade de imunizantes que será enviada ao Estado.

Recomendações

"O Ministério da Saúde recomenda a segunda dose às pessoas que tomaram o imunizante Janssen a ser feito de forma homóloga, ou seja, uma segunda aplicação com o mesmo imunizante Janssen no intervalo mínimo de dois meses, podendo este intervalo ser de até seis meses, cuja estratégia pontual dependerá do cenário epidemiológico local e adjacências e condições específicas da população que recebera o imunizante da Janssen previamente", detalha o 70º informe ténico.

De acordo com o Ministério da Saúde, "mulheres que tomaram a Janssen previamente e, no momento atual, estão gestantes ou puérperas deverão utilizar como dose de reforço o Imunizante Pfizer, conforme previsto na Nota Técnica Nº 61/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS".

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Mulher morre após fazer procedimento estético com hidrogel em Goiânia

Uma mulher de 34 anos morreu em Goiás após aplicação de hidrogel no bumbum. O procedimento foi feito dentro de casa. Jenifer Maclis Virissimo Cordeiro Silva chegou a ficar internada após passar mal com o procedimento estético, mas não resistiu. A Polícia Civil investiga o caso. 

Jenifer fez aplicação no dia 20 de novembro. Segundo a Polícia Civil, ela começou a passar mal no dia seguinte e foi internada no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). A mulher morreu no dia 4 de dezembro devido à falência múltipla dos órgãos. Ela foi enterrada na segunda-feira (6) em Araguapaz, onde tinha familiares.

A pessoa que fez o procedimento deve responder por homicídio culposo. A polícia, no entanto, ainda não tem informação se o responsável pela aplicação tinha alguma formação ou conhecimento na área estética. A polícia deve periciar o celular da vítima em busca de pistas que possam ajudar a identificar quem fez o procedimento.

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JORNAL OPÇÃO

44 cidades goianas recebem R$16,5 milhões oriundos de emenda parlamentar

Por Aline Carlêto

Cidades como Águas Lindas, Anicuns, Caldas Novas, Goianésia, Pirenópolis e São Luís de Montes estão entre as beneficiadas. Recurso foi liberado pelo Ministério da Saúde

Pelo menos 44 municípios goianos receberão recursos para saúde neste mês. Cerca de R$16,5 milhões foram liberados elo Ministério da Saúde para atender a emendas parlamentares indicadas no primeiro semestre. Diante da ameaça da nova variante do coronavírus, a Ômicron, o recurso foi visto como necessário. Algumas cidades que serão beneficiadas são Águas Lindas, Anicuns, Caldas Novas, Goianésia, Pirenópolis e São Luís de Montes. O parlamentar responsável pela indicação da emenda foi Glaustin da Fokus.

Com o recurso, o parlamentar espera que os municípios consigam conter a disseminação da nova variante. “Esses recursos vêm em boa hora, porque nada melhor do que equipar os municípios para vencer mais essa batalha contra o vírus”, pontuou o deputado federal. As emendas parlamentares são destinadas a financiar ações e serviços de saúde. Além disso, podem ser usadas para aquisição de medicamentos, insumos, equipamentos e contratação de serviços em emergência.

Veja as cidades que serão beneficiadas:

Adelândia, Águas Lindas de Goiás, Americano do Brasil, Anicuns, Araguapaz, Bonfinópolis, Cachoeira Alta, Cachoeira de Goiás, Caldas Novas, Campo Limpo de Goiás, Carmo do Rio Verde, Cidade Ocidental, Corumbá de Goiás, Cristalina, Cristianópolis, Damianópolis, Edealina, Edéia, Flores de Goiás, Formoso, Goianésia, Guaraíta, Inaciolândia, Israelândia, Itapuranga, Jandaia, Jaraguá, Mairipotaba, Marzagão, Mozarlândia, Ouro Verde de Goiás, Palestina de Goiás, Palmelo, Paranaiguara, Petrolina de Goiás, Pirenópolis, Posse, Quirinópolis, Santa Cruz de Goiás, São Francisco de Goiás, São Luís de Montes Belos, São Patrício, Terezópolis de Goiás e Vila Boa.

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Assessoria de Comunicação

Terça, 07 Dezembro 2021 10:01

CLIPPING AHPACEG 07/12/21

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Audiência debaterá piso salarial e jornada de 30 horas para profissionais de enfermagem

Saúde inaugura terceiro centro de sequenciamento do Genomas Brasil

Centrais sindicais se posicionam contra nova proposta de reforma trabalhista

Médica é impedida de sair de UPA

Oito especialidades estão previstas para mutirão de 50 mil cirurgias no Estado

AGÊNCIA CÂMARA

Audiência debaterá piso salarial e jornada de 30 horas para profissionais de enfermagem

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realiza audiência pública na quarta-feira (8) para discutir o piso salarial nacional do enfermeiro, do técnico e do auxiliar de enfermagem e a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais.

A audiência foi sugerida pelo presidente da comissão, deputado Dr. Luiz Antônio Teixeira Jr. (PP-RJ), e pela deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que querem debater as propostas sobre o tema em análise na Câmara: PL 2564/20, aprovado em 24 de novembro pelo Senado; e PLs 459/15 e 2295/00.

Na semana passada, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o Projeto de Lei 2564/20 será analisado por uma comissão especial, antes de seguir para o Plenário. O anúncio foi feito após reunião com os líderes partidários.

Debatedores
Entre os convidados para a reunião estão: o presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Breno de Figueiredo Monteiro; a coordenadora do Fórum Nacional da Enfermagem, Libia Dantas Bellusci; e um representante do Ministério da Saúde. Confira a lista completa de convidados

A audiência está marcada para as 16 horas, em plenário a definir. Internautas poderão enviar perguntas e acompanhar a reunião ao vivo pelo portal e-Democracia.

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AGÊNCIA BRASIL

Saúde inaugura terceiro centro de sequenciamento do Genomas Brasil

O Ministério da Saúde inaugurou o terceiro centro de sequenciamento do programa Genomas Brasil, a proposta é sequenciar o DNA de brasileiros para ajudar no diagnóstico e tratamento de doenças raras

O Ministério da Saúde inaugurou nesta segunda-feira (6) o terceiro centro de sequenciamento do programa Genomas Brasil. Segundo a pasta, a proposta é sequenciar o DNA de brasileiros para ajudar no diagnóstico e tratamento de doenças raras e complexas, como câncer e doenças cardiovasculares.

O terceiro hub de sequenciamento genômico de alto desempenho foi inaugurado no Laboratório de Biologia Molecular Prof. Dr. Fernando Eugênio Santos Cruz Filho, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio de Janeiro. Os primeiros foram instalados no Hospital Israelita Albert Einstein e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Genomas Brasil

Lançado em 2020, o programa Genomas Brasil busca estabelecer um banco de dados genéticos e de saúde de 100 mil brasileiros. Na prática, a iniciativa vai sequenciar genes de pessoas com doenças raras, cardíacas, câncer e infectocontagiosas, para ajudar na prevenção, no tratamento e em diagnósticos médicos.

As informações, segundo a pasta, devem ajudar a nortear o investimento em pesquisas e tecnologias personalizadas para encontrar cura para essas doenças. A escolha das enfermidades levou em conta a quantidade de casos no país e o alto custo que geram ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Tecnologia

O sequenciador instalado no INC possui capacidade para sequenciar cerca de 4 a 5 mil genomas humanos completos em um ano e, de acordo com o ministério, é considerado um dos equipamentos mais potentes do mundo.

Com a aquisição, o centro será utilizado principalmente para o desenvolvimento do projeto da Rede Nacional de Genômica Cardiovascular, que vai sequenciar uma parte do DNA chamado exoma (parte do genoma que produz uma proteína) de pacientes com doenças cardiovasculares hereditárias atendidos pelo SUS.

"As análises vão rastrear e mapear doenças cardiovasculares hereditárias que muitas vezes levam à morte súbita, identificando os possíveis riscos individuais por meio do exame genético", informou a pasta.

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JORNAL OPÇÃO

Centrais sindicais se posicionam contra nova proposta de reforma trabalhista

Por Rafaela Ferreira

Governo propõe, entre outras alterações, folga nos domingos a cada dois meses, proíbe reconhecimento de vínculo de emprego entre prestadores de serviço e aplicativos. Estudo contém mais de 330 mudanças na lei

As centrais sindicais se posicionaram contra o estudo recomendado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) para subsidiar uma nova reforma trabalhista. Uma das propostas sugere que empregados tenham direito a folgar nos domingos uma vez a cada dois meses. A nota de repúdio contra novas alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é assinada por representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Sindical de Trabalhadores (CST) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

As mudanças partiram de grupo instituído pelo Ministério do Trabalho e da Previdência. A proposta altera o artigo 67 da CLT onde diz que é assegurado a todo empregado um repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferencialmente aos domingos. O estudo muda este artigo para: “Não há vedação ao trabalho em domingos, desde que ao menos uma folga a cada 7 (sete) semanas do empregado recaia nesse dia”.

Em nota, as centrais explicam que o projeto foi trabalhado por mais de dois anos sem assegurar o diálogo social e a participação dos trabalhadores por meio de sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais. “Agora, propõem mudanças imensas na legislação trabalhista, de novo em prejuízo da classe trabalhadora. Ao invés de modernizar estão restabelecendo a mentalidade da República Velha, a perversa lógica escravista, e o predomínio da força ao invés do entendimento nas relações de trabalho”, diz o documento.

Reforma

O relatório, de 262 páginas, foi apresentado na segunda-feira, 29 de novembro, ao Conselho Nacional de Trabalho. Pelo texto, ainda fica proibido o reconhecimento de vínculo de emprego entre prestadores de serviço e aplicativos.  Assim, que os motoristas de app não podem ser considerados empregados dessas empresas, ou seja, não teriam os direitos cobertos pela CLT.

O novo relatório do Grupo de Altos Estudos do Trabalho (GAET), criado em 2019, também propõe a modificação de, ao menos, 330 alterações em dispositivos legais, a inclusão de 110 regras—entre artigos, parágrafos, incisos e alíneas—, a alteração de 180 e a revogação de 40 delas, conforme noticiou o jornal Folha de SP. Atualmente, o texto da nova proposta já foi concluído e segue para avaliação. A justificativa dos autores do texto é de que a reforma vai ajudar a combater o desemprego. 

“Hoje, para trabalhar aos domingos e feriados, é necessário: estar na lista de atividades autorizadas pela Secretaria Especial do Trabalho [convertida em ministério], ou possuir autorização de entidade sindical, mediante convenção ou acordo coletivo”. A sugestão prevê acordo individual entre empresa e contratado.

Nota de repúdio

Diante do estudo sobre uma nova reforma trabalhista, centrais sindicais organizaram um documento. Nele é informado que o Brasil vai em contramão de países engajados, dando o histórico de alguns, como a Alemanha e a legalização de serviços no Reino Unido. Além disso, é afirmado também que as leis e os direitos trabalhistas garantem maior segurança tanto ao empregado quanto ao empregador. Confira a nota na íntegra:

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

Repudiamos a nova proposta indecente do governo

Na contramão de países engajados no crescimento, como EUA, Alemanha e China, o governo brasileiro insiste em tirar direitos da classe trabalhadora deixando o povo cada vez mais pobre e com menos recursos.

O novo relatório do Grupo de Altos Estudos do Trabalho – GAET, complementando o desmonte da CLT iniciado em 2017, propõe a modificação de “ao menos 330 alterações em dispositivos legais, a inclusão de 110 regras —entre artigos, parágrafos, incisos e alíneas—, a alteração de 180 e a revogação de 40 delas”, conforme noticiou o jornal Folha de SP. Entre as medidas estão a desregulamentação do trabalho aos domingos, deixando a gerencia do serviço à bel prazer do patrão, a descarada proibição do reconhecimento de vínculo empregatício entre prestadores de serviço e aplicativos e a legalização do locaute, institucionalizando o lobby empresarial, penalizando de forma nefasta os trabalhadores e a sociedade.

A alegação é a mesma de sempre: “promover ampla liberdade” e, segundo eles, “fortalecer a negociação”. Ampla liberdade aqui cabe dizer o livre exercício da “lei do mais forte” em sua expressão mais selvagem. Fortalecem os que já são fortes, os patrões, ao invés de equilibrar as forças nas negociações.

Trabalharam mais de dois anos sem assegurar o diálogo social e a participação dos trabalhadores por meio de seus sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais. Agora, propõem mudanças imensas na legislação trabalhista, de novo em prejuízo da classe trabalhadora. Ao invés de modernizar estão restabelecendo a mentalidade da República Velha, a perversa lógica escravista, e o predomínio da força ao invés do entendimento nas relações de trabalho.

Uma mentalidade contrária aos ajustes sociais que visam minimizar as desigualdades. O mundo, após pagar um alto preço pela fase de extravagâncias neoliberais, caminha para retomar uma maior regulação do trabalho. Isso porque, ao contrário dos que defendem o indefensável: a desregulamentação e o salve-se quem puder, as leis e os direitos trabalhistas garantem maior segurança tanto ao empregado quanto ao empregador.

No fim de novembro foi noticiado que “Greves e pedidos de demissão em massa: o movimento que pode resultar em ‘CLT’ nos EUA”. Em maio de 2021, motoristas de Uber foram reconhecidos pela Suprema Corte do Reino Unido como trabalhadores legalizados. Na Alemanha, o novo primeiro ministro, Olaf Scholz, tomou a decisão de aumentar o salário mínimo para aumentar o consumo e diminuir o desemprego. No Brasil o TRT-4 reconheceu ,em setembro, o vínculo entre motorista e a empresa Uber. São exemplos que mostram que há uma tendência à regulamentação e que a precarização causa problemas sociais.

Mas a intenção do governo, ao que parece, é aumentar o exército industrial de reserva , que é aumentar o desemprego, que no Brasil sempre foi grande, para daí normatizar a exploração e a precarização. É criar dificuldade para vender facilidade. Neste caso, criar miséria absoluta para vender pobreza. A nova proposta de desmonte da CLT visa dar amplos poderes ao capital e minar ainda mais instituições como as entidades sindicais e a Justiça do Trabalho, que funcionam como freios e contrapesos para que o sistema econômico seja mais justo.

Reiteramos que o desenvolvimento e a geração de empregos e renda vêm de investimentos no setor produtivo e do consumo garantido por segurança, direitos, salários valorizados e programas sociais. Não aceitaremos imposições arbitrárias.

Estamos vigilantes. A luta é de toda a Classe Trabalhadora!

São Paulo, 6 de dezembro de 2021

Assinaram a nota Sergio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Miguel Torres, Presidente da Força Sindical, Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Moacyr Auersvald – vice- presidente da CST (Central Sindical de Trabalhadores) e Antonio Neto, Presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros).

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DIÁRIO DA MANHÃ

Médica é impedida de sair de UPA

Vídeos que circulam nas redes sociais registraram o momento

Pacientes insatisfeitos com a demora no atendimento, impediram uma médica de sair da UPA de Rocha Miranda (RJ), após o fim do plantão na manhã de segunda-feira, 6. Vídeos que circulam nas redes sociais registraram o momento. Veja abaixo:

Segundo os pacientes, não havia outro médico na unidade para atendê-los.

“Ela não vai sair não. É a única médica que tem aqui. Então traz a outra médica para render ela. Só vai sair quando chegar alguém para ficar no lugar”, diz uma paciente.

Outra mulher que também não tinha sido atendida se colocou na frente da profissional e do segurança da unidade. “A senhora não vai sair. Só vai sair quando me atender. Eu falei com a senhora ali desde o início”.

Em nota, a UPA Rocha Miranda informou que “Temendo pela sua integridade física, ela foi levada para parte interna da UPA, enquanto a unidade era reorganizada após o tumulto. Momentos depois, ela deixou a unidade e entrou na ambulância para realizar a transferência de um paciente”, disse a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

SMS negou que a UPA de Rocha Miranda estivesse com um só médico no plantão. “A unidade contava com dois médicos clínicos e dois pediatras prestando atendimento ao público”.

Disse também que todas as unidades de saúde do município estão atendendo com sua capacidade máxima por conta do surto de gripe e que, na segunda, a unidade registrou maior espera no atendimento devido à grande demanda de pacientes com síndrome gripal.

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O HOJE

Oito especialidades estão previstas para mutirão de 50 mil cirurgias no Estado

Oito especialidades são previstas para realização das cirurgias eletivas no Estado. De acordo com a Secretaria de Saúde (SES-GO), o programa Opera Goiás irá funcionar com estrutura pública estadual pela contratação de serviços, por meio da adesão de instituições hospitalares, filantrópicas e privadas em todo o Estado. A meta é realizar cirurgias eletivas em cerca de 50 mil  pacientes que aguardam na fila. 

O edital do programa será lançado nos próximos dias e somente após, será possível condensar todo o elenco de unidades aptas ao programa. São oito especialidades previstas: ortopedia, traumatologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ginecologia, pneumologia, cirurgia vascular, cirurgia geral e os custos com recursos  já alocados na SES-GO. Segundo a pasta, são estimados em R$ 100 milhões. 

Foi publicada na última quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado, portaria da SES que institui o Programa. Instituições hospitalares filantrópicas e privadas poderão vender suas capacidades ociosas para a SES, tornando possível realizar grande número de cirurgias em todo o Estado. 

O anúncio foi feito pelo titular da Saúde, Ismael Alexandrino. “Nossa ideia é que tenhamos uma adesão de 50 cidades, para que possamos operar no Estado inteiro uma média de 50 mil pessoas que estão aguardando”, afirmou. Para aderir ao programa, os hospitais terão de atender três exigências: ter alvará sanitário; fazer uma autodeclaração de capacidade técnica e operacional; e o gestor de saúde municipal terá de abrir mão da regulação desses pacientes para o Estado. Isso porque a ideia é operar não só pessoas da cidade, mas da região como um todo, explicou Ismael Alexandrino. Atendendo a esses três requisitos, a participação será feita por adesão.

O secretário ainda pede apoio dos prefeitos para ajudar a localizar as instituições privadas e filantrópicas que têm capacidade de ofertar esse serviço para o Estado e possibilidade de aderir ao programa Opera Goiás. Também cita outro programa, o Qualifica PS Goiás, cuja meta é tornar as unidades básicas de saúde mais resolutivas.

Baixa adesão da segunda dose

Em Goiás, cerca de 900 mil goianos ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Ismael informa que deverá ser emitida recomendação de exigência da segunda dose para a entrada de pessoas em alguns lugares, como teatros, campos de futebol, boates e shows em locais fechados. “Infelizmente, se depender só da conscientização da população, a gente vai passar anos e anos (com a pandemia), porque está faltando conscientização”, pondera. 

Já sobre o Carnaval, argumenta que ainda faltam quatro meses para o evento. A Secretaria da Saúde permanecerá alerta, mas considerou que ainda é precoce para se tomar alguma decisão, que provavelmente sairá em janeiro. “Não emitiremos nenhuma recomendação a respeito do Carnaval de rua neste momento”, destaca. (Especial para O Hoje).

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Assessoria de Comunicação

Segunda, 06 Dezembro 2021 12:56

CLIPPING AHPACEG 04 A 06/12/21

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

'Chip da beleza' preocupa médicos

Baixa produção de matéria-prima Íreia pesquisas e fabricação de vacinas

Os trunfos do Brasil contra a ômicron

Goiânia vacina contra covid-19 em postos fixos e um itinerante nesta segunda

Goiás já acumula 940 mil casos de covid-19 e mais de 24,5 mil óbitos

Aumento de demanda no Hospital e Maternidade Dona Íris reflete o impacto do fechamento de outros serviços

Superbactérias triplicam durante pandemia da Covid-19

Risco de Covid-19 usando máscara PFF2 é mínimo, aponta estudo

O ESTADO DE S.PAULO

'Chip da beleza' preocupa médicos

Do tamanho de um fósforo, o dispositivo de silicone é implantado no corpo com a promessa de ganho de massa muscular e emagrecimento

Ítalo Lo Re, O Estado de S. Paulo

Com nome atraente, o chamado 'chip da beleza' vem se difundindo ao longo dos últimos anos no País. Do tamanho de um palito de fósforo, o dispositivo de silicone é implantado no corpo para liberar continuamente hormônios como a gestrinona, esteroide com ações anabolizantes. A promessa é que, com os efeitos androgênicos do hormônio, ocorra emagrecimento, ganho de massa muscular e aumento na disposição física.

Costuma-se omitir, contudo, que o 'chip da beleza' não é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode gerar efeitos colaterais graves. Apesar das contraindicações de tratamentos subcutâneos com a gestrinona, hormônio cuja aplicação é a mais frequente, os relatos médicos sobre efeitos colaterais envolvendo os 'chips' têm crescido.

Na última semana, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) se posicionou contra o implante de gestrinona. 'Nós somos 5 mil endocrinologistas no Brasil, tinha profissionais de todo o País mandando denúncias sobre o 'chip da beleza' para a gente', disse o presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade da SBEM, Alexandre Hohl.

Segundo ele, foram enviados ofícios à Anvisa e ao Conselho Federal de Medicina (CFM) demandando atenção para o assunto.

O médico explica que, em um primeiro momento, o dispositivo com gestrinona era injetado no corpo sob a justificativa de tratar a endometriose, distúrbio ligado ao crescimento de tecidos do útero. De uns cinco anos para cá, porém, percebeu-se que o uso do dispositivo para fins estéticos e a combinação com outros tipos de hormônios passou a se intensificar. O nome 'chip da beleza' veio no meio desse processo.

'Quando se viu, estavam colocando todo tipo de anabolizante nos 'chips', principalmente com a justificativa de aumentar massa magra e diminuir massa gorda. Mas não há indicação médica para benefício estético', conta Hohl. 'Pode dar acne, problemas no fígado, no coração, na mama, aumentar colesterol e gerar uma série de outros efeitos.'

À medida que o diagnóstico dessas consequências se intensificou nos consultórios, o médico explica que começou um movimento coletivo das entidades médicas, uma vez que mastologistas, por exemplo, começaram a observar mulheres que usaram o 'chip' com o problemas de mama.

Erros

Triatleta, a bancária Roberta Mori, de 40 anos, ficou sabendo o que era o 'chip da beleza' no início do ano passado, quando procurava novas formas de melhorar sua performance no esporte. Roberta pagou R$ 5 mil antecipadamente para um tratamento com 'chips' de gestrinona que duraria 12 meses. Poucos após o implante, a experiência passou a ser marcada por complicações. 'Tive inchaço, meu corpo reteve líquido, deu tudo de ruim que poderia dar', conta a bancária, que relata ter engordado cerca de 7 kg. Os médicos responsáveis, então, receitaram um diurético, que não foi suficiente para evitar que a situação se complicasse ainda mais. Ao ir a uma consulta com um nutrólogo, Roberta conta que seus 'exames de sangue bagunçaram absurdamente', aparecendo inclusive taxas de colesterol alto. Ela relata também ter perdido a libido e o ânimo para a prática de esportes.

O médico Alexandre Hohl explica que atualmente os 'chips da beleza' estão em um 'limbo', uma vez que não há normas específicas para regulamentar o uso do dispositivo no País. 'A SBEM quer normatizar, que existam regras, que determinem que o implante seja limitado só para determinados casos', explica o médico.

A entidade realizou uma reunião inicial com a Anvisa para, entre outros pontos, solicitar a inclusão da gestrinona na lista C5, que regula os anabolizantes utilizados no País, e a criação de outras formas de controle. Na nota divulgada, a SBEM reforça que a gestrinona está na lista de substâncias proibidas no esporte e que não é recomendada por entidades americanas. O documento foi endossado pela Associação Médica Brasileira (AMB). A Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Ostetrícia (Febrasgo) apontou que não há dados suficientes que apontem eficácia e segurança na implementação dos chips.

Investigação

A Anvisa informou, em nota, que não há medicamento registrado no Brasil contendo o princípio ativo gestrinona. Complementou, porém, que está a par de propagandas de implantes e que está tomando as 'medidas necessárias para investigação e apuração dos fatos'.

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O GLOBO

APAGÃO DE INSUMOS

Baixa produção de matéria-prima Íreia pesquisas e fabricação de vacinas

MARIANA ROSÁRIO

O Brasil ainda patina na produção de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), a matéria-prima de vacinas e medicamentos. Além de deixar o país em desvantagem em situações como a pandemia de Covid-19, quando depende da importação do produto, o apagão produtivo barra o avanço de pesquisas de novos medicamentos e vacinas em universidades brasileiras.

De acordo com estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi), apenas 5% dos fármacos (o que inclui diversos tipos de medicamentos e vacinas) utilizados no país têm produção interna. Países como a China, que cobram preços mais baixos, suprem a demanda brasileira com maior facilidade do que as iniciativas locais, segundo o presidente da Abiquifi, Norberto Prestes.

- Há poucas pessoas que têm o conhecimento 'mão na massa' de produção industrial de produtos biotec-nológicos no Brasil. Quando precisamos discutir com profissionais (locais) sobre como poderiamos evoluir com projeto de imunizante ou técnicas de produção em larga escala, não conseguimos -diz o professor Breno Castello Branco Beirão, do Departamento de Patologia Básica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde há desenvolvimento de uma vacina para Covid-19.

Para superar a falta de parceria com farmacêuticas, a universidade prepara um laboratório específico para ser usado em estudos clínicos de novos fármacos.

-Se você falar da parte de pesquisa e desenvolvimento, no Brasil, é uma situação dramática. Das milhares de vacinas, medicamentos, fármacos, anticorpos monoclonais, o que foi desenvolvido no Brasil é mínimo - diz Luís Carlos de Souza Ferreira, Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

A diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Meiruze Sousa Freitas, diz que a importação quase absoluta da matéria-prima não é só uma decisão comercial. Abrir mão do investimento em pesquisa e produção de medicamentos internamente deixa o Brasil em posição desfavorável no controle de doenças endêmicas, por exemplo. Ela questiona por que os grandes laboratórios não apoiam universidades brasileiras.

- Estamos extremamente dependentes de insumos estratégicos de fora do Brasil. Perdemos investimento em pesquisa, em conhecimento e domínio de tecnologia. E passamos a sofrer a regra do mercado. O que vale é a procura e, quando o insumo passa a ser necessário, o 'dono da bola coloca o preço que ele quiser-afirma.

Mesmo nas instituições de referência, não há produção de IFA em larga escala. De janeiro a agosto, o Instituto Butantan produziu cerca de 191 milhões de doses para sete tipos de vacina. Nem uma aplicação sequer foi produzida com IFA nacional. Já na Fiocruz, cinco tipos de vacina têm produção de matéria-prima no Brasil. Outras três são importadas.

POLÍTICA DE ESTADO

Nem sempre foi assim. Nos anos 1980, estima a Abiquifi, o Brasil chegou a produzir 50% do IFA dos fármacos consumidos no país. O cenário começou a mudar em meados de 1990, com a queda de proteções tarifárias à importação de produtos. Segundo a professora do Instituto de Economia Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Julia Paranhos, a indústria farmacêutica e farmoquímica - responsável pela matéria-prima dos medicamentos - foi duramente atingida por essa mudança.

- Houve naquela época a entrada de fornecedores chineses e indianos com preços muito baixos. Isso gerou uma concorrência forte, sem qualquer política que desse apoio à indústria nacional -explica Julia.

Representantes do setor afirmam que, para reverter esse cenário, é preciso investir em novas fábricas que tenham a expertise de produzir IFA em território nacional. O presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, por exemplo, defende que o aumento deve ser uma política de Estado, mesmo que tenha um início lento, para pequenos grupos de medicamentos.

'Perdemos investimento em pesquisa, em conhecimento e domínio de tecnologia.'

Meiruze Souza Freitas, diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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CORREIO BRAZILIENSE

Os trunfos do Brasil contra a ômicron

Uma das apostas é a vacinação, que alcançou 90% do público-alvo com a primeira dose, na última semana

MARIA EDUARDA CARDIM GABRIELA BERNARDES*

Quase dois anos após o início da pandemia da covid-19, o Brasil e o mundo vivem mais um momento de tensão com o surgimento da nova variante do covid. Sem ainda saber muito sobre o potencial de transmissão e letalidade da nova cepa e, ainda, se as vacinas já disponíveis perdem alguma eficácia contra a variante, os países começam a reforçar medidas de restrições para conter o impacto da ômicron, que já está presente em todos os continentes. Especialistas alertam que, apesar de não poder relaxar, o Brasil conta com pontos a favor que podem ajudar no combate à nova cepa.

Para o médico infectologista Wercilei Júnior, o avanço da vacinação é um dos trunfos do país diante da chegada dessa nova variante. O Brasil alcançou, na última semana, a marca de 90% do público-alvo vacinado com a primeira dose da vacina do novo coronavírus. No entanto, ele relembra que já foi mostrado em estudos que a eficácia dos imunizantes tem uma diminuição gradativa após seis meses da conclusão do esquema vacinai.

'Por isso, expandir a aplicação da terceira dose entra num momento muito importante, pois já estamos aumentando a qualidade das defesas das pessoas, enquanto que muitos países da Europa e da África ainda nem conseguiram chegar a uma vacinação de acima de 50% da população', destaca. O Ministério da Saúde ampliou a aplicação da dose de reforço para toda população adulta brasileira desde novembro. A medida foi elogiada por especialistas, que acreditam que a dose de reforço ganha ainda mais importância diante da ômicron.

'Quando a gente pensa em uma nova variante mais transmissível, com 32 mutações na proteína spyke, de alguma forma essas mutações podem levar a um maior escape de resposta imune entre os vacinados e quem teve a infecção prévia. Então, nesse sentido, é muito importante que, primeiro, a população tenha o esquema vacinai completo e, em segundo, tome a dose de reforço', pondera o infectologista da Fiocruz Júlio Croda, que afirma que as vacinas devem preservar a proteção para hospitalizações e óbitos.

O ministro da Saúde reforçou a importância da dose de reforço e pediu para as pessoas irem até o posto para tomar a dose adicional. 'Mais de 14 milhões de brasileiros já tomaram a dose de reforço da vacina e, com isso, nós vamos nos proteger contra essa variante ômicron e contra outras variantes que possam surgir desse vírus', disse. Além disso, Marcelo Queiroga relembrou, durante reunião de vigilância e monitoramento da ômicron no Brasil realizada na última semana, que o país já passou por uma situação parecida com a variante delta, que se tornou dominante em muitos países estrangeiros, mas no Brasil não.

'A variante delta, que é a que causa maior problema no mundo, é a que está pressionando os sistemas de saúde na Europa. E, aqui no Brasil, não houve essa pressão. E há vários motivos para que não tenha havido, mas, sobretudo, a nossa campanha de vacinação e adesão que a população brasileira teve à campanha. Os brasileiros têm essa cultura de vacinação', pontuou.

O epidemiologista Eliseu Alves concorda que a postura da população brasileira frente à vacinação contra a covid-19 também é um fator que favorece o país em relação à Ômicron. "A grande vantagem do Brasil de hoje é que não tem havido recusas a vacinação em número significativo, não temos tido falta de vacinas e boa parte das autoridades do país está tendo conduta cautelosa em relação à abertura', disse.

Na última semana, estados e municípios voltaram atrás nas flexibilizações feitas neste final de ano. As festividades de ano novo e, até mesmo, do carnaval, já foram canceladas perante o medo do impacto de uma nova onda da doença. Para especialistas, essa cautela é necessária. 'Apesar de todos esses aspectos positivos, não podemos ficar tranquilos, é necessária a manutenção de todas medidas de prevenção da covid-19 em relação à nova variante, que ainda sabemos pouco a respeito', completou Alves.

Desvantagem

Apesar de possuir algumas vantagens, o Brasil ainda peca pelo atraso da tomada de decisões importantes - como a exigência do comprovante de vacinação para a entrada de viajantes no país - que podem ajudar a controlar melhor a transmissão da doença em território nacional. A recomendação de exigir a vacinação de viajantes foi feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de novembro e foi reforçada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na última semana. No entanto, o governo ainda não aderiu à medida.

Para o fundador e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina Neto, a relutância do governo à medida é perigosa, já que o período de fim de ano movimenta ainda mais turistas. 'Essa é uma ideia importante, mas não é nova. Ela já é praticada no mundo há algum tempo. Nós já exigimos certificado de vacina, por exemplo, contra febre amarela de qualquer viajante que venha de um país onde a doença ainda é transmitida', exemplifica.

Uma nova deliberação sobre o assunto, que é considerado sensível pelo ministro da Saúde, será discutida hoje, em reunião prevista entre a Anvisa e os Ministérios da Casa Civil, da Saúde, da Justiça e Segurança Pública, e da Infraestrutura.

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A REDAÇÃO

Goiânia vacina contra covid-19 em postos fixos e um itinerante nesta segunda

)

Mônica Parreira

Goiânia - A vacinação contra a covid-19 nesta segunda-feira (6/12) ocorre em 67 postos fixos e também em formato itinerante na capital. Lançado na última semana, pela Prefeitura de Goiânia, o "VacinAção" leva vans com as doses a vários lugares da cidade. Hoje, o projeto estará na Praça Berimbal, no Jardim Guanabara II. 

Podem tomar a primeira dose pessoas a partir de 12 anos. Há, também, a aplicação de segunda e terceira doses, a depender do calendário vacinal de cada pessoa. A exceção é a Janssen, cuja aplicação só será realizada quando chegar remessa a Goiás. A previsão da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) é que o governo federal faça o envio neste mês.


Sem agendamento

PRIMEIRA DOSE:
Adolescentes de 12 a 17 anos
Onde? Salas de vacinação de rotina do município (confira a lista)

População geral a partir de 18 anos
Onde? Salas de vacinação de rotina do município (confira a lista)

Gestantes e puérperas (com até 45 dias após o parto) que residem em Goiânia e idosos
Onde? Centro Municipal de Vacinação (CMV)

SEGUNDA DOSE:
Vacinas AstraZeneca, Pfizer para pessoas que tomaram a primeira dose há oito semanas, ou seja, até o dia 11 de outubro
Onde? Salas de vacinação de rotina do município (confira a lista) e Clube da Caixa Econômica / APCEF-GO

Vacina CoronaVac para pessoas com data para o dia 6 de dezembro e em atraso
Onde? Salas de vacinação de rotina do município (confira a lista) e Clube da Caixa Econômica / APCEF-GO

Vacina Pfizer para pessoas que tomaram a primeira dose há oito semanas, ou seja, até o dia 11 de outubro
Onde? Drive-thru shopping Passeio das Águas

Gestantes e Puérperas que residem Goiânia (com até 45 dias após o parto) que tomaram a primeira dose da vacina AstraZeneca, que optaram por receber após o intervalo recomendado de 12 semanas as vacinas Pfizer ou CoronaVac
Onde? Centro Municipal de Vacinação (CMV)

TERCEIRA DOSE:
População geral a partir de 18 anos que tomou a segunda dose há cinco meses (ou seja, até o dia 6 de julho) – apenas para as vacinas Astrazeneca, Pfizer e Coronavac
Onde? Salas de vacinação de rotina do município (confira a lista), drive-thru do shopping Passeio das Águas

Pessoas imunossuprimidas acima de 18 anos e com 28 dias de intervalo da segunda dose (ou seja, até o dia 7 de novembro)
Onde? Salas de vacinação de rotina do município (confira a lista), drive-thru do shopping Passeio das Águas e Clube da Caixa Econômica / APCEF-GO

Endereços:
A vacinação contra a covid-19 para primeira, segunda e terceira dose ocorre sem necessidade de agendamento nas salas de vacinação de rotina (acesse os endereços e contatos aqui)
Salas de Vacinação Municipal (clique aqui)
Horário de atendimento de segunda a sexta-feira: 08h às 17h.
Horário de atendimento aos sábados: 08h às 16h.
 
Drive-thru shopping Passeio das Águas - sem necessidade agendamento
- Serão disponibilizadas duas mil senhas a partir das 8h, e o atendimento prossegue até a finalização do atendimento das senhas.
Atendimento para os seguintes grupos:
• Terceira dose para população geral com 50 anos ou mais que tomaram a segunda dose há cinco meses
• Terceira dose dos trabalhadores da saúde que tomaram a segunda dose há seis meses
• Terceira dose de imunossuprimidos acima de 18 anos com 28 dias de intervalo da segunda dose
• Segunda dose Pfizer
 
Clube da Caixa Econômica / APCEF-GO – ATENDIMENTO NA MODALIDADE PEDESTRES
sem necessidade de agendamento
Endereço: Av. T-1, 1155, quadra 53, Setor Bueno
Horário de atendimento de segunda a sexta-feira: 08h às 17h
Horário de atendimento aos sábados: 08h às 16h
Atendimento para os seguintes grupos:
• Terceira dose para população geral com 50 anos ou mais que tomaram a segunda dose há cinco meses
• Terceira dose de imunossuprimidos acima de 18 anos com 28 dias de intervalo da segunda dose
• Segunda dose das vacinas AstraZeneca, CoronaVac, Pfizer
 
Centro Municipal de Vacinação (CMV) – ATENDIMENTO NA MODALIDADE PEDESTRES
sem necessidade de agendamento
Endereço: Av. Edmundo P. de Abreu, s/n – St. Pedro Ludovico
Horário de atendimento de segunda a sexta-feira: 08h às 17
Atendimento para os seguintes grupos:
• Primeira e segunda dose de gestantes e puérperas

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Goiás já acumula 940 mil casos de covid-19 e mais de 24,5 mil óbitos

Desde o início da pandemia, em março do ano passado, Goiás já confirmou a ocorrência de 940.077 casos de covid-19. Destes, há o registro de 909.755 pessoas recuperadas e 24.581 óbitos confirmados. O boletim foi divulgado na tarde deste domingo (5/12) pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).

Atualmente, há 581.349 casos e 390 óbitos suspeitos em investigação. A taxa de letalidade do vírus em território goiano é de 2,62%.

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CREMEGO

Aumento de demanda no Hospital e Maternidade Dona Íris reflete o impacto do fechamento de outros serviços

Fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) no Hospital e Maternidade Dona Íris mostra o impacto sofrido pela unidade, nos últimos anos, após o fechamento de outros serviços de obstetrícia da região metropolitana de Goiânia. Com frequência, o Hospital e Maternidade Dona Íris tem enfrentado a superlotação.

A última vistoria realizada pelo diretor de Fiscalização do Cremego, Antônio Carlos de Oliveira e Ribeiro, e pelo médico fiscal, Fabiano Souza Soares, constatou que a maternidade vem registrando um aumento no fluxo de atendimento após o fechamento do setor de obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, de parte do atendimento no Hospital Materno Infantil e, mais recentemente, da Maternidade Aristina Cândida, em Senador Canedo.

A fiscalização encontrou pacientes na sala de observação e em enfermarias improvisadas, aguardando vagas para internação há mais de 24 horas.

O Hospital e Maternidade Dona Íris recebe pacientes de todo o Estado, sendo que a demanda por parte de moradores de Senador Canedo aumentou 100% em agosto, em comparação a julho, quando a Maternidade Aristina Cândida foi fechada.

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JORNAL OPÇÃO

Superbactérias triplicam durante pandemia da Covid-19

Por Gabriela Macedo

Com baixa perspectiva de novos medicamentos contra superbactérias, OMS diz que só existem 43 antibióticos em ensaios clínicos no mundo atualmente

Dados do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) mostram que a detecção de superbactérias, que são resistentes a antibióticos, triplicou no Brasil durante a pandemia da Covid-19. Além do próprio aumento no número de amostras detectadas, é possível perceber aumento na resistência desses microorganismos aos medicamentos disponíveis.

De acordo com o estudo, esse processo de aumento das bactérias e de sua maior resistência tem sido acelerado devido ao alto – e diversas vezes incorreto – consumo de remédios durante a pandemia do coronavírus. Isso é, inclusive, uma ameaça global, já que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) mais de 700 mil pessoas morrem anualmente por infecções por superbactérias, não apenas um problema restrito ao Brasil.

A capacidade de tratar infecções se trata de um dos maiores avanços da medicina moderna. No entanto, a OMS ainda estima que o número de mortes no mundo por superbactérias deve subir para dez milhões até 2050, ultrapassando as mortes por câncer.

Esse aumento de amostras foi constatado gradativamente pela FioCruz, uma vez que em 2019 o laboratório recebeu mil amostras de superbactérias, advindas de diversos estados, para análises aprofundadas. Em 2020, esse número de amostras confirmadas subiu para 2 mil e em 2021 para 3,7 mil – número quase quatro vezes maior que no período pré-pandêmico. No geral, essas superbactérias são relacionadas à alta taxa de mortalidade.

“Durante a emergência sanitária provocada pela Covi-19, houve um aumento significativo no número de pacientes internados em estado grave e por longos períodos, que apresentam maior risco de infecção hospitalar”, afirmou a chefe do laboratório, Ana Paula Assef, ao Estadão. Isso, porque bactérias se multiplicam a cada 20 minutos, além de sofrerem mutações aleatórias em alguns casos.

Ao se multiplicarem, as bactérias agem como forma de um estudo contra os antibióticos, uma vez que o antibiótico faz com que as bactérias que sofreram mutação não morram, e sim se multipliquem. Para piorar, há uma baixa perspectiva de criação de novos medicamentos contra bactérias. De acordo com a OMS, existem apenas 43 antibióticos em ensaios clínicos no mundo atualmente.

“Em parte, a alta prescrição de antibióticos nos hospitais durante a pandemia pode ser justificada pelo maior número de pacientes graves internados, que acabam desenvolvendo infecções secundárias e precisam desses medicamentos, porém o uso excessivo precisa ser controlado para evitar que se impulsione a resistência bacteriana”, diz Ana Paula.

Análises da FioCruz

Um medicamento analisado pelo laboratório e que foi detectado aumento a resistência de sua atuação foi a polimixina. De 2019 para 2021, a proporção de bactérias A. bumanii (que provoca infecções hospitalares) resistentes à polimixina subiram de 2,5% para 5,6%. Já as O. aeruginosa subiram de 14% para 51%. As enterobactérias também foram de 42% para 58%.

“A polimixina é um medicamento antigo, que não era mais usado por causa dos efeitos colaterais, mas voltou a ser empregado nos últimos anos por causa da resistência aos fármacos mais modernos. Como se trata de uma das últimas opções terapêuticas, mesmo um aumento discreto nesse tipo de resistência é preocupante”, explica Ana Paula.

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Risco de Covid-19 usando máscara PFF2 é mínimo, aponta estudo

Por Elder Dias

Por outro lado, sem máscara a probabilidade de se infectar é de 90%, mesmo com distanciamento, concluem pesquisadores alemães

Máscaras do tipo PFF2 (equivalentes a outros padrões internacionais conhecidos como N95, KN95 e máscaras P2) oferecem quase 100% de proteção contra a Covid-19, aponta um estudo do Instituto Max Planck, da Alemanha.

Se uma pessoa infectada pelo coronavírus tiver contato com uma saudável num espaço fechado – mesmo que a uma distância pequena e após 20 minutos –, o risco de contágio é de apenas 0,1%. Se a pessoa estiver vacinada, o risco de contrair a doença é ainda menor, apontam os pesquisadores.

No entanto, segundo os cientistas, a redução do risco depende de a máscara ser usada da maneira correta. Para ter a proteção ideal, o clipe de metal deve estar bem ajustado ao nariz, pressionando-o lateralmente.

Se a máscara não estiver corretamente encaixada ao rosto, o risco de infecção no mesmo cenário sobe para cerca de 4%, aponta o estudo, publicado na revista científica PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

A análise também demonstrou que máscaras PFF2 bem encaixadas ao rosto protegem 75 vezes mais do que máscaras cirúrgicas – as quais, no entanto, reduzem o risco de infecção para no máximo 10%, se também forem bem ajustadas.

Os pesquisadores afirmaram que seus cálculos são bastante conservadores. “Na vida cotidiana, a probabilidade real de infecção é certamente de dez a cem vezes menor”, afirma Eberhard Bodenschatz, pesquisador que liderou o estudo.

Sem máscara, risco alto
Por outro lado, a análise de encontros entre duas pessoas sem máscara apontou que, se um indivíduo saudável ficar por alguns minutos diante de um infectado, mesmo a uma distância de 3 metros, há uma probabilidade de 90% de ocorrer uma infecção.

Apesar da distância de 3 metros, os pesquisadores ressaltam que o risco é enorme quando se entra em contato com infectados com uma carga viral alta, como ocorre no caso da atualmente dominante variante delta do coronavírus, por alguns poucos minutos e sem máscara.

“Nossos resultados demonstram mais uma vez que o uso de máscaras em escolas e também em geral é uma boa ideia”, conclui Bodenschatz.

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Assessoria de Comunicação

Sexta, 03 Dezembro 2021 08:45

CLIPPING AHPACEG 03/12/21

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

 

 

DESTAQUES

Covid-19: 90% dos adultos brasileiros já tomaram a 1ª dose da vacina

No Brasil, vacinação ampla é esperança contra a cepa

Casos de dengue e zika no Brasil diminuem, mas os de chikungunya aumentam

Antecipação não tem base na ciência, dizem médicos

Anvisa aguarda dados da Pfizer sobre variante delta para decidir sobre vacina para crianças

Doutor Bumbum tem o registro cassado

Covid-19: Goiás registra 1.174 novos casos e 9 mortes em 24 horas

Covid-19: Goiânia é uma das quatro capitais com tendência de queda de casos

Artigo/Breno Monteiro: Piso salarial pode fechar hospitais e causar desemprego na saúde

AGÊNCIA BRASIL

Covid-19: 90% dos adultos brasileiros já tomaram a 1ª dose da vacina

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (2/12) que o número de pessoas aptas a receberem o imunizante corresponde a 177 milhões de brasileiros. Ao todo, 159,3 milhões tomaram a primeira dose da vacina. Até o momento, mais de 372,5 milhões de doses foram distribuídas aos 26 estados e Distrito Federal.

O Brasil atingiu nesta quinta-feira a marca de 90% do público-alvo, ou seja, adultos com mais de 18 anos vacinados com a primeira dose de algum dos imunizantes contra a covid-19. Ao todo, 159,3 milhões de brasileiros iniciaram o ciclo vacinal contra a doença e 79,03% completaram o esquema com as duas doses ou dose única, de acordo com dados divulgados pelo ministério.

O país também registrou queda de 92,57% na média de óbitos desde o pico da pandemia, registrado em 19 de abril deste ano.

Novas doses

Em novembro, o governo federal comprou mais de 550 milhões de doses de imunizantes. A expectativa do Ministério da Saúde é que mais de 354 milhões de doses sejam utilizadas como reforço em 2022.

Até o momento, 14,1 milhões de pessoas estão com a imunização reforçada com a dose adicional ou de reforço. Cerca de 13,7 milhões de brasileiros entre 12 e 17 anos já tomaram a primeira dose da vacina e 3,4 milhões estão completamente vacinados com as duas doses da Pfizer. 

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O GLOBO

No Brasil, vacinação ampla é esperança contra a cepa

Para especialista, tendência é que hospitalizações e mortes não cresçam tanto com a nova variante

Ao fechar o mês de novembro com pouco mais de 6. 800 mortos pela Covid-19, o Brasil colhe hoje os frutos da vacinação. E é nela que se pode apostar para enfrentar a nova ameaça mundial, a variante Ômicron, que parece ser ainda mais transmissível que a Delta.

O número de óbitos ainda é alto, mas é incomparavelmente menor que o do pico da pandemia, em abril, quando mais de 82 mil pessoas morreram pela doença em um só mês. Até aquele momento, a vacinação ainda patinava no Brasil, com frequente falta de doses.

Maio e junho ainda mantiveram elevado número de óbitos, 58. 679 e 55. 280, respectivamente. A partir de julho, justamente quando o programa de vacinação engrenou, a queda se tornou constante. Para o infectologista Alexandre Naime Barbosa, membro do Comitê de Monitoramento Extraordinário da Covid-19 da Associação Médica Brasileira (AMB), a relação é clara.

- Em janeiro, quando a variante Gama começou a circular, como era mais transmissível que a cepa original, houve um aumento exponencial. A partir de maio, o percentual de vacinados aumenta um pouco e isso ajudou a frear o número de óbitos. Mas entre março e junho a vacinação ainda era lenta. Só em julho, ultrapassou 40% e entramos num ritmo rápido, conseguimos diminuir as mortes e também os casos - afirma Naime Barbosa.

A aceleração em julho foi fundamental, de acordo com o infectologista, para que a variante Delta, que é 100% mais transmissível que o vírus original e 50% mais que a Gama, não fizesse um estrago tão grande.

Para Barbosa, a alta cobertura vacinal -63% dos brasileiros já estão totalmente imunizados contra a Covid - será determinante para nos proteger da Omicron:

- É muito provável que, por conta da alta taxa de vacinação, o Brasil não deva ter problema de aumento nas hospitalizações e óbitos pela nova variante. Ela deve começar a circular por aqui, mas muito provavelmente não vai vingar - afirma o infectologista, celebrando a tradição de vacinar do brasileiro: - Os negacionistas e até o governo federal não mudam nosso DNA. Aqui é o país do Zé Gotinha! Com o PNI erradicamos varíola, pólio, sarampo, e hoje o brasileiro vai para a fila de vacina sabendo que ela é eficaz e segura. Isso fez toda a diferença.

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FOLHA DE S.PAULO

Casos de dengue e zika no Brasil diminuem, mas os de chikungunya aumentam

Raquel Lopes

Os casos de dengue e de zika caíram no Brasil, enquanto os de chikungunya cresceram em 2021, todos em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados do Ministério da Saúde foram apresentados durante o lançamento da campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Os casos de dengue tiveram queda de 46,6% de janeiro a novembro deste ano, frente ao mesmo período do ano passado. Foram notificados 494.992 casos neste ano e 927.060 em 2020.

Já o total de mortes pela doença caiu 62%. Em 2020, foram 564 e, em 2021,212.

Apesar de o país registrar tendência de queda em números de casos, 12 estados apresentaram crescimento. Entre eles, os que tiveram maior variação foram Amapá, Alagoas e Rio Grande do Sul

Em relação aos casos de chikungunya, o número de notificações subiu em 2021 em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, de janeiro a 20 de novembro, houve 92.066 casos, elevação de 30,8% em relação ao ano anterior. Foram dez óbitos em 2021.

Todas as regiões apresentaram aumento nas notificações, sendo que a maior incidência foi registrada no Sudeste. Segundo dados do Ministério da Saúde, os três estados que mais registraram casos da doença foram Pernambuco, São Paulo, e Paraíba.

Entre as principais arboviroses de circulação urbana, dengue, chikungunya e zika, essa última foi a única que não resultou em óbitos em 2021.

Ao todo, foram registrados 5.710 casos prováveis da doença, uma queda de 17,6% em comparação com o mesmo período de 2020.

Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, destacou que a campanha irá durar 30 dias. Ele destacou que é preciso combater o mosquito Aedes aegypti para conseguir controlar as doenças ligadas a esse vetor.

'O Brasil tem diminuído, como foi dito, de uma maneira geral no âmbito geral as chamadas arboviroses de 2020 a 2021, mas como foi mostrado alguns estados têm chamado a nossa preocupação. É por isso que precisamos estar atentos, vigilantes para garantir cada vez mais a saúde de qualidade', ressaltou.

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Antecipação não tem base na ciência, dizem médicos

Para infectologistas, a decisão do estado de São Paulo de antecipar a dose de reforço da vacina contra Covid não tem justificativa científica. O anúncio foi realizado nesta quinta-feira (2) e ocorreu por conta do surgimento da variante ômicron e pela proximidade com as festas de fim de ano.

Antes os paulistanos deveriam esperar cinco meses após a segunda dose para receber o reforço do imunizante. Agora a espera caiu para quatro meses.

O calendário de início das aplicações varia conforme o município. Na cidade de São Paulo, a nova medida passa a valer a partir desta sexta-feira (3) -será usado o imunizante da Pfizer, independentemente de qual produto tenha sido aplicado no esquema vacinal primário.

Renato Kfouri, pediatra e diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), afirma que "não há nenhuma evidência para se fazer isso em indivíduos com menor idade".

"Temos dados que mostram que há uma perda de proteção acima de 50 anos -e com o passar do tempo. Essa perda é mais rápida de acordo com a vacina e a idade, então a Coronavac perde primeiro a proteção do que a AstraZeneca, assim como os idosos perdem primeiro", explica ele.

Kfouri afirma ainda que dados sobre perda de proteção contra o coronavírus para pessoas abaixo de 50 anos não existem no Brasil.

No entanto, o médico destaca que tomar o reforço mesmo com menor idade e no prazo mais curto não deve trazer malefícios às pessoas. "Todos vão precisar do reforço, mas nesse intervalo mais curto eu não vejo vantagem. Fazer um reforço com intervalo de cinco meses, privilegiando aqueles que mais precisam, é uma ideia melhor", diz.

"O programa de imunização se faz com estratégias, recomendações que não são mudadas a toda hora e com evidências. No Ministério da Saúde, a conta que fizemos é que até o final do ano estaríamos oferecendo dose de reforço para todos acima de 50 anos cinco meses após a segunda dose", afirma.

Quanto à ômicron, Kfouri diz que não há evidência, ao menos por enquanto, de que, com a nova variante, seja necessária uma mudança no esquema de vacinação.

"Não acho que é uma atitude que trará benefícios, só serve para criar confusão. As pessoas podem se perguntar 'por que São Paulo está fazendo assim?'. Parece que sempre querem criar um programa diferente do resto do país", completa.

Nesta quinta, após o anúncio do governo de João Doria (PSDB), membros do Ministério da Saúde informaram que atualmente a pasta não pretende recomendar a redução do intervalo de doses de cinco para quatro meses. Até o momento, dizem esses integrantes da pasta, não há benefícios comprovados dessa redução.

Ao informar o novo calendário, o governo paulista diz ter levado "em consideração que São Paulo é porta de entrada, via portos e aeroportos, de pessoas de todo o mundo e o Brasil ainda não tem a obrigatoriedade da apresentação de comprovante de esquema vacinal completo para os viajantes".

Raquel Stucchi, professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), concorda com Kfouri que faltam evidências para essa antecipação do reforço.

Para ela, já foi observado por cientistas que as pessoas até 50 anos mantêm uma proteção boa por até cinco meses, que passa a diminuir a partir de 60 e 70 anos. "Antecipar mais um mês parece um desperdício de vacina", diz ela.

De acordo com Stucchi, seria mais recomendável que o estado doasse doses para países que mais precisam.

"Outra atitude que o governo do estado de São Paulo deveria fazer é buscar quem não tomou a primeira dose e os faltosos da segunda dose. Esforços deveriam estar concentrados para isso e não ficar mudando a política", afirma.

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Anvisa aguarda dados da Pfizer sobre variante delta para decidir sobre vacina para crianças

Mateus Vargas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aguarda a Pfizer entregar dados complementares sobre a segurança e eficácia da vacina contra a Covid-19 para decidir sobre a imunização de crianças de 5 a 11 anos.

O órgão regulador pediu informações sobre a resposta do imunizante contra a variante delta, predominante no Brasil, além da comparação de registro de reações adversas nesta faixa etária e em grupos mais velhos, entre outras manifestações.

Desde 16 de novembro a Anvisa avalia o pedido da Pfizer. O prazo de resposta é de 30 dias, mas foi congelado em 23 de novembro, data em que a agência solicitou mais dados.

O prazo voltará a correr quando a farmacêutica entregar este pacote de informações.

A diretora Meiruze Sousa Freitas, responsável pela área de registro das vacinas, disse à Folha que a Anvisa pode encerrar a análise antes do prazo. Procurada, a Pfizer afirmou que deve entregar os dados "o quanto antes".

"Quando entregar os dados, diria que está indo para a finalização (da análise)", disse Meiruze. A diretora ponderou que o período de análise pode ser novamente interrompido, caso a agência apresente novas exigências.

"Não há atraso. Apenas cuidado e rigor técnico, assim como tivemos em todos os momentos das análises das vacinas, seja para a autorização inicial, dose de reforço ou quando ampliamos para adolescentes", afirmou.

Ainda não há aval no Brasil para o uso de vacinas contra o novo coronavírus em crianças. Apenas o modelo da Pfizer pode ser aplicado no grupo de 12 a 17 anos.

Alguns países já aplicam a mesma vacina em crianças, como os Estados Unidos.

Meiruze disse que o tempo de análise da agência brasileira está alinhado ao de outras agências.

A autoridade sanitária europeia levou 38 dias para liberar a imunização a este grupo com a dose da Pfizer. Já o órgão regulador do Japão abriu a análise em 10 de novembro e ainda não deu resposta.

A diretora disse que os dados sobre a variante delta foram citados em relatório divulgado pela agência sanitária dos Estados Unidos ao liberar a vacina para crianças, mas não estavam no dossiê entregue ao Brasil.

"São informações sobre eficácia, segurança, de um estudo que foi feito e entregue ao FDA (agência análoga à Anvisa). A delta é a variante dominante no Brasil", afirmou Meiruze.

A Anvisa também cobrou os resultados do monitoramento das primeiras semanas da vacinação com as doses da Pfizer nos Estados Unidos no grupo mais jovem.

Meiruze disse que pediu à farmacêutica dados sobre registro de miocardite e de pericardite após a vacinação. A diretora afirma que estas exigências são tradicionais e não indicam que há alto risco de reações às doses.

"O produto pediátrico tem sempre um olhar adicional de segurança", afirmou. "Normalmente são populações menores nos estudos (de crianças). Exige maior avaliação", declarou ainda.

A diretora da agência disse que as farmacêuticas já foram cobradas a avaliar a resposta das vacinas à variante ômicron, mas que este estudo não deve impactar na análise das doses às crianças.

Meiruze afirmou que não basta considerar a aprovação da vacina em outro país ou publicações científicas para liberar o uso no Brasil.

Segundo a diretora, há análises específicas para cada país, como sobre a estabilidade do produto em climas diferentes. A agência ainda exige um plano de minimização de risco e de alertas sobre reações adversas. A partir destes documentos, pode determinar orientações, como a necessidade de uma "rede de alerta", informações adicionais para os profissionais de saúde que lidam com a vacina ou a inclusão de reações adversas na bula.

A Anvisa também pediu a colaboração de entidades médicas no debate sobre a vacinação das crianças. A primeira reunião com representantes das sociedades brasileiras de imunologia, pediatria, infectologia, entre outras organizações, será feita na sexta-feira (3).

Meiruze afirmou que o grupo será apenas consultado, mas não tem poder de decisão. O debate com os especialistas não deve atrasar a decisão sobre a vacinação das crianças, disse a diretora.

A presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, disse à Folha que o pedido feito no Brasil para o público de 5 a 11 anos é igual ao apresentado em outras agências reguladoras.

As vacinas também são as mesmas para adultos e crianças, mas em dose inferior.

"É um terço dose da vacina dos adultos. Solicitamos a aprovação à Anvisa e estamos esperando a resposta. Depois dessa aprovação, estamos preparando resultados para crianças de 6 meses a 5 anos. Esperamos para 2022, mas ainda não sabemos quando. A companhia ainda não comunicou os dados", disse.

Ministério da Saúde prevê, no plano de vacinação do próximo ano, imunizar 70 milhões de crianças, o que depende de aprovação da Anvisa.

O governo anunciou na segunda (29) a compra de 100 milhões de doses da Pfizer para 2022, com possibilidade de contratar mais 50 milhões de vacinas do mesmo modelo.

Diretores da Anvisa receberam ameaças de integrantes do movimento antivacina, e o próprio presidente Jair Bolsonaro (PL) é um vetor de desinformação.

Meiruze disse que as ameaças e a pressão do grupo antivacina não interferiram no trabalho da agência. "A Anvisa busca estar isenta nestes processos", afirmou.

"Não há atraso. Apenas cuidado e rigor técnico, assim como tivemos em todos os momentos das análises das vacinas, seja para a autorização inicial, dose de reforço ou quando ampliamos para adolescentes"

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O DIA

Doutor Bumbum tem o registro cassado

O médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Doutor Bumbum, teve seu registro de médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) por atuar como cirurgião plástico sem especialização. A cassação foi julgada e aprovada pelo Tribunal Superior de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina. Além de Denis, sua mãe, a doutora Maria de Fátima Barros Furtado, também teve seu registro de profissão anulado em razão da mesma prática. Os dois respondem no Rio de Janeiro pela morte de uma paciente, em 2018, devido a um procedimento estético inapropriado.

A bancária Lilian Calixto, de 46 anos, morreu horas após realizar uma intervenção estética com Denis, no apartamento do médico na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O profissional prometia realizar o procedimento de bioplastia de glúteos, com a aplicação da substância química polimetilmetacrilato 30% (PMMA) em quantidade acima da recomendada. A vítima faleceu no dia seguinte, no Hospital Barra D'Or, devido a complicação derivada diretamente da aplicação da substância.

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A REDAÇÃO

Covid-19: Goiás registra 1.174 novos casos e 9 mortes em 24 horas

Ludymila Siqueira 

Goiânia - Dados atualizados da Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) mostram que o Estado registrou 1.174 novos casos do novo coronavírus e 9 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira(2/12). A pasta já contabiliza 938.668 infecções e 24.556 óbitos confirmados em razão da covid-19. 

Conforme o boletim estadual, 937.895 pessoas estão recuperadas da doença em Goiás. A SES-GO investiga ainda 580.709 casos e 390 mortes para saber se há alguma relação com a covid-19. A taxa de letalidade do vírus no território goiano é de 2,62%.

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Covid-19: Goiânia é uma das quatro capitais com tendência de queda de casos


Goiânia - Goiânia é uma das quatro capitais brasileiras com tendência de queda nos casos do novo coronavírus, segundo análise feita por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), utilizando números das últimas seis semanas. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (2/12) em nova edição do Boletim InfoGripe, que traz atualizações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil.

No País, cerca de 96% dos casos de SRAG registrados desde o ano passado são causados por infecções da covid-19. Além de Goiânia, Belém (PA), Campo Grande (MS) e Porto Alegre (RS) são as outras capitais com tendência de queda das contaminações pelo vírus. Todos os números foram contabilizados até a semana 47 deste ano, referente ao período de 21 a 27 de novembro. De acordo com a Fiocruz, o Estado de Goiás figura entre as sete unidades federativas com tendência de queda no número de casos, a partir da análise dos dados referentes às últimas seis semanas.

A faixa etária dos zero aos nove anos de idade é a única na qual não predominam os casos de covid-19, mas sim do vírus sincicial respiratório (VSR). Em todas as outras, informa a Fiocruz, a predominância das infecções registradas é das contaminações pelo novo coronavírus. Em relação aos casos de SRAG, a Fundação destaca no boletim que 14 das 27 unidades da federação apresentaram sinal de crescimento dos casos com base nos dados de longo prazo (das últimas seis semanas).



Nas últimas quatro semanas, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) atualizados nesta quinta-feira (2/12), foram confirmados 4.305 casos do novo coronavírus. A taxa de incidência registrada no período, de acordo com a SES-GO, foi de 61 infectados a cada 100 mil habitantes. Ao todo, 3.038 pessoas se recuperaram da doença. A maioria das infecções foi registrada em mulheres (52,26%).

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O ESTADO DE S.PAULO

Artigo/Breno Monteiro: Piso salarial pode fechar hospitais e causar desemprego na saúde

O piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem (PL nº 2564/2020), aprovado recentemente pelo Senado e que aguarda votação na Câmara dos Deputados, pode tornar insustentável a operação de centenas de estabelecimentos de pequeno e médio porte, bem como de hospitais sem fins lucrativos em todo o país. Em alguns estados, o aumento médio na remuneração será de mais 150%, o que pode fazer com que muitos hospitais sejam fechados.

O texto votado no Senado estabelece um piso salarial de R$ 4.750,00 mensais para enfermeiros; 70% do valor desse piso para técnicos de enfermagem e 50% do valor desse piso para auxiliares de enfermagem.

Estudos apontam que o impacto financeiro do piso salarial seria devastador para todo o setor da saúde, podendo chegar a R$ 18,4 bilhões no total — sendo R$ 6,3 bilhões para o setor público, R$ 6,2 bilhões para entidades sem fins lucrativos e R$ 5,8 bilhões para entidades com fins lucrativos por ano.

Apesar de considerar que enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem desempenham um papel imprescindível dentro de um hospital, outro efeito colateral do piso salarial nacional seria estrangular ainda mais um setor que já enfrenta uma crise. Para se ter uma ideia, nos últimos 10 anos, cerca de 40 mil leitos privados foram fechados.

Impor o piso, sem considerar a realidade de cada região, bem como do próprio setor, pode não só provocar o fechamento de centenas de hospitais, como causar desemprego na área.

De acordo com um recente levantamento da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), que representa 1.824 hospitais filantrópicos com atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, há estados em que o piso nacional representará um aumento de mais de 100% na remuneração. É o caso de Pernambuco, Acre e Paraíba, em que o projeto de lei vai impor um aumento médio no salário de enfermeiros, respectivamente, de 114%, 126% e 131%. O acréscimo será ainda maior na remuneração dos técnicos de enfermagem.

Em São Paulo, estado que tem a maior média salarial de técnicos, o piso vai impor um aumento de 40% e de 10% dos enfermeiros. Na Paraíba, a remuneração dos técnicos terá um acréscimo de 186%, a maior entre os estados. Regiões mais pobres serão as mais impactadas pelo aumento de custos, pois praticam médias salariais bem abaixo dos grandes centros.

O que torna o cenário ainda mais preocupante é a crise no setor hospitalar causada pela pandemia de Covid-19, que diminuiu drasticamente a receita e aumentou exponencialmente o preço de insumos. Somente a enfermagem representa, em média, 50% dos custos com pessoal, nas unidades hospitalares.

O piso salarial nacional pode, ainda, pressionar o orçamento do poder público, uma vez que é preciso ter receita para poder absorver esse piso. Entretanto, é sabido que muitas prefeituras não terão como arcar com esses salários nas unidades de atenção básica e nos hospitais municipais.

Cerca de 56,5% dos hospitais privados atendem a rede pública, ou seja, são prestadores de serviços, que, principalmente no interior do país, acabam tornando-se a única opção de assistência hospitalar. Sendo assim, sem ter como pagar as contas, muitos serão obrigados a encerrar as atividades. Além do desemprego, veremos moradores de diversas cidades desassistidos. O cenário não é nada animador.

*Breno Monteiro, presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde)

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Assessoria de Comunicação

Quinta, 02 Dezembro 2021 13:05

CLIPPING AHPACEG 02/12/21

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Especialista fala sobre prevenção ao câncer de pele

Teste de laboratório mostra eficácia de coquetel contra variante Ômicron

Anvisa aprova mais um produto medicinal à base de Cannabis

AGÊNCIA BRASIL

Teste de laboratório mostra eficácia de coquetel contra variante Ômicron

Londres - Análises de laboratório da terapia de anticorpos contra covid-19 que a GlaxoSmithKline (GSK) está desenvolvendo em parceria com a norte-americana Vir indicam que o remédio é eficaz contra a nova variante Ômicron do coronavírus, anunciou a farmacêutica britânica nesta quinta-feira (2/12).

Em comunicado, a GSK disse que testes laboratoriais e um estudo com hamsters demonstraram que o coquetel de anticorpos sotrovimab funciona contra vírus que foram criados com bioengenharia para transportar várias mutações características da Ômicron.

Os testes continuam para confirmar os resultados contra todas as mutações da Ômicron e uma atualização é esperada até o final do ano, acrescentou o comunicado.

Os anticorpos são concebidos para se prenderem à proteína spike na superfície do coronavírus, mas se descobriu que a Ômicron tem uma quantidade anormalmente alta de mutações nessa proteína.

"O sotrovimab foi criado deliberadamente com um vírus mutante em mente", disse o presidente executivo da Vir, George Scangos, acrescentando que o medicamento está visando uma região da proteína spike que muito dificilmente passa por mutações.

Sotrovimab

Separadamente, a agência regulatória de medicamentos do Reino Unido aprovou hoje o sotrovimab, também conhecido pelo nome comercial Xevudy, para pessoas com casos de covid-19 entre brandos e moderados que correm risco alto de desenvolver uma doença grave.

A Agência Regulatória de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) recomendou o uso do Xevudy o mais cedo possível, até cinco dias após o surgimento de sintomas.

Anticorpos monoclonais

O sotrovimab se baseia em anticorpos monoclonais, que são versões de laboratório dos anticorpos naturais que o corpo cria para combater infecções. Produtos semelhantes são oferecidos ou estão sendo desenvolvidos pela Eli Lilly, a Regeneron e a AstraZeneca.

Na terça-feira, a Regeneron disse que testes de laboratório e modelos de computador levam a crer que remédios de anticorpos contra covid-19, incluindo o seu, teriam eficácia reduzida contra a variante Ômicron.

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Anvisa aprova mais um produto medicinal à base de Cannabis

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (1º/12) a autorização sanitária de mais um produto à base de Cannabis. Trata-se de solução de uso oral contendo 23,75 miligramas por mililitro (mg/mL) de canabidiol (CBD), com até 0,2% de tetraidrocanabidiol (THC).

Segundo a Anvisa, o produto, fabricado na Colômbia, deverá ser comercializado em farmácias e drogarias do Brasil por meio de receita médica do tipo B (de cor azul). Este é o oitavo produto à base de Cannabis aprovado pela agência.

Prescrição

Ainda segundo a agência, o canabidiol pode ser prescrito quando estiverem esgotadas outras opções terapêuticas disponíveis no mercado brasileiro. A indicação e a forma de uso são de responsabilidade do médico, sendo que o paciente deve ser orientado em detalhes sobre o uso.

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JORNAL OPÇÃO

Justiça nega restituição de R$ 13 mil apreendidos de ginecologista na operação policial

Por Acaray Martins

No pedido, feito pela mulher do acusado, ela argumenta que o valor é proveniente do trabalho lícito exercido por eles e da vende um carro

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O desembargador Ivo Favaro, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), negou, em Decisão Monocrática, o pedido de restituição de R$ 13 mil apreendidos, durante operação policial, do médico ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, de 41 anos, acusado de estupro de pacientes. O pedido foi feito pela mulher do acusado, que está preso desde o dia 8 de outubro.

No processo, ela disse que o marido foi preso por suposta violação ao artigo 215, do Código Penal e, na busca domiciliar, foi apreendido o equivalente a R$ 13 mil em espécie. O dinheiro estava no cofre do casal. A mulher argumentou que o valor é proveniente do trabalho lícito exercido por eles e da vende um carro.

O magistrado explicou que a restituição de material apreendido pode ser feita desde a instauração do inquérito policial, e depois da apreensão, porém no prazo de até 90 dias, após o trânsito em julgado. Ele ressaltou que a devolução dos objetos apreendidos pode ocorrer desde que a peça não seja de interesse ao processo.

No entanto, ao se tratar do contexto, a requerente não comprovou que a questão incidental de restituição foi apreciada na origem, conforme preconiza o artigo 120, do CPP, não podendo o tribunal adiantar-se ao exame, sob pena de supressão de instância.

Caso

O médico ginecologista foi preso em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Mais de 50 pacientes procuraram a Delegacia de Atendimento à mulher da cidade. Ele possuía licença para atender em quatro estados: Goiás, Distrito Federal, Pará e Paraná. O Conselho Regional de Goiás e do DF suspenderam a permissão de atuação do acusado.

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Assessoria de Comunicação

enf card

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) e o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) alertam que a aprovação pela Câmara dos Deputados do substitutivo do Projeto de Lei (PL) 2564/20, já aprovado pelo Senado Federal, põe em risco a sobrevivência de hospitais privados e filantrópicos brasileiros e pode causar um colapso no setor público de saúde.

 

O substitutivo aprovado pelos senadores reajusta o piso salarial de enfermeiros para R$ 4.750,00, o dos técnicos de enfermagem para 70% deste valor e dos auxiliares para 50% do piso do enfermeiro.

 

A Ahpaceg e o Sindhoesg, em nenhum momento, questionam a importância da boa remuneração dos profissionais de enfermagem, que têm um papel de extrema relevância nas equipes de saúde, mas afirmam que os hospitais privados e filantrópicos não têm a menor condição de arcar com o pagamento dos pisos salariais propostos, principalmente neste momento em que enfrentam uma crise sanitária sem precedente, incertezas na economia e a baixa contrapartida das fontes pagadoras.

 

Estudos demonstram que o impacto financeiro anual do projeto seria de mais de R$ 10 bilhões para o setor de saúde nacional, sendo que em torno de R$ 4 bilhões afetariam diretamente o setor público e R$ 6 bilhões, o setor de saúde privado, incluindo as Santas Casas e hospitais filantrópicos.

 

Apenas entre os hospitais de alta complexidade goianos, que contam hoje com cerca de 500 enfermeiros e de 4 mil técnicos de enfermagem, o total da folha de pagamento e encargos com esses profissionais saltará de R$ 16 milhões para mais de R$ 30 milhões, um custo inviável.

 

Sem caixa para arcar com esses aumentos, o resultado imediato seria o fechamento de um grande número de hospitais, principalmente os de pequeno e médio portes, e a perda de milhares de postos de empregos de enfermagem, além de um impacto devastador na assistência médico-hospitalar à população.

 

Ahpaceg e Sindhoesg esperam que os parlamentares reavaliem essa proposta, cuja aprovação neste momento seria desastrosa para o setor de saúde brasileiro e traria muito mais prejuízos do que benefícios à enfermagem e a toda a população.

 

 

Ahpaceg e Sindhoesg

 

 

Quarta, 01 Dezembro 2021 10:03

CLIPPING AHPACEG 01/12/21

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Brasil chega a 62,7% da população completamente imunizada contra covid

Médico terá certificado digital

Ala pró-cloroquina pede para Saúde 'abortar' veto ao 'kit Covid' no SUS

Vacinação em massa não ampliou a taxa de mortalidade por Covid, ao contrário do que diz médico

Prevent Senior se diz 'vítima do sistema político' e pede suspensão de planos à ANS

Anvisa anuncia dois casos no Brasil da variante ômicron do coronavírus

Covid-19: Goiás registra 804 novos casos e 19 mortes em 24 horas

Morre o médico Gabriel de Souza Lima

Ministério Público faz cinco novas denúncias contra ginecologista por crimes sexuais contra pacientes

PODER 360

Brasil chega a 62,7% da população completamente imunizada contra covid

Dose de reforço foi aplicada em 16.463.840 habitantes, o que representa 7,7% da população brasileira

O Brasil chegou a 62,7% da população com o 1º ciclo vacinal completo contra a covid-19. O número representa 133.821.343 pessoas vacinadas com 2 doses ou dose única até 19h11 de 3ª feira (30.nov.2021).

A 1ª dose da vacina foi aplicada em 159.006.071 pessoas, o que equivale a 74,5% dos brasileiros. A dose de reforço foi aplicada em 16.463.840 habitantes - 7,7% da população. Ao todo, 309.320.183 doses foram administradas no país.

Os dados são da plataforma coronavirusbra1, que compila registros das secretarias estaduais de Saúde.

Para o 1º ciclo vacinal completo, as vacinas administradas no Brasil com duas doses são a CoronaVac, o imunizante da AstraZeneca e o da Pfizer. Também está em uso a vacina da Janssen, que requer só uma dose.

A dose de reforço é aplicada preferencialmente com o imunizante da Pfizer, independentemente da vacina usada no 1º ciclo de imunização.

São Paulo é o Estado com o ritmo mais avançado de vacinação: 81,5% da população foi vacinada com a 1ª dose. Roraima tem o ritmo mais lento (55,7%).

São Paulo também é o Estado com a maior proporção da população totalmente vacinada (75,3%). Amapá tem o menor percentual de totalmente vacinados (37%).

Eis os números de vacinados por Estado:

OS DADOS

Os dados são da plataforma coronavirusbra1, mantida por Carlos Achy, Leonardo Medeiros, Wesley Cota e voluntários, que compilam os números de vacinação divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde.

O Ministério da Saúde também dispõe de uma plataforma que divulga dados sobre a vacinação: o Localiza SUS. Contudo, os números demoram mais para ser atualizados.

A plataforma do ministério depende de Estados e municípios preencherem os dados -de acordo com os critérios do governo federal- e enviarem à pasta. Quando uma dose é aplicada, as cidades e os Estados têm 48h para informar ao ministério. Mas nem sempre esse prazo é seguido.

O dado publicado pelo Poder360 é maior que o do Localiza SUS porque os desenvolvedores da plataforma coronavirusbra1 compilam os números de cada uma das secretárias estaduais. As informações divulgadas diretamente por essas são mais atualizadas.

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CORREIO BRAZILIENSE

Médico terá certificado digital

O Conselho Federal de Medicina (CFM) apresenta hoje, em reunião on-line às lOh com os presidentes dos conselhos regionais de medicina (CRMs) e conselheiros federais, um novo serviço disponível a todos os médicos brasileiros: o Certificado Digital do CFM. O documento será gratuito para todos os médicos adimplentes com o sistema conselhal. Na reunião também será apresentada a nova plataforma de prescrição eletrônica, disponibilizada em parceria com o Conselho Federal de Farmácia e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI).

A expectativa do conselho é a de que, com o certificado digital, aumente a adesão dos médicos à telemedicina e seja ampliado o acesso de pecien-tes às receitas digitais. O novo site de prescrição eletrônica também foi criado com objetivo de dar mais segurança aos médicos, farmacêuticos e pacientes na utilização dos documentos médicos no mundo virtual.

Para oferecer o Certificado Digital Gratuito do CFM, a autarquia realizou uma licitação, que escolheu a empresa Valid para oferecer o serviço. Em seguida, qualificou-se junto ao Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) como Autoridade de Registro (AR). Com isso, os dados biométricos dos médicos coletados pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) serão usados para a emissão do certificado digital.

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FOLHA DE S.PAULO

Ala pró-cloroquina pede para Saúde 'abortar' veto ao 'kit Covid' no SUS

Cinco dos sete representantes do ministério em comissão sobre práticas na saúde pública questionam parecer contra remédios ineficazes

Julia Chaib

A ala pró-cloroquina do Ministério da Saúde quer encerrar a discussão sobre vetar no SUS medicamentos do chamado "kit Covid" para casos leves do novo coronavírus e manter margem para uso de tratamentos sem eficácia.

Em documento, o grupo solicita que a pasta aborte a publicação de diretrizes contrárias a tratamentos, não hospitalares, com medicamentos como a hidroxicloroquina e a ivermectina, uma bandeira do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Cinco dos sete representantes do ministério na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS) questionam, em ofício de 29 páginas, obtido pela Folha, métodos usados para elaborar o parecer.

O documento foi encaminhado ao secretário Hélio Angotti (Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde), que tem sob seu guarda-chuva a Conitec, e também aos outros membros do colegiado.

O grupo que defende os fármacos sem eficácia busca apoio para travar o processo na comissão. O Ministério da Saúde foi procurado para comentar, mas até a conclusão da reportagem não havia se manifestado.

Os representantes do ministério na Conitec dizem ser "urgente que a iniciativa de se estabelecer recomendações centralizadas para todo o país seja imediatamente abortada".

O parecer anti-kit Covid foi posto em análise no colegiado no dia 21 de outubro. A votação terminou empatada, com o Ministério da Saúde rachado. Além dos cinco votos da ala pró-cloroquina, o CFM (Conselho Federal de Medicina) rejeitou o parecer.

Do outro lado, foram favoráveis ao texto que contraindica o kit Covid duas secretarias de Saúde, Conass (conselho de secretários estaduais), Conasems (conselho de secretários municipais), CNS (Conselho Nacional de Saúde) e ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Os integrantes da pasta que assinam o documento obtido pela Folha são: Vinicius Nunes Azevedo, diretor do Departamento de Gestão do Trabalho em Saúde; Alessandro Glauco dos Anjos Vasconcelos, secretário-executivo adjunto da Secretaria Executiva; Maria Inez Gadelha, chefe de gabinete da Secretaria de Atenção Primária de Atenção Especializada à Saúde; Lana de Lourdes Aguiar Lima, coordenadora-geral de Ciclos da Vida da Secretaria de Atenção Primária; e Rodrigo dos Santos Santana, diretor do Departamento de Determinantes Ambientais da Saúde Indígena da Secretaria Especial de Saúde Indígena.

"O processo utilizado para a elaboração das Diretrizes Brasileiras para Tratamento da Covid?19, solicitadas pelo Ministro da Saúde, está eivado de vícios processuais, técnicos e metodológicos que ferem gravemente preceitos basilares da medicina baseada em evidências", diz um trecho do documento.

Além disso, os integrantes afirmam que as diretrizes "submetem a significativo risco à credibilidade das decisões tomadas pela Conitec e, em última análise, do próprio Ministério da Saúde e suas instâncias decisórias, conforme restará demonstrado".

No texto, os cinco membros do órgão pedem intervenção de Angotti no debate "para garantir a correção do processo", além da substituição do grupo de especialistas que elaborou o parecer que contraindica o kit Covid.

Em outro trecho, eles ainda dizem que o grupo de especialistas é formado por entidades que se mostraram "reiteradas vezes" contra a "autonomia médica" para prescrever os medicamentos.

O grupo é formado pela AMB (Associação Médica Brasileira), SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), entre outras entidades.

Militantes bolsonaristas ainda se mobilizaram para que houvesse muitas manifestações a favor do "tratamento precoce" na consulta pública que foi aberta sobre o tema na Conitec.

Após a votação da Conitec que terminou empatada, o parecer foi submetido à consulta pública. Como mostrou o Painel, houve milhares de contribuições ao texto, mais de 2.000 em contagem inicial.

Ao final do processo, foram mais de 20 mil manifestações a favor e contra o relatório, durante a consulta, que durou dos dias 16 a 25 de novembro. Outros documentos relacionados à Covid-19 tiveram no máximo 60 contribuições.

A elevada participação se deveu à mobilização de grupos pró-kit Covid para que houvesse engajamentos contra o parecer. A médica Raissa Soares, que ficou conhecida como doutora cloroquina, fez um apelo em redes sociais.

"Nós [os médicos] nos deparamos com um documento que manda não fazer nada, não usar medicação antiviral, não tratar a fase inflamada, não dar corticoide, não usar anticoagulante. Como assim? Brasil, se manifeste", disse.

A Conitec passou a avaliar um protocolo sobre a Covid-19 no SUS a pedido do ministro Marcelo Queiroga (Saúde). Ao entrar na pasta, em março, ele pediu uma padronização sobre o tema, para encerrar as disputas sobre o uso ou não dos fármacos sem eficácia.

Queiroga, porém, tem modulado o discurso e investido na pauta bolsonarista. Ele passou a evitar o tema do kit Covid, ainda que admita a colegas que não vê benefícios no uso desses medicamentos.

Após a consulta pública, a Conitec deve consolidar novo parecer, considerando as sugestões apresentadas, e abrir nova votação. Em seguida, o Ministério da Saúde decidirá se segue ou não a recomendação.

Os protocolos para tratamentos do SUS, discutidos na Conitec e aprovados ou não pelo ministério, balizam inclusive compras públicas.

Em maio de 2020, a Saúde editou uma nota com estímulo ao uso dos fármacos ineficazes, mas o documento não é um protocolo do SUS. Para gestores da rede pública, a medida foi uma forma, à época, de promover o tratamento ineficaz sem ter de passar pela Conitec.

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Vacinação em massa não ampliou a taxa de mortalidade por Covid, ao contrário do que diz médico

Ao distorcer dados, Alessandro Loiola tenta desacreditar a segurança e a eficácia dos imunizantes

É enganoso conteúdo de vídeo publicado em redes bolsonaristas no Telegram, segundo o qual um médico afirma que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer contra o coronavírus são nocivas para a população por falta de eficácia ou segurança. Como verificado pelo Projeto Comprova, também é enganoso que não haja solidez no acompanhamento da vacinação em gestantes e que pessoas vacinadas podem, sim, transmitir, mas a probabilidade é menor.

A vacina é comprovadamente eficaz tanto para evitar que haja contaminação quanto a transmissão da Covid-19, além de reduzir as chances daqueles que venham a contrair o vírus de desenvolverem a forma grave da doença.

A reportagem contatou o médico Alessandro Loiola, autor do conteúdo verificado aqui, mas ele não respondeu até a publicação deste texto.

Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor.

Como verificamos?

Inicialmente, a reportagem foi em busca de informações sobre a forma como a eficácia e a segurança das vacinas são aprovadas por órgãos reguladores de saúde, como a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), no Brasil; a FDA (Food and Drug Administration), nos Estados Unidos; e a EMA (Agência Europeia de Medicamentos), que faz a avaliação na Europa.

Na sequência, foram cruzadas as informações que Loiola apresenta em seu discurso com o que já foi comprovado sobre as vacinas -eficácia, segurança e procedimentos para aprovação de uso.

Além disso, enviamos um email para o Ministério da Saúde questionando qual era a política definida no país para vacinação de gestantes e lactantes. A reportagem encaminhou, ainda, um e-mail para a Pfizer com pedido de esclarecimentos sobre os pontos citados no vídeo em verificação.

A reportagem também entrou em contato com a Câmara Municipal de Sorocaba, em São Paulo, cuja página do Facebook ainda mantém disponível o vídeo de Loiola, mas até a publicação desta reportagem não recebeu retorno.

O infectologista e médico no Hospital Sírio-Libanês Alexandre Cunha foi contatado para esclarecer se o vídeo apresenta dados que encontram respaldo na realidade. Cunha comparou, ainda, as afirmações que Loiola defende no vídeo com os dados fornecidos pelo Our World in Data, site ligado à Universidade de Oxford.

Por fim, a reportagem enviou mensagem para Loiola para questionar as fontes das declarações feitas por ele. Até 29 de novembro, não houve retorno.

Verificação

Em buscas na internet, a reportagem conseguiu identificar que o vídeo se trata de um trecho retirado do discurso de Alessandro Loiola em uma audiência pública na Câmara Municipal de Sorocaba. O evento aconteceu no dia 10 de novembro e tinha como tema o uso do passaporte sanitário na região.

Desde o dia 23 de novembro, o conteúdo não está mais disponível no canal do órgão legislativo no YouTube por "violar as diretrizes da comunidade". No entanto, a transmissão segue disponível no Facebook da Câmara. Entramos em contato com a Câmara, mas, até a publicação desta reportagem, não tivemos retorno.

As afirmações sobre a segurança e eficácia da vacina presentes no vídeo foram tiradas de contexto por Loiola, e repercutiram nas redes sociais e no WhatsApp. De acordo com os primeiros estudos lançados pela Pfizer sobre os imunizantes contra a Covid-19, ainda em julho de 2020, os testes utilizaram adultos saudáveis entre 18 e 55 anos.

Contudo, isso não significa que os imunizantes, em suas fases iniciais, não foram aplicados em idosos e em imunossuprimidos, mas que, no início das testagens, fase de maior risco para qualquer categoria de fármaco, e não apenas os desenvolvidos contra a Covid-19, apenas adultos saudáveis integravam as pesquisas.

O laboratório norte-americano anunciou em 18 de novembro de 2020 a conclusão da última fase de testes, que incluíam a imunização de pessoas de todas as faixas etárias acima dos 18 anos. Os imunizantes apresentaram 95% de eficácia em todas as idades, gêneros e etnias, segundo os laboratórios da Pfizer e da alemã BioNTech.

A terceira fase de testes com a vacina desse imunizante começou em julho de 2020 e envolveu mais de 43 mil participantes em seis países, incluindo o Brasil, os Estados Unidos, Alemanha, Turquia, África do Sul e Argentina. Em dezembro de 2020, a farmacêutica deu entrada no pedido de uso emergencial das vacinas junto à Anvisa.

Gestantes

O Ministério da Saúde comunicou no dia 28 de julho deste ano, em seu site oficial, a orientação para grávidas e puérperas em relação aos imunizantes contra a Covid-19. A pasta orienta que mulheres deste grupo que receberam a primeira dose da AstraZeneca recebam a segunda da Pfizer. O que implica dizer que os imunizantes, além de seguros, têm uso incentivado pelo órgão de saúde brasileiro, diferente do que afirma o médico no vídeo em verificação.

A imprensa brasileira também esclareceu, com base em estudos e declarações de cientistas, que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer e pela Moderna são seguras para grávidas. As notícias desmentindo boatos sobre as duas farmacêuticas foram destaque na mídia após circular a informação falsa que gestantes teriam a placenta danificada caso recebessem as doses.

Vacina não é experimental

Em entrevista ao Comprova, o infectologista Alexandre Cunha disse que as informações apresentadas no vídeo "não fazem nenhum sentido". "A essa altura do campeonato, questionar isso [a vacina] é uma narrativa completamente fantasiosa."

O especialista também desmentiu o conteúdo apontando que a vacina não é experimental - mesma posição da Anvisa, da FDA, da EMA e Pfizer, conforme foi amplamente noticiado pela imprensa. Ele explica o que pode ou não ser definido, em termos científicos, como "experimental".

"O conceito científico experimental é um produto qualquer que pode ser um medicamento ou uma vacina que não passou pelas fases de estudos clínicos. A gente tem estudo pré-clínico, que é o estudo feito em animais, podem ser ratos, camundongos, cobaias, depois a gente tem os estudos clínicos fase um, fase dois e fase três."

Cunha detalha ainda que as vacinas contra a Covid-19 já ultrapassaram a fase três e que está na quarta etapa de estudos. "A gente chama de fase quatro quando o produto não é mais experimental e já está sendo usado na vida real", diz.

Ser contra a vacina é um "pensamento delirante", segundo o infectologista. "É um absurdo, hoje, alguém querer falar contra a vacina", afirma.

O que diz a Pfizer

Em nota encaminhada à reportagem, a Pfizer informou que a vacina Comirnaty, desenvolvida contra a Covid-19, foi avaliada em estudo de fase três e apresentou eficácia global de 95% em toda a população participante.

A farmacêutica disse que a ação do imunizante foi analisada em diversos grupos, incluindo pacientes com condições clínicas de risco, sendo observada ainda uma eficácia de 94% em indivíduos acima dos 65 anos.

O laboratório argumenta ainda que a concessão do registro de uso definitivo, concedido pela Anvisa à vacina, atesta a segurança, qualidade e eficácia em públicos de diversas idades e condições imunológicas.

A Pfizer ressaltou que o estudo em gestantes também avaliou a segurança e tolerabilidade dos imunizantes aos bebês, além da transferência de anticorpos potencialmente protetores da mãe para o filho.

"Até o momento, especificamente sobre a vacina Comirnaty, não há qualquer alerta de segurança ou preocupação, de modo que o benefício da vacinação segue se sobrepondo a qualquer risco", diz a farmacêutica.

Mais de 2,1 bilhões de doses do imunizante produzido pela Pfizer em parceria com a BioNTech já foram distribuídas em mais de 161 países ao redor do mundo, até 25 de novembro de 2021.

Comparação

Loiola afirma no vídeo verificado que os 20 países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo tiveram aumento de até 1.600% no número de mortes após o início da vacinação da população.

No entanto, é incorreto comparar dados - seja de mortes ou casos de Covid-19 -de dois anos e dois momentos diferentes da pandemia, da evolução de casos e da cobertura vacinal nos países. Anteriormente, o Comprova verificou e definiu como enganoso um post que comparava a mortalidade da Covid-19 em 2020 e 2021.

Além disso, em uma verificação anterior o UOL Confere comprovou que o avanço da imunização nos Estados Unidos gerou queda no número de mortes pela doença entre janeiro -que foi o pico de casos no país- e julho deste ano. A verificação usou dados da Universidade Johns Hopkins utilizados pelo monitoramento do site Our World in Data.

O médico

O homem que aparece no vídeo é o médico Alessandro Loiola. Natural de Vitória, no Espírito Santo, Loiola apareceu em outra verificação recente do Comprova, que apontou que ele também é registrado como profissional no Conselho Federal de Medicina em Minas Gerais, nas áreas de cirurgia geral e proctologia.

Loiola é formado pela Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, no Espírito Santo. No site do Conselho Federal de Medicina (CFM) constam três registros em seu nome, em diferentes estados: Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Os registros múltiplos são possíveis para médicos que atuam em cidades diversas.

O médico tem dezenas de milhares de seguidores nas redes sociais, como o Twitter e o Instagram, onde já fez diversas postagens relacionadas à pandemia de Covid-19, falando em "riscos da vacina" e contra o uso de máscaras.

Por que investigamos?

Em sua quarta fase, o Comprova verifica conteúdos suspeitos que tenham viralizado sobre pandemia, políticas públicas do governo federal e eleições. O conteúdo em verificação foi compartilhado em grupos bolsonaristas com mais de 45 mil inscritos no Telegram.

Publicações como essa deixam as pessoas mais vulneráveis em relação à imunização, ainda que essa medida sanitária seja a mais eficaz para evitar a contaminação, transmissão e quadros graves da doença.

Isso faz com que a população fique em perigo, uma vez que, sem as doses da vacina, há mais chance de exposição ao vírus e de desenvolver a fase aguda da Covid-19, com risco de intubação e óbito.

O Comprova tem publicado verificações que desmentem boatos de internet que interferem negativamente na proteção contra a Covid-19 ou que podem influenciar no processo democrático brasileiro, como o que esclareceu que o inquérito da PF não investiga fraude no processo de votação. Assim como o boato de internet que engana ao afirmar que o CDC coleta dados de pessoas reinfectadas transmitindo coronavírus.

Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações; que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; conteúdo que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

O Comprova fez esta verificação baseado em informações disponíveis no dia 29 de novembro de 2021.

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Prevent Senior se diz 'vítima do sistema político' e pede suspensão de planos à ANS

Operadora abre mão de ampliar número de clientes para focar nos atuais 550 mil beneficiários

Mariana Zylberkan

A Prevent Senior pediu à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) no último dia 18 a suspensão da venda de 27 de seus planos de saúde. Na prática, isso restringe a entrada de novos clientes -quem já contratou a operadora não será afetado pela medida.

Em nota, o presidente-executivo da companhia, Fernando Parrillo, afirmou que a empresa é "vítima do sistema político" e que, por isso, decidiu focar no atendimento dos 550 mil beneficiários atuais .

Atualmente, o atendimento prestado pela operadora durante a pandemia de Covid-19 é investigado pela CPI da Câmara Municipal de São Paulo, além de ser alvo de inquéritos abertos pelo Ministério Público, Polícia Civil e Ministério Público do Trabalho. A empresa também é investigada pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).

A ANS afirmou que a suspensão da venda dos planos passa a valer 30 dias após a solicitação, portanto, a partir do dia 18 de dezembro. Até lá, segundo a agência, a operadora não poderá negar o ingresso de nenhum novo cliente.

Segundo a ANS, a partir do prazo válido para a suspensão, a empresa não poderá negar a adesão de novos clientes "caso houver operadoras em processo de portabilidade especial ou extraordinária de carências e a Prevent Senior for opção de destino para os beneficiários dessas operadoras".

Isso significa que a Prevent não poderá recusar novos clientes vindos de operadoras com o mesmo perfil caso entrem em falência ou cujo registro seja cancelado pela ANS.

A operadora continuará a comercializar cinco planos de saúde, sendo três de contratação individual e dois coletivos.

Em nota, a empresa afirmou que havia a previsão de aumentar a carteira de clientes em 20% no próximo ano, mas, segundo Parrillo, "se tivermos uma nova onda da pandemia, este crescimento seria maior".

No primeiro ano de pandemia, a Prevent Senior teve alta de 67% nas reclamações registradas por beneficiários na ANS na comparação de 2019 e 2020. Para a operadora, o aumento é natural "em momentos de maior tensão e demanda crescente".

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Anvisa anuncia dois casos no Brasil da variante ômicron do coronavírus

Exames são de um casal que está isolado e em acompanhamento domiciliar em São Paulo

Raquel Lopes e Mateus Vargas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou na tarde desta terça-feira (30) que a variante ômicron foi identificada no Brasil. À noite, a confirmação dos dois primeiros casos da cepa no país foi feita pelo governo de São Paulo.

As amostras coletadas de duas pessoas receberam preliminarmente resultado positivo para a nova cepa da Covid em um exame de um laboratório particular. Os resultados foram depois confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz, ligado ao governo estadual, de acordo com entrevista do secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, à CNN.

Os primeiros resultados foram notificados pelo laboratório Albert Einstein, em São Paulo, ligado ao hospital Albert Einstein. Em cumprimento dos protocolos nacionais, o material foi então enviado ao Adolfo Lutz.

"Nesse momento deixou de ser análise preliminar, nós tivemos uma qualidade técnica bastante aguçada do teste realizado -a genotipagem, essa expansão genética do vírus- pelo hospital Albert Einstein, foi mandado para o Instituto Adolfo Lutz, que já confirmou se tratar de duas amostras compatíveis com a ômicron", disse o secretário na noite desta terça.

Os exames são de um casal de brasileiros que vive na África do Sul -país onde a nova cepa foi identificada pela primeira vez- e está em visita ao Brasil. O homem tem 41 anos, e a mulher, 37.

Ainda de acordo com Gorinchteyn, há grandes chances do casal não ter sido imunizado contra a Covid. "Fizemos uma avaliação do nosso sistema do governo do estado de São Paulo, avaliamos que não existe nenhum recebimento vacinal. Procuramos em outros sites que possa ter os estrangeiros, e não havia evidência. Isso sugere, não tem a confirmação, que essas duas pessoas não tenham sido imunizadas."

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde da capital paulista, o casal de brasileiros está em acompanhamento domiciliar.

Segundo informações da Anvisa, o passageiro desembarcou em Guarulhos no dia 23 de novembro, vindo da África do Sul, com teste RT-PCR negativo.

Para se preparar para a viagem de volta, ele procurou uma unidade do laboratório do hospital Albert Einstein, localizado no terminal, no dia 25 de novembro, na companhia da mulher.

Nos testes daquele dia, ambos receberam diagnóstico positivo para a Covid-19. O resultado então foi notificado ao Cievs-SP (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de São Paulo), um órgão estadual.

Diante dos resultados positivos, o Albert Einstein adotou a iniciativa de realizar o sequenciamento genético das amostras.

O laboratório notificou a Anvisa nesta segunda-feira (29) sobre os resultados positivos dos testes. No mesmo dia foi dado início dos procedimentos para sequenciamento genético. Nesta terça, o Albert Einstein então informou à agência federal que, nas análises prévias, foi constatada a variante ômicron.

A Anvisa enviou nesta terça ofício ao Ministério da Saúde e às secretarias de Saúde estadual e municipal de São Paulo sobre o resultado, para adoção de medidas sanitárias.

"Diante da identificação e testagem com resultado positivo para Covid-19, a Rede Cievs, ligada ao Ministério da Saúde, deve monitorar os casos de acordo com o sistema de vigilância vigente no Brasil, para avaliação das condições de saúde e direcionamento dos indivíduos aos serviços de atenção à saúde, bem como para adoção das medidas de prevenção e controle da Covid-19", disse a Anvisa, em nota.

"O casal cumpre o isolamento social recomendado pela Vigilância em Saúde e não apresenta sintomas da doença", disse a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, em nota. Funcionários do órgão foram à residência onde está o casal nesta terça.

De acordo com a nota, o órgão "apura os possíveis contatos de ambos para que seja possível fazer imediatamente o rastreamento e o monitoramento de todos, além de comprovar a situação vacinal da família".

A entrada do passageiro no Brasil ocorreu antes da notificação mundial sobre a identificação da nova variante, que foi relatada pela primeira vez à OMS (Organização Mundial da Saúde) pela África do Sul no dia 25, quinta passada.

A entrada também foi anterior à edição da portaria interministerial do governo federal, no sábado (27), que proíbe a entrada no Brasil de quem esteve, nos últimos 14 dias, em seis países africanos: África do Sul, Botsuana, Suazilândia (Eswatini), Lesoto, Namíbia e Zimbábue.?

Ainda nesta terça, o governo Jair Bolsonaro adiou decisão sobre ampliar a lista de países sob restrição por causa da variante ômicron. A Anvisa pediu restrições também a Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.

Em reunião na Casa Civil, no Palácio do Planalto, representantes do governo pediram mais dados à Anvisa para decidir se atenderão o pleito do órgão regulador.

Também não houve avanço no debate sobre cobrança de certificado de vacinação de quem chega ao Brasil. A Anvisa pede desde o dia 12 a aprovação do passaporte vacinal. Não há nova reunião agendada para tratar dos temas.

Além desses dois registros de São Paulo, ainda estão em análise no Brasil ao menos outros dois casos de viajantes com passagem pela África do Sul nos últimos dias.

A Secretaria da Saúde do Distrito Federal monitora um homem que testou positivo para a Covid-19. O homem, na faixa etária de 40 a 49 anos, já recebeu três doses de vacina contra Covid. Ele permanece assintomático e está em isolamento domiciliar desde a chegada à capital federal.

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A REDAÇÃO

Covid-19: Goiás registra 804 novos casos e 19 mortes em 24 horas

Dados atualizados da Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) mostram que o Estado registrou 804 novos casos do novo coronavírus e 19 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A informação foi divulgada na tarde desta terça-feira (30/11). A pasta já contabiliza 935.861 infecções e 24.531 óbitos confirmados em razão da covid-19. 

Conforme o boletim estadual, 904.905 pessoas estão recuperadas da doença em Goiás. A SES-GO investiga ainda 580.669 casos e 390 mortes para saber se há alguma relação com a covid-19. A taxa de letalidade do vírus no território goiano é de 2,62%.

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Morre o médico Gabriel de Souza Lima

Augusto Diniz

Goiânia - O médico Gabriel de Souza Lima morreu na terça-feira (30/11). Consternada, a família informou o falecimento do parente. O corpo de Gabriel foi sepultado no dia de ontem. A família agradece as manifestações de pesar.

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PORTAL G1

Ministério Público faz cinco novas denúncias contra ginecologista por crimes sexuais contra pacientes

Conforme os promotores, as denúncias são por estupro contra 39 mulheres e por violação sexual contra outras três. Nicodemos Junior Estanislau sempre negou as acusações.


O Ministério Público de Goiás ofereceu, nesta terça-feira (30, mais cinco denúncias contra o médico ginecologista Nicodemos Junior Estanislau, de 41 anos, por crimes sexuais, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Os promotores o denunciaram por estupro contra 39 mulheres e por violação sexual contra outras três.

O médico sempre negou as denúncias e disse que jamais tocou as pacientes de forma indevida. O advogado dele disse ao g1 que não havia sido notificado das novas denúncias até as 19h20 desta terça-feira e que só vai se manifestar após tomar conhecimento do caso.

Outras duas denúncias já haviam sido oferecidas em outubro contra o acusado, uma em Anápolis e outra em Abadiânia. Ele já é réu por estupro de vulnerável envolvendo três mulheres de Abadiânia.

De acordo com o MP, a Justiça de Anápolis ainda não havia aceitado a primeira denúncia, também por estupro de vulnerável, contra ele até a noite desta terça-feira. Os processos contra o ginecologista correm em segredo de Justiça. O MP informou que o médico seguia preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia até o final desta noite.

Ele se tornou alvo de investigação depois que mulheres procuraram a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Anápolis para denunciar que foram vítimas de crimes sexuais dentro do consultório. No início foram três mulheres, mas o caso ganhou repercussão e outras vítimas apareceram para fazer denúncias.

Investigação

As primeiras denúncias contra o médico que levaram à primeira prisão dele em Goiás surgiram em Anápolis. A delegada Isabela Joy, responsável pelas investigações, deteve Nicodemos em 29 de setembro. Depois da divulgação dos casos, mais de 50 mulheres registraram ocorrência.

No processo contra ele pela Polícia Civil de Anápolis, o médico foi indiciado por:

22 casos de estupro de vulnerável

22 casos de violação sexual mediante fraude

9 casos de assédio sexual

Apesar do número de denúncias, o médico foi solto em 4 de outubro por decisão da Justiça, passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. No entanto, mais vítimas de Abadiânia registraram ocorrência e ele foi preso novamente quatro dias depois.

Apuração do MP

O MP informou ainda que foram analisados os relatos de todas as mulheres que noticiaram o ocorrido à Polícia Civil de Anápolis. Das 51 vítimas que relataram à polícia o que passaram dentro do consultório médico, o órgão disse que ouviu novamente 38 delas.

Em seis dos casos registrados na delegacia, a conclusão dos membros do MP foi de que não houve nenhum crime, tendo sido requerido o arquivamento destes casos.

A estimativa dos promotores de Justiça é que, caso condenado em todos os processos, a soma das penas que podem ser aplicadas ao médico alcançaria patamar superior a 300 anos.

Relatos de pacientes

As pacientes relatam diversos tipos de comportamentos e comentários com conotações sexuais por parte do ginecologista.

Uma das vítimas disse que, durante uma consulta no ano passado, o médico elogiou seus olhos e também o órgão sexual. Em seguida, perguntou sobre sua relação sexual com o marido.

“Eu fiquei congelada e ele fazendo manipulações, isso tudo com os dois dedos introduzidos na minha vagina. Eu não consegui nem respirar no momento. É uma situação que a gente nunca espera que vai acontecer”, contou.

Outra paciente relata que foi abusada pelo ginecologista durante o atendimento. Ela decidiu falar sobre o caso após a prisão do suspeito.

“Ele teve conversas inadequadas, me mostrou sites obscenos, brinquedos eróticos e tocou em mim não da forma que um ginecologista deveria tocar. Quando ele colocou minha mão na parte íntima dele, sabe?”, disse a paciente, que não quis se identificar.

Entre as denúncias, também está a da aromaterapeuta Kethlen Carneiro, de 20 anos, que procurou a Polícia Civil para relatar que foi abusada por ele quando ainda tinha 12 anos. Durante o atendimento, segunda ela, o médico sugeriu a leitura de material pornográfico.

“Ele veio me falar que eu podia começar a me masturbar. Me mostrou histórias em quadrinho pornô e vídeos. Me mandando os links e quais eu podia assistir. Depois levantou, pegou minha mão e colocou nele, na parte íntima dele", disse.

Em conversa por uma rede social, outra paciente pede informações ao ginecologista sobre o uso do anel vaginal, um método contraceptivo. Em um momento, ela pergunta se ele não atrapalha a relação sexual e se o parceiro não o sentiria. O médico, então, responde:

“Bom, minha namorada já usou e eu não percebi diferença alguma. Posso testar kkk. Brincadeira”.

Como o caso corre em segredo de Justiça, a reportagem não conseguiu apurar se as vítimas acima estão inclusas nas denúncias oferecidas até esta terça-feira contra o médico.

'Brincadeira'

Nicodemos Júnior nega os assédios. Ele disse que comentários em aplicativos de mensagens eram “brincadeira” e admitiu que isso foi um erro.

"É muito complexo. Eu brinco com algumas coisas. Às vezes, nisso, eu pequei, realmente. (...) Mas, nunca, em nenhum momento, eu toquei em uma paciente com objetivo de ter prazer sexual ou de fazê-la ter um prazer sexual, porque o objetivo ali é o exame físico", disse.

Nos relatos das pacientes consta que o médico fazia muitas insinuações de cunho sexual, entre elas: "transar fortalece amizade" ou "faz o bronzeamento e me mostra".

"Muitas vezes, elas falam, 'olha, doutor, eu fiz alguma coisa assim, será que vai acontecer alguma coisa?'. Um erro meu, concordo, brinco no WhatsApp, comento alguma coisa de uma forma inadequada. Concordo que eu fiz isso, nisso eu estou errado", admitiu.

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Assessoria de Comunicação

ALEPH FORMULARIO ANVISA 14 04 21

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciou o processo de cadastro de instituições de saúde no Programa de Monitoramento da Qualidade Hospitalar.

A ação visa estimular os processos de melhorias das unidades, por meio de indicadores que possibilitam o monitoramento e avaliação.

A partir de janeiro de 2022, a ANS irá analisar os dados informados pelas instituições e, anualmente, divulgará essas informações.

Confira mais em: bit.ly/3kphhTv

Quinta, 11 Novembro 2021 15:02

Ahpaceg celebra o Dia Mundial da Qualidade

 

dia da qualidade

 

 

Hoje, Dia Mundial da Qualidade, celebramos esse princípio básico de nossas instituições.

O empregado que não tiver tomado vacina contra a covid-19 não poderá ser demitido ou ser barrado em processo seletivo. A proibição consta da Portaria 620, publicada nesta segunda-feira (1°) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A medida vale tanto para empresas como para órgãos públicos. Em vídeo, o ministro Onyx Lorenzoni disse que a portaria protege o trabalhador e afirma que a escolha de vacinar-se pertence apenas ao cidadão.

Segundo o texto, constitui "prática discriminatória a obrigatoriedade de certificado de vacinação em processos seletivos de admissão de trabalhadores, assim como a demissão por justa causa de empregado em razão da não apresentação de certificado de vacinação".

Caso o empregado seja demitido ou não contratado por não comprovar a vacinação, a portaria estabelece que o funcionário pode escolher ser reintegrado ao cargo ou receber o dobro da remuneração referente ao período de afastamento.

As empresas também poderão realizar testagens periódicas para preservar as condições sanitárias no ambiente de trabalho. Nessas situações, o empregado deverá apresentar o cartão de vacinação ou ser obrigado a realizar o teste. Também está autorizado que os empregadores incentivem a vacinação, desde que não obriguem o funcionário a vacinar-se.

A posição do governo é distinta de algumas sentenças recentes da Justiça do Trabalho. Em julho, a 13ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, em São Paulo, confirmou a dispensa por justa causa de uma auxiliar de limpeza que trabalhava em um hospital infantil e se recusou a ser imunizada duas vezes. O caso aconteceu em São Caetano do Sul, na região metropolitana da capital paulista. (Fonte: Agência Brasil)