CLIPPING AHPACEG 22/04/26
- 22 de abril de 2026
- Postado por: Rosane Rodrigues
- Categoria: Clipping
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
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A saúde suplementar no Brasil constitui um sistema complexo e heterogêneo, composto por quatro grandes modalidades operacionais: medicina de grupo, seguradoras especializadas, cooperativas médicas (como o sistema Unimed) e autogestões corporativas. Esse setor atende cerca de 50 milhões de beneficiários e é regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, que estabelece normas assistenciais, econômicas e de solvência.
Entre os maiores grupos do país, destacam-se: Hapvida/Notredame Intermédica (15,7 milhões de beneficiários), SulAmérica (7 milhões), Amil (6 milhões) e Bradesco Saúde (4,2 milhões). O sistema Unimed, considerado em conjunto, ultrapassa 20 milhões de usuários. Financeiramente, o setor enfrentou forte deterioração entre 2022 e 2024, com elevação expressiva da sinistralidade (relação entre despesas assistenciais e receitas), que em muitos casos superou 85%.
O caso da Hapvida é emblemático. Após a fusão com a Notredame Intermédica, houve perda significativa de valor de mercado, com queda acentuada das ações, algo superior a 85%. Os principais fatores incluem: integração operacional complexa, aumento abrupto da sinistralidade e dificuldades na padronização da rede própria. Além disso, o modelo verticalizado, embora eficiente em teoria, mostrou-se sensível ao aumento da demanda reprimida após a pandemia, elevando despesas assistenciais e comprimindo margens.
No sistema Unimed, em conjunto, somam milhões de beneficiários e dezenas de milhares de médicos cooperados. Entretanto, enfrentam desafios relevantes: sinistralidade elevada (frequentemente entre 80-93%), envelhecimento da carteira, judicialização da saúde (novas tecnologias e medicamentos de alto custo) e excesso de solicitação de exames complementares. Algumas singulares apresentam fragilidade econômico-financeira, exigindo intervenções regulatórias.
A relação entre o sistema suplementar e o Sistema Único de Saúde (SUS) é intrínseca e interdependente. Existe o mecanismo de ressarcimento ao SUS, no qual operadoras deveriam reembolsar atendimentos realizados na rede pública quando relacionados a procedimentos cobertos. Essa relação é regulada pela ANS, que também define o rol mínimo de procedimentos, monitora indicadores assistenciais e econômico-financeiros e intervém quando necessário.
Nesse contexto, destaca-se a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), instrumento da ANS para mediação de conflitos entre beneficiários e operadoras. A NIP permite solução rápida de demandas assistenciais ou administrativas antes de sanções formais, funcionando como mecanismo de regulação qualitativa e redução da judicialização.
A inadimplência tem impacto secundário, sendo menos relevante que o custo assistencial. A judicialização também pressiona despesas ao obrigar cobertura de procedimentos não previstos. A tendência é de reajustes mais elevados e maior rigor na gestão de custos pelas operadoras. O futuro da saúde suplementar no Brasil dependerá do equilíbrio entre sustentabilidade econômica, regulação eficiente e garantia de acesso assistencial, mantendo a complementaridade com o SUS sem comprometer a viabilidade do sistema.
Antônio de Moraes Júnior é médico urologista
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Assessoria de Comunicação