CLIPPING AHPACEG 22/04/26

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

MEDICINA S/A

Envelhecimento da carteira e rotatividade redefinem dinâmica dos planos de saúde no Brasil

Inovação concentra até 30% do orçamento de laboratórios de medicina diagnóstica

O nó da perícia médica para trabalhadores autistas

Casos de dengue no Brasil caem 75% em 2026

SAÚDE BUSINESS

Por que a experiência do paciente ainda não escala?

https://www.saudebusiness.com/mercado-da-saude/por-que-a-experiencia-do-paciente-ainda-nao-escala

PORTAL E1

Goiás terá curso com 30 vagas para capacitar médicos de pronto-socorro

https://www.e1.app.br/noticia/27615/goias/goias-tera-curso-com-30-vagas-para-capacitar-medicos-de-pronto-socorro.html

JORNAL OPÇÃO

Goiás terá curso com 30 vagas para capacitar médicos de pronto-socorro

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/associacao-dos-hospitais-abre-curso-com-30-vagas-para-capacitacao-de-medicos-de-pronto-socorro-em-goias-817699

“Não existe formação adequada de base”, critica presidente do Conselho Regional de Psicologia de Goiás sobre medida do Cofen

https://www.jornalopcao.com.br/saude/presidente-do-conselho-de-psicologia-de-goias-critica-parecer-do-cofen-que-autoriza-enfermeiros-a-aplicar-terapia-cognitivo-comportamental-817818

JOTA INFO

Liminares na saúde a qualquer custo? O impacto econômico da judicialização

https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/liminares-na-saude-a-qualquer-custo-o-impacto-economico-da-judicializacao

ANS deixa de lado planos de saúde de menor cobertura e mira nos cartões de desconto

https://www.jota.info/saude/ans-deixa-de-lado-planos-de-saude-de-menor-cobertura-e-mira-nos-cartoes-de-desconto

O que a saúde suplementar revela sobre a capacidade de governar a saúde

https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/o-que-a-saude-suplementar-revela-sobre-a-capacidade-de-governar-a-saude

PORTAL G1

Sobe para 20 o número de pacientes que denunciam médico por estupro durante consultas em Goiás

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/04/21/sobe-para-20-o-numero-de-pacientes-que-denunciam-medico-por-estupro-durante-consultas-em-goias.ghtml

O POPULAR

Saúde suplementar doente

A saúde suplementar no Brasil constitui um sistema complexo e heterogêneo, composto por quatro grandes modalidades operacionais: medicina de grupo, seguradoras especializadas, cooperativas médicas (como o sistema Unimed) e autogestões corporativas. Esse setor atende cerca de 50 milhões de beneficiários e é regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, que estabelece normas assistenciais, econômicas e de solvência.

Entre os maiores grupos do país, destacam-se: Hapvida/Notredame Intermédica (15,7 milhões de beneficiários), SulAmérica (7 milhões), Amil (6 milhões) e Bradesco Saúde (4,2 milhões). O sistema Unimed, considerado em conjunto, ultrapassa 20 milhões de usuários. Financeiramente, o setor enfrentou forte deterioração entre 2022 e 2024, com elevação expressiva da sinistralidade (relação entre despesas assistenciais e receitas), que em muitos casos superou 85%.

O caso da Hapvida é emblemático. Após a fusão com a Notredame Intermédica, houve perda significativa de valor de mercado, com queda acentuada das ações, algo superior a 85%. Os principais fatores incluem: integração operacional complexa, aumento abrupto da sinistralidade e dificuldades na padronização da rede própria. Além disso, o modelo verticalizado, embora eficiente em teoria, mostrou-se sensível ao aumento da demanda reprimida após a pandemia, elevando despesas assistenciais e comprimindo margens.

No sistema Unimed, em conjunto, somam milhões de beneficiários e dezenas de milhares de médicos cooperados. Entretanto, enfrentam desafios relevantes: sinistralidade elevada (frequentemente entre 80-93%), envelhecimento da carteira, judicialização da saúde (novas tecnologias e medicamentos de alto custo) e excesso de solicitação de exames complementares. Algumas singulares apresentam fragilidade econômico-financeira, exigindo intervenções regulatórias.

A relação entre o sistema suplementar e o Sistema Único de Saúde (SUS) é intrínseca e interdependente. Existe o mecanismo de ressarcimento ao SUS, no qual operadoras deveriam reembolsar atendimentos realizados na rede pública quando relacionados a procedimentos cobertos. Essa relação é regulada pela ANS, que também define o rol mínimo de procedimentos, monitora indicadores assistenciais e econômico-financeiros e intervém quando necessário.

Nesse contexto, destaca-se a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), instrumento da ANS para mediação de conflitos entre beneficiários e operadoras. A NIP permite solução rápida de demandas assistenciais ou administrativas antes de sanções formais, funcionando como mecanismo de regulação qualitativa e redução da judicialização.

A inadimplência tem impacto secundário, sendo menos relevante que o custo assistencial. A judicialização também pressiona despesas ao obrigar cobertura de procedimentos não previstos. A tendência é de reajustes mais elevados e maior rigor na gestão de custos pelas operadoras. O futuro da saúde suplementar no Brasil dependerá do equilíbrio entre sustentabilidade econômica, regulação eficiente e garantia de acesso assistencial, mantendo a complementaridade com o SUS sem comprometer a viabilidade do sistema.

Antônio de Moraes Júnior é médico urologista

…………………………

Assessoria de Comunicação