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Por meio do aplicativo da cooperativa é possível verificar o valor pré-aprovado no extrato. O objetivo é atender cooperados com dificuldade momentânea de fluxo de caixa

Neste momento de pandemia, muitos brasileiros têm sentido no bolso e no caixa da empresa o impacto do Coronavírus. Segundo pesquisa da Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo, 42% dos entrevistados afirmaram estar com menos dinheiro, sendo que 25% deles também disseram estar endividados (outubro de 2020 comparado ao mesmo período de 2019). Diante desse cenário, a Sicoob UniCentro Brasileira lançou uma linha de Crédito Contingencial para pessoas físicas e jurídicas para atender cooperados com dificuldade momentânea de fluxo de caixa.

"Estamos oferecendo condições para auxiliar no fomento da economia neste período de pandemia. Por isso, o pagamento da 1ª parcela poderá ser efetuado em 120 dias, com prazo de 60 meses e taxas a partir de 1,29% a.m. no app e na agência”, explica Raimundo Nonato Leite Pinto, da Sicoob UniCentro Brasileira.

As linhas contingenciais da Sicoob UniCentro Brasileira para pessoas físicas e jurídicas visam viabilizar fluxo de caixa no curto prazo, oferecer crédito rápido e pulverizado, praticidade com crédito digital e aumentar receita e produtos dos associados. Com crédito pré-aprovado e até 120 dias para pagar a primeira parcela, a cooperativa oferece crédito com prazo total de 60 meses.

Os cooperados podem checar o valor pré-aprovado pelo aplicativo da cooperativa. Outros valores podem ser negociados diretamente nas agências, que estão funcionando e seguindo todos os protocolos de segurança e saúde.

 CERTIFICADO ONA 3

A instituição, que foi acreditado com excelência, nível 3, atende aos padrões e requisitos de segurança do paciente, gestão integrada e excelência em gestão.

Associado da Ahpaceg, Hospital do Coração Anis Rassi (HCAR) recebeu no último dia 12 a acreditação ONA nível 3, Acreditado com Excelência – que além de avaliar os

critérios de segurança, gestão integrada dos processos e excelência em gestão, demonstra ciclos de melhorias e maturidade institucional.

Com foco na segurança do paciente e melhoria contínua dos processos, a instituição passou por uma avaliação detalhada, através de uma IAC - Instituição Acreditadora Credenciada e também uma equipe de avaliadores habilitada pela ONA.

Eles buscaram evidências de conformidade com os padrões do Manual Brasileiro de Acreditação nas diversas áreas, incluindo a gestão organizacional, a qualidade e a segurança na assistência prestada, bem ciclos de melhorias e maturidade institucional.

De acordo com o Superintendente Técnico da ONA, Péricles Cruz, a certificação de uma organização de saúde através da acreditação é um reconhecimento de que a instituição atende aos rigorosos padrões que a metodologia exige.  Em mais de 20 anos de atuação, a ONA já certificou várias organizações de saúde. 

“A acreditação do HCAR é válida por dois anos e será acompanhada por nossos avaliadores por meio de visitas periódicas de manutenção. O processo de acreditação é de caráter voluntário e educativo, não configurando uma fiscalização. No decorrer da avaliação todas as áreas da instituição são visitadas e mais de 1,7 mil requisitos verificados antes da homologação da acreditação”, explica.

“Para nós, a acreditação em excelência, nível 3, é motivo de grande orgulho pois, demonstra a dedicação e o compromisso de nossa instituição com a assistência segura e de qualidade prestada aos nossos pacientes. Agradecemos imensamente o empenho de todos os profissionais do time HCAR que culminaram nesta conquista”, declara  Gustavo Gabriel Rassi –Patologista Clínico e Diretor Financeiro do Hospital do Coração Anis Rassi.

(Fonte: HCAR)

Bandeira da Suica

REVISTA ÉPOCA 27/03/21

Covid-19: Preços de medicamentos para UTI têm alta de até 1.000% durante a pandemia

Devido à alta demanda e à escassez de insumos, relaxantes musculares e anestésicos que compõem o chamado 'kit intubação' são vendidos a valores bem acima do praticado no início de 2020

Com a alta demanda e a escassez de insumos, medicamentos usados no tratamento da Covid-19 em UTIs sofreram uma alta nos preços de até cerca de 650%, em média, a nível nacional durante a pandemia, mas há casos específicos em que esse aumento superou 1.000% no mercado farmacêutico. Relaxantes musculares, anestésicos e sedativos que compõem o chamado "kit intubação" - substâncias essenciais para intubar um paciente - são os mais afetados.

Associações que representam os hospitais do país apontam que as unidades têm estoque de alguns produtos que devem durar menos de uma semana e encontram dificuldade para adquirir tais medicamentos. De acordo com as entidades, importações emergenciais estão sendo feitas para atenuar o problema da falta dos fármacos em meio à fase mais crítica da pandemia no Brasil, que registra recordes diários de óbitos em decorrência da doença e o colapso do sistema de saúde, com filas de espera por leitos de UTI em vários estados.

Segundo levantamento da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), o relaxante muscular midazolam, em frascos de 3 ml, saltou de R$ 22,78 antes da pandemia para uma média de R$ 174. Entre os mais usados do kit intubação, o atracúrio 10mg/ml saiu de R$ 32,10 para R$ 195, enquanto o rocurônio 50 ml custava R$ 33,33 e agora é vendido por R$ 201. Outro que teve uma das altas mais consideráveis foi o propofol (indicado para sedação), cuja caixa com ampolas de 20 ml variou de R$ 28,70 a R$ 183.

A pesquisa foi conduzida com dezenas de hospitais de pequeno porte associados à confederação e espalhados por todas as regiões brasileiras. A entidade, que congrega oito federações e 90 sindicatos de saúde do país, verificou ainda que o consumo desses medicamentos, com destaque para os anestésicos, cresceu de 800% até 2.350% desde março do ano passado.

"Temos verificado esse aumento fora da curva na pandemia e com cenários de comportamentos diferentes. Alguns que subiram lá atrás e voltaram a cair estão subindo novamente; existem produtos que vieram constantemente subindo, independente de alta utilização ou não; tem aqueles que subiram no início e caíram voltando a preços próximos a antes da pandemia, como as máscaras. Nesse momento, a gente está vendo esse problema muito grave com material de intubação", disse Breno Monteiro, presidente da CNSaúde.

De acordo com o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), desenvolvido mensalmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a plataforma Bionexo, o grupo terapêutico "aparelho cardiovascular" - que abarca analgésicos, anestésicos e sedativos - registrou uma variação acumulada de 48,88% entre fevereiro de 2020 e o mesmo período deste ano. Já o grupo "sistema musculesquelético", que abrange relaxantes musculares, analgésicos e anti-inflamatórios, subiu 38,36% em média neste intervalo.

Dados regionais

Recortes mais específicos de alguns estados analisados por ÉPOCA mostram, no entanto, que a variação acumulada atingiu patamares exponenciais quando se trata de determinados exemplares. Em Goiás, por exemplo, o midazolam de 10 ml teve aumento de até 1.600%, segundo levantamento da Associação de Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg).

Conforme pesquisa da entidade, o rocurônio saltou de uma média de R$ 16 para R$ 158, ao passo que o propofol 10 ml, que custava em torno de R$ 8, agora é cotado em R$ 70. Em menor escala, o analgésico remifentanil 2 ml pulou de cerca de R$ 20 para R$ 52. Já os equipamentos de proteção individual (EPIs) cresceram em média entre 200% a 300%, com destaque para a luva de procedimento, cuja caixa com 100 unidades é vendida por volta de R$ 90 frente aos R$ 15 cobrados no princípio da pandemia.

A título de comparação, o mesmo item variou de R$ 28,20 a R$ 89,25 nas compras realizadas por hospitais do Rio de Janeiro. Já a caixa com 50 unidades de máscara descartável foi de R$ 4,71 para R$ 41,85, segundo levantamento da Associação de Hospitais do Estado do Rio (Aherj) de março do ano passado até agora.

Segundo a farmacêutica Ana Valéria Miranda, coordenadora da Central de Compras da Ahpaceg, medicamentos como atracúrio, cisatracúrio e vecurônio estão com cotações zeradas em razão de sua escassez. A tendência é que dentro de uma semana outros fármacos se esgotem e não há perspectiva de reposição. A imprevisibilidade da pandemia, que afetou o planejamento de unidades, é considerada um dos principais entraves.

"Tem pacientes, por exemplo, que só podem receber o rocurônio. Se tentar usar outro relaxante, dependendo da condição clínica dele, ele vai rebaixar e o risco de você perdê-lo é alto. A gente já está no plano D. O médico começa a trabalhar com outras drogas, para não deixar o paciente em estado de alerta, não ter que amarrá-lo. A falta de relaxante é muito preocupante e crítica", afirmou Miranda.

No Amazonas, estado onde a rede de saúde colapsou no início do ano, o preço de medicamentos para sedação e neurobloqueadores subiu em média 600% - o que engloba propofol e midazolam. O valor do relaxante pacurônio aumentou na ordem de 700%, enquanto o atracúrio, bastante usado na intubação, teve alta média de 500%, segundo dados fornecidos pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Amazonas (Sinessam).

Na avaliação do presidente do Sinessam, Adriano Terrazas, o exemplo do que aconteceu na capital Manaus na crise de oxigênio deveria ter alertado para um iminente desabastecimento de insumos e medicamentos nos hospitais. Segundo ele, funcionários de hospitais do estado chegaram a ser enviados até fábricas no Rio e em São Paulo para buscar pessoalmente alguns produtos em falta.

"Quando interfere nos insumos de produção daquela medicação, quando falta ou não tem no mercado para comprar, a tendência é que a demanda aumente, e o preço automaticamente vai subir. Não tem muito o que fazer. Esses aumentos assim são por causa do consumo excessivo. Não tem fabricante no Brasil que consiga sustentar isso", explica Terrazas.

A comercialização de medicamentos no Brasil se baseia na tabela Brasíndice, que traz os valores do preço de fábrica (PF) e preço máximo ao consumidor (PMC). O setor é regulado pela Câmara e Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), ligada à Anvisa, que auxilia na definição dos valores e reajustes anuais. No entanto, esses preços estão sujeitos a oscilações por fatores como a capacidade de produção da indústria e a alta do dólar, já que boa parte dos insumos é importada.

Segundo Gustavo Kloh, professor de Direito do Consumidor da FGV, não é vedado por lei o aumento dos preços por parte de farmacêuticas. O que existe, explica, é apenas uma recomendação e um direcionamento facultativo. Embora a legislação não impeça o reajuste, se constatada a elevação abusiva, pode-se recorrer ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Nesse caso, o órgão tem poder para aplicar multas à empresa, uma vez comprovada conduta inadequada.

"Se alguma farmacêutica quiser aumentar um medicamento num valor muito alto, porque está escasso ou por causa do dólar, não há vedação. Quando sai muito desse padrão, elas podem ter dificuldade de vender para o governo, que é um comprador relevante. A gente já observou em outras situações que a escassez acaba resultando no aumento de preço. Existe uma pressão de demanda que joga o preço do medicamento para cima, como aconteceu na época da gripe suína", disse Kloh. "O fator de reajuste é importante para que haja um direcionamento no mercado, mas as farmacêuticas não estão proibidas de aumentar mias do que isso, não", concluiu.

Reclamação antiga

Em julho de 2020, a Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp) enviou um ofício ao então ministro da Saúde Eduardo Pazuello no qual relatava que mais de 95% dos hospitais associados reclamavam da alta no preço dos medicamentos. Conforme pesquisa conduzida pela entidade na ocasião, 15,79% afirmaram que houve fármacos cotados em valores superiores a 1.000%.

No dia 5 de fevereiro, o sindicato dos hospitais do estado alertou em documento aos ministérios da Saúde e Economia que detectou uma "preocupante alta de preços de medicamentos e equipamentos de EPI, o que pode trazer graves entraves nos atendimentos, além de dificuldades de reposição de estoques".

Na última semana, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) reforçou que vários hospitais do país possuem os produtos necessários para tratar Covid-19 apenas por mais três ou quatro dias. Em nota, a entidade afirmou que que a solução em curto prazo depende do Ministério da Saúde. Na terça (23), foi convocada uma reunião na Câmara após diversos estados relatarem que o aumento no número de internações pela Covid-19 no início deste ano levaram à redução nos estoques de anestésicos usados no processo de intubação de pacientes graves da doença.

Questionado, o Ministério da Saúde afimou que está distribuindo mais de 2,8 milhões de unidades de medicamentos de intubação orotraqueal (IOT) para todo o Brasil, em parceria com três empresas fabricantes. Disse ainda que a logística híbrida com a integração pública e privada permitirá que os medicamentos estejam nos estabelecimentos de saúde em menos de 72 horas.

"A empresa Cristália comprometeu-se a fornecer 1.260.000 unidades de medicamentos - as entregas já começaram no dia 23 de março e devem continuar ao longo dos próximos sete dias. A empresa Eurofarma também começou as entregas de 212 mil ampolas em todo território nacional no dia 23. A empresa União Química também enviará, até o dia 30 de março, 1.400.000 unidades de medicamentos", disse a pasta em nota.

Rodrigo Castro

AHPACEG NA MÍDIA

Rádio CBN Goiânia 24/03/21


Presidente da Associação dos Hospitais Privados fala em cenário trágico por falta de medicamentos

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) emitiu uma nota alertando que podem faltar medicamentos essenciais para o tratamento de pacientes com Covid-19, principalmente aqueles internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e que dependem de sedação e intubação.
Sobre o assunto, Mariani Ribeiro e Lucas Dourado conversaram com o presidente da Associação, Haikal Helou.

 

Acompanhe! https://www.cbngoiania.com.br/programas/cbn-goiania/cbn-goi%C3%A2nia-1.213644/presidente-da-associa%C3%A7%C3%A3o-dos-hospitais-privados-fala-em-cen%C3%A1rio-tr%C3%A1gico-por-falta-de-medicamentos-1.2217889

alerta

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) alerta para o risco iminente de falta de medicamentos essenciais e indispensáveis para o tratamento de pacientes com Covid-19, principalmente aqueles internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e que dependem de sedação e intubação.

Há algumas semanas, os hospitais já convivem com a escassez de produtos, como anestésicos, relaxantes musculares e anticoagulantes, mas vinham conseguindo suprir a falta em algumas unidades por meio do empréstimo de doses entre elas ou a substituição dos medicamentos.

Na última semana, a situação agravou-se e o cenário tende a piorar diante da impossibilidade das indústrias farmacêuticas de atenderem os novos pedidos de compras dos hospitais.

Dentre os medicamentos que podem faltar estão:

Rocurônio
Midazolam
Cisatracúrio
Tracrium
Heparina
Atracúrio
Propofol
Fenatanila

ahpaceg gabinete de crise 26 08 20

 

METROPOLE

Pandemia provoca alta de até 1.000% em preços de insumos para UTIs

Relaxantes musculares e anestésicos utilizados para intubar pacientes estão no grupo dos que apresentam maior alta no custo de compra

Goiânia – Com demanda crescente e cada vez mais elevada, em decorrência do avanço da pandemia da Covid-19 no Brasil, insumos hospitalares, como medicamentos e itens básicos de proteção (luvas e máscaras), tiveram altas de preços no mercado farmacêutico que ultrapassam 1.000% em alguns casos.

O reajuste atinge, principalmente, anestésicos e relaxantes musculares que são utilizados para sedar e intubar pacientes nas unidades de terapia intensiva (UTIs) – essenciais nos protocolos e planos de contingência do tratamento de casos graves da Covid-19.

Em um ano de pandemia, com a grande quantidade de pacientes e necessidade cada vez maior de UTIs, indústrias e laboratórios viram a procura por esses insumos crescer exponencialmente, numa escala acima do que era comumente ofertado no mercado brasileiro.

O Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), desenvolvido mensalmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a plataforma Bionexo, atesta aumento médio dos grupos de relaxantes e anestésicos, durante 2020, de 38,36% e 48,88%, respectivamente.

Numa análise mais específica, surgem exemplos com reajustes mais acentuados. O rocurônio, que é usado para facilitar a intubação, custava em torno de R$ 16 antes da pandemia, de acordo com o setor de compras da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg). Hoje, o preço gira em torno de R$ 160. Ou seja, 900% a mais.

Esse valor de R$ 160, no entanto, só é praticado em relações comerciais já estabelecidas e com contratos antigos, explica Ana Valéria Miranda, farmacêutica da Ahpaceg. Se quiser adquirir hoje o rocurônio, iniciando do zero uma relação comercial, o preço, segundo ela, chega a ser até 3.000% além do que era cobrado um ano atrás.

Midazolan

Outro medicamento sensível e que integra os protocolos de atendimento nas UTIs é o midazolam. Também relaxante muscular, sofreu aumento significativo do valor, durante a pandemia.

Em análise de planilhas de custos de hospitais, o Metrópoles encontrou variação do preço unitário que chega a ser de 764%, entre fevereiro de 2020 e fevereiro de 2021. Uma unidade de 10 ml subiu de R$ 2,02 para R$ 17,45.

Em média, no decorrer do ano, segundo a Ahpaceg, o aumento do valor do midazolan foi de 500% na indústria, chegando a 900% na aquisição feita diretamente com laboratórios.

O midazolam e o rocurônio aparecem em lista da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), divulgada na última quinta-feira (18/3), que relaciona medicamentos já em falta no Brasil e com reservas próximas de acabar.

Em Goiás, hospitais têm estoque só para esta semana

Os dois relaxantes musculares estão no centro de uma questão que mobilizou associações e entidades hospitalares, na última semana, em alerta feito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A iminente falta desses itens nos estoques dos hospitais preocupa a categoria.

Em Goiânia, a Ahpaceg informa que algumas unidades hospitalares têm rocurônio suficiente apenas para o início desta semana. “Sem ele, tem que se regredir ao método do plano de contingência que era praticado 20 anos atrás. Vai ter de fazer uso de outros medicamentos para induzir pacientes ao estado de relaxamento”, explica Ana Valéria.

A farmacêutica conta que existia a previsão de entrega de uma carga de importação do rocurônio no Brasil, há duas semanas, o que não ocorreu. Hoje, diante do contexto, não se sabe quando chegará, tampouco se a quantidade será suficiente para distribuir entre todos que necessitam e estão no aguardo.

Com as UTIs abarrotadas de pacientes em vários estados do país e a transmissão da Covid-19 que segue em curva crescente, a situação torna-se ainda mais preocupante pelo que virá daqui para frente.

Além do rocurônio e do midazolan, estão em falta, ainda, o cisatracúrio, que teve variação de preço verificada pelo Metrópoles de 300% em um ano; o tracrium; a heparina, que é anticoagulante; o atracúrio; propofol, também com variação de preço de 300%; e a fentanila.

Luvas para procedimento registraram aumento de 1.400%

Entre os equipamentos de proteção, as luvas utilizadas em procedimentos são as que registram maior variação de preço. Uma caixa com 50 unidades que custava R$ 6 nos meses anteriores à pandemia é vendida hoje aos hospitais por um preço que chega a até R$ 90, ou seja, aumento de 1.400%.

Na busca feita pelo Metrópoles nas planilhas de custo de alguns hospitais públicos de Goiás, foram encontrados exemplos de elevação do valor unitário acima de 440%. Uma caixa com 100 unidades que custava R$ 13,80, em fevereiro de 2020, foi vendida em fevereiro deste ano por R$ 75.

Variação semelhante atingiu as máscaras de proteção. No início deste mês, a Anahp divulgou nota com informações de pesquisa feita em hospitais de todo o Brasil. O aumento médio do valor da máscara N95 foi de 581%, e o da máscara cirúrgica, de 569%.

Outro insumo em falta e que teve variação sensível do preço, segundo o setor de compras da Ahpaceg, foi o cateter de alto fluxo. Ele é utilizado em circuito com outros equipamentos para retardar ou evitar a intubação do paciente. O aumento do valor, conforme pontuou a farmacêutica Ana Valéria Miranda, oscila de 500% a 1.000%, de acordo com a marca.

Situação assusta pela imprevisibilidade da pandemia

Acostumados a trabalhar com dados e demanda média ao longo dos meses, os hospitais estão diante de um cenário que varia conforme a imprevisibilidade da pandemia da Covid-19. E isso torna impossível fazer previsões sobre a quantidade de insumos que serão necessários em futuro próximo.

“Nós tínhamos antes uma noção de quantidade de procedimentos e de cirurgias. A gente tinha uma programação. Hoje, não conseguimos prever. Agora, temos X pacientes. Amanhã podemos ter X+20, X+30”, explica a farmacêutica da Ahpaceg.

Outro fator agravante é a mudança do comportamento do vírus e, ao mesmo tempo, da gravidade dos pacientes. Além do acometimento de pessoas mais jovens, o tempo médio de internação em UTIs subiu nos hospitais particulares de Goiás.

Na primeira onda, vivenciada em 2020, a internação durava, em média, de cinco a sete dias. Neste ano, a ocupação de um leito de UTI por um paciente grave com Covid-19 tem sido de 14 a 15 dias, em média. Alguns chegam a ficar até 45 dias. Tudo isso eleva a necessidade de insumos.

 

Portal: Metrópoles 22/03/21

JORNAL OPÇÃO

Rede privada de saúde entra em colapso e pede socorro ao Estado

Por Gabriela Macedo

Ao pedir socorro à rede pública quanto a superlotação da rede privada, presidente da Ahpaceg sugere unificação

Com superlotação em hospitais, setor privado pede socorro ao Estado para alívio de demanda de pacientes. Preocupado, presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou, ainda explica a impossibilidade de compra de suprimentos, que segundo ele, não são encontrados para compra em lugar algum.

“Nós chegamos na capacidade, às vezes estamos indo além da capacidade, e isso é extremamente perigoso. Então nós conversamos ontem com os sócios e com a parte jurídica e, se extrapolada a capacidade de atendimento dos hospitais, vamos botar pacientes na regulação, seja do estado ou do município, dependendo da localidade dos hospitais”, explica Haikal. O presidente da Ahpaceg, ao apelar para ajuda do estado, justifica essa necessidade ao dizer que a saúde é um direito do cidadão.  

Em conversa com o Jornal Opção, Haikal retoma solicitação já realizada anteriormente ao Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública de Goiás para Enfrentamento ao Coronavírus no início de março, que é pela unificação estadual – em lugar da autonomia municipal – para contensão da crise causada pela Covid-19.

“A unificação faria com que o estado visse todos os doentes e vagas ao mesmo tempo. É preciso a criação de uma mesa que tenha todos os elos da cadeia, os pacientes, as operadoras, as cidades e o estado. Que nós pudéssemos conversar sobre isso. Esse pedido ainda está em pauta. O que não pode é cada um ficar no seu canto brigando, é preciso uma centralização. Não dá para cada um tentar resolver isoladamente”, opina o presidente.

 

JORNAL OPÇÃO 18/03/21

A REDAÇÃO

"Tem paciente internado no centro cirúrgico", diz presidente da Ahpaceg

Goiânia - Com ocupação recorde de leitos para tratamento da covid-19 em Goiás, os hospitais já se encontram no limite tanto na rede pública quanto na privada. A lotação é uma preocupação diária para o sistema e, conforme afirmou ao jornal A Redação o presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou, é possível dizer estado já vive uma situação de colapso.
 
"Temos hoje cerca de 300 pessoas na fila, esperando por um leito. Vimos um ex-governador morrer porque não conseguiu vaga de UTI. Não tem vaga pra ninguém. Para se ter uma ideia da situação em que estamos, tem hospital internando paciente no centro cirúrgico, na tentativa de socorrer e dar o tratamento mais próximo do adequado. Se isso não é colapso, eu não sei o que é", diz, preocupado.
 
Helou afirma que a situação em todo o Estado é muito difícil, já que o número de casos está além da capacidade de atendimento. Para tentar socorrer a todos, hospitais e profissionais estão recorrendo, muitas vezes, ao improviso. "Pacientes que deveriam estar em UTI são colocados em outras alas, como pronto-socorro e enfermaria, onde também já não temos vagas", ressalta.
 
O presidente da Ahpaceg informa ainda que, por conta disso, os hospitais estão com uma sobrecarga de leitos, tanto de enfermaria quanto de terapia intensiva e que, a partir de agora, as unidades associadas passarão a notificar ao Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública de Goiás para Enfrentamento ao Coronavírus sobre o número de pacientes que estão internados em condições análogas à CTI.
 
"Aí sim teremos uma visão clara de como está a ocupação. Vamos ver que estamos com 115% a 130% de ocupação real", diz. Até o fechamento dessa matéria, a taxa de ocupação para UTI Covid era de 99,8% e de enfermaria era de 77%, nas redes pública e privada, segundo dados do Boletim Integrado de Leitos da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.
 
Para atender os pacientes, a rede particular vai passar a pedir leitos de UTI para a rede pública. Ele explica que, com a lotação e a incapacidade de atendimento, os hospitais entrarão em contato com a rede regulatória para tentar fazer a transferência. "É um direito constitucional do cidadão. Se o hospital não consegue atender ou transferir, lançamos o paciente na rede estadual e ele passa a ser regulado pela rede pública, na tentativa de conseguir um leito de internação."
 
Outro ponto levantado pelo presidente da entidade é a escassez de material humano para atender os casos complexos. Helou destaca que os profissionais estão estafados por conta das longas jornadas e número crescente de pacientes. "Além do cansaço por conta do trabalho exaustivo, muitos morreram, outros estão afastados, alguns doentes, outros até mudaram de ramo porque não suportaram a carga tão pesada. De outro lado, ainda teve a grande quantidade de leitos abertos para atender a população, mas não é só isso que resolve. É preciso ter profissionais qualificados para atuar nessa situação e eles não são formados do dia para a noite", diz.
 
Se faltam profissionais, a situação não é diferente quando se olha para medicamentos e insumos. As medicações usadas para realizar a intubação de pacientes, como sedativos e relaxantes musculares, já estão no fim dos estoques, o que preocupa a associação. "Nos hospitais em que esses medicamentos já não acabaram, estão acabando. Estamos cancelando cirurgias que podem ser canceladas, mudando protocolos, porque a situação é extremamente preocupante. Recebi ligação de unidades de saúde de Brasília, solicitando esse tipo de medicamento, mas não temos nem para emprestar, é uma situação que está acontecendo em todo o país", afirma Helou.
 
O presidente da Ahpaceg reforça que, sem esses medicamentos, não há como dar o tratamento adequado em muitos casos. Ele explica que em situações extremas, mudam-se os protocolos, mas que o resultado pode não ser o mesmo. "Não tem como preservar o paciente da maneira correta. Podemos usar outras drogas, mas não terão o mesmo resultado, com isso o tratamento é realizado com dificuldade e a recuperação não vai ser adequada", diz.
 
Por fim, Helou fez um apelo para que a população siga os decretos municipais e estadual que determinam o fechamento de atividades não-essenciais para se preservar e evitar a contaminação e disseminação da doença. "Todo mundo quer trabalhar e sustentar sua família, ninguém quer fechar comércio e serviços por maldade. Essa dicotomia entre economia e saúde só existe até uma pessoa próxima a quem tem essa ideia ficar gravemente doente, e, aí, vai pedir vaga em hospital. A covid matou mais que qualquer doença esse ano e atingimos hoje a triste marca de 10 mil mortos em Goiás. Estamos em um momento que precisamos de empatia coletiva, que cada um faça sua parte."

A REDAÇÃO 19/03/21

RÁDIO CBN

Em colapso, hospitais privados tentam transferir pacientes para a rede pública de saúde em Goiás

Duas semanas. Este é o tempo que a rede privada de saúde de Goiás vive em situação de colapso total. Pra piorar não param de chegar, em grande quantidade, pacientes infectados pela Covid-19 nos hospitais particulares, extrapolando a capacidade das unidades. O presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado, Haikal Helou, explica que em situações como essa cabe ao Estado receber e prestar e auxilio ao excedente.

https://www.cbngoiania.com.br/programas/cbn-goiania/cbn-goi%C3%A2nia-1.213644/em-colapso-hospitais-privados-tentam-transferir-pacientes-para-a-rede-p%C3%BAblica-de-sa%C3%BAde-em-goi%C3%A1s-1.2215450

 

18/03/21

A Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) lançou a Cartilha de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, que aborda os principais temas e procedimentos relacionados ao manejo ambientalmente adequado dos resíduos gerados nas atividades operacionais e administrativas dos estabelecimentos de saúde.

Desenvolvida pelo Comitê de Sustentabilidade da Anahp, a Cartilha de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde orienta sobre manejo, armazenamento, tratamento e destinação final de materiais gerados em hospitais e afins. A publicação, que pode ser baixada gratuitamente em https://bit.ly/3tnCkYw, também trata de licenças ambientais e documentação.

(Fonte: Anahp)