Ahpaceg realiza oficina de Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE)
- 22 de fevereiro de 2019
- Postado por: Leonardo Ribeiro
- Categoria: Notícias
Organizado pela Coordenação de Educação Continuada, evento mostrou importância do método como instrumento de qualidade na alta complexidade
Profissionais da enfermagem tiveram a oportunidade de atualizar seus conhecimentos a respeito da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em uma oficina organizada pela Coordenação de Educação Continuada da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg). A aula, realizada na tarde da quinta-feira (21) no auditório do Hospital Samaritano de Goiânia, foi ministrada pela enfermeira e professora universitária Laidilce Zatta.
Durante a oficina, ela reforçou os benefícios da aplicação da SAE. “Todas as tarefas do enfermeiro devem ser sistematizadas. Assim, se cria um padrão que evitará erros, gerando mais segurança para os pacientes e respaldo para os profissionais”, afirma. A especialista lembra ainda que o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) obriga a aplicação da SAE desde 2002 (com norma reformulada em 2009).
É necessário, porém, que esse método sofra modificações de acordo com o quadro clínico de cada paciente, segundo explica Laidilce. Outra orientação é o uso em todas as áreas de atuação da enfermagem, não só em hospitais, mas também nos postos de saúde, nas clínicas, na segurança do trabalho e até na assistência domiciliar.
A enfermeira Rita de Cássia Frauzino conta a melhora após a implementação da SAE no local onde trabalha, o Hospital da Criança. “É importante essa padronização das nossas ações porque deixa os relatos nos prontuários mais organizados e auxilia também em uma melhor assistência por parte dos médicos”.
Dificuldades
A Sistematização da Assistência de Enfermagem, contudo, ainda enfrenta problemas para ser aplicada. A coordenadora de Educação Continuada da Ahpaceg, Madalena Del Duqui, ressalta que o maior problema está no déficit de profissionais nos estabelecimentos de saúde. “No dia a dia, os enfermeiros ficam sobrecarregados de trabalho e sobra pouco tempo para fazer a SAE com qualidade”, observa.
O Cofen, de acordo com a professora Laidilce Zatta, orienta que, em situações de sobrecarga de trabalho, a realizar a SAE nos casos prioritários. No entanto, a especialista alerta que a fiscalização do órgão envolve amostragens aleatórias dos pacientes e, se for verificado que o método não foi aplicado, renderá punições.
Para Laidilce, outro problema está falta de conhecimento e conscientização sobre a importância da SAE. Isso é vivido pela enfermeira Cláudia Sampaio, responsável pela sistematização no Hospital do Rim. Ela relata que os colegas costumam ver os procedimentos como algo repetitivo e trabalhoso.
A solução está no trabalho em equipe, segundo a professora. “Vemos esse problema tanto na literatura científica quanto no dia a dia. A chave é promover uma educação continuada com todos os enfermeiros, falando sempre do quão benéfico é utilizar a SAE”, explica.
A enfermeira Núbia Machado reconhece as qualidades do método de sistematização. Ela diz que já trabalhou com a SAE e, o importante, é colocar a teoria em prática. “No começo todo mundo acha que será muito trabalho e mais papéis para preencher, mas, com o passar do tempo, você percebe que não é algo difícil de fazer”, assegura.