Postado em: 03/04/2025

CLIPPING AHPACEG 03/04/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Começa a operar a Rede Américas, segunda maior rede hospitalar do Brasil

https://www.saudebusiness.com/mercado-da-saude/comeca-a-operar-a-rede-americas-segunda-maior-rede-hospitalar-do-brasil/

Inovação está redefinindo a experiência na saúde suplementar

https://medicinasa.com.br/papel-ao-digital/

Anvisa e Einstein desenvolvem projeto para agilizar a regulação de novas tecnologias em saúde

https://medicinasa.com.br/projeto-inova-visa/

Devemos ser protagonistas no combate à corrupção na saúde

https://medicinasa.com.br/responsabilidade-brasil/

ANS aprova consulta pública para revisão da RN 137 sobre autogestões

https://medicinasa.com.br/consulta-autogestoes/

Ele estava desenganado, mas a inteligência artificial achou uma saída que pode ajudar muita gente

https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/03/30/ele-estava-desenganado-mas-a-inteligencia-artificial-achou-uma-saida-que-pode-ajudar-muita-gente.ghtml

Dono de farmácia é preso suspeito de falsificar carimbos e receitas em Luziânia

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-1-edicao/video/dono-de-farmacia-e-preso-suspeito-de-falsificar-carimbos-e-receitas-em-luziania-13483258.ghtml

SAÚDE BUSINESS

Começa a operar a Rede Américas, segunda maior rede hospitalar do Brasil

Com 25 hospitais e presença em cinco estados, nova empresa nasce da associação entre Amil e Dasa.

Começa a operar no Brasil a Rede Américas, nova rede hospitalar formada pela associação entre Amil e Dasa. A empresa, que nasce com 25 hospitais, 30 centros oncológicos e 23 centros médicos distribuídos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná e Distrito Federal, se torna a segunda maior rede hospitalar do país. A Rede Américas conta com 4,5 mil leitos e mais de 30 mil colaboradores. A receita líquida combinada, baseada nas operações de 2024, é estimada em R$ 10,6 bilhões.

Hospitais de referência integram a nova rede

O portfólio da nova empresa inclui hospitais reconhecidos, como o Samaritano Higienópolis (SP), com mais de 130 anos de história, o Nove de Julho (SP), referência em saúde há 70 anos, e o Samaritano Botafogo (RJ), um dos principais centros de tratamento do país. Também fazem parte da rede o Hospital Pró-Cardíaco, pioneiro no transplante de coração artificial, o Hospital Brasília e o Complexo Hospitalar Niterói, ambos especializados em medicina de alta complexidade.

Certificações e estrutura operacional

A Rede Américas inicia suas atividades com 90% de seus hospitais acreditados por instituições nacionais e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), Magnet, ONA, QMENTUM e World Stroke Organization (WSO). Essas certificações atestam padroes de qualidade, segurança do paciente e eficiência nos processos assistenciais.

“Nosso objetivo é consolidar uma rede hospitalar de qualidade, acessível a diversas operadoras, com foco na boa medicina e na sustentabilidade do setor”, afirma Lício Cintra, CEO da Dasa e da Rede Américas. Segundo ele, a empresa busca aliar tecnologia e boas práticas assistenciais para aprimorar a experiência do paciente e otimizar a gestão hospitalar.

O comitê executivo da companhia é composto por Lício Cintra (CEO), Rogério Reis (Vice-Presidente Médico e Clínico), Gustavo Fernandes (Vice-Presidente de Oncologia), Viviane Valente (Vice-Presidente de Finanças), Luiz Gonzaga Foureaux (Vice-Presidente de Estratégia e Marketing), Ricardo Melo (Vice-Presidente Jurídico e de Assuntos Corporativos), Majo Campos (Vice-Presidente de Gente Gestão e Cultura) e Carlos Prebelli (Vice-Presidente Comercial).

Hospitais da Rede Américas

São Paulo

Hospital Nove de Julho

Unidade Nove de Julho Alphaville

Hospital Santa Paula

Hospital Leforte Liberdade

Hospital Leforte Morumbi

Hospital Christóvão da Gama – Diadema

Hospital e Maternidade Christóvão da Gama – Santo André

Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Paulista

Hospital Alvorada Moema

Hospital e Maternidade Madre Theodora – Campinas

Rio de Janeiro

Hospital São Lucas Copacabana

Complexo Hospitalar Niterói

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Pró-Cardíaco

Hospital Samaritano Botafogo

Hospital Samaritano Barra

Hospital e Maternidade Santa Lúcia

Hospital Vitória Barra

Brasília

Maternidade Brasília

Hospital Brasília Águas Claras

Hospital Brasília

Hospital Alvorada Brasília

Paraná

Hospital Paraná

Pernambuco

Hospital Santa Joana Recife

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MEDICINA S/A

Inovação está redefinindo a experiência na saúde suplementar

Por César Camargo

Imagine um futuro em que a burocracia na saúde seja coisa do passado, onde a tecnologia agilize processos e facilite o acesso a serviços de qualidade. Esse futuro já é uma realidade em construção e a revolução digital na saúde suplementar é o motor dessa transformação.

Hoje, vivenciamos uma revolução profunda no setor de saúde suplementar, impulsionada pela inovação tecnológica que tem simplificado e agilizado os processos tanto para operadoras quanto para prestadores e beneficiários. A utilização de aplicativos para localizar serviços de saúde até o atendimento automatizado em hospitais exemplifica o impacto positivo da digitalização e que está presente em todo o ecossistema de saúde.

Esta evolução, no entanto, é fruto de décadas de mudanças, regulamentações e aprimoramentos operacionais que têm colocado a qualidade do atendimento e a transparência no centro da gestão da saúde.

Digitalização dos processos

Segundo pesquisa realizada pela Deloitte em 2023, 78% dos usuários de planos de saúde relataram melhora significativa na agilidade dos serviços devido à digitalização dos processos.

A transição do papel para o digital, entretanto, não se restringiu apenas ao atendimento ao beneficiário. Operadoras e prestadores passaram por uma verdadeira revolução interna, com a automação de processos antes manuais, como credenciamento, negociação de reajustes, faturamento e reembolsos.

Entre as tendências emergentes, podemos destacar:

Blockchain na saúde: Adoção que eleva a segurança e a rastreabilidade dos contratos e transações, minimizando riscos e aumentando a confiança entre os agentes do setor.

Adoção que eleva a segurança e a rastreabilidade dos contratos e transações, minimizando riscos e aumentando a confiança entre os agentes do setor. Com o blockchain, todos os termos contratuais e alterações subsequentes são registrados de forma transparente e auditável.

Inteligência Artificial (IA) e Big Data: Ferramentas que permitem a análise preditiva do uso dos serviços de saúde, contribuindo para a otimização das redes credenciadas e melhorando a experiência dos usuários.

Ferramentas que permitem a análise preditiva do uso dos serviços de saúde, contribuindo para a otimização das redes credenciadas e melhorando a experiência dos usuários. Plataformas de gestão integradas: Essas soluções digitais reúnem diversas funcionalidades em um único ambiente, facilitando a comunicação e a administração dos processos, como a centralização do diálogo entre operadoras e prestadores.

Desafios enfrentados pelas operadoras na gestão da rede credenciada

Apesar dos avanços tecnológicos, muitas operadoras ainda enfrentam dificuldades na administração da rede credenciada. Um dos principais desafios incluem a dificuldade em localizar novos prestadores, a lentidão com o processo de credenciá-lo e posteriormente, a manutenção dos seus dados e documentos atualizados no ERP da operadora.

Além disso, a falta de integração entre sistemas internos compromete a atualização rápida de dados críticos, como valores negociados e aditivos. Isso gera inconsistências e traz dificuldade para a comunicação e a implementação de novas regras contratuais em toda a rede credenciada.

E não para por aqui. Os desafios continuam no momento de aplicar reajustes anuais nas negociações da rede, ou seja, na simulação de impactos e na aplicação dos reajustes em massa.

Toda essa falta de interprocesso na comunicação resulta diretamente na operação financeira das operadoras. Afinal, ao longo dos anos, elas relataram que até 53% das glosas estão relacionadas a divergências entre os valores cobrados e os valores negociados, por erros operacionais de ambas as partes.

Soluções

Uma plataforma de gestão integrada pode transformar a maneira como as operadoras administram sua rede credenciada, eliminando barreiras operacionais e trazendo mais eficiência para os processos. E o que vou contar agora não é futuro, é algo que está bem aqui, acessível para todos nós.

"Mas, como funciona?", você deve estar se perguntando. A partir de um ambiente digital centralizado, torna-se possível localizar e credenciar novos prestadores de forma rápida, reduzindo significativamente o tempo do processo e garantindo que toda a documentação seja enviada e validada corretamente.

Após a conclusão, os dados dos prestadores são automaticamente organizados e mantidos atualizados, de forma centralizada, eliminando erros manuais e por falta de integração com o ERP da operadora.

Hoje, inclusive, é exatamente a falta de integração entre os sistemas internos das operadoras que frequentemente geram atrasos e problemas no fluxo de dados. Com um sistema que centraliza contratos e documentos, essa dificuldade é superada, permitindo que todas as áreas da empresa tenham acesso a informações atualizadas e, melhor, em tempo real, sem a necessidade de ações manuais demoradas. Dessa forma, a gestão da rede credenciada, além de mais assertiva e segura, ganha maior controle sobre os vínculos contratuais.

Os desafios na aplicação de reajustes anuais também são minimizados com o uso de uma plataforma de gestão integrada. A simulação de impacto financeiro, que antes demandava um esforço manual extenso, pode ser realizada de forma automatizada e estratégica, o que permite a comparação de cenários e a aplicação de reajustes com mais precisão.

Além disso, a possibilidade de negociações em massa (ponto que falei lá atrás a respeito de dificuldade) reduz o tempo necessário para renegociar contratos, garantindo que as novas condições sejam aplicadas de forma uniforme e sem risco de divergências futuras.

Todo esse processo reduz os casos de glosas causadas por tabelas desatualizadas, eliminando divergências entre valores cobrados e valores negociados. Um exemplo disso é o vencimento de um documento como um alvará ou um contrato vencido. Ele causa transtorno a ambas as partes.

O prestador não recebe pelo serviço e a operadora deixa de atender seu beneficiário. Em alguns casos, ainda, pode gerar NIPS. Já com um sistema estruturado para a gestão da rede, a operadora passa a ter maior previsibilidade financeira, o que reduz erros e transparência em toda a cadeia de serviços.

Digitalização de processos internos não é tendência, mas realidade

Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), em seu relatório Transformação Digital no Setor de Saúde Suplementar (janeiro de 2024), a digitalização dos processos internos contribuiu para uma redução de até 35% nos índices de glosas e erros contratuais. Tais avanços não só aprimoram a gestão operacional, mas também repercutem diretamente na experiência dos beneficiários.

Em maio de 2023, o relatório Tendências em Saúde Digital, da Deloitte, já apontava a importância da integração digital e a eficiência operacional, fortalecendo o impacto digitalização na comunicação e gestão entre operadoras e prestadores. Nesse estudo, o destaque foi a melhoria na agilidade dos serviços e na redução de custos administrativos.

O futuro é agora

Em breve, estaremos com ferramentas cada vez mais capacitadas, que vão proporcionar para operadoras e prestadores: redução do esforço operacional, rastreamento e transparência total, gestão eficiente da rede credenciada, estudos e relatórios que atendem às exigências da ANS, negociações rápidas e seguras, eliminação de papelada e redução de glosas e falhas contratuais.

O futuro da saúde já começou, e ele é digital, ágil e acessível. A tecnologia está quebrando barreiras, aproximando operadoras, prestadores e beneficiários em um ecossistema mais eficiente.

Estamos entrando em uma nova era, onde a burocracia cede espaço para a inovação, onde processos antes demorados agora acontecem com um clique, e onde a qualidade do atendimento se torna o verdadeiro foco.

Essa revolução não é apenas sobre sistemas e automação, mas sobre cuidar das pessoas de forma mais humana, inteligente e conectada.

O amanhã nos reserva uma saúde mais justa, integrada e sem fronteiras. E esse futuro já está ao nosso alcance.

*César Camargo é Head de Operações da NexoRede.

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 Anvisa e Einstein desenvolvem projeto para agilizar a regulação de novas tecnologias em saúde


O Einstein vai apoiar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na criação de um programa de inovação para tornar mais ágeis os trâmites regulatórios de novas tecnologias em saúde. O projeto, denominado Inova-Visa, será realizado por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e tem por objetivo desenvolver um ambiente de inovação na regulação sanitária no Brasil, para acelerar o acesso da população a novos métodos diagnósticos, terapias, tratamentos, equipamentos médicos e outros insumos, sempre com foco em qualidade, segurança e eficácia.
Artur Iuri A. de Sousa, Gerente-Geral de Conhecimento, Inovação e Pesquisa da Anvisa, informa que "em um cenário no qual o uso de novas tecnologias tem avançado de forma acelerada, que tenderá a impactar substancialmente a saúde da população, e em que a vigilância sanitária regula quase 250 atividades econômicas no Brasil, é necessário estabelecer um modelo de inovação que favoreça e assegure o acesso à população brasileira a essas tecnologias, mantendo rigorosos critérios de segurança e eficácia".
Rodrigo Demarch, Diretor de Inovação do Einstein, diz que a iniciativa está diretamente ligada ao propósito da organização de gerar e disseminar conhecimento em diferentes áreas de saúde, entre elas em inovação. "Vamos apoiar a Anvisa no processo de criar sua cultura de inovação. O projeto identificará os desafios e barreiras na regulação da produção e da comercialização de produtos e serviços, bem como as metodologias e ferramentas que os líderes e técnicos da Agência precisam conhecer para aprimorar a capacidade de adaptação e resposta a eventos inesperados e à regulação de produtos e serviços inovadores, equiparando-a às principais agências regulatórias do mundo", destaca.

Na última década, a área de inovação do Einstein apoiou cerca de 140 startups em seus programas de aceleração, desenvolveu mais de 230 projetos e fechou aproximadamente 40 de inovação aberta com grandes organizações, capacitando mais de 7 mil profissionais e realizando mais de 300 eventos ligados ao tema.
Ao longo de cerca de 30 meses, serão executadas quatro etapas do projeto: entendimento das necessidades de inovação da Agência, por meio de diagnósticos quantitativo e qualitativo, que envolverão, por exemplo, grupos ligados ao processo regulatório, como startups, servidores, representantes dos setores farmacêutico e de equipamentos médicos, vigilâncias estaduais e municipais e outras agências reguladoras; diagnóstico do cenário externo, com mapeamento e entrevistas com outras instituições reguladoras; criação do programa de inovação com base nas etapas anteriores; e validação do modelo com as diretorias da Anvisa.
Ao final do projeto, espera-se que a Anvisa possa ampliar sua cultura de inovação, por meio de um programa alinhado ao que há de mais moderno no Brasil e no mundo, e esteja preparada não só para atender às novas tecnologias em desenvolvimento, mas antever e enfrentar desafios novos, complexos e inesperados. A ideia é que a iniciativa facilite o desenvolvimento e a internalização no Brasil de produtos e serviços inovadores.

O Einstein vai apoiar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na criação de um programa de inovação para tornar mais ágeis os trâmites regulatórios de novas tecnologias em saúde. O projeto, denominado Inova-Visa, será realizado por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e tem por objetivo desenvolver um ambiente de inovação na regulação sanitária no Brasil, para acelerar o acesso da população a novos métodos diagnósticos, terapias, tratamentos, equipamentos médicos e outros insumos, sempre com foco em qualidade, segurança e eficácia.

Artur Iuri A. de Sousa, Gerente-Geral de Conhecimento, Inovação e Pesquisa da Anvisa, informa que "em um cenário no qual o uso de novas tecnologias tem avançado de forma acelerada, que tenderá a impactar substancialmente a saúde da população, e em que a vigilância sanitária regula quase 250 atividades econômicas no Brasil, é necessário estabelecer um modelo de inovação que favoreça e assegure o acesso à população brasileira a essas tecnologias, mantendo rigorosos critérios de segurança e eficácia".

Rodrigo Demarch, Diretor de Inovação do Einstein, diz que a iniciativa está diretamente ligada ao propósito da organização de gerar e disseminar conhecimento em diferentes áreas de saúde, entre elas em inovação. "Vamos apoiar a Anvisa no processo de criar sua cultura de inovação. O projeto identificará os desafios e barreiras na regulação da produção e da comercialização de produtos e serviços, bem como as metodologias e ferramentas que os líderes e técnicos da Agência precisam conhecer para aprimorar a capacidade de adaptação e resposta a eventos inesperados e à regulação de produtos e serviços inovadores, equiparando-a às principais agências regulatórias do mundo", destaca.

Na última década, a área de inovação do Einstein apoiou cerca de 140 startups em seus programas de aceleração, desenvolveu mais de 230 projetos e fechou aproximadamente 40 de inovação aberta com grandes organizações, capacitando mais de 7 mil profissionais e realizando mais de 300 eventos ligados ao tema.

Ao longo de cerca de 30 meses, serão executadas quatro etapas do projeto: entendimento das necessidades de inovação da Agência, por meio de diagnósticos quantitativo e qualitativo, que envolverão, por exemplo, grupos ligados ao processo regulatório, como startups, servidores, representantes dos setores farmacêutico e de equipamentos médicos, vigilâncias estaduais e municipais e outras agências reguladoras; diagnóstico do cenário externo, com mapeamento e entrevistas com outras instituições reguladoras; criação do programa de inovação com base nas etapas anteriores; e validação do modelo com as diretorias da Anvisa.

Ao final do projeto, espera-se que a Anvisa possa ampliar sua cultura de inovação, por meio de um programa alinhado ao que há de mais moderno no Brasil e no mundo, e esteja preparada não só para atender às novas tecnologias em desenvolvimento, mas antever e enfrentar desafios novos, complexos e inesperados. A ideia é que a iniciativa facilite o desenvolvimento e a internalização no Brasil de produtos e serviços inovadores.

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Devemos ser protagonistas no combate à corrupção na saúde

Uma onda de discussões vem se alastrando, nas últimas semanas, pela decisão do Governo Americano de suspender por 180 dias as investigações que envolvem a Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) – que é considerada a lei pioneira de combate à corrupção no exterior e entrou em vigor em 1977 – pelo Departamento de Justiça Americano. Não devemos considerar uma vantagem. Pelo contrário! Sem dúvida, se mostra um prejuízo considerável para a repressão de práticas ilícitas no cenário internacional.

Ao contrário do que muitos fazem, em apenas tecerem críticas e delegarem responsabilidades, é hora de “arregaçar as mangas” e trabalhar para combater, cada vez mais, as más práticas e a corrupção, pois já temos no Brasil muitas leis aprovadas e outras em tramitação, decretos, regulações e afins que devem ser seguidas.

E neste cenário de responsabilidade com o setor da saúde, chamamos atenção para a autorregulação privada, um trabalho com resultados promissores em constante aprimoramento pelo Instituto Ética Saúde, como o Acordo Setorial, existente desde junho de 2015, que é um mecanismo de promoção do autocontrole privado, com definições de regras claras e objetivas com foco na transparência e combate à corrupção em todas as suas vertentes (público-privado e privado-privado).

O próprio Instituto Ética Saúde, como protagonista e pioneiro da autorregulação privada no setor da saúde no Brasil, em continuidade ao mencionado Acordo, possui um conjunto de Instruções Normativas que regulam e direcionam as boas práticas para as empresas associadas, sendo uma importante diretriz normativa para todas as relações no mercado nacional da saúde. Bem como o Marco de Consenso Brasileiro para Colaboração Multisetorial, que descreve com clareza Objetivos e Princípios para promoção da Ética, Transparência e Confiança nas relações da cadeia de valor da saúde.

Empresas, Associações e Entidades da Sociedade Civil representativas da Saúde, a administração pública direta e indireta, órgãos de controle, agências reguladoras, Poder Legislativos e Judiciário já demonstraram conhecimento destes processos e documentos de autorregulação privada, o que deve ser mecanismo condutor de responsabilidade, complementar a regulação estatal. Por este motivo, devemos juntar forças para consolidar a transparência nas relações e garantir confiança no setor da saúde brasileiro.

Devemos ser promotores, reguladores e executores das normas vigentes e autores da própria (auto)regulação para o combate real da corrupção pública e privada. É obrigação do Estado Brasileiro, com a participação direta da sociedade civil organizada, rever sua legislação e trazer maior rigidez no combate às práticas ilícitas. Como sempre falamos, a corrupção mata! Reiteramos que é mandatório que todos os envolvidos na condução do sistema de saúde brasileiro defendam relações 100% honestas e transparentes, avocando para si a responsabilidade por um setor justo, honesto e confiável. Pois, Ética não é moda, Ética é Saúde.

*Candida Bollis é presidente do Instituto Ética Saúde.

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ANS aprova consulta pública para revisão da RN 137 sobre autogestões

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a abertura de consulta pública para colher contribuições da sociedade sobre a proposta de revisão da Resolução Normativa nº 137, de 2006, que regulamenta as entidades de autogestão no sistema de saúde suplementar. A Consulta Pública será aberta em breve e terá um prazo de 45 dias para contribuições.

Com o objetivo de conferir mais autonomia regulatória às autogestões sem comprometer os princípios que regem esse modelo – como a não lucratividade, o foco em grupo fechado e o mutualismo –, a proposta de revisão da RN 137 sinaliza uma modernização significativa da regulação das autogestões. O foco é proporcionar maior flexibilidade e sustentabilidade a essas operadoras.

 

Para Mário Jorge, presidente da UNIDAS – representante das autogestões – “a alteração da RN 137 representa um avanço significativo, permitindo que as autogestões ampliem sua possibilidade de atuação e oxigenação do público elegível, garantindo sua perenidade. Essa é uma das principais bandeiras da UNIDAS, que vem atuando ativamente para essa atualização da norma”.

Entre as principais mudanças propostas estão: a ampliação da elegibilidade com a retirada das restrições quanto às categorias profissionais; a permissão de compartilhamento de rede assistencial com outras modalidades; a ampliação do grau de parentesco dos beneficiários; e a inclusão de patrocinadores de diferentes segmentos, eliminando a exigência de correlação entre as atividades dos patrocinadores, desde que exista representatividade entre eles.

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O GLOBO

Ele estava desenganado, mas a inteligência artificial achou uma saída que pode ajudar muita gente

A medicina atual aposta na inteligência das máquinas para solucionar questões que antes pareciam não ter solução

Há pouco mais de um ano, Joseph Coates foi informado de que havia apenas uma coisa a decidir: ele queria morrer em casa ou no hospital?

Coates, então com 37 anos e morando na cidade de Renton, no estado norte-americano de Washington, estava quase inconsciente. Durante meses, ele havia lutado contra uma rara doença sanguínea chamada síndrome de POEMS, que o deixou com mãos e pés dormentes, um coração dilatado e rins falhando. A cada poucos dias, os médicos precisavam drenar litros de líquido de seu abdômen. Ele ficou doente demais para receber um transplante de células-tronco, um dos únicos tratamentos que poderiam colocá-lo em remissão.

- Eu desisti, achei que o fim era inevitável - lembra Coates.

Mas a namorada de Coates, Tara Theobald, não estava pronta para desistir. Então, ela enviou um e-mail pedindo ajuda para um médico na Filadélfia chamado David Fajgenbaum. O casal o havia conhecido um ano antes em uma conferência sobre doenças raras.

Na manhã seguinte, Fajgenbaum respondeu, sugerindo uma combinação não convencional de quimioterapia, imunoterapia e esteroides, algo que nunca havia sido testada como tratamento para o distúrbio de Coates.

Em uma semana, Coates começou a responder ao tratamento. Em quatro meses, ele já estava saudável o suficiente para um transplante de células-tronco. Hoje, ele está em remissão.

O regime de medicamentos que salvou sua vida não foi criado pelo médico, nem por qualquer outra pessoa. Ele foi gerado por um modelo de inteligência artificial.

Em laboratórios ao redor do mundo, cientistas estão usando IA para tentar encontrar tratamentos para doenças raras entre medicamentos já existentes. A reutilização de medicamentos, como é chamada, não é novidade, mas o uso de IA está acelerando o processo e pode expandir as possibilidades de tratamento para pessoas que tenham doenças raras e poucas opções.

Graças às versões da tecnologia desenvolvidas pela equipe de Fajgenbaum na Universidade da Pensilvânia e em outros lugares, diversos medicamentos estão sendo reutilizados para tratar condições como cânceres raros e agressivos, distúrbios inflamatórios fatais e condições neurológicas complexas. E, frequentemente, eles funcionam.

As poucas histórias de sucesso até agora já levaram pesquisadores a questionar: quantas outras curas estão escondidas debaixo do nosso nariz?

- Existe um verdadeiro tesouro de medicamentos que poderiam ser usados para muitas outras doenças. Nós apenas não tínhamos um método sistemático para analisá-los - afirma Donald C. Lo, ex-chefe de desenvolvimento terapêutico do Centro Nacional para o Avanço das Ciências Translacionais (NCATS) e líder científico do Remedi4All, um grupo focado na reutilização de medicamentos.

- Seria um desperdício não tentar isso, já que esses medicamentos já estão aprovados. Você pode comprá-los na farmácia - complementa.

Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA definem doenças raras como aquelas que afetam menos de 200 mil pessoas no país. Mas existem milhares de doenças raras, que, juntas, afetam dezenas de milhões de americanos e centenas de milhões de pessoas em todo o mundo.

- Ainda assim, mais de 90% das doenças raras não têm tratamentos aprovados, e as grandes empresas farmacêuticas não investem muitos recursos para encontrá-los, já que normalmente não há muito lucro no desenvolvimento de um novo medicamento para um pequeno número de pacientes - afirma Christine Colvis, que lidera os programas de parcerias de desenvolvimento de medicamentos no NCATS.

Segundo Marinka Zitnik, professora associada da Escola de Medicina de Harvard, que estuda aplicações de ciência da computação na pesquisa médica, é por isso que a reutilização de medicamentos se torna uma alternativa tão atraente para encontrar tratamentos para doenças raras. O laboratório de Zitnik em Harvard desenvolveu outro modelo de IA para reutilização de medicamentos.

- Outras técnicas de descoberta em laboratório já colocaram a reutilização de medicamentos no mapa, a IA apenas adiciona um impulso extraordinário a isso - comenta Lo.

Encontrando pistas em pesquisas antigas

A reutilização de medicamentos é algo relativamente comum na indústria farmacêutica: o Minoxidil, desenvolvido como um medicamento para pressão alta, foi reutilizado para tratar a queda de cabelo. O Viagra, originalmente comercializado para tratar uma condição cardíaca, agora é usado para disfunção erétil. A Semaglutida, vendida sob o nome comercial de Ozempic, foi criada como um medicamento para diabetes, mas tornou-se mais conhecida por sua capacidade de ajudar na perda de peso.

A primeira vez que Fajgenbaum reutilizou um medicamento foi na tentativa de salvar sua própria vida. Aos 25 anos, enquanto cursava medicina, ele foi diagnosticado com um subtipo raro de uma doença chamada doença de Castleman, que desencadeou uma reação do sistema imunológico que o levou à UTI.

Não há um único tratamento para a doença de Castleman, e algumas pessoas não respondem a nenhum dos tratamentos disponíveis. Fajgenbaum estava entre elas. Entre hospitalizações e rodadas de quimioterapia que o ajudavam temporariamente, ele passou semanas analisando seu próprio sangue, estudando literatura médica e testando tratamentos não convencionais.

- Tive uma percepção muito clara de que eu não tinha um bilhão de dólares e 10 anos para criar um novo medicamento do zero - diz.

O medicamento que salvou a vida de Fajgenbaum foi um genérico chamado sirolimo, medicamento imunossupressor normalmente dado a receptores de transplantes renais para evitar rejeição. A medicação manteve sua doença de Castleman em remissão por mais de uma década.

Fajgenbaum se tornou professor na Universidade da Pensilvânia e começou a buscar outros medicamentos com usos desconhecidos. Ele percebeu que pesquisas existentes estavam repletas de pistas negligenciadas sobre possíveis ligações entre medicamentos e as doenças que poderiam tratar.

- Se essas informações estão na literatura publicada, alguém não deveria estar procurando por elas o tempo todo? - questiona.

Seu laboratório teve alguns sucessos iniciais, incluindo a descoberta de que um novo medicamento contra o câncer ajudava outro paciente com doença de Castleman. Mas o processo era trabalhoso, exigindo que sua equipe analisasse um medicamento e uma doença por vez. Fajgenbaum decidiu que precisava acelerar o projeto. Em 2022, ele fundou uma organização sem fins lucrativos chamada Every Cure, com o objetivo de usar aprendizado de máquina para comparar milhares de medicamentos e doenças de uma só vez.

Trabalhos semelhantes ao da Every Cure estão sendo realizados em outros laboratórios ao redor do mundo, incluindo na Penn State e na Universidade de Stanford, bem como no Japão e na China.

Em Birmingham, no Alabama, um modelo de IA sugeriu que um paciente de 19 anos debilitado por um quadro de vômitos crônicos experimentasse álcool isopropílico inalado pelo nariz.

- Basicamente, pedimos para a IA: 'Mostre-nos todos os tratamentos já propostos na história da medicina para náusea - , lembra Matt Might, professor da Universidade do Alabama em Birmingham e líder do instituto que desenvolveu o modelo.

- O álcool apareceu no topo da nossa lista, e a ideia funcionou instantaneamente - complementa Might.

O modelo desenvolvido pelo instituto de Might também previu com sucesso outros tratamentos: anfetaminas, normalmente usadas para tratar TDAH, aliviaram paralisia periódica em crianças com um distúrbio genético raro. Um medicamento para Parkinson ajudou pacientes com uma condição neurológica a se mover e falar. Um medicamento comum para pressão alta chamado guanfacina melhorou drasticamente a mobilidade de um paciente pediátrico com outra condição neurológica.

- Muitos medicamentos fazem mais de uma coisa, mas suas funções adicionais às vezes são classificadas como efeitos colaterais - afirma Might.

- Se você examinar um número suficiente de medicamentos, eventualmente encontrará o efeito colateral que está procurando, e aí isso se torna o efeito principal - complementa.

Na Universidade da Pensilvânia, a plataforma de Fajgenbaum comparou aproximadamente 4.000 medicamentos com 18.500 doenças. Para cada doença, os fármacos recebem uma pontuação baseada na probabilidade de eficácia. Uma vez feitas as previsões, uma equipe de pesquisadores as analisa em busca de ideias promissoras, depois realiza testes laboratoriais ou entra em contato com médicos dispostos a testar os medicamentos em pacientes.

Em outros lugares, empresas farmacêuticas estão usando IA para descobrir medicamentos completamente novos, uma busca que tem o potencial de otimizar o funcionamento de uma indústria já bilionária. Mas a reutilização de medicamentos provavelmente não será lucrativa para nenhuma parte específica.

- Muitas patentes de medicamentos expiram após algumas décadas, o que significa que há pouco incentivo para que as empresas farmacêuticas busquem novos usos para eles - comenta Aiden Hollis, especialista em comércio médico e professor de economia na Universidade de Calgary, no Canadá.

Uma vez que um medicamento se torna um dos milhares de genéricos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos EUA, ele normalmente enfrenta forte concorrência, reduzindo seu preço.

- Se você usa IA para criar um novo medicamento, pode ganhar muito dinheiro com esse novo medicamento. Se você usa IA para encontrar um novo uso para um medicamento antigo e barato, ninguém ganha dinheiro com isso - diz Fajgenbaum.

Para financiar a iniciativa, o Every Cure assinou um compromisso no ano passado para receber mais de 100 milhões de dólares do Audacious Project, da TED, e da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada para a Saúde (ARPA-H), uma agência dentro do departamento de saúde federal dos EUA dedicada a apoiar avanços científicos. Fajgenbaum afirma que o Every Cure usará parte do dinheiro para financiar testes clínicos de medicamentos reutilizados.

- Este é um exemplo de IA que não precisamos temer, do qual podemos realmente nos orgulhar - , celebra Grant Mitchell, cofundador do Every Cure e ex-colega de classe de Fajgenbaum na faculdade de medicina.

- Isso ainda vai ajudar muita gente - complementa.

Alguém tinha que ser o primeiro a tentar O hematologista Luke Chen estava cético quando o modelo de Fajgenbaum sugeriu que ele tratasse um paciente com doença de Castleman usando adalimumabe, um medicamento normalmente utilizado para tratar artrite, doença de Crohn e colite ulcerativa.

- Eu não achava que ia funcionar, porque é um medicamento meio fraco - lembra Chen, que também é professor na Universidade Dalhousie e na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

Mas o paciente já havia passado por quimioterapia e um transplante de medula óssea e havia tentado medicamentos, incluindo aquele que salvou a vida de Fajgenbaum. Nada funcionava, e ele estava entrando em cuidados paliativos.

- Basicamente, já tínhamos desistido, mas resolvi fazer uma última ligação para o David - diz Chen.

Sem outras opções, Chen administrou o adalimumabe ao paciente. Em poucas semanas, ele estava em remissão. O caso foi recentemente tema de um artigo no The New England Journal of Medicine.

Nenhum modelo é infalível, disse Zitnik. E IA às vezes pode fazer previsões com base em evidências que não são suficientemente fortes.

Colvis alerta que classificar os tratamentos potenciais por probabilidade de sucesso também pode ser um desafio. Essas questões tornam a supervisão médica essencial.

- Às vezes, um médico determinará que uma sugestão de tratamento é arriscada demais para ser testada - diz Colvis.

- Mas há casos em que eles olham para uma sugestão e dizem: 'Ok, isso parece fazer algum sentido' - acrescenta.

O hematologista e oncologista Wayne Gao teve dúvidas quando Fajgenbaum sugeriu pela primeira vez que ele experimentasse um tratamento inovador em um de seus pacientes.

O paciente era Coates, o homem de Washington que estava indo para os cuidados paliativos, e a combinação agressiva de medicamentos sugerida pela IA parecia um pouco louca na visão de Gao. Ele temia que o tratamento pudesse matar Coates ainda mais rápido.

Mas Coates era um homem jovem, e não havia outras opções de tratamento.

- Alguém tinha que ser o primeiro a tentar - afirma Gao.

No mês passado, pouco mais de um ano após seu quase encontro com a morte, Coates e sua namorada visitaram Fajgenbaum na Filadélfia para agradecê-lo por sua ajuda. Sorridente, Coates era a imagem da saúde. Ele havia até ganhado músculos desde a última vez que encontrou o médico.

Coates torceu o tornozelo naquela manhã enquanto se exercitava. Mas, fora isso, disse ele, sentia-se muito bem.

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TV ANHANGUERA

Dono de farmácia é preso suspeito de falsificar carimbos e receitas em Luziânia

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-1-edicao/video/dono-de-farmacia-e-preso-suspeito-de-falsificar-carimbos-e-receitas-em-luziania-13483258.ghtml

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Assessoria de Comunicação