Postado em: 14/03/2025

CLIPPING AHPACEG 14/03/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Planos de Saúde vão ser usados para desafogar SUS

https://medicinasa.com.br/planos-desafogar-sus/

Nova regulação da ANS: equilíbrio necessário ou risco para o setor?

https://medicinasa.com.br/regulacao-ans/

Justiça condena médicos, clínica e Hapvida a indenizar paciente após exame ginecológico sem consentimento em Alagoas

https://www.tribunauniao.com.br/noticias/119017/justica-condena-medicos-clinica-e-hapvida-a-indenizar-paciente-apos-exame-ginecologico-sem-consentimento-em-alagoas

Anestesista morto em acidente na BR-060 atuava na rede pública do DF

https://www.metropoles.com/distrito-federal/anestesista-morto-em-acidente-na-br-060-atuava-na-rede-publica-do-df

Auxílios-doença por ansiedade têm maior patamar em dez anos no INSS

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/03/auxilios-doenca-por-ansiedade-tem-maior-patamar-em-dez-anos-no-inss.shtml

Deputados da base governista cobram explicações do secretário estadual de Saúde

https://ohoje.com/2025/03/13/deputados-da-base-governista-cobram-explicacoes-do-secretario-estadual-de-saude/

Inadimplência do IMAS causa nova crise na saúde de Goiânia; prestadores avaliam greve

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/inadimplencia-do-imas-causa-nova-crise-na-saude-de-goiania-688003/

Falta de transparência, despesas elevadas, conflitos de interesse: CFM publica intervenção no Cremerj e afasta 8 da diretoria

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/03/14/falta-de-transparencia-despesas-elevadas-conflitos-de-interesse-cfm-publica-intervencao-no-cremerj-e-afasta-diretoria.ghtml

Idosa de 68 anos morre um dia depois de conseguir vaga em leito de UTI, em Nerópolis

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-1-edicao/video/idosa-de-68-anos-morre-um-dia-depois-de-conseguir-vaga-em-leito-de-uti-em-neropolis-13420225.ghtml

MEDICINA S/A

Planos de Saúde vão ser usados para desafogar SUS

E não é por menos. Essa proposta trata da possibilidade de comercialização de planos de saúde exclusivamente ambulatoriais, abrangendo apenas consultas e exames. A ideia é oferecer contratos com mensalidades mais acessíveis, possibilitando uma futura contratação de cobertura hospitalar, caso o beneficiário deseje ampliar sua assistência.

No entanto, essa modalidade de atendimento, por ser mais restrita, não contempla coberturas que demandem maior atenção dos profissionais de saúde, como tratamentos prolongados, internação, pronto-socorro, recuperação pós-anestésica e UTI.

Atualmente, de acordo com o art. 12 da Lei de Planos de Saúde, é facultado às operadoras oferecer planos nos segmentos ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e odontológico. O plano exclusivamente ambulatorial já existente garante cobertura ilimitada para consultas em clínicas básicas e especializadas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina, exames laboratoriais, consultas em consultórios e atendimentos como raio-X, além de tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral.

No entanto, esse segmento não inclui internação hospitalar, salvo nas primeiras 12 horas, conforme determina o art. 2.º da Resolução Consu 13/98, que prevê esse período para casos de urgência e emergência. Assim, nos planos atualmente comercializados, um paciente pode ser internado por curto período e, caso necessite de continuidade de atendimento, deve arcar com os custos ou recorrer ao SUS.

A nova proposta busca ampliar o acesso à saúde suplementar, mas pode resultar em atendimentos precários e gerar confusão entre os beneficiários, que podem não compreender claramente as limitações da cobertura. Isso é preocupante, considerando a relevância da saúde e a sensibilidade do setor.

Hoje, as operadoras de planos de saúde buscam ampliar a cobertura populacional, que atualmente atinge cerca de 25% da população, somando mais de 52 milhões de beneficiários. Contudo, já enfrentam dificuldades para atender às solicitações dentro dos prazos estabelecidos pela Resolução Normativa 566 da ANS. A questão que se coloca é: como garantir um atendimento adequado diante da necessidade de realocação de recursos para uma nova demanda puramente ambulatorial?

*Walter Landio dos Santos é Advogado na Maricato Advogados Associados e especialista em Direito Médico e da Saúde, com foco na defesa dos beneficiários de planos de saúde.

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Nova regulação da ANS: equilíbrio necessário ou risco para o setor?

A 50ª Audiência Pública da ANS reacendeu um debate crítico sobre a reformulação da política de preços no setor de saúde suplementar. A proposta da agência reguladora busca maior transparência nos reajustes, controle sobre coparticipação e franquias, obrigatoriedade da venda online e mudanças na revisão técnica dos planos individuais. No entanto, representantes do mercado alertam para o risco de insegurança jurídica, redução da concorrência e inviabilização de pequenas e médias operadoras.

A ANS pretende impedir a combinação de índices de reajuste e adotar uma metodologia única baseada na sinistralidade mínima de 75%, além de promover o agrupamento compulsório de contratos coletivos. Para o setor, essas medidas podem gerar impactos negativos, já que a sinistralidade varia conforme o porte e perfil dos clientes atendidos. Além disso, limitar a rescisão contratual ao aniversário dos contratos, salvo inadimplência ou ilegitimidade, é visto como uma restrição à liberdade negocial.

Outro ponto de controvérsia é a imposição de um teto de 30% para coparticipação e limites de exposição financeira. Segundo especialistas, essa medida pode eliminar a atratividade dos planos com coparticipação e resultar no aumento das mensalidades. Além de desestimular novas ofertas no mercado, a limitação pode favorecer a concentração entre as grandes operadoras. Da mesma forma, a obrigatoriedade da venda online foi duramente criticada, pois, além de excluir parte da população sem acesso digital, pode levar ao fechamento de operadoras menores, comprometendo a concorrência e o acesso à saúde suplementar.

A revisão técnica dos planos individuais também gerou debate. A ANS propõe novas regras para permitir reajustes excepcionais nesses planos quando houver desequilíbrio econômico-financeiro, mas o setor argumenta que essa revisão deve se limitar à carteira específica e não à operadora como um todo. O temor é que, sem regras claras e contrapartidas viáveis, muitas operadoras abandonem esse segmento, tornando os planos individuais ainda mais escassos e caros.

Diante das críticas, o Ministério Público Federal (MPF) se manifestou solicitando mais prazo para as discussões, destacando a importância de aprofundar os debates sobre impactos econômicos e jurídicos das novas normas. O MPF também questionou a efetividade da audiência pública e da consulta promovida pela ANS, alertando que não há como garantir a legitimidade desses debates se não forem acompanhados de estudos técnicos sólidos e de um espaço de diálogo efetivo com o setor. Sem essa segurança, há o risco de que as novas regras acabem sendo questionadas na Justiça, ampliando ainda mais a incerteza regulatória.

O que se desenha é um impasse: de um lado, a ANS tenta corrigir falhas do setor e ampliar a proteção ao consumidor; de outro, as operadoras denunciam uma intervenção que pode reduzir a oferta de planos e encarecer serviços. A ausência de estudos técnicos aprofundados foi um dos pontos mais criticados, e o risco de judicialização das novas regras só aumenta a insegurança do setor.

Diante desse cenário, a grande pergunta que fica é: a ANS reconsiderará as críticas e ajustará suas propostas à realidade do mercado ou insistirá em medidas que podem comprometer a sustentabilidade do setor de saúde suplementar? O futuro do segmento e o acesso à saúde privada no Brasil podem estar em jogo.

*Aline Gonçalves Lourenço é sócia Regulatório do Bhering Cabral Advogados.

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TRIBUNA UNIÃO

Justiça condena médicos, clínica e Hapvida a indenizar paciente após exame ginecológico sem consentimento em Alagoas

A Justiça de Alagoas determinou que a operadora de saúde Hapvida, uma clínica conveniada e dois médicos paguem uma indenização de R$ 80 mil por danos morais a uma paciente que perdeu a virgindade após ser submetida a um exame ginecológico sem consentimento adequado.

A decisão judicial apontou negligência e imprudência no atendimento, considerando que o procedimento foi invasivo e desnecessário. A paciente informou aos profissionais que era virgem antes do exame, mas mesmo assim foi submetida ao procedimento sem explicação clara sobre os riscos envolvidos.

A ginecologista responsável foi considerada a principal culpada por prescrever o exame de forma inadequada, desrespeitando a condição da paciente. O médico que realizou o procedimento também foi responsabilizado por não verificar corretamente as informações fornecidas. Além disso, a Justiça atribuiu responsabilidade objetiva à Hapvida e à clínica conveniada por não garantirem um atendimento adequado e respeitoso dentro da rede credenciada.

Na defesa apresentada, os profissionais e as instituições tentaram transferir a responsabilidade. A ginecologista alegou que seguiu critérios técnicos, a Hapvida afirmou que a culpa era da clínica e dos médicos, enquanto a clínica responsabilizou a médica que solicitou o exame. Já o médico que realizou o procedimento argumentou que a responsabilidade era da ginecologista e da clínica.

Apesar das alegações, a Justiça manteve a condenação e atribuiu responsabilidade solidária a todos os réus. A decisão ainda cabe recurso.

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METRÓPOLES

Anestesista morto em acidente na BR-060 atuava na rede pública do DF

Alberto Dalmacio Villalba de Faria, 34 anos, morreu carbonizado após o perder o controle do carro e colidir em uma árvore na BR-060

O médico que morreu carbonizado após bater o carro que dirigia em uma árvore na BR-060 atuava como anestesista na Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Alberto Dalmacio Villalba de Faria , 34 anos, perdeu o controle do carro e colidiu em uma árvore na BR-060, no Km 83, trecho que liga Anápolis (GO) a Brasília. O acidente aconteceu na noite de terça-feira (11/3).

O Portal da Transparência do GDF mostra que Alberto trabalhava, desde 2018, na rede pública de saúde da capital federal. Além disso, ele atuava como legista na Polícia Científica de Goiás.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal ( PRF ), a "vítima conduzia um Volvo XC40 quando, sob chuva intensa, perdeu o controle da direção, saiu da pista e colidiu contra uma árvore. Após o impacto, o veículo foi consumido por fogo".

O Corpo de Bombeiros informou que, quando chegou ao local, encontraram o carro elétrico Volvo XC40 em chamas e o corpo do médico já carbonizado no banco do passageiro.

Comoção

Por meio de nota, a Polícia Científica expressou pesar pela morte de Alberto Dalmacio. "[.] dedicou-se com excelência e compromisso à sua função, sendo reconhecido e admirado por colegas e amigos", diz o texto.

O Conselho Regional de Medicina de Goiás (CREME-GO) também lamentou a morte de Alberto. "O Cremego se solidariza com a família, os amigos e os médicos goianos neste momento de dor".

As causas do acidente serão apuradas pela Polícia Rodoviária Federal e pela Polícia Científica.

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FOLHA DE S.PAULO

Auxílios-doença por ansiedade têm maior patamar em dez anos no INSS

Número total dos afastamentos pelos dez transtornos mais recorrentes aumentou 68% desde o ano passado e dobrou desde 2014

Os auxílios-doença por ansiedade dispararam e atingiram o maior número de concessões em dez anos, ocupando o primeiro lugar no ranking do Ministério da Previdência Social pelo quarto ano seguido. Os afastamentos por depressão aparecem na sequência.Em relação ao ano passado, os casos ligados a ansiedade aumentaram em 76%, ante 69% dos atribuídos à depressão. O volume total de auxílios concedidos pelo INSS teve uma alta de quase 40%.

O ministério elaborou um ranking dos dez transtornos mentais e comportamentais que mais geraram a concessão de benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), de 2014 a 2024, em todo o Brasil.

O número total de auxílios deste ranking é de quase meio milhão, o que representa um aumento de cerca de 67% em relação ao ano passado. Também é o maior número de licenças médicas concedidas dos últimos dez anos.

O QUE EXPLICA ESSE CENÁRIO?

Para a advogada trabalhista Priscila Arraes, o aumento da concessão de benefícios é causado pelo adoecimento mental. "As pessoas passaram a pandemia no modo sobrevivência, esperando que voltaríamos à normalidade, mas não voltamos. Hoje temos o home office, por exemplo, e o luto por parentes perdidos."

A especialista também cita a precarização do trabalho, que afirma ser progressiva desde 2017. "Há um risco iminente de perder o emprego. Amanhã o empregador pode mandar o funcionário embora e contratar um autônomo para reduzir custos. É a diminuição de funcionários, mas não do trabalho. Uma equipe pequena faz as mesmas coisas que a equipe grande fazia."

O home office foi outro fator apontado pela especialista como motivador do adoecimento. "Muitas vezes o trabalho ultrapassa o limite do descanso, envia-se mensagens a qualquer hora. O ambiente empresarial também invade a casa, que antes era espaço da família. E há uma falta de proteção social, do ver e ser visto pelos colegas."

Neste ano, também houve um aumento de auxílios-doença no geral, incluindo transtornos físicos. Priscila diz que é possível atribuir isso ao fato de que, na época da pandemia, as pessoas fizeram menos cirurgias eletivas e exames de rotina, prejudicando a saúde geral.

QUAIS MEDIDAS FORAM TOMADAS?

A advogada previdenciária Adriane Bramante também acredita que o número de afastamentos por saúde mental pode ser explicado por uma maior exigência do mercado de trabalho. "O cumprimento de metas excessivas causa cada vez mais transtornos, e isso se agravou, principalmente, após a pandemia", afirma.

As tecnologias também têm contribuído. "As pessoas querem tudo para ontem. Se você recebe um WhatsApp, precisa responder na hora. É um imediatismo muito grande."

"Por isso também foi publicada a NR-1, que trata de aspectos psicossociais e traz protocolos para evitar esses transtornos", diz. Adriana se refere à Norma Regulamentadora Número 1, feita pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) em agosto do ano passado.

O documento, que estabelece as condições de segurança e saúde no ambiente de trabalho, foi atualizado para determinar a responsabilidade dos empregadores em promover um ambiente favorável ao bem-estar psicológico. As empresas devem implementar um planejamento para controle dos riscos ocupacionais relacionados à saúde mental, que fica à disposição para a fiscalização do MTE.

No final do ano passado, em entrevista à Folha, Alessandro Stefanutto, presidente do INSS, falou sobre a continuidade do Atestmed, sistema que permite pedir auxílio sem precisar passar por perícia médica.

QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DOS AFASTAMENTOS?

Segundo Adriane Bramante, os custos para as empresas são calculados por meio de alíquotas aplicadas sobre o valor da folha de pagamento. Existem alíquotas de 1%, 2% ou 3%, conforme o risco de acidente do trabalho e de acordo com a atividade da empresa.

"Essas alíquotas podem aumentar em até 100% se a empresa tem muitas ocorrências acidentes de trabalho, e reduzir em até 50% se não tiver", diz Adriane. "É um incentivo para que os empregadores invistam em segurança do trabalho e evitem os acidentes, que refletem tanto na Previdência quanto na questão trabalhista."

COMO PEDIR O AUXÍLIO-DOENÇA?

O pedido deve ser feito pelo Meu INSS ou pela Central Telefônica 135:

Entre no Meu INSS;

Clique em "Pedir Benefício por Incapacidade";

Selecione o tipo de perícia e siga as orientações que aparecem na tela;

Informe os dados necessários para concluir seu pedido.

É necessário comprovar a incapacidade para o trabalho por meio de atestado médico e documentos complementares.

O atestado e os documentos complementares sobre a doença serão submetidos à perícia médica, que fará a análise documental e irá estabelecer tempo de duração do benefício. Caso necessário, com outro atestado, o segurado pode solicitar a prorrogação do benefício, desde que a soma deles não ultrapasse 180 dias, segundo informou o INSS.

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O HOJE

Deputados da base governista cobram explicações do secretário estadual de Saúde

Parlamentares demonstraram indignação com a postura de Rasível dos Reis

Durante a sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), nesta quinta-feira (13), deputados da base governista cobraram explicações ao Secretário Estadual de Saúde, Rasível dos Reis, pela falta de remédios para pacientes com fibrose pulmonar idiopática – doença respiratória crônica – cadastrados na Central Estadual de Medicação de Alto Custo (Cemac) Juarez Barbosa. 

Com a palavra, o líder do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) na Alego, Talles Barreto (União Brasil), expôs a situação e convidou o secretário para comparecer à Assembleia, para esclarecer a falta de medicamento. “Na comissão de Saúde, se nós tivermos a oportunidade, a gente faz um esclarecimento para a sociedade, porque tem 300 pessoas que estão sem medicamento… Ele [Rasível] tem que dar satisfação para a população. Ele esteve aqui e afirmou que ‘deve satisfação’ ao governador. Não, ele deve satisfação a quem representa o povo de Goiás aqui [na Alego]”.

O deputado Clécio Alves (Republicanos) também não poupou críticas a Rasível. “Esse sujeito que se apresenta como secretário de saúde, que eu não sei nem de onde ele veio e não me interessa saber, ele presta um desserviço ao Estado de Goiás. Ele é atrevido, sem educação”. 

O parlamentar ainda elogiou Barreto, que expôs a situação mesmo sendo o líder do governo na Casa. Se referindo ao secretário como “bicho de pé”, Clécio ainda disse que caso o Rasível não aceite o convite, que ele seja convocado. 

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JORNAL OPÇÃO

Inadimplência do IMAS causa nova crise na saúde de Goiânia; prestadores avaliam greve

As dívidas ultrapassam R$ 100 milhões, afetando 44 prestadores, incluindo clínicas oncológicas, hospitais, laboratórios e bancos de sangue

O Sindicato dos Laboratórios de Análises e Bancos de Sangue do Estado de Goiás (SINDILABS-GO) fez alerta sobre a inadimplência do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS), que atende servidores municipais e seu dependentes.

De acordo com o sindicato, prestadores de serviço da saúde não recebem pagamentos devidos pelo IMAS desde fevereiro 2024. Além disso, outros fornecedores sofrem com atrasos desde agosto do mesmo ano.

Por conta dos atrasos, as dívidas ultrapassam R$ 100 milhões, afetando 44 prestadores, incluindo clínicas oncológicas, hospitais, laboratórios e bancos de sangue.

Em janeiro deste ano, o presidente do IMAS se comprometeu em apresentar, em prazo de 10 dias, um cronograma de pagamento das dívidas acumuladas, priorizando a quitação de débitos de 2024 e anos anteriores. O cronograma visa assegurar a continuidade dos serviços essenciais. Na ocasião, foi prometido que os pagamentos referentes às competências de julho de 2024 em diante seriam regularizados até março de 2025.

Contudo, o sindicato afirma que em fevereiro deste ano houve a promessa de quitação das competências de outubro e novembro de 2024 até o dia 28/02/2025, além da elaboração de um cronograma para os débitos anteriores. Entretanto, nenhum pagamento foi feito e nenhum cronograma foi apresentado até a segunda semana de março.

Por conta dos atrasos, prestadores de serviço avaliam iniciar uma greve. Alguns destes já recorreram à Justiça em busca de soluções, já que a falta de pagamento ameaça a sustentabilidade dos serviços de saúde em Goiânia.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do IMAS e ainda aguarda retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Em nota, o IMAS afirmou que “trabalha para encontrar soluções para os problemas financeiros herdados de gestões anteriores”.

Crise no IMAS

Ao longo do de 2024 o Jornal Opção mostrou que o instituto sobre com várias paralisações de prestadores de serviços. Em maio usuários do Imas com câncer ficaram sem atendimento no Ingoh e Hemolabor.

Nos meses de março e abril, o Hospital Infantil de Campinas (HIC) suspendeu os atendimentos, que retornaram após a troca do presidente Marcelo Teixeira pela médica Gardene Moreira, e os pagamentos de duas de oito parcelas atrasadas. Agora, a crise se agravou com o atendimento de pacientes para prevenir e tratar casos de câncer. A dívida com a unidade de saúde chegou a R$ 137 mil segundo a diretoria.

Leia a nota íntegra

A atual gestão do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) esclarece que trabalha para encontrar soluções para os problemas financeiros históricos herdados de gestões anteriores. Foi iniciado no último dia 7 de março o pagamento dos prestadores de serviços, que será feito de forma contínua e progressiva.

O Instituto seguirá um cronograma de pagamento baseado na referência dos serviços prestados, de forma escalonada, com previsão de quitação das pendências mais recentes o mais breve possível.

A gestão do Imas mantém diálogo transparente com os representantes dos prestadores de serviço, respondendo todas as demandas apresentadas, dentro da capacidade de planejamento financeiro do Instituto.

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PORTAL G1

Falta de transparência, despesas elevadas, conflitos de interesse: CFM publica intervenção no Cremerj e afasta 8 da diretoria

A intervenção do Conselho Federal de Medicina (CFM) publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (14) tem como base uma investigação do órgão que constatou 'uma situação de ineficiência e desorganização administrativa massiva e generalizada'.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou em uma resolução no Diário Oficial da União desta sexta-feira (14) a intervenção no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj). Oitos membros da diretoria do órgão foram afastados de suas funções, entre eles, o presidente Walter Palis Ventura.

A medida tem como base uma investigação do CFM realizada em janeiro que constatou problemas como a falta de transparência nos gastos, despesas elevadas e conflitos de interesse, entre outras irregularidades.

Durante dez dias, a equipe do CFM analisou diversos documentos, incluindo receitas, despesas, balanços e relatórios contábeis, com foco na gestão iniciada em outubro de 2023.

Segundo o CFM, os problemas identificados na vistoria constatam "diversos atos que expõem o Cremerj a penalidades e riscos legais e financeiros significativos". Entre os apontamentos estão:

despesas elevadas e desnecessárias com instalações provisórias, o que resultou em altos custos com aluguéis e condomínios;

desrespeito às normas legais de compra e pagamentos de fornecedores;

falta de transparência e controle em informações sobre concessões e pagamentos;

aumento de despesa com pessoal sem observar as exigências legais;

ineficiência na gestão financeira, comprovada por resultados financeiros deficitários nos últimos exercícios, levando à necessidade de empréstimos em 2023 e antecipação de receitas em 2024;

e conflitos de interesse e uso indevido de recursos públicos.

De acordo com o documento que determinou a intervenção, estão afastados de suas funções na diretoria do Cremerj:

Walter Palis Ventura (presidente);

Luiz Fernando Nunes (primeiro vice-presidente);

Marcelo Erthal Moreira de Azeredo (segundo vice-presidente);

Yuri Salles Lutz (secretário geral);

Ricardo Farias Júnior (primeiro secretario);

Sylvio Sergio Neves Provenzano (segundo secretario);

Joel Carlos Barros Silveira Filho (tesoureiro);

e Katia Telles Nogueira (primeira tesoureira).

O g1 tenta contato com os diretores afastados.

Diretoria provisória

Com o afastamento de 8 integrantes da diretoria atual, um novo grupo provisório será montado para comandar o Cremerj durante a intervenção.

A determinação publicada nesta sexta apontou que o novo presidente do órgão será o conselheiro federal titular Alexandre de Menezes Rodrigues, do CRM-MG.

A diretoria provisória também contará com o conselheiro federal suplente Alceu José Peixoto Pimentel, do CRM-AL, que atuará como secretário-geral. O tesoureiro provisório do Cremerj será o conselheiro federal titular Ademar Carlos Augusto, do CRM-AM.

Os atuais ocupantes dos cargos de corregedor, vice-corregedor e diretor de sede e representações não perderam suas funções administrativas e de conselheiros no Cremerj. Contudo, eles não terão direito a voz e voto nas reuniões da diretoria provisória.

A diretoria provisória deverá apresentar relatórios trimestrais de sua gestão ao CFM, que avaliará a necessidade de manter a intervenção ou não.

A medida visa facilitar a adoção de providências para o restabelecimento da eficiência administrativa, da regularidade institucional e do equilíbrio das contas públicas da autarquia, além de permitir a abertura de processos internos para apuração de responsabilidades.

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TV ANHANGUERA

Idosa de 68 anos morre um dia depois de conseguir vaga em leito de UTI, em Nerópolis

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-1-edicao/video/idosa-de-68-anos-morre-um-dia-depois-de-conseguir-vaga-em-leito-de-uti-em-neropolis-13420225.ghtml

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Assessoria de Comunicação