Postado em: 12/03/2025

CLIPPING AHPACEG 12/03/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Idosa enfrenta dificuldades para conseguir vaga em UTI de Goiânia

Bruno Magalhães D'Abadia assume presidência do Ipasgo Saúde

Goiânia registra 4,7 mil casos de doenças respiratórias em 2025

Saúde aumenta em 28% o número de atendimentos ortopédicos em Goiânia

Einstein amplia a participação de pacientes com Conselhos Consultivos

NR-1 e a saúde mental no setor hospitalar: quais serão as adaptações necessárias?

Hotelaria hospitalar: como arquitetura e gestão impactam a experiência do paciente

Mercado de dispositivos médicos cresceu 11,5% em 2024

Padilha reúne-se com 10 entidades médicas em primeiros dias na Saúde

MP aciona TCU contra Padilha por conflito de interesses na Saúde

TV ANHANGUERA

Idosa enfrenta dificuldades para conseguir vaga em UTI de Goiânia

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-1-edicao/video/idosa-enfrenta-dificuldades-para-conseguir-vaga-em-uti-de-goiania-13410104.ghtml

A REDAÇÃO

Bruno Magalhães D'Abadia assume presidência do Ipasgo Saúde

Bruno Magalhães D'Abadia assumiu nesta terça-feira (11/3) a presidência do Ipasgo Saúde. À frente do maior plano de saúde de Goiás e da maior autogestão do Brasil, ele vai conduzir a modernização e adequação da instituição às normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em curso desde abril de 2023. A previsão é que esse processo seja concluído até o final deste ano.

Contador, engenheiro mecatrônico, mestre em economia, com experiência no setor público e na regulação de mercados, D'Abadia também terá como foco a otimização de recursos e a redução de custos operacionais. O objetivo é garantir viabilidade econômica ao plano sem comprometer a assistência prestada aos quase 600 mil beneficiários do Ipasgo Saúde. A instituição injeta mais de R$ 2 bilhões por ano no setor da saúde, tem a maior rede credenciada de Goiás – composta por quase cinco mil prestadores – e desempenha um papel estratégico na economia goiana. 

“Mais do que um serviço de assistência à saúde, o Ipasgo Saúde é uma rede de proteção que garante atendimento médico-hospitalar a milhares de famílias, movimenta um setor essencial e impacta de forma direta a vida dos goianos. A missão que temos pela frente é clara: assistência de qualidade, valorização da rede credenciada e assegurar que a instituição opere dentro dos mais altos padrões do setor”, afirma Bruno.

Trajetória
Servidor da Câmara dos Deputados, o novo presidente do Ipasgo Saúde começou a trajetória profissional na Petrobras, integrou a carreira de auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) e, entre outras experiências, foi professor da Universidade de Brasília, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad) e diretor na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

De 2019 a 2023, integrou o Governo de Goiás. D'Abadia foi secretário de Estado da Administração (Sead), além de conselheiro na Saneago, na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) e na Goiás Parcerias. De volta a Goiás, Bruno deve fortalecer a autogestão, garantir conformidade regulatória, aprimorar as operações, ampliar a qualidade dos serviços e consolidar o Ipasgo Saúde como referência nacional em saúde suplementar. “O desafio é grande, mas a nossa determinação em garantir serviços de saúde de qualidade para os goianos é ainda maior”, completa.

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Goiânia registra 4,7 mil casos de doenças respiratórias em 2025

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), divulgou nesta segunda-feira (10/3) que a capital registrou 4.745 casos de doenças respiratórias neste ano. Segundo a pasta, as síndromes mais comuns são influenza, bronquiolite, pneumonia e covid-19.

“O aumento de infecções das vias aéreas superiores com a volta às aulas e o período pós-carnaval, além do avanço da dengue, pressiona a rede de saúde”, afirma o titular da SMS, Luiz Pellizzer.

Por isso, a secretaria alerta para a importância da vacinação contra covid-19 e influenza, que previne o desenvolvimento de formas graves das doenças, além do cadastramento das crianças que tem direito a receber medicação gratuita contra bronquiolite pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A cobertura vacinal dessas doenças tem uma curva decrescente e sabemos que a evolução das doenças respiratórias no público pediátrico é muito mais rápida, com maiores chances de agravamento do quadro clínico”, pontua o médico e assessor técnico da SMS, Frank Cardoso.

Segundo a SMS, Goiânia tem 15 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) confirmados em 2025, a maioria de idosos (7) e crianças menores de um ano de idade (3). A principal causa de doenças respiratórias em crianças menores de dois anos é a infecção por vírus sincicial respiratório (VSR), enquanto em crianças de 2 a 14 anos prevalecem as infecções por rinovírus. Já entre os idosos, os maiores índices de contaminação são por covid-19.

Cuidados

De acordo com médicos da SMS, medidas simples podem evitar a disseminação de agentes patógenos que causam síndromes respiratórias como vírus, bactérias e fungos. “É essencial higienizar corretamente as mãos várias vezes ao dia, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e evitar o contato com pessoas sintomáticas”, explica Frank Cardoso.

A SMS recomenda ainda evitar aglomerações, usar álcool em gel, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e utilizar máscaras de proteção facial ao visitar crianças menores de 2 anos. Segundo o Ministério da Saúde, oito dos 11 estados que compõem as regiões norte e centro-oeste, incluindo Goiás, estão em nível de risco/alerta por SRAG. 

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Saúde aumenta em 28% o número de atendimentos ortopédicos em Goiânia

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, reinaugurou nesta terça-feira (11/3) o Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia (CROF), que passou por reforma para modernização das instalações e aprimoramento dos serviços. Com a mudança, a unidade passa a atender exclusivamente pacientes encaminhados via regulação para consultas e tratamentos ambulatoriais em ortopedia e fisioterapia. Os casos de urgência e emergência foram descentralizados para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos setores Itaipu, Jardim América, Novo Mundo e Noroeste.  

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia optou por manter no CROF apenas os atendimentos ambulatoriais, direcionando pacientes para fisioterapia, traumatologia e ortopedia geral e especializada. Os encaminhamentos são feitos pelas unidades da rede de atenção básica, por meio do Complexo Regulador Municipal. Dessa forma, quem necessitar de atendimento ortopédico de urgência deve procurar uma das UPAs especializadas. O CROF está localizado na Rua 17, número 18, no Setor Aeroviário.

Desde a última quinta-feira (06/03), o centro retomou os acompanhamentos especializados de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, a descentralização dos atendimentos melhorou a capacidade de resposta da rede pública. “Com quatro pontos de assistência espalhados pela cidade, conseguimos aumentar em 28% o número de atendimentos ortopédicos nos últimos dias”, afirmou.  

Redistribuição dos serviço
Durante a cerimônia de reinauguração, o prefeito Sandro Mabel destacou que a redistribuição dos serviços busca facilitar o acesso da população aos atendimentos de urgência ortopédica. “Nosso objetivo é garantir que o atendimento esteja mais próximo da casa das pessoas. Não adianta concentrar tudo em um só lugar, obrigando os pacientes a percorrerem longas distâncias”, pontuou.  

O secretário de Saúde também ressaltou a importância da reforma para tornar o espaço mais funcional e ampliar a qualidade do atendimento. “A modernização incluiu a reestruturação do centro cirúrgico, que será inaugurado na próxima fase. Já concluímos 92% das obras e, em breve, poderemos realizar pequenas cirurgias no próprio CROF, garantindo um serviço mais completo e eficiente para a população”, explicou.  

Reforma

A reforma do CROF está em fase final, com 92% das obras concluídas. Ainda restam intervenções pontuais na rede elétrica e a finalização do centro cirúrgico. No entanto, como o contrato com a empresa responsável pela obra foi suspenso por recomendação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a SMS optou por retomar os atendimentos nas áreas já reformadas. 

A reabertura da unidade também trouxe economia aos cofres públicos. Durante a reforma, os atendimentos ambulatoriais foram transferidos para um imóvel alugado pela Secretaria de Saúde, cujo contrato estava próximo do vencimento. Com o retorno para a sede própria, a pasta deixará de gastar cerca de R$ 20 mil mensais com aluguel. 

Com capacidade para 600 atendimentos semanais, o CROF oferece consultas, exames, terapias e pequenos procedimentos nas áreas de ortopedia e fisioterapia. A equipe multidisciplinar conta com fisioterapeutas, ortopedistas, um médico dermatologista especializado em reabilitação hansênica, enfermeiros e técnicos de enfermagem.  

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SAÚDE BUSINESS

Einstein amplia a participação de pacientes com Conselhos Consultivos

Iniciativa amplia a atuação de pacientes e familiares em temas estratégicos, fortalecendo a cocriação em educação, treinamento, infraestrutura e comunicação.

Desde 2010, o Hospital Israelita Albert Einstein implementa os Conselhos Consultivos de Pacientes e Familiares, uma prática alinhada à certificação Planetree, que busca promover a humanização no atendimento. 

Inicialmente, os conselhos eram compostos por pacientes que compartilhavam suas experiências, apresentando desafios e sugestões de melhoria. Com o tempo, a iniciativa, pioneira no Brasil, foi evoluindo para um modelo mais colaborativo, estimulando o diálogo entre pacientes, familiares e profissionais de saúde. Segundo Ana Merzel, coordenadora dos Conselhos Consultivos, a iniciativa se tornou mais eficaz com a cocriação e a construção conjunta de soluções. 

Reformulação e ampliação dos Conselhos Consultivos 

Em 2022, seguindo orientações da Planetree, o Einstein remodelou os conselhos, ampliando seu escopo para a identificação de problemas, criação de soluções e testes de novas abordagens. Com essa mudança, os conselhos passaram a se concentrar em áreas específicas como educação do paciente, treinamento da equipe, infraestrutura e canais de comunicação, em vez de focar em grupos específicos de pacientes. 

Atualmente, o hospital conta com seis conselhos ativos, compostos por 132 pacientes e familiares voluntários. As áreas atendidas por esses conselhos incluem: educação e engajamento do paciente e da família; treinamento de equipe; diversidade, inclusão e acessibilidade; comunicação com pacientes; segurança do paciente Júlia Lima; e infraestrutura, hotelaria e facilities. 

Diversidade e equidade no processo de seleção 

A seleção dos participantes leva em consideração critérios que garantem a representação de grupos minorizados e exige que os voluntários tenham experiências recentes dentro da organização. 

“A experiência com os Conselhos Consultivos tem sido positiva e, por meio do Escritório de Excelência, incentivamos outras instituições de saúde a adotar iniciativas semelhantes. Além de promover melhorias no atendimento, essa prática contribui para fortalecer a relação entre o hospital e os pacientes, destacando a importância da humanização nos cuidados em saúde”, afirma a Dra. Flávia Camargo, diretora de Experiência em Saúde do Einstein. 

Impactos e fesultados de 2024 

Os conselhos também têm contribuído com o treinamento da equipe. Pacientes ajudaram na criação de casos reais para workshops de enfermagem, participaram de pilotos de treinamento e gravaram vídeos sobre a importância dessa capacitação. Em 2024, os resultados mostraram um retorno de 70% nas avaliações dos participantes dos conselhos, além de um aumento no Net Promoter Score (NPS) para 92%, representando um crescimento de 7 pontos percentuais em relação ao ano anterior. 

A atuação dos conselhos gerou resultados em diversas áreas do hospital, incluindo capacitação da equipe, com pacientes contribuindo na construção de casos e validação de treinamentos; educação e engajamento do paciente, com o desenvolvimento de materiais educativos, como vídeos explicativos, com a participação dos pacientes; e nos canais de comunicação, com os pacientes influenciando o design e conteúdo do site, buscando tornar as plataformas mais acessíveis e intuitivas. 

Expansão e planejamento para o futuro 

Em 2025, o Einstein planeja expandir a atuação dos conselhos em suas unidades fora de São Paulo e criar novas frentes temáticas. A iniciativa também buscará aprimorar a coleta de feedback, utilizando métodos assíncronos, ampliando o engajamento e fortalecendo a parceria com os pacientes, visando oferecer um atendimento ainda mais personalizado. 

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NR-1 e a saúde mental no setor hospitalar: quais serão as adaptações necessárias?

Atualização da norma obriga empresas a adotarem medidas para prevenir transtornos mentais e promover ambientes mais saudáveis e produtivos.

A partir de maio de 2025, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego, passará a exigir que empresas avaliem e gerenciem os riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A medida tem como objetivo promover a saúde mental dos colaboradores e criar condições mais seguras e produtivas, prevenindo transtornos como burnout e estresse crônico. 

Impacto dos transtornos mentais no trabalho 

Dados do Ministério da Previdência Social indicam que, em 2024, 141.414 trabalhadores foram afastados devido a transtornos ansiosos, enquanto 113.604 tiveram licenças por episódios depressivos. Essas condições ocuparam o quarto e o quinto lugar, respectivamente, entre as principais causas de afastamento por incapacidade temporária. Os números superam os registrados em 2023, quando 80.276 trabalhadores foram afastados por transtornos de ansiedade e 67.399 por depressão. 

Riscos psicossociais no setor da saúde 

No setor da saúde, os profissionais estão expostos a altos níveis de estresse, ansiedade, depressão e burnout. Fatores como jornadas exaustivas, demandas emocionais intensas e contato constante com o sofrimento humano aumentam a vulnerabilidade desses trabalhadores. Diante desse cenário, gestores precisam implementar medidas que garantam a identificação e a gestão eficaz dos riscos psicossociais. 

Importância da prevenção e do suporte aos profissionais 

O diretor-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), Edson Rogatti, ressalta a importância da prevenção. “Os profissionais de saúde enfrentam desafios diários que impactam diretamente sua saúde mental. Implementar práticas de prevenção ao estresse e burnout é essencial para garantir que possam continuar oferecendo o melhor atendimento aos pacientes”, afirma. 

O setor filantrópico de saúde, responsável por mais da metade dos atendimentos de média e alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS), também precisa adotar estratégias para apoiar seus profissionais. Rogatti destaca a importância da capacitação de líderes para identificar sinais de problemas psicológicos e atuar de forma proativa. “Conversas periódicas entre gestores e colaboradores são fundamentais para que os profissionais possam expressar preocupações e relatar sinais de esgotamento emocional”, acrescenta. 

Criação de ambientes de trabalho saudáveis 

Além do suporte individual, a promoção de um ambiente de trabalho colaborativo e respeitoso também é fundamental. Segundo Rogatti, a implementação de políticas contra o assédio moral e a violência no trabalho é uma medida essencial para garantir um clima organizacional saudável. 

Retenção de talentos e bem-estar organizacional 

Investir na saúde mental dos profissionais da saúde também impacta a retenção de talentos. “Profissionais que se sentem apoiados têm maior propensão a permanecer em suas funções e a se engajar de forma produtiva com suas equipes e pacientes”, pontua Rogatti. Ele reforça que a criação de uma cultura organizacional voltada ao bem-estar dos colaboradores deve incluir práticas contínuas de apoio psicológico, treinamentos e monitoramento das condições de trabalho. 

Com a entrada em vigor da atualização da NR-1, a gestão dos riscos psicossociais se torna uma responsabilidade formal das empresas. A implementação de medidas preventivas e de apoio pode beneficiar tanto os trabalhadores quanto a produtividade e a segurança das organizações. 

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Hotelaria hospitalar: como arquitetura e gestão impactam a experiência do paciente

Especialistas discutem na Hospitalar Hub como o planejamento de espaços e a eficiência operacional podem reduzir custos e melhorar a qualidade dos serviços na saúde.

A relação entre arquitetura, gestão de processos e experiência do usuário foi o foco do debate online sobre o Congresso de Hotelaria e Facilities, promovido pela Hospitalar Hub. O congresso, marcado para os dias 20 e 21 de maio, durante a Hospitalar, discutirá o impacto da hotelaria e facilities na redução de custos, na qualidade dos serviços prestados e na experiência do cliente. Além disso, abordará iniciativas inovadoras para otimizar a gestão desses serviços no setor da saúde. 

No evento online realizado em 26 de fevereiro, especialistas compartilharam insights sobre como o planejamento adequado de espaços e a eficiência operacional podem transformar a experiência hospitalar. A discussão foi conduzida por Marcelo Boeger, curador do congresso, e contou com a participação de Bia Gadia, diretora da Bia Gadia Design, Carlos Castanheira, superintendente de Operações do Real Hospital Português, e Mariana Caetano, gerente de Customer Experience do Hospital Sírio-Libanês. 

Boeger ressaltou a importância da troca de conhecimento e da disseminação de boas práticas na gestão de infraestrutura hospitalar. “Estamos falando de um espaço essencial para a inovação em serviços de saúde, reunindo stakeholders comprometidos com soluções mais eficientes e humanizadas”, afirmou. 

Arquitetura e experiência do paciente 

Bia Gadia trouxe um case inovador: o Blanc Hospital, em São Paulo. O projeto se destacou por integrar espaços e processos de maneira fluida, eliminando recepções tradicionais e priorizando a experiência do paciente. “Hoje, não dá mais para projetar um hospital isoladamente. A arquitetura precisa ser cocriada com os usuários”, ressaltou. 

No Blanc, o agendamento e toda a documentação são feitos digitalmente, garantindo um fluxo sem barreiras desde a chegada até o atendimento. “A recepção, para nós, é falta de processo bem desenhado. Se tudo estiver planejado, não há necessidade de filas ou burocracia na entrada”, explicou a arquiteta. 

Outro diferencial é o conceito de humanização aplicado ao design do hospital. “Criamos espaços que reduzem a ansiedade do paciente e do acompanhante, como o foyer com poltronas privativas e painéis informativos inspirados em aeroportos”, exemplificou Bia. A solução foi desenvolvida após ouvir queixas recorrentes sobre a falta de informação e conforto. 

Eficiência operacional e tecnologia 

No Real Hospital Português, o desafio é manter a eficiência em um ambiente com 675 leitos e operações complexas. “Quando cheguei, levava mais de uma hora para um higienista entrar em um quarto após a saída de um paciente. Hoje, reduzimos esse tempo para 21 minutos”, contou Carlos Castanheira. 

A transformação digital tem sido um dos pilares dessa evolução. “Temos um centro de comando que monitora processos em tempo real, garantindo que as cirurgias comecem sem atrasos e que a alta hospitalar ocorra no tempo certo”, explicou. Essa abordagem permitiu otimizar leitos sem necessidade de expansão física, apenas melhorando a gestão. “Cada minuto economizado representa um leito a mais em operação”, destacou. 

Para tornar a logística hospitalar mais ágil, o hospital investiu em tecnologia de rastreamento. “Todos os maqueiros, higienistas e equipes de apoio usam dispositivos conectados via Wi-Fi, permitindo monitoramento em tempo real e evitando atrasos nos atendimentos”, detalhou Castanheira. 

O papel das pessoas 

Já para Mariana Caetano, gerente de Customer Experience do Hospital Sírio-Libanês, a hotelaria hospitalar vai além de infraestrutura e processos. “Não adianta um espaço bem projetado e processos eficientes se as pessoas que executam as tarefas estão desmotivadas”, alertou. O desafio, segundo ela, é capacitar e engajar equipes para garantir que o atendimento ao paciente seja humanizado e acolhedor. 

A falta de profissionais qualificados também é um entrave. “Os colaboradores estão sobrecarregados, o que impacta diretamente na qualidade do atendimento. Precisamos investir na retenção de talentos e na formação de equipes multidisciplinares”, pontuou. 

Ela também ressaltou a necessidade de integrar tecnologia ao atendimento para melhorar a comunicação e otimizar os fluxos de trabalho. “Precisamos alinhar a voz do negócio com a voz do cliente. Projetos de sucesso não são apenas aqueles bem planejados, mas os que realmente consideram as necessidades dos pacientes e dos profissionais envolvidos”, completou. 

A importância da co-criação também foi citada como peça-chave, e p conceito já foi adotado por grandes instituições. “No Sírio-Libanês, buscamos envolver diferentes áreas na construção de soluções. Hospitais não são apenas locais de tratamento, mas espaços que precisam oferecer conforto, segurança e experiências positivas para todos os envolvidos”, afirmou. 

Olhar integrado é a chave para o sucesso 

O evento deixou claro que a inovação na hotelaria hospitalar passa por um equilíbrio entre espaços bem planejados, processos otimizados e uma equipe bem treinada. “Arquitetura não é apenas sobre espaços, mas sobre experiências”, concluiu Bia Gadia, reforçando a necessidade de um olhar integrado para a hospitalidade na saúde. 

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MEDICINA S/A

Mercado de dispositivos médicos cresceu 11,5% em 2024

Impulsionado pelo segmento de 'Reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro', o mercado de dispositivos médicos cresceu 11,5% em 2024, na comparação com o ano anterior. Os dados estão no Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS). 'Reagentes e analisadores' aumentaram 28,4%, 'Materiais e equipamentos para a saúde' tiveram alta de 5,6% e 'Próteses e implantes - OPME' subiram 5,2%.

O bom momento também se reflete no mercado de trabalho, com alta de 3,7%. Entre janeiro e dezembro, houve a abertura de 5.358 vagas nas atividades industriais e comerciais do setor de DMs, totalizando 149.955 trabalhadores nesse mercado, número que não inclui os empregados em serviços de complementação diagnóstica e terapêutica. O destaque foi para o 'Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, ortopédico e odontológico', com a abertura de 1.539 vagas.

Alta também nas importações de dispositivos médicos, de 19,4% e US$ 8.012 milhões, e nas exportações, com crescimento de 8,7% e soma de US$ 852 milhões, em 2024. "Apesar de 2024 ter sinalizado com um cenário de recuperação, iniciamos 2025 atentos às tensões comerciais e geopolíticas internacionais, pois o comércio de produtos médicos entre Brasil e Estados Unidos pode vir a ser dificultado com a alta de tarifas de importações norte-americanas. Por outro lado, no cenário nacional, o avanço do 5G deverá promover uma revolução na saúde, com o aumento de conexões simultâneas, baixo tempo de resposta e maior capacidade de tráfego. A Inteligência Artificial já é uma realidade em diversos hospitais da rede privada e chegou também no setor público, como é o caso do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, como mostra o Boletim. Essas tecnologias impulsionam o setor e melhoram a assistência à população", analisa o presidente Executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes.

Internações, cirurgias e exames

O Boletim Econômico ABIIS revela ainda que, em 2024, o número de internações no SUS cresceu 4,8%. Foram 13,8 milhões. Destaque para 'Métodos de diagnósticos em especialidades', com alta de 15,5%. As internações para tratamentos clínicos cresceram 3,9%. No mesmo período, caíram 9,9% as internações para parto, fato que se refletiu no fechamento de leitos obstétricos nas redes SUS (-320) e não SUS (-287).

A cirurgias em 2024 tiveram alta de 7,6%, em relação ao mesmo período de 2023. Foram realizados 6,2 milhões de procedimentos. As maiores altas foram em 'Cirurgia do aparelho da visão', e de 'pele, tecido subcutâneo e mucosa', com 23,1% e 17,1%, respectivamente.

Já os exames na rede pública aumentaram 6%, totalizando 1,3 bilhão, entre janeiro e dezembro de 2024. 'Diagnóstico por tomografia' registrou alta de 16,4% e 'Diagnóstico por ressonância magnética' subiu 12,4%.

O Boletim Econômico ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.

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CNN BRASIL

Padilha reúne-se com 10 entidades médicas em primeiros dias na Saúde

O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha , reuniu-se com representantes de dez entidades da área desde que tomou posse, na tarde de segunda-feira (10).

Segundo Padilha, isso reforça o compromisso com o diálogo e a construção de soluções conjuntas para a saúde pública.

Os encontros foram com Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Médica Brasileira (FMB), Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

O ministro afirma que a redução do tempo de espera para atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) , anunciada como sua principal meta, passa necessariamente pelo envolvimento dos profissionais médicos.

"Muito já foi feito, mas podemos avançar ainda mais. Precisamos mobilizar toda a estrutura e a força de trabalho do país para ampliar o acesso da população à saúde e garantir atendimento de qualidade para todos os brasileiros", disse.

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PORTAL UOL

MP aciona TCU contra Padilha por conflito de interesses na Saúde

O Ministério Público Federal de Contas acionou o TCU (Tribunal de Contas da União) para investigar possível conflito de interesses do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por ter assumido a "presidência de honra" de uma associação chinesa que tem interesses comerciais com a pasta.

O MP indica "conflito de interesse e atentatório à moralidade administrativa". Segundo o documento, ao qual o UOL teve acesso, a Brasil Hub China, onde o ministro já teria aceitado o cargo não remunerado, tem "interesses econômicos muito expressivos relacionados à área de atuação e a atividades custeadas com recursos do Ministério da Saúde".

Entre as empresas que compõem a associação estão a fornecedora de equipamentos médicos Mindray e a de logística farmacêutica Tegma. O caso foi revelado pelo portal Metrópoles ontem, no qual o documento, assinado hoje, é baseado.

Padilha teve o consentimento da Comissão de Ética da Presidência. No documento de liberação, ao qual o UOL teve acesso, a comissão diz que a associação "ainda não foi formalmente constituída" e que "não resta conflito de interesses". Procurada, a Saúde ainda não respondeu à reportagem.

Padilha assumiu oficialmente o ministério na última segunda. Segundo o Metrópoles, o fundador da China Hub Brasil, o empresário Youyang Jiang, já foi recebido ao menos três vezes por Padilha enquanto ele era ministro das Relações Institucionais. Também esteve presente em sua primeira posse, em 2023.

O MP argumenta que, mesmo em cargo não remunerado, a atitude do ministro "contribui para abalar a confiança da sociedade no governo". "O que está sob escrutínio público não é algum eventual rendimento financeiro extraordinário, mas o estabelecimento de relações caracterizadas por proximidade e intimidade excessivas e desnecessárias aos exercícios da função de ministro de Estado."

Documento do MPTCU

"Vale lembrar que o princípio da moralidade administrativa tem valor normativo e não meramente estético", diz o documento , assinado pelo subprocurador-geral Lucas Furtado. "Ante a pública e notória precariedade dos serviços que lhe são oferecidos, incluído os de saúde, a sociedade repele com veemência cada dia maior condutas imorais e suspeitas por parte das autoridades."

Comissão de Ética fez ressalvas para liberar ministro. Padilha poderia seguir nos dois cargos desde que não participasse de decisões que configurassem conflito de interesse nem que revelasse informações privilegiadas de Estado, por exemplo.

Documento do MPTCU

A associação, composta por gigantes chinesas de diferentes áreas, deverá ser lançada em São Paulo na próxima sexta. Até então, a presença de Padilha, como presidente de honra, era esperada, mas também não havia tido confirmação por parte de sua assessoria.

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Assessoria de Comunicação