CLIPPING AHPACEG 06/03/25
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Mais uma mulher denuncia abuso sexual cometido por cirurgião
Inteligência artificial amplia eficiência nos hospitais, mas exige planejamento
5G na saúde: desafios regulatórios, financeiros e de infraestrutura
Sírio-Libanês é eleito um dos melhores hospitais do mundo pela sexta vez
Artigo - Como a tecnologia pode ajudar a virar o jogo na saúde suplementar
TV ANHANGUERA
Mais uma mulher denuncia abuso sexual cometido por cirurgião
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SAÚDE BUSINESS
Inteligência artificial amplia eficiência nos hospitais, mas exige planejamento
Tema foi debatido na Jornada Digital Anahp, onde especialistas destacaram benefícios da tecnologia e os desafios para sua implementação segura e eficiente.
A Inteligência Artificial (IA) vem se consolidando como uma ferramenta estratégica na área da saúde, contribuindo para maior eficiência, segurança e personalização no atendimento. Esse foi o foco do debate que encerrou a primeira Jornada Digital Anahp de 2025, realizada na última quinta-feira (27), com destaque para o impacto da IA na eficiência operacional das instituições de saúde.
O evento, que reuniu 590 participantes online, ressaltou que, apesar dos benefícios, a implementação da IA exige planejamento, integração cuidadosa e supervisão contínua. “A IA, por si só, não resolve problemas. O grande desafio é integrá-la ao ambiente hospitalar sem criar barreiras para os profissionais”, afirmou Marco Bego, diretor-executivo do Instituto de Radiologia do HCFMUSP. Ele destacou que um dos principais desafios no InRad foi adaptar a IA aos sistemas legados dos hospitais, garantindo que sua implementação não comprometesse fluxos já estabelecidos.
IA como apoio ao atendimento humanizado
Um dos receios mais comuns sobre a IA na saúde é o risco de tornar o atendimento mais impessoal ou substituir o papel dos médicos. No entanto, os especialistas enfatizaram que a tecnologia deve atuar como ferramenta de apoio, permitindo que os profissionais tenham mais tempo para o contato humano. “Quando bem aplicada, a IA melhora a relação médico-paciente. Ela assume tarefas burocráticas, permitindo que os profissionais foquem no que realmente importa: o cuidado”, destacou Felipe Cabral, gerente médico de Saúde Digital do Hospital Moinhos de Vento, que moderou o debate.
Previsibilidade e segurança no ambiente hospitalar
Os participantes também ressaltaram o papel dos modelos preditivos baseados em IA na gestão hospitalar, permitindo antecipar picos de atendimento, ajustar escalas de trabalho e prever necessidades de internação. “Quando conseguimos antecipar a demanda, ganhamos eficiência e qualidade. A IA nos dá previsibilidade e reduz desperdícios operacionais”, explicou Victor Gadelha, Head de Educação, Pesquisa e Inovação da Dasa.
Essa perspectiva foi reforçada por Vitor Ferreira, CIO do Sabará Hospital Infantil, ao destacar o uso da IA no monitoramento de prontuários eletrônicos para identificar padrões que indicam riscos ao paciente, como interações medicamentosas perigosas ou sinais precoces de deterioração clínica. “A IA é um apoio essencial para a segurança do paciente. Ao cruzar dados em tempo real, conseguimos agir antes que um evento adverso aconteça”, pontuou.
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5G na saúde: desafios regulatórios, financeiros e de infraestrutura
Para que a tecnologia seja implementada, de forma plena, e traga os benefícios esperados para a saúde, é necessária a união de diferentes atores do setor.
A tecnologia 5G tem o potencial de revolucionar a saúde, viabilizando desde atendimentos remotos com baixa latência até procedimentos médicos mais precisos e conectados. No entanto, sua implementação no setor enfrenta desafios complexos, que vão desde barreiras financeiras e estruturais até entraves regulatórios e de segurança.
Embora a cobertura do 5G no Brasil tenha avançado, sua adoção plena na saúde ainda depende de investimentos, modernização da infraestrutura hospitalar e estratégias para garantir a proteção de dados dos pacientes. O caminho para essa transformação já começou, mas exige um esforço coordenado entre o setor público e privado.
Atualmente, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 62,98% dos moradores do Brasil estão cobertos pelo 5G. Esse percentual é distribuído entre 73,09% dos moradores em áreas urbanas, e 8,18% em áreas rurais. A expectativa é de que, para os próximos anos, a tecnologia, especificamente na área de saúde, possa entregar o que se espera, como velocidade e tempo de latência reduzido em prol de melhor acesso à saúde. Porém, existem vários obstáculos a serem vencidos.
Desafios estruturais
A expansão do 5G no Brasil enfrenta dificuldades estruturais expressivas, incluindo a necessidade de instalação de novas antenas e equipamentos, principalmente em regiões remotas e de difícil acesso. Além da conectividade limitada, há problemas adicionais, como a falta de fornecimento contínuo de energia elétrica e a substituição de equipamentos obsoletos que não suportam a nova tecnologia.
“Ao mesmo tempo, a segurança cibernética surge como um fator crítico, exigindo medidas rigorosas para proteger a integridade da rede e dos dispositivos conectados, prevenindo ataques e acessos não autorizados que poderiam comprometer dados e serviços essenciais”, analisa Sérgio Portugal, professor da Pós-Graduação em Gestão de Negócios da Saúde da Fundação Dom Cabral (FDC).
Uma das características do 5G é a latência muito baixa, o que favorece a utilização para aplicações classificadas como missão crítica, ou seja, onde não pode haver falhas. Isso implica em densificação da rede com mais antenas e pequenos sites (small cells), o que demanda investimentos e adaptação da infraestrutura hospitalar para suportar essa conectividade.
“Muitos hospitais não possuem estrutura adequada para receber novos equipamentos de telecomunicação. Em locais de menos concentração populacional e mais afastados, o desafio reside na capilaridade da rede de fibra óptica, o que dificulta ainda mais a adoção da tecnologia”, aponta Matheus Rodrigues, sócio líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações na Deloitte Brasil.
Custos: uma das grandes barreiras
Segundo Donizetti Louro, consultor especialista da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), embora existam alguns mecanismos financeiros, não há incentivos diretos de financiamento para a adoção do 5G na saúde. Programas, como os do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), fornecem apoio financeiro para a transformação digital, mas o apoio específico para iniciativas de saúde 5G é limitado.
Nos hospitais, os custos são um desafio ainda mais complexo de ser vencido, na análise de Rodrigues, principalmente naqueles de pequeno porte, com uma infraestrutura tecnológica menor e geralmente orçamentos reduzidos. A tecnologia ainda tem um alto custo para implementação, principalmente onde a infraestrutura é mais antiga.
“A implementação do 5G em hospitais de menor porte é dificultada pelo alto custo de infraestrutura e pela falta de incentivos financeiros específicos”, diz Louro. Contudo, há soluções tecnológicas que podem tornar a implantação mais barata e também ações que podem gerar a obtenção de incentivos fiscais, o que varia conforme município e estado.
O especialista destaca que quem investe em inovação em saúde relacionada ao 5G pode se qualificar para incentivos fiscais sob a Lei 11.196/2005 (Lei do Bem), mas o processo é lento e burocrático. “Por outro lado, temos as Parcerias Público-Privadas (PPPs) com iniciativas de universidades, centros de pesquisa e hospitais privados que conseguem financiamento privado para programas-piloto 5G, porém as instituições públicas de saúde lutam para obter recursos comparáveis e funcionais.”
Entraves regulatórios e a proteção de dados
As questões regulatórias são consideradas um dos principais fatores responsáveis pela não adoção do 5G e podem ser observadas na dificuldade de conciliar o avanço da tecnologia com as autorizações de instalação de equipamentos em ambiente hospitalar.
Na avaliação de Louro, os atrasos na alocação e licenciamento de espectro da tecnologia 5G no setor de saúde brasileiro estão atrelados a atrasos regulatórios na liberação de frequência e implementação de infraestrutura, as quais prejudicaram sua aplicabilidade prática na área da saúde.
“Paralelamente, os cuidados com o gerenciamento e a transferência de dados confidenciais de pacientes em redes 5G reiteraram as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que aumentou consideravelmente as análises de segurança, criptografia e armazenamento. Por outro lado, a certificação de dispositivos médicos habilitados para 5G (como instrumentos de cirurgia remota e diagnósticos alimentados por inteligência artificial) também exigem aprovação regulatória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), processo demorado e burocrático.”
Existem diversas atividades, tais como a telemedicina, que é regida pela Lei 13.989/2020, mas para a qual não há uma estrutura legal explícita para aplicações 5G, como cirurgia robótica em tempo real e diagnóstico orientado por inteligência artificial.
Para o professor da FDC, são necessárias diretrizes mais claras sobre o uso de dados de pacientes e a obtenção de aprovações para a instalação de infraestrutura. “A LGPD exige uma abordagem rigorosa no manuseio de informações sensíveis, demandando políticas de segurança robustas e mecanismos eficientes de consentimento e auditoria.”
O desenvolvimento de protocolos de segurança, a implementação de criptografia avançada e a criação de sistemas de monitoramento contínuo são passos que se mostram essenciais para garantir a integridade das informações. “Além disso, educar usuários e profissionais de saúde sobre boas práticas de segurança digital pode reduzir riscos e fortalecer a confiança na nova tecnologia”, diz Portugal.
Louro, da Abimo, destaca que a privacidade dos dados é um tema que merece muita atenção, pois o fluxo de dados em tempo real de alta velocidade em redes 5G aumenta a probabilidade de violações de dados por hackers, caso a arquitetura e os mecanismos de segurança forem inadequados.
“Nesta direção, ainda temos os riscos de conformidade para hospitais. Caso essas instituições optem por fatiamento de redes, teremos riscos de segurança com a largura de banda especializada. Se os sistemas da instituição não forem adequadamente protegidos, um ataque cibernético pode prejudicar todo o sistema em operação. Aqui, deve-se refletir sobre a necessidade de uma criptografia segura, pois à medida que a tecnologia 5G melhora, as técnicas de criptografia devem se expandir.”
Caminhos para superar barreiras
A solução para superar esses problemas, na análise de Rodrigues, passa pela combinação de incentivos financeiros, modernização regulatória e parcerias estratégicas atreladas a um plano de desenvolvimento que pode ser elaborado utilizando-se as tecnologias adequadas para cada caso.
“A criação de políticas públicas voltadas para a digitalização da saúde, a flexibilização de normas para instalação de infraestrutura 5G e o desenvolvimento de modelos de negócios para os provedores da tecnologia e hospitais pode acelerar a implementação.”
Para que as barreiras sejam vencidas, a colaboração de todos os stakeholders do setor se faz necessária, na opinião dos especialistas. “É essencial uma colaboração ativa entre governo, setor privado e instituições de ensino, pesquisa e extensão. A criação de um arcabouço regulatório sólido e flexível, o investimento contínuo em infraestrutura e o desenvolvimento de mecanismos de incentivo financeiro são aspectos fundamentais para acelerar a transformação digital das instituições de saúde, de maneira especial com a aplicação da tecnologia 5G”, acredita Rodrigues.
Além disso, a troca de experiências com outros países e a realização de projetos-piloto podem oferecer insights e impulsionar a adoção segura e eficiente da tecnologia. “As iniciativas devem ser tratadas como projetos de inovação dentro de um contexto de transformação digital. Caso contrário, parte do investimento realizado corre o risco de se perder pela falta de foco estratégico na adoção da tecnologia”, alerta ele.
Louro aposta também que, para virar o jogo do 5G no Brasil, é preciso iniciativas para acelerar a adoção da tecnologia na área da saúde, com foco nas estratégias da Anatel e da Anvisa, que devem estabelecer programas contínuos de certificação para dispositivos médicos habilitados para 5G e simplificar os procedimentos de licenciamento para implantações de redes hospitalares.
“Os setores de saúde e telecomunicações devem trabalhar juntos para implementar soluções de saúde 5G, principalmente em unidades de saúde pública. Minimizar barreiras com incentivos financeiros direcionados, os quais poderiam introduzir incentivos fiscais, subsídios ou fundos de investimento dedicados para ajudar na implantação do 5G em hospitais, instalações de pesquisa e projetos de saúde digital são fundamentais.”
Soluções viáveis a curto e médio prazo
A tecnologia 5G chegou prometendo uma revolução na saúde, mas ainda não deslanchou como se esperava e seus benefícios ainda não são claros para muitos gestores. Os desafios são muitos e requerem, principalmente, investimentos financeiros. Mas, a curto e médio prazo, o que pode ser feito?
“No curto prazo, soluções viáveis incluem a implementação de redes 5G privadas em hospitais e clínicas, a aquisição de equipamentos compatíveis e a realização de testes lean para validar os benefícios da conectividade avançada”, diz Portugal.
Nesse sentido, Rodrigues comenta que a adoção de redes privativas pode ser realizada através do desenvolvimento da solução e posteriormente implementação com algum provedor.
Para Louro, algumas iniciativas também envolvem a implantação de redes híbridas 4G-5G massivamente com integração gradual de redes 5G não autônomas (NSA) na infraestrutura 4G LTE existente, o que tornaria a iniciativa mais econômica.
“A Anatel também pode desenvolver iniciativas que permitam que os hospitais testem aplicativos médicos baseados em 5G em ambientes regulatórios, acelerando assim a acurácia sistêmica e validação tecnológica.”
No médio prazo, a ampliação da infraestrutura de fibra óptica e o desenvolvimento de ecossistemas de tecnologias e conectividade em conjunto com a criação de políticas de financiamento específicas podem acelerar a adoção do 5G, beneficiando o público que vive em regiões menos favorecidas tecnologicamente e procedimentos que podem ser realizados de forma remota.
Portugal destaca, por fim, que na lista de prioridades das empresas do setor de saúde devem constar investimentos na capacitação de profissionais para que estes estejam preparados para lidar com novas ferramentas e processos tecnológicos em uma realidade de transformação digital do setor de saúde.
Segundo informações da Anatel, a expectativa é de que a tendência de crescimento do 5G permaneça no ano de 2025. A popularização dos dispositivos NB-IoT (sigla em inglês para Narrowband Internet of Things) poderá impulsionar o uso de dispositivos de automação, sensores industriais, vestíveis e muitos outros. Essa tecnologia permite implementar redes de grande alcance com baixo consumo de energia, além de reduzir o custo dos próprios dispositivos, viabilizando diversos modelos de negócio.
Embora o 5G tenha o potencial de alterar o setor de saúde do Brasil, atrasos em pesquisa, desenvolvimento e inovação; dificuldades de regulamentação; deficiências de infraestrutura; restrições financeiras e preocupações com implantação de sistemas cognitivos artificiais continuam sendo obstáculos significativos. Investimentos direcionados, reformas legislativas e colaboração do setor podem acelerar consideravelmente a formação de profissionais e a adoção plena da tecnologia.
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Sírio-Libanês é eleito um dos melhores hospitais do mundo pela sexta vez
Instituição integra o ranking World’s Best Hospitals 2025, que destaca os hospitais de maior excelência global, segundo a Newsweek e a Statista.
Pelo sexto ano consecutivo, o Hospital Sírio-Libanês figura entre os melhores hospitais do mundo, segundo o ranking World’s Best Hospitals 2025. A lista, elaborada pela revista norte-americana Newsweek em parceria com a Statista Inc., destaca as instituições de saúde de maior excelência globalmente.
“Receber esse reconhecimento pelo sexto ano seguido é um grande orgulho para nós. Ele reflete o comprometimento diário de nossos profissionais em oferecer um atendimento de excelência, inovar em ensino e pesquisa e levar a medicina de ponta além das fronteiras do Brasil”, afirma Fernando Ganem, diretor-geral do Sírio-Libanês.
World’s Best Hospitals 2025
Considerado um dos rankings mais relevantes da área, a classificação se baseia em recomendações de especialistas, indicadores de desempenho hospitalar, avaliações de pacientes e na adoção dos PROMs (Patient-Reported Outcome Measures). A lista contempla instituições de 30 países, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Reino Unido, Coreia do Sul e Brasil.
Os países foram selecionados com base em critérios como padrão de vida, expectativa de vida, número de hospitais e disponibilidade de dados. Um conselho global de especialistas apoia a contínua evolução da metodologia do ranking.
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MEDICINA S/A
Artigo - Como a tecnologia pode ajudar a virar o jogo na saúde suplementar
O faturamento hospitalar é, sem dúvida, um dos maiores gargalos da saúde suplementar brasileira. Trata-se de um processo burocrático, moroso e cheio de entraves que afeta diretamente a eficiência operacional de hospitais e operadoras de planos de saúde. O que deveria ser simples — a formalização de serviços prestados — acaba se transformando em um ciclo desgastante, que consome tempo, recursos humanos especializados e muita paciência para lidar com divergências administrativas, seja do lado do prestador ou da fonte pagadora.
Nos hospitais, tudo começa na consolidação das informações: prontuários, guias, autorizações e registros de procedimentos. O problema? Cada operadora tem suas próprias regras, e qualquer inconsistência pode gerar glosas e atrasos no pagamento. O aumento das glosas é alarmante: o 4º Balanço Observatório Anahp, publicado em dezembro do ano passado, destaca que o volume de glosas iniciais gerenciais atingiu 18,51% no terceiro trimestre de 2024, indicando uma oscilação crescente significativa em relação aos anos anteriores. Diante desse cenário, a equipe hospitalar precisa revisar contas, conferir documentos e interagir com múltiplas operadoras, consumindo um tempo precioso que poderia ser investido na melhoria da assistência.
O impacto financeiro direto é significativo: estima-se que o atraso nos repasses e o retrabalho gerado pelas glosas causem perdas milionárias para as instituições de saúde, comprometendo investimentos em infraestrutura e tecnologia. Já do lado das operadoras, o desafio não é menor. É preciso analisar cada conta recebida, cruzar dados, auditar cobranças e evitar pagamentos indevidos. Apesar do lucro operacional de R$3 bilhões registrado em 2024, conforme dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a falta de padronização entre os elos da cadeia gera ajustes constantes, retrabalho, custos administrativos elevados e impacto direto no fluxo de caixa das empresas.
O impacto vai além do financeiro. A lentidão no processo de faturamento pode prejudicar diretamente o paciente, seja por atrasos na autorização de novos procedimentos, seja pela limitação de recursos nos hospitais para investimentos em melhoria da assistência. Em contrapartida, instituições que já adotaram soluções de automação e digitalização de processos relatam ganhos significativos em eficiência e redução de erros, demonstrando que o caminho da transformação digital é promissor.
No fim, esse processo travado prejudica todos os lados. A solução passa pela digitalização e automação do faturamento, com sistemas que integrem e padronizem essas trocas. Isso não é apenas uma questão de eficiência operacional, mas de sustentabilidade do setor. O uso de tecnologias emergentes, como inteligência artificial para auditorias automatizadas e análise preditiva, pode ser um divisor de águas. Quem conseguir destravar esse processo, trazendo mais eficiência e previsibilidade, estará um passo à frente na transformação da saúde suplementar, beneficiando tanto as instituições quanto os pacientes que dependem de um sistema mais ágil e eficaz.
*Fabio Lia é country manager da Osigu no Brasil.
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Assessoria de Comunicação