CLIPPING AHPACEG 08 A 10/03/25
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DESTAQUES
Padilha na Saúde: ministro vai tentar transformar programa em marca do terceiro mandato de Lula
Confirmado primeiro caso de nova cepa de mpox no Brasil
Mulheres médicas recebem 23% a menos que homens, aponta pesquisa
A reconexão com a vida no ambiente hospitalar
Saúde confirma primeiro caso de nova cepa de mpox no Brasil
O GLOBO
Padilha na Saúde: ministro vai tentar transformar programa em marca do terceiro mandato de Lula
Novo ministro da pasta toma posse nesta segunda-feira
Alexandre Padilha assume pela segunda vez o comando do Ministério da Saúde, em posse marcada para esta segunda-feira, com a missão de suprir uma das principais carências deste terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a falta de uma marca para o governo. À frente da pasta, Padilha terá que dar visibilidade ao Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE), o que sua antecessora, Nísia Trindade, não conseguiu fazer.
Lula quer, e chegou a pedir diversas vezes a Nísia, que o ministério consiga reduzir o tempo de espera por consultas com especialistas e exames no Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia.
O programa foi lançado em abril de 2014, mas, na visão do Planalto, não conseguiu até agora atingir o patamar desejado de atendimento. O próprio nome é considerado um problema. Auxiliares tentam rebatizar o PMAE com um nome mais popular.
Na visão de Lula, Padilha pode se valer da experiência da implantação do Mais Médicos em sua primeira passagem pelo Ministério da Saúde no governo Dilma Rousseff. O programa tinha o objetivo de suprir a carência de médicos nas cidades do interior e nas periferias das grandes cidades.
O Mais Médicos enfrentou críticas, principalmente por causa da contratação de profissionais cubanos. Médicos brasileiros e entidades representativas da classe consideraram a iniciativa uma ameaça à qualidade da medicina no país. O governo, por outro lado, argumentava que os estrangeiros passavam por treinamentos específicos e eram qualificados.
O programa se tornou uma vitrine do PT e foi reembalado pela atual gestão de Lula, em um novo formato, desta vez sem estrangeiros. O entendimento no governo hoje é que o Mais Médicos virou um caso de sucesso e hoje tem a sua marca consolidada.
Na conversa em que demitiu Nísia, Lula apontou, entre outras justificativas, a necessidade de melhorar a comunicação do governo. Por isso, a expectativa é que Padilha tente dar mais destaque para as iniciativas da pasta, tanto em entrevistas como nas redes sociais. Há um entendimento de que a ex-ministra se comunicou mal durante a epidemia de dengue do ano passado.
Em uma entrevista dias depois de anunciar a troca na Saúde, Lula afirmou:
- A Nísia era uma companheira da mais alta qualidade, minha amiga pessoal, mas eu estou precisando de um pouco mais de agressividade na política que o governo tem que aplicar, mais agilidade, mais rapidez, e por isso estou fazendo algumas trocas.
Padilha terá ainda o desafio de estabelecer uma relação melhor com o Congresso do que a antecessora. Os problemas com os parlamentares também foram apontados por Lula na conversa em que definiu a troca na pasta. Nísia enfrentava críticas por causa da liberação de emendas. A ex-ministra foi pressionada em diferentes momentos pelo Centrão para liberação de verbas. Congressistas relatavam dificuldades para conseguir recursos para as bases. O tema também deverá ser espinhoso para Padilha, tendo em vista que o ministro das Relações Institucionais não tem uma boa relação com integrantes do Centrão, como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) que o considera um "desafeto".
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A REDAÇÃO
Confirmado primeiro caso de nova cepa de mpox no Brasil
Entenda como é a transmissão da doença
O Ministério da Saúde confirmou na sexta-feira, 7, o primeiro caso de mpox no Brasil causado por uma nova cepa do vírus, a 1b. A paciente é uma mulher de 29 anos da região metropolitana de São Paulo, cujo quadro clínico evolui bem. Ela teve contato com um familiar do Congo, país africano onde a doença é endêmica.
De acordo com o ministério, não foram identificados casos secundários até o momento. A vigilância sanitária municipal de São Paulo está rastreando possíveis contatos da paciente. Até agora, apenas a cepa 2 do vírus tinha sido identificada no Brasil. O caso da nova cepa foi confirmado por laboratório, segundo o ministério.
A análise sequenciou o genoma completo do vírus, que é muito próximo aos casos da cepa 1b detectadas em outros países. No Brasil, foram 2.052 casos da doença em 2024. Neste ano, são 115 casos até fevereiro. Não foi registrada nenhuma morte por mpox no País nos últimos dois anos.
O ministério afirma que os pacientes geralmente apresentam sintomas leves e moderados. O Ministério da Saúde afirmou que acompanha o caso em conjunto com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde de São Paulo. A pasta disse ainda que comunicou o caso à Organização Mundial da Saúde (OMS).
A OMS decretou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) para a mpox em agosto de 2024. O Congo é um país da África Central, onde a mpox é considerada endêmica (frequente) desde a década de 1970. Segundo o Ministério da Saúde, o país teve um surto nacional da doença em dezembro de 2022. Nesse período, o surgimento da cepa 1b motivou um "aumento significativo" de casos no país, segundo nota técnica do ministério. Ainda de acordo com o ministério, casos da cepa 1b foram registrados em Uganda, Ruanda, Quênia, Zâmbia, Reino Unido, Alemanha, China, Tailândia, Estados Unidos da América, Bélgica, Angola, Zimbábue, Canadá, França, Índia, Paquistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Omã, Catar e África do Sul.
O que é mpox e quais os sintomas
A mpox é causada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre por contato com pacientes infectados ou por materiais contaminados pelo vírus. Abraços, beijos e relação sexual com pessoas contaminadas oferecem risco, assim como o contato com lesões na pele, feridas, bolhas ou secreção.
Geralmente, a mpox apresenta quadros leves e moderados que duram de 2 a 4 semanas. Os pacientes costumam ter lesões na pele, como bolhas e feridas, além de febre, dor de cabeça, calafrio e fraqueza. Os sintomas podem aparecer até 21 dias após a infecção. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com sintomas procurem uma unidade de saúde. Elas devem informar se tiveram contato com alguém doente e, se possível, evitar atividades sociais e coletivas e contato próximo com outras pessoas.
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SAÚDE BUSINESS
Mulheres médicas recebem 23% a menos que homens, aponta pesquisa
Estudo da Afya revela disparidade salarial e desafios de gênero na profissão, destacando os impactos das jornadas de trabalho e responsabilidades familiares sobre a carreira das médicas.
A pesquisa Pesquisa Salarial do Médico, conduzida pelo Research Center da Afya, destaca que as médicas ganham, em média, 23% a menos do que seus colegas homens. A pesquisa revela que a renda mensal das mulheres na medicina é de R$ 17.535,32, enquanto a dos homens alcança R$ 22.669,86.
A diferença de aproximadamente R$ 5.135 é atribuída a dois fatores principais: a remuneração por hora, que para os homens é de R$ 417, enquanto para as mulheres é de R$ 370, representando uma diferença de R$ 48 (11,4%). Além disso, as médicas dedicam 47,4 horas semanais à profissão, contra 54,3 horas dos homens, uma disparidade de 6,9 horas por semana (12,6%).
A desigualdade salarial é observada em todas as categorias analisadas, incluindo faixa etária, região e nível de formação. Para os profissionais com idades entre 45 e 55 anos, a diferença de renda é menor, cerca de 8,1%, indicando um certo equilíbrio salarial nesta faixa etária.
Em relação às regiões, o Sul apresenta a menor diferença salarial, com 15,4%, enquanto nas demais regiões a disparidade varia entre 22% e 24%. No Norte, a diferença é de 22,6%, no Nordeste 22,2%, no Centro-Oeste 24,2%, e no Sudeste 24,9%.
A desigualdade também se reflete no nível de formação. Médicos especializados ganham, em média, 22,4% a mais do que médicas com as mesmas qualificações, sugerindo que as mulheres continuam enfrentando obstáculos para avançar em termos financeiros e profissionais, mesmo com formação equivalente.
Maternidade e jornada de trabalho
O estudo também observa que as médicas mães dedicam em média 46,7 horas semanais à profissão, enquanto os médicos pais trabalham 55,2 horas. Para as médicas divorciadas ou separadas com filhos, a carga horária semanal sobe para 50,7 horas, indicando que as responsabilidades familiares podem impactar a jornada de trabalho.
“Conciliar vida pessoal e profissional ainda é um desafio para as mulheres, que enfrentam múltiplas jornadas. A desigualdade salarial, especialmente nas horas trabalhadas, é um reflexo de uma divisão desigual das responsabilidades dentro e fora de casa. Para avançarmos, é essencial que essa divisão seja mais equilibrada, o que contribuirá para a redução dessas disparidades”, afirma Eduardo Moura, médico e diretor de pesquisa do Research Center da Afya.
A pesquisa entrevistou 2.637 profissionais de todas as identidades de gênero, entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, com margem de erro de 1,9 ponto percentual e nível de confiança de 95%.
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MEDICINA S/A
A reconexão com a vida no ambiente hospitalar
Por Murillo Pedrosa
Organizações como os Doutores da Alegria já entenderam, há décadas, o poder transformador da arte no ambiente hospitalar. Através da palhaçaria, eles levam sorrisos, alívio e um respiro de leveza para pacientes e familiares. Mas o que isso representa na prática? Ações como essa entregam mais do que entretenimento. É a possibilidade de, por alguns minutos, esquecer a dor, a incerteza e o medo. É a chance de se reconectar com a alegria, mesmo em meio a situações delicadas, como estar internado ou acompanhando um ente querido.
A arte, em suas diversas formas, tem o poder de curar. Seja através da música, do teatro, da pintura ou da dança, ela oferece um escape criativo e emocional. Para pacientes, pode ser uma forma de expressar sentimentos que palavras não conseguem capturar. Para familiares, pode ser um momento de descontração e alívio em meio à tensão. E, para ambos, é uma lembrança de que a vida não se resume à doença. E esse pensamento é fundamental, pois ser diagnosticado com algo grave, por exemplo, é um momento que pode obrigar pacientes e acompanhantes a longos períodos de internação. Períodos em que a dimensão humana, muitas vezes, corre o risco de ficar esquecida ao longo dos corredores nos hospitais, o cuidado com o dia a dia, com a mente, com a alma e com a continuidade da vida, enquanto essas pessoas internadas aguardam pelo próximo procedimento, a próxima consulta, mais uma dose de medicação…
Nesses intervalos, o tédio, a ansiedade e o medo nascem. Para os familiares, a situação não é diferente. Muitas vezes, eles se veem divididos entre a preocupação com o ente querido e a necessidade de manter suas próprias rotinas. É aqui que entra uma pergunta crucial: como podemos preencher esses dias com significado, com atividades que tragam não apenas distração, mas também crescimento, conexão, mais humanização e propósito?
O ambiente hospitalar pode ser um vetor para isso, um espaço de aprendizado e desenvolvimento pessoal. Imagine um paciente que durante seu tratamento tem a oportunidade de participar de algum tipo de atividade educativa. Elas não apenas preencheriam o tempo, mas também ofereceriam um senso de propósito e continuidade da vida mesmo em meio a uma rotina difícil. Um exemplo prático? O xadrez pode ser um deles, uma vez que sendo uma atividade que estimula o raciocínio lógico e a concentração, além de ser uma excelente forma de interação social, poderia ter um espaço físico ou digital para sua prática em um hospital. E alguma aula de história, transportando para outros tempos e lugares, oferecendo uma fuga mental do ambiente hospitalar? Por que não um curso técnico em internações mais longas? Uma oportunidade, inclusive, para empresas que tenham programas de investimentos sociais e políticas voltadas para desenvolvimento humano e ações de qualidade de vida, e que possam contribuir para pensarmos na saúde de forma mais holística. Afinal, a medicina cura o corpo, mas são pequenas ações, como uma risada, um bate-papo, uma conversa, a troca de conhecimento, a interação com as pessoas que curam a alma.
*Murillo Pedrosa é Managing Director da FCB Health Brasil.
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AGÊNCIA BRASIL
Saúde confirma primeiro caso de nova cepa de mpox no Brasil
Mulher de 29 anos teve contato com familiar que visitou país africano
O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de infecção pela cepa 1b da mpox no Brasil. Segundo a pasta, a paciente, uma mulher de 29 anos que mora na região metropolitana de São Paulo, teve contato com um familiar que esteve na República Democrática do Congo, país que enfrenta surto da doença.
Em nota, o ministério informou que o caso no Brasil foi confirmado laboratorialmente, por meio da realização de sequenciamento para caracterizar o agente infeccioso. O exame permitiu a obtenção do genoma completo que, segundo a pasta, é muito próximo aos de casos detectados em outros países.
“Até o presente momento, não foram identificados casos secundários. A equipe de vigilância municipal mantém o rastreamento de possíveis contatos”, destacou o comunicado.
Ainda de acordo com o ministério, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já foi informado sobre o caso e a pasta, junto às secretarias estadual e municipal de Saúde, solicitou o reforço da rede de vigilância epidemiológica e o acompanhamento da busca ativa de pessoas que tiveram contato com a paciente.
Centro de emergência
Em resposta à declaração de emergência em saúde pública de importância internacional por mpox, decretada pela OMS em agosto de 2024, o ministério instituiu o Centro de Operações de Emergências (COE) para a doença que, segundo a pasta, permanece ativo no intuito de centralizar e coordenar as ações.
Casos
Em 2024, o Brasil registrou 2.052 casos de mpox. Até o início de fevereiro, 115 casos de cepas da doença haviam sido notificados, mas nenhum deles, até então, era da cepa 1b. Nenhum óbito por mpox foi identificado no Brasil ao longo dos últimos dois anos e a maioria dos pacientes, segundo o ministério, apresenta sintomas leves ou moderados.
A doença
Causada pelo vírus Monkeypox, a doença pode se espalhar entre pessoas e, ocasionalmente, do ambiente para pessoas, por meio de objetos e superfícies que foram tocados por um paciente infectado. Em regiões onde o vírus está presente entre animais selvagens, a doença também pode ser transmitida para humanos que tenham contato com os animais infectados.
A mpox pode causar uma série de sinais e sintomas. Embora algumas pessoas apresentem sintomas menos graves, outras podem desenvolver quadros mais sérios e necessitar de atendimento em unidades de saúde.
O sintoma mais comum é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode começar com ou ser seguido de febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.
As lesões também podem ser encontradas na boca, na garganta, no ânus, no reto, na vagina ou nos olhos. O número de feridas pode variar de uma a milhares. Algumas pessoas desenvolvem ainda inflamação no reto, que pode causar dor intensa, além de inflamação dos órgãos genitais, provocando dificuldade para urinar.
Entenda
A mpox é considerada doença endêmica na África Central e na África Ocidental desde a década de 1970. Em dezembro de 2022, a República Democrática do Congo declarou surto nacional de mpox, em razão da circulação da cepa 1 do vírus.
Desde julho de 2024, casos da cepa 1b vêm sendo registrados em países como Uganda, Ruanda, Quênia, Zâmbia, Reino Unido, Alemanha, China, Tailândia, Estados Unidos, Bélgica, Angola, Zimbábue, Canadá, França, Índia, Paquistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Omã, Catar e África do Sul.
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Assessoria de Comunicação